A natureza no mundo pós-Covid-19

“Quando vier a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.” – Alberto Caeiro.

Desde o início da pandemia causada pela Covid-19, estou com esse poema do Alberto Caeiro na cabeça. Ele diz muito, não só sobre a sabedoria da vida simples do autor (um dos pseudônimos de Fernando Pessoa), mas sobre o nosso lugar no mundo. O novo coronavírus tem nos mostrado como somos frágeis. Um organismo microscópico foi capaz de desacelerar a economia dos países, nos prender em casa, desestabilizar instituições.

Na coluna anterior, mencionei que a chave para evitarmos pandemias desse tipo – e outras mazelas como a crise climática – é ter uma agenda global sustentável, exatamente como propõem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pensar na sustentabilidade como elemento transversal a todas nossas atividades e setores da sociedade é imperativo e acho que essa pandemia tem mostrado as consequências de não se pensar assim.

No entanto, também acho que o buraco é mais embaixo. Tenho visto muita gente comentar que essa doença vai aumentar nossa percepção sobre o papel da natureza. Que vai nos fazer repensar nosso impacto no mundo. Será?

Infelizmente, não ando tão otimista. Pode ser efeito do isolamento social, mas minha impressão é que vamos sair piores, pelo menos do ponto de vista ambiental. Isso porque imagino que os países vão querer “tirar o atraso” de uma economia estagnada ou em retrocesso. Uma busca desenfreada pelo aumento do PIB, entre outros indicadores, vai criar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais, aumentando nosso impacto e gerando ainda mais desigualdade social – um dos grandes problemas no enfrentamento da Covid-19.

‘Mas Rafael, e a diminuição da poluição atmosférica? E os peixes e águas vivas nos canais de Veneza? E os golfinhos aqui e acolá? E as cabras nas ruas?’ Bom, primeiro, tudo isso é muito interessante, mas vai desaparecer novamente quando retomarmos o ritmo frenético do avanço econômico. Em segundo lugar, para mim, o que temos visto é nada mais, nada menos que a prova de que o grande problema do mundo somos nós mesmos. É difícil constatar isso, mas precisamos sair de nossa visão antropocêntrica. A natureza não precisa de nós. Ao contrário, somos nós que precisamos dela.

“O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele”

O que o Alberto Caeiro diz é exatamente isso. Se desaparecermos do planeta, a primavera virá da mesma maneira. O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele. Fato. Essa nossa ideia de que a natureza precisa de nós para não desaparecer é tão desatinada quanto aquela um homem que ateia fogo em sua casa, para depois se dizer herói por ter controlado o incêndio.

Esse contrassenso não nos exime, entretanto, da responsabilidade moral de conservar e reparar os estragos que fizemos na natureza. Até porque, quando se ateia fogo em casa, mas não se vive sozinho, você pode ser responsabilizado pelas mortes que se sucedem antes do controle do incêndio. O próprio Ailton diz que somos piores que a Covid-19. É difícil discordar. Portanto, é preciso retomar nosso lugar no mundo como parte da natureza e não como seres acima dela. Sem essa percepção, não há ODS que resolva, não há pandemia que nos faça refletir, não há ambientalismo que seja suficiente.

Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta? Será que vamos apenas adiar nossos compromissos e retomar tudo como era antes? São muitas perguntas para refletir durante esses dias. Se ignorarmos tudo o que vem acontecendo, seguiremos o pensamento indutivista de que tudo é como sempre foi e viveremos no (e do) passado.

Olhar para o futuro requer repensar nossas escolhas e definir novos caminhos. As economias fragilizadas precisarão de planos para sua retomada. Que momento será melhor que esse para desenvolver um plano “verde”? Um plano que considere o desenvolvimento sustentável, a primazia dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da natureza como componente essencial à nossa sobrevivência? Assim como no século passado, precisamos (agora o mundo inteiro) de um “New Deal” do século 21.

“Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta?”

 

Esse plano deveria incluir programas que prevejam investimentos maciços em obras públicas, mas com matéria-prima, processos e tecnologia sustentáveis; que garantam a ampliação de uma agricultura sustentável e de baixo carbono e o controle das cadeias de valor e produção para que sejam justas e ambientalmente amigáveis; que tenha como objetivo a valorização do trabalho à distância (incluindo home office), visando abrir novos postos e, finalmente, que traga um apelo à diversidade, a fim de integrar em nossa sociedade minorias produtivas, mas atualmente (e tradicionalmente) marginalizadas. Vejam, mais uma vez, que essa ideia já faz parte dos ODS e da agenda 2030 da ONU.

Finalmente, retomo minha ideia inicial: tudo isso seria para que nós mesmos pudéssemos sobreviver em meio à natureza. Se nos formos, o mundo continuará igual. É na crise que as decisões mais importantes são tomadas. Torço agora para que essas decisões – que já foram sugeridas há décadas – sejam, finalmente, entendidas como corretas.

*Por Rafael Loyola

……………………………………………………………………………..
*Fonte: oeco

A importância de manter a distância física visualizada com bolas de pingue-pongue e ratoeiras

O Departamento de Saúde de Ohio criou um anúncio de serviço público muito criativo e oportuno que visualiza a importância de manter a distância física em um esforço para “achatar a curva”.

O primeiro cenário no PSA apresenta bolas de pingue-pongue individuais, sentadas em cima de armadilhas para mouse, colocadas juntas. Quando uma armadilha dispara, todas as armadilhas ao redor também.

O segundo cenário mostra as mesmas armadilhas e bolas, mas desta vez eles têm amplo espaço entre eles. Quando um sai, os outros permanecem imperturbáveis.

……………………………………………………………
*Fonte: laughingsquid

 

Crise de identidade na atualidade

Nunca se teve tamanha necessidade de se encontrar, criar ou recriar sua identidade, chegamos a uma era onde o que mais vemos são pessoas sem saber o que são, voltando um pouco no tempo, nos anos 80 podíamos ver os grupos de disco, de rock, os fãs de esportes, os religiosos, caseiros, cada um em seu círculo social todos bem definidos.

Anos 2000 em diante, explode a filosofia que você pode ser quem você quiser… legal, logo todo mundo livre para escolher o que quer ser, mas o que quero ser? pergunta simples ? ninguém sabe responder, ser, significa trazer para si um ou mais elementos culturais ,sociais que vai designar sua identidade, mas voltando a uma velha e clássica pergunta; o que você vai ser quando você crescer? Mas você cresce todos os dias, então todos os dias você precisa ser alguém, como decidir, a que caminho seguir…

Na era do feudalismo por volta do sec.V d.c acreditava-se que você nascia em um certo grupo social e você pertenceria a esse grupo, logo se você fosse de uma família de lavradores, lavrador você seria, de certa forma a organização social estava estruturada a “modus operandi”.

A sociedade prosseguiu e com o tempo a maioria do mundo veio se tornar estado de nações democráticas, onde o cidadão da polis era livre para escolher seu próprio caminho, esperávamos que no futuro como narra a canção Future World ¹….,

“Todos nós vivemos felizes
Nossas vidas são cheias de alegria
Nós falaremos sobre o mundo de amanhã sem medo
Nós amamos nossas vidas e nós sabemos que vamos ficar
Pois todos nós vivemos no mundo futuro
Um mundo que é cheio de amor
Nossa vida futura será gloriosa.”

 

O futuro chegou, dúvida ? Estamos no século 21. Na era mais moderna e avançada da história da humanidade. É um mundo totalmente diferente daquele dos nossos pais, que dirá de nossos avós. Nosso cotidiano mudou em comparação tem pouco a ver com a realidade de 30, 40 ou 50 anos atrás. Para você ter uma ideia, hoje já temos a tecnologia para explorar o espaço de várias formas. O telescópio espacial Hubble, por exemplo, lançado ao espaço em 1990, permitiu ao homem pela primeira vez ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia.

Logo, imaginamos que a profecia da canção do Helloween se cumpriu, todos estão felizes dentro de suas identidades no futuro…. O que vemos é exatamente o contrário, vemos pessoas e mais pessoas, perdidas nesse mundo, sem saber qual caminho seguir, qual verdade ouvir , ninguém sabe o que são ou o que deveriam ser…

Bem, antigamente, íamos ao supermercado e só tinhas 3 sabores de um biscoito recheado: morango, chocolate e baunilha, em um desses três nós tínhamos nosso sabor favorito, que normalmente era chocolate haha, hoje nas prateleiras há uma imensidade de sabores, logo ficamos confusos em qual sabor escolher, isso vale para os campos artísticos, serviço de streaming de música ou vídeo com uma galeria quase que infinita, e nós com vontade de ver tudo, nem paramos para pesquisar a fundo o que realmente nos interessaríamos, só vamos seguindo submersos nessa montanha de opções, logo, a pergunta, o que queremos ser dá extensão a uma outra pergunta, o que queremos consumir ?

Bem, antes precisamos seguir uma filosofia oriental que é muito válida, pouco é muito, precisamos operar em nossas vidas com do micro para o macro, não do macro para o micro. Precisamos inicialmente conscientizar para nossas vidas o que deixamos entrar nela , e ter o controle do que realmente operaremos nela. Primeiro passo é seguir aquele velho conselho, não ser Maria vai com as ouras, na nossa atualidade essa expressão pode ser entendida como “modinha”, onde a mídia, o “mainstreaming”, dita algo como bom, o mais consumido, problema é mídia é rotativa, todo dia vai ter algo “bom”, algo “mais consumido”, convenhamos, precisamos desacelerar, quando foi à última vez que escutamos a discografia do nosso artista favorito? Quem são nossos artistas favoritos? Qual nosso autor favorito? Qual nosso filme favorito, qual nossa saga favorita ? Qual nosso gênero de filme, música, livro favorito, precisamos resgatar essas questões para começara montarmos uma identidade mais sólida, não siga modas, comece a montar sua própria moda, use a internet para conhecer estilos, gêneros que a mídia “mainstreaming” diz que é o melhor, entre na internet coloque lá, história do country, rock, jazz, blues, vai conhecendo a cronologia, os artistas e bandas que consagraram o gênero musical.

Pesquise a fundo sobre tal obra, seja literária, cinematográfica, game, musical, tecnológica.

Aproveite esse tempo você que está nesse isolamento para conhecer e se conhecer fora da caixinha.

…………………………………………………………………….
*Fonte: equilibrioemvida

De morno só aceite banho. Amor tem que ser quente e inteiro, sim!

Tanta gente bacana disposta a entrar na nossa vida para nos fazer feliz e a gente preenchendo espaços com gente vazia. Amor não é isso. Amor é entrega. É oito ou oitenta. É tudo ou nada!

Relacionamentos não são fáceis. Mantê-los com a paixão em alta, então, parece tarefa para gigantes, pois além de envolverem pessoas diferentes, a rotina torna tudo mais calmo e comum. Mas, acredite, é possível fazer da rotina uma aliada do romance e aumentar a cumplicidade do casal no convívio diário.

O amor permite que convivamos diariamente com uma pessoa educada diferente dos nossos costumes. Aprendemos a entender (e a respeitar) todas as diferenças. Desde sentarmos à mesa, à forma de escovarmos os dentes. Começamos a entender que o amor é feito de detalhes e que, mesmo que não dê para fazer um jantar à luz de velas todos os dias, nem mandar rosas todas as noites, dá para ser gentil nos detalhes. E isso é o que importa!

A rotina, diferente do que muitos pensam, nunca foi um problema para o relacionamento. Aliás, é somente através dela que os laços do amor se criam e se fortalecem. O convívio diário permite a construção de uma relação forte, segura e com planos em comum. O problema é que alguns confundem rotina com comodismo, frieza com estilo de vida e descaso com normalidade.

A gente tem dessas mesmo de se acomodar. De não tomar iniciativa em terminar. De aguentar humilhação com medo da solidão. E a pergunta é: para quê? A vida é uma só! E passa tão rápido! Tanta gente bacana disposta a entrar na nossa vida para nos fazer feliz e a gente preenchendo espaços com gente vazia. Amor não é isso. Amor é entrega. É oito ou oitenta. É tudo ou nada!

Não dá para viver um amor meio termo. Na verdade, nada “meio termo” serve: gente que vive em cima do muro irrita, água morna não serve nem para fazer chá e amores rasos só servem para gente carente. Amor foi feito para pessoas inteiras!

Compartilho da mesma ideia de Martha Medeiros ao escrever que as coisas mornas são perda de tempo: “Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. (…) O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.”

Amor não é servido em fatias, em metades. Amor é plenitude. Chega uma hora em que é preciso ultrapassar as mensagens de whatsapp, os textões do Facebook e as fotos do Instagram e provar por A+B que amor é rotina sim! Amor de verdade dá frio na barriga, mas também da vontade de acordar juntos todos os dias. Dá borboletas no estômago, mas dá vontade de planejar a casa nova. Dá alvoroço nos pensamentos, mas dá vontade de buscar os filhos na escola.

Isso é amor inteiro. A partir do momento em que você começa a não ver o seu relacionamento dessa forma, é hora de repensar se ele já não acabou, há muito tempo, e você nem percebeu. Para Proust: “Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?”

Amor morno é a maior crueldade a qual podemos nos submeter. Quando não há mais saudade, quando a presença não é mais motivo para romance, quando as desculpas para não se encontrar são as mais esfarrapadas possíveis, não há porque insistir.

Metades aceitamos de um pedaço de bolo, de uma melancia, de um queijo. Não de um amor. Como dizia Clarice Lispector: “Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre”.

Não dá para aceitar um sentimento raso por comodismo ou pelo fato de você ter cansado do ciclo: conhecer alguém – trocar mensagens – conquistar – namorar. Se não está disposto a amar com tudo, nem entre em um relacionamento. Amar é coisa de gente forte mesmo!

De gelada deixe a cerveja, de metade deixe a conta do bar e de morno deixe o banho. O restante tem que ser quente e intenso, sim!

*Por Pamela Camocardi

………………………………………………………………………..
*Fonte: osegredo

Não espere que outra pessoa faça por você o que somente você mesmo pode e deve fazer

Acredito que a maioria das pessoas não seja muito fã desta palavra: limite. Relacionamos com limitação, barreira, contenção. Um outro enfoque está relacionado com uma visão de que, de alguma maneira, devemos exercer algum tipo de controle sobre o outro. Colocá-lo “em seu lugar”.

Convido você a ter um novo olhar sobre esta palavra, e entendê-la como… fronteiras.

Desta maneira, limites são as suas fronteiras, as demarcações do que é seu território. E o que isso tem a ver com relacionamentos? Simplesmente tudo!

Você precisa ter muita clareza de qual é o seu território, o que lhe pertence (e isso só muito autoconhecimento pode fornecer), a fim de assumir responsabilidade sobre a sua vida e fazer escolhas alinhadas com a sua essência.

A regra é bem simples: o que está dentro das suas fronteiras lhe pertence e é sua responsabilidade. O que está fora das suas fronteiras, pertence ao outro e é responsabilidade dele.

Vamos a alguns exemplos? Os seus sentimentos, as suas expectativas, os seus sonhos, as suas necessidades… são seus! Portanto, sua responsabilidade. Você deve dar conta das suas questões. Elas estão em seu território, dentro das suas fronteiras.

Não cabe ficar esperando que outra pessoa assuma responsabilidade por algo que pertence a você.

Relacionamentos saudáveis, equilibrados, com trocas dignas, são aqueles nos quais, dois adultos (isso é muito importante) entendem perfeitamente quais são os seus territórios e assumem a responsabilidade por cuidar deles.
Portanto, sua felicidade deve ser conquistada por e para você! Não espere que outra pessoa faça por você o que somente você mesmo pode e deve fazer.

Relacionamento é um encontro para melhorar a vida dos dois, não um atendimento de emergência em um pronto socorro! E, muito menos, a materialização do gênio da lâmpada, que resolverá todos os meus problemas, atendendo a 3 pedidos.

*Por Carine Caloy

…………………………………………………………………………
*Fonte: osegredo

Nostalgia impulsiona consumo e atrai marcas. Entenda

O que o lançamento do smartphone dobrável Samsung Galaxy Fold, o sucesso da série Stranger Things e os recordes da turnê da dupla Sandy e Junior têm em comum? Os três são resultados do desejo dos consumidores por produtos, serviços e experiências que remetem a tempos passados.

O que ficou conhecido como “ECONOMIA DA NOSTALGIA” nada mais é do que o uso de memórias afetivas do passado para impulsionar o consumo no presente. Um estudo liderado por Jannine LaSaleta, professora de marketing na Grenoble École de Management, na França, descobriu que a nostalgia induz sentimentos de conexão social, que fazem as pessoas valorizarem menos o dinheiro – e, como consequência, gastarem com menos restrições.

Segundo a pesquisa, é altamente provável que alguém possa ter mais chances de comprar algo quando se sente nostálgico. Além disso, o estudo também mostrou que, quando o futuro parece incerto, ceder à nostalgia faz com que as pessoas se sintam mais otimistas.

Apelar à nostalgia surgiu como uma técnica de marketing estratégica e eficaz nos últimos anos, se espalhando não apenas em produtos, mas também em entretenimento, moda e até estilo de vida.

“A nostalgia traz de volta aquela sensação positiva sobre como as coisas era melhores no passado”, explica Jamie Gutfreund, CMO da agência Deep Focus, em entrevista ao Digiday.

“Você quer reviver esse sentimento e as marcas sabem que podem desencadear essas emoções em seus consumidores”, conclui.

Veja abaixo cinco exemplos de produtos, serviços e experiências que apostam na nostalgia para conquistar o consumidor:

Smartphones dobráveis

Embora seja bem recente e ainda não seja possível aferir o sucesso de vendas dos smartphones dobráveis, como o Samsung Galaxy Fold, o Motorola Razr e o Huawei Mate X, o simples fato de estarmos discutindo sua viabilidade em 2020 já mostra que o formato deve pelo menos fazer algum barulho nos próximos anos.

De todos os modelos lançados até o momento, o Motorola Razr é o que explora de forma mais contundente o sentimento nostálgico dos consumidores. Visualmente, ele é uma atualização do modelo Motorola Razr V3, um clássico lançado em 2004, época em que a gente nem sonhava nas possibilidades de uso de um smartphone. O Razr atual tem o mesmo formato, o mesmo estilo de “flip”, mas tem todas as especificações técnicas de um aparelho super moderno.

Remakes da Disney

A Disney tem um catálogo de filmes e propriedades intelectuais que fizeram parte da infância e juventude de milhões de pessoas. A empresa aproveita esse ativo para produzir novas versões de filmes consagrados que despertam o lado mais emocional da nostalgia nos consumidores.

Somente em 2019 lançou os remakes de O Rei Leão, um de seus maiores sucessos na história, Dumbo, A Dama e o Vagabundo, e Aladin. Para este ano, já está confirmado o lançamento de um live action de Mulan. Estão ainda em produção, sem data oficial de lançamento, novas versões de outros clássicos da Disney, como A Branca de Neve e os Sete Anões e Peter Pan.

Catálogo da Netflix

O que seria do catálogo da Netflix se não fosse a nostalgia? Além de reunir séries e filmes clássicos, a empresa também investe pesado na produção de novos produtos que, de uma forma ou outra, remetem ao passado. Um dos exemplos já citados aqui é a série Stranger Things, que tem toda uma aura dos anos 80 e parece ter sido feita sob medida para quem cresceu assistindo à Sessão da Tarde.

Adidas Originals

Mas há outros exemplos, como as novas temporadas de Full House (Fuller House) e Gilmore Girls, ou até a recriação de formatos que fizeram sucesso no passado, como Project Runway (Next in Fashion) e Queer Eye for the Straight Guy (Queer Eye).

Por meio do marketing e de um intenso trabalho de branding, a Adidas recuperou seu frescor oitentista e conseguiu transformar seu catálogo do passado em uma linha de negócios lucrativa. A linha Adidas Originals hoje é um dos grandes sucessos da marca e revista clássicos como o Adidas Gazelle e o Stan Smith.

Turnês de reunião

Bandas ou artistas que já encerraram a carreira, mas que resolvem dar uma palhinha em uma turnê de reunião são a fórmula certa para os lucros. Aqui no Brasil, impossível não citar a turnê da dupla Sandy e Junior, que aconteceu ao longo do segundo semestre de 2019. De acordo com relatório da Pollstar, publicado no jornal The Washington Post, a turnê dos irmãos foi a segunda mais lucrativa do ano no mundo todo, ficando atrás apenas da tour mundial de Elton John. O ranking mundial mostra que Sandy & Junior arrecadaram pouco mais de US$ 2,25 milhões de dólares, enquanto o cantor inglês faturou cerca de US$ 2,9 milhões.

Outro exemplo de turnê bem sucedida e que levou em conta a nostalgia dos fãs foi a do grupo carioca Los Hermanos, que retomou um calendário limitado de shows em 2019 com apresentações esgotadas em estádios lotados.

*Por Leandro Meireles

…………………………………………………………………..
*Fonte: consumidormoderno

Conversas profundas com as pessoas certas não têm preço

Um olhar mais atento sobre a sociedade atual nos deixa perplexos com a superficialidade que predomina nos vários setores da vida. É gente correndo atrás de curtidas, é gente malhando o corpo loucamente, é gente valorizando o que se compra, é gente consumindo sem parâmetro algum. Tudo bem querer notoriedade, cuidar do corpo, querer conforto material, mas centrar-se tão somente nisso não enriquece o conteúdo de nada.

Excessos opostos são nocivos na mesma medida. De que adiantam músculos, se a pessoa não sabe nada do que ocorre no mundo além das academias? De que adianta comprar tudo o que se vê pela frente, se a pessoa não consegue lidar com as questões emocionais? De que adiantam milhares de seguidores, se não houver ao menos uma pessoa em quem confiar?

Quando a gente foca demais no superficial, na materialidade, a gente acaba sendo negligente com o que não se vê, nem se compra, ou seja, a gente acaba negligenciando sentimentos e valores. Da mesma forma, a gente vai se afastando de tudo o que fica lá fora, de tanto que priorizamos o próprio prazer, que então é baseado no que temos, no que é nosso. Os outros acabam ficando de fora, esquecidos, invisíveis.

E quem só enxerga a si mesmo e prioriza tão somente satisfazer ao próprio ego fatalmente se torna alguém que não consegue dialogar sem ser autorreferente e sem orbitar em volta do próprio umbigo. Desenvolver conversas profundas requer um olhar que se estende além de si, um entendimento do que é contraditório, do que é de fora, do que é dos outros. Diálogo requer sentimentos, afeto e empatia.

Por isso é que não tem preço o prazer de conversar com pessoas que ouvem, que sabem o seu lugar de fala, que não atropelam, que não impõem pontos de vistas, que compartilham e trocam. Quando a gente conversa com as pessoas certas, a gente aprende, a gente fica mais rico por dentro. E ser rico do que não se pode comprar nem vender é um dos maiores prazeres dessa vida.

*Por Marcel Camargo

…………………………………………………………………………..
*Fonte: asomadetodosafetos

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento

A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:

De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior.

Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger e unning pela Cornell University, o efeito Dunning-Kruger tem um distúrbio cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações.

Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na realidade estão muito atrás daquelas que as cercam.
Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu redor.

Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.

Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.

As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente. Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos falta, podemos realmente evoluir.

A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.

Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.

*Por Emozione Feed

…………………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

A humanidade e seus lobos

Homo hominis lupus. A frase em destaque significa “o homem é o lobo do homem” em latim. Tal sentença foi criada por Plauto, um dramaturgo romano que viveu no período republicano de Roma entre 230 – 180 a.C., aparecendo pela primeira vez em sua obra conhecida como “Asinaria”. Nessa obra, a variação escrita por Plauto se encontra da seguinte forma: “o homem não é homem, mas sim um lobo para com um estranho.” Aqui, interpretando-se homem como sendo toda a sociedade humana (homens e mulheres), o autor tenta exprimir um comportamento antropológico característico— a capacidade que nós temos de julgar e excluir aqueles que não fazem parte de nosso grupo.

Thomas Hobbes, um filósofo inglês e um dos fundadores da filosofia política, utilizou-se da frase citada acima em sua obra “De Cive” (Sobre o Cidadão, em tradução livre). Nela, o mesmo fundamento lógico é usado para endereçar o mesmo problema: nós, humanos, gostamos de fazer parte de grupos sociais e no momento em que reconhecemos a presença de estranhos, inicialmente os tratamos não da forma com que rotineiramente tratariamos aqueles pertencentes a nossa sociedade, mas de uma forma diferente. Envolvido em uma teia de argumentos ratificando o resultado do ser humano sem uma entidade intermediadora, algo que conhecemos como estado, Hobbes concordava com o fato do ser humano não compactuar com indivíduos de grupos diferentes que o seu e colocou como sendo importante o estabelecimento de tal entidade. Nesse contexto, esse é o significado da frase “o homem é o lobo do homem”.

Mas eu quero seguir em um caminho diferente no que diz respeito ao significado de tal sentença. Um caminho que pode se desviar um pouco daquele percorrido por Hobbes e Plauto, mas que vale a pena ser refletido e analisado. É possível encontrarmos diversos exemplos na curta vida da civilização de nossa espécie — alguns meros milhares de anos — que sugerem uma característica peculiar sobre nós mesmos: a habilidade que temos de dar significado aquilo que nos rodeia. Por toda a natureza, consegue-se localizar uma gigantesca dose de impessoalidade. Supernovas, imensas explosões que marcam de uma estrela em seus últimos dias de vida e que podem devastar vários mundos que estiverem perto demais pela liberação de letais raios-X e raios gama; buracos negros, que devido a sua imensa gravidade consegue capturar até mesmo a luz, não deixando sair, portanto, nenhuma outro objeto físico (pelo menos não por onde entraram); e, em uma escala mais local, olhemos os terremotos e furacões, nos quais os primeiros são ocasionados pelo encontro de ventos fortes que se chocam em direções específicas, transformando a energia cinética de seus gases em momento angular, girando sem parar e podendo causar grande dano, além do segundo causar igual ou até maior estrago, sendo originado pela movimentação contínua do magma abaixo da crosta terrestre, e, especificamente, pela colisão dessas — as conhecidas placas tectônicas. Todos esses eventos acontecem em todo o lugar no Universo, a todo momento. Alguns desses, como no caso das supernovas, foram essenciais para a evolução do Cosmos como conhecemos hoje, apesar dos aparentes estragos que eles podem ocasionar.

Esses eventos são produtos das leis da física presentes no Universo ao nosso redor. Eles simplesmente acontecem. Porém, pode-se perguntar, será que os acontecimentos naturais ao nosso redor são categoricamente bons ou ruins? Somente a partir da ascensão da consciência é que essas questões começam a fazer algum sentido. E, devido a isso, cabe aos seres que possuem tal consciência determinarem o significado de eventos que, sem aquela, são indiferentes para a realidade física. Creio que essa habilidade é tanto uma benção quanto uma maldição. Uma vez que temos a capacidade de estabelecer significados para eventos, categorizando-os como coisas boas ou ruins, estamos fadados a possibilidade de não possuir sabedoria suficiente para discernir entre um e outro. Diferentemente dos eventos naturais que acontecem independente de nossa vontade, mas sim em decorrência de leis físicas do mundo em que vivemos, cabe a nós escolhermos cuidadosamente nossas ações com relação ao ambiente que nos circunda. É bem verdade que nós, seres humanos, possuímos incríveis qualidades. Porém, como a história de nossa espécie mostra, e o século XX ratifica, podemos ser capazes de coisas inimaginavelmente terríveis. Essa dualidade — em que podemos fazer coisas incríveis e, ao mesmo tempo, realizar atrocidades inimagináveis — pode se tornar, se não é que já se tornou, algo danoso para a sobrevivência da nossa espécie no longo prazo.

Um exemplo claro disso é a jornada mais bem-sucedida já embarcada por nós: a ciência. Através dela, fomos capazes de dizimar diversas doenças antes consideradas incuráveis, aumentar a expectativa e a qualidade de vida, minimizar o tempo de locomoção entre locais, conectar todo globo em uma rede de comunicação mundial, além de criar indústrias antes inimagináveis e, a partir dessas, garantir o desenvolvimento econômico do mundo, só para citar algumas. Incríveis conquistas para uma espécie de primatas com um cérebro mais desenvolvido que os demais e que anda em suas duas pernas. Com tal método, conseguimos avançar tecnologicamente a escalas nunca pensadas antes, desde colocarmos os pés em outro mundo até enviar robôs para outros planetas e sóis. Porém, com essa mesma ferramenta, guerras foram iniciadas, armas foram desenvolvidas, matando um incontável número de pessoas no processo. Bombas de destruição em massa acabaram, no dia 6 de abril de 1945 na cidade de Hiroshima, com dezenas de milhares de vidas em questão de segundos, além de outras centenas de milhares em Nagasaki, no dia 9 de agosto do mesmo ano. Enquanto estamos tentando desenvolver a cura de doenças hoje incuráveis como o câncer, o mal de Alzheimer e a AIDS, buscando acabar com o sofrimento de incontáveis pessoas ao redor do planeta, hoje possuímos o poder destrutivo de dizimar toda a população mundial com bombas atômicas e outras armas de alta destruição. Somado a este fato, estamos destruindo a nossa casa planetária que chamamos de Terra, liberando imensas quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera sem entender, ou em parte simplesmente negligenciando, o impacto que essa decisão acarretará para as próximas gerações. Assim como outras áreas do conhecimento, a ciência também está refém de decisões políticas que são tomadas por um pequeno grupo de indivíduos, sendo muitas vezes resultado de investidas econômicas por parte desses agentes. Faz sentido perguntar, logo, se possuímos a sabedoria suficiente para tomar uma decisão para, no mínimo, não causarmos danos maiores a nós mesmos e ao que está ao nosso redor.

Mesmo não possuindo o mesmo sentido utilizado por Houbes e Plauto, às vezes percebemos que, realmente, nós podemos ser nossos próprios “lobos”. A humanidade pode ser inimiga de si própria quando coloca sentimentos extremistas e imediatos na frente do pensamento crítico e de uma visão holística e de longo prazo. Devemos pensar mais sobre esta fase de nossa civilização. Estamos com uma ferramenta (o método científico) que possui capacidades exponenciais, porém se não utilizado de maneira correta mais se parece com uma arma na mão de uma criança. Mesmo parecendo pensamentos caracteristicamente filosóficos, são ideias que valem a pena serem consideradas. É o nosso papel como cidadãos conscientes entender sobre a contribuição que a ciência possui em nossa sociedade, não apenas em nosso país, mas em uma escala global — e isso inclui quem colocamos no poder e as políticas que possuem nesse sentido. Cabe a nós a escolha de fazermos desse um período de aprendizagem por meio dos inúmeros erros já cometidos. Caso negativo, talvez este seja o último erro de uma espécie que, mesmo tendo tido uma infância humilde, tantas qualidades e prospecções, tantos sonhos e objetivos, não conseguiu superar sua adolescência tecnológica e as suas perigosas crises.

*Por Weslley Victos

………………………………………………………………………..
*Fonte: ciencianautas

Pare de ver apenas o lado ruim das coisas: A sua vida é o reflexo de como você a vê!

A sua vida, como anda? Está tudo bem? Ou é cada desastre que se você for contar, ficaria a vida inteira, e ainda assim, faltaria tempo para tanta história triste?

Você possui livre-arbítrio para escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida, suas vibrações atentem ao seu pedido, mas se a sua tendência é olhar sempre para o lado negativo das coisas, a sua vida se tornará um espelho dos seus pensamentos!

SE ABRA PARA O AMOR VERDADEIRO! PARA A GRATIDÃO! VIVA E SEJA FELIZ NO PRESENTE! FOQUE O SEU OLHAR NAS COISAS SIMPLES DA VIDA, E NAS BENÇÃOS QUE VOCÊ JÁ TEM!

Já chegou a hora de parar de cobrar amor dos outros e começar a oferecer o amor que nada exige, apenas sente!

Existem pessoas que só reclamam, apontam os defeitos de todos, insinuam culpados, e nunca conseguem ver a farpa no seu próprio olho, pois não enxergam um palmo à frente do seu próprio umbigo!

Essas pessoas só sabem exigir! E acreditam quem podem comprar o amor das pessoas!

Elas geralmente são muito preocupadas, possuem muitos medos infundados, quase infantis, e a postura que assumem diante dos outros passa a ser um tanto quanto invasiva! Principalmente diante daqueles que elas dizem amar!

Essas pessoas costumam ver apenas o lado negativo de tudo, e se ofendem, se vitimizam, e se doem quando suas vontades não são atendidas!

Deus nos coloca diante dos mais difíceis desafios e sempre com o intuito de nos ensinar a guiar as nossas sombras para a luz, para o bem, para o que nos fará melhor!

Mas nossas inquietações egoístas podem, muitas vezes, tender para o mal! E por isso precisamos vigiar, e orar, cada um a sua maneira, mas fazendo uma forte conexão com o nosso eu verdadeiro! A nossa matriz!

 

Tentem fazer isso diariamente!

Entrem em contato com vocês e com as suas sombras!

Conversem com elas afim de iluminá-las, e façam como Jesus no deserto, mas por favor, não tentem fingir aos outros que elas não existem, que vocês são uns pobres coitados, que tudo dá errado apenas para vocês, que as pessoas são injustas e que vocês são os únicos ou as únicas que fazem o bem nesse mundo!

Não se queixem dizendo aos quatro cantos que não mereciam esses sofrimentos! Parem de ver apenas o lado negativo das coisas que acontecem!

Parem imediatamente!

Comecem a ver o lado bom que existe em tudo!

Porque se pararem para analisar atentamente, em TUDO existe um lado bom, um significado nas entrelinhas, um aprendizado transformador, uma liberdade conquistada após uma tempestade que destruiu tudo, uma força que nem se acreditava ter, depois de um luto desestruturante!

Até naquilo que você acredita ser uma calamidade, existe o lado bom!

Façam isso, se desejam, sinceramente, parar de “vampirizar” quem está do lado com suas lamentações e críticas!

Porque conviver com uma pessoa que só vê o lado ruim de tudo é estar constantemente doando nossas melhores energias para que ele beba e se satisfaça, justamente porque ele mesmo não consegue produzir energias tão boas, com uma mente tão adoentada.

Limpe os seus óculos empoeirados pelo tempo! Deixe as suas lentes tão limpas a ponto de conseguir enxergar o reluzir das águas em um lago cristalino.

Esse lago, é o seu interior, que quando se apega ao negativo, se torna turvo e barrento, mas quando se abre para o que a vida oferece de bom, na esperança da bonança que vem após as tempestades, se torna um espelho, onde você poderá ver refletido a sua própria e real imagem.

Você pode escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida! E optar por focar apenas no que é bom.

Lembranças tristes todos nós temos, mas não precisamos carregá-las conosco por onde formos, podemos deixá-las lá no passado, mesmo que o passado tenha acontecido há dez minutos!

Aprendamos a deixar o que é ruim pra lá, e trazer o que é bom pra cá!

Pare de focar apenas no negativo! A sua vida refletirá os seus pensamentos!

*Por Iara Fonseca

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: seuamigoguru

5 sinais de que uma pessoa é tóxica

Ninguém vem com selo de qualidade, certo?
Mais ou menos… Porque quando a pessoa é maldosa, mesmo sem querer, ela vai acabar deixando escapar atitudes que devem deixar você em alerta.
E, se você detectar ao menos três desses cinco sinais, mantenha distância dessa criatura.

Se ela ainda não aprontou com você, vai aprontar!

1 – Elas usam o que você diz para te prejudicar
Gente mau caráter pega uma informação inofensiva sua, vira do avesso, distorce e faz você parecer alguém em quem não se pode confiar. Também podem usar aspectos mais vulneráveis da sua personalidade para explorar você e tirar vantagem.

Por isso, bico calado! Fale o mínimo necessário, preserve sua vida pessoal, não conte suas ideias, planos ou problemas.

2 – Elas nunca falam a verdade
Essa gente ruim é incapaz de ser verdadeira. Ainda que a essência do que digam seja real, elas vão modificar, aumentar, torcer, de forma que a história as coloque como especiais, importantes, mais inteligentes ou espertas.

Portanto, deixe que falem sozinhas. Ligue o ouvido automático e abstraia.

3 – Nunca assumem a responsabilidade pelo que fazem
Essa gente oportunista é lisa feito um peixe ensaboado! Mesmo que sejam confrontadas com evidências inquestionáveis, vão negar e tentar escapar da culpa, ou pior, jogar a culpa para outra pessoa. Sua capacidade de inventar desculpas e argumentos em favor de si mesmas é assombroso! E são tão sedutoras e manipuladoras que chega uma hora que você começa a si sentir um crápula por ter duvidado dela.

Sendo assim, fique firme. Se você descobriu um mal feito dessa pessoa e tem certeza de que foi ela a causadora, ignore seus argumentos, corte a conversa e tome distância.

4 – Nunca vão se arrepender do que fazem
Essas pessoas tóxicas sabem perfeitamente o estrago que causaram na vida dos mais desavisados por uma simples razão: fazem tudo de caso pensado! E, nunca, jamais, em tempo algum, serão capazes de se compadecer da dor do outro. O outro é irrelevante para elas; são completamente frias e egoístas. Desde que se deem bem, o resto é resto!

Por isso, nunca crie expectativas. Não se iluda pela ideia de que “todos são capazes de mudar”. Esse tipo de pessoa, além de não mudar, piora com o tempo.

5 – Elas se alegram com a desgraça alheia
Um mau caráter tem prazer em ver os outros perderem, sentem-se protegidos por terem sido afetados pela perda e, se puderem, vão poluir a sua cabeça com ideias negativas, fofocas, sentimentos pessimistas e tudo o mais que seja útil para manter você numa situação vulnerável. Às vezes podem até se fingir de amigos e ficar ao seu lado numa situação catastrófica, pois são verdadeiros urubus.

Amigos verdadeiros estão sempre por perto e, sobretudo são capazes de ficar felizes com nossa felicidade e com nosso sucesso. Cuidado com os “amigos” que só se aproximam quando você está por baixo!]

*Por Ana Macarini

……………………………………………………………………….
*Fonte: revistapazes

A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

………………………………………………………………….
*Fonte: revistapazes

Descubra o que encontrar o sentido da vida faz com você

Pessoas que têm um sentido para a vida têm uma melhor saúde física e mental, enquanto estar buscando por este sentido pode estar associado com pior saúde física e mental, conclui estudo da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA). O trabalho foi publicado na revista Journal of Clinical Psychiatry.

“Quando você encontra mais sentido na vida, você se torna mais contente, enquanto se você não tem propósito de vida e está procurando por isso sem sucesso, você vai se sentir muito mais estressado”, afirma o autor principal, Dilip Jeste.

O estudo, chamado de Avaliação do Envelhecimento de Sucesso, foi desenvolvido ao longo de três anos, e examinou dados de 1.042 adultos com idades entre 21 e mais de 100 anos.

Para saber se os participantes tinham senso de propósito ou não, eles foram entrevistados e questionados para classificar itens como “Eu estou procurando um propósito ou missão para minha vida” e “Eu descobri um propósito de vida satisfatório”.

Gráficos de contentamento

Uma observação interessante dos pesquisadores é que se fosse colocada em um gráfico, a relação entre idade e contentamento para pessoas com propósito seria uma parábola com concavidade voltada para baixo, enquanto para as pessoas que estão procurando propósito seria uma parábola com concavidade voltada para cima. A idade de 60 anos é o pico do contentamento para quem tem propósito de vida e o maior declínio para quem ainda não encontrou um propósito.

Isso porque quem vive com propósito pode ter que procurar por novos propósitos depois da aposentadoria, quando a pessoa precisa encontrar uma nova identidade além da carreira e também quando começa a sofrer com problemas de saúde e com a perda de familiares e amigos.

Por outro lado, quem não tinha conseguido encontrar um propósito até este momento, tem uma chance de se encontrar na aposentadoria.

Propósito de vida e medicina

Nas últimas três décadas o efeito de sentir ou não um propósito de vida tem sido visto com maior importância na pesquisa médica, especialmente para pacientes geriátricos. Os próximos passos da pesquisa incluem analisar outras áreas, como sabedoria, solidão e compaixão, e como tudo isso impacta o propósito de vida.

“Também queremos examinar se alguns biomarcadores de estresse e envelhecimento estão associados com a busca e conquista de propósito de vida. É uma época empolgante neste campo conforme tentamos descobrir respostas baseadas em evidência para algumas das questões mais profundas da vida”, diz Jeste. [Science Daily]

*Por Juliana Blume

………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Viver para agradar aos outros é mentir para si mesmo

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

Tempo estranho esse, onde muitos estão atuando ao invés de viverem. Renato Russo já dizia que “mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.” Por certo, viver uma vida insatisfatória e com toques de ficção está entre as mais absurdas dessas mentiras.

Sim que a vida é cada vez mais exigente, mais corrida e a sensação de termos cada vez menos tempo para as coisas prazerosas nos esmaga todos os dias.

Mas, e se pensarmos que uma parte desse desconforto acontece justamente porque estamos cada vez mais empenhados em prestar conta das nossas vidas através de nossos posts diários? Ou se levarmos em consideração que, muito do que buscamos é para provar que demos uma “volta por cima”, ou para sermos considerados bem-sucedidos perante a família ou na roda de amigos do fim de semana?

Há ainda a prisão de disfarçar os verdadeiros sentimentos por estarmos levando em consideração o que vão pensar sobre o que estamos fazendo. Ou há a imposição de limites sobre nós mesmos para tentar prever o que vão pensar até mesmo sobre o que nós estamos pensando.

Quantas vezes nos fingimos felizes para que não saibam que algo deu errado em nossos planos? Ou sustentamos aquele sorriso sem brilho apenas para que não percebam nossas frustrações, arrependimentos ou insatisfações?

É o orgulho medroso em se ferir, que muitas vezes fala mais alto e nos pede para não voltarmos atrás.

Além da vaidade, claro, que não nos permite mostrar que não estamos tão felizes assim. Existe também uma necessidade de ser feliz a todo custo.

Não se sabe se ela foi inventada agora, nesses nossos tempos de modernidade. Mas o fato é que agora precisamos aparecer sorrindo, bebendo, dançando, festejando, passeando, nos divertindo…

Parece que o roteiro da nossa vida se transformou em um grito permanente de “Ação”, onde os diretores não somos nós. Vivemos ao critério do outro, de acordo com as demandas que vêm dos outros.

Sejamos a favor apenas do que nos realiza como pessoas. Esse deve ser o nosso filtro, a nossa balança.

Todas as nossas ações devem ser pautadas no que acreditamos ser melhor para nós, não no que as outras pessoas acharão bom e atraente.

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros.

Talvez tudo isso seja apenas uma resposta involuntária, uma fuga das explicações que nos são cobradas diariamente.

Temos medo do julgamento sim, temos medo do que irão falar a nosso respeito. Mas talvez não devêssemos ter tanto medo assim.

Talvez fosse suficiente fazer a parte que nos cabe, agir de acordo com os princípios que nos regem e esperar que esses resultados digam respeito apenas a nós mesmos.

Quilos de maquiagem, mudanças obstinadas de visual, roupas novas, dívidas renovadas; a meta é ter tudo novo, todos os dias, e não ser feliz com nada disso; fofocas sempre novas e aquela clássica pergunta: “você viu o que aconteceu com o fulano?” são uma super tendência.

A bem da verdade, não importa tanto o que as outras pessoas consideram chique. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

E assim crendo, poderíamos nos espelhar naquela canção que diz que “Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer”.
Porque sim, o que a gente ganha ou perde, do que a gente desiste ou do que corre atrás, ninguém precisa saber. (Muito menos opinar).

*Por Alessandra Piassarollo

………………………………………………………….
*Fonte: seuamigoguru

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito.

Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

……………………………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Se alguém abusar da sua boa vontade, o defeito é dele. Não seu.

Sim, alguém vai fazer mau uso da sua bondade, da sua disposição de ajudar, do seu desejo de contribuir. Alguém vai atravessar o samba e desdenhar da sua amizade, atropelar o bom senso, invadir o seu espaço, mexer nas suas coisas, chutar o seu cachorro quando você não estiver olhando. Vai, sim.

Um dia, você vai estender a mão e é provável que lhe passem a perna. Acontece. Quando acontecer, releve. A culpa não é sua. Ainda que um parasita lhe sugue o sangue, que um falso amigo lhe atribua absurdos, manipule os fatos, maldiga sua mãe, mesmo que um cafajeste tome dinheiro emprestado em seu nome, fuja do país e lhe deixe devendo na praça, você não precisa mudar o que é.

Tem sempre alguém por aí disposto a abusar da sua boa vontade. Mas isso não é desculpa para deixar de ser bom. É só um sinal de que é preciso virar a página, voltar para dentro, retomar o rumo e seguir em frente. Decerto, tem alguém em outro canto precisando de você.

Pense bem. Se cada traição, cacetada, esculacho ou desengano sofrido por alguém de bem o fizesse “mudar de lado” e se vingar do mundo, você e eu já nem estaríamos aqui. Nós já nos teríamos destruído sem dó, sem escrúpulos, sem compaixão.

Sem essa antiga, esquisita, inexplicável e poderosa inclinação de alguns de nós para a bondade, a decência e a beleza, o mundo já restaria deserto, vazio de gente. Habitado somente por vermes e demônios e pequenos animais.

Mania estranha essa de jogar a culpa no outro. Sempre “o outro”. Já viu? Fulano defende daqui sua má educação porque todo mundo é grosso, então ele só se adaptou. Sicrano se orgulha de sua esperteza, fura as filas no cinema, no trânsito, até no banco de órgãos porque “o mundo é dos espertos” e, afinal, se ele não fizer assim, outro espertalhão vai fazer no lugar dele. Beltrano, por sua vez, rola na carniça, faz tudo o que é errado e justifica que “é assim mesmo”, que o “mundo inteiro” é desse jeito e que ele só está fazendo o mesmo por questão de sobrevivência.

Então, quando uma boa alma perverte essa lógica e faz o que lhe parece uma coisa boa, alguém avisa profético e pragmático:

“Não seja trouxa. Ninguém vai fazer o mesmo por você.”
A boa alma responde: “e daí? Faço porque quero. Não porque espero que façam o mesmo por mim”.

Ela faz porque quer. Mas eu tenho a impressão de que ela faz mesmo é porque desconfia de que tantas desculpas, conjecturas e pressupostos para nos isentar da responsabilidade de fazer o que é certo e o que é bom estão nos transformando em cínicos fantásticos, hipócritas colossais, especialistas em esperar que a salvação para todos os nossos problemas desabe do céu sem mais.

Não, do céu não vai cair. É preciso fazer o que é bom agora. E se uma pessoa aqui e outra ali não souberem receber ou abusarem da sua boa vontade, o problema será delas. Não seu.

*Por André J. Gomes

…………………………………………………………………
*Fonte: contioutra

Quer conhecer o caráter de uma pessoa? Dê a ela algum poder

A Síndrome do Pequeno Poder é um transtorno de comportamento individual que mina as relações sociais e pode esfacelar qualquer chance de estabelecimento de convivência, em detrimento da satisfação de um indivíduo arrogante, autoritário e abusivo.

Pessoas acometidas por essa Síndrome costumam ter auto estima extremamente prejudicada, sendo levadas a ter a necessidade de humilhar o outro na tentativa de cessar um sentimento de menos valia. Diminui-se o outro para se sentir maior.

Esses indivíduos costumam viver inseridos em ambientes dentro dos quais não encontram lugar, sentem-se inferiores e, por causa disso, reagem agressivamente contra qualquer um que possa representar o mínimo questionamento à sua “autoridade”.

Autoridade é um bem que se conquista. É fruto do reconhecimento a uma habilidade desenvolvida, a um esforço empenhado, a um desempenho de papéis que explicita a competência. Autoridade depende da anuência do entorno.

Já o autoritarismo é outra coisa. É a instauração de um poder à força. É a atitude agressiva que busca subjugar o outro. O autoritarismo nasce da incompetência, da falta de recursos para administrar conflitos.

Lidar com uma pessoa tomada pela Síndrome do Pequeno Poder é dificílimo. Essas pessoas têm uma enorme dificuldade em estabelecer limites de convivência. Uma vez que ela tenha enxergado no outro uma ameaça ao seu suposto poder, ela não medirá ações ou modos para fazer valer a sua ilusória “autoridade”.

O poder verdadeiro emana do saber. Quanto mais sabemos sobre algo mais poder teremos sobre isso. E tudo o que estiver envolvido nesse saber depende do caráter ético e moral de quem o possui. Depende. Depende da importância social daquilo que se sabe, do que vai ser feito com esse saber; depende, ainda, de como e com quem esse conhecimento será partilhado.

As relações de poder na atualidade constroem-se a partir de uma rede complexa de relações. O modelo de hierarquia sólida, que já funcionou tão bem em outros momentos históricos anteriores, hoje não funciona mais. Ainda bem! E o indivíduo com visões distorcidas de poder não conta com recursos para perceber e gerir essa mobilidade.

O conhecimento foi incrivelmente democratizado, graças ao desenvolvimento tecnológico. Qualquer pessoa, dotada da capacidade de ler e compreender o que lê, tem acesso a uma infinita variedade de informações, sejam elas relevantes ou fúteis. Nunca foi tão fácil satisfazer uma curiosidade ou interesse de aprendizagem sobre o que quer que seja.

Esse acesso aberto ao conhecimento, no entanto, exige de nós uma dose muito maior de responsabilidade. Hoje precisamos ser agentes das decisões tomadas. O nosso fazer político, por exemplo… de nada nos adianta ter o poder de eleger nossos representantes se ainda teimamos em escolhê-los de forma irresponsável.

Pensando numa esfera institucional menor que o Estado; uma empresa, por exemplo. Em qualquer empresa, ainda que vigore uma estrutura de cooperação, alguém precisa estar em uma posição de mediador das relações; precisa haver um líder que seja responsável por garantir que haja organização, equilíbrio e produtividade. Sem uma liderança que prese por valores e pelas necessidades coletivas, instaura-se o caos.

E, uma vez instaurado o caos, todos ficam à deriva. O individualismo é o caos. Cada um pensando nos próprios interesses é o caos. A nossa natureza exploratória gerou o caos, numa crise ambiental sem precedentes. De tanto brincarmos de algozes, acabamos vítimas de nossa própria ambição desmedida.

Estaria tudo perdido? Não haveria salvação para nossa “raça humana”? Há. E ela está em nossas mãos, mais concretamente do que nunca esteve. Precisamos entender o que representa exatamente esse tamanho poder. Precisamos ressignificar o nosso papel nas relações com o outro e com o mundo.

O poder é necessário para impulsionar mudanças, para vencer obstáculos. Sua natureza é de cunho transformador. O que vai modular esse poder é o caráter de quem o exerce. E não importa se o autor do comportamento abusivo é um líder de governo, o segurança da balada, o pai de família ou um parceiro de trabalho. O abuso precisa ser detido.

O abusador é alguém que faz mau uso do poder que tem, ou imagina ter. E, não raras vezes a única forma de fazê-lo parar é garantir que ele não tenha nenhuma chance de sequer pensar que pode mais que os outros. Nenhuma relação interpessoal pode basear-se em posturas de dominação e exploração. Infelizmente, em muitos casos não adianta insistir, porque para falta de caráter ainda não inventaram remédio. Nem adianta procurar no Google!

*Por Ana Macarini

………………………………………………………………
*Fonte: contioutra

Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas.

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

*Por Marcel Camargo

…………………………………………………………..
*Fonte: caminhoseu

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
Publicidade

Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

………………………………………………………………..
*Fonte: ciencianautas

É assim que serão as pessoas que trabalham em escritórios

Pernas cheias de varizes e inchadas, olhos mortos e planos, e as costas curvadas como se fosse o corcunda de Notre-Dame. Essas são apenas alguns das características que poderemos observar no futuro em várias pessoas que passam seus dias em um escritório.

É duro, mas é a verdade e Emma — a colega viciada em trabalho do futuro — está aí para deixar isso bem claro.

Bom, Emma, na verdade, é uma boneca construída em tamanho natural para mostrar melhor (e assustar) como o corpo de uma pessoa pode ficar quando ela passa o dia todo sentada atrás de uma mesa de escritório ou em frente a um computador.

Destino condenado

A ideia partiu de William Higham, futurista comportamental que, com a ajuda de uma equipe especializada em saúde ocupacional, ergonomia e bem-estar profissional, decidiu analisar a fundo quais seriam os possíveis efeitos que os escritórios podem causar no organismo e na estrutura corporal dos funcionários com o passar dos anos.

Para chegar aos dados que permitiram a criação de Emma, Higham e sua equipe levantaram informações por meio de pesquisas e entrevistas envolvendo mais de 3 mil funcionários que já apresentam algum tipo de problema relacionado à saúde.

Entre Alemanha e Reino Unido, alguns dos percentuais levantados foram:

Claro, além desses problemas, podemos acrescentar aqueles relacionados ao estresse, cansaço e ansiedade que de uma maneira ou outra podem afetar o corpo.

Apesar de essa pesquisa ainda precisar passar por uma revisão mais detalhada, com especialistas de diversas áreas, Higham alerta que se as pessoas não promoverem mudanças radicais na forma como trabalham nos escritórios o caminho para que todos se tornem uma Emma é mais curto.

Por fim, a prevenção para tudo isso passa por práticas simples que qualquer pessoa pode adotar, como se levantar mais vezes, praticar alguma atividade física, tomar cuidado com a postura e evitar se matar de trabalhar!

No vídeo abaixo você pode saber mais sobre Emma:

*Por Denisson Antunes Soares

………………………………………………………………………..
*Fonte: megacurioso

 

A obsessão por ser feliz o tempo todo faz as pessoas se sentirem péssimas

Segundo Tal Ben-Shahar, filósofo e psicólogo israelense da contemporaneidade, o estresse (que ele considera se tratar de uma pandemia global) tem sido há muito tratado de forma equivocada. Segundo ele, tem-se deixado “de dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono”.

Recentemente, em evento sobre educação e tecnologia realizado em Madri (o EnlighTed), Tal Ben-Shahar concedeu uma entrevista em que, dentre outras questões, se debruça sobre o tema do estresse, da ansiedade, da felicidade e da educação que tem sido proporcionada aos jovens hoje em dia.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa, igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de 41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo 24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas… Hoje você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de 30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa, mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que termina quando você morre.

……………………………………………………………………
*Fonte: revistapazes

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores

A vida é uma locomotiva e nós, os seus passageiros, distribuídos em vagões que se interligam. Em cada estação, pessoas que embarcam e desembarcam em busca de seus destinos.

Todos nós, em algum momento, sentimo-nos passageiros desse trem. Da janela, vemos a vida passar, e enquanto contemplamos a paisagem, escolhemos ficar até o fim da linha ou desembarcamos em alguma estação.

Vemos descer amigos e amores, enquanto desconhecidos entram pela porta do nosso vagão. Ou somos nós a deixar para trás a velha locomotiva, em busca de outro rumo.

Nossas escolhas nos levam a cada estação no instante oportuno em que se abre a porta de um novo vagão, ao convite de uma nova experiência, circunstância útil ao amadurecimento e à construção de mais um capítulo da nossa história.

Não somos os mesmos a cada desembarque, porque deixamos um pouco de nós e levamos outro bocado dos que ficam.

Quando a viagem chega ao fim, aquele ciclo de aprendizagem se encerra. Não importa o quanto dure, mas a forma e a intensidade como nos relacionamos, deixando ficar a nossa melhor parte, com a mesma dignidade com que guardamos o lado bom dos que seguiram no trem, quando saltamos em alguma estação, movidos pelas inquietudes do nosso coração.

Certezas não regem as nossas escolhas, elas não existem, o que nos impulsiona é a necessidade de ser feliz.

Só devemos nos arrepender da atitude não tomada, dos riscos que não corremos numa iminente felicidade. É essa busca que nos mantém vivos, no sentido mais amplo da palavra.

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores.

Que da janela do vagão de todos nós, o Sol brilhe radiante a cada estação.

*Por Cris Grangeiro

 

………………………………………………………………
*Fonte: osegredo

Viver 200 anos

A imortalidade sempre povoou os sonhos dos egípcios antigos, bem como dos alquimistas e de boa parte das civilizações. Este é um tema que sempre exerceu grande fascínio em toda a humanidade, concedendo margem para histórias fantásticas que já assistimos no cinema ou nos enveredamos nos livros.

Até pouco tempo, viagens deliciosas como essas ficavam restritas às prateleiras das livrarias ou nas séries da Netflix. Entretanto, futurologistas garantem que não se trata de ficção científica: está próximo o dia em que o homem será imortal, ou melhor, o primeiro ser humano a viver infinitamente logo estará entre nós! Isso é possível porque o anseio de proporcionar que as pessoas vivam com qualidade de vida, livres de dores e outros desconfortos próprios da velhice já levaram especialistas em genética a desvendarem alguns dos mistérios que nos levam à morte, criando mecanismos para evitá-los.

Na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, cientistas aprenderam a apagar a ‘mudança genética’ que causa o envelhecimento – nas minhocas. Obviamente há um grande abismo entre elas e nós, humanos, mas a conquista da técnica é um avanço incrível. Outro exemplo é o rejuvenescimento de ratos velhos por meio da infusão de sangue de ratos jovens. Companhias de tecnologia instaladas no Vale do Silício estão animadas e acreditam que o procedimento poderia funcionar em pessoas. E, obviamente, o conhecido Aubrey de Grey de Oxford, um dos arautos da longevidade, preconiza 700 anos de vida há uma década.

Muita gente se surpreende ao ouvirem histórias concretas como essas. Entretanto, antes da genética avançar a tal ponto, a longevidade já era objeto de desejo. No meu caso, quando cheguei aos 45, minha qualidade de vida era ruim a ponto de eu não conseguir brincar com meu quinto filho recém nascido, quando tentava sentar no chão com ele. Eu fazia na época as compras no supermercado sentado em um carrinho elétrico, pois tinha diversos problemas de coluna (e ainda tenho, mas nunca mais andei de carrinho elétrico…). Quatro anos depois, nascia meu sexto filho e, com ele, uma nova mentalidade tomou conta de mim. Compreendi que era necessário mudar radicalmente meus hábitos, incluindo alimentação saudável, prática de exercícios físicos, suplementação alimentar, exames médicos, higiene mental etc. Hoje, com 70 anos e uma vitalidade elogiada por todos, estou muito melhor do que quando tinha 45. E não hesito em dizer: quero viver até os 200.

Claro que a imortalidade ainda será objeto de muita pesquisa até que isso seja de fato vire uma realidade. Todos nós começaremos a acreditar nisso no momento em que tivermos pessoas vivas rompendo a barreira dos 120, 130, 150 anos. Mas a verdade é que o ser humano, e isso é uma pena, nasceu com um bug em seu próprio software, e por isso só se engaja com a própria saúde no dia em que ele a perde. O contrário só acontecerá se o processo de conscientização sobre saúde começar na infância, já que tudo tem início no processo educacional. Por isso, ressalto a importância de se criar incentivos concretos que façam as pessoas cuidarem de si cada vez mais, como protagonistas de sua própria saúde e bem-estar, física e mental. Além disso, os médicos e outros especialistas obviamente possuem papel importante neste cenário de descobertas, já que estão sempre ávidos pelas novidades que possam promover transformação na vida de seus pacientes, para melhor.

Há três anos, minha agenda estava muito atarefada e por isso decidi fazer mapeamento dos meus papéis na vida, para definir melhor as minhas prioridades. Desenhei um mapa com objetivo de refletir minha existência enquanto pai, avô, cidadão, empresário, escritor e muitos outros papéis. Depois de meses, achei que o mapa estava bem completinho, porém eu havia esquecido o principal: o papel que tenho para comigo. Percebi que se eu não cuidar de mim, obviamente não conseguirei desempenhar os outros papéis. É como aplicar máscaras de oxigênio no avião – só ajudamos o nosso próprio filho se ajudarmos nós mesmos primeiramente. Entendi também que a consciência da nossa saúde (não como doença, mas como bem estar e longevidade) precisa de um despertar. É de fato uma mudança na chave, que pode operar milagres.

O primeiro passo está dentro de cada um de nós, mas obviamente que a tecnologia como apoio na manutenção da saúde está revolucionando a Medicina e poderá nos dar insights positivos sobre nossas vidas. Big Data, Alarmes, Machine Learning, Alertas, Inteligência Artificial, IoT, Deep Learning são algumas das novidades que devem transformar a forma de se cuidar.

Certamente, as crianças de hoje serão adultos que terão uma nova forma de encarar a importância de buscar a longevidade e até mesmo a imortalidade. Não apenas pelos recursos, mas pela mentalidade e contexto em que já nascem inseridas.

Viver eternamente ou até os 200 anos ainda é um sonho, mas não tão distante assim. Você já está preparado para esta realidade? Quem está no comando de sua vida?

A resposta depende somente das nossas escolhas pessoais, que são feitas agora.

*Jimmy Cygler é presidente institucional da Proxismed, empresa especializada em jornada de relacionamento em saúde. Foi durante 13 anos professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em disciplinas relacionadas à gestão de relacionamento com clientes.

*Por Guest Post

……………………………………………………………….
*Fonte: updateordie

Os 4 tipos de pessoas com déficit de atenção: qual é o seu?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição tremendamente comum: alguns especialistas calculam que ele afete algo entre 3% e 5% das crianças. Os sintomas são sempre iguais: desatenção, hiperatividade, impulsividade. Mas isso não quer dizer que seja fácil identificar alguém que tem TDAH, porque as pessoas que sofrem com o transtorno lidam com ele de maneiras muito diferentes umas das outras.

Segundo o blogueiro Neil Petersen, que tem TDAH e escreve sobre o transtorno no tradicional site Psych Central, isso acontece porque há quatro estratégias bem distintas para lidar com o transtorno — e, portanto, quatro perfis de pessoas com TDAH, cada um deles definido por uma das quatro estratégias. Você provavelmente conhece alguém de cada um desses tipos. Veja:

1. O perfeccionista — algumas pessoas tentam compensar o TDAH com uma obsessão por planejar tudo nos mais mínimos detalhes. Chegam meia hora adiantados para não se atrasarem, fazem listas detalhadas de tarefas, criam métodos minuciosos para tudo. Esses aí sofrem com cada tarefa no trabalho, porque vivem com medo de perder o controle.

2. O improvisador — esses usam uma estratégia praticamente oposta à do perfeccionista: são as pessoas que simplesmente aceitam o caos em suas vidas. Diante da enorme dificuldade de planejar as coisas, eles simplesmente não planejam nada e “deixam rolar”.

3. O minimalista — quem tem TDAH sabe que tentar organizar as coisas é um pesadelo. Por isso, uma estratégia comum para lidar com o problema é simplificar a vida ao máximo. Pessoas desse perfil fazem de tudo para ter o mínimo possível de posses, para que não haja muito o que organizar.

4. O viciado em adrenalina — pacientes de TDAH muitas vezes percebem que o transtorno fica pior quando eles estão em ambientes pouco desafiadores. Diante da falta de estímulo, a distração toma conta e fica muito difícil fazer qualquer coisa. Por causa disso, alguns começam a buscar estímulos fortes — afinal, a adrenalina ajuda a focar. Esse perfil costuma procurar atividades profissionais e de lazer de alto risco.

“Claro que nem todas as pessoas com TDAH se encaixam perfeitamente em um desses perfis”, escreveu Petersen. Uns usam um misto de duas, três ou até de todas essas estratégias e são mais difíceis de encaixar.

*Por Denis Russo Burgierman

 

………………………………………………………………………
*Fonte: superinteressante

Hiperpoliglotas: como funciona a cabeça de quem fala dezenas de idiomas

Ler Dostoiévski em português é para os fracos. Carlos Freire queria devorar Crime e Castigo e outros clássicos russos no original. Aos 20 anos, ele mergulhou nos livros e se mudou para a casa de uma família russa em Porto Alegre. Em poucos meses, dispensou os tradutores. E não era seu primeiro idioma estrangeiro. Logo cedo, a proximidade com o Uruguai o deixou afiado no espanhol. Depois, aprendeu francês, latim e inglês. O caminho da faculdade era claro: Letras.

“Quanto mais idiomas você sabe, mais fácil aprender outros. Os 10 primeiros são os mais difíceis”, diz. Sim, 10. Aos 80 anos, Freire já estudou 135 línguas – de japonês a esperanto. É mais do que o padre italiano Giuseppe Mezzofanti, que ficou notório no século 18 por ouvir confissões na língua nativa dos estrangeiros. Especula-se que ele falava entre 61 e 72 idiomas e lia em 114.

Os dois integram um seleto time de pessoas que conseguem aprender dezenas de idiomas. Não são só poliglotas. Quem é fluente em mais de 6 línguas tem um título maior: hiperpoliglota. O termo foi definido em 2003 pelo linguista britânico Richard Hudson.

Ao estudar comunidades poliglotas, ele descobriu que o número máximo de idiomas falados em comum por todos os moradores é 6. Ainda não se sabe o motivo exato de serem 6 línguas. O que se sabe é que os hiperpoliglotas são diferentes de bilíngues ou meros falantes de 3 ou 4 línguas. E que os limites do cérebro deles podem ajudar a ciência a buscar os limites do nosso cérebro.

Idade é tudo

Mezzofanti entrou na escola aos 4 anos, onde aprendeu 3 idiomas. Aprender línguas na infância faz toda a diferença. Após a puberdade, os hormônios dificultam a reprodução de um sotaque mais autêntico. Se você aprende francês após os 14 anos, por mais que estude, provavelmente vai soar como um “brasileiro fluente em francês” – mas não como um francês.

Vários estudos comprovaram essa tese. Um deles selecionou 46 adultos chineses e coreanos que moraram nos Estados Unidos em diferentes fases da vida. Os que chegaram ao país até os 7 anos tiveram resultados semelhantes aos de nativos. Quem chegou aos EUA com mais de 15 anos teve desempenho pior.

Isso ocorre porque, com o tempo, o cérebro parece endurecer. Conforme crescemos, ele forma estruturas neurais confiáveis para orientar as ações que tomamos. É uma base de conhecimento que guia as experiências e responde às situações do dia a dia. À medida que mais estruturas neurais se formam, o cérebro perde flexibilidade. E ela é importante para aprender coisas complexas, como falar uma língua.

Pesquisadores acreditam que os hiperpoliglotas conseguem prolongar essa plasticidade. “Eles são como um experimento natural sobre os limites humanos”, diz Michael Erard, linguista e autor do livro recém-lançado Babel no More (inédito em português). Não é de se estranhar, portanto, que ainda hoje Freire mantenha o ritmo de aprender de dois a 3 idiomas por ano.

Falar pode parecer um ato simples, mas exige várias tarefas do cérebro: percepção auditiva, controle motor, memória semântica, sequenciamento de palavras. Para assimilar um novo idioma, o cérebro precisa entender as estruturas do som e das palavras. E, até chegar a isso, o aprendizado percorre um longo caminho pelos hemisférios esquerdo e direito do cérebro (veja mais na pág. 31).

Com vários pontos de parada, não é difícil perceber a complexidade disso tudo. E cada coisa nova que se aprende (como tocar um instrumento musical) não percorre exatamente o mesmo caminho. Já se sabe que aprendemos melhor uma língua na infância. Mas essa vantagem da juventude não se estende, necessariamente, a todos os outros aprendizados da vida. Ser um gênio no piano porque começou a tocar aos 5 anos pode não ter nada a ver com plasticidade.

“Não importa a idade, dizem que você precisa de 10 mil horas para tocar bem um instrumento. Ou seja, tocar melhor porque aprendeu aos 5 anos pode ser apenas uma vantagem incidental, porque teve mais tempo para estudar”, diz Diogo Almeida, professor de psicologia da Universidade de Nova York e especialista em linguística. Ou seja, por mais que hiperpoliglotas consigam adiar o enrijecimento do cérebro, a maior contribuição deles para a ciência é outra – e um tanto mais óbvia: acúmulo de conhecimento. Memória.

Aprender dezenas de línguas não é o mesmo que ser fluente em várias ao mesmo tempo. O americano Gregg Cox, citado no Guinness Book como “o maior linguista vivo” (64 línguas e 11 dialetos) conseguia se comunicar em apenas 7 idiomas ao mesmo tempo. Freire encarou um desafio maior em Moscou. Durante uma reunião com estrangeiros, teve de falar em 10 idiomas diferentes. E conseguiu. Michael Erard realizou uma pesquisa com 172 hiperpoliglotas e constatou que a maioria pode manter de 5 a 9 línguas ativas na memória.

As outras ficam guardadas em outra área, a memória de longo prazo, como se fossem arquivos comprimidos no computador. O conhecimento está lá, mas não pode ser acionado instantaneamente. Leva um tempo para reabri-los. Freire, por exemplo, explica que, para relembrar um idioma, ele precisa de uma semana de estudo.

“É possível ativar mais línguas, mas exigiria um tremendo esforço”, diz Erard. “Além do mais, essas pessoas têm outras coisas para fazer”. Quem volta do exterior falando outra língua em vez de português já passou por algo semelhante. Há uma reprogramação no cérebro. Agora imagine conversar em 10 idiomas ao mesmo tempo. Pois é.

Caixa elástica

Quando Freire saiu de um diálogo em russo para conversar em alemão, seu córtex pré-frontal mudou a chave da linguagem. Essa área do cérebro conta com a ajuda da memória ativa. A quantidade de línguas que um hiperpoliglota controla ao mesmo tempo dá uma dimensão do espaço da memória ativa. E, apesar de treino, expandir essa caixa não parece muito possível. Informações novas chegam, velhas vão para a memória de longo prazo. Ou somem.

Se por um lado a memória ativa guarda relativamente pouca coisa, a memória de longo prazo tem um espaço maior. E mais flexível. Na pesquisa de Erard, os entrevistados conseguiam, em média, aprender 30 idiomas. Perto das façanhas de Freire, Cox e Mezzofanti, parece pouco. Mas é aí que outros pontos entram em cena.

O primeiro é a genética. Segundo cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, a habilidade em aprender idiomas envolve diferenças genéticas nos neurotransmissores do hipocampo, a área que transforma informações temporárias em permanentes. As filhas de Freire, por exemplo, falam mais de 3 línguas. Têm facilidade, mas nunca quiseram aprender mais. E motivação é fundamental.

Freire aprendeu novas línguas porque queria ler os clássicos sem encarar tradutores. Mezzofanti usava a facilidade com idiomas dentro da religião – diz a lenda que ele, uma vez, aprendeu um novo idioma, em menos de um mês, apenas para ouvir a última confissão de um homem condenado à morte. A genética ajuda, mas o fator determinante é outro: a velha e batida vontade de aprender.

O jornalista americano Joshua Foer comprovou isso. Ele foi desafiado a fazer um treinamento intensivo para participar de um campeonato de memorização nos EUA. Foer era péssimo para lembrar coisas simples (onde deixou as chaves, por exemplo). Topou o desafio e, um ano depois, ganhou o campeonato. Basicamente, ele aprendeu a organizar as informações no cérebro e a traçar caminhos para encontrá-las.

Freire faz o mesmo. Há 50 anos, ele dedica pelo menos 3 horas diárias de estudo, com uma meta em mente: aprender 3 idiomas por ano. Essas pessoas mostram que é possível expandir a capacidade de guardar informações na caixinha de longo prazo, sem precisar de um QI acima da média. Se a memória ativa mostra um limite pouco mutável, a memória de longo prazo parece aumentar de acordo com a vontade de cada um. Mas, afinal, qual a vantagem em guardar tanta coisa?

Memória para quê?

Freire lê romances no original e ganha dinheiro com tradução e aulas. A neurocientista Ellen Bialystock, da Universidade de York, no Canadá, afirma que pessoas que falam mais línguas apresentam maior capacidade de concentração e se tornam mais distantes do Mal de Alzheimer. Ela estudou casos de 211 pacientes e concluiu que os bilíngues adiaram os sintomas da doença em até 5 anos, quando comparados a um monolíngue. Eles mantêm o cérebro ativo.

Mas com a internet no bolso e várias maneiras tecnológicas de guardar e acessar informação, qual é a utilidade prática da memorização? Precisamos decorar menos informações. E a nossa cabeça já está mudando. Estudos indicam que o Google modificou a memória das pessoas: deixamos de decorar quando sabemos que há uma fonte externa de armazenamento de informação. Pare e pense: quantos números de telefone você sabe de cor? Provavelmente bem menos do que sabia antes da popularização das agendas nos celulares.

“Tornamo-nos dependentes dela [dessa fonte externa] no mesmo nível que somos dependentes de todo o conhecimento que recebemos dos amigos. Aí, perder a conexão parece perder um amigo”, diz o estudo. Ficamos apegados ao fato de que a tecnologia aumenta exponencialmente o acesso a informação e conhecimento. A internet parece cuidar cada vez mais disso. Expandir a memória é difícil, mas possível. O desafio maior é querer.

*Por Carol Castro

……………………………………………………………………
*Fonte: superinteressante

Entenda como funciona a paranoia nos dias de hoje

O significado da palavra paranoia vem do grego para = ao lado de, fora, e noia = de si, ou seja, fora de si. Vamos abordar a paranoia a partir da teoria crítica da psicanálise e da sociologia, desmistificando essa patologia como algo distante dos sujeitos “normais”.

A psicanálise investigou os sintomas da paranoia, que aparecem através da fala, do sonho, da dor psíquica, do prazer, do desprazer e da sexualidade. Os elementos da paranoia são encontrados nas pessoas e nas relações sociais, diferenciando seu nível em cada uma delas.

Os delírios paranoicos costumam estar vinculados aos mecanismos de projeção, pois o conteúdo é projetado em um objeto pelos sujeitos, fazendo com que tal objeto se torne uma ameaça. A tragédia da paranoia é o dano aos cinco sentidos, isto é, a perda do contato com o mundo que faz sentido.

Assim Freud inseriu a paranoia, não só no delírio de perseguição, como no delírio de ciúme e no delírio de grandeza. Por isso, muitos homens transferem seus delírios de ciúmes no sentido de humilhar e agredir suas namoradas, esposas ou ex-mulheres.

Os sujeitos paranoides, em termos afetivos, se aproximam de qualquer relação com a crença de que os outros irão cometer um erro e admitir suas suspeitas. E por consequências, as amizades são desfeitas, as relações amorosas são rompidas e os negócios são rescindidos.

Aliás, o delírio de perseguição se refugia nas religiões, que têm uma doutrina paranoica, por mais absurda que pareça, conseguem dominar milhões de pessoas, prometendo a elas proteção aos encalços dos demônios, que são os culpados pelas doenças e derrotas dos fiéis.

No âmbito social, as perseguições também são sinais visíveis do nosso mundo líquido. O motivo maior é o medo, que incentiva a busca paranoica por segurança, porque o mal pode estar oculto em qualquer lugar, e não se pode confiar em ninguém.

Ergueu-se uma concepção de segurança, que impõe a lógica da vigilância, do isolamento e da aquisição de armas, projetando os delírios paranoicos de modo constante. A pseudo atmosfera de insegurança instituiu o medo na cabeça dos indivíduos, tencionando a nossa vida cotidiana.

Essa tensão nasce de supostas ameaças internas, que podem vir das favelas e as externas, que podem surgir de imigrantes deslocados pelo mundo. O medo acaba formatando uma sociedade paranoica, onde todos são virtualmente perigosos à primeira vista.

Além disso, o nosso conceito de felicidade está cheio de delírios de grandeza, já que em primeiríssimo lugar: o “belo” e o “melhor” pertencem apenas a uma confraria que se intitula de “Very Important Person”. Há criaturas que gastam o que não têm para frequentar o mundo VIP!

Porém, o que é ótimo saber, que encontramos gente com inteligência espiritual em todos os setores sociais, que valorizam a condição humana acima de tudo, como fizeram os grandes mestres da humanidade, orientando as pessoas a não caírem nos esquemas paranoicos dos dias de hoje.

*Por Jackson César Buonocore

 

 

……………………………………………………………
*Fonte: psicologiasdobrasil

Somente 20% dos brasileiros busca conversar com quem pensa muito diferente, aponta pesquisa

Não dá pra negar, as eleições presidenciais de 2018 firmaram um movimento que já vinha acontecendo há um bom par de anos: a polarização e os radicalismos criaram um abismo comunicacional entre nós. Brigamos com familiares, deletamos amigos, fizemos uma peneira nas pessoas que nos cercam. E por mais que, numa primeira olhada, isso pareça bom, a verdade é que também há um lado negativo nesses isolamentos ideológicos. Estamos presos em nossas bolhas.

Nas redes sociais, o fenômeno é bem óbvio: os algoritmos trabalham na criação de malhas ideológicas restritas e inacessíveis a quem pensa diferente. Como resultado, feeds filtrados de acordo com a visão de mundo particular de cada usuário. No ambiente digital, o encontro com ideais e ideias distintos dos nossos está numa decrescente exponencial. Buscamos aquilo que nos agrada e seguimos alimentando esse mecanismo que nos encarcera dentro de nós mesmos. Construímos muros cada vez mais altos e deixamos que, assim, nossa capacidade de dialogar com o outro se atrofie. Mas uma pesquisa recente, realizada pelo site PapodeHomem e Instituto Avon, mostra que há luz, ainda que por ora escassa, no fim do túnel — pelo menos quando os embates tratam de gênero.

Lançado no final de abril, no 6º Fórum Fale sem Medo — um dos principais eventos brasileiros para discutir a violência contra mulheres e meninas — o estudo ouviu mais de nove mil pessoas pelo Brasil. “Queríamos dar continuidade a uma conversa que começou em 2018, durante a campanha 21 dias de Ativismo, o #ComTrato, sobre as violências que não matam, mas matam mesmo assim, e que abordou como tratar com gentileza assuntos e temas importantes para a construção de relações saudáveis. Escolhemos esse tema porque entendemos que para para construir esse mundo é necessário senso de corresponsabilidade. A construção desse senso depende de valores e objetivos compartilhados entre as pessoas, que por sua vez só podem ser construídos por meio do diálogo”, afirma Mafoane Odara, coordenadora de projetos do Instituto Avon. Questionada se a escolha da temática poderia causar resistência do público, Odara explica: “Não estamos propondo diálogos e conversas forçadas, muito pelo contrário, estamos convidando as pessoas para viverem novas experiências na conversa com quem pensa diferente”.

Entre os achados apresentados durante o evento, o dado de que 70% dos entrevistados acredita que conversar com quem pensa muito diferente é algo positivo. “Mas, desse número, apenas 15% das pessoas está no perfil que chamamos ‘Construtoras de pontes’, que são indivíduos que buscam essas conversas com os diferentes, que lêem notícias com opiniões contrárias às suas e apoiam o diálogo. O restante não tem interesse em buscar ativamente esses diálogos ou não sabe como fazê-lo”, explica Guilherme Valadares, fundador do PapodeHomem. Entre os obstáculos estão a agressividade das conversas, apontada por 64% do público, seguida de radicalismo e falta de energia.

“Furar a bolha é estratégia”

A frase, dita pela filósofa Djamila Ribeiro em uma de suas entrevistas, é a folha de rosto do livro gratuito disponibilizado pela pesquisa — com versão para desktop e mobile. A ideia, com a publicação, é não só trazer dados e insights do estudo, mas também ferramentar as pessoas para que coloquem em prática diálogos mais benéficos: “Ele aprofunda os achados da pesquisa e oferece um guia de boas práticas e recomendações bastante específicas e sólidas de aprofundamento. Quem colocar em ação o que sugerimos por lá, com diligência e regularidade, com certeza pode se tornar um ativista da construção de pontes”, diz Valadares.

Os insights também se desdobraram em um minidocumentário, que pode ser assistido online, nos canais do YouTube do PapodeHomem e do Instituto Avon e que tem o objetivo de inspirar debates e rodas de conversa pelo País. No filme, o foco se expande para além de gênero e traz outras discussões importantes, como raça e política.

Em caráter coletivo, vale lembrar do momento político em que estamos inseridas e inseridos. Garantir que pensamentos divergentes coexistam é a pedra basilar de sistemas democráticos. Apesar de enfrentarmos cortes afrontosos em nosso direito de oposição e de exprimir valores dissidentes — vide promessa bolsonarista de acabar com o ativismo —, é urgente que sigamos na vigilância constante para que não tenhamos mais essa liberdade cerceada.

No âmbito privado, no tête-à-tête do dia a dia, é importante ressaltar que conversar com quem pensa diferente — ainda mais em casos explícitos em que há preconceito ou desigualdade — não é tarefa fácil e nem para qualquer pessoa. Requer preparo, estofo emocional, paciência, habilidade de sustentar um campo em que a conversa flua com o mínimo de respeito. É uma competência, no entanto, que pode ser aprimorada por quem tem interesse e coragem. Mesmo que desafiadores, diálogos assim podem ser usados como ferramenta na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Longe de desvalidar iniciativas agressivas e necessárias de ativismo — que estão aí nas ruas garantindo conquistas históricas e também evitando que haja mais reduções nos direitos das minorias —, conversar é uma opção que corre em paralelo e que vez que outra também se encontra com a luta. Porque a construção coletiva requer enfrentamento e pé na porta, sim, mas também requer que nos comuniquemos — inclusive com quem não gostamos.

*Por Gabrielle Estevans

 

………………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

Pais

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Khalil Gibran

Vídeo mostra chineses de zero a 100 anos de idade

O canal Imagine Videoclips reúne uma série de vídeos com a temática “0-100 years”, isto é, filmes que mostram uma pessoa de cada idade, de zero a 100 anos, em diversas partes do mundo – como a China, por exemplo:

O perfil do canal no YouTube apresenta a página da seguinte maneira:“Como nós vivemos, como nós envelhecemos? Do bebê aos mais velhos, nós, seres humanos, somos tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais. Todos nós temos um tempo limitado, portanto gaste-o bem, com respeito ao planeta e todas as criaturas que o habitam. E divirtam-se!”

A versão chinesa do vídeo foi gravada há pouco tempo – em abril deste ano – e mostra bebês, crianças, jovens, adultos e idosos do país. A título de curiosidade, vale mencionar aqui que o aumento da expectativa de vida na China foi o maior já visto nos últimos anos. O número subiu em 42 anos durante um período de tempo de sete anos, chegando a 76,25 anos em 2019. Na frente dela, estão apenas Japão, com 83,98 anos, e Estados Unidos, com 78,69 anos.

Para quem curtiu o projeto, a coleção de 0 a 100 anos já conta com vídeos gravados no Marrocos, França, Espanha, Catalunha e New York, além de versões só com homens e outra só com mulheres. Todas estão disponíveis no canal Imagine Videoclips.

……………………………………………………………………
*Fonte: updateordie

Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar

“Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar “, escreveu Carl Gustav Jung. Na época da opinião, onde tudo é julgado e criticado, muitas vezes sem uma base sólida, sem uma análise prévia e sem um profundo conhecimento da situação, as palavras de Jung assumem maior destaque, tornando-se quase proféticas.

Julgar nos empobrece

Identificar o ato de pensar com o ato de julgar pode nos levar a viver em um mundo distópico mais típico dos cenários imaginados por George Orwell do que da realidade. Quando os julgamentos suplantam o pensamento, qualquer indício se torna evidência, a interpretação subjetiva torna-se uma explicação objetiva e a mera conjectura adquire uma categoria de evidência.

À medida que nos afastamos da realidade e entramos na subjetividade, corremos o risco de confundir nossas opiniões com os fatos, tornando-nos juízes incontestáveis – e bastante parciais – de outros. Essa atitude empobrece o que julgamos e empobrecemos como pessoas.

Quando estamos muito focados em nós mesmos, quando deixamos de acalmar o ego, e ele adquire proporções excessivas, ou simplesmente temos muita pressa para nos impedir de pensar, preferimos julgar. Adicionamos rótulos duplos para catalogar coisas, eventos e pessoas em um espectro limitado de “bom” ou “ruim”, tomando como medida de comparação nossos desejos e expectativas.

Agir como juízes não apenas nos afasta da realidade, mas também nos impede de conhecê-la – e desfrutá-la – em sua riqueza e complexidade, transformando-nos em pessoas hostis – e não muito empáticos. Toda vez que julgamos algo, simplificamos a expressão mínima e fechamos uma porta para o conhecimento. Nós nos tornamos mero animalis iudicantis.

Pensar é um ato enriquecedor

Na sociedade líquida em que vivemos, é muito mais fácil julgar, criticar rapidamente e passar para o próximo julgamento. O que não ressoa em nosso sistema de crenças nós julgamos como inútil ou estúpido e passamos para o seguinte. Na era da gratificação instantânea, o pensamento exige um esforço que muitos não estão dispostos – ou não querem – a assumir.

O problema é que os juízos são tarefas interpretativas que damos a eventos, coisas ou pessoas. Cada julgamento é um rótulo que usamos para atribuir um valor – profundamente tendencioso – já que é um ato subjetivo baseado em nossos preconceitos, crenças e paradigmas. Julgamos com base em nossas experiências pessoais, o que significa que muitas críticas são um ato mais emocional que racional, a expressão de um desejo ou uma decepção.

Pensar, pelo contrário, exija reflexão e análise. Mais uma dose de empatia com o que foi pensado. É necessário separar o emocional dos fatos, lançar luz sobre a subjetividade adotando uma distância psicológica essencial.

Para Platão, o homem sábio é aquele que é capaz de observar tanto o fenômeno quanto sua essência. Uma pessoa sábia é aquela que não apenas analisa as circunstâncias contingentes, que geralmente são mutáveis, mas é capaz de rasgar o véu da superficialidade para alcançar o mais universal e essencial.

Portanto, o ato de pensar tem um enorme potencial enriquecedor. Através do pensamento, tentamos chegar à essência dos fenômenos e das coisas. Vamos além do percebido, superamos essa primeira impressão para mergulhar nas causas, efeitos e relacionamentos mais profundos. Isso exige uma árdua atividade intelectual através da qual crescemos como pessoas e expandimos nossa visão de mundo.

Pensar significa parar. Fazer silêncio. Prestar atenção. Controle o impulso de julgar precipitadamente. Pesar as possibilidades. Aprofundar nas coisas, com racionalidade e da empatia.

O segredo está em “ser curioso, não crítico”, como disse Walt Whitman.

…………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Inteligência Artificial do Google confunde fotos de gorilas com pessoas

Em 2015, o Google recebeu uma avalanche de críticas depois que um de seus algoritmos de reconhecimento de imagem confundiu fotos de gorilas e chimpanzés com seres humanos. A empresa prometeu solucionar o erro. Dois anos depois, descobrimos sua solução. Ela proibiu fotos de gorilas.

Essa é a conclusão alcançada pela revista Wired depois de testar o algoritmo supostamente reprogramado para evitar erros. Efetivamente, a IA é perfeitamente capaz de rotular animais, como babuínos, pandas ou gibões, mas quando o objeto é a foto de um gorila ou chimpanzé, não há nenhum resultado.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

A própria empresa reconheceu que eliminou esses conceitos do algoritmo para evitar problemas e acrescentou que, infelizmente, a IA está longe de ser perfeita e de estar isenta de erros.

Eliminar o conceito de gorila da IA em vez de ensinar a reconhecer esse animal corretamente não parece ser uma solução muito equilibrada. Na verdade, algumas aplicações, como o Google Lens, sofrem com esse problema. O Google Assistant, que usa outros mecanismos de busca, funciona bem nesse sentido.

*Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

 

………………………………………………………………..
*Fonte:

7 Dados irrefutáveis sobre lojas virtuais

Você está começando a empreender na internet? Ainda está com medo se o seu negócio irá prosperar?

Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Nesse sentido, para você que está começando, ou está pensando em como montar a melhor loja virtual , é fundamental conhecer alguns dados sobre o comércio eletrônico brasileiro e sobre as vantagens de se montar uma loja virtual.

Você lembra daquele velho ditado que dizia, contra fatos não há argumentos? Então, é baseado nesse ditado que iremos apresentar os 7 dados irrefutáveis sobre lojas virtuais, então vem comigo.

O faturamento do setor não para de crescer

O faturamento do e-commerce fechou o ano de 2018 apresentando um valor de R$ 53,2 bilhões, uma alta de 12% comparada a 2017 onde o setor faturou R$ 47,7 bilhões. Quando comparamos o ano de 2017 com o ano de 2016 podemos notar um crescimento de aproximadamente 7,5%, o que equivale a dizer que foram quase 20% de crescimento nos dois anos onde a economia brasileira encolheu.

Através de números reais, esse dado comprova que o setor realmente está em franca expansão, e que 2019 continuará nesse ritmo. O faturamento estimado segundo especialistas para esse ano é de R$ 61,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 15% em relação a 2018. Nesse sentido, podemos observar que montar uma loja virtual é algo realmente vantajoso em uma economia que se encontra estagnada. Isso acontece porque, cada dia mais pessoas estão realizando suas compras pela internet e essa tendência não irá parar por aí. Então, se você ainda está em dúvidas sobre montar ou não sua loja virtual, esse é um excelente dado para se levar em consideração.

Lojas como o Shopify, por exemplo, possuem programas de parceria através de trabalho freelancer .

Hábitos de consumo mudando a cada dia

Desde quando foi lançado no Brasil, os Smartfones vêm ganhando cada vez mais espaço em todas as classes sociais. No último ano, 80% dos internautas afirmaram que já fizeram compras através de aplicativos móveis.

O que é mais interessante, é que 61% das pessoas dizem já ter realizado compras através do WhatsApp, sendo que essa é uma plataforma com outra finalidade. Nesse sentido, e diante de tanta inovação tecnológica, as pessoas estarão cada dia mais inseridas na tecnologia, e dessa maneira, passarão a consumir cada vez mais através da internet.

Assim como o spotify acabou com o ramo de gravadoras, e o Netflix praticamente extinguiu todas as vídeos locadoras, muitos negócios irão desaparecer ou se transformar totalmente nos últimos anos, e você não vai ficar de fora dessa né?

Redução de custos para seu negócio

Um outro dado irrefutável sobre lojas virtuais é que elas são capazes de reduzir custos para o seu negócio, deixando o seu preço ainda mais atrativo. Isso acontece porque, em uma loja virtual, você não precisará pagar um aluguel caro de um imóvel no centro da cidade para expor seus produtos. Também reduzirá com água, energia elétrica e custos trabalhistas, pois não precisará de tantos funcionários para fazer o seu negócio girar.

Em uma loja física, você precisaria ter caixa, atendente, fora o pessoal do setor administrativo. Em um e-commerce quando tudo é mais dinâmico e rápido, você mesmo pode fazer toda a operação do seu negócio através de uma tela de computador. Nesse sentido, além da redução com salários, você ainda terá a redução com custos de férias, 13 salário proporcional, 1/3 de férias proporcionais, entre outros custos. Por essa razão, você poderá inclusive diminuir o preço de venda dos seus produtos, possibilitando maior competitividade dentro do mercado.

Melhor gestão de estoques

Um dos principais problemas enfrentados por uma loja de varejo sem dúvidas é a estocagem de produtos. Afinal, uma loja varejista precisa comprar bastantes produtos para colocar em sua área de venda e chamar a atenção dos clientes. Porém, isso gera um custo de capital bastante alto, afinal para colocar uma enorme variedade na área de vendas, não é algo barato. Com isso, o lojista acaba empatando dinheiro bom muitas vezes em mercadoria ruim que acaba não girando e travando o negócio, muitas vezes levando-o para a falência. Já em uma loja virtual, pode-se trabalhar até mesmo com estoque zero dependendo do dinamismo dos seus fornecedores. Isso acontece porque você precisará apenas das fotos e dos dados dos seus produtos que serão disponibilizados online, e caso o seu fornecedor te atenda rapidamente na entrega, você pode inclusive atrelar os pedidos com as compras, evitando dessa maneira estoques ociosos e perca de capital.

Garantia de recebimento

Um outro dado irrefutável do e-commerce é que através dele você conseguirá praticamente zerar a inadimplência da sua empresa. Isso acontece porque em um comércio varejista ainda vemos a velha caderneta dos
fiados, assim como cheques pré-datados. No comércio virtual normalmente o método de recebimento é através de cartão de crédito, ou de plataformas que garantem o recebimento de forma segura como a
pagseguro, mercadopago entre outras. Dessa forma, você ao realizar uma venda pela sua loja virtual não precisará se preocupar com o recebimento do dinheiro, afinal, certamente ele chegará até você.

Nesse sentido, você também estará ganhando, pois a inadimplência muitas vezes acaba prejudicando um negócio ao ponto inclusive de fazê-lo fechar as portas.

Flexibilidade de horários

Um outro fator que demonstra a vantagem das lojas virtuais para as lojas físicas é a flexibilidade de horário.

Um exemplo, em um comércio físico você irá realizar as vendas somente dentro do horário comercial, e se passar desse horário terá que pagar um valor exorbitante de horas extras para os funcionários.

Já, em uma plataforma digital você poderá efetuar vendas em qualquer horário do dia, inclusive, dormindo. Afinal, o seu produto estará lá, disponível para os clientes, 24 horas por dia, podendo dessa forma vender muito mais do que em uma loja com espaço físico. Entretanto, como a concorrência também é maior no setor a necessidade de investir em propagandas é maior, e por essa razão, você deverá dispensar mais tempos e recursos na divulgação do seu comércio eletrônico.

Vender para qualquer lugar do mundo

Um dos fatores que mais limita o comércio físico sem dúvidas é o fator geográfico, e por essa razão, tínhamos sempre a verdadeira impressão de concorrentes que se odiavam.

Afinal, era a verdadeira disputa por território, e quando algum concorrente avançava no seu território significava instantaneamente perca de faturamento para o seu negócio. Com o e-commerce tudo isso mudou, e você poderá vender seus produtos para qualquer lugar do Brasil e do Mundo.

Dessa forma, o concorrente deixa de ser aquele seu inimigo, podendo inclusive trabalhar como aliado em estratégias de divulgação, logística e entrega. Essa transformação digital realmente veio para revolucionar o mercado e as empresas que não se adaptarem rapidamente em pouco tempo acabarão encerrando suas atividades.

*Por Phillip Kling Davi

 

 

………………………………………………………………….
*Fonte: mundogump

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento

A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:

De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior.

Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger e unning pela Cornell University, o efeito Dunning-Kruger tem um distúrbio cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações.

Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na realidade estão muito atrás daquelas que as cercam.
Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu redor.

Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.

Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.

As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente. Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos falta, podemos realmente evoluir.

A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.

Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.

 

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: pensarcontemporaneo

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.

Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

 

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Tome cuidado com as maldades camufladas e com os abraços que apunhalam

“Nem tudo o que lhe dizem é para ajudar, nem todo elogio provém de uma admiração sincera e nem todo mundo que se diz seu amigo realmente quer o seu bem.” (Beatriz Zanzini)

Existe muita gente boa no mundo, mas o que também há de pessoas ruins é incrível. Não se passa um dia sem que nos decepcionemos com alguém, sem que não nos surpreendamos com alguma atitude que não esperaríamos de determinada pessoa, sem que não nos deparemos com alguma manchete absurda nos jornais.

Apesar de sermos seres racionais, muitas vezes agimos irrefletidamente, apenas seguindo o impulso, esquecendo-nos de pensar sobre as consequências do que fazemos, do que dizemos, sem levar em conta os sentimentos alheios. Mesmo sofrendo, mesmo sabendo como dói viver, muitos de nós não nos importamos com a dor do outro, nem mesmo com a dor por nós causada.
Não dá para entender, por exemplo, o prazer que possa trazer a destruição da imagem do outro, mesmo que às custas de inverdades.

Não é raro, nesse sentido, surgirem polêmicas envolvendo quem está se destacando em algum setor da vida, quando se espalham boatos que podem macular a imagem de quem brilha, principalmente na mídia e na política.

Isso se constata rapidamente ao prestarmos atenção nos participantes do programa BBB, que, mal surgem na telinha, já têm seu passado vasculhado e polemizado por internautas. O julgamento do outro parece ser um comportamento recorrente, como se ninguém houvesse errado, como se a perfeição fosse uma possibilidade. O que importa mesmo é acabar com a vida de quem se destaca, porque a muitos é insuportável assistir ao sucesso de quem fez por merecer.
Por essa razão é que devemos ter cuidado com as pessoas, no sentido de nos precavermos de gente ruim, que não sabe ser sincera, que não age sem querer algo em troca.

Há muitas pessoas que são infelizes e não suportam que ninguém mais seja feliz. Invejam o outro e, em vez de tentar conquistar e chegar lá onde a pessoa está, apenas tentam destruir quem é feliz.

É preciso, pois, cautela – como nos ensinam as escrituras, “orai e vigiai”.

*Por Marcel Camargo

 

…………………………………………………………….
*Fonte: osegredo

12 mulheres mais importantes da Ciência

Há muitas mulheres que ajudaram muito a ciência, mesmo que elas no passado não tenham tido as mesmas oportunidades dos homens para entrar nesses segmentos, algumas conseguiram não somente atuar como cientistas, como ainda se destacaram na história da tecnologia.

1 – Ada Lovelace
Filha do poeta ícone do romantismo, Lord Byron. Ele abandonou Ada e sua mãe, quando a menina nasceu, pois ele não queria uma filha e sim um filho. Ela aprendeu com sua mãe a matemática desde de muito nova, ela não queria que Ada desenvolvesse a “insanidade” do pai.

Ada é conhecida por ser a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

2 – Marie Curie
Conhecida como a “mãe da Física Moderna”. Marie Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911.

3 – Edith Clarke
Edith Clarke inicialmente se graduou em matemática e astronomia (1908), onde lecionou matemática por 3 anos. Mas sua paixão pelas exatas fez com que em 1911, se matriculasse em engenharia mecânica na Universidade de Wisconsin em Nova York.

Ela foi a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no MIT. Após sua formação, Clarke trabalhou como engenheira da General Electric, onde desenvolveu uma “calculadora gráfica”. Este dispositivo foi usado para resolver problemas da linha de transmissão de energia elétrica.

4 – Hipátia de Alexandria
Foi a primeira mulher a realizar uma grande contribuição no desenvolvimento da matemática. Ela é essencial nessa lista por ser uma precursora feminina na ciência. Ela nasceu no ano 370, na Alexandria (Egito) e faleceu em 416, quando suas pesquisas em filosofia, física e astronomia foram consideradas como uma heresia por um grupo de cristãos. Devido a isso foi assassinada brutalmente. Desde então, Hipátia foi considerada um símbolo da ciência contra a irracionalidade da religião.

5 – Maria Gaetana Agnesi
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

6 – Florence Sabin
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres.

7 – Marie-Sophie Germain
Foi uma estudiosa da matemática nascida em 1776 que, na época da Revolução Francesa, ficou confinada em casa, começou a ler os livros de seu pai sobre matemática e se apaixonou pelos números.

Ela teve que convencer seus pais para continuar seus estudos, pois naquela época matemática não era para mulheres. Sozinha, contribuiu com a teoria da elasticidade e com a resolução do Último Teorema de Fermat, desenvolvido por Pierre Fermat em 1637, mas que só foi aprovado em 1993 com o nome de “Números Primos de Sophie Germain”.

8 – Amalie Emmy Noether
Pode ser considerada a mulher mais importante na história da matemática, até Einstein a considerava. Ela foi muito importante para o desenvolvimento da física teoria e a álgebra abstrata. Ao longo de sua vida, realizou aproximadamente 40 publicações de grande relevância para a ciência.

9 – Rosalinda Franklin
Nasceu em 1920 em Londres e morreu em 1958, foi biofísica e cristalógrafa, com participação crucial na compreensão da estrutura do DNA. Graças a seus estudos, foi possível observar a estrutura do DNA mediante imagens conseguidas através de Raio X e não foi reconhecida por suas descobertas.

10 – Gertrude Belle Elion
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.

11 – Elizabeth Arden
A enfermeira começou sua carreira criando cremes para queimaduras em sua própria cozinha, usando leite e gordura. Logo, passou a buscar a receita do creme hidratante perfeito. E assim nascia a Elizabeth Arden, uma das mais valiosas empresas de cosméticos da atualidade.

12 – Hildegard de Bingen
Hildegard de Bingen escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

Gertrude Belle Elion, Marie Curie, Ada Lovelace e Edith Clarke

……………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

A psicologia da resiliência: prosperando na adversidade

“A excelência murcha sem um adversário”.


Seneca, cartas de um estóico

A vida nos traz uma abundância de obstáculos e adversidades e assim, alguém poderia pensar, a mera passagem do tempo nos ensinaria a lidar de forma lucrativa com os desafios que cruzam nosso caminho. Mas o tempo apenas ensina os que estão dispostos e, portanto, muitos de nós estão extremamente despreparados para a vida. Um dos principais culpados por essa fraqueza nos dias atuais é a proliferação de uma mentalidade de vítima. Ser vítima é agora visto como um distintivo de honra. Mas se quisermos florescer e nos tornarmos o que Nietzsche chamou de “o verdadeiro timoneiro da nossa existência” ( Nietzsche, Meditações Inoportunas ), precisamos nos separar desse espírito impotente da época, assumir a responsabilidade por nossa vida e aprender a encarar ao que nos é apresentado.

Para conseguir esse feito, a resiliência psicológica é crucial. Precisamos aprender a emergir dos desafios da vida não mais fracos e mais apáticos, como a vítima perpétua, mas mais fortes e mais sábios. Ou como o antigo filósofo estóico Epicteto explicou:

“Toda dificuldade na vida nos apresenta uma oportunidade de nos voltarmos e de invocar nossos próprios recursos interiores submersos. Os ensaios que suportamos podem e devem nos apresentar aos nossos pontos fortes … Aprofundar. Você possui pontos fortes que você pode não perceber que tem. Encontre o caminho certo. Use-o.”

Epicteto, a arte de viver

Ao cultivar a resiliência, é necessário descartar a crença de que é melhor evitar obstáculos devido ao estresse que eles evocam. Pois, como os psicólogos estão descobrindo, nem todas as formas de estresse são iguais; alguns, de fato, são componentes cruciais de uma mente e um corpo florescentes.

“A ciência mais recente revela que o estresse pode torná-lo mais inteligente, mais forte e mais bem-sucedido. Isso ajuda você a aprender e crescer ”.

Kelly McGonigal, o lado positivo do estresse

Se o estresse em nossa vida é prejudicial ou benéfico depende de como reagimos a ele. Se acreditamos que as barreiras diante de nós são muito pesadas e uma ameaça ao nosso bem-estar, o estresse que elas provocam é prejudicial à nossa saúde. Mas se adotarmos uma “resposta de desafio” (Kelly McGonigal) – percebendo-as como problemas a serem resolvidos em busca do sucesso e crescimento – a tensão que experimentamos age como um companheiro construtivo; isso nos leva à ação.

Muitas pessoas sonham em viver uma vida livre de estresse; mas na realidade tal vida seria insuportavelmente chata. Para florescer, não devemos evitar dificuldades. Em vez disso, devemos adotar uma atitude mais competitiva em relação à nossa existência – uma vida de agon, como os gregos antigos a chamavam – e em quaisquer domínios aos quais nos dedicamos, nosso objetivo deve ser a excelência. Viver dessa maneira exigirá uma abundância de desafios e, portanto, o tipo de estresse significativo e luta que precisamos para sentir a vida vale a pena ser vivido.

Ou como o escritor e médico Boris Cyrulnik escreveu:

“A pior forma de estresse é a ausência de estresse, porque a sensação de que não há vida antes da morte dá origem a um sentimento de vazio em desespero diante do vazio.”

Boris Cyrulnik, Resiliência

Mas desenvolver a resiliência não é apenas uma questão de buscar estresse e lutar a serviço de fins significativos. Devemos também aprender a lidar com as formas mais severas de adversidade que ninguém em sã consciência convida voluntariamente à vida. Embora gostemos de acreditar que reviravoltas cruéis do destino só acontecem com os outros, quanto mais tempo vivermos, maior é a probabilidade de que tal momento nos sobreviva. Seria ideal se Nietzsche estivesse dizendo: “Aquilo que não mata você o torna mais forte” ( Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos ) era verdadeiro para todos. Mas a adversidade severa tende a destruir mais pessoas do que eleva. Então, como podemos ser um dos poucos que não são maltratados e quebrados pelos períodos mais angustiantes da vida?

Uma técnica que podemos usar para obter esse tipo de resiliência é o que os estóicos chamam de “premeditação dos males”. Em vez de viver com um otimismo ingênuo de que tudo vai dar certo no final, devemos meditar periodicamente para perder as coisas que mais apreciamos. Eles pensaram que, se criarmos o hábito de visualizar o fracasso da carreira ou do relacionamento, a doença, a traição ou até a morte, nos tornaremos semelhantes ao rei que fortalece seu reino da invasão. Com o tempo, desenvolveremos uma armadura psicológica para nos ajudar a suportar as dificuldades da vida. “Ele rouba os males presentes de seu poder que perceberam sua vinda de antemão.” ( Sêneca, Cartas de um Estóico ) escreveu Sêneca. Ou como ele explicou ainda:

“Todo mundo se aproxima de um perigo com mais coragem se tiver preparado antecipadamente como enfrentá-lo. Qualquer um pode suportar melhor as dificuldades se já tiver praticado como lidar com elas. Pessoas que estão despreparadas podem ficar desequilibradas até mesmo pelas menores coisas. ”

Sêneca, cartas morais para Lucílio

Muitos fogem desta prática acreditando que meditar no lado negro da vida produzirá um pessimismo sombrio. Afinal, não é melhor permanecer no lado mais ensolarado da vida? Embora seja comum em nossos dias assumir isso, nem todas as culturas aderiram a essa visão. Na verdade, duas das eras de ouro da história – Atenas Antiga e Inglaterra Elisabetana – foram infundidas com um “senso de vida trágico”. Como observou a classicista Edith Hamilton, do século XX, eles tinham uma percepção lúcida de que a vida humana está “ligada ao mal e que a injustiça [é] da natureza das coisas”. ( Edith Hamilton, The Greek WayNo entanto, apesar de sua propensão a meditar sobre os males da existência, essas idades também foram permeadas com grande produtividade e desejo pela vida. Parece que ao nos tornarmos conscientes e mais receptivos às possibilidades mais sombrias da vida, não apenas cultivamos a resiliência, mas também nos tornamos mais plenamente vivos. Pois, como Edith Hamilton explicou:

“O que esses dois períodos tinham em comum, dois mil anos e mais separados no tempo… pode nos dar alguma pista da natureza da tragédia, pois longe de serem períodos de trevas e derrotas cada um era um tempo em que a vida era vista exaltada de possibilidades ilimitadas e insondáveis. O mundo era um lugar de admiração; a humanidade era bela; a vida era vivida na crista da onda. Mais do que tudo, a alegria pungente do heroísmo havia despertado o coração dos homens. Não é coisa para tragédia, você diria? Mas na crista da onda deve-se sentir tragicamente ou alegremente; Ninguém pode se sentir indiferente ”.

Edith Hamilton, o caminho grego

Desenvolver a resiliência não é claramente para os fracos de coração – mas também não é muito para a vida. Assim, para nos dar a melhor chance de não apenas duradouros, mas prósperos, devemos resistir às tentações da vitimização e tentar nos comportar mais como um filósofo, no sentido antigo.

“Ser um filósofo não é meramente ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola … é resolver alguns dos problemas da vida, não só teoricamente, mas na prática”.

Henry David Thoreau, Walden

Pois talvez o problema mais crítico da vida seja como permanecer forte e afirmativo em meio aos muitos fardos e golpes da vida. E para resolver esse problema, não apenas a sabedoria, mas o cultivo da resiliência, é necessário. Ou como o antigo Epicteto Estóico aconselhou:

“Tome exemplo dos mestres de wrestling. O menino caiu? Levante-se, novamente, eles dizem; lute novamente até que você tenha se fortalecido. Esse é o tipo de atitude que você deveria ter… Pois tanto a ruína quanto a salvação têm sua fonte dentro de você ”.

Epicteto, Discursos

 

………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo