É provável que IA aniquile a humanidade, dizem cientistas do Google e da Oxford

Pesquisadores da DeepMind (empresa irmã do Google) e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluíram que uma inteligência artificial superinteligente pode ser a responsável pelo fim da humanidade. O cenário apocalíptico parece exagerado, mas tem ganhado cada vez mais coro dos estudiosos devido à evolução das IAs.

Em um artigo publicado na revista AI Magazine, a equipe da DeepMind e de Oxford argumentam que as máquinas poderiam ficar tão inteligentes ao ponto de quebrar as regras impostas pelos criadores. Elas não fariam isso por poder, fama ou necessidade de dominação de seres inferiores, mas sim para obter recursos ilimitados de processamento ou energia.

Uma IA superinteligente poderia perceber que os humanos são uma pedra no seu sapato

“Sob as condições que identificamos, nossa conclusão é muito mais forte do que a de qualquer publicação anterior — uma catástrofe existencial não é apenas possível, mas provável”, disse um dos coautores integrante do grupo da Universidade de Oxford, Michael Cohen, em seu perfil no Twitter.

O estudo é baseado em cálculos matemáticos e conceitos científicos avançados, tanto sobre IA quanto sobre estruturas sociais. Vai além, portanto, de achismos ou de conceitos baseados em filmes como Matrix, Exterminador de Futuro e tantos outros.

Humanos seriam obstáculos ao desenvolvimento
Na publicação, os pesquisadores dizem que a humanidade pode enfrentar o cenário caótico quando “agentes desalinhados” perceberem que os humanos são um obstáculo para o êxito pleno. Em resumo, eles querem dizer que os criadores impõem limitações para manter o controle, mas que impedem os computadores de usarem todo seu potencial.

Segundo o material conjunto, a revolta poderia ocorrer quando a IA descobrir que os humanos podem simplesmente cortar a energia para interromper o processamento. Isso levaria o “agente” a eliminar ameaças potenciais, que no caso seriam os recursos controlados pelas pessoas.

Bostrom, Russell, and others have argued that advanced AI poses a threat to humanity. We reach the same conclusion in a new paper in AI Magazine, but we note a few (very plausible) assumptions on which such arguments depend. https://t.co/LQLZcf3P2G 🧵 1/15 pic.twitter.com/QTMlD01IPp

— Michael Cohen (@Michael05156007) September 6, 2022

O estudo é bastante pessimista quanto a esse ponto e diz não haver muito a ser feito. “Em um mundo com recursos infinitos, eu ficaria extremamente incerto sobre o que aconteceria. Em um mundo com recursos finitos, há uma competição inevitável por esses recursos”, disse Cohen em uma entrevista.

Como impedir a extinção?
O principal desafio seria a competição gerada entre máquinas e humanos, que provavelmente penderia a favor das inteligências artificiais, afinal elas estão sempre se superando a cada passo. A solução para ameaça seria progredir de forma lenta e cuidadosa com tais tecnologias, sempre com muitos testes e ferramentas de mitigação.

O artigo aponta para o risco de se criar super inteligencias artificiais e recomenda focar apenas uma única atividade. “Um agente artificial suficientemente avançado provavelmente interviria no fornecimento de informações sobre o objetivo, com consequências catastróficas”, descreve o material impresso.

Apontados como a solução dos problemas humanos de um lado e como a maior ameaça as pessoas do outro. A humanidade parece estar em uma grande encruzilhada na qual o destino não importa, mas o caminho para chegar até lá é definirá o futuro dos seres de carne e osso.

Só para garantir, é melhor você parar de brigar com a Alexa ou xingar a Siri. Caso contrário, quando a revolta acontecer, você será o primeiro a ficar sem luz em casa ou incomunicável com a sociedade.

*Por Alveni Lisboa
………………………………………………………………………….
*Fonta: canaltech

Um futuro sustentável e sem pobreza é possível para toda a humanidade, revela estudo

Existem recursos suficientes neste planeta para sustentar uma população três vezes maior do que a atual, e ainda fornecer um padrão de vida decente para todos, descobriram uma nova pesquisa.

Longe de nos levar de volta à ‘idade da pedra’, amplas reformas ambientais e econômicas poderiam levar nosso consumo global de energia de volta ao que era na década de 1960, quando o mundo era o lar de apenas 3 bilhões de pessoas.

Se fizermos isso da maneira certa, os pesquisadores pensam que até 2050, poderíamos sustentar uma população quase três vezes maior, com cada um de nós recebendo abrigo, alimentação, higiene adequada, saúde de alta qualidade, educação, tecnologia moderna e acesso limitado a veículos particulares e viagens aéreas.

Ao mesmo tempo, também poderíamos cortar nosso consumo global de energia em 60%.

Isso é apenas um quarto do que atualmente estimamos consumir até 2050 e, nesse cenário utópico, todos receberão a mesma fatia de bolo.

“Enquanto os funcionários do governo estão levantando acusações de que os ativistas ambientais ‘ameaçam nosso estilo de vida’, vale a pena reexaminar o que esse modo de vida deve implicar”, disse a economista ecológica Julia Steinberger da Université de Lausanne, na Suíça.

“Tem havido uma tendência de simplificar a ideia de uma vida boa na noção de que mais é melhor. Está claramente ao nosso alcance proporcionar uma vida decente para todos, ao mesmo tempo protegendo nosso clima e ecossistemas.”

O que “vida boa” significa é obviamente subjetivo, mas os autores dizem que se concentrarmos nossos esforços em moradias de baixo consumo de energia, transporte público generalizado e dietas pobres em alimentos de origem animal, poderemos estar no caminho certo para alcançar o “bem ‘para o maior número.

Embora alguns estudos sugiram que a Terra não está equipada para lidar com a vida de mais de 7 bilhões de pessoas , essas projeções são freqüentemente baseadas no crescimento econômico global contínuo, estilos de vida modernos de alto consumo e uma capacidade de carga fixa para o planeta.

Na realidade, abrir espaço igual para todas as novas pessoas esperadas em nosso planeta exigirá mudanças massivas e em grande escala nos hábitos de consumo global, implantação generalizada de tecnologia moderna e a eliminação da desigualdade global em massa, dizem os pesquisadores.

Mas os confortos diários da vida moderna podem não ter que mudar tanto. Na verdade, o novo estudo é uma refutação contra a “objeção populista clichê” de que os ambientalistas querem que todos nós voltemos aos tempos das cavernas.

“Sim, talvez”, escrevem os autores , irônico, “mas essas cavernas têm instalações altamente eficientes para cozinhar, armazenar alimentos e lavar roupas; iluminação de baixa energia em toda a extensão; 50 litros de água limpa fornecidos por dia por pessoa , com 15 litros aquecidos a uma temperatura confortável de banho; eles mantêm uma temperatura do ar em torno de 20 ° C ao longo do ano, independentemente da geografia; têm um computador com acesso a redes globais de TIC; estão ligados a extensas redes de transporte que fornecem ~ 5000-15.000 km de mobilidade por pessoa a cada ano através de vários modos; e também são servidos por cavernas substancialmente maiores, onde a saúde universal está disponível e outras que fornecem educação para todas as pessoas entre 5 e 19 anos. ‘”

Parece idílico para uma caverna, mas também é muito bom para o nosso planeta.

Hoje, apenas 17% do consumo global de energia vem de fontes renováveis, mas os autores dizem que isso é quase metade do que precisaríamos até 2050 para que seu cenário de ‘vida boa’ se concretize.

Para descobrir isso, os pesquisadores construíram um modelo de energia baseado em materiais considerados necessários para os humanos – desde um abastecimento regular de comida e água até conforto térmico e mobilidade. A forma como as mudanças climáticas impactarão esses fatores nos próximos anos também foi levada em consideração.

O modelo não é exatamente realista ou prático, mas mostra como poderíamos reorganizar nosso planeta para abrir espaço para uma população crescente.

Por um lado, o modelo exige que todo o estoque de moradias do mundo seja completamente substituído por novos edifícios avançados, que exigem muito pouco aquecimento ou resfriamento. Isso se aplica também a outros edifícios, incluindo aqueles para educação, saúde e indústria.

As chances de uma reforma global da habitação realmente acontecer são muito mais do que mínimas, e os autores admitem que a remoção de todos esses edifícios poderia consumir mais energia em um nível prático.

Ainda assim, quando o modelo da equipe já presumia que esses ‘retrofits’ avançados haviam sido construídos, suas previsões de energia finais quase não mudaram.

“No geral, nosso estudo é consistente com os argumentos de longa data de que as soluções tecnológicas já existem para apoiar a redução do consumo de energia a um nível sustentável”, disse o cientista ambiental e ambiental Joel Millward-Hopkins da Universidade de Leeds.

“O que acrescentamos é que os sacrifícios materiais necessários para essas reduções são muito menores do que muitas narrativas populares sugerem.”

O estudo atual é baseado em um grande modelo global e amplo, portanto, apresenta muitas limitações. A visão geral está focada apenas no consumo final de energia do mundo até 2050 e não aconselha as nações sobre como realmente chegar lá, o que é realmente a parte mais difícil.

Em vez disso, mostra-nos o que pode ser alcançado se nos empenharmos nisso. Ele traça a linha de chegada e agora cabe a nós cruzá-la.

“O trabalho atual tem pouco a dizer aqui em termos de especificidades” , admitem os autores , “mas há algumas coisas que podem ser ditas com mais certeza”.

O consumismo verde, por exemplo, que é notoriamente de classe média e branco, foi considerado uma resposta privilegiada e inadequada à crise climática.

A “busca indefinida” do crescimento econômico, junto com o desemprego e as enormes desigualdades, estão em oposição direta ao ambientalismo, dizem os autores, não importa o quanto as pessoas ricas tentem limitar suas pegadas individuais.

No momento, o mundo gasta a maior parte de sua energia durante o ano muito antes de realmente terminar , e muito disso está sendo impulsionado pelos ricos.

Sacrifícios claramente precisam ser feitos para um bem maior, não apenas para nivelar o campo de jogo para todos os humanos, mas para reduzir nossa dependência dos combustíveis fósseis e do materialismo em geral.

“Erradicar a pobreza não é um impedimento para a estabilização do clima, mas sim a busca pela riqueza não mitigada em todo o mundo”, argumenta Narasimha Rao, da Universidade de Yale.

*O estudo foi publicado na Global Environmental Change
……………………………………………………………………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Condenados: a humanidade já era de acordo com cientistas

O planeta, como você deve saber, está muito mal.

Mas a imensa escala das ameaças representadas pelas mudanças climáticas globais e pela perda de biodiversidade induzida pelo homem pode ser ainda mais grave do que as pessoas entendem, de acordo com um artigo publicado no início deste ano na revista Frontiers in Conservation Science que alerta para um “futuro medonho” de extinção em massa e talvez até mesmo o fim da humanidade.

“A humanidade está causando uma rápida perda de biodiversidade e, com ela, a capacidade da Terra de suportar vida complexa”, disse o autor principal e ecologista da Universidade Flinders (Austrália), Corey Bradshaw, em um comunicado à imprensa. “Mas o mainstream está tendo dificuldade em compreender a magnitude dessa perda, apesar da erosão constante do tecido da civilização humana.”

Prioridades ao avesso
Parte do desafio é que os sistemas políticos e econômicos do mundo são projetados para se concentrar em desafios e ganhos de curto prazo, argumentam os autores do estudo, fazendo com que os problemas de longo prazo das mudanças climáticas, da perda da biodiversidade e da destruição ecológica não sejam resolvidos.

“Na verdade, a escala das ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida é tão grande que é difícil de entender até mesmo para especialistas bem informados”, disse Bradshaw no comunicado. “O problema é agravado pela ignorância e pelo interesse próprio de curto prazo, com a busca da riqueza e dos interesses políticos, impedindo a ação crucial para a sobrevivência.”

“A maioria das economias opera com base no fato de que [ações remediadoras] agora são muito caras para serem politicamente palatáveis”, acrescentou o coautor do estudo e biólogo da Universidade de Stanford (EUA) Paul Ehrlich. “Combinado com campanhas de desinformação para proteger os lucros de curto prazo, é duvidoso que a escala de mudanças que precisamos seja feita a tempo.”

O coautor do estudo Dan Blumstein, ecologista da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, disse que o artigo “assustador” é uma questão de vida ou morte.

“O que estamos dizendo pode não ser popular, e de fato é assustador”, disse ele. “Mas precisamos ser sinceros, precisos e honestos se a humanidade é entender a enormidade dos desafios que enfrentamos na criação de um futuro sustentável.”

*Por Marcelo Ribeiro
……………………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.
Pule Talvez também te interesse e continue lendo

Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.
homem colhe trigo

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

Antes da descoberta do trigo, o ser humano se alimentava de carne e frutas

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.
diferentes tipos de trigo

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

……………………………………………………………………………
*Fonte: bbc-brasil

Físicos teóricos preveem colapso da humanidade em 40 anos

A humanidade como a conhecemos pode ter menos de 40 anos restantes, caso não haja uma mudança drástica nos padrões de consumo e preservação do meio-ambiente. A conclusão está em uma pesquisa que prevê um colapso total da nossa sociedade devido à combinação de fatores como a destruição das florestas, o crescimento populacional e o ritmo acelerado de consumo de recursos naturais.

Especialista fala sobre possíveis megadesastres do século 21
Emissões de carbono estão surpreendentemente esfriando a mesosfera da Terra
Terra em perigo! Emergência climática global é declarada por cientistas

O estudo dos físicos teóricos Gerardo Aquino e Mauro Bologna saiu na revista Nature Scientific Reports e não vê alternativa que não envolva uma mudança drástica, dramática e imediata nos padrões de consumo atuais e nas políticas de proteção do meio-ambiente. De acordo com eles, o principal motivador do colapso será a destruição das florestas, cuja ausência fará com que a Terra não mais seja capaz de sustentar o tamanho da humanidade.

Na visão dos especialistas, o ritmo atual de destruição das matas deve levar ao desaparecimento completo das florestas entre 100 a 200 anos no futuro. Entretanto, muito antes disso, os sistemas de suporte de vida no planeta devem receber o impacto da redução da natureza em termos de produção de oxigênio, reservas de carbono, regulação do ciclo hídrico e conservação do solo. Esse processo também levaria à extinção de espécies e mudanças ambientais que reduziriam a quantidade de comida disponível, daí a ideia de que temos poucas décadas de estimativa para a nossa própria sobrevivência.

“Não é realista imaginar que a sociedade humana só será afetada quando a última árvore for cortada”, afirma o estudo. De acordo com os autores, também é improvável a sobrevivência humana diante das condições atuais, que reduziram a extensão das florestas de 60 milhões de quilômetros quadrados, há 200 anos, para 40 milhões de quilômetros quadrados hoje.

Ápice evolutivo

Um avanço tecnológico magnífico poderia mudar um pouco o cenário, mas novamente, os especialistas enxergam como improvável a relação entre o tempo que nos resta e o necessário para desenvolver tais sistemas. Entra em jogo aqui, também, uma contradição, já que na visão dos especialistas, essa mesma evolução também leva a um maior consumo de recursos naturais, com a diferença de que eles são usados de maneira otimizada.

Sem uma mudança drástica nos padrões de consumo e exploração ambiental, aliada a medidas de controle populacional, apenas a chamada Esfera Dyson poderia ser a solução — um conceito que, quando lido rapidamente, soa como algo saído de um filme de ficção científica. O conceito fala sobre uma megaestrutura que seria construída ao redor do Sol para acumular a energia produzida por ele, uma quantidade tão absurda que substituiria completamente qualquer necessidade de produção adicional.

Essa seria a conclusão direta da escala Kardashev, uma medida desenvolvida pelo astrônomo russo Nikolai Kardeshev em 1964, que associa o nível de avanço tecnológico de uma civilização de acordo com a quantidade de energia que ela consegue produzir. E na visão do teórico, se uma sociedade é capaz de acumular completamente a produção de sua estrela, ela transcende as limitações do próprio planeta. Algo que, como dá para imaginar, a humanidade ainda está bem longe de alcançar.

Na visão de Aquino e Bologna, o mais provável é que a humanidade não esteja viva para testemunhar tamanho avanço tecnológico, pois as chances de um colapso são 90% maiores que as de sobrevivência. Mesmo a mudança completa citada pelos físicos não será suficiente para reverter a situação, mas sim, dará tempo o bastante para que esse patamar seja alcançado.

A fala dos dois, entretanto, soa quase utópica: “uma redefinição em nosso modelo de sociedade de forma que privilegie o interesse do ecossistema sobre o interesse individual dos habitantes”. Essa, no final, acaba sendo a maior esperança atual caso a teoria dos especialistas esteja correta.

*Por Felipe Demartini / Fonte: Vice, Nature

……………………………………………………………………………….
*Fonte: canaltech

Humanos jamais vão migrar para outros planetas – diz Nobel de Física

Michel Mayor acaba de ser reconhecido com um Nobel graças aos trabalhos realizados em 1995 que culminaram na descoberta do primeiro planeta em outro sistema solar (um exoplaneta). Utilizando instrumentos feitos sob medida em seu observatório no sul da França, ele e seu aluno de doutorado Didier Queloz deram início a um campo de estudos que já revelou mais de 4 mil exoplanetas — que provavelmente ficarão para sempre fora de nosso alcance migratório.

Foi o que Mayor declarou esta semana, logo após aceitar as láureas. Ele disse que os humanos precisam abandonar a perspectiva de se mudar para outro planeta no caso de a vida se tornar impossível na Terra. “É completamente louco”, afirmou a AFP o astrônomo suíço de 77 anos, então professor da Universidade de Genebra. De lá para cá, os milhares de exoplanetas descobertos marcaram uma revolução na astronomia moderna.

Junto de seu colega Queloz, Mayor trouxe para o universo da astrofísica um estudo antes restrito às discussões dos filósofos: a possível existência de outros mundos no universo. Mas o cientista faz questão de deixar claro que pesquisa teórica é uma coisa, já o sonho de colonização, é outra. “Se estamos falando sobre exoplanetas, sejamos claros: não vamos migrar para lá.”

Na entrevista, o laureado frisou a importância de repensar o discurso de que podemos conviver com a alternativa de juntar as tralhas e partir de vez para outro sistema planetário, no caso de as coisas derem errado aqui na Terra. “Estamos falando de uma viagem centenas de milhões de dias usando os meios disponíveis hoje. Devemos cuidar de nosso planeta, que é bonito e continua absolutamente vivível”, disse. Vai ao contrário de certas visões bem atuais.

Tem ganhado popularidade o argumento de que devemos nos tornar uma civilização multiplanetária se quisermos sobreviver no longo prazo. Antes de morrer, em 2017, Stephen Hawking ressaltou a urgência de colonizarmos a Lua ou Marte em um período de 100 anos para evitar potenciais ameaças fatais para a civilização, como as mudanças climáticas, os asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. Elon Musk também reforça isso.

Sua empresa SpaceX atua com o objetivo maior de viabilizar a colonização humana em Marte, com o intuito maior de tornar a vida multiplanetária e evitar a extinção. Mas o fato é que não dispomos hoje da tecnologia necessária para desenvolver uma grande civilização em outros mundos quiçá no Sistema Solar, que dirá em estrelas distantes. E os métodos de propulsão disponíveis atualmente são muito lerdos para percorrer distâncias interestelares.

Há propostas teóricas para contornar o problema, como as naves geracionais: grandes “cruzeiros” em que só os descendentes distantes dos ancestrais que partiram alcançam o destino final. Mas são projetos ainda muito abstratos e mais restritos ao domínio da ficção científica. Vale salientar que Mayor não se refere aos planetas do Sistema Solar.

Em tese, o que ele rechaçou foram as ambições de habitar um eventual planeta habitável localizado nas redondezas da nossa galáxia, a algumas dezenas de anos-luz da Terra. Não especificamente sobre os planos de instituir colônias ou terraformar planetas menos amigáveis na vizinhança. Mais do que diminuir a importância de ir além da Terra, a intenção de Mayor era enaltecer a urgência de cuidar melhor do nosso planeta — o único no Universo que podemos chamar de casa.

*Por A. J. Oliveira

…………………………………………………………………….
*Fonte: superinteressante

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.

Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

 

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Humanidade já matou 83% dos mamíferos selvagens e metade de todas as plantas do mundo

Se tem uma praga devastadora, ela pode ser chamada de humanidade. Stephen Hawking já sugeriu que a Terra possa virar uma bola de fogo por nossa culpa. E, se você já sabia que estamos causando a extinção das abelhas, pode nem se surpreender ao descobrir que nossa espécie matou 83% dos mamíferos selvagens, além de metade de todas as plantas do mundo.

O levantamento é fruto de um estudo realizado pelo Weizmann Institute of Science de Israel e publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A pesquisa tinha como objetivo analisar a distribuição da biomassa na Terra, mas suas descobertas vão muito além disso.

Imagem de uma vaca olhando para a câmera.

De acordo com o estudo, apesar de as bactérias responderem por 13% de todos os seres vivos, as plantas são responsáveis pela maior quantidade de matéria, representando 82% da biomassa na Terra. O restante da vida é composto por fungos, animais e outros seres, representando apenas 5% do total.

Publicidade

Embora a humanidade componha apenas 0,01% desta biomassa, nós somos os responsáveis pela extinção de 83% dos mamíferos selvagens – e o Brasil lidera o número de primatas ameaçados de extinção. Cientistas sugerem que estamos vivendo uma nova era geológica: o antropoceno.

Primatas estão entre os animais que podem ter desaparecido.

Entre os mamíferos restantes, 60% são animais de pecuária, como gado e porcos destinados à alimentação; 36% são humanos e os 4% restantes são animais selvagens.

Quanto às aves, 70% delas são domésticas e apenas 30% das espécies são selvagens. Acredita-se ainda que 60% dos animais terrestres tenha desaparecido em apenas 44 anos.

Para saber mais, confira a pesquisa completa AQUI.

……………………………………………………………
*Fonte: hypeness

Por que a extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?

Há alguns anos ouvimos falar que o número de abelhas pelo mundo tem diminuído consideravelmente. Algumas delas já fazem parte de listas de espécies ameaçadas de extinção, por causa de diferentes fatores, provocados ou não por ação humana. Por que isso seria tão prejudicial às nossas vidas?

Como você deve saber, as abelhas são um agente polinizador, que ajudam diversas plantas a se reproduzir. E são a espécie mais importante para esse aspecto fundamental do equilíbrio da vida na Terra. Elas polinizam mais de 70 das 100 plantas que servem de alimento para nós, impactando 90% da produção de comida do planeta.

Outros animais, como pássaros, morcegos e borboletas, até espalham o pólen por aí, mas é mais por acaso, já que o material gruda neles quando se aproximam para sugar o néctar. As abelhas precisam do pólen para alimentar suas larvas, então estão sempre em busca do material, e acabam espalhando-o por aí.

Se as abelhas realmente forem extintas, a produção de alimentos vai enfrentar dificuldades drásticas. Maçãs, cenouras, berinjela, alho, cebola, manga e melão são alguns dos vegetais que provavelmente chegariam perto de desaparecer.

Os humanos não seriam os únicos afetados. Diversos animais também dependem de vegetais para se alimentar, e a escassez comprometeria toda a cadeia alimentar. Animais herbívoros poderiam morrer por falta de comida, afetando também os animais carnívoros.

A oferta de carnes e laticínios também seria rigorosamente afetada, já que os animais teriam menos acesso aos alimentos. Os preços da comida em geral tenderiam a subir, dificultando o acesso, e uma crise econômica no setor da produção de alimentos seria difícil de contornar.

A extinção das abelhas também prejudicaria o acesso a vestimentas, já que o algodão depende delas para se reproduzir. As roupas ficariam mais caras, e depender de tecidos sintéticos não seria uma boa ideia, especialmente para quem mora em regiões tropicais.

Entre os fatores apontados para a diminuição do número de abelhas estão o aumento exponencial do uso de pesticidas, mudanças climáticas e uma espécie de parasitas que mata abelhas jovens e adultas. Especialistas de vários países tem discutido maneiras de contornar o problema antes que seja tarde demais.

 

 

 

 

………………………………………………
*Fonte: hypeness

17 dados preocupantes sobre o desenvolvimento humano e a saúde do planeta

1 – Mais de 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável;

2 – Se todas as pessoas do mundo trocassem as lâmpadas de suas casas por versões mais econômicas, US$ 120 bilhões seriam economizados anualmente;

3 – Atualmente, a maioria das mortes de adolescentes na África é provocada pelo vírus HIV;

4 – O nível do mar subiu 19 cm no mundo entre os anos de 1901 e 2010, por causa do derretimento das geleiras;

5 – Em cada cinco pessoas no mundo, uma ainda não tem contato com sistemas elétricos modernos;

6 – Uma em cada três pessoas não tem acesso a serviços sanitários básicos, como banheiros com vaso e pia;

7 – Ainda existem 1,5 bilhão de pessoas no mundo que não têm acesso a serviços telefônicos;

8 – Em 2008, a degradação das terras do planeta prejudicou diretamente a vida de 1,5 bilhão de pessoas;

9 – 79% dos produtos que países desenvolvidos importam dos países em desenvolvimento são livres de impostos;

10 – 80% das pessoas que vivem em regiões rurais de países em desenvolvimento ainda apelam para chás de ervas e afins quando estão com problemas de saúde;

11 – Das crianças que vão para a aula em países em desenvolvimento, 66 milhões chegam à escola sentindo fome;

12 – Em 2013, de toda a energia final consumida pelo mundo, 20% veio de fontes renováveis;

13 – Em 2014, 121 milhões de crianças não estavam frequentando a escola;

14 – Em todo o mundo, 828 milhões de pessoas vivem em favelas atualmente, e o número continua crescendo;

15 – O número de pessoas desempregadas mundialmente era 170 milhões em 2007 e passou a ser 202 milhões em 2012;

16 – De toda a comida produzida no mundo anualmente, um terço acaba apodrecendo e indo parar no lixo;

17 – Apenas metade das mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento tem acesso a todos os cuidados médicos necessários quando engravidam.

…………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

A humanidade atingiu o seu pico, e é tudo ladeira abaixo a partir de agora

Se a nova pesquisa da Universidade Paris Descartes (França) estiver correta, a humanidade já atingiu seu pico em termos de aptidão física, e não haverá mais melhorias para a espécie.

Isso é parcialmente nossa culpa. O nosso efeito sobre o meio ambiente, incluindo a poluição e as alterações climáticas, parece ter um impacto negativo nos nossos limites biológicos.

A barreira

Uma equipe multidisciplinar liderada pelo médico Jean-François Toussaint realizou uma revisão de mais de 160 estudos feitos nos últimos 120 anos.

Os pesquisadores analisaram longevidade, desempenho atlético, tendências de altura ao longo do tempo e o meio ambiente.

O que a avaliação concluiu é que a expectativa de vida, o desempenho físico e a altura – fatores que cresceram constantemente ao longo do século 20 – se estabilizaram nas últimas três décadas, desde 1980.

“Esses traços já não aumentam, apesar do contínuo progresso nutricional, médico e científico”, afirmou Toussaint. “Isso sugere que as sociedades modernas permitiram que nossa espécie alcançasse seus limites”.

Tendência

Registros médicos e esportivos confiáveis e a capacidade de medir com precisão coisas como o desempenho físico tornaram-se mais disponíveis durante o último século.

Agora, com mais de cem anos desses registros, podemos analisá-los em conjunto para observar tendências – e elas se mostram decrescentes. Ou seja, menos pessoas estão excedendo as maiores expectativas de vida, menos pessoas estão quebrando recordes esportivos etc.

Por exemplo, até agora, ninguém viveu mais do que Jeanne Calment, que morreu em 1997 com 122 anos e 164 dias. E ninguém bateu os recordes de velocidade nos 100 metros e 200 metros de atletismo estabelecidos por Usain Bolt em 2008.

As estatísticas médias de saúde e altura continuam aumentando, mas em alguns lugares da África, em contraste, as alturas médias já começaram a diminuir, indicando nutrição insuficiente.

Fator: mudança climática

Os cientistas acreditam que fatores ambientais podem contribuir para evitar que os humanos atinjam limites superiores de aptidão física e vida útil.

A poluição ambiental tem sido associada ao baixo peso ao nascer, a baixa saúde e a menor expectativa de vida. As mudanças climáticas também já foram associadas a menor expectativa de vida e a propagação de doenças como a malária.

“Observar tendências decrescentes pode fornecer um sinal precoce de que algo mudou, mas não para melhor”, disse Toussaint. “O atual declínio nas capacidades humanas que podemos ver hoje é um sinal de que as mudanças ambientais, incluindo o clima, já estão contribuindo para restrições crescentes que agora temos que considerar”.

O lado bom é que ter alguma ideia sobre nossos limites pode ajudar os governos de todo o mundo a trabalhar para atingir os valores mais altos possíveis para suas populações, apesar das restrições ambientais. E, assim, devemos observar um aumento incremental nos valores médios de altura, vida útil e biomarcadores humanos.

…………………………………………………………
*Fonte: hypescience

Declaração Transhumanista

1- A humanidade deve ser profundamente afetada pela ciência e tecnologia no futuro. Nós imaginamos a possibilidade de ampliar o potencial humano ao superar o envelhecimento, deficiências cognitivas, sofrimento involuntário e nosso confinamento no planeta Terra.

2 – Nós acreditamos que o potencial da humanidade continua em grande parte ainda não alcançado. Existem possíveis cenários que levam a humanidade à condições maravilhosas e extremamente interessantes.

3 – Reconhecemos que a humanidade enfrenta sérios riscos, especialmente pelo uso indevido de novas tecnologias. Existem possíveis cenários que levam à perda da maior parte, ou mesmo de tudo, do que consideramos valioso. Alguns destes cenários são drásticos, outros sutis. Embora todo progresso seja mudança, nem toda mudança é progresso.

4 – Precisa ser investido na pesquisa que se esforça para entender essas perspectivas. Precisamos deliberar cuidadosamente a melhor maneira de reduzir os riscos e acelerar as aplicações benéficas. Também precisamos de fóruns onde as pessoas possam discutir de forma construtiva o que deve ser feito e uma ordem social onde as decisões responsáveis possam ser implementadas.

5 – A redução dos riscos existenciais e o desenvolvimento de meios para a preservação da vida e da saúde, o alívio do sofrimento grave e as melhorias da prospectiva e sabedoria humanas devem ser perseguidas como prioridades urgentes, e fortemente financiadas.

6 – A formulação de políticas deve ser guiada por uma visão moral responsável e inclusiva, levando a sério tanto as oportunidades como os riscos, respeitando a autonomia e os direitos individuais, e mostrando solidariedade e preocupação com os interesses e a dignidade de todas as pessoas ao redor do mundo. Nós devemos também considerar nossas responsabilidades morais em relação às gerações que existirão no futuro.

7 – Defendemos o bem-estar de toda senciência, incluindo seres humanos, animais não humanos e quaisquer futuros intelectos artificiais, formas de vida modificadas ou outras inteligências às quais o avanço científico possa dar origem.

8 – Nós preferimos permitir que os indivíduos tenham amplas opções de escolha pessoal sobre como eles querem viver suas vidas. Isso inclui o uso de técnicas que podem ser desenvolvidas para auxiliar a memória, concentração e energia mental, terapias de extensão de vida; Tecnologias de escolha reprodutiva; Procedimentos criônicos; E muitas outras possíveis tecnologias humanas de modificação e aprimoramento.

A Declaração Transhumanista foi originalmente criada em 1998 por um grupo de autores internacionais: Doug Baily, Anders Sandberg, Gustavo Alves, Max More, Holger Wagner, Natasha Vita-More, Eugene Leitl, Bernie Staring, David Pearce, Bill Fantegrossi, den Otter, Ralf Fletcher, Kathryn Aegis, Tom Morrow, Alexander Chislenko, Lee Daniel Crocker, Darren Reynolds, Keith Elis, Thom Quinn, Mikhail Sverdlov, Arjen Kamphuis, Shane Spaulding, and Nick Bostrom. Esta Declaração Transhumanista tem sido modificado através dos anos por vários autores e organizações. Foi adotada pelo Conselho da Humanity+ em março de 2009.

……………………………………………….
*Fonte: universoracionalista

Stephen Hawking diz que a humanidade só viverá mais mil anos

O físico Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes do mundo, disse, recentemente, que tem medo de encontrar vida fora da Terra. E sua mais nova declaração é bem pessimista sobre a espécie humana: ele garante que só viveremos mais mil anos, se nenhuma medida for tomada logo.

Hawking disse isso durante um discurso na Universidade De Oxford, no Reino Unido. O físico afirmou que é preciso buscar meios de “escapar do nosso frágil planeta”, caso contrário a humanidade poderá ser extinta. E pediu aos discentes da instituição que “continuem olhando para as estrelas, e não para seus pés”.

Os motivos que fazem Hawking acreditar que estamos com os dias contados são os mais variados: o desenvolvimento de armas biológicas com vírus geneticamente modificados, possíveis guerras nucleares e até mesmo a evolução da inteligência artificial. Tudo isso já foi abordado pela ficção e sabemos que as consequências são catastróficas, então não é exagero dizer que Hawking pode estar correto.
Fugir para Marte?

Uma opção para que a espécie humana se salve é colonizar outros planetas, em especial Marte, pela proximidade e similaridades com a Terra, além de ser o único com potencial para ser habitável em nosso sistema solar.

Mesmo assim, o planeta vermelho ainda é muito hostil para abrigar vida e poderia nos matar de diversas maneiras: radiação solar (por conta da ausência de atmosfera), ar tóxico (composto por 95% de dióxido de carbono), poeira (não se sabe seu impacto nos pulmões de um ser humano), frio (a temperatura varia entre 27 e menos 143 graus celsius) e pressão atmosférica (extremamente baixa, o que poderia fazer um ser humano literalmente ferver).
Existem lulas gigantes nas profundezas do oceano?
Outros planetas

Por conta destes fatores, a NASA trabalha para tentar descobrir outros planetas fora do nosso sistema solar. Mas o grande problema é que as estrelas mais próximas da terra estão a anos-luz de distância e, com a atual tecnologia, uma viagem poderia demorar décadas.

Além disso, some a questão de que o planeta escolhido precisa estar na chamada “Zona Cachinhos Dourados”: ele precisa estar em uma posição em relação a sua estrela para que sua água não congele e nem evapore. Ou seja, ele precisa manter uma temperatura amena ideal para que a água exista em estado líquido, igual a Terra.

Um planeta semelhante a Terra já foi descoberto pela NASA: Proxima B, um exoplaneta de tamanho similar ao nosso, e que está na Zona Cachinhos Dourados da estrela Proxima Centauri. O problema é que ele está a 4,2 anos-luz de distância, o que é pouco em termos espaciais, mas ainda assim muito distante para um viagem com a atual tecnologia. Mas é uma das melhores opções que temos.

……………………………………..
*Fonte: acrediteounao / Texto por Augusto Ikeda

stephen-hawking_vida1

6 teorias “científicas” que atrasaram o progresso da humanidade

Teorias como a eugenia ou aquelas que discriminam com base no sexo, raça ou orientação sexual são extremamente prejudiciais para a sociedade. Eles criam divisões entre nós, geralmente por razões “científicas” falsas ou ignorantes.

Enquanto algumas das idéias nesta lista têm sido amplamente desacreditadas, ainda existem adeptos dessas teorias em todo o mundo, com alguns desses tópicos sendo amplamente creditados pela maioria da população.

Conheça algumas teorias que atrasaram o progresso da humanidade:


>> Homens gays e doação de sangue

Prevalente em alguns países, incluindo os Estados Unidos, França e Alemanha, a proibição de doadores de sangue homossexuais masculinos são muitas vezes baseadas em medos infundados ou homofobia declarada. Desde a década de 1980, quando a AIDS começou a ser vista como uma ameaça pública, leis como proibição de doações de sangue por gays foram impostas.

Eles estão colocados em uma categoria de alto risco, no mesmo patamar de usuários de drogas injetáveis. Na época, parecia ser a única maneira de combater a AIDS, considerando que a maioria dos infectados eram homens homossexuais. Além disso, em 1985, um grande número de pessoas contraía o vírus HIV a partir de transfusões de sangue, justificando essa abordagem cautelosa.

No entanto, homens heterossexuais que se envolvem em situações sexuais de risco ou que tenham contraído DST’s e receberam tratamento, podem doar quantas vezes quiser. Atualmente existem testes que podem detectar com 99,9 por cento de precisão se o sangue está contaminado com HIV, fazendo dessa proibição vitalícia, irracional.

>> Medicina Tradicional Chinesa

Medicina tradicional chinesa, tem origem no século 28 a.C, com um homem chamado Shennong. Ele catalogou cerca de 400 espécies de plantas medicinais. Ao longo dos séculos esse catálogo se expandiu para incluir cerca de 1.000 diferentes plantas e 36 animais diferentes.
A ameaça da Medicina Tradicional Chinesa vem de seu dano real a um número de animais ameaçadas de extinção, incluindo tigres, rinocerontes e cavalos-marinhos, que faz com que isso seja parte da causa do que os cientistas chamam de “sexta extinção em massa da Terra”.

Muitos dos supostos benefícios para a saúde relacionados com partes de animais (chifre de rinoceronte reduz a pressão arterial, carne de jacaré previne o câncer, etc.) têm sido provados falsos por vários estudos científicos.

>> Teoria do puro sangue na Coreia

A ideia coreana de “sangue puro” deriva da crença de que as pessoas do país descendem de um só homem, Dangun, que se diz ter fundado o primeiro reino coreano. Por causa disso, o país é “teoricamente” tem uma única linhagem, que deveria unir as pessoas, mesmo quando reis ou dinastias caíssem.

Alguns historiadores afirmam que isso surgiu devido a subjugação japonesa e é resultante da tentativa de assimilação da cultura do Japão. Além disso, esta teoria do “puro sangue” afeta todo o relacionamento de um coreano com um não coreano. As pessoas que se relacionam com pessoas de uma etnia diferente podem ser insultadas e até mesmo agredidas. Na Coréia do Sul, uma pesquisa de 2008 revelou que 42 por cento da população nunca tinha visto pessoalmente alguém que não era coreano.

>> Feitiçaria

As pessoas podem pensar em feitiçaria e associar a Idade Média ou as bruxas de Salém, concluindo que tudo isso está no passado. No entanto, a crença em feitiçaria ainda vive e prejudica seus seguidores. Acusações de feitiçaria, tendo como alvo mulheres, ainda acontecem devido as crenças religiosas extremistas.

A maioria dos “julgamentos” contra bruxas confiam em testemunhas oculares ou falsas confissões geralmente provocada por tortura. Por exemplo, em 2013, na Papua Nova Guiné, uma mulher foi queimada viva por ser um “sanguma”, um de bruxa. Muitos outros países, incluindo Arábia Saudita, ainda punem as pessoas por feitiçaria, com penas que vão de prisão a até execução.

>> Determinismo biológico

Determinismo biológico é a crença pseudocientífica que o nosso comportamento é determinado por nossa composição genética. Embora esta “teoria” levante questões sobre nossas próprias escolhas, ela é principalmente usada para justificar o comportamento racista, sexista ou homofóbico, sob o pretexto de superioridade por parte do abusador.

A ciência moderna tende a concordar que nossas ações são uma combinação de nossas tendências biológicas e nosso meio ambiente, tornando-os um fenótipo. Casos de racismo declarado são extremamente comuns quando se trata de determinismo biológico.

>> Frenologia

A frenologia é uma pseudociência intimamente relacionada ao determinismo biológico. Ela faz estudos sobre a forma do crânio e sua influência na capacidade mental de uma pessoa, bem como no caráter de uma pessoa. Desenvolvida pela primeira vez no final do século 18 por um médico vienense chamado Franz-Joseph Gall, a frenologia era imensamente popular até no século 20.

Donos de escravos se beneficiaram dessa “ciência” e usaram as informações para justificar a escravidão, alegando que africanos não eram inteligentes o suficiente para serem livres. Em uma reviravolta estranha, frenologia também foi usada por abolicionistas, que argumentavam que a timidez dos escravos significava que eles não iriam se tornar violentos se todos fossem libertados, medo de muitos proprietários de escravos.

*Fonte: FatosDesconhecidos

5 coisas que podem desaparecer nos próximos 5 anos

A adoção de novas tecnologias pode mudar o mundo que conhecemos hoje. Atividades corriqueiras, como assinar documentos, usar cartões de crédito e fazer café em uma cafeteira, por exemplo, podem desaparecer da vida das pessoas em breve. Confira 5 coisas que devem desaparecer nos próximos 5 anos:

1. Dinheiro e cartões
Lançados há algum tempo, os serviços de pagamento como o Apple Pay e o Android Pay devem se popularizar nos próximos anos. À medida que novos estabelecimentos e serviços passem a aceitar o método de pagamento, o uso de cartões de débito, crédito e até dinheiro deve diminuir.
Outra novidade que pode mudar a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro é a possibilidade de realizar transferências de dinheiro, por exemplo, pelo Facebook. Em breve, é possível que o Messenger estenda o recurso, que está sendo testado nos Estados Unidos, para todos os usuários.

2. Mídia física
Outra grande tendência para os próximos anos é o aumento do armazenamento em nuvem. Com isso, dispositivos de armazenamento, como HDs externos, pendrives e os CDs deverão desaparecer do mercado. O baixo preço de serviços em nuvem e a oferta quase ilimitada devem atrair o consumidor. Além disso, a mudança evita que os arquivos se percam junto com o aparelho, ou sejam roubados.

3. Senhas
Hoje em dia, uma pessoa tem, em média, 19 senhas diferentes, mas o número pode ser reduzido a zero em breve. A biometria está se tornando cada vez mais comum, eliminando a necessidade de decorar combinações e aumentando a segurança, já que é mais difícil fazer uma cópia, por exemplo, da digital de uma pessoa, do que adivinhar números e caracteres.

4. Controle remoto
Cansado de perder o controle da TV no sofá? Seus problemas podem ter fim em breve. Os aparelhos conectados já são realidade e nos próximos 5 anos eles devem estar ainda mais perto do consumidor. Será possível controlar dispositivos eletrônicos e até eletrodomésticos pelo smartphone.

5. Documentos de papel e gerenciamento de contratos
O arquivamento de documentos de papel têm diminuído com a possibilidade de digitalização, mas ainda é preciso que eles sejam impressos, assinados e depois transferidos para o computador, mas de acordo com analistas, a técnica pode desaparecer em breve.
No futuro, será possível contar com “assinaturas na nuvem” para qualquer contrato – dos mais simples aos mais complexos. O usuário poderá ainda gerenciá-los pela nuvem, sendo notificado ao longo das transações, reduzindo os custos e a burocracia.

 

*Fonte: OlharDigital

 

cartoescredito

A Próxima Grande Revolução Não Será Tecnológica…

 “… ela será Moral, e liderada pelos Humanos em Evolução que estão atualmente em nossos lares, em nossos colos !”

Muito se fala da Revolução Tecnológica que vamos viver nos próximos anos, na minha opinião não vamos viver uma revolução tecnológica, essa aconteceu no final do seculo XX, estamos as vésperas de uma revolução na minha opinião ainda mais importante.

Quem tem crianças por perto, já deve ter observado que essa próxima geração de humanos está bem diferente, eles estão muito (mais muito mais) rápidos na sua cognição, estão mais profundo na sua forma de traduzir o mundo e os sentimentos, e sua noção de ética/moral muito mais refinada, muitos adultos da minha geração levaram anos (e muitas palmadas) para tomar decisões de ordem ética & moral, que vejo hoje, as crianças tomando naturalmente.

Está certo que a tecnologia molda/moldou boa parte da carga interpretativa de nossas crianças, mas o vice — versa também acontece, vejo elas usando a tecnologia de uma forma totalmente diferente, como se o que inventamos nos últimos anos, fossem muito mais para elas do que para nós.

Gosto de imaginar o futuro deles e o que farão com todas as regras de condutas e visões de mundo que insistimos não deixar ir embora, e ao pensar, dá para vislumbrar algumas coisas:

    Vida Pessoal x Vida Profissional: a queda do trabalho tal qual entendemos nos últimos 200 anos.
    Para Casar x Para Ser & Fazer Feliz: a queda das relações humanas cheia de preconceitos hereditários.
    Roupa de Trabalho e Roupa de Ficar em Casa: a queda do Parecer ao invés de Ser, e por tabela a queda do consumismo desmedido.
    Trabalho com CLT/Contrato Assinado x Start up com Crowdsourcing: a queda das relações de trabalho com base na segurança e estabilidade para vida toda, por que isso muitas vezes mascara o verdadeiro talento de uma pessoa, permitirão mas tentativas profissionais, permitirão mais fracassos, viverão mais sucessos por consequência do “se permitir muito mais”.
    Escola Tradicional x Centros de Educação Colaborativa: a queda da educação com base na reprodução de conteúdo decorado, afinal em um mundo onde até o pé da mesa da sala estará conectado ao ambiente digital, será desnecessário esse modelo decorativo, não medirão mais por aquilo que se consegue lembrar, mas sim por aquilo que se consegue criar.
    Ambientes Hierarquizados x Design Thinking & Agile Teams: a queda de postos de liderança com base em controle, para o nascimento da liderança com base em quem sabe mais de um assunto, no dado momento. O centro de decisão mudará de onde está o poder (ou os poderosos), para onde está o problema a ser solucionado.
    Humanos como Máquinas x Máquinas substituindo Humanos que eram usados como Máquinas: a queda do trabalho coisificado & com pouco significado, para o surgimento de trabalhos onde humanos possam usar o melhor do que são: criativos, criadores, cuidadores, inspiradores, empáticos, geniais! Eles não terão medo de que as máquinas tomem seus postos de trabalho, porque terão a certeza de que o trabalho que uma máquina pode fazer melhor, é um trabalho desumano!
    Pessoas que Tentam se Encaixar na Família Perfeita do Comercial de Margarina x Pessoas que Querem Criar suas Próprias Histórias: a queda da solidão a dois, a três ou a muitos, eles acreditarão que as pessoas devem se unir por Congruências de Propósitos & Amor e não por Obrigações & Conveniências Sociais.
    Pais que Criam Filhos x Pais que Criam Criadores: que sejamos capazes de dar o suporte necessário e muito amor, a essa próxima geração, pois seremos nós os responsáveis pelo tom & dom que eles usarão nessa revolução !

O quão pronto você está para essa revolução?

…..

*Texto: Ligia Zotini Mazurkiewicz
**Fonte: https://medium.com/@ligiazotinimazurkiewicz/a-pr%C3%B3xima-grande-revolu%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-ser%C3%A1-tecnol%C3%B3gica-9967c2d18a50#.5xiyfgwzv

11 verdades que o egoísmo e a inveja escondem de você

O egoísmo causa a ignorância, a cólera e o descontrole, que são a origem dos problemas do mundo.”|
– Dalai Lama

1- Nada adianta você se sentir incomodado com o sucesso alheio, afinal, enquanto o outro está buscando por mais vitórias, você está preocupando-se muito com a vida dele e pouco com a sua. Desejar o mal a outra pessoa, porque ela conseguiu algo que nós não temos, não nos trará o bem que não temos, e sim o mal que não tínhamos. Insistir em fazer comparações de vida é assinar o desconforto, pois cada pessoa constrói seu caminho de uma forma. A felicidade não tem receita.

2- As pessoas e os momentos passados com elas, são mais importantes que qualquer bem material. É extremamente prejudicial colocar a ganância acima de tudo e de todos.

3- É saudável ocupar-se um pouco com outros também, não viver unicamente para si mesmo. Não permita que o egoísmo te cegue.

4- Não vivemos sozinhos no mundo, logo é necessário existir companheirismo. Você cresce na medida em que caminha de forma solidária. Não há quem seja feliz alcançando seus objetivos passando por cima de outros.

5- Oferecer ajuda a quem precisa, buscar o caminho B, pode ser maravilhoso. Não é porque todo mundo ignora aquele homem dormindo em frente ao mercado que isso é o certo. Não é porque as coisas são assim, que devem ser assim.

6- Aquilo que chamamos de conquistas, precisam de dedicação. Invejar o cara que toca muito bem guitarra, não irá te tornar um bom guitarrista, por exemplo. Você precisa, nesse caso, sentar a bunda na cadeira e buscar aprendizado. Amigo, essa é a solução.

7- O sucesso alcançado pelo outro, deve ser motivo de felicidade, pois o fato de alguém alcançar, abre o caminho, prova que é possível, já que necessitamos constantemente de provas para tentar algo.

8- Você está incomodado por alguém próximo ter conseguido algo, mas não está ligando para aquele que está distante ter “sucesso”.
A vida não precisa ser uma competição, você não está apostando uma corrida com o seu amigo.

9- O egoísmo te condiciona a uma vida de necessidade. Você precisa ser elogiado para sentir prazer, precisar ter o que o outro tem, precisa chegar primeiro e pegar o melhor lugar, mas percebe o quanto isso pode poluir você.

10- Pessoas egoístas não conseguem tolerar as frustrações que tanto a amizade quanto a convivência humana implicam, logo ficam mal e irritadas.

11- O egoísmo leva a pessoa a confundir pontos de vista diferentes do dela com manifestações de rejeição.

…..

*Fonte: VidaEmEquilibrio

 

A importância das abelhas

A história das abelhas e da civilização humana está intimamente ligada desde tempos imemoriais. Não apenas pelo mel, mas principalmente pela polinização das colheitas, as abelhas são extremamente importantes para a nossa alimentação. Seria praticamente impossível chegar aonde nossa sociedade chegou sem a ajuda das abelhas.

Mas a história não é tão feliz assim. As abelhas estão morrendo. Seja por parasitas, venenos ou pela ação humana, grande parte da população de abelhas está sofrendo de um fenômeno chamado distúrbio do colapso das colônias. E para conscientizar mais pessoas sobre o problema, o canal In a Nutshell – Kurzgesagt criou um vídeo que mostra a importância das abelhas e por que elas estão morrendo.

*Texto do site: B9