Lobisomens, fantasmas e o luar: o medo noturno no início da Idade Moderna

Embora bastante associada à razão, à ciência e à tecnologia, a Idade Moderna ainda foi muito marcada por medos de épocas passadas.

Quem tem medo do escuro da noite? A história da humanidade é repleta de assombros noturnos: medo da lua, dos lobisomens, dos fantasmas, dos animais, da floresta, dos saqueadores, de tudo aquilo que pudesse existir (ou não) nas penumbras. Este artigo analisa os aspectos históricos do medo noturno e suas implicações sociais na Europa da Idade Moderna.

Minha proposta é contextualizar essas crenças em uma sociedade que se abria a uma nova fase, dita moderna, mas na qual persistiam angústias muito parecidas com a do período medieval. Em outras palavras, o dinamismo e a efervescência intelectual do período moderno são notáveis, mas ainda havia nele uma cultura popular muito atrelada ao sobrenatural.

As origens sociais do medo
Quando o sol não mais ilumina as ações dos homens, eis que a noite os coloca diante de temores, suspeitas e aflições que emanam da escuridão. Essa afirmação em estilo quase literário pode ser uma boa forma de descrever os europeus do início da Idade Moderna.

A despeito da modernidade ser frequentemente associada à razão, à ciência e à tecnologia, os europeus dos séculos XIV ao XVIII mantiveram traços antigos e medievais em sua mentalidade acerca dos medos. Como a barreira entre o mundo real e os possíveis mundos acreditados pelo imaginário de então ainda não estava bem definida, o sobrenatural continuava sendo uma constante em suas vidas. A floresta, por exemplo, se durante o dia era lugar de trabalho, à noite era uma ameaça eminente – algo bastante significativo em uma época em que o campo era a morada de grande parte dos europeus.

Medo noturno na história
Detalhe da obra Osservazioni Astronomiche: La Luna. Donato Creti, 1711. Acervo: Musei Vaticani.
O historiador francês Jean Delumeau explica que os temores desta época podiam ser compreendidos tendo em vista as desgraças que foram se acumulando desde a Idade Média, afetando de forma duradoura os espíritos europeus: “[…] a peste negra, que marca em 1348 o retorno ofensivo das epidemias mortais; as sublevações que se revezam de um país a outro do século XIV ao XVIII; a interminável Guerra dos Cem Anos; o avanço turco inquietante a partir das derrotas de Kossovo (1389) e Nicópolis (1396) e alarmante no século XVI; o Grande Cisma – “escândalo dos escândalos” –; as cruzadas contra os hussitas; a decadência moral do papado antes do reerguimento operado pela Reforma Católica; a secessão protestante com todas as suas sequelas – excomunhões recíprocas, massacres e guerras”.

O cenário de inquietação diante do desconhecido também deve ser compreendido em face às condições de vida da época. Carência alimentar, doenças e práticas medicinais arcaicas contribuíam para aumentar as taxas de mortalidade. A educação, por sua vez, era para poucos. Apesar de o movimento renascentista ter sido libertador para alguns homens letrados, a grande maioria da população continuava imersa na incompreensão dos mistérios do mundo.

A doutrina da Igreja pode ser tomada também como outra fonte para o medo noturno. Com base em seus livros e pensadores, ela enfatizava e relacionava a noite com as trevas, dando à escuridão um caráter de angústia e cautela. A propósito desse tipo de temor, Sigmund Freud comenta em seu “Moisés e o monoteísmo” que os povos cristãos, “sob um fino verniz de cristianismo, permaneceram o que eram seus ancestrais, bárbaros politeístas”.

Lua, lobisomens e fantasmas: alguns medos dos primeiros modernos
Em oposição ao sol, que irradia luz e vida, a lua era tida por muitos homens do início do período moderno como “astro errante” e misterioso fomentador das marés e da agricultura. Segunda a crença em vigência, os males noturnos são assistidos por este astro, que é, então, o cúmplice de todo o mal que a noite comporta. Satã é, por excelência, o soberano das sombras e comanda os sabás (encontros demoníacos de bruxos e bruxas) sob a luz do luar.

A lua influenciaria ainda a Terra e as formas de vida que nela estão. Acreditava-se, por exemplo, que a lua podia causar a loucura, pois, uma vez que os animais e as plantas sentem-se mexidos pela força dela, o homem também é abalado por seus caprichos. Várias ações do cotidiano eram realizadas levando em consideração o estado do astro noturno, ainda que tais práticas e crenças fossem condenadas pela Igreja.

Em uma época em que os homens viviam muito próximos do ambiente natural, os animais selvagens também ocupavam um lugar de destaque no imaginário do medo. O lobo era visto por muitos como um animal indomado e sanguinário, inimigo dos homens e dos rebanhos. Para combater os lobos, caçadas coletivas eram realizadas. Como exemplo, o abade Saint-Hubert promulgou um decreto em Luxemburgo no ano de 1696, apresentando os estragos causados por esses animais e ordenando a organização da população para caçá-los. Contra eles, as armas da religião não eram excessivas. O “Pai Nosso do Lobo”, mesmo sem o aval da Igreja, era rezado como precaução em diversos povoados europeus.

No imaginário dos camponeses, havia ainda o temor quanto ao lobisomem, ou o homem-lobo. Em descrições da época, ele se parece com um lobo, porém não tem as patas tão compridas. O animal que tantos malefícios causava ao homem assumiu uma forma grotesca e assustadora que, por excelência, tem na escuridão sua melhor expressão. Para a mentalidade do período, a noite era aliada dos lobos e a lua, por sua vez, fomenta a transformação deste ser. O lobisomem mantém-se ativo durante a escuridão, atiçando os cães e causando prejuízos ao atacar os rebanhos. Eis que o homem-lobo é uma crença que regulamenta a noite: causa medo, mas serve para justificar o que o escuro e o temor não deixam compreender. As ações atribuídas ao homem-lobo também podiam despertar a inquietação sobre o vizinho que tenha um modo de visa suspeito, funcionando assim como bodes expiatórios.

Para a mentalidade do período, a noite era aliada dos lobos e a lua, por sua vez, fomenta a transformação deste ser. O lobisomem mantém-se ativo durante a escuridão, atiçando os cães e causando prejuízos ao atacar os rebanhos. Eis que o homem-lobo é uma crença que regulamenta a noite: causa medo, mas serve para justificar o que o escuro e o temor não deixam compreender.

Além da lua e dos lobos, os fantasmas eram outro elemento de terror no imaginário dos homens europeus no princípio da modernidade. A mentalidade coletiva dos séculos XV e XVI tinha por certo que os mortos podiam voltar. No âmbito popular, as aparições eram costumeiramente relatadas, e eram vistas principalmente à noite, na hora de dormir. O sono podia ser atormentado por quaisquer barulhos banais, mas que, para uma sociedade crente, podia ser um fantasma. Crucifixo, rosários e objetos sacros têm o seu lugar no quarto, auxiliando o homem moderno em um bom sono – afinal de contas, o moderno é um sujeito que crê, mas que não deixa sua vida ser paralisada por esse medo iminente.

Embora aterrorizantes, muitas aparições cumpriam uma função social importante: quase sempre traziam consigo uma mensagem. Colaboravam, por exemplo, para a vida dos que ficaram na Terra, confessando um crime ou testemunhando algo. As viúvas e os viúvos eram frequentemente visitados por tais almas, e estas podiam auxiliá-los em alguma situação ou reprimi-los por não estarem cumprindo um trato anteriormente estabelecido, como a promessa de não se casar novamente. Os fantasmas também pesavam na consciência de quem cometia algum delito. E se as almas podiam ser enviadas do Purgatório com alguma finalidade, corrigir um crime seria um bom motivo para infortunar o culpado.

Vale lembrar que, no início do período moderno, a Europa tinha uma baixa expectativa de vida, e todos estavam expostos ao óbito súbito. Isso contribuía para a crença nos fantasmas: a morte era uma ideia sempre presente. Pessoas que em um momento estavam ativas neste mundo, em outro já não estavam. Um vazio que hoje é menos perceptível, pois os idosos se afastam da vida social lentamente, o que torna sua falta, grosso modo, menos sentida.

Concluindo
Em um clima de impotência diante do desconhecido, o medo fomentou as crenças dos europeus modernos a fim de anestesiar uma situação de penúria e falta de compreensão acerca do mundo. De fato, o contexto psíquico-social em que os indivíduos estão inseridos produz as crendices e realidades de cada época. O medo noturno é, portanto, uma expressão cultural – e as crenças que dele emanam constituem por si só uma explicação para quem o teme.

Jean Delumeau, assim, provoca: “devemos falar então de ‘Idade Média Moderna’ e dizer que a modernidade secreta novos arcaísmos? Não é antes a revelação de que a racionalidade – superficial – de nossa civilização camuflou, mas não destruiu, reflexos coletivos que não esperam senão as ocasiões propícias para se manifestar novamente? O que é provado pelo estudo dos rumores que continuam a circular um pouco em toda parte em nossas cidades”.

A partir do século XVIII podemos notar um crescente abandono das crendices e medos. Entretanto, eles não desapareceram por completo da cultura popular, mas sim foram sendo modificados no decorrer do tempo. Ainda hoje, mesmo no século XXI, sociedades tradicionais e interioranas continuam preservando mitos noturnos ancestrais. Conforme sublinha Danuta Dawidowicz Pkladek, “a tríade ‘mente-corpo-espírito’ é mais forte que qualquer substância bioquímica, eles transcendem e desafiam os conhecimentos científicos”

*Por Gil Karlos Ferri
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*Fonte: cafehistoria

O que o medo está tentando nos dizer

Abrir mão de uma busca neurótica por segurança é um passo necessário para apreciar a vista. Viver é correr riscos e chegar perto da margem. Com medo e apesar do medo. Nessas horas, me sinto a mais corajosa das covardes.

Dizem que a melhor maneira de superar o medo de altura é se aproximar de um precipício. É se permitir ficar ali, na beirada, naquele terreno desconhecido a um passo da completa aniquilação, onde todo o seu ser parece estar sob ameaça. Não para que a pessoa torture a si mesma e sofra deliberadamente, numa espécie de jogo sádico intencional. Mas para que ela se familiarize com o medo e faça as pazes com ele, de maneira aberta e honesta, sem tentar fugir da situação. Dizem que só assim, aceitando o medo, é possível, de fato, ter coragem.

Eu tenho pensado muito nisso, na origem do medo. De como ele surge e se cristaliza em algum subsolo da nossa psique, de onde passa a nos influenciar e moldar nossas ações com base em experiências que há muito tempo ficaram pra trás. De como, sem perceber, deixamos que esse mecanismo se aposse das nossas vidas. E de como – e se – é possível ir além dele e chegar à outra margem.

Acho que todo medo é o medo da aniquilação total, da morte pura e simples. Do não existir. Temos medo porque queremos nos preservar de alguma ameaça incompreensível, alguma coisa que, real ou não, pode nos machucar ou nos destruir, mesmo que não entendamos muito bem o que seja.
Sei disso porque tenho muitos medos e, em maior ou menor grau, todos eles me fazem sentir a mesma coisa.

Vou te contar uma informação pessoal que até então só a minha terapeuta sabia: eu tenho pavor de intimidade. Um medo danado da sensação de que estão me conhecendo a fundo e sabendo coisas sobre mim. É uma sensação tão maluca que acabo me esquivando de contatos mais profundos com as pessoas porque não quero que elas “me vejam”.

Conversando com minha terapeuta, percebi que tudo não passa do medo de ser rejeitada. Se as pessoas não me conhecem direito, se não podem se aproximar, então também não podem se afastar e concretizar aquilo que eu mais abomino: a sensação de não ser querida. A negação à intimidade é, na verdade, um escudo para não sofrer a dor da perda do afeto. E contanto isso a vocês, estou fazendo a coisa que mais abomino: estou expondo um detalhe íntimo a meu respeito, o que é profundamente incômodo.

Reflexão

Mas só assim eu consigo me aproximar de uma dimensão da vida a qual sempre me nego: a vulnerabilidade. Só assim eu consigo desafiar um pouco o medo e me abrir, ainda que bem timidamente, para o desconhecido da experiência que mais me assusta – a de criar laços com outro ser humano. Não que entre nós vá surgir qualquer relação duradoura, não é isso. Mas ao mesmo tempo, é apenas quando nos permitimos ser vulneráveis que laços verdadeiros são criados. A intimidade anda de mãos dadas com a vulnerabilidade e estar confortável com isso é um grande ato de coragem.

Quando reconhecemos e aceitamos nossa vulnerabilidade, aceitamos também que podemos – e que irremediavelmente vamos, em algum momento – ser feridos. E quando somos feridos, encaramos a verdade inalienável de que não somos indestrutíveis. De que algo pode nos cortar em pedaços – metafórica e literalmente. De que vamos, algum dia, deixar de existir.

É isso. Temos medo porque queremos nos preservar da incerteza da vida, como a incerteza de saber se seremos amados ou não. Porque a incerteza é um lembrete de que não podemos controlar as circunstâncias, não sabemos o que vem a seguir. Então tentamos impedir a todo custo qualquer situação desagradável que perturbe a aparente proteção da nossa condição atual.

Sempre é hora de perceber

O que não percebemos na maioria das vezes – e que eu demorei 28 anos para perceber – é que nenhuma dessas estratégias de autoproteção efetivamente funciona. Nunca estamos plenamente protegidos. Continuamos atraindo as mesmas experiências que despertam os mesmos gatilhos emocionais do pavor, como se a vida tentasse esfregar na nossa cara que não é possível passar por ela ileso, que você vai se arranhar se quiser contar alguma história. Do contrário, se está morto.

Não estou dizendo que é preciso provocar situações perigosas para provar a própria coragem, longe disso. O senso de autopreservação é quase sempre benéfico. O medo é muito útil quando nos faz, por exemplo, usar o cinto de segurança ou dirigir mais devagar; quando faz com que nos afastemos de uma situação de abuso ou quando nos põe em alerta ao vermos um uma cobra, um precipício, etc. Eu mesma evito esportes radicais por isso: morro de medo de quebrar uma perna, o pescoço, a coluna…
Não corra do urso

No entanto, esse mesmo senso de autopreservação é que pode ser o causador da nossa ruína. Um exemplo disso é o que acontece quando seres humanos se encontram com ursos. A reação instintiva de qualquer pessoa seria correr para se afastar do animal, mas é esse, ironicamente, o primeiro comportamento que estimularia um ataque. Outro exemplo é o meu pavor de intimidade: evito a possibilidade da decepção a todo custo, mas, ao mesmo tempo, me privo de viver a plenitude dos afetos.

Depois de muito refletir e falar sobre esse assunto com a minha terapeuta, acho que estou aceitando que, mesmo nas situações em que o medo é baseado numa ameaça real, vale a pena se aproximar dele. Vale a pena se familiarizar com esse amigo superprotetor e cheio de artifícios. Se permitir conversar com ele a respeito do que ele quer tanto me proteger.
Então, às vezes, me permito ousar

Quando me sinto à vontade, gosto de convidar meus medos para se sentarem comigo. Às vezes passeamos a beira de um precipício, às vezes preferimos só observar de longe – mas juntos e conscientes de tudo o que está acontecendo, da altura da queda ao escuro lá embaixo – a ameaça de destruição sempre presente… E nessas horas mágicas de uma presença integral, eu tenho um lampejo raro de compreensão e vejo que é impossível estar completamente protegido.

Que as incertezas nem sempre são uma ameaça, que abrir mão de uma busca neurótica por segurança é um passo necessário para apreciar a vista. E ainda, que viver é correr riscos e chegar perto da margem. Com medo e apesar do medo. Nessas horas, me sinto a mais corajosa das covardes.

*Por Alana Moura

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*Fonte: vidasimples

O negócio do medo, de acordo com Zygmunt Bauman

“ A economia de consumo depende da produção dos consumidores, e os consumidores que devem ser produzidos para o consumo de produtos ‘anti-medo’ devem ser amedrontados e amedrontados, enquanto também esperam que os perigos que eles tanto temem possam ser forçados a que se retirem e que eles próprios sejam capazes de forçá-los a tal, com a ajuda paga do bolso, obviamente ” , escreveu o sociólogo Zygmunt Bauman.

No cenário moderno, onde a “ luta contra os medos acabou se tornando uma tarefa para toda a vida, enquanto os perigos que desencadeiam esses medos passaram a ser vistos como companheiros permanentes e inseparáveis ​​da vida humana ”, temos que examinar nossos medos com um senso crítico extraordinário ou, caso contrário, acabaremos sendo seus reféns, engolidos e manipulados por aqueles monstros das sombras que parecem surgir por toda parte.

Em uma sociedade hiperconectada, os medos se multiplicam

No passado, a notícia se espalhava muito lentamente. Muitas vezes foram até mesmo relegados ao local onde ocorreram. Hoje, com a Internet, sabemos imediatamente o que aconteceu do outro lado do mundo. Esse imediatismo e interconexão são positivos, mas também contêm uma armadilha. A armadilha de ver perigos em todos os lugares. Sentindo-se permanentemente inseguro. Sempre esperando que o que aconteceu do outro lado do mundo seja replicado em nosso ambiente mais próximo.

Dessa forma, acabamos mergulhando no que Bauman chamou de ” uma batalha prolongada e invencível contra o efeito potencialmente incapacitante dos medos contra os perigos genuínos e putativos que nos fazem temer “. Tememos não apenas os perigos reais que nos ameaçam em nossa vida diária, mas também perigos mais difusos e distantes que podem nunca chegar.

Nas garras daquele sentimento de apreensão que nos condena a um estado de alarme permanente em que sentimos que não podemos baixar a guarda por um minuto, não temos escolha a não ser mergulhar em uma ” busca contínua e prova perpétua de estratagemas e recursos que permitir afastar, mesmo que temporariamente, a iminência de perigos; ou melhor, que nos ajudem a deslocar a preocupação em nós mesmos para um canto de nossa consciência de modo que permaneça esquecido o resto do tempo ”.

Para isso recorremos a todo o tipo de estratagemas. No entanto, existe a contradição de que quanto ” mais profundos eles são, mais ineficazes e menos conclusivos são seus efeitos “. Porque, na realidade, as estratégias que aplicamos para afastar nossos medos têm apenas um efeito muito limitado: elas ocultam os medos por um tempo, até que a próxima notícia os reative.

Quando o medo é difuso, incerto e se estende a praticamente qualquer esfera de nossa vida, ele se torna um inimigo difícil de vencer. Então se torna o “negócio do medo”.

Preso no labirinto de medos improváveis

Sabemos que o futuro será diferente, embora não saibamos bem como ou em que medida. Também sabemos que a qualquer momento pode ser rompida a frágil continuidade entre o presente e o futuro que nos faz sentir tão seguros.

A incerteza do futuro faz com que ” nos preocupemos apenas com as consequências das quais podemos tentar nos livrar “. Concentramo-nos apenas nos riscos que podemos prever e calcular. E esses riscos são freqüentemente aqueles que a mídia enfatiza ad nauseam.

Como disse Milan Kundera, “ o palco de nossas vidas está envolto em uma névoa – não na escuridão total – na qual não vemos nada e não somos capazes de nos mover. No nevoeiro você está livre, mas essa é a liberdade de quem está nas trevas ”.

Podemos ver 30 passos e reagir ao que temos bem na frente de nossos narizes, mas não vemos além. Assim, tentamos prever os perigos mais próximos, conhecidos e próximos. Mas os maiores e mais perigosos, provavelmente os que mais podem nos afetar, não os vemos. Dessa forma, acabamos marginalizando as principais preocupações.

“ Focados no que podemos fazer algo, não temos tempo para nos ocuparmos em refletir sobre coisas sobre as quais nada poderíamos fazer, mesmo que quiséssemos. Isso nos ajuda a preservar nossa sanidade, a remover pesadelos e insônia. O que ela não pode conseguir, no entanto, é que estamos mais seguros ” , disse Bauman.

Assim, acabamos caçando monstros inexistentes, dedicando todos os nossos esforços e energias para nos proteger de riscos improváveis, enquanto nossa mente se desgasta em uma batalha que se perde de antemão. E enquanto mergulhamos nesses medos líquidos, nossa mente racional se desconecta. Porque quando o velho cérebro assume o controle, ocorre um sequestro emocional total que nos impede de ver claramente o que está acontecendo e de compreender que a maioria dos medos que nos dominam são irracionais ou o resultado de um medo derivado .

Nesse estado, é mais fácil vender soluções para “nos proteger” desses medos, soluções que não se limitam ao nível comercial mas vão muito além do sistema de alarme que instalamos em casa para nos sentirmos seguros ou de medicamentos para ansiedade ou insônia. que nos permitem esquecer por um momento a nossa angústia, mas antes ” aparecem-nos sob a máscara da protecção ou salvaguarda das comunidades “, para sustentar um status quo que convenientemente nos mantém dentro dos estreitos limites impostos pelo medo.

E assim caímos no ciclo do medo líquido referido por Bauman, um medo que está em toda parte, convenientemente nutrido, mas impossível de erradicar porque se autoperpetua. A menos que façamos um ato de consciência e compreendamos que esses medos são tão irracionais e seus riscos tão pequenos que podemos nos libertar deles para viver plenamente a única vida que temos.

Artigo do site Rincón de la Psicología

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O negócio do medo, de acordo com Zygmunt Bauman

“ A economia de consumo depende da produção dos consumidores, e os consumidores que devem ser produzidos para o consumo de produtos ‘anti-medo’ devem ser amedrontados e amedrontados, enquanto também esperam que os perigos que eles tanto temem possam ser forçados a que se retirem e que eles próprios sejam capazes de forçá-los a tal, com a ajuda paga do bolso, obviamente ” , escreveu o sociólogo Zygmunt Bauman.

No cenário moderno, onde a “ luta contra os medos acabou se tornando uma tarefa para toda a vida, enquanto os perigos que desencadeiam esses medos passaram a ser vistos como companheiros permanentes e inseparáveis ​​da vida humana ”, temos que examinar nossos medos com um senso crítico extraordinário ou, caso contrário, acabaremos sendo seus reféns, engolidos e manipulados por aqueles monstros das sombras que parecem surgir por toda parte.

Em uma sociedade hiperconectada, os medos se multiplicam

No passado, a notícia se espalhava muito lentamente. Muitas vezes foram até mesmo relegados ao local onde ocorreram. Hoje, com a Internet, sabemos imediatamente o que aconteceu do outro lado do mundo. Esse imediatismo e interconexão são positivos, mas também contêm uma armadilha. A armadilha de ver perigos em todos os lugares. Sentindo-se permanentemente inseguro. Sempre esperando que o que aconteceu do outro lado do mundo seja replicado em nosso ambiente mais próximo.

Dessa forma, acabamos mergulhando no que Bauman chamou de ” uma batalha prolongada e invencível contra o efeito potencialmente incapacitante dos medos contra os perigos genuínos e putativos que nos fazem temer “. Tememos não apenas os perigos reais que nos ameaçam em nossa vida diária, mas também perigos mais difusos e distantes que podem nunca chegar.

Nas garras daquele sentimento de apreensão que nos condena a um estado de alarme permanente em que sentimos que não podemos baixar a guarda por um minuto, não temos escolha a não ser mergulhar em uma ” busca contínua e prova perpétua de estratagemas e recursos que permitir afastar, mesmo que temporariamente, a iminência de perigos; ou melhor, que nos ajudem a deslocar a preocupação em nós mesmos para um canto de nossa consciência de modo que permaneça esquecido o resto do tempo ”.

Para isso recorremos a todo o tipo de estratagemas. No entanto, existe a contradição de que quanto ” mais profundos eles são, mais ineficazes e menos conclusivos são seus efeitos “. Porque, na realidade, as estratégias que aplicamos para afastar nossos medos têm apenas um efeito muito limitado: elas ocultam os medos por um tempo, até que a próxima notícia os reative.

Quando o medo é difuso, incerto e se estende a praticamente qualquer esfera de nossa vida, ele se torna um inimigo difícil de vencer. Então se torna o “negócio do medo”.

Preso no labirinto de medos improváveis

Sabemos que o futuro será diferente, embora não saibamos bem como ou em que medida. Também sabemos que a qualquer momento pode ser rompida a frágil continuidade entre o presente e o futuro que nos faz sentir tão seguros.

A incerteza do futuro faz com que ” nos preocupemos apenas com as consequências das quais podemos tentar nos livrar “. Concentramo-nos apenas nos riscos que podemos prever e calcular. E esses riscos são freqüentemente aqueles que a mídia enfatiza ad nauseam.

Como disse Milan Kundera, “ o palco de nossas vidas está envolto em uma névoa – não na escuridão total – na qual não vemos nada e não somos capazes de nos mover. No nevoeiro você está livre, mas essa é a liberdade de quem está nas trevas ”.

Podemos ver 30 passos e reagir ao que temos bem na frente de nossos narizes, mas não vemos além. Assim, tentamos prever os perigos mais próximos, conhecidos e próximos. Mas os maiores e mais perigosos, provavelmente os que mais podem nos afetar, não os vemos. Dessa forma, acabamos marginalizando as principais preocupações.

“ Focados no que podemos fazer algo, não temos tempo para nos ocuparmos em refletir sobre coisas sobre as quais nada poderíamos fazer, mesmo que quiséssemos. Isso nos ajuda a preservar nossa sanidade, a remover pesadelos e insônia. O que ela não pode conseguir, no entanto, é que estamos mais seguros ” , disse Bauman.

Assim, acabamos caçando monstros inexistentes, dedicando todos os nossos esforços e energias para nos proteger de riscos improváveis, enquanto nossa mente se desgasta em uma batalha que se perde de antemão. E enquanto mergulhamos nesses medos líquidos, nossa mente racional se desconecta. Porque quando o velho cérebro assume o controle, ocorre um sequestro emocional total que nos impede de ver claramente o que está acontecendo e de compreender que a maioria dos medos que nos dominam são irracionais ou o resultado de um medo derivado .

Nesse estado, é mais fácil vender soluções para “nos proteger” desses medos, soluções que não se limitam ao nível comercial mas vão muito além do sistema de alarme que instalamos em casa para nos sentirmos seguros ou de medicamentos para ansiedade ou insônia. que nos permitem esquecer por um momento a nossa angústia, mas antes ” aparecem-nos sob a máscara da protecção ou salvaguarda das comunidades “, para sustentar um status quo que convenientemente nos mantém dentro dos estreitos limites impostos pelo medo.

E assim caímos no ciclo do medo líquido referido por Bauman, um medo que está em toda parte, convenientemente nutrido, mas impossível de erradicar porque se autoperpetua. A menos que façamos um ato de consciência e compreendamos que esses medos são tão irracionais e seus riscos tão pequenos que podemos nos libertar deles para viver plenamente a única vida que temos.

*Zygmunt Bauman

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Felicidade não é ausência de problemas, é agir apesar do medo

Felicidade não é ausência de problemas. Ela deriva de um evento tão excepcional quanto incomum.

Nossos ambientes não são sempre seguros, existem mudanças, imprevistos, interagimos quase todos os dias e há atritos, discrepâncias e mal-entendidos.

Independentemente do nosso status, idade ou local onde vivemos, sempre surgem problemas e ninguém é imune ao que acontece ao seu redor e em seu universo interno.

Nesse contexto, deve-se notar que, durante alguns anos, novas vozes surgiram no mundo acadêmico com um objetivo muito claro: oferecer-nos outra visão de felicidade.

Psicólogos, como Jerome Wakefield (Universidade de Nova York) e Allan Horwitz (Rutgers) escreveram livros interessantes como “A perda da tristeza”: como a psiquiatria transformou a dor normal em transtorno depressivo.

Neste trabalho, somos informados de que estamos banindo realidades como a tristeza e a frustração do nosso repertório emocional, como se o espaço vital que desejamos estivesse fora delas.

Ao não reconhecê-los e incluí-los em nosso discurso, dando maior relevância às emoções positivas, percebemos que estamos analfabetos quanto as pessoas em questões emocionais.

Até hoje, nem todo mundo sabe o que fazer com seu estresse e ansiedade. Nem todo mundo sabe por que esse nó está no estômago, esse medo que paralisa e às vezes nos impede de sair de casa.

Ter que gerenciar a adversidade e esses complexos estados emocionais também atrapalha a nossa oportunidade de ser feliz.

A felicidade é ousada, apesar do medo e da incerteza

Neste ponto, eu gostaria de resgatar uma definição de felicidade tão apropriada quanto inspiradora.

Nele convergem os neurocientistas, como psicólogos, psiquiatras, economistas e até monges budistas.

Trata-se de dar sentido à vida, de ter objetivos e assumir um comportamento ativo.

A vontade de crescer, de aceitar as adversidades e os desafios diários. Essa seria, em essência, a chave, o real segredo da felicidade.

Eduard Punset já disse em seus dias que felicidade é ausência de medo.

Essa ideia, mal interpretada, é um tanto perversa: o ser humano não pode deixar de ter medo, essa emoção é inerente a quem somos e, como tal, cumpre uma função. Várias, realmente.

Este seria um exemplo: “Talvez eu tenha medo de mudar de cidade e começar uma nova vida, mas sei que preciso. Dar esse passo me permitirá progredir; por isso, decido ousar e farei apesar dos meus medos ».

Estou ciente de que podem surgir problemas, mas sinto-me capaz de enfrentá-los
Felicidade não é ausência de problemas. Na realidade, começa a ganhar espaço quando nos colocamos acima dos desafios.

Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, é um dos grandes especialistas em banir mitos sobre psicologia positiva e felicidade.

Assim, algo que freqüentemente nos aponta é que o bem-estar não está em alcançar realizações, em conquistar objetivos e, menos ainda, em possuir coisas.

O ser humano alcança uma sensação de equilíbrio e satisfação quando se sente bem consigo mesmo.

Quando nos percebemos treinados para o que pode acontecer, quando nossa auto-estima é forte e lidamos com medos, estresse, preocupações etc., tudo flui e vai melhor.

Assim, entender que a vida não é fácil, que sempre deixará entalhes e marcas em mais de uma batalha travada, é uma realidade imutável e, portanto, que devemos assumir. É uma condição do jogo que não podemos modificar.

Ninguém está imune a problemas e mudanças de rumos no último momento. Portanto, vamos aceitar esses acréscimos e trabalhar em nosso crescimento pessoal, bem como nas forças psicológicas que nos permitirão investir em nosso próprio bem-estar.

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*Fonte: seuamigoguru

O maior medo de cada signo

Todos somos assombrados por algum tipo de medo, seja ele o temor de fracassar, o receio da solidão, a preocupação da exposição excessiva, o pavor da falta de reconhecimento, entre outros.

Porém, quanto mais cedo você se tornar consciente dos sentimentos que lhe causam grande aflição, conseguirá lidar com eles de uma maneira melhor.

Confira a seguir os temores de cada signo:

 

Áries
O signo de Áries é regido por Marte, o Deus da guerra. Os seres desse signo sempre enfrentam situações difíceis com bravura e ousadia, passando sempre para as outras pessoas a impressão de segurança e de que não se abalam facilmente. No entanto, o que poucos sabem, é que o maior medo de um(a) Ariano(a) é de ser derrotado(a) pelos infortúnios da vida. Arianos sempre irão enfrentar qualquer infelicidade com a cabeça erguida, mas o medo da derrota os acompanham constantemente.

Touro
Mesmo perante as circunstâncias complicadas, os Taurinos conseguem manter equilíbrio emocional. Um dos maiores medo de alguém de Touro está em passar necessidade financeira. A falta de segurança material é extremamente assustadora para as pessoas desse signo, isso porque o conforto econômico e material significa segurança para os Taurinos.

Gêmeos
Os Geminianos são bastante simpáticos, adoram fazer amizades com um grande número de pessoas, para eles não há nada melhor do que estar rodeados de amigos conversando sobre fatos corriqueiros. Contundo, apesar de serem bastante sociais, o maior medo deles é a exposição emocional e física. Temem o julgamento de outras pessoas sobre as suas opiniões e modo de agir.

Câncer
Um(a) Canceriano(a) carrega dentro de si vários medos, por isso muitas vezes são julgados como pessoas introspectivas, o que passa longe da verdade. O que acontece é que no menor sinal de perigo o(a) Canceriano(a) se volta para dentro de si, como uma espécie de armadura, só assim sente-se protegido(a) dos males que assombram esse mundo. O maior medo das pessoas desse signo está no temor da perda, por isso, eles tendem a ser bastante protetores com os amigos e familiares.

Leão
O ser de Leão possui um ar de nobreza inato. Enfrenta com bravura as adversidades e problemas que a vida apresenta, porém, mesmo com toda sua coragem e audácia, há um temor de não conseguir brilhar pelas suas qualidades. Os Leoninos tem uma necessidade de serem admirados pelas suas características, sejam elas mentais ou físicas, a menor ameaça de isso não acontecer, deixa-os apavorados.

Virgem
Virginianos são muito tímidos, não lidam muito bem com a exposição pois se sentem desprotegidos diante do possível julgamento de outras pessoas. O objetivo de um(a) Virginiano(a) é não ser notado(a). Ser reconhecido(a) por seus acertos, mas com sensatez, sem chamar muita atenção. Com ele(a) tudo se trata de discrição, por isso morre de medo de sair de sua zona de conforto, de falar em público ou ter que apresentar sua opinião para pessoas desconhecidas.

Libra
Librianos são pessoas naturalmente charmosas, carregam em si uma maneira delicada de se expressar e têm um carisma inato, o que torna-os bastante populares. Possuem a capacidade de fazer amizades rapidamente. Com toda sua personalidade requintada, um(a) Libriano(a) tem medo de escândalos, principalmente se for em público. Para conquistar a antipatia de um ser de Libras é só começar a falar alto em momentos inapropriados e, principalmente, se estiver ao seu lado.

Escorpião
Escorpianos são corajosos em qualquer situação, o ser desse signo enfrenta as infelicidades da vida como poucos do zodíaco. Sempre de cabeça erguida e com um espírito combativo. No entanto, o maior medo desse signo é o de perder o controle de suas emoções, pois sente tantas emoções e de uma vez só, que tem medo de se perder nelas e não conseguir voltar à razão.

Sagitário
Para sagitário tudo diz respeito à liberdade, seja ela mental ou física, são seres demasiadamente inteligentes, por isso o maior medo desse signo é de perder a habilidade de pensar e a capacidade de questionar sobre tudo da vida. A liberdade intelectual unida com a física é o que um(a) sagitariano(a) mais deseja alcançar.

Capricórnio
Capricornianos, a princípio, são julgados como pessoas fechadas e ambiciosas. No entanto, a ambição desse signo é a mais pura possível, capricornianos possuem uma constante necessidade de provar seu valor e sua capacidade, por isso que as metas de vida desse signo estão quase todas relacionadas ao crescimento profissional e financeiro. O maior temor de um ser de Capricórnio é falhar, seja em sua vida profissional ou pessoal.

Aquário
O ser de Aquário prioriza a razão e um dos maiores receios desse signo é ter que lidar com o emocional.Pessoas dramáticas e emocionais demais acabam assustando um(a) Aquariano(a). Além disso todo aquariano teme e foge da monotonia, definitivamente odeiam rotina e se souberem que algo ou alguém pode lhes prender, sufocar ou manipular, correrão a léguas de distância .

Peixes
Piscianos têm uma sensibilidade incomum, regidos pela água, são bastante emocionais. Com sua visão preciosa sobre o mundo, geralmente percebem coisas que passam despercebidas aos olhos do outro, por isso são extremamente vulneráveis. O medo mais latente desse signo é o abandono e a solidão, eles precisam de aceitação para se sentirem felizes e seguros.

 

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*Fonte: osegredo

As 5 emoções que podem prejudicar o nosso corpo

Segundo a medicina chinesa, cada emoção está relacionada a um órgão e uma função do corpo humano. As causas mais comuns de doenças são as atitudes e as emoções negativas como a culpa, o ressentimento, a necessidade de atenção e o medo. Qualquer desequilíbrio emocional pode se refletir em sintomas ou em doenças de tais órgãos.

A doença nasce para evitar situações desagradáveis ou para tentar escapar delas. A medicina oriental acredita que todo mal-estar no fundo quer dizer que precisamos nos amar mais. Isto é assim porque à medida que nos amamos, permitimos que seja nosso próprio coração a dirigir nossas vidas e nossos egos.

 

A vida não é estabilidade, é saber andar em equilíbrio.

 

Emoções que podem causar doenças segundo a medicina chinesa
Com base na perspectiva da medicina chinesa, estas são algumas emoções que podem estar nos indicando alguma doença ou dificuldade:

 Tristeza ou Pena.
Tem origem na decepção ou, com mais gravidade, na separação ou na perda. Afeta principalmente os pulmões. A tristeza afeta todo o corpo e provoca aflição, falta de ânimo, cansaço e depressão. É preciso tempo para aceitar e expressar a tristeza.

Precaução.
Surge da insegurança e costuma debilitar o baço. A precaução está relacionada com doenças no peito e nos ombros.

Medo.
O medo se associa aos rins, afetando a boca do estômago e se relacionando com a deficiência renal. Estas alterações provêm da propensão de sofrer medos irracionais. O medo não aceito se transfere causando problemas no fígado e no coração.

Pânico.
Este se parece com o medo, mas é mais extremo, está associado a problemas físicos e emocionais. O pânico pode implicar perda de memória, desorientação, palpitação, vertigem, tremores, suor e desmaios.

Ira
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Pode assumir varias formas, como a irritabilidade, a frustração, a inveja e a raiva. A ira se transforma em dores de cabeça, pescoço, em vertigem, e especialmente em doenças hepáticas.

 

    Aquele que vive em harmonia consigo mesmo vive em harmonia com o universo.
    -Marco Aurélio-

 

O significado emocional das doenças

É importante conhecer o significado das doenças porque esta é uma das formas através das quais o corpo se expressa. Todas as nossas emoções e pensamentos são registrados nas células e as doenças são um grito que indica que alguma coisa não anda bem.

A seguinte compilação é um resumo do significado de algumas das doenças mais comuns. Todas elas estão baseadas na medicina holística, tanto na medicina tradicional chinesa como em outras práticas orientais complementares.

 

Alergias.
O seu significado indica temor profundo. Temor de se despojar das ajudas quando é preciso ser autossuficiente, procurando obter compaixão, apoio e atenção dos outros.

Depressão.
O significado está no conflito entre o ideal e o real, entre quem somos e quem queremos ser e entre o que temos e o que queremos ter

Artrite.
Sentir-se incapaz de se adaptar e ser flexível mentalmente. É interpretado como a falta de confiança e uma atitude intransigente diante da vida.

Obesidade.
O seu significado está no vazio interior, recorre-se à comida para compensá-lo. Temor de se expor diante dos outros e de ser vulnerável e suscetível a se machucar.

Nervosismo.
Falta de contato com o próprio eu interior. Egocentrismo, tudo é visto a partir de um ponto de vista subjetivo. Viver inseguro com medo de ser atacado e incapacidade de se desfazer das atitudes egoístas.

 

As emoções podem desencadear ou acentuar uma doença, mas elas também podem transformar a situação e favorecer a saúde.

Para que isto aconteça, basta saber reconhecer as emoções que causam desequilíbrios nos nossos corpos e transformá-las. A medicina oriental dá uma importância especial ao autoconhecimento das emoções, uma coisa que a psicologia ocidental está começando a considerar. O fato de que isto esteja ganhando importância tem a ver com a ideia de que um tratamento completo e que ataque o problema a partir de diferentes perspectivas tem maiores probabilidades de ser eficaz.

 

“A tensão é quem você acredita que deveria ser. O relaxamento é quem você é.”
-Provérbio Chinês-

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

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Pesquisa mostra que, além de não ser engraçado, palhaço dá medo nas crianças

Se você acha que palhaços são criaturas macabras, saiba que não está só: uma pesquisa inglesa feita com 250 crianças mostrou que todas elas têm medo dos ditos-cujos. O estudo, feito pela Universidade de Sheffield, pode ter como resultado o fim das figuras de palhaços nas paredes dos hospitais públicos britânicos.

Para representantes da categoria, o governo está de palhaçada quando fala em remover as pinturas. “Vivemos num mundo em que tudo é proibido. Isso já perdeu a graça”, disse ao jornal The Daily Telegraph Tony Eldrifge, secretário da Clowns International, o mais antigo sindicato de comediantes circenses da Inglaterra.

O medo de palhaço tem até nome clínico: coulrofobia. Ao deparar-se com cidadãos de cara pintada e sapatos exageradamente grandes, os portadores dessa fobia têm ataques de pânico, perda de fôlego, arritmia cardíaca, suores e náusea.

Mais fobias bizarras

• Ablutofobia – Medo de tomar banho.

• Alectorofobia – Medo de galinhas.

• Automatonofobia – Medo de bonecos de ventríloquos.

• Caliginefobia – Medo de mulheres bonitas.

• Catisofobia – Medo de sentar.

• Hipopotomonstrosesquipedaliofobia – Medo de falar palavras grandes ou complicadas.

• Catagelofobia – Medo de passar ridículo.

• Papafobia – Medo do papa.

• Penterofobia – Medo de sogra.

• Pogonofobia – Medo de barbas e pessoas barbadas.

 

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*Fonte/Texto: superinteressante