Kobe Bryant (R.I.P.)

Outra vez uma notícia trista aqui no blog hoje foi o acidente de helicóptero na Califórnia, que vitimou o ex-jogador de basquete da NBA, Kobe Bryant (41). Até agora não se tem ainda maiores informações sobre o acidente, sendo que dizem inclusive que sua filha também estaria no helicóptero, junto com mais outros passageiros. Enfim, vamos aguardar para mais detalhes e também as causas desse acidente.
Mas o certo é de que Kobe era um grande ídolo do basquete na NBA e também no mundo. Talvez depois da era Jordan seja o maior jogador até então. Teve 5 títulos da NBA, foi 2 vezes MVP das finais, 2 medalhas de ouro olímpicas e participou 18 vezes do All Star Games. Teve inclusive duas camisas aposentadas pelo seu time, o Laker, a nº8 e a nº24, que utilizou num segundo momento de sua carreira.

Ontem mesmo assistindo ao jogo dos Lakers x Spurs, o LeBron James ultrapassou o recorde de pontos de Kobe Bryant na NBA – que ocupava a 3ª posição na lista de maiores pontuadores de todos os tempos até então, e de forma atenciosa e simpática, o mesmo twitou uma msg de felicitação para o LeBron.
Grande jogador e também uma grande pessoa – aqui não é demagogia, é sério mesmo quando se diz isso. Não é por nada que eu tenho uma jersey sua.

Descanse em paz Kobe! Vai deixar saudades.

 

Caçador despenca de helicóptero enquanto atirava em cervos assustados (vídeo)

Estava tudo levando a crer que seria mais um “dia divertido para se matar animais” para este caçador. Mas ele não conseguiu terminar este dia do jeito que esperava, já que algo algo inesperado aconteceu.

O efeito “saltitante” produzido pelas armas ao disparar as balas fez com que ele perdesse o equilíbrio e caísse do helicóptero.

Durante o vídeo enviado para o canal YouTube África, você pode ver dois cervos correndo assustados quando ouvem o barulho estrondoso feito pelo helicóptero, juntamente com as vibrações que ele produzia ao voar tão perto do solo. Em seu ambiente natural, eles são forçados a correr por causa da ameaça que persistem.

Mas o carma sabe como fazer a sua coisa e quando o homem tem o animal em sua mira e atira rapidamente, ele cai em alguns arbustos, pronunciando uma série de palavras que não podemos entender, mas claramente são queixas e dores devido a contusões produzido pela queda.

A caça de helicóptero parece ser cada vez mais popular entre aqueles que gostam de acabar com a vida de animais que não fazem nada além de fugir para salvar suas vidas. Não é suficiente para eles usarem uma arma de fogo, eles também atiram do ar para proteger sua integridade – algo realmente deplorável, mas que nem sempre ocorre como o planejado.

Assista agora toda cena:

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*Fonte: fiquesabendo

Adeus Boechat!

Não se vive mais, só se enterra. Por que tantas mortes? Já não havia como suportar a população dizimada de Brumadinho, os dez adolescentes sacrificados no ninho do Urubu, as sete vítimas do dilúvio do Rio, e, agora, mais essa lâmina cortando a nossa voz de novo: morre Ricardo Boechat, 66 anos, um dos melhores jornalistas brasileiros, três prêmios Esso, âncora da rádio BandNews FM, e do Jornal da Band, na TV Bandeirantes.

Ele estava no helicóptero que caiu sobre um caminhão na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo, nesta segunda-feira (11).

Que provação é essa? Que privação é essa? Assistimos a um interminável enterro, um insuportável transporte de caixões com a bandeira brasileira. Caronte não para de carregar almas daqui. Brasil é Hades.

Como serão as nossas manhãs sem a eloquência de Boechat? Ele falava bonito cada notícia, como se estivesse recitando Fernando Pessoa, nunca perdendo a linha de raciocínio, sem cacoete verbal: límpido pensamento sonoro.

Tinha uma máquina de escrever entre os dentes. Soprava páginas e derrubava mitos e preconceitos.

Irônico, argumentativo, combativo, um dos últimos adeptos da retórica do jornalismo. Defendia exaustivamente as suas ideias e apenas se acalmava ao descascar as aparências do poder e descartar todos os pontos de vista. Ganhava a discussão pelo fôlego e pelas metáforas.

Qualquer um conhece Boechat, da tevê ou do rádio ou do jornal (trabalhou nos jornais O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e JB e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo): um aristocrata de cabeça lisa, com o olhar confiante e sedutor. Impossível virar os olhos com ele em ação: hipnótico, convincente, impositivo.

Gostava de uma boa briga. Envolvia-se em uma polêmica semana sim e outra também.

Era um duelista à moda antiga, com um lenço dobrado no terno e ferro na lábia, daqueles que ainda se dispunham a lutar para manter a honra e a palavra, custe o que custasse, em confrontos intensamente emocionais contra os desmandos do país.

Até os desafetos respeitavam a sua opinião. Até os adversários não deixavam de ouvir, ver, ler Boechat. Até a morte deve ter pedido desculpa.

*Texto: Fabrício Carpinejar