Ouça música de John Lennon sobre paternidade que amoleceu coração de ícone rabugento do rock

Os Beatles são uma inspiração gigantesca na obra do Oasis e a figura de John Lennon é algo muito representativo para Liam Gallagher. Basta dizer que o filho mais velho dele chama-se Lennon.

Recentemente, a UNCUT pediu a vários músicos que indicassem sua faixa favorita de Lennon. O vocalista do Oasis escolheu “Beautiful Boy”, canção que o ex-Beatle fez para seu filho Sean, então com cinco anos, e que faz parte do álbum Double Fantasy, de 1980.

A música, que aborda a alegria da paternidade, tem em sua letra uma das citações mais conhecidas de Lennon: “A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”.

Essa canção é tão poderosa, que até mesmo um dos ícones mais rabugentos do rock fez uma declaração tocante sobre sua essência. “As pessoas que têm alma perceberão que há um dia em que você vai para casa, deixa tudo para trás e abraça seus filhos. Se alguém critica isso, não têm coração ou não sabe qual é o significado da vida”, disse Liam à revista.

“Beautiful Boy (Darling Boy)”, de John Lennon, está disponível no player abaixo:

A tradução livre de “Beautiful Boy” é esta:

Feche seus olhos
Não tenha medo
O monstro se foi
Ele está correndo e seu papai está aqui
Bonito, bonito, bonito
Menino bonito
Bonito, bonito, bonito
Menino bonito

Antes de dormir
Faça uma pequena oração
Diariamente em todos os sentidos
Está melhorando e melhorando

Bonito, bonito, bonito
Menino bonito
Bonito, bonito, bonito
Menino bonito

Lá fora no oceano que veleja afora
Eu quase não posso esperar
Para te ver mais velho
Mas eu acho que vamos apenas ter que ser paciente
Porque o caminho é longo
Uma vida dura para vencer
Sim é um caminho longo
Mas enquanto isso

Antes que você atravesse a rua
Segure minha mão
Vida é o que acontece a você
Enquanto você está ocupado fazendo outros planos

Bonito, bonito, bonito
Menino bonito
Bonito, bonito, bonito
Menino bonito

Antes de dormir
Faça uma pequena oração
Diariamente em todos os sentidos
Está melhorando e melhorando

Bonito, bonito, bonito
Menino bonito
Bem, bem, bem,
Querido Sean

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*Fonte: radiorock89

Seus filhos precisam de menos tecnologia e mais música

Estamos acostumados a ver os pais usarem a tecnologia para que seus filhos fiquem calmos. Eles se convencem de que os aplicativos móveis são bons e que nada vai acontecer com as crianças porque elas estão atualizadas com as telas. É verdade que nada precisa acontecer com eles, mas se você quiser que eles sejam mais inteligentes, precisará incutir nos seus filhos mais tempo de música e menos tempo de tela.

Você deve ter em mente que o que seus filhos alcançarão na vida adulta dependerá em grande parte do que você lhes oferece na aprendizagem. As crianças não têm controle sobre o que aprendem ou não aprendem, simplesmente recebem os estímulos necessários para crescer mentalmente. Uma das melhores coisas que podem ser feitas para as crianças é incutir um amor pela música.

A música tornará seu filho mais inteligente

A ciência mostra que a música torna as crianças mais inteligentes … na verdade, a música é boa para crianças e adultos. As novas tecnologias entorpecem o cérebro e fazem com que as pessoas tenham menos conexões na memória … O telefone celular facilita a vida e, portanto, as pessoas não precisam memorizar certas coisas comuns que a mente costumava fazer antes lembrar, como endereços, locais ou números de telefone.

As novas tecnologias tornam as pessoas cada vez menos inteligentes, mas o que desperta a mente não é apenas ouvir a própria música, muito menos … O que realmente faz as crianças (e os adultos) trabalharem com a mente e Tornar-se mais ativo e inteligente, é tocar instrumentos.

Parece que as novas tecnologias se tornaram extensões de nós mesmos e isso é perigoso, porque faz com que o cérebro fique sem trabalho e isso, para o desenvolvimento das crianças é altamente prejudicial.

Impulsa a inteligência das crianças

Idealmente, limite o uso de tecnologias e aprimore ou pelo menos motive as crianças a tocar um instrumento musical de que gostem. Quando uma criança começa a tocar um instrumento musical, seu QI aumenta e também começa a ter um maior desenvolvimento cerebral. Também onde se nota que uma criança começa a tocar um instrumento musical está na capacidade de leitura e matemática, que melhora acentuadamente.

É por tudo isso que se você quer ser um pai ou mãe responsável que pretende fortalecer o intelecto de seus filhos, chegou a hora de incorporar na vida de seus filhos o aprendizado de um instrumento musical.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Dar experiências aos seus filhos em vez de brinquedos aumenta sua inteligência

Estudos recentes afirmam que o fornecimento de brinquedos demais para as crianças pode afetar negativamente o desenvolvimento e a felicidade dos pequenos em casa.

Clair Lerner, pesquisadora em desenvolvimento infantil, disse que quando os pais banham seus filhos em brinquedos e jogos, eles começam a brincar menos. Porque eles se sentem sobrecarregados e não conseguem se concentrar na atividade.

Portanto, ao contrário do que se espera, dar brinquedos demais aos pequenos, em vez de incentivar a criatividade e o desenvolvimento intelectual, pode atrasá-lo.

Essa descoberta se reflete nos estudos do professor de Educação Infantil da Universidade de Cincinnati, Michael Malone. O que indica que uma quantidade menor, mas melhor, de brinquedos beneficia o senso de cooperação e desenvolvimento durante o jogo.

Enquanto o excesso de brinquedos faz as crianças tenderem a participar de um jogo mais solitário devido a uma sobrecarga improdutiva, o que afeta negativamente o seu desenvolvimento.

Dê aos seus filhos experiências e tempo em vez de brinquedos

Um estudo da Universidade de Oxford revelou que o sucesso acadêmico das crianças está diretamente relacionado à participação de seu ambiente.

A pesquisa contou com 3.000 crianças, com maior influência e interação com os pais do que com os eletrônicos ou brinquedos que possuíam.

Por isso, os pequenos que desfrutaram de maior tempo de diversão entre pais e filhos , obtiveram melhor desempenho acadêmico e desenvolvimento emocional e social. Em comparação com as crianças que tinham uma quantidade maior de brinquedos e dispositivos eletrônicos, como telefones, consoles e outros.

Portanto, a interação dos pais com os filhos é de vital importância para o desenvolvimento e crescimento dos pequenos. Como os benefícios que esse link gera, eles não podem ser substituídos pela aquisição do brinquedo mais caro ou do dispositivo mais avançado.

Thomas Gilovich, professor de psicologia da Universidade Cornel, disse que a felicidade vem de experiências e não de objetos materiais. Por isso, é aconselhável aprender a dar experiências aos seus filhos, em vez de objetos materiais.

Dessa maneira, ao receber experiências em vez de brinquedos, as crianças desenvolverão e aumentarão sua gratidão e generosidade. Portanto, para o seu desenvolvimento e crescimento, essas experiências têm maior importância e valor na vida de seus filhos.

Os dons físicos costumam trazer um sorriso para o rosto de seus pequenos, porém compartilhar com eles, rir, conversar e passar tempo com eles são ações que são armazenadas em sua memória e coração.

Portanto, não se estresse, comprando brinquedos novos todas as vezes, concentre-se em desfrutar de passar tempo com eles, vendo-os crescer e sendo a mão orientadora de que precisam quando enfrentarem os desafios e as dúvidas de seu caminho.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: educadoreslive

Pais

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Khalil Gibran

Segundo filho é o mais arteiro de todos, estudo diz

Todos temos nossas teorias sobre qual filho é o mais bagunceiro. Alguns acreditam que é o mais novo pela falta de maturidade, outros acreditam que é o filho mais velho, pela busca de atenção, mas de acordo com um estudo, o segundo filho é o que mais gosta de aprontar.

Esse estudo é novo, foi realizado no ano de 2017 por pesquisadores Sanni Breining, Joseph Doyle, David N. Figlio, Krzysztof Karbownik e Jeffrey Roth. Intitulado “Birth Order and Delinquency” (Ordem de Nascimento e Deliquência), a pesquisa estudou mais 2 milhões de crianças norte-americanas e dinamarquesas.O foco foi analisar como a ordem de nascimento dos filhos de uma família influencia seu desempenho em diferentes áreas da vida, como problemas de disciplina na escola e sua relação com a delinquência juvenil e também na vida adulta.As conclusões alcançadas pelos pesquisadores revelam que o segundo filho de um casal tem maior probabilidade de delinquência do que o irmão mais velho, e que o gênero feminino é menos intenso na rebeldia do que o masculino.

Além disso, não foram encontradas evidências que mostram que o segundo filho seja mais esquecido pelos pais ou menos saudável.

No entanto, foi mostrado que os pais algumas vezes passam mais tempo com os primeiros filhos e que isso pode de certa maneira influenciar os comportamentos negativos nos segundos filhos:

“Consideramos as diferenças na atenção dos pais como um fator potencial de contribuição para as lacunas na delinquência”.Muitas vezes, a rotina não permite que os pais tenham a mesma quantidade de tempo com o segundo filho, ou com os que vieram depois dele. A vida muda completamente quando há mais de uma criança na família. Ainda assim, a presença saudável na vida dos filhos é fundamental para que eles cresçam bem e não estejam suscetíveis a comportamentos perigosos.

 

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*Fonte: pensadoranonimo

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes!

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mão não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las. Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros. Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

*Por Isabel Cristina Gonçalves

 

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*Fonte: revistapazes

Brasil dá vexame em pesquisa sobre mobilidade social no mundo

Desigualdade brasileira não tem paralelo em outros países, conforme revelam relatórios da Oxfam

Está cada vez mais difícil algúem nascer na pobreza e conseguir melhorar de vida, atingindo um padrão médio – chegar ao topo então, onde confraternizam-se os ricos, nem pensar. Foi o que constatou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 35 nações desenvolvidas e algumas outras convidadas, ao estudar a mobilidade social no mundo desde a década de 1990. Segundo reportagem da revista Carta Capital, a OCDE constatou que a distância entre ricos e pobres vem aumentando preocupantemente, principalmente a partir da crise financeira de 2008. No Brasil, a situação consegue ser um pouco pior: penúltimo lugar na lista de 30 países, exibe uma desigualdade social e econômica gritante.

De cada 10 filhos de famílias brasileiras miseráveis, 3,5 morrerão e somente um tem chance de chegar ao topo.

A reportagem revela ainda como os que estão no grupo do 1% mais rico do Brasil não se enxergam como tal, muitas vezes se considerando ‘apenas’ como classe média, e traz reflexões sobre como investimentos em saúde e educação, e uma boa reforma no sistema tributário brasileiro, que taxa mais o consumo do que a renda e propriedade, podem ajudar a reduzir drasticamente as desigualdades no país.

A gritante desigualdade brasileira tem sido tema constante do trabalho da Oxfam Brasil, porque a consideramos como um dos principais entraves ao pleno desenvolvimento do país e razão das muitas injustiças que atingem principalmente jovens e mulheres negras. Parte de nosso trabalho tem sido lançar relatórios, estudos e pesquisas que jogam luz sobre o problema e apresentam algumas soluções. Queremos com isso contribuir para o debate público sobre as desigualdades e a pobreza, e ficamos felizes em vez que três de nossos relatórios foram usados como fontes nessa reportagem da revista Carta Capital: A Distância Que Nos Une, sobre a desigualdade no Brasil, lançado em setembro do ano passado; Recompensem o Trabalho, Não a Riqueza, lançado em janeiro deste ano às vésperas da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos; , e Hora de Mudar, lançado no último dia 21 de junho, sobre desigualdade e sofrimento humano na cadeia de fornecimento dos supermercados.

Trecho da reportagem:

Em janeiro, às vésperas de outro convescote da elite global em Davos, nos Alpes suíços, a Oxfam, uma rede 20 organizações atuante em 90 países, divulgou mais um relatório sobre concentração de renda no mundo. Com base em estudos do bancão Credit Suisse e de dados compilados pela revista Forbes, a Oxfam informou que havia 2.043 bilionários no mundo no ano passado, dos quais 43 eram brasileiros (12 a mais do que em 2016).

As fortunas nacionais tinham no pelotão de frente o empresário Jorge Paulo Leman, dono de 27 bilhões de dólares, e seus sócios de AmBev Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, o banqueiro Joseph Safra, o jovem Eduardo Saverin, do Facebook, a família Moreira Salles, do Itaú Unibanco, os irmãos Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, trio das Organizações Globo.

Juntos, os cinco primeiros do ranking (Leman, Safra, Telles, Sicupira e Saverin) controlavam o mesmo que a metade mais pobre do País, 100 milhões de pessoas. Até 2016, eram seis, como Boulos disse à Jovem Pan.

Outro estudo da Oxfam sobre o Brasil, “A Distância Que nos Une”, de setembro de 2017, mostrava um exemplo um pouco mais concreto de concentração de riqueza no País. Na cidade de São Paulo, 25% de todos os imóveis registrados estão nas mãos de 1% dos proprietários, um total de 22,4 mil pessoas.

Quando se vê a mesma situação a partir do valor dos imóveis, a concentração é ainda maior. O 1% controla 45%, cada indivíduo do 1% possui, em média, 34 milhões de reais em imóveis. Um novo documento, divulgado na quinta-feira 21, trouxe mais uma ilustração. Esse documento mostra como os supermercados têm esmagado os pequenos produtores rurais fornecedores de comida vendida nas gôndolas.

Hoje em dia, de cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo, um sai do Brasil. O preço desse produto encareceu mais de 50% nos supermercados norte-americanos e europeus desde a década de 1990, mas o valor recebido pelos camponeses brasileiros equivale a apenas 4% do preço final.

>> Leia reportagem da revista Carta Capital na íntegra [ AQUI ]

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*Fonte: oxfam

Nunca o Brasil precisou tanto de bom jornalismo

Gilberto Dimenstein defende: o jornalismo deveria descobrir políticos íntegros e preparados com a mesma intensidade que dedica a descobrir larápios.

Atacado por todos os lados, o jornalismo independente tem cumprido sua missão de fiscalizar todos os poderes, auxiliando no movimento de transparência que se espalha pelo Brasil. Nunca se combateu com tanto vigor a sensação de impunidade: a imprensa está ajudando a escrever um dos mais belos capítulos de resistência da história brasileira.

Porém, essa devassa nos podres poderes tem um trágico efeito colateral: a disseminação do desalento, a desconfiança de tudo e todos. Inclusive a desconfiança da eficácia da democracia. É um espaço fértil para aventureiros de diferentes ideologias. A saída é um jornalismo radicalizado na busca da objetividade. O jornalismo desenvolveu uma eficaz técnica de apontar problemas. Não existe nenhum profissional grupo tão preparado para combater a epidemia desinformação, batizada de Fake News, que contamina a internet. Uma epidemia que, literalmente, mata: basta ver como menos pessoas estão tomando vacinas, por acredita em mentiras das redes sociais.

Mas, o jornalismo ainda deixa a desejar em mostrar soluções. Isso porque existe uma tradição do “bad news is good news”. Ou seja, só conflitos, impasses ou falhas seriam notícia. Essa é uma visão parcial. A relevância da notícia não deveria ser apenas se ela é “ruim”, mas seu impacto na vida das pessoas. Ser objetivo é mostrar problemas e soluções. Daí que, nestas eleições, não faltam notícias ruins – e devem ser disseminadas com toda profundidade.

No entando, não podemos deixar de ver o óbvio: um movimento nacional de jovens entrando na política, buscando fazer a diferença especialmente no Congresso. Sem senadores e deputados qualificados, um presidente ou governador, mesmo que bem intencionado, pouco pode fazer numa nação que exige reformas urgentes. Sem essas reformas, vamos assistir passivamente ao Brasil se atolar ainda mais na ingovernabilidade, sem recursos para educação, saúde ou segurança.

Vemos voltarem doenças que se presumiam extintas, o crescimento da mortalidade infantil, o colapso dos hospitais públicos e as cidades transformadas em praças de guerra. Tudo isso só faz aumentar ainda mais a desconfiança com o sistema representativo, gerando um círculo vicioso que afasta nossos melhores talentos da vida pública. Junto com a volta do sarampo também ouvimos a volta de pessoas pedindo a intervenção militar.

O bom jornalismo deveria dedicar seu olhar investigativo a descobrir políticos íntegros e preparados – e com a mesma intensidade que dedica a descobrir larápios. Deveríamos descobrir esses personagens, estejam em que partidos estiverem, independentemente de sua ideologia. A crise brasileira da política também é uma crise de recursos humanos. Saber quem são, nesse ambiente deteriorado, é uma notícia que o leitor, ouvinte e espectador que saber para tomar uma decisão.Tratar todos igualmente não é ser objetivo nem isento. É desconsiderar o fato objetivo de que existem políticos melhores e piores.

Se o jornalismo não conseguir mostrar essa diferença, acabará, mais cedo ou mais tarde, ajudando a abalar o próprio sistema que garante a liberdade de imprensa.

*Por Gilberto Dimenstein

 

 

 

 

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*Fonte: catracalivre

Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores.
Durante nossas vidas, somos ensinados a cuidar de nós mesmos e posteriormente de nossos filhos, quando estamos preparados para constituir nossas próprias famílias. No entanto, nunca nos preparam para cuidar das pessoas que nos deram a vida em sua velhice, momento em que mais precisarão de nós.

Não é fácil testemunhar as principais pessoas de nossas vidas, aquelas que nos ofereceram amor, cuidado, conselhos, exemplos perdendo para o tempo. Dói nossa alma presenciar os braços que nos confortaram por tanto tempo fraquejando, os olhares protetores e firmes se tornando mais apagados, esquecidos. As vozes, que nos transmitiam tanta segurança e confiança, tornando-se mais baixa.

Assim como nós, nossos pais crescem, e nunca estamos preparados para isso.

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores. A vida é cheia de reviravoltas, e essa é uma das mais importantes. Os nossos heróis se tornam nossos protegidos, e assim emerge uma das maiores responsabilidades que deveremos assumir.

Ao presenciarmos os últimos momentos de nossos amados pais, somos confrontados com nossa própria finitude.

Quando esse momento tão doloroso de nossas vidas chega, independentemente de como tenha sido o nosso relacionamento com nossos pais, existem 3 maneiras principais de encarar a situação:

Entrar em um estado de negação, não aceitando que um momento muito triste e doloroso está para acontecer;

Deixar de lado nossa vida pessoal e nos dedicarmos totalmente aos nossos pais;

Tentar manter um equilíbrio entre a dor (sentimento de perda) e a presença na vida dos pais, fazendo o seu melhor para tornar os seus últimos momentos memoráveis.

Quando o relacionamento com os pais não é fácil

Nem todos nós temos relacionamentos saudáveis com nossos pais, podemos ter sofrido muito com suas atitudes e com isso criamos um certo afastamento. Para essas pessoas, costuma ser muito difícil saber lidar com essa situação. Elas não sabem como devem fazer para se relacionarem com seus pais ou se realmente querem isso.

A falta de amor e carinho dos pais é algo que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa. E nem todo mundo está disposto a deixar isso para trás. Mesmo sabendo disso, é essencial fazermos o nosso melhor para resolver os conflitos enquanto ainda temos a oportunidade. É impossível se resolver com mortos e ninguém gosta de sentir culpa.

Para fazermos o melhor para nossos pais, precisamos seguir algumas diretrizes:

Paciência. Nesse momento, precisamos retribuir tudo o que nossos pais fizeram por nós quando éramos pequenos. Tenha calma quando ele demorar para se arrumar, para quando esquecer algo ou não saber executar tarefas simples com a mesma precisão. Não é fácil, assim como não foi fácil para eles.

É importante encontrar soluções criativas e saudáveis para lidar com essa nova situação de vida. Converse muito, faça perguntas, compartilhe conhecimento, tudo o que ajudar a deixar a situação mais leve.

Identificar e diferenciar suas emoções. Dessa maneira, terá mais recursos para lidar com esses sentimentos de forma saudável.

A despedida dos pais é um momento doloroso, mas nós temos o privilégio, a oportunidade de dividir com eles os últimos momentos de suas vidas. Façamos o nosso melhor por eles e por nós mesmos!

*Por: Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Brasil é o terceiro país mais ignorante do mundo

Qual a porcentagem de brasileiros com acesso à internet? As famílias mais ricas concentram quanto da renda total do país? A cada 100 pessoas no Brasil, quantas vivem na zona rural? O instituto de pesquisas britânico Ipsos Mori fez esse tipo de perguntas para brasileiros. Os palpites passaram tão longe das repostas corretas que renderam ao Brasil o título de terceiro país mais ignorante sobre si mesmo.

O estudo intitulado Perils of Perception (Perigos da Percepção) foi feito com 33 nações, de todos os continentes. O país que menos sabe sobre sua própria situação é o México, seguido pela Índia e sobrando para nós a medalha de bronze. Na outra ponta, o mais consciente do ranking foi a Coreia do Sul, em segundo ficou a Irlanda, com a Polônia em terceiro para fechar o pódio.

Para fazer o cálculo, o estudo produziu 12 questões, e comparou as suposições da população com dados reais. Os brasileiros se mostraram especialmente ruins em falar sobre idade. O país teve a maior margem de erro quando perguntaram a idade média de seus habitantes (o palpite foi 56 — 25 a mais do que os corretos 31 anos). Mas nós também lideramos os erros na questão “A cada 100 pessoas, quantas você acha que têm 14 anos ou menos?”: a média dos chutes foi 39, a resposta correta seria 24.

O povo brasileiro também tem menos mulheres no poder do que imagina. Enquanto a população acreditava que 31% dos políticos fossem mulheres, o número de verdade é menos que a metade disso: 14%. Outro erro de destaque foi na pergunta “Qual a porcentagem de imigrantes no seu país?”. As respostas do Brasil apontavam que 25% dos habitantes vieram de fora. Erramos feio. Na verdade, só 0,3% da população é estrangeira.

A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 16 de outubro de 2015, conversando com cerca de 1000 brasileiros. Se você tem certeza que tiraria uma pontuação melhor do que nossos conterrâneos entrevistados, pode tentar provar isso. Os organizadores da pesquisa disponibilizaram um quiz online, para todo mundo testar os conhecimentos sobre próprio país. Você pode acessá-lo aqui — só não vale ver as respostas antes.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Não estamos preparados para sermos “pais” de nossos pais

Nascemos filhos. E esperamos ser filhos para sempre. Mimados, educados, amados. Que nossos pais invistam doses cavalares de amor em todo nosso caminho pela vida. Quando a vida doer, haja um colo materno. Quando a vida angustiar, encontremos neles um conselho sábio. E, quando isso nos falta, há sempre uma lacuna, um sentimento estranho de sermos exceção.

Mesmo adultos, esperamos reconhecer nossa meninice nos olhos dos nossos pais. Desejamos, intimamente, atenções miúdas, como a comida favorita no dia do aniversário ou a camiseta do time de futebol se estamos na casa deles.

Não estamos prontos para trocar de lugar nessa relação.

É difícil aceitar que nossos pais envelheçam. Entender que as pequenas limitações que começam a apresentar não é preguiça nem desdém. Não é porque se esqueceram de dar o recado que não se importam com a nossa urgência. Que pedem para repetirmos a mesma frase porque não escutam mais tão bem – e às vezes, não está surdo o ouvido mas distraído o cérebro. Demora até aceitarmos que não são mais os mesmos – que dirá “super-heróis”? Não podemos dividir toda a nossa angústia e todos os nossos problemas porque, para eles, as proporções são ainda maiores e aí tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a pressão, a taxa glicêmica, o equilíbrio emocional.

Vamos ficando um pouco cerimoniosos por amor. Tentando poupar-lhes do que é evitável. Então, sem querer, começamos a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar nossos pais dos abalos do mundo.

Dizemos que estamos bem, apesar da crise. Amenizamos o diagnóstico do pediatra para a infecção do neto parecer mais branda. Escondemos as incompreensões do casamento para parecer que construímos uma família eterna. Filtramos a angústia que pode ser passageira ao invés de dividir qualquer problema. Não precisam preocupar-se: estaremos bem no final do dia e no final das nossas vidas. Mas, enquanto mudamos esses pequenos detalhes na nossa relação, ficamos um pouco órfãos. Mantemos os olhos abertos nas noites insones sem poder correr chorando para a cama dos pais. Escondemos deles o medo de perder o emprego, o cônjuge ou a casa para que não sofram sem necessidade e, aí, estamos sós nessa espera; não há colo nem bala nem cafuné para consolar-nos.

Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem aceitar que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados.

Então pode chegar o dia em que nossos pais se transformem, de fato, em nossos filhos. Que precisemos lembrá-los de comer, de tomar o remédio ou de pagar uma conta. Que seja necessário conduzi-los nas ruas ou dar-lhes as mãos para que não caiam nas escadas. Que tenhamos que prepará-los e colocá-los na cama. Talvez até alimentá-los, levando o talher a sua boca.

E eles serão filhos que darão mais trabalho porque lembrarão que são seus pais. Reagirão as suas primeiras investidas porque sabem que, no fundo, você sabe que lhes deve obediência. Enfraquecerão seus primeiros argumentos e tentarão provar que ainda podem ser independentes, mesmo quando esse momento tiver passado, porque é difícil imaginarem-se sem o controle total das próprias rotinas. Mas cederão paulatinamente, quando a força física ou mental reduzir-se e puderem encontrar no seu amor por eles o equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.

Não será fácil para você.
Não é a lógica da vida. Mesmo que você seja pai, ninguém o preparou para ser pai dos seus pais. E se você não o é, terá que aprender as nuances desse papel para proteger aqueles que ama.

Mas, se puder, sorria diante dos comentários senis ou cante enquanto estiverem comendo juntos. Ouça aquela história contada tantas vezes como se fosse a primeira e faça perguntas como se tudo fosse inédito. E beije-os na testa com toda a ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama, prometendo-lhe que, ao abrir os olhos na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para ela brincar.

Porque se você chegou até aqui ao lado dos seus pais, com a porta aberta para interferir em suas vidas, foi porque tiveram um longo percurso de companheirismo. E propor-se a viver esse momento com toda a intensidade só demonstrará o quanto é grande a sua capacidade de amar e de retribuir o amor que a vida lhe ofereceu.

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*Fonte: portalraizes

“O Brasil vai sofrer grandes transformações a partir do ano que vem”, diz Jorge Paulo Lemann

Continuo animado com o Brasil. O país vai passar por grandes transformações a partir do ano que vem e nos anos seguintes. Eu desejo que os jovens aqui presentes participem dessas mudanças”. Foi assim que o empresário Jorge Paulo Lemann, sócio do 3G Capital, AB Inbev, Kraft Heinz, entre outros negócios, abriu o evento anual da Fundação Estudar, em São Paulo, realizado nesta segunda-feira (07/08). “Espero que algum bolsista da Fundação Estudar venha a ser um dia presidente do Brasil e arraste vários outros talentos com ele”. Lemann não citou explicitamente a crise política e econômica do país, mas acenou com otimismo a possibilidade de existir uma administração pública mais ética e mais profissionalizada — um movimento que começaria a ganhar mais força a partir da eleição presidencial de 2018.

Lemann subiu ao palco após uma breve apresentação sobre os resultados recentes da Fundação Estudar. No último ano, o número de candidatos às bolsas oferecidas pela instituição chegou a 84.107, transformando o programa Líderes Estudar em um dos mais concorridos do país. “Trinta anos atrás, eu resolvi que ia dar bolsas de estudo para alguns jovens de alto impacto. Quando eu perdi o controle de para quem estava dando essas bolsas, criei, junto com o Beto [Sicupira] e o Marcel [Telles], a Fundação, para sistematizar o processo todo”, disse Lemann. “E foi uma coisa ótima, porque hoje é uma instituição que caminha sozinha e deve continuar existindo mesmo quando eu, o Beto e o Marcel já não estivermos mais aqui.”

O evento da Fundação Estudar é uma espécie de confraternização entre bolsistas, ex-estudantes, doadores e mentores de carreira. A programação é montada em torno de histórias de superação de profissionais que receberam bolsas para estudar fora e voltaram ao Brasil para empreender ou colocar suas ideias em prática dentro de grandes empresas. Essa é, aliás, uma premissa reforçada a todo o momento entre os dirigentes da instituição. “Infelizmente, as melhores universidades do mundo estão fora do Brasil. Por isso, incentivamos que as pessoas busquem conhecimento de ponta lá fora, mas voltem ao país para fazer a diferença e entregar de volta para a sociedade um pouco daquilo que receberam”, disse Tiago Mitraud, diretor da Fundação Estudar.

Um dos painéis do evento teve como tema a educação pública, com Claudia Costin, diretora do Centro de Inovação em Políticas Educacionais da FGV-RJ, e Duda Falcão, co-CEO da Eleva, que mantém um grupo de escolas de elite (Jorge Paulo Lemann é o maior investidor e integra o conselho do grupo). Duda citou uma pesquisa de James Heckman, economista da Universidade de Chicago, que faz correlações sobre o sucesso de um aluno do século 21. “Conteúdo acadêmico tem uma correlação de 40% com o sucesso, e habilidades de vida, como resiliência, intraempreendedorismo e senso crítico, tem uma correlação de 26%. Então, se existe algo que represente mais da metade do peso do conteúdo, isso precisa estar no currículo também”, disse Duda.

Outra parte da programação foi enriquecida com palestrantes ilustres, como o treinador de voleibol Bernardinho e o apresentador Luciano Huck. Bernardinho contou que recebeu vários convites para atuar em outros países quando deixou a seleção brasileira masculina, no início deste ano, após 28 títulos conquistados em 17 anos na função. “Preferi ficar aqui no Brasil e ainda estou analisando meus próximos passos”, disse ele. “Dias atrás fui na reunião de pais na escola da minha filha e o assunto predominante era formar cidadãos para estudar fora e fazer a vida fora daqui. Eu pedi a palavra e disse que o país nunca precisou tanto de sua elite empreendedora e intelectual como agora.”

Luciano Huck ressaltou que sua geração precisa ocupar os espaços de poder e que diante do colapso do sistema político e da crise ética novas lideranças vão surgir. O apresentador, porém, afirmou que não é candidato político. “Tenho 40 milhões de seguidores nas redes sociais e 20 milhões de pessoas todo sábado assistindo ao meu programa. Quero usar essa força para gerar ideias e unir gente do bem em um projeto para construir o futuro que queremos. A gente precisa imaginá-lo e riá-lo”, disse ele.

De acordo com Huck, as lideranças no mundo têm que reunir quatro características principais: “Carisma e capacidade de execução são fundamentais. Mas, se ficar só nestas duas, dá para eleger Hitler e Gandhi no mesmo saco. Acrescenta ética e já tira um monte da lista. Só que a pessoa carismática e ética pode ser egoísta, certo? Aí coloca o altruísmo e você encontra os líderes que fazem do mundo um lugar melhor.” Bernardinho acrescentou que a prática da liderança no esporte lhe ensinou que, mesmo quando o caminho é difícil e as críticas são muitas, é fundamental não abrir mão da própria essência: “O vencedor é o perdedor que não desistiu e tentou mais algumas vezes.”

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*Fonte: pequenasempresasgrandesnegocios

Nossos filhos nos esquecerão?

“O tempo é um animal estranho. Se parece a um gato que deseja ser conquistado. Te olha sagaz e indiferente, vai embora quando tu suplicas que pare e para quando suplicas que se vá. Às vezes te morde quando demonstra carinho e te arranha quando o acaricia.

O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.

O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.

Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, e de repente, a intimidade da sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos fez um único corpo com o mesmo cheiro, acostumados a misturar nosso espírito e coragem, no mesmo espaço em que respirávamos.

O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o irregulável e curar o incurável.

Deixarão de me pedir ajuda, porque não mais crerão que eu possa salvá-los. Pararão de imitar-me porque não gostarão de parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que seguir…).

Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções, o acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se tiver sorte, algum deles me perdoará.

Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão, ainda que não queiram. As cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormem em silêncio.

Meus filhos se esqueceram que os amamentei, e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse. Que lhe dei de comer, os consolei e levantei-os depois de cair. Esqueceram que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esqueceram, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer ESQUECER”.

Autora desconhecida

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*Fonte: portalraizes

19 mandamentos da pedagoga Maria Montessori para os pais

Dizem que apenas quatro pedagogos do século XX revolucionaram a criação dos pequenos. São o americano John Dewey, o alemão Georg Kerschensteiner, a italiana Maria Montessori e o pedagogo da então União Soviética, Antón Makarénko.

Maria Montessori escreveu pequenos mandamentos para pais de família. São orientações simples, mas se você refletir sobre elas, verá que possuem grande sabedoria em poucas palavras. Incrível.club recomenda a pais e mães que as leiam ao menos uma vez por ano (e coloque-as em prática). Desta maneira, é muito provável que sua relação com seus filhos melhore em qualidade e quantidade. Além disso, eles crescerão com uma personalidade mais desenvolvida e serão indivíduos mais próximos da vida em harmonia.

1. Crianças aprendem com aquilo que está a seu redor.

2. Se você critica muito uma criança, ela aprenderá a julgar.

3. Se você elogia uma criança com frequência, ela aprenderá a valorizar.

4. Se a criança é tratada com hostilidade, ela aprenderá a brigar.

5. Se você for justo com a criança, ela aprenderá a ser justa.

6. Se você frequentemente ridicularizar a criança, ela se transformará em uma pessoa tímida.

7. Se a criança cresce sentindo-se segura, aprenderá a confiar nos outros.

8. Se você denigre a criança com frequência, ela desenvolverá um sentimento de culpa que não é saudável.

9. Se as ideias da criança são aceitas regularmente, ela aprenderá a se sentir bem consigo mesma.

10. Se você for condescendente com a criança, ela aprenderá a ser paciente.

11. Se você elogia o que a criança faz, ela conquistará autoconfiança.

12. Se a criança vive em uma atmosfera amigável, sentindo-se necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.

13. Não fale mal de seu filho ou filha, nem quando ele ou ela estiver por perto, nem se estiver longe.

14. Concentre-se em desenvolver o lado bom da criança, de maneira que não sobre espaço para o lado mau.

15. Escute sempre a seu filho e o responda quando ele quiser fazer uma pergunta ou comentário.

16. Respeite seu filho mesmo que ele tenha cometido um erro. Deixe para corrigi-lo depois.

17. Esteja disposto a ajudar quando seu filho estiver procurando algo, mas esteja também disposto a passar despercebido se ele já encontrou o que procurava.

18. Ajude a criança a assimilar o que ela não conseguiu. Faça isso enchendo o espaço que o rodeia com cuidado, discrição, silêncio oportuno e amor.

19. Quando se dirigir a seu filho, faça isso da melhor maneira possível. Dê a ele o melhor que há em você.

 

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*Fonte: incrivelclub

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Reforma previdenciária vai levar povo brasileiro ao caos e à miséria – diz especialista

A sessão da última quinta-feira (15/12) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados terminou de madrugada para que fosse possível aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que altera as regras da Previdência. A celeridade do processo, no entanto, é criticada por especialistas, como as advogadas previdenciárias Silvana Alves e Maytê Feliciano, que também se queixam da falta de clareza sobre o projeto.

Para Silvana, que, inclusive, ajuda a organizar protesto contra a PEC neste domingo (18) na Praça Tamandaré, a população está muito confusa quanto ao teor da proposta. “Essa PEC vai mexer com a vida de todos os cidadãos. Os detentores de mandato eletivo, por exemplo, vereadores, deputados estaduais; os servidores de cargo em comissão no Estado de Goiás; servidores públicos federais, estaduais e municipais; todos vão ser atingidos porque agora todos vamos seguir o mesmo regime de previdência”, ressaltou ela.

Segundo ela, as propostas da PEC são “gravíssimas”. Entre os pontos mais controversos, a advogada destaca, por exemplo, o estabelecimento de uma idade mínima para todos os contribuintes, independente de gênero e de área de atuação. “Nós não temos no Brasil hoje idade mínima para aposentar, nós temos tempo de contribuição, é a regra básica. Agora, vai começar a ser de 65 anos para todos”, explica.

Ela argumenta que algumas categorias específicas terão dificuldades para conseguir a aposentadoria integral. É o caso, por exemplo, dos trabalhadores rurais. Silvana explica que, atualmente, as mulheres podem se aposentar aos 55 anos e os homens, aos 65. Com a mudança, a idade mínima dos dois passa a ser de 65.

Além disso, eles passam a ter que contribuir com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que não é exigido atualmente. “Não se sabe ainda qual o valor, se é anual ou é mensal, isso ainda vai vir para nós por meio de lei federal, mas de onde eles vão tirar dinheiro para contribuir?”, questiona ela. “E outra: será que o homem e a mulher do campo vão ter saúde para trabalhar até os 65 anos?”

Outra mudança criticada pelas advogadas é o aumento da idade mínima para aposentadoria por contribuição, que passaria de 35 para 49 anos. “É quase meio século contribuindo para o INSS, para um benefício que você vai, por exemplo, começar a usufruir com 70 anos de idade. A expectativa de vida do brasileiro hoje é de 70, 72 anos. Então você vai contribuir tudo isso para se aposentar por dois anos? Vai compensar?”, pergunta Silvana.

A exclusão da possibilidade de recebimento de pensão e aposentadoria ao mesmo tempo, diz Silvana, também é preocupante: “Para mim é o mais grave, porque fere cláusula pétrea da Constituição Federal”. “Hoje o aposentado, se ficar viúvo ou viúva, pode receber pensão. Se a reforma da previdência for aprovada, não vai ser mais possível acumular pensão e aposentadoria. Você vai ter que optar entre uma ou outra”, diz.

Maytê acrescenta: “Também é preciso ressaltar que, atualmente, o cálculo da pensão leva em conta o salário de contribuição. Agora, vai ser o seguinte:  A pensão vai ser apenas 50%, vai poder aumentar a cada um ano de contribuição e 10% por filho menor de idade. Ou seja, para voltar a ter aquela renda de 100% que teria antes, a pessoa tem que ter cinco filhos menores de idade”.”Quando o menor de idade completa 18 anos, a renda da esposa aumenta, ou seja, a renda continua naquele núcleo familiar. Agora não, é maior de idade? Acabou”, acrescenta.

Silvana lembra também o auxílio doença e a aposentadoria por invalidez: “Auxílio doença não vai ser mais 91%, que é atualmente, vai cair para 51% mais um porcento por ano de contribuição. É muito grave, vai reduzir muito a renda das famílias brasileiras, vai levar o povo ao caos e à miséria”, projeta a advogada.

“Hoje se um trabalhador ficar doente e não conseguir mais trabalhar, o valor é de 100% do salário dele, então se ele ganhava R$ 2 mil, ele vai continuar ganhando isso. Se a PEC passar, esse valor cai para 51% mais um porcento por ano de contribuição que ele tenha tido, então vamos supor que ele esteja no emprego há cinco anos: Ele vai receber 56% do seu salário na aposentadoria por invalidez.”

Para as duas, as mudanças na Previdência podem inclusive gerar uma evasão do INSS, já que muitas pessoas podem se questionar se vale a pena contribuir. Maytê questiona, por exemplo, as reuniões do secretário de Previdência, Marcelo Caetano, com bancos e instituições de previdência privada. “No dia do lançamento da reforma, a agenda dele estava lotada. Pergunta se tinha algum membro da sociedade?”, indaga.

“Há uma queixa muito grande da falta de discussão do projeto com a sociedade. Aprovaram de madrugada e a tendência é que isso passe, mas tudo pode mudar se o povo se mobilizar e for pras ruas. O povo tem voz e derrubou uma presidente da República, certo ou errado, foi o povo que derrubou”, opinou Silvana. “E essa reforma te atinge muito mais diretamente que um ou outro presidente que esteja lá.”

Corroborando o que o advogado e presidente do Instituto Goiano de Direito Previdenciário (IGDP), Hallan Rocha, já havia dito ao Jornal Opção, as advogadas negaram que exista déficit na Previdência. “Está provado que em 2015 teve superávit de R$ 16 bilhões”, ressalta Silvana, citando dados da Corregedoria da Previdência Social.

Maytê acrescenta ainda que Temer aumentou de 25% para 30% a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU). Com isso, ele pode pegar dinheiro, inclusive, da previdência social, o que vai contra a definição constitucional dos fundos previdenciários, que deveriam ser de aplicação exclusiva na área. Sem essa desvinculação, afirmam, a Previdência não seria deficitária.

 

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*Fonte: jornalopcao