Mergulhador é engolido por baleia e diz: ‘abriu a boca para me cuspir’; veja vídeo

O mergulhador profissional sul-africano Rainer Schimpf foi engolido por uma baleia na cidade de Porto Elisabete, na África do Sul. Enquanto o homem gravava predadores se alimentando de sardinhas na costa meridional do continente africano, uma gigante baleia-de-Bryde estava o abocanhando.

‘Jonas na baleia’?

Schimpf ainda disse que sentiu uma pressão nas suas costelas e não conseguiu ver a aproximação da baleia, que, segundo ele, o soltou quando percebeu que estava abocanhando um bicho enorme vestido numa roupa de mergulho. Em uma história quase similar ao mito bíblico de ‘Jonas na Baleia’, que ficou três dias dentro do animal, o mergulhador sul-africano acabou passando apenas alguns segundos entre os dentes do mamífero marinho.

“Eu estava filmando golfinhos, tubarões, pinguins e aves que se alimentam de sardinhas, quando, das profundezas, uma baleia Bryde surgiu, engolindo tudo em seu caminho. Foi apenas uma questão de segundos antes que a baleia percebesse seu erro e abrisse a boca para me cuspir”, afirmou o mergulhador à AFP.

Ao invés de entrar em estado de choque e voltar pra casa após uma experiência de quase-morte, Rainer Schimpf logo se recuperou e voltou a fotografar os tubarões que nadavam pelas águas de Porto Elisabete. Haja coração, hein?

“Verificamos que o equipamento estava ok, que eu não tinha ossos quebrados, que tudo estava no lugar. Adrenalina ao máximo, eu não queria perder essa sessão de mergulho, voltei para a água, dessa vez em busca de tubarões. Predadores como baleias ou tubarões vão com tudo sobre suas presas e muitas vezes nossa visibilidade é extremamente baixa”, completou.

*Por Yuri Ferreira

Confira o vídeo que mostra o homem quase sendo engolido por uma baleia:

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*Fonte: hypeness

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Maior navio a vela do mundo é lançado

O maior navio a vela do mundo foi lançado no dia 10 de junho de 2017 no estaleiro Brodosplit em Split, na Croácia. Nomeado o Flying Clipper, é uma réplica próxima do France II encomendado em 1911 no estaleiro Bordeaux de La Gironde”.

O France II

O France II foi o segundo maior navio mercante comercial já construído. Foi usado para o comércio de minério de níquel e pertencia ao “Société Anonyme des Navires Mixtes (Prentout-Leblond, Leroux & Cie.)”.

Maior navio a vela do mundo : 162 metros de comprimento e 18,5 metro de largura

A embarcação ficou em construção por dois anos para o Star Clippers, com sede em Monaco, reconhecida como uma das principais linhas de cruzeiros. O Flying Clipper tem um casco de aço e terá deck de teca. Ele tem 162 metros (532 pés) de comprimento e 18,5 metros (60 pés) de largura, com um peso morto de 2.000 toneladas. O navio terá uma superfície total de vela de 6.347 metros quadrados (68.300 pés quadrados).

Maior navio a vela do mundo terá cinco decks

O Flying Clipper tem cinco decks, com alojamento para 450 pessoas. Trezentos passageiros em 150 cabines de luxo, e 74 cabines para 150 membros da tripulação.

O navio destina-se exclusivamente a velejar, embora tenha dois motores elétricos totalmente independentes.

O Flying Clipper foi projetado para navegar em todos os oceanos, incluindo o Ártico e o oceano austral. Ele foi construído para atender aos requisitos da classe de gelo. Espera-se que seja capaz de navegar em até 20 nós sob as condições climáticas favoráveis, e a cerca de 16 nós quando acionado os dois motores”. O Flying Clipper será a quarta embarcação à vela da Star Clippers quando entrar em serviço.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: marsemfim

Por que Microsoft deixou 855 computadores no fundo do oceano por dois anos

Dois anos atrás, a Microsoft colocou um centro de dados no fundo do mar na costa de Orkney, um arquipélago no norte da Escócia, em um experimento radical.

Esse centro de dados agora foi recuperado do fundo do oceano, e os pesquisadores da Microsoft estão avaliando agora como tem sido seu desempenho durante esse tempo e o que podem aprender com ele sobre eficiência energética.

A primeira conclusão deles é que o cilindro forrado de servidores teve uma taxa de falha menor do que um centro de dados convencional.

Quando o contêiner foi retirado do fundo do mar, a cerca de 800 metros da costa, após ser colocado lá em maio de 2018, apenas oito dos 855 servidores a bordo falharam.

Isso é um bom índice quando comparado com um centro de dados convencional.

“Nossa taxa de falhas dentro da água foi um oitavo do que temos em terra”, disse Ben Cutler, que liderou o que a Microsoft chama de Projeto Natick.

A equipe levantou a hipótese de que o desempenho melhor pode estar ligada ao fato de que não havia humanos a bordo e que nitrogênio, em vez de oxigênio, foi bombeado para a cápsula.

“Achamos que tem a ver com essa atmosfera de nitrogênio que reduz a corrosão e é fria, e sem as pessoas mexendo em tudo”, diz Cutler.

Orkney foi escolhida para o teste pela Microsoft em parte porque era um centro de pesquisa de energia renovável em um lugar de clima temperado — um pouco frio até. A hipótese central é de que o custo do resfriamento dos computadores é menor quando estão debaixo d’água.

O cilindro branco emergiu das águas frias com uma camada de algas, cracas e anêmonas após um dia de operação de retirada.

Porém, por dentro, o centro de dados estava funcionando bem — e agora está sendo examinado de perto pelos pesquisadores.

Na medida em que mais e mais dados nossos são armazenados em “nuvem” hoje em dia, existe uma preocupação crescente com o vasto consumo de energia por centros de dados.

Mais ecológico

O Projeto Natick tratava em parte de descobrir se os clusters de pequenos centros de dados subaquáticos para uso de curto prazo poderiam ser uma proposta comercial, mas também uma tentativa de aprender lições mais amplas sobre eficiência energética na computação em nuvem.

Toda a eletricidade de Orkney vem de energia eólica e solar, mas não houve problemas em manter o centro de dados subaquático alimentado com energia.

“Conseguimos funcionar muito bem em uma rede que a maioria dos centros de dados baseados em terra considera não confiável”, disse Spencer Fowers, um dos membros da equipe técnica do Projeto Natick.

“Estamos com esperança de poder olhar para nossas descobertas e dizermos que talvez não precisemos ter tanta infraestrutura focada em energia e confiabilidade.”

Os centros de dados subaquáticos podem parecer uma ideia estranha. Mas David Ross, que é consultor do setor há muitos anos, diz que o projeto tem um grande potencial.

Ele acredita que eles podem ser uma opção atraente para organizações que enfrentarem um desastre natural ou um ataque terrorista: “Você poderia efetivamente mover algo para um local mais seguro sem ter todos os enormes custos de infraestrutura de construir um edifício. É flexível e econômico.”

A Microsoft é cautelosa ao dizer quando um centro de dados subaquático poderá ser um produto comercial, mas está confiante de que a ideia tem valor.

“Achamos que já passamos do ponto de experimento científico”, diz Ben Cutler. “Agora é simplesmente uma questão de o que queremos projetar — seria algo pequeno ou grande?”

O experimento em Orkney terminou. Mas a esperança é que ele ajude a encontrar uma forma mais ecológica de armazenamento de dados tanto em terra quanto debaixo d’água.

*Por Rory Cellan-Jones
Correspondente de Tecnologia

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*Fonte: bbc-brasil

O ‘Dedo da Morte’ capturado na câmera pela primeira vez congela tudo em seu caminho

Pela primeira vez, podemos observar a formação de um “dedo de gelo da morte” por meio de algumas imagens de tirar o fôlego.

Hoje em dia, é raro descobrir um fenômeno completamente novo para a ciência, que expanda nosso conhecimento do mundo de maneiras únicas e maravilhosas. Mas, assim como aconteceu nos últimos anos com tribos isoladas, cavernas invisíveis e feras marinhas, a formação de brinículas antárticas – também conhecidas como “dedos de gelo da morte” – foi recentemente apresentada aos aventureiros de poltrona na forma de algumas imagens de tirar o fôlego .

Binículos são estruturas sobrenaturais em forma de dedos que descem do gelo marinho flutuante até as águas geladas da Antártica. Embora os cientistas estejam cientes de sua existência desde 1960, eles raramente são observados em tempo real. Dedos de gelo ocorrem apenas em condições específicas nas regiões polares da Terra, sob blocos de gelo marinho flutuantes, tornando-os não apenas difíceis de rastrear, mas quase impossíveis de capturar na câmera. Isso é o que torna a filmagem abaixo da série Frozen Planet da BBC (Temporada 1, Série 5) tão especial.

Ao contrário da água doce congelada, o gelo na superfície do oceano é composto por dois componentes. Durante o processo de congelamento, a água exclui a maior parte do sal, deixando o cristal de gelo relativamente puro. No entanto, isso leva à presença de excesso de sal. Como precisa de temperaturas muito mais baixas para congelar, a água salgada restante permanece em sua forma líquida, criando canais de salmoura altamente salinos dentro do bloco de gelo poroso.

Um binículo é formado quando o gelo marinho flutuante racha e vaza a solução de água salina para o oceano aberto abaixo. Como a salmoura é mais pesada do que a água ao seu redor, ela desce em direção ao fundo do oceano enquanto congela a água relativamente doce com a qual entra em contato. Este processo permite que a brinícula cresça para baixo, criando aquela semelhança de dedo.

O Dr. Andrew Thurber, um dos poucos cientistas que viu o crescimento das brinículas em primeira mão, descreve uma cena fantástica pontuada por brinículas rastejantes para baixo. “Eles se parecem com cactos de cabeça para baixo que foram soprados de vidro”, diz ele, “como algo da imaginação do Dr. Suess. Eles são incrivelmente delicados e podem quebrar com o menor toque. ”
Na Ilha Little Razor Back, na Antártica, essa área de 3 m de profundidade abriga milhares de brinículas que geralmente se estendem até o fundo do mar. Vivendo entre eles estão milhares de anfípodes que podem ser vistos nadando nesta imagem. Embora normalmente apenas perto do gelo, quando perturbados, os anfípodes enxameiam, como um ninho de abelhas.

Para as criaturas marinhas próximas, no entanto, as frágeis bainhas de gelo escondem uma arma mortal: como mostrado no vídeo, uma brinícula pode atingir o fundo do mar e, à medida que cresce a partir deste ponto, pode pegar várias criaturas que vivem no fundo, como o mar ouriços e estrelas do mar, congelando-os também.

“Em áreas que costumavam ter brinículas ou embaixo delas muito ativas, formam-se pequenas poças de salmoura que chamamos de poças negras da morte”, observa Thurber. “Eles podem ser bem claros, mas têm os esqueletos de muitos animais marinhos que vagaram aleatoriamente neles.”

O estudo científico das brinículas está em seus estágios iniciais, mas pela primeira vez, temos evidências em vídeo do desenvolvimento desses misteriosos dedos gelados da morte.

*Por

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Navio autônomo como os carros e drones, por que não?

Os drones, que não deixam de ser veículos autônomos, já estão operando em todas as partes do mundo. E as grandes montadoras, além de empresas de tecnologia como a Apple, além de Google e Uber, estão na fase de testes dos carros autônomos. Por que não um navio autônomo?

Navio autônomo

Só de navios cargueiros, de todos os tipos, há cerca de 60 mil no mundo. Contando com os de passageiros, os de pesca, e outros, a conta bate quase nos 100 mil navios. E todos precisam ser tripulados. Mas as montadoras, que tanto investem nos carros autônomos, não estão sozinhas.

Algumas grandes empresas avançam em projetos de navios cuja propulsão pode ser combinada entre motores e turbinas eólicas, entre outras novidades. Mas, um navio autônomo ainda soa como ficção científica embora, para alguns, as vantagens seriam muitas: menos gasto com tripulantes e mantimentos, mais espaço para carga e, melhor, zero de emissões.

Os navios tradicionais queimam tanto combustível como cidades inteiras. Usam mais combustível que os navios de contentores, e utilizam um combustível com baixo teor de enxofre que é cem vezes pior que o diesel da estrada, explica o especialista Bill Hemmings.

“A demanda global por marítimos mercantes é de cerca de 1.647.500 pessoas, o que significaria que haveria grandes mudanças no número de empregos marítimos ‘tradicionais’ disponíveis.”

Veículos autônomos

O site http://www.2025ad.com/ abordou o tema: “Veículos autônomos não são um novo conceito. Desde os drones aéreos não tripulados que realizam operações militares e de vigilância a milhares de quilômetros da base, até os carros sem motorista já existentes que transportarão todos os passageiros pelas redes rodoviárias, estamos começando a alavancar a inteligência artificial para navegar por nós. Parece natural que longas e árduas jornadas marítimas também sejam entregues a um computador.”

“Navios autônomos podem ser adaptados ou construídos de maneira que as partes dedicadas à tripulação, a ponte e outros recursos repentinamente desnecessários sejam removidos para dar mais espaço à carga.”

“O navio poderia ser operado remotamente. As companhias de navegação implantariam seus instrumentos de navegação e capitães em pontes terrestres ou subcontratariam a transferência para empresas profissionais que se tornassem especialistas em operações remotas de navios. O outro benefício é que as companhias de navegação e as marinhas também podem economizar em custos de recrutamento.”

O Yara Birkeland, um navio autônomo porta-contêineres

“A empresa norueguesa Kongsberg está trabalhando no Yara Birkeland, um navio porta-contêineres autônomo e totalmente movido a bateria e energia solar.”

O site da companhia dá mais detalhes.”O navio YARA Birkeland será o primeiro navio porta-contêineres totalmente elétrico e autônomo do mundo, com zero emissões. Ele será alimentado por baterias, reduzindo o transporte de caminhões movidos a diesel em cerca de 40.000 viagens por ano. Esta iniciativa ecológica ajudará a cumprir as metas de sustentabilidade da ONU e a melhorar a segurança rodoviária e o congestionamento.”

Mas, e para carregar e descarregar o Yara Birkeland?

“O carregamento e descarregamento serão feitos automaticamente usando guindastes e equipamentos elétricos. O navio não terá tanques de lastro, mas utilizará a bateria como lastro permanente. Ele também será equipado com um sistema de amarração automático – atracação e desatracação serão realizadas sem intervenção humana e não exigirão implementações especiais no lado da doca.”

A empresa, que tem mais de 20 anos de e experiência no fornecimento de veículos subaquáticos autônomos, como os ROVs e vários tipos de navios, diz que “o Yara Birkeland navegará a 20 km da costa, entre 3 portos no sul da Noruega. A parte da área que transporta a maior parte do tráfego de navios é coberta pelo sistema VTS das administrações costeiras da Noruega em Brevik.”

O navio terá 79,5 metros de comprimento por 14,8 m de largura. A velocidade de cruzeiro será de seis nós, e a máxima, 13 nós.

Os centro operacionais que cuidarão do navio autônomo

Não é nada simples ser um desbravador. E também não é suficiente construir apenas o navio, mas centros operacionais ao largo da rota. Este é o caso do Yara Birkeland, que navegará na costa sul da Noruega.

Sobre os centros operacionais, diz a empresa: “Para garantir a segurança, três centros com diferentes perfis operacionais estão planejados para lidar com todos os aspectos da operação.”

“Esses centros cuidarão da emergência e tratamento de exceções, monitoramento de condições, monitoramento operacional, suporte a decisões, vigilância do navio autônomo e seus arredores e todos os outros aspectos de segurança. Uma interface para a operação logística será implementada no centro operacional de Herøya.”

O histórico do projeto

Segundo a Kongsberg, o projeto foi entregue em 2017. No ano seguinte ficou decidido que a construção do casco seria no estaleiro Vard Braila, na Romênia. O navio passará gradualmente da operação tripulada para a operação totalmente autônoma até 2022.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: marsemfim

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

A pandemia de plástico que assola os oceanos parece pior do que até agora anunciada. Novos estudos demonstram que a poluição oceânica por microplástico foi subestimada há pelo menos o dobro do número de partículas do que se pensava anteriormente.

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

Estudo publicado na revista Environmental Pollution informa que desta vez os pesquisadores usaram redes com tamanhos de malha de 100 microns – 0,1mm – 333 microns e 500 microns. Eles encontraram 2,5 vezes mais partículas na rede mais fina do que nas redes de 333 mícrons, do tipo geralmente usado para filtrar microplásticos e 10 vezes mais que na rede de 500 mícrons.

A professora Pennie Lindeque, do Laboratório Marítimo de Plymouth, no Reino Unido, que liderou a pesquisa, confirmou: “A estimativa da concentração de microplásticos marinhos atualmente pode ser muito subestimada”.

As águas onde a nova pesquisa foi feita

Os pesquisadores fazem algo parecido com o que se faz na pesca. Eles usam redes de malha bem fina, e as arrastam em certas regiões oceânicas. Depois recolhem, coletam e contam o material. Para esta pesquisa, as águas escolhidas foram as que banham a Inglaterra e os Estados Unidos.

De acordo com o site https://earth.org/ , antes deste novo ‘arrastão’ estimava-se a quantidade de partículas entre 5 trilhões até 50 trilhões de partículas, agora o número subiu para 12 trilhões até 125 trilhões de partículas nos oceanos do planeta.

O tipo mais abundante de microplástico é a microfibra

Como o Mar Sem Fim já havia informado, estudos anteriores sobre a invasão de plástico mostra que as partículas mais comuns encontradas foram fibras de cordas, redes e roupas (cerca de 85%). Pois é, nós usamos muitas roupas feitas de tecidos sintéticos. O resultado aí está.

Novo estudo mostra mais micropartículas que zooplâncton

Isso assustou os cientistas. Tanto o fitoplâncton, como o zooplâncton, são organismos primários para os consumidores de níveis tróficos superiores. Ou seja, estão na base da cadeia alimentar dos oceanos.

A pesquisadora Pennie Lindeque, que liderou o trabalho, disse que “usando uma extrapolação, sugerimos que as concentrações microplásticas podem exceder 3 700 partículas por metro cúbico – muito mais do que o número de zooplâncton que você encontraria.”

E por que isso é tão grave? Porque contamina quase toda a vida marinha que, depois, contamina os seres humanos que se alimentam também através da vida marinha. Ou seja, se você come peixes, ostras, e outros, pode ter certeza que está ingerindo também microplásticos. Só não se sabe, ainda, seus impactos na saúde humana. Mas convenhamos, comer plástico não pode fazer muito bem. Concorda?

E é só esperar mais um pouco que logo saberemos. Pesquisadores do mundo inteiro se debruçam sobre a questão do plástico nos oceanos.

O que os brasileiros podem fazer sobre isso

Muito. Basta saber que um levantamento do WWF mostra que o Brasil está em 4º lugar no ranking dos maiores produtores de lixo plástico. Sabendo disso, e tendo consciência que a aldeia global hoje tem quase oito bilhões de inquilinos, fica fácil compreender que somos todos responsáveis. Por isso, mais que nunca, tome muito cuidado com seu lixo, e até com o tipo de roupa que usa quando frequenta o litoral.

Estas pesquisas da academia têm a função de subsidiar governos e instituições para a criação de políticas públicas que, neste caso, sejam menos agressivas ao meio ambiente. No Brasil é difícil esperar ações do poder público, quase sempre dormente, defendendo privilégios, ou simplesmente ‘lost in space’. Veja-se a cidade de São Paulo, sempre orgulhosamente apresentada como ‘a maior da América Latina’, a mais rica cidade do Brasil.

Pois saiba que São Paulo foi das últimas a adotar políticas públicas contra a pandemia de plástico. E mesmo assim, foram medidas tímidas, que mais uma vez nos envergonham perante o concerto das nações. Enquanto a África lidera no mundo a cruzada contra o plástico, a ‘progressista’ São Paulo, de Bruno Covas, proibiu os canudinhos de plástico…

Por isso, se você fizer sua parte, já estará ajudando muito.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: estadao

Oceanos são os pulmões do planeta

Nesta segunda-feira (8 de junho) comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos, instituído na Eco-92. Em mensagem especial, em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que temos uma “oportunidade única e a responsabilidade de corrigir a nossa relação com o meio ambiente, incluindo os mares e os oceanos do mundo”, enquanto o mundo busca combater a pandemia.

“Contamos com os oceanos para alimentação, meios de subsistência, transporte e comércio. E, enquanto pulmões do nosso planeta e o seu maior meio de absorção de carbono, os oceanos desempenham um papel vital na regulação do clima global”, disse Guterres.

É muito comum ouvir que a Amazônia é o pulmão do mundo e, reconhecendo sua vital importância para o planeta, os pesquisadores já rebatem essa frase há algum tempo. Isso porque a maior parte do oxigênio que produz é consumido pela própria floresta amazônica na respiração e na decomposição de animais e plantas.

Pulmões do planeta

Já as algas marinhas produzem oxigênio em excesso, que é liberado na água, vai para a atmosfera e fica disponível a outros seres vivos. Nesse processo, as algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo, segundo dados são do Instituto Brasileiro de Florestas.

Para o climatologista, Antônio Nobre, especialista em rios voadores da Amazônia, nossa visão sobre o tema pode ser ainda mais ampliada. “A Amazônia é o pulmão do mundo? Sim e não… tem mais coisas”, afirmou. Confira sua explicação aqui.
oceanos pulmão do mundo

Em setembro de 2019, durante o evento Conexão Oceano, ocorrido no Rio de Janeiro, o professor do Instituto Oceanográfico da USP, Frederico Brandini, destacou o importante papel dos oceanos. “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou.

O evento em questão foi promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a UNESCO no Brasil e o Museu do Amanhã.

Década dos oceanos

A partir de 2021 até 2030 será a “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável”, declarada pela Organização das Nações Unidas. O foco nos oceanos será essencial para a sociedade discutir as ameaças já vivenciadas pela vida marinha. Poluição plástica, acidificação e elevação dos oceanos são alguns dos problemas a serem freados.

Agora mesmo, pesquisadores alertam para o branqueamento de corais no Nordeste brasileiro. Apesar da importância, o assunto não reverbera com tanta força. Estudiosos da área já questionaram que a superfície da Lua é mais investigada do que o mar.

A bióloga e pesquisadora brasileira Lúcia Campos já afirmou que “nós conhecemos pouco mais de 1% do que existe nos nossos mares”. Isso é intrigante, pois os oceanos cobrem a maior parte da superfície terrestre.

Abaixo a mensagem de António Guterres:

O PNUMA também traz a pauta dos oceanos nesta semana por meio de lives com personalidades.

Nesta segunda (8), às 16 horas, o bate-papo “Precisamos falar sobre o mar” contará com a presença do ator, ativista ambiental e defensor da campanha Mares Limpos, Mateus Solano, da fotógrafa e cofundadora da Liga das Mulheres pelos Oceanos, Bárbara Veiga, e da cocriadora e apresentadora do Mamilos Podcast, Cris Bartis.

Na quarta-feira (10), JP Amaral, mobilizador do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, e as defensoras da campanha Mares Limpos, Fê Cortez e Heloísa Schurmann, discutirão sobre as formas de consumo e como se relacionam com a poluição dos mares na live “Para onde vai o que consumimos e descartamos?”, também às 16 horas. As duas transmissões serão pelo canal do PNUMA no YouTube.

*Por Marcia Souza

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*Fonte: ciclovivo

Superstições marinheiras, conheça algumas

Superstições marinheiras, quem é do mar já ouviu falar de pelo menos uma

Superstições marinheiras: todo marinheiro que se preze tem lá suas superstições. Algumas bastante conhecidas pelo grande público, outras só por quem é realmente do mar. Mar Sem Fim fez uma listagem bem humorada para você conhecer algumas delas.

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro conte, e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições marinheiras, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.

1. Navio seguro é navio batizado…
A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio na questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.

2. …uma vez só!
Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.

3. Sexta não!
Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não se sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.

4. Todos os ratos a bordo
Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.

5. Uma moedinha, por favor
Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.

6. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado
A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira. Acabaram sendo proibidos de embarcar.

7. Cuidado com o que você deseja
Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.

8. Assobiar ou não assobiar?
O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.

9. Plantas e flores… em terra firme
Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.

10. Não se deve mudar o nome do barco ou…
Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: marsemfim

Lixo no Brasil, um problema ainda longe da solução

Análise do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2018/2019, lançado em novembro de 2019 pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) é de assustar. Em 2018, o Brasil produziu, em média, 79 milhões de toneladas de lixo, uma variação de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior. Na América Latina somos os campeões. Está previsto que em 2030 alcançaremos a cifra de 100 milhões de toneladas. Vale ressaltar que o Panorama continua sendo o único relatório de âmbito nacional com números atualizados anualmente, oriundos de fonte primária, compilados e tratados com base em critérios científicos. É deste relatório os dados que ora apresentamos.
infográfico sobre o lixo no brasil (Fonte: Abrelpe).

 

 

 

 

Dos 79 milhões de toneladas de lixo no Brasil, quantas foram coletadas?

Quem responde é a Abrelpe: “os dados revelam que, em 2018, foram geradas no Brasil 79 milhões de toneladas. Um aumento de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foi coletado.”A associação comenta: “Por um lado, isso significa uma alta de 1,66% em comparação a 2017. Ou seja, a coleta aumentou num ritmo um pouco maior que a geração. Por outro, evidencia que 6,3 milhões de toneladas de resíduos não foram recolhidas junto aos locais de geração.”

A destinação do lixo no Brasil

“A destinação adequada em aterros sanitários recebeu 59,5% dos resíduos sólidos urbanos coletados: 43,3 milhões de toneladas, um pequeno avanço em relação ao cenário do ano anterior. O restante (40,5%) foi despejado em locais inadequados por 3.001 municípios.”

29,5 milhões de toneladas acabaram nos lixões

“Ou seja, 29,5 milhões de toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) acabaram indo para lixões ou aterros controlados, que não contam com um conjunto de sistemas e medidas necessários para proteger a saúde das pessoas e o meio ambiente contra danos e degradações.”

Saiba quanto produz de lixo, em média, cada cidadão

Somos todos partes do problema. É como no caso do aquecimento global, ou a acidificação dos oceanos. Estes fenômenos não foram criados por um ente demoníaco, mas são consequências de usos e costumes de oito bilhões de terráqueos. Quem são os responsáveis se não nós mesmos? Este site se esmera em mostrar que nossas chagas jamais serão resolvidas por um salvador da pátria que aguarda a hora de sair de seu casulo e resolver nossos problemas. Eles só serão sanados quando todos, cidadãos e governos, fizerem suas partes. Aos números da Abrelpe: “Entre 2017 e 2018, a geração de RSU no Brasil aumentou quase 1% e chegou a 216.629 toneladas diárias. Como a população também cresceu no período (0,40%), a geração per capita teve elevação um pouco menor (0,39%). Isso significa que, em média, cada brasileiro gerou pouco mais de 1 quilo de resíduo por dia.”
Lixo no Brasil e a coleta seletiva segundo a Abrelpe

“A pesquisa permite estimar que quase três quartos dos municípios brasileiros fazem algum tipo de coleta seletiva. Em muitos deles, porém, essas atividades são incipientes e não abrangem todos os bairros. A quantidade de cidades que dispõem de tais serviços elevou-se em todas as regiões, com destaque para o Nordeste e o Centro-Oeste (aumento de 8% e 9%, respectivamente).”

Aterros e lixões, chagas nacionais, recebem mais de 80 mil toneladas de resíduos por dia

“Das 72,7 milhões de toneladas coletadas no Brasil em 2018, 59,5% tiveram disposição final adequada e foram encaminhadas para aterros sanitários – uma expansão de 2,4% em relação ao valor total do ano anterior. Porém, unidades inadequadas como lixões e aterros controlados ainda têm participação significativa (23% e 17,5%, respectivamente). Estão presentes em todas as regiões e recebem mais de 80 mil toneladas de resíduos por dia, com elevado potencial de poluição ambiental e impactos negativos à saúde.”

Recursos aplicados na gestão do lixo

Eis aí um dado que pode ajudar os eleitores. É preciso ficar de olho nos políticos, e respectivas plataformas. Afinal, trata-se de dinheiros públicos, ou seja, nossos impostos. Vejamos o que fizeram em 2017/2018. “Apesar de o percentual de resíduos coletados ter crescido em todas as regiões entre 2017 e 2018, os investimentos na coleta e nos demais serviços de limpeza urbana recuaram. Na coleta foram aplicados R$ 10 bilhões por ano (média de R$ 4 por habitante ao mês).

Aportes por região do Brasil

A tendência de queda mostrou um pouco mais de força no Sul (queda de 2,0%) e no Sudeste (-1,5%). Os aportes tiveram ligeira alta no Centro-Oeste (1,2%) e no Norte (1,4%). Contudo, mesmo nessas duas regiões, se for considerado o aumento da população, o investimento per capita ficou estável. No país, o declínio foi de 1,47%. Quando se consideram outros serviços (varrição, limpeza e manutenção de parques e jardins, limpeza de córregos…), a queda é mais expressiva: 2,17% no Brasil (2,54% no índice per capita).

Alguns comentários

Segundo o Estadão, ‘A produção de lixo no Brasil tem avançado em ritmo mais rápido do que a infraestrutura para lidar de maneira adequada com esse resíduo’. Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe, falou ao jornal. Para ele ‘o tipo de material consumido atualmente, que é mais descartável, é o grande responsável por esse avanço da produção de lixo.’ Também vale ressaltar que passaram-se nove anos da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trazia como meta o fim dos lixões até 2014. Somo o País do futuro, ou o das promessas? Arriscamos, os dois.

Aumento de consumo e descarte indiscriminado

Segundo Carlos Silva Filho, “Há um aumento do próprio consumo e do descarte indiscriminado. Não há uma separação dos resíduos no descarte dentro de casa, não há um processo de sensibilização da população para consumir produtos mais sustentáveis”, afirmou. “O Brasil ainda tem um processo de produção, consumo e descarte de resíduos do século passado.”

Investimento em infraestrutura

Carlos Silva Filho: “Enquanto o mundo fala em economia circular e avança na energia renovável a partir de resíduo, nós ainda temos um déficit no Brasil de lixão a céu aberto em todas as regiões e pouca coleta seletiva na cidade. É preciso agilizar o investimento de infraestrutura adequada para receber esse resíduo e tratar esse resíduo como recurso. Aproveitá-lo melhor na reciclagem, geração de energia, transformação em matéria-prima e não simplesmente um material descartado que não tem serventia.”

A quem cabe a gestão dos resíduos?

Carlos Filho responde: “A gestão de resíduos no Brasil é de titularidade dos municípios. A grande maioria é pequena e não consegue fazer uma gestão de maneira isolada. Portanto, precisam buscar solução conjunta para esse tema, principalmente buscar uma fonte de remuneração contínua para que possam justamente não só ter infraestruturas necessárias, planta de reciclagem e unidade de aproveitamento energético, mas também para custear todo esse serviço que é feito diariamente.”

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: marsemfim

Estaleiro holandês apresenta o maior veleiro de alumínio do mundo

Esta semana, o tradicional estaleiro holandês Royal Huisman, com mais de 130 anos de tradição (foi fundado em 1884), apresentou a sua mais recente criação: o Sea Eagle II, de 81 metros de comprimento (266 pés), apresentado como um dos 10 maiores veleiros do mundo e, mais especificamente, como o maior já construído com casco de alumínio.

“O Sea Eagle II abre as asas e deixa o ninho”, brincou o departamento de marketing do estaleiro ao apresentar as suas primeiras imagens, que impressionam com a promessa de um barco moderno, além de belíssimo, com sua proa vertical poderosa. A próxima fase do projeto — assinado pelos arquitetos da Dykstra Naval e pelo designer Mark Whiteley — será a instalação de seus três mastros de fibra de carbono, para então serem realizados os testes no mar.

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*Fonte:

Restaurante subaquático foi concluído na Noruega e parece fora deste mundo

Saborear uma refeição deliciosa, cercado pela beleza da vida marinha subaquática, é algo que só podemos sonhar. Mas esse sonho agora pode se tornar realidade. A Noruega lança o primeiro e maior restaurante subaquático que você certamente adicionará à sua lista de baldes.

Este restaurante subaquático de tirar o fôlego tem o nome de Under por muitas razões. Projetado por Snøhetta, este restaurante de 495 metros quadrados oferece uma capacidade total para 100 pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: sciencephiles

Robert Plant retira-se do festival das Ilhas Faroé devido a caça às baleias

A nova banda de Robert Plant, a lenda do Led Zeppelin, Saving Grace, saiu do G! Festival nas Ilhas Faroé devido à caça às baleias.

O Saving Grace, com Robert Plant e Suzi Dian, deve se apresentar no evento no sábado, 18 de julho, no entanto, os organizadores divulgaram uma declaração forte na sexta-feira (28 de fevereiro), confirmando que não estarão mais tocando.

Embora Saving Grace e Robert Plant não tenham comentado sobre o cancelamento, G! Os organizadores do festival disseram que o Saving Grace foi retirado devido a ‘Robert Plant ter recebido publicidade / pressão negativas da organização de conservação ambiental Blue Planet Society em relação à unidade piloto de baleias das Ilhas Faroé, conhecida como “moagem”.

Organizados pelas comunidades locais, centenas de baleias-piloto de barbatanas longas e vários golfinhos do Atlântico são mortos anualmente nas Ilhas Faroé, levando-os a uma praia ou fiorde de barco.

As caçadas, chamadas grindadráp em feroês, são amplamente condenadas por grupos de defesa dos direitos dos animais, no entanto, algumas pessoas faroenses consideram a carne de baleia um aspecto importante de seus alimentos e cultura.

Sigvør Laksá, diretor administrativo da G! Festival, disse que era hipócrita o fato de Robert Plant desistir, considerando que ele participou de eventos na Noruega e na Islândia – países que também praticam caça comercial.

Laksá disse: “Estamos desapontados e irritados com o cancelamento. Ficamos entusiasmados e felizes com o enorme interesse e a recepção positiva do anúncio de Saving Grace, especialmente a febre de Robert Plant que naturalmente vem com ela.

“Parece um pouco pouco profissional que esses atos saiam de uma reserva sem aviso prévio ou tentativa de diálogo construtivo, o que pode ter nos permitido abordar as preocupações do artista. Também parece contraditório quando um artista gosta de tocar em países como a Noruega e a Islândia que praticam baleias comerciais, o que Plant já havia feito no passado, mesmo em 2019.

“Este é um duro golpe para o festival, o que nos obriga a repensar nossa abordagem na produção do G! Festival”.

Formada no ano passado, a Saving Grace realizou um show secreto no The Sparc Theatre em Shropshire em janeiro de 2019 e apoiou o Fairport Convention em shows em Basingstoke, Bath e St Albans no mês seguinte.
Hoje G! O Festival deve anunciar o cancelamento de Saving Grace, com Robert Plant e Suzi Dian.

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*Fonte: webrocknroll

Aumento do nível do mar acelerou e já é incontrolável, advertem especialistas da ONU

É incontrolável e está se acelerando. O aumento do nível do mar disparou por causa do degelo nos extremos norte e sul do planeta, conclui o IPCC, o painel de cientistas que, sob o guarda-chuva da ONU, analisa os impactos da mudança climática geradas pela ação do homem. Os gases de efeito estufa emitidos pelo ser humano até agora fazem que o degelo e o aumento do nível do mar continuem além deste século, conclui o IPCC em um relatório apresentado nesta quarta-feira.

O dilema que esta geração enfrenta agora tem a ver com o tamanho da hipoteca —que também inclui fenômenos meteorológicos extremos mais frequentes, ameaça à segurança alimentar e impactos na biodiversidade— que deixará para as futuras gerações. Que seja uma carga menor, destacam os especialistas, dependerá da rapidez com que a humanidade pare de emitir esses gases que superaquecem o planeta e estão vinculados principalmente aos combustíveis fósseis. Ao apresentar o relatório, Hoesung Lee, presidente do IPCC, conclamou os países a reduzirem suas emissões de gases, para que os impactos, embora não possam mais ser eliminados, pelo menos sejam atenuados e se tornem “mais manejáveis para as pessoas mais vulneráveis”. Porque, como destaca o IPCC, “as pessoas mais expostas e vulneráveis são frequentemente aquelas que contam com menor capacidade de resposta”.

Esse dilema geracional, apresentado em um relatório especial do IPCC, chega numa semana intensa na batalha contra a mudança climática. Depois das gigantescas manifestações estudantis de 20 de setembro e da cúpula da ONU da última segunda-feira em Nova York, espera-se na sexta-feira um grande protesto global contra a inação frente ao aquecimento. O relatório especial do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática sobre o aquecimento e os oceanos é parte de uma série de análise temáticas. Este grupo internacional de especialistas revisa e compila o conhecimento sobre a mudança climática partindo dos estudos científicos publicados. Nesta ocasião participaram mais de 100 autores de 36 países, que revisaram 7.000 publicações.

“O aumento do nível do mar se acelerou devido ao aumento combinado da perda de gelo das camadas da Groenlândia e da Antártida”, conclui o estudo. A perda de gelo na Antártida por causa do aumento da temperatura no período entre 2007 e 2016 triplicou com relação à década anterior; na Groenlândia, duplicou.

Esse degelo acelerado levou a uma taxa de aumento do nível do mar também mais rápido, até 2,5 vezes mais veloz na última década em relação à média do século passado. Mas as projeções do relatório falam de um problema que se agravará, mesmo que seja cumprido o Acordo de Paris, que determina que o aumento médio da temperatura do planeta não deve superar os dois graus em relação aos níveis pré-industriais. No cenário mais otimista, com esse limite em dois graus estipulado em Paris, o IPCC prognostica um aumento do nível do mar de 43 centímetros até 2100 (entre 1902 e 2015 foi de 16 centímetros). No cenário mais adverso, em que as emissões continuem crescendo como até agora, a elevação do nível do mar chegaria a 84 centímetros e poderia superar um metro. Além disso, durante os próximos séculos esse ritmo continuará ganhando velocidade e intensidade.

A análise destaca os “perigos relacionados ao clima” que ameaçam as populações costeiras: ciclones tropicais, níveis extremos do mar, inundações e perda de gelo. E recorda que nas zonas costeiras baixas vivem atualmente cerca de 10% da população mundial (680 milhões de pessoas). Além disso, 65 milhões de outras pessoas habitam pequenos Estados insulares. E quase outros 10% da população (670 milhões) vivem em regiões de alta montanha, outra das áreas analisadas no relatório.

Aumento de eventos extremos

Esses quase 1,5 bilhão de indivíduos estão na zona vermelha dos impactos climáticos relacionados aos oceanos e à água. São impactos que ocorrem, por exemplo, pela combinação do aumento do nível do mar com tormentas ou ciclones. O relatório alerta que até 2050 “os eventos extremos do nível do mar”, até agora considerados excepcionais, que costumavam ocorrer uma vez a cada século, irão se tornar habituais e ocorrerão “pelo menos uma vez por ano” em muitos lugares do planeta. “Especialmente em regiões tropicais”, embora também em zonas como a mediterrânea. O IPCC prognostica, além disso, uma maior frequência das ondas de calor marítimas e dos eventos extremos do El Niño e La Niña.

O estudo analisa também as ações de adaptação (fundamentalmente investimentos) necessárias para enfrentar a elevação do mar, que pode engolir cidades costeiras. E explica que esses investimentos podem ser rentáveis para as áreas urbanas densamente povoadas (Nova York, por exemplo, tem um plano para investir dez bilhões em defesas). Mas é muito difícil que áreas rurais e mais pobres, como os pequenos Estados insulares, possam arcar com isso.

O problema não é só o aumento do nível do mar. Associados aos fenômenos meteorológicos há também a elevação da temperatura da água – que desde 1970 subiu sem cessar – e outros problemas decorrentes da mudança climática. A análise mostra que durante o século XXI os oceanos alcançarão “condições sem precedentes” pelo aumento da temperatura, uma maior acidificação e a diminuição do oxigênio. Isto terá um impacto, por exemplo, na pesca, o que afetará “os meios de vida e a segurança alimentar” das comunidades que dependem dos recursos marítimos para sobreviver.

“As populações de peixes se moverão em direção aos polos para localizar suas temperaturas preferidas; isto afetará particularmente os países tropicais em termos de pesca, mas na Europa vimos a cavala e o bacalhau já se afastando para o norte”, explica por e-mail o professor de Biologia Alex Rogers, da Universidade de Oxford. “Os peixes também se tornam menores à medida que aumentam as temperaturas”, acrescenta esse especialista, referindo-se aos efeitos para a indústria pesqueira.

Acidificação dos oceanos

Entre 20% e 30% do dióxido de carbono emitido pelo homem foi absorvido pelos oceanos desde 1980, algo que deverá aumentar durante este século. Ao absorver mais CO2 “o oceano experimentou uma crescente acidificação” e ocorreu “uma perda de oxigênio”. “A mudança climática está impactando os oceanos não só no aumento do nível do mar”, observa Gladys Martínez, membro da Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA). “O oceano está colapsando, e o tempo está se esgotando para nós”, alerta esta especialista, que pede mais atenção também aos efeitos da perda de biodiversidade. O relatório do IPCC observa, por exemplo, o alto risco a algumas espécies e ecossistemas sensíveis, como os corais.

Impactos nas geleiras

A perda das geleiras também influi no aumento do nível do mar. Mas, além disso, tem consequências além das costas. Essa perda representa, segundo o IPCC, uma alteração da “disponibilidade e qualidade da água doce”, que tem implicações na agricultura e na produção de energia hidrelétrica.

Outro dos fenômenos analisados é o desaparecimento do permafrost (a camada de solo permanentemente congelado) devido ao aquecimento. Os especialistas prognosticam que ele continuará diminuindo, e que isso, por sua vez, permitirá a liberação dos gases do efeito estufa que vinham sendo guardados nesse tipo de terreno.

Todas estas mudanças longe da costa levarão a um aumento significativo dos incêndios florestais durante o século XXI na maioria das regiões de tundra e boreais, e também em algumas regiões montanhosas, adverte o IPCC.

*Por Manuel Planelles

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*Fonte: elpais