Bubba Wallace é ameaçado de morte após protesto racista, e Nascar abre investigação

Em dia de carreata a favor do uso da bandeira associada ao racismo nos Estados Unidos, uma corda de enforcar é encontrada na garagem da equipe do único piloto negro do circuito

Uma ameaça racista contra o piloto Bubba Wallace fez a Nascar abrir uma investigação no fim deste domingo. Após carreata de um grupo de americanos em favor da bandeira associada por muitos ao racismo e à escravidão nos Estados Unidos, uma corda com laço foi encontrada na garagem da equipe do piloto, uma alusão ao enforcamento, forma cruel como milhares de negros foram assassinados durante o período de segregação racial no país.

A manifestação com muitas bandeiras confederadas aconteceu do lado de fora do circuito de Talladega, no Alabama, onde foi realizada a prova GEICO 500. A Nascar adotou a proibição do uso nos circuitos após Bubba se manifestar semanas atrás em meio aos protestos contra o racismo no mundo.

– O desprezível ato de racismo e ódio de hoje me deixa incrivelmente triste e serve como um lembrete doloroso de quanto mais temos que ir como sociedade e quão persistentes devemos ser na luta contra o racismo. Nada é mais importante e não será dissuadido pelas ações repreensíveis daqueles que procuram espalhar o ódio. Como minha mãe me mandou hoje, “eles estão tentando te assustar”. Isso não vai me quebrar. Eu não vou desistir nem vou recuar. Vou continuar orgulhosamente defendendo o que acredito – declarou Bubba em suas redes sociais.

A Nascar manifestou indignação com o ocorrido e abriu investigação imediata para identificar os responsáveis. De acordo com a CNN, a área de garagem onde a corda com laço foi encontrado é restrita ao pessoal essencial, que inclui equipes de corrida.

– No final da tarde, a NASCAR foi informada de que uma corda com laço foi encontrado na garagem da equipe 43. Estamos angustiados e indignados e não podemos afirmar com força suficiente o quão seriamente levamos esse ato hediondo. Iniciamos uma investigação imediata e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para identificar a pessoa responsável e eliminá-la do esporte. Não há lugar para o racismo na Nascar, e esse ato apenas fortalece nossa decisão de tornar o esporte aberto e acolhedor a todos – diz a nota oficial da organização.

Muitas atletas manifestaram repúdio e deixaram mensagens de apoio ao único piloto negro da Nascar. Um deles foi Lebron James, astro do Los Angeles Lakers que tem sido um dos principais ativistas esportivos na luta contra o racismo.

– Doentio! Meu irmão Bubba, saiba que você não está sozinho! Estou aqui com você e com todos os outros atletas. Eu só quero continuar dizendo como estou orgulhoso de você por continuar defendendo a mudança aqui na América e no esporte! Nascar, eu também te saúdo.

 

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*Fonte: globoesporte

França investiga Apple por obsolescência programada dos iPhone antigos

A promotoria francesa investiga a multinacional norte-americana Apple por fraude e por adiantar a obsolescência programada de seus aparelhos mediante a suposta manipulação das baterias de seus iPhone mais antigos, informa a Reuters. O gigante tecnológico reconheceu em dezembro que tomou medidas diante das queixas e denúncias apresentadas nos Estados Unidos pelo gasto de bateria de seus dispositivos, o que poderia ter um efeito negativo sobre a velocidade dos processadores dos mesmos, com a suposta finalidade de incitar o usuário a comprar um aparelho mais moderno.

A investigação, iniciada pela denúncia da associação francesa de consumidores Parem com a Obsolescência Programada, será realizada pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Luta contra as Fraudes, que faz parte do Ministério da Economia, segundo informações da agência Efe.

A lentidão intencional dos modelos mais antigos dos iPhone da Apple gerou controvérsias entre seus milhões de clientes ao ponto da empresa pedir desculpas pelo “mal-entendido” e oferecer descontos para trocar de baterias. Somente nos Estados Unidos foram abertas nove ações coletivas que acusavam a Apple de fraude, propaganda enganosa e enriquecimento ilícito.

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a empresa faz com que fiquem lentos artificialmente através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. A empresa emitiu uma carta aos seus clientes em que pede perdão pelo “mal-entendido” gerado pela obsolescência dos iPhone e ofereceu descontos aos usuários que queiram trocar a bateria de seu celular.

Na semana passada, a empresa reconheceu que diminui intencionalmente a velocidade dos celulares mais antigos quando é baixada uma nova atualização do software, mas defendeu que o faz para alongar a vida útil da bateria dos aparelhos e evitar que entrem em colapso.

A partir do final de janeiro e até dezembro de 2018, trocar a bateria de um iPhone 6 e de um modelo posterior custará 50 dólares (162 reais) a menos, já que o preço passará de 79 a 29 dólares (256 a 94 reais).

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a Apple diminui artificialmente a velocidade dos iPhone mais antigos através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. Essa suspeita ganhou força na semana passada, quando um programador demonstrou com dados que o iPhone 6 fica mais lento após cada nova atualização de software.

A explicação que a Apple deu nessa ocasião à imprensa foi que a obsolescência dos aparelhos era um mal menor para evitar que os celulares com baterias mais antigas fossem bloqueados após a atualização e, ainda que a utilização do usuário ficasse pior, não era tão ruim quanto o colapso contínuo do iPhone.

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*Fonte: elpais