“Somos inundados de informação e famintos de sabedoria”- Zygmunt Bauman

“Eu me pergunto se somos mais sábios que Aristóteles. Eu não sou, tenho certeza disso, mas e quanto aos outros? Não é muito claro. Winston, um grande biólogo, costumava falar que nós somos inundados por informações e famintos por sabedoria, e ele estava certo.

Quando eu era jovem, eu e a minha geração acreditávamos que o que nos impedia de resolver todas as questões do mundo era a ausência do conhecimento correto. Nós precisávamos de mais pesquisa, mais recursos para pesquisas, mais dados, mais informações. Agora, eu acredito que é ao contrário: o nosso principal obstáculo é o excesso de conhecimento. Todo dia a quantidade de nova informação produzida, de acordo com algumas estatísticas, é mil vezes maior do que a capacidade do cérebro humano de assimilá-la. Então, quando eu coloco uma pergunta no Google com uma informação sobre algo qualquer, eu recebo dúzias de bilhões de respostas. O que eu aprendi com o Google é que eu nunca saberei o que eu deveria saber.

Isso não necessariamente significa que eu sou mais sábio do que antes. Claro que eu tenho um acesso muito fácil à informação: eu não preciso ir até a biblioteca procurar por centenas de livros para encontrar aquela informação que eu estou procurando, pois tudo está ao alcance dos meus dedos. Isso significa que eu sou mais sábio? Eu não tenho certeza. Ao contrário, eu me sinto humilhado ao redor dos outros, não só por não ser mais sábio do que eu sou, mas também pela impossibilidade de adquirir a sabedoria que nos permite realmente, autoritariamente e responsavelmente responder à pergunta que está à nossa frente.

Felizmente, nós temos o Mark Zuckerberg com o Facebook, o Google e outras coisas que nos auxiliam com tranquilizantes, os quais tratam de doenças que sofremos como solidão, falta de conhecimento e outras. Nós podemos ter um substituto. O Google tem a maior biblioteca do mundo, mas não é a maior biblioteca de livros, e, sim, de trechos, de citações, de partes e pedaços desconectados.

Atualmente, nós podemos ter, muito rapidamente, cada pedaço desses trechos quando quisermos, mas, se isso nos dá uma maior capacidade de conhecimento, eu não sei. Eu não acredito que nós resolvemos as questões completamente, não só agora como também em épocas passadas. Gordon Allport uma vez disse que nós não resolvemos os problemas, nós só nos cansamos e os abandonamos. Esse é um lado da questão; o outro é que todas as respostas que somos capazes de dar são, até segunda ordem, destinadas a ser deixadas para trás pelo desenvolvimento do conhecimento, pois tudo é temporário.

O problema de poder adquirir o conhecimento completo de qualquer coisa é atenuado pelos serviços de tranquilizantes, porque o que nos é oferecido não é tarefa de conseguir a visão da totalidade, mas, sim, uma grande quantidade de notas de rodapé sobre o que estamos escrevendo. Se há duzentas notas de rodapé em um trabalho, pronto, é científico.”

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

França bane descartáveis em redes de fast-food

Clientes que comem ou bebem no local têm agora direito a utensílios reutilizáveis

A França começou 2023 com combate à geração de resíduos plásticos e aos itens de uso único, em geral. Já no primeiro dia do ano entrou em vigor a lei que proíbe redes de fast-food a oferecerem embalagens, copos, pratos e talheres descartáveis.

Banir recipientes de uso único é o intuito de uma lei francesa de 2020, que estendeu o prazo até 2023 para empresas se adequarem. De acordo com as novas regras, todos os clientes que comerem ou beberem nas próprios estabelecimentos terão direito a utensílios reutilizáveis.

O foco é proibir não só os plásticos, mas qualquer item descartável – ainda que menos poluente – como papelão, madeira e bambu. O receio, entretanto, de organizações ambientais locais, é que os produtos sejam substituídos por plástico rígido, o que tem sido feito pelo McDonald’s, por exemplo, para dispor as batatas fritas.

A medida é válida para locais com mais de 20 lugares – incluindo redes de padarias, fast-food e restaurantes de sushi. Caberá ao estabelecimento fornecer copos, pratos, pratos e talheres reutilizáveis ​​e laváveis.

Lei necessária
Trata-se de uma mudança de grande impacto para os gestores que terão de incluir lava-louças eficientes e treinar funcionários para impedir que os clientes joguem fora ou levem para casa os utensílios. Clientes assíduos que estão acostumados a descartar suas bandejas repletas de descartáveis nas lixeiras, após uma rápida refeição, também ficarão surpresos com a redução de lixo individual em consequência da medida.

Os desafios, ainda que presentes, são necessários para reverter a imensa geração de lixo produzida pela sociedade nas últimas décadas. Atualmente, os plásticos representam 85% do lixo marinho e nos oceanos tais resíduos se quebram em minúsculas partículas impossíveis de serem recuperadas. Apesar de inúmeros estudos alertarem para a problemática, a produção de lixo plástico segue em crescimento. Com a pandemia, os pedidos de refeições via aplicativos de delivery, por exemplo, cresceu e um estudo da consultoria econômica Ex Ante, a pedido da Oceana, aponta que o consumo de itens de plástico descartáveis nesse segmento aumentou 46% entre 2019 e 2021, saindo de 17,16 mil para 25,13 mil toneladas.

“É uma medida emblemática que, se implementada corretamente, fará uma diferença muito concreta para as pessoas – definitivamente vai na direção certa”, disse Moira Tourneur, da organização sem fins lucrativos Zero Waste France, a AFP (Agence France-Presse). Ainda segundo a agência de notícias, a França possui cerca de 30 mil lojas de fast-food e servem seis bilhões de refeições por ano, o que gera em torno de 180 mil toneladas de resíduos.

Delivery sustentável
A lei francesa refere-se somente aos alimentos consumidos nos restaurantes. Quem levar a refeição “para viagem” ainda receberá o pedido embrulhado em embalagens descartáveis. Uma nova lei alemã aposta justamente no contrário: dar às pessoas o direito de levar comida para viagem em recipientes reutilizáveis.

Na Alemanha, a medida impõe que empresas que ofereçam alimentos ou bebidas para viagem devem fornecer recipientes reutilizáveis para os clientes. Para tanto, não podem cobrar extra. No máximo, poderá ser pedido uma espécie de depósito caução – que deverá ser devolvido integralmente.

De acordo com o ministro de meio ambiente, Steffi Lemke, os resíduos produzidos pela indústria de take-away são uma preocupação crescente no país. A lei alemã, que também entrou em vigor em 2023, isenta lojas pequenas, com menos de cinco funcionários, e embalagens como caixas de pizza.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Qual o valor de uma árvore?

Um pesquisador da Esalq da cidade de Piracicaba decidiu responder esta questão. Confira!

O engenheiro florestal Flávio Henrique Mendes criou uma nova metodologia para calcular o valor aproximado que as árvores geram em serviços ecossistêmicos para a sociedade. O estudo foi desenvolvido durante seu doutorado, desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Recursos Florestais, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e acaba de ser publicado na revista científica Labverde.

Orientada pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do departamento de Ciências Florestais, a pesquisa desenvolveu um método simplificado de valoração baseado na relação entre a área da copa, o Índice de Área Foliar (IAF) e um parâmetro médio R$/m2 de copa encontrado na literatura, ou seja, na magnitude da copa, uma vez que a maior parte dos serviços ecossistêmicos provém dela.

Quanto vale uma árvore?
A cidade de Piracicaba foi a escolhida por Mendes para realizar o seu estudo aproximado. A pesquisa estimou que as árvores retornem cerca de R $41 milhões por ano para a cidade em serviços ecossistêmicos. “Áreas arborizadas exigem menor investimento do poder público em manutenção de vias, além dos benefícios para a saúde humana”, pondera o autor do estudo.

Método acessível
Na prática, o pesquisador utilizou um método bastante acessível à população em geral. Segundo o engenheiro florestal, o valor do Índice de Área Foliar (IAF) pode ser calculado utilizando-se lentes fotográficas grande-angular, também conhecidas como “olho de peixe” a um preço acessível. As áreas de copa também podem ser medidas no próprio local, usando-se equipamentos ou até mesmo utilizando o passo como medida.

Metodologia utilizada pelo pesquisador para calcular o Índice de Área Foliar (IAF) utilizando fotografias. | Montagem de fotos retirada do estudo “Valoração monetária da arborização urbana baseada na magnitude da copa em Piracicaba/Brasil”

O levantamento levou em conta uma base de registro da cidade de Piracicaba de 60.146 árvores urbanas localizadas em calçadas. “Esse conjunto pode retornar ao município aproximadamente R $41 milhões (USD 8,2 milhões) por ano em serviços ecossistêmicos”, comentou Mendes.

Sapucaia do XV
Um dos símbolos do conjunto arbóreo piracicabano é um exemplar de Sapucaia, plantado em comemoração ao final da I Guerra Mundial. Localizada ao lado do Estádio Municipal Barão de Serra Negra, a árvore chama a atenção do público em geral. “Como curiosidade, estimamos a valoração desta árvore símbolo do município e percebemos que sozinha ela retorna cerca de R $9 mil ao ano em serviços ecossistêmicos além, claro, dos valores históricos e sentimentais envolvidos no contexto dessa árvore”, aponta o pesquisador.

Segundo o autor do trabalho, investigações como esta, nas quais são aplicadas soluções baseadas na Natureza (SbN), poderão auxiliar no planejamento, gestão e formulação de políticas públicas. “A arborização urbana proporciona importantes serviços ecossistêmicos, porém, cada vez mais ela compete pelo espaço com grandes superfícies cinzentas, o que a pode tornar um elemento secundário no planejamento das cidades. A valoração monetária das árvores urbanas aparece, então, como mais uma alternativa capaz de mostrar a relevância desses seres vivos. Na prática, isso poderia viabilizar o pagamento por serviços ambientais como descontos em IPTU, por exemplo, aos moradores que possuem árvores em frente à sua casa”, finaliza.

Clique aqui e acesse o artigo na íntegra.

*Por Mayra Rosa
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*Fonte: ciclovivo

10 países mais seguros do mundo para viajar; Brasil cai na lista

Na América do Sul, Brasil ficou à frente apenas da Colômbia e da Venezuela; veja lista

Para nós brasileiros, a segurança é um dos fatores principais quando pensamos em viajar ou mudar de país. Um levantamento feito pelo Institute of Economics and Peace (Instituto de Economia e Paz, em português) apontou os países mais e menos seguros do mundo.

O Global Peace Index 2022 (Índice Global da Paz) analisou 163 países, com base no nível de segurança e proteção social, a extensão do conflito doméstico e internacional em andamento e o grau de militarização.

Conheça os dez países mais seguros do mundo para viajar
Os países receberam pontuação de um e cinco –sendo um o mais pacífico e cinco o menos— em 23 indicadores qualitativos e quantitativos.

O posto de nação mais segura do mundo ficou com Islândia, com 1,1. O país nórdico, que mantém a posição desde 2008, tem alguns dos menores gastos militares e taxas de conflito internacional do mundo. Outro ponto é o índice de encarceramento: 33 por 100 mil pessoas –o mais baixo de toda a Europa.

Em segundo lugar na lista global de países mais seguros do mundo ficou a Nova Zelândia, com pontuação 1.269, seguida da Irlanda, com 1.288, Dinamarca, com 1.296, e Áustria, como 1.3.

Brasil caiu duas posições no ranking de países mais seguros do mundo

O Brasil caiu duas posições no ranking em relação ao ano passado, passando de 128º para 130º, com nota 2.465. No continente, o país ficou atrás do Uruguai (47º), Chile (55º), Argentina (69º), Paraguai (77º), Equador (79º), Bolívia (80º) e Peru (101º), à frente apenas da Colômbia (144º) e Venezuela (148º).

Os 10 países mais seguros do mundo para viajar
1 – Islândia (1,1)
2 – Nova Zelândia (1.269)
3 – Irlanda (1.288)
4 – Dinamarca (1.296)
5 – Áustria (1.3)
6 – Portugal (1.301)
7 – Eslovênia (1.316)
8 – República Tcheca (1.318)
9 – Singapura (1.326)
10 – Japão (1.336)

10 países menos seguros do mundo para viajar
163 – Afeganistão (3.554)
162 – Iêmen (3.394)
161 – Síria (3.356)
160 – Rússia (3.275)
159 – Sudão do Sul (3.184)
158 – República Democrática do Congo (3.166)
157 – Iraque (3.157)
156 – Somália (3.125)
155 – República Centro Africana (3.021)
154 – Sydão (3.007)

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*Fonte: catracalivre

Algas podem salvar a produção global de alimentos

O mundo precisará intensificar significativamente a produção de seu sistema de produção de alimentos e, em simultâneo, reduzir seus impactos sobre o clima, o uso da terra, os recursos de água doce e a biodiversidade.

Um novo estudo publicado na revista Oceanography especula que o futuro problema global de produção de alimentos poderia ser resolvido através do cultivo de microalgas nutritivas e densas em proteínas (unicelulares) em sistemas de aquicultura terrestre, alimentados por água do mar.

Atualmente, a agricultura é a espinha dorsal da produção de alimentos, mas com altos custos ambientais e muitas emissões de gases de efeito estufa, há muito a melhorar. A aquicultura marinha está subdesenvolvida e também tem impactos ambientais.

“Nós simplesmente não podemos atingir nossos objetivos com a maneira como produzimos alimentos atualmente e nossa dependência da agricultura terrestre”, disse Charles Greene, professor emérito de ciências terrestres e atmosféricas e autor principal do artigo.

É aqui que entram os sistemas de aquicultura em terra. Os pesquisadores da Universidade Cornell argumentam que o crescimento de algas em fazendas de aquicultura em terra pode fazer uma grande diferença. Os pesquisadores observaram como o crescimento de algas em terra poderia preencher a lacuna projetada nas futuras demandas nutricionais da sociedade. Além disso, a pegada ambiental dessas novas fazendas reduziria o desmatamento e não exigiria solo ou fertilizante.

“Temos uma oportunidade de cultivar alimentos altamente nutritivos, de rápido crescimento, e podemos fazê-lo em ambientes onde não estamos competindo por outros usos”, explicou Greene. “E como estamos cultivando em instalações relativamente fechadas e controladas, não temos o mesmo tipo de impacto ambiental”.

Os pesquisadores da Cornell utilizaram modelos baseados em SIG para prever rendimentos baseados na luz solar anual, topografia e outros fatores ambientais e logísticos. Os resultados dos modelos revelam que os melhores locais para instalações de cultivo de algas em terra ficam ao longo das costas do Sul Global, incluindo ambientes desérticos.

As microalgas marinhas são uma fonte grande e inexplorada de proteína dietética de alta qualidade. As microalgas marinhas também fornecem nutrientes que faltam nas dietas vegetarianas, tais como aminoácidos essenciais e minerais encontrados na carne e ácidos graxos ômega-3, muitas vezes de origem em peixes e frutos-do-mar. As algas crescem dez vezes mais rápido que as culturas tradicionais e podem ser produzidas de forma mais eficiente que a agricultura em seu uso de nutrientes.

Ao reduzir a demanda da agricultura por terras de cultivo, o crescimento das microalgas marinhas também pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade, disseram os pesquisadores. Além disso, enquanto a agricultura de algas resolve muitos problemas relacionados a alimentos e ao meio ambiente no papel, ela só pode ser bem sucedida se as pessoas a adotarem em dietas e para outros usos.

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*Fonte: socientifica

Europa vive onda de calor sem precedentes

Reino Unido bate recorde de temperatura; Espanha e Portugal chegam a mil mortes.

Dois aeroportos em Londres, na Inglaterra, fecharam na última segunda-feira (18) após as altas temperaturas danificarem a pista de pouso. O ocorrido é parte de uma série de acontecimentos em decorrência da forte onda de calor que atinge a Europa.

Órgãos de saúde da Espanha e Portugal apontam o calor como responsável por ao menos mil mortes. Os dois países, mais a França, estão enfrentando incêndios florestais de grandes proporções. Em algumas regiões da França, moradores e turistas tiveram que ser evacuados às pressas de residências e acampamentos.

De acordo com o presidente francês, Emmanuel Macron, o ano de 2022 já contabiliza três vezes mais área de floresta queimada em comparação com 2020.

Na Espanha, os termômetros chegaram a bater 45,7ºC. Com dados do Instituto de Saúde Carlos III, a agência de notícias Reuters informa que a onda de calor causou pelo menos 360 mortes.

Já na cidade de Lousã, em Portugal, alcançou 46,3°C na última quarta-feira (13). O Ministério da Saúde português afirma que 659 pessoas, a maioria idosas, morreram devido ao calor.

Calor no Reino Unido
De todos as regiões que mais sofrem neste momento, o Reino Unido é o que mais vem chamando atenção. O recorde de temperatura britânico era de 38,7°C – registrado em 2019 – porém, nesta terça-feira (19), os termômetros nos arredores do Aeroporto de Heathrow, em Londres, marcaram 40,2°C. É a maior temperatura da história.

Pela primeira vez na história, o serviço de meteorologia britânico (UK Met Office, em inglês) emitiu um alerta vermelho para calor excepcional. Isso significa que há um risco potencial de vida. Também pudera, a estimativa dos cientistas britânicos era de que só em 2050 o país chegaria a 40ºC no verão.

No comunicado, publicado na segunda-feira (18), o órgão britânico e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) deixam claro que o calor extremo é consequência das mudanças climáticas. O texto explica que eventos como este até podem acontecer dentro de uma variação natural climática, por causa das transformações em padrões globais de temperatura, no entanto, o aumento, frequência, duração e intensidade desses eventos, em décadas recentes, estão claramente associados ao aquecimento do planeta e à atividade humana.

A situação que teve início há uma semana está se estendendo e possivelmente atingirá novos recordes. A previsão era de que as temperaturas em Paris, capital da França, também ultrapassassem os 40ºC nesta terça-feira – o que ainda não foi confirmado.

Em mensagem gravada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que metade da humanidade já está sofrendo com inundações, secas, tempestades e incêndios florestais oriundos das condições extremas. Porém, ainda assim, “as nações continuam jogando o jogo da culpa em vez de assumir a responsabilidade por nosso futuro coletivo”, declarou.

Segundo a ONU, a área de alta pressão atualmente sobre o Reino Unido deve se mover para o centro-norte da Europa e alcançar os Bálcãs até meados da próxima semana, elevando as temperaturas também nestas regiões.

*por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Os 10 países mais ecológicos do mundo

O Índice de Desempenho Ambiental (IDA) é um fator chave para indicar a vitalidade do ecossistema de um país e sua saúde ambiental, podendo assim determinar os países mais ecológicos do mundo. 23 indicadores são analisados, dentre 11 questões envolvendo qualidade do ar, saneamento e água potável, metais pesados, biodiversidade e habitat, serviços de ecossistema, pesca, mudança climática, emissores de poluição, recursos d’água, agricultura e gestão de resíduos. A lista abaixo inclui os 10 países mais ecológicos do mundo, de acordo com o IDA.

Os países mais ecológicos do mundo

10. Islândia
green1A Islândia é admirada há um bom tempo por suas políticas ambientais. Com pontuação de 62.80 no IDA de 2002, é um dos países mais ecológicos do mundo. Os setores bem desenvolvidos de energia hidro e geotérmica fornecem a energia às indústrias da nação. O país promove um estilo de vida ecológico, inclusive com ecoturismo. O governo também incentiva o desenvolvimento de produtos com tecnologia verde.

9. Suíça
green2A Suíça teve pontuação de 65.9 em 2022, descendo 6 posições do ranking de 2021, onde ocupava a terceira posição. O país tem alta pontuação em termos de recursos d’água, limpeza da água, sustentabilidade e saúde ambiental.

Itens ecológicos estão se tornando cada vez mais comuns e necessários no setor público da Suíça. Além disso, é um dos países que mais recicla no mundo. A Suíça também usa todas as formas disponíveis de energia geotérmica e solar, assim como turbinas eólicas. A energia hidrelétrica amonta cerca de 56% das fontes renováveis de energia do país.

8. Áustria
A Áustria tem pontuação de 66.5 na escala do IDA, o que a torna um dos países mais ecológicos do mundo. Uma das maneiras pelas quais mantém esse índice é a preservação contínua das condições naturais do seu meio ambiente. O país tomou vários passos significativos, inclusive integrando a preservação ambiental dentre os seus objetivos sociais e econômicos. Na Áustria, viver em harmonia com o meio ambiente é um estilo de vida. Muitos prédios em Vienna, por exemplo, são ecológicos, e as cidades são ricas em parques. Além disso, a agricultura e silvicultura do país se baseiam na sustentabilidade, e têm feito avanços nesses campos recentemente.

7. Eslovênia
Com pontuação de 67.30, a Eslovênia é um dos países mais ecológicos do mundo. Os esforços nos tempos recentes para proteger a herança natural do país é uma das principais razões pela colocação da Eslovênia no ranking. O país protege mais de 30% do seu território.

6. Luxemburgo
green4Essa pequena nação tem ótimos índices nas áreas de biodiversidade, habitat e recursos aquáticos. A pontuação total é 72.3, com um ranking de destaque na conservação da biodiversidade e no gerenciamento da acidificação. O país está modernizando o seu sistema de transporte público, como forma de aliviar o trânsito, e tem aumentado sua dependência de energias renováveis nos últimos cinco anos, dobrando sua energia solar e triplicando sua energia eólica.

5. Suécia
green5A Suécia vem em quinto lugar dentre os países mais ecológicos do mundo, com pontuação de 72.70 no IDA. A Suécia é reconhecida pelo uso de energias renováveis e pela emissão mínima de dióxido de carbono. A utilização de energia renovável ajuda a reduzir significativamente a quantidade de carbono no ar, criando um ambiente mais limpo e seguro na Suécia. Além disso, o país recebeu notas de 100% nas categorias de qualidade do ar e recursos hídricos na exposição de PM2,5. Também se saiu muito bem na proteção de áreas marinhas e na prevenção da perda de pastagens e áreas úmidas. A Suécia continua sendo um país verde porque possui um dos melhores sistemas de governança ambiental do mundo.

4. Malta
A nação insular de Malta ficou em quarto lugar no EPI de 2022 com uma pontuação de 75,20. O país obteve a primeira colocação em várias categorias avaliadas pelo EPI, especialmente biodiversidade e gestão de serviços ecossistêmicos. Também teve um bom desempenho no controle da taxa de acidificação, na redução dos poluentes que causam as mudanças climáticas e no fornecimento de água potável para seus cidadãos.

3. Finlândia
green6Com índice de 76.50, a Finlândia é o terceiro dentre os países mais ecológicos do mundo. O país recebeu as melhores pontuações em gerenciamento de perda de pastagens, controle de acidificação, tratamento de águas residuais, saneamento e provisão de água potável e várias outras áreas. A Finlândia obtém mais de 35% de sua energia de fontes renováveis, e proteger suas florestas e biodiversidade é uma das principais prioridades do país.

2. Reino Unido
O Reino Unido ficou em primeiro lugar em gestão de combustíveis sólidos domésticos, saneamento e água potável e políticas de mudanças climáticas, o que o ajudou a ficar em segundo lugar com uma pontuação de 77,70 na escala EPI. Atualmente, o Reino Unido abriga 8.879 turbinas eólicas que fornecem ao país energia sustentável e limpa. A nação tem grande dedicação em deixar o meio ambiente em melhores condições do que o encontrou. O núcleo deste compromisso é a agricultura sustentável.

1. Dinamarca
green7A Dinamarca, dentre os países mais ecológicos do mundo, ocupa o primeiro lugar, com IDA de 77.90. A Dinamarca se destaca por ter excelentes classificações nas categorias de “biodiversidade e habitat” e “qualidade do ar”. O governo dinamarquês implementou medidas ecológicas para incentivar as pessoas a utilizar o transporte público com mais frequência e reduzir o uso de veículos particulares, o que contribui para diminuir a poluição do ar. Inúmeras ciclovias também foram construídas para incentivar o uso de bicicletas. Além disso, a Dinamarca tem uma longa história de criação e utilização de energia renovável. A Dinamarca há muito prioriza a sustentabilidade, defendendo produtos limpos como hotéis ecologicamente corretos, barcos movidos a energia solar e alimentos orgânicos, além de promulgar algumas das legislações mais eficazes do mundo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e impedir as mudanças climáticas.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

Dez homens têm 6x mais riqueza do que 3,1 bilhões de pobres no mundo

Os dez homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão — a uma taxa de US$ 15.000 por segundo ou US$ 1,3 bilhão por dia — durante os primeiros dois anos de uma pandemia que viu a renda de 99% da humanidade cair e mais de 160 milhões de pessoas forçadas à pobreza.

“Se esses dez homens perdessem 99,999% de sua riqueza amanhã, ainda seriam mais ricos do que 99% de todas as pessoas deste planeta”, disse a diretora executiva da Oxfam International, Gabriela Bucher. “Eles agora têm seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões de pessoas mais pobres.”

Em um novo briefing “Inequality Kills”, publicado nesta segunda-feira (17) antes da Agenda de Davos do Fórum Econômico Mundial, a Oxfam diz que a desigualdade está contribuindo para a morte de pelo menos 21.000 pessoas por dia, ou uma pessoa a cada quatro segundos. Esta é uma descoberta conservadora baseada em mortes em todo o mundo por falta de acesso à saúde, violência baseada em gênero, fome e colapso climático.

“Nunca foi tão importante começar a corrigir os erros violentos dessa desigualdade obscena, recuperando o poder e a riqueza extrema das elites, inclusive por meio de impostos – devolvendo esse dinheiro à economia real e salvando vidas”, disse ela.

A riqueza dos bilionários aumentou mais desde o início do COVID-19 do que nos últimos 14 anos. Com US $ 5 trilhões de dólares, este é o maior aumento na riqueza bilionária desde o início dos registros. Um imposto único de 99% sobre os lucros inesperados da pandemia dos dez homens mais ricos, por exemplo, poderia pagar:

fazer vacinas suficientes para o mundo;
fornecer saúde universal e proteção social, financiar a adaptação climática e reduzir a violência de gênero em mais de 80 países;

Tudo isso, enquanto ainda deixa esses homens US $ 8 bilhões em melhor situação do que antes da pandemia.

“Os bilionários tiveram uma pandemia terrível. Os bancos centrais injetaram trilhões de dólares nos mercados financeiros para salvar a economia, mas muito disso acabou enchendo os bolsos de bilionários que aproveitam o boom do mercado de ações. As vacinas deveriam acabar com essa pandemia, mas governos ricos permitiram que bilionários e monopólios farmacêuticos cortassem o fornecimento para bilhões de pessoas. O resultado é que todo tipo de desigualdade imaginável corre o risco de aumentar. A previsibilidade disso é doentia. As consequências disso matam”, disse Bucher.

A desigualdade extrema é uma forma de violência econômica, onde políticas e decisões políticas que perpetuam a riqueza e o poder de poucos privilegiados resultam em danos diretos à grande maioria das pessoas comuns em todo o mundo e no próprio planeta.

A pandemia reduziu a paridade de gênero de 99 anos para agora 135 anos. As mulheres perderam coletivamente US$ 800 bilhões em ganhos em 2020, com 13 milhões a menos de mulheres trabalhando agora do que em 2019. 252 homens têm mais riqueza do que todos os 1 bilhão de mulheres e meninas na África, América Latina e Caribe juntos.

A pandemia atingiu os grupos racializados com mais força. Durante a segunda onda da pandemia na Inglaterra, as pessoas de origem de Bangladesh tinham cinco vezes mais chances de morrer de COVID-19 do que a população britânica branca. Os negros no Brasil têm 1,5 vezes mais chances de morrer de COVID-19 do que os brancos. Nos EUA, 3,4 milhões de americanos negros estariam vivos hoje se sua expectativa de vida fosse a mesma dos brancos – isso está diretamente ligado ao racismo histórico e ao colonialismo.

A desigualdade entre os países deverá aumentar pela primeira vez em uma geração. Os países em desenvolvimento, sem acesso a vacinas suficientes por causa da proteção dos governos ricos aos monopólios das empresas farmacêuticas, foram forçados a reduzir os gastos sociais à medida que seus níveis de dívida aumentam e agora enfrentam a perspectiva de medidas de austeridade. A proporção de pessoas com COVID-19 que morrem do vírus nos países em desenvolvimento é aproximadamente o dobro da dos países ricos.

“A pandemia do COVID-19 revelou abertamente tanto o motivo da ganância quanto a oportunidade por meios políticos e econômicos, pelos quais a extrema desigualdade se tornou um instrumento de violência econômica”, disse Bucher. “Depois de anos pesquisando e fazendo campanha sobre o assunto, esta é a conclusão chocante, mas inevitável, que a Oxfam teve que chegar hoje.”

Apesar do enorme custo do combate à pandemia, nos últimos dois anos os governos dos países ricos não conseguiram aumentar os impostos sobre a riqueza dos mais ricos e continuaram a privatizar bens públicos, como a ciência das vacinas. Eles incentivaram os monopólios corporativos a tal ponto que, apenas no período de pandemia, o aumento da concentração de mercado ameaça ser maior em um ano do que nos últimos 15 anos, de 2000 a 2015.

A desigualdade está no cerne da crise climática, já que o 1% mais rico emite mais que o dobro de CO2 que os 50% mais pobres do mundo, impulsionando as mudanças climáticas ao longo de 2020 e 2021, que contribuíram para incêndios florestais, inundações, tornados e quebras de safra e fome.

“A desigualdade em tal ritmo e escala está acontecendo por escolha, não por acaso”, disse Bucher. “Nossas estruturas econômicas não apenas tornaram todos nós menos seguros contra essa pandemia, mas também estão permitindo ativamente que aqueles que já são extremamente ricos e poderosos explorem essa crise para seu próprio lucro”.

O relatório observa a importância de as duas maiores economias do mundo – EUA e China – começarem a considerar políticas que reduzam a desigualdade, inclusive aumentando as taxas de impostos sobre os ricos e tomando medidas contra os monopólios. “Isso nos dá alguma esperança de que um novo consenso econômico surja”, disse Bucher.

Para ter acesso ao relatório completo clique aqui. 

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*Fonte: ciclovivo

Mapa permite ouvir os sons das florestas ao redor do mundo

Um dos mapas interativos mais interessantes que a gente já encontrou na internet é aquele que permite escutar as línguas e sotaques do mundo (aqui) e agora há a opção para quem deseja relaxar ou se surpreender ouvindo outra língua: a dos animais na floresta.

Clicando aqui você pode conferir de cantos de pássaros à respiração lenta de uma preguiça, de vários países.
O mapa é iniciativa de uma organização artística do Reino Unido, a Wild Rumpus que convidou usuários de todo o mundo a enviarem os sons de florestas próximas para que outras pessoas no mundo todo pudessem ter acesso a eles.

Ao Lonely Planet, a codiretora da organização, Sarah Bird disse que o mapa também serve como um arquivo de ecossistemas que estão sendo rapidamente transformados pela mudança climática. “Está bem documentado que o tempo passado na natureza pode ajudar a diminuir a frequência cardíaca e melhorar o bem-estar. Se não podemos ficar na floresta, isso parece a segunda melhor coisa”, comentou.

Sons do Brasil
Até a publicação deste post, as colaborações enviadas do Brasil eram somente treze. Se anima a participar?

Como não é preciso ter nenhum equipamento especial para captar os sons, talvez você consiga também ouvir a respiração ou algum som humano nas colaborações.
Se você está perto de algum lugar de natureza e deseja colaborar acesse o mapa no https://timberfestival.org.uk/soundsoftheforest-soundmap/ e clique em “Contribute”. Uma nova janela será aberta com as instruções que estão em inglês. Se você não fala/lê inglês e ainda assim quer contribuir, clique com o botão direito do mouse na página e clique em “traduzir para o português”. A partir daí fica mais fácil.

Ah, segundo o site as colaborações são inseridas por eles manualmente no mapa, portanto seja paciente para ver/ouvir sua contribuição nele.

Sobre a Wild Rumpus
A Wild Rumpus, colabora com a National Forest do Reino Unido na realização do Timber Festival, que ocorre anualmente em julho (em 2020 ocorreu online por causa da pandemia; em 2021 foi realizado com protocolos sanitários e para 2022 os ingressos para o festival já estão à venda).

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*Fonte: mochileiros.com

Protótipos movidos a energia solar que coletam água do ar podem ajudar bilhões de pessoas

Mesmo quando não há nuvem no céu, sempre há água circulando na atmosfera.

Comparado com todo o H2 0 na Terra, não há muito lá em cima – apenas cerca de 0,001 por cento – mas em áreas de alta umidade, mesmo essa pequena quantidade de umidade pode ser suficiente para fornecer água potável para um bilhão de pessoas.

A hidratação está aí para ser tomada. Tudo o que precisamos fazer é descobrir como obtê-la.

Se pudermos criar um dispositivo econômico e fora da rede que usa energia solar para coletar líquidos do céu, um novo jornal estima que poderíamos produzir 5 litros de água por dia em regiões sem fontes de água potável.

Infelizmente, não funcionará em todos os lugares. Parece estar havendo uma diminuição no retorno dos dispositivos de coleta de água atmosférica em locais que são muito secos, especificamente aquelas regiões que estão abaixo de 30% de umidade relativa.

Nos trópicos, entretanto, esses dispositivos hipotéticos poderiam hidratar milhões. Dois terços das pessoas sem água potável gerenciada com segurança vivem atualmente em áreas tropicais, especialmente na África, Sul da Ásia e América Latina.

No Google e em algumas pequenas start-ups, os pesquisadores já estão trabalhando em protótipos. O dispositivo de propriedade da Alphabet tem apenas um metro quadrado e usa apenas algumas células solares fotovoltaicas para gerar energia e liquidificar a água retirada do ar.

Quando a equipe testou a tecnologia emergente no ano passado, eles produziram 150 mililitros de água por hora por metro quadrado.

Um novo artigo dos autores agora usa uma ferramenta geoespacial para calcular o potencial desses dispositivos, dados os padrões globais de umidade, temperatura do ar e radiação solar.

Suas conclusões iniciais precisarão ser verificadas por mais trabalho, mas as descobertas sugerem que se um dispositivo fora da rede e econômico pode ser projetado, dimensionado e executado ao longo do dia, ele poderia servir para hidratar cerca de metade de todas as pessoas em o mundo que atualmente não tem acesso a fontes de água limpa.

A água retirada do ar não será suficiente para as pessoas usarem nas plantações ou para cozinhar ou limpar, mas com o contínuo desenvolvimento tecnológico, os pesquisadores acreditam que esses protótipos poderão um dia fornecer água potável suficiente para cerca de um bilhão de pessoas.

Infelizmente, a partir de agora, esses dispositivos são muito caros para tornar isso uma realidade. Ainda assim, pesquisadores da “Moonshot Factory” do Google argumentam que os protótipos atuais têm o potencial de ser de baixo custo.

Esses dispositivos incluem apenas algumas peças móveis e são feitos de materiais amplamente disponíveis. O processo de fabricação só precisa ser ampliado e, embora isso exija tempo e dinheiro dos investidores, os autores argumentam que vale a pena o esforço.

Atualmente, cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável gerenciada de forma segura. As áreas do interior separadas do litoral são especialmente vulneráveis, mas mesmo no Pacífico tropical, o aumento dos mares devido às mudanças climáticas ameaça engolir as fontes de água doce em várias ilhas.

Um dispositivo que permite aos habitantes locais derramar uma bebida do céu pode salvar milhões de vidas e manter algumas regiões do mundo habitáveis ​​por muito mais tempo em meio a uma crise climática global.

Dada a incerteza de água potável no futuro, seríamos tolos se não continuássemos a buscar o potencial desses protótipos.

O maior sonho é criar um coletor de água atmosférico que possa funcionar em regiões áridas e úmidas, produzindo água a um custo de um centavo por litro.

No momento, os pesquisadores da empresa de propriedade da Alphabet, X, estão estagnados em 10 centavos o litro, então eles decidiram compartilhar os projetos com o mundo. Sua esperança é que alguém possa pegar o que aprendeu até agora e torná-lo lucrativo.

O estudo foi publicado na Nature

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*Fonte: sabersaude

O futuro sombrio previsto por agências de inteligência dos EUA para o mundo em 2040

A Comunidade de Inteligência dos EUA (CI), federação de 17 agências governamentais independentes que realizam atividades de inteligência, divulgou uma pesquisa sobre o estado do mundo em 2040.

E o futuro é sombrio: o estudo alerta para uma volatilidade política e crescente competição internacional ou mesmo conflito.

O relatório intitulado “Globo Trends 2040 – A More Contested World” (“Tendências Globais 2040 – Um Mundo Mais Disputado”, em português) é uma tentativa de analisar as principais tendências, descrevendo uma série de cenários possíveis.

É o sétimo relatório desse tipo, publicado a cada quatro anos pelo Conselho Nacional de Inteligência desde 1997.

Não se trata de uma leitura relaxante para quem é um líder político ou diplomata internacional – ou espera ser um nos próximos anos.

Em primeiro lugar, o relatório foca nos fatores-chave que vão impulsionar a mudança.

Um deles é a volatilidade política.

“Em muitos países, as pessoas estão pessimistas sobre o futuro e estão cada vez mais desconfiadas de líderes e instituições que consideram incapazes ou relutantes em lidar com tendências econômicas, tecnológicas e demográficas disruptivas”, adverte o relatório.

Democracias vulneráveis

O estudo argumenta que as pessoas estão gravitando em torno de grupos com ideias semelhantes e fazendo demandas maiores e mais variadas aos governos em um momento em que esses mesmos governos estão cada vez mais limitados no que podem fazer.

“Essa incompatibilidade entre as habilidades dos governos e as expectativas do público tende a se expandir e levar a mais volatilidade política, incluindo crescente polarização e populismo dentro dos sistemas políticos, ondas de ativismo e movimentos de protesto e, nos casos mais extremos, violência, conflito interno, ou mesmo colapso do estado”, diz o relatório.

Expectativas não atendidas, alimentadas por redes sociais e tecnologia, podem criar riscos para a democracia.

“Olhando para o futuro, muitas democracias provavelmente serão vulneráveis a uma erosão e até mesmo ao colapso”, adverte o texto, acrescentando que essas pressões também afetarão os regimes autoritários.

Pandemia, uma ‘grande ruptura global’

O relatório afirma que a atual pandemia é a “ruptura global mais significativa e singular desde a 2ª Guerra Mundial”, que alimentou divisões, acelerou as mudanças existentes e desafiou suposições, inclusive sobre como os governos podem lidar com isso.

Analistas previram ‘grande pandemia de 2023’, mas não associaram à covid

O último relatório, de 2017, previu a possibilidade de uma “pandemia global em 2023” reduzir drasticamente as viagens globais para conter sua propagação.

Os autores reconhecem, no entanto, que não esperavam o surgimento da covid-19, que dizem ter “abalado suposições antigas sobre resiliência e adaptação e criado novas incertezas sobre a economia, governança, geopolítica e tecnologia”.

As mudanças climáticas e demográficas também vão exercer um impacto primordial sobre o futuro do mundo, assim como a tecnologia, que pode ser prejudicial, mas também trazer oportunidades para aqueles que a utilizarem de maneira eficaz e primeiro.

Competição geopolítica

Internacionalmente, os analistas esperam que a intensidade da competição pela influência global alcance seu nível mais alto desde a Guerra Fria nas próximas duas décadas em meio ao enfraquecimento contínuo da velha ordem, enquanto instituições como as Nações Unidas enfrentam dificuldades.

Pessoas estão gravitando em torno de grupos com ideias semelhantes e fazendo demandas maiores e mais variadas aos governos em um momento em que esses mesmos governos estão cada vez mais limitados no que podem fazer, diz relatório

Organizações não-governamentais, incluindo grupos religiosos e as chamadas “empresas superestrelas da tecnologia” também podem ter a capacidade de construir redes que competem com – ou até mesmo – driblam os Estados.

O risco de conflito pode aumentar, tornando-se mais difícil impedir o uso de novas armas.

O terrorismo jihadista provavelmente continuará, mas há um alerta de que terroristas de extrema direita e esquerda que promovem questões como racismo, ambientalismo e extremismo antigovernamental possam ressurgir na Europa, América Latina e América do Norte.

Os grupos podem usar inteligência artificial para se tornarem mais perigosos ou usar realidade aumentada para criar “campos de treinamento de terroristas virtuais”.

A competição entre os EUA e a China está no centro de muitas das diferenças nos cenários – se um deles se torna mais bem-sucedido ou se os dois competem igualmente ou dividem o mundo em esferas de influência separadas.

Um relatório de 2004 também previu um califado emergindo do Oriente Médio, como o que o autodenominado Estado Islâmico tentou criar na última década, embora o mesmo estudo – olhando para 2020 – não tenha capturado a competição com a China, que agora domina as preocupações de segurança dos EUA.

O objetivo geral é analisar futuros possíveis, em vez de acertar previsões.

Democracias mais fortes ou ‘mundo à deriva’?

Existem alguns cenários otimistas para 2040 – um deles foi chamado de “o renascimento das democracias”.

Isso envolve os EUA e seus aliados aproveitando a tecnologia e o crescimento econômico para lidar com os desafios domésticos e internacionais, enquanto as repressões da China e da Rússia (inclusive em Hong Kong) sufocam a inovação e fortalecem o apelo da democracia.

Mas outros são mais desanimadores.

“O cenário do mundo à deriva” imagina as economias de mercado nunca se recuperando da pandemia de Covid, tornando-se profundamente divididas internamente e vivendo em um sistema internacional “sem direção, caótico e volátil”, já que as regras e instituições internacionais são ignoradas por países, empresas e outros grupos.

Um cenário, porém, consegue combinar pessimismo com otimismo.

“Tragédia e mobilização” prevê um mundo em meio a uma catástrofe global no início de 2030, graças às mudanças climáticas, fome e agitação – mas isso, por sua vez, leva a uma nova coalizão global, impulsionada em parte por movimentos sociais, para resolver esses problemas.

Claro, nenhum dos cenários pode acontecer ou – mais provavelmente – uma combinação deles ou algo totalmente novo pode surgir. O objetivo, dizem os autores, é se preparar para uma série de futuros possíveis – mesmo que muitos deles pareçam longe de ser otimistas.

*Por Gordon Corera

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*Fonte: bbc-brasil

Apocalipse em cores: o curioso vídeo da CNN para o fim do mundo

Em meados de 1980, os Estados Unidos viviam sob o contexto do período que foi chamado de Segunda Guerra Fria. Na época, as tensões entre o país norte-americano e a União Soviética, duas potências com enorme poder militar, eram ainda maiores.

Por isso, inclusive, as populações de ambas as nações temiam uma possível destruição do mundo que conheciam. Em resumo, havia a teoria de que, se as coisas piorassem, os humanos teriam de enfrentar um verdadeiro apocalipse nuclear.

Tendo fundado a conceituada emissora CNN, TedTurner sabia que deveria preparar alguma coisa para transmitir em seu último dia na Terra, caso o fim realmente chegasse. Assim, ele criou um vídeo misterioso, que permaneceu em segredo por décadas.

Uma ideia repentina

Em entrevista à revista New Yorker feita em 1988, Ted explicou de onde veio sua ideia, que só foi revelada e amplamente divulgada em 2015. “Normalmente, quando um canal de TV inicia e encerra as transmissões do dia, ele toca o hino nacional”, contou.

Com sua emissora, no entanto, a abordagem teria de ser um pouco diferente. “Com a CNN, um canal 24 horas, nós só sairíamos do ar uma única vez, e eu sabia o que isso significaria”, narrou Ted, fazendo referência ao temido fim do mundo.

Foi assim que ele pensou em uma forma digna de fazer a última transmissão da história da CNN. Com apenas 60 segundos, o emblemático vídeo foi produzido pela emissora e guardado a sete chaves, para que fosse exibido somente uma vez.
Fotografia de Ted Turner, o fundador da CNN / Crédito: Wikimedia Commons

Um vídeo especial

A ideia de Ted era simples: ele faria um vídeo clássico, com direito ao hino nacional para homenagear seu país antes do fim. Por se tratarem das supostas últimas imagens transmitidas pela CNN no caso do fim do mundo, contudo, elas deveriam ser especiais.

“Nós reunimos as bandas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e as levamos até a sede da CNN, para que tocassem o hino nacional”, narrou, em 1988. A música, no entanto, ainda não estava definida, já que precisava ser algo único.

Foi então que Ted se lembrou da versão instrumental do hino composto por Sarah FlowerAdams, no século 19. “Perguntei se elas [as bandas] poderiam tocar Nearer My God, to Thee, para ter em videotape, caso o mundo acabasse”, lembrou-se. “Seria a última coisa que a CNN transmitiria antes de… antes de sair do ar.”

Imagens trágicas

Uma vez gravado, o vídeo foi guardado nos arquivos da emissora, pronto para ser transmitido a qualquer momento. Mas esse dia nunca chegou. A Guerra Fria acabou e, apesar de bem produzido, o clipe nunca foi ao ar, segundo a Superinteressante.

Durante anos, então, ele foi mantido em segredo pelos representantes da emissora, já que não existia mais a necessidade de deixar as imagens preparadas para uma possível transmissão. Longe do público, então, ele passou despercebido por décadas.

Foi só em 2015 que as curiosas imagens se tornaram públicas. Naquela época, um ex-funcionário da emissora conseguiu encontrar uma cópia do vídeo e, com um computador ao seu dispor, publicou o clipe que tinha apenas um minuto na internet.

Décadas em silêncio

Mesmo que sem querer, o funcionário que revelou o curioso vídeo para o mundo acabou trazendo à tona imagens que, na verdade, nunca seriam vistas por ninguém. Isso porque, com o tempo, as filmagens tornaram-se um arquivo esquecido.

Acontece que, em 1996, Ted vendeu os direitos da sua emissora para o grupo Time Warner. Com a mudança de rumo e de diretoria, então, o vídeo foi jogado para escanteio e, mesmo se o fim do mundo chegasse, ele provavelmente não seria transmitido.

Hoje, o famoso clipe do fim do mundo criado pela CNN é uma das narrativas mais misteriosas da internet, protagonizando diversas teorias da conspiração. Isso tudo apesar das afirmações do próprio TedTurner sobre a origem e o objetivo das imagens.

*Por Pamela Malva

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*Fonte: aventurasnahistoria

Quem nunca pensou em arrumar as malas e sair pelo mundo?

Existem algumas fantasias que são comuns a grande parte das pessoas. É claro que essas fantasias variam de acordo com a época, cultura e localização em que a pessoa vive. Entretanto, pelo menos para a população ocidental com a qual eu me identifico, penso que será rara a pessoa que, pelo menos em sonho, nunca pensou em arrumar as malas e sair pelo mundo. Esse desejo de conhecer novos ares e lugares é algo comum na juventude, quando as descobertas e a possibilidade de sair do núcleo familiar torna-se mais palpável.

Quantos jovens buscam isso quando, literalmente, realizam viagens como mochileiros em rotas que contemplam descobertas que vão muito além da geografia, pois também possibilitam a resiliência física, financeira e emocional. Caminhando pelo mundo eles aprendem outros idiomas, percebem modos de vida diversos. Em um dia eles podem acordar com o nascer do sol mais lindo que já verão em suas vidas, em outro, perderão um ônibus e andarão durante hora a fio. Alguns terão dinheiro para dormir em um albergue de Londres ou mesmo experimentarão a sensação de jogar em um casino em plena Monte Carlo. Por que não?

O desejo e a curiosidade, entretanto, não terminam com a juventude. Há algo dentro do homem, em sua natureza, que clama por descobertas e aventuras e, talvez por causa disso, um dos autores mais traduzidos da história seja Júlio Verne, com obras publicadas em cerca de 148 idiomas. O autor, que viveu de 1828 a 1905, escreveu livros incríveis como “Cinco Semanas em Um Balão”, “Vinte Mil léguas Submarinas” e “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”.

Assim, na mensagem escrita há um século e meio, ainda existe algo que ressoa em nós e alimenta nossos sonhos e paixões. É isso que o torna um clássico.

Pensando nisso, o site de online casino Betway disponibilizou um infográfico (adoro infográficos) chamado “A volta ao Mundo em 80 horas) em que apresenta cálculos atuais sobre quanto tempo levaríamos nos para dar uma volta ao mundo utilizando meios de transporte como trens, carro, barco e avião.

Sabemos que os tempos mudaram e hoje, 150 anos depois, viajar se tornou algo mais fácil, acessível e rápido. Assim, as informações apresentadas no infográfico de forma breve, didática e colorida podem ser relevantes para instigar pessoas a saciar suas curiosidades temporais e quilométricas.

Em momentos de crise como os que vivemos atualmente devido a pandemia, uma das coisas que nos motiva a continuar é a possibilidade de um amanhã mais positivo, quando voltaremos a nos sentirmos seguros para ir e vir. Quando esse dia chegar e sair de casa para romper fronteiras voltar a ser uma opção, talvez seja a hora de realizar a tão sonhada “viagem dos sonhos”.

*Por Josie Conti

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*Fonte: contioutra

Paul McCartney lança clipe inédito em apoio à luta pelo clima

O legendário músico Paul McCartney acaba de lançar um novo clipe para a música Wine Dark Open Sea. A ação é uma parceria com a ONG Surfistas pelo Clima (Surfers For Climate) e vídeo foi elaborado pelo premiado cineasta de surf Jack McCoy.

O novo clipe de Wine Dark Open Sea apresenta a ex-campeã surfista e co-fundadora da Surfers For Climate, Belinda Baggs. McCoy diz que o vídeo leva os espectadores em uma viagem e apela para que eles abram seus corações para o oceano.

“Estou entusiasmado por apoiar Surfers For Climate. O trabalho deles é algo que realmente me atrai, pois todos nós temos a responsabilidade de fazer nossa parte e esta é uma ótima maneira de reunir pessoas com uma paixão compartilhada pelos mares e oceanos de todo o mundo por uma ação climática positiva”.

Paul McCartney

“É uma honra trabalhar novamente com o artista mais influente do mundo moderno e tê-lo apoiando uma causa tão grande para aumentar a consciência sobre a importância de agir agora na luta contra a mudança climática”, diz McCoy. “É nosso dever proteger nosso meio ambiente e limitar o impacto que fazemos como seres humanos”.

McCartney e McCoy já trabalharam juntos no passado, na criação do clipe da música Blue Sway, que ganhou vários ‘Best Music Video Awards’ nos principais festivais de cinema ao redor do mundo.

Conexão pelos oceanos

“As filmagens impressionantes da longboarder Belinda Baggs e sua dança na água são um poderoso lembrete de como nossos oceanos são incríveis e que eles precisam de nossa ajuda para protegê-los e preservar suas maravilhas para as gerações vindouras”, diz McCartney.

“Acreditamos que as pessoas se conectarão com o vídeo para fazer um esforço consciente para apoiar nossa luta contra a mudança climática”, diz Baggs.

É possível ver a estreia do vídeo no Epicentre.tv com uma doação de US$ 5 dólares que serão destinados a duas organizações parceiras: Surfrider Foundation Australia e Seed Mob.

Um aperitivo do vídeo de Wine Dark Open Sea pode ser conferido aqui.

“Para os surfistas, o oceano é vida. A mudança climática, alimentada por combustíveis fósseis, ameaça o modo de vida de todos. Nosso objetivo é simples, queremos passar um oceano saudável para as gerações vindouras”.
Belinda Baggs

Surfistas pelo clima

Surfers for Climate é uma instituição de caridade australiana que promove alianças com cientistas climáticos, ativistas, comunidades surfistas em todo o mundo e outros grupos ambientais, incluindo Climate Council, Surfrider Australia, Seed, Sea Trees, Sea Shepherd, Surfers Against Sewage and Plastic Pollution Coalition.

Os objetivos da ONG são:

Fornecer ferramentas e idéias para que os surfistas reduzam suas próprias emissões e restabeleçam ecossistemas locais;
Criar um núcleo para discutir as ameaças costeiras e gerar soluções;
Enfrentar novos desenvolvimentos de carvão, petróleo e gás.

Ausência de abelhas ameaça produção na agricultura

A ausência de abelhas em áreas rurais limita a produção de culturas agrícolas. É o que aponta um estudo recente realizado nos Estados Unidos que alerta para o fato de que o declínio da população de polinizadoras trará graves impactos à segurança alimentar no mundo.

Espécies selvagens de abelhas estão sofrendo com a falta de habitat e floração natural, o uso de agrotóxicos e pesticidas e com as variações de temperatura provocadas pela mudança climática. Abelhas criadas em apiários podem contar com alguma proteção, mas também são ameaçadas pelos mesmos fatores, além de doenças.

Pesquisadores temem que cerca de três quartos das culturas agrícolas podem ser afetados com a ausência destes insetos e os novos estudos mostram que este medo se justifica.

Efeito na produtividade

Um total de 131 plantações foram pesquisadas nos Estados Unidos, Canadá e Suécia. Das 7 culturas estudadas nos Estados Unidos, 5 apresentaram impactos negativos na produção com o declínio da população de abelhas.

“As plantações com mais abelhas tiveram uma produção significativamente maior”, garante Rachael Winfree, ecologista e especialista em polinizadores na Universidade de Rutgers e autora do artigo publicado sobre o tema na Royal Society. “Foi uma surpresa, não esperava que houvesse um limite tão grande”.

Abelhas selvagens são polinizadoras mais eficientes

Entre as descobertas do estudo está o fato de que as abelhas selvagens contribuem mais do que o esperado na polinização de culturas agrícolas, apesar destas não serem as plantas que originalmente as atrai. As abelhas selvagens são melhores polinizadoras do que as criadas em apiários, mas os pesquisadores descobriram que muitas destas espécies estão em perigo.

A mamangaba por exemplo foi a primeira espécie a ser declarada ameaçada de extinção nos Estados Unidos em 2017 depois de ter a sua população reduzida em 87% nas últimas duas décadas.

Monocultura e agrotóxicos

Nos Estado Unidos é possível encontrar tendências que se reproduzem em todo o mundo: a agricultura precisa produzir quantidades cada vez maiores de alimento para alimentar a população global, o que leva a monocultura, corte de flores nativas e uso de agrotóxicos, o que prejudica a população de abelhas que faria justamente a polinização destas culturas agrícolas.

De acordo com a Organização Americana de Alimentação e Agricultura, a produção agrícola do país depende de insetos e polinizadores, que tiveram um declínio de 300% em suas populações nos últimos 50 anos. O déficit de polinização pode tornar algumas frutas e vegetais uma artigo raro, e cada vez mais caro, levando a sérias deficiências na dieta da população.

Outros alimentos, como arroz, trigo e milho não seriam afetados uma vez que suas plantações são polinizadas pelo vento.

Ação urgente

“As abelhas produtoras de mel são mais frágeis do que eram no passado e a população de abelhas selvagens está em declínio, numa velocidade alta”, diz Winfree. “A agricultura está cada vez mais intensiva e cada vez temos menos abelhas, o que fará com que a polinização em algum momento seja bastante limitada. Mesmo que as abelhas não estivessem ficando mais frágeis, é muito arriscado acreditar que possamos contar com apenas uma ou duas espécies de abelha para esta função”.

A cientista aponta para um risco relevante. “É previsível que as únicas espécies restantes nos campos de monocultura serão alvo fácil para doenças e predadores. O estudo mostra que os agricultores precisam otimizar a polinização com a diversificação de plantações, além da atenção às quantidades e tipos de agrotóxicos usados”.

Para ela, nossa segurança alimentar está ameaçada. “Ainda não chegamos a uma situação irreversível, mas essa é a tendência se nada mudar. De acordo com o estudo, não é um problema que vamos enfrentar em 10 ou 20 anos, já está acontecendo”.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Empatia zero

E o que dizer do mundo em que vivemos hoje!?
Como se não bastasse já estarmos quase na casa das 100.000 vítimas do Covid-19 no Brasil; uma futura situação econômica preocupante; a tal quarentena prolongada versus o descaso daqueles que não estão nem aí, curtindo suas festinhas particulares; o alarmante índice de um dos maiores desmatamentos de nossa hitória; jovens sem aulas ou expectativas não muito boas para um breve retorno; as inúmeras questões e resoluções políticas inusitadas (para não se dizer coisa pior); o stress geral nas pessoas por causa do isolamento ou distanciamento social; as tantas saudades que temos de coisas simples e até o “quase” ataque de uma nuvem gigante de gafanhotos por aqui – desviram no caminho. Que 2020! E agora, como se não bastasse, uma bomba! Literalmente uma grande explosão em Beirute, com milhares de pessoas inocentes pagando um alto preço.

Então me pergunto se o grande problema do planeta seria mesmo o “Covid” ou esse outro vírus, normalmente chamado de “ser humano”?

Hoje por aqui, sem vontade de postar mais nada. Cansado, triste, me sentindo desiludido. Assisti várias cenas da explosão de ontem e é uma cena incrivelmente aterrorizante. Impossível não parar para pensar na vida, no mundo e no consequente momento atual em que vivemos…

Durmam bem!

 

 

Os eternos namorados do mundo animal

Enquanto na espécie humana a monogamia tende a ser cada vez mais rara, outras espécies do reino animal nos mostram que a fidelidade conjugal pode ser uma boa opção.
Conheça alguns exemplos de relacionamentos monogâmicos bem sucedidos na escala animal.

Arara
Essas aves coloridas e majestosas são também bastante fieis aos seus parceiros. Vivem em grupos ou apenas em casais, e tanto machos como fêmeas realizam a tarefa de cuidar dos filhotes. Durante o período de incubação dos ovos, o macho é responsável pela alimentação da fêmea.

Pinguim-imperador
Espécie conhecida pela monogamia, o Pinguim Imperador tem outra característica bastante peculiar: o macho colabora com a fêmea na função de chocar o ovo. A fêmea coloca o ovo no final do outono e, durante o inverno, esse ovo é incubado pelo macho.

Cavalo Marinho
Além de escolherem um único parceiro, nessa espécie é o macho que engravida, pois ele possui uma bolsa incubadora em que transporta os ovos depositados pela fêmea.

Apesar de carregarem os filhotes, os machos têm todas as outras características masculinas: produzem espermatozoides e hormônios específicos do próprio sexo.

Coruja
Monogâmicas por natureza, as corujas vivem em família, e o cuidado com os filhotes é papel tanto do macho quanto da fêmea.

A comunicação entre os casais de corujas, através de cânticos noturnos, é extremamente eficiente, o que já não podemos dizer da comunicação entre muitos casais de humanos.

Dik-dik
Os Dik-diks são pequenos antílopes africanos, que medem em media 60 cm de comprimento e 35 cm de altura. Esses animais não costumam ter mais de um parceiro sexual durante a vida, contudo, caso aconteça, são animais extremamente fieis.

*Por Mayara Rosa

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*Fonte: ciclovivo

 

Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a morte das produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, o Royal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo.

Sua importância é tanta que a cidade de Curitiba está espalhando abelhas sem ferrão em seus parques, como uma forma de disseminar árvores nativas. Na Suécia, foi erguido até mesmo um monumento para celebrar nossas amigas voadoras.

 

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*Fonte: contioutra

Quão perigosas podem ser as vespas assassinas’?

A vespa gigante asiática (Vespa mandarinia), um tipo de zangão com cinco centímetros de comprimento, chegou recentemente aos Estados Unidos. Alguns vídeos e fotos divulgados nas redes sociais têm mostrado a violência com a qual esse inseto atinge colmeias de abelhas comuns, que são decapitadas em instantes.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a entomologista May Berenbaum, da Illionois University, cunhou o termo “beepocalypse” para definir a chegada das “vespas assassinas” à América do Norte. “Elas são inimigas juradas das abelhas. Eu diria o pior pesadelo de uma abelha. Provavelmente, o pior pesadelo de muitas pessoas também”.

Não se sabe ainda como esses predadores chegaram aos Estados Unidos, mas foi provavelmente em algumas carga vinda do exterior e, uma vez liberadas na natureza, as populações rapidamente se multiplicaram.

Face a ameaça às abelhas comuns, agências governamentais e associações de apicultores das regiões ameaçadas têm realizado ações que tentam localizar e erradicar os ninhos da espécie invasora antes que ela se estabeleça e consiga dizimar a população de abelhas, já tão ameaçadas em função de doenças, pesticidas e perda do habitat.

Ameaças das vespas assassinas

Na busca de ninhos da vespa, os cientistas alertam às populações que não tentem, de forma alguma, matar os insetos por conta própria, nem tampouco remover os ninhos. A orientação é que entrem em contato com as autoridades, visto que entre 30 e 50 pessoas morrem anualmente no Japão vítimas de múltiplas picadas da vespa gigante.

A picada da V. mandarinia é descrita como uma dor excruciante. Seu ferrão é tão comprido que pode atravessar o traje de proteção que os apicultores normalmente usam. Em entrevista à BBC News Brasil, a bióloga Jenni Cena do Departamento de Agricultura do Estado de Washington esclarece que a vespa só ataca humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas.

A toxina liberada pelo veneno da vespa é inferior a de uma abelha comum. Porém, há que se levar em conta que a vespa é muito maior, a quantidade de veneno mais elevada e que o zangão pica várias vezes. Pessoas atacadas descrevem a experiência como sendo esfaqueadas com um alfinete de metal quente.

Porém, a maior ameça continua sendo a sobrevivência das abelhas.

*Por Jorge Marin

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*Fonte: megacurioso

Restaurante subaquático foi concluído na Noruega e parece fora deste mundo

Saborear uma refeição deliciosa, cercado pela beleza da vida marinha subaquática, é algo que só podemos sonhar. Mas esse sonho agora pode se tornar realidade. A Noruega lança o primeiro e maior restaurante subaquático que você certamente adicionará à sua lista de baldes.

Este restaurante subaquático de tirar o fôlego tem o nome de Under por muitas razões. Projetado por Snøhetta, este restaurante de 495 metros quadrados oferece uma capacidade total para 100 pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: sciencephiles