10 sintomas de quem tem o “Vírus viajante”

A gente já sabe que o gosto por viajar está em nossos genes e que também viajantes são mais criativos, inteligentes e recebem mais ofertas de trabalho que os demais e que quem frequenta essa página é completamente louco por viagem.
Derrubamos mitos e identificamos que dentro da nossa “espécie” existem vários perfis de mochileiros e que, apesar das variações todos temos o “vírus viajante”.

Abaixo listamos 10 de alguns sintomas de quem tem esse vírus. Se você conhece outros, deixe pra gente aí nos comentários!

1- Sente muito amor pelo passaporte e seus carimbos

2- Sente muito amor por sua companheira: a mochila

                   3- Aproveita muito as viagens solo

4- Considera que viajar é o melhor investimento de tempo e dinheiro

                   5- Seus amigos e familiares não estão certos por onde você anda

6- Tem muitos amigos estrangeiros e seu Facebook parece uma convenção do Couchsurfing (bem como sua casa ou algumas que você frequenta, em alguns momentos)

7- A rotina te asfixia

8- Seus conhecidos recorrem a você para pedir informações e dicas sobre algum destino

9- Ainda que não esteja viajando, sempre tem um próximo destino em mente

10- Jamais quer ser curado deste vírus

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*Fonte: mochileiros

Manifesto Viajante: Uma vez fui viajar e não voltei!

Uma vez fui viajar e não voltei.  Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.
Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.
Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.

Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.
Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.

Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.
Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.

Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.

Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.

Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.
E quer saber?

Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.
Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.
E ainda tenho muito que aprender.

Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.

Uma fez fui viajar… e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta.”

 

“Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”
(Fernando Pessoa)

 

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*Fonte: mochilabrasil

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