As revelações do maior estudo sobre exercício físico e boa forma já realizado

Os benefícios da atividade física para a boa forma são amplamente conhecidos pela ciência. No entanto, a relação entre diferentes tipos de exercício – mais leve, mais intenso, aeróbico ou não – e a melhora nos índices de condicionamento físico e boa forma ainda não são totalmente compreendidos.

Para aprofundar esse conhecimento, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) fizeram um amplo estudo com mais de 2 mil participantes – o maior estudo já feito com o objetivo de entender essa relação.

Embora a pesquisa tenha sido feita para avaliar os resultados em relação ao condicionamento físico e boa forma (e não em relação à saúde em geral), o condicionamento físico tem uma grande influência na saúde e está associado a um risco menor de doenças cardiovasculares.

Exercícios intensos são três vezes mais eficientes para melhorar o condicionamento do que apenas caminhar e 14 vezes mais eficientes do que apenas diminuir o sedentarismo no dia a dia (como levantar para trocar o canal da TV, pegar escadas em vez do elevador, etc).

A conclusão pode parecer óbvia, mas na verdade há uma série de detalhes que foram aprofundados pela pesquisa, conduzida pela equipe do professor de cardiologia Matthew Nayor, da Universidade de Boston, e liderada por ele.

Por exemplo, uma pessoa que passa o dia todo sentada no escritório pode compensar esse tempo de sedentarismo fazendo exercícios mais intensos depois do expediente? Como a saúde dessa pessoa se compara com a de alguém que tem um trabalho onde há mais atividade física, mas não faz exercícios além disso?

Também havia incerteza sobre se o número de passos dados por dia (contados com contadores de passos) fazia de fato alguma diferença no condicionamento físico – e a conclusão foi que sim em todos os gêneros, faixas etárias e condições de saúde, confirmando que manter atividade ao longo do dia é benéfico para todo mundo.

Os pesquisadores também descobriram que pessoas que têm um número mais alto que a média de passos por dia e praticam exercícios mais intensos por um curto período têm também um condicionamento físico acima da média independentemente de quanto tempo elas ficaram sentadas. Ou seja, aparentemente é possível compensar os malefícios do sedentarismo ao longo do dia com o aumento da atividade física e de exercício em outros momentos.

A pesquisa investigou também como o corpo responde a diferentes intensidades de atividade física durante o começo, o meio e o pico de um exercício.

Os pesquisadores já esperavam encontrar entre os resultados o fato de que exercícios mais intensos promovem uma melhora na performance durante o pico da atividade. Mas eles descobriram também que exercícios de alta intensidade também são mais benéficos do que caminhadas leves para melhorar a capacidade do corpo de começar e manter níveis mais baixos de atividade.

Segundo Nayor, que liderou a pesquisa, outra dúvida era quais os impactos de hábitos passados relativos à saúde física e o nível de bem estar de uma pessoa no presente.

“Descobrimos que os participantes com altos índices de atividade em um primeiro momento, mas baixos níveis de atividade cerca de 8 anos depois, tinham níveis equivalentes de condicionamento. Isso sugere que possa talvez haver um ‘efeito memória’ de atividades físicas praticadas no passado com o atual índice de boa forma”, afirma Nayor em um artigo sobre a pesquisa publicado pela Universidade Boston e pelo Fórum Econômico Mundial.

A importância das atividades físicas leves
Matthew Nayor destaca que, apesar da conclusão ser que atividades mais intensas são melhores para o condicionamento, isso não quer dizer que atividades leves sejam desnecessárias.

“Nosso estudo confirmou que atividades leves também melhoram o condicionamento físico. E isso é muito importante especialmente para os mais velhos ou para pessoas que têm condições médicas que as impedem de fazer atividades mais intensas”, diz ele no artigo.

Mas se o seu objetivo é melhorar a boa forma, diz ele, realizar pelo menos um exercício mais moderado ou intenso é três vezes mais eficiente do que ser apenas uma pessoa que caminha muito, por exemplo.

O que é um exercício intenso?
Os pesquisadores usaram definições estabelecidas em outros estudos como base para o trabalho recente. Esses trabalhos consideram que andar entre 60 e 99 passos por minuto é um exercício leve, andar entre 100 e 129 passos por minuto é moderado e acima de 130 passos por minuto é intenso.

No entanto, no artigo da universidade, Nayor lembra que a velocidade talvez precise ser mais alta em pessoas mais jovens. O guia de atividades físicas dos EUA recomenda entre 2h30 e 5h de exercício moderado por semana e entre 1h15 e 2h30 de exercício intenso no mesmo período.

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*Fonte: bbc-brasil

7 mitos e meio sobre o cérebro derrubados

Existem ideias que duram porque têm o potencial de revelar conceitos surpreendentes, enquanto outras não sobrevivem ao rigor científico.

No século 4 a.C., Aristóteles (384 a.C. — 322 a.C.) considerava o cérebro um órgão secundário que servia para resfriar o sangue que o coração usava para funções mentais. Mas era também um lugar onde o espírito circulava livremente e onde estava, em sua visão, o sensus communis (ou “senso comum”).

Séculos de pesquisa depois, o médico romano Galeno de Pérgamo (c.130-c.210 d.C.) concluiu que o cérebro era o grande responsável por nossas funções mentais e não o coração, como Aristóteles havia sugerido.

O sensus communis, no entanto, sobreviveu. No século 16, quando Leonardo da Vinci (1452 – 1519) estava desenhando e estudando o cérebro, um de seus objetivos era encontrar sua localização; filósofos como Tomás de Aquino, Locke e Kant o exploraram; a psicologia o acolheu, e os cientistas continuaram a testar o conceito daquele sexto sentido que refina a informação percebida por nossos cinco sentidos até hoje.

Mas há outras noções que, embora a ciência já tenha determinado que estão erradas, permanecem teimosamente ressoando, não graças às evidências, mas à repetição e à crença.

O cérebro, aquela “obra-prima da criação”, como disse o cientista dinamarquês Nicolaus Steno em 1669, é um daqueles campos minados de tais falsos conhecimentos e imprecisões.

Como não estamos imunes a isso, consultamos a renomada neurocientista Lisa Feldman Barrett, autora do livro Seven and a Half Lessons About the Brain” (“Sete lições e meia sobre o cérebro”, no qual ela desmistifica “aquela grande massa cinzenta entre nossas orelhas”.

Perguntamos a ela se é verdade, por exemplo, que nascemos com um certo número de neurônios, que eles não se renovam, já que não se reproduzem como as outras células do corpo.

½. Neurônios limitados
Isso é quase verdade.

“Os humanos perderam a capacidade de regenerar neurônios… exceto em alguns lugares do cérebro”, assinala a neurocientista.

E não apenas nós.

“Animais de vida longa tendem a perder essa capacidade porque, quando novos neurônios substituem os antigos, as memórias são perdidas”.

“Não é que cada neurônio guarde uma memória, mas se trata de um conjunto que se comunica, ou seja, se um falta, essa relação molecular se perde e com ela parte do que foi aprendido”.

O engraçado é que outros animais regeneram neurônios constantemente ao longo de sua vida.

“Os pássaros são animais muito interessantes porque há partes do cérebro deles, nas quais os neurônios se regeneram a cada ano para aprender novas canções para atrair parceiros. Na verdade, foi assim que a plasticidade (do cérebro) foi descoberta”.

“Na Universidade Rockefeller (Estados Unidos), pesquisadores notaram que o tamanho dos núcleos cantantes — os núcleos em seus cérebros que são responsáveis por controlar sua respiração e seu aparelho vocal e seus corpos para que possam cantar — estavam se expandindo e diminuindo a cada ano, e constataram que eles estavam criando novos neurônios naquela época do ano”.

“Os pesquisadores presumiram então que a criação de neurônios só ocorria nas aves, mas não nos mamíferos. Na verdade, ela não só ocorre nos mamíferos, mas também nos primatas e até nos humanos, embora apenas em partes específicas do cérebro como o hipocampo, por exemplo”.

Em todo caso, você já deve ter ouvido falar que só usamos parte dos neurônios daqueles que temos. Isso é verdade?

1. Neurônios desperdiçados
“A ideia de que usamos apenas 5% ou 10% dos nossos neurônios simplesmente não é verdade.

“Entre outras coisas, seria metabolicamente ineficiente. Seu cérebro é seu órgão mais dispendioso: responde por cerca de 20% de seu gasto metabólico diariamente. Imagine desperdiçar 90% de sua capacidade!

“Isso é um absurdo e não faz o menor sentido”.

“Usamos o cérebro o tempo todo e não um neurônio, mas milhões e milhões a cada momento.”

Claro, armazenando tudo que nossos sentidos percebem, não?

2. Seus olhos veem, seus ouvidos ouvem, sua pele sente
Não exatamente.

Todas as nossas sensações são interpretações do cérebro.

“Você precisa de algum tipo de superfície sensorial, algum tipo de receptor, para levar informações para o cérebro”, como as orelhas, a pele, o nariz, os olhos.

Mas esses sinais — ondas de luz, som — que eles captam não fazem sentido até que o cérebro os processe.

“É por isso que existem condições como a cegueira cortical, em que os olhos funcionam bem, mas há danos nas partes do cérebro que são importantes para criar a visão.”

Você não vê com os olhos, nem ouve com os ouvidos, nem sente com a pele: você o faz com o cérebro, que combina o que está na sua cabeça e os dados sensoriais detectados pelos seus órgãos.

Mas não é só isso…

3. Suas emoções estão em seu coração

Quando a emoção o invade, “quando você sente o batimento cardíaco, não o sente no peito, mas na cabeça”.

“É difícil de entender, mas você não sente nada em seu corpo, tudo o que você sente está em seu cérebro.”

A dor, a alegria… tudo, porque o cérebro é quem escreve a história, ele é o narrador.

E abriga as paixões nas profundezas de sua parte mais antiga…

4. Você tem uma ‘besta interior’

Bem… não é assim.

É verdade que existe um modelo conhecido como “cérebro trino”, que consiste no complexo reptiliano, no sistema límbico e no neocórtex, sendo que o primeiro controla o comportamento e o pensamento instintivo para a sobrevivência, o segundo encarrega-se de regular as emoções, a memória e as relações sociais, e o terceiro é responsável pelas funções mais sofisticadas.

“Por anos, os cientistas pensaram que a parte reptiliana envolvida no circuito límbico era o lar de nossa besta interior, a parte mais reativa de seu ser que tinha que ser controlada pela razão”.

“Segundo essa hipótese, seu cérebro é um campo de batalha entre sua besta interior e seu eu racional superior. Quando a racionalidade vence, você é moral, virtuoso e saudável, mas quando sua besta interior vence, você é imoral, porque não se esforçou o suficiente ou você está doente, porque a racionalidade não conseguiu controlar sua besta interior”.

“Toda essa narrativa é um mito completo”.

“Mas o que é realmente interessante é que as regiões do cérebro que foram marcadas como sua besta interior são, na verdade, aquelas que controlam seu corpo — seus pulmões, seu coração, seu sistema imunológico, seu metabolismo… seu corpo físico inteiro. E alguns de eles estão no centro da memória, tomada de decisão, racionalidade e percepção”.

“Essas regiões estão praticamente envolvidas em tudo que seu cérebro faz.”

Então, elas estão envolvidas na função principal do cérebro, o raciocínio?

5. O cérebro é para pensar
Se você se pergunta para que o cérebro é importante, pode responder “pensar” ou “sentir” ou “a capacidade de perceber o mundo”.

“Na verdade, a tarefa mais importante do seu cérebro é mantê-lo vivo. Pense, sinta e perceba para controlar os sistemas internos do seu corpo para que você sobreviva, se mantenha saudável e, eventualmente, procrie — do ponto de vista evolutivo — e/ou prospere — do ponto de vista individual”.

O curioso é que para fazer isso…

6. Seu cérebro reage
Uma das coisas que mais surpreendeu Lisa Feldman Barrett foi aprender que o cérebro funciona por meio de previsões.

“Não pude acreditar porque não gasto meu tempo fazendo previsões e depois reagindo a elas, mas experimentando algo e reagindo naquele momento”.

“Mas a verdade é que você não reage às coisas do mundo”.

“Seu cérebro está executando um padrão interno que aprendeu, contingências dos sinais sensoriais aos quais foi exposto ao longo de sua vida, e está constantemente adivinhando o que vai acontecer”.

“Ele faz isso automaticamente, disparando sinais de seus próprios neurônios para antecipar os dados dos sentidos de seus serviços sensoriais. Então, quando os dados chegam, ele faz comparações”.

“Não é que você nunca encontre coisas novas, mas você não sai por aí se surpreendendo a vida inteira”.

“Quando há uma surpresa, o que acontece é que seu cérebro tenta prever, como sempre, mas os sinais não são previstos, e essa é uma oportunidade de aprender algo novo.”

E finalmente…

7. Seu cérebro trabalha sozinho
Acontece que seu cérebro trabalha secretamente com o de outras pessoas.

Sua família, amigos, vizinhos e até estranhos contribuem para a estrutura e a função de seu cérebro e ajudam a manter seu corpo funcionando.

Experimentos mostraram que mudanças no corpo de uma pessoa frequentemente causam mudanças em outra, quer vocês dois estejam romanticamente envolvidos, sejam apenas amigos ou estranhos se encontrando pela primeira vez.

Quando você está com alguém de quem gosta, sua respiração e seus batimentos cardíacos são sincronizados. Esse tipo de conexão física ocorre entre bebês e seus cuidadores, entre terapeutas e seus pacientes e entre pessoas que fazem uma aula de ioga ou cantam juntas em um coral.

Se, por outro lado, as pessoas não se bicam, seus cérebros são como parceiros de dança que não param de pisar em seus pés.

*Por Dalia Ventura
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*Fonte: bbc-brasil

Alta do nível do mar na previsão do relatório do IPCC

Alta do nível do mar na previsão do último relatório do IPCC
Os dados deste post têm como origem um artigo publicado por Jeff Tollefson para a revista Nature, em agosto de 2021, e republicado pelo site Scientific American. Trata-se da primeira avaliação que encontramos na net sobre a alta do nível do mar cuja base é o último relatório do IPCC. Como não poderia deixar de ser, os dados são preocupantes.

Alta do nível do mar no relatório do IPCC
Compilado por mais de 200 cientistas e aprovado por representantes de governos de 195 países, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixa poucas dúvidas de que os humanos estão alterando o funcionamento do planeta – e que as coisas vão piorar muito se os governos não tomarem medidas drásticas, dizem os pesquisadores do clima.

Os cientistas dizem que, com base nas políticas atuais, os governos não conseguirão cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a 1,5–2°C acima dos níveis pré-industriais.

E este é apenas o primeiro de um trio de relatórios que, em conjunto, farão a sexta maior avaliação do clima desde 1990. Os dois próximos serão, respectivamente, sobre os impactos e a adaptação, e sobre os esforços de mitigação, e serão publicados em 2022.

O grande problema é que até agora os esforços dos governantes em cortar as respectivas emissões não deram o resultado esperado. Segundo a avaliação de Jeff Tollefson, ‘o mundo está a caminho de quase 3°C de aquecimento’.

Relatório do IPCC de 2019
De acordo com Tollefson, ‘o mundo teve uma prévia de como os níveis do mar da Terra podem subir quando o IPCC divulgou um relatório especial em 2019’.

‘A ciência apresentada, que sem dúvida será incluída no lançamento da próxima semana, dizem os especialistas, apontou para uma elevação dos níveis médios do mar global entre 0,3 metros e 1,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases de efeito estufa’.

‘Isso é apenas um pouco mais alto do que as projeções anteriores, mas o relatório também citou estudos recentes que analisaram as opiniões de especialistas na área, que declararam que uma elevação de 2 metros não pode ser descartada’.

‘É difícil determinar o aumento do nível do mar’

Tollefson explica que ‘determinar o aumento do nível do mar é difícil porque depende de questões complexas sobre se os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida entrarão em colapso – e, em caso afirmativo, com que rapidez’.

A perde de gelo na Groenlândia, chegamos ao ponto de inflexão? Imagem, NASA, Maria-José Viñas.
Para alguns comentaristas a Groenlândia já teria atingido o ponto de inflexão. E a temperatura aumenta ano a ano na Antártica.

Jeff Tollefson explica: ‘os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica são tão grandes que exercem um efeito gravitacional que faz com que os oceanos inchem ao seu redor.

‘Quando parte do gelo derrete, o inchaço local diminui e a água é redistribuída em outros lugares, como no nordeste dos Estados Unidos – levando ao aumento do nível do mar ali.

Para Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton em Nova Jersey e autor do relatório especial do IPCC, ‘é a primeira vez que o IPCC faz uma análise abrangente de todos esses efeitos locais e regionais’, diz Oppenheimer.

A informação é importante, diz ele, porque mesmo aumentos aparentemente pequenos nos níveis locais do mar podem ter impactos significativos – particularmente nas inundações durante as tempestades.

‘Enchentes anuais’
Segundo Oppenheimer, as enchentes que ocorrem uma vez a cada século se tornarão eventos anuais no final do século, mesmo sob os cenários climáticos mais otimistas.

Para Tollefson ‘há apenas uma década, os cientistas tendiam a questionar quando inquiridos sobre a ligação entre o aquecimento global e qualquer evento climático extremo, exceto para dizer que devemos esperar mais deles à medida que o clima esquenta’.

‘Duas coisas aconteceram para impulsionar essa mudança. A primeira é que os cientistas do clima desenvolveram modelos e métodos estatísticos aprimorados para determinar a probabilidade de que qualquer evento climático possa ocorrer, com ou sem mudança climática induzida pelo homem’.

Mas tão importante quanto, diz Seneviratne, a mudança climática em si está avançando, e estudos recentes mostram que eventos climáticos cada vez mais extremos estão surgindo acima do ruído da variabilidade natural.

Ou, nas palavras de Corinne Le Quéré, uma cientista do clima da Universidade de East Anglia em Norwich, Reino Unido, agora podemos ver os impactos do aquecimento global “com nossos próprios olhos”.

Que os líderes mundiais estejam muito inspirados para a COP 26, em Glasgow, Escócia.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Vacina contra câncer criada em Harvard é eficaz em 100% dos testes

Pesquisadores do Harvard’s Wyss Institute, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram e estão testando uma vacina personalizada e revolucionária contra o câncer agressivo.

Chamada de vacina “implantável”, do tamanho de uma aspirina, ela é colocada perto do local do tumor e evita a quimioterapia no corpo todo. E uma vez aplicada, ela faz uma reprogramação do sistema imunológico para atacar as células cancerosas, não só naquele local, mas no corpo inteiro.

A nova vacina é baseada em biomaterial e combina quimioterapia e imunoterapia para tratar tumores resistentes. Ela foi testada em ratos e “100% deles sobreviveram”, informou nesta quarta, 11, o site da Universidade de Harvard. A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

“100% dos camundongos que receberam a vacina em gel sobreviveram sem metástase, enquanto todos os camundongos não tratados morreram”, afirma a reportagem da universidade.

“A capacidade desta vacina de induzir respostas imunes potentes sem exigir a identificação de antígenos específicos do paciente é uma grande vantagem, assim como a capacidade da administração de quimioterapia local de contornar os graves efeitos colaterais da quimioterapia sistêmica, o único tratamento atualmente disponível para o doença ”, disse Robert P. Pinkas, um dos autores e líder da plataforma de Immuno-Materials no Wyss Institute.

“Esta vacina não apenas ativa as células dendríticas com TAAs específicos do tumor in situ, mas também remodela o microambiente do tumor para permitir ao sistema imunológico um maior acesso ao tumor e cria uma memória imunológica que evita novas recorrências.”

“O câncer de mama triplo-negativo não estimula respostas fortes do sistema imunológico e as imunoterapias existentes não conseguiram tratá-lo. No nosso sistema, a imunoterapia atrai várias células imunológicas para o tumor, enquanto a quimioterapia produz um grande número de fragmentos de células cancerosas mortas que as células imunológicas podem pegar e usar para gerar uma resposta específica do tumor eficaz “, explicou o co-primeiro autor Hua Wang, ex-pós-doutorado em Harvard e atual professor assistente no Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign.

Vacina personalizada

Desenvolvida pela primeira vez em 2009, a vacina injetável contra o câncer tem se mostrado uma grande promessa no tratamento de vários tipos de câncer em camundongos e tem sido explorada em ensaios clínicos para o tratamento de melanoma no Dana Farber Cancer Institute.

“O implante de drogas quimioterápicas dentro da estrutura da vacina cria uma explosão de morte de células cancerosas que libera TAAs diretamente do tumor para as células dendríticas, evitando o longo e caro processo de desenvolvimento de antígenos”, disse o co-primeiro autor Alex Najibi, um estudante de graduação da SEAS no laboratório de David Mooney.

Na formulação original da vacina, moléculas encontradas em células cancerosas – chamadas antígenos associados a tumores (TAAs) – foram incorporadas junto com adjuvantes dentro do arcabouço do tamanho de uma aspirina para que as células dendríticas que chegam pudessem reconhecê-las como “estranhas” e montar uma resposta imune direcionada contra o tumor.

Esses TAAs podem ser isolados de tumores colhidos ou identificados por sequenciamento do genoma de células cancerosas e, posteriormente, fabricados, mas ambos os processos para criar vacinas contra o câncer personalizadas podem ser longos, tediosos e caros.

Os testes

Wang, Najibi e seus colegas decidiram aplicar essa nova tática de vacina contra o câncer ao TNBC, uma doença na qual os tumores suprimem agressivamente a atividade imunológica em sua área local, limitando a eficácia da imunoterapia.

A equipe carregou primeiro seu arcabouço de hidrogel de alginato com uma molécula de proteína chamada Fator Estimulante de Colônia de Granulócitos-Macrófagos (GM-CSF).

O GM-CSF estimula o desenvolvimento e a concentração de células dendríticas, que captam antígenos de tumores e outros invasores e os apresentam às células T nos gânglios linfáticos e baço para iniciar uma resposta imune.

Eles também adicionaram a droga quimioterápica doxorrubicina (Dox) ligada a um peptídeo chamado iRGD. iRGD é conhecido por penetrar em tumores e ajuda a direcionar o Dox para tumores após a liberação.

Quando camundongos com tumores TNBC foram injetados com a nova vacina, aqueles que receberam um arcabouço carregado com GM-CSF e o conjugado Dox-iRGD mostraram uma penetração significativamente melhor da droga nos tumores, aumento da morte de células cancerosas e menos tumores metastáticos nos pulmões do que aqueles que receberam géis contendo Dox conjugado a uma molécula de peptídeo embaralhada, Dox não modificada ou não foram tratados.

A análise mostrou que eles haviam acumulado um grande número de células dendríticas, indicando que os componentes da imunoterapia e da quimioterapia da vacina estavam ativos.

Terceiro componente

Encorajada pelos resultados, a equipe experimentou adicionar um terceiro componente à vacina chamado CpG, uma sequência de DNA bacteriano sintético que é conhecido por aumentar as respostas imunológicas.

Os camundongos que receberam vacinas com esta adição exibiram um crescimento tumoral significativamente mais lento e tempos de sobrevivência mais longos do que os camundongos que receberam vacinas sem ela.

Para avaliar a força e a especificidade da resposta imune gerada por esta vacina de três partes, os pesquisadores extraíram e analisaram células de nódulos linfáticos e baços dos animais. Surpreendentemente, 14% das células T retiradas dos gânglios linfáticos reagiram contra as células tumorais, indicando que foram “treinadas” pelas células dendríticas para direcionar o câncer, em comparação com apenas 5,3% dos camundongos que receberam a vacina de duas partes e 2,4% das células T de camundongos não tratados.

Além disso, dar uma dose de “reforço” da vacina 12 dias após a injeção aumentou ainda mais o tempo de sobrevivência.

Ação localizada

Embora esses resultados tenham revelado o efeito da vacina na ativação do sistema imunológico, a equipe também queria entender como ela afetava o microambiente local do tumor.

A análise das vacinas e de seus tumores próximos revelou que as células em tumores tratados com géis contendo GM-CSF, Dox-iRGD e CpG tinham uma quantidade aumentada da proteína calreticulina em suas superfícies, o que é um indicador de morte celular.

Os camundongos que receberam a vacina de três partes também exibiram um maior número de macrófagos pró-inflamatórios: leucócitos que estão associados a uma melhor atividade anticâncer e maior sobrevida.

Os pesquisadores também descobriram que o tratamento causou um aumento na expressão da proteína da superfície celular PD-L1 nas células tumorais, que é usada pelo câncer para evitar a detecção imunológica.

Eles tinham um palpite de que a co-administração de um tratamento com um inibidor de checkpoint anti-PD-1 que bloqueia essa evasão imunológica com a vacina aumentaria sua eficácia.

Eles implantaram a vacina de três partes em camundongos e, em seguida, injetaram o anti-PD-1 separadamente.

Os camundongos tratados com a combinação de vacina em gel e anti-PD-1 mostraram tamanho e número de tumor significativamente reduzidos e sobreviveram por uma média de 40 dias em comparação com 27 dias para camundongos não tratados e 28 dias para camundongos que receberam anti-PD-1 sozinho .

Esta sinergia sugeriu que a vacina pode ser melhor usada em combinação com terapias com inibidores de checkpoint.

Para imitar como a vacina contra o câncer pode ser administrada a pacientes humanos, a equipe testou sua capacidade de prevenir a recorrência do câncer após a remoção de um tumor primário.

Eles excisaram cirurgicamente os tumores TNBC de camundongos, depois injetaram sua vacina de hidrogel de três partes ou uma vacina líquida contendo todos os componentes em uma suspensão perto do local original do tumor.

Ambos os grupos tratados tiveram recorrência tumoral significativamente menor, mas a vacina em gel produziu crescimento tumoral significativamente mais lento e melhorou a sobrevida.

Próximos passos

A equipe continua a explorar a combinação de quimioterapia com vacinas contra o câncer e espera melhorar sua eficácia antitumoral para outros modelos de tumor de difícil tratamento.

E espera fazer estudos futuros para compreender mais e otimizar o sistema para que ele avance pra testes pré-clínicos e, eventualmente, pacientes humanos.

Este trabalho foi apoiado pelo National Institutes of Health, a Wyss Technology Development Fellowship e a National Science Foundation.

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*Fonte: revistasabersaude

De acordo com estudo, a juventude termina aos 34 anos

Não importa que você não tenha rugas, cabelos grisalhos ou algum outro sinal de envelhecimento físico, pois são as proteínas que compõem seu sangue que anunciam quando seu corpo se despede da juventude. E lamentamos informar que isso acontece depois de 34 anos.


Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, explica que as proteínas presentes no sangue fornecem informações importantes sobre o estado de nossa saúde.

Os pesquisadores então, começaram a investigar como os níveis de proteína no sangue podem ajudar a determinar o momento exato em que começamos a envelhecer.

Anteriormente, acreditava-se que essas mudanças eram progressivas. Em outras palavras, foram dados aos poucos, constante e uniformemente ao longo de nossas vidas.

No entanto, cientistas da Universidade de Stanford descobriram que a trajetória do envelhecimento não é contínua ou uniforme, mas tem três picos principais que marcam o início de três estágios nos ciclos de vida das pessoas: a idade adulta jovem, o final da meia-idade e a velhice.

Existem três ciclos

Três ciclos vitais existem: a idade adulta, o final da meia-idade e a velhice.

Por outro lado, o estudo também forneceu informações que reforçam o fato de homens e mulheres envelhecerem de forma diferente. De acordo com as proteínas analisadas, os pesquisadores descobriram que as mudanças em seus níveis eram mais perceptíveis em um sexo do que no outro.

Com essa análise também constataram que o sangue, além de fornecer informações sobre o envelhecimento funcional de cada pessoa, tem papel importante nesse mesmo processo. Os pesquisadores descobriram 46 proteínas diretamente relacionadas ao envelhecimento. Essa descoberta permitirá que façam pesquisas futuras focadas em como podem ser feitas intervenções nessas proteínas, que ajudam a reverter ou retardar o processo de envelhecimento.

Sim, como você suspeita (e talvez tema), as pessoas dizem tchau, tchau aos jovens de 34 anos, que é quando começam as primeiras mudanças repentinas no plasma. Você sabe, oficialmente, os 34 anos são bem-vindos à idade adulta.

Mais informações em We Fashion Trends

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*Fonte: floresepoesias

Os sonhos refletem várias memórias e antecipam eventos futuros

Os sonhos resultam de um processo que muitas vezes combina fragmentos de múltiplas experiências de vida e antecipa eventos futuros, de acordo com novas evidências de um novo estudo.

Os resultados mostram que 53,5% dos sonhos foram atribuídos a uma memória, e quase 50% dos relatos com uma fonte de memória foram conectados a várias experiências passadas.

O estudo também descobriu que 25,7% dos sonhos estavam relacionados a eventos iminentes específicos e 37,4% dos sonhos com uma fonte de eventos futuros estavam adicionalmente relacionados a uma ou mais memórias específicas de experiências passadas.

Os sonhos orientados para o futuro tornaram-se proporcionalmente mais comuns no final da noite.

“Os humanos têm lutado para entender o significado dos sonhos há milênios”, disse a principal investigadora Erin Wamsley, que tem um doutorado em neurociência cognitiva e é professora associada no departamento de psicologia e programa de neurociência na Furman University em Greenville, Carolina do Sul.

“Apresentamos novas evidências de que os sonhos refletem uma função de processamento de memória. Embora se saiba há muito tempo que os sonhos incorporam fragmentos de experiências passadas, nossos dados sugerem que os sonhos também antecipam eventos futuros prováveis. ”

O estudo envolveu 48 alunos que passaram a noite no laboratório para avaliação do sono noturno por meio de polissonografia. Durante a noite, os participantes foram acordados até 13 vezes para relatar suas experiências durante o início do sono, sono REM e sono não-REM. Na manhã seguinte, os participantes identificaram e descreveram as fontes de vida desperta para cada sonho relatado na noite anterior. Um total de 481 relatórios foram analisados.

“Esta é uma nova descrição de como os sonhos são derivados simultaneamente de várias fontes da vida em vigília, utilizando fragmentos de experiências passadas para construir novos cenários, antecipando eventos futuros”, disse Wamsley.

De acordo com Wamsley, o aumento proporcional de sonhos orientados para o futuro no final da noite pode ser impulsionado pela proximidade temporal dos eventos que se avizinham. Embora esses sonhos raramente representem eventos futuros de forma realista, a ativação e a recombinação de fragmentos de memória relevantes para o futuro podem, no entanto, servir a uma função adaptativa.

O resumo da pesquisa foi publicado recentemente em um suplemento online da revista Sleep e será apresentado como um pôster a partir de 9 de junho durante o Virtual SLEEP 2021. SLEEP é o encontro anual das Associações Profissionais de Sono, uma joint venture da Academia Americana de Sono Medicine and the Sleep Research Society.

*Por
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Gatos se unem com segurança aos seres humanos – talvez até mais do que cães

Muitos veem os cães como companheiros leais e cheios de amor, e os gatos como animais fofos que nos toleram — mas talvez tenhamos que repensar um pouco sobre isso. De acordo com uma pesquisa de 2019, os gatos podem ficar tão ligados aos seus amigos humanos quanto os cães.

Isso pode não ser uma grande surpresa para quem vive com com gatos, mas sugere duas coisas importantes. Em primeiro lugar, parece que subestimamos a profundidade do vínculo que os gatos podem formar com seus cuidadores e donos. Além disso, mostra que os cães não têm o monopólio do vínculo social seguro com o Homo sapiens.

“Como os cães, os gatos demonstram flexibilidade social em relação à ligação com os seres humanos”, disse a cientista animal Kristyn Vitale, da Universidade Estadual do Oregon, em setembro de 2019. “A maioria dos gatos está firmemente ligada ao dono e os usa como fonte de segurança em um ambiente novo”, afirmou ela.

No experimento comportamental, a equipe observou como os gatos respondem aos seus donos em um ambiente estranho. Pesquisas anteriores com macacos-rhesus e cães mostraram que ambas as espécies formam anexos seguros e inseguros.

Em um apego seguro, um cão em um ambiente estranho, ao estar com seus cuidadores, fica relaxado e explora o local. Um apego inseguro, por outro lado, fará com que o cão exiba um comportamento de estresse.

Vitale e sua equipe realizaram um teste desses dois tipos de apego em 79 gatinhos e 38 gatos adultos.

Primeiro, o gatinho ou gato e seu cuidador foram colocados juntos em uma sala, com o dono sentado em um círculo marcado. Se o gato entrasse no círculo, o dono poderia interagir com ele. Depois de dois minutos, o dono saía, deixava o gato ou gatinho sozinho e voltava após dois minutos. Ao chegar, sentava-se no círculo novamente. Todo o teste foi filmado, e os cientistas analisaram o vídeo para classificar o tipo de vínculo dos gatos.

Os gatos adultos participaram do teste apenas uma vez, mas os gatinhos foram testados duas vezes — o segundo teste ocorreu dois meses após o primeiro, pois 39 dos gatinhos passaram por um curso de treinamento e socialização de seis semanas. Os outros 31 agiram como um grupo de controle.

Dos gatinhos, 9 acabaram não sendo classificáveis, mas do grupo restante, 64,3% demonstrou apego seguro, enquanto 35,7% apresentou vínculos inseguros. Além disso, o treinamento não afetou o estilo de apego. Ao que parece, uma vez que um estilo de apego é estabelecido, tudo indica que esse vínculo durará para sempre.

Os gatos adultos apresentaram taxas semelhantes: 65,8 por cento demonstrou apego seguro e 34,2 por cento exibiu apego inseguro.

Curiosamente, essas taxas — 64,3% e 65,8% — estão bem próximas da taxa de apego seguro de 65% observada em bebês humanos. E os gatos apresentaram uma taxa de vínculo seguro um pouco maior do que a encontrada por um estudo de 2018 com 59 cães; os caninos exibiram 61% de apego seguro e 39% apego inseguro.

O estudo de Vitale mostrou que os gatos podem ser totalmente sociáveis ​​e afetuosos, desde que você não seja um idiota com eles. E eles costumam preferir interagir com humanos ao invés de comida ou brinquedos. Além disso, o novo estudo sugere que os gatos têm a capacidade e as características necessárias para formar laços sociais profundos com os seres humanos. [ScienceAlert].

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

A conexão intestino-cérebro

Preste atenção à sua conexão intestino-cérebro – pode contribuir para seus problemas de ansiedade e digestão

A conexão intestino-cérebro não é brincadeira; pode vincular a ansiedade a problemas estomacais e vice-versa. Você já teve uma experiência “dolorosa”? Algumas situações fazem você se sentir enjoado? Você já sentiu “borboletas” no estômago? Usamos essas expressões por um motivo. O trato gastrointestinal é sensível à emoção. Raiva, ansiedade, tristeza, euforia – todos esses sentimentos (e outros) podem desencadear sintomas no intestino.

O cérebro tem um efeito direto no estômago e no intestino. Por exemplo, o próprio pensamento de comer pode liberar o suco do estômago antes que a comida chegue lá. Essa conexão é nos dois sentidos. Um intestino com problemas pode enviar sinais para o cérebro, assim como um cérebro com problemas pode enviar sinais para o intestino. Portanto, o estômago ou a angústia intestinal de uma pessoa podem ser a causa ou o produto da ansiedade, estresse ou depressão. Isso ocorre porque o cérebro e o sistema gastrointestinal (GI) estão intimamente conectados.

Isto é especialmente verdade nos casos em que uma pessoa experimenta distúrbios gastrointestinais sem causa física óbvia. Para esses distúrbios gastrointestinais funcionais, é difícil tentar curar um intestino angustiado sem considerar o papel do estresse e da emoção.

Saúde e ansiedade intestinais

Dada a proximidade com a qual o intestino e o cérebro interagem, fica mais fácil entender por que você pode sentir náuseas antes de fazer uma apresentação ou sentir dores intestinais durante períodos de estresse. Isso não significa, no entanto, que condições gastrointestinais funcionais sejam imaginadas ou “tudo na sua cabeça”.

A psicologia se combina com fatores físicos para causar dor e outros sintomas intestinais. Fatores psicossociais influenciam a fisiologia real do intestino, bem como os sintomas. Em outras palavras, o estresse (ou depressão ou outros fatores psicológicos) pode afetar os movimentos e as contrações do trato gastrointestinal, piorar a inflamação ou talvez torná-lo mais suscetível à infecção.

Além disso, pesquisas sugerem que algumas pessoas com distúrbios gastrointestinais funcionais percebem a dor de maneira mais aguda do que outras porque o cérebro é mais sensível aos sinais de dor do trato gastrointestinal. O estresse pode fazer com que a dor existente pareça ainda pior.

Com base nessas observações, você pode esperar que pelo menos alguns pacientes com condições gastrointestinais funcionais possam melhorar com a terapia para reduzir o estresse ou tratar a ansiedade ou a depressão. E com certeza, uma revisão de 13 estudos mostrou que os pacientes que tentaram abordagens psicológicas tiveram uma melhora maior em seus sintomas digestivos em comparação com os pacientes que receberam apenas tratamento médico convencional.

Conexão intestino-cérebro, ansiedade e digestão

Seus problemas estomacais ou intestinais – como azia, cólicas abdominais ou fezes moles – estão relacionados ao estresse? Observe estes outros sintomas comuns de estresse e discuta-os com seu médico. Juntos, você pode criar estratégias para ajudá-lo a lidar com os estressores de sua vida e também aliviar seus desconfortos digestivos.

Sintomas físicos

• Músculos rígidos ou tensos, especialmente no pescoço e ombros

• Dores de cabeça

• Problemas de sono

• Instabilidades ou tremores

• Perda recente de interesse em sexo

• Perda ou ganho de peso

• Inquietação

Sintomas comportamentais

• Procrastinação

• Ranger os dentes

• Dificuldade em concluir as tarefas de trabalho

• Alterações na quantidade de álcool ou comida que você consome

• Começar a fumar ou fumar mais do que o normal

•Ruminação (conversas frequentes ou meditação sobre situações estressantes)

Sintomas emocionais

• Choro

• Esmagadora sensação de tensão ou pressão

• Problemas para relaxar

• Nervosismo

• Mau humor

• Depressão

• Falta de concentração

• Problemas para lembrar coisas

• Perda de senso de humor

• Indecisão

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*Fonte: sabersaude

Pesquisadores criam a tinta mais potente para resfriar superfícies

Engenheiros da Purdue University estão, há anos, dedicados a criar uma tinta branca com maior eficiência para resfriar edifícios do que a tinta comum. Na última quinta-feira (15), eles anunciaram o que chamam de a “pintura mais branca já registrada”.

Em 2020, os mesmos pesquisadores já haviam criado uma tinta capaz de refletir até 95,5% da luz solar e resfriar superfícies em até 8°C. A nova formulação é ainda mais eficiente do que os pesquisadores haviam demonstrado.

A tinta “ultra-branca” reflete 98,1% da luz solar e desvia o calor infravermelho, desta forma os edifícios resfriam abaixo da temperatura do ar circundante. Seu poder de resfriamento é graças ao sulfato de bário – um pigmento derivado do mineral barita.

Os testes mostraram que a tinta é capaz de manter superfícies 4°C mais frias do que sua temperatura ambiente à luz do sol do meio-dia e até 10°C mais fria à noite.
Câmera infravermelha mostra como a tinta ultra-branca resfria a placa abaixo da temperatura ambiente. Imagem: Purdue University | Joseph Peoples

“Se você usasse essa tinta para cobrir uma área de telhado de cerca de 92 m² estimamos que você poderia obter uma potência de resfriamento de 10 quilowatts. Isso é mais poderoso do que os condicionadores de ar centrais usados na maioria das casas”, garante Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica da Purdue.

Para se ter ideia, as tintas disponíveis no mercado – mesmo quando projetadas para reduzir o calor – refletem apenas de 80% a 90% da luz solar. Além disso, não são capazes de fazer com que as superfícies fiquem mais frias do que o ambiente circundante.

O objetivo é que, com a nova formulação de tinta, os edifícios possam ser menos dependentes do ar condicionado e contribuir para amenizar as ilhas de calor em grandes cidades.


Sulfato de bário

Ao contrário do dióxido de titânio usado nas tintas brancas tradicionais, a formulação inclui alta concentração de sulfato de bário, um composto químico também usado para fazer papel fotográfico e cosméticos brancos. Ao longo da pesquisa vários produtos comerciais foram analisados. “Descobrimos que usando sulfato de bário, você pode, teoricamente, tornar as coisas muito, muito reflexivas, o que significa que elas são muito, muito brancas”, explica o pesquisador Xiangyu Li, pós-doutorando do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT).

Segundo os estudiosos, as partículas de sulfato de bário são todas de tamanhos diferentes na tinta e o quanto cada partícula espalha a luz depende de seu tamanho. Ou seja, uma gama mais ampla de tamanhos de partículas permite que a tinta espalhe mais do espectro de luz do sol.

Mas, é preciso equilíbrio para não comprometer a textura da pintura. “Embora uma concentração mais alta de partículas seja melhor para fazer algo branco, você não pode aumentar muito a concentração. Quanto maior a concentração, mais fácil é para a tinta quebrar ou descascar”, prossegue Li.
Potencial

Os pesquisadores mostraram em seu estudo que a tinta à base de sulfato de bário pode potencialmente lidar com as condições externas. Não haverá também problemas em ser adotada em escala industrial uma vez que a técnica usada para criar a tinta é compatível com o processo de fabricação de tintas comerciais.

Ao The Guardian, a Purdue University afirmou que a tinta “ultra-branca” pode estar disponível no mercado em um ou dois anos e o melhor: com preço comparável ao da tinta convencional.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Esse remédio reverteu o declínio mental da idade avançada em dias

Apenas algumas doses de um medicamento experimental podem reverter o declínio relacionados à idade na memória e flexibilidade mental em ratos, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas da UC San Francisco. A droga, chamada ISRIB, já foi demonstrada em estudos de laboratório para restaurar a função da memória meses após o traumatismo cranioencefálico (TCE), reverter deficiências cognitivas na Síndrome de Down, prevenir perda auditiva relacionada ao ruído, combater certos tipos de câncer de próstata e até melhorar cognição em animais saudáveis.

No novo estudo, publicado em 1º de dezembro de 2020 na revista de acesso aberto eLife, os pesquisadores mostraram uma rápida restauração das habilidades cognitivas da juventude em ratos idosos, acompanhada por um rejuvenescimento do cérebro e das células imunológicas que podem ajudar a explicar as melhorias na função cerebral, reportou Medial X Press.

“Os efeitos extremamente rápidos do ISRIB mostram pela primeira vez que um componente significativo das perdas cognitivas relacionadas à idade pode ser causado por um tipo de [bloqueio] fisiológico reversível em vez de uma degradação mais permanente”, disse Susanna Rosi, Ph.D., Lewis e Ruth Cozen Chair II e professora dos departamentos de Cirurgia Neurológica e de Fisioterapia e Ciências da Reabilitação.

“Os dados sugerem que o cérebro envelhecido não perdeu permanentemente as capacidades cognitivas essenciais, como era comumente assumido, mas sim que esses recursos cognitivos ainda estão lá, mas de alguma forma foram bloqueados, presos por um ciclo vicioso de estresse celular”, acrescentou Peter Walter, Ph.D., professor do Departamento de Bioquímica e Biofísica da UCSF e investigador do Howard Hughes Medical Institute. “Nosso trabalho com o ISRIB demonstra uma maneira de quebrar esse ciclo e restaurar as habilidades cognitivas que foram bloqueadas com o tempo.”

A retomada da produção de proteína celular pode ser a chave para resolver o envelhecimento e outras doenças?

Walter ganhou vários prêmios científicos, incluindo os prêmios Breakthrough, Lasker e Shaw, por seus estudos de décadas de respostas ao estresse celular. ISRIB, descoberto em 2013 no laboratório de Walter, funciona reiniciando o maquinário de produção de proteína das células após ser estrangulado por uma dessas respostas de estresse; um mecanismo de controle de qualidade celular denominado resposta de estresse integrado – REI (ISR, na sigla em inglês; ISRIB significa ISR InhiBitor, ou seja, inibidor de REI).

A REI normalmente detecta problemas com a produção de proteínas em uma célula – um sinal potencial de infecção viral ou mutações genéticas promotoras de câncer – e responde travando a maquinaria de síntese de proteínas da célula. Esse mecanismo de segurança é fundamental para eliminar células com comportamento inadequado, mas se ficar preso em um tecido como o cérebro, pode levar a problemas sérios, pois as células perdem a capacidade de realizar suas atividades normais, Walter e seus colegas descobriram.

Em particular, estudos recentes com animais por Walter e Rosi, possibilitados pelo apoio filantrópico inicial da Rogers Family Foundation, levaram a ativação crônica de REI nos déficits cognitivos e comportamentais persistentes observados em pacientes após TCE, mostrando que, em ratos, tratamento comISRIB o pode rapidamente reiniciar o REI e restaurar a função cerebral normal quase de um dia para o outro.

Os déficits cognitivos em pacientes com TCE são frequentemente comparados ao envelhecimento prematuro, o que levou Rosi e Walter a se perguntar se o REI também poderia estar subjacente ao declínio cognitivo puramente relacionado à idade. O envelhecimento é conhecido por comprometer a produção de proteína celular em todo o corpo, à medida que os adventos da vida se acumulam e fatores estressantes como a inflamação crônica se desgastam as células, podendo levar à ativação generalizada do REI.

“Vimos como o ISRIB restaura a cognição em animais com lesão cerebral traumática, o que em muitos aspectos é como uma versão acelerada do declínio cognitivo relacionado à idade”, disse Rosi, que é diretora de pesquisa neurocognitiva no UCSF Brain and Spinal Injury Center e membro do UCSF Weill Institute for Neurosciences. “Pode parecer uma ideia maluca, mas perguntar se a droga poderia reverter os sintomas do próprio envelhecimento foi apenas um próximo passo lógico.”

ISRIB melhora a cognição, aumenta a função neuronal e das células imunológicas

No novo estudo, pesquisadores liderados por Karen Krukowski, Ph.D., treinaram animais idosos para escapar de um labirinto aquático, encontrando uma plataforma escondida, uma tarefa que normalmente é difícil para animais mais velhos aprenderem. Mas os animais que receberam pequenas doses diárias de ISRIB durante o processo de treinamento de três dias foram capazes de realizar a tarefa tão bem quanto os ratos jovens, muito melhor do que os animais da mesma idade que não receberam a droga.

Os pesquisadores então testaram quanto tempo esse rejuvenescimento cognitivo durou e se ele poderia generalizar para outras habilidades cognitivas. Várias semanas após o tratamento inicial com ISRIB, eles treinaram os mesmos ratos para encontrar o caminho para sair de um labirinto cuja saída mudava diariamente; um teste de flexibilidade mental para ratos idosos que, como humanos, tendem a ficar cada vez mais presos em seus hábitos. Os camundongos que receberam um breve tratamento com ISRIB três semanas antes ainda tiveram um desempenho jovem, enquanto os camundongos não tratados continuaram a ter dificuldades.

Para entender como o ISRIB pode estar melhorando a função cerebral, a pesquisa estudou a atividade e a anatomia das células do hipocampo, uma região do cérebro com papel fundamental no aprendizado e na memória, apenas um dia depois de administrar aos animais uma única dose de ISRIB. Eles descobriram que as assinaturas comuns do envelhecimento neuronal desapareceram literalmente da noite para o dia: a atividade elétrica dos neurônios tornou-se mais ágil e responsiva à estimulação, e as células mostraram uma conectividade mais robusta com as células ao seu redor, ao mesmo tempo que mostravam a capacidade de formar conexões estáveis ​​umas com as outras, geralmente vistas apenas em ratos mais jovens.

Os pesquisadores estão continuando a estudar exatamente como a REI perturba a cognição no envelhecimento e outras condições e a entender por quanto tempo os benefícios cognitivos do ISRIB podem durar. Entre outros quebra-cabeças levantados pelas novas descobertas está a descoberta de que o ISRIB também altera a função das células T do sistema imunológico, que também são propensas a disfunções relacionadas à idade. As descobertas sugerem outro caminho pelo qual a droga pode melhorar a cognição em animais idosos e pode ter implicações para doenças de Alzheimer a diabetes, que têm sido associadas ao aumento da inflamação causada por um sistema imunológico em envelhecimento.

“Isso foi muito emocionante para mim porque sabemos que o envelhecimento tem um efeito profundo e persistente sobre as células T e que essas mudanças podem afetar a função cerebral no hipocampo”, disse Rosi. “No momento, esta é apenas uma observação interessante, mas nos dá um conjunto muito interessante de quebra-cabeças biológicos para resolver.

ISRIB pode ter implicações de amplo alcance para doenças neurológicas

A ativação de REI crônica e o bloqueio resultante da produção de proteína celular podem desempenhar um papel em uma grande surpreendentemente gama de condições neurológicas. Abaixo está uma lista parcial dessas condições, com base em uma revisão recente de Walter e seu colega Mauro Costa-Mattioli do Baylor College of Medicine, que poderiam ser potencialmente tratadas com um agente redefinidor de ISR como o ISRIB:

Demência frontotemporal
Doença de Alzheimer
Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS)
Declínio Cognitivo Relacionado à Idade
Esclerose múltipla
Traumatismo crâniano
Mal de Parkinson
Síndrome de Down
Desaparecimento da matéria branca
Doença de Príon

O ISRIB foi licenciado pela Calico, uma empresa de San Francisco, Califórnia, que explora a biologia do envelhecimento, e a ideia de direcionar o REI para tratar doenças foi adotada por outras empresas farmacêuticas, diz Walter.

Pode-se pensar que interferir com o REI, um mecanismo crítico de segurança celular, certamente causaria efeitos colaterais graves, mas até agora, em todos os seus estudos, os pesquisadores não observaram nenhum. Isso provavelmente se deve a dois fatores, diz Walter. Primeiro, são necessárias apenas algumas doses de ISRIB para redefinir a ativação de REI crônica e não saudável de volta a um estado mais saudável, após o qual ainda pode responder normalmente a problemas em células individuais. Em segundo lugar, o ISRIB virtualmente não tem efeito quando aplicado a células que empregam ativamente o REI em sua forma mais poderosa: contra uma infecção viral agressiva, por exemplo.

Naturalmente, esses dois fatores tornam a molécula muito menos provável de ter efeitos colaterais negativos e mais atraente como um potencial terapêutico. De acordo com Walter: “Quase parece bom demais para ser verdade, mas com o ISRIB, parece que atingimos o ponto ideal para manipular o REI com uma janela terapêutica ideal. [Medial X Press]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypeness

Novo estudo aponta que há 50% de chance de estarmos vivendo em uma simulação

Revisado por cientistas da Universidade da Califórnia, a analise iniciou em 2003 e chegou a citar Matrix para comparar as possibilidades

Um novo estudo, publicado pela revista Scientic American, levantou dados teóricos sobre uma das principais dúvidas sobre vidas paralelas; de acordo com cientistas da Universidade de Columbia, existe 50% de chance de nós, seres humanos, estarmos vivendo em uma simulação.

Em 2003, o filósofo Nick Bostrom realizou um trabalho acadêmico onde concluiu que há 50.22222% de chance dos seres humanos serem reais e 49.777778% de na verdade, tudo não passar de uma simulação.

O projeto foi revisado por David Kipping, um astrônomo da Universidade de Columbia, que destacou uma citação do autor onde ele menciona duas afirmações e diz que, no mínimo, uma delas é verdadeira; é muito provável que a espécie humana entre em extinção antes mesmo do início de uma futura era “pós-humana”; e, em uma possível civilização pós-humana, as chances de haver uma repetição de simulações de sua história evolutiva é muito pequena.

Bostrom declara que a teoria de que existe uma chance significativa de, um dia, nos tornarmos pós-humanos que executam simulações ancestrais é falsa — a não ser que de fato estejamos vivendo uma simulação.

A conspiração do filósofo é baseada quase inteiramente no poder da computação, podendo ser comparada, por exemplo, com o enredo da produção de Matrix; ele defende que, se os seres humanos não criarem uma simulação própria e com seres conscientes, a possibilidade de tudo o que vivemos ser de fato uma simulação tem suas chances aumentadas.

*Por Wallacy Ferrari

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*Fonte: aventurasnahistoria

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.

Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.

“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”

Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).

Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Cientistas “conversam” pela primeira vez com pessoas durante o sonho

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram abrir uma linha de comunicação bidirecional em tempo real com voluntários adormecidos durante um sonho lúcido, que é quando alguém se torna autoconsciente durante o sono. Ou seja, nesse estudo, os cientistas conseguiram “conversar” com pessoas que estavam dormindo e sonhando.

A experiência é semelhante à vivida por personagens de “A Origem” ou “Matrix”. Trata-se de uma excentricidade psicológica que há muito tempo desperta os interesses dos pesquisadores.

Comunicação durante o sonho é feita por movimentos oculares

Cientistas da Northwestern University e de várias instituições europeias puderam conversar com os chamados sonhadores lúcidos e fazer perguntas, recebendo respostas em tempo real na forma de movimentos oculares específicos.

Os participantes da pesquisa, publicada na revista Current Biology, se comunicaram com cientistas movendo os olhos para a esquerda e para a direita. Além de responderem perguntas simples, alguns chegaram a resolver problemas matemáticos.

Os sonhadores relataram ter ouvido as vozes dos pesquisadores como uma espécie de narrador intangível, identificando-o claramente como algo vindo de fora de seu sonho.

Os cientistas conseguiram se comunicar com precisão com os sonhadores cerca de 18% das vezes. No entanto, outros 20% produziram respostas incorretas ou incoerentes, sugerindo que havia pelo menos alguma forma de comunicação em andamento.

Estudo pode desvendar mistérios sobre a estrutura do sono

Para Karen Konkoly, autora principal da pesquisa, comemora os resultados. “É um tipo de experimento imediatamente gratificante de se fazer. Você não precisa esperar para analisar seus dados ou algo parecido. Você pode ver isso aí enquanto eles ainda estão dormindo”, afirmou.

Estudos deste tipo pode ajudar os pesquisadores a obter um novo nível de percepção sobre o conteúdo e a estrutura do sono – sem mencionar a abertura de novas fronteiras para a tecnologia, entretenimento e, quem sabe, até mesmo comercialização de sonhos.

*Por Jennifer Cardoso

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*Fonte: ciclovivo

Os cientistas descobriram uma maneira de decodificar os sinais do cérebro em discurso

Você não precisa pensar muito a respeito: quando você fala, seu cérebro envia sinais aos lábios, língua, mandíbula e laringe, que trabalham juntos para produzir os sons pretendidos.

Agora, os cientistas em San Francisco dizem que utilizaram esses sinais cerebrais para criar um dispositivo capaz de emitir frases completas, como “Não lave a louça suja de Charlie” e “Equipamentos fundamentais precisam de manutenção adequada”.

A pesquisa é um passo em direção a um sistema que seria capaz de ajudar pessoas com paralisia severa a falar — e, talvez um dia, dispositivos disponibilizados para o comércio que permitem que qualquer pessoa envie um texto direto do cérebro.

Uma equipe liderada pelo neurocirurgião Edward Chang, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, analisou o cérebro de cinco pessoas com epilepsia, que já estavam passando por uma cirurgia no cérebro, enquanto falavam frases de uma lista com 100 possibilidades.

Quando a equipe de Chang posteriormente adicionou os sinais em um modelo de computador do sistema vocal humano, ele gerou uma fala sintetizada que era quase inteligível.

Uma amostra da fala gerada pela decodificação dos sinais cerebrais de um paciente.

O dispositivo não capta pensamentos abstratos, mas identifica a ativação dos nervos enquanto dizem aos seus órgãos vocais para se moverem. Anteriormente, os pesquisadores usaram esses sinais motores de outras partes do cérebro para controlar braços robóticos.

“Estamos acessando as partes do cérebro que controlam esses movimentos — estamos tentando decodificá-los, em vez de falar diretamente”, diz Chang.

No experimento de Chang, os sinais foram registrados usando eletrodos flexíveis em um aparelho chamado matriz de eletrocorticografia, ou ECoG, que fica na superfície do cérebro.

Para testar o quão bem os sinais podem ser usados ​​para recriar o que os pacientes disseram, os pesquisadores apresentaram os resultados sintetizados para pessoas que trabalham no Mechanical Turk, um site colaborativo, que tentaram transcrevê-los usando um conjunto de palavras possíveis. Esses ouvintes conseguiam entender cerca de 50% a 70% das palavras, em média.

“Este é provavelmente o melhor trabalho que está sendo feito em BCI [interfaces cérebro-computador] no momento”, diz Andrew Schwartz, um pesquisador sobre essas tecnologias na Universidade de Pittsburgh. Ele diz que se os pesquisadores colocassem sondas dentro do tecido cerebral, não apenas sobre o cérebro, a precisão poderia ser muito maior.

Esforços anteriores procuraram reconstruir palavras ou sons de palavras a partir de sinais cerebrais. Em janeiro de 2019, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Columbia mediram sinais na parte auditiva do cérebro enquanto os pacientes ouviam outra pessoa falar os números de 0 a 9. Eles foram então capazes de determinar qual número havia sido ouvido.

As BCI ainda não são avançadas o suficiente, nem simples o suficiente, para ajudar as pessoas que estão paralisadas, embora isso seja um objetivo dos cientistas.

Em 2018, outro pesquisador da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) começou a recrutar pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig, para receber implantes de ECoG. Esse estudo tentará sintetizar a fala, de acordo com uma descrição do ensaio do teste, bem como solicitar aos pacientes que controlem um exoesqueleto que sustenta seus braços.

Chang diz que seu próprio sistema não está sendo testado em pacientes. E ainda não está claro se funcionaria para pessoas que não conseguem mover a boca. A equipe UCSF diz que seu dispositivo não funcionou tão bem quando eles pediram aos oradores que pronunciassem as palavras silenciosamente em vez de dizê-las em voz alta.

Algumas empresas do Vale do Silício disseram que esperam desenvolver leitores cerebrais comerciais de pensamento para texto. Uma delas, o Facebook, diz que está financiando pesquisas relacionadas na UCSF “para revelarem a primeira interface de fala silenciosa capaz de digitar 100 palavras por minuto”, segundo um porta-voz.

O Facebook não pagou pelo estudo atual e a UCSF se recusou a descrever que outras pesquisas estão fazendo em nome do gigante da mídia social. Mas o Facebook afirma ver que o sistema implantado é um passo em direção ao tipo de dispositivo de consumo que deseja criar.

“Este objetivo está bem alinhado com a missão da UCSF de desenvolver uma prótese de comunicação implantável para pessoas que não falam — uma missão que apoiamos. O Facebook não está desenvolvendo produtos que requerem dispositivos implantáveis, mas a pesquisa na UCSF pode fundamentar pesquisas em tecnologias não invasivas”, disse a empresa.

Chang diz que “não está ciente” de nenhuma tecnologia capaz de funcionar fora do cérebro, onde os sinais se misturam e se tornam difíceis de ler.

“O estudo que fizemos envolveu pessoas que passaram por uma neurocirurgia. Não temos realmente conhecimento da tecnologia não invasiva disponível atualmente que possa permitir que você faça isso sem precisar abrir a cabeça”, diz ele. “Acredite em mim, se existisse teria profundas aplicações médicas”.

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*Fonte:mittechreview

Esta é a música perfeita para acalmar gatos, aponta estudo

Não é surpresa para ninguém que a música tem um grande poder tranquilizante para os humanos. São inúmeras as playlists criadas para este fim que são usadas em momento de trabalho, estudo, sono e estresse, por exemplo. Agora um novo estudo aponta qual é a música perfeita para acalmar gatos.

A informação vêm do estudo Efeitos da música no comportamento e resposta fisiológica ao estresse de gatos domésticos em uma clínica veterinária, da Universidade do Estado da Luisiana (Louisiana State University – LSU). Os pesquisadores notaram que durante o processo de anestesia geral, os gatos ficam fisiologicamente sensíveis à música, sendo que a música clássica é mais suave do que pop ou heavy metal.

A música acalma à todos

Quem já conhece os trabalhos do Dr. Oliver Sacks, com o livro Musicofilia: Histórias sobre a Música e o Cérebro (Musicophilia – Tales of Music and the Brain), sabe que os sons são aliados na medicina humana. A experiência já demonstrou evolução na função motora e cognitiva em pacientes diagnosticados com AVC, contribuindo na diminuição de ansiedade por conta de exames e cirurgias.

A LSU decidiu observar os efeitos de uma canção produzida especialmente para os bichanos. Os autores se referem a música como sendo composta por “linhas melódicas baseadas em vocalizações aflitivas e sons gratificantes. Essas melodias são interpretadas como mais prováveis ​​de serem eficazes se o objetivo é acalmar um gato agitado”, apontaram.

Eles ainda acrescentam que a composição se inspira nos anos iniciais do felino. “A música se baseava na ideia de que o desenvolvimento dos centros emocionais no cérebro do gato ocorre logo após o nascimento, durante a fase de amamentação, pois os sons de ronronar e de amamentar são comuns nesse estágio de desenvolvimento, que são agrupados em tempos e frequências utilizados. na vocalização felina para criar música específica para gatos”, ponderam.

Para analisar como a música ajuda a acalmar gatos no consultório, eles testaram 20 animais que se inscreveram previamente no estudo. Os bichanos ouviram por 20 minutos a canção Scooter Bere’s Aria, de David Teie, música clássica ou nenhuma outra em ordem aleatória. Foram realizados três exames físicos na clínica veterinária, com duas semanas de intervalo.

Ouça abaixo a música perfeita para acalmar gatos

A melodia da composição Scooter Bere’s Aria, de David Teie tem efeito relaxante para os felinos.

Durante os exames, os pesquisadores concluíram que os animais pareciam menos estressados quando tocavam a melodia criada para os gatos do que outros estilos e métodos. No relatório, eles afirmaram que: “Os CSSs (escores de estresse de gatos – cat stress scores) são significativamente menores quando os gatos ouviram música de gato em comparação com a escuta do silêncio ou da música clássica”, escreveram os autores. “É possível que comportamentos tranquilos possam ser alcançados em um ambiente clínico veterinário com a introdução de músicas específicas para gatos” concluem.

Já vimos por aí diversos exemplos que as pessoas utilizam para tranquilizar seus animais domésticos quando vão ao veterinário. Talvez a música possa ser uma grande alternativa, e quem sabe até o dono fique mais relaxado.

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*Fonte: socientifica

Fertilidade de homens pode ser significativamente afetada por Covid-19

Um novo estudo publicado na revista científica Reproduction sugere que a Covid-19 pode afetar o esperma e reduzir a fertilidade masculina. A pesquisa indica que a infecção pelo novo coronavírus pode intensificar a morte de espermatozoides, além da inflamação e do estresse oxidativo.

Essas descobertas fornecem a primeira evidência experimental direta de que o sistema reprodutor masculino pode ser afetado e danificado pelo Sars-CoV-2 e sugerem que a função reprodutiva dos homens deve ser avaliada após a infecção para detectar e evitar mais problemas de fertilidade.

O estudante de doutorado e pesquisador Behzad Hajizadeh Maleki e sua equipe da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, investigaram o efeito da Covid-19 na fertilidade dos homens avaliando marcadores de inflamação, estresse oxidativo, morte de espermatozoides e qualidade do sêmen. Ao longo de 60 dias, 84 homens infectados pelo novo coronavírus e 105 voluntários saudáveis foram examinados a cada 10 dias.

Um especialista em urologia determinou que todos os homens eram férteis. Aqueles que estavam com a Covid-19 tiveram um aumento de mais de 100% nos marcadores de inflamação e estresse oxidativo nas células espermáticas em comparação aos que não haviam sido contaminados. As vias que facilitam a morte das células espermáticas foram ativadas e a concentração de espermatozoides foi reduzida em 516%, a mobilidade em 209% e a forma da célula do esperma foi alterada em 400%.

“Esses efeitos nas células espermáticas estão associados a uma qualidade inferior do esperma e ao potencial de fertilidade reduzido. Embora esses efeitos tendam a melhorar ao longo do tempo, eles permaneceram significativa e anormalmente mais altos nos pacientes com a Covid-19, e a magnitude dessas mudanças também foi relacionada à gravidade da doença ”, comenta Maleki, em nota.

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*Fonte: revistagalileu

25% das espécies de abelhas conhecidas não aparecem em registros públicos desde a década de 1990

Pesquisadores do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) na Argentina descobriram que, desde a década de 1990, até 25% das espécies de abelhas relatadas não estão mais sendo encontradas em registros globais, apesar de um grande aumento no número de registros disponíveis. Embora isso não signifique que essas espécies estejam todas extintas, pode indicar que essas espécies se tornaram raras o suficiente para que ninguém as esteja observando na natureza.

Os resultados foram publicados na revista One Earth.

“Com a ciência cidadã e a capacidade de compartilhar dados, os registros estão aumentando exponencialmente, mas o número de espécies relatadas nesses registros está diminuindo”, diz o primeiro autor Eduardo Zattara, biólogo do Grupo de Ecologia da Polinização do Instituto de Pesquisa em Biodiversidade e Meio Ambiente (CONICET-Universidad Nacional del Comahue). “Ainda não é um cataclismo de abelhas, mas o que podemos dizer é que as abelhas selvagens não estão exatamente prosperando.”

Embora existam muitos estudos sobre o declínio das populações de abelhas, eles geralmente se concentram em uma área específica ou um tipo específico de abelha. Esses pesquisadores estavam interessados ​​em identificar tendências globais mais gerais na diversidade das abelhas.

“Descobrir quais espécies estão vivendo onde e como cada população está usando conjuntos de dados agregados complexos pode ser muito confuso”, diz Zattara. “Queríamos fazer uma pergunta mais simples: quais espécies foram registradas, em qualquer lugar do mundo, em um determinado período?”

Para encontrar a resposta, os pesquisadores mergulharam no Global Biodiversity Information Facility (GBIF), uma rede internacional de bancos de dados que contém registros de mais de três séculos de museus, universidades e cidadãos particulares, contabilizando mais de 20.000 espécies de abelhas conhecidas de em todo o mundo.

Além de descobrir que um quarto do total de espécies de abelhas não está mais sendo registrado, os pesquisadores observaram que esse declínio não está uniformemente distribuído entre as famílias de abelhas. Os registros de abelhas halictid – a segunda família mais comum – diminuíram 17% desde a década de 1990. Aqueles para Melittidae – uma família muito mais rara – caíram até 41%.

“É importante lembrar que ‘abelha’ não significa apenas abelhas, embora as abelhas sejam as espécies mais cultivadas”, diz Zattara. “A pegada de nossa sociedade também afeta as abelhas selvagens, que fornecem serviços ecossistêmicos dos quais dependemos.”

Embora este estudo forneça um olhar mais atento sobre o status global da diversidade das abelhas, é uma análise muito geral para fazer quaisquer afirmações sobre o status atual das espécies individuais.

“Não se trata realmente de quão certos os números estão aqui. É mais sobre a tendência”, diz Zattara. “Trata-se de confirmar que o que está acontecendo localmente está acontecendo globalmente. E também, sobre o fato de que muito mais certeza será alcançada à medida que mais dados forem compartilhados com bancos de dados públicos.”

No entanto, os pesquisadores alertam que esse tipo de certeza pode não chegar até que seja tarde demais para reverter o declínio. Pior ainda, pode não ser possível.

“Algo está acontecendo com as abelhas e algo precisa ser feito. Não podemos esperar até termos certeza absoluta porque raramente chegamos lá nas ciências naturais”, diz Zattara. “O próximo passo é estimular os legisladores a agir enquanto ainda temos tempo. As abelhas não podem esperar.”

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

A temperatura do corpo humano está caindo – entenda os possíveis motivos

Quando um humano está com o corpo em “equilíbrio”, as condições de funcionamento são as ideais. Normalmente, aliás, a temperatura do corpo dos seres humanos fica em torno dos 37°C. Todavia, novos estudos indicam que a temperatura do corpo está caindo a cada ano. Um artigo de 2017 publicado na revista The BMJ levou em consideração milhares medidas de temperatura feitas no Reino Unido. Ademais, outro estudo feito nos Estados Unidos mostra uma queda constante da temperatura média do corpo dos americanos.

Ambos os estudos concluíram que, de fato, a média da temperatura corporal dessas populações está caindo todos os anos. Além do mais, um artigo ainda mais recente estudou comunidades isoladas de fazendeiros e povos indígenas na Bolívia. As conclusões foram bastante semelhantes: desde o começo do estudo (em 2002) as temperaturas estão caindo a cada ano.

Essas três pesquisas mostram que esse processo não está só acontecendo em países desenvolvidos, mas também em comunidades isoladas. Segundo os cientistas do último estudo, isso está ocorrendo por um conjunto de motivos, e o principal é a melhora no acesso a medicamentos e saneamento básico.

Por que a temperatura do corpo muda?

Quando uma pessoa está com febre, é porque a temperatura do corpo está mais alta do que o normal. Por outro lado, durante a hipotermia, a temperatura cai demais. Contudo, há um motivo para a temperatura ficar constante, em torno dos 37°C. Essa é a temperatura na qual as enzimas do corpo funcionam da melhor forma possível.

Basicamente, enzimas são proteínas que fazem funções essenciais no nosso corpo, desde a digestão até a respiração. Caso a temperatura varie muito, as enzimas podem funcionar mal, ou até parar de funcionar – o que pode causar a morte.

Entretanto, o resultado dos estudos ainda não é alarmante pois a temperatura mais alta geralmente ajuda a evitar infecções também. Portanto, esses resultados podem indicar que os seres humanos estão tendo, no geral, menos doenças infecciosas.
Bactérias Escherichia coli causadoras de infecções intestinais que eram fatais antes dos antibióticos. (Imagem de Gerd Altmann por Pixabay)

Aliás, isso faz sentido. Desde o século passado a medicina passou por muitas revoluções e pela descoberta de centenas de novos tratamentos para diversas doenças. A vacina do sarampo, por exemplo, salvou milhões de vidas todos os anos até hoje. De qualquer forma, ainda são necessários mais estudos para avaliar porque a temperatura do corpo está caindo.

Os resultados de uma boa qualidade de vida

Além dessa queda na temperatura do corpo dos humanos, outras coisas aconteceram por causa da melhora na saúde das pessoas. A expectativa de vida, por exemplo, nos anos 1950 era de mais ou menos 50 anos no Brasil – hoje, ela atinge os 78 anos.

Claramente, com a melhora da saúde também aumentam as doenças causadas pela idade, como o câncer. Infecções desconhecidas, como o novo Coronavírus, também podem ter mais efeito. Apesar disso, a tendência é que a saúde e a qualidade de vida humana continuem melhorando nas próximas décadas.

Vale lembrar, ainda, que nem todo mundo têm acesso a tratamentos de qualidade. Algumas pessoas mal têm saneamento básico. Portanto, o desafio daqui para frente não é apenas criar novas tecnologias e tratamentos, mas também tornar isso acessível ao máximo de pessoas possível.

*Por Mateus Marchetto

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*Fonte: socientifica

Pesquisas apontam: quem passa menos tempo no Facebook é mais feliz

Cientistas advertem: o Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior”.

O Facebook me intoxica. Me intoxica com reclamações de pessoas que não conheço. Com fotos de comidas que às vezes parecem vômito. Com vídeos de animais sendo maltratados. Com frases que nunca foram escritas por Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Caio Fernando Abreu ou Mario Quintana.

Me intoxica com seu patrulhamento – sempre tem um pentelho para dizer que você não deve pensar, postar ou escrever algo – e com a avalanche de informações misturadas que se encontram ali: bons artigos, boas músicas, resenhas, vídeos interessantes.

Se eu fosse clicar em todos os artigos que me chamam a atenção, ou fosse escutar num só dia todas as boas músicas que os bons amigos indicam, não faria outra coisa da vida.

Portanto, não são apenas os sem-noção que colaboram para a minha intoxicação. Os com-noção (e excelentes postagens) colaboram, e muito, porque sempre fico com a sensação de que perdi alguma coisa quando não clico ou não leio algo que supostamente acharia interessante.

Além disso, as mensagens inbox. Às vezes simplesmente não estamos com saco (nem tempo) para começar uma conversa por ali e o truque de não visualizar para o outro não ser notificado não surte o menor efeito, pois ele percebe que você está online (uma vez que posta ou curte postagens alheias) e subentende que você não leu sua mensagem porque não quis. E entre o seu direito de não querer responder e o sentimento de rejeição do outro nasce a sua culpa e o julgamento do outro de que você é arrogante, metido, insensível ou sei lá o quê.

As notificações em avalanche, os convites para aplicativos malas, a inserção forçada em grupos que nada tem a ver com a gente, as páginas que nunca curtimos, mas que nos são entubadas, as brigas políticas e a perseguição dos “politicamente-corretos” – tudo isso me intoxica.

No entanto, o que mais me intoxica é a sensação de que a minha vida, em alguns momentos, está menos interessante do que a vida do meu vizinho que está sempre viajando para lugares paradisíacos e, claro, postando muitas fotos; frequentando festas badaladas, bares, shows e restaurantes incríveis, comendo comidinhas refinadas e de chefes famosinhos em plena segunda-feira, indo a exposições interessantíssimas em plena quarta-feira, enquanto eu, pobre de mim, estou derretendo no calor do Rio de Janeiro e tentando escrever um novo livro.

Desde que li uma matéria que dizia que pessoas que passam menos tempo no Facebook são mais felizes passei a diminuir minha frequência na bolha azul.

” O Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior”.

O resultado do meu afastamento virtual foi surpreendente. Não me comparar com ninguém (quem nunca?) me trouxe uma sensação de que a minha vida vai bem, obrigada, sem tamanho. Quando viajo, então, passo semanas sem entrar. E é tão bom desfrutar do que temos (o presente) e não do que não temos (a vida dos outros).

Quando nos concentramos em nós, nas nossas vontades, necessidades, vivências e aprendizado – e não no que devemos ser para o outro; no que queremos que outro pense de nós – há uma diminuição de ansiedade quase palpável (e tempo de sobra para aplicar em coisas que realmente nos são caras).

As famosas selfies não me incomodam. Algumas até me divertem. Gosto de ver meus amigos se sentindo bonitos em tempos onde quase todo mundo odeia a própria imagem – sim, porque para postar uma selfie a pessoa tem que estar se achando linda na foto.

Aliás, nunca consegui concordar completamente com os analistas de plantão que garantem que o excesso de fotografias em redes sociais é sinônimo de narcisismo crônico e/ou produto de uma sociedade narcísica. Ok, existe esse componente, isso é inegável, mas fecho com Ítalo Calvino, em seu conto A aventura de um fotógrafo, no livro Amores Difíceis (Editora Companhia de Bolso):

“ Somente quando põem os olhos nas fotos parecem tomar posse tangível do dia passado, somente então aquele riacho alpino, aquele jeito do menino com o baldinho, aquele reflexo do sol nas pernas da mulher adquirem a irrevogabilidade daquilo que já ocorreu e não pode mais ser posto em dúvida. O resto pode se afogar na sombra incerta da dúvida”.

Ou como aponta em outro trecho:

“ É só você começar a dizer a respeito de alguma coisa: ‘Ah, que bonito, tinha era que tirar uma foto!’, que já está no terreno de quem pensa que tudo o que não é fotografado é perdido, que é como se não tivesse existido, e que então para viver de verdade é preciso fotografar o mais que se possa, e para fotografar o mais que se possa é preciso: ou viver de um modo o mais fotográfico possível, ou então considerar fotografáveis todos os momentos da própria vida. O primeiro caminho leva à estupidez, o segundo, a loucura”.

Penso que a mania de fotografar tudo-o-tempo-todo, inclusive a si mesmo – além do advento dos telefones com máquinas digitais – tem mais a ver com uma necessidade de se esquivar do sentimento de transitoriedade (e do que é efêmero) do que qualquer outra coisa.

Voltando ao assunto inicial: por que não abandono a bolha azul se ela me intoxica tanto? Porque tem o humor de páginas como Artes Depressão, boas dicas dos amigos, a sensação de que estou próxima de pessoas que não vejo há anos por morarmos em cidades diferentes, pela ótima ferramenta que é para divulgação do meu trabalho e, também, por ser uma boa distração em noites de insônia não produtiva. O segredo, aprendi, é dosar – assim como se bebe água junto à ingestão de bebida alcóolica para não passar mal depois, se deve passar menos tempo no Facebook para não enjoar dos outros e de si mesmo.

*Por Monica Montone
Venha tomar um café comigo no canal do YouTube Dois Cafés e uma água com gás, onde falo sobre livros, comportamento, arte, cultura, moda e beleza.

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*Fonte: obviousmag

Por que as pessoas trapaceiam?

Por que as pessoas trapaceiam?

Quando ouvimos que uma pessoa pobre deu um golpe em outras para conseguir dinheiro, podemos atribuir esse comportamento à pobreza delas, racionalizando que a pessoa violou a ética e a lei porque precisava do dinheiro.

Mas pessoas ricas e poderosas também trapaceiam: falsificam pedidos de empréstimo, sonegam impostos, fazem esquemas Ponzi para fraudar investidores de milhões.

Como um economista comportamental, fico fascinado por como o dinheiro afeta a tomada de decisões. Se dinheiro fosse o motivo por trás da trapaça, por exemplo, não faria sentido pessoas ricas quebrarem a lei para obter ganhos financeiros.

Para descobrir se a trapaça é motivada por necessidade econômica ou personalidade, o economista Billur Aksoy e eu conduzimos um experimento. Nós quisemos entender o papel que o dinheiro desempenha em fraudes financeiras.

Nossas descobertas, publicadas no Journal of Economic Behavior & Organization em julho, sugerem que a propensão das pessoas para trapacear não reflete a situação econômica delas. As pessoas inclinadas a trapacear vão fazê-lo não importa se forem ricas ou pobres.

Isolamento perfeito
Para conduzir nosso estudo, identificamos um lugar pouco usual — como uma placa de petri onde as mesmas pessoas experimentavam riqueza e pobreza. É um vilarejo cafeeiro remoto e isolado na base do vulcão Fuego na Guatemala.

Parte do ano, nos sete meses antes da colheita de outono, os habitantes experimentam escassez. Durante os cinco meses de colheita de café na Guatemala, porém, o vilarejo é relativamente próspero. Sem bancos ou acesso a crédito, os fazendeiros não conseguem fazer os ganhos durarem muito além do período de colheita.

Eu digo “relativamente”, porque, mesmo durante a colheita, o vilarejo da Guatemala ainda fica sem acesso à saúde, comida e água limpa. Os residentes nos disseram que ganham, em média, US$ 3 por dia. A colheita de café é um período de prosperidade que levemente melhora a pobreza deles.

A situação financeira única desse povo significou que poderíamos estudar o mesmo grupo de pessoas tanto em escassez quanto em abundância, sabendo que os fatores atenuantes — nível de estresse, atividade física, instabilidade doméstica e assim por diante — permaneceriam iguais em toda a população.

E, como um estudo recente conduzido em 23 países mostra que as pessoas trapaceiam em níveis iguais tanto em países pobres quando em ricos, sabíamos que nossos resultados não seriam exclusivos à Guatemala.

Rolando o dado
Nós visitamos o vilarejo da Guatemala pela primeira vez em setembro de 2017, antes da primeira colheita, quando os recursos financeiros deles estavam mais escassos. Voltamos em dezembro, quando as vendas de café aumentaram significativamente a renda.

Em ambas as visitas jogamos um jogo simples com a mesma amostra de 109 pessoas. Os participantes colocavam um dado em um copo e o faziam rolar. Eles então nos diziam — sem nos mostrar — o resultado, e mexiam o copo novamente para que ninguém soubesse qual tinha sido.

O desenho do jogo garantia que não saberíamos se os jogadores estavam reportando a verdade ou não.

Os habitantes eram pagos o equivalente a US$ 1 pelo número que tinham recebido. Por exemplo, se fosse quatro, recebiam US$ 4. Dois, recebiam US$ 2. A exceção era seis, que conforme nossa regra, não pagava nada.

Estatisticamente nós sabíamos que os pagamentos mais altos das seis rodadas possíveis — três, quatro e cinco — deveriam aparecer 50% das vezes. O resto deveria ser números baixos, um, dois e seis.

Mesmo assim, em ambas as visitas, os participantes reportaram ter rolado os números com o pagamento mais alto 85% do tempo. O número cinco, o mais lucrativo, foi reportado mais do que 50% das vezes. E quase ninguém admitiu ter recebido um seis, que não pagava nada.

Os resultados indicaram trapaça em larga escala, tanto em tempos prósperos quanto pobres. Se as pessoas estão inclinadas a trapacear e acham que podem se sair ilesas, parece que assim o farão — não importa se são ricas ou pobres.

Generosidade inesperada
Depois de fazer o primeiro experimento, o professor Aksoy e eu pedimos aos jogadores que jogassem o dado novamente.

Dessa vez, isso determinaria o pagamento para alguma outra pessoa no vilarejo. Em uma cidade pequena como essa vila, na prática isso significava que as pessoas estavam jogando para melhorar os rendimentos de seus amigos, família, vizinhos e colegas de trabalho.

Nessa rodada, os números que pagavam mais foram reportados menos vezes que na primeira — 73% durante a colheita e 75% durante períodos de escassez. Trapaças ainda ocorriam, mas menos frequentemente. Como na primeira rodada, a taxa de trapaça era semelhante em tempos de escassez e abundância.

O padrão mudou quando pedimos que os habitantes jogassem o dado para determinar o pagamento a um estranho — alguém de fora do vilarejo.

Em dezembro, um período de abundância, os moradores reportaram pagamentos altos e baixos 50% das vezes — bem alinhados com a probabilidade estatística. Eles não trapacearam pelo ganho financeiro de estranhos. Em tempos de escassez, no entanto, eles reportaram receber número de alto pagamento cerca de 70% do tempo, mentindo para beneficiar estranho quase na mesma taxa que o fizeram pelos vizinhos.

Por que as pessoas quebrariam as regras por alguém quando elas próprias estão pobres?

Nós acreditamos que os moradores se tornaram mais empáticos durante tempos de escassez, sentindo a mesma preocupação com estranhos que sentiam em relação aos amigos e família.

Na riqueza e na pobreza
Nossas duas maiores descobertas — que as pessoas vão trapacear o sistema mais ou menos nas mesmas taxas não importa se são ricas ou pobres e que a generosidade para estranhos não depende de riqueza — devem ser vistas com cautela. Esse foi só um estudo em um país.

Mas pesquisadores na Tailândia recentemente chegaram a conclusões semelhantes às nossas em um experimento que conduziram com fazendeiros de arroz. Os participantes no estudo não publicado também mentiram para ganho pessoal tanto em períodos bons quanto em ruins.

As evidências sugerem que a riqueza influencia a trapaça muito menos do que a ética da pessoa — isso é, se estão inclinadas ou não a trapacear. Essa conclusão vai na mesma linha de outros estudos recentes que sugerem que as pessoas que se envolvem em comportamentos antissociais ou cometem crimes podem ter uma predisposição genética para fazê-lo.

Em outras palavras, algumas pessoas podem nascer com uma propensão a trapacear e tirar dinheiro de outras. Se esse for o caso, fatores ambientais como pobreza e oportunidade não são as razões para a trapaça — são uma desculpa para o mau comportamento.

* Marco A. Palma é professor de Economia Agrícola e diretor do Laboratório de Comportamento Humano da Universidade A&M do Texas. O texto foi publicado originalmente em inglês no site The Conversation.
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*Fonte: revistagalileu

Novo tipo de célula T pode levar à cura universal para o câncer

Um novo tipo de célula imune que ataca e destrói vários tipos de câncer foi descoberta por acidente por cientistas britânicos.

Pesquisadores da Universidade de Cardiff estavam analisando sangue de um banco no País de Gales, procurando células imunológicas capazes de combater bactérias, quando encontraram um tipo totalmente novo de célula, nomeada “célula T”.

Essa nova célula imune carrega um receptor nunca visto antes, que age como um “gancho”, agarrando-se à maioria dos tumores que afetam os seres humanos, sem afetar as células saudáveis.

Em estudos de laboratório, as células T conseguiram identificar e matar células causadoras de câncer de pulmão, pele, sangue, cólon, mama, ossos, próstata, ovário, cervical e renal.

O professor Andrew Sewell, principal autor do estudo e especialista em células T da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, classificou a descoberta como “altamente incomum” e apontou para a possibilidade de um tratamento “universal” para diversos tipos de câncer.

“Esta foi uma descoberta acidental, ninguém sabia que essa célula existia”, disse Sewell ao The Telegraph.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

Superbactérias, a próxima pandemia

Quatro anos atrás, a Assembleia Geral das Nações Unidas assinou uma declaração para coordenar os Estados-membros em face de uma grande ameaça à saúde. Até a primeira metade do século XX, a principal causa de morte no mundo era a infecção por vírus e bactérias. As vacinas ajudaram os primeiros e os antibióticos reduziram drasticamente a letalidade das últimas. Mas, como advertiu Alexander Fleming, um dos criadores desses medicamentos, desde que a penicilina passou a ser usada as bactérias começaram a se adaptar para sobreviver. Hoje, a resistência aos antibióticos é uma ameaça que cresce a cada dia e contra a qual os especialistas já alertam há algum tempo, como aconteceu com a grande pandemia.

Todos os anos, cerca de 700.000 pessoas morrem de infecções causadas por bactérias resistentes aos medicamentos disponíveis e a previsão é que esse número cresça gradualmente nos próximos anos. Jesús Rodríguez Baño, porta-voz da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC), afirma que, nos hospitais, “ter bactérias resistentes a muitos antibióticos antes era uma raridade e agora é frequente”.

O uso indevido desses medicamentos pela população, nos hospitais ou com os animais, é a principal causa de que os microrganismos os tolerem melhor. Quando um tratamento é finalizado antes da hora ou se toma um antibiótico quando não é necessário, a bactéria sobrevive depois de ter tido contato com o fármaco e sai reforçada para ocasiões posteriores, como se tivesse recebido um treinamento. Rodríguez Baño lembra que, durante esta crise do coronavírus, em países como o Reino Unido e Espanha, “entre 70% e 80% dos pacientes com covid-19 recebem antibióticos, embora aqueles que têm infecção bacteriana ao entrar não superem 5% e cheguem apenas a 15% durante a internação”.

Além disso, a globalização está facilitando a disseminação das resistências, que podem ser intercambiadas entre bactérias. Em um estudo recente observou-se como uma proteína que oferece às bactérias resistência aos antibióticos e foi detectada pela primeira vez em um hospital de Nova Delhi (Índia) em 2008, atravessou os limites da cidade e em poucos anos chegou a mais de 100 países. Em 2013, apareceu inclusive em amostras de bactérias coletadas no arquipélago ártico de Svalbard.

Rafael Cantón, chefe do Serviço de Microbiologia do Hospital Universitário Ramón y Cajal, em Madri, assinala diferenças entre a rápida expansão de uma pandemia como a do SARS-CoV-2 e o impacto na saúde global que o surgimento de resistências pode ter. “A dispersão de uma bactéria multirresistente é possível, mas as dinâmicas de dispersão e as possibilidades de controle tornam o processo mais lento”, explica.

Acordos como o da ONU e os planos nacionais de combate às bactérias super-resistentes mostram que há consenso internacional sobre a existência do problema e sua importância, mas a complexidade de algumas medidas e o próprio surgimento da covid-19 estão retardando sua implementação. Apesar de o problema do uso excessivo de antibióticos ter sido identificado, a SEIMC, que estima que uma em cada duas prescrições de antibióticos na Espanha é inadequada, denunciou há dois anos que não há investimento para formar na aplicação de fármacos que, ao contrário de outros medicamentos, como os antitumorais, são prescritos por todos os médicos. “Agora as pessoas estão trabalhando mais na covid-19 e muitos especialistas não têm tempo para isso, mas assim como temos de compatibilizar as cirurgias com o tratamento da covid-19, temos que torná-lo compatível com um bom uso dos antibióticos”, diz Rodríguez Baño.

Outro ponto fundamental na guerra contra as bactérias é manter o armamento atualizado. Até os anos sessenta, mais de 20 novos tipos de antibióticos foram desenvolvidos, mas desde então a inovação neste campo diminuiu drasticamente. Para as empresas farmacêuticas, os antibióticos são pouco rentáveis. Ao contrário dos remédios que são sucesso de vendas, como os medicamentos contra o câncer, que podem ser usados por longos períodos, ou as estatinas, que são prescritas durante metade da vida, os antibióticos são usados por alguns dias e seu uso deve ser limitado ao máximo, dificultando a recuperação do investimento. Cantón comenta que em alguns casos, inclusive depois de o antibiótico ter sido criado, “alguns foram retirados do mercado porque se o pagamento fosse feito por paciente tratado a empresa não fechava as contas”. Para resolver essa situação, muitos países estão tentando criar outras formas de pagamento que incentivem a inovação sem a necessidade de que o medicamento criado seja usado com muita frequência, durante muito tempo, ou em muitas pessoas para que haja retorno financeiro.

Em julho, cerca de 20 das principais empresas biotecnológicas e farmacêuticas do mundo lançaram o Fundo de Ação AMR, uma iniciativa com a qual pretendem desenvolver entre dois e quatro antibióticos inovadores durante a próxima década. Por enquanto já fizeram um investimento de um bilhão de dólares (cerca de 5,39 bilhões de reais) e buscarão investimentos e incentivos por parte de Governos e organizações internacionais como o Banco Europeu de Investimentos e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um relatório de 2016, a OMS estimou que até 2050, se nenhuma medida for tomada, as superbactérias resistentes provocarão cerca de 10 milhões de mortes, mais do que o câncer, número que as colocaria como a primeira causa de morte global. Ao contrário do surgimento de um novo vírus mortal, essa ameaça mundial crescerá gradualmente e ainda há tempo para mitigar seus efeitos.

*Por Daniel Mediavilla

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*Fonte: elpais

Admirar a natureza é essencial para felicidade, diz pesquisa

Talvez você já tenha experienciado ao chegar no topo de uma montanha e perceber lá de cima o quão pequeno é diante de tanta beleza e magnitude ou quando observava o céu estrelado, imaginando a vastidão de planetas, estrelas e galáxias sem fim. Talvez tenha sido durante o dia a dia, dentro de um ônibus lotado, quando viu alguém ceder o lugar pra outra pessoa.

Esse sentimento se chama “admiração” e alguns psicólogos chegaram a conclusão que ele desempenha um papel importante no fortalecimento da nossa felicidade, saúde e interações sociais – e pode ter desempenhado também um papel importante no desenvolvimento da espécie humana.

Um estudo realizado em 2018 por Amie Gordon, principal pesquisadora do Laboratório de Emoção, Saúde e Psicofisiologia da Universidade da Califórnia-San Francisco e Jennifer Stellar, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto descobriu que indivíduos que relataram sentir admiração com mais frequência em suas vidas diárias foram classificados como mais humildes por seus amigos.

Uma importante distinção entre a admiração e outras emoções (como a inspiração ou surpresa) é que a admiração nos faz sentir menores – ou talvez sentimos uma sensação de “auto-diminuição” e isso é bom para nós, explica Stellar.

“Gastamos muito do nosso tempo olhando para nosso próprio umbigo e para o que está nos afetando diretamente. A experiência do admirar muda isso, nós faz enxergar que somos apenas um pequeno pedaço de algo maior.”

Sentir-se pequeno diante de algo grandioso nos traz um certo sentimento de “humilhação” (diminuindo assim tendências egoístas, como a arrogância e o narcisismo). Sentir-se pequeno e “humilhado” nos faz querer nos envolver mais e nos sentir mais conectados aos outros, acrescenta Gordon.

A admiração pode ajudar a proteger a saúde física

Outra pesquisa da equipe de Stellar e Gordon descobriu que as pessoas que relataram sentir mais admiração também pareciam ter melhor saúde imunológica. Em um grupo de 94 estudantes, aqueles que relataram mais regularmente sentir emoções mais positivas do que emoções negativas apresentaram níveis mais baixos de citocinas pró-inflamatórias crônicas.
As citocinas pró-inflamatórias podem ser úteis em certos cenários, se o corpo estiver lesionado ou doente, mas níveis cronicamente elevados dessas moléculas foram associados a várias condições crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e depressão.

Como experimentar mais admiração no dia a dia

Não existe uma fórmula perfeita para experimentar a admiração (até porque ela é diferente para todos), mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a encontra-lá mais frequentemente:

1.Tenha mais contato com a natureza
Pesquisas mostram que as pessoas classificam consistentemente a natureza como uma das principais maneiras pelas quais experimentam admiração, diz Gordon. Faça mais trilhas, tente chegar a um lugar onde você possa obter uma visão ampla do seu ambiente (como escalar uma montanha ou até mesmo chegar ao andar superior de um edifício alto), diz ela. Ou simplesmente dê um passeio em qualquer ambiente natural que esteja ao seu redor e tente procurar por algo que você nunca viu antes, diz.

2. Saia da sua zona de conforto
A novidade é uma grande parte da admiração. Visite algum lugar em sua cidade ou viaje para uma cidade que você nunca esteve. Tente algo Novo. Leia sobre alguém que você não conhece muito ou uma biografia de alguém que o inspira, sugere Gordon.

3. Ouse mais
Claro, você pode experimentar o sentimento de admiração assistindo um filme que mostra a montanha mais alta do mundo ou ouvindo gravação de uma sinfonia. Mas esses encontros provavelmente são bem menos intensos em comparação com a magnitude do que você sentiria se tivesse tido essas experiências na vida real, afirma Anderson. “Em seu smartphone nunca será tão intenso quanto estar lá pessoalmente.”

4. Tenha uma mente aberta
Parte da experiência de admiração é aquela sensação de pequenez que faz com que você se redimensione – ou se vê em uma luz diferente, diz Beau Lotto, PhD , um neurocientista e fundador do laboratório de pesquisa experimental, o Lab of Misfits .
Recentemente, Lotto e seus colegas fizeram uma parceria com o Cirque du Soleil Entertainment Group para observar como as performances ao vivo da empresa provocam admiração e como ela muda a atividade cerebral de quem as assiste.

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*Fonte: mochileiros

Pesquisa sugere que cães preferem ouvir reggae e rock leve a outros gêneros musicais

Os cães aparentemente preferem ouvir reggae e rock leve em vez de outros gêneros musicais, de acordo com pesquisadores.

A organização protetora dos animais SPCA Escocesa e a Universidade de Glasgow publicaram um estudo sugerindo que a música afeta os cachorros.

Os cientistas tocaram uma grande variedade de canções para os animais em um canil em Dumbarton, na Escócia, e perceberam mudanças psicológicas e de comportamento.

Segundo o professor Neil Evans, as mudanças mais positivas foram observadas quando eram tocados reggae e rock leve.

Mas apesar desses gêneros terem sobressaído, Evans explicou que cada cachorro tem seu próprio gosto musical.

“Em geral, a resposta para diferentes gêneros foi misturada, evidenciando a possibilidade de que, como os humanos, nossos amigos caninos têm suas próprias preferências musicais.”

Lista musical para cães

Os cachorros foram submetidos a cinco gêneros musicais: rock leve, motown, pop, reggae e clássico.

O estudo sugere que os cães passaram “significativamente mais tempo deitados e menos tempo em pé” quando música era tocada, independente do gênero.

Medindo os batimentos cardíacos dos animais, os pesquisadores disseram ter percebido uma diminuição do nível de estresse quando a música era tocada, especialmente rock leve e reggae.

A estudante de pós-graduação Amy Bowman, participante do estudo, explicou a análise.

“Nós estávamos interessados em explorar os efeitos de tocar diferentes gêneros de música”, disse. “Estava claro que as mudanças psicológicas e comportamentais observadas eram mantidas durante o teste, quando os cachorros foram expostos a uma variedade de músicas.”

Diante dos resultados, a organização de defesa dos animais SPCA Escocesa disse que agora investirá em sistemas de som para seus canis.

“Nossos centros em Glasgow e Edimburgo têm capacidade para tocar música nos canis hoje”, afirmou Gilly Mendes Ferreira, da SPCA Escocesa.

“No futuro, todos os centros serão capazes de oferecer aos nossos amigos de quatro patas uma lista de músicas aprovadas por cães. E há o objetivo de expandir essa pesquisa para outras espécies sob nossos cuidados.”

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*Fonte: bbc-brasil

Estudo revela: beber meio litro de cerveja por semana ajuda na memória

De acordo com pesquisadores dos EUA e da China, o consumo moderado de cerveja ajudaria a melhorar nossas propriedades cognitivas, que seriam ainda maiores do que as de quem não bebe. E agora? Como faz?

Desde tempos muito antigos foi nos passado de que o consumo da cerveja pode ser prejudicial, que beber é algo muito ruim e que a ressaca no dia seguinte não faz valer a pena… todas essas coisas podem ser verdade mas, no entanto, a cerveja ainda parece ser a bebida predileta de grande parte do mundo.

E embora todos saibamos que a cerveja dá aquela animada nas festas, também já foi mostrado por vários estudos que ela traz vários benefícios para o nosso corpo.

No mais recente, um grupo de pesquisadores dos EUA e da China apontou, através de um documento publicado no site da Jama Network, que consumir meio litro de cerveja por semana ajuda a melhorar as funções cognitivas relacionadas à memória. Ou seja, ela te ajuda a preservar uma boa memória.

Com base no HRS – um estudo com cerca de 20.000 pessoas de meia-idade e idosos nos Estados Unidos -, concluiu-se que o consumo MODERADO de álcool estava associado a uma melhor função cognitiva geral e também no nível individual em termos de memória das palavras, estado mental e até vocabulário.

Além disso, em comparação às pessoas que não bebiam semanalmente ou bebedores de ocasião, houve menos declínio cognitivo em todos os domínios estudados, o que está de acordo com estudos anteriores realizados sobre o assunto.

Obviamente, devemos levar em conta um detalhe importante: estamos falando de beber moderadamente, e não de pessoas que bebem sem filtro.

É muito importante que este estudo seja interpretado e entendido da maneira correta e saudável – e lembrando que apenas um estudo, então pesquise mais sobre o assunto.

De qualquer forma, um pequeno copo de cerveja antes do almoço ajuda a pensar melhor. Pelo menos é o que diz numa certa música que ouvi outra dia, e agora o estudo corrobora essa vontade!

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*Fonte: asomadetodososafetos

Cientistas aprimoram método para calcular “idade humana” de cachorros

Se você já multiplicou a idade do seu cachoro por sete para calcular sua “idade humana” saiba que essa prática não passa de um mito. Felizmente, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, criaram uma nova fórmula para comparar com mais exatidão as idades de humanos e cães.

Publicado na revista científica Cell Systems, o estudo fornece um “relógio epigenético” capaz de determinar dados precisos sobre a idade de células, tecidos ou organismos das duas espécies. O cálculo é baseado na comparação das mudanças moleculares do grupo metil em genes caninos e humanos à medida que envelhecem.

Segundo Trey Ideker, líder da pesquisa, as mudanças no funcionamento do material genético fornecem pistas sobre a idade do genoma da mesma forma como as rugas no rosto de uma pessoa indicam sua idade. “Dada a proximidade com a qual vivem conosco, talvez mais do que qualquer outro animal, as exposições ambientais e químicas de um cão são muito semelhantes às humanas e recebem quase os mesmos níveis de assistência médica” afirmou o autor, em comunicado.
Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

O resultado é um gráfico que pode ser usado para estimar a “idade humana” de um cachorro. Ele mostra que, no início de sua vida, os bichinhos envelhecem rapidamente em comparação com os seres humanos. Porém, aos sete anos de idade, o envelhecimento do cão diminui. Pelo gráfico, um cachorro de um ano, por exemplo, teria o equivalente a 30 anos humanos, já um cão de quatro anos é semelhante a um humano de 52 anos de idade.

Os cientistas usaram apenas amostras sanguíneas de labradores, o que limita o relógio epigenético, uma vez que algumas raças de cães vivem mais do que outras. Assim, o próximo passo da equipe e aumentar a quantidade de raças para determinar se os resultados se mantém.

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*Fonte: revistagalileu

Cientistas da NASA detectam evidências de universo paralelo

Partículas estranhas observadas por um experimento na Antártica podem ser evidências de uma realidade alternativa em que as leis da física funcionam de maneira contrária

Em um cenário que parece ter saído de um filme de ficção científica, um grupo de cientistas da Nasa detectou evidências da existência de um universo paralelo, em que as regras da física são opostas às nossas.

Esse ‘mundo invertido’ foi descoberto durante um experimento realizado na Antártica.

Usando a Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), da Nasa, os especialistas tinham a intenção de detectar o constante “vento” de partículas de alta energia vindas do espaço.

O ar frio e seco do local oferecia o ambiente perfeito para que não houvessem distorções na captação desse fenômeno.

Devido à baixa energia e massa próxima a zero, os neutrinos subatômicos podem passar completamente pela Terra. No entanto, uma variante de alta energia é interrompida pela matéria sólida do nosso planeta.

Isso significa que elas só podem vir do espaço, já que, se estivessem por aqui, seriam barradas pelos elementos sólidos presentes. Porém, o que chocou os especialistas foi que detectaram um ruído vindo da Terra. Ao analisarem os dados, encontraram neutrino de alta energia saindo do chão.

Viagem no tempo

A descoberta implica que essas partículas podem estar realmente viajando para trás no tempo, sugerindo evidências de um universo paralelo, em que as leis da física funcionam de forma contrária às nossas.

Peter Gorham, físico experimental de partículas da Universidade do Havaí e um dos principais pesquisadores por trás do projeto Anita, sugeriu que a única maneira do neutrino de alta energia se comportar dessa maneira é se ele se transformasse em um tipo diferente de partícula antes de passar pela Terra.

Ao descrever o fenômeno, o especialista disse que alguns colegas que presenciaram o acontecido ainda estavam céticos, mas que ficaram intrigados com a descoberta.

De acordo com ele, a explicação mais simples para o acontecido é que, no momento do Big Bang, explosão que deu origem a tudo, dois universos foram formados: o nosso e um que, da nossa perspectiva, apresenta regras opostas da física.

Porém, pelo menos por enquanto, não há como ter certeza de que há um universo paralelo coexistindo com o nosso. Mesmo assim, essa descoberta não deve ser ignorada. Estudos mais aprofundados talvez possam esclarecer essa questão.

*Por Davson Filipe

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*Fonte:

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

De Andy Corbley

Quase tão sensível quanto os olhos humanos reais, um artigo recente da revista Nature publicou os testes de um olho biônico desenvolvido por uma equipe de engenheiros de robótica que poderia restaurar a visão para cerca de 285 milhões de pessoas cegas.

Com a hipótese de estar disponível em 5 anos, o EC-EYE – abreviação de ElectroChemical EYE – é quase tão sensível quanto a retina humana, que é um dos tecidos mais sensíveis que possuímos, fornecendo até 80% de todas as informações sobre o ambiente.

A prótese visual desenvolvida por engenheiros de Hong Kong e EUA oferece esperança às centenas de milhões de pessoas em todo o mundo que perderam a capacidade de ver devido a diversas doenças como degeneração macular relacionada à idade e acidentes com armas de fogo.

O olho biônico imita a forma abobadada da retina humana, que aprimora o foco e reduz a propagação da luz à medida que passa por dez milhões de células fotorreceptoras por centímetro quadrado.

Até agora, essas características naturais eram impossíveis de replicar com materiais artificiais.

O olho Biônico

O autor e engenheiro Zhiyong Fan, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, e seus colegas desenvolveram uma série de fotorreceptores de alta densidade colocados dentro dos poros do óxido de alumínio, um mineral quase tão duro quanto os diamantes que funcionariam para imitar a retina.

Mais uma vez, imitando a biologia, fios elétricos nervosos formados a partir de metal líquido são selados dentro de tubos de borracha que correm para o circuito externo para processar a imagem.

O próprio globo ocular é feito de silício no qual a tecnologia da retina é colocada, o espaço intermediário é ocupado pelo líquido iônico que simula o gel biológico que forma um amortecedor entre a lente e a retina atrás dela.

Tempo para chegar ao mercado

O professor Fan e seus colegas preveem que a tecnologia se tornará prática para fabricar e implantar dentro de cinco anos – e, surpreendentemente, o EC-EYE poderia superar a capacidade do olho humano normal, simplesmente aumentando a densidade dos sensores de detecção de luz.

“Esperamos melhorar ainda mais nosso dispositivo em termos de biocompatibilidade, estabilidade e desempenho”, disse o professor Fan.

“Ele tem o potencial de elevar nossa capacidade visual a um nível muito mais alto”.

A ciência está evoluindo a passos largos, como nunca antes vimos, devemos comemorar e valorizar os cientistas!

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*Fonte: seuamigoguru

As avós desempenharam um papel crucial na evolução humana

Por muitos anos, antropólogos e biólogos evolucionários não foram capazes de explicar o “porquê” da menopausa.

Como poderia ser benéfico para as mulheres deixar de poder ter filhos, quando ainda restam décadas para viver? A menopausa também é um estágio único presente apenas na vida humana, não é compartilhada com nossos parentes primatas.

Um estudo recente publicado na revista Proceedings da Royal Society B explica como responder a ‘por que a menopausa’ é a necessidade da mulher de ser avó e como esse tem sido um papel crucial na evolução humana.

A hipótese da avó explica que “a avó foi o passo inicial para nos tornar quem somos”.

Kristen Hawkes, antropóloga da Universidade de Utah e principal autora deste estudo publicado, explica que a avó nos ajudou a desenvolver “toda uma gama de capacidades sociais que são a base para a evolução de outras características distintamente humanas, incluindo a união de pares, cérebros maiores, aprendendo novas habilidades e nossa tendência para a cooperação ”.

Hawkes trabalhou ao lado de Peter Kim, um biólogo matemático da Universidade de Sydney, e também de James Coxworth, um antropólogo de Utah. Juntos, eles prepararam simulações de computador para fornecer evidências matemáticas da hipótese da avó.

Eles simularam o que aconteceria com a vida útil de uma espécie hipotética de primata se introduzissem a menopausa e as avós – como parte de uma estrutura social.

Os chimpanzés geralmente vivem entre 35 e 45 anos em seu habitat natural. Após seus anos férteis, é raro que eles sobrevivam. Para esta simulação, os pesquisadores deram a 1% da população feminina de chimpanzés uma predisposição genética para períodos de vida e menopausa semelhantes aos humanos.

Como as avós nos ajudariam a viver mais tempo? Há muitas vantagens de ter uma avó e morar perto dela. Ela ajuda a coletar e fornecer alimentos, alimenta as crianças e permite que as mães tenham mais filhos. As avós são cuidadoras suplementares e, como este estudo sugere – elas desempenham um papel crucial na evolução humana.

Sem a menopausa, as mulheres mais velhas poderiam continuar a ter filhos, em vez de agir como avós. Todas as crianças dependeriam unicamente de suas mães para sobreviver. Do ponto de vista evolutivo, as avós trabalham para aumentar a taxa de sobrevivência das crianças, em vez de gastar mais energia produzindo suas próprias.

Hawkes também argumenta que as relações sociais que acompanham a avó poderiam ter contribuído para cérebros maiores e outras características que distinguem os humanos: “Se você é um bebê chimpanzé, gorila ou orangotango, sua mãe está pensando em nada além de você”, diz ela.

“Mas se você é um bebê humano, sua mãe tem outros filhos com quem está se preocupando, e isso significa que agora há uma seleção em você – que não estava em nenhum outro macaco – para envolvê-la muito mais ativamente: ‘Mãe! Preste atenção em mim!’”

Como Hawkes compartilha: “A avó nos deu o tipo de educação que nos tornou mais dependentes um do outro socialmente e propensos a atrair a atenção um do outro.” Essa tendência também foi encontrada para impulsionar o aumento do tamanho do cérebro, juntamente com maior expectativa de vida e menopausa.

Esse pode ser apenas outro motivo para agradecer ou pensar em sua avó, embora essa simulação apóie a ideia de que as avós ajudam a desenvolver habilidades sociais e vidas mais longas, qualquer pessoa que tenha sido próxima da avó quando crescer já deve saber disso.

Não há nada como o amor das avós. Ela desempenha um papel essencial em nossa educação e ajuda as famílias a prosperar, sobreviver e superar os tempos difíceis.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Três anos após descarte, sacola biodegradável permanece quase intacta

As sacolinhas biodegradáveis surgiram como alternativa às sacolas plásticas convencionais. No entanto, um estudo conduzido na Universidade de Plymouth, na Inglaterra, levanta dúvidas sobre a solução. Uma sacolinha biodegradável, três anos depois de ser descartada no ambiente natural, pode transportar produtos em sua máxima capacidade -, o que mostra a resistência das propriedades do material.

Os pesquisadores examinaram a degradação de cinco sacos plásticos amplamente disponíveis no Reino Unido: duas sacolas oxibiodegradáveis, uma sacola biodegradável, uma sacola compostável e um polietileno de alta densidade, ou seja, uma sacola plástica convencional. Eles foram então deixados expostos ao ar, solo e mar, ambientes em que, potencialmente, podem ser encontrados quando descartados como lixo.

As sacolas foram monitoradas em intervalos regulares, analisando até as mudanças mais sutis na resistência à textura da superfície e estrutura química.

Resultados

Pesquisadores de Pesquisa de Lixo Marinho da universidade afirmam que o estudo provoca uma série de questões. O saco compostável, por exemplo, desapareceu completamente no ambiente marinho dentro de três meses, mas, apesar de mostrar alguns sinais de deterioração, ainda estava presente no solo após 27 meses.

 

 

 

 

 

 

Já as formulações plásticas biodegradáveis, oxi-biodegradáveis ​​e convencionais mantiveram sua funcionalidade mesmo após três anos no solo ou no ambiente marinho. Elas ainda eram capazes de transportar uma caixa de cereais, massas, biscoitos, latas de refrigerante, bananas e laranjas.

“Esta pesquisa levanta uma série de questões sobre o que o público pode esperar quando vê algo rotulado como biodegradável. Nós demonstramos aqui que os materiais testados não apresentaram nenhuma vantagem consistente, confiável e relevante no contexto do lixo marinho. Preocupa-me que estes novos materiais também apresentem desafios na reciclagem”, afirmou o professor Richard Thompson, que é chefe da Unidade Internacional de Investigação de Lixo Marinho.

À National Geographic, Thompson afirmou que não é contra as sacolas biodegradáveis, mas que “considera importante que a sacola certa seja compatível com a situação”. Isso porque as sacolas são projetadas para se degradarem em condições específicas. “Descartar um produto no ambiente ainda é lixo, compostável ou de outra forma. Enterrar não é compostagem. Materiais compostáveis ​​podem compostar com cinco condições principais – micróbios, oxigênio, umidade, calor e tempo””, afirmou o porta-voz da empresa Vegware, que fabrica as sacolas compostáveis ​​usadas no estudo.

“Depois de três anos, fiquei realmente impressionada com o fato de que qualquer uma das sacolas ainda pudesse ser usada. Inclusive para uma sacola biodegradável, era possível. O mais surpreendente. Quando você vê algo rotulado dessa forma, eu acho que você automaticamente assume que ela irá degradar mais rapidamente do que os sacos convencionais. Mas, depois de três anos, pelo menos, nossa pesquisa mostra que pode não ser o caso”, disse a pesquisadora Imogen Napper, que liderou o estudo como parte de seu PhD.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

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*Fonte: superabril

Como surgiu a tradição dos biscoitos da sorte?

Assim como toda boa receita de sucesso, o biscoito da sorte possui diversas teorias que respaldam a sua criação. Com mensagens normalmente retiradas do livro de sabedoria chinesa I Ching, a teoria mais aceita nos dias atuais diz que seu primeiro intuito foi o de circular estratégias de guerra sem ser capturados pelos seus inimigos.

Segundo diz a lenda, no século XIII, quando parte da China estava dominada pelo Império Mongol, o povo sentiu a necessidade de arquitetar um plano de libertação, mas a dificuldade de comunicação sem que fossem descobertos era um de seus maiores problemas.

Eis que um dos guerreiros teve a brilhante ideia de compartilhar as estratégias de guerra através de pequenas mensagens colocadas dentro de “bolos meia lua”, como eram chamados, por saber que os mongois não eram adeptos daquele sabor. Com a simples e genial ideia, o povo chinês conseguiu livrar-se dos antigos invasores e, desde então, começaram a propagar ainda mais a receita, mas agora, com a finalidade de felicitar os povos com conselhos e frases inspiradoras de vitória.

Os biscoitos da sorte no Brasil

No Brasil, a primeira e maior fabricante do biscoito que leva o nome Hakuna Matata (é isso mesmo!) afirma que o pequeno doce, que pode ser até mesmo considerado um brinde com mensagens de sabedoria, convites ou até mesmo um singelo “bom dia”, tem uma vendagem de cerca de 800 mil unidades por mês no país. A empresa reforça ainda que além das mensagens serem inspiradas na filosofia chinesa, pensamentos, provérbios e conselhos também podem ser encontrados nos bilhetinhos.

*Por Beatriz Rigorfi Nascimento

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*Fonte: megacurioso

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

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*Fonte: revistagalileu

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Cientistas acreditam que sorrir pode ser o melhor remédio para a dor

Sorrir com os amigos libera endorfinas, substâncias químicas “do bem-estar” do cérebro!

Até agora, os cientistas não provaram que, como exercícios e outras atividades, rir causa a liberação das chamadas endorfinas.

“Pouca pesquisa foi feita sobre por que rimos e qual papel ela desempenha na sociedade “, afirmou o pesquisador Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, em comunicado.

“Achamos que são os efeitos de ligação da corrida de endorfinas que explicam por que o riso desempenha um papel tão importante em nossas vidas sociais”.

Dunbar e seus colegas pensaram que nossas gargalhadas poderiam ativar as endorfinas do cérebro, uma ideia há muito debatida, mas não comprovada.

Esses produtos químicos para alívio da dor são criados em resposta ao exercício, excitação, dor, comida apimentada, amor e orgasmo sexual, entre outras coisas.

Além de nos dar um “zumbido”, essas endorfinas aumentam nossa capacidade de ignorar a dor. Assim, os pesquisadores usaram o alívio da dor das endorfinas para determinar se o riso causa uma liberação de endorfina.

Eles primeiro testaram os participantes quanto ao limiar de dor, depois os expuseram a um controle ou a um teste de indução de risada e depois testaram os níveis de dor novamente.

Os testes incluíram vídeos humorísticos (clipes dos programas de TV “Mr. Bean” e “Friends”) e um programa de comédia ao vivo durante o Festival de Franja de Edimburgo.

Como o riso é uma atividade social (é 30 vezes mais provável que ocorra em um contexto social do que quando sozinho), os participantes foram testados tanto em grupos quanto sozinhos.

Os testes de dor em laboratório incluíram envolver o braço de um participante em uma manga de resfriamento de vinho congelada ou em um manguito de pressão arterial.

Os testes de dor foram administrados até que o paciente dissesse que não aguentava mais. Nos shows ao vivo, os pesquisadores testaram a dor fazendo com que os participantes se agachassem contra uma parede até desabarem.

Por que sorrir libera endorfinas

Em todos os testes, a capacidade dos participantes de tolerar a dor aumentou após o riso. Em média, assistir cerca de 15 minutos de comédia em um grupo aumentou o limiar de dor em 10%. Os participantes testados sozinhos apresentaram aumentos ligeiramente menores no limiar de dor.

“Quando o riso é provocado, os limiares da dor aumentam significativamente , enquanto quando os sujeitos assistem a algo que não provoca risos naturalmente, os limiares da dor não mudam (e geralmente são mais baixos)”, escrevem os autores no artigo. “Esses resultados podem ser melhor explicados pela ação das endorfinas liberadas pelo riso”.

Os pesquisadores acreditam que a longa série de exalações que acompanham o sorrir verdadeiro causa exaustão física dos músculos abdominais e, por sua vez, desencadeia a liberação de endorfina. (A liberação de endorfina geralmente é causada por atividade física, como exercícios ou tato, como massagem.)

*Por Jennifer Welsh
O estudo foi publicado hoje (13 de setembro) na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

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*Fonte: seuamigoguru

Humanos jamais vão migrar para outros planetas – diz Nobel de Física

Michel Mayor acaba de ser reconhecido com um Nobel graças aos trabalhos realizados em 1995 que culminaram na descoberta do primeiro planeta em outro sistema solar (um exoplaneta). Utilizando instrumentos feitos sob medida em seu observatório no sul da França, ele e seu aluno de doutorado Didier Queloz deram início a um campo de estudos que já revelou mais de 4 mil exoplanetas — que provavelmente ficarão para sempre fora de nosso alcance migratório.

Foi o que Mayor declarou esta semana, logo após aceitar as láureas. Ele disse que os humanos precisam abandonar a perspectiva de se mudar para outro planeta no caso de a vida se tornar impossível na Terra. “É completamente louco”, afirmou a AFP o astrônomo suíço de 77 anos, então professor da Universidade de Genebra. De lá para cá, os milhares de exoplanetas descobertos marcaram uma revolução na astronomia moderna.

Junto de seu colega Queloz, Mayor trouxe para o universo da astrofísica um estudo antes restrito às discussões dos filósofos: a possível existência de outros mundos no universo. Mas o cientista faz questão de deixar claro que pesquisa teórica é uma coisa, já o sonho de colonização, é outra. “Se estamos falando sobre exoplanetas, sejamos claros: não vamos migrar para lá.”

Na entrevista, o laureado frisou a importância de repensar o discurso de que podemos conviver com a alternativa de juntar as tralhas e partir de vez para outro sistema planetário, no caso de as coisas derem errado aqui na Terra. “Estamos falando de uma viagem centenas de milhões de dias usando os meios disponíveis hoje. Devemos cuidar de nosso planeta, que é bonito e continua absolutamente vivível”, disse. Vai ao contrário de certas visões bem atuais.

Tem ganhado popularidade o argumento de que devemos nos tornar uma civilização multiplanetária se quisermos sobreviver no longo prazo. Antes de morrer, em 2017, Stephen Hawking ressaltou a urgência de colonizarmos a Lua ou Marte em um período de 100 anos para evitar potenciais ameaças fatais para a civilização, como as mudanças climáticas, os asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. Elon Musk também reforça isso.

Sua empresa SpaceX atua com o objetivo maior de viabilizar a colonização humana em Marte, com o intuito maior de tornar a vida multiplanetária e evitar a extinção. Mas o fato é que não dispomos hoje da tecnologia necessária para desenvolver uma grande civilização em outros mundos quiçá no Sistema Solar, que dirá em estrelas distantes. E os métodos de propulsão disponíveis atualmente são muito lerdos para percorrer distâncias interestelares.

Há propostas teóricas para contornar o problema, como as naves geracionais: grandes “cruzeiros” em que só os descendentes distantes dos ancestrais que partiram alcançam o destino final. Mas são projetos ainda muito abstratos e mais restritos ao domínio da ficção científica. Vale salientar que Mayor não se refere aos planetas do Sistema Solar.

Em tese, o que ele rechaçou foram as ambições de habitar um eventual planeta habitável localizado nas redondezas da nossa galáxia, a algumas dezenas de anos-luz da Terra. Não especificamente sobre os planos de instituir colônias ou terraformar planetas menos amigáveis na vizinhança. Mais do que diminuir a importância de ir além da Terra, a intenção de Mayor era enaltecer a urgência de cuidar melhor do nosso planeta — o único no Universo que podemos chamar de casa.

*Por A. J. Oliveira

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*Fonte: superinteressante

Estudo afirma que ouvir Discos faz muito bem para a saúde mental

Essa a gente já sabia, mas agora a ciência confirma! Ouvir música faz um bem danado para a saúde mental, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa foi conduzida pela Entertainment Retailers Association e pela Fly Research, do Reuno Unido, em agosto deste ano, com um número total de 2,019 adultos. 82.9% deles concordaram que discos os ajudam a relaxar, enquanto 76.4% afirmam que escutar discos os ajudam a melhorar quando estão se sentindo mal.

Quando questionados se seus discos favoritos são “uma forma de conforto”, 74.3% afirmou que sim, já 64.7% afirmou que usa isso para dar uma ajuda no humor. A gente também!

O estudo vem dias antes do Dia Mundial da Saúde Mental, que acontece nessa quinta-feira (10), e do Dia National dos Discos, que acontece no sábado (12) no Reino Unido.

Sobre a pesquisa, a Dra. Julia Jones diz (via Louder Sound):

Estamos cientes das evidências científicas sobre os efeitos positivos da música no cérebro e no corpo há décadas. Também sabemos que tirar um tempo de nossas agitadas agendas é essencial para manter nosso bem-estar.

Portanto, o disco oferece uma receita perfeita para fornecer um coquetel de benefícios neuroquímicos e fisiológicos, além de garantir que desfrutemos de uma pausa prolongada. É uma experiência com um cronômetro embutido, portanto não há necessidade de ficar olhando para o relógio. Podemos apenas sentar e apreciar os efeitos.

O disco é uma intervenção particularmente eficaz à noite, quando estamos chegando na hora de dormir. O sono foi identificado como um fator absolutamente crítico para o bem-estar e a audição de um álbum relaxante e de baixo ritmo pode ajudar a entrar no ‘modo de sono’ e aumentar a probabilidade de oito horas sólidas de descanso e recuperação. Por esse motivo, todos nós deveríamos desligar a TV e ouvir um disco antes de dormir todas as noites.

*Por

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos