Bilionário está construindo navio para retirar plástico dos oceanos

O norueguês Kjell Inge Røkke, cuja fortuna está estimada em 2,6 bilhões de dólares, é dono de quase 67% da frota marítima e dos negócios de exploração petrolífera offshore do conglomerado financeiro Aker ASA.

Com isso, o bilionário está investindo parte de sua fortuna, através da REV Ocean, para construir o maior navio de expedição e pesquisa do mundo. Batizado de Research Expedition Vessel (REV), o barco está sendo construído com o objetivo de limpar os oceanos, recolhendo toneladas de plástico dos oceanos e levando pesquisadores a diversas partes do globo, para estudarem como preservar a vida marinha.

Segundo estimativas de Røkke, o navio terá a capacidade de recolher cinco toneladas de plástico dos oceanos diariamente.

Para os cientistas a bordo, o barco contará com laboratório, auditório, veículos subaquáticos e drones. A ideia é promover estudos sobre temas como clima, pesca, biodiversidade e a vida marinha.

A previsão é de que o navio comece a operar em 2021.

*Por Isabela Alves

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: observatoriodoterceirosetor

Oceanos estão enfrentando uma extinção em massa sem precedentes

“Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer no ano passado. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta.

Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e escolhendo as que deixarão de evoluir no futuro

E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados.

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado nesta semana pela revista Science. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto.

O cálculo mais trágico compara essa extinção com o desaparecimento dos dinossauros, como explicado na Science

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos.

Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science.

Para os pesquisadores, é por causa da nossa forma de consumir ecossistemas: ocorreu com a extinção dos mamutes e acontece agora com a pesca

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores.

Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo.

Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne.

………………………………………………………
*Fonte: elpais

Brasileiro surfa a maior onda do mundo e acaba batendo o recorde mundial

Este surfista quebrou o recorde mundial da maior onda surfada no campeonato na Nazaré, em Portugal. Tal fato ocorreu em no dia 8 de novembro de 2017, quando o surfista brasileiro profissional Rodrigo ¨Koxa¨ Augusto do Espírito Santo, nascido em 22 de setembro de 1979, bateu o recorde mundial de maior onda surfada.

Ele recebeu o cobiçado e famoso prêmio Quiksilver XXL Biggest Wave no Big Wave Awards da World Surf League (WSL).

Eles foram os jurados do Big Wave Awards, que reconheceram que a onda que surfou, foi a maior já vista na história, desta forma, Rodrigo conseguiu ser o 1º colocado no Guinness World Records.

A onda que o coroou como o maior surfista do ano tinha uma altura de aproximadamente 24,38 metros, conseguindo superar o recorde anterior que era antes de uma onda de 23,77 metros, a mesma que estabeleceu Garrett McNamara, mentor, Koxa.

Mas Koxa, já havia alcançado um recorde em 2011 no Chile, de 18,29 m, que foi listada como a maior já vista na América do Sul.

…………………………………………………………..
*Fonte: gooru

Após votação, caça comercial de baleias continua banida

Representantes do Japão que participam da Comissão Internacional das Baleias, ou International Whaling Comission (IWC), que está acontecendo até sexta-feira em Florianópolis (SC), fizeram uma tentativa para acabar com a proibição da atividade baleeira comercial.

Apesar dos esforços, com 67% dos votos, a suspenção não foi aprovada. Além disso, foi criado um novo documento intitulado Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. Foram 40 votos a favor e 27 contra, entre eles Rússia e Japão. A declaração foi submetida por Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru.

Banimento da caça comercial

A proibição da caça comercial foi estabelecida em 1986 diante da iminência de extinção de diversas espécies por conta da pesca predatória. O Japão alega que as populações de algumas espécies de baleias se recuperaram o suficiente para permitir a retomada da caça de forma “sustentável”.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, alega a proposta japonesa, intitulada Way Forward. A alteração seria para acabar com a “intolerância” e “confronto” entre os países pró e anti-caça às baleias.

As duras críticas do Japão à proibição atrapalham as relações com países anti-caça, como Austrália e Nova Zelândia, que os acusam de usar seu poder econômico para garantir votos de países membros menores da IWC.

“Pesquisa Científica”

Uma cláusula da proibição da IWC permite que o Japão conduza caças anuais de “pesquisa” e venda carne de baleia no mercado aberto.

Segundo a BBC, o Japão hoje captura entre 300 e 400 animais por ano – e já chegou a abater cerca de 1.000 em 2005 e em 2006. No início deste ano, o país foi bastante criticado por ter matado no Oceano Antártico 122 baleias grávidas, das 333 baleias-anãs capturadas durante uma expedição de quatro meses, 181 eram do sexo feminino – incluindo 53 juvenis.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão do abate anual de baleias no Oceano Antártico. Porém, após dois anos o país voltou a caçar, sob um programa que incluiu a redução de sua cota de capturas em cerca de dois terços.

 

 

 

 

…………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo