O Incal | Taika Waititi vai adaptar HQ de Alejandro Jodorowsky em filme

O diretor Taika Waititi (Jojo Rabbit, Thor: Ragnarok) vai dirigir e co-roteirizar um filme baseado na clássica HQ O Incal, de Alejandro Jodorowsky e Moebius. A produção não teve previsão de estreia divulgada.

Taika vai trabalhar ao lado de Jemaine Clement (What We Do in the Shadows) e Peter Warren (Ghost Team). Em um video de anúncio, Jodorowsky deu a benção ao diretor:

“Quando o CEO da Humanoids, Fabrice Giger, me apresentou o trabalho de Taika Waititi, ficou óbvio para mim que ele era o cara certo”, disse Jodorowsky. “Confio plenamente na criatividade de Taika para dar ao Incal uma tomada impressionante, íntima e, ao mesmo tempo, de proporções cósmicas.”

O Incal é centrada no detetive John Difool, que encontra um artefato místico conhecido como Incal – um objeto de grande poder cobiçado por muitas facções em toda a galáxia. À medida que Difool aprende sobre os poderes e propósitos do Incal, ele embarca em uma missão para salvar o universo.

O elenco da produção ainda não foi definido e não há previsão para a estreia da obra.

*Por Pedro Henrique Ribeiro
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*Fonte: omelete

Curvas e músculos, mas nada de sexo. Por que os heróis de Hollywood abraçaram o celibato

No segundo episódio de WandaVision (2021, Disney+), a super-heroína protagonista fica grávida depois de beijar seu marido. Com essa piada, a Marvel pretendia parodiar o moralismo das comédias da TV americana dos anos sessenta, cuja estética a série estava reproduzindo, mas a verdade é que esse beijo foi a coisa mais picante que ocorreu em toda a saga.

Na semana passada estreou (em cinemas e no Disney+) Viúva Negra, outro filme da Marvel, concentrado desta vez na personagem interpretada por Scarlett Johansson. Essa espiã russa está na franquia desde Homem de Ferro 2 (2010), e o curioso é que entrou na qualidade de componente erótico: tanto Tony Stark (Robert Downey Jr.) como seu assistente Happy (Jon Favreau) observavam Johansson com luxúria, comentavam o quanto era atraente e até buscavam na internet fotos dela de roupa íntima. Homem de Ferro 2 foi distribuído pela Paramount e, além disso, em uma Hollywood anterior ao movimento #MeToo. Quando a Disney absorveu a Marvel, em 2012, os Vingadores se tornaram um grupo celibatário. E não só eles. Os super-heróis no cinema atual não só não têm relações sexuais, como nem parecem sentir desejo.

Cineastas como David Cronenberg e Pedro Almodóvar lamentaram essa deserotização. “São feitos muitos filmes de super-heróis e não existe sexualidade neles. São castrados. Seu gênero é indeterminado, o que importa é a aventura. Mas o ser humano tem uma grande sexualidade”, assinalou Almodóvar durante uma palestra no Lincoln Center. Esse “gênero indeterminado” de que fala o diretor espanhol pode ser devido ao fato de que, para conseguir a igualdade entre homens e mulheres e evitar polêmicas a todo custo, a única ideia que a Marvel teve foi acabar com a libido de todos os seus super-heróis.

“Essa é a atitude geral que Hollywood adotou depois do #MeToo. Parece que não sabem dotar uma mulher de sexualidade sem humilhá-la, por isso optaram por dessexualizar todo mundo”, afirma a sexóloga Paula Álvarez. “É como se Hollywood tivesse colocado os personagens heterossexuais no armário. Em Modern family [série da rede ABC, também pertencente à Disney, transmitida entre 2009 e 2020], Mitch e Cam eram um casal homossexual, mas nunca se beijavam nem se acariciavam ou demonstravam carinho. Agora isso acontece com todos os personagens, tanto com os gays como com os heterossexuais.”

Nem sempre foi assim. Em Superman II (1980), Lois e Clark chegaram a transar na Fortaleza da Solidão. Em Batman: o Retorno (1992), Bruce Wayne e a Mulher-Gato canalizavam sua tensão sexual trocando tapas (e arranhões, chicotadas e lambidas). No Universo Cinematográfico da Marvel, inaugurado em 2008 com Homem de Ferro, as únicas alusões ao sexo o apresentam como algo perigoso (Hulk adverte duas mulheres, Betty Ross e a Viúva Negra, de que elas colocariam suas vidas em perigo se transassem com ele) ou como sintoma de infelicidade (Tony Stark vai para a cama com uma jornalista como sinal de sua imaturidade, Peter Quill faz o mesmo com uma extraterrestre rosa em Guardiões da Galáxia).

Com essa deserotização, na verdade, a Marvel não pretende proteger as crianças, e sim evitar represálias dos pais. O investimento exigido pelas superproduções implica abranger o maior público possível, de todas as idades e de todos os países. Isso inclui a China, hoje o maior mercado cinematográfico do mundo, no qual os filmes devem passar pelo crivo de um comitê censor do Governo.

O paradoxo é que, embora os super-heróis do cinema sejam menos sensuais do que nunca, suas estrelas são mais desejáveis do que nunca. Até os corpos de seus atores coadjuvantes estão trabalhados ao máximo. Chris Pratt e Paul Rudd compartilharam no Instagram o resultado de suas rotinas de exercícios para Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga, respectivamente, embora depois aparecessem sem camisa por apenas alguns segundos no filme —e embora fosse de se esperar que seus personagens, ambos carinhas simpáticos sem nenhuma vaidade, tivessem uma certa barriguinha.

Os corpos de Pratt e Rudd foram tratados pela imprensa e pelos fãs como um fetiche mais admirável do que sexual. A Marvel renunciou ao sexo, mas não ao culto ao corpo: a Viúva Negra surgiu com as costas arqueadas nos cartazes promocionais e o Capitão América apareceu em Guerra civil treinando com uma calça de moletom tão agarrada às nádegas que ficou claro que não tinha nada por baixo. Mas o objetivo da Marvel parecia ser o de apresentar Chris Evans não como objeto de desejo sexual, e sim aspiracional. O interesse não é que o público se empolgue com a ideia de fazer sexo com eles, mas com a ideia de ser como eles.

Até pouco tempo atrás, o estúdio rival da Marvel, a DC, teve um diretor criativo, Zack Snyder, igualmente obcecado com a musculatura masculina: em seus filmes, Batman e Superman (Ben Affleck, Henry Cavill) eram vistos nus no chuveiro ou na banheira, mas não iam nem vinham de se deitar com ninguém. A câmera de Snyder não sente desejo, só inveja.

A jornalista Raquel S. Benedict, em seu ensaio Everyone Is Beautiful and No One Is Horny (“todo mundo é bonito e ninguém tem tesão”), compara os corpos musculosos da Hollywood atual, e de outras áreas da cultura, com casas projetadas para ser reformadas e se valorizar. “Os corpos já não são veículos para sentir prazer, são um conjunto de destaques: abdominais, abdutores. E esses destaques não existem para tornar nossa vida mais confortável, mas para aumentar o valor do nosso capital. Os corpos são investimentos que devemos otimizar para conseguir… o que, exatamente?”.

O corpo é tratado hoje como uma ferramenta de autoafirmação, prossegue Benedict, o que explica que a expressão “fazer exercícios” tenha sido substituída por “treinar”. Esse verbo sugere que existe uma missão: o esporte já não é um fim em si só, pelo prazer, mas um meio para conseguir algo mais. A jornalista vincula essa mentalidade às raízes culturais americanas: “Pode haver algo mais cruelmente puritano do que criar um ideal sexual que, por sua vez, deixa a pessoa incapaz de desfrutar do sexo?”.

Em sua análise da ausência de sexo no cinema comercial, Benedict aponta A origem (2010) como um dos exemplos mais absurdos. Sua trama segue um grupo de profissionais que se infiltra nos sonhos de um multimilionário para mudar seu comportamento: o filme consiste em tiros, carros e uma patrulha de esqui. “Como se pode entrar nos níveis mais profundos do subconsciente de um milionário e não encontrar um pesadelo psicossexual edipiano e depravado?”, pergunta a jornalista.

Nos anos setenta, Superman se mudava para Metrópolis e descobria o que era ser adulto: trabalho, solteirice, magnatas, moradia, crises econômicas, interesses políticos, dificuldade de viver em sociedade. Já quanto aos super-heróis da Marvel, a única coisa que eles têm de adultos é o fato de serem interpretados por atores com mais de 30 anos, mas para todos os efeitos são pré-adolescentes. A espinha dorsal da saga Vingadores, a jornada de Tony Stark, que deixa de ser um Don Juán dissoluto para se tornar um líder santificado, exigia que o herói renunciasse à vida sexual. O sexo na Marvel é sempre insano ou vergonhoso. O único sexo saudável parece ser o inexistente.

O caso do Capitão América leva isso ao limite: ele é diretamente virgem, talvez para evocar a dignidade do celibato monástico (que Christopher Nolan também sugeria em Batman Begins) ou para simbolizar esse ideal americano de ter tudo de melhor pela frente. O Capitão América observava sua amada, a agente Peggy Carter, com a mesma castidade platônica com que Petrarca adorava a donzela Laura. Só que Petrarca estava escrevendo no século XIV.

“Que o Capitão América seja virgem é uma ideia que vem da cultura judaico-cristã: ela o apresenta como um ser puro e luminoso, assim como é representado tradicionalmente Jesus Cristo”, assinala Paula Álvarez. “O sexo sempre atrapalha a missão do herói, como quando um jogador de futebol perde rendimento e a torcida culpa sua mulher ou sua namorada, achando que se o herói não vence é porque faz sexo e que deveria ter guardado toda a sua força para conseguir sua façanha. Com o personagem-título do Hércules da Disney acontecia a mesma coisa, ele passava de zero a herói, mas Mégara era a tentação, aquela que se interpunha entre ele, o heroísmo e a união com sua família no Olimpo.”

Muitos super-heróis atuais reformulam o mito americano do herói solitário (John Wayne, Dirty Harry, Rambo), aquele que abraçava o celibato por questões pragmáticas: se não havia mulher no meio, ele poderia se lançar em sua missão suicida sem distrações. Porque, como explicou D. H. Lawrence em Estudos sobre a literatura clássica americana, todos os guerreiros americanos descendem do Natty Bumppo de James Fenimore Cooper, uma figura de castidade implacável e violência justificada.

A única relação sexual retratada no cinema recente de super-heróis, a de Mulher-Maravilha 1984 (2020), provocou críticas na imprensa e nas redes sociais: a heroína transa com seu falecido namorado graças ao fato de ele ter ressuscitado e assumido o corpo de outro homem. Alguns espectadores viram isso como uma super-heroína abusando sexualmente daquele corpo inocente. Essa polêmica foi um dos fatores que fizeram o filme ser motivo de piada e deu razão à Marvel: na dúvida, é mais prudente eliminar totalmente o sexo.

E isso também afeta a vida real. Quando foram divulgadas, semanas atrás, fotografias do diretor de Thor: Love and Thunder, Taika Waititi, aos beijos com a atriz Tessa Thompson e com a cantora Rita Ora depois de uma noite de farra, sugerindo uma relação a três, a Disney os repreendeu para que parassem com isso. Uma fonte da equipe de filmagem afirmou: “Essa não é a imagem que [os produtores] procuram associar a uma de suas maiores franquias”. Sabemos disso.

*Por Juan Sanguino
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*Fonte: elpais

The Doors ganhará quadrinho baseado em “Morrison Hotel”

Para celebrar os 50 anos do icônico disco Morrison Hotel, a Z2 Comics alistou a incrível Leah Moore, filha do lendário Alan Moore, para se juntar aos membros ainda vivos do The Doors em um quadrinho original biográfico.

O guitarrista Robby Krieger e o baterista John Densmore irão colaborar com Leah na obra que será lançada em Outubro e que irá contar não apenas a história da banda mas destacará sua influência e importância na contracultura.

Sobre o enredo, Leah Moore falou à Rolling Stone (via UCR):

Eu amarrei por alto as histórias às faixas no álbum, mas também estou colocando nelas tudo que posso para te colocar naquele estado mental, dentro daquele momento, quando o álbum foi feito. Você poderia escrever um livro inteiro para cada faixa, mas eu queria que as histórias te imergissem em apenas um lugar. […] O The Doors tem tanto teatro, e tanto jogo de cintura e capacidade de contar histórias. Eles são um encaixe natural em quadrinhos. As letras que eles escreveram, e a energia com que eles tocavam — eu acho que as músicas não apenas se emprestam ao meio, elas na verdade imploram para ser quadrinhos.

A obra já está disponível para pré-venda através da própria Z2 Comics clicando neste link.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Analista explica sucesso financeiro do Coringa de Joaquin Phoenix: ‘Alienação, solidão e raiva’

Coringa se tornou um fenômeno de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 744 milhões ao redor do mundo pouco depois de um mês de estreia e com grandes chances de se tornar o filme +18 mais lucrativo da história, um feito que parece difícil de se compreender.

Porém, para o analista de mídia sênior em Relações com Expositores Jeff Bock, que falou à Variety, os motivos para o sucesso do Palhaço do Crime são evidentes: “Coringa com certeza está rindo por último”. O primeiro fator do sucesso foi o orçamento conservador, de US$ 62,5 milhões para o filme.

“Não se consegue comprar uma adaptação de quadrinhos por esse preço, ainda assim a Warner Bros. fez funcionar contando uma boa história”, disse Bock. Mesmo ao considerar que publicidade e distribuição aumentaram o orçamento do filme em US$ 100 milhões, o investimento total continua sendo uma fração dos lucros.

O investimento “baixo” se deve aos temas sombrios e conteúdo muito mais perturbador do que a média de filmes de quadrinhos, motivando uma abordagem mais cautelosa da WarnerBros.. E este foi justamente outro ingrediente no sucesso do filme de Joaquin Phoenix.

“Eles fizeram uma aposta e deu certo. Coringa atingiu em cheio o Zeitgeist de hoje e está coletando os frutos disso”, afirmou Bock. “Estamos falando sobre temas universais, de alienação, solidão e raiva que continuam a alimentar a bilheteria desse monstro.”

A forma de representação da violência em Coringa já é algo que dava certo em outros gêneros do cinema também, segundo Bock.

“Públicos mais jovens estão defendendo esse filme de maneira muito parecida com os jovens que assistiram Assassinos Por Natureza [1994], ou Laranja Mecânica [1994] ou Pulp Fiction [1971]. Cada um desses filmes, violentos de maneiras próprias, tinha algo a dizer sobre as falhas da sociedade, tornando-os muito mais interessantes e duradouros.”

Por último, a campanha de marketing do longa dirigido por Todd Phillips merece destaque. Nas semanas anteriores a estreia, Coringa levantou muitas críticas sobre a possível romantização de um assassino em massa, e as famílias das vítimas do massacre na exibição de Cavaleiro das Trevas Ressurge, que aconteceu na cidade de Aurora em 2012, falaram contra o filme.

A Warner então aumentou a divulgação do filme nas redes sociais, numa tentativa de limitar as manchetes bombásticas e, em vez disso, aumentar o diálogo. Essa abordagem deu certo, já que notícias negativas não impactaram as vendas de ingresso, apesar do marketing direcionado ser mais custoso.

Jeff Bock também menciona o formato inovador de Coringa para o gênero, ao falar do futuro da Warner: “Agora eles [Warner Bros.] tem um modelo viável, o qual a Marvel e a Disney tem medo de fazer – adaptações +18 de quadrinhos.”

“Nos últimos anos, a Disney, como uma entidade, não conseguiu reunir de forma bem-sucedida as multidões adultas que gostam de explorar temas sombrios, conhecidos como PG-13 e além”.

 

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*Fonte: revistarollingstone

The Beatles como The Fantastic Four

A humorous, short animation by impressionist Stevie Riks reimagines The Beatles, the original “Fab Four”, as “The Fantastic Four”. This new superstar-superhero band consists of Thingo (Ringo Starr), Invisible George (George Harrison), Johnny (John Lennon) and Mr. Fab-tastic (Paul McCartney).

David Bowie: história em quadrinhos sobre a vida do cantor será lançada em 2020

A Insight Comics lançará um romance gráfico completo que narra a ascensão de David Bowie da obscuridade à fama sobrenatural. O artista Michael Allred (Sandman) se juntou a Steve Horton (Amala´s Blade) e à colorista Laura Allred (Madman) para capturar a vida de Bowiepor meio de ilustrações tão vibrantes quanto a vida do próprio cantor.

Bowie: Stardust, Rayguns e Moorage Daydreams é uma história de reinvenção, e segue a narrativa de Bowie ao sair de sua vida cotidiana como David Jones e explodir na cena do rock em meados dos anos 1960 em Londres.

Divididas em biografia e imaginação, as ilustrações retratam tanto histórias verdadeiras em gravações e shows quanto espaços imaginários espaciais, como em conversas inventadas entre Bowiee Ziggy Stardust, seu legendário alter-ego vindo de Marte. O romance segue as origens de Ziggy, assim como o seu final inevitável, parando antes do início da próxima manifestação de Bowie: The Thin White Duke, última persona musical do cantor.

“As encarnações de David Bowie eram, por si só, ficção científica”, escreve o premiado autor Neil Gaiman no avanço de Bowie. “Tudo o que faltava era uma história em quadrinhos de Bowie”, ele diz sobre seus anos como jovem fã, “e, na falta dela, eu mesmo desenharia quadrinhos ruins de Bowie.”

Mas uma história em quadrinhos assim não vai faltar por muito tempo. Bowie: Stardust, Rayguns & Moonage Daydreams já está disponível para pré-venda em vários pontos on-line. O romance gráfico de 160 páginas será lançado em 7 de janeiro de 2020.

*Por Nattali Amato

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*Fonte: revistarollingstone

Sandman, clássica HQ de Neil Gaiman, vai virar série de TV pela Netflix

Em acordo milionário com a Warner Bros., a Netflix transformará a clássica história em quadrinhos de Neil Gaiman, Sandman, em uma série de televisão.

Até o momento, nenhuma das empresas comentaram sobre o acordo, que ainda precisa ser formalizado.

A Warner tenta adaptar Sandman desde a década de 1990, sem sucesso. Da última vez, o roteirista Eric Heisserer abandonou o projeto por acreditar que a história de Morpheus não caberia em um longa.

“Cheguei à conclusão de que a melhor versão desta propriedade é uma série da HBO ou uma série limitada, mas não como um filme ou uma trilogia”, ele declarou.

A HQ de Neil Gaiman consolidou o gênero dos quadrinhos adultos, misturando horror, fantasia e mitologia.

A adaptação da Netflix traz Allan Heinberg (Mulher Maravilha e Grey’s Anatomy) como roteirista, enquanto o próprio Gaiman assume o posto de produtor-executivo ao lado de David Goyer (Batman: o Cavaleiro das Trevas).

Segundo fontes da revista The Hollywood Reporter, este seria o programa o mais caro já realizado pela Warner. Ainda não há previsão de estreia para a série.

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*Fonte: revistarollingstone

Michael Jackson | Como o ícone do pop quase comprou a Marvel

Michael Jackson foi um dos maiores artistas da história. Idolatrado por sua música, dança e originalidade, o cantor também era muito conhecido por suas… peculiaridades. Fã de histórias de fantasia, ele tentou comprar nada menos que a Marvel nos anos 90 e quase interpretou alguns heróis clássicos da Casa de Ideias no início dos anos 2000.

O sucesso aconteceu muito rápido para Jackson. No começo dos anos 70, quando tinha apenas 14 anos, ele lançou seu primeiro disco ao lado do grupo que tinha com seus irmãos, o Jackson 5. Vocalista principal e estrela desde o princípio, o garoto se desenvolveu em um dos maiores astros do pop em pouco tempo e dominou as paradas de sucesso dos anos 80 graças ao clássico Thriller, um dos álbuns mais vendidos da história.

O cantor rapidamente arrecadou uma grande quantia em dinheiro e isso o ajudou em duas coisas que marcaram sua vida. A primeira foi a liberdade de explorar sua criatividade como artista. Jackson revolucionou os clipes musicais com verdadeiros curta-metragens – com destaque para Thriller e Bad (que foi dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese) – e até se arriscou em projetos cinematográficos como Moonwalker.

Além disso, se destacou pelas excentricidades. Michael comprou uma casa chamada Neverland em homenagem a Peter Pan, montou um zoológico particular, instalou um trem que rodava o local e a recheou de brinquedos que sempre quis em comprar, como estátuas em tamanho real do Batman e do Homem-Aranha – um dos seus heróis favoritos. Fã de quadrinhos, ele sonhava em ver os personagens da Marvel nos cinemas e estava disposto a fazer de tudo para tentar se tornar um deles.

A editora passava por um momento de dificuldades em meados dos anos 90. Os quadrinhos estavam em baixa e filmes baseados nos personagens da Casa de Ideias não emplacavam nos cinemas. Com isso, o artista decidiu entrar em contato com Stan Lee para ver a possibilidade de adquirir os direitos cinematográficos do Homem-Aranha.

“Ele queria ser o Homem-Aranha. Ele queria comprar os direitos do herói e acredito que ele queria viver o Peter Parker. Ele nunca disse, mas eu tinha certeza disso”, afirmou Lee em entrevista à AP.

O criador do personagem tentou ser o mais sincero possível e afirmou que, provavelmente, a empresa não negociaria com ele os direitos. Então, Michael decidiu tomar uma atitude extrema. “Ele disse: ‘Muito bem, então eu vou comprar a Marvel’. Eu não sei o que aconteceu. Obviamente ele não conseguiu, mas ele queria muito’”, completou o autor.

O negócio acabou não indo para frente, mas mesmo assim Jackson estava disposto a participar de um filme da empresa. Quando a Fox anunciou que faria um longa baseado em X-Men, Jackson tentou mais uma vez se envolver com o projeto. “Os produtores revelaram que ele tentou de todas as maneiras interpretar o Professor X. Eu nem sabia que ele queria ser o Xavier. Eu o conhecia muito bem e ele nunca havia discutido qualquer coisa dos X-Men comigo”, disse Lee em entrevista ao Moviefone.

Jackson acabou nunca aparecendo em um filme da Marvel, mas os contatos com Lee continuaram. O cantor chegou a visitar os estúdios da Casa de Ideias – com tour guiado pelo próprio Lee – e os dois acabaram como grandes amigos. “Nos encontramos diversas vezes. Na verdade, ele chegou a visitar minha casa uma vez com o filho e minha esposa tomou conta do garoto enquanto eu e Michael conversávamos”, afirmou Lee ao The Telegraph.

Jackson, que completaria neste dia 29 de agosto 59 anos, era acima de tudo um fã. E como qualquer fã, o simples fato de estar perto do ídolo, para ele, já era especial. “Ele [Lee] é um dos maiores criadores dos quadrinhos. Diferente dos outros, ele sempre foi muito produtivo. Cresci lendo seus quadrinhos e fico feliz de estarmos falando, trabalhando e pensando em fazer algo juntos”, disse Michael em uma de suas visitas ao estúdio Marvel.

Infelizmente, a parceria nunca aconteceu. Porém, Lee relembra da amizade com carinho até os dias de hoje. “Eu lembro que uma vez ele me chamou para uma gravação. Ele estava gravando em Jersey em um aeroporto abandonado. Tinha umas 300 pessoas ali. Eu cheguei pela porta dos fundos e ele estava no palco. De repente, ele diz, ‘Parem. Stan, Stan, vem aqui’. Eu me senti a pessoa mais importante do mundo! Michael Jackson parou o que ele estava fazendo e disse, ‘Stan, vem aqui’. Eu nunca vou esquecer isso’”, finalizou ao THR.

 

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*Fonte: omelete

Moebius dá 18 dicas sábias para aspirantes a Artistas (1996)

Jean Giraud, conhecido como Moebius, foi um quadrinista que combinou velocidade alucinante com imaginação sem fronteiras. Ele montou o visual de Alien, Star Wars – O império contra-ataca e O quinto elemento. Ele reimaginou o Surfista Prateado para Stan Lee. E ele é uma notável influência em todos, desde o fenômeno japonês em animação, Hayao Miyazaki, até o escritor de ficção William Gibson.

Em 1996, o jornal mexicano La Jornada publicou uma palestra ministrada por Moebius chamada “Breve manual para historietistas” – um breve manual para cartunistas – que consiste em 18 dicas para pessoas que desejam se tornar artistas. Se seu espanhol não dá nem pro cheiro – o meu certamente não dá – há algumas traduções por aí. Alguém chamadoXurxo g Penalta fez uma tradução bem básica em ingles, mas para entender as verdadeiras nuances das sábias palavras de Moebius, a versão comentada do famoso ilustrador William Stout é a melhor.

 

Por exemplo, A primeira dica de Moebius é
“Quando você desenha, você deve livrar-se de sentimentos profundos, como ódio, felicidade, ambição, etc.”

Stout amplifica isso com o seguinte argumento:
Estes sentimentos são, basicamente, preconceitos emocionais que funcionam como bloqueios para a criatividade.

Isso foi algo que aprendi desenhando e me divertindo com outro francês, o brilhante cartunista e ilustrador (e contribuidor regular da Atlantic Monthly) Guy Billout, quando estávamos viajando juntos na Antartica e Patagônia em 1989. Até ter passado um tempo com Guy, eu não tinha a menor ideia de quantas noções pré-concebidas e suposições eu possuia em relação a pessoas e situações, e o quanto elas eram bloqueios para o fluir de minha criatividade.

Libertar-se de tais preconceitos emocionais que o cegam permitem que você veja as coisas com olhos frescos. Soluções e ideias fluem então com uma facilidade bem maior. Eu tenho percebido em todos os gênios criativos com os quais tenho encontrado que todos eles partilham um fascínio infantil com qualquer coisa ou qualquer pessoa que encontram na vida (eles conseguem até mesmo encontrar fascínio nos vilões da vida). Para eles, todas as barreiras de criatividade estão derrubadas; a vida e a solução criativa de problemas para eles é uma constante diversão. Eles joram grandes ideias durante todo o dia como um chafariz.

 

Todas as anotações de Stout são como essa. Deveria ser leitura obrigatória para qualquer um, mesmo que esteja apenas vagamente interessado em narração visual. Abaixo estão as observações originais de Moebius. As considerações de Stout sobre Moebius podem ser encontradas aqui.

1) Quando você desenha, você deve livrar-se de sentimentos profundos, como ódio, felicidade, ambição, etc.

2) É muito importante educar sua mão. Faça com ela atinja um alto nível de obediência, de forma que ela será capaz de expressar apropriada e completamente suas ideias. Mas seja muito cuidadoso ao tentar obter muita perfeição como artista, bem como muita velocidade. Perfeição e velocidade são perigosas — já que são opostas. Quando você produz desenhos que são muito rápidos ou muito soltos, além de cometer erros, você corre o risco de criar uma entidade sem alma ou espírito.

3) Conhecimento de perspectiva é de uma importância suprema. Suas regras fornecem uma maneira ótima e positiva de manipular ou hipnotizar seus leitores.

4) Outra coisa para abraçar com afeto é o estudo do corpo humano — sua anatomia, posições, tipos físicos, expressões, construção e as diferenças entre as pessoas.

Desenhar um homem é muito diferente de desenhar uma mulher. Com homens, você pode ser mais solto e menos preciso em sua representação; pequenas imperfeições podem às vezes adicionar caráter. Ao desenhar uma mulher, no entanto, deve ser perfeito; uma única linha mal colocada pode envelhecê-la drasticamente ou fazê-la parecer chata ou feia. Então, ninguém comprará seu quadrinho!

Para que o leitor acredite em sua estória, seus personagens devem dar a sensação de que possuem vidas e personalidades próprias.

Seus gestos físicos devem parecer emanar das forças, fraquezas e enfermidades de seu caráter. O corpo se transforma quando ganha vida; há uma mensagem em sua estrutura, na distribuição de sua gordura, em cada músculo e cada ruga, prega ou dobra da face e do corpo. Ele se torna um estudo da vida.

5) Quando você cria uma estória, você pode começá-la sem saber de tudo, mas você deve tomar notas enquanto prossegue, em relação às peculiaridades do mundo representado em sua estória. Tais detalhes fornecerão aos seus leitores características reconhecíveis que irão atrair seus interesses.

Quando um personagem morre em uma estória, a menos que o personagem tenha tido sua estória expressada de alguma forma no desenho de sua face, corpo e vestimentas, o leitor não se importará; seu leitor não possuirá qualquer conexão emocional.

Seu editor pode dizer, “Sua estória não tem valor; só há um cara morto – Eu preciso de vinte ou trinta caras mortos para que isso funcione.” Mas isso não é verdade; se o leitor pensar que o cara morto, ou machucado, ou ferido, ou seja lá quem estiver com problemas, possui uma personalidade real, resultante dos seus próprios estudos profundos da natureza humana – com a capacidade de um artista para tal observação – as emoções irão surgir.

Com tais estudos você desenvolverá e ganhará atenção dos outros, bem como compaixão e amor pela humanidade.

Isso é muito importante para o desenvolvimento de um artista. Se ele deseja funcionar como um espelho da sociedade e humanidade, esse espelho dele deve conter a consciência do mundo inteiro; deve ser um espelho que vê tudo.

6) Alejandro Jodorowsky diz que eu não gosto de desenhar cavalos mortos. Bem, isso é bem difícil.

Também é muito difícil desenhar um corpo adormecido ou alguém que foi abandonado, porque na maioria dos quadrinhos a ação é sempre aquilo que é estudada. É muito mais fácil desenhar pessoas lutando – é por isso que os americanos praticamente sempre desenham super-heróis. É muito mais difícil desenhar pessoas que estão conversando, porque aí há uma série de movimentos bem pequenos – pequenos, mas ainda assim com real significância.

Isso conta mais devido a nossa necessidade humana de amor ou da atenção dos outros. São essas pequenas coisas que falam de personalidade, da vida. A maioria dos super-heróis não possui nenhuma personalidade; todos eles usam os mesmos gestos e movimentos.

7) Igualmente importantes são as vestimentas dos seus personagens e o estado do material da qual elas foram feitas.

Essas texturas criam uma visão das experiências de seus personagens, suas vidas, e seus papéis em sua aventura de tal forma que muito pode ser dito sem palavras. Em um vestido há milhares de dobras; você precisa escolher apenas duas ou três – não desenhe todas. Apenas certifique-se de escolher as duas ou três que sejam boas.

8) O estilo, a continuidade estilística de um artista e sua apresentação em público são cheias de símbolos; eles podem ser lidos como um baralho de tarô. Eu escolhi meu nome “Moebius” como uma piada quando eu tinha vinte e dois anos – mas, na verdade, o nome acabou ressoando com significado. Se você chega vestido com uma camiseta de Don Quixote, isso me diz quem você é. No meu caso, fazer um desenho de relativa simplicidade e indicações súbitas é importante para mim.

9) Quando um artista, um verdadeiro artista em atividade, sai pelas ruas, ele não vê as coisas da mesma forma que pessoas “normais”. Sua visão única é crucial para documentar uma forma de vida e as pessoas que a vivem.

10) Outro elemento importante é a composição. As composições em nossas estórias deveriam ser estudadas porque uma página, ou uma pintura, ou um papel é a face que olha para o leitor e conversa com ele. Uma página não é apenas uma sucessão de painéis insignificantes. Há painéis que são cheios. Alguns que são vazios. Outros são verticais. Alguns horizontais. Todos são indicações das intenções do artista. Painéis verticais excitam o leitor. Horizontais o acalmam. Para nós no mundo occidental, a movimentação em um painel que vai da esquerda pra direita representa ação em direção ao futuro. Mover da direita para a esquerda direciona a ação rumo ao passado. As direções que nós indicamos representam a dispersão de energia. Um objeto ou personagem colocado no centro de um painel foca e concentra energia e atenção. Esses são símbolos e formas básicas de leitura que evocam no leitor uma fascinação, uma espécie de hipnose. Você deve ter noção de ritmo e preparar armadilhas para o leitor cair, de forma que, quando ele cair, ele se perca, permitindo a você manipulá-lo e movê-lo dentro do seu mundo com maior facilidade e prazer. A razão disso é que aquilo que você criou é uma sensação de vida. Você deve estudar os grandes pintores, especialmente aqueles que falam com suas pinturas. Suas escolas ou gêneros individuais de pintura ou suas épocas no tempo não devem importar. Suas preocupações com a composição física, assim como com a composição emociona, devem ser estudadas para que você aprenda como suas combinações de linhas funcionam para nos tocar diretamente dentro de nossos corações.

11) A narração deve harmonizar com os desenhos. Deve haver um ritmo visual criado pela disposição do seu texto. O ritmo de seu enredo deve ser refletido em sua cadência visual e a forma que você comprime ou expande o tempo.

Como um cineasta, você deve ser muito cuidados em como escolher seu elenco e como dirigi-los. Use seus personagens ou “atores” como um diretor, estudando e então selecionando dentre as diferentes tomadas de seus personagens.

12) Cuidado com a influência devastadora dos quadrinhos norte americanos. Os artistas no México parecem apenas estudar seus efeitos superficiais: um pouco de anatomia misturado com composições dinâmicas, monstros, lutas, gritarias e dentes. Eu também gusto de algumas dessas coisas, mas há diversas outras possibilidades e expresses que também valem a pena ser exploradas.

13) Há uma conexão entre música e desenho. O tamanho dessa conexão depende da sua personalidade e do que está ocorrendo neste momento. Pelos últimos dez anos eu tenho trabalhado em silêncio; para mim, há música no ritmo das minhas linhas. Desenhar as vezes é uma busca por descobertas. Uma linha precisa, executada com beleza, é como um orgasmo!

14) Cor é uma lingual que o artista gráfico usa para manipular a atenção do seu leitor, assim como para criar beleza. Há cores objetivas e subjetivas. Os estados emocionais dos personagens podem mudar ou influenciar a cor de um painel para o próximo, bem como para lugar e período do dia. Estudo e atenção especiais devem ser prestados para a linguagem da cor.

15) No começo da carreira de um artista, ele deve envolver-se principalmente na criação de estórias curtas de alta qualidade. Ele tem uma chance melhor (do que com estórias em formatos longos) de completá-las com sucesso, enquanto manter um alto padrão de qualidade. Isso também tornará mais fácil colocá-las em um livro ou vendê-las para um editor.

16) Há momentos em que nós conscientemente nos dirigimos para o caminho da falha, escolhendo o tema ou assunto errado para nossas capacidades, ou escolhendo um projeto muito grande, ou uma técnica inadequada. Se isso acontecer, você não deve reclamar depois.

17) Quando um novo trabalho tiver sido enviado a um editor e receber uma rejeição, você deve sempre perguntar e tentar descobrir as razões para a rejeição. Estudando as razões de sua falha, somente assim podemos começar a aprender. Não é uma questão de lutar contra nossas limitações, com o público ou com os editores. Um indivíduo deve tratar isso com uma abordagem mais parecida com a do aikido. É a própria força e poder do nosso adversário que é usada como chave para derrotá-lo.

18) Agora é possível expor nossos trabalhos para leitores em toda parte do mundo. Nós devemos sempre nos manter cientes disso. Para começar, desenhar é uma forma de comunicação pessoal – mas isso não significa que o artista deve se prender em uma bolha. Sua comunicação deve ser direcionada aqueles esteticamente, filosoficamente e geograficamente próximos a ele, bem como para ele mesmo – mas também para completos estranhos. Desenhar é um meio de comunicação para a grande família que nunca conhecemos, para o público e para o mundo.

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Traduzido por: Miguel Felício [TradForce]
*Fonte: updateordie

 

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