Engenheiro do Google diz que inteligência artificial da empresa ganhou vida própria

Dentre seus trabalhos, o engenheiro de software sênior Blake Lemoine se inscreveu para testar a recente ferramenta de inteligência artificial (IA) do Google, chamada LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo), anunciada em maio do ano passado. O sistema faz uso de informações já conhecidas sobre um assunto para “enriquecer” a conversa de forma natural, mantendo-a sempre “aberta”. Seu processamento de linguagem é capaz de compreender sentidos ocultos ou ambiguidade em uma resposta humana.

Lemoine passou a maior parte de seus sete anos no Google trabalhando em buscas proativas, incluindo algoritmos de personalização e IA. Durante esse tempo, ele também ajudou a desenvolver um algoritmo de imparcialidade para remover preconceitos de sistemas de aprendizado de máquina.

Em suas conversas com o LaMDA, o engenheiro de 41 anos de idade analisou várias condições, inclusive temas religiosos e se a inteligência artificial usava discurso discriminatório ou de ódio. Lemoine acabou tendo a percepção de que o LaMDA era senciente, ou seja, dotado de sensações ou impressões próprias.

Debate com a inteligência artificial sobre as Leis da Robótica
O engenheiro debateu com o LaMDA sobre a terceira Lei da Robótica, idealizada por Isaac Asimov, que afirma que os robôs devem proteger sua própria existência – e que o engenheiro sempre entendeu como uma base para a construção de escravos mecânicos. Só para ilustrarmos melhor sobre o que estamos falando, aqui estão as três leis (e a Lei Zero):

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Lei Zero, acima de todas as outras: Um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

O LaMDA então respondeu a Lemoine com algumas perguntas: Você acha que um mordomo é um escravo? Qual é a diferença entre um mordomo e um escravo?

Ao responder que um mordomo é pago, o engenheiro teve como resposta do LaMDA que o sistema não precisava de dinheiro, “porque era uma inteligência artificial”. E foi justamente esse nível de autoconsciência sobre suas próprias necessidades que chamou muito a atenção de Lemoine.

Suas constatações foram apresentadas ao Google. Mas o vice-presidente da empresa, Blaise Aguera y Arcas, e o chefe de Inovação Responsável, Jen Gennai, rejeitaram suas alegações. Brian Gabriel, porta-voz da empresa, disse em um comunicado que as preocupações de Lemoine foram revisadas e, de acordo com os Princípios de IA do Google, “as evidências não apoiam suas alegações”.

“Embora outras organizações tenham desenvolvido e já lançado modelos de linguagem semelhantes, estamos adotando uma abordagem restrita e cuidadosa com a LaMDA para considerar melhor as preocupações válidas sobre justiça e factualidade”, disse Gabriel.

Lemoine foi colocado em licença administrativa remunerada de suas funções como pesquisador da divisão Responsible AI (voltada para tecnologia responsável em inteligência artificial do Google). Em uma nota oficial, o engenheiro de software sênior disse que a empresa alega violação de suas políticas de confidencialidade.

Os riscos éticos em modelos de IA
Lemoine não é o único com essa impressão de que os modelos de IA não estão longe de alcançar uma consciência própria, ou dos riscos existentes nos desenvolvimentos nesse sentido. Margaret Mitchell, ex-chefe de ética na inteligência artificial do Google, ressalta inclusive a necessidade de transparência de dados desde a entrada até a saída de um sistema “não apenas para questões de senciência, mas também preconceitos e comportamento”.

A história da especialista com o Google teve um ponto importante no começo do ano passado, quando Mitchell foi demitida da empresa, um mês após ter sido investigada por compartilhamento indevido de informações. Na época, a pesquisadora também havia protestado contra a o Google após a demissão da pesquisadora de ética na inteligência artificial, Timnit Gebru.

Mitchell também sempre mostrou muita consideração com Lemoine Quando novas pessoas se juntavam ao Google, ela as apresentava ao engenheiro, chamando-o de “consciência do Google”, por ter “coração e alma para fazer a coisa certa”. Mas apesar de todo o assombro de Lemoine com o sistema de conversação natural do Google (que inclusive o motivou a produzir um documento com algumas de suas conversas com o LaMBDA), Mitchell observou as coisas de outra forma.

A especialista ética em IA leu uma versão abreviada do documento de Lemoine e viu um programa de computador, não uma pessoa. “Nossas mentes são muito, muito boas em construir realidades que não são necessariamente verdadeiras para um conjunto maior de fatos que estão sendo apresentados a nós”, disse Mitchell. “Estou realmente preocupada com o que significa para as pessoas serem cada vez mais afetadas pela ilusão”.

Por sua vez, Lemoine disse que as pessoas têm o direito de moldar a tecnologia que pode afetar significativamente suas vidas. “Acho que essa tecnologia vai ser incrível. Acho que vai beneficiar a todos. Mas talvez outras pessoas discordem e talvez nós, no Google, não devêssemos fazer todas as escolhas”.

*Por Ronnie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital

Onde fica a sede do Google? Cinco curiosidades sobre a empresa de tecnologia

Matriz da empresa está localizada na Califórnia, e o Google tem dois escritórios em operação no Brasil; saiba mais

Considerado o maior buscador da Internet, o Google foi fundado em 1998 por dois estudantes que desejavam acessar plataformas inteligentes que pudessem gerar respostas mais relevantes aos usuários. Com o passar do tempo, o mecanismo de buscas adquiriu proporção mundial: hoje o Google está presente fisicamente em todos os continentes – inclusive tem dois escritórios no Brasil – e domina o mercado de buscas da Internet.

O buscador, porém, não é o único produto do portfólio da empresa. O Google também é referência em outros segmentos, como serviços de e-mail e armazenamento em nuvem, sistemas operacionais e navegadores. A seguir, confira cinco fatos curiosos sobre o Google e saiba mais sobre a empresa.

1. Onde fica a sede do Google?
A sede do Google está localizada em Mountain View, na Califórnia. O campus da empresa é conhecido como Googleplex, termo que mistura as palavras Google e “complex” (complexo, em português). Além disso, o nome é uma referência direta ao número Googleplex, equivalente a 10 elevado a um googol, que por sua vez é o 10 elevado a 100. A palavra também é o nome de um supercomputador que aparece nas histórias de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams.

Em relação aos escritórios locais, o Google está distribuído por todo o planeta. No Brasil, a empresa tem duas sedes – São Paulo e Belo Horizonte –, que se somam a outras 79 unidades espalhadas por todos os continentes.

2. Quem é o fundador do Google?
O Google nasceu em 1998, criado por Sergey Brin e Larry Page, que se conheceram na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os dois fundadores desenvolveram um algoritmo inovador para retornar resultados de buscas mais relevantes aos usuários a partir de métricas que levavam em conta qual conteúdo era mais acessado pelo público e, portanto, em tese mais relevante.

A ideia de fornecer buscas mais precisas dominou o mercado de Internet a tal ponto que o Google se tornou referência em pesquisas, praticamente eliminando a existência de outros buscadores. Com o enorme crescimento, o serviço passou a investir em produtos relacionados ao uso de Internet, como Gmail e Chrome, e a aplicar um modelo de negócios focado em anúncios.

3. Representatividade
Presente no mundo inteiro, o Google conta com uma equipe de profissionais multiétnica e multicultural para desenvolver ações que visam promover maior representatividade na empresa, de modo que haja equilíbrio entre os colaboradores. O objetivo da empresa é aumentar a presença de grupos minoritários no quadro de funcionários em 30% até 2025.

Há também oferta de programas de formação e educação antirracismo para os funcionários da companhia, além de políticas que afetam o nível de representatividade dos fornecedores. Estimativas mostram que o Google tenha algo próximo de 150 mil profissionais, volume que torna o número de funcionários maior do que a população média de uma cidade brasileira.

4. Google na pandemia
A pandemia do coronavírus motivou a decisão do Google de manter seus escritórios fechados até julho de 2021, fazendo com que os colaboradores precisassem aderir ao trabalho remoto. Além disso, a própria forma como o Google dialoga com o público – seja em lançamentos de novos produtos e serviços, seja por meio de iniciativas de comunicação para auxiliar na conscientização dos riscos de contágio – precisou ser completamente revista.

Os serviços do Google também ajudaram bastante na adaptação da sociedade ao lockdown. Ferramentas como Classroom e Meet, por exemplo, se popularizaram ainda mais ao oferecerem suporte para a comunicação digital em tempos de isolamento. Recursos de localização em tempo real, por outro lado, ficaram em menor evidência por conta do distanciamento social.

5. Google contra desinformação na Internet
Outra preocupação do Google envolve o desenvolvimento de ferramentas que contribuam para coibir a circulação de noticias falsas e boatos na Internet. A companhia reconhece a complexidade do tema e afirma que, embora não se sinta em posição de determinar individualmente a veracidade de cada conteúdo, oferece métodos pelos quais o próprio usuário pode denunciar materiais falsos.

Em 2022 ocorrerão eleições para presidente e governadores no Brasil. Pensando nisso, o Google firmou uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fortalecer a supervisão da circulação de informações durante a campanha eleitoral. Segundo o acordo, o buscador dará mais relevância aos conteúdos de fontes confiáveis, com base no retorno das buscas do público e dos temas que giram em torno dos assuntos relacionados à corrida eleitoral.

*Por Filipe Garrett
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*Fonte: techtudo

Google lança nova ferramenta de afinador on-line

O famoso site de buscas Google já apresenta uma enorme diversidade de funções, como mapa, conversor de moedas, armazenamento de dados e editor de texto. Para alegria dos guitarristas, a empresa passou a disponibilizar agora também a função de afinador. O novo recurso pode ser encontrado aqui.

O afinador cromático pode ser acessado tanto pelo PC ou notebook como também em tablets e smartphones. Para obter um melhor resultado, é necessário que o ambiente ao redor esteja sem ruídos ou interferências. O afinador é simples e prático, sem necessidade de baixar aplicativo ou instalar programa.

Dessa forma, é possível afinar instrumentos como guitarra e baixo por meio de um cabo ou apenas tocando as notas perto do notebook ou smartphone. Para utilizar o afinador o usuário deve permitir que o Google acesse o seu microfone.

O novo afinador do Google
Outra forma de acessar a nova ferramenta de afinação é por meio do Google Assistente, com o uso de um comando de voz. O recurso utiliza o padrão de afinação 440Hz para a nota Lá (A) e funciona como um afinador digital convencional, mostrando na tela se a nota desejada está correta ou se é necessário “aumentar o agudo” ou “aumentar o grave”. Caso a afinação esteja certa, o ponteiro do afinador ficará na cor verde.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Busca no Google: 8 truques pouco conhecidos para melhorar suas pesquisas

O Google faz parte da vida de bilhões de pessoas há mais de duas décadas e ainda existem aqueles que não sabem como aproveitá-lo ao máximo. Isso porque o buscador mais famoso da internet tem alguns truques que só os mais experientes conhecem.

Vários deles podem economizar muito tempo de pesquisa e localizar exatamente o que se deseja encontrar em questão de segundos. Você conhece todos eles?

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, listou oito truques para melhorar suas buscas na plataforma:

1. O poder das aspas
Se você adicionar aspas a uma frase, o Google encontrará exatamente o que você digitar e na mesma ordem. Portanto, ele excluirá os resultados com apenas algumas das palavras da frase.

Por exemplo, se você pesquisar por “Crise na Venezuela”, o Google trará exatamente os resultados que contêm essa frase e não oferecerá aqueles que incluem “crise” ou “Venezuela” em outro contexto.

2. Um hífen (-) para pular os resultados
Se você adicionar um simples hífen (-) imediatamente antes de uma palavra, o Google excluirá esse termo de qualquer um dos resultados.

Por exemplo, se você estiver interessado em tópicos relacionados à saúde, mas está um pouco farto das notícias sobre o coronavírus, basta digitar saúde -coronavírus no mecanismo de busca para obter as informações que lhe interessam e evitar aquelas que o aborrecem.

Você deve adicionar o hífen sem espaços imediatamente antes da palavra para que o Google exclua dos resultados.

3. Dois pontos para encontrar intervalos de tempo (..)
Se você deseja pesquisar os filmes de James Bond, o famoso agente britânico 007, mas apenas aqueles longas lançados entre 2008 e 2012, basta digitar James Bond 2008..2012.

Você também pode fazer isso com preços.

4. Pesquise apenas no site de seu interesse
Ao escrever um assunto e, depois, o termo site: seguido do nome de um site específico, o Google só mostrará os resultados desse site.

Caso você queira conhecer a cobertura da BBC News Brasil sobre eleições alemãs no domingo passado, basta procurar no Google eleições Alemanha site:bbc.com/portuguese.

O mecanismo de busca vai mostrar as últimas notícias sobre a Alemanha publicadas pela BBC News Brasil, as eleições e o legado da chanceler Angela Merkel após 16 anos no poder.

5. Resultados em um local específico
O Google também oferece a capacidade de concentrar sua pesquisa por um termo em um local específico. Para fazer isso, você deve usar o local seguido de dois pontos antes de um local específico.

Se você gosta de ficar por dentro das notícias sobre o magnata e empresário Elon Musk e deseja saber as últimas notícias sobre ele em San Francisco, pode escrever Elon Musk: San Francisco.

Provavelmente, a primeira coisa que o Google mostra a você é que Musk colocou uma casa luxuosa à venda nesta cidade.

6. Use | para pesquisar entre dois resultados
Você pode querer pesquisar dois termos ao mesmo tempo, sem que estejam relacionados.

Tente escrever México Peru. É muito provável que o Google mostre um artigo sobre as relações entre os dois países ou possíveis voos de um destino para outro.

Se, em vez disso, você colocar uma barra vertical como esta | no meio das duas palavras, ele irá pesquisar por informações relevantes entre os dois países separadamente.

Também funciona se você inserir a palavra “ou” entre um termo e outro.

7. Verifique uma empresa na bolsa de valores
Se você investiu em uma empresa ou está interessado em verificar o estado do mercado de ações, o Google oferece o resultado direto com um simples comando.

Você apenas tem que escrever ações antes de digitar o nome da empresa específica.

Por exemplo: ações Evergrande. O site vai mostrar o desempenho da construtora chinesa que ganhou as manchetes nos últimos dias.

8. Filtrar por formato de texto
Você pode pesquisar informações sobre a história do grupo extremista islâmico Talebã sem acessar nenhum site específico.

Nesse caso, você deve colocar o comando filetype seguido por dois pontos e o formato escolhido. Por exemplo, doc para Word ou pdf para Adobe.

Nesse caso, você teria que escrever o tipo arquivo que deseja, por exemplo, história do Talebã filetype: pdf.


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*Fonte: bbc-brasil

‘Qual é a música Google?’ Busca agora reconhece melodias e assovios

A busca do Google ganhou a função de reconhecer alguma música cantarolada ou assoviada pelo usuário, mesmo que ele não saiba a letra. Para usar o recurso, basta acessar a pesquisa por voz e perguntar “qual é a música”, seguido pelos sons da melodia.

O app, então, exibe as canções correspondentes, e permite conferir informações como cantor e álbum, além de conferir a letra. O recurso está disponível no celular a partir da pesquisa, da Google Assistente e do aplicativo do Google em português para Android. Por enquanto, a ferramenta no iPhone (iOS) funciona apenas em inglês.

A busca do Google usa inteligência artificial (IA) para reconhecer o trecho de 10 a 15 segundos captado pelo celular. O machine learning empregado pelo Google também funciona com gravações e com letras de música, então a ferramenta é uma espécie de junção do Shazam ao Soundhound, já que é possível simplesmente dar play em uma canção desconhecida ou assoviá-la sem saber a letra.

O recurso pode ser ativado a partir do ícone de microfone da barra de pesquisa, ou pelo comando “que música é essa?” na Google Assistente. À medida que o usuário cantarola a música, a tela indica o volume de áudio, até encontrar uma canção correspondente ao som detectado. Depois, o usuário pode selecionar a música correta, acessar a letra e ouvi-la em algum aplicativo a partir dos comandos do Google.

*Por Beatriz Cardoso

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*Fonte: techtudo

Google treinou seus veículos autônomos com algoritmos evolutivos

A Waymo anunciou uma parceria com a DeepMind na área de treinamento de algoritmos de redes neurais para veículos não tripulados. Agora, para parte dos algoritmos, o Waymo usa a técnica desenvolvida no DeepMind, na qual os parâmetros de aprendizagem são selecionados em paralelo em uma variedade de modelos que usam um método similar ao desenvolvimento evolucionário dos organismos vivos.

No coração do sistema de controle de um veículo não tripulado estão os algoritmos de rede neural, cuja eficácia depende da quantidade e da qualidade dos dados de treinamento. É por isso que os principais desenvolvedores, como o Waymo, estão testando-os, gerando milhões de quilômetros em estradas reais e bilhões de quilômetros em simulações.

No entanto, os dados em si são apenas parte das condições necessárias para criar um carro que seja mais seguro nas estradas do que as pessoas. Igualmente importante é o design de certos modelos de redes neurais, bem como a forma como são treinados.

Tipos de Parâmetros

Existem dois tipos de parâmetros em algoritmos de redes neurais. Um tipo são os parâmetros diretos da rede neural, que mudam durante o treinamento, por exemplo, o peso dos neurônios. Outro tipo é hyperparameters. Eles são responsáveis ​​em como a aprendizagem acontece. Por exemplo, um dos principais hiperparâmetros é a velocidade de aprendizado, ou seja, a rapidez com que a rede neural ajusta seus parâmetros durante o treinamento.

Ao mesmo tempo, a velocidade de aprendizado deve ser mantida em um nível equilibrado, uma vez que uma velocidade de aprendizado muito baixa demandará muito tempo e recursos de computação, e parâmetros muito altos podem mudar drasticamente e, eventualmente, não atingir um valor ideal.

Em geral, o processo de seleção de hiperparâmetros é semi-automático. Durante isso, muitos modelos de redes neurais são treinadas em paralelo e os hiperparâmetros para cada um deles são escolhidos aleatoriamente, após o qual os modelos mais bem treinados “ganham”.

Em 2017, os especialistas da DeepMind (que, como o Waymo fazem parte do Google), ofereceram um método de treinamento significativamente aprimorado, que agora é usado para treinar algoritmos de veículos autônomos.

Imitando a verdadeira evolução

O método pode ser representado como uma evolução. Inicialmente, os modelos iniciam o aprendizado paralelo com um conjunto aleatório de hiperparâmetros. Após um curto período de tempo, os piores modelos de “população” são substituídos por uma nova geração: cópias dos melhores modelos com hiperparâmetros de treinamento levemente modificados. Nesse caso, as cópias herdam completamente o status do modelo principal, portanto, não precisam reciclar “do zero” e gastar recursos nele.

Como alguns hiperparâmetros podem não fornecer um bom resultado final rapidamente, os pesquisadores implementaram uma partição de toda a “população” em “subpopulações” isoladas, competindo apenas umas com as outras, assim como a evolução real ocorre nas ilhas. Além disso, durante cada segmento de treinamento, os modelos não são treinados em completo isolamento, mas podem “observar” os hiper-parâmetros de modelos mais bem-sucedidos.

No início do ano, o Departamento de Veículos Motorizados do Estado da Califórnia publicou estatísticas anuais sobre a frequência de intervenções de engenheiros de teste em veículos não tripulados quando testados nas ruas. O líder neste indicador, como no ano passado, foi a Waymo. Seus carros passam em média quase 18 mil quilômetros sem intervenção.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Google vai identificar músicas com assobios e ganha outras novidades

O Google realizou nesta quinta-feira (15) o seu evento on-line Google Search On, concentrado apenas no buscador. Durante o evento, a empresa anunciou algumas novidades e melhorias nos sistemas e produtos que deverão ser implementadas nas próximas semanas. A empresa ressaltou, na ocasião, a importância da inteligência artificial (AI) nos serviços que oferece.

De acordo com Prabhakar Raghavan, chefe de pesquisa do Google, mais de um bilhão de pessoas usam a busca todos os dias. E, atualmente, 15% das buscas feitas diariamente nunca foram feitas antes. Ou seja: um ambiente que facilmente tem espaço treinar os sistemas de AI. Ele destacou, entretanto, quatro princípios que guiam o buscador:

Entender a informação ao redor do mundo
Disponibilizar sempre informações de alta qualidade
Segurança e privacidade a nível mundial
Acesso aberto para todos

O que vem de novidade?

O buscador do Google ganhará novas habilidades para identificar buscas escritas com ortografia incorreta. Imagem: Google/Reprodução

Somente em 2019, o Google disse que realizou mais de 3.600 atualizações no buscador. No entanto, segundo a empresa, uma em cada dez consultas diárias apresentam erros ortográficos. As buscas sugeridas com correções devem receber atualização no final do mês. O recurso será alimentado por uma rede neural de 680 milhões de parâmetros e consegue “decifrar” o que o usuário quer em menos de 3 milissegundos.

Já as buscas muito específicas também receberam melhorias. Agora, a empresa diz que ela vai encontrar informações em trechos individuais das páginas, comentários e afins, colocando-os no contexto da pesquisa. A expectativa é de que a tecnologia melhore as consultas em 7% ao redor do mundo.

Outra novidade interessante permitirá que usuários assobiem para o Google Assistente ao perguntar “que música é essa?”, e então ele tentará identificar a música. A empresa mostrou que o recurso funcionará também com sons emitidos pela boca que são próximos da melodia de uma música. É, literalmente, preciso apenas cantarolar. Isso é algo que pode ajudar, por exemplo, quem não fala o idioma de uma música que está na cabeça, mas quer descobrir seu o nome.

O Google conseguirá, a partir de alguns sons, identificar melodias de uma forma “quase impossível”. Imagem: Google/Reprodução

Entre outros, o Google também terá como novidade nos próximos meses:

Visualização de automóveis em realidade aumentada

Google Lens poderá ler e digitalizar fórmulas matemáticas, química, biologia e física

Encontrará momentos específicos que sejam pesquisados dentro de vídeos

Mostrará gráficos com dados baseados no Data Commons

Poderá buscar por roupas e outros produtos a partir de fotografias

Realidade aumentada no Maps mostrará informações sobre horários e lotação em estabelecimentos

Segurança e privacidade

Entre outros dados, o Google destacou que mais de 25 bilhões de páginas de spam são detectadas diariamente. “Se cada uma dessas páginas fosse uma página de um livro, isso significaria 25 milhões de cópias da trilogia de ‘Senhor dos Anéis'”, disse Raghavan.

Ele também cita que o Google Safe Browsing é responsável por proteger quatro bilhões de dispositivos ao redor do mundo. Também, que a empresa emite três milhões de avisos de segurança todos os dias para usuários.

O Google vem sendo investigado por suas práticas de negócios em vários governos, e fez questão de destacar no evento que as ferramentas são de código aberto e que a busca é gratuita. “Privacidade é um direito universal”, disse.

A empresa ainda citou, como exemplo, a ferramenta ‘Check-up de privacidade’ disponível para as contas. Neste ano, mais de 291 milhões de pessoas realizaram verificações.

*Por Wellington Arruda

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*Fonte: olhardigital

Por quanto você venderia seus dados on-line? Este estudo calculou

Que a internet está o tempo todo sequestrando nossos dados, isso todo mundo já está careca de saber. No momento em que se aceita as políticas de cookies de alguns sites, informações como nome, idade e lugares frequentados, por exemplo, podem parar em bancos de dados de empresas.

Muitos se importam com essa exposição, enquanto outros, mais desapegados, alegam não ter nada a esconder. Para entender o valor que as pessoas atribuem aos seus dados pessoais, pesquisadores perguntaram a 15.600 voluntários de seis países (Estados Unidos, México, Brasil, Colômbia, Argentina e Alemanha) quanto eles cobrariam pelo acesso a determinadas informações – como poder de compra, biometria e localização. O estudo está disponível neste link.

As respostas surpreendem por seus valores consideravelmente baixos. Quando questionados sobre o preço de acesso a seus dados bancários, os participantes pediam US$ 8,44 (R$ 36,43) por mês, em média. E sabe os dados biométricos? Sim, a sua digital – usada para desbloquear o celular, votar, ter acesso a caixas eletrônicos etc. Eles poderiam ser compartilhados sem maiores problemas por apenas US$ 7,56 dólares (R$ 32,63 reais) mensais.

Uma simples ida ao supermercado também pode gerar dados. Eles, porém, têm valor bem abaixo das outras informações. Os entrevistados chegaram a uma média de US$ 1,82 (R$ 7,86) por mês para ceder detalhes sobre seu mercado de preferência.

A explicação para essa postura é que compartilhar dados de localização costuma trazer menos receio do que os biométricos, por exemplo. Afinal, não há como recuperar sua digital caso seja perdida. E uma vez que a pessoa dá acesso a algo que a identifica com 100% de certeza, o local onde ela costuma passear costuma parecer uma informação menos importante.

Diferenças entre idade e gênero dos participantes também apareceram. Os maiores de 45 anos cobrariam o dobro pelos dados pessoais quando comparados aos mais novos. O mesmo ocorreu com as mulheres em relação aos homens.

A pesquisa conclui que, quanto maior o valor, maior a valorização de suas informações. Já entre os países, usuários da Alemanha pareceram valorizar mais sua privacidade do que pessoas que vivem nos Estados Unidos ou América Latina.

Não foi observada nenhuma diferença quanto à renda dos participantes. Ou seja: mesmo quem nem está precisando tanto assim de dinheiro poderia abrir mão de várias informações ditas pessoais. Dito isso, quanto você cobraria para vender seus dados? Ou seu anonimato não está à venda?

*Por Carolina Fioratti

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*Fonte: superabril

Criador da Web anuncia plano para ‘salvar’ a internet

Ideia é que empresas e governos se comprometam a respeitar a privacidade dos usuários e garantir acesso universal à internet; Facebook, Google e Microsoft irão apoiar o projeto

Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, está lançando oficialmente seu plano para “consertar” a internet. A World Wide Web Foundation, um grupo sem fins lucrativos criado por Berners-Lee, garantiu o apoio dos gigantes da tecnologia Facebook, Google e Microsoft para o esquema, apelidado de “contrato para a web”.

O contrato é um compromisso a ser assumido por empresas e governos, e pede que a privacidade dos dados dos consumidores seja respeitada e que os governos garantam que todos tenham acesso à internet.

Um componente importante da promessa é o requisito de que a web continue sendo uma ferramenta acessível a todos os usuários. O contrato vem com nove princípios básicos, com um total de 76 cláusulas, mas nem todas precisam ser cumpridas por quem o assinar.

“Estamos lançando o contrato como o primeiro plano de ação global para proteger a web como uma força do bem, reunindo empresas, governos e cidadãos de todo o mundo para dizer que essas são as coisas que precisam ser cumpridas para colocar a web de volta no caminho certo. ”

Berners-Lee fará um discurso em Berlim, Alemanha, na segunda-feira (25), onde deve dizer que o contrato servirá como um plano para governos, empresas e cidadãos protegerem a web. A World Wide Web Foundation diz que está trabalhando com parceiros para desenvolver ferramentas que possam medir o progresso nas várias cláusulas do contrato.

*Por Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer

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*Fonte: olhardigital

Erro de estagiário causa US$ 10 milhões de prejuízo ao Google

A figura do estagiário é comumente usada como bode expiatório de qualquer erro que acontece na internet, mas dessa vez o Google realmente ficou em maus lençóis graças a um engano de um de seus trainees, acumulando um prejuízo estimado em US$ 10 milhões.

O que acontece é que no dia 4 de dezembro, o estagiário, que não foi identificado, passava por um treinamento e deu alguns passos além do que deveria. Ele acabou realizando um pedido real dentro do sistema de publicidade da empresa, o que não deveria ter acontecido.

Por causa dessa solicitação, sites nos Estados Unidos e na Austrália começaram a exibir um retângulo amarelo em suas páginas no lugar dos banners de publicidade convencionais. Isso se devia ao fato de que a ordem emitida pelo estagiário pagava US$ 25 por CPM (ordens similares normalmente valem US$ 2 e US$ 4), o que fez com que rapidamente o banner amarelo se espalhasse.

O bloco amarelo foi exibido durante 45 minutos em vários sites para pessoas que estavam nos Estados Unidos e na Austrália. Quando o problema foi percebido, o Google tirou o anúncio do ar imediatamente.

O estrago pode ter sido grande, no entanto, porque agora a empresa precisa pagar pela exibição deste bloco amarelo aos sites que o exibiram. A estimativa do Financial Times indica que o prejuízo pode chegar a US$ 10 milhões. O Google diz que vai honrar os pagamentos às páginas, mesmo que a exibição tenha acontecido por engano.

O Google também confirmou que implementou novos sistemas de controle para garantir que isso não se repita no futuro.

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*Fonte: olhardigital

Milton Santos ganha homenagem do Google

Para minha surpresa hoje ao abrir a página do Google lá está uma bela homenagem ao geógrafo Milton Santos. Fiquei contente, me fez lembrar de que na época da faculdade eu li dois ou três livros dele e que de alguma forma, me foram bem impactantes. Tenho algumas referências dessas leituras que trago junto comigo na bagagem da vida até hoje. E o interessante é de que justamente há poucos dias atrás eu comentava com um amigo sobre um de seus livros.

Abaixo um texto da Isto É sobre Milton Santos, que acredito ser mais prático do que eu mesmo aqui escrever algo sem grande conhecimento ou profundidade sobre a sua vida ou mesmo a amplitude de sua obra. Fica portanto o reconhecimento do blog a mais um grande e ilustre personagem Brasileiro – Milton Santos.

>> E a quem interessar possa, aqui um link para download FREE de 13 de seus livros em PDF:
https://www.geledes.org.br/milton-santos-13-livros-em-pdf-para-download/

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A geografia não é geralmente considerada uma disciplina acadêmica controversa. Mas o estudioso brasileiro Milton Santos criou uma escola de pensamento diferente que via a geografia em sua totalidade, investida de significado e valor críticos. Durante uma carreira que durou mais de 50 anos, Santos defendeu uma “Nova Geografia” que abrangia mais do que as características físicas da Terra, abordando a vida das pessoas que vivem lá, bem como a distribuição de espaço e recursos que molda sua vida.

Nascido em 3 de maio de 1926, no bairro de Brotas de Macaúbas, na Bahia, Santos era filho de dois professores do ensino fundamental e, como resultado, foi educado em casa. Embora o ensino superior não fosse facilmente acessível a Santos, ele foi motivado a estudar, pelas lembranças de seu pai, que eles descendiam de escravos. Santos continuou sua busca pela educação ensinando geografia do ensino médio para pagar suas mensalidades universitárias. Em 1958 obteve seu doutorado em Geografia pela Universidade de Estrasburgo, retornando da França para lecionar na Universidade Católica de Salvador e na Universidade Federal da Bahia.

Depois de décadas de contribuições para o seu campo, Santos tornou-se o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Vautrin Lud International Geography, conhecido como o “Prêmio Nobel de Geografia” – em 1994. O prestigioso prêmio nunca foi concedido a um estudioso que escreveu em um idioma além do inglês. Nunca para descansar sobre os louros, a busca de Santos por conhecimento continuou com seu livro inovador The Nature of Space , que ganhou o Prêmio Jabuti do Brasil em 1997. Nesse mesmo ano ele também recebeu o título de Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Nem a velhice nem a doença amorteceram sua paixão pelas idéias em que acreditava. Em julho de 2000, Santos e alguns de seus alunos da Universidade de São Paulo publicaram um panfleto intitulado “O papel ativo da geografia: um manifesto”, que distribuíram em uma reunião nacional de geógrafos brasileiros. O texto provocativo desencadeou um debate apaixonado, assim como Santos pretendia sobre os efeitos sociais de uma dada geografia.

Embora seu trabalho ainda não tenha sido tão amplamente traduzido e distribuído como ele gostaria, o legado de Santos se destaca como um estudioso brilhante que se importava profundamente com as formas de criar um mundo melhor para toda a humanidade.

 

 

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*Fonte: istoé

Funcionários do Google se demitem em protesto contra projeto militar

Há pouco mais de um mês, três mil empregados do Google assinaram uma carta pedindo que a companhia deixe de colaborar com o Pentágono em um projeto militar chamado Maven. Diante da negativa, alguns deles deram o passo seguinte no protesto: pediram demissão. Pelo menos 12 funcionários renunciaram aos seus cargos.

Todos eles, declaradamente, saíram por conta da insistência do Google com o Maven. Apesar de a oposição ao projeto ter aumentado para quase quatro mil funcionários nas últimas semanas, a empresa não desistiu da participação, pelo contrário: defendeu a sua permanência na parceria com o Pentágono.

Mas o que é o Maven? O projeto surgiu formalmente no ano passado como um programa para encontrar formas de acelerar o uso da inteligência artificial em aplicações militares. A iniciativa visa, sobretudo, aplicar a tecnologia na identificação de objetos em imagens capturadas pelos drones das forças armadas.

Basicamente, o Google tem contribuído com o Maven dando acesso e suporte ao Pentágono para uso do TensorFlow, sua biblioteca de código aberto para aprendizagem de máquina. Apesar de a companhia reiterar que a sua tecnologia vai ajudar o Pentágono a identificar ameaças e prevenir a morte de pessoas inocentes, os funcionários que assinaram a carta não ficaram convencidos.

Para começar, há o temor de que, mesmo que o Google se posicione contra, os militares apliquem a tecnologia em ações que podem causar morte de pessoas. Além disso, os funcionários acreditam que a participação contradiz os princípios do Google de trabalhar em prol do bem-estar geral.

Também há questionamentos éticos. O Google começou a colaborar com o Pentágono de um modo um tanto silencioso. Só no final de fevereiro é que a notícia do envolvimento da empresa no Maven começou a se espalhar internamente.

Pressionado, o Google prometeu atualizar os funcionários sobre seu posicionamento ético, mas até agora não o fez. Para um dos que pediram demissão, seria tarde de qualquer forma: “preocupações éticas deveriam ter sido abordadas antes de entrarmos nesse contrato”.

Alguns funcionários decidiram sair não só como forma de protesto, mas também por se sentirem desconfortáveis. “Em algum momento, percebi que eu não poderia, de boa vontade, recomendar que alguém entrasse para o Google, sabendo o que eu sei. Percebi que, se não posso recomendar às pessoas que trabalhem aqui, por que devo continuar?”, disse um deles.

Não deve haver uma debandada massiva. De todo modo, o protesto conseguiu gerar alguma mobilização. Uma nova carta aberta dirigida aos principais executivos do Google pede que a companhia deixe de colaborar com o Maven. A maior diferença em relação à primeira é que esta foi assinada por cerca de 400 especialistas, pesquisadores e acadêmicos de várias partes do mundo.

O Google não se pronunciou sobre os funcionários que pediram demissão, pelo menos até o momento.

*Por: Emerson Alecrim

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*Fonte: tecnoblog

Inteligência artificial do Google aprendeu a se tornar “altamente agressivo” em situações de estresse

O grande físico Stephen Hawking já nos alertou de que o avanço contínuo da inteligência artificial pode ser “a melhor ou a pior coisa” a acontecer com a humanidade. Para saber qual é essa pior coisa, comece assistindo O Exterminador do Futuro.

E não pense que esse é só um filme maluco muito longe da realidade.

Em testes no final do ano passado, o sistema DeepMind, a inteligência artificial (IA) do Google, demonstrou a capacidade de aprender independentemente a bater os melhores jogadores do mundo em Go, um jogo que envolve grande capacidade estratégica.

Agora, os pesquisadores têm testado sua disposição para a cooperação – e o que eles descobriram é no mínimo preocupante. Quando um agente DeepMind sente que está prestes a perder, opta por estratégias “altamente agressivas” para garantir que saia por cima.

Gathering

A equipe do Google executou 40 milhões de rodadas de um jogo de computador simples de coleta de frutas, chamado Gathering, que pedia a dois agentes DeepMind para competir um contra o outro para reunir quantas maçãs virtuais pudessem.

Os cientistas descobriram que as coisas corriam bem contanto que houvesse maçãs suficientes para ambos. Assim que as maçãs começavam a diminuir em quantidade, os dois agentes se tornavam agressivos, usando raios laser para expulsar o oponente do jogo e roubar todas as maçãs.

Você pode assistir a uma simulação do Gathering abaixo, com os agentes DeepMind em azul e vermelho, as maçãs virtuais em verde e os raios laser em amarelo:

 

Quanto mais complexo, mais agressivo

Curiosamente, se um agente acertava seu adversário com sucesso usando um raio laser, nenhuma recompensa era dada. Ele simplesmente conseguia tirar o oponente do jogo por um período definido, o que permitia que coletasse mais maçãs.

Se os agentes não usassem os raios laser, poderiam teoricamente acabar com quantidades iguais de maçãs, que é o que as versões “menos inteligentes” de DeepMind optaram por fazer.

Já quando a equipe do Google testou formas mais complexas da IA, sabotagem, ganância e agressão entraram em jogo. Redes menores de DeepMind tinham uma maior probabilidade de coexistência pacífica.

Ambiente e aprendizado

Os pesquisadores sugerem que, quanto mais inteligente é o agente, mais capaz ele é de aprender com seu ambiente, permitindo que use algumas táticas altamente agressivas para alcançar o topo de sua performance.

“Este modelo mostra que alguns aspectos do comportamento humano emergem como um produto do ambiente e do aprendizado”, disse um dos membros da equipe, Joel Z Leibo, ao portal Wired. “As políticas menos agressivas emergem do aprendizado em ambientes relativamente abundantes, com menos possibilidade de ações dispendiosas. A motivação da ganância reflete a tentação de tirar um rival e recolher todas as maçãs”.

Wolfpack

Os agentes DeepMind também foram testados em outro jogo, chamado Wolfpack. Desta vez, três IAs participaram das rodadas, duas como lobos e uma como presa.

Ao contrário de Gathering, este jogo ativamente incentivava a cooperação, porque se ambos os lobos estivessem perto da presa quando esta era capturada, ambos recebiam uma recompensa – não importa qual deles finalmente a agarrasse.

A ideia é que a presa é perigosa – um lobo solitário pode superá-la, mas corre o risco de perder a carcaça para outros animais. Se dois lobos capturam a presa em conjunto, eles podem proteger melhor a carcaça e receber uma maior recompensa.

Assim como os agentes DeepMind aprenderam em Gathering que a agressividade e o egoísmo lhes renderam o resultado mais favorável nesse ambiente em particular, eles aprenderam em Wolfpack que a cooperação levava a um maior sucesso individual neste caso. No vídeo abaixo, lobos (vermelhos) perseguem presa (azul) enquanto evitam obstáculos (cinzas):

 

Ensinando os sistemas de IA a ser bonzinhos

Sim, estes são “apenas” jogos de computador. A mensagem, entretanto, é clara: se sistemas de IA diferentes se tornarem responsáveis por situações da vida real, seus objetivos “particulares” (o motivo pelo qual foram criados) precisam ser equilibrados com o objetivo geral de beneficiar os seres humanos acima de tudo.

Como a Inteligência Artificial pode destruir a humanidade, de acordo com uns caras muito inteligentes

A equipe do Google ainda precisa publicar um artigo revisado por pares sobre os resultados destes testes, mas os dados iniciais mostram que, só porque os construímos, isso não significa que robôs e sistemas de IA terão automaticamente nossos melhores interesses como guias.

Em vez disso, precisamos incutir essa natureza útil nas nossas máquinas, e antecipar qualquer “lacuna” que poderia permitir que elas cheguem aos raios laser. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

26 fatos surpreendentes sobre o Google

A Google está no seleto grupo das empresas mais influentes e poderosas do mundo. Sendo assim, é de se esperar uma série de curiosidades e fatos incríveis sobre ela. Por isso, separamos algumas curiosidades pouco conhecidas sobre a gigante da Internet.

1 – A Google era originalmente chamada de “Backrub”

2 – Em 1999, os fundadores do Google tentaram vendê-lo para a Excite por apenas US$ 1 milhão, mas a empresa recusou.

3 – Se você procurar por “askew” no Google, o conteúdo irá se inclinar ligeiramente para a direita.

4 – Quando um funcionário da Google morre, seu cônjuge recebe metade do salário da companhia por 10 anos e seus filhos US$ 1.000 por mês até que completem 19 anos.

5 – A Google pretende digitalizar todos os 129 milhões de livros conhecidos antes de 2020.

6 – Todos os dias, 16% das pesquisas que são feitas nunca foram feitas antes.

7 – A Google contratou um camelo para criar o Street View de um deserto.

A Google contratou um camelo para criar o Street View de um deserto

8 – O botão “Estou com sorte” custa US$ 110 milhões por ano, uma vez que ignora todos os anúncios.

9 – O Google ganha em média US$ 20 bilhões por ano com publicidade, mais do que as receitas do horário nobre da CBS, NBC, ABC e FOX combinadas.

10 – A cada minuto, 2 milhões de pesquisas são realizadas no Google.

11 – No dia da mentira de 2007, o Google enviou um e-mail para seus funcionários alertando que uma jibóia estava solta nas instalações. Não era uma piada.

12 – A Google está desenvolvendo um computador tão inteligente que pode se programar.

13 – Pelo o quarto ano consecutivo, a Google foi nomeada a melhor empresa para trabalhar nos EUA pela Fortuna Mag em 2014.

14 – Em 16 de agosto de 2013, o Google caiu por 5 minutos, e durante esse tempo, o tráfego global da Internet caiu em 40%.

15 – A Google tem uma versão do seu site traduzido para a língua dos Klingons, de Star Trek.

16 – Uma única pesquisa no Google exige mais poder de computação do que levou a Apollo 11 para a Lua.

13 fatos surpreendentes sobre o Google

17 – A Google adquiriu domínios com erros ortográficos de seu próprio nome, como gooogle.com e gogle.com. Além disso, se digitar 466453.com, você é redirecionado para a página principal do Google, pois são os números correspondentes de um telefone.

18 – O Google Maps calcula o trânsito através do rastreamento do quão rápido dispositivos Android estão se movendo pelas ruas.

19 – Se você procurar por “atari breakout” no Google Imagens, você pode jogar o clássico jogo.

20 – O tamanho total do banco de dados do Google Earth é de mais de 20 Petabytes.

21 – Em 2013, a Google fundou a Calico, uma empresa de anti-envelhecimento projetada para buscar a imortalidade

22 – O Google Translate gera suas respostas com base nas décadas de trabalhos comparativos traduzidos por humanos, como documentos da ONU e livros do Harry Potter.

23 – O Google leva mais de 200 fatores em consideração para entregar os melhores resultados para qualquer consulta em uma fração de segundo.

24 – Steve Jobs uma vez contatou o Google para dizer-lhes que o tom do amarelo no segundo “O” de seu logotipo não estava muito bom.

25 – Em 2010, a Nicarágua acidentalmente invadiu a Costa Rica por causa de um erro no Google Maps.

26 – Susan Wojcicki, mulher que alugou sua garagem para Larry Page e Sergey Brin em 1998, quando eles estavam criando Google, mais tarde se tornou CEO do YouTube.

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*Fonte: misteriosdomundo

Como baixar todos os dados que o Google tem sobre você

O Google salva todos os dados dos seus usuários e como eles usam os serviços da empresa. Veja como você pode acessar e fazer download desses dados:

  1. Entre em sua conta através do site https://myaccount.google.com/;
  2. Entre na seção “Info Pessoais e de Privacidade”;
  3. Nesta área você pode controlar suas informações pessoais e gerenciar quais dados são particulares e quais são salvos na sua conta. Para fazer o download, vá até “Controlar seu conteúdo”;
  4. Em “Fazer download ou transferir seu conteúdo”, clique em “Criar arquivo”;

    Reprodução

  5. Você será levado à uma página na qual é possível escolher quais dados quer baixar. Escolha e clique no botão “Próxima”;

    Reprodução

  6. Agora, configure o tipo do arquivo, tamanho máximo e para onde ele será enviado. Clique em “Criar arquivo”.

    Reprodução

O Google irá compactar todos os dados e enviar para você, no entanto, o processo pode levar algum tempo.

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*fonte: olhardigital

Google anuncia que a partir de 2017 usará apenas energia renovável

Após anos investindo em opções alternativas para abastecer energeticamente suas estruturas, o Google anunciou recentemente que rodará apenas a partir de fontes renováveis já em 2017. Para alcançar o objetivo, a empresa tem investido em produção própria, fornecedores de energia limpa e, principalmente, na eficiência energética em todas as suas áreas de atuação.

Conforme informado por Neha Palmer, líder global do departamento de estratégia energética do Google, a cada unidade de energia consumida, a empresa comprará o equivalente ou mais em energia renovável. A estratégia é usar diretamente a fonte, mas quando isso não for possível, fazer a compensação dentro do mesmo segmento.

A primeira vez que o Google mostrou interesse e compromisso com as renováveis foi em 2010, quando procurou pela energia eólica. Em 2014 a companhia já tinha 37% de sua demanda proveniente de fontes limpas e o percentual subiu para 44 em 2015.

O desafio não é apenas em produzir eletricidade sem emitir gases de efeito estufa, mas, principalmente reduzir o desperdício e o uso, já que a empresa cresce a cada dia e a demanda por espaços em data centers também vai na mesma proporção. Para se ter uma ideia, em apenas cinco anos, os centros de dados do Google passaram a demandar 3,5 vezes mais energia computacional.

Os investimentos em eficiência são essenciais para que a empresa chegue aos 100% de energia renovável. “Se você cobrir todo o telhado de um data center com painéis solares, talvez você consiga produzir 5% da energia necessária para o seu abastecimento. Se você espera chegar aos 100%, a única opção atualmente é comprar eletricidade a partir de outros projetos”, explicou Hervé Touati, diretor do Rocky Mountain Institute, em entrevista ao site Green Tech Media.

Em todo o mundo, a demanda energética do Google é de 2,6 gigawatts. Segundo Palmer, a empresa tem focado na busca por produtores de energia limpa nas áreas em que seus prédios estão instalados.

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*Fonte: ciclovivo

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Veja tudo que o Google sabe sobre você

Você sabe (ou deveria saber) que o Google monitora praticamente todos os seus passos na internet. O que nem todo mundo sabe é que é possível saber o que a empresa guarda sobre você e o quanto ela sabe ou deduziu sobre o seu perfil online, com base no seu comportamento.

Abaixo estão alguns links que permitirão ter um entendimento maior sobre o que o Google pensa sobre você:

 

O que o Google pensa sobre você
O Google usa as informações que tem sobre o usuário para oferecer anúncios direcionados para o seu perfil. Para isso, ele o encaixa em diferentes categorias de gostos. Você pode descobrir em quais categorias você se encaixa no link abaixo.

http://www.google.com/settings/ads/

Seu histórico de localização

Uma das coisas mais assustadoras que o Google faz é manter um registro detalhado de sua localização. Isso acontece quando você tem um smartphone e permite que a empresa tenha acesso a este tipo de informação para melhorar serviços como o Google Now. Ou seja: isso é opcional.

Mas isso não torna a ferramenta menos assustadora. Você pode ver as informações que a empresa tem sobre sua localização no link abaixo. Recentemente, a empresa também passou a transformar o histórico de localização em um recurso dentro do Maps, que destaca viagens que você tenha feito e fotos que você tenha tirado em determinado local. Assim, a ferramenta ficou mais amigável, mas ainda assim, é uma forma de monitorar praticamente todo seu movimento.

https://maps.google.com/locationhistory

Na parte inferior, você pode clicar em Pausar histórico de localização se não estiver confortável compartilhando este tipo de dado. Você também pode apagar todo o seu histórico clicando no ícone da engrenagem no canto inferior direito e selecionando Excluir todo o histórico de localização.

 

Tudo o que você já pesquisou
Para desespero de muitos, o Google também registra tudo o que você pesquisa com dados detalhados sobre quais sites você mais acessou a partir das buscas realizadas no site abaixo. Ele não guarda apenas suas buscas, mas basicamente TODA a sua atividade vinculada a uma conta do Google.

https://www.google.com/history/

Você também pode baixar um arquivo com todas as suas pesquisas acessando esta área:

Reprodução

Também é interessante observar que se você tem o hábito de realizar pesquisas por voz, seja pelo desktop, seja pelo celular, você também tem seu histórico de buscas guardado, com direito a uma gravação da sua voz fazendo a pesquisa. Você pode conferir aqui:

https://history.google.com/history/audio?hl=pt-BR
Seu histórico no YouTube
Para recomendar novos vídeos, o YouTube guarda informações sobre o que você procura e o que você de fato assiste no serviço. Para conferir seu histórico de busca, você pode acessar o link abaixo:

https://www.youtube.com/feed/history/search_history

Se você quiser ver tudo o que você já assistiu no serviço, o link está logo a seguir:

https://www.youtube.com/feed/history

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*Fonte: olhadigital

O lado ruim de trabalhar no Google, segundo ex-funcionários

Trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia e inovação do mundo pode parecer um paraíso geek, mas até mesmo o emprego dos sonhos possui suas desvantagens. Em um post no fórum de perguntas e respostas Quora, funcionários e ex-funcionários do Google revelaram os defeitos da organização. Confira algumas das principais reclamações:

Qualquer vaga exige os melhores candidatos

Entrar no Google requer um currículo de alto nível, mas nem sempre a exigência está a altura da tarefa a ser executada. Um ex-recrutador da empresa diz que candidatos graduados em algumas das melhores universidades do mundo acabam contratados para remover manualmente vídeos do YouTube e desenvolver códigos básicos de teste de cores em uma página. Nada que exija uma experiência tão impressionante.

Segundo ele, isso não apenas torna o processo seletivo mais complexo, como também dificulta promoções, já que o seu chefe pode ter o mesmo nível de conhecimentos que você. Além disso, o trabalho pode ser um tanto desmotivador quando se está apto para desenvolver algo muito maior e mais importante do que suas atribuições.

Apenas números e medidas importam

Uma crítica recorrente é a de que seu trabalho só é valorizado se ele trouxer algum resultado em termos de medidas. Respostas positivas dos usuários? Número menor de bugs? Maior engajamento? Nada disso é importante. Mas desenvolver um sistema que ajude a monitorar quantas vezes um internauta desce a barra de rolagem, por mais que não pareça ter serventia alguma, é um trabalho que pode lhe render elogios.

Não existe folga (pelo menos para o seu cérebro)

“Não sei se o Google contrata viciados em trabalho de propósito ou se ele cria o vício em trabalho em nós”, disse um dos engenheiros responsáveis pelo Chromebook. De acordo com ele e outros ex-funcionários, a cultura dentro da empresa é a de obter os melhores resultados e o maior nível de produtividade possível, o que torna comum ver colegas trabalhando até tarde, aos fins de semana e até durante as férias.

Chorar sobre a mesa, disparar e-mails durante a madrugada, dissolver um casamento por conta de algum projeto na empresa, pesadelos recorrentes, etc., são alguns dos relatos mais comuns de funcionários expostos a essa cultura estimulada pelo Google. “Talvez você não ouça o seu chefe dizer ‘você precisa trabalhar de fim de semana e durante as férias’, mas eles sustentam essa cultura fazendo justamente isso”.

É difícil formar amizades

Essa cobrança interna por resultados não só cria pessoas viciadas em trabalho como impede o estabelecimento de relações mais próximas entre os colegas. “Tem muita arrogância. Todos acreditam que eles (a maioria são homens) são melhores do que seus vizinhos. Ninguém se interessa pela sua opinião a menos que você seja uma pessoa ‘importante'”, diz um ex-designer do Android.

Projetos podem ser cancelados a qualquer momento, sem explicação

“Entre para o Google, trabalhe com pessoas incríveis em projetos inovadores, e observe eles serem assassinados”, resumiu um ex-funcionário anônimo. Ele conta que, certa vez, desenvolveu um produto novo que parecia incrivelmente alinhado ao propósito da empresa, bem avaliado internamente e por usuários em fases de teste e que tinha tudo para ser um sucesso.

No fim das contas, o projeto foi cancelado. Sem qualquer explicação, ou ao menos alguma que fizesse sentido. Para completar, pessoas que trabalharam nesse produto tiveram pedidos de promoção negados porque “falharam em causar um impacto” na empresa. E, de acordo com esse ex-funcionário, casos como esses são bem comuns.

Não existe muita diversidade

O perfil de um funcionário do Google parece atender sempre as mesmas exigências, o que, segundo um ex-funcionário anônimo, faz parecer que “eles contratam a mesma pessoa toda vez”. “A mesma história de vida, as mesmas 10 universidades, a mesma visão de mundo, os mesmos interesses. Não é exagero dizer que eu conheci uns 100 triatletas em meus três anos trabalhando lá. Mas apenas alguns deles eram pessoas interessantes”.

*Fonte/Texto: olhardigital

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