Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Desde que as florestas tropicais ganharam a mídia pelos maus tratos impostos pela desnorteada política ambiental atual é comum ver ou ouvir na mídia que elas seriam os ‘pulmões do planeta’. As florestas tropicais são importantes para o clima no mundo, não resta dúvida. Mas não são os ‘pulmões da Terra’. A maior parte do oxigênio que respiramos vem dos oceanos. E os mais importantes produtores são alguns dos menores organismos da Terra. Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Matéria do Woods Hole Oceanographic Institution é quem explica: ‘O ar que respiramos é 78% nitrogênio e 21% oxigênio. O resto é composto de gases muito menos comuns, incluindo dióxido de carbono. Mas nem sempre foi assim’.

‘Até 600 milhões de anos atrás, a atmosfera da Terra tinha menos de 5% de oxigênio. Era principalmente uma mistura de nitrogênio e dióxido de carbono. As plantas terrestres não existiam até 470 milhões de anos atrás. As árvores não foram responsáveis ​​pelo aumento do oxigênio no planeta. Então, de onde isso veio?’

Os Oceanos
Plantas, algas e cianobactérias criam oxigênio. Elas fazem isso por meio da fotossíntese. Usando a energia da luz solar elas transformam dióxido de carbono e água em açúcar e oxigênio. E usam os açúcares para se alimentar. Algum oxigênio é liberado na atmosfera.

Mas o oxigênio também se esgota. A maioria das células vivas o usa para produzir energia em um processo chamado respiração celular.

Quando os organismos morrem, eles se decompõem. A decomposição também usa oxigênio. A maior parte do oxigênio produzido é consumido por esses dois processos.

Ao longo de milhões de anos, minúsculas algas unicelulares e cianobactérias bombearam oxigênio. Muito disso foi usado na respiração ou decomposição.

Mas alguns desses organismos mortos não se decompuseram. Eles afundaram profundamente no oceano e se estabeleceram no fundo. Isso deixou um pouquinho de oxigênio para trás. Em vez de se esgotar, ficou no ar.

Foi desse modo que os oceanos lentamente acumularam oxigênio em nossa atmosfera. Ao mesmo tempo, diminuíram a quantidade de dióxido de carbono (a fotossíntese usa dióxido de carbono).

Hoje o processo continua
Agora sabemos que mais da metade do oxigênio do planeta vem do oceano, diz o texto do Woods Hole. Não todo o oceano – apenas os primeiros 200 metros de profundidade mais ou menos.

Isso é o máximo que a luz solar pode viajar através da água para alimentar a fotossíntese. Nesta zona fótica, encontramos todos os tipos de organismos fotossintéticos.

Para o site da NOAA ‘os cientistas estimam que 50-80% da produção de oxigênio na Terra vêm do oceano. A maior parte dessa produção é de plâncton – plantas à deriva, algas e algumas bactérias que podem fotossintetizar’.

Algumas algas, como os kelps, também chamadas florestas de algas, ou macroalgas, crescem em enormes filamentos semelhantes a plantas terrestres.

Na Califórnia estas florestas de algas estão morrendo devido ao aquecimento do planeta, em compensação, uma startup do Maine se projetou ao cultivar as florestas de algas para mitigar o aquecimento.

Para o site do Woods Hole, ‘A maioria das algas existem como células únicas que constituem o que chamamos de fitoplâncton. Diatomáceas são algas unicelulares importantes. Os cientistas estimam que o oxigênio, em uma de cada cinco respirações que fazemos, vem das diatomáceas’.

O texto acrescenta que ‘um organismo ainda menor desempenha um papel igualmente grande. As bactérias Prochlorococcus são tão pequenas que cerca de 20.000 delas cabem em uma única gota de água do mar. Elas vivem em uma ampla faixa dos oceanos do mundo’.

Bactéria produz porcentagem mais alta de oxigênio que todas as florestas tropicais combinadas
‘Cientistas calculam que ao todo existam algo em torno de 3 bilhões de bilhões de bilhões de células de Prochlorococcus. Juntas, produzem de 5 a 10 por cento do oxigênio que respiramos’, diz o Woods Hole.

Enquanto isso, o site da NOAA vai além sobre a bactéria Prochlorococcus: ‘Mas essa pequena bactéria produz até 20% do oxigênio em toda a nossa biosfera. Essa é uma porcentagem mais alta do que todas as florestas tropicais em terra combinadas’.

Já sobre a diferença entre as cifras dos dois sites, a NOAA explica: ‘Calcular a porcentagem exata de oxigênio produzido no oceano é difícil porque as quantidades mudam constantemente. Os cientistas podem usar imagens de satélite para rastrear o plâncton fotossintetizante e estimar a quantidade de fotossíntese que ocorre no oceano, mas as imagens de satélite não podem contar toda a história’.

Curiosamente, a matéria do Woods Hole Oceanographic Institution não comenta a importância de outra planta marinha fundamental na produção de oxigênio, os manguezais do planeta.

Assista ao vídeo The Ocean is Earth’s Oxygen Bank e saiba mais

*por Joao Lara Mesquita
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Fonte: marsemfim

Plástico mata 1 em cada 10 animais marinhos no Brasil

Espécies são afetadas tanto pelos itens descartáveis que boiam e são ingeridos, quanto pelo microplástico que é absorvido pelos organismos

Entre as ameaças aos ecossistemas marinhos e à saúde de nossos oceanos, a poluição por plástico é uma das mais nefastas e preocupantes. A estimativa mundial é de que a cada minuto, um caminhão de lixo plástico seja jogado ao mar. Uma vez nos oceanos, esses itens de plástico descartável, como sacolas, canudos, pratos, talheres, não se restringem à superfície do mar e nem ao local de origem — muito dessa poluição segue arrastada pelas correntes marinhas. Há presença de plástico mesmo em lugares considerados paradisíacos, sem a presença ostensiva de humanos. No trajeto, essa mancha de lixo boiando pode tanto ser ingerida por mamíferos, aves, peixes e tartarugas, quanto se enroscar em seus corpos, tirando sua mobilidade, podendo levá-los à asfixia.

“À medida em que o plástico continua a inundar os oceanos – no Brasil, a estimativa é de 325 mil toneladas/ano -, a lista de espécies marinhas afetadas por detritos plásticos aumenta. Dezenas de milhares de organismos marinhos estão ingerindo plásticos, desde zooplâncton [pequenos animais semelhantes a insetos], peixes e tartarugas, mamíferos e aves marinhas, muitos deles já ameaçados de extinção. As espécies marinhas não apenas estão tendo contato com resíduos da produção humana, mas também estão morrendo devido a eles”, alerta a gerente de campanhas da Oceana Brasil, a engenheira ambiental Lara Iwanicki, uma das autoras do estudo Um Oceano Livre de Plásticos, publicado em 2020 e que se tornou referência sobre o assunto no país.

Plástico acelerando a extinção de animais
O relatório traz alguns números impactantes. Mais de 800 espécies de mamíferos, aves marinhas, peixes e tartarugas estão sendo impactadas pelo emaranhamento de redes de pesca ou pela ingestão de plástico. Cerca de 90% de espécies de aves marinhas e tartarugas já consumiram plásticos. Dezessete por cento das espécies afetadas por tais detritos estão listadas como ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Pesquisador do Laboratório de Informática da Biodiversidade e Geoprocessamento da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), André Barreto explica que o impacto do plástico na vida marinha tem graus diferenciados e depende da espécie. “Para as tartarugas, com certeza é muito sério, especialmente a tartaruga-verde. Mas para golfinhos e baleias, não estaria entre as principais ameaças à sobrevivência do grupo. Nas aves, também há bastante diferença. Para as aves oceânicas, aparentemente o problema é maior, para as costeiras nem tanto. Tudo depende do modo de vida delas”.

Microplásticos
Essa macro poluição plástica ainda dá origem a um outro problema relevante. Uma vez no mar, o plástico não se decompõe — ele se degrada em pedaços cada vez menores e dá origem aos microplásticos. Um inimigo nem sempre visível a olho nu, mas que tem sido detectado em organismos das mais variadas espécies marinhas e, para espanto da comunidade científica, também no ser humano (já detectado no sangue, na placenta, nos pulmões e, mais recentemente, no leite materno).

Toda essa situação é um alerta mundial para a segurança do ecossistema marinho e de suas espécies, e consequentemente, para a saúde humana. No Brasil, os dados, ainda que subestimados, indicam que 1 em cada 10 animais que apareceram mortos em praias das regiões Sul e Sudeste – únicas que mantêm uma estrutura de pesquisa e monitoramento ligados às bacias da Petrobras – tiveram a ingestão de plástico como causa do óbito.

Essas pesquisas trazem números assustadores sobre animais necropsiados. Entre 2015 e 2019, de 29.010 análises em corpos de golfinhos, baleias, aves e répteis, 3.725 tinham algum tipo de detrito não natural no organismo. Aproximadamente 13% foram a óbito diretamente causado pelo consumo desses poluentes, sendo que 85% eram de espécies ameaçadas de extinção.

Tipos de resíduos plásticos
Essas análises apontaram a presença de diversos materiais. Havia sacolas de embalagens, tampas de caneta e de garrafas PET, botões, buchas de parafuso, pulseiras, canudos, lacres de alimentos embutidos, palitos, copos descartáveis e outros materiais descritos como “plásticos e microplásticos”. Os cientistas também encontraram os polímeros sintéticos que derivam do plástico, a exemplo de fios de nylon, linhas e redes de pesca, esponjas de limpeza, fitas adesivas e isolantes, cordões e fibras sintéticas.

Ameaça às tartarugas marinhas
O processo de ingestão de detritos provoca trauma físico seguido de obstrução no aparelho digestivo. Esse plástico no estômago pode transmitir ao animal a sensação de saciedade, fazendo com que ele pare de buscar alimentos, resultando em inanição e morte. A maioria desses itens boia na superfície, o que ajuda a compreender o fato de que 83% das mortes associadas ao lixo marinho terem sido de tartarugas, que confundem o plástico com alimentos naturais, como as águas vivas, peixes e algas.

“As tartarugas formam o grupo mais afetado. Essa mortalidade extra por causa da poluição torna ainda mais importantes os projetos que protegem as áreas de reprodução. Temos de garantir que estão nascendo filhotes suficientes para poder compensar essa mortalidade extra causada pelo lixo”, aponta André, que, apesar de trabalhar com os dados em laboratórios, ficou impressionado com um caso de uma toninha que morreu de inanição por causa de um lacre de garrafa PET que a impedia de abrir a boca. “Foi o Biopesca, de São Paulo, que achou esse animal”.

Medidas regulatórias no Brasil
O analista de campanhas da Oceana, Iran Magno, explica porque insistir na atual produção de plástico é preocupante: “Estudos apontam que se mantivermos esse ritmo de produção, o volume de plástico acumulado no oceano será quatro vezes maior em 2040. O enfrentamento do problema requer a revisão do modelo produtivo, uma tendência que tem acontecido em diversas regiões do planeta. Países tão distintos como o Canadá e a Índia já estabeleceram medidas regulatórias para o plástico. Precisamos fazer o mesmo no Brasil, com urgência!”, conclui ele.

O país já deu o primeiro passo nesse sentido. Desde setembro deste ano está em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 2524/2022, que propõe um marco regulatório para a Economia Circular e Sustentável do Plástico no Brasil. “Agora, precisamos pressionar os parlamentares a abraçarem essa causa e aprovarem esse projeto de lei. Todas as pessoas podem acessar o PL pela internet e reforçar a sua importância, posicionando-se a favor da redução da produção de plástico e de seus graves impactos socioeconômicos e ambientais”, conclui Magno.

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*Fonte: ciclovivo

Comemore! As baleias jubarte já não são mais consideradas em extinção

Apopulação de baleias jubarte do Atlântico Sul não estão mais na lista de risco de extinção e dão reviravolta nas pesquisas ao aumentar em escala o número de sua população.

Consideradas até então com risco de extinção, as baleias saltaram de 450 para 25 mil membros, mostrando assim que a espécie já não é mais considerada ameaçada.

É um motivo para comemorar, pois, diante de tantas tragédias ambientais, tantos crimes ecológicos e tantas espécies sofrendo ameaças, ter as baleias jubarte longe dessa lista é uma vitória.

As baleias jubarte podem chegar a medir 19 metros, classificadas como um cetáceo, da ordem Cetartiodactyla e da família Balaenopteridae.

O gênero mais característico dessas baleias é o Megaptera, com a espécie Megaptera novaeanglieae como a mais comum.

São animais que frequentam o topo de cadeia, que chegam a pesar 30 toneladas e viver por mais de 4 décadas.

Desde o surgimento da indústria baleeira, em 1900, essas baleias corriam risco.

Contudo, em 1960, medidas de proteção a esses animais começaram a ser implantadas e os cientistas passaram a perceber o declínio crítico do número de indivíduos.

Mas foi na década de 80 que a Comissão Internacional da Baleia emitiu uma moratória sobre todas as baleias que se encaixavam na categoria comercial, oferecendo mais segurança para a população em dificuldade.

Recentemente o Japão volto a permitir tais caças às baleias, de modo restrito e consciente, mas qualquer tipo de caça humana é um risco para esses animais, pois sua gestação demora cerca de 11 meses para ser encerrada e os filhotes passam anos para amadurecerem e se tornarem férteis.

Entretanto, o estudo que revelou a saída da lista de extinção das baleias jubarte foi publicado na Escola de Ciências Aquáticas e da Pesca da Universidade de Washington. Segundo o estudo a nova estimativa está mais próxima dos números anteriores à caça às baleias e hoje a população de baleias jubarte cresceu consideravelmente.

Agora são cerca de 25 mil baleias jubarte do Atlântico Sul, livrando a espécie da lista de ameaça a extinção.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Incrível peixe-robô criado para filtrar microplásticos do oceano recebe prêmio

O Concurso de Robôs Naturais da Universidade de Surrey concedeu o primeiro lugar da premiação a um peixe-robô que filtra partículas microplásticas da água enquanto nada. O evento recebeu várias sugestões de robôs inspirados em animais e plantas capazes de realizar atividades que ajudariam o planeta. Após um processo de seleção, feito por palestrantes de vários institutos de pesquisa europeus, foi escolhido o melhor conceito para ser transformado em um protótipo funcional.

O peixe vencedor foi projetado pela graduanda em química Eleanor Mackintosh. O projeto vitorioso é um peixe-robô que ao nadar mantém sua boca aberta para coletar água e, posteriormente, filtrar o microplástico em uma cavidade interna. Quando a cavidade fica cheia, o dispositivo fecha a boca e empurra a água através das fendas em seu corpo. Uma malha fina presa às fendas da “brânquia” permite que a água passe, mas captura as partículas plásticas, como uma espécie de filtro.

O peixe-robô tem 50 centímetros de comprimento e coleta partículas de até 2 milímetros. Além disso, ele conta com sensores a bordo que monitoram a turbidez e níveis de luz subaquática, além de utilizar uma IMU (unidade de medição inercial) para rastrear seus movimentos dentro da água. E para completar, ele brilha no escuro.

No futuro, modelos desse robô podem ser ainda mais precisos, capazes de capturar partículas ainda menores, além de outras melhorias na sua forma corporal que poderiam tornar o peixe mais rápido e dinâmico. Um ponto muito importante está na forma como o protótipo é controlado. Atualmente, ele funciona com controle ligado ao peixe, seria interessante que o próximo pudesse ser direcionado remotamente.

Não é só o oceano que sofre com a poluição, rios, córregos, lagos e lagoas também são acometidos por esse mal. Com isso, Mackintosh declarou que o objetivo de seu projeto era que o robô fosse versátil. “Que criatura melhor para resolver os problemas em corpos d’água do que uma que vive neles?”, questionou a graduanda. “Os peixes são adaptados ao seu ambiente, e as brânquias são um mecanismo incrível na natureza que são especializados para filtrar oxigênio na corrente sanguínea – então adaptei meu design a partir disso, com o objetivo de criar um filtro para microplásticos”, finalizou a futura química.

*por Isabela Valukas Gusmão
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*Fonte: olhardigital

Gigante de transporte marítimo muda rota de navios para proteger baleias

A Mediterranean Shipping Company (MSC), gigante do transporte marítimo no mundo, alterou as rotas de navegação dos seus navios de carga para proteger as baleias azuis e outros cetáceos que vivem e se alimentam nas águas da costa do Sri Lanka, que também serviam de rota de navegação.

O Sri Lanka fica no Oceano Índico, entre a Ásia e a Europa, e o porto de Colombo é um importante centro de transbordo para o comércio global. A logística envolvida nesta mudança é enorme, mas é um exemplo de que é possível – e necessário! – fazer grandes mudanças para preservar o meio ambiente.

A mudança nas rotas da MSC começou em 2022 de forma voluntaria, com os navios que passam pelo Sri Lanka fazendo um novo percurso a aproximadamente 15 milhas náuticas ao sul.

A decisão foi baseada em pesquisas realizadas pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), com o World Trade Institute (WTI), Biosphere Foundation, Universidade de Ruhuna (Sri Lanka) e apoiada pelo World Wildlife Fund (WWF).

O tráfego de navios no sentido oeste e no sentido leste é agora limitado a latitudes que evitam a passagem por habitats de cetáceos. A área ao largo da costa sul é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo e também é habitada por grandes populações de baleias, o que significa que esses animais podem estar em risco de colidir com navios.

Simulações mostraram que mover a rota oficial de navegação 15 milhas náuticas para o sul pode reduzir o risco às baleias azuis em 95%. O pedido para que as rotas de embarcações sejam alteradas para proteger a vida marinha é uma luta antiga de ambientalistas e esta ação pode inspirar outras companhias a fazerem o mesmo.

Especificamente no Sri Lanka, a indústria de transporte marítimo regular liderada pelo World Shipping Council, do qual a MSC é membro, defendeu a criação de um novo esquema oficial de tráfego marítimo totalmente separado da área de alimentação das baleias azuis.

As rotas de serviços e transporte foram alteradas para preservarem as áreas de reprodução e alimentação de baleias. Além disso, a velocidade das embarcações também foi reduzida para evitar populações de animais marinhos.

“Acreditamos que o setor de transporte comercial tem um papel importante a desempenhar na proteção de cetáceos, especificamente ajudando a reduzir o risco de colisões de navios com baleias”, disse Stefania Lallai, vice-presidente de sustentabilidade da MSC.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Mar Mediterrâneo mais quente e a perda de biodiversidade

Mar Mediterrâneo mais quente significa perda irreversível para a vida marinha

No dia Mundial dos Oceanos de 2021 o WWF mostrou como as alterações climáticas já transformaram – de forma irreversível – alguns dos mais importantes ecossistemas marinhos do Mediterrâneo. Com as temperaturas subindo 20% mais rápido do que a média global, diz o WWF, o aumento do nível do mar deve ultrapassar um metro até 2100. Desse modo, o Mediterrâneo está se tornando o mar de aquecimento mais rápido, além do mais salgado do planeta.

O drama do Mediterrâneo
Antes de mais nada, trata-se de um mar quase completamente fechado. O Estreito de Gibraltar, ligando-o ao Atlântico, tem apenas 14 km de extensão. Em outras palavras, tudo que acontece no Mediterrâneo é naturalmente em escala maior que nos outros oceanos e mares europeus. Por este motivo o Mediterrâneo já é considerado o mais poluído da Europa.

Olivia Gérigny, pesquisadora do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer), autora do estudo de 20 anos sobre poluição no Mediterrâneo foi categórica: “Na década de 1990, havia cerca de 100 resíduos por quilômetro quadrado. Em 2012, o número havia subido para cerca de 200. Por último, em 2015 atingiu seu pico com cerca de 300 resíduos por quilômetro quadrado.”

Recorde de 30,7°C no final de julho
Enquanto isso, segundo o http://www.france24.com, ‘A temperatura da superfície do Mar Mediterrâneo atingiu um recorde de 30,7°C no final de julho. As ondas de calor estão se tornando cada vez mais comuns com consequências dramáticas para a biodiversidade’.

“É inédito”, disse o pesquisador Jean-Pierre Gattuso. A temperatura do Mediterrâneo é geralmente entre 21° e 24°C nesta época do ano.

O http://www.france24.com também ouviu igualmente a oceanógrafa Carole Saout-Grit, do instituto de pesquisa CNRS de Paris. ‘Quando falamos de aquecimento global, temos que lembrar que 90% do calor desde a era pré-industrial tem sido absorvido pelo oceano.’

Esta mudança súbita não dá tempo aos ecossistemas, assim como à vida marinha, de se adaptarem. Segundo o Guardian, ‘Os cientistas descobriram que as ondas de calor marinhas no Mediterrâneo entre 2015 e 2019 causaram mortes em massa em espécies marinhas, branqueamento de corais, além de proliferação de algas nocivas’.

Durante um episódio de muito calor os seres humanos sentem desconforto, então buscam se refrescar. Contudo, se as temperaturas forem quentes demais, podem morrer. Do mesmo modo acontece com criaturas que vivem debaixo d’água.

Mediterrâneo um “hotspot” de biodiversidade
Com menos de 1% da superfície dos oceanos, o Mediterrâneo abriga cerca de 10% de todas as espécies marinhas. No entanto, o ecossistema está ameaçado pelo aquecimento das águas, que se soma a pressões humanas pré-existentes, como pesca predatória, poluição ou o excesso do transporte marítimo.

Corais, diminuição entre 80 a 90%
Simultaneamente, o phys.org destacou um estudo liderado por equipes do Instituto de Pesquisa em Biodiversidade (IRBio) da Universidade de Barcelona revelando que as ondas de calor marinhas associadas à crise climática estão aniquilando as populações de coral no Mediterrâneo, cuja biomassa em alguns casos foi reduzida em 80 a 90%.

Populações de corais quase extintas depois da primeira onda de calor marinha
O mesmo estudo destacou que a onda de calor de 2003 na área marinha protegida de Scandola (Corsega) mostrou que, 15 anos após o evento, as populações sobretudo da gorgônia vermelha (Paramuricea clavata) e coral vermelho (Corallium rubrum) estão praticamente extintas do ponto de vista funcional.

Por último, ‘Como esperamos que o número e a intensidade das ondas de calor marinhas aumentem nas próximas décadas devido à crise climática, a viabilidade de muitas populações de corais pode ser seriamente ameaçada’.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Plataforma flutuante gera energia através da movimentação das ondas

Desenvolvida na Austrália, a plataforma gera energia com o movimento das ondas superou as expectativas.

A empresa australiana de energia limpa, Wave Swell Energy, desenvolveu um equipamento capaz de capturar a energia das ondas. Batizado de UniWave 200, a plataforma instalada em uma ilha isolada na Tasmânia tem se mostrado extremamente eficiente, gerando muito mais energia das ondas do mar do que outras tecnologias semelhantes.

O UniWave 200 é um equipamento que, como uma balsa flutuante, pode ser rebocado para o destino desejado em qualquer lugar do oceano. Uma vez instalado, o dispositivo pode ser conectado à rede local, onde distribui a eletricidade gerada.

A empresa construiu uma plataforma de teste que gera 20 quilowatts na Ilha King, uma ilha isolada da Tasmânia. A plataforma resistiu com sucesso às ondas ferozes do Estreito de Bass e fornece energia continuamente à rede da ilha nos últimos 12 meses.

Plataforma flutuante gera energia através da movimentação das ondas
O equipamento UniWave 200 na ilha King, costa da Tasmânia, Austrália | Foto: Wave Swell
Embora muitos dispositivos tenham sido desenvolvidos anteriormente para aproveitar a energia das ondas, o UniWave 200 opera de maneira diferente e mais eficiente. A tecnologia de “coluna de água oscilante” (OWC), que a empresa comparou a um “espiráculo artificial”, funciona usando ondas para produzir ar de alta pressão, que é convertido em eletricidade por uma turbina.

Espiráculo ou gêiser marinhos acontecem quando existem cavernas subterrâneas que sobem em direção à superfície. Com o movimento da maré, a água é espirrada para fora com muita pressão, criando um grande spray de água. Quando a maré baixa, o ar é sugado de volta para o orifício com muita força.

O UniWave 200 usa uma metodologia semelhante, o volume da maré entra por uma câmara de concreto especialmente construída através de um canal. Quando a maré recua, cria um enorme vácuo que suga o ar para dentro, fazendo a turbina se movimentar.

Superando as expectativas
O projeto marca a primeira demonstração da tecnologia no mundo real, após extensos testes em uma ampla gama de condições simuladas no Australian Maritime College em Launceston, Tasmania.

“Em alguns casos, o desempenho de nossa tecnologia no oceano superou as expectativas devido às lições que aprendemos com o projeto, melhorias tecnológicas e refinamentos que fizemos ao longo do ano.” disse o CEO da WSE, Paul Geason, em um comunicado à imprensa.

O cofundador e CEO da WSE, Tom Denniss, disse à RenewEconomy que a empresa estava particularmente empolgada com o potencial da última aplicação da tecnologia, como uma solução climática para nações insulares que buscam reduzir o uso de combustível fóssil e se preparar contra elevação do nível do mar e erosão costeira que está sendo acelerada por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Projeção de como a tecnologia poderia ser utilizada para proteger áreas costeiras | Imagens: Wave Swell
“Lugares como as Maldivas… são muito vulneráveis e, eventualmente, nas próximas décadas, provavelmente precisarão de muros marítimos construídos em cada metro de cada ilha. Por que não torná-los um quebra-mar ou paredão de produção de energia e obter benefícios duplos”, disse Denniss à RenewEconomy.

“Já estamos discutindo com dois grupos diferentes em outras partes do mundo [sobre essa aplicação do Uniwave] porque eles também podem ver o benefício nisso.”

*Por Mayra Rosa
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*Fonte: ciclovivo

Brasileiros mal compreendem os serviços dos oceanos

Uma nova pesquisa ‘Oceano Sem Mistérios: A Relação dos Brasileiros com o Mar’ realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Unesco e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entrevistou 2.000 pessoas entre homens e mulheres. As idades variaram de 18 até 64 anos. Entrevistados de todas as classe sociais nas cinco regiões do País. Resultados? Nada alentadores. A pesquisa será apresentada na Conferência dos Oceanos, da ONU.

Oceano Sem Mistérios: A Relação dos Brasileiros com o Mar
Para começar, apenas 34% dos brasileiros entendem que suas ações podem afetar os oceanos. E, além disso, desconhecem que os oceanos são o pulmão do planeta.

A maior biodiversidade da Terra
Não sabem, igualmente, que os oceanos abrigam a maior biodiversidade da Terra. Estes, entre outros tópicos, reforçam dois problemas entre os muitos que temos: os brasileiros deram as costas para o mar. Isso, entretanto, não é novidade. E nosso ensino, que nunca foi suficientemente adequado, depois do atual governo ficou muito pior, embora não tenha sido o único período de mediocridade em Brasília.

Presidentes perderam a vergonha
Acima de tudo, há muito que nossos presidentes perderam a vergonha. Ao contrário, eles se gabam publicamente de seu obscurantismo. Depois do intelectual Fernando Henrique Cardoso, tivemos 13 anos de analfabetismo no poder, com Lula et caterva.

Em seguida, dois anos de alívio com Michel Temer; para mais quatro de pura burrice disseminada indiscriminadamente pelo mandatário e seu exército de brucutus nas redes sociais.

Cavalgaduras no ministério da Educação
Por exemplo, quem de nós (não jornalistas) seria capaz de, de bate-pronto, citar os nomes das cavalgaduras que sentaram-se na cadeira do ministério da Educação desde que Bolsonaro assumiu?

Um deles, mal falava o português. Outro, escrevia impressionante com a letra cê. E o penúltimo, recebia ‘pastores’ que cobravam propinas de prefeitos para liberar verbas para a…educação.

Logo, os resultados não poderiam ser diferentes, infelizmente.

A pesquisa e seus resultados
Segundo a Folha de S. Paulo, ‘Uma pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira (28) indica que apenas 34% dos brasileiros entendem que suas próprias ações têm influência direta no oceano. Para 40% dos entrevistados, as atitudes individuais não têm qualquer impacto nos mares. Enquanto isso, 24% consideram haver repercussão indireta’.

Já o jornal O Globo destacou que ‘Quando mencionam qual o impacto direto dos oceanos, 14% da amostra se referem à poluição. Em segundo lugar, os entrevistados pensam em alimentação (12%) e 8% em mudança climática. Entretanto, só 4% citam oxigênio – apesar de os oceanos responderem por 50% do oxigênio que respiramos’.

O Globo ainda destacou que sobre a consulta a respeito das ações dos entrevistados e os impactos nos oceanos, para 34% sim, afetam diretamente.

Mas, ao mesmo tempo, 40% indicaram acreditar que não afetavam em nada a vida marinha. Contudo, para 45% dos entrevistados, o descarte incorreto do lixo é a maior ameaça. Enquanto isso, a poluição é apontada dessa mesma forma por 21% dos ouvidos. Outros 2% também citam a compra de produtos’.

Mudança de hábitos
Em quase todas as pesquisas sobre o meio ambiente a disposição para mudanças de hábitos é definitivamente das mais difíceis. Impera o comodismo até mesmo para aqueles que conhecem os problemas ambientais do País. Já comentamos diversas vezes a questão da Amazônia, por exemplo, tão conhecida e debatida.

Ao mesmo tempo, quase ninguém, mesmo os que se dizem ‘ambientalistas’, se preocupa com a origem da madeira ao comprar o material. Não por outro motivo, muitas espécies de madeira em extinção são vendidas facilmente nos maiores mercados nacionais.

Desta vez surgiu uma diferença
Porém, desta vez surgiu uma diferença destacada por O Globo: ‘De uma resposta que variava de zero a dez, sendo zero em nada dispostos a mudar hábitos pelo bem dos oceanos, a resposta foi alta. Uma média de 8,3 para alterar comportamentos em prol da saúde da vida marinha’.

Esta é, definitivamente, uma das boas novidades. Ao mesmo tempo, a revista Exame destaca outro ponto semelhante: a pergunta era se os entrevistados priorizam com frequência compras com menor impacto na natureza e no oceano, como embalagens de plástico, por exemplo.

Para 48% dos entrevistados a resposta foi positiva. Mas, para 22% a prática ocorre somente às vezes e, além disso, para 11% apenas raramente. Enquanto isso, o porcentual de pessoas que nunca se preocupam com a questão foi de 18%.

Plásticos de uso único
Segundo a Exame, apenas 35% dos brasileiros afirmam sempre evitar o uso de canudinhos e copos plásticos descartáveis, enquanto 12% evitam a maioria das vezes e 20% somente às vezes.

Não nos surpreende. Apesar da pandemia de plástico nos oceanos, a mídia raramente aborda a questão. Enquanto isso, tudo que vem da ciência é demonizado desde 2019. E tem sido a ciência a maior voz a alertar sobre estes problemas e suas consequências.

*Por Ubiratan Moreno Soares
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*Fonte: marsemfim

Cientistas anunciam peixe-robô que limpará microplásticos dos oceanos

O problema dos microplásticos nos oceanos é algo que vem sendo tratado com urgência por pesquisadores. Então, foi uma boa notícia para o mundo a publicação de um estudo na revista Nano Letters na última quarta-feira (22).

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um peixe-robô que pode resolver um pouco da poluição dos oceanos. Assim, o autômato, que possui 13 milímetros de comprimento e nada com a velocidade de um plâncton, é capaz de absorver microplásticos (que são aquelas partículas de plástico muito pequenas), que flutuam na água. Assim, a invenção limpa o ecossistema aquático desse males.

O robô de peixe foi feito com o uso de nanotecnologia, o que permite que seja feito de um material elástico e macio. Dessa forma, o robô pode ser torcido, suporta até cinco quilos de lixo e também é capaz de auto regeneração, de acordo com o The Guardian.

“Depois que o robô coleta os microplásticos na água, os pesquisadores podem analisar ainda mais a composição e a toxicidade fisiológica dos microplásticos”, explicou Yuyan Wang, um dos líderes do estudo.


A junção da tecnologia com a ecologia

Porém, é importante ressaltar que o autômato projetado para limpar os microplásticos dos oceanos é apenas um protótipo inicial. Sendo assim, ainda é necessário realizar mais pesquisas para que seja possível construir versões mais avançadas, capacitadas, por exemplo, a alcançarem águas mais profundas.

“Acho que a nanotecnologia é uma grande promessa para adsorção de traços, coleta e detecção de poluentes, melhorando a eficiência da intervenção e reduzindo os custos operacionais”, concluiu Wang, ainda segundo o The Guardian.

Microplásticos nos oceanos
Microplásticos são pedaços minúsculos de plásticos que podem ter um tamanho de 5mm. Dessa forma, dentre os problemas envolvidos, temos o impacto ambiental. Isso porque muitos animais aquáticos fazem a ingestão do microplástico, o que pode resultar na asfixia.

Quando não causa asfixia, a ingestão dos plásticos leva a lesões em órgãos internos e ao bloqueio do trato gastrointestinal. Além disso, os microplásticos alteram a composição dos mares e prejudicam o ecossistema.

De acordo com Raquel Neves, bióloga responsável pela pesquisa que aponta a alta quantidade de microplásticos no litoral do Rio, a poluição por plásticos dos oceanos e outros ecossistemas são de enorme preocupação.

“Não só pelos resíduos que causam mal ao organismo, mas também porque esses resíduos vão se degradando e formando micropartículas chamadas de microplásticos”, disse.

Além disso, ela explicou que as partículas não fazem mal apenas aos oceanos e animais marinhos, como também afetam a saúde humana. “Esses microplásticos podem ocasionar diversos prejuízos à saúde dos organismos e também à saúde humana. (…) Nós encontramos microplásticos em diversas praias cariocas. Não só na praia, na água ou na areia, mas também nos organismos, principalmente os consumidos por nós”, completou.

Os culpados
Assim sendo, um levantamento, feito em parceria com a Comlurb, revelou que o lixo encontrado nas praias do Rio não deriva do mar, mas sim das bolsas e isopores de banhistas.

Dessa forma, antes da pandemia, coletava-se entre 80 e 82 mil toneladas de lixo das areias, segundo a companhia de limpeza urbana, na Praia de Copacabana. Já durante o isolamento total, era 20 mil toneladas de lixo. No isolamento parcial, 35 mil toneladas na areia.

“Através de uma parceria realizada com a Comlurb, nós pudemos observar que durante o fechamento total das praias durante a pandemia da COVID-19 houve uma redução de 70% na quantidade total de resíduos sólidos coletados na Praia de Copacabana. Conforme as medidas foram sendo flexibilizadas, foi havendo um aumento na quantidade de resíduos coletados pela Comlurb, o que nos indica que a maior parte dos resíduos sólidos encontrados na praia de Copacabana são deixados pelos frequentadores”, finalizou Raquel ao G1.

*Por Maria Luiza Valeriano
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Dia dos Oceanos: 4 Meios que ajudam na preservação das águas

Nesta quarta-feira (8), é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos, data criada para relembrar a importância dos cuidados com os ambientes marinhos e conscientizar sobre sua participação no futuro do planeta. Com tantas problemáticas, discussões e ameaças, agora potencializadas pelas mudanças climáticas e poluição, o período surge como um evento extremamente relevante para a comunidade.

Em parceria com a National Geographic, que trouxe o tema no quarto episódio do “Nat Geo Podcast”, com apresentação de André Carvalhal, listamos algumas atitudes e caminhos que podem garantir a sobrevida das espécies marinhas e a consequente manutenção de seus ecossistemas. Confira abaixo de que forma é possível ajudar para combater os maus hábitos e reforçar políticas — coletivas e individuais — de preservação ambiental:

Menos cigarros
O tabaco é um forte agente poluidor e contribui com uma grande quantidade de resíduos descartados, acumulando quase 4,5 trilhões de bitucas por ano segundo dados da PNUMA (Programa Para Nações Unidas Para o Meio Ambiente). Além disso, ele é composto por plásticos e pode causar aumento da taxa de mortalidade marinha a longo prazo, especialmente após serem ingeridos pelas espécies.

Porém, seu impacto vai muito além das águas e pode alcançar indivíduos em todos os tipos de zonas, desde seres que habitam áreas terrestres até animais aéreos que se alimentam de fragmentos ou restos em cenários de baixa altitude.

Menos plástico
Oceanos de todo o planeta são inundados com aproximadamente 11 milhões de toneladas de plástico, segundo a PNUMA. Tendo em vista essas estimativas, as projeções sugerem que, até 2040, a quantidade de resíduos invasores deve triplicar.

Os dados também afirmam que cerca de 85% dos pedaços plásticos são produzidos pela humanidade e fazem contraponto aos hábitos regulares de reciclagem. Dessa forma, é necessário uma readequação ambiental e consciente para que mudanças efetivas sejam adotadas.

Menos combustíveis fósseis
Em 2018, um artigo publicado pela revista Science confirmou que as emissões excessivas de gases estufa — responsáveis por absorver parte da radiação infravermelha terrestre — está aquecendo oceano e reduzindo a concentração de oxigênio disponível. Os produtos químicos, emitidos em massa pela ação humana, repercutem na extinção de espécies e no “abandono” dos ecossistemas oceânicos.

Curiosamente, cortar práticas extrativistas e de retirada de combustíveis fósseis de locais considerados críticos — como petróleo e mineração no fundo do mar — pode diminuir os riscos em até 70%. Hoje, as demandas por energia solar e eólica e as práticas por fontes sustentáveis surgem como meios essenciais de redução na procura e oferta por esses derivados nocivos.

Menos pesca predatória
Atividades de pesca predatória continuam em alta e se dirigem, cada vez mais, para áreas profundas dos oceanos. Esse extermínio causa um grande desequilíbrio nos ecossistemas locais e desfavorecem a continuidade da vida de espécies que dependam de outras para sua sobrevivência.

Quando peixes herbívoros são pescados, a tendência é que as algas se proliferem e, consequentemente, se acumulem em recifes de corais, favorecendo os efeitos das mudanças climáticas nas mais diversas camadas oceânicas. Além disso, grupos de tartarugas, golfinhos, aves marinhas e peixes, especialmente os já emaçados de extinção, são afetados por estarem mais próximos da superfície, sendo alvos fáceis de redes de “arrasto”.

Apenas leis mais rigorosas e um gerenciamento mais rígido das regulamentações poderiam restaurar as espécies e seus habitats naturais.

*Por Andre Luis Dias Custodio
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*Fonte: megacurioso

Proteção de 30% do alto-mar fracassa na ONU

Os países membros da ONU não chegaram a um acordo sobre um tratado para proteger o alto-mar da exploração, com cientistas, ambientalistas e organizações de conservação culpando países que estavam “arrastando os pés” pelo “ritmo glacial” das negociações. Venceu a pesca industrial inescrupulosa, e muitas vezes ilegal que domina este espaço considerado, no direito internacional, ‘res communis usus’, ou ‘área de uso comum a todos’. É a parte dos oceanos que pode ser livremente utilizada. Trata-se de cerca de 60% dos 364 milhões de Km2 de oceanos globais. Proteção de 30% do alto-mar fracassa na ONU.

Alto-mar continuará a ser saqueado
Por definição o alto-mar é um conceito definido como sendo todas as partes não incluídas no mar territorial e na zona econômica exclusiva de um estado costeiro, nem nas águas arquipelágicas de um estado insular. Mas o alto-mar continuará a ser saqueado apesar do assunto ser preocupação mundial.

O tema já foi discutido no Fórum Econômico Mundial, em 2015. Uma das conclusões foi esta:

A pesca no alto mar também é injusta – as grandes empresas de pesca multinacionais podem efetivamente pescar fora das águas nacionais das nações mais pobres, deixando-as com menos peixes para pegar. Pesquisas publicadas recentemente na Nature Scientific Reports mostram que o fechamento do alto-mar para a pesca ajudaria a proteger as unidades populacionais de peixes e tornar a pesca mais justa.

Alto-mar é uma ‘dor de cabeça’
O alto-mar é uma dor de cabeça para as pessoas que gerenciam a pesca. A biomassa ali existente é de recursos comuns, acessíveis por qualquer pessoa e não sujeitos aos mesmos controles que se aplicam à pesca nas águas nacionais. Historicamente, isso levou à sobre-exploração.

2018, ONU aprova resolução 72/249
Por estas razões, em 2018 a ONU aprovou a resolução 72/249 que permitiu iniciar negociações sobre a adoção de acordos para assegurar a conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em águas internacionais. Em outras palavras, a esperada criação de áreas marinhas protegidas em alto-mar.

Aumento das frotas pesqueiras de alto-mar de 1950 para 2020
O aumento insustentável das frotas pesqueiras de alto-mar de 1950 para 2020. Imagem, http://www.seaaroundus.org.

De lá para cá, cerca de trinta chefes de Estado e de governo de todo o mundo comprometeram-se em colocar a defesa e a proteção dos mares como uma prioridade na agenda europeia e internacional. O compromisso foi assumido na cidade de Brest, durante o último dia da cúpula “One Ocean”.

Enquanto os países que depredam o alto-mar faziam lobby, outros levaram o tema adiante. Mas a ONU não conseguiu chegar a um entendimento sobre um acordo global para proteção. As negociações, a quarta rodada desde 2018, terminaram em março de 2022 e sem cronograma definido para novas discussões.

Segundo o jornal The Guardian, ‘agora cabe à Assembleia Geral das Nações Unidas dar luz verde para outra rodada de negociações. Os observadores esperam que um acordo seja alcançado antes do final deste ano e pediram aos líderes políticos que trabalhem com a ONU para que isso aconteça’.

Fevereiro de 2022
No mês passado, diz o Guardian, quase 50 países formaram uma “ coalizão de alta ambição ” em uma cúpula francesa em Brest com o objetivo de concluir o acordo rapidamente. Mas o lobby dos países que saqueiam esta área prevaleceu.

Rena Lee, a presidente de Cingapura da conferência BBNJ, comentou ao site da Oceanographic Magazine: “Acredito que, com compromisso, determinação e dedicação contínuos, seremos capazes de construir pontes e fechar as lacunas restantes”.

Já o chefe de oceanos do Greenpeace, Will McCallum, disse: “O ritmo glacial das negociações na ONU nas últimas duas semanas e a falta de acordo sobre uma série de questões-chave simplesmente não refletem a urgência da situação. O colapso climático está transformando nossos oceanos. As populações de vida selvagem estão diminuindo.”

Oceanos em crise
“E à medida que a pesca industrial esvazia os mares de vida, as comunidades costeiras de todo o mundo estão vendo seus meios de subsistência e segurança alimentar ameaçados. Não são hipóteses, nossos oceanos estão em crise agora e precisam urgentemente de um plano de resgate.”

E acrescentou: “As promessas do governo de proteger pelo menos um terço dos oceanos do mundo até 2030 já estão saindo dos trilhos. Está claro que nossos oceanos estão em crise e, se não conseguirmos o forte Tratado Global dos Oceanos de que precisamos em 2022, não há como criar santuários oceânicos em águas internacionais para permitir que eles alcancem essa meta de 30×30. Este tratado é crucial porque todos nós dependemos dos oceanos: do oxigênio que eles oferecem aos meios de subsistência e segurança alimentar que eles fornecem.”

Segundo o Greenpeace, ‘O Canadá faz parte da High Ambition Coalition de 47 membros que se comprometeram a garantir um Tratado Global do Oceano que entregue 30% de proteção, mas estamos preocupados que a delegação não tenha sido encarregada de negociar a partir de uma posição de ambição ousada. O Canadá deve desempenhar um papel de liderança para superar a falta de consenso sobre questões-chave do tratado e trabalhar com países progressistas sobre o assunto para garantir que o melhor cenário para nossos oceanos seja acordado’.

Já o Guardian diz que ‘Alguns países, incluindo a Rússia e a Islândia, pediram que a pesca fosse excluída do acordo’. Como assim, a ideia não era de proteção de 30% do alto-mar?

Por aí se notam as dificuldades em conseguir o apoio necessário para que o saque ao alto-mar seja detido.

Sandices praticadas em alto-mar
Atirar com armas de fogo em baleias dentadas que ‘roubam’ as presas do espinhel; cortar os bicos de albatrozes que usam este mesmo artifício e jogá-los ao mar para morrerem de fome; decepar barbatanas de tubarões e de novo atirá-los ao mar para morrerem; ou prosseguir com subsídios insustentáveis que atingem o montante de US$ 35 BILHÕES de dólares ao ano são apenas algumas delas.

Subsídios mundiais à pesca
A indecência insustentável e escancarada.
Para saber mais sobre as sandices praticadas em alto-mar recomendamos o livro do jornalista Ian Urbina, do New York Times, traduzido e publicado no Brasil. O nome antecipa: “Oceanos Sem Lei“, da editora Intrínseca. A história das baleias dentadas se parecem a contos da carochinha perto das que ele conta no livro.

Também recomendamos o filme já comentado nestas páginas, Seaspiracy, um chocante, ainda que superficial, documentário que mostra a pesca nos oceanos (pode ser visto na Netflix).

Assista à animação sobre o aumento das frotas pesqueiras, enquanto a proteção de 30% do alto-mar segue nos ‘porões’ dos navios pesqueiros.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT

Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT

Dois cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) recentemente conseguiram fazer o atlas mais detalhado até hoje das maiores zonas mortas no oceano, importantes regiões, que revelam novos fatos cruciais sobre elas no processo. O novo atlas de alta resolução foi descrito em dezembro de 2021 na revista Global Biogeochemical Cycles. Zonas mortas, que quadruplicaram desde 1950, são áreas deficientes em oxigênio, o que significa que são uma zona proibida para a maioria dos organismos aeróbicos (dependentes de oxigênio). Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT.

Duas imensas Zonas Mortas no Pacífico
De acordo com o site http://www.ecowatch.com, “Aprendemos o quão grandes são essas duas zonas no Pacífico, reduzindo a incerteza na medição, sua extensão horizontal, quanto e onde essas zonas são ventiladas por águas oxigenadas e muito mais”, disse Andrew Babbin ao EcoWatch em um e-mail.

Babbin é um dos dois desenvolvedores do atlas. É professor no Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “Ser capaz de visualizar em alta resolução as zonas de baixo oxigênio é realmente um primeiro passo necessário para entender completamente os processos e fenômenos que levam ao seu surgimento”, disse ele.

De acordo com o www.ecowatch.com, as zonas mortas podem ser causadas ​​pela atividade humana, especialmente pela poluição por nutrientes. Por exemplo, a segunda maior zona morta do mundo está no Golfo do México e é em grande parte causada pelo escoamento de nitrogênio e fósforo das cidades e fazendas industriais ao largo do rio Mississipi.

Mas elas também podem ter causas naturais.

Zonas mortas de ocorrência natural
O novo atlas concentra-se em duas zonas mortas de ocorrência natural no Pacífico tropical. Uma está localizada na costa da América do Sul e mede cerca de 600.000 quilômetros cúbicos, ou o equivalente a 240 bilhões de piscinas olímpicas, informou o MIT News. A segunda é cerca de três vezes maior e está localizada no hemisfério norte, na costa da América Central.

As zonas mortas naturais e antropogênicas têm algo em comum: muitos nutrientes. No caso das do Pacífico, disse Babbin, esses nutrientes se acumulam por causa dos padrões de vento que empurram a água para o mar.

“As águas mais profundas sobem para preencher esse vazio, trazendo nutrientes mais altos para a superfície”, disse Babbin ao EcoWatch, num processo semelhante ao que se conhece como ‘ressurgência’. “Esses nutrientes estimulam uma enorme quantidade de crescimento de fitoplâncton, semelhante à forma como fertilizamos terras de cultivo e até mesmo nossos vasos de plantas em casa. Quando esses fitoplânctons afundam, as bactérias heterotróficas agem para decompor o material orgânico, consumindo oxigênio da mesma forma que os humanos fazem para respirar nossa comida”.

No entanto, diz o http://www.ecowatch.com, devido à localização dessas zonas, leva muito tempo para que as águas ricas em oxigênio cheguem à área e reponham o que as bactérias devoram.

Crise do clima e as zonas mortas
“Em essência, a demanda biológica de oxigênio supera o reabastecimento físico”, concluiu Babbin. Embora essas zonas específicas não sejam causadas pela poluição humana, entendê-las ainda é importante no contexto da atividade humana. As zonas mortas podem emitir o óxido nitroso, gás de efeito estufa, e existe a preocupação de que a crise climática possa fazer com que elas se expandam.

“É amplamente esperado que os oceanos percam oxigênio à medida que o clima fica mais quente. Mas a situação é mais complicada nos trópicos, onde existem grandes zonas com deficiência de oxigênio”, disse o co-desenvolvedor do atlas Jarek Kwiecinski ao MIT News. “É importante criar um mapa detalhado dessas zonas para que tenhamos um ponto de comparação para mudanças futuras.”

O novo atlas, conclui o ecowatch, melhora as tentativas anteriores de medir as ODZs do Pacífico devido à quantidade de informações que incorpora e à abordagem adotada para medir o teor de oxigênio da água.

Flutuadores robóticos e os dados da pesquisa
Os dados que Babbin e Kwiecinski usaram para o atlas foram coletados por cruzadores de pesquisa e flutuadores robóticos durante um período de mais de 40 anos, informou o MIT News. Os cientistas normalmente jogam garrafas em várias profundidades e medem o teor de oxigênio da água coletada pela garrafa. No entanto, essa medição não é totalmente precisa porque o plástico da própria garrafa também contém oxigênio.

Para evitar esse problema, a equipe por trás do atlas analisou dados de sensores conectados às garrafas ou a plataformas robóticas, o que lhes permitiu rastrear o conteúdo de oxigênio à medida que os sensores desciam pela coluna de água.

“Esse método nos permite contornar um viés que existe nos dados absolutos para ver apenas se o oxigênio está aumentando, diminuindo ou permanecendo o mesmo”, declarou Babbin.

“Esperamos que o atlas seja usado por todos!” disse Babbin. “Podemos prever que oceanógrafos e cientistas climáticos o usarão para planejar expedições ou relacionar alguns de seus dados a um amplo atlas/compilação. Esperamos que os modeladores climáticos possam usá-lo para validar seus modelos que tentam reproduzir a extensão do baixo oxigênio. Acreditamos ainda que esta compilação funcionará como um ponto de comparação com o qual medições futuras podem ser comparadas para finalmente revelar como essas zonas respondem diante de um clima em mudança”.

Caso tenha interesse…
Se você estiver interessado em conferir, o atlas está disponível no Biological and Chemical Oceanography Data Management Office (BCO-DMO), e os dados podem ser baixados do Woods Hole Open Access Server.

Fonte: https://www.ecowatch.com/ocean-dead-zones-map.html?fbclid=IwAR1dbAhGVELeg2WRX6AOT6a3xK7lMasNczdaOykJJ_ErVmOdyuE7695U0zM.

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*Por: Joao Lara Mesquita / marsemfim

Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes

Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes
A ideia era ver golfinhos e baleias com imagens feitas pelo drone foi do capitão Dave Anderson, que comanda uma empresa de observação de baleias na Califórnia.

Observação de baleias na Califórnia
O capitão Dave Anderson, que comanda um barco de uma empresa de observação de baleias na Califórnia, Estados Unidos, decidiu ver animais marinhos de uma forma diferente.

Ele acoplou uma câmera em um drone e sobrevoou uma “debandada” de golfinhos. O resultado são cinco minutos de imagens belíssimas de dezenas de golfinhos nadando e saltando juntos.

O vídeo recebeu mais de 3 milhões de acessos em menos de um mês. Coisa parecida só mesmo com o balé aéreo das raias.

Vídeo de golfinhos e baleias já recebeu mais de 3 milhões de acessos
O vídeo mostra os golfinhos reunidos em um grande grupo, mantendo uma formação vertical, claramente identificada nas imagens aéreas.

Esse tipo de agrupamento é comum na espécie. Mas até hoje biólogos ainda não sabem ao certo porque eles se comportam dessa maneira.

As principais hipóteses são para buscar alimentos, se defender de predadores e se aproximar de possíveis parceiros para a reprodução. O vídeo também mostra baleias, inclusive uma nadando junto com seu filhote.

Imagens possíveis graças ao uso de drones
As imagens são possíveis graças ao uso de drones. Esses “robôs” aéreos são usados principalmente em missões militares, gerando controvérsia.

Mas cientistas já veem potencial na utilização para a conservação. “Eu sou apenas um cara com um drone”, disse o capitão Anderson, à National Geographic. “Mas há mais pessoas como eu que gostariam de usar esse equipamento para ver a natureza. Imagine o quanto não podemos conhecer se fizermos isso juntos?”.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Navio autossustentável, novidades no mar

Navio autossustentável, novidades no mar
O desenho do navio autossustentável é inovador. Seus criadores asseguram que poderia economizar 60% do combustível e reduzir até 80% as emissões contaminantes. Tudo isso graças ao casco da embarcação. Ele é capaz de canalizar o vento e usá-lo como propulsor, como se fosse uma vela convencional. Isso é muito bom. Navios são extremamente poluentes.

O Vindskip e suas novidades
O ponto de partida para o estudo do desenho norueguês para criar o Vindskip é o vento relativo. O fluxo de ar que o próprio navio produz. Fator primordial na hora de se criar um avião, trem ou veleiro. Depois de várias provas em túneis de vento, que aconteceram na Noruega e Inglaterra, o barco foi desenhado com um casco plano. Ele é aerodinâmico e simétrico. Eleva a embarcação enquanto o motor, com gás natural, impulsiona o barco para a frente. É o mesmo princípio dos barcos à vela.

Programas de informática no navio autossustentável
O êxito do Vindskip depende da tecnologia empregada para prever as condições meteorológicas. Através de um moderno programa de informática ele poderá calcular a melhor rota (ângulo), com relação à direção do vento. O objetivo é que o barco alcance 14 nós.
Navio autosustentável e motores a gás
O navio tem motores funcionando com gás natural liquefeito (GNL), o que contribui perfeitamente para a propulsão, conforme necessário. Dessa forma, o navio pode manter uma velocidade e curso constantes, independentemente do tempo e do vento. O GNL pode ser trocado com biogás quando estiver comercialmente disponível. As células solares e a bateria também contribuirão para o consumo de energia a bordo.

O Vindskip foi idealizado para cargas
A primeira versão do Vindskip® é um transportador de carros com capacidade para 6.600 carros de passageiros. O objetivo é oferecer as menores emissões para o transporte marítimo disponíveis no segmento de transportadoras de alto mar. O Vindskip®, desenvolvido pela empresa Lade AS, Ålesund, Noruega, é o vencedor do German Design Award 2020 na categoria Design de Excelência de Produto – Transporte Conceitual.

Quando o primeiro Vindskip® estiver sendo construído, ele se tornará uma vitrine verde. E pode significar o início de uma nova era no transporte de carros ecológicos para o exterior.

Três anos de trabalho
Segundo os construtores, que levaram mais de três anos trabalhando no projeto, este navio marcante pesa menos que outro convencional. Emprega a mesma tripulação e permite maior carga. Os projetistas também trabalham num navio semelhante, mas de passageiros.
A diferença de outras embarcações futuristas é que o Vindiskip já conseguiu registrar várias patentes internacionais. Os projetistas acreditam que em quatro anos venderão sua criação para alguma companhia de navegação.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!

Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!
51 nós equivale a 92 km por hora! Foi esta velocidade incrível que os franceses do L’Hidroptère conseguiram atingir em 2013. Impressionante! Bateram o recorde mundial de velocidade. De acordo com o site sapo.pt ” foi já sob o patrocínio da Audemars Piguet que o L’Hydroptère conquistou o título de veículo à vela mais rápido do planeta.

Trimaran surge em destaque numa exposição
Agora, o trimaran surge em destaque numa exposição dedicada aos destemidos. Eles tentam levar as suas embarcações a voar sobre a água. Cité de la Voile Éric Tabarly – um complexo em Lorient (Bretanha) dedicado às regatas modernas e que deve o seu nome ao skipper francês – dedicou uma exposição temporária a ‘veleiros voadores’.

O veleiro L’Hidroptère
O veleiro L’Hidroptère é tão famoso que tem até site próprio. O site explica algumas coisas em relação ao barco voador: “para entender Hydroptere, uma pequena sessão de revisão é necessária! Primeiro, uma revisão etimológica.

Significado do nome
Em grego, hidros significa “água” e ptère significa “asa”. E então uma revisão matemática, com o princípio de Arquimedes dizendo: um corpo imerso em um líquido é sustentado por uma força (força flutuante) igual ao peso do líquido deslocado. Graças a essa teoria elaborada vinte e cinco séculos atrás por um gênio grego, os barcos tradicionais podem flutuar. Mas com muita resistência para alcançar altas velocidades.

Novidades da tecnologia atual
Era então necessário fazer o barco se levantar acima da superfície do mar. isso para eliminar este arrasto substituindo o impulso flutuante de Archimedes pelo elevador dinâmico da água.

Este fenômeno físico foi analisado em detalhes no início do século XX. Engenheiros aeronáuticos conseguiram sua aplicação à água (800 vezes mais densa do que o ar).

É um dos orgulho da equipe Hydroptère. Para decolar, Hydroptere tem “asas marinhas”. As folhas, que são colocadas sob cada um dos flutuadores do trimaran”.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte:  marsemfim

Pyrosomas inundam mar dos Açores: assustam, mas não mordem

Assemelham-se a um grande tubo, que pode chegar aos oito metros de comprimento. Costumam surgir nas profundezas do oceano, mas estão a aparecer bem perto da costa, o que não é comum. Não são animais, mas um fenómeno da natureza que impõe respeito pelo aspeto

Estão a aparecer pyrosomas em grande número no mar dos Açores, fenómeno que está a ser alvo de um estudo internacional, adiantou à Lusa o investigador da Universidade dos Açores João Pedro Barreiros. O que são? Conforme podemos ver na imagem de capa deste artigo, parecem ser um grande tubo, oco de um dos lados, onde poderia caber perfeitamente uma pessoa. Mas, apesar de parecer assustadora, trata-se de uma estrutura que é inofensiva.

“O que nos chamou a atenção é haver muitos e muito dentro da costa, inclusive a baixíssimas profundidades. Eu cheguei a ser chamado para ver colónias dessas por pessoas que estavam à pesca no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo”, na Ilha Terceira, disse o biológo.

Os pyrosomas estão normalmente “a grandes profundidades” e são avistados “esporadicamente ao longo de anos”. Este ano, têm aparecido em abundância e junto à costa açoriana.

“São estruturas que parecem claramente um tubo e podem chegar a oito metros de comprimento. Esse tubo é oco de um dos lados, tem uma abertura, que não é uma boca, porque aquilo é uma colónia de pólipos e, para terem uma ideia da dimensão, uma pessoa cabe lá dentro em algumas dessas colónias maiores”

Em termos de aspeto, “é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia”. Seja como for, e apesar de o tamanho ser “assustador”, esse “tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos” é completamente “inofensivo”.

“Não são minimamente perigosos, não há qualquer risco. É evidente que alguém que está a mergulhar ou a nadar e dá de caras com uma estrutura, com um tubo transparente de oito metros de comprimento, é capaz de se assustar, mas não há aqui venenos, nem toxinas, nem nada comparável com as águas vivas [alforrecas] ou com as caravelas, nada disso”

Este aparecimento de pyrosomas nos Açores está a ser alvo de um estudo internacional que, nesta fase inicial, vai tentar fazer “a identificação genética” dos exemplares que têm surgido um pouco por todo o arquipélago dos Açores.

“Temos uma série de amostras que, quando chegar ao inverno, serão enviadas para um laboratório nos Estados Unidos para tentarmos perceber se se trata de mais do que uma espécie. Estamos também a mapear com maior precisão possível os avistamentos, as observações dessas colónias. De facto, estamos a compilar uma base de dados muito interessante que mostra uma distribuição imensa desses organismos à volta das ilhas todas”, explicou ainda o biólogo.

Além de João Pedro Barreiros, o estudo está a ser coordenado também por uma bióloga do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos da América e “tem progredido através de um número de observações nunca antes registado”, que poderá ajudar num maior conhecimento sobre ‘pyrosomas’, que servem de alimento a tartarugas e a outros animais marinhos.

“Se há coisa que nós sabemos em relação aos pyrosomas é que não sabemos nada. Não há ninguém no mundo que tenha tido até hoje oportunidade de desenvolver um estudo aprofundado sobre estas colónias porque são de facto muito, muito desconhecidas”

O biólogo tem contado com a colaboração de mergulhadores, caçadores submarinos e turistas para recolher amostras e pede a colaboração de outras pessoas no sentido de serem feitas idênticas recolhas desta estrutura gelatinosa que podem ser feitas à mão. Depois, deve ser colocada num frasco com água do mar e ser entregue na Universidade dos Açores ou junto das autoridades marítimas.

*Por
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*Fonte: iloveazores