Guitarrista toca com todas as cordas afinadas em mi e ainda cria música

O guitarrista Ichika Nito, músico que tem conquistado bastante destaque no YouTube, resolveu aceitar um desafio proposto por um de seus seguidores. O fã pediu para que ele criasse uma música afinando todas as cordas do instrumento em mi.

A ideia subverte a afinação padrão de quase todas as cordas. Comumente, uma guitarra traz a afinação ‘EBGDAE’ (da mais aguda para a mais grave: mi, si, sol, ré, lá, mi). Ao mudar a sonoridade de quatro cordas para tonalidades tão distantes no campo harmônico, altera-se, também, toda a forma de se tocar o instrumento, incluindo a formação de acordes.

Porém, Ichika Nito tirou de letra o desafio proposto pelo internauta. Em um vídeo de pouco mais de um minuto, ele mostrou uma bela melodia criada com o uso da peculiar afinação.

Na seção de comentários do vídeo, como era de se esperar, o público foi ao delírio. “Parem de desafiá-lo, vocês o deixam mais forte desse jeito”, disse um. “Aqui está a tablatura: EEEEEEEEEEE E EE EEEEE E E E EEEE E E EE E E E EEEEE EEE EE EEEE”, afirmou outro. “Honestamente, a essa altura do campeonato, você não precisa nem afinar a guitarra”, comentou mais um.

Houve, ainda, quem o desafiasse a fazer o mesmo afinando todas as cordas em lá. Será que Nito vai topar essa outra brincadeira?

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

 

Marshall lança caixas de som portáteis estilosas e com comandos de voz

A Marshall, famosa fabricante de amplificadores no mundo do Rock e tantos outros, segue investindo em caixas de som para os fãs de música.

Como contou a Louder, a nova Uxbridge Voice traz um estilo despojado ainda que instantaneamente reconhecível graças à marca característica da empresa. Além do design inovador, as caixas de som portáteis terão suporte a comandos de voz por meio da Amazon Alexa, que tem dominado cada vez mais o mercado “hands-free”.

O próprio site da Marshall descreve o produto:

A Uxbridge Voice combina o lendário som da Marshall com as facilidades da Amazon Alexa, para uma caixa de som que não é apenas ‘smart’, é brilhante. Pequena em tamanho porém grande em som, essa caixa de som entrega uma experiência de áudio limpa e precisa. Com a Alexa, você pode usar sua voz para fazer múltiplas tarefas sem usar as mãos.

Logo a seguir, você pode conferir uma galeria com fotos dos detalhes do modelo.

A nova Uxbridge Voice será lançada no dia 8 de Abril em solo europeu e americano. Não há previsão de chegada no Brasil, mas você pode checar se mora em algum dos países atendidos e fazer sua pré-compra por este link.

*Por Felipe Ernani

 

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Marshall: a história do baterista que inventou o icônico amplificador do rock and roll

É inegável. Se há uma linha de amplificadores que se tornaram ícones do rock and roll, trata-se dos equipamentos britânicos fabricados pela Marshall.

Com seu visual inconfundível e um dos logotipos mais valiosos do planeta, a Marshall é sinônimo de rock quando aparece em clipes, material de promoção de bandas e palcos mundo afora, e não há fã do estilo que não se encante com os enormes paredões de som formados por pilhas de amps Marshall.

Fundada em 1962, a Marshall Amplification nasceu em Londres a partir de Jim Marshall, e tem uma história curiosa que iremos contar a seguir.

Amplificadores Marshall

Jim Marshall, fundador da empresa que tornou-se um verdadeiro patrimônio cultural, foi um baterista e professor de bateria que em 1959 abriu uma loja de instrumentos musicais em Hanwell, Londres.

Por lá, o cara vendia baterias completas e itens relacionados ao instrumento, bem como dava aulas e era reconhecido por ser o único professor de música que ensinava rock and roll.

Com o tempo ele também começou a vender guitarras e acessórios, e alguns de seus clientes eram figuras como Ritchie Blackmore (que acabou fundando o Deep Purple), Big Jim Sullivan e Pete Townshend, que fundaria o The Who.

Além de talentos extraordinários e nomes que entraram para a história do rock, esses três caras também tinham outra coisa em comum: reclamavam que os amplificadores importados, na maioria das vezes os Fender dos Estados Unidos, eram muito caros e não eram exatamente o que eles queriam em termos de sonoridade para suas novas bandas de rock. Para eles, alguém deveria criar uma alternativa no Reino Unido.

Jim Marshall ouviu as reclamações e não pensou duas vezes: colocou a mão na massa e começou a fazer história junto com colegas convidados para desenvolver a parte técnica do que ele entendeu ser a sonoridade pedida pelos guitarristas britânicos.

Para tanto, Marshall chamou um dos técnicos de sua loja, Ken Bran, e um técnico da EMI, Dudley Craven (com 18 anos de idade na época), para fabricar “o primeiro amplificador de rock and roll de verdade da história”.

Juntos eles escolheram o Fender Bassman com quatro falantes de 10 polegadas como base e começaram a fabricar protótipos de um amplificador que pudesse concorrer com os norte-americanos à altura, fosse mais barato e tivesse as características que os músicos gostariam de incorporar em seus riffs.

Segundo o próprio Marshall, cinco protótipos foram rejeitados até que o sexto modelo fabricado pela equipe trouxe a sonoridade característica da empresa que dura até os dias de hoje. 23 amplificadores foram fabricados em um primeiro lote, sendo que Blackmore, Sullivan e Townshend foram três dos primeiros compradores do equipamento.

A partir de mudanças nos circuitos internos do equipamento, peças e, obviamente, o modo de construção específico do time britânico, o modelo baseado no amplificador da Fender ganhou vida própria e nascia ali o JTM 45, que ganhou o nome a partir das inicias de Jim Marshall, seu filho Terry Marshall e a potência do amp.

Outros modelos lançados no início da carreira da Marshall foram o Bluesbreaker (inspirado em um pedido de Eric Clapton) e o Marshall Super Lead Model 1959 (Plexi), dedicado a Pete Townshend e sua busca por volumes cada vez mais altos. Dessa forma, ao mesmo tempo que músicos influentes iam descobrindo e ampliando suas sonoridades, a empresa também aprendia com eles e fazia história.

Ao aparecer tocando com os amplificadores Marshall e sua estética bastante única de cabeçote e caixa, (os famosos stacks), essas bandas divulgavam tanto seus riffs e guitarras potentes quanto a marca, e a parceria acabou sendo lucrativa para os dois lados.

De lá pra cá, outras bandas também mostraram seu amor pela marca, como o Slayer e seus paredões de amplificadores nos shows e o guitarrista Slash, desde os tempos em que ficou conhecido no mundo todo com seus solos pelo Guns N’ Roses.

Uma curiosidade é que muitos desses artistas utilizavam apenas alguns amplificadores verdadeiros e os misturavam com modelos vazios no palco, apenas para que a aparência para o público fosse de vários equipamentos, quando na verdade uma quantidade bem menor estava sendo utilizada.

Há relatos, inclusive, de bandas que nem fazem uso de amplificadores Marshall mas em busca da estética rock and roll colocavam modelos falsos no palco.

Jim Marshall, inventor dos amplificadores Marshall

Nascido em 29 de Julho de 1923 na região de Londres, Jim Marshall veio ao mundo em uma família de lutadores de boxe e músicos, e foi diagnosticado com tuberculose óssea ainda na infância, o que lhe acompanhou por boa parte da vida. Ele foi obrigado, inclusive, a passar vários anos em casa e foi liberado do serviço militar por conta disso.

Ele começou a carreira como cantor e eventualmente tornou-se também baterista, e trabalhando como engenheiro elétrico, criou um sistema de amplificação para que sua voz fosse ouvida enquanto tocava bateria. Durante a segunda guerra mundial, por conta da crise e falta de gasolina, ele puxava um trailer com uma bicicleta para levar a bateria e os amplificadores por onde tocava. Foi quando um baterista acabou sendo chamado para a guerra que ele assumiu o lugar do cara na banda que tocava e permaneceu no posto.

Após a invenção dos amplificadores Marshall no início dos anos 60, ele tornou-se uma das figuras britânicas mais importantes da década, e recebeu um prêmio da Rainha Elizabeth II por conta das exportações significativas de seu produto em um período de três anos.

Em 1985 ele colocou suas mãos na Calçada da Fama do Rock And Roll em Hollywood e em 2003 recebeu a Ordem do Império Britânico por serviços à indústria da música e caridade.

Jim Marshall morreu em 5 de Abril de 2012 aos 88 anos de idade e desde então, guitarristas do mundo todo compartilham vídeos nessa data, anualmente, com 1 minuto de feedback, ao invés de 1 minuto de silêncio.

Marshall ganhou os apelidos de “O Pai do Som Alto” e “O Lorde do Som Alto”, e é considerado um dos “quatro pais” dos equipamentos de rock and roll, ao lado de Leo Fender (Fender), Les Paul (pioneiro inventor de guitarras como a que leva seu nome) e Seth Lover, inventor dos captadores humbucker, que cancelam os ruídos e tornaram-se parte fundamental das guitarras utilizadas em estilos que usam e abusam das distorções.

*Por Tony Alex

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*Fonte: tenhomaisdiscoqueamigos

Fender anuncia a guitarra “Jimmy Page Signature Telecaster”

A Fender anunciou, nesta semana, a aguardada colaboração com Jimmy Page, o cara que dispensa quaisquer apresentações. A parceria vai recriar a icônica guitarra “1959 Fender Telecaster” e faz parte das comemorações do 50º aniversário da fundação do Led Zeppelin, banda seminal do rock, que começou suas atividades em outubro de 1968.

Para celebrar as cinco décadas do Led e a histórica carreira de Page, a fabricante lançará quatro modelos de assinatura diferentes ao longo de 2019. Dois dos modelos sairão das linhas de produção da Fender e a outra metade, também chamada “Limited Edition Jimmy Page Telecaster Set”, sairá da Fender Custom Shop.

Via comunicado, a fabricante celebra a parceria.

É uma tremenda honra que uma das mais veneradas lendas vivas do rock tenha confiado na Fender para recriar uma das suas guitarras mais especiais

Por sua vez, o guitarrista garante o alto padrão de qualidade do instrumento e argumentou sobre seu envolvimento nos processos de recriação da guitarra.

Eles conseguiram replicá-la com uma fidelidade de 110% ou 150%. Está absolutamente igual ao que é, ao que devia ser e ao que foi. Visitar a Fender Custom Shop para assinar e pintar as guitarras com o Paul Waller foi excitante. Ver todas aquelas pérolas nas paredes, é uma experiência extraordinária.

Mas que guitarra é essa?

A “1959 Fender Telecaster” é reconhecida pelos seus dois designs, “mirror” e “dragon”. Trata-se de um instrumento que acompanhou Page na fase de transição dos Yardbirds para os Zeppelin, tendo sido a guitarra que gravou os primeiros disco destes últimos, além de colecionar aparições nos restantes álbuns da banda que ajudou a definir os rumos do rock pesado.

Jimmy Page recebeu a guitarra e a recomendação para ocupar uma vaga nos Yardbirds das mãos de Jeff Beck, em 1966. Ao longo dos anos, a Tele teve vários visuais e personalizações estéticas e sônicas que Page lhe atribuiu.

Originalmente, a guitarra possuía o acabamento “White Blonde” e assim ficou até fevereiro de 1967, quando o músico acrescentou oito espelhos circulares ao corpo. Pouco tempo depois, os espelhos foram removidos e a pintura original deu lugar a um místico dragão pintado à mão.

Quando o Led finalmente foi formado, em 1968, a “Dragon Telecaster” já era a guitarra principal de Jimmy Page. Exaustivamente usada, ela foi protagonista dos shows e das sessões de gravação do álbum de estreia da banda, “Led Zeppelin I”.

Porém, após o término de uma pequena turnê, Page descobriu que um solicito amigo havia desmontado o corpo do instrumento e pintado por cima do dragão. Consequentemente, a nova pintura comprometeu o som e o circuito eléctrico, deixando apenas o captador do braço funcional. Para resolver o problema, o guitarrista adotou dois procedimentos:

 

Uma breve explicação sobre B-Bender
Trata-se de um sistema de mola e faz a corda subir um tom inteiro. Este mecanismo aumenta a nota de uma corda em um tom, ou seja, se o guitarrista usar o B-Bender quando tocar na terceira corda, um Sol, o sistema levará a nota para um Lá.
Quando posso ter a minha?

A guitarra será oficialmente apresentada na NAMM 2019. Os preços ainda não foram divulgados, mas certamente não serão dos mais baixos. Felizmente, a Fender também garantiu a presença de ambas as versões da guitarra, a espelhada e a pintada, nas linhas de produção convencionais, e assim garantir modelos mais acessíveis à maioria dos fãs.

*Por Gustavo Morais

Dê o play e confira o vídeo de anúncio do instrumento:

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: cifraclubnews

Warren Haynes – 58 anos

Ontem foi o aniversário de um dos maiores guitarristas de rock/blues de todos os tempos (sim, isso mesmo – sem falsa modéstia), até porque estamos falando de Warren Haynes. O cara é simplemnete muito phoda. Além de ter uma puta voz, toca muito e é um ótimo compositor.
Nem é preciso dizer mais nada. Aqui nesse blog ele ruleia!

Feliz aniversário Warren Haynes!

Banjogirl Março de 2018

Sim, foi amor a primeira vista e não sei dizer ao certo o que bateu primeiro, se a sua música, as letras ou aqueles lindo olhar, quem sabe os dreads (coisa linda mulher com dread, tô prá te dizer!!!), talvez seu jeitinho de falar… Bem, não importa, acontece que num piscar de olhos ficou muito, muito fácil escolher Larissa Baq como a Banjogirl do mês de Março (2018). Só para constar, sua música não para de tocar por aqui também.

E tranquilo, vou aqui abrir o jogo, inicialmente a programação do blog tinha escalado outra bela mulher como a Banjogirl do mês, ela não era para ser a garota da vez. Mas OK, assim que surgiu no horizonte virtual aqui da base patrolou tudo e na boa velinho – ela furar essa fila foi uma coisa providencial. Caso de merecimento. Ela pode. Ela merece. Não há dúvida disso.

E de nossa parte só podemos desejar cada vez mais sucesso, paz, amor e muitas alegrias em sua vida & carreira, Larissa Baq.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Venda de guitarras despenca quase 80% em cinco anos no Brasil

Por Ricardo Gouveia

Fabricantes de guitarra sofrem com a queda nas vendas não só no Brasil. As duas mais icônicas marcas do setor, as americanas Fender e Gibson, não vão nada bem das pernas. Aqui no Brasil as vendas de todos os instrumentos têm caído ano a ano. É um mercado muito dependente da importação e sofre bastante com o valor alto do dólar. Isso porque até as marcas brasileiras montaram fábricas no exterior.

Mas entre todos os instrumentos, as guitarras são as que apresentam os piores resultados, de acordo com os dados da Anafima (Associação Nacional da Indústria da Música). Comparando os números de importações de 2012 com 2017, as importações de violões caíram 33%. Com os instrumentos de percussão e teclados, por exemplo, a queda foi de 55%. Mas entre guitarras e baixos a queda foi a maior de todas: 78%.
As causas para essa baixa popularidade são várias. Para o presidente da Anafima, Daniel Neves, é difícil prever quais vão ser os destaques no cenário da música nos próximos anos. Ele não acredita que o rock vai acabar ou que as guitarras vão se tornar obsoletas, mas ressalta que o rock vive uma fase de pouca influência sobre os jovens.

“Existe uma questão de moda. O sertanejo foi um estilo musical que pegou. O número de violões sobe, não o de guitarras. Quando a gente tinha um movimento da indústria fonográfica para o forró, o número de acordeons aumentou incrivelmente. Acho difícil dizer se a guitarra vai voltar a ser um instrumento do momento. É muito mais uma questão de quem será que vai reinventar a roda da música”, acredita Daniel.

Edgard Scandurra, da banda Ira! e um dos heróis da guitarra no Brasil concorda que o cenário musical pop atual, também no exterior, não favorece o surgimento de novos guitarristas. Ele, que cresceu admirando guitar heroes, constata que a geração atual não tem estímulos para se dedicar a aprender a tocar um instrumento:

“A música pop hoje em dia não é uma música tocada mecanicamente. Em boa parte, ela é executada no computador. E acho que há um perfil da sociedade também, porque o rock é uma música contestatória. Existe uma atitude de contestação que não vejo muito hoje em dia. Essa moçada fica no computador e no videogame, acho que a juventude anda muito preguiçosa. As pessoas não têm nem muita paciência para ler uma coisa longa, quanto mais pegar uma guitarra, sentar numa cadeirinha e ficar treinando”, alega o guitarrista.

Essa sensação do Scandurra é confirmada pelo educador Rui Fava, autor do livro “Educação 3.0”, que analisa justamente as diferenças no aprendizado entre as gerações. Ele explica que principalmente os jovens nascidos depois do ano 2000 estão cercados de tablets, celulares e videogames, que são aparelhos preparados para serem aprendidos intuitivamente, sem cursos ou muito estudo. Diferente das guitarras:

“É a geração de imediatismo. E aí entra a questão da guitarra porque ela não é touch screen. Eles não têm paciência de fazer treinamento e todo esse estudo porque eles querem coisas grandes e rápidas, mas que sejam imediatas”, explica Fava.

Marcela Silva, de 11 anos, começou a se dedicar ao instrumento aos sete, com a ajuda da Associação Para Iniciação Musical da Criança Carente. As crianças atendidas pela associação contam com instrumentos doados, já que guitarras, baterias e baixos não têm mesmo um preço muito acessível. Mas a questão não está só nos custos. A Marcela conta que, entre os amigos dela, são poucos os que desenvolveram interesse em se dedicar à música ou que gostem de rock.
Novos guitarristas com habilidades como as de Jimmy Page, Jimi Hendrix ou Eric Clapton muito provavelmente vão surgir, pelo menos enquanto tiverem a oportunidade de se dedicarem ao instrumento. O que não dá mais para saber é se esses futuros talentos vão ser ícones da música pop ou da música clássica.

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*Fonte: cbn