Herbert Vianna: releitura de “Purple Haze”, de Jimi Hendrix, ganha vídeo animado

Herbert Vianna lançou no final de outubro um novo álbum intitulado HV Sessions Vol. 1, quinto trabalho solo do vocalista de Os Paralamas do Sucesso. O disco é fruto de uma série de gravações intimistas que o cantor fez com o produtor Chico Neves no Estúdio304 entre 2010 e 2011.

O repertório traz releituras de “Tempted”, do Squeeze, “Opportunity”, de Elvis Costello, e “While my guitar gently weeps”, dos Beatles, entre outros clássicos que influenciaram um dos maiores representantes do nosso rock nacional.

Agora, Herbert lança o videoclipe da faixa “Purple Haze”, de Jimi Hendrix. O filme é um presente que o cantor recebeu do premiado animador e ilustrador da DreamWorks Ennio Torresan, parceiro de Herbert e d´Os Paralamas desde 1993.

“A nossa parceria vem de muito tempo, desde El Macho, primeiro curta, que ganhou vários festivais, inclusive o Kikito de Melhor Trilha, que foi responsabilidade do Herbert e também com engenharia musical do Chico Neves. Depois a gente fez `A Palavra Certa` e, mais recentemente, ´Sinais do Sim´ com Os Paralamas. Espero que vocês curtam esse filme novo que trata de um amor incompatível entre um pequeno ponto perdido no universo e a intangível mãe natureza, criadora suprema da vida no espaço”, diz Torresan.

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*Fonte: radiorock

Jimi Hendrix (aniversário)

Ontem foi dia do aniversário de Jimi Hendrix, um dos maiores guitarristas da história do rock que este planeta azul já pode ver e ouvir. Se estivesse vivo, Hendrix estaria completando 78 anos.

Seja lá onde estiver “mestre”, segue daqui uma good vibes em sua homenagem.

Novo documentário sobre Jimi Hendrix terá como foco show lendário no pé do vulcão Haleakala

Documentário e disco ao vivo serão lançados em novembro

O show de Jimi Hendrix de 1970 em Maui, Havaí, no pé do vulcão Haleakala, é certamente um dos mais lendários da história da música. A apresentação foi filmada para a produção Rainbow Bridge, mas praticamente não foi usada.

Agora, um novo documentário chamado Music, Money, Madness… Jimi Hendrix In Mauilevará o público aos bastidores daquele dia. Além da obra audiovisual, um disco ao vivo também foi anunciado. As informações são do Consequence of Sound.

Rainbow Bridgebusca apresentar o grandioso sucesso de Hendrix. O empresário, Michael Jeffrey, planejou um filme semi-ficcional que capturaria a essência da contracultura havaiana. Jeffrey, que se encarregou das tarefas de produção, imaginou uma atuação do músico em Maui como a peça central do filme.

Não funcionou assim, porém. Jeffrey desperdiçou o orçamento que foi colocado pela Warner Bros., e apenas 17 minutos de filmagem ao vivo entraram em Rainbow Bridge. A trilha sonora também nunca foi disponibilizada.

Os fãs, contudo, agora terão o disco ao vivo de Hendrix e mais de 17 minutos do grandioso show em Maui. O músico, na verdade, filmou duas apresentações completas nesta ocasião. Music, Money, Madness e o álbum serão lançados em 20 de novembro. A pré-venda já está disponível aqui.

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*Fonte: rollingstone

Os últimos dias de Jimi Hendrix, 50 anos após a sua ainda misteriosa morte

No ultimo show que fez na vida, Jimi Hendrix foi vaiado. Aconteceu em 6 de setembro de 1970, 12 dias antes de sua morte, em um festival chamado Peace and Love, na ilha de Fehmarn, na Alemanha. O evento estava cheio de membros da mais violenta gangue de motociclistas, os Hells’ Angels. Choveu muito, e o público fez fogueiras para combater o frio. O fato é que ninguém ali tinha muito ânimo para defender o lema do festival: paz e amor. À hora prevista para Hendrix subir ao palco, um vendaval o impediu. O show não pôde acontecer. Os Hells’ Angels não levaram na esportiva. Ouviram-se alguns tiros. A apresentação foi remarcada para o dia seguinte, às 12h. Quando Hendrix pisou no palco, começaram as vaias: pessoas trêmulas de frio, irritadas com o atraso, motoqueiros com vontade de continuar suas manifestações. “Vai pra casa”, ouviu-se. O músico se aproximou do microfone: “Paz, de todos os modos, paz”. As vozes de desaprovação continuaram. “Se forem vaiar, pelo menos que seja afinado”, disparou com ironia o guitarrista, que então iniciou uma furiosa versão de Killing Floor, tema do blueseiro Howlin’ Wolf.

Os protestos diminuíram, dando lugar a um dilúvio. Hendrix levava pequenos choques quando se aproximava do microfone. Tudo era desagradável e violento. Acabou o show com uma boa interpretação de Voodoo Child. Quando foi embora, os motoqueiros subiram no palco e botaram para quebrar. “Não foi feliz na etapa final da sua vida”, conta por telefone, de Londres, o escritor Harry Shapiro, certamente a pessoa que mais longe chegou na investigação sobre a morte do mito, refletida no livro Jimi Hendrix: Electric Gypsy. “Todo mundo queria um pedaço de Jimi Hendrix: gravadoras, empresários, groupies, imprensa… Estava sempre na primeira linha. E isso é extremamente nocivo para qualquer um, ainda mais se for uma pessoa tão criativa como ele. As pessoas não queriam escutar novas canções. Queriam sempre as mesmas, que ele tocasse com os dentes, que quebrasse a guitarra… Jimi estava cansado e muito frustrado de tudo isso”, afirma Shapiro.

Em um ano e meio (de maio de 1967 a outubro de 1968), Jimi Hendrix editou seus únicos três discos de estúdio (Are You Experienced, Axis: Bold as Love e Electric Ladyland, este último um álbum duplo). Foram trabalhos que mudaram o rock para sempre. Diz Shapiro: “Ele está no mais alto da história do rock. A guitarra elétrica e o blues nunca mais foram os mesmos depois de Hendrix. Ele mudou tudo o que os brancos sabiam da guitarra. Até a chegada dele, a eletricidade só servia para fazer a guitarra tocar mais alto. Com ele a eletricidade passou a ser parte da música”. Charles R. Cross, outro estudioso da vida do músico, autor de Jimi Hendrix – A Biografia, acrescenta, de Seattle: “Dá-se toda a importância à sua faceta como guitarrista, mas era muito mais: cantor, compositor, líder de banda… Sua música tinha profundidade e vida além dos sucessos radiofônicos”.

Durante os últimos 50 anos, foram cogitadas até quatro versões sobre a causa da morte prematura, aos 27 anos, daquele que para a maioria dos especialistas é o melhor guitarrista de rock da história: o suicídio por causa de uma vida infeliz; assassinado por seu empresário, o viscoso Michael Jeffery, para que recebesse o seguro e acuado por dívidas com a máfia; instigada pela CIA, em uma época de revoltas raciais (Hendrix era um negro adorado pelos brancos); e, a oficial, asfixiado por seu vômito, após misturar soníferos com álcool.

Hendrix morreu num quarto subterrâneo de um nada glamouroso hotel londrino, o Samarkand. A mulher que estava com ele se chamava Monika Dannemann, uma alemã de família rica, patinadora aposentada por causa de uma lesão. Eles haviam se conhecido no ano anterior e se visto apenas meia dúzia de vezes. Dannemann foi vê-lo em Londres e ficaram no hotel dela.

Segundo o depoimento da patinadora, em 17 de setembro passaram o dia juntos, ouvindo música e lendo. À noite, Hendrix lhe pediu que o levasse a um endereço. Ela perguntou com quem se encontraria, mas o músico não disse. Depois, passou para apanhá-lo. Hendrix disse que estava cansado e que precisava dormir, e perguntou se ela tinha algum comprimido. Ela lhe deu alguns de um tipo muito potente (Vesparax) e o advertiu para tomar só metade. Adormeceram. Dannemann se levantou às 10h20 do dia 18, viu que ele dormia e saiu par comprar cigarros. Voltou meia hora depois.

O músico continuava aparentemente adormecido, como o tinha deixado, mas com uma diferença: havia um fio de vômito saindo de sua boca. “Vi a pulsação e parecia normal. Mas fiquei nervosa, porque vi a cartela de comprimidos e faltavam nove. Liguei para o Eric Burdon [amigo de Hendrix] e me disse que me tranquilizasse, que esperasse, e que se não melhorasse que chamasse o médico. Mas acabei discutindo com ele e chamei a ambulância”, declarou. Uma equipe de médicos tentou reanimar o artista, sem sucesso. Causa oficial: asfixia provocado por seu próprio vômito depois de uma intoxicação por comprimidos e álcool.

Entre dezenas de pessoas que Shapiro entrevistou para reconstruir os fatos em seu livro Electric Gipsy, uma delas foi Monika Dannemann. “Contou-me basicamente a versão oficial, que ela assumiu dias depois da morte. O problema é que cada vez que falava com os jornalistas mudava alguns detalhes, mínimos, mas que eram importantes”. Telefonou com suficiente rapidez para a ambulância? Ficou nervosa e não foi capaz de fazer a ligação até que já era tarde demais? Entrou em contato com um amigo para recolher todas as drogas que havia no quarto, evitando que a polícia as encontrasse? Esses minutos teriam sido vitais para poder salvar a vida do músico?

“É difícil acreditar no testemunho de Dannemann porque ele contém algumas fantasias. Ela se apresentava como o grande amor da vida de Hendrix, e está claro que não é verdade. O relacionamento deles foi curto. Sim, é possível que tenha sido negligente e demorado muito para chamar a ambulância”, aponta Charles R. Cross. E acrescenta: “Se você mistura drogas, álcool e soníferos, o resultado é letal. Jimi já tinha combinado os três em várias ocasiões. Não acredito que fosse um suicida nem um personagem depressivo, mas sim imprudente. O que aconteceu é que a fama, o dinheiro e o sucesso não lhe proporcionaram o que ele imaginava. As drogas, especialmente sua experimentação com a heroína, não ajudaram. Mas inclusive no âmbito das drogas, Jimi nunca deixou que nada se tornasse mais importante que a música. Minha conclusão é que a morte foi uma overdose acidental que aconteceu, provavelmente, porque ele desconhecia a potência dos soníferos de fabricação alemã”.

Shapiro fez uma longa entrevista em 2010 com James Tappy Wright, um rosto conhecido na cena roqueira dos anos sessenta. Wright foi roadie (técnico e pessoal de apoio nas turnês) para estrelas como Elvis Presley, The Animals, Tina Turner… e Jimi Hendrix. Ele contou a Shapiro que o empresário de Hendrix, Michael Jeffery, tinha lhe confessado que provocara a morte do guitarrista. A razão: estava sob intensa pressão da máfia para que lhe devolvesse um dinheiro emprestado, e sabia que poderia receber parte da apólice do seguro que o músico assinara com a Warner.

A relação entre artista e representante estava apodrecida em 1970. As dívidas não cessavam. O orçamento para a construção do estúdio do músico em Nova York, o Electric Lady, disparou; um contrato assinado no começo da carreira do músico os sangrava economicamente, e o excessivo ritmo de vida que os dois levavam exigia ganhos opulentos e contínuos. A única maneira de fazer frente àquele mar de dólares era que Hendrix saísse em turnê de forma quase constante, sem descanso. Mas o músico queria parar com aquela frenética vida na estrada, trancar-se no estúdio recém-estreado e experimentar. Tinha uma colaboração pendente com Miles Davis. As últimas entrevistas que concedeu não eram tranquilizadoras sobre seu estado mental. “Agora vejo milagres todos os dias. Costumava notá-los uma ou duas vezes por semana, mas alguns são tão radicais que se os tivesse contado a uma pessoa, a esta altura já teriam me trancafiado”, disse à Melody Maker dias antes de morrer.

Eric Burdon é outro dos personagens centrais dos últimos dias de Hendrix. Embora aquele show de 6 de setembro em Fehmarn, na Alemanha, tenha sido o último de Hendrix, houve uma última presença do músico sobre um palco. Burdon estava tocando no londrino Ronnie Scott’s Jazz Club, apresentando seu projeto de funk psicodélico War, depois de deixar o The Animals. O britânico convidou Hendrix para tocar, e este se apresentou em 15 de setembro “tão chapado” (conforme recordou Burdon depois) que não conseguiu subir ao palco. Mas o fez no dia seguinte, em 16 de setembro, 48 horas antes de falecer. Participou de três canções, basicamente tocando guitarra.

Burdon é a pessoa a quem Dannemann telefona ao suspeitar, na manhã de 18 de setembro, que havia algo de errado com Hendrix. Burdon, hoje com 79 anos, deu várias versões do que aconteceu naquela noite. A mais surpreendente foi a que ofereceu dois dias depois da morte do músico. Deu uma entrevista afirmando que tinha sido um suicídio e inclusive que existia um bilhete. Phillip Norman, autor de livros sobre rock, tentou entrar em contato com Burdon para seu recente Wild Thing: The Short, Spellbinding Life of Jimi Hendrix, mas o vocalista britânico se recusou, alegando que em breve contaria sua versão.

Uns 20 álbuns de Hendrix foram lançados desde aquele fatídico 18 de setembro de 1970. Nem depois de morto ele teve descanso. Kathy Etchingham, a namorada mais oficial que o músico teve na vida, decidiu investigar o caso no começo da década de noventa, e seu trabalho com um detetive levou a polícia a reabrir o caso. A conclusão do detetive foi que a atitude de Dannemann foi negligente. A polícia, entretanto, voltou a encerrar a investigação sem tomar medidas.

“Acredito que ela lhe deu os comprimidos, ele vomitou e morreu, e ela entrou em pânico”, conta Etchingham a Mick Wall no livro Two Riders Were Approaching: The Life & Death of Jimi Hendrix. Dannemann, a quem o tempo parou naquele dia de 1970, viveu mais 25 anos recordando sua relação com Hendrix e insultando Etchingham por questionar sua versão daquela noite. Etchingham a levou a julgamento para que deixasse de dizer nas entrevistas que era uma mentirosa. Em 1996, um juiz condenou economicamente Dannemann por difamação e por continuar acusando Etchingham de calúnia. Dois dias depois da condenação, Dannemann se fechou na garagem da sua casa, ligou sua Mercedes e inalou monóxido de carbono até morrer. Tinha 50 anos. Cerca de 70 pessoas foram ao seu funeral. A grande maioria, fãs de Jimi Hendrix.

*Por Carlos Marcos

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*Fonte: elpais

Novo documentário sobre Jimi Hendrix terá como foco show lendário no pé do vulcão Haleakala

O show de Jimi Hendrix de 1970 em Maui, Havaí, no pé do vulcão Haleakala, é certamente um dos mais lendários da história da música. A apresentação foi filmada para a produção Rainbow Bridge, mas praticamente não foi usada.

Agora, um novo documentário chamado Music, Money, Madness… Jimi Hendrix In Mauilevará o público aos bastidores daquele dia. Além da obra audiovisual, um disco ao vivo também foi anunciado. As informações são do Consequence of Sound.

Rainbow Bridgebusca apresentar o grandioso sucesso de Hendrix. O empresário, Michael Jeffrey, planejou um filme semi-ficcional que capturaria a essência da contracultura havaiana. Jeffrey, que se encarregou das tarefas de produção, imaginou uma atuação do músico em Maui como a peça central do filme.

Não funcionou assim, porém. Jeffrey desperdiçou o orçamento que foi colocado pela Warner Bros., e apenas 17 minutos de filmagem ao vivo entraram em Rainbow Bridge. A trilha sonora também nunca foi disponibilizada.

Os fãs, contudo, agora terão o disco ao vivo de Hendrix e mais de 17 minutos do grandioso show em Maui. O músico, na verdade, filmou duas apresentações completas nesta ocasião. Music, Money, Madness e o álbum serão lançados em 20 de novembro. A pré-venda já está disponível aqui.

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*Fonte: rollingstone

The Jimi Hendrix Experience: The Royal Albert Hall [Trailer]

O show aconteceu no dia 24 de fevereiro de 1969, e o vídeo mostra uma das últimas vezes que Hendrix subiu no palco em sua mítica formação original, com Noel Redding no baixo (que viria a deixar a banda pouco tempo depois) e Mitch Mitchell na bateria.

Ainda que a filmagem já seja conhecida dos fãs mais ávidos, através de bootlegs e lançamentos não oficiais, ela jamais chegou a ser lançada em Blu-Ray, conforme havia sido prometido alguns anos atrás. Agora ela enfim chega, para nosso deleite, em alta qualidade à internet.

Nele podemos ver com firmeza o gênio de Hendrix, que nos pouco mais de três anos de duração de sua banda, transformou a maneira de lidarmos e ouvirmos a guitarra em maneiras diversas. E não só: sua maneira de cantar, seu jeito ao mesmo tempo falado e melódico de construir sua canções, sua maneira de se comportar no palco, a mistura de sons tradicionais negros com o rock mais atual de então, colocam Hendrix no topo do olimpo dos guitarristas de rock, como uma espécie de símbolo de uma era dourada que não se repetiu jamais.

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*Fonte: hypeness