Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar

“Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar “, escreveu Carl Gustav Jung. Na época da opinião, onde tudo é julgado e criticado, muitas vezes sem uma base sólida, sem uma análise prévia e sem um profundo conhecimento da situação, as palavras de Jung assumem maior destaque, tornando-se quase proféticas.

Julgar nos empobrece

Identificar o ato de pensar com o ato de julgar pode nos levar a viver em um mundo distópico mais típico dos cenários imaginados por George Orwell do que da realidade. Quando os julgamentos suplantam o pensamento, qualquer indício se torna evidência, a interpretação subjetiva torna-se uma explicação objetiva e a mera conjectura adquire uma categoria de evidência.

À medida que nos afastamos da realidade e entramos na subjetividade, corremos o risco de confundir nossas opiniões com os fatos, tornando-nos juízes incontestáveis – e bastante parciais – de outros. Essa atitude empobrece o que julgamos e empobrecemos como pessoas.

Quando estamos muito focados em nós mesmos, quando deixamos de acalmar o ego, e ele adquire proporções excessivas, ou simplesmente temos muita pressa para nos impedir de pensar, preferimos julgar. Adicionamos rótulos duplos para catalogar coisas, eventos e pessoas em um espectro limitado de “bom” ou “ruim”, tomando como medida de comparação nossos desejos e expectativas.

Agir como juízes não apenas nos afasta da realidade, mas também nos impede de conhecê-la – e desfrutá-la – em sua riqueza e complexidade, transformando-nos em pessoas hostis – e não muito empáticos. Toda vez que julgamos algo, simplificamos a expressão mínima e fechamos uma porta para o conhecimento. Nós nos tornamos mero animalis iudicantis.

Pensar é um ato enriquecedor

Na sociedade líquida em que vivemos, é muito mais fácil julgar, criticar rapidamente e passar para o próximo julgamento. O que não ressoa em nosso sistema de crenças nós julgamos como inútil ou estúpido e passamos para o seguinte. Na era da gratificação instantânea, o pensamento exige um esforço que muitos não estão dispostos – ou não querem – a assumir.

O problema é que os juízos são tarefas interpretativas que damos a eventos, coisas ou pessoas. Cada julgamento é um rótulo que usamos para atribuir um valor – profundamente tendencioso – já que é um ato subjetivo baseado em nossos preconceitos, crenças e paradigmas. Julgamos com base em nossas experiências pessoais, o que significa que muitas críticas são um ato mais emocional que racional, a expressão de um desejo ou uma decepção.

Pensar, pelo contrário, exija reflexão e análise. Mais uma dose de empatia com o que foi pensado. É necessário separar o emocional dos fatos, lançar luz sobre a subjetividade adotando uma distância psicológica essencial.

Para Platão, o homem sábio é aquele que é capaz de observar tanto o fenômeno quanto sua essência. Uma pessoa sábia é aquela que não apenas analisa as circunstâncias contingentes, que geralmente são mutáveis, mas é capaz de rasgar o véu da superficialidade para alcançar o mais universal e essencial.

Portanto, o ato de pensar tem um enorme potencial enriquecedor. Através do pensamento, tentamos chegar à essência dos fenômenos e das coisas. Vamos além do percebido, superamos essa primeira impressão para mergulhar nas causas, efeitos e relacionamentos mais profundos. Isso exige uma árdua atividade intelectual através da qual crescemos como pessoas e expandimos nossa visão de mundo.

Pensar significa parar. Fazer silêncio. Prestar atenção. Controle o impulso de julgar precipitadamente. Pesar as possibilidades. Aprofundar nas coisas, com racionalidade e da empatia.

O segredo está em “ser curioso, não crítico”, como disse Walt Whitman.

…………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Inteligência Artificial do Google confunde fotos de gorilas com pessoas

Em 2015, o Google recebeu uma avalanche de críticas depois que um de seus algoritmos de reconhecimento de imagem confundiu fotos de gorilas e chimpanzés com seres humanos. A empresa prometeu solucionar o erro. Dois anos depois, descobrimos sua solução. Ela proibiu fotos de gorilas.

Essa é a conclusão alcançada pela revista Wired depois de testar o algoritmo supostamente reprogramado para evitar erros. Efetivamente, a IA é perfeitamente capaz de rotular animais, como babuínos, pandas ou gibões, mas quando o objeto é a foto de um gorila ou chimpanzé, não há nenhum resultado.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

A própria empresa reconheceu que eliminou esses conceitos do algoritmo para evitar problemas e acrescentou que, infelizmente, a IA está longe de ser perfeita e de estar isenta de erros.

Eliminar o conceito de gorila da IA em vez de ensinar a reconhecer esse animal corretamente não parece ser uma solução muito equilibrada. Na verdade, algumas aplicações, como o Google Lens, sofrem com esse problema. O Google Assistant, que usa outros mecanismos de busca, funciona bem nesse sentido.

*Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

 

………………………………………………………………..
*Fonte:

7 Dados irrefutáveis sobre lojas virtuais

Você está começando a empreender na internet? Ainda está com medo se o seu negócio irá prosperar?

Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Nesse sentido, para você que está começando, ou está pensando em como montar a melhor loja virtual , é fundamental conhecer alguns dados sobre o comércio eletrônico brasileiro e sobre as vantagens de se montar uma loja virtual.

Você lembra daquele velho ditado que dizia, contra fatos não há argumentos? Então, é baseado nesse ditado que iremos apresentar os 7 dados irrefutáveis sobre lojas virtuais, então vem comigo.

O faturamento do setor não para de crescer

O faturamento do e-commerce fechou o ano de 2018 apresentando um valor de R$ 53,2 bilhões, uma alta de 12% comparada a 2017 onde o setor faturou R$ 47,7 bilhões. Quando comparamos o ano de 2017 com o ano de 2016 podemos notar um crescimento de aproximadamente 7,5%, o que equivale a dizer que foram quase 20% de crescimento nos dois anos onde a economia brasileira encolheu.

Através de números reais, esse dado comprova que o setor realmente está em franca expansão, e que 2019 continuará nesse ritmo. O faturamento estimado segundo especialistas para esse ano é de R$ 61,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 15% em relação a 2018. Nesse sentido, podemos observar que montar uma loja virtual é algo realmente vantajoso em uma economia que se encontra estagnada. Isso acontece porque, cada dia mais pessoas estão realizando suas compras pela internet e essa tendência não irá parar por aí. Então, se você ainda está em dúvidas sobre montar ou não sua loja virtual, esse é um excelente dado para se levar em consideração.

Lojas como o Shopify, por exemplo, possuem programas de parceria através de trabalho freelancer .

Hábitos de consumo mudando a cada dia

Desde quando foi lançado no Brasil, os Smartfones vêm ganhando cada vez mais espaço em todas as classes sociais. No último ano, 80% dos internautas afirmaram que já fizeram compras através de aplicativos móveis.

O que é mais interessante, é que 61% das pessoas dizem já ter realizado compras através do WhatsApp, sendo que essa é uma plataforma com outra finalidade. Nesse sentido, e diante de tanta inovação tecnológica, as pessoas estarão cada dia mais inseridas na tecnologia, e dessa maneira, passarão a consumir cada vez mais através da internet.

Assim como o spotify acabou com o ramo de gravadoras, e o Netflix praticamente extinguiu todas as vídeos locadoras, muitos negócios irão desaparecer ou se transformar totalmente nos últimos anos, e você não vai ficar de fora dessa né?

Redução de custos para seu negócio

Um outro dado irrefutável sobre lojas virtuais é que elas são capazes de reduzir custos para o seu negócio, deixando o seu preço ainda mais atrativo. Isso acontece porque, em uma loja virtual, você não precisará pagar um aluguel caro de um imóvel no centro da cidade para expor seus produtos. Também reduzirá com água, energia elétrica e custos trabalhistas, pois não precisará de tantos funcionários para fazer o seu negócio girar.

Em uma loja física, você precisaria ter caixa, atendente, fora o pessoal do setor administrativo. Em um e-commerce quando tudo é mais dinâmico e rápido, você mesmo pode fazer toda a operação do seu negócio através de uma tela de computador. Nesse sentido, além da redução com salários, você ainda terá a redução com custos de férias, 13 salário proporcional, 1/3 de férias proporcionais, entre outros custos. Por essa razão, você poderá inclusive diminuir o preço de venda dos seus produtos, possibilitando maior competitividade dentro do mercado.

Melhor gestão de estoques

Um dos principais problemas enfrentados por uma loja de varejo sem dúvidas é a estocagem de produtos. Afinal, uma loja varejista precisa comprar bastantes produtos para colocar em sua área de venda e chamar a atenção dos clientes. Porém, isso gera um custo de capital bastante alto, afinal para colocar uma enorme variedade na área de vendas, não é algo barato. Com isso, o lojista acaba empatando dinheiro bom muitas vezes em mercadoria ruim que acaba não girando e travando o negócio, muitas vezes levando-o para a falência. Já em uma loja virtual, pode-se trabalhar até mesmo com estoque zero dependendo do dinamismo dos seus fornecedores. Isso acontece porque você precisará apenas das fotos e dos dados dos seus produtos que serão disponibilizados online, e caso o seu fornecedor te atenda rapidamente na entrega, você pode inclusive atrelar os pedidos com as compras, evitando dessa maneira estoques ociosos e perca de capital.

Garantia de recebimento

Um outro dado irrefutável do e-commerce é que através dele você conseguirá praticamente zerar a inadimplência da sua empresa. Isso acontece porque em um comércio varejista ainda vemos a velha caderneta dos
fiados, assim como cheques pré-datados. No comércio virtual normalmente o método de recebimento é através de cartão de crédito, ou de plataformas que garantem o recebimento de forma segura como a
pagseguro, mercadopago entre outras. Dessa forma, você ao realizar uma venda pela sua loja virtual não precisará se preocupar com o recebimento do dinheiro, afinal, certamente ele chegará até você.

Nesse sentido, você também estará ganhando, pois a inadimplência muitas vezes acaba prejudicando um negócio ao ponto inclusive de fazê-lo fechar as portas.

Flexibilidade de horários

Um outro fator que demonstra a vantagem das lojas virtuais para as lojas físicas é a flexibilidade de horário.

Um exemplo, em um comércio físico você irá realizar as vendas somente dentro do horário comercial, e se passar desse horário terá que pagar um valor exorbitante de horas extras para os funcionários.

Já, em uma plataforma digital você poderá efetuar vendas em qualquer horário do dia, inclusive, dormindo. Afinal, o seu produto estará lá, disponível para os clientes, 24 horas por dia, podendo dessa forma vender muito mais do que em uma loja com espaço físico. Entretanto, como a concorrência também é maior no setor a necessidade de investir em propagandas é maior, e por essa razão, você deverá dispensar mais tempos e recursos na divulgação do seu comércio eletrônico.

Vender para qualquer lugar do mundo

Um dos fatores que mais limita o comércio físico sem dúvidas é o fator geográfico, e por essa razão, tínhamos sempre a verdadeira impressão de concorrentes que se odiavam.

Afinal, era a verdadeira disputa por território, e quando algum concorrente avançava no seu território significava instantaneamente perca de faturamento para o seu negócio. Com o e-commerce tudo isso mudou, e você poderá vender seus produtos para qualquer lugar do Brasil e do Mundo.

Dessa forma, o concorrente deixa de ser aquele seu inimigo, podendo inclusive trabalhar como aliado em estratégias de divulgação, logística e entrega. Essa transformação digital realmente veio para revolucionar o mercado e as empresas que não se adaptarem rapidamente em pouco tempo acabarão encerrando suas atividades.

*Por Phillip Kling Davi

 

 

………………………………………………………………….
*Fonte: mundogump

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento

A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:

De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior.

Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger e unning pela Cornell University, o efeito Dunning-Kruger tem um distúrbio cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações.

Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na realidade estão muito atrás daquelas que as cercam.
Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu redor.

Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.

Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.

As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente. Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos falta, podemos realmente evoluir.

A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.

Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.

 

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: pensarcontemporaneo

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.

Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

 

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Tome cuidado com as maldades camufladas e com os abraços que apunhalam

“Nem tudo o que lhe dizem é para ajudar, nem todo elogio provém de uma admiração sincera e nem todo mundo que se diz seu amigo realmente quer o seu bem.” (Beatriz Zanzini)

Existe muita gente boa no mundo, mas o que também há de pessoas ruins é incrível. Não se passa um dia sem que nos decepcionemos com alguém, sem que não nos surpreendamos com alguma atitude que não esperaríamos de determinada pessoa, sem que não nos deparemos com alguma manchete absurda nos jornais.

Apesar de sermos seres racionais, muitas vezes agimos irrefletidamente, apenas seguindo o impulso, esquecendo-nos de pensar sobre as consequências do que fazemos, do que dizemos, sem levar em conta os sentimentos alheios. Mesmo sofrendo, mesmo sabendo como dói viver, muitos de nós não nos importamos com a dor do outro, nem mesmo com a dor por nós causada.
Não dá para entender, por exemplo, o prazer que possa trazer a destruição da imagem do outro, mesmo que às custas de inverdades.

Não é raro, nesse sentido, surgirem polêmicas envolvendo quem está se destacando em algum setor da vida, quando se espalham boatos que podem macular a imagem de quem brilha, principalmente na mídia e na política.

Isso se constata rapidamente ao prestarmos atenção nos participantes do programa BBB, que, mal surgem na telinha, já têm seu passado vasculhado e polemizado por internautas. O julgamento do outro parece ser um comportamento recorrente, como se ninguém houvesse errado, como se a perfeição fosse uma possibilidade. O que importa mesmo é acabar com a vida de quem se destaca, porque a muitos é insuportável assistir ao sucesso de quem fez por merecer.
Por essa razão é que devemos ter cuidado com as pessoas, no sentido de nos precavermos de gente ruim, que não sabe ser sincera, que não age sem querer algo em troca.

Há muitas pessoas que são infelizes e não suportam que ninguém mais seja feliz. Invejam o outro e, em vez de tentar conquistar e chegar lá onde a pessoa está, apenas tentam destruir quem é feliz.

É preciso, pois, cautela – como nos ensinam as escrituras, “orai e vigiai”.

*Por Marcel Camargo

 

…………………………………………………………….
*Fonte: osegredo

12 mulheres mais importantes da Ciência

Há muitas mulheres que ajudaram muito a ciência, mesmo que elas no passado não tenham tido as mesmas oportunidades dos homens para entrar nesses segmentos, algumas conseguiram não somente atuar como cientistas, como ainda se destacaram na história da tecnologia.

1 – Ada Lovelace
Filha do poeta ícone do romantismo, Lord Byron. Ele abandonou Ada e sua mãe, quando a menina nasceu, pois ele não queria uma filha e sim um filho. Ela aprendeu com sua mãe a matemática desde de muito nova, ela não queria que Ada desenvolvesse a “insanidade” do pai.

Ada é conhecida por ser a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

2 – Marie Curie
Conhecida como a “mãe da Física Moderna”. Marie Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911.

3 – Edith Clarke
Edith Clarke inicialmente se graduou em matemática e astronomia (1908), onde lecionou matemática por 3 anos. Mas sua paixão pelas exatas fez com que em 1911, se matriculasse em engenharia mecânica na Universidade de Wisconsin em Nova York.

Ela foi a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no MIT. Após sua formação, Clarke trabalhou como engenheira da General Electric, onde desenvolveu uma “calculadora gráfica”. Este dispositivo foi usado para resolver problemas da linha de transmissão de energia elétrica.

4 – Hipátia de Alexandria
Foi a primeira mulher a realizar uma grande contribuição no desenvolvimento da matemática. Ela é essencial nessa lista por ser uma precursora feminina na ciência. Ela nasceu no ano 370, na Alexandria (Egito) e faleceu em 416, quando suas pesquisas em filosofia, física e astronomia foram consideradas como uma heresia por um grupo de cristãos. Devido a isso foi assassinada brutalmente. Desde então, Hipátia foi considerada um símbolo da ciência contra a irracionalidade da religião.

5 – Maria Gaetana Agnesi
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

6 – Florence Sabin
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres.

7 – Marie-Sophie Germain
Foi uma estudiosa da matemática nascida em 1776 que, na época da Revolução Francesa, ficou confinada em casa, começou a ler os livros de seu pai sobre matemática e se apaixonou pelos números.

Ela teve que convencer seus pais para continuar seus estudos, pois naquela época matemática não era para mulheres. Sozinha, contribuiu com a teoria da elasticidade e com a resolução do Último Teorema de Fermat, desenvolvido por Pierre Fermat em 1637, mas que só foi aprovado em 1993 com o nome de “Números Primos de Sophie Germain”.

8 – Amalie Emmy Noether
Pode ser considerada a mulher mais importante na história da matemática, até Einstein a considerava. Ela foi muito importante para o desenvolvimento da física teoria e a álgebra abstrata. Ao longo de sua vida, realizou aproximadamente 40 publicações de grande relevância para a ciência.

9 – Rosalinda Franklin
Nasceu em 1920 em Londres e morreu em 1958, foi biofísica e cristalógrafa, com participação crucial na compreensão da estrutura do DNA. Graças a seus estudos, foi possível observar a estrutura do DNA mediante imagens conseguidas através de Raio X e não foi reconhecida por suas descobertas.

10 – Gertrude Belle Elion
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.

11 – Elizabeth Arden
A enfermeira começou sua carreira criando cremes para queimaduras em sua própria cozinha, usando leite e gordura. Logo, passou a buscar a receita do creme hidratante perfeito. E assim nascia a Elizabeth Arden, uma das mais valiosas empresas de cosméticos da atualidade.

12 – Hildegard de Bingen
Hildegard de Bingen escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

Gertrude Belle Elion, Marie Curie, Ada Lovelace e Edith Clarke

……………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

A psicologia da resiliência: prosperando na adversidade

“A excelência murcha sem um adversário”.


Seneca, cartas de um estóico

A vida nos traz uma abundância de obstáculos e adversidades e assim, alguém poderia pensar, a mera passagem do tempo nos ensinaria a lidar de forma lucrativa com os desafios que cruzam nosso caminho. Mas o tempo apenas ensina os que estão dispostos e, portanto, muitos de nós estão extremamente despreparados para a vida. Um dos principais culpados por essa fraqueza nos dias atuais é a proliferação de uma mentalidade de vítima. Ser vítima é agora visto como um distintivo de honra. Mas se quisermos florescer e nos tornarmos o que Nietzsche chamou de “o verdadeiro timoneiro da nossa existência” ( Nietzsche, Meditações Inoportunas ), precisamos nos separar desse espírito impotente da época, assumir a responsabilidade por nossa vida e aprender a encarar ao que nos é apresentado.

Para conseguir esse feito, a resiliência psicológica é crucial. Precisamos aprender a emergir dos desafios da vida não mais fracos e mais apáticos, como a vítima perpétua, mas mais fortes e mais sábios. Ou como o antigo filósofo estóico Epicteto explicou:

“Toda dificuldade na vida nos apresenta uma oportunidade de nos voltarmos e de invocar nossos próprios recursos interiores submersos. Os ensaios que suportamos podem e devem nos apresentar aos nossos pontos fortes … Aprofundar. Você possui pontos fortes que você pode não perceber que tem. Encontre o caminho certo. Use-o.”

Epicteto, a arte de viver

Ao cultivar a resiliência, é necessário descartar a crença de que é melhor evitar obstáculos devido ao estresse que eles evocam. Pois, como os psicólogos estão descobrindo, nem todas as formas de estresse são iguais; alguns, de fato, são componentes cruciais de uma mente e um corpo florescentes.

“A ciência mais recente revela que o estresse pode torná-lo mais inteligente, mais forte e mais bem-sucedido. Isso ajuda você a aprender e crescer ”.

Kelly McGonigal, o lado positivo do estresse

Se o estresse em nossa vida é prejudicial ou benéfico depende de como reagimos a ele. Se acreditamos que as barreiras diante de nós são muito pesadas e uma ameaça ao nosso bem-estar, o estresse que elas provocam é prejudicial à nossa saúde. Mas se adotarmos uma “resposta de desafio” (Kelly McGonigal) – percebendo-as como problemas a serem resolvidos em busca do sucesso e crescimento – a tensão que experimentamos age como um companheiro construtivo; isso nos leva à ação.

Muitas pessoas sonham em viver uma vida livre de estresse; mas na realidade tal vida seria insuportavelmente chata. Para florescer, não devemos evitar dificuldades. Em vez disso, devemos adotar uma atitude mais competitiva em relação à nossa existência – uma vida de agon, como os gregos antigos a chamavam – e em quaisquer domínios aos quais nos dedicamos, nosso objetivo deve ser a excelência. Viver dessa maneira exigirá uma abundância de desafios e, portanto, o tipo de estresse significativo e luta que precisamos para sentir a vida vale a pena ser vivido.

Ou como o escritor e médico Boris Cyrulnik escreveu:

“A pior forma de estresse é a ausência de estresse, porque a sensação de que não há vida antes da morte dá origem a um sentimento de vazio em desespero diante do vazio.”

Boris Cyrulnik, Resiliência

Mas desenvolver a resiliência não é apenas uma questão de buscar estresse e lutar a serviço de fins significativos. Devemos também aprender a lidar com as formas mais severas de adversidade que ninguém em sã consciência convida voluntariamente à vida. Embora gostemos de acreditar que reviravoltas cruéis do destino só acontecem com os outros, quanto mais tempo vivermos, maior é a probabilidade de que tal momento nos sobreviva. Seria ideal se Nietzsche estivesse dizendo: “Aquilo que não mata você o torna mais forte” ( Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos ) era verdadeiro para todos. Mas a adversidade severa tende a destruir mais pessoas do que eleva. Então, como podemos ser um dos poucos que não são maltratados e quebrados pelos períodos mais angustiantes da vida?

Uma técnica que podemos usar para obter esse tipo de resiliência é o que os estóicos chamam de “premeditação dos males”. Em vez de viver com um otimismo ingênuo de que tudo vai dar certo no final, devemos meditar periodicamente para perder as coisas que mais apreciamos. Eles pensaram que, se criarmos o hábito de visualizar o fracasso da carreira ou do relacionamento, a doença, a traição ou até a morte, nos tornaremos semelhantes ao rei que fortalece seu reino da invasão. Com o tempo, desenvolveremos uma armadura psicológica para nos ajudar a suportar as dificuldades da vida. “Ele rouba os males presentes de seu poder que perceberam sua vinda de antemão.” ( Sêneca, Cartas de um Estóico ) escreveu Sêneca. Ou como ele explicou ainda:

“Todo mundo se aproxima de um perigo com mais coragem se tiver preparado antecipadamente como enfrentá-lo. Qualquer um pode suportar melhor as dificuldades se já tiver praticado como lidar com elas. Pessoas que estão despreparadas podem ficar desequilibradas até mesmo pelas menores coisas. ”

Sêneca, cartas morais para Lucílio

Muitos fogem desta prática acreditando que meditar no lado negro da vida produzirá um pessimismo sombrio. Afinal, não é melhor permanecer no lado mais ensolarado da vida? Embora seja comum em nossos dias assumir isso, nem todas as culturas aderiram a essa visão. Na verdade, duas das eras de ouro da história – Atenas Antiga e Inglaterra Elisabetana – foram infundidas com um “senso de vida trágico”. Como observou a classicista Edith Hamilton, do século XX, eles tinham uma percepção lúcida de que a vida humana está “ligada ao mal e que a injustiça [é] da natureza das coisas”. ( Edith Hamilton, The Greek WayNo entanto, apesar de sua propensão a meditar sobre os males da existência, essas idades também foram permeadas com grande produtividade e desejo pela vida. Parece que ao nos tornarmos conscientes e mais receptivos às possibilidades mais sombrias da vida, não apenas cultivamos a resiliência, mas também nos tornamos mais plenamente vivos. Pois, como Edith Hamilton explicou:

“O que esses dois períodos tinham em comum, dois mil anos e mais separados no tempo… pode nos dar alguma pista da natureza da tragédia, pois longe de serem períodos de trevas e derrotas cada um era um tempo em que a vida era vista exaltada de possibilidades ilimitadas e insondáveis. O mundo era um lugar de admiração; a humanidade era bela; a vida era vivida na crista da onda. Mais do que tudo, a alegria pungente do heroísmo havia despertado o coração dos homens. Não é coisa para tragédia, você diria? Mas na crista da onda deve-se sentir tragicamente ou alegremente; Ninguém pode se sentir indiferente ”.

Edith Hamilton, o caminho grego

Desenvolver a resiliência não é claramente para os fracos de coração – mas também não é muito para a vida. Assim, para nos dar a melhor chance de não apenas duradouros, mas prósperos, devemos resistir às tentações da vitimização e tentar nos comportar mais como um filósofo, no sentido antigo.

“Ser um filósofo não é meramente ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola … é resolver alguns dos problemas da vida, não só teoricamente, mas na prática”.

Henry David Thoreau, Walden

Pois talvez o problema mais crítico da vida seja como permanecer forte e afirmativo em meio aos muitos fardos e golpes da vida. E para resolver esse problema, não apenas a sabedoria, mas o cultivo da resiliência, é necessário. Ou como o antigo Epicteto Estóico aconselhou:

“Tome exemplo dos mestres de wrestling. O menino caiu? Levante-se, novamente, eles dizem; lute novamente até que você tenha se fortalecido. Esse é o tipo de atitude que você deveria ter… Pois tanto a ruína quanto a salvação têm sua fonte dentro de você ”.

Epicteto, Discursos

 

………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

7 explicações não convencionais para gestos comuns ao redor do mundo

comunicação se resume apenas às palavras. Na verdade, a forma em que nos comunicamos engloba muitas outras coisas, como os gestos e também as expressões corporais, muitas vezes até involuntárias. Os gestos acabam sendo tão importantes que chega a ser quase insubstituível. E eles estão presentes em todas as ocasiões, desde conversas formais até situações casuais. Por exemplo, se você estiver em um restaurante lotado, o garçom provavelmente não será capaz de te escutar, mas um gesto pode resolver toda a situação.

Não é como se os gestos fossem apenas um substituto para as palavras ditas. Eles são como um complemento e que muitas vezes ajudam a entender com mais eficácia questões que nenhuma sequência de palavras seria capaz. Mas o mundo é um lugar enorme. E assim como a língua que muda de um lugar para outro, os significados dos gestos também. Sendo assim, algo corriqueiro que você faz aqui, pode ter um significado totalmente diferente em outro lugar. Estes são alguns dos gestos cotidianos com explicações bastante peculiares em diferentes lugares do mundo.

1 – Aperto de mãos

O aperto de mãos é um dos gestos mais universais do mundo. É uma forma de saudação conhecida na maior parte do ocidente. Seja como um cumprimento, uma apresentação ou a concretização de um negócio, o aperto de mão é algo bastante comum para nós. Na Rússia, no entanto, o ato de apertar as mãos tem uma explicação bastante supersticiosa, bem diferente da nossa. Para os russos, adentrar a casa de qualquer pessoa e apertar a mão dela é considerado um presságio de má sorte. Isso porque, segundo eles, a porta de entrada da residência é onde o fantasma da casa vive. Então, se você for à Rússia, sempre espere entrar em uma casa antes de oferecer um aperto de mão.

2 – Brindar

Em muitos lugares do mundo, numa roda de amigos é comum brindar antes de beber. E isso já se tornou uma tradição para muita gente, um gesto de comemoração. Esse ato simples de tocar os copos antes de beber, pode trazer outros significados bem mais complexos que uma simples comemoração.

Na Hungria, por exemplo, brindar antes de beber cerveja remete a algumas tristes lembranças do passado do país. A explicação para isso remota aos tempos em que a Hungria esteve sob o Império Austríaco e acabou sendo massacrada. Como forma de comemoração da vitória, os austríacos tinham o costume de brindar antes de executar os líderes húngaros. E esse detalhe permanece até os dias atuais na cultura da nação, tanto que o brinde chegou a ser proibido por 150 anos. Mesmo que hoje em dia não exista mais essa proibição, para os húngaros, um brinde não tem o mesmo significado que em outras partes do mundo.

3 – Tocar a cabeça

Geralmente, depois de alguma pequena realização, as pessoas tendem a tocar a cabeça das crianças. Para nós, isso é algo totalmente normal, tanto que quase ninguém realmente pensa sobre o que isso significa. Mas, em algumas partes da Ásia, o ato de tocar a cabeça de alguém é considerado extremamente rude. Isso porque, em vários países asiáticos, a cabeça é considerada a parte mais importante do corpo. Então, tocá-la sem consentimento é totalmente indevido.

4 – Chifre (rock / heavy metal)

Durante a infância, se você não fez ou não teve um amigo que fez em você um chifre em cima da sua cabeça, você é uma exceção. Para os roqueiros de plantão, o ato de manter o dedo indicador e o mindinho na posição vertical é um gesto universalmente aceito para relacionar com o gênero musical “metal”. Na Itália, esse gesto tem um significado muito diferente disso. Fazer o gesto de “chifres do diabo” é visto como uma forma de dizer que a esposa de um homem é infiel, o chamado de “corno”, como conhecemos aqui. Fazer isso em determinados lugares, pode ser visto com um terrível insulto e levar até a uma briga.

5 – Ok

O sinal de Ok, formado por um “O” com dedo indicador e o polegar e um “K” com os outros três dedos é um gesto bastante comum. Na maioria dos casos, embora possa variar de lugar para lugar, geralmente é entendido como estar tudo bem. Inclusive, como o próprio nome sugere. Aqui no Brasil, e também em outros países latino-americanos, o “OK” pode ser visto como uma forma educada de dizer “foda-se”.

6 – Joinha

O gesto de fechar os dedos e manter o polegar levantado, é chamado por muitos de joinha, e é usado como uma forma de dizer que está tudo bem. Mas não no Iraque e em outros países do Oriente Médio. Para eles, o “joinha” tem um significado bem negativo. Isso porque o gesto remete à história romana, onde o polegar para cima era usado pelos generais para sinalizar “mate-os”. Então, nesses países, fazer o joinha para alguém é entendido como um pedido para empurrá-lo.

7 – Saudação de três dedos

Fazer a saudação de três dedos pode ser apenas uma referência ao filme dos Jogos Vorazes ou simplesmente um comprimento. Mas na Tailândia o gesto é proibido. Lá, as pessoas começaram a usar a saudação de três dedos como forma de protesto ao regime militar. A atitude irritou o governo tailandês a ponto de um simples gesto se tornar ilegal. É bom saber, vai que você esteja conversando com alguém sobre o filme e faça o gesto, vai acabar sendo preso.

*Por Cristyele de Oliveira

 

………………………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

Os 8 ciclos que você precisa fechar durante toda a sua vida

Todos nós passamos por várias crises existências ao longo de toda a nossa vida e estamos habituados a vê-las como algo negativo. No entanto, para Erik Erikson, as crises são processos que nos levam à evolução e a mudanças. São circunstâncias que nos permitem transcender, crescer e tornar-nos conscientes de nós mesmos. Erik Homburger Erikson foi um psicanalista norte-americano que desenvolveu uma teoria do desenvolvimento da personalidade de ampla aceitação e divulgação. Embora inicialmente tenha se baseado nos conceitos de Freud, ele se distanciou dos mesmos ao perceber que a influência cultural tinha muito mais importância do que Freud havia mencionado.

Erikson, postulou a visão do desenvolvimento a partir de uma perspectiva global e nos fornece informações muito úteis acerca das etapas da vida de um indivíduo, desde o seu nascimento até a sua morte. O doutor Erikson se transformou em um dos precursores do estudo do ciclo da vida. E, apesar de sua obra ser extensa, este estudo é o que mais recebeu reconhecimento.

Segundo Erik Erikson, o nosso caminho pela vida é composto por oito idades ou ciclos, e cada um deles é marcado por um conflito específico. Mas nunca se esqueça que cada etapa se baseia em habilidades aprendidas nas etapas anteriores. Confira:

1 – Confiança vs. Desconfiança

A primeira etapa da teoria do desenvolvimento psicossocial de Erikson ocorre entre o nascimento e um ano de idade e é a fase mais fundamental na vida.

Uma criança é totalmente dependente. O desenvolvimento da confiança é baseado na confiabilidade e qualidade dos cuidadores da criança. Neste ponto do desenvolvimento, a criança é totalmente dependente de cuidadores adultos para tudo o que ela precisa para sobreviver, incluindo comida, amor, carinho, segurança. Tudo. Se um cuidador não fornece cuidado e amor adequado, a criança sentirá que não pode confiar ou depender dos adultos em sua vida.

Se uma criança se desenvolve com sucesso a confiança, sentir-se-a segura no mundo. Os cuidadores que são inconsistentes em suas emoções, são indisponíveis e/ou rejeitam; contribuem para sentimentos de desconfiança nas crianças que cuidam. A incapacidade de desenvolver a confiança resultará em medo e uma crença de que todos são indignos de confiabilidade.

Claro, nenhuma criança desenvolverá um senso de 100% de confiança ou 100% dúvida. Erikson acredita que o desenvolvimento bem sucedido se baseia sobre um equilíbrio entre os dois lados opostos. Quando isso acontece, as crianças adquirem a esperança, que Erikson descreveu como uma abertura à experiência temperada por algum receio de que o perigo possa se apresentar.

2 – Autonomia vs. Vergonha e Dúvida

Nesse ponto do desenvolvimento, que ocorre entre os 3 anos, as crianças estão apenas começando a ganhar um pouco de independência. Elas estão começando a executar ações básicas por conta própria e a tomar decisões simples sobre o que elas preferem. Ao permitir que as crianças façam escolhas e tomem o controle, os pais e/ou os cuidadores podem ajudar as crianças a desenvolverem um senso de autonomia.

Como Freud, Erikson acredita que o treinamento do toalete era uma parte vital desse processo. No entanto, o raciocínio de Erikson foi muito diferente do de Freud. Erikson acreditava que aprender a controlar as funções corporais leva a uma sensação de controle e um senso de independência.

Outros eventos importantes incluem ganhar mais controle sobre as escolhas alimentares, preferências de brinquedo, e seleção de roupas.

Crianças que concluem com êxito esta fase se sentem seguras e confiantes, enquanto que aquelas que não o fazem são deixadas com um sentimento de inadequação e insegurança.

Erikson acredita que a obtenção de um equilíbrio entre a autonomia e a vergonha, e a dúvida, levaria a vontade, que é a crença de que as crianças podem agir com intenção, dentro da razão e limites.

3 – Iniciativa vs. Culpa

A terceira etapa do desenvolvimento psicossocial tem lugar durante os anos pré-escolares, entre os 4 e 6 anos.

Nesse ponto no desenvolvimento psicossocial, as crianças começam a afirmar o seu poder e controle sobre o mundo através de liderar o jogo e outras interações sociais. As crianças que são bem sucedidas nessa fase se sentem capazes de conduzir os outros. Aquelas que não conseguem adquirir essas habilidades começa a experienciar o sentimento de culpa, auto-dúvida e falta de iniciativa, por causa das exigências impostas socialmente.

Quando um equilíbrio ideal entre a iniciativa individual e uma vontade de trabalhar com outras pessoas é alcançado, a qualidade do ego como finalidade, emerge.

4 – Construtividade vs. Inferioridade

A quarta etapa psicossocial tem lugar durante os primeiros anos escolares, cerca de 6 anos de idade a 11.

Por meio de interações sociais, as crianças começam a desenvolver um sentimento de orgulho em suas realizações e habilidades. Quando são encorajadas e elogiadas pelos pais e professores desenvolvem um sentimento de competência e crença em suas habilidades. Aquelas que recebem pouco ou nenhum incentivo de pais, professores ou colegas, vão duvidar de suas habilidades em serem bem sucedidas.O sucesso no equilíbrio dessa fase, pode levar à força conhecida como a competência ou a crença de nossas próprias capacidades para lidar com as tarefas definidas por outros.

5 – Identidade vs. Confusão

O quinto estágio psicossocial ocorre durante a adolescência, às vezes turbulenta. Esta fase tem um papel essencial no desenvolvimento de um senso de identidade pessoal que continuará a influenciar o comportamento e desenvolvimento para o resto da vida de uma pessoa.

Durante a adolescência, as crianças exploram a sua independência e desenvolvem um sentido de si.

Aquelas que recebem incentivo e reforço adequados por meio da exploração pessoal vão emergir desta fase com um forte senso de si mesmas e uma sensação de independência e controle. Aquelas que permanecem inseguras de suas crenças e desejos, seguirão inseguras e confusas sobre si mesmas, sobre os outros, sobre o seu futuro. Se essa etapa for concluída com sucesso para a fidelidade, o adolescente terá capacidade de viver de acordo com as normas e as expectativas da sociedade.

6 – Intimidade vs. Isolamento

Essa etapa abrange o período em que os indivíduos estão explorando as relações pessoais, entre os 21 e 35 anos, e é a fase mais difícil de toda a nossa existência, pois é quando o nosso cérebro passa pelo processo de poda da vida jovem para a vida adulta.

Erikson acreditava que nessa fase, é vital que as pessoas desenvolvam relações estreitas e comprometidas com outras pessoas. Aquelas que são bem sucedidas nessa etapa terão relacionamentos duradouros e seguros. Nunca se esqueça de que cada etapa se baseia em habilidades aprendidas nas etapas anteriores. Erikson postulou que um forte senso de identidade pessoal é muito importante para o desenvolvimento de relações íntimas. Estudos têm demonstrado que as pessoas com um mau senso de si tendem a ter relações menos comprometidas e são mais propensas a sofrer isolamento emocional, solidão e depressão. O fechamento bem sucedido dessa etapa difícil, resulta na força conhecida como amor próprio para amar o outro. Ela é marcada pela capacidade de formar relacionamentos duradouros e significativos consigo mesmo e consequentemente com outras pessoas.

7 – Produtividade vs. Estagnação

Durante a idade adulta, continuamos a construir nossas vidas, com foco em nossa carreira e família. Entre os 36 e 55 anos.

Aqueles que são bem sucedidos durante essa fase, se sentirão – por serem ativos em sua casa e na comunidade – como indivíduos uteis para o mundo. Aqueles que não conseguem atingir essa habilidade se sentirão improdutivos e não envolvidos com os acontecimentos comuns a todos. Como se não houvesse lugar para eles no mundo. Essa etapa da vida é quando ocorre a metanoia: onde uma revolução pode acontecer em nossas vidas.

Cuidado é a virtude alcançada quando esse estágio é tratado com sucesso. Ser orgulhoso de suas realizações, ver os seus filhos se tornam adultos, e exercitar mútua sintonia com a pessoa amada, e principalmente consigo mesmo, são realizações importantes dessa fase.

8 – Integridade vs. Desespero

O estágio psicossocial final ocorre durante o início da velhice até o estágio final e está focado em serenar a existência ou lamentá-la profundamente. Ocorre a partir dos 60 anos.

Nesse ponto do desenvolvimento, o indivíduo começa a uma incessante busca por serenidade. A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte. Se a pessoa conseguiu fechar todos os ciclos anteriores, ou pelo menos a maioria deles, se sentirá plena o bastante para usufruir dos benefícios de seu autoconhecimento.

Mas se algum ciclo que não foi vivenciado com consciência, for um enorme abismo para si, isso poderá ocasionar uma velhice doentia, depressiva e com grandes riscos de desenvolver transtornos mentais do tipo: depressão, Alzheimer, ansiedade e até suicídio. O isolamento é a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa nessa fase. Os mais jovens têm a obrigação de fazer companhia e conversar com os seus pais: quanto mais você conversar com os seus pais, mais eles viverão. E mesmo que não esteja preparado para ser pais de seus pais, é importante observar o comportamento deles: se eles estão buscando a serenidade ou têm se desesperado sempre que relembram o passado com perspectiva à morte.

 

 

……………………………………………………………….
*Fonte: portalraizes

As pessoas se ofendem com quem é autêntico

“Ser autêntico virou ofensa pessoal. Ou a criatura faz parte do rebanho, ou é um metido a besta.” (Martha Medeiros)

Uma de nossas características enquanto seres humanos gregários vem a ser a necessidade de interação com o próximo e, para tanto, precisamos ser aceitos. É na comunicação com o mundo que nos rodeia que amadurecemos nossas ideias e nos tornamos capazes de agir frente ao que nos desagrada. Em determinadas situações, é em grupo que nos fortaleceremos e nos motivaremos a continuar.

Essa necessidade de aceitação é mais forte entre os adolescentes, que querem se autoafirmar junto àqueles com os quais se identifica, ou mesmo junto aos que julgam descolados. A maturidade vem nos tranquilizar nesse sentido, facilitando nossa conformidade com o que somos e temos, tornando-nos mais aptos a nos aceitar, a sermos o que pulula aqui dentro.

Infelizmente, muitos não conseguem encontrar a própria individualidade, incapazes que são de se tornarem seres autônomos, com vontades e desejos próprios, permanecendo dependentes do julgamento alheio enquanto viverem. Passam a vida seguindo o rebanho homogêneo do que é comum, socialmente disseminado como o certo, do que é da maioria, menos de si próprio. Lutam contra si mesmos, deixando adormecidos seus sonhos e aspirações, por medo da censura alheia.

Isso porque não é fácil viver as próprias verdades, correr atrás do que faz o nosso coração vibrar, dizer o que sentimos, exprimir o que pensamos, haja vista o policiamento ostensivo de gente que critica agressivamente qualquer um que não siga o rebanho dos ditames e convenções sociais já cristalizadas. Hoje, ser alguém único, autêntico, verdadeiro consigo mesmo, é ofensivo e passível de ataques condenatórios por parte da sociedade.

Até entendemos a homogeneidade nas vestimentas e linguajares de adolescentes, porém, a vida adulta nos impõe nada menos do que viver o que se é, lutar pelo que se acredita, fazer o que se gosta, sem ferir ninguém, mas agindo de acordo com que pulsa dentro de cada um de nós. Agradar a maioria, enquanto se vive em desagrado íntimo, equivale a uma tortura diária e injusta. Nascemos livres para sermos nós mesmos, porque não há nada mais belo e prazeroso do que uma vida sem mentiras e frustrações.

*Por Marcel Camargo

 

………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag

6 tecnologias que vão mudar nossas vidas até 2030

Embora muita gente não saiba, tudo que cerca o homem é tecnologia, desde a pedra lascada até fotos do solo de Marte. Com o passar dos tempos, a evolução da tecnologia se acelerou de tal forma que pôde permitir a alguém que nasceu na era do rádio alcançar a era da internet.

Vejamos algumas tecnologias que já estão entre nós atualmente, mas que ainda vão modificar bastante a forma como vivemos num futuro não muito distante.

6 tecnologias que vão impactar o mundo até 2030

1. Carros autônomos

Até 2026, estima-se que 10 por cento da frota dos EUA seja de veículos autônomos. Várias empresas já possuem testes em estágios avançados. As pessoas poderão entrar em táxis, falar o endereço e ser levadas até o destino, tudo sem a presença de um motorista humano. Carros elétricos autônomos significam maior segurança no trânsito e diminuição da poluição do ar.

2. Roupas inteligentes

As roupas ganharão chips. Elas serão capazes de se adequar à temperatura ambiente, aquecendo ou arejando o seu dono, além de fornecer informações sobre seu corpo.

3. Inteligência artificial

Já pensou em eleger um novo diretor executivo de uma empresa fornecendo dados sobre os candidatos e deixando que um robô escolha o mais adequado para a função? Isso não está muito longe de acontecer.

4. Impressão 3D

De objetos a órgãos de seres vivos, tudo poderá ser impresso em 3D. Como podemos imaginar, a área da medicina será a mais beneficiada. Com órgãos sendo impressos em 3D, as pessoas não precisarão esperar por doações.

5. Supercomputadores de mão

Os smartphones que usamos hoje são muito mais potentes que nossos primeiros PCs. A evolução não vai parar. Em poucos anos, você terá um celular mais complexo que o computador mais rápido com o qual já teve contato.

6. A internet será cada vez mais necessária

Até 2024, 6,4 bilhões de pessoas (80 por cento da população mundial) terão uma identidade digital. Em alguns lugares, será impossível “viver” sem estar conectado à internet, seja para um simples acesso à rede social, como para realizar pagamentos em lojas sem operadores de caixa. Neste sentido, a tecnologia 5G terá papel fundamental na ampliação do fornecimento das conexões móveis, além da melhoria do sinal.

*Por Ramalho Lima

futur234

 

 

……………………………………………………………….
*Fonte: techmundo

Facebook e Twitter sabem tudo sobre você, mesmo que você não tenha uma conta

Redes sociais são capazes de processar dados de usuários através de seus amigos virtuais, de acordo com um novo estudo conduzido por uma equipe de cientistas norte-americanos e publicado na revista Nature Human Behavior.

Durante o experimento, os pesquisadores analisaram dados compartilhados por 13,905 usuários do Twitter, e concluiu que os tweets de apenas oito ou nove usuários previam o conteúdo das publicações com 95% de precisão, mesmo que você não tenha contas nas redes.

“É como ouvir alguém falando ao telefone, mesmo que você não saiba o que a pessoa do outro lado da linha diz, você pode descobrir muitas informações sobre eles apenas ouvindo o que o interlocutor diz”, explicou uma das pessoas encarregadas do estudo. Lewis Mitchell, da Universidade de Vermont, alertou que “não há lugar para se esconder nas redes sociais”.

O pesquisador acrescentou que esse mecanismo pode ser usado em jogos políticos. “As pessoas podem ser expostas a apenas um tipo de informação e não receber opiniões opostas”, acrescentou.

*Por Any Karolyne Galdino

………………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

Mais da metade dos brasileiros não consegue ficar 1 dia sequer sem celular

Que os celulares podem ser tornar um verdadeiro vício e a conectividade móvel nos torna “escravos” das telinhas, todo mundo sabe. Agora, uma pesquisa do Ibope vem para comprovar como estamos realmente à mercê desses dispositivos. Mais de 50% dos entrevistados dizem que não conseguem ficar um dia sequer longe dos aparelhos.

O levantamento foi feito via internet pelo Ibope Conecta, setor da firma que se dedica a analisar tendências de comportamento online, entre os dias 18 e 22 de outubro do ano passado, com 2 mil pessoas das classes A, B e C em todo o país.

Elas responderam à seguinte pergunta: “Por quanto tempo você consegue ficar sem usar seu smartphone?”. “Nem um dia” obteve 52%, seguido por “Um dia” (18%) e “Mais de um dia” (30%). Quem se enquadrou no primeiro grupo também detalhou quantas horas fica sem o aparelho. “Até 1 hora” teve 8%, “2 a 3 horas” 11%, “Até 6 horas” 11%, “Até 12 horas” 7% e “Momento nenhum” 15%.

Quando questionados sobre o impacto negativo dos celulares em suas vidas, pouco mais de 31% disseram que não há; e entre as áreas mais afetadas pelo uso intenso estão “A hora de dormir” (27%), “Relacionamento com pessoas” (23%) e “Distração em atividades diárias” (23%).

Segundo o estudo, os aparelhos também atrapalham “No trabalho” (16%), “No relacionamento com a família” (16%), “Quando estão dirigindo e recebem ligações ou mensagens” (12%), “A saúde” (9%), “O rendimento escolar” (8%) e “Vida sexual” (6%).

*Por Cláudio Yuge

 

 

…………………………………………………………………
*Fonte: tecmundo

Viajar produz mais felicidade do que se casar e ter filhos, diz estudo

Uma das subentendidas regras sociais que ditam o sucesso e felicidade, diz que para ser feliz é preciso criar família e filhos. Mas um estudo feito no Portal Booking mostrou que viajar produz mais felicidade do que se casar e ter filhos
Para muitos, o sonho da vida é viajar pelo mundo; para os outros, encontrar o amor da sua vida e ter filhos. Mas temos que informá-lo que um estudo no portal Booking garante que viajar produz mais felicidade do que se casar e formar uma família.

E então você escolheria casar, ter um filho ou viajar?

Booking realizou um levantamento rápido de 18 mil habitantes de diferentes países. A maioria dos participantes concordou que as lembranças de suas aventuras e o planejamento da próxima fuga trazem mais felicidade do que qualquer outra coisa.
Uma porcentagem maior que a média prefere viajar

55% dos participantes preferem ir em uma viagem do que se casar; 27% preferem encontrar seu parceiro sentimental e ter um emprego estável; finalmente, 18% dos participantes da pesquisa preferem ter um filho.
Viajar significa viver novas experiências e belos momentos

Esta pesquisa também descobriu que as pessoas preferem investir seu dinheiro em experiências em vez de itens materiais, de joias, carros, gadgets a uma casa. Talvez a ideia de se fixar possa assustar o jovem quer viver o seu momento.
Então, para planejar o próximo destino!

A felicidade é fomentada pela sede de conhecer e explorar novos lugares; Além disso, você sempre pode fazer isso com amigos, com um parceiro e até com crianças. Você realmente não tem que escolher entre um e outro. Mas se você está procurando por alegria e emoções, escolha um destino e imagine-se aproveitando suas próximas férias.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: provocacoesfilosoficas

Quando a ignorância critica, a sabedoria observa e sorri

Orson Welles disse que “muitas pessoas são educadas demais para falar com a
boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça vazia”. O diretor
americano não foi o primeiro a se referir à ignorância e seus ataques.

O escritor espanhol Baltasar Gracián havia dito ” o primeiro passo da ignorância é
presumir saber ” e Antonio Machado afirmou que ” tudo o que é ignorado é
desprezado “. A ignorância não é uma doença, mas podemos classificá-la como tal
porque seus efeitos são tão incapacitantes que impedem a pessoa de crescer
enriquecendo-se com novas perspectivas. A armadilha da ignorância é que ela
envolve a pessoa em uma gaiola de ouro, na qual ele está tão confortável que nem
percebe que está prisioneiro da rigidez de seu pensamento.

Como são pessoas ignorantes?

Ignorância não é propriedade exclusiva de pessoas que não tiveram acesso à
educação. De fato, podemos encontrar pessoas que não têm estudos, mas são
profundamente sábias e de mente aberta, assim como podemos encontrar
professores e cientistas que são profundamente ignorantes.

O filósofo inglês Karl Popper explica o porquê: “a ignorância não é a ausência de
conhecimento, mas a recusa em adquiri-lo “. Isto é, a ignorância implica abraçar um
pensamento rígido, idéias preconcebidas e rejeitar o resto. Esse modo de entender
a ignorância é um sinal de alerta que nos diz para permanecermos vigilantes
porque todos e cada um de nós podem adotar atitudes ignorantes.

Ignorância é rejeitar argumentos ou idéias das quais não sabemos nada ou sobre
as quais não temos dados para chegar a conclusões lógicas. Nesse caso, em vez
de nos esforçarmos para captar e compreender todo o quadro, preferimos nos
apegar ao pequeno fio de “verdade” que achamos que temos. Entrincheirados
nessa posição, não apenas atacamos os outros, mas também semeamos as
sementes da intolerância, já que a ignorância sempre rejeita o que é diferente, o
que não compreende.

Ignorância emocional

Não é uma ignorância que faz ainda mais danos: a ignorância emocional das
pessoas mais próximas que julgam e criticam-nos sem ter andado em nossos
sapatos ou saber todos os detalhes da situação de uma visão parcial da realidade.

Há uma ignorância que causa ainda mais danos: a ignorância emocional das pessoas mais próximas a nós que nos julgam e criticam sem ter andado com nossos sapatos ou nem conhece todos os detalhes da situação, a partir de uma visão parcial da realidade.

Essas pessoas não são capazes de se colocar no lugar do outro e nem sequer
tentam conhecer sua história, necessidades e ilusões para entender o porquê de
seu comportamento. Essa ignorância dói muito mais e deixa feridas emocionais
profundas, já que normalmente a opinião dessas pessoas é geralmente importante.

Em face da ignorância, é melhor agir com cautela

Um estudo muito interessante de PsychTests analisou como 3.600 pessoas
responderam a críticas. Esses psicólogos descobriram que 70% admitem que se
sentem magoados quando recebem uma crítica e 20% a rejeitam com raiva.
Apenas 10% das pessoas refletem sobre críticas e deixam ir quando não
contribuem com nada.

Também foi apreciado que as mulheres são duas vezes mais propensas a aceitar
as críticas como algo pessoal e a assumi-las como uma demonstração de que elas
não são capazes de fazer algo certo. Pelo contrário, os homens tendem a pensar
que a crítica está errada e a responder agressivamente.

No entanto, o mais interessante é que as pessoas que adotam uma atitude
defensiva em relação às críticas são também aquelas que se sentem menos
felizes, têm baixa auto-estima e apresentam um desempenho pior no trabalho.

Aparentemente, quando as pessoas têm baixa auto-estima, elas bloqueiam a parte
construtiva da crítica e se concentram apenas nos aspectos negativos. Por outro
lado, aqueles que se defendem das críticas muitas vezes sentem que estão
perdendo o controle, o que afeta ainda mais sua autoconfiança.

Portanto, quando a crítica vem da ignorância, a coisa mais sábia é responder com
calma.

Para palavras tolas, ouvidos inteligentes

Como a crítica ignorante pode causar muitos danos, é essencial não cair no seu
jogo. As palavras nocivas, as críticas maliciosas e as opiniões infundadas não
devem encontrar um terreno fértil em nossa mente. Devemos lembrar que ninguém
pode nos prejudicar sem o nosso consentimento. Portanto, o melhor é não dar
crédito a eles.

O problema das pessoas ignorantes é que elas não estão abertas para ouvir outras
opiniões, portanto, qualquer tentativa de se defender ou fazê-las cair em seus
sentidos é muitas vezes deixada de lado. Isso nos fará desperdiçar energia
inutilmente e é provável que no final ficaremos com raiva. É por isso que é quase
sempre melhor aprender a ignorá-los.

O sábio sabe que batalhas valem a pena lutar, ele não desperdiça sua energia. Ele
também está ciente de que a crítica muitas vezes diz mais sobre quem critica do
que sobre quem é criticado, então ele assume uma atitude desinteressada, valoriza
a verdade que a opinião contém e, se considerar irrelevante e prejudicial, não
permite que isso o afete.

E quando é necessário responder à ignorância, as pessoas sábias fazem isso com
firmeza e respeito. A melhor maneira de superar a ignorância é provar a ele que ele
não tem poder sobre nós.

…………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

Experimento vai pagar alguém para não fazer nada pro resto da vida, na Suécia

Tudo começou quando o governo de Gotemburgo lançou uma competição internacional para atrair artistas dispostos a contribuir com ideias de design para a estação de trem Korsvagen, oferecendo um prêmio de 7 milhões de coroas suecas (quase 3 milhões de reais) ao vencedor. Porém, ao invés de apresentar ideias de design, a dupla de artistas suecos Simon Goldin e Jakob Senneby sugeriu que o dinheiro do prêmio fosse usado para pagar o salário de um trabalhador, sem que ele fizesse praticamente nada o dia todo.

Apelidado de Eternal Employement, este é um projeto de arte pra lá de conceitual, 100% financiado pelo governo sueco, que pagará um salário mensal de cerca de 8 mil reais, mais aumentos anuais, benefícios, tempo de férias e um fundo de pensão garantido. O sortudo selecionado poderá ficar neste emprego até o final de sua vida, a não ser que canse de receber bem sem fazer nada ou tenha outros projetos.

O ‘trabalho’ consistirá em ligar um conjunto de luzes fluorescentes sobre a plataforma de embarque. Depois disso, a pessoa fica livre para fazer o que quiser, ou nada, contanto que retorne à estação para desligar e desligar as luzes quando o turno acabar. O funcionário não precisará ficar na estação de trem durante o horário de trabalho e poderá sair ou ser substituído por outra pessoa sempre que quiser. A má notícia é que a vaga dos sonhos ainda não está disponível, já que a estação ainda está sendo construída. Portanto, a posição só estará disponível em 2026, após a inauguração da mesma. Até lá, muito trabalho, meus amigos!

 

 

 

 

 

………………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

Inveja: tendência a perceber com desprazer o bem dos outros

Voltando ao tempo dos gregos antigos, inúmeros filósofos têm contemplado a natureza da inveja, ou o que Immanuel Kant descreveu como a “tendência a perceber com desprazer o bem dos outros”. (Immanuel Kant)

Aqueles que escreveram sobre a inveja, seja Aristóteles, Tomás de Aquino, Adam Smith, Schopenhauer ou Nietzsche, chegaram a uma conclusão semelhante – a inveja é um estado de espírito destrutivo e doente que prejudica não apenas o invejoso, mas aqueles a quem inveja. direcionado para a sociedade como um todo.

Mas hoje o vício pessoal da inveja foi transformado em virtude pelos políticos. Ao manipular a tendência humana à inveja, os políticos tropeçaram em um meio muito eficaz de ganhar poder e controle sobre populações desprevenidas. Neste artigo, examinaremos esse fenômeno enquanto analisamos a natureza da inveja em geral, como as tentativas de impor a uniformidade só exacerbam ironicamente a inveja e como os aflitos de inveja devem, para seu próprio bem-estar, se livrar dela .

A inveja é uma emoção dirigida, em outras palavras, pressupõe a coexistência de duas ou mais pessoas – o invejoso que experimenta a emoção e o invejado que é o alvo da emoção. Uma boa definição de inveja é encontrado no dicionário alemão do século de Grimm:

“A inveja expressa aquele estado de espírito vingativo e interiormente atormentador, o desprazer com que se percebe a prosperidade e as vantagens dos outros, inveja-os dessas coisas e, além disso, deseja que alguém seja capaz de destruir ou possuir a si mesmo.” (Grimm’s German Dictionary )

Um equívoco comum é confundir inveja com indignação. Na obra Retórica de Aristóteles, ele enfatiza a diferença entre os dois conceitos que escrevem:

“A pessoa indignada sente raiva da prosperidade daqueles que não a merecem e da inveja de todos.” (Retórica, Aristóteles)

Ou como ele coloca de maneira mais simples:

“A indignação é sentida no bem-estar das pessoas más, enquanto a inveja é da felicidade das boas.” (Retórica, Aristóteles)

Em contraste com a inveja, a indignação não é vice-versa, pois está enraizada em um desejo de justiça. A inveja, por outro lado, como observou Schopenhauer, está enraizada na

“A inevitável comparação entre a nossa própria situação e a dos outros” (Ensaios e Aforismos, Arthur Schopenhauer)

Quando comparado a outros desperta a consciência de nossas inferioridades – seja em termos de riqueza, posses, características mentais ou físicas – isso pode gerar inveja se acreditarmos que o que nos falta em comparação a outros explica nossa relativa infelicidade.

Indivíduos tomados pela inveja vêem aqueles superiores a eles como inimigos. Em vez de se concentrar em melhorar a si mesmos, os invejosos acreditam que seu caminho para a felicidade está ligado ao destino daqueles que invejam. Em outras palavras, eles acreditam que de alguma forma a felicidade deles será aumentada se eles puderem puxar os outros para baixo.

O desejo de ver outros derrubados não alimenta uma sociedade próspera, mas impede o progresso social. Aqueles que são devorados pela inveja provavelmente não se tornarão os grandes inventores, artistas, escritores, empreendedores ou cientistas que ajudam a promover uma sociedade. Pelo contrário, eles desprezam indivíduos de grande talento, pois sua existência apenas torna mais óbvias as inferioridades da inveja.

A natureza destrutiva da inveja tem feito o uso de instituições e práticas para inibir seu impacto extremamente comum ao longo da história. Como Helmut Schoeck afirma em seu livro Envy: A Theory of Social Behavior

“… nenhuma sociedade pode existir na qual a inveja é elevada ao status de uma virtude normativa … Mesmo a superstição de sociedades simples, vê a inveja como uma doença, o homem invejoso como perigosamente doente – um câncer do qual o indivíduo e o grupo deve ser protegido – mas nunca como um caso normal de comportamento e empreendimento humano. Em nenhum lugar, com pouquíssimas exceções, encontramos a crença de que a sociedade deve se adaptar ao homem invejoso, mas sempre deve procurar proteger-se contra ele. ”(Inveja: Uma Teoria do Comportamento Social, Helmut Schoeck)

Mas, desconcertantemente, uma perversão perigosa parece estar ocorrendo no mundo moderno. Em vez de confiar em práticas e instituições para inibir os efeitos da inveja, Gonzalo Fernández de la Mora, em seu livro Igualitarian Envy, adverte que as sociedades ocidentais estão sendo moldadas por políticos que estão alimentando as chamas da inveja com o propósito de ganhar poder e controle. .

Este é um fenômeno relativamente recente, que remonta ao final do século 19 e ao surgimento das tecnologias de comunicação de massa. Antes do surgimento dessas tecnologias, a inveja era direcionada, quase exclusivamente, para os membros da própria comunidade. Alguém que vive na Europa no século 17, por exemplo, dificilmente invejaria as riquezas de um imperador de uma terra distante, como condição para o surgimento da inveja a observação da felicidade de outra. No entanto, a ascensão da mídia de massa mudou essa situação. Agora podemos observar intimamente a vida de pessoas com quem não temos contato pessoal e, assim, fazer julgamentos sobre sua felicidade. de La Mora explica o significado desta situação, afirmando:

“As pessoas contemporâneas estão sujeitas a um fornecimento maciço de informações através da mídia de massa; consequentemente, as pessoas podem ter opiniões sobre a felicidade daqueles que nunca conheceram ou grupos de pessoas às quais não pertencem; e, como resultado desses sentimentos, eles podem invejar. Essa possibilidade torna-se uma probabilidade se, como é habitual nos meios de comunicação, a informação é distribuída já “focalizada” por uma seleção parcial, uma edição intencional, mistificadora ou simplesmente um preconceito que, no nosso caso, é direcionado para ressaltar as diferenças. entre os indivíduos. . . Ninguém inveja esta ou aquela pessoa, mas uma abstração, como “os ricos” ou “os elitistas”. ”(Gonzalo Fernández de la Mora, Inveja Igualitária)

Ao promover e apelar para essa inveja, os demagogos podem desencadear conflitos e tornar potenciais vítimas fora de todos nós – pois quem não se achará inferior a um grupo idealizado de pessoas. Mas aqueles que invejam dessa forma coletiva, e especialmente aqueles que a promovem, nunca admitirão seus verdadeiros motivos, ao contrário do que afirma La Mora em uma passagem extremamente relevante para os dias modernos:

“Um disfarce contemporâneo da inveja coletiva é o que é chamado de“ justiça social ”. Como essa argumentação ideológica… é executada? Estabelece-se um postulado fundamental de que, quanto mais justa a sociedade, mais iguais seus membros são em oportunidades, posição e riqueza; e imediatamente fica estabelecido que o partido lutará sem descanso para alcançar tal “justiça”. ”(Gonzalo Fernández de la Mora, Egalitarian Envy)

Mas a justiça social, ou a tentativa de nos tornar mais iguais usando a força do Estado, não trará uma sociedade menos propensa à inveja. De fato, à medida que essa uniformidade antinatural é imposta a uma sociedade, novas fontes de inveja surgirão e serão muito mais perniciosas. Por exemplo, se de alguma forma todos fossem feitos iguais em termos de riqueza material, isso não livraria o mundo da inveja. Pelo contrário, isso só significaria que aqueles propensos à inveja iriam direcionar sua atenção para outras formas de desigualdade, como as desigualdades nas características físicas e mentais. Schopenhauer alertou sobre esse tipo de inveja, escrevendo que a inveja

“Dirigido contra as qualidades pessoais é o mais insaciável e venenoso, porque o invejoso fica sem esperança; é também o tipo mais baixo de inveja, pois odeia o que deveria amar e respeitar. ”(Arthur Schopenhauer)

Além de trazer à tona formas mais perigosas de inveja, as sociedades que são vítimas do apelo demagógico por mais igualdade, ironicamente, vêem o crescimento da forma mais insidiosa de desigualdade possível – uma vasta desigualdade de poder entre a elite dominante e o resto da população. Para cumprir sua promessa de trazer cada vez mais justiça ao mundo e cada vez mais igualdade, os governos devem ter poderes imensos para refazer a sociedade.

Mas com tudo isso dito, podemos escolher não sermos vítimas desse estratagema político. Em vez de ver nossas inadequações como razões para derrubar os outros, podemos escolher reações mais construtivas, como emulação e auto-aperfeiçoamento. A emulação ocorre quando o reconhecimento de suas inferioridades os leva a ver o superior não como inimigos, mas exemplos para aprender e figuras de motivação. Em vez do desejo de nivelar tudo, a emulação leva a pessoa a elevar-se ao nível dos melhores, ou mesmo a superar aqueles que uma vez procuraram. Kierkegaard observou que “a inveja é uma admiração oculta” e, portanto, a emulação pode ser vista como a reação positiva ao que leva os indivíduos mais fracos à inveja.

Reagir às inferioridades da pessoa com o desejo de melhorar a si mesmo não é apenas bom para o indivíduo, mas para a sociedade como um todo. Isso significa que mais pessoas se concentrarão na criação do novo e do melhor, em vez de na destruição de outros. Mas, por outro lado, se a nossa sociedade continua a percorrer um caminho conduzido pela inveja que alimenta a retórica dos demagogos, chegaremos a um ponto, segundo Nietzsche, em que as pessoas ficarão tão ressentidas com outras que até mesmo o feliz entre nós começará a questionar se tem direito a sua felicidade:

Todas essas pessoas ressentidas são fisiologicamente distorcidas e alimentam o verme da inveja em seu intimo, em muitos casos não se contentando apenas em deturpar a imagem do seu invejado, mas planejando derrubá-lo e destitui-lo da posição vista e entendida como superior. Como disse Nietzsche: “É uma pena ser feliz! Há muita miséria!” (Sobre a Genealogia da Moralidade, Nietzsche)

*Esse artigo foi transcrito e traduzido a partir do vídeo (Em Inglês) The Psychology of Envy and Social Justice

 

………………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

A ignorância motivada: não nascemos ignorantes, aprendemos a ser ignorantes

Nós sempre pensamos que ignorar é um verbo passivo. Ignorância é a falta de conhecimento, um estado de desinformação ou falta de compreensão. Portanto, qualificamos uma pessoa como “ignorante” quando ela não sabe ou não entende alguma coisa.

Esse caráter passivo implica que, de certa forma, essa pessoa não é responsável por sua ignorância, ele simplesmente carrega consigo aquela “falta”. É curioso, no entanto, que não se aplique a qualificação de ignorantes às crianças, mesmo que elas geralmente não dominem o mesmo conhecimento dos adultos.

Isso significa que a ignorância começa com um pressuposto: algo que devemos saber, mas não sabemos, um caminho pelo qual deveríamos ter percorrido, mas não o fizemos. Então a ignorância abandona seu significado passivo para ter um significado ativo que implica não reconhecer algo ou agir como se não fosse conhecido. Nós caímos no que é conhecido como “ignorância motivada”.

O que é ignorância motivada?

A ignorância motivada é quando escolhemos, mais ou menos conscientemente, não saber mais, não nos aprofundar, não entender. Essa ignorância é terrivelmente perigosa porque tende a levar a posições extremas e reduz nossa capacidade de continuar crescendo e amadurecendo. Quando decidimos ser ignorantes, alguém decidirá em nosso lugar. Nós nos tornamos manipuláveis.

Goethe já havia dito: “não há nada mais terrível que a ignorância ativa”. O filósofo Karl Popper pensava o mesmo: “A verdadeira ignorância não é a ausência de conhecimento, mas a recusa em adquiri-lo”.

Essa ignorância motivada pode ocorrer em todas as áreas de nossas vidas. Algumas pessoas começam a se sentir mal, mas ao invés de ir ao médico para receber um diagnóstico, elas preferem se refugiar na ignorância assumindo que está tudo bem. Outras pessoas suspeitam que seu parceiro é infiel, mas, em vez de esclarecer suas dúvidas, escolhem permanecer ignorantes. O mesmo acontece no nível político ou social: quando já temos uma ideia formada, optamos por não escutar ou valorizar os argumentos contrários.

Por que escolhemos a ignorância motivada?

Um experimento realizado na Universidade de Winnipeg e na Universidade de Illinois mostrou quão forte e irracional nossa tendência para a ignorância motivada pode ser. Esses psicólogos recrutaram 200 pessoas e deram a elas duas opções: ler e responder perguntas sobre uma opinião (casamento gay) com as quais concordavam ou ler um ponto de vista oposto.

Aqueles que decidiram ler a opinião com a qual concordaram ganhariam $ 7; mas se eles escolhessem a opinião contrária, ganhariam 10 dólares. Surpreendentemente, 63% das pessoas preferiram ler a opinião com a qual concordaram, rejeitando a possibilidade de ganhar mais dinheiro.

Nesse caso, escolhemos ser ignorantes para evitar a dissonância cognitiva. Nós desenvolvemos uma concepção do mundo que manipula nossas idéias e crenças, e tememos que opiniões contrárias possam desestabilizar aquele castelo de cartas. É por isso que preferimos ignorar tudo o que não corresponde à nossa visão. E isso significa que, no fundo, a ignorância motivada é uma expressão de medo.
Como nós instilamos esse medo?

“O medo da nossa ignorância é uma sensação de que fomos sistematicamente inculcados durante o período escolar. É sobre a sensação de que não sabemos algo que muitos conhecem, por isso é melhor ficar quieto e se acomodar ”, disse o filólogo Igor Sibaldi.

Na escola, a ignorância é revestida com um halo negativo. Começa a apontar o dedo para o ignorante. E isso gera um paradoxo porque, para superar a ignorância, devemos primeiro reconhecê-la, mas não podemos reconhecê-la por medo de ser rotulado como ignorante. O escritor Baltasar Gracian disse que “o primeiro passo da ignorância é presumir saber”.

Livrar-se da ignorância não é realmente difícil, basta informar-se, “mas esse comportamento é impossível para a grande maioria das pessoas porque o hábito de se sentir ignorante se tornou algo mais forte do que o desejo de aprender”, segundo Sibaldi.

A ignorância se torna uma zona de conforto em que nos sentimos muito à vontade para sair. Ou talvez nem nos sintamos tão confortáveis, mas o medo do que está fora, tudo o que desafia nossas crenças, é tão forte que nos mantém paralisados naquela zona de conforto. Assim escolhemos a ignorância.

Escolha saber

O ignorante não é aquele que não conhece, mas aquele que não quer saber. Portanto, o primeiro passo para expulsar a ignorância é desenvolver uma mentalidade de crescimento, uma mente aberta que nos permita explorar o maior número de possibilidades.

Não podemos nos livrar de nossos estereótipos e crenças da noite para o dia, mas podemos questioná-los e olhar além do que sempre consideramos garantido. Deveria nos deixar mais receosos de morrer todos os dias em uma zona de conforto que se estreitará mais e mais do que sair para descobrir o mundo, por mais diferente ou incerta que seja.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Por que a pasta de dente vem dentro de uma caixa?

A pasta de dente, ou creme dental, é usada diariamente por dois terços da população mundial. Recentemente uma pergunta se espalhou nas redes sociais. Por que a pasta de dente vem embalada em uma caixa? Se o conteúdo fica dentro de um tubo, para que colocá-lo dentro de outra caixa de papelão? E a resposta é: para que fique bonita na prateleira.

Tudo começou após um vídeo de um canal chamado Alan’s Theory ter viralizado na web. Alan questiona a razão de se produzir um invólucro praticamente inútil, que faz o produto ficar mais caro tanto para a indústria, como para o consumidor. A única coisa que acontece com a caixa, após aberta, é ser descartada.

Segundo Alan, são cerca de 900 milhões de caixas por ano somente nos Estados Unidos (considerando 3 tubos por pessoa). No brasil, onde temos o hábito de escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, esse número é ainda maior.

Um exemplo de que é possível reverter esse desperdício foi aplicado na Islândia. Lá, as mesmas marcas que estão presentes no mundo inteiro, vendem seus produtos sem caixa. Isso porque o governo e a população fizeram diversas exigências para a indústria com relação às embalagens. Isso significa que a mudança é perfeitamente possível de ser replicada mundialmente.

Esse é um ótimo exemplo de como as pessoas podem começar a questionar todo o excesso de embalagens extras e itens inúteis que consomem nossos recursos naturais, e as redes sociais são grandes aliadas nesse sentido.

“Às vezes parece que vivemos em uma sociedade que está fora de nosso controle, mas a verdade é que grandes mudanças começam com ideias e motivação. Aqui está uma ideia, vamos nos livrar das caixas de pasta de dente. Está dentro?”, disse Alan na página de uma petição que ele criou para pressionar indústria e governos.

O que fazer então para aderir à campanha?

Compre apenas cremes dentais que vêm sem caixa -, já existem alguns no mercado.

Divulgue notícias, mande e-mails para o SAC das empresas, assine petições, fale com vereadores para criação de leis nesse sentido.

Outras alternativas para higiene bucal

Evite cremes dentais que contenham esferas microplásticas. Além de contaminar o meio ambiente, parte desse material acaba sendo ingerido.

Prefira cremes dentais menos agressivos para à saúde e livres de metais pesados e químicos cancerígenos. Já existem diversas opções de marcas naturais, veganas e até mesmo receitas para você produzir seu próprio creme dental.

Experimente pastas de dente sólidas livres de embalagens plásticas, elas já são vendidas no Brasil. Há também cremes dentais em pastilhas (conheça aqui).

E lembre-se de colocar o tubo para a reciclagem. No Brasil, esse material costuma virar uma chapa plástica, mas o fato é que reciclamos apenas 3% de todos nossos resíduos gerados, então, simplesmente eliminá-los é a melhor opção. Já o papelão da caixinha também pode ser reciclado, porém, muitas embalagens possuem diversas aplicações de tintas metalizadas e camadas de plástico, o que dificulta ainda mais sua reciclagem.

 

……………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Seria a astrologia a religião da nossa geração?

O aumento pela procura de recursos místicos mostra que os jovens trocaram os dogmas religiosos por essa “auto-investigação”.

Você já deve ter entrado em uma conversa com millennials em que, muito antes de perguntarem quantos anos você tem ou o que faz da vida, soltaram “qual o seu signo?”. Não é exagero dizer que há quem não comece o mês sem ler o que Susan Miller – uma das astrólogas mais famosas do mundo – tem a dizer.

Quando avaliamos a evolução das buscas pelo termo “horóscopo” no Google nos últimos cinco anos, percebemos que houve um crescimento do interesse pelas previsões ditadas pelo nosso mapa astral. Seria a astrologia, então, a religião da nossa geração?

Aparentemente, há alguns fatores que explicam o porquê da nossa busca pelo tema.

De acordo com um estudo conduzido em 1982 pelo psicólogo Graham Tyson, pessoas que consultam a astrologia o fazem como uma resposta a momentos de estresse.

Se levarmos em consideração que um estudo da Associação Americana de Psicologia de 2014 aponta que os millennials são a geração mais estressada, talvez faça sentido a nossa busca por algumas respostas que ajudem a acalmar os ânimos.

Para Thais Leão, astróloga que atua com desenvolvimento de pessoas e participa de grupos de estudo de antropologia e psicanálise com profissionais e docentes da área, cresce entre a nossa geração uma busca por autoconhecimento e a astrologia tem uma ferramenta para esse entendimento de si. “Auto-observação. Auto-investigação. Trata-se de entender cada vez mais o poder de observar e criar consciência sobre si e sobre o mundo que nos permeia, do qual fazemos parte”, ela avalia.

E essa tendência, que é global, tem alguns traços tropicais. Rebeca de Moraes, sócia-fundadora e diretora da Soledad, uma consultoria de tendências com um olhar para o contexto brasileiro, aponta que uma das tendências para os próximos três anos é recorrer a outras formas de espiritualidade: como astrologia, tarot e o poder dos cristais.

De acordo com um estudo realizado pela empresa, seria resultado da saída de um lugar de muita racionalização, que é uma vida vigiada – cheia de algoritmos, aplicativo para trabalhar, para dormir e até para fazer yoga – em direção ao humanismo. E há algumas particularidades do contexto brasileiro. “A gente vive um momento de muita incerteza e insegurança: acabamos de passar por um ano com Copa do Mundo, eleições. São coisas que mexem com os sentimentos das pessoas. E a gente terminou o ano sem saber se teria emprego, sem saber se teria aposentadoria”, pontua Rebeca. “Quando a gente pensa em misticismo, é um momento de volta do ‘eu’. Toda essa incerteza resulta em uma geração que começa a questionar aquilo que tínhamos como certo, como padrão: casamento, governos, mídia.” Para ela, diante disso, passamos a buscar as respostas dentro de nós.

E a nossa geração tem algumas características que nos tornam mais suscetíveis a isso. Diferente de outros momentos em que a espiritualidade foi pautada nas religiões tradicionais, atualmente, a busca é por saberes menos dogmáticos.

Rebeca considera que os millennials são uma geração muito propícia a lidar com verdades que são voláteis. E também que aprenderam a ser mais auto suficientes em relação à apreensão de conhecimento. “Eles pararam de se prender a dogmas, eles constroem as suas crenças e espiritualidade. Há outros tipos de conhecimento que chegam até você ou que você mesmo pode buscar e que não precisam passar por religiões ou formas de espiritualidade tradicionais. Outro ponto é que essas formas mais místicas de espiritualidade os ajudam a perceber que as pessoas mudam o tempo todo e isso é natural. Os dogmas estão menos abertos a isso”, ela diz.

Susan Miller, Madama Br00na, Astrolink. A internet também tem um papel importante na popularização desses outros modos de espiritualidade, pois ajudou a aprofundar os conhecimentos e a curiosidade sobre astrologia. E os memes fazem parte desse pacote. Eles são o canal para gerar identificação. Quando alguém fala, por exemplo, que é de gêmeos, de algum modo essa pessoa já está dizendo algo sobre a sua personalidade.

E isso é só o primeiro passo. De acordo com as descobertas do estudo realizado pela Soledad, “signo e ascendente viraram pouco. Agora, o básico é saber que Mercúrio está retrógrado em aquário. Com mais informação e a leveza dos memes, astrologia saiu da última página das revistas e ganhou status de assunto quente de millennial”.

No final do dia, diante de tantas incertezas, tudo o que a gente quer é que alguém nos diga que vai ficar tudo bem.

*Por Nathalia Rocha

 

…………………………………………………………………
*Fonte: vice

Muitas pessoas são letradas com as palavras, mas permanecem com atitudes analfabetas

Um vacilo muito grande é capaz de apagar anos de discursos pomposos. Palavras bonitas não são capazes de esconder um coração pequeno, diminuto.

O que se faz é que vale, bem mais do que aquilo que se diz ou se escreve. Tanto quando se educa, quanto se relaciona, a observação do comportamento é que equaliza os relacionamentos, tornando-os fortes ou frágeis. Um vacilo muito grande é capaz de apagar anos de discursos pomposos. E mais, palavras bonitas não escondem um coração pequeno, diminuto.

Por muito tempo, as pessoas eram supervalorizadas de acordo com o grau de escolaridade, com os títulos acadêmicos ou sociais, com o status que sua profissão carregava. Embora ainda exista quem se impressione tão somente com o verniz acadêmico que o indivíduo ostenta, caso não haja humanidade nas atitudes dele, as máscaras e fantasias logo não se sustentarão. Hoje, a vida pede sentimentos.

Você pode escrever com correção gramatical impecável, com coerência, coesão, utilizando vocabulário rico e primor linguístico, porém, caso não seja alguém que consiga se colocar no lugar do outro e estender as mãos ao próximo, as palavras se perderão no vazio do esquecimento.

O que fica é como agimos, como amamos, o que dizemos, como fazemos o outro se sentir.

Saber se expressar diante de uma folha de papel é importante, para aprendermos a lidar com nossos pensamentos, para desenvolvermos pesquisas, para conseguirmos ajudar o mundo de alguma forma, porém, é necessário que também consigamos lidar com as palavras na vida em sociedade, nos relacionamentos com os seres humanos. Escrevemos nossa história não somente pela linguagem escrita, mas em muito pela linguagem afetiva que trocamos com as pessoas que passam pelas nossas vidas.

Saberes são necessários e imprescindíveis ao nosso aprimoramento pessoal, pois nos ajudam na conquista de nossos sonhos.

No entanto, saberes que ficam confinados dentro do ego ou limitados entre quatro paredes de um cômodo acadêmico tornam-se inúteis, pois não alcançam o ser humano, não se transformam, não se ressignificam, não se multiplicam na forma do compartilhar necessário à afetividade de todos nós.

*Por Prof. Marcel Camargo

 

…………………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag

Hoje, despreza-se o que é autêntico e ama-se o que é falso

O problema é que as pessoas estão sendo odiadas quando são reais e estão sendo amadas quando são falsas. (Bob Marley)

Parece ser inerente ao ser humano criar expectativas em relação a tudo, em relação às pessoas. Esperamos o pior ou o melhor do que está por vir e de quem faz parte de nossa jornada. Esperamos que as coisas aconteçam de determinada forma e que todos ajam conforme nossas perspectivas, seja quem conhecemos, sejam políticos, artistas, figuras públicas em geral. Porque ninguém quer frustração, nem dentro de si, nem lá de fora.

Queremos dar certo na vida, no amor. Queremos ter votado acertadamente, queremos que nossos ídolos ajam corretamente. Queremos ser valorizados no trabalho, na escola, nos círculos sociais. Muitos de nós não conseguimos lidar direito com rejeições e quebra de expectativas, pois isso requer equilíbrio, coragem e consciência sobre nossa própria responsabilidade no que ocorre. E é por isso que, muitas vezes, acabamos por nos enganar, conscientemente, alimentando ilusões que falsamente abrandam nosso sentimento de decepção e/ou derrota.

E é assim que, numa era em que a perfeição estética, a felicidade perene e o sucesso financeiro ditam as regras do jogo, torna-se ainda mais difícil digerir o que não dá certo, quem não é perfeito. Nesse contexto, a autenticidade vale menos do que a falsidade, em muitos aspectos, principalmente quando aquilo que não for real trouxer mais conforto do que uma verdade indigesta. Mesmo que se trate de mera aparência forjada, de encenação teatralizada, de perfumaria, verniz, patifaria.

Soma-se a isso a intransigência de muitos, hoje em dia, uma vez que várias pessoas são resistentes a perceber que podem estar erradas, que podem ter escolhido mal, que podem ter optado equivocadamente. Há muita dificuldade em mudar de opinião, em rever conceitos, repensar atitudes, em se olhar no espelho e encarar a necessidade de mudar os rumos das escolhas, dos pensamentos, do modo de vida. Com isso, é mais fácil se manter agarrado ao que já ruiu. Mudar dói.

Podemos até tentar nos confortar com mentiras que iludem, por temermos sair da zona de conforto, a qual, na verdade, nada mais faz do que incomodar. Podemos tentar manter velhas ideias, que já caíram por terra. Podemos tentar investir no que nunca terá futuro e ficar esperando o melhor de pessoas que nunca se dispuseram a nos ver como merecedores de algo. Mas a dor então será contínua e nunca cessará. Por outro lado, aceitar o erro e mudar também dói, mas passa. E a escolha é tão somente de cada um de nós.

*Por Marcel Camargo

……………………………………………………………………….
*Fonte: provovacoesfilosoficas

7 sonhos que você definitivamente não deve ignorar, segundo psicólogos

Desde o começo dos tempos, a humanidade tem tentado resolver os mistérios que envolvem os sonhos. Existe até mesmo um campo da ciência para estudá-los chamado de Onirologia. Muitas pessoas interpretam os sonhos por um viés esotérico, buscando nos livros de interpretações os sinais e os significados por trás deles.

Entretanto, alguns psicólogos acreditam que os nossos sonhos refletem com precisão nossa condição atual e que nosso subconsciente poderia estar nos enviando mensagens enquanto dormimos. Pensando nisso, trouxemos para vocês, alguns dos tipos de sonhos os quais não deveríamos ignorar. Confira!

1 – Sonhar que está caindo

Segundo Ian Wallace, psicólogo, sonhar que estamos caindo simboliza o medo de perder o controle. No entanto, existem coisas em nossa vida que são impossíveis de controlarmos. Por isso, é importante fazer uma reflexão a respeito de que área da sua vida (trabalho, relacionamentos, finanças, saúde etc.) você sente que está vulnerável ou reprimido.

Segundo a ciência, sonhar que estamos caindo acontece à medida que mergulhamos no sono, o sistema nervoso começa a se acalmar, pressão arterial e batimentos cardíacos diminuem e o cérebro, percebendo essas mudanças, pode interpretá-las como perigo, lhe fazendo acordar.

2 – Dentes caindo, ferimentos e morte

Nosso subconsciente interpreta os dentes como uma arma, indicando força. Sonhar que seus dentes estão caindo pode acontecer porque você possa ter se sentido desarmado/indefeso recentemente no mundo real, conforme explica Penney Peirce. A especialista em sonhos, Patricia Garfield, também diz que sonhar com queda de dentes pode significar raiva reprimida. Talvez esteja na hora de você se livrar de sentimentos negativos.

Sonhar com pessoas queridas doentes ou morrendo do ponto de vista da psicologia não é tão ruim assim. Eles podem estar nos mostrando sobre nosso medos do futuro e das mudanças inevitáveis, que acontecem com aqueles ao nosso redor. Quando sonhamos que estamos morrendo, isso pode significar que algo em nós está morrendo e ficando no passado, dando espaço para algo novo.

3 – Falhar em um exame ou na frente das pessoas

Algumas pessoas sonham que estão prestes a fazer uma prova/exame e, de repente, não se lembram de mais nada ou não conseguem dizer uma palavra durante um discurso em público. Eles acontecem porque você pode ter tido algum estresse um pouco antes de ir dormir ou talvez esteja extremamente preocupado com algo. Se for o caso, tire um momento pra você. Relaxe.

4 – Roupas inadequadas ou ausência delas

No sonho, você aparece em um local público completamente pelado ou usando roupas inapropriadas. Quando esses sonhos acontecem, é importante nos atentarmos aos sentimentos que experienciamos neles. Estes tipos de sonho, geralmente, são seguidos por um sentimento de vergonha e constrangimento.

“Isso significa que você se sente vulnerável em seu novo emprego ou em seu novo relacionamento e tem medo de que os outros aprendam sobre suas fraquezas e desvantagens”, afirmou Wallace. No entanto, se ao invés destes sentimentos, você sentir orgulho de si mesmo, aí a história muda de rumo. Talvez, você esteja sentindo falta de reconhecimento sobre seus talentos e personalidade.

5 – Ser perseguido ou importunado

“Pessoas que tendem a evitar conflitos, que têm medo de irritar as pessoas ou causar problemas, terão sonhos recorrentes de que estão sendo perseguidas”, afirmou Lauri Loewenberg, especialista no campo dos sonhos. Por isso, é importante prestar atenção naquilo que está lhe perseguindo. Eles, comumente, simbolizam um sentimento desagradável ou uma situação a qual você tenta não pensar na vida real.

6 – Catástrofes ou apocalipses

Estes sonhos podem indicar problemas pessoais que ficaram fora de controle ou são resultado de se sentir ameaçado(a) por algo. Obviamente, os noticiários sobre catástrofes e atentados terroristas contribuem e pioram toda a situação. Como resultado disso, nós acabamos nos sentindo vulneráveis no mundo moderno.

7 – Estar atrasado

Quem nunca sonhou que estava correndo atrás de um ônibus ou trem partindo, ou ainda que estava atrasado para uma reunião importante? Segundo Michael R. Olsen, este tipo de sonho pode simbolizar o medo de perder algo muito importante, como seu relacionamento ou a educação de seu filho, por exemplo.

Se você estiver sobrecarregado e não tiver muito tempo para realizar suas atividades na vida real, seu subconsciente pode estar lhe alertando que talvez seja o momento de você reavaliar seu dia a dia e encontrar tempo para as coisas que lhe são realmente importantes.

*Por Jesus Galvão

 

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

Os outros são só os OUTROS! Não se compare a NINGUÉM!

Você é especial, reconheça o seu valor! Não se compare a ninguém!
Vivemos na era digital, onde tecnologia, internet, redes sociais não é mais uma tendência, um futuro, é um fato.

Uma realidade consumada, fazendo-se entender que toda essa tecnologia modernizada trouxe uma mudança significativa em nossa existência, tanto para o bem quanto para o mal.

Muitos de nós passamos nossos tempos disponíveis e muitas vezes indisponíveis em redes sociais, onde temos acessos à vida de outras pessoas e vice-versa.

Vivemos conectados num mundo totalmente fantasioso, falsamente fantástico, onde a felicidade impera, e acreditam que ser “perfeito” é quase possível.

Acreditam que a vivência do outro tem mais sentido que a sua, pois vive uma vida muito mais interessante, perpetuam a felicidade em todos os sentidos.
Esquecendo-se de que o que conhecemos da maioria das pessoas nada mais é que uma aparência superficial expondo somente o que ela quer mostrar, sufocando suas angústias e decepções, porque tudo o que for ruim é secreto, escondido, envernizam sua atual realidade em busca de um status que provavelmente não nos fará sair do lugar, ou da real situação que se encontram intimamente.

Viver se comparando aos outros é ir de encontro a uma vida vazia, exaustiva, angustiante, que faz de nós pessoas depressivas e angustiadas, seres invejosos, querendo ter o que o outro tem, ainda que seja algo mínimo, muitas vezes ainda com a audácia de dizer que é uma pequena inveja “branca”.

Só você sabe da sua essência, porém não sabe da essência do outro, da complexidade que o outro vive. Aproveite suas experiências e viva suas expectativas, seja você, porque os outros já existem.

Você é um ser essencial, divino. Um ser radiante que pode ser conduzido pela sua própria luz, uma herança de Deus, o Criador de todas as coisas.
Acredite em você, nos ideais que o impulsionam a buscar seus desejos, a se libertar dos medos e culpas, dos questionamentos inferiores como: Por que eu não tenho um grande amor, um bom emprego, a casa dos meus sonhos? Ou um simples questionamento que pode ser impactante… POR QUE EU?

Porque tudo tem seu tempo e um propósito, o que precisamos é entender e vivenciar nossa própria vida, com nossos erros e acertos, e não enfatizando que o outro vive melhor, tem o melhor e é melhor. Acreditar que é capaz, desapegar de falsas ilusões e abraçar as oportunidades que nos cercam.

Acorde para quem você é. Vá em busca daquilo que deseja ser, porque em tempo oportuno tudo chegará a você!

*Por Lucia Costa

 

 

 

 

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: osegredo

Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’, diz neurocientista António Damásio

O neurocientista António Damásio advertiu que é necessário “educar massivamente as pessoas para que aceitem os outros”, porque “se não houver educação massiva, os seres humanos vão matar-se uns aos outros”.

O neurocientista português falou no lançamento do seu novo livro A Estranha Ordem das Coisas, na Escola Secundária António Damásio, em Lisboa, onde ele defendeu perante um auditório cheio que é preciso educarmo-nos para contrariar os nossos instintos mais básicos, que nos impelem a pensar primeiro na nossa sobrevivência.

“O que eu quero é proteger-me a mim, aos meus e à minha família. E os outros que se tramem. […] É preciso suplantar uma biologia muito forte”, disse o neurocientista, associando este comportamento a situações como as que têm levado a um discurso anti-imigração e à ascensão de partidos neonazis de nacionalismo xenófobo, como os casos recentes da Alemanha e da Áustria. Para António Damásio, a forma de combater estes fenômenos “é educar maciçamente as pessoas para que aceitem os outros”.

Em ” A Estranha Ordem das Coisas”(editora: Temas e Debates), Damásio volta a falar da importância dos sentimentos, como a dor, o sofrimento ou o prazer antecipado.

“Este livro é uma continuação de O Erro de Descartes, 22 anos mais tarde. Em ‘O Erro de Descartes’ havia uma série de direções que apontavam para este novo livro, mas não tinha dados para o suportar”, explicou António Damásio, referindo-se ao famoso livro que, nos finais da década de 90, veio demonstrar como a ausência de emoções pode prejudicar a racionalidade.

O autor referiu que aquilo que fomos sentindo ao longo de séculos fez de nós o que somos hoje, ou seja, os sentimentos definiram a nossa cultura. António Damásio disse que o que distingue os seres humanos dos restantes animais é a cultura: “Depois da linguagem verbal, há qualquer coisa muito maior que é a grande epopeia cultural que estamos a construir há cem mil anos.”

O neurocientista acredita que o sentimento – que trata como “o elefante que está no meio da sala e de quem ninguém fala” – tem um papel único no aparecimento das culturas. “Os grande motivadores das culturas atuais foram as condições que levaram à dor e ao sofrimento, que levaram as pessoas a ter que fazer alguma coisa que cancelasse a dor e o sofrimento”, acrescentou António Damásio.

“Os sentimentos, aquilo que sentimos, são o resultado de ver uma pessoa que se ama, ou ouvir uma peça musical ou ter um magnífico repasto num restaurante. Todas essas coisas nos provocam emoções e sentimentos. Essa vida emocional e sentimental que temos como pano de fundo da nossa vida são as provocadoras da nossa cultura.”

No livro o autor desce ao nível da célula para explicar que até os microrganismos mais básicos se organizam para sobreviverem. Perante uma plateia com centenas de alunos, o investigador lembrou que as bactérias não têm sistema nervoso nem mente mas “sabem que uma outra bactéria é prima, irmã ou que não faz parte da família”.

Perante uma ameaça, como um antibiótico, “as bactérias têm de trabalhar solidariamente”, explicou, acrescentando que, se a maioria das bactérias trabalha em prol do mesmo fim, também há bactérias que não trabalham. “Quando as bactérias (trabalhadoras) se apercebem que há bactérias vira-casaca, viram-lhes as costas”, concluiu o neurocientista, sublinhando que estas reações são ao nível de algo que possui “uma só célula, não tem mente e não tem uma intenção”, ou seja, “nada disto tem a ver com consciência”.

E é perante esta evidência que o investigador conclui que “há uma coleção de comportamentos – de conflito ou de cooperação – que é a base fundamental e estrutural de vida”.

Durante o lançamento do livro, o investigador usou o exemplo da Catalunha para criticar quem defende que o problema é uma abordagem emocional e não racional: “O problema é ter mais emoções negativas do que positivas, não é ter emoções.”

“O centro do livro está nos afetos. A inteira realidade dos sentimentos e a ciência dos sentimentos e do que está por baixo dos sentimentos. O sentimento é a personagem central. É também central uma coisa que me preocupa muito, o presente estado da cultura humana. Que é terrível. Temos o sentimento de que não está apenas a desmoronar-se, como está a desmoronar-se outra vez e de que devemos perder as esperanças visto que da última vez que tivemos tragédias globais nada aprendemos. O mínimo que podemos concluir é que fomos demasiado complacentes, e acreditamos, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, que haveria um caminho certo, uma tendência para o desenvolvimento humano a par da prosperidade. Durante um tempo, acreditamos que assim era e havia sinais disso”

……………………………………………………………
*Fonte: pensarcomtemporaneo

Um olhar positivo para a Inteligência Artificial

Ao contrário do que se teme, a Inteligência Artificial não representa uma ameaça e pode ser uma grande oportunidade para comunicadores.

Medo é o sentimento dominante entre as pessoas quando o assunto é Inteligência Artificial, segundo pesquisa realizada sob encomendada da Hanover Communications International, consultoria para marcas nas áreas de reputação, comunicações e relações públicas com sede em Londres. Segundo o estudo, 21% das pessoas se preocupam que a inteligência artificial (AI) causará desemprego e 46% temem suas implicações a longo prazo mais do que as implicações de longo prazo do Brexit.

Para o consultor em estratégias de comunicação, Guto Harri, em artigo publicado no site PR Week, Inteligência artificial fornece inúmeras oportunidades para a indústria de Relações Públicas especialmente porque ela vai causar uma reviravolta em vários setores.

As funções mais em risco parecem ser aquelas relacionadas a tarefas repetitivas. Mas Harri tem um olhar positivo para o tema: assim como no passado as máquinas livraram as pessoas de vários trabalhos que demandavam grande desgaste físico, a Inteligência Artificial deve dar fim à necessidade de realizarmos tarefas banais, monótonas e pouco demandantes de esforço intelectual.

Isso se aplicará até a trabalhos de alto nível e com bons níveis salariais. “Por que um advogado gastaria horas escrutinando documentos em busca de alguma falha que poderia ser identificada em alguns segundos por um sistema de Inteligência Artificial? ”, questiona. “Nós sempre precisaremos de advogados, mas por seu conhecimento técnico e não por sua capacidade de escrutinar documentos”, diz.

Para Harri, é essa humanidade que as atuais conversas sobre AI precisam focar. Ele cita o diálogo que teve com um assistente virtual, ao vivo, durante uma apresentação que realizou sobre o tema:

– Minha filha é bonita?
– Desculpe, mas eu não sei a resposta.
– Eu devo mentir para o meu chefe?
– Não sei o que você deve fazer.
– Deus existe?
– Esse é um tema para outro dia ou outro assistente.

O diálogo demonstra que o assistente virtual ficou perdido ao ter que responder perguntas sobre três das coisas mais significativas da vida – beleza, moral e espiritualidade. Isso não foi compreendido pela inteligência artificial, o que para Harri serve como lembrete de que ainda podemos bater as máquinas quando tratamos de inteligência além daquilo que se pode aprender via programação.

“Como comunicadores nós temos a responsabilidade de falar sobre AI de forma positiva para facilitar o caminho da sua assimilação no dia-a-dia. Aproveitar AI vai nos permitir focar em aspectos mais humanos do trabalho”, diz.

Para Harri, o que é crucial é que as empresas comuniquem uma narrativa clara e convincente sobre seus planos em relação a esta tecnologia. “Elas devem reforçar o discurso sobre os benefícios do uso responsável e ético da Inteligência Artificial”, diz.

“Esses são tempos muito interessantes para as Relações Públicas, e as empresas que melhor aproveitarão as oportunidades que vão surgir serão aquelas que estiverem conduzindo os debates sobre o assunto”, conclui.

…………………………………………………………
*Fonte: jornal140

A Rússia está prestes a lançar um dispositivo que permitirá a comunicação através do pensamento

A produção do dispositivo Neurochat para uso em massa está prevista para o segundo trimestre de 2019, informou o diretor executivo do sindicato industrial da NeuroNet Technology Initiative ao Sputnik.

O projeto dos desenvolvedores russos chamado Neurochat, segundo Semiónov, é um sistema de software e hardware, neuroaccessórios e uma interface especial. É um dispositivo médico projetado para oferecer a oportunidade de comunicação de pessoas que por uma razão ou outra não podem falar.

O Neurochat ajudará pessoas que sofreram um derrame e perderam a capacidade de falar e se mover, de ditar um texto para um computador, literalmente com o poder de suas mentes.

Um acessório sem fio com eletrodos é colocado na cabeça do paciente. Isso se concentra na letra necessária da matriz alfabética que aparece na tela do monitor para escrever um texto. O dispositivo pode ser instalado em uma cama ou em uma cadeira de rodas. Os usuários deste acessório podem se comunicar com pessoas próximas e também remotamente pela Internet.

O neurochat também pode ser usado por pessoas com paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla e vários neurotraumas, incluindo lesões na cabeça e na coluna vertebral.

“Na Ásia CES o produto recebeu o prêmio como um dos mais interessantes e promissores. No final de março, pretendemos apresentar o projeto na Conferência Europeia sobre neurotecnologias no Reino Unido,” disse Semyonov.

Segundo o diretor executivo da empresa, o primeiro lote experimental tinha várias centenas de aparelhos enviados para diferentes centros de reabilitação russos para aprovação. Atualmente, estão em andamento negociações sobre a aquisição e fornecimento do Neurochat para instituições médicas.

*Por Any Karolyne Galdino

 

……………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

Ciência explica por que nossos cérebros adoram uma teoria da conspiração

Se você já se viu no meio de uma discussão em que alguém tenta te convencer de que o Brasil perdeu de propósito a Copa do Mundo de 1998, ou mesmo de que a Terra é plana, sabe que as pessoas adoram uma teoria da conspiração.

Mas existe uma razão neurológica capaz de explicar por que muita gente ainda duvida de que o homem foi à Lua ou que Elvis Presley morreu?

Uma das imagens do furacão Matthew, que passou pelo Caribe em 2016, gerou debate na internet. Muita gente viu a “cara da morte” ou até mesmo um dinossauro no registro feito por satélites da Nasa, a agência espacial americana.

A visão inusitada é resultado de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que consiste em reconhecer padrões ou fazer conexões de dados aleatórios com imagens ou objetos.

É dessa necessidade que o cérebro humano tem de decifrar padrões, seja a partir de imagens, sons ou fatos, que surge, por exemplo, a mania de associar o formato das nuvens no céu a animais.

O fenômeno também explica as “mensagens satânicas” que algumas pessoas juram ouvir quando determinadas músicas – faixas de antigos discos da então apresentadora infantil Xuxa, por exemplo – são tocadas ao contrário na vitrola.

Image caption A ‘face da morte’: muita gente vê um monstro no foto que registrou a passagem do furacão Matthew pelo Haiti | Foto: Nasa

 

“É um fenômeno cognitivo, de percepção. Isso significa que o que eu vejo nem sempre é o mesmo que você vê. A pareidolia está ligada a quanto mais se viveu e se viu”, explica o engenheiro brasileiro Maurício Raymundo de Cunto, perito forense e especialista em analisar imagem e som.

Segundo ele, a pareidolia dificilmente se aplica a uma criança de um ano de idade, por exemplo.

“É com o passar dos anos que nós armazenamos informações. O fenômeno fica mais intenso à medida que nosso banco de dados interno cresce e somos capazes de fazer associações”, diz.

“E há pessoas que têm isso de forma mais intensa.”

Mas por que o cérebro busca padrões?

Como parte da nossa evolução como seres humanos, somos programados para reconhecer certos indicadores do ambiente ao nosso redor – como o derretimento da neve que anuncia a chegada da primavera nos países de clima temperado, por exemplo.

Isso nos ajuda a entender o mundo à nossa volta e a nos manter seguros de ameaças repentinas e desconhecidas.

Nosso cérebro interpreta um conjunto de eventos aleatórios na tentativa de encontrar algum fator em comum, que dê sentido ao que está sendo observado.

Para a nossa mente, a “teoria da conspiração” é preferível e mais compreensível que a ideia de uma série de acontecimentos desconexos.

Segurança ameaçada

De acordo com a teoria de Maslow sobre a hierarquia de necessidades dos seres humanos, depois de comida e abrigo, a nossa maior preocupação é com segurança.

E ela é “ameaçada” principalmente pelo desconhecido. E esse medo dele faz com que nosso cérebro crie respostas para garantir conforto.

Segundo especialistas, não conseguimos avaliar uma ameaça desconhecida e que não seja visível – mas evoluímos para reconhecer outras pessoas como ameaça. Então, nossa mente “decide” que um grupo oculto de indivíduos é responsável por acontecimentos ruins, agindo em prol de algum “objetivo nefasto”.

Essa ideia é mais reconfortante e segura que a de que “um monte de coisas aleatórias estão acontecendo”.

E, ao adicionar diferentes níveis de teorias da conspiração, um acima do outro, nosso cérebro consolida uma racionalização.

Senso de comunidade

Pesquisadores também apontam o senso de comunidade como um dos fatores que estimulam as teorias da conspiração.

Os seres humanos sempre viveram em grupos, tribos, sociedades. Participam de clubes, times de futebol, praticam atividades juntos. Fazer parte de um conjunto que compartilha uma crença em comum proporciona um senso de comunidade e pertencimento.

E também faz parte da necessidade humana criar um senso de hierarquia a qualquer grupo de indivíduos. Estar ao redor de pessoas com as mesmas crenças, não importa o quão bizarras ou irracionais sejam, nos ajuda a sentir parte de um clube “especial”.

Como animais sociais, ansiamos por respeito e aceitação. E graças à internet é muito mais fácil procurar e encontrar pessoas que pensam como você, assim como compartilhar suas crenças com outros indivíduos.

‘Tudo acontece por uma razão’

No livro Suspicious Minds (“Mentes Suspeitas”, em tradução livre), o psicólogo Rob Brotherton discute a ideia de “viés de intencionalidade”, que se refere à tendência de ver uma intenção em qualquer ação humana.

Quando crianças, presumimos que tudo ao nosso redor acontece por uma razão. Se o filho vê o pai martelar acidentalmente o dedo, sua mente infantil diz que ele fez isso de propósito, porque um adulto, na visão da criança, está sempre no controle.

A criança pequena ainda não incorporou a noção de que muitas coisas acontecem por acidente ou por acaso.

À medida que crescemos, aprendemos que alguns eventos não têm necessariamente um motivo específico. Simplesmente acontecem.

Mas se nosso cérebro está “distraído” com excesso de informações, se nos sentimos ameaçados ou se tomamos uns drinques a mais, podemos começar a acreditar que existe uma intenção oculta por trás de cada ação – ainda que isso signifique acreditar que Shakespeare nunca existiu, que alienígenas vivem entre nós ou que o aquecimento global é lenda.

………………………………………………………..
*Fonte: bbc-brasil

Conheça o zoológico onde os seres humanos ficam dentro de jaulas

O ser humano é curioso por natureza. Amamos conhecer tudo que é alheio a nós, tudo o que é diferente de nós. E talvez por isso, boa parte de nós adore ir aos zoológicos. Apesar de oferecer uma oportunidade incrível de conhecer animais de várias espécies diferentes, o zoo não é assim tão bom para os animais.

Afinal, os animais são retirados de seus habitats naturais para viver em um lugar, trancafiados e sem liberdade. Nós concordamos que eles são bem cuidados algumas vezes, mas nada se compara a liberdade de seu lar. E bom, por que isso é justo? Por que animais devem ser trancafiados para o nosso lazer?

Zoos diferentes

Há alguns anos, tem surgido uma nova forma de entreter os humanos no que tange a tratar os animais. Ao invés de os animais ficarem presos em jaulas, enquanto os observamos. Por que não visitá-los em seu habitat natural? Pois é essa a ideia que tem ganhado vida e vez em alguns países.

Os animais ficam soltos e são os humanos que se enjaulam para visitar o local. Dessa forma os visitantes não interferem tanto na vida dos animais. Eles não precisam ficar presos e não têm suas rotinas alteradas. Não precisam ser alimentados por tratadores ou ter que aguentar alguém batendo no vidro frequentemente.

Zoológico invertido na Chile

O Safari Lion Zoo é o primeiro zoológico invertido na América Latina. Os visitantes conhecem o local em caminhões que possuem jaulas de metal, que são sólidas e protegem as pessoas. No local há leões, elefantes, pássaros e outros predadores terríveis!

Para atrair a atenção do animal, os visitantes recebem pedaços de carne crua. O cheiro atrai os animais que veem atrás da comida. Eles não têm medo algum de subir nos caminhões e os visitantes adoram isso! Eles podem fotografar e até mesmo tocar os animais! Claro, os mais corajosos, já que os animais não são treinados ou acostumados com a presença humana. Eles reagem da forma que querem e bom, isso pode ser perigoso.

E você, teria coragem de conhecer um zoológico invertido? Nos conte aqui nos comentários e aproveite para compartilhar com aquele amigo que ama animais!

*Por Letícia Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

…………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

O reconhecimento facial abre caminho para o pesadelo de George Orwell

Alguém pode tirar sua foto na rua e conseguir saber quem você é para contatá-lo. Acontece na Rússia. Alguém pode atravessar a faixa de pedestres quando não for permitido e ver que as autoridades lhe multam e pegam sua foto atravessando indevidamente nas paradas de ônibus após identificá-lo com a imagem captada por uma câmera de segurança. Acontece na China. Uma pessoa pode receber a visita inoportuna da polícia porque o algoritmo falhou e a identificou erroneamente. Aconteceu nos Estados Unidos, em cinco ocasiões, com cinco pessoas, em 2015, como admitiu a polícia de Nova York. Tudo isso pode ter acontecido em outros momentos da história, mas nunca foi tão fácil como agora. A tecnologia do reconhecimento facial tem inúmeras comodidades, sim, de promessas de uma maior segurança, certo. Mas, paralelamente, a expansão de toda uma indústria de segurança que gira em torno dela transforma o pesadelo orwelliano de uma sociedade de pessoas controladas em algo mais do que uma possibilidade futura.

Derivada da inteligência artificial, ela deu seus primeiros passos em meados dos anos sessenta. Aquelas primeiras tentativas de usar um computador para reconhecer um rosto humano resultaram em uma tecnologia que alcançou um nível de plenitude assombroso. Prova disso é o iPhone X, que realiza algo que anos atrás pertencia ao domínio da ficção científica: desbloquear um celular com a imagem de nosso rosto. “Quando você encontra uma tecnologia como essa em um aparelho de consumo como o celular”, afirma Enrique Dans, professor de Inovação no IE Business School, “quer dizer que já se pode fazer de tudo com ela”.

Na China, país que fixou como meta se transformar no líder em pesquisa e aplicativos de inteligência artificial em 2030, as pessoas já podem escanear o rosto com o aplicativo para celular Xiaohua Qianbao e pedir um empréstimo ao banco virtual operado pela Xiaohua; ir a um Kentucky Fried Chicken da cidade de Hangzhou e pagar com um sorriso – o Smile to Pay (“sorria para pagar”) é o mais recente sistema desenvolvido pela empresa de pagamentos online Alipay −, e controlar a frequência às aulas de alunos da Universidade de Comunicações de Nanquim.

Ali, a tecnologia avança com os passos firmes da Face++, startup chinesa que derrotou no fim de outubro equipes do Facebook, Google e Microsoft em provas de reconhecimento de imagem na Conferência Internacional de Visão por Computador realizada na Itália. Naquele mesmo mês, a companhia levantou 460 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) em uma rodada de financiamento.

Mas a expansão do fenômeno não se limita a esse território. Lojas de Toronto utilizam a tecnologia para detectar ladrões. O Facebook a usa faz tempo para etiquetar quem aparece nas fotos. De fato, em 2015 já anunciou que podia identificar uma pessoa com 83% de sucesso sem ver sua cara: o tipo de corpo, o penteado e a postura são elementos suficientes. Agora, o novo desafio dos pesquisadores é conseguir identificar pessoas que usem óculos escuros, véu, máscara, balaclava (espécie de gorro com finalidades esportivas): na Universidade da Basileia, Suíça, o professor Bernhard Egger trabalha em um sistema que cria um padrão do rosto em 3D a partir das zonas descobertas da face.

Assim, o mercado do reconhecimento facial já movimenta mais de 3,3 bilhões de dólares (10,6 bilhões de reais) no mundo e poderia chegar a 7,7 bilhões de dólares (24,8 bilhões de reais) em 2022, segundo a consultora MarketsandMarkets. Bancos, companhias aéreas, telefônicas, fabricantes de computadores, todos se abrem a esta nova forma de identificação biométrica que significa um salto à frente em comparação com a impressão digital e a íris.

Mas o rosto não é a mesma coisa que a impressão digital. Quando vamos renovar nosso documento de identidade, concordamos em ceder esse dado biométrico às autoridades. Mas nosso rosto pode ser captado por qualquer um sem nosso consentimento. Por meio de qualquer câmera na rua, em qualquer lugar.

Esta tecnologia tem duas modalidades básicas, como explica por telefone de Michigan o grande especialista Anil K. Jain, professor de engenharia informática e diretor do grupo de pesquisas biométricas da Universidade de Michigan. Uma é a de autenticação ou detecção de rosto (face detection), na qual o sistema compara duas imagens: a que temos armazenada no telefone − no caso do iPhone − e um modelo em 3D criado a partir do rosto que se apresenta diante da tela. E a outra é a de busca de rosto (face search), na qual se cruza uma imagem com as que estão armazenadas em um banco de dados para ver se coincidem − para identificar desconhecidos. “Nesta segunda é muito mais fácil cometer erros”, explica Jain. “São necessários computadores potentes e grandes bancos de dados com milhões de rostos.”

Essa segunda modalidade foi a que desencadeou um debate inflamado sobre a privacidade e as liberdades. Sua combinação com a crescente autoexposição nas redes sociais está acabando com a era do anonimato. O melhor exemplo é dado pelo aplicativo FindFace, que no ano passado causou muita polêmica na Rússia: uma pessoa pega o celular e tira uma foto do passageiro à sua frente no metrô; o algoritmo do aplicativo compara a imagem com as existentes na rede social Vkontakte (que conta com mais de 400 milhões de perfis) e, com uma eficácia de 70%, permite saber quem é essa pessoa. Uma ferramenta perigosa em tempos marcados pelo assédio.

Tecnologia permite identificar em tempo recorde terroristas que acabam de cometer um atentado

E tem mais. Em 2014, os professores Alessandro Acquisti, Ralph Gross e Fred Stutzman demonstraram com o estudo Reconhecimento Facial e Privacidade na Era da Realidade Aumentada o quanto é fácil identificar um desconhecido na era das redes sociais. Com uma webcam e um bom programa de reconhecimento facial, puderam identificar um de cada três alunos que circulavam pela Universidade Carnegie Mellon. Tiveram apenas de cruzar a imagem obtida com as oferecidas pelo mecanismo de busca do Google ou pelos perfis do Facebook. Em alguns casos, o algoritmo permitia até mesmo acessar o número do Seguro Social da pessoa fotografada.

Dito isso, nem tudo é perigoso. O aperfeiçoamento dos algoritmos e das técnicas de análise de dados e a ampliação exponencial dos bancos de imagens de rostos têm proporcionado às forças de segurança um instrumento formidável para identificar em tempo recorde criminosos e terroristas que acabam de cometer um atentado. O professor Anil K. Jain, de fato, publicou em 2013 um trabalho científico no qual demonstrou que era possível identificar um dos dois irmãos que detonaram duas bombas na maratona de Boston em abril de 2013 usando, simplesmente, as imagens divulgadas pelos canais de televisão. “A precisão da detecção de rostos chega às vezes a 90% com as imagens analisadas nas delegacias”, diz. Ou seja, na modalidade de face detection. No entanto, quando se trabalha com imagens de uma câmara de vídeo de segurança da rua (face search), a coisa muda. “Aí tudo dependerá da qualidade da imagem que se obtenha.”

Para que o aparato de segurança que está sendo configurando neste início do século XXI funcione a plena capacidade, são necessários algoritmos cada vez mais precisos, sim. Mas a chave é manter os bancos de dados bem abastecidos. De rostos. E a China já dispõe de um banco de dados com um bilhão de fotos de seus cidadãos, o maior do mundo. O gigante asiático conta, além disso, com uma ampla rede de câmeras para captar imagens na rua. A Face++, segundo o Financial Times, está ajudando o Governo chinês a rastrear o 1,3 bilhão de habitantes do país através de imagens de câmeras de segurança. Escanear placas de carro, escanear rostos. O pesadelo imaginado por Orwell em seu livro 1984 vai tomando forma.

Os norte-americanos não ficam atrás. Um relatório feito no ano passado pelo Law’s Center on Privacy and Technology, o centro sobre privacidade e tecnologia da faculdade de direito da Universidade de Georgetown, estima que 117 milhões de cidadãos já estejam nos bancos de dados que a polícia pode usar. Em conversa telefônica de Nova Iorque, o diretor executivo do centro, Álvaro Bedoya, afirma que o total a esta altura já chega a 125 milhões. “Isto nunca ocorreu na história dos EUA”, protesta. “Os bancos de dados de DNA e impressões digitais eram compostos por pessoas com antecedentes penais. Está sendo criado um banco de dados biométricos de pessoas que respeitam a lei, atravessou-se o Rubicão.”

Bedoya, um destacado jurista, considera que a tecnologia só deve ser usada para crimes graves, não de forma ilimitada: “Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também. Caminhamos para uma sociedade de controle. Pode-se identificar qualquer um, a qualquer momento, por qualquer motivo”.

A tecnologia também é usada em ações de policiamento preventivo. O uso de inteligência artificial permite seguir alguém através das câmeras de segurança existentes em espaços públicos e analisar seus movimentos, sua linguagem corporal. Com essa enorme coleta de dados se pretende, por meio de modelos estatísticos, prever onde pode ocorrer um crime e quem pode cometê-lo.

“Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também”, alerta o jurista Álvaro Bedoya

O problema é onde vai parar nosso rosto. O jornal britânico The Guardian teve acesso a documentos que indicam que o procurador-geral da Austrália manteve conversas com empresas telefônicas e bancos para o uso privado de seu serviço de verificação facial em 2018. E os especialistas em proteção de dados se preocupam com o uso que as empresas possam fazer dos bancos de rostos de seus clientes. Uma investigação do jornal The Washington Post revelou em novembro que Apple estava compartilhando informações de rostos com alguns aplicativos e, como consequência da investigação jornalística, realizou uma mudança, exigindo que um aplicativo informasse seus usuários sobre isso em sua política de privacidade.

Facebook, Google e Snapchat, por sua vez, são três das empresas que já foram processadas em Illinois por capturar e armazenar imagens dos usuários sem seu consentimento. Por acaso podemos confiar em que as empresas da nova economia digital não comercializarão nossos rostos?

“O problema é que há uma total falta de transparência”, diz Kelly Gates, professora da Universidade da Califórnia em San Diego e autora do livro Our Biometric Future: Facial Recognition Technology and the Culture of Surveillance (“nosso futuro biométrico: tecnologia do reconhecimento facial e a cultura da vigilância”). “A polícia, assim como o Exército, experimenta, mas não sabemos o que estão fazendo.”

Essa pesquisadora, que agora estuda as técnicas de análise forense de vídeo, ressalta que há uma proliferação de vídeos e dados procedentes de drones, câmeras de rua e de estabelecimentos comerciais cuja análise é terceirizada para empresas privadas. “Os cientistas dizem que é uma tecnologia com a qual se cometem muitos erros. Não há uma ciência que a respalde e, mesmo assim, ela continua sendo utilizada”, assinala Gates.

Que seja feito tudo para que não aconteça na realidade o que ocorre na distopia assinada por Terry Gilliam, Brazil, filme de 1985 no qual um erro de dados leva à detenção do senhor Buttle quando o objetivo era deter o senhor Tuttle. Algo que, nas mãos de um integrante do Monty Python, é muito engraçado, mas no mundo real, não tem graça nenhuma. Gates é incisiva: “Está sendo buscada uma segurança perfeita que nunca será alcançada. Pensar que, em contextos de violência, tudo isto é a grande solução é como comprar mais aparelhos de ar condicionado para resolver os problemas representados pela mudança climática”.

No fim das contas, a questão é em quais mãos recai o uso desta tecnologia e de nossos dados. Com ela, países com problemas de direitos humanos e restrições às liberdades têm um tremendo instrumento de perseguição de dissidentes. O controle, como se não fosse suficiente aquele que pode ser exercido por meio dos dispositivos que já temos, atravessa uma nova fronteira. Alguém imagina esta tecnologia nas mãos de um Governo de extrema direita na Europa? Ou em um país governado por fundamentalistas muçulmanos?

*Por Joseba Elola

…………………………………………………………..
*Fonte: elpais

Estudo diz que as pessoas com “letra feia” são mais espertas

Se alguém criticar sua caligrafia… é porque inveja sua inteligência!

Se já zombaram de quão mal você escreve, e você nunca entendeu nada, parabéns, é hora de se gabar do seu intelecto superior. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Yale (Estados Unidos) e publicada pelo American Journal of Psychology, as pessoas com as letras mais feias são geralmente as mais inteligentes.

O relatório indica que os alunos com melhores qualificações costumam expressar suas ideias em textos escritos com menos elaboração.

A deficiência no desenvolvimento da escrita deve ser por conta de que seus cérebros ganham velocidade em suas mãos, tentando acrescentar tanta informação no menor tempo possível, é por isso que, quem escreve mais feio também escreve rápido.

“Crianças com letras ruins mostraram altas habilidades mentais e agilidade mental acima da média. Para eles, a informação que receberam foi mais importante do que lutar por uma boa letra.” -Psicólogo Arnold L. Gesell, da Universidade de Yale

O conceito de inteligência nos diz que é mais inteligente quem resolve os problemas no menor tempo possível, o que requer uma grande virtude: a agilidade mental. Crianças com maior agilidade mental em teoria devem ser as mais inteligentes. É por isso que a inteligência está relacionada à deficiência na escrita.

Apesar do problema ter uma solução, Gessel também afirmou que, com a prática, coordenando corretamente a visão, o cérebro e a mão, a escrita pode ser melhorada. Mas as pessoas raramente se preocupam em melhorar a compreensão de sua escrita.

……………………………………………………………..
*Fonte: contioutra

Não permita ser julgado por quem não vive a sua história

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.
Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.
Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

*Por Marcel Camargo

……………………………………………………………………….
*Fonte: osegredo

Na Islândia a tradição é trocar livros no Natal

O Natal pode ser uma época de muita ansiedade para alguns. Além das filas nas lojas, dos mil e um amigos-secretos e dos altos gastos com presentes, ainda é preciso escolher algo especial para cada pessoa. Na Islândia, uma antiga tradição é também uma ótima maneira de combater o consumismo e aliviar o estresse.

No país, é costume trocar livros na noite de Natal, o que estimula a cultura e desacelera o consumismo nessa época do ano. Após a ceia, é comum passar o restante da noite lendo. Graças a isso, cerca de 70% dos livros islandeses são publicados nos últimos três meses antes do fim do ano.

Segundo uma reportagem publicada pelo El País, o costume surgiu durante a Segunda Guerra Mundial. Nesta época, devido à restrição de importações, as pessoas passaram a trocar livros durante o Natal, pois estes eram impressos no próprio país.

A Islândia é detentora de diversos recordes relacionados à literatura. A ilha conta com o maior número de escritores por habitantes do mundo, bem como o maior número de livros publicados e lidos. Existe até uma estatística que calcula que cerca de 10% dos habitantes do país já publicaram ou vão publicar um livro algum dia.

……………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

Melhor lidar com pessoas ácidas e honestas do que com pessoas doces e hipócritas

Existem vários tipos de pessoas com quem conviveremos, ao longo de nossas vidas, no trabalho, nas redes sociais, na vida por aí. Pessoas com personalidades diferentes umas das outras, cada uma delas peculiar e única em suas características próprias. Termos o cuidado de manter por perto quem é sincero será um dos maiores favores que faremos a nós mesmos.

Não é fácil, infelizmente, saber em quem podemos confiar, desde o início, uma vez que máscaras costumam ser usadas durante os relacionamentos, de acordo com os interesses de cada um, de acordo com o quanto a pessoa pensa em si mesma e no outro. Pode demorar para conhecermos realmente a índole de alguém, pode levar muito tempo, porém, nunca será tarde demais para que consigamos nos proteger.

Muitos de nós costumamos confundir leveza com sinceridade e acidez com falsidade, erroneamente. Nem sempre as boas intenções se revestem de um verniz doce e calmo. Nem sempre a falsidade se atrela a um comportamento mais áspero e firme. Na verdade, a gente não conhece de fato as pessoas, mas apenas parte delas que nos são permitidas, de acordo com o que elas querem. E nem sempre o que elas querem nos faz bem.

As decepções serão invitáveis, onde e com quem estivermos. Perdoar será preciso, mas até o limite máximo de nossa dignidade. Teremos que tentar entender o outro, compreendendo que ele tem as próprias histórias, as próprias escuridões, uma luta interna que desconhecemos. Mesmo assim, o sofrimento alheio não poderá morar em nós demoradamente, a ponto de nos fazer mal. Tentar ajudar é necessário, porém, sem tomar como nossas as tempestades que o outro criou.

Por isso é que, muitas vezes, mesmo que não sejam simpáticas demais, será bem melhor lidar com pessoas transparentes, porque então saberemos que terreno pisamos. Ruim é pisar ovos, andar em areia movediça, enquanto não se percebe a crueldade por trás da doçura no tom de voz de certas pessoas. O que nos protegerá, afinal, será a honestidade, tanto a nossa quanto a do outro. Sempre.

*Por Marcel Camargo

……………………………………………………………….
*Fonte: contioutra