Noam Chomsky: “Somente um novo ‘acordo verde’ pode nos salvar de um novo desastre pior do que essa pandemia”

É uma longa luta contra forças poderosas : Noam Chomsky , intelectual, cientista e ativista político americano, não os manda dizer que – à luz de como os Estados se comportaram diante da emergência do coronavírus – ele pede uma mudança significativa de rumo.

E não, infelizmente ainda não houve um (apesar de tudo que trouxe à luz a pandemia de coronavírus).

Segundo Chomsky entrevistado por Marta Peirano para o El Pais, colocar as funções públicas sob controle privado é uma das principais causas de grande parte do desastre causado pela crise do coronavírus.

E é essa a direção que estamos tomando?

O judeu americano de origem russa, Noam Chomsky (nascido na Filadélfia em 1928), estudou filosofia e matemática na Universidade da Pensilvânia e depois se especializou em linguística. Ele é o fundador da teoria generativista, que teve grandes repercussões no campo da pesquisa psicológica, lógica e filosófica, e essas são as críticas mais difíceis ao neoliberalismo.

A entrevista começa bem aqui: os ciclos históricos não são predeterminados, são o resultado das ações das pessoas e o período neoliberal, diz ele, foi construído destruindo os movimentos dos trabalhadores .

Mas pode-se pensar, mesmo remotamente, que essa quarentena possa ser evidência de uma verdadeira “greve geral”.

“Já estava acontecendo, mesmo antes da pandemia – ele diz.Nos últimos dois anos, mesmo nos Estados Unidos, houve uma recuperação do poder de ataque. Até professores de estados conservadores e não-sindicais expressaram sua opinião contra a destruição da educação pública de acordo com princípios neoliberais; a perda de financiamento, a massificação de classes, os programas baseados em testes projetados para criar autômatos. Eles mostraram na Virgínia, Arizona, não apenas para melhorar as condições salariais, mas também para melhorar as condições de ensino. E eles obtiveram grande apoio social, mesmo nos estados mais reacionários. Depois, existem indústrias como a General Motors. Há uma regeneração do movimento trabalhista e de outros movimentos e não é marginal.”

De fato, Chomsky se concentra em um ponto: se não falarmos sobre a causa real dessa pandemia, a próxima será inevitável e será pior que a anterior, devido à pouca atenção dada à raiz do problema.

“ Este é um sistema de propaganda eficiente: ignore o que é importante. Ele não quer que as pessoas tenham idéias diferentes “, diz ele.

Para terminar a crise, as emissões devem ser interrompidas. Existem pequenas startups que desenvolvem soluções para fazer isso, mas precisam de apoio financeiro e, neste sentido, muitos governos fazem surdos.

“ Assista à luta pelos direitos das mulheres. Não é como se alguém se levantasse em 1965 e dissesse que ganharemos os direitos das mulheres. Esta é uma longa luta contra forças poderosas “.

E sobre a questão de saber se essa pandemia é ou não uma oportunidade de mudar a maneira como nos relacionamos com a natureza? Cristina Magdaleno pergunta sobre El Dìa.

” Isso depende dos jovens – conclui Chomsky. Depende da reação da população mundial. Isso poderia nos levar a estados autoritários e repressivos, que acentuam ainda mais o modelo neoliberal. É preciso lembrar: o capitalismo não cede. Eles exigem mais financiamento para combustíveis fósseis, eles destroem regulamentos que oferecem alguma proteção … No meio da pandemia nos EUA, regras que limitam a emissão de mercúrio e outras substâncias nocivas foram eliminadas. E se ninguém se opõe, isso é o mundo que permanecerá ”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

“Futuro assustador de extinção em massa” nos espera, elite dos cientistas alerta

O planeta enfrenta um “futuro assustador de extinção em massa, declínio da saúde e distúrbios climáticos” que ameaçam a sobrevivência humana por causa da ignorância e da inação, de acordo com um grupo internacional de cientistas, que alertam que as pessoas ainda não entenderam a urgência da biodiversidade e das crises climáticas.

Os 17 especialistas, incluindo o Prof. Paul Ehrlich, da Universidade de Stanford, autor de A Bomba Populacional, e cientistas do México, Austrália e EUA, dizem que o planeta está em um estado muito pior do que a maioria das pessoas — até mesmo cientistas — entende.

“A escala das ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida — incluindo a humanidade — é de fato tão grande que até mesmo especialistas bem informados tem dificuldade de entender”, escrevem em um relatório na Frontiers in Conservation Science, que faz referência a mais de 150 estudos detalhando os principais desafios ambientais do mundo.

O atraso entre a destruição do mundo natural e os impactos dessas ações significa que as pessoas não reconhecem o quão vasto é o problema, argumenta o documento. “[O] mainstream está tendo dificuldade em compreender a magnitude dessa perda, apesar da erosão constante do tecido da civilização humana.”

O relatório adverte que as migrações em massa induzidas pelo clima, mais pandemias e conflitos sobre recursos serão inevitáveis, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

“O nosso não é um chamado à rendição — nosso objetivo é fornecer aos líderes uma “ducha fria” realista do estado do planeta que é essencial para o planejamento para evitar um futuro medonho”, acrescenta.

Lidar com a enormidade do problema requer mudanças de longo alcance no capitalismo global, educação e igualdade, diz o documento. Isso inclui abolir a ideia de crescimento econômico perpétuo, precificar adequadamente externalidades ambientais, parar o uso de combustíveis fósseis, controlar o lobby corporativo e capacitar as mulheres, argumentam os pesquisadores.
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O relatório vem meses depois de o mundo não cumprir uma única meta de biodiversidade da ONU Aichi, criada para conter a destruição do mundo natural, a segunda vez consecutiva que os governos não conseguiram cumprir suas metas de biodiversidade de 10 anos. Esta semana, uma coalizão de mais de 50 países prometeu proteger quase um terço do planeta até 2030.

Estima-se que um milhão de espécies estejam em risco de extinção, muitas em décadas, de acordo com um relatório recente da ONU.

“A deterioração ambiental é infinitamente mais ameaçadora para a civilização do que o trumpismo ou o Covid-19”, disse Ehrlich ao Guardian.

Em The Population Bomb, publicado em 1968, Ehrlich alertou para a explosão populacional iminente e centenas de milhões de pessoas morrendo de fome. Embora tenha reconhecido que alguns aspectos estavam errados, ele disse que mantém sua mensagem fundamental de que o crescimento populacional e altos níveis de consumo por nações ricas está impulsionando a destruição.

Ele disse ao Guardian: “A mania de crescimento é a doença fatal da civilização — ela deve ser substituída por campanhas que fazem com que a equidade e o bem-estar da sociedade — não consumam mais lixo”.

Grandes populações e seu crescimento contínuo impulsionam a degradação do solo e a perda de biodiversidade, alerta o novo documento. “Mais pessoas significam que mais compostos sintéticos e plásticos descartáveis perigosos são fabricados, muitos dos quais aumentam a crescente toxificação da Terra. Também aumenta as chances de pandemias que alimentam buscas cada vez mais desesperadas por recursos escassos.”

Os efeitos da emergência climática são mais evidentes do que a perda de biodiversidade, mas ainda assim, a sociedade não está conseguindo reduzir as emissões, argumenta o documento. Se as pessoas entendessem a magnitude das crises, mudanças na política e nas políticas poderiam coincidir com a gravidade da ameaça.

“Nosso ponto principal é que uma vez que você percebe a escala e a iminência do problema, fica claro que precisamos muito mais do que ações individuais, como usar menos plástico, comer menos carne ou voar menos. Nosso ponto é que precisamos de grandes mudanças sistemáticas e rápidas”, disse o professor Daniel Blumstein, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que ajudou a redigir o artigo.

O artigo cita uma série de relatórios-chave publicados nos últimos anos, incluindo:

O relatório do Fórum Econômico Mundial em 2020, que classificou a perda de biodiversidade como uma das principais ameaças à economia global.
O relatório de avaliação global do IPBES 2019, que diz que 70% do planeta havia sido alterado por humanos.
O relatório WWF Living Planet2020 , que alertou que o tamanho médio da população de vertebrados diminuiu 68% nos últimos cinco anos.
Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas de 2018, que disse que a humanidade já havia excedido o aquecimento global de 1°C acima dos níveis pré-industriais e deve atingir o aquecimento de 1,5°C entre 2030 e 2052.

O relatório segue anos de alertas sobre o estado do planeta dos principais cientistas do mundo, incluindo uma declaração de 11.000 cientistas em 2019 de que as pessoas enfrentarão “sofrimento incalculáveis devido à crise climática” a menos que grandes mudanças sejam feitas. Em 2016, mais de 150 cientistas climáticos da Austrália escreveram uma carta aberta ao então primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, exigindo ações imediatas sobre a redução das emissões. No mesmo ano, 375 cientistas – incluindo 30 ganhadores do Prêmio Nobel – escreveram uma carta aberta ao mundo sobre suas frustrações com a inação política sobre as mudanças climáticas.

O prof Tom Oliver, ecologista da Universidade de Reading, que não estava envolvido no relatório, disse que era um resumo assustador, mas crível, das graves ameaças que a sociedade enfrenta sob um cenário “negócios como de costume”. “Os cientistas agora precisam ir além de simplesmente documentar o declínio ambiental e, em vez disso, encontrar as maneiras mais eficazes de catalisar a ação”, disse ele.

O prof Rob Brooker, chefe de ciências ecológicas do Instituto James Hutton, que não participou do estudo, disse que enfatizou claramente a natureza premente dos desafios.

“Certamente não devemos ter dúvidas sobre a enorme escala dos desafios que enfrentamos e as mudanças que precisaremos fazer para lidar com eles”, disse ele. [The Guardian]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

O que são os ciclos de Milankovitch e como afetam o clima da Terra

Em 1920 um cientista chamado Milutin Milankovitch formulou hipóteses de que variações na órbita da Terra podiam resultar em variações cíclicas da energia solar que atingia o planeta, e isso influenciaria os padrões climáticos da Terra.

Desde então evidências têm corroborado com a hipótese de Milankovitch. Tais evidências são observadas estudando rochas e gases presos em bolhas de ar sob o gelo. Uma das mais recentes foi a confirmação da existência de um ciclo de 405.000 anos que, nesse caso, é causado por interações gravitacionais da Terra com Júpiter e Vênus.

As variações do ciclo de Milankovitch

Excentricidade: É a variação da órbita da Terra com o Sol. Ela pode variar em uma órbita mais elíptica (oval) ou menos elíptica. A excentricidade da Terra tem um período de cerca de 100 mil anos.

Obliquidade: É o movimento de inclinação do eixo de rotação em relação ao Sol. Sendo mais claro, imagine um sino de uma igreja. Quando esse sino esta parado ele está na vertical, quando o balançamos ele se inclina de um lado para o outro. Com o efeito de Obliquidade da terra o mesmo acontece. entretanto a variação dessa inclinação no planeta é entre 22,5° e 24,5º e acontece a cada 41 mil anos.

Precessão: A precessão também é uma variação dos ciclos. Enquanto na rotação a Terra gira no próprio eixo e na translação ela gira em torno de sua estrela, na precessão ela faz um giro no eixo de forma inclinada, é como se misturássemos o efeito de obliquidade com a rotação da terra. Esse movimento leva cerca de 25 mil anos.

Mudanças Climáticas

Os ciclos acima são conhecidos por causar variações na insolação, ou seja, por afetar o nível de radiação recebido do Sol.

A diferença da energia que o planeta recebe pode causar eras com climas mais intensos ou mais amenos. Além da insolação, as variações das orbitas também alteram a distribuição da radiação no globo.

Se, por exemplo, pensarmos em um modelo onde os ciclos combinam em seus extremos – a Terra longe do sol, o ângulo do eixo no máximo de 24,5° – teríamos estações de inverno extremamente frias e verões muito quentes.

Quando se compara variações orbitais dos ciclos com as antigas eras glaciais e interglaciais, é possível ver uma relação entre os dois fatores.

E o aquecimento global?

É comum observar a negação do aquecimento global antropogênico (causado por humanos) com o argumento de que na Terra é normal haverem eras quentes e frias. Entretanto, uma das características do método científico é eliminar variáveis.

Os ciclos de Milankovitch são conhecidos há pelo menos 100 anos, e quando a comunidade científica afirma que as mudanças atuais são causadas por nós, podemos ter certeza que a possibilidade de ser apenas um ciclo já foi uma variável descartada.

Atualmente as mudanças têm ocorrido em um período extremamente curto, ainda mais quando comparamos com os ciclos naturais da Terra que duram milhares de anos.

*Por Wesley Oliveira de Paula

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*Fonte: socientifica

Biodiversidade de aves e índices de felicidade humana estão ligados

Quanto maior a biodiversidade de pássaros, mais felizes são as pessoas nesta região. Esta é a conclusão de uma estudo publicado pelo German Center for Integrative Biodiversity Research. Os cientistas mostram que a conservação da natureza é tão importante para o bem estar das pessoas quanto a segurança financeira.

O estudo foi publicado na Ecological Economics (Economia Ecológica, em português) e, com dados de moradores de cidades europeias, determinou que os índices de felicidade estão relacionado a um número mínimo de espécies de pássaros.

“De acordo com nossas informações, os europeus mais felizes são justamente os que tem contato com um número maior de espécies de pássaros na sua rotina diária, ou aqueles que vivem perto de áreas verdes que abrigam muitas destas espécies”, explica o Dr. Joel Methorst, da Universidade Goethe, em Frankfurt, que liderou o estudo.

De acordo com os cientistas, estar Cercado de 14 espécies de pássaros tem o mesmo efeito no bem estar das pessoas do que uma aumento mensal de US$ 150.

Mais de 26 mil pessoas foram entrevistadas para a pesquisa. Foram usados dados da pesquisa sobre qualidade de vida realizada em 2021, European Quality of Life Survey, para explorar a conexão entre a diversidade de espécies no entorno de casas, bairros e cidades, e como esta informação está relacionada com índices de satisfação.

Os autores afirmam que os pássaros são um dos melhores indicadores de biodiversidade nas mais diversas áreas, porque estes animais podem ser vistos e ouvidos nos seus ambientes naturais, mas também em centros urbanos. No entanto, uma variedade maior de pássaros é encontrada em áreas verdes mais conservadas, regiões afastadas ou próximo de cursos de água.

Nos Estados Unidos, a observação de pássaros se tornou um hobby mais comum neste ano de pandemia. Apesar de não ser uma atividade nova, ela vem atraindo cada vez mais pessoas. Milhares de observadores de pássaros, entre experts e amadores, participaram de uma atividade anual de 3 semanas em Nova Iorque que reúne amantes da natureza para uma contagem de pássaros em áreas específicas, divididas por grupos.

“Conservar a natureza não garante apenas as nossas necessidades básicas para uma vida saudável, é um investimento no bem estar de todos.”

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Cidades devem pensar em árvores como infraestrutura de saúde pública

Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.

Um White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano.

“Imagine se houvesse uma ação simples que os líderes da cidade pudessem tomar para reduzir a obesidade e a depressão, melhorar a produtividade, aumentar os resultados educacionais e reduzir a incidência de asma e doenças cardíacas entre seus residentes. As árvores urbanas oferecem todos esses benefícios e muito mais” afirma a organização.

Mas, sabemos, alguns só se convencem quando os números entram na jogada. Por isso, foi estimado que gastar apenas oito dólares por pessoa, uma vez por ano, em média, em uma cidade americana poderia suprir a lacuna de financiamento e impedir a perda de árvores urbanas e todos os seus benefícios potenciais. Apesar do número não ser uma sugestão de valor, ele mostra que o investimento não é impossível.

Investimento desigual

O investimento no plantio de novas árvores – ou mesmo em cuidar daquelas que existem – é perpetuamente subfinanciado. Apesar das evidências, diz o relatório, as cidades estão gastando menos em árvores do que nas décadas anteriores.

Além disso, com muita frequência, a presença ou ausência da natureza urbana está ligada ao nível de renda de um bairro, resultando em enormes desigualdades na saúde. Em algumas cidades americanas, as expectativas de vida em diferentes bairros, localizadas a poucos quilômetros de distância, podem diferir em até uma década. Nem toda essa disparidade de saúde está conectada à cobertura arbórea, mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que bairros com menos árvores têm piores resultados de saúde, por isso a desigualdade no acesso à natureza urbana piora estes diferentes níveis de saúde.

Como ter mais árvores na cidade

O documento traz uma série de dicas que podem ser aplicadas pelo poder público e privado. Confira abaixo as principais delas:

– Implementação de políticas para incentivar o plantio privado de árvores.

– Mais trocas municipais que facilitem a colaboração de vários departamentos -, como órgãos de saúde pública e agências ambientais.

– Vincular o financiamento de árvores e parques a metas e objetivos de saúde.

– Invistir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública e o impacto econômico das árvores.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

97% das garrafas plásticas da Noruega são recicladas por causa do programa ambiental do país

O programa de reciclagem radical da Noruega está fornecendo resultados inacreditáveis: até 97% das garrafas plásticas do país são recicladas.

O sucesso do plano ambiental é graças aos impostos ambientais do governo norueguês, que recompensam as empresas que são ambientalmente amigáveis. Desde 2014, todos os produtores e importadores de plásticos estão sujeitos a uma taxa ambiental de cerca de 40 centavos por garrafa. No entanto, quanto mais a empresa reciclar, menor o imposto. Se a empresa conseguiu reciclar mais de 95% de seu plástico, o imposto é descartado.

Os clientes também pagam uma pequena “hipoteca” em cada produto engarrafado que compram. Para recuperar seu dinheiro, eles precisam depositar suas garrafas usadas em uma das 3.700 “máquinas hipotecárias” encontradas em supermercados e lojas de conveniência em todo o país, que lê o código de barras, registra a garrafa e devolve um cupom.

O esquema é liderado pela Infinitum, uma organização sem fins lucrativos de propriedade das empresas e organizações da indústria de bebidas que produzem plástico. Qualquer importador internacional que registre um produto plástico para venda na Noruega deve assinar um contrato com a Infinitum e entrar para a cooperativa.

Programas semelhantes existem na Alemanha e em vários estados americanos, como a Califórnia, mas a Noruega afirma que seu sistema é o mais sintonizado com a escala da epidemia plástica do século XXI. Em 2017, a Infinitum coletou mais de 591 milhões de garrafas plásticas. Kjell Olav Meldrum, CEO da Infinitum, disse ao The Guardian em 2018 que o sistema é tão eficaz que muitas garrafas agora em circulação em todo o país possui material que já foi reciclado mais de 50 vezes.

“Nós somos o sistema mais eficiente do mundo”, disse à Positive News Sten Nerland, diretor de logística e operações da Infinitum. “Como uma empresa ambiental, você pode pensar que devemos tentar evitar o plástico, mas se você o tratar de forma eficaz e reciclá-lo, o plástico é um dos melhores produtos para usar: leve, maleável e barato.”

Enquanto isso, a epidemia do plástico continua. Por ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos. Em 2050, se as tendências atuais continuarem, estima-se que o lixo plástico no oceano será que maior que o número de peixes.

Como o modelo norueguês mostra claramente, nem toda a esperança está perdida.

Nos últimos anos, vários países enviaram representantes ao Infinitum na esperança de aprender com o modelo norueguês, incluindo Escócia, Inglaterra, China, Índia, Cazaquistão, Croácia, França, Holanda, Austrália e Estados Unidos. O Reino Unido, por exemplo, procurou definir um esquema semelhante que recompensará os consumidores pela reciclagem de embalagens.

*Por Giovane Almeida
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*Fonte: ciencianautas

Canadá anuncia compromisso de emissões zero até 2050

O Canadá acaba de se juntar a um número crescente de grandes economias, incluindo Japão e Coréia do Sul, que se comprometem a atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A notícia foi dada pelo governo liberal de Justin Trudeau a partir da introdução de uma nova lei que ainda precisa ser aprovada no legislativo.

O anúncio canadense segue de perto uma tendência global. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o país será zero líquido até 2050, e antes a China já havia anunciado que será neutra em carbono até 2060.

Mas outros países, incluindo Nova Zelândia, Dinamarca e Reino Unido, têm uma legislação que torna obrigatórios os objetivos de redução de emissões de curto e longo prazos, enquanto a legislação canadense apresentada agora mira apenas em metas tardias.

E há outras diferenças: as emissões do Reino Unido diminuíram em 45% desde 1990 e mais acentuadamente desde que a Lei de Mudança Climática do país foi aprovada em 2008, enquanto as emissões do Canadá aumentaram em 21% no mesmo período.

Metas vazias

O Canadá tem um histórico de estabelecimento de metas ausentes. Desde o início dos anos 90, o país ainda não cumpriu uma única meta de redução de emissões. Por isso, os ambientalistas canadenses deram boas-vindas a esta nova legislação, mas apontam a falta de elementos-chave, incluindo um objetivo intermediário para 2025.

“O Canadá deu um passo significativo na quebra de seu ciclo de estabelecimento de metas climáticas vazias que não consegue cumprir, mas há muito trabalho a ser feito.” avalia Catherine Abreu, Diretora Executiva da Climate Action Network Canada.

“Em particular, há trabalho a ser feito para garantir que este projeto de lei impulsione a ambição climática canadense no curto prazo, em vez de simplesmente retroceder todo o trabalho sobre a mudança climática para décadas mais recentes.”
Catherine Abreu

“Os marcos de cinco anos do projeto de lei começam em 2030, mas é necessário que haja um marco intermediário em 2025.” avalia Marc-André Viau, Diretor de Relações Governamentais da ONG Équiterre.

“Os próximos anos são cruciais para lidar com a emergência climática e não podemos nos dar ao luxo de esperar. A prestação de contas deve começar agora, não em 2030.”
Marc-André Viau

Para Jamie Kirkpatrick, Gerente de Programas da coalizão Blue Green Canada (uma aliança de sindicatos e organizações ambientais e da sociedade civil) os canadenses precisam de um caminho mais claro para avançar. “As metas abstratas de mudança climática provaram ser ineficazes. A responsabilidade do governo precisa acontecer hoje. A legislação de responsabilidade climática deve proporcionar uma transição de baixo carbono com segurança e bons empregos para todos.”

Contradições

A atitude mista sobre o clima tem marcado a postura do Canadá nos últimos cinco anos, sob o comando do Liberal Justin Trudeau. Embora o primeiro-ministro fale repetidamente sobre a importância da ação climática, ele também tem defendido as areias petrolíferas de Alberta.

E como parte dos esforços de recuperação econômica da Covid-19, o governo prometeu destinar ao menos US$ 14,3 bilhões para apoiar os combustíveis fósseis, em comparação com US$ 7,95 milhões para a energia limpa. Mesmo antes da pandemia, de todos os países do G20, o Canadá gastou o máximo por PIB em finanças públicas aplicadas em energia fóssil.

Sophie Price, membro da Sustainabiliteens, uma rede de estudantes do ensino médio de Vancouver que exigem ação climática das autoridades, diz que o que foi apresentado pelo governo não é suficiente. “O Canadá precisa de uma meta para 2025. E não podemos nos tornar um zero líquido a menos que acabemos com o uso e a produção de combustíveis fósseis”, afirma.

“Se estamos falando sério sobre a rede zero, por que o governo canadense ainda está promovendo o gasoduto Keystone XL?.”

A jovem ativista se refere ao investimento público feito no oleoduto Keystone XL, que transportaria areias petrolíferas brutas para os Estados Unidos. Em sua primeira conversa com o presidente eleito Joe Biden, o primeiro ministro Trudeau discutiu mudança climática, mas também tratou de uma parceria para concretizar o projeto, que é alvo de fortes críticas no país.

No Canadá, entre 1990 e 2018, o setor de petróleo e gás foi a fonte de poluição de carbono que mais cresceu, em grande parte devido ao aumento da produção intensiva de areias petrolíferas com carbono. Em 2017, o petróleo e o gás foram responsáveis por 27% das emissões de gases de efeito estufa do país.

“É encorajador ver o Canadá, a China, o Japão e a Coréia do Sul que também anunciaram recentemente metas net-zero. Se entregues, elas nos dão uma chance de lidar com o pior impacto da mudança climática”, avalia Dale Marshall, gerente do Programa Climático Nacional na área de Defesa Ambiental do Canadá.

“Mas a legislação introduzida hoje infelizmente tem grandes buracos que, na melhor das hipóteses, responsabilizarão somente os futuros governos federais pelos compromissos climáticos.”
Dale Marshall

Brianne Whyte, da For Our Kids Toronto – uma rede de pais e avós que exige ação climática – também esperava mais. “Devemos a nossos filhos a melhor chance possível de um futuro habitável, mas a nova legislação não acrescenta medidas firmes de responsabilidade.”

Com o aniversário de Acordo de Paris no horizonte (12/12), dentro das próximas semanas espera-se que o Canadá faça múltiplos anúncios sobre o clima, incluindo um novo plano climático e investimentos de recuperação verde. Há ainda a possibilidade de o país anunciar uma atualização de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Empresa imprime móveis personalizados usando resíduos agrícolas

Uma empresa de móveis sob demanda, customizada e ecológica está nascendo nos Estados Unidos. Trata-se da “Model No.”, uma companhia que usa resíduos agrícolas de palha de milho, cana-de-açúcar, beterraba e uma impressora 3D para fabricar móveis.

A proposta da empresa é dar a possibilidade dos consumidores adquirirem peças de mobília exatamente do tamanho que desejam. Para quem compra, a vantagem é óbvia, mas quem ganha também é o planeta, uma vez que nenhuma matéria-prima será retirada da natureza sem necessidade.

A produção sob demanda ainda aproveita subprodutos da safra de alimentos – mais uma vez trocando a extração de recursos pela utilização do que já está disponível.

Uma linha de produtos 3D lançada pela companhia inclui mesa, criado mudo e mesinha de centro. O design básico já é predefinido para cada peça, mas elas podem ser personalizadas em suas formas, dimensões e cores. A ideia também é que as peças possam ser entregues em poucas semanas, diferente do mercado de móveis planejados tradicional.

Além das resinas vegetais, a empresa também fabrica peças com madeira certificada FSC, aço e alumínio – que podem ser reciclados.

Olhando para o futuro

Para a Model No., a indústria de móveis precisa urgentemente ser repensada. “As peças são construídas com materiais que não são sustentáveis ou ecológicos. O processo de fabricação é um desperdício, desde o impacto ambiental negativo da manufatura em massa até o excesso de estoque não vendido feito de materiais que não são biodegradáveis”, afirma a companhia. Nesta lacuna, ela surge para abrir os caminhos.

A próxima meta, já em fase de desenvolvimento, é permitir que cada móvel possa ser retornado para a companhia após o fim de sua vida útil. Cada produto devolvido pelo cliente poderá ser transformado em algo novo. Aliás, não é à toa, que todas as peças são numeradas, pois cada uma delas é única.

Comprar móveis sob medida é a melhor forma de aproveitar cada espacinho do lar, sobretudo para quem mora em apartamentos pequenos. Mas, hoje ter móveis planejados é uma escolha onerosa. O que pode mudar, se o futuro da mobília for mais consciente. Este é o “novo normal” possível.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Embalagem de ovos pode ser plantada após uso

Uma pesquisa do Ibope, divulgada em junho de 2018, revelou que quatro em cada 10 brasileiros não separam o lixo orgânico do reciclável. Mas o índice mais desesperador está na gestão: somente 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado. Diante destes fatos, além de cobrar melhorias dos munícipios, é preciso reduzir a geração de resíduos e optar, sempre que possível, pela compra de materiais menos impactantes ambientalmente. Neste sentido, o designer grego George Bosnas propõe uma embalagem plantável para embalar os ovos.

Batizada de Biopack, a caixa de ovos tem o formato mais arredondado do que as embalagens comuns. Ela é feita com pasta de papel, farinha, amido e sementes de leguminosas. Após usar os ovos, o consumidor rega (ou pode plantar em um vaso) e, em cerca de 30 dias, as primeiras sementes são germinadas. Zero complicações. O interessante é que, apesar de não ser uma novidade, ainda não se vê o uso industrial de papel semente em grande escala.

A escolha por sementes de leguminosas é fruto de sua pesquisa onde o designer descobriu que o cultivo de leguminosas aumenta a fertilidade do solo devido à sua capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico através do nódulo da raiz.

Trata-se de uma solução simples. Tão simples que até pode fazer alguém se perguntar: por que ninguém pensou nisso antes? Não é à toa que ele se concentra em resolver problemas cotidianos com um toque estético. Pelo desenvolvimento do produto, George venceu um concurso de design circular.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Nova tecnologia pode extrair água do ar em climas muito secos

Pesquisadores do MIT desenvolveram um dispositivo que pode capturar e condensar água limpa do ar em locais com clima seco. Eles divulgaram o modelo movido a energia solar, que consiste em um protótipo, na revista Joule.

Escassez de água no futuro?

Com o agravamento das mudanças climáticas, as pessoas têm se perguntado sobre a disponibilidade de água no futuro. É um problema sério, e mesmo hoje a água potável gratuita pode ser uma benção para pessoas que vivem regiões secas.

No futuro, a água potável pode se tornar um recurso mais escasso, e muitas pessoas poderão a sofrer com isso. Frente a isso, novas ideias e tecnologias para adquirir água são muito bem-vindas.

“Em áreas onde a escassez de água é um problema, é importante considerar diferentes tecnologias que forneçam água, especialmente porque a mudança climática agravará muitos problemas de escassez de água”, disse Alina LaPotin, autora do estudo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

A escassez de água no futuro poderá aumentar os riscos de conflitos no mundo, de acordo com especialistas. Apesar da quantidade de água disponível ser constante, a demanda crescente – em um mundo em crescimento acelerado – cria um cenário de incertezas. Estudiosos dizem que a demanda mundial de água poderá aumentar em mais de 50% nos próximos 50 anos.

O dispositivo que consegue água até em desertos

A tecnologia é movida a energia solar, e usa uma diferença de temperatura para trazer a água do ar para os materiais adsorventes do dispositivo. Em seguida, ele condensa a água e a despeja dentro de um recipiente.
Dispositivo que extrai água do ar
(MIT)

Esse método de fato já existia, mas agora os pesquisadores aprimoraram a tecnologia, tornando-o um dispositivo de duplo estágio – adicionaram um segundo estágio de adsorção-dessorção. Além disso, os pesquisadores tentaram usar materiais mais disponíveis para construir o modelo.

Com o estágio duplo, o dispositivo pode extrair água em umidades tão baixas quanto 20%. Ou seja, ele pode funcionar em climas bastante secos.

Durante a noite, quando não há Sol para aquecer o dispositivo, a água do ar é puxada para a camada adsorvente. À medida que o Sol nasce e aquece a placa térmica no topo, a diferença de temperatura entre a placa exposta e o lado sombreado de baixo retira então água do material adsorvente e a coloca em um recipiente.

Já aplicar a tecnologia?

De qualquer forma, o sistema requer mais ajustes para aumentar a produção e reduzir custos, antes de ser comercializado. O dispositivo pode produzir 0,8 litros de água por dia, o que ainda está abaixo da quantidade que um ser humano precisa.

Produzir água suficiente para sustentar uma população está ficando cada vez mais difícil para muitas nações em todo o mundo. Áreas como a Califórnia estão experimentando alguns de seus anos mais secos da história. A falta de água doce poderá portanto atingir até mesmo áreas mais ricas nos próximos anos.

Mas os pesquisadores estão otimistas em relação ao seu protótipo. Ele representa, por fim, um engenho que poderá ajudar na produção de água no futuro.

*Por Matheus Gouveia

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*Fonte: socientifica

O artigo científico foi publicado no periódico Joule.

Mergulhador é engolido por baleia e diz: ‘abriu a boca para me cuspir’; veja vídeo

O mergulhador profissional sul-africano Rainer Schimpf foi engolido por uma baleia na cidade de Porto Elisabete, na África do Sul. Enquanto o homem gravava predadores se alimentando de sardinhas na costa meridional do continente africano, uma gigante baleia-de-Bryde estava o abocanhando.

‘Jonas na baleia’?

Schimpf ainda disse que sentiu uma pressão nas suas costelas e não conseguiu ver a aproximação da baleia, que, segundo ele, o soltou quando percebeu que estava abocanhando um bicho enorme vestido numa roupa de mergulho. Em uma história quase similar ao mito bíblico de ‘Jonas na Baleia’, que ficou três dias dentro do animal, o mergulhador sul-africano acabou passando apenas alguns segundos entre os dentes do mamífero marinho.

“Eu estava filmando golfinhos, tubarões, pinguins e aves que se alimentam de sardinhas, quando, das profundezas, uma baleia Bryde surgiu, engolindo tudo em seu caminho. Foi apenas uma questão de segundos antes que a baleia percebesse seu erro e abrisse a boca para me cuspir”, afirmou o mergulhador à AFP.

Ao invés de entrar em estado de choque e voltar pra casa após uma experiência de quase-morte, Rainer Schimpf logo se recuperou e voltou a fotografar os tubarões que nadavam pelas águas de Porto Elisabete. Haja coração, hein?

“Verificamos que o equipamento estava ok, que eu não tinha ossos quebrados, que tudo estava no lugar. Adrenalina ao máximo, eu não queria perder essa sessão de mergulho, voltei para a água, dessa vez em busca de tubarões. Predadores como baleias ou tubarões vão com tudo sobre suas presas e muitas vezes nossa visibilidade é extremamente baixa”, completou.

*Por Yuri Ferreira

Confira o vídeo que mostra o homem quase sendo engolido por uma baleia:

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*Fonte: hypeness

Zepelin solar poderia fazer transporte mais sustentável de cargas

As imagens de Zepelins remetem ao passado distante e, muito provavelmente, as novas gerações nem saibam o que eram os dirigíveis que cruzavam os céus. Mas, os ingleses da Varialift Airships apostam em um zepelin movido a energia solar como alternativa para o transporte mais sustentável de cargas.

A empresa está desenvolvendo este projeto e, segundo o diretor geral da companhia, Alan Handley, a aeronave poderá fazer viagens entre a Inglaterra e os Estados Unidos consumindo apenas 8% do combustível usado por uma avião comum.

O Zepelin terá a propulsão de um par de motores solares e dois motores convencionais e pode ser usado para o transporte internacional de cargas com baixas emissões.

A ausência de uma bateria limitaria as viagens ao período diurno e a velocidade seria aproximadamente a metade da que atinge um Boeing 747. Mas, para o transporte de mercadorias, o dirigível pode ser uma boa opção. Segundo a empresa, a aeronave será capaz de transportar até 250 toneladas, mas já existe um projeto para desenvolver modelos maiores com capacidade de carga de 3 mil toneladas.

Ainda segundo os fabricantes, é possível realizar o transporte de cargas mais volumosas na parte de baixo, usando cabos. OU seja, haveria um limite de peso, mas não um limite de tamanho para os itens transportados.

O fato das decolagens e pousos de dirigíveis serem mais similares aos de um balão do que de um avião, também pode ser um atrativo, já que dispensa pistas de aeroportos para deixar e voltar ao solo e chegaria a locais menos acessíveis.

A Varialift ainda não começou a construir o modelo definitivo, mas já começou a construir o primeiro protótipo de 140 metros de comprimento, 26 metros de largura e 26 metros de altura – a previsão é que o protótipo do zepelim solar seja finalizado em 9 meses.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

As piores previsões da mudança climática estão se concretizando neste instante

As camadas congeladas da Antartica e Groelândia, que poderiam elevar o oceano mais 65 metros caso derretessem completamente, acompanham os piores cenários previstos pela ONU da elevação do nível do mar, afirmaram cientistas na segunda-feira, alertando sobre as falhas nos atuais modelos do aquecimento global.

O artigo científico publicado na revista Nature Climate Change informa que o derretimento acompanhou as piores previsões — de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo — entre 2007 e 2017 o que levará ao aumento de 40 centímetros no nível do mar até 2100.

Disparidade

A perda de gelo constatada reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) de 2014.

Há uma grande disparidade entre as previsões do IPCC e a realidade observada.

“Precisamos descobrir a um novo “pior cenário” para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, afirmou o autor principal do estudo, Thomas Slater, para a AFP. Slater é pesquisador do Centro de Observação e Modelagem Polar da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

“Se subestimarmos o aumento futuro do nível do mar, essas medidas podem ser inadequadas e deixar as comunidades costeiras vulneráveis.”
Thomas Slater

O imenso custo da elevação do oceano

A capacidade destrutiva das tempestades aumentará drasticamente nas regiões costeiras, em que centenas de milhões de pessoas hoje vivem, por causa de tal aumento no nível do mar.

Mais de U$ 70 bilhões em gastos seriam necessários para proteger áreas costeiras com um metro do aumento do mar.

Modelos climáticos são complicados e pode haver vários motivos que expliquem porque as previsões da ONU erraram.

Segundo Slater precisamos entender melhor estes fatores para ajustar os modelos e fazer previsões mais precisas do aumento do nível do mar.

Até poucas décadas atrás os mantos de gelo da Antártica e da Groelândia perdiam a mesma quantidade de gelo que recebiam em forma de neve, mas o aumento gradual nas temperaturas quebrou esse equilíbrio.

Em 2019 a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo devido ao um verão extremamente quente o que causou 40% da elevação do oceano do ano todo.

De acordo com o cientista o próximo grande relatório do IPCC, que deve ser publicado em 2021, está sendo elaborado através de modelos que refletirão melhor o comportamento da atmosfera, mantos de gelo e mares; levando a previsões mais precisas.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Países podem ser 100% alimentados por energia limpa, segundo IRENA

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), é possível alcançar um setor elétrico mundial movido apenas por fontes de energia renováveis.

Para isso, a instituição lista dezenas de inovações e políticas que os países devem adotar para direcionar as suas matrizes elétricas longe dos combustíveis fósseis.

Como exemplos de sucesso, são citados casos de países ocidentais que já obtém toda ou boa parte da sua energia por fontes limpas, como a Islândia (100%) e o Reino Unido (33%).

“A energia renovável é agora tão competitiva que em muitas regiões é a opção preferida para geração de eletricidade”, informa Francisco Boshell, analista de padrões e mercados de energia renovável na IRENA.

E é exatamente nos preços que se encontra um dos principais fatores para a expansão das tecnologias de energia limpa, como o painel solar.

De acordo com a IRENA, os custos da energia solar fotovoltaica e eólica costeira, líderes mundiais das renováveis, caíram 82% e 39%, respectivamente, desde 2010.

No entanto, a intermitência dessas fontes é um dos obstáculos que os países precisam solucionar para que possam aumentar a sua dependência nessas tecnologias.

“Ainda há um grande desafio: a integração dos sistemas de energia renovável variável. Isso requer muita inovação para desbloquear o que é chamado de flexibilidade” disse Boshell.

Cerca de 30 inovações tecnológicas existentes e políticas de incentivo foram citadas pela IRENA como capazes de permitir a transição global para longe dos combustíveis fósseis.

Como ressalta a agência, isso é imprescindível para reduzir as emissões de carbono que estão ligadas ao aquecimento global e padrões climáticos mais extremos, como furacões e secas.

A principal inovação apontada são as baterias de armazenamento de grande escala, que permitem aos operadores da rede elétrica armazenar energia e implantá-la em épocas de alta demanda.

Segundo a IRENA, os custos dessa tecnologia caíram 85% nos últimos 10 anos.

A agência também defende o uso de algoritmos de inteligência artificial para melhor prever a demanda e geração, bem como otimizar as funções de grandes redes de transmissão em tempo real.

Ao mesmo tempo, espera-se que a tecnologia blockchain facilite as transações e ajude os consumidores de energia a pagar e receber pagamentos por devolver energia à rede a partir das baterias de seus veículos elétricos ou de painéis solares em seus telhados, a chamada “flexibilidade do lado da demanda”.

Para isso, a IRENA afirma serem necessárias políticas para criação de um sistema que forneça incentivos financeiros para que os consumidores devolvam energia para a rede.

“Todas essas ações terão que ser feitas com contratos inteligentes automatizados e o blockchain ajudaria nisso”, alega Boshell.

Alguns especialistas do mercado dizem que o custo de toda essa inovação pode ser alto, especialmente para os países em desenvolvimento.

Mas Boshell diz que as ações de eficiência, como a substituição de usinas de energia reserva por sistemas de armazenamento, irão incentivar as operadoras de baixo custo a entrar no mercado e manter um controle sobre a conta que os consumidores têm de pagar.

“A ideia é que não precisamos que o sistema seja mais caro”, disse Boshell. “Precisamos apenas dos incentivos certos para direcionar os fluxos de receita aos atores certos”.

*Por Ruy Fontes

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*Fonte: thegreenestpost

Filipinas aprova lei que exige que os alunos plantem 10 árvores para se formar

O impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração

A missão do ensino fundamental e médio e até da universidade é formar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. É por isso que a nova lei recentemente aprovada nas Filipinas deve servir de exemplo para todo o mundo: não se trata mais de tirar apenas as melhores notas, mas de respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, por isso os formandos devem plantar pelo menos 10 árvores, como parte da cerimônia de formatura, além de combater o aquecimento global de forma objetiva.

O novo projeto de lei prevê que, além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração. Esse número parece inflacionado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos estudando na primeira série, aproximadamente 5 milhões na segunda e quase 500 mil nas faculdades anualmente, essa iniciativa garante pelo menos 175 milhões de novas árvores todos os anos”, disse o parlamentar.

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções ainda será uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma medida de sobrevivência de apenas 10% das árvores plantadas, 525 milhões estarão disponíveis para o gozo dos jovens, antes mesmo que eles assumam a liderança no futuro.

As árvores serão selecionadas de acordo com cada localidade e deverão ser plantadas em florestas existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos de mineração e instalações urbanas, com o objetivo de conscientizar as gerações futuras e, principalmente, ajudar a salvar o planeta.

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*Fonte: contioutra

Uísque Johnnie Walker vendido em garrafa de papel? Sim!

Já vimos aqui no blog estátuas feitas com papel, assim como camas, fliperamas e até uma igreja construída com o material. Porém, se alguém ainda tinha alguma dúvida do quão especial é o nosso adorado papel, é bem capaz de se render agora. Isso porque a fabricante de bebidas Diageo anunciou que lançará, no começo de 2021, uma edição limitada do famoso uísque Johnnie Walker em uma garrafa de papel. Ela virá no lugar da conhecida versão de vidro e, de acordo com a marca, será a primeira garrafa de destilados à base de papel e sem plástico do mundo.

Para fazer a garrafa, a Diageo fez parceria com a empresa de gerenciamento de risco Pilot Lite para criar uma nova companhia de embalagens, a Pulpex Limited. A ideia é garantir que a tecnologia possa ser usada em todas as áreas da vida, segundo a fabricante. A garrafa de papel usada na versão limitada do Johnnie Walker foi projetada para ser escalável e totalmente reciclável, ao mesmo tempo que fornece uma alternativa potencial ao uso de garrafas de vidro. Indo pelo mesmo caminho, outras grandes fabricantes de bebidas, como a Unilever e a PepsiCo, também anunciaram suas próprias garrafas de papel já em 2021.

Ainda de acordo com a Diageo, as garrafas serão feitas pressurizando polpa de madeira reciclável em moldes que serão curados em fornos de microondas. Além disso, elas serão pulverizadas internamente com revestimentos projetados para não interagir com as bebidas que irão conter, nesse caso, o famoso uísque Johnnie Walker. Para isso, utilizará um procedimento diferente do usual. Muitas caixas de papelão possuem um revestimento de plástico para evitar vazamentos das bebidas. A Diageo, porém, afirmou que sua nova garrafa não irá utilizar esse material, sendo totalmente feita apenas com papel.

Além disso, a Diageo, que também fabrica a vodca Smirnoff, afirma que já usa menos de 5% de plástico em todas as suas embalagens. As novas garrafas, entretanto, apoiam ainda mais a ênfase da empresa em inovação e sustentabilidade. Tanto que está promovendo a nova embalagem como parte da identidade da marca Johnnie Walker, já que a bebida é um destilado envelhecido em madeira, em barris de carvalho. Segundo a empresa, o momento é adequado para isso, pois a marca Johnnie Walker, ao longo de 200 anos de existência, também é conhecida por inovar. Mais uma vitória do papel.

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*Fonte: adoropapel

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Duas horas de natureza é a dose de saúde que seu corpo precisa

Pesquisa liderada pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, descobriu que pessoas que passam pelo menos 120 minutos, por semana, na natureza são significativamente mais propensas a terem boa saúde e maior bem-estar psicológico do que aquelas que não o fazem.

O estudo usou dados de quase 20 mil pessoas na Inglaterra e descobriu que não importa se os 120 minutos foram alcançados em uma única visita ou em várias visitas mais curtas. Esse tempo mínimo é o mesmo para homens, mulheres, adultos mais velhos e mais jovens, diferentes grupos ocupacionais e étnicos, os que vivem em áreas ricas e pobres e até mesmo entre pessoas com doenças prolongadas ou incapacidades, segundo a pesquisa.

Mat White, da Escola de Medicina da Universidade de Exeter, e líder do estudo, salienta que é possível aproveitar as áreas verdes mesmo dentro dos limites da cidade. “É sabido que ficar ao ar livre na natureza pode ser bom para a saúde e o bem-estar das pessoas, mas, até hoje não sabíamos dizer quanto tempo seria suficiente. A maioria das visitas na natureza [que constam na pesquisa] ocorreu [no raio de] três quilômetros das residências, por isso mesmo visitar espaços verdes urbanos locais parece ser uma coisa boa”.

“Há muitas razões para que o tempo na natureza seja bom para a saúde e bem-estar. As descobertas atuais oferecem um valioso apoio aos profissionais de saúde ao fazerem recomendações sobre o tempo gasto na natureza para promover a saúde básica e o bem-estar, semelhante às diretrizes para os exercícios físicos semanais”, defende o co-autor da pesquisa, Terry Hartig, da Universidade de Uppsala, na Suécia.

O artigo completo intitulado “Gastar pelo menos 120 minutos por semana na natureza está associado à boa saúde e bem-estar” foi publicado em Scientific Reports.

Outro estudos

Há evidências crescentes de que só o fato de morar em um bairro mais verde já pode ser bom para a saúde, inclusive mental. Confira aqui: Morar perto de árvores reduz casos de depressão, Viver perto do mar faz bem à saúde, Ficar exposto à natureza ajuda na saúde mental e Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Parque Nacional envia para casa de turistas lixo que eles deixaram no local

O Parque Nacional Khao Yai, na Tailândia está devolvendo o lixo que turistas “esqueceram” na unidade. O BangKok Tribune News, explica em sua página no Facebook que o Ministro do Meio Ambiente do país, Varawut Silpa-archa ameaçou entrar com uma ação judicial contra visitantes indisciplinados, os quais visitam os parques nacionais do país e deixam seu lixo para trás sem a coleta adequada.

A reportagem cita o caso de um pequeno grupo que alugou duas barracas de camping para passarem um final de semana no parque, no acampamento Pha Kluay Mak, mas deixou o parque devido a uma forte chuva. Os guardas da unidade encontraram garrafas plásticas, copos plásticos, embalagens de salgadinhos e outros tipos de lixo dentro das barracas alugadas (foto abaixo).

Ao saber do caso, o ministro instruiu os funcionários para que recolhessem o lixo e enviassem de volta aos proprietários dele por meio de um serviço postal (antes de entrar no parque, os visitantes deixam o endereço residencial e outros dados na administração). Os funcionários também registraram queixa na polícia, segundo o jornal.

“Lembre-se de que jogar lixo nos parques desordenadamente viola a lei dos parques nacionais e acarreta penalidades … Por favor, ajude a manter os locais limpos e comportados, pois a partir de agora vamos aplicar estritamente a lei contra os violadores.”, comentou.

O lixo deixado pelos visitantes causa vários problemas à vida selvagem, pois os animais comem os resíduos e morrem em conta das consequências da ingestão de plástico, por exemplo.

Em fotos publicadas no Facebook (acima), segundo o Bangkok Tribune, é possível conferir bilhetes dizendo “Você deixou algumas coisas no parque. Posso mandá-los de volta para você”. Ainda de acordo com a publicação, a decisão de convocar os infratores está com a polícia local.

 

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*Fonte: mochileiros

A Terra perdeu 28 trilhões de toneladas de gelo para o aquecimento global

Um grupo de cientistas britânicos descobriu que 28 trilhões de toneladas de gelo desapareceram da Terra por causa do aquecimento global.

Os resultados das pesquisas são o pior cenário possível delineados pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Consequências do aquecimento global

Os cientistas analisaram imagens e dados de satélites de geleiras, montanhas e mantos de gelo entre 1994 e 2017. Com isso, identificaram o impacto do aquecimento global.

O artigo de revisão foi publicado na revista Cryosphere Discussions. Em consequência, esse grupo descreveu a perda de gelo como “impressionante”.

Ao mesmo tempo, eles descobriram que o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo poderia fazer com que o nível do mar subisse drasticamente, podendo atingir um metro no final do século.

O professor Andy Shepherd, diretor do Centro de Modelagem e Observação Polar da Universidade de Leeds, disse ao The Guardian que “em contexto, cada centímetro de elevação do nível do mar significa que cerca de um milhão de pessoas serão deslocadas de suas terras natais baixas”.

Dramática perda de gelo

Continuamente, essa dramática perda de gelo pode ter outras consequências graves.

Nesse sentido, podem haver grandes perturbações para a saúde biológica das águas do Ártico e da Antártica e a redução da capacidade do planeta de refletir a radiação solar de volta ao espaço.

Os cientistas confirmaram que esses resultados correspondem às previsões do pior cenário possível do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

De acordo com Shepherd, ele deixou claro que antes os pesquisadores estudavam áreas individuais – como a Antártica ou a Groenlândia – onde o gelo está derretendo.

Mas agora é a primeira vez que o olhar é para todo o gelo que está desaparecendo do planeta.

Sob o mesmo ponto de vista, não pode haver dúvida de que a grande maioria da perda de gelo da Terra é consequência direta do aquecimento do clima, escreveu o grupo.

Um ponto sem retorno

Ainda mais, essas descobertas foram feitas uma semana depois que pesquisadores da Ohio State University identificaram que a camada de gelo da Groenlândia está em um ponto sem volta.

De acordo com os pesquisadores, a queda de neve que costuma repor as geleiras do país a cada ano não consegue mais acompanhar o ritmo do derretimento do gelo.

Logo, a camada de gelo da Groenlândia continuaria a perder gelo mesmo se as temperaturas globais parassem de subir.

Por enquanto, o manto de gelo da Groenlândia ainda é o segundo maior corpo de gelo do mundo.

Em um comunicado de imprensa, Michalea King, principal autora e pesquisadora do Byrd Polar and Climate Research Center da Ohio State University, relatou a descoberta que o gelo está se desfazendo no oceano e está ultrapassando em muito a neve que se acumula na superfície do manto de gelo.

De acordo com um estudo da NASA, a década de 2010 a 2019 foi a mais quente já registrada.

*Por Amanda dos Santos

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*Fonte: socientifica

Mundo perdeu 68% dos animais selvagens em menos de 50 anos, aponta WWF

Situação é mais alarmante em subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde redução chega a 94%. Relatório mostra que diminuição da biodiversidade ameaça a segurança alimentar e pode levar a novas pandemias.

WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados para o relatório.

O mundo perdeu mais de dois terços das populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes selvagens em menos de 50 anos, principalmente devido à atividade humana desenfreada, informou nesta quinta-feira (10/09) o Fundo Global para Natureza (WWF).

Os dados estão na 13ª edição do relatórioÍndice Planeta Vivo, lançado pelo WWF em todo o mundo e que aponta que o desmatamento crescente e a expansão agrícola são os principais responsáveis ​​pela queda de 68% das populações desses animais entre 1970 e 2016.

As regiões mais afetadas são subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde a redução chega a alarmantes 94%. Para o relatório, o WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados.

“A natureza está diminuindo globalmente a taxas sem precedentes em milhões de anos. A forma como produzimos e consumimos alimentos e energia e o flagrante desprezo pelo meio ambiente, enraizado no nosso modelo econômico atual, levou o mundo natural aos seus limites”, escreveu o diretor-geral da WWF, Marco Lambertini, no relatório.

Segundo o estudo, na América Latina e no Caribe, 51,2% da perda da biodiversidade se deve a mudanças no uso do solo, incluindo degradação e perda de habitat de vários animais. Essas mudanças, geralmente, são provocadas por agricultura insustentável, construção de infraestruturas, crescimento urbano e produção de energia e mineração. Para habitats de água doce, a fragmentação de rios e riachos e a retirada de água são ameaças constantes.

“A conclusão é clara, a natureza está se transformando e sendo destruída em uma velocidade sem precedentes na história, a um custo altíssimo para o bem-estar do planeta e da humanidade”, disse o diretor do WWF para a América Latina e Caribe, Roberto Troya .

O WWF alerta que “sem a biodiversidade do solo, os ecossistemas terrestres podem entrar em colapso, pois até 90% dos organismos vivos nesses ecossistemas, incluindo alguns polinizadores, passam parte de seu ciclo de vida nesses habitats.”

E, com a perda da biodiversidade, a segurança alimentar fica ameaçada. Muitas espécies e ecossistemas importantes para a alimentação e a agricultura estão em declínio e a diversidade genética dentro das espécies está diminuindo com frequência. A situação é grave pois esses ecossistemas contribuem para fornecer as condições necessárias para a produção de alimentos, por exemplo, regulando os fluxos de água e fornecendo proteção contra tempestades. Além disso, os ecossistemas abrigam polinizadores que permitem a reprodução de muitas espécies de culturas importantes, animais que protegem as culturas de pragas e reduzem a necessidade de agrotóxicos e micro-organismos e invertebrados que enriquecem os solos.

Pandemias mais frequentes

Outra alerta do WWF é que pandemias podem ser mais frequentes no futuro. Segundo o diretor-geral da WWF, a covid-19 é “uma manifestação clara” da ruptura na relação do homem com a natureza.

Embora as origens do novo coronavírus ainda permaneçam incertas, o relatório destaca que até 60% das doenças infecciosas atuais vêm de animais, e quase três quartos delas de animais selvagens. O estudo também pontua que metade de todas as novas doenças infecciosas emergentes de animais está ligada a mudanças no uso da terra, intensificação agrícola e indústria de alimentos.

A expansão agrícola e industrial em áreas naturais, muitas vezes, perturba os sistemas ecológicos que regulam o risco patogênico. Além disso, podem levar a um contato próximo entre a vida selvagem e as pessoas, aumentando a chance de uma doença se espalhar para os humanos.

Áreas intocadas

O relatório também destaca que 58% da superfície da Terra está sob intensa pressão humana. Desde 2000, 1,9 milhão de km², uma área do tamanho do México de terras ecologicamente intactas, foi perdida, a maioria nos campos tropicais e subtropicais, ecossistemas de savana e arbustos e florestas tropicais do sudeste asiático. Apenas 25% da área terrestre ainda pode ser considerada “selvagem”, a maior parte dela contida em um pequeno número de nações: Rússia, Canadá, Brasil e Austrália.

Além das espécies animais, há o risco crescente de extinção de espécies vegetais. Estima-se que uma em cada cinco (22%) está ameaçada de extinção, principalmente em áreas tropicais. O relatório também destaca que a Mata Atlântica no Brasil perdeu 87,6% da vegetação natural desde 1500, principalmente durante o século passado, o que levou à extinção de pelo menos dois anfíbios e deixou 46 espécies ameaçadas de extinção.

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*Fonte: dw

O ‘Dedo da Morte’ capturado na câmera pela primeira vez congela tudo em seu caminho

Pela primeira vez, podemos observar a formação de um “dedo de gelo da morte” por meio de algumas imagens de tirar o fôlego.

Hoje em dia, é raro descobrir um fenômeno completamente novo para a ciência, que expanda nosso conhecimento do mundo de maneiras únicas e maravilhosas. Mas, assim como aconteceu nos últimos anos com tribos isoladas, cavernas invisíveis e feras marinhas, a formação de brinículas antárticas – também conhecidas como “dedos de gelo da morte” – foi recentemente apresentada aos aventureiros de poltrona na forma de algumas imagens de tirar o fôlego .

Binículos são estruturas sobrenaturais em forma de dedos que descem do gelo marinho flutuante até as águas geladas da Antártica. Embora os cientistas estejam cientes de sua existência desde 1960, eles raramente são observados em tempo real. Dedos de gelo ocorrem apenas em condições específicas nas regiões polares da Terra, sob blocos de gelo marinho flutuantes, tornando-os não apenas difíceis de rastrear, mas quase impossíveis de capturar na câmera. Isso é o que torna a filmagem abaixo da série Frozen Planet da BBC (Temporada 1, Série 5) tão especial.

Ao contrário da água doce congelada, o gelo na superfície do oceano é composto por dois componentes. Durante o processo de congelamento, a água exclui a maior parte do sal, deixando o cristal de gelo relativamente puro. No entanto, isso leva à presença de excesso de sal. Como precisa de temperaturas muito mais baixas para congelar, a água salgada restante permanece em sua forma líquida, criando canais de salmoura altamente salinos dentro do bloco de gelo poroso.

Um binículo é formado quando o gelo marinho flutuante racha e vaza a solução de água salina para o oceano aberto abaixo. Como a salmoura é mais pesada do que a água ao seu redor, ela desce em direção ao fundo do oceano enquanto congela a água relativamente doce com a qual entra em contato. Este processo permite que a brinícula cresça para baixo, criando aquela semelhança de dedo.

O Dr. Andrew Thurber, um dos poucos cientistas que viu o crescimento das brinículas em primeira mão, descreve uma cena fantástica pontuada por brinículas rastejantes para baixo. “Eles se parecem com cactos de cabeça para baixo que foram soprados de vidro”, diz ele, “como algo da imaginação do Dr. Suess. Eles são incrivelmente delicados e podem quebrar com o menor toque. ”
Na Ilha Little Razor Back, na Antártica, essa área de 3 m de profundidade abriga milhares de brinículas que geralmente se estendem até o fundo do mar. Vivendo entre eles estão milhares de anfípodes que podem ser vistos nadando nesta imagem. Embora normalmente apenas perto do gelo, quando perturbados, os anfípodes enxameiam, como um ninho de abelhas.

Para as criaturas marinhas próximas, no entanto, as frágeis bainhas de gelo escondem uma arma mortal: como mostrado no vídeo, uma brinícula pode atingir o fundo do mar e, à medida que cresce a partir deste ponto, pode pegar várias criaturas que vivem no fundo, como o mar ouriços e estrelas do mar, congelando-os também.

“Em áreas que costumavam ter brinículas ou embaixo delas muito ativas, formam-se pequenas poças de salmoura que chamamos de poças negras da morte”, observa Thurber. “Eles podem ser bem claros, mas têm os esqueletos de muitos animais marinhos que vagaram aleatoriamente neles.”

O estudo científico das brinículas está em seus estágios iniciais, mas pela primeira vez, temos evidências em vídeo do desenvolvimento desses misteriosos dedos gelados da morte.

*Por

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Australianos reciclam fibra de carbono para fabricar pranchas

A fibra de carbono é um material versátil, usado na fabricação de diversos produtos, de tecidos a catalisadores. Sua aplicação revolucionou uma série de indústrias, graças à alta resistência e flexibilidade. Podemos encontrar fibra de carbono em parte de automóveis, turbinas de vento e aeronaves.

Infelizmente, toda esta versatilidade não é vista quando o tema é o descarte do produto. É um material difícil de se reaproveitar, não é biodegradável ou simples de reciclar. Na Austrália, 95% da fibra de carbono consumida acaba indo para aterros sanitários – uma média de 45 mil toneladas por ano.

A boa notícia é que um grupo de pesquisadores encontrou um destino muito melhor para o material: o surfe. “Conseguimos produzir uma prancha de carbono a partir de material reciclado e eu acho que vai ser um sucesso”, conta Filip Stojcevski, um dos idealizadores do projeto.

“Todo o material vem de partes usadas de automóveis e aeronaves. Mas, ao invés de ser enviado para o aterro sanitário, este material ganhou uma nova vida e se transformou em pranchas de surfe”.

Filip e Andreas Hendlmeier estudaram engenharia aeronáutica na Deakin University e se uniram ao químico James Randall para fabricar as pranchas em uma garagem em Victoria, na cidade de Jan Juc, famosa pelas ondas e pelo seu surfe.

Os três uniram a paixão pelo surfe com o conhecimento acadêmico e fabricaram as primeiras pranchas do mundo feitas com fibra de carbono reciclada.
Mais velocidade nas ondas

De acordo com Filip, a fibra de carbono é mais leve e resistente que a fibra de vidro, tradicionalmente usada na produção de pranchas. O resultado desta troca são pranchas mais leves, mais fáceis de transportar e mais rápidas quando estão no mar.

Um dos pontos chaves no projeto das pranchas foi garantir que elas não se tornassem muito rígidas ou suscetíveis a pequenas rachaduras por conta da estrutura da fibra de carbono. E, até o momento, os empreendedores tiveram sucesso.

O surfista Luke Rosson testou a prancah e aprovou. Disse que é um equipamento leve que garante mais velocidade nas ondas do que os modelos tradicionais de fibra de vidro. “Demorei um pouco para me adaptar, já que é um pouco diferente das pranchas que eu normalmente uso”, declarou ele.

“Já dá para imaginar que vai ser uma inovação incrível”, diz o surfista.

Outros destinos para a fibra de carbono

Outros pesquisadores estão estudando a possibilidade do uso de fibra de carbono reciclada em peças da indústria automotive ou como elemento na produção de cimento, mas a viabilidade ainda não foi 100% comprovada.

Neste cenário, as pranchas de surfe que reaproveitam o material, se tornam ainda mais atrativas – para os surfistas e para o meio ambiente.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Nos EUA, terrenos abandonados são transformados em fazendas urbanas de abelhas que recuperam biodiversidade local

Abelhas cada vez mais presentes na cidade… Parece até coisa de filme (de terror), não? Pois não é! Pouca gente sabe, mas apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para garantir o equilíbrio ambiental das regiões onde estão presentes. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), esses animais são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem eles, não falta apenas mel, mas também o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Pensando nisso (e procurando ajudar a combater a extinção de abelhas que assola o mundo), o casal Timothy Paule e Nicole Lindsey, criou a Hives Detroit (Colmeias de Detroit, em português), uma organização sem fins lucrativos que pretende conservar a vida das abelhas transformando lotes urbanos abandonados da cidade norte-americana em fazendas comunitárias de abelhas.

Até agora o casal aplicou o projeto em um lote abandonado, localizado no leste de Detroit, que foi transformado em um espaço com horta e três colmeias. O lugar, que antes era usado como depósito de lixo, hoje é muito mais verde, sobrevoado por milhares de abelhas e o xodó dos vizinhos.

Em entrevista ao HuffPost, Paule e Lindsey contam que sua fascinação por abelhas começou por conta de um resfriado persistente que tiveram e que só foi curado com mel. Foram, então, fazer cursos de apicultura e descobriram os inúmeros benefícios que esse animal garante às cidades. Todo o conhecimento que adquiriram é transmitido aos cidadãos: a Hives Detroit faz palestras em escolas para ensinar jovens e crianças e oferece visitação gratuita à sua primeira fazendo urbana de abelhas para que a população conheça seu trabalho.

Mais do que isso: a entidade fornece mel para mercados locais e também para um abrigo que recebe pessoas em situação de rua, além de comercializar seus produtos apícolas para quem quiser comprar e usar e abusar de suas propriedades medicinais. Curtiu? Curitiba também tem um projeto semelhante, como já contamos aqui no The Greenest Post. Por cidades com mais abelhas!

Assista, abaixo, vídeo sobre a iniciativa Hives Detroit.

*Por Mattheus Goto / Fonte: thegreenestpost

Professor cria churrasqueira movida a energia solar 24 horas. Uma alternativa limpa

Quando se trata de escolher eletrodomésticos, sempre há o dilema de nos escolher com base no preço, qualidade, formato, tamanho, etc., mas acho que muito raramente nos preocupamos que essas coisas sejam ecológicas, especialmente se forem grelhados ou churrascos.

Embora existam atualmente várias opções de cozimento amigáveis ​​ao ar usando tecnologia de energia solar, não vimos uma opção que pudesse armazenar calor por tempos de cozimento mais longos ou temperaturas mais altas até agora. Bem, agora chegou Wilson Solar Grill.

A nova tecnologia solar desenvolvida pelo professor do MIT David Wilson pode fazer com que os churrascos solares se tornem os mais vendidos no mercado em breve. Sua maior virtude é poder cozinhar 24 horas por dia com energia solar acumulada.

A diferença que Wilson postula é abandonar a churrasqueira a carvão tradicional e oferecer uma opção de cozinha limpa, ecologicamente correta e socialmente sustentável no mundo em desenvolvimento já afetado pela forte poluição do ar.

Como funciona? Graças ao armazenamento de calor latente, a nova grelha permite tempos de cozimento estendidos, cria temperaturas mais altas e reduz o problema do sol intermitente. Desta forma, esta invenção alcançaria temperaturas de cozimento de 450F e oferece até 25 horas de tempo de cozimento.

Em relação à alta poluição causada pelos grelhadores convencionais, Wilson garante que esta invenção será muito útil para os países em desenvolvimento que dependem da lenha para cozinhar seus alimentos, pois esse estilo de cozinhar é o que causa a maior parte dos doenças respiratórias, bem como aumentam a taxa de desmatamento.

Como muitos de nós sabemos, churrasqueiras ou churrasqueiras de madeira, lascas, carvão ou propano contribuem para a má qualidade do ar, mas agora, graças ao Wilson Solar Grill, temos a chance de pensar em uma alternativa mais verde.

Claro, sabemos que para os que amam o cheiro do carvão, dificilmente entenderão este novo conceito que funciona a partir do calor solar, porém é hora de ver as novas possibilidades com novos olhos e nos guiar para os novos tempos, onde a ecologia e nosso planeta são cruciais.

Atualmente esse design ainda não está à venda, mas de acordo com o professor Wilson, ele espera que seja lançado em breve e garante que essa opção será tão popular nas vendas quanto qualquer grelha convencional.

Pronto para mudar por um mundo mais limpo?

Texto originalmente publicado no UPSOCL, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Saber Viver Mais

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*Fonte: sabervivermais

Gerador eólico sem hélices começa a ser testado

Em 2016, o CicloVivo falou sobre uma inovadora “turbina” eólica sem pás, engrenagens ou eixos. A tecnologia saiu da promessa e começou a ser testada industrialmente, ainda que esteja longe de chegar à venda comercial.

Batizado de Vortex, o modelo é de um cilindro fixo verticalmente que oscila com a força do vento. É pela vibração que a energia é captada, diferente dos equipamentos comuns em que as pás fazem girar o rotor que transmite a rotação ao gerador. “Não é na verdade uma turbina, pois não gira”, afirma a startup espanhola Vortex Bladeless, responsável pela criação. Na base da estrutura, há um alternador que converte o movimento em eletricidade.

A tecnologia da Vortex é baseada no fenômeno chamado Derramamento de vórtice, que integra o campo da física que estuda o efeito de forças em fluidos. “Na mecânica dos fluidos, à medida que o vento passa por um corpo contundente, o fluxo é modificado e gera um padrão cíclico de vórtices. Uma vez que a frequência dessas forças está próxima o suficiente da frequência estrutural do corpo, este último começa a oscilar e entra em ressonância com o vento. Isso também é conhecido como vibração induzida por vórtice”, explica a startup.
Benefícios

Apesar de sua capacidade de vibração, o cilindro é rígido e projetado para alcançar o desempenho máximo na captação energética. É capaz de se adaptar muito rapidamente às mudanças de direção do vento e aos fluxos de ar turbulentos dos ambientes urbanos. Este fato pode ser interessante para a popularização da energia eólica doméstica.

Os testes sugerem que os dispositivos podem gerar eletricidade cerca de 30% mais barata que as turbinas eólicas convencionais. Entram nesta conta o baixo custo de instalação e manutenção, além de valores potencialmente mais baixos de material e fabricação. Em entrevista à emissora Al Jazeera, David Yáñez, co-fundador da startup, garantiu que sua alternativa para captar energia dos eventos é mais barata, exige baixa manutenção e pode durar mais de 15 ou 20 anos.

Também é mais silenciosa, tem menos impacto visual e causa menos danos aos pássaros -, uma reclamação comum às turbinas tradicionais. Outro ponto positivo fica por conta da ocupação de espaço, uma vez que os geradores podem ser instalados em uma pequena área útil, inclusive, mais próximos uns dos outros.

“Esperamos oferecer às pessoas a possibilidade de colher o vento que passa sobre seus telhados ou através de jardins e parques com dispositivos mais baratos de instalar e mais fáceis de manter do que as turbinas eólicas convencionais”, diz Yáñez.

Financiamento

Para o projeto sair do papel, recebeu o financiamento do “Horizonte 2020”, um programa de Pesquisa e Inovação da União Europeia. Agora está concluindo os testes de 100 dispositivos pré-comerciais e planeja começar o teste beta de seu menor dispositivo: o Vortex Nano de 85 cm de altura. A ideia é apostar em aplicações de baixa potência em combinação com energia solar.

Já em relação ao lançamento no mercado para o consumidor final, a startup afirma que precisará de mais testes e certificações, mas que em breve haverá pilotos públicos na Espanha.

A Vortex Bladeless ainda afirma que, em características e custo-benefício, seus geradores eólicos são mais semelhantes aos painéis solares do que às turbinas eólicas comuns.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Admirar a natureza é essencial para felicidade, diz pesquisa

Talvez você já tenha experienciado ao chegar no topo de uma montanha e perceber lá de cima o quão pequeno é diante de tanta beleza e magnitude ou quando observava o céu estrelado, imaginando a vastidão de planetas, estrelas e galáxias sem fim. Talvez tenha sido durante o dia a dia, dentro de um ônibus lotado, quando viu alguém ceder o lugar pra outra pessoa.

Esse sentimento se chama “admiração” e alguns psicólogos chegaram a conclusão que ele desempenha um papel importante no fortalecimento da nossa felicidade, saúde e interações sociais – e pode ter desempenhado também um papel importante no desenvolvimento da espécie humana.

Um estudo realizado em 2018 por Amie Gordon, principal pesquisadora do Laboratório de Emoção, Saúde e Psicofisiologia da Universidade da Califórnia-San Francisco e Jennifer Stellar, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto descobriu que indivíduos que relataram sentir admiração com mais frequência em suas vidas diárias foram classificados como mais humildes por seus amigos.

Uma importante distinção entre a admiração e outras emoções (como a inspiração ou surpresa) é que a admiração nos faz sentir menores – ou talvez sentimos uma sensação de “auto-diminuição” e isso é bom para nós, explica Stellar.

“Gastamos muito do nosso tempo olhando para nosso próprio umbigo e para o que está nos afetando diretamente. A experiência do admirar muda isso, nós faz enxergar que somos apenas um pequeno pedaço de algo maior.”

Sentir-se pequeno diante de algo grandioso nos traz um certo sentimento de “humilhação” (diminuindo assim tendências egoístas, como a arrogância e o narcisismo). Sentir-se pequeno e “humilhado” nos faz querer nos envolver mais e nos sentir mais conectados aos outros, acrescenta Gordon.

A admiração pode ajudar a proteger a saúde física

Outra pesquisa da equipe de Stellar e Gordon descobriu que as pessoas que relataram sentir mais admiração também pareciam ter melhor saúde imunológica. Em um grupo de 94 estudantes, aqueles que relataram mais regularmente sentir emoções mais positivas do que emoções negativas apresentaram níveis mais baixos de citocinas pró-inflamatórias crônicas.
As citocinas pró-inflamatórias podem ser úteis em certos cenários, se o corpo estiver lesionado ou doente, mas níveis cronicamente elevados dessas moléculas foram associados a várias condições crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e depressão.

Como experimentar mais admiração no dia a dia

Não existe uma fórmula perfeita para experimentar a admiração (até porque ela é diferente para todos), mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a encontra-lá mais frequentemente:

1.Tenha mais contato com a natureza
Pesquisas mostram que as pessoas classificam consistentemente a natureza como uma das principais maneiras pelas quais experimentam admiração, diz Gordon. Faça mais trilhas, tente chegar a um lugar onde você possa obter uma visão ampla do seu ambiente (como escalar uma montanha ou até mesmo chegar ao andar superior de um edifício alto), diz ela. Ou simplesmente dê um passeio em qualquer ambiente natural que esteja ao seu redor e tente procurar por algo que você nunca viu antes, diz.

2. Saia da sua zona de conforto
A novidade é uma grande parte da admiração. Visite algum lugar em sua cidade ou viaje para uma cidade que você nunca esteve. Tente algo Novo. Leia sobre alguém que você não conhece muito ou uma biografia de alguém que o inspira, sugere Gordon.

3. Ouse mais
Claro, você pode experimentar o sentimento de admiração assistindo um filme que mostra a montanha mais alta do mundo ou ouvindo gravação de uma sinfonia. Mas esses encontros provavelmente são bem menos intensos em comparação com a magnitude do que você sentiria se tivesse tido essas experiências na vida real, afirma Anderson. “Em seu smartphone nunca será tão intenso quanto estar lá pessoalmente.”

4. Tenha uma mente aberta
Parte da experiência de admiração é aquela sensação de pequenez que faz com que você se redimensione – ou se vê em uma luz diferente, diz Beau Lotto, PhD , um neurocientista e fundador do laboratório de pesquisa experimental, o Lab of Misfits .
Recentemente, Lotto e seus colegas fizeram uma parceria com o Cirque du Soleil Entertainment Group para observar como as performances ao vivo da empresa provocam admiração e como ela muda a atividade cerebral de quem as assiste.

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*Fonte: mochileiros

Físicos teóricos preveem colapso da humanidade em 40 anos

A humanidade como a conhecemos pode ter menos de 40 anos restantes, caso não haja uma mudança drástica nos padrões de consumo e preservação do meio-ambiente. A conclusão está em uma pesquisa que prevê um colapso total da nossa sociedade devido à combinação de fatores como a destruição das florestas, o crescimento populacional e o ritmo acelerado de consumo de recursos naturais.

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O estudo dos físicos teóricos Gerardo Aquino e Mauro Bologna saiu na revista Nature Scientific Reports e não vê alternativa que não envolva uma mudança drástica, dramática e imediata nos padrões de consumo atuais e nas políticas de proteção do meio-ambiente. De acordo com eles, o principal motivador do colapso será a destruição das florestas, cuja ausência fará com que a Terra não mais seja capaz de sustentar o tamanho da humanidade.

Na visão dos especialistas, o ritmo atual de destruição das matas deve levar ao desaparecimento completo das florestas entre 100 a 200 anos no futuro. Entretanto, muito antes disso, os sistemas de suporte de vida no planeta devem receber o impacto da redução da natureza em termos de produção de oxigênio, reservas de carbono, regulação do ciclo hídrico e conservação do solo. Esse processo também levaria à extinção de espécies e mudanças ambientais que reduziriam a quantidade de comida disponível, daí a ideia de que temos poucas décadas de estimativa para a nossa própria sobrevivência.

“Não é realista imaginar que a sociedade humana só será afetada quando a última árvore for cortada”, afirma o estudo. De acordo com os autores, também é improvável a sobrevivência humana diante das condições atuais, que reduziram a extensão das florestas de 60 milhões de quilômetros quadrados, há 200 anos, para 40 milhões de quilômetros quadrados hoje.

Ápice evolutivo

Um avanço tecnológico magnífico poderia mudar um pouco o cenário, mas novamente, os especialistas enxergam como improvável a relação entre o tempo que nos resta e o necessário para desenvolver tais sistemas. Entra em jogo aqui, também, uma contradição, já que na visão dos especialistas, essa mesma evolução também leva a um maior consumo de recursos naturais, com a diferença de que eles são usados de maneira otimizada.

Sem uma mudança drástica nos padrões de consumo e exploração ambiental, aliada a medidas de controle populacional, apenas a chamada Esfera Dyson poderia ser a solução — um conceito que, quando lido rapidamente, soa como algo saído de um filme de ficção científica. O conceito fala sobre uma megaestrutura que seria construída ao redor do Sol para acumular a energia produzida por ele, uma quantidade tão absurda que substituiria completamente qualquer necessidade de produção adicional.

Essa seria a conclusão direta da escala Kardashev, uma medida desenvolvida pelo astrônomo russo Nikolai Kardeshev em 1964, que associa o nível de avanço tecnológico de uma civilização de acordo com a quantidade de energia que ela consegue produzir. E na visão do teórico, se uma sociedade é capaz de acumular completamente a produção de sua estrela, ela transcende as limitações do próprio planeta. Algo que, como dá para imaginar, a humanidade ainda está bem longe de alcançar.

Na visão de Aquino e Bologna, o mais provável é que a humanidade não esteja viva para testemunhar tamanho avanço tecnológico, pois as chances de um colapso são 90% maiores que as de sobrevivência. Mesmo a mudança completa citada pelos físicos não será suficiente para reverter a situação, mas sim, dará tempo o bastante para que esse patamar seja alcançado.

A fala dos dois, entretanto, soa quase utópica: “uma redefinição em nosso modelo de sociedade de forma que privilegie o interesse do ecossistema sobre o interesse individual dos habitantes”. Essa, no final, acaba sendo a maior esperança atual caso a teoria dos especialistas esteja correta.

*Por Felipe Demartini / Fonte: Vice, Nature

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*Fonte: canaltech

Biólogo desenvolve sacola que cai no mar e vira comida para peixes

Esta talvez seja a melhor notícia dos últimos tempos para aqueles que ainda se preocupam com a fauna marinha: o biólogo Kevin Kumala desenvolveu uma sacola feita de mandioca que, se jogada no mar, pode tranquilamente servir de alimento para peixes.

Kevin, que nasceu na Indonésia, criou a sacola após retornar dos Estados Unidos para o seu país e notar o impressionante acúmulo de lixo em Bali, ilha onde nasceu.

O produto criado pelo biólogo se assemelha bastante ao plástico, mas têm como matéria-prima o tubérculo, que não prejudica o meio ambiente. Com a sua sacola eco-friendly perfeitamente desenvolvida, Kevin passou a vender o produto.

No ano de 2014 ele criou a empresa Avani Eco. É através dela que Kevin vende sacolas, canudos, talheres, copos e embalagens, todos feitos com materiais sustentáveis, com tempo de decomposição de cem dias.

“Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) se transportar produtos secos”, diz o perfil da empresa no Instagram.

De acordo com o site da empresa, ela já substituiu três toneladas de produtos não sustentáveis desde 2016.

“Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, diz o site da empresa.

Estima-se que, em 2050, o mundo produzirá 33 bilhões de toneladas de plástico. O material demora 400 anos para se decompor.

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*Fonte: contioutra

Pesquisadora canadense prova que árvores podem se comunicar

Durante anos os pesquisadores da área de ecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, têm estudado o comportamento das árvores. Entre as descobertas está a comprovação de que as árvores conseguem se comunicar entre si, assim como ocorre com outros seres vivos, mesmo que inanimados.

De acordo com a ecologista florestal Suzanne Simard, as plantas interagem entre si e se comunicam através de uma rede subterrânea de fungos que interliga as plantas em um ecossistema. Através desta simbiose, as plantas conseguem colaborar com o desenvolvimento e crescimento mútuo, ajudam as diferentes exemplares a florescerem.

A descoberta veio a partir da observação das pequenas teias brancas e amarelas de origem fúngica identificadas no solo das florestas. Em entrevista ao site Ecology.com, Suzanne explicou o que os cientistas conseguiram descobrir a partir das análises microscópicas. Segundo ela, os fungos estão conectados às raízes das árvores. A partir desta ligação, as árvores conseguem trocar carbono, água e nutrientes, conforme suas necessidades. “As grandes árvores fornecem subsídios para as mais jovens através desta rede fúngica. Sem esta ajuda, a maioria das mudas não se desenvolveria”, explicou a cientista.

As árvores mais antigas, já desenvolvidas e de grande porte, são consideradas “árvores-mães”. São elas que gerenciam os recursos de uma comunidade vegetal, através dos fios de fungos. Essa conexão é tão forte que, conforme pesquisas da equipe de Simard, quando uma árvore deste porte é cortada, a taxa de sobrevivência dos membros mais jovens da floresta é reduzida drasticamente. A ligação chega a ser comparada à sinapse dos neurônios humanos.

Esta descoberta pode mudar a forma como enxergamos e lidamos com as questões florestais.

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*Fonte: ciclovivo

Para prevenir novas pandemias é preciso investir na natureza

Economia mundial registra 2,6 trilhões de dólares gastos com o combate à Covid-19. Combater o desmatamento e o tráfico de animais silvestres são as medidas essenciais.

Um estudo publicado na revista científica Science, em julho, sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia mundial, reafirma a necessidade de combatermos o tráfico de animais silvestres (ou selvagens). Segundo os pesquisadores, se quisermos impedir o surgimento de novas zoonozes é necessário também controlar o desmatamento das florestas tropicais.

O artigo avalia quanto nos custa não investir em ações ecológicas. “Atualmente, investimos relativamente pouco na prevenção do desmatamento e na regulamentação do comércio de animais silvestres”. O estudo mostra que que os custos associados ao combate à Covid-19 por países e empresas em esforços preventivos “seriam substancialmente inferiores aos custos econômicos e de mortalidade”.

As regiões bordas (fronteiras) das florestas tropicais são potenciais territórios para o surgimento de novas doenças transmitidas ao homem por animais. E quanto mais desmatamos e retiramos a fauna silvestre de seu habitat natural e invadimos seus territórios, mas estaremos expostos. Segundo os autores, nas regiões onde 25% ou mais da vegetação original foi queimada ou desmatada, o risco de novos focos de transmissão por vírus aumenta. A redução destes índices é fundamental para evitar este ciclo.

Os pesquisadores acreditam que o desenvolvimento desordenado dos centros urbanos, a migração, a guerra, a monocultura de animais e, também, agrícola levaram ao surgimento do que chamam de “transbordamento” de novos vírus. A taxa de transmissão de uma zoonose depende da densidade de seres humanos e animais domésticos em ambientes não urbanos ou rurais. Quanto mais construirmos e nos desenvolvemos a partir de um sistema não ecologicamente sustentado, mais aumentamos o risco de colapsos ambientais, econômicos e sociais como o que estamos assistindo com a pandemia.

Investir para prevenir
Os dados apresentados no periódico revelam que seriam necessários 22 bilhões de dólares para preservar o ambiente no planeta. Parece um valor muito alto, mas ainda assim é bem menor do que os 2,6 trilhões de dólares que já foram perdidos pela economia mundial no combate à Covid-19, que já tirou a vida de quase 700 mil pessoas, até o momento.
Os pesquisadores dizem que adiar uma estratégia global para reduzir o risco de pandemia levará a humanidade a gastos crescentes contínuos. E pedem para que fundos dos países para a recuperação da economia pós-pandemia reservem recursos suficientes para desenvolver estratégias que incluam o combate ao desmatamento e ao tráfico de animais para evitar novos desastres sanitários e humanos como o que estamos vivendo.

*Por Manuella Soares

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*Fonte: animalcare

Ausência de abelhas ameaça produção na agricultura

A ausência de abelhas em áreas rurais limita a produção de culturas agrícolas. É o que aponta um estudo recente realizado nos Estados Unidos que alerta para o fato de que o declínio da população de polinizadoras trará graves impactos à segurança alimentar no mundo.

Espécies selvagens de abelhas estão sofrendo com a falta de habitat e floração natural, o uso de agrotóxicos e pesticidas e com as variações de temperatura provocadas pela mudança climática. Abelhas criadas em apiários podem contar com alguma proteção, mas também são ameaçadas pelos mesmos fatores, além de doenças.

Pesquisadores temem que cerca de três quartos das culturas agrícolas podem ser afetados com a ausência destes insetos e os novos estudos mostram que este medo se justifica.

Efeito na produtividade

Um total de 131 plantações foram pesquisadas nos Estados Unidos, Canadá e Suécia. Das 7 culturas estudadas nos Estados Unidos, 5 apresentaram impactos negativos na produção com o declínio da população de abelhas.

“As plantações com mais abelhas tiveram uma produção significativamente maior”, garante Rachael Winfree, ecologista e especialista em polinizadores na Universidade de Rutgers e autora do artigo publicado sobre o tema na Royal Society. “Foi uma surpresa, não esperava que houvesse um limite tão grande”.

Abelhas selvagens são polinizadoras mais eficientes

Entre as descobertas do estudo está o fato de que as abelhas selvagens contribuem mais do que o esperado na polinização de culturas agrícolas, apesar destas não serem as plantas que originalmente as atrai. As abelhas selvagens são melhores polinizadoras do que as criadas em apiários, mas os pesquisadores descobriram que muitas destas espécies estão em perigo.

A mamangaba por exemplo foi a primeira espécie a ser declarada ameaçada de extinção nos Estados Unidos em 2017 depois de ter a sua população reduzida em 87% nas últimas duas décadas.

Monocultura e agrotóxicos

Nos Estado Unidos é possível encontrar tendências que se reproduzem em todo o mundo: a agricultura precisa produzir quantidades cada vez maiores de alimento para alimentar a população global, o que leva a monocultura, corte de flores nativas e uso de agrotóxicos, o que prejudica a população de abelhas que faria justamente a polinização destas culturas agrícolas.

De acordo com a Organização Americana de Alimentação e Agricultura, a produção agrícola do país depende de insetos e polinizadores, que tiveram um declínio de 300% em suas populações nos últimos 50 anos. O déficit de polinização pode tornar algumas frutas e vegetais uma artigo raro, e cada vez mais caro, levando a sérias deficiências na dieta da população.

Outros alimentos, como arroz, trigo e milho não seriam afetados uma vez que suas plantações são polinizadas pelo vento.

Ação urgente

“As abelhas produtoras de mel são mais frágeis do que eram no passado e a população de abelhas selvagens está em declínio, numa velocidade alta”, diz Winfree. “A agricultura está cada vez mais intensiva e cada vez temos menos abelhas, o que fará com que a polinização em algum momento seja bastante limitada. Mesmo que as abelhas não estivessem ficando mais frágeis, é muito arriscado acreditar que possamos contar com apenas uma ou duas espécies de abelha para esta função”.

A cientista aponta para um risco relevante. “É previsível que as únicas espécies restantes nos campos de monocultura serão alvo fácil para doenças e predadores. O estudo mostra que os agricultores precisam otimizar a polinização com a diversificação de plantações, além da atenção às quantidades e tipos de agrotóxicos usados”.

Para ela, nossa segurança alimentar está ameaçada. “Ainda não chegamos a uma situação irreversível, mas essa é a tendência se nada mudar. De acordo com o estudo, não é um problema que vamos enfrentar em 10 ou 20 anos, já está acontecendo”.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Por que cidades precisam mais do que nunca de árvores

Por que cidades precisam mais do que nunca de árvores

Megacidades como Paris e Londres têm projetos ambiciosos para se tornarem mais verdes. Algo indispensável, segundo ecologistas, para frear os efeitos das mudanças climáticas nas cada vez mais populosas áreas urbanas.

Não muito tempo atrás, muita gente não tinha certeza se as árvores deveriam ter um lugar nas cidades. Pedestres, carros, casas e prédios compunham áreas urbanas – não havia muito espaço para a natureza.

Mas as árvores agora têm um lugar fundamental em muitas grandes cidades do mundo, diz Sonja Dümpelmann, historiadora da paisagem da Universidade da Pensilvânia – mesmo que, na maioria delas, ainda estejam lutando por espaço.

Para colher os benefícios das paisagens urbanas, ecologistas dizem que é fundamental que as árvores sejam vistas como mais do que uma mera adição estética às cidades. Isso é especialmente verdade agora que metade da população mundial vive em espaços urbanos – até 2050, estima-se que outras 2,5 bilhões de pessoas se mudarão para cidades.

Árvores são chave quando se trata de regular os microclimas, filtrando a poluição do ar, fornecendo sombra, absorvendo CO2, ajudando a evitar inundações repentinas. Além disso, atuam como um antídoto importante para o efeito de ilha de calor urbana, que torna as cidades muito mais quentes do que as áreas rurais vizinhas.

“As árvores podem fazer uma enorme diferença na temperatura de uma cidade”, diz Tobi Morakinyo, climatologista urbano que pesquisa o efeito de resfriamento de árvores em Akure, sudoeste da Nigéria. Segundo ele, o uso de árvores para gerar sombra em edifícios pode resfriá-los em até 5°C.

Em cidades quentes da África subsaariana como Akure, onde as temperaturas médias máximas de verão podem chegar a 38°C, esse efeito de resfriamento é uma ferramenta importante. Segundo Morakinyo, as cidades podem empregar árvores tanto contra o estresse térmico quanto contra os custos de resfriamento.

“Além dos serviços ecológicos que as árvores urbanas proporcionam, há também as qualidades que não podemos colocar em valor monetário”, acrescenta Cris Brack, ecologista florestal da Universidade Nacional Australiana e diretor do Arboretum Nacional em Camberra. “São a biodiversidade, a estética e nossa necessidade visceral de experimentar a natureza”, completa Brack, referindo-se ao conceito de ‘biofilia’ – a ideia de que os seres humanos têm um desejo inato de se conectar com a natureza.

Evidências sugerem que habitantes de regiões com mais árvores experimentam níveis mais baixos de estresse e doenças mentais.

Luta contra o cimento

A necessidade de árvores nas cidades é cada vez maior, mas elas frequentemente lutam contra ambientes urbanos opressivos. Abaixo do solo suas raízes podem ser sufocadas por tubos de água, estradas e estacionamentos subterrâneos, e acima pela poluição, linhas de energia e tráfego. Árvores também enfrentam danos causados por carros, condições climáticas cada vez mais extremas e remoções para dar lugar a canteiros de obras.

Talvez o desafio moderno mais duro para as árvores da cidade, diz Somidh Saha, ecologista florestal urbana do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, seja a estiagem. Após a onda de calor sem precedentes na Europa em 2018, um estudo coassinado por Saha constatou que 30% das árvores plantadas em Karlsruhe, no sudoeste da Alemanha, nos quatro anos anteriores haviam morrido – tanto direta quanto indiretamente por falta de água.

“Sem água suficiente, as árvores se tornam fracas e isso as torna vulneráveis a doenças”, diz Saha. Ao mesmo tempo, o declínio das populações urbanas de aves e mamíferos arborícolas, como morcegos, deixa as populações de insetos sem controle, e as árvores locais mais vulneráveis.

Projetos em megacidades

Projetos ecológicos ambiciosos surgiram em várias megacidades ao redor do mundo nos últimos anos – Nova York plantou um milhão de árvores entre 2007 e 2015; o prefeito de Londres, Sadiq Khan, espera tornar verde mais da metade da capital até 2050; Paris, por sua vez, anunciou que construirá quatro florestas urbanas ao longo de 2020.

Mas fora da Europa, em lugares como a Índia e a Nigéria, onde faltam recursos e vontade política para tornar o verde urbano uma prioridade, as árvores nas cidades são muito mais escassas.

Como a mudança climática traz temperaturas mais quentes e chuvas mais imprevisíveis, as cidades estão exigindo um novo tipo de resiliência das árvores urbanas. Para muitas cidades do mundo, os ecologistas dizem que isso significa plantar espécies mais exóticas.

A ideia, porém, encontra bastante resistência. Os ecologistas Brack e Saha argumentam, no entanto, que espécies alternativas geralmente se adaptam melhor ao ambiente artificial de uma cidade – especialmente diante do aumento das ondas de calor. O bordo de três dentes, nativo da China, Coreia e Japão, é uma espécie que poderia aparecer em maior número em outras partes do mundo à medida que a temperatura global aumenta.

Há também uma distinção importante a ser feita entre árvores “exóticas”, o que significa apenas que não são locais, e as “invasivas”, que são prejudiciais, espalhando-se muito rapidamente e dominando o meio ambiente.

Quanto à vida selvagem local, estudos contínuos estão sendo realizados em lugares como Canberra, onde quase todas as espécies de árvores da cidade são exóticas. Ali, os pássaros comem com prazer frutas de plantas não nativas, e os mamíferos encontram casas onde quer que haja um buraco apropriado.

Empenho cidadão

Uma solução para preservar as árvores urbanas que tem crescido em popularidade nos últimos anos é o envolvimento dos moradores. O programa de poda de Nova York permite que os habitantes da cidade tenham aulas para se tornarem cuidadores oficiais das árvores, e Berlim – um lugar que normalmente tem excluído os cidadãos de cuidar da flora urbana – está agora permitindo que os residentes solicitem licenças para manter canteiros e propôs que eles reguem árvores no verão.

O envolvimento dos cidadãos tem seus prós e contras, diz Dümpelmann, e estes tipos de programas podem ou não ser eficazes dependendo da cultura local. Mas até mesmo regar árvores sozinho “demonstrou ser um esforço de manutenção realmente relevante”, comenta.

Embora o plantio de árvores em espaços urbanos seja uma forma eficaz e bastante eficiente de adaptação às mudanças climáticas, Dümpelmann enfatiza que não é uma solução holística. “É algo em que devemos trabalhar ao mesmo tempo em que abordamos as causas fundamentais da mudança climática”, diz.

Além de usar as árvores como ferramenta de geoengenharia, ecologistas urbanos ressaltam que mais árvores nas cidades poderiam mudar as perspectivas da vida urbana e dar às pessoas uma maior compreensão de como valorizar a natureza como parte de uma cidade sustentável e habitável – não separada dela.

Isso significa ver as árvores como seres vivos, em crescimento, diz Brack, não paradas no tempo, ou imunes aos estresses da vida em ambientes urbanos.

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*Fonte: DW