Luthier constrói guitarra com 5 mil grãos de café e obtém timbre peculiar

Como soaria uma guitarra feita com grãos de café? Esta é mais uma pergunta que ninguém jamais se fez, mas o luthier Burls Art, que já fez uma versão do instrumento com vários quilos de sal do Himalaia, voltou a encontrar uma resposta.

Desta vez, o canal de YouTube do luthier apresentou uma guitarra construída com 5 mil grãos de café. Desta vez, além do corpo, o Burls Art também usou os grãos para fazer o braço e as escalas.

O processo de construção do corpo foi relativamente similar ao da guitarra de sal do Himalaia: os grãos de café foram colocados em uma forma, para compor uma peça única. Essa peça foi serrada ao meio, colada e selada com resina epóxi, transformando-se em uma Explorer.

A dinâmica para construção do braço e do fingerboard é similar. Só a captação e os outros itens eletrônicos, evidentemente, não são feitos de grãos de café – exigir o contrário seria pedir demais, né?

Curiosamente, o acabamento foi deixado incompleto, de modo intencional, pelo luthier. As partes superior e inferior da guitarra não foram revestidas por ele.

O motivo? “Pensei em fazer isso, mas não é todo dia que eu construo uma guitarra que cheira tão bem. E foi ótimo construí-la, pois a loja ficou cheirando café o tempo todo”, revela.

Como resultado, o timbre ficou, peculiarmente, um pouco mais limpo e estalado do que uma Explorer tradicional. Será que essa guitarra pedia para ser uma Stratocaster?

*Por Igor Miranda

Assista ao vídeo a seguir e confira o resultado:

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*Fonte: guitarload

Jimi Hendrix (aniversário)

Ontem foi dia do aniversário de Jimi Hendrix, um dos maiores guitarristas da história do rock que este planeta azul já pode ver e ouvir. Se estivesse vivo, Hendrix estaria completando 78 anos.

Seja lá onde estiver “mestre”, segue daqui uma good vibes em sua homenagem.

O Filme All-Star do concerto em homenagem a Peter Green será lançado em 2021

No início deste ano, em 25 de fevereiro, Mick Fleetwood ofereceu um concerto de tributo de estrelas para seu ex-companheiro de banda do Fleetwood Mac, Peter Green.

O concerto – que aconteceu no London Palladium – contou com Kirk Hammett, Billy Gibbons, David Gilmour, Pete Townshend, Steven Tyler, Noel Gallagher, Jonny Lang, Bill Wyman, John Mayall, Neil Finn, Andy Fairweather Low, Christine McVie, Zak Starkey e muito mais.

O show ficou ainda mais comovente apenas alguns meses depois, em 25 de julho, quando Green faleceu aos 73 anos.

Agora, um filme e um álbum ao vivo documentando o show – Mick Fleetwood & Friends Celebrate the Music de Peter Green e os primeiros anos do Fleetwood Mac – foram anunciados. O filme será lançado nos cinemas em março de 2021, com exibições selecionadas nos dias 23 e 28 de março.

O álbum ao vivo estará disponível em gatefold 4LP, 2CD / Blu-Ray mediabook e conjuntos de áudio digital, e chegará em 30 de abril de 2021, via BMG.

“O concerto foi uma celebração dos primeiros dias do blues onde todos nós começamos, e é importante reconhecer o profundo impacto que Peter e o primeiro Fleetwood Mac tiveram no mundo da música”, disse Fleetwood em um comunicado.

*Por Jackson Maxwell

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*Fonte: guitarplayer

Joe Bonamassa terá história contada no documentário ‘Guitar Man’

Um documentário sobre a trajetória de Joe Bonamassa, um dos grandes guitarristas de blues rock da atualidade, será lançado no próximo dia 8 de dezembro. O filme, chamado ‘Guitar Man’, chega a público por meio da Paramount Home Entertainment.

‘Guitar Man’ focará no trabalho duro e incansável de Joe Bonamassa, um dos guitarristas mais produtivos de seu segmento, desde a juventude até o momento atual.

Em 1989, com apenas 12 anos, Bonamassa foi convidado para abrir 20 shows do rei do blues, B.B. King. A partir daí, sua carreira se desenvolveu – de início, em ritmo mais lento, pois ele precisava concluir os estudos, mas não demorou até que ele se tornasse um músico profissional.

Com 23 anos, em 2000, o guitarrista lançou seu álbum de estreia, ‘A New Day Yesterday’. Desde então, ele lançou dezenas de discos, entre trabalhos de estúdio e ao vivo em carreira solo, parcerias com artistas como Beth Hart e ao lado de bandas como Black Country Communion.

O trailer de ‘Guitar Man’ pode ser assistido a seguir. Não foi informado se o filme terá lançamento específico no Brasil.

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

Documentário sobre a guitarra Flying V trará músicos do Metallica, Scorpions e mais

A série ‘Inside Metal’ anunciou a produção de um novo documentário sobre a guitarra Flying V. O modelo foi criado pela Gibson em 1958 com uma proposta “futurística”, junto de outros desenhos, como a Explorer e a Modern.

O documentário será intitulado apenas ‘Flying V’ e tem lançamento marcado para o dia 11 de setembro no exterior. A direção é assinada por Peter Hansen, que co-produz o trabalho junto de Michael Denner, ex-guitarrista do Mercyful Fate.

Relatos de diversos guitarristas são compilados para o filme, que terá 67 minutos de duração. Entre os músicos que toparam falar, estão James Hetfield (Metallica), Dave Mustaine (Megadeth), Kerry King (Slayer), Michael Schenker (UFO, Scorpions, MSG), Michael Denner e Hank Shermann (ambos Mercyful Fate), Wolf Hoffmann (Accept), K.K. Downing (Judas Priest), Matthias Jabs (Scorpions), Richie Faulkner (Judas Priest), entre outros.

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

Criaram uma guitarra que pode ser desmontada para caber em uma mochila de notebook

Guitarristas que estão em busca de equipamentos mais compactos, agora, podem ganhar um bom espaço com a novidade da Reveho. A empresa francesa desenvolveu uma guitarra modular chamada Slite, que pode ser desmontada e guardada até em uma mochila para notebooks.

A Slite conta com um amplificador integrado, além de efeitos próprios. O corpo é construído em plástico com estrutura em alumínio. O braço é de madeira: maple, em duas peças dobráveis, com escala de 24 trastes e configuração ajustável.

A captação pode ser trocada facilmente. Além do amplificador (15w, autonomia de 6 horas) e efeitos integrados, a guitarra conta com entrada para fones de ouvido.

A Reveho garante que dá para montar a Slite em apenas 20 segundos. Na imagem, dá para notar que a guitarra é composta de cinco peças diferentes e que as cordas seguem fixadas no instrumento.

Resta saber como funciona na prática, pois a Slite ainda não foi lançada oficialmente. A guitarra estará disponível para o público a partir do dia 9 de setembro.

A pré-venda já teve início e está ligada à campanha de financiamento coletivo que viabilizou o desenvolvimento da guitarra. A versão sem amplificador integrado, com case, custa US$ 1.779,00 (R$ 9,7 mil, na cotação atual e em transação direta). Já a edição que traz o ampli integrado é vendida a US$ 2.099,00 (cerca de R$ 11,5 mil).

O site da Reveho traz mais informações sobre a Slite. O vídeo de divulgação mostra um pouco da guitarra. Confira:

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*Por Igor Miranda / Fonte: Guitarload

Guitarrista toca com todas as cordas afinadas em mi e ainda cria música

O guitarrista Ichika Nito, músico que tem conquistado bastante destaque no YouTube, resolveu aceitar um desafio proposto por um de seus seguidores. O fã pediu para que ele criasse uma música afinando todas as cordas do instrumento em mi.

A ideia subverte a afinação padrão de quase todas as cordas. Comumente, uma guitarra traz a afinação ‘EBGDAE’ (da mais aguda para a mais grave: mi, si, sol, ré, lá, mi). Ao mudar a sonoridade de quatro cordas para tonalidades tão distantes no campo harmônico, altera-se, também, toda a forma de se tocar o instrumento, incluindo a formação de acordes.

Porém, Ichika Nito tirou de letra o desafio proposto pelo internauta. Em um vídeo de pouco mais de um minuto, ele mostrou uma bela melodia criada com o uso da peculiar afinação.

Na seção de comentários do vídeo, como era de se esperar, o público foi ao delírio. “Parem de desafiá-lo, vocês o deixam mais forte desse jeito”, disse um. “Aqui está a tablatura: EEEEEEEEEEE E EE EEEEE E E E EEEE E E EE E E E EEEEE EEE EE EEEE”, afirmou outro. “Honestamente, a essa altura do campeonato, você não precisa nem afinar a guitarra”, comentou mais um.

Houve, ainda, quem o desafiasse a fazer o mesmo afinando todas as cordas em lá. Será que Nito vai topar essa outra brincadeira?

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

 

Marshall lança caixas de som portáteis estilosas e com comandos de voz

A Marshall, famosa fabricante de amplificadores no mundo do Rock e tantos outros, segue investindo em caixas de som para os fãs de música.

Como contou a Louder, a nova Uxbridge Voice traz um estilo despojado ainda que instantaneamente reconhecível graças à marca característica da empresa. Além do design inovador, as caixas de som portáteis terão suporte a comandos de voz por meio da Amazon Alexa, que tem dominado cada vez mais o mercado “hands-free”.

O próprio site da Marshall descreve o produto:

A Uxbridge Voice combina o lendário som da Marshall com as facilidades da Amazon Alexa, para uma caixa de som que não é apenas ‘smart’, é brilhante. Pequena em tamanho porém grande em som, essa caixa de som entrega uma experiência de áudio limpa e precisa. Com a Alexa, você pode usar sua voz para fazer múltiplas tarefas sem usar as mãos.

Logo a seguir, você pode conferir uma galeria com fotos dos detalhes do modelo.

A nova Uxbridge Voice será lançada no dia 8 de Abril em solo europeu e americano. Não há previsão de chegada no Brasil, mas você pode checar se mora em algum dos países atendidos e fazer sua pré-compra por este link.

*Por Felipe Ernani

 

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Marshall: a história do baterista que inventou o icônico amplificador do rock and roll

É inegável. Se há uma linha de amplificadores que se tornaram ícones do rock and roll, trata-se dos equipamentos britânicos fabricados pela Marshall.

Com seu visual inconfundível e um dos logotipos mais valiosos do planeta, a Marshall é sinônimo de rock quando aparece em clipes, material de promoção de bandas e palcos mundo afora, e não há fã do estilo que não se encante com os enormes paredões de som formados por pilhas de amps Marshall.

Fundada em 1962, a Marshall Amplification nasceu em Londres a partir de Jim Marshall, e tem uma história curiosa que iremos contar a seguir.

Amplificadores Marshall

Jim Marshall, fundador da empresa que tornou-se um verdadeiro patrimônio cultural, foi um baterista e professor de bateria que em 1959 abriu uma loja de instrumentos musicais em Hanwell, Londres.

Por lá, o cara vendia baterias completas e itens relacionados ao instrumento, bem como dava aulas e era reconhecido por ser o único professor de música que ensinava rock and roll.

Com o tempo ele também começou a vender guitarras e acessórios, e alguns de seus clientes eram figuras como Ritchie Blackmore (que acabou fundando o Deep Purple), Big Jim Sullivan e Pete Townshend, que fundaria o The Who.

Além de talentos extraordinários e nomes que entraram para a história do rock, esses três caras também tinham outra coisa em comum: reclamavam que os amplificadores importados, na maioria das vezes os Fender dos Estados Unidos, eram muito caros e não eram exatamente o que eles queriam em termos de sonoridade para suas novas bandas de rock. Para eles, alguém deveria criar uma alternativa no Reino Unido.

Jim Marshall ouviu as reclamações e não pensou duas vezes: colocou a mão na massa e começou a fazer história junto com colegas convidados para desenvolver a parte técnica do que ele entendeu ser a sonoridade pedida pelos guitarristas britânicos.

Para tanto, Marshall chamou um dos técnicos de sua loja, Ken Bran, e um técnico da EMI, Dudley Craven (com 18 anos de idade na época), para fabricar “o primeiro amplificador de rock and roll de verdade da história”.

Juntos eles escolheram o Fender Bassman com quatro falantes de 10 polegadas como base e começaram a fabricar protótipos de um amplificador que pudesse concorrer com os norte-americanos à altura, fosse mais barato e tivesse as características que os músicos gostariam de incorporar em seus riffs.

Segundo o próprio Marshall, cinco protótipos foram rejeitados até que o sexto modelo fabricado pela equipe trouxe a sonoridade característica da empresa que dura até os dias de hoje. 23 amplificadores foram fabricados em um primeiro lote, sendo que Blackmore, Sullivan e Townshend foram três dos primeiros compradores do equipamento.

A partir de mudanças nos circuitos internos do equipamento, peças e, obviamente, o modo de construção específico do time britânico, o modelo baseado no amplificador da Fender ganhou vida própria e nascia ali o JTM 45, que ganhou o nome a partir das inicias de Jim Marshall, seu filho Terry Marshall e a potência do amp.

Outros modelos lançados no início da carreira da Marshall foram o Bluesbreaker (inspirado em um pedido de Eric Clapton) e o Marshall Super Lead Model 1959 (Plexi), dedicado a Pete Townshend e sua busca por volumes cada vez mais altos. Dessa forma, ao mesmo tempo que músicos influentes iam descobrindo e ampliando suas sonoridades, a empresa também aprendia com eles e fazia história.

Ao aparecer tocando com os amplificadores Marshall e sua estética bastante única de cabeçote e caixa, (os famosos stacks), essas bandas divulgavam tanto seus riffs e guitarras potentes quanto a marca, e a parceria acabou sendo lucrativa para os dois lados.

De lá pra cá, outras bandas também mostraram seu amor pela marca, como o Slayer e seus paredões de amplificadores nos shows e o guitarrista Slash, desde os tempos em que ficou conhecido no mundo todo com seus solos pelo Guns N’ Roses.

Uma curiosidade é que muitos desses artistas utilizavam apenas alguns amplificadores verdadeiros e os misturavam com modelos vazios no palco, apenas para que a aparência para o público fosse de vários equipamentos, quando na verdade uma quantidade bem menor estava sendo utilizada.

Há relatos, inclusive, de bandas que nem fazem uso de amplificadores Marshall mas em busca da estética rock and roll colocavam modelos falsos no palco.

Jim Marshall, inventor dos amplificadores Marshall

Nascido em 29 de Julho de 1923 na região de Londres, Jim Marshall veio ao mundo em uma família de lutadores de boxe e músicos, e foi diagnosticado com tuberculose óssea ainda na infância, o que lhe acompanhou por boa parte da vida. Ele foi obrigado, inclusive, a passar vários anos em casa e foi liberado do serviço militar por conta disso.

Ele começou a carreira como cantor e eventualmente tornou-se também baterista, e trabalhando como engenheiro elétrico, criou um sistema de amplificação para que sua voz fosse ouvida enquanto tocava bateria. Durante a segunda guerra mundial, por conta da crise e falta de gasolina, ele puxava um trailer com uma bicicleta para levar a bateria e os amplificadores por onde tocava. Foi quando um baterista acabou sendo chamado para a guerra que ele assumiu o lugar do cara na banda que tocava e permaneceu no posto.

Após a invenção dos amplificadores Marshall no início dos anos 60, ele tornou-se uma das figuras britânicas mais importantes da década, e recebeu um prêmio da Rainha Elizabeth II por conta das exportações significativas de seu produto em um período de três anos.

Em 1985 ele colocou suas mãos na Calçada da Fama do Rock And Roll em Hollywood e em 2003 recebeu a Ordem do Império Britânico por serviços à indústria da música e caridade.

Jim Marshall morreu em 5 de Abril de 2012 aos 88 anos de idade e desde então, guitarristas do mundo todo compartilham vídeos nessa data, anualmente, com 1 minuto de feedback, ao invés de 1 minuto de silêncio.

Marshall ganhou os apelidos de “O Pai do Som Alto” e “O Lorde do Som Alto”, e é considerado um dos “quatro pais” dos equipamentos de rock and roll, ao lado de Leo Fender (Fender), Les Paul (pioneiro inventor de guitarras como a que leva seu nome) e Seth Lover, inventor dos captadores humbucker, que cancelam os ruídos e tornaram-se parte fundamental das guitarras utilizadas em estilos que usam e abusam das distorções.

*Por Tony Alex

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*Fonte: tenhomaisdiscoqueamigos

Fender anuncia a guitarra “Jimmy Page Signature Telecaster”

A Fender anunciou, nesta semana, a aguardada colaboração com Jimmy Page, o cara que dispensa quaisquer apresentações. A parceria vai recriar a icônica guitarra “1959 Fender Telecaster” e faz parte das comemorações do 50º aniversário da fundação do Led Zeppelin, banda seminal do rock, que começou suas atividades em outubro de 1968.

Para celebrar as cinco décadas do Led e a histórica carreira de Page, a fabricante lançará quatro modelos de assinatura diferentes ao longo de 2019. Dois dos modelos sairão das linhas de produção da Fender e a outra metade, também chamada “Limited Edition Jimmy Page Telecaster Set”, sairá da Fender Custom Shop.

Via comunicado, a fabricante celebra a parceria.

É uma tremenda honra que uma das mais veneradas lendas vivas do rock tenha confiado na Fender para recriar uma das suas guitarras mais especiais

Por sua vez, o guitarrista garante o alto padrão de qualidade do instrumento e argumentou sobre seu envolvimento nos processos de recriação da guitarra.

Eles conseguiram replicá-la com uma fidelidade de 110% ou 150%. Está absolutamente igual ao que é, ao que devia ser e ao que foi. Visitar a Fender Custom Shop para assinar e pintar as guitarras com o Paul Waller foi excitante. Ver todas aquelas pérolas nas paredes, é uma experiência extraordinária.

Mas que guitarra é essa?

A “1959 Fender Telecaster” é reconhecida pelos seus dois designs, “mirror” e “dragon”. Trata-se de um instrumento que acompanhou Page na fase de transição dos Yardbirds para os Zeppelin, tendo sido a guitarra que gravou os primeiros disco destes últimos, além de colecionar aparições nos restantes álbuns da banda que ajudou a definir os rumos do rock pesado.

Jimmy Page recebeu a guitarra e a recomendação para ocupar uma vaga nos Yardbirds das mãos de Jeff Beck, em 1966. Ao longo dos anos, a Tele teve vários visuais e personalizações estéticas e sônicas que Page lhe atribuiu.

Originalmente, a guitarra possuía o acabamento “White Blonde” e assim ficou até fevereiro de 1967, quando o músico acrescentou oito espelhos circulares ao corpo. Pouco tempo depois, os espelhos foram removidos e a pintura original deu lugar a um místico dragão pintado à mão.

Quando o Led finalmente foi formado, em 1968, a “Dragon Telecaster” já era a guitarra principal de Jimmy Page. Exaustivamente usada, ela foi protagonista dos shows e das sessões de gravação do álbum de estreia da banda, “Led Zeppelin I”.

Porém, após o término de uma pequena turnê, Page descobriu que um solicito amigo havia desmontado o corpo do instrumento e pintado por cima do dragão. Consequentemente, a nova pintura comprometeu o som e o circuito eléctrico, deixando apenas o captador do braço funcional. Para resolver o problema, o guitarrista adotou dois procedimentos:

 

Uma breve explicação sobre B-Bender
Trata-se de um sistema de mola e faz a corda subir um tom inteiro. Este mecanismo aumenta a nota de uma corda em um tom, ou seja, se o guitarrista usar o B-Bender quando tocar na terceira corda, um Sol, o sistema levará a nota para um Lá.
Quando posso ter a minha?

A guitarra será oficialmente apresentada na NAMM 2019. Os preços ainda não foram divulgados, mas certamente não serão dos mais baixos. Felizmente, a Fender também garantiu a presença de ambas as versões da guitarra, a espelhada e a pintada, nas linhas de produção convencionais, e assim garantir modelos mais acessíveis à maioria dos fãs.

*Por Gustavo Morais

Dê o play e confira o vídeo de anúncio do instrumento:

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: cifraclubnews