O mistério do Triângulo das Bermudas foi revelado finalmente

Muitos navios e até mesmo aviões tiveram disseminado a história de terem sidos desaparecidos no famoso Triângulo das Bermudas que agora, os cientistas acreditam ter encontrado a resposta. Não, não são alienígenas, mas envolve crateras gigantes e explosões de gás. Pesquisadores da Universidade do Ártico da Noruega acreditam que grandes acúmulos de gás metano no fundo do mar desencadeou violentas erupções capazes de afundar navios.

As erupções de gás podem não ser vistas em toda a imagem, mas devido às numerosas crateras encontradas espalhadas por todo o Triângulo das Bermudas, acredita-se que elas seriam a causa principal. As crateras teriam sido aberta a partir da liberação rápida de acumulo de gases.

As bolhas de gás que se elevam, essencialmente iria reduzir a densidade da água do mar, o que faria com que os navios afundassem, ou possivelmente tornar-se envolvido por água, dependendo da gravidade da explosão. Cada cratera encontrada no fundo do mar tinha mais de 45 metros de profundidade e 250 metros de largura. Estas grandes crateras teriam liberado milhares de metros cúbicos de metano, resultando em uma turbulência violenta.

Enquanto as erupções de gás no mar explicam o desaparecimento de navios e outras embarcações, a questão muda para acidentes de avião. Como o metano é um gás muito inflamável, se um avião estava sobrevoando através de uma concentração grande do gás, ele pode entrar em combustão. Estas erupções repentinas também seriam responsáveis ​​por grande parte do mistério que envolve a rapidez de cada um dos desaparecimentos.

Enquanto isto ainda é apenas uma teoria, a ação de afundar navios através da liberação de gases subaquáticos é totalmente testada e comprovada. Então como se vê, não era provavelmente aliens responsáveis ​​pelo mistério em torno do Triângulo das Bermudas, apenas um monte de gás metano.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

O mistério dos números 6174 e 495 que intriga matemáticos há 70 anos

O número 6174 parece a princípio não ter nada de especial, mas ele intriga matemáticos e entusiastas da teoria dos números desde 1949. Por quê?

Bem, para entender, faça o seguinte:

1. Escolha qualquer número de quatro dígitos que seja composto por pelo menos dois dígitos diferentes, incluindo zero, por exemplo, 1234.

2. Organize os dígitos em ordem decrescente, que em nosso exemplo seria 4321.

3. Agora, organize os números em ordem crescente: 1234
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4. Subtraia o menor número do maior número: 4321 – 1234 = 3087

5. E agora repita os últimos três passos

Vamos lá:

Primeiro, organizamos os dígitos em ordem decrescente: 8730. Depois, em ordem crescente: 0378. E subtraímos o menor do maior: 8730 – 0378 = 8352.

Novamente, reorganizamos os dígitos e os subtraímos: 8532 – 2358 = 6174.

Uma vez mais, reordenamos os dígitos e subtraímos: 7641 – 1467 = 6174.

De agora em diante, não vale a pena prosseguir, já que repetiríamos a mesma operação.

A curiosa origem dos símbolos matemáticos +, – e =
Como a Índia revolucionou a matemática séculos antes do Ocidente
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Vamos testar outro número. Que tal 2005?

5200 – 0025 = 5175
7551 – 1557 = 5994
9954 – 4599 = 5355
5553 – 3555 = 1998
9981 – 1899 = 8082
8820 – 0288 = 8532
8532 – 2358 = 6174
7641 – 1467 = 6174

Assim, não importa com que número começamos, sempre se chegará a 6174.

Um viciado em números

Isto é conhecido como a Constante Kaprekar, batizada em homenagem àquele que descobriu a misteriosa beleza do número 6174 e a apresentou na Conferência Matemática de Madras em 1949, Dattatreya Ramchandra Kaprekar (1905-1986), um viciado confesso na teoria dos números.

“Um bêbado quer continuar bebendo vinho para se manter naquele estado agradável. O mesmo vale para mim quando se trata de números”, ele costumava dizer.

Kaprekar era um professor de uma pequena população indiana chamada devlali ou deolali e era frequentemente convidado a falar em outras escolas sobre seus métodos únicos e observações numéricas fascinantes. No entanto, vários matemáticos indianos riam de suas ideias, chamando-as de triviais.

Talvez sejam: é fato que, apesar de a Constante de Kaprekar ser surpreendente e nos levar a suspeitar por trás dela esteja um grande teorema, pelo menos até agora nunca revelou nada.

Aquele que ri por último…

Mas nem tudo tem que ser útil para ser divertido e interessante. Kaprekar se tornou conhecido dentro e fora da Índia, porque muitos outros matemáticos acharam as ideias intrigantes. E, como ele, continuaram brincando com os números.

Yutaka Nishiyama, da Universidade de Economia de Osaka, no Japão, por exemplo, diz na revista +plus que usou um computador para ver se havia um número limitado de etapas para alcançar 6174.

Ele estabeleceu assim que o número máximo de passos é 7, ou seja, se você não alcançar 6174 após usar a operação sete vezes, você terá cometido um erro nos seus cálculos e deverá tentar novamente.

O número 495 também é considerado especial

Em outras investigações, descobriu-se que o mesmo fenômeno ocorre quando, em vez de começar com quatro dígitos, começa com três.

Vamos tentar com o número 574?

754 – 457 = 297
972 – 279 = 693
963 – 369 = 594
954 – 459 = 495
954 – 459 = 495

Como se pode ver, o “número mágico” neste caso é 495.

E não, isso não acontece em outros casos: somente com números de três ou quatro dígitos (pelo menos de 2 a 10 dígitos, que é o que foi testado).
Para estimular os estudantes

Atualmente, a empresa sem fins lucrativos Scigram Technologies Foundation desenvolve na Índia uma plataforma de ensino em computadores especialmente para escolas rurais e tribais. A empresa transformou o número 6174 na tabela colorida que ilustra esta reportagem.

O cofundador Girish Arabale explica que sempre buscam inspirar e motivar aquelas crianças em idade escolar que costumam odiar matemática. “A Constante de Kaprekar 6174 é um desses belos números, e os passos que levam à sua descoberta criam um momento ‘aha!’, desses que fazem falta nos currículos tradicionais de matemática.”

Eles atribuíram, como se pode ver abaixo, uma cor a cada número de etapas necessárias para atingir 6174 (lembre-se que há um máximo de 7 etapas).
colores con números

Foi escrito então um código que pode ser facilmente recriado em um Raspberry Pi, computador barato muito usado para ensinar a linguagem Wolfram, disponível gratuitamente no Raspberry Pi. Um programa criou assim padrões com os passos que levam ao número 6174 para cada um dos 10 mil números de 4 dígitos que existem, criando a tabela abaixo com as diferentes cores.

Matemática recreativa

A Constante de Kaprekar não foi o único fruto da paixão do indiano por números. Entre sua coleção de idéias, também está o Número de Kaprekar.

É um número com a interessante propriedade de que, se for elevado ao quadrado e somadas as duas partes iguais do resultado, se chegará ao número original. Para esclarecer, um exemplo:

297² = 88.209
88 + 209 = 297

Outros casos exemplos de Números de Kaprekar são: 9, 45, 55, 703, 17.344, 538.461… teste e confira!

Mas lembre-se: ao dividir o número cujas partes você vai adicionar, deixe a parte mais longa à direita (no exemplo, ao dividir em dois 88.209, formam-se dois grupos: um com dois dígitos e outro com três, portanto, seguindo as indicações, quando separadas, ficam como 88 e 209 e não 882 e 09).

*Por Dalia Ventura

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*Fonte: bbc

Clube dos 27: a enigmática morte do fundador dos Rolling Stones, Brian Jones

Um certo mistério ronda a morte de alguns músicos e artistas que falecem na fatídica idade de 27 anos: Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Amy Winehouse são alguns dos nomes que fazem parte do chamado Clube dos 27.

O músico e guitarrista britânico, Brian Jones também faz parte dessa estatística curiosa. O jovem foi encontrado sem vida na piscina de sua mansão, em Sussex, no Reino Unido, aos 27 anos. No entanto, seu óbito gera diversas especulações e teorias.

Início da carreira e criação da banda

Nascido em 28 de fevereiro de 1942, Lewis Brian Hopkin Jones veio de uma família cercada de amantes da música. Filho de um engenheiro e de uma dona de casa, desde jovem, Jones destacava-se por seu talento musical.

Ainda criança aprendeu a tocar piano durante aulas proporcionadas por sua mãe. O menino aprendeu a manusear diversos instrumentos, mas, sua paixão era mesmo a guitarra, objeto que tinha apreço e nunca largava.

Na adolescência, mantinha um estilo extravagante e uma vida baseada no típico conceito de sexo, drogas e rock’n roll, da década de 1960. O garoto problema até chegou a se matricular na faculdade, porém, abandonou a vida acadêmica, entrando de cabeça no mundo da música.

Depois de se apresentar sozinho em clubes de jazz e blues, Brian sentiu que era a hora de montar uma banda. Em maio de 1962, o guitarrista divulgou um anúncio no periódico Jazz News, convidando músicos para participarem de um teste no conhecido pub Bricklayer’s Arms, em Londres.

O anúncio chamou a atenção de ninguém menos que o cantor Mick Jagger, que levou seu amigo de infância Keith Richards para o teste, com Charlie Watts juntando-se posteriormente. E a partir daí, The Rolling Stones estavam oficialmente formados.

O nome da banda foi dado por Brian, que se inspirou no trecho de uma canção de Muddy Waters, Rollin’ Stone, o nome foi utilizado oficialmente pela primeira vez, durante a apresentação da banda no Marquee Club de Londres, em 12 de julho de 1962. Foi de Brian o posicionamento artístico tomado pela banda, em seus anos iniciais.

Jones não tinha a mesma habilidade de escrita que Jagger e Richards, mas, possuía o domínio dos instrumentos como ninguém. Em 1969, os Rolling Stones já faziam um enorme sucesso e os músicos ganhavam muito dinheiro, Brian não soube administrar a fama e abusava das drogas e álcool, além de ter sido preso algumas vezes.

Seu comportamento estava atrapalhando o andamento dos shows e gravações do grupo, os Stones decidiram então expulsá-lo da banda, antes de uma turnê que fariam pelos Estados Unidos naquele ano.

Tragédia anunciada

Na madrugada de 2 de julho de 1969, três semanas após ter sido afastado da banda que ele mesmo formou, Brian Jones foi encontrado morto em sua casa, por sua namorada sueca, Anna Wohlin.

A mulher retirou o corpo de seu amado da piscina da mansão do músico, acreditando que ele ainda estava vivo. Porém, após a chegada dos médicos, o homem foi declarado morto.

Na época, o relatório dos legistas afirmou que a causa da morte foi um acidente, provavelmente afogamento após o uso abusivo de drogas. Três dias após a morte do ex-colega de banda, os Rolling Stones — já com um novo guitarrista-, se apresentaram em um show gratuito, dedicando o concerto à Jones.

Não demorou muito para que diversas teorias da morte repentina de Brian surgissem na mídia. Foi dito que o mestre de obras Frank Thorogood, que trabalhava em uma reforma na mansão do músico, havia afogado o roqueiro.

Em um filme intitulado Stoned, lançado no ano de 2005, algumas hipóteses foram levantadas. A obra dizia que Frank teria confessado o crime à sua filha, em seu leito de morte, no ano de 1993. Contudo, não existem provas contundentes dessa história e a versão nunca foi confirmada.

Legado de Jones

Para o líder da banda, Mick Jagger, a expulsão do guitarrista foi necessária na época: “Éramos jovens, e às vezes as pessoas pegam no pé dele. Mas ele atraiu isso para si mesmo, era muito invejoso, muito difícil, muito manipulador.”, afirmou Jagger em entrevista.

Apesar da perda enigmática do musicista e da distância entre ele e os outros colegas, os Rolling Stones não teriam sido os mesmos sem Brian. Seu último álbum feito com os Stones foi o Let it Bleed, do qual ele participou em algumas canções. Mesmo tímido como compositor, suas contribuições marcaram a história dos Stones, principalmente as músicas Stoned (1963) e Now I’ve Got A Witness (1964).

O documentário Rolling Stone: Life and Death of Brian Jones, lançado no início de 2020, tem como foco principal a possibilidade de que o músico tenha mesmo sido assassinado, o filme está previsto para ser veiculado em plataformas de streaming ainda esse ano, e tem o objetivo de destrinchar ainda mais esse famoso mistério, que cerca o mundo do rock a mais de 50 anos.

*Por Penélope Coelho

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*Fonte: aventurasnahistoria

Telescópio que busca por vida extraterrestre quebra de modo misterioso

O Observatório de Arecibo ficou devastado na calada da madrugada do último dia 10 de agosto

O gigante telescópio do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, investiga a existência de vida extraterrestre e busca asteroides no espaço. Entretanto, conforme informou o site Live Science, de modo misterioso, um cabo de metal se rompeu, devastando o refletor do equipamento na madrugada do último dia 10 de agosto.

O incidente ocorreu às 2h45 (horário local), quebrando a antena do radar e os cabos e plataformas que a sustentavam. O resultado foi a abertura de um impressionante buraco de 30 metros, segundo um comunicado da University of Central Florida, que opera o telescópio em um terreno da National Science Foundation.

Vários detritos caíram no local, dificultando o acesso por parte de técnicos que trabalham no observatório. A instituição começou a operar em 1963, mas foi nos anos 1970 que passou a ter um papel vital na busca por ETs. Em 1974, astrônomos enviaram com o telescópio uma mensagem a uma distância de 25 mil anos-luz.

A ideia era que um código binário alcançasse um aglomerado de estrelas — e, quem sabe, algum ser espacial respondesse com o uso de tecnologia avançada. Mas, nunca houve resposta de nenhuma eventual civilização alienígena.

Por ora, agora o objetivo deixa de ser a vida em outros planetas para que a equipe possa se concentrar em reparar os estragos feitos. “Nosso foco é garantir a segurança de nossa equipe, protegendo as instalações e equipamentos, e as restaurando para operações completas o mais rápido possível, para que possamos continuar a ajudar cientistas em todo o mundo”, disse Francisco Cordova, diretor do local, em nota.

Um dos programas científicos que contava com a contribuição do telescópio era o Projeto Radar Planetário de Arecibo, parte do esquema de Defesa Planetária da NASA. Esse plano se responsabiliza, em uma parceria de observatórios do mundo todo, a detectar objetos próximos à Terra — como asteroides, que podem representar uma ameaça ao nosso planeta.

*Por Vanessa Centamori

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*Fonte: aventurasnahistoria

Símbolo gigante em plantação intriga franceses

Depois que imagens do símbolo foram publicadas no Facebook, região atraiu muitos curiosos; alguns dizem que o desenho pode ser uma obra de arte feita por alienígenas

Mistério no norte da França. Um símbolo gigantesco com forma geométrica que lembra uma flor com uma cruz no centro chama a atenção na pequena cidade francesa de Vimy. O desenho, descoberto recentemente por um fazendeiro local, levanta as mais diversas hipóteses para o surgimento da marca de cerca de 300 metros quadrados nos campos de trigo da região. Há quem diga que se trata de uma obra de arte extraterrestre.

Surpresa pelo fato inusitado e pelo tamanho da obra, a família dona da fazenda rapidamente conseguiu um drone para tirar fotos do símbolo e, assim, talvez tentar entender melhor do que se tratava o preciso recorte em sua plantação. Mas a situação perdeu o controle depois que decidiram publicar essas imagens no perfil do Facebook da fazenda.

“Vimos muitas pessoas chegando ao campo. Descobrimos que havia uma religião, crenças em torno dela. As pessoas são loucas. Elas vêm para orar. Elas vêm para mentir no campo. Assumem o lugar. Você se sente sobrecarregado. Ainda é uma propriedade privada! Hoje temos mais pessoas em nosso campo do que em nossa loja agrícola”, diz o dono da fazenda.

As imagens já foram removidas da rede social, mas o mistério continua a levar curiosos para o local. “Algumas pessoas nos dizem que é a cruz dos Templários, que a energia que brotou da terra, que nosso campo é abençoado e pode curar a esclerose múltipla”.

Os fazendeiros tiveram que chamar a polícia para controlar a euforia dos visitantes. Segundo os proprietários da plantação, a perda financeira não é muito alta, mas a perturbação dos curiosos se tornou insuportável.

Segundo pessoas que compareceram ao local, o símbolo é uma cruz em referência aos Cavaleiros Templários e ao passado turbulento da região, que foi devastada pelos combates na Primeira Guerra Mundial. Já outros curiosos estão convictos que o desenho feito na plantação é uma obra feita por alienígenas.

*Por Cesar Schaeffer

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*Fonte: olhardigital

Mistério de como o estresse torna os cabelos brancos é desvendado

Uma equipe formada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Harvard, nos EUA, descobriram o mecanismo que faz com que os cabelos se tornem brancos quando somos expostos a situações de muito estresse. O time também concluiu que, uma vez os fios mudam de cor, o processo é irreversível – o que representa uma má notícia para os grisalhos inconformados de plantão. Mas, mais importante que os dramas capilares, o estudo pôs em evidência que os efeitos do estresse podem ser bem mais abrangentes do que se pensa.

Mudando de cor

Faz parte do processo natural de envelhecimento da maioria de nós padecer com fios brancos, e o mais normal é que os cabelos comecem a branquear por volta dos 30 anos – embora não seja raro ver pessoas começando a ficar grisalhas muito antes que isso, especialmente quando a genética não ajuda! No entanto, o estresse também é um fator que causa o efeito nas madeixas e, conforme observaram os pesquisadores em seus experimentos, o processo pode se dar em poucas semanas.

Quando iniciaram os testes – com ratinhos de laboratório de pelagem preta –, os cientistas suspeitavam que a perda de cor dos fios poderia ter a ver com uma resposta imunológica em que o próprio organismo passaria a atacar os melanócitos, células responsáveis por produzir a melanina e, portanto, “dar” cor à nossa pele e cabelos. Contudo, depois de desativar as defesas dos ratinhos e ver que eles continuavam a ficar brancos quando expostos ao estresse (estimulado através da dor, pobrezinhos!), os pesquisadores descartaram essa opção e focaram a sua atenção no cortisol, ou seja, no hormônio liberado quando somos submetidos a essas situações.

Então, os cientistas removeram as glândulas dos roedores responsáveis por produzir e liberar o cortisol e, mesmo assim, as criaturas seguiam ficando brancas. Por fim, o time voltou a sua atenção para o sistema nervoso simpático – responsável por ativar a resposta de “fuga e luta” no organismo, e que também é acionado pelo estresse.

Deu branco!

Quando esse sistema é ativado, ocorre a liberação de noradrenalina pelo corpo, um neurotransmissor que atua nos tornando mais alertas e preparados para reagir a situações inesperadas e potencialmente perigosas. Só que, quando essa resposta é posta em ação, os nervos simpáticos – que se ramificam até os folículos pilosos – são estimulados, e a noradrenalina chega até eles.

Pois nos folículos pilosos se concentram as células-tronco dos melanócitos, que vão repondo as células que dão cor aos cabelos conforme elas vão morrendo, e os pesquisadores descobriram que a noradrenalina acelera a deterioração das células-tronco, destruindo o “estoque” de melanócitos. Todo esse processo pode acontecer em uma questão de poucos dias e, uma vez o dano é causado, ele não pode ser mais revertido – e não adianta arrancar os cabelos brancos!

A equipe também descobriu que, ao administrar medicamentos para hipertensão aos ratinhos, o efeito sobre os fios podia ser bloqueado. Além disso, os cientistas conseguiram identificar qual era a proteína responsável por danificar as células-tronco devido ao estresse – a quinasa dependente de ciclina ou CDK – e, da mesma forma que o uso de anti-hipertensivos, a supressão dessa proteína evitou que os ratinhos se tornassem brancos.

O estudo basicamente confirma que o estresse pode afetar a cor dos cabelos e também da pele, além de poder impactar outros tecidos e órgãos de forma negativa. Mas, mais que desapontar grisalhos que querem aposentar tintas e colorações para os cabelos, a pesquisa deixa claro que ainda temos muito o que descobrir sobre os efeitos do estresse no organismo.

*Por Maria Tamanini

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*Fonte: tecmundo

 

O mistério do buraco negro que dispara ‘balas’ de plasma e move o espaço-tempo

O comportamento inusitado desse buraco negro fascina e intriga os cientistas.

Chamado V404 Cygni, ele se encontra a 8 mil anos-luz de distância da Terra.

Embora tenha sido identificado pela primeira vez em 1989, o buraco negro chamou atenção internacional quando, após mais de duas décadas de inatividade, despertou em 2015 se tornando o objeto mais brilhante observado no espaço com raios-X de alta energia.

Quando astrônomos do mundo todo apontaram seus telescópios para esse objeto celeste, descobriram um comportamento peculiar. E os resultados, baseados em dados coletados em 2015, acabam de ser publicados na revista científica Nature.

“Ficamos chocados com o que vimos, foi algo completamente inesperado”, indicou Gregory Sivakoff, pesquisador da Universidade de Alberta, no Canadá, um dos autores do estudo.

Jatos que oscilam

O V404 Cygni faz parte de um sistema binário, que absorve ou aspira material de sua estrela companheira.

Ao fazer isso, ele dispara “balas” ou jatos em alta velocidade para expelir o material.

Geralmente, esses jatos saem diretamente dos polos dos buracos negros em uma linha perpendicular ao anel de matéria que os envolve, o chamado disco de acreção.

Mas no caso do V404 Cygni os jatos são expelidos rapidamente em diferentes direções e de forma curva.

Os jatos parecem girar rapidamente como nuvens de plasma de alta velocidade, com apenas alguns minutos de intervalo.

“É um dos mais extraordinários sistemas de buraco negro já encontrado”, disse o principal autor do estudo, James Miller-Jones, do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia da Universidade de Curtin, na Austrália.

Girando como um pião

O disco de acreção do buraco negro tem 10 milhões de quilômetros de diâmetro, e a mecânica deste disco é responsável pelo inusitado comportamento do jato.

Em geral, se espera que o disco gire no mesmo eixo que o buraco negro – mas não foi o que aconteceu desta vez.

“O que é diferente no caso do V404 Cygni é que acreditamos que o disco de matéria e o buraco negro estão desalinhados”, explica Miller-Jones.

“Aparentemente isso está fazendo com que o interior do disco gire como um pião que está perdendo velocidade, e que emite jatos em diferentes direções, à medida que muda sua orientação.”

Quando o V404 Cygni despertou em 2015, uma grande quantidade de matéria circundante caiu dentro do buraco negro ao mesmo tempo, então a taxa de acreção ou queda de matéria no buraco aumentou temporariamente e fez com que a energia disparasse.

A pesquisa se baseou em observações do Very Long Baseline Array (VLBA), um radiotelescópio formado por dez antenas localizadas em diferentes enclaves dos Estados Unidos.

Também foram utilizados dados do observatório integral de alta energia da Agência Espacial Europeia (ESA).

Arrasto de espaço-tempo

Os cientistas investigam as causas do inusitado desalinhamento entre o buraco negro e o disco de matéria que o rodeia.

Uma das possibilidades é que o eixo de rotação do buraco negro tenha sido inclinado por um impacto durante a explosão estelar que o criou.

A mudança no eixo de rotação se deveria também a um fenômeno chamado efeito de arrasto de referenciais (frame dragging, em inglês), previsto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral.

Ao girar, o campo gravitacional rotatório do buraco negro é tão intenso que arrasta o espaço-tempo em seu entorno.

A constatação, segundo os autores do estudo, amplia nosso conhecimento sobre a formação de buracos negros – e, como destaca Sivakoff, “nos dá um pouco mais de informação sobre a grande questão: como conquistamos nosso lugar no Universo?”

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Estudo traz novas pistas sobre sofisticada sociedade que ergueu enigmáticas estátuas gigantes da Ilha de Páscoa

Os moais, as gigantescas esculturas da Ilha de Páscoa, estão entre as construções mais misteriosas de nosso planeta. Mas foi se debruçando sobre resquícios das ferramentas utilizadas pelos antigos habitantes da ilha, os rapanui, que um grupo de arqueólogos conseguiu levantar importantes pistas sobre o nível de sofisticação dessa sociedade.

O estudo foi publicado nesta segunda-feira, 13, no periódico Journal of Pacific Archaeology. De acordo com a antropóloga Laure Dussubieux, pesquisadora do Museu Field de História Natural de Chicago, nos Estados Unidos, e uma das autoras da pesquisa, a grande descoberta está em como a sociedade dos construtores de moais era organizada e complexa, com muita interação e troca de informações entre os habitantes.

Para compreender este cenário é preciso recuar um bocado no tempo. Os moais – são cerca de 900 – foram construídos na Ilha de Páscoa, um dos lugares habitados mais remotos do mundo, a 3,7 mil quilômetros da costa do Chile, no Oceano Pacífico.

Marinheiros polinésios lá chegaram por volta do ano 1100. Tornaram-se o povo rapanui. As gigantescas esculturas de pedra foram erguidas entre os anos de 1250 e 1500.

Até então, se acreditava que essa sociedade tivesse sido destruída logo após a construção dos moais, em decorrência de guerras e fome, causadas pela exploração excessiva dos recursos naturais.

Mas a história não foi bem assim, conforme mostram os cientistas. Eles analisaram a composição química dos resquícios das ferramentas utilizadas pelos rapanui na construção dos moais. E descobriram que as relações dessa sociedade eram complexas, uma vez que encontraram evidências de compartilhamento de informações e colaboração.
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Image caption Marinheiros polinésios chegaram à Ilha de Páscoa por volta do ano 1100. Tornaram-se o povo rapanui.

“Essa ideia de competição e colapso na Ilha de Páscoa pode ser exagerada”, afirma o principal autor da pesquisa, o antropólogo e arqueólogo Dale Simpson Jr., da Universidade de Queensland. “Para mim, a organização industrial das esculturas em pedra é uma evidência sólida de que havia cooperação entre famílias e grupos de artesãos.”

Em conversa com a BBC News Brasil, o cientista detalhou essas evidências. Basicamente, o uso de materiais não originários de determinada região da ilha indica que havia uma troca entre diferentes grupos. Além disso, os padrões de distribuição de determinados elementos mostram que havia uma organização hierárquica clara. “Nosso estudo sugere um mínimo de supervisão sociopolítica e econômica e competição por recursos significativa entre membros de cada clã”, comenta Simpson.

 

Pesquisa

O grupo de está há 35 anos pesquisando na Ilha de Páscoa – deste total, Simpson participou de 17 anos.

O cientista lembra ainda que a análise do tamanho e da quantidade dos moais também mostra que era necessária uma sociedade complexa para a construção. A maior parte dos quase 900 moais mede de 4 a 6 metros de altura, e seu peso médio é de 14 toneladas; o mais alto deles tem quase 10 m de altura e há uma estátua inacabada que, pronta, teria cerca de 21 metros de altura.

“Os antigos rapanui tinham chefes, sacerdotes e se organizavam em associações de profissionais que pescavam, cultivavam o solo e esculpiam”, afirma. “Era preciso um certo nível de organização sociopolítica, ou não seria possível esculpir quase mil estátuas.”

O trabalho de Simpson, Dussubieux e o restante da equipe consistiu em analisar detalhadamente 21 das cerca de 1,6 mil ferramentas de pedra – feitas basicamente de basalto – recolhidas em escavações arqueológicas na ilha. Na essência do trabalho, estava a ideia de que o estudo de tais ferramentas poderia revelar a maneira como elas eram usadas e, consequentemente, como era a interação entre os escultores ancestrais. Além disso, trazia pistas de como funcionava a “indústria” rapanui de produção de estátuas.

Dussubieux conta que, com o trabalho, foi possível descobrir de onde vinham as matérias-primas usadas para a fabricação dos artefatos e, então, compreender as relações entre diferentes comunidades da ilha – seriam pelo menos três pedreiras de basalto as fontes do material. “Como todo mundo usava o mesmo tipo de pedra, fica claro que eles tinham de colaborar. É por isso que foram bem-sucedidos: eles trabalhavam juntos”, argumenta Simpson.

Para Dussubieux, o estudo ainda pode oferecer insights sobre o funcionamento de outras sociedades, antigas ou contemporâneas. “O que acontece no mundo é cíclico. Ou seja: o que já aconteceu no passado acontecerá novamente. A maioria das pessoas não vive em uma pequena ilha – mas o que aprendemos sobre as pessoas e as interações no passado são muito importantes para nós agora, porque o que molda nosso mundo é como interagimos”, afirma.

Segundo os cientistas, o estudo desmente a narrativa oficial de que os habitantes da Ilha de Páscoa acabaram ficando sem recursos e, portanto, entrado em colapso.

A civilização rapanui já estava decadente quando os europeus chegaram à ilha, em 1722. Havia entre 2 mil a 3 mil rapanuis vivendo nela. Doenças europeias, escravidão e emigração para outras ilhas acabaram reduzindo drasticamente a população nativa. Quando a ilha foi anexada pelo Chile, em 1888, havia pouco mais de 100 descendentes de rapanuis vivendo nela.

Outras explicações

Não faltam teorias nem para o que seriam os moais, nem para o que teria causado o desaparecimento dos rapanui.

A explicação mais aceita sobre as estátuas é a de que seriam monumentos em homenagem a líderes mortos. Mas há ainda quem veja nos moais uma espécie de reprodução da distribuição astronômica das estrelas ou mesmo que eles funcionariam como para-raios nas constantes tempestades da ilha.

Quanto ao desaparecimento dos rapanui, muito também já se falou. Em 2016, o biólogo espanhol Valentí Rull, autor do livro La Isla de Pascua: Una Visión Cientifica e membro do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha, publicou um estudo no qual propunha uma reavaliação holística sobre o que teria acontecido com a sociedade rapanui.

Ele levantou todas as hipóteses correntes – o esgotamento dos recursos da ilha, a ideia de que eles teriam sido dizimados por doenças europeias e por tráfico de escravos, a devastação do ecossistema – e propunha uma resposta consistente na soma de todas elas.

“As diferentes interpretações podem ser complementares, mas não excludentes. Na última década, houve um boom de novos estudos, e eles exigem que reconsideremos as questões climáticas, ecológicas e culturais que ali ocorreram”, defendeu o cientista.

Rull lembrou que amostras sedimentares propiciaram um estudo sobre os últimos 3 mil anos do clima da ilha, demonstrando como a alternância de secas com estações chuvosas pode ter influenciado nas populações. Ao mesmo tempo, análises arqueológicas de artefatos e restos humanos também estão cada vez mais mostrando como era essa sociedade.
Nome

Pesquisas científicas à parte, o governo chileno anunciou, no início deste mês, que deve rebatizar a Ilha de Páscoa em referência ao passado ancestral do local. Assim, seguindo uma proposta apresentada por parlamentares chilenos em 2016, a ilha deve se chamar Ilha Rapa Nui.

A justificativa governamental para a mudança diz que Ilha de Páscoa lembra um “passado de invasão, saqueamento, escravidão e fim de sua cultura”.

Rapa Nui, que significa “Ilha Grande”, era o nome ancestral do local. Ilha de Páscoa foi o nome dado pelo explorador holandês Jakob Roggeveen (1659-1729), oficialmente o primeiro europeu a pisar na ilha – como ele chegou em um domingo de Páscoa, resolveu dar-lhe este nome.

 

 

 

 

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*Fonte: bbc

Mistério: tubarões aparecem com fígado extraído com precisão cirúrgica

A localização da carcaça de cinco tubarões brancos encontradas em uma praia em Gansbaai, na África do Sul, deixou todo mundo intrigado. Aparentemente intactos, os animais estavam sem o fígado.

De início, a hipótese da caça humana foi cogitada. Mas, como um homem seria capaz de matar um tubarão sem deixar ao menos uma marca? Difícil. A análise da fundação sul-africana Dyer Island Conservation Trust concluiu que, na verdade, os tubarões tiveram o fígado retirado por orcas.

Segundo os pesquisadores, a Orcinus orca recorre ao trabalho em equipe para, primeiro imobilizar o animal de 1 tonelada, na sequência elas rasgam os tubarões e aproveitam sua destreza com os lábios para fazer o corte preciso.

Não é fácil domar um animal desses

“Imaginamos que uma orca abocanhe em seguida uma das barbatanas peitorais, e uma segunda orca faz o mesmo com a outra. As barbatanas são como asas de um avião para os tubarões”, disse à BBC Brasil Alison Towner, membra da Dyer Island Conservation.

Esta é literalmente uma briga de gigantes. Apesar de nadarem sozinhos pelos oceanos, além do peso, o tubarão branco é conhecido pelo instinto predatório. E o fígado do animal marinho pesa cerca de 90 quilos.

Para os pesquisadores, a escolha do fígado dos tubarões se dá pela abundância de energia. O órgão contém vitamina C, B12, A, ferro, niacina, sódio e carboidratos. A carcaça não é consumida, pois elas necessitam preencher apenas o equivalente a 3% do peso diariamente.

As orcas trabalham em equipe para caçar o tubarão.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Kryptos, a escultura misteriosa

Olá pessoal. Tem tempo que não escrevo nada, porque estou (invariavelmente como sempre) trabalhando feito um desgraçado. Mas no post de hoje vou abordar um mistério curioso que se traduz em nada mais nada menos que uma escultura.

Kryptos é o nome da tal escultura, que pode ser vista por qualquer um que passe em frente da sede da CIA na Virgínia, EUA.

Ela consiste em quatro painéis de cobre, cada um dos quais, está coberto com um bizarro código. Parece algo simples, mas o fato é que até hoje ninguém decifrou tudo.

Cada um dos quatro painéis ali foi criptografado de maneira diferente. Desde a sua instalação em 1990, três dos quatro painéis foram decodificados. Mas a última parte permanece sem solução após esses 20 anos, apesar dos esforços dos próprios funcionários da CIA e milhares de criptoanalistas.

Hoje é fato que o quarto e último painel do Kryptos se tornou um dos mais famosos códigos não resolvidos do mundo.

A origem da escultura misteriosa

A escultura é uma peça avaliada em US $ 250.000 criada por Jim Sanborn.

Em frente à entrada da CIA, ele colocou muitos outros painéis de cobre menores, mas semelhantes, com mensagens em código morse gravado em suas superfícies; mas para o Kryptos, outro nível era necessário. Assim, uma mensagem foi criada, dividida em quatro painéis e depois codificada com a ajuda do chefe do Centro Criptográfico da CIA. Assim, em cada painel foi usada uma combinação mais complexa de códigos, numa escala crescente de dificuldade.

O quarto painel permaneceu sem solução por este motivo. É muito mais complexo do que os outros, e para resolvê-lo, é necessário encontrar as chaves para ele, quais estariam cifradas em meio à solução dos três painéis anteriores. Sem as três primeiras respostas perfeitas, a quarta permanece impossível.

Mas não é só isso! Há uma segunda “camada de complexidade” na escultura, pois se o quarto painel for decifrado, a transcrição produz um novo “enigma dentro do enigma”. Esse enigma é o último passo, resolva isso e fique famoso.
O fato é que estamos gradualmente chegando no ponto em que a coisa será solucionada, já que os três primeiros painéis foram resolvidos por três equipes antes do ano 2000, e graças a um funcionário da CIA usando técnicas de caneta e papel em seus intervalos para almoço, um cientista da computação californiano e um grupo da Agência Nacional de Segurança.

Enquanto esses três têm uma quantidade considerável de pedaços do “quebra cabeças”, apenas o artista tem o quebra-cabeça completo. Mas há uma exceção: William Webster, o então diretor da CIA, e Ed Scheidt, a pessoa que projetou os códigos. Ambos foram informados sobre o texto decifrado completo, mas eles não sabem a solução final para o enigma. Essa última pista intriga a todos até hoje.

De fato, talvez essa resposta nunca seja descoberta. Pensando nisso, James Sanborn se assegurou que a solução final seja passada para uma pessoa, que pode confirmar ou negar qualquer reivindicações de solução caso ele tenha morrido antes.

Pedaços do mistério

O primeiro painel é uma passagem curta com um erro de ortografia proposital, o segundo painel fala de “algo invisível” e, em seguida, algumas coordenadas muito precisas apontando para um local que está a 200 metros ao sul do Kryptos. Ali também há menção para algo que está enterrado, embora isso não seja confirmado, já que nenhuma escavação foi realizada até hoje.
Em seguida, o painel três tem um relato incorreto e parafraseado da famosa abertura do túmulo de Tutancâmon por Howard Carter.

Desde 2003, um grupo de 2000 pessoas, vários funcionários da CIA e entusiastas solitários trabalharam incansavelmente com pouco progresso. A única pista veio do escultor em novembro de 2010, na ocasião do aniversário de 20 anos da escultura. A pista era que as letras 64-69, NYPVTT, codificavam o texto BERLIN.

Não é muito, mas os investigadores ficaram felizes considerando um avanço relativo para seus grupos, um começo.

Suspeita-se que o maior significado do Kryptos é filosófico, já que ninguém nunca conseguiu resolvê-lo, mas milhares estão tentando. O objetivo não é a resposta em si, mas a busca é parte integrante dessa emoção, como na escalada de uma montanha. Todos tentam chegar ao segredo da escultura, mas independentemente de a resposta ser o sentido da vida, ou 42, buscá-la oferece algum sentido para essas almas perturbadas pelo mistério em aberto.

Há quem sugira que a simples escultura está ali não por acaso, e que se trata de uma peça incrível de “seleção” criada pela central de inteligência norte-americana. Algumas pessoas acreditam que o tal segredo já foi descoberto por várias pessoas que imediatamente foram contratadas pelas agências de inteligência, e que o mistério é somente parte de um engenhoso mecanismo de seleção dos grandes cérebros. Será? Eu não sei, mas seria legal se fosse.

O fato é que se nos basearmos nas entrevistas pregressas de grupos de pesquisadores do mistério feitas com James Sanborn, deduziu-se que a resposta pode ser realmente filosófica, alguma mensagem profunda que ele deseja transmitir, mas qual é essa mensagem ninguém sabe, e talvez passe 100, 200 ou 1000 anos sem que a resposta venha à luz.

*Por Philipe Kling David

 

 

 

 

 

 

 

 

JIm Sanborn

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: mundogump