Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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*Fonte: ciclovivo

Micro gerador usa a correnteza dos rios para produzir energia

O Brasil é especialista em usar a força das águas para gerar eletricidade, ocupando a lista dos maiores produtores de energia hidrelétrica. Apesar de ser considerado renovável, tais estruturas têm grandes impactos socioambientais. A boa notícia é que tem surgido micro usinas hidrelétricas que podem ajudar a aproveitar o potencial aquático sem causar tantos danos. Exemplo disso é o Waterotor, um pequeno gerador que pode ser usado até mesmo nas águas calmas de um rio.

Desenvolvido pela empresa canadense Waterotor Energy Technologies, o dispositivo produz energia hidrocinética, isto é, aproveita a própria correnteza dos rios para gerar energia. Desta forma, não é preciso construir barragens e formar lagos. A velocidade necessária para captar energia pode ser tão baixa como 3,2 km por hora, sendo que em 6,5 ​​km por hora o produto atinge o desempenho ideal.

Além disso, não precisa de combustível, funciona 24 horas por dia e é capaz de converter mais de 50% da energia disponível na água corrente em eletricidade. “É barato, simples, robusto, facilmente instalável e não prejudica a vida aquática”, garante a empresa desenvolvedora que já patenteou a tecnologia.

Pessoas que não têm acesso a eletricidade – mais de 800 milhões de pessoas, segundo relatório do Banco Mundial -, estão entre o público-alvo que a companhia almeja alcançar. O Waterotor pode ser instalado em córregos, rios, canais e vias navegáveis.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Desmatamento é um dos principais causadores de surtos de doenças, diz estudo

As mudanças de uso da terra, geradas principalmente pelo desmatamento, monocultura, pecuária em grande escala e mineração, estão entre as principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos e pelo surgimento de novas doenças no continente americano. Essa é uma das conclusões apontadas no Relatório de Biodiversidade da ONU, que analisou mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais durante três anos.

“Os bens e serviços fornecidos pela natureza são os fundamentos definitivos da vida e da saúde das pessoas. A qualidade do ambiente em que vivemos desempenha papel essencial na nossa saúde. Em ambiente natural, com florestas intactas, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. O desmatamento, somado à expansão desordenada das áreas urbanas, faz com que os animais migrem para as cidades. No caso dos mosquitos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Nessa linha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) reconheceram que a biodiversidade e a saúde humana estão fortemente interligadas e, durante a COP-13, em 2016, recomendaram uma série de ações. Segundo a OMS, ao menos 50% da população mundial corre o risco de contaminação por doenças transmitidas por mosquitos, chamadas de arboviroses. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de arboviroses tenha dobrado nas últimas três décadas. Algumas delas, como malária, dengue, febre amarela e zika, já causaram surtos em áreas urbanas.

Doutora em Ciências Florestais, Leide destaca ainda que a conservação do patrimônio natural é importante para o controle de outras doenças, especialmente as mentais. O contato com a natureza é capaz de diminuir a ansiedade e o estresse, contribuindo com o bem-estar da população. “A natureza nos fornece água, ar puro, alimentos e outros recursos essenciais para o nosso dia a dia. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio para que as pessoas aproveitem esses recursos de forma responsável, sem prejudicar a fauna e a flora e sem colocar as próximas gerações em risco”, afirma Leide, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Girafas entram para a lista de espécies ameaçadas de extinção

Após uma luta de dois anos por parte de ONGs e entidades ambientais, o departamento do governo norte-americano para questões ambientais (US Fish and Wildlife Service) anunciou a revisão de uma petição de 2017 para listar as girafas na Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

Agora a US Fish and Wildlife Service deve compor a sua própria revisão, que deve levar um prazo de 12 meses e consultas públicas para determinar se as girafas serão incluídas na lista.

Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a população desses animais diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016. Segundo Adam Peyman, do Humane Society International, os EUA não tem quase nenhuma restrição para a importação de produtos originários da caça e exploração de girafas: se a Lei de Espécies Ameaçadas oficialmente começar a proteger esses animais, a importação seria dificultada.

Entre 2006 até 2015, 39.516 girafas foram importadas, mortas ou vivas, para os Estados Unidos. O número inclui 21.402 esculturas ósseas, um pouco mais de 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

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*Fonte: revistagalileu

Você não consegue perceber nenhuma dessas 5 coisas muito reais

O corpo humano é uma máquina incrível para transformar todos os dados sensoriais caóticos na realidade que vemos ao nosso redor. Mas, mesmo assim, não podemos perceber cerca de 99,99% de tudo o que está acontecendo no universo agora.

É por isso que, sob as circunstâncias corretas, ou com os ajustes corretos para os seus sentidos, a coisa começa a ficar estranha.

5. Ouvir ruídos assustadores do espaço

A primeira coisa que você precisa saber sobre os seus sentidos é que eles não pegam nada. Por exemplo, seus ouvidos precisam de ar para captar o som, que é justamente a única razão pela qual você não pode ouvir o espaço sideral. A propósito, se você pudesse, talvez ouviria coisas horríveis, como gritos de um astronauta que morreu se esgoelando. Escutar uma forma de vida alienígena hostil seria até calmante em comparação a isso. Por exemplo, aqui está um estranho coro cantado pelo campo magnético da Terra para o vazio indiferente do espaço:

Em 2012, a NASA lançou uma sonda que capturou essas gravações de ondas de rádio emitidas por ondas de plasma na magnetosfera da Terra. A agência gravou cinco ocorrências separadas de som, que são chamadas de “Chorus”.

Mas essas vozes que a Terra manda para o espaço ainda não são nem de perto tão assustadoras quanto o barulho dos anéis de saturno:

Puta merda, isso não é um planeta, é a trilha sonora de um filme do Stanley Kubrick. Essa composição foi registrada pela sonda Cassini-Huygens.

 

4. Ouvir sons inaudíveis que podem afetar seu humor

Como todos os cães e gatos que você encontrar por aí vão alegre e constantemente demonstrar, a audição humana é péssima em comparação com a de outros animais. Nós estávamos muito maravilhados com o movimento incrível de nossos polegares opositores para lembrar que tínhamos orelhas e ouvidos. E o resultado foi um conjunto de aparelhos que não se desenvolveu para capturar sons de baixa frequência.

Enquanto isso, baleias conseguem até se proteger de uma gama de armas por terem a capacidade incrível de captar explosões de choque infrassônicas.

No entanto, não poder ouvir o infrassom não significa que ele tenha se esquecido de você.

A forma como sons de baixa frequência bagunçam com nossos sentidos pode ser a explicação sobre a verdadeira razão por trás das aparições de fantasmas. Mas esse tipo de som não se contenta em apavorar você com a loira do banheiro. Ele também pode – e possivelmente está fazendo isso agora – impactar em uma infinidade de maneiras com suas emoções.

Tudo se resume as vibrações dos sons, que podem ter alguns efeitos muito estranhos n cérebro e corpo humano de forma geral. Infrassons podem induzir humores diferentes que variam de tontura e náusea à letargia e euforia.

Uma das maneiras mais simples de experimentar os efeitos mais agradáveis de infrassons é ficar em um carro fechado a velocidades maiores de 100 km/h. O veículo começa a emitir um som que vai embalar seu corpo e envolvê-lo em uma nuvem de euforia.

3. Ver luz ultravioleta e outras cores “proibidas”

Visão humana é uma piada, especialmente se a gente for se comparar com outros seres vivos (já percebeu o padrão, né? Sentidos humanos são horríveis perto dos outros animais).

No entanto, contamos com ela como nossa principal fonte de estímulos sensoriais, o que, convenhamos, é uma vergonha principalmente quando consideramos a grande parte do mundo que não podemos ver. Por exemplo, seu corpo está sendo atingido por ondas invisíveis brancas emitidas pelo seu telefone celular e outros dispositivos Wi-Fi, e você simplesmente não sabe disso porque essas ondas não fazem parte do espectro visível.

Bom, se não podemos ver, como sabemos que essas cores existem?

A maioria não pode ver. Mas um percentual altamente selecionado de seres humanos pode ter um vislumbre de coisas a olho nu que, a princípio, não fomos feitos para ver.

Por exemplo, para ver a luz ultravioleta, tudo que você precisa é de um caso grave de catarata. Alex Komar, que passou por uma cirurgia para se livrar da sua, passou a ver luz UV e coisas com um brilho azul por conta do implante que recebeu. Isso inclui o famoso pintor Claude Monet, que foi submetido à cirurgia de catarata e, por isso, algumas de suas obras tem um clima azulado não natural. Da mesma forma, pessoas com afácia relatam a capacidade de ver a luz UV.

Ganhar essa habilidade é como se o seu mundo fosse todo branco e de repente tivesse sido iluminado por uma “luz negra” o tempo todo.

E depois há as chamadas “cores proibidas”, derivadas de tons de vermelho-verde e azul-amarelo.

Nós sabemos que elas existem, mas nossas retinas tem uma percepção muito grosseira delas, aproximando-as da percepção de cores básicas ao enviar o sinal para o cérebro. Em um experimento realizado em 1983, pesquisadores descobriram que poderiam fazer voluntários realmente ver essas tais cores proibidas usando imagens listradas construídas especificamente, onde metade das células da retina de um olho só podia ver uma cor, enquanto a outra metade só podia ver a outra. Basicamente, o experimento consistia em sobrecarregar o olho até ele misturar informações e proporcionar uma percepção melhor das tais cores proibidas.

Assim, os voluntários puderam ver cores que eles nunca tinham visto na vida e simplesmente não tinham palavras para descrever o que era aquilo que estavam vendo. É como se o cérebro estivesse quebrado por alguns minutos.


2. Ouvir areia quebrando e árvores estalando

Na década de 1960, quando o movimento pró meio ambiente estava realmente ganhando força, o pesquisador escocês John Milburn conseguiu gravar o som das árvores chorando de angústia. O que soa como uma besteira hippie acabou por ser a captura de cliques reais de dentro de seus troncos:

J.R.R. Tolkien estava certo? Há um exército de árvores pronto para entrar em guerra contra um bruxo das trevas? Somos nós o bruxo das trevas?

Felizmente, não.

Esses cliques são na verdade colunas de água que estão batendo contra as paredes da árvore, enquanto se movimentam pela planta a partir de sua raiz. É como se fosse o barulho do sistema de irrigação da árvore.

Quando uma árvore está lutando para conseguir água – particularmente durante uma seca -, os cliques são o som de sede. Há árvores que realmente emitem sons ultrassônicos – outras fazem, em particular, em picos pouco antes do amanhecer. A ciência ainda não descobriu exatamente a origem desse som.

Dunas de areia também são verdadeiras tagarelas. O legendário explorador Marco Polo acreditava que os sons que ele ouvia eram espíritos malignos, mas na verdade eram só ruídos emitidos pela areia, uma sinfonia de gemidos. Às vezes, podemos ouvir esse barulho, se estivermos na posição correta.

A pergunta de 1 milhão de reais, no entanto, é: por que a areia geme?

Ainda não há nenhuma resposta definitiva para essa questão, mas a teoria mais aceita é que o barulho vem de um fluxo constante de grãos de areia caindo sobre outros grãos de areia.

Três cientistas parisienses se propuseram a desvendar o caso rastreando dunas no Marrocos e no Omã. Deslizando de bunda pelas colinas de areia (em nome da ciência, é claro!), eles desencadearam uma avalanche que registou um ruído afiado de 105 Hz e uma cacofonia de grau nove (entre 90 a 150 Hz).

Com isso, eles determinaram que grãos de areia do Marrocos, que eram quase todos do mesmo tamanho, faziam um som distinto. No Omã, como os grãos de areia eram de tamanhos diferentes, o som também era diferente. Isso não é lá muito conclusivo, mas pelo menos serve para desbancar a teoria de Marco Polo.

1. Ver pessoas e animais brilhando no escuro

coisas fora da percepcao humana 1-
A bioluminescência é um traço meio raro em animais. Vaga-lumes, por exemplo, podem usar essa característica para atrair parceiros, enquanto aqueles peixes de águas profundas podem usá-la para iluminar seu caminho.

A bioluminescência, como você pode ter percebido pelos exemplos, é um lance de peixes e insetos.

Afinal, você não vê qualquer espécie de mamíferos correndo por aí incandescente. O que não significa que elas não existem.

O olho humano é tão pouco capacitado que só pode ver os animais que produzem uma tonelada de bioluminescência, como vaga-lumes, quando, na realidade, todos os seres vivos na Terra brilham em pelo menos algum grau.

Os seres humanos não são exceção.

Em 2009, cientistas japoneses capturaram a primeira imagem de seres humanos emitindo luz bioluminescente:
coisas fora da percepcao humana 1

Esta luz é na verdade um subproduto de processos metabólicos do seu corpo.

A respiração celular que acontece em todo o seu organismo cria radicais livres, que reagem com lipídios e proteínas. As moléculas que resultam, então, reagem com substâncias químicas chamadas fluoróforos em seu corpo que emitem uma pequena quantidade de fótons. Para colocar isso em termos leigos: quando você come um cachorro quente, seu corpo o transforma em um glorioso brilho.

*Por Gabriela Mateos

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*Fonte: hypescience

Um incrível timelapse de tempestades por Mike Olbinski

Timelapse de tempestades é com o artista e cineasta Mike Olbinski – que persegue esses fenômenos naturais e lançou seu novo filme inspirado neles, chamado de Vorticity 2.

O filme consiste em aproximadamente 122.000 quadros de lapso de tempo capturados em 54 dias e quase 64.000 Km percorridos durante os meses de primavera de 2018 e 2019.

Este artista tem diversos outros trabalhos publicados. Você pode ver mais sobre no site dele, assim como em sua página do Vimeo, ou nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter).

*Por Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Jess Bonde e sua van

Confira as fotos de Jess Bonde e sua incrível trip numa van, vivendo uma incrível vida na estrada, livre, leve e solta.

*Discover Earth / @wyldebonde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A natureza em macrofotografias

O fotógrafo canadense Don Komarechka mostra como a natureza em macrofotografias revelam um mundo completamente diferente do que vemos normalmente.

Muito mais do que apenas dar zoom em objetos, a macrofotografia é uma técnica que permite explorar novas perspectivas sobre as coisas, revelando detalhes que são praticamente invisíveis a olho nu.

Através de suas lentes macro, o fotógrafo foca em pequenas bolhas de água que descansam em folhas, caules e plantas, revelando pequenas obras de arte. “Todas estas imagens são como pequenas esculturas”, diz.

Cada imagem mostra pequenas esferas de água em uma perspectiva que Don utiliza cuidadosamente para mostrar como as flores se refletem como pequenas pinturas. Insetos entram em cena como verdadeiros gigantes deste mundo distante de nossos olhos.

“Eu sempre considerei essência da boa fotografia como a combinação de arte e ciência; quanto mais fundo você for, mais mágicos serão os resultados. A fotografia de refração de gotas é o epítome dessa afirmação”, completa.

*Por Raquel Rapini

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: geekness

Admirar a natureza é essencial para felicidade, diz pesquisa

Talvez você já tenha experienciado ao chegar no topo de uma montanha e perceber lá de cima o quão pequeno é diante de tanta beleza e magnitude ou quando observava o céu estrelado, imaginando a vastidão de planetas, estrelas e galáxias sem fim. Talvez tenha sido durante o dia a dia, dentro de um ônibus lotado, quando viu alguém ceder o lugar pra outra pessoa.

Esse sentimento se chama “admiração” e alguns psicólogos chegaram a conclusão que ele desempenha um papel importante no fortalecimento da nossa felicidade, saúde e interações sociais – e pode ter desempenhado também um papel importante no desenvolvimento da espécie humana.

Um estudo realizado em 2018 por Amie Gordon, principal pesquisadora do Laboratório de Emoção, Saúde e Psicofisiologia da Universidade da Califórnia-San Francisco e Jennifer Stellar, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto descobriu que indivíduos que relataram sentir admiração com mais frequência em suas vidas diárias foram classificados como mais humildes por seus amigos.

Uma importante distinção entre a admiração e outras emoções (como a inspiração ou surpresa) é que a admiração nos faz sentir menores – ou talvez sentimos uma sensação de “auto-diminuição” e isso é bom para nós, explica Stellar.

“Gastamos muito do nosso tempo olhando para nosso próprio umbigo e para o que está nos afetando diretamente. A experiência do admirar muda isso, nós faz enxergar que somos apenas um pequeno pedaço de algo maior.”

Sentir-se pequeno diante de algo grandioso nos traz um certo sentimento de “humilhação” (diminuindo assim tendências egoístas, como a arrogância e o narcisismo). Sentir-se pequeno e “humilhado” nos faz querer nos envolver mais e nos sentir mais conectados aos outros, acrescenta Gordon.

 

A admiração pode ajudar a proteger a saúde física

Outra pesquisa da equipe de Stellar e Gordon descobriu que as pessoas que relataram sentir mais admiração também pareciam ter melhor saúde imunológica. Em um grupo de 94 estudantes, aqueles que relataram mais regularmente sentir emoções mais positivas do que emoções negativas apresentaram níveis mais baixos de citocinas pró-inflamatórias crônicas.
As citocinas pró-inflamatórias podem ser úteis em certos cenários, se o corpo estiver lesionado ou doente, mas níveis cronicamente elevados dessas moléculas foram associados a várias condições crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e depressão.

Como experimentar mais admiração no dia a dia

Não existe uma fórmula perfeita para experimentar a admiração (até porque ela é diferente para todos), mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a encontra-lá mais frequentemente:

1.Tenha mais contato com a natureza

Pesquisas mostram que as pessoas classificam consistentemente a natureza como uma das principais maneiras pelas quais experimentam admiração, diz Gordon. Faça mais trilhas, tente chegar a um lugar onde você possa obter uma visão ampla do seu ambiente (como escalar uma montanha ou até mesmo chegar ao andar superior de um edifício alto), diz ela. Ou simplesmente dê um passeio em qualquer ambiente natural que esteja ao seu redor e tente procurar por algo que você nunca viu antes, diz.

2. Saia da sua zona de conforto

A novidade é uma grande parte da admiração. Visite algum lugar em sua cidade ou viaje para uma cidade que você nunca esteve. Tente algo Novo. Leia sobre alguém que você não conhece muito ou uma biografia de alguém que o inspira, sugere Gordon.

3. Ouse mais

Claro, você pode experimentar o sentimento de admiração assistindo um filme que mostra a montanha mais alta do mundo ou ouvindo gravação de uma sinfonia. Mas esses encontros provavelmente são bem menos intensos em comparação com a magnitude do que você sentiria se tivesse tido essas experiências na vida real, afirma Anderson. “Em seu smartphone nunca será tão intenso quanto estar lá pessoalmente.”

4. Tenha uma mente aberta

Parte da experiência de admiração é aquela sensação de pequenez que faz com que você se redimensione – ou se vê em uma luz diferente, diz Beau Lotto, PhD , um neurocientista e fundador do laboratório de pesquisa experimental, o Lab of Misfits .
Recentemente, Lotto e seus colegas fizeram uma parceria com o Cirque du Soleil Entertainment Group para observar como as performances ao vivo da empresa provocam admiração e como ela muda a atividade cerebral de quem as assiste.

 

Drones Sacrificed for Spectacular Volcano Video | National Geographic

Não é nem preciso explicar que se aproximar muito da cratera de um vulcão ativo pode ser algo extremamente perigoso, não é mesmo? Pois, no vídeo acima, vemos um time de pesquisadores e fotógrafos da National Geografic usaram vários drones para fotografar, filmar e documentar a atividade de um vulcão na ilha de Vanuatu – e acabaram sacrificando equipamentos no processo.

 

De envenenamento a desorientação durante o voo, como os agrotóxicos afetam pássaros e abelhas

Estudos internacionais recentes vêm reforçando os argumentos de ambientalistas de que o uso de agrotóxicos causa danos à fauna das regiões onde estão as lavouras – às vezes, de longo prazo.

Um deles, divulgado na revista científica Nature, avaliou o impacto dos inseticidas imidacloprido (neonicotinoide) e clorpirifós (organofosforado), ambos usados no Brasil, em aves canoras (pássaros que têm a capacidade de cantar) que se alimentam de sementes. Os tico-ticos de coroa branca (Zonotrichia leucophrys), pássaros das Américas analisados na pesquisa, apresentaram sinais de envenenamento, perda de massa corporal e alteração na capacidade de orientação durante voos migratórios.

Além dos pássaros, segundo especialistas, qualquer ser vivo está sujeito a sofrer esses efeitos tóxicos, incluindo insetos, répteis, anfíbios, mamíferos, peixes, demais organismos aquáticos e espécies vegetais.

“São compostos químicos projetados para ter um efeito biológico prejudicial ao crescimento, ao desenvolvimento, à reprodução ou à sobrevivência dos organismos”, disse à BBC News Brasil Luis Schiesari, professor de gestão ambiental da USP.

Organismos da mesma família das pragas, por exemplo, por serem biologicamente similares, também podem ser atingidos pelos defensivos agrícolas e ter o mesmo destino.

É o que acontece com a lagarta da soja – centenas de mariposas parentes dela são envenenadas. Mas o mais grave é que muitos herbicidas, inseticidas e fungicidas atuam em processos comuns aos seres vivos.

“Algumas moléculas agem no processo da divisão celular, outras no processo da respiração celular e outras no transporte de íons através da membrana celular. Existe um potencial enorme de moléculas (das substâncias químicas) afetarem as espécies não-alvo porque todos os organismos necessitam desses três processos”, explica.

Encontrar espécies não-alvo mortas, inclusive predadores naturais das pragas, faz parte da rotina de quem trabalha em campos agrícolas pulverizados com agrotóxicos. Mesmo quando a dose é insuficiente para matá-las, elas podem ter sequelas como a diminuição da fecundidade, malformações no desenvolvimento, alterações comportamentais e perturbações hormonais.

“Um pesquisador da Universidade da Califórnia descobriu anos atrás que o herbicida Atrazina, um dos mais usados no mundo, é capaz de transformar girinos geneticamente machos em fêmeas numa concentração de uma parte por bilhão. Mesmo que aquele indivíduo não morra no curto prazo, a população morre no médio prazo porque, se deixa de ter reprodução, entra em colapso”, afirma Schiesari.

No entanto, fabricantes garantem que esses produtos, principalmente os mais novos, passam por pesquisas minuciosas para que sejam eficientes no controle de pragas, doenças e ervas daninhas, e ambientalmente seguros.

“Vários estudos são realizados desde o início do descobrimento, verificando sua viabilidade através de estudos preliminares. As empresas começam com cerca de 160 mil moléculas, mas no final de quatro anos restam apenas cinco que seguirão os próximos estágios de desenvolvimento”, afirma Andreia Ferraz, gerente de ciência regulatória da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF).

“Essas moléculas, para seguirem, passam por diversos estudos toxicológicos e crônicos, e por outros que permitem caracterizar tanto o destino ambiental, bem como os efeitos para organismos não-alvo.”

Cerco fechado para as abelhas

O fenômeno do declínio populacional de abelhas em conexão com o uso de agrotóxicos vem sendo acompanhado de perto por vários países e comprovado por pesquisas como o relatório divulgado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) no início de 2018.

Após analisar mais de 1,5 mil estudos sobre os neonicotinoides (agrotóxicos derivados da nicotina), o órgão afirmou que os danos que o agrotóxico causa nas abelhas variam de acordo com a espécie, a utilização e a via de exposição, mas de modo geral representa riscos para todas.

Pesquisas anteriores tinham revelado que o composto químico neurotóxico danifica a memória do inseto – ao sair para buscar alimento, ele se perde e não consegue voltar para a colmeia – além de provocar a morte precoce de abelhas rainhas e operárias.

A substância também foi considerada vilã das abelhas por pesquisadores da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, em estudo publicado na revista Science. Foram encontrados traços de pelo menos um tipo de neonicotinoide em 75% das amostras de mel coletadas em todo o mundo.

Diante das evidências, recentemente a União Europeia proibiu três inseticidas da classe desse agrotóxico: imidacloprido, clotianidina e tiametoxam.

Fungicidas também podem ser fatais para o inseto, segundo pesquisadores, já que alguns fungos mantêm relações simbióticas com as abelhas.

Outros fatores, como doenças comuns e o desmatamento também podem ameaçar as colônias. Neste último caso, quando abre-se caminho para o plantio de grandes planações, as abelhas acabam se alimentando apenas de um tipo de pólen e de néctar disponível nesses cultivos. Por causa disso, acabam enfraquecendo por deficiência nutricional.

Pesquisa inédita com abelhas no Brasil

No Brasil, cientistas também observaram a mortalidade de abelhas intoxicadas por defensivos agrícolas.

“Os inseticidas foram desenvolvidos para matar insetos, e a abelha é um inseto. Se ela se aproxima, vai ocorrer mortalidade. É um problema bastante sério no Estado de São Paulo. Não que não aconteça em outros Estados do Brasil, mas em São Paulo nós temos registro”, adverte Roberta Nocelli, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que desenvolve pesquisas em ecotoxicologia de abelhas.

O registro que ela menciona é uma pesquisa inédita no Brasil realizada pelo Projeto Colmeia Viva com participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da UFSCar. Para fazer o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), especialistas estiveram em apiários entre agosto de 2014 e agosto de 2017, com o objetivo de averiguar a relação da agricultura e apicultura e a aplicação de agrotóxicos.

Das 107 visitas feitas em campo, 88 possibilitaram essa análise. Foi encontrada a presença de inseticidas neonicotinoides, de pirazol e de triazol em 59 casos, dentro e fora das culturas agrícolas (por exemplo, quando as abelhas buscam água e alimento em áreas de criação de gado).

Os casos de mortalidade do inseto por uso incorreto de agroquímicos nas lavouras representaram 35,59% das amostras coletadas.

Esses dados se referem à espécie Apis Mellifera africanizada (uma mistura de subespécies europeias e africanas), conhecida como “abelha que produz mel”. As abelhas que têm origem brasileira não foram analisadas.

“Não podemos mensurar o impacto das abelhas que estão nas matas. Mas, pelas medições que fazemos com a Apis Mellifera, estimamos que a mesma coisa esteja acontecendo com as colmeias das colônias de abelhas nativas. São aproximadamente 3 mil espécies não pesquisadas”, afirma Nocelli.

O perigo de extinção das abelhas assusta porque o inseto desempenha um papel fundamental na produção de alimentos. “É importante pensarmos que a produção depende do polinizador em boa parte das culturas. E a abelha é o polinizador mais importante, porque é responsável pela polinização de mais de 70% das plantas com flores.”

Mudanças na legislação de agrotóxicos

Quando os agrotóxicos causam o enfraquecimento ou a morte de animais polinizadores, as colheitas são menos fartas. Por outro lado, se eles forem retirados das lavouras, as pragas são capazes de destruir safras inteiras.

Por isso, não é o fim completo do uso de agrotóxicos que a maioria dos biólogos e grupos ambientais defende, mas sim um uso mais responsável desses produtos e a adoção de formas de controle que não agridam o meio ambiente, como o manejo integrado de pragas, sempre que possível.

Os dez ingredientes ativos mais vendidos no Brasil em 2017:

Glifosato e seus sais
2,4-D
Mancozebe
Acefato
Óleo mineral
Atrazina
Óleo vegetal
Dicloreto de paraquate
Imidacloprido
Oxicloreto de cobre

Fonte: Ibama/Consolidação de dados fornecidos pelas empresas registrantes de produtos técnicos, agrotóxicos e afins, conforme art. 41 do Decreto n° 4.074/2002.

O Brasil é o país um dos países que consome o maior volume de agrotóxicos no mundo. E, para os ambientalistas, o consumo tende a aumentar com o Projeto de Lei 6.299/2002, que muda as regras de fiscalização e aplicação das substâncias.

Se aprovado, o projeto centralizará a responsabilidade de liberar ou não novos agrotóxicos – que hoje é dividida entre os ministérios de Agricultura, Meio Ambiente (por meio do Ibama) e Saúde (pela da Anvisa) – no Ministério da Agricultura. O Ibama e a Anvisa continuarão fazendo análises sobre o meio ambiente e a saúde humana, mas a decisão final caberá à pasta.

Segundo Marisa Zerbetto, coordenadora-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, isso seria um golpe duro para a fauna, a flora e a saúde humana.

“A mudança proposta pode trazer inúmeros riscos ao meio ambiente ao tornar ineficaz uma política de minimização dos efeitos da utilização dos agrotóxicos. O projeto de lei sobrepõe interesses econômicos aos de proteção à vida em todas as suas formas, à saúde pública e à qualidade ambiental.”

Mas, para Marcelo Morandi, chefe da Embrapa Meio Ambiente, o projeto de lei traz avanços para resolver problemas da legislação atual. Um deles é a dependência de protocolos distintos do Ministério da Agricultura, do Ibama e da Anvisa para o registro de novos agrotóxicos, o que, segundo ele, faz com que o processo caminhe de forma muito lenta.

O PL estabelece um prazo máximo de dois anos para que essa análise ocorra, diferentemente da lei atual, que permite que a avaliação seja concluída em até oito anos. “A questão de unificar o processo é um ganho muito importante. Não é tirar o papel de nenhum dos três órgãos. Isso vai continuar acontecendo. O grande avanço é a unificação desse processo no sentido do trâmite.”

Para ele, outro ponto positivo é a substituição da análise de perigo, adotada hoje, pela análise de risco, proposta no projeto de lei. Em vez de proibir os produtos pela simples identificação do perigo de uma substância (de causar câncer, por exemplo), haverá a possibilidade de registro após uma avaliação que aponte possíveis doses seguras. Pelo texto, serão proibidos produtos que apresentem “risco inaceitável” para o ser humano e o meio ambiente.

“A análise de risco dá um panorama muito maior de qual é a segurança dos produtos. Em relação ao grau de conservadorismo que será adotado, cada país estabelece o seu.”

Como agrotóxicos são aprovados?

Mas enquanto o PL não é votado no plenário da Câmara dos Deputados, as regras antigas continuam valendo. Atualmente, os agrotóxicos passam por uma longa avaliação antes de serem liberados para a comercialização.

“A partir do conhecimento que obtemos sobre o agente químico, físico ou biológico destinado ao controle de um organismo considerado nocivo, são delimitadas as doses, o modo e a frequência de aplicação dele e os cuidados a serem adotados para a minimização dos efeitos sobre organismos não-alvo durante e após a sua aplicação. Também são estabelecidas as restrições ao uso que se fizerem necessárias”, explica Marisa Zerbetto.

Para determinar o grau de toxicidade dessas substâncias, são examinadas espécies não-alvo e realizados estudos de persistência ambiental do agrotóxico e de sua mobilidade em solo – ou seja, quando tempo ele permanece na natureza e se pode ser levado para lençóis freáticos, por exemplo.

Os testes são feitos com espécies padronizadas internacionalmente, algo que o Ibama quer mudar buscando parcerias para pesquisar organismos específicos da fauna brasileira nas diferentes regiões agrícolas.

Feita a análise, os agrotóxicos recebem classificação 1, 2, 3 ou 4, sendo os enquadrados na classe 1 os mais perigosos. A fiscalização desses produtos é feita tanto pelos Estados quanto por órgãos federais.

O mal que os agroquímicos podem causar depende de sua toxicidade, da dose aplicada e da duração deles no ambiente, ressalta Zerbetto.

Por isso, ela diz, é importante seguir as informações contidas nos rótulos e bulas e não utilizar o controle químico em cultivos onde as pragas ainda não estão presentes. Bom senso também é importante. No caso das abelhas, por exemplo, jamais se deve pulverizar defensivos agrícolas durante a florada ou quando elas estiverem buscando alimento nas lavouras.

Marcelo Morandi diz que os agrotóxicos novos que estão em fase de análise são menos nocivos que os utilizados atualmente no país. “Eles são menos tóxicos e mais eficientes do que os antigos, que não são tirados do mercado por não terem substitutos.”

Segundo Silvia Fagnani, diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), é importante que os agrotóxicos sejam usados corretamente para a praga e a cultura.

“O setor de defesa vegetal acredita no equilíbrio entre uso de defensivos agrícolas, a produção agrícola e as espécies não-alvo. Ou seja, é possível que insetos e as práticas agrícolas convivam sem danos às espécies não-alvo.”

*Por Sibele Oliveira

 

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*Fonte: bbc-brasil

Tiros para plantar ao invés de matar

Que tal usar tiros para plantar? Este é o conceito da Flower Shell, que são balas de calibre 12 com sementes dentro, ao invés de atirar para matar, a ideia é atirar para criar vida.

Ao ser usada com uma escopeta, essas sementes podem ser usadas em formas de tiro para adentrar a terra e serem plantadas. Uma forma poética e interessante de criar novos tipos de vida por meio da terra.

O conceito foi criado por Per Cromwell, do The Nordic Society for Invention and Discovery, um estúdio de inovação da Suécia.

*Por Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Vídeo da NASA mostra como a Floresta Amazônica é fertilizada pelo Deserto do Saara

Uma grande quantidade de poeira do Saara “viaja” mais de 2.000 km para chegar à Amazônia, o fenômeno é mostrado em um vídeo divulgado recentemente pela National Aeronautics and Space Administration (NASA).

Os dados que fora coletado entre 2007 e 2013 pela NASA, mostram a relação entre o deserto e a floresta. Apesar de ser um fenômeno já conhecido pelos cientistas há anos, somente agora temos informações mais precisas deste comportamento ambiental.

Como a poeira do deserto do Saara fertiliza a Amazônia

Estima-se que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessem o Oceano Atlântico para chegar à América. Desse total, cerca de 27,7 milhões de toneladas de poeira precipitam a cada ano na bacia amazônica, sendo 0,08% correspondente ao fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), que é igual a 22.000 toneladas.

Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, diz o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu. Confirma o que muitos, mesmo sem base científica, conhecem há muito tempo: “este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

O pó que é rico em nutrientes, vem principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizada no país africano Chade, formada após o maior lago da África ter secado há aproximadamente 1.000 anos.

No entanto, a maior parte da poeira permanece suspensa no ar, enquanto 43 milhões de toneladas viajam para o Mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças à coleta de dados do satélite CALIPSO, NASA, foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Aqui você pode ver uma animação 3D para ver o fenômeno de uma maneira mais didática:

Obs: o vídeo está em inglês.

*Por Arthur Oliveira

 

 

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*Fonte: florestalbrasil

O clã dos Leões Mapogo

“Nascidos para Reinar” (Brothers in Blodd: The Lions of Sabi Sand) acompanhou por desesseis anos os leões Mapogo, nome dado ao bando. O extenso material captado deu origem a este especial com duas horas de duração. As imagens revelam comportamentos surpreendentes – e por vezes “humanos” – das feras africanas em seu habitat natural e são comentadas por especialistas em felinos.

Essa foto em particular registrou um momento um tanto quanto raro, onde cinco dos seis leões da coalizão aparecem bebendo água um ao lado dom outro.

 

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*Fonte: @fotocracia

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal.

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório.

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas.

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano.
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador.

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.”

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva.

Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas.

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

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*Fonte: theuniplanet

Milhares de estorninhos em voo tomam forma de ave gigante no céu

O britânico Guy Benson captou em vídeo o voo de um bando de milhares de estorninhos sobre a Reserva Natural de Attenborough, em Nottingham, no Reino Unido. O vídeo mostra a espantosa “dança” das aves no ar, durante a qual o grupo parece assumir diferentes formas, entre as quais a de uma enorme ave.

“Estava com a minha esposa, Anita, ao entardecer, quando um bando de estorninhos apareceu sobre nós. Durante cerca de 20 minutos, estiveram todos a dançar no céu”, contou o britânico ao jornal The Independent.

“A dada altura, o bando tomou a forma de uma ave enorme no céu. É uma forma bem invulgar e acho que foi causada pelos quatro gaviões que estavam continuamente a mergulhar sobre as aves para as separarem e capturarem. Foi uma das cenas mais impressionantes que já vi na natureza.”

“Há cerca de 20 anos, viam-se 40 mil aves num bando, mas, hoje em dia, é mais provável encontrarem-se entre 10 e 20 mil”, explicou Guy Benson, aludindo ao declínio verificado nas populações de aves do continente europeu.

Desde que se reformou, o britânico de 60 anos passa muito do seu tempo a viajar para observar pássaros raros, juntamente com a sua esposa, Anita Benson.

“Nunca vi nada assim”, disse esta. “Ficava-se parado e de boca aberta; foi tão fantástico. Há centenas de milhares de pessoas a viver perto, mas elas não sabem que este tipo de coisas acontece.”

O voo sincronizado dos estorninhos já chamou a atenção muitas vezes, tanto pela sua elegância como pelas imagens impressionantes que, por vezes, as aves parecem formar.

 

 

 

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Confira o vídeo:

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*Fonte: theuniplanet

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

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*Fonte: hypeness

O homem aponta sua câmera no gelo – Segundos depois ele CAPTA o inesperado

O fotógrafo James Balog e sua equipe estavam examinando uma geleira quando suas câmeras capturaram algo fora do comum.

O incidente ocorreu na Groenlândia, onde James e seus companheiros estavam reunindo imagens de câmeras que foram implantadas ao redor do Círculo Ártico ao longo dos anos.

James e sua equipe estavam procurando por algumas boas fotos para um documentário, mas ninguém estava preparado para o que logo se desdobraria na frente de seus olhos.

Embora o fotógrafo americano James Balog se especialize em fotografia da natureza, por um longo tempo, ele não acreditou nas mudanças climáticas.

Na verdade, por quase 20 anos, provocou cientistas sobre o aquecimento global.

 

“Eu não pensei que os humanos fossem capazes de mudar a física e a química básicas de todo esse planeta enorme. Não pareceu provável, não pareceu possível “, diz Balog.

 

Não foi até 2005 que Balog percebeu que algo estava errado enquanto faz uma análise detalhada de como as mudanças climáticas afetam a natureza.

Durante uma expedição fotográfica com o National Geographic para o Ártico, ele viu o enorme dano de primeira mão. Exatamente 10 anos depois, o filme “Pasing Ice” de Balogs estreou, e ele decidiu documentar o derretimento das geleiras com um exército de câmeras.

E foi nesse contexto que Balog pegou uma das cenas mais espetaculares já filmadas.

Em menos de uma hora e 15 minutos, Balog e sua equipe e viu um pedaço de geleira do tamanho do Lower Manhattan cair no oceano.

O evento histórico foi gravado no Guinness Book of Records e mostra claramente quão grave é a situação para o clima da Terra. Tanto quanto alguém sabe, foi um desastre geológico sem precedentes. Infelizmente, porém, é improvável que seja o último de seu tipo.

Em novembro de 2016, o Ártico foi 20 graus mais quente do que a média, o que é muito mais quente do que os modelos de pesquisa já predisseram.

Infelizmente, somos confrontados com um desastre se não reduziremos as emissões globais de gases com efeito de estufa até 2070. Mas, no lado positivo, ainda temos a chance de fazer isso acontecer.

Felizmente, este vídeo ajudará a convencer mais pessoas do quão grave é a situação, de modo que juntos podemos ajudar a reverter a tendência!

Ninguém pode fazer tudo, mas todos podem fazer alguma coisa. Por favor compartilhe!
O que você acha ?

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*Fonte: loyalys

Lobos fazem algo impensável e evitam uma catástrofe

O vídeo que vos trazemos hoje não tem qualquer tipo de influência humana, hoje trata-se da natureza no seu estado mais puro.

O vídeo mostra, essencialmente, como a simples existência de lobos na natureza pode influenciar todo um habitat, pois eles não se limitam a matar animais de certas espécies, acabando mesmo por dar vida a outros tantos. Ao caçar espécies que estão abaixo deles na cadeia alimentar, dão oportunidade a outras espécies, que estão abaixo da espécie das suas presas, de viver e reproduzir.

Pode parecer confuso, mas legendas e as imagens tornam tudo mais fácil de entender. É incrível a forma como funciona a natureza!

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*Fonte: tamesmobrutal

Belo fenômeno no qual as copas das árvores evitam se tocar

Você provavelmente nunca ouviu falar desse fenômeno, mas pode já ter apreciado sua beleza.

A “copa tímida” (ou, em inglês, “crown shyness”) é um fenômeno que ocorre naturalmente em algumas espécies arbóreas, no qual as coroas de árvores vizinhas de altura similar não se tocam, mas ficam separadas por uma lacuna.

O efeito visual é impressionante, uma vez que cria bordas claramente definidas, semelhantes a rachaduras ou rios no céu, quando vistas de baixo.

A principal hipótese

Embora o fenômeno tenha sido observado pela primeira vez na década de 1920, os cientistas ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre o que o causa.

Uma teoria sugere que esse espaço vazio pode ser causado por quebras de galhos e ramos em colisões violentas que ocorrem durante tempestades e ventos fortes. Experiências mostraram que, se as árvores com copa tímida forem artificialmente impedidas de balançar e colidir ao vento, elas gradualmente preenchem os espaços vazios no dossel.

Os pesquisadores também descobriram que o fenômeno não ocorre quando as árvores são jovens e curtas, mas sim se desenvolve mais tarde, uma vez que alcançam uma certa altura e são capazes de influenciar o vento.

As árvores com troncos finos têm copas relativamente pequenas por causa de sua menor capacidade de resistir à deflexão no vento. Portanto, balançam amplamente no vento e são mais propensas a colidir com as vizinhas.

Dúvidas

Um estudioso da Malásia que analisou a Dryobalanops aromatica, no entanto, não encontrou evidências de colisão de galhos devido ao contato. Ele sugeriu que as pontas crescentes dessas árvores eram sensíveis aos níveis de luz, e paravam de crescer quando se aproximavam de folhagem adjacente.

Talvez a “copa tímida” seja uma espécie de medida preventiva contra o sombreamento (otimizando a exposição à luz para a fotossíntese).

Alguns ainda sugerem que as árvores apresentam esse fenômeno como proteção, para evitar a propagação de larvas de insetos que destroem folhas.

Um dos poucos lugares onde o fenômeno pode ser observado é o Instituto de Pesquisa Florestal da Malásia, em Kuala Lumpur. Algumas das fotos que acompanham este artigo foram tiradas lá. A imagem do topo foi feita por Dag Peak na Plaza San Martins, em Buenos Aires, na Argentina. [ThisIsColossal, AmusingPlanet]

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*Fonte: hypescience

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo após 1500 anos, a primeira árvore do pau-brasil continua crescendo

Exemplar fica localizado no extremo sul do estado da Bahia, no Parque Nacional do Pau-brasil.

Junto com a floresta amazônica, a árvore do pau-brasil é um dos principais símbolos brasileiros, destacando-se por ter batizado o País e por ser uma excelente fonte de riqueza natural — de onde podem ser extraídas substâncias com ação anti-inflamatória e anticoagulante. Além disso, as árvores da espécie contribuem para a recuperação e preservação das florestas brasileiras.

Apesar da importância do pau-brasil, a exploração predatória desta árvore faz com que ela atualmente seja considerada em extinção em seu habitat. Porém, na região sul do estado da Bahia — mais precisamente no Parque Nacional do Pau Brasil —, um exemplar em específico tem recebido atenção nos últimos tempos não apenas por se tratar de uma árvore com mais de 30 metros de altura: esta é a primeira unidade de pau-brasil do País e, mesmo após 1500 anos, continua a crescer.

A unidade mais antiga da árvore que batizou o nome do Brasil se destaca em meio a floresta de Muçununga, recanto do parque, que se caracteriza pela grande quantidade e variedade de bromélias e fica dentro de um ambiente raro e precioso da Mata Atlântica.

Qual a importância do pau-brasil para o País?

Se antes o Pau-brasil foi uma das principais fontes de riqueza para os colonizadores, hoje a árvore é utilizada principalmente para a fabricação de instrumentos musicais de alto padrão (violinos e violoncelos). Além da indústria musical, o Pau-Brasil tem sua importância atrelada ao desenvolvimento de grandes pesquisas para a área da medicina, que recentemente descobriu a existência de substâncias capazes de auxiliar no tratamento do câncer.

As sementes da árvore contam também com proteínas benéficas para tratamento de outras doenças, como psoríase e Mal de Alzheimer, o que torna o aproveitamento de todas as propriedades do pau-brasil ainda mais interessante.

 

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*Fonte: pensamentoverde