Gigante de transporte marítimo muda rota de navios para proteger baleias

A Mediterranean Shipping Company (MSC), gigante do transporte marítimo no mundo, alterou as rotas de navegação dos seus navios de carga para proteger as baleias azuis e outros cetáceos que vivem e se alimentam nas águas da costa do Sri Lanka, que também serviam de rota de navegação.

O Sri Lanka fica no Oceano Índico, entre a Ásia e a Europa, e o porto de Colombo é um importante centro de transbordo para o comércio global. A logística envolvida nesta mudança é enorme, mas é um exemplo de que é possível – e necessário! – fazer grandes mudanças para preservar o meio ambiente.

A mudança nas rotas da MSC começou em 2022 de forma voluntaria, com os navios que passam pelo Sri Lanka fazendo um novo percurso a aproximadamente 15 milhas náuticas ao sul.

A decisão foi baseada em pesquisas realizadas pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), com o World Trade Institute (WTI), Biosphere Foundation, Universidade de Ruhuna (Sri Lanka) e apoiada pelo World Wildlife Fund (WWF).

O tráfego de navios no sentido oeste e no sentido leste é agora limitado a latitudes que evitam a passagem por habitats de cetáceos. A área ao largo da costa sul é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo e também é habitada por grandes populações de baleias, o que significa que esses animais podem estar em risco de colidir com navios.

Simulações mostraram que mover a rota oficial de navegação 15 milhas náuticas para o sul pode reduzir o risco às baleias azuis em 95%. O pedido para que as rotas de embarcações sejam alteradas para proteger a vida marinha é uma luta antiga de ambientalistas e esta ação pode inspirar outras companhias a fazerem o mesmo.

Especificamente no Sri Lanka, a indústria de transporte marítimo regular liderada pelo World Shipping Council, do qual a MSC é membro, defendeu a criação de um novo esquema oficial de tráfego marítimo totalmente separado da área de alimentação das baleias azuis.

As rotas de serviços e transporte foram alteradas para preservarem as áreas de reprodução e alimentação de baleias. Além disso, a velocidade das embarcações também foi reduzida para evitar populações de animais marinhos.

“Acreditamos que o setor de transporte comercial tem um papel importante a desempenhar na proteção de cetáceos, especificamente ajudando a reduzir o risco de colisões de navios com baleias”, disse Stefania Lallai, vice-presidente de sustentabilidade da MSC.

*Por Natasha Olsen

…………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Estamos perdendo nossos habitats marinhos — e agora?

O ser humano utiliza da natureza para o seu desenvolvimento. Isso é natural, ocorre desde sempre, e é necessário. No entanto, a exploração não significa necessariamente a degradação da natureza. Por essa confusão, estamos, rapidamente, perdendo nossos habitats marinhos.

A exploração da natureza é necessária para nosso desenvolvimento, até porque embora nos distanciemos dela ao citar “a natureza”, ainda fazemos parte dela. Somos animais e estamos na natureza, muito embora tenhamos a degradado para construir cidades. A natureza nos fornece os materiais e a energia para o desenvolvimento, então precisamos explorá-la de maneira sustentável.

O tamanho dos habitats marinhos
Três quartos da superfície da Terra são cobertos por água. Dessa água, 97% são oceanos, e apenas os 3% restantes da água doce. Agora, deixe-me enunciar uma coisa assustadora: Conhecemos mais sobre o universo do que sobre o oceano. No início dos anos 2000, possuíamos um mapa mais detalhado da superfície de Vênus do que do relevo oceânico. No pós-Segunda Guerra, nos anos 1940, a exploração mais profunda do oceano não chegava nem a 1 km, e o ponto mais profundo dos oceanos está a mais de 10 km de profundidade – mais profundidade do que o monte Everest tem de altura.

A importância dos oceanos é tremenda e a biodiversidade marinha é muito maior do que a biodiversidade terrestre. Majoritariamente, as algas nos fornecem o oxigênio – as florestas consomem quase todo oxigênio que produzem.

“O oceano é uma parte integral de nossas vidas. Nós estamos vivos por conta do ar puro, da água e de outros serviços que ele oferece”, disse Ken Norris, da Sociedade de Zoologia de Londres, à World Wide Fund for Nature (WWF)

Eles são um ambiente tão complexo, que dentro dos oceanos há, ainda, outros habitats por si só. Um exemplo são os recifes de corais. Eles são como um condomínio multiespécie. Plantas, animais e microrganismos convivendo em sintonia, em um ambiente simbiótico (onde todos se ajudam). 25% da biodiversidade vive nos recifes de corais. Esses recifes de corais são um dos habitats oceânicos em maior risco.

Os problemas para os habitats marinhos
A poluição desenfreada da atmosfera é o que inicia o principal problema que aflige os oceanos e os habitats marinhos. Com a elevação nos teores de gases de efeito estufa na atmosfera, temos diversos problemas que surgem.

1. A água possui uma capacidade de absorção de gases. Portanto, o teor de gases tóxicos nas águas aumenta.

2. A elevação na temperatura atmosférica ocasiona, também, um aumento de temperatura nas águas oceânicas.

“O aquecimento dos oceanos projetado para o futuro pode modificar a densidade da água e fazer com que menos alimento chegue ao fundo, o que coloca corais dessas regiões em risco”, disse à Revista Pesquisa Fapesp o biólogo Rodrigo da Costa Portilho-Ramos.

3. A elevação de temperatura na atmosfera e nos oceanos ocasiona o derretimento de geleiras. Esse derretimento faz o nível e as temperaturas dos oceanos e elevar ainda mais.

4. O lançamento de resíduos e lixos para os oceanos contamina a sua água. Microplásticos são o principal problema da poluição oceânica.

Fibra de microplástico sob visão microscópica. Imagem: M.Danny25 / Wikimedia Commons
5. Boa parte da pesca que ocorre nos oceanos é ilegal. Por isso, há um descontrole na predação de animais marinhos, causando risco de extinção para diversas espécies marinhas, além dos transtornos que os barcos de pesca causam nos oceanos.

Soluções
As soluções para diminuir o nosso impacto nos habitats marinhos devem partir de políticas públicas — não necessariamente governamentais. Falo da união das iniciativas públicas e privadas de todo o planeta. Há diversos acordos ambientais fechados junto à ONU, e assinados por quase todos os países do mundo. Mas estes devem ser cumpridos.

A maior valorização de acordos climáticos e a visão de que o desenvolvimento sustentável não só são possíveis, como são melhores e mais lucrativos devem ser mais presentes. É mais barato prevenir do que trabalhar na recuperação de habitats destruídos.

Tudo deve partir da educação. Mudar a base.

Em um futuro não muito distante, é importante que a pesca e caça nos oceanos seja toda regulada. É importante que sejam bruscamente diminuídas, com uma tendência para zero, as pegadas e carbono e outros diversos tipos de poluição presentes no mundo. Só assim salvaremos os habitats marinhos, tão importantes para a preservação da vida no planeta Terra.

*Por Felipe Miranda
……………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

Brasileiros mal compreendem os serviços dos oceanos

Uma nova pesquisa ‘Oceano Sem Mistérios: A Relação dos Brasileiros com o Mar’ realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Unesco e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entrevistou 2.000 pessoas entre homens e mulheres. As idades variaram de 18 até 64 anos. Entrevistados de todas as classe sociais nas cinco regiões do País. Resultados? Nada alentadores. A pesquisa será apresentada na Conferência dos Oceanos, da ONU.

Oceano Sem Mistérios: A Relação dos Brasileiros com o Mar
Para começar, apenas 34% dos brasileiros entendem que suas ações podem afetar os oceanos. E, além disso, desconhecem que os oceanos são o pulmão do planeta.

A maior biodiversidade da Terra
Não sabem, igualmente, que os oceanos abrigam a maior biodiversidade da Terra. Estes, entre outros tópicos, reforçam dois problemas entre os muitos que temos: os brasileiros deram as costas para o mar. Isso, entretanto, não é novidade. E nosso ensino, que nunca foi suficientemente adequado, depois do atual governo ficou muito pior, embora não tenha sido o único período de mediocridade em Brasília.

Presidentes perderam a vergonha
Acima de tudo, há muito que nossos presidentes perderam a vergonha. Ao contrário, eles se gabam publicamente de seu obscurantismo. Depois do intelectual Fernando Henrique Cardoso, tivemos 13 anos de analfabetismo no poder, com Lula et caterva.

Em seguida, dois anos de alívio com Michel Temer; para mais quatro de pura burrice disseminada indiscriminadamente pelo mandatário e seu exército de brucutus nas redes sociais.

Cavalgaduras no ministério da Educação
Por exemplo, quem de nós (não jornalistas) seria capaz de, de bate-pronto, citar os nomes das cavalgaduras que sentaram-se na cadeira do ministério da Educação desde que Bolsonaro assumiu?

Um deles, mal falava o português. Outro, escrevia impressionante com a letra cê. E o penúltimo, recebia ‘pastores’ que cobravam propinas de prefeitos para liberar verbas para a…educação.

Logo, os resultados não poderiam ser diferentes, infelizmente.

A pesquisa e seus resultados
Segundo a Folha de S. Paulo, ‘Uma pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira (28) indica que apenas 34% dos brasileiros entendem que suas próprias ações têm influência direta no oceano. Para 40% dos entrevistados, as atitudes individuais não têm qualquer impacto nos mares. Enquanto isso, 24% consideram haver repercussão indireta’.

Já o jornal O Globo destacou que ‘Quando mencionam qual o impacto direto dos oceanos, 14% da amostra se referem à poluição. Em segundo lugar, os entrevistados pensam em alimentação (12%) e 8% em mudança climática. Entretanto, só 4% citam oxigênio – apesar de os oceanos responderem por 50% do oxigênio que respiramos’.

O Globo ainda destacou que sobre a consulta a respeito das ações dos entrevistados e os impactos nos oceanos, para 34% sim, afetam diretamente.

Mas, ao mesmo tempo, 40% indicaram acreditar que não afetavam em nada a vida marinha. Contudo, para 45% dos entrevistados, o descarte incorreto do lixo é a maior ameaça. Enquanto isso, a poluição é apontada dessa mesma forma por 21% dos ouvidos. Outros 2% também citam a compra de produtos’.

Mudança de hábitos
Em quase todas as pesquisas sobre o meio ambiente a disposição para mudanças de hábitos é definitivamente das mais difíceis. Impera o comodismo até mesmo para aqueles que conhecem os problemas ambientais do País. Já comentamos diversas vezes a questão da Amazônia, por exemplo, tão conhecida e debatida.

Ao mesmo tempo, quase ninguém, mesmo os que se dizem ‘ambientalistas’, se preocupa com a origem da madeira ao comprar o material. Não por outro motivo, muitas espécies de madeira em extinção são vendidas facilmente nos maiores mercados nacionais.

Desta vez surgiu uma diferença
Porém, desta vez surgiu uma diferença destacada por O Globo: ‘De uma resposta que variava de zero a dez, sendo zero em nada dispostos a mudar hábitos pelo bem dos oceanos, a resposta foi alta. Uma média de 8,3 para alterar comportamentos em prol da saúde da vida marinha’.

Esta é, definitivamente, uma das boas novidades. Ao mesmo tempo, a revista Exame destaca outro ponto semelhante: a pergunta era se os entrevistados priorizam com frequência compras com menor impacto na natureza e no oceano, como embalagens de plástico, por exemplo.

Para 48% dos entrevistados a resposta foi positiva. Mas, para 22% a prática ocorre somente às vezes e, além disso, para 11% apenas raramente. Enquanto isso, o porcentual de pessoas que nunca se preocupam com a questão foi de 18%.

Plásticos de uso único
Segundo a Exame, apenas 35% dos brasileiros afirmam sempre evitar o uso de canudinhos e copos plásticos descartáveis, enquanto 12% evitam a maioria das vezes e 20% somente às vezes.

Não nos surpreende. Apesar da pandemia de plástico nos oceanos, a mídia raramente aborda a questão. Enquanto isso, tudo que vem da ciência é demonizado desde 2019. E tem sido a ciência a maior voz a alertar sobre estes problemas e suas consequências.

*Por Ubiratan Moreno Soares
………………………………………………………….
*Fonte: marsemfim

Dia dos Oceanos: 4 Meios que ajudam na preservação das águas

Nesta quarta-feira (8), é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos, data criada para relembrar a importância dos cuidados com os ambientes marinhos e conscientizar sobre sua participação no futuro do planeta. Com tantas problemáticas, discussões e ameaças, agora potencializadas pelas mudanças climáticas e poluição, o período surge como um evento extremamente relevante para a comunidade.

Em parceria com a National Geographic, que trouxe o tema no quarto episódio do “Nat Geo Podcast”, com apresentação de André Carvalhal, listamos algumas atitudes e caminhos que podem garantir a sobrevida das espécies marinhas e a consequente manutenção de seus ecossistemas. Confira abaixo de que forma é possível ajudar para combater os maus hábitos e reforçar políticas — coletivas e individuais — de preservação ambiental:

Menos cigarros
O tabaco é um forte agente poluidor e contribui com uma grande quantidade de resíduos descartados, acumulando quase 4,5 trilhões de bitucas por ano segundo dados da PNUMA (Programa Para Nações Unidas Para o Meio Ambiente). Além disso, ele é composto por plásticos e pode causar aumento da taxa de mortalidade marinha a longo prazo, especialmente após serem ingeridos pelas espécies.

Porém, seu impacto vai muito além das águas e pode alcançar indivíduos em todos os tipos de zonas, desde seres que habitam áreas terrestres até animais aéreos que se alimentam de fragmentos ou restos em cenários de baixa altitude.

Menos plástico
Oceanos de todo o planeta são inundados com aproximadamente 11 milhões de toneladas de plástico, segundo a PNUMA. Tendo em vista essas estimativas, as projeções sugerem que, até 2040, a quantidade de resíduos invasores deve triplicar.

Os dados também afirmam que cerca de 85% dos pedaços plásticos são produzidos pela humanidade e fazem contraponto aos hábitos regulares de reciclagem. Dessa forma, é necessário uma readequação ambiental e consciente para que mudanças efetivas sejam adotadas.

Menos combustíveis fósseis
Em 2018, um artigo publicado pela revista Science confirmou que as emissões excessivas de gases estufa — responsáveis por absorver parte da radiação infravermelha terrestre — está aquecendo oceano e reduzindo a concentração de oxigênio disponível. Os produtos químicos, emitidos em massa pela ação humana, repercutem na extinção de espécies e no “abandono” dos ecossistemas oceânicos.

Curiosamente, cortar práticas extrativistas e de retirada de combustíveis fósseis de locais considerados críticos — como petróleo e mineração no fundo do mar — pode diminuir os riscos em até 70%. Hoje, as demandas por energia solar e eólica e as práticas por fontes sustentáveis surgem como meios essenciais de redução na procura e oferta por esses derivados nocivos.

Menos pesca predatória
Atividades de pesca predatória continuam em alta e se dirigem, cada vez mais, para áreas profundas dos oceanos. Esse extermínio causa um grande desequilíbrio nos ecossistemas locais e desfavorecem a continuidade da vida de espécies que dependam de outras para sua sobrevivência.

Quando peixes herbívoros são pescados, a tendência é que as algas se proliferem e, consequentemente, se acumulem em recifes de corais, favorecendo os efeitos das mudanças climáticas nas mais diversas camadas oceânicas. Além disso, grupos de tartarugas, golfinhos, aves marinhas e peixes, especialmente os já emaçados de extinção, são afetados por estarem mais próximos da superfície, sendo alvos fáceis de redes de “arrasto”.

Apenas leis mais rigorosas e um gerenciamento mais rígido das regulamentações poderiam restaurar as espécies e seus habitats naturais.

*Por Andre Luis Dias Custodio
…………………………………………………
*Fonte: megacurioso

Crise climática pode causar pior extinção em massa nos oceanos desde o fim dos dinossauros

A vida nos oceanos enfrenta o maior risco desde que um asteroide atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos e provocou a extinção dos dinossauros, segundo estudo publicado na última quinta-feira (28) pela revista Science.

O artigo, feito pelos pesquisadores Justin L. Penn e Curtis Deutsch, ambos das universidades Princeton e Washington (EUA), afirmam que, se os níveis atuais de emissões de carbono não forem controlados, as zonas tropicais sofrerão perda de biodiversidade e as polares passarão por uma extinção em massa. Isso se dará à medida que a vida nos oceanos fica sem oxigênio e nutrientes, sendo restrita a uma água muito quente.

“À medida que as emissões de gases-estufa continuam a aquecer os oceanos do mundo, a biodiversidade marinha pode despencar nos próximos séculos para níveis não vistos desde a extinção dos dinossauros”, afirma a dupla de cientistas, em comunicado à imprensa.

Para sedimentar a análise, os pesquisadores estudaram períodos de grandes extinções da história terrestre como a “Great Dying” (a grande morte, em português), ocorrida há 252 milhões de anos. Neste evento, também conhecido como a extinção do Permiano-Triássico, 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres desapareceram.

Se as emissões não cessarem, é possível, na análise dos cientistas, que a Terra alcance níveis parecidos até 2300. Isso porque, à medida que as temperaturas aumentam, a riqueza das espécies irá diminuir próxima dos trópicos, com alguns animais migrando para latitudes mais altas. As espécies polares são as que mais estão em risco diante de um “nicho climático em extinção”, explica a pesquisa.

Ainda há, porém, tempo para mudanças
Por outro lado, há notícias levemente boas: segundo os pesquisadores, ainda há tempo para evitar os piores cenários de extinção.

“O lado bom é que o futuro não está escrito em pedra”, diz Penn. “Ainda há tempo suficiente para mudar a trajetória das emissões de CO2 e evitar a magnitude do aquecimento [dos oceanos] que causaria essa extinção em massa.”

Trabalhos anteriores da equipe por trás da pesquisa revelaram que o aquecimento global descontrolado e a perda de oxigênio nos oceanos teriam sido a causa da extinção do Permiano-Triássico. Os resultados do modelo foram combinados com padrões obtidos por paleontólogos nos registros fósseis do período, dando-lhe credibilidade.

Anteriormente, cientistas sabiam, a partir de dentes fossilizados de antigos animais, que as temperaturas da superfície na Grande Morte subiram cerca de 10 ºC nos trópicos, levando muitos animais marinhos à extinção. Eles acreditam que erupções vulcânicas desencadearam as mudanças climáticas nesta época.

*Por Lucas Berredo
…………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Proteção de 30% do alto-mar fracassa na ONU

Os países membros da ONU não chegaram a um acordo sobre um tratado para proteger o alto-mar da exploração, com cientistas, ambientalistas e organizações de conservação culpando países que estavam “arrastando os pés” pelo “ritmo glacial” das negociações. Venceu a pesca industrial inescrupulosa, e muitas vezes ilegal que domina este espaço considerado, no direito internacional, ‘res communis usus’, ou ‘área de uso comum a todos’. É a parte dos oceanos que pode ser livremente utilizada. Trata-se de cerca de 60% dos 364 milhões de Km2 de oceanos globais. Proteção de 30% do alto-mar fracassa na ONU.

Alto-mar continuará a ser saqueado
Por definição o alto-mar é um conceito definido como sendo todas as partes não incluídas no mar territorial e na zona econômica exclusiva de um estado costeiro, nem nas águas arquipelágicas de um estado insular. Mas o alto-mar continuará a ser saqueado apesar do assunto ser preocupação mundial.

O tema já foi discutido no Fórum Econômico Mundial, em 2015. Uma das conclusões foi esta:

A pesca no alto mar também é injusta – as grandes empresas de pesca multinacionais podem efetivamente pescar fora das águas nacionais das nações mais pobres, deixando-as com menos peixes para pegar. Pesquisas publicadas recentemente na Nature Scientific Reports mostram que o fechamento do alto-mar para a pesca ajudaria a proteger as unidades populacionais de peixes e tornar a pesca mais justa.

Alto-mar é uma ‘dor de cabeça’
O alto-mar é uma dor de cabeça para as pessoas que gerenciam a pesca. A biomassa ali existente é de recursos comuns, acessíveis por qualquer pessoa e não sujeitos aos mesmos controles que se aplicam à pesca nas águas nacionais. Historicamente, isso levou à sobre-exploração.

2018, ONU aprova resolução 72/249
Por estas razões, em 2018 a ONU aprovou a resolução 72/249 que permitiu iniciar negociações sobre a adoção de acordos para assegurar a conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em águas internacionais. Em outras palavras, a esperada criação de áreas marinhas protegidas em alto-mar.

Aumento das frotas pesqueiras de alto-mar de 1950 para 2020
O aumento insustentável das frotas pesqueiras de alto-mar de 1950 para 2020. Imagem, http://www.seaaroundus.org.

De lá para cá, cerca de trinta chefes de Estado e de governo de todo o mundo comprometeram-se em colocar a defesa e a proteção dos mares como uma prioridade na agenda europeia e internacional. O compromisso foi assumido na cidade de Brest, durante o último dia da cúpula “One Ocean”.

Enquanto os países que depredam o alto-mar faziam lobby, outros levaram o tema adiante. Mas a ONU não conseguiu chegar a um entendimento sobre um acordo global para proteção. As negociações, a quarta rodada desde 2018, terminaram em março de 2022 e sem cronograma definido para novas discussões.

Segundo o jornal The Guardian, ‘agora cabe à Assembleia Geral das Nações Unidas dar luz verde para outra rodada de negociações. Os observadores esperam que um acordo seja alcançado antes do final deste ano e pediram aos líderes políticos que trabalhem com a ONU para que isso aconteça’.

Fevereiro de 2022
No mês passado, diz o Guardian, quase 50 países formaram uma “ coalizão de alta ambição ” em uma cúpula francesa em Brest com o objetivo de concluir o acordo rapidamente. Mas o lobby dos países que saqueiam esta área prevaleceu.

Rena Lee, a presidente de Cingapura da conferência BBNJ, comentou ao site da Oceanographic Magazine: “Acredito que, com compromisso, determinação e dedicação contínuos, seremos capazes de construir pontes e fechar as lacunas restantes”.

Já o chefe de oceanos do Greenpeace, Will McCallum, disse: “O ritmo glacial das negociações na ONU nas últimas duas semanas e a falta de acordo sobre uma série de questões-chave simplesmente não refletem a urgência da situação. O colapso climático está transformando nossos oceanos. As populações de vida selvagem estão diminuindo.”

Oceanos em crise
“E à medida que a pesca industrial esvazia os mares de vida, as comunidades costeiras de todo o mundo estão vendo seus meios de subsistência e segurança alimentar ameaçados. Não são hipóteses, nossos oceanos estão em crise agora e precisam urgentemente de um plano de resgate.”

E acrescentou: “As promessas do governo de proteger pelo menos um terço dos oceanos do mundo até 2030 já estão saindo dos trilhos. Está claro que nossos oceanos estão em crise e, se não conseguirmos o forte Tratado Global dos Oceanos de que precisamos em 2022, não há como criar santuários oceânicos em águas internacionais para permitir que eles alcancem essa meta de 30×30. Este tratado é crucial porque todos nós dependemos dos oceanos: do oxigênio que eles oferecem aos meios de subsistência e segurança alimentar que eles fornecem.”

Segundo o Greenpeace, ‘O Canadá faz parte da High Ambition Coalition de 47 membros que se comprometeram a garantir um Tratado Global do Oceano que entregue 30% de proteção, mas estamos preocupados que a delegação não tenha sido encarregada de negociar a partir de uma posição de ambição ousada. O Canadá deve desempenhar um papel de liderança para superar a falta de consenso sobre questões-chave do tratado e trabalhar com países progressistas sobre o assunto para garantir que o melhor cenário para nossos oceanos seja acordado’.

Já o Guardian diz que ‘Alguns países, incluindo a Rússia e a Islândia, pediram que a pesca fosse excluída do acordo’. Como assim, a ideia não era de proteção de 30% do alto-mar?

Por aí se notam as dificuldades em conseguir o apoio necessário para que o saque ao alto-mar seja detido.

Sandices praticadas em alto-mar
Atirar com armas de fogo em baleias dentadas que ‘roubam’ as presas do espinhel; cortar os bicos de albatrozes que usam este mesmo artifício e jogá-los ao mar para morrerem de fome; decepar barbatanas de tubarões e de novo atirá-los ao mar para morrerem; ou prosseguir com subsídios insustentáveis que atingem o montante de US$ 35 BILHÕES de dólares ao ano são apenas algumas delas.

Subsídios mundiais à pesca
A indecência insustentável e escancarada.
Para saber mais sobre as sandices praticadas em alto-mar recomendamos o livro do jornalista Ian Urbina, do New York Times, traduzido e publicado no Brasil. O nome antecipa: “Oceanos Sem Lei“, da editora Intrínseca. A história das baleias dentadas se parecem a contos da carochinha perto das que ele conta no livro.

Também recomendamos o filme já comentado nestas páginas, Seaspiracy, um chocante, ainda que superficial, documentário que mostra a pesca nos oceanos (pode ser visto na Netflix).

Assista à animação sobre o aumento das frotas pesqueiras, enquanto a proteção de 30% do alto-mar segue nos ‘porões’ dos navios pesqueiros.

*Por João Lara Mesquita
………………………………………………………….
*Fonte: marsemfim

Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT

Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT

Dois cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) recentemente conseguiram fazer o atlas mais detalhado até hoje das maiores zonas mortas no oceano, importantes regiões, que revelam novos fatos cruciais sobre elas no processo. O novo atlas de alta resolução foi descrito em dezembro de 2021 na revista Global Biogeochemical Cycles. Zonas mortas, que quadruplicaram desde 1950, são áreas deficientes em oxigênio, o que significa que são uma zona proibida para a maioria dos organismos aeróbicos (dependentes de oxigênio). Maiores zonas mortas no oceano, mapeadas pelo MIT.

Duas imensas Zonas Mortas no Pacífico
De acordo com o site http://www.ecowatch.com, “Aprendemos o quão grandes são essas duas zonas no Pacífico, reduzindo a incerteza na medição, sua extensão horizontal, quanto e onde essas zonas são ventiladas por águas oxigenadas e muito mais”, disse Andrew Babbin ao EcoWatch em um e-mail.

Babbin é um dos dois desenvolvedores do atlas. É professor no Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “Ser capaz de visualizar em alta resolução as zonas de baixo oxigênio é realmente um primeiro passo necessário para entender completamente os processos e fenômenos que levam ao seu surgimento”, disse ele.

De acordo com o www.ecowatch.com, as zonas mortas podem ser causadas ​​pela atividade humana, especialmente pela poluição por nutrientes. Por exemplo, a segunda maior zona morta do mundo está no Golfo do México e é em grande parte causada pelo escoamento de nitrogênio e fósforo das cidades e fazendas industriais ao largo do rio Mississipi.

Mas elas também podem ter causas naturais.

Zonas mortas de ocorrência natural
O novo atlas concentra-se em duas zonas mortas de ocorrência natural no Pacífico tropical. Uma está localizada na costa da América do Sul e mede cerca de 600.000 quilômetros cúbicos, ou o equivalente a 240 bilhões de piscinas olímpicas, informou o MIT News. A segunda é cerca de três vezes maior e está localizada no hemisfério norte, na costa da América Central.

As zonas mortas naturais e antropogênicas têm algo em comum: muitos nutrientes. No caso das do Pacífico, disse Babbin, esses nutrientes se acumulam por causa dos padrões de vento que empurram a água para o mar.

“As águas mais profundas sobem para preencher esse vazio, trazendo nutrientes mais altos para a superfície”, disse Babbin ao EcoWatch, num processo semelhante ao que se conhece como ‘ressurgência’. “Esses nutrientes estimulam uma enorme quantidade de crescimento de fitoplâncton, semelhante à forma como fertilizamos terras de cultivo e até mesmo nossos vasos de plantas em casa. Quando esses fitoplânctons afundam, as bactérias heterotróficas agem para decompor o material orgânico, consumindo oxigênio da mesma forma que os humanos fazem para respirar nossa comida”.

No entanto, diz o http://www.ecowatch.com, devido à localização dessas zonas, leva muito tempo para que as águas ricas em oxigênio cheguem à área e reponham o que as bactérias devoram.

Crise do clima e as zonas mortas
“Em essência, a demanda biológica de oxigênio supera o reabastecimento físico”, concluiu Babbin. Embora essas zonas específicas não sejam causadas pela poluição humana, entendê-las ainda é importante no contexto da atividade humana. As zonas mortas podem emitir o óxido nitroso, gás de efeito estufa, e existe a preocupação de que a crise climática possa fazer com que elas se expandam.

“É amplamente esperado que os oceanos percam oxigênio à medida que o clima fica mais quente. Mas a situação é mais complicada nos trópicos, onde existem grandes zonas com deficiência de oxigênio”, disse o co-desenvolvedor do atlas Jarek Kwiecinski ao MIT News. “É importante criar um mapa detalhado dessas zonas para que tenhamos um ponto de comparação para mudanças futuras.”

O novo atlas, conclui o ecowatch, melhora as tentativas anteriores de medir as ODZs do Pacífico devido à quantidade de informações que incorpora e à abordagem adotada para medir o teor de oxigênio da água.

Flutuadores robóticos e os dados da pesquisa
Os dados que Babbin e Kwiecinski usaram para o atlas foram coletados por cruzadores de pesquisa e flutuadores robóticos durante um período de mais de 40 anos, informou o MIT News. Os cientistas normalmente jogam garrafas em várias profundidades e medem o teor de oxigênio da água coletada pela garrafa. No entanto, essa medição não é totalmente precisa porque o plástico da própria garrafa também contém oxigênio.

Para evitar esse problema, a equipe por trás do atlas analisou dados de sensores conectados às garrafas ou a plataformas robóticas, o que lhes permitiu rastrear o conteúdo de oxigênio à medida que os sensores desciam pela coluna de água.

“Esse método nos permite contornar um viés que existe nos dados absolutos para ver apenas se o oxigênio está aumentando, diminuindo ou permanecendo o mesmo”, declarou Babbin.

“Esperamos que o atlas seja usado por todos!” disse Babbin. “Podemos prever que oceanógrafos e cientistas climáticos o usarão para planejar expedições ou relacionar alguns de seus dados a um amplo atlas/compilação. Esperamos que os modeladores climáticos possam usá-lo para validar seus modelos que tentam reproduzir a extensão do baixo oxigênio. Acreditamos ainda que esta compilação funcionará como um ponto de comparação com o qual medições futuras podem ser comparadas para finalmente revelar como essas zonas respondem diante de um clima em mudança”.

Caso tenha interesse…
Se você estiver interessado em conferir, o atlas está disponível no Biological and Chemical Oceanography Data Management Office (BCO-DMO), e os dados podem ser baixados do Woods Hole Open Access Server.

Fonte: https://www.ecowatch.com/ocean-dead-zones-map.html?fbclid=IwAR1dbAhGVELeg2WRX6AOT6a3xK7lMasNczdaOykJJ_ErVmOdyuE7695U0zM.

……………………………………………………………………………..
*Por: Joao Lara Mesquita / marsemfim

Pyrosomas inundam mar dos Açores: assustam, mas não mordem

Assemelham-se a um grande tubo, que pode chegar aos oito metros de comprimento. Costumam surgir nas profundezas do oceano, mas estão a aparecer bem perto da costa, o que não é comum. Não são animais, mas um fenómeno da natureza que impõe respeito pelo aspeto

Estão a aparecer pyrosomas em grande número no mar dos Açores, fenómeno que está a ser alvo de um estudo internacional, adiantou à Lusa o investigador da Universidade dos Açores João Pedro Barreiros. O que são? Conforme podemos ver na imagem de capa deste artigo, parecem ser um grande tubo, oco de um dos lados, onde poderia caber perfeitamente uma pessoa. Mas, apesar de parecer assustadora, trata-se de uma estrutura que é inofensiva.

“O que nos chamou a atenção é haver muitos e muito dentro da costa, inclusive a baixíssimas profundidades. Eu cheguei a ser chamado para ver colónias dessas por pessoas que estavam à pesca no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo”, na Ilha Terceira, disse o biológo.

Os pyrosomas estão normalmente “a grandes profundidades” e são avistados “esporadicamente ao longo de anos”. Este ano, têm aparecido em abundância e junto à costa açoriana.

“São estruturas que parecem claramente um tubo e podem chegar a oito metros de comprimento. Esse tubo é oco de um dos lados, tem uma abertura, que não é uma boca, porque aquilo é uma colónia de pólipos e, para terem uma ideia da dimensão, uma pessoa cabe lá dentro em algumas dessas colónias maiores”

Em termos de aspeto, “é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia”. Seja como for, e apesar de o tamanho ser “assustador”, esse “tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos” é completamente “inofensivo”.

“Não são minimamente perigosos, não há qualquer risco. É evidente que alguém que está a mergulhar ou a nadar e dá de caras com uma estrutura, com um tubo transparente de oito metros de comprimento, é capaz de se assustar, mas não há aqui venenos, nem toxinas, nem nada comparável com as águas vivas [alforrecas] ou com as caravelas, nada disso”

Este aparecimento de pyrosomas nos Açores está a ser alvo de um estudo internacional que, nesta fase inicial, vai tentar fazer “a identificação genética” dos exemplares que têm surgido um pouco por todo o arquipélago dos Açores.

“Temos uma série de amostras que, quando chegar ao inverno, serão enviadas para um laboratório nos Estados Unidos para tentarmos perceber se se trata de mais do que uma espécie. Estamos também a mapear com maior precisão possível os avistamentos, as observações dessas colónias. De facto, estamos a compilar uma base de dados muito interessante que mostra uma distribuição imensa desses organismos à volta das ilhas todas”, explicou ainda o biólogo.

Além de João Pedro Barreiros, o estudo está a ser coordenado também por uma bióloga do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos da América e “tem progredido através de um número de observações nunca antes registado”, que poderá ajudar num maior conhecimento sobre ‘pyrosomas’, que servem de alimento a tartarugas e a outros animais marinhos.

“Se há coisa que nós sabemos em relação aos pyrosomas é que não sabemos nada. Não há ninguém no mundo que tenha tido até hoje oportunidade de desenvolver um estudo aprofundado sobre estas colónias porque são de facto muito, muito desconhecidas”

O biólogo tem contado com a colaboração de mergulhadores, caçadores submarinos e turistas para recolher amostras e pede a colaboração de outras pessoas no sentido de serem feitas idênticas recolhas desta estrutura gelatinosa que podem ser feitas à mão. Depois, deve ser colocada num frasco com água do mar e ser entregue na Universidade dos Açores ou junto das autoridades marítimas.

*Por
…………………………………………………………………………………
*Fonte: iloveazores

Tubarões são flagrados destruindo cabos de internet no oceano

Cabos de internet do Google são atacados por tubarões praticamente todos os dias. O motivo levou a empresa a revestir os materiais de fibra óptica com um sistema parecido com kevlar, semelhante a produtos utilizados para a fabricação de coletes à prova de balas. As feras do mar atacam estes cabos desde que foram instalados pela primeira vez.

Até hoje os pesquisadores não conseguiram identificar por quais motivos os tubarões gostam tanto de morder cabos de transmissão de internet.

Relatos da década de 1980
Os primeiros relatos de que os tubarões gostam de morder os cabos de internet vem de 1985, quando foram encontrados dentes destes animais presos no sistema, dois anos mais tarde, um ataque fez com que quatro segmentos de cabos recém-instalados falhassem.

O jornal norte-americano New York Times chegou a fazer uma publicação curiosa sobre o tema. “Os tubarões mostraram um gosto inexplicável pelos novos cabos de fibra óptica que estão sendo amarrados ao longo do fundo do oceano, ligando os Estados Unidos, a Europa e o Japão”.

A mordida dos tubarões deixou um prejuízo de 250 mil dólares na época. O sistema atacado pertencia a uma companhia telefônica. Naquela época já se falava que os ataques teriam fornecido materiais para estudos que poderiam ajudar a reforçar a segurança das peças.

Por que os tubarões atacam cabos marítimos?
Os tubarões são os grandes predadores do mar, são os mais dominantes e nem mesmo os cabos marinhos de transmissão de dados são poupados por estas feras.

A principal teoria diz que estes animais possuem uma habilidade conhecida por eletrorrecpção, que permite a detecção de campos bioelétricos gerados por peixes, o que é importante para o momento da caça. Contam com “detectores” próximos do nariz, conhecidos por ampolas de Lorenzini, que ajudam a sentir mudanças nos campos elétricos da água.

Embora os cabos que possuam fibra óptica sejam revestidos com outros componentes, ainda podem emitir este sinal que é capaz de confundir os tubarões. Além disso, pode fazer com que fiquem furiosos.

E se a explicação magnética não fizer muito sentido, as mordidas de tubarões podem ser feitas devido a simples curiosidade dos predadores. “Se você tiver apenas um pedaço de plástico com formato de cabo, há uma boa chance de que eles [tubarões] vão mordê-lo também”, comentou o gerente de um laboratório de tubarões da Califórnia, Chris Lowe.

Aqui está um vídeo antigo mostrando um tubarão atacando um cabo de fibra óptica, caso você esteja interessado:

Cabos de internet do Google são atacados por tubarões
Cabos de internet do Google são atacados por tubarões com frequência, para evitar problemas com seus cabos de fibra óptica que cruzam o Oceano Pacífico, a empresa decidiu fazer um revestimento no sistema que conecta Estados Unidos e Japão. A gigante da internet não estava sozinha nesta, projeto que também contou com outras empresas, num investimento total de 300 milhões de dólares.

O Google desenvolveu tecnologias anti-impacto e anti-movimentos fortes para o novo sistema. O projeto tem 9 mil quilômetros de extensão. A rede é conhecida como Faster.

*Por Erik Behenck
……………………………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

Geleira da Antártica chega a um ponto sem volta: o nível do mar subirá mais de três metros

O alarme já havia sido disparado há algum tempo, durante anos … Mas agora os pesquisadores confirmaram pela primeira vez que a geleira Pine Island, no oeste da Antártica, está em seu ponto de inflexão. O derretimento do gelo é rápido e irreversível e terá consequências significativas para o nível do mar em todo o mundo.

Não se trata mais de cenários apocalípticos de filmes, mas da realidade.

Estamos falando em particular da Geleira Pine Island, que tem cerca de dois terços do tamanho do Reino Unido, o que é particularmente preocupante, pois está perdendo mais gelo do que qualquer outra geleira na Antártica. Atualmente, a Ilha Pine e a vizinha Thwaites Glacier são responsáveis ​​por cerca de 10% do aumento do nível do mar global em curso.

Os cientistas há muito argumentam que essa região da Antártica logo alcançaria um ponto crítico, passando por um recuo irreversível do qual nunca se recuperaria. E agora aconteceu. Tal recuo, uma vez iniciado, inevitavelmente leva ao colapso de todo o manto de gelo da Antártica Ocidental , que contém gelo suficiente para elevar o nível global do mar em mais de três metros.

Agora, pesquisadores da Northumbria University mostraram, pela primeira vez, que esse é realmente o caso. Suas descobertas foram publicadas no jornal The Cryosphere e mostram que a geleira tem pelo menos três pontos de inflexão distintos. O terceiro e último evento, desencadeado pelo aumento da temperatura do oceano em 1,2 ° C, leva a um recuo irreversível de toda a geleira.

Os pesquisadores dizem que as tendências de aquecimento e escalonamento de longo prazo em águas circumpolares profundas, combinadas com mudanças nos padrões de vento no Mar de Amundsen, podem expor a plataforma de gelo da geleira da Ilha Pine a águas mais quentes por períodos mais longos, fazendo mudanças de temperatura dessa magnitude cada vez mais provável.

“Esse processo pode já ter sido ativado na região do Mar de Amundsen, onde as geleiras Pine Island e Thwaites dominam a atual perda de massa da Antártica, mas as técnicas de modelagem e observação não foram capazes de estabelecê-lo de forma rigorosa, levando a visões divergentes sobre a futura perda de massa do manto de gelo da Antártica Ocidental. Aqui, pretendemos preencher essa lacuna de conhecimento conduzindo uma investigação sistemática do Regime de Estabilidade da Geleira da Ilha Pine. Para este fim, demonstramos que os indicadores de alerta precoce em simulações de modelo detectam de forma robusta o início da instabilidade da camada de gelo do mar. Somos, portanto, capazes de identificar três pontos de inflexão distintos em resposta ao aumento do degelo induzido pelo oceano.

“Nosso estudo é o primeiro a confirmar que a geleira de Pine Island realmente cruza esses limites críticos. Muitas simulações de computador diferentes ao redor do mundo estão tentando quantificar como as mudanças climáticas podem afetar a camada de gelo da Antártica Ocidental, mas identificar se um período de recuo nesses modelos é o ponto de inflexão é um desafio. No entanto, é uma questão crucial e a metodologia que usamos neste novo estudo torna muito mais fácil identificar potenciais pontos de inflexão futuros ”, explica Sebastian Rosier, vice-chanceler do Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Northumbria,

Se a geleira entrasse em recuo instável e irreversível, o impacto no nível do mar poderia ser medido em metros e, como mostra este estudo, uma vez iniciado o recuo, pode ser impossível parar.

Então é. E nunca queremos lembrar disso … nós dissemos a você.

…………………………………………………………………………………………………………………….
*Fonte: UNIVERSIDADE DE NORTHUMBRIA / A Criosfera
pensarcontemporaneo

Como a Lua afeta as marés na Terra?

Nos últimos dias, o encalhamento do navio cargueiro Ever Given no Canal de Suez despertou grande atenção da mídia internacional. Após enfrentar problemas técnicos e ficar entalado, no dia 23 de março, a embarcação precisou de 1 semana para ser solta e também contou com a “mãozinha” de uma lua cheia para sair do lugar.

Durante o domingo (28), enquanto trabalhadores se revezavam para remover a areia que atravancava o porta-contêineres, ocorreu o fenômeno natural chamado de “maré sizígia” — quando ocorre o alinhamento cósmico da Terra, do Sol e da Lua. Porém, como é que a Lua tem poder para influenciar nas marés dos oceanos do nosso planeta? Existe uma explicação científica.

Formação das marés

Para entender o que ocorreu com o navio Ever Given, é necessário saber mais sobre o movimento das marés. Tanto as baixas quanto as altas são causadas pela Lua, cuja atração gravitacional gera algo chamado força da maré. Esse fenômeno faz a Terra e a sua água se projetarem nos lados mais próximos e mais distantes da Lua.

Conforme o planeta gira, regiões específicas vão sofrendo esses efeitos em momentos distintos. Portanto, o movimento de maré alta ocorre sempre nas extremidades do mundo voltadas à Lua, e o inverso vale para as baixas. Esse ciclo costuma ocorrer quase todos os dias em todas as regiões costeiras da Terra.

No caso da “maré sizígia”, a força gravitacional do nosso satélite se une à gravitacional solar, e a movimentação dos mares se torna ainda maior. Foi por meio desse grande aumento no nível dos oceanos que o Ever Given conseguiu retornar à sua rota pelo mar Mediterrâneo.

Influência gravitacional

Se a força gravitacional da Lua puxa os oceanos em sua direção, como é que as marés altas também surgem na face mais distante da Terra? Apesar do conceito parecer esquisito, tudo se resolve por meio de uma equação matemática. Ao contrário da força gravitacional, a força da maré é um efeito proveniente das diferenças na gravidade sobre a superfície da Terra.

Para chegar à força da maré, nós devemos subtrair a atração gravitacional média na Terra da atração gravitacional em cada local do planeta. O resultado mostra um estiramento nas extremidades direcionadas à Lua e um esmagamento nas faces neutras, formando as marés altas e baixas.

*Por Pedro freitas

………………………………………………………………………………………..
*Fonte: megacurioso

A odisseia de Jacques-Yves Cousteau – filme

Filme de 2016 exibido no Prime Vídeo retrata uma parte das experiências de vida do cineasta francês Jacques-Yves Cousteau (Lambert Wilson), um explorador da vida aquática. Um aventureiro visionário que deixa a vida tradicional para morar e viajar no seu navio Calypso, em busca de descobertas.

Dado o seu principal foco e dedicação intensiva ás aventuras e pesquisas marítimas colecionou dificuldades em outros aspectos de sua vida: a relação com a esposa e os filhos. Desafios que precisou superar ao longo do tempo e vivências.

A Odisseia

Obviamente deixou um legado e ficou mundialmente conhecido pelo seu trabalho e expedições. inventou escafandro autônomo e revelou ao mundo, através de livros e filmes, o universo oculto do oceano. Sua obra mais famosa foi “O mundo silencioso”, pela qual recebeu prêmios.

As suas preocupações e lutas pela preservação ambiental foram marcadas de conquistas e uma de suas mais importantes bandeiras.

“Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos.
Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas.

E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos. E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, mergulhadores.

Jaques-Yves Cousteau

*Algumas informações adicionais:

Esteve com sua expedição na Amazônia em 1982, percorrendo os 6.800 quilômetros da floresta tropical por terra, água e ar e levantou debates sobre o futuro da biodiversidade e do desmatamento da região. Em 2007 um de seus filhos retornou à região para observar as mudanças ocorridas desde o filme original.

Segue anexado o link de um vídeo desenho que retrata uma entrevista com Jacques Cousteau in 1978, feita por Roy Leonard na Rádio WGN Radio (link youtube). Ele tinha 65 anos e fez uma importante observação acerca da idade quando foi questionado a respeito disto. Um exemplo de que a idade não tem relevância quando a disposição e o propósito são guias mestres.

*Informações de suas invenções no artigo da Revista Super Interessante:
https://super.abril.com.br/historia/o-homem-que-inventou-o-fundo-do-mar/

Se, por qualquer razão,
uma pessoa tem a oportunidade de levar uma vida extraordinária,
ela não tem o direito de guardá-la para si.
Jacques-Yves Cousteau

Afinal, o que é um cientista?
É um homem curioso olhando por um buraco de fechadura,
o buraco de fechadura da natureza, tentando saber o que está acontecendo
Jacques-Yves Cousteau

*Por Darlene Dutra

…………………………………………………………………………………….
*Fonte: darlenedutra

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

…………………………………………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

Instituto Ocean Voyages bate recorde de maior remoção de lixo plástico do Pacífico

O Ocean Voyages Institute diz que fez história nesta semana, retornando ao porto de Honolulu na terça-feira, depois de remover com sucesso 103 toneladas de redes de pesca e plásticos de consumo do Great Pacific Garbage Patch.

Mais do que dobrou seus próprios resultados recordes de uma passagem de 25 dias no ano passado durante esta expedição de 48 dias. Mary Crowley, fundadora e diretora executiva do grupo, diz que estão voltando ao mar em dois dias para coletar mais detritos.

“Estou tão orgulhoso de nossa equipe que trabalha duro”, diz Crowley. “Nós excedemos nosso objetivo de capturar mais de 100 toneladas de plásticos tóxicos para o consumidor e redes ‘fantasmas’ abandonadas – e nestes tempos desafiadores, continuamos a ajudar a restaurar a saúde do nosso oceano, o que influencia nossa própria saúde e a saúde das pessoas. planeta.”

Conhecida como o ‘Ghost Net Buster’, Mary Crowley é conhecida por desenvolver métodos eficazes para remover quantidades significativas de plásticos do oceano, incluindo 48 toneladas (96.000 libras) de plástico durante duas viagens de limpeza oceânica em 2019, incluindo uma que pegou redes que prenderam o lixo nas ilhas havaianas.

“Embora as limpezas de praia sejam a maneira mais eficiente de coletar lixo, a limpeza do oceano – interceptando-a antes de chegar à costa – é muito importante”, disse Nikolai Maximenko, da FloatEco, à GNN durante uma entrevista à imprensa do Zoom. “Nada pode substituir o esforço no oceano.”

A bordo do navio de carga, a equipe usa rastreadores de satélite GPS desde 2018, projetados com a ajuda do engenheiro Andy Sybrandy, da Pacific Gyre, Inc. A teoria de Crowley provou ser bem-sucedida de que um rastreador pode levar a muitas redes. O oceano frequentemente ‘classifica’ os detritos flutuantes para que uma rede de pesca marcada possa levar a outras redes e uma densidade de detritos em um raio de 24 quilômetros.

“Estamos utilizando equipamentos náuticos comprovados para limpar efetivamente os oceanos e inovar com novas tecnologias”, diz Crowley em um comunicado à imprensa. “O Ocean Voyages Institute é líder em pesquisa e limpeza do oceano há mais de uma década, concedido com menos alarde e atenção do que outros, mas com paixão e comprometimento e causando impactos significativos”.

O Ocean Voyages Institute descarregou o recorde de lixo plástico oceânico nesta semana enquanto atracava ao lado do Pier 29, graças ao apoio da Matson, com sede em Honolulu, em preparação para a reciclagem e descarte adequado. A equipe está comprometida com 0% de término em qualquer aterro sanitário e está enviando os detritos classificados para as empresas de reciclagem que serão transformadas em isolamento, energia etc.

O navio cargueiro S / V KWAI deixou o porto havaiano de Hilo em 4 de maio, após um período de quarentena auto-imposto de três semanas para garantir a saúde dos membros da tripulação, diante da pandemia do COVID-19.

Os faróis de rastreamento por satélite GPS estão sendo colocados nas redes de pesca por iates e navios voluntários.

O Ocean Voyages Institute está se lançando em uma segunda viagem que partirá em dois dias para continuar a limpeza da área, mas sua duração (entre 25 e 30 dias) será determinada por doações e captação de recursos. Você pode doar por cheque, paypal ou outro método no site deles.

“Nosso objetivo é ter outros 3-4 barcos trabalhando no próximo ano – todos trazendo grandes cargas de detritos”, disse Crowley (que passa a maior parte do ano em Sausalito, Califórnia) por telefone à GNN. “Temos embarcações querendo ajudar na limpeza, então agora podemos começar a fazer uma grande mudança, porque nossas soluções são escaláveis.”

A longo prazo, eles pretendem se expandir para outras partes do mundo que precisam desesperadamente de ajuda na limpeza, para que as redes de pesca abandonadas nunca mais entremeadas ou prejudiquem uma baleia, golfinho, tartaruga ou recife.

………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

Robert Plant retira-se do festival das Ilhas Faroé devido a caça às baleias

A nova banda de Robert Plant, a lenda do Led Zeppelin, Saving Grace, saiu do G! Festival nas Ilhas Faroé devido à caça às baleias.

O Saving Grace, com Robert Plant e Suzi Dian, deve se apresentar no evento no sábado, 18 de julho, no entanto, os organizadores divulgaram uma declaração forte na sexta-feira (28 de fevereiro), confirmando que não estarão mais tocando.

Embora Saving Grace e Robert Plant não tenham comentado sobre o cancelamento, G! Os organizadores do festival disseram que o Saving Grace foi retirado devido a ‘Robert Plant ter recebido publicidade / pressão negativas da organização de conservação ambiental Blue Planet Society em relação à unidade piloto de baleias das Ilhas Faroé, conhecida como “moagem”.

Organizados pelas comunidades locais, centenas de baleias-piloto de barbatanas longas e vários golfinhos do Atlântico são mortos anualmente nas Ilhas Faroé, levando-os a uma praia ou fiorde de barco.

As caçadas, chamadas grindadráp em feroês, são amplamente condenadas por grupos de defesa dos direitos dos animais, no entanto, algumas pessoas faroenses consideram a carne de baleia um aspecto importante de seus alimentos e cultura.

Sigvør Laksá, diretor administrativo da G! Festival, disse que era hipócrita o fato de Robert Plant desistir, considerando que ele participou de eventos na Noruega e na Islândia – países que também praticam caça comercial.

Laksá disse: “Estamos desapontados e irritados com o cancelamento. Ficamos entusiasmados e felizes com o enorme interesse e a recepção positiva do anúncio de Saving Grace, especialmente a febre de Robert Plant que naturalmente vem com ela.

“Parece um pouco pouco profissional que esses atos saiam de uma reserva sem aviso prévio ou tentativa de diálogo construtivo, o que pode ter nos permitido abordar as preocupações do artista. Também parece contraditório quando um artista gosta de tocar em países como a Noruega e a Islândia que praticam baleias comerciais, o que Plant já havia feito no passado, mesmo em 2019.

“Este é um duro golpe para o festival, o que nos obriga a repensar nossa abordagem na produção do G! Festival”.

Formada no ano passado, a Saving Grace realizou um show secreto no The Sparc Theatre em Shropshire em janeiro de 2019 e apoiou o Fairport Convention em shows em Basingstoke, Bath e St Albans no mês seguinte.
Hoje G! O Festival deve anunciar o cancelamento de Saving Grace, com Robert Plant e Suzi Dian.

……………………………………………………………………..
*Fonte: webrocknroll

Aquecimento global deve alterar a cor dos oceanos

Após desembarcar de sua nave, em 1961, Yuri Gagarin, o primeiro humano a ir ao espaço, disse a eternizada frase “A Terra é azul!”. Carl Sagan também fala dessa característica de nosso planeta em seu livro “O Pálido Ponto Azul”.

Essa cor característica da Terra é resultado do reflexo da luz do Sol pelos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre.

Um estudo publicado na Nature Communications mostra que nas próximas décadas o tom de azul da água dos oceanos mais quentes deve ficar ainda mais forte. Isso ocorrerá porque com o aumento da temperatura média dos oceanos, resultado do aquecimento global, a quantidade de fitoplânctons deve diminuir consideravelmente. A presença desses conjuntos de organismos gera uma tendência ao verde na água.

Em águas mais frias, no entanto, mais próximas aos polos, o tom verde deve ficar mais acentuado.

É previsto que até 2100 haja uma mudança de temperatura de 3°C e até 50% na cor dos oceanos.

Essa diminuição na concentração de fitoplânctons não é nada boa. Eles exercem grande importância não só para a vida marinha, mas também para a vida terrestre. Ele está na base da cadeia alimentar, e produz mais da metade do oxigênio da atmosfera terrestre, além de absorver grande parcela do dióxido de carbono.

As mudanças não serão tão perceptíveis a olho nu, mas irão afetar muito mais a cadeia alimentar marinha e a produção de oxigênio.

*Por Felipe Miranda

…………………………………………………………………
*Fonte: ciencianautas

Oceanos ficarão mais quentes e ácidos com aquecimento global, aponta ONU

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (25) traz dados preocupantes sobre como as mudanças climáticas vão afetar oceanos e a criosfera, área terrestre coberta por gelo.

Mais de 100 autores de 36 países avaliaram cerca de 7 mil publicações científicas para criar o relatório. Divulgado dois dias após o fim da Cúpula Climática da ONU, que aconteceu em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, e os protestos globais pelo clima, os organizadores do documento querem reforçar a necessidade de atitudes mais radicais dos governos em torno das emissões de carbono.

“Se reduzirmos as emissões bruscamente, as consequências para as pessoas e seus meios de subsistência ainda serão desafiadoras, mas, potencialmente, mais gerenciáveis ​​para os mais vulneráveis”, disse Hoesung Lee, membro do IPCC, em comunicado. “Aumentaremos nossa capacidade de criar resiliência e, assim, haveá mais benefícios para o desenvolvimento sustentável.”

O nível do mar
Uma das informações que mais chama atenção diz respeito ao aumento do nível do mar, que subiu 15 centímetros no século 20 – o que tem acontecido cada vez mais rápido nos últimos anos.

De acordo com o relatório, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas e o aquecimento global seja limitado a, no máximo, 2 °C, o nível das águas aumentará entre 30 e 60 centímetros até 2100. Se nada for feito para conter o aquecimento global, esse crescimento pode chegar a 110 centímetros.

A elevação do nível do mar impactará diretamente fenômenos naturais que têm relação com os oceanos, como marés altas, tempestades e ciclones tropicais. Um exemplo disso é o furacão Dorian, que atingiu as Bahamas e os Estados Unidos no início de setembro e, segundo os especialistas, foi particularmente forte por conta das mudanças climáticas.

Cada vez mais, esses eventos colocarão em risco pessoas ao redor do planeta, principalmente quem vive em cidades costeiras e pequenas ilhas. Michael Meredith, da British Antarctic Survey, disse à NewScientist que mesmo os países desenvolvidos sofrerão com o aumento do nível das águas e terão de reforçar a defesa costeira.

Os ecossistemas
O relatório do IPCC também aponta que os oceanos absorveram mais de 90% do excesso de calor causado pelas mudanças climáticas. Isso significa que, mesmo que as emissões de carbono diminuam, até 2100 os mares absorverão de duas a quatro vezes mais calor do que entre 1970 e a atualidade. Entretanto, se o aquecimento global ultrapassar os 2 °C, essa quantidade pode ser até sete vezes maior.

O aumento da absroção de carbono pelas águas afeta diretamente a fauna e a flora dos biomas aquáticos, pois altera não apenas sua temperatura, mas também a acidificação da água e os níveis de oxigênio e nutrientes essenciais para a manutenção de um ecossistema equilibrado.

Isso também é prejudicial para os seres humanos, já que a dieta de diversas populações é baseada na pesca. “O corte das emissões de gases de efeito estufa limitará os impactos nos ecossistemas oceânicos, que nos fornecem alimentos, apoiam nossa saúde e moldam nossas culturas”, explicou Hans-Otto Pörtner, que fez parte da pesquisa.

O permafrost
O solo de permafrost, no Ártico, também está sofrendo com o aumento da temperatura da Terra. Congelado por muitos anos, essa camada de gelo está derretendo em um ritmo preocupante — até o fim do século 21, estima-se que ele deixará de existir.

Os pesquisadores estimam que, mesmo que o aquecimento global seja limitado a menos de 2 °C, cerca de 25% do permafrost próximo à superfície (3 a 4 metros de profundidade) derreterá até 2100. Entretanto, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem aumentando, até 70% dessa camada de gelo poderá ser perdida durante o período.

Como explicaram os membros do IPCC, o permafrost ártico e boreal é importante porque retém grandes quantidades de carbono orgânico. Logo, seu derretimento pode resultar em um aumento significativo de gases poluidores lançados na atmosfera.

É preciso agir agora
A conclusão dos especialistas após a publicação do novo documento não foi surpresa para ninguém: é preciso agir agora. “Só conseguiremos manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C (…) se efetuarmos transições sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, apontou Debra Roberts, uma das especialistas.

“Quanto mais decisiva e rapidamente agirmos, mais capazes seremos de enfrentar mudanças inevitáveis, gerenciar riscos, melhorar nossas vidas e alcançar sustentabilidade para ecossistemas e pessoas ao redor do mundo — hoje e no futuro”, disse Roberts.

permafrost

 

……………………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu

Bilionário está construindo navio para retirar plástico dos oceanos

O norueguês Kjell Inge Røkke, cuja fortuna está estimada em 2,6 bilhões de dólares, é dono de quase 67% da frota marítima e dos negócios de exploração petrolífera offshore do conglomerado financeiro Aker ASA.

Com isso, o bilionário está investindo parte de sua fortuna, através da REV Ocean, para construir o maior navio de expedição e pesquisa do mundo. Batizado de Research Expedition Vessel (REV), o barco está sendo construído com o objetivo de limpar os oceanos, recolhendo toneladas de plástico dos oceanos e levando pesquisadores a diversas partes do globo, para estudarem como preservar a vida marinha.

Segundo estimativas de Røkke, o navio terá a capacidade de recolher cinco toneladas de plástico dos oceanos diariamente.

Para os cientistas a bordo, o barco contará com laboratório, auditório, veículos subaquáticos e drones. A ideia é promover estudos sobre temas como clima, pesca, biodiversidade e a vida marinha.

A previsão é de que o navio comece a operar em 2021.

*Por Isabela Alves

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: observatoriodoterceirosetor

Oceanos estão enfrentando uma extinção em massa sem precedentes

“Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer no ano passado. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta.

Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e escolhendo as que deixarão de evoluir no futuro

E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados.

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado nesta semana pela revista Science. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto.

O cálculo mais trágico compara essa extinção com o desaparecimento dos dinossauros, como explicado na Science

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos.

Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science.

Para os pesquisadores, é por causa da nossa forma de consumir ecossistemas: ocorreu com a extinção dos mamutes e acontece agora com a pesca

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores.

Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo.

Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne.

………………………………………………………
*Fonte: elpais

Como o consumo de plásticos afeta nossos oceanos

Quer nos agrade ou não, o plástico faz parte do nosso cotidiano. Sacos, embalagens, utensílios de cozinha, vários objetos… inclusive as roupas e sapatos incorporam elementos de plástico de forma habitual. E por que o plástico é tão usado? As vantagens para a indústria são triplas: é um material versátil, durável e, acima de tudo, barato – que permite a produção em massa a custos muito baixos.

Mas a proliferação de plástico está causando sérios problemas ambientais. Todos os anos, toneladas de plásticos, um desperdício aparentemente invisível, mas altamente prejudicial, vão parar nos nossos mares e oceanos.

Um oceano de plástico

O problema do plástico foi abordado em inúmeros documentários. Um dos exemplos mais recentes é A Plastic Ocean (Oceanos de Plástico), dirigido pelo jornalista australiana Graig Lesson. A produção mostra o impacto dos resíduos de plástico no ecossistema marinho em mais de 20 lugares do mundo. O documentário segue um grupo de pesquisadores e ativistas e também reúne as repercussões do plástico subaquático nas comunidades que vivem em torno dessas áreas.

A organização ecologista Greenpeace também denunciou repetidamente a situação dos nossos mares. Em seu relatório Plásticos nos oceanos, ela reúne dados preocupantes:

200 quilos de plásticos atingem nossos mares e oceanos a cada segundo.

Todos os anos, 8 milhões de toneladas de resíduos de plástico são jogadas no mar, o equivalente ao material de 800 torres Eiffel.

O fundo do mar acumula cerca de 50 bilhões de fragmentos de plástico, de acordo com dados estimados.

Existem cinco “ilhas de lixo plástico” no planeta: duas no Pacífico, duas no Atlântico e outra no Oceano Índico. As ilhas de lixo são acumulações flutuantes de microplásticos formadas por partículas menores que 5 mm.

Se continuarmos assim, estima-se que em 2020 os resíduos de plástico terão aumentado em 900% em relação aos registros de 1980. De acordo com especialistas, em 2050 haverá quase mais plásticos no mar do que peixes.

E no caso da Espanha, por exemplo? Todos os dias, cerca de 30 milhões de latas e garrafas de plástico são abandonadas nas praias e regiões litorâneas espanholas, contaminando o ambiente marinho. Em média, cerca de 320 produtos de resíduos se acumulam no espaço de 100 metros de praia, dos quais 70% são plásticos.

De onde vêm os plásticos que chegam ao mar?

Quando a gestão de resíduos é realizada de forma adequada, os plásticos que deixamos nos recipientes de reciclagem vão para aterros sanitários, onde são incinerados para serem posteriormente reciclados. No entanto, há um alto volume de resíduos de plástico que acaba no mar a partir de diferentes maneiras:

Descarga deliberada no mar.

Descarga acidental de navios.

Efluentes (elementos residuais) de estações de esgoto e plantas de tratamento.

Sistemas de drenagem de água em áreas urbanas.

Estima-se que 80% dos resíduos plásticos que se acumulam no mar provêm diretamente da terra e os 20% restantes da atividade marítima. Uma grande parte desses destroços marinhos é encontrada em áreas costeiras próximas a áreas povoadas, como grandes cidades ou locais de concentração turística. Outra localização habitual dos resíduos plásticos é o espaço marítimo onde ocorre a pesca intensiva.

Impacto dos plásticos no mar

A degradação do plástico no ambiente marinho é muito mais lenta do que na terra. A baixa exposição dos resíduos à luz solar retrasa os processos de decomposição, assim como o contato com a água fria. A ação das ondas acelera o mecanismo, mas quebra o plástico em pedaços muito pequenos que demoram muito para se decompor.

De acordo com fontes do Greenpeace, calcula-se que uma garrafa de plástico leva cerca de 500 anos para se degradar completamente. Os talheres de plástico levam cerca de 400 anos, enquanto os sacos permanecem na água por cerca de 55 anos. O material que leva mais tempo a decompor é o plástico das linhas de pesca, que não se degradam em até seis séculos.

O impacto das peças de plástico na vida marinha é enorme. Vários peixes são enredados nos resíduos e acabam morrendo por asfixia. Mas há um problema especial relacionado com os microplásticos que permanecem flutuando nas superfícies marinhas. Estes pequenos plásticos, com menos de 5 mm, podem ser ingeridos por peixes, crustáceos e plâncton e causar bloqueios no seu sistema digestivo. Além disso, os microplásticos incorporam contaminantes químicos que podem acabar em nossos pratos através da cadeia alimentar.

Impacto do lixo marítimo na economia

O acúmulo de resíduos plásticos não só prejudica a fauna marinha, mas também repercute na economia. O exemplo mais direto está na chamada “pesca fantasma”, provocada pelo abandono de redes e equipamentos no mar. Essas redes atrapalham muitos peixes, que acabam morrendo, o que reduz os estoques de pesca.

Somente na Europa, a limpeza das praias e litorais custa às administrações públicas em torno de 630 milhões de euros por ano. O setor de turismo também sofre as consequências. A presença de lixo nas costas pode oferecer uma imagem negativa, o que reduz o número de visitantes.

O que podemos fazer pelos nossos oceanos?

A solução para o acúmulo de plásticos está, em grande medida, nas mãos dos governos. A gestão eficaz dos resíduos é essencial, mas outras medidas legais são necessárias para ajudar a evitar o lixo marinho. Alguns já estão em andamento, como a obrigação de pagar pelas sacolas de plástico nos estabelecimentos comerciais. As organizações ambientais também exigem o uso de materiais alternativos aos plásticos.

Um maior trabalho de conscientização na conservação da natureza também é fundamental. Nesse campo, os cidadãos têm muito a contribuir:

Evite o uso de sacos de plástico: quando for comprar, é conveniente levar sacolas de pano ou de papel. Alguns supermercados vendem sacos grossos de plástico reutilizável, que permitem o uso ​​várias vezes sem a necessidade de adquirir novos. A atenção ao que se compra é outra opção altamente recomendada.

Priorize as garrafas de vidro em vez de plásticos ou embalagens cartonadas.

Escolha produtos a granel: existem várias lojas que facilitam os produtos à base de peso, como sabões, shampoos, detergentes, legumes etc. Os estabelecimentos fornecem recipientes, mas é melhor levá-los de casa. Desse modo, não acumulamos mais plásticos.

Recuse os artigos e embalagens de uso único: copos de plástico, talheres e pratos são muito práticos, especialmente em festas e celebrações, mas é melhor usar copos ou louças tradicionais. Mesmo que tenhamos que lavar pratos, vale a pena o esforço.

Evite comprar produtos que sejam embalados em plástico: recuse as frutas e verduras vendidas em bandejas de isopor. Escolha os ovos que estão em caixas de papelão ou então compre-os soltos e leve seu próprio recipiente para ovos.

Tente substituir os potes de plástico por frascos ou recipientes de vidro.

Reduza ou elimine o papel filme.

Leve seus próprios recipientes ao comprar comida para viagem.

Troque as máquinas de barbear descartáveis por máquinas de barbear clássicas que permitem a troca das lâminas.

Substitua os isqueiros de plástico por fósforos de madeira ou isqueiros recarregáveis.

E, acima de tudo, deposite os plásticos no contêiner adequado.

A solução é comprar de maneira consciente e adotar novos hábitos. Aplicar a regra dos três R’s (reduzir, reciclar e reutilizar) é mais simples do que pensamos. Só precisamos fazer nossa parte e recuperar a mentalidade de nossas avós, que viveram todas suas vidas sem plástico, tupperwares ou envoltórios de isopor.

……………………………………………………….
*Fonte: thedailyprosper