Marejando – 53

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O tamanho desta ilha de lixo encontrada no Pacífico vai fazer você ter vontade de chorar

Uma enorme quantidade de plástico flutuante descoberta no Pacífico Sul é mais uma série de más notícias na luta contra a poluição plástica oceânica. Esse trecho foi recentemente descoberto pelo capitão Charles Moore, fundador da Algalita Research Foundation, uma entidade sem fins lucrativos dedicada a resolver a questão da poluição plástica marinha.

Moore, que foi o primeiro a descobrir o famoso acúmulo de lixo no Pacífico Norte em 1997, estima que esta zona de poluição poderia ter mais de um milhão de quilômetros quadrados.

A equipe está atualmente processando os dados e medindo a quantidade de plástico para que seja possível identificar exatamente quanto lixo existe nesta área ao largo da costa do Chile e do Peru.

O termo “patch” – ou “remendo”, em português -, utilizado para definir a poluição plástica que gira no oceano, pode não ser o mais adequado. Os pedaços desse material não são necessariamente garrafas flutuantes, sacos e bóias, mas pequenos fragmentos que se assemelham a confetes, tornando a limpeza das águas quase impossível.

Essas partículas microplásticas podem não ser visíveis flutuando na superfície, mas, neste caso, foram detectadas após a coleta de amostras de água na recente expedição de seis meses que Moore realizou na área remota. Ela havia sido explorada para a localização e detecção plástico apenas uma vez, no passado.

Na primeira investigação promovida no Pacífico Sul em 2011, Marcus Eriksen, especialista em plástico marinho e diretor de pesquisa no Instituto 5 Gyres, não detectou grandes quantidades de lixo. Em apenas seis anos, de acordo com os novos dados coletados por Moore, a situação mudou drasticamente.

A Ilha Henderson, localizada nesta região do Pacífico Sul, foi recentemente reconhecida pelo título de ilha mais poluída por plástico em todo o planeta: pesquisadores descobriram que ela está coberta por cerca de 38 milhões de lixo.

O problema da poluição por plástico tem se tornando onipresente nos oceanos, com 90% das aves marinhas a ingeri-lo e mais de três milhões e meio de quilogramas de novos resíduos plásticos que chegam cada vez mais perto das nossas águas. [NationalGeographic]

 

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*Fonte: hypescience

 

 

 

 

Vela: conheça a história da modalidade

Não se sabe ao certo quando as embarcações a vela surgiram, há registros de que já eram usadas para transporte antes mesmo da Idade Média. Mas foi a partir do século 15 que a vela passou a ser usada como um meio para os povos europeus explorarem o restante do mundo.

Só durante o século 16, quando o rei da Inglaterra Carlos II visitou a Holanda e aprendeu a velejar, a vela tornou-se, de fato, um esporte, também conhecido como iatismo. Pois ao retornar ao seu país, Carlos II recebeu um iate de presente da Companhia das Índias e passou a praticar a modalidade como um hobby.

Em 1661 aconteceu a primeira disputa, na Inglaterra, no Rio Tâmisa. Foi entre o rei inglês e o Duque de York, seu irmão. A partir daí a modalidade foi se difundindo. Em 1720, por exemplo, foi criado o primeiro clube de vela na Irlanda.

Foi em 1845, que o iatismo ganhou mais visibilidade, o clube New York Yatch Club, de Nova York organizou a primeira regata dos Estados Unidos, a precursora de outros campeonatos. Seis anos depois aconteceu a primeira competição internacional, chamada de Copa de 100 Guinés. Os americanos venceram e a competição, que ocorre até hoje, ficou conhecida como “America’s Cup”.

A vela tornou-se um esporte olímpico em 1900, nos Jogos de Paris. Somente em 1948, nos Jogos de Londres, o Brasil levou uma equipe para disputar a modalidade, que foi apresentada ao país por meio dos imigrantes europeus.

Quando se tornou um esporte olímpico a vela tinha apenas três categorias, número que foi mudando com o tempo com os avanços tecnológicos dos barcos, que ficaram mais leves, mais rápidos, menores e que, consequentemente, deram margem para a criação de novas categorias.

As regras básicas determinam que os velejadores naveguem usando a força do vento, sem atrapalhar os adversários. As regatas são disputadas entre embarcações de mesmo modelo para que vença quem estiver mais bem preparado física e estrategicamente, já que é preciso usar o vento a seu favor.

Para realizar ultrapassagens também é preciso seguir algumas regras, que variam de acordo com o lado em que a embarcação está recebendo vento. Durante as competições, os percursos são delimitados por boias, a posição dos barcos em relação a elas varia de acordo com a classe, que pode ser luff (movimentos em ziguezague), outside (quando os barcos passam por fora das boias) ou inside (quando os barcos passam por dentro das boias).

 

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*Fonte: webadventure

 

Reino Unido usa plástico retirado dos oceanos para asfaltar estrada

Depois de algumas pesquisas realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi possível detectar que 80% do lixo encontrado nos oceanos são feitos de plásticos. De acordo com as estimativas, se os números se mantiverem até 2050, os oceanos terão mais plásticos que peixes.

Para reparar os problemas causados pela poluição dos oceanos e acabar com o desperdício de recursos naturais, o engenheiro Toby McCartney teve a ideia de construir estradas feitas de plástico reciclado. O projeto desenvolvido pela sua empresa MacRebur, com sede na Escócia, traz estradas 10 vezes duráveis e 60% mais fortes.

Bem diferente das estradas convencionais que costumam com o tempo formar buracos e crateras, a nova solução encontrada por McRebur acaba com esse terrível problema. Ele criou pequenas pelotas chamadas MR6, feitas a partir de plástico doméstico, resíduos agrícolas e resíduos comerciais, que substituem o betume, além do petróleo bruto – vendido pelas empresas petrolíferas – utilizado para unir as estradas.

O processo de fabricação é feito através da mistura dos pallets de MR6 com a rocha e um pouco de betume, forma sustentável e lucrativa que o engenheiro encontrou para reciclar os resíduos plásticos encontrados nos oceanos.

Sua inspiração veio após a professora de sua filha ter perguntado para a classe o que vive no oceano, e sua filha, ao invés de responder peixes disse: “Plástico”. Para que sua filha não crescesse em um mundo onde isso fosse realidade, ele decidiu tomar uma atitude.

Entretanto, ele percebeu que a ideia de usar plásticos retirados dos oceanos era realmente possível, depois de passar um tempo na Índia e ver moradores tampando os buracos de ruas e estradas com esses resíduos e depois queimando-os.

O primeiro teste realizado por ele foi na calçada de sua casa, no Reino Unido. Agora depois de perceber que o produto funcionava, ele começou a ser colocado em novas ruas do estado de Cumbria, localizado no norte da Inglaterra.

 

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*Fonte: pensamentoverde

Como o mar pode mudar seu cérebro?

Você já sentiu uma paz incrível quando está perto do mar, ou talvez, de repente, à beira-mar, você percebe que tem mais energia e seu humor melhorou? A verdade é que a maioria das pessoas experimenta uma agradável sensação de calma, relaxamento e bem estar quando está perto da água. Por quê? Os neurocientistas acreditam que a explicação está no nosso cérebro. Basicamente, o efeito relaxante do mar nos dá uma espécie de férias para a nossa super estimulação cerebral. Na verdade, vivemos em ambiente sobrecarregado de estímulos que nos bombardeiam continuamente e geram em nós uma tensão que nos impede de relaxar.

No entanto, ver o mar e ouvir o som das ondas do mar nos permite desconectar deste ambiente caótico. É como se criássemos uma bolha de tranquilidade em torno de nós. Na verdade, o movimento do mar e a sua imensidão têm um efeito quase hipnótico que gera a sensação de quietude e bem-estar que nos permitem recarregar nossas energias.

Induz um estado meditativo

O som das ondas promove um potente estado meditativo, uma atitude mindfulness. Não é por acaso que o som das ondas é usado frequentemente em sessões de relaxamento com comprovadas mudanças nas ondas cerebrais. Especificamente promove as ondas alfa que estão associadas a um nível de atenção sem esforço. Estas ondas aparecem quando estamos calmos e relaxados. Mas ficamos tão concentrados no processo meditativo que até o que está ao nosso redor desaparece, até mesmo o clima. Curiosamente, estas ondas também promovem um estado de clareza mental e estimula o pensamento criativo.

Estimula a criatividade

Quando estamos perto do mar o nosso cérebro muda seus interruptores do modo de funcionamento “ocupado” para o modo “relaxado”. O interessante é que neste modo “relaxado” é ativada a rede padrão neural, que é precisamente a que é associada com a visão e a aparência das ideias mais originais e criativas. O que acontece é que o mar nos permite deixar de lado nossas preocupações e controla a área pré-frontal do cérebro, deixando a criatividade fluir livremente. Neste estado nos tornamos mais abertos às experiências e somos menos críticos.

 Gera um poderoso estado de espanto e arrebatamento

Não há nada como ver a imensidão do mar para experimentar essa mistura do sentimento de temor e de maravilha diante da sua grandeza. A este respeito os psicólogos da Universidade de Stanford e Minnesota descobriram que a experiência pode promover uma profunda sensação de bem-estar. Este tipo de experiência nos força a mudar a nossa mentalidade para processar o que estamos vivendo, de modo que uma mudança drástica no nosso pensamento  até mesmo nos influencia a tomar decisões, a pensar mais nos outros e, por isso, é natural nos sentirmos mais generosos. Também foi mostrado que a energia do mar muda a nossa percepção do tempo, como se estivéssemos imersos, literalmente, em uma grande bolha.

Melhora o desempenho cognitivo

O ambiente em que vivemos está cheio de íons, tanto negativos como positivos. Está comprovado que os íons positivos, tais como aqueles emitidos por equipamentos eletrônicos, drenam a nossa energia. Em contraste, os íons negativos, que são comuns no mar, geram um estado de ativação energética. Na verdade, um estudo realizado em Mount Carmel College, em Bangalore, revelou que os íons negativos têm um efeito positivo sobre o nosso desempenho cognitivo. Esses psicólogos desenvolveram os testes em memórias diferentes, considerando a atenção e a decisão, apreciando que o desempenho diminuiu quando o ar estava cheio de íons positivos e aumentou quando havia mais íons negativos. Outro estudo realizado na Universidade da Califórnia revelou que os íons negativos também estimulam a produção de serotonina no cérebro, que ajuda a nos sentirmos mais relaxados e mais energéticos.

 

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*fonte: portalraizes