Vírus capaz de eliminar todos os tipos de câncer começa a ser testado em humanos

Cientistas projetaram um novo vírus, baseado na varíola bovina, capaz de eliminar todos os tipos conhecidos de células cancerígenas em uma placa de Petrie.

Verificou-se que o tratamento chamado CF33 encolhe tumores em camundongos e espera-se que seja testado em em outros pacientes com câncer no início do próximo ano.

Projetado pelo especialista em câncer dos EUA, o Professor Yuman Fong, o tratamento está sendo desenvolvido pela empresa de biotecnologia australiana Imugene, que licenciou a inovação.

O estudo, a ser realizado na Austrália e em outros países, registrará pacientes com câncer de mama triplo negativo, melanoma, câncer de pulmão, bexiga, câncer de estômago e intestino. Os pesquisadores acreditam que isso mostrará onde o tratamento é mais eficaz.

O professor Fong está esperançoso que o tratamentpo vá surtir efeitos em seres-humanos, porque uma série de outros vírus mais específicos para eliminar o câncer já estão se mostrando eficazes no combate ao câncer em humanos.

Cientistas americanos transformaram o vírus que causa o resfriado comum em um tratamento para combater o câncer no cérebro – em alguns pacientes o câncer desapareceu por anos antes de retornar, em outros ele encolheu consideravelmente os tumores.

Uma forma modificada do vírus da herpes está sendo usada para tratar o melanoma. Ajuda o sistema imunológico do corpo a reconhecer e destruir tumores e, em seguida, encontra outras células de melanoma por todo o corpo e as mata.
O professor Yuman Fong que projetou o vírus Foto: News360

O pesquisador australiano Tom John, do Instituto de Pesquisa de Câncer Olivia Newton John, testou recentemente outro tratamento contra vírus em combinação com a imunoterapia Keytruda em 11 pacientes com câncer de pulmão e 3 pacientes viram seus tumores encolherem.

O professor Fong disse que a varíola bovina é inofensiva em humanos e a misturou com vários outros vírus que os testes mostraram que poderiam matar o câncer.

O tratamento inovador fará com que os pacientes com câncer injetem o vírus diretamente em seus tumores, onde é esperado que infectem as células cancerígenas e as explodam.

Espera-se que o vírus alerte o sistema imunológico de que existem células cancerígenas no corpo e o leve a procurar e eliminar outras células doentes.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Quando a mente fabrica a doença

Em livro, neurologista Suzanne O’Sullivan descreve pacientes com transtornos psicossomáticos

Quase todos nós aceitamos sem problemas que o coração bata com mais força quando nos aproximamos da pessoa por quem estamos apaixonados, ou que as nossas pernas tremam quando é preciso falar em público. São emoções que provocam sintomas físicos reais. Entretanto, custa aceitar que os mesmos pensamentos que causam um frio na barriga cheguem a desencadear doenças graves, como cegueira, convulsões ou paralisias. E, no entanto, é justamente isso que descreve a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), no qual revê alguns dos casos mais impactantes de doenças psicossomáticas com os quais se deparou ao longo da carreira.

Certa vez, O’Sullivan teve uma paciente, chamada Linda, que percebeu um pequeno inchaço no lado direito da cabeça. Era só um cisto sebáceo, mas ela não parava de fazer exames e consultas. Pouco depois, perdeu a sensibilidade do braço e da perna direitos; a paciente tinha certeza de que o inchaço havia atingido o cérebro. Quando O’Sullivan a examinou, todo o lado direito do corpo – o mesmo onde estava o caroço – já havia perdido o movimento e a sensibilidade. Só que Linda não sabia que o lado direito do cérebro na verdade controla os movimentos do lado esquerdo do corpo, e por isso sua mente se enganou ao criar os sintomas. Linda, na verdade, sofria de um transtorno psicossomático – seus pensamentos desencadeavam sintomas de uma doença inexistente.

Quando O’Sullivan estava se especializando em neurologia, foi ensinada a distinguir os doentes que tinham sintomas físicos causados por conflitos mentais. “Todos os meus pacientes tinham convulsões, mas em 70% dos casos não sofriam de epilepsia: por mais que fossem examinados, não encontrávamos nenhuma lesão ou causa neurológica que explicasse seus sintomas. Tinha de ser algo psicológico.” Mas mandar os pacientes para casa com o diagnóstico que não eram epiléticos não servia de consolo, de modo que a médica se sentiu obrigada a encontrar uma maneira de ajudá-los.

“As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”

Em 2004 ela começou a agir, e desde então, quando encontra um paciente com sintomas, mas sem lesões neurológicas, tenta lhe explicar que a origem dos seus males é um problema psicológico mal resolvido. Geralmente, porém, os pacientes se negam a aceitar esse diagnóstico. “Eles têm um estresse mental do qual não estão conscientes, e alguém está obrigando-os a encará-lo”, diz a médica. “Esses sintomas são uma manifestação do organismo: seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo.”

Ninguém está a salvo dessas doenças, e há centenas de causas que as originam. Segundo O’Sullivan, os casos muito extremos, como as convulsões ou paralisias, costumam nascer de traumas psicológicos severos; os menos graves podem surgir de um amontoado de pequenos esgotamentos que os pacientes não sabem administrar. “Depende da atenção que a pessoa presta às dores. Se ficarem obcecadas e buscarem repetidamente uma explicação médica que não existe, é possível que acabem desenvolvendo a doença psicossomática”, explica O’Sullivan.

Para se curar, o acompanhamento psicológico é indispensável. Segundo O’Sullivan, a primeira coisa a fazer é abandonar a ideia de que há uma enfermidade orgânica. A seguinte etapa é ver como a mente afeta o corpo: se você sente palpitações e nota que está ansioso, elas começarão a parecer muito menos graves, já que você conhece as causas. Mas, se associa essas palpitações a problemas cardíacos, e os exames médicos não comprovam isso, você provavelmente ficará obcecado, e as palpitações irão piorar.

“Seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo”

“Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo.

Após mais de dez anos de dedicação às enfermidades psicossomáticas, Suzanne O’Sullivan continua sem saber apontar o caso mais grave que viu. “Os casos mais duros são os de pessoas que adoeceram quando tinham 16 anos e, aos 50, continuam indo a médicos. Estão cegos ou em cadeira de rodas e continuam se submetendo a operações. Conheço pessoas que comem por um tubo, mas não têm nenhuma doença orgânica. Todas as partes do seu organismo foram afetadas por sua mente”, relata. Nada mais surpreende essa neurologista. “As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”, diz.

*Por M. Victoria S. Nadal

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*Fonte: elpais-brasil

Por que uso de antibióticos na agropecuária preocupa médicos e cientistas

Há quatro anos, em uma fazenda de criação intensiva em Xangai, na China, um exame feito em um porco prestes a ser abatido encontrou uma bactéria resistente ao antibiótico colistina. O achado acendeu um alerta que ecoou pelo mundo — cada vez mais temeroso com a capacidade que microrganismos têm demonstrado em driblar tratamentos à base de antibióticos.

A bactéria resistente encontrada no suíno, uma Escherichia coli, levou os cientistas da China a aprofundar os exames — agora, também em frangos de fazendas de quatro províncias chinesas, nas carnes cruas desses animais à venda em mercados de Guangzhou, e em amostras de pessoas hospitalizadas com infecções nas províncias de Guangdong e Zhejiang.

Eles encontraram uma “alta prevalência” do Escherichia coli com o gene MCR-1, que dá às bactérias uma alta resistência à colistina e tem potencial de se alastrar para outras bactérias, como a Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. O MCR-1 foi encontrado em 166 de 804 animais analisados, e em 78 de 523 amostras de carne crua.

Já nos humanos, a incidência foi menor, mas se mostrou presente — em 16 amostras de 1.322 pacientes hospitalizados.

“Por causa da proporção relativamente baixa de amostras positivas coletadas em humanos na comparação com animais, é provável que a resistência à colistina mediada pelo MCR-1 tenha se originado em animais e posteriormente se alastrado para os humanos”, explicou em 2015 Jianzhong Shen, da Universidade de Agricultura em Pequim, um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados no periódico The Lancet Infectious Diseases.

Mas como esse material genético resistente pode ter passado dos animais para os humanos? O caminho de “transmissão” de microrganismos (bactérias, parasitas, fungos e etc) resistentes é uma incógnita não só para o caso dos porcos, frangos e pacientes na China, mas para o uso veterinário e médico de antibióticos como um todo.

Pode ser que esses microrganismos ou resquícios de antibióticos (restos dos medicamentos que, em contato com os micróbios, podem estimular sua resistência) possam estar se alastrando pelos alimentos, ou ainda através do lixo hospitalar, lençóis freáticos, rios e canais de esgoto — e a investigação para desvendar as rotas de bactérias tem motivado inúmeras pesquisas no Brasil e no mundo (veja detalhes sobre esses estudos abaixo).

“As bactérias não têm fronteiras: a resistência pode passar de um lugar a outro sem passaporte e de várias formas”, explica Flávia Rossi, doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Grupo Consultivo da OMS para a Vigilância Integrada da Resistência Antimicrobiana (WHO-Agisar). “Com a globalização, não só o transporte de pessoas é rápido, como os alimentos da China chegam ao Brasil e vice-versa. Essa cadeia mimetiza o que acontece com o clima: estamos todos interligados. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando com o enfoque de ‘One Health’ (‘Saúde única’ em português, a perspectiva de que a saúde das pessoas, dos animais e o ambiente estão conectados).”

Agora, a dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

Sul brasileiro: foco de resistência microbiana

China e Índia foram, segundo os autores do estudo, publicado na revista Science, “claramente” os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados.

Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos).

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

A situação da América do Sul é particularmente preocupante por causa da carência de dados, diz o estudo: “Considerando que Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil são exportadores de carne, é preocupante que haja pouca vigilância epidemiológica da resistência microbiana disponível publicamente para esses países. Muitos países africanos de baixa renda têm mais pesquisas desse tipo do que os países de renda média na América do Sul. Globalmente, o número de pesquisas per capita não se correlacionou com o PIB per capita, sugerindo que a capacidade de vigilância não é impulsionada apenas por recursos financeiros.”

Buscando ampliar, em partes, o acesso a esse tipo de informação, os autores do estudo lançaram um banco de dados colaborativo para cadastro de pesquisas sobre o tema em todo o mundo, o “Resistance Bank”.

“O Brasil precisa urgentemente de dados de vigilância disponíveis publicamente sobre a resistência microbiana. É um grande exportador de carne, todos comemos frango brasileiro, seria bom saber o que há nele”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Thomas Van Boeckel, um dos autores do estudo e pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que, “em relação ao estudo da revista Science”, está “ciente sobre a importância da resistência aos antimicrobianos”. “Trata-se de um dos maiores desafios globais de saúde pública e que deve ser abordado pelos países atendendo ao conceito de Saúde Única, exigindo ações imediatas de todos os envolvidos”.

A pasta garante que o país está correndo atrás para ter um sistema de vigilância, por meio do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), cujo prazo previsto para implementação vai de 2018 a 2022.

Segundo fontes consultadas pela reportagem, o cronograma do plano tem sido cumprido.

Um de seus pontos-chave, e já o colocado em prática, é a realização de testes oficiais de rotina para detecção de micróbios resistentes em animais e alimentos com essa origem.

São amostragens aleatórias de ovos, leite, mel e de animais encaminhados para abate sob inspeção federal, mas o que se busca são resquícios de antibióticos, e não microrganismos resistentes.

Em 2018, o relatório apresentado pelo ministério mostra que o percentual de amostras com resquícios de antibióticos em conformidade ficou na casa dos 99%.

“Para ser seguro para consumo alimentar, a presença de determinadas bactérias tem que estar dentro de limites estabelecidos pelas agências de saúde de cada país, o que já é feito. Mas mais do que saber, por exemplo, a presença de Salmonella (gênero de bactérias) em galinhas ou porcos, é possível testar sistematicamente a suscetibilidade dela aos antibióticos — que é realmente o que nos permite saber se as bactérias são ou não resistentes”, aponta João Pedro do Couto Pires, também coautor do estudo e pesquisador do ETH Zurich.

Frangos com Salmonella resistente em Estados brasileiros

Ainda que não tenha hoje um levantamento sistematizado, o Brasil já teve experiências pontuais na medição da resistência microbiana em alimentos de origem animal.

Uma análise feita entre 2004 e 2006 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frangos congelados vendidos em 14 Estados brasileiros, detectou bactérias Salmonella e Enterococcus resistentes a vários antimicrobianos. Das 250 cepas de Salmonella analisadas, por exemplo, 77% foram consideradas multirresistentes (resistentes a duas ou mais classes de antibióticos).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou ainda que vem progressivamente proibindo medicamentos veterinários usados com o objetivo principal de fazer os animais engordarem, os chamados melhoradores de desempenho. Já foram proibidas substâncias do tipo como os anfenicóis, as tetraciclinas e as quinolonas.

“Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento”, explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

“A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce.”

A colistina, aquela a que bactérias em porcos na China mostraram resistência no estudo publicado no The Lancet Infectious Diseases em 2015, foi uma das substâncias proibidas para uso como melhorador de desempenho em rações no Brasil, em 2016. Seu uso para o tratamento de doenças, como diarreias, continua, no entanto, permitido por aqui. Proibições foram impostas também em outros países, como a própria China, Índia e Argentina.

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.

Antimicrobianos passaram a ser mais significativamente usados na criação de animais para consumo nos anos 1950 em países de alta renda, algo que foi se estendendo para países de baixa e média renda — onde hoje, inclusive, projeções mostram que o uso desses medicamentos aumentará, já que a produção e consumo de carne nesses países tem crescido.

O elo entre precariedade e uso de antibióticos

Thomas Van Boeckel destaca que, no mundo, o uso excessivo de antibióticos está associado à criação intensiva de animais, a produção industrial, “mas não em todos os países, algumas exceções existem, como a Holanda e a Dinamarca”, aponta.

Sandra Lopes, diretora da organização Mercy for Animals no Brasil, vê o uso de antibióticos como uma das práticas degradantes impostas aos animais.

“O uso de antibióticos força esses animais a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel, onde os animais não podem exercer nenhum de seus comportamentos naturais”, aponta a representante da ONG, dedicada ao bem estar de animais ditos de produção, aqueles destinados ao consumo alimentício.

Como exemplos, ela menciona criações com confinamento intensivo em gaiolas.

As galinhas poedeiras, confinadas em uma área análoga ao que seria passar a vida inteira dividindo um elevador com outras 12 pessoas, segundo a ONG, não têm espaço para exercer comportamentos naturais como abrir as asas ou ciscar. Sem forças nas pernas por não movimentá-las, essas galinhas podem sofrer fraturas com o peso do próprio corpo. Isso leva a um ciclo em que o uso de antibióticos se faz necessário.

Há ainda a debicagem, quando os bicos dessas aves são retirados para evitar, entre outros, o canibalismo — intensificado pelo estresse vivido pelos animais. É algo que leva também ao corte dos rabos dos porcos, procedimentos esses que muitas vezes exigem também o emprego de antibióticos.

Lopes menciona ainda a falta de ventilação, a lotação de animais ou ainda o contato com excrementos como características da realidade da produção em escala que podem debilitar a saúde dos animais. Por isso, a ONG defende, entre outras medidas, a melhor regulamentação de várias etapas da criação de animais, a certificação de produtos gerados em práticas consideradas satisfatórias (como existe no caso das galinhas poedeiras criadas fora de gaiolas) e, como recomendação aos clientes, a redução do consumo de produtos de origem animal.

Silvana Lima Gorniak destaca que a ligação entre precariedade na produção e uso excessivo de antibióticos fica mais evidente, uma vez mais, no caso dos melhoradores de desempenho.

“As condições sanitárias impactam diretamente no uso de antimicrobianos. Os melhoradores de desempenho têm um efeito muito benéfico naqueles lugares onde as condições sanitárias não são tão adequadas. Em locais com higiene adequada, é claro que há benefícios, mas ele é diluído”, explica a pesquisadora.

Já os autores do artigo publicado na Science destacam que o cenário de precariedade e consequente uso de antibióticos pode ser uma faca de dois gumes para os produtores: “Uma consequência fundamental desta tendência é um esgotamento do portfólio de tratamento para animais doentes. Essa perda tem consequências econômicas para os agricultores, porque os antimicrobianos acessíveis são usados como tratamento de primeira linha, e isso pode eventualmente se refletir em alimentos com preços mais altos.”
Entidade veterinária pede maior controle de vendas de medicamentos no setor

“É como para a gente, humanos: os antibióticos resolveram muitas questões, mas se a gente abusa, vai chegar uma hora que eles não serão mais eficazes”, resume Fernando Zacchi, assessor técnico da presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Zacchi diz que a entidade está empenhada em educar a categoria para um uso mais racional de antibióticos e tornar mais rigoroso o acesso a antimicrobianos veterinários — hoje, ele explica ser necessária a apresentação, mas não retenção, da receita.

“Aí está uma fragilidade: estamos trabalhando com outros órgãos para a obrigatoriedade da retenção e escrituração”, aponta, lembrando que entra na questão ainda o uso de antimicrobianos em animais domésticos.

Outro ponto é o cumprimento da exigência de um responsável técnico nos pontos de venda destes medicamentos, algo que é fiscalizado pelo próprio CFMV — a BBC News Brasil pediu dados sobre multas e autuações relacionadas a essas regras, mas não teve a solicitação atendida.

“Embora o conselho e o Mapa entendam que deve haver um responsável técnico nesses estabelecimentos, o Judiciário está eventualmente dispensando este profissional, cuja presença garante mais controle e rastreabilidade.”

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), nos últimos cinco anos, os antimicrobianos abocanharam cerca de 16% das vendas de tratamentos veterinários (que incluem ainda as categorias antiparasitários; biológicos; suplementos e aditivos; terapêuticos). A reportagem pediu valores — e não apenas percentuais — por categoria, mas não teve a demanda atendida.

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Aliança para Uso Responsável de Antimicrobianos, que representa várias entidades do setor produtivo, afirmou também que no ramo a questão “é tratada com responsabilidade por todos os elos da cadeia produtiva”. “Contra achismos, a Aliança busca construir um debate pautado pelo pensamento científico e pela transparência. É formada por organizações nacionais da bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura, aquicultura e pescado.”

A Aliança defende que há controle interno, com análises diárias feitas pelas próprias empresas sobre a questão e que o “Brasil cumpre rigorosamente as determinações técnicas de todas as nações importadoras”.

Em relação à produção em escala, a entidade aponta que o país “segue as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o alojamento dos animais”.

“Na produção industrial, o sistema produtivo é isolado em controles restritivos de acesso, o que evita a circulação de doenças. Em situações de produção precária, sem as devidas salvaguardas técnico-veterinárias, os riscos de enfermidades e o uso inadequado de antibióticos são maiores”, acrescentou.

E agora, o que fazemos em casa?

“Sou um cavaleiro do apocalipse”, brinca Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

À frente do Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen), ele e seus alunos e orientandos têm desenvolvido uma metodologia própria para encontrar bactérias resistentes em alimentos minimamente processados, aqueles prontos para consumo, como frutas e queijos. Um resumo do que eles têm encontrado até aqui: muitas bactérias resistentes.

Em sua dissertação de mestrado orientada por Marin, Cristiane Rodrigues Silva, por exemplo, buscou bactérias resistentes em amostras de queijo minas frescal. Todos exemplares estudados apresentaram algum conjunto de bactérias resistentes — em 13%, a resistência foi constatada para todos os antibióticos testados e em 80%, para 8 a 10 diferentes antibióticos. Foi constatada ainda resistência em 87% dos queijos aos carbapanêmicos, tipo de antibiótico potente que é considerado uma das últimas alternativas na luta contra microrganismos muito resistentes.

Agora, Silva, Marin e o resto da equipe estão estudando outros tipos de queijo, como minas padrão, parmesão, ricota e cottage; além de frutas compradas no comércio comum, como manga, laranja e caju. Eles também querem verificar se outras formas de produção, como a orgânica, podem alterar a presença de microrganismos resistentes.

“Comprovamos não só que as bactérias nos alimentos estudados até agora têm alguma resistência, como genes de resistência”, aponta Marin, acrescentando que, embora em escala muito menor do que na pecuária ou entre humanos, antibióticos são usados também na agricultura.

“Como essa bactéria chegou ao queijo? Tem que voltar ao campo: a vaca come capim, que tem dentro dela bactérias endofíticas, que vivem dentro das plantas. A vaca ingere a planta, produz leite e o leite vai para o queijo. Mas é difícil falar quem originou a bactéria primeiro — elas evoluem junto com os humanos e animais. Também são promíscuas: trocam material genético.”

As diversas variáveis que influenciam a resistência dos micróbios são justamente o que representa um desafio para as pesquisas: para traçar o caminho dos microrganismos através dos animais, humanos e do ambiente, seriam necessários grandes volumes de amostras desses elementos.

E em tempo real, lembra João Pedro do Couto Pires, já que muitas vezes é diagnosticada alguma infecção em uma ponta, mas sua origem muitas vezes já se perdeu no tempo.

Por isso, o alarme tocado pelo artigo na Science traz um porém: “Está além do escopo deste estudo tirar conclusões sobre a intensidade e a direcionalidade da transferência de resistência microbiana entre animais e humanos — aspectos que devem ser investigados com métodos genômicos robustos”.

Enquanto a ciência busca decifrar o caminho percorrido pelas bactérias, o que nós, humanos e consumidores de alimentos podemos fazer?

Flávia Rossi, patologista da USP, lembra de procedimentos básicos de saneamento e higiene que cortam a circulação de microrganismos, como lavar as mãos; o uso de água potável na cozinha; e o armazenamento adequado de alimentos.

O cuidado deve ser redobrado com pessoas mais vulneráveis, como hospitalizados, imunossuprimidos ou transplantados. “As bactérias também nos protegem, estão no nosso intestino, na nossa pele… Mas elas nos atacam quando há um desequilíbrio”, diz.

João Pedro do Couto Pires brinca que, hoje, nossas casas são mais perigosas do que restaurantes por haver menos cuidado com questões sanitárias. Ele destaca ações a serem evitadas: misturar alimentos crus e cozidos; ou carnes e vegetais, como, por exemplo, no refrigerador ou no uso de uma mesma faca ou tábua para esses dois tipos de alimentos. Essas misturas levam a fluxos de microrganismos que, no caso de alimentos crus, como vegetais em uma salada, acabam sendo ingeridos pela pessoa que está comendo.

Marin garante que não se trata de parar de comer alimentos como os estudados por sua equipe, como queijos e frutas, mas de aprofundar investigações sobre como a resistência microbiana se expressa neles — para, aí sim, fazer-se uma escolha entre custos e benefícios. Por exemplo, algo a ser levado em conta, segundo descobriu sua equipe, é que queijos mais úmidos exigem maior cuidado no assunto.

“O queijo, além de ter bactérias com resistência, também tem outra microbiota — outras bactérias — que combatem as que têm resistência. Ninguém é demônio e ninguém é anjo, inclusive entre as bactérias. Por isso a visão holística (multifatorial) é tão importante”, diz.

*Por Mariana Alvim

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*Fonte: bbc-brasil

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
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Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma

Tecnologia transformou o significado dos sonhos, fazendo da noite uma espécie de dia virtual

Os sonhos são a paisagem do nosso mundo interior. Enquanto dormimos, nossa imaginação transforma o real, e dessa maneira nos dá um contexto para a experiência diurna. A mente, em sua agitação noturna de imagens e histórias, cria um incessante jogo de esconde-esconde com os sentimentos, com a memória e com nossos interesses e preocupações do dia. Apesar de serem intrinsecamente ambíguos e estarem abertos a múltiplas interpretações, os sonhos têm uma gramática que nos oferece um panorama da arquitetura da mente e das camadas entretecidas de elementos psicológicos que a compõem. Nelas, a atualidade e as vivências do passado recente e remoto convergem em formas notavelmente fluidas.

Sigmund Freud observou que uma das propriedades do inconsciente é a tolerância às contradições. Elas aparecem com frequência nos sonhos e nos mostram uma habilidade especial da mente para associar coisas que aparentemente carecem de características comuns. O sonho cria novas categorias que de outro modo nunca teríamos notado. Isso não é raro, é parte de sua estranheza comum. Já aconteceu com todos nós: como quando sabemos nesse estado que alguém é o nosso melhor amigo, mesmo que não se pareça com ele. Em outras circunstâncias, insistiríamos em corrigir o mal-entendido, mas não aqui. O sonho é uma experiência subjetiva fora do nosso controle, que nos oferece uma apreciação da interação íntima entre nosso mundo interior e o mundo social em que nos locomovemos.

Por este prisma podemos penetrar nos mistérios da mente e em sua relação com a cultura e a tecnologia. É extraordinário que Freud descobrisse esta chave nas atividades mentais de uma pessoa adormecida. Os sonhos como guia do inconsciente foram a base de suas teorias sobre os pensamentos reprimidos, que afloram enquanto dormimos. O professor de psicologia Daniel Wegner, de Harvard, sustenta que essa descoberta de Freud cria uma ponte com os avanços atuais das neurociências cognitivas. Estudos de imagens cerebrais confirmaram: a desativação da função inibitória da área pré-frontal do córtex cerebral durante o sono permite liberar os pensamentos que foram suprimidos durante a vigília e que contêm fatos relacionados com a memória reprimida.

Ao ligar os aparelhos logo depois de acordar, as imagens digitais substituem o que vivemos enquanto dormíamos

A maioria das pesquisas do sono concorda que ele promove o processamento cognitivo e contribui para a plasticidade cerebral. E que a falta de sono altera a transmissão de sinais no hipocampo, que é a área do cérebro onde se processa a memória em longo prazo. Estas observações foram confirmadas em outras espécies. Os estudos com moscas Drosophila realizados por Jeff Donlea e seus colaboradores da Universidade de Washington mostram que o sono não restaura apenas a capacidade de aprendizagem, mas também melhora a duração das lembranças.

Entretanto, apesar do papel central dos sonhos nos processos mentais, seu significado veio se transformando sob o efeito da tecnologia, porque ela tem a capacidade de nos desvincular do nosso mundo interior. As imagens desses contextos empalidecem em comparação às da realidade aumentada à qual estamos constantemente expostos por meio dos dispositivos inteligentes. É como se fôssemos absorvidos por uma corrente de sonhos pré-fabricados. Fica difícil neutralizar a sobre-excitação que eles causam em nosso cérebro. O uso prolongado do computador, do celular ou da televisão altera o ciclo do sono e transformou a noite praticamente em um dia virtual. Por outro lado, ao ligá-los imediatamente depois de acordar, os sonhos e suas ressonâncias diurnas são deslocados pelas imagens digitais, que disputam nossa atenção e acabam nos seduzindo.
O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma
Sr. García

Não obstante, os sonhos continuam sendo a realidade virtual original. São uma experiência intensamente pessoal, e por isso extremamente relevante. Mantêm nossa mente aberta a perguntas nunca antes formuladas, permitem explorar tabus e a falta de sentido, sem que ninguém nos observe nem nos julgue; dão uma imagem a situações que geram ansiedade e a eventos traumáticos, o que ajuda a processá-los. Enquanto sonhamos, nossa experiência noturna nos induz a vislumbrar o vasto reino da imaginação e do pensamento criativo. Como afirma o psicanalista Thomas Ogden, os sonhos permitem brincar livremente com as ideias fora do entorno do controle consciente. Esta liberdade de sonhar é possível graças à proteção da privacidade.

Para o nosso cérebro, o simples fato de ter sonhado já é suficiente, mas aqueles que de vez em quando recordamos podem nos beneficiar significativamente em nossa vida diurna e nos ajudar a refletir sobre seu conteúdo. O que está em jogo é uma conexão essencial com nosso mundo interior. Que pensamentos vêm à mente? Que emoções provocam? O que pode ter precipitado o sonho daquela noite? E se ao despertar a lembrança se evapora, não é preciso se preocupar. De fato, só recordamos cerca de 10% deles. Pense que, afinal de contas, são apenas sonhos.

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*Fonte: elpais-brasil

Descoberta sem precedentes transforma tipos de sangue em universal

Em um avanço que poderia salvar milhares de vidas, os cientistas descobriram uma maneira de converter o tipo A de sangue para o tipo universal, que é seguro para todos os pacientes, usando micróbios encontrados no intestino humano.

Um novo estudo mostrou como as enzimas podem ser usadas para converter os glóbulos vermelhos tipo A em células do tipo O universal. Embora a ciência ainda esteja em seus primórdios, ela tem o potencial de abrir caminho para aumentar consideravelmente a oferta e o acesso a sangue para transfusões que salvam vidas.

Os tipos sanguíneos são diferenciados pelos tipos de açúcar encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos. O tipo O não tem açúcar. Os cientistas perceberam que algumas enzimas podem remover os açúcares das células do sangue, transformando-as em tipo O, mas não encontraram uma enzima que fosse segura, eficiente e econômica, até que considerassem o intestino.

O trato digestivo humano tem os mesmos açúcares encontrados nas células do sangue, e as enzimas bacterianas encontradas nas fezes retiram os açúcares do revestimento para ajudar na digestão.

Os cientistas conseguiram isolar a enzima e usá-la para extrair o sangue de seus açúcares de maneira mais eficiente que qualquer outra enzima.

Considerando que A é o segundo tipo sanguíneo mais comum, esse descoberta poderia ser revolucionária no aumento da oferta de sangue de doadores universais, salvando milhares de vidas.

Os cientistas fizeram a descoberta emocionante em agosto passado, mas acabaram de publicar os resultados de suas pesquisas na revista Nature Microbiology.

O próximo passo é a equipe testar a conversão da enzima em um cenário clínico para ver se há algum efeito colateral do procedimento. Se nenhum for encontrado, o futuro da doação de sangue mudará para melhor.

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*Fonte: socientífica

Um mês antes de um ataque cardíaco, seu corpo vai avisá-lo com estes 6 sinais!

Uma das principais causas de morte em vários países do mundo é o ataque cardíaco. Existem muitos fatores que podem desencadear isso: desde a má alimentação, genética e até o excesso de estresse. Tudo isso pode dar origem a uma doença de coração potencialmente mortal.

Tentar relaxar, reduzir o estresse e ter um estilo de vida saudável pode diminuir as chances de vir a sofrer de um ataque cardíaco. No entanto, existem 6 sinais de alerta que podem salvar a sua vida!

Fraqueza física.
Se sentir fraco pode ser um sinal que algo está errado com o seu coração. Quando as artérias se contraem, diminuem o fluxo sanguíneo e enfraquecem dos músculos. Esteja atento a estes sintomas.

Tonturas e suores frios.
Tonturas e suores frios, especialmente combinados, são um grande alerta de que algo não está bem com o seu corpo, e que o fluxo sanguíneo para o seu cérebro está abaixo do normal. Isto pode ser uma consequência de um ataque cardíaco.

Peso no peito.
Dor ou sensação de peso no peito pode anunciar um problema de coração. A intensidade deste sintoma vai aumentar antes de um ataque iminente. Esta dor também pode aparecer nas costas, ombros ou braços.

Gripe ou resfriado.
Você também pode ter sintomas de gripe nas proximidades de um ataque cardíaco. Muitas pessoas também dizem ter sentido febre antes de isso acontecer.

Exaustão.
Se você está constantemente cansado, isso também pode ser um alerta de que algo está errado. Quando as artérias apertam, o corpo recebe menos sangue e fica fadigado. Se você se sentir muito cansado, deve consultar o seu médico imediatamente.

Falta de ar.
Se os pulmões são incapazes de obter sangue suficiente para funcionar corretamente, você pode ter falta de ar. E deve estar mais alerta se tiver outros sintomas.

Compartilhe estes 6 sinais de um possível ataque cardíaco. Você poderá salvar uma vida!

 

 

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*Fonte: tudopelacura

Cérebro de 3 pessoas foram conectados permitindo que compartilhassem pensamentos

Neurocientistas ligaram com sucesso uma conexão cerebral de três vias para permitir que três pessoas compartilhassem seus pensamentos. A equipe de cientistas acredita que a pesquisa pode ser ampliada para conectar redes inteiras de pessoas, mesmo que isso soe algo tão estranho quanto disseram há décadas que um dia nós estaríamos conectados por uma rede virtual – a internet.

A técnica funciona com a combinação de Eletroencefalograma, para registrar impulsos nervosos que indicam a atividade cerebral e também a Estimulação Magnética Transcraniana, onde neurônios são estimulados usando campos magnéticos.

Os cientistas apelidaram o feito de BrainNet. Eles dizem que eventualmente um dia as mentes poderão ser conectadas usando a web, da mesma forma que ocorre atualmente com a internet.

Além de abrir novos caminhos, a BrainNet poderia nos ensinar sobre como o cérebro humano funciona em um nível mais profundo: “Nós apresentamos a BrinNet. Até onde sabemos, é a primeira interface direta entre cérebros de forma não invasiva de multipessoas”, disse o pesquisador em publicação científica na Cornel University.

“A interface permite que três seres humanos colaborem e resolvam uma tarefa usando a comunicação direta de cérebro para cérebro”, revelou.

Como ocorreu a conexão?

Os participantes foram conectados com eletrodos e estimulados a jogarem o famoso e antigo Tetris. Eles tinham que decidir se cada bloco precisava ou não ser girado. Para fazer isso, dois participantes tiveram que olhar para um dos dois LEDs que ficava piscando em ambos os lados da tela – um piscando a 15 Hz e outro a 17 Hz – o que produzia sinais elétricos diferentes no cérebro – registrados no eletroencefalograma.

Essas escolhas foram então transmitidas para uma única pessoa, através da Estimulação Magnética Transcraniana que poderia gerar flashes de luz na mente do receptor, conhecido na neurologia como “fantasmas de fosfenos”.

O receptor (voluntário que recebia os pensamentos dos outros dois participantes) não podia ver toda a área do jogo, mas ele precisava girar os blocos cada vez que um sinal de luz fosse enviado pelos outros dois participantes conectados ao seu cérebro. Em cinco grupos de três pessoas cada, os cientistas atingiram um nível médio de precisão de 81,25% já na primeira tentativa, o que deixou os pesquisadores perplexos.

Para tornar o teste mais complexo, os participantes que enviavam o pensamento poderiam adicionar uma segunda rodada de pensamentos, indicando se o receptor tinha feito de fato a escolha certa.

Os receptores conseguiram detectar qual dos remetentes era o mais confiável entre os dois com base apenas na comunicação cerebral, o que para os neurologistas é algo promissor para o desenvolvimento de sistemas que lidam com cenários do mundo real onde a falta de confiabilidade humana é um fator preocupante – como em julgamentos de criminosos, por exemplo, bem como diversas outras aplicabilidades.

E o futuro?

Apesar de ser possível, com o sistema atual, ser transmitido apenas um flash de dados de cada vez, os pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade de Carnegie Mellon, acreditam que a configuração pode ser expandida no futuro.

Anteriormente, a mesma equipe já havia conseguido conectar dois cérebros humanos onde os participantes jogavam um jogo de 20 perguntas um com o outro. Mais uma vez, os flashes de “fastamas de fosfenos” foram usados para transmitir as informações de “sim ou não”.

Por enquanto, o progresso é lento e o trabalho precisa melhorar e avançar, além de ser abraçado pela comunidade neurocientífica mundial, mas é um vislumbre de algumas maneiras incríveis de enxergar como será o futuro da tecnologia na Terra.

A intenção primordial é, um dia, existir uma rede de cérebros humanos conectados visando resolver problemas e soluções em grupo.

*Por Ötto Valverde

 

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*Fonte: jornalciencia

Divulgado primeiro raio X colorido feito em humanos

Cientistas realizaram o primeiro raio X colorido e 3D em humanos. Veja o resultado impressionante.

O primeiro raio X colorido feito em partes do corpo humano foi revelado esse mês. As imagens históricas foram feitas com uma tecnologia absolutamente inovadora chamada MARS, um scanner de espectro raio x.

Uma dupla composta por pai e filho, da Nova Zelândia, construíram o primeiro raio x colorido adaptando a tecnologia utilizada na busca pelo Boson de Higgs.Phil, o pai, e Anthony, o filho, são das universidade de Canterbury e Otago. Ambos dedicaram 10 anos inteiros na construção do raio x 3D. Finalmente, no dia 10 de julho, eles lançaram ao mundo o resultado do projeto inédito.Espera-se que a máquina chamada MARS ajude médicos no diagnóstico e no tratamento do câncer, bem como no tratamento de doenças do coração, dado que o aparelho oferece imagens coloridas que são muito mais próximas do que o corpo humano realmente parece.

O raio x MARS pode mostrar gordura, cálcio, e muitas evidências de doenças no corpo. Nos próximos meses, o raio x scanner irá passar pelos primeiros testes clínicos em pacientes de ortopedia e reumatologia em Christchurch, na Nova Zelândia.

Tecnologia de raio x colorido

A primeira pessoa que passou pelo raio x colorido foi ninguém menos que o próprio Phill. Ele fez um scan do seu quadril e do seu punho. O resultado apresentou uma riqueza absurda de detalhes, incluindo até o raio x do relógio que estava usando.O raio x do seu pé foi tão preciso quanto o de seu punho. “Os raios x tradicionais permitem medir somente a densidade e o formato do que é retratado”, disse Anthony.

O pesquisador ainda mencionou que os pesquisadores estão atualmente utilizando uma versão menor do MARS para estudar o câncer e outras doenças vasculares. Resultados iniciais desses estudos sugerem que o MARS irá aperfeiçoar e promover diagnósticos mais precisos e tratamentos mais personalizados. Phil e Anthony também estão desenvolvendo um aparelho que faz um scan do corpo inteiro.A tecnologiaA tecnologia utilizada chama-se CERN Medipix3.

A família Butler aplicou a tecnologia citada que foi utilizada pela organização europeia de pesquisa nuclear em busca da “partícula de Deus” ou Boson de Higgs.O chip da Medipix foi originalmente desenvolvido para ajudar numa colisão mais forte entre as partículas nos processos de aceleração. Nos últimos 20 anos, desde que ele começou a ser desenvolvido, ele passou por muitas transformações.Nos últimos tempos, o chip foi adotado por muitos outros campos de estudo além da física nuclear. No caso do MARS, o CERN MEdipix3 mostra sua relevância no campo médico. O Medipix3 é a versão mais avançada do chip. Phillip afirmou que a tecnologia coloca o MARS à parte, pois ele produz imagens que nenhuma outra máquina de raio x consegue produzir.

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*Fonte: gentside

A possível e surpreendente causa para o Alzheimer

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de Alzheimer – a forma mais comum de demência. Infelizmente, ainda não há cura para a doença, apenas drogas para aliviar os sintomas.

No entanto, minha pesquisa mais recente sugere uma forma de tratamento. Encontrei a evidência mais forte até agora de que o vírus da herpes é uma das causas do Alzheimer, sugerindo que medicamentos antivirais eficazes e seguros podem ser capazes de combater a doença. Talvez consigamos até vacinar nossos filhos contra esse mal.

O vírus relacionado à doença de Alzheimer, o HSV1 (vírus mais comum da herpes simples), é conhecido por causar herpes labial. Ele infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.

Descobrimos em 1991 que, em muitos idosos, o HSV1 também está presente no cérebro. E em 1997 mostramos que isso representa um forte fator de risco para Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.

O vírus pode se tornar ativo no cérebro, possivelmente várias vezes, e isso provavelmente causa danos cumulativos. A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco.

Mais tarde, descobrimos junto a outros pesquisadores que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem. A aglomeração dessas proteínas no cérebro é característica da doença de Alzheimer.

Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.

Essa reativação gera dano direto nas células infectadas e inflamação viral. Sugerimos que reativações recorrentes causem lesões cumulativas, que acabam levando à doença de Alzheimer em pessoas com o gene APOE4.

Provavelmente, em portadores do APOE4, a doença de Alzheimer se desenvolve no cérebro devido a uma maior formação de produtos tóxicos provocada pelo vírus HSV1, ou a uma reparação menor dos danos ocasionados.

Novos tratamentos?

Os dados sugerem que agentes antivirais podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer. Os principais agentes antivirais, que são seguros, impedem a formação de novos vírus, limitando assim os danos virais.

Em um estudo anterior, descobrimos que o aciclovir, droga antiviral indicada para o tratamento de herpes, bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

É importante observar que todos os estudos, incluindo os nossos, mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e o Alzheimer – eles não provam que o vírus é de fato uma causa.

Provavelmente, a única maneira de provar que um micróbio é a causa de uma doença é mostrando que sua ocorrência é drasticamente reduzida ao atacar o micróbio – seja por meio de um agente antimicrobiano ou vacina específicos.

A prevenção bem-sucedida do Alzheimer pelo uso de agentes anti-herpes específicos foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala realizado em Taiwan. Espero que dados de outros países, se disponíveis, gerem resultados semelhantes.

*Por Ruth Itzaki

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*Fonte: bbc-brasil

Como as bactérias que você carrega podem estar afetando seu estado de espírito

Se há algo que nos torna humanos são nossas mentes, pensamentos e emoções.

Um novo conceito controverso que está surgindo, contudo, aponta que as bactérias do intestino também têm um papel importante nisso: elas agiriam como uma espécie de mão invisível em nossos cérebros.

É nesse campo que pesquisadores estão trabalhando ao investigar como os trilhões de micróbios que sobrevivem em nós e nos habitam – o que é chamado de nosso microbioma – afetam a nossa saúde física.

Até mesmo transtornos como depressão, autismo e doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, podem de alguma forma estar relacionadas a essas pequenas criaturas.

Nós sabemos há séculos que o modo como nos sentimos afeta o nosso intestino – apenas pense no que acontece com você antes de uma prova ou de uma entrevista de emprego -, mas agora isso está sendo visto como uma via de mão dupla.

Grupos de pesquisadores acreditam estar à beira de uma revolução que usa “micróbios do humor” ou “psicobióticos” para melhorar a saúde mental.

O estudo que deu a partida para esse conceito foi realizado na Universidade de Kyushu, no Japão, em 2004.

Cientistas demonstraram que camundongos “livres de germes” – aqueles que nunca tiveram contato com micróbios – produziram duas vezes a quantidade de hormônio do estresse quando afligidos do que os camundongos normais.

Os animais eram idênticos, exceto pelos micróbios. Isso foi considerado um forte indício de que a diferença era resultado de seus micro-organismos. E o trabalho se tornou a primeira pista do impacto que a medicina microbiana teria na saúde mental.

“Todos nós voltamos sempre àquele primeiro artigo, à primeira leva de neurocientistas japoneses que estudaram os micróbios”, diz Jane Foster, neuropsiquiatra da Universidade McMaster, no Canadá. “Foi realmente muito importante para nós que estavámos estudando depressão e ansiedade.”

Há agora uma rica corrente de pesquisa relacionando camundongos sem germes a mudanças no comportamento e até mesmo na estrutura do cérebro.

Mas a vida completamente estéril deles não é nada parecida ao mundo real. Estamos constantemente entrando em contato com micróbios em nosso meio ambiente – nenhum de nós é livre de germes.

No Hospital Universitário de Cork na Irlanda, o professor Ted Dinan está tentando descobrir o que acontece com o microbioma de seus pacientes deprimidos.

Para os médicos, um microbioma saudável é um microbioma diverso, que contém uma grande variedade de espécies diferentes de micro-organismos.

“Se você comparar alguém que está clinicamente deprimido com alguém que está saudável, há uma diminuição na diversidade da microbiota (flora intestinal)”, diz Dinan.

“Não estou sugerindo que esta seja a única causa da depressão, mas acredito que, para muitos indivíduos, ela contribui para o surgimento da doença.”

O pesquisador argumenta ainda que alguns estilos de vida que enfraquecem nossas bactérias intestinais, como uma dieta pobre em fibras, pode nos tornar mais vulneráveis.

 

Uma pesquisa recente mostra que as pessoas são mais micróbios do que humanas – se você contar todas as células do seu corpo, apenas 43% pertencem à espécie humana.

O resto é o microbioma e inclui bactérias, vírus, fungos e arquea (organismos que eram classificados de forma equivocada como bactérias, mas que têm características genéticas e bioquímicas diferentes).

Isto é conhecido como o “segundo genoma” e também está sendo associado a doenças como Mal de Parkinson, doença inflamatória intestinal, depressão, autismo e ao funcionamento de drogas contra o câncer.

O mistério da depressão

A possível relação de um desequilíbrio no microbioma intestinal com a depressão também é um conceito intrigante.

Para testar esta hipótese, os cientistas do centro de microbiomas APC, na Universidade College Cork, começaram a transplantar o microbioma de pacientes deprimidos para animais. O procedimento é conhecido como transplante fecal.

Ele mostrou que, se você transfere as bactérias, também transfere o comportamento.

“Ficamos muito surpresos com a possibilidade de, apenas pegando amostras de microbioma, reproduzir muitas das características de um indivíduo deprimido em um rato”, diz o professor John Cryan à BBC.

Estas características incluíam, por exemplo, a anedonia – o modo como a depressão pode levar as pessoas a perderem o interesse pelo que normalmente consideram prazeroso.

Para os ratos, esse prazer era obtido com uma água com açúcar que eles queriam beber cada vez mais, mas com a qual passaram a não se importar quando receberam o microbioma de um indivíduo deprimido, diz Cryan.

Evidências semelhantes da relação entre o microbioma, o intestino e o cérebro também estão emergindo em relação ao mal de Parkinson.

A doença é claramente um distúrbio cerebral. Os pacientes perdem o controle de seus músculos à medida que as células cerebrais morrem, e isso os leva a apresentar um tremor característico.

Agora, o professor Sarkis Mazmanian, microbiologista médico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), tem argumentado que as bactérias intestinais parecem ter um papel nisso.

“Os neurocientistas clássicos considerariam uma heresia pensar que é possível entender os eventos no cérebro pesquisando o intestino”, diz ele, que no entanto encontrou diferenças “muito fortes” entre os microbiomas de pessoas com Parkinson e daquelas sem a doença.

Estudos em animais geneticamente programados para desenvolver o Parkinson mostram que as bactérias intestinais estão ligadas ao surgimento da doença.

E quando as fezes foram transplantadas de pacientes com Parkinson para ratos, estes desenvolveram sintomas “muito piores” do que quando foram usadas fezes provenientes de um indivíduo saudável.

Mazmanian diz à BBC que “as mudanças no microbioma parecem estar induzindo os sintomas motores do Parkinson.”

“Estamos muito animados com isso porque nos permite apontar o microbioma como um caminho para novas terapias”, afirma.

Ainda que fascinante, a evidência que liga o microbioma ao cérebro é, por enquanto, preliminar.

Os pioneiros desse campo de pesquisa veem, entretanto, uma perspectiva interessante no horizonte – uma maneira totalmente nova de influenciar nossa saúde e bem-estar.

Se os micróbios influenciam nossos cérebros, então talvez possamos mudar nossos micróbios para melhor.

Mais estudos necessários

Mas será que alterar as bactérias no intestino de pacientes de Parkinson pode mudar o curso da doença?

Fala-se de psiquiatras que prescrevem micróbios do humor ou psicobióticos – efetivamente um coquetel probiótico de bactérias saudáveis – para impulsionar nossa saúde mental.

A pesquisadora Kirsten Tillisch, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, questiona: “Se mudarmos as bactérias, podemos mudar o modo como reagimos?”.

Ela diz, entretanto, que são necessários estudos muito maiores que realmente investiguem quais espécie e até subespécies de bactérias podem estar exercendo efeito sobre o cérebro e o que elas estão produzindo no intestino.

“Há conexões claras aqui. Acho que nosso entusiasmo e nossa empolgação se explicam porque não tivemos, até agora, tratamentos ótimos (para males como Parkinson). Então é muito empolgante pensar que há um caminho totalmente novo que podemos estudar e com o qual podemos ajudar as pessoas, talvez até para prevenir doenças.”

O microbioma – nosso segundo genoma – está abrindo uma maneira inteiramente nova de se fazer medicina, e seu papel está sendo investigado em quase todas as doenças que se pode imaginar, incluindo alergias, câncer e obesidade.

Impressiona o quão maleável esse segundo genoma é e como isso está em contraste com o nosso próprio DNA.

A comida que comemos, os animais de estimação que temos, os medicamentos que tomamos, como nascemos – tudo modifica nossos habitantes microbianos.

“Prevejo que nos próximos cinco anos, quando você for ao médico fazer seu exame de colesterol, por exemplo, você também vai ter o seu microbioma avaliado. O microbioma é o futuro fundamental da medicina personalizada”, afirma John Cryan.

*Por: James Gallagher

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*Fonte: bbc

Colírio que cura miopia e danos nas córneas foi desenvolvido e já está patenteado por israelenses

A pesquisa

Sabendo da importância social e interacional da visão, uma equipe de cientistas israeleses da Universidade Bar-Ilan e do Centro Médico Shaare Zedeke desenvolveu um colírio capaz de reparar danos nas córneas e miopia. O colírio já foi patenteado e recebeu o nome de “nanodrops”. Seu uso, segundo informa a publicação de The Jerusalem Post promoveria o reparo gradativo dos problemas oftálmicos relatados sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

Dr. David Smadja, que é um dos médicos responsáveis pelos estudos, relatou que ainda não existe um tempo previsto para os resultados definitivos, mas acredita que a almejada comprovoção dos estudos causará uma revolução nos tratamentos que temos hoje disponíveis.

Segundo a publicação americana da revista Good News Network e do Blog brasileiro referência em boas notícias, Razões para Acreditar, os resultados iniciais das pesquisas em animais foram tão satisfatórias que agora é uma questão de tempo para que os testes em humanos sejam realizados e o produto fique cada vez mais próximo da comercialização.

Estamos aguardando e torcendo por bons resultados. Afinal, agora sabemos que tem gente trabalhando para facilitar a nossa vida!

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*Fonte: contioutra

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no DNAeucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

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Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

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*Fonte/texto: muitofixe

Você acostuma acordar entre 3 e 5h da manhã? Confira o que seu corpo quer lhe dizer

Segundo a medicina tradicional chinesa nosso ciclo de sono pode revelar muitas coisas sobre o nosso estado físico e emocional e pode, até mesmo se conectar com mensagens de um poder superior. A hora em que você se deita ou acorda pode estar dando-lhe mensagens de advertência que não devem ser ignoradas, aqui vamos mostrar-lhe o significado delas.

Se você tem problemas para dormir entre as 9:00–11:00 da noite isso poder ser um sinal de estresse. É recomendável que você faça meditação para se relaxar e dormir bem.

Acordar entre as 11:00 e 1:00 da manhã pode significar decepção emocional. Segundo a medicina tradicional chinesa, este é o momento em que a vesícula biliar está ativa, portanto tente perdoar e aceitar a si mesmo.

Se você acorda durante as 1:00 — 3:00 da manhã é porque você tem acumulado raiva.Esta energia do meridiano está ligado ao fígado e associado com raiva e excesso de energia yang. Tente beber um copo de água fria e volte para a meditação.

Se você acorda entre as 3:00 e as 5:00 da madrugada pode significar que um poder superior está se comunicando com você. Este momento da manhã está relacionada com os pulmões e a tristeza. Se você acordar neste momento é porque uma maior presença quer te levar para um propósito maior. Você pode orar e fazer exercícios de respiração para voltar a dormir.

> Se você acorda entre as 05:00 e as 7:00 da manhã é porque você tem bloqueios emocionais. Neste momento a energia do intestino está ativa e significa que você tem muitas emoções bloqueadas. Tente esticar seus músculos ou ir ao banheiro.

 

É fascinante como o corpo é capaz de enviar sinais diferentes sobre o nosso estado físico, emocional e espiritual, neste sentido é importante que cada um de nós aprenda a ouvir e conhecer estes sinais para melhorar nossas vidas.

 

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*Fonte: bemmaismulher

Seu tipo de sangue pode aumentar sua chance de ter Alzheimer

O seu tipo de sangue pode influenciar sua saúde de diversas maneiras. Os cientistas já descobriram que, dependendo do tipo sanguíneo, você está mais predisposto a ter certas doenças cardíacas.

Agora, uma nova pesquisa, publicada no Boletim de Pesquisas Cerebrais, revelou que seu tipo sanguíneo pode também influenciar suas chances de desenvolver doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, aponta uma relação entre a quantidade de massa cinzenta (um tecido que forma parte do cérebro) e o tipo sanguíneo.

Os cientistas descobriram que pessoas com sangue tipo O têm mais matéria cinzenta do que aquelas com qualquer um dos outros três tipos (A, B e AB). Segundo os pesquisadores, quanto maior o volume de massa cinzenta, maior é a proteção do corpo contra doenças como o Alzheimer.

 

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*Fonte: superinteressante

Cientistas eliminaram completamente o HIV de animais vivos por meio de técnica de edição genética

Cientistas nos EUA afirmaram ter conseguido curar completamente ratos vivos infectados com HIV por meio de uma ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR/Cas9.

Os resultados, que foram publicados recentemente, mostram que os pesquisadores puderam remover completamente o DNA do HIV dentro das células humanas implantadas nos animais, o que efetivamente impediu uma infecção adicional. Com informações do Daily Mail. Esta é a primeira vez que os cientistas alcançam tais resultados em modelos animais vivos, o que é um grande avanço em relação a um ensaio clínico humano, embora o próximo passo de pesquisa ainda seja testes em primatas.

O estudo, realizado pela Escola de Medicina Lewis Katz, da Universidade de Temple (LKSOM), e Universidade de Pittsburgh, envolveu três grupos de ratos, sendo que o primeiro foi infectado com HIV-1, o segundo com EcoHIV (versão para ratos equivalente ao HIV-1), enquanto o terceiro recebeu um modelo “humanizado” no qual os ratos foram transplantados com células imunológicas humanas e infectados com o vírus.

O trabalho, liderado pelo pesquisador Dr. Wenhui Hu, da LKSOM, baseia-se em uma pesquisa anterior, feita pela mesma equipe, na qual conseguiram apagar o HIV-1 do genoma da maioria dos tecidos testados. Então, um ano depois, eles conseguiram eliminar o vírus e todos os tecidos.

“Nosso novo estudo é mais abrangente”, disse Hu. “Nós confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Mostramos também que essa estratégia foi eficaz em dois modelos de ratos adicionais, um representando a infecção aguda em células animais, e outro representando infecção crônica ou latente em modelos de células humanas”.

Tratando o primeiro grupo infectado com HIV-1, os pesquisadores conseguiram inativar geneticamente o vírus reduzindo a expressão RNA de seus genes virais em até 95%, confirmando os resultados de sua pesquisa anterior. Já o segundo grupo, em EcoHIV, representou um desafio maior, uma vez que esta forma de vírus é mais propensa a se espalhar mais rapidamente e se multiplicar.

“Com os ratos em EcoHIV, pudemos investigar a capacidade de estratégia CRISPR/ Cas9 para bloquear a replicação viral e potencialmente prevenir uma infecção sistêmica”, explicaram os pesquisadores. A estratégia de fato eliminou 96% do EcoHIV dos ratos, fornecendo no processo a primeira evidência para a erradicação do HIV-1 por meio de um sistema como o CRISPR.

No terceiro e último grupo, o qual os ratos receberam células humanas, incluindo as células T, onde o HIV tende a se esconder, após um único tratamento de edição genética, os cientistas conseguiram remover completamente os fragmentos virais das células infectadas. Embora o estudo marque um novo e grande passo em relação à busca de uma cura permanente para o problema do HIV, mais testes ainda precisarão ser feitos para verificar se tais resultados são replicáveis.

“A próxima etapa seria repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado onde a infecção pelo HIV induza a doença, a fim de demonstrar ainda mais a eliminação do DNA do HIV-1 em células T latentemente infectadas e células cerebrais”, explicaram os pesquisadores. “Nosso objetivo é um ensaio clínico em pacientes humanos”, concluíram.

 

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*Fonte: jornalciencia

A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

Imagine uma pílula que não causasse efeitos colaterais, barata, e que depois de tomar seu QI aumentasse vários pontos. Você usaria?

Um grupo de cientistas, verdadeiros pesos-pesados na área de neurociência, saúde pública, direito e ética, lançou esta semana um manifesto na prestigiosa revista Nature, pedindo para acelerar as pesquisas -e se possível a liberação para consumo- de drogas que aumentam a inteligência.

A idéia seria, caso as pesquisas não demonstrem nenhum efeito colateral, que adultos tivessem a liberdade de ingerir livremente essas substâncias, sem nenhum tipo de criminalização.

Que um grupo de cientistas e juristas desse porte peça a liberação desse tipo de “doping” mental pode parecer uma loucura para muitos, mas a leitura atenta do artigo dá algumas pistas sobre os reais motivos.

O fato é que, como veremos, o problema já está colocado na sociedade, e ele exige respostas científicas -que só serão conseguidas mediante muita pesquisa-, e análise dos aspectos éticos por parte da sociedade.

QUESTÃO CIENTÍFICA
Não é de hoje que pesquisadores tentam descobrir medicamentos para tratar doenças cerebrais, como o mal de Alzheimer, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção – hiperatividade (TDAH), o mal de Parkinson, etc.

Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores, e o paciente passa a ter parte de suas atividades mentais comprometidas, tanto na sua capacidade de aprendizado, memorização, compreensão, linguagem, distúrbios de sono, etc.

Nos últimos anos, o uso de algumas drogas como a Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil, entre outras, provocaram melhoras importantes no quadro clínico desses pacientes, permitindo uma notável recuperação na qualidade de vida. Entretanto, algumas dessas drogas passaram a ser consumidas (ilegalmente ou sem prescrição) por indivíduos sadios, os quais também descreveram melhoras no desempenho intelectual.

Pesquisas mostram que aproximadamente 7% dos alunos universitários dos Estados Unidos já consomem essas substâncias, e em alguns campi, o consumo atinge 25% dos estudantes.

Entretanto, como esses medicamentos são recentes ainda não existem suficientes estudos que nos permitam saber quais os efeitos colaterais do se uso a longo prazo, principalmente quando ingeridos por indivíduos sadios. Não há estudos que avaliem ao certo quanto melhor o cérebro funciona, quanto aumenta nosso QI, nem os efeitos dessas drogas sobre o cérebro -em formação- de crianças e adolescentes.

Tampouco se sabe se o uso desses compostos provoca apenas uma melhora temporária na capacidade cognitiva, ou se as alterações aumentam de fato a capacidade de aprender, através de mudanças permanentes da organização cerebral. Mas como a droga já está sendo consumida, o pedido dos cientistas para aumentar as pesquisas (de preferência por instituições públicas) faz todo sentido.

QUESTÃO ÉTICA
O surgimento deste tipo de drogas coloca uma série de desafios éticos que, uma vez respondidas as questões científicas, devem ser analisados pela sociedade. Apenas para citar alguns dos problemas que já estão surgindo:

– O exercito dos Estados Unidos atualmente subministra aos soldados alguns desses medicamentos, sendo que o consumo não pode ser recusado pelos mesmos. +Sob efeito dessas substâncias, os soldados mostram um melhor desempenho, maior capacidade de discriminação, e reflexos mais apurados. As conseqüências são óbvias. Podem vir a se transformar em máquinas de matar extremamente eficientes.

-Seria ético que um empresário passasse a exigir que seus funcionários fizessem uso desses medicamentos para aumentar o desempenho e a produtividade? A exigência formal não seria nem necessária. A maior produtividade de um funcionário que faz uso da droga poderia obrigar seu colega a também ingeri-la para manter seu emprego.

-Seria correto que um colégio, para melhorar o desempenho escolar dos alunos, incentivasse o uso desses medicamentos? Insano? É bem provável que muitas escolas já estejam fazendo isso com a Ritalina, alegando que os alunos não aprendem por que são hiperativos.

-E num vestibular? Seria justo que apenas alguns estudantes utilizassem esse doping mental e outros não? Seria justo que apenas os que podem pagar por esses medicamentos possam fazer uso deles em detrimento dos outros?

-Caso não sejam observados efeitos colaterais importantes, quais seriam as conseqüências globais para a sociedade se todos os indivíduos tivéssemos acesso a drogas que nos tornem mais inteligentes?

É isso aí. Parece que o futuro chega cada vez mais rápido. O antídoto para não nos pegar desprevenidos é informação, informação, e mais informação. Ficar mais inteligente mediante o uso de drogas pode parecer antinatural.

Mas não mais antinatural que a roupa que usamos, a casa onde moramos, o carro que nos transporta, a medicação que tomamos ao longo da nossa vida para viver mais e melhor, os óculos que estou usando para escrever este artigo, e o papel sobre o qual ele estará escrito amanhã.
Você não acha?

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*Fonte: conecte / Roelf Cruz Rizzolo

 

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IBM cria uma molécula que seria capaz de destruir qualquer vírus

Encontrar uma cura para vírus como o Ebola, Zika, ou mesmo a gripe é uma tarefa desafiadora. Os vírus são muito diferentes uns dos outros, e uma mesma estirpe de vírus pode sofrer mutações e mudar – é por isso que os médicos dão uma vacina contra a gripe diferente a cada ano. Mas um grupo de pesquisadores da IBM e do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia em Singapura procurou entender o que faz com que todos os vírus sejam parecidos. Usando esse conhecimento, eles criaram uma macromolécula que pode ter o potencial de destruir vários tipos de vírus e impedir que eles nos infectem. O trabalho foi publicado recentemente na revista Macromoléculas .

Para o estudo, os pesquisadores ignoraram o RNA e DNA de vírus, que poderiam ser as principais áreas alvo, mas eles mudam de vírus para vírus e também sofrem mutações. Em vez disso, os pesquisadores se concentraram nas glicoproteínas, que ficam do lado de fora de todos os vírus e se anexam às células do corpo, permitindo que os vírus façam o seu trabalho sujo de infectar células e nos deixar doentes. Usando o conhecimento, os pesquisadores criaram uma macromolécula, que é basicamente uma molécula gigante feita de sub-unidades mais pequenas. Esta macromolécula tem fatores-chave que são cruciais no combate aos vírus. Primeiro, é capaz de atrair vírus para si usando cargas eletrostáticas. Uma vez que o vírus é muito pequeno, a macromolécula se liga ao vírus e o torna incapaz de se ligar às células saudáveis. Em seguida, neutraliza os vírus e os níveis de acidez, o que faz com que ele seja capaz de replicar cada vez menos.

Como uma forma alternativa de combate, a macromolécula também contém um açúcar chamado manose. Este açúcar se liga às células imunológicas saudáveis e erradica a infecção viral com mais facilidade.

Os pesquisadores testaram o tratamento em laboratório com alguns vírus, incluindo o Ebola e a dengue, e eles descobriram que a molécula funciona como o esperado: De acordo com o jornal, as moléculas se ligaram às glicoproteínas na superfície e reduziram o número de vírus. Além disso, a manose impediu com sucesso o vírus de infectar as células do sistema imunológico.

Isso tudo soa promissor, mas o tratamento ainda tem um caminho a percorrer antes de poder ser usado em humanos, mas representa um passo na direção certa para o tratamento viral: descobrir o que é similar sobre todos os vírus para criar um amplo espectro de tratamento antiviral.

*Fonte/Texto: climatologiageografica

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Entendendo a cor da urina

A urina normal tem a cor amarela. Mas alguns fatores podem mudar a cor da urina, e ela pode ficar muito clara ou muito escura.
A cor da urina humana normal pode variar de amarelo translúcido para âmbar escuro. É um líquido estéril que é expelido pelo corpo e um produto do metabolismo celular.
Alimentos, bebidas e doenças podem alterar a aparência da urina. A causa da cor amarela da urina normal é o pigmento chamado urocromo ou urobilina.

A sua urina ficara mais escura (âmbar) sempre que você não receber quantidade suficiente de líquidos e beber pouca água.
Não há motivo para pânico, na maioria das vezes, quando sua urina fica mais escura do que deveria ser normalmente.
Tudo que você precisa fazer é beber mais líquidos, de preferência, claro, água.
E se sua urina ficar muito clara?
Isso é um bom sinal.

Normalmente, quanto mais clara a urina é, mais saudável está você.
Pessoas que bebem regularmente água limpam e clareiam a urina, o que é um sinal de que seu corpo está adequadamente hidratado.
No entanto, urina clara também pode ocorrer em pessoas que estão tomando muita água, e tambem pode ser perigoso o excesso de água, pois causa uma sobrecarga nos rins.
Se a micção aumentar, especialmente se a urina for de cor clara e não houver grande ingestão de água, pode ser um sinal de diabetes.

Às vezes, em algumas pessoas, a urina torna-se clara após o uso excessivo de álcool.

Uma das razões para o aumento da frequência urinária é que o álcool (especialmente a cerveja) é um diurético, logo aumenta a vontade de fazer xixi. O álcool leva a um aumento na micção e, por isso, seu corpo deve extrair água de outros órgãos. E isso faz que faz com que, além de água, você elimine eletrólitos importantes de seu corpo.
Esta é a principal razão de o álcool deixar você com dor de cabeça, uma ressaca desagradável e torná-lo, pouco a pouco, doente.

A urina pode ficar rosa, azul, verde, laranja, e essa variação normalmente é causada por alimentos, como algodão-doce, beterraba, aspargo.
Hepatite deixa urina muito amarela.
Sangue na urina é preocupante, pois pode indicar uma doença grave, como câncer renal, aumento da próstata e pedras na bexiga.
A urina com espuma mostra que você está ingerindo proteína em excesso, mas também pode ser sinal de doença nos rins.

 

Você deve se preocupar e consultar seu médico se:

– não consegue controlar a vontade de urina

– está urinando mais do que o habitual e sem aumentar o consumo de líquidos

– está tendo dificuldade para urinar

– está urinando menos que o habitual

– acorda várias vezes à noite para urinar

– urina apenas pequenas quantidades de cada vez

– sente dor ao urinar

 

Normalmente uma mudança drástica na cor da urina é causada por algo que você consumiu durante o dia.
Mas, se elas forem frequentes (mesmo sem motivo alimentar para isso) e ocorrer um ou mais desses sintomas, contacte o seu médico o mais rápido possível, para que ele elucide as alterações.

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*Fonte: CuraPelaNatureza

 

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Fim da calvície? Remédio promete brotar cabelos nos carecas

O fim da perda de cabelo pode estar à distância de um comprimido com um remédio recém-apresentado nos Estados Unidos
Cansou de ver seus cabelos perdidos pela casa? O SM04554 pode ser a solução dos seus problemas. O nome é complicado, mas este remédio recém-apresentado nos Estados Unidos promete ser uma solução simples para uma das situações mais mais comuns entre os homens: a calvície, que acontece em 50% dos adultos e atinge 35 milhões de cabeças só no território americano.

Lançado pela Samumed, o remédio apresentou resultados positivos nos primeiros testes clínicos realizados nos últimos meses. No experimento, a empresa médica dividiu 300 pacientes em três grupos de 100 pessoas que receberam quantidades diferentes do medicamento por 120 dias: 0,15%, 0,25% e um placebo neutro de SM04554. Os que receberam a amostra falsa continuaram perdendo. Os outros dois não só deixaram de perder como tiveram suas cabeças repopuladas – em pequenas quantidades, mas já é um começo.

Agora o remédio deve passar por outros testes para conseguir a aprovação do FDA – órgão de saúde americano que controla a venda de medicamentos. Se passar pelos especialistas, o SM04554 será a primeira alternativa de farmácia para o crescimento de cabelo desde o lançamento do Rogaine – remédio vendido desde 1988 que, diferente deste, tem uma fórmula que previne a queda dos fios. Até lá, a saída é assumir a falta de cabelo com orgulho e estilo.

*Fonte: GQ

 

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Você é canhoto? Veja aqui algumas curiosidades de quem usa a mão esquerda

Desde a pré-história até os dias de hoje, a porcentagem de canhotos na humanidade se manteve estável, em torno de 10% da população mundial. Embora nas sociedades modernas quase não existam diferenças no tratamento entre canhotos e destros, há até não muito tempo, havia um grande estigma sobre as pessoas que tinham mais habilidade em seus membros esquerdos. A lista abaixo mostra algumas curiosidades pouco conhecidas sobre os canhotos:

Ser canhoto causa efeitos na saúde
Um estudo realizado sobre 1.400.000 pessoas indicou que os canhotos sofrem menos úlceras e artrite. Algumas teorias dizem ainda que eles são capazes de conservar melhor a memória ao envelhecer.

Mais burros ou mais inteligentes?
Um estudo da Peabody College mostrou que, entre as crianças precoces em matemática e línguas, há uma porcentagem alta de canhotos. Acredita-se que isso se dê por causa da habilidade desenvolvida diante da necessidade de se adaptar a um mundo de destros.

Ser canhoto influencia os gostos?   
Um estudo da Universidade de Toledo (Ohio, EUA) concluiu que os canhotos gostam mais de músicas alternativas, já que são mais flexíveis e estão mais dispostos a atualizar suas preferências.

São irritados e medrosos?
As áreas do córtex cerebral que processam as emoções negativas apresentam maior atividade entre os canhotos, em especial as da ira e da hostilidade. Um estudo da Universidade de Queen Margaret mostrou que os canhotos sentem mais medo, e um estudo da Universidade de Abertay acrescenta que eles são mais tímidos.

São lutadores?
São melhores lutadores e costumam ganhar as brigas, já que, por sua peculiaridade, os destros têm menos oportunidades de treinar contra canhotos, o que poderá ser uma vantagem evolutiva em sociedades violentas.

Gostam de beber?
O pesquisador Kevin Denny descobriu que os canhotos bebem mais, embora não tenham razão para desenvolver essa desordem em maior grau que os destros.

Os cangurus são canhotos?
Cientistas da Universidade de São Petersburgo demonstraram que os cangurus também possuem lateralidade cerebral, porém são majoritariamente canhotos.

Quem são os canhotos famosos?
Aristóteles, Isaac Newton, Charles Darwin, Marie Curie, Albert Einstein, Bill Gates, Alexandre o Grande, Joana d’Arc, Mahatma Ghandi, Winston Churchill, Adolf Hitler, Simón Bolívar, Napoleão Bonaparte, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Pablo Picasso, Charles Chaplin, Mozart, Beethoven, Mark Twain, Lewis Carroll, Pelé, Maradona, Messi.

*Fonte: El Huffington Post / History

 

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Medicina chinesa – APENAS 1 EXERCÍCIO

Faça este exercício da cultura chinesa simples e eficaz… e verá.

A essência é que seus olhos devem estar fechados quando você pratica “Jin Ji Du Li” … preste atenção.

Eis o exercício:
Fique sobre uma só perna, com os seus olhos abertos.
É só isso.

Experimente agora fechar os olhos.
Se você não for capaz de ficar em pé por pelo menos 10 segundos seguidos, isso significa que seu corpo se degenerou ao nível de 60 a 70 anos de idade. Em outras palavras, você pode ter apenas 40 anos de idade, mas seu corpo envelheceu muito mais rápido.

Ficar sobre um pé com os olhos abertos, é uma coisa e  fazer o mesmo com os olhos fechados … a história é outra!
Não precisa levantar muito a perna. Se os seus órgãos internos estão fora de sincronia, mesmo levantando a perna um pouco vai fazer você perder o seu equilíbrio. Os chineses estão bem avançados no conhecimento do corpo humano.

A prática frequente e regular do “Jin Ji Du Li”, pode ajudar a restaurar o sentido de equilíbrio.
Na verdade, os especialistas chineses sugerem que a prática diária por 1 minuto, ajuda a prevenir a demência.
Primeiramente, você pode tentar fechar os dois olhos, não completamente. Na verdade, é isso que o especialista de saúde Zhong Li Ba Ren recomenda.

A prática diária de Jin Ji Du Li, pode ajudar na cura de muitas doenças, tais como:
Hipertensão;
Altos níveis de açúcar no sangue ou diabetes;
doenças do pescoço e da coluna vertebral;
e também pode impedi-lo de sofrer de demência senil.

Diz-se que de acordo com o entendimento de médicos chineses, que a doença pode aparecer no corpo devido a problemas surgidos na coordenação entre os vários órgãos internos, o que faz com que o corpo perca o seu equilíbrio.
Jin Ji Du Li pode zerar esta inter-relação dos órgãos e como eles funcionam juntos.
Zhong Li Ba Ren disse que a maioria das pessoas não consegue ficar sobre um pé com os olhos fechados por 5 segundos, mas depois, praticando todos os dias, são capazes de fazer por mais de 2 minutos.

Quando você conseguir ficar mais tempo, a sensação de peso desaparece.
Ao praticar Jin Ji Du Li, você vai notar que sua qualidade do sono fica melhor, a mente limpa e melhora a memória significativamente.
A coisa mais importante é que se for praticado Jin Ji Du Li com os olhos fechados por 1 minuto todo dia, você não irá sofrer de demência senil (o que significa que o cérebro continuará saudável).

Zhong Li Ba Ren explicou que há seis meridianos principais que passam por entre as pernas.
Quando você ficar em uma perna, você sente dor devido ao exercício e, quando isso ocorre, os órgãos correspondentes a esses meridianos e suas formas começam a receber os ajustes necessários. Este método é capaz de concentrar a consciência e canalizar o corpo até os pés.

Os efeitos benéficos da prática de Jin Ji Du Li em várias doenças começarão a ser sentidos rapidamente.
Problemas como a gota também poderá ser prevenido.
Cura doenças básicas como “Pés Frios” e também pode reforçar a imunidade do corpo.
Você não precisa esperar até que você tenha uma doença para começar a praticar Jin Ji Du Li.
É adequado para quase qualquer tipo de pessoa e especialmente benéfico em pessoas jovens, se praticadas diariamente.
A probabilidade de adquirir problemas naturais da idade, será menor.
Não recomendado para pessoas cujas pernas são fracas e não podem ficar por longos períodos em pé.

medicina chinesa - 1 só exercício
medicina chinesa – 1 só exercício