Conheça a origem desses 4 personagens de lendas infantis

As crianças costumam acreditar em certos personagens que os auxiliam a passar por momentos difíceis ou a marcar datas importantes. Mas você já imaginou de onde vieram as histórias da fada do dente e do coelhinho da Páscoa? Neste texto, contamos a origem de quatro destes mitos.

1. Fada do dente
A lenda da fada do dente é mais recente do que talvez você imagine. A primeira menção à personagem data de 1908, em um artigo encontrado no jornal Chicago Tribune, que recomendava que os pais mencionassem esta generosa fada aos seus filhos para facilitar a troca dos dentes de leite.

Acredita-se que a tradição da fada do dente remeta à cultura dos povos nórdicos, e tenha surgido no século X. Nos Eddas, a coletânea de textos sagrados nórdicos, há o registro de uma tradição chamada “tand-fe” (que pode ser traduzida para “taxa do dente”). Segundo este costume, os pais pagavam uma taxa às crianças quando elas perdiam o primeiro dente de leite.

O primeiro dente, aliás, era considerado valioso e capaz de trazer boa sorte. Inclusive, os guerreiros faziam colares dos dentes para protegê-los e ostentá-los para os outros.

2. Bicho papão
O assustador bicho papão faz parte de uma série de mitos que costumam ser usados para manter o comportamento das crianças. Ele aparece com outros nomes em diferentes culturas – como Boogie Man, Krampus, El Coco, Old Hag, Baba Yaga – mas basicamente é a mesma criatura em várias versões. Sua origem estaria na folclore ibérico, mas também é visto em outros lugares.

Entre as crianças, ele funciona como a personificação do medo – por isso, ao conhecê-lo, fica mais fácil dominá-lo e ser protegido. O “papão” do nome deixa claro: ele seria um monstro comedor de crianças, e só desistiria de fazer isto quando se depara com pequenos bem obedientes.

3. Coelho da Páscoa
Agora uma das lendas mais queridas das crianças: a do lindo coelhinho de orelhas compridas e cauda de algodão que visita suas casas no domingo de Páscoa para deixar ovos coloridos. Mesmo que esteja associado a uma data religiosa, o coelho da Páscoa tem origens pagãs.

Quem conhece a Bíblia sabe que não tem nenhuma menção a um coelho que aparece no dia da ressurreição de Jesus Cristo. O animal deriva do festival de Eostre, uma tradição pagã em que se louvava a deusa Ostera, símbolo da fertilidade e da primavera nas mitologias anglo-saxã, nórdica e germânica.

A deusa era representada pelo símbolo do coelho, que, por sua vez, é associado à fertilidade por conta de sua alta taxa de reprodução. O coelho da Páscoa teria chegado à América em 1700, junto a imigrantes alemães que vieram para a Pensilvânia, nos Estados Unidos, e passaram a cultuar o mito.

4. Papai Noel
Já o amado Papai Noel remete ao século III, quando viveu São Nicolau, o padroeiro das crianças. Acredita-se que ele tenha nascido por volta de 280 d.C., na Turquia. Muito admirado por sua piedade e bondade, ele seria de família rica, mas teria doado todos os seus bens e passado a viajar para ajudar os doentes e os pobres.

Sua popularidade se espalhou com o tempo e ele passou a ser conhecido como protetor das crianças e dos marinheiros. Sua data comemorativa é 6 de dezembro, dia de sua morte. O culto a São Nicolau sobreviveu à Reforma Protestante, período em que a veneração aos santos foi fortemente desencorajada.

Já o nome em inglês do Papai Noel, Santa Claus, deriva do apelido holandês de São Nicolau, que era “Sinter Klaas”, forma abreviada do seu nome “Sint Nikolaas”. Já o Noel que usamos no Brasil vem do francês, língua em que “Noël” é a palavra usada para Natal.

*Por Maura Martins 
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*Fonte: megacurioso

Paul McCartney morreu? Como nasceu o boato e como a teoria é sustentada

Pistas e dicas estariam espalhadas pelos álbuns dos Beatles, que desde 1966 contariam com Billy Shears no lugar de Paul

Paul McCartney está morto desde o dia 9 de novembro de 1966, quando, as 5h da manhã, sofreu um acidente de carro. O então integrante dos Beatles foi substituído por um sósia chamado Billy Shears, que se passa por ele até hoje.

A história narrada no parágrafo anterior, obviamente, não é real. Porém, muita gente acreditou nesse boato e até encontrou pistas do “fato” nos discos dos Beatles.

Essa teoria bizarra surgiu através de um DJ da cidade americana de Detroit, Russ Gibb, que teria recebido ligações de fãs ao vivo contando sobre supostas pistas que encontravam a respeito da morte de Paul McCartney. As primeiras surgiram no clássico “White Album” (1968), quando ao tocar a introdução de “Revolution #9” ao contrário, era possível ouvir “turn me on, dead man” (“me excite, homem morto”).

O boato já existia desde 1967, mas graças a Gibb, começou a ganhar força. Com o tempo, os próprios Beatles passaram a entrar na brincadeira, que continuou forte ao longo dos anos 70 e, de vez em quando, é ressuscitada.

O próprio Paul McCartney (ou Billy Shears?) falou em 1974 para a Rolling Stone sobre como descobriu a teoria.

“Alguém do escritório me ligou e falou: ‘olha, Paul, você está morto’. E eu disse: ‘oh, eu não concordo com isso.’”


Paul McCartney morreu?

Segundo a teoria da conspiração, o acidente de carro supostamente sofrido por Paul McCartney teria ocorrido após o músico furar um sinal vermelho. Ele não teria visto o sinal vermelho, como mostra mais uma “dica” dos Beatles, deixada na letra da música “A Day in the Life”: “he blew his mind out in a car / he didn’t notice that the lights had changed” (“Ele estourou sua mente num carro / não percebeu que as luzes haviam mudado”).

Segundo o rumor, a colisão teria causado um esmagamento do crânio de McCartney, tornando quase impossível o reconhecimento do corpo.

A solução encontrada pelos Beatles, supostamente, foi substituir um dos principais membros por um sósia, chamado William Campbell e também conhecido como Billy Shears – o mesmo citado no álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967). De origem escocesa, ele teria sido inclusive o dublê de Paul em algumas cenas dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!” e teria passado por procedimentos estéticos para aumentar a semelhança.

A data da tal substituição casa com o momento em que os Beatles pararam de se apresentar ao vivo, o que corroboraria ainda mais a teoria. Shears teria apenas que aparecer como McCartney em fotos e vídeos, sem ter que necessariamente cantar e tocar. Mesmo assim havia um problema: ele seria cerca de 5 centímetros mais alto do que o verdadeiro e falecido artista.

As pistas para o boato
Além das já citadas, as pistas sobre a morte de Paul McCartney teriam sido deixada pelos Beatles em inúmeros lugares, tanto em músicas como em capas de discos. Tudo começaria em “Rubber Soul” (1966), cuja capa, distorcida para dificultar a identificação de Shears, traz os Beatles olhando para baixo, como se observassem uma sepultura.

Na música “Girl”, há o verso “Will she still believe it when he’s dead?” (“Ela ainda acreditará nisso quando ele estiver morto?”). Em “In My Life”, a situação da banda estaria explícita no trecho “Some are dead and some are living” (“Alguns estão mortos e alguns estão vivos”), em uma das pistas mais óbvias segundo os conspiracionistas.

Ainda no mesmo álbum, “I’m Looking Through You” falaria mais diretamente sobre o sósia de Paul: “You don’t look different, but you have changed” (“Você não parece diferente, mas você mudou”), ou ainda em “The only difference is you’re down there” (“A única diferença é você estar aí embaixo”) – ou seja, morto.

Referências a acidentes de carro estariam espalhadas por várias músicas, mas se destacam dois álbuns nesse grande quebra-cabeça. O primeiro é “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, onde a capa mostraria a sepultura de Paul, com direito a um baixo Hofner canhoto feito com flores e com 3 cordas – uma para cada Beatle “sobrevivente”.

Ainda nesse disco, “Good Morning Good Morning” cita o horário do suposto acidente de carro, 5 da manhã. A faixa-título vai ainda mais longe: “So let me introduce to you the one and only Billy Shears” (“Então deixem-me apresentar a vocês o primeiro e único Billy Shears”), citando diretamente o tal sósia.

Outro disco importante na teoria é “Abbey Road” (1969), com sua famosa capa que, segundo os conspiracionistas, ilustraria um funeral. John Lennon, de branco, representaria a divindade. Ringo Starr seria o agente funerário, de preto. O último da fila, George Harrison, seria o coveiro.

Paul, terceiro da fila, é o único descalço e com os olhos fechados. Ele também está com o passo trocado em relação aos outros três e, canhoto, ainda segura um cigarro na mão direita. Para completar, a placa do Fusca ao fundo ainda traz LMW28IF, indicando Linda McCartney, Widow (“viúva”), e que Paul teria 28 anos se (“if”) estivesse vivo.

Há ainda detalhes menores, como o submarino amarelo de “Yellow Submarine” (1969), que mais parece um caixão enterrado em uma colina. Já na capa de “Let It Be” (1970), Paul é o único retratado em um fundo vermelho, enquanto os outros aparecem em um fundo branco.

A verdade
Paul McCartney realmente sofreu um acidente na época em que a teoria começou a circular. Ele caiu de moto e quebrou um dente, além de ganhar uma cicatriz na parte superior do lábio. Esse também teria sido o motivo de Paul ter usado um bigode na época de “Sgt. Peppers”. Obviamente, nunca passou disso.

No início, os Beatles se zangaram um pouco com a situação. Mal-humorado, Paul detalhou à Rolling Stone como reagiu ao rumor – que parece ter sido bem maior nos Estados Unidos do que no Reino Unido.

“Disseram: ‘Olha, o que você vai fazer sobre isso? É uma coisa grande estourando na América. Você está morto’. E então eu disse: ‘deixe que falem’. Será provavelmente a melhor publicidade que já tivemos e eu não vou ter que fazer nada exceto continuar vivo. Então, consegui sobreviver a isso.”

John Lennon foi ainda mais longe. O músico ligou para a estação de rádio de Detroit onde tudo começou e desmentiu várias das tais pistas.

Sobre o trecho de “Revolution #9” tocado ao contrário, ele chegou a dizer que não sabe como as músicas dos Beatles soam dessa forma, já que nunca as tocou assim.

“É o rumor mais estúpido que eu já ouvi. Soa como o mesmo cara que distorceu minha frase sobre Jesus Cristo.”

Paul McCartney está vivo!
Em 1993, já mais tranquilo, o próprio Paul McCartney resolveu trazer o mito de volta com um álbum ao vivo, intitulado “Paul is Live” – uma piada com “Paul is Dead”, título pelo qual a teoria ficou conhecida. A capa traz uma imagem de Macca com seu cachorro no mesmo lugar onde foi feita a foto de “Abbey Road”.

Desta vez, porém, há várias diferenças. O artista agora usa sapato, está com a perna esquerda na frente e segura a guia do cachorro com a mão esquerda, como bom canhoto. Na placa do fusca, agora se lê 51IS, mostrando que ele tem 51 anos naquele momento e está bem vivo.

Quando o trabalho foi relançado, em 2019, o Beatle divulgou declarações em seu site oficial a respeito das teorias citadas na capa. Ele brinca que chegou a ficar paranoico em relação a si mesmo.

“Conheço todos os rumores, pois as pessoas perguntavam para mim sobre eles! Literalmente as pessoas me ligavam e perguntavam: ‘você está morto?’. E eu dizia: ‘bem, não.. estou aqui atendendo sua ligação’. E a resposta era: ‘não posso ter certeza de que é você’. Então você começa a ficar paranoico em relação a você mesmo e pensa: ‘como irei provar para eles ou para qualquer pessoa que eu sou eu?’. Achei que com o tempo esse sósia iria compor algumas boas músicas – e se não era eu, como o treinei para compor?”

Bem pensado!

* Texto por André Luiz Fernandes, com pauta e edição de Igor Miranda.
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*Fonte: igormiranda

A lenda do holandês voador: a história do navio fantasma

Entre os mitos e lendas náuticas, poucos são tão famosos quanto o Holandês Voador. Muitos alegaram ter visto o navio fantasmagórico do capitão Hendrick van der Decken (o holandês) desde que afundou em 1641. É por causa de sua atitude ousada em face da ira tempestuosa de Deus que o capitão van der Decken e sua tripulação teriam sido amaldiçoados a navegar em alto mar até o dia do juízo final.

O Capitão van der Decken fizera a perigosa viagem da Holanda às Índias do Extremo Oriente para comprar produtos lucrativos como especiarias, sedas e tinturas. Depois de comprar o máximo que o casco podia aguentar e fazer os reparos necessários no navio, o capitão van der Decken partiu para Amsterdã.

Enquanto seu navio contornava a costa da África, o capitão van der Decken pensou em como seria conveniente se seus empregadores, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, fizessem um assentamento perto do Cabo da Boa Esperança na África do Sul para servir de porto seguro devido à turbulência das águas.

Viagem e maldição do holandês voador
O capitão estava imerso em pensamentos quando seu navio de guerra começou a contornar o Cabo. De repente, um terrível vendaval surgiu, ameaçando virar o navio e afogar todos a bordo. Os marinheiros incitaram seu capitão a virar, mas o capitão van der Decken recusou. Alguns dizem que ele estava louco, outros dizem que ele estava bêbado, mas por qualquer motivo, o capitão ordenou que sua tripulação continuasse. Ele acendeu o cachimbo e fumou enquanto as ondas enormes batiam contra o navio. Os ventos rasgaram as velas e a água derramou no casco. No entanto, o capitão “manteve seu curso, desafiando a ira do Deus Todo-Poderoso ao fazer um juramento de blasfêmia” (Occultopedia, 2016).

Ilustração do capitão Hendrick van der Decken. Imagem: moonfireprojekt
Levados ao limite, a tripulação se amotinou. Sem hesitar, o capitão van der Decken matou o líder rebelde e jogou seu corpo no mar revolto. No momento em que o corpo do rebelde atingiu a água, a embarcação falou com o capitão “perguntando se ele não pretendia entrar na baía naquela noite. Van der Decken respondeu: ‘Que eu seja eternamente condenado se o fizer, embora deva andar por aqui até o dia do julgamento’” (Wagner citado em Music with Ease, 2005).

Com isso, a voz falou novamente, dizendo: “Como resultado de suas ações, você está condenado a navegar pelos oceanos pela eternidade com uma tripulação fantasmagórica de homens mortos, trazendo a morte a todos que avistarem seu navio espectral e a nunca fazer porto ou conhecer um momento de Paz. Além disso, o fel será a sua bebida e o ferro em brasa, a sua carne. “Com isso, o capitão van der Decken não tremeu por um instante. Em vez disso, ele simplesmente gritou “Amém para isso!” (Occultopedia, 2016).

Legado do Navio Fantasma
Desde então, o capitão van der Decken recebeu o apelido de Flying Dutchman (holandês voador), navegando em seu navio fantasma por todo o mundo. Os marinheiros afirmam que os holandeses desviaram os navios, fazendo-os bater em rochas ou recifes escondidos. Eles dizem que se você olhar para uma tempestade violenta se formando no Cabo da Boa Esperança, você verá o Capitão e sua tripulação esquelética. Mas cuidado, diz a lenda que quem quer que avistar o holandês certamente terá uma morte horrível.

A lenda do holandês voador ganhou popularidade pela primeira vez com a ópera de Wagner de 1843, The Flying Dutchman. No entanto, a razão pela qual a lenda durou tanto tempo e tem sido o assunto de tantas recontagens (vista ou inspirando não apenas a ópera de Wagner, mas também The Rime of the Ancient Mariner, de Coleridge, Piratas do Caribe, um personagem do Bob Esponja, um (Episódio de Scooby-Doo e mais) é porque existem supostos avistamentos do navio fantasma.

Um dos relatos mais famosos foi feito em 11 de julho de 1881 pelo Príncipe George de Gales (futuro Rei George V) e seu irmão, o Príncipe Albert Victor de Gales. Na época, eles estavam navegando na costa da Austrália. Registros do Príncipe George:

“11 de julho. Às 4 da manhã, o holandês voador cruzou nossa proa. Uma estranha luz vermelha como a de um navio fantasma todo aceso, no meio do qual iluminavam os mastros e velas de um brigue a 200 metros de distância destacavam-se em forte relevo quando ela subia na proa de bombordo, onde também o oficial do relógio da ponte a viu claramente, assim como o guarda-marinha do tombadilho, que foi enviado imediatamente para o castelo de proa; mas, ao chegar, não havia vestígio nem qualquer sinal de qualquer navio material que pudesse ser visto perto ou bem ao longe no horizonte, a noite sendo clara e o mar calmo. Ao todo, treze pessoas a viram … Às 10h45, o marinheiro comum que relatou esta manhã que o holandês voador caiu das árvores cruzadas do mastro da proa no castelo de proa e foi despedaçado em átomos.” (Ellis, 2016)

Hoje, sabemos que o navio do holandês nada mais é do que uma miragem, uma refração da luz nas águas do oceano, conhecida como Fata Morgana.

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*Fonte: socientifica

As lendas sobre esta constelação podem ser as histórias mais antigas do mundo

No céu do norte em dezembro está um belo aglomerado de estrelas conhecido como Plêiades, ou as “sete irmãs”. Olhe com atenção e provavelmente contará seis estrelas. Então, por que dizemos que há sete delas?

Muitas culturas ao redor do mundo se referem às Plêiades como “sete irmãs” e também contam histórias bastante semelhantes sobre elas. Depois de estudar de perto o movimento das estrelas, acreditamos que essas histórias podem remontar a 100.000 anos, numa época em que a constelação era bem diferente.

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As irmãs e o caçador

Na mitologia grega, as Plêiades eram as sete filhas do Titã Atlas. Ele foi forçado a segurar o céu por toda a eternidade e, portanto, foi incapaz de proteger suas filhas.

Para salvar as irmãs de serem estupradas pelo caçador Órion, Zeus as transformou em estrelas. Mas a história diz que uma irmã se apaixonou por um mortal e se escondeu, e é por isso que vemos apenas seis estrelas.

Uma história semelhante é encontrada entre os grupos aborígenes em toda a Austrália. Em muitas culturas aborígenes australianas, as Plêiades são um grupo de meninas e são frequentemente associadas a cerimônias e histórias sagradas de mulheres.

As Plêiades também são importantes como um elemento dos calendários aborígines e da astronomia tribal, e para vários grupos seu primeiro nascer ao amanhecer marca o início do inverno.

Perto das Sete Irmãs no céu está a constelação de Órion. Na mitologia grega, Órion é um caçador. Essa constelação também costuma ser um caçador nas culturas aborígines, ou um grupo de jovens fortes.

A escritora e antropóloga Daisy Bates relatou que as pessoas na Austrália central consideravam Órion um “caçador de mulheres”, e especificamente das mulheres nas Plêiades. Muitas histórias aborígines dizem que os meninos, ou o homem, na Constelação de Órion estão perseguindo as sete irmãs – e uma das irmãs morreu, ou está se escondendo, ou é muito jovem, ou foi abduzida, então por isso, novamente, apenas seis são visíveis.
Uma interpretação aborígene australiana da constelação de Órion do povo Yolngu do norte da Austrália. As três estrelas do cinturão de Orion são três jovens que foram pescar em uma canoa e pegaram um peixe-rei proibido, representado pela Nebulosa de Órion. (Créditos: Ray Norris baseou-se em relatos orais e escritos yolngu)

A irmã perdida

Histórias semelhantes de uma “Plêiade perdida” são encontradas nas culturas europeia, africana, asiática, indonésia, nativo-americana e australiana aborígene. Muitas culturas consideram o aglomerado como tendo sete estrelas, mas reconhecem que apenas seis são normalmente visíveis e têm uma história para explicar porque a sétima é invisível.

Por que as histórias dos aborígenes australianos são tão semelhantes às gregas? Os antropólogos costumavam pensar que os europeus poderiam ter trazido a história grega para a Austrália, onde foi adaptada pelo povo aborígine para seus próprios fins.

Mas as histórias aborígines parecem ser muito, muito mais antigas do que o contato europeu. E houve pouco contato entre a maioria das culturas aborígenes australianas e o resto do mundo por pelo menos 50.000 anos. Então, por que eles compartilham as mesmas histórias?

Barnaby Norris e eu sugerimos uma resposta em um paper a ser publicado pela Springer no início do ano que vem em um livro intitulado Advancing Cultural Astronomy, cuja pré-impressão está disponível aqui.

Todos os humanos modernos descendem de pessoas que viveram na África antes de iniciarem suas longas migrações para os cantos mais distantes do globo, cerca de 100.000 anos atrás. Será que essas histórias das sete irmãs são tão antigas? Todos os humanos carregaram essas histórias com eles enquanto viajavam para a Austrália, Europa e Ásia?

Estrelas em movimento

Medidas cuidadosas com o telescópio espacial Gaia e outros mostram que as estrelas das Plêiades estão se movendo lentamente no céu. Uma estrela, Pleione, está agora tão perto da estrela Atlas que parece uma única estrela a olho nu.

Mas se pegarmos o que sabemos sobre o movimento das estrelas e retroceder 100.000 anos, Pleione estava mais longe de Atlas e teria sido facilmente visível a olho nu. Então, 100.000 anos atrás, a maioria das pessoas realmente teria visto sete estrelas no aglomerado.

Acreditamos que esse movimento das estrelas pode ajudar a explicar dois quebra-cabeças: a semelhança das histórias gregas e aborígines sobre essas estrelas, e o fato de tantas culturas chamarem o aglomerado de “sete irmãs”, embora vejamos apenas seis estrelas hoje.

É possível que as histórias das Sete Irmãs e de Órion sejam tão antigas que nossos ancestrais contavam essas histórias uns para os outros em torno de fogueiras na África, 100.000 anos atrás? Será esta a história mais antiga do mundo?

Reconhecimento

Reconhecemos e prestamos nossos respeitos aos membros e anciãos tradicionais, tanto do passado quanto do presente, de todos os grupos indígenas mencionados neste documento. Todo o material indígena foi encontrado em domínio público.

*Traduzido por Julio Batista
Original de Ray Norris para o The Conversation

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*Fonte: universoracionalista

Piratas: 5 mistérios que nunca foram resolvidos

Há uma infinidade de histórias em torno do mundo pirata, mas algumas que deixam a gente com uma pulga atrás da orelha.

1. Poço do tesouro: Em 1795, na ilha canadense de Oak Island, Daniel McGinns encontrou um poço coberto por uma pedra enorme. De acordo com as inscrições gravadas, há debaixo dela um grande tesouro oculto. Por mais de dois séculos, muita gente tentou achá-lo e sete pessoas morreram na tentativa. Acredita-se que o suposto tesouro teria sido escondido pelo Capitão Kidd, um pirata que atuava na costa leste do Canadá.

2. O Kraken: Trata-se do monstro marinho mais temido da antiguidade, dotado de tentáculos gigantes e capazes de capturar barcos de qualquer tamanho. Embora nunca tenha sido encontrada nenhuma evidência sobre seu paradeiro, diz-se que até o pirata mais destemido tremia de medo ao ouvir suas histórias.

3. Piratolândia: Há uma lenda que afirma a existência de uma ilha chamada Libertalia, lugar de retiro para os piratas do mar. Lá, companheiros de todo o mundo conviviam em harmonia depois de abandonar a atividade. Acredita-se que ela estaria localizada nas proximidades de Madagascar e que o único requisito para habitá-la era ser pirata.

4. Túneis piratas: De acordo com a lenda, nos túneis subterrâneos da cidade de Savannah, na Geórgia, EUA, piratas contrabandistas armazenavam suas mercadorias. Atravessando uma série de corredores labirínticos, chegava-se até águas não muito profundas, onde os barcos aguardavam para sair de viagem. O desmoronamento desses túneis dificultou a pesquisa sobre a veracidade da história.

5. Piratas de Nova York: Outra lenda conta que o lago Ronkonkoma, em Nova York, esconde, debaixo de suas águas, alguns dos maiores tesouros piratas da história, além de vários restos humanos. Segundo esse mito, o lago já esteve ligado ao mar e foi aproveitado por muitos piratas.

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*Fonte: history