Vietnamita usa capim para fabricar canudos compostáveis

O cerco está fechando para a indústria de plásticos. Ao passo que as legislações se tornam mais rigorosas, soluções das mais diversas empresas, especialmente as de pequeno porte, surgem para mostrar que é possível sim gerarmos menos resíduos plásticos. Exemplo disso, é a companhia Ống Hút Cỏ, que está fazendo canudinhos compostáveis com um tipo de grama selvagem local, similar ao junco, que já tem o formato de tubo.

Liderada pelo jovem empresário Tran Minh Tien, a ideia da empresa é aproveitar de um material abundante na região, o capim que cresce selvagemente ao longo do Delta do Rio Mecom, uma região no Vietnã. O produto ainda gera renda a um grupo de mulheres artesãs que residem na província de Long An.

Para produzir o acessório ecológico e seguro para alimentos, a espécie é colhida, lavada e cortada em tubos do tamanho de um canudinho normal. O passo seguinte é usar uma barra de ferro para limpar a parte interna dos canudos e finalmente passá-los por uma última lavagem. O produto final é vendido para restaurantes e pode ser comercializado de duas formas: seco ou verde.

Na versão fresca, o lote é vendido em um pacote de 100 canudos, que é apenas colhido e embrulhado em folhas de bananeira. Sem passar pelo processo mencionado acima. Estes, geralmente, duram cerca de duas semanas na geladeira, mas é possível aumentar a vida útil fervendo os canudinhos em casa com um pouco de sal, deixando-os secar e depois guardando em local fresco e seco.

Já no lote vendido seco, após a lavagem final, os canudos são deixados ao sol por dois ou três dias e depois assados ​​no forno. Isso faz com que o tempo de vida útil do produto seja prolongado em até seis meses, se deixado em temperatura ambiente.

Secos ou frescos, os canudinhos são comestíveis, compostáveis, livres de produtos químicos e conservantes. Melhor que isso, só se deixar de usá-los mesmo. Especialmente no Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1,28% do total produzido. Mas sabemos que os canudos podem ser úteis e são de grande ajuda em muitos casos.

Por enquanto, os canudinhos de grama são vendidos somente no Vietnã, mas já está em estudo e testes a possibilidade de ampliar o negócio para outros países.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Eles criaram paletes de coco que podem economizar 200 milhões de árvores por ano

Coqueiros são essenciais para a vida na Índia peninsular. Eles os usam para fazer itens para a casa e até mesmo para suas criações culinárias. Mas, apesar de ser imprescindível para a comunidade, também gera uma grande quantidade de resíduos que acabam nas ruas, cobrindo inclusive a drenagem e contribuindo com a poluição do ar quando a queimam. É um problema sério.

Mesmo o governo local não cuidou do problema, mas um projeto poderia ajudar, usando os restos de coco para uma causa positiva.

CocoPallet faz paletes de transporte 100% biológicas da casca de coco, que substitui as de madeira. O lado positivo desta iniciativa é que impede a derrubada de árvores e o transporte de milhões de árvores.

1.700 milhões de paletes de madeira são produzidas anualmente para os exportadores asiáticos, causando o uso desnecessário de aproximadamente 200 milhões de árvores por ano, de acordo com o projeto em seu site. Definitivamente, essas árvores podem ser salvas.

Este projeto não requer tratamentos prejudiciais e caros. Os paletes contêm apenas fibras naturais e lignina, sem resinas sintéticas. Além disso, sua produção gera renda adicional para os agricultores locais.

Michiel Vos, fundador do projeto, improvisou com a tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Wageningen. Ele desenvolveu a ideia e completou o negócio.

A Ásia produz mais de um bilhão de paletes por ano. Eles exigem madeiras moles que importam do Canadá, Nova Zelândia ou Europa Oriental em larga escala. Isso é sinônimo de exportar florestas inteiras para a Ásia, o que gera um enorme custo de transporte, sem contar no impacto ao meio ambiente.

 

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*Fonte: contioutra

Os insetos estão desaparecendo e isso é péssimo para todos nós

De acordo com a primeira análise científica global, publicada na revista Biological Conservation, a população de insetos está a caminho da extinção no mundo todo, ameaçando um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza”.

Mais de 40% das espécies de insetos estão em declínio e um terço está ameaçada. Segundo a revisão, a taxa de aniquilamento é oito vezes mais rápida que a dos mamíferos, aves e répteis.

Baseado nos melhores dados que temos disponíveis, a massa total de insetos está caindo 2,5% ao ano, sugerindo que eles poderiam desaparecer dentro de um século.

Por que isso é péssimo?

O planeta está no início da sexta extinção em massa em sua história, com enormes perdas animais já relatadas.

No entanto, os insetos são de longe os mais variados e abundantes animais, superando a humanidade em 17 vezes. Eles são “essenciais” para o funcionamento adequado de todos os ecossistemas, servindo como alimento para outras criaturas, como polinizadores e recicladores de nutrientes.

Essa tendência de declínio dos insetos está impactando profundamente as formas de vida em nosso planeta. Uma das maiores consequências é vista nos muitos pássaros, répteis, anfíbios e peixes que comem insetos. Se essa fonte de alimento é levada embora, todos esses animais morrem de fome. Tais efeitos em cascata já foram vistos em Porto Rico, onde um estudo recente revelou uma queda de 98% nos insetos no solo ao longo de 35 anos.

Colapso de insetos: “Estamos destruindo nossos sistemas de suporte à vida”, diz cientista

“Se as perdas de espécies de insetos não puderem ser interrompidas, isso terá consequências catastróficas tanto para os ecossistemas do planeta quanto para a sobrevivência da humanidade”, disse Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney, na Austrália.

Os mais afetados

A maioria dos estudos analisados foi realizado na Europa Ocidental e nos EUA, com alguns feitos da Austrália à China e do Brasil à África do Sul.

A pesquisa selecionou os 73 melhores estudos feitos até hoje para avaliar o declínio de insetos. Borboletas e mariposas estão entre os mais atingidos. Por exemplo, o número de espécies de borboletas generalizadas diminuiu 58% em terras cultivadas na Inglaterra entre 2000 e 2009. O Reino Unido sofreu a maior queda de insetos em geral, embora isso seja provavelmente um resultado de ser mais intensamente estudado do que a maioria dos lugares.

As abelhas também foram gravemente afetadas, com apenas metade das espécies de abelhas encontradas em Oklahoma nos Estados Unidos em 1949 estando presentes em 2013. O número de colônias de abelhas nos EUA era de 6 milhões em 1947, mas 3,5 milhões foram perdidas desde então.

Existem mais de 350.000 espécies de besouros e acredita-se que muitos tenham diminuído, especialmente os escaravelhos. Mas também há grandes lacunas no nosso conhecimento, com pouquíssima informação sobre muitas moscas, formigas, pulgões e grilos, por exemplo. Especialistas dizem que não há razão para pensar que eles estão se saindo melhor do que outras espécies estudadas.

10 espécies extremas de insetos

De quem é a culpa?

A análise afirma que a agricultura intensiva é o principal motor dos declínios, particularmente o uso pesado de pesticidas. A urbanização e as mudanças climáticas também são fatores significativos.

“A principal causa do declínio é a intensificação agrícola”, disse Sánchez-Bayo. “Isso significa a eliminação de todas as árvores e arbustos que normalmente cercam os campos, por isso há campos nus que são tratados com fertilizantes sintéticos e pesticidas”.

O pesquisador crê que o desaparecimento de insetos parece ter começado no alvorecer do século 20, acelerado durante os anos 1950 e 1960 e atingido “proporções alarmantes” nas últimas duas décadas.

Ele acredita que novas classes de inseticidas introduzidos nos últimos 20 anos, incluindo neonicotinóides e fipronil, foram particularmente prejudiciais à medida que são usados rotineiramente e persistem no ambiente, inclusive alcançando reservas naturais nas proximidades. 75% de perdas de insetos registradas na Alemanha foram em áreas protegidas.

O mundo deve mudar a forma como produz alimentos, uma vez que as fazendas orgânicas tinham mais insetos e que o uso ocasional de pesticidas no passado não causou o nível de declínio observado nas últimas décadas. “A agricultura intensiva em escala industrial é a que está matando os ecossistemas”, argumenta Sánchez-Bayo.

Nos trópicos, onde a agricultura industrial muitas vezes ainda não está presente, acredita-se que o aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas seja o fator mais expressivo do declínio. As espécies são adaptadas a condições muito estáveis e têm pouca capacidade de mudar, como foi observado em Porto Rico.

Sem exagero

Sánchez-Bayo afirma que a linguagem extraordinariamente forte usada na revisão não é alarmista. “Queríamos realmente acordar as pessoas. Quando você considera que 80% da biomassa de insetos desapareceu em 25 a 30 anos, é uma grande preocupação”.

Outros cientistas concordam. “Deve ser uma grande preocupação para todos nós, pois os insetos estão no centro de toda teia alimentar, eles polinizam a grande maioria das espécies de plantas, mantêm o solo saudável, reciclam nutrientes, controlam as pragas e muito mais. Ame-os ou deteste-os, nós humanos não podemos sobreviver sem insetos”, disse o professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Outros pesquisadores mencionam que a análise, apesar de excelente, falha em incluir fatores que podem desempenhar um papel nesse declínio, como poluição luminosa, superpopulação humana e o consumo excessivo, bem como minimiza a influência da mudança climática.

A conclusão, entretanto, é uma só: “É cada vez mais óbvio que a ecologia do planeta está desmoronando e há uma necessidade de um esforço intenso e global para deter e reverter essas tendências terríveis”, resume Matt Shardlow, da instituição de caridade de conservação Buglife. [TheGuardian]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte:

Empresa lança lápis que vira planta depois de usado

Quando um lápis vai acabando e chega ao famoso “toquinho”, é comum que não reste a ele outro destino a não ser jogado fora.

Não para os da marca Sprout, empresa dinamarquesa que criou um lápis “plantável”, que, se colocado em terra, vira nada menos que uma planta.

Funciona assim: cada lápis contém uma pequena cápsula com sementes. Assim, quando o lápis acaba, basta colocar sua extremidade na terra. A partir daí, pronto, os brotos começaram a surgir conectados ao lápis.

A ideia veio de alunos do MIT (Massachussets Institute of Technology), que criaram o primeiro lápis do tipo em 2013. O grupo criou o lápis plantável ao receber o desafio “Desenhe o utensílio de escritório sustentável do amanhã”.

Hoje, cinco anos depois, a empresa já vendeu 10 milhões de unidades dos lápis plantáveis em mais de 60 países.

Michael Stausholm, um dos fundadores, lembra que 135 milhões de canetas plásticas são feitas por dia. Por isso, em mensagem no site da empresa, ele aponta que, se cada lápis Sprout virar uma planta, o planeta agradece.

“Se pudermos substituir apenas uma pequena parcela das canetas de plástico com lápis plantáveis, já temos uma boa razão para existir”, diz Stausholm.

Além das sementes, os lápis da Sprout também são feitos com madeira certificada e materiais renováveis.

Na Amazon dos Estados Unidos, por exemplo, uma caixa com cinco lápis sai por cerca de US$ 12 (cerca de R$ 44).

Os clientes podem escolher qual tipo de semente querem em seu lápis. Há diferentes tipos de planta, como flores, pé de tomate ou manjericão. Também há a opção de personalizar o lápis, com frases gravadas na madeira.

Além dos lápis para escrita, a Sprout também lançou uma linha de lápis de maquiagem com o mesmo princípio.

“Dez milhões de novas plantas como tomate, manjericão e girassol crescendo do lixo — essa é a humilde contribuição da Sprout para o planeta”, diz uma mensagem no site da empresa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: revistapequenasempresasgrandesnegocios

Brasileiros não sabem quais agrotóxicos estão na água que consomem

A produção agrícola responde por nada menos do que 70% do consumo mundial de água. Mas, ao mesmo tempo que depende desse recurso vital, a atividade também contribui para sua degradação. A poluição hídrica causada por práticas agrícolas insustentáveis, marcadas pelo abuso de​ agrotóxicos que escoam para rios, lagos e reservas subterrâneas, é um problema crescente em todo o mundo.

O Brasil, uma potência em agricultura industrial, é um dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Só em 2017, cerca de 540 mil toneladas de ingredientes ativos desses produtos foram consumidas.

Hoje (22) é Dia Mundial da Água. Água potável segura é um direito humano, o que inclui o direito de as pessoas saberem o que tem na água que estão bebendo. A legislação brasileira define que os fornecedores de água – sejam eles empresas estatais, privadas ou governos municipais – são responsáveis por testar 27 agrotóxicos específicos, a cada seis meses, nos sistemas que gerenciam e devem relatar esses resultados ao governo federal.

Para a professora da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Gisela de Aragão Umbuzeiro, “a quantidade de agrotóxicos que hoje consta nesta portaria é pequena e não é representativa dos agrotóxicos que estão sendo usados no Brasil e poderiam causar algum efeito adverso”, levando em conta que o número de ingredientes ativos registrados no Brasil, 306, é 11 vezes maior do que os 27 analisados na água para consumo.

Outro ponto importante é a periodicidade dessas análises que ocorrem semestralmente, “elas são feitas muitas vezes fora ou distante da época do uso do agrotóxico na cultura, isso pode contribuir para que os resultados encontrados não correspondam à real situação da presença de agrotóxico na água”, acredita a médica sanitarista Telma Nery.

A atrazina está banida da União Europeia desde 2004, mas aqui é o sexto pesticida mais comercializado com quase 29 mil toneladas, apenas em 2017. Ela também é o contaminador mais comumente encontrado na água. “A atrazina tem um importante efeito no sistema hormonal do ser humano, como também nos sistemas endócrino, reprodutor e neurológico. Quando em uma exposição crônica, ela pode trazer efeitos [negativos] nesses sistemas”, diz Nery.

Resistência

Um desafio complexo como a poluição hídrica pela agricultura requer múltiplas respostas. Segundo a FAO, organização ligada a Nações Unidas, em sua publicação “Mais pessoas, mais alimentos, água pior?”, a maneira mais eficaz de reduzir a pressão sobre ecossistemas aquáticos é atenuar a poluição na fonte.

São apontadas políticas de instrumentos regulatórios tradicionais, como padrões de qualidade da água, licenças de descarga de poluição, avaliações de impacto ambiental para certas atividades agrícolas e limites à comercialização e venda de produtos perigosos, entre outras intervenções.

“As grandes corporações são as que mais consomem água. Todo mundo sabe que quase 70% de toda a água disponível é usada para o agronegócio, e a contrapartida do ponto de vista de geração de emprego, de garantia de alimentos saudáveis é inversamente proporcional”, comenta Edson Aparecido da Silva, secretário executivo do Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS) e assessor de Saneamento da Fundação Nacional dos Urbanitários (FNU).

Silva esteve presente no Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), criado em 2018, que reuniu organizações e movimentos sociais que lutam mundialmente em defesa da água como direito elementar à vida. Este Fórum se contrapõe ao autodenominado Fórum Mundial da Água (FMA), um encontro promovido pelos grandes grupos econômicos que defendem a privatização das fontes naturais e dos serviços públicos de água. Entre as corporações interessadas na apropriação desse recurso e que patrocinaram o evento, estavam Ambev, Nestlé e Coca-Cola.

“Esse modelo de desenvolvimento da lógica do capital se sobrepõe a lógica da garantia dos direitos humanos e da preservação dos bens comuns. As articulações dos movimentos populares dos atingidos por grandes empreendimentos, como o caso do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ou da luta do Movimentos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que garantem uma produção sustentável sem agrotóxico e que dá condições dignas de vida para a população do campo, têm que ser cada vez mais fortalecidos”, afirmou Aparecido da Silva.

*Por: Aline Carijo / Nadine Nascimento

 

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*Fonte: brasildefato

A Noruega tem um esquema insanamente eficaz que recicla 97% das garrafas plásticas utilizadas no país

Quando se trata de reciclagem de resíduos plásticos, a Noruega está à frente do mundo todo: a nação escandinava criou um esquema que a permite reciclar 97% de todas as suas garrafas plásticas, com menos de 1% acabando no meio ambiente.

Além disso, 92% das garrafas recicladas produzem material de alta qualidade e podem ser utilizadas novamente como embalagens de bebidas.

Em alguns casos, o sistema já reutilizou o mesmo material mais de 50 vezes.

Infinitum

Por meio de uma organização chamada Infinitum, a Noruega criou uma das formas mais eficientes e ambientalmente corretas de reciclar garrafas plásticas.

Essa é uma conquista notável, especialmente considerando que o resto do mundo vai na contramão: em todo o globo, 91% do plástico produzido não é reciclado e 8 milhões de toneladas acabam no oceano anualmente.

A título de comparação, os EUA possuem uma taxa de reciclagem de cerca de 30%, enquanto o Reino Unido tem uma entre 20 e 45%.

Então, o que a Noruega está fazendo diferente?

 

 

 

 

 

Recicle e ganhe

Para simplificar, a nação deu à reciclagem um valor que ela não tem na maioria dos lugares.

Hoje em dia, é geralmente mais barato criar plástico novo do que reciclar plástico velho. Sem um incentivo financeiro, empresas e consumidores não costumam se preocupar em fazer a coisa certa pelo meio ambiente.

O modelo da Noruega é baseado em um esquema de empréstimos: quando um consumidor compra uma garrafa de plástico, uma pequena taxa adicional equivalente a cerca de 13 a 30 centavos de dólar é cobrada.

Esta taxa pode então ser resgatada de várias maneiras. Os consumidores podem levar sua garrafa a uma “máquina de retorno automática”, que devolve dinheiro depois de escanear o código de barras da embalagem depositada. Também podem devolvê-la a várias pequenas lojas e postos de gasolina em troca de dinheiro ou crédito.

Os donos de lojas também recebem uma pequena taxa por cada garrafa que reciclam, e alguns argumentam que isso aumentou seus negócios.

“Queremos chegar ao ponto em que as pessoas percebam que estão comprando o produto, mas apenas tomando emprestada a embalagem”, disse Kjell Olav Maldum, diretor executivo da Infinitum, ao The Guardian.

Imposto

Ao mesmo tempo, o país também impôs uma taxa ambiental aos produtores de plástico, que pode ser reduzida com melhorias na reciclagem.

Se a reciclagem estiver acima de 95% em todo o país, então todos os produtores são isentos do imposto.

França é o primeiro país a proibir copos, talheres e pratos de plástico

Embora essa possa soar como uma meta difícil de ser alcançada, já foi pelos últimos sete anos.

Mirem-se no exemplo da Noruega

Desde o advento deste esquema único, a Infinitum tem sido visitada por representantes de muitos países, incluindo a Escócia, Índia, China e Austrália, todos interessados em seguir o exemplo da nação.

A Alemanha e a Lituânia são alguns dos únicos países que podem competir com a Noruega, e ambos usam sistemas semelhantes.

No entanto, mesmo na Noruega, ainda há espaço para progresso. Este ano, a Infinitum estima que 150 mil garrafas não serão devolvidas e, se tivessem sido, teriam economizado energia suficiente para alimentar 5,6 mil residências no ano.

Quando posto nesses números, parece uma ótima razão para reciclar, não? [ScienceAlert]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Plástico nos oceanos pode superar os peixes até 2050

O plástico representa hoje uma grande ameaça para os oceanos. Material onipresente na vida moderna, um novo relatório afirma que, se as tendências atuais continuarem, até 2050 o lixo plástico nos oceanos vai superar em número os peixes.

O relatório foi feito pela Fundação Ellen MacArthur e divulgado no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça, recentemente.

Toneladas nocivas

95% das embalagens de plástico são “perdidas” todos os anos após uso único, custando cerca de US$ 80 a 120 milhões para a economia mundial. Enquanto apenas 5% é reciclada de forma eficaz, em torno de 40% é enterrada em aterros sanitários, e um terço de todo plástico produzido a cada ano vai parar nos oceanos.

Isso é equivalente a despejar o conteúdo de um caminhão de lixo a cada minuto no ambiente marinho.

Desde 1964, a produção de plástico aumentou em um fator de 20, e atualmente está em cerca de 311 milhões de toneladas por ano. O relatório estima que este número dobre nos próximos 20 anos, e quadruplique até 2050, conforme as nações em desenvolvimento passem a consumir mais plástico.

O lixo que hoje vai parar nos mares já causa impactos nocivos na vida selvagem. Por exemplo, plásticos são frequentemente encontrados nos estômagos de aves marinhas, sacolas são comumente ingeridas por tartarugas e focas, e microplástico que não podemos sequer ver é constantemente ingerido pelos peixes que, em seguida, nós consumimos.

Revisão completa

As desvantagens do plástico não se concentram apenas na quantidade de lixo que acaba nos oceanos. Outro grande problema é o uso de combustíveis fósseis necessários para criar o material.

Atualmente, a produção de plásticos utiliza cerca de 6% do consumo mundial de petróleo – em 2050, esse número pode subir 20%.

O relatório pede uma revisão completa da forma como nós fabricamos plásticos e, em seguida, como lidamos com as montanhas de lixo que o material produz.

Esperança ambiental: fungo amazônico que come plástico pode solucionar problemas de lixo

“Este relatório demonstra a importância de desencadear uma revolução no ecossistema industrial e é um primeiro passo para mostrar como transformar a maneira que os plásticos se movem através de nossa economia”, explicou Dominic Waughray no Fórum Econômico Mundial. “Para passar de uma visão para a ação em larga escala, é claro que ninguém pode trabalhar sozinho. O público, o setor privado e a sociedade civil todos precisam se mobilizar para capturar a oportunidade de uma nova economia circular de plásticos”.

Economia circular

Esse é o conceito o qual a Fundação Ellen MacArthur defende. De acordo com seu website, o modelo econômico “extrair, transformar, descartar” da atualidade depende de grandes quantidades de materiais de baixo custo e fácil acesso, além de energia, mas está atingindo seus limites físicos.

A economia circular é uma alternativa atraente e viável que as empresas já começaram a explorar: uma economia regenerativa e restaurativa, cujo objetivo é manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo.

Hoje, nos EUA, o preço do petróleo está tão baixo que significa que a reciclagem de plásticos sai muito mais cara do que fabricar novos produtos. A Fundação acredita que parte da solução é repensar a forma como usamos plásticos, reduzindo a sua utilização em embalagens, por exemplo. Os fabricantes poderiam ajudar através da produção de artigos de plástico que possam ser reutilizados. [IFLS, FEM]

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

Por que a pasta de dente vem dentro de uma caixa?

A pasta de dente, ou creme dental, é usada diariamente por dois terços da população mundial. Recentemente uma pergunta se espalhou nas redes sociais. Por que a pasta de dente vem embalada em uma caixa? Se o conteúdo fica dentro de um tubo, para que colocá-lo dentro de outra caixa de papelão? E a resposta é: para que fique bonita na prateleira.

Tudo começou após um vídeo de um canal chamado Alan’s Theory ter viralizado na web. Alan questiona a razão de se produzir um invólucro praticamente inútil, que faz o produto ficar mais caro tanto para a indústria, como para o consumidor. A única coisa que acontece com a caixa, após aberta, é ser descartada.

Segundo Alan, são cerca de 900 milhões de caixas por ano somente nos Estados Unidos (considerando 3 tubos por pessoa). No brasil, onde temos o hábito de escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, esse número é ainda maior.

Um exemplo de que é possível reverter esse desperdício foi aplicado na Islândia. Lá, as mesmas marcas que estão presentes no mundo inteiro, vendem seus produtos sem caixa. Isso porque o governo e a população fizeram diversas exigências para a indústria com relação às embalagens. Isso significa que a mudança é perfeitamente possível de ser replicada mundialmente.

Esse é um ótimo exemplo de como as pessoas podem começar a questionar todo o excesso de embalagens extras e itens inúteis que consomem nossos recursos naturais, e as redes sociais são grandes aliadas nesse sentido.

“Às vezes parece que vivemos em uma sociedade que está fora de nosso controle, mas a verdade é que grandes mudanças começam com ideias e motivação. Aqui está uma ideia, vamos nos livrar das caixas de pasta de dente. Está dentro?”, disse Alan na página de uma petição que ele criou para pressionar indústria e governos.

O que fazer então para aderir à campanha?

Compre apenas cremes dentais que vêm sem caixa -, já existem alguns no mercado.

Divulgue notícias, mande e-mails para o SAC das empresas, assine petições, fale com vereadores para criação de leis nesse sentido.

Outras alternativas para higiene bucal

Evite cremes dentais que contenham esferas microplásticas. Além de contaminar o meio ambiente, parte desse material acaba sendo ingerido.

Prefira cremes dentais menos agressivos para à saúde e livres de metais pesados e químicos cancerígenos. Já existem diversas opções de marcas naturais, veganas e até mesmo receitas para você produzir seu próprio creme dental.

Experimente pastas de dente sólidas livres de embalagens plásticas, elas já são vendidas no Brasil. Há também cremes dentais em pastilhas (conheça aqui).

E lembre-se de colocar o tubo para a reciclagem. No Brasil, esse material costuma virar uma chapa plástica, mas o fato é que reciclamos apenas 3% de todos nossos resíduos gerados, então, simplesmente eliminá-los é a melhor opção. Já o papelão da caixinha também pode ser reciclado, porém, muitas embalagens possuem diversas aplicações de tintas metalizadas e camadas de plástico, o que dificulta ainda mais sua reciclagem.

 

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*Fonte: ciclovivo

Nada de jogar no lixo! Descartáveis feitos de coroas de abacaxi podem ser plantados após o uso para florir jardim

Na mesma linha dos pratos biodegradáveis em formato de folhas que se decompõem em 28 dias, esses novos pratos e talheres propõe um destino muito mais nobre do que a lixeira aos utensílios descartáveis. Feitos a partir de cascas de milho e coroas de abacaxi, os produtos podem ser plantados após seu uso e viram grama, flores e ervas.

Criada pela startup Lifepack e batizada de Papelyco, a linha de pratos e talheres ainda pode ser reciclada, caso o usuário não queira plantá-la. Mas… se a escolha for plantar, o fabricante garante: em poucos dias já é possível ver resultados bacanas no jardim.

Assim como as xícaras que são feitas a partir de pó de café, a proposta do produto é utilizar materiais que seriam jogados fora como matérias-primas para suas mercadorias. A sacada foi do casal de colombianos, Claudia Barona e Andrés Benavides, que arrecadaram US$ 50 mil via financiamento coletivo para criar a empresa e dar vida à tecnologia que idealizavam.

O engenheiro industrial e a advogada ficavam incomodados por não encontrar alternativas aos plásticos e papéis descartáveis que ficam nas estantes dos supermercados. “Nós nos consideramos ecológicos e nos preocupamos com a contaminação causada por produtos descartáveis, especialmente o plástico”, explicam.

A startup fica localizada na Colômbia. Por lá, os talheres e pratos que viram plantas já são comercializados nos supermercados locais. A ideia agora é expandir a iniciativa para os EUA. Para tanto, Claudia e Andrés fizeram as malas e se mudaram para St. Louis, em Missouri.

E o mais bacana: a empresa também se preocupa com a responsabilidade social: 25 mães sustentam seus filhos graças ao emprego que mantém na startup na Colômbia.

 

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*Fonte: thegreenestpost

Tiros para plantar ao invés de matar

Que tal usar tiros para plantar? Este é o conceito da Flower Shell, que são balas de calibre 12 com sementes dentro, ao invés de atirar para matar, a ideia é atirar para criar vida.

Ao ser usada com uma escopeta, essas sementes podem ser usadas em formas de tiro para adentrar a terra e serem plantadas. Uma forma poética e interessante de criar novos tipos de vida por meio da terra.

O conceito foi criado por Per Cromwell, do The Nordic Society for Invention and Discovery, um estúdio de inovação da Suécia.

*Por Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Vídeo da NASA mostra como a Floresta Amazônica é fertilizada pelo Deserto do Saara

Uma grande quantidade de poeira do Saara “viaja” mais de 2.000 km para chegar à Amazônia, o fenômeno é mostrado em um vídeo divulgado recentemente pela National Aeronautics and Space Administration (NASA).

Os dados que fora coletado entre 2007 e 2013 pela NASA, mostram a relação entre o deserto e a floresta. Apesar de ser um fenômeno já conhecido pelos cientistas há anos, somente agora temos informações mais precisas deste comportamento ambiental.

Como a poeira do deserto do Saara fertiliza a Amazônia

Estima-se que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessem o Oceano Atlântico para chegar à América. Desse total, cerca de 27,7 milhões de toneladas de poeira precipitam a cada ano na bacia amazônica, sendo 0,08% correspondente ao fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), que é igual a 22.000 toneladas.

Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, diz o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu. Confirma o que muitos, mesmo sem base científica, conhecem há muito tempo: “este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

O pó que é rico em nutrientes, vem principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizada no país africano Chade, formada após o maior lago da África ter secado há aproximadamente 1.000 anos.

No entanto, a maior parte da poeira permanece suspensa no ar, enquanto 43 milhões de toneladas viajam para o Mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças à coleta de dados do satélite CALIPSO, NASA, foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Aqui você pode ver uma animação 3D para ver o fenômeno de uma maneira mais didática:

Obs: o vídeo está em inglês.

*Por Arthur Oliveira

 

 

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*Fonte: florestalbrasil

Por que há cada vez mais moscas e baratas e menos borboletas e abelhas

Uma nova análise científica sobre o número de insetos no mundo sugere que 40% das espécies estão experimentando uma “dramática taxa de declínio” e podem desaparecer. Entre elas, abelhas, formigas e besouros, que estão desaparecendo oito vezes mais rápido que espécies de mamíferos, pássaros e répteis. Já outras espécies, como moscas domésticas e baratas, devem crescer em número.

Vários outros estudos realizados nos últimos anos já demonstraram que populações de algumas espécies de insetos, como abelhas, sofreram um grande declínio, principalmente nas economias desenvolvidas. A diferença dessa nova pesquisa é ter uma abordagem mais ampla sobre os insetos em geral. Publicado no periódico científico Biological Conservation, o artigo faz uma revisão de 73 estudos publicados nos últimos 13 anos em todo o mundo.

Os pesquisadores descobriram que o declínio nas populações de insetos vistos em quase todas as regiões do planeta pode levar à extinção de 40% dos insetos nas próximas décadas. Um terço das espécies está classificada como ameaçada de extinção.

“O principal fator é a perda de habitat, devido às práticas agrícolas, urbanização e desmatamento”, afirma o principal autor do estudo, Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney.

“Em segundo lugar, está o aumento no uso de fertilizantes e pesticidas na agricultura ao redor do mundo, com poluentes químicos de todos os tipos. Em terceiro lugar, temos fatores biológicos, como espécies invasoras e patógenos. Quarto, mudanças climáticas, particularmente em áreas tropicais, onde se sabe que os impactos são maiores.”

Os insetos representam a maioria dos seres vivos que habitam a terra e oferecem benefícios para muitas outras espécies, incluindo humanos. Fornecem alimentos para pássaros, morcegos e pequenos mamíferos; polinizam em torno de 75% das plantações no mundo; reabastecem os solos e mantêm o número de pragas sob controle.

Os riscos da redução do número de insetos

Entre destaques apontados pelo estudo estão o recente e rápido declínio de insetos voadores na Alemanha e a dizimação da população de insetos em florestas tropicais de Porto Rico, ligados ao aumento da temperatura global.

Outros especialistas dizem que as descobertas são preocupantes. “Não se trata apenas de abelhas, ou de polinização ou alimentação humana. O declínio (no número de insetos) também impacta besouros que reciclam resíduos e libélulas que dão início à vida em rios e lagoas”, diz Matt Shardlow, do grupo ativista britânico Buglife.

“Está ficando cada vez mais claro que a ecologia do nosso planeta está em risco e que é preciso um esforço global e intenso para deter e reverter essas tendências terríveis. Permitir a erradicação lenta da vida dos insetos não é uma opção racional”.

Os autores do estudo ainda estão preocupados com o impacto do declínio dos insetos ao longo da cadeia de produção de comida. Já que muitas espécies de pássaros, répteis e peixes têm nos insetos sua principal fonte alimentar, é possível que essas espécies também acabem sendo eliminadas.

Baratas e moscas podem proliferar

Embora muitas espécies de insetos estejam experimentando uma redução, o estudo também descobriu que um menor número de espécies podem se adaptar às mudanças e proliferar.

“Espécies de insetos que são pragas e se reproduzem rápido provavelmente irão prosperar, seja devido ao clima mais quente, seja devido à redução de seus inimigos naturais, que se reproduzem mais lentamente”, afirma Dave Goulson, da Universidade de Sussex.

Segundo Goulson, espécies como moscas domésticas e baratas podem ser capazes de viver confortavelmente em ambientes humanos, além de terem desenvolvido resistência a pesticidas.

“É plausível que nós vejamos uma proliferação de insetos que são pragas, mas que percamos todos os insetos maravilhosos de que gostamos, como abelhas, moscas de flores, borboletas e besouros”.

O que podemos fazer a respeito?

Apesar dos resultados do estudo serem alarmantes, Goulson explica que todos podem tomar ações para ajudar a reverter esse quadro. Por exemplo, comprar comida orgânica e tornar os jardins mais amigáveis aos insetos, sem o uso de pesticidas.

Além disso, é preciso fazer mais pesquisas, já que 99% da evidência do declínio de insetos vêm da Europa e da América do Norte, com poucas pesquisas na África e América do Sul.

Se um grande número de insetos desaparecer, diz Goulson, eles provavelmente serão substituídos por outras espécies. Mas esse é um processo de milhões de anos. “O que não é um consolo para a próxima geração, infelizmente”.

*Por Matt McGrath

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Adeus aos insetos da sua infância

Há quanto tempo você não vê um gafanhoto no seu passeio de domingo no campo, ouve os grilos da varanda ou vê um vaga-lume numa caminhada noturna em uma estrada rural? A sensação de estar perdendo essa fauna que tantas gerações associam à sua infância é mais do que isso, é uma realidade. E o que é pior, juntamente com esses animais também estão desaparecendo elementos básicos para o sustento de muitos ecossistemas dos quais todos os seres vivos dependem.

“Não é apenas uma sensação popular, é algo percebido por todos os entomologistas que fazem trabalhos e pesquisas de campo; a diminuição do número de indivíduos de praticamente todos os insetos é brutal”. Isso é confirmado por Juan José Presa, professor de Zoologia da Universidade de Murcia, na Espanha, e coautor de um dos muitos relatórios e estudos recentes que fornecem números sobre o declínio dos artrópodes.

Esse estudo, do começo deste ano, resultado da colaboração entre a União Europeia e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas (gafanhotos, grilos e cigarras, entre outras) está ameaçado, algumas em perigo de extinção.

Wolfgang Wägele, diretor do Instituto Leibniz de Biodiversidade Animal (Alemanha), juntamente com outros colegas, fala na revista Science do “fenômeno do para-brisa”, no qual os motoristas passam menos tempo removendo de seus carros os inúmeros insetos que antes se espatifavam contra qualquer ponto da carroceria. Os pesquisadores citados no artigo estão cientes do declínio generalizado, apesar de reconhecerem, como o resto da comunidade científica, que é muito difícil estabelecer dados mais precisos sobre o declínio das populações devido à variedade de espécies, distribuição e número de indivíduos.

Na Science é citado o caso da Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, cujas pesquisas de campo constataram que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989. Juan José Presa leva a constatação ao terreno de suas observações de campo, na província de Pontevedra: “Antes conseguíamos atrair uma enorme quantidade de mariposas com armadilhas de luz, agora muito poucas entram na armadilha”.

“Cerca de três quartos das espécies de borboletas da Catalunha, e isso pode ser extrapolado para o resto da Espanha, estão em declínio e isso é incontestável”. Constantin Stefanescu, do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais e do Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona) chegou a essa conclusão depois de mais de duas décadas de trabalhos de campo e de ter estudado, com outros pesquisadores, 66 das 200 espécies presentes na Catalunha. “A redução é alarmante e aumenta a cada ano. Também assustam os dados de 2015 e 2016, os mais baixos desde 1994”, diz Stefanescu.

Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto do CSIC e da Universitade Pompeu Fabra, especialista em entomofauna de habitats subterrâneos e aquáticos, menciona duas outras espécies que estiveram presentes na infância de muitas gerações: libélulas e percevejos, estes últimos são hemípteros de pernas longas que deslizam sobre a superfície da água. “Quando um rio é canalizado, secam um açude ou cobrem um córrego” – diz o pesquisador – “e esses insetos, entre outros, desaparecem”. Há dez anos, a UICN já advertia que “as libélulas ameaçadas da bacia do Mediterrâneo precisam de medidas urgentes para melhorar sua situação”.

A transformação e a destruição do habitat é sistematicamente apontada, em todos os estudos, como a principal causa dessa hecatombe que afeta muito diretamente as pessoas. Isso pode ser comprovado pelo efeito provocado por certos inseticidas (neonicotinóides) nas populações de abelhas, responsáveis pela polinização de muitas plantas, inclusive 30% das que nos servem de alimento. Em geral, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, “cerca de 84% das culturas para consumo humano precisam de abelhas ou de outros insetos para polinizá-las e aumentar seu rendimento e qualidade”.

Quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas está ameaçado, algumas em perigo de extinção

As consequências sobre as redes tróficas que sustentam todos os tipos de ecossistemas, também os agrícolas, de pecuária e florestais, podem ser fatais. É necessário pensar que a fauna de invertebrados também atua como controle de pragas e é fonte de alimento essencial para o resto dos animais. Stefanescu lembra que “muitas aves se alimentam das lagartas de borboletas que estão precisamente em declínio e numerosas vespas e moscas também dependem da fase larval e de crisálida dos lepidópteros”.

Mas a destruição do habitat (urbanização, agricultura intensiva, turismo…) não age sozinha como elemento de distorção, mas também o abandono da zona rural e a mudança climática contribuem para essa situação perigosa. Os cientistas citam, por exemplo, a alteração dos períodos de sincronia entre a floração das plantas e a chegada ou a eclosão dos insetos.

A Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, constatou que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989

O problema é que o ritmo de proteção é muito mais lento do que o do declínio, devido à falta de conhecimento mais preciso sobre as populações e à menor relevância, aparente, que os insetos têm. O catálogo nacional de espécies ameaçadas inclui apenas 90 espécies de invertebrados, das quais 35 são insetos e apenas 17 (oito vulneráveis e nove em perigo de extinção) possuem uma categoria de ameaça que permite a ativação de planos de recuperação. A Comunidade Virtual de Entomologia estima em 38.311 o número de espécies de insetos na península Ibérica.

O Atlas e Livro Vermelho dos Invertebrados Ameaçados da Espanha aponta como vulneráveis 69 espécies de insetos na Península Ibérica, 30 em perigo de extinção e 3 em perigo crítico. Enquanto isso, Juan José Presa alerta: “É muito possível que, neste exato momento, depois de um incêndio ou uma fumigação intensiva de culturas, estejamos perdendo espécies que já estavam muito prejudicadas”.

E OS PARDAIS, LAGARTIXAS, RÃS E SALAMANDRAS?

J. R.

O efeito é generalizado. Qualquer conversa com pessoas da zona rural sobre a biodiversidade que as rodeia geralmente contém a frase “aqui antes se viam mais pássaros”. E também eram encontradas – e capturadas com todo tipo de engenhoca – lagartixas, se ouvia com mais frequência o coaxar das rãs, e era possível apreciar o andar das vistosas salamandras em poças, lagoas e valas. Até o outrora muito abundante e onipresente pardal comum está em falta. A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) constatou em seus censos as diminuições de aves comuns como pardais, andorinhas, perdizes e rolas, todas elas protagonistas de verões com mais biodiversidade.

Os incêndios, a seca e o fenômeno que multiplica esses dois efeitos, a mudança climática, estão por trás do declínio de répteis, como as lagartixas, e de anfíbios, como a rã comum e a salamandra. Uma análise de 539 estudos científicos nos quais participaram pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN/CSIC) concluiu que 65% das 313 espécies avaliadas desses dois grupos sofrem os efeitos negativos da mudança climática. Em 2013, um estudo da mesma instituição científica confirmou que o aquecimento global diminui a eficácia dos sinais sexuais da lagartixa carpetana, uma espécie considerada em perigo de extinção.

*Por Javier Rico

 

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*Fonte: elpais

O clã dos Leões Mapogo

“Nascidos para Reinar” (Brothers in Blodd: The Lions of Sabi Sand) acompanhou por desesseis anos os leões Mapogo, nome dado ao bando. O extenso material captado deu origem a este especial com duas horas de duração. As imagens revelam comportamentos surpreendentes – e por vezes “humanos” – das feras africanas em seu habitat natural e são comentadas por especialistas em felinos.

Essa foto em particular registrou um momento um tanto quanto raro, onde cinco dos seis leões da coalizão aparecem bebendo água um ao lado dom outro.

 

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*Fonte: @fotocracia

Derretimento na Antártica é 6 vezes maior do que há 40 anos

A perda anual de massa de gelo na Antártica aumento em seis vezes entre 1979 e 2017. A informação é de um estudo publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences semana passada. Glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e da Universidade Utrecht, na Holanda, ainda descobriram que o derretimento acelerado fez com que os níveis globais do mar subissem mais do que um centímetro durante esse período.

“Isso é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer”, disse o principal autor do estudo, Eric Rignot. “À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, acreditamos que nos próximos séculos ocorra uma elevação de vários metros no nível do mar”.

Pesquisa

Este estudo abrange quatro décadas e a equipe de pesquisa examinou 18 regiões, 176 bacias, bem como ilhas vizinhas.

Entre as técnicas usadas, eles compararam o acúmulo de neve nas bacias interiores e locais onde o gelo começa a flutuar no oceano e se soltar da “cama”. Os dados foram obtidos a partir de fotografias aéreas de alta resolução tiradas a uma distância de cerca de 350 metros através da Operação IceBridge da NASA; interferometria de radar por satélite de múltiplas agências espaciais; e a série de imagens de satélite Landsat, iniciada no início dos anos 70.

A equipe chegou a conclusão que entre 1979 e 1990, a Antártica perdeu uma média de 40 gigatoneladas de massa de gelo por ano. (Um gigaton é 1 bilhão de toneladas.) De 2009 a 2017, cerca de 252 gigatoneladas por ano foram perdidas.

O ritmo de derretimento aumentou dramaticamente ao longo do período de quatro décadas. De 1979 a 2001, foi uma média de 48 gigatoneladas anuais por década. A taxa subiu 280% para 134 gigatoneladas de 2001 a 2017.

Pontos mais preocupantes

O principal autor do estudo afirma que uma das principais conclusões do projeto é a contribuição da Antártida Oriental para o quadro de perda total de massa de gelo nas últimas décadas.

“O setor da ‘Terra de Wilkes’ na Antártica Oriental, em geral, sempre foi participante importante na perda de massa, mesmo nos anos 80, como nossa pesquisa mostrou”, explica ele. “Esta região é provavelmente mais sensível ao clima [mudança] do que tradicionalmente se supôs e isso é importante saber, porque detém ainda mais gelo do que a Antártida Ocidental e a Península Antártica juntas”.

Ele acrescentou que os setores que perdem mais massa de gelo são adjacentes à água quente do oceano. “À medida que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio envia mais calor oceânico para esses setores, eles continuarão contribuindo para o aumento do nível do mar da Antártida nas próximas décadas”, conclui Rignot.

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*Fonte: ciclovivo

60% das espécies de café correm risco de extinção

Estudo de cientistas do Royal Botanic Gardens destaca que mais da metade das espécies de café selvagem estão em risco de extinção. Isso deve-se ao desmatamento, às mudanças climáticas e à disseminação e ao aumento de pragas e fungos patogênicos.

Foi a primeira vez, que o estudiosos avaliaram detalhadamente as espécies de café incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). E o resultado, de mais de 20 anos de pesquisa, foi de preocupação com o futuro da produção global de café. Lista inclui o Coffea arabica, o café preferido e mais amplamente comercializado no mundo.

Grande parte do trabalho foi realizado em locais selvagens, principalmente nas florestas remotas da África e na ilha de Madagascar. Em 2012, pesquisadores já revelaram uma imagem sombria para o arábica selvagem. Usando modelagem por computador, eles puderam projetar como mudanças climáticas afetariam as espécies na Etiópia, mostrando que o número de locais onde o arábica cresce poderia diminuir em até 85% até 2080. Em 2017, a equipe voltou sua atenção à influência das mudanças climáticas na cafeicultura, mostrando que até 60% da terra usada para a produção de café da Etiópia pode se tornar inadequada para uso até o final do século.

Esta pesquisa mais recente afirma que entre os 60% sob ameaça de extinção estão espécies que podem ser fundamentais para o futuro da produção de café. Atualmente, o comércio global de café depende de apenas duas espécies – Arábica (cerca de 60%) e Robusta (cerca de 40%) -, mas devido às ameaças emergentes e agravantes, outras espécies de café provavelmente serão necessárias.

“Entre as espécies ameaçadas de extinção estão aquelas que têm potencial para serem usadas no desenvolvimento dos cafés do futuro, incluindo aquelas resistentes a doenças e capazes de resistir à piora das condições climáticas. O uso e o desenvolvimento dos recursos do café silvestre podem ser fundamentais para a sustentabilidade a longo prazo do setor cafeeiro”, afirma Dr Aaron Davis, líder de pesquisa de café do Royal Botanic Gardens.

O estudo “Alto risco de extinção de espécies de café silvestre e implicações para a sustentabilidade do setor cafeeiro” pode ser consultado [ AQUI ] .

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Atacama em flor. A extraordinária florada no deserto mais árido do mundo.

O Deserto do Atacama é um dos lugares mais mágicos, bonitos e insólitos do mundo. Fui visitá-lo algumas vezes, e sempre me surpreendi com a sua beleza. Mas era sempre uma beleza seca, pois o Atacama, com seus 105 mil quilômetros quadrados de imensidão vazia entre o Chile e o Peru, é regado por uma média de apenas 15 milímetros de chuva ao ano. Isso faz dele um dos lugares mais áridos e inóspitos do planeta. No entanto, até no Atacama, onde areia, rochas e minas de sal são os elementos dominantes, é possível assistir, uma vez a cada 6-7 anos, um milagre da natureza. O céu de repente se enche de nuvens, aguaceiros banham a terra e, alguns dias depois, uma florada espetacular transforma essa paisagem lunar numa colorida pradaria alpina.

Normalmente, esta é a aparência do Deserto do Atacama: seco, desolado, todo tingido com a mais completa paleta dos ocres, amarelos e marrons.

O mérito pertence às precipitações do início da primavera, que periodicamente se manifestam com excepcional abundância e permitem, naquelas raras ocasiões, que as sementes de mais de 200 espécies de flores desabrochem ao mesmo tempo, como se tocadas por alguma varinha mágica.

Este ano, o espetáculo da florada do Atacama se manifestou com muita antecipação e atraiu ao deserto milhares de turistas armados com celulares e máquinas fotográficas.

A florada deste ano é excepcional não apenas pelo período anômalo em que ocorre, mas porque segue a menos de 24 meses a florada precedente, que aconteceu em 2015. Confira abaixo uma pequena galeria de fotos dessa florada, e não deixe de ver o belo vídeo que encerra a matéria. Para viajar Nas Asas do Tempo – a nova rubrica deste site.

*Por: Luis Pellegrini

Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água e que não poluem

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.

Reciclagem doméstica

“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.

A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água e que não poluem.

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.

Reciclagem doméstica

“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.

A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

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*Fonte: revistapazes

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal.

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório.

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas.

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano.
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador.

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.”

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva.

Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas.

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

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*Fonte: theuniplanet

Milhares de estorninhos em voo tomam forma de ave gigante no céu

O britânico Guy Benson captou em vídeo o voo de um bando de milhares de estorninhos sobre a Reserva Natural de Attenborough, em Nottingham, no Reino Unido. O vídeo mostra a espantosa “dança” das aves no ar, durante a qual o grupo parece assumir diferentes formas, entre as quais a de uma enorme ave.

“Estava com a minha esposa, Anita, ao entardecer, quando um bando de estorninhos apareceu sobre nós. Durante cerca de 20 minutos, estiveram todos a dançar no céu”, contou o britânico ao jornal The Independent.

“A dada altura, o bando tomou a forma de uma ave enorme no céu. É uma forma bem invulgar e acho que foi causada pelos quatro gaviões que estavam continuamente a mergulhar sobre as aves para as separarem e capturarem. Foi uma das cenas mais impressionantes que já vi na natureza.”

“Há cerca de 20 anos, viam-se 40 mil aves num bando, mas, hoje em dia, é mais provável encontrarem-se entre 10 e 20 mil”, explicou Guy Benson, aludindo ao declínio verificado nas populações de aves do continente europeu.

Desde que se reformou, o britânico de 60 anos passa muito do seu tempo a viajar para observar pássaros raros, juntamente com a sua esposa, Anita Benson.

“Nunca vi nada assim”, disse esta. “Ficava-se parado e de boca aberta; foi tão fantástico. Há centenas de milhares de pessoas a viver perto, mas elas não sabem que este tipo de coisas acontece.”

O voo sincronizado dos estorninhos já chamou a atenção muitas vezes, tanto pela sua elegância como pelas imagens impressionantes que, por vezes, as aves parecem formar.

 

 

 

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Confira o vídeo:

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*Fonte: theuniplanet

A árvore que sempre se inclina em direção ao equador – não importando onde esteja

Originário da Nova Caledônia, um arquipélago tropical no sudoeste do oceano Pacífico, o pinheiro-de-cook pode ser visto hoje em diferentes partes do mundo.

A espécie, da família das coníferas, é conhecida por seu formato estreito e alongado – ela chega a alcançar 60 metros de altura. Mas não é sua aparência delgada que tem chamado a atenção de cientistas, e sim a curiosa inclinação de seu tronco.

Pesquisadores já haviam notado que essa árvore se inclina a um peculiar ângulo de 8,55°. Agora, porém, descobriram algo ainda mais interessante: a direção depende do hemisfério em que o exemplar se encontra.

Os pinheiros-de-cook do hemisfério Norte, por exemplo, pendem para o sul, enquanto os do hemisfério Sul fazem exatamente o contrário.

A descoberta se deu por acaso, quando o biólogo Matt Ritter, professor da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, nos EUA, estava redigindo uma breve descrição da espécie para um livro.

Durante esse trabalho, ele procurou um de seus colegas na Austrália para confirmar se as árvores daquele país se inclinavam da mesma forma.

A resposta foi surpreendente: ali os pinheiros se voltavam para a direção contrária.

“Isso nos fez pensar na possibilidade de que a árvore se inclinasse para o equador (linha imaginária que divide o mundo entre os hemisférios Norte e Sul), seu lugar de origem”, conta Ritter.

Caso único

O cientista e seus colegas então estudaram o comportamento de mais de 250 pinheiros-de-cook em 18 lugares espalhados pelos cinco continentes, e em diferentes latitudes.

Uma das conclusões foi de que, em média, o ângulo de fato é de 8,55°.

Mas eles também notaram que, quanto mais afastadas as árvores estavam da linha do equador, maior era a inclinação.

Em um dos espécimes estudados na Austrália, por exemplo, chegava-se a um ângulo de 40°.

Inédito em árvores

É verdade, no entanto, que muitas árvores se inclinam em direção ao sol durante seu desenvolvimento e, ao chegar a uma idade madura, corrigem essa assimetria.

Apesar disso, Steve Warren, pesquisador do Serviço Florestal dos EUA que não está vinculado ao estudo, afirmou à revista científica New Scientist que mesmo que algumas plantas também se inclinem de forma semelhante à do pinheiro-de-cook, “esta é a primeira vez que escuto isso a respeito de uma árvore”.

De acordo com os cientistas responsáveis pelo estudo, é possível que o comportamento peculiar dessa espécie seja explicado por sua genética ou se trate de uma adaptação para que a planta possa aproveitar ao máximo a luz do sol em regiões com latitudes mais elevadas.

Eles ressaltam que é preciso investigar mais para se chegar a uma conclusão sobre a causa do fenômeno.

Para os pesquisadores, uma análise profunda do comportamento do pinheiro-de-cook pode ajudar a desvendar os mecanismos com que as plantas respondem aos estímulos do ambiente, sobre os quais ainda se sabe muito pouco.

Getty Images

 

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Não estamos ficando doentes. Estamos sendo envenenados

Nas últimas semanas, duas grandes organizações médicas emitiram avisos separados sobre substâncias químicas tóxicas nos produtos que nos rodeiam. As substâncias não estão regulamentadas, dizem eles, e estão ligadas ao câncer de mama e próstata, deformidades genitais, obesidade, diabetes e infertilidade.
“A ampla exposição a produtos químicos tóxicos ambientais ameaçam a reprodução humana saudável”, diz a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, advertiu em um comunicado no mês passado. Os avisos são um lembrete de que a indústria química herdou o manto da indústria do tabaco, minimizando a ciência e a resistência à regulação de maneira que causam danos devastadores para os cidadãos inocentes.

Na década de 1950, os pesquisadores achavam que os cigarros causavam câncer, mas o sistema político demorava a dar uma resposta. Agora, o mesmo está acontecendo com produtos químicos tóxicos. O foco da federação ginecológica é sobre os produtos químicos que imitam os hormônios sexuais e muitas vezes confundem o corpo. Desreguladores endócrinos são encontrados em pesticidas, plásticos, cosméticos, xampus e recibos dos registo de dinheiro, alimentos e inúmeros outros produtos.

“A EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO É ONIPRESENTE”, disse a organização, acrescentando que as mulheres
grávidas quase em todos nos Estados Unidos tem pelo menos 43 contaminantes químicos diferentes em seu corpo. Um relatório do Instituto Nacional do Câncer constata que “UMA QUANTIDADE PREOCUPANTE DE BEBÊS NASCEM PRÉ-POLUÍDOS”.

Este aviso foi escrito por especialistas do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a Organização Mundial de Saúde, o Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha e outros grupos similares. Estes profissionais médicos estão na linha de frente. Eles são aqueles que tratam as mulheres com cancro da mama. Ambas são condições associadas à exposição precoce aos desreguladores endócrinos. Casos crescentes de hipospadia, um defeito de nascença em que as crianças nascem com uma abertura uretral no lado do pênis.

A outra grande organização emitiu recentemente um aviso, a Endocrine Society, a associação internacional de médicos e cientistas que trabalham com o sistema hormonal. “Novas evidências ligam distúrbios endócrinos a exposição de químicos, e estão entre as maiores ameaças à saúde pública enfrentados pela sociedade – DIABETES E OBESIDADE”, disse ele a Endocrine Society ao anunciar um relatório de 150 páginas.

Ele acrescentou que há “evidência crescente” que os produtos tóxicos geram a infertilidade, câncer de próstata, testicular, da mama, uterino, do ovário e problemas neurológicos. Às vezes, esses problemas surgem aparentemente em adultos por causa de exposições décadas anteriores em fases fetais.

“A AMEAÇA É PARTICULARMENTE GRANDE QUANDO EXPOSTOS NASCITUROS”, disse o Endocrine Society. Tracey J. Woodruff, da Universidade da Califórnia, San Francisco diz: “Um mito sobre produtos químicos é que o governo dos EUA garante que eles são seguros antes de entrar no mercado.” Na verdade, a maioria são considerados seguros, a menos que se prove o contrário.

Dos 80.000 ou mais produtos químicos em produção hoje no comércio mundial, apenas uma pequena parte foi analisado de forma rigorosa para a segurança. Mesmo quando uma substância foi removida por razões de saúde, o produto de substituição pode ser tão ruim quanto antes. “É frustrante ver a mesma história uma e outra vez”, disse o professor Woodruff. “Os estudos em animais, in vitro e estudos em humanos testes iniciais mostram que os produtos químicos causam efeitos adversos A indústria química diz.” Esses estudos não são bons, e pedem para ser exibido com a evidência humana. A evidência humana leva anos e exige que as pessoas fiquem doentes. “Nós não devemos ter que usar o público como cobaias”.

Europa está se movendo para testar produtos químicos antes de entrar no mercado, mas nos Estados Unidos é muito lento por causa do poder do lobby químico. A legislação de segurança química depende do Senado que exigiria a EPA para iniciar uma avaliação da segurança de produtos químicos apenas 25 nos primeiros cinco anos – e legislação da Câmara não é muito melhor. “Há quase infinita o paralelismo com a indústria do cigarro”, diz Andrea Gore, professor de farmacologia na Universidade do Texas em Austin e editor da revista Endocrinology.

Por agora, os especialistas dizem que a melhor abordagem é que as pessoas tentam se proteger. Especialmente as mulheres que estão grávidas ou podem se tornar grávidas e para as crianças jovens, tentem comer alimentos orgânicos, reduzir o uso de plásticos, recibos de caixa registadora toque tão pouco quanto possível, tentar evitar retardadores de chama sofás e ver as guias para consumidor http://www.ewg.org.

O Lobby químico lançou o equivalente a U$D 121.000 para cada membro do Congresso no ano passado, por isso esperam que as empresas químicas ganhem muito dinheiro, enquanto que mais meninos nascem com hipospádia e mais mulheres morrem desnecessariamente de câncer de mama.

 

 

 

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*Fonte: vivagreen

5 produtos do cotidiano que são uma ameaça ao meio ambiente – e alguns, à sua saúde

Palau se tornou o primeiro país a proibir o uso de protetores solares para proteger seus vulneráveis ​​recifes de coral.

Para muitos consumidores, os efeitos nocivos do produto talvez sejam uma novidade.

Mas pesquisadores acreditam que os 10 ingredientes químicos encontrados na composição dele são altamente tóxicos para a vida marinha e podem tornar os corais mais suscetíveis à descoloração.

O protetor solar, porém, está longe de ser o único produto do cotidiano com impactos negativos sobre o meio ambiente.

A seguir, confira outros cinco, que poderão lhe surpreender. Alguns deles, com riscos inclusive à saúde:

As pílulas anticoncepcionais

Um estudo realizado em 2016 na Suécia encontrou evidências de uma desvantagem incomum nas pílulas anticoncepcionais.

Lina Nikoleris, autora do estudo, descobriu que o hormônio etinilestadiol (EE2), uma versão sintética do estrogênio encontrado em algumas pílulas, estava mudando o comportamento e a genética de alguns peixes.

Quando liberado na água como um resíduo, o EE2 demonstrou ser a causa de mudanças no equilíbrio genético de peixes como o salmão e a truta, que têm mais receptores de estrogênio que os humanos.

O estudo também identificou que esse hormônio torna mais difícil para os peixes capturar alimentos.

“Estudos anteriores mostraram que os peixes também desenvolvem problemas para procriar”, disse Nikoleris.

“Isso pode levar à extinção de toda uma população de peixes, assim como a outras consequências para ecossistemas inteiros.”

Abacates

Também há más notícias para os amantes do abacate. Este alimento também é prejudicial ao meio ambiente.

A organização holandesa Water Footprint Network, que faz campanha pelo uso mais eficiente da água, calculou que, para cultivar um único abacate, são necessários cerca de 272 litros de água.

Os efeitos disso são devastadores para as regiões onde a fruta é cultivada.

Em 2011, uma investigação conduzida pelas autoridades de água no Chile encontrou pelo menos 65 plantações de abacate que desviam ilegalmente rios e outras fontes de água para irrigação.

Há quem culpe esses esses agricultores por uma forte seca que atingiu a região e forçou moradores a escolherem entre usar a água para beber ou tomar banho.

Abacaxis

Outro alimento popular também engrossa a lista dos que impactam o meio ambiente: o abacaxi.

A chamada “rainha das frutas” é cultivada a um ritmo que em algumas partes do mundo está afetando negativamente o planeta.

Na Costa Rica, um dos maiores produtores mundiais de abacaxis, milhares de hectares de florestas foram desmatados para dar lugar a essas frutas.

A Federação de Conservação da Costa Rica diz que florestas inteiras desapareceram da noite para o dia, causando danos irreversíveis.

Os abacaxis são produzidos em grandes monoculturas – a produção intensiva de um único cultivo – e exigem uma grande quantidade de pesticidas, que também podem ser prejudiciais ao meio ambiente.

Xampus

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais eficientes e versáteis do planeta, mas seu uso generalizado levou a um desmatamento expressivo.

Em um relatório de 2018, o grupo de conservação WWF alertou que a transformação de florestas tropicais e turfeiras em plantações de óleo de palma liberou “enormes quantidades de dióxido de carbono, alimentando mudanças climáticas e destruindo o habitat de espécies como os orangotangos”.

Enquanto muitos estão cientes da presença de óleo de palma em produtos comestíveis, como chocolate, margarina, sorvete, pão e biscoitos, menos gente conhece o seu papel em diversos produtos para o lar.

No xampu, por exemplo, o óleo de palma é usado como uma forma de condicionador.

O mesmo óleo é encontrado em produtos como batons, detergentes para a roupa, sabonetes e pastas de dente.

Aromatizantes

Não é apenas com a poluição do ar que as pessoas devem tomar cuidado.

A má qualidade do ar dentro de casa, causada por produtos domésticos do dia-a-dia, como os aromatizantes, é tão ou mais preocupante.

Os aromatizantes muitas vezes contêm uma substância química chamada limoneno, comumente usada para dar um perfume cítrico ao ambiente, e também é usado em alimentos.

Não é o fato de conter um produto químico, por si só, que faz dele um grande perigo para a saúde.

Mas uma vez liberado no ar ele pode se tornar um problema.

Um experimento realizado pela BBC identificou que quando o limoneno reage com o ozônio presente no ar, produz formaldeído – um dos produtos químicos de uso atual mais comuns e cercados de riscos.

De acordo com informações publicadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a exposição a altas concentrações desse produto pode causar falta de ar, salivação excessiva, espasmos musculares, coma e eventualmente a morte.

O formaldeído também é considerado cancerígeno para humanos.

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*Fonte: bbc-brasil

Tecnologia permite destruir Amazônia mais rápido do que fizemos com a Mata Atlântica

Em 2005, então recém-formado na faculdade de Biologia da USP, o botânico Ricardo Cardim teve a ideia de percorrer áreas desflorestadas da Mata Atlântica atrás de árvores gigantes que haviam sobrevivido isoladas no meio de plantações e pastagens.

A pesquisa ganhou corpo ao longo dos últimos 13 anos e se transformou numa das maiores investigações sobre a história da destruição de uma das regiões mais biodiversas do planeta.

Em “Remanescentes da Mata Atlântica: As Grandes Árvores da Floresta Original e Seus Vestígios” (ed. Olhares), livro lançado em novembro, Cardim documenta a vertiginosa expansão econômica sobre o bioma, que, em pouco mais de um século, o fez perder 90% de sua vegetação original e dividiu as áreas sobreviventes em 245 mil fragmentos.

Ao lado do fotógrafo Cássio Vasconcellos e do botânico Luciano Zandoná, Cardim também elaborou um inventário de tesouros que resistiram às derrubadas – entre os quais exemplares centenários de figueiras, perobas e paus-brasil, retratados em expedições por seis Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

A árvore mais alta identificada, numa antiga fazenda de cacau em Camacã (BA), foi um jequitibá com 58 metros de altura e tronco com 13,6 metros de circunferência – dimensões extraordinárias, mas aquém das árvores gigantes do bioma no passado, como um jequitibá na região de Campinas (SP) cujo caule alcançava 19,5 metros de circunferência no início do século 20.

Em entrevista à BBC News Brasil, Cardim diz que as condições que permitiram o desenvolvimento das árvores gigantes da Mata Atlântica não existem mais. Compartimentadas e cercadas por lavouras, muitas áreas de floresta sobreviventes se despovoaram de animais – essenciais para a renovação das plantas – e sofrem com a invasão de espécies exóticas e alterações climáticas.

Ele diz acreditar, porém, que as próximas gerações conseguirão reconectar os fragmentos da floresta e trazer os bichos de volta, garantindo a sobrevivência do bioma, ainda que sem a mesma riqueza original.

Cardim não nutre o mesmo otimismo em relação à Amazônia – que, segundo ele, vive hoje, passo a passo, o mesmo roteiro da destruição da Mata Atlântica. Segundo o botânico, enquanto o desflorestamento da Mata Atlântica parece ter sido contido, a Amazônia sofre com a ação “de um arco de aventureiros que são incontroláveis” e fragmentarão o bioma antes que a sociedade se conscientize sobre sua importância. “Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo”.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – O livro mostra que, ao contrário do que muitos pensam, a destruição da Mata Atlântica foi um processo bem recente. Como o bioma foi aniquilado tão rapidamente?

Ricardo Cardim – Até 1890, o que estava mexido no Brasil era um pedacinho de Pernambuco, por causa do ciclo do açúcar no século 17, e do Rio de Janeiro, por causa das fazendas de café. O resto era mata fechada, com índios dentro.

Parece incrível, mas a destruição da Mata Atlântica se deu mesmo no século 20. A grande cobiça era pelos húmus que fertilizaram o solo da Mata Atlântica ao longo de milênios. A madeira era muito mais um empecilho do que um benefício. Só no final do processo, quando já tínhamos muito caminhão e transporte facilitado pelas ferrovias, que a madeira começou a ser aproveitada. Mesmo assim, o índice de aproveitamento da madeira foi de cerca de 3% de tudo o que foi derrubado.

A ordem era “limpa logo para a gente começar a colher o ouro verde”, que era o café. Fizemos como aquele cara que herda uma fortuna e na mesma noite vai gastar tudo em farra, e acorda pobre. Demoramos milhares de anos para formar aquele solo, criar aquelas condições perfeitas, e em cinco ou dez anos, aquilo não existia mais. Os solos que a gente cultiva hoje só são cultiváveis por causa da tecnologia, porque já foram exauridos.

BBC News Brasil – Você destaca no livro a destruição das matas de araucárias, na porção sul da Mata Atlântica. O que houve de peculiar nesse processo?

Cardim – A velocidade com que ocorreu. Essa é uma floresta que passa do século 19 ao 20 praticamente intacta. Brincava-se que era possível atravessar os Estados do Paraná e de Santa Catarina nos galhos das araucárias, de tão grudadinhas que elas estavam.

Até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Brasil importava madeira – o que era surreal para um país que estava destruindo florestas adoidado para plantar café. Mas, quando a Primeira Guerra impede esse comércio, o mercado começa a lembrar a araucária – um pinheiro maravilhoso, muito fácil de cortar. Começa um saque da floresta voltado para a madeira como se nunca viu.

A araucária vira uma grande divisa. Todo mundo que quer ficar rico vai para a floresta de araucária montar sua serrraria. Isso chega no auge nos anos 1950 e 1960. Cortavam tanta madeira que boa parte dela apodrecia antes de ser escoada para o mercado. Nos anos 1970, a floresta acabou. Houve uma quebradeira geral nas serrarias. Famílias que eram riquíssimas ficaram pobres.

A araucária simplesmente acabou. O que temos hoje são araucárias rebrotando, pequenas. O que sobrou hoje é uma sombra.

BBC News Brasil – O quão virgem era a Mata Atlântica antes de 1500?

Cardim – (O antropólogo) Darcy Ribeiro falava que havia entre 4 e 6 milhões de índios vivendo aqui no território. Acho possível, mas não acho que o impacto deles na floresta foi tão grande quanto o historiador americano Warren Dean falou em “A ferro e fogo: a história da devastação da Mata Atlântica brasileira” (1996). Ele diz que não existia floresta intocada, porque os índios já tinham cortado aquilo pelo menos uma vez em um milênio.

Eu acredito que os índios tinham capacidade de alterar o meio, mas com ferramentas muito primitivas – machados de pedra, fogo -, e também tinham populações muito pulverizadas. As coivaras que eles faziam para queimar e plantar roças não eram suficientes para gerar uma extensa derrubada. Acho que os índios deixavam as árvores grandes no meio da coivara e plantavam embaixo delas. E não acho que tenham conseguido trabalhar todo o território a ponto de alterá-lo.

BBC News Brasil – Qual o cenário hoje para as árvores gigantes remanescentes da Mata Atlântica?

Cardim – É terrivelmente ameaçado. A Mata Atlântica virou uma colcha de retalhos. Sobrou um décimo do que ela era, e ainda por cima esse décimo é formado por vegetação secundária – por florestas que já foram queimadas, exploradas, derrubadas – e dividido em 245 mil fragmentos de diferentes tamanhos. As árvores gigantes que sobraram nesses pedacinhos, especialmente nos menores, estão superameaçadas.

O clima local altera quando se derrubam florestas – basta lembrar que São Paulo era a terra da garoa, e hoje não temos mais garoa porque sumiu o verde dentro e no entorno da cidade. Os ventos, alterações ecológicas como a infestação de cipós, uma série de desequilíbrios ecológicos causados pela invasão do homem na floresta estão colocando em risco as poucas árvores gigantes que sobreviveram no bioma – tanto dentro da floresta quanto aquelas que estão isoladas em pastos, plantações, meios urbanos.

Nossa geração talvez seja uma das últimas a conseguir enxergar essas árvores gigantes, porque elas estão desaparecendo. E acho difícil que novas árvores desse porte surjam se a gente não reconectar os fragmentos de floresta.

BBC News Brasil – É viável reconectar esses fragmentos, considerando as forças econômicas e políticas atuais? As paisagens na região parecem estar muito consolidadas.

Cardim – Nasci em 1978 e cresci numa casa que tinha telefone de disco, uma TV com bombril espetado em cima e meu pai assinando jornal. O mundo mudou muito, e não só em tecnologia, em visão do planeta, sociedade. As crianças estão vindo com outro olhar sobre a natureza. Tenho muita fé de que elas vão causar uma revolução, e a tecnologia vai resolver muitos problemas, produzindo muito alimento sem precisar de grandes territórios. Vai chegar o momento em que vamos conseguir ter a harmonia entre o conforto moderno e o modo de produção econômico, e conseguiremos restabelecer parte do território natural.

Em 2100, teremos a Mata Atlântica reconectada, sobrevivendo, em harmonia com as cidades e as atividades agrícolas. Sou otimista.

BBC News Brasil – A Mata Atlântica será capaz de se regenerar sozinha?

Cardim – Se o ser humano desaparecesse da Terra neste instante, a Mata Atlântica iria recompor todo seu espaço. O que a atrapalharia são as plantas invasoras. Trouxemos muitas plantas estrangeiras. Quando você traz algo de fora, isso pode prejudicar enormemente quem já estava aqui antes. Vemos isso no parque Trianon (em São Paulo) e na Floresta da Tijuca (no Rio de Janeiro).

A floresta abandonada, sem ser manejada, iria virar um híbrido de Mata Atlântica com Pinus elliotti (pinheiro nativo da América do Norte), com palmeira seafortia (espécie australiana), com jaqueiras (oriundas da Ásia), e isso poderia comprometer grande parte da bidiversidade até chegar num ponto de equilibrio. Teríamos uma floresta mais pobre do que aquela que os portugueses encontraram em 1500.
Direito de imagem Ricardo Cardim
Image caption Balsas usadas para escoar madeira no rio Uruguai, na região Sul; mesma técnica é usada atualmente para transportar madeira pelos rios amazônicos.

BBC News Brasil – O geógrafo Altair Sales costuma dizer que os trechos remanescentes de Cerrado são como fotografias do passado, porque muitas das interações entre insetos, plantas e animais que permitiram o desenvolvimento daquelas paisagens deixaram de existir à medida que o bioma foi sendo degradado – e que no futuro aquelas paisagens desaparecerão. Isso se aplica à Mata Atlântica?

Cardim – Sim. Temos hoje na Mata Atlântica florestas que são relíquias, restos de uma era quando tínhamos macacos muriquis andando de galho em galho do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, quando tínhamos antas, varas de queixadas e catetus, onças em todos os lugares.

Os bichos são fundamentais para plantar e polinizar a floresta. Nos anos 1930, o homem chegou à mata metralhando os bichos, caçava tudo o que via por ali. A vegetação tropical é intimamente ligada a seus bichos, uma evoluiu com o outro, com complexas interações que a gente nem imagina ainda.

Na Mata Atlântica, temos hoje a figura da floresta vazia, da floresta zumbi, como a do Parque Trianon, que não tem como se renovar. Para que a semente de um jatobá germine, ela tem de ter a dormência quebrada pelo intestino da anta. Sem anta, isso não acontece mais, a semente cai no chão e não germina. Os mecanismos estão profundamente comprometidos tanto no Cerrado quanto na Mata Atlântica.

Por isso, quando formos investir para reconectar os fragmentos, precisamos procriar os bichos para que eles possam voltar a transitar e reabilitar a floresta.

BBC News Brasil – Em vez de homogênea, a Mata Atlântica é descrita no livro como um bioma com múltiplas faces. O quão diversa é a formação?

Cardim – As pessoas tendem a pensar que a Mata Atlântica é aquele tapetão de floresta, como na Serra do Mar. Pensam que só ocorre no litoral, sem saber que ela vai até o Paraguai. Ela era realmente extensa. Outra coisa interessante é a diversidade de paisagens.

Na Mata Atlântica, podemos encontrar desde a restinga arenosa, um areial com ilhas de bromélias, cactos, pequenos arbustos, pitangueiras, verdadeiros jardins prontos – não é à toa que Burle Marx se inspirava nessas paisagens -, a campos de altitude, como em Itatiaia, ou na Serra dos Órgãos, que são campos com plantinhas no topo, até florestas monstruosas como as que existiram no norte do Paraná e no sul da Bahia.

Ela tem maior biodiverisade, comparativamente, do que a Amazônia, porque ela concentra diversas paisagens e espécies num território relativamente pequeno, graças à proximidade do oceano em alguns pontos e do relevo, que é bastante movimentado e cria diferentes condições para a vegetação.

BBC News Brasil – Já tivemos perdas irreparáveis de espécies de árvores gigantes na Mata Atlântica?

Cardim – Suspeito que sim. Por exemplo, a peroba-rosa encobria centenas de quilômetros de florestas. Ela foi tão cortada, sobrou tão pouco, que nos faz questionar o quanto sofreu de ersoão genética a ponto de se tornar viável. Uma doença talvez seja capaz de matar todas as restantes. São os últimos moicanos. Tenho a sensação de que muitas árvores da Mata Atlântica são os últimos moicanos.

Nas expedições que fiz durante a produção do livro, tinha o objetivo de ver a floresta original, mas acho que não consegui. A grande verdade é essa. Eu vi florestas que podem ter sido próximas daquilo, mas fiquei com a sensação de que não existe mais a floresta original, que meu tataravô possa ter visto quando estavam abrindo as fazendas.
Direito de imagem Remanescentes da Mata Atlântica
Image caption Caçada de onças pintadas em Santa Catarina, no começo do século 20; quando despovoada de animais, Mata Atlântica se torna incapaz de renovar a vegetação original.

BBC News Brasil – Quando se critica o desmatamento no Brasil, alguns representantes do agronegócio costumam citar a destruição das florestas na Europa e reivindicar o direito de fazer o mesmo por aqui. Como seria nossa sociedade se a Mata Atlântica não tivesse sido destruída?

Cardim – Esse argumento é tão hediondo como falar que, já que houve o Holocausto na Alemanha, podemos fazer um aqui também. A Europa hoje está preocupadíssima em restabelecer suas florestas e nunca mais vai restabelecer do jeito que era, porque as matas lá vêm sendo derrubadas desde a época romana.

Se tivéssemos encontrado outros meios de produzir riqueza, através da educação, da tecnologia, teríamos agora um patrimônio maravilhoso. Não sou contra a exploração de madeira. Sem a madeira, não teríamos orquestras, por exemplo. Eu adoro móveis de madeira nobre. Mas, se tivéssemos explorado de forma sustentável, poderíamos ter móveis de jacarandá pelo resto da vida.

Teríamos um potencial gastronômico inacreditavelmente grande, como alguns já começaram a perceber, como (o chef) Alex Atala. Teríamos muito potencial no ramo da biotecnologia, de medicamentos. E também de turismo, pois é impossível ficar indiferente diante dessas árvores gigantes. É como alguém diante da pirâmide de Queóps.

BBC News Brasil – O processo de destruição da Mata Atlântica é comparável ao que hoje enfrenta a Amazônia?

Cardim – A grande sacada desse livro é mostrar que fizemos uma coisa na Mata Atlântica nos últimos 100 ou 150 anos que é exatamente igual ao que estamos fazendo hoje na Amazônia. O que muda é a proporção, por causa da extensão da Amazônia e a tecnologia. Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo.

BBC News Brasil – Quais foram as etapas da destruição da Mata Atlântica que agora se repetem na Amazônia?

Cardim – Primeiro, criar uma motivação econômica para um acesso à floresta. Na época (dos presidentes) Costa e Silva e Médici, nos anos 1970, começa a surgir a ideia da terra sem homens da Amazônia para o homem sem terras do Nordeste. Esse caminho para o interior da Amazônia, que começa com a rodovia Transamazônica, tem como paralelo a entrada das ferrovias no seio da Mata Atlântica por causa do café. A ferrovia entrava e rasgava a Mata Atlântica – vem o eixo de penetração, saem estradas vicinais para saquear a floresta e aproveitar a terra.

É o que está ocorrendo hoje na Amazônia: primeiro vem o cara saquear madeira, depois se faz a queimada para aproveitar o solo, o fogo fertiliza aquela terra e planta-se capim para que o gado pisoteie os entulhos da floresta. Com dois ou três anos, aquela floresta desaparece e vira carbono, e aí entra a soja. No nosso caso, era o café que entrava. Temos registros em Campinas (SP), em 1840, da presença do gado entre ruínas de árvores colossais da Mata Atlântica. Era um modo de domar a terra para o café.

BBC News Brasil – Seremos capazes de frear o desmatamento na Amazônia?

Cardim – Sou otimista quanto à Mata Atlântica, mas não quanto à Amazônia. Acho que não vai dar tempo. A Amazônia vai ser fragmentada antes que as gerações futuras consigam entender a importância dela.

Existe lá um arco de aventureiros -políticos, grileiros – que são incontroláveis. Eles vão fragmentar a floresta antes que a gente consiga mudar a sociedade.

BBC News Brasil – As tecnologias e a legislação para evitar o desmatamento também não avançaram?

Cardim – Com certeza, mas ainda acho que são fracas perante o que está acontecendo lá. O que houve em Rondônia é emblemático. A floresta do Estado sumiu em dez anos. E hoje a última fronteira é o Estado do Amazonas, porque o Pará já foi muito detonado.

Estão derrubando por mais que coloquemos multas. Tem muita gente lá que não tem nada a perder e vai fazer isso acontecer. Talvez, daqui a 40 anos, alguém faça um livro como este que eu fiz contando como a Amazônia foi destruída.

*Por João Fellet

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Drone com sementes inteligentes refloresta 1.200 hectares em 5 horas

Um drone com sementes inteligentes está sendo usado para ajudar no reflorestamento de forma rápida, prática e eficaz.

A ótima ideia, diante do desmatamento maciço, está sendo colocada em prática pelo empresário espanhol Juan Carlos Sesma.

O aparelho voador dele é capaz reflorestar 100 mil árvores em apenas 5 horas. O empresário já fez isso em 1.200 hectares de um parque em Guadalajara.

“Estamos diante de um método eficiente para criar ecossistemas, através da criação em série, como se fosse uma fábrica de automóveis”, diz Sesma

Como

Juan Carlos Sesma usa uma seleção de sementes ‘iseed’, ou semente inteligente, que é introduzida em uma cápsula biodegradável.

Ela tem todos os elementos para torná-la viável em sua primeira fase de crescimento, a mais crítica, mas com 80% de chance de sucesso.

Mas não é tão simples como parece. Primeiro é feita uma análise.

O protagonista desta fase executa o projeto mais eficiente, otimizando todas as variáveis em seu banco de dados usando algoritmos para que o futuro ecossistema seja o mais completo, harmonioso e sustentável possível.

O Big Data está presente durante todo o processo antes do plantio. Ele é responsável por escolher o mais adequado para a criação de ecossistemas de sementes nativas.

Com as variáveis escolhidas e as sementes inteligentes criadas, o drone de CO2 entra em ação.

Drone em ação

Com ele é possível que uma zona afetada por um incêndio se recupere completamente.

“Este tem um mini-depósito anexado que lança a iseed, contando com os parâmetros estabelecidos pelo Big Data”, explica Sesma.

Outro ponto a favor da incorporação de drones no trabalho de reflorestamento é que as sementes liberadas podem alcançar lugares que não são facilmente acessíveis pelos humanos.

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*Fonte: sonoticiaboa

Em 2 meses, cientista despoluiu lagoa por completo usando nanotecnologia

Em 2010, o cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente: a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.

Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas 2 meses.

Para colocar o projeto em prática, o pesquisador inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDx Talks.

A redução de contaminantes e matéria orgânica que roubavam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local, antes abandonado pelos animais.

*Por Paulo Nobuo

 

 

 

 

 

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*Fonte: wix

Portal permite que usuários “inspecionem” desde florestas às geleiras

Em parceria com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou o lançamento de um portal online que promete tornar mais fácil e acessível o monitoramento do uso da terra por meio de satélites. Plataforma gratuita permitirá aos usuários “inspecionar” desde as florestas tropicais até as geleiras.

O sistema, conhecido como Collect Earth Online, dá acesso a imagens de satélite em alta resolução, produzidas por múltiplas fontes, além de imagens e mosaicos de fotografias históricos das redes de satélite da NASA e da União Europeia. Com a ferramenta geoespacial, a FAO espera facilitar a realização de pesquisas e a coleta de amostras.

“Essa inovação permite a coleta de dados atualizados sobre nosso meio ambiente e suas mudanças, de uma maneira mais eficiente e participativa, usando os especialistas locais que conhecem a paisagem e a ecologia subsistente”, explicou a chefe de Políticas e Recursos da Divisão de Silvicultura da FAO, Mette Wilki.

Dan Irwin, da NASA, explica que o portal “explora quatro décadas de dados de satélites e pode ajudar países em todo o mundo a mapear e monitorar suas florestas”.

O especialista gerencia o projeto SERVIR, que desenvolve tecnologias geoespaciais de ponta para melhorar os processos decisórios sobre questões ambientais em países em desenvolvimento. A iniciativa é implementada pela NASA em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Próximos passos

No início do próximo ano, o Collect Earth Online deverá ser integrado ao Sistema de Acesso, Processamento e Análise de Dados de Observação da Terra para o Monitoramento de terras (SEPAL). Esse outro projeto é uma plataforma da FAO baseada na nuvem. Com a articulação das duas iniciativas, será mais fácil utilizar dados na criação de mapas.

Em 2019, o portal da FAO e da NASA também fará parte da TimeSync, uma ferramenta de visualização por satélite criada pela Universidade do Estado do Oregon e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.

De acordo com a agência da ONU, uma vez operando em sua capacidade plena, o Collect Earth terá novas funcionalidades, como a gestão de desastres e o monitoramento glacial. A FAO ressalta ainda que, por ser baseado na nuvem e ter código aberto, o sistema conseguirá ampliar o acesso ao monitoramento por satélite e prevenir perdas de dados — um ganho significativo quando recursos digitais e computacionais são limitados.

Isso traz perspectivas promissoras para empreitadas que vão desde tentar proteger o habitat natural da vida silvestre até projetos mais amplos que, por exemplo, mensuram os vínculos entre pobreza e biomassa, completou o organismo internacional.

As informações são da ONU.

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*Fonte: ciclovivo

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

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*Fonte: hypeness

Noruega é o primeiro país do mundo a banir o corte de árvores

A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional, após decisão do Parlamento na semana passada. Para cumprir com a meta, o governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo.

Na sessão decisiva, o Parlamento também se responsabilizou a encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta. A Noruega é a primeira nação a botar em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha de promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores, assinada na Cúpula do Clima da ONU, em 2014.

Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio-ambiente. Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia e a situação foi reduzida em 75% em sete anos. Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos à gasolina até 2025.

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*Fonte: veja

Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas

Quando se fala em agrotóxico, na maior parte do tempo estamos tratando de glifosato, o herbicida mais usado no Brasil e no Mundo. Utilizado em 90% das lavouras de soja, alvo de diversas polêmicas e contestações de médicos à ambientalistas, mas fundamental para o agronegócio, está associado à morte das abelhas.

O N-(fosfonometil)glicina, princípio ativo do Roundup da Monsanto e mais uma centena de produtos agrícolas, age ao ser absorvido pela folha das plantas de crescimento rápido, também conhecidos como mato, e inibe a ação de enzimas que possibilitam sua existência.

Por não dependerem dessa enzima, o produto não afeta aos animais. Pelo menos é isso que se pensava. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, mostra que o mesmo não acontece com microrganismos, muitos dos quais dependem a existência de animais, como as abelhas.

Publicado essa semana no Proceedings of National Academy of Sciences, o artigo explica que, assim como em nós, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vive em seu trato digestivo. O glifosato mata algumas dessas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto combater infecções.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida”, disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. “Nosso estudo mostra que isso não é verdade”.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores expuseram as abelhas a níveis normalmente encontrados em plantações e jardins (é grande a chance do jardineiro perto da sua casa usar esse agrotóxico). Pintaram suas costas para que pudessem reconhecê-las e liberaram para seguir sua vida normal.

Recapturadas três dias depois, eles observaram que o herbicida reduziu significativamente a microbiota intestinal saudável. Das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis ​​nas abelhas expostas, quatro foram consideradas menos abundantes. A espécie mais atingida, Snodgrassella alvi, ajuda as abelhas a processarem alimentos e a se defenderem contra patógenos.

Mais tarde, ao expor as abelhas a um patógeno oportunista (Serratia marcescens), morreram com mais frequência que as abelhas sem glifosato. Cerca de metade das abelhas com um microbioma saudável ainda estavam vivas oito dias após a exposição ao patógeno, enquanto apenas cerca de um décimo dos insetos cujos microbiomas haviam sido alterados pela exposição ao herbicida ainda estavam vivas.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas”, disse Moran. “Então, se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”.

A descoberta entra para uma longa lista de polêmicas que envolvem o agrotóxico mais popular do mundo. “Não é a única coisa que causa todas essas mortes de abelhas, mas é definitivamente algo que as pessoas deveriam se preocupar porque o glifosato é usado em todos os lugares”, disse Motta.

São várias a críticas sobre o sistema da Monsanto, que vão da dependência e endividamento de pequenos produtores, desenvolvimento de plantas resistentes à substância, ao extermínio da biodiversidade. É considerado potencialmente cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar da Monsanto (e sua nova controladora Bayer) atestar a segurança do produto com 40 anos de uso no mercado, em agosto a justiça dos Estados Unidos a sentenciou a pagar US$ 289 (cerca de R$ 1,1 bilhão) ao jardineiro Dewayne Johnson que alega ter contraído câncer devido ao uso do Roundup e do RangerPro, um glifosato de segunda linha da Monsanto.

No Brasil, a juíza substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura acatou, no dia 3 de agosto, o pedido do Ministério Público Federal, sob a alegação de demora na reavaliação toxicológica do glifosato, e proibiu o uso em todo o País. A ordem para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária era priorizar a reavaliação até o dia 31 de dezembro.

Um dos principais principais interessados no assunto é o ministro da agricultura Blairo Maggi. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, ele afirmou que a decisão impediria o plantio de 95% da área de soja, milho e algodão, as três maiores culturas anuais do País. “É muito importante dizer: não há saída sem o glifosato; ou não planta, ou faz desobediência da ordem judicial”, disse Maggi.

No dia 3 de setembro, o presidente em exercício do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador Kássio Marques, derrubou a liminar. Uma de suas alegações foi que “nada justifica a suspensão dos registros dos produtos” sem a “análise dos graves impactos que tal medida trará à economia do país”.

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*Fonte: revistagalileu

91% das pessoas não relacionam produção de alimento com ameaça ambiental

91% das pessoas não reconhecem a conexão entre a produção e o consumo de alimentos –incluindo o desperdício- como a maior ameaça ao estado da vida no planeta. Essa é a conclusão de uma pesquisa divulgada pelo WWF nesta terça, Dia Mundial da Alimentação.

O sistema alimentar, que inclui a produção, o consumo e o desperdício, é o maior consumidor de recursos naturais e o maior emissor de gás de efeito estufa: usa 34% do solo e 69% da água dos rios disponíveis, e é a principal causa de desmatamento e de perda de habitat. Ao mesmo tempo, um terço de todos os alimentos produzidos nunca é consumido. O sistema alimentar é também responsável por cerca de um quarto de todas as emissões de gases de efeito de estufa um terço dos quais provém apenas dos alimentos desperdiçados.

A pesquisa encontrou uma desconexão preocupante entre os jovens: 11% dos entrevistados com idades entre 18 e 24 anos não consideram o sistema alimentar uma ameaça à natureza. Somando todas as faixas etárias, 40% das pessoas acreditam que a ameaça é “menos que significativa”. Cerca de 60% das pessoas com mais de 55 anos têm mais consciência sobre o assunto.

“A boa notícia é que podemos fazer esse sistema alimentar funcionar para as pessoas e para a natureza. Se a comida for produzida de maneira mais sustentável, distribuída de forma justa e consumida de maneira mais responsável, podemos alimentar todos sem destruir mais florestas, rios e oceanos. Precisamos aumentar a conscientização das pessoas sobre de onde a comida vem e mudar nossos comportamentos para garantir o funcionamento adequado de todo o sistema”, afirma o brasileiroJoão Campari, líder global da prática de Alimentos do WWF.

Foto: iStock by GettyImages

Encomendada pelo WWF e realizada pela YouGov, a pesquisa entrevistou 11.000 pessoas na Austrália, Brasil, Colômbia, Índia, Indonésia, Malásia, Holanda, África do Sul, Reino Unido e EUA. A escolha dos países se deveu ao fato de que eles têm sua segurança alimentar ameaçada por danos à natureza, além de oferecer contribuições significativas nos danos por meio da produção, consumo ou desperdício de alimentos.

“Na semana passada, um importante relatório da ONU destacou as ameaças causadas pelo sistema de alimentos às mudanças climáticas e o curto prazo que temos para agir. Embora haja muito sendo feito para melhorar o sistema alimentar, devemos trabalhar em todos os setores em maior escala e com maior urgência”, complementa Campari.

Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados sentem que pode ser feito mais para resolver o problema, 66% querem especificamente que os governos tenham mais ações e 60% querem que as empresas aumentem seus esforços .

“Trabalhando juntos para realizar a Food 2.0, um sistema alimentar evoluído, todos nós temos o poder de levar a comida ao topo da agenda de conservação e ajudar a proteger nossa segurança alimentar global”, continuou Campari.

Para trabalhar em prol da Food 2.0, o WWF já possui cerca de 100 programas relacionados a alimentos em todo o mundo, em parcerias com governos, produtores de alimentos, empresas e outras organizações não-governamentais, e introduzirá vários programas globais nos próximos meses. O WWF está adotando uma abordagem sistêmica para alcançar mudanças transformadoras no setor de alimentos, concentrando-se em três áreas principais: Produção Sustentável, Dietas Sustentáveis e Perda de Alimentos e Resíduos.

 

Pensando em como os alimentos são produzidos e consumidos… qual seria a ameaça à natureza ou ao planeta, caso exista?
total Idades entre18-24 25-34 35-44 45-54 55+
Nenhuma ameaça 10% 11% 11% 10% 7% 10%
Nenhuma ameaça significante 29% 29% 27% 28% 28% 31%
Total considerando que a ameaça é menos que significante 39% 40% 38% 38% 35% 41%
Ameaça significante 52% 50% 50% 53% 57% 52%
A maior ameaça 9% 9% 12% 10% 8% 6%

 

Para cada um dos grupos, por favor, indique se você acha que eles estão fazendo muito, muito pouco ou o suficiente para garantir que todos tenham comida o suficiente enquanto protegem a natureza e o planeta da produção e consumo dos alimentos.
Governos ONGs Empresas Produtores de alimentos Consumidores
Fazendo muito menos que o necessário 32% 12% 27% 18% 22%
Fazendo menos que o necessário 34% 30% 33% 33% 37%
Fazendo o suficiente 10% 19% 10% 16% 12%
Fazendo mais que o suficiente 9% 14% 11% 13% 11%
Fazendo muito mais que o suficiente 5% 6% 7% 8% 7%
Não sei 11% 19% 13% 12% 12%

*Pontos percentuais arredondados para facilidade de referência e visualização

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*Fonte: ciclovivo

Qual é o tamanho atual do buraco na camada de ozônio?

Apesar da pouca atenção que tem recebido recentemente, o buraco na camada de ozônio ainda existe, embora a comunidade científica esteja otimista sobre a redução do seu tamanho.

O ozônio é um gás incolor que forma uma fina camada na atmosfera e absorve os componentes nocivos da luz solar, conhecidos como raios “ultravioleta B” ou “UV-B”, protegendo os seres humanos dos riscos de desenvolver câncer de pele ou catarata, entre outras doenças.

Mas nos últimos cem anos, a atividade do homem fez com que a camada de ozônio começasse a deteriorar.

É por isso que, em 1985, a descoberta de um buraco em cima no Polo Sul acendeu um alerta global. E o buraco na camada de ozônio passou a ser o maior ícone da luta pela preservação ambiental da época.

Dois anos depois, foi firmado o Protocolo de Montreal, em que os países signatários se comprometeram a reduzir a produção e comercialização de substâncias consideradas responsáveis pelo dano.

Com isso, a camada de ozônio começou a se recuperar. E, nas décadas seguintes, o tema perdeu protagonismo para outras questões ambientais, como o aquecimento global. O que não quer dizer que sua importância tenha diminuído.

Afinal, qual o estado atual da camada de ozônio?

De acordo com a última avaliação da Nasa, agência espacial americana, realizada em setembro de 2018, o tamanho do buraco na camada de ozônio é de 23 milhões de km², quase a mesma superfície da América do Norte (24,7 milhões de km²).

Mas, apesar dessa lacuna, a quantidade de moléculas de ozônio na atmosfera ao redor do planeta é “bastante constante, com uma redução de cerca de 2% nos últimos anos”, diz Stephen Motzka, pesquisador químico da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).

“Embora não haja nenhum indício de uma recuperação completa da camada de ozônio, há certamente uma melhoria na diminuição da concentração dos gases que causam a destruição do ozônio”, diz Motzka à BBC.

Em 2017, a Nasa informou que o buraco atingiu o menor tamanho registrado desde 1988. Mas a melhora “excepcional”, segundo os cientistas, estaria relacionada a condições climáticas, e não às ações de conservação.

Os especialistas esperam que o buraco seja reduzido para os níveis de 1980 até o ano de 2070.

Por que o buraco está sobre a Antártida?

Em 1986, a pesquisadora americana Susan Solomon mostrou que o ozônio estava sendo destruído pela presença de moléculas que contêm cloro e bromo provenientes dos clorofluorcarbonetos (CFCs).

Esses gases eram encontrados em quase tudo – de sprays para cabelo e desodorantes a geladeiras e aparelhos de ar-condicionado – e foram proibidos em 2006.

Quando tentamos localizar no planeta onde está o dano à camada de ozônio, olhamos para a Antártida.

“Quando falamos sobre o buraco na camada de ozônio, nos referimos à Antártida porque é onde a redução do ozônio é mais flagrante e maior durante uma época específica do ano, quando é a primavera (setembro-novembro)”, explica Motzka.

O frio extremo da região e a grande quantidade de luz ajudam a produzir as chamadas nuvens estratosféricas polares.

Nestas nuvens frias, é produzida a reação química de cloro e bromo que destrói o ozônio.

Quais são os países mais afetados pelo buraco?

Com a destruição da camada de ozônio, os perigosos raios ultravioletas do Sol encontram o caminho livre para atingir a superfície da Terra.

É por isso que alguns países da América Latina são mais afetados que outros pelo aumento dos níveis de radiação.

“Países com altas latitudes no hemisfério sul podem ter uma exposição maior e ser mais afetados pelos danos da camada de ozônio sobre a Antártida”, diz Motzka.

Aqueles que estão mais próximos do buraco, como Argentina e Chile, são os mais vulneráveis, segundo o especialista.

Substâncias perigosas

Em maio deste ano, um estudo conduzido por Motzka mostrou que, em algum lugar da Ásia, estão sendo geradas emissões de produtos químicos proibidos nocivos à camada de ozônio.

As substâncias a que ele se refere são os mesmos clorofluorocarbonetos (CFC-11), uma combinação de flúor, carbono e cloro.

Poucos meses depois, a Agência de Pesquisa Ambiental (EIA), com sede no Reino Unido, afirmou que esses gases poderiam ser provenientes de espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso doméstico a um preço reduzido. Mas o caso ainda está sendo investigado.

Agora, ficará nas mãos dos países signatários do Protocolo de Montreal tomar medidas para contornar o problema na próxima reunião, que será em novembro deste ano no Equador.

“Para que a camada de ozônio se recupere, precisamos que os controles do Protocolo de Montreal sejam cumpridos”, disse Motzka à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Mas o especialista não perde a esperança.

“Ainda sou otimista sobre a recuperação da camada de ozônio no futuro”, diz ele.

*Por Analia Llorente

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*Fonte: bbcbrasil

Humanos representam 0,01% dos seres vivos e mataram 83% dos mamíferos

Apesar de representarem apenas 0,01% dos seres vivos do planeta, os humanos são responsáveis pela destruição de muitas espécies. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, revela, inclusive, que a espécie humana acabou com 83% dos mamíferos selvagens da Terra.

Publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa compila os tipos de biomassa — matéria orgânica — dos reinos animais. “A análise revela uma visão holística da composição da biosfera e nos permite observar padrões de categorias taxonômicas e locais geográficos”, escrevem os cientistas.

Esse é o primeiro relatório a estimar a quantidade de todos os tipos de criaturas vivas. “Eu fiquei surpreso em descobrir que não ainda não existia uma estimativa compreensiva e holística de todos os componentes da biomassa”, disse o pesquisador Ron Milo, do Instituto de Ciência Wrizmann, em entrevista ao jornal The Guardian.

Milo e sua equipe compilaram dados de diversas fontes, como da Organização Internacional de Comida e Agricultura, por exemplo, para estimar a biomassa de cada país e como a industrialização, o êxodo rural e o uso de novas tecnologias pelos humanos colaborou para o fim de outras espécies animais.

Os cientistas concluiram que os 7,6 bilhões de pessoas representam somente 0,01% dos seres vivos, as bactérias, 13% e o restante das criaturas, como insetos, fungos e outros animais equivalem a 5% da biomassa do planeta. O que sobra é das plantas: segundo o estudo, elas representam 82% da matéria viva.

Atualmente, 70% das aves e 60% dos mamíferos do planeta foram criados em cativeiro, enquanto 30% dos pássaros são selvagens, 36% dos mamíferos são humanos e os 4% restantes são selvagens. Ainda de acordo com o relatório, 86% das espécies se encontram em terra, 13% abaixo de superfícies (como bactérias, por exemplo) e somente 1% nos oceanos.

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*Fonte: revistagalileu

Itens plásticos que você pode tirar hoje da sua vida

O plástico está impregnado na vida e na rotina das pessoas de uma maneira complexa que muitas vezes passa despercebida. Além dos utensílios de casa, há também aqueles que são consumidos nos comércios e em seguida são jogados no lixo. Metade de todo plástico produzido no mundo é utilizado uma única vez antes de ser descartado e por se tratar de um dos materiais mais duradouros produzidos pelo ser humano, este plástico pode ficar até 400 anos na natureza até se decompor totalmente.

Pensando nisso, o site TreeHugger reuniu uma lista de 10 itens plásticos que é possível abolir da sua vida neste momento, basta fazer alguns ajustes e o resto é hábito. Confira a lista traduzida abaixo:

Tampas de café
O ideal é se livrar dos copos de café para viagem de uma vez por todas e utilizar xícaras reutilizáveis. Mas, se para você é difícil, ir aos poucos já é um passo e deixar de usar as tampas de plástico é um ótimo começo. Abandonar as luvas de copos e colheres descartáveis para mexer o café também é válido.

Coisas de plástico, quando há a opção de papel
Opte por produtos embalados em papel aos oferecidos em embalagens plásticas. Ovos em bandejas de papel, papel higiênico envoltos em papel, produtos embalados em caixas em vez de sacos plásticos, por exemplo.

Canudos
Só nos Estados Unidos, mais de 500 milhões de canudos plásticos são utilizados diariamente. Cada canudo, utilizado uma única vez, por menos de 15 minutos, são 400 anos de plástico por aí. E será que você precisa mesmo usar canudo? Se a resposta for sim, que tal utilizar canudos de papel, bambu ou reutilizáveis de aço inox como o FinalStraw que, além de tudo, é portátil.

Produtos embalados
Opte por produtos que não venham em embalagens plásticas. Claro que não estamos falando de exclusão total, já que boa parte dos produtos à venda ainda vem embalados em plástico. Mas se você jogar no Google “banana embalada”, vai encontrar imagens das frutas embaladas à vácuo. Esse caso é um exemplo claro de embalagem desnecessária.

Sacolas plásticas para compras
Vai ao supermercado? Que tal levar uma sacola reutilizável? E, no lugar de colocar os produtos separadamente em sacos plásticos individuais, coloque-os soltos na cesta ou carrinho. Você pode também levar saquinhos de tecido para acomodar as frutas e legumes.

Embalagens plásticas (em casa)
Em vez dos potes plásticos, opte por potes de vidro, recipientes de comida de vidro, tampas de tigelas feitas de tecido, recipientes de comida de aço inoxidável. Há até uma opção ecológica vegana e reutilizável que substitui o papel alumínio e o plástico filme sobre a qual você pode saber mais aqui.

Utensílios descartáveis
Em vez de comprar copos de plástico, pratos e talheres para todas as festas, pense em investir em um “conjunto de festas” de copos, pratos de cerâmica e talheres de segunda mão que você pode guardar para utilizar quando for necessário.

Garrafas de água
Comprar garrafas de águas é um ato comum pelas cidades do mundo. Mas será que não é melhor ter uma única garrafa, reutilizável, que você pode encher quando precisar e levar com você, no lugar de comprar uma garrafinha de 500ml que em meia hora vai ser lixo? Principalmente agora que diversas empresas estão desenvolvendo garrafas reutilizáveis como a Choose Water e a Hydaway para diminuir o lixo plástico.

*Por Emily Santos

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*Fonte: ciclovivo

Após votação, caça comercial de baleias continua banida

Representantes do Japão que participam da Comissão Internacional das Baleias, ou International Whaling Comission (IWC), que está acontecendo até sexta-feira em Florianópolis (SC), fizeram uma tentativa para acabar com a proibição da atividade baleeira comercial.

Apesar dos esforços, com 67% dos votos, a suspenção não foi aprovada. Além disso, foi criado um novo documento intitulado Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. Foram 40 votos a favor e 27 contra, entre eles Rússia e Japão. A declaração foi submetida por Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru.

Banimento da caça comercial

A proibição da caça comercial foi estabelecida em 1986 diante da iminência de extinção de diversas espécies por conta da pesca predatória. O Japão alega que as populações de algumas espécies de baleias se recuperaram o suficiente para permitir a retomada da caça de forma “sustentável”.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, alega a proposta japonesa, intitulada Way Forward. A alteração seria para acabar com a “intolerância” e “confronto” entre os países pró e anti-caça às baleias.

As duras críticas do Japão à proibição atrapalham as relações com países anti-caça, como Austrália e Nova Zelândia, que os acusam de usar seu poder econômico para garantir votos de países membros menores da IWC.

“Pesquisa Científica”

Uma cláusula da proibição da IWC permite que o Japão conduza caças anuais de “pesquisa” e venda carne de baleia no mercado aberto.

Segundo a BBC, o Japão hoje captura entre 300 e 400 animais por ano – e já chegou a abater cerca de 1.000 em 2005 e em 2006. No início deste ano, o país foi bastante criticado por ter matado no Oceano Antártico 122 baleias grávidas, das 333 baleias-anãs capturadas durante uma expedição de quatro meses, 181 eram do sexo feminino – incluindo 53 juvenis.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão do abate anual de baleias no Oceano Antártico. Porém, após dois anos o país voltou a caçar, sob um programa que incluiu a redução de sua cota de capturas em cerca de dois terços.

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Quantino o carro movido a água salgada que fez 150 mil quilómetros sem poluição

A nanoFlowcell é uma marca protótipo do carro Quantino movido a água, neste caso a água salgada. E recentemente numa experiência o Quantino completou mais de 150 mil quilómetros em estrada tendo como combustível o recurso a água salgada.

Como Funciona a NanoFlowcell?

O funcionamento da tecnologia da nanoFlowcell é em tudo idêntico à de uma célula de combustível, só que recorre à água salgada invés do hidrogénio!

Assim, os iões positivos ficam separados dos iões negativos, sendo que ambos ao passarem por uma membrana se misturam e interagem, e é essa interação que gera energia elétrica que permite mover o automóvel!

O resultado final dessa mistura do líquido de iões gera água, tal como na célula de combustível de hidrogénio, mas tem como vantagem o facto de permitir que o veículo se movimente com zero emissões de carbono e um reabastecimento rápido!

Quando Surgiu a NanoFlowcell?

Esta é uma empresa já com algum tempo no mercado. Desde 2014 que esta empresa alemã tem vindo a desenvolver protótipos com o intuito de usarem água salgada como combustível primário.

Foram vários os protótipos desenvolvidos

Desportivo e-Sportlimousine
Crossover Quant F
Compacto Quantino

Os três modelos têm sido testados em estrada, mas foi o Quantino o primeiro a mostrar a verdadeira capacidade do combustível a água salgada.

Em agosto de 2017 o modelo Quantino fez 100 mil quilómetros, sendo que agora quase ao fim de um ano fez mais 50 mil quilómetros, tendo assim um total de 150 mil quilómetros.

Outra grande meta deste veículo com combustível alternativo e zero emissões de carbono, ou seja, nada de poluição, é o facto de ter feito 1000 quilómetros durante oito horas e 21 minutos ininterruptos!

Ou seja, durante esses 1000 quilómetros não precisou de parar para atestar, o que comprava que também tem uma excelente autonomia!

Caraterísticas Quantino

Quanto às características desde compacto que está a revolucionar o mercado, é de ressalvar que permite até quatro pessoas no seu chassis, tem um motor de 80kW (cerca de 109 CV), e pesa pouco mais de 1400kg.

Ainda assim, com essas características consegue atingir a velocidade de 100km/h em pouco mais de cinco segundos!

A nanoFlowcell tem como objetivo iniciar a produção final deste modelo protótipo a curto prazo… se conseguir será uma grande revolução no mercado automóvel!

É que ainda agora começaram a surgir os veículos elétricos, e se vier um veículo com estas caraterísticas, basta irmos à beira mar para atestar o carro!

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*Fonte: portalenergia