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Morar perto de árvores reduz casos de depressão, segundo pesquisadores

De acordo com estudo “Paisagem e Urbanismo”, publicado na revista científica Science Direct, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados. Os dados analisados pelos pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010.

Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram no levantamento.

A pesquisa levou em conta apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências, sendo que os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. Dessa forma, a proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Um dado identificado foi que em locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidepressivos foi menor. Assim, 40 árvores por quilômetro quadrado possui uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas.

Avaliando os resultados da pesquisa, os pesquisadores consideram que a saúde e bem-estar são estimulados por locais com paisagem mais verde, que favorecem a prática de atividades físicas e a interação com a comunidade.

 

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*Fonte: pensamentoverde

 

 


Interessante amostra de para onde fluem alguns de nossos rios


Energia solar: agora sua janela poderá se tornar um painel solar

Produzir energia limpa é um dos grandes desafios da atualidade. Algumas alternativas, como a energia solar, já existem, mas encontram barreiras como custo de implementação, o que torna seu uso absurdamente caro. Contudo, uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de receptor solar que pode resolver esse problema e popularizar a energia solar.

Esse novo receptor consiste em um dispositivo que, quando colocado sobre uma janela onde bata sol, é capaz de captar a luz e transformá-la em energia, sem que a visão através da janela fique obstruída.

Ele é chamado de “concentrador solar luminescente transparente” e pode ser usado em edifícios, aparelhos celulares e qualquer outro dispositivo que tenha uma superfície clara.

 

Energia solar acessível: um sonho que se realiza?

De acordo com Richard Lunt, da Faculdade de Engenharia da Universidade de Michigan, a palavra-chave que resume a genialidade deste dispositivo é “transparente”.

A pesquisa sobre a produção de energia a partir de células solares colocadas em torno de materiais de plástico do tipo luminescentes não é nova. Estes esforços passados, no entanto, têm rendido resultados ruins, de forma que a produção de energia era ineficiente e os materiais eram altamente coloridos. E isso trás um problema óbvio: ninguém quer ficar sentado perto de um vidro colorido. Isso torna os ambientes cansativos. A comparação que o professor Lunt faz expressa muito bem o problema: seria como trabalhar em uma discoteca. Fica difícil de popularizar uma tecnologia assim, que gera um desconforto tão imediato.

Sabendo disso, os engenheiros trabalharam para resolver esse problema, com o desafio de tornar a própria camada ativa do receptor transparente.

O sistema de recepção e armazenamento de energia solar utiliza pequenas moléculas orgânicas desenvolvidas pelo professor Lunt e sua equipe para absorver comprimentos de onda específicos e não visíveis de luz solar. Segundo eles, os materiais utilizados na fabricação desse dispositivo podem ser ajustados para captar apenas as ondas ultravioletas e outras ondas infravermelhas que tenham comprimentos de onda próximos.

O “espelho” de luz infravermelha é guiado para a extremidade do plástico, onde é convertido em eletricidade por finas tiras de células solares fotovoltaicas. Como os materiais não absorvem ou emitem luz no espectro visível, eles parecem excepcionalmente transparentes ao olho humano, explica o professor Lunt.

 

Vantagem

Além de o meio ambiente agradecer (e muito), uma outra vantagem deste novo dispositivo é a sua flexibilidade. Enquanto a tecnologia está em um estágio inicial, ela tem o potencial de ser escalada para aplicações comerciais ou industriais, com um custo acessível.

As possibilidades de implantar um sistema de energia solar de forma não intrusiva agora são muito maiores. Edifícios altos, janelas de qualquer tamanho ou qualquer tipo de dispositivo móvel podem se adaptar a essa ideia.

 

Futuro

Lunt disse que mais trabalho é necessário a fim de melhorar a eficiência de produção de energia solar. Atualmente, ela é capaz de produzir uma eficiência de conversão de energia solar de cerca de 1%, mas Lunt observou que o grupo pretende atingir eficiência acima de 5% quando a captação estiver totalmente otimizada. O valor ideal de conversão, segundo o professor responsável pelo projeto, é de 7%. [sciencedaily]

 

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*Fonte: hypescience

 


Estudo revela como era o Saara antes de se tornar um deserto

Entretanto, o que poucos sabem é que antes de ser essa região extremamente seca e desértica, o Saara era uma região cheia de árvores, animais, plantas e muita chuva. Essas informações estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e de Columbia e do Arizona, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria publicada no site da BBC, os pesquisadores que buscam um padrão de chuvas no norte da África descobriram que entre 5 mil e 10 mil anos atrás, o deserto do Saara era conhecido como “Saara Verde” e tinha precipitações anuais entre 35 e 100mm de chuva, clima que colaborava com a fertilidade da terra local.
Saara Verde

O professor do departamento de Ciências Atmosféricas, Planetárias e da Terra do Massachusettes Institute of Technology (MIT), David McGee, equipara a vegetação existente anteriormente no Saara com a do Serengeti, localizado no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, região que ainda é palco da maior migração de animais mamíferos de todo o mundo.

McGee explicou ao site da BBC Mundo: “Havia no Saara corpos hídricos permanentes, savanas, pradarias e até alguns bosques”. Ele ainda constatou outras evidências de fósseis de animais não encontrados mais na região e a presença de grandes faunas.

No Saara também são encontradas pinturas rupestre e antigos anzóis, revelando um estilo de vida completamente diferente do que é encontrado hoje. Entretanto, para o professor do MIT, mesmo sendo muito complicado saber o tamanho exato da vegetação, estima-se que ela tenha se ampliado para o norte do Saara, onde estão localizadas a Líbia, Argélia e Egito.
Do surgimento do Saara Verde até a sua desertificação

Para Francesco Pausada, da Universidade de Estocolmo, o Saara Verde surgiu da aproximação do Sol com a Terra durante o período de verão, colaborando com essas mudanças. Ele ainda explica: “O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências.”

Com as temperaturas extremas, as chuvas de monções aumentaram consideravelmente, colaborando com o surgimento da vegetação e, consequentemente, com a redução das emissões de poeira e diminuição do reflexo da luz. Essas precipitações são conhecidas como albedo, uma das principais causas da aridez na região.

Essa intensificação do albedo no Saara contribuiu significativamente com a desertificação da região. Porém, ainda é incerto quando aconteceu essa mudança drástica no clima.

Muitos cientistas acreditam que essa transformação aconteceu há 5 mil anos, devido aos fenômenos periódicos isolados que aconteceram na região. Outra hipótese é que essa transformação ocorreu de uma hora para outra, sem uma explicação especifica.

Já em 2008, mais um estudo foi divulgado por pesquisadores na Universidade de Colônia, na Alemanha, estimando que essa mudança foi mais lenta e aconteceu há apenas 2,7 mil anos. A pesquisa só foi possível após a análise de amostras de sedimentos retirados do lago Yoa, no norte do Chade, que mostraram o processo gradual de desertificação do Saara.

Entretanto, o estudo realizado por Pausata mostrou que as precipitações que aconteceram revelaram que os seres humanos que lá povoavam, abandonaram a região há 8 mil anos, em decorrência da forte seca que durou mil anos.
Possível influência humana

Estudos realizados recentemente pelo arqueólogo David Wright, da Universidade Nacional de Seul, consideram a hipótese de que os seres humanos tiveram um papel fundamental nas mudanças climáticas do deserto do Saara. Para o pesquisador existem provas arqueológicas de que o primeiro pastoreio provocou sérias consequências na ecologia da região.

Conforme a vegetação era removida e alterada para criação de gado e rebanhos, o fenômeno albedo sofria uma ampliação que colaborava com a diminuição das chuvas de monções. Porém, para Pausata, essa pesquisa não está bem fundamentada e afirmou: “Embora exista um consenso de que o crescimento intenso do rebanho de gado que pasta possa ser prejudicial à variedade de plantas, o pasto leve e moderado pode ter resultados positivos.”
O Saara Verde pode retornar?

Mesmo McGee acreditando que os seres humanos tiveram uma grande participação na desertificação do Saara, outros fatores também ajudaram no desencadeamento do problema, assim como as mudanças cíclicas. Para ele, o Saara verde aconteceu também há 125 mil anos, porém, naquela época, não houve interferência humana e sim uma mudança climática que foi do úmido para árido.

“Desta forma, se o fenômeno for cíclico, é bem provável que o Saara volte a ser verde, mesmo com as atividades humanas recentes”, declarou Pausata. E concluiu: “Daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. O problema agora são as forças antropogênicas. A influência humana será mais um efeito, fora da variação natural, que poderá mudar o equilíbrio no futuro do planeta, não apenas no Saara.”

 

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*Fonte: pensamentoverde

 


Meio Ambiente perde metade dos recursos para 2017

O Ministério do Meio Ambiente começou abril fazendo contas. O mais incisivo corte no orçamento da área ambiental federal das últimas décadas anunciado no início do mês fez acender o alerta. O orçamento previsto para este ano – atualizado em fevereiro – de R$ 782 milhões caiu praticamente pela metade (43%), restando apenas R$ 446, 5 milhões para despesas de custeio ao longo do ano.

Não estão incluídos neste valor as emendas parlamentares, que dariam mais R$129 milhões de folga. O MMA não considera que esse recurso extra venha compor seu orçamento.

Assim, a pasta terá que se desdobrar este ano se quiser manter ações essenciais como fiscalização, atividades de licenciamento ambiental, combate ao desmatamento ilegal e queimadas e gestão de unidades de conservação.

Estas atividades estão centradas basicamente no Ibama, responsável pelo controle e fiscalização, e no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), a quem cabe gerir, por exemplo, os parques nacionais, que já vinham sofrendo com a penúria.

Mas os cortes não se restringem a estas duas autarquias da área ambiental. Atingem em cheio também o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Nacional sobre Mudança no Clima (FNMC). No entanto, o Ibama e o ICMBio ficam com a maior fatia dos recursos, cerca de 70% da pasta.

Lamentável

O Diretor Executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic lamentou o corte na área ambiental em um momento em que o desmatamento aumentou na Amazônia e segue em alta no Cerrado. Ele lembrou ainda que é preciso fazer todo o esforço possível para garantir o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, as ações de fiscalização e controle e os investimentos em conservação da biodiversidade.

“O momento é sensível, pois o cenário aponta para a fragilização do licenciamento ambiental, o ataque sistemático para redução de áreas protegidas na Amazônia, comprometendo um dos principais ativos do país”, comentou.

A avaliação no MMA é de que ainda é cedo para se falar em quais as atividades finalísticas ficarão mais prejudicadas com o corte. Não há dúvidas, porém, de que os recursos são insuficientes e que o impacto poderá ser sentido na ponta. Inclusive podendo comprometer metas internacionais do país nos temas da biodiversidade e do clima. Por isso a apreensão nos corredores do ministério nesta semana. O que não se pode é parar.

Por isso, o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, tratou de defender as ações de sua pasta. O ministro iniciou um périplo pelo Palácio do Planalto e Ministério do Planejamento para tentar garantir que não faltem os recursos para ações cruciais, tentando minimizar os efeitos do corte sobre as atividades que estão sob seu comando.

É sobre a mesa dele que batem primeiramente os números do desmatamento – que aumentou 29% no ano passado em relação ao ano anterior –, os alertas de incêndio florestal, o comércio ilegal de madeira, o tráfico de biodiversidade.

Corte raso

Os cortes orçamentários não atingem apenas a área ambiental. Além do MMA, os ministérios dos Transportes, do Esporte, do Turismo, das Cidades, da Integração Nacional e do Planejamento, Orçamento e Gestão também tiveram seus orçamentos ceifados pela metade.

O exercício no MMA também vai no sentido de identificar medidas que possam ganhar mais efetividade com menor custo. Desde a redução na quantidade de viagens feitas pelos técnicos da pasta, com maior uso de reuniões virtuais, até o planejamento de ações conjugadas com outros órgãos como a Polícia Federal, por exemplo. Vale tudo para tentar reduzir os impactos do contingenciamento de gastos.

Para dar conta das responsabilidades, os órgãos do governo terão de trabalhar de forma solidária – o que é um grande desafio em momentos de pouca verba.

Trata-se de um dos mais duros golpes no orçamento para ações de custeio no governo federal nas últimas décadas. Os efeitos são imprevisíveis.

O desequilíbrio fiscal do Brasil significa um déficit de R$ 139 bilhões – podendo chegar a R$ 200 bilhões na opinião de alguns economistas ouvidos pelo WWF-Brasil, um rombo histórico e sem perspectivas de solução no curto prazo – o que projeta um cenário futuro sombrio, infelizmente não só para a área ambiental.

Sem credibilidade, o governo não tem como atrair investimentos, nem aumentar a receita. O jeito é cortar e remediar de modo amargo para tentar tirar o paciente do estado de coma em que se encontra.

As informações são da WWF.

 

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*Fonte: ciclovivo


Primeiro mercado 100% orgânico de São Paulo é inaugurado

A chance de encontrar alimentos orgânicos nas prateleiras dos supermercados vem crescendo gradativamente, ao passo que a demanda aumenta. Pensando nesse público, um casal acaba de investir em um supermercado no bairro Vila Madalena (SP) que vende somente produtos livres de agrotóxicos.

Atualmente, é preciso buscar em lugares diferentes opções orgânicas a depender do tipo de produto que se deseja comprar. A ideia deste novo estabelecimento, batizado de Casa Orgânica, é justamente reunir em um só lugar todos eles. Como é de fato um supermercado, será possível obter desde alimentos frescos até materiais de limpeza.

Outro diferencial é que tudo poderá ser comprado direto do produtor, tendo assim mais garantia de um preço justo e do conhecimento da cadeia produtiva do que se está adquirindo. É realmente o “mundo dos sonhos” de uma sociedade mais consciente.

O espaço está aberto desde março, mas foi inaugurado no último sábado (8), e possui wi-fi, área onde é possível estacionar a bicicleta e deixar o cachorro. Também há espaço para crianças e co-working.

A Casa Orgânica funciona da rua Fidalga, 346, de segunda a sexta das 11h às 19h e sábados das 9h às 15h.

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Chineses criam painéis solares que funcionam à noite

Duas universidades chinesas se uniram para desenvolver um painel solar revolucionário que promete gerar energia mesmo em dias chuva, nevoeiro e até à noite. Para isso, foi utlizado um material diferente dos tradicionais chamado de LPP (sigla em inglês para “fósforo de longa persistência”).

Com o LPP, o painel é capaz de armazenar energia solar durante o dia e as células solares continuam a produzir energia elétrica mesmo quando há pouca luminosidade. A eficiência da tecnologia está exatamente na conversão de eletricidade. “Só a luz parcialmente visível é que pode ser absorvida e convertida em eletricidade, mas esta matéria (LPP) pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e próxima da infravermelha”, explica Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China.

Essa capacidade de gerar energia contínua durante dia e noite ganhou notoriedade em revistas científicas, que publicaram o trabalho de Qunwei e seu parceiro Yang Peizhi, professor da Universidade Pedagógica de Yunnan. Com suas equipes, os dois chegaram a um produto que promete reduzir os custos de captação de energia solar.

 

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*Fonte: ciclovivo


A História da Água Engarrafada – A grande mentira da Indústria


Onde está sua bicicleta?

A bicicleta está bem distante de ser o principal meio de transporte no Brasil. No entanto, estudo feito em 2016 em algumas capitais brasileiras revela, entre outras coisas, que mais de 60% das pessoas gostariam de usar esse modal para ir ao trabalho. No entanto, ainda sentem falta de segurança, de respeito dos motoristas e de ausência de estrutura nas empresas. Esse é um dado importante que nos incentiva a discutir cada vez mais a mobilidade urbana, em especial em metrópoles como São Paulo.

Cidades orientadas somente ao veículo automotor não fazem mais sentido. A bicicleta deve se tornar mais uma alternativa diante do caos instaurado no trânsito diário. Para distâncias de até cinco quilômetros nas áreas urbanas mais densas das cidades, há pesquisas que constatam que a bicicleta é o modal mais rápido, podendo chegar a uma velocidade entre 12 e 15 km/h.

Incentivar o seu uso, portanto, é pensar em cidades mais inclusivas e com qualidade de vida. Para a ONU, a bicicleta é o transporte mais sustentável do mundo. Além disso, essa prática faz bem para o meio ambiente. São múltiplos benefícios, imediatos e em longo prazo: redução dos congestionamentos e do barulho, melhoria na segurança viária e diminuição significativa da poluição do ar e nas emissões de gases de efeito estufa.

O uso da bicicleta é uma tendência mundial e alguns locais já estão bem desenvolvidos em relação às ciclovias. Em Tóquio e na Holanda, por exemplo, 25% dos trajetos diários são feitos de bike. No Brasil ainda estamos engatinhando nesse assunto, mas iniciativas e pesquisas mostram que há uma demanda ainda mal explorada.

Engana-se quem acha que a introdução da ‘cultura da bicicleta’ deve ser construída prioritariamente pelos órgãos públicos. O incentivo ao uso do modal é responsabilidade de todos. As empresas que adotam o transporte em duas rodas demonstram maior comprometimento com toda a sociedade e podem se tornar referência para outras.

Pedalar faz bem para o planeta, para o bolso e para a saúde, além de aproximar as pessoas. Duvida?

Experimente tirar a sua bike da garagem. Experimente pedalar pelo seu bairro, pela cidade. Incentive o uso do modal na sua casa, nas empresas e nas escolas. É com pequenos gestos que iremos desenvolver mais fortemente essa cultura em nossas comunidades. É um grande desafio que vale a pena. Você pode começar hoje!

 

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*Fonte: pensamentoverde/Leonardo Lorentz

 


Como o mar pode mudar seu cérebro?

Você já sentiu uma paz incrível quando está perto do mar, ou talvez, de repente, à beira-mar, você percebe que tem mais energia e seu humor melhorou? A verdade é que a maioria das pessoas experimenta uma agradável sensação de calma, relaxamento e bem estar quando está perto da água. Por quê? Os neurocientistas acreditam que a explicação está no nosso cérebro. Basicamente, o efeito relaxante do mar nos dá uma espécie de férias para a nossa super estimulação cerebral. Na verdade, vivemos em ambiente sobrecarregado de estímulos que nos bombardeiam continuamente e geram em nós uma tensão que nos impede de relaxar.

No entanto, ver o mar e ouvir o som das ondas do mar nos permite desconectar deste ambiente caótico. É como se criássemos uma bolha de tranquilidade em torno de nós. Na verdade, o movimento do mar e a sua imensidão têm um efeito quase hipnótico que gera a sensação de quietude e bem-estar que nos permitem recarregar nossas energias.

Induz um estado meditativo

O som das ondas promove um potente estado meditativo, uma atitude mindfulness. Não é por acaso que o som das ondas é usado frequentemente em sessões de relaxamento com comprovadas mudanças nas ondas cerebrais. Especificamente promove as ondas alfa que estão associadas a um nível de atenção sem esforço. Estas ondas aparecem quando estamos calmos e relaxados. Mas ficamos tão concentrados no processo meditativo que até o que está ao nosso redor desaparece, até mesmo o clima. Curiosamente, estas ondas também promovem um estado de clareza mental e estimula o pensamento criativo.

Estimula a criatividade

Quando estamos perto do mar o nosso cérebro muda seus interruptores do modo de funcionamento “ocupado” para o modo “relaxado”. O interessante é que neste modo “relaxado” é ativada a rede padrão neural, que é precisamente a que é associada com a visão e a aparência das ideias mais originais e criativas. O que acontece é que o mar nos permite deixar de lado nossas preocupações e controla a área pré-frontal do cérebro, deixando a criatividade fluir livremente. Neste estado nos tornamos mais abertos às experiências e somos menos críticos.

 Gera um poderoso estado de espanto e arrebatamento

Não há nada como ver a imensidão do mar para experimentar essa mistura do sentimento de temor e de maravilha diante da sua grandeza. A este respeito os psicólogos da Universidade de Stanford e Minnesota descobriram que a experiência pode promover uma profunda sensação de bem-estar. Este tipo de experiência nos força a mudar a nossa mentalidade para processar o que estamos vivendo, de modo que uma mudança drástica no nosso pensamento  até mesmo nos influencia a tomar decisões, a pensar mais nos outros e, por isso, é natural nos sentirmos mais generosos. Também foi mostrado que a energia do mar muda a nossa percepção do tempo, como se estivéssemos imersos, literalmente, em uma grande bolha.

Melhora o desempenho cognitivo

O ambiente em que vivemos está cheio de íons, tanto negativos como positivos. Está comprovado que os íons positivos, tais como aqueles emitidos por equipamentos eletrônicos, drenam a nossa energia. Em contraste, os íons negativos, que são comuns no mar, geram um estado de ativação energética. Na verdade, um estudo realizado em Mount Carmel College, em Bangalore, revelou que os íons negativos têm um efeito positivo sobre o nosso desempenho cognitivo. Esses psicólogos desenvolveram os testes em memórias diferentes, considerando a atenção e a decisão, apreciando que o desempenho diminuiu quando o ar estava cheio de íons positivos e aumentou quando havia mais íons negativos. Outro estudo realizado na Universidade da Califórnia revelou que os íons negativos também estimulam a produção de serotonina no cérebro, que ajuda a nos sentirmos mais relaxados e mais energéticos.

 

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*fonte: portalraizes


Conheça a tradição japonesa do ‘banho de floresta’ (shinrin-yoku)

No Japão, o processo de experimentar profundamente a natureza, tomando-a lentamente através de todos os sentidos, chama-se shinrin-yoku, que se traduz como “banho de floresta”. Que é bom ficar rodeado pela natureza, todo mundo já sabe, mas esta prática também pode ser usada como meditação, com benefícios para a saúde física e psicológica.

Os efeitos da prática no corpo e na mente foram estudados desde que foi desenvolvido no início dos anos 80 e os resultados mostram diminuição de cortisol, principal hormônio causador do estresse, e a redução da pressão arterial. Além disso, a prática promove melhora na concentração, aumento da imunidade e fortalecimento do metabolismo, entre outros efeitos emocionalmente positivos.

Como funciona a imersão

Uma sessão típica envolve caminhar muito lentamente e deliberadamente através da floresta, mas você também pode experimentar esta técnica em outros ambientes naturais na cidade, como em um parque ou jardim botânico. Enquanto você anda, é preciso expandir seu olhar para admirar ainda mais a beleza da natureza, notando coisas que não percebia antes.

Você também pode simplesmente se sentar e observar as diferenças sutis na cor das coisas, tomando um momento para fazer uma pausa e respirar profundamente o oxigênio limpo abundante das árvores. Passe os dedos pela grama, sentindo sua textura. Abra seus ouvidos para sintonizar o ruído de abelhas zumbindo, de pássaros cantando, da água e da folhagem se movimentando. Respire profundamente pelo nariz, inalando os aromas variados.

Para desfrutar melhor da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas. Se estiver acompanhado, combinem antes de não interagirem durante a prática, e quando terminarem, vocês podem se sentar em uma roda e conversar sobre o que observaram.

Você pode praticar shrinrun-yoku quantas vezes quiser. Apenas uma tarde pode trazer sentimentos positivos de bem-estar que duram semanas.

A prática do “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, é também uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

 

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*Fonte: ciclovivo


17 curiosidades sobre a água que você talvez não saiba

A água é essencial para que haja vida. Ela está presente em cada célula do corpo humano e é necessária para a produção de alimentos e qualquer tipo de bem de consumo. Nesta quarta-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água, para celebrar esta data, o CicloVivo separou uma lista com 17 curiosidades sobre este recurso que podem mudar a forma como você enxerga este recurso:

1. O corpo humano de um adulto possui até 65% de água em sua composição. Em um recém-nascido o número é ainda maior: 78%.

2. O planeta Terra também é conhecido como o Planeta Água. A justificativa para o nome deve-se ao fato de que 70,9% de sua superfície é coberta por água.

3. Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total, 70% está na forma de gelo ou no solo.

4. 12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.

5. O Aquífero Guarani é o maior do mundo. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos de água.

6. Existe mais água na atmosfera do que em todos os rios do mundo juntos.

7. De acordo com a ONU, existem 783 milhões de pessoas no mundo que vivem sem água potável. Em 2025 esse número pode chegar a 1,8 bilhão.

8. Na América Latina são 36 milhões de pessoas sem acesso à água de boa qualidade.

9. Enquanto nos EUA as pessoas gastam, em média, 370 litros de água por dia, os africanos usam de sete a dezenove litros.

10. Por não terem acesso à estrutura de saneamento básico, mulheres e crianças na África Subsaariana perdem até seis horas do dia caminhando longas distâncias para encher baldes de água. Em apenas um dia, a soma dessas viagens cobriria a distância de ida e volta à Lua.

11. Em média, 2/3 da água do mundo é usada para a produção de alimentos, em especial à agricultura e pecuária.

12. Nos EUA, 26% da água usada nas residências é gasta apenas em descargas.

13. Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.

14. Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano, em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.

15. Para fazer uma calça jeans são necessários, aproximadamente, dez mil litros de água.

16. Para produzir um quilo de manteiga são necessários 18 mil litros de água e para um quilo de carne gasta-se 15.400 litros.

17. Um banho de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Uma mangueira aberta pelo mesmo tempo pode desperdiçar até 280 litros.

Diante destes fatos, é impossível não valorizar a água que chega até a sua casa. Faça sua parte, economize cada gota!

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 

 

 

 

 

 


Plantas melíferas


Estudo mostra que agricultura orgânica pode alimentar o mundo inteiro

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Washington, EUA, mostrou que a agricultura orgânica pode ser usada para alimentar de maneira eficiente toda a população mundial. O relatório mostra que com este tipo de produção é possível ter rendimentos suficientes aos produtores, ao mesmo tempo em que melhora as condições ambientais e dos trabalhadores rurais.

Liderado pelo professor de Ciência do Solo e Agroecologia, John Regalnold, juntamente com o doutorando Jonathan Wather, o relatório “Agricultura Orgânica para o Século 21” contou com análises detalhadas de outras centenas de estudos acadêmicos sobre o tema. A proposta era examinar a eficiência da agricultura ecológica baseada nos pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental.

Para os especialistas a solução para a agricultura seria mesclar métodos orgânicos com tecnologias modernas usadas nos plantios tradicionais. Alguns dos pontos enfatizados são: rotação de culturas, gestão natural de pragas, diversificação agrícola e pecuária, melhoras na condição do solo a partir de uso de compostagem, adubação verde e animais.

Os autores garantem que a agricultura orgânica é capaz de satisfazes todas as necessidades alimentares do mundo, independente das mudanças climáticas. Eles ainda justificam esta afirmação: “fazendas orgânicas têm o potencial para produzir altos rendimentos em consequência da capacidade mais elevada de retenção de água nos solos cultivados sem agrotóxicos”.

Em termos econômicos, no entanto, o estudo deixa claro que, apesar de ser rentável, o cultivo orgânico proporciona lucros menores do que os tradicionais. A explicação para isso é óbvia, já que os pesticidas acabam barateando parte da produção. Em compensação o ganho ambiental, social e na própria saúde da população é enorme. As evidências apontam para o fato de que os sistemas agrícolas orgânicos garantem maior benefício social, o que resulta em um planeta mais saudável.

 

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*Fonte: ciclovivo


Dell passa a usar resíduos plásticos retirados do oceano em embalagens de produtos

A empresa norte-americana de hardwares e computadores Dell é mais uma entre as grandes marcas globais que se empenha em desenvolver novas soluções com foco sustentável. E neste último mês, a multinacional veio a público anunciar que passará a utilizar resíduos plásticos encontrados em oceanos na fabricação de embalagens de todos os seus produtos.

A iniciativa, inédita no mercado, faz parte da meta do programa Dell Legacy of Good, que tem como meta garantir, até 2020, que 100% das embalagens da empresa sejam recicláveis. As caixas do notebook 2-em1 Dell XPS 13 serão as primeiras da empresa a serem fabricadas com os novos resíduos, a partir do dia 31 de abril.

Em conjunto com a utilização de resíduos plásticos, a Dell incluirá também informações educativas em todos os novos modelos de embalagem, com o objetivo de estimular ainda mais a conscientização global de saúde dos ecossistemas marinhos. Para se ter uma ideia, as primeiras projeções indicam que, já em 2017, a empresa impedirá que sete toneladas de materiais plásticos sejam lançadas nos oceanos.

“A Dell se orgulha em ser pioneira em programas de sustentabilidade e reciclagem a nível global. Com esse projeto, não só estamos impedindo que os resíduos plásticos entrem em nossos oceanos, mas também estamos educando os clientes, dando bons exemplos e desenvolvendo produtos que se encaixem na nossa filosofia”, destaca Kevin Brown, Diretor da Cadeia de Suprimentos da Dell.

Vale destacar também que o projeto não é o primeiro com foco na reutilização de plástico a ser executado pela empresa nos últimos anos. Desde 2008, a marca inclui plásticos reciclados em seus desktops e, em janeiro deste ano, já conseguiu atingir seu objetivo programado para 2020, de usar mais de 21.500 toneladas de materiais reciclados em seus produtos.

De acordo com sua assessoria, a Dell planeja disponibilizar gratuitamente as novas embalagens para os consumidores de seus produtos, basta entrar no site http://www.dell.com para solicitá-las. A ideia é de que as mesmas possam ser adquiridas já a partir de abril, na data de lançamento oficial do projeto, no fim do mês.

 

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*Fonte: pensamentoverde


Bicicleta: a escolha do bem

Mais e mais pessoas vêm aderindo à bicicleta como forma de deslocamento nas grandes cidades. Elas vão ao trabalho, escola, passeiam, se divertem e se exercitam. Se quanto mais carros e motos circulando, mais acidentes fatais ocorrem, por analogia, conclui-se que quanto mais bicicletas nas ruas mais acidentes fatais também, certo? Felizmente, conclusão errada!

Em várias cidades do mundo que abraçaram esse meio de transporte tão eficiente chamado bicicleta, as estatísticas mostram um paradoxo: mais ciclistas, menos acidentes. Locais como Amsterdã, Nova Iorque, Londres e São Paulo reduziram não só o percentual de mortes em relação ao número de ciclistas, como o número absoluto de mortes.

As explicações são diversas: os ciclistas ficam mais visíveis; as cidades melhoram a sinalização e destinam vias exclusivas para esse modal; os motoristas entendem que os ciclistas são mais frágeis do que eles e dirigem com mais cuidado; a presença intensa de ciclistas junto aos motoristas força a conscientização e a criação de regras de convivência. Ainda não li a explicação definitiva, se é que ela existe. De qualquer forma, a maior segurança aliada à menor poluição já me deixa suficientemente contente.

Outro ponto importante é que, se as pessoas trocam uma moto por uma bicicleta, a chance de ela sobreviver a um acidente aumenta muito. Um motociclista, quando se acidenta numa avenida, está trafegando no meio de carros e cai a 50-70-90 km/h. Tanto o tombo nessa velocidade, quanto o potencial atropelamento, podem lhe causar sequelas irreversíveis. Já um ciclista, quando cai, está numa via própria ou no canto da via de carros, pedalando a 20-25-30 km/h. Ele vai se ralar, ficar roxo, vai arder na hora do banho, mas ele voltará a pedalar rapidamente.

Grande parte do caos e da violência no trânsito foi causada pelo fomento do uso do automóvel como senhor absoluto das ruas, por anos e anos. Essa realidade equivocada precisa ser transformada. O planejamento viário urbano deve ser focado nas pessoas.

Investimentos em transporte de massa, como metrôs, são fundamentais, mas nós, brasileiros, sabemos da inépcia dos nossos governos nessas obras e da alta competência no desvio dos recursos desses projetos. No planejamento das cidades brasileiras, as ciclovias devem ser prioridades para que a bicicleta tenha um papel essencial no desenvolvimento urbano, social e econômico do país. É o modal do bem, em todos os sentidos.

 

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*Fonte: pensamentoverde / Leonardo Lorentz

 

 


Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

Pode uma planta ser inteligente? Alguns cientistas insistem que são – uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos. A nova pesquisa está num campo chamado neurobiologia de plantas – o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurônios ou cérebros.

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

“Elas têm estruturas análogas“, explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). “Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quotidianas … integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação”.

E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas – e as plantas reagiram. Elas começam a segregar substâncias químicas defensivas – embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. “Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas.”

Plantas podem sentir

Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está a bloquear as suas raízes, antes de entrar em contacto com ele. As raízes das plantas mudam de direcção, diz ele, para evitar obstáculos.

E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. “Pode apagar uma planta com um anestésico humano… E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós.”

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que liberam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].

Sistema nervoso de plantas

Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais eléctricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.

As plantas realmente sentem dor

As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.

Elas podem se lembrar

Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.

Mimosa é uma planta, que é algo como uma samambaia, que recolhe suas folhas temporariamente quando é perturbada. Então Gagliano configurou uma engenhoca que iria pingar gotas na planta mimosa, sem ferir-la. Quando a planta era tocada, tal como esperado, as folhas se fechavam. Ela ficava pingando as plantas a cada 5-6 segundos.

“Depois de cinco ou seis gotas, as plantas paravam de responder, como se tivessem aprendido a sintonizar o estímulo como irrelevante“, diz Pollan. “Esta é uma parte muito importante da aprendizagem – saber o que você pode ignorar com segurança em seu ambiente.”

Talvez a planta estava apenas se cansando de tantos pingos? Para testar isso, Gagliano pegou as plantas que tinham parado de responder às gotas e sacudiu-as.

“Elas continuavam a se fechar“, diz Pollan. “Elas tinham feito a distinção que o gotejamento era um sinal que elas poderiam ignorar. E o que foi mais incrível é que Gagliano as testou novamente a cada semana durante quatro semanas e, durante um mês, elas continuaram a lembrar a lição.”

Isso foi o mais longe que Gagliano testou. É possível que elas se lembrem ainda mais. Por outro lado, Pollan aponta, as abelhas que foram testadas de maneira semelhante se esquecem o que aprenderam em menos de 48 horas.

Plantas: seres sentientes?

“As plantas podem fazer coisas incríveis. Elas parecem se lembrar de estresse e eventos, como essa experiência. Elas têm a capacidade de responder de 15 a 20 variáveis ambientais”, diz Pollan. “A questão é, é correto de chamar isso de aprendizagem? É essa a palavra certa? É correto chamar isso de inteligência? É certo, ainda, dizer que elas são conscientes? Alguns destes neurobiólogos de plantas acreditam que as plantas estão conscientes – não auto-conscientes, mas conscientes, no sentido que elas sabem onde elas estão no espaço … e reagem adequadamente a sua posição no espaço”.

Pollan diz que não há definição consensual de inteligência. “Vá para a Wikipedia e procure por inteligência. Eles se desesperam para dar-lhe uma resposta. Eles têm basicamente um gráfico onde dão-lhe nove definições diferentes. E cerca da metade delas dependem de um cérebro … se referem ao raciocínio abstracto ou julgamento.”

“E a outra metade apenas se referem a uma capacidade de resolver problemas. E esse é o tipo de inteligência que estamos falando aqui. Então a inteligência pode muito bem ser uma propriedade de vida. E a nossa diferença em relação a essas outras criaturas pode ser uma questão da diferença de grau e não de espécie. Podemos apenas ter mais desta habilidade de resolver problemas e podemos fazê-lo de diferentes maneiras.”

Pollan diz que o que realmente assusta as pessoas é “que a linha entre plantas e animais pode ser um pouco mais fina do que nós tradicionalmente acreditamos.”

E ele sugere que as plantas podem ser capaz de ensinar os seres humanos uma ou duas coisas, tais como a forma de processar a informação sem um posto de comando central, como um cérebro.

Veja o vídeo de Michael Pollan:

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&isUI=1

 

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*Fonte: pensadoranonimo


A poluição chegou na região mais profunda da Terra

As fosas abissais dos oceanos estão entupidas de poluição 17.75 de latitude e 142.5 de longitude. Se você jogar isso no mapa vai ver: nada. Um ponto no meio d’água localizado praticamente na metade do caminho entre Japão e Nova Guiné. Mas se você olhar mais afundo vai perceber; ali é a localização exata das Fossas de Mariana, a região mais profunda da Terra, com um buraco de 11 mil metros. Só para ter uma ideia, se você jogasse o Everest inteiro nesse barranco, iriam faltar ainda dois quilômetros para a montanha mais alta da Terra tocar o chão. Agora, pesquisadores das Universidades de Newcastle e Aberdeen, ambas na Inglaterra, enviaram máquinas para o fundo dessa foça e encontraram o que ninguém queria achar. Não uma nova espécie de animal, ou uma descoberta arqueológica – era poluição.

As regiões mais profundas da Terra não são muito acolhedoras. O frio, a pressão e a escuridão são inabitáveis para a maior parte dos seres vivos do nosso planeta. Tanto que, para sobreviver nessas condições, os animais das profundezas dependem de restos mortais de outros peixes que eventualmente caem das águas mais rasas até eles. Acreditava-se que essas zonas ainda se mantinham protegidas das ações de humanos, de tão inacessíveis. A nova descoberta mostra que não. A ação humana chegou lá também.

Quem desconfiou disso primeiro foi o Alan Jamieson, biólogo marinho da universidade de Newcastle. Líder da pesquisa, ele enviou máquinas não tripuladas para 10 pontos espalhados pela Fossa de Mariana e pela Fossa de Kermadec (outra profunda região, próxima da Nova Zelândia). A expedição tinha diversos tipos de profundidade, a área mais rasa estava à 7,2 km de profundidade, e o mais fundo superava os 10,2km abaixo do nível do mar.

Lá no fundo, as máquinas começaram a caçar anfípodas, um bichinho muito parecido o camarão, que costuma viver nas profundezas. Foram 12 horas de pescaria. Depois desse período, as máquinas trouxeram os animais para que pudessem ser analisados. Dentro deles, os cientistas encontraram dois poluentes: éteres difenílicos polibromados, químico usado para retardar chamas, e bifenilos policlorados, substância utilizada como isolante em equipamentos elétricos – e proibida pela convenção de Estocolmo, pelos seus dados ao homem e ao meio ambiente. Os níveis de contaminação eram altíssimos, principalmente em relação aos bifenilos, que acabaram aparecendo em grau tão elevado que superava os números encontrados em animais habitantes de rios extremamente poluídos, como o Liao, na China.

Não se sabe exatamente como essa poluição chegou no fundo do oceano. Alan suspeita que ilhas de plástico, formadas pelo lixo jogado nos mares, possa ter soltado os poluentes mar a fora. Outra dúvida do biólogo é a respeito do impacto dessa poluição no meio ambiente – e em nós. Ainda não há nenhuma conclusão a respeito disso, mas com o bidenilo sendo tão prejudicial à vida, ninguém deve esperar boas notícias.

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*Fonte: superinteressante

 

 


Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.

A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.

Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

 

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*fonte: ciclovivo

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Aprenda a fazer bomba de sementes com jornal

Um belo dia, estou eu procurando informações sobre a germinação de alguma espécie de semente, que não lembro mais qual era, quando encontro um post falando sobre bombas de sementes. Fiquei fascinada pela ideia!

Depois de muita pesquisa, encontrei bastante informação e mais de um método de preparo, vários na verdade, por isso resolvi fazer pelo menos dois posts sobre as bombas de sementes. Vou mostrar os métodos que testei e os resultados com todo o passo a passo.

Nesse primeiro post, vou apresentar as bombas de sementes feitas de jornal.

 

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>> Material:

– Jornal ou outro papel picado ou cortado em tiras finas;

– Pote com água;

– Substrato (opcional);

– Sementes;

– Papel toalha.

 

 

>> Como fazer:

Eu fiz com jornal, mas podem ser usados outros tipos de papel e até papéis coloridos que vão deixar as bombas de sementes mais bonitas. O papel deve estar picado ou cortado em tiras.

Coloquei o papel picado em um pote e enchi com água até cobrir. Eu esperei 2 horas para o papel amolecer, mas acho que deveria ter esperado mais. Quanto mais mole o papel estiver melhor.

Eu ainda não fiz novos testes com o jornal, mas se fosse fazer, deixaria na água de um dia para o outro.

A maioria dos sites nos quais entrei, que ensinam a fazer as bombas de sementes com jornal, mandam bater no liquidificador ou processador, mas eu não fiz isso e deu certo. Eu realmente não quis usar meu liquidificador, nem meu mini processador para bater jornal.

Depois de deixar o papel amolecer, tirei do pote e espremi bem para tirar o excesso de água. Com a quantidade de jornal que usei resolvi fazer duas bombas de semente, uma eu fiz com substrato e a outra só com as sementes direto no jornal.

Com o papel bem menos encharcado, fiz uma caminha com o jornal e em uma das bombas coloquei um pouco de substrato e sementes de ipoméia e erva do gato e na outra somente as sementes, sem nenhum substrato.

Cuidadosamente fechei a bomba fazendo uma bola com o jornal, dobrando as laterais da caminha para dentro, cobrindo o “recheio”. Apertei bem para firmar o jornal, mas achei que ficou muito solto, parecendo que ia se desfazer.

Para deixar a bomba mais firme usei uma folha de papel toalha para envolvê-la e apertei tirando o excesso de água e moldando como se fosse uma bolinha. O papel usado pode ser colocado no minhocário depois.

Logo em seguida desenrolei o papel com cuidado e coloquei as bombas para secar na varanda.

Recolhi as bombas no dia seguinte já bem secas e estavam firmes.

 

>> Resultado

Depois que as bombas estavam secas, coloquei em um vaso e reguei todos os dias. Em poucos dias as ipoméias já estavam germinando em ambas as bombas, tanto com substrato, como sem.

*As bombas de sementes foram criadas para serem usadas como tal e arremessadas por aí com o intuito de reflorestamento, então se seu propósito for usar as bombas dessa forma tome o cuidado de só colocar nelas sementes de árvores e plantas nativas.
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Fonte: ciclovivo / texto e fotos: Bruna Pimentel    

 

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Ilhas de calor fazem temperaturas subirem ainda mais nas metrópoles

A capital do Mato Grosso do Sul registrou no último fim de semana as maiores temperaturas dos primeiros dias deste ano, com 34,5° C. Em algumas cidades do estado, os termômetros chegaram a marcar 40° C. Em São Paulo, as altas temperaturas ainda não vão dar trégua nos próximos dias e devem ficar perto dos 30°C. Mas a sensação de calor agrava ainda mais a situação, principalmente nas metrópoles. São geralmente nas grandes cidades que as ilhas de calor se formam, efeito causado entre outros fatores pela falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição externa.

“De um lado, a remoção de árvores nas grandes cidades faz com que, cada vez mais, áreas extensas fiquem com pouca ou nenhuma cobertura natural. Por outro lado, o asfalto e o concreto têm uma enorme capacidade de armazenamento e, por consequência, de liberação de energia térmica. É justamente essa relação que contribui para a formação dessas ilhas de calor. Por isso, mais do que preservar o pouco que ainda nos resta de área verde, deveria haver também um incentivo ao plantio”, defende o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho de Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol. “Além de oferecer esse sombreamento, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, o que ajuda a refrescar o ambiente, e ajudam a limpar o ar de poluentes como o gás carbônico, que são responsáveis também pela elevação da temperatura nas áreas urbanas”, explica o Biólogo. Hoje, de acordo com indicadores do Banco Mundial, mais da metade da população mundial vivem em cidades. No Brasil, esse o número chega a 85%, apontam dados de 2015.

 

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*Fonte: ciclovivo

calore


Ar-condicionado sem eletricidade é criado em Bangladesh

A situação precária de Bangladesh torna a vida de muitos habitantes difícil, além de não terem eletricidade, internet, água limpa, comida, ainda sofrem com a alta temperatura.

Em Daulatdia um vilarejo no país com aproximadamente 28 mil pessoas, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade, com baixo custo já que é feito de garrafas pet e papelão.

São feitos furos no papelão, e preenchidos com garrafas pet. Após finalizado, o ar-condicionado é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e abaixa 12º celsius.

Isso acontece pois o ar quente entra nas garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem da garrafa. Além de ajudar na refrigeração deste lugar, também incentiva a reciclagem.

O Eco-cooler com certeza é uma ideia muito criativa e que ajuda muito essas pessoas, veja o vídeo abaixo de como funciona essa invenção:

 

 

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*Fonte: engenhariae


Rio doce continua imerso na lama um ano após desastre da Samarco

Há um ano, o Brasil viveu seu pior desastre ambiental. Uma barragem de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela multinacional BHP, se rompeu, lançando uma avalanche de lama. A onda de rejeitos arrasou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, matando 19 pessoas. Depois, seguiu pelo curso do Rio Doce até chegar ao Espírito Santo e se espalhar no mar.

Nas semanas que se seguiram, algumas análises indicavam um apocalipse ambiental. Segundo elas, o Rio Doce estaria morto e nunca mais se recuperaria. Outras avaliações, otimistas, falavam o oposto. Um relatório feito a pedido das autoridades ambientais indicava que, em cinco meses, o Rio Doce teria ressuscitado.

Porém, um ano após o acidente, a análise pessimista vem se provando mais precisa. A ressurreição do rio está longe da realidade. Dos 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos lançados no ambiente, pelo menos 40 milhões continuam lá, depositados nas margens e arredores do Rio Doce. As empresas responsáveis pelo desastre, em especial a Samarco, não realizam as obras necessárias de remoção. A chegada da temporada de chuva pode trazer mais danos para a região.

>> Como voluntários salvaram mais de 300 animais da lama da Samarco em Mariana

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) fez duas operações de vistoria na região onde se concentra a maior parte da lama, entre Bento Gonçalves e a Barragem de Candonga, no Rio Doce. As operações tinham dois objetivos: fazer um balanço do dano e avaliar se a Samarco estava cumprindo com as ações de limpeza e restauração. A vistoria mais recente, de outubro, mostra um quadro grave: em 75% dos pontos vistoriados, foram encontradas camadas de rejeitos com mais de 50 centímetros de espessura. O relatório faz uma descrição das “ilhas de lama” no meio do Rio Doce. “Em alguns pontos, é possível observar esse acúmulo com deposição do rejeito no meio dos cursos de água, formando estruturas parecidas com ilhas ou bancos de areia”, diz o texto.
Sujeira no Rio Doce.Na seca,o material endurece.Na chuva,escorre de novo para o rio (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)
POLUÍDO
Sujeira no Rio Doce. Na seca, o material endurece. Na chuva, escorre de novo para o rio (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

O problema é a estrutura física do rejeito, composto de partículas finas. Na seca, fica duro como cimento. No perío­do chuvoso, encharca e escorre novamente para o rio, causando erosão das margens e matando peixes. “A primeira etapa de qualquer processo de restauração é conter o dano. Isso ainda não aconteceu”, explica André Sócrates, do Ibama. “A cada chuva que cai, aumenta a turbidez do rio. Com o rio mais turvo, você prejudica o peixe e prejudica o abastecimento humano nas cidades que dependem do rio.”

Nas áreas onde a Samarco fez alguma intervenção, ela optou por uma técnica de incorporação. Isso significa retirar terra de barrancos ou áreas das proximidades e misturar à lama. As demais operações de limpeza e restauração ambiental também estão muito aquém do necessário. Por exemplo, 62% das obras de drenagem nos rios, essenciais para evitar a erosão, não foram realizadas. O prazo para encerrar essas obras era setembro passado.

A lentidão levou o Ministério Público Federal (MPF) a fazer severas críticas à forma como a Samarco, a Vale e a BHP conduzem o caso. Segundo Jorge Munhoz, procurador da República no Espírito Santo, o mais assustador é que nem sequer as questões emergenciais foram resolvidas.  “Até hoje, as empresas e o poder público não deram resposta para questões emergenciais. A situação é realmente muito insatisfatória”, diz Munhoz.
Bombeiros buscam vítimas na semana do acidente.Executivos das empresas foram denunciados pelo MPF (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)
LAMAÇAL
Bombeiros buscam vítimas na semana do acidente. Executivos das empresas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Há 15 dias, o MPF finalizou as investigações sobre as causas do rompimento da barragem e entrou com uma ação na Justiça acusando quatro empresas e 21 de seus executivos pelo desastre. A conclusão dos procuradores é que as empresas sabiam do risco de rompimento e, ainda assim, se omitiram. A denúncia acusa os executivos de 19 homicídios, além de crimes de desabamento, desmoronamento e inundação e de crimes contra o patrimônio, a flora e a fauna. Se condenados, os executivos poderiam pegar mais de 50 anos de prisão. Para as empresas, a acusação pede sanções como multa, proibição do crédito e até o fechamento da Samarco. A ação ainda precisa ser aceita pela Justiça, para depois iniciar-se a fase de defesa dos acusados.

A Vale rejeitou “veementemente” a denúncia do MPF. Diz que “acredita, serenamente, que a verdade e a sensatez irão prevalecer, fazendo-se a devida justiça”. A reportagem de ÉPOCA entrou em contato com a Samarco. “A Samarco refuta a denúncia do Ministério Público Federal, que desconsiderou as defesas e depoimentos apresentados ao longo das investigações iniciadas logo após o rompimento da barragem de Fundão e que comprovam que a empresa não tinha qualquer conhecimento prévio de riscos à sua estrutura.” Sobre as críticas do Ibama, a empresa afirma que está trabalhando com as autoridades ambientais e que já retirou 157.000 metros cúbicos de rejeitos do município de Barra Longa e 500.000 metros cúbicos de rejeitos em Candonga. “Desde o evento, a Samarco tem feito esforços para reparar e remediar os danos causados. Foram adotadas medidas emergenciais e iniciado o planejamento de longo prazo para recuperar esses danos. A recuperação ambiental é um processo de longa duração e a empresa não medirá esforços para minimizar os impactos.”

Apesar da lentidão das obras e do excesso de poluição nos leitos do Rio Doce, nem tudo está perdido. A vistoria do Ibama também indicou que, aos poucos, a vida selvagem está retornando. Espécies de plantas nativas foram encontradas em 86% dos pontos vistoriados. Em metade dos pontos, os analistas encontraram indícios de vida selvagem animal, como pegadas. A vida está voltando a Mariana. São indícios positivos da capacidade da natureza de se restaurar. Mas, para que o Rio Doce realmente renasça, é preciso limpar a sujeira.

 

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*Fonte: revistaepoca

 

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8 dicas para ter uma casa sustentável

O Brasil já é o quarto país do mundo com o maior número de obras certificadas por sustentabilidade, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos, segundo dados do Green Building Council Brasil (GBC). No entanto, essa prática ainda é adotada predominantemente em empreendimentos comerciais.

“As empresas se preocupam muito com essa questão até para passar uma boa imagem ao público. Por isso estão investindo cada vez mais em práticas sustentáveis”, diz Afonso Celso Bueno Monteiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP).

Monteiro acredita que esse movimento pode começar a conquistar mais adeptos também em projetos residenciais.  “As pessoas estão mais conscientes e cada um querendo também fazer a sua parte. Porém, muitas não sabem exatamente como e o que pode ser feito ou acreditam que para isso seja necessário um alto investimento”, afirma o presidente do CAU.

Uma casa deve atender a inúmeras exigências técnicas para ser considerada plenamente sustentável, desde a escolha do material utilizado na sua construção. Ainda assim, segundo o especialista, é possível adotar medidas simples e de baixo custo, como também hábitos corretos no dia a dia, que dão ótimos resultados e certamente contribuem com o meio ambiente. A seguir, ele sugere algumas práticas que podem ser facilmente adotadas para se ter uma casa sustentável:

– Quanto mais e maiores forem as janelas, melhor se aproveita a luz natural. Além de economizar energia elétrica, garante uma boa ventilação;

– Nas janelas, pode-se instalar toldos e brises, evitando o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor, evitando também o uso de ventiladores ou ar-condicionado;

– Prefira as lâmpadas fluorescentes ou as de LED, que são bem mais econômicas e duráveis do que as incandescentes;

– Com queda dos preços observada nos últimos anos, os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica;

– Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Com dois botões diferentes, pode-se dar descarga com apenas três litros de água (botão menor) ou seis litros (botão maior);

– Com o uso de calhas, cisternas ou tanques, pode-se coletar a água da chuva e aproveitá-la em situações que não exigem água potável, como regar o jardim, lavar carro e quintal ou até mesmo na descarga dos vasos sanitários;

– Usar torneiras com aerador (espécie de “chuveirinho”), que garante uma menor vasão de água, mas a sensação é justamente a contrária;

– Ao comprar aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, escolha aqueles que têm o selo Procel, que indica melhor eficiência energética. Ou seja, consomem bem menos.

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*Fonte: ciclovivo

 

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10 fatos sobre abelhas que talvez você não saiba

Os insetos prestam um serviço ecossistêmico essencial para a biodiversidade, por polinizar não apenas as culturas agrícolas como também as plantas silvestres. Estima-se que 35% da produção agrícola global, bem como 85% das plantas selvagens dependam, em algum grau, da polinização. Entre os polinizadores, as abelhas são os mais importantes e mais eficientes agentes.

Segundo a Plataforma Intergovernamental para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), mais de três quartos das culturas alimentares do mundo dependem da polinização por insetos e outros animais. Entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões do valor da produção alimentar global anual depende de contribuições diretas dos polinizadores.

“As abelhas são responsáveis pela polinização de plantas e são amplamente reconhecidas como as mais importantes para essa função em escala global. Mais de vinte mil espécies de abelhas – pertencentes a várias famílias da ordem Hymenoptera – já foram descritas e um número indefinido ainda são desconhecidos. Só no Brasil já foram identificadas quase três mil espécies de abelhas e 80% delas são encontrados na Floresta Amazônica”, afirma Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa e membro do Conselho Científico da A.B.E.L.H.A.,

Veja na lista abaixo dez curiosidades sobre essas pequenas notáveis:

  1. As abelhas são os únicos insetos que produzem alimentos que são consumidos pelos humanos.
  2. Uma das primeiras bebidas da humanidade foi o mel fermentado.
  3. Uma abelha voa a uma velocidade de 25 km/hora.
  4. As abelhas visitam quase quatro milhões de flores para produzir 1 kg de mel.
  5. A geleia real é o único alimento da rainha durante toda sua vida.
  6. A partir do nono dia de vida, a abelha rainha já está preparada para realizar o seu voo nupcial, quando será fecundada pelos zangões.
  7. Uma abelha visita em média entre 50 e mil flores por dia.
  8. Apenas as operárias (fêmeas) trabalham. A única missão dos machos (zangões) é fecundar a rainha.
  9. Nas estações mais frias do ano, quando há escassez de alimentos, os zangões são expulsos da colmeia e acabam morrendo de fome ou de frio.
  10. Uma abelha carrega o peso equivalente a 300 vezes ao seu.

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*Fonte: ciclovivo

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8 árvores ideais para plantar em calçadas

Plantar uma árvore na calçada é um ótimo jeito de contribuir para a manutenção ambiental da cidade e para a biodiversidade. No entanto, antes de escolher a muda, é preciso atentar a alguns fatores essenciais. Entre os principais cuidados estão: o tipo de raiz, o porte da árvore, a origem e se a espécie é frutífera ou não.

O ideal é que em passeios públicos não sejam usadas espécies com frutos pesados, que possam causar acidentes aos pedestres, e que não sejam tão grandes a ponto de bloquear a iluminação pública ou causar danos à calçada e aos fios de transmissão de energia. De acordo com os manuais de arborização urbana, o ideal é de que em áreas com fiação convencional sejam usadas espécies de pequeno porta, cuja altura não seja superior a seis metros. Em locais com recuo predial de no mínimo três metros, com fiação ausente, protegida ou isolada, é possível usar espécies de porte médio, que chegam a 12 metros de altura, com diâmetro médio da copa em sete metros.

Dentro destes padrões, nós separamos algumas espécies nativas brasileiras, adequadas para plantios em áreas urbanas. Antes de escolher uma delas, verifique se a muda é adequada ao bioma de sua região, pois, mesmo sendo nativa, ela pode não ser endêmica, prejudicando a biodiversidade local.

– Marinheiro (Trichilia cathartica). Tem altura média de quatro a seis metros e floração entre os meses de maio e julho.

– Ipê-Mirim (Stenolobium stans). Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.

– Candelabro (Erytrina speciosa). Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

– Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima). Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.

– Quaresmeira (Tibouchina granulosa). Sua altura varia de oito a doze metros. As flores roxas ou rosadas costumam aparecer entre os meses de janeiro e abril e também entre junho e agosto.

– Cambuci (Campomanesia phaea). Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.

– Pitangueira (Eugenia uniflora). Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e folhes brancas, ideais para alimentar abelhas.

– Jabuticabeira (Eugenia cauliflora). Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.

Abaixo estão os links diretos para os manuais de arborização urbana de diversas cidades brasileiras. Clique em uma delas para acessar o material. Os documentos contêm instruções para o plantio e indicações de espécies adequadas ao bioma.

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*Fonte: ciclovivo

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Pesquisadores gravam golfinhos conversando como humanos

Não é exatamente uma novidade o fato de os animais se comunicarem. Cada um tem a sua particularidade e os mamíferos se destacam neste quesito. Mas, uma análise feita por pesquisadores ucranianos revelou que os golfinhos conseguem ter conservas semelhantes a dos seres humanos.

O registro foi feito através de um microfone subaquático capaz de distinguir diferentes “vozes” de animais. Já era sabido que os animais usam sons diferentes para mostrar quando estão felizes ou estressados, por exemplo. Mas, o que a pesquisa recente mostrou foi que os golfinhos são muito mais avançados do que se imaginava.

Os cientistas identificaram que os golfinhos alteram o volume e frequência dos sons que emitem, formando palavras, que juntas viram frases, da mesma forma que os seres humanos.

Os pesquisadores da Nature Reserve Karadah analisaram as gravações feitas com dois golfinhos no mar mediterrâneo. A dupla Yasha e Yana foi gravada conversando em uma piscina. Enquanto uma “falava” a outra ouvia, sem interrupções, seguindo de uma resposta.

“Cada impulso que é produzido por um golfinho é diferente do outro por sua aparência no domínio de tempo e pelo conjunto de componentes espectrais no domínio da frequência”, explicou o pesquisador-chefe, Vyacheslav Ryabov, em entrevista ao site The Telegraph. Segundo ele, cada um desses pulsos significa um fonema ou uma palavra na “língua dos golfinhos”.

“Essa linguagem apresenta todas as características presentes na linhada humana falada, isto indica um alto nível de inteligência e consciência dos golfinhos. Sua língua pode ser ostensivamente considerada uma língua falada altamente desenvolvida, semelhante à linguagem humana”, completa o pesquisador.

O cérebro dos golfinhos é maior e muito mais complexo do que o dos humanos. Os pesquisadores acreditam que eles sejam mais de 25 milhões de anos mais complexos do que os nossos.

Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo na revista Science Direct, disponível aqui.

 

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*Fonte: ciclovivo

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Confira 15 dicas para você levar sustentabilidade ao seu dia a dia

Ser sustentável dentro e fora de casa não é tão complicado como parece. Com atitudes bem simples, você faz a sua parte e ajuda o meio ambiente. Para lhe ajudar nessa boa ação, separamos algumas dicas. Confira:

1) Economize água
Estima-se que uma única torneira pingando pouco mais de uma gota por segundo pode desperdiçar, em um dia, 46 litros de água. Então não deixe a torneira aberta mais tempo que o necessário e conserte vazamentos rapidamente. Construa cisternas para armazenar a água da chuva e use-a para lavar o quintal. Também reaproveite a água da máquina de lavar roupa para regar jardins e abastecer vasos sanitários.

2) Utilize produtos biodegradáveis
Os produtos de limpeza e higiene contêm substâncias químicas tóxicas que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Dessa forma, substitua produtos de limpeza à base de cloro por vinagre e bicarbonato de sódio. Além disso, procure comprar produtos de menor impacto, como sabões e detergentes biodegradáveis.

3) Alimentos orgânicos fazem bem para a saúde
Sem pesticidas ou metais pesados, os alimentos orgânicos promovem benefícios para a saúde e, claro, para o meio ambiente, já que não interferem negativamente nos solos de cultivo. Ao optar por esse tipo de alimentação, você ajudará também no desenvolvimento local e na agricultura familiar, uma forma consciente de consumo.

4) Não ao desperdício
O consumo consciente está ligado diretamente à quantidade de comida desperdiçada. Para evitar que isso aconteça, compre menos no supermercado para não deixar que os alimentos vençam e cozinhe a quantidade suficiente para que não estrague e você precise jogar fora.

5) Consuma menos carne
A pecuária bovina é a maior responsável pelo desmatamento no Brasil e um dos maiores consumidores de água do planeta. Além disso, os animais passam por situações degradantes até chegar à sua mesa e são alimentados com insumos que fazem mal até mesmo à sua saúde. Por isso, pense duas vezes antes de consumir.

6) Separe o lixo reciclável
Apesar de ser uma dica simples e já conhecida, nunca é demais lembrar da necessidade da coleta seletiva para que haja destinação correta dos resíduos e evitar a contaminação de lagos e solos. Por isso, tenha uma lixeira em casa destinada à separação de lixo reciclável.

7) Use menos o carro
Atualmente, um dos maiores problemas da sociedade é a mobilidade urbana. O crescimento dos grandes centros e o trânsito cada vez mais caótico têm se tornado um desafio para quem quer chegar a determinado ponto da cidade de carro. Por isso, uma alternativa sustentável é usar transporte público, bicicleta ou caminhar no lugar dos automóveis. Além de reduzir o estresse, você ainda colabora com o meio ambiente.

8) Ao sair, apague as luzes
Nunca deixe as luzes acesas. Apague-as sempre que necessário e, quando possível, prefira a luz do Sol, abrindo as janelas, cortinas e persianas.

9) Tire os eletrodomésticos da tomada
Faça uma vistoria na casa toda para achar os equipamentos que estão ligados desnecessariamente. Você vai reduzir o seu consumo de energia drasticamente, acredite!

10) Cultive áreas verdes
Manter uma área verde próxima a você pode resultar em menos estresse, além do benefício ambiental, é claro! Por isso, cultive gramados, jardins e até mesmo mini-hortas em casa. Além de oferecer conforto térmico, a vegetação valoriza os imóveis e melhora o ambiente.

11) Diminua o uso de embalagens
Evite usar sacolas plásticas no seu dia a dia, já que o material demora muitos anos para se degradar e polui o meio ambiente. Ao comprar produtos, leve sua própria sacola de pano ou prefira as caixas de papelão.

12) Evite materiais descartáveis
No lugar dos copos plásticos ou das garrafinhas, use uma caneca ou uma garrafa de vidro para evitar ao máximo usar bandejas, pratos, talheres e tudo que for descartável.

13) Pense antes de comprar
A empolgação muitas vezes toma conta de nós em uma liquidação e até mesmo em um supermercado. Por isso, pare e respire: você vai evitar comprar por impulso coisas que não precisa, mesmo que estejam em uma “super promoção”.

14) Cuidado com os transgênicos
Sabe aquele triângulo amarelo com um “T” no meio? Ele identifica os alimentos que são transgênicos, ou seja, geneticamente modificados e que fazem mal ao meio ambiente e à saúde.

15) Reaproveite
Use a criatividade e treine suas habilidades artesanais para reformar caixas de madeira e de papelão, garrafas, latas, vidros entre outros. Ao reaproveitar os materiais que iriam para o lixo, você pode obter lindas peças decorativas e ainda se divertir.

 

*Fonte: pensamentoverde


Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.

A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.

Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

*Fonte: Redação CicloVivo

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Em 2050, oceanos poderão ter mais plásticos do que peixes

O cenário catastrófico para os próximos anos foi apresentado em estudo produzido pela organização britânica Ellen MacArthur Foundation e publicado no Fórum Global de Economia. De acordo com o material, se os padrões atuais forem mantidos, em 2050 a quantidade de plástico nos oceanos deverá ser maior do que o número de peixes.

O estudo mostra que mais de 32% de todo o plástico descartado acabam fugindo do controle dos sistemas de reciclagem ou coleta e têm como destino os ecossistemas naturais, principalmente os oceanos. A situação já é grave atualmente, mas tende a piorar.

Hoje, aproximadamente oito milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos anualmente. Esse número é equivalente a um caminhão cheio de resíduos sendo despejado a cada minuto. Em 2030, este número deve ser o dobro e, em 2050, podem ser quatro caminhões de plástico por minuto.

Em entrevista à agência Al Jazeera, Dianna Cohen, CEO da Plastic Pollution Coalition, explicou que um dos maiores problemas é o uso do plástico descartável. O estudo comprova isso mostrando que a maior parte dos resíduos plásticos nos oceanos é formada por materiais que foram usados apenas uma vez antes de serem descartados.

Diana acrescenta que não existe estrutura no mundo capaz de lidar e reciclar tanto plástico e o resultado disso é triste. “Isso impacta todo o ecossistema dos oceanos. Se você vem de um país em que a principal fonte de proteína vem dos oceanos, então o peixe no seu prato deve ter ingerido plástico, engasgado com isso ou até mesmo morrido com o organismo repleto de resíduos.”

Para tentar minimizar esse problema e impedir que a situação continue a se agravar nos próximos anos, Diana cobra medidas governamentais, com o intuito de impedir o descarte de plástico e que obriguem os produtores destes materiais a se responsabilizarem pela coleta total dos resíduos.

Fonte/Texto: ciclovivo

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16 maneiras de reduzir o consumo de plástico

O mundo precisa de mais consciência ambiental, não é? Uma boa alternativa para valorizar a natureza e evitar que cada vez mais produtos industrializados sejam jogados no meio ambiente é através da reeducação dos hábitos de consumo.

1) Evite o uso de canudinhos de plástico: quando for a um restaurante, ou mesmo durante o happy-hour após o trabalho, evite pedir ao garçom o tradicional canudinho. Tenha a mesma atitude quando solicitar delivery em sua casa.

2) Reutilize sacolas de plástico: voltou do supermercado com duas ou mais sacolinhas de plástico? Não jogue fora! Reutilize como saco de lixo na cozinha, escritório e nos banheiros da casa.

3) Diga não à goma de mascar: pouca gente sabe, mas as gomas de mascar contêm plástico na fórmula. Além de prejudicar a natureza sempre que a jogamos fora, o plástico pode até ser tóxico em determinados casos quando não são realizados procedimentos de segurança e qualidade na fabricação. A dica é reduzir o consumo aos poucos e lá na frente parar de vez.

4) Compre caixas, não garrafas: sabe quando vamos ao supermercado e encontramos, por exemplo sabão em pó em caixas de papelão e também em garrafas de plástico? Prefira produtos em caixas, pois a reciclagem é mais simples, barata e rápida.

5) Compre a granel: se conseguir comprar arroz, feijão e grãos a granel, aproveite. O produto será o mesmo e você estará evitando embalagens de plástico. Uma dica é reutilizar sacolas de plástico que ficaram guardadas após sua última compra.

6) Prefira potes de vidro: na hora de comprar um produto no supermercado, prefira aqueles em potes de vidro. Além de fazer bem a natureza, você também estará garantindo um item mais duradouro e seguro para armazenar alimentos e outros produtos.

7) Reutilize copos e garrafas: todo ano mais de 1,5 milhões de toneladas de plástico são utilizadas para produção de garrafas de água. A dica é reutilizar a mesma garrafa por mais tempo, basta encher novamente sempre que ficar com sede.

8) Utilize seus próprios potes e recipientes: ao levar para casa o que sobrou do jantar no restaurante, ou do almoço na casa de parentes, utilize seus próprios recipientes. Evite ter que comprar mais e mais potes de plásticos sempre que precisar transportar alimentos de um ponto a outro.

9) Utilize fósforos: um isqueiro pode demorar muitos anos para ser completamente absorvido pela natureza, justamente pela quantidade de plástico. Se possível, utilize fósforo na hora de cozinhar ou se precisar de fogo fora de casa.

10) Evite congelados: um dos maiores vilões da natureza quando falamos no consumo de plástico é a embalagem do alimento congelado. Mesmo aqueles chamados de “sustentáveis” podem contar uma fina camada de plástico. Reduza o consumo aos poucos e evite até passar por esta área nos supermercados.

11) Reduza o uso de descartáveis: sim, é melhor utilizar copos, pratos e talheres descartáveis do que precisar de água potável para lavar a louça. A dica, todavia, é reutilizar o mesmo copo descartável durante um jantar ou os mesmos talheres na hora da sobremesa.

12) Valorize mais embalagens retornáveis: se você for comprar frutas, por exemplo, e elas vierem embalagens retornáveis, agradeça. Elas poderão ser utilizadas novamente, por você mesmo, quando voltar ao local para comprar novas frutas.

13) Fraldas de pano: estima-se que mais de 80 mil quilos de plástico sejam utilizados nas fraldas descartáveis que são jogadas fora por ano nos EUA. Além disso, ao utilizar fraldas de pano você estará evitando que a pele de seu bebê entre em contato com as composições químicas do produto descartável.

14) Prefira o fruto ao suco de fruta: sentiu vontade de tomar um suco de laranja? Coma uma laranja. O mesmo vale para todas as frutas em abundância que temos no Brasil. Além de evitar a compra de garrafas plásticas, você também estará consumindo um alimento mais rico em antioxidantes e vitaminas.

15) Bolsas térmicas: pensando em fazer um piquenique? Não leve copos de plástico, ou embalagens de plástico para proteger sanduíches ou doces. Coloque tudo bem organizado em uma bolsa térmica. A natureza agradece.

16) Diminua os produtos de limpeza: sabia que dá para realizar grande parte das tarefas rotineiras de limpeza sem precisar comprar garrafas e mais garrafas de plástico de limpa-telha, limpa-banheiro, limpa-vidro, etc.? Muitos dos trabalhos podem ser executados com bicarbonato de sódio e vinagre, basta saber como utilizar e a medida exata para cada situação.

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*Fonte: pensamentoverde

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A genialidade das plantas

*Por Karin Hueck, Lívia Aguiar

Imagine que você está dando uma festa no seu apartamento. Já são duas da manhã e seus convidados não vão embora de jeito nenhum, mas você só quer descansar. O que você faz para não parecer grosseiro? Uma boa estratégia é aumentar o som da vitrola e puxar uma pista de dança no meio da sala, na esperança de que os vizinhos comecem a reclamar. Não dá outra: cinco minutos depois, toca o interfone e a síndica bate na porta ameaçando chamar a polícia. Constrangidos, seus amigos vão embora e você pode finalmente dormir – não sem antes se parabenizar pela sua própria esperteza. O plano acima para encerrar a festa uniu planejamento, estratégia, antecipação de intenções e previsão a médio prazo. Só poderia ter sido bolado por alguém inteligente, certo?

Pois é exatamente a mesma coisa que fazem algumas espécies de milho e feijão para se proteger. Quando uma de suas plantações é atacada por taturanas, essas plantas liberam uma substância no ar que atrai vespas. As vespas se aproximam e as taturanas – que morrem de medo delas – se vão. Pronto, a plantação está salva. Tudo graças a um bom plano, e à genialidadediscreta das plantas.

Você pode nunca ter reparado, mas plantas se comunicam, traçam estratégias de guerra, resolvem problemas, guardam memórias, traçam planos para o futuro e elaboram jogos de sedução para se reproduzir. Difícil dizer que não são seres inteligentes. A maior prova de seu brilhantismo é sua abundância. O reino vegetal forma 99,5% de toda a biomassa do planeta e existe na Terra desde muito antes de qualquer animal caminhar por aqui. Se todas as espécies vivas hoje em dia são as vencedoras da evolução – a versão mais atualizada e adaptada ao ambiente -, podemos dizer que os vegetais são bem mais espertos que nós. Afinal, conseguiram se multiplicar muito mais e melhor do que os humanos, por exemplo. Mas, apesar de serem verdadeiros Einsteins da evolução, só agora estamos começando a entender que eles são realmente sagazes. Entenda:

OS ONZE SENTIDOS DAS PLANTAS

1. Visão

Plantas medem a quantidade e a qualidade da luz, seus diferentes comprimentos de onda (cores) e, assim, orientam o crescimento de folhas e flores.

2. Paladar

Sentir gosto é detectar os compostos químicos do que comemos. Plantasdetectam minerais e nutrientes e escolhem crescer ou fugir deles, de acordo com as necessidades.

3. Olfato

São as folhas que percebem compostos voláteis no ar e os utilizam como sinal de alerta ou de atração para animais.

4. Audição

A erva-estrelada, por exemplo, distingue o som de lagartas mastigando folhas (nem precisam ser dela mesma) e reage produzindo óleos e pigmentos tóxicos que repelem o predador. Mas isso só acontece com a frequência da mastigação da lagarta.

5. Tato

Plantas diferenciam o toque: é só lembrar das plantas carnívoras, que fecham suas folhas quando um inseto encosta nelas (mas não o fazem quando uma folha as acerta, por exemplo).

6. Umidade

Plantas têm uma espécie de higrômetro nas raízes, que percebe quanta água há no solo e onde ela está. Este conhecimento orienta o crescimento das raízes.

7. pH

Cada espécie tem seus níveis ideais de acidez para sobreviver. As flores da hortênsia, por exemplo, mudam de cor de acordo com o pH e a concentração de alumínio do solo: se o pH é baixo e o alumínio é alto, ela será azul. Se for o contrário, será rosa.

8. Dureza

Plantas sentem que estão prestes a encontrar no solo um objeto poroso, que podem perfurar com suas raízes, ou um impenetrável. Assim, mudam o trajeto de crescimento antes mesmo de fazer qualquer contato.

9. Gravidade

Plantas sentem a gravidade da Terra e a utilizam para orientar seu crescimento. Esse geotropismo faz com que elas cresçam sempre para cima (ou para baixo, no caso das raízes).

10. Eletromagnetismo

Elas sentem campos eletromagnéticos, inclusive o eixo geomagnético da Terra.

11. Calor

Plantas são sensíveis a mudanças de temperatura e percebem a variação de apenas 1 °C. Assim, coordenam respostas apropriadas: quando a temperatura aumenta, seu DNA liga e desliga alguns genes para proteger asplantas do calor.

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Seja como for, a nossa maior dificuldade está em reconhecer que a inteligência das plantas se manifesta de forma diferente da nossa. Temos a tendência de querer extrapolar nossas características nas outras espécies e tentar reconhecer comportamentos parecidos nelas. Em animais, até dá para fazer isso. Mas com as plantas não funciona assim. Para entender o brilhantismo vegetal, é mais eficiente tentar enxergá-las como alienígenas que por acaso habitam o mesmo planeta que nós. Elas tiveram um caminho evolutivo completamente distinto do nosso e optaram por soluções de sobrevivência mais lentas e econômicas. Se tivessem olhos, provavelmente enxergariam a gente e os outros animais como estranhos seres hiperativos que gastam energia demais para ir de um lugar a outro e se alimentar.

A principal diferença está na fonte de energia. Animais precisam se alimentar de outros seres vivos para sobreviver – sejam eles animais ou vegetais. Para isso, aperfeiçoaram suas técnicas de locomoção em busca de comida para seus músculos, cérebros e outros órgãos, que demandam muita energia. Já as plantas não precisam de nada disso. Capazes de realizar a fotossíntese, tudo que elas precisam é de luz solar. Assim, focaram sua evolução em estratégias que garantam o máximo de luz, gastando o mínimo de energia possível. Para que mover-se, se o Sol, de onde tiram toda a energia para sobreviver, aparece no céu todos os dias?

Essa imobilidade ajuda a entender como a inteligência das plantas foi sendo construída diferente da nossa. Primeiro, não faria sentido para elas ter um cérebro: um grande órgão que centraliza as decisões e coordena todas as outras partes do corpo. Como estão sempre no mesmo lugar, à mercê de herbívoros e outros predadores, não daria para garantir que esse hipotético cérebro vegetal não seria devorado a qualquer instante. Assim, em vez de desenvolver órgãos para realizar funções específicas, as plantas funcionam como organismos modulares. Cada módulo é capaz de realizar muitas das funções vitais para sua sobrevivência, inclusive tomar decisões – além de criar novos módulos. Qualquer agricultor sabe disso: basta cortar um galho de algumas espécies de árvore, fincá-lo no chão e esperar: em pouco tempo, aquele pedaço de ser vivo vai ter se transformado em outro indivíduo. Isso permite que alguns vegetais percam até 99% de seu organismo e continuem vivos, algo impossível para qualquer animal.

No corpo humano, apenas as células nervosas geram e transmitem impulsos elétricos, mas nas plantas todas as células cumprem essa função. Isso faz com que a planta inteira funcione como um cérebro difuso – um que ao mesmo tempo exerce as funções de pulmão, estômago, intestino, nariz etc. Isso vale para as outras partes do corpo também. Peguemos o exemplo das folhas. Apesar de serem as estruturas mais adaptadas a colher luz e realizar a fotossíntese, elas não são as únicas: o tronco das árvores também capta luz, ainda que em quantidades menores.

Charles Darwin foi um dos primeiros a reconhecer que de bobas as plantasnão tinham nada. Ele estudou a raiz dos vegetais para chegar a essa conclusão – especialmente a primeira parte que brota de uma semente, chamada de radícula, e que serve para fincar a planta no solo. Em seu último livro, O Poder do Movimento nas Plantas, o pai da evolução escreveu que “a ponta da radícula, sendo dotada de sensibilidade e tendo o poder de direcionar os movimentos das outras partes da planta, atua como o cérebro de animais que vivem no solo [como as minhocas]”. Por muito tempo, sua teoria foi ridicularizada. Mas, com o avanço das pesquisas, Darwin foi remediado.

Pesquisas já mostraram que as raízes crescem em direções conscientes (sempre em busca de água ou nutrientes), evitam a proximidade de competidores (se afastam se houver outra planta por perto antes mesmo de trombar com ela), se reconhecem caso encostem em outras raízes no solo (sabem se são elas mesmas ou outro indivíduo) e conseguem detectar a proximidade de água mesmo se houver uma barreira impedindo contato direto (se houver um copo de água perto de um vaso de planta, por exemplo, as raízes vão crescer em direção a ele, mesmo sem nenhum contato). Hoje se sabe que, de fato, as raízes atuam como centrais sensoriais: a partir de todos os dados coletados, as pontas das raízes calculam quais são as melhores escolhas para cada momento da vida da planta. São como centros de processamento de informações do ambiente – hubs, que captam os impulsos enviados pelas outras partes da planta.

O problema é que até a menor das plantinhas, como um pé de manjericão, tem incontáveis pontas de raízes. Nesses casos, qual decide que decisão tomar? Nenhuma e todas. De acordo com o pesquisador em neurobotânica Stefano Mancuso, autor do livro Brilliant Green – The Surprising History and Science of Plant Intelligence (Verdes Brilhantes – a Surpreendente História e Ciência da Inteligência das Plantas), elas se integram em uma rede para tomar decisões globais. A lógica é parecida com uma colônia de abelhas, uma revoada de pássaros migratórios ou um cardume de peixes. Nessas aglomerações, cada indivíduo só precisa seguir algumas regras simples, como manter determinada distância de seus vizinhos. Mas, quando todos agem dessa maneira, o grupo se move de forma complexa e coordenada. A internet foi criada com essa mesma lógica modular, para que até a perda da maioria dos centros de comando não impeça a transmissão dos dados. Nasplantas, como na web, até a menor das folhinhas está tomando decisões.

Espertinhas, elas

Mas vamos à pratica. Que tipo de problemas as plantas realmente conseguem resolver? O Laboratório Internacional de Neurobiologia Botânica, em Florença, na Itália, resolveu estudar a espécie Mimosa pudica, também conhecida como “dormideira”, que dobra suas folhas rapidamente quando percebe algum toque ou movimento brusco. O mecanismo existe para assustar e afastar insetos. Gagliano provou que a espécie pode aprender a ignorar certos movimentos repetitivos da mesma maneira que os animais – ou seja, pode acumular memória. Para isso, cientistas plantaram 56 pés da Mimosa e criaram um mecanismo de treinamento, no qual ela caía uma distância de 15 centímetros a cada 5 segundos, durante 3 minutos. Já na quinta queda algumas plantas começaram a parar de fechar suas folhas e, ao final dos 3 minutos, todas deixavam as folhas abertas enquanto caíam. Ou seja, haviam aprendido que aquelas quedas repetitivas não eram uma ameaça. O mais impressionante é que, se essas plantas fossem chacoalhadas, elas voltavam a fechar as folhas, o que mostra que elas seguiam alertas. Para a surpresa dos pesquisadores, 30 dias depois do experimento, as plantas ainda mantinham o conhecimento aprendido e não fechavam suas folhas quando caíam. “Para você ter uma ideia, a memória média de um inseto dura 24 horas”, compara Mancuso.

Em seguida, o mesmo laboratório resolveu testar se plantas têm consciência de si mesmas e das colegas ao redor. E a conclusão foi “sim”. A cobaia da vez foi um pé de feijão. Como o feijão é uma trepadeira, é especialmente importante que ele saiba para onde crescer para alcançar um ponto de apoio. “Nós colocamos uma vareta entre dois pés de feijão e eles começaram a competir para alcançá-la. No momento em que o vencedor alcançou a vareta, o outro pé de feijão entendeu isso imediatamente e começou a procurar um novo ponto de apoio. Foi fascinante para nós, porque eles não só sabiam para onde crescer, como foram capazes de sentir e compreender o comportamento da outra planta.” Agora imagine fazer tudo sem olhos, cérebro ou cordas vocais. Isso mostra que o pé de feijão tem algum tipo de intenção. Mancuso acredita que as plantas usem alguns forma de ecolocalização para saber por onde crescer: enviam algum sinal em ondas, esperam ele bater em algum objeto próximo e conseguem receptá-lo de volta.

Mas mais impressionante é o que faz o pé de tomate. Quando um tomateiro é atacado por uma lagarta, por exemplo, ele libera metil-jasmonato no ar, uma substância percebida pelos tomateiros vizinhos como um aviso de “atenção, estamos sendo atacados!”. Isso faz com que as plantas intactas comecem a produzir inibidores de proteínas em suas folhas, que causam indigestão nos predadores. A ideia é fazer com que os insetos desistam de atacar a plantação. E funciona: essa comunicação entre tomateiros consegue dispersar predadores naturais e, em alguns casos, até mesmo matar os predadores. Cientistas já sabiam faz tempo que vegetais usam substâncias químicas para se comunicar – afinal, flores não têm perfume à toa: o cheiro é um recado passado para atrair polinizadores, essenciais para a reprodução das plantas. O que não se sabia era a complexidade que a comunicação química das plantas pode alcançar.

Um estudo da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, mostrou que, para conversar entre si, as árvores de uma floresta conseguem até mesmo cooptar os fungos que ficam debaixo da terra e transformá-los em canais de comunicação. Funciona assim: se uma árvore em um canto da floresta é atacada, ela lança sinais de alerta para sua raiz, que por sua vez avisa os fungos subterrâneos existentes em toda a área, que carregam o recado até suas vizinhas. Cientistas comprovaram isso injetando um contraste radioativo nas árvores. Em pouco tempo, perceberam que o isótopo havia se espalhado por 30 metros quadrados, em uma rede de intersecções parecida com uma malha rodoviária. Pense nisso na próxima vez em que você disser que ama o cheiro de grama cortada. Se as plantinhas resolveram liberar esse aroma característico bem na hora que você passou o cortador, é porque algum recado elas estavam querendo passar – provavelmente, um de desespero.

E dor, elas sentem?

Mas será que cortar um galho ou arrancar uma folha faz com que as plantassintam dor? Marcos Buckeridge, botânico especializado em fisiologia vegetal e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, explica que um corte gera um estímulo que se espalha pela planta: é um sinal de stress que dispara mecanismos de reparo local. “Se isso funciona com uma memória naquele local, não sabemos. Se há dor? Não igual à nossa. Mas há, sim, respostas de stress, análogas às dos animais.” O mais chocante é o tipo de resposta que algumas plantas dão: cientistas já registraram vegetais liberando etileno quando são atacados ou cortados. Em humanos, o etileno funciona como anestésico. Ainda assim, as plantas esperam ser comidas. Servir de alimento faz parte da estratégia evolutiva dos vegetais – e é por isso que frutas, por exemplo, são tão deliciosas. Frutos esperam ser comidos e, de preferência, descartados em algum lugar bem longe, para garantir a distribuição da espécie.

Mas, mesmo que a salada de frutas esteja liberada, não quer dizer que asplantas não mereçam um tratamento melhor do que o que temos dado a elas. Pense no que fazemos com as plantas: criamos mutações (em sementes transgênicas), envenenamos (com agrotóxicos), criamos apenas para matar (em monoculturas extensas), decepamos (em podas excessivas, para que se encaixem dentro de canteiros ou abaixo de fios de luz) e até criamos aberrações (como os bonsais). Se fizéssemos o mesmo com qualquer animal, os protestos seriam imensos. Stefano Mancuso é um defensor dos direitos das plantas e pede que elas sejam tratadas com mais respeito. Ele diz: “Saber que asplantas percebem, comunicam, lembram, aprendem e resolvem problemas talvez nos ajude a, um dia, vê-las como seres mais próximos de nós”.

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*Fonte: superinteressante

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Pesquisador australiano usa bitucas de cigarro para produzir tijolos sustentáveis

O pesquisador Dr. Abbas Mohajerani, da Universidade RMIT, na Austrália, encontrou uma solução para as bitucas de cigarro: transformá-las em matéria-prima para a fabricação de tijolos. Segundo ele, esta pode ser a solução para compensar completamente a produção de resíduos do cigarro no mundo.

Anualmente milhões de guimbas são descartadas nas ruas. Este lixo, altamente tóxico, leva anos para se degradar e ainda polui o solo e os recursos hídricos com elementos como: arsênio, cromo, níquel e cádmio. Essas características, aliadas à enorme quantidade, tornam as bitucas grandes vilãs do meio ambiente.

Há anos o Dr. Mojaherani sonhava com uma solução para este problema. Agora ele parece ter encontrado. De acordo com o pesquisador, é possível usar o resíduo dos cigarros junto à argila na fabricação de tijolos. A opção reduz os custos da produção, elimina um poluente e, ao mesmo tempo, melhora a qualidade do produto final.

Os testes realizados pela equipe do Dr. Mojaherani identificaram que substituindo apenas 1% da matéria-prima do tijolo pelas guimbas em somente 2,5% da produção mundial do material é possível compensar completamente a produção anual de cigarro em todo o mundo.

A mistura ainda garante outros benefícios. Os cientistas perceberam que os tijolos que mesclam a argila com as bitucas são mais leves, têm melhores propriedades de isolamento térmico e levam menos tempo para serem queimados durante o processo de fabricação, economizando até 58% de energia nesta etapa.

A aparência é exatamente igual à dos tijolos tradicionais e o pesquisador garante que ele não oferece nenhum risco à saúde, já que durante a queima, os poluentes ficam presos aos tijolos e dali não saem nunca mais.

“A incorporação de bitucas em tijolos pode, efetivamente, resolver um dos problemas globais de lixo”, acredita o Dr. Mohajerani.

Veja mais detalhes desta pesquisa [ AQUI ]  .

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*Fonte: ciclovivo

Dr Abbas Mohajerani

Dr Abbas Mohajerani


Adidas elimina sacolas plásticas em todas suas lojas do mundo

Ciente do seu papel para minimizar o impacto no meio ambiente e estimular práticas e hábitos sustentáveis, o Grupo adidas anuncia uma grande iniciativa de sustentabilidade: o fim do uso de sacolas plásticas em suas lojas próprias no mundo todo. Isso significa que serão eliminadas anualmente cerca de 70 milhões de sacolas plásticas em mais de 14 mil lojas de varejo. A mudança para sacolas de papel será implementada imediatamente, exceto na Rússia e Cazaquistão, que vão aderir a partir de junho de 2016.

Além disso, no último ano o Grupo adidas trabalhou em estreita colaboração com seus parceiros e grande parte de seus franqueados se comprometeram a eliminar as sacolas plásticas até o final do primeiro semestre de 2016.

“A eliminação de sacolas de plástico faz parte do nosso esforço para aumentar e incentivar o uso de materiais sustentáveis em nossa produção, nossos produtos e lojas, e é um dos pontos da nossa mais nova Estratégia de Sustentabilidade para 2020 ‘Esporte precisa de espaço’”, diz Roland Auschel, membro de conselho executivo, responsável por Vendas Globais. “Além disso, nossos funcionários foram treinados para entender a importância de engajar os consumidores nesta jornada conosco, por isso sempre perguntaremos para os nossos clientes no ato da compra se eles realmente precisam das sacolas de papel. Reduzir o número de sacolas que produzimos significa minimizar nossa participação no impacto ambiental e nos ajuda a ser uma empresa cada vez mais sustentável”.

A iniciativa começou no ano passado, quando a companhia anunciou a parceria com a Parley for the Oceans. Como membro fundador, a adidas apoia a Parley for the Oceans em seus esforços para educação e comunicação, bem como o seu abrangente Programa de Plástico do Oceano (Evitar, Interceptar e Redesenhar) que tem objetivo de acabar com a poluição nos oceanos.

Antes mesmo desse anúncio, a adidas já havia dado passos importantes para reduzir o uso de plásticos virgens como, eliminar microesferas plásticas em todos os produtos de higiene corporal e também acabar com o uso de garrafas plásticas em reuniões na sede da companhia, em Herzogenaurach, na Alemanha.

O programa de sustentabilidade do Grupo adidas foi já foi reconhecido pelos principais índices de sustentabilidade das agências de classificação de investimentos, como Dow Jones Sustainability Indices e FTSE4Good Intex. Para saber mais sobre as ações de sustentabilidade da adidas, acesse aqui.

*Fonte/Texto: ciclovivo

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8 árvores ideais para plantar em calçadas

Plantar uma árvore na calçada é um ótimo jeito de contribuir para a manutenção ambiental da cidade e para a biodiversidade. No entanto, antes de escolher a muda, é preciso atentar a alguns fatores essenciais. Entre os principais cuidados estão: o tipo de raiz, o porte da árvore, a origem e se a espécie é frutífera ou não.

O ideal é que em passeios públicos não sejam usadas espécies com frutos pesados, que possam causar acidentes aos pedestres, e que não sejam tão grandes a ponto de bloquear a iluminação pública ou causar danos à calçada e aos fios de transmissão de energia. De acordo com os manuais de arborização urbana, o ideal é de que em áreas com fiação convencional sejam usadas espécies de pequeno porta, cuja altura não seja superior a seis metros. Em locais com recuo predial de no mínimo três metros, com fiação ausente, protegida ou isolada, é possível usar espécies de porte médio, que chegam a 12 metros de altura, com diâmetro médio da copa em sete metros.

Dentro destes padrões, nós separamos algumas espécies nativas brasileiras, adequadas para plantios em áreas urbanas. Antes de escolher uma delas, verifique se a muda é adequada ao bioma de sua região, pois, mesmo sendo nativa, ela pode não ser endêmica, prejudicando a biodiversidade local.

– Marinheiro (Trichilia cathartica). Tem altura média de quatro a seis metros e floração entre os meses de maio e julho.

– Ipê-Mirim (Stenolobium stans). Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.

– Candelabro (Erytrina speciosa). Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima). Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.

– Quaresmeira (Tibouchina granulosa). Sua altura varia de oito a doze metros. As flores roxas ou rosadas costumam aparecer entre os meses de janeiro e abril e também entre junho e agosto.

– Cambuci (Campomanesia phaea). Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.

– Pitangueira (Eugenia uniflora). Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e folhes brancas, ideais para alimentar abelhas.

– Jabuticabeira (Eugenia cauliflora). Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.

*Fonte: Ciclovivo

 

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Único gorila do mundo que consegue falar com humanos faz apelo emocionante a todos nós

Koko é o único gorila do mundo que consegue se comunicar com língua de sinais e nesse vídeo manda um recado aos líderes mundiais. O gorila ressalta sobre os problemas que nós causamos à natureza e pede para que isso deixe de acontecer perante a consciência coletiva.

*Fonte: BestOfWeb


Comparativo do derretimento de geleiras nos últimos 100 anos

Um vídeo que mostra o efeito devastador e porque não se dizer, assustador, do derretimento das geleiras em função do aquecimento global. Confira no link abaixo mais informações e imagens que embasaram a pesquisa e levantamento de dados do U. S. Geological Survey, que comparou imagens feitas no final do século 19 e começo do 20 com registros atuais e o resultado é assustador no meio ambiente.

*Fonte: catracalivre