Mudança na órbita de Júpiter poderia tornar a Terra ainda mais habitável

Modelo estipulado por cientistas sugere que, se o gigante gasoso tivesse órbita mais excêntrica, superfícies terrestres subcongeladas estariam mais perto do Sol

A Terra é o único planeta onde sabemos que existe vida — mas o nosso mundo poderia ser ainda mais habitável caso Júpiter tivesse uma forma orbital diferente. Conforme estudo publicado em 8 de setembro no The Astronomical Journal, a órbita do gigante gasoso teria que ser mais excêntrica, isto é, oval.

Isso faria com que grandes mudanças também ocorressem na superfície terrestre, tornando o nosso planeta ainda mais hospitaleiro à vida. Os pesquisadores da Universidade de Califórnia em Riverdale, nos Estados Unidos, descobriram essa relação criando um sistema solar alternativo com modelos detalhados de dados do nosso próprio Sistema Solar.

De acordo com Pam Vervoort, cientista planetária que é a principal autora do estudo, se a posição de Júpiter permanecesse a mesma, mas a forma de sua órbita mudasse, a Terra seria mais habitável. O nosso planeta teria determinadas partes que se aproximariam às vezes do Sol. Com isso, áreas agora subcongeladas aqueceriam, aumentando as temperaturas nessas zonas para uma faixa habitável de 0 a 100ºC.

Os resultados impressionantes derrubam suposições científicas de longa data. “Muitos estão convencidos de que a Terra é o epítome de um planeta habitável e que qualquer mudança na órbita de Júpiter, sendo o planeta massivo que é, só poderia ser ruim para a Terra”, conta Vervoort. “Mostramos que ambas as suposições estão erradas.”

Os pesquisadores querem aplicar a descoberta à busca de planetas habitáveis ​​em torno de outras estrelas — os chamados exoplanetas. “A primeira coisa que as pessoas procuram em uma busca de exoplanetas é a zona habitável, a distância entre uma estrela e um planeta para ver se há energia suficiente para água líquida na superfície do planeta”, afirma Stephen Kane, astrofísico coautor do estudo.

Mas a presença de água é algo muito simples: não leva em conta a forma da órbita de um planeta ou suas variações sazonais, de acordo com o pesquisador. Embora os telescópios existentes consigam medir tais órbitas planetárias, existem outros fatores que podem afetar a habitabilidade, como o grau em que um planeta está inclinado em direção ou para longe de uma estrela.

Conforme o novo estudo, se Júpiter estivesse posicionado muito mais perto do Sol, o planeta gasoso induziria uma inclinação extrema na Terra, o que faria grandes seções da superfície terrestre subcongelarem. Isso reduziria a habilidade do nosso planeta de ser habitável.

Os astrônomos gostariam de trabalhar em mais métodos para medir a inclinação e a massa dos planetas, também importantes para investigar a habitabilidade. “É importante entender o impacto que Júpiter teve no clima da Terra ao longo do tempo, como seu efeito em nossa órbita nos mudou no passado e como isso pode nos mudar novamente no futuro”, destaca Kane.

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*Fonte: revistagalileu

Por que Vênus e Urano giram em sentido contrário ao dos outros planetas do Sistema Solar?

Com alguma licença poética, poderíamos dizer que foi por causa de um trauma de infância. Há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o Sistema Solar ainda era um disco de gás e poeira girando em torno do Sol, as nuvens que dariam origem a Vênus e a Urano sofreram turbulências particulares que modificaram para sempre sua rotação.

“O motivo foram as colisões entre os pedaços que formaram esses dois planetas”, afirma o astrônomo Roberto Dias da Costa, da USP.

Assim, a rotação dos dois astros pode, de fato, ser considerada uma anomalia, já que a dos outros seis planetas do nosso sistema acompanha a rotação do Sol antes mesmo de terem nascido. “Isso acontece porque aquele imenso disco de gás e poeira girava junto com a estrela central. Aí, a maior parte dos planetas continuou naturalmente no mesmo sentido”, diz Roberto.

Essa rotação contrária significa que um astronauta que fosse a Vênus veria o Sol nascer no oeste e se pôr no leste. Já em Urano isso não aconteceria. Como o planeta é praticamente “deitado” em relação ao Sol (com um eixo de inclinação de 98 graus), dias e noites são determinados pelo movimento de translação. Só amanhece ou anoitece quando o planeta dá meia volta em torno da estrela – o que equivale a 42 anos terrestres!

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*Fonte: mundoestranho

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A Lua está se afastando da Terra

Adeus Lua. Todos os anos, a Lua se distancia alguns centímetros de nós, retardando o nosso dia. Porque a Lua está afastando de nós, e quanto tempo vai demorar antes que a Terra e a Lua estejam gravitacionalmente separadas?

Pode-se dizer que a Terra e Lua vieram da mesma parte da cidade. Há muito tempo, um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia, se colidiu com a Terra e a Lua foi formada a partir dos restos dessa colisão.

Ambos corpos cresceram juntos. Contando desde o início, essa relação já dura por 4,5 bilhões de anos. Tiveram alguns bons momentos. Alguns maus momentos.

Mas agora, a nossa Lua, está se separando cada vez de nosso planeta. Eles estavam muito mais perto quando eram mais jovens e o tempo parecia voar muito mais rápido. De fato, 620 milhões de anos atrás, um dia tinha apenas 21 horas de duração. Agora, conforme a Lua já se distanciou um bocado, um dia dura aproximadamente 24 horas. Mas eles estão ficando mais longos. Hoje, a Lua já está a uma distância média de 384,400 km. É muito longe.

Se pensarmos de volta ao ponto em que o planeta era apenas uma criança, houve um momento em que um dia tinha apenas 2-3 horas de duração, e a Lua estava muito mais perto. Mas, assim como as pessoas, pedaços enormes de pedra e materiais que voam através do tempo e do espaço também podem mudar suas relações também.

Em 1969, durante as missões Apollo, os astronautas deixaram instrumentos refletores no solo lunar, e hoje a NASA os usa para medir o quando o satélite natural está se distanciando da Terra, entre outras coisas. A resposta é entre 2-4 cm por ano. Parece pouco, mas quando aplicado a milhões e milhões de anos, faz uma diferença brutal. Nossos dias têm 1/500 de segundo a mais a cada século.

A Terra e a Lua se “puxam” com a sua gravidade, causando distorções em suas formas e criando uma protuberância. A Terra tem um bojo virado para a Lua, e a Lua tem uma protuberância mais significativa em direção à Terra. Esses bojos de maré sobre a Terra criam uma força gravitacional sobre a Lua. Como nosso planeta gira mais rápido (1 vez a cada 24 horas) do que a Lua (1 vez a cada 27 dias), os bojos acabam acelerando o satélite, o fazendo se afastar.

Será que vai ter fim? Os corpos estão tão ligados que parece que vai demorar uma eternidade para haver um fim. 50 bilhões de anos a partir de agora, e 45 bilhões de anos após o Sol se tornar uma gigante vermelha e morrer em uma nebulosa. Nesse período, os dias teriam uma duração de 45 horas, e a Lua estaria completamente livre da Terra. Vale lembrar que após a morte do Sol o sistema solar deixará de existir. [UniverseToday]

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*Fonte: misteriosdomundo

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Modelo da órbita terrestre feito de Lego é quase perfeito

A miniatura tem uma manivela que faz a Terra girar em torno do Sol, ambos virarem em torno de si mesmos, tudo enquanto Lua orbita nosso planeta. Cada volta na manivela representa um dia passado na Terra, e é aí que mora a grande sacada: os períodos para os movimentos astronômicos são quase idênticos aos do da vida real. Enquanto no espaço a Lua leva 27.33 dias para completar uma volta na terra, no modelo são necessários 28 “dias”. Para o Sol girar em torno de si mesmo, ele demora 24,47 dias no espaço e 25 dias na miniatura. Para a Terra dar volta no Sol são necessárias 375 voltas na manivela, apenas 10 a mais do que os dias que forma nosso ano de verdade (ou nove em anos bissextos, como 2016).

>> Para montar a miniatura foram necessárias 462 peças, e se você quiser saber quais elas são – para tentar reproduzir a brincadeira -, os inventores listaram tudo detalhadamente no site deles. Tem até um manual que simula os folhetos oficiais que vem junto com os kits da Lego.

Ah, e quem tiver uma peça motorizada pode deixar o sistema funcionando sem ter que cansar a mão. Dá para deixar de enfeite – fica muito mais legal do que aquele porta-retrato digital que você ganhou de Natal há uns anos atrás.

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*Fonte: SuperInteressante