Cresce o índice de brasileiros conectados à internet

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros estão conectados; smartphones são o principal meio de acesso à rede

Segundo a nova edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta quarta-feira (28), o número de brasileiros conectados à internet subiu de 67% para 70%. O aumento se deve ao fato de que agora metade da população rural e das classes D e E está conectada à internet.

Nas zonas urbanas, 74% dos brasileiros estão conectados, enquanto nas zonas rurais, pela primeira vez, os números chegaram a 48%. As classes D e E também foram acolhidas pelo crescimento, de 42% em 2017 para 48% no ano seguinte. Ou seja, 46,5 milhões de domicílios possuem conexão à rede, o que equivale a 67% do total.

Para acessar a internet, a pesquisa revelou que 97% dos brasileiros utilizam o smartphone. Por cinco anos consecutivos, o telefone celular foi o meio preferencial dos internautas (o dado inclui pessoas que usaram celular e computador e apenas celular). Em 2014, o cenário era completamente diferente, 80% da população utilizava o computador para se conectar à rede. Quatro anos mais tarde, o uso da máquina para este fim sofreu declínio de 37%.

Em domicílios sem acesso à internet, por motivos de falta de conexão, 61% desses brasileiros afirmaram que o preço do serviço é um fator preponderante para a condição, 48% não se diz interessada, 46% argumentam não haver necessidade e 45% alegam não saber usar a internet. A preocupação com a segurança e privacidade (44%) e evitar conteúdo perigoso (41%) também entraram na lista de argumentos dos entrevistados. Apesar do dado positivo sobre aumento do índice, 27% ainda declararam a falta de disponibilidade de Internet na região do domicílio.

A pesquisa é realizada anualmente pelo Centro Regional de Estudos Para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

*Por Fabrício Filho

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*Fonte: olhardigital

Conheça as promessas do ‘Wi-Fi 6’ para sua rede doméstica

O Wi-Fi 6 está chegando. O novo protocolo promete não só vai aumentar a velocidade de transferência de dados, mas também abranger uma área maior, lidar melhor com a multidão de pessoas em aeroportos e estádios e evitar interferências entre redes vizinhas. Para os dispositivos móveis, uma maior economia de bateria também dever ser um novo ganho.

Grandes empresas apostam em novos projetos que envolvam o Wi-Fi 6. Uma delas é Qualcomm, que exibiu na terça-feira (27) um quarteto de processadores que levarão o Wi-Fi 6 a uma nova linha de equipamentos de rede e várias parcerias.

“Enquanto o 5G é o centro das atenções, o Wi-Fi 6 terá um impacto maior em nossas vidas conectadas – e mais cedo”, disse Mike Feibus, analista da FeibusTech.

“O Wi-Fi é onipresente e amplamente aceito”, disse Rahul Patel, líder da divisão de chips Wi-Fi da Qualcomm. Ele ressaltou que com mais dispositivos em nossas casas e atividades como jogos e streaming de vídeo colocando novas demandas nas redes, um engarrafamento de rede acaba acontecendo e é nessa demanda que a empresa deve focar daqui para frente.

Um dos maiores avanços do Wi-Fi 6 é o OFDMA (acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal) uma tecnologia impulsionadora de eficiência roubada de redes móveis. Além dele, o MU MIMO (abreviação de multiple user, multiple input, multiple output), e o 1024 QAM (modulação de amplitude de quadratura) também devem contribuir aumentando as taxas de transferência de dados em 30%.

Mas vá com calma. Antes de se animar com as promessas, lembre-se de que você não se beneficiará do Wi-Fi 6 em sua casa a menos que compre novos equipamentos de rede ou aguarde seu provedor de internet atualizar o serviço. Mas, segundo Patel, isso não deve demorar. As deficiências atuais do Wi-Fi vão forçar um investimento em equipamentos de rede doméstica e estimular a concorrência entre as operadoras.

*Por Bruna Lima

 

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*Fonte: olhardigital

Mineral raro vai tornar a Internet 1000 vezes mais rápida

A perovskita, como o cientista Gustav Rose a chamou quando a descobriu nos Montes Urais, na Rússia, em 1839, é um mineral de óxido de titânio e cálcio.

Mas de acordo com a revista Forbes, sua mágica está na habilidade de manter muitos cátions (íons com carga positiva diferente) em sua estrutura física, dando aos engenheiros a habilidade de modificar o mineral como bem entenderem. E enquanto os cientistas sabem sobre o mineral há muito tempo, os pesquisadores continuam a achar útil.

No mundo, a perovskita foi encontrada nas minas do Arkansas, dos Urais, da Suíça, da Suécia e da Alemanha, e cada variedade é um pouco diferente. Por exemplo, em 2009, sua capacidade de absorver a luz do sol e gerar eletricidade foi descoberta. Uma forma natural de célula solar.

De acordo com Trevor Nace, geólogo e fundador da revista Science Trends, na revista Forbes, cientistas descobriram recentemente a virtude do mineral para transferir dados através da radiação terahertz. O mais surpreendente é que, porque é um mineral que, em poucas palavras “absorve a luz” que usa a luz em vez de eletricidade para transferir os dados, permitindo velocidades de 1.000 vezes mais rápido do que a tecnologia atual.

Vamos voltar um momento. A pesquisa de radiação frequência terahertz ainda está no inicio, mas sabe-se que a banda está entre a luz infravermelha e rádio freqüência (entre 100 e 10.000 GHz). Isso em comparação com a faixa de 2,4 gigahertz de telefones celulares de hoje. O minério de perovskita em camadas pode transferir dados através de ondas de luz na banda terahertz usando um mecanismo relativamente barato: halogênios.

Usando uma lâmpada de halogênio, a equipe de cientistas descobriu que eles poderiam modificar essas ondas enquanto passavam pela perovskita. Então eles codificaram os dados em ondas e os transferiram 1.000 vezes mais rápido.

“Este avanço tecnológico abre as portas para o uso de transferência de dados terahertz em computação e comunicação de geração futura. Mil vezes mais rápida, essa maneira barata e fácil de transferir dados apresenta uma infinidade de oportunidades para transformar nossas vidas digitais. Infelizmente, teremos que esperar pelo menos 10 anos até que esteja comercialmente pronto de acordo com os autores. Quando esse momento chegar, isso poderá apresentar uma mudança radical na computação e na comunicação “, escreve Trevor Nace

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Qual o melhor lugar para colocar seu roteador? Um Físico tem a resposta

Esqueça a tentativa e erro – a matemática provou onde é o melhor local para colocar o seu roteador. O físico Jason Cole descobriu uma fórmula que pode definir o melhor lugar para posicionar seu roteador sem fio e, em última análise, depende do plano de sua casa.

Cole começou a investigar a ciência por trás do posicionamento do roteador na tentativa de otimizar seu sinal wifi. Para fazer isso, ele primeiro mapeou a planta, atribuindo valores de refração às paredes, e então usou a equação de Helmholtz, que lhe permitiu modelar as ondas eletromagnéticas emitidas por seu roteador.

Em seu blog, Cole descreve a matemática complicada que se seguiu (pontos de bônus se você puder seguir essa equação).

Inicialmente, ele surgiu com a solução surpreendente de que colocar o seu roteador bem no meio da sua casa resulta no melhor sinal wi-fi.

Mas, é claro, não parece necessariamente ótimo colocar um roteador no meio da sala de estar, e nem sempre é possível dar pontos de energia, etc.

Para investigar mais, Cole modificou seu modelo para levar em conta a absorção em materiais de parede, como o concreto, e para impedir reflexos perfeitos formando uma onda estacionária.

Isso deu a ele um modelo que se parecia muito mais com sinais de Wi-Fi.

Finalmente, ele concluiu o que muitos de nós já suspeitamos – quanto mais longe você estiver do roteador, mais difícil será tentar pegar o sinal.

Mas, se posicionado corretamente, você pode colocar seu roteador em um local que preencha quase todos os cômodos de sua casa com ondas de oscilação maravilhosas de wi-fi, como no vídeo abaixo.

Cole criou até mesmo um aplicativo para Android que permite mapear seu próprio sinal wi-fi em sua casa, para ajudá-lo a descobrir onde o roteador deve ir (sem a necessidade de páginas de fórmulas). Seja bem-vindo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

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*Fonte: engenhariae

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.
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Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.
“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”
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Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).
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Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

 

 

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*Fonte: ciencianautas

6 tecnologias que vão mudar nossas vidas até 2030

Embora muita gente não saiba, tudo que cerca o homem é tecnologia, desde a pedra lascada até fotos do solo de Marte. Com o passar dos tempos, a evolução da tecnologia se acelerou de tal forma que pôde permitir a alguém que nasceu na era do rádio alcançar a era da internet.

Vejamos algumas tecnologias que já estão entre nós atualmente, mas que ainda vão modificar bastante a forma como vivemos num futuro não muito distante.

6 tecnologias que vão impactar o mundo até 2030

1. Carros autônomos

Até 2026, estima-se que 10 por cento da frota dos EUA seja de veículos autônomos. Várias empresas já possuem testes em estágios avançados. As pessoas poderão entrar em táxis, falar o endereço e ser levadas até o destino, tudo sem a presença de um motorista humano. Carros elétricos autônomos significam maior segurança no trânsito e diminuição da poluição do ar.

2. Roupas inteligentes

As roupas ganharão chips. Elas serão capazes de se adequar à temperatura ambiente, aquecendo ou arejando o seu dono, além de fornecer informações sobre seu corpo.

3. Inteligência artificial

Já pensou em eleger um novo diretor executivo de uma empresa fornecendo dados sobre os candidatos e deixando que um robô escolha o mais adequado para a função? Isso não está muito longe de acontecer.

4. Impressão 3D

De objetos a órgãos de seres vivos, tudo poderá ser impresso em 3D. Como podemos imaginar, a área da medicina será a mais beneficiada. Com órgãos sendo impressos em 3D, as pessoas não precisarão esperar por doações.

5. Supercomputadores de mão

Os smartphones que usamos hoje são muito mais potentes que nossos primeiros PCs. A evolução não vai parar. Em poucos anos, você terá um celular mais complexo que o computador mais rápido com o qual já teve contato.

6. A internet será cada vez mais necessária

Até 2024, 6,4 bilhões de pessoas (80 por cento da população mundial) terão uma identidade digital. Em alguns lugares, será impossível “viver” sem estar conectado à internet, seja para um simples acesso à rede social, como para realizar pagamentos em lojas sem operadores de caixa. Neste sentido, a tecnologia 5G terá papel fundamental na ampliação do fornecimento das conexões móveis, além da melhoria do sinal.

*Por Ramalho Lima

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*Fonte: techmundo

É possível que um país se desconecte completamente da internet?

Desativar completamente a internet de um país é difícil, mas pode ser feito, diz Ben Segal, um dos pioneiros da rede mundial de computadores criada há exatamente 30 anos.

A World Wide Web foi criada exatamente há 30 anos, quando o cientista britânico Tim Berners-Lee desenvolveu sua primeira proposta para uma rede mundial de computadores. Já em 1989, Berners-Lee estabeleceu a primeira conexão entre um cliente e um servidor através de um protocolo HTTP.

Caixa de pandora

“E ele ainda tem essa motivação, é claro, ele ficou um pouco desapontado, como muitos de nós, por causa do que aconteceu com a internet, a informação é poder, do ponto de vista político, achamos que seria no espírito da democracia em certo sentido, é, mas hoje vemos que pode causar danos, eu não gosto de dizer isso, mas vou dizer: nós reunimos tudo, incluindo todo o lixo, e isso é difícil de controlar “, lamentou o criador.

A primeira linha entre dois continentes

Sigal também disse que a primeira linha de comunicação entre a Europa e os Estados Unidos foi fornecida pela IBM, a renomada empresa de tecnologia dos EUA.

“A linha de comunicação tinha uma velocidade revolucionária de 1,5 megabytes por segundo na época, custava cerca de dois milhões de francos suíços por ano e a IBM pagou por três anos, mas não foi aberta ao público. Realizamos investigações “, explicou Sigal.

O fim da internet

Segal explicou ao Sputnik que “a internet foi projetada para usar conexões de backup, então é difícil desativá-la completamente, mas é possível”.

“Um problema real seria uma explosão nuclear no espaço, em alta altitude, que não causaria a morte de pessoas, mas destruiria os sistemas eletrônicos e de comunicação … Isso é conhecido há muito tempo “, disse Segal ao Sputnik.

O especialista apontou que só seria possível desabilitar completamente a Internet com uma guerra nuclear, que também destruiria toda a humanidade.

“Mas sem destruir o mundo, desabilitar a internet é difícil porque, como eu disse, a internet foi criada para funcionar com várias fontes, e desde que haja um sinal de rádio, cabo, laser, é possível se comunicar através desses protocolos”, explicou.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Todo “hater” é infeliz, pois comentários de ódio são o resultado de frustrações pessoais.

A impressão que dá é que a humanidade está doente, porque a disponibilidade para odiar parece vencer de longe a bondade e o altruísmo. As pessoas odeiam políticos, artistas ou qualquer pessoa que faça um comentário contrário às suas convicções nem sempre tão certeiras. Então, é uma chuva de julgamentos generalizados por uma foto postada, de comentários depreciativos sobre o corpo e a alma de quem as pessoas nem sequer conhecem de verdade.

Expressar opinião nas redes sociais virou um “Deus nos acuda”. Parecem as antigas cruzadas onde as pessoas se matavam aleatoriamente engalfinhadas num sem sentido de vida. Então, precisamos de armaduras para protegermo-nos dos ataques insanos de quem a gente nunca viu na vida ou até do amiguinho que resolve destilar sua amargura opinando sobre aquilo que não faz a mínima ideia.

E essa onda de haters parece que aumenta cada vez mais. Alguns se escondem atrás do computador e distribuem um ódio pela internet que jamais seriam capazes de demonstrar ao vivo. Descarregam os rancores que guardam por seus familiares ou detratores, tentam escoar os desafetos que carregam e doem no peito, ou o desvalor quem têm de si mesmos.

Um hater certamente não deve estar satisfeito com seu trabalho ou talvez sua frustração seja na cama. Quem sabe sofra pelas qualidades que lhe faltam e agredir aos outros seja a única forma de se sentir vivo. Pode ser a postura de um mal-amado, abandonado, desprotegido, rejeitado, abusado, de um frustrado e até de um adicto. Agora, com certeza não é de alguém feliz. Porque funciona assim: odeia-se alguém porque existe algo dentro de si ou na vida que não admite-se odiar mais ainda.

A pessoa pode até discordar ou achar um absurdo um post, mas o que move alguém a comentar algo ofensivo e mal educado é a infelicidade que carregam consigo todos os dias. São as frustrações de uma vida medíocre que impulsionam um ser nem tão humano a usar o espaço de comentário nas redes sociais como uma faca.

Só que o ódio é paliativo, como uma substância química que aquieta um vício por um tempo, mas logo passa o efeito o corpo pede mais. Então, nossos ódios são liberados trazendo uma falsa sensação de plenitude, a qual esvai-se em cinco minutos e, então, o teclado do celular vira uma metralhadora de insultos, ironias e agressões desnecessárias que não constroem a felicidade de ninguém.

Porque as pessoas felizes, não estão na internet odiando e provocando brigas, elas estão correndo atrás de seus objetivos ou realizando seus sonhos. Estão amando seus parceiros, amigos e sua família porque são lovers em vez de haters. Estão fazendo sucesso, em vez de torcer pelo fracasso dos outros e agregam paz e amor, em vez de desarmonia e confusão porque inspiram luz e não escuridão.

Por isso, da próxima vez que você ler um comentário cheio de maldade na internet ou alguém lhe escrever algo com essa energia, lembre-se: Todo hater é infeliz…

Então, sorria e passe para o próximo. Afinal de contas, pessoas bem resolvidas, em vez de responderem aos haters simplesmente os ignoram porque preferem usar seu precioso tempo para ser feliz ao lado de quem sabe amar.

*Por Luciano Cazz

 

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

World Wide Web completa 30 anos e seu criador está preocupado

Em 12 de março de 1989, Sir Tim Berners-Lee apresentou a proposta de criar a World Wide Web. 30 anos após esse acontecimento, em um momento no qual a internet já é usada por boa parte da população mundial, o cientista reflete sobre assuntos que o inquietam, como o uso de linguagem abusiva e o comportamento criminoso online. “Estou muito preocupado com a proliferação de desinformação e a sordidez”, disse ele à BBC.

Berners-Lee citou o caso da Cambridge Analytica (empresa britânica acusada de usar, para fins políticos, informações privadas de 87 milhões de usuários do Facebook). Para ele, a situação teria servido como alerta de como pode ocorrer a manipulação de dados de milhares de usuários. “Quando o escândalo da Cambridge Analytica veio à tona, as pessoas perceberam que as eleições foram manipuladas com dados que elas forneceram”, afirmou.

Segundo o britânico, muitas notícias relatam como a internet é mal utilizada e como a rede pode ser um grande espaço para golpistas. “Ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz aos grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime”, contou em uma carta aberta.

No texto, Berners-Lee identificou três principais “recursos disfuncionais” que têm afetado a web: intenções maliciosas e deliberadas, design de sistemas que criam incentivos perversos e consequências negativas não intencionais do design benevolente.

O primeiro, ele diz, resultaria em problemas como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, além de comportamento criminoso e assédio on-line. O segundo indica modelos de receita baseados em anúncios que compensam financeiramente o clique e a disseminação viral da desinformação. Já sobre o terceiro, o cientista aponta exemplos como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Apesar do cenário negativo, Berners-Lee aponta na sua carta que acredita ser possível encontrar soluções para combater violações de dados, hacking e desinformação. Para corrigir isso, ele defende que temos que nos unir como uma comunidade global da web.

O físico e cientista da computação cita novas legislações e sistemas que limitariam atitudes comportamentais ruins, como o projeto Contract for the Web (Contrato para a Rede). Ele ajudou a lançar a ação na Web Summit de 2018 – uma conferência que reuniu governos, empresas e cidadãos para se estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web.

Confira abaixo o texto de Sir Tim Berners-Lee na íntegra:

“Hoje, 30 anos depois de minha proposta original para um sistema de gerenciamento de informações, metade do mundo está on-line. É o momento para celebrar o quão longe chegamos, mas também uma oportunidade para refletir sobre até onde temos de ir ainda.

A web se transformou em praça pública, biblioteca, consultório médico, loja, escola, estúdio de design, escritório, cinema, banco e muito mais. É claro que com cada novo recurso, cada novo site, a divisão entre os que estão on-line e os que não estão vai aumentando, tornando ainda mais imperativo fazer da web um local disponível para todo o mundo.

E ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz a grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime.

Tendo em conta o pano de fundo das notícias que relatam como a web é mal utilizada, é compreensível que muitas pessoas sintam medo e insegurança, e se questionem se a web é realmente uma força do bem. Mas vendo o quanto ela mudou nos últimos 30 anos, seria derrotista e pouco imaginativo presumir que a web como a conhecemos não pode ser modificada para melhor nos próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma web melhor, então a web não terá falhado conosco. Nós teremos falhado para com a web.

Para resolver qualquer problema, devemos começar por delineá-lo e compreendê-lo claramente. De um modo extenso, posso ver três fontes de disfunção que afetam a web de hoje:

– Intenções maliciosas e deliberadas, como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, comportamento criminoso e assédio on-line.
– Design de sistemas que criam incentivos perversos em que o valor do usuário é sacrificado, como modelos de receita baseados em anúncios que recompensam comercialmente o isco para o clique e a disseminação viral da desinformação.
– Consequências negativas não intencionais do design benevolente, como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Embora a primeira categoria seja impossível de erradicar completamente, podemos criar leis e códigos para minimizar esse comportamento, tal como sempre fizemos off-line. A segunda categoria nos obriga a redesenhar os sistemas, de forma a mudar os incentivos. E a categoria final exige pesquisas para entender os sistemas existentes e modelar novos possíveis, ou ajustar os que já temos.

Você não pode culpar apenas um governo, uma rede social ou o espírito humano. Narrativas simplistas correm o risco de esgotar nossa energia ao perseguirmos os sintomas desses problemas, em vez de nos concentrarmos em suas causas. Para corrigir isso, precisamos nos unir como uma comunidade global da web.

Em momentos cruciais, gerações antes de nós se juntaram para trabalhar juntas para um futuro melhor. Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, diversos grupos de pessoas puderam entrar em acordo quanto a princípios essenciais. Com a Lei do Mar e o Tratado do Espaço Exterior, preservamos novas fronteiras para o bem comum. Também agora, à medida que a web vai reformulando nosso mundo, temos a responsabilidade de garantir que ela seja reconhecida como um direito humano e construída para o bem público. É por isso que a Web Foundation está trabalhando com governos, empresas e cidadãos para construir um novo Contrato para a Web.

Esse contrato foi lançado em Lisboa, na Web Summit, reunindo um grupo de pessoas que concordam que precisamos estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web. Aqueles que o apoiam, se reveem em seus princípios iniciais e, juntos, estão elaborando os compromissos específicos em cada área. Não deve ser um só grupo a fazer isso sozinho e todos os comentários serão bem-vindos. Governos, empresas e cidadãos estão contribuindo, e nosso objetivo é ter um resultado ainda este ano.

Os governos devem traduzir leis e regulamentos para a era digital. Eles devem garantir que os mercados permaneçam competitivos, inovadores e abertos. E eles têm a responsabilidade de proteger os direitos e liberdades das pessoas on-line. Precisamos de defensores de uma web aberta dentro do governo – funcionários públicos e autoridades eleitas que agirão quando os interesses do setor privado ameaçarem o bem público e se levantarão para proteger a rede aberta.

As empresas devem fazer mais para garantir que sua busca por lucros a curto prazo não aconteça às custas dos direitos humanos, da democracia, dos fatos científicos ou da segurança pública. Plataformas e produtos devem ser projetados tendo em mente a privacidade, diversidade e segurança. Nesse ano, vimos vários funcionários do mundo da tecnologia levantarem suas vozes e exigirem melhores práticas de negócios. Precisamos encorajar esse espírito.

E o mais importante de tudo é que os cidadãos responsabilizem as empresas e os governos pelos compromissos que assumem e exijam que ambos respeitem a web como uma comunidade global, cujo núcleo assenta nos cidadãos. Se nós não elegermos políticos que defendam uma web livre e aberta, se não fizermos nossa parte para promover conversas construtivas e saudáveis on-line, se continuarmos clicando em consentimentos sem exigir que nossos direitos sobre os dados sejam respeitados, nos afastaremos de nossa responsabilidade de colocar essas questões na agenda prioritária de nossos governos.

A luta pela web é uma das causas mais importantes do nosso tempo. Hoje, metade do mundo está on-line. É mais urgente do que nunca garantir que a outra metade não seja deixada para trás, off-line, e que todos contribuam para uma web que impulsione a igualdade, a oportunidade e a criatividade.

O Contrato para a Web não deve ser uma lista de soluções rápidas, mas um processo que sinalize uma mudança na forma como entendemos nosso relacionamento com nossa comunidade on-line. Deve ser claro o suficiente para atuar como uma estrela-guia para o caminho a seguir, mas flexível o suficiente para se adaptar ao ritmo acelerado de mudança na tecnologia. É a nossa jornada da adolescência digital para um futuro mais maduro, responsável e inclusivo.

A web é para todos e, coletivamente, temos o poder de mudá-la. Não será fácil. Mas se sonharmos um pouco e trabalharmos muito, podemos conseguir a web que queremos”.

*Por: Sir Tim Berners-Lee

 

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*Fonte: revistagalileu

Dados digitais: o que é feito com nossas informações na internet quando morremos?

Fugir de nossas vidas digitais tornou-se praticamente uma missão impossível. Cada vez mais tecnologias disputam os nossos dados – e isso continua mesmo depois de nossa morte. Ninguém gosta de pensar no assunto, mas gerenciar nossas “pegadas digitais” póstumas está virando algo inevitável.

“Aumentaram as discussões em fóruns online sobre a morte e o que as pessoas querem que aconteça ao final de suas vidas”, conta Mark Taubert, diretor clínico e consultor de medicina paliativa do Velindre NHS Trust, um centro hospitalar de Cardiff, no Reino Unido, especializado em tratamentos de câncer em estágio terminal.

Taubert diz que muitos pacientes o questionam sobre a morte e o que acontece com seu legado digital depois dela. Ele se recorda de uma longa conversa que teve com um jovem em estágio terminal – atualmente já falecido -, que decidiu deixar mensagens e “uma dezena de vídeos incríveis” para que seus filhos os vissem quando ele já não estivesse mais vivo.

“Ele deixou instruções para sua mulher. Os filhos ainda não viram os vídeos, mas farão isso no futuro, quando se casarem ou se formarem, porque são mensagens específicas para estes eventos, para que eles saibam que estes dias são importantes.”

Taubert diz que algumas questões são cada vez mais frequentes. O que acontece com todas aquelas fotos compartilhadas no Facebook ou Instagram? O que fazer com a conta do Twitter? Aonda vão parar as mensagens de WhatsApp? E as músicas favoritas armazenadas na nuvem? O que acontece com os dados de uma conta bancária?

Uma caixa de recordações ‘digital’

James Norris, de 36 anos, decidiu se preparar para este momento. Deixou pronta uma mensagem de despedida que será publicada na internet e decidiu o que será feito com suas contas em redes sociais.

Ele diz ter refletido sobre a morte por muitos anos. Um dia, ele assistiu a um comercial em que o comediante inglês Bob Monkhouse se passava por um fantasma sobre seu próprio túmulo e alertava sobre o perigo do câncer de próstata, doença que tiraria sua vida em 2004. O anúncio foi veiculado depois da morte de Monkhouse.

“Pensei: se ele usou a televisão para dizer suas últimas palavras, agora, com a internet, podemos fazer o mesmo”, diz Norris, que teve assim a ideia de criar a DeadSocial em 2012, para administrar “legados digitais”.

Alguns anos mais tarde, em 2015, ele fundou a Associação do Legado Digital, uma organização britânica para dar assistência a profissionais de saúde, pacientes e cuidadores sobre como gerir as redes sociais e outros ativos digitais de pessoas que faleceram ou estão próximas de falecer.

Norris compara sua plataforma a uma caixa de recordações digital em que é possível deixar mensagens a serem enviadas para amigos e entes queridos. Ele diz que, a princípio, houve muito ceticismo quanto à ideia.

“Não havia muito interesse quando lançamos, era algo novo. Mas, agora, as pessoas começaram a falar sobre isso e a planejar o que acontece com sua vida digital. Até governos passaram a tratar dessa questão.”

Mas por que devemos nos preocupar com isso? “É importante porque nossos bens digitais têm um valor financeiro a ser transmitido para nossos beneficiários ou um valor social e sentimental, como é o caso de fotos e vídeos”, diz Gary Rycroft, presidente do Grupo de Trabalho de Ativos Digitais da Law Society da Inglaterra e do País de Gales, associação que representa advogados e juristas no Reino Unido.

Rycroft diz que passamos hoje muito tempo tentando criar nas redes sociais “a melhor versão” de nós mesmos. “Não deveríamos pensar o mesmo, então, em relação ao nosso legado digital?”

O advogado recomenda fazer um testamento digital e decidir ainda em vida quem será o responsável por todos os nossos bens digitais – como dados bancários, reservas de moedas digitais, contas em redes sociais e de email e arquivos pessoais – quando falecemos.

Mas a quem pertecem nossos dados?

No entanto, a questão legal de a quem pertencem nossos dados digitais é mais complexa, porque varia de acordo com o país.

Na Europa, por exemplo, pertencem ao indivíduo, enquanto empresas como Facebook têm a “custódia” destes dados, explica Gabriel Voisin, do departamento de proteção de dados da Bird & Bird, escritório de advocacia que assessoa empresas sobre questões tecnológicas. Mas, nos Estados Unidos, as companhias por trás destes serviços são as donas dos dados.

Voisin dá o seguinte exemplo: “Pense em uma carta enviada pelo correio. A empresa de correios não é dona da carta, só tem sua custódia. A carta é sua. O mesmo ocorre com dados pessoais se você vive na Europa. Por isso, é possível perdir a empresas como Facebook, Google, Amazon ou Apple uma cópia de seus dados e mensagens privadas se desejar ou eliminar toda essa informação”.

Mas não existe na América Latina uma regulamentação semelhante à lei que rege essa questão em toda a Europa. Cada país da região tem suas próprias regras, explica Paula Garralón, advogada do Bird & Bird.

“Isso gera uma falta de homogeneidade normativa que faz com que haja países em que o direito à proteção de dados tenha um amplo reconhecimento enquanto, em outros, é inexistente”, diz ela, que destaca, porém, que muitas legislações na América Latina se inspiram no sistema europeu.

Em termos gerais, os direitos de uma pessoa se “extinguem” quando ela falece, ainda que “a lei tenha levado em conta que familiares, herdeiros ou terceiros possam ter algum direito sobre estes dados, como reconhece a maioria das normas”.

Em países como Argentina e Uruguai, esse direito pertence aos sucessores naturais da pessoa. E em quase todos os países latino-americanos, “a morte supõe a extinção da personalidade”, diz Garralón.

“Mas, no México, o escopo é mais amplo, porque a proteção aos dados pessoais não se extingue, de modo que o direito pode ser exercido por qualquer um que demonstre um interesse legal legítimo.”

E no Brasil?

Renato Opice Blum, professor do curso de proteção de dados e direito digital do Insper, explica que o Brasil segue o modelo europeu, em que a titularidade dos dados é do indivíduo.

Ele diz que a nova lei de proteção de dados digitais do Brasil, que entrará em vigor em agosto de 2020, não trata do assunto. Por isso, questões nesta área continuarão a ser regidas pelo Código Civil e regras de privacidade em geral.

Opice Blum afirma que, de acordo com as leis de sucessões, bens digitais que tenham um valor financeiro são trasmitidos para os herdeiros da pessoa falecida. Já em relação aos bens que não têm valor financeiro, mas pessoal, como mensagens e correspondências, essa transferência pode não ocorrer automaticamente.

“Em alguns casos, os parentes não têm as senhas de quem faleceu e precisam entrar na justiça para que as empresas liberem o acesso ao conteúdo”, afirma Opice Blum.

“Como não há uma lei específica, existe a presunção de que tudo que pertencia à pessoa é transferido aos seus herdeiros, e existe uma tendência nos tribunais de reconhecer a transmissibilidade de dados digitais, mas, em muitos casos, é preciso obter uma ordem judicial.”

Uma forma de evitar ações judiciais, explica o advogado, é que a pessoa escolha ainda em vida nestas plataformas e serviços um curador do seu acervo digital póstumo, para dar acesso a suas contas a alguém quando ela vier a morrer ou não puder mais fazer a gestão dos seus dados por doença ou senilidade.

Uma alternativa usada com cada vez mais frequência é fazer um testamento digital, junto com um testamento de bens físicos ou em separado. “É um documento que vai ser aberto em juízo e mediante certas condições, para dar acesso aos bens digitais ao informar logins e senhas, por exemplo. É a opção que dá menos trabalho para os herdeiros.”

‘Redes sociais levaram a mudança na forma como experimentamos a morte’

No México, acaba de ser lançada “a primeira plataforma digital para informar amigos e familiares de forma mais rápida e simples sobre a perda de um ente querido”.

O InMemori é um serviço gratuito desenvolvido pela empresa de serviços funerários Grupo Gayosso a partir de um sistema criado pela empreendedora francesa Clémentine Piazza em 2016. Trata-se de uma página pela qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida.

Óscar Chávez, diretor de planejamento e novos negócios da companhia, avalia que “as redes sociais levaram a uma mudança importante” na forma como experimentamos a morte.

“O uso de ferramentas digitais deve servir para comunicar de maneira efetiva os pontos importantes da despedida, aproximar as pessoas na hora de dizer adeus a este ente querido e dar a elas a oportunidade de se fazerem presentes neste momento”, diz Chávez.

Ele diz que o testemunho digital é “uma ferramenta de muito valor para a família”.
Direito de imagem Grupo Gayosso
Image caption O InMemori é um serviço gratuito pelo qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida

“Toda pessoa tem o direito de decidir o destino da informação que gerou ao longo da vida”, diz Garralón.

A advogada explica que as leis começam a se adaptar à sociedade em que vivemos, mas que isso ainda não ocorreu em todos os países. “Por isso, é recomedável configurar as opções de privacidade nas redes sociais que o permitam e, sobretudo, deixar claro a pessoas próximas o que queremos que seja feito com nova informação quando nos formos.”

Neste sentido, Norris oferece alguns conselhos sobre o que fazer em cada plataforma. Entre outras coisas, recomenda fazer uma cópia de segurança no Facebook e no Instagram e baixar uma cópia de seus dados para que seu parente mais próximo possa fazer uso deles. Já no Twitter, transferir a conta a um ente querido ou pedir que seja desativada.

Mark Taubert afirma que, além das razões óbvias de segurança, como dados de cartão de crédito, identidade e finanças pessoais, proteger nossos dados após a morte é importante, porque “nosso legado e recordações permanecem com outras pessoas durante um certo tempo, e nossos familiares e amigos podem querer conservar os momentos compartilhados”.

“Eu mesmo já pensei em apagar todas as minhas fotos e vídeo do Facebook no passado, mas depois me perguntei: ‘E se o Facebook continuar a existir em 2119 e meus netos quiserem saber o que eu fiz em 2019?”, diz o médico.

“Teria sido muito interessante poder fazer isso em relação a meus avós. Pode ser uma forma de gerações futuras experimentarem a história. Pode ser revelador, uma aprendizagem.”

*Por Lucia Blasco

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

#10YearsChallenge: como o Facebook e o Instagram podem usar as informações recolhidas com as fotos desse desafio viral

Conhecido como #10YearsChallenge (desafio dos 10 anos, em inglês), o mais recente “desafio” viral nas redes sociais é postar lado a lado uma foto de hoje e outra de dez anos atrás para fazer a comparação.

É apenas uma brincadeira inocente, correto?

Pode ser. Mas como as plataformas de redes sociais sempre encontram uma maneira de lucrar com as modas virais, também pode não ser.

A moda se espalhou rapidamente e aparentemente de maneira orgânica. Participaram desde usuários comuns do Facebook e do Instagram até celebridades e contas oficiais de autoridades.

Nos últimos dias a hashtag acumulou mais de 3,5 milhões de posts só no Instagram

A moda provavelmente vai passar rápido, mas, uma vez postadas, o que será feito com milhões e milhões de imagens com uma informação tão específica (exatamente como a pessoa envelheceu)?

Em vários posts nas redes sociais algumas pessoas demonstraram sua preocupação com as implicações de disponibilizar as fotos com datas.

Uma delas é a especialista em estratégias digitais Kate O’Neill. Em um artigo na revista de tecnologia Wired, ela imagina alguns cenários sobre como as empresas de tecnologia estão se aproveitando da moda (isso, diz ela, se não a tiverem criado).

As empresas de tecnologia têm investido muito na melhora de seus sistemas de reconhecimento facial.

Segundo a explicação de Anil Jain, pesquisador de visão computacional e biométrica na Universidade de Michigan, para atingir esse objetivo, empresas como Facebook e Google se dedicam a rastrear a rede para compilar grandes volumes de informação e alimentar a inteligência artificial dos robôs (que precisam de modelos para ser basear).

Sob essa lógica, o #10YearsChallenge facilita muito essa tarefa. “É só uma brincadeira”, diz Jain à BBC. “Mas no processo estamos fornecendo uma informação valiosa e etiquetada.”

“É uma forma inteligente de coletar informação.”

A grande questão: quem está fazendo essa coleta e para que será usada essa informação?

Segundo O’Neill, o principal cenário é para fazer publicidade dirigida. Se um sistema é capaz de reconhecer melhor um rosto, pode oferecer produtos com base na idade e outras características físicas.
Pule Instagram post de alejandrosanz

Outro, mais positivo, é o uso para encontrar crianças desaparecidas há muito tempo – um sistema de reconhecimento facial que consiga calcular melhor como as pessoas envelhecem é muito útil nesses casos.

Segundo a especialista em privacidade e tecnologia Ann Cavoukian, da Universidade Ryerson, no Canadá, um sistema capaz de notar o quão rápido um indivíduo envelheceu pode ser usado para aumentar o preço de um seguro de vida ou de saúde, por exemplo.

Um caso polêmico aconteceu em 2016, quando a Amazon começou a vender seus serviços de reconhecimento facial a agências governamentais dos Estados Unidos.

A tecnologia pode ser usada para rastrear criminosos, mas também para monitorar pessoas inocentes.

Preocupadas com essas questões, organizações civis e alguns acionistas e funcionários da Amazon pediram para a empresa deixar de vender o serviço.

Paranoia?

O Facebook afirmou, em nota, que o desafio dos 10 anos é um “meme gerado por um usuário e que se tornou viral sozinho.”

“O Facebook não começou essa tendência e não ganha nada com esse meme”, disse a empresa à BBC.

A empresa afirmou também que as pessoas podem desativar a opção de reconhecimento facial a qualquer momento.

Cavoukian e Jain concordam que para um usuário comum é muito complicado saber exatamente para que suas informações serão usadas.

“Se está preocupado com sua privacidade, não participe”, diz Jain.

Cavoukian também recomenda cautela. “Nosso rosto é uma das fontes de informação mais valiosas para as tecnologias emergentes”, diz. “Eu insisto que as pessoas não devem participar (do desafio).”

“Se, depois de analisar as possíveis consequências, decidir participar, participe! Mas primeiro pense nos efeitos que isso pode ter no longo prazo.”

 

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*Fonte: bbc-brasil

Só uso Facebook para falar com meus avós: pesquisa mostra o que mudou na relação entre jovens e redes sociais nos EUA

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela como a relação entre adolescentes americanos e a tecnologia, especialmente as redes sociais, evoluiu nos últimos anos e modificou a forma como os jovens se comunicam com amigos e familiares.

Em 2012, quando o estudo foi feito pela primeira vez, somente um terço dos adolescentes entrevistados dizia usar redes sociais mais de uma vez por dia. Agora, são 70%, sendo que 16% afirmam acessar “quase constantemente”.

“As redes sociais são hoje uma parte muito maior da vida dos adolescentes do que eram em 2012”, disse à BBC News Brasil um dos autores do levantamento, Michael Robb, diretor de pesquisas da Common Sense, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças.

Robb afirma que um dos motivos por trás desse aumento é o fato de que o percentual de jovens americanos com smartphone saltou de 41% para 89% no período.

O pesquisador ressalta que não apenas a frequência mudou, mas também as preferências dos jovens. Há seis anos, o Facebook era apontado como a principal rede social por 68% dos adolescentes. Hoje, apenas 15% dizem o mesmo.

Uma das entrevistadas na pesquisa, uma menina de 16 anos, resumiu o sentimento, ao afirmar que só usa o Facebook para se comunicar “com seus avós”.

Atualmente, 41% dos adolescentes preferem o Snapchat, e 22% apontam o Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) como rede preferida.

“O Instagram é principalmente para os pontos altos da minha vida, as coisas realmente importantes que acontecem. E o Snapchat é para as coisas pequenas… como quando vou almoçar com amigos ou fazer compras. E eu uso o Facebook para (me comunicar com) minha família”, detalhou outra entrevistada, de 15 anos.

Como se comunicam com amigos

A pesquisa, intitulada Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences (“Mídia Social, Vida Social: Adolescentes Revelam suas Experiências”, em tradução livre), foi feita em março e abril deste ano com 1.141 adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos.

Robb diz ter ficado surpreso com o declínio na interação cara a cara entre os jovens. Em 2012, metade dos entrevistados dizia que essa era sua maneira preferida de se comunicar com amigos. Hoje, apenas 32% afirmam o mesmo, e 35% preferem mensagens de texto.

O percentual de jovens que preferem se comunicar via redes sociais saltou de 7% para 16%, e o dos que preferem interagir por chat de vídeo passou de 2% para 10%. Somente 5% afirmam que telefonemas são sua maneira favorita de se comunicar com os amigos.

“Acho que o instinto é olhar para essa estatística com preocupação, e pretendo continuar observando se essa tendência se mantém no futuro. Se essa mudança for real, vale a pena investigar o que ganhamos e o que perdemos ao mudar nossas preferências na maneira como nos comunicamos”, salienta Robb.

Um terço dos jovens diz que as redes sociais são “extremamente” ou “muito” importantes em suas vidas, enquanto 19% afirmam não usar redes sociais.

E apesar de 47% dos entrevistados que possuem smartphone dizerem ser “viciados” em seus telefones, apenas 24% se consideram “viciados” nas redes sociais.

Quase dois terços dos entrevistados dizem encontrar mensagens de conteúdo racista, sexista, homofóbico ou de intolerância religiosa, e 13% afirmam ter sofrido cyberbullying nas redes sociais.

Mas Robb observa que os jovens são mais propensos a dizer que as redes sociais têm efeito positivo do que negativo em suas vidas: 25% afirmam sentir-se menos sozinhos e 16%, menos deprimidos, enquanto 3% se sentem mais sozinhos ou mais deprimidos ao usar as redes. No geral, 18% dizem sentir-se melhor sobre si mesmos, e apenas 4% afirmam o contrário.

“Acho que esses dados contradizem a percepção que a maioria das pessoas tem”, salienta Robb. “A maioria das pessoas se preocupa sobre como as redes sociais podem prejudicar os jovens e aumentar a solidão ou a ansiedade, mas talvez estejam subestimando vários impactos potencialmente positivos.”

O pesquisador destaca ainda que tanto efeitos positivos quanto negativos são ampliados em adolescentes vulneráveis emocionalmente.

Manipulação e distração

Os jovens parecem conscientes sobre os impactos das redes sociais em outras atividades do dia a dia: 72% dizem acreditar que as empresas de tecnologia manipulam os usuários para que fiquem mais tempo em seus dispositivos, 57% concordam que o uso os distrai quando deveriam estar fazendo a lição de casa e 54% se dizem distraídos quando deveriam estar prestando atenção às pessoas que estão com eles.

O problema não afeta somente os jovens: 33% dizem que gostariam que seus pais passassem menos tempo com seus telefones celulares.

Mais de metade dos adolescentes afirma que desligam ou silenciam seus dispositivos para dormir, e 42% fazem o mesmo durante refeições com outras pessoas. Mas 26% nunca abandonam o telefone para dormir e 31% mantêm o dispositivo ligado durante as refeições.

Na conclusão da pesquisa, os autores ressaltam que as redes sociais são centrais em diferentes aspectos da vida dos adolescentes, o instrumento por meio do qual “falam com seus amigos, fazem planos para depois da escola, coordenam atividades extracurriculares, ficam por dentro das notícias, mantêm contato com primos, tios e tias, se organizam politicamente, aprendem sobre novos estilos e moda, se conectam com as pessoas com quem têm interesses comuns, documentam e compartilham os pontos altos de suas vidas, ganham inspiração e expressam sua criatividade”.

Para o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, o estudo mostra que, assim como os próprios adolescentes, o papel das redes sociais é complexo e desafia “julgamentos simplistas”.

“Por um lado, os adolescentes sentem que as redes sociais fortalecem seus relacionamentos com amigos e familiares, oferecem um importante caminho para autoexpressão e os fazem sentir-se menos sozinhos e mais conectados. Ao mesmo tempo, reconhecem que às vezes os afastam de interações cara a cara e os fazem sentir-se deixados de lado e ‘menos’ que seus pares”, destaca Steyer.

Segundo os autores, o estudo não pode afirmar com certeza se as redes sociais causam mal ou melhoram o bem-estar dos adolescentes. “Para muitos jovens, as redes sociais são fonte de conexão e inspiração, uma oportunidade de compartilhar sua criatividade e aliviar a solidão. No entanto, para alguns outros, às vezes podem aumentar ansiedade e depressão.”

“Enquanto a quantidade de tempo que os jovens devotam às redes sociais é uma importante medida, não é a única. Reduzir a relação entre redes sociais e bem-estar dos jovens à noção de que menos tempo nas redes vai por si só resolver depressão e ansiedade entre adolescentes é muito simplista – e talvez até perigoso”, afirmam os autores.

*Por Alessandra Corrêa

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Descubra o que é Phishing, Vírus, Malware e outros tipos de ciberataques

Existem mais armadilhas na internet do que você imagina. Phishing, Malware, Vírus e Ransomware são só alguns exemplos e eles podem causar diversos prejuízos, inclusive financeiros. Somente em 2017, mais de 190 milhões de ciberataques foram detectados pelo dfndr lab, laboratório de segurança digital. Mas com tantos tipos, às vezes fica difícil de entender o que são e como funciona cada um deles. Você já se perguntou, por exemplo, o que é Phishing ou qual a diferença entre Vírus e Malware?

Pensando nisso, os especialistas em segurança do dfndr lab, listaram os principais tipos e diferenças de fraudes virtuais, o número de detecções das três maiores em 2017 e, também, deram valiosas dicas de como se proteger dessas ameaças.
Entenda o que é Phishing e outras armadilhas virtuais

PHISHING: sites e aplicativos que se passam por empresas ou pessoas famosas, com o intuito de enganar os usuários para obter informações confidenciais, como senhas bancárias, de e-mail e redes sociais ou, então, tentam persuadir o usuário a realizar determinadas ações, como instalar um app infectado por vírus. No último ano, o Phishing foi o ciberataque mais comum e recorrente, correspondendo a mais de 50% de todas as detecções realizadas pelo dfndr lab. Os dois tipos mais comuns de Phishing são:

Phishing via aplicativo de mensagens: tipo de golpe que induz a vítima a fornecer dados e, nesse caso, a compartilhar algum link perigoso com seus contatos. Geralmente, usa como isca falsas promoções, descontos e vagas de emprego.
Phishing bancário: Sites falsos iguais às páginas de instituições bancárias criados para enganar os usuários e roubar suas credenciais do banco, como tokens, senha, número da conta, dados de cartão de crédito etc.

PUBLICIDADE SUSPEITA: páginas ou notificações com avisos falsos sobre o funcionamento do celular, induzindo o usuário a instalar um aplicativo ou redirecionando a outro link malicioso. Esta modalidade ficou em segundo lugar no ranking do dfndr lab, somando mais de 60 milhões detecções do dfndr lab em 2017.

GOLPE DO SMS PAGO: sites que cadastram automaticamente ou induzem o usuário a se cadastrar em um serviço pago de SMS. O golpe do SMS pago somou, em 2017, mais de 20 milhões de detecções, ficando em terceiro lugar no ranking do dfndr lab.

PERFIL FALSO: são criados com o objetivo de aplicar golpes de estelionato ou espalhar notícias falsas. No caso de estelionato, os perfis falsos se passam por marcas famosas e induzem o usuário a acessar páginas falsas que roubam credenciais bancárias. Existem também os Scammers, que são pessoas que se passam por terceiros para conquistar a confiança de suas vitimas e depois aplicar golpes.

FAKE NEWS (Notícias Falsas): conteúdos falsos produzidos com a intenção de levar os usuários da internet a uma determinada página, para visualizar anúncios publicados ali. Os temas, geralmente absurdos e sensacionalistas, também podem ser criados com o intuito de manipular a opinião pública.

MALWARE: todo e qualquer arquivo ou aplicativo que apresenta comportamentos maliciosos e nocivos para o usuário. O Malware se divide em algumas subcategorias, que são:

Vírus: tipo de malware que infecta outros arquivos, alterando seu conteúdo, de forma que eles passem a ter códigos maliciosos.
Ransomware: outro tipo de malware que “sequestra” algum dado sigiloso do usuário ou bloqueia a celular da vítima e, posteriormente, cobra pelo “resgate” dessas informações ou desbloqueio do aparelho.
Worm: ao invés de infectar outros arquivos, este tipo de malware procura se espalhar para outros dispositivos, através de e-mail e mensagens via app de mensagens, por exemplo.

Ciberataques lucrativos para hackers

Agora que você já sabe o que é phishing e todas as principais fraudes virtuais, você pode se perguntar: “Mas por que que estes golpes existem?” ou até “O que os hackers ganham com isso”? Segundo Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab, os cibercriminosos podem obter diferentes retornos sobre cada tipo de fraude digital.

“Não dá para generalizar o lucro dos criminosos, pois ele pode variar muito. No Ransomware, por exemplo, o hacker cobra dinheiro da vítima para devolver os dados sequestrados ou para realizar o desbloqueio do celular. Os demais tipos de ciberataques podem levar ao download de apps perigosos, o registro do telefone da vítima em serviços de SMS pago e, outra prática comum, é o celular do usuário passar a receber dezenas de propagandas diárias. A cada visualização de publicidade, download de apps maliciosos e assinaturas de SMS pago, o hacker ganha dinheiro”, explica Simoni.
Proteger-se é preciso

Navegar seguro é possível. As melhores e principais dicas de segurança são simples de seguir e o melhor: são de graça. Simoni explica como se proteger em 4 passos:

1 – Baixe aplicativos apenas pelas lojas oficiais Play Store e Apple Store. Assim, você evita o risco de fazer downloads de arquivos maliciosos;

2 – Crie o hábito de duvidar das informações compartilhadas na internet, principalmente quando se tratar de supostas promoções, brindes, descontos ou até promessas de emprego. Procure checar a veracidade das informações nas páginas e sites oficiais das marcas;

3 – Na dúvida, você pode checar se uma página ou site é seguro na Análise de Links do dfndr lab. A ferramenta é gratuita e pode ser usada por usuários de Android e IOS gratuitamente;

4 – É importante, também, manter um bom antivírus instalado no celular. O dfndr security, por exemplo, é o único app de segurança para o sistema Android que oferece proteção em tempo real contra ataques dentro do WhatsApp, SMS e Messenger. Ele detecta e avisa se um link é perigoso assim que você recebe uma mensagem maliciosa. Para baixar o app, é só clicar aqui.

 

 

 

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*Fonte: psafeblog

Veja o que as redes sociais e buscadores fazem com os dados dos usuários

O escândalo do Facebook despertou a preocupação e dúvidas dos internautas sobre o uso de seus dados recolhidos pelas redes sociais e os motores de busca.

Este é um resumo de como funcionam, em um momento em que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, dá seu testemunho no Congresso dos Estados Unidos.

>> As redes sociais

DADOS QUE RECOLHEM: Tudo o que um usuário escreve, em sua página de Facebook ou nas de seus “amigos”, todas as fotos ou vídeos que publica, todas as suas “curtidas” na rede, tudo que compartilha, tudo que consulta, a identidade dos usuários com que interage, ou sua geolocalização. A mesma coisa acontece com o Instagram e o WhatsApp, subsidiárias do Facebook, Snapchat ou Twitter, embora o leque seja menor nestas últimas plataformas. Se o usuário autorizar, o Facebook também pode buscar informações nos sites que consulta enquanto está conectado à rede social.

DADOS QUE VENDEM: O Facebook assegura que não vende a seus clientes anunciantes os dados pessoais identificáveis ou os dados agregados. O que vende é a possibilidade de que um anunciante chegue, entre os usuários do Facebook, ao seu público-alvo, multiplicando assim a eficácia de uma campanha. “O Facebook não está no negócio da venda de dados, está no de venda de pixeis”, resume Ryan Matzner, cofundador do Fueled, uma empresa que cria aplicativos para clientes.

O Twitter, por sua vez, vende tuítes, ou o acesso a um motor de busca interna para ver todas as mensagens publicadas em um período dado.

O QUE COMPARTILHAM: A imensa maioria das redes sociais abre suas portas a companhias externas que criam aplicativos que se alimentam em parte ou totalmente da exploração dos dados de usuários dessas redes.

No caso do Facebook, a parte pública, ou seja, toda a página para alguns, apenas o nome, sobrenome e a foto do perfil para outros, não necessita autorização do usuário, explica Ryan Matzner. Já a utilização do resto requer o consentimento do interessado, afirma.

Apenas os dados bancários ou de pagamento que o Facebook possui estão fora do limite. No entanto, aponta Matzner, “muitas coisas que eram possíveis há cinco, seis ou sete anos já não são porque o Facebook era mais aberto nessa época”.

Mas quando os dados são recolhidos por estes aplicativos, escapam ao Facebook ou a outras redes sociais.

“É como aplicar uma regra sobre a qual o Facebook não tem jurisdição ou interesse. E não há ferramentas (para recuperá-las), embora alguém prometa isso”, explica Chirag Shah, professor da Universidade de Rutgers e especialista em dados nas redes sociais.

“Quando alguém acessa esses dados, o Facebook não tem como saber o que fará com eles”, afirma Matzner. “Só podem acreditar em sua palavra. É como enviar um e-mail e se perguntar o que o destinatário fará com ele. Você não sabe”.

>> Os motores de busca

O QUE RECOLHEM: Todos os dados que dizem respeito às buscas, à geolocalização ou outros dados consultados. Como Google, Yahoo! (grupo Oath) e Bing (Microsoft), os principais motores de busca estão integrados nos gigantes da internet que propõem vários outros serviços aos internautas. Através deles, os grupos recolhem dados adicionais, que cruzados com os coletados pelos motores de busca traçam um perfil ainda mais preciso do internauta. “Você não precisa dizer ao Google sua idade ou seu sexo”, explica Chirag Shah. “Eles podem determinar isso graças a muitos outros fatores”.

O QUE VENDEM: Assim como as redes sociais, seus rendimentos provêm, em grande parte, da publicidade. Não vendem dados, mas sim o acesso a um consumidor de características muito precisas, fruto do cruzamento de dados do motor de busca – e também, no caso do Google, de todas as buscas e conteúdos vistos no YouTube, sua subsidiária. Inclusive o Google há algum tempo explora o conteúdo das mensagens eletrônicas dos internautas que têm uma conta Gmail, mas em junho passado anunciou que não fará mais isso.

O QUE COMPARTILHAM: Abrem as portas a desenvolvedores e aplicativos, como as redes sociais.

>> Há limites?

Nos Estados Unidos não existe quase nenhuma lei que proteja a utilização de dados provenientes das redes sociais ou motores de busca. Mas a autoridade reguladora, a Federal Trade Commission (FTC), as monitora e sancionou o Facebook a partir de 2011 por sua gestão de dados pessoais. Também concluiu um acordo com o Google em 2013 por práticas que atentavam contra a concorrência.

No Canadá e Europa, há limites para o uso de dados, sobretudo no que diz respeito a informações ligadas à saúde, explica Ryan Berger, da filial canadense do escritório Norton Rose Fulbright. Ressalta, no entanto, que a jurisprudência sobre estes assuntos é quase inexistente.

Na Europa, o Facebook foi sancionado em 2017 com uma multa de 135 milhões de dólares pela Comissão Europeia por compartilhar dados pessoais com o WhatsApp.

Na França, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) aplicou em maio de 2017 uma multa de 185.000 dólares ao Facebook por “faltas” em sua gestão de dados dos usuários.

O novo regulamento geral sobre a proteção de dados (RGPD), um texto europeu que entrará em vigor em 25 de maio, definirá normas mais claras para a coleta de dados.

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*Fonte: exame

9 decisões ruins que você toma diariamente sem perceber

1. Começar pelas tarefas mais fáceis
Tudo fica mais fácil quando você está descansado e sua cabeça está limpa, inclusive as tarefas mais difíceis. Algumas pessoas utilizam a técnica de “comer um sapo”, em alusão a uma citação de Mark Twain, escritor americano, que disse “coma um sapo vivo pela manhã, e nada de pior vai acontecer no resto do seu dia”. É melhor iniciar o dia com as coisas mais complicadas, pois você nunca sabe o que aguarda até fim do expediente.

2. Olhar constantemente seu email
Sobe o alerta de uma nova mensagem em sua caixa de email, seu primeiro impulso é clicar e ler a mensagem. Essa atitude pode parecer produtiva, pois suas mensagens não se acumularão, mas estudos mostram que isso só atrapalha sua produtividade. Uma solução simples, sugerida pelo psicólgo Ron Friedam, é silenciar seu telefone e fechar a aba da sua conta de email, definindo horários específicos para conferir o recebimento de novas mensagens.

3. Deixar seu celular na mesa enquanto trabalha
A presença do seu telefone celular enquanto trabalha, não importando se está no modo vibração ou mesmo desligado, pode afetar sua produtividade. Uma pesquisa, publicada no Periódico da Associação para Pesquisa do Consumidor, sugere que a simples presença de seu smartphone pode afetar seu desempenho cognitivo. A melhor solução, segundo o estudo, parece ser deixar o celular em um local longe de sua vista.

4. Ficar sentado o dia todo
Quem trabalha em escritório sabe que não existe muita opção: ficar sentado o dia todo é uma realidade. Apesar disso, muitas pesquisas sugerem que levantar pontualmente durante o dia, em vez de se manter sentado por longos períodos, já é o suficiente para que a condição não afete sua saúde.

5. Olhar para telas por horas continuamente
Olhar para um tela de computador, durante um dia inteiro, pode causar o fenômeno conhecido como “tensão ocular digital”, deixando o globo ocular seco e causando visão embaçada. A dica é a regra 20/20/20, a cada 20 minutos olhe algo distante 20 metros por 20 segundos, segundo contou o oftamologista Rahul Khurana ao Business Insider.

6. Dar uma pausa no trabalho só no fim do dia
Manter o foco em uma única atividade, durante um dia inteiro, pode parecer produtivo, mas pausas são necessárias e ajudam a manter a qualidade do seu trabalho. Um estudo, publicado em 2015, sugere que o horário em que pausas são feitas tem influência na sua eficácia; ou seja, quanto mais você demorar para tomar um café e relaxar por uns minutos, menos vai render ao longo do dia. E se você não gosta de café, sem problemas: utilizar esse tempo para projetos pessoais, que você realmente tenha vontade de fazer, também é efetivo.

7. Escutar música enquanto trabalha
Algumas pessoas têm o costume de ouvir música enquanto trabalham e provavelmente acham que a atitude melhora seu desempenho, mas nem sempre isso é verdade. Em uma entrevista ao Bussines Insider em 2015, o neurocientista e músico Daniel Levitin disse que vários novos estudos chegaram à conclusão de que música não atrapalha atividades repetitivas, como uma linha de produção ou dirigir um carro. Mas ocupações mais intelectuais, em que é necessário ler ou escrever, são afetadas de forma negativa pela música. Nesses casos, Levitin sugere que se ouça algo 10 a 15 minutos antes da tarefa, a fim de melhorar seu humor e o manter relaxado.

8. Olhar redes sociais no automático
Segundo um estudo, feito em 2016, utilizamos as redes sociais de duas formas. Passivamente, quando só consumimos informação, rolando nossa linha do tempo de forma indeterminada, e ativamente, quando postamos algo interessante ou interagimos com a postagem de alguém conhecido. Os resultados apontam que o uso passivo não é saudável, pois assim sentimos inveja das vidas perfeitas que as outras pessoas parecem ter. Se for para usar, o melhor é interagir com pessoas conhecidas, mandando mensagens e comentando fotos.

9. Ficar acordado até tarde
Quem nunca ficou acordado até mais tarde para assistir àquela série empolgante até o final? Ou descobriu algo novo na internet e começou a ler sobre o assunto, adiando a hora de dormir? Isso pode parecer coerente na hora e interessante, mas cientistas identificaram o fenômeno como “procrastinação da hora de dormir”. Isso é algo que não apenas prejudica o dia seguinte, como, segundo esta matéria, também pode ser tão mortal quanto fumar. O melhor a se fazer é determinar um horário, considerando que são necessárias de 7 a 9 horas de sono por noite, e desligar a televisão e o computador sem reclamação. Pode parecer difícil, mas as vantagens são imensas.

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*Fonte: tecmundo

7 maneiras de saber se um link é seguro

Quando você navega por sites pouco conhecidos, um escorregão basta para que seu computador seja contaminado por programas maliciosos. Basta clicar em um link perigoso para que o estrago seja feito. Saber exatamente aonde você vai com o mouse é o melhor jeito de evitar se meter em uma tremenda encrenca. Mas como ter certeza de que um link aparentemente inocente não é uma imensa cilada?

De abril a junho deste ano, o número de links considerados suspeitos chegou a 74,7 milhões, de acordo com dados do McAfee Labs. Isso representa aumento de 16% em relação ao período anterior (de janeiro a março), um crescimento alto em curto espaço de tempo.

Com tantos endereços com risco de contaminação, o perigo de cair em um deles por engano aumenta. E é essa a ideia dos criminosos virtuais: fazer com que internautas incautos entrem nessas páginas. Mas fique calmo. Se você seguir nossas dicas, vai dar um olé nos malfeitores:

1. Instale um bom antivírus

A regra número 1, antes de sair navegando, é ter um bom antivírus instalado em sua máquina. Softwares que oferecem proteção à navegação, como o UOL Antivírus, evitam que você entre em sites perigosos. Ao clicar no link, um alerta será disparado imediatamente. Você terá tempo para bloquear a ameaça antes que seja tarde demais.

2. Faça uma consulta online

Há algumas ferramentas bastante úteis na web, que permitem verificar sites suspeitos. Entre elas está o Site Advisor, da McAfee, que é gratuito. Basta entrar no endereço http://www.siteadvisor.com/sites/XXX, substituindo o XXX pelo link suspeito. Na mesma hora virá uma resposta sobre a página.

3. Use o Google Chrome

Dentre todos os navegadores, o Chrome é considerado um dos mais seguros. O Google mantém um banco de dados com sites maliciosos e, no momento do clique, pode aparecer uma mensagem de aviso. Aí, você terá tempo de analisar com cuidado se quer mesmo visitar aquele endereço.

4. Leia o endereço com atenção

Criminosos virtuais são peritos em modificar ligeiramente o endereço de uma página conhecida para enganar internautas desatentos. Leia com cuidado o link e desconfie de caracteres estranhos, como o número “1” no lugar da letra “l”.

5. Verifique se o site é seguro

Se estiver em uma loja virtual, confira se ao lado do endereço, na barra do browser, aparece um cadeado. A figura indica que a página é certificada e que os dados são criptografados. Hoje, toda loja virtual séria toma esse tipo de precaução. Se a figura não estiver presente, o site pode ser fajuto. Antes do endereço, deve também aparecer “https://”, em vez de “http://”. É outro sinal de que a loja é legítima.

6. Passe o mouse sobre o link

Uma das artimanhas adotadas por criminosos virtuais é dizer que o link vai para um lugar, mas direcionar o internauta para outro muito diferente. Leia o texto que aponta para o site e passe o mouse sobre ele, sem clicar – na parte inferior do navegador, você verá se a página para onde será direcionado é a que está descrita. Se tiver alguma dúvida, não clique.

7. Tome cuidado redobrado com URLs encurtadas

Golpistas costumam esconder as URLs maliciosas em encurtadores, porque os endereços desses serviços não permitem saber o destino do site. Aqui, uma boa solução é fazer uma consulta no Site Advisor ou outro serviço similar antes de clicar.

Dicas anotadas? Então boa navegação!

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*Fonte: segurancauol

Atenção: Acabaram de descobrir que o Facebook salva suas ligações telefônicas e SMSs

O Facebook está vivendo uma das maiores crises de credibilidade de sua história. Ao lado da empresa Cambridge Analytica, a rede social está no centro de uma polêmica sobre violação do direito de privacidade de seus usuários e que já rendeu perdas de 50 bilhões de dólares, mais de R$ 165 bi.

A denúncia ganha agora novos capítulos, apontando uma das formas usadas pela empresa para coletar dados dos usuários, o arquivamento de mensagens de texto, registro de duração de ligações e até o registro de telefonemas não atendidos.

Com escândalos, Mark Zuckerberg já perdeu mais de R$ 160 bi

“Você gostaria de fazer o download de uma cópia de suas informações do Facebook?”

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a partir desta pergunta foi possível descobrir a tática usada pelo Facebook de coletar informações confidenciais. Ao oferecer a opção desativar em detrimento de excluir a conta, a rede social acomoda os dados de cada usuário em uma espécie de “lixeira”, que foi descoberta a partir do download do conteúdo privado.

No Twitter, o usuário Dylan McKay disse que entre outubro de 2016 e julho de 2017, o Facebook detinha os metadados de todas as ligações feitas em seu telefone celular. Incluindo datas e duração de cada chamada. Outras pessoas também reportaram violações de sigilo, como informações sobre dia do aniversário, contatos na agenda telefônica e por aí vai.

Em comunicado, um porta-voz do Facebook justificou a coleta das informações. “A parte mais importante dos aplicativos e serviços facilitam as conexões e a busca por pessoas interessantes. Portanto, na primeira vez que você faz o login pelo celular em um aplicativo de mensagens ou uma rede social, é comum que haja o upload dos seus contatos pessoas”, disse Harry Davies, que apontou ainda que o armazenamento de dados pelo Facebook é opcional.

“As pessoas são alertadas se querem dar permissão ou não para o upload dos dados de seus telefones. É possível deletar ou visualizar as informações a qualquer momento, com o auxílio da ferramenta Download You Information Tool”, encerrou.

Os fatos comprovam o grande valor de informações vistas como banais. No atual cenário de guerra virtual, o gosto, a posição política, os hábitos e cultura das pessoas decidem eleições e rendem grandes quantias para consultoras.

O exemplo mais emblemático é o da Cambridge Analytica, acusada de utilizar dados confidenciais para aplicar em eventos como a eleição presidencial nos Estados Unidos e o Brexit, que optou por desligar o Reino Unido da União Europeia. Steve Bannon, ex-estrategista-chefe do do governo Trump, trabalhou como executivo na empresa.

Investigações apontam o uso de dados confidenciais nas eleições dos EUA

A possível fragilidade do Facebook no controle de informações vem criando uma onda crescente de exclusão de perfis, como a campanha #deletefacebook, que dá corpo para o debate sobre a continuidade da relevância da rede social, especialmente em tempos onde a disseminação de boatos se torna uma ferramenta cada vez mais expressiva.

Em tempo, até um dos fundadores do WhatsApp, Brian Acton, entrou na campanha #deletefacebook em sua conta no Twitter. “É hora deletar o Facebook”. A postagem gerou mais de 35 mil curtidas.

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*Fonte: hypeness

Como não ser espionado pelo Google e pelo Facebook – em 3 passos simples

O caso Facebook/Cambridge Analytica deixou todo mundo meio preocupado com a própria privacidade. E não é para menos: Google e Facebook coletam uma enorme quantidade de dados sobre as pessoas. Mas, fazendo algumas configurações bem simples (e que pouca gente conhece) você pode reduzir muito a sua exposição. É superfácil, leva menos de cinco minutos. E realmente vale a pena. Vamos lá:

1. Desligue o “Google Location History”

O Google monitora a localização do seu celular – e registra, minuto a minuto, todos os lugares onde você esteve, durante toda a sua vida. Ele diz usar essa informação para fornecer “melhores pesquisas de mapas” e alimentar a inteligência do Google Assistant. Mas a verdade é que, na prática, você não ganha praticamente nada com isso – a menos que aprecie ser vigiado como um ratinho de laboratório.

Para desabilitar o monitoramento, basta acessar o Google Location History. Na tela que será exibida, clique em Gerenciar Histórico de Localização. Aí é só virar a chavinha para desligar o recurso.

Se você quiser, também pode deletar a lista de lugares que o Google já registrou (é só clicar em Gerenciar Histórico, Configurações e Excluir todo o histórico de localização). O Google Maps continuará funcionando normalmente, como sempre. Mas você não será mais monitorado.

2. Desligue o monitoramento do Google Chrome

Tanto no computador quanto no celular, a maioria das pessoas usa o navegador Chrome. Ele é ótimo. Mas tem um detalhe bem ruim: monitora todos os seus passos na internet, e envia para o Google. “Não tenho nada a esconder”, você dirá. Ok. Mas você também não ganha nada se deixando monitorar – só ajuda a aumentar o já enorme prontuário que o Google possui a seu respeito.

Por isso, vale a pena desativar o monitoramento do Chrome. É bem fácil. Basta entrar nos Controles de Atividade do Google. Na tela que será exibida, é só desligar a chavinha “Atividade da Web e de apps”.

Se você quiser, também pode deletar a navegação que o Google já gravou (clique em Gerenciar Histórico para fazer isso). As mudanças não afetam, em nada, o funcionamento normal do Google Chrome. Você continua tendo o seu histórico salvo localmente, no seu celular ou desktop, inclusive. A diferença é que ele não é mais enviado para o Google.

3. Acabe com a vigilância do Facebook

Sabe quando você pesquisa algum produto na internet -um colchão, por exemplo-, e aí fica um tempão recebendo anúncios dele na sua timeline? Isso acontece porque o Facebook monitora a sua navegação na internet. Sabe aqueles botõezinhos azuis, que existem em praticamente todos os sites e servem para você compartilhar no Face a página que está vendo? Eles também funcionam como “trackers”, ou seja, contam ao Facebook que você acessou aquele site (mesmo se você não clicar no maldito botão).

O Facebook ganha muito com isso, mas você não. Vale a pena bloquear o rastreamento. É só instalar o Disconnect, um plugin que bloqueia os trackers do Facebook. Ele é grátis e automático, ou seja, você não precisa fazer nada.

O Disconnect só funciona no computador. No celular, a melhor opção é instalar o navegador Ghostery Privacy Browser, que já vem com bloqueador de trackers e tem versões para Android e para iOS. Ele é bem parecido com o Chrome (usa o mesmo motor de renderização de páginas, inclusive), mas bloqueia automaticamente as tentativas de monitoramento.

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Pronto. Agora é bola para frente, vida normal. Você pode continuar usando todos os serviços do Google e do Facebook, com todos os recursos que eles oferecem, sem ser monitorado (dentro da internet e fora dela). Repasse este guia aos seus amigos.

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*Fonte: superabril

A pressa é inimiga da reflexão

Li essa frase em um dos livros do Walter Longo e, desde então, tenho me questionado, como de costume, sobre o quão prejudicial é essa percepção, que as pessoas têm sobre a necessidade e a obrigatoriedade de consumir tudo que vê pela frente.

Pior ainda, essa percepção errônea de que devemos opinar sobre tudo, mesmo que esse tudo seja tudo que nós não dominamos sequer o básico.

É espécie de corrida contra a própria evolução.

Isso não é apenas uma característica dos ditos hard users de internet e redes sociais.

Outro dia, “esbarrei” em um post no linkedin em que a pessoa divulgava de maneira orgulhosa quantos livros leu no ano.

Eu gosto muito de ler, estou sempre lendo algo. Leio de tudo um pouco. De ficção a espiritualidade. De livros de negócio a livros de história.

Já fui, inclusive, o tipo de pessoa que tem meta de leitura. Algo que atualmente não faz sentido mais pra mim.

No entanto, essa pessoa do Linkedin, a qual citei acima, estava fazendo algo, na minha humildade opinião, surreal: ele transformou a leitura em matemática pura, calculando friamente quantos minutos ele gastaria – literalmente- para ler cada página.

Desprezando o que a leitura tem de mais sagrado: a capacidade de refletirmos sobre cada parágrafo.

Segundo as contas dele, ele demoraria 2 minutos em cada página, e isso lhe deu base para calcular em quanto tempo ele leria 30 páginas por dia, para que, no final do mês tivesse atingido um número X de livros junto a meta que ele havia determinado naquele post cheio de likes e de outras pessoas que, não satisfeitas em não serem vistas como pessoas cultas e leitores dedicados, começaram a disputar, implicitamente, quantos livros cada um leu mais do que o outros.

Fiquei triste de ver como a leitura foi levada à esse ponto, ao ponto de ser um hábito para sustentar egos. OK, eu sei que isso é normal. Não deveria, mas é.

Prossigamos…

Confesso que fiquei o resto do dia refletindo sobre esse cara, e depois de refletir o dia todo, e até mesmo me auto questionar sobre se o erro seria eu não acompanhar toda essa ansiedade no consumo de conteúdo, ou se esse cara estaria realmente ligado no piloto automático e seguindo o fluxo padrão de uma sociedade cada vez mais imediatista, egocêntrica e asfixiada pela bolha.

“A pressa é inimiga da reflexão” virou o meu lema

Dentre vários ensinamentos do Mr. Longo, esse, um dos mais simples e diretos ao ponto, poderia dizer que virou o meu slogan para vida pessoal e profissional.

Entrar em qualquer que seja a rede social e jogar o seu tempo fora, rolando o scroll do mouse é a doença do século. Não temos mais paciência para absorver a ponto de entender e dialogar de maneira saudável sobre qualquer que seja o assunto.

É cada um com sua verdade absoluta e individual e ai de você se discordar.

A causa de tudo isso? Uma sociedade que encontrou conforto nesse ping-pong de telas que o cotidiano nos apresenta, favorecendo apenas o nosso ponto de vista. O tal do imediatismo que nos cega e nos impede de exercer reflexões sobre pontos de vista contrários ao nosso.

Também conhecido como efeito bolha, tema que não me convém abordar nesse post.

Para finalizar o texto, tenho um exercício: faça um teste e diga para as pessoas que você não usa WhatsApp e veja a reação delas.

Acho que eles assustariam menos se você disser que matou alguém, do que dizer que não usa o WhatsApp. E isso eu digo com experiência própria, pois quase não uso WhatsApp e sempre sou surpreendido com duas expressões bastante comuns: a de espanto real e a de dúvida.

Motivo?

Nenhum em especial, apenas prefiro evitar o excesso telas e de informação no meu dia a dia, sem pressa de responder ou de obter respostas.

Nada é tão urgente que não possamos parar por alguns minutos para refletir sobre o assunto.

Obrigado pela sua atenção e até a próxima história.

*Por Edson Caldas Jr.

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*Fonte: storia

A linda falsa vida que muitos sentem a necessidade de mostrar

Tem gente que anda tão preocupado em se mostrar bem e agradar, que acaba se perdendo de si mesmo. Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela.

São tantos que vivem iludidos por espelhos de pequenas ilusões e escondidos atrás de cortinas de grandes mentiras, que com o passar do tempo perdem a noção da realidade. Já não conseguem viver sendo verdadeiros. É há uma cobrança coletiva por baixo disso. Somos cobrados pelo sucesso alheio e incentivados a sermos iguais. Mal sabemos que, em algumas situações, por detrás de uma foto postada, quase sempre há máscaras, quase sempre há pessoas com a alma ferida, tentando se mostrar fortalecidas.

Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela. Tentar competir com o mundo é a melhor e mais rápida maneira de ser derrotado.

Existe um enquadramento relacionado entre as redes sociais e sua fábrica de ilusões. Parece absurdo, mas, na maioria das vezes, só postamos aquilo que queremos que os outros vejam. Postamos aquilo que queremos ser (e muitas vezes não somos). A verdade nem sempre é mostrada. Poses e mais poses, filtros e mais filtros para se chegar na foto perfeita. Quantas são as vezes que em busca de aprovação de outras pessoas, pintamos um quadro totalmente disforme da realidade. Nem sempre é o que parece, por vezes as pessoas estão prestes a cair num precipício, mas querem que todos pensem o contrário. A busca doentia por “likes” transforma fulanos e fulanas em reféns de suas próprias mentiras.

A postagem dos outros se torna uma provocação e é preciso se mostrar melhor. Mudar a aparência não é mais suficiente, é preciso fingir outra vida.

Na verdade, há casos em que a diferença de imagem entre a pessoa real e a pessoa mostrada na tela do computador é tão grande, que, na grande parte das vezes, é algo inacreditável. São figuras distintas, quase que irreconhecíveis quando colocadas lado a lado. A sociedade se reconfigura quando se projeta uma imagem vitoriosa. Há uma aceitação maior. Há uma glorificação da figura do ser bonito, rico e perfeito e não se enquadrar nisso é dolorido para pessoas (em sua maioria) com a autoestima abalada demais ou elevada demais. Umas de um lado, outras de outro. Paradoxos difíceis de compreender. Um sonho de consumo que faz muitos se sentir inseguros e tristes. Um sonho de consumo que faz muitos se mostrar alegres e bem-sucedidos. Um sonho de ser além do que as outras pessoas comuns aparentemente são.

Os perfis são tão perfeitos, as pessoas tão alegres, as fotos tão bonitas, as comidas tão gostosas, as selfies mais incríveis, as festas mais chiques, os amigos tão sorridentes, as famílias tão impecáveis, empregos poderosos, romances maravilhosos, viagens inesquecíveis, as roupas mais caras: A melhor vida possível! Depois desse prazer dos diversos likes, essas ações viciam e tendem a se repetir.

Quando tudo isso é verdadeiro e realmente vivemos e temos essa vida, é bom demais expor as conquistas.
Ostentar sucesso e trabalhar o marketing pessoal, pode fazer parte, saudavelmente, do dia a dia do vaidoso. Quando é sem muitos exageros, melhor ainda. O perigo é quando muita parte do que é exibido não é real, é montado, disfarçado, é fake. Existe o risco de ser descoberto e o castelo cair, o prazer pode virar dor, a luxúria pode virar amargura, aplausos viram vaias, beleza vira vergonha e sorrisos viram choro.

É complicado pensar que atualmente os níveis de felicidade, realização e sucesso das pessoas são calculados pelo número de likes e coraçõezinhos em seu perfil. Cliques esses, muitas vezes feitos por pessoas que nem se conhecem.

Fica mais difícil saber que isso também nos atinge. Essa falsa prosperidade que muitas vezes encontramos na vida dos outros, nós tentamos concretizar na vida da gente também e nem sempre conseguimos.

A vida não nos cobra perfeição, mas a sociedade sim, os amigos sim, a família sim e com isso projetamos uma imagem de vencedor para agradar. Esse limite entre o real e o virtual, nos traz para uma reflexão sobre o que fazemos e o quanto ficamos invejosos sobre o que os outros fazem melhor do que nós. É como se a felicidade interior só tivesse alguma serventia se as outras pessoas vissem e curtissem. Como se a felicidade alheia fosse algo para incitar inveja.

Muitas vezes a gente se sente assim, insuficiente. Sentimos inveja. Sentimos que não chegamos lá. Mas não queremos assumir e não pretendemos nos esconder. Mas, se você precisa mudar seu jeito e esconder suas verdades para caber no mundo, saiba que jamais nada disso o deixará mais feliz, nem mais aceito, nem mais bonito ou bem-sucedido.

Quando você se mostra grande em cima de algo que você não construiu, a queda é certa e sua pequenez será exposta algum dia. Não existe quem não precise de melhorias, sempre deve haver uma inspiração que nos guie aos acertos, mas é preciso repelir os erros, é preciso aceitar quem somos.

Se a gente tiver um coração do bem, ele se abre e cria espaço para receber energia positiva e somente um coração cheio de alegria e verdades pode fazer uma alma repleta de felicidade.
A alma é que deve se mostrar feliz e não aquela foto maquiada da rede social. Só por isso já vale a pena a gente lutar para se mostrar como é. Não deixe que as vaidades o impeçam de andar somente pelos caminhos da verdade. Somente a verdade deve ser mostrada, mesmo que ela não o enobreça, mesmo que ela não o cresça, mesmo que ela não o coloque em palanques e palcos, não lhe traga prêmios e palmas. Mas entenda que só ela importa. Só ela é nobre. Só ela interessa.

A imagem verdadeira é a única coisa que a gente deve ter de melhor e mais belo a se mostrar.

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*Fonte: osegredo

Primeiro cabo de internet ligando América do Sul e África chega ao Brasil

Após 6,3 mil quilômetros de construção, o primeiro cabo submarino de internet a ligar América do Sul e África finalmente chegou ao Brasil. O chamado SACS (South Altantic Cables System) começou a ser instalado na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), nesta semana.

Do Ceará, o cabo se conecta à África por meio da cidade de Sangano, na costa de Angola. É o primeiro cabo submarino de internet instalado no Oceano Atlântico Sul e, quando estiver operando, promete trafegar mais de 40 Terabits por segundo.

Até chegar a Fortaleza, a instalação durou apenas dois meses, mas ainda não chegou ao fim. A empresa Angola Cables, uma das envolvidas na construção do sistema, agora fará o aterramento do cabo, uma série de testes e, por fim, a conexão com o data center da capital cearense.

Mesmo com essas etapas pela frente, a previsão é de que o SACS comece a operar ainda no primeiro semestre deste ano. Através dele, a transferência de dados entre os dois continentes ficará mais rápida e estável, acelerando a conexão e a comunicação entre mais países.

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*Fonte: olhardigital

EUA derrubam neutralidade da rede e abrem caminho para Brasil fazer o mesmo

Neutralidade da rede, o princípio pelo qual uma operadora não pode bloquear a internet de um usuário com base no conteúdo que ele acessa, deixou de ser válido nos EUA nesta quinta-feira, 14, como informa o Engadget. As consequências disso podem chegar ao Brasil em breve.

Em um sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta, a FCC (Comissão Federal de Comunicações, ou “Federal Communications Commission” em inglês), órgão que regulamenta as telecomunicações dos EUA – como a Anatel no Brasil – votou por abolir o princípio da neutralidade da rede da legislação americana.

A votação foi decidida por três votos a favor da queda e dois contra. Os comissários que decidiram pelo fim da lei foram liderados por senadores republicanos e Ajit Pai, presidente da FCC nomeado neste ano por Donald Trump após anos atuando como advogado de grandes operadoras.

A neutralidade da rede garante que as operadoras não vendam pacotes de internet fracionados, em que, por exemplo, uma pessoa paga para ter acesso a YouTube e Facebook, mas tem que pagar mais se quiser acessar também a Netflix. Agora, este princípio não vale mais, e este tipo de discriminação passa a ser legal nos Estados Unidos.

Como isso impacta o Brasil? Uma recente reportagem da Folha de S. Paulo revelou que operadoras brasileiras aguardavam apenas uma decisão da FCC para pressionar o governo daqui a acabar com a neutralidade da nossa rede, protegida desde 2014 pelo Marco Civil da Internet e garantida por um decreto assinado em 2016.

Se a FCC aprovasse o fim da neutralidade da internet dos EUA, as operadoras brasileiras começariam “uma rodada de visitas ao Planalto, ao Congresso, aos ministérios das Comunicações e da Justiça e à Anatel” para aprovar uma mudança parecida no Brasil.

Tudo indica, portanto, que é uma questão de tempo até que discussões sobre a validade desta lei comecem a ser agitadas no Brasil.

 

 

 

 

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*Fonte: olhardigital

6 coisas que apenas pessoas com BAIXA autoestima postam no Facebook

A maioria das pessoas tem uma conta no Facebook, é, sem dúvida, uma das redes sociais mais famosas, onde podemos interagir com nossos entes queridos, amigos e familiares. Inclusive muitas vezes é usado como uma ferramenta de trabalho. No entanto, muitas coisas que são postadas nas redes sociais nem sempre estão a nosso favor.

Muitas empresas de recursos humanos, qualquer pessoa com habilidades na internet e autoridades podem navegar facilmente pelo nosso perfil, mesmo se tivermos a ferramenta de política de privacidade do aplicativo ativada. Muitas coisas são reveladas quando compartilhamos imagens, fotografias, vídeos e textos, tais como: nosso estilo de vida, nossa personalidade, relações sociais, até mesmo algum problema psicológico como baixa autoestima.

De acordo com o que foi publicado em Mujer 10 e outros meios de comunicação, os especialistas confirmaram as 6 coisas postadas no Facebook que detectam a baixa autoestima em uma pessoa.

1. Compartilhar sua localização

É uma maneira de gritar ao mundo o que você está fazendo. As pessoas com baixa autoestima precisam do reconhecimento e aprovação da sociedade. Uma maneira de fazer isso é compartilhar sua localização o tempo todo, para que os demais saibam da grande vida social que têm, e até uma boa situação financeira. É comum encontrar fotos viajando, quando vão a algum restaurante, cinema ou teatro. Compartilham tudo, cada um de seus movimentos.

Não é necessário publicar onde você está, que lugar você visita frequentemente, ao fazer isso você corre o risco de alguém lhe prejudicar ao saber que você está longe de sua casa.

2. Postar fotos na academia

É uma maneira de mostrar ao mundo que a cada dia que você vai à academia seu corpo se fortalece e que você está muito atraente. Ao fazer isso, seus resultados não se multiplicarão, pelo contrário, seus pensamentos são direcionados a alcançar uma aceitação de alguém. Inclusive, você pode até se expor a críticas, ofensas ou até mesmo algum desconhecido que possa querer prejudicar você.

3. Postar fotos da comida

Claro que é delicioso desfrutar de uma refeição saborosa, mas as pessoas que fazem isso o tempo todo só querem ganhar muitos likes. Não é algo que interessa aos outros, ver o que você está comendo o tempo todo. Você pode parecer ser uma pessoa frívola e até mesmo um pouco presunçosa.

4. Milhares de selfies

Os sociólogos e psiquiatras confirmam que as pessoas que compartilham muitas selfie excessivamente é porque têm baixa autoestima, insegurança e pouco amor-próprio. Podemos pensar que é o contrário, no entanto, as pessoas constroem uma identidade que precisa receber feedback e ser validada.

5. Marcas e todas as compras

Fazer compras é uma atividade que muitas mulheres amam, é uma maneira de nos satisfazer, alimentar nossa autoestima e relaxar. No entanto, ostentar cada vez que você faz compras e mostrar as marcas, é uma maneira de provar que você precisa da aprovação dos outros e que as coisas materiais importam muito para você. É uma maneira de demonstrar a baixa autoestima de uma pessoa.

6. Estado sentimental

Estudos das universidades de Brimingham, Edimburgo e Heriot-Waltt, no Reino Unido, confirmam que as pessoas que postam seus estados sentimentais, revelam que não possuem relacionamentos íntimos, isso enfraquece os vínculos afetivos que existem na vida real. Muitas pessoas postam quando se irritam com seus parceiros ou qualquer coisa que fazem com eles, o que gera falta de privacidade e realismo.

Tenha cuidado com o que você posta nas redes sociais, ao invés de passar uma boa imagem sua, pode ser o contrário. Se você precisa aumentar sua autoestima, é recomendável procurar um especialista que poderá dar-lhe o suporte e ajuda que você necessita.

Adriana Acosta Bujan – Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 6 cosas que SÓLO publicanlas personas con BAJA autoestima en Facebook.

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*Fonte:

Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas – diz o criador da realidade virtual

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico. Um visionário, ele ajudou a criar nosso futuro digital e cunhou o termo realidade virtual, nos idos dos anos 1980. Além de ser um filósofo da internet, Lanier é um músico clássico, que tem uma coleção de mais de mil instrumentos.

A despeito do visual alternativo – com longos dreads nos cabelos que lembram o estilo rastafari – e de se comportar como um hippie, Lanier nunca usou drogas. Nem quando era amigo de Timothy Leary, o pioneiro do alucinógeno sintético LSD. Leary o chamava de “grupo de controle”, por sua rejeição a químicos.

Lanier é autor de vários livros sobre o impacto da tecnologia nos indivíduos e no comportamento coletivo. Neste mês, lançou The Dawn of the New Eveything (“O Despertar de Todas as Novas Coisas”, em tradução livre).

O título se refere ao momento em que o autor colocou, pela primeira vez, um desses capacetes que nos levam ao mundo da realidade virtual – momento que descreve como “transformador” e como a “abertura de um novo plano de experiência”.

Ele foi um dos primeiros a desenvolver produtos voltados à realidade virtual, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.

Mas, embora seja um dos protagonistas da história do Vale do Silício, é um crítico dos valores propagados por empresas como o Facebook e o Google, além de dizer que evita as redes sociais.

“Evito as redes pela mesma razão que evito as drogas – sinto que podem me fazer mal,” diz.

Lanier manifesta preocupação com o efeito “psicológico” do Facebook sobre os jovens, especialmente na formação da personalidades dos adolescentes e na construção de relacionamentos.

“As pessoas mais velhas, que já têm vários amigos e perderam contato com eles, podem usar o Facebook para se reconectar com uma vida já vivida. Mas se você é um adolescente e está construindo relacionamentos pelo Facebook, você precisa fazer a sua vida funcionar de acordo com as categorias que o Facebook impõe. Você precisa estar num relacionamento ou solteiro, tem que clicar numa das alternativas apresentadas”, explica.

“Isso de se conformar a um modelo digital limita as pessoas, limita sua habilidade de se inventar, de criar categorias que melhor se ajustem a você mesmo.”

Ele também critica a forma como Facebook, Google, Twitter e outros sites utilizam os dados de usuários.

“Existem dois tipos de informações: dados a que todas as pessoas têm acesso e dados a que as pessoas não têm acesso. O segundo tipo é que é valioso, porque esses dados são usados para vender acesso a você. Vão para terceiros, para propaganda. E o problema é que você não sabe das suas próprias informações mais.”

Busca por um mundo alternativo?

Lanier entrou pela primeira vez em contato com a ideia de realidade virtual na década de 1980. A empresa dele, a VPL, criada em 1985, foi pioneira em “capacetes com tela”, desenvolvidos para mostrar mundos gerados por computadores que enganam o cérebro.

Desde o primeiro momento, Lanier reconheceu que a realidade virtual teria duas “faces”- uma com “potencial para o belo” e outra “vulnerável ao horripilante”.

“O Despertar de todas as novas coisas” conta a história do surgimento da realidade virtual. Mas também é uma autobiografia de um homem cujos primeiros anos de vida foram absurdamente fora do comum, marcados pela tragédia, a extravagância e o perigo.

A mãe dele, nascida em Viena (Áustria), havia sobrevivido a um campo de concentração e ganhava a vida fazendo, remotamente – da casa da família no Novo México (EUA) – apostas na bolsa de valores de Nova York.

Para atender a uma inesperada ganância, ela comprou um automóvel novo da cor que Lanier escolheu. Mas, no dia em que foi aprovada no exame de direção, morreu num acidente que, depois se saberia, foi causado por uma falha mecânica daquele modelo de carro.

“Choramos durante anos”, escreveu Lanier sobre sua própria reação e a do pai. A tristeza foi agravada pelo antissemitismo e a intimidação de vizinhos e colegas de classe. Um professor disse que a mãe dele “merecia” o que aconteceu, por ser judia.

Depois que sua casa ardeu em chamas por um incêndio criminosamente provocado, foram viver em uma tenda de acampamento até que o pai sugeriu que ele desenhasse uma casa para os dois.

“Estava convencido de que nosso lar deveria ser feito de estruturas esféricas similares as que encontramos nas plantas”, conta, no livro.

Ele recorda que projetou modelos com cigarros, seu pai obteve permissão das autoridades para construir e, juntos, montaram uma edificação com formato de bola de golfe.

O pai de Lanier viveu naquela casa durante 30 anos. Um ano depois da construção, quando tinha 13 anos, Lanier foi à universidade local fazer um curso de verão de química.

Quando terminou, continuou assistindo às aulas durante o semestre, até que os professores não tiveram outra escolha senão aceitá-lo como estudante universitário. Ele aprendeu a fazer queijo de cabra para vender e pagar os custos com sua educação, e costurava suas próprias roupas.

Realidade alternativa

Seria natural pensar que, depois de tudo o que viveu, Lanier quisesse se dedicar a criar realidades alternativas, com cálculos e pixels no Vale do Silício.

Mas, ele nega que o objetivo tenha sido fugir do mundo real. Para Lanier, “a maior virtude da realidade virtual é que, quando você regressa, de repente percebe a realidade com frescor, como se fosse nova”.

“Em vez de conceber a realidade virtual como um lugar a que se vai para deixar algo para trás, a mim me parece que ela está subordinada à realidade”, explicou à BBC.

Ser lagosta

Enquanto estudava informática, leu o trabalho de Ivan Sutherland, que, na década de 1960, foi uma das primeiras pessoas a criar um capacete com tela que permitia a uma pessoa ver um mundo digital por meio de programas de computador.

Depois de uma temporada em Nova York, Lanier se mudou para a Califórnia e se uniu à incipiente indústria dos videogames. Com o dinheiro que ganhava, financiava experimentos de realidade virtual com outros matemáticos – junto com alguns deles fundou a empresa VPL.

Numa ocasião, Lanier e sua equipe ficaram obcecadas com a criação de avatares não humanos.

As lagostas representavam um grande desafio, pela quantidade de extremidades, mas eles descobriram que o cérebro humano se adapta a usar apêndices (como antenas, patas e garras) com muita rapidez.

“A maioria das pessoas aprende a ser uma lagosta com relativa facilidade”, escreve. “Para mim, foi mais fácil ser uma lagosta que comer uma.”

Um futuro virtualmente real

A empresa de realidade virtual de Lanier durou somente cinco anos, mas o legado dessa tecnologia se evidencia em cada vez mais áreas.

Por causa do alto custo, a realidade virtual não se desenvolveu de forma massiva. No entanto, fabricantes de automóveis e aviões (para provar novos desenhos de cabines), os médicos (para treinamento e tratamentos, como terapia para transtorno de stress pós-traumático), e os militares, continuam a usar a essa tecnologia.

Mas, para Lanier, a realidade virtual ainda está “presa ao passado” e não se desenvolveu plenamente.

“O que a maioria tem visto é uma versão de videogame ou um filme (com tecnologia de realidade virtual). Isso é típico de novos meios. No início, o cinema se parecia com uma peça de teatro. A realidade virtual ainda não teve a oportunidade de se libertar e ser o que é.”

O filósofo da internet também faz projeções preocupantes sobre o futuro, com o crescimento da automação e o desaparecimento de empregos.

Para ele, é preciso mudar o modo como a economia está organizada, para evitar que a robótica crie uma massa de pessoas com fome e sem ocupação.

“Uma ideia é criar um contrato social, pelo qual pagamos uns aos outros por coisas que nos interessam online. O objetivo é garantir o sustento das pessoas quando as máquinas forem boas o suficiente para dirigir os onibus e caminhões”, sugere.

“Ou nós monetarizamos o que as pessoas fazem ou adotamos o socialismo… Ou deixamos um monte de gente passar fome, porque não achamos que elas servem mais. A terceira opção parece ser a que está sendo adotada, pelo menos nos Estados Unidos.”

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*Fonte: bbcbrasil

8 passos para apagar seus rastros na internet

A internet é como uma memória infinita, eterna e coletiva que guarda tudo: de suas buscas mais vergonhosas a comentários e fotos inapropriadas.

Muitas vezes nem sequer nos lembramos de tais momentos – afinal, quem é que se recorda do perfil no MySpace ou de mensagens no Facebook enviadas há dez anos?

Mas a verdade é que, a não ser que façamos alguma coisa, nossas recordações digitais ficarão no cyberespaço para sempre.

 

Mais precisamente, oito passos:

1. Busque-se nas ferramentas de busca

O primeiro passo antes de qualquer limpeza na internet é ter muito claro o que quer eliminar. Você pode começar com uma busca por seu nome e sobrenome no Google e analisar os resultados que aparecem. Inclua também outros buscadores, como Bing, Yahoo, Bipplex e Ask, por exemplo. Quanto mais, melhor.

É possível que você não encontre todas as menções de primeira e que precise fazer uma busca mais profunda. Mas dedique tempo.

Uma vez que encontre o que deseja apagar, acesse diretamente as plataformas e páginas da web onde está o conteúdo postado por você. E comece a limpeza.

2. Releia suas mensagens

É importante revisar mensagens, incluindo plataformas que já não utiliza, para assegurar-se de que não está deixando para trás algo que possa te deixar em apuros.

Estamos falando, é claro, de aplicativos de mensagens, mas também de redes sociais e fóruns.

Mesmo os locais em que você não usou seu nome real.

3. Apague suas contas em redes antigas

Você se lembra do MySpace? Foi lançado em agosto de 2008. Antes de Instagram, Facebook, Twitter e Snapchat se alçarem como favoritos, o site era o espaço escolhido por muitos internautas para o compartilhamento de fotos.

Portanto, fotos do seu passado ainda podem continuar na rede, como algumas da cantora Taylor Swift e do ator Tom Hardy, para a alegria dos fãs deles.

O MySpace continua ativo – e tem 38 milhões de usuários.

A exemplo dele, há dezenas de ferramentas “antigas” que ainda existem. As plataformas fotográficas Fotolog e Flickr, as redes sociais Hi5 e Faceparty e apps de relacionamento são alguns exemplos.

Muitos sofreram grande êxodo com a chegada de novos sites e redes sociais, mas ainda podem servir de baú do “tesouro” de fotos embaraçosas. Revise estes perfis.

4. Troque de nome

Muitas sessões de comentários em sites são geridos por gigantes da internet, como o Facebook e o Disqus – este último anunciou, em 2012, que sofreu um grande ataque de hackers.

Se você usou seu nome real em alguns fóruns e sites, e não quer eliminar todos os comentários que já fez, pode optar por trocar seu nome e a foto associada ao seu perfil.

Escolha um pseudônimo que ninguém possa identificar.

5. Ponha em prática o ‘direito ao esquecimento’

Em alguns países, as empresas de internet têm que cumprir com uma série de normas que garantem ao usuário o “direito ao esquecimento”.

O Tribunal de Justiça da União Europeia determinou em maio de 2014 que Google, Bing e outros buscadores devem permitir que os internautas escolham se querem que sejam apagados os resultados que aparecem em buscas relacionadas a eles.

Postagens antigas nas redes sociais, por exemplo, podem ser ocultadas dos resultados de buscas.

Isso pode ser especialmente útil se a pessoa está buscando emprego, já que cada vez mais as empresas fazem buscas online sobre os candidatos.

Essa medida também é importante para vítimas de violência doméstica (os agressores muitas vezes continuam perseguindo a vítima) e para pessoas com condenações prescritas ou penas já cumpridas.

Alguns lugares onde já houve decisões judiciais garantindo o “direito ao esquecimento” são México, Brasil e Colômbia. Portanto, pesquise as leis e exerça o seu direito.

6. Peça que eliminem sua conta

Algumas redes sociais complicam o procedimento ao usuário que quer apagar a conta de forma permanente. Em troca, oferecem desativar “temporariamente”.

Mas se você quer que o serviço de “limpeza” seja efetiva, o melhor é apagar a conta por completo.

O Facebook tem uma página com essa finalidade. No caso do Twitter, a eliminação é concluída depois de 30 dias.

Ao eliminar as contas do Facebook e Twitter, suas publicações desaparecerão. No entanto, algumas cópias podem continuar aparecendo nos resultados dos buscadores.

7. Proteja suas contas

O material que compartilhamos por meio de mensagens privadas – como no WhatsApp e no Messenger – geralmente é mais sensível e confidencial do que o que publicamos em fóruns e redes sociais.

É sempre uma boa ideia proteger essas contas com contrassenhas complexas e originais. Se a página na web te dá esta opção de senha adicional, faça a verificação e siga os passos.

Assim, será muito mais difícil para outros entrarem na sua conta sem permissão, pois precisarão da contrassenha, além da senha inicial de acesso ao celular

8. Um conselho final…

Nada do que você compartilha na internet é completamente privado. Uma vez publicado, nem sempre poderá ser eliminado.

Há, inclusive, sites como o Wayback Machine, que permitem “viajar no tempo” por meio de arquivos antigos da web. Isso inclui blogs e fóruns de internet.

Se você quer estar a salvo, tente não publicar conteúdos dos quais possa se arrepender posteriormente. E, de vez em quando, faça uma boa “limpeza” dos rastros deixados na rede.

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*Fonte: bbcbrasil

Correios fortalece parceria com e-commerce brasileiro

Líder de entregas do comércio eletrônico, com 40% do mercado nacional, os Correios querem continuar a ser o parceiro preferencial das lojas virtuais brasileiras. De 1 milhão de encomendas entregues por dia, 70% são provenientes de e-commerce. Desde o ano passado, a empresa vem trabalhando em pontos críticos, revendo sua linha de produtos e investindo fortemente para dar apoio a um dos poucos setores da economia que não param de crescer. Apenas em setembro, a quantidade de entregas de encomendas aumentou 10% em relação ao mesmo mês de 2016.

Pensando no pequeno e-commerce, a empresa criou este ano o Correios Log+, um serviço de fulfillment em que fica responsável pelo estoque, separação, embalagem, impressão de etiqueta e envio dos produtos comercializados pelas lojas virtuais.

A solução vem resolver um problema de logística para o comerciante que, terceirizando esta etapa do processo, pode focar na venda. O Correios Log+ está disponível em seis localidades: Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Distrito Federal. De acordo com os Correios, a solução proporciona até 47% de redução dos custos logísticos totais (armazenagem, preparação e distribuição). Outra vantagem do serviço é a possibilidade de gerenciar a loja virtual de qualquer lugar do mundo. Bem aceito pelos empresários do comércio eletrônico, o Correios Log+ (fulfillment) já faturou R$ 1,8 milhão. Mais detalhes aqui.

Nova política comercial

Em maio deste ano a empresa adotou uma nova política comercial, por meio da revisão do portfólio, mudança na forma de precificação dos serviços e no relacionamento com os clientes. Com isso, o serviço e-SEDEX foi finalizado e o atendimento desta demanda foi direcionado para o SEDEX e PAC. O e-SEDEX era um tipo de entrega mais barata e exclusiva para o comércio eletrônico, porém limitada a 200 cidades. Agora o atendimento está unificado em todo o Brasil. Segundo os Correios, em 32% dos envios que antes eram feitos pelo e-SEDEX houve redução real de preço. O objetivo da nova política comercial foi organizar as entregas de acordo com as demandas do mercado nacional.

Nos primeiros cinco meses da sua implementação o volume de encomendas da companhia cresceu 16,4%. De acordo com nota dos Correios, a Política Comercial lançada este ano tem se mostrado um sucesso. A empresa ressalta que esta foi uma decisão acertada e muito focada no comércio eletrônico, acrescentando que manteve a liderança de mercado no e-commerce e ampliou o volume e faturamento de encomendas.

Outra iniciativa é a distribuição de 58 mil dispositivos eletrônico em todo o Brasil, para os carteiros, que permite a confirmação da entrega em tempo real. A confirmação eletrônica já funciona para os serviços premium (SEDEX Hoje, 10 e 12) e agora está sendo ampliada para todos os serviços de encomenda. O dispositivo informa se a entrega foi feita no horário, para quem foi entregue e tira foto da etiqueta com a assinatura de quem recebeu. Assim o cliente tem mais facilidade e agilidade para saber a quem a encomenda foi entregue.

Ampliação da capacidade de processamento
Máquina de triagem automatizada agiliza o processo de entrega das mercadorias (Foto: Divulgação)
Máquina de triagem automatizada agiliza o processo de entrega das mercadorias (Foto: Divulgação)

Desde o ano passado os Correios investem para triplicar a capacidade de processamento das encomendas, atendendo à crescente demanda do comércio eletrônico. A empresa está investindo 137 milhões de dólares na implantação de 10 novos sistemas automatizados de triagem, até 2020. Uma encomenda é processada da seguinte forma: o lojista envia o produto por uma unidade dos Correios próxima de sua empresa, que é então levado a um grande centro de tratamento onde é tratado e remetido a uma unidade de distribuição dos Correios perto do destinatário, sendo por sua vez entregue ao comprador.

Duas novas máquinas já foram instaladas no Centro de Tratamento de Encomendas Cajamar, em São Paulo. Principal hub logístico dos Correios, com 70 mil metros quadrados, o Centro é responsável inclusive por cargas aéreas. Pelo menos outros 10 centros de tratamento dos Correios também receberam ou receberão ainda este ano atualizações do maquinário de triagem. Com a conclusão do projeto, os Correios passarão a contar com 19 sistemas de triagem automatizada de encomendas instalados nas principais cidades do país, o que corresponderá a uma capacidade de processamento total em torno de 220 mil encomendas por hora. De acordo com o Departamento de Encomendas e E-commerce dos Correios, esta medida permite a melhora dos prazos e controle total das encomendas e atende a uma demanda do mercado e dos próprios consumidores.

Preparação para Black Friday e Natal

Os meses de novembro e dezembro alteram de forma significativa a rotina dos Correios. O aumento da entrega de encomendas da Black Friday e do Natal é tão intensa que a empresa começa a se preparar muito antes, já a partir de julho. Para a operação de fim de ano, que considera o aumento de demanda proporcionado pelas duas datas comerciais, serão contratados recursos adicionais, como mão de obra extra e novas linhas de transporte, além de reforço nas ações de gerenciamento de risco da carga. A expectativa é que o período entre a Black Friday e o Natal gere um aumento, para os Correios, em torno de 35% na demanda de encomendas do comércio eletrônico.

Para atender a esse volume, o time de empregados dos Correios, 108 mil concursados em todo o Brasil, passa a contar com mais cerca de 1.700 funcionários temporários neste período. Além disso, a frota de 20 mil veículos funciona a todo vapor e a empresa faz contrato de novas linhas rodoviárias que reforçam as entregas. Saiba mais sobre os serviços oferecidos pelos Correios ao e-commerce aqui.

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*Fonte: revistapegn

Ameaças a dispositivos de Internet das Coisas se multiplicam em 2017

A empresa de segurança Kaspersky identificou mais de 7 mil amostras de malwares direcionados a dispositivos de Internet das Coisas (IoT) nos primeiros cinco meses de 2017. Isso representa um avanço de 74% no número de ameaças registradas entre os anos de 2013 e 2016.

Não é de estranhar. À medida que os aparelhos de IoT ficam mais acessíveis à população, eles entram na mira de criminosos digitais. Para você ter uma noção, segundo estimativa da consultoria Gartner, são 8,4 bilhões de objetos conectados à internet.

Vale lembrar que são considerados aparelhos de Internet das Coisas, além de smartphones e tablets, babás eletrônicas, geladeiras inteligentes, smart TV, webcams, smartwatches, entre outros.

Por que as ameaças se multiplicam

Além de o número de dispositivos de Internet das Coisas subir, existe outra justificativa para o crescimento das ameaças a esses aparelhos. Aqui, estamos falando da fragilidade dos sistemas de segurança do objetos de Internet das Coisas. O máximo que os fabricantes fazem nesse sentido é liberar atualizações do sistema operacional esporadicamente.

Para piorar a situação, ainda não existem soluções de segurança específicas para proteger a maioria desses equipamentos. O roteador Norton Core, ainda sem previsão para chegar ao Brasil, é uma tentativa de resolver essa questão.

Como ficar protegido

Em primeiro lugar, você deve manter todos os dispositivos atualizados. Isso porque os fabricantes disponibilizam novas versões do sistema operacional que corrigem uma ou outra vulnerabilidade.

Quando falamos de webcams e roteadores, por exemplo, é muito importante alterar a senha padrão desses aparelhos. Isso dificulta o trabalho dos criminosos. Caso contrário, basta saber o modelo e a marca do equipamento para invadi-lo a distância.

Por outro lado, não há desculpas para deixar smartphones, tablets e computadores vulneráveis. Com uma única assinatura do UOL Segurança Digital você protege todos esses aparelhos de pragas virtuais.

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*Fonte: segurancauol

Brasil é o país da América Latina que mais recebe ataques ransomware

O Brasil não anda bem das pernas. Não, não estamos falando de política nem de economia, mas, sim, de segurança digital. De acordo com levantamento da empresa de segurança Kaspersky, o país concentra 55% dos 24 mil ataques de ransomware identificados neste ano na América Latina. Na sequência, apareceram México (23%) e Colômbia (5%).

Os números não surpreendem. Isso porque o Brasil é o país com mais usuários de internet da América Latina e, por consequência, com mais vítimas em potencial de ataques virtuais.

Além disso, o ransomware é uma das pragas mais queridas dos criminosos, principalmente pelo lucro rápido e fácil. Por isso, não é de estranhar que os sequestros virtuais na América Latina tenham avançado 30% entre 2016 e 2017.

De modo geral, os ataques de ransomware costumam ser direcionados a hospitais e pequenas e médias empresas. Isso porque eles estão mais propensos a pagar o resgate para ter seus dados de volta.

Mas isso não significa que os usuários finais estejam livres dessa praga. Pelo contrário. O ransomware se aproveita de senhas inseguras ou de sistemas operacionais desatualizados para infectar um dispositivo.

Ransomware nunca mais

Em primeiro lugar, é importante manter navegadores, sistemas operacionais e softwares atualizados para não ficar vulnerável facilmente. Outro ponto importante: faça backups regularmente. Mesmo que seus dados sejam sequestrados, você terá cópias de todos os seus arquivos. Assim, você não entra em desespero para pagar o resgate.

Embora a maioria dos ataques seja direcionada para computadores, os dispositivos móveis também são alvo dos criminosos digitais. Isso significa que você precisa proteger todos os seus aparelhos: computador, smartphone e tablet.

 

 

 

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*Fonte: uolseguranca

Cientistas criam internet de ultra velocidade pelo ar que dispensa fibra óptica

Nada de fibra ótica: as próximas conexões de internet de ultra velocidade poderão chegar pelo ar. É o que pretendem cientistas da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, que desenvolveram um sistema de transmissão através da reflexão de luzes. Além de mais barato e fácil de instalar, o novo sistema permitiria a melhor prestação de serviços em zonas rurais.

A técnica funciona da seguinte forma: os cientistas podem torcer os fótons, que são pequenas unidades de luz que carregam informações, ao passa-los por um tipo de holograma “similar àqueles em um cartão de crédito”, segundo a equipe. Ao passar por essa técnica, os fótons seriam capazes de carregar mais informações do que os tradicionais algarismos “zero” e “um”. Além disso, a transmissão dessas partículas superariam interferências no ar e obstáculos.

Para testar a nova tecnologia, os cientistas desenvolveram um experimento na cidade de Erlangen, na Alemanha. A transmissão percorreu uma distância de 1,6 KM sobre ruas, campos e prédios altos para simular com precisão um ambiente urbano e com atmosfera turbulenta. Na ocasião, os pesquisadores também aproveitaram para observar novos desafios causados por esse tipo de ambiente.

ReproduçãoA grande vantagem que essa tecnologia pode oferecer em relação à fibra ótica é a maior praticidade e redução nos custos de instalação. Atualmente, as redes fixas de alta velocidade exigem o cabeamento de cidades inteiras, desacelerando a velocidade de implantação dessas redes nas cidades, especialmente menores.

Antes disso, porém, a tecnologia de luz torcida precisa superar alguns obstáculos como o fato de não atravessar paredes, como as redes Wi-Fi. Com isso, é provável que as operadoras adotem um sistema híbrido, fazendo uso dos cabos apenas nas áreas necessárias. Por enquanto, a nova conexão segue em desenvolvimento e sem previsão de chegar ao mercado.

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*Fonte: olhardigital

Sites desenvolvidos por hackers dão golpe mesmo sem interação da vítima

Há pouquíssimo tempo, a recomendação mais comum de segurança era evitar clicar em links e imagens suspeitos. Até agora, essa era uma grande estratégia de segurança e manteve muitos criminosos longe dos seus dados.

Acontece que as pragas evoluem e os criminosos digitais estão conseguindo se superar. De acordo com pesquisas, há sites que dão golpes mesmo sem nenhuma interação da vítima.

Conhecido como “fraude do clique zero”, o processo não exige nenhum clique para “inscrever” os usuários em supostas listas de sites com conteúdo pornográfico. É uma evolução da “fraude de um clique”, que exigia da vítima apenas uma interação para iniciar o golpe.

Como acontece o golpe?

Tudo começa quando o usuário se depara com um site pornográfico que pretende rastrear e indexar vídeos encontrados na internet. Aí, basta o usuário clicar em um desses links para seu browser ser redirecionado para outro site, onde aparece uma tela que se parece com um player de vídeo.

Na “fraude de um clique”, os usuários são obrigados a clicar no vídeo ou em qualquer botão. É assim que os criminosos garantiam que as pragas seriam instaladas – com alguma ação da pessoa normal do outro lado da tela.

No entanto, nos sites infectados com a “fraude do clique zero”, as páginas saltam automaticamente para a página de inscrição, sem que seja necessária qualquer interação do usuário.

Assim, os criminosos digitais colocam o usuário em qualquer serviço online com cobrança mensal.

Por que acontece o golpe?

Os sites infectados com a “fraude do clique zero” têm em seu código HTML uma meta tag usada para buscar uma URL diferente depois de poucos segundos de uma atualização da página.

Qual a intenção do golpe?

Com isso, o usuário é falsamente levado a acreditar que se inscreveu para o serviço sem qualquer aviso, ficando obrigado a pagar as taxas cobradas que, em alguns casos, podem ultrapassar os 2 mil dólares.

As vítimas também recebem a opção de chamar um serviço de atendimento ao consumidor no prazo de 24 horas, caso tenham se inscritos por acidente e, em muitos casos, janelas ficam piscando no telefone do usuário, exibindo o número do serviço de atendimento.

Essa é mais uma tentativa de atrair as vítimas que podem estar desesperadas para cancelar a assinatura do serviço. Assim, eles tentam convencê-las a realizar o pagamento das altas quantias. Além disso, os hackers também registram o número de telefone utilizado para realizar a chamada para utilizá-lo futuramente em novas operações fraudulentas.

Como se proteger do golpe?

Além de seguir a boa e velha orientação de evitar sites suspeitos, caso você venha a ser vítima de algum golpe como esse, é importante ter em mente que essa “inscrição” apontada pela página é falsa. Portanto, procure ignorá-la. Não tente entrar em contato com qualquer número de telefone ou e-mail oferecido a você.

Por fim, preocupe-se em manter seus dispositivos seguros com bons aplicativos de segurança. Se você não sabe qual antivírus assinar, o UOL Antivírus é uma ótima opção. Bem robusto, ele deixa a sua máquina bem mais protegida e você só precisa pagar uma mensalidade bem baixa.

 

 

 

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*Fonte: segurancauol

Facebook privilegiará amigos e familiares em vez de notícias

O Facebook quer mais fotos de férias, mais mensagens apoiando um determinado time de futebol, mas formaturas e mais festas de aniversário. A mais recente atualização de seu algoritmo, a fórmula secreta que decide o que será mostrado primeiro em cada perfil com base no seu histórico de navegação, atividade e amigos, irá exibir mais imagens, vídeos e links de amigos e menos de marcas e veículos de comunicação.

Isso não quer dizer que a empresa esteja atacando diretamente os meios de comunicação, mas sim que as páginas oficiais deles perderão parte do seu poder de divulgação. Também não significa que os conteúdos dos veículos serão menos vistos, mas sim que eles terão mais visibilidade quando os usuários os compartilharem do que quando forem publicados em suas próprias páginas. O Buzzfeed e o Tasty, dois meios de comunicação surgidos na própria internet, cuja estratégia de crescimento meteórico se baseou na rede social, não se pronunciaram sobre a decisão. De toda forma, o Facebook deixa uma porta aberta para a publicidade como uma forma de ampliar sua divulgação.

O Facebook, que conta com mais de 1,65 bilhão de usuários ativos, afirma que o seu objetivo é conectar o mundo e que faz todo sentido que a prioridade esteja nos amigos e familiares. Em um texto assinado por Adam Mosseri, responsável pela News Feed, nome da página principal em que se publicam os conteúdos jornalísticos, a empresa deixa claro que as notícias e o entretenimento têm um lugar secundário. “Temos nos empenhado cada vez mais em projetos que façam com que os usuários se expressem junto com os seus amigos, que aprendam com eles e conversem entre si”, afirma Mosseri.

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo, com o objetivo de personalizá-lo de forma a torná-lo mais agradável para os seus consumidores. O Instagram, que pertence ao Facebook, mantém a ordem cronológica, embora já tenha anunciado, em duas ocasiões, sua intenção de adotar um algoritmo. A reação negativa por parte da comunidade congelou a ideia.

Durante a inflamada campanha das primárias nos Estados Unidos, o Partido Republicano acusou a rede social de refletir o seu viés político na hora de exibir os conteúdos. Sheryl Sandberg, a número dois do Facebook, foi encarregada de dialogar com o partido e esclarecer que tudo é definido pela tecnologia, e não pelas pessoas que estão por trás da rede social.

 

Mosseri afirma que a mudança não é definitiva e que irá se adaptando de forma contínua conforme as preferências de seus clientes, ou seja, dos perfis. O Facebook analisa o comportamento de seus usuários de forma minuciosa. Tanto assim, que sabe até mesmo quando uma mensagem foi escrita mesmo sem ter sido, ao final, publicada no mural. A empresa tem consciência de que o conteúdo gerado por seus usuários tem diminuído, e, há dois meses, vem experimentando o uso de mensagens de boas-vindas pré-fabricadas para impulsioná-lo. A ideia é lançar uma âncora na realidade, para que se crie mais conteúdo.

Daí que convide a mostrar o apoio à seleção de futebol que está jogando, seja a Eurocopa ou a Copa América. Tomam como referência a nacionalidade, bem como a localização do usuário. Não é também estranho que usem festividades locais ou celebrações como o Orgulho Gay como gancho para compartilhar o ponto de vista a respeito. No domingo, para todos os que se declararam espanhóis, insinuava que dissessem se já haviam votado. São, claramente, mensagens que têm relação com a atualidade e com temas de debate na rua. Sua ambição é transferir essas conversas para o ciberespaço.

O novo algoritmo também afetará o conteúdo próprio do Facebook: os Instant Articles e os vídeos ao vivo.

Não é por acaso que ao entrar na página dos vídeos eles sejam diretamente baixados. Nem mesmo que essa seja sua grande aposta. Cada vez que sabem que há uma fuga de tráfego corrige-na criando um serviço semelhante para ficar dentro de seus domínios. Viram que o YouTube era a porta de saída mais frequente e criaram uma plataforma própria de vídeo. Em poucos meses tomaram a dianteira, oferecem transmissões ao vivo antes que o YouTube, propriedade do Google, tenha dado o passo.

Nesse mesmo sentido, o Facebook lançou há um ano o Instant Articles. EL PAÍS já se uniu à plataforma. Esse sistema permite consultar de modo muito rápido o conteúdo das mídias que fazem parte do acordo. Serve para impulsionar o consumo de uma publicação específica e a mostra com uma estética ajustada ao celular. A equipe de Zuckerberg o apresentou como um possível alívio para a situação econômica dos meios de comunicação. A publicidade desses artigos adaptados pode ser administrada diretamente pelos editores ou ser delegada a eles e compartilhar seguindo o padrão habitual dos aplicativos, 70% para os criadores e 30% para o suporte.

Paradoxalmente, os conteúdos nativos também não ficarão livre de serem afetados pelo novo algoritmo. Tanto Instant Articles como os vídeos ao vivo (os Facebook Live, a outra grande aposta da rede social) terão seu alcance e difusão afetados. “A influência do algoritmo é indiferente ao tipo de conteúdo”, explicou Mosseri.
Contragolpe do Google

O Google, com uma posição radicalmente contrária, respondeu com o AMP, um formato de livre adoção (não é necessário firmar um acordo com eles para usá-lo e o código é livre). AMP, acrônimo em inglês de páginas móveis avançadas, baixa as páginas rapidamente, acelerando o código fonte. É mantido o link, algo que não acontece no Facebook, para que se possa compartilhar por toda a rede. Para incentivar sua adoção o buscador apresenta antes os resultados de páginas que são AMP e as mostra com um carrossel de imagens, de tal modo que se tornam mais atraentes. EL PAÍS esteve entre os órgãos pioneiros da mídia em usar esse sistema de publicação.

Há uma semana, durante a VidCon, a feira de vídeos online realizada em Los Angeles, foi revelado que o Facebook está pagando a órgãos da mídia para emitir vídeos ao vivo dentro de sua plataforma. Os cálculos iniciais falam de 50 milhões de dólares (162 milhões de reais) repartidos entre Buzzfeed, CNN, The New York Times, Huffington Post e Mashable. Também pagaram ao Real Madrid e Barcelona por seus vídeos ao vivo.

O Facebook quer conteúdo, mas não links para fora. Seu modelo de negócio, centrado na publicidade, demanda que se passe cada vez mais tempo dentro. Se alguém segue um link, talvez continue navegando longe de seus domínios.

 

 

 

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*Fonte: elpais

Pesquisadora passou anos no 4chan para explicar o cinismo que domina a web

Em novo livro, professora americana destrincha a ambivalência e a mordacidade niilista que impera nos memes e discursos online.

The Ambivalent Internet [A Internet Ambivalente, em tradução livre] é um livro teórico que compara a cultura online ao folclore, um meio desregrado porém profundamente tradicional em que histórias (ou memes, no caso) são transmitidas de geração em geração e evoluem a cada narração.

Os autores Ryan Milner e Whitney Phillips, professores de Comunicação e Estudos Literários, exploram o ato de contar histórias na rede, dos contos da creepypasta ao Xeroxlore, de Harambe a Hulk Hogan. O estudo trabalha o tema da ambiguidade linguística: se queremos mesmo dizer o que publicamos na internet e, em caso negativo, o que então queremos dar a entender.

Conversei com Phillips via Skype. Ela é professora assistente da Universidade Mercer, na Geórgia, Estados Unidos, e autora do livro This is Why We Can’t Have Nice Things, estudo sobre trollagem e seu contexto cultural. Ela se infiltrou no 4chan por anos a fio para pesquisar e escrever.

“O folclore oferece ferramentas perfeitas para descrever comportamentos cambiantes, [como, por exemplo] como pessoas interagem entre si, e como as tradições mudam com o tempo”, ela comentou.

O que se destaca no livro é o tratamento da internet enquanto cultura escrita, uma tapeçaria de ficção colaborativa. Phillips vê as redes sociais como uma tela desordenada, em constante mudança, algo difícil de definir, quanto mais compreender. “As ferramentas da escrita online permitem que as pessoas não só coloquem mais significados em jogo, como criem coisas completamente novas… As pessoas agora fazem parte da produção cultural e não só respondem a ela”, diz.

Milner e Phillips optaram por entregar a versão final do livro no dia após as eleições americanas de 2016. “De certa forma, o livro foi escrito em outra era — a era Trump tem vida própria, embora os conceitos discutidos no livro ainda sejam relevantes”, disse ela. Com efeito, o texto aborda a ascensão de um tipo específico de sectarismo online em que a ambivalência serve de véu para discursos de ódio. Os jornalistas têm dificuldades em entender o “humor” da nova direita, a chamada alt-right, ao passo que qualquer pessoa que se magoe vira um “bunda-mole sensível”.
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“Se foi com cinismo e ironia que chegamos até aqui, não será assim que sairemos dessa. Ok, corremos o risco de soar piegas, mas qual é a alternativa?”

Phillips mapeia o trajeto dessa vertente de cinismo niilista nas comunidades de trollagem, que emergiu depois do atentado de 11 de setembro. Em 2003, enquanto as guerras no Afeganistão e no Iraque pegavam fogo, o presidente Bush aconselhou o público a combater o terrorismo com passeios na Disney. Na época, o 4chan começou a desenvolver seu tom característico, aquele que nada além do “kkkkkkk” importa.

Por fim, esse niilismo todo foi absorvido por alguns segmentos de massa. “A ironia e o cinismo foram incorporados no DNA de boa parta da cultura online”, explicou Phillips. “E o fato desse tom ter emergido no momento em que emergiu, e ainda prevalecer, pelo menos em certas comunidades, não é coincidência — o folclore é sempre um reflexo de seu tempo.”

A influência do 4chan culmina no capítulo final do livro sobre um vídeo intitulado “Trump Effect” [Efeito Trump]. Inspirado na franquia de games Mass Effect, o clipe é uma orgia de hipérboles militaristas. Aparecem veteranos sem-teto e uma águia ao som de um coro. Eis que surge Hillary gargalhando, Ben Carson sonolento e uma bandeira dos Estados Unidos toda rasgada, tudo narrado por um Martin Sheen malévolo. Capaz que o vídeo seja uma sátira; capaz que seja apoio fanático. O próprio Trump o retuitou.

Ainda que o livro mantenha distância acadêmica, a própria Phillips defende a sinceridade com unhas e dentes. “Esse tipo de cinismo não envelheceu bem em 2017. Nunca passou de ladainha; representou sempre uma posição privilegiada para se tomar. Para as pessoas sob ameaça, não há tempo e espaço para ser irônico. Elas não têm escolha além de se importar”, diz.

Phillips acredita que a mudança está por vir e que a ambivalência tem seus limites. “Se foi assim que chegamos até aqui, com cinismo e ironia, não será assim que sairemos dessa. OK, corremos o risco de soar piegas, mas qual é a alternativa?”, disse ela.

A mudança pertence àqueles que ousam clamá-la: “Não há nada mais vulnerável nas redes do que dizer que você se importa. Isso demanda certa coragem, sobre a qual nada sabe o cinismo.”

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*Fonte: motherboard

Por que você deve ir além do Google? como fazer pesquisas na internet

Não é incomum encontrar estudantes de graduação e até mesmo pós graduação que não sabem fazer uma pesquisa acadêmica corretamente. As escolas e as universidades falham em não ensinar os alunos como fazerem pesquisas confiáveis na internet. A internet dispõe de um arsenal de dados que pode ser muito útil para sua pesquisa se você souber encontrá-los. Neste artigo irei dar dicas para uma pesquisa eficiente e exemplos de mecanismos de busca que podem ser muito úteis além do famoso Google.

O primeiro erro que algumas pessoas cometem ao usarem o Google é acharem que os primeiros resultados que aparecem são sempre os melhores para sua pesquisa. De fato, o mecanismo do Google seleciona os resultados que mais correspondem as palavras que você pesquisou. Mas, se sua descrição não for boa ou for ambígua, você terá maus resultados. Por tanto, tente ser objetivo na descrição do seu tópico de pesquisa e evite palavras de duplo sentido ou conceitos que podem significar mais de uma coisa sem especificar o sentido. Você deve pensar nas informações que quer obter e também naquelas que não precisa.

Escolha bem suas palavras chaves – Para identificá-las basta dividir seu tópico de pesquisa em assuntos. Suponha que você deseja entender as causas do desastre ambiental em Mariana-MG. Seu tópico de pesquisa poderá ser: Os erros que causaram a tragédia ambiental no município de Mariana.  Você deve descartar as palavras que descrevem as relações. Podendo ficar assim: Tragédia ambiental – município de Mariana – Causas.

É nessa hora que deve procurar sinônimos para essas palavras, afim de aprimorar os resultados nas suas pesquisas. Use termos semelhantes, pois nem todos os trabalhos que se referem diretamente ao seu problema usará as mesmas palavras que você usou. Mas veja, colocar no campo de busca apenas “Mariana” acabará em uma série de resultados indesejáveis para a sua pesquisa.  Por isso é importante conhecer os sinônimos de referência do objeto que você está pesquisando. O Google tem uma página de dicas para ajudar a encontrar informações de forma eficiente. Confira clicando aqui.

Se sua pesquisa requerer literatura acadêmica prefira o Google Scholar como mecanismo de busca, mas lembre-se de que ele possui limitações. Ao final do texto você encontrará outros links que podem ajudar a contornar isso.

Avaliando os resultados – Por que você deve ser cético em relação aos resultados de sua pesquisa? Primeiramente, porque qualquer um pode publicar qualquer coisa na internet. Além disso, informações distorcidas ou desatualizadas também são muito comuns. Relembrando o que eu mencionei nesse artigo – Seis maneiras de estimular o pensamento crítico – Veja quem escreveu, se há alguma inconsistência nas informações, se o autor coloca as fontes de seu trabalho, em que lugar foi publicado, para qual público é publicado, se o texto têm falácias, se ele não tem vieses explícitos. Seja cético! A qualidade do seu trabalho dependerá dessas fontes. Então, não ignore essas possibilidades.

Por que ir além do Google?

O Google é sem dúvidas um grande facilitador das nossas vidas. Mas, pela quantidade enorme de informações ele pode não ser ideal se sua pesquisa exigir rigor. Ele também pode ocultar informações mais antigas. Como alternativa, você pode usar mecanismos de busca com nichos específicos, onde poderá encontrar papers científicos com maior qualidade. Alguns bancos de dados científicos:

Sci-Hub: é um repositório online com mais de 51,000,000 artigos científicos, disponíveis no seu website.
Pub-Med: é um motor de busca de livre acesso à base de dados MEDLINE com informações relacionadas à saúde.
Web of Science: é uma base de dados que disponibiliza acesso a mais de 9.200 título de periódicos de diversas áreas do conhecimento.
GREENR: Um grande banco de dados focado em informações relacionadas as ciências do ambiente.
Wiley-Blackwell Cochrane: Uma biblioteca bem conhecido na comunidade médica por fornecer relatórios precisos e atualizados.
Stanford Encyclopedia of Philosophy: Um mecanismo de busca que dá acesso a um acervo de estudos sobre os mais variados temas filosóficos.
LibGen: é um mecanismo de busca de artigos e livros sobre vários tópicos, que permite o acesso livre a conteúdos pagos.
PsycInfo: é um grande banco de dados para todas as coisas relacionadas à psicologia.

Além disso, a Universidade de Briston disponibiliza um acervo de “databases” recomendados, confira AQUI.

 

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*Fonte: universoracionalista

 

7 coisas que você nunca deve fazer no Facebook, se quer gostar de sua vida

Esses dias, depois de olhar o Facebook no meu telefone, eu imediatamente mandei uma mensagem para minha amiga dizendo: “Por favor, apague esta foto, é o pior retrato de mim!” Ela pediu desculpas, me garantiu que não achou a foto feia, mas prometeu para apagá-la.

Sentei-me no meu carro e me senti horrível por mandar uma mensagem ofensiva para minha amiga por causa de uma foto no Facebook. Então eu recebi mais três mensagens dela pedindo desculpas, como se tivesse feito algo muito errado. Tudo isso sobre por causa de uma foto boba no Facebook.

Então, por que eu surtei? Eu estava sendo autocrítica, e sentindo que intenso nível extra de julgamento que vem com posts em mídias sociais. Sua vida está lá, as pessoas podem vê-lo e julgá-lo.

Como mulheres, nós já somos hiper-críticas. É como nossa cultura nos eleva, e é um problema. Mas agora, com várias plataformas sociais, e mais notavelmente o Facebook, podemos ativamente pintar quadros do que queremos que os outros vejam. Aí a situação fica perigosa e faz mais mal do que bem, se você deixar.

Você tem o controle sobre quanto o Facebook te afeta. Aqui estão as coisas que você nunca deve fazer no Facebook, se quiser se sentir bem consigo mesma.

 

1. Não jogar o jogo da comparação.

Por chutar a si mesma quando está pra baixo? Facebook é o lugar número 1 para se perder em horas de comparação com outros (e talvez até fotos antigas de si mesmo). Este hábito nos permitem continuar nossos padrões insidiosas de auto-dúvida.

Então, use o Facebook para motivá-lo apenas por tendo pessoas  positivas e inspiradoras em seu feed de notícias.

 

 

2. Não gastar horas do seu dia no Facebook.

Facebook é um espaço virtual para conexão, mas não está vivendo e experimentando a vida real. Ele não alimenta sua alma da mesma forma que toque humano e interação.

Ao invés de gastar horas no Facebook, saia, passe um tempo com sua família e amigos, faça algo que te ilumine.

 

3. Não jogar o jogo da culpa (em si mesmo).

Facebook é um espaço onde vemos fotos que foram editadas para serem de uma determinada maneira. Não permita se fazer de vítima baseado no que você vê, como ” Essa pessoa tem tal coisa e eu não. Minha vida é uma merda. ”

Você tem os recursos dentro de si mesmo para obter capacidades e comemorar. Medite sobre a beleza e a riqueza que você tem em sua própria vida.

 

4. Não ligar para drama.

Conversas infantis não ajudam ninguém, e especialmente quando são online. Se você está tendo um conflito com alguém, ligue ou encontre essa pessoa.

Só porque você viu algo que te abalou no Facebook, não significa que você precisa segurar a energia negativa. Use o drama para se elevar, não responda e desconte sua raiva ao ar livre ou praticando algum esporte.

 

5. Não comer enquanto estiver no Facebook.

Assim como comer enquanto assiste TV, lanchar e estar no Facebook ao mesmo tempo é um mau hábito para a maioria. Este comer estúpido não é bom. Fim da história.

 

6. Não utilizar o Facebook como uma desculpa para evitar “sair” e viver a vida.

Ser você mesmo realmente e verdadeiramente é se amar na vida real. Quanto mais você se esconde atrás de uma tela de computador, mais você prova que não se acha suficiente ou perfeito do jeito que é.

 

7. Não ser falso.

Seja verdadeiro no Facebook e cerque-se daqueles que fazem o mesmo. Poste fotos naturais de si mesmo. Quanto mais você for você, mais confortável você vai se sentir. Esse é o verdadeiro amor próprio e aceitação.

Quando tentamos repetidamente parecer diferentes, escondemos nossa verdadeira beleza. Mas quando somos nós mesmos, em nossa totalidade, com nossas imperfeições, mas perfeitamente fabulosos, somos  deslumbrantes. Ninguém pode nos deixar mal ou nos copiar.

 

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*Fonte: osegredo

Quanto o YouTube paga por pageview?

Entre US$ 0,60 e US$ 5 a cada mil views, em média, com alguns casos acima ou abaixo desses valores. Isso é uma estimativa, já que o algoritmo usado pelo YouTube é secreto e é praticamente impossível determinar, com exatidão, qual a fórmula usada e qual o peso de cada variável (entenda abaixo). E o valor varia radicalmente caso a caso. O vídeo mais lucrativo da youtuber Bia Jiacomine, dona do canal Eu Não Sou Amélia!, teve 50 mil visualizações e chegou a fazer US$ 3,25 de lucro a cada mil views. Bia tem 34 mil inscritos e 1,5 milhão de visualizações totais. Dá para fazer uma grana. Mas é pouco se comparado a um gigante como PewDiePie, que tem mais de 36 milhões de inscritos e 8,8 bilhões de visualizações (dados de maio). Estima-se que ele tenha um faturamento de algo entre US$ 800 mil e US$ 8,4 milhões por ano com seu canal. E aí, quer entrar nessa?

VIEWS MONETIZADOS

Para ser parceiro do YouTube e poder colocar anúncios, você precisa ter 100% do direito autoral dos seus vídeos (usar música de banda famosa já quebra essa regra). O que conta para o YouTube são apenas as visualizações monetizadas, ou seja, aquelas em que a pessoa interage com um anúncio. Para o ad contar como visto, é preciso que a pessoa clique nele ou, no caso de vídeos, que assista pelo menos 30 segundos

Curiosidade:Usar Adblock e similares faz com que seu view não seja monetizado

CUSTO POR MIL

CPM (abreviação de “custo por mil”) é o valor que o anunciante paga ao YouTube a cada mil views monetizados de um vídeo. Sabe-se que o valor do CPM varia muito, o tempo todo, e o YouTube não é transparente em relação aos critérios. Tudo entra na conta: desde o valor que o anunciante se dispõe a pagar até a relevância dos canais de veiculação. Por isso não há uma tabela de valores. Mas a média é 1 dólar e pouco por mil views

COTA DO YOUTUBE

O YouTube não repassa integralmente o valor do CPM ao dono do canal. Ele retira uma cota antes (o “revenue share”), que é parte de suas fontes de receita. A empresa não divulga o valor oficial de sua cota, mas a cifra que circula em toda a internet, inclusive em veículos especializados, como o Business Insider, é de 45%

TIPOS DE ANÚNCIO

– Anúncio Gráfico é aquele que aparece ao lado do vídeo que você está assistindo. Só para PC

– Anúncio de Sobreposição é aquele banner semitransparente que fica sobre o vídeo. Só para PC

– Anúncio de Vídeo Ignorável é aquele comercial pulável que passa antes, no meio ou depois do vídeo. É o tipo mais popular e pode ser visto no computador, celular, smart TV e videogame

– Anúncio de Vídeo Não Ignorável, como o nome já diz, são comerciais que não podem ser pulados. Duram até 30 segundos e estão apenas no computador e celular

ENVOLVIMENTO

A pergunta que não quer calar: número de inscritos, curtidas, comentários e visualizações contam na grana feita? Apenas indiretamente. O que acontece é que os canais que bombam nesses aspectos geram mais envolvimento (em inglês, “engagement”) e, por consequência, ganham destaque em mecanismos de busca e recomendações. Isso faz diferença no valor de CPM

PAGAMENTO

A contabilidade disso tudo e os pagamentos são feitos com o sistema AdSense, do Google (dono do YouTube), que também contabiliza anúncios em blogs. Cada vez que você acumula US$ 100, o Google faz uma transferência eletrônica internacional para a sua conta bancária cadastrada. Caso você não alcance US$ 100 em um mês, o valor é acumulado para o mês seguinte

NETWORKS

Algo legal que surgiu são as multi-channel networks, empresas privadas que gerenciam e oferecem suporte a canais em troca de uma porcentagem dos rendimentos. Elas oferecem estrutura, mediam transações e podem trazer oportunidades de ganhos. Se um usuário se associa a uma, deixa de ser parceiro do YouTube, que passa a lidar somente com a rede

Curiosidade: Exemplos de networks: Vevo, Machinima (Inside Gaming), Defy Media (Smosh, Screen Junkies) e Maker Studios (PewDiePie, Epic Rap Battles of History)

 

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*Fonte/texto: mundoestranho

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Zygmunt Bauman: “As redes sociais são uma armadilha”

O polonês (Poznan, 1925) era criança quando sua família, judia, fugiu para a União Soviética para escapar do nazismo, e, em 1968, teve que abandonar seu próprio país, desempossado de seu posto de professor e expulso do Partido Comunista em um expurgo marcado pelo antissemitismo após a guerra árabe-israelense. Renunciou à sua nacionalidade, emigrou a Tel Aviv e se instalou, depois, na Universidade de Leeds (Inglaterra), onde desenvolveu a maior parte de sua carreira. Sua obra, que arranca nos anos 1960, foi reconhecida com prêmios como o Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades de 2010, que recebeu junto com Alain Touraine.

Bauman é considerado um pessimista. Seu diagnóstico da realidade em seus últimos livros é sumamente crítico. Em A riqueza de poucos beneficia todos nós?, explica o alto preço que se paga hoje em dia pelo neoliberalismo triunfal dos anos 80 e a “trintena opulenta” que veio em seguida. Sua conclusão: a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira. Em Cegueira moral, escrito junto com Leonidas Donskis, Bauman alerta sobre a perda do sentido de comunidade em um mundo individualista. Em seu novo ensaio, Estado de crise, um diálogo com o sociólogo italiano Carlo Bordoni, volta a se destacar. O livro da editora Zahar, que já está disponível para pré-venda no Brasil, trata de um momento histórico de grande incerteza.

Bauman volta a seu hotel junto com o filósofo espanhol Javier Gomá, com quem debateu no Fórum da Cultura, evento que terá sua segunda edição realizada em novembro e que traz a Burgos os grandes pensadores mundiais. Bauman é um deles.

Pergunta. Você vê a desigualdade como uma “metástase”. A democracia está em perigo?

Resposta. O que está acontecendo agora, o que podemos chamar de crise da democracia, é o colapso da confiança. A crença de que os líderes não só são corruptos ou estúpidos, mas também incapazes. Para atuar, é necessário poder: ser capaz de fazer coisas; e política: a habilidade de decidir quais são as coisas que têm ser feitas. A questão é que esse casamento entre poder e política nas mãos do Estado-nação acabou. O poder se globalizou, mas as políticas são tão locais quanto antes. A política tem as mãos cortadas. As pessoas já não acreditam no sistema democrático porque ele não cumpre suas promessas. É o que está evidenciando, por exemplo, a crise de migração. O fenômeno é global, mas atuamos em termos paroquianos. As instituições democráticas não foram estruturadas para conduzir situações de interdependência. A crise contemporânea da democracia é uma crise das instituições democráticas.

“Foi uma catástrofe arrastar a classe media ao precariat. O conflito já não é entre classes, mas de cada um com a sociedade”

P. Para que lado tende o pêndulo que oscila entre liberdade e segurança?

R. São dois valores extremamente difíceis de conciliar. Para ter mais segurança é preciso renunciar a certa liberdade, se você quer mais liberdade tem que renunciar à segurança. Esse dilema vai continuar para sempre. Há 40 anos, achamos que a liberdade tinha triunfado e que estávamos em meio a uma orgia consumista. Tudo parecia possível mediante a concessão de crédito: se você quer uma casa, um carro… pode pagar depois. Foi um despertar muito amargo o de 2008, quando o crédito fácil acabou. A catástrofe que veio, o colapso social, foi para a classe média, que foi arrastada rapidamente ao que chamamos de precariat (termo que substitui, ao mesmo tempo, proletariado e classe média). Essa é a categoria dos que vivem em uma precariedade contínua: não saber se suas empresas vão se fundir ou comprar outras, ou se vão ficar desempregados, não saber se o que custou tanto esforço lhes pertence… O conflito, o antagonismo, já não é entre classes, mas de cada pessoa com a sociedade. Não é só uma falta de segurança, também é uma falta de liberdade.

P. Você afirma que a ideia de progresso é um mito. Por que, no passado, as pessoas acreditavam em um futuro melhor e agora não?

R. Estamos em um estado de interregno, entre uma etapa em que tínhamos certezas e outra em que a velha forma de atuar já não funciona. Não sabemos o que vai a substituir isso. As certezas foram abolidas. Não sou capaz de profetizar. Estamos experimentando novas formas de fazer coisas. A Espanha foi um exemplo com aquela famosa iniciativa de maio (o 15-M), em que essa gente tomou as praças, discutindo, tratando de substituir os procedimentos parlamentares por algum tipo de democracia direta. Isso provou ter vida curta. As políticas de austeridade vão continuar, não podiam pará-las, mas podem ser relativamente efetivos em introduzir novas formas de fazer as coisas.

P. Você sustenta que o movimento dos indignados “sabe como preparar o terreno, mas não como construir algo sólido”.

R. O povo esqueceu suas diferenças por um tempo, reunido na praça por um propósito comum. Se a razão é negativa, como se indispor com alguém, as possibilidades de êxito são mais altas. De certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são muito potentes e muito breves.

P. E você também lamenta que, por sua natureza “arco íris”, o movimento não possa estabelecer uma liderança sólida.

R. Os líderes são tipos duros, que têm ideias e ideologias, o que faria desaparecer a visibilidade e a esperança de unidade. Precisamente porque não tem líderes o movimento pode sobreviver. Mas precisamente porque não tem líderes não podem transformar sua unidade em uma ação prática.

P. Na Espanha, as consequências do 15-M chegaram à política. Novos partidos emergiram com força.

“O 15-M, de certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são potentes e breves”

R. A mudança de um partido por outro não vai a resolver o problema. O problema hoje não é que os partidos estejam equivocados, e sim o fato de que não controlam os instrumentos. Os problemas dos espanhóis não estão restritos ao território nacional, são globais. A presunção de que se pode resolver a situação partindo de dentro é errônea.

P. Você analisa a crise do Estado-nação. Qual é a sua opinião sobre as aspirações independentistas da Catalunha?

R. Penso que continuamos com os princípios de Versalhes, quando se estabeleceu o direito de cada nação baseado na autodeterminação. Mas isso, hoje, é uma ficção porque não existem territórios homogêneos. Atualmente, todas as sociedades são uma coleção de diásporas. As pessoas se unem a uma sociedade à qual são leais, e pagam impostos, mas, ao mesmo tempo, não querem abrir mão de suas identidades. A conexão entre o local e a identidade se rompeu. A situação na Catalunha, como na Escócia ou na Lombardia, é uma contradição entre a identidade tribal e a cidadania de um país. Eles são europeus, mas não querem ir a Bruxelas por Madri, mas via Barcelona. A mesma lógica está emergindo em quase todos os países. Mantemos os princípios estabelecidos no final da Primeira Guerra Mundial, mas o mundo mudou muito.

P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?

R. A questão da identidade foi transformada de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade, você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo. O papa Francisco, que é um grande homem, ao ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari, um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.

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*Fonte / texto: brasil.elpais

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Cientistas afirmam que internet Wi-fi pode trazer riscos graves para a saúde

Um desequilíbrio metabólico causado pela radiação dos nossos dispositivos sem fio pode ter ligação com alguns riscos para a saúde, tais como várias doenças neurodegenerativas e até mesmo câncer, sugere um estudo publicado recentemente.

Esse desequilíbrio, também conhecido como estresse oxidativo, é definido pelo coautor Igor Yakymenko como “um desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de defesa antioxidante”.

Yakymenko explica que o estresse oxidativo devido a exposição à radiofrequência poderia explicar não só casos de câncer, mas também outras doenças menores, tais como dor de cabeça, fadiga e irritação da pele, o que pode ocorrer depois de uma exposição a longo prazo.

“Estes dados são um sinal claro dos riscos reais que este tipo de radiação apresenta para a saúde humana”, alerta.

 

Cuidado com o Wi-fi

O artigo explica que as ROS, que são muitas vezes produzidas nas células devido a ambientes agressivos, também podem ser provocadas pela “radiação sem fio comum”.

Pesquisas recentes demonstram possíveis efeitos cancerígenos da radiofrequência (RFR) e da radiação de microondas. Em 2011, a Agência Internacional de Investigação do Câncer classificou a RFR como um possível agente cancerígeno para os seres humanos. Mas a falta de explicação para mecanismos moleculares claros de tais efeitos de RFR não ajudaram na aceitação de uma realidade de risco. O artigo demonstra que os efeitos perigosos de RFR poderiam se desenvolver através dos “mecanismos clássicos” de imparidades oxidativas em células vivas.

Yakymenko e seus colegas alertam para uma abordagem de precaução no uso de tecnologias sem fio, como telefones celulares e internet wireless. [Science Daily]

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*Fonte: hypescience

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