Como exatamente os limites de velocidade são calculados?

Quaisquer que sejam suas opiniões sobre os limites de velocidade, você deve estar se perguntando exatamente como eles são determinados. Por acaso, o processo é bastante lógico.

Pelo menos na maioria das ocasiões.

Aqui, exploramos a história dos limites de velocidade e analisamos rapidamente como eles são definidos pelas autoridades locais.

Quando os limites de velocidade foram introduzidos pela primeira vez?

Você pode estar interessado em saber que os limites de velocidade pré-datam os veículos motorizados. Um dos primeiros da história foi estabelecido pela colônia americana de Nova Amsterdã no século XVII.

Esse limite impedia que vagões, carrinhos e trenós fossem executados, montados ou conduzidos a galope sob a punição de “dois quilos de flamengo” (cerca de US$ 50 hoje). Por volta de 1832, “The Stage Carriage Act” foi introduzido no Reino Unido para impedir a “condução furiosa”.

A ascensão da locomotiva levou à imposição de limites de velocidade adicionais em lugares como o Reino Unido até o final do século XIX. Um deles, o “Red Flag Act” de 1865, estabeleceu limites de 16 km/h (10 mph) em estradas abertas, 3,2 km/h (2 mph) em cidades e 6,4 km/h (4 mph) em áreas rurais para mecanicamente veículos propelidos.

Curiosamente, a primeira pessoa a ser condenada por uma infração em alta velocidade é amplamente considerada como Walter Arnold de East Peckham, Kent, Reino Unido. Em 1896, ele foi multado em 1 xelim mais os custos legais por exceder o limite de velocidade de 13 km/h (8 mph).

Muitos países ao redor do mundo começaram a seguir o exemplo, com um limite de velocidade inicial sendo estabelecido no início do século XX, em Connecticut. Outros estados dos EUA logo se impuseram nas próximas décadas.

Como são determinados os limites de velocidade?

Em suma, os limites de velocidade são estabelecidos por uma autoridade pública sob recomendação de opiniões dos membros do trabalho público e estatístico dos engenheiros de tráfego. Mas, é claro, há um pouco mais do que isso.

Os limites de velocidade da estrada são definidos por meio de uma combinação de política e ciência. No nível político, os limites de velocidade são geralmente leis aplicáveis em muitos países ao redor do mundo.

Por esse motivo, eles tendem a ser definidos por funcionários eleitos e aplicados pela aplicação da lei. Os limites de velocidade variam de acordo com a localização (área residencial ou rodovia, por exemplo) e outras condições.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as ruas da cidade tendem a ser fixadas em 40 km/h, as estradas rurais tendem a ter limites de velocidade de 80 km/h e as rodovias tendem a ter também limites de velocidade de 80 km/h. Limites semelhantes são estabelecidos em outros países, como aqui no Brasil.

Mas há mais para determinar e definir limites de velocidade do que isso. Na grande maioria das ocasiões, os limites de velocidade são estabelecidos após um período de consulta com o público e especialistas em campo.

Seja uma estrada recém-construída ou uma solicitação foi recebida para alterar um limite de velocidade, o processo tende a ser o seguinte.

Os membros do público são consultados a fim de verificar suas opiniões sobre o assunto. Isso geralmente resulta em uma disseminação de opiniões de muito rápido (para pessoas que tendem a receber ingressos) a muito rápido para residentes que vivem ou trabalham no local específico em questão.

Os membros do conselho farão contato com os engenheiros de trânsito de sua jurisdição para acessar o limite de velocidade da estrada. Eles terão uma abordagem mais objetiva para formular um limite de velocidade recomendado.

Eles precisam equilibrar a necessidade de tornar as estradas o mais seguras possível, além de permitir que o tráfego se mova o mais rápido possível em uma estrada. Para ajudar nesse processo, os engenheiros de tráfego realizarão um estudo de velocidade.

Eles consistem em uma revisão da função, projeto e uso diário da estrada. Eles tendem a fazer perguntas como:

A estrada é usada por passageiros ou moradores locais?
Qual a largura das pistas?
Qual a largura dos ombros?
A estrada é curva ou reta?
Alguma interseção? Algum ponto cego?
Os engenheiros tentarão calcular a “velocidade do 85º percentil” para um trecho específico da estrada.

Em estatística descritiva, os percentis são medidas que dividem a amostra (por ordem crescente dos dados) em 100 partes, cada uma com uma percentagem de dados aproximadamente igual.

Qual é a “velocidade do percentil 85”?

Com uma revisão básica da estrada concluída, os engenheiros realizarão uma contagem de tráfego para determinar a quantidade real e a velocidade média dos veículos na estrada. Isso tenderá a envolver a instalação de um cabo especial na estrada, ou sistema de radar, em pontos estratégicos para automatizar o processo.

Com esses dados, os engenheiros analisam os números para determinar a “velocidade do 85º percentil”. Se a estrada estiver bem projetada e um limite de velocidade apropriado já estiver definido, a “velocidade do percentil 85” deve estar bem no local.

A “velocidade do 85º percentil” é aquela na qual 85% de todo o tráfego tende a viajar a uma velocidade específica ou abaixo de uma determinada velocidade no ponto estudado em uma estrada.

Os engenheiros também terão uma visão da taxa histórica de colisões na estrada. Isso é então comparado à taxa geral da localidade.

Estes tendem a ser calculados como um número de acidentes por milhão de milhas percorridas, mas outras métricas também são usadas.

Com todas essas informações coletadas e analisadas, o engenheiro de tráfego fará uma recomendação. Geralmente, eles fazem uma das três recomendações, dependendo do resultado do estudo:

Se as taxas de colisão na estrada forem altas e a “velocidade do percentil 85” estiver próxima da existente, o engenheiro geralmente recomenda uma redução no limite de velocidade.
Se a taxa de colisão for alta, mas a “velocidade do 85º percentil” for muito superior ao limite de velocidade atual, o engenheiro tenderá a manter a existente, mas aumentará a aplicação da lei.
Se as taxas de colisão forem baixas e a “velocidade do 85º percentil” for muito superior ao limite de velocidade existente, o engenheiro poderá recomendar o aumento do limite de velocidade.

Quais são os 3 tipos de limites de velocidade?

Nos Estados Unidos, existem 3 conjuntos ou tipos de limite de velocidade que você deve conhecer. De acordo com bigdawglaw.com, eles são os seguintes: –

Limite de velocidade absoluto – O limite de velocidade absoluto é o limite de velocidade publicado em uma área. Você ultrapassa o limite de velocidade absoluta se ultrapassar a velocidade registrada em qualquer valor.
Limite de velocidade presumido – O limite de velocidade presumido não é tão simples. Se um oficial acredita que você quebrou o limite de velocidade presumido, ele ou ela acredita que sua velocidade não se adequava às condições da época.
Limite básico de velocidade – Quando surge um problema envolvendo o limite básico de velocidade, significa que um policial acredita que sua velocidade de condução não era segura, mesmo que estivesse igual ou abaixo do limite estabelecido. Nesse caso, o oficial precisaria provar que sua velocidade apresentava um problema de segurança.

Qual é o limite de velocidade quando não há limite lançado?

Em muitos países do mundo, existem limites de velocidade nacionais para certos tipos de estradas. Esse é o caso mesmo se não houver limites de velocidade lançados reais presentes.

No Reino Unido, por exemplo, os limites nacionais de velocidade são os seguintes:

Áreas residenciais – Os limites de velocidade, se não houver sinais, são definidos para 48km/h (30 mph). A presença de lampiões e casas, é claro, é uma boa indicação desse limite. Em algumas circunstâncias, o limite de velocidade pode ser de 32 km/h (20 mph), mas isso deve ser claramente indicado.
Estradas-A: As estradas-A são as principais vias rápidas, simples ou duplas. Se a estrada for de pista única, o limite nacional de velocidade será de 97 km/h (60 mph).
Auto-estradas: O limite de velocidade nas auto-estradas também é de 113 km/h (70 mph). Novamente, algumas rodovias, ou certos trechos de rodovia, podem ter limites de velocidade mais baixos, mas isso será claramente sinalizado.

Mas esses limites variam amplamente em todo o mundo.

*Por Ademilson Ramos

 

……………………………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

São Paulo vai multar em R$ 250 quem lavar calçadas com água potável

No último sábado (28), foi publicado um decreto no Diário Oficial de São Paulo que proíbe a lavagem das calçadas com água tratada ou potável fornecida pela Sabesp -, companhia que abastece o município. E não pense que a medida vale apenas para quem usa mangueiras, mesmo os que realizarem a limpeza usando baldes estão passíveis de multa.

Antes conscientizar

Para não pegar os desavisados de surpresa, a lei nº 16.172, de 2015, afirma que no primeiro momento o morador será advertido por escrito. Neste caso, será alertado sobre a possibilidade de aplicação de multa. Se mesmo assim houver reincidência, a multa de R$ 250,00 será de fato executada. O valor pode dobrar caso o desrespeito à lei ocorra novamente.

Água de reuso

As águas de reuso a partir de agora também poderão ser fiscalizadas. A gestão regulamenta que este tipo de estocagem deve ser identificado e pintado em cor padronizada (no caso, púrpura). Além disso, os pontos de conexão precisam estar visivelmente identificados em casos de fiscalização.

Exceções

A lei abre exceções para casos extraordinários. Em tais situações a lavagem com água potável será permitida, que são na ocorrência de alagamento; derramamento ou deslizamento de terra; derramamento de líquidos gordurosos, pastosos, oleosos e semelhantes, provocados por terceiros e quando a empresa de serviços públicos não realizar a limpeza da calçada após o término da feira livre.

Como limpar agora?

Parece óbvio que há outros meios de limpeza, mas para quem usa a mangueira como vassoura talvez seja preciso explicar melhor que é possível manter a frente da residência limpa sem desperdícios. E sobre isso, o documento explica que “a limpeza de calçada deverá ser feita por varrição, aspiração ou outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando essa seja realizada com água de reuso, de poço ou de aproveitamento de água de chuva”.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

 

…………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Motorista que estourar limite de 20 pontos perderá carteira por pelo menos seis meses

O motorista que estourar 20 pontos em multas de trânsito perderá a Carteira Nacional de Habilitação (CHN) pelo prazo mínimo de seis meses. Antes, a punição inicial era de apenas um mês. O tempo máximo continua de 12 meses.

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) informou que a nova norma será aplicada a partir desta terça-feira (1º) no estado. No Rio Grande do Sul, o Detran-RS diz que vai esperar a regulamentação das normas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ainda não há data para que isso ocorra.

A mudança de prazos foi estabelecida em uma lei federal aprovada em novembro do ano passado. Se o motorista é reincidente, o limite mínimo de punição passou para oito meses — até agora, era de seis meses. A mudança na lei vale apenas para infrações cometidas a partir do dia 1º de novembro de 2016. Isso porque a punição ocorre para motoristas que atingem 20 pontos em multas no intervalo de 12 meses.

Quando a pontuação é alcançada, o infrator é notificado pelo Detran sobre a instauração do processo. Quanto a permissão de dirigir é revogada, o condutor precisa ir até um posto do departamento de trânsito e entregar o documento, que é devolvido só após o prazo de suspensão correr e depois que o motorista apresenta um certificado de conclusão de um curso de reciclagem.

No primeiro trimestre deste ano, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) instaurou 19.199 processos de suspensão ou cassação da CNH no Estado. Esse número – que inclui ainda ações como embriaguez ao volante e excesso de velocidade – representa alta de 952% comparado ao mesmo período em 2008. A abertura de um processo de suspensão da habilitação não significa o recolhimento imediato do documento, uma vez que a punição só ocorre passada a última possibilidade de defesa. No Rio Grande do Sul, a conclusão do procedimento leva, em média, três anos.

Suspensão

Punição: motorista perde o direito de dirigir por tempo determinado Quando é aplicada: quando o motorista alcança 20 pontos ou mais no período de 12 meses ou em casos de infrações como dirigir embriagado, conduzir em velocidade acima de 50% do limite da via ou participar de racha. Como a carteira é recuperada: o condutor entrega a CNH, aguarda o fim do período da punição e se submete a um curso de reciclagem.

Como é o procedimento administrativo de suspensão

1 – O motorista soma 20 pontos ou mais na CNH ou comete infração que prevê suspensão (dirigir embriagado, velocidade acima do 50% permitido ou racha). Após os recursos das infrações, abre-se o processo para suspender o direito de dirigir.

2 – O condutor tem prazo de 15 dias para apresentar a defesa no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

3 – Se negado, o motorista tem mais 30 dias para levar o seu recurso para a Junta Administrativa de Recursos em Infrações (Jari) do Detran.

4 – Caso o argumento seja rejeitado novamente, o condutor ainda pode recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), última instância administrativa, no prazo de 30 dias.

5 – Se a suspensão for mantida, o motorista é notificado e tem 48 horas para entregar a CNH em um Centro de Formação de Condutores (CFC). Só poderá reaver a licença depois de cumprir o prazo da punição e realizar o curso de reciclagem.

6 – Se o motorista suspenso for flagrado dirigindo, estará cometendo crime de trânsito e será aberto processo de cassação de sua CNH. Se a carteira já estiver cassada, o motorista também estará cometendo crime e sofrerá sanções que podem resultar até em prisão. Caso seja aberto novo procedimento em relação a esse motorista, o tempo que ele ainda tinha de suspensão se somará ao de cassação, que é de dois anos.

Nota do Detran-RS

“O DetranRS aguarda regulamentação do Contran para suspender CNH por pelo menos seis meses dos condutores que somarem 20 pontos em seu prontuário dentro do prazo de um ano – continuam em vigor os prazos previstos pelo CTB, a partir de um mês.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê suspensão de um a 12 meses para esses condutores e a lei 13281/2016, publicada em maio do ano passado, alterou essa punição para seis a 12 meses, entre diversas outras modificações. Em seu artigo 261, a lei determina que a penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta sempre que o infrator atingir a contagem de 20 pontos dentro de um período de 12 meses, partindo de seis meses. O mesmo artigo informa, em seu parágrafo 11, que o Contran regulamentará as disposições deste artigo.

O Detran São Paulo optou por iniciar a nova forma de penalização no próximo dia primeiro de novembro, na circunscrição daquele Estado. O DetranRS aguarda a regulamentação do Contran.”

………………………………………………………………
*Fonte clickrbs