Quatro coisas que aprendemos errado sobre a INDEPENDÊNCIA do BRASIL

Nem tudo sobre a Independência do Brasil ocorreu como muitas pessoas imaginam; confira

No dia 7 de setembro, poderemos celebrar finalmente os 200 anos da Independência do Brasil da coroa portuguesa, tendo sido realizada em 1822 por Dom Pedro I, que viria a se tornar o primeiro imperador brasileiro. No entanto, apesar de toda a narrativa épica sobre o acontecimento, nem tudo aconteceu exatamente como a maioria dos brasileiros têm em mente.

Provavelmente, quando se tenta imaginar como se deu o famoso ‘grito da Independência às margens do Rio Ipiranga’, a maioria das pessoas pensará logo no famoso quadro ‘Independência ou Morte’, do pintor brasileiro Pedro Américo de Figueiredo e Melo, com uma grande quantidade de pessoas na ocasião, todas bem vestidas e com Dom Pedro I segurando uma espada, apontada para o alto, montado em um belo cavalo.

No entanto, o fato aconteceu de uma forma um pouco diferente do que foi retratado, sendo a famosa pintura apenas uma ilustração propositalmente épica do acontecimento. O quadro se encontra hoje no acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Dessa forma, confira a seguir quatro curiosidades sobre a Independência do Brasil, que ocorreram diferentemente do que a maioria das pessoas imagina:

1. Dor de barriga
Uma informação que talvez não seja tão surpreendente, visto que já é comentada há alguns anos por muitas pessoas nessa época próxima ao aniversário da Independência, é que Dom Pedro I estava com dor de barriga no momento em que realizou o tão famoso ‘grito da independência’.

Aparentemente, ele pode ter comido algo no dia anterior que o fez passar mal ao longo de 7 de setembro de 1822, ou mesmo poderia estar se sentindo mal por estar voltando de uma longa e cansativa viagem, na ocasião.

2. Quantas pessoas estavam presentes?
No quadro de Pedro Américo, é possível notar que existem muitas pessoas no local e no momento em que Dom Pedro I teria dado o grito da Independência. No entanto, até mesmo isso na representação é um erro, se considerar a realidade.

Enquanto na pintura a comitiva mostra dezenas de homens montados a cavalo, na realidade somente 14 pessoas estavam presentes no momento histórico.

3. ‘Às margens do rio Ipiranga’?
Outro mito sobre o clássico evento do dia 7 de setembro de 1822 engloba a localização dos participantes — o que talvez não fosse necessário alterar nas representações e histórias contadas.

Ao contrário do que muitos acreditam, o ‘grito da independência’ não ocorreu literalmente às margens do rio Ipiranga. Embora não exista erro em afirmar que tudo ocorreu “às margens do Ipiranga”, como é declarado na maioria dos livros de História, faltam detalhes sobre a localização precisa.

Em estudo, o engenheiro especializado em cartografia histórica Jorge Pimentel Cintra, ligado à Escola Politécnica e ao Museu do Ipiranga, sugeriu um novo ponto para esse evento histórico, após uma longa investigação. Confira o estudo aqui!

4. A grande, bela e imponente mula
Talvez a informação mais chocante seja de que Dom Pedro I, na realidade, não estava montado em um grande e belo cavalo marrom no momento da Proclamação da Independência. Na verdade, provavelmente nenhuma das 14 pessoas presentes na ocasião estava.

Isso porque, na verdade, o imperador brasileiro estava montado em uma simples mula, pois voltava de uma viagem do litoral de São Paulo, na ocasião, já que o animal costumava ser muito utilizado na época em grandes viagens, devido sua resistência.

Além disso, as roupas dos presentes também eram diferentes: enquanto no quadro todos aparecem vestindo uniformes de gala, provavelmente utilizavam peças mais confortáveis.

A fim de trazer detalhes da viagem de 1.400 quilômetros que durou um mês, o historiador e autor Rodrigo Trespach acaba de lançar sua mais nova obra ‘Às margens do Ipiranga’, que tem o selo Aventuras na História e Citadel. Com relatos impressionantes, a obra retrata a longa viagem que a comitiva de Pedro realizou até chegar no momento que entrou para os livros de História, exibindo retratos da época, costumes da população e a também situação sócio-política que o império brasileiro se encontrava naquele momento.

*Por Eric Moreira
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*Fonte: aventurasnahistoria

Desaparecido e procurado: A saga do misterioso sumiço de Belchior

O lendário músico brasileiro Belchior protagonizou uma busca incessante de autoridades sul-americanas em seus anos finais

Durante a segunda metade do século 20, o Brasil não apenas conheceu a força do músico e compositor Belchior, como também aprendeu a admirá-lo pela criação de grandes sucessos nas rádios, como “À Palo Seco” e “Medo de Avião”. Com isso, o artista cearense se tornou uma das maiores referências da música popular brasileira.

Contudo, na virada do século seguinte, o declínio de seu sucesso comercial – somado a mudança de vida do artista – resultou em seu desaparecimento.

De acordo com reportagem do ‘Fantástico’, da TV Globo, os problemas do cantor iniciaram, ainda em âmbito familiar, no ano de 2007, quando abandonou compromissos relacionados a carreira, deixando para trás familiares e até mesmo o produtor, sem nenhuma forma de contato.

Após reportagem, o caso tornou-se conhecido nacionalmente, beirando o lúdico; as poucas pistas encontradas sobre seu paradeiro, na época, foram dois carros, abandonados em estacionamentos em São Paulo, sendo um deles próximo ao Aeroporto de Congonhas, que já acumulava dívidas por ocupar a vaga.

A revista Época adicionou mais informações relacionadas ao desaparecimento; junto dele estaria Edna Assunção, produtora cultural a qual Belchior teria encerrado um casamento de 35 anos para iniciar um namoro. Com ela também teria saído do país, tomando um destino desconhecido pelos mais próximos.

Sumiço controverso
Apesar do sumiço, entre os anos de 2008 e 2017, diversas imagens do músico em diferentes pontos da América do Sul foram feitas por fãs. Em uma rara entrevista à TV Globo, em 2009, ele foi localizado no pequeno município de San Gregorio de Polanco, no Uruguai, agradecendo a repercussão: “Eu me sinto imensamente feliz por me ver tão amado e requisitado”.

Em paralelo a isso, começavam a surgir os primeiros problemas legais do sumiço; não apenas acumulava dívidas de estacionamento, mas começou a ser procurado da polícia uruguaia em 2012 após abandonar a estadia em um hotel com uma dívida de US$ 15 mil, onde esteve hospedado por seis meses, como informou o portal G1.

No ano seguinte, passou a ser alvo de mandados de prisão pelo Brasil, devido ao não pagamento de pensões alimentícias para uma filha e à ex-mulher. Dessa forma, passou a ser ainda menos visto, com relatos de que residia em Porto Alegre, mas não mantinha um endereço fixo, chegando a habitar uma instituição de caridade e até dormir em casa de fãs.

Antes de falecer, em 2017, sofreu com contas bloqueadas devido a um processo trabalhista movido por um ex-funcionário, totalizando uma dívida de R$ 1 milhão. Seu paradeiro final foi no município gaúcho de Santa Cruz do Sul, quando faleceu por causas naturais aos 70 anos. O corpo, no entanto, retornou a cidade-natal para o sepultamento.

*Por Wallacy Ferrari
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*Fonte: aventurasnahistoria

9 Curiosidades sobre o PAU-BRASIL, a ÁRVORE que dá nome ao nosso país

1. Características
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) chega a ter entre 10 e 15 metros de altura e era muito abundante na Mata Atlântica na época de nosso descobrimento pelos portugueses. Ele possui um tronco reto e relativamente fino, com uma coloração cinza-escura. A árvore dá flores amarelas e um extrato interior capaz de gerar uma tinta vermelha.

2. Nome antigo e nova nomenclatura
Antigamente, ela se chamava ibirapitanga em tupi-gurani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. Quando os colonizadores descobriram o nosso país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época. Aos poucos, ela acabou sendo chamada de pau-brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

3. Violino
Em 1775, descobriu-se que o pau-brasil era excelente para o feitio de arcos de violino. Foi nesse ano que François Tourte criou, em Paris, o primeiro arco com essa madeira, dando-lhe o nome de Fernambouc, por ter colhido matéria-prima no estado de Pernambuco. Até hoje, são exportadas madeiras de pau-brasil para a Alemanha, a França e os Estados Unidos com a finalidade de virar instrumentos que chegam a custar US$ 10 mil!

4. Data nacional
Por mais de 375, o extrativismo do pau-brasil aconteceu em todo o país, até que a árvore foi declarada patrimônio nacional em 1978, através da Lei nº 6.607, que ainda estipulou o dia 3 de maio como a data oficial da árvore, que é a única protegida por lei em terras tupiniquins. Também se tentou declarar o ipê-amarelo como a flor nacional, mas isso não foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

5. Boa para a saúde?
Na Universidade Federal de Pernambuco, um longo estudo sobre as propriedades medicinais do pau-brasil continua em curso. Acredita-se que a árvore possa ser antineoplásica, ou seja, capaz de combater alguns tipos de tumores. Em estudo com ratos, a incidência da doença diminuiu em até 87%.

6. Pena de morte
Cortar uma árvore de pau-brasil podia ser motivo de pena de morte durante o final dos anos 1700. Mesmo assim, muitas pessoas ainda o vendiam ao preço de 240 réis por quintal, principalmente no estado do Espírito Santo. O quintal era uma unidade de peso que seria equivalente a cerca de 60 quilos nos dias de hoje.

7. Nome de vilas
O botânico Francismar Francisco Alves Aguiar realizou uma expedição em 1981 na qual encontrou diversos vilarejos chamados de Pau-Brasil em nosso país. Em um deles, a 100 quilômetros de Vitória (ES), a árvore curiosamente não existe mais, em virtude de sua extração descontrolada.

8. Extinção
Em 1928, acreditava-se que não havia mais nenhuma árvore de pau-brasil crescendo espontaneamente em território nacional. Nesse ano, entretanto, um estudante de Agronomia encontrou uma única árvore florescendo em uma área que acabou se tornando a Estação Ecológica da Tapacurá, administrada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

9. Economia
O primeiro grande ciclo econômico do Brasil foi às custas de nossa madeira-símbolo: muitos se tornaram ricos com o extrativismo que durou até 1875, exportando o pau-brasil para a fabricação de corantes, a construção naval e a marcenaria de luxo. Em 1605, apenas 105 após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, já se falava em medidas de proteção, mas elas nunca surtiram muito efeito.

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

13 Fatos sobre a vida de PEDRO ÁLVARES CABRAL e a “DESCOBERTA” do BRASIL

1. Pedro Álvares Cabral nasceu no vilarejo de Belmonte, a 380 km de Lisboa, em 1467 ou 1468 (o ano é incerto). Assim, ele teria entre 32 e 33 anos quando “descobriu” o Brasil, em 1500

2. A lenda conta que a família Cabral é descendente de Carano, o primeiro rei da Macedônia, que governou a região por volta do ano 1100 a.C. Carano, por sua vez, seria descendente de ninguém menos que o semideus Hércules!

3. Apesar da linhagem nobre que possuía, Cabral recebeu o título de Moço Fidalgo do rei D. João II, quando tinha apenas 17 anos

4. Segundo consta, Cabral era inteligente, generoso, humilde e bastante educado, mesmo com inimigos. Porém, ele também é descrito como extremamente vaidoso e com uma gana sem limites para provar seu título de nobreza

5. Como navegador, ele trouxe muitas riquezas a Portugal, virando capitão-mor em 1500, pouco antes do “descobrimento do Brasil”

6. Além das conquistas comerciais, as intenções da coroa portuguesa e de Cabral eram de expandir as crenças católicas e impedir que os mouros conseguissem implementar suas crenças muçulmanas

7. Em 9 de março de 1500, por volta do meio-dia, Cabral zarpou de Lisboa supostamente com destino à Índia, contornando a África – Vasco da Gama, outro célebre navegador, ajudou Cabral com dicas valiosas

8. Em 23 de março, uma das naus da frota de Cabral afundou na costa da África, vitimando mais de 150 marinheiros

9. Cabral desembarcou na nova terra em 22 de abril de 1500. O primeiro local avistado recebeu o nome de Monte Pascoal, já que eles estavam no período da Páscoa. Esse monte tem 536 metros de altura e fica próximo à cidade de Itamaraju (BA)

10. Cabral nomeou a terra de Ilha de Vera Cruz, achando, a princípio se tratar de uma porção de terra menor do que o imaginado – porém, antes de partir rumo à Índia, em 2 de maio, ele já estaria convencido de ter “achado” um continente inteiro

11. Pedro Álvares Cabral não teve reconhecimento imediato de suas descobertas: passou mais de três séculos, até D. Pedro II investigar a história do Brasil, para ele saber a importância de Cabral para o nosso país

12. O próprio D. Pedro II levantou a hipótese de a “descoberta” do Brasil não ter sido acidental, com Cabral sabendo que poderia existir alguma terra inexplorada a oeste da África

13. A causa da morte de Cabral não é muito certa, mas acredita-se que tenha sido de malária, em 1520 – ele estaria com pouco mais de 50 anos

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

A história das notas musicais

Independente de qual o estilo musical, desde as clássicas às chicletes, as músicas possuem algo em comum. Isso porque todas as melodias que escutamos são criadas utilizando variações das sete notas musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.

No entanto, você já parou para pensar como foram criadas as notas musicais? Se elas já existiam da forma como conhecemos atualmente ou se foram padronizadas ao longo dos anos? Responderemos a essas dúvidas logo abaixo.

O filósofo Pitágoras e o monocórdio
Para estudar a história da música é preciso citar o filósofo, matemático e astrólogo grego, Pitágoras. Ele foi quem descobriu uma forma que uma única corda pudesse produzir diversos sons, porém, obedecendo uma lógica.

O filósofo desenvolveu um instrumento musical nomeado como “monocórdio”, que possuía apenas uma corda. Pitágoras notou que ao tocar a corda esticada ele escutava um som, mas dividindo-a o som era diferente.

De acordo com essa lógica, os sons eram gerados em escalas e com essa descoberta se originou as escalas musicais. Elas servem como base para a criação de vários instrumentos musicais. Um exemplo são as cordas de violão, que são todas iguais, porém, geram sons diferentes por causa do posicionamento de forma diversa que obedece à escala musical.

O nome das notas musicais

Como os alfabetos ao redor do mundo, o nome das notas musicais como conhecemos atualmente veio de uma convenção social. Ela foi baseada no trabalho e pesquisa de antigos estudiosos.

Essa técnica é uma forma de organizar as melodias, possibilitando que uma pessoa registre uma melodia em particular e que outra pessoa possa reproduzir o mesmo som após ler o registro. Isso é fundamental para o ensino da música e para a preservação delas para a história.

Vale lembrar que durante a Idade Média, as melodias eram escritas em partituras diferentes das atuais, as neumas. No entanto, esse método apresentava um problema, já que era complicado, o que dificultava a memorização das letras das músicas.

É importante ressaltar que o canto gregoriano era o estilo musical mais importante do momento, visto que era utilizado como uma maneira de divulgar o Cristianismo pela Igreja Católica. Naquele momento, o canto gregoriano era apresentado em Latim até mesmo em países que falavam outros idiomas e dialetos, tornando o ensino de música ainda mais difícil.

Por causa disso, o monge Guido Arezzo (992-1050) decidiu nomear as notas musicais de formas que poderiam ser decoradas com maior facilidade. Os nomes foram escolhidos de acordo com as iniciais de cada verso do “Hino a São João Batista”.

Ut queant laxis

Resonare fibris

Mira gestorum

Famuli tuorum

Solve polluti

Labii reatum

Sancte Ioannes

Com isso, surgiram as sete notas: Ut, Re, Mi, Fa, Sol, La e Si. Ao longo dos anos, a nota Ut passou a se chamar Dó, porque era mais fácil de cantar. Essa mudança foi essencial para o ensino e desenvolvimento da música até os dias atuais, cerca de mil anos depois da criação.

*Por Nathalia Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Teria a identidade de Jack, o Estripador sido revelada?

Um escritor afirma ter a resposta para o mistério de mais de um século

A identidade de Jack, o Estripador foi ao longo de mais de um século, uma grande incógnita, apesar de sua história de assassinatos ter se popularizado e se tornado conhecida por muitas pessoas ao redor do mundo.

Porém, o escritor Garry Linnell garante que descobriu quem era o homem que realizou ataques a mulheres em Londres no ano de 1888, mais especificamente no bairro de Whitechapel.

Ao menos é o que afirma em seu livro entitulado ‘The Devil’s Work: How Australia hunted and hanged the serial killer who shocked the world’ (“O Trabalho do Diabo: Como a Austrália Caçou e Enforcou o Serial Killer Que Chocou o Mundo”).

O suspeito, segundo Linnel
Conforme informações do Daily Mail, repercutidas pelo History, a obra lançada no ano de 2019 aponta um cidadão inglês chamado Frederick Deeming como sendo o famoso Jack, o Estripador.

De acordo com Gary, Deeming teria matado duas esposas e quatro filhos. Evidências mostrariam que ele e o temido assassino em série seriam a mesma pessoa.

Quem era Frederick?
Deeming nasceu na Inglaterra no ano de 1853, porém se mudou para a Austrália com sua esposa, Marie, em 1882, e passou a trabalhar com gás e encanamento.

Ele chegou a ser preso por uma série de roubos e golpes cometidos no novo país, de modo que o casal decidiu retornar à Inglaterra no final da mesma década, já com filhos.

Segundo a fonte, mesmo tendo uma esposa, Frederick se casou com uma segunda mulher em 1889, utilizando um nome falso.

Infelizmente, tempos após uma nova temporada na prisão motivada por um golpe que teria dado em um joalheiro, Deeming assassinou sua primeira companheira e os quatro filhos.

Depois do episódio, o criminoso voltou à Austrália, ao lado de sua segunda esposa, Emily Lydia Mathe.

A segunda mulher
No Natal de 1891, Frederick matou Emily a machadadas na casa em que os dois viviam, na cidade de Melbourne. Depois que o corpo da vítima foi encontrado, o inglês acabou sendo preso.

Na época, diante dos crimes, ele chegou a entrar para a lista suspeitos de ser Jack, O Estripador. Contudo, como as autoridades acreditaram que ele não estava na Inglaterra no ano de 1888, a possibilidade foi descartada. Entretanto, novas investigações indicam que ele, na verdade, esteve no local na época dos crimes.

Além disso, segundo o escritor, o criminoso teria contraído sífilis de uma prostituta durante um tempo em que passou na África do Sul, o que pode ter sido um motivo para o mesmo ter começado a perseguir profissionais do sexo.

Como Jack, o Estripador ficou conhecido por matar essas mulheres, seria possível que os dois fossem a mesma pessoa, de acordo com Gary.

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*Fonte: aventurasnahistoria

É um hábito secular culpar os jovens por estarem”arruinando tudo”

Recentemente, surgiu uma discussão na internet sobre o que é considerado “cringe” pela geração Z que os millennials fazem. No entanto, já é antigo para os “velhos” que os jovens são responsáveis por estragarem as coisas que eles gostam.

Tornou-se comum para os millennials culparem os Z por tudo estar tão “chato e problematizado”. Por isso muitos consideram os que nasceram a partir da década de 1990 como uma geração preguiçosa, superficial, disruptiva e “insuportável”.

Em contraponto, os Z se enxergam como mais engajados politicamente e em questões estruturais que permaneceriam enrijecidas na sociedade se eles não tivessem a visão visionária o suficiente para fazerem a mudança acontecer.

Raízes passadas

Apesar de a ideia de que os jovens estão arruinando a sociedade pareça uma discussão recente, já é antigo o desejo de culpá-los. Isso já ficava claro na poesia do autor medieval Geoffrey Chaucer, que viveu e trabalhou em Londres na década de 1380.

Em seu trabalho The House of Fame, ele retrata uma falha massiva na comunicação de ambos os lados da sociedade, em que verdades e mentiras circulam de maneira indiscriminada em uma casa de vime que gira. A casa, na verdade, é uma metáfora para a representação da Londres medieval, que crescia em tamanho e complexidade política de maneira espantosa para a época.

Chaucer reafirma de maneira mais direta a culpa dos jovens em poemas como Troilus and Criseyde, em que ele demonstra sua preocupação com relação às gerações futuras que destruiria sua poesia devido à mudança de linguagem — o que hoje poderia ser considerado como linguagem informal.

No século XIV, cresceu na Inglaterra o medo de que uma nova classe considerada “mais burocrática” estivesse destruindo a própria ideia da verdade. Richard Firfth Green, no livro A Crisis of Truth, pontua que a centralização do governo inglês mudou a verdade que passava de uma pessoa a outra para uma realidade objetiva localizada em documentos. As pessoas da época não aceitavam que promessas verbais não eram mais o suficiente, e que era preciso declarar tudo por escrito. Hoje, a documentação é um processo naturalizado.

O fim do que era bom

Como se a política não fosse o bastante, o romancista inglês Thomas Malory, do final do século XV, também ressaltou que os jovens destruíram o sexo. Em A Morte de Arthur, um livro sobre o Rei Arhur e a Távola Redonda, ele reclama que os jovens amantes são rápidos demais para “pular na cama”, escrevendo que antes o amor não costumava ser assim.

Esse tipo de questionamento serviu para aglutinar a ansiedade existencial que existia no final da Idade Média, e que hoje em dia pode parecer ridículo para os millennials que criticam tudo o que está sendo “corrompido”.

Enquanto aqueles tempos são lidos como repleto de fanatismo religioso, sofrimento, tortura e loucura para autores como Chaucer e Malory, era o futuro moderno que representava a catástrofe e sua influência sobre o presente.

De acordo com Eric Weiskott, professor especializado em poesia inglesa da Universidade de Boston: “a ansiedade com relação aos jovens é equivocada, não porque nada muda, mas porque a mudança histórica não pode ser prevista”. E a maneira como os millennials se posicionam do outro lado dessa “placa tectônica” social é mesma resposta secular dos mesmos sentimento de mudança que querem evitar.

O mundo continuará mudando de maneiras imprevisíveis ou inexplicáveis, porque o status quo é algo móvel, para melhor ou pior. E, no final das contas, sempre haverá uma geração para culpar a outra.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte: megacurioso

De espelho quebrado ao número 13: Veja 4 Superstições Famosas e suas origens

Ao longo dos anos algumas superstições tomaram conta do imaginário popular e se tornaram uma espécie de crença e tradição em algumas culturas ao redor do mundo.

Portanti, provavelmente, você já deve ter escutado que quebrar o espelho dá azar, que o número 13 é sinônimo de falta de sorte e muito mais. Mas afinal, você sabe ao certo quais sãos as origens das superstições mais famosas do mundo?

Pensando nisso, o site Aventuras na História selecionou 4 superstições amplamente conhecidas e as histórias por trás delas.

Confira abaixo.

1. Espelho quebrado
De acordo com o site Superinteressante, a arte de fazer supostas advinhações, utilizando espelhos e o reflexo na água, era muito comum na Antiguidade. No entanto, se o objeto quebrasse ou caísse na água, era sinal de azar. Já os sete anos de falta de sorte foi incorporado pelos romanos, que acreditavam que corpo humano se renovava dentro deste período.

2. Chinelo virado
Considerada uma das superstições mais famosas do Brasil, a crença de que o chinelo virado traria a morte da matriarca, ganhou força no país por volta da década de 1960, quando o calçado se popularizou nacionalmente. O objetivo era fazer com que os filhos não deixassem seus chinelos espalhados de qualquer jeito pela casa.

3. Passar debaixo da escada
Assim como boa parte das outras supertições, passar sob a escada também está associada a crenças religiosas. Reza a lenda, que andar debaixo deste objeto traz azar. Contudo, a origem está diretamente ligada ao triângulo que a escada faz ao estar aberta. Segundo a Superinteressante, para a Igreja Católica, tal fato representa uma ameaça ao equilíbrio entre o Pai, Filho e Espírito Santo.

4. Número 13
Ao longo dos séculos, o número 13 foi visto como algo ruim em diversas crenças. Na cultura nórdica, por exemplo, 12 divindades estariam participando de um banquete, quando Loki — símbolo da trapaça — teria aparecido de forma inesperado e causado desconforto entre as divindades, tornando-se o 13º membro no banquete — que terminou em tragédia.

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*Fonte: aventurasnahistoria

Morreu Lou Ottens (94), o inventor da música portátil

Provavelmente você nunca tinha ouvido falar no Lou Ottens, mas todos nós, amantes da boa música, devemos MUITO a ele. O engenheiro da Philips inventou a fita cassete em 1963, abrindo a possibilidade de você andar por aí enquanto escuta música.

Ou seja, assim como outros gênios como Steve Jobs, o Lou Attens inventou um novo hábito, uma nova maneira de consumir música, principalmente depois que surgiu o Walkman. E também inventou uma maneira de criarmos nossa própria seleção musical (quem viveu essa época de gravar as fitas sabe do que estou falando).

Alguns anos depois, Lou Ottens esteve novamente à frente de uma grande invenção da Philips: o CD, com uma qualidade sonora inédita.

Fico feliz em saber que teve uma vida longa, morreu aos 94 anos de idade (06/03/21). E chegou a acompanhar o surgimento da música por stream.

A música lhe deve muito, Lou Ottens. R.I.P.

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

Apocalipse em cores: o curioso vídeo da CNN para o fim do mundo

Em meados de 1980, os Estados Unidos viviam sob o contexto do período que foi chamado de Segunda Guerra Fria. Na época, as tensões entre o país norte-americano e a União Soviética, duas potências com enorme poder militar, eram ainda maiores.

Por isso, inclusive, as populações de ambas as nações temiam uma possível destruição do mundo que conheciam. Em resumo, havia a teoria de que, se as coisas piorassem, os humanos teriam de enfrentar um verdadeiro apocalipse nuclear.

Tendo fundado a conceituada emissora CNN, TedTurner sabia que deveria preparar alguma coisa para transmitir em seu último dia na Terra, caso o fim realmente chegasse. Assim, ele criou um vídeo misterioso, que permaneceu em segredo por décadas.

Uma ideia repentina

Em entrevista à revista New Yorker feita em 1988, Ted explicou de onde veio sua ideia, que só foi revelada e amplamente divulgada em 2015. “Normalmente, quando um canal de TV inicia e encerra as transmissões do dia, ele toca o hino nacional”, contou.

Com sua emissora, no entanto, a abordagem teria de ser um pouco diferente. “Com a CNN, um canal 24 horas, nós só sairíamos do ar uma única vez, e eu sabia o que isso significaria”, narrou Ted, fazendo referência ao temido fim do mundo.

Foi assim que ele pensou em uma forma digna de fazer a última transmissão da história da CNN. Com apenas 60 segundos, o emblemático vídeo foi produzido pela emissora e guardado a sete chaves, para que fosse exibido somente uma vez.
Fotografia de Ted Turner, o fundador da CNN / Crédito: Wikimedia Commons

Um vídeo especial

A ideia de Ted era simples: ele faria um vídeo clássico, com direito ao hino nacional para homenagear seu país antes do fim. Por se tratarem das supostas últimas imagens transmitidas pela CNN no caso do fim do mundo, contudo, elas deveriam ser especiais.

“Nós reunimos as bandas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e as levamos até a sede da CNN, para que tocassem o hino nacional”, narrou, em 1988. A música, no entanto, ainda não estava definida, já que precisava ser algo único.

Foi então que Ted se lembrou da versão instrumental do hino composto por Sarah FlowerAdams, no século 19. “Perguntei se elas [as bandas] poderiam tocar Nearer My God, to Thee, para ter em videotape, caso o mundo acabasse”, lembrou-se. “Seria a última coisa que a CNN transmitiria antes de… antes de sair do ar.”

Imagens trágicas

Uma vez gravado, o vídeo foi guardado nos arquivos da emissora, pronto para ser transmitido a qualquer momento. Mas esse dia nunca chegou. A Guerra Fria acabou e, apesar de bem produzido, o clipe nunca foi ao ar, segundo a Superinteressante.

Durante anos, então, ele foi mantido em segredo pelos representantes da emissora, já que não existia mais a necessidade de deixar as imagens preparadas para uma possível transmissão. Longe do público, então, ele passou despercebido por décadas.

Foi só em 2015 que as curiosas imagens se tornaram públicas. Naquela época, um ex-funcionário da emissora conseguiu encontrar uma cópia do vídeo e, com um computador ao seu dispor, publicou o clipe que tinha apenas um minuto na internet.

Décadas em silêncio

Mesmo que sem querer, o funcionário que revelou o curioso vídeo para o mundo acabou trazendo à tona imagens que, na verdade, nunca seriam vistas por ninguém. Isso porque, com o tempo, as filmagens tornaram-se um arquivo esquecido.

Acontece que, em 1996, Ted vendeu os direitos da sua emissora para o grupo Time Warner. Com a mudança de rumo e de diretoria, então, o vídeo foi jogado para escanteio e, mesmo se o fim do mundo chegasse, ele provavelmente não seria transmitido.

Hoje, o famoso clipe do fim do mundo criado pela CNN é uma das narrativas mais misteriosas da internet, protagonizando diversas teorias da conspiração. Isso tudo apesar das afirmações do próprio TedTurner sobre a origem e o objetivo das imagens.

*Por Pamela Malva

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*Fonte: aventurasnahistoria

Ocasião malvista: O polêmico dia em que os Beatles conheceram a Rainha Elizabeth II

Rock, estrelato e quatro amigos. Na década de 1960, a banda inglesa The Beatles chegou ao auge e, sem querer, criou um movimento ao redor do mundo: o Beatlemania. Do fã a mídia, todos queriam saber de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Considerada a banda mais influente de todos os tempos, os ‘garotos de Liverpool’ – como ficaram conhecidos devido à origem dos integrantes – emplacaram como primeiro hit ‘Love me do’, em 1962.

Com tanta repercussão, os Fab Four conquistaram também a joia da Família Real Britânica, a Rainha Elizabeth II. Na época, segunda metade do século 20, a monarca já era responsável por modernizar o estilo de vida da nobreza, com encontros não tão formais e eventos acessíveis.

Foi assim que o grande encontro aconteceu. Conforme repercutido pela Rolling Stone, o então primeiro-ministro Harold Wilson, também representante do subúrbio de Huyton, Liverpool, deu um passo para que tudo finalmente acontecesse.

De acordo com o Express UK, Wilson sugeriu que a premiação Member of the Order of the British Empire (MBE), do ano de 1965, fosse dedicada aos integrantes dos Beatles.

Essa homenagem, em tradução Membro da Ordem do Império Britânico, é concedida diante do impacto positivo que seu trabalho tenha causado no mundo. Em 2017, o sortudo foi o cantor britânico Ed Sheeran.

Então, graças ao ministro, a rainha Elizabeth recebeu o quarteto no Palácio de Buckingham, em outubro de 1965. Além da banda, outras 189 pessoas estavam presentes.

Em entrevista ao Anthology, Paul McCartney contou como havia sido a experiência. “Um guarda oficial da rainha nos levou para um canto e nos mostrou o que tínhamos que fazer. ‘Aproxime-se da Sua Majestade assim e nunca dê as costas. E não fale com ela a não ser que ela fale com você’”, relembrou.

“Todas essas coisas, para quatro rapazes de Liverpool, foi: ‘Uau!’. Foi bem engraçado. Mas ela era doce”, disse o astro.
Os Beatles se preparando para a foto famosa na Abbey Road. Crédito: Linda McCartney

Para ele, outro lado da rainha foi revelado naquele dia. “Eu acho que ela pareceu um pouco maternal para nós, porque éramos jovens garotos e ela era um pouco mais velha”, afirmou.

Nesse tempo, Elizabeth tinha apenas 39 anos. Segundo McCartney, os quatro receberam as honrarias como manda o figurino e, ainda, o baterista Ringo Starr conseguiu fazer a rainha rir.

Contudo, a cerimônia não foi vista da mesma maneira por todos. Se de um lado havia muita comemoração, de outro houve repúdio. O coronel Frederick Wagg não gostou de que os músicos tivessem ganhado uma homenagem desse tipo.

Em forma de ‘protesto’, Wagg devolveu as doze medalhas que ganhou servindo pelo exército britânico, e atuando nas duas guerras mundiais.

Pós-evento

Com exceção do sucesso dos Beatles, muita coisa não permaneceu atemporal. Os títulos recebidos por eles, através da família real, foram contestados – por eles mesmos – enquanto a Guerra do Vietnã e a Guerra Civil da Nigéria aconteciam.

Descontente com o envolvimento do país nos conflitos políticos, John Lennon devolveu seu prêmio, que havia ganhado em 1965. Na ocasião, apenas ele tomou essa atitude.

Após a morte de Lennon, McCartney recebeu outro título e se tornou ‘Sir’ da cavalaria real, em 1997. Já Ringo, conquistou o mesmo posto somente vinte anos depois, em 2018.

*Por Larissa Lopes
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*Fonte: aventurasnahistoria

As lendas sobre esta constelação podem ser as histórias mais antigas do mundo

No céu do norte em dezembro está um belo aglomerado de estrelas conhecido como Plêiades, ou as “sete irmãs”. Olhe com atenção e provavelmente contará seis estrelas. Então, por que dizemos que há sete delas?

Muitas culturas ao redor do mundo se referem às Plêiades como “sete irmãs” e também contam histórias bastante semelhantes sobre elas. Depois de estudar de perto o movimento das estrelas, acreditamos que essas histórias podem remontar a 100.000 anos, numa época em que a constelação era bem diferente.

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As irmãs e o caçador

Na mitologia grega, as Plêiades eram as sete filhas do Titã Atlas. Ele foi forçado a segurar o céu por toda a eternidade e, portanto, foi incapaz de proteger suas filhas.

Para salvar as irmãs de serem estupradas pelo caçador Órion, Zeus as transformou em estrelas. Mas a história diz que uma irmã se apaixonou por um mortal e se escondeu, e é por isso que vemos apenas seis estrelas.

Uma história semelhante é encontrada entre os grupos aborígenes em toda a Austrália. Em muitas culturas aborígenes australianas, as Plêiades são um grupo de meninas e são frequentemente associadas a cerimônias e histórias sagradas de mulheres.

As Plêiades também são importantes como um elemento dos calendários aborígines e da astronomia tribal, e para vários grupos seu primeiro nascer ao amanhecer marca o início do inverno.

Perto das Sete Irmãs no céu está a constelação de Órion. Na mitologia grega, Órion é um caçador. Essa constelação também costuma ser um caçador nas culturas aborígines, ou um grupo de jovens fortes.

A escritora e antropóloga Daisy Bates relatou que as pessoas na Austrália central consideravam Órion um “caçador de mulheres”, e especificamente das mulheres nas Plêiades. Muitas histórias aborígines dizem que os meninos, ou o homem, na Constelação de Órion estão perseguindo as sete irmãs – e uma das irmãs morreu, ou está se escondendo, ou é muito jovem, ou foi abduzida, então por isso, novamente, apenas seis são visíveis.
Uma interpretação aborígene australiana da constelação de Órion do povo Yolngu do norte da Austrália. As três estrelas do cinturão de Orion são três jovens que foram pescar em uma canoa e pegaram um peixe-rei proibido, representado pela Nebulosa de Órion. (Créditos: Ray Norris baseou-se em relatos orais e escritos yolngu)

A irmã perdida

Histórias semelhantes de uma “Plêiade perdida” são encontradas nas culturas europeia, africana, asiática, indonésia, nativo-americana e australiana aborígene. Muitas culturas consideram o aglomerado como tendo sete estrelas, mas reconhecem que apenas seis são normalmente visíveis e têm uma história para explicar porque a sétima é invisível.

Por que as histórias dos aborígenes australianos são tão semelhantes às gregas? Os antropólogos costumavam pensar que os europeus poderiam ter trazido a história grega para a Austrália, onde foi adaptada pelo povo aborígine para seus próprios fins.

Mas as histórias aborígines parecem ser muito, muito mais antigas do que o contato europeu. E houve pouco contato entre a maioria das culturas aborígenes australianas e o resto do mundo por pelo menos 50.000 anos. Então, por que eles compartilham as mesmas histórias?

Barnaby Norris e eu sugerimos uma resposta em um paper a ser publicado pela Springer no início do ano que vem em um livro intitulado Advancing Cultural Astronomy, cuja pré-impressão está disponível aqui.

Todos os humanos modernos descendem de pessoas que viveram na África antes de iniciarem suas longas migrações para os cantos mais distantes do globo, cerca de 100.000 anos atrás. Será que essas histórias das sete irmãs são tão antigas? Todos os humanos carregaram essas histórias com eles enquanto viajavam para a Austrália, Europa e Ásia?

Estrelas em movimento

Medidas cuidadosas com o telescópio espacial Gaia e outros mostram que as estrelas das Plêiades estão se movendo lentamente no céu. Uma estrela, Pleione, está agora tão perto da estrela Atlas que parece uma única estrela a olho nu.

Mas se pegarmos o que sabemos sobre o movimento das estrelas e retroceder 100.000 anos, Pleione estava mais longe de Atlas e teria sido facilmente visível a olho nu. Então, 100.000 anos atrás, a maioria das pessoas realmente teria visto sete estrelas no aglomerado.

Acreditamos que esse movimento das estrelas pode ajudar a explicar dois quebra-cabeças: a semelhança das histórias gregas e aborígines sobre essas estrelas, e o fato de tantas culturas chamarem o aglomerado de “sete irmãs”, embora vejamos apenas seis estrelas hoje.

É possível que as histórias das Sete Irmãs e de Órion sejam tão antigas que nossos ancestrais contavam essas histórias uns para os outros em torno de fogueiras na África, 100.000 anos atrás? Será esta a história mais antiga do mundo?

Reconhecimento

Reconhecemos e prestamos nossos respeitos aos membros e anciãos tradicionais, tanto do passado quanto do presente, de todos os grupos indígenas mencionados neste documento. Todo o material indígena foi encontrado em domínio público.

*Traduzido por Julio Batista
Original de Ray Norris para o The Conversation

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*Fonte: universoracionalista

Guerra das Correntes: a batalha entre Edison e Tesla que mudou a história

A rivalidade entre Nikola Tesla e Thomas Alva Edison era notória. Antigos parceiros, eles acabaram se tornando praticamente inimigos mortais. A competitividade entre os dois está por trás de um dos episódios mais fascinantes da história das invenções: a “Guerra das Correntes”.

A história começou em 1879, quando Edison buscava inventar a lâmpada incandescente. Após vários anos de testes, ele conseguiu substituir o vapor pela corrente contínua como fonte de energia, obtendo sucesso de curto alcance, já que o sistema tinha algumas desvantagens: a energia fluía em uma direção e os cabos derretiam.

Buscando soluções, em 1884, Edison contratou Nikola Tesla, que havia chegado recentemente a Nova York. Após um ano e meio trabalhando com ele, o jovem Tesla encontrou uma solução alternativa à corrente contínua de Edison: um sistema de geração e transmissão de corrente alternada que permitia transportar energia a grandes distâncias.

No entanto, Edison desestimulou a ideia, menosprezou o trabalho de Tesla e, inclusive, se negou a pagar-lhe o dinheiro prometido por cumprir o trabalho. Enquanto isso, muitos investidores se mostraram interessados na ideia do jovem europeu, e a comercialização do novo sistema deu início à famosa “Guerra das Correntes” entre ambos. Enquanto Edison defendia a utilização da corrente contínua para distribuição de eletricidade, Tesla pregava o uso da corrente alternada.

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, Edison não queria perder os royalties que ganhava com suas patentes de corrente contínua, então tentou desacreditar Tesla por meio de uma campanha de desinformação que pregava os supostos perigos da corrente alternada. Durante os primeiros anos de fornecimento de eletricidade, a corrente contínua foi usada como padrão nos Estados Unidos, mas, com o tempo, a corrente alternada de Tesla acabou predominante. Atualmente, ela é usada para alimentar a maior parte da eletricidade do mundo.

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*Fonte: history

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.
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Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.
homem colhe trigo

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

Antes da descoberta do trigo, o ser humano se alimentava de carne e frutas

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.
diferentes tipos de trigo

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

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*Fonte: bbc-brasil

10 lições de Marco Aurélio que podem ensinar você

Ele foi um dos últimos “bons imperadores” de Roma – que genuinamente se importavam com o bem-estar de seus cidadãos.

Marco Aurélio viveu em uma época em que a morte prevalecia – e o caos estava em toda parte. Ele escreveu um manual (para si mesmo), que hoje conhecemos como as “Meditações.” Não se sabe se a intenção dele fosse a de um dia publicar tais escritos. Provavelmente ele possa ter escrito para si mesmo – para lidar com seus próprios demônios internos.

Mesmo que ele tenha escrito essas palavras há cerca de 2.000 anos, seus insights ainda têm um peso forte hoje.

Como podemos aplicar sua filosofia à nossa vida cotidiana? Abaixo estão alguns insights que você pode aplicar à sua própria vida:

1. Ignore o que os outros estão fazendo

“Não desperdice o que resta da sua vida ao especular sobre seus vizinhos. Qualquer coisa que o distraia da fidelidade ao Governante dentro de você significa uma perda de oportunidade para alguma outra tarefa. ”- Marco Aurélio

Nós temos um tempo limitado na terra. Por que desperdiçar nossa preciosa energia se preocupando com nossos vizinhos? Por que nos importamos com o que eles estão fazendo e o que pensam de nós?

O que precisamos fazer é nos concentrar em nossa tarefa. Qual é a nossa tarefa? Seja qual for a nossa vocação na terra – quer isso signifique criar arte, capacitar outras pessoas ou ser um pai amoroso.

Com as mídias sociais, somos viciados no que os outros estão fazendo. Nós desperdiçamos nossa energia mental invejando os outros. Nós nos comparamos a eles – nos sentimos frustrados por não sermos tão bem-sucedidos quanto nossos colegas. Nós olhamos para os outros com carros de luxo, câmeras sofisticadas e casas de luxo.

E se passássemos toda a nossa vida ignorando o que os outros estão fazendo – e apenas focados em nós mesmos?

2. A realidade é moldada pela sua opinião

Não existe uma realidade “objetiva” – moldamos nossa própria realidade.

Por exemplo, você pode ser um bilionário com todas as posses materiais que deseja e ainda se sentir como um “fracasso” (você pode se comparar a outros bilionários que são ainda mais ricos do que você).

Você pode ser pobre e viver em uma favela, mas pode ser extremamente feliz – porque seu coração está cheio de gratidão.

Marco Aurélio nos diz:

“A vida é apenas o que você julga.”

Ele também nos lembra:

“A vida é opinião.”

Sempre que se trata de qualquer coisa em nossa vida, depende da nossa própria opinião sobre nós mesmos. Nós julgamos o que é bom e ruim em nossa vida.

Nós moldamos nossa própria percepção do mundo com nossos pensamentos. Nenhuma “realidade” externa existe fora de nossas percepções.

A maneira prática pela qual você pode aplicar esse modo de pensar em sua vida é esta: veja tudo em uma luz positiva .

Por exemplo, digamos que alguém fala merda sobre você na sua cara. Ao invés de se sentir frustrado, você pode dizer a si mesmo: “Fico feliz que alguém está falando merda sobre mim, isso significa que eu não sou chato – e fazendo algo interessante.”

Além disso, quando as pessoas nos insultam, tentam nos prejudicar ou nos criticam – não é o insulto que nos fere. É nossa interpretação do que eles estão dizendo que nos fere. Marco Aurélio nos diz:

“Se eu não vejo a coisa como um mal, não me importo.”

Se interpretarmos as ações dos outros como irrelevantes, como podemos nos sentir magoados?

Marco Aurélio também nos diz:

“Rejeite sua sensação de lesão e a própria lesão desaparece.”

Qualquer “dano” que recebemos na vida é apenas a nossa opinião.

Uma metáfora que eu amo é esta: imagine que você está em um barco no meio de um lago. Está nebuloso e escuro. De repente, você é atingido por outro barco e bate com a cabeça. Você está com raiva e frustrado, e quer amaldiçoar a outra pessoa que acabou de esbarrar em você. Mas quando a neblina clareia, você percebe que o outro barco estava vazio. Agora você não sente mais raiva, porque percebe que o outro barco estava vazio. Perceba que todo mundo que tenta nos prejudicar é apenas um barco vazio.

3. Faça menos

Em uma das meditações de Marco Aurélio para si mesmo, ele se lembra da importância de fazer menos na vida – e cortar as ações supérfluas de sua vida:

Se queres conhecer o contentamento, deixa que os teus feitos sejam poucos – disse o sábio. Melhor ainda, limite-os estritamente aos que são essenciais.”

Quais são os benefícios de se ater a algumas ações e apenas fazer o essencial? Marco Aurélio diz a si mesmo: somos mais felizes quando fazemos poucas coisas, mas as fazemos bem:

“Isso traz o contentamento que vem de fazer algumas coisas, mas fazê-las bem. A maior parte do que dizemos e fazemos não é necessária, e sua omissão economizaria tempo e problemas. A cada passo, um homem deve perguntar a si mesmo: “Essa é uma das coisas que são supérfluas?” Não haverá ação desnecessária.

Muitas de nossas ações e palavras são desnecessárias. Ao não fazer ações supérfluas, ficaremos menos estressados.

Devemos sempre nos perguntar: “Isso é supérfluo?”

Precisamos cortar as coisas desnecessárias em nossas vidas. As ações, palavras, pensamentos e emoções menos supérfluos – mais foco teremos para o que é realmente importante para nós na vida. Pode ser o tempo com sua família, o tempo para fazer seu trabalho criativo ou a chance de ajudar os outro

4. A morte está batendo na sua porta

Eu penso muito sobre a morte. Muitas pessoas esquecem a frase: “memento mori” – lembre-se, você estará morto em breve.

Quando sabemos que a morte está próxima, não perdemos nosso tempo. Nós não perdemos nosso precioso tempo de lazer assistindo TV ou outras formas de entretenimento passivo. Nós nos apressamos a fazer o que somos apaixonados e o trabalho que é significativo para nós. Passamos mais tempo com nossos entes queridos e omitimos pessoas e ações supérfluas de nossas vidas.

Lembrar-nos da morte nos dá foco.

Pense em todas as pessoas que descobrem que têm câncer ou alguma outra doença. Uma vez que eles descobrem isso, deixam de lado toda a merda que não gostam de fazer na vida – e só se concentram no que é importante para eles.

No entanto, todos nós temos a capacidade de apenas fazer o que é importante para nós. Ao meditar sobre a morte diariamente, não desperdiçaremos nem uma gota do nosso tempo.

Até mesmo Marco Aurélio dizia a si mesmo:

“Muito em breve você estará morto; mas mesmo assim você não é obstinado ”.

Precisamos ser sinceros para a tarefa da nossa vida.

Um exercício simples que podemos fazer para nos lembrarmos da vida e da morte é este:

“Considere que você morreu hoje e a história da sua vida acabou; e, a partir de agora, considere o tempo adicional que pode ser dado como excedente não coberto. “- Marco Aurelio

Sempre que vou dormir, imagino que seja a última vez que vou dormir. Eu considero minha vida inteira, meu dia, e se eu fiz tudo ao meu alcance para ajudar a capacitar aqueles ao meu redor. Só procrastino em coisas que não me importaria de ser desfeito se estivesse morto.

E quando acordo na manhã seguinte, jogo minhas mãos para o alto e digo a mim mesmo: “É incrível estar vivo! Eu me pergunto como posso usar melhor hoje para ajudar os outros.”

Todos nós precisamos nos lembrar da morte batendo à nossa porta – ou então nunca teremos foco em nossas vidas.

5. Você é mais forte do que pensa

Se você quer ser um boxeador de classe mundial, você terá que lutar contra adversários difíceis. Você será espancado, quebrará alguns ossos, sangrará e, como resultado, ficará mais forte.

Sempre que alguém tentar prejudicá-lo, pense nessas palavras de Marco Aurélio:

“Que sorte eu tenho, que me deixou sem amargura; inabalável pelo presente, e desanimada pelo futuro. A coisa poderia ter acontecido com qualquer um, mas nem todos teriam surgido sem serem remexidos.

Que sorte eu tenho, que me deixou sem amargura; inabalável pelo presente e não afetado pelo futuro. A coisa poderia ter acontecido com qualquer um, mas nem todos teriam ficado imperturbáveis

Você é mais forte do que pensa. Você não pode impedir que outras pessoas joguem merda em você. Mas você pode mudar sua interpretação da situação.

A vida é muito difícil. Como os sábios disseram: “Às vezes, viver é um ato de coragem”.

E não nos esqueçamos do que nos ensina Marco Aurélio:

“A arte de viver é mais como lutar do que dançar.”

6. Você se levanta para o trabalho da humanidade

Ninguém gostaria de viver na Terra se ninguém mais existisse. A sociedade é a cola que nos mantém unidos e é a razão pela qual estamos vivos e a razão pela qual vivemos.

Há dias em que a vida é difícil. Nós não queremos sair da cama. Nós não temos motivação ou inspiração.

Até mesmo Marco Aurélio (o imperador do império romano) freqüentemente se sentia assim. A meditação que ele se deu para encorajar a si mesmo foi esta:

“Na primeira luz do dia temos em disposição, contra a falta de vontade de deixar a cama, o pensamento de que ‘estou me levantando para o trabalho do homem’. Devo resmungar quando saio para fazer o que eu nasci para fazer, e para o bem de ter sido trazido ao mundo, este é o propósito de minhas criações estarem aqui debaixo de cobertores e se aquecerem? “Ah, mas é muito melhor! Foi por prazer, então, que você nasceu e não para o trabalho, não para o esforço?

Nós não somos colocados na terra apenas para sentir prazer. A maior parte da vida consiste em esforço, em luta. Ficar numa manhã gelada debaixo das cobertas é sim muito mais agradável que sair à luta enfrentando o frio, mas o resultado é apenas um prazer momentâneo. Quem se atreve a sair ao frio terá resultados melhores no futuro.

O que nos traz a verdadeira felicidade na vida? Não é apenas se encher de prazer. Pelo contrário, está ajudando os outros e fazendo o que nos foi feito:

“O verdadeiro prazer de um homem é fazer as coisas para as quais ele foi feito.” – Marcus Aurelius

Para que você foi projetado? Depende.

Qual é o seu presente? Pode ser sua capacidade de socializar, fazer os outros se sentirem amados, sua habilidade de ler ou escrever, sua habilidade de pesquisar, sua habilidade de sintetizar informações e dados, sua habilidade de fazer imagens visuais, sua habilidade de capacitar os outros, sua habilidade para ensino, ou sua habilidade para tornar o mundo um lugar mais bonito.

7. Nunca reclame

“Seu pepino está amargo? Jogue fora. Há espinhos em seu caminho? ache um desvio. Isso é o suficiente. ”- Marcus Aurelius

Por que devemos reclamar do mundo?

Se há alguém que te incomoda – simplesmente ignore-os. Deixar de seguir as mídias sociais ou apenas cortar seus laços sociais com elas.

Você odeia o seu trabalho? Saia do seu emprego ou descubra uma maneira de torná-lo menos doloroso ou miserável.

Muitas vezes não podemos mudar nossas situações externas no mundo – mas sempre podemos mudar nossa atitude em relação a isso.

E não apenas isso, mas a vida é toda sobre fazer o melhor daquilo que temos.

Uma boa meditação para pensar a nós mesmos de Marco Aurélio é esta:

“Qual é o melhor que pode ser dito ou feito com os materiais à sua disposição?”

A maioria de nós não tem muito tempo, energia ou dinheiro. Ainda assim, considerando nossos meios limitados, como podemos aproveitar ao máximo o que temos?

8. Você pode viver feliz em qualquer lugar

“Que fique claro para você que o ritmo dos campos verdes sempre pode ser seu, nisto ou em qualquer outro lugar; e que nada é diferente aqui do que seria nas colinas, ou no mar, ou em qualquer outro lugar que você quiser. ”- Marco Aurélio

O que causa muita miséria para muitos de nós é nosso lar, onde vivemos e o desejo de estar em outro lugar.

Podemos morar nos subúrbios e desejamos que vivêssemos na cidade. Podemos morar na cidade e preferir morar no campo. Vivemos no campo, podemos desejar viver na praia. Nós vivemos na praia, nós desejamos que vivêssemos em uma ilha. Se vivêssemos em uma ilha, talvez pudéssemos preferir a conveniência de morar em um subúrbio

Se você estivesse feliz com o local onde morava e com a casa em que vivia – e não desejasse morar em outro lugar, ou em um lar maior ou melhor, quanto mais energia, dinheiro e atenção você poderia ter por coisas melhores na vida?

Mesmo morando onde você mora, você pode encontrar pontos positivos nele.

Se você mora em um lugar “chato”, isso o forçará a ser mais criativo para encontrar coisas interessantes para fazer. E pode ser uma oportunidade para você começar algo interessante.

Você é o mestre do seu próprio destino – nunca reclame onde mora. Em vez disso, colha todos os benefícios do bairro, da cidade ou do lugar em que você mora.

9. Ajudar o bem comum

Aquele que vive para si mesmo está verdadeiramente morto para os outros.

Como você encontra seu propósito e senso de missão na vida? Simples – pense em como você pode ajudar melhor o “bem comum”. Marcus Aurelius lembra a si mesmo:

“Evite todas as ações que são casuais ou sem propósito; e, em segundo lugar, que toda ação vise unicamente o bem comum ”.

Ser um ser humano honrado e decidido é ajudar os outros. Para ajudar os outros não tão afortunados como nós. Para compartilhar nosso dom, nosso conhecimento e nossos recursos para nós. Significa continuar fazendo bem aos outros, mesmo que eles nos odeiem. Como Marcus Aurelius diz:

“Empilhando boas ações em boas ações até que não haja fendas ou entalhes entre elas.”

É difícil. Precisamos aprender a fazer o bem para os outros, sem esperar qualquer tipo de recompensa. O bom ato em si é bom o suficiente. Ser humano é ajudar a servir os outros:

“Depois de ter feito um serviço a um homem, o que mais você teria? Não é suficiente ter obedecido às leis de sua própria natureza, sem esperar ser pago por isso? Isso é como o olho exigindo uma recompensa por ver, ou os pés por andar. É para esse propósito que eles existem; e eles têm o devido em fazer o que eles foram criados para fazer. Similarmente; o homem nasce por atos de bondade; e quando ele fez uma ação gentil, ou de outra forma serviu o bem-estar comum, ele fez o que ele foi feito, e recebeu sua quitação. ”- Marcus Aurelius

E uma vez que você ajuda os outros, esqueça. Melhor ainda – nem mesmo esteja consciente de que você está ajudando os outros. Marco Aurélio nos diz para não ter “consciência de tudo o que ele fez, como a videira que produz um cacho de uvas não parece mais agradecer do que um cavalo que correu sua raça”.

O prazer de ter ajudado os outros é bom o suficiente.

10. Seja grato por suas bênçãos

“Não se envolva em sonhos de ter o que você não tem, mas considere como bênção o que possui e, então, felizmente, lembre-se de como você gostaria de tê-los se não fossem seus.” – Marcus Aurelius

Não importa o quanto somos ricos ou bem-sucedidos, nunca conseguimos obter tudo o que queremos.

Felicidade não é ter tudo no mundo. Pelo contrário, a felicidade é ser grato por todas as bênçãos que já temos.

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Vídeo em 3D mostra como seriam os Jardins Suspensos da Babilônia

Uma das sete maravilhas do mundo antigo, os chamados Jardins Suspensos da Babilônia fazem hoje parte do imaginário popular, misturando mito, história e magnificência aos olhos das pessoas. Os famosos jardins, construídos pelo rei Nabucodonosor II para a sua rainha Amitis no século VI a.C., têm fascinado indivíduos desde o historiador grego Heródoto. A imagem colossal de um poderoso complexo de plantas e vegetação exuberante já serviu de inspiração para muitos escritores e artistas, especialmente por uma de suas características mais peculiares: ninguém sabe como eles realmente eram! Existem poucas evidências arqueológicas que comprovem a existência desses “suspensos” jardins na antiga Mesopotâmia. Contudo, um pouco de imaginação criativa, combinada aos registros factuais, pôde oferecer uma visão interessante de como essa incrível maravilha deveria ser. Foi o que a equipe da Lumion 3D fez, num vídeo de aproximadamente 3 minutos, que apresenta ao observador esse monumento mítico. O resultado ficou de tirar o fôlego! Confira:

O status mítico dos Jardins Suspensos deriva de uma lenda envolvendo rei Nabucodonosor II (632-562 a.C.) e sua esposa, rainha Amitis da Média. Segundo a estória, a rainha Amitis vivia constantemente triste, com saudades de seu lar e das belezas naturais entre as quais ela cresceu e havia deixado para trás para se casar com Nabucodonosor. Compadecido do estado da esposa, o rei então ordenou a construção de um complexo de jardins suspensos, no coração da Mesopotâmia, que evocassem a beleza da terra da Média (que atualmente corresponde à parte noroeste do Irã). Os vales verdejantes e a fauna variada foi então recriadas no coração da Babilônia, para deleite da rainha Amitis, que desde então ficou bastante feliz. A perspectiva histórica, porém, aponta pra outro lado.

As descrições de um jardim colossal, “suspenso”, na antiga Mesopotâmia aparecem primeiramente nos relatos de um certo Beroso, sacerdote caldeu que viveu na Babilônia entre o século IV e o século III a.C. Assim como ele, outros autores gregos também forneceram descrições sobre o monumento, muitos deles utilizando o trabalho de Beroso como referência, entre outras fontes talvez mais antigas. Diodoro da Sicília, famoso historiador grego que viveu no século I a.C ., por exemplo, supostamente baseou-se em quatro textos antigos para a seguinte descrição:

Havia também, ao lado da acrópole, o Jardim Suspenso, como era chamado, que foi construindo, não por Semíramis, mas por um posterior rei Sírio para agradar uma de suas concubinas. Por ela ser, eles dizem, da raça persa e ter saudades dos prados e das montanhas, pediu ao rei que imitasse, pelo artifício de um jardim plantado, a distinta paisagem da Pérsia. O parque tinha quatro pletras¹ de cada lado, e uma vez que se aproxima do jardim, inclinado como uma colina, várias partes de sua estrutura aumentam de uma camada a outra, aparentando a estrutura de um teatro. Quando os terraços ascendentes foram feitos, foi construído embaixo deles galerias que suportavam todo o peso do jardim plantado e suspendiam-se pouco a pouco, uma sobre a outra, aproximando-se ao longo. A galeria superior, que tinha cinco côvados de altura, suportava a maior superfície do parque, feita ao mesmo nível do circuito de muralhas da cidade.

Além disso, as paredes, construídas com grandes despesas, tinham vinte e dois pés de espessura, enquanto a passagem entre cada duas delas tinham dez pés de largura. O teto acima das vigas tinha primeiramente uma camada de juncos com grandes quantidades de betume, sobre os quais haviam tijolos cozidos ligados por cimento, e uma terceira camada de revestimento de chumbo, para que a umidade do solo não penetrasse por baixo. Sobre tudo isso novamente a terra tinha sido pilada até uma profundidade suficiente para as raízes das árvores maiores; o chão, quando foi nivelado, foi densamente arborizado com todo tipo de árvore, devido ao seu grande tamanho e para encantar, dando prazer a quem visse. E uma vez que as galerias, projetando-se uma acima da outra, receberam luz, continham muitos alojamentos reais de cada descrição; havia galerias que continham aberturas que conduziam até a superfície e máquinas para fornecer água do rio em abundância aos jardins, embora ninguém de fora pudesse ver como isso era feito.

Entretanto, apesar dessas descrições, existem poucas evidências factuais concretas que dão suporte à existência dessa estrutura gigante, alimentada pelas águas do rio Eufrates. O monumento teria sido construído para imitar uma montanha coberta por vegetação exuberante. De acordo com a descrição póstuma de Diodoro, a estrutura apresentava uma arranjo de vários terraços, dispostos um sobre o outros como se fossem andares, sustentados por colunas de tijolos de argila, já que a região da Mesopotâmia carecia de pedras próprias para essa finalidade. Os engenheiros teriam preenchido essas colunas com argamassa de betume, para facilitar o crescimento das plantas e das árvores. Estudiosos da engenharia, porém, argumentam que a construção do monumento nas proporções em que foi descrito teria exigido todo um complexo sistema de bombas, tanques e shadufs (espécie de aparelho manual para elevação de água), para transpor a água do rio para os Jardins.

Ao longo dos anos, o crescimento da grande variedade de espécimes de fauna e flora em diversos níveis certamente apresentou um resultado fascinante aos olhos de quem visse, dando a aparência de uma montanha artificial. Diodoro da Sicília, em seu relato, também menciona a utilização de lajes de pedra, com plataformas cobertas por camadas de cana, asfalto e telhas, possivelmente para impedir que a umidade da água penetrasse os tijolos das colunas. Porém, conjecturas arquitetônicas à parte, as evidências arqueológicas apontam para o fato de que, ao contrário do que sugere os textos gregos antigos, os famosos Jardins Suspensos da Babilônia não ficavam próximos das margens do rio Eufrates, apesar de existirem ali perto ruínas de uma superestrutura de 82 pés de paredes sobrepostas, possivelmente construída nos tempos antigos. Mas, infelizmente, não há como afirmar que se tratavam dos míticos jardins construídos pelo rei Nabucodonosor.

Na opinião do Dr. Stephanie Dalley, pesquisador honorário do Instituto Oriental da Universidade Oxford, os Jardins Suspensos eram reais, mas não estavam localizados na Babilônia. Ao analisar textos cuneiformes antigos, Dalley concluiu que o monumento teria sido construído no século VII a.C., 300 milhas ao norte da Babilônia, na cidade real assíria de Nínive. Esses mesmo textos refutam Nabucodonosor II como o responsável pela edificação dos Jardins e apontam o rei assírio Senaqueribe como o ordenante da construção, como parte do seu próprio complexo de palácios. Algumas fontes assírias mencionam, inclusive, o uso de parafusos para elevação da água, feitos em bronze e que poderiam ter funcionado de maneira similar ao famoso “parafuso de Arquimedes”. Essa hipótese encontra evidência arqueológica nas ruínas de um sistema de aquedutos encontradas ao redor de Nínive, na atual região de Mossul, utilizados para transpor água das montanhas.

Com efeito, também existem certas imagens pictóricas em baixo-relevo em Nínive que retratam um exuberante jardim, com arcos ornamentais e plantas suspensas, alimentado pelas águas do referido aqueduto. Não obstante, é preciso considerar que o terreno montanhoso ao redor de Nínive teria tornado muito mais fácil o transporte de água do que as planícies da Babilônia. De acordo com a pesquisa de Stephanie Dalley, os “Jardins Suspensos de Nínive”, eram compostos por uma série de terraços sobrepostos como se fossem um anfiteatro, banhados por um lago artificial na base. Certas imagens de satélite mostram os restos de uma estrutura nas dimensões sugeridas, com 300 pés de largura e 60 de profundidade, nas proximidades da cidade. Para o pesquisador, os historiadores gregos antigos se equivocaram na localização dos Jardins, uma vez que em 689 a.C. os assírios conquistaram a Babilônia e passaram a chamar sua cidade real de Nínive de “Nova Babilônia”. Esse aspecto poderia ter confundido os historiadores, que só escreveram sobre o monumento dois séculos após a sua construção.

*Por Renato D. Tapioca Neto

 

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*Fonte: rainhastragicas

Pandemias do passado, velhas quarentenas e novos ensinamentos

As doenças existem desde que o mundo é mundo, mas as epidemias, como a que vivemos atualmente, ou algo parecido, ocorrem em populações que passam certo tempo sob circunstâncias anormais, por exemplo, sob o desgaste de uma guerra, quando os campos deixam de ser cultivados e a fome se espalha. Mas e agora, por que as andanças do coronavírus em uma cidade do Oriente ocasionou tamanha letalidade mundo afora? Quando foram inventadas as quarentenas? Os Governos se aproveitam das pandemias? Quais são os bodes expiatórios? O medo é manipulado? Ana María Carrillo Farga é historiadora da Medicina, especialista em pandemias e professora do departamento de Saúde Pública da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Conversar com ela é como participar de um jogo de perguntas e respostas sobre a história da ciência.

Os dias no deserto

Quem acha que vivemos algo excepcional atualmente deveria saber que as quarentenas existem desde a época dos Estados venezianos do século XIV. Na época se desconhecia o período de incubação das doenças (e muitas outras coisas de caráter científico e sanitário), de modo que se estabeleceu um isolamento arbitrário de 40 dias, um número bíblico, de fato, os que Jesus Cristo passou na sua travessia espiritual pelo deserto. A peste era o demônio da época. As quarentenas não só isolavam ao doente do saudável como também impediam o desembarque de navios que chegassem ao porto, e mesmo assim a população se contagiava misteriosamente… Só no final do século XIX, com o desenvolvimento da bacteriologia (os vírus ainda eram pequenos demais para serem detectados com a tecnologia disponível), o campo do conhecimento saltou da Bíblia para a ciência.

A infância da globalização: duas teorias

Marinheiros e exploradores estenderam os limites do mundo e levaram o comércio além dos estreitos horizontes então vislumbrados. As epidemias naquele tempo eram uma ferramenta de conquista ―por exemplo, a varíola no processo de colonização da Mesoamérica. E tiveram um papel determinante na drástica queda da população ocorrida nos séculos XVI e XVII. Mas quando não foram úteis, buscou-se uma forma de combatê-las. No final do século XVIII havia duas posições a respeito, duas escolas: uns acreditavam na teoria do contágio entre pessoas e defendiam o isolamento (chamado com razão de sequestro). Estes eram os conservadores, os que não queriam mexer em nada, só controlar. Os espanhóis eram destes, para proteger o comércio das suas colônias.

No outro grupo estavam os que defendiam a teoria miasmática, os ingleses entre eles. Acreditavam que os corpos em decomposição, o lixo e as águas residuais emanavam eflúvios que adoeciam a população ao serem inalados. Estes se inclinavam pelo saneamento das cidades e pela melhoria das condições trabalhistas e domésticas como medidas mais eficazes para a saúde pública. Ambos tinham parte da razão; os segundos, se não na causa, pelo menos a respeito das consequências de viver em cidades insalubres. Mas algo continuava escapando ao entendimento: se a tripulação de um navio permanece isolada e não há contato entre pessoas nem circunstâncias ambientais, por que a população em terra acabava se contagiando? Faltava um terceiro elemento: os vetores, geralmente insetos, mosquitos, pulgas…

Uma estratégia internacional

A saúde começou oficialmente a ser um assunto de todos em 1851, na primeira reunião internacional sobre ela realizada em Paris, ainda com uma aparência muito europeia. Em 1881 o evento ocorreu em Washington. “As primeiras convenções sanitárias buscavam proteger os países e regiões da chegada de epidemias, mas tratando de interferir o mínimo possível no livre comércio e no trânsito de pessoas”, diz Ana María Carrillo.

A pauta daqueles encontros tinha outros objetivos secundários, como impulsionar a criação de organismos de saúde nos Governos de cada país ou insistir em que, em caso de pandemia, o conveniente era informar com transparência à comunidade internacional, assim como a pertinência do saneamento de portos e cidades. Preocupavam especialmente naqueles anos o cólera e a peste, que causavam estragos desde meados do século XIX e que foram o estopim destas cúpulas sanitárias. Depois seria a febre amarela.

As duas Guerras Mundiais deixaram seus respectivos avanços neste campo. Depois da Primeira, criou-se a Liga das Nações, com sua respectiva área sanitária, e em 1948 surgiu a Organização Mundial da Saúde (OMS). México, Estados Unidos, Guatemala, Costa Rica e Uruguai já tinham fundado em 1902 a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que, com o tempo, se tornaria uma filial da OMS. Todos estes organismos procuram respostas coordenadas em tempos de pandemia. Em 1969 foi redigido um primeiro regulamento sanitário internacional que insistia na não interrupção do trânsito de pessoas de forma radical. “É semelhante ao que faz o México hoje em dia. Aquele documento dizia que parar o comércio não detém as epidemias”, afirma Carrillo.

O peso do comércio

O equilíbrio entre a proteção da saúde e a estabilidade econômica, buscado de forma tão desesperada por muitos países atualmente, tem séculos de tradição. Naquelas reuniões internacionais de sanitaristas e higienistas do século XIX tinham muito peso as intervenções políticas e empresariais, a diplomacia comercial. “Os comerciantes sempre tratavam de ocultar as epidemias, e os Governos também preferiam evitar certo pânico, assim que os alarmes chegavam tarde para o controle efetivo da doença, que se espalhava cada vez mais. Foi preciso convencê-los de que a transparência ajudava o controle e, portanto, a economia.”

O comércio já estava globalizado, e a América Latina e o Caribe se incorporavam a esse negócio internacional quando se atravessava a segunda revolução industrial. O México, por sua vez, começa um intercâmbio de mercadorias muito desigual, mas intenso, com os Estados Unidos. Como nos tempos da conquista espanhola, as epidemias também se transformaram nesse período em uma ferramenta, neste caso de controle comercial, para fechar fronteiras e estigmatizar certos países. “O Texas mantinha o México sob quarentena permanente para atrapalhar o comércio, enquanto os Estados Unidos olhavam para o outro lado argumentando que cada um de seus Estados era soberano”, conta a professora da UNAM.

O vírus como estilingue

A política clássica da OMS condena que países sejam estigmatizados por serem identificados como a origem de uma pandemia. Recrimina, assim, denominações como cólera asiática, vírus chinês, gripe mexicana, gripe espanhola… Há duas boas razões para isso. A primeira é que os vírus não são de ninguém, pois “é difícil determinar onde começa uma pandemia e possivelmente onde acaba”. Em segundo lugar, apontar um povo como o causador da desgraça não contribui para sua erradicação, porque “se alguém se sente marcado ou perseguido se esconderá, certo? E isso impede um melhor controle e um freio na transmissão da doença”.

Mas os direitos humanos não costumam estar em primeiro lugar na pauta, e poucos resistiram a utilizar as pandemias em benefício próprio. O México, por exemplo, tem uma triste historia de discriminação com a população chinesa em seu território, que não só contribuiu para a construção de ferrovias e outras obras públicas como também se integrou plenamente e se transformou em uma comunidade próspera dentro do país. Eis aí o pecado. “Sempre foram acusados de transmitir doenças. Inclusive a cor da sua pele acabou sendo associada à febre amarela, quando [o nome da doença] só tinha a ver com a icterícia que causa”. Também se atribuía a eles a peste que o México sofreu em 1092/1903, quando esse grupo étnico se mostrou imune.

Também o nome atribuído à mortífera gripe espanhola escondia certos interesses. “Tratava-se de evitar que o pânico se espalhasse entre as tropas [na Primeira Guerra Mundial], assim era muito mais simples circunscrevê-la à Espanha, ausente na luta”. Sempre houve bodes expiatórios ―os gays no caso do HIV, ou as prostitutas em tempos de sífilis. O H1N1 que circulou pelo México em 2009 foi fatal para o comércio da carne suína no país, que precisou de exibições públicas dos políticos comendo tacos para esconjurar os temores.

Manipular o medo

Esta pandemia que o mundo atravessa atualmente viaja de avião, o que se reflete num primeiro contágio entre pessoas ricas e uma segunda fase de contágio local que cedo ou tarde afetará em maior medida os mais pobres, como todas. “Nem sempre as pandemias têm sua origem nas classes superiores para passar depois às mais desfavorecidas. Houve um tempo em que chegavam de ferrovia ou de navio com o deslocamento da classe operária, os migrantes”. Por suas condições de vida e profissionais, os pobres sempre acabam sofrendo mais contágios e ficam em pior situação quanto à cura. E isso os torna bodes expiatórios como os que vimos anteriormente, porque a origem e a propagação da epidemia acabam sendo atribuídas a ele. Isto também se deve a interesses. Ana María Carrillo cita o exemplo do México. “No final do século XIX ocorreu a chamada peste cinza, transmitida por um piolho, e, embora houvesse infectados de todas as classes, manipulou-se o medo contra os pobres, que certamente foram mais afetados. Conseguiu-se expulsá-los do centro de várias cidades e se estabeleceram colônias [bairros] de ricos, como as hoje famosas e acomodadas colônias Condesa e Roma, na Cidade do México, enquanto as classes baixas foram deslocadas para a periferia.”

As pandemias são muito eficazes também para direcionar ou controlar o comércio. A professora Carrillo vê com receio a “insistência atual em criminalizar os chineses”, que circulou não só nas redes sociais com humor mais ou menos ácido, mas também pela boca de líderes políticos como Donald Trump, em cujos discursos não deixava de citar o “vírus chinês”. A insistência com a China, opina a professora, teria neste caso a ver “com a expansão do comércio nesse país, muito poderoso nos últimos anos. Não me atrevo a apontar a origem da pandemia, mas vejo pressões comerciais na denominação que lhe foi dada. Historicamente, as pandemias foram usadas para frear comércios florescentes. Os Estados Unidos já tinham feito isso com a febre amarela, por exemplo”.

Ensinamentos para o futuro

Dizia-se no princípio deste artigo que as epidemias surgem quando uma sociedade está passando por um mau momento ―fome, guerras, fragilidade ou tudo junto. Mas o que está acontecendo agora para que a Covid-19 esteja ceifando uma população aparentemente sã e em perfeito desenvolvimento? A professora Carrillo se soma aos que opinam que “o neoliberalismo político” teve muito a ver com a transmissão e expansão do vírus.

“Por um lado, as sociedades estão mais empobrecidas devido às crises econômicas recentes, e isso é um caldo de cultivo para os contágios, como dizíamos. Em segundo lugar, os sistemas sanitários públicos sofreram com estas políticas durante muito tempo, foram privatizados, tiveram recursos cortados.” São fatores que não deixam de ser recordados nos países europeus e que alimentam a disputa política nas últimas semanas. Além disso, leva-se em conta que haverá os mesmos contágios em quase todos os países, e o que estes fazem então é tratar de que seus hospitais, tão carentes de recursos, não fiquem sobrecarregados.

Carrillo Farga cita em terceiro lugar as comorbidades que se destacam como um fator de risco acrescentado na letalidade do vírus. Todas essas doenças que agravam o risco de morrer de Covid-19 estão relacionadas com um mundo onde as classes pobres, sobretudo, foram perdendo a dieta tradicional para se integrar ao mercado das calorias vazias, dos refrigerantes borbulhantes no café da manhã, almoço e jantar. Obesidade, diabetes e hipertensão serão a gota d’água para muitos destes doentes que sucumbiram a necessidades geradas antes que o produto lhes fosse oferecido. “Acho que esta pandemia resultará em uma melhora dos sistemas sanitários públicos. O ensinamento que deixará será que é preciso reforçar os Estados nos recursos e serviços para a saúde pública”.

*Por Carmen Morán Breña

 

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*Fonte: elpais-brasil

Drogas, depressão e controvérsias: há 26 anos, Kurt Cobain tirava a própria vida

O vocalista da banda Nirvana cometeu suicídio em 1994. No entanto, um documentário lançado em 2015 tenta provar o contrário

Em 8 de abril de 1994, Gary Smith, funcionário da companhia VEC Electric havia sido chamado para instalar uma iluminação noturna de segurança na casa de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana. Ao entrar na residência, Gary não imaginou que seria surpreendido com uma cena trágica.

Na estufa, o funcionário encontrou Cobain deitado no chão. Inicialmente, pensou que o astro estava dormindo. Entretanto, a espingarda em cima do corpo e o sangue espalhado no chão logo confirmaram o inevitável: um dos cantores mais emblemáticos do rock’n’roll havia falecido.

Segundo a perícia, Cobain cometeu suicídio ao apontar a arma para sua cabeça no dia 5 de abril de 1994 e seu corpo ficou exposto durante dois dias. Além disso, o cantor deixou uma carta de despedida presa num vaso de flores que estava ao seu lado.

Antes mesmo de ser considerado um dos maiores nomes do rock, Kurt já apresentava sinais de depressão. O vício em drogas e a carta de suicídio, escrita à mão, confirmam o laudo da perícia em 1994. Antes disso, durante a turnê da Nirvana na Europa em 1991, o cantor descobriu um problema estomacal que o fez perder a cabeça – além da sua luta contra os transtornos bipolares.

25 anos após o trágico episódio, algumas dúvidas ainda são alvo de teorias da conspiração. No documentário Soaked In Bleach (2015), dirigido por Benjamin Statler, o ex-detetive Tom Grant, na época contratado por Courtney Love para procurar Kurt – que havia fugido de um centro de reabilitação alguns dias antes de Gary encontrá-lo sem vida – revela algumas teorias.

Impressões digitais

A investigação concluiu que não foram encontradas impressões digitais na arma utilizada por Kurt – e muito menos nas balas. Uma vez que o cadáver não foi encontrado com luvas, e o objeto era segurado pelo cantor, os peritos deveriam ter encontrado as impressões.

Heroína

Grant explicou que com a grande quantidade de heroína encontrada no sangue de Kurt (1,52 miligrama por litro) ele não seria capaz de puxar o gatilho da arma – a dose seria letal. No entanto, um estudo realizado pela revista Dateline indicou a possibilidade do próprio vício ter provocado uma tolerância à droga.

Cartão de crédito

As investigações também identificaram que no dia 6 de abril foram realizadas duas transações no cartão de crédito de Cobain. Ou seja, um dia depois do cantor ter cometido suicídio, uma segunda pessoa havia utilizado o seu cartão.

Divórcio

O ex-detetive também revelou que Kurt havia pedido alterações em seu testamento. Courtney Love, esposa do cantor, seria excluída do espólio. Isso porque o casamento não ia bem e Cobain queria o divórcio. Grant acredita que Love teria envolvimento com o possível homicídio. Entretanto, ela nunca interferiu nas investigações da polícia ou do próprio profissional contratado por ela.

Carta de suicídio

Grant explica que a primeira parte da carta foi escrita por Kurt. No entanto, ele teria apenas anunciado as suas intenções de deixar Courtney e o mundo da música. Por outro lado, os últimos parágrafos, que indicavam o suicídio, teriam sido redigidos por outra pessoa. Já a investigação da Dateline NBC concluiu que o bilhete foi escrito apenas pelo cantor.

Courtney Love tentou impedir a exibição de Soaked In Bleach. Os advogados da cantora enviaram uma carta para os principais cinemas dos EUA. “Essa carta deve servir como aviso de que o filme traz um retrato falso da senhora Cobain e tem declarações difamatórias. Estamos pedindo que você desista imediatamente de infringir os direitos de Courtney de qualquer maneira, incluindo, mas não apenas limitando, a desistência total da exibição e promoção do filme.”

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*Fonte: aventurasnahistoria

Vídeos mostram como as frutas eram antigamente

Este é um fascinante documentário em vídeo de três partes que mostra como as frutas eram antigamente, criado pelo pessoal por Earth Titan do Titan Top List.

Eles discorrem sobre a origem de algumas frutas e vegetais, de como eles eram nos tempos antigos até os dias de hoje. Basicamente, como a “domesticação” desses alimentos mudaram suas formas, texturas e gosto.

Você já se perguntou quais são as origens dos alimentos comuns que comemos hoje? A maioria dos alimentos encontrados no supermercado em um ponto era muito menor, amargo, azedo ou desagradável.

Como as frutas eram antigamente

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*Por Flácio Croffi / Fonte: geekness