Por que as garrafas de vinho têm 750ml e não 1 litro?

Uma pesquisa revelou que os brasileiros nunca beberam tanto vinho como no ano da pandemia de covid-19. Foram 501 milhões de litros. Isso significa que nunca tivemos tantas garrafas de vinho nas nossas casas. Se você é um consumidor atento, deve ter ficado chateado ao ver que as garrafas de vinho não têm um litro da bebida, mas 750 ml.

Contudo, antes de denunciar a marca para o Procon, é preciso que você saiba que isso não ocorre apenas no Brasil. No mundo todo, as garrafas de vinho têm 750 ml. Por quê? Bem, isso vamos descobrir agora conhecendo as principais hipóteses sobre o tema.

Uma disputa entre franceses e ingleses
Você já sabe que historicamente franceses e ingleses não se davam muito bem, certo? Esses dois povos discordavam sobre muitas coisas. De vez em quando, essas discordâncias acabavam em guerra. Mas, no caso dos vinhos, ela gerava confusão para os vendedores.

Acontece que os ingleses não usavam o Sistema Métrico Decimal como sistema de medida oficial. No lugar dele, preferiam o Sistema Imperial. Para bebidas, eles recorriam ao galão (gallon) como unidade padrão. Cada galão tem 4,546 litros e para tornar a conversão mais simples, esse valor era arredondado para 4,5 L.

Para facilitar a vida das vinícolas francesas, os vendedores passaram a vender caixas com seis garrafas de 750 ml, o que daria um galão de vinho no sistema inglês. Essa conversão funcionava muito bem, principalmente para as grandes compras — e, no século XIX, os ingleses eram os principais compradores do vinho francês.

Capacidade de sopro
Existe uma outra hipótese para as garrafas de 750 ml. Antigamente, a produção de garrafas de vidro era muito mais difícil devido à falta de mecanização. Para produzir uma garrafa, era preciso soprar o vidro quente para moldá-lo.

Diz a lenda que a capacidade pulmonar dos trabalhadores não permitia a confecção de garrafas maiores — e, por isso, elas acabavam suportando cerca de 750 ml da bebida.

Um litro de vinho era vinho demais
Uma terceira hipótese é que 750 ml de vinho era a quantidade adequada para a refeição de um casal europeu. Isso evitava que sobrasse vinho, o que reduziria o desperdício e facilitaria a compra. Ao mesmo tempo, as taças das tavernas tinham capacidade para cerca de 125 ml, logo, uma garrafa poderia encher seis taças.

Mas e os garrafões de 5 litros?
Bem, se você já foi a uma festa da uva, como as realizadas no Sul do Brasil, deve ter percebido que existe a venda de garrafões de 5 litros de vinho, certo? Esses vinhos não são exportados — e, por isso, são embalados de forma diferente. Além disso, esses vinhos são vendidos em maior quantidade por serem feitos com uvas menos selecionadas, logo com uma qualidade inferior, principalmente para exportação.

Inclusive, a produção desses vinhos, chamados de “vinhos de mesa”, permite que a bebida seja feita com outros produtos além de uvas. São bebidas mais baratas e populares.

Já fora do Brasil, os garrafões que se parecem com esses nossos de 5 litros são, na realidade, de 4,5 litros, ou 1 galão, como foi explicado no primeiro ponto dessa matéria, e aí tudo se encaixa.

*Por Everton Lima
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*Fonte: megacurioso

Coca Cola e a Danone estão produzindo garrafas à base de plantas que se degradam em apenas um ano

O lixo plástico produzido todos os anos em todo o mundo é um dos principais responsáveis pelo grande problema ambiental envolvendo o descarte de lixo. Visando isso, a Coca-Cola e a Carlsberg, em parceria com a empresa Avantium estão produzindo uma alternativa sustentável e biodegradável para todos nós.

O novo material plástico desenvolvido é feito de açúcar de milho, trigo e beterraba e se decompõe em apenas um ano, muito menos prejudicial que os 200 anos de um plástico comum.

“Esse plástico tem credenciais de sustentabilidade muito atraentes porque não usa combustíveis fósseis e pode ser reciclado – mas também se degradaria na natureza muito mais rapidamente do que os plásticos normais”, disse o diretor executivo da Avantium, Tom Van Aken, ao The Guardian.

Em 1950, uma população global de 2,5 bilhões produzia aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de plástico. No entanto, em 2016, uma população de mais de sete bilhões produziu mais de 320 milhões de toneladas de plástico. Espera-se que esse número continue crescendo e dobrará até 2034. Infelizmente essa realidade é crescente e constante e essa nova opção vem como uma luz para esse grande problema ambiental.

Espera-se que as bebidas nessas garrafas cheguem às prateleiras até 2023: “A inovação leva tempo e continuaremos a colaborar com os principais especialistas para superar os desafios técnicos remanescentes, assim como fizemos com o nosso Snap Pack de redução de plástico”

*Por Mariana Marques

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*Fonte: revistacarpediem