Como sua reação aos “Likes” do Facebook está relacionada a sua autoestima

Há cerca de 4,5 bilhões de “Likes” gerados diariamente no Facebook, com a metade de todos os usuários que gostam de, pelo menos, um post todos os dias, de acordo com o Pew Research Center. E, como a maioria das pessoas que já postaram uma foto no Facebook podem atestar, ganhar “Likes” nos faz sentir bem, enquanto ser ignorado por todos os seus amigos on-line pode ser potencialmente deprimente. Agora, um novo estudo lança mais luz sobre a forma de como todos estes “Likes” nos fazem sentir, achando que aqueles com um senso de propósito são menos suscetíveis de serem afetados.

“Descobrimos que ter um senso de propósito permite que as pessoas naveguem o feed de notícias virtual com mais rigidez e persistência. Com um senso de propósito, eles não são tão maleáveis quanto o número de “Likes” que recebem”, explica o professor da Universidade Cornell Anthony Burrow, o coautor do estudo. “Purposeful people noticed the positive feedback, but did not rely on it to feel good about themselves”. [“Pessoas com senso de propósito olham o feedback positivamente, mas não contam com ele para se sentir bem sobre si mesmas”].

O que é um “senso de propósito”? Para Burrow e sua equipe, são pessoas que concordaram com afirmações do tipo: “Para mim, todas as coisas que eu faço valem a pena” e “Eu tenho muitas razões para viver”. Basicamente, são pessoas orientadas para seus objetivos com uma motivação interna.

Em contraste, se você continuar olhando para o seu telefone para ver quantos gostaram de sua foto mais recente das férias, você pode estar se preparando para algumas emoções negativas.

O professor Burrow declarou:

“…Caso contrário, nos dias em que você receber poucos “Likes”, você vai se sentir pior. Sua autoestima seria dependente do que as outras pessoas dizem e pensam. A longo prazo, isso não é saudável, pois não é adaptável. Você irá querer se expor com rigidez… : “Eu sei quem eu sou e me sinto bem com isso”.

Os pesquisadores propõem que, porque as pessoas orientadas para seus objetivos veem suas realizações no futuro, elas são menos propensas a ficar animadas ou chateadas com recompensas imediatas que os “Likes” do Facebook proporcionam.

70% dos usuários do Facebook entram no site com frequência diária.

Como os pesquisadores chegaram a suas conclusões? Primeiro, eles estudaram as respostas de cerca de 250 usuários ativos do Facebook, medindo a sua autoestima e seu senso de propósito. Aqueles que foram considerados como tendo propósito não se importam muito sobre quantos “Likes” possuem, enquanto que aqueles com níveis mais baixos de propósito relataram uma maior autoestima quando recebem mais “Likes”.

Em um segundo estudo, os pesquisadores envolvidos uma rede social simulada chamada “Faces of the Ivies“, com 100 alunos da Cornell University, foram convidados a tirar um selfie e postá-los no site. Estudantes com menos propósito ficaram animados em receber “Likes” e sentiram um impulso na sua autoestima.

“Na verdade, os com mais senso de propósito não mostraram elevação em sua autoestima, mesmo quando eles foram informados que receberam um elevado número de ‘Likes’ “, disse Burrow.

Ser menos reativo a afirmações positivas de redes como o Facebook como não pode soar como uma grande jogada, mas ter um senso de propósito tem benefícios claros. Na verdade, se você não tiver propósito, você pode realmente agir contra os seus próprios interesses, mesmo quando coisas boas acontecerem.

Nicolette Rainone, coautora do estudo e assistente de programas para o “Program for Research on Youth Development and Engagement” [Programa de Pesquisas sobre o Desenvolvimento e Engajamento da Juventude] no “Cornell’s Bronfenbrenner Center for Translational Research” [Centro Bronfenbrenner de Investigação translacional da Cornell] explicou:

“Por exemplo, se eu estou estudando para um grande exame e obtenho uma boa pontuação em um teste prático, isto pode fazer-me pensar, ‘Oh, eu realmente não precisava estudar’. O que pode vir a diminuir a minha pontuação final, porque eu parei de persistir. Ter um objetivo mantêm-o emocionalmente estável, o que é essencial para o desempenho acadêmico e de trabalho bem-sucedido”.


*Por Iran Filho
(Paul Ratner / Publicado no Big Think)
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*Fonte: universoracionalista

A linda falsa vida que muitos sentem a necessidade de mostrar

Tem gente que anda tão preocupado em se mostrar bem e agradar, que acaba se perdendo de si mesmo. Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela.

São tantos que vivem iludidos por espelhos de pequenas ilusões e escondidos atrás de cortinas de grandes mentiras, que com o passar do tempo perdem a noção da realidade. Já não conseguem viver sendo verdadeiros. É há uma cobrança coletiva por baixo disso. Somos cobrados pelo sucesso alheio e incentivados a sermos iguais. Mal sabemos que, em algumas situações, por detrás de uma foto postada, quase sempre há máscaras, quase sempre há pessoas com a alma ferida, tentando se mostrar fortalecidas.

Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela. Tentar competir com o mundo é a melhor e mais rápida maneira de ser derrotado.

Existe um enquadramento relacionado entre as redes sociais e sua fábrica de ilusões. Parece absurdo, mas, na maioria das vezes, só postamos aquilo que queremos que os outros vejam. Postamos aquilo que queremos ser (e muitas vezes não somos). A verdade nem sempre é mostrada. Poses e mais poses, filtros e mais filtros para se chegar na foto perfeita. Quantas são as vezes que em busca de aprovação de outras pessoas, pintamos um quadro totalmente disforme da realidade. Nem sempre é o que parece, por vezes as pessoas estão prestes a cair num precipício, mas querem que todos pensem o contrário. A busca doentia por “likes” transforma fulanos e fulanas em reféns de suas próprias mentiras.

A postagem dos outros se torna uma provocação e é preciso se mostrar melhor. Mudar a aparência não é mais suficiente, é preciso fingir outra vida.
Na verdade, há casos em que a diferença de imagem entre a pessoa real e a pessoa mostrada na tela do computador é tão grande, que, na grande parte das vezes, é algo inacreditável. São figuras distintas, quase que irreconhecíveis quando colocadas lado a lado. A sociedade se reconfigura quando se projeta uma imagem vitoriosa. Há uma aceitação maior. Há uma glorificação da figura do ser bonito, rico e perfeito e não se enquadrar nisso é dolorido para pessoas (em sua maioria) com a autoestima abalada demais ou elevada demais. Umas de um lado, outras de outro. Paradoxos difíceis de compreender. Um sonho de consumo que faz muitos se sentir inseguros e tristes. Um sonho de consumo que faz muitos se mostrar alegres e bem-sucedidos. Um sonho de ser além do que as outras pessoas comuns aparentemente são.

Os perfis são tão perfeitos, as pessoas tão alegres, as fotos tão bonitas, as comidas tão gostosas, as selfies mais incríveis, as festas mais chiques, os amigos tão sorridentes, as famílias tão impecáveis, empregos poderosos, romances maravilhosos, viagens inesquecíveis, as roupas mais caras: A melhor vida possível! Depois desse prazer dos diversos likes, essas ações viciam e tendem a se repetir.

Quando tudo isso é verdadeiro e realmente vivemos e temos essa vida, é bom demais expor as conquistas.
Ostentar sucesso e trabalhar o marketing pessoal, pode fazer parte, saudavelmente, do dia a dia do vaidoso. Quando é sem muitos exageros, melhor ainda. O perigo é quando muita parte do que é exibido não é real, é montado, disfarçado, é fake. Existe o risco de ser descoberto e o castelo cair, o prazer pode virar dor, a luxúria pode virar amargura, aplausos viram vaias, beleza vira vergonha e sorrisos viram choro.

É complicado pensar que atualmente os níveis de felicidade, realização e sucesso das pessoas são calculados pelo número de likes e coraçõezinhos em seu perfil. Cliques esses, muitas vezes feitos por pessoas que nem se conhecem.

Fica mais difícil saber que isso também nos atinge. Essa falsa prosperidade que muitas vezes encontramos na vida dos outros, nós tentamos concretizar na vida da gente também e nem sempre conseguimos.

A vida não nos cobra perfeição, mas a sociedade sim, os amigos sim, a família sim e com isso projetamos uma imagem de vencedor para agradar. Esse limite entre o real e o virtual, nos traz para uma reflexão sobre o que fazemos e o quanto ficamos invejosos sobre o que os outros fazem melhor do que nós. É como se a felicidade interior só tivesse alguma serventia se as outras pessoas vissem e curtissem. Como se a felicidade alheia fosse algo para incitar inveja.

Muitas vezes a gente se sente assim, insuficiente. Sentimos inveja. Sentimos que não chegamos lá. Mas não queremos assumir e não pretendemos nos esconder. Mas, se você precisa mudar seu jeito e esconder suas verdades para caber no mundo, saiba que jamais nada disso o deixará mais feliz, nem mais aceito, nem mais bonito ou bem-sucedido.

Quando você se mostra grande em cima de algo que você não construiu, a queda é certa e sua pequenez será exposta algum dia. Não existe quem não precise de melhorias, sempre deve haver uma inspiração que nos guie aos acertos, mas é preciso repelir os erros, é preciso aceitar quem somos.

Se a gente tiver um coração do bem, ele se abre e cria espaço para receber energia positiva e somente um coração cheio de alegria e verdades pode fazer uma alma repleta de felicidade.
A alma é que deve se mostrar feliz e não aquela foto maquiada da rede social. Só por isso já vale a pena a gente lutar para se mostrar como é. Não deixe que as vaidades o impeçam de andar somente pelos caminhos da verdade. Somente a verdade deve ser mostrada, mesmo que ela não o enobreça, mesmo que ela não o cresça, mesmo que ela não o coloque em palanques e palcos, não lhe traga prêmios e palmas. Mas entenda que só ela importa. Só ela é nobre. Só ela interessa.

A imagem verdadeira é a única coisa que a gente deve ter de melhor e mais belo a se mostrar.

*Por Cleonio Dourado

 

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*Fonte: osegredo

Jaime Calderón – artista dos Super Likes

Tá ligado no “Like” do afamado Facebook, não é!? Pois então. Um artista colombiano chamado Jaime Calderón (curto esta terminologia espanhola/latina de nomes com “ón” acentuado, assim mesmo, passa uam coisa meio Machete – saca?), fez algumas artes para uma série com super likes, sim, isto mesmo, ilustrações de likes para os personagens super herois. Show!

*Fonte: http://www.designerd.com.br/super-likes-de-jaime-calderon/

Jaime-Calderón-like_homemaranha

Jaime-Calderón-like_wolverine

Jaime-Calderón-like_superman

Jaime-Calderón-like_hulk

Jaime-Calderón-like_batman

Jaime-Calderón-like_lanternavde

Jaime-Calderón-like_ironman

Jaime-Calderón-like_superman

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Jaime-Calderón-like_coia

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