Trágico fim de uma promessa musical: A enigmática morte de Jeff Buckley

Nascido em Anaheim, na Califórnia, o pequeno Jeffrey Scott Buckley veio ao mundo numa casa rodeada de arte. Seu pai, Tim, era músico e compositor e teve certo sucesso comercial na cena de folk e blues americana antes de morrer de overdose em 1975, quando o filho tinha apenas 9 anos de idade. A mãe também era musicista. Tamanho era o talento, que acabou o ensinando a tocar violão a partir dos cinco anos de idade.

O apreço pelas cordas aumentou aos doze anos, quando ganhou sua primeira guitarra e, no ano seguinte, já tocava na banda do colégio. Ao terminar o período acadêmico, foi transferido para Hollywood com o objetivo de entrar no Guitar Institute of Technology, onde edificou seus conhecimentos em teoria musical, mas sempre evitando cantar, visto que não fazia questão de ser comparado com o falecido pai.

Em 1991, no entanto, foi convidado a um show de tributo a Tim Buckley; não apenas resolveu cantar, mas impressionou os espectadores pelo talento com as cordas junto a afinação quase perfeita. Tal recepção positiva motivou o jovem a se apresentar sozinho, onde passou a tocar em um bar fixo de Nova York, chamado ‘Sin-é’. Deu a sorte de ser visto por um acionista da Columbia Records, que propôs a gravação de um álbum solo.

Projeção como novo ídolo

Concluiu seu álbum Grace em 1994, após meses em uma busca intensa pelo perfeccionismo de seu primeiro álbum de estúdio, irritando a gravadora pela demora. A insistência resultou em um dos álbuns mais aclamados pela crítica musical do ano; com sete faixas originais e três covers, a regravação da composição “Hallelujah”, de Leonard Cohen, inicialmente não foi um sucesso comercial, mas atraiu elogios de Paul McCartney, Chris Cornell e Bono Vox.

 

O líder do U2, em específico, chegou a dizer que Jeff era “uma gota cristalina num oceano de ruídos”. Os lendários membros do Led Zeppelin — e principais inspirações do músico —, Jimmy Page e Robert Plant, chegaram a assistir um show de Buckley na Austrália. “Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante”, disse Page. As posições atraíram a gravadora, visto que poderia render uma parceria futura.

Em 1996, Jeff entrou em estúdio para a produção do segundo disco, orientado a fazer um trabalho mais comercial e menos intimista. O músico recusou, gravando o álbum em poucas semanas com as ideias que teve ao longo da duradoura turnê internacional que fazia. Porém, ao concluir, não gostou do resultado e decidiu recomeçar, descartando boa parte das músicas. Concluiu o trabalho no início de maio de 1997, passando para a avaliação da gravadora.

O fim de um sonho

Os planos da gravadora para o músico de 30 anos eram ousados. Com um enorme esquema de divulgação, o empresário Gene Bowen organizou durante três anos uma estratégia de marketing para o lançamento do novo disco, como informou para a Folha de S. Paulo, em 1997: “Ele seria um dos grandes investimentos da gravadora em 1997, porque tinha o perfil do jovem dos anos 90, sabia atingir a nova geração”.

Visto que teria uma longa rotina de divulgação, com entrevistas e shows longos, Buckley fez questão de descansar nos últimos dias de sossego. Ao lado dos outros músicos de sua banda, em uma casa de shows em Memphis, Tennessee, tocou durante todas as segundas-feiras durante o último mês de vida. Em uma pausa, no entanto, decidiu relaxar e dar um mergulho no rio Wolf, junto do amigo Foti.

O companheiro estranhou quando Jeff interrompeu a música que cantarolava, e passou a gritar, por dez minutos, o nome do cantor, sendo a última vez que foi visto com vida. Seis dias depois, seu corpo foi localizado na nascente do rio Mississipi, após um afogamento. O relatório policial, o relatório de um legista, e uma testemunha ocular confirmaram que o corpo não mostrou sinais de álcool ou drogas, nem mesmo que foi intencional.

*Por Wallaci Ferrari

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*Fonte: aventurasnahistoria

Jeff Buckley – Biografia

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, Califórnia, 17 de novembro de 1966 —- 29 de Maio 1997) foi um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido por seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais de sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. Seu trabalho e seu estilo único continuam sendo admirados por fãs, artistas e músicos no mundo todo.

Jeff Buckley passou a sua adolescência ouvindo diversos tipos de música como blues, rock e jazz. Após terminar o colegial, decidiu que a música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado com o seu pai, Tim Buckley, em vez de cantar, Jeff decidiu inicialmente tocar guitarra, tendo ido estudar no G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram em seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até mesmo na Banana Republic, de onde foi demitido após ter sido acusado de roubar uma T-shirt.

Em 1991, ao ser convidado para participar num show tributo a seu pai, Jeff resolveu cantar. A semelhança vocal com o pai (Tim Buckley) veio à tona nesse momento. Foi nesse tributo, também, que conheceu o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que, impressionado com sua voz, decidiu convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afiada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma gravadora quando Buckley decidiu abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.

No ano seguinte começou a apresentar-se sozinho (voz e guitarra) num bar nova-iorquino chamado “Sin-é”. Foi no “Sin-é”, segundo o próprio Jeff, onde mais tocou e gostava de tocar. Um lugar pequeno, onde as pessoas iam para conversar e não para ouvir alguém cantar músicas desconhecidas. Mas foi pela diferença que Jeff Buckley conquistou as pessoas que freqüentavam o lugar. Foi nesse pequeno bar, sem palco, que um dos empresários da Columbia o viu cantar e tocar. Em outubro de 92 assinou com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum solo. Antes do álbum, Jeff decidiu fazer uma turnê pela Europa, só depois gravaria o primeiro álbum em estúdio. Nesse período, acordou também, lançar um EP com 5 músicas, gravadas no “Sin-é”.

“Grace” chegou às lojas em agosto de 1994 e foi imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox (“Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos”) e Jimmy Page (“Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante”). Apesar disso e de uma longa turnê de dois anos “Grace” vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.

Em 1996, começou a trabalhar no seu segundo álbum e, contrariando a sua gravadora, que queria um disco mais comercial, chamou Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam prestes a encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decidiu que o material não deveria ser lançado e, assim, começou a compor novas canções. Foi o que fez até Maio de 97, quando finalmente chamou os colegas da sua banda para começarem as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.

No dia 29 de Maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca duma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo o relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com a sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até ao carro para guardar alguns objetos, enquanto ouvia Jeff nadando e cantarolando “Whole Lotta Love”. Quando voltou, não viu mais nada. Gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado apenas uma semana depois, dia 4 de Junho, perto da nascente do Mississippi.

O álbum póstumo, “Sketches for My Sweetheart the Drunk”, foi lançado em 1998. “Sketches” é composto por gravações que Jeff fez com Tom Verlaine, mais músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.

Em 2000, “Mystery White Boy” veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.

Em 2007 surge uma compilação com os melhores êxitos de estúdio e ao vivo, este álbum contém uma versão acústica de “So Real” gravada no Japão e uma versão de “I Know It’s Over” dos The Smiths nunca antes editadas.

Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem conquistado novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Discografia:

>> Álbuns
1994 – “Grace”

>> Álbuns “ao vivo”:
1993 – Live at Sin-é
1995 – Live from the Bataclan
2000 – Mystery White Boy
2001 – Live À L’Olympia
2003 – Live at Sin-é (Legacy Edition)

>> Compilações:
2002 – The Grace EPs
2004 – Grace (Legacy Edition)
2007 – So Real: Songs from Jeff Buckley

>> Álbum póstumo:
1998 – Sketches for My Sweetheart the Drunk

>> Parcerias:
2002 – Songs to No One 1991-1992 (colaboração com Gary Lucas)

www.jeffbuckley.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jeff Buckley

Há alguns anos atrás, acho que por volta de 2005, meu amigo um dia me apresentou o álbum “Grace” (1994), de um artista que eu até então desconhecia, chamado Jeff Buckley. Até aí tudo bem, achei que seria apenas mais um álbum qualquer, só que aconteceu o inesperado,  já na primeira audição me deu um estalo e curti. E não era nada parecido com os álbuns que andava escutando na época, tudo muito na adrenalina, heavy e cheio de riffs de guitarra. E foi justamente por ser um álbum assim diferente dessa vibe, que me chamou a atenção na época. Pode-se dizer que Jeff Buckleyt é fantástico, criou ótimas composições para qualquer as situações do amor – música para corações partidos, de adeus, de chegada, saudades, felicidade, celebração, fim, começo e de recomeço. Tudo lá! Sempre com uma sutil harmonia e um belo jogo acertado de palavras. É um álbum simples e sem arranjos mirabolantes e na boa, é até difícil de definir um álbum assim, explicar como e porque ele que te prende. Por outro lado também sei que muita gente escuta e não consegue gostar ou entender esse álbum. Ok! Faz parte. Muitas coisas boas da vida nem sempre são compreendidas ou para degustação de todos.

então é isso, só sei dizer que desde então é um de meus álbuns preferidos (são vários, a lista é grande é verdade, mas o Grace está sempre lá, junto no topo). Agora o detalhe triste é o fato de que se trata de seu único álbum de estúdio em sua carreira, sendo que o Jeff Buckley morreu afogado em 1997, quando nadava no Wolf River. Isso justamente quando estava fazendo um grande sucesso e uma carreira meteórica, inclusive era apontado como uma das grandes revelações da música americana naquela época. Uma pena.

Mas e aí, que tal você se permitir de ao menos ouvir o álbum inteiro ao menos uma vez!? Não tem rock pauleira ou então riffs apimentados, é tudo muito simples e básico, mas de bom gosto. Ao menos é o que penso. Então fica a dica. Talvez você também passe a curtir.

 

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25 anos de “Grace”

Este mês de Agosto de 2019 marca os 25 anos do lançamento do disco de estreia de Buckley. Sendo assim, a Columbia/Legacy prepara grandes surpresas para homenagear o cantor, tido como um dos talentos mais relevantes da música na sua geração.

A partir de do dia 23/08/2019, a gravadora vai disponibilizar nas plataformas de streaming mais de 50 gravações raras de Jeff, incluindo o lançamento oficial da demo “Sky Blue Skin”, registrada em estúdio em 1996. Também serão relançados o álbum póstumo Sketches for My Sweetheart the Drunk (1998) e o ao vivo Mystery White Boy (2000).

Além disso, outros quatro materiais de shows chegarão aos serviços digitais: Live at Wetlands, New York, NY 8/16/94; Live From Seattle, WA, 5/7/95; Cabaret Metro, Chicago, IL, 5/13/95; e a sessão de Buckley em 1995 na Columbia Records Radio.

Em entrevista à NME, a mãe do falecido cantor, Mary Guilbert, comentou os novos lançamentos. “A indústria da música mudou bastante desde à partida de Jeff deste planeta. Eu estou muito feliz de ter a oportunidade de conferir esses materiais chegando até os fãs dele: os antigos e os novos, até aqueles que ainda nem nasceram ainda”, disse.

Apesar de ter morrido há mais de 20 anos, Jeff Buckley segue sendo uma inspiração e influência para diversos novos artistas.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

21 anos sem Jeff Buckley

Um de meus artistas favoritos Jeff Buckley, completou recentemente 21 anos de seu falecimento (29/05/1997). Jeff morreu afogado quando nadava nas águas do Wolf River, em Memphis. Assim fica aqui uma singela homenagem do blog a este grande cantor e compositor, que provavelmente nos teria dados ainda muitas outras belas músicas.

*Confira abaixo o belo e exclarecedor texto de Nina Finco (epoca/globo)
sobre Jeff Buckley.

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Vinte e um anos se passaram e o saudoso talento de Buckley ainda é celebrado por crítica e fãs. O dom para a música, herança do pai, Tim Buckley – artista folk que abraçou o jazz –, impressionou aqueles que, no início dos anos 1990, não acreditavam mais na sobrevivência do rock. Buckley filho tirou melodias doloridas da guitarra e combinou isso à voz acrobática que entoava letras tocantes e profundas. Embora não tenha se saído bem nas vendas na época de seu lançamento, Grace, o único disco de sua carreira, se tornaria um sucesso após sua morte.

Jeffrey Scott Buckley nasceu em 1966, mesmo ano em que seu pai lançou seu primeiro álbum e deixou a esposa, Mary Guibert. A única vez em que Jeff Buckley encontrou Tim Buckley foi aos 8 anos, pouco antes da morte precoce de Tim, causada por overdose de heroína em 1975. Apesar da distância, foi a música do pai que colocou o talento de Buckley no radar dos caça-talentos. Em 1991, ele viajou da Califórnia para Nova York para tocar num tributo a Tim Buckley. As semelhanças físicas e vocais chamaram a atenção.

Ele logo se juntou a uma banda, Gods and Monsters, mas optou pela carreira solo em 1992. Queria fazer um nome para si mesmo. Executivos da música passaram a frequentar o clube Sin-e, onde Buckley se apresentava. Naquele mesmo ano, ele assinou com a Columbia, gravadora pela qual lançou o EP “Live at Sin-e”. No ano seguinte, lançaria Grace.

O disco foi um êxito entre artistas e a crítica especializada. O ídolo Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, confessou ter ouvido o disco diversas vezes e o apontou como um dos melhores momentos da década de 1990. Em menos de 45 minutos, Buckley reúne versões belíssimas de “Hallelujah”, de Leonard Cohen, “Corpus Christi Carol”, de Benjamin Britten e “Lilac wine”, de James Alan Shelton – eternizada também na voz de Nina Simone. Além disso, suas composições originais são obras intimistas, que tratam de amor e questionamentos existenciais, temas que encaixam perfeitamente na emoção e na explosão do rock.

Para seu segundo disco, Buckley queria mais. A pressão da gravadora aumentava, conforme o tempo passava. Perfeccionista e insatisfeito, Buckley chegou a rejeitar o resultado de gravações em estúdio com Tom Verlaine, guitarrista e vocalista dos Television. O que muitos viam como um excelente sucessor de Grace soava como uma obra menor aos ouvidos de Buckley. Ele então mudou-se para Memphis, no Tennessee, para inspirar-se e escrever sozinho.

O medo da fama também o levou a se afastar. “Não quero estar em exposição… Se minha música fosse a cura para o cancro, talvez”, afirmou em entrevista à revista Juice, em 1996. “É apenas uma experiência individual. Sinto-me feliz por as pessoas gostarem da música em geral.” Em dezembro de 1996, ele enveredou por uma série de concertos em que adotou alcunhas diferentes, como The Crackrobats, Possessed by Elves, The Halfspeeds, Topless America, Martha & the Nicotines e A Puppet Show Named Julio.

Por ter entrado no Wolf River vestindo um traje completo e sapatos, muito especulou-se sobre suicídio. Família e amigos negaram a possibilidade. Jeff deveria ter recebido a banda com que ensaiava, mas perdeu-se entre as ruas da cidade onde surgiram estrelas como Elvis Presley, Aretha Franklin e Otis Redding. Foi então que decidiu dar um mergulho noturno com o músico Keith Foti, antes de voltar à estrada que os levaria ao estúdio. Um passeio sem volta.

Jeff Buckley deixou de legado, além de Grace, diversas gravações de shows ao vivo, compilações póstumas de sua obra rejeitada e um sem-número de corações dilacerados. Hoje, é considerado um dos maiores artistas de sua época. O mito nasceu quando o artista partiu.

>> Site oficvial: www.jeffbuckley.com

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Jeff Buckley hoje estaria completando 50 anos

Só para constar:

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, 17 de novembro de 1966 — Memphis, 29 de Maio de 1997) foi um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido por seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais de sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. Seu trabalho e seu estilo único continuam sendo admirados por fãs, artistas e músicos no mundo todo.

Jeff Buckley

Por mais estranho que pareça, quando fico assim meio que com a voltagem baixa numa trip down, por algum motivo qualquer, um de meus remédios preferidos é escutar o som do Jeff Buckley, em bom volume.

Tudo bem. Calma lá. O som dele pode parecer um tanto deprê, mas já me acostumei e perdi o medo da sua música, que de alguma forma estranha me faz bem, funciona com um efeito reverso. Saca?

Sei que já postei várias vezes aqui nessa porra de blog músicas dele, mas esse terreno virtual aqui é meu e faço o que quiser.
Assim  lá vai mais uma dose de Jeff Buckley.

Curto a sutileza de sua música, os arranjos, as letras e os timbres de guitarra e sim, porque usa uma Telecaster (mazáh). Pena que morreu cedo demais. Ah! Tem mais. O som do baixo é muito bom. Gosto de linhas de baixo criativas mas sem serem chamativas demais (alguém falou em Paul McCartney!?).

 

Jeff Buckley: Veja o clipe interativo de “Just Like a Woman”

Veja no link abixo o vídeo interativo da gravação de Jeff Buckley para a música Just Like a Woman (Bob Dylan).

  •  O cover feito por Jeff Buckley de “Just Like a Woman” de Bob Dylan ganhou um vídeo feito por dois estúdios de design, Interlude e Blind. O clipe é uma narrativa sobre a vida de um casal. O público decide o destino da narrativa a partir da interatividade. Isso permite centenas de possibilidades para o mesmo clipe.O cover faz parte do álbum póstumo “You and I”, lançado em 11 de março de 2016.

 

>>> Vídeo

http://www.gringsmemorabilia.com.br/2016/04/reproducao-o-cover-feito-por.html

 

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Jeff Buckley – Last Goodbye

The Last Goodbye é uma de minhas músicas preferidas do thunder-alles-mother-fucker álbum “Grace”, do músico, compositor e guitarrista Jeff BuckleySó para constar, foi considerado uma promissora revelação da música na década de 90.

Aliás, como dizem, o fruto nunca cai muito longe da árvore, é filho de um incrível músico folk americano dos 60’s, Tim Buckley. Escute também que é phoda! Fica a dica.

A nota triste é que ambos morreram muito cedo. O pai, Tim Buckley, de overdose de heroína e morfina aos 28 anos e o filho, Jeff Buckley, afogado enquanto nadava no rio Wolf, um afluente do Rio Mississipi, em 1997, aos 31 anos.

*Em tempo, gosto de outras músicas também do álbum Grace, mas essa melodia de altos e baixos, uma rota tênue entre o esporro e a calmaria, curto muito.

Discografia do pai – TIM BUCKLEY:

 

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Tim Buckley (1966)
Goodbye & Hello (1967)
Happy/Sad (1969)
Blue Afternoon (1969)
Lorca (1970)
Starsailor (1970)
Greetings From LA (1972)
Sefronia (1973)
Look At The Fool (1974)
Dream Letter (live) (1991)

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Discografia do filho – JEFF BUCKLEY:

 

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Álbum de originais:

1994 – Grace

Álbuns “ao vivo”:
1993 – Live at Sin-é
1995 – Live from the Bataclan
2000 – Mystery White Boy
2001 – Live À L’Olympia
2003 – Live at Sin-é (Legacy Edition)

Compilações:
2002 – The Grace EPs
2004 – Grace (Legacy Edition)
2007 – So Real: Songs from Jeff Buckley

Álbum póstumo:
1998 – Sketches for My Sweetheart the Drunk

Parcerias:
2002 – Songs to No One 1991-1992 (colaboração com Gary Lucas)

Tributos, covers e homenagens
Veja Lista de covers e homenagens a Jeff Buckley

“Just Like Anyone” – Aimee Mann
“Lover, You Should’ve Come Over” – John Mayer (ao vivo)
“Lover, You Should’ve Come Over” – Jamie Cullum
“Memphis” – PJ Harvey
“Memphis Skyline” – Rufus Wainwright
“Wave Goodbye” – Chris Cornell
“Nunca foi tarde” – Paulinho Moska (versão em português de “Lover”)
“Nightmares by the sea” – Katatonia (Tonight’s Decision)
“Jeff Buckley Tributo Rio de Janeiro” – Isabella Reinert e banda – novembro de 2007
“Grace” – Mariangela Demurtas e Daniel Cavanagh
“Shakespeare” – Miranda Cosgrove
“Last Goodbye” – Scarlett Johansson
“Last Goodbye”- One Republic
“Lilac Wine” – Miley Cyrus
“Hallelujah” – Jensen Ackles

*Fonte da discografia: Wikipédia

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Hey! Aumente o som…
Não se trata de uma musiquinha melosa, isso trata-se de MUITO mais do que isso.
Vai por mim…

 

 

AO VIVO:

 

Scarlett Johansson – Last Goodbye

Não sei como mas somente hoje é que fui descobrir essa versão incrível cantada pela lindaureza da Scarlett Johansson. Fiquei impressionado com a qualidade de seu trabalho, como atriz já a conhecemos muito bem, mas como cantora e ainda mais com Last Goodbye… puêrra mermão! Que coisa linda de ouvir.

Thanks Scarlett!

Jeff Buckley nas telas

O falecido cantor e compositor Jeff Buckley, ganhará cinebiografia. Confiram o texto do site ClicRBS.

O ator, cantor e compositor Reeve Carney foi escolhido pelo diretor Jake Scott para interpretar Jeff Buckley em uma cinebiografia. Carney atua no musical Spider-Man Turn Off the Dark.
Morto aos 30 anos, em 1997, Buckley teria sido vítima de afogamento acidental. Ele lançou o único disco de estúdio de sua carreira, Grace, em 1994. Sketches For My Sweetheart the Drunk saiu um ano depois de sua morte.
Jake Scott é filho de Ridley Scott. O filme tem roteiro de Ryan Jaffe (The Rocker) e produção executiva da mãe de Buckley, Mary Guibert. A base do filme será o livro Dream Brother: The Lives and Music of Jeff and Tim Buckley, escrito por David Browne.

Há um outro longa sendo produzido atualmente sobre o músico. Greetings from Tim Buckley tem o ator Penn Badgley, de Gossip Girl, no papel de Jeff.

Já comentei do Jeff Buckley aqui no blog outras vezes, mas não é demais dizer que curtoo seu único álbum de estúdio “Grace” (1994), que para falar a verdade, hoje em dia tem uma sonoridade meio datada. Creio também que se ele não tivesse morrido tão cedo, seu nome nos soaria mais familiar até porque muito provavelmente teria feito sucesso no transcorrer de sua carreira musical, que na época, estava em franca ascenção. Uma pena, até porque ficar conjecturando mais sobre o que seria ou o futuro de sua carreira é pura balela a essa altura do championship, seria o mesmo do que ficar imaginando como seria o próximo disco de Jimi Hendrix, Janis Joplin ou do Michael Hutchence no INXS e assim por diante.