Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes

Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes
A ideia era ver golfinhos e baleias com imagens feitas pelo drone foi do capitão Dave Anderson, que comanda uma empresa de observação de baleias na Califórnia.

Observação de baleias na Califórnia
O capitão Dave Anderson, que comanda um barco de uma empresa de observação de baleias na Califórnia, Estados Unidos, decidiu ver animais marinhos de uma forma diferente.

Ele acoplou uma câmera em um drone e sobrevoou uma “debandada” de golfinhos. O resultado são cinco minutos de imagens belíssimas de dezenas de golfinhos nadando e saltando juntos.

O vídeo recebeu mais de 3 milhões de acessos em menos de um mês. Coisa parecida só mesmo com o balé aéreo das raias.

Vídeo de golfinhos e baleias já recebeu mais de 3 milhões de acessos
O vídeo mostra os golfinhos reunidos em um grande grupo, mantendo uma formação vertical, claramente identificada nas imagens aéreas.

Esse tipo de agrupamento é comum na espécie. Mas até hoje biólogos ainda não sabem ao certo porque eles se comportam dessa maneira.

As principais hipóteses são para buscar alimentos, se defender de predadores e se aproximar de possíveis parceiros para a reprodução. O vídeo também mostra baleias, inclusive uma nadando junto com seu filhote.

Imagens possíveis graças ao uso de drones
As imagens são possíveis graças ao uso de drones. Esses “robôs” aéreos são usados principalmente em missões militares, gerando controvérsia.

Mas cientistas já veem potencial na utilização para a conservação. “Eu sou apenas um cara com um drone”, disse o capitão Anderson, à National Geographic. “Mas há mais pessoas como eu que gostariam de usar esse equipamento para ver a natureza. Imagine o quanto não podemos conhecer se fizermos isso juntos?”.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Navio autossustentável, novidades no mar

Navio autossustentável, novidades no mar
O desenho do navio autossustentável é inovador. Seus criadores asseguram que poderia economizar 60% do combustível e reduzir até 80% as emissões contaminantes. Tudo isso graças ao casco da embarcação. Ele é capaz de canalizar o vento e usá-lo como propulsor, como se fosse uma vela convencional. Isso é muito bom. Navios são extremamente poluentes.

O Vindskip e suas novidades
O ponto de partida para o estudo do desenho norueguês para criar o Vindskip é o vento relativo. O fluxo de ar que o próprio navio produz. Fator primordial na hora de se criar um avião, trem ou veleiro. Depois de várias provas em túneis de vento, que aconteceram na Noruega e Inglaterra, o barco foi desenhado com um casco plano. Ele é aerodinâmico e simétrico. Eleva a embarcação enquanto o motor, com gás natural, impulsiona o barco para a frente. É o mesmo princípio dos barcos à vela.

Programas de informática no navio autossustentável
O êxito do Vindskip depende da tecnologia empregada para prever as condições meteorológicas. Através de um moderno programa de informática ele poderá calcular a melhor rota (ângulo), com relação à direção do vento. O objetivo é que o barco alcance 14 nós.
Navio autosustentável e motores a gás
O navio tem motores funcionando com gás natural liquefeito (GNL), o que contribui perfeitamente para a propulsão, conforme necessário. Dessa forma, o navio pode manter uma velocidade e curso constantes, independentemente do tempo e do vento. O GNL pode ser trocado com biogás quando estiver comercialmente disponível. As células solares e a bateria também contribuirão para o consumo de energia a bordo.

O Vindskip foi idealizado para cargas
A primeira versão do Vindskip® é um transportador de carros com capacidade para 6.600 carros de passageiros. O objetivo é oferecer as menores emissões para o transporte marítimo disponíveis no segmento de transportadoras de alto mar. O Vindskip®, desenvolvido pela empresa Lade AS, Ålesund, Noruega, é o vencedor do German Design Award 2020 na categoria Design de Excelência de Produto – Transporte Conceitual.

Quando o primeiro Vindskip® estiver sendo construído, ele se tornará uma vitrine verde. E pode significar o início de uma nova era no transporte de carros ecológicos para o exterior.

Três anos de trabalho
Segundo os construtores, que levaram mais de três anos trabalhando no projeto, este navio marcante pesa menos que outro convencional. Emprega a mesma tripulação e permite maior carga. Os projetistas também trabalham num navio semelhante, mas de passageiros.
A diferença de outras embarcações futuristas é que o Vindiskip já conseguiu registrar várias patentes internacionais. Os projetistas acreditam que em quatro anos venderão sua criação para alguma companhia de navegação.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!

Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!
51 nós equivale a 92 km por hora! Foi esta velocidade incrível que os franceses do L’Hidroptère conseguiram atingir em 2013. Impressionante! Bateram o recorde mundial de velocidade. De acordo com o site sapo.pt ” foi já sob o patrocínio da Audemars Piguet que o L’Hydroptère conquistou o título de veículo à vela mais rápido do planeta.

Trimaran surge em destaque numa exposição
Agora, o trimaran surge em destaque numa exposição dedicada aos destemidos. Eles tentam levar as suas embarcações a voar sobre a água. Cité de la Voile Éric Tabarly – um complexo em Lorient (Bretanha) dedicado às regatas modernas e que deve o seu nome ao skipper francês – dedicou uma exposição temporária a ‘veleiros voadores’.

O veleiro L’Hidroptère
O veleiro L’Hidroptère é tão famoso que tem até site próprio. O site explica algumas coisas em relação ao barco voador: “para entender Hydroptere, uma pequena sessão de revisão é necessária! Primeiro, uma revisão etimológica.

Significado do nome
Em grego, hidros significa “água” e ptère significa “asa”. E então uma revisão matemática, com o princípio de Arquimedes dizendo: um corpo imerso em um líquido é sustentado por uma força (força flutuante) igual ao peso do líquido deslocado. Graças a essa teoria elaborada vinte e cinco séculos atrás por um gênio grego, os barcos tradicionais podem flutuar. Mas com muita resistência para alcançar altas velocidades.

Novidades da tecnologia atual
Era então necessário fazer o barco se levantar acima da superfície do mar. isso para eliminar este arrasto substituindo o impulso flutuante de Archimedes pelo elevador dinâmico da água.

Este fenômeno físico foi analisado em detalhes no início do século XX. Engenheiros aeronáuticos conseguiram sua aplicação à água (800 vezes mais densa do que o ar).

É um dos orgulho da equipe Hydroptère. Para decolar, Hydroptere tem “asas marinhas”. As folhas, que são colocadas sob cada um dos flutuadores do trimaran”.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte:  marsemfim

Pyrosomas inundam mar dos Açores: assustam, mas não mordem

Assemelham-se a um grande tubo, que pode chegar aos oito metros de comprimento. Costumam surgir nas profundezas do oceano, mas estão a aparecer bem perto da costa, o que não é comum. Não são animais, mas um fenómeno da natureza que impõe respeito pelo aspeto

Estão a aparecer pyrosomas em grande número no mar dos Açores, fenómeno que está a ser alvo de um estudo internacional, adiantou à Lusa o investigador da Universidade dos Açores João Pedro Barreiros. O que são? Conforme podemos ver na imagem de capa deste artigo, parecem ser um grande tubo, oco de um dos lados, onde poderia caber perfeitamente uma pessoa. Mas, apesar de parecer assustadora, trata-se de uma estrutura que é inofensiva.

“O que nos chamou a atenção é haver muitos e muito dentro da costa, inclusive a baixíssimas profundidades. Eu cheguei a ser chamado para ver colónias dessas por pessoas que estavam à pesca no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo”, na Ilha Terceira, disse o biológo.

Os pyrosomas estão normalmente “a grandes profundidades” e são avistados “esporadicamente ao longo de anos”. Este ano, têm aparecido em abundância e junto à costa açoriana.

“São estruturas que parecem claramente um tubo e podem chegar a oito metros de comprimento. Esse tubo é oco de um dos lados, tem uma abertura, que não é uma boca, porque aquilo é uma colónia de pólipos e, para terem uma ideia da dimensão, uma pessoa cabe lá dentro em algumas dessas colónias maiores”

Em termos de aspeto, “é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia”. Seja como for, e apesar de o tamanho ser “assustador”, esse “tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos” é completamente “inofensivo”.

“Não são minimamente perigosos, não há qualquer risco. É evidente que alguém que está a mergulhar ou a nadar e dá de caras com uma estrutura, com um tubo transparente de oito metros de comprimento, é capaz de se assustar, mas não há aqui venenos, nem toxinas, nem nada comparável com as águas vivas [alforrecas] ou com as caravelas, nada disso”

Este aparecimento de pyrosomas nos Açores está a ser alvo de um estudo internacional que, nesta fase inicial, vai tentar fazer “a identificação genética” dos exemplares que têm surgido um pouco por todo o arquipélago dos Açores.

“Temos uma série de amostras que, quando chegar ao inverno, serão enviadas para um laboratório nos Estados Unidos para tentarmos perceber se se trata de mais do que uma espécie. Estamos também a mapear com maior precisão possível os avistamentos, as observações dessas colónias. De facto, estamos a compilar uma base de dados muito interessante que mostra uma distribuição imensa desses organismos à volta das ilhas todas”, explicou ainda o biólogo.

Além de João Pedro Barreiros, o estudo está a ser coordenado também por uma bióloga do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos da América e “tem progredido através de um número de observações nunca antes registado”, que poderá ajudar num maior conhecimento sobre ‘pyrosomas’, que servem de alimento a tartarugas e a outros animais marinhos.

“Se há coisa que nós sabemos em relação aos pyrosomas é que não sabemos nada. Não há ninguém no mundo que tenha tido até hoje oportunidade de desenvolver um estudo aprofundado sobre estas colónias porque são de facto muito, muito desconhecidas”

O biólogo tem contado com a colaboração de mergulhadores, caçadores submarinos e turistas para recolher amostras e pede a colaboração de outras pessoas no sentido de serem feitas idênticas recolhas desta estrutura gelatinosa que podem ser feitas à mão. Depois, deve ser colocada num frasco com água do mar e ser entregue na Universidade dos Açores ou junto das autoridades marítimas.

*Por
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*Fonte: iloveazores

Ondas: saiba o que a ciência acha delas

Ondas não servem apenas ao surfe: saiba o que a ciência acha delas
Atraindo desde atletas altamente qualificados, a praticantes de fim de semana, o surfe é um esporte amado ao redor do planeta. Tudo o que você precisa é mar, ondas, e entusiasmo. Mas, se manobras radicais encantam observadores, pouca atenção se presta à ciência que torna isso possível. Aqui é que entra o Mar Sem fim.

Uma onda poderia carregar a bateria de 30 milhões de smartphones

Quem já viu ondas batendo na areia percebeu a enorme energia que têm. E essa energia parece ser uma das mais promissoras fontes renováveis do futuro, potencialmente suprindo 10% da demanda global.

Entenda como as ondas são formadas
Ondas são formadas de diversas maneiras. Na maioria dos casos são criadas pelo vento soprando na superfície do oceano. Enquanto a onda viajar em velocidade menor que a do vento, a energia será transmitida do vento para a onda.

Equações podem determinar de forma precisa a quantidade de energia de cada onda
Há complexas equações para determinar de forma precisa a quantidade de energia das ondas. Em termos simples: quanto maior a onda, maior a energia.

E existem poucos lugares do mundo com ondas tão grandes como Nazaré, Portugal. Por falar em Nazaré, e ondas gigantes, vamos lembrar que a maior onda registrada no hemisfério Sul tinha inacreditáveis 23,8 metros.

Ondas monstruosas
As ondas monstruosas podem chegar a 30,5 m de altura, graças à combinação entre a posição geográfica e o relevo submarino. Geradas por tempestades no Atlântico Norte, em profundidades de até 4.900 m, as ondas são amplificadas ao se aproximarem da costa.

E crescem enormemente. Mas, além de Nazaré, em Portugal, a costa dos Estados Unidos, no Oregon, tem ondas chamadas de aberrantes, de tão perigosas. No Brasil a maior onda já surfada foi registrada na Praia da Costa, no Espirito Santo.

Imagine a energia contida em uma onda tão grande quanto um prédio de oito andares. Cientistas estimaram que algumas das ondas de Nazaré poderiam carregar, só uma delas, a bateria de 30 milhões de smartphones.

Segredos das ondas
Nazaré está longe de ser o único local amado por surfistas. O vilarejo de Teahupo’o, no Taiti, é idolatrado. Suas ondas são íngremes e grandes. Nem mesmo o risco de ser cortado em pedaços pelos corais afasta os interessados.

As ondas em Teahupo’o são de um tipo apelidado pelos cientistas de “surto”. Não são as maiores do mundo, atingindo um auge de 9,1 m. Mas são extremamente volumosas, formadas também pelo encontro de águas profundas com uma costa rasa.

O Taiti é uma ilha vulcânica e seus recifes de coral criam um obstáculo bem íngreme para frear as ondas, fazendo com que a parte superior ultrapasse a anterior (da onda). Isso deveria resultar em ondas grandes e assimétricas, mas a geologia de Teahupo’o dá origem a um efeito único: a água doce descendo das montanhas vizinhas cria canais no fundo do oceano que previnem a formação de corais. Esses canais criam ondas “limpas” e rápidas ao canalizar a água da beira para o fundo.

A jato sobre a prancha
No mar, porém, a história é outra. Durante uma etapa do Circuito Mundial de 2011, o surfista australiano Mick Fanning atingiu velocidade de quase 40km/h sobre sua prancha, o que ajudou a justificar seu apelido de Relâmpago Branco.

Inspiração da natureza
Quilhas, localizadas na parte inferior de uma prancha, são cruciais para dar estabilidade e controle. Tradicionalmente, eram feitas de madeira, hoje os avanços tecnológicos deram espaço para plástico e materiais compostos, que melhoraram o controle em manobras radicais.

Patrulha ecológica sobre pranchas
Cientistas sabem que nossos oceanos estão mudando: estão ficando mais quentes e mais ácidos. Seus níveis também estão subindo e isso está levando a alterações climáticas (como mais tempestades), além de alterações em ecossistemas e comportamentos animais.

Para medir essas mudanças, cientistas usam barcos, sondas e até satélites para coletar dados em mar aberto. Isso é mais difícil perto da costa, onde as águas são mais agitadas.

Quilhas de surfe com sensores: novidade que está chegando
Uma nova tecnologia pode ajudar a vencer este desafio: a smartfin é uma quilha que contém sensores capazes de medir uma série de fatores na água, como temperatura, salinidade e oxigênio, por exemplo. As quilhas seriam instaladas em pranchas de surfistas voluntários.

O acadêmico Andrew Stern, fundador do projeto Smartfin e neurologista da Universidade de Rochester, nos EUA, explica que a tecnologia pode ajudar a monitorar cenários como a degradação de corais e populações de crustáceo, que sofrem com o aumento da acidez dos oceanos. Stern explicou:

Essa tecnologia tem como fatores únicos o fato de ser pequena e de baixo custo em comparação com os sensores existentes

Sendo assim, oferecemos uma nova geração de sensores que podem ser posicionados em enormes números e em locações previamente inacessíveis.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Alta do nível do mar na previsão do relatório do IPCC

Alta do nível do mar na previsão do último relatório do IPCC
Os dados deste post têm como origem um artigo publicado por Jeff Tollefson para a revista Nature, em agosto de 2021, e republicado pelo site Scientific American. Trata-se da primeira avaliação que encontramos na net sobre a alta do nível do mar cuja base é o último relatório do IPCC. Como não poderia deixar de ser, os dados são preocupantes.

Alta do nível do mar no relatório do IPCC
Compilado por mais de 200 cientistas e aprovado por representantes de governos de 195 países, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixa poucas dúvidas de que os humanos estão alterando o funcionamento do planeta – e que as coisas vão piorar muito se os governos não tomarem medidas drásticas, dizem os pesquisadores do clima.

Os cientistas dizem que, com base nas políticas atuais, os governos não conseguirão cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a 1,5–2°C acima dos níveis pré-industriais.

E este é apenas o primeiro de um trio de relatórios que, em conjunto, farão a sexta maior avaliação do clima desde 1990. Os dois próximos serão, respectivamente, sobre os impactos e a adaptação, e sobre os esforços de mitigação, e serão publicados em 2022.

O grande problema é que até agora os esforços dos governantes em cortar as respectivas emissões não deram o resultado esperado. Segundo a avaliação de Jeff Tollefson, ‘o mundo está a caminho de quase 3°C de aquecimento’.

Relatório do IPCC de 2019
De acordo com Tollefson, ‘o mundo teve uma prévia de como os níveis do mar da Terra podem subir quando o IPCC divulgou um relatório especial em 2019’.

‘A ciência apresentada, que sem dúvida será incluída no lançamento da próxima semana, dizem os especialistas, apontou para uma elevação dos níveis médios do mar global entre 0,3 metros e 1,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases de efeito estufa’.

‘Isso é apenas um pouco mais alto do que as projeções anteriores, mas o relatório também citou estudos recentes que analisaram as opiniões de especialistas na área, que declararam que uma elevação de 2 metros não pode ser descartada’.

‘É difícil determinar o aumento do nível do mar’

Tollefson explica que ‘determinar o aumento do nível do mar é difícil porque depende de questões complexas sobre se os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida entrarão em colapso – e, em caso afirmativo, com que rapidez’.

A perde de gelo na Groenlândia, chegamos ao ponto de inflexão? Imagem, NASA, Maria-José Viñas.
Para alguns comentaristas a Groenlândia já teria atingido o ponto de inflexão. E a temperatura aumenta ano a ano na Antártica.

Jeff Tollefson explica: ‘os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica são tão grandes que exercem um efeito gravitacional que faz com que os oceanos inchem ao seu redor.

‘Quando parte do gelo derrete, o inchaço local diminui e a água é redistribuída em outros lugares, como no nordeste dos Estados Unidos – levando ao aumento do nível do mar ali.

Para Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton em Nova Jersey e autor do relatório especial do IPCC, ‘é a primeira vez que o IPCC faz uma análise abrangente de todos esses efeitos locais e regionais’, diz Oppenheimer.

A informação é importante, diz ele, porque mesmo aumentos aparentemente pequenos nos níveis locais do mar podem ter impactos significativos – particularmente nas inundações durante as tempestades.

‘Enchentes anuais’
Segundo Oppenheimer, as enchentes que ocorrem uma vez a cada século se tornarão eventos anuais no final do século, mesmo sob os cenários climáticos mais otimistas.

Para Tollefson ‘há apenas uma década, os cientistas tendiam a questionar quando inquiridos sobre a ligação entre o aquecimento global e qualquer evento climático extremo, exceto para dizer que devemos esperar mais deles à medida que o clima esquenta’.

‘Duas coisas aconteceram para impulsionar essa mudança. A primeira é que os cientistas do clima desenvolveram modelos e métodos estatísticos aprimorados para determinar a probabilidade de que qualquer evento climático possa ocorrer, com ou sem mudança climática induzida pelo homem’.

Mas tão importante quanto, diz Seneviratne, a mudança climática em si está avançando, e estudos recentes mostram que eventos climáticos cada vez mais extremos estão surgindo acima do ruído da variabilidade natural.

Ou, nas palavras de Corinne Le Quéré, uma cientista do clima da Universidade de East Anglia em Norwich, Reino Unido, agora podemos ver os impactos do aquecimento global “com nossos próprios olhos”.

Que os líderes mundiais estejam muito inspirados para a COP 26, em Glasgow, Escócia.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

National Goeographic Oficializa o 5º Oceano da Terra

Na semana passada, exatamente no Dia Mundial dos Oceanos, os cartógrafos da National Geographic Society dos EUA decidiram presentear o planeta Terra com mais um oceano ao acrescentar o Oceano Antártico, que circunda a Antártica, aos seus quatro “irmãos” mais velhos Atlântico, Pacífico, Índico e Ártico.

A nova designação chega atrasada por pelo menos uns 100 anos. Cientistas e navegadoras que conhecem as águas ao redor do continente gelado do extremo sul do planeta reconhecem e apregoam aos quatro cantos que aquelas são diferentes de qualquer outro tipo de água dos demais oceanos.

Segundo Seth Sykora-Bodie, cientista marinho da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), embora seja difícil explicar o que há de diferente na região, “todos concordarão que as geleiras são mais azuis, o ar mais frio, as montanhas mais intimidantes e as paisagens mais cativantes do que qualquer outro lugar que você possa ir”, afirmou ao site da National Geographic.

Como os são definidos os oceanos?

O geógrafo oficial da NOAA, Alex Tait, também falou ao site da NatGeo, explicando que o reconhecimento oficial só não ocorreu antes porque “nunca houve um acordo internacional”. “É uma espécie de nerdice geográfica em alguns aspectos”, resumiu. Porém, a partir do dia 8 de junho de 2021, a nerdice acabou: o Oceano Antártico é oficialmente o quinto oceano da Terra.

Embora a diferença entre mar e oceano seja clara, o tamanho, ainda é difícil dizer exatamente o que é um oceano, a não ser repetir que eles são massas líquidas mais extensas (o menor deles tem 73 milhões de quilômetros quadrados) e mais profundas. O navegador espanhol Vasco Nuñez de Balboa já reconheceu, no início do século XVI, que aquelas águas no fundo do mundo eram o “Oceano Antártico”.

Após intensas discussões acadêmicas e científicas, o que definiu realmente o Oceano Antártico foi uma corrente marítima, a Corrente Circumpolar Antártica (ACC), que flui de oeste para leste. Essas águas, que dão singularidade ao oceano, são mais frias e um pouco menos salgadas do que as águas dos oceanos que ficam ao norte. Além disso, a ACC puxa águas mais quentes do Atlântico, Pacífico e Índico ao redor do planeta.

*Por Jorge Marin
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*Fonte: megacurioso

A lenda do holandês voador: a história do navio fantasma

Entre os mitos e lendas náuticas, poucos são tão famosos quanto o Holandês Voador. Muitos alegaram ter visto o navio fantasmagórico do capitão Hendrick van der Decken (o holandês) desde que afundou em 1641. É por causa de sua atitude ousada em face da ira tempestuosa de Deus que o capitão van der Decken e sua tripulação teriam sido amaldiçoados a navegar em alto mar até o dia do juízo final.

O Capitão van der Decken fizera a perigosa viagem da Holanda às Índias do Extremo Oriente para comprar produtos lucrativos como especiarias, sedas e tinturas. Depois de comprar o máximo que o casco podia aguentar e fazer os reparos necessários no navio, o capitão van der Decken partiu para Amsterdã.

Enquanto seu navio contornava a costa da África, o capitão van der Decken pensou em como seria conveniente se seus empregadores, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, fizessem um assentamento perto do Cabo da Boa Esperança na África do Sul para servir de porto seguro devido à turbulência das águas.

Viagem e maldição do holandês voador
O capitão estava imerso em pensamentos quando seu navio de guerra começou a contornar o Cabo. De repente, um terrível vendaval surgiu, ameaçando virar o navio e afogar todos a bordo. Os marinheiros incitaram seu capitão a virar, mas o capitão van der Decken recusou. Alguns dizem que ele estava louco, outros dizem que ele estava bêbado, mas por qualquer motivo, o capitão ordenou que sua tripulação continuasse. Ele acendeu o cachimbo e fumou enquanto as ondas enormes batiam contra o navio. Os ventos rasgaram as velas e a água derramou no casco. No entanto, o capitão “manteve seu curso, desafiando a ira do Deus Todo-Poderoso ao fazer um juramento de blasfêmia” (Occultopedia, 2016).

Ilustração do capitão Hendrick van der Decken. Imagem: moonfireprojekt
Levados ao limite, a tripulação se amotinou. Sem hesitar, o capitão van der Decken matou o líder rebelde e jogou seu corpo no mar revolto. No momento em que o corpo do rebelde atingiu a água, a embarcação falou com o capitão “perguntando se ele não pretendia entrar na baía naquela noite. Van der Decken respondeu: ‘Que eu seja eternamente condenado se o fizer, embora deva andar por aqui até o dia do julgamento’” (Wagner citado em Music with Ease, 2005).

Com isso, a voz falou novamente, dizendo: “Como resultado de suas ações, você está condenado a navegar pelos oceanos pela eternidade com uma tripulação fantasmagórica de homens mortos, trazendo a morte a todos que avistarem seu navio espectral e a nunca fazer porto ou conhecer um momento de Paz. Além disso, o fel será a sua bebida e o ferro em brasa, a sua carne. “Com isso, o capitão van der Decken não tremeu por um instante. Em vez disso, ele simplesmente gritou “Amém para isso!” (Occultopedia, 2016).

Legado do Navio Fantasma
Desde então, o capitão van der Decken recebeu o apelido de Flying Dutchman (holandês voador), navegando em seu navio fantasma por todo o mundo. Os marinheiros afirmam que os holandeses desviaram os navios, fazendo-os bater em rochas ou recifes escondidos. Eles dizem que se você olhar para uma tempestade violenta se formando no Cabo da Boa Esperança, você verá o Capitão e sua tripulação esquelética. Mas cuidado, diz a lenda que quem quer que avistar o holandês certamente terá uma morte horrível.

A lenda do holandês voador ganhou popularidade pela primeira vez com a ópera de Wagner de 1843, The Flying Dutchman. No entanto, a razão pela qual a lenda durou tanto tempo e tem sido o assunto de tantas recontagens (vista ou inspirando não apenas a ópera de Wagner, mas também The Rime of the Ancient Mariner, de Coleridge, Piratas do Caribe, um personagem do Bob Esponja, um (Episódio de Scooby-Doo e mais) é porque existem supostos avistamentos do navio fantasma.

Um dos relatos mais famosos foi feito em 11 de julho de 1881 pelo Príncipe George de Gales (futuro Rei George V) e seu irmão, o Príncipe Albert Victor de Gales. Na época, eles estavam navegando na costa da Austrália. Registros do Príncipe George:

“11 de julho. Às 4 da manhã, o holandês voador cruzou nossa proa. Uma estranha luz vermelha como a de um navio fantasma todo aceso, no meio do qual iluminavam os mastros e velas de um brigue a 200 metros de distância destacavam-se em forte relevo quando ela subia na proa de bombordo, onde também o oficial do relógio da ponte a viu claramente, assim como o guarda-marinha do tombadilho, que foi enviado imediatamente para o castelo de proa; mas, ao chegar, não havia vestígio nem qualquer sinal de qualquer navio material que pudesse ser visto perto ou bem ao longe no horizonte, a noite sendo clara e o mar calmo. Ao todo, treze pessoas a viram … Às 10h45, o marinheiro comum que relatou esta manhã que o holandês voador caiu das árvores cruzadas do mastro da proa no castelo de proa e foi despedaçado em átomos.” (Ellis, 2016)

Hoje, sabemos que o navio do holandês nada mais é do que uma miragem, uma refração da luz nas águas do oceano, conhecida como Fata Morgana.

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*Fonte: socientifica

Geleira da Antártica chega a um ponto sem volta: o nível do mar subirá mais de três metros

O alarme já havia sido disparado há algum tempo, durante anos … Mas agora os pesquisadores confirmaram pela primeira vez que a geleira Pine Island, no oeste da Antártica, está em seu ponto de inflexão. O derretimento do gelo é rápido e irreversível e terá consequências significativas para o nível do mar em todo o mundo.

Não se trata mais de cenários apocalípticos de filmes, mas da realidade.

Estamos falando em particular da Geleira Pine Island, que tem cerca de dois terços do tamanho do Reino Unido, o que é particularmente preocupante, pois está perdendo mais gelo do que qualquer outra geleira na Antártica. Atualmente, a Ilha Pine e a vizinha Thwaites Glacier são responsáveis ​​por cerca de 10% do aumento do nível do mar global em curso.

Os cientistas há muito argumentam que essa região da Antártica logo alcançaria um ponto crítico, passando por um recuo irreversível do qual nunca se recuperaria. E agora aconteceu. Tal recuo, uma vez iniciado, inevitavelmente leva ao colapso de todo o manto de gelo da Antártica Ocidental , que contém gelo suficiente para elevar o nível global do mar em mais de três metros.

Agora, pesquisadores da Northumbria University mostraram, pela primeira vez, que esse é realmente o caso. Suas descobertas foram publicadas no jornal The Cryosphere e mostram que a geleira tem pelo menos três pontos de inflexão distintos. O terceiro e último evento, desencadeado pelo aumento da temperatura do oceano em 1,2 ° C, leva a um recuo irreversível de toda a geleira.

Os pesquisadores dizem que as tendências de aquecimento e escalonamento de longo prazo em águas circumpolares profundas, combinadas com mudanças nos padrões de vento no Mar de Amundsen, podem expor a plataforma de gelo da geleira da Ilha Pine a águas mais quentes por períodos mais longos, fazendo mudanças de temperatura dessa magnitude cada vez mais provável.

“Esse processo pode já ter sido ativado na região do Mar de Amundsen, onde as geleiras Pine Island e Thwaites dominam a atual perda de massa da Antártica, mas as técnicas de modelagem e observação não foram capazes de estabelecê-lo de forma rigorosa, levando a visões divergentes sobre a futura perda de massa do manto de gelo da Antártica Ocidental. Aqui, pretendemos preencher essa lacuna de conhecimento conduzindo uma investigação sistemática do Regime de Estabilidade da Geleira da Ilha Pine. Para este fim, demonstramos que os indicadores de alerta precoce em simulações de modelo detectam de forma robusta o início da instabilidade da camada de gelo do mar. Somos, portanto, capazes de identificar três pontos de inflexão distintos em resposta ao aumento do degelo induzido pelo oceano.

“Nosso estudo é o primeiro a confirmar que a geleira de Pine Island realmente cruza esses limites críticos. Muitas simulações de computador diferentes ao redor do mundo estão tentando quantificar como as mudanças climáticas podem afetar a camada de gelo da Antártica Ocidental, mas identificar se um período de recuo nesses modelos é o ponto de inflexão é um desafio. No entanto, é uma questão crucial e a metodologia que usamos neste novo estudo torna muito mais fácil identificar potenciais pontos de inflexão futuros ”, explica Sebastian Rosier, vice-chanceler do Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Northumbria,

Se a geleira entrasse em recuo instável e irreversível, o impacto no nível do mar poderia ser medido em metros e, como mostra este estudo, uma vez iniciado o recuo, pode ser impossível parar.

Então é. E nunca queremos lembrar disso … nós dissemos a você.

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*Fonte: UNIVERSIDADE DE NORTHUMBRIA / A Criosfera
pensarcontemporaneo

Veleiro vai coletar resíduos plásticos e gerar energia

Yvan Bourgnon é um velejador e aventureiro francês, apaixonado por viagens e pela natureza. Em suas travessias e corridas pelos mares, ele constantemente se deparava com o lixo plástico, cada vez mais presente, já que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico são lançadas no oceano todos os anos.

Bourgnon e sua equipe decidiram agir e criaram o projeto SeaCleaners, Limpadores de Mares, em português. E, para combater a poluição plástica, projetaram o Manta, um catamarã gigante que literalmente se alimenta de plástico.

O veleiro de 56 metros vai ser o primeiro de seu tipo capaz de coletar, processar e recuperar grandes quantidades de resíduos plásticos do oceano. Construído em aço de baixo carbono, o Manta possui um sistema de propulsão híbrido elétrico. O barco pode manobrar em baixa velocidade, coleta resíduos a uma velocidade entre 2 e 3 nós, e atinge uma velocidade máxima de mais de 12 nós.

A embarcação também poderá ser usada para emergências em áreas extremamente poluídas após desastres naturais como ciclones ou tsunamis.

Esteiras coletoras trazem os resíduos a bordo, onde está uma unidade de triagem manual que faz a separação de acordo com o tipo de material coletado. Os resíduos plásticos são cortados em pequenos pedaços e encaminhados a uma unidade de conversão de resíduos em energia, onde até 95% do material é convertido em eletricidade por meio de um processo de pirólise e esta energia alimenta todo o equipamento elétrico do Manta.

Além da geração de energia por meio de resíduos, o barco conta com duas turbinas eólicas, 500 metros quadrados de painéis solares e dois hidro-geradores. Graças às suas fontes de energia, o Manta é capaz de operar 75% do tempo de forma autônoma.

Coleta de resíduos

Os meios de coleta também são diversificados e podem retirar desde resíduos grandes que flutuam nas águas até detritos de cerca de 10 milímetros que estejam a até um metro de profundidade.

Dependendo da densidade e proximidade das camadas de resíduos, a capacidade de coleta pode variar de 1 a 3 toneladas de resíduos por hora, com o objetivo de coletar de 5 a 10 mil toneladas por ano.

A previsão é que o primeiro modelo do Manta seja entregue em 2024 e circule principalmente na Ásia, África e América do Sul, como foco em áreas estratégicas onde a poluição marinha por plástico seja particularmente densa.

Com instalações de pesquisa a bordo, o catamarã poderá receber até 10 cientistas e ajudar a coletar dados para estudos sobre a vida marinha e poluição do oceano. Bourgnon adianta que os dados coletados a bordo do Manta estarão sempre acessíveis para a comunidade científica e pessoas interessadas.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Vídeo mostra grupo enorme de golfinhos na Califórnia

Um grupo de turistas estava em um barco de observação de baleias na costa da Califórnia e, ao invés dos grandes mamíferos, tiveram a sorte de assistirem a um outro espetáculo emocionante: uma “debandada” de golfinhos!

Um vídeo postado no YouTube mostra centenas, ou quem sabe milhares, de golfinhos nadando juntos, em uma mesma direção, no dia 19 de março.

A empresa de turismo Dana Point Whale Watching opera na cidade de Orange County e acompanhou a grande turma de golfinhos por cerca de 4 horas.

Os golfinhos são mamíferos que vivem no mar, e a terminologia correta para estes grandes grupos é tema de discussão, mesmo entre especialistas já que o termo cardume é usado para peixes e manada é mais comum para mamíferos terrestres.

Independente do nome que esta enorme “turma” receba, é fascinante ver tantos golfinhos juntos. Eles normalmente viajem em grupos de no máximo 200 animais, mas quando a concentração de alimentos é muito grande, o número pode subir – e muito!

O termo “debandada” (stampede, em inglês), gerou críticas já que pode passar a ideia de uma movimentação desordenada e os golfinhos se movimentam de forma bastante organizada e coordenada, mesmo quando o grupo é enorme.

Esta não é a primeira vez que o fenômeno é registrado. Um dos casos mais espetaculares foi em 2013, quando cerca de 100 mil golfinhos foram avistados na costa de San Diego, conforme a NBC 7 San Diego relatou na época. O grupo era tão grande que ocupou uma área de cerca de 88 quilômetros quadrados no oceano.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Criatura marinha se despedaça em frente às câmeras e intriga internautas

Uma criatura marinha encontrada a mais de mil metros de profundidade que se despedaça em frente às câmeras.

O vídeo intrigou parte dos mais de um milhão de pessoas que o visualizaram o vídeo. A gravação foi feita com um Veículo de Operação Remota (ROV, na sigla em inglês) subaquático capturou uma criatura parecida com uma água viva.

É possível ver o animal ser filmado de longe e a câmera se aproximando. Depois disso, a criatura nada por poucos segundos e parece ser sugada por uma espécie de vácuo, se dividindo em vários pedaços.

De acordo com os donos do canal do Youtube “Capitain JRD”, as imagens não sofreram nenhum tipo de alteração e foram capturadas durante uma expedição do ROV nas profundezas do Oceano Índico, na costa leste do continente africano.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

A odisseia de Jacques-Yves Cousteau – filme

Filme de 2016 exibido no Prime Vídeo retrata uma parte das experiências de vida do cineasta francês Jacques-Yves Cousteau (Lambert Wilson), um explorador da vida aquática. Um aventureiro visionário que deixa a vida tradicional para morar e viajar no seu navio Calypso, em busca de descobertas.

Dado o seu principal foco e dedicação intensiva ás aventuras e pesquisas marítimas colecionou dificuldades em outros aspectos de sua vida: a relação com a esposa e os filhos. Desafios que precisou superar ao longo do tempo e vivências.

A Odisseia

Obviamente deixou um legado e ficou mundialmente conhecido pelo seu trabalho e expedições. inventou escafandro autônomo e revelou ao mundo, através de livros e filmes, o universo oculto do oceano. Sua obra mais famosa foi “O mundo silencioso”, pela qual recebeu prêmios.

As suas preocupações e lutas pela preservação ambiental foram marcadas de conquistas e uma de suas mais importantes bandeiras.

“Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos.
Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas.

E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos. E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, mergulhadores.

Jaques-Yves Cousteau

*Algumas informações adicionais:

Esteve com sua expedição na Amazônia em 1982, percorrendo os 6.800 quilômetros da floresta tropical por terra, água e ar e levantou debates sobre o futuro da biodiversidade e do desmatamento da região. Em 2007 um de seus filhos retornou à região para observar as mudanças ocorridas desde o filme original.

Segue anexado o link de um vídeo desenho que retrata uma entrevista com Jacques Cousteau in 1978, feita por Roy Leonard na Rádio WGN Radio (link youtube). Ele tinha 65 anos e fez uma importante observação acerca da idade quando foi questionado a respeito disto. Um exemplo de que a idade não tem relevância quando a disposição e o propósito são guias mestres.

*Informações de suas invenções no artigo da Revista Super Interessante:
https://super.abril.com.br/historia/o-homem-que-inventou-o-fundo-do-mar/

Se, por qualquer razão,
uma pessoa tem a oportunidade de levar uma vida extraordinária,
ela não tem o direito de guardá-la para si.
Jacques-Yves Cousteau

Afinal, o que é um cientista?
É um homem curioso olhando por um buraco de fechadura,
o buraco de fechadura da natureza, tentando saber o que está acontecendo
Jacques-Yves Cousteau

*Por Darlene Dutra

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*Fonte: darlenedutra

Fata Morgana: o efeito que faz barcos voarem no mar

Fata Morgana vem do italiano Fada Morgana. Trata-se de uma feiticeira fictícia, supostamente uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha e meia-irmã do lendário Rei Arthur. O efeito leva o nome dela pois, segundo as histórias, Morgana podia utilizar seus poderes para criar imagens de castelos flutuando e enfeitiçar marinheiros. Da mesma forma, este efeito é óptico, e causa “aparições fantasmas” no horizonte. Bom, é claro que possivelmente a magia de Morgana também relacionava-se a efeitos óticos.

Veja, no vídeo abaixo, um barco voando no horizonte. Mas fique tranquilo, não é um barco fantasma. Não tenha medo do Holandês Voador. Trata-se, então, simplesmente de um fenômeno ótico causado pela distorção da luz na atmosfera

Observações da Fata Morgana

Um caso curioso, conforme relatado pela revista Wired, ocorreu uma vez com um um padre jesuíta olhando para o mar, no estreito de Messina (local famoso pelos avistamentos impossíveis), na Itália. Ele viu, em suas palavras, “uma cidade toda flutuando no ar, e tão imensurável e tão esplêndida, tão adornada com edifícios magníficos, todos os quais foram encontrados na base de um cristal luminoso”. Depois, a cidade ainda se transformou em um jardim, uma floresta e depois em uma guerra.

Ele deve ter ficado com medo do que coloram em seu chá. Seria natural que o padre Giardina pensasse ser alguma visão divina – uma espécie de premonição, ou talvez a linha temporal do local. Mas ele e outros religiosos jesuítas enxergaram ciência no fenômeno pela primeira vez. Ele errou, mas tentou se aproximar da verdade. O padre pensou ser um efeito reflexivo pelos sais que evaporavam acima do mar – como um espelho.

Desde sempre a humanidade fascinou-se com o fenômeno. Não só o padre, como diversos outros estudiosos italianos tentaram explicá-lo de alguma forma. Relatos são diversos. O fenômeno se encontra, ainda, na cultura popular e na arte. Um exemplo é a obra de Prokofiev. A sua ópera The Love for Three Oranges inclui uma maldição de Fata Morgana.

Na verdade, o padre não errou completamente. Ele acertou quando referiu-se aos dias quentes acima do mar.

O que acontece?

Imagine um dia muito quente. O ar fica bastante abafado, correto? Mas próximo ao oceano ele esfria um pouco. Isso ocorre pois a água absorve o calor do ar. Como resultado, há um gradiente, um degradê de temperaturas. Próximo a água, o ar permanece mais frio. Mas conforme se distancia da água, permanece gradativamente mais quente.

Além da água ajudar a resfriar o ar, há outro fenômeno que ajuda ainda mais nessa separação de temperatura. Você se lembra das aulas de termodinâmica, no ensino médio? Bom, se não, aqui vai um lembrete rápido. Quando algo aquece, suas moléculas se agitam mais. Como resultado, sua densidade cai, já que uma massa x ocupará um espaço maior.

Note que quando você esquenta água em uma panela, antes mesmo da fervura a água se move. Isso ocorre pela convecção térmica. A água mais próxima do inferior do caneco esquenta e sobe. Ao subir e encontrar a atmosfera, então, esfria. Quando esfria, sua densidade aumenta novamente, e ela volta para o fundo do caneco.

Com o ar há a mesma coisa, só que não com tanta movimentação. Consideremos que simplesmente o ar mais quente permanece no alto e o ar mais frio permanece próximo à superfície, simplesmente por sua densidade. Ah, e isso não ocorre apenas no mar. Ocorre em qualquer local com um distante horizonte.

Quando a luz passa por essas camadas de ar com diferentes temperaturas, há uma refração, ou seja, a luz faz diversos caminhos em diversos ângulos diferentes. Dessa forma, até chegar aos nossos olhos, então, ela se distorceu muito, e a imagem parece diferente do que realmente é, no caso dos horizontes distantes.

*Por Felipe Miranda
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*Fonte: socientifica

Mergulhador é engolido por baleia e diz: ‘abriu a boca para me cuspir’; veja vídeo

O mergulhador profissional sul-africano Rainer Schimpf foi engolido por uma baleia na cidade de Porto Elisabete, na África do Sul. Enquanto o homem gravava predadores se alimentando de sardinhas na costa meridional do continente africano, uma gigante baleia-de-Bryde estava o abocanhando.

‘Jonas na baleia’?

Schimpf ainda disse que sentiu uma pressão nas suas costelas e não conseguiu ver a aproximação da baleia, que, segundo ele, o soltou quando percebeu que estava abocanhando um bicho enorme vestido numa roupa de mergulho. Em uma história quase similar ao mito bíblico de ‘Jonas na Baleia’, que ficou três dias dentro do animal, o mergulhador sul-africano acabou passando apenas alguns segundos entre os dentes do mamífero marinho.

“Eu estava filmando golfinhos, tubarões, pinguins e aves que se alimentam de sardinhas, quando, das profundezas, uma baleia Bryde surgiu, engolindo tudo em seu caminho. Foi apenas uma questão de segundos antes que a baleia percebesse seu erro e abrisse a boca para me cuspir”, afirmou o mergulhador à AFP.

Ao invés de entrar em estado de choque e voltar pra casa após uma experiência de quase-morte, Rainer Schimpf logo se recuperou e voltou a fotografar os tubarões que nadavam pelas águas de Porto Elisabete. Haja coração, hein?

“Verificamos que o equipamento estava ok, que eu não tinha ossos quebrados, que tudo estava no lugar. Adrenalina ao máximo, eu não queria perder essa sessão de mergulho, voltei para a água, dessa vez em busca de tubarões. Predadores como baleias ou tubarões vão com tudo sobre suas presas e muitas vezes nossa visibilidade é extremamente baixa”, completou.

*Por Yuri Ferreira

Confira o vídeo que mostra o homem quase sendo engolido por uma baleia:

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*Fonte: hypeness

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Maior navio a vela do mundo é lançado

O maior navio a vela do mundo foi lançado no dia 10 de junho de 2017 no estaleiro Brodosplit em Split, na Croácia. Nomeado o Flying Clipper, é uma réplica próxima do France II encomendado em 1911 no estaleiro Bordeaux de La Gironde”.

O France II

O France II foi o segundo maior navio mercante comercial já construído. Foi usado para o comércio de minério de níquel e pertencia ao “Société Anonyme des Navires Mixtes (Prentout-Leblond, Leroux & Cie.)”.

Maior navio a vela do mundo : 162 metros de comprimento e 18,5 metro de largura

A embarcação ficou em construção por dois anos para o Star Clippers, com sede em Monaco, reconhecida como uma das principais linhas de cruzeiros. O Flying Clipper tem um casco de aço e terá deck de teca. Ele tem 162 metros (532 pés) de comprimento e 18,5 metros (60 pés) de largura, com um peso morto de 2.000 toneladas. O navio terá uma superfície total de vela de 6.347 metros quadrados (68.300 pés quadrados).

Maior navio a vela do mundo terá cinco decks

O Flying Clipper tem cinco decks, com alojamento para 450 pessoas. Trezentos passageiros em 150 cabines de luxo, e 74 cabines para 150 membros da tripulação.

O navio destina-se exclusivamente a velejar, embora tenha dois motores elétricos totalmente independentes.

O Flying Clipper foi projetado para navegar em todos os oceanos, incluindo o Ártico e o oceano austral. Ele foi construído para atender aos requisitos da classe de gelo. Espera-se que seja capaz de navegar em até 20 nós sob as condições climáticas favoráveis, e a cerca de 16 nós quando acionado os dois motores”. O Flying Clipper será a quarta embarcação à vela da Star Clippers quando entrar em serviço.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: marsemfim