Método científico constrói o solo de guitarra perfeito; ouça e tire a prova

Iniciativa da revista britânica Total Guitar contou com análise de 50 solos escolhidos por leitores para montar o produto ideal

Como soaria o solo de guitarra perfeito? Cada pessoa tem uma resposta diferente para essa pergunta, mas há alguns solos tão históricos que podem ser até considerados unânimes entre os fãs do instrumento mais popular do mundo moderno.

Ciente disso, a revista britânica especializada Total Guitar buscou montar o que seria o solo de guitarra perfeito a partir da construção dos melhores – e com base em um método científico. Inicialmente, a publicação fez uma enquete com seus leitores para saber os seus 50 solos favoritos – e o trabalho de Brian May em “Bohemian Rhapsody”, clássico do Queen, ficou em primeiro lugar em uma lista que também tem obras de Guns N’ Roses, Pink Floyd, Metallica e muitos outros.

Em seguida, o corpo editorial da publicação analisou todos os solos escolhidos. Não foram poucos os critérios: melodia, tom e tempo foram alguns dos vários detalhes considerados. Trechos de destaque de todas essas gravações foram retirados para compor o que seria o solo de guitarra perfeito.

A revista explica, por exemplo, como o tempo foi analisado. “Os 50 melhores solos variam entre 64 e 170 batidas por minuto (BPM), então optamos por 120 BPM, perto da média”, diz.

Com relação à sonoridade, eles declaram que a tonalidade maior seria essencial, visto que é utilizada como base para muitos dos solos escolhidos. “Então estamos em mi (E) menor, mas com alguns momentos próximos de mi harmônico menor e mi dórico. Um mínimo de 2,5 oitavas de intervalo de afinação é vital, e cobrimos cerca de três oitavas”, explica.

A construção e a forma como as notas aparecem também foram consideradas. As sonoridades mais graves surgem na etapa inicial do solo, enquanto que as passagens finais são mais agudas – e têm mais notas por compasso, como se o guitarrista “robô” estivesse tocando mais rápido.

As referências do solo de guitarra perfeito
Veja, a seguir, as principais músicas utilizadas pela revista Total Guitar para construir o solo de guitarra perfeito, conforme sua própria explicação:

“Seguindo um lick de abertura melódico, passamos para um arpejo no estilo ‘Comfortably Numb’ (Pink Floyd), notas em staccato no estilo ‘Bohemian Rhapsody’ e tapped bends inspiradas em ‘Crazy Train’ (Ozzy Osbourne).

Em seguida, há palhetadas do tipo ‘Highway Star’ (Deep Purple), com breves licks inspirados em ‘Free Bird’ (Lynyrd Skynyrd) e ‘Sweet Child O’Mine’ (Guns N’ Roses) para levar a uma ideia tipo ‘Fade To Black’ (Metallica).

Os arpejos que se seguem fazem referência ao ‘Hotel California’ (Eagles) em meio a uma progressão de acordes influenciada por ‘While My Guitar Gently Weeps’ (Beatles). Completamos com mais referências a ‘Sweet Child’ e harmônicos no estilo ‘Beat It’ (Michael Jackson). Ufa!”

Com tanta descrição, você já deve estar curioso para ouvir o resultado, não é mesmo? Confira, então, o solo de guitarra perfeito de acordo com a Total Guitar – batizado de “The Franken Solo”, visto que foi montado como um Frankenstein.

*Por Igor Miranda
………………………………………………………………………..
*Fonte: rollingstone

Robôs que tocam Metallica, Nirvana e Deep Purple podem lançar canções próprias

One Hacker Band é um grupo de rock formado por três integrantes: um baterista, um baixista e um guitarrista. Até aí tudo bem, só que o negócio começa a ficar diferentão quando você fica sabendo que cada um deles é um robô programado por inteligência artificial.

A banda é uma criação do engenheiro americano de design visual Aaron Todd, que desenvolveu um baixo, uma bateria e uma guitarra capazes de tocar sozinhos, sem a presença de um músico. Ele teve de idealizar minuciosamente cada uma das peças para serem obtidas através de uma impressora 3D e comandadas via Ableton, uma estação de trabalho de áudio digital, que indica aos instrumentos inteligentes o que eles devem tocar.

Ao conectar as novas tecnologias com ferramentas básicas do rock ‘n’ roll, o engenheiro criou uma banda capaz de tocar perfeitamente clássicos como “Smoke on The Water”, do Deep Purple, “Enter Sandman”, do Metallica, ou “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Vídeos das performances do grupo robótico estão bombando no TikTok desde o final de dezembro.

As máquinas usam inteligência artificial para aprender e apresentar uma música já criada, no entanto, podem sugerir composições próprias. Esse é um novo passo para a One Harcker Band, que deixará em breve de ser uma banda cover e se concentrará no lançamento de um álbum com faixas criadas pelos robôs.

Há quem garanta que esse tipo de desenvolvimento de instrumentos inteligentes represente uma evolução na simbiose entre músico e inteligência artificial. No entanto, a chegada da One Hacker band levanta uma série de discussões, já que a popularização de músicos-robôs pode ameaçar o emprego dos músicos de carne e osso. Outro problema é tentar responder às duas questões seguintes: E se eles ficarem tecnicamente bons demais? E se começarem a compor coisas consideradas mais geniais que aquelas criadas por mentes humanas?

Veja abaixo vídeo da One Hacker Band em ação:

*Por
…………………………………………………………………
*Fonte; radiorock89

13 músicas de David Bowie sobre o espaço

De estrelas a roqueiros que fazem contato com alienígenas, o Universo sempre esteve presente na obra do músico

Os mistérios do Universo eram grande inspiração para Bowie, que escreveu um grande número de músicas fazendo menções espaciais. Abaixo, você confere as músicas que melhor expressam a relação do cantor com a fronteira final. Você pode ouvir todas elas em nossas playlists no Deezer e no Spotify.

Space Oddity (1969): o primeiro grande sucesso de Bowie foi lançado à mesma época que a missão Apollo 11, que chegaria à Lua. Foi um hit instantâneo, que tornou Bowie conhecido na Inglaterra, seu país natal, e no resto do mundo. Na letra, Major Tom é um astronauta que se comunica com o centro de controle sobre sua missão espacial… quando algo dá errado.

Life on Mars? (1971): Escrita para dar uma cutucada em Paul Anka, que comprou os direitos da versão francesa de uma de suas músicas (“Even a Fool Learns to Love”, que nunca foi lançada) e a transformou na famosíssima “My Way”, Life on Mars? foi considerada uma das 100 melhores músicas de todos os tempos no jornal The Daily Telegraph. Apesar de ter os mesmos acordes do clássico de Frank Sinatra, a canção de Bowie não poderia ser mais diferente: fala sobre violência, enfado e sonhos destruídos. Exausto com a realidade, o narrador se pergunta: “existe vida em Marte?”

Ziggy Stardust (1972): Escrita para o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, essa canção conta a história do roqueiro de mesmo nome, que tocava guitarra ao lado de suas aranhas marcianas e servia de transmissor de mensagens espaciais. Ziggy foi um personagem criado e interpretado pelo próprio Bowie, conhecido pelo seu viés político, glam-rock e bastante sexualizado.

Lady Stardust (1972): Essa balada feita ao piano foi escrita para a turnê de Ziggy Stardust e ficou marcada como a música que, durante os shows, Ziggy se vestia de mulher. É uma balada sobre um rapaz que era ridicularizado pelos outros, até subir nos palcos – quando a “senhorita Stardust”, a versão feminina de Ziggy, cantava junto com ele. Dizem que o rapaz da música é Marc Bolan, um dos ídolos de Bowie e pioneiros do glam rock.

Starman (1972): A letra se refere ao “Starman”, um alienígena que envia mensagens de esperança para a Terra por meio do roqueiro Ziggy Stardust. A história é contada do ponto de vista de um garoto que escuta a palavra de Ziggy. Bowie disse, em uma conversa com o autor de ficção científica William S. Burroughs, que Ziggy não era extraterrestre, ao contrário do que se pensava – apenas um rock star que se comunicava com o espaço. A balada é uma das músicas mais famosas de Bowie e foi vendida como single antes de integrar o álbum “The Rise and Fall…”.

Moonage Daydream (1971-1972): Bowie lançou essa canção como single e a regravou para sua versão mais conhecida integrar “The Rise and Fall…”. Na letra, conhecemos as palavras de um alienígena messiânico falando para aproveitarmos enquanto dá tempo, já que o mundo está prestes a acabar. É uma combinação de tudo que fez Ziggy Stardust ser o fenômeno que foi: uma mensagem sobre rebelião, sexo e paixões sociais.

Five Years (1971-1972): O clima “carpe diem” de Moonage Daydream é consequência do que ouvimos nessa canção aqui, também da turnê de Ziggy Stardust: “o cara do jornal chorou e nos contou / a Terra está realmente morrendo / chorava tanto, seu rosto estava molhado / foi assim que eu soube que ele não estava mentindo”. É uma canção incrível sobre o fim do mundo, com as reações das pessoas à notícia de que o fim virá em apenas cinco anos. Praticamente um filme apocalíptico.

The Prettiest Star (1970): Essa animada canção ficou famosa por ter sido usada por Bowie para pedir sua mulher, Angela, em casamento. “Um dia, talvez um dia / eu e você vamos subir até o alto / Tudo porque você é / A estrela mais brilhante”, cantou ele. O pedido, é claro, funcionou: “Angie” e Bowie foram casados entre os anos 70 e 80.

Ashes to Ashes (1980): A canção tem uma clara referência ao astronauta Major Tom, de Space Oddity, desconstruindo sua imagem de “astronauta hippie” e o reconhecendo como um homem triste e dependente de drogas. Para Bowie, a canção serviu para amarrar todo o seu trabalho dos anos 80: “foi um bom epitáfio”, concluiu ele.

Hallo Spaceboy (1995): Bowie se inspirou na banda Nine-Inch Nails para compor a canção que, de acordo com ele, resultou em algo como “Jim Morrison (da banda The Doors) industrial”. O narrador conversa com um garoto do espaço, falando sobre caos e dias terríveis, mas garante, à guisa de consolo: “poeira da Lua vai cobrir você”.

New Killer Star (2003): A música tem uma referência sutil aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center. A música fala sobre a descoberta de uma nova estrela, enquanto o clipe, de forma surreal, mostra um astronauta quase aterrisando nos Estados Unidos moderno.

The Stars (Are Out Tonight) (2013): Fazendo uma homenagem à primeira fase de seu trabalho, Bowie brinca com o significado da palavra estrela: se refere a pessoas famosas como se fossem astros no céu.

Blackstar (2015): Na música-título de seu último trabalho, Bowie se despediu afirmando que não era uma estrela do rock, e sim uma “estrela negra”. No clipe, lançado em novembro de 2015, uma mulher encontra um astronauta morto e, em tom um tanto quanto lúgubre, realiza rituais com sua caveira. A crítica recebeu seu último trabalho como “maravilhosamente estranho”, como não podia deixar de ser, tratando-se de David Bowie.

*Por Claudia Fusco
…………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

Música estimula a mesma região que sexo e drogas no cérebro

Um estudo publicado no periódico Scientific Report confirmou o que qualquer amante de “sexo, drogas e rock ‘n roll” já sabia: música estimula o mesmo sistema de recompensa das drogas e do sexo no cérebro.

Uma equipe de neurocientistas, coordenados por Adiel Mallik, da Universidade McGill, do Canadá, recrutou 21 estudantes para o experimento, que deveriam trazer uma lista com suas músicas preferidas. Metade dos alunos tomou naltrexona — uma droga que bloqueia os receptores opióides do cérebro e reduz as emoções positivas e negativas, usada no tratamento de dependentes químicos —; a outra metade tomou um placebo.

Além de ouvir as músicas trazidas por elas próprias, as cobaias também escutaram dois sons emocionalmente neutros, escolhidos pelos pesquisadores. Foram observadas as ações fisiológicas, como expressões e sorrisos, e subjetivas, medidas através de um dispositivo que mensurava o quanto eles haviam gostado do som. Com os dados, os cientistas descobriram que os opioides são os responsáveis pelo prazer de escutar música.

“O fato de escutar música desencadear uma resposta neuroquímica bem definida sugere uma origem evolutiva para a música”, escreveram os autores, enfatizando as ressalvas: “Mas também é possível que a música tenha se desenvolvido para explorar um sistema de recompensa já existente que evoluiu para outros fins, como reconhecer e responder apropriadamente a várias vocalizações animais e humanas”.

……………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

Cientistas mapearam 13 emoções que a música causa nas pessoas; entenda

Enquanto ‘As quatro estações’, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, a trilha sonora do filme ‘Psicose’, de Alfred Hitchcock, evoca medo

O que você sente ao ouvir axé é o mesmo que quando escuta os últimos lançamentos do rock, ou relembra os clássicos da MPB? Foi exatamente isso que um grupo de especialistas da Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, quis responder em uma nova pesquisa.

Segundo o artigo, publicado no periódico científico PNAS, as músicas causam ao menos 13 emoções diferentes nas pessoas. “Imagine organizar uma biblioteca de música massivamente eclética por emoção e capturar a combinação de sentimentos associados a cada faixa. Isso é essencialmente o que nosso estudo fez”, disse Alan Cowen, um dos autores da pesquisa, em comunicado.

Para realizar a investigação, os especialistas contaram com a ajuda de 2,5 mil voluntários norte-americanos e chineses. Os participantes classificaram cerca de 40 amostras de música com base em 28 categorias diferentes de emoção, bem como em uma escala de positividade e negatividade, e em níveis de excitação que elas causam.

Entre as canções estavam títulos como Shape of you, do cantor Ed Sheeran, o hino dos Estados Unidos, Careless Whispers, de George Michael, Rock the Casbah, do The Clash, Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole e As quatro estações, de Vivaldi.

Os especialistas perceberam que 13 emoções se destacaram. São elas: diversão, alegria, erotismo, beleza, relaxamento, tristeza, sonho, triunfo, ansiedade, medo, aborrecimento, desafio e animação. “Documentamos rigorosamente a maior variedade de emoções universalmente sentidas pela linguagem da música”, contou Dacher Keltner, membro da equipe.


Cientistas mapearam 13 emoções causadas pela música

Os pesquisadores acreditam que a pesquisa poderá ser útil em terapias psicológicas e psiquiátricas, por exemplo. O estudo também poderá ser utilizado por serviços de streaming, permitindo que as plataformas criem playlists mais personalizadas e coerentes.

A equipe ressalta que os sentimentos que cada canção evoca, entretanto, podem mudar de acordo com a cultura em que o ouvinte está inserido. “Pessoas de diferentes culturas podem concordar que uma música transmite raiva, mas podem diferir se esse sentimento é positivo ou negativo”, explicou Cowen.

Além disso, os pesquisadores reconhecem que algumas associações feitas pelos ouvintes podem estar baseadas no contexto em que os participantes do estudo ouviram a canção anteriormente. “A música é uma linguagem universal, mas nem sempre prestamos atenção suficiente ao que ela está dizendo e como está sendo entendida”, pontuou Cowen. “Queríamos dar um primeiro passo importante para resolver o mistério de como a música pode evocar tantas emoções sutis.”

Mapa interativo
As músicas analisadas foram organizadas em um site que pode ser acessado pelo público. Nele, os internautas passam o cursor sobre um mapa de áudio interativo, no qual é possível ouvir as canções de acordo com o sentimento que causam.

Enquanto As quatro estações, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, Let ‘s Stay Together, de Al Green, evoca sensualidade, e Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole, provoca alegria. Já a trilha sonora do filme Psicose, de Alfred Hitchcock, evoca medo.

…………………………………………………………………..
*Fonte: revistagalileu

Jeff Beck – R.I.P.

Puêrra! A desgraceira não tem mais fim.
Hoje quem nos deixou foi Jeff Beck, sem dúvida um dos MAIORES guitarristas do mundo. Dono de uma técnica incrível e apurada, bastam alguns acordes que você já consegue identificar o seu som, de tão especial e diferenciado que é. Sem falar no imenso tamanho e importância para a história da guitarra no rock. Báh! Triste, muito triste.

Gosto bastante de sua carreira solo, logo no começo, quando contava com a presença de Rod Stewart e Ron Wood (Rolling Stones) na banda. E claro, depois também, quando realmente deslanchou para o sucesso, como se pode dizer.

Descanse em, Paz Jeff Beck.

Morre guitarrista Jeff Beck aos 78 anos

Músico do Hall of Fame morre após ataque de meningite bacterian

MorreuJeff Beck nesta terça-feira,10, aos 78 anos. O guitarrista havia contraído meningite e estava enfrentando a doença. A informação é da Rolling Stone EUA

“Em nome de sua família, é com profunda tristeza que compartilhamos a notícia da morte de Jeff Beck”, disse a família de Beck em um comunicado. “Depois de contrair repentinamente meningite bacteriana, ele faleceu pacificamente ontem. Sua família pede privacidade enquanto processa essa perda tremenda”.

Beck, guitarrista do Yardbirds foi indicado oito vezes ao Grammy e duas vezes ao Hall da Fama do Rock, tanto como membro dos Yardbirds quanto por seu trabalho com seu próprio. Em 2011 foi eleito o 5.º melhor guitarrista da história pela revista Rolling Stone EUA.

Em maio do ano passado, o guitarrista fez um show ao lado de Johnny Depp na cidade de Sheffield, no norte da Inglaterra. O ator apareceu com Beck para realizar uma série de covers musicais, incluindo “Isolation”, de John Lennon, uma faixa em que eles colaboraram e lançaram em 2020 (via Uol Splash).

Homenagens
O guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, prestou condolências ao amigo e disse que ficou “chocado” com a notícia.

“Jeff era uma pessoa tão legal e um excelente guitarrista icônico e genial – nunca haverá outro Jeff Beck. Sua forma de tocar era muito especial e distintamente brilhante! Ele fará falta”, escreveu ele no Twitter.

*Por Fernanda Decaris
………………………………………………………………..
*Fonte: rollingstone

Vendas de vinil nos EUA atingem níveis mais altos desde 1991

Dados de um relatório divulgado pela Luminate e publicado pela Billboard mostram que 2,32 milhões de álbuns de vinil foram vendidos nos Estados Unidos na semana que terminou em 22 de dezembro, a última semana antes do Natal.

O resultado mostra que essa é a maior semana de vendas de álbuns de vinil desde que a empresa começou a rastrear eletronicamente as vendas de música em 1991. Além disso, também deixa claro que os LPs são um dos presentes natalinos mais tradicionais entre os americanos.

No acumulado do ano, 41,8 milhões de discos de vinil foram comercializados em território norte-americano, o que representa um aumento de 3,6% em comparação com 2021. O trabalho mais vendido no formato em 2022 foi Midnights, de Taylor Swift, registrando 68.000 cópias. Atualmente, o LP continua a compor a maior parte de todas as vendas de álbuns físicos nos Estados Unidos, com 63% do total.

Em 2020, o mercado de discos de vinil já havia registrado uma marca histórica com sua vendas ultrapassando as de CDs pela primeira vez desde 1986. De acordo com o Digital Music News, uma apreciação da autenticidade ao trabalho musical é o principal fator que leva o consumidor a adquirir um LP. No entanto, os “novatos em vinil” também estão dando mais valor à embalagem e à arte dos álbuns que consomem – tanto antigos quanto novos.

…………………………………………………………………
Fonte: radiorock89

Estudo mostra que brasileiro ouve 37 músicas por dia

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) acaba de disponibilizar em seu site oficial, um estudo feito a partir dos processos de matching automático das informações recebidas das plataformas digitais com o banco de dados da instituição.

Os dados mostram que o Brasil vive um crescimento sem precedentes no consumo de música, muito por conta do streaming que habita os dispositivos móveis digitais que são carregados por praticamente todos os cidadãos.

A cada segundo, diz a entidade, 100 mil músicas nacionais e estrangeiras – de todos os segmentos – são ouvidas nas mais diferentes plataformas, o que perfaz oito bilhões de execuções em um dia.

Parece um número absurdo, mas, na verdade, é como se cada brasileiro ouvisse 37 canções em um dia. Como cada música possui em média três minutos, é como se você gastasse quase duas horas por dia curtindo um som.

“A identificação musical é uma das atividades fundamentais para o Ecad. Sem ela e sem o apoio da tecnologia, que é nossa grande aliada, o trabalho de arrecadação e distribuição de direitos autorais não seria feito de forma correta e precisa. Por isso, mais de 80% de nosso investimento é feito em tecnologia. Nosso objetivo é transformar o Ecad em uma entidade cada vez mais digital e orientada a dados”, disse Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.

……………………………………………………………….
*Fonte: radiorock89

80 anos de Jimi Hendrix: veja as músicas mais tocadas do artista no Brasil

Dono de um legado na música, artista completaria oito décadas caso estivesse vivo

Um dos maiores nomes do rock mundial, Jimi Hendrix completaria 80 anos neste domingo (27), caso estivesse vivo. O artista que se tornou uma lenda da guitarra, morreu em novembro de 1970, em Londres.

Para homenagear o legado, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), fez um levantamento das músicas mais ouvidas do artista no Brasil.

Segundo o estudo, Jimi Hendrix possui 230 obras musicais e 781 gravações registradas no banco de dados do Ecad. Quase 80% dos rendimentos em direitos autorais no Brasil são oriundos de shows, TV e rádio e estão destinados aos herdeiros do músico.

A faixa “Little Wing” foi a canção mais ouvida de Hendrix em terras brasileiras nos últimos 10 anos. Na lista ainda há destaque para as canções “Purple Haze”, “Foxey Lady” e “Voodoo Child”.

Veja a lista completa:

Top 10 músicas de autoria de Jimi Hendrix mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Shows, Sonorização Ambiental, Música ao Vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval e Festa Junina)

1 – Little wing – Jimi Hendrix
2 – Purple haze – Jimi Hendrix
3 – Foxey lady – Jimi Hendrix
4 – Voodoo child – Jimi Hendrix
5 – Red house – Jimi Hendrix
6 – Fire – Jimi Hendrix
7 – Bleeding heart – Jimi Hendrix
8 – The wind cries Mary – Jimi Hendrix
9 – Bold as love – Jimi Hendrix
10 – Angel – Jimi Hendrix

………………………………………………………………………….
*Fonte: ibahia

Jimi Hendrix: Como guitarrista mudou o rock em 4 anos de carreira?

Músico que redefiniu o rock e deixou um legado na indústria completaria 80 anos neste domingo (27); conheça a história do artista

Jimi Hendrix (1942-1970) completaria 80 anos neste domingo (27). Lendário, revolucionário e genial são apenas alguns dos adjetivos atribuídos ao músico que fez história no rock mundial com uma carreira muito breve, que durou apenas quatro anos.

James Marshall Hendrix, filho de pai negro e mãe de ascendência indígena, redefiniu todas as possibilidades da guitarra e teve uma morte prematura, mas ficou marcado eternamente na história da indústria musical.

Como artista, ele incendiava o palco –não somente com sua presença eletrizante, mas também literalmente. Com uma filosofia de que as pessoas sacrificam aquilo que mais amam, ele chegou a colocar foco em suas guitarras diversas vezes durante seus shows.

Seu amor pela música começou cedo, quando encontrou um ukelelê de apenas uma corda, no qual já foi capaz de produzir música. Depois, foi com um violão de apenas US$ 5 (R$ 26, na cotação atual) que ele aprendeu as técnicas e, quando serviu no exército, formou sua primeira banda com Billy Cox e chegou a tocar em pequenos bares.

Ele também se tornou guitarrista de apoio de bandas como The Isley Brothers, Ike & Tina Turner e Little Richard (1932-2020). Mas seu jeito considerado irreverente acabou fazendo com que ele soasse arrogante em vários momentos, levando Hendrix a ser descartado por muitos artistas e o forçando a formar a própria banda.

Os tempos com a The Jimi Hendrix Experience foram momentos de glória do músico. Tocar guitarra com os dentes e até nas costas ficou registrado como uma de suas marcas pessoais, e ele reinou como um verdadeiro fenômeno durante quatro anos.

Suas experimentações o coroaram como um gênio. Seu primeiro álbum é, até hoje, considerado por muitos críticos como o melhor álbum de estreia já produzido na história. Os outros dois, Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968) também foram capazes de redefinir o rock em escala mundial.

Seu lugar na história do rock e da música no geral está muito bem guardado. Jimi Hendrix, porém, morreu jovem. Ele foi encontrado morto no hotel Samarkand em Londres, e a necropsia concluiu que ele se asfixiou com o próprio vômito após misturar vinho e pílulas para dormir.

Apesar de brilhante, Hendrix levou uma vida sem escrúpulos e também sem qualquer disciplina. Assim como Brian Jones (1942-1969), Janis Joplin (1943-1970), Jim Morrison (1943-1971), Kurt Cobain (1967-1994) e Amy Winehouse (1983-2011), ele morreu com 27 anos, por isso faz parte do infame Clube dos 27.

Sua breve vida, porém, impactou milhões. Seu trabalho influenciou músicos durante gerações e continua influenciando até os dias atuais. Juntando elementos do blues norte-americano com sua genialidade, ele recondicionou a indústria musical como um todo e deixou um legado avassalador.

*Por
…………………………………………………
*Fonte: tangerina

Estudo revela que roqueiros são pessoas mais “gentis” do que a média

Estudo mostra como os gêneros musicais podem dizer muito sobre a sua personalidade

Você sabia que o tipo de música que ouvimos pode influenciar em nossas personalidades?

Isso é o que um novo estudo realizado pela Very Well Mind (via Louder Sound) aponta depois de analisar respostas de 36 mil pessoas.

Os participantes avaliaram mais de 104 estilos musicais diferentes ao preencher questionários relacionados aos traços de personalidade do “Big 5”, que são divididos em cinco características básicas: extroversão, agradabilidade, abertura, conscienciosidade e neuroticismo.

Após os participantes compartilharem informações sobre suas músicas favoritas, a pesquisa revela uma forte ligação entre a psique de uma pessoa e seus hábitos de escuta, mas aponta que outras diferenças individuais também influenciam nos resultados.

Roqueiros são mais gentis e fãs de Pop são mais extrovertidos

Os resultados mostraram que os fãs de Rock pesado, por exemplo, são pessoas “gentis”, revelando-se também “criativos” e “introvertidos”, mas com “baixa auto-estima”, apesar do gênero normalmente projetar imagens de “raiva, bravura e agressão”.

Já os ouvintes de Pop foram descritos como tendo “autoestima elevada” com personalidades “extrovertidas” e apresentam traços “honestos”, “convencionais” e “trabalhadores”. O estudo diz:

As pessoas podem fazer julgamentos precisos sobre os níveis de extroversão, criatividade e abertura da mente de um indivíduo depois de ouvir 10 de suas músicas favoritas.

A pesquisa ainda compartilha uma dica para aqueles que pretendem redefinir e mudar sua personalidade:

Na próxima vez que você estiver montando uma playlist para pegar a estrada ou treinar, considere como sua personalidade pode ser refletida em suas escolhas musicais.

Tente ouvir estilos de música que você normalmente não prefere; pesquisas sugerem que isso pode ter um impacto positivo duradouro no cérebro.

O estudo também revela traços de personalidades ligados a estilos musicais como Rap, Indie, música clássica e muito outros. Você pode ler o relatório completo por aqui.

*Por Lara Teixeira
…………………………………………………………………..
*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Erasmo Carlos, pioneiro roqueiro que de mau tinha somente a fama, deixa obra gigante e afetuosa

Se a inesperada partida de Gal Costa (1945 – 2022) deixou bamba a mesa que sustenta os integrantes do quarteto Doces Bárbaros, como sintetizou Maria Bethânia em analogia corroborada por Caetano Veloso em entrevista dos artistas ao programa Fantástico (Globo), a morte de Erasmo Carlos, na manhã de hoje, desequilibra a base do rock brasileiro.

Pedra fundamental na construção do gênero norte-americano em solo brasileiro, o pioneiro Erasmo Esteves (5 de junho de 1941 – 22 de novembro de 2022) vivenciou a cultura do rock no subúrbio da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) assim que a revolução sonora capitaneada por Elvis Presley (1935 – 1977) nos Estados Unidos ecoou na mente de jovens cariocas que detectaram no som de Elvis, Jerry Lee Lewis (1935 – 2022) e Little Richard (1932 – 2020) a mais completa tradução da rebeldia que sonhavam ter.

Ao morrer aos 81 anos, Erasmo ainda parecia apegado ao sonho do menino roqueiro que, no balanço frenético das horas, integrou entre 1957 e 1961conjuntos juvenis como The Sputniks – do qual participava também o futuro amigo de fé e parceiro Roberto Carlos, além do invocado Tim Maia (1942 – 1998) – The Boys of Rock e The Snakes.

Foi como integrante desse grupo The Snakes que Erasmo debutou no mercado fonográfico em julho de 1960, com o single de 78 rotações que trazia as músicas Pra sempre (Forever) e Namorando. Esse histórico single saiu três anos antes de o cantor gravar discos como crooner do conjunto Renato e seus Blue Caps.

Com a implantação do reino pop da Jovem Guarda, a partir de agosto de 1965, Erasmo ganhou fama e virou popstar em carreira solo que começara em maio de 1964 com a edição do single Jacaré / Terror dos namorados e que ganhara impulso a partir de outubro de 1964 com o lançamento do single que apresentou o rock Minha fama de mau.

Só que, de mau, Erasmo sempre teve somente a fama alardeada no rock. No trato com as pessoas e o mundo, Erasmo era gentil, doce. Um gigante (pela altura) gentil, como foi apelidado. E como bem pode ser caracterizada a obra humanista que o artista deixa para a posteridade ao sair de cena.

Aberta em 1963 com o rock Parei na contramão, a fundamental parceria de Erasmo com Roberto Carlos conciliou dois universos musicais distintos, ainda que ligados pelo rock e pelo romantismo. Tanto que a discografia de Erasmo evoluiu bem diferente da obra fonográfica de Roberto.

Se as diferenças eram menos nítidas na era da Jovem Guarda, quando Erasmo virou o Tremendão e lançou álbuns como A pescaria com Erasmo Carlos (1965) e Você me acende (1966), discos repletos de testosterona e rebeldia ingênua, elas ficaram mais explícitas ao longo dos anos 1970.

Nessa década em que Roberto virou o rei da canção romântica, Erasmo amadureceu, se permitiu ser hippie, caiu no samba-rock, fez alusões a maconha e enveredou pelo soul e pelo funk, sem jamais renegar o rock, em álbuns que o dissociaram do universo pueril da Jovem Guarda.

Dessa fase de virada, iniciada com o álbum Erasmo Carlos e Os Tremendões (1970), o disco mais cultuado é Carlos, Erasmo… (1971). Mas os maiores hits radiofônicos – Sou uma criança, não entendo nada (Erasmo Carlos e Ghiaroni, 1974), Filho único (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976) e Panorama ecológico (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978) – apareceram nos álbuns 1990 – Projeto salva Terra! (1974), Banda dos Contentes (1976) e Pelas Esquinas de Ipanema (1978), respectivamente.

Erasmo Carlos se manteve em alta durante a primeira metade dos anos 1980. Iniciou a década com o disco de duetos Erasmo Carlos convida… (1980) – no qual deu vozes a algumas das mais famosas canções do Roberto (que também eram dele) com Gal Costa, Maria Bethânia, Tim Maia e o próprio Roberto Carlos – e obteve pico de popularidade com o álbum seguinte, Mulher (1981), em cuja ousada capa apareceu sendo amamentado pela mulher Sandra Sayonara Esteves (1946 – 1995), a Narinha, musa de todas as estações e várias canções. Foi o disco da canção-título Mulher (Sexo frágil) (1981) e do rock Pega na mentira (1981).

Erasmo manteve o sucesso no álbum seguinte, Amar para viver ou morrer de amor (1982), do qual saiu o instantâneo clássico Mesmo que seja eu (1982). O álbum Buraco negro (1984) rendeu mais um sucesso radiofônico para o cantor, Close (1984), de letra inspirada na travesti Roberta Close, celebridade da época.

A partir da década de 1990, a discografia de Erasmo perdeu impulso diante do desinteresse das gravadoras, mais voltadas para gêneros como axé e pagode. Tanto que, nessa década, o cantor lançou somente dois álbuns, Homem de rua (1992), com músicas inéditas apresentadas sem repercussão, e o revisionista É preciso saber viver (1996).

Mas o roqueiro de espírito fraterno e sempre jovial entrou no século XXI com fôlego renovado. Entre discos ao vivo, o Tremendão renovou o repertório com os álbuns Pra falar de amor (2001), Santa música (2003) e Rock’n’roll (2009).

Produzido por Liminha, que deu o devido polimento a parcerias inéditas de Erasmo com Nando Reis e Nelson Motta, o jovial álbum Rock’n’roll abriu trilogia revigorante que gerou os álbuns Sexo (2011) – novamente sob a batuta de Liminha – e Gigante gentil (2014), este feito com Kassin.

Com o fôlego renovado, Erasmo lançou em 2018 um dos melhores álbuns da vasta obra, …Amor é isso, gravado sob direção artística de Marcus Preto, também mentor do 33º e último álbum do Tremendão, O futuro pertence à… Jovem Guarda (2022), produzido por Pupillo e lançado em fevereiro com músicas da Jovem Guarda até então nunca gravadas por Erasmo, casos de Alguém na multidão (Rossini Pinto, 1965) e Tijolinho (Wagner Benatti, 1966), destaques de disco agraciado com o Grammy Latino na semana passada.

Erasmo teve tempo de celebrar o prêmio, mas não teve tempo de gravar o álbum de músicas inéditas que já planejara fazer com Marcus Preto.

Pilar do rock brasileiro quando o país ainda nem tinha um mercado de rock propriamente dito, Erasmo Carlos foi gigante que jamais ficou à sombra de Roberto Carlos. Gigante gentil como a obra afetuosa, atravessada pelo amor às mulheres e à natureza. E marcada pelo culto a esse tal de rock’n’roll, paixão juvenil que acompanhou o artista por toda a vida.

*Por Mauro Ferreira
…………………………………………………………………
*Fonte: G1