Envy of None, nova banda de Alex Lifeson, anuncia álbum e lança single

Icônico guitarrista do Rush revelou detalhes sobre projeto e já soltou música “Liar”, que pode ser ouvida no YouTube e principais plataformas de streaming

O guitarrista Alex Lifeson, eterno membro do Rush, anunciou sua nova banda chamada Envy of None. O álbum que leva o nome do projeto será lançado no dia 8 de abril e o primeiro single “Liar” já pode ser conferido no vídeo incorporado abaixo.

“Como membro fundador do Rush, Alex Lifeson foi capaz de explorar mais terrenos musicais do que qualquer outro guitarrista, levando o rock a novos patamares progressivos ao longo das décadas e sempre da maneira mais inventiva. Sua influência pode ser ouvida em inúmeras bandas ao redor do mundo. Ao longo dos últimos anos, Lifeson tem se concentrado em um novo projeto que, não importa o quão bem você esteja familiarizado com sua discografia, sem dúvida quebrará todas as sementes de expectativa e explodirá a mente. Esse projeto é Envy Of None”, diz o texto que acompanha o vídeo no YouTube.

Envy of None e Alex Lifeson
A banda que irá acompanhar a nova empreitada de Alex Lifeson é formada pelo baixista e vocalista Andy Curran, o guitarrista Alfio Annibali e a vocalista Maiah Wynne. A dupla de bateristas será formada por Tim Oxford e David Quinton Steinberg. Segundo Lifeson, a sonoridade será focada no pop, industrial e synthrock.

*Por Gustavo Maiato
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Elza Soares morre aos 91 anos

Ela morreu de causas naturais em casa no Rio de Janeiro nesta quinta (20). Uma das maiores cantoras do Brasil, ela lançou 34 discos com mistura de samba, jazz, eletrônica, hip hop e funk.

Elza Soares morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro. “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora.

“Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação.”

“A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim.”

O corpo da cantora será sepultado no Jardim da Saudade Sulacap, na tarde de sexta-feira (21), depois do velório no Theatro Municipal do Rio.

Pedro Loureiro, empresário de Elza, disse ao g1 que a cantora estava bem e tinha gravado um DVD dois dias antes. Ela acordou e fez fisioterapia. Estava com a respiração ofegante, mas garantiu a todos que estava bem. Mas foi ficando mais ofegante e disse aos familiares: “Eu acho que eu vou morrer”.

A declaração acendeu o alerta: os familiares foram checar sua pressão e oxigenação, e notaram uma pequena alteração. Pedro e os familiares chamaram o médico de Elza, que enviou uma ambulância para o local por precaução, mas 40 minutos depois, Elza foi mudando o semblante, até que apagou.

“Foi uma morte tranquila, sem traumas, sem motivo. Morreu de causas naturais. Esse, aliás, era um grande medo dela: ter uma morte sofrida, por doença. Hoje, ela simplesmente desligou”, conta Pedro.

Do sambalanço à eletrônica
Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira. Filha de uma lavadeira e de um operário, ela foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Elza cantava, desde criança, com a voz rouca e o ritmo sincopado dos sambistas de morro.

Casou-se obrigada aos 12 anos, virou mãe aos 13 e viúva aos 21. Foi lavadeira e operária numa fábrica de sabão. Por volta dos 20 anos fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli. Foi contratada para a Orquestra de Bailes Garan e seguiu no Teatro João Caetano.

Ela começou a se destacar na música como parte da cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959.

Nos 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e dizia que a mistura era proposital. O último disco lançado foi “Planeta Fome”, em 2019.

A expressão era uma alusão ao episódio em que foi constrangida por Ary Barroso no programa de calouros que participou nos anos 50. “De que planeta você vem, menina?”, ele disse. E ela respondeu: “Do mesmo planeta que você, seu Ary. Eu venho do Planeta Fome.”

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, comparava Elza. “Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.”

Desde que lançou o álbum “A mulher do fim do mundo”, em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Começo no samba
Mais voltada para o samba, a primeira fase da cantora tem discos gravados nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928–2014) e o baterista Wilson das Neves (1936–2017).

Fazem parte desta era lançamentos como “O samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963), “Na roda do samba” (1964) e “Um show de Elza” (1965).

Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como “Salve a Mocidade” (Luiz Reis, 1974), “Bom dia, Portela” (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), “Pranto livre” (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976).

A cantora amargou período de ostracismo na década de 1980. Em 1983, sofreu com a morte do jogador Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos.

Devido a essa fase de menos sucesso, ela pensou até em desistir da carreira, mas resolveu procurar Caetano Veloso, em hotel de São Paulo, para pedir ajuda.

O auxílio veio na forma de convite para participar da gravação do samba-rap “Língua”, faixa do álbum do cantor, “Velô” (1984).

Essa participação mostrou a bossa negra de Elza Soares a uma nova geração e abriu caminho para que a cantora lançasse, em 1985, um álbum menos voltado para o samba. “Somos todos iguais” tinha música de Cazuza (1958–1990).

Em 2002, com direção artística de José Miguel Wisnik, fez um dos álbuns mais modernos da discografia, “Do cóccix até o pescoço”. No ano seguinte, foi a vez de “Vivo feliz”, mais voltado para a eletrônica.

Elza seguia fazendo shows até antes da pandemia da Covid-19 e cantou em lives. Ela estava produzindo um novo álbum de estúdio que pode ter lançamento póstumo.

Nesta semana, ela também se apresentou em shows no Theatro Municipal de São Paulo que foram gravados para o lançamento de um DVD.

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Fonte: g1

David Bowie lidera vendas de vinil no século 21 no Reino Unido

Dados oficiais da Official Charts Company mostram que Toy, o álbum perdido de David Bowie que foi recentemente lançado (AQUI), ajudou a consolidar a posição de liderança do artista para as vendas de vinil no Reino Unido no século 21.

A Music Week revelou que a estratégia de lançamento do disco, numa parceria da propriedade de Bowie com gravadoras, foi fundamental para o desempenho. Toy obteve o maior número de vendas de vinil de qualquer álbum na última semana. Hunky Dory, relançado para marcar seu 50º aniversário, apresentou sua maior alta desde 2017, enquanto que a compilação Legacy, de 2016, obteve seu recorde de vendas no formato.

Bowie lidera a parada de vendas de décadas e séculos do mercado de vinil. As vendas para os anos 2000 do artista atingiram 582.704 unidades (calculadas até 6 de janeiro). Trata-se de um número o coloca à frente do único outro nome que atingiu meio milhão de unidades no formato LP, The Beatles (535.596 vendas). Na década de 2020, Bowie tem 134.237 vendas e os Beatles 113.613.

“Embora Bowie e Beatles não tenham entrado no Top 10 de vendedores de vinil do ano passado (liderados pelo ABBA), a amplitude de seu catálogo permitiu que eles se adiantassem a vendas combinadas durante o atual revival de vinil”, diz a Music Week.

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*Fonte: radiorock89

Catálogo completo de David Bowie é vendido por quase R$1,5 bilhão

A Warner Music é agora proprietária dos direitos de todas as músicas e discos do saudoso artista

David Bowie é a mais nova adição à lista de artistas que venderam seus catálogos completos nos últimos anos.

O espólio do músico, falecido em janeiro de 2016, vendeu os direitos de todas suas músicas e discos para a Warner Chappell Music, braço editorial da Warner Music Group. As negociações duraram meses e o valor final da compra é de R$1,4 bilhão (U$250 milhões).

No acordo estão clássicos como “Space Oddity”, “Let’s Dance”, “Heroes” e outros hits, bem como seus discos, incluindo Toy — gravado em 2001, mas lançado postumamente em novembro de 2021.
De acordo com a Variety (via CoS), as gravações de David Bowie entre 1968 e 2016 agora fazem parte do sistema da Warner, e é a gravadora que vai supervisionar os direitos autorais de suas composições. Em comunicado, Guy Moot, executivo-chefe da companhia, declarou:

Estas não são apenas canções extraordinárias, mas marcos que mudaram o curso da música moderna para sempre. Estamos ansiosos para cuidar de seu conjunto incomparável de canções com paixão e cuidado, enquanto nos esforçamos para construir mais sobre o legado deste ser humano mais extraordinário.

Pelo visto teremos mais lançamentos por aí, hein?

Venda de direitos na música
Nos últimos meses, outros nomes como Bob Dylan, Bruce Springsteen e Neil Young também entraram na “moda”. A tendência é que mais artistas façam isso nos próximos anos.

*Por Stephanie Hahne
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

ZZ Top vende catálogo musical por US$ 50 milhões para BMG/KKR

Com acordo, banda do guitarrista Billy Gibbons cede roylties e direitos dos álbuns, além de renda de performances

A banda de blues rock ZZ Top vendeu os direitos de todo seu catálogo musical para a BMG e para a KKR por US$ 50 milhões. Todos os royalties e direitos dos álbuns do grupo estão incluídos na venda, bem como a renda de futuras performances.

Dessa forma, a banda do guitarrista Billy Gibbons se junta a artistas como Mick Fleetwood, Tina Turner e Mötley Crüe no grupo que decidiu vender seus direitos musicais para a BMG, que anunciou uma parceria com a KKR em março de 2021.

Cordas leves: o ensinamento que B.B. King repassou a Billy Gibbons, do ZZ Top
O empresário do ZZ Top, Carl Stubner, afirmou que está orgulhoso desse contínuo processo de expansão da marca da banda. “Tenho certeza que a parceria com a BMG e esse novo acordo vai fazer com que o legado do ZZ Top seja mantido nas gerações futuras”, afirmou. Já Hartwig Masuch, CEO da BMG, se mostrou contente com o acordo firmado.

“Esse acordo é testemunha do sucesso e da relevância da banda, e também atesta o sucesso da nossa parceria com a KKR. Essa parceria não é apenas pelo lado financeiro, mas também é um compromisso de respeito por tudo que esses artistas fizeram”, comentou.

A venda do catálogo do ZZ Top
A recente venda do catálogo musical da banda d Billy Gibbons para a BMG/KKR é mais um capítulo desse que se vem se tornando um negócio cada vez mais comum na indústria da música. Recentemente, o músico Bruce Springsteen também negociou seus direitos por sua obra para a Sony por US$ 500 milhões.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Venda de vinil dispara e tem melhor semana nos EUA desde 1991

Segundo análise da Billboard, foram aproximadamente 2,1 milhões de unidades comercializadas apenas durante semana do Natal

Embora hoje em dia existam diversas formas mais modernas de se consumir música, a venda de vinil ainda é a preferida de muita gente na hora de escolher como ouvir seus artistas favoritos. Prova disso é uma pesquisa recente da Billboard, que mostrou que a semana de Natal de 2021 foi a melhor para esse mercado desde o ano de 1991.

Segundo o levantamento, aproximadamente 2,1 milhões de unidades foram vendidas em solo americano nesse período. A publicação destaca que um dos motivos que levou a esse aumento no número de vendas de vinil foi a enorme quantidade de álbuns lançados em 2021, incluindo inúmeras reedições de clássicos.

As previsões para a indústria da música em 2022, segundo a Billboard
Na semana anterior, o número de venda de vinil registrado havia sido de 1,46 milhão, sendo que desse total 59 mil cópias foram apenas do álbum “30”, último lançamento da cantora Adele.

O aumento na venda de vinil
Ainda de acordo com os dados da Billboard, esse período de Natal marcou a sexta semana consecutiva em que foram registradas mais de 1 milhão de unidades de vinil vendidas nos EUA. O númeor impressiona se for levado em conta que desde 1991 isso só havia acontecido seis vezes na história.

Outro número que mostra a força da venda de vinil é que esse formato responde por 50% da venda de álbuns (incluindo digital e físico) nos EUA, além de representar 57% de todas as vendas de discos físicos na semana de Natal.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Por que Tolkien não deixou Beatles fazerem versão de ‘Senhor dos Anéis’

Peter Jackson tinha apenas 6 anos em 1968 e, portanto, não tinha ideia de que naquele ano estava acontecendo algo que mais tarde teria um grande impacto em sua carreira como diretor de cinema.

Esse foi o ano em que o autor J.R.R. Tolkien se recusou a dar permissão à banda britânica The Beatles para fazer uma versão cinematográfica de seu romance de fantasia épica The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis).

Return of the King (O Retorno do Rei), o último filme da adaptação de Jackson da trilogia clássica literária, bateria o recorde de mais Oscars em uma cerimônia: 11, incluindo o de melhor diretor.

Para o projeto, Jackson restaurou mais de 50 horas de tomadas descartadas do documentário Let It Be de 1970 e as reuniu para contar uma versão mais positiva do que aconteceu no estúdio em janeiro de 1969.

Trabalhar com os Beatles também deu a Jackson a oportunidade de perguntar a Paul McCartney sobre o que realmente aconteceu com sua versão de O Senhor dos Anéis.

Dos Beatles à obra de Tolkien
Em uma entrevista à BBC da Nova Zelândia, sua terra natal, Jackson admite que ficou curioso para saber a verdade sobre o assunto.

“Tenho reunido pequenas informações. Tenho questionado o Paul sobre isso. Ringo não se lembra de muita coisa”, diz Jackson.

“O que eu entendo é que Denis O’Dell, que produziu The Magic Christian (uma comédia britânica de 1969 estrelada por Peter Sellers e Ringo Starr) teve a ideia de fazer O Senhor dos Anéis.”

“Quando eles (os Beatles) foram para Rishikesh e permaneceram na Índia por cerca de três meses com Maharishi no início de 1968, (O’Dell) enviou os livros para eles”, conta Jackson.

“Como são três, ele enviou um livro para cada um dos Beatles. Não acho que Ringo tenha recebido um, mas John, Paul e George conseguiram um livro de O Senhor dos Anéis para ler na Índia. Eles ficaram empolgados”, acrescenta.


No entanto, a intervenção do autor, que morreu em 1973, três anos após a separação dos Beatles, fez com que o projeto nunca se materializasse, explica Jackson.

“No final, eles não conseguiram os direitos de Tolkien porque ele não gostou da ideia de um grupo pop produzindo a história. Então, foi rejeitado por ele. Eles tentaram fazer o filme. Não há dúvidas. E a certa altura, no início de 1968, eles estavam pensando seriamente em realizar o projeto”, diz o cineasta.

Foi sugerido que, se o filme tivesse sido aprovado, teria McCartney como Frodo, Starr como Sam, Lennon como Gollum e Harrison como Gandalf.

Quem os Beatles queriam como diretor? Stanley Kubrick, que tinha acabado de fazer 2001: A Space Odyssey (2001: Uma Odisséia no Espaço).

Jackson não contesta essas sugestões.

“Paul não se lembrava exatamente [desses detalhes] quando falei com ele, mas acho que sim.”

Ele também reconhece o quão diferente poderia ter sido sua própria vida se os Beatles tivessem feito O Senhor dos Anéis.

“Paul disse: ‘Bem, estou feliz por não ter feito. Porque você fez o seu e eu gostei do seu filme’. Mas eu disse: ‘É uma pena que não o fizeram, porque teria sido um musical'”, lembrou.

“O que os Beatles teriam feito com uma trilha sonora de Lord of the Rings? Seriam 14 ou 15 canções incríveis dos Beatles”, diz ele.

“Então, tenho sentimentos confusos sobre isso. Eu teria adorado ouvir esse álbum e também estou feliz por ter tido a oportunidade de fazer os filmes. Mas essas músicas teriam sido fascinantes”, acrescenta.

Peter Jackson e o quarteto de Liverpool
Mais de cinco décadas depois, Jackson teve sua própria chance de fazer parte da história dos Beatles.

No verão de 2017, ele se reuniu com a empresa dos Beatles, a Apple Corps, para discutir uma possível colaboração em uma exposição de realidade virtual.

Obcecado pelos Beatles (“bunca gostei de outra banda além dos Beatles”, ele diz), Jackson fez uma pergunta cuja resposta sempre quis saber. O que aconteceu com as tomadas descartadas do documentário Let It Be, de 1970, de Michael Lindsay-Hogg?

A resposta o encantou. “Eles disseram: ‘Nós temos tudo’. Eles disseram que estavam pensando em usar o filme para um documentário independente mas não tinham um cineasta.”

“Foi a única vez na minha vida que fiz isso. Levantei a mão e disse: ‘Se você está procurando por alguém, por favor, pense em mim.”

Ele recebeu a oferta de emprego no final do dia e passou os próximos quatro anos de sua vida trabalhando em Get Back.

Jackson usou técnicas semelhantes às empregadas em seu documentário da Primeira Guerra Mundial They Shall Not Grow Old (“Eles não envelhecerão”) para restaurar horas de imagens do Beatles mostrando o quarteto criando algumas de suas canções mais conhecidas do zero.

Jackson está na vanguarda da tecnologia de cinema há mais de duas décadas. No início deste mês, ele vendeu a divisão de efeitos visuais de sua empresa Weta Digital por US$ 1,625 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões).

Mas há um projeto futurista que ele acredita que nunca vai acontecer. Jackson diz que não há como os Beatles fazerem como o Abba e sair em turnê como avatares digitais.

“Os Beatles têm a trágica complicação de que dois deles não estão vivos. Então você poderia fazer isso e representar George e John de uma forma que eles ficassem felizes. Seria algo difícil. Isso se torna muito mais arriscado. Eu não acho que você verá isso com os Beatles.”

No entanto, ele está muito aberto a mais colaborações com a banda inglesa.

“Eu adoraria trabalhar com os Beatles de novo. Me encantaria trabalhar com os Beatles agora. No entanto, não acho que haja qualquer outra coletânea de filmes no cofre que eu possa ter em minhas mãos. Este é o ovo de ouro.”

Inspirador ou sem objetivo?
Nem todos os críticos gostaram de Get Back.

Alex Petridis, do diário britânico The Guardian, deu três estrelas de cinco. Ele diz que na “última epopeia de Peter Jackson, os momentos de inspiração e interesse são abandonados em meio a hectares de conversa desconexa (‘divagações sem objetivo’, como diz Lennon) e repetição ”

Já o The Times deu quatro estrelas. Kevin Maher disse que o “flashback épico profundamente comovente mostra esses jovens carismáticos (que ainda não tinham chegado aos 30) em doce e amorosa harmonia”.

E o The Telegraph optou pela mesma nota, com Neil McCormick dizendo que “o trabalho meticuloso destilou 200 horas de vídeo e áudio em uma série de três partes frequentemente instigante e exaustiva”.

No entanto, The Independent foi mais benevolente e deu-lhe a pontuação mais alta: cinco estrelas. Ed Cumming opinou que a “série de documentários em três partes estabeleceu o padrão para todas as avaliações futuras da banda.”

*Por Colin Paterson
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*Fonte: bbc-brasil