Deu ruim para os guitarristas? Estudo americano diz que baixo é instrumento mais importante

De acordo com pesquisadores, percepção de tempo superior para timbres musicais graves explica o motivo pela qual instrumentos na faixa de frequência dos baixos são indicados para criar ritmos musicais

Aquela antiga e saudável disputa entre músicos sobre qual instrumento é o mais importante ganhou novo capítulo. Para desespero dos guitarristas de plantão, um estudo americano concluiu que o baixo é o instrumento mais fundamental dentro de uma banda.

Publicado pela prestigiada National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), o estudo explica que a percepção de tempo superior para timbres musicais graves explica o motivo pela qual instrumentos na faixa de frequência dos baixos – como o baixo – são indicados para criar ritmos musicais.

“Até que ponto as convenções musicais são determinadas pela fisiologia humana moldada evolutivamente? Em todas as culturas, a música polifônica geralmente transmite melodia em sons agudos e ritmo em sons graves. Aqui, mostramos que, quando dois fluxos de tons são apresentados simultaneamente, o cérebro detecta melhor os desvios de tempo no fluxo mais baixo do que no fluxo mais alto e que a sincronização de toques aos tons é mais influenciada pelo fluxo mais baixo”, diz o estudo.

Baixo é mais importante?
Ainda no resumo do estudo, os pesquisadores complementam a explicação que mostra o instrumento como sendo o instrumento mais importante.

“Além disso, nossa modelagem revela que, com sons simultâneos, a codificação superior de tempo para sons mais graves e de tom para sons mais agudos surge precocemente na via auditiva na cóclea da orelha interna. Assim, essas convenções musicais provavelmente surgem da fisiologia auditiva muito básica”, conclui.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Fender e Hot Wheels anunciam parceria e lançam nova coleção de guitarras

Colaboração entre marcas vai trazer 16 novos modelos, incluindo Stratocasters, Telecasters, Jaguar, Katana e dois baixos Precision

A Fender anunciou uma parceria com a fabricante de brinquedos Mattel – dona da marca de carrinhos de brinquedo Hot Wheels – para uma nova coleção de guitarras. Ao todo, são 16 modelos incluindo Stratocasters, Telecasters, Jaguar, Katana e dois baixos Precision.

Desenvolvidas dentro da Fender Custom Shop, cada um dos instrumentos traz um acabamento inspirado nos tradicionais carrinhos da Hot Wheels. “Os carrinhos da Hot Wheels fazem parte da nossa infância da mesma forma que as guitarras dos nossos ídolos. Essa é euma grande oportunidade de criar modelos únicos de isntrumentos baseados nos carros dos nossos sonhos”, diz Dennis Galuszka, luthier da Fender e um dos responsáveis pela nova linha.

Fender lança guitarra que é “mistura” de Stratocaster com Telecaster
De acordo com a Fender, a nova linha inspirada na Hot Wheels foi desenvolvida com a colaboração de 11 construtores. No que diz respeito às especificações, alguns modelos são fabricados com braço em maple e escala em ebony, embora as características variem em cada caso. Confira abaixo a lista completa dos novos modelos da parceria entre Fender e Hot Wheels.

Fender Muscle Bound Strat in Metallic Cadillac Green
Fender Muscle Bound Strat in Metallic Cadillac Green
Fender Mod Rod Tele in Burnt Orange with Pinstriping by Pamelina H
Fender Mod Rod Tele in Burnt Orange with Pinstriping by Pamelina H
Fender Rip Rod Tele in Hot Wheels Blue
Fender Rip Rod Tele in Hot Wheels Blue
Hot Wheels Mod Rod™ Strat, Dark Blue with Gold Leaf Competition Stripes
Hot Wheels Night Shifter Fretless Precision Bass®, Black with Blue Competition Stripes
Hot Wheels Bone Shaker Precision Bass, Flat Black with Bone Shaker Graphic
Hot Wheels Mod Rod Tele, Burnt Orange with Pinstriping by Pamelina H
Hot Wheels Twin Mill Strat, Floral Blue
Hot Wheels Bull Whip Strat, Hot Wheels Chrome Vinyl Wrap
Hot Wheels Fast-Bed Hauler Tele, Taos Turquoise
Hot Wheels Rip Rod Jaguar, Black with Red Competition Stripes
Hot Wheels Night Shifter Tele, Pearl White with Red Competition Stripes
Hot Wheels™ Deora Strat, Blue Sparkle
Hot Wheels Mad Manga Strat, Magenta Sparkle
Hot Wheels Night Shifter Strat, Hot Wheels Red
Hot Wheels Muscle Bound Strat, Metallic Cadillac Green
Hot Wheels Rip Rod Tele, Hot Wheels Blue
Hot Wheels Bad to the Blade Katana, Black Sparkle with Orange and Teal Green Trim
Hot Wheels Baja Truck Strat, Grey with Mint Green Striping

Fender e Hot Wheels
As novas guitarras da Fender em parceria com a Hot Wheels estão sendo vendidas no exterior por um preço que varia de US$ 10,5 mil até US$ 16,5 mil (R$ 52 mil a R$ 82 mil, na cotação atual e em transação direta). Para mais informações, acesse o site da Fender (em inglês).

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Guitarrista médio possui R$ 11 mil em equipamentos em 2022, diz pesquisa inédita

Segundo levantamento da Reverb, guitarristas possuem, em média, de 1 a 2 guitarras e 1 violão

Uma pesquisa inédita revelou que o guitarrista médio possui US$ 2,1 mil (ou cerca de R$ 11 mil) acumulados em equipamentos como guitarras, pedais e amplificadores em 2022. O levantamento foi feito pela Reverb e leva em conta diversos mercados ao redor do mundo.

Como foi noticiado pela Guitar World, a análise levou em conta a lista de produtos mais vendidos compilada pela Reverb Price Guide. Foi descoberto que guitarristas costumam possuir, em média, entre 1 e 2 guitarras, um violão e uma pequena coleção de pedais.

Segundo Jim Tuerk, diretor da Reverb, nunca houve uma época melhor para se vender equipamentos vintage e o guitarrista médio está “sentado em uma mina de ouro”. “Se você tem uma guitarra antiga guardada, não perca tempo e venda. Colecionadores estão comprando como nunca”, aconselhou.

Guitarristas e seus equipamentos em 2022
A pesquisa também revelou quais são os modelos de guitarras, violões, amplificadores e pedais mais vendidos atualmente. Enquanto modelos Fender Stratocaster e Telecaster lideram a lista de guitarras, o título de violão mais vendido fica com o Gretsch’s G9500 Jim Dandy Flat Top. No que diz respeito aos amplificadores, o destaque vai para o Fender’s Mustang Micro e o pedal mais popular é o TC Electronic’s Ditto Looper.

*Por gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Como o Precision Bass da Fender definiu o modelo para baixos elétricos em 1951

Equipamento clássico: Mudando de design no estilo Tele para Strat, o P-Bass continua sendo um padrão da indústria

Olhando para trás, pode-se argumentar que nenhum outro design da Fender teve um impacto cultural tão significativo quanto o Precision Bass. Aparecendo no final de 1951, não era apenas um novo modelo – para a maioria das pessoas, era um novo tipo de instrumento.

Este baixo elétrico horizontal, com trastes e corpo sólido, mudou o curso da música quase sozinho. Das bandas de dancehall do início dos anos 50 à música eletrônica contemporânea, o legado do P-Bass é evidente.

Claro, havia outros baixos elétricos que vieram antes dele (produzidos por fabricantes como Tutmarc e Rickenbacker), mas nenhum que fosse bem projetado o suficiente para alterar a maneira como a música moderna era escrita e executada.

Infinitamente mais conveniente e fácil de tocar do que os onipresentes contrabaixos que vieram antes dele, e com a capacidade de ser ouvido claramente em praticamente qualquer volume sem retroalimentação, o Fender P-Bass abriu caminho até o topo, deixando a pouca concorrência lá estava na poeira.

O Precision Bass foi lançado poucos meses após seu irmão de seis cordas, o Esquire – o primeiro corpo sólido elétrico de estilo espanhol da Fender – ser lançado no ano anterior. Esta encarnação original do P-Bass tem mais do que uma semelhança passageira com os Esquires e Broadcasters/Telecasters do início dos anos 50.

De fato, a Fender lançou uma ‘reedição’ chamada Telecaster Bass em 1968, modelada após seu design seminal, embora seu escudo branco (sem mencionar os raros acabamentos Paisley Red e Blue Flower!)

De acordo com o Blackguard das Teles de 1954 e anteriores, o P-Bass em seu disfarce inicial apresentava um corpo de laje de cinza com acabamento loiro e escudo preto. E enquanto o perfil do cabeçote era instantaneamente reconhecível como sendo cortado do mesmo tecido Fender, o Precision apresentava um novo corte duplo, permitindo acesso mais fácil aos trastes superiores, enquanto ajudava a equilibrar o peso do instrumento.

Esta forma única influenciou o projeto da Stratocaster. Em troca, o P-Bass assumiu mais do que alguns recursos de design da Strat quando foi lançado mais tarde em ’54.

Naquele ano, o Precision começou a se transformar de um design no estilo Tele para um Strat, um corpo com contornos semelhantes completo com um acabamento sunburst de dois tons e um escudo branco, estabelecendo-o como o parceiro de baixo da nova guitarra principal da Fender.

Outras alterações derivadas da Stratocaster ocorreram em 1957, quando o perfil do cabeçote foi retrabalhado. Além disso, o pickguard do instrumento foi reduzido em comprimento para longe da corneta de graves e estendido ainda mais para a área de agudos inferior, onde ambos os botões de controle estavam agora montados – substituindo efetivamente a placa de controle cromada estilo Tele.

No entanto, a revisão mais significativa no design do Precision Bass naquele ano (certamente em termos de som) foi a introdução do captador split humbucking, que substituiu a variedade original de bobina única de quatro pólos.

Deste ponto em diante, pouco mudou em relação ao design essencial do Precision Bass. Houve, é claro, algumas mudanças (principalmente cosméticas) – incluindo a introdução de um braço de rosewood em 59 – mas as construções P-Basses Fender hoje são inconfundíveis. Assim como a Tele e a Strat, esse design vencedor significa que nunca foi descontinuado.

A evolução do baixo de precisão Fender
Final de 1951: Embarcado pela primeira vez; corpo de cinzas; braço de maple com trastes; acabamento loiro; escudo preto; captador de bobina simples
Primavera de 1952: Primeiro anunciado; Bassman de 26 watts/1×15 (amplificador parceiro)
1954: Corpo contornado estilo Strat; Acabamento sunburst de 2 tons; pickguard branco
1956: Alderbody
1957: Cabeçote estilo Strat e escudo dourado; captador split humbucking; ponte de 4 selas
1958: acabamento sunburst de 3 tons
1959: escudo de nitrato de celulose tartaruga; escala de pau-rosa de laje
1962: escala de pau-rosa folheado
1967: Oferecido com escala de maple
1968: Baixo Telecaster estilo início dos anos 50 (acabamentos Blonde, Paisley Red e Blue Flower)
1970: Oferecido com braço de maple com trastes

*Por Rod Brakes
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*Fonte: guitarworld

Luthier constrói guitarra incrível a partir de plástico recolhido do oceano

Não é novidade que nossos oceanos sofrem com lixo e derramamento de esgoto. Como forma de jogar luz nessa importante situação, o luthier conhecido como Burls Art resolveu fabricar uma guitarra apenas com plástico recolhido do fundo do oceano. Confira o incrível resultado no vídeo ao final da matéria.

A ação é resultado de uma parceria entre o luthier e a empresa 4 Ocean, que se descreve como uma instituição cuja missão é “acabar com a crise dos plásticos nos oceanos”. Após recolher uma boa quantidade de plástico, o fabricante passa todo o material por máquinas que aquecem e processam o plástico. “Tentei fazer um braço com epóxi, mas não estava grudando. Então, decidi usar canudos que encontrei na água. Enchi cada um dos canudos com epóxi e foi assim que construí a escala”, afirmou.

Luthier constrói baixo com duas mil peças de Lego; confira como soa
Já para confeccionar o corpo, Burls colocou um grande bloco de plástico no forno para moldar da forma correta. “Pensei o design da guitarra de forma que todos possam ver o plástico. Para chamar atenção mesmo. Acabou ficando com pequenos orifícios ao longo do corpo, mas não dá para fixar mais nada ali, devido à natureza do plástico”, disse.

Como soa a guitarra de plástico oceânico?

Quem ficou curioso para saber como soa a guitarra feita de plástico recolhido de oceanos pode conferir o resultado ao final do vídeo. O luthier demonstra como ficou o timbre de sua criação e o resultado agradou seus seguidores. “Amei o resultado. Todos os fabricantes ao redor do mundo deviam se inspirar em você”, disse um comentário.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Efeitos da pandemia: venda de guitarra já se compara com era pós-Beatles

Segundo editor do Music Trades, diversos fenômenos são responsáveis por atual “boom” no mercado

Com o fortalecimento do home-office em função da pandemia, muitas pessoas passaram a ter mais tempo para aprender novos hobbies. Isso resultou em um “boom” na venda de guitarra mundo afora, que pode ser comparado à mesma explosão de novos guitarristas que surgiram sob influência dos Beatles.

A afirmação vem de Brian Makeski, editor do portal Music Trades, em um artigo no próprio site oficial da empresa. Segundo o especialista, o cenário atual é ainda mais favorável ao fortalecimento do mercado de guitarras e violões do que no início dos anos 1970, quando o fenômeno dos Beatles passou a influenciar positivamente as vendas de instrumentos musicais.

Pandemia fez surgir 16 milhões de novos guitarristas nos EUA, segundo Fender
“Em 1971, na era pós-Beatles, o total de vendas superou 2,5 milhões de unidades. Muitos desses compradores depois deixaram o instrumento de lado, mas uma minoria persistiu. É possível que estejamos presenciando uma dinâmica parecida agora com a pandemia de covid-19. Hoje em dia, o cenário tende a ser ainda melhor, pois temos um marketing mais direcionado e uma população maior”, avalia.

Pandemia e a venda de guitarra
Para Makeski, outros fatores também ajudam a explicar o otimismo do mercado de venda de guitarra, como a maior popularidade do instrumento – que vai desde os mais jovens até os mais velhos – e também a crescente demanda do público feminino, coisa que não havia de forma significativa nas décadas de 1960 e 1970.

“Também temos disponíveis mais ferramentas para o aprendizado da guitarra e, com a pandemia, as pessoas precisaram ficar em casa e decidiram aprender algo novo. Tudo isso nos leva a crer que o ‘boom’ da venda de guitarra ainda vai durar bastante. Não acho que nosso otimismo é infundado”, completa.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload