A subida

Em pleno feriado de 20 de setembro aqui no Rio grande do Sul e mesmo com um dia onde as condições não estavam lá muito bonitas para uma trip de moto, resolvi dar uma passada em Teutônia, na Lagoa da Harmonia. É que tem aí uma questão mal resolvida. Explico.

Já estive por lá inúmeras vezes e o lugar realmente é muito bonito e agradável, no verão melhor ainda, a lagoa é bem cuidada (o resto do parque também, diga-se), tudo bacana e bem interessante. Também tudo ok com a clássica volta ao redor da lagoa, mas tem o fato de lá tem uma vista incrível do alto do morro – que fica ao lado, numa estradinha logo na entrada da lagoa. Então…

Já subi nesse morro há alguns anos atrás, mas acontece que das duas últimas vezes em que estive por lá e com tempo, mesmo assim eu não subi mais até o alto desse morro. Esses dias me lembrei disso, dei boas risadas e resolvi que assim que possível iria novamente até lá (não fica muito longe daqui) só para completar esse trajeto. Virou uma questão particular para mim. Lembro de que já desisti duas vezes dessa subida. Gordo, pesado e fora de forma, na metade do caminho cansado e esbaforido eu arreguei (tipo como fez o time do Inter, saca?). Desisti e voltei.

Semana passada já tinha pensado em passar por lá, cheguei até a comentar isso com o Vladimir (parceiro de trip de moto), mas não foi possível porque tínhamos outros compromissos. Hoje, feriado, dia nublado, feio e sem sol e para completar, eu não tinha nada melhor para fazer além de cultivar o “nadismo”. Pimba! Dia perfeito para inventar alguma incomodação ou aventura, onde tudo pode dar certo ou bem errado. Vamos ver… clima não estava com cara de que iria ajudar muito.

Depois do meio dia, dito e feito, veio a chuva. Pronto. Ferrou. Mas para meu alívio foi passageira e logo o chão já estava seco. Não perdi tempo, me ajeitei rapidamente e fui de moto para a estrada. A viagem foi tranquila, tudo de boa, pouco trânsito –  Lajeado, Estrela, Rota do Sol, Teutônia e ôps, já era o trevo para a Lagoa da Harmonia. Vamos lá!

Subida boa, parei algumas vezes para dar uma olhada na paisagem mas logo estava na portaria da lagoa. Atualmente cobram R$ 7,50 (por pessoa – só para constar), converso com o vigia, combino com ele de depois deixar a minha moto ali e o meu capacete. Antes ainda faço a tal clássica volta olímpica na lagoa, que é de praxe, também umas fotos corriqueiras mas logo volto para o começo, onde estava o meu propósito para essa empreitada. A subida íngreme do morro. O vigia ainda comenta de que quando subiu a primeira vez, teve de para e sentar no caminho para descansar e tomar um fôlego.

Uma vez que a moto e meu capacete estavam devidamente sob cuidados do meu amigo vigia, tomo rumo na estradinha íngreme e subo como se não houvesse amanhã… rsrsrssrsr  (poderia ter feito essa subida de moto, o vigia me sugeriu, mas não era essa a intenção expliquei para ele). Passo a passo a coisa progrediu e rendeu num nível bem legal de subida, o que até me surpreendeu. O meu investimento na academia nesses últimos tempos se mostrou bem válido nessa hora. Thanks Grego! Na metade é claro, parei para uma breve pausa, uma respirada mas a subia deveria prosseguir.  Foco! Pro alto e avante. Chego no topo e como o dia estava nublado a visão lá de cima hoje não era das melhores, mas tava valendo. Havia apenas um casal de namorados, que sim, se assustaram com a minha chegada, mas foda-se. A estrada é livre. Aproveitei então para me sentar bem de boas na grama, curtir a paisagem e toda aquela vista do vale. Momento bacana e o bom disso é que não tinha muita gente, então havia um certo silêncio ao redor. Mas a alegria não dura prá sempre – como se dizem, chegaram mais algumas pessoas, inclusive também uns importunos caras bêbados, que fizeram uma gritaria e daí essa clima zen foi para o espaço. Só podia ser a deixa do universo para mim cair fora dali (rsrsrsrsrs). E eu já tinha curtido o necessário da paisagem mesmo.

O caminho da volta na descida foi bem de boas, sempre parece mais curto e mais rápido do que a ida /subida (me lembrei de que tem uma teoria psicológica que aborda esse tema – já foi post aqui no blog). Chego na moto, começo a me ajeitar para retomar o caminho de casa e converso mais uma vez com o meu novo amigo, o vigia/porteiro, que descubro ser pai do quem administra o local todo. Me contou várias coisas interessantes do local e das casas ao redor. Enfim, histórias de viagem.

Venho embora para casa acreditando de que irei pegar chuva no caminho, o céu estava mais escuro já nesse momento. Tudo bem, faz parte. Cheguei bem e bastante satisfeito, primeiro por não ter pego chuva alguma e segundo, com a empreitada toda. A subida foi OK, melhor do que o esperado – preparo testado e em dia, era justamente isso que eu queria descobrir na tal subidona. Vamu-qui-vamu. Meu perrengue com o morro terminou hoje e bem sei que ainda irei subi-lo ainda mais vezes.

*Abaixo algumas fotos dessa trip:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rolê de moto antes do fim da tarde

Depois de um almoço de reunião de família em plena sexta-feira Santa, um tempinho para descanso e por a conversa em dia, já era meia tarde e ainda havia tempo para um rolê de moto de feriado. Junto com o casal de amigos Vladi e Fabiana , que são aventureiros de plantão e estão pela cidade, nada melhor do que pegar a estrada em dia de pouco movimento. Em função do horário e da claridade do sol, optamos por um roteiro “tiro curto”, um rolê rápido até a Lagoa da Harmonia em Teutônia (RS), já estaria de bom tamanho. Tudo tranquilo na estrada, tirando um ou outro imbecil que SEMPRE teima em ultrapassar motociclista sem mudar seu trajeto para a faixa contrária, ou seja, faz a ultrapassagem em sua própria faixa, quase que jogando a gente para fora do asfalto.
Cara, isso em deixa muito puto. Uma hora dessas ainda vou revidar, quem sabe jogar alguma coisa no carro desse tipo de imbecil. Pô! Sacanagem! Isso pode causar um acidente sério. Hoje foi um Honda Fit preto, daqui mesmo de Venâncio Aires, que fez essa merda (sim, anotei a placa e tenho certeza de vou encontrar esse carro pela cidade ainda…). Mas no mais tudo tranquilo. Deixa prá lá.
Tirando esse perrengue, foi tudo bem, tranquilo e divertido. Fizemos algumas fotos, até porque o próprio trajeto da subida do morro é sensacional. Chegamos lá, demos uma olhada, mas como já esperávamos, não tínhamos muito tempo para ficar, o sol já estava começando a dar sinais de fim da tarde, luz fraca e ainda precisávamos voltar para casa. Não é muito bom nem agradável de se andar de moto de noite no asfalto, ainda mais com essa qualidade maravilhosa (sic!) de pavimentação que temos por aqui, em nossa região. Na volta uma para da para abastecer a moto e tempo de chegar na casa do Cadu para um mate com os amigos ao anoitecer.

Agora teve um fato que merece todo uj espaço a parte por aqui. Durante a subida para a Lagoa da Harmonia, que diga-se, é um trajeto asfaltado mas estreito, com muitas curvas sinuosas, apertadas, portanto se faz necessário uma atenção redobrada no trajeto. Quando estávamos quase chegando no topo, que é onde fica a lagoa, em uma das últimas curvas do trajeto, uns 50 metros a minha frente, numa curva fechada e vindo em sentido contrário, surge uma moto esportiva seguida de uma Honda XRE 300. Tudo tranquilo, exceto ao fato engraçado (ainda bem), de que o cumpadre da moto XRE não consegui vencer a tal curva fechada e cruzar bem na minha frente em linha reta, em direção a vegetação morro abaixo (era um mato fechado, com muita vegetação rasteira, cheia de arbustos e tal … antes da árvores ), – sorte dele.
Meu! Ele cruzou direto, reto, achei que se mataria em câmera lenta bem na minha frente. Sorte que a moto trancou nessa vegetação de arbustos e macega, tanto que a moto ficou reta, trancada e em pé. Nem precisei parar, apenas diminui, dei uma olhada e lá estava o piloto “bom de curvas”, todo envergonhado, tratando de o mais rapidamente possível puxar a sua moto para trás e colocá-la na estrada outra vez. Era óbvio de que ele não havia se machucado, mas com certeza deve ter tomado aquele cagaço…rsrsrsr. A vida segue companheiro, não deu em nada, ninguém se machucou nem deu prejuízo algum.
Ainda bem de que ele não bateu em mim durante a sua trajetória focada e conclusiva na linha reta de sua curva…rsrsrssr. Isso tudo apenas alguns metros a minha frent e- ainda bem, um pouco mais e ele daria no meio daminha moto que vinha subindo em sentido contrário. Vamu-qui-vamu.
Abaixo, como de costume, algumas imagens para ilustrar a narrativa acima. Dessa vez teve até foto antes mesmo da aventura começar (estava pronto esperando o Vladi chegar). Não costumo fazer isso normalmente. Não sei porque.
Até mais e uma boa Páscoa para todos!

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