Pesquisa sugere que ouvir música pode melhorar a memória

Uma pesquisa que acaba de ser publicada na revista Nature encontrou pistas que indicam que a audição de músicas afeta o trabalho de memorização realizado pelo nosso cérebro. Quem conduziu esse estudo foi Psyche Loui, diretora do laboratório de imagens musicais e dinâmica Neural da Northeastern University, em Boston, nos Estados Unidos.

Segundo as análises realizadas por Loui, a conectividade no cérebro aumenta em pessoas mais velhas que ouvem suas músicas favoritas. “Há algo na música que é essa conectividade funcional entre o sistema auditivo e de recompensa. É por isso que a música é tão especial e capaz de explorar essas funções cognitivas aparentemente muito gerais que de repente estão envolvidas em pessoas com demência que estão ouvindo música”.

A ideia de conduzir esta pesquisa surgiu das experiências de Loui tocando música em asilos. Ela lembrou que as pessoas que normalmente não conseguiam terminar um pensamento ou frase tinham a incrível capacidade de cantar junto com uma música que ela estava tocando. “(A música) parece envolver o cérebro de uma maneira que é diferente de tudo o que conhecemos”, ressalta a pesquisadora.

Através de uma equipe composta por musicoterapeutas, neurologistas e psiquiatras geriátricos, Loui analisou as respostas neurológicas de um grupo de pessoas da região de Boston, com idades entre 54 e 89 anos, ouvindo uma playlist por uma hora todos os dias durante oito semanas. As playlists foram altamente personalizadas pela equipe, com uma combinação de músicas em estilos erudito, pop e rock. “A lição mais importante que aprendemos foi que não há um tipo de música que funcione melhor”, diz Loui.

A pesquisa descobriu que a música, de alguma forma, abre um caminho auditivo para o córtex pré-frontal medial, o centro de recompensa do cérebro. “Essa é uma das áreas que perde sua atividade e conectividade funcional em adultos idosos, especialmente em pessoas com demência”. A capacidade da música de acalmar as pessoas – especialmente idosos – é bem documentada, de acordo com Loui, que prepara uma nova fase do estudo para tentar entender como indivíduos com distúrbios cognitivos e neurodegenerativos podem se beneficiar da audição de uma boa música.

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*Fonte: radio89

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

Desconfie da sua memória; entenda por que ela muda com o tempo

Sua memória provavelmente não é tão boa quanto você pensa que é. Nós confiamos em nossas memórias não só para contar histórias para amigos e para aprender a partir de nossas experiências passadas, mas também as usamos para coisas cruciais como criar um senso de identidade pessoal. Contudo, há provas de que a nossa memória não é tão consistente quanto nós gostaríamos de acreditar. O pior é que nós frequentemente somos os culpados por mudar fatos ou adicionar detalhes falsos a nossas memórias sem ao menos percebermos.

Para compreender um pouco como a lembrança funciona, pense na brincadeira do “telefone sem fio”. No jogo, uma pessoa cochicha uma mensagem para a pessoa a seu lado, que a passa para a próxima pessoa da fila, e assim por diante. A cada vez que a mensagem é retransmitida, algumas partes podem não ser ouvidas direito ou podem ser mal compreendidas; outras podem ser alteradas sem querer, melhoradas ou esquecidas. Com o tempo, a pessoa pode se tornar muito diferente da original.

O mesmo pode acontecer com as nossas memórias. Há incontáveis razões pelas quais minúsculos erros ou retoques podem acontecer a cada vez que nós rememoramos eventos passados, variando entre o que nós acreditamos ser verdade ou queríamos que fosse verdade, ou então o que queremos que aquela pessoa pense. E sempre que essas falhas acontecem, podem haver efeitos de longo prazo na forma com que nós recordaremos aquela memória no futuro.

Pense, por exemplo, no contar de histórias. Quando descrevemos nossas memórias a outras pessoas, usamos licença poética para contar a história de forma diferente, a depender de quem está ouvindo. Nós possivelmente nos perguntamos se é essencial ir direto aos fatos, ou se nós simplesmente queremos fazer o interlocutor rir. E nós podemos mudar detalhes da história dependendo das atitudes do ouvinte ou da sua inclinação política. Pesquisas mostram que, quando nós descrevemos nossas memórias de modo distinto a distintos públicos, não é só a mensagem que se altera, mas sim, às vezes, a própria memória. Isso é conhecido como “efeito de ajuste ao público”.

Em um estudo sobre o efeito de ajuste ao público, participantes assistiram a um vídeo de uma briga de bar. No vídeo, dois homens embriagados entram em confronto físico depois que um homem discute com seu amigo, e o outro vê seu time de futebol favorito perder uma partida. Posteriormente, os participantes tinham que contar a um desconhecido o que tinham visto.

Os participantes do estudo foram divididos em dois grupos. A um grupo foi dito que o desconhecido não gostava de um dos caras que brigam no vídeo. Ao outro, disseram que o desconhecido gostava do mesmo sujeito. Claro que essa informação adicional moldou a forma com que as pessoas descreveram o vídeo ao desconhecido. Os participantes davam mais detalhes negativos sobre o comportamento do homem que brigou se eles acreditavam que o desconhecido não gostava dele.

O mais importante, porém, é que a maneira com que as pessoas contaram a história afetou depois o jeito com que lembraram o comportamento do cara da briga. Quando os participantes tentaram posteriormente lembrar a briga de um modo neutro, sem viés, os dois grupos ainda apresentavam detalhes diferentes do que ocorreu, espelhando a atitude da sua plateia original. Até certo ponto, suas narrativas se tornaram suas memórias.

Resultados como esses nos mostram como nossas memórias podem mudar espontaneamente com o passar do tempo, como um produto de como, quando e por que nós as acessamos. Na verdade, às vezes simplesmente o ato de repetir uma memória pode ser justamente o que a faz suscetível à mudança. Isso é conhecido como “sugestionabilidade aprimorada para recuperação”.

Em um típico estudo desse efeito, participantes assistiram a um filme de curta duração e, poucos dias depois, fizeram um teste de memória. Mas, durante esses dias entre assistirem ao filme e fazerem o teste final, duas outras coisas aconteceram. Primeiro, metade dos participantes fez um teste de memória para treinar. Segundo, todos os participantes receberam para ler uma descrição do filme que continha alguns detalhes falsos.

O objetivo desses estudos era ver quantos detalhes falsos as pessoas acabariam reproduzindo no teste de memória final. Centenas de estudos já mostram que as pessoas vão involuntariamente adicionar detalhes falsos como esses às suas memórias. Mas esses estudos descobriram algo ainda mais fascinante. Participantes que fizeram um teste de memória para treinar um pouco antes de ler as informações falsas eram mais propensos a reproduzir essas informações falsas no teste final de memória. Nesse caso, a prática leva à imperfeição.

Como pode isso? Uma teoria é que repetir nossas memórias de eventos passados pode temporariamente fazer com que aquelas memórias fiquem maleáveis. Em outras palavras, recuperar uma memória pode ser meio como tirar um sorvete do freezer e deixá-lo diretamente exposto à luz solar por um tempo. Quando a nossa memória voltar ao freezer, poderá ter se tornado naturalmente um pouco deformada, especialmente se alguém se intrometeu nela nesse meio-tempo.

Essas descobertas nos ensinam muito sobre como nossas memórias são formadas e armazenadas. E podem nos levar a imaginar quanto nossas memórias mais preciosas mudaram desde a primeiríssima vez que nos lembramos delas.

Ou talvez não. No fim das contas, minha pesquisa com outros colegas mostra que as pessoas em geral realmente não desejam investir tempo e esforço para checar a precisão de suas memórias. Mas, quer você descubra quer não qualquer pequena ou grande mudança que ocorreu, é improvável que a sua preciosa memória seja 100% precisa. Lembrar é sobretudo um ato de narrar uma história. E nossas memórias são somente tão confiáveis quanto a história mais recente que contamos a nós mesmos.

* Por Robert Nash – professor sênior de Psicologia na Aston University (Inglaterra). O artigo foi publicado originalmente em inglês no site The Conversation.
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*Fonte: revistagalileu

Nossas memórias mais antigas são de quando temos cerca de 2,5 anos

Estudo do Canadá revisou centenas de dados e artigos prévios para entender como nossa percepção sobre as primeiras lembranças mudam com o tempo

Um estudo feito na Universidade Memorial de Terra Nova, no Canadá, concluiu que as memórias mais antigas das pessoas são de quando elas tinham 2 anos e meio de idade, em média. O estudo demorou 21 anos para ser feito e levou também em consideração uma revisão de dados previamente coletados. A descoberta foi publicada na revista científica Memory.

“Acreditamos que as pessoas se recordam muito mais sobre o que ocorreu aos 2 anos de idade do que imaginam”, explica a professora Carol Peterson, especialista em amnésia infantil e líder do estudo.

Segundo ela, essa conclusão se dá por dois motivos. O primeiro é pela facilidade com que as pessoas recordam de suas mais antigas lembranças e como elas conseguem retroceder mais e mais quando perguntadas. O outro fator é que as datas das memórias não raro são gravadas erroneamente. “Por várias vezes, vimos pessoas acharem serem mais velhas do que realmente eram nas suas primeiras lembranças”, explica Peterson, em comunicado.

Efeito telescópio

Desde 1999, o laboratório de Carol Peterson vem conduzindo estudos sobre memória, com um foco particular na capacidade de crianças e adultos recordarem seus primeiros anos. Essa última pesquisa revisou 10 artigos sobre amnésia infantil escritos pela docente e analisou dados coletados nos últimos 21 anos de mais de 992 participantes, dos quais 697 tiveram suas lembranças comparadas com as de seus parentes.

Em algumas das pesquisas revisadas, as evidências para alterar o “relógio da memória” eram convincentes. Por exemplo, um estudo entrevistou as mesmas crianças dois e oito anos depois de sua lembrança mais antiga. Embora seguissem com a recordação, na segunda entrevista elas passaram a acreditar que o fato havia ocorrido em uma idade mais avançada.

“Oito anos depois, muitos acreditavam que eram um ano mais velhos. Assim, conforme as crianças envelhecem, elas continuam avançando a idade que tinham nas suas primeiras memórias”, descreve Peterson.

A esse fenômeno ela deu o nome de “efeito telescópio”. Quanto mais remota é uma lembrança, o efeito telescópio faz com que você a veja como sendo mais recente. Ele pode mover uma memória de um a três anos e meio adiante. Mas isso não ocorre mais a partir dos 4 anos de idade, tanto para adultos quanto para crianças.

*Por Marília Marasciulo
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*Fonte: revistagalileu

Amnésia geracional: a perda de memória que prejudica o planeta

Uma geração pode ser esquecida? Sem dúvida, é verdade que as gerações mais velhas podem não se lembrar como era ser jovem.

Com a idade, surge um deboche previsível em relação à juventude que parece atingir quase todos os grupos demográficos com mais de 35 anos.

“O desprezo geracional é, na verdade, um eterno comportamento humano”, escreveu o romancista Douglas Coupland em um artigo para o jornal britânico The Guardian no início de junho.

E ele deve saber do que está falando: foi ele que cunhou o termo “geração X”.

Os baby boomers, ele recorda, antes desdenhavam dos integrantes da geração X, como ele, que cresceram, por sua vez, falando mal da torrada coberta de abacate e de outros hábitos alimentares dos suscetíveis millennials.

E agora é a vez de a geração Z, com seus TikToks e políticas de identidade, ser julgada pelos mais velhos.

Na verdade, existe um termo científico para isso: o efeito “dos jovens de hoje”, que pode ser identificado desde os escritos dos Gregos Antigos.

“Desde pelo menos 624 a.C., as pessoas lamentam o declínio da atual geração de jovens em relação às gerações anteriores”, segundo os psicólogos que nomearam o fenômeno.

“A difusão das reclamações sobre os ‘jovens de hoje’ ao longo dos milênios sugere que essas críticas não são precisas nem devido às idiossincrasias de uma cultura ou época em particular — mas representam uma ilusão generalizada da humanidade.”

Uma razão, dizem os pesquisadores, é que as pessoas tendem a esquecer que elas mesmas mudaram com o tempo e, portanto, presumem que a maturidade, as atitudes e os comportamentos dos jovens também são fixos.

No entanto, esse não é o único tipo de esquecimento que acontece com o passar das gerações.

Há um outro tipo menos óbvio, chamado de “amnésia geracional”, que tem efeitos profundos na maneira como vemos o mundo.

E, infelizmente, todos nós sofremos disso, não importa quão jovens ou velhos sejamos.

Cada geração recebe um mundo que foi moldado por seus predecessores — e depois aparentemente esquece esse fato.

Considere como pensamos sobre a tecnologia.

A ideia de tecnologia da geração atual significa smartphones, criptomoedas ou a internet, mas nem sempre foi assim: a tecnologia já foi centrada na pneumática ou no vapor, em vez de no silício.

Um cientista da computação certa vez ironizou que a tecnologia deveria ser definida como “qualquer coisa que foi inventada depois que você nasceu”.

Algumas invenções são tão onipresentes que esquecemos totalmente até que são tecnologias.

Como o escritor Douglas Adams uma vez observou:

“Não pensamos mais em cadeiras como tecnologia; apenas pensamos nelas como cadeiras. Mas houve um tempo em que não sabíamos quantas pernas as cadeiras deveriam ter, qual a altura que deveriam ter, e muitas vezes elas ‘quebravam’ quando tentávamos usar. “

Como resultado, uma pessoa comum hoje vive uma vida com avanços e luxos com os quais até mesmo as gerações mais privilegiadas do passado só podiam sonhar.

Se Cleópatra ou Elizabeth 1ª viajassem no tempo até os dias atuais, elas ficariam maravilhadas com um mundo que consideramos natural, com suas vacinas e antibióticos, um banheiro com descarga e geladeira em cada casa.

As novas gerações também têm o hábito de esquecer coletivamente como a mudança social positiva ocorre por meio do ativismo obstinado de minorias outrora desprezadas, como Emmeline Pankhurst e a campanha das sufragistas pelo direito das mulheres ao voto.

Nem sempre o sufrágio universal foi visto como incontroversamente correto, embora esse fato raramente seja lembrado.

Mas se as gerações mais novas se esquecem dos avanços e das mudanças positivas que seus antepassados promoveram, então também podem deixar de notar como seus predecessores também prejudicaram o mundo.

Uma das primeiras vezes que esse tipo específico de amnésia geracional foi observada foi na década de 1990 — para descrever um fenômeno que afetava pesquisadores que estudavam peixes.

Um dia, o cientista marinho Daniel Pauly olhou para seus contemporâneos e percebeu algo curioso.

Apesar de um declínio de longo prazo registrado objetivamente em certas populações de peixes, cada geração de cientistas parecia estar aceitando a menor abundância e diversidade que observavam como sua “base” de referência.

Eles fizeram isso apesar das histórias de gerações anteriores que haviam experimentado e observado a vida oceânica de maneira bem diferente.

Por exemplo, Pauly lembrou como o avô de um colega certa vez manifestou irritação com a forma como, na década de 1920, o atum-rabilho costumava se enroscar em suas redes no Mar do Norte — região onde a espécie agora está praticamente ausente.

O que esse ponto cego significava, argumentou Pauly em um artigo curto, porém influente, é que os cientistas não estavam conseguindo contabilizar o gradual desaparecimento das espécies, e cada geração aceitava como natural a biodiversidade oceânica exaurida que herdava.

Ele chamou este fenômeno de “síndrome de deslocamento da linha de referência”.

Desde então, o efeito da mudança da linha de referência tem sido observado muito além da comunidade pesqueira — ocorre em qualquer esfera da sociedade em que uma linha de referência se arrasta imperceptivelmente ao longo das gerações.

Alguns anos depois, o psicólogo Peter Kahn, da Universidade de Washington, nos EUA, descreveu um efeito semelhante em um contexto completamente diferente: as comunidades negras de Houston, no Texas (EUA).

Ele estava curioso em relação às percepções das crianças sobre a qualidade do ambiente em que viviam.

Por meio de entrevistas, ele descobriu que elas conseguiam facilmente descrever o que era poluição do ar, por exemplo, assim como destacar outras cidades que eram poluídas — mas, ao mesmo tempo, não demonstraram muita consciência de que Houston havia se tornado uma das cidades mais poluídas dos Estados Unidos.

Apenas aceitavam as coisas como eram.

“Como essas crianças poderiam não saber disso? Uma resposta é que elas nasceram em Houston, e a maioria nunca saiu de lá; e por morar lá, construíram sua linha de referência para o que pensavam ser um ambiente normal”, Kahn escreveu mais tarde em um artigo em parceria com a colega Thea Weiss.

De acordo com Kahn e Weiss, todos nós sofremos dessa forma ambiental de amnésia geracional. Não é que os indivíduos não se lembrem do passado que eles próprios viveram, é a humanidade que coletivamente “esquece” o mundo natural como era antes, com o passar das gerações.

“É um dos problemas psicológicos mais urgentes de nossa vida”, eles escrevem.

“Já é difícil resolver problemas, como desmatamento, acidificação dos oceanos e mudanças climáticas; mas pelo menos a maioria das pessoas os reconhece como problemas.”

Mesmo os exemplos mais familiares de natureza, perto de casa, podem ser esquecidos.

A zoóloga Lizzie Jones, da Universidade Royal Holloway, em Londres, e seus colegas entrevistaram recentemente pessoas que vivem no Reino Unido a respeito de suas percepções e memórias de 10 espécies de pássaros de jardim, tanto na época da pesquisa quanto em relação às lembranças de quando tinham 18 anos.

Eles descobriram que os mais jovens, que estavam perto dos 18 anos, eram menos capazes de descrever a verdadeira mudança ecológica de longo prazo que ocorrera entre as populações de pássaros britânicos.

Como Jones e colegas destacaram, o canto dos estorninhos já foi algo comum no Reino Unido, mas o número de representantes da espécie diminuiu em 87% entre 1967 e 2015 só na Inglaterra.

Outro exemplo pode ser o “fenômeno do para-brisa”, que descreve a observação por todas as gerações, exceto as mais novas, de que há menos insetos esborrachados sobre os carros hoje em dia.

Há alguma maneira de evitar essa amnésia geracional ambiental?

Pode parecer que é simplesmente uma questão de educar cada nova geração, mas Kahn e Weiss propõem que isso não precisa ocorrer necessariamente durante o ensino tradicional em sala de aula.

Em vez disso, eles apelam às gerações mais velhas para promover o que eles chamam de “padrões de interação”, uma abordagem mais experimental em que crianças e jovens são encorajados a entrar em contato com a natureza onde quer que seja.

Não precisa ser o ideal romantizado de visitar uma floresta selvagem ou fazer uma trilha em áreas de difícil acesso — pode ser algo tão simples quanto caminhar à beira de um rio ou lago, identificar frutas em um dia de verão ou simplesmente deitar na grama ou na terra.

Não importa se você mora na cidade ou no campo.

“A solução que estamos apresentando é, com efeito, ‘uma pequena interação com a natureza de cada vez'”, escreveram Kahn e Weiss.

À medida que cada geração envelhece, pode ser tentador lamentar a falta de consciência entre os “jovens de hoje”, assim como fazia a geração anterior quando éramos jovens.

Mas quando se trata de garantir que nossas melhores lembranças do mundo não sejam esquecidas, parece que pelo menos parte dessa energia pode ser mais bem gasta transmitindo experiências, em vez de fazer julgamentos.

*Por Richard Fischer
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*Fonte: bbc-brasil

Como formamos memórias falsas nas quais acreditamos sem saber?

A maioria dos seres humanos tende a acreditar que possui uma boa memória ou que sabe detalhar um acontecimento do passado com precisão. Entretanto, é bastante improvável que essa seja uma informação verdadeira. Isso ocorre pois o nosso cérebro costuma alterar as nossas lembranças com o passar do tempo, desenvolvendo memórias falsas.

Sendo assim, muito do que achamos ser fatos concretos hoje na verdade faz parte de distorção ou fabricação de lembranças, podendo ser completamente falso ou imaginário. Na maior parte das vezes, esse processo ocorre pois outras memórias começam a interferir no armazenamento de informação ou outras peças de informação fornecidas por outras pessoas começam a ser incluídas.

Definição de falsa memória

De maneira curta e resumida, a psicologia define uma memória falsa como qualquer peça de informação armazenada pela sua cabeça que experiências passadas das quais as pessoas acreditam serem verdadeiras mas não são. Isso pode incluir detalhes simples, como aquele questionamento se você trancou a porta de casa, ou se agravar para casos criminais que envolvem peças de memória fundamentais.

A falsa memória também é a responsável por causar o que chamamos de “Efeito Mandela”, um fenômeno psicológico onde as pessoas passam a acreditar em uma versão inexistente de uma acontecimento histórico — como foi o caso da possível morte do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela enquanto estava na cadeia.

O surgimento de memórias falsas não é algo realmente extraordinário entre os seres humanos e costuma acontecer com certa frequência. Por fim, essa confusão se destaca não pelo fato de esquecermos ou misturarmos detalhes, mas sim pelo fato de nos lembrarmos de coisas que nunca vivenciamos antes.

Criando uma memória falsa

Se as falsas memórias são algo tão comum, de onde é que elas surgem? Em suma, um dos fatores responsáveis pela existência desse fenômeno é a desinformação e má atribuição da fonte original das informações. Além disso, cada conhecimento adquirido e novas memórias absorvidas podem gerar certo impacto naquelas que já estão armazenadas há tempo.

Uma falsa memória também pode ser criada através da “sugestão”. É como no famoso ditado “quanto mais repetimos uma mentira, mais verdadeira ela se torna”. Nesse caso, uma informação falsa que é contada inúmeras vezes para outras pessoas aos poucos passa a ficar mais vivida e forte na lembrança coletiva.

Por fim, quem também exerce forte influência na maneira como guardados dados são as nossas emoções. Acontecimentos emocionantes costumam sempre vir mais fortes na nossa cabeça, mas o excesso de sentimentos pode levar a memórias equivocadas ou não confiáveis.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

“O que eu vim fazer aqui”? O fenômeno da memória que faz pessoas esquecerem coisas após atravessarem portas

Imagine que você está assistindo a um episódio de sua série favorita. Você decide que a situação exige uma pipoca, então se levanta e vai para a cozinha. Mas, quando você chega na cozinha, para de repente e pensa: “O que eu vim fazer aqui?”. Você volta para onde estava. Assim que você se senta, lembra-se que queria fazer pipoca. Você volta para a cozinha, desta vez lembrando-se do que foi fazer anteriormente.

Todos nós já passamos por uma situação como essa. Embora esses lapsos de memória possam parecer inteiramente aleatórios, alguns pesquisadores identificaram o culpado: as portas. Muitos estudos investigaram como a memória humana pode ser afetada quando alguém passa por uma porta. Surpreendentemente, eles mostram que esses objetos causam esquecimento, e esse efeito é tão consistente que passou a ser conhecido como “efeito de porta”.

O efeito

Quando nos movemos de um cômodo para outro, a porta representa a fronteira entre um contexto (como a sala de estar) e outro (a cozinha). Usamos limites para ajudar a segmentar nossa experiência em eventos separados, para que possamos lembrá-los mais facilmente mais tarde.

Esses “limites de evento” também ajudam a definir o que pode ser importante em uma situação e o que pode ser importante em outra. Portanto, quando um novo evento começa, essencialmente eliminamos as informações do evento anterior porque podem não ser mais relevantes. Ou seja, o nosso desejo pela pipoca está ligado ao acontecimento da sala (a série) e essa ligação é interrompida assim que chegamos à cozinha.

Vamos testar

Se o efeito da porta é tão poderoso, por que esses lapsos de memória em casa são realmente raros? Na pesquisa mais recente sobre o tema, publicada na revista científica BMC Psychology e realizada pela Bond University, na Austrália, 29 pessoas usaram um fone de ouvido de realidade virtual e percorreram diferentes salas em um ambiente 3D.

A tarefa era memorizar objetos (uma cruz amarela, um cone azul e assim por diante) nas mesas dentro de cada sala e então passar de uma mesa para a outra. Crucialmente, às vezes, a próxima mesa ficava na mesma sala e, em outras ocasiões, as pessoas tinham que passar por uma porta deslizante automática para outra sala.

Para surpresa dos pesquisadores, as portas não afetavam a memória. Ou seja, as pessoas muito raramente esqueciam os objetos, quer elas passassem por uma porta ou não.

Eles decidiram repetir o experimento, mas desta vez com 45 pessoas realizando uma difícil tarefa de contagem ao mesmo tempo, para aumentar a pressão.

Nessas condições mais difíceis, confirmou-se o “efeito de porta”. Ou seja, passar pelas portas prejudicou a memória das pessoas sobre os vários objetos. Especificamente, as pessoas eram mais propensas a confundir um objeto semelhante com aquele que deveriam ter memorizado. Essencialmente, a tarefa de contagem sobrecarregou a memória das pessoas, tornando-as mais suscetíveis à interferência causada pela porta.

Essa descoberta da segunda experiência se assemelha mais à experiência cotidiana, da nossa vida do dia a dia, em que na maioria das vezes esquecemos o que viemos fazer em uma sala quando estamos distraídos e pensando em outra coisa.

A porta é a culpada?

A equipe acredita que a resposta está no fato de ter projetado os quartos para serem visualmente idênticos. Não houve mudança de contexto e não houve surpresa com a aparência do quarto ao lado.

Isso significa que não é tanto a porta em si que causa o esquecimento, mas sobre a mudança de ambiente.

Os resultados sugerem que quanto mais realizarmos várias tarefas ao mesmo tempo, maior será a probabilidade de nossa memória ser apagada ao atravessarmos portas.

Só podemos ter uma certa quantidade de informações em mente por vez. Quando somos distraídos por pensamentos sobre outras coisas, nossa memória de trabalho pode ficar sobrecarregada com mais facilidade.

Além disso, não são apenas portas. Nosso cérebro se engaja na “segmentação de eventos” em todas as facetas da vida, seja no espaço físico ou em um sentido mais abstrato.

Então, o que podemos fazer?

Na maioria dos casos, nossa tendência de segmentar nossas vidas em eventos distintos é realmente vantajosa. Nossa capacidade de informação é limitada, então não podemos nos lembrar de muitas informações de uma só vez.

Assim, é mais eficiente para nós apenas recuperar informações sobre a situação atual, em vez de lembrar todas as informações de tudo o que experimentamos recentemente.

Mas, se quisermos escapar do “encantamento da porta”, nossa melhor chance é manter a mente focada. Portanto, continue pensando na pipoca da próxima vez que quiser comer um pouco enquanto assiste à sua série favorita.

Vá para cozinha pensando na pipoca sem se distrair, e assim não se esquecerá quando chegar em frente ao micro-ondas. Caso vá correndo ou comentando a série, sua mente não estará focada na pipoca, e o “efeito de porta” poderá apagar o que você foi fazer ali.

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*Fonte: jornalciencia

Os 5 melhores alimentos para evitar perda de memória!

Descubra quais são estes alimentos tão poderosos e acrescente-os à sua dieta para manter a sua memória sempre em dia!

Nosso cérebro é, sem dúvidas, uma das áreas de nosso corpo que mais precisam de nossa atenção e cuidado. Ele é o centro de controle do organismo, responsável por manter os pulmões e o coração funcionando, além de controlar os nossos movimentos, sentimentos e pensamentos.

A memória também é cuidada e mantida por ele e, ainda que tenha a tendência de se perder, com o passar dos anos, quando cuidamos bem de nosso cérebro, conseguimos melhorar tarefas mentais que envolvem a memória e a concentração, o que melhora a nossa qualidade de vida significativamente.

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Cérebro pode ser treinado para curar doenças, diz estudo

Hormônio produzido durante exercícios recupera a memória de pessoas com alzheimer

Abaixo listamos alguns alimentos que ajudam a estimular o cérebro e a combater a perda de memória. Descubra quais são e incorpore-os à sua rotina hoje mesmo!

1. Peixes gordurosos
Um estudo descobriu que pessoas que consumiam peixe assado ou grelhado regularmente tinham mais massa cinzenta em seus cérebros. A massa cinzenta contém a maioria das células nervosas que controlam a tomada de decisões, memória e emoção.

Além disso, peixes como salmão, truta e sardinha são fontes ricas em ácidos graxos ômega-3, que são usados pelo cérebro para construir células cerebrais e nervosas, e possuem um importante papel no aprendizado e na memória, segundo pesquisa.

2. Ovos
Apesar de não haver muitas informações científicas sobre a ligação entre comer ovos e a saúde do cérebro, existem pesquisas que apoiam os benefícios dos nutrientes encontrados nos ovos nesse órgão.

Por exemplo, um estudo mostrou que a colina, um dos nutrientes encontrados nos ovos, ao lado das vitaminas B6 e B12, e folato, é associada à melhor memória e função mental de uma pessoa.

3. Café
Um estudo de 2016 mostrou que o consumo de café ao longo da vida é associado à prevenção do declínio cognitivo e de menor risco de desenvolver as doenças de Parkinson e Alzheimer, além de minimizar as possibilidades de um acidente vascular cerebral.

4. Brócolis
O brócolis, que é muito apreciado, também tem seu papel na preservação da memória. O vegetal é rico em vitamina K, que foi relacionada à menor incidência de perda de memória em adultos mais velhos, em um estudo.

5. Couve
Um estudo publicado na Revista Neurology mostrou que folhas verde-escuras, entre as quais a couve, podem ajudar a retardar ou prevenir o declínio cognitivo.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Estudo revela: beber meio litro de cerveja por semana ajuda na memória

De acordo com pesquisadores dos EUA e da China, o consumo moderado de cerveja ajudaria a melhorar nossas propriedades cognitivas, que seriam ainda maiores do que as de quem não bebe. E agora? Como faz?

Desde tempos muito antigos foi nos passado de que o consumo da cerveja pode ser prejudicial, que beber é algo muito ruim e que a ressaca no dia seguinte não faz valer a pena… todas essas coisas podem ser verdade mas, no entanto, a cerveja ainda parece ser a bebida predileta de grande parte do mundo.

E embora todos saibamos que a cerveja dá aquela animada nas festas, também já foi mostrado por vários estudos que ela traz vários benefícios para o nosso corpo.

No mais recente, um grupo de pesquisadores dos EUA e da China apontou, através de um documento publicado no site da Jama Network, que consumir meio litro de cerveja por semana ajuda a melhorar as funções cognitivas relacionadas à memória. Ou seja, ela te ajuda a preservar uma boa memória.

Com base no HRS – um estudo com cerca de 20.000 pessoas de meia-idade e idosos nos Estados Unidos -, concluiu-se que o consumo MODERADO de álcool estava associado a uma melhor função cognitiva geral e também no nível individual em termos de memória das palavras, estado mental e até vocabulário.

Além disso, em comparação às pessoas que não bebiam semanalmente ou bebedores de ocasião, houve menos declínio cognitivo em todos os domínios estudados, o que está de acordo com estudos anteriores realizados sobre o assunto.

Obviamente, devemos levar em conta um detalhe importante: estamos falando de beber moderadamente, e não de pessoas que bebem sem filtro.

É muito importante que este estudo seja interpretado e entendido da maneira correta e saudável – e lembrando que apenas um estudo, então pesquise mais sobre o assunto.

De qualquer forma, um pequeno copo de cerveja antes do almoço ajuda a pensar melhor. Pelo menos é o que diz numa certa música que ouvi outra dia, e agora o estudo corrobora essa vontade!

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*Fonte: asomadetodososafetos

Como estamos gerando abundância em telecomunicações?

Em seu livro a “Singularidade está Próxima”, Raymond Kurzweil [1] apresenta uma série de figuras que mostram tendências exponenciais de crescimento para capacidade de memória em computadores (DRAM em bits por dólar), velocidade de relógio de microprocessador (GHz), transistores por chip, desempenho do processador em milhões de instruções por segundo (em Inglês, Million Instructions per Second – MIPS) e armazenamento magnético (em bits por dólar). Por exemplo, a redução na proporção do custo por MIPS é de cerca de 8 milhões para 1, de 1967 a 2004. No mesmo período, a memória melhorou aproximadamente 2.000 vezes. Roberto Saracco da TIM Itália [2], argumentou que os desenvolvimentos tecnológicos em armazenamento e processamento digital foram consistentes nos últimos anos. O número de terminais na Internet também está progredindo exponencialmente, pelo menos por enquanto. A computação de alto desempenho baseada em supercomputadores (ou agrupamentos de computadores) já atingiu petaflops (1015) operações de ponto flutuante por segundo e a evolução prossegue para exaflops (1018). Por exemplo, em junho de 2018 o supercomputador Summit construído pela IBM atingiu 122.3 petaflops com 4.536 núcleos de processamento.

No mesmo livro, Kurzweil explora qual seria o limite de computação da matéria. Segundo ele, estamos muito mais próximo do zero absoluto, do que do limite superior. Para ele, um limite superior da capacidade computacional que pode ser atingido sem gerar uma quantidade enorme de calor é da ordem de 1042 cálculos por segundo. Isso em um pedaço de matéria com aproximadamente 10 Kg. Para efeitos de comparação, Kurzweil determina que o cérebro humano é capaz de realizar aproximadamente 1016 cálculos por segundo. Segundo ele, as máquinas atingirão a capacidade computacional bruta do cérebro humano em 2029. Ou seja, em 10 anos. Imagine o que faremos com tanta capacidade computacional disponível a preços acessíveis? Reconstruiremos todos os modelos!

A tecnologia de visualização avançou enormemente nos últimos anos, permitindo melhorar a qualidade e telas maiores, melhorando substancialmente a qualidade da experiência e permitindo novas formas de interatividade digital. O avanço dos eletrônicos de consumo na forma de aparelhos eletrônicos, tais como laptops, HDTVs, e-books, videogames, GPS, etc., também apresenta um crescimento exponencial.

Outra tendência é o aumento da quantidade de dispositivos conectados à Internet. É a chamada Internet das Coisas (em Inglês, Internet of Things). Internet das coisas significa todas as coisas conectadas à Internet. Ou uma nova Internet com as coisas. Vai desde eletrodomésticos, automóveis, portões, válvulas de água, dispositivos para monitoramento da saúde, plantações, até equipamentos da indústria, etc. As previsões da quantidade de dispositivos conectados são sempre números enormes, na ordem de bilhões ou trilhões. Uma coisa é certa, se todas as coisas que conhecemos forem conectadas, os números serão realmente grandes. Primeiro vamos conectar o óbvio. Depois serão coisas impensáveis, como guarda-chuvas, pequenos implantes, carregadores de celular (se eles ainda existirem…). A Internet das coisas vai criar uma ponte extraordinária entre o mundo físico e o virtual.

Mais pesquisas estão sendo realizadas para encontrar maneiras de atender a esses requisitos de capacidade em várias partes da infraestrutura corrente de Tecnologias de Informação e Comunicações (TIC). No acesso móvel, a quinta geração de comunicações móveis (5G) está a caminho. Em acesso fixo, a tecnologia de fibra até a residência já é uma realidade, mesmo em cidades pequenas.

A evolução das redes de telecomunicações móveis está em vias de implantar o 5G. Diferentemente das gerações anteriores, o 5G não tem um foco único. Por exemplo no 4G, a principal demanda era o aumento de taxa nos dispositivos móveis. Já no 5G, esse requisito também existe, pois sempre queremos mais taxa. Entretanto, o 5G deve permitir o download de arquivos gigantes em pouquíssimo tempo. Ainda, o 5G deve ainda suportar cenário com baixo atraso de transferência de informação, como por exemplo carros autônomos, drones, telemedicina, realidade virtual. Deve ainda suporta o au- mento exponencial no número de dispositivos conectados à rede. O objetivo é conectar o mundo físico ao virtual, trazendo informações de todo o tipo de coisa conectada. É o suporte a Internet das coisas. Tudo conectado na Internet. De coisas com alguns metros até coisas muito pequenas, invisíveis. E uma quantidade gigantesca de coisas conectadas.

Essas demandas sem dúvida serão úteis ao Brasil. Entretanto, sabemos que o Brasil é um país continental tendo boa cobertura de conectividade nas grandes cidades. Porém, quanto mais para o interior pior a cobertura. Hoje existem no mundo 3,9 bilhões de pessoas sem acesso a Internet (fonte: ONU). Já sabemos que o acesso a Internet melhora a qualidade de vida das pessoas e a geração de receita. Destes 3,9 bilhões, 45% estão em uma categoria que tem interesse, até possuem recursos para pagar o acesso, mas não são atendidos por falta de cobertura. Existem ainda aqueles que não recursos, tem interesse, mas também não tem cobertura. Nesse contexto, a conectividade em áreas rurais se faz muito importante.

O Brasil tiraria gigantesco proveito do uso do 5G em área rural. Estudos mostram que o Brasil tem potencial para suprir 1/4 da demanda global de alimentos com apenas 3% da área global. Ou seja, temos um potencial gigante de ser o celeiro do mundo. Para tanto, devemos investir em tecnologias para o agrobusiness, para permitir a agricultura de precisão, que é aquela que otimiza todas as etapas da produção de alimentos. Nesse contexto, vários estudos mostram que o que falta é conectividade. 4G permite suprir essa demanda de forma limitada, com distâncias que varia de 10 km a 15 km. Já existem testes de conectividade 5G que permitem distâncias de até 50 km. Soma-se ainda a necessidade de inclusão digital das comunidades distantes das cidades, até mesmo em bairros que estão um pouco além desses 10 km.

Essas estimativas são importantes para caracterizar como a capacidade das tecnologias de computação, armazenamento, comunicação e visualização evoluirão nas próximas décadas. O que podemos esperar segundo a Lei dos Retornos Acelerados [1] é que essas capacidades dobrem a cada dois anos gerando uma abundância sem igual de tecnologia que irá desafiar todos os modelos estabelecidos. Abundância pode ser definida como sendo o contrário de escassez. Algo escasso é algo custoso, difícil de se obter. Já o avanço exponencial gera a abundância de recursos de TIC. Lembra quando uma linha telefônica custava um absurdo, o preço de um aluguel de um imóvel. Pois é.

Como resultado dos crescimentos exponenciais na quantidade de dispositivos, conectividade, interatividade e tráfego parece que temos um enorme desafio de escalabilidade. Como aumentar as capacidades para atender tanta demanda? A computação barata leva a mais e mais dispositivos com capacidade computacional. Se eles se conectarem à Internet (por exemplo, através de roupas, edifícios), poderão se tornar a maioria dos dispositivos conectados. Ambientes inteligentes podem emergir não só para melhorar a qualidade de nossas vidas, mas também podem produzir mais pressão na escalabilidade da rede. Mais onipresença leva a mais problemas de escalabilidade, principalmente em relação à identificação, localização, encaminhamento de informação, mobilidade, múltiplas presenças e outras questões técnicas.

[1] Ray Kurzweil. The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology. Penguin (Non-Classics), 2006. ISBN: 0143037889.
[2] Roberto Saracco. “Telecommunications Evolution: The Fabric of Ecosystems.” In:Revista Telecomunicações Inatel 12.2 (2009), pp. 36–45.

*Por Antônio Marcos Alberti

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*Fonte: engenhariae

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

Problemas de memória? Como aprender a esquecer pode melhorar sua capacidade de lembrar

Se há um limite para a memória humana, ainda não atingimos esse patamar.

Psicanalistas e neurocientistas concordam que, embora deva existir esse “limite de armazenamento”, não corremos, por ora, o risco de encher o cérebro de memórias a ponto de bater nessa barreira.

“Ótimo, mas então por que eu continuo me esquecendo das coisas?”, você pode se perguntar. A resposta é a seguinte: bom, isso acontece porque você não está esquecendo o suficiente.

Menos é mais

Existem três verbos fundamentais para entender o processo de lembrança: ingerir, armazenar e recuperar.

“Quando as pessoas reclamam da memória, elas invariavelmente assumem que o problema é de retenção insuficiente de informações”, diz Robert A. Bjork, professor de psicologia da Universidade da Califórnia.

Por outro lado, ele argumenta que “o problema pode ser, ao menos em parte, uma questão de esquecimento insuficiente ou ineficiente”. Hoje, essa é a teoria mais aceita entre os pesquisadores do funcionamento da memória.

Usando uma metáfora, o processo de lembrança funciona mais ou menos como tentar encontrar algo que você precisa dentro de um quarto totalmente bagunçado.
Direito de imagem Getty Images
Image caption Memórias inúteis atrapalham suas lembranças mais importantes

Quanto mais nos lembramos das coisas, mais as memórias interferem umas nas outras. Informações desatualizadas ou irrelevantes vão inevitavelmente ofuscar nossas tentativas de encontrar memórias úteis ou ideias centrais, que podem ser cruciais na tomada de decisões.

O professor Blake Richards, da Universidade de Toronto, e o pesquisador Paul Frankland argumentam que o processo de esquecimento não é apenas falho ao tentar recordar algo mas também funciona como um mecanismo. E a função da memória é “otimizar a tomada de decisões inteligentes, mantendo o que é importante e deixando de lado o que é irrelevante para nós”.

Aprendendo a esquecer

“Ok, mas como eu esqueço?”, você se pergunta. Aí vamos nós:

Dica 1: Pare de revisitar sua memória inútil

Nossa capacidade para acessar uma determinada memória funciona um pouco como um caminho em uma floresta: quanto mais você pisa nela, mais proeminente ela se torna. Isso fortalece as conexões físicas dos neurônios e efetivamente faz o cérebro pensar que a memória que você continua acessando é importante.

Ou seja, por que você precisa se lembrar de qual foi a seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 1938 enquanto não recorda em qual vaga de estacionamento parou seu carro?

Dica 2: Pratique

A memória pode ser treinada. Em 2001, o professor Michael Anderson, da Universidade de Cambridge, realizou um estudo que provou que suprimir certas informações pode ser útil para domar as memórias indesejadas.

Freud diria que memórias reprimidas só voltam para assombrar as pessoas. Mas o professor Anderson argumenta que esse esquecimento ainda é um método importante para regular nossas emoções e pensamentos, pelo menos a curto prazo.

Dica 3: Exercício cardiovascular

Em um estudo com ratos, o professor Blake Richards mostrou que existe uma ligação entre a geração de neurônios no hipocampo do cérebro e o esquecimento.

Essas conexões entre os neurônios mudam constantemente. Eles podem enfraquecer ou ser eliminados por completo. E, à medida que novos neurônios se desenvolvem, eles podem conectar novamente os circuitos do hipocampo e substituir as memórias existentes.

Uma maneira bastante recomendada de criar essas novas neurogêneses é fazer exercícios cardiovasculares, como correr, caminhar, nadar, remar etc.

Agora, lembre-se: esquecer é uma habilidade tão essencial quanto relembrar. Livrar-se de memórias indesejadas e emoções ruins pode ser um desafio mas também é algo que funciona com a prática.

*Por

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*Fonte: bbc-brasil

Você se lembra de cinco mil rostos diferentes

Você é bom em reconhecer rostos? É daqueles que nunca erra o nome de ninguém? Ou você já esqueceu o nome daquela prima distante, durante uma festa de natal? Se esse segundo caso é o seu, agora você pode dar uma boa desculpa para não saber diferenciar a Julia da Juliana: um novo estudo está clamando que o rosto dela não está entre os cinco mil mais importantes da sua vida.

Alguns indivíduos são naturalmente melhores de reconhecimento facial que outros, mas pesquisadores da Universidade de York, Inglaterra, acreditam que 5 mil é a média que um ser humano normal consegue reter, contando pessoas da vida real e da mídia. Esse foi o primeiro estudo a calcular um número preciso de rostos.

O curioso é que nós, normalmente, vivemos em pequenos grupos de cerca de cem indivíduos. Mas o estudo sugere que nossas habilidades de reconhecimento facial nos equipam para lidar com os milhares de rostos que encontramos no mundo moderno – tanto em nossas telas quanto nas interações sociais.

No estudo, a equipe de pesquisa pediu aos participantes que anotassem quantos nomes de amigos, colegas, conhecidos, membros da família e até pessoas famosas lembrassem no espaço de uma hora. Os participantes relataram que foi fácil chegar a muitos rostos no início, mas a dificuldade foi aumentando com o passar do tempo. Essa mudança de ritmo permitiu que os pesquisadores supusessem quando os voluntários ficaram completamente sem rostos na memória.

Depois disso, várias fotografias de celebridades apareceram para os participantes, e eles precisavam citar o máximo que conseguiam. De acordo com os resultados, eles foram capazes de distinguir entre 1.000 e 10.000 faces no total.

O Dr. Rob Jenkins, do Departamento de Psicologia da Universidade de York, explicou essa grande margem: “O alcance pode ser explicado por que algumas pessoas têm uma aptidão natural para lembrar rostos. Existem diferenças na quantidade de atenção que as pessoas dedicam para rostos e com que eficiência elas processam essas informações.” E ele também acrescenta uma alternativa curiosa: “Alternativamente, isso poderia refletir diferentes ambientes sociais – alguns participantes podem ter crescido em lugares mais densamente povoados, com mais participação social, por isso fixam mais rostos”.

Algo a se considerar é que a idade média dos participantes dos estudos era de 24 anos. E, de acordo com os pesquisadores, a idade pode fornecer um caminho intrigante para futuras pesquisas: “Seria interessante ver se há uma idade de pico para o número de rostos que conhecemos”, disse Jenkins. “Talvez nós acumulemos rostos ao longo de nossas vidas, ou talvez começamos a esquecer alguns depois que alcançamos uma certa idade.”

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante

Tem mais de 50? Pense em qualquer evento da sua vida e veja se aconteceu entre 15 e 30 anos

Se o seu avós ou pais com mais de 50 anos estiverem por perto, peça a eles que contem qualquer história da vida. É provável que eles vão contar algum episódio acontecido quando eles tinham entre 15 e 30 anos. Essa fase é conhecida como o “pico de reminiscência”.

Este pico da memória começou a chamar atenção dos pesquisadores na década de 1980, quando estudos começaram a trazer evidências de que a memória tem uma afinidade peculiar com acontecimentos que se passaram na terceira década da vida. Eles não sabiam se o que causava essas memórias detalhadas era a forma com a qual nosso cérebro de 20 e poucos anos codifica informações, se é por conta dos tipos de eventos que acontecem nessa fase da vida ou se memorizamos melhor os marcos da vida que acontecem nessa época.

É entre o final da adolescência e os 30 anos que a maioria das pessoas se forma na escola ou universidade, arruma o primeiro emprego, faz a primeira viagem sem os pais, que têm a primeira paixão, faz sexo pela primeira vez, se casa e até tem filhos. Um estudo de 1988 mostrou que 93% das memórias vívidas são sobre eventos que aconteceram pela primeira vez.

O cérebro jovem também codifica melhor informações sobre o mundo porque o órgão está em plena forma. A função cognitiva sofre um declínio com a idade e o fluxo das memórias pode ficar mais lento.

Mas aqui entra um dado curioso: um estudo de 2010 de Annette Bohn e Dorthe Berntsen acabou criando o pico da reminiscência em crianças que nem haviam passado por essa fase ainda. Eles pediram que alunos entre 10 e 14 anos escrevessem suas histórias de vida como se fossem idosos. Mesmo essas crianças descreveram em maiores detalhes os anos da juventude, entre 20 e 30 anos.

Isso motivou a criação de uma outra teoria sobre o pico, que foca nos fatores motivacionais da memória. Ela sugere que organizamos eventos que nos ajudam a entender quem somos. Isso se chama “perspectiva da narração”.

Segundo esta teoria, a memória é condicionada culturalmente. Lembramos melhor dos eventos que nos definem como pessoas e reforçam a imagem de quem pensamos ser. Assim, a noção de identidade e a memória estariam bastante conectadas.

A importância das memórias na fase dos 20 anos de vida ajudaria a explicar por que remakes de filmes ou adaptações de livros para o cinema costumam acontecer exatamente 20 anos depois que os originais saem pela primeira vez. Coisas que tocam as pessoas quando elas são jovens continuam presentes em suas vidas até que elas cheguem à fase em que sua própria geração começa a produzir cultura em peso– ao redor dos 40 anos.

Mesmo assim, ainda há muitas perguntas sem respostas, que com certeza renderão ótimos estudos no futuro. Há algo na juventude que nos faz relacionar o mundo externo com o interno com mais intensidade do que em outras fases da vida? Passar por uma nova fase de “primeiras vezes” na vida madura causaria um segundo pico de reminiscência? [Slate, Science Alert]

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*Fonte: hypescience

4 Dicas para Melhorar a Memória e Hábitos de Estudo

A maioria de nós tem dificuldade para armazenar e recuperar a informação da nossa memória de longo prazo. Como você resolve este problema? Como você pode melhorar seus hábitos de estudo?

Bem, aqui estão algumas dicas para fortalecer sua memória e melhorar seus hábitos de estudo.

 

1. Depois de ler um parágrafo, tente resumir as informações recebidas a partir dele, e faça uma pergunta.

Ler sobre um tema que você pode não saber nada sobre é difícil. Portanto, a fim de reter a informação, depois de ler um parágrafo, repita-o em voz alta, ou escreva um resumo das informações que você recebeu. Isso vai deixar você saber se o que você leu foi processado em sua cabeça. E para dar um passo adiante, uma dica útil seria fazer uma pergunta sobre o parágrafo. Fazer uma pergunta vai ajudar você a realmente cavar o tema e tornar-se interessado no que você está aprendendo. Se você gosta do que você está aprendendo, isso se tornará mais fácil de lembrar.

 

2. Faça associações de novas informações com o que você já sabe.

Quanto mais conexões você faz com a informação, melhor você vai se lembrar. Assim, enquanto estuda, tente fazer conexões mentais. Além disso, mnemônicos tem sido técnicas comprovadas para ajudá-lo a armazenar e recuperar informações.

 

3. Despedaçar e organizar as informações.

A razão pela qual somos capazes de lembrar de números de telefone é porque eles são divididos em grupos de dígitos por traços. Se você olhar para a informação que você está estudando da mesma forma, você será capaz de se lembrar também. Tome as suas leituras e notas, e divida em “pedaços” ou pequenas quantidades de informações para memorizá-las. Organize a informação em grupos ou subtópicos. Sua mente provavelmente irá se lembrar da informação se ele é colocada em um padrão organizado.

 

E por último, mas não menos importante (a sério, este é o mais importante)

4. Não estudar no último minuto!

Passar a noite antes da prova estudando não é a melhor ideia. Você precisa passar algum tempo com o material e testar seu conhecimento. Você não pode esperar se lembrar de montes de informações que você só viu na noite anterior à prova. Portanto, você deve passar alguns dias antes da prova estudando os grupos de informações.

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*Fonte:

O que é a névoa mental e como podemos dissipá-la?

Você tem problemas de concentração? Sente que a sua memória falha?

Você se sente confuso e sobrecarregado? Você está cansado? Quando você fala com alguém parece que você não entende o que a pessoa diz? Quando você lê ou assiste um programa de televisão, você sente que não está entendendo o que acontece? Se você respondeu “sim” a alguma destas perguntas, é importante saber o que é a névoa mental.

As dificuldades de concentração e na memória podem ser um grande problema, não apenas para o trabalho ou os estudos, mas também no dia a dia. Além disso, as consequências podem ir muito mais além, pois podem afetar a autoestima, as relações pessoais, e até mesmo a estabilidade emocional.

E, como também não é motivo para se assustar ou entrar em pânico, vamos dar um nome a isso. Porque uma coisa é ter um dia ruim e outra muito diferente é sentir uma incapacidade constante para se concentrar ou manter a atenção. O que é a névoa mental? É justamente essa incapacidade que inclui confusão e esquecimento, assim como falta de concentração e clareza mental.

O que é a névoa mental?

A névoa cerebral é uma anomalia que não é reconhecida como doença, mas que corresponde a uma condição mental internacionalmente aceita. Infelizmente, a névoa cerebral é bastante comum, embora isso não a torne algo “normal”.

A névoa mental remete a um problema que vai mais além das dificuldades de concentração. Quando ela aparece, você se sente fora de foco, confuso e com problemas para pensar. Com a névoa cerebral, seu cérebro está enviando um sinal importante de que há um desequilíbrio na sua vida que precisa ser resolvido.

Na verdade, o que pode parecer um problema mental ou psicológico pode ser outra coisa. De fato, a névoa cerebral pode surgir por causa do estilo de vida (no qual entram em jogo fatores muito diferentes dos que a princípio poderíamos pensar, como a alimentação) e também pode ser o efeito secundário de alguma condição médica ou até mesmo de uma medicação específica.

Exatamente por esses motivos, a névoa cerebral é evitável e tratável quando identificamos o fator que a mantém, que não precisa necessariamente ser o mesmo que a causou. Às vezes é tão simples quanto levar um estilo de vida mais saudável.

Por que a névoa mental aparece?

Agora que já sabemos o que é a névoa mental, é importante falar sobre as suas principais causas.

Há muitos casos nos quais a névoa cerebral se deve a condições diretamente relacionadas à saúde. De fato, muitos medicamentos que tratam algumas doenças ou suplementos alimentícios que consumimos para, supostamente, melhorar a nossa qualidade de vida, podem provocar ou colaborar para o aparecimento da névoa cerebral.

Mas a névoa cerebral também pode aparecer devido a um estilo de vida pouco saudável, especialmente devido a uma má alimentação. Como veremos a seguir, o tema da alimentação é muito sério e vai mais além do cuidado com a nossa saúde física, pois é determinante na nossa saúde mental e emocional. A seguir vamos analisar como dissipar a névoa mental e como melhorar a concentração.

Alimentação pouco saudável

Quando você come mal, as chances de a névoa cerebral aparecer aumentam. Mas, o que é comer mal e o que é comer bem? A resposta é simples, mas bastante difícil de assimilar e, na verdade, muita gente não gosta de ouvir.

Para começar, é preciso esclarecer que uma coisa é se alimentar outra bem diferente é consumir produtos comestíveis. A diferença é que os alimentos fornecem nutrientes necessários e benéficos, enquanto os comestíveis acabam com a fome ou a sede, mas no fundo não fornecem o que seu corpo realmente precisa.

Por isso, quando você come bem, você precisa comer pouco, e quando sua dieta não se baseia em alimentos ricos em nutrientes, você precisa comer uma quantidade maior de alimento e mais vezes, pois seu corpo pede os nutrientes que não recebeu. Essa é a razão pela qual você deve reduzir o máximo possível na sua alimentação uma série de produtos comestíveis e substituí-los por alimentos de verdade.

Deficiências nutricionais

Pode acontecer de os problemas de concentração e a névoa mental serem provocados por uma deficiência nutricional. Na verdade, mesmo comendo de maneira saudável, essas deficiências podem aparecer, talvez porque o consumo não seja suficiente ou porque a assimilação do corpo não é adequada.

As principais deficiências nutricionais que podem provocar a névoa cerebral são as seguintes:

Deficiência de vitamina B12: a deficiência de vitamina B12 não deve ser ignorada, pois pode levar a um amplo espectro de transtornos mentais e neurológicos. Os transtornos digestivos e o uso de medicamentos que suprimem os ácidos estomacais (antiácidos) aumentam o risco dessa deficiência.
Deficiência de vitamina D: a vitamina D ajuda a melhorar o estado de espírito, dissipa a névoa cerebral e a depressão, melhora a memória e aumenta a capacidade de resolução de problemas.
Deficiência de ácidos graxos essenciais Ômega-3: os ácidos graxos essenciais Ômega-3 existem em grandes concentrações no cérebro. Eles são essenciais para a memória, a saúde e para o funcionamento do cérebro no geral. De todos os ômega-3, o DHA (ácido docosa-hexaenóico) é o mais benéfico para o cérebro, pois é um componente estrutural importante das células cerebrais, especialmente das células do córtex cerebral, que é a área do cérebro associada à memória, à linguagem, à abstração, à criatividade, ao julgamento, à emoção e à atenção.

Alguns suplementos alimentícios podem ajudar a dissipar a névoa cerebral. No entanto, é preciso ter cuidado com esses suplementos, pois nem sempre eles são tão úteis quanto parecem. Esse é o caso dos nootrópicos, substâncias que podem deixar você mais concentrado, motivado, positivo e produtivo, mas que, na hora da verdade, não são tão úteis quanto parecem nem são tão inofensivos quanto podem parecer.

Problemas de sono

A névoa mental pode ser causada por falta de sono de qualidade. Afinal, o sono é fundamental para o funcionamento do cérebro, tanto em curto como em longo prazo. Ao dormir, ocorre uma espécie de lavagem cerebral, uma limpeza que permite que as lembranças se consolidem. Além disso, durante o sono, o cérebro cria novas células cerebrais que de certa maneira compensam todas as que foram perdidas durante o dia.

Apenas uma noite ruim pode afetar a memória, a concentração, a coordenação, o estado de espírito, o juízo e a capacidade de lidar com o estresse no dia seguinte. E mais, alguns especialistas afirmam que perder uma noite de sono afeta o desempenho mental tanto quanto estar bêbado.

Estresse crônico

O estresse é um dos símbolos da nossa época e o estresse crônico é o seu principal porta-bandeira. Estar estressado equivale equivocadamente a ser produtivo, popular e bem-sucedido. No entanto, o estresse aumenta o risco de sofrer doenças graves, incluindo o câncer e as temidas doenças cerebrais, como a demência e o Alzheimer.

O estresse crônico provoca ansiedade, depressão, tomadas de decisões ruins, insônia e perda de memória. Muito cortisol, o hormônio do estresse, provoca um excesso de radicais livres que fazem mal às membranas celulares do cérebro, causando a perda do funcionamento normal e a morte. Além disso, o cortisol interfere na formação de novas células cerebrais.

Medicamentos

Os medicamentos têm alguns riscos. A névoa cerebral é um dos efeitos colaterais mais comumente reportados, tanto com os medicamentos que precisam de receita como os que são livremente vendidos.

Por exemplo, sabe-se que os fármacos que reduzem o colesterol e os comprimidos para dormir com receita podem causar perda de memória. Além disso, os fármacos conhecidos como os anticolinérgicos funcionam bloqueando a ação da acetilcolina, a substância da memória e do aprendizado no cérebro. Os efeitos secundários típicos desses fármacos incluem a névoa mental, o esquecimento e a incapacidade para se concentrar.

Além disso, muitos fármacos de venda livre também funcionam bloqueando a acetilcolina, como alguns medicamentos para as alergias, o refluxo ácido, a dor e a insônia. Por isso a importância de revisar bem a bula e avaliar se os efeitos secundários compensam o benefício que pode derivar do tratamento em si.

Problemas de saúde

Algumas condições de saúde podem produzir problemas de névoa cerebral. Em alguns casos, é o tratamento para essa doença que pode provocar esses problemas. É o caso dos pacientes com câncer submetidos à quimioterapia.

Um efeito secundário comum da quimioterapia é um tipo específico de névoa mental associado a esse tratamento. A posição oficial da Sociedade Americana de Câncer é que essa névoa cerebral provocada pela quimioterapia é causada por uma combinação da doença, dos tratamentos, dos problemas de sono, das mudanças hormonais, da depressão e do estresse.

Quando os pesquisadores analisaram a atividade cerebral dos pacientes, antes e depois dos tratamentos com quimioterapia, eles descobriram que a quimioterapia causava mudanças observáveis no funcionamento cerebral. Isso indica que a quimioterapia em si desempenha pelo menos algum papel na diminuição da clareza mental.

Por sua vez, algumas condições de saúde que têm sintomas de névoa mental associados são, entre outras:

Fibromialgia.
Síndrome da fadiga crônica.
Ansiedade.
Depressão.
Lesões cerebrais.
Candidíase (candida albicans).
Diabetes.
Toxicidade de metais pesados.
Hepatite C.
Desequilíbrios hormonais.
Hipoglicemia.
Síndrome do intestino irritável.
Doença de Lyme.
Menopausa.
Esclerose múltipla.
Transtornos neurodegenerativos.
Artrite reumatoide.
Alergias sazonais.
Abuso de substâncias.

Soluções para dissipar a névoa mental

Depois de saber o que é a névoa mental e quais são suas principais causas, o próximo passo é saber como combatê-la.

Não existe uma solução única para dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração. Cada pessoa precisa buscar sua própria solução pessoal, identificando em primeiro lugar o fator ou os fatores que dão densidade à névoa. A maioria das pessoas terá que começar a corrigir seus hábitos alimentares, assim como buscar formas de controlar o estresse e melhorar seus hábitos de sono. Também será necessário rever as condições de saúde de cada um para buscar soluções. Na verdade, a névoa mental pode ser um sintoma de um problema de saúde não diagnosticado.

As principais pautas que podemos dar para que você consiga dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração são as seguintes:

Coma adequadamente e de maneira equilibrada, evitando os açúcares refinados, as farinhas refinadas, as gorduras saturadas e a cafeína, e consumindo gorduras saudáveis e carboidratos de qualidade.
Mantenha-se bem hidratado, pois a desidratação mais leve pode provocar problemas em nível cerebral. Beba água e/ou consuma alimentos ricos em água, mas evite as bebidas açucaradas (ou com adoçantes artificiais), assim como as bebidas com cafeína.
Adquira hábitos saudáveis para obter um bom sono, tanto em qualidade como em quantidade.
Pratique meditação e técnicas de relaxamento e faça exercício – especialmente exercícios ao ar livre. Isso ajuda a regular e prevenir o estresse de forma eficaz. Por outro lado, aprender a administrar o estresse é uma grande forma de melhorar a qualidade do sono.
Reveja a medicação que você toma para ver em que medida se pode substituir ou adaptar, se for possível, para evitar a névoa cerebral.
Faça um controle de saúde para comprovar se você tem alguma doença ou deficiência nutricional que possa ser a causa dos seus problemas de concentração e de memória.
Descarregue o seu cérebro. Os especialistas recomendam fragmentar o dia em fases de 90 minutos para manter os níveis de energia natural do cérebro e preservar a clareza do pensamento. Essa descarga consiste em reunir todos os pensamentos que voam pela mente durante 30 segundos ou sempre que nos sentirmos distraídos.
Desative qualquer tipo de aparelho que possa ser uma distração durante as suas tarefas, especialmente as notificações. O simples fato de saber que alguma notificação pode chegar impede a máxima concentração.

Agora que você já sabe o que é a névoa mental e como é possível combatê-la, seja proativo na hora de adotar um estilo de vida saudável, tanto para o seu corpo como para a sua mente. Não dê desculpas, não busque culpados. Ninguém vai se preocupar com o seu cérebro tanto quanto você e ninguém vai desfrutar mais dele do que você.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

4 Dicas para Melhorar a Memória e Hábitos de Estudo

A maioria de nós tem dificuldade para armazenar e recuperar a informação da nossa memória de longo prazo. Como você resolve este problema? Como você pode melhorar seus hábitos de estudo?

Bem, aqui estão algumas dicas para fortalecer sua memória e melhorar seus hábitos de estudo.

1. Depois de ler um parágrafo, tente resumir as informações recebidas a partir dele, e faça uma pergunta.
Ler sobre um tema que você pode não saber nada sobre é difícil. Portanto, a fim de reter a informação, depois de ler um parágrafo, repita-o em voz alta, ou escreva um resumo das informações que você recebeu. Isso vai deixar você saber se o que você leu foi processado em sua cabeça. E para dar um passo adiante, uma dica útil seria fazer uma pergunta sobre o parágrafo. Fazer uma pergunta vai ajudar você a realmente cavar o tema e tornar-se interessado no que você está aprendendo. Se você gosta do que você está aprendendo, isso se tornará mais fácil de lembrar.

2. Faça associações de novas informações com o que você já sabe.
Quanto mais conexões você faz com a informação, melhor você vai se lembrar. Assim, enquanto estuda, tente fazer conexões mentais. Além disso, mnemônicos tem sido técnicas comprovadas para ajudá-lo a armazenar e recuperar informações.

3. Despedaçar e organizar as informações.
A razão pela qual somos capazes de lembrar de números de telefone é porque eles são divididos em grupos de dígitos por traços. Se você olhar para a informação que você está estudando da mesma forma, você será capaz de se lembrar também. Tome as suas leituras e notas, e divida em “pedaços” ou pequenas quantidades de informações para memorizá-las. Organize a informação em grupos ou subtópicos. Sua mente provavelmente irá se lembrar da informação se ele é colocada em um padrão organizado.

E por último, mas não menos importante (a sério, este é o mais importante)

4. Não estudar no último minuto!
Passar a noite antes da prova estudando não é a melhor ideia. Você precisa passar algum tempo com o material e testar seu conhecimento. Você não pode esperar se lembrar de montes de informações que você só viu na noite anterior à prova. Portanto, você deve passar alguns dias antes da prova estudando os grupos de informações.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória

Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.

Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.

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*Fonte: contioutra / Ciência On Line

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Prisioneiros do Vietnã desenvolveram super cérebro na solitária

Um cela solitária pode ser um ambiente enlouquecedor, por conta do isolamento, o escuro, a falta absoluta do que fazer. Mas, para o psiquiatra e neurocientista Dennis Charney, ela pode funcionar como uma “academia” de supercérebros.

O professor da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, passou a vida estudando pessoas que passam por grandes estresses e traumas, para entender como a saúde mental de alguns responde tão bem a essas tragédias.

Um de seus estudos mais amplos foi com ex-prisioneiros americanos da Guerra do Vietnã. Alguns deles passaram anos na solitária, sem perspectiva de liberação. Mesmo assim, quando foram liberados, eles exibiam muito menos casos de estresse pós-traumático e depressão do que é esperado de prisioneiros de guerra.

Além disso, certos prisioneiros realizaram feitos impressionantes. Charney contou, em uma entrevista ao fórum Big Think, que um dos ex-prisioneiros exercitou o cérebro ao ponto de fazer multiplicações entre números de 12 dígitos de cabeça.

Robert Shumaker, outro veterano do Vietnã entrevistado pelo cientista, passava de 12 a 14 horas por dia na solitária planejando sua casa dos sonhos. Mas ele fez bem mais do que sonhar acordado – o plano de Shumaker incluía até os locais exatos em que ficaria cada prego. Cada cômodo tinha uma metragem específica e era composto por um número específico de tijolos. Shumaker calculou inclusive o peso total que a casa teria.

Quando voltou aos Estados Unidos, o oficial da Marinha construiu uma cópia exata do seu projeto de arquitetura mental. Segundo Charney, ele chegou a brigar com a esposa quando ela sugeriu uma reforma da casa.

A memória dos prisioneiros também passou por transformações. Paul Galanti, outro entrevistado, conseguiu voltar às suas aulas de química e reconstituir mentalmente a tabela periódica. Equações químicas e cálculo viraram seus passatempos.

Os veteranos de Charney não são os únicos que desenvolveram habilidades especiais em ambiente de intenso estresse. No seu livro Resilience: The Science of Mastering Life?s Greatest Challenges (sem publicação no Brasil), o cientista cita outros dois casos famosos.

Galand Kramer conseguiu decorar os nomes de 750 jogadores de baseball nos seis anos em que ficou preso no Vietnã – sabia dizer a lista de trás para frente. Mesmo com suas supercapacidades, ele voltou aos Estados Unidos e descobriu que a mulher tinha pedido o divórcio um ano antes da sua liberação.

O mais famoso dos detentos superdotados foi Douglas Hegdahl. Com 19 anos, só estava no exército há seis meses quando foi capturado. Ele guardou todos os detalhes que conseguiu de todos os prisioneiros com quem teve contato. Quando foi liberado, o rapaz tinha decorado os nomes completos de 256 prisioneiros, além de informações sobre a sua captura. Em alguns casos, sabia o nome de parentes, da cidade natal e até do cachorro dos colegas. Fez questão de visitar as famílias e contar o que sabia sobre os presos. O melhor de tudo? Ele decorou esses detalhes no ritmo da musica infantil Sítio do Seu Lobato (Old MacDonald had a farm) – ou simplesmente Ia-ia-Ô.

Hoje, Charney estuda de que forma esses exercícios de profunda concentração mental melhoraram a capacidade do cérebro de armazenar informação. Ele acredita que tudo tem a ver com a habilidade do órgão de se adaptar e criar novas conexões – a chamada plasticidade cerebral. O cientista espera que esse conhecimento ajude a entender e até tratar doenças como depressão, ansiedade e distúrbios de memória.

*Fonte/Texto: superinteressante

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Estudo tenta mostrar como o exercício aeróbico ajuda a “limpar a mente”

Pesquisa feita pela Universidade de Harvard revela que participantes se sentiram mais vivos, ativos e capazes, além de terem melhora da memória após um treino de corrida.

Uma boa corrida pode fazer você se sentir como uma pessoa totalmente nova. E, de certa forma, esse sentimento pode ser, literalmente, verdade. Pesquisas em neurociência identificaram uma ligação forte entre o exercício aeróbico e a clareza cognitiva. Ou seja, a atividade física nos ajuda a “limpar a mente”. As informações são do site “Science Of Us”.

Recente estudo elaborado pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, Emily E. Bernstein e Richard J. McNally, indicou que, após um treinamento, os corredores se sentiam mais vivos, ativos, capazes e tinham melhora da memória. O objetivo era entender o que o exercício físico realmente estava fazendo para ajudar a melhorar os problemas de humor ou ansiedade e também a regular a emoção.
Estudos anteriores apontavam que exercícios aeróbicos desencadeavam o nascimento de novos neurônios. Outras mudanças atestavam que 30 a 40 minutos de atividade eram suficientes para aumentar o fluxo sanguíneo de uma área do cérebro localizada atrás da nossa testa e que está associada a alguns atributos como a concentração, a gestão, o foco e o planejamento futuro.

Seguindo o papel do exercício nessa parte do cérebro, os cientistas montaram um experimento clássico entre os estudos da emoção com 80 pessoas. Todas foram convidadas a ver a cena final do filme “The Champ” (1979), que é carregado de emoção. Mas antes, metade da turma teve de correr por cerca de 30 minutos. Enquanto isso, os outros participantes apenas ficaram à espera.

Depois que as pessoas entrevistadas assistiram ao filme, os cientistas concluíram que aqueles que correram mostraram-se emocionalmente mais fortes e não cederam com tanta facilidade às imagens marcantes do filme. Isso evidenciou que os problemas que eles tinham ficaram menos presentes na mente depois de terem se exercitado. As emoções estavam mais equilibradas.

*Fonte/Texto: portaldaeducacaofisica

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Cientista descobre como melhorar sua memória em apenas 40 segundos

A capacidade de nos lembramos de memórias passadas, é algo muito incerto. Lembramos de algumas coisas de 10 anos atrás, mas as vezes uma simples pergunta, como “O que você almoçou na terça-feira?”, pode ser bem complicada de responder.

Se você é uma pessoa que se preocupa com a sua capacidade de memorização, aqui vai uma ótima notícia…

O neurocientista Chris Bird, da universidade de Sussex, descobriu uma técnica que além de ser eficiente, é bem rápida.

Seu estudo foi publicado em novembro, e teve uma grande repercussão mundial. O motivo? Ele desenvolveu um exercício simples e rápido para melhorar a qualidade da memória das pessoas. Um exercício que dura, incríveis 40 SEGUNDOS.

De acordo com Bird, você deve ficar pensando em uma cena recente, durante 40 segundos, e quando precisar lembrar-se dela no futuro, o trabalho vai ser bem mais fácil.

Para comprovar seu estudo, Bird e sua equipe usaram como metodologia, um estudo que contou com dois grupos de estudantes. Monitorando as atividades cerebrais deles durante todo o estudo, foi solicitado que assistissem diversos vídeos do youtube. O primeiro grupo, após assistir o vídeo, tinha 40 segundos para pensar a respeito, antes de passar para o próximo vídeo. enquanto o segundo não tinha esse tempo.

O primeiro grupo mostrou uma facilidade muito maior para lembrar de detalhes dos vídeos e responder sobre quando perguntados. Segundo Bird, além da melhora prática de desempenho, a análise das atividades cerebrais do estudantes também mostrou grandes diferenças.

Para finalizar a pesquisa, uma semana depois do primeiro teste, os dois grupos voltaram a comentar a respeito dos vídeos que haviam assistido, e novamente, o primeiro grupo se saiu melhor. Mais especificamente, o primeiro grupo teve um desempenha duas vezes melhor em relação ao segundo grupo. E além disso, mesmo depois de uma semana do primeiro teste, os cérebros dos alunos do primeiro grupo, trabalharam quase na mesma intensidade do momento em que viram os vídeos pela primeira vez.

Concluindo que, se você passar por alguma experiência que não quer esquecer no futuro, comece a pensar e refletir sobre ela durante 40 segundos. Se não der certo, pelo menos você não perdeu muito tempo.

*Fonte: vidaemequilibrio

Cientista descobre como melhorar sua memória em apenas 40 segundos

memoria111  Quem não quer ter uma boa memória? Independente dos motivos, é sempre bom conseguir se lembrar de fatos e situações importantes – quem fez o Enem e está se preparando para o vestibular que o diga. Se você também se preocupa com a sua capacidade de se lembrar das coisas, nós temos uma boa notícia: o neurocientista Chris Bird, da Universidade de Sussex, conseguiu descobrir uma técnica eficiente e rápida.

As conclusões do estudo de Bird foram publicadas em novembro e já estão sendo comentadas por pessoas de todo o mundo. O motivo? Basicamente, o cara desenvolveu um exercício simples e rápido para melhorar a qualidade da memória das pessoas. E quando dizemos rápido, nós queremos dizer menos de 1 minuto.

De acordo com Bird, você só precisa ficar pensando em uma cena recente durante 40 míseros segundos. Quando precisar se lembrar dela no futuro, o trabalho vai ser bem mais fácil. Que beleza, hein!
Para comprovar seu método, Bird e sua equipe contaram com dois grupos de estudantes. Enquanto tinham suas atividades cerebrais monitoradas, eles assistiram a diversos vídeos do YouTube – o primeiro grupo tinha 40 segundos para pensar a respeito de cada vídeo, enquanto o segundo grupo não teve esse tempo.

Adivinha só qual dos grupos se saiu melhor na hora de lembrar as cenas assistidas ao longo do teste? O primeiro, é claro! De acordo com Bird, além da melhora prática de desempenho, a análise das atividades cerebrais dos estudantes também mostrou grandes diferenças.

Para completar a pesquisa, uma semana depois do primeiro teste, os dois grupos voltaram a comentar a respeito dos vídeos a que haviam assistido e, de novo, a galera do primeiro grupo se destacou – mais especificamente, tiveram um desempenho de memória duas vezes melhor em relação ao segundo grupo.

Só para você ter ideia, mesmo depois de uma semana da atividade inicial, os cérebros dos alunos do primeiro grupo trabalharam quase na mesma intensidade do momento em que viram os vídeos pela primeira vez.

A conclusão? Bem… Se a ideia é guardar uma coisa em sua memória por mais tempo e conseguir se lembrar dessa informação com mais facilidade, o jeito é começar a pensar sobre ela durante 40 segundos. Taí uma coisa que não custa tentar, não é mesmo?

*Fonte: MegaCurioso