Girafas entram para a lista de espécies ameaçadas de extinção

Após uma luta de dois anos por parte de ONGs e entidades ambientais, o departamento do governo norte-americano para questões ambientais (US Fish and Wildlife Service) anunciou a revisão de uma petição de 2017 para listar as girafas na Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

Agora a US Fish and Wildlife Service deve compor a sua própria revisão, que deve levar um prazo de 12 meses e consultas públicas para determinar se as girafas serão incluídas na lista.

Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a população desses animais diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016. Segundo Adam Peyman, do Humane Society International, os EUA não tem quase nenhuma restrição para a importação de produtos originários da caça e exploração de girafas: se a Lei de Espécies Ameaçadas oficialmente começar a proteger esses animais, a importação seria dificultada.

Entre 2006 até 2015, 39.516 girafas foram importadas, mortas ou vivas, para os Estados Unidos. O número inclui 21.402 esculturas ósseas, um pouco mais de 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

…………………………………………………………………..
*Fonte: revistagalileu

Saquinho de chá pode liberar bilhões de microplásticos

Você toma um chazinho para relaxar ou se esquentar em um dia frio e de “presente” ganha uma dose extra de plásticos imperceptíveis a olho nu. Parece exagero, mas esta é a conclusão de um recente estudo conduzido por pesquisadores da Universidade canadense McGill.

Análises recentes já mostraram que os plásticos estão presentes em tudo: na água da torneira, na água engarrafada, no sal e até no ar que respiramos. Mas, a professora de Engenharia Química Nathalie Tufenkji focou seu estudo no chá embalado com saquinho de plástico. Será que ele poderia liberar micro e nanoplástico na bebida durante a preparação? Junto a uma equipe de cientistas a resposta que encontrou foi: sim e muito.

Os pesquisadores compraram quatro chás comerciais diferentes embalados em saquinhos de plástico. Para não interferir no estudo, tiraram as folhas secas do chá e aqueceram os sachês vazios diretamente na água. Usando microscopia eletrônica, a equipe descobriu que um único saquinho à temperatura de infusão libera cerca de 11,6 bilhões de partículas de microplásticos e 3,1 bilhões de partículas nanoplásticas na água. Números impressionantes.

Ainda como parte do estudo, foram analisados os efeitos das partículas liberadas em pequenos organismos aquáticos chamados Daphnia magna – um microcrustáceo bastante usado em ensaios sobre toxicidade. Embora os animais tenham sobrevivido, mostraram algumas anormalidades anatômicas e comportamentais.

A primeira autora do estudo, a aluna de doutorado Laura Hernandez, afirma que são necessárias mais pesquisas para determinar se os plásticos podem ter efeitos mais sutis ou crônicos nos seres humanos. Em geral, os efeitos à saúde da ingestão dessas partículas ainda é bastante vago, o que deve ser elucidado ao passo que mais pesquisas são realizadas.

O estudo sobre saquinhos de chá de plástico foi publicado na revista Environmental Science & Technology.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Colapso de nuvens esquentaria a Terra em mais 8ºC

Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) traz um alarme e um alívio. O alarme: concentrações de gás carbônico no ar equivalentes ao triplo da atual causariam uma elevação adicional de 8oC na temperatura média global. O alívio: isso aconteceria apenas num planeta que já estivesse 6oC mais quente. E, com esse aquecimento, amigos, todos nós estaríamos tão lascados que 8 graus a mais fariam pouca diferença.

De qualquer forma, trata-se de (mais) um recado claro à humanidade sobre aonde não ir com o grande experimento planetário que estamos fazendo ao despejar maciçamente gases de efeito estufa na atmosfera. Embora seja uma elevação extrema, 6oC de aquecimento global neste século em relação à era pré-industrial é uma medida que está dentro das previsões do IPCC, o painel do clima da ONU, para um mundo no qual as emissões de gás carbônico sigam tão altas quanto são hoje.

Ou seja, a hipótese delineada por Tapio Schneider, do Instituto da Tecnologia da Califórnia, edição do periódico Nature Geoscience está longe de ser irreal.

Com a ajuda de novas técnicas computacionais, Schneider e seus colegas Coleen Kaul e Kyle Pressel simularam o que aconteceria com um tipo específico de nuvem oceânica caso as concentrações de CO2 subissem muito. Essas nuvens, os estratocúmulos, formam uma espécie de “pavimento” de cerca de 300 metros de espessura no céu sobre os oceanos nas regiões subtropicais. Os pisos de estratocúmulos, como são chamados, recobrem 20% da superfície dos mares e funcionam como um guarda-sol natural do planeta: eles rebatem de 30% a 60% da radiação solar de volta para o espaço, impedindo que ela atinja a superfície e seja reemitida na forma de raios infravermelhos (calor).

Os cientistas do clima sempre quiseram entender direito o que acontece com as nuvens quando a Terra esquenta. Só que os modelos climáticos globais de computador são “míopes” demais para enxergar processos que ocorrem na escala de metros, já que cada célula na qual eles dividem a superfície do globo tem vários quilômetros de área. Embora os modelos sejam bastante bons em simular o clima na média, alguns detalhes importantes ficam perdidos e precisam ser computados de outras maneiras. As nuvens, por exemplo, precisam ser parametrizadas, ou seja, o modelo é alimentado com o comportamento que se espera de uma nuvem e isso é extrapolado para toda a simulação.

“O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso”.

No começo do século, por exemplo, havia a tese de que o aquecimento global cancelaria a si mesmo ao aumentar a evaporação e a formação de nuvens, que rebateriam mais radiação para o espaço. Os modelos não conseguiam simular esse efeito, que virou uma espécie de peça de propaganda dos negacionistas do aquecimento global. A hipótese, porém, não resistiu a testes em supercomputadores.

O que Schneider e colegas fizeram foi revelar um mecanismo de “feedback positivo”, ou seja, um efeito do aquecimento global que causa mais aquecimento global. Para isso, eles reduziram a escala de modelos climáticos para algumas dezenas de metros e usaram novas técnicas numéricas para obter alta resolução. O preço da simulação de nuvens de alta fidelidade, disse Schneider, foi que o trio precisou parametrizar a dinâmica global do clima.

O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso. Isso ocorre porque a diferença de temperatura entre a parte inferior e a parte superior da nuvem desaparece, e o ar quente e úmido da evaporação marinha deixa de se condensar.

“Com um mundo tão quente, o gradiente vertical de temperatura, que faz a redistribuição de calor e produz nuvens, é severamente destruído”, diz o físico Paulo Artaxo, da USP, especialista em formação de nuvens. “É um outro planeta, com dinâmica da atmosfera totalmente diferente.”

Sem o manto protetor das nuvens, ocorrem duas coisas que causam a disparada do termômetro: primeiro, a radiação solar deixa de ser rebatida e passa a esquentar mais o planeta. Segundo, a atmosfera passa a poder ter mais vapor d’água sem que ele se condense para formar nuvens de chuva. Só que o vapor d’água é, ele mesmo, um gás de efeito estufa poderoso, que absorve ainda mais calor na atmosfera. Daí os 8oC adicionais, que elevariam a média do planeta em inimagináveis 14oC – a média global hoje é 15oC.

Além do mais, o efeito é duradouro: para o piso de estratocúmulos se recuperar, seria necessário devolver as concentrações de gases-estufa a 300 ppm (partes por milhão), as mesmas da era pré-industrial (hoje estamos em 405 ppm).

Para que isso ocorresse, porém, seria necessário manter altas emissões de gases de efeito estufa. O Acordo de Paris busca evitar que isso aconteça, mas a ascensão de governos de extrema direita em países como os EUA e o Brasil criam obstáculos ao cumprimento do acordo.

Questionado sobre o problema adicional representado pelos 8 graus extra, Schneider diz que os impactos já seriam bem grandes com 6oC. “No entanto, eu também estou interessado no passado”, disse o cientista ao OC. Ele afirma que seu estudo pode ajudar a solucionar um mistério da climatologia: por que tivemos no passado da Terra climas extremos – há 50 milhões de anos, por exemplo, não havia gelo nenhum no Ártico sem quantidades altas demais de CO2 no ar. “Vinha sendo um paradoxo que esses climas tenham sido tão quentes sem concentrações de CO2 excessivamente grandes, ao redor de 4.000 ppm. Aqui um feedback adicional de nuvens pode dar uma explicação.”

*Por Claudio Angelo

 

……………………………………………………………

*Fonte: oeco

Oceanos ficarão mais quentes e ácidos com aquecimento global, aponta ONU

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (25) traz dados preocupantes sobre como as mudanças climáticas vão afetar oceanos e a criosfera, área terrestre coberta por gelo.

Mais de 100 autores de 36 países avaliaram cerca de 7 mil publicações científicas para criar o relatório. Divulgado dois dias após o fim da Cúpula Climática da ONU, que aconteceu em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, e os protestos globais pelo clima, os organizadores do documento querem reforçar a necessidade de atitudes mais radicais dos governos em torno das emissões de carbono.

“Se reduzirmos as emissões bruscamente, as consequências para as pessoas e seus meios de subsistência ainda serão desafiadoras, mas, potencialmente, mais gerenciáveis ​​para os mais vulneráveis”, disse Hoesung Lee, membro do IPCC, em comunicado. “Aumentaremos nossa capacidade de criar resiliência e, assim, haveá mais benefícios para o desenvolvimento sustentável.”

O nível do mar
Uma das informações que mais chama atenção diz respeito ao aumento do nível do mar, que subiu 15 centímetros no século 20 – o que tem acontecido cada vez mais rápido nos últimos anos.

De acordo com o relatório, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas e o aquecimento global seja limitado a, no máximo, 2 °C, o nível das águas aumentará entre 30 e 60 centímetros até 2100. Se nada for feito para conter o aquecimento global, esse crescimento pode chegar a 110 centímetros.

A elevação do nível do mar impactará diretamente fenômenos naturais que têm relação com os oceanos, como marés altas, tempestades e ciclones tropicais. Um exemplo disso é o furacão Dorian, que atingiu as Bahamas e os Estados Unidos no início de setembro e, segundo os especialistas, foi particularmente forte por conta das mudanças climáticas.

Cada vez mais, esses eventos colocarão em risco pessoas ao redor do planeta, principalmente quem vive em cidades costeiras e pequenas ilhas. Michael Meredith, da British Antarctic Survey, disse à NewScientist que mesmo os países desenvolvidos sofrerão com o aumento do nível das águas e terão de reforçar a defesa costeira.

Os ecossistemas
O relatório do IPCC também aponta que os oceanos absorveram mais de 90% do excesso de calor causado pelas mudanças climáticas. Isso significa que, mesmo que as emissões de carbono diminuam, até 2100 os mares absorverão de duas a quatro vezes mais calor do que entre 1970 e a atualidade. Entretanto, se o aquecimento global ultrapassar os 2 °C, essa quantidade pode ser até sete vezes maior.

O aumento da absroção de carbono pelas águas afeta diretamente a fauna e a flora dos biomas aquáticos, pois altera não apenas sua temperatura, mas também a acidificação da água e os níveis de oxigênio e nutrientes essenciais para a manutenção de um ecossistema equilibrado.

Isso também é prejudicial para os seres humanos, já que a dieta de diversas populações é baseada na pesca. “O corte das emissões de gases de efeito estufa limitará os impactos nos ecossistemas oceânicos, que nos fornecem alimentos, apoiam nossa saúde e moldam nossas culturas”, explicou Hans-Otto Pörtner, que fez parte da pesquisa.

O permafrost
O solo de permafrost, no Ártico, também está sofrendo com o aumento da temperatura da Terra. Congelado por muitos anos, essa camada de gelo está derretendo em um ritmo preocupante — até o fim do século 21, estima-se que ele deixará de existir.

Os pesquisadores estimam que, mesmo que o aquecimento global seja limitado a menos de 2 °C, cerca de 25% do permafrost próximo à superfície (3 a 4 metros de profundidade) derreterá até 2100. Entretanto, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem aumentando, até 70% dessa camada de gelo poderá ser perdida durante o período.

Como explicaram os membros do IPCC, o permafrost ártico e boreal é importante porque retém grandes quantidades de carbono orgânico. Logo, seu derretimento pode resultar em um aumento significativo de gases poluidores lançados na atmosfera.

É preciso agir agora
A conclusão dos especialistas após a publicação do novo documento não foi surpresa para ninguém: é preciso agir agora. “Só conseguiremos manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C (…) se efetuarmos transições sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, apontou Debra Roberts, uma das especialistas.

“Quanto mais decisiva e rapidamente agirmos, mais capazes seremos de enfrentar mudanças inevitáveis, gerenciar riscos, melhorar nossas vidas e alcançar sustentabilidade para ecossistemas e pessoas ao redor do mundo — hoje e no futuro”, disse Roberts.

permafrost

 

……………………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu

Estudante cria plástico biodegradável com escamas e peles de peixes que normalmente vão para o lixo

Durante uma visita a um mercado atacadista de peixes, a estudante de Design de Produtos, Lucy Hughes, de 23 anos, viu uma enorme quantidade de resíduos que eram jogados no lixo, como peles e escamas. Apesar de serem considerados ‘lixo‘, e geralmente descartados, ela sabia que eles contêm substâncias e propriedades importantes que podem ser usados na fabricação de outros produtos.

Durante meses, Lucy fez diversos experimentos utilizando esses resíduos orgânicos até que finalmente, conseguiu obter o que queria: um plástico biodegradável, mais resistente do que o tradicional, mas que se descartado no meio ambiente ou compostado, se desintegrará em quatro a seis semanas. E o melhor, sem deixar toxinas no solo.

O bioplástico criado pela estudante britânica, e chamado de Marinatex, foi o grande campeão do James Dyson Award, em 2019.

“Não faz sentido que usemos plástico, um material incrivelmente durável, para produtos com ciclo de vida inferior a um dia. E não sou só eu, há uma comunidade crescente de bioplásticos pioneiros, que estão trabalhando para encontrar alternativas à nossa dependência a esse material”, diz Lucy.
“Com Marinatex, estamos transformando um fluxo de resíduos no principal componente de um novo produto. Ao fazer isso, criamos um material consistente, transparente e ‘plástico’, com um ciclo de vida mais adequado ao planeta e ao uso como embalagens”.

Além das escamas e peles de peixes, a designer também adiciou à mistura algas vermelhas, que dão a liga final para que o bioplástico fique mais resistente.
Estudante cria plástico biodegradável com escamas e peles de peixes que normalmente vão para o lixo

“Os bioplásticos feitos apenas com algas se tornaram mais comuns, mas o problema que enfrentei durante o desenvolvimento das lâminas que fiz sem os resíduos de peixe (escamas e peles) pareciam simplesmente uma espécie de alga amassada”, conta a estudante.

“Eu precisava encontrar um material que deixasse a fórmula mais consistente. Minhas experiências iniciais envolveram outros tipos de dejetos de peixes, como conchas de mexilhão e esqueletos de crustáceos, antes de se fixarem nos resíduos de peixes. O resultado foi uma solução marinha de origem local”.

Segundo a Universidade de Sussex, onde Lucy estuda, pesquisas recentes têm demonstrado que alguns bioplásticos, como aqueles produzidos a partir de amido de milho fermentado, acabam não sendo compostáveis ou biodegradáveis, como prometido, permanecendo intactos após mais de três anos.

Além de se desintegrar mais rapidamente, o Marinatex tem um custo menor de produção e não requer um esquema de reciclagem novo para seu descarte.

*Por Suzana Camargo

……………………………………………………………………
*Fonte: conexaoplaneta

Tecnologia alemã reduz irrigação e aumenta produção de alimentos

Uma solução inovadora vinda da Alemanha, nunca utilizada no Brasil, pode auxiliar milhares de agricultores pelo país a aumentar sua produção de alimentos, reduzir o consumo de água e utilizar os resíduos e biomassas desperdiçados para produção de energia limpa.

Por meio de uma joint venture, a empresa alemã, Artec Biotechnologie GmbH, que desenvolveu uma usina para produção de qualquer tipo de produtos de biomassa, com diferentes graus de carbonização e usos diferentes, e a Aalok, empresa mineira de tecnologia e manufatura, irão aumentar a produção agrícola de alimentos com a carbonização hidrotérmica (HTC). O objetivo principal é aumentar a produção agrícola em até 40%, reduzir o consumo de água para irrigação em até 50%, aperfeiçoar o solo e realizar a gestão de resíduos em um processo neutro de CO2.

“Os estudos internacionais afirmam que, em 2050, a população mundial em constante crescimento chegará a 10 bilhões. Para que haja comida suficiente para esse número de pessoas são necessários solos adicionais de 8,5 milhões km², o tamanho do Brasil, para a produção de alimentos. A Artec realizou diversos estudos na Alemanha e, como o Brasil possui condições climáticas bastante favoráveis, os resultados certamente serão melhores e darão um impacto extremamente positivo na produção de alimentos, um grande exemplo de gestão de resíduos, uso de biomassa e economia de água de irrigação”, comenta Mercedes Blázquez, líder do Low Carbon Business Action in Brazil.

Low Carbon Business Action in Brazil

O Low Carbon Business Action in Brazil é um programa financiado pela União Europeia iniciado em setembro de 2015 para aproximar pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil e de seus 28 Estados membros, além de apoiar acordos de cooperação e parcerias em 5 setores de baixo carbono:Agricultura e atividades florestais; Energias renováveis; Processos industriais, Gestão de resíduos e biogás, e eficiência energética em edifícios e indústria.

O Low Carbon Brazil conta com o apoio de entidades como CNA, CNI, Febraban, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministério do Meio Ambiente, e pelas Diretorias Gerais da Comissão Europeia – FPI, DG Growth e DG Clima.

 

…………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Entenda como são feitas as piscinas biológicas que substituem cloro por plantas

Nada melhor do que mergulhar em uma piscina em um dia de calor, não é mesmo? Nem sempre. A quantidade de agentes químicos e cloro na água pode estragar toda a empolgação de um banho refrescante. Essas substâncias são usadas para eliminar as bactérias e fungos, mas podem ser substituídas por plantas aquáticas.

Trata-se de um sistema de filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. Para isso, as chamadas piscinas biológicas são divididas em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais – nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia.

É preciso escavar o terreno (de pelo menos 10×15 metros) onde será instalada e utilizar uma tela impermeável para protegê-la. Essa tela ficará invisível após o término da construção e o aspecto será muito semelhante a um lago artificial.

As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

O custo inicial é um pouco elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.

Ela também não requer equipamentos elétricos, portanto não existem custos energéticos. Do ponto de vista arquitetônico, as piscinas biológicas ainda têm a vantagem de se integrarem melhor à paisagem.

A empresa Organic Pools desenvolveu um tutorial com o passo a passo para a construção de uma piscina. É possível comprar ou alugar o tutorial em vídeo. Confira abaixo o trailer:

………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) desenvolveu um tipo de plástico 100% biodegradável e economicamente competitivo em relação ao plástico comum.

Na busca por um produto sustentável, que substituísse o polímero sintético, os pesquisadores fizeram diversos testes em resíduos agroindustriais que resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, além de amigáveis ao meio ambiente.

A novidade veio direto dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia e sua equipe desenvolveram filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

É importante frisar de onde veio essa inovação: descartes da agroindústria, altamente poluidora. A reciclagem desses resíduos e sua consequente transformação em produtos biodegradáveis, produzidos com fontes renováveis que não se esgotam (como o petróleo), é um grande avanço nas soluções que combatem o descarte desenfreado de lixo plástico.

Bianca lembra também que a matéria-prima para a produção do seu produto é barata e que não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interage com o produto que envolve, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”.

No entanto, os pesquisadores acreditam que a invenção demande mais estudos e testes antes de ser liberada para comercialização em massa.

A ideia é que o plástico 100% biodegradável seja uma alternativa direta ao comum, e que chegue para brigar pela hegemonia desse nicho, uma vez que ele será tão barato quanto o polímero sintético advindo do petróleo – que leva até 500 anos para desaparecer da natureza (em contraste com o bioplástico, que leva, no máximo, 120 dias, de acordo com a USP).

…………………………………………………………………..
*Fonte: thegreenestpost

Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

A pesquisa pode ser acessada no site da Organis.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Um dos lugares mais poluídos da Terra há 40 anos tem hoje o ar mais puro da região

Localizada na província canadense de Ontário, a cidade de Sudbury é a prova viva que a inegável resiliência da natureza – somada com o esforço do ser humano, podem transformar a realidade de um lugar. Isso porque, se há 40 anos a cidade era um dos lugares mais poluídos do planeta, devido a forte industrialização e mineração, hoje ela se orgulha de ter o ar mais puro da região.

Para atingir esta posição foi preciso décadas de trabalho de restauração e conservação. Graças ao esforço conjunto, lagos que antes eram acidificados e destituídos tornaram-se ecossistemas prósperos e árvores voltaram a crescer. Um dos maiores exemplos de restauração ambiental, uma universidade da cidade – a Laurentian University, acaba de lançar um curso inteiro baseado neste processo de recuperação, com o objetivo de inspirar estudantes universitários a aplicar suas lições em outras paisagens poluídas do mundo.

Uma história de sucesso que se destaca frente a tantos desafios ambientais, o apresentador Paul Kennedy – do do programa de rádio IDEAS da CBC, se emociona em uma de suas emissões e completa: “Para mim, Sudbury é uma indicação de que não vamos perder. A mudança climática é o maior e mais crucial desafio que enfrentamos. Há esperança“.

*Por Gabriela Glette

 

 

 

 

 

 

…………………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

Atlas online reúne dados de 160 mil espécies da biodiversidade brasileira

Na última terça-feira (27) foi lançado o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. Chamado de SiBBr, trata-se de um banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e apresenta informações de 160 mil espécies, com um número total de registros de ocorrência de cerca de 15 milhões. Além de todos estes dados, a plataforma também disponibiliza informações sobre biomas, áreas protegidas no Brasil, coleções brasileiras, espécies ameaçadas, o valor nutricional de frutos nativos e até receitas culinárias.

A base de dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira existe desde 2014 e agora foi repaginado. A nova plataforma, baseada na infraestrutura da Plataforma ALA – Atlas o Living Australia, é mais funcional, facilita a visualização dos dados e informações sobre a biodiversidade e favorece o compartilhamento de informações entre o Brasil e outros países.

Com o SiBBr, o país integra esforço para conhecer melhor a biodiversidade do planeta e disponibilizar gratuitamente as informações existentes. O Sistema também atua como o “nó brasileiro” da Plataforma Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF), que é a maior iniciativa multilateral de acesso virtual às informações biológicas de aproximadamente 60 países. Desta forma, informações publicadas no país podem ser disponibilizadas para esta rede internacional, e vice-versa.

“O Brasil é um país megadiverso, com o maior estoque de biodiversidade do planeta. Nesta riqueza natural encontramos as soluções baseadas na natureza que contribuem para regulação climática, hídrica, fertilidade dos solos, segurança alimentar, medicamentos, cosméticos, bem como, possibilitam inovações para o desenvolvimento econômico. É preciso conhecer, registrar e divulgar as informações existentes”, afirmou a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú. “O Sistema Brasileiro de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira faz isso, ao reunir as informações da nossa biodiversidade e torná-las acessíveis, sem custos, aos tomadores de decisão, setor privado e sociedade em geral”, complementou.

Segundo o Secretário de Políticas para Formação e Áreas Estratégicas, Marcelo Morales, o SIBBr torna-se uma ferramenta essencial nas pesquisas acadêmicas e na gestão ambiental ao disponibilizar um amplo conjunto de dados das espécies brasileiras e possibilitar cruzamentos diversos com estudos espacializados.

>> Veja aqui o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira.

……………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Plásticos biodegradáveis ​​também são tóxicos

Os plásticos biodegradáveis estão a emergir como alternativa, para evitar a acumulação de plástico no meio ambiente por longos períodos de tempo.

Agora, um estudo publicado na revista científica Ambiental: Nano, revela que o polihidroxibutirato (polímero da família dos polihidroxialcanoatos formado de monômeros de quatro carbonos. Tem propriedades biocompatíveis, termoplásticas e biodegradáveis), produz efeitos tóxicos em organismos aquáticos em ecossistemas.

Estudos anteriores haviam avaliado os efeitos produzidos pelos nanoplásticos em organismos presentes nos ecossistemas, mas eram sempre nanoplásticos sintetizados diretamente no laboratório. Pela primeira vez, os efeitos dos nanoplásticos secundários, isto é, aqueles gerados após a degradação dos plásticos sob condições similares às da natureza, foram estudados. “Esta é uma aproximação do que pode estar acontecendo nos ecossistemas aquáticos continentais hoje”, dizem os autores da pesquisa.

Efeitos tóxicos

Os resultados mostram que os nanoplásticos obtidos após a degradação dos plásticos de polihidroxibutirato exercem efeitos tóxicos sobre dois produtores primários de águas continentais, uma alga e uma cianobactéria.

Os produtores primários desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, porque são a base da rede trófica, de modo que, se afetados, todo o ecossistema pode sofrer danos.

O trabalho, que também envolve pesquisadores da Universidade de Alcalá (UAH), também analisou os efeitos que esses nanoplásticos produzem em níveis mais elevados da rede trófica.

Finalmente, os pesquisadores analisaram o mecanismo por trás da toxicidade dos nanoplásticos em organismos aquáticos, encontrando mecanismos de ação semelhantes aos das nanopartículas de outros materiais.

*Por Any Karolyne Galdino

………………………………………………………………….
*Fonte: engenhariae

As plantas têm consciência e inteligência, argumentam cientistas

Um novo campo de estudo denominado “neurobiologia vegetal” sugere que as plantas são muito mais complexas do que pensávamos.

Talvez não tenham sentimentos e emoções, mas certamente têm comportamentos bem mais elaborados do que lhes damos crédito – por isso, cientistas têm argumentado que elas possuem inteligência e, talvez, consciência.

O início

A primeira vez que um estudo abordou essa possibilidade foi provavelmente em 1966, quando o especialista em polígrafo da agência americana CIA, Cleve Backster, resolveu testar as habilidades de consciência das plantas.

Ele se inspirou no trabalho anterior do físico Jagadish Chandra Bose, que descobriu que tocar músicas diferentes para as plantas podiam fazê-las crescer mais rápido.

Usando um galvanômetro (instrumento para detectar ou medir correntes elétricas de baixa intensidade), Backster realizou uma série de experimentos que pareceu mostrar que as plantas reagiam a pensamentos positivos ou negativos.

Em um desses experimentos, uma pessoa pisava em uma planta, matando-a, enquanto outras plantas estavam por perto. Mais tarde, usando um polígrafo, Backster mostrou que as colegas vegetais reconheciam o “assassino”, tendo um surto de atividade elétrica se a mesma pessoa aparecia diante delas.

O problema é que a pesquisa de Backster foi ficando menos credível – ele chegou a sugerir que plantas se comunicavam telepaticamente.

Mais estudos

Apesar disso, essa área de estudo recebeu novos impulsos recentemente. Por exemplo, uma equipe de biólogos argumentou em um artigo publicado no Trends in Plant Science em 2006 que o comportamento de uma planta não é apenas o produto de processos genéticos e bioquímicos.

A equipe cunhou o termo neurobiologia vegetal para tentar entender “como as plantas processam as informações que obtêm do ambiente para se desenvolver, prosperar e se reproduzir de maneira ideal”.

Suas observações mostram comportamentos coordenados por algum tipo de “sistema integrado de sinalização, comunicação e resposta” dentro de cada planta – isso inclui responder a inúmeras variáveis ambientais, como luz, temperatura, água, micróbios, componentes do solo como nutrientes e toxinas e até gravidade.

Por fim, plantas usam sinais elétricos para produzir químicos semelhantes aos neurônios de animais, o que as permite se comunicar com outras plantas. Tudo isso indica que elas possuem algum tipo de inteligência, ainda que não tenham nada parecido com um cérebro como o humano.

Inteligência vegetal?

Estudos têm indicado que as plantas já evoluíram cerca de 15 a 20 sentidos diferentes, parecidos com os sentidos humanos como visão, olfato, audição, tato e paladar.

Segundo o fisiologista de plantas italiano Stefano Mancuso, envolvido no estudo de 2006, as plantas também pensam, apenas de maneira diferente da que nós pensamos. Elas reúnem informações e reagem a seu ambiente da forma que seja melhor para o organismo como um todo. Elas também respondem umas às outras, tendo nada menos que 3.000 substâncias químicas em seu “vocabulário”.

Ok, então plantas podem ter uma espécie de inteligência e capacidade de reagir a seu ambiente, mas outros biólogos discordam veementemente de que possuam qualquer coisa semelhante a um sistema neurológico, ou de que sejam minimamente conscientes.

Lincoln Taiz, professor aposentado de fisiologia de plantas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), acredita que a neurobiologia vegetal gera uma grande polêmica ao implicar que plantas podem sentir emoções como felicidade ou dor, tomar decisões de propósito e talvez até ter consciência.

“As chances de isso ser verdade são efetivamente nulas” pois plantas “nem requerem consciência”, escreveu Taiz na edição de agosto de 2019 da Trends in Plant Science. Quaisquer comportamentos sofisticados não exigem um sistema nervoso e, devido a necessidade de energia que isso causaria, é até contraditório com seus estilos de vida voltados para o sol.

Uma questão de sensibilidade

Taiz ainda apontou o horror que seria para uma planta ter consciência e sentir dor. O que isso significaria para as queimadas de florestas e campos?

Certamente, como seres humanos, se já não gostamos de pensar nos animais que são mortos para os comermos, também seria melhor que plantas não tivessem a menor ideia de quem são.

Enquanto o conceito de inteligência e autoconsciência nas plantas ainda careça de mais pesquisas credíveis, o campo geral da neurobiologia vegetal já está desafiando nossa compreensão excessivamente humana da natureza. [BigThink]

*Por Natasha Romanzoti

……………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Converse cria coleção com garrafas PET e jeans reciclados e reaproveitados

Depois da Adidas anunciar não só a produção de seu primeiro par de tênis totalmente produzido com material reciclado como o desejo de fazer o mesmo com toda sua produção, agora é a vez da Converse fazer o mesmo – e levar ao mercado um ícone do design de calçados em sua versão reciclada. O Converse ganhou três versões ecologicamente corretas mas sem abrir mão de algo sempre essencial nos tênis da marca: os três modelos da coleção “Converse Renew” são realmente lindos.

Cada modelo foi produzido a partir de um material diferente: o Renew Canvas reaproveita garrafas plásticas e é feito a partir de poliéster 100% reciclado, o Renew Denim reutilizou peças de jeans que seriam descartadas em lixões e aterros sanitários e o Renew Cotton usa como material de base 40% de algodão reciclado, a partir de algodões descartados, para criar um tecido de poliéster.

A ideia da Converse, porém, é que em um futuro breve ainda mais partes e peças de seus tênis sejam também recicladas.

O modelo Renew Canvas já foi lançado, e pode ser adquirido no site da marca. A previsão é que o modelo Renew Denim seja lançado até o final do ano, o Renew Cotton chegue ao público em 2020. O lema da coleção é claro e direto: A vida é curta demais para despediçar – e, diante das imagens, os fãs do design único do Converse não tem com o que se preocupar: é possível consumir de forma consciente e seguir vestindo um belo pisante com estilo.

*Por Vitor Paiva

 

 

 

 

…………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

Nepal proíbe a presença de plásticos descartáveis no Everest

No início deste ano, uma equipe de alpinistas que fazia trabalhos de limpeza retirou mais de 11 toneladas de lixo do Monte Everest, um dos lugares mais remotos do planeta. A montanha mais alta do mundo atrai milhares de escaladores todos os anos, mas a preocupação ambiental nem sempre acompanhou o crescente movimento turístico. Como consequência, o governo do Nepal acaba de proibir a presença de plásticos descartáveis na região.

A proibição passa a valer em janeiro de 2020 e inclui todos os tipos de plástico – como sacolas, garrafas, canudos, garrafas de água e embalagens de alimentos, o que limitará bastante os visitantes, que serão obrigados a encontrar soluções sustentáveis para os dias de aventura. Radical, porém essencial, a medida é a única maneira de conter turistas sem educação, que vão deixando rastros conforme fazem a trilha.

O turismo representa cerca de 5% do PIB do país, mas a cada expedição de limpeza o governo investe cerca de US$ 200 mil. Por isso, o Nepal lançará a campanha ‘Visit Nepal’ no próximo ano, atraindo mais de 2 milhões de turistas para a região.

Segundo especialistas, a jornada para o Everest dura cerca de 50 dias e o investimento não sai por menos de R$ 185 mil – incluindo a passagem de avião e a taxa paga ao governo para obter a permissão de escalada. Com a promessa de receber ainda mais pessoas ávidas para alcançar o cume da montanha mais alta do mundo, o banimento do plástico se faz mais do que necessário.

*Por Gabriele Glette

 

 

 

…………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

Árvores artificiais mexicanas ajudam no combate à poluição

As estimativas de mortes causadas por exposição à poluição do ar são alarmantes. Os dados apontam que cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência da poluição. As maiores armas para combatê-la e limpar o ar atmosférico, as árvores, tem sofrido ano após ano, com um ritmo acelerado de desmatamento – vide as recentes queimadas na Amazônia.

Naturais e eficientes, as árvores precisam de tempo e espaço para crescer e ajudar no combate à poluição e, para ajudar nesse processo, uma empresa mexicana desenvolveu uma árvore artificial que absorve a poluição do ar equivalente a 368 árvores naturais.

A estrutura metálica da árvore artificial utiliza microalgas para limpar dióxido de carbono e outros poluentes do ar, devolvendo oxigênio puro ao meio ambiente. Cada árvore, que tem 4,2 metros de altura, quase 3 metros de largura e pesa aproximadamente uma tonelada pode limpar tanto ar quanto um hectare de floresta, o que corresponde ao ar que 2.890 pessoas respiram por dia.

A árvore artificial parece uma mistura entre uma árvore natural e um grande edifício. Batizada de BioUrban, ela custa aproximadamente US$ 50 mil por unidade. Fabricada pela Biomitech, que foi lançada em 2016, já foram “plantadas” três árvores: uma na cidade de Puebla, no centro do México e sede da empresa, outra na Colômbia e a última no Panamá. Há ainda contrato para mais duas na Turquia e projeto sendo desenvolvido para instalá-la na Cidade do México e em Monterrey, ao Norte mexicano.

O objetivo da empresa com as árvores artificiais é ajudar essas cidades a combater a poluição, obtendo um ar mais limpo em áreas específicas, como as utilizadas por pedestres, ciclistas ou idosos.

*Por Adrieli Evarini

………………………………………………………………….
*Fonte: superinteressante

Maior fazenda urbana em telhado será construída em Paris – ela vai ter 14 mil m²

Os grandes centros urbanos como Nova York, São Paulo, Tokyo e Paris verticalizaram nosso modo de viver, mas com criatividade vamos encontrando soluções dentro de espaços cada vez menores para cultivar alimentos nesses lugares.

E um exemplo disso, é que em Paris, capital da França, um projeto vai criar uma super fazenda urbana com 14.000m²: a maior da Europa e talvez do mundo.

O projeto será realizado no Paris Expo Porte de Versailles, o maior parque de exposições da França. O topo do prédio ganhará 30 espécies diferentes e produzirá mil quilos de frutas e vegetais durante a alta temporada. Vinte jardineiros serão responsáveis por cuidar do cultivo e, o melhor, sem usar agrotóxicos ou fertilizantes químicos.

O espaço ainda contará com um bar e restaurante, com capacidade para 300 pessoas, com vista panorâmica da cidade luz. Haverá sempre alimentos sazonais e fresquinhos da horta. A previsão é que a inauguração seja em setembro de 2020.

A empresa Agripolis, responsável pela implantação, já realiza grandes projetos do tipo em faculdades, empresas e hotéis, que fornecem alimentos para estudantes, funcionários e hóspedes. O cultivo será aeropônico, um método onde as raízes das plantas ficam suspensas e não precisam de solo.

Apesar da França ser um país de muitos campos e fazendas, os moradores da capital, como de qualquer grande cidade, precisam se reconectar com a origem da comida que chega ao prato. Com base nisso, haverá ainda um projeto em que moradores locais poderão alugar pequenos lotes de hortaliças para cultivarem seus próprios alimentos.

*Por Any Karolyne Galdino

…………………………………………………………….
*Fonte: engenhariae

Aquecimento global pode gerar voos mais turbulentos; entenda o motivo

Aumento da temperatura altera o comportamento das chamadas ‘correntes de jato’, exigindo dos aviões manobras mais bruscas

O aquecimento global, fenômeno que compreende o aumento da temperatura média da atmosfera e dos oceanos terrestres, é um tema em alta no mundo todo. Suas consequências sobre o meio ambiente são, de longe, as que levantam mais discussões e preocupações, mas existe uma outra área que também pode ser gravemente afetada pelo aquecimento da Terra: as viagens aéreas.

No ar, as rotas pré-programadas existem não só para que se mantenha uma ordem no tráfego aéreo, mas também para que os aviões possam economizar tempo e combustível. Neste segundo quesito, entram em ação as “correntes de jato” (jet streams), massas de ar em movimento que se distribuem no globo de forma bastante particular. Elas são fruto de diferenças de temperatura entre os pólos e a região do Equador e podem servir como uma ajudinha extra no percurso.

É por causa desses “atalhos” que voar de Nova York para Los Angeles demora uma hora a mais do que cumprir o roteiro Los Angeles-Nova York, por exemplo. A escolha por usar atalhos do tipo, porém, pode significar uma viagem com mais adversidades. E hoje, com o aumento das temperaturas, essa relação não poderia ser mais clara. Isso porque correntes de jato estão mais agitadas atualmente do que eram em 1979 – ano em que os primeiros dados do tipo foram coletados.

Efeito turbulento

Em estudo publicado na revista científica Nature, meteorologistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, analisam correntes de jato do Atlântico Norte, região que compreende as águas atlânticas situadas acima da linha do Equador. Ela é um dos principais corredores aéreos do mundo, por onde cruzam pelo menos 3 mil voos todos os dias, segundo a Superinteressante.

De acordo com os pesquisadores, voar pelo Atlântico Norte vem se tornando uma tarefa mais difícil graças à intensificação das mudanças climáticas. Isso porque o aquecimento das temperaturas médias da Terra diminui a amplitude térmica entre a região polar e a do Equador, enfraquecendo, assim, as correntes de jato polares. Para correntes mais fortes, a diferença nas temperaturas deve ser maior.

A pesquisa aponta que, em correntes de jato mais fracas, os aviões ficam 15% mais suscetíveis (entre 1979 e 2017) ao fenômeno de cisalhamento do vento, uma das principais causas de turbulências em aviões. Ele ocorre quando os ventos mudam de velocidade ou direção bruscamente, por conta de mudanças na altitude do voo, explica a Superinteressante. Isso exige do avião um ganho maior de velocidade, ou uma desaceleração mais intensa, ambas ações que causam turbulência no voo.

O futuro não é favorável

Uma pesquisa anterior, assinada pelo mesmo grupo, sugere que voos turbulentos são um fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente. Se nada for feito para frear as mudanças climáticas, podemos esperar altas de 59% no número de turbulências leves, 94% nas turbulências moderadas e 149% nas turbulências severas.

“Uma intensificação da turbulência pode ter consequências importantes para a aviação. A turbulência pode causar danos às aeronaves e é a causa por trás do medo que muitas pessoas têm de viajar de avião”, diz o estudo.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: olhardigital

Terra chega à sua sobrecarga de recursos naturais

A conta da humanidade com a Terra entra no vermelho a partir de 29 de julho. Desse dia em diante, passaremos a consumir mais recursos do que o planeta consegue regenerar. Neste ano, o limite bateu um recorde: nunca havia acontecido tão cedo desde que o planeta entrou em déficit ecológico no início dos anos 1970. Há 20 anos, essa data caiu em 29 de setembro; dez anos atrás, em 18 de agosto.

O motivo pelo qual isso acontece é nosso atual padrão de consumo, que exige uma quantidade maior de recursos do que a natureza consegue oferecer. Projeções moderadas das Nações Unidas para o aumento da população e do consumo indicam que em 2030 precisaríamos da capacidade de duas Terras para acompanhar nosso nível de demanda por recursos naturais. O cálculo também é feito para os países: é quando o Dia da Sobrecarga da Terra cairia se toda a humanidade consumisse como as pessoas daquela nação. No caso do Brasil, a data cai dois dias depois, em 31 de julho.

Os dados são da Global Footprint Network, organização internacional de pesquisa responsável pelo cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra e da Pegada Ecológica, da qual a rede WWF (Fundo Mundial pela Natureza) é parceira. Para se chegar a essa data, a Global Footprint Network calcula o número de dias exigidos da biocapacidade da Terra (a quantidade de recursos ecológicos que o planeta é capaz de gerar naquele ano) para atender à Pegada Ecológica da humanidade. O restante do ano corresponde à sobrecarga, que é causada por quatro fatores principais: 1) o quanto nós consumimos; 2) com que eficiência os produtos são feitos; 3) quantas pessoas existem no planeta; e 4) quanto os ecossistemas da natureza são capazes de produzir.

Em vários países, o principal fator de pressão para a exploração desenfreada dos recursos naturais é o crescente nível de consumo, mas no caso do Brasil o problema é a acentuada queda na biocapacidade, como mostra o gráfico abaixo. A biocapacidade de uma cidade, estado ou nação representa o quanto seus ativos ecológicos (incluindo terras agrícolas, pastagens, terras florestais, áreas de pesca e terras construídas) conseguem produzir.

Quando entramos no cheque especial do planeta, os juros são altos e vêm na forma de escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera, com as consequências que já conhecemos: secas severas, inundações, aumento na quantidade e intensidade dos incêndios florestais ou furacões. “Para a economia, isso significa grandes prejuízos e maiores riscos aos investimentos. Para as pessoas, significa preços mais altos dos alimentos, maiores chances de contrair doenças e perda de bens e de vidas. Na prática, estamos deixando o mundo mais poluído, mais inóspito e mais pobre em biodiversidade”, sintetiza Renata Camargo, especialista em Conservação do WWF-Brasil.

“Há uma percepção equivocada, compartilhada por alguns, de que o Brasil é país que mais preserva o ambiente no Planeta e que não teríamos qualquer problema nesse aspecto. No entanto, vamos entrar no cheque especial dos recursos naturais praticamente junto com o restante do Planeta. Temos muito o que fazer, a começar por implementar com mais rigor as regras de proteção ambiental que construímos ao longo das últimas décadas, as quais ainda são muito frequentemente deixadas de lado”, alerta Raul do Valle, Diretor de Justiça Socioambiental do WWF-Brasil.

O que é a Pegada Ecológica

Do lado da demanda, a Pegada Ecológica mede a quantidade de área terrestre e marinha necessária para produzir todos os recursos consumidos por uma população e para absorver seus resíduos. “O uso de combustíveis fósseis no sistema de transporte e o desperdício de alimentos estão entre os principais vetores de pressão da demanda por recursos naturais no Brasil”, explica Camargo.

Um componente importante da Pegada Ecológica é a Pegada de Carbono, que representa a área de terra necessária para sequestrar as emissões de dióxido de carbono geradas pela queima de combustíveis fósseis, desmatamento e outras fontes, como produção de cimento e fermentação entérica de bovinos, por exemplo. Atualmente, a pegada de carbono representa 60% da Pegada Ecológica total da humanidade e é também a parte de crescimento mais rápido. Porque estamos emitindo dióxido de carbono no ar a uma taxa muito mais rápida do que pode ser absorvido, ele está se acumulando na atmosfera e no oceano. Ou seja, o aumento em nossa Pegada de Carbono é o principal impulsionador da crise climática, que é o resultado mais conhecido – junto com a perda de biodiversidade – de nosso gasto ecológico excessivo. Portanto, reduzir significativamente a pegada de carbono é um passo essencial tanto para reduzir nossa pegada ecológica como também para mitigar a crise climática.

O conceito de Dia de Sobrecarga da Terra foi concebido pela primeira vez por Andrew Simms, da New Economics Foundation, entidade britânica de consultoria, que se associou à Global Footprint Network em 2006 para lançar a primeira campanha global sobre o tema. O WWF participa desde 2007.

A Pegada Ecológica Global e as métricas de biocapacidade são calculadas anualmente nas Contas da Pegada Nacional e Biocapacidade. Utilizando as estatísticas da ONU, essas contas incorporam os dados mais recentes e a metodologia contábil mais atualizada. Para manter a consistência com os dados e a ciência relatados mais recentes, as métricas da Pegada Ecológica de todos os anos desde 1961 são recalculadas a cada ano, de modo que as métricas de cada ano compartilham um conjunto de dados comum e exatamente o mesmo método contábil.

Dicas para reduzir a pegada ecológica

Se conseguirmos postergar o Dia de Sobrecarga da Terra em 5 dias a cada ano, em menos de três décadas estaremos dentro dos limites do planeta antes. Todo mundo pode ajudar:

Em Casa: Desligue sempre as luzes e os eletrodomésticos que não estão em uso; limite o tempo do banho; prefira iluminação e ventilação naturais; recicle seu lixo; faça uma composteira doméstica, diminuindo o lixo orgânico; sempre que possível, deixe o carro na garagem e saia a pé, de bicicleta ou transporte público; aproveite a cidade e peça menos delivery (diminuindo o uso de embalagens), opte por um filtro ou beba água da torneira, diminua o uso do ar condicionado.

Ao fazer compras: Evite fazer compras por impulso ou desnecessárias, opte por produtos não-descartáveis e maior durabilidade; evite trocas periódicas de equipamentos (celular, por exemplo), escolha produtos naturais, frescos e com menos embalagens. Sempre que possível, compre do produtor local, o que evita gastos de energia para transporte e armazenamento. Prefira frutas da época e evite peixes na lista vermelha de extinção. Não compre produtos que tenham microesferas de plástico, como algumas pastas de dente ou esfoliantes.

No trabalho: Faça grupos de carona; desligue luzes e monitores sempre que não estiverem sendo usados; traga sua caneca de casa e diminua/ elimine o uso de copos descartáveis; desligue o ar condicionado quando não for necessário; vá de bicicleta, a pé ou transporte público; quando for viável opte por reuniões pela internet (em vez de atravessar a cidade ou viajar); imprima somente o necessário, optando por diminuir os processos que necessitam de papel.

*Por Mayra Rosa

 

 

………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Cientistas descobrem como usar qualquer plástico para produzir eletricidade

Como você deve saber, não são absolutamente todos os tipos de plástico que podem ser reciclados, o que significa que, mesmo que uma parte possa ser processada e reutilizada, existe uma parcela que não – e que tem ainda mais chances de não ter um descarte adequado e parar na natureza. Evidentemente, há tempos os cientistas tentavam encontrar soluções para esse problema e, recentemente, uma equipe da Universidade de Chester, na Inglaterra, anunciou ter desenvolvido uma alternativa.

Saída interessante

De acordo com Alfredo Carpineti, do site IFLScience!, os pesquisadores encontraram uma forma de usar todo tipo de plástico – reciclável ou não – para produzir eletricidade, técnica esta que, além de reduzir o volume de resíduos, pode potencialmente levar a uma menor exploração de recursos naturais. E não é só isso!

Segundo Afredo, o processo – batizado de “W2T”, sigla de Waste2Tricity – envolve uma baixa criação de resíduos sólidos ou líquidos e não gera liberação de gases na atmosfera e, sendo assim, comparado às tecnologias tradicionais de incineração, o novo sistema produz muito menos emissões. Como funciona o método?

O W2T consiste em usar uma câmara de conversão térmica para vaporizar o plástico. Com isso, é possível obter hidrogênio a partir de um gás que os cientistas chamaram se Syngas e que seria como o gás natural, só que sintético. Esse material, por sua vez, pode ser usado para a produção de eletricidade e ser usado como combustível, e todo o sistema vem sendo testado e aprimorado na universidade para que, em breve, seja criada uma planta de processamento de plástico em larga escala.

O primeiro desses estabelecimentos deve ser construído na Inglaterra, mas, se tudo correr bem e o método provar ser eficiente mesmo, o objetivo é o de criar plantas em todo o mundo. A estimativa é a de que cada tonelada de resíduos plásticos possa valer cerca de US$ 50 – pouco menos de R$ 190 –, o que pode servir de incentivo (financeiro) para que a indústria e a população não descartem esse material nos oceanos ou de forma inadequada.

 

……………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

Designer cria embalagens biodegradáveis usando algas

Enquanto campanhas conscientizam a população sobre os males dos plásticos, profissionais de diversas áreas pensam em soluções ecológicas para substituí-los. Neste sentido, um dos projetos que ganhou destaque nos últimos dias foi o da designer Margarita Talep que desenvolveu um novo material no Chile cuja principal matéria-prima é a alga. A solução foi pensada, principalmente, para embalar produtos alimentícios.

Um polímero, um plastificante e um aditivo compõem a mistura. A combinação de soluções depende da consistência do produto final que deseja obter. Basicamente, ela usa agar, uma substância gelatinosa proveniente de algas marinhas, que é aquecida, a cerca de 80 graus Celsius, adiciona-se água e corantes naturais: beterraba, cenoura e repolho roxo são alguns dos vegetais usados. Após a mistura ser aquecida, ela é resfriada e pode ser moldada. Para fechar a embalagem, nada de cola, ele é melhor selado com calor.

Usando a técnica, Margarita tem feito diversas experimentações. Já criou um estojo para canetas, cartão de visita e até uma forminha para biscoitos. Mas, das coisas que mais impressionam estão o biocelofane, que é praticamente idêntico aos sacos de celofane comuns, e o recipiente criado para petiscos. “Este recipiente terá uma vida útil de 5 a 15 minutos, depois será descartado e completamente decomposto dentro de dois meses”, afirma a designer no Instagram de sua marca Desintegra Me. Aliás, a versatilidade de soluções que ela tem criado, dos mais rígidos aos mais flexíveis, pode ser acompanhada por lá.

*Por Marcia Sousa

 

 

…………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Artista mexicano derrete 1500 armas e transforma em pás para plantar árvores

O artista plástico e ativista mexicano Pedro Reyes decidiu transformar armas recolhidas em pás para plantar árvores.

Pedro mora em Culiacán, a cidade do México com a maior taxa de mortes por armas de fogo, cuja população tem ciência das devastadoras consequências das armas.

Unindo os desafios da contemporaneidade com as artes plásticas, o artista é otimista e busca sempre trabalhar seus projetos sob uma perspectiva positiva.

Ele imaginou que a partir das armas, poderia haver transformação. E que sim, havia algo de positivo e bom no material para ser aproveitado para um propósito nobre: plantar árvores!

Desarmamento

Pedro começou uma campanha pedindo aos moradores de Culiacán que entregassem suas armas em troca de um cupons para a compra de eletrônicos ou eletrodomésticos.

Depois que Pedro coletou 1.527 pistolas para o projeto ‘Palas por Pistolas’ ou ‘Pás por armas’, elas foram levadas para uma base militar: esmagadas com um trator, derretidas e transformadas em 1.527 cabeças de pá.

As novas pás foram distribuídas para instituições de arte e escolas públicas, onde serão aproveitadas pela comunidade para o plantio de milhares de árvores.

“Agora elas existem apenas com o propósito de plantar árvores e criar vida!”

Algumas foram parar na Galeria de Arte de Vancouver, no Instituto de Arte de São Francisco, na Maison Rouge em Paris e em outros lugares do mundo.

“Uma pá, como uma arma, pode ser usada para um propósito produtivo, ou com ódio. Mas graças a essa mudança de perspectiva, podemos transformar o que dói em algo que beneficia a todos nós”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos, alerta ONU

Em uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral daEm uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil.

Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano.

“Desertificação, degradação da terra e seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo” – alertou Guterres – “particularmente mulheres e crianças”. Ele disse que é hora de mudar “urgentemente” essas tendências, acrescentando que proteger e restaurar a terra pode “reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico”, bem como ajudar a resolver a “emergência climática global”.

A data, que busca ampliar a conscientização sobre os esforços internacionais de combate à desertificação, foi estabelecido há 25 anos, com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), o único acordo internacional vinculante sobre meio ambiente, desenvolvimento e gestão sustentável da terra.

Sob o lema “Vamos fazer o futuro crescer juntos”, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca deste ano se concentra em três questões-chave relacionadas à terra: seca, segurança humana e clima.

Em 2025, informa a ONU, dois terços do mundo estarão vivendo em condições de escassez de água – com a demanda ultrapassando a oferta em determinados períodos – com 1,8 bilhão de pessoas sofrendo escassez absoluta de água, onde os recursos hídricos naturais de uma região são inadequados para suprir a demanda.

A migração deve aumentar como resultado da desertificação, com a ONU estimando que, até 2045, será responsável pelo deslocamento de cerca de 135 milhões de pessoas.

Restaurar o solo de terras degradadas, no entanto, pode ser uma arma importante na luta contra a crise climática. Com o setor de uso da terra representando quase 25% do total de emissões globais, a restauração de terras degradadas tem o potencial de armazenar até 3 milhões de toneladas de carbono anualmente.

A importância de assegurar que a terra seja bem gerida é observada na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que declara que “estamos determinados a proteger o planeta da degradação, incluindo por meio do consumo e produção sustentáveis, gerindo de forma sustentável os seus recursos naturais e adotando ações urgentes sobre as mudanças climáticas, para que possa apoiar as necessidades das gerações atuais e futuras”.

O Objetivo 15 declara a determinação da comunidade internacional em deter e reverter a degradação da terra. Saiba mais clicando aqui.

UNESCO alerta para crise global de desertificação

Também por ocasião do dia mundial, a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, denunciou que o planeta vive “uma crise global de desertificação, que afeta mais de 165 países”.

“A desertificação e a seca aumentam a escassez de água num momento em que 2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável – e mais de 3 bilhões podem enfrentar uma situação semelhante até 2050”, alertou a autoridade máxima da agência da ONU.

Segundo o Secretariado da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, até 2030, 135 milhões de pessoas devem migrar em todo o mundo como resultado da deterioração das terras.

“Essas migrações e privações são, por sua vez, fonte de conflito e instabilidade, demonstrando que a desertificação é um desafio fundamental para a paz”, ressaltou Audrey, que afirmou ainda que a crise da desertificação tem consequências dramáticas para o patrimônio ambiental da humanidade e para o desenvolvimento sustentável.

A dirigente lembrou que a UNESCO tem apoiado seus Estados-membros na governança da água e no enfrentamento de estiagens, aprimorando as capacidades de atores envolvidos na gestão hídrica e consolidando orientações políticas sobre o tema.

Entre as atividades apoiadas pelo organismo internacional, estão o monitoramento de secas e o estabelecimento de sistemas de alerta precoce para populações na África. A UNESCO também participa do desenvolvimento de atlas e observatórios para determinar a frequência e a exposição a estiagens. A agência trabalha ainda na avaliação de vulnerabilidades socioeconômicas e na concepção de indicadores de seca para a formulação de políticas na América Latina e no Caribe.

 

……………………………………………………..
*Fonte: ONU

Brasil é dos que mais produz e menos recicla plástico no mundo

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, alcançando 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (70,8 milhões), China (54,7 milhões) e Índia (19,3 milhões). E o pior: o país só recicla 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O brasileiro descarta, em média, aproximadamente 1 quilo de plástico a cada semana.

Esses são alguns dos dados do relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado na terça (05/03), realizado com base em números do Banco do Mundial e que analisou a relação de mais de 200 países com o plástico. O levantamento “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

O estudo destaca como é crucial que os líderes globais se comprometam em uma ação coordenada internacionalmente a reduzir a poluição do meio ambiente por esse material. Na próxima semana (de 11 a 15 de março), um acordo sobre a poluição dos plásticos marinhos será votado durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), em Nairóbi, Quênia.

O texto do estudo lembra que o material plástico em si não é um problema. Ao contrário, ele trouxe vantagens para a sociedade. Mas a forma voraz com que está sendo consumido e a maneira irresponsável como está sendo tratado após seu uso – em sua maioria único – é que estão causando um desastre ambiental. “Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado”, descreve o relatório.

Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. E está atrelado a uma petição da ONG que circula desde fevereiro para pressionar os líderes globais a defenderem um acordo legalmente vinculante na próxima semana. Até agora, já são cerca de 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para assiná-la, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

O volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirmou em comunicado Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

………………………………………………………………………………
*Fonte: revistaplaneta

Vídeo da Nasa revela ilhas de lixo no planeta

A garrafa vazia, a embalagem de comida, o bola que furou. Depois de um lindo dia na praia, muitas pessoas esquecem de recolher o lixo que ficou jogado ali na areia. Mas quando a maré sobe, todos estes dejetos acabam sendo levados para o mar. Assim como os banhistas, embarcações que navegam pelos mares também usam a água do mar como lixeira. E a cada novo resíduo descartado no oceano, aumentam ainda mais as imensas ilhas de lixo do planeta.

Recentemente, a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou um vídeo impressionante. Ele mostra como estas gigantescas lixeiras foram se formando em cinco pontos do oceano, ao longo dos últimos 35 anos. Estas áreas concentram uma quantidade enorme de detritos, que vão gradualmente aumentando sua extensão.

O que acreditava-se até pouco tempo era que estas ilhas eram móveis. Todavia, os pesquisadores sabem agora é que estão localizadas em cinco regiões subtropicais, onde as correntes marinhas se encontram. Nelas, o que há é principalmente resíduos de plásticos, micropartículas que já foram parcialmente decompostas pelos raios do sol.

ILHAS DE LIXO

Um estudo internacional, realizado no ano passado pela organização não-governamental 5 Gyres, denunciou que há mais de 5 trilhões de pedaços – grande e pequenos – de plásticos flutuando pelos oceanos do planeta. Seriam cerca de 269 mil toneladas de resíduos, que foram jogadas em nossos mares.

Segundo a pesquisa, que envolveu cientistas de seis países e coletou dados de 24 expedições ao redor do mundo, o plástico encontrado em maior quantidade é de redes de pesca e restos de boias. Mas os pesquisadores acharam também toneladas de garrafas, plásticos, escovas de dentes e uma série de outros detritos.

Além de matar peixes e outras espécies marinhas, o lixo acumulado nos mares contamina a água e acaba afetando também a qualidade do que comemos. É um grande círculo vicioso, já que estamos todos conectados. Por isso, evite usar embalagens plásticas e quando o fizer, sempre descarte no lugar certo.

*Por Suzana Camargo

 

……………………………………………………………………
*Fonte: conexaoplaneta

Mar de plástico

A notícia de que a Grande Mancha de Lixo do Pacífico já ocupa uma área 16 vezes maior do que se estimava aumenta a urgência de uma solução para o problema dos resíduos plásticos, os principais poluidores dos mares

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, alcançando 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (70,8 milhões), China (54,7 milhões) e Índia (19,3 milhões). E o pior: o país só recicla 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O brasileiro descarta, em média, aproximadamente 1 quilo de plástico a cada semana.

Esses são alguns dos dados do relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado na terça (05/03), realizado com base em números do Banco do Mundial e que analisou a relação de mais de 200 países com o plástico. O levantamento “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

O estudo destaca como é crucial que os líderes globais se comprometam em uma ação coordenada internacionalmente a reduzir a poluição do meio ambiente por esse material. Na próxima semana (de 11 a 15 de março), um acordo sobre a poluição dos plásticos marinhos será votado durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), em Nairóbi, Quênia.

O texto do estudo lembra que o material plástico em si não é um problema. Ao contrário, ele trouxe vantagens para a sociedade. Mas a forma voraz com que está sendo consumido e a maneira irresponsável como está sendo tratado após seu uso – em sua maioria único – é que estão causando um desastre ambiental. “Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado”, descreve o relatório.

Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. E está atrelado a uma petição da ONG que circula desde fevereiro para pressionar os líderes globais a defenderem um acordo legalmente vinculante na próxima semana. Até agora, já são cerca de 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para assiná-la, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

O volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirmou em comunicado Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

*Por Evanildo da Silveira

 

…………………………………………………………………………
*Fonte: revistaplaneta

Primeiros navios cargueiros elétricos do mundo começarão a operar na Bélgica e Holanda

No próximo verão europeu, o porto de Antuérpia, na Bélgica, vai se tornar uma atração internacional. É que o primeiro navio cargueiro elétrico do mundo, o Port-Liner, entrará em operação ali.

Já sendo chamado de “Tesla dos Canais”, o novo barco foi desenvolvido graças a uma parceria entre o governo da Antuérpia e a Comunidade Europeia, em um investimento total de pouco mais de 200 milhões de euros. O objetivo do projeto é reduzir o tráfego de caminhões nas estradas do país.

Port-Liner é apenas um dos navios que estão em construção. No total, serão cinco barcos pequenos, com 52 metros de comprimento e 6,7 de largura, e outros seis grandes, com 110 metros de comprimento e capacidade para carregar até 270 contêineres. Os menores poderão acomodar 24 contêineres com um peso total de 425 toneladas.

Os barcos foram projetados pela empresa holandesa de arquitetura naval Omega. Os menores conseguirão viajar por 15 horas e os maiores por 35 horas, utilizando somente a eletricidade proveniente das baterias instaladas no deck.

A recarga completa da bateria dos navios cargueiros de 52 mt leva quatro horas e quando necessário, ela pode ser substituída por outras existentes no porto.

Os barcos de grande porte serão utilizados nos trajetos entre os portos de Rotterdam, Amsterdam, Antuérpia e Duisburg. Todos os onze cargueiros estarão prontos no segundo semestre de 2019. Depois disso, a empresa Port-Liner, responsável pela construção dos barcos, pretende encomendar mais quatro.

“Todos eles já estão totalmente alugados para companhias de transporte marítimo e grandes empresas de contêineres. Caso contrário, não começaríamos a construí-los”, afirmou Ton van Meegen, CEO da Port-Liner.

O custo dos cargueiros menores é de 1,5 milhão de euros e os maiores, 3,5 milhões. Meegen garante que o valor não é mais alto do que o de um barco movido a diesel.
Fim da era do diesel

O diesel é um dos combustíveis fósseis mais poluentes que existe. Sua queima libera uma quantidade enorme de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, um gás apontado como sendo um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Diversos países ao redor do mundo já anunciaram a proibição, para os próximos anos, de veículos movidos a diesel, em uma iniciativa para combater a poluição nas grandes cidades, provocando milhares de mortes (leia mais aqui).

Além disso, estudos mostram que o barulho causado pelo trânsito marítimo nos oceanos pertuba a vida marinha, afetando a maneira como peixes e demais espécies se comportam debaixo d’água e muitas vezes, comprometendo sua sobrevivência.

Navios elétricos, assim como carros, são mais silenciosos, tendo assim, menor impacto sobre o meio ambiente.

*Por Suzana Camargo

 

………………………………………………………………….
*Fonte: conexaoplaneta

Fazendeiros investem em agricultura orgânica após adoecerem com uso de agrotóxicos

Para aqueles que ainda duvidam de que, além de mais saudável (tanto para o ser humano quanto para o meio ambiente), a agricultura orgânica é também mais eficiente (e, portanto, mais lucrativa) do que a tradicional – que utiliza fertilizantes artificiais, aditivos e agrotóxicos –, apresentamos Blaine Schmaltz, fazendeiro no estado de Dakota do Norte, nos Estados Unidos.

No ano de 1993, ele estava aplicando herbicida no campo, quando parou para checar o nível do tanque de pulverização e acabou desmaiando. Após o episódio, ele foi hospitalizado por meses com dificuldades respiratórias, dores e coceiras musculares e insônia. Seu diagnóstico? Asma ocupacional! “O médico pediu para eu abandonar a agricultura e avisou que, caso eu não o fizesse, não viveria por mais 10 anos”, revela Schmaltz.

Durante a recuperação, Blaine começou a ler sobre a agricultura orgânica e começou a transição para continuar com sua profissão. Após iniciar o cultivo de trigo, grãos e linhos de maneira 100% orgânica, seus sintomas desapareceram.

Segundo o diretor da Associação de Produtores Orgânicos, Kate Mendenhall, essa é uma história comum para muitos fazendeiros que tiveram que escolher entre seu ganha pão e a saúde. Alguns passaram pela perda de membros da família antes de tomarem essa decisão. E a pergunta que não quer calar é: precisa chegar a esse ponto?

*Por Jessica Miwa

 

……………………………………………………………
*Fonte: thegreenestpost

Costa Rica: o país mais limpo do mundo. Até 2021 Zero Plástico e Zero Carbono

Não é de hoje – que, como alguns dizem, está na moda a questão ambiental – que a Costa Rica se dedica a explorar alternativas para o uso de recursos renováveis.

O pequeno país centro-americano vem sendo um grande exemplo ambiental no mundo, já que, desde 2014, 99% da energia do país é oriunda de fontes renováveis e há dois meses tem conseguido chegar a 100% de aproveitamento, segundo informou o Intelligent Living.

Há dois anos, o país decidiu, também, eliminar o plástico – o primeiro país do mundo a tomar tal atitude. Em 2018, a Costa Rica anunciou que, até 2021, pretende tornar-se o primeiro país do mundo também a ficar livre do carbono.

O Instituto de Eletricidade da Costa Rica (ICE) emitiu um comunicado argumentando que: “basear [a geração de eletricidade] em recursos renováveis permite que o país alcance uma das menores proporções de emissões de gases do efeito estufa para o consumo de eletricidade no planeta”.

O governo da Costa Rica, desde a década de 1980, é consciente de que a natureza é o seu principal ativo e vem fazendo desde então esforços para protegê-la: incluindo, entre outros, fechamento de parques zoológicos, reflorestamento e estabelecimento de áreas protegidas (25% da superfície total do país ).

A Costa Rica é abrigo de uma enorme biodiversidade e, por causa dela, o país vem demonstrado uma liderança ambiental ao buscar o reflorestamento, designando um terço do país de reservas naturais protegidas e retirando quase toda a eletricidade de energia hidrelétrica limpa.

No ano passado, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o país anunciou seu novo plano nacional para erradicar todos os plásticos de uso único até 2021. O plástico já está sendo substituído por alternativas 100% recicláveis ou biodegradáveis e não à base de petróleo. Isso tem sido feito com o apoio técnico e financeiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

A economista Mónica Araya, especialista em sustentabilidade da Costa Rica e diretora da Costa Rica Limpia, que promove energia renovável e transporte elétrico, explica que:

“Livrar-se dos combustíveis fósseis é uma grande ideia vinda de um pequeno país. Essa é uma ideia que está começando a ganhar apoio internacional com o surgimento de novas tecnologias. Em um país que já está se afastando rapidamente dos combustíveis fósseis, concentrar-se nos transportes – um dos últimos grandes desafios – poderia enviar uma mensagem poderosa ao mundo ”.

O presidente eleito este ano, Carlos Alvarado Quesada, está disposto a reduzir a carbonização, ao anunciar que a Costa Rica irá banir os combustíveis fósseis e tornar-se a primeira sociedade descarbonizada do mundo. Em um discurso, ele disse:

“A descarbonização é a grande tarefa de nossa geração e a Costa Rica deve ser um dos primeiros países do mundo a realizá-la, se não a primeira”.

A Costa Rica Faz faz parte da Wellbeing Economies Alliance, uma coalizão que inclui Escócia, Nova Zelândia e Eslovênia, que, em vez de enfatizar o PIB dos países, “procura assegurar que a política pública avance o bem-estar dos cidadãos no sentido mais amplo, promovendo a democracia, a sustentabilidade e crescimento inclusivo ”, informa uma recente coluna do economista Joseph Stiglitz.

Naturalmente a Costa Rica, por ser um país pequeno, mais facilmente consegue colocar em prática ações que asseguram o desenvolvimento sustentável, as quais são um modelo importante e fundamental para servir de experiência a países maiores e com necessidades energéticas mais robustas.

*Por Gisella Meneguelli

 

 

………………………………………………………………
*Fonte: greenme

Sumiço das nuvens é a nova ameaça do fim do mundo como o conhecemos

Há 50 milhões de anos, período conhecido como Eoceno, o Ártico não era coberto de gelo como hoje. Com a Terra cerca de 13ºC mais quente, a paisagem no extremo norte do planeta era ocupada por florestas pantanosas repletas de crocodilos, semelhantes às encontradas hoje ao sul dos EUA.

Para buscar entender o que deixou o planeta tão quente no passado— e o que pode acontecer com o clima no futuro —, cientistas usam modelagens matemáticas que fundem dados observados e projeções computadorizadas. A estimativa da pesquisa é que a concentração de CO² na atmosfera teria que ser de 4 mil partes por milhão (ppm) para que a temperatura ficasse tão quente. Isso é muito carbono; para se ter uma ideia, a concentração atual do elemento químico na atmosfera é de 410 ppm.

Ainda não se sabe exatamente o que causou o calorão de 50 milhões de anos atrás, mas uma nova pesquisa publicada na Nature Geoscience indica que a resposta pode estar nas nuvens.

Cerca de 20% dos oceanos subtropicais são cobertos por uma baixa e fina camada de nuvens, chamadas de estrato-cúmulos. Elas refletem a luz do sol de volta para o espaço e resfriam a Terra, sendo fundamentais para a regulação do clima no planeta.

O problema é que os movimentos turbulentos do ar que sustentam essas nuvens são muito pequenos para serem precisamente calculados, e acabam ficando de fora das idealizações climáticas globais.

Para contornar essa limitação, os pesquisadores criaram um modelo em pequena escala de uma seção atmosférica representativa acima de um oceano subtropical, simulando em supercomputadores as nuvens e seus movimentos turbulentos sobre este pedaço do mar.

Nas projeções, quando a concentração de CO² excedia os 1.200 ppm, as nuvens começavam a desaparecer. Sem a cobertura delas, o calor do Sol, antes refletido, era absorvido pela terra e pelo oceano, representando um aquecimento local 10ºC. Globalmente, a temperatura subiria 8ºC rapidamente, o que significaria o fim da vida como conhecemos.

Uma vez que as nuvens sumiram, elas não voltaram a aparecer até os níveis de CO² caírem a taxas substancialmente abaixo de quando a primeira instabilidade ocorreu. De acordo com os cientistas, se a emissão de carbono pela humanidade mantiver a tendência atual, chegaríamos à concentração catastrófica do elemento químico em meados do próximo século.

“Acredito e espero que as mudanças tecnológicas desacelerem as emissões de carbono para que não alcancemos concentrações tão altas de CO². Mas nossos resultados mostram que há limites perigosos de mudança climática dos quais não tínhamos conhecimento”, disse o líder do estudo, Tapio Schneider, professor de Ciências Ambientais e Engenharia da Caltech e pesquisador sênior no Jet Propulsion Laboratory, da NASA.

O pesquisador, no entanto, aponta para a necessidade de novos estudos e ressalta que a concentração limite de 1.200 ppm na atmosfera é apenas um número aproximado. As nuvens e a humanidade podem desaparecer em níveis menores ou maiores.

“Esta pesquisa aponta para um ponto cego na modelagem climática”, afirmou Schneider, líder atual do Climate Modeling Alliance (CliMA). O consórcio usará ferramentas de assimilação de dados e de aprendizado de máquina para fundir observações da Terra e simulações de alta resolução em um modelo que representa nuvens e outros recursos importantes, mas com cálculos em menor escala e maior precisão do que os atuais.

 

 

………………………………………………………..
*Fonte: revistagalileu

Robert Downey Jr. cria organização de inteligência artificial para limpar nossa ‘pegada de carbono’ em dez anos

Parece que o ator americano foi bastante influenciado – e anda fascinado – pela tecnologia e pela Inteligência Artificial (IA) que cercam seu personagem Tony Starck, em Iron Man, no cinema. Na abertura da Conferência re: MARS (abreviatura de Machine learning, Automation, Robotics and Space), realizada pela Amazon na semana passada, em Las Vegas, ele anunciou a criação da organização The Footprint Coalition (Coalizão Pegada Ecológica, em tradução livre) criada para ajudar a reduzir ou eliminar o impacto das “pegadas de carbono” humanas no meio-ambiente.

O anúncio foi feito por ele depois de mais de 20 minutos de conversa – com Alexa, assistente de IA da Amazon, e o ator Matt Damon, que se juntou a eles por vídeo – sobre inteligência artificial, o Universo Marvel, sua carreira e a evolução do personagem de Iron Man.

“Utilizando os princípios da robótica e da nanotecnologia, podemos provavelmente limpar o planeta de forma significativa – se não inteiramente – em uma década”, afirmou ele, animado. Downey Jr. revelou que teve esse insight há algumas semanas, durante uma mesa-redonda com especialistas. “Deus, eu amo especialistas. Eles são como a Wikipedia com defeitos de caráter ”, brincou.

Ele não revelou detalhes de como sua organização poderá ajudar a reduzir nossa pegada no planeta, mas lembrou que pesquisadores e empreendedores estudam há muito tempo como usar a IA para mitigar uma série de questões ambientais.

No momento, o que existe de palpável é o site da organização, em construção, que já recebe assinaturas de sua newsletter por meio de um formulário, e a ideia de fazer seu lançamento oficial em abril de 2020.

É bom lembrar que esta não é a primeira vez que o ator demonstra grande apreço pela IA e outras tecnologias avançadas, muito além do papel do bilionário super-herói no cinema. Junto com sua esposa, a produtora Susan Downey, no ano passado, produziu uma série de documentários sobre o tema para a plataforma YouTube Red (por assinatura). A série de oito episódios, de uma hora de duração cada, explora o impacto que essa inteligência terá na vida das pessoas a partir de conversas com filósofos, cientistas e outros especialistas, e deve ser lançada este ano.

Na conferência, Downey Jr. – que, segundo a Forbes, tem um patrimônio líquido de US $ 81 milhões – não revelou quem está envolvido na sua organização. Nem Jeff Bezos, CEO da Amazon, que organizou o encontro, revelou qualquer interesse. Mas, pela urgência de Bezos em mudar a imagem de sua empresa, pode-se suspeitar que um dos homens mais ricos do planeta faça parte do sonho do ator.

Com re : MARS, Bezos procurou reuniu mentes que podem ajuda-lo a criar uma “era de ouro da inovação” com “o que há de mais recente em ciência prospectiva com aplicações práticas”. Sim, muito ambicioso, o moço, mas este encontro surgiu num momento em que sua empresa está sendo criticada por suas políticas nada sustentáveis em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

Recentemente, cerca de 8 mil funcionários assinaram carta aberta para apoiar proposta apresentada em recente assembléia de acionistas, que exigem que o conselho de administração prepare um plano público para aderir à luta contra os efeitos das mudanças do clima e, também, para reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis. A Amazon tem se comprometido com metas ambientais – como ter zero carbono líquido para 50% de todos os embarques até 2030 -, mas, ao que tudo indica, seus esforços não são suficientes para alcança-las.

*Por Mônica Nunes

 

…………………………………………………………………
*Fonte: conexaoplaneta

Solarino Beach Cleaner, o robô coletor de lixo de praias

Este é o Solarino Beach Cleaner Robot, um robô coletor de lixo de praia que funciona mais ou menos como um roomba, mas ele é controlado por um controle remoto.

Ele resolve de forma mais prática e rápida um quesito importante na manutenção das praias: a mão de obra. Em vez de usar um exército de funcionários para vasculhar, varrer, coletar lixo da praia, as pessoas podem controlar alguns desses robôs, preferencialmente na sombra, para retirar o lixo do local.

Ele é feito de duas partes: A primeira é o próprio robô que fornece a mobilidade e a segunda parte é peneira de areia e sistema de coleta de detritos que recolhe o lixo, úmido ou seco.

Há um sistema de reboque atrás do robô que pode armazenar cerca de uma tonelada de lixo atrás dele.

O Solarino é equipado com trilhos de borracha para se movimentar por terrenos de areia e é totalmente elétrico, alimentado por uma combinação de baterias GEL e energia solar.

Ele também pode ser usado para remover algas e pode ser usado para transportar pequenos barcos, além de nivelar a areia para prática de vôlei de praia.

*Por Fabio Croffi

 

……………………………………………………….
*Fonte: geekness

Estudo: civilização humana pode colapsar até 2050

Uma nova análise da mudança climática feita por um grupo australiano nos trouxe uma péssima notícia: a civilização humana pode entrar em colapso até 2050 se ações sérias de mitigação não forem tomadas na próxima década.

O relatório, publicado pela organização Breakthrough National Centre for Climate Restoration, é de autoria do próprio diretor da organização, o pesquisador do clima David Spratt, e de Ian Dunlop, ex-executivo da indústria do combustível fóssil.

O documento conclui que a mudança climática é “um risco de segurança” que “ameaça a extinção prematura da vida inteligente” ou a “permanente e drástica destruição de seu potencial para o desenvolvimento de um futuro desejável”.

É mais complexo do que pensávamos

A tese central do relatório é que os cientistas estão muito restritos em suas previsões de como a mudança climática afetará o planeta no futuro próximo. A atual crise climática seria maior e mais complexa do que qualquer outra coisa com a qual a humanidade já tenha lidado antes.

Modelos gerais – como o que o Painel das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) usou em 2018 para prever que um aumento de temperatura global de 2 graus Celsius poderia colocar centenas de milhões de pessoas em risco – falham em explicar a enorme complexidade dos muitos processos geológicos interligados da Terra, de forma que não conseguem prever adequadamente a escala das consequências potenciais.

E como seria uma imagem precisa do pior cenário possível do futuro do planeta? Bom, se os governos mundiais “ignorarem educadamente” o conselho dos cientistas e a vontade do público de descarbonizar a economia (encontrando fontes de energia alternativas), isso pode resultar em um aumento de temperatura global de 3 graus Celsius até o ano de 2050.

Neste ponto, as camadas de gelo do mundo desaparecem, secas brutais matam muitas das árvores na floresta amazônica (removendo uma das maiores compensações de carbono do mundo), e o planeta mergulha em um ciclo vicioso de condições cada vez mais quentes e cada vez mais mortíferas.

Catastrófico

Ou seja, em 2050, os sistemas humanos poderiam chegar a um “ponto sem retorno” no qual “a perspectiva de uma Terra praticamente inabitável levaria ao colapso das nações e da ordem internacional”.

No caso, 35% da área terrestre global e 55% da população global estariam sujeitos a mais de 20 dias por ano de condições letais de calor, além do limiar da sobrevivência humana.

Enquanto isso, secas, enchentes e incêndios florestais regularmente assolariam o planeta. Quase um terço da superfície terrestre do mundo se transformaria em deserto. Ecossistemas inteiros entrariam em colapso, começando pelos recifes de coral, as florestas tropicais e os lençóis de gelo do Ártico.

Os trópicos seriam os mais atingidos por esses novos extremos climáticos, destruindo a agricultura da região e transformando mais de 1 bilhão de pessoas em refugiados.

Esse movimento em massa de refugiados – juntamente com o encolhimento das costas e as severas quedas na disponibilidade de comida e água – poderiam levar a conflitos armados sobre recursos, talvez culminando em guerra nuclear.

O resultado, de acordo com a análise, é “caos total” e talvez “o fim da civilização humana como a conhecemos”.

Como essa visão catastrófica do futuro pode ser evitada?

De acordo com os autores do relatório, a raça humana tem cerca de uma década para agir e limitar o aquecimento global a apenas 1,5 graus Celsius, ao invés de 3 graus Celsius.

Para isso, será necessário um movimento global de transição da economia mundial para um sistema de emissão zero de carbono. Alcançar emissões zero requer ou não emitir mais carbono ou equilibrar as emissões com a remoção de carbono.

O esforço para isso “seria semelhante em escala à mobilização de emergência da Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os pesquisadores.

*Por Natasha Romanzotti

 

……………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Só um terço dos rios do mundo permanece como “rio de curso livre”

Apenas um terço – cerca de 37% – dos 246 grandes rios do mundo ainda pode ser considerado um “rio de curso livre”, que é o status de conservação em que mais oferece benefícios ambientais e serviços ecossistêmicos, mostra um estudo publicado nesta quinta-feira, dia 9, na revista cientifica Nature.

Esse estudo, feito por um grupo de 34 cientistas do WWF, da McGill University, do Canadá, e de outras instituições, é resultado de um trabalho de compilação e organização de dados e informações que vem sendo feito desde 2015.

Foram analisados aproximadamente 12 milhões de quilômetros de rios de todo o mundo, construindo o primeiro mapeamento a respeito do local e extensão dos grandes rios de curso livre existentes no planeta.

Entre outros achados, os pesquisadores detectaram: apenas 21 dos 91 grandes rios do mundo –com mais de 1 mil quilômetros de extensão- que correm para o oceano mantém uma conexão direta de sua nascente até o mar.

Além disso, a maior parte dos rios de curso livre remanescentes estão localizados em regiões específicas, como o Ártico, a Bacia Amazônica e a Bacia do Congo.

Importância dos rios

Um “rio de curso livre” é um rio no qual as funções e serviços ecossistêmicos não foram afetados por mudanças em sua conectividade (como com a construção de hidrelétricas ou com a exploração mineral) e preservam suas características naturais de vazão, biodiversidade e qualidade de água. Via de regra, eles são considerados rios “íntegros” e “saudáveis”.

Rios íntegros fornecem estoques pesqueiros que promovem a segurança alimentar de milhões de pessoas, transportam sedimentos que mantém os deltas dos rios acima do nível do mar, mitigam os impactos de secas e alagações extremas, evitam a erosão e possibilitam a existência de flora e fauna saudáveis.

Interromper a conectividade dos rios diminui, ou por vezes até elimina, esses serviços ecossistêmicos. Proteger os rios de curso livre remanescentes é crucial também para manter a biodiversidades dos rios de água doce.

O Relatório Planeta Vivo 2018, mostrou que, das 16.704 espécies analisadas em todo o planeta, os vertebrados que vivem nas bacias de rios de água doce sofreram o mais vertiginoso declínio dos últimos 50 anos, com redução de até 83% de suas populações desde 1970.

Descobertas

Atualmente, as hidrelétricas e seus reservatórios são algumas das piores ameaças aos grandes rios, reduzindo drasticamente os diversos benefícios que eles fornecem para as pessoas e a natureza ao redor do globo.

O estudo mostra que existem cerca de 60 mil hidrelétricas no mundo e mais 3,7 mil delas estão planejadas ou em construção. Normalmente, elas são planejadas e construídas uma a uma, o que dificulta a avaliação dos impactos acumulados que elas trazem a uma bacia hidrográfica.

Contribuição brasileira

Uma das autoras do estudo é a especialista de conservação do WWF-Brasil e Doutora em Ecologia Paula Hanna Valdujo. De acordo com ela, o WWF-Brasil apoiou o refinamento dos conceitos do estudo apresentado hoje a partir de sua experiência em bacias na Amazônia e no Pantanal.

“Nós auxiliamos no desenvolvimento de um protocolo para identificar o que seria um rio de curso de livre. Analisamos as cargas de sedimento e poluição para saber se eram excessivas ou não, a existência de hidrelétricas e barramentos e a existência de estradas que interferissem ou não no fluxo dos rios. Nosso conhecimento ajudou a elaborar o modelo que está sendo apresentado”, explicou.

Alto Paraguai e Amazônia

A cientista afirmou ainda que, de maneira geral, foram identificados poucos rios íntegros e saudáveis também no Brasil. “A maior parte dos nossos rios estão fragmentados ou têm sua vazão regulada por reservatórios de hidrelétricas. Muitos sofrem o impacto do desmatamento e da ocupação de suas margens com pastagens, mineração e plantações, que aumentam a quantidade de poluentes e sedimentos e afetam a qualidade da água e a saúde do ecossistema”, afirmou Paula.

Atualmente, o WWF-Brasil se dedica a aplicar o modelo deste estudo para fazer uma análise mais profunda da bacia Amazônica e da bacia do Alto Paraguai. “Este primeiro estudo é global, então você não consegue entrar muito nos detalhes de cada bacia hidrográfica. O que estamos fazendo agora é um estudo mais focado e que nos permite ver com mais detalhes uma região específica”, explicou Paula.

Ameaça ao turismo

Ambas as regiões estão altamente ameaçadas por iniciativas que comprometem a vazão natural dos rios. Na bacia do Tapajós, na Amazônia, existem mais de 100 projetos hidrelétricos de pequeno ou grande porte, que ameaçam a integridade dos rios.

Tais projetos podem trazer graves consequências para as espécies de peixes que se reproduzem nas lagoas que se formam nas margens dos rios e para os peixes que vivem nas corredeiras. Além disso, eles também impedem a migração de espécies importantes para a pesca, que sustenta as comunidades ribeirinhas.

A regulação da vazão dos rios que formam o Tapajós ameaça ainda a existência de um dos mais importantes pontos turísticos da Amazônia, que são as praias de Alter do Chão.

Ausência de avaliações

No Alto Paraguai, o problema é a instalação de pequenas centrais hidrelétricas – que ameaçam tanto os rios barrados, em função do isolamento, quanto o regime de inundações do Pantanal, que depende dos pulsos naturais de seca e cheias dos rios. Além de perda de conectividade, a interrupção dos fluxos naturais dos rios ameaça todo o ecossistema que existe abaixo, na Planície Pantaneira.

A ausência de avaliações ambientais estratégicas, que levem em consideração o impacto cumulativo de múltiplos empreendimentos nas bacias, assim como a transferência da responsabilidade do licenciamento dos órgãos federais para os estaduais, dificulta ainda mais o planejamento adequado para a manutenção dos poucos trechos remanescentes de rios livres no país.

*Por WWF, Jorge Eduardo Dantas

 

……………………………………………………………………
*Fonte: thegreenestpost

Admirar a natureza é essencial para felicidade, diz pesquisa

Talvez você já tenha experienciado ao chegar no topo de uma montanha e perceber lá de cima o quão pequeno é diante de tanta beleza e magnitude ou quando observava o céu estrelado, imaginando a vastidão de planetas, estrelas e galáxias sem fim. Talvez tenha sido durante o dia a dia, dentro de um ônibus lotado, quando viu alguém ceder o lugar pra outra pessoa.

Esse sentimento se chama “admiração” e alguns psicólogos chegaram a conclusão que ele desempenha um papel importante no fortalecimento da nossa felicidade, saúde e interações sociais – e pode ter desempenhado também um papel importante no desenvolvimento da espécie humana.

Um estudo realizado em 2018 por Amie Gordon, principal pesquisadora do Laboratório de Emoção, Saúde e Psicofisiologia da Universidade da Califórnia-San Francisco e Jennifer Stellar, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto descobriu que indivíduos que relataram sentir admiração com mais frequência em suas vidas diárias foram classificados como mais humildes por seus amigos.

Uma importante distinção entre a admiração e outras emoções (como a inspiração ou surpresa) é que a admiração nos faz sentir menores – ou talvez sentimos uma sensação de “auto-diminuição” e isso é bom para nós, explica Stellar.

“Gastamos muito do nosso tempo olhando para nosso próprio umbigo e para o que está nos afetando diretamente. A experiência do admirar muda isso, nós faz enxergar que somos apenas um pequeno pedaço de algo maior.”

Sentir-se pequeno diante de algo grandioso nos traz um certo sentimento de “humilhação” (diminuindo assim tendências egoístas, como a arrogância e o narcisismo). Sentir-se pequeno e “humilhado” nos faz querer nos envolver mais e nos sentir mais conectados aos outros, acrescenta Gordon.

 

A admiração pode ajudar a proteger a saúde física

Outra pesquisa da equipe de Stellar e Gordon descobriu que as pessoas que relataram sentir mais admiração também pareciam ter melhor saúde imunológica. Em um grupo de 94 estudantes, aqueles que relataram mais regularmente sentir emoções mais positivas do que emoções negativas apresentaram níveis mais baixos de citocinas pró-inflamatórias crônicas.
As citocinas pró-inflamatórias podem ser úteis em certos cenários, se o corpo estiver lesionado ou doente, mas níveis cronicamente elevados dessas moléculas foram associados a várias condições crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e depressão.

Como experimentar mais admiração no dia a dia

Não existe uma fórmula perfeita para experimentar a admiração (até porque ela é diferente para todos), mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a encontra-lá mais frequentemente:

1.Tenha mais contato com a natureza

Pesquisas mostram que as pessoas classificam consistentemente a natureza como uma das principais maneiras pelas quais experimentam admiração, diz Gordon. Faça mais trilhas, tente chegar a um lugar onde você possa obter uma visão ampla do seu ambiente (como escalar uma montanha ou até mesmo chegar ao andar superior de um edifício alto), diz ela. Ou simplesmente dê um passeio em qualquer ambiente natural que esteja ao seu redor e tente procurar por algo que você nunca viu antes, diz.

2. Saia da sua zona de conforto

A novidade é uma grande parte da admiração. Visite algum lugar em sua cidade ou viaje para uma cidade que você nunca esteve. Tente algo Novo. Leia sobre alguém que você não conhece muito ou uma biografia de alguém que o inspira, sugere Gordon.

3. Ouse mais

Claro, você pode experimentar o sentimento de admiração assistindo um filme que mostra a montanha mais alta do mundo ou ouvindo gravação de uma sinfonia. Mas esses encontros provavelmente são bem menos intensos em comparação com a magnitude do que você sentiria se tivesse tido essas experiências na vida real, afirma Anderson. “Em seu smartphone nunca será tão intenso quanto estar lá pessoalmente.”

4. Tenha uma mente aberta

Parte da experiência de admiração é aquela sensação de pequenez que faz com que você se redimensione – ou se vê em uma luz diferente, diz Beau Lotto, PhD , um neurocientista e fundador do laboratório de pesquisa experimental, o Lab of Misfits .
Recentemente, Lotto e seus colegas fizeram uma parceria com o Cirque du Soleil Entertainment Group para observar como as performances ao vivo da empresa provocam admiração e como ela muda a atividade cerebral de quem as assiste.

 

Nada de plástico! Maratona de Londres distribui água em cápsulas de algas

Todos os anos cerca de 40 mil pessoas participam da maratona de Londres. Na edição de 2018, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e 1.000 anos para se decompor. Além disso, segundo uma pesquisa publicada na revista Science Advances em 2017, apenas 9% de 8.300 milhões de toneladas métricas de plástico já produzidas foram recicladas, 12% foram queimados em incineradores e o restante foi enviado para aterros, descartados de forma inadequada ou encontrados nos oceanos.

Pensando nos impactos negativos ao meio ambiente, a organização decidiu apostar em alternativas mais sustentáveis para a maratona deste ano, realizada no último domingo, 28 de abril. Por meio de uma parceria com uma startup chamada Skipping Rocks Lab, a maratona distribuiu bolsas de água que são comestíveis, feitas de algas marinhas e que levam em média 4 a 6 semanas para se decompor. As Oohos, como são chamadas essas bolsas, não apresentam nenhum sabor. Com a distribuição das bolsas para os corredores durante a 23ª milha, a iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

“A maratona é um marco. Esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro”, disse Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da startup. A Skipping Rocks Lab foi criada em 2013 por Rodrigo Garcia Gonzalez e Pierre Paslier enquanto estudava Engenharia de Projetos de Inovação no Imperial College London e no Royal College of Art. Ao criar o produto, o objetivo da startup foi oferecer ao mercado uma opção de embalagem que não deixe nenhum plástico para trás. Além disso, as algas chegam a crescer até 1 metro por dia e não precisam de água doce ou fertilizante, e contribuem ativamente para a desacidificação dos oceanos.

Recentemente, o projeto da startup foi expandido e agora está usando a mesma técnica para armazenar molhos. A equipe também está planejando criar redes para armazenar frutas e legumes, filmes termosseláveis ??e saquinhos para produtos não alimentícios, como parafusos, pregos ou ferragens.

*Por Fernanda Umlauf

 

………………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.

As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.

Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.

Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.

O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.
Poluição praia

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.

Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.

Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

Consumismo

O desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

 

 

 

……………………………………………………………..
*Fonte: autossustentavel

Vietnamita usa capim para fabricar canudos compostáveis

O cerco está fechando para a indústria de plásticos. Ao passo que as legislações se tornam mais rigorosas, soluções das mais diversas empresas, especialmente as de pequeno porte, surgem para mostrar que é possível sim gerarmos menos resíduos plásticos. Exemplo disso, é a companhia Ống Hút Cỏ, que está fazendo canudinhos compostáveis com um tipo de grama selvagem local, similar ao junco, que já tem o formato de tubo.

Liderada pelo jovem empresário Tran Minh Tien, a ideia da empresa é aproveitar de um material abundante na região, o capim que cresce selvagemente ao longo do Delta do Rio Mecom, uma região no Vietnã. O produto ainda gera renda a um grupo de mulheres artesãs que residem na província de Long An.

Para produzir o acessório ecológico e seguro para alimentos, a espécie é colhida, lavada e cortada em tubos do tamanho de um canudinho normal. O passo seguinte é usar uma barra de ferro para limpar a parte interna dos canudos e finalmente passá-los por uma última lavagem. O produto final é vendido para restaurantes e pode ser comercializado de duas formas: seco ou verde.

Na versão fresca, o lote é vendido em um pacote de 100 canudos, que é apenas colhido e embrulhado em folhas de bananeira. Sem passar pelo processo mencionado acima. Estes, geralmente, duram cerca de duas semanas na geladeira, mas é possível aumentar a vida útil fervendo os canudinhos em casa com um pouco de sal, deixando-os secar e depois guardando em local fresco e seco.

Já no lote vendido seco, após a lavagem final, os canudos são deixados ao sol por dois ou três dias e depois assados ​​no forno. Isso faz com que o tempo de vida útil do produto seja prolongado em até seis meses, se deixado em temperatura ambiente.

Secos ou frescos, os canudinhos são comestíveis, compostáveis, livres de produtos químicos e conservantes. Melhor que isso, só se deixar de usá-los mesmo. Especialmente no Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1,28% do total produzido. Mas sabemos que os canudos podem ser úteis e são de grande ajuda em muitos casos.

Por enquanto, os canudinhos de grama são vendidos somente no Vietnã, mas já está em estudo e testes a possibilidade de ampliar o negócio para outros países.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Eles criaram paletes de coco que podem economizar 200 milhões de árvores por ano

Coqueiros são essenciais para a vida na Índia peninsular. Eles os usam para fazer itens para a casa e até mesmo para suas criações culinárias. Mas, apesar de ser imprescindível para a comunidade, também gera uma grande quantidade de resíduos que acabam nas ruas, cobrindo inclusive a drenagem e contribuindo com a poluição do ar quando a queimam. É um problema sério.

Mesmo o governo local não cuidou do problema, mas um projeto poderia ajudar, usando os restos de coco para uma causa positiva.

CocoPallet faz paletes de transporte 100% biológicas da casca de coco, que substitui as de madeira. O lado positivo desta iniciativa é que impede a derrubada de árvores e o transporte de milhões de árvores.

1.700 milhões de paletes de madeira são produzidas anualmente para os exportadores asiáticos, causando o uso desnecessário de aproximadamente 200 milhões de árvores por ano, de acordo com o projeto em seu site. Definitivamente, essas árvores podem ser salvas.

Este projeto não requer tratamentos prejudiciais e caros. Os paletes contêm apenas fibras naturais e lignina, sem resinas sintéticas. Além disso, sua produção gera renda adicional para os agricultores locais.

Michiel Vos, fundador do projeto, improvisou com a tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Wageningen. Ele desenvolveu a ideia e completou o negócio.

A Ásia produz mais de um bilhão de paletes por ano. Eles exigem madeiras moles que importam do Canadá, Nova Zelândia ou Europa Oriental em larga escala. Isso é sinônimo de exportar florestas inteiras para a Ásia, o que gera um enorme custo de transporte, sem contar no impacto ao meio ambiente.

 

………………………………………………………………
*Fonte: contioutra