Pesquisa sugere que cães preferem ouvir reggae e rock leve a outros gêneros musicais

Os cães aparentemente preferem ouvir reggae e rock leve em vez de outros gêneros musicais, de acordo com pesquisadores.

A organização protetora dos animais SPCA Escocesa e a Universidade de Glasgow publicaram um estudo sugerindo que a música afeta os cachorros.

Os cientistas tocaram uma grande variedade de canções para os animais em um canil em Dumbarton, na Escócia, e perceberam mudanças psicológicas e de comportamento.

Segundo o professor Neil Evans, as mudanças mais positivas foram observadas quando eram tocados reggae e rock leve.

Mas apesar desses gêneros terem sobressaído, Evans explicou que cada cachorro tem seu próprio gosto musical.

“Em geral, a resposta para diferentes gêneros foi misturada, evidenciando a possibilidade de que, como os humanos, nossos amigos caninos têm suas próprias preferências musicais.”

Lista musical para cães

Os cachorros foram submetidos a cinco gêneros musicais: rock leve, motown, pop, reggae e clássico.

O estudo sugere que os cães passaram “significativamente mais tempo deitados e menos tempo em pé” quando música era tocada, independente do gênero.

Medindo os batimentos cardíacos dos animais, os pesquisadores disseram ter percebido uma diminuição do nível de estresse quando a música era tocada, especialmente rock leve e reggae.

A estudante de pós-graduação Amy Bowman, participante do estudo, explicou a análise.

“Nós estávamos interessados em explorar os efeitos de tocar diferentes gêneros de música”, disse. “Estava claro que as mudanças psicológicas e comportamentais observadas eram mantidas durante o teste, quando os cachorros foram expostos a uma variedade de músicas.”

Diante dos resultados, a organização de defesa dos animais SPCA Escocesa disse que agora investirá em sistemas de som para seus canis.

“Nossos centros em Glasgow e Edimburgo têm capacidade para tocar música nos canis hoje”, afirmou Gilly Mendes Ferreira, da SPCA Escocesa.

“No futuro, todos os centros serão capazes de oferecer aos nossos amigos de quatro patas uma lista de músicas aprovadas por cães. E há o objetivo de expandir essa pesquisa para outras espécies sob nossos cuidados.”

……………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Estudo revela: beber meio litro de cerveja por semana ajuda na memória

De acordo com pesquisadores dos EUA e da China, o consumo moderado de cerveja ajudaria a melhorar nossas propriedades cognitivas, que seriam ainda maiores do que as de quem não bebe. E agora? Como faz?

Desde tempos muito antigos foi nos passado de que o consumo da cerveja pode ser prejudicial, que beber é algo muito ruim e que a ressaca no dia seguinte não faz valer a pena… todas essas coisas podem ser verdade mas, no entanto, a cerveja ainda parece ser a bebida predileta de grande parte do mundo.

E embora todos saibamos que a cerveja dá aquela animada nas festas, também já foi mostrado por vários estudos que ela traz vários benefícios para o nosso corpo.

No mais recente, um grupo de pesquisadores dos EUA e da China apontou, através de um documento publicado no site da Jama Network, que consumir meio litro de cerveja por semana ajuda a melhorar as funções cognitivas relacionadas à memória. Ou seja, ela te ajuda a preservar uma boa memória.

Com base no HRS – um estudo com cerca de 20.000 pessoas de meia-idade e idosos nos Estados Unidos -, concluiu-se que o consumo MODERADO de álcool estava associado a uma melhor função cognitiva geral e também no nível individual em termos de memória das palavras, estado mental e até vocabulário.

Além disso, em comparação às pessoas que não bebiam semanalmente ou bebedores de ocasião, houve menos declínio cognitivo em todos os domínios estudados, o que está de acordo com estudos anteriores realizados sobre o assunto.

Obviamente, devemos levar em conta um detalhe importante: estamos falando de beber moderadamente, e não de pessoas que bebem sem filtro.

É muito importante que este estudo seja interpretado e entendido da maneira correta e saudável – e lembrando que apenas um estudo, então pesquise mais sobre o assunto.

De qualquer forma, um pequeno copo de cerveja antes do almoço ajuda a pensar melhor. Pelo menos é o que diz numa certa música que ouvi outra dia, e agora o estudo corrobora essa vontade!

………………………………………………………………………………
*Fonte: asomadetodososafetos

Cientistas aprimoram método para calcular “idade humana” de cachorros

Se você já multiplicou a idade do seu cachoro por sete para calcular sua “idade humana” saiba que essa prática não passa de um mito. Felizmente, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, criaram uma nova fórmula para comparar com mais exatidão as idades de humanos e cães.

Publicado na revista científica Cell Systems, o estudo fornece um “relógio epigenético” capaz de determinar dados precisos sobre a idade de células, tecidos ou organismos das duas espécies. O cálculo é baseado na comparação das mudanças moleculares do grupo metil em genes caninos e humanos à medida que envelhecem.

Segundo Trey Ideker, líder da pesquisa, as mudanças no funcionamento do material genético fornecem pistas sobre a idade do genoma da mesma forma como as rugas no rosto de uma pessoa indicam sua idade. “Dada a proximidade com a qual vivem conosco, talvez mais do que qualquer outro animal, as exposições ambientais e químicas de um cão são muito semelhantes às humanas e recebem quase os mesmos níveis de assistência médica” afirmou o autor, em comunicado.
Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

O resultado é um gráfico que pode ser usado para estimar a “idade humana” de um cachorro. Ele mostra que, no início de sua vida, os bichinhos envelhecem rapidamente em comparação com os seres humanos. Porém, aos sete anos de idade, o envelhecimento do cão diminui. Pelo gráfico, um cachorro de um ano, por exemplo, teria o equivalente a 30 anos humanos, já um cão de quatro anos é semelhante a um humano de 52 anos de idade.

Os cientistas usaram apenas amostras sanguíneas de labradores, o que limita o relógio epigenético, uma vez que algumas raças de cães vivem mais do que outras. Assim, o próximo passo da equipe e aumentar a quantidade de raças para determinar se os resultados se mantém.

………………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

Cientistas da NASA detectam evidências de universo paralelo

Partículas estranhas observadas por um experimento na Antártica podem ser evidências de uma realidade alternativa em que as leis da física funcionam de maneira contrária

Em um cenário que parece ter saído de um filme de ficção científica, um grupo de cientistas da Nasa detectou evidências da existência de um universo paralelo, em que as regras da física são opostas às nossas.

Esse ‘mundo invertido’ foi descoberto durante um experimento realizado na Antártica.

Usando a Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), da Nasa, os especialistas tinham a intenção de detectar o constante “vento” de partículas de alta energia vindas do espaço.

O ar frio e seco do local oferecia o ambiente perfeito para que não houvessem distorções na captação desse fenômeno.

Devido à baixa energia e massa próxima a zero, os neutrinos subatômicos podem passar completamente pela Terra. No entanto, uma variante de alta energia é interrompida pela matéria sólida do nosso planeta.

Isso significa que elas só podem vir do espaço, já que, se estivessem por aqui, seriam barradas pelos elementos sólidos presentes. Porém, o que chocou os especialistas foi que detectaram um ruído vindo da Terra. Ao analisarem os dados, encontraram neutrino de alta energia saindo do chão.

Viagem no tempo

A descoberta implica que essas partículas podem estar realmente viajando para trás no tempo, sugerindo evidências de um universo paralelo, em que as leis da física funcionam de forma contrária às nossas.

Peter Gorham, físico experimental de partículas da Universidade do Havaí e um dos principais pesquisadores por trás do projeto Anita, sugeriu que a única maneira do neutrino de alta energia se comportar dessa maneira é se ele se transformasse em um tipo diferente de partícula antes de passar pela Terra.

Ao descrever o fenômeno, o especialista disse que alguns colegas que presenciaram o acontecido ainda estavam céticos, mas que ficaram intrigados com a descoberta.

De acordo com ele, a explicação mais simples para o acontecido é que, no momento do Big Bang, explosão que deu origem a tudo, dois universos foram formados: o nosso e um que, da nossa perspectiva, apresenta regras opostas da física.

Porém, pelo menos por enquanto, não há como ter certeza de que há um universo paralelo coexistindo com o nosso. Mesmo assim, essa descoberta não deve ser ignorada. Estudos mais aprofundados talvez possam esclarecer essa questão.

*Por Davson Filipe

……………………………………………………………………..
*Fonte:

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

De Andy Corbley

Quase tão sensível quanto os olhos humanos reais, um artigo recente da revista Nature publicou os testes de um olho biônico desenvolvido por uma equipe de engenheiros de robótica que poderia restaurar a visão para cerca de 285 milhões de pessoas cegas.

Com a hipótese de estar disponível em 5 anos, o EC-EYE – abreviação de ElectroChemical EYE – é quase tão sensível quanto a retina humana, que é um dos tecidos mais sensíveis que possuímos, fornecendo até 80% de todas as informações sobre o ambiente.

A prótese visual desenvolvida por engenheiros de Hong Kong e EUA oferece esperança às centenas de milhões de pessoas em todo o mundo que perderam a capacidade de ver devido a diversas doenças como degeneração macular relacionada à idade e acidentes com armas de fogo.

O olho biônico imita a forma abobadada da retina humana, que aprimora o foco e reduz a propagação da luz à medida que passa por dez milhões de células fotorreceptoras por centímetro quadrado.

Até agora, essas características naturais eram impossíveis de replicar com materiais artificiais.

O olho Biônico

O autor e engenheiro Zhiyong Fan, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, e seus colegas desenvolveram uma série de fotorreceptores de alta densidade colocados dentro dos poros do óxido de alumínio, um mineral quase tão duro quanto os diamantes que funcionariam para imitar a retina.

Mais uma vez, imitando a biologia, fios elétricos nervosos formados a partir de metal líquido são selados dentro de tubos de borracha que correm para o circuito externo para processar a imagem.

O próprio globo ocular é feito de silício no qual a tecnologia da retina é colocada, o espaço intermediário é ocupado pelo líquido iônico que simula o gel biológico que forma um amortecedor entre a lente e a retina atrás dela.

Tempo para chegar ao mercado

O professor Fan e seus colegas preveem que a tecnologia se tornará prática para fabricar e implantar dentro de cinco anos – e, surpreendentemente, o EC-EYE poderia superar a capacidade do olho humano normal, simplesmente aumentando a densidade dos sensores de detecção de luz.

“Esperamos melhorar ainda mais nosso dispositivo em termos de biocompatibilidade, estabilidade e desempenho”, disse o professor Fan.

“Ele tem o potencial de elevar nossa capacidade visual a um nível muito mais alto”.

A ciência está evoluindo a passos largos, como nunca antes vimos, devemos comemorar e valorizar os cientistas!

…………………………………………………………………..
*Fonte: seuamigoguru

As avós desempenharam um papel crucial na evolução humana

Por muitos anos, antropólogos e biólogos evolucionários não foram capazes de explicar o “porquê” da menopausa.

Como poderia ser benéfico para as mulheres deixar de poder ter filhos, quando ainda restam décadas para viver? A menopausa também é um estágio único presente apenas na vida humana, não é compartilhada com nossos parentes primatas.

Um estudo recente publicado na revista Proceedings da Royal Society B explica como responder a ‘por que a menopausa’ é a necessidade da mulher de ser avó e como esse tem sido um papel crucial na evolução humana.

A hipótese da avó explica que “a avó foi o passo inicial para nos tornar quem somos”.

Kristen Hawkes, antropóloga da Universidade de Utah e principal autora deste estudo publicado, explica que a avó nos ajudou a desenvolver “toda uma gama de capacidades sociais que são a base para a evolução de outras características distintamente humanas, incluindo a união de pares, cérebros maiores, aprendendo novas habilidades e nossa tendência para a cooperação ”.

Hawkes trabalhou ao lado de Peter Kim, um biólogo matemático da Universidade de Sydney, e também de James Coxworth, um antropólogo de Utah. Juntos, eles prepararam simulações de computador para fornecer evidências matemáticas da hipótese da avó.

Eles simularam o que aconteceria com a vida útil de uma espécie hipotética de primata se introduzissem a menopausa e as avós – como parte de uma estrutura social.

Os chimpanzés geralmente vivem entre 35 e 45 anos em seu habitat natural. Após seus anos férteis, é raro que eles sobrevivam. Para esta simulação, os pesquisadores deram a 1% da população feminina de chimpanzés uma predisposição genética para períodos de vida e menopausa semelhantes aos humanos.

Como as avós nos ajudariam a viver mais tempo? Há muitas vantagens de ter uma avó e morar perto dela. Ela ajuda a coletar e fornecer alimentos, alimenta as crianças e permite que as mães tenham mais filhos. As avós são cuidadoras suplementares e, como este estudo sugere – elas desempenham um papel crucial na evolução humana.

Sem a menopausa, as mulheres mais velhas poderiam continuar a ter filhos, em vez de agir como avós. Todas as crianças dependeriam unicamente de suas mães para sobreviver. Do ponto de vista evolutivo, as avós trabalham para aumentar a taxa de sobrevivência das crianças, em vez de gastar mais energia produzindo suas próprias.

Hawkes também argumenta que as relações sociais que acompanham a avó poderiam ter contribuído para cérebros maiores e outras características que distinguem os humanos: “Se você é um bebê chimpanzé, gorila ou orangotango, sua mãe está pensando em nada além de você”, diz ela.

“Mas se você é um bebê humano, sua mãe tem outros filhos com quem está se preocupando, e isso significa que agora há uma seleção em você – que não estava em nenhum outro macaco – para envolvê-la muito mais ativamente: ‘Mãe! Preste atenção em mim!’”

Como Hawkes compartilha: “A avó nos deu o tipo de educação que nos tornou mais dependentes um do outro socialmente e propensos a atrair a atenção um do outro.” Essa tendência também foi encontrada para impulsionar o aumento do tamanho do cérebro, juntamente com maior expectativa de vida e menopausa.

Esse pode ser apenas outro motivo para agradecer ou pensar em sua avó, embora essa simulação apóie a ideia de que as avós ajudam a desenvolver habilidades sociais e vidas mais longas, qualquer pessoa que tenha sido próxima da avó quando crescer já deve saber disso.

Não há nada como o amor das avós. Ela desempenha um papel essencial em nossa educação e ajuda as famílias a prosperar, sobreviver e superar os tempos difíceis.

………………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

………………………………………………………………
*Fonte: realidadesimulada

Três anos após descarte, sacola biodegradável permanece quase intacta

As sacolinhas biodegradáveis surgiram como alternativa às sacolas plásticas convencionais. No entanto, um estudo conduzido na Universidade de Plymouth, na Inglaterra, levanta dúvidas sobre a solução. Uma sacolinha biodegradável, três anos depois de ser descartada no ambiente natural, pode transportar produtos em sua máxima capacidade -, o que mostra a resistência das propriedades do material.

Os pesquisadores examinaram a degradação de cinco sacos plásticos amplamente disponíveis no Reino Unido: duas sacolas oxibiodegradáveis, uma sacola biodegradável, uma sacola compostável e um polietileno de alta densidade, ou seja, uma sacola plástica convencional. Eles foram então deixados expostos ao ar, solo e mar, ambientes em que, potencialmente, podem ser encontrados quando descartados como lixo.

As sacolas foram monitoradas em intervalos regulares, analisando até as mudanças mais sutis na resistência à textura da superfície e estrutura química.

Resultados

Pesquisadores de Pesquisa de Lixo Marinho da universidade afirmam que o estudo provoca uma série de questões. O saco compostável, por exemplo, desapareceu completamente no ambiente marinho dentro de três meses, mas, apesar de mostrar alguns sinais de deterioração, ainda estava presente no solo após 27 meses.

 

 

 

 

 

 

Já as formulações plásticas biodegradáveis, oxi-biodegradáveis ​​e convencionais mantiveram sua funcionalidade mesmo após três anos no solo ou no ambiente marinho. Elas ainda eram capazes de transportar uma caixa de cereais, massas, biscoitos, latas de refrigerante, bananas e laranjas.

“Esta pesquisa levanta uma série de questões sobre o que o público pode esperar quando vê algo rotulado como biodegradável. Nós demonstramos aqui que os materiais testados não apresentaram nenhuma vantagem consistente, confiável e relevante no contexto do lixo marinho. Preocupa-me que estes novos materiais também apresentem desafios na reciclagem”, afirmou o professor Richard Thompson, que é chefe da Unidade Internacional de Investigação de Lixo Marinho.

À National Geographic, Thompson afirmou que não é contra as sacolas biodegradáveis, mas que “considera importante que a sacola certa seja compatível com a situação”. Isso porque as sacolas são projetadas para se degradarem em condições específicas. “Descartar um produto no ambiente ainda é lixo, compostável ou de outra forma. Enterrar não é compostagem. Materiais compostáveis ​​podem compostar com cinco condições principais – micróbios, oxigênio, umidade, calor e tempo””, afirmou o porta-voz da empresa Vegware, que fabrica as sacolas compostáveis ​​usadas no estudo.

“Depois de três anos, fiquei realmente impressionada com o fato de que qualquer uma das sacolas ainda pudesse ser usada. Inclusive para uma sacola biodegradável, era possível. O mais surpreendente. Quando você vê algo rotulado dessa forma, eu acho que você automaticamente assume que ela irá degradar mais rapidamente do que os sacos convencionais. Mas, depois de três anos, pelo menos, nossa pesquisa mostra que pode não ser o caso”, disse a pesquisadora Imogen Napper, que liderou o estudo como parte de seu PhD.

*Por Marcia Sousa

…………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

……………………………………………………………………
*Fonte: superabril

Como surgiu a tradição dos biscoitos da sorte?

Assim como toda boa receita de sucesso, o biscoito da sorte possui diversas teorias que respaldam a sua criação. Com mensagens normalmente retiradas do livro de sabedoria chinesa I Ching, a teoria mais aceita nos dias atuais diz que seu primeiro intuito foi o de circular estratégias de guerra sem ser capturados pelos seus inimigos.

Segundo diz a lenda, no século XIII, quando parte da China estava dominada pelo Império Mongol, o povo sentiu a necessidade de arquitetar um plano de libertação, mas a dificuldade de comunicação sem que fossem descobertos era um de seus maiores problemas.

Eis que um dos guerreiros teve a brilhante ideia de compartilhar as estratégias de guerra através de pequenas mensagens colocadas dentro de “bolos meia lua”, como eram chamados, por saber que os mongois não eram adeptos daquele sabor. Com a simples e genial ideia, o povo chinês conseguiu livrar-se dos antigos invasores e, desde então, começaram a propagar ainda mais a receita, mas agora, com a finalidade de felicitar os povos com conselhos e frases inspiradoras de vitória.

Os biscoitos da sorte no Brasil

No Brasil, a primeira e maior fabricante do biscoito que leva o nome Hakuna Matata (é isso mesmo!) afirma que o pequeno doce, que pode ser até mesmo considerado um brinde com mensagens de sabedoria, convites ou até mesmo um singelo “bom dia”, tem uma vendagem de cerca de 800 mil unidades por mês no país. A empresa reforça ainda que além das mensagens serem inspiradas na filosofia chinesa, pensamentos, provérbios e conselhos também podem ser encontrados nos bilhetinhos.

*Por Beatriz Rigorfi Nascimento

………………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

…………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

………………………………………………………………..
*Fonte: superinteressante

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Cientistas acreditam que sorrir pode ser o melhor remédio para a dor

Sorrir com os amigos libera endorfinas, substâncias químicas “do bem-estar” do cérebro!

Até agora, os cientistas não provaram que, como exercícios e outras atividades, rir causa a liberação das chamadas endorfinas.

“Pouca pesquisa foi feita sobre por que rimos e qual papel ela desempenha na sociedade “, afirmou o pesquisador Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, em comunicado.

“Achamos que são os efeitos de ligação da corrida de endorfinas que explicam por que o riso desempenha um papel tão importante em nossas vidas sociais”.

Dunbar e seus colegas pensaram que nossas gargalhadas poderiam ativar as endorfinas do cérebro, uma ideia há muito debatida, mas não comprovada.

Esses produtos químicos para alívio da dor são criados em resposta ao exercício, excitação, dor, comida apimentada, amor e orgasmo sexual, entre outras coisas.

Além de nos dar um “zumbido”, essas endorfinas aumentam nossa capacidade de ignorar a dor. Assim, os pesquisadores usaram o alívio da dor das endorfinas para determinar se o riso causa uma liberação de endorfina.

Eles primeiro testaram os participantes quanto ao limiar de dor, depois os expuseram a um controle ou a um teste de indução de risada e depois testaram os níveis de dor novamente.

Os testes incluíram vídeos humorísticos (clipes dos programas de TV “Mr. Bean” e “Friends”) e um programa de comédia ao vivo durante o Festival de Franja de Edimburgo.

Como o riso é uma atividade social (é 30 vezes mais provável que ocorra em um contexto social do que quando sozinho), os participantes foram testados tanto em grupos quanto sozinhos.

Os testes de dor em laboratório incluíram envolver o braço de um participante em uma manga de resfriamento de vinho congelada ou em um manguito de pressão arterial.

Os testes de dor foram administrados até que o paciente dissesse que não aguentava mais. Nos shows ao vivo, os pesquisadores testaram a dor fazendo com que os participantes se agachassem contra uma parede até desabarem.

Por que sorrir libera endorfinas

Em todos os testes, a capacidade dos participantes de tolerar a dor aumentou após o riso. Em média, assistir cerca de 15 minutos de comédia em um grupo aumentou o limiar de dor em 10%. Os participantes testados sozinhos apresentaram aumentos ligeiramente menores no limiar de dor.

“Quando o riso é provocado, os limiares da dor aumentam significativamente , enquanto quando os sujeitos assistem a algo que não provoca risos naturalmente, os limiares da dor não mudam (e geralmente são mais baixos)”, escrevem os autores no artigo. “Esses resultados podem ser melhor explicados pela ação das endorfinas liberadas pelo riso”.

Os pesquisadores acreditam que a longa série de exalações que acompanham o sorrir verdadeiro causa exaustão física dos músculos abdominais e, por sua vez, desencadeia a liberação de endorfina. (A liberação de endorfina geralmente é causada por atividade física, como exercícios ou tato, como massagem.)

*Por Jennifer Welsh
O estudo foi publicado hoje (13 de setembro) na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

………………………………………………………………..
*Fonte: seuamigoguru

Humanos jamais vão migrar para outros planetas – diz Nobel de Física

Michel Mayor acaba de ser reconhecido com um Nobel graças aos trabalhos realizados em 1995 que culminaram na descoberta do primeiro planeta em outro sistema solar (um exoplaneta). Utilizando instrumentos feitos sob medida em seu observatório no sul da França, ele e seu aluno de doutorado Didier Queloz deram início a um campo de estudos que já revelou mais de 4 mil exoplanetas — que provavelmente ficarão para sempre fora de nosso alcance migratório.

Foi o que Mayor declarou esta semana, logo após aceitar as láureas. Ele disse que os humanos precisam abandonar a perspectiva de se mudar para outro planeta no caso de a vida se tornar impossível na Terra. “É completamente louco”, afirmou a AFP o astrônomo suíço de 77 anos, então professor da Universidade de Genebra. De lá para cá, os milhares de exoplanetas descobertos marcaram uma revolução na astronomia moderna.

Junto de seu colega Queloz, Mayor trouxe para o universo da astrofísica um estudo antes restrito às discussões dos filósofos: a possível existência de outros mundos no universo. Mas o cientista faz questão de deixar claro que pesquisa teórica é uma coisa, já o sonho de colonização, é outra. “Se estamos falando sobre exoplanetas, sejamos claros: não vamos migrar para lá.”

Na entrevista, o laureado frisou a importância de repensar o discurso de que podemos conviver com a alternativa de juntar as tralhas e partir de vez para outro sistema planetário, no caso de as coisas derem errado aqui na Terra. “Estamos falando de uma viagem centenas de milhões de dias usando os meios disponíveis hoje. Devemos cuidar de nosso planeta, que é bonito e continua absolutamente vivível”, disse. Vai ao contrário de certas visões bem atuais.

Tem ganhado popularidade o argumento de que devemos nos tornar uma civilização multiplanetária se quisermos sobreviver no longo prazo. Antes de morrer, em 2017, Stephen Hawking ressaltou a urgência de colonizarmos a Lua ou Marte em um período de 100 anos para evitar potenciais ameaças fatais para a civilização, como as mudanças climáticas, os asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. Elon Musk também reforça isso.

Sua empresa SpaceX atua com o objetivo maior de viabilizar a colonização humana em Marte, com o intuito maior de tornar a vida multiplanetária e evitar a extinção. Mas o fato é que não dispomos hoje da tecnologia necessária para desenvolver uma grande civilização em outros mundos quiçá no Sistema Solar, que dirá em estrelas distantes. E os métodos de propulsão disponíveis atualmente são muito lerdos para percorrer distâncias interestelares.

Há propostas teóricas para contornar o problema, como as naves geracionais: grandes “cruzeiros” em que só os descendentes distantes dos ancestrais que partiram alcançam o destino final. Mas são projetos ainda muito abstratos e mais restritos ao domínio da ficção científica. Vale salientar que Mayor não se refere aos planetas do Sistema Solar.

Em tese, o que ele rechaçou foram as ambições de habitar um eventual planeta habitável localizado nas redondezas da nossa galáxia, a algumas dezenas de anos-luz da Terra. Não especificamente sobre os planos de instituir colônias ou terraformar planetas menos amigáveis na vizinhança. Mais do que diminuir a importância de ir além da Terra, a intenção de Mayor era enaltecer a urgência de cuidar melhor do nosso planeta — o único no Universo que podemos chamar de casa.

*Por A. J. Oliveira

…………………………………………………………………….
*Fonte: superinteressante

Estudo afirma que ouvir Discos faz muito bem para a saúde mental

Essa a gente já sabia, mas agora a ciência confirma! Ouvir música faz um bem danado para a saúde mental, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa foi conduzida pela Entertainment Retailers Association e pela Fly Research, do Reuno Unido, em agosto deste ano, com um número total de 2,019 adultos. 82.9% deles concordaram que discos os ajudam a relaxar, enquanto 76.4% afirmam que escutar discos os ajudam a melhorar quando estão se sentindo mal.

Quando questionados se seus discos favoritos são “uma forma de conforto”, 74.3% afirmou que sim, já 64.7% afirmou que usa isso para dar uma ajuda no humor. A gente também!

O estudo vem dias antes do Dia Mundial da Saúde Mental, que acontece nessa quinta-feira (10), e do Dia National dos Discos, que acontece no sábado (12) no Reino Unido.

Sobre a pesquisa, a Dra. Julia Jones diz (via Louder Sound):

Estamos cientes das evidências científicas sobre os efeitos positivos da música no cérebro e no corpo há décadas. Também sabemos que tirar um tempo de nossas agitadas agendas é essencial para manter nosso bem-estar.

Portanto, o disco oferece uma receita perfeita para fornecer um coquetel de benefícios neuroquímicos e fisiológicos, além de garantir que desfrutemos de uma pausa prolongada. É uma experiência com um cronômetro embutido, portanto não há necessidade de ficar olhando para o relógio. Podemos apenas sentar e apreciar os efeitos.

O disco é uma intervenção particularmente eficaz à noite, quando estamos chegando na hora de dormir. O sono foi identificado como um fator absolutamente crítico para o bem-estar e a audição de um álbum relaxante e de baixo ritmo pode ajudar a entrar no ‘modo de sono’ e aumentar a probabilidade de oito horas sólidas de descanso e recuperação. Por esse motivo, todos nós deveríamos desligar a TV e ouvir um disco antes de dormir todas as noites.

*Por

…………………………………………………………………………….
*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.

Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

 

…………………………………………………………………
*Fonte: elpais – brasil

A viagem no tempo é possível – mas somente se você tiver um objeto com massa infinita

O conceito de viagem no tempo sempre capturou a imaginação de físicos e leigos. Mas isso é realmente possível? Claro que é. Estamos fazendo isso agora, não estamos? Estamos todos viajando para o futuro um segundo de cada vez.

Mas isso não era o que você estava pensando. Podemos viajar muito mais para o futuro? Absolutamente. Se pudéssemos viajar perto da velocidade da luz, ou na proximidade de um buraco negro, o tempo diminuiria, permitindo-nos viajar arbitrariamente para o futuro. A questão realmente interessante é se podemos viajar de volta ao passado.

Sou professor de física na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, e ouvi pela primeira vez sobre a noção de viagem no tempo quando tinha 7 anos, de um episódio de 1980 da série de TV clássica de Carl Sagan, “Cosmos“. Eu decidi que um dia eu ia estudar profundamente a teoria subjacente a tais idéias criativas e notáveis: a relatividade de Einstein. Vinte anos depois, saí com um Ph.D. no campo e tenho sido um pesquisador ativo na teoria desde então.

Agora, um de meus alunos de doutorado acaba de publicar um artigo na revista Classical and Quantum Gravity, que descreve como construir uma máquina do tempo usando um conceito muito simples.

CURVAS DO TEMPO FECHADAS

A teoria geral da relatividade de Einstein permite a possibilidade de distorcer o tempo de tal modo que ele se dobra sobre si mesmo, resultando em um loop temporal. Imagine que você está viajando nesse ciclo; isso significa que em algum momento, você acabaria em um momento no passado e começaria a experimentar os mesmos momentos desde então, tudo de novo – um pouco como o deja vu, exceto que você não perceberia isso. Tais construções são frequentemente referidas como “curvas do tempo fechadas” ou CTCs na literatura de pesquisa, e popularmente referidas como “máquinas do tempo”. As máquinas do tempo são um subproduto de esquemas de viagem eficazes mais rápidas que a luz e entendê-los pode melhorar nossa compreensão de como o universo funciona.

Nas últimas décadas, físicos bem conhecidos como Kip Thorne e Stephen Hawking produziram trabalhos seminais sobre modelos relacionados a máquinas do tempo.

A conclusão geral que emergiu de pesquisas anteriores, incluindo as de Thorne e Hawking, é que a natureza proíbe os ciclos do tempo. Talvez isso seja melhor explicado na “Conjectura de Proteção Cronológica“, de Hawking, que essencialmente diz que a natureza não permite mudanças em sua história passada, poupando-nos assim dos paradoxos que podem surgir se a viagem no tempo fosse possível.

Talvez o mais conhecido entre esses paradoxos que emergem devido à viagem no tempo para o passado é o chamado “paradoxo do avô”, no qual um viajante volta ao passado e mata seu próprio avô. Isso altera o curso da história de uma maneira que surge uma contradição: o viajante nunca nasceu e, portanto, não pode existir. Tem havido muitos enredos de filmes e novelas baseados nos paradoxos que resultam das viagens no tempo – talvez alguns dos mais populares sejam os filmes “Back to the Future” e “ Groundhog Day ”.

MATÉRIA EXÓTICA

Dependendo dos detalhes, diferentes fenômenos físicos podem intervir para impedir que curvas fechadas do tempo se desenvolvam em sistemas físicos. O mais comum é o requisito para um determinado tipo de assunto “exótico” que deve estar presente para que um ciclo do tempo exista. Vagamente falando, matéria exótica é matéria que tem massa negativa. O problema é que a massa negativa não é conhecida por existir na natureza.

Caroline Mallary, uma estudante de doutorado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, publicou um novo modelo para uma máquina do tempo na revista Classical & Quantum Gravity. Este novo modelo não requer nenhum material exótico de massa negativa e oferece um design muito simples.

O modelo de Mallary consiste em dois carros super longos – construídos de material que não é exótico e tem massa positiva – estacionados em paralelo. Um carro avança rapidamente, deixando o outro estacionado. Mallary foi capaz de mostrar que, em tal configuração, um loop temporal pode ser encontrado no espaço entre os carros.

Uma animação mostra como o loop do tempo de Mallary funciona. À medida que a espaçonave entra no ciclo do tempo, o seu eu futuro também aparece, e é possível rastrear as posições de ambos a cada momento posterior. Esta animação é da perspectiva de um observador externo, que está observando a espaçonave entrar e emergir do loop temporal.

ENTÃO VOCÊ PODE CONSTRUIR ISSO NO SEU QUINTAL?

Se você suspeitar que há uma captura, você está correto. O modelo de Mallary exige que o centro de cada carro tenha densidade infinita. Isso significa que eles contêm objetos – chamados de singularidades – com densidade, temperatura e pressão infinitas. Além disso, ao contrário das singularidades que estão presentes no interior dos buracos negros, o que as torna totalmente inacessíveis do exterior, as singularidades no modelo de Mallary são completamente nuas e observáveis ​​e, portanto, têm verdadeiros efeitos físicos.

Os físicos não esperam que tais objetos peculiares existam na natureza também. Então, infelizmente, uma máquina do tempo não estará disponível tão cedo. No entanto, este trabalho mostra que os físicos podem ter que refinar suas idéias sobre o porquê de curvas do tempo fechadas serem proibidas.

 

…………………………………………………………………..
Fonte: socientifica

O que realmente nos faz felizes? As lições de uma pesquisa de Harvard que há quase oito décadas tenta responder a essa pergunta

O que realmente nos faz felizes na vida?

Por 76 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, têm procurado uma resposta.

O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto (Study of Adult Development, no original em inglês) começou em 1938, analisando 700 rapazes – entre estudantes da renomada universidade e moradores de bairros pobres de Boston.

A pesquisa acompanhou esses jovens durante toda a vida, monitorando seu estado mental, físico e emocional. O estudo continua agora com mais de mil homens e mulheres, filhos dos participantes originais.

O atual diretor do estudo, o quarto desde o início, é o psiquiatra americano Robert Waldinger, que também é um sacerdote zen. Sua palestra no TED (sigla em inglês para Tecnologia, Entretenimento, Design): “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo sobre a felicidade”, viralizou na internet. O vídeo da conferência já foi baixado mais de 11 milhões de vezes.

“Há muitas conclusões deste estudo”, disse Waldinger à BBC. “Mas o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos”.

Conectados

“O que descobrimos é que, no caso das pessoas mais satisfeitas em seus relacionamentos, mais conectadas ao outro, seu corpo e cérebro permanecem saudáveis ​​por mais tempo”, afirma o acadêmico americano.
Direito de imagem Thinkstock
Image caption Para Waldinger, uma relação de qualidade é aquela em que você se sente à vontade

“Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça”.

No outro extremo, há a experiência da solidão, sentimento subjetivo de sermos menos conectados do que gostaríamos.

“Estou fazendo as coisas que têm significado para mim? Esse é o tipo de pergunta que devemos nos fazer quando falamos de felicidade”, sugere Waldinger.

“Não se trata de ser feliz em todos os momentos, porque isso é impossível, e todos nós temos dias, semanas ou anos difíceis”.

E a fama?

“Não é que seja ruim, há celebridades felizes e também infelizes”, avalia.

O mesmo vale para o dinheiro. O estudo mostra que, além de um nível onde as nossas necessidades são satisfeitas, o aumento da renda não necessariamente traz felicidade.

“Nós não estamos dizendo que você não pode querer ganhar mais dinheiro ou estar orgulhoso do seu trabalho. Mas é importante não esperar que sua felicidade dependa dessas coisas”, destaca.

Registros médicos

Os participantes do estudo responderam, ao longo de décadas, questionários sobre sua família, seu trabalho e sua vida social.

“Também tivemos acesso aos seus registros médicos, de modo a avaliar a saúde deles, não só pelo que diziam, mas também pelo que seus médicos e exames relatavam”, explica.

Ele conta que, quando começou a trabalhar no estudo, em 2003, também gravou vídeos dos participantes falando com suas esposas sobre suas preocupações mais profundas.

“E enviamos a seus filhos perguntas sobre o relacionamento com seus pais”, acrescenta.

Os participantes foram submetidos ainda a exames de sangue para checagem de indicadores de saúde e, inclusive, análise de DNA.

“Alguns autorizaram escanear seu cérebro e doaram o órgão para que pudéssemos estudá-lo em relação a todos os outros dados que já tínhamos coletado sobre sua vida”, contou.

‘Na minha própria vida’

Quando a palestra de Waldinger se tornou viral, o acadêmico resolveu fazer um retiro por três semanas.

“A tradição Zen sustenta que a contemplação nos ajuda a manter os pés no chão e focar no que é mais importante na vida”, escreveu Waldinger, na ocasião.

Diante da enorme repercussão, o acadêmico criou um blog na internet sobre o estudo. E revela que a pesquisa também teve um impacto profundo na sua vida.

“Me fez prestar mais atenção nos meus próprios relacionamentos, não só em casa, mas no trabalho e na sociedade”, contou à BBC.

“Percebi que meus relacionamentos me dão energia quando invisto neles, quando lhes dedico tempo. Se tornam mais vivos e não desgastantes”, acrescentou.

“A tendência é nos isolarmos, ficar em casa para ver televisão ou nas redes sociais. Mas, na minha própria vida, eu percebi que sou mais feliz quando não estou fazendo isso”.

Oferecer nossa presença

Para Waldinger, investir em um relacionamento significa estar presente.

“Isso faz parte da minha vida como praticante Zen. O que eu percebo é que, quando oferecemos nossa atenção total, nos sentimos mais conectados uns aos outros, e isso também acontece no ambiente de trabalho”.

“Não se trata de passar mais tempo no trabalho, mas de prestar mais atenção no outro, para se conectar mais com as pessoas, em vez de dar como certo que o outro estará sempre ali”, explica.

Conflitos

Waldinger reconhece que pode ser difícil não perder de vista o que realmente importa.

Em parte, isso se deve ao bombardeio de mensagens que recebemos – anúncios de publicidade dizendo, diariamente, que se comprarmos algo seremos mais felizes ou amados.

“E, nos últimos 30 ou 40 anos, se glorificou a riqueza. Há bilionários que são heróis só porque são bilionários. Essa medida parece mais fácil porque as relações são difíceis, mudam, são complicadas”.

Qual a mensagem final de Waldinger para os leitores da BBC?

“Eu diria que eles devem tentar construir laços com as outras pessoas. E é particularmente importante fazer isso com quem se tem algum conflito”.

De acordo com o psiquiatra americano, o estudo deixou claro algo que é importante lembrar:

“Conflitos minam, de fato, a nossa energia. E acabam com a nossa saúde.”

*Por Alejandra Martins

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

………………………………………………………………………………………..
*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

Estamos a um passo mais próximo do teletransporte quântico complexo

O domínio experimental de sistemas quânticos complexos é necessário para tecnologias futuras como computadores quânticos e criptografia quântica. Cientistas da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências abriram novos caminhos. Eles procuraram usar sistemas quânticos mais complexos do que os qubits entrelaçados bidimensionais e, assim, aumentar a capacidade de informação com o mesmo número de partículas. Os métodos e tecnologias desenvolvidos poderiam, no futuro, possibilitar o teletransporte de sistemas quânticos complexos. Os resultados do trabalho, em tradução literal, “Enredamento Experimental de Greenberger-Horne-Zeilinger além dos qubits”, foram publicados recentemente na renomada revista Nature Photonics .

Semelhante aos bits nos computadores convencionais, os qubits são a menor unidade de informação em sistemas quânticos. Grandes empresas como Google e IBM estão competindo com institutos de pesquisa em todo o mundo para produzir um número crescente de qubits emaranhados e desenvolver um computador quântico funcional. Mas um grupo de pesquisa da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências está buscando um novo caminho para aumentar a capacidade de informação de sistemas quânticos complexos.

A ideia por trás disso é simples: em vez de apenas aumentar o número de partículas envolvidas, a complexidade de cada sistema é aumentada. “A coisa especial sobre o nosso experimento é que, pela primeira vez, ele envolve três fótons além da natureza bidimensional convencional”, explica Manuel Erhard, primeiro autor do estudo. Para este propósito, os físicos vienenses usaram sistemas quânticos com mais de dois estados possíveis – neste caso particular, o momento angular de partículas de luz individuais. Esses fótons individuais agora têm uma capacidade de informação maior do que os qubits. No entanto, o emaranhamento dessas partículas de luz mostrou-se difícil em um nível conceitual. Os pesquisadores superaram esse desafio com uma ideia inovadora: um algoritmo de computador que procura autonomamente por uma implementação experimental.

Com a ajuda de um algoritmo de computador chamado Melvin, os pesquisadores descobriram uma configuração experimental para produzir esse tipo de entrelaçamento. No início, isso foi muito complexo, mas funcionou em princípio. Depois de algumas simplificações, os físicos ainda enfrentavam grandes desafios tecnológicos. A equipe conseguiu resolvê-los com tecnologia laser de última geração e uma multi-porta especialmente desenvolvida. “Esse multi-porto é o coração do nosso experimento e combina os três fótons para que eles sejam emaranhados em três dimensões”, explica Manuel Erhard.

A propriedade peculiar do entrelaçamento de três fótons em três dimensões permite a investigação experimental de novas questões fundamentais sobre o comportamento dos sistemas quânticos. Além disso, os resultados deste trabalho também podem ter um impacto significativo em tecnologias futuras, como o teletransporte quântico. “Acho que os métodos e tecnologias que desenvolvemos nesta publicação nos permitem teletransportar uma proporção maior da informação quântica total de um único fóton, o que pode ser importante para as redes de comunicação quântica “, disse Anton Zeilinger. [Psys.org]

……………………………………………………….
*Fonte: socientifica

Os netos herdam boa parte dos genes da avó materna, afirma estudo

Um estudo revelou que a avó materna tem um papel muito importante não só a nível emocional e psicológico, mas também geneticamente. Parece, de fato, que o DNA dos netos, seu temperamento, suas emoções e seus gostos pessoais são parcialmente influenciados pelos genes da avó materna. Compartilhar esses genes com nossas avós cria um vínculo indissolúvel que dificilmente se extinguirá com o tempo.

O famoso diretor e escritor Alejandro Jodorowsky publicou um livro, alguns anos atrás, intitulado Metagenealogy: Self-DiscoveryThrough Psychomagic and the Family Tree, na qual ele explica por que os genes podem pular uma geração, passando diretamente dos avós para os netos. Quando isso acontece, parece que entre todos os membros da família, a figura mais influente na passagem de material genético é precisamente a avó materna.

A pesquisa que revela essa importante conexão com nossas avós, no entanto, vem diretamente da Universidade de Cambridge. De acordo com esse estudo, a ligação genética deve-se ao fato de que as avós maternas passam 25% de seus cromossomos X para seus netos.
Em suma, nossos filhos poderão não se parecer com suas avós maternas em todos os aspectos, mas certamente conservarão algum traço característico: o sorriso, a cor dos olhos, a maneira de andar ou se mover e, às vezes, até os problemas genéticos.

A diferença importante, a nível genético, entre as avós maternas e paternas, é que as últimas transferem seus cromossomos X apenas para as próprias netas, enquanto as últimas transferem para as netas e para os netos. Isso significa simplesmente que as avós paternas têm 0% de cromossomos X compartilhados com seus netos e 50% com netas.

Em qualquer caso, é bom lembrar que, independentemente dos genes, é essencial manter contato frequente com os avós maternos e paternos na vida de uma criança, pois só assim será possível melhorar os laços essenciais necessários para a construção de uma família estável e feliz.

………………………………………………………….
*Fonte: paporetolive

A alma é um computador quântico conectado ao universo?

Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de alma e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e Sir Roger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.

Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
A alma e a mecânica quântica

De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.

Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.

Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.

Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.[Daily Mail UK].

*Por: Guilherme de Souza

 

…………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Remédios para Sono e Ansiedade MATAM Mais que Cocaína!

O uso indiscriminado de remédios para sono e ansiedade – como Rivotril, Valium, Xanax e Ativan – causa risco de morte maior do que o uso de drogas como cocaína e heroína. A conclusão é de duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health.

Cientistas descobriram que um componente em especial é o maior problema: a benzodiazepina (BZD). O primeiro estudo, da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, mostrou que o consumo excessivo de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior do que o uso de drogas ilegais.

O levantamento foi feito com 2.802 participantes usuários de benzodiazepinas, entrevistados semestralmente durante cinco anos e meio. Ao final do estudo, 18,8% do grupo morreu. Os pesquisadores observaram que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários do composto.

Um segundo estudo realizado com uma parte menor do mesmo grupo examinou a ligação entre o uso de benzodiazepina e a infecção por hepatite C, e descobriram que a taxa de infecção foi 1,67 vezes maior naqueles que usaram remédios à base do composto.

“O interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, provavelmente, estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”, disse o cientista Keith Ahamad ao jornal Vancouver Sun.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a benzodiazepina só deve ser prescrita para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”. A entidade recomenda que os médicos levem em conta que o composto causa dependência e síndrome de abstinência – por isso, deve ser usada em dose eficaz mínima e durante o menor tempo possível.

 

 

 

……………………………………………….
*Fonte: saudecuriosa

Drones Sacrificed for Spectacular Volcano Video | National Geographic

Não é nem preciso explicar que se aproximar muito da cratera de um vulcão ativo pode ser algo extremamente perigoso, não é mesmo? Pois, no vídeo acima, vemos um time de pesquisadores e fotógrafos da National Geografic usaram vários drones para fotografar, filmar e documentar a atividade de um vulcão na ilha de Vanuatu – e acabaram sacrificando equipamentos no processo.

 

Viajar produz mais felicidade do que se casar e ter filhos, diz estudo

Uma das subentendidas regras sociais que ditam o sucesso e felicidade, diz que para ser feliz é preciso criar família e filhos. Mas um estudo feito no Portal Booking mostrou que viajar produz mais felicidade do que se casar e ter filhos
Para muitos, o sonho da vida é viajar pelo mundo; para os outros, encontrar o amor da sua vida e ter filhos. Mas temos que informá-lo que um estudo no portal Booking garante que viajar produz mais felicidade do que se casar e formar uma família.

E então você escolheria casar, ter um filho ou viajar?

Booking realizou um levantamento rápido de 18 mil habitantes de diferentes países. A maioria dos participantes concordou que as lembranças de suas aventuras e o planejamento da próxima fuga trazem mais felicidade do que qualquer outra coisa.
Uma porcentagem maior que a média prefere viajar

55% dos participantes preferem ir em uma viagem do que se casar; 27% preferem encontrar seu parceiro sentimental e ter um emprego estável; finalmente, 18% dos participantes da pesquisa preferem ter um filho.
Viajar significa viver novas experiências e belos momentos

Esta pesquisa também descobriu que as pessoas preferem investir seu dinheiro em experiências em vez de itens materiais, de joias, carros, gadgets a uma casa. Talvez a ideia de se fixar possa assustar o jovem quer viver o seu momento.
Então, para planejar o próximo destino!

A felicidade é fomentada pela sede de conhecer e explorar novos lugares; Além disso, você sempre pode fazer isso com amigos, com um parceiro e até com crianças. Você realmente não tem que escolher entre um e outro. Mas se você está procurando por alegria e emoções, escolha um destino e imagine-se aproveitando suas próximas férias.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: provocacoesfilosoficas

Fim das baterias? Pesquisadores do MIT conseguem ligar aparelho usando sinais de wi-fi

As baterias e os carregadores estão com os dias contados. Isso se estiverem certos os pesquisadores da universidade americana Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estudam a transmissão de energia usando sinais de wi-fi.

“Apresentamos uma nova maneira de dar energia a sistemas eletrônicos no futuro – simplesmente captando energia wi-fi de uma maneira que pode ser facilmente integrada a áreas abrangentes”, explica o cientista Tomás Palacios, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação do MIT, que há tempos dedica-se a estudar formas mais econômicas e inteligentes de energia elétrica.

A pesquisa foi tema de artigo publicado nesta segunda-feira pelo periódico científico Nature.

Antena flexível de rádiofrequência

Os cientistas partiram da mesma ideia dos transformadores capazes de converter ondas eletromagnéticas de corrente alternada em eletricidade de corrente contínua. Em seu modelo, utilizaram um dispositivo com uma antena flexível de rádiofrequência, capaz de captar tais ondas.

Esse receptor foi conectado a um dispositivo feito de um semicondutor bidimensional extremamente fino – apenas três átomos de espessura.

Esse semicondutor converte o sinal em tensão elétrica contínua, pronta para alimentar baterias recarregáveis ou, diretamente, circuitos eletrônicos. Ou seja: o dispositivo não tem bateria, mas captura os sinais de wi-fi presentes no local e os transforma, de forma passiva, em corrente elétrica.

Nas experiências realizadas em laboratório, os cientistas conseguiram obter 40 microwatts de energia elétrica quando o dispositivo estava exposto aos 150 microwatts de uma rede wi-fi convencional. É potência elétrica mais que suficiente para manter ligada uma tela de tablet ou fazer funcionar pequenos chips eletrônicos.
Uso para fins médicos

Esse formato bidimensional e flexível do dispositivo é o que parece empolgar mais os pesquisadores. “E se pudéssemos desenvolver sistemas eletrônicos e envolver uma ponte ou uma rodovia inteira? Ou as paredes de nosso escritório? Traríamos inteligência eletrônica a tudo ao nosso redor”, prevê Palacios.

Entre os usos do sistema, além de aparelhos eletrônicos do dia a dia, estão os sensores para gadgets integrados à chamada “internet das coisas”.

No caso de celulares, uma novidade assim vem de encontro aos avanços da indústria no design de aparelhos flexíveis e cada vez mais finos.

O pesquisador Jesús Grajal, da Universidade Técnica de Madri, coautor do estudo, lembra que também seria possível utilizar o dispositivo para fins médicos. Não só para manter alimentados os equipamentos de um dia a dia hospitalar mas também para futuros gadgets que precisam ser muito pequenos para uma bateria convencional.

Um exemplo: atualmente, há pesquisadores desenvolvendo pílulas que podem ser engolidas pelos pacientes para coletar e transmitir, com precisão, dados de saúde dos mesmos – para fins de diagnóstico. Uma solução de energia assim seria a ideal em casos específicos como este.

Nesses casos, as preocupações vão além do tamanho das baterias convencionais. “O ideal é não usar baterias para alimentar esses sistemas, porque se houver um vazamento de lítio, o paciente pode morrer”, afirma Grajal. “Desta forma, é muito mais seguro colher energia do ambiente para ligar esses minúsculos laboratórios dentro do corpo.”

Composto inorgânico

O material utilizado pelos pesquisadores para a construção desse eficiente transformador de correntes é o MoS2, ou dissulfeto de molibdênio. Trata-se de um composto inorgânico, que é encontrado no mineral molibdenita – as principais jazidas estão na República Checa, na Noruega, na Suécia, na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Os pesquisadores criaram um dispositivo de MoS2 com apenas três átomos de espessura, o suficiente para que ele funcione, como um dos semicondutores mais finos do mundo. Isso ocorre porque os átomos do material se comportam de uma maneira particular, se reorganizando como um interruptor.

Os pesquisadores envolvidos acreditam que o material tenha capacidade para capturar e converter até 10 GHz de sinais sem fio.

“Esse dispositivo é rápido o suficiente para abranger a maior parte das bandas de frequência utilizadas hoje, de sinais de celular, de bluetooth, de wi-fi e muitos outros”, afirma o pesquisador Xu Zhang, principal autor do estudo.

A eficiência energética obtida com o modelo é de 30%. O grupo agora pretende testar novos modelos e materiais em busca de melhorar esse potencial e diminuir a perda energética.

Em entrevista à BBC News Brasil, Zhang explicou que ainda é preciso um longo processo para que o dispositivo ganhe um versão comercial, ou seja, esteja ao alcance do usuário comum. “Precisamos desenvolver um único dispositivo para uma série de conversões e otimizar o processo tanto do projeto quanto da fabricação de circuitos. Só então será viável usar algo assim para os eletrônicos do dia a dia”, afirmou.

*Por Edison Veiga

 

…………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Adeus aos insetos da sua infância

Há quanto tempo você não vê um gafanhoto no seu passeio de domingo no campo, ouve os grilos da varanda ou vê um vaga-lume numa caminhada noturna em uma estrada rural? A sensação de estar perdendo essa fauna que tantas gerações associam à sua infância é mais do que isso, é uma realidade. E o que é pior, juntamente com esses animais também estão desaparecendo elementos básicos para o sustento de muitos ecossistemas dos quais todos os seres vivos dependem.

“Não é apenas uma sensação popular, é algo percebido por todos os entomologistas que fazem trabalhos e pesquisas de campo; a diminuição do número de indivíduos de praticamente todos os insetos é brutal”. Isso é confirmado por Juan José Presa, professor de Zoologia da Universidade de Murcia, na Espanha, e coautor de um dos muitos relatórios e estudos recentes que fornecem números sobre o declínio dos artrópodes.

Esse estudo, do começo deste ano, resultado da colaboração entre a União Europeia e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas (gafanhotos, grilos e cigarras, entre outras) está ameaçado, algumas em perigo de extinção.

Wolfgang Wägele, diretor do Instituto Leibniz de Biodiversidade Animal (Alemanha), juntamente com outros colegas, fala na revista Science do “fenômeno do para-brisa”, no qual os motoristas passam menos tempo removendo de seus carros os inúmeros insetos que antes se espatifavam contra qualquer ponto da carroceria. Os pesquisadores citados no artigo estão cientes do declínio generalizado, apesar de reconhecerem, como o resto da comunidade científica, que é muito difícil estabelecer dados mais precisos sobre o declínio das populações devido à variedade de espécies, distribuição e número de indivíduos.

Na Science é citado o caso da Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, cujas pesquisas de campo constataram que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989. Juan José Presa leva a constatação ao terreno de suas observações de campo, na província de Pontevedra: “Antes conseguíamos atrair uma enorme quantidade de mariposas com armadilhas de luz, agora muito poucas entram na armadilha”.

“Cerca de três quartos das espécies de borboletas da Catalunha, e isso pode ser extrapolado para o resto da Espanha, estão em declínio e isso é incontestável”. Constantin Stefanescu, do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais e do Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona) chegou a essa conclusão depois de mais de duas décadas de trabalhos de campo e de ter estudado, com outros pesquisadores, 66 das 200 espécies presentes na Catalunha. “A redução é alarmante e aumenta a cada ano. Também assustam os dados de 2015 e 2016, os mais baixos desde 1994”, diz Stefanescu.

Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto do CSIC e da Universitade Pompeu Fabra, especialista em entomofauna de habitats subterrâneos e aquáticos, menciona duas outras espécies que estiveram presentes na infância de muitas gerações: libélulas e percevejos, estes últimos são hemípteros de pernas longas que deslizam sobre a superfície da água. “Quando um rio é canalizado, secam um açude ou cobrem um córrego” – diz o pesquisador – “e esses insetos, entre outros, desaparecem”. Há dez anos, a UICN já advertia que “as libélulas ameaçadas da bacia do Mediterrâneo precisam de medidas urgentes para melhorar sua situação”.

A transformação e a destruição do habitat é sistematicamente apontada, em todos os estudos, como a principal causa dessa hecatombe que afeta muito diretamente as pessoas. Isso pode ser comprovado pelo efeito provocado por certos inseticidas (neonicotinóides) nas populações de abelhas, responsáveis pela polinização de muitas plantas, inclusive 30% das que nos servem de alimento. Em geral, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, “cerca de 84% das culturas para consumo humano precisam de abelhas ou de outros insetos para polinizá-las e aumentar seu rendimento e qualidade”.

Quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas está ameaçado, algumas em perigo de extinção

As consequências sobre as redes tróficas que sustentam todos os tipos de ecossistemas, também os agrícolas, de pecuária e florestais, podem ser fatais. É necessário pensar que a fauna de invertebrados também atua como controle de pragas e é fonte de alimento essencial para o resto dos animais. Stefanescu lembra que “muitas aves se alimentam das lagartas de borboletas que estão precisamente em declínio e numerosas vespas e moscas também dependem da fase larval e de crisálida dos lepidópteros”.

Mas a destruição do habitat (urbanização, agricultura intensiva, turismo…) não age sozinha como elemento de distorção, mas também o abandono da zona rural e a mudança climática contribuem para essa situação perigosa. Os cientistas citam, por exemplo, a alteração dos períodos de sincronia entre a floração das plantas e a chegada ou a eclosão dos insetos.

A Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, constatou que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989

O problema é que o ritmo de proteção é muito mais lento do que o do declínio, devido à falta de conhecimento mais preciso sobre as populações e à menor relevância, aparente, que os insetos têm. O catálogo nacional de espécies ameaçadas inclui apenas 90 espécies de invertebrados, das quais 35 são insetos e apenas 17 (oito vulneráveis e nove em perigo de extinção) possuem uma categoria de ameaça que permite a ativação de planos de recuperação. A Comunidade Virtual de Entomologia estima em 38.311 o número de espécies de insetos na península Ibérica.

O Atlas e Livro Vermelho dos Invertebrados Ameaçados da Espanha aponta como vulneráveis 69 espécies de insetos na Península Ibérica, 30 em perigo de extinção e 3 em perigo crítico. Enquanto isso, Juan José Presa alerta: “É muito possível que, neste exato momento, depois de um incêndio ou uma fumigação intensiva de culturas, estejamos perdendo espécies que já estavam muito prejudicadas”.

E OS PARDAIS, LAGARTIXAS, RÃS E SALAMANDRAS?

J. R.

O efeito é generalizado. Qualquer conversa com pessoas da zona rural sobre a biodiversidade que as rodeia geralmente contém a frase “aqui antes se viam mais pássaros”. E também eram encontradas – e capturadas com todo tipo de engenhoca – lagartixas, se ouvia com mais frequência o coaxar das rãs, e era possível apreciar o andar das vistosas salamandras em poças, lagoas e valas. Até o outrora muito abundante e onipresente pardal comum está em falta. A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) constatou em seus censos as diminuições de aves comuns como pardais, andorinhas, perdizes e rolas, todas elas protagonistas de verões com mais biodiversidade.

Os incêndios, a seca e o fenômeno que multiplica esses dois efeitos, a mudança climática, estão por trás do declínio de répteis, como as lagartixas, e de anfíbios, como a rã comum e a salamandra. Uma análise de 539 estudos científicos nos quais participaram pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN/CSIC) concluiu que 65% das 313 espécies avaliadas desses dois grupos sofrem os efeitos negativos da mudança climática. Em 2013, um estudo da mesma instituição científica confirmou que o aquecimento global diminui a eficácia dos sinais sexuais da lagartixa carpetana, uma espécie considerada em perigo de extinção.

*Por Javier Rico

 

……………………………………………………………….
*Fonte: elpais

7 sonhos que você definitivamente não deve ignorar, segundo psicólogos

Desde o começo dos tempos, a humanidade tem tentado resolver os mistérios que envolvem os sonhos. Existe até mesmo um campo da ciência para estudá-los chamado de Onirologia. Muitas pessoas interpretam os sonhos por um viés esotérico, buscando nos livros de interpretações os sinais e os significados por trás deles.

Entretanto, alguns psicólogos acreditam que os nossos sonhos refletem com precisão nossa condição atual e que nosso subconsciente poderia estar nos enviando mensagens enquanto dormimos. Pensando nisso, trouxemos para vocês, alguns dos tipos de sonhos os quais não deveríamos ignorar. Confira!

1 – Sonhar que está caindo

Segundo Ian Wallace, psicólogo, sonhar que estamos caindo simboliza o medo de perder o controle. No entanto, existem coisas em nossa vida que são impossíveis de controlarmos. Por isso, é importante fazer uma reflexão a respeito de que área da sua vida (trabalho, relacionamentos, finanças, saúde etc.) você sente que está vulnerável ou reprimido.

Segundo a ciência, sonhar que estamos caindo acontece à medida que mergulhamos no sono, o sistema nervoso começa a se acalmar, pressão arterial e batimentos cardíacos diminuem e o cérebro, percebendo essas mudanças, pode interpretá-las como perigo, lhe fazendo acordar.

2 – Dentes caindo, ferimentos e morte

Nosso subconsciente interpreta os dentes como uma arma, indicando força. Sonhar que seus dentes estão caindo pode acontecer porque você possa ter se sentido desarmado/indefeso recentemente no mundo real, conforme explica Penney Peirce. A especialista em sonhos, Patricia Garfield, também diz que sonhar com queda de dentes pode significar raiva reprimida. Talvez esteja na hora de você se livrar de sentimentos negativos.

Sonhar com pessoas queridas doentes ou morrendo do ponto de vista da psicologia não é tão ruim assim. Eles podem estar nos mostrando sobre nosso medos do futuro e das mudanças inevitáveis, que acontecem com aqueles ao nosso redor. Quando sonhamos que estamos morrendo, isso pode significar que algo em nós está morrendo e ficando no passado, dando espaço para algo novo.

3 – Falhar em um exame ou na frente das pessoas

Algumas pessoas sonham que estão prestes a fazer uma prova/exame e, de repente, não se lembram de mais nada ou não conseguem dizer uma palavra durante um discurso em público. Eles acontecem porque você pode ter tido algum estresse um pouco antes de ir dormir ou talvez esteja extremamente preocupado com algo. Se for o caso, tire um momento pra você. Relaxe.

4 – Roupas inadequadas ou ausência delas

No sonho, você aparece em um local público completamente pelado ou usando roupas inapropriadas. Quando esses sonhos acontecem, é importante nos atentarmos aos sentimentos que experienciamos neles. Estes tipos de sonho, geralmente, são seguidos por um sentimento de vergonha e constrangimento.

“Isso significa que você se sente vulnerável em seu novo emprego ou em seu novo relacionamento e tem medo de que os outros aprendam sobre suas fraquezas e desvantagens”, afirmou Wallace. No entanto, se ao invés destes sentimentos, você sentir orgulho de si mesmo, aí a história muda de rumo. Talvez, você esteja sentindo falta de reconhecimento sobre seus talentos e personalidade.

5 – Ser perseguido ou importunado

“Pessoas que tendem a evitar conflitos, que têm medo de irritar as pessoas ou causar problemas, terão sonhos recorrentes de que estão sendo perseguidas”, afirmou Lauri Loewenberg, especialista no campo dos sonhos. Por isso, é importante prestar atenção naquilo que está lhe perseguindo. Eles, comumente, simbolizam um sentimento desagradável ou uma situação a qual você tenta não pensar na vida real.

6 – Catástrofes ou apocalipses

Estes sonhos podem indicar problemas pessoais que ficaram fora de controle ou são resultado de se sentir ameaçado(a) por algo. Obviamente, os noticiários sobre catástrofes e atentados terroristas contribuem e pioram toda a situação. Como resultado disso, nós acabamos nos sentindo vulneráveis no mundo moderno.

7 – Estar atrasado

Quem nunca sonhou que estava correndo atrás de um ônibus ou trem partindo, ou ainda que estava atrasado para uma reunião importante? Segundo Michael R. Olsen, este tipo de sonho pode simbolizar o medo de perder algo muito importante, como seu relacionamento ou a educação de seu filho, por exemplo.

Se você estiver sobrecarregado e não tiver muito tempo para realizar suas atividades na vida real, seu subconsciente pode estar lhe alertando que talvez seja o momento de você reavaliar seu dia a dia e encontrar tempo para as coisas que lhe são realmente importantes.

*Por Jesus Galvão

 

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

Mistério felino: Os gatos realmente amam seus donos?

Os gatos têm uma fama de serem distantes e continuarem com seus donos somente por conta da comida fácil – e esses são dois motivos pelos quais algumas pessoas simplesmente os detestam. De fato, esses bichanos são muitas vezes mal interpretados, principalmente quando não se conhece a fundo o seu estilo de vida e o modo como eles reagem a estímulos. A fim de resolver o mistério, as pesquisadoras Kristyn Vitale, Lindsay Mehrkam e Monique Udell conduziram experimentos com um grupo de gatos domésticos e selvagens. Se quiser conferir na íntegra, o estudo foi publicado no Science Direct.

Eles foram divididos em dois grupos iguais e observados por duas horas e meia sem nenhum estímulo e, ao fim desse período, os gatos foram expostos a três itens das 4 categorias a seguir: comida, aroma, brinquedos e interação humana. Esses itens foram misturados entre si com o objetivo de entender com clareza as preferências desses animais, pela análise de qual estímulo eles iriam escolher primeiro, por quanto tempo e de que forma eles iriam interagir.

As pesquisadoras ficaram surpresas quando descobriram que 50% dos gatos estudados preferiram a interação humana acima das outras opções disponíveis, inclusive comida – o que, sabemos bem, é algo indispensável para os gatos. Contudo, ao final, 37% deles não conseguiram evitar comer. Foi encontrada uma variabilidade notável entre as escolhas dos bichanos, mas o fato é que a maioria preferiu interagir conosco, meros mortais. Em média, eles gastaram 65% do seu tempo brincando com as pessoas durante a análise.

Segundo as estudiosas, isso demonstra que os gatos realmente gostam dos seres humanos e, se eles agem de uma forma indiferente vez ou outra, não significa que tenham mudado de ideia. Os gatos são diferente de nós, têm condicionamentos e instintos particulares. O estudo sanou uma dúvida que muitos tinham e, além disso, trouxe uma reflexão interessante: é preciso sair da sua caixa para entender como o seu gatinho realmente funciona.

*Por Krilany Gaiato

 

……………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

Derretimento na Antártica é 6 vezes maior do que há 40 anos

A perda anual de massa de gelo na Antártica aumento em seis vezes entre 1979 e 2017. A informação é de um estudo publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences semana passada. Glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e da Universidade Utrecht, na Holanda, ainda descobriram que o derretimento acelerado fez com que os níveis globais do mar subissem mais do que um centímetro durante esse período.

“Isso é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer”, disse o principal autor do estudo, Eric Rignot. “À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, acreditamos que nos próximos séculos ocorra uma elevação de vários metros no nível do mar”.

Pesquisa

Este estudo abrange quatro décadas e a equipe de pesquisa examinou 18 regiões, 176 bacias, bem como ilhas vizinhas.

Entre as técnicas usadas, eles compararam o acúmulo de neve nas bacias interiores e locais onde o gelo começa a flutuar no oceano e se soltar da “cama”. Os dados foram obtidos a partir de fotografias aéreas de alta resolução tiradas a uma distância de cerca de 350 metros através da Operação IceBridge da NASA; interferometria de radar por satélite de múltiplas agências espaciais; e a série de imagens de satélite Landsat, iniciada no início dos anos 70.

A equipe chegou a conclusão que entre 1979 e 1990, a Antártica perdeu uma média de 40 gigatoneladas de massa de gelo por ano. (Um gigaton é 1 bilhão de toneladas.) De 2009 a 2017, cerca de 252 gigatoneladas por ano foram perdidas.

O ritmo de derretimento aumentou dramaticamente ao longo do período de quatro décadas. De 1979 a 2001, foi uma média de 48 gigatoneladas anuais por década. A taxa subiu 280% para 134 gigatoneladas de 2001 a 2017.

Pontos mais preocupantes

O principal autor do estudo afirma que uma das principais conclusões do projeto é a contribuição da Antártida Oriental para o quadro de perda total de massa de gelo nas últimas décadas.

“O setor da ‘Terra de Wilkes’ na Antártica Oriental, em geral, sempre foi participante importante na perda de massa, mesmo nos anos 80, como nossa pesquisa mostrou”, explica ele. “Esta região é provavelmente mais sensível ao clima [mudança] do que tradicionalmente se supôs e isso é importante saber, porque detém ainda mais gelo do que a Antártida Ocidental e a Península Antártica juntas”.

Ele acrescentou que os setores que perdem mais massa de gelo são adjacentes à água quente do oceano. “À medida que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio envia mais calor oceânico para esses setores, eles continuarão contribuindo para o aumento do nível do mar da Antártida nas próximas décadas”, conclui Rignot.

……………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

A possível e surpreendente causa para o Alzheimer

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de Alzheimer – a forma mais comum de demência. Infelizmente, ainda não há cura para a doença, apenas drogas para aliviar os sintomas.

No entanto, minha pesquisa mais recente sugere uma forma de tratamento. Encontrei a evidência mais forte até agora de que o vírus da herpes é uma das causas do Alzheimer, sugerindo que medicamentos antivirais eficazes e seguros podem ser capazes de combater a doença. Talvez consigamos até vacinar nossos filhos contra esse mal.

O vírus relacionado à doença de Alzheimer, o HSV1 (vírus mais comum da herpes simples), é conhecido por causar herpes labial. Ele infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.

Descobrimos em 1991 que, em muitos idosos, o HSV1 também está presente no cérebro. E em 1997 mostramos que isso representa um forte fator de risco para Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.

O vírus pode se tornar ativo no cérebro, possivelmente várias vezes, e isso provavelmente causa danos cumulativos. A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco.

Mais tarde, descobrimos junto a outros pesquisadores que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem. A aglomeração dessas proteínas no cérebro é característica da doença de Alzheimer.

Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.

Essa reativação gera dano direto nas células infectadas e inflamação viral. Sugerimos que reativações recorrentes causem lesões cumulativas, que acabam levando à doença de Alzheimer em pessoas com o gene APOE4.

Provavelmente, em portadores do APOE4, a doença de Alzheimer se desenvolve no cérebro devido a uma maior formação de produtos tóxicos provocada pelo vírus HSV1, ou a uma reparação menor dos danos ocasionados.

Novos tratamentos?

Os dados sugerem que agentes antivirais podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer. Os principais agentes antivirais, que são seguros, impedem a formação de novos vírus, limitando assim os danos virais.

Em um estudo anterior, descobrimos que o aciclovir, droga antiviral indicada para o tratamento de herpes, bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

É importante observar que todos os estudos, incluindo os nossos, mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e o Alzheimer – eles não provam que o vírus é de fato uma causa.

Provavelmente, a única maneira de provar que um micróbio é a causa de uma doença é mostrando que sua ocorrência é drasticamente reduzida ao atacar o micróbio – seja por meio de um agente antimicrobiano ou vacina específicos.

A prevenção bem-sucedida do Alzheimer pelo uso de agentes anti-herpes específicos foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala realizado em Taiwan. Espero que dados de outros países, se disponíveis, gerem resultados semelhantes.

*Por Ruth Itzaki

………………………………………………………………………………
*Fonte: bbc-brasil

Você se lembra de cinco mil rostos diferentes

Você é bom em reconhecer rostos? É daqueles que nunca erra o nome de ninguém? Ou você já esqueceu o nome daquela prima distante, durante uma festa de natal? Se esse segundo caso é o seu, agora você pode dar uma boa desculpa para não saber diferenciar a Julia da Juliana: um novo estudo está clamando que o rosto dela não está entre os cinco mil mais importantes da sua vida.

Alguns indivíduos são naturalmente melhores de reconhecimento facial que outros, mas pesquisadores da Universidade de York, Inglaterra, acreditam que 5 mil é a média que um ser humano normal consegue reter, contando pessoas da vida real e da mídia. Esse foi o primeiro estudo a calcular um número preciso de rostos.

O curioso é que nós, normalmente, vivemos em pequenos grupos de cerca de cem indivíduos. Mas o estudo sugere que nossas habilidades de reconhecimento facial nos equipam para lidar com os milhares de rostos que encontramos no mundo moderno – tanto em nossas telas quanto nas interações sociais.

No estudo, a equipe de pesquisa pediu aos participantes que anotassem quantos nomes de amigos, colegas, conhecidos, membros da família e até pessoas famosas lembrassem no espaço de uma hora. Os participantes relataram que foi fácil chegar a muitos rostos no início, mas a dificuldade foi aumentando com o passar do tempo. Essa mudança de ritmo permitiu que os pesquisadores supusessem quando os voluntários ficaram completamente sem rostos na memória.

Depois disso, várias fotografias de celebridades apareceram para os participantes, e eles precisavam citar o máximo que conseguiam. De acordo com os resultados, eles foram capazes de distinguir entre 1.000 e 10.000 faces no total.

O Dr. Rob Jenkins, do Departamento de Psicologia da Universidade de York, explicou essa grande margem: “O alcance pode ser explicado por que algumas pessoas têm uma aptidão natural para lembrar rostos. Existem diferenças na quantidade de atenção que as pessoas dedicam para rostos e com que eficiência elas processam essas informações.” E ele também acrescenta uma alternativa curiosa: “Alternativamente, isso poderia refletir diferentes ambientes sociais – alguns participantes podem ter crescido em lugares mais densamente povoados, com mais participação social, por isso fixam mais rostos”.

Algo a se considerar é que a idade média dos participantes dos estudos era de 24 anos. E, de acordo com os pesquisadores, a idade pode fornecer um caminho intrigante para futuras pesquisas: “Seria interessante ver se há uma idade de pico para o número de rostos que conhecemos”, disse Jenkins. “Talvez nós acumulemos rostos ao longo de nossas vidas, ou talvez começamos a esquecer alguns depois que alcançamos uma certa idade.”

*Por Ingrid Luisa

…………………………………………………………..
*Fonte: superinteressante

Humanos representam 0,01% dos seres vivos e mataram 83% dos mamíferos

Apesar de representarem apenas 0,01% dos seres vivos do planeta, os humanos são responsáveis pela destruição de muitas espécies. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, revela, inclusive, que a espécie humana acabou com 83% dos mamíferos selvagens da Terra.

Publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa compila os tipos de biomassa — matéria orgânica — dos reinos animais. “A análise revela uma visão holística da composição da biosfera e nos permite observar padrões de categorias taxonômicas e locais geográficos”, escrevem os cientistas.

Esse é o primeiro relatório a estimar a quantidade de todos os tipos de criaturas vivas. “Eu fiquei surpreso em descobrir que não ainda não existia uma estimativa compreensiva e holística de todos os componentes da biomassa”, disse o pesquisador Ron Milo, do Instituto de Ciência Wrizmann, em entrevista ao jornal The Guardian.

Milo e sua equipe compilaram dados de diversas fontes, como da Organização Internacional de Comida e Agricultura, por exemplo, para estimar a biomassa de cada país e como a industrialização, o êxodo rural e o uso de novas tecnologias pelos humanos colaborou para o fim de outras espécies animais.

Os cientistas concluiram que os 7,6 bilhões de pessoas representam somente 0,01% dos seres vivos, as bactérias, 13% e o restante das criaturas, como insetos, fungos e outros animais equivalem a 5% da biomassa do planeta. O que sobra é das plantas: segundo o estudo, elas representam 82% da matéria viva.

Atualmente, 70% das aves e 60% dos mamíferos do planeta foram criados em cativeiro, enquanto 30% dos pássaros são selvagens, 36% dos mamíferos são humanos e os 4% restantes são selvagens. Ainda de acordo com o relatório, 86% das espécies se encontram em terra, 13% abaixo de superfícies (como bactérias, por exemplo) e somente 1% nos oceanos.

……………………………………………………………………..
*Fonte: revistagalileu

Álcool prejudica a saúde mesmo com moderação, afirma estudo global

Se você, assim como 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo, não dispensa uma bebida alcoólica na hora de descontrair, melhor repensar seus hábitos. Um estudo global publicado hoje pela prestigiada revista de medicina The Lancet mostra como o consumo de álcool, até mesmo moderado, pode estar associado à uma série de prejuízos à saúde.

“O mito de que um ou dois drinques por dia é bom para você é um mito”, afirma Emmanuela Gakidou, pesquisadora do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME em inglês) da Universidade de Washington e uma das principais autoras do estudo, que faz parte do Estudo Global da Carga de Doenças (conhecido pela sigla em inglês de GBD), responsável por avaliar a mortalidade e a incapacidade provocada por doenças ao redor do mundo.

De acordo como o estudo, só em 2016, quase 3 milhões de pessoas morreram ao redor do mundo devido a causas ligadas ao álcool, incluindo 12% das mortes entre homens de 15 e a 49 anos.

“Os riscos à saúde associados ao álcool são massivos”, afirma Gakidou. “Nossas descobertas estão de acordo com uma outra pesquisa recente, que encontrou correlações claras e convincentes entre a bebida e [casos de] morte prematura, câncer e problemas cardiovasculares. Consumo zero de álcool minimiza o risco geral da perda de saúde”, recomenda.

Participaram deste estudo cerca de 500 colaboradores de mais de 40 nacionalidades associados ao GBD. No total, foram consultadas 694 fontes sobre o consumo de álcool, além de 592 estudos sobre os riscos da bebida.

Com esse amplo banco de dados, o estudo conseguiu avaliar resultados e padrões do consumo de álcool relacionados à saúde entre os anos 1990 e 2016, em 195 países e territórios; além de analisar relações entre idade e gênero.

Os pesquisadores usaram dados de todas as mortes relacionadas ao álcool — sem distinguir entre cerveja, vinho e licor — e confrontaram com resultados na saúde para determinar essas conclusões.

“Com a maior base de dados coletada até o momento, nosso estudo torna clara a relação entre saúde e álcool — beber causa uma perda de saúde substancial, e em uma miríade de formas, por todo o mundo”, diz Max Griswold, pesquisador do IHME e líder da nova pesquisa.

Álcool ao redor do mundo

Os padrões do consumo de álcool variam amplamente de país para país e por gênero, além do consumo médio por pessoa e da carga de doenças atribuídas. Em 2016, mais de 2 bilhões de pessoas consumiram álcool ao redor do mundo, dos quais 63% eram homens.

Alguns dos países com as populações que mais consomem álcool são a Dinamarca, Noruega, Argentina, Alemanha, Polônia, França, Coreia do Sul, Suíça, Grécia, Islândia, Eslováquia, Suécia e Nova Zelândia. Já entre os mais “sóbrios” estão o Paquistão, Bangladesh, Egito, Mali, Marrocos, Senegal, Mauritânia, Síria, Indonésia, Nepal, Butão, Myanmar e Tunísia.

No que diz respeito às mortes associadas a bebida, os países islâmicos (que proíbem o consumo) também se destacam entre os que tem menos casos, se concentrando no Oriente Médio. São eles: Kuwait, Irã, Palestina, Líbia, Arábia Saudita, Iêmen, Jordânia, Síria, Maldivas e Singapura.

Os que possuem mais casos fatais estão concentrados na região dos Países Bálticos, do Leste Europeu e da Ásia Central: Rússia, Ucrânia, Lituânia, Bielorrússia, Mongólia, Letônia, Cazaquistão, Lesoto, Burundi e República Centro-Africana.

“Agora nós entendemos que o álcool é uma das maiores causas de morte no mundo hoje em dia”, diz Richard Horton, editor do Lancet. “Nós precisamos agir agora. Nós precisamos agir urgentemente para prevenir estes milhões de mortes. E nós podemos fazer isso.”

O estudo também fornece informações sobre prevalência de abstenção e prejuízos à saúde atribuídos ao álcool. Entre eles, doenças não-transmissíveis (como as cardiovasculares, casos de câncer, cirrose, diabetes, epilepsia), doenças transmissíveis (como as respiratórias, incluindo tuberculose) e lesões provocadas a si mesmo e aos outros pela violência.

………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

Brasil é o país onde mais se mata com armas de fogo no mundo

Segundo estudo, junto com outros seis países da América, com destaque para os EUA, somos responsáveis por metade das mortes com armas.

Em tempos que candidatos à Presidência da República defendem um menor controle na venda de armas, um estudo recente traz dados alarmantes: em 2016, 43,2 mil pessoas foram mortas por armas de fogo no Brasil, número que o coloca no indigesto primeiro lugar do ranking mundial de mortalidade por armas publicado pelo Global Burden Disease, órgão daOrganização Mundial da Saúde que pesquisa as causas de morte pelo mundo.

Mas o Brasil não está sozinho. É seguido de perto pelos Estados Unidos, onde as armas mataram 37,2 mil pessoas. Juntos, os dois países são responsáveis por 32%, quase um terço, de todo mundo que morreu a bala.

Se juntar os números do México, Colômbia, Venezuela e Guatemala, o volume de assassinatos vai para 50,5%. Mais da metade das 251 mil mortes aconteceram nesses países da América que, juntos, não somam nem 10% da população mundial.

De acordo com o estudo, homicídios são a maior causa de mortalidade em consequência de lesão por arma de fogo dos 195 países pesquisados, com 64% do total. Seguido por suicídio, com 27% das mortes, e 9% foram por disparo acidental.

“90% das mortes violentas ocorrem fora das situações de conflito. Em todo o mundo, armas de fogo são frequentemente o meio letal em casos de homicídio, suicídio e lesões não intencionais, indicando um importante problema de saúde pública, com custos sociais e econômicos que se estendem além da perda imediata da vida”, escreveram os autores.

A pesquisa também associou o acesso às armas e o número de pessoas que possuem armas ao número de mortes. “Vários fatores estruturais foram identificados como contribuintes, incluindo pobreza, desigualdades sociais”, diz a publicação.

“Violência na interseção desses fatores culturais, juntamente com uma alta disponibilidade geral de armas de fogo , combinam-se para produzir altas taxas de mortalidade através da letalidade inerente ao uso de armas de fogo.”

No Brasil, esse tipo de morte aumentou muito desde 1990, indo de uma estimativa de 27,3 mil para os 43,2 mil registrados em 2016. No entanto, após uma explosão de mortalidade até meados dos anos 2000, houve uma redução no índice, que manteve sua estabilidade desde o Estatuto do Desarmamento.

“Os padrões documentados na África do Sul e no Brasil também apoiam uma ligação entre restrições regulatórias ao acesso de armas de fogo e subsequentes reduções nas taxas de mortes por elas”, aponta o documento.

 

 

 

 

…………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu