Arquivo da tag: pesquisas

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

Pediatra acredita que é preciso cuidado para que o mundo digital não leve embora experiências significativas que tem impacto no desenvolvimento das crianças

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.
Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

 

……………………………………………………..
*Fonte: psicologiasdobrasil


Cientistas eliminaram completamente o HIV de animais vivos por meio de técnica de edição genética

Cientistas nos EUA afirmaram ter conseguido curar completamente ratos vivos infectados com HIV por meio de uma ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR/Cas9.

Os resultados, que foram publicados recentemente, mostram que os pesquisadores puderam remover completamente o DNA do HIV dentro das células humanas implantadas nos animais, o que efetivamente impediu uma infecção adicional. Com informações do Daily Mail. Esta é a primeira vez que os cientistas alcançam tais resultados em modelos animais vivos, o que é um grande avanço em relação a um ensaio clínico humano, embora o próximo passo de pesquisa ainda seja testes em primatas.

O estudo, realizado pela Escola de Medicina Lewis Katz, da Universidade de Temple (LKSOM), e Universidade de Pittsburgh, envolveu três grupos de ratos, sendo que o primeiro foi infectado com HIV-1, o segundo com EcoHIV (versão para ratos equivalente ao HIV-1), enquanto o terceiro recebeu um modelo “humanizado” no qual os ratos foram transplantados com células imunológicas humanas e infectados com o vírus.

O trabalho, liderado pelo pesquisador Dr. Wenhui Hu, da LKSOM, baseia-se em uma pesquisa anterior, feita pela mesma equipe, na qual conseguiram apagar o HIV-1 do genoma da maioria dos tecidos testados. Então, um ano depois, eles conseguiram eliminar o vírus e todos os tecidos.

“Nosso novo estudo é mais abrangente”, disse Hu. “Nós confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Mostramos também que essa estratégia foi eficaz em dois modelos de ratos adicionais, um representando a infecção aguda em células animais, e outro representando infecção crônica ou latente em modelos de células humanas”.

Tratando o primeiro grupo infectado com HIV-1, os pesquisadores conseguiram inativar geneticamente o vírus reduzindo a expressão RNA de seus genes virais em até 95%, confirmando os resultados de sua pesquisa anterior. Já o segundo grupo, em EcoHIV, representou um desafio maior, uma vez que esta forma de vírus é mais propensa a se espalhar mais rapidamente e se multiplicar.

“Com os ratos em EcoHIV, pudemos investigar a capacidade de estratégia CRISPR/ Cas9 para bloquear a replicação viral e potencialmente prevenir uma infecção sistêmica”, explicaram os pesquisadores. A estratégia de fato eliminou 96% do EcoHIV dos ratos, fornecendo no processo a primeira evidência para a erradicação do HIV-1 por meio de um sistema como o CRISPR.

No terceiro e último grupo, o qual os ratos receberam células humanas, incluindo as células T, onde o HIV tende a se esconder, após um único tratamento de edição genética, os cientistas conseguiram remover completamente os fragmentos virais das células infectadas. Embora o estudo marque um novo e grande passo em relação à busca de uma cura permanente para o problema do HIV, mais testes ainda precisarão ser feitos para verificar se tais resultados são replicáveis.

“A próxima etapa seria repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado onde a infecção pelo HIV induza a doença, a fim de demonstrar ainda mais a eliminação do DNA do HIV-1 em células T latentemente infectadas e células cerebrais”, explicaram os pesquisadores. “Nosso objetivo é um ensaio clínico em pacientes humanos”, concluíram.

 

…………………………………………………………..
*Fonte: jornalciencia


Morar perto de árvores reduz casos de depressão, segundo pesquisadores

De acordo com estudo “Paisagem e Urbanismo”, publicado na revista científica Science Direct, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados. Os dados analisados pelos pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010.

Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram no levantamento.

A pesquisa levou em conta apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências, sendo que os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. Dessa forma, a proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Um dado identificado foi que em locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidepressivos foi menor. Assim, 40 árvores por quilômetro quadrado possui uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas.

Avaliando os resultados da pesquisa, os pesquisadores consideram que a saúde e bem-estar são estimulados por locais com paisagem mais verde, que favorecem a prática de atividades físicas e a interação com a comunidade.

 

…………………………………………………..
*Fonte: pensamentoverde

 

 


Estudo revela como era o Saara antes de se tornar um deserto

Entretanto, o que poucos sabem é que antes de ser essa região extremamente seca e desértica, o Saara era uma região cheia de árvores, animais, plantas e muita chuva. Essas informações estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e de Columbia e do Arizona, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria publicada no site da BBC, os pesquisadores que buscam um padrão de chuvas no norte da África descobriram que entre 5 mil e 10 mil anos atrás, o deserto do Saara era conhecido como “Saara Verde” e tinha precipitações anuais entre 35 e 100mm de chuva, clima que colaborava com a fertilidade da terra local.
Saara Verde

O professor do departamento de Ciências Atmosféricas, Planetárias e da Terra do Massachusettes Institute of Technology (MIT), David McGee, equipara a vegetação existente anteriormente no Saara com a do Serengeti, localizado no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, região que ainda é palco da maior migração de animais mamíferos de todo o mundo.

McGee explicou ao site da BBC Mundo: “Havia no Saara corpos hídricos permanentes, savanas, pradarias e até alguns bosques”. Ele ainda constatou outras evidências de fósseis de animais não encontrados mais na região e a presença de grandes faunas.

No Saara também são encontradas pinturas rupestre e antigos anzóis, revelando um estilo de vida completamente diferente do que é encontrado hoje. Entretanto, para o professor do MIT, mesmo sendo muito complicado saber o tamanho exato da vegetação, estima-se que ela tenha se ampliado para o norte do Saara, onde estão localizadas a Líbia, Argélia e Egito.
Do surgimento do Saara Verde até a sua desertificação

Para Francesco Pausada, da Universidade de Estocolmo, o Saara Verde surgiu da aproximação do Sol com a Terra durante o período de verão, colaborando com essas mudanças. Ele ainda explica: “O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências.”

Com as temperaturas extremas, as chuvas de monções aumentaram consideravelmente, colaborando com o surgimento da vegetação e, consequentemente, com a redução das emissões de poeira e diminuição do reflexo da luz. Essas precipitações são conhecidas como albedo, uma das principais causas da aridez na região.

Essa intensificação do albedo no Saara contribuiu significativamente com a desertificação da região. Porém, ainda é incerto quando aconteceu essa mudança drástica no clima.

Muitos cientistas acreditam que essa transformação aconteceu há 5 mil anos, devido aos fenômenos periódicos isolados que aconteceram na região. Outra hipótese é que essa transformação ocorreu de uma hora para outra, sem uma explicação especifica.

Já em 2008, mais um estudo foi divulgado por pesquisadores na Universidade de Colônia, na Alemanha, estimando que essa mudança foi mais lenta e aconteceu há apenas 2,7 mil anos. A pesquisa só foi possível após a análise de amostras de sedimentos retirados do lago Yoa, no norte do Chade, que mostraram o processo gradual de desertificação do Saara.

Entretanto, o estudo realizado por Pausata mostrou que as precipitações que aconteceram revelaram que os seres humanos que lá povoavam, abandonaram a região há 8 mil anos, em decorrência da forte seca que durou mil anos.
Possível influência humana

Estudos realizados recentemente pelo arqueólogo David Wright, da Universidade Nacional de Seul, consideram a hipótese de que os seres humanos tiveram um papel fundamental nas mudanças climáticas do deserto do Saara. Para o pesquisador existem provas arqueológicas de que o primeiro pastoreio provocou sérias consequências na ecologia da região.

Conforme a vegetação era removida e alterada para criação de gado e rebanhos, o fenômeno albedo sofria uma ampliação que colaborava com a diminuição das chuvas de monções. Porém, para Pausata, essa pesquisa não está bem fundamentada e afirmou: “Embora exista um consenso de que o crescimento intenso do rebanho de gado que pasta possa ser prejudicial à variedade de plantas, o pasto leve e moderado pode ter resultados positivos.”
O Saara Verde pode retornar?

Mesmo McGee acreditando que os seres humanos tiveram uma grande participação na desertificação do Saara, outros fatores também ajudaram no desencadeamento do problema, assim como as mudanças cíclicas. Para ele, o Saara verde aconteceu também há 125 mil anos, porém, naquela época, não houve interferência humana e sim uma mudança climática que foi do úmido para árido.

“Desta forma, se o fenômeno for cíclico, é bem provável que o Saara volte a ser verde, mesmo com as atividades humanas recentes”, declarou Pausata. E concluiu: “Daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. O problema agora são as forças antropogênicas. A influência humana será mais um efeito, fora da variação natural, que poderá mudar o equilíbrio no futuro do planeta, não apenas no Saara.”

 

…………………………………………………
*Fonte: pensamentoverde

 


Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

Pode uma planta ser inteligente? Alguns cientistas insistem que são – uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos. A nova pesquisa está num campo chamado neurobiologia de plantas – o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurônios ou cérebros.

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

“Elas têm estruturas análogas“, explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). “Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quotidianas … integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação”.

E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas – e as plantas reagiram. Elas começam a segregar substâncias químicas defensivas – embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. “Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas.”

Plantas podem sentir

Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está a bloquear as suas raízes, antes de entrar em contacto com ele. As raízes das plantas mudam de direcção, diz ele, para evitar obstáculos.

E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. “Pode apagar uma planta com um anestésico humano… E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós.”

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que liberam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].

Sistema nervoso de plantas

Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais eléctricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.

As plantas realmente sentem dor

As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.

Elas podem se lembrar

Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.

Mimosa é uma planta, que é algo como uma samambaia, que recolhe suas folhas temporariamente quando é perturbada. Então Gagliano configurou uma engenhoca que iria pingar gotas na planta mimosa, sem ferir-la. Quando a planta era tocada, tal como esperado, as folhas se fechavam. Ela ficava pingando as plantas a cada 5-6 segundos.

“Depois de cinco ou seis gotas, as plantas paravam de responder, como se tivessem aprendido a sintonizar o estímulo como irrelevante“, diz Pollan. “Esta é uma parte muito importante da aprendizagem – saber o que você pode ignorar com segurança em seu ambiente.”

Talvez a planta estava apenas se cansando de tantos pingos? Para testar isso, Gagliano pegou as plantas que tinham parado de responder às gotas e sacudiu-as.

“Elas continuavam a se fechar“, diz Pollan. “Elas tinham feito a distinção que o gotejamento era um sinal que elas poderiam ignorar. E o que foi mais incrível é que Gagliano as testou novamente a cada semana durante quatro semanas e, durante um mês, elas continuaram a lembrar a lição.”

Isso foi o mais longe que Gagliano testou. É possível que elas se lembrem ainda mais. Por outro lado, Pollan aponta, as abelhas que foram testadas de maneira semelhante se esquecem o que aprenderam em menos de 48 horas.

Plantas: seres sentientes?

“As plantas podem fazer coisas incríveis. Elas parecem se lembrar de estresse e eventos, como essa experiência. Elas têm a capacidade de responder de 15 a 20 variáveis ambientais”, diz Pollan. “A questão é, é correto de chamar isso de aprendizagem? É essa a palavra certa? É correto chamar isso de inteligência? É certo, ainda, dizer que elas são conscientes? Alguns destes neurobiólogos de plantas acreditam que as plantas estão conscientes – não auto-conscientes, mas conscientes, no sentido que elas sabem onde elas estão no espaço … e reagem adequadamente a sua posição no espaço”.

Pollan diz que não há definição consensual de inteligência. “Vá para a Wikipedia e procure por inteligência. Eles se desesperam para dar-lhe uma resposta. Eles têm basicamente um gráfico onde dão-lhe nove definições diferentes. E cerca da metade delas dependem de um cérebro … se referem ao raciocínio abstracto ou julgamento.”

“E a outra metade apenas se referem a uma capacidade de resolver problemas. E esse é o tipo de inteligência que estamos falando aqui. Então a inteligência pode muito bem ser uma propriedade de vida. E a nossa diferença em relação a essas outras criaturas pode ser uma questão da diferença de grau e não de espécie. Podemos apenas ter mais desta habilidade de resolver problemas e podemos fazê-lo de diferentes maneiras.”

Pollan diz que o que realmente assusta as pessoas é “que a linha entre plantas e animais pode ser um pouco mais fina do que nós tradicionalmente acreditamos.”

E ele sugere que as plantas podem ser capaz de ensinar os seres humanos uma ou duas coisas, tais como a forma de processar a informação sem um posto de comando central, como um cérebro.

Veja o vídeo de Michael Pollan:

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&isUI=1

 

……………………………………………………
*Fonte: pensadoranonimo


Pesquisadores finalmente atingem comunicação bidirecional em interfaces cérebro-computador

Desde o início dos anos 70, cientistas tem desenvolvido interfaces cérebro-computador; a principal aplicação sendo o uso de próteses neurais em pacientes paralisados ou amputados. Um membro protético controlado diretamente por atividade cerebral pode recuperar parcialmente sua atividade motora perdida. Isso é alcançado através da decodificação da atividade neuronal, registrada por eletrodos, que é então traduzida em movimentos robóticos. Tais sistemas, porém, possuem precisão limitada devido à ausência de feedback sensorial do membro artificial. Neurocientistas na University of Geneva, Suíça, se perguntaram se era possível transmitir a sensação faltante de volta ao cérebro ao estimular atividade neural no córtex. Eles descobriram que não só era possível criar uma sensação artificial dos movimentos neuroprotéticos, mas também que o processo de básico de aprendizado ocorre de maneira bem rápida. Esses achados, publicados no periódico científico Neuron, foram obtidos utilizando ferramentas modernas de imagem e simulação óptica, oferecendo uma inovadora alternativa à abordagem clássica com eletrodos.

Função motora é central à todos os comportamentos e nos permite interagir com o mundo. Portanto, substituir um membro perdido por uma prótese robótica é o assunto de muitas pesquisas. Mesmo assim, resultados de sucesso são raros. Porque isso ocorre? Até este momento, interfaces cérebro-computador são operados dependendo majoritariamente de percepção visual – ou seja, o braço robótico é controlado ao olhar para ele. O fluxo direto de informação entre o cérebro e a máquina permanece, assim, unidirecional. Porém, percepção de movimento não é apenas baseada em visão mas principalmente em propriocepção, a sensação de onde um membro está localizado no espaço. “Nós nos perguntamos portanto se era possível estabelecer uma comunicação bi-direcional em uma interface cérebro-computador: simultaneamente ler atividade neuronal, transmiti-la como um movimento protético e re-injetar um feedback sensorial desse movimento de volta ao cérebro”, explicou Daniel Huber, professor no Departamento de Neurociências Básicas na Faculdade de Medicina da UNIGE.

Providenciando sensações artificiais de movimento protético

Em contraste com abordagens invasivas envolvendo eletrodos, a equipe de Daniel Huber se especializou em técnicas ópticas para visualizar imagens e estimular atividade cerebral. Usando um método chamado de microscopia de dois fótons, eles mediram rotineiramente a atividade de centenas de neurônios com resolução de uma célula única. “Nós queríamos testar se ratos conseguiam aprender a controlar uma prótese neural dependendo apenas de um feedback sensorial artificial” explicou Mario Prsa, pesquisador da UNIGE e primeiro autor do estudo. “Nós formamos imagens da atividade neural no córtex motor. Quando o rato ativou um neurônio específico, o neurônio escolhido para controle neuroprotético, nós simultaneamente aplicamos uma estimulação proporcional à essa atividade no córtex sensorial usando luz azul”. De fato, neurônios do córtex sensorial foram tornados fotossensíveis à esta luz, possibilitando que fossem ativados por uma série de flashes ópticos e assim integrarem o feedback sensorial artificial. Os ratos foram recompensados por cada ativação acima do limiar, e 20 minutos depois, quando a associação foi aprendida, o roedor era capaz de gerar a atividade neuronal correta com mais frequência.

Isso significa que a sensação artificial não só foi sentida, mas foi integrada com sucesso como um feedback do movimento protético. Dessa maneira, a interface máquina-computador funciona de maneira bi-direcional. Os pesquisadores de Geneva acreditam que a razão pela qual essa sensação fabricada é assimilada tão rápido é porque envolve funções cerebrais muito básicas. Sentir a posição dos nosso membros ocorre automaticamente, sem pensar muito sobre, e provavelmente reflete mecanismos de circuitos neurais fundamentais. Esse tipo de interface bidirecional pode permitir no futuro o desenvolvimento de membros robóticos mais precisos, sentindo objetos tocados ou percebendo a força necessária para segurá-los.

Atualmente, os neurocientistas da UNIGE estão examinando como produzir um feedback sensorial mais eficaz. Eles são capazes de fazê-lo para um único movimento, mas seria possível também providenciar múltiplos canais de feedback em paralelo? Essa pesquisa estabeleceu as bases para desenvolver uma nova geração de próteses mais precisas, bidirecionais.

Rumo a uma melhor compreensão dos mecanismos neurais de controle protético

Ao utilizarem-se de técnicas modernas de imagenologia, centenas de neurônios na área adjacente puderam também ser observados conforme os ratos aprendiam a tarefa neuroprotética. “Nós sabemos que existem milhões de conexões neurais. Porém, nós descobrimos que o animal ativou apenas o neurônio escolhido para controlar a ação neuroprotética, e não recrutou nenhum dos neurônios adjacentes”, adicionou Daniel Huber. “Isso é um achado muito interessante pois revela que o cérebro pode acionar e controlar especificamente a atividade de um único neurônio”. Pesquisadores podem potencialmente explorar esse conhecimento para não apenas desenvolver técnicas de decodificação mais estáveis e precisas, mas também para obter uma melhor compreensão da maioria das funções dos circuitos neurais básicos. Ainda restam ser descobertos quis mecanismos estão envolvidos no sinal de roteamento para o neurônio unicamente ativado.

 

…………………………………………….
*Fonte: universoracionalista / *Publicado anteriormente na EurekAlert

proteses


Eis o motivo por que você perde tanto tempo no Facebook

Você abre o Facebook só para dar uma espiadinha e, quando se dá conta, está ali há horas. Como isso aconteceu? Psicólogos da Universidade de Kent, no Reino Unido, fizeram uma pesquisa e descobriram que, quando pessoas navegam na internet ou usam a rede social, elas têm uma “percepção prejudicada do tempo”. E mais: a criação de Mark Zuckerberg é quem mais causa isso.

No estudo, intitulado de Internet and Facebook Related Images Affect the Perception of Time, cientistas tentaram entender como a “atenção” e a “excitação”, sentimentos que permanecem em primeiro plano durante os períodos em que estamos conectados, influenciam a nossa percepção das horas.

A conclusão foi que o Facebook faz com que as pessoas percam a noção do tempo – muito mais do que o resto da internet. Mas ambos são capazes de distorcer o tempo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores monitoraram 44 pessoas. Elas foram expostas a 20 imagens: cinco fotos eram associadas ao Facebook (como imagens do dia a dia de alguém, de casamentos, de viagens etc), outras cinco eram de coisas genéricas da internet (como sites de interesse específico) e as demais eram neutras. Os participantes tinham que auto-avaliar o tempo que passaram olhando para cada uma das fotos.

A pesquisa mostrou que as pessoas subestimaram o tempo em que ficaram olhando para as imagens do Facebook – ou seja, elas acreditavam que o momento tinha sido breve, mas não foi. Isso significa que as imagens que retratam as relações sociais causam excitação e, consequentemente, prendem mais a nossa atenção. Isso também explica por que perdemos tanto tempo olhando para a telinha azul – nosso cérebro simplesmente não consegue medir a passagem do tempo quando estamos nas redes sociais.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é estudar como essa percepção do tempo acaba criando um comportamento viciante. Será que vai rolar uma desintoxicação para quem é “Facebook addicted”?

 

sleepinguser

 

 

 

 

 

 

 

……………………………………………………
*Fonte: superinteressante


Cérebro controla o envelhecimento do corpo

Você vai morrer quando os seus órgãos falharem. Essa falha pode ser causada por acidentes, doenças ou pelo desgaste natural dos tecidos ao longo da vida. Mas pode existir também um quarto elemento: a ação do seu próprio cérebro. Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, descobriu que o cérebro humano possui uma espécie de relógio interno – que determina quanto tempo o organismo irá viver.

Isso acontece no hipotálamo, uma região no meio do cérebro que controla diversas reações do corpo, como fome, sede e sono. Em estudos com ratos, os pesquisadores notaram algo interessante: conforme o animal envelhece, o hipotálamo vai elevando o nível de um conjunto de proteínas chamado NF-kB. Os cientistas resolveram fazer um teste. Usando manipulação genética, criaram ratos imunes a essas proteínas. Surpreendentemente, os bichos viveram 23% a mais que a média.

E não só isso: eles se saíram melhor que os demais em testes físicos e cognitivos. “Além de viver mais, os ratos viveram com qualidade”, diz o cientista molecular Dongsheng Cai, líder do estudo.

Ainda não se sabe por que a proteína está ligada ao processo de envelhecimento. Uma possível explicação é que ela gere processos inflamatórios crônicos no corpo – que, no longo prazo, desgastariam os órgãos e poderiam predispor a doenças. “Não temos como acabar com o envelhecimento. Mas talvez possamos estender o tempo de vida das pessoas”, acredita Cai.

 

……………………………………………
*Fonte: superinteressante

cerebro

 


Cães são mais inteligentes que gatos? A ciência tem um veredito

Um dos principais motivos de divergência entre as pessoas que preferem cachorros e os adeptos de gatos pode ter chegado ao fim. Cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que na discussão de qual dos dois pets é mais inteligente não há vencedores – ambos são igualmente espertos.

Pode até ser que gatos não busquem bolinhas como os cachorros, que não deitem e rolem sob comandos humanos, mas isso não quer dizer que sejam menos inteligentes. Só que, até então, os felinos estavam em desvantagem nessa disputa, porque era sabido pelos cientistas que cães conseguem lembrar de eventos específicos não recentes, uma habilidade conhecida como memória episódica.

Nós, humanos, também temos esse tipo de memória “introspectiva”. Tentamos conscientemente reconstituir fatos passados, memórias únicas e individuais. Por exemplo, quem estava vivo em 2001 lembra que no dia 11 de setembro aviões atingiram as Torres Gêmeas em Nova York. Mas, pela memória episódica, você lembra que viu a notícia enquanto comia sopa de feijão ou que naquele mesmo dia você levou um pé na bunda. Ou seja, o dia 11 de setembro de 2001 pode não significar nada para o seu cãozinho, mas ele é capaz de lembrar que naquele dia você deu um ossinho especial para ele ou que o levou passear em um parque diferente – sem relacionar os acontecimentos à data, claro.

A novidade é que a memória não é mais um fator para justificar a supremacia canina. Ao realizar testes com 49 gatos domésticos para entender como o cérebro deles funciona, cientistas japoneses comprovaram que os felinos também têm memória episódica. Em um dos testes, os animais conseguiram perceber depois de um intervalo de 15 minutos em quais das tigelas eles já haviam comido e em quais delas eles não haviam tocado.

Os pesquisadores ainda sugerem que os gatos são capazes de manter essas lembranças por muito mais tempo que o intervalo a que foram submetidos no experimento e que isso significa que os felinos têm sim algum tipo de consciência. O mesmo time de cientistas japoneses já havia realizado testes semelhantes com cachorros.

Outra trégua científica nessa rixa animal (que os donos de gatos já sabiam) é que eles respondem a expressões faciais, emoções e gestos humanos tão bem quanto cães. Em entrevista à BBC, a psicóloga Saho Takagi, da Universidade de Kyoto, afirmou que os resultados dessa pesquisa podem ter várias aplicações práticas. “Gatos podem ser tão inteligentes quanto os cachorros e entender mais profundamente os felinos nos ajuda a estabelecer uma melhor relação com eles”.

A pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Processes.

 

………………………………………………..
*Fonte: superinteressante

 


Países que mais consomem cerveja

paisebeer


Ciência explica porque reclamar altera negativamente seu cérebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto.

Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.

 

Parton explica ainda:

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer… o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“

 

……………………………………………..
*Fonte: osegeredo

reclamao222


Brasileira ganha prêmio internacional ao criar sistema de dessalinização de água com grafeno

Tido como uma matéria-prima revolucionária, o grafeno é um derivado do carbono, extremamente fino, flexível, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o aço). Considerado excelente condutor de eletricidade, é usado para a produção de células fotoelétricas, peças para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplicações na indústria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo.

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.

Nadia criou um sistema de dessalinização e filtragem de água, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria possível garantir o acesso à água potável para milhões de pessoas, além de reduzir os gastos com energia e a pressão sobre as fontes hídricas.

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”.

Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.

………………………………………………………….
Fonte: conexaoplaneta
Foto: divulgação Global Graphene Challenge Competition

brasileira-premio-internacional


Ficar sem férias pode te matar, diz a ciência

A medicina entende cada vez melhor os danos de muito trabalho sem descanso. Passar meses seguidos sem um tempo real de férias pode afetar o corpo de muitas formas, mentais e físicas.

Um trabalho de longo prazo mostrou que não tirar férias aumenta a chance de problemas cardíacos. Um projeto chamado de estudo Framingham acompanhou mulheres trabalhadoras por 20 anos. Foram analisadas as relações entre a frequência com que elas tiravam férias e a incidência de problemas cardíacos.

Os cientistas chegaram à conclusão de que menos férias implicam mais problemas cardíacos. Trabalhadoras que tiravam férias a cada seis anos tinham o dobro de chances de ter problemas cardíacos do que aquelas que descansavam pelo menos duas vezes por ano.

Outra pesquisa, realizada com homens, mostra que jornadas longas (de dez horas ou mais) aumentam os riscos de doenças coronárias em 80%. A explicação dos cientistas para o aumento nesses riscos é por causa da exposição prolongada a stress psicológico.
E a mente?

A cabeça também é afetada. Uma grande pesquisa chamada Whitehall II estudou os efeitos psicológicos de longos turno de trabalho. Trabalhar mais de 11 horas por dia dobra as chances de um episódio de depressão grave, em comparação a trabalhadores com turno de sete ou oito horas.

Mas tirar férias ainda pode melhorar a mente. Um estudo da Univeridade de Uppsala, na Suécia, mostrou que acontece uma melhora psicológica depois de uma temporada de férias. O estudo mostra, inclusive, uma queda na quantidade de remédios comprados por pessoas que acabaram de voltar de férias.

Os impactos vão além. Estudos também notaram aumento de criatividade em mentes descansadas. Outros, analisando pessoas em situações de longos períodos de trabalho, indicam queda nas funções cognitivas e até diminuição no vocabulário.

……………………………..
*Fonte: superinteressante


Encontraram um rabo de dinossauro intacto. E ele tem penas

99 milhões de anos: essa é a idade da cauda de dinossauro com penas mais completa já encontrada. O rabo, preservado em âmbar, foi descoberto em Mianmar, no sudoeste da Ásia – e, se não fosse salvo por paleontólogos da Universidade Chinesa de Geociência, seria vendido como joia.

A região em que o fragmento foi achado é riquíssima em fósseis preservados em âmbar do período Cretáceo (o mesmo do tiranossauro e do velociraptor), possivelmente a maior reserva do tipo do mundo. Mesmo assim, a descoberta não passou de pura sorte: em uma pilha de resinas que estavam à venda como pedras semipreciosas em um mercado local, os pesquisadores encontraram a amostra, que já tinha sido lixada e remodelada pelos vendedores.

Para a alegria dos paleontólogos, porém, as modificações na resina não estragaram o fóssil, e até permitiram que eles estudassem os componentes químicos do interior do âmbar sem ter que perfurar ou quebrar a amostra. Nessa análise, os pesquisadores descobriram rastros de ferro, que dão pistas sobre a pigmentação e a textura da pele do dinossauro.

A amostra translúcida tem mais ou menos o tamanho e o formato de um pêssego seco. Dentro dela, os cientistas encontraram um pedaço de rabo de 35 cm, com todos os ossos e tecidos intactos, e coberto de penas. Usando raio-x e microscópios, descobriram também que a cauda tem 25 vértebras articuladas, o que riscou a possibilidade daquilo ser parte de uma ave pré-histórica, animais que tinham vértebras não articuladas que facilitavam o voo. Baseados nessas evidências, os caras concluíram: o dono do rabo era mesmo um dinossauro, e do subgrupo Coelosauria, que inclui desde os tiranossauros até as aves modernas.

A novidade não é que os gigantes pré-históricos tinham penas. Isso já é sabido pelo menos desde o início dos anos 90, quando amostras de partes desses animais emplumados foram encontradas em várias partes da Ásia. O que surpreendeu os cientistas foi o rabo praticamente inteiro, com penas quase totalmente preservadas, e todas as estruturas ósseas no lugar – um achado que pode ajudar os pesquisadores a entender melhor do que nunca como se deu a evolução desses bichões para os dinossauros que conhecemos hoje: as aves – porque, afinal de contas, das quase 10 mil espécies de aves que existem, todas são descendentes diretas dos dinossauros.

Mas, segundo os cientistas, o dono da cauda achada em Mianmar não era capaz de voar: as penas eram bagunçadas demais, e o formado do rabo, comprido e curvo, dificultaria o equilíbrio no ar. A hipótese mais aceita é que as penas desse dinossauro específico serviam apenas para regular a temperatura do bicho.

 

……………………………
*Fonte: superinteressante

rabo-dinossauro


19 sinais de que você é inteligente, mesmo que não se sinta assim

1. Você fez aulas de música

Pesquisas sugerem que a música ajuda as mentes das crianças a se desenvolver de várias maneiras. Por exemplo, um estudo de 2011 descobriu que as pontuações num teste de inteligência verbal entre crianças de 4 a 6 anos subiram após apenas um mês de aulas de música.
Também, um estudo de 2004 conduzido por Glenn Schellenberg concluiu que crianças de 6 anos de idade que fizeram nove meses de aulas de teclado ou canto tiveram um aumento no QI comparado com os que fizeram aulas de teatro ou nenhuma aula.
Por fim, um estudo de 2013, também liderado por Schellenberg, sugeriu que crianças com alto desempenho eram as mais propensas a fazer lições de música. Em outras palavras, no mundo real, o treinamento musical pode apenas aumentar as diferenças cognitivas que já existem entre as pessoas.
Pessoas extremamente inteligentes costumam ter estas características em comum

 

2. Você é o irmão mais velho

Irmãos mais velhos são geralmente mais inteligentes, e não por causa da genética. Epidemiologistas noruegueses usaram registros militares para examinar a ordem de nascimento, saúde e quocientes de QI de quase 250.000 homens de 18 e 19 anos nascidos entre 1967 e 1976.
Os resultados mostraram que o primeiro nascido tinha um QI médio de 103, em comparação com 100 para segundos filhos e 99 para terceiros. As descobertas, publicadas em junho de 2007, mostram que as crianças mais velhas têm uma pequena, mas significativa vantagem no QI que não vem de fatores biológicos, e sim da interação psicológica entre pais e filhos.

 

3. Você é magro

Em um estudo de 2006, os cientistas conduziram cerca de 2.200 testes de inteligência em adultos ao longo de um período de cinco anos. Os resultados sugeriram que, quanto maior a cintura de uma pessoa, menor sua capacidade cognitiva.
Outro estudo publicado no mesmo ano descobriu que alunos de 11 anos que obtiveram pontuações mais baixas em testes verbais e não verbais eram mais propensos a serem obesos em seus 40 anos. Os pesquisadores dizem que as crianças mais inteligentes podem ter buscado melhores oportunidades educacionais e acabado em uma posição melhor para cuidar de sua saúde do que seus colegas menos inteligentes.
Os pesquisadores de um estudo recente que chegou a mesma conclusão também dizem que fatores ambientais estão em jogo, uma vez que a relação entre o IMC e a inteligência foi mediada pelo status socioeconômico.

 

4. Você tem um gato

Um estudo de 2014 com 600 estudantes universitários descobriu que os indivíduos que preferiam cães eram mais extrovertidos do que os que preferiam gatos em um teste de personalidade.
No entanto, os amantes dos felinos pontuaram mais alto na parte do teste que media habilidade cognitiva.

 

5. Você foi amamentado

Uma pesquisa de 2007 sugere que bebês amamentados ficam mais espertos.
Em dois estudos, os pesquisadores analisaram mais de 3.000 crianças na Grã-Bretanha e Nova Zelândia. As crianças que foram amamentadas marcaram quase sete pontos a mais em um teste de QI, mas somente se possuíam uma versão particular do gene FADS2. Essa versão estava presente em números aproximadamente iguais entre crianças que foram e não foram amamentadas.
Descobrir o mecanismo exato da relação entre o FADS2, o aleitamento materno e o QI exigirá um estudo mais aprofundado.

 

6. Você já usou drogas recreativas

Um estudo de 2012 com mais de 6.000 britânicos nascidos em 1958 encontrou uma ligação entre QI elevado na infância e uso de drogas ilegais na idade adulta.“O QI aos 11 anos estava associado a uma maior probabilidade de usar drogas ilegais 31 anos depois”, escreveram os pesquisadores James W. White, Catharine R. Gale e David Batty. Eles concluíram que um QI alto na infância pode levar à adoção de comportamentos que são potencialmente prejudiciais à saúde na idade adulta.

 

7. Você é canhoto

Pesquisas recentes descobriram que as pessoas canhotas são mais propensas a ter “pensamento divergente”, uma forma de criatividade que permite que elas apresentem ideias novas de uma forma rápida, pelo menos entre os homens.
Durante um estudo, quanto mais marcada era a preferência canhota em um grupo de homens, melhor eram os testes de pensamento divergente. Os canhotos eram melhores, por exemplo, em combinar dois objetos comuns de novas maneiras para formar um terceiro e em agrupar listas de palavrasem mais categorias alternativas.

 

8. Você é alto

Um estudo de 2008 da Universidade Princeton, nos EUA, com milhares de pessoas descobriu que indivíduos mais altos obtiveram maior pontuação em testes de QI quando crianças, bem como ganharam mais dinheiro quando adultos.
Os pesquisadores disseram que o efeito podia ser visto aos 3 anos, antes da escolaridade ter a chance de desempenhar um papel.

 

9. Você bebe álcool regularmente

O psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa e seus colegas descobriram que, entre britânicos e americanos, os adultos que obtiveram pontuações mais altas nos testes de QI quando crianças ou adolescentes bebiam mais álcool mais frequentemente na idade adulta do que os que obtiveram pontuações mais baixas.

 

10. Você aprendeu a ler cedo

Em 2012, os pesquisadores analisaram quase 2.000 pares de gêmeos idênticos no Reino Unido e descobriram que o irmão que tinha aprendido a ler mais cedo tendia a pontuar mais alto em testes de capacidade cognitiva.
Os autores do estudo sugerem que a leitura em uma idade precoce aumenta a capacidade verbal e não verbal (por exemplo, raciocínio).

 

11. Você se preocupa muito

Várias pesquisas já sugeriram que os indivíduos ansiosos podem ser mais espertos de determinadas maneiras.
Em um estudo, por exemplo, os pesquisadores pediram a 126 estudantes para preencher questionários em que eles indicavam quantas vezes se preocuparam nos últimos dias. Eles também indicaram quantas vezes se envolveram em ruminação, o ato de pensar continuamente sobre os aspectos das situações que os incomodam.
Os resultados mostraram que as pessoas que tendiam a se preocupar e ruminar muito tinham maior pontuação em medidas de inteligência verbal, enquanto as pessoas que não se preocupavam tanto obtiveram pontuações mais altas em testes de inteligência não verbal.

 

12. Você é engraçado

Em um estudo, 400 estudantes de psicologia fizeram testes de inteligência que mediram suas habilidades de raciocínio abstrato e inteligência verbal.
Em seguida, foram convidados a criar legendas para desenhos humorísticos de um jornal, e essas legendas foram avaliadas por outras pessoas. Como previsto, os alunos mais inteligentes foram classificados como mais engraçados.

 

13. Você é curioso

O QC (quociente de curiosidade) não é tão famoso quanto o QI (quociente de inteligência), mas algumas evidências sugerem que ele é muito importante quando se trata de gerenciar a complexidade.
Pessoas com alto QC são geralmente mais tolerantes à ambiguidade, um estilo de pensamento sofisticado e sutil define a própria essência da complexidade. Também, um QC grande leva a níveis mais elevados de investimento intelectual e aquisição de conhecimento ao longo do tempo, especialmente em domínios formais de educação, como ciência e arte.

 

14. Você é bagunceiro

Um estudo da Universidade de Minnesota, nos EUA, revelou que trabalhar em um cômodo desarrumado aumenta sua criatividade.
No estudo, 48 participantes foram convidados a propor usos incomuns para uma bola de ping pong. Os 24 indivíduos que trabalharam em salas limpas deram respostas substancialmente menos criativas do que os indivíduos que trabalharam em salas bagunçadas.

 

15. Você não fez sexo até depois do ensino médio

Estudantes de nível médio com maior QI são mais propensos a serem virgens do que aqueles com QI médio ou menor, de acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, que analisou 12.000 adolescentes da 7ª à 12ª série.
Não só os adolescentes com o maior QI eram mais propensos a ser virgens, como também eram menos propensos a beijar ou andar de mãos dadas com um parceiro romântico. Uma série de explicações foram apresentadas para explicar o fenômeno, incluindo o fato de que pessoas inteligentes possuem menos desejos sexuais, são avessas ao risco ou são simplesmente menos capazes de encontrar parceiros sexuais.

 

16. Você é uma pessoa noturna

Um estudo descobriu que, quando todas as outras variáveis são levadas em conta, pessoas noturnas tendem a ter maior intelecto do que as que desempenham melhor de manhã.
A evidência etnográfica indica que atividades noturnas eram mais raras no nosso ambiente ancestral. Isso significa que os indivíduos mais inteligentes são mais propensos a ficar acordados até tarde, porque as pessoas mais inteligentes são mais propensas a “adotar valores evolutivamente novos”.

 

17. Você nem sempre precisa se esforçar

A preguiça não é um sinal de ser inteligente. Mas as pessoas inteligentes simplesmente não têm sempre que se esforçar tanto quanto os que têm dificuldade para construir suas habilidades, pelo menos em certos campos.
Um estudo da Universidade Vanderbilt, nos EUA, descobriu que o 1% dos alunos de 12 anos com maior habilidade intelectual eram entre três e cinco vezes mais propensos a fazer doutorado, obter uma patente, publicar um artigo em uma revista científica ou publicar um livro literário.
Isso leva alguns cientistas a crerem que, embora se esforçar para ser mais inteligente seja louvável, certas habilidades inatas nem sempre podem ser aprendidas.

 

18. Você não precisa estar sempre com outras pessoas

Nós tendemos a ser mais felizes quando passamos mais tempo com os amigos. Exceto as pessoas muito inteligentes.
Um estudo da Universidade de Cingapura e da Escola de Economia de Londres descobriu que as pessoas inteligentes diferem do resto de nós quando se trata de níveis de felicidade e socialização. Se você adora seus amigos, mas precisa de um tempo sozinho também, esse pode ser um sinal de que você é superinteligente.

 

19. Você vive em uma cidade “andável”

A geografia de sua cidade pode ser um bom indicador de quão inteligente você é.
Um estudo da Smart Growth America (uma coalizão de organizações que têm interesse em como a expansão metropolitana afeta o meio ambiente) descobriu que as cidades construídas para pedestres tendem a atrair mais pessoas com graduação universitária do que as cidades construídas para carros. [IFLS]

 

………………………………………..
*Fonte: hypescience


Pessimistas, comemorem: estudo prova que pensar positivo não faz bem

Por mais irônico que seja, os pessimistas do mundo acabaram de ganhar um motivo para comemorar: um estudo feito por Gabriele Oettingen, cientista alemã da New York University e da University of Hamburg descobriu que pensar positivo, diferente do que muitas pessoas (e seções inteiras de livrarias) acreditam, faz mal.

O motivo é bem simples (e quase óbvio, para ser sincero): a partir do momento que alguém visualiza soluções positivas para problemas e desafios, a tendência é que elas se tornem menos produtivas e mais acomodadas, já que, na cabeça delas, tudo está resolvido. Já os pessimistas, fatalistas por natureza, acabam ficando mais atentos e obtém resultados mais satisfatórios.

O resultado foi obtido através de uma pesquisa de vinte anos, que incluiu uma situação bem familiar a todos nós: um dos estudos entrevistou pessoas com interesses amorosos, e cada um precisou narrar o que imaginariam se encontrassem a crush em uma festa. Enquanto os otimistas fantasiavam com bons momentos, os pessimistas visualizavam verdadeiras epopeias para se darem bem.

Meses depois, os participantes mais otimistas tiveram menos sucesso em engatar algum tipo de relacionamento com seus interesses amorosos do que os pessimistas, que se deram bem melhor.

Agora você já pode enviar esta notícia para quem adora te criticar por não ver o lado bom das coisas, jogar o Radiohead no último volume e ser feliz. Quer dizer, triste.

……………………………….
*Fonte: GQ

 

pessimismo_copo


Análise mostra que bebida alcoólica pode causar 7 tipos de câncer

A pesquisa sugere que a bebida provoca a doença em diversas partes do corpo, como garganta, laringe, esôfago, cólon, intestino e mamas; incluindo o mais conhecido da população que é o câncer de fígado. Os pesquisadores ainda não sabem explicar a associação da utilização da bebida com o surgimento da doença.

Para chegar a esta conclusão, a pesquisadora-chefe Jennie Connor, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, analisou os principais estudos de câncer relacionados ao álcool, para examinar as ligações entre eles. No final, a pesquisadora descobriu que a quantidade de álcool tem uma relação com o surgimento da doença, ou seja, quanto mais uma pessoa bebe, mais chances ela tem de desenvolver certos tipos de câncer.

A mais forte destas ligações foi com o câncer de boca. De acordo com Connor, beber 50 gramas de álcool por dia pode aumentar os riscos de uma pessoa ter câncer de boca em até sete vezes, se comparada a alguém que não bebe.

Porém, o Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo diz que uma bebida convencional – algo como uma cerveja ou um vinho normal – tem em média 14 gramas de álcool. O que significa que para chegar a esse nível de risco, uma pessoa teria que beber quatro latinhas por dia, no caso da cerveja. Já na opinião da pesquisadora, níveis menores de bebida já podem aumentar as chances de desenvolver a doença.

Outros pesquisadores se opõem à ideia de Connor, como, por exemplo, Susannah Brown, o gerente de programa de Ciência para o Fundo Mundial de Câncer, que relatou à New Scientist: “Nós vemos um risco maior à medida que a quantidade de álcool consumido aumenta, e nós concordamos que não há evidência sólida para concluir que o consumo de álcool provoca diretamente o câncer.”

Apesar das variadas conclusões sobre o estudo, ninguém confirmou haver uma ligação categórica entre o câncer e o álcool. Uma das hipóteses mais populares é que o álcool pode danificar o DNA, levando a mutações que possibilitam a formação de células cancerosas.

Enquanto essas novas descobertas não se concretizam, não é possível determinar quais as recomendações adequadas à saúde

…………………………
*Fonte: jornalciencia


Cientistas confirmam: álcool funciona mesmo como antidepressivo

Para muita gente, vai soar como a notícia mais velha do mundo: álcool afoga a tristeza. Mas só agora surgiu uma comprovação científica de que isso funciona, e como funciona.

Um estudo da Wake Forest School of Medicine acaba de provar que o álcool funciona como antidepressivos de ação rápida, remédios como a ketamina.

Em testes com animais, os cientistas observaram as mesmas mudanças na química cerebral e as mesmas reações dos neurônios em contato com álcool ou com medicamentos. Mais precisamente, o álcool e a ketamina mudam indiretamente a ação do neurotransmissor GABA, de inibidor para estimulante de atividade cerebral.

Obviamente, entornar não substitui uma visita ao psiquiatra. Da ressaca à cirrose e acidentes de trânsito, o álcool bate de longe os remédios vendidos na farmácia em efeitos colaterais. Mas isso explica, segundo os cientistas, porque pessoas com depressão se tornam alcoólatras. Não é que eles gostem particularmente de ficar de porre: estão se automedicando. O que não é engraçado, mas triste.

A autora do estudo, Kimberly Raab-Graham, deixa claro: “existe definitivamente um perigo em se automedicar com álcool. Há uma linha bem fina entre ele ajudar ou prejudicar, e, em certo ponto, o uso repetido de automedicação se torna vício”.

Se você tem depressão ou, pior ainda, tem depressão e anda bebendo demais, procure ajuda médica.

……………………..
*Fonte: superinteressante

drinkremedio


Pesquisadores gravam golfinhos conversando como humanos

Não é exatamente uma novidade o fato de os animais se comunicarem. Cada um tem a sua particularidade e os mamíferos se destacam neste quesito. Mas, uma análise feita por pesquisadores ucranianos revelou que os golfinhos conseguem ter conservas semelhantes a dos seres humanos.

O registro foi feito através de um microfone subaquático capaz de distinguir diferentes “vozes” de animais. Já era sabido que os animais usam sons diferentes para mostrar quando estão felizes ou estressados, por exemplo. Mas, o que a pesquisa recente mostrou foi que os golfinhos são muito mais avançados do que se imaginava.

Os cientistas identificaram que os golfinhos alteram o volume e frequência dos sons que emitem, formando palavras, que juntas viram frases, da mesma forma que os seres humanos.

Os pesquisadores da Nature Reserve Karadah analisaram as gravações feitas com dois golfinhos no mar mediterrâneo. A dupla Yasha e Yana foi gravada conversando em uma piscina. Enquanto uma “falava” a outra ouvia, sem interrupções, seguindo de uma resposta.

“Cada impulso que é produzido por um golfinho é diferente do outro por sua aparência no domínio de tempo e pelo conjunto de componentes espectrais no domínio da frequência”, explicou o pesquisador-chefe, Vyacheslav Ryabov, em entrevista ao site The Telegraph. Segundo ele, cada um desses pulsos significa um fonema ou uma palavra na “língua dos golfinhos”.

“Essa linguagem apresenta todas as características presentes na linhada humana falada, isto indica um alto nível de inteligência e consciência dos golfinhos. Sua língua pode ser ostensivamente considerada uma língua falada altamente desenvolvida, semelhante à linguagem humana”, completa o pesquisador.

O cérebro dos golfinhos é maior e muito mais complexo do que o dos humanos. Os pesquisadores acreditam que eles sejam mais de 25 milhões de anos mais complexos do que os nossos.

Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo na revista Science Direct, disponível aqui.

 

…………………
*Fonte: ciclovivo

golfinhos_29300


Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos. Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab”

Priscila Kosaka,
cientista brasiliense

A pesquisadora explica que o sensor é como um “trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.
saiba mais

Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção
Impedido de novos contratos, DF tem déficit de 7,9 mil servidores na Saúde
Mulher morre de câncer depois de 4 meses à espera de cirurgia no DF
10% dos remédios usados contra câncer estão em falta no DF
Mulher com câncer no pulmão espera há 38 dias por remédio no DF
Sem braço após câncer, jovem do DF sonha em ser rainha de bateria
Jovem do DF cria blog em que relata com otimismo luta contra o câncer

Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios
O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. “Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem.”

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações  – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

“A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças”, concluiu.

……..
*Fonte: G1

 

priscila1111


Estudo comprova que árvores também descansam à noite

Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa Ecológica de Tihany, na Hungria, descobriu que as árvores também “dormem” durante a noite. Não se trata de deitarem ou mudarem bruscamente de posição, mas enquanto o sol não está brilhando, os galhos e folhas ficam mais caídos.

Os cientistas tiveram muito cuidado para analisar os hábitos das árvores, já que era imprescindível que não houvesse interferência humana alguma no sentido da luminosidade. Assim, não foram usadas câmeras comuns, para não ter problemas com o uso do flash.

Todo o monitoramento foi realizado via escaneamento a laser. Os registros foram feitos em intervalos de dez em dez minutos, entre o pôr-do-sol e o nascer no dia seguinte.

Para deixar a análise ainda melhor, o grupo escolheu duas árvores bem diferentes e em climas totalmente distintos. Um dos exemplares estava na Austrália, enquanto o outro estava na Finlândia. O dia em que a experiência foi realizada também foi pensado previamente. Todos os registros foram feitos numa noite de equinócio, quando o dia e a noite têm exatamente a mesma duração.

Após analisarem 154 imagens, os pesquisadores concluíram que, na ausência do sol, os galhos caem cerca de dez centímetros. Mas, eles logo voltam ao normal com os primeiros raios de luz. É como se as árvores passassem a noite dormindo e despertassem junto com o sol.

A explicação dos cientistas é de que o fenômeno ocorre como estratégia natural para economizar energia. Já que durante a noite as plantas não realizam sua principal atividade, que é a fotossíntese, a pressão nas células diminuem e a árvore acaba ficando mais relaxada. Assim que a luminosidade volta, as folhas se reerguem para alcançar os melhores raios solares.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

………….
*Fonte: ciclovivo

 

arvoredenoite


Numa fria


Pesquisadores norte-americanos criam bateria praticamente infinita

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (UCI), EUA, descobriu uma maneira de criar baterias que podem ser recarregadas centenas de milhares de vezes. Os pesquisadores consideram que este é mais um passo em direção a uma bateria que nunca mais precise de substituição.

O trabalho de pesquisa desenvolvido dentro da UCI pode ajudar a desenvolver equipamentos eletrônicos com uma expectativa de vida útil muito maior. Os beneficiados por este novo tipo de bateria vão desde smartphones até naves espaciais.

Há muitos anos os cientistas fazem experiências utilizando nanofios em baterias. Milhares de vezes mais finos do que um fio de cabelo humano, eles são excelentes condutores, com uma grande área de armazenamento e transferência de elétrons. No entanto, eles também são altamente frágeis e sensíveis às recargas repetitivas. Em uma bateria tradicional de íon-lítio, por exemplo, eles se expandem facilmente e logo ganham rachaduras que comprometem o seu desempenho.

Ciente disso, a doutoranda Mya Le Thai trabalhava de maneira despretensiosa no laboratório, fazendo testes de revestimento com uma camada de gel. Ao recarregar a bateria por ciclos repetitivos, ela identificou que não havia deterioração alguma. A experiência continuou e, mesmo após 200 mil ciclos completos, a bateria se manteve intacta, ao contrário das tradicionais, que duram, no máximo, sete mil ciclos.

Conforme publicado na revista científica Phys.org, a combinação criada pelos pesquisadores é a seguinte: um nanofio de ouro é disposto em uma casca de dióxido de manganês e finalizada com um eletrólito de gel do tipo Pexiglas. Esta receita garante a resistência necessária para proteger os fios e garantir milhares de recargas.

De acordo com os cientistas, a explicação para isso deve-se ao fato de que o gel plastifica o óxido de metal da bateria, dando a eles flexibilidade e evitando as rachaduras que comprometem o desempenho.

*Fonte: ecoguianet

bateriainfinita


Estudo comprova o óbvio: andar de moto deixa você feliz

O instituto ICM Research fez um estudo para descobrir quais atividades de lazer trazem mais alegria para as pessoas, e para isso entrevistou mais de 1.5000 indivíduos. Curiosamente, o estudo foi encomendado pela revista Gardener’s World, que fala sobre jardinagem, e tenho quase certeza que o pessoal da revista tinha certeza de que jardinagem seria o primeiro item.

Entre todas as opções de hobbies e atividades que trazem alegria como correr, pescar, acampar, dirigir e afins, andar em duas rodas foi o item mais votado.

(modo ironia on – Deixando claro que o que dá prazer é andar de moto, não ter a moto. Dependendo da marca da sua moto, ter a moto dá mais desprazer brigando com autorizada e mecânico do que qualquer outra coisa. – modo ironia off)

Mas vamos ser sinceros, ninguém precisava de um estudo pra comprovar isso entre os leitores aqui do Old Dog Cycles. Só quem anda de moto sabe porque um cachorro gosta tanto de colocar a cabeça pra fora do carro, e fica com aquele sorrisão besta de alegria.

*Fonte: OldDogCycles

andar222


Cerveja deixa homens mais inteligentes, diz pesquisa

São Paulo – Já dizia o cantor pernambucano Chico Science. “Uma cerveja antes do almoço é muito bom para ficar pensando melhor”. Uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois, em Chicago, parece comprovar uma parte do verso da música citada acima. Independente da hora do dia, homens que bebem cerveja ficam mais inteligentes.

Os pesquisadores descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens conseguiram resolver mais jogos de quebra-cabeças, e mais rápido, do que seus oponentes sóbrios, segundo o NY Daily News.

Os pesquisadores selecionaram um grupo de 40 homens, aos quais foram dadas três palavras. A eles foi delegada a missão de encontrar uma quarta, que fizesse correspondência com as outras três. Por exemplo, a palavra “Queijo” poderia combinar com “Cottage”, “Roquefort” ou “Suíço”.

Eles foram separados em dois grupos iguais. Uma metade bebeu duas tulipas de cerveja (quantidade considerada moderada) e a outra ficou sem nada. O grupo que ingeriu cerveja resolveu 40% mais jogos. Eles também levaram 12 segundos para resolver cada problema, enquanto o grupo que não bebeu gastou 2,5 segundos a mais.

A pesquisa lança uma luz para tentar explicar por que escritores com problema de alcoolismo, como Ernest Hemingway e Charles Bukowski, produziram obras artísticas de grande valor criativo.

*Fonte: Revista Exame

 

cerveja_man1

 

 


Cientistas provam que a alma existe e dizem: ”A alma não morre, mas retorna ao universo”

O médico estadunidense, Dr. Stuart Hamerroff e o físico britânico, Sir Roger Penrose, desenvolveram uma teoria quântica da consciência, que afirma que nossas almas são contidas dentro de estruturas chamadas de microtúbulos, os quais vivem dentro de nossas células cerebrais.
A idéia se origina da noção de que o cérebro seja um computador biológico, “com 100 bilhões de neurônios cujos disparos axonais e conexões sinápticas agem como redes de informação“.
O Dr. Hameroff, que é Professor Emérito dos Departamentos de Anestesiologia e Psicologia e Diretor do Centro de Estudos da Consciência da Universidade de Arizona, e o Sir Roger, têm estado trabalhando na teoria desde 1996.
Eles alegam que as nossas experiências da consciência são o resultado dos efeitos da gravidade quântica dentro dos microtúbulos – um processo que eles chamam de redução objetiva orquestrada (Orch-OR).
Em uma Experiência de Quase-Morte, os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída.  Ou, em termos compreensíveis aos leitos, a alma não morre, mas retorna ao universo.
O Dr. Hameroff explicou a teoria extensivamente em um documentário narrado por Morgan Freeman, chamado “Through the Wormhole” (Através do Buraco de Minhoca), que foi levado ao ar recentemente pelo Science Channel nos Estados Unidos.

“Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico.  A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; ela simplesmente é distribuída e dissipada pelo universo“, disse o Dr. Hameroff.

“Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz ‘Eu tive uma experiêcia de quase-morte“, continuou o Dr. Hameroff.

Caso o paciente morra, seria “possível que esta informação quântica exista foram do corpo por tempo indeterminado – como uma alma“.
O Dr. Hamerof acredita que novas descobertas sobre o papel da física quântica nos processos biológicos, tais como a navegação de pássaros, ajudam a confirmar a teoria.

*Fonte: Daily Mail / SempreQuestione

 


Comparativo do derretimento de geleiras nos últimos 100 anos

Um vídeo que mostra o efeito devastador e porque não se dizer, assustador, do derretimento das geleiras em função do aquecimento global. Confira no link abaixo mais informações e imagens que embasaram a pesquisa e levantamento de dados do U. S. Geological Survey, que comparou imagens feitas no final do século 19 e começo do 20 com registros atuais e o resultado é assustador no meio ambiente.

*Fonte: catracalivre