Meditação regular traz mais benefícios do que férias, afirma estudo

Já não é novidade o quanto a meditação e a ioga fazem bem para a saúde. Pesquisas sérias têm apontado alguns desses benefícios e deixado para trás a ideia de que tais práticas são “coisa de hippie”. A Harvard Health Publications divulgou, por exemplo, um estudo onde ficou claro que meditar pode ser melhor para o corpo e para a mente até do que tirar férias.

Segundo a médica Monique Tello, o estudo foi realizado em um resort no sul da Califórnia (EUA), com 91 mulheres voluntárias que não apresentavam problemas de saúde importantes, não estavam grávidas, nem tomavam hormônios ou antidepressivos. O método mesclou técnicas de meditação, ioga e exercícios ao longo de uma semana.

Os participantes foram divididos em três grupos com cerca de 30 cada um: “meditadores” experientes, mulheres que nunca meditaram, e um grupo que simplesmente “foi de férias”. Os 30 “participantes de férias” ouviram palestras de saúde e depois fizeram coisas divertidas ao ar livre por uma semana.

Ao fim do experimento, os três grupos apresentaram melhorias estatisticamente significativas nos níveis de estresse e depressão, que foram mensurados usando questionários bem estabelecidos e comumente usados. Até este ponto, explica Monique, parece que as férias são tão boas quanto os exercícios para a redução do estresse e melhora de humor.

Mas, ela explica que o que realmente impressiona é que 10 meses depois: os meditadores regulares ainda apresentavam melhorias significativas, os meditadores novatos ainda mais, enquanto os turistas já estavam novamente estressados. A descoberta vai ao encontro de pesquisas anteriores que mostra que as férias têm efeitos benéficos, mas por muito pouco tempo.

Os pesquisadores coletaram também amostras de sangue, antes e depois do experimento. Quem explica os resultados desta fase é o autor de estudo Eric Schadt, diretor do Icahn Institute no Monte Sinai.

“Os meditadores regulares mostraram os mesmos tipos de ‘melhorias’ no nível molecular como os outros, mas, além disso, apresentaram mudanças que também foram associadas a alguns processos de envelhecimento. Penso que há relação com um envelhecimento mais saudável, por isso espero que motive mais estudos nesta direção”, afirma o pesquisador.

O estudo de férias incluiu apenas mulheres e os próprios autores afirmam que são necessárias mais pesquisas na área. Mas as evidências já estão aí, outros estudos já comprovaram que a meditação ajuda a reduzir a ansiedade, depressão, estresse, dor e a saúde geral, além de melhorar a qualidade de vida. Se por um lado, o descanso do trabalho é realmente merecido, por outro tentar incluir a prática da meditação pode amenizar a espera pelas tão sonhadas férias tornando o dia a dia bem mais agradável.

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*Fonte/texto: ciclovivo

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O Universo é um jogo de espelhos

O Universo provavelmente está povoado de cópias de você. E de sua mãe, do Stephen Hawking, do Usain Bolt e do Elon Musk. Em algumas, Hawking anda, Bolt é sedentário e Musk é pobre. Em outras, tudo segue exatamente do jeito que está – você, inclusive, lê esta revista, nesta mesma posição.

Para encontrar essas cópias, você teria que começar a viagem mais longa da sua vida. Suba em um foguete imaginário. Deixe a Terra para trás. O Sol ficará cada vez mais distante, até sumir. Depois, as estrelas também desaparecem: cada um dos pontos brilhantes que você vê agora é uma galáxia inteira. E a viagem segue.

Eis que, em certo momento, você vê pela janela uma galáxia bem parecida com a Via Láctea. Então entra nela para dar uma explorada. Lá dentro, encontra estrelas bem familiares. Entre elas, uma de tamanho médio com um punhado de planetas em volta. Chegando mais perto, você vê que o terceiro planeta mais próximo da estrela parece uma bola de gude azul. Sim: um planeta idêntico à Terra, a zilhões de mastodontilhões de milênios-luz daqui.

Tudo na superfície desta outra Terra é igual à desta aqui: continentes, montanhas, oceanos. Os mesmos seres vivos, de uma ararinha azul que acaba de nascer na Amazônia de lá até o seu cachorro, criado por um clone exato seu que mora ali. Um clone mesmo: com a sua cara, seu nome, seus medos, seus amores, seu passado.
Essa possibilidade parece absurda. É absurda. Mas pode ser real também. Mais do que isso: se o Universo for grande o suficiente (e a princípio ele é mesmo), a existência desse seu clone lá longe é uma imposição da matemática.

Quão grande o Universo precisa ser para possibilitar tal aberração? Bom, isso tem a ver com a variedade do nosso “guarda-roupa” cósmico. Imagine que no seu armário há 10 calças e 20 camisetas. Com esse conteúdo, é possível passar 200 dias sem repetir nenhum look. No 201º dia, porém, a repetição é obrigatória. No Universo é a mesma coisa. A região que ocupamos nele nada mais é que um conjunto de partículas, que se combinaram para formar o Sol, a Terra, os seus pensamentos. Tudo. Porque tudo o que existe, afinal, é feito de partículas elementares. Arranje essas partículas de um jeito, e você terá uma gosma disforme de moléculas. Arrume de outro, e você terá um cérebro, um par de olhos, um corpo, este texto. A existência da nossa realidade é só um look que o Universo escolheu para as zilhões de partículas que estão dentro dele.

O Universo é bem uniforme. Podemos supor, então, que regiões do mesmo tamanho contêm o mesmo número de partículas. Esses quarks, fótons e elétrons se combinam de muitas outras formas nas regiões vizinhas à nossa.

O que interessa é que o número de combinações dessas partículas é gigante – mas finito. Chegaremos à quantidade exata. Mas a conclusão é a mesma do guardaroupa: se tivermos mais “regiões” no Universo do que combinações possíveis entre as partículas que as habitam, em algum lugar vão existir regiões exatamente iguais.
Em um Universo imenso, portanto, um clone exato seu é bastante provável. Mais: se o Universo for infinito, é obrigatório que existam infinitos clones seus. E há motivos convincentes – impulsionados por observações feitas na última década – para acreditar que o cosmos não tem fim. E tudo por causa de algo que mal cabe na imaginação: o formato real do Universo.

É difícil entender que o Universo sequer tenha um formato. O que vemos ao olhar para o céu parece ser um imenso vazio pontuado de estrelas. Mas esse “todo” precisa se organizar em alguma forma definida.

Isso porque ele contém massa e, segundo a Teoria da Relatividade, qualquer coisa que tenha massa cria uma curva nas dimensões de tempo e espaço. O espaço pode ser pensado como um tecido bem esticado. Uma bola de gude lançada ali vai afundar um pouco o tecido. Uma bola de boliche cria uma curvatura ainda maior.

Da mesma forma, se tiver muita matéria (muita massa) no Universo, ele se curvaria até ficar esférico. Se esse fosse o caso, então, viveríamos na superfície de uma bexiga gigantesca. Uma bexiga tem três dimensões (altura, largura e comprimento). Mas uma formiga na superfície da bexiga só é capaz de perceber duas: ela pode andar de lado ou para frente e para trás, mas não para “cima” – porque, na prática, isso significa sair da bexiga.

Como a formiga, não conseguimos sair da “superfície” do Universo. O cosmos, por esse ponto de vista, consiste numa superfície 3D inserida numa esfera 4D.

Se o Universo for essa esfera quadridimensional e você sair para uma viagem espacial, sempre em linha reta, necessariamente voltaria ao ponto de início da viagem.

Mas uma esfera não é o único formato possível. O Universo pode ter muita energia escura, uma entidade que tem efeito oposto ao da massa – estica o Universo, em vez de contrair. E aí, ao contrário de uma esfera, o Universo teria uma curvatura negativa. O resultado, difícil de imaginar, mas válido para os matemáticos, é uma batata Pringles em quatro dimensões.

A última opção é um Universo que tenha uma quantidade de massa e de energia escura equivalentes, com uma anulando a outra. Nesse caso, não existe curvatura. Então o Universo não seria nem uma bexiga nem uma batata em quatro dimensões. Seria plano.

Em um Universo plano, você nunca voltaria ao ponto em que saiu, ainda que viajasse por trilhões e trilhões de anos. Se for o caso, sua viagem só teria dois itinerários possíveis: ou você encontraria o fim do Universo, uma borda depois da qual não existe nada, ou, o que é extremamente mais provável, esse Universo não tem bordas nem fronteiras. Sua extensão é infinita.

Essa discussão é importante para garantir a existência dos seus clones. Porque só um Universo plano pode ser infinito, sem limite em nenhuma direção. A boa notícia é que chegamos a uma resposta quase definitiva, graças às Micro-ondas Cósmicas de Fundo, as formas de luz mais antigas que conseguimos enxergar, emitidas poucos milhares de anos após o Big Bang.

Na última década, a sonda WMAP, da Nasa, usou essa radiação para medir a curvatura do cosmos. O cálculo final conclui que o Universo é plano, veja só. E com uma margem de erro de apenas 0,4%.

O estudo foi reforçado pela Pesquisa Espectroscópica de Oscilação Bariônica (BOSS, em inglês), publicada em 2014, que mediu a densidade do Universo com a maior exatidão já vista. O que a BOSS detectou foi que o Universo abriga basicamente a quantidade de massa exata necessária para ser plano.

Mesmo assim, um Universo plano não é necessariamente infinito. Ele pode ser como uma tela de Pac-Man. Você sai por uma ponta e aparece na outra – ideia aparentemente absurda, mas apoiada por alguns cientistas. Mesmo assim, os especialistas concordam no seguinte: se o Universo é, de fato, plano, todos os cálculos permitem supor que ele seja infinito.

Isso quer dizer que, na sua viagem de trilhões e trilhões de anos-luz de duração, você jamais voltaria para o ponto de onde saiu. E, no caminho, começaria, obrigatoriamente, a encontrar os seus clones. Porque o único padrão possível na infinitude é a repetição.

Um novo Big Bang

Em um Universo infinito, a forma como entendemos o momento de origem muda completamente

Se o Universo é de fato infinito, ele sempre foi infinito – até no Big Bang. A Lei de Hubble mostra que o cosmos está expandindo, porque as galáxias estão se afastando (e as mais distantes se afastam mais rápido). Se o relógio girasse ao contrário, veríamos o oposto: tudo se aproximando em um Universo cada vez menor, até tudo que existe estar contido em um só ponto. Nesse ponto de densidade absurda aconteceu o Big Bang. Essa é a explicação convencional. Mas em um Universo infinito, é preciso olhar por outro ângulo. A matemática, afinal, permite “infinitos maiores” e “infinitos menores”. Pegue uma reta infinita e serre ela ao meio. Você terá duas retas menores que a original, mas ainda infinitas. Se o tempo corresse ao contrário, o Universo ficaria menor, mas ainda infinito. Veríamos galáxias se aproximando, até se fundirem. Só que um cosmos infinito e homogêneo tem galáxias infinitas – e a fusão de todas elas levaria a um pico de densidade em todos os seus pontos. Conclusão: um Universo sem limites pode ter sido infinitamente denso, o que também cumpre os requisitos para o Big Bang. Boom.

Quando você encontraria sua primeira cópia? Esse cálculo foi feito pelo cosmólogo do MIT Max Tegmark. Ele é mais fácil de entender se pensarmos no Universo como uma grande colcha de retalhos. Nosso universo visível, também chamado de horizonte cósmico, é um desses retalhos, que se estende a 42 bilhões de anos-luz em todas as direções. Dentro de cada um desses retalhos, existem 10118 unidades subatômicas que formam tudo que existe. São 100000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
00000000000000000000000000000000000000000000000000000000 partículas.

Todas elas estão presentes em todos os retalhos, mas podem ter combinações variáveis, gerando realidades totalmente diversas. Segundo Tegmark, você teria que elevar 210 , depois pegar o número resultante e elevá-lo à 118. Essa seria a quantidade de opções de retalhos diferentes, dígitos suficientes para travar seu computador.

Isso quer dizer que, a cada região composta de 210 elevado a 118 retalhos, vai existir, no mínimo, um que é uma cópia exata do horizonte cósmico em que vivemos. As mesmas galáxias, o mesmo sistema solar, a mesma Terra.

Chegando a um país igual ao Brasil, você encontraria alguém que vive em uma casa igual à sua, bebe a mesma cerveja com os mesmos amigos e tem as mesmas marcas de espinha no rosto. Daqui até lá, a distância máxima a se viajar é de 1010 elevado a 118 metros.

10 elevado a 10 elevado a 118: essa é a distância máxima (em metros) daqui até o próximo universo idêntico ao nosso. Mas, para cada xerox exato, o espaço está repleto de cópias distorcidas de tudo o que você conhece…

Não existe papel suficiente no planeta para escrever tantos zeros. Trata-se de um número tão imenso que nem faz diferença se ele for expresso em milímetros ou em anos-luz. A diferença entre um milímetro e um ano-luz, afinal, consiste em meros 18 zeros. E, de novo, estamos falando em um número com mais zeros do que grãos de areia em todas as praias e desertos da Terra – e de Marte também.

A ficção científica vira filme de terror, porém, se pensarmos que, de acordo com a matemática, é mais fácil produzir cópias inexatas do que clones perfeitos. Então, a cada cópia exata do nosso Universo conhecido, você encontraria versões distorcidas dele. Antes de completar a jornada, você certamente encontraria uma série de Universos em que as partículas nem geraram vida. Ou geraram, mas nada remotamente parecido com aquilo que existe agora na Terra. Em outra parte do Universo, nós, terráqueos, curamos o câncer. Em outra, Hitler venceu a Segunda Guerra. Em uma terceira, você ganhou na loteria. Afinal, a cura do câncer, o destino de Hitler ou a sua sorte no jogo nada mais são que configurações possíveis das partículas que formam o Universo.

Num cosmos grande o suficiente, a existência de clones infinitos de você é uma certeza inabalável. A de versões distorcidas de tudo o que você conhece também. Tudo o que pode existir irá existir.

Só tem um problema: nós nunca, em nenhuma hipótese, encontraremos nossas cópias ou essas versões alternativas da história. Porque dentre tudo o que você leu aqui, a única coisa realmente impossível é a viagem em que você embarcou no início deste texto.

Afinal, nada viaja além da velocidade da luz – isso Einstein já estabeleceu com a Teoria da Relatividade. Mas há uma “exceção”: a velocidade com que o próprio Universo está se expandindo.

O nosso horizonte cósmico, ou o retalho que habitamos na colcha do Universo, aumenta de tamanho sem parar. Com isso, a fronteira entre este retalho e o próximo fica cada vez mais distante.

Na borda do nosso retalho estão as galáxias mais longínquas que podemos ver. Elas emitiram sua luz pouco depois do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Se o Universo não se expandisse, essas galáxias estariam a pouco menos de 13,8 bilhões de anos-luz de distância. Mas, desde que brilharam em nossa direção pela primeira vez, elas se afastaram cada vez mais rápido. Hoje, estão a mais de 40 bilhões de anos-luz. E a distância segue aumentando a uma velocidade bem maior que a da luz. Como é impossível construir qualquer coisa que se desloque mais rápido que a luz, jamais conseguiremos enxergar além do horizonte cósmico, do limite do retalho. A luz que esses objetos emitem jamais chegará aos nossos telescópios.

Eis a grande pegadinha da natureza: as leis que governam o cosmos são permissivas o bastante para suportar a tese de que o Universo está cheio de clones seus. Por outro lado, elas são implacáveis a ponto de manter essas maravilhas do mundo das probabilidades completamente fora do nosso alcance. Para sempre. O irônico é que, do ponto de vista do seu clone espacial que está lendo este texto agora, quem está fora de alcance é você. Vivamos com isso.

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*Fonte: superinteressante

Nosso cérebro controla o quanto vivemos

Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, testaram com sucesso um novo procedimento em camundongos que poderia controlar e prevenir doenças relacionadas com a idade e até mesmo o próprio envelhecimento. Relatando suas descobertas na revista Nature, os pesquisadores descobriram o papel crucial que o hipotálamo – a região do cérebro responsável pelos processos hormonais e metabólicos do corpo – desempenha no envelhecimento.

 

“Nossa pesquisa mostra que o número de células-tronco neurais hipotalâmicas naturalmente diminui ao longo da vida do animal, e esse declínio acelera o envelhecimento”, diz o pesquisador chefe Dongsheng Cai. Eles descobriram, no entanto, que o processo não é irreversível.

 

A fim de descobrir se o desaparecimento de células-tronco foi causado por ou devido ao envelhecimento, eles injetaram uma toxina nos ratos que matou 70% de suas células-tronco neurais. “Esta ruptura aumentou muito o envelhecimento em comparação com os ratos de controle, e aqueles animais com células-tronco interrompidas morreram antes do normal”, explica Cai.

Em um segundo experimento, os pesquisadores implantaram células-tronco prontas para se tornarem neurônios novos no cérebro de ratos mais velhos. Isso prolongou a vida dos camundongos em 10 a 15% e manteve-os fisicamente e mentalmente em forma durante vários meses.

Controle no cérebro

Anteriormente, outros pesquisadores sugeriram o papel do hipotálamo no envelhecimento – embora nunca antes isso tenha sido identificado com tanta clareza. A equipe de Cai parece ter fornecido o elo perdido, que poderia impulsionar significativamente a pesquisa na área. “É um avanço. O cérebro controla quanto tempo vivemos”, diz David Sinclair, da Harvard Medical School.

As pesquisas no campo do envelhecimento aumentaram ao longo dos últimos anos à medida que a ideia de que envelhecer é uma doença que pode e deve ser curada está sendo aceita. Sem nenhuma surpresa, muitos destes tratamentos potenciais têm base em alguma função do cérebro. Um estudo examina as mitocôndrias, enquanto outros observam drogas que já estão sendo usadas para tratar os efeitos do envelhecimento. Um estudo está chegando até a explorar o potencial anti-envelhecimento das transfusões usando sangue jovem.

Para a pesquisa de Cai, o próximo passo é testar o procedimento em seres humanos, e a equipe quer iniciar ensaios clínicos em breve. No entanto, isso pode levar um tempo ainda. “É claro que os humanos são mais complexos”, diz Cai. “No entanto, se o mecanismo for fundamental, você pode esperar ver efeitos quando uma intervenção é baseada nisso”. [Futurism]

 

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*Fonte: hypescience

Primeira pesquisa mundial sobre religião e ciência tem resultados surpreendentes

Será que todos os cientistas são ateus? Eles acreditam que religião e ciência podem coexistir? Ou acham que as duas coisas são conflitantes?

Enquanto existem muitas assunções e sensos comuns sobre o tema, uma nova pesquisa resolveu tirar esse assunto a limpo, e seus resultados foram surpreendentes.

 

O método para estudar religião e ciência

Esse foi o primeiro estudo mundial – e o maior – sobre como os cientistas veem a religião, conduzido pela Universidade Rice, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores recolheram informações de 9.422 entrevistados em oito regiões do mundo: França, Hong Kong, Índia, Itália, Taiwan, Turquia, Reino Unido e EUA. Eles também viajaram a estas regiões para realizar entrevistas em profundidade com 609 cientistas.

Ao entrevistar cientistas em várias fases da carreira, nas aéreas de biologia e física, em instituições de elite e não de elite, os pesquisadores esperavam ter uma visão representante dos cientistas sobre religião, ética e como ambas se cruzam com seu trabalho científico.

Os resultados desafiam os pressupostos de longa data sobre a dupla ciência-fé. Enquanto é comumente assumido que a maioria dos cientistas são ateus, a perspectiva global do estudo mostra que esse simplesmente não é o caso.

 

Descobertas

“Mais da metade dos cientistas na Índia, Itália, Taiwan e Turquia se identificaram como religiosos”, disse a principal autora do estudo, Elaine Howard Ecklund, diretora do Programa de Religião e Vida Pública da Universidade Rice. “E é impressionante que existem aproximadamente o dobro de ‘ateus convictos’ na população geral de Hong Kong (55%), por exemplo, em comparação com a comunidade científica nesta região (26%)”.

 

Os pesquisadores descobriram que os cientistas geralmente são menos religiosos do que uma dada população em geral. No entanto, houve exceções: 39% dos cientistas em Hong Kong se identificam como religiosos em comparação com 20% da população geral de Hong Kong. Além disso, 54% dos cientistas em Taiwan se identificam como religiosos em comparação com 44% da população geral de Taiwan.

Quando perguntados sobre os conflitos entre religião e ciência, apenas uma minoria dos cientistas em cada contexto regional disse acreditar que ciência e religião estejam em conflito.

No Reino Unido – um dos países mais seculares do estudo -, apenas 32% dos cientistas caracterizaram a intersecção entre ciência e fé como conflituosa. Nos EUA, este número foi de apenas 29%.

Por fim, 25% dos cientistas de Hong Kong, 27% dos cientistas da Índia e 23% dos cientistas de Taiwan acreditam que ciência e religião podem coexistir e ser usadas para ajudar uma a outra.

 

Nuances

Além dos resultados quantitativos do estudo, os pesquisadores descobriram nuances nas respostas dos cientistas durante as entrevistas em profundidade.

Por exemplo, numerosos cientistas expressaram que a religião pode fornecer uma “base” em áreas eticamente cinzentas. “Religião fornece uma base naquelas ocasiões em que você pode ficar tentado a tomar um atalho porque deseja ter algo publicado e pensa: ‘Oh, essa experiência não foi boa o suficiente, mas se eu retratá-la desta forma, vai parecer que sim’”, exemplifica um professor de biologia do Reino Unido.

Outro cientista disse que o ateísmo tem vertentes, algumas das quais incluem tradições religiosas. “Eu não tenho nenhum problema de ir à missa, é uma coisa cultural”, disse um físico do Reino Unido que por vezes frequenta a igreja porque sua filha canta no coral. “Não tenho fé religiosa, mas não me preocupa que a religião ainda exista”.

Finalmente, muitos cientistas mencionaram que convivem com visões religiosas de colegas ou alunos. “Questões religiosas são muito comuns aqui, todo mundo fala que templo frequenta, a qual igreja costuma ir. Portanto, não é realmente um problema que precisa ser escondido”, disse um professor de biologia de Taiwan.

 

Aplicações

Ecklund disse que o estudo tem muitas implicações importantes que podem ser aplicadas a processos de contratação de universidades, na estruturação de salas de aula e laboratórios e em políticas públicas gerais.

Educação afeta religião – mas de uma forma mais complexa do que se pensava

“A ciência é um empreendimento global”, afirma a pesquisadora. “E enquanto a ciência for global, então temos de reconhecer que as fronteiras entre ciência e religião são mais permeáveis do que a maioria das pessoas pensa”. [Phys]

 

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*Fonte: hypescience

Criança precisa de Micróbios, Não de Antibióticos, para desenvolver a Imunidade, dizem os cientistas.

Sim, é claro que é importante lavar as mãos. O problema é – no ocidente pelo menos – os pais decidiram levar à sério demais esse negócio de manter tudo limpo.

A nova ciência mostra que descartar os minúsculos organismos chamados de micróbios com nossos desinfetantes de mãos, sabonetes antibacterianos e doses exageradas de antibióticos está tendo um impacto profundamente negativo no sistema imunológico de nossos filhos, diz a microbiologista Marie-Claire Arrieta, co-autora de um livro chamado “Deixe-os comer sujeira: salvando nossos filhos de um mundo ultrapassado”.

Os especialistas acreditam que a limpeza exagerada está contribuindo para uma série de condições crônicas que vão desde alergias a obesidade.

Marie-Claire Arrieta explica que quando nascemos, não temos micróbios. Nosso sistema imunológico está subdesenvolvido. Mas assim que os micróbios entram em ação, eles ativam o nosso sistema imunológico para funcionar corretamente. Sem micróbios, nosso sistema imunológico não pode combater bem as infecções.

A hipótese do excesso de higiene pode explicar por que as alergias, bem como a obesidade e a doença inflamatória do intestino e mesmo o autismo, são doenças que estão em ascensão.

A explicação, contudo, não é apenas genética, de acordo com Marie-Claire Arrieta. Ela diz que nossos genes simplesmente não mudam tão rápido. A pesquisa está mostrando consistentemente que a falta de exposição aos micróbios está colaborando com a ascensão destas doenças. Os cientistas consideram que esta exposição no início de nossas vidas é necessária para que nossos sistemas imunológicos sejam treinados adequadamente e, eventualmente, possam evitar o desenvolvimento dessas doenças.

Evidências epidemiológicas mostram que as crianças que estão crescendo em um ambiente rural têm menos chance de desenvolver asma. Claro que você não pode simplesmente pegar suas coisas e ir morar numa fazenda. Mas o que isso sugere é que viver em um ambiente menos limpo é realmente melhor.

A mesma lógica se aplica para o benefīcio de quem tem um animal de estimação, especificamente um cão. Estudos também mostraram que limpar tudo que entra na boca do bebê aumenta suas chances de asma. A incidência de asma diminui se a chupeta é limpa na boca dos pais.

A higiene é crucial para a nossa saúde, claro. Não devemos parar de lavar as mãos. Mas devemos fazer isto na hora que seja eficaz para a prevenção de doenças, ou seja: antes de comer e depois de usar o banheiro.

Qualquer outra vez, não é necessário. Então, se seu filho estiver no quintal brincando com terra, você não precisa remover essa sujeira, avisam os cientistas.

Deve haver um equilíbrio entre prevenir a infecção, que ainda é uma ameaça real na sociedade, mas também promover esta exposição microbiana que, para os estudiosos, é saudável.

Este texto é uma tradução livre da entrevista em inglês feita pelo blogueiro Brandie Weikle (editor do site thenewfamily.com). A íntegra em inglês pode ser lida aqui: “Children need microbes — not antibiotics — to develop immunity, scientists say”

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*Fonte: saudecuriosa

O propósito da diarreia é muito mais complicado do que pensávamos

Um dos aspectos mais desordenados da vida humana é a diarreia. Durante séculos, ela confundiu cientistas sobre o motivo exato pelo qual precisamos encará-la.

Embora faça sentido que o seu propósito seja o de livrar nosso organismo das infecções o mais rápido possível, existe uma surpreendente falta de evidências biológicas que respaldem essa suposição. Agora, pesquisadores se aproximam da ciência da diarreia para descobrir que, ao tentar evitá-la, talvez causemos mais mal do que bem ao nosso corpo.

“A hipótese de que a diarreia limpa os agentes patogênicos intestinais tem sido debatida há séculos”, diz um dos cientistas, Jerrold Turner, do hospital Brigham and Women’s, em Boston.

“Seu impacto na progressão das infecções intestinais permanece mal compreendido. Buscamos definir o papel da diarreia e verificar se a prevenção pode atrasar a limpeza de agentes patogênicos e prolongar a doença”.

 

Papel da água

Turner e sua equipe se interessaram por um aspecto-chave na experiência da diarréia: como é que toda aquela água se transporta pela parede do intestino até o produto final?

A partir de modelos de ratos com “diarréia do viajante” – o tipo causado por infecções bacterianas – pesquisadores examinaram o revestimento intestinal desses animais para descobrir como grandes quantidades de água se tornam capazes de passar e facilitar a diarreia.

Os ratos foram infectados com Citrobacter rodentium, equivalente a um infectado por E. coli.

A equipe descobriu que, como resposta à infecção, células imunes começaram a gravitar em direção à parede intestinal, o que desencadeou a produção de um a proteína chamada interleucina-22.

A interleucina-22 se fundiu com células no revestimento intestinal e as levou a produzir uma segunda proteína, chamada claudin-2.

O trabalho desta proteína é coordenar-se com as células para formar grandes aberturas na parede do intestino, de modo que começa a fluir mais água do que o normal.

Tudo isso aconteceu dentro de apenas dois dias de infecção bacteriana – muito antes de inflamação e danos nos tecidos começarem a denunciar a infecção.

A atividade da claudin-2 já foi observada em seres humanos antes, mas estes são os primeiros sinais da interação entre ela e a interleucina-22 no caso de uma infecção bacteriana.

Isso sugere que, apesar de a diarreia possa parecer um pesadelo, não tê-la pode ser um destino ainda pior.

No desenho abaixo é possível verificar a interação entre interleucina-22 (esfera azul) e claudin-2 para combater a bactéria C rodentium:

Não é apenas pelo mecanismo da diarreia a torna mais complexa do que presumimos – temos, também, o costume de julgar mal o fato de que ela interage com as bactérias para que, em conjunto, possam combater a infecção.

A equipe descobriu essas evidências observando três tipos de ratos – um que foi projetado para superproduzir a claudin-2, outro cuja capacidade de produzir claudin-2 foi bloqueada (chamados camundongos de nocaute ao claudin-2) e um grupo controle.

Como esperado, o grupo de controle teve diarreia em resposta à infecção, enquanto superprodutor de claudin-2 teve diarréia o tempo todo.

Nenhum, porém, sofreu tanto quanto os camundongos de nocaute.

Apesar de serem os únicos a evitar um ataque desordenado de fezes, eles experimentaram sintomas da infecção muito mais severos do que os outros, e levaram muito mais tempo para que seus sistemas imunológicos eliminassem a bactéria.

“Seu sistema imunológico quase enlouqueceu tentando limpar essa infecção, mas não conseguia”, disse Turner à Gizmodo.

Nos primeiros estágios da infecção, os ratos de nocaute experimentaram danos nos tecidos muito maiores do que os outros dois grupos e maior proliferação das bactérias nocivas.

E aqui está o ponto: eles acabaram enfrentando uma diarreia terrível mesmo assim.
Procedimento e resultados

No 11º dia de infecção, a diarreia finalmente teve início, e permaneceu “significativamente maior” do que os outros dois grupos até o dia 21.

Os pesquisadores sugerem que, se o corpo não for capaz de produzir diarreia para libertar a infecção – facilitada pela atividade da interleucina-22 e da claudina-2 – começará a quebrar o próprio revestimento intestinal para forçar a água a descer.

É importante notar que o experimento até agora só foi realizado em ratos. Então, até ser verificado em seres humanos, é muito cedo para dizer que o mesmo processo ocorre em nossos corpos.

Mas os humanos produzem proteína interleucina-22, então ela pode ser responsável por desencadear a produção de diarreia em nós também.

E o que esta pesquisa mostra é que qualquer medicamento destinado a bloquear a atividade do organismo ou a claudin-2 poderia causar mais mal do que bem – temos subestimado o quão importante isso poderia ser na prevenção de infecções mais graves e prolongadas.

“As pessoas estão recorrendo a remédios para prevenir a diarreia. Mas essa pesquisa nos diz que é preciso ter cuidado com isso”, disse Turner ao Gizmodo. “No caso desse agente patogênico, se você bloqueá-lo, a infecção pode ficar muito pior”.

A pesquisa foi publicada na Cell Host e Microbe. [ScienceAlert]

 

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*Fonte: hypescience / Carolina Goetten

Estudo sugere 5 sinais para saber se você é mais inteligente que os demais com quem convive

Pessoas inteligentes vivem mais

Um estudo realizado com 2 mil voluntários no Reino Unido constatou que pessoas com QI mais alto tem mais chances de ter uma vida longa. A pesquisa, realizada em parceria pelas universidades de Edimburgo e Aberdeen, consistiu em coletar dados de uma batelada de testes de inteligência aplicados em 1932, os Scottish Mental Surveys, aos quais praticamente todas as crianças de 11 anos da Escócia foram submetidas na época. Os estudiosos, então, cruzaram os resultados dos testes com a idade em que os participantes morreram.

O mais interessante é que, mesmo quando fatores econômicos e sociais eram levados em conta, as crianças mais “espertas” acabaram se dando melhor em comparação com quem teve resultados mais baixos no teste. Este não é o primeiro teste que relaciona QI e longevidade: mais de vinte pesquisas, também realizadas a longo prazo, já apontaram a mesma correlação.

De acordo com o artigo publicado no British Medical Journal, os dados comprovam que “participantes que morreram antes de janeiro de 1997 tinham QI consideravelmente mais baixo aos 11 anos do que quem está vivo até hoje”. A expectativa de vida de pessoas com QI mais elevado (por volta dos 115 pontos) é de 76 anos.

Vale lembrar que esta é uma área delicada de estudos, especialmente porque a pontuação de testes de QI não são necessariamente indicadores de inteligência, que pode ser afetada por conta de fatores sociais, educacionais e culturais. Contudo, está claro que essa relação existe – e a ciência ainda está tentando descobrir o porquê. (Via Science Alert)

 

5 sinais de que você é mais inteligente do que o resto das pessoas

Você provavelmente continuou lendo esta matéria porque acredita ser mais inteligente do que a média. E há grandes chances de isso ser verdade: uma série de estudos mostra as estatísticas de uma pessoa ser mais inteligente do que o restante. O Business Insider separou oito deles, veja abaixo.
Você é mais inteligente se…

1 – …for o filho mais velho. Um estudo realizado em 2007 na Noruega mostra que os filhos mais velhos tendem a ter um QI mais alto do que os mais novos. Segundo os pesquisadores, o que muda não é nascer primeiro, mas sim a criação como filho mais velho.

2 – …teve aulas de música quando era criança. Em 2011, pesquisadores observaram a comunicação verbal de crianças com idades entre 4 e 6 anos de idade que tinham lições de música era maior do que a das que não tinham.

3 – …não fuma. Ao avaliar 20 mil homens com idades entre 18 e 21 anos, cientistas israelenses descobriram que os que fumavam tinham 94 pontos de QI, enquanto os não fumantes tinham 101.

4 – …é canhoto. Um estudo conduzido pelo psicólogo Stanley Scoren mostra que pessoas canhotas tendem a pensar mais fora da caixa do que as destras.

5 – …tem um gato. Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Carroll, nos Estados Unidos, revela que donos de cachorros tendem a ser mais extrovertidos, enquanto donos de gatos costumam ser mais inteligentes.

 

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*Fonte: portalraizes

Estudos científicos comprovam que um copo de vinho tinto equivale a uma hora de exercício físico

Se você é um apreciador de vinho, então prepare-se para receber uma excelente notícia. Recentemente, foram lançados os resultados de um estudo científico que comprova que um copo de vinho equivale a uma hora de exercício físico!

Devemos sempre consumir com moderação. Mas se não tomarmos em excesso, essa bebida pode mesmo ser uma mais valia para a nossa saúde. A investigação recente foi conduzida por um grupo de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá.

A pesquisa mostrou que tomar um copo de vinho tinto pode ser tão saudável quanto fazer uma hora de exercício. Quem poderia imaginar? Segundo os resultados dos estudos, a substância resveratrol presente nessa bebida melhora as funções cardíacas. Para além disso, ela fortalece nossos músculos.

Resumidamente, o vinho tem a mesma ação sobre o corpo do que o exercício. Jason Dyke, o diretor e líder da investigação, diz que essa descoberta pode ser essencial para as pessoas que não têm paciência de para ir ao ginásio. De acordo com o cientista, a bebida pode ajudá-las a para manter a forma.

Só existem vantagens: a frequência cardíaca e o resveratrol presente na bebida fortalece o coração, tornando os músculos mais resistentes. Para além de tudo isso, o vinho regula os níveis de açúcar em nosso sangue e abranda o envelhecimento.

Outro resultado interessante da pesquisa é que as pessoas que tomam um copo de vinho por dia têm muito menos chances de vir a desenvolver demência e câncer. O que está esperando para ir comprar essa bebida milagrosa. Depois, pode aproveitar a garrafa para decorar sua casa: é dois em um!

 

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*Fonte: segredosdacura

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

Pediatra acredita que é preciso cuidado para que o mundo digital não leve embora experiências significativas que tem impacto no desenvolvimento das crianças

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.
Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

 

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Cientistas eliminaram completamente o HIV de animais vivos por meio de técnica de edição genética

Cientistas nos EUA afirmaram ter conseguido curar completamente ratos vivos infectados com HIV por meio de uma ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR/Cas9.

Os resultados, que foram publicados recentemente, mostram que os pesquisadores puderam remover completamente o DNA do HIV dentro das células humanas implantadas nos animais, o que efetivamente impediu uma infecção adicional. Com informações do Daily Mail. Esta é a primeira vez que os cientistas alcançam tais resultados em modelos animais vivos, o que é um grande avanço em relação a um ensaio clínico humano, embora o próximo passo de pesquisa ainda seja testes em primatas.

O estudo, realizado pela Escola de Medicina Lewis Katz, da Universidade de Temple (LKSOM), e Universidade de Pittsburgh, envolveu três grupos de ratos, sendo que o primeiro foi infectado com HIV-1, o segundo com EcoHIV (versão para ratos equivalente ao HIV-1), enquanto o terceiro recebeu um modelo “humanizado” no qual os ratos foram transplantados com células imunológicas humanas e infectados com o vírus.

O trabalho, liderado pelo pesquisador Dr. Wenhui Hu, da LKSOM, baseia-se em uma pesquisa anterior, feita pela mesma equipe, na qual conseguiram apagar o HIV-1 do genoma da maioria dos tecidos testados. Então, um ano depois, eles conseguiram eliminar o vírus e todos os tecidos.

“Nosso novo estudo é mais abrangente”, disse Hu. “Nós confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Mostramos também que essa estratégia foi eficaz em dois modelos de ratos adicionais, um representando a infecção aguda em células animais, e outro representando infecção crônica ou latente em modelos de células humanas”.

Tratando o primeiro grupo infectado com HIV-1, os pesquisadores conseguiram inativar geneticamente o vírus reduzindo a expressão RNA de seus genes virais em até 95%, confirmando os resultados de sua pesquisa anterior. Já o segundo grupo, em EcoHIV, representou um desafio maior, uma vez que esta forma de vírus é mais propensa a se espalhar mais rapidamente e se multiplicar.

“Com os ratos em EcoHIV, pudemos investigar a capacidade de estratégia CRISPR/ Cas9 para bloquear a replicação viral e potencialmente prevenir uma infecção sistêmica”, explicaram os pesquisadores. A estratégia de fato eliminou 96% do EcoHIV dos ratos, fornecendo no processo a primeira evidência para a erradicação do HIV-1 por meio de um sistema como o CRISPR.

No terceiro e último grupo, o qual os ratos receberam células humanas, incluindo as células T, onde o HIV tende a se esconder, após um único tratamento de edição genética, os cientistas conseguiram remover completamente os fragmentos virais das células infectadas. Embora o estudo marque um novo e grande passo em relação à busca de uma cura permanente para o problema do HIV, mais testes ainda precisarão ser feitos para verificar se tais resultados são replicáveis.

“A próxima etapa seria repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado onde a infecção pelo HIV induza a doença, a fim de demonstrar ainda mais a eliminação do DNA do HIV-1 em células T latentemente infectadas e células cerebrais”, explicaram os pesquisadores. “Nosso objetivo é um ensaio clínico em pacientes humanos”, concluíram.

 

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*Fonte: jornalciencia

Morar perto de árvores reduz casos de depressão, segundo pesquisadores

De acordo com estudo “Paisagem e Urbanismo”, publicado na revista científica Science Direct, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados. Os dados analisados pelos pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010.

Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram no levantamento.

A pesquisa levou em conta apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências, sendo que os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. Dessa forma, a proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Um dado identificado foi que em locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidepressivos foi menor. Assim, 40 árvores por quilômetro quadrado possui uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas.

Avaliando os resultados da pesquisa, os pesquisadores consideram que a saúde e bem-estar são estimulados por locais com paisagem mais verde, que favorecem a prática de atividades físicas e a interação com a comunidade.

 

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*Fonte: pensamentoverde

 

 

Estudo revela como era o Saara antes de se tornar um deserto

Entretanto, o que poucos sabem é que antes de ser essa região extremamente seca e desértica, o Saara era uma região cheia de árvores, animais, plantas e muita chuva. Essas informações estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e de Columbia e do Arizona, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria publicada no site da BBC, os pesquisadores que buscam um padrão de chuvas no norte da África descobriram que entre 5 mil e 10 mil anos atrás, o deserto do Saara era conhecido como “Saara Verde” e tinha precipitações anuais entre 35 e 100mm de chuva, clima que colaborava com a fertilidade da terra local.
Saara Verde

O professor do departamento de Ciências Atmosféricas, Planetárias e da Terra do Massachusettes Institute of Technology (MIT), David McGee, equipara a vegetação existente anteriormente no Saara com a do Serengeti, localizado no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, região que ainda é palco da maior migração de animais mamíferos de todo o mundo.

McGee explicou ao site da BBC Mundo: “Havia no Saara corpos hídricos permanentes, savanas, pradarias e até alguns bosques”. Ele ainda constatou outras evidências de fósseis de animais não encontrados mais na região e a presença de grandes faunas.

No Saara também são encontradas pinturas rupestre e antigos anzóis, revelando um estilo de vida completamente diferente do que é encontrado hoje. Entretanto, para o professor do MIT, mesmo sendo muito complicado saber o tamanho exato da vegetação, estima-se que ela tenha se ampliado para o norte do Saara, onde estão localizadas a Líbia, Argélia e Egito.
Do surgimento do Saara Verde até a sua desertificação

Para Francesco Pausada, da Universidade de Estocolmo, o Saara Verde surgiu da aproximação do Sol com a Terra durante o período de verão, colaborando com essas mudanças. Ele ainda explica: “O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências.”

Com as temperaturas extremas, as chuvas de monções aumentaram consideravelmente, colaborando com o surgimento da vegetação e, consequentemente, com a redução das emissões de poeira e diminuição do reflexo da luz. Essas precipitações são conhecidas como albedo, uma das principais causas da aridez na região.

Essa intensificação do albedo no Saara contribuiu significativamente com a desertificação da região. Porém, ainda é incerto quando aconteceu essa mudança drástica no clima.

Muitos cientistas acreditam que essa transformação aconteceu há 5 mil anos, devido aos fenômenos periódicos isolados que aconteceram na região. Outra hipótese é que essa transformação ocorreu de uma hora para outra, sem uma explicação especifica.

Já em 2008, mais um estudo foi divulgado por pesquisadores na Universidade de Colônia, na Alemanha, estimando que essa mudança foi mais lenta e aconteceu há apenas 2,7 mil anos. A pesquisa só foi possível após a análise de amostras de sedimentos retirados do lago Yoa, no norte do Chade, que mostraram o processo gradual de desertificação do Saara.

Entretanto, o estudo realizado por Pausata mostrou que as precipitações que aconteceram revelaram que os seres humanos que lá povoavam, abandonaram a região há 8 mil anos, em decorrência da forte seca que durou mil anos.
Possível influência humana

Estudos realizados recentemente pelo arqueólogo David Wright, da Universidade Nacional de Seul, consideram a hipótese de que os seres humanos tiveram um papel fundamental nas mudanças climáticas do deserto do Saara. Para o pesquisador existem provas arqueológicas de que o primeiro pastoreio provocou sérias consequências na ecologia da região.

Conforme a vegetação era removida e alterada para criação de gado e rebanhos, o fenômeno albedo sofria uma ampliação que colaborava com a diminuição das chuvas de monções. Porém, para Pausata, essa pesquisa não está bem fundamentada e afirmou: “Embora exista um consenso de que o crescimento intenso do rebanho de gado que pasta possa ser prejudicial à variedade de plantas, o pasto leve e moderado pode ter resultados positivos.”
O Saara Verde pode retornar?

Mesmo McGee acreditando que os seres humanos tiveram uma grande participação na desertificação do Saara, outros fatores também ajudaram no desencadeamento do problema, assim como as mudanças cíclicas. Para ele, o Saara verde aconteceu também há 125 mil anos, porém, naquela época, não houve interferência humana e sim uma mudança climática que foi do úmido para árido.

“Desta forma, se o fenômeno for cíclico, é bem provável que o Saara volte a ser verde, mesmo com as atividades humanas recentes”, declarou Pausata. E concluiu: “Daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. O problema agora são as forças antropogênicas. A influência humana será mais um efeito, fora da variação natural, que poderá mudar o equilíbrio no futuro do planeta, não apenas no Saara.”

 

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*Fonte: pensamentoverde

 

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

Pode uma planta ser inteligente? Alguns cientistas insistem que são – uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos. A nova pesquisa está num campo chamado neurobiologia de plantas – o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurônios ou cérebros.

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

“Elas têm estruturas análogas“, explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). “Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quotidianas … integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação”.

E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas – e as plantas reagiram. Elas começam a segregar substâncias químicas defensivas – embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. “Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas.”

Plantas podem sentir

Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está a bloquear as suas raízes, antes de entrar em contacto com ele. As raízes das plantas mudam de direcção, diz ele, para evitar obstáculos.

E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. “Pode apagar uma planta com um anestésico humano… E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós.”

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que liberam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].

Sistema nervoso de plantas

Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais eléctricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.

As plantas realmente sentem dor

As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.

Elas podem se lembrar

Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.

Mimosa é uma planta, que é algo como uma samambaia, que recolhe suas folhas temporariamente quando é perturbada. Então Gagliano configurou uma engenhoca que iria pingar gotas na planta mimosa, sem ferir-la. Quando a planta era tocada, tal como esperado, as folhas se fechavam. Ela ficava pingando as plantas a cada 5-6 segundos.

“Depois de cinco ou seis gotas, as plantas paravam de responder, como se tivessem aprendido a sintonizar o estímulo como irrelevante“, diz Pollan. “Esta é uma parte muito importante da aprendizagem – saber o que você pode ignorar com segurança em seu ambiente.”

Talvez a planta estava apenas se cansando de tantos pingos? Para testar isso, Gagliano pegou as plantas que tinham parado de responder às gotas e sacudiu-as.

“Elas continuavam a se fechar“, diz Pollan. “Elas tinham feito a distinção que o gotejamento era um sinal que elas poderiam ignorar. E o que foi mais incrível é que Gagliano as testou novamente a cada semana durante quatro semanas e, durante um mês, elas continuaram a lembrar a lição.”

Isso foi o mais longe que Gagliano testou. É possível que elas se lembrem ainda mais. Por outro lado, Pollan aponta, as abelhas que foram testadas de maneira semelhante se esquecem o que aprenderam em menos de 48 horas.

Plantas: seres sentientes?

“As plantas podem fazer coisas incríveis. Elas parecem se lembrar de estresse e eventos, como essa experiência. Elas têm a capacidade de responder de 15 a 20 variáveis ambientais”, diz Pollan. “A questão é, é correto de chamar isso de aprendizagem? É essa a palavra certa? É correto chamar isso de inteligência? É certo, ainda, dizer que elas são conscientes? Alguns destes neurobiólogos de plantas acreditam que as plantas estão conscientes – não auto-conscientes, mas conscientes, no sentido que elas sabem onde elas estão no espaço … e reagem adequadamente a sua posição no espaço”.

Pollan diz que não há definição consensual de inteligência. “Vá para a Wikipedia e procure por inteligência. Eles se desesperam para dar-lhe uma resposta. Eles têm basicamente um gráfico onde dão-lhe nove definições diferentes. E cerca da metade delas dependem de um cérebro … se referem ao raciocínio abstracto ou julgamento.”

“E a outra metade apenas se referem a uma capacidade de resolver problemas. E esse é o tipo de inteligência que estamos falando aqui. Então a inteligência pode muito bem ser uma propriedade de vida. E a nossa diferença em relação a essas outras criaturas pode ser uma questão da diferença de grau e não de espécie. Podemos apenas ter mais desta habilidade de resolver problemas e podemos fazê-lo de diferentes maneiras.”

Pollan diz que o que realmente assusta as pessoas é “que a linha entre plantas e animais pode ser um pouco mais fina do que nós tradicionalmente acreditamos.”

E ele sugere que as plantas podem ser capaz de ensinar os seres humanos uma ou duas coisas, tais como a forma de processar a informação sem um posto de comando central, como um cérebro.

Veja o vídeo de Michael Pollan:

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&isUI=1

 

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*Fonte: pensadoranonimo

Pesquisadores finalmente atingem comunicação bidirecional em interfaces cérebro-computador

Desde o início dos anos 70, cientistas tem desenvolvido interfaces cérebro-computador; a principal aplicação sendo o uso de próteses neurais em pacientes paralisados ou amputados. Um membro protético controlado diretamente por atividade cerebral pode recuperar parcialmente sua atividade motora perdida. Isso é alcançado através da decodificação da atividade neuronal, registrada por eletrodos, que é então traduzida em movimentos robóticos. Tais sistemas, porém, possuem precisão limitada devido à ausência de feedback sensorial do membro artificial. Neurocientistas na University of Geneva, Suíça, se perguntaram se era possível transmitir a sensação faltante de volta ao cérebro ao estimular atividade neural no córtex. Eles descobriram que não só era possível criar uma sensação artificial dos movimentos neuroprotéticos, mas também que o processo de básico de aprendizado ocorre de maneira bem rápida. Esses achados, publicados no periódico científico Neuron, foram obtidos utilizando ferramentas modernas de imagem e simulação óptica, oferecendo uma inovadora alternativa à abordagem clássica com eletrodos.

Função motora é central à todos os comportamentos e nos permite interagir com o mundo. Portanto, substituir um membro perdido por uma prótese robótica é o assunto de muitas pesquisas. Mesmo assim, resultados de sucesso são raros. Porque isso ocorre? Até este momento, interfaces cérebro-computador são operados dependendo majoritariamente de percepção visual – ou seja, o braço robótico é controlado ao olhar para ele. O fluxo direto de informação entre o cérebro e a máquina permanece, assim, unidirecional. Porém, percepção de movimento não é apenas baseada em visão mas principalmente em propriocepção, a sensação de onde um membro está localizado no espaço. “Nós nos perguntamos portanto se era possível estabelecer uma comunicação bi-direcional em uma interface cérebro-computador: simultaneamente ler atividade neuronal, transmiti-la como um movimento protético e re-injetar um feedback sensorial desse movimento de volta ao cérebro”, explicou Daniel Huber, professor no Departamento de Neurociências Básicas na Faculdade de Medicina da UNIGE.

Providenciando sensações artificiais de movimento protético

Em contraste com abordagens invasivas envolvendo eletrodos, a equipe de Daniel Huber se especializou em técnicas ópticas para visualizar imagens e estimular atividade cerebral. Usando um método chamado de microscopia de dois fótons, eles mediram rotineiramente a atividade de centenas de neurônios com resolução de uma célula única. “Nós queríamos testar se ratos conseguiam aprender a controlar uma prótese neural dependendo apenas de um feedback sensorial artificial” explicou Mario Prsa, pesquisador da UNIGE e primeiro autor do estudo. “Nós formamos imagens da atividade neural no córtex motor. Quando o rato ativou um neurônio específico, o neurônio escolhido para controle neuroprotético, nós simultaneamente aplicamos uma estimulação proporcional à essa atividade no córtex sensorial usando luz azul”. De fato, neurônios do córtex sensorial foram tornados fotossensíveis à esta luz, possibilitando que fossem ativados por uma série de flashes ópticos e assim integrarem o feedback sensorial artificial. Os ratos foram recompensados por cada ativação acima do limiar, e 20 minutos depois, quando a associação foi aprendida, o roedor era capaz de gerar a atividade neuronal correta com mais frequência.

Isso significa que a sensação artificial não só foi sentida, mas foi integrada com sucesso como um feedback do movimento protético. Dessa maneira, a interface máquina-computador funciona de maneira bi-direcional. Os pesquisadores de Geneva acreditam que a razão pela qual essa sensação fabricada é assimilada tão rápido é porque envolve funções cerebrais muito básicas. Sentir a posição dos nosso membros ocorre automaticamente, sem pensar muito sobre, e provavelmente reflete mecanismos de circuitos neurais fundamentais. Esse tipo de interface bidirecional pode permitir no futuro o desenvolvimento de membros robóticos mais precisos, sentindo objetos tocados ou percebendo a força necessária para segurá-los.

Atualmente, os neurocientistas da UNIGE estão examinando como produzir um feedback sensorial mais eficaz. Eles são capazes de fazê-lo para um único movimento, mas seria possível também providenciar múltiplos canais de feedback em paralelo? Essa pesquisa estabeleceu as bases para desenvolver uma nova geração de próteses mais precisas, bidirecionais.

Rumo a uma melhor compreensão dos mecanismos neurais de controle protético

Ao utilizarem-se de técnicas modernas de imagenologia, centenas de neurônios na área adjacente puderam também ser observados conforme os ratos aprendiam a tarefa neuroprotética. “Nós sabemos que existem milhões de conexões neurais. Porém, nós descobrimos que o animal ativou apenas o neurônio escolhido para controlar a ação neuroprotética, e não recrutou nenhum dos neurônios adjacentes”, adicionou Daniel Huber. “Isso é um achado muito interessante pois revela que o cérebro pode acionar e controlar especificamente a atividade de um único neurônio”. Pesquisadores podem potencialmente explorar esse conhecimento para não apenas desenvolver técnicas de decodificação mais estáveis e precisas, mas também para obter uma melhor compreensão da maioria das funções dos circuitos neurais básicos. Ainda restam ser descobertos quis mecanismos estão envolvidos no sinal de roteamento para o neurônio unicamente ativado.

 

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*Fonte: universoracionalista / *Publicado anteriormente na EurekAlert

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Eis o motivo por que você perde tanto tempo no Facebook

Você abre o Facebook só para dar uma espiadinha e, quando se dá conta, está ali há horas. Como isso aconteceu? Psicólogos da Universidade de Kent, no Reino Unido, fizeram uma pesquisa e descobriram que, quando pessoas navegam na internet ou usam a rede social, elas têm uma “percepção prejudicada do tempo”. E mais: a criação de Mark Zuckerberg é quem mais causa isso.

No estudo, intitulado de Internet and Facebook Related Images Affect the Perception of Time, cientistas tentaram entender como a “atenção” e a “excitação”, sentimentos que permanecem em primeiro plano durante os períodos em que estamos conectados, influenciam a nossa percepção das horas.

A conclusão foi que o Facebook faz com que as pessoas percam a noção do tempo – muito mais do que o resto da internet. Mas ambos são capazes de distorcer o tempo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores monitoraram 44 pessoas. Elas foram expostas a 20 imagens: cinco fotos eram associadas ao Facebook (como imagens do dia a dia de alguém, de casamentos, de viagens etc), outras cinco eram de coisas genéricas da internet (como sites de interesse específico) e as demais eram neutras. Os participantes tinham que auto-avaliar o tempo que passaram olhando para cada uma das fotos.

A pesquisa mostrou que as pessoas subestimaram o tempo em que ficaram olhando para as imagens do Facebook – ou seja, elas acreditavam que o momento tinha sido breve, mas não foi. Isso significa que as imagens que retratam as relações sociais causam excitação e, consequentemente, prendem mais a nossa atenção. Isso também explica por que perdemos tanto tempo olhando para a telinha azul – nosso cérebro simplesmente não consegue medir a passagem do tempo quando estamos nas redes sociais.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é estudar como essa percepção do tempo acaba criando um comportamento viciante. Será que vai rolar uma desintoxicação para quem é “Facebook addicted”?

 

sleepinguser

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Cérebro controla o envelhecimento do corpo

Você vai morrer quando os seus órgãos falharem. Essa falha pode ser causada por acidentes, doenças ou pelo desgaste natural dos tecidos ao longo da vida. Mas pode existir também um quarto elemento: a ação do seu próprio cérebro. Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, descobriu que o cérebro humano possui uma espécie de relógio interno – que determina quanto tempo o organismo irá viver.

Isso acontece no hipotálamo, uma região no meio do cérebro que controla diversas reações do corpo, como fome, sede e sono. Em estudos com ratos, os pesquisadores notaram algo interessante: conforme o animal envelhece, o hipotálamo vai elevando o nível de um conjunto de proteínas chamado NF-kB. Os cientistas resolveram fazer um teste. Usando manipulação genética, criaram ratos imunes a essas proteínas. Surpreendentemente, os bichos viveram 23% a mais que a média.

E não só isso: eles se saíram melhor que os demais em testes físicos e cognitivos. “Além de viver mais, os ratos viveram com qualidade”, diz o cientista molecular Dongsheng Cai, líder do estudo.

Ainda não se sabe por que a proteína está ligada ao processo de envelhecimento. Uma possível explicação é que ela gere processos inflamatórios crônicos no corpo – que, no longo prazo, desgastariam os órgãos e poderiam predispor a doenças. “Não temos como acabar com o envelhecimento. Mas talvez possamos estender o tempo de vida das pessoas”, acredita Cai.

 

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*Fonte: superinteressante

cerebro

 

Cães são mais inteligentes que gatos? A ciência tem um veredito

Um dos principais motivos de divergência entre as pessoas que preferem cachorros e os adeptos de gatos pode ter chegado ao fim. Cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que na discussão de qual dos dois pets é mais inteligente não há vencedores – ambos são igualmente espertos.

Pode até ser que gatos não busquem bolinhas como os cachorros, que não deitem e rolem sob comandos humanos, mas isso não quer dizer que sejam menos inteligentes. Só que, até então, os felinos estavam em desvantagem nessa disputa, porque era sabido pelos cientistas que cães conseguem lembrar de eventos específicos não recentes, uma habilidade conhecida como memória episódica.

Nós, humanos, também temos esse tipo de memória “introspectiva”. Tentamos conscientemente reconstituir fatos passados, memórias únicas e individuais. Por exemplo, quem estava vivo em 2001 lembra que no dia 11 de setembro aviões atingiram as Torres Gêmeas em Nova York. Mas, pela memória episódica, você lembra que viu a notícia enquanto comia sopa de feijão ou que naquele mesmo dia você levou um pé na bunda. Ou seja, o dia 11 de setembro de 2001 pode não significar nada para o seu cãozinho, mas ele é capaz de lembrar que naquele dia você deu um ossinho especial para ele ou que o levou passear em um parque diferente – sem relacionar os acontecimentos à data, claro.

A novidade é que a memória não é mais um fator para justificar a supremacia canina. Ao realizar testes com 49 gatos domésticos para entender como o cérebro deles funciona, cientistas japoneses comprovaram que os felinos também têm memória episódica. Em um dos testes, os animais conseguiram perceber depois de um intervalo de 15 minutos em quais das tigelas eles já haviam comido e em quais delas eles não haviam tocado.

Os pesquisadores ainda sugerem que os gatos são capazes de manter essas lembranças por muito mais tempo que o intervalo a que foram submetidos no experimento e que isso significa que os felinos têm sim algum tipo de consciência. O mesmo time de cientistas japoneses já havia realizado testes semelhantes com cachorros.

Outra trégua científica nessa rixa animal (que os donos de gatos já sabiam) é que eles respondem a expressões faciais, emoções e gestos humanos tão bem quanto cães. Em entrevista à BBC, a psicóloga Saho Takagi, da Universidade de Kyoto, afirmou que os resultados dessa pesquisa podem ter várias aplicações práticas. “Gatos podem ser tão inteligentes quanto os cachorros e entender mais profundamente os felinos nos ajuda a estabelecer uma melhor relação com eles”.

A pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Processes.

 

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*Fonte: superinteressante

 

Ciência explica porque reclamar altera negativamente seu cérebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto.

Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.

 

Parton explica ainda:

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer… o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“

 

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*Fonte: osegeredo

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Brasileira ganha prêmio internacional ao criar sistema de dessalinização de água com grafeno

Tido como uma matéria-prima revolucionária, o grafeno é um derivado do carbono, extremamente fino, flexível, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o aço). Considerado excelente condutor de eletricidade, é usado para a produção de células fotoelétricas, peças para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplicações na indústria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo.

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.

Nadia criou um sistema de dessalinização e filtragem de água, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria possível garantir o acesso à água potável para milhões de pessoas, além de reduzir os gastos com energia e a pressão sobre as fontes hídricas.

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”.

Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.

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Fonte: conexaoplaneta
Foto: divulgação Global Graphene Challenge Competition

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Ficar sem férias pode te matar, diz a ciência

A medicina entende cada vez melhor os danos de muito trabalho sem descanso. Passar meses seguidos sem um tempo real de férias pode afetar o corpo de muitas formas, mentais e físicas.

Um trabalho de longo prazo mostrou que não tirar férias aumenta a chance de problemas cardíacos. Um projeto chamado de estudo Framingham acompanhou mulheres trabalhadoras por 20 anos. Foram analisadas as relações entre a frequência com que elas tiravam férias e a incidência de problemas cardíacos.

Os cientistas chegaram à conclusão de que menos férias implicam mais problemas cardíacos. Trabalhadoras que tiravam férias a cada seis anos tinham o dobro de chances de ter problemas cardíacos do que aquelas que descansavam pelo menos duas vezes por ano.

Outra pesquisa, realizada com homens, mostra que jornadas longas (de dez horas ou mais) aumentam os riscos de doenças coronárias em 80%. A explicação dos cientistas para o aumento nesses riscos é por causa da exposição prolongada a stress psicológico.
E a mente?

A cabeça também é afetada. Uma grande pesquisa chamada Whitehall II estudou os efeitos psicológicos de longos turno de trabalho. Trabalhar mais de 11 horas por dia dobra as chances de um episódio de depressão grave, em comparação a trabalhadores com turno de sete ou oito horas.

Mas tirar férias ainda pode melhorar a mente. Um estudo da Univeridade de Uppsala, na Suécia, mostrou que acontece uma melhora psicológica depois de uma temporada de férias. O estudo mostra, inclusive, uma queda na quantidade de remédios comprados por pessoas que acabaram de voltar de férias.

Os impactos vão além. Estudos também notaram aumento de criatividade em mentes descansadas. Outros, analisando pessoas em situações de longos períodos de trabalho, indicam queda nas funções cognitivas e até diminuição no vocabulário.

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*Fonte: superinteressante

Encontraram um rabo de dinossauro intacto. E ele tem penas

99 milhões de anos: essa é a idade da cauda de dinossauro com penas mais completa já encontrada. O rabo, preservado em âmbar, foi descoberto em Mianmar, no sudoeste da Ásia – e, se não fosse salvo por paleontólogos da Universidade Chinesa de Geociência, seria vendido como joia.

A região em que o fragmento foi achado é riquíssima em fósseis preservados em âmbar do período Cretáceo (o mesmo do tiranossauro e do velociraptor), possivelmente a maior reserva do tipo do mundo. Mesmo assim, a descoberta não passou de pura sorte: em uma pilha de resinas que estavam à venda como pedras semipreciosas em um mercado local, os pesquisadores encontraram a amostra, que já tinha sido lixada e remodelada pelos vendedores.

Para a alegria dos paleontólogos, porém, as modificações na resina não estragaram o fóssil, e até permitiram que eles estudassem os componentes químicos do interior do âmbar sem ter que perfurar ou quebrar a amostra. Nessa análise, os pesquisadores descobriram rastros de ferro, que dão pistas sobre a pigmentação e a textura da pele do dinossauro.

A amostra translúcida tem mais ou menos o tamanho e o formato de um pêssego seco. Dentro dela, os cientistas encontraram um pedaço de rabo de 35 cm, com todos os ossos e tecidos intactos, e coberto de penas. Usando raio-x e microscópios, descobriram também que a cauda tem 25 vértebras articuladas, o que riscou a possibilidade daquilo ser parte de uma ave pré-histórica, animais que tinham vértebras não articuladas que facilitavam o voo. Baseados nessas evidências, os caras concluíram: o dono do rabo era mesmo um dinossauro, e do subgrupo Coelosauria, que inclui desde os tiranossauros até as aves modernas.

A novidade não é que os gigantes pré-históricos tinham penas. Isso já é sabido pelo menos desde o início dos anos 90, quando amostras de partes desses animais emplumados foram encontradas em várias partes da Ásia. O que surpreendeu os cientistas foi o rabo praticamente inteiro, com penas quase totalmente preservadas, e todas as estruturas ósseas no lugar – um achado que pode ajudar os pesquisadores a entender melhor do que nunca como se deu a evolução desses bichões para os dinossauros que conhecemos hoje: as aves – porque, afinal de contas, das quase 10 mil espécies de aves que existem, todas são descendentes diretas dos dinossauros.

Mas, segundo os cientistas, o dono da cauda achada em Mianmar não era capaz de voar: as penas eram bagunçadas demais, e o formado do rabo, comprido e curvo, dificultaria o equilíbrio no ar. A hipótese mais aceita é que as penas desse dinossauro específico serviam apenas para regular a temperatura do bicho.

 

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*Fonte: superinteressante

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19 sinais de que você é inteligente, mesmo que não se sinta assim

1. Você fez aulas de música

Pesquisas sugerem que a música ajuda as mentes das crianças a se desenvolver de várias maneiras. Por exemplo, um estudo de 2011 descobriu que as pontuações num teste de inteligência verbal entre crianças de 4 a 6 anos subiram após apenas um mês de aulas de música.
Também, um estudo de 2004 conduzido por Glenn Schellenberg concluiu que crianças de 6 anos de idade que fizeram nove meses de aulas de teclado ou canto tiveram um aumento no QI comparado com os que fizeram aulas de teatro ou nenhuma aula.
Por fim, um estudo de 2013, também liderado por Schellenberg, sugeriu que crianças com alto desempenho eram as mais propensas a fazer lições de música. Em outras palavras, no mundo real, o treinamento musical pode apenas aumentar as diferenças cognitivas que já existem entre as pessoas.
Pessoas extremamente inteligentes costumam ter estas características em comum

 

2. Você é o irmão mais velho

Irmãos mais velhos são geralmente mais inteligentes, e não por causa da genética. Epidemiologistas noruegueses usaram registros militares para examinar a ordem de nascimento, saúde e quocientes de QI de quase 250.000 homens de 18 e 19 anos nascidos entre 1967 e 1976.
Os resultados mostraram que o primeiro nascido tinha um QI médio de 103, em comparação com 100 para segundos filhos e 99 para terceiros. As descobertas, publicadas em junho de 2007, mostram que as crianças mais velhas têm uma pequena, mas significativa vantagem no QI que não vem de fatores biológicos, e sim da interação psicológica entre pais e filhos.

 

3. Você é magro

Em um estudo de 2006, os cientistas conduziram cerca de 2.200 testes de inteligência em adultos ao longo de um período de cinco anos. Os resultados sugeriram que, quanto maior a cintura de uma pessoa, menor sua capacidade cognitiva.
Outro estudo publicado no mesmo ano descobriu que alunos de 11 anos que obtiveram pontuações mais baixas em testes verbais e não verbais eram mais propensos a serem obesos em seus 40 anos. Os pesquisadores dizem que as crianças mais inteligentes podem ter buscado melhores oportunidades educacionais e acabado em uma posição melhor para cuidar de sua saúde do que seus colegas menos inteligentes.
Os pesquisadores de um estudo recente que chegou a mesma conclusão também dizem que fatores ambientais estão em jogo, uma vez que a relação entre o IMC e a inteligência foi mediada pelo status socioeconômico.

 

4. Você tem um gato

Um estudo de 2014 com 600 estudantes universitários descobriu que os indivíduos que preferiam cães eram mais extrovertidos do que os que preferiam gatos em um teste de personalidade.
No entanto, os amantes dos felinos pontuaram mais alto na parte do teste que media habilidade cognitiva.

 

5. Você foi amamentado

Uma pesquisa de 2007 sugere que bebês amamentados ficam mais espertos.
Em dois estudos, os pesquisadores analisaram mais de 3.000 crianças na Grã-Bretanha e Nova Zelândia. As crianças que foram amamentadas marcaram quase sete pontos a mais em um teste de QI, mas somente se possuíam uma versão particular do gene FADS2. Essa versão estava presente em números aproximadamente iguais entre crianças que foram e não foram amamentadas.
Descobrir o mecanismo exato da relação entre o FADS2, o aleitamento materno e o QI exigirá um estudo mais aprofundado.

 

6. Você já usou drogas recreativas

Um estudo de 2012 com mais de 6.000 britânicos nascidos em 1958 encontrou uma ligação entre QI elevado na infância e uso de drogas ilegais na idade adulta.“O QI aos 11 anos estava associado a uma maior probabilidade de usar drogas ilegais 31 anos depois”, escreveram os pesquisadores James W. White, Catharine R. Gale e David Batty. Eles concluíram que um QI alto na infância pode levar à adoção de comportamentos que são potencialmente prejudiciais à saúde na idade adulta.

 

7. Você é canhoto

Pesquisas recentes descobriram que as pessoas canhotas são mais propensas a ter “pensamento divergente”, uma forma de criatividade que permite que elas apresentem ideias novas de uma forma rápida, pelo menos entre os homens.
Durante um estudo, quanto mais marcada era a preferência canhota em um grupo de homens, melhor eram os testes de pensamento divergente. Os canhotos eram melhores, por exemplo, em combinar dois objetos comuns de novas maneiras para formar um terceiro e em agrupar listas de palavrasem mais categorias alternativas.

 

8. Você é alto

Um estudo de 2008 da Universidade Princeton, nos EUA, com milhares de pessoas descobriu que indivíduos mais altos obtiveram maior pontuação em testes de QI quando crianças, bem como ganharam mais dinheiro quando adultos.
Os pesquisadores disseram que o efeito podia ser visto aos 3 anos, antes da escolaridade ter a chance de desempenhar um papel.

 

9. Você bebe álcool regularmente

O psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa e seus colegas descobriram que, entre britânicos e americanos, os adultos que obtiveram pontuações mais altas nos testes de QI quando crianças ou adolescentes bebiam mais álcool mais frequentemente na idade adulta do que os que obtiveram pontuações mais baixas.

 

10. Você aprendeu a ler cedo

Em 2012, os pesquisadores analisaram quase 2.000 pares de gêmeos idênticos no Reino Unido e descobriram que o irmão que tinha aprendido a ler mais cedo tendia a pontuar mais alto em testes de capacidade cognitiva.
Os autores do estudo sugerem que a leitura em uma idade precoce aumenta a capacidade verbal e não verbal (por exemplo, raciocínio).

 

11. Você se preocupa muito

Várias pesquisas já sugeriram que os indivíduos ansiosos podem ser mais espertos de determinadas maneiras.
Em um estudo, por exemplo, os pesquisadores pediram a 126 estudantes para preencher questionários em que eles indicavam quantas vezes se preocuparam nos últimos dias. Eles também indicaram quantas vezes se envolveram em ruminação, o ato de pensar continuamente sobre os aspectos das situações que os incomodam.
Os resultados mostraram que as pessoas que tendiam a se preocupar e ruminar muito tinham maior pontuação em medidas de inteligência verbal, enquanto as pessoas que não se preocupavam tanto obtiveram pontuações mais altas em testes de inteligência não verbal.

 

12. Você é engraçado

Em um estudo, 400 estudantes de psicologia fizeram testes de inteligência que mediram suas habilidades de raciocínio abstrato e inteligência verbal.
Em seguida, foram convidados a criar legendas para desenhos humorísticos de um jornal, e essas legendas foram avaliadas por outras pessoas. Como previsto, os alunos mais inteligentes foram classificados como mais engraçados.

 

13. Você é curioso

O QC (quociente de curiosidade) não é tão famoso quanto o QI (quociente de inteligência), mas algumas evidências sugerem que ele é muito importante quando se trata de gerenciar a complexidade.
Pessoas com alto QC são geralmente mais tolerantes à ambiguidade, um estilo de pensamento sofisticado e sutil define a própria essência da complexidade. Também, um QC grande leva a níveis mais elevados de investimento intelectual e aquisição de conhecimento ao longo do tempo, especialmente em domínios formais de educação, como ciência e arte.

 

14. Você é bagunceiro

Um estudo da Universidade de Minnesota, nos EUA, revelou que trabalhar em um cômodo desarrumado aumenta sua criatividade.
No estudo, 48 participantes foram convidados a propor usos incomuns para uma bola de ping pong. Os 24 indivíduos que trabalharam em salas limpas deram respostas substancialmente menos criativas do que os indivíduos que trabalharam em salas bagunçadas.

 

15. Você não fez sexo até depois do ensino médio

Estudantes de nível médio com maior QI são mais propensos a serem virgens do que aqueles com QI médio ou menor, de acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, que analisou 12.000 adolescentes da 7ª à 12ª série.
Não só os adolescentes com o maior QI eram mais propensos a ser virgens, como também eram menos propensos a beijar ou andar de mãos dadas com um parceiro romântico. Uma série de explicações foram apresentadas para explicar o fenômeno, incluindo o fato de que pessoas inteligentes possuem menos desejos sexuais, são avessas ao risco ou são simplesmente menos capazes de encontrar parceiros sexuais.

 

16. Você é uma pessoa noturna

Um estudo descobriu que, quando todas as outras variáveis são levadas em conta, pessoas noturnas tendem a ter maior intelecto do que as que desempenham melhor de manhã.
A evidência etnográfica indica que atividades noturnas eram mais raras no nosso ambiente ancestral. Isso significa que os indivíduos mais inteligentes são mais propensos a ficar acordados até tarde, porque as pessoas mais inteligentes são mais propensas a “adotar valores evolutivamente novos”.

 

17. Você nem sempre precisa se esforçar

A preguiça não é um sinal de ser inteligente. Mas as pessoas inteligentes simplesmente não têm sempre que se esforçar tanto quanto os que têm dificuldade para construir suas habilidades, pelo menos em certos campos.
Um estudo da Universidade Vanderbilt, nos EUA, descobriu que o 1% dos alunos de 12 anos com maior habilidade intelectual eram entre três e cinco vezes mais propensos a fazer doutorado, obter uma patente, publicar um artigo em uma revista científica ou publicar um livro literário.
Isso leva alguns cientistas a crerem que, embora se esforçar para ser mais inteligente seja louvável, certas habilidades inatas nem sempre podem ser aprendidas.

 

18. Você não precisa estar sempre com outras pessoas

Nós tendemos a ser mais felizes quando passamos mais tempo com os amigos. Exceto as pessoas muito inteligentes.
Um estudo da Universidade de Cingapura e da Escola de Economia de Londres descobriu que as pessoas inteligentes diferem do resto de nós quando se trata de níveis de felicidade e socialização. Se você adora seus amigos, mas precisa de um tempo sozinho também, esse pode ser um sinal de que você é superinteligente.

 

19. Você vive em uma cidade “andável”

A geografia de sua cidade pode ser um bom indicador de quão inteligente você é.
Um estudo da Smart Growth America (uma coalizão de organizações que têm interesse em como a expansão metropolitana afeta o meio ambiente) descobriu que as cidades construídas para pedestres tendem a atrair mais pessoas com graduação universitária do que as cidades construídas para carros. [IFLS]

 

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*Fonte: hypescience

Pessimistas, comemorem: estudo prova que pensar positivo não faz bem

Por mais irônico que seja, os pessimistas do mundo acabaram de ganhar um motivo para comemorar: um estudo feito por Gabriele Oettingen, cientista alemã da New York University e da University of Hamburg descobriu que pensar positivo, diferente do que muitas pessoas (e seções inteiras de livrarias) acreditam, faz mal.

O motivo é bem simples (e quase óbvio, para ser sincero): a partir do momento que alguém visualiza soluções positivas para problemas e desafios, a tendência é que elas se tornem menos produtivas e mais acomodadas, já que, na cabeça delas, tudo está resolvido. Já os pessimistas, fatalistas por natureza, acabam ficando mais atentos e obtém resultados mais satisfatórios.

O resultado foi obtido através de uma pesquisa de vinte anos, que incluiu uma situação bem familiar a todos nós: um dos estudos entrevistou pessoas com interesses amorosos, e cada um precisou narrar o que imaginariam se encontrassem a crush em uma festa. Enquanto os otimistas fantasiavam com bons momentos, os pessimistas visualizavam verdadeiras epopeias para se darem bem.

Meses depois, os participantes mais otimistas tiveram menos sucesso em engatar algum tipo de relacionamento com seus interesses amorosos do que os pessimistas, que se deram bem melhor.

Agora você já pode enviar esta notícia para quem adora te criticar por não ver o lado bom das coisas, jogar o Radiohead no último volume e ser feliz. Quer dizer, triste.

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*Fonte: GQ

 

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Análise mostra que bebida alcoólica pode causar 7 tipos de câncer

A pesquisa sugere que a bebida provoca a doença em diversas partes do corpo, como garganta, laringe, esôfago, cólon, intestino e mamas; incluindo o mais conhecido da população que é o câncer de fígado. Os pesquisadores ainda não sabem explicar a associação da utilização da bebida com o surgimento da doença.

Para chegar a esta conclusão, a pesquisadora-chefe Jennie Connor, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, analisou os principais estudos de câncer relacionados ao álcool, para examinar as ligações entre eles. No final, a pesquisadora descobriu que a quantidade de álcool tem uma relação com o surgimento da doença, ou seja, quanto mais uma pessoa bebe, mais chances ela tem de desenvolver certos tipos de câncer.

A mais forte destas ligações foi com o câncer de boca. De acordo com Connor, beber 50 gramas de álcool por dia pode aumentar os riscos de uma pessoa ter câncer de boca em até sete vezes, se comparada a alguém que não bebe.

Porém, o Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo diz que uma bebida convencional – algo como uma cerveja ou um vinho normal – tem em média 14 gramas de álcool. O que significa que para chegar a esse nível de risco, uma pessoa teria que beber quatro latinhas por dia, no caso da cerveja. Já na opinião da pesquisadora, níveis menores de bebida já podem aumentar as chances de desenvolver a doença.

Outros pesquisadores se opõem à ideia de Connor, como, por exemplo, Susannah Brown, o gerente de programa de Ciência para o Fundo Mundial de Câncer, que relatou à New Scientist: “Nós vemos um risco maior à medida que a quantidade de álcool consumido aumenta, e nós concordamos que não há evidência sólida para concluir que o consumo de álcool provoca diretamente o câncer.”

Apesar das variadas conclusões sobre o estudo, ninguém confirmou haver uma ligação categórica entre o câncer e o álcool. Uma das hipóteses mais populares é que o álcool pode danificar o DNA, levando a mutações que possibilitam a formação de células cancerosas.

Enquanto essas novas descobertas não se concretizam, não é possível determinar quais as recomendações adequadas à saúde

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*Fonte: jornalciencia

Cientistas confirmam: álcool funciona mesmo como antidepressivo

Para muita gente, vai soar como a notícia mais velha do mundo: álcool afoga a tristeza. Mas só agora surgiu uma comprovação científica de que isso funciona, e como funciona.

Um estudo da Wake Forest School of Medicine acaba de provar que o álcool funciona como antidepressivos de ação rápida, remédios como a ketamina.

Em testes com animais, os cientistas observaram as mesmas mudanças na química cerebral e as mesmas reações dos neurônios em contato com álcool ou com medicamentos. Mais precisamente, o álcool e a ketamina mudam indiretamente a ação do neurotransmissor GABA, de inibidor para estimulante de atividade cerebral.

Obviamente, entornar não substitui uma visita ao psiquiatra. Da ressaca à cirrose e acidentes de trânsito, o álcool bate de longe os remédios vendidos na farmácia em efeitos colaterais. Mas isso explica, segundo os cientistas, porque pessoas com depressão se tornam alcoólatras. Não é que eles gostem particularmente de ficar de porre: estão se automedicando. O que não é engraçado, mas triste.

A autora do estudo, Kimberly Raab-Graham, deixa claro: “existe definitivamente um perigo em se automedicar com álcool. Há uma linha bem fina entre ele ajudar ou prejudicar, e, em certo ponto, o uso repetido de automedicação se torna vício”.

Se você tem depressão ou, pior ainda, tem depressão e anda bebendo demais, procure ajuda médica.

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*Fonte: superinteressante

drinkremedio

Pesquisadores gravam golfinhos conversando como humanos

Não é exatamente uma novidade o fato de os animais se comunicarem. Cada um tem a sua particularidade e os mamíferos se destacam neste quesito. Mas, uma análise feita por pesquisadores ucranianos revelou que os golfinhos conseguem ter conservas semelhantes a dos seres humanos.

O registro foi feito através de um microfone subaquático capaz de distinguir diferentes “vozes” de animais. Já era sabido que os animais usam sons diferentes para mostrar quando estão felizes ou estressados, por exemplo. Mas, o que a pesquisa recente mostrou foi que os golfinhos são muito mais avançados do que se imaginava.

Os cientistas identificaram que os golfinhos alteram o volume e frequência dos sons que emitem, formando palavras, que juntas viram frases, da mesma forma que os seres humanos.

Os pesquisadores da Nature Reserve Karadah analisaram as gravações feitas com dois golfinhos no mar mediterrâneo. A dupla Yasha e Yana foi gravada conversando em uma piscina. Enquanto uma “falava” a outra ouvia, sem interrupções, seguindo de uma resposta.

“Cada impulso que é produzido por um golfinho é diferente do outro por sua aparência no domínio de tempo e pelo conjunto de componentes espectrais no domínio da frequência”, explicou o pesquisador-chefe, Vyacheslav Ryabov, em entrevista ao site The Telegraph. Segundo ele, cada um desses pulsos significa um fonema ou uma palavra na “língua dos golfinhos”.

“Essa linguagem apresenta todas as características presentes na linhada humana falada, isto indica um alto nível de inteligência e consciência dos golfinhos. Sua língua pode ser ostensivamente considerada uma língua falada altamente desenvolvida, semelhante à linguagem humana”, completa o pesquisador.

O cérebro dos golfinhos é maior e muito mais complexo do que o dos humanos. Os pesquisadores acreditam que eles sejam mais de 25 milhões de anos mais complexos do que os nossos.

Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo na revista Science Direct, disponível aqui.

 

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*Fonte: ciclovivo

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Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos. Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab”

Priscila Kosaka,
cientista brasiliense

A pesquisadora explica que o sensor é como um “trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.
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Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios
O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. “Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem.”

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações  – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

“A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças”, concluiu.

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*Fonte: G1

 

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Estudo comprova que árvores também descansam à noite

Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa Ecológica de Tihany, na Hungria, descobriu que as árvores também “dormem” durante a noite. Não se trata de deitarem ou mudarem bruscamente de posição, mas enquanto o sol não está brilhando, os galhos e folhas ficam mais caídos.

Os cientistas tiveram muito cuidado para analisar os hábitos das árvores, já que era imprescindível que não houvesse interferência humana alguma no sentido da luminosidade. Assim, não foram usadas câmeras comuns, para não ter problemas com o uso do flash.

Todo o monitoramento foi realizado via escaneamento a laser. Os registros foram feitos em intervalos de dez em dez minutos, entre o pôr-do-sol e o nascer no dia seguinte.

Para deixar a análise ainda melhor, o grupo escolheu duas árvores bem diferentes e em climas totalmente distintos. Um dos exemplares estava na Austrália, enquanto o outro estava na Finlândia. O dia em que a experiência foi realizada também foi pensado previamente. Todos os registros foram feitos numa noite de equinócio, quando o dia e a noite têm exatamente a mesma duração.

Após analisarem 154 imagens, os pesquisadores concluíram que, na ausência do sol, os galhos caem cerca de dez centímetros. Mas, eles logo voltam ao normal com os primeiros raios de luz. É como se as árvores passassem a noite dormindo e despertassem junto com o sol.

A explicação dos cientistas é de que o fenômeno ocorre como estratégia natural para economizar energia. Já que durante a noite as plantas não realizam sua principal atividade, que é a fotossíntese, a pressão nas células diminuem e a árvore acaba ficando mais relaxada. Assim que a luminosidade volta, as folhas se reerguem para alcançar os melhores raios solares.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

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*Fonte: ciclovivo

 

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Pesquisadores norte-americanos criam bateria praticamente infinita

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (UCI), EUA, descobriu uma maneira de criar baterias que podem ser recarregadas centenas de milhares de vezes. Os pesquisadores consideram que este é mais um passo em direção a uma bateria que nunca mais precise de substituição.

O trabalho de pesquisa desenvolvido dentro da UCI pode ajudar a desenvolver equipamentos eletrônicos com uma expectativa de vida útil muito maior. Os beneficiados por este novo tipo de bateria vão desde smartphones até naves espaciais.

Há muitos anos os cientistas fazem experiências utilizando nanofios em baterias. Milhares de vezes mais finos do que um fio de cabelo humano, eles são excelentes condutores, com uma grande área de armazenamento e transferência de elétrons. No entanto, eles também são altamente frágeis e sensíveis às recargas repetitivas. Em uma bateria tradicional de íon-lítio, por exemplo, eles se expandem facilmente e logo ganham rachaduras que comprometem o seu desempenho.

Ciente disso, a doutoranda Mya Le Thai trabalhava de maneira despretensiosa no laboratório, fazendo testes de revestimento com uma camada de gel. Ao recarregar a bateria por ciclos repetitivos, ela identificou que não havia deterioração alguma. A experiência continuou e, mesmo após 200 mil ciclos completos, a bateria se manteve intacta, ao contrário das tradicionais, que duram, no máximo, sete mil ciclos.

Conforme publicado na revista científica Phys.org, a combinação criada pelos pesquisadores é a seguinte: um nanofio de ouro é disposto em uma casca de dióxido de manganês e finalizada com um eletrólito de gel do tipo Pexiglas. Esta receita garante a resistência necessária para proteger os fios e garantir milhares de recargas.

De acordo com os cientistas, a explicação para isso deve-se ao fato de que o gel plastifica o óxido de metal da bateria, dando a eles flexibilidade e evitando as rachaduras que comprometem o desempenho.

*Fonte: ecoguianet

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Estudo comprova o óbvio: andar de moto deixa você feliz

O instituto ICM Research fez um estudo para descobrir quais atividades de lazer trazem mais alegria para as pessoas, e para isso entrevistou mais de 1.5000 indivíduos. Curiosamente, o estudo foi encomendado pela revista Gardener’s World, que fala sobre jardinagem, e tenho quase certeza que o pessoal da revista tinha certeza de que jardinagem seria o primeiro item.

Entre todas as opções de hobbies e atividades que trazem alegria como correr, pescar, acampar, dirigir e afins, andar em duas rodas foi o item mais votado.

(modo ironia on – Deixando claro que o que dá prazer é andar de moto, não ter a moto. Dependendo da marca da sua moto, ter a moto dá mais desprazer brigando com autorizada e mecânico do que qualquer outra coisa. – modo ironia off)

Mas vamos ser sinceros, ninguém precisava de um estudo pra comprovar isso entre os leitores aqui do Old Dog Cycles. Só quem anda de moto sabe porque um cachorro gosta tanto de colocar a cabeça pra fora do carro, e fica com aquele sorrisão besta de alegria.

*Fonte: OldDogCycles

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Cerveja deixa homens mais inteligentes, diz pesquisa

São Paulo – Já dizia o cantor pernambucano Chico Science. “Uma cerveja antes do almoço é muito bom para ficar pensando melhor”. Uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois, em Chicago, parece comprovar uma parte do verso da música citada acima. Independente da hora do dia, homens que bebem cerveja ficam mais inteligentes.

Os pesquisadores descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens conseguiram resolver mais jogos de quebra-cabeças, e mais rápido, do que seus oponentes sóbrios, segundo o NY Daily News.

Os pesquisadores selecionaram um grupo de 40 homens, aos quais foram dadas três palavras. A eles foi delegada a missão de encontrar uma quarta, que fizesse correspondência com as outras três. Por exemplo, a palavra “Queijo” poderia combinar com “Cottage”, “Roquefort” ou “Suíço”.

Eles foram separados em dois grupos iguais. Uma metade bebeu duas tulipas de cerveja (quantidade considerada moderada) e a outra ficou sem nada. O grupo que ingeriu cerveja resolveu 40% mais jogos. Eles também levaram 12 segundos para resolver cada problema, enquanto o grupo que não bebeu gastou 2,5 segundos a mais.

A pesquisa lança uma luz para tentar explicar por que escritores com problema de alcoolismo, como Ernest Hemingway e Charles Bukowski, produziram obras artísticas de grande valor criativo.

*Fonte: Revista Exame

 

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Cientistas provam que a alma existe e dizem: ”A alma não morre, mas retorna ao universo”

O médico estadunidense, Dr. Stuart Hamerroff e o físico britânico, Sir Roger Penrose, desenvolveram uma teoria quântica da consciência, que afirma que nossas almas são contidas dentro de estruturas chamadas de microtúbulos, os quais vivem dentro de nossas células cerebrais.
A idéia se origina da noção de que o cérebro seja um computador biológico, “com 100 bilhões de neurônios cujos disparos axonais e conexões sinápticas agem como redes de informação“.
O Dr. Hameroff, que é Professor Emérito dos Departamentos de Anestesiologia e Psicologia e Diretor do Centro de Estudos da Consciência da Universidade de Arizona, e o Sir Roger, têm estado trabalhando na teoria desde 1996.
Eles alegam que as nossas experiências da consciência são o resultado dos efeitos da gravidade quântica dentro dos microtúbulos – um processo que eles chamam de redução objetiva orquestrada (Orch-OR).
Em uma Experiência de Quase-Morte, os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída.  Ou, em termos compreensíveis aos leitos, a alma não morre, mas retorna ao universo.
O Dr. Hameroff explicou a teoria extensivamente em um documentário narrado por Morgan Freeman, chamado “Through the Wormhole” (Através do Buraco de Minhoca), que foi levado ao ar recentemente pelo Science Channel nos Estados Unidos.

“Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico.  A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; ela simplesmente é distribuída e dissipada pelo universo“, disse o Dr. Hameroff.

“Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz ‘Eu tive uma experiêcia de quase-morte“, continuou o Dr. Hameroff.

Caso o paciente morra, seria “possível que esta informação quântica exista foram do corpo por tempo indeterminado – como uma alma“.
O Dr. Hamerof acredita que novas descobertas sobre o papel da física quântica nos processos biológicos, tais como a navegação de pássaros, ajudam a confirmar a teoria.

*Fonte: Daily Mail / SempreQuestione

 

Comparativo do derretimento de geleiras nos últimos 100 anos

Um vídeo que mostra o efeito devastador e porque não se dizer, assustador, do derretimento das geleiras em função do aquecimento global. Confira no link abaixo mais informações e imagens que embasaram a pesquisa e levantamento de dados do U. S. Geological Survey, que comparou imagens feitas no final do século 19 e começo do 20 com registros atuais e o resultado é assustador no meio ambiente.

*Fonte: catracalivre