Pessoas reflexivas sabem gerenciar melhor o estresse!

Pessoas reflexivas são artesãos do pensamento e gerenciam melhor o estresse! A arte da reflexão requer colocar em prática o controle mental adequado.

Pessoas ponderadas são meticulosas em seus processos mentais, lentas em suas meditações e cautelosas em suas decisões.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS MAIS SINGULARES QUE OS DEFINE É A CAPACIDADE DE ENCONTRAR A CALMA EM MEIO AO CAOS E DAR RESPOSTAS INOVADORAS AOS PROBLEMAS.

Neste mundo de contradições, meias verdades e inteiras falsidades, este perfil tem grande valor.

Poderíamos dizer que a capacidade de reflexão é uma das funções superiores do cérebro com maior importância e utilidade. Ser atencioso desacelera a impulsividade natural e fornece uma boa base para o autoconhecimento.

Pensar devagar e por meio do filtro da análise pode nos ajudar a melhorar nossa realidade de diferentes maneiras.

No entanto, em um ambiente tão cheio de estímulos imprevisíveis, muitas vezes somos forçados a responder de forma rápida e instintiva . Isso não é ruim, mas não deve ser nossa estratégia usual.

“Minha mente se rebela contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho, dê-me o criptograma mais abstruso ou a análise mais intrincada, e eu estou em minha própria atmosfera” Sherlock Holmes

Isso é o que torna as pessoas reflexivas diferentes

A reflexão é um processo mental definido por um tipo de pensamento racional e cuidadoso, associado a um clima interno de introspecção. Assim, trabalhos de pesquisa, como os realizados na Universidade de Yale, destacam a grande relevância do que eles definem como “reflexão cognitiva” para um fato muito específico.

Essa faculdade nos permite passar pelo filtro da análise e indução de qualquer questão ou realidade para posteriormente emitir respostas ou comportamentos mais ponderados, evitando assim a primeira coisa que vem à mente.

Esta é uma competição de grande valor. A dimensão que faríamos bem em promover nas crianças desde tenra idade. Portanto, vamos descobrir quais são as facetas e os processos que tornam únicas as pessoas atenciosas.

Bom gerenciamento de estresse

Um recurso essencial para desenvolver o pensamento reflexivo é um bom controle do estresse e da ansiedade. Esses são estados psicológicos que tornam completamente difícil raciocinar de forma focada e vagarosa. Portanto, um bom gerenciamento do estresse (ideias irracionais, emoções, tensão psicofísica, etc.) é decisivo.

Da mesma forma, não podemos ignorar um fato: a arte da reflexão requer autocontrole e compreensão emocional. Não apenas as emoções negativas de valência podem ser perturbadoras; Às vezes, a efusividade ou mesmo a alegria intensa podem atrapalhar nossos poderes de tomada de decisão.

Pessoas reflexivas: mentes analíticas e introspectivas

Habilidade analítica é aquele ofício cognitivo que permite que a informação seja meticulosamente processada para separar o todo em partes menores, gerando assim a oportunidade de entender melhor qualquer dado ou situação.

Da mesma forma, pessoas atenciosas são muito competentes em análise porque praticam a introspecção. Mergulham para entrar em contato com cada pensamento, emoção, realidade interna e tirar suas próprias conclusões.

Observação, lógica e criatividade

Pessoas reflexivas processam e se relacionam com seu ambiente em um ritmo diferente, mais lento. São homens e mulheres muito observadores que se deliciam em cuidar de cada detalhe, de cada nuance do ambiente.

Da mesma forma, filtram cada aspecto da tapeçaria da lógica, ou seja, obtêm suas próprias respostas por meio da dedução e da indução.

É importante entender que a reflexividade tem uma nuance lógica, mas também uma tendência criativa.

Às vezes, para encontrar relações entre várias coisas, é importante usar a indução, mas também aquela imaginação que preenche lacunas e faz do pensamento um processo inovador.

Uma mente aberta e flexível

Para uma pessoa atenciosa, o mundo não é preto e branco e as pessoas não são boas nem más. Para essa personalidade, a vida é cheia de nuances e é isso que a torna rica e interessante.

A flexibilidade de pensamento sempre usa uma mente aberta que não tem medo de dados contraditórios e que também não fica sozinha na primeira opção.

Uma característica das pessoas atenciosas é a autoconfiança. Quem consegue entrar em contato com seus processos internos (pensamentos e emoções) adquire um grande senso de autoconhecimento.

Bons estrategistas de planejamento

É bem possível que pessoas atenciosas levem muito tempo para emitir uma resposta ou para traçar um plano estratégico. No entanto, as respostas que eles apresentam sempre serão sofisticadas e valiosas.

Essa personalidade combina engenhosidade e originalidade porque tem boas habilidades de planejamento. São meticulosos, pautados pela análise, pelo ensaio e pelo erro e por aquela dedicação em que nada é deixado ao acaso.

Foco nas prioridades

Qualquer um que não seja bom em se concentrar no que é importante se sentirá como um navio sem leme. A vida o derrubará aqui e ali, sua mente sempre vagará à deriva e você terá a sensação de que não tem controle sobre nada.

Agora, a reflexão nos dá direção e segurança. Quando sabemos quais são as prioridades em todos os momentos, podemos direcionar todos os nossos recursos e emoções para isso. Por sua vez, isso nos dá uma grande sensação de controle e satisfação.

O desenvolvimento de uma boa mentalidade reflexiva reverte diretamente para o nosso bem-estar diminuído o estresse. É chegar àquele cume de onde tudo faz mais sentido e melhores perspectivas … Só então decidimos melhor.

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*Fonte: seuamigoguru

Estou Aprendendo A Não Reagir A Tudo Que Me Incomoda

Lentamente estou aprendendo que a energia que eu gasto para reagir a cada coisa ruim que acontece me esgota e me impede de ver o lado bom da vida. Eu estou aprendendo que não preciso machucar de volta quem me machucou.

Às vezes, o sinal máximo de maturidade é virar as costas ao invés de pagar na mesma moeda. Eu estou aprendendo que não posso agradar todo mundo, e tudo bem com isso. Eu estou aprendendo que tentar ganhar a afeição de todo mundo é uma perda de tempo e de energia, e que me enche apenas de vazio.

Eu estou aprendendo que não reagir não significa que eu estou bem com as coisas, e sim que eu apenas estou lidando com elas. Eu estou escolhendo tirar isso como lição e aprender com a situação. Eu estou escolhendo ser melhor. Escolhendo a minha paz de espírito porque é o que eu realmente preciso.

Não quero mais drama. Não preciso de ninguém me fazendo sentir que não sou boa o suficiente. Eu não preciso de brigas e discussões. Eu estou aprendendo que, de vez em quando, não dizer nada diz tudo.

Eu estou aprendendo que reagir ao que me faz mal dá poder para outra pessoa sobre as minhas emoções. Você não pode controlar o que os outros fazem, mas pode controlar como você responde, como você lida, como você interpreta e quanto disso você leva para o lado pessoal. Eu estou aprendendo que na maior parte do tempo, essas situações não dizem nada a respeito de mim, mas sim a respeito do outro.

Eu estou aprendendo que talvez todas essas decepções são simplesmente para me ensinar a me amar, porque esse amor é a armadura e o escudo que eu preciso contra quem tenta me derrubar. É o que me salva quando alguém tenta diminuir minha confiança ou questionar o meu valor.

Eu estou aprendendo que mesmo que eu reaja, isso não vai mudar nada, não vai fazer ninguém me amar ou respeitar e não vai magicamente mudar a mente de ninguém. Às vezes é melhor simplesmente deixar estar, deixar pessoas irem, não lutar por fechamento, não pedir explicações, não procurar respostas e não esperar que alguém entenda a minha história.

Eu estou aprendendo que a vida é melhor vivida quando eu não foco no que está acontecendo ao meu redor, e sim quando eu foco em mim mesma. Trabalhar em mim e na minha paz interior me faz perceber que não reagir a toda pequena coisa que me incomoda é o primeiro ingrediente para viver uma vida feliz e saudável.

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*Texto de Thought Catalog, traduzido e adaptado por Portal Raízes

Tédio social ou por que não vamos mais com a cara de ninguém depois da pandemia

Já sabemos que a pandemia impactou em mais áreas da nossa vida, além da nossa saúde. Obviamente, também o fez em nossa economia e em nossas perspectivas de curto prazo. Mas também o fez em nossas relações pessoais. Com amigos, parceiros ou familiares. Mas se déssemos uma olhada nas redes sociais, poderíamos dizer que o fenômeno é um pouco maior, algo mais generalizado. Existe um tédio social. Algo como se depois da pandemia fôssemos um pouco menos com a cara de todo mundo do que antes. Como se estivéssemos decepcionados com a sociedade.

“As consequências sociais da pandemia foram variadas, marcadas pela ambivalência entre o positivo e o negativo”, explica Juan Antonio Roche Cárcel, presidente do Comitê de Sociologia das Emoções da Federação Espanhola de Sociologia (FES). O sociólogo, que publicou vários estudos sobre as consequências sociais do coronavírus, insiste que houve uma “tensão entre as forças individualizantes e comunitárias”. Em outras palavras, “existem aspectos de maior egoísmo individual e aspectos de maior sentido comunitário”. Mas parece que, no final das contas, alguns nos impactaram mais do que outros.

Os confrontos não aconteceram apenas nas varandas dos bares ou nas reuniões familiares. Tampouco apenas nos grupos de WhatsApp. Toda a sociedade parece ter se polarizado na hora de opinar sobre novos assuntos, como o uso correto ou não das máscaras ou a aplicação das vacinas. Cada um com seus argumentos. “Houve uma polarização do político que também afeta a esfera privada”, insiste Juan Antonio Roche Cárcel. Pois o debate de nossos políticos passou das discussões nos meios de comunicação às nossas videoconferências. Mas principalmente às nossas discussões no Twitter, com muitos desconhecidos. “As redes sociais serviram, por um lado, para conectar famílias ou amigos, mas também para gerar fake news, uma exacerbação das emoções, uma intensificação dos ódios, o desrespeito pelo diferente. Esta situação gerou medo e solidariedade, que são duas das grandes respostas sociais que estiveram presentes nestes meses”, insiste o sociólogo.

Tudo isso impactou também nos meios de comunicação. No início da pandemia, nos aferrávamos às imagens dos aplausos para os profissionais da saúde, das comunidades de moradores fazendo compras para os idosos ou dos restaurantes distribuindo refeições gratuitas aos mais necessitados. A estas alturas, as imagens predominantes da pandemia são as de festas ilegais, as frases com desculpas impossíveis para desrespeitar as restrições ou as pessoas que chegaram a enfrentar até mesmo a polícia. Ambas as realidades representam apenas grupos de pessoas e nem sempre as maiorias. No entanto, onde o foco da atenção é colocado, marca a nossa forma de entender a sociedade em seu conjunto.

Amplificação das emoções
Para além de todos os fatores externos, o tédio social também tem a ver com o cansaço emocional que implicou ver nossas vidas transtornadas durante um tempo tão longo. Como exemplo, o estudo da Ipsos Digital para a Unilever concluiu que 61% dos espanhóis consideram que seu bem-estar mental diminuiu.

“Depois deste longo período de pandemia, embora pareça que finalmente começamos a ver a luz e deveríamos ter muita vontade de nos relacionarmos, existe um estado de apatia social generalizada”, reflete a psicóloga Eli Soler. “A situação de confinamento minou o moral de muitas pessoas. Algumas até se acostumaram com o pouco contato social e afirmam que têm preguiça de voltar a se relacionar”.

A especialista acrescenta que a pandemia trouxe uma maior suscetibilidade e uma amplificação das emoções. Ficamos trancados, com uma rotina restrita. Algo parecido com o que aconteceu nas primeiras edições do Big Brother, em que os participantes repetiam que “aqui dentro tudo se intensifica”. “Esta semelhança é um exemplo muito bom, principalmente a primeira edição. Nós, como sociedade, também não esperávamos um confinamento tão longo nem tão estrito. Depois da primeira fase de euforia e da sensação de aproveitar o tempo que nos era dado, com o passar das semanas veio o desespero e o desgaste. Veio aquilo de ficar em casa usando um eterno pijama, como os participantes desse reality show, e de não ter vontade de fazer nada além de comer e assistir Netflix”.

O ambiente de polarização e a sensação de desgaste individual também marcaram a forma como nos comunicamos e nos entendemos. Ou melhor, a forma de gerar mal-entendidos. Principalmente nas redes sociais, onde a falta de linguagem não verbal, de expressões e entonações muitas vezes leva a perverter as mensagens.

“Estivemos muito mais irritáveis, tensos e tudo isso nos levou a discutir mais com nossa família ou com nosso parceiro”, insiste Eli Soler a respeito dos casos que continua atendendo em seu consultório. “As redes sociais foram uma janela externa para a vida social, mas em muitas ocasiões foram usadas mais como via de escape do que como ferramenta social funcional.” Acontece que em um momento que socializávamos, o fazíamos justamente com os assuntos que mais nos levavam a discutir. Tudo isso levou a que nos fechássemos mais em nós mesmos e em nossas opiniões, a que perdêssemos o contato e a confiança com algumas pessoas próximas e, definitivamente, que perdêssemos a perspectiva sobre algo fundamental: a empatia. Porque nem todo mundo atravessava a mesma situação, nem tinha as mesmas circunstâncias familiares ou financeiras ou não sabia administrar suas emoções da mesma forma.

“Mas está terminando, pouco a pouco”, acrescenta como um raio de luz a psicóloga, tendo em vista a realidade europeia. Ela insiste que agora que as vacinas estão chegando para proteger nossa saúde física é um bom momento para abordar nossa saúde mental. “Por isso, para sair desse estado cinza, a melhor coisa a fazer é se ativar, entrar em movimento. Obrigar-se a reencontrar os amigos, voltar a fazer as atividades que antes nos motivavam e obrigar-se a seguir uma rotina regular. Porque cuidar das nossas emoções é cuidar da nossa saúde mental”, conclui a especialista.

*Por Silvia C. Carpallo
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*Fonte: elpais

Por que é preciso estudar História?

A história que estudamos na escola não serve apenas para passar em concursos e no vestibular. Ela amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

A história da sala de aula vai muito além do ENEM dos concursos.Foto: Bill Wegener /Unplash.
Ao abrir os jornais nos deparamos insistentemente com notícias provenientes de diversas partes do mundo que falam de desemprego, pandemias, conflitos sociais motivados por episódios de machismo e racismo, guerras entre Estados, disputas comerciais, eleições marcadas por fake news e movimentos sociais lutando contra a sua criminalização.

Como chegamos até aqui? Porque existe racismo? Porque existe machismo, homofobia e feminicídios? Porque existem ricos e pobres, conflitos, guerras e eleições? Será que a vida das pessoas sobre a Terra sempre foi do modo como é hoje? Quem inventou essas coisas todas nas quais acreditamos ou às quais apenas ouvimos falar? Eis que o estudo da História pode nos ajudar. Ela não vai nos dar todas as respostas, mas pode, ao menos, nos ajudar a compreender melhor o comportamento humano, afinal de contas, nossas ações do mundo são informadas e formadas com base em ideias sociais que são históricas, isso é, ideias que são construídas ao longo do tempo e que são sempre marcadas por contextos.

A história que estudamos na escola não serve simplesmente e apenas para passar nas provas vestibulares, para concluir e ganhar um diploma do Ensino Fundamental, para realizar a prova do Enem e tentar um futuro em uma universidade brasileira. A história que estudamos na escola amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

…… Continue lendo em:
https://www.cafehistoria.com.br/porque-ainda-e-preciso-estudar-historia/ ISSN: 2674-5917.

*Referências
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo (Nova edição). São Paulo: editora Companhia das Letras, 2019.

PEREIRA, Nilton Pereira. Porque é preciso estudar História? (Artigo). In: Café História. Publicado em 5 de julho de 2021.

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Vocês já conheceram alguém e assim que vocês bateram os olhos nela sentiram algo inexplicável? Como se vocês já se conhecem antes ou em outras vidas?

Os sentimentos variam entre paz extraordinária, admiração sem precedentes, paixão arrebatadora e amor à primeira vista ou, até mesmo, um sentimento contrário nasce na gente, uma pontinha injustificável de ódio, quando sentimos que o “santo não bate”.

Esse sentimento a primeira vista pode surgir por um novo colega de trabalho, por um novo membro da família, ou até mesmo por um estranho que cruzou o nosso caminho e nem sequer conhecemos direito.

Geralmente, essas pessoas nos impressionam tanto, que a primeira impressão é a que acaba ficando.

Elas se transformam em grandes amigos, num verdadeiro amor, ou então em um desafeto em potencial.

Mas o melhor mesmo é quando elas se tornam pessoas insubstituíveis por serem pessoas tão especiais e inesquecíveis.

Bom mesmo é quando elas plantam em nós as suas sementes de amor e nos deixam seus legados de afeto.

Bom mesmo é quando elas se tornam um belo exemplo de vida ou prestam uma ajuda espontânea, vão com a nossa cara de graça, e são capazes de agregar um grande valor em nossas vidas.

Existe um imenso mistério nas afinidades da vida, é um verdadeiro encanto o que nos prende ou nos afasta.

Caso à não afinidade aconteça à primeira vista, nesse caso, qualquer tentativa de agradar pode se tornar desgastante e em vão, mas existem exceções à regra, casos extraordinários de pessoas que foram pré-julgadas e após um período de convivência, conseguiram desfazer má impressão do início.

Há, no entanto, a possibilidade de nascer ali uma grande amizade.

Esse sentimento de que já conhecemos aquela pessoa de algum lugar é natural e recorrente, mas existe explicação para isso?

Não conseguimos explicar porque isso acontece, mas sabemos e temos muitos exemplos de pessoas que surgiram do nada em nossa vida e mudaram tudo para melhor, como se já estivessem nela há muito tempo. Chegamos até a pensar que as conhecemos de outra vida, mas não temos como comprovar essa tese, porém, é exatamente o que parece.

Independentemente de a conexão foi de afinidade positiva ou repulsiva, podemos notar que essa sensação interna se manifesta em todos nós intensamente.

A partir dessa sensação, podemos escolher nos aproximar e viver essa dádiva, pode-se escolher viver essa dádiva de exuberante alegria ou recusar quando a intuição alertar sofrimento à vista.

Estudos em psicologia mostram que a primeira impressão é a que fica e esta é dificilmente desfeita.

Se queremos construir boas relações precisamos nos atentar para a impressão que causamos em um contato inicial, e entender que causar uma boa primeira impressão é imprescindível em qualquer área da vida.

Se você deseja causar uma boa impressão por onde for, seja gentil, ouça mais e fale menos, tenha atitudes empáticas, coloque o seu ponto de vista e respeite a opinião do outro, cuide da sua aparência, seja simpático, educado, generoso, pontual e não julgue de modo a parecer inconveniente. Aprenda a se colocar no lugar do outro e seja prestativo, não invasivo.

Psicólogos do mundo todo concordam que apenas 30 segundos bastam para causar um impacto positivo no outro, assim que conhecemos alguém. Especialistas afirmam que este tempo é suficiente para deixar uma emoção ou sentimento psicológico na mente de um ser humano.

É no primeiro contato que passamos credibilidade. A confiança adquirida, ou não, neste primeiro momento será importante para o futuro dessa relação. Essa informação vale para todas as áreas da nossa vida.

Existem pessoas que nos reconhecem no primeiro olhar e que parecem fazer parte da nossa vida e conhecer a nossa história mesmo que não tenhamos dito uma palavra. Mas existem outras que dificilmente conseguimos nos conectar, e a máxima dos 30 segundos precisará ser aplicada a elas.

Por tanto, esteja atento para saber diferenciar uma pessoa da outra, e entenda que essas pessoas que parecemos conhecer de outras vidas são raras!

Valorize essas pessoas, esteja presente na vida delas, e as mantenha sempre por perto. No entanto, não pense que todos te entenderão, todos te aceitaram exatamente como você é. Sempre aparecerão na sua vida aqueles que não conseguem te decifrar, e que irão te julgar a primeira vista.

Tenha cuidado nos primeiros 30 segundos, e redobre o cuidado nas próximas horas para não se deixar levar por falsas aparências.

Se preocupe em mostrar o que você tem de melhor, e se apresente com os seus defeitos de forma autentica, a sua verdade sempre será melhor aceita do que um personagem que você inventar só para ser aceito.

Para encerrar este texto cito a frase de Tom Peters, uma das maiores autoridades no assunto:

“Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.”


*Por Idelma da Costa

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*Fonte: seuamigoguru

As 3 habilidades de pessoas com alta ‘inteligência emocional’ no trabalho

Quando publicou seu livro Inteligência Emocional, há 25 anos, Daniel Goleman ganhou fama com uma ideia até então desconhecida: as habilidades de uma pessoa não se medem apenas pelo seu coeficiente intelectual.

Considerado um novo paradigma, o livro, que foi traduzido para 40 idiomas e vendeu 5 milhões de cópias, foi o início de um novo campo de investigação da psicologia que, desde então, tem tido repercussões em nível educacional e profissional.

Doutor em psicologia pela Universidade Harvard, Goleman é cofundador do centro Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL) e codiretor do Consórcio para Pesquisa em Inteligência Emocional em Organizações, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.

Uma das perguntas mais frequentes ao pesquisador é sobre quais são as características que fazem com que uma pessoa se destaque no trabalho.

Ainda que pesem fatores como o nível de conhecimento, o que realmente faz a diferença, garante Goleman, é seu nível de inteligência emocional, ou a habilidade para identificar e monitorar suas emoções pessoais e dos demais. E é essa a pedra angular de seu trabalho.

“As empresas olham cada vez mais pela lente da inteligência emocional ao contratar, promover e desenvolver seus funcionários”, afirmou Goleman à BBC News Mundo, o serviço da BBC em espanhol. “Anos de estudo mostram que quando mais inteligência emocional tem uma pessoa, melhor será seu desempenho”.

Goleman chegou a estabelecer que o conceito de inteligência emocional abrange 12 características essenciais para que as pessoas alcancem seus objetivos de desenvolvimento e tenham êxito em suas carreiras:

– Autoconsciência emocional

– Autocontrole emocional

– Adaptabilidade

– Orientação ao sucesso

– Visão positiva

– Empatia

– Consciência organizacional

– Influência

– Orientação e tutoria

– Gestão de conflitos

– Trabalho em equipe

– Liderança inspiradora

A reportagem perguntou ao pesquisador quais são as três habilidades mais poderosas desse grupo para quem procura sucesso no trabalho. E o psicólogo americano destacou: orientar-se ao sucesso, empatia e influência.

Orientar-se ao sucesso

“Eu escolheria a orientação ao sucesso, compreendida como a capacidade de seguir me esforçando para alcançar os objetivos apesar dos obstáculos e contratempos. Nos tempos atuais, isso parece muito importante”, afirmou.

Essa decisão de concentrar esforços nos seus objetivos implica desenvolver a capacidade de resiliência e adaptação diante de condições adversas e uma perspectiva positiva frente as circunstâncias para continuar avançando em direção à meta, explica ele.

Uma das maneiras de desenvolver esta habilidade, diz o investigador, é recordar-se constantemente da satisfação que irá sentir quando cumprir seus objetivos. Este pensamento é uma força que ajudará a seguir em frente.

E, além disso, esforçar-se para cumprir ou superar um padrão de excelência, recebendo positivamente os comentários que outras pessoas fazem sobre o seu trabalho.

Empatia
Para Goleman, a empatia se relaciona com a capacidade de se sintonizar com as necessidades e sentimentos das pessoas com quem você tem que interagir, seja no trabalho, com clientes ou com amigos. Trata-se de prestar atenção a outras pessoas e dedicar tempo a entender o que estão dizendo e como se sentem.

Por isso, é essencial desenvolver a capacidade de escutar e fazer perguntas. E, embora a empatia seja uma habilidade que exija tempo para ser desenvolvida, uma prática que pode ajudar é o hábito de “colocar-se no lugar de outra pessoa de uma maneira profunda”, diz Goleman.

Influência
Esta habilidade se refere basicamente à capacidade de “transmitir seu argumento a pessoas-chave de uma maneira convincente, especialmente àquelas pessoas cujas decisões podem te ajudar a conseguir suas metas”, explica o psicólogo.

Uma boa técnica para desenvolver essa característica, diz Goleman, é simular esse tipo de situação com a dramatização. “Provavelmente a melhor maneira de melhorar esta habilidade é trabalhando com um instrutor ou companheiro de confiança.”

Embora possa parecer incômodo a princípio, trata-se de praticar o convencimento de outra pessoa. Esse treinamento permite preparar-se para o momento real em que você precise aplicar seu poder de persuasão.

Quais são as armadilhas?
Algo bastante comum que costuma atrapalhar o desenvolvimento profissional, explica Goleman, é definir a inteligência emocional de uma maneira muito reduzida. Focar, por exemplo, em uma ou duas características da lista e deixar de lado a complexidade do conceito.

“Ao colocar toda a atenção na sua sociabilidade e empatia, por exemplo, você pode perder de vista todos os outros aspectos essenciais da inteligência emocional que podem lhe faltar, que lhe transformariam em um líder mais forte e efetivo.”

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*Fonte: bbc-brasil

Pandemia criará tsunami de desmotivação e faltas ao trabalho, alerta psicóloga

“Há muitas reclamações de esgotamento porque achávamos que a pandemia seria uma corrida de velocidade, não uma maratona.”

É assim que Elke Van Hoof, professora de Psicologia da Saúde na Universidade de Vrije, em Bruxelas, e especialista em estresse e trauma, define a pandemia do coronavírus.

Van Hoof conversou inicialmente com a BBC News Mundo quase um ano atrás, quando disse que o mundo viveria “o maior experimento psicológico da história”, devido ao confinamento causado pela pandemia da covid-19. O resultado, porém, é que demonstramos “mais resiliência do que imaginávamos”, agrega ela agora.

Mas a pesquisadora alerta que essa resiliência está em declínio e que o absenteísmo (falta de funcionários no trabalho) é esperado no longo prazo, embora ainda haja esperança de contê-lo.

BBC News Mundo – Quase um ano atrás, você disse que o confinamento seria o maior experimento psicológico da história e que pagaríamos o preço. Nós pagamos? Ainda estamos pagando?

Elke Van Hoof – Acho que uma das principais descobertas é que nós, como humanos, temos muito mais capacidade de resiliência do que imaginávamos.

Portanto, o que vemos na população em geral é que permanecemos firmes.

Claro, há muitas reclamações por cansaço porque todos pensávamos que a pandemia global seria uma corrida de velocidade e agora parece uma maratona sem fim.

Estamos todos nos exaurindo lentamente e isso se mostra em pesquisas com queixas relacionadas ao estresse, incluindo sentimentos de depressão e ansiedade por causa do medo de possíveis problemas de longo prazo relacionados à covid-19 que as pessoas sentem.

Existem altos níveis de languidez (diminuição do ânimo). Mas quem está pagando um preço ainda maior são aqueles que tinham algum tipo de vulnerabilidade antes da pandemia. Seja porque tiveram um diagnóstico psiquiátrico ou outro problema, eles estão realmente sofrendo.

BBC – Como as pessoas responderam psicologicamente a um ano de pandemia?

Hoof – A população em geral continua firme.

Antes da pandemia, em 2019, vimos que 1 em cada 3 pessoas estava indo bem, e agora, em março de 2021, vemos que apenas 1 em cada 5 pessoas ainda pode ir bem. Isso significa que há uma redução na resiliência.

Mas também nos mantemos firmes porque as faltas ao trabalho ainda não estão aumentando, o que é surpreendente.

Em nossa pesquisa, vemos que existem mais fatores de risco que uma pessoa pode enfrentar quando sofre de algum tipo de transtorno relacionado ao estresse e doença de longa duração.

Os profissionais de saúde estão realmente pagando o preço de estar na linha de frente há mais de um ano. Mas não só porque estão lá, mas também porque não se sentem mais amparados pela população em geral, que tem dificuldade em manter as medidas, que podem ser bastante restritivas.

É de se esperar que todo mundo esteja começando a se cansar dessa pandemia global, mas os profissionais de saúde precisam continuar trabalhando duro, e não se sentem tão apoiados. Essa é uma carga emocional que aumenta a exaustão.

Existem outros fatores de risco: as pessoas temem a covid-19. Falamos, por exemplo, de pais solteiros e de pessoas que possuem sistemas familiares complexos, além daqueles que já tiveram algum tipo de diagnóstico psicológico ou psiquiátrico prévio.

Também tendemos a ver que, quanto mais fatores de risco uma pessoa tem, maior a chance de ela sofrer de transtornos relacionados ao estresse e ter experiências traumáticas, mesmo a longo prazo.

Nosso conselho é que devemos abordar os fatores de risco porque eles são o que chamamos de cumulativos e multiplicativos. Por isso, é importante detectá-los e gerenciá-los.

Então, se você me perguntar, estamos pagando um preço? Sim, estamos e há mais por vir, porque ainda estamos na pandemia.

O que expliquei há um ano é que haverá alguns problemas de resposta tardia que ainda não são visíveis, mas eles virão.

Embora haja alguns sinais de alerta, eles ainda são bastante controláveis ​​no momento, mas sabemos disso por experiências anteriores.

Por exemplo, uma grande crise econômica no início dos anos 2000 nos mostrou que a resposta tardia é inevitável e que ainda não aconteceu.

BBC – Quais seriam essas respostas tardias que ainda podemos enfrentar?

Hoof – Acredito que um dos principais problemas que esperamos é a falta ao trabalho a longo prazo.

As pessoas cairão devido ao esgotamento e transtornos relacionados ao estresse, que chamamos de languidez ou esgotamento do coronavírus (coronavirus burnout), em alguns países.

As empresas também estão sofrendo com isso. Estão ficando sem maneiras criativas de inspirar as pessoas novamente e recarregar sua resiliência para enfrentar aquele enorme aumento do absenteísmo que vimos no passado e que sabemos que vai acontecer novamente.

Mas já que sabemos que isso acontecerá, há esperança. Podemos antecipar esse tsunami de faltas ao trabalho.

Meu conselho para as empresas é que se preparem para quando as pessoas começarem a se ausentar por longos prazos.

Certifique-se de ter um plano de respaldo para manter a continuidade do trabalho, mas também que você já criou um bom plano de retorno ao trabalho. Porque vemos na pesquisa que, a nível social, se existem políticas que incluem um retorno sólido ao trabalho, há menos absenteísmo no trabalho após uma crise.

Agora é a hora de investir em uma política de retorno ao trabalho muito boa, a fim de estar preparado para aquela ausência prolongada que aparecerá em todos os lugares.

BBC – O que aprendemos sobre nossa saúde mental neste momento especial e crítico de nossas vidas?

Hoof- Acredito que a saúde mental ainda seja considerada um luxo, uma mercadoria para poucos.

Se eu analisar a gestão global desta pandemia, ainda sinto que não estamos tratando da saúde mental como deveríamos.

As pessoas estão sofrendo para manter as medidas rígidas que todos devemos seguir para vencer e enfrentar esta pandemia. Claro, isso reduz a motivação delas.

Mas isso também se deve ao fato de que não estamos lidando com saúde mental. Não estamos investindo em inspirar as pessoas a tentarem dar-lhes ferramentas para manter sua saúde mental.

Para mim, a ideia mais importante de um ano neste enorme experimento psicológico, é que pensei que já estávamos entrando em um modelo biopsicossocial de abordagem de problemas. Mas acho que não.

Esta pandemia é tratada de uma perspectiva médica muito mais do que de uma perspectiva de saúde mental e isso vai nos custar caro.

BBC – Que oportunidades a pandemia nos oferece?

Hoof – A maior oportunidade é dar importância à saúde mental e também enfatizar a efetiva qualidade de vida.

O lado positivo está no fato de que sempre podemos mudar a maneira como lidamos com essa pandemia.

Acho que também podemos refletir sobre como queremos que seja o futuro.

Já estamos fartos, mas se conseguirmos manter essa flexibilidade do home office, temos uma grande oportunidade de termos uma sociedade muito mais inclusiva.

Existe a oportunidade de uma maior participação das pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo essas pessoas que estão em casa há muito tempo.

Vejo muitas oportunidades para definir esse grande “Novo Mundo”, em que todos queremos viver. Mas também vejo sinais de que alguns países não estão levando isso muito a sério.

Eles ainda estão vendo a saúde mental como um luxo, como um bem para quando têm tempo de sobra, e não acho que seja um bom caminho a seguir.

BBC – Há algo positivo com que você, como psicóloga, tenha se surpreendido neste ano?

Hoof – Acho que o ponto positivo foi durante a primeira fase do confinamento em vários países.

Muitos trabalhadores romantizaram o trabalho remoto e conseguiram respirar um pouco de ar fresco porque o mundo ficou mais lento.

Pessoas que de repente disseram: “Uau, tenho mais tempo com meus filhos, posso começar um novo hobby.”

Achei que as pessoas ficariam muito mais estressadas e, nas primeiras fases do confinamento, estavam mais relaxadas do que nunca.

Claro, devido à grande persistência desta pandemia, perdemos essa vantagem.

Acredito que os governos perderam essa oportunidade. Perdemos a motivação, mas também o empenho das pessoas porque não as incluímos, não as ouvimos.

Também algo que realmente me surpreendeu, e que é negativo, é o medo da morte.

Perdemos tantas vidas para a covid-19 que muitos não conseguiram dizer adeus. Na maior parte das vezes, isso só foi possível por meio de smartphones, devido aos riscos de contágio.

Muitas pessoas morreram sozinhas. Muitas famílias que perderam alguém não conseguiram viver o luto como deveriam.

Meu conselho a todos os países é que instalem monumentos para lembrar todos aqueles que morreram, onde as pessoas possam refletir e que as famílias saibam que seus entes queridos não são esquecidos.

Não sabia que tínhamos medo da morte assim e que, na verdade, estamos relatando as perdas, mas não estamos reconhecendo a dor que as acompanha.

BBC – Parece que ainda temos um longo caminho a percorrer nesta pandemia. Algum conselho para nossa futura saúde mental?

Hoof – Acho que um bom conselho para nossa saúde mental é cuidar de nós mesmos e ter um bom estilo de vida, incluindo níveis suficientes de exercício.

Mas uma das principais dicas que quero compartilhar é ajudarmos uns aos outros.

Se você encontrar alguém e disser “olá”, reserve um tempo para perguntar: “Como vai você?” Higienize as mãos e pegue nas mãos das pessoas. Seja gentil e atencioso. Envie cartões para alguém. Faça algum trabalho voluntário em sua comunidade.

Se você tiver um momento de sobra, ligue para os centros de idosos e pergunte se você pode falar com alguém que não recebe visitas. É para eles que realmente precisamos mostrar que estamos cuidando uns dos outros.

Não cuide apenas de si mesmo, mas invista no cuidado das outras pessoas porque isso também nos ajuda.

Isso dará nossos níveis de bem-estar de uma forma muito mais sustentável.

*Por Analia Llorente

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*Fonte: bbc-brasil

Tamanho da pupila surpreendentemente ligado às diferenças na inteligência

O que você pode dizer olhando nos olhos de alguém? Você pode notar o humor, sinais de cansaço, ou talvez que eles não estejam curtindo algo ou alguém.

Mas além de avaliar um estado emocional, os olhos de uma pessoa também podem fornecer pistas sobre sua inteligência, sugere uma nova pesquisa. Um estudo realizado no Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) mostra que o tamanho das pupilas está “intimamente relacionado” às diferenças de inteligência entre indivíduos.

Cientistas descobriram que pupilas maiores podem estar correlacionadas à inteligência superior, como demonstrado por testes que mediram habilidades de raciocínio, memória e atenção. Na verdade, os pesquisadores afirmam que a relação da inteligência com o tamanho da pupila é tão pronunciada, que pode ser observada a olhos nus, sem quaisquer instrumentos científicos adicionais. Você deve ser capaz de dizer quem obteve nota maior ou mais menor em testes cognitivos apenas olhando para seus olhos, dizem os pesquisadores.

A ligação entre pupila e QI
A conexão foi notada pela primeira vez em tarefas de memória, olhando para dilatações pupilas como sinais de esforço mental. Os estudos envolveram mais de 500 pessoas entre 18 e 35 anos da área de Atlanta, EUA. Os tamanhos da pupila dos voluntários foram medidos por rastreadores oculares, que usam uma câmera e um computador para capturar a luz refletindo a pupila e a córnea. Como os cientistas explicaram na Scientific American, os diâmetros das pupilas variam de dois a oito milímetros. Para determinar o tamanho médio da pupila, eles fizeram medições dos alunos em repouso quando os participantes estavam olhando para uma tela em branco por alguns minutos.

Outra parte do experimento envolveu colocar os voluntários para realizar uma série de testes cognitivos que avaliaram a “inteligência fluida” (a capacidade de raciocinar quando confrontados com novos problemas), “capacidade de memória de trabalho” (quão bem as pessoas poderiam lembrar informações ao longo do tempo) e “controle de atenção” (a capacidade de manter a atenção focada mesmo sendo distraída). Um exemplo deste último envolve um teste que tenta desviar o foco de uma pessoa em uma carta que vai desaparecendo, mostrando um asterisco piscante em outra parte da tela. Se uma pessoa prestar muita atenção no asterisco, pode perder a carta.

As conclusões da pesquisa foram de que ter um tamanho maior de pupila de linha de base estava relacionado a maior inteligência fluida, mais controle de atenção e ainda maior capacidade de memória de trabalho, embora em menor grau. Em uma troca de e-mails com o Big Think, o autor Jason Tsukahara apontou: “É importante considerar que o que encontramos é uma correlação — que não deve ser confundida com causalidade”.

Os pesquisadores também descobriram que o tamanho da pupila parecia diminuir com a idade. As pessoas mais velhas tinham pupilas mais restritas, mas quando os cientistas padronizavam a idade, a conexão entre tamanho da pupila e inteligência ainda permanecia.


Por que as pupilas estão ligadas à inteligência?

A conexão entre o tamanho da pupila e o QI provavelmente reside dentro do cérebro. O tamanho da pupila foi previamente conectado ao lócus coeruleus, uma parte do cérebro responsável por sintetizar o hormônio e neurotransmissor norepinefrina (noradrenalina), que mobiliza o cérebro e o corpo para a ação. A atividade no lócus coeruleus afeta nossa percepção, atenção, memória e processos de aprendizagem.

Como explicam os autores, essa região do cérebro “também ajuda a manter uma organização saudável da atividade cerebral para que regiões cerebrais distantes possam trabalhar juntas para realizar tarefas e objetivos desafiadores”. Por ser tão importante, a perda de função no lócus coeruleus tem sido associada a condições como doença de Alzheimer, Parkinson, depressão clínica e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os pesquisadores afirmam que as pessoas que têm pupilas maiores em um estado de repouso, como olhar para uma tela de computador em branco, têm “maior regulação da atividade pelo lócus coeruleus“. Isso leva a um melhor desempenho cognitivo. Mais pesquisas são necessárias, no entanto, para realmente entender por que ter pupilas maiores está relacionado com maior inteligência.

Tsukahara disse: “Se eu tivesse que especular, eu diria que são pessoas com maior inteligência fluida que desenvolvem pupilas maiores, mas novamente neste momento só temos dados correlacionais.”

Outros cientistas acreditam nisso?
Como os cientistas apontam no início de seu artigo,suas conclusões são controversas e, até agora, outros pesquisadores não foram capazes de duplicar seus resultados. A equipe de pesquisa aborda essa crítica explicando que outros estudos tiveram questões metodológicas e examinaram apenas a capacidade de memória, mas não a inteligência fluida, que é o que eles mediram.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

O Verdadeiro Charme De Uma Pessoa: “Seus Traços De Loucura”

*Gilles Deleuze disse certa feita que “O verdadeiro charme das pessoas reside nos seus traços de loucura”. Algo parecido diz o suíço, Alain de Botton, o qual fala que “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. Essas ideias referem-se ao que há de belo no ser humano, não em sua superficialidade, e sim, nas suas entranhas, no seu interior.

A loucura citada pelos filósofos pode ser traduzida como as idiossincrasias que formam uma pessoa. Ou seja, tudo aquilo que ela possui de único e insubstituível. As características peculiares, as quais nos tomam o pensamento e nos fazem sentir saudade. Aquilo que quando vemos parecido em alguém, automaticamente nos faz lembrar a pessoa. Todavia, é bom que se diga parecido, porque as idiossincrasias são únicas e singulares, de modo que se torna impossível buscar em outros lugares, o que apenas o ser carrega dentro de si.

Por isso, Deleuze afirma que só amamos de verdade uma pessoa quando percebemos a sua loucura. A bem da verdade, é extremamente difícil encontrar pessoas que demonstrem a sua loucura e outras capazes de percebê-las. A maior parte de nós prefere viver de acordo com a normalidade, seguindo as regras, os padrões, se adequando e, portanto, sendo igual. Dessa forma, os traços de loucura, as idiossincrasias, são sufocados, quando não, mortos, pois acreditamos que a demonstração das nossas longitudes é um disparate sem tamanho, uma verdadeira “loucura”.

Sendo assim, acabamos nos tornando completamente iguais uns aos outros e, por conseguinte, desinteressantes, já que, como dito, o que nos faz enxergar alguém de um modo diferente e se sentir atraído está naquilo que percebemos de singularmente novo e que nos faz perceber que será inútil procurar em outros lugares aquilo que sabemos onde encontrar.

É por isso que existem pessoas insubstituíveis em nossas vidas, porque elas guardam dentro de si uma espécie de magia que se reverbera no encanto das suas peculiaridades. Entretanto, sentimos enorme dificuldade em perceber isso como a maior beleza que existe nas pessoas. Acreditamos que são defeitos, coisas que devem permanecer ocultas, mas as idiossincrasias significam intimidade, entrega, libertação, desejo e poesia. É o que permite que as lembranças sejam criadas, que a saudade se instaure, porque convenhamos, saudade do absolutamente igual não possui rosto.

Sabe, o que eu acho é que temos medo de descobrir que as nossas loucuras são maravilhosas, que não precisamos de tralhas para nos destacarmos, precisamos sacudir as grades e assumir o que somos, demonstrar sem medo as nossas “imperfeições” e enxergar no outro as suas coisas simples, bobas e unicamente maravilhosas, porque é sempre magnífico quando as águas saem do subterrâneo e explodem na superfície e, então, nos tornamos rios profundos de loucuras idiossincraticamente belas, como um quadro pintado na lucidez de um sonho.

PS – Gilles Deleuze nasceu na França e viveu de 1925 a 1995. Notável filósofo e professor de Filosofia em diversas Faculdades, publicou estudos sobre pensadores como Nietzsche, Kant e Spinoza, sendo apontado como um dos responsáveis pelo crescente interesse pela obra de Nietzsche. Habituado a ler e a espreitar de perto esses grandes pensadores, Deleuze tem como certo que “todos nós somos meio dementes” e que não se pode se apaixonar por uma pessoa quando não se percebe, nela, um essa “demência”, que é o seu “charme”.

*Por Erik Morais
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*Fonte: portalraizes

O Que Você Herdou Dos Seus Filhos?

O que você herdou dos seus filhos? Eu herdei paciência. Capacidade de suportar desorganização e caos. Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado. Herdei medo de morrer. Medo de trânsito. Medo da noite. E o único medo de perder verdadeiro. Mas herdei coragem também. Muita.

De um, herdei a necessidade de desacelerar. De outro, herdei atenção difusa. E de outro, sagacidade para responder questões difíceis. Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado.

Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas. Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias. E as gargalhadas mais incríveis. Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas. Herdei força sobre-humana. Herdei sentidos mais apurados. Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa. E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita ‘mãe’”.

Texto de Rita Almeida, psicóloga e psicanalista com ênfase nos seguintes temas: psicanálise, saúde pública, saúde mental, educação, educação inclusiva, teorias da aprendizagem

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*Fonte: portalraizes

Reflita “Migalhas afetivas: a pessoa conversa com você ou só te responde?”

Quando me deparei com esse texto, entendi a importância de refletir as migalhas afetivas. A pessoa realmente conversa contigo, ou só te responde? Sabe a diferença?

Esse texto foi escrito por Fabiola Simões no site A SOMA DE TODOS OS AFETOS. Lá tem o texto na integra!

“Em maior ou menor grau, somos seres que esperam. Que desejam e fazem planos. Que acreditam ou têm fé no que virá. Em diferentes proporções, somos pessoas que vivem não somente no hoje, mas também no amanhã. E, querendo ou não, nosso futuro ficou incerto, nebuloso; foi, de alguma forma, cancelado. E mesmo que estejamos tirando de letra esse período, há momentos em que a impossibilidade – de qualquer coisa – nos aflige.

Se antes podíamos ir e vir, com a quarentena muita coisa se reduziu ao espaço da nossa casa, e grande parte da nossa conexão com o mundo ficou restrita à tela do celular. Assim, toda ansiedade, angústia e excesso de expectativas que tínhamos antes, ganhou proporções ainda mais agudas com o novo arranjo dos dias.

No meio disso, as relações que temos uns com os outros – mas principalmente com aqueles que nos interessam – se somou à incerteza do momento e tornou-se ainda mais difícil, ganhando contornos nem sempre explícitos, nem sempre claros, muitas vezes confusos e incompreensíveis.

Não é errado você querer se sentir bem, sem angústia ou ansiedade. Não é ruim você desejar que sua expectativa em algo se resolva, e que você possa adquirir um tipo de prazer que vai dar novo sentido ao seu dia, à sua semana. Porém, muitas vezes esse momentâneo prazer será seguido por uma gigantesca frustração que pode lhe arrastar como uma onda desoladora.

Às vezes é preciso abrir mão do prazer imediato, que é o prazer que vou ter em mandar aquela mensagem ou visualizar aquele story… e entender que depois pode vir uma ressaca moral ainda maior, gerada pela falta de reciprocidade.

Os sinais existem, e a gente sabe disso. Porém, muitas vezes preferimos não enxergar. Ou enxergamos, mas ainda não estamos prontos para aceitar. Pois criamos expectativas. E mesmo dizendo para nós mesmos que não esperamos nada, lá dentro ainda há uma vozinha de esperança. […]

Muitas vezes nos contentamos com migalhinhas afetivas porque simplesmente estamos tão angustiados com nossas incertezas que acreditamos que aquele prazer em receber um “bom dia” seco e sem graça pode aliviar um pouco nossa inquietação. Mas não alivia. Na verdade, só piora.

Às vezes precisa doer de uma vez para parar de doer. Contentar-se com migalhinhas afetivas, com respostas monossilábicas à mensagens elaboradas, com falta de posicionamento da outra pessoa, com falta de conexão e conversas mais abrangentes, além de um simples “bom dia” ou “boa noite”… é sofrer de forma parceladinha. Às vezes é preferível ter um sofrimento total, com uma boa dose de tristeza e luto, do que ficar preso à uma dor a conta gotas, que não nos liberta para seguir em frente.

Pare de falar que não vai criar expectativas. Só de falar isso, você já as criou. Talvez fosse mais honesto encarar que você espera sim, que você aguarda uma resposta sim, que você deseja mais desse alguém que só responde suas mensagens, mas nunca, em hipótese nenhuma, conversa realmente com você.

Admitir que isso dói, que isso não te faz bem, que isso aumenta sua angústia ao invés de aliviá-la é o primeiro passo para arcar com as consequências das expectativas que você cria. Respeite sua tristeza, sofra total e não parceladamente, e decida, de uma vez por todas, se isso lhe basta.”

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*Fonte: floresepoesias

Quanto Mais Inteligente É Uma Pessoa, Menos Sociável Ela É

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, o professor Leandro Karnal disserta sobre a inteligência e a sociabilidade. Neste vídeo ele afirma que as pessoas simples são mais sociáveis, enquanto as pessoas que se aprofundam na cultura e conhecimento acabam por se distanciar das demais pessoas, e acabam vivendo sozinhos, pois constroem uma visão de mundo muitas vezes pouco compartilhada com os demais. Confira:

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*Fonte: portalraizes

Os quatro C’s para encontrar a felicidade em vez do prazer

Que alegria. Meses economizando dinheiro e finalmente ele é seu. Exceto massagem nos pés, faz de tudo. E pudera, com o dinheiro que custou. Mas ali está, tão elegante, tão novo. O smartphone de último modelo. Ou o carro. Ou o casaco. O capricho. A sensação de felicidade é inenarrável. Entorpece, preenche. Mas é felicidade? Os especialistas afirmam que não. Que isso que você sente é prazer, e que o prazer é efêmero. Porque, rapidamente, lançarão uma versão melhor do seu celular, um modelo mais completo do seu carro ou você encontrará um casaco mais bonito em qualquer loja, devolvendo-o ao ponto de partida. E, como se não fosse o bastante, começará a não saber o que é a verdadeira felicidade.

Contra a ditadura do bem-estar

Um assunto desagradável. “O prazer está relacionado com as sensações cruas, pontuais, à flor da pele, e por isso, tem uma duração muito curta”, explica Rosana Pereira, psicóloga do escritório Haztúa e especialista em psicologia positiva e gestão dos sentimentos, que completa: “Ao contrário, a felicidade é uma forma de vida em médio e longo prazo”.

Os dois estados são determinados pelos hormônios; a dopamina, neurotransmissor que desencadeia no cérebro as sensações de euforia e recompensa, é o motor do prazer, enquanto a serotonina, relacionada com a calma e a satisfação, é responsável pela sensação de felicidade. Mas — e agora vem o problema — a dopamina suprime a serotonina, ou, colocando de outra maneira, a busca do prazer pelo prazer nos afasta da felicidade autêntica.

Logo, tantas horas felizes em bares e tantos emoticons sorridentes revelam-se como manchas na procura do bem-estar momentâneo, que acostumam mal o indivíduo e colocam pedras no caminho da felicidade real. “A sociedade atual está focada unicamente no prazer, na satisfação em curto prazo, em não ter que dar nada em troca”, afirma Pereira, que aponta para a raiz do problema de muitas pessoas frustradas e deprimidas.

Pereira explica também o conceito de roda hedônica, a capacidade do ser humano de se adaptar ao prazer pelo prazer: “Como se fosse uma droga, cada vez mais precisamos de mais para experimentar o mesmo nível de bem estar”, afirma, e exemplifica com as primeiras saídas com os amigos na adolescência. Naquele momento, qualquer plano era uma caravana de novas sensações agradáveis; ir ao cinema, tomar um refrigerante… tudo valia. Prazer em estado puro. Mas, conforme o tempo passa, os planos precisam ser mais elaborados para conseguirmos desfrutar.


Frente ao hedonismo vazio, os quatro C’s

O americano especialista em saúde e bem estar Robert Lustig tem uma proposta para redirecionar e ordenar a dicotomia prazer-felicidade. Em seu livro, The Hacking Of The American Mind — algo como O saque da mentalidade americana ­—, o cientista investigou a dependência da dopamina e o hedonismo e propõe um caminho alternativo para abandonar a busca pela felicidade por meio de ações que, na verdade, sabotam as possibilidades de alcançá-la. E estabelece um plano em torno de quatro C’s: conectar, contribuir, cuidar-se e cozinhar.

Em primeiro lugar, encoraja a conexão com o mundo, mas de verdade. Nada de consultar o Facebook compulsivamente para estar em dia com as vidas das pessoas que não nos importam, nem de inundar o Whatsapp com simpáticas bolinhas amarelas de aspecto exultante. Para nos conectarmos de verdade, Lustig advoga relações pessoais, cara a cara, e, como reforça Rosana Pereira, do Haztúa, “a encontrar momentos de qualidade com os outros que nos levem a gerar empatia, um motor básico para a produção de serotonina e, portanto, de felicidade duradoura”.

Lustig também aconselha a contribuir, colaborar, dar algo aos demais sem pedir nada em troca. “Dar ao outro e comprovar como sua contribuição faz as outras pessoas felizes permitem se concentrar internamente, pensar no que se tem e não no que falta”, afirma Pereira. Porque a felicidade, afirma, é dar, enquanto que o prazer é baseado unicamente em receber.

O próximo C: cuidar-se. “É o básico. Se a máquina que o move não tem uma boa manutenção, é difícil que o resto funcione bem”, confirma Pereira, que também encoraja, agora sim, a não demonizar completamente o hedonismo: “A vida não tem que ser sempre sacrifício; por isso, a combinação da felicidade com o prazer encontra aqui o seu melhor ponto”. Por sua vez, Lustig sublinha como a falta de sono e descanso, o estresse ou a sobrecarga de tarefas aumentam o cortisol, motor da depressão. Por isso, convida ao cuidado e a não negligenciar a única pessoa que nos acompanhará, incondicionalmente, a vida inteira: nós mesmos.

Por último, talvez o C mais surpreendente: cozinhar. Novamente, para trabalhar na geração de serotonina. Afirma o especialista que o triptofano presente nos ovos ou nos peixes, os ácidos de gordura omega 3 e a frutose são geradores deste hormônio e, por isso, a cozinha — saudável, equilibrada — é uma prática precursora da felicidade. Ao contrário, a má alimentação é o motor do prazer. “Um hambúrguer industrial, com seus aditivos e potencializadores de sabor, nos dará um forte bem-estar pontual, mas, em longo prazo, levantará uma barreira entre nós e a felicidade”, afirma a psicóloga Pereira.

Mas também não nos tornemos cartuxos

O prazer é visceral; a felicidade, etérea. O prazer é receber; a felicidade, dar. O prazer é individual; a felicidade se compartilha. E o ânimo por se dar prazer é insaciável porque o corpo e a mente sempre querem mais. Um celular melhor, um carro com mais extras, um casaco mais caro. Embora tudo cumpra sua função, novamente, o equilíbrio é a chave: “O prazer não é ruim. Como seria? Fazer um capricho a si mesmo, comer, praticar sexo…o ruim é quando a vida se concentra unicamente neste sentido”, conclui Rosana Pereira.

Por isso, os quatro C’s e alguma permissividade não são um problema. Mas tem que ser pontual, se não quisermos terminar profundamente miseráveis. Como provavelmente terminou morrendo Arístipo de Cirene, discípulo de Sócrates e fundador da corrente filosófica do hedonismo. Sim, certamente desfrutou de maravilhosos banquetes, incríveis orgias e consagrou sua vida com os mais altos [ou baixos] prazeres terrenos. Mas talvez tenha morrido, na opinião dos especialistas, sentindo-se um autêntico miserável.

*Por Alejandro Tovar

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*Fonte: elpais

Certifica-te de que és um fator de soma na vida das pessoas que participas

O ser humano carrega a necessidade de buscar para si um ideal. Geralmente, recorre à procura de aquilo que lhe falta. De acordo com Platão, existem dois tipos de bens que são preciosos na vida do homem: os bens divinos e os humanos.

O ideal do homem seria, portanto, conciliar essa balança procurando o “justo meio” entre ambos. Isto é, não se pode voltar, apenas, para o viés espiritual porque o ser humano vive em sociedade e, como tal, tem o dever de respeitar as leis e manter o estado harmônico de convivência com os seus pares. Por outro lado, o homem não poderia voltar os seus interesses, unicamente, para o viés materialista porque, ao encarar as pessoas ou situações da vida como objetos, perderia a sensibilidade e o senso de altruísmo para com o seu semelhante.

Assim como a árvore precisa do ar que está acima dela e das raízes que estão fincadas no solo abaixo, nós, seres humanos, temos a necessidade de nos conectarmos com os valores espirituais que trazemos conosco e, ao mesmo tempo, precisamos garantir o nosso sustento material.

O ideal espiritual deve estar presente em todos os nossos atos. O ser humano está ciente de que o viver envolve a responsabilidade de tomar a consciência dos seus próprios atos. Vive não apenas para si, mas também para ajudar todos os seres que estão no seu entorno. Reconhece, portanto, que está interconectado com o universo ao seu redor. A força viva da sua natureza o move ao desejo irresistível de propagar o bem refletido por suas ações.

Jung nos fala que é mais fácil começar do zero e levar o homem à lua do que começar do zero e levar o homem ao interior de si mesmo. Entretanto, não há como correr do encontro com a sua essência. A conscientização do dever moral requer momentos de introspecção, no qual o homem entra em contato consigo e decide aprender a gostar do que lhe faz bem. Se está apto a conviver melhor consigo, naturalmente, irá conviver melhor com as outras pessoas. Deixará de ver o outro como um ser à parte, mas passará a percebê-lo como um companheiro de jornada. As pessoas ou situações que parecem difíceis de serem enfrentadas, passarão a ser vistas como provas que irão contribuir para o seu crescimento.

Afinal, o homem possui um magnetismo e atrai para si as experiências que precisa passar para se tornar um ser melhor. Se alguma situação chegou até ele, por mais difícil que seja, é porque o mesmo tem perfeitas condições de enfrentá-la.

O homem constrói a si mesmo por meio dos seus atos. Cabe a cada um de nós refletirmos o ideal de ser humano que estamos formando.

Quem você imagina ser? Quais são os seus sonhos mais grandiosos para com a vida? Como você tem contribuído para a evolução da humanidade?

Você é aquele que decide ser – o ato de vontade decide para onde você deve ir.

Até onde você quer chegar?

Conhece-te a ti mesmo, domina-te a ti mesmo, transforma-te a ti mesmo para que, então, concluas, como afirmou Cícero, de que:

“És um fator de soma na vida das pessoas que participas.”

*Por Dr. Saulo de Oliveira

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*Fonte: vidaemequilibrio

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir.

Lidar com pessoas difíceis pode ser uma verdadeira provação. Quando essas pessoas fazem parte da nossa vida ou vivem sob nosso mesmo teto, o problema adquire maiores proporções, pois não temos trégua. Esse relacionamento tóxico pode ser muito frustrante, enlouquecedor e às vezes doentio.

O que mais nos incomoda nas pessoas difíceis?

Todos nós podemos nos tornar pessoas difíceis de lidar.

Quando passamos por estágios particularmente difíceis na vida, nosso caráter fica amargo e podemos reagir mal ou ficar emocionalmente distantes.

No entanto, pessoas difíceis têm algumas características de personalidade que complicam os relacionamentos em praticamente qualquer situação.

Eles geralmente assumem uma atitude defensiva que destrói sua capacidade de ouvir, de modo que é quase impossível dizer algo construtivamente para melhorar o relacionamento. Suas reações hostis podem ser imprevisíveis e difíceis de controlar.

Também é comum que essas pessoas menosprezem os outros ou suas ideias, assumindo uma posição de superioridade contra a qual colidem qualquer argumento, por mais justo ou sensato que seja. Dessa forma, geram grande frustração no outro.

No entanto, um estudo realizado na Universidade Bar Ilán revelou que a característica que mais nos incomoda nas pessoas difíceis é a sua incapacidade de nos apoiar e validar, especialmente quando já os apoiamos no passado.

Esses psicólogos entrevistaram mais de 1.100 pessoas, que descreveram mais de 12.000 relacionamentos. Eles descobriram que cerca de 15% das pessoas em nossa rede de relacionamentos mais próximos podem ser classificadas como “pessoas difíceis”.

O casal, pais e irmãos eram as relações mais conflituosas, provavelmente porque são as pessoas que normalmente fazem parte do seu círculo de confiança.

Portanto, a principal desvantagem do relacionamento era não receber o suporte que esperavam, ao mesmo tempo que estavam dispostos a fornecê-lo. Na prática, o que mais nos incomoda é a falta de compromisso e reciprocidade no relacionamento.

Relacionamentos desequilibrados drenam nossa energia psicológica

Dar continuamente sem receber nada em troca pode ser extremamente exaustivo. Estar disponível para os outros, muitas vezes relegando nossas necessidades e prioridades para segundo plano, representa um enorme fardo psicológico que pode acabar cobrando seu preço.

Podemos correr o risco de nos tornarmos eternos “doadores”, pessoas que tiram o direito de serem felizes para agradar aos outros, sacrificando-se continuamente por eles sem nunca serem recompensados.

Nesses casos, pessoas difíceis tornam-se “receptores” eternos.

Acostumam-se a receber sem qualquer obrigação ou compromisso, acabam por se tornar muito exigentes e exigentes.

Porém, não podemos esquecer que dar traz felicidade, mas também temos o direito de receber. As relações interpessoais, especialmente as mais próximas, devem ser uma fonte de apoio emocional e validação. Quando apenas uma pessoa se rende e se compromete, a escala fica desequilibrada e leva a um relacionamento tóxico. Que dar sem receber acaba gerando frustração, decepção e insatisfação.

Claro, não se trata de nos limitar a dar apenas para aqueles que têm algo a oferecer. Trata-se de garantir que as pessoas significativas com quem compartilhamos nossas vidas possam compensar de uma forma ou de outra nossa dedicação. É saber que essa outra pessoa estará disponível quando precisarmos dela, para nos ajudar ou simplesmente para nos ouvir e apoiar emocionalmente.

Como lidar com pessoas difíceis e equilibrar o relacionamento?

As relações interpessoais são complicadas e nem sempre é fácil encontrar um equilíbrio. Na grande maioria dos relacionamentos há sempre uma pessoa que dá mais, quer mais ou está disposta a se sacrificar mais. Na verdade, o objetivo não é atingir um quid pro quo estrito, mas encontrar um equilíbrio no qual nossas necessidades emocionais sejam satisfeitas.

Para fazer isso, devemos esclarecer as expectativas. Em última análise, expectativas que não são comunicadas ou acordadas podem acabar arruinando relacionamentos. É muito fácil fazer suposições sobre o que esperamos que alguém faça por nós e, se essa pessoa não atender às nossas expectativas, ficamos decepcionados e a culpamos.

No entanto, a chave é comunicar e nivelar as expectativas, especialmente ao lidar com uma pessoa difícil perto de você. Podemos estruturar essa conversa em torno de três questões principais:

1. O que você pode esperar de mim?
Trata-se de dizer a essa pessoa o que estamos dispostos a fazer por ela. Podemos mostrar a ele o quanto nos importamos e o quanto o amamos, mas também o quanto estamos dispostos a ir e quais os limites que não vamos ultrapassar por nenhum motivo.

2. O que espero de você?
Nesse caso, devemos comunicar nossas expectativas para que essa pessoa saiba exatamente o que esperamos dela, o nível de comprometimento que exigimos do relacionamento e o grau de responsabilidade que desejamos.

3. O que podemos esperar do relacionamento?
Este é o ponto mais importante da conversa porque todo relacionamento é um encontro diário de diferentes expectativas e demandas.

Talvez a outra pessoa não esteja disposta a se comprometer até o ponto que queremos e precisamos saber para diminuir nossas expectativas.

Ou talvez essa pessoa nem tenha percebido que em algum momento nos decepcionou. Portanto, este é o momento em que se negocia o que cada um pode esperar do outro e da relação, para que não surjam mal-entendidos.

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*Fonte: seuamigoguru

Nossos Filhos Nos Esquecerão!

“O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.

O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.

Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, a intimidade da sua pele com a minha e a confiança absoluta que nos fez um único corpo, com o mesmo cheiro, o mesmo espírito e coragem.

O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o não regulável e curar o incurável.

Deixarão de me pedir ajuda, porque não acreditarão mais que eu possa salvá-los. Pararão de me imitar porque não desejarão mais se parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que buscar preferir outras companhias também).

Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções. O acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Porque, com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se eu tiver sorte, algum deles me perdoará.

Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão ainda que não queiram. Esquecerão as cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormiam.

Meus filhos se esquecerão que os amamentei e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse; que lhes dei de comer, que os consolei e os levantei quando caíram. Esquecerão que dormiram sobre meu peito; que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esquecerão, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, sem cobranças e com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer esquecer seus filhos”.

Texto originalmente publicado no Rincon del Tibet, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais

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*Fonte: sabervivermais

Os vitorianos do século XXI

A burguesia do século XIX usava a moralidade para afirmar a sua dominação de classe – algo que os membros da elite continuam fazendo.

A palavra “vitoriano” tende a invocar ideias antiquadas: mulheres confinadas em espartilhos, papéis de gênero rígidos e um pudor sobre todas as coisas sexuais. Em um mundo onde dominam o consumismo conspícuo e a auto-expressão, essas noções do século XIX de autocontenção e autonegação parecem desesperadamente desatualizadas.

Mas o ethos vitoriano não está morto, nem de longe.

Ele se mantém vivo, manifestando-se no comportamento de nossa classe média alta contemporânea. Embora alguns aspectos tenham seguido o mesmo caminho do espartilho, persiste a crença de que a burguesia ocupa um lugar de superioridade moral sobre as outras classes.

Hoje, aulas de spinning, comida artesanal e o processo de inscrição na faculdade substituíram os passeios de domingo, palestras noturnas e salões semanais da burguesia vitoriana. Mas não se engane, eles servem ao mesmo propósito: transformar o privilégio de classe em virtude individual, reforçando assim o domínio social.

Valores vitorianos

O historiador Peter Gay usou “vitoriano” para descrever de maneira ampla a cultura das classes médias altas educadas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos no longo século XIX. É claro que eles tinham crenças muito mais complicadas sobre sexo, gênero e família do que aquilo que pintamos sobre eles.

Os vitorianos podem ter imposto um código moral estrito, mas falavam sobre sexo o tempo todo, de maneira quase obsessiva. Como apontou Gay, casais ricos costumavam escrever cartas de amor mais quentes que uma máquina à vapor de Newcomen.

E apesar dos estereótipos de pais severos e autoritários, esse período inaugurou noções contemporâneas de paternidade. Um homem de verdade não só provia para sua família, mas também tinha um interesse ativo no bem-estar emocional de seus filhos.

Embora a classe média alta do século XIX não fosse tão pudica e severa quanto imaginamos, ela aderia a códigos comportamentais rígidos. Esses códigos normativos refletiam a mudança na estrutura de classes do período e o desejo da burguesia ascendente de afirmar sua superioridade moral em relação à nobreza, usando a virtude para desafiar o lugar da velha aristocracia no centro da vida política, social e cultural. Enquanto os filhos da pequena nobreza caçavam e jantavam, os filhos dos banqueiros e advogados trabalhavam, construíam famílias e se educavam.

Na Alemanha, a palavra-chave é quase intraduzível: Bildung, que significa educação na forma de cultivo e aperfeiçoamento pessoal. Essa ideia, expressa em diferentes línguas em diferentes nações, unia essa classe emergente através das fronteiras nacionais. O auto-aperfeiçoamento os diferenciava do decadente 1%.

Por exemplo, ouvir música tornou-se uma experiência educacional – em vez de entretenimento. A música clássica de câmara do século XVIII funcionava como uma trilha sonora agradável para os saraus aristocráticos. Nas salas de concerto, a nobreza se empanturrava em seus camarotes, prestando apenas meia atenção aos artistas.

Mas quando a classe capitalista em ascensão comparecia aos concertos, eles não tagarelavam de maneira jovial: eles ficavam quietos e exigiam silêncio, a fim de se concentrar na música.

Os vitorianos alemães cunharam o termo Sitzfleisch – carne sentada – para descrever o controle muscular necessário para sentar-se absolutamente imóvel durante uma apresentação. Até mesmo tosses e espirros tinham de ser sufocados, para que não quebrassem a concentração de ninguém e atrapalhassem o seu auto-aperfeiçoamento.

A busca por Bildung também saturava a vida diária. Jovens mulheres ricas, que não podiam almejar nenhuma carreira além de esposa e mãe, aprendiam pelo menos um outro idioma e tinham aulas de piano e canto. Os homens costumavam passar as noites assistindo a palestras ou participando de organizações cívicas.

Para que essa dedicação valesse a pena, no entanto, esses vitorianos enriquecidos tinham de exibi-la, para tornar óbvia para todos sua diferença tanto em relação aos mais ricos quanto aos mais pobres.

Eles gastavam uma porcentagem assustadora de sua renda em itens de decoração de casa que demonstrassem riqueza, bom gosto e modéstia ao mesmo tempo. Eles sabiam que tinham chegado lá assim que conseguiam um salão – um cômodo da casa inteiramente dedicado a entreter os convidados, onde os residentes nunca entrariam sozinhos. Aos domingos, toda a família sairia a passeio no parque.

Na verdade, em toda a Europa e nos EUA, as famílias ricas pressionavam pela construção de mais e mais parques públicos. Contudo, de acordo com seus valores, esses espaços não eram pensados como um espaço comum de que todos pudessem desfrutar, mas como um palco para exibir no domingo aquilo que tinham de melhor .

O Central Park de Nova York, por exemplo, proibia o público de ir para a grama ou praticar esportes. As crianças tinham de receber um “certificado de bom comportamento” da escola antes de serem aceitas nos parques infantis. A venda de cerveja era proibida aos domingos.

O parque não era para o lazer da classe trabalhadora, mas para a disciplina. Lá, os trabalhadores aprendiam a valorizar a forma adequada de curtir o parque: dar a volta. De início o parque idealizado por Fredrick Law Olmsted servia como um grande templo para a noção vitoriana da natureza como um local de auto aperfeiçoamento.

Moralidade em forma

Embora não seja comum vermos homens de cartola e mulheres de anáguas desfilando com seus filhos aos domingos, os parques continuam a ser um lugar para exibir virtude e disciplina: a cultura contemporânea de fitness incorpora perfeitamente o ethos de aperfeiçoamento e disciplina do século XIX.

Os vitorianos eram notoriamente avessos à atividade física – que era coisa para os proletários – e viam o peso extra como um marcador de classe e respeitabilidade. O preparo físico e os esportes começaram a se infiltrar na vida da classe média no século XX e hoje servem à mesma função do passeio.

Isso me ocorreu pela primeira vez há 13 anos. Eu morava em Grand Rapids, Michigan, e gostava de andar de bicicleta como uma forma de explorar um lugar desconhecido. Um dia, decidi visitar East Grand Rapids, um bairro muito rico, porque ali havia uma ciclovia ao redor do Lago Reeds.

Assim que cheguei, percebi imediatamente que era a única pessoa que não estava usando roupas de ginástica. Isso não quer dizer que todos estivessem se exercitando – a maioria estava só dando uma volta, assim como seus antecessores -, mas estavam todos vestidos para a academia. Todos os outros ciclistas usavam roupas justas de spandex, como se estivessem na linha de partida do Tour de France.

Essas roupas mandavam um recado: “não se engane, não estamos caminhando nem andando de bicicleta como meio de transporte. Isso aqui é um exercício.” Os ricos residentes de East Grand Rapids transformavam um passeio no parque em uma rotina de exercícios; seus trajes de atletismo proclamavam que essa atividade era um ato de aperfeiçoamento.

As modas de exercícios atuais, como hot yoga, spin e CrossFit, demonstram um compromisso com a abnegação e a autodisciplina, valores muito elogiados pelos vitorianos. A maratona se tornou o significante definitivo: os competidores podem postar fotos nas redes sociais para provar a todos que torturaram seus corpos de uma forma altamente virtuosa – sem envolver nenhuma perversão.

Isso também respinga nas atividades cotidianas. Supermercados, shoppings e lojas de “capitalismo consciente” e “responsável”, como a Whole Foods, estão cheios de pessoas vestidas com roupas de treino, sem uma gota de suor à vista. Essas roupas marcam seus usuários como o tipo de pessoa que cuida de seus corpos, mesmo quando não estão se exercitando. Calças de yoga e tênis de corrida exibem virtude tão claramente quanto os vestidos com espartilho das esposas do século XIX.

Estar em forma hoje é um índice de classe saturando tanto a cultura do preparo físico quanto a alimentar. À medida que as calorias se tornavam mais baratas, a obesidade deixou de ser um sinal de riqueza para se tornar um sinal de fracasso moral. Hoje, não levar uma vida saudável funciona como uma marca registrada da depravação dos pobres, da mesma forma que os costumes sexuais da classe trabalhadora eram vistos no século XIX.

Ambas as linhas de pensamento afirmam que as classes mais baixas não são capazes de se controlar e, portanto, merecem exatamente aquilo que têm e nada mais. Não haveria necessidade, assim, de salários mais altos ou de assistência médica subsidiada. Afinal, os pobres só vão desperdiçá-los com cigarros e x-burgers, né?

Tanto naquela época quanto hoje, essas supostas diferenças de saúde registram a repulsa pelos corpos da classe trabalhadora. Em O Caminho Para Wigan Pier, George Orwell discutiu sua criação no final do período vitoriano, escrevendo sobre como foi treinado para acreditar “que havia algo de sutilmente repulsivo em um corpo da classe trabalhadora”. Na época de Orwell, era o sabonete – e não o preparo físico – que representava essa distinção; em suas palavras, ele foi ensinado que, “as classes mais baixas fedem”.

Hoje em dia, em páginas como People of Wal-Mart (“Pessoas do Walmart”), a Internet registra um horror que atravessa as classes. Em vez de sentirem repulsa pelos “grandes sujos”, os vitorianos modernos empalidecem diante dos “grandes superalimentados”.

Enquanto a burguesia do século XIX enxergava figuras massivas não como embaraços a serem erradicados, mas como sinais reconfortantes de sua prosperidade, seus descendentes espirituais são obcecados em comer os tipos certos de comida. Nos últimos 20 anos, os alimentos orgânicos passaram de um fenômeno marginal a uma necessidade absoluta.

Considere o movimento dos “sem glúten” – aqueles que optam por eliminar o glúten de sua dieta, não aqueles que têm doença celíaca e que precisam evitar o trigo por completo. Alguns anos atrás, eu brinquei que na minha cidade natal rural no Nebraska encontrar um residente “sem glúten” seria o mesmo que encontrar as obras completas de Peter Kropotkin na biblioteca local. Agora, os alimentos “sem glúten” aparecem em quase todas as prateleiras dos supermercados locais.

Essa disciplina alimentar é uma forma de abnegação virtuosa que deixaria os vitorianos orgulhosos. Ah, se ao menos meus avós tivessem vivido o suficiente para perceber que cultivar suas próprias batatas e pepinos os tornava gente de alta classe, e não caipiras!

Guerras das mamães e inscrições na universidade

Uma dinâmica semelhante hoje infecta a vida familiar. Como seus ancestrais, a classe média alta de hoje dá muita ênfase à família. Embora o autoritarismo do século XIX tenha desaparecido, foi nesse período que pela primeira vez a infância passou a ser vista como um período distinto e especial da vida. Os pais passaram a agir de acordo, reservando cômodos específicos em suas casas para os filhos.

As práticas de criação dos filhos ficam mais onerosas a cada ano que passa, exigindo que os pais exerçam uma extrema disciplina e abnegação. Um livro lançado alguns anos atrás – All Joy And No Fun (“Só Alegria, Nada de Diversão”) – soaria como música para os ouvidos de um vitoriano. O que poderia ser mais frívolo e menos educacional do que diversão? Não há tempo para isso em meio às demandas da paternidade moderna.

As mães devem amamentar por um período prolongado, fornecer apenas alimentos orgânicos para seus filhos e manter o seu tempo de tela em zero. Deslizes indicam fracasso. Isso talvez represente o vínculo mais nítido entre os valores vitorianos de então e de agora: ambos restringem as mulheres e reforçam a hierarquia de gênero.

Não é coincidência que essas novas expectativas exijam tempo e dinheiro. Uma mãe trabalhadora, que precise conciliar vários empregos no setor de serviços terá muito mais dificuldade em extrair leite materno no trabalho do que uma mulher em um escritório. (Sem mencionar como há países com uma enorme disparidade na licença maternidade entre trabalhadoras de colarinho branco e operárias, como nos EUA.)

Os imperativos moralistas agora amarrados à amamentação permitem que as mulheres da classe trabalhadora – que são menos propensas a amamentar – sejam julgadas como moralmente fracassadas. Na verdade, as batalhas públicas sobre as restrições à amamentação raramente se estendem às demandas por melhor acesso à lactação para mulheres da classe trabalhadora.

As expectativas intensivas sobre a paternidade continuam bem depois que os filhos deixam para trás a infância. As crianças pequenas são incentivadas a participar de caros clubes de esportes, e os pais a abrir mão de seu tempo livre para apoiá-los. Essas atividades exigem tempo e dinheiro, dois recursos que faltam aos trabalhadores.

Esta proliferação de atividades organizadas representa uma forma de aperfeiçoamento: o tempo livre de uma criança está agora completamente subsumido pela Bildung. Além disso, a capacidade de fornecer essas oportunidades às crianças é retratada como um reflexo da moralidade de uma família, não de sua situação econômica. Assim como as mulheres vitorianas tinham que aprender a tocar piano e falar italiano – exibindo um requinte que não estava disponível para os outros níveis da sociedade – as crianças modernas têm de jogar futebol, aprender mandarim e serem voluntárias em alguma instituição de caridade local.

Mas o ápice da busca moderna por Bildung é certamente o processo de inscrição na faculdade. Não há um bom análogo do século XIX para esse novo ritual ridículo, embora Dickens fosse perfeitamente capaz de satirizar seu inerente absurdo: milhões de pessoas agindo como se um sistema com grande peso em direção ao privilégio fosse na verdade algum tipo de meritocracia, em que o valor de uma pessoa poderia ser julgado pelo prestígio da Universidade onde ela conseguiu entrar.

A maioria dos estadunidenses que vão para a faculdade só se inscreve nos processos seletivos de algumas escolas. Mas os filhos das classes mais altas frequentam aulas de cursinho para os testes padronizados (que servem como vestibular), fazem estágios voluntários ou viajam durante o verão para obter material para suas redações e entrevistas de apresentação e admissão (que nos EUA fazem parte do processo seletivo) e muitas vezes se inscrevem em uma dúzia de escolas, tudo para maximizar suas chances de entrar naquela que tiver o melhor nome. Os pais – não importa quais forem as reais capacidades intelectuais de seus filhos – podem descansar tranquilos, na certeza de que seus filhos são de um tipo melhor do que a plebe que terá de frequentar a “UniEsquina” mais próxima.

Bildung para todos!

A classe média alta de hoje mantém a ficção de uma sociedade meritocrática, assim como faziam os vitorianos. Essa narrativa permite que sustentem sua posição econômica nas costas dos trabalhadores, que são ensinados que seus problemas de saúde e que as perspectivas sombrias das suas carreiras representam fracassos individuais, não uma disfunção sistêmica.

É claro que fazer exercícios, comer alimentos orgânicos e incentivar as crianças a usar seu tempo livre de maneira útil não são coisas inerentemente ruins. Porém, se tornam marcadores de valores burgueses quando são colocados em ordem para afirmar a superioridade moral de uma classe sobre outra e para justificar a desigualdade social. Isso era tão asqueroso no século XIX como na atualidade.

Nós devemos nos preocupar com saúde, alimentação e educação – mas em vez de vê-los como formas de promover a dominação de classe, devemos melhorar esses aspectos para todos. Imagine se toda a energia gasta para levar crianças medíocres de classe alta para faculdades de prestígio fosse redirecionada para tornar mais acessível o ensino superior em todos os níveis. Imagine se o acesso a alimentos saudáveis para todos fosse priorizado em vez da obtenção de status por meio da compra dos produtos mais virtuosos. Imagine, em suma, como seria o nosso mundo se os valores dominantes fossem socialistas – e não os vitorianos.

JasonTebbe é professor e historiador, nascido e criado em Nebraska, hoje vivendo e trabalhando entre NYC e Jersey. Escreve no blog Notes From the Ironbound.

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*Fonte: jacobin

A hipocrisia contemporânea: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”

O vocábulo hipocrisia vem do grego, “hupókrisis”, que significa “interpretar”, ou seja, encenar a respeito de sentimentos e crenças. Era também um termo utilizado na arte da retórica e nas atividades públicas da Grécia Antiga.

A palavra hipocrisia é nossa contemporânea, porém, como forma de simular falas, emoções e gestos que parecem verdadeiros. É fingir ser o que não é, um dos maiores males do comportamento humano, que causa mal-estar nas relações sociais e afetivas.

No entanto, a hipocrisia não se caracteriza como doença psíquica e sim num quadro de autoengano, que tem como origem uma enfermidade moral. É por isso que as pessoas hipócritas precisam criar uma identidade, a fim de aparentar que possuem “boas qualidades”, ocultando seus defeitos.

Assim, elas podem transitar livremente e não serem questionadas em seu falso moralismo. Um exemplo clássico de atos hipócritas é denunciar os outros por realizarem ações deploráveis enquanto praticam as mesmas atitudes.

Aliás, os indivíduos hipócritas são muito egoístas, que costumam exibir que têm amigos importantes na sociedade. Eles utilizam as redes sociais como “palco” para simular sinceridade e honestidade, contudo, o que fazem é falar mal da vida alheia, como um meio de descarregar seus recalques.

Sigmund Freud apresenta uma leitura atualizadíssima da hipocrisia do “homem civilizado”, que revela seus sentimentos obscuros e repletos de contradições e ambivalências, cujas origens estão repousadas sobre o recalcamento da sexualidade.

Para o pai da psicanálise, os sujeitos hipócritas desejam ser mais nobres do que os outros, porque sucumbiram à neurose. Entretanto, não querem renunciar suas cobiças sexuais, suas agressividades e não hesitam em prejudicar seus semelhantes por meio da mentira, do engano e da calúnia, contanto que fiquem impunes.

Em outras palavras, são aqueles que defendem o matrimônio, mas mantém relações extraconjugais, exaltam a importância da família, mas desprezam as novas configurações familiares, pregam a moral e os bons costumes, mas escondem sua perversidade, condenam a corrupção, mas praticam desvios de condutas, afirmam que são pessoas de Deus, mas desrespeitam a religião do próximo.

Essas contradições estão bem colocadas no ditado popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Elas ainda se encaixam no que disse o grande Marquês de Maricá: “A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns”.

Portanto, devemos – ficar atentos – à hipocrisia dos dias atuais, pois ela circula descaradamente no mundo real e virtual, causando todos os tipos de prejuízos.

*Por Jackson Cesar Buonocore

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*Fonte: contioutra

Sete exemplos de masculinidade tóxica que você reconhecerá no seu dia a dia

Entre o aplauso feminista e o boicote dos ultradireitistas, o anúncio da Gillette continua protagonizando um debate necessário. Se em 2018 o termo “masculinidade tóxica” já deixou um sentimento de preocupação e interesse que se traduziu em buscas – o dicionário de Oxford o cogitou como primeira opção de “palavra do ano”, mas acabou optando por simplificá-lo como tóxico –, 2019 começou propondo imagens de como deve ser o homem numa sociedade igualitária.

Intenções comerciais à parte, o gesto tem seu valor: “É fundamental que alteremos o imaginário que temos sobre a masculinidade. Há toda uma construção simbólica do que é ser homem e que precisa mudar também do ponto de vista cultural: o que você lê, o que assiste…”, disse ao EL PAÍS Octavio Salazar, professor de Direito Constitucional na Universidade de Córdoba (Espanha), pesquisador de gênero, masculinidades e direitos LGTBI e autor do livro El Hombre que No Deberíamos Ser (inédito no Brasil). É um modelo de masculinidade hegemônica que tradicionalmente defendeu valores como a agressividade e a invulnerabilidade, e que se posicionou como detentor do poder e da palavra acima das mulheres. Eis alguns exemplos destas convenções que impregnaram a sociedade e atrapalham o caminho para torná-la mais justa.

1. “Meninos não choram”

Estava na música do The Cure na década de oitenta e de Miguel Bosé na de noventa. Ouvimos a frase no pátio da escola enquanto algum colega rapidamente secava as lágrimas depois de cair, e talvez tenha inclusive saído das nossas bocas ao tentar consolar uma criança. Numa sociedade que ensinou os homens a reprimirem suas emoções (relegando o emocional às mulheres, tachadas ao mesmo tempo de fracas por causa disso), artistas como James Blake saíram em defesa da ruptura desse estigma de homem triste imposto a qualquer homem que demonstre suas emoções. Foi o que o britânico fez no ano passado ao lançar sua faixa Don’t Miss It, em que mostra abertamente seus sentimentos (e muitas reportagens zombaram disso). “Sempre considerei que esta expressão, usada para descrever os homens que falam abertamente de seus sentimentos, é insana e problemática”, escreveu ele num tuíte que viralizou. Lembrando também que esse veto cultural à demonstração de sentimentos e vulnerabilidades por parte dos homens contribui para engrossar a lista de suicídios masculinos e de homens que não foram ao médico em busca de ajuda a tempo porque, como se sabe, é preciso que sejam fortes, homens de verdade.

Como pretende o anúncio da Gillette e como recorda ao EL PAÍS Ritxar Bacete, antropólogo especializado em gênero e autor de Nuevos Hombres Buenos: La Masculinidad en la Era del Feminismo, “cabe destacar que o modelo de homem hegemônico pode ser sensível, bom e razoável.”

2. “…Precisam brigar”

Continua a frase da música de Bosé. A agressividade como forma de resolução de conflitos entre garotos e homens, esquecendo completamente a conversa. Esse é outro dos exemplos evidenciados pelo comercial de lâminas de barbear. Algo que os reacionários chegaram a defender dessa forma: “Se não fosse por essa masculinidade tóxica que vocês tanto criticam não existiriam corajosos que evitaram a ocupação nazista usando sua força no Desembarque da Normandia!’, chegamos a ler por aí”, disse Guillermo Alonso em seu artigo na Icon ‘Se o anúncio da Gillette te ofende como homem, você tem um problema’.

E não somente entre eles, a força física e bruta e a legitimação do poder masculino também como forma de calar mulheres em uma reunião (novamente, mostrado na propaganda) e de consegui-las (cultura do estupro). Em um vídeo em El Tornillo, Irantzu Varela explicou dessa forma: “Vocês se convenceram de que a masculinidade nesse sistema heteropatriarcal consiste em conseguir tudo o que desejam, que as mulheres são coisas que podem conquistar a serviço de seu prazer, mas não, nós somos sujeitas com desejos e pretender transar com a gente sem nosso consentimento é tentar nos estuprar”.

3. Futebol e roupa azul: coisas de meninos

“A questão do futebol durante minha infância e adolescência se transformou em um pesadelo”, disse Octavio Salazar. “Muitas vezes participava dos jogos para não me sentir deslocado. Era o que os meninos brincavam no recreio, ao sair da escola, na rua e nos finais de semana com competições. Senti a opressão como dissidente do modelo dominante. Especialmente difícil durante a adolescência, que é um momento em que o sentimento de fraternidade é tão importante e as identidades são forjadas”. Algo parecido também aconteceu a Ritxar Bacete. “Tinha 10 ou 11 anos quando fizeram em minha vila uma oficina de cerâmica nas férias de final de ano. Meus amigos da minha turma não deixavam que eu me inscrevesse, mas o fiz. Dos 1.500 habitantes da vila, somente três meninos foram. Quando saí com minhas esculturas, eles estavam me esperando, as pegaram e quebraram. Enfrentei os garotos e fiquei sozinho na vila”. E os dois dizem que veem como esses modelos e essas pressões continuam existindo, “mas não com as mesmas características, e sim essa pressão por não destoar do grupo e isso dá margem para que comportamentos machistas continuem sendo reproduzidos”, diz Octavio.

Entre as novas gerações de famosos vão surgindo novos modelos como Jaden Smith, que frequentemente usa saia, e Timothée Chalamet com suas roupas estampadíssimas e coloridas, que além de abordar a conversa sobre novas masculinidades, servem como exemplo para romper também com o padrão estético do jovem jogador de futebol.

4. ‘Bicha’, ‘mariquinha’, ‘fresco’: homens de primeira e de segunda

“Caras, se meu filho chega em casa e tenta brincar com a casinha de bonecas de minha filha, quebro ela na cabeça dele e digo ‘para, isso é coisa de gays”, o tuíte homofóbico do ano 2000 que custou a Kevin Harst a apresentação do Oscar coloca várias realidades. A primeira: a violência como resolução de conflitos que já assinalávamos. A segunda, mencionada logo acima, o fato de um menino não falar essas ‘coisas de meninos” é considerado ofensivo. A terceira: é também suscetível de se transformar em ofensa. Usar o feminino e o gay como forma de desprestígio é misógino e homofóbico. Demonstra a convicção patriarcal de que há uma única forma de ser homem e que, se alguém sai do padrão (por exemplo: se você é homem, homossexual) não é considerado homem-homem, e sim homem de segunda. Uma interessante reflexão sobre a relação entre masculinidade tóxica e afeminofobia foi feita por Alfredo Murillo em seu artigo no Buzzfeed Dar bandeira é sexy.

5. ‘Como não vai querer sexo, se você é homem!’

A ideia do homem máquina sexual que está sempre querendo relações sexuais e que, também – e aqui há uma questão mais difusa -, se sente legitimado a tê-lo. Isso causa problemas aos homens que sentem que têm que cumprir expectativas (dessa pressão surgem muitos problemas de impotência de acordo com os sexólogos) e cria um modelo de homem sedutor masculino que identifica a virilidade e a hombridade com o maior número de conquistas e parceiras sexuais. Um personagem comum nos filmes que também se identifica com o amor que deseja conseguir (John Travolta em Grease – Nos Tempos da Brilhantina, por exemplo). Dessa convicção e como reafirmação dessa hipersexualidade vem em parte a confusão de muitos homens do galanteio com assédio que tantos justificam e que é denunciado no comercial da Gillette e em uma campanha argentina lançada pela Avon (#Cambiáeltrato – Mude o tratamento) para que nenhum continue sendo cúmplice. Onde estão os homens que impedem outros homens que assediam mulheres pelas ruas?

6. O homem responsável é “o homem molenga”

As declarações que o cantor espanhol El Fary deu na TVE explicando sua ideia sobre o que é um homem molenga são insuperáveis. “Detesto o homem molenga. Esse homem da sacola de compra, do carrinho de bebê… a mulher abusa muito da fraqueza do homem”, disse reivindicando a masculinidade mais tradicional e antiquada (e culpando a mulher, para completar). Por molenga, El Fary identificava o homem responsável que contribui 50% nas tarefas domésticas e de cuidados com sua companheira. Um homem que tradicionalmente foi taxado ofensivamente como ‘dominado’ e que ainda é a exceção (as mulheres dedicam a esses trabalhos não remunerados 26,5 horas semanais contra 14 deles).

7. ‘Os homens são assim…’, ‘nem todos os homens’: falar bobagem

O ‘boys will be boys’ e ‘not all men’ estão no topo da lista das respostas mais conhecidas e reacionárias da Internet a qualquer tipo de denúncia machista e debate feminista, também quando se fala de masculinidade tóxica. “Os homens tendem a ver isso como uma espécie de ataque individual, não coletivo. O contexto em que cada um tem diferentes níveis de responsabilidade não é identificado e também há muita resistência alimentada justamente pelas redes sociais com discursos muito estereotipados que circulam por elas e significam um perigoso caldo de cultura de masculinidades muito tóxicas”, diz Octavio Salazar. E Ritxar Bacete reflete: “Temos que reivindicar isso nas vidas pessoais dos homens, é senso comum. A igualdade não é possível sem a incorporação dos homens e nós homens precisamos nos desintoxicar”.

*Por Maria Lopes Villodrez

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*Fonte: elpais

A honestidade é um presente muito caro. Não espere isso de pessoas baratas

A honestidade é um presente muito caro. Não espere isso de pessoas baratas.
– Warren Buffett

A honestidade é um presente muito caro e você não pode esperar que ninguém e todos sejam honestos.

É importante entender que no mundo de hoje cheio de hipócritas, é muito difícil encontrar alguém que seja honesto o suficiente. Principalmente, se você tende a se envolver com pessoas que são muito complexas ou tendem a mentir o tempo todo apenas para seus próprios benefícios egoístas.

Você precisa entender o fato de que não pode esperar que todos sejam honestos com você.

É essencial perceber que às vezes você terá que aceitar a realidade e saber que não pode confiar em todos.

Às vezes, você precisa entender que pode ser uma pessoa honesta, mas não pode esperar que todos sejam igualmente honestos com você.

A honestidade é extremamente cara e nem todos são honestos o suficiente! Portanto, é absolutamente sua decisão decidir se vai confiar em alguém ou não.

Você precisa ter entendimento sobre o mesmo.

Você deve ser capaz de avaliar as pessoas que são genuínas e as que não são e, portanto, não deve esperar que elas se comportem como você.

Você deve saber que a honestidade não é a preferência de todos.

Você não pode esperar isso de todos.

Você precisa saber que a honestidade é extremamente preciosa e, o mais importante, nem todo mundo na geração de hoje vai merecê-lo.

Definitivamente, você encontrará um grupo de pessoas ao seu redor que serão leais e honestas com você, mas, por outro lado, encontrará um monte de pessoas que não são absolutamente leais.

No entanto, você não deve ficar desapontado com isso, mas deve entender que a realidade é tal que você não pode desejar obtê-lo de pessoas baratas.

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*Fonte: seuamigoguru

A capitalização dos sentimentos

Cada dia que passa, aumenta a convicção que na sociedade atual, por mais que as pessoas tenham tendência a aflorar sentimentos positivos frente às diversas situações, o sistema capitaliza toda e qualquer expressão de boa vontade.

Somos bombardeados diariamente com a promoção da catástrofe frente a uma relativização das boas ações. Você não gosta o suficiente se não é capaz de dar um bom (caro) presente; você não é um bom cidadão consumindo menos que a maioria; seu carro (considerando que precise de um) pode estar perfeito, com a mecânica em dia, funilaria boa, ou seja: em perfeitas condições. Ainda assim teimam em lhe empurrar que depois de três anos o mesmo já está ultrapassado. Até mesmo os “vintage” estão superestimados, tudo vale mais do que a grande maioria da população mundial pode pagar.

Cabe aqui um aparte do provável surgimento da inflação nos preços de praticamente todos os produtos.

Por que uma pintura custa milhões? Porque determinados serviços que poderiam ser de baixo custo são elevados a preços altíssimos? A resposta pode ser mais simples do que parece. Deve-se ao fato de a sociedade capitalista perceber que por mais que as elites acumulassem fortunas, isso ainda não os tornava tão diferentes da massa pobre. Precisavam de um diferencial. Necessitavam ter onde e como gastar as fortunas acumuladas com base na exploração dos menos favorecidos.

Milionários, bilionários, precisam estampar as revistas e os jornais com suas mais novas aquisições. Pode ser uma obra de um pintor famoso, um carro exclusivo ou uma grande propriedade.

Não estou questionando a genialidade de pintores, mas duvido muito que quando eles fizeram suas obras era com o intuito de serem vendidas a preços exorbitantes. Ainda mais em uma sociedade que tanta gente morre de fome (leia-se falta de nutrientes, tendo em vista que milhões de pessoas no mundo são obrigadas a sobreviverem com uma dieta de um ou dois alimentos somente). Também não estou questionando o trabalho de engenheiros e designers de carros de luxo. Ao menos não estou questionando suas capacidades. A questão é: por que desenvolver carros caríssimos que só servirão a uma mínima parcela da sociedade?

O resultado disso tudo é que para a elite exploradora manter seu nível vida, fazem com que os lucros de seus investimentos sejam sempre maiores, estourando a conta de quem nem consegue pagar suas contas e se alimentar bem. Aumenta-se o lucro proporcionalmente à diminuição da qualidade de vida.

Finalmente chegamos ao ponto em questão: a capitalização dos sentimentos. Não satisfeitos com a exploração, com a fome e com a baixa qualidade de vida da grande maioria das pessoas, agora atacam no subconsciente. A maioria das pessoas acha louvável quando um milionário doa 0,0001% do que tem (só doa quando é publicado nas mídias: televisão, jornal, revistas etc.), mas quando um vizinho procura desenvolver ações em prol de uma melhora na qualidade de vida de pessoas próximas, diz que não fez mais que a obrigação. Ou quem sabe questiona se o mesmo pediu “autorização” para tal benfeitoria.

Defende com unhas e dentes quem os explora, enquanto elege culpados entre os iguais. Reclama de ações assistencialistas que não comprometem a economia, ao mesmo tempo em que não sabe que instituições financeiras ficam com um terço do PIB de países latino-americanos. E ainda tem os que sabem destes fatos, mas solenemente ignoram. Apesar de todos esses elementos ainda acredito que após décadas manipulação é complicadíssimo ao menos favorecido compreender esta situação.

Deveríamos destinar um momento de reflexão em nossas vidas, para que, portanto, sejamos capazes de compreender mais elementos dentre os que compõem nossa sociedade. Mesmo que ainda seja pouco, já é um pequeno passo em prol de uma melhora. Diariamente poderíamos refletir acerca das situações que influenciam diretamente em nossas vidas e de nossos semelhantes. Talvez quando formos capazes de reconhecer nossos próprios erros, poderemos então (con)viver em uma sociedade mais justa.

*Por Leonardo Onofre

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*Fonte: obviousmag

Autocontrole, inteligência emocional e uma dose de maturidade, por favor!

Maturidade não está relacionada à idade. O que faz uma pessoa madura é a bagagem de experiências de vida que ela carrega e não os aniversários que ela comemora.

Como comprovação disso, temos nossos círculos de relações sociais, profissionais e familiares. Note que as pessoas mais maduras (e incríveis) que você conhece, nem sempre, são as mais velhas.

Não adianta ser chefe de uma multinacional, trabalhar de terno e usar sapatos italianos, se toda vez que é contrariado, faz charminho, humilha e diminui o outro. Não adianta ter dinheiro na conta, conhecer o mundo e falar quatro línguas, se em nenhuma delas sabe o significado da palavra respeito.

Não adianta estudar no exterior, ter o carro do ano e usar roupas de marcas, se não se emociona com a dor do outro.

A principal característica de uma pessoa madura está relacionada ao desenvolvimento da tolerância diante das adversidades e das frustrações inevitáveis e não à idade que ela possui.

Vale ressaltar aqui que, tolerar bem as frustrações não significa não sofrer com elas, significa apenas saber lidar com isso e tirar aprendizagens que só são proporcionadas nos momentos críticos.

Outro aspecto relevante na personalidade das pessoas maduras é o senso de responsabilidade sobre si mesmo. Uma pessoa madura não joga no mundo, na vida ou no Universo a culpa dos próprios erros. Entende que tudo acontece por meio dela e arca com as consequências das próprias escolhas.

Uma pessoa madura é doce, agradável e inteligente, já que desenvolveu a capacidade de tirar das piores dores as maiores lições.

Ser maduro não é gostar de MPB, usar óculos e ter uma opinião formada sobre todos os assuntos. Ser maduro é ser equilibrado. É ser capaz de sair da zona de conforto, de mudar de opinião, de aceitar outras ideologias e de respeitar a opinião do outro como se fosse a própria. Até porque, o verdadeiro amadurecimento traz novos níveis de consciência que nos fazem questionar sobre, absolutamente, tudo.

Ser maduro é ser sensível à dor alheia, ser compreensivo com as falhas humanas e ser corajoso o suficiente para sair, frequentemente, da zona de conforto.

Como dizia Albert Einstein: “A maturidade começa a se manifestar quando sentimos que nossa preocupação é maior pelos demais que por nós mesmos.”

*Por Pamela Camocardi

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*Fonte: osegredo

Por que as pessoas trapaceiam?

Por que as pessoas trapaceiam?

Quando ouvimos que uma pessoa pobre deu um golpe em outras para conseguir dinheiro, podemos atribuir esse comportamento à pobreza delas, racionalizando que a pessoa violou a ética e a lei porque precisava do dinheiro.

Mas pessoas ricas e poderosas também trapaceiam: falsificam pedidos de empréstimo, sonegam impostos, fazem esquemas Ponzi para fraudar investidores de milhões.

Como um economista comportamental, fico fascinado por como o dinheiro afeta a tomada de decisões. Se dinheiro fosse o motivo por trás da trapaça, por exemplo, não faria sentido pessoas ricas quebrarem a lei para obter ganhos financeiros.

Para descobrir se a trapaça é motivada por necessidade econômica ou personalidade, o economista Billur Aksoy e eu conduzimos um experimento. Nós quisemos entender o papel que o dinheiro desempenha em fraudes financeiras.

Nossas descobertas, publicadas no Journal of Economic Behavior & Organization em julho, sugerem que a propensão das pessoas para trapacear não reflete a situação econômica delas. As pessoas inclinadas a trapacear vão fazê-lo não importa se forem ricas ou pobres.

Isolamento perfeito
Para conduzir nosso estudo, identificamos um lugar pouco usual — como uma placa de petri onde as mesmas pessoas experimentavam riqueza e pobreza. É um vilarejo cafeeiro remoto e isolado na base do vulcão Fuego na Guatemala.

Parte do ano, nos sete meses antes da colheita de outono, os habitantes experimentam escassez. Durante os cinco meses de colheita de café na Guatemala, porém, o vilarejo é relativamente próspero. Sem bancos ou acesso a crédito, os fazendeiros não conseguem fazer os ganhos durarem muito além do período de colheita.

Eu digo “relativamente”, porque, mesmo durante a colheita, o vilarejo da Guatemala ainda fica sem acesso à saúde, comida e água limpa. Os residentes nos disseram que ganham, em média, US$ 3 por dia. A colheita de café é um período de prosperidade que levemente melhora a pobreza deles.

A situação financeira única desse povo significou que poderíamos estudar o mesmo grupo de pessoas tanto em escassez quanto em abundância, sabendo que os fatores atenuantes — nível de estresse, atividade física, instabilidade doméstica e assim por diante — permaneceriam iguais em toda a população.

E, como um estudo recente conduzido em 23 países mostra que as pessoas trapaceiam em níveis iguais tanto em países pobres quando em ricos, sabíamos que nossos resultados não seriam exclusivos à Guatemala.

Rolando o dado
Nós visitamos o vilarejo da Guatemala pela primeira vez em setembro de 2017, antes da primeira colheita, quando os recursos financeiros deles estavam mais escassos. Voltamos em dezembro, quando as vendas de café aumentaram significativamente a renda.

Em ambas as visitas jogamos um jogo simples com a mesma amostra de 109 pessoas. Os participantes colocavam um dado em um copo e o faziam rolar. Eles então nos diziam — sem nos mostrar — o resultado, e mexiam o copo novamente para que ninguém soubesse qual tinha sido.

O desenho do jogo garantia que não saberíamos se os jogadores estavam reportando a verdade ou não.

Os habitantes eram pagos o equivalente a US$ 1 pelo número que tinham recebido. Por exemplo, se fosse quatro, recebiam US$ 4. Dois, recebiam US$ 2. A exceção era seis, que conforme nossa regra, não pagava nada.

Estatisticamente nós sabíamos que os pagamentos mais altos das seis rodadas possíveis — três, quatro e cinco — deveriam aparecer 50% das vezes. O resto deveria ser números baixos, um, dois e seis.

Mesmo assim, em ambas as visitas, os participantes reportaram ter rolado os números com o pagamento mais alto 85% do tempo. O número cinco, o mais lucrativo, foi reportado mais do que 50% das vezes. E quase ninguém admitiu ter recebido um seis, que não pagava nada.

Os resultados indicaram trapaça em larga escala, tanto em tempos prósperos quanto pobres. Se as pessoas estão inclinadas a trapacear e acham que podem se sair ilesas, parece que assim o farão — não importa se são ricas ou pobres.

Generosidade inesperada
Depois de fazer o primeiro experimento, o professor Aksoy e eu pedimos aos jogadores que jogassem o dado novamente.

Dessa vez, isso determinaria o pagamento para alguma outra pessoa no vilarejo. Em uma cidade pequena como essa vila, na prática isso significava que as pessoas estavam jogando para melhorar os rendimentos de seus amigos, família, vizinhos e colegas de trabalho.

Nessa rodada, os números que pagavam mais foram reportados menos vezes que na primeira — 73% durante a colheita e 75% durante períodos de escassez. Trapaças ainda ocorriam, mas menos frequentemente. Como na primeira rodada, a taxa de trapaça era semelhante em tempos de escassez e abundância.

O padrão mudou quando pedimos que os habitantes jogassem o dado para determinar o pagamento a um estranho — alguém de fora do vilarejo.

Em dezembro, um período de abundância, os moradores reportaram pagamentos altos e baixos 50% das vezes — bem alinhados com a probabilidade estatística. Eles não trapacearam pelo ganho financeiro de estranhos. Em tempos de escassez, no entanto, eles reportaram receber número de alto pagamento cerca de 70% do tempo, mentindo para beneficiar estranho quase na mesma taxa que o fizeram pelos vizinhos.

Por que as pessoas quebrariam as regras por alguém quando elas próprias estão pobres?

Nós acreditamos que os moradores se tornaram mais empáticos durante tempos de escassez, sentindo a mesma preocupação com estranhos que sentiam em relação aos amigos e família.

Na riqueza e na pobreza
Nossas duas maiores descobertas — que as pessoas vão trapacear o sistema mais ou menos nas mesmas taxas não importa se são ricas ou pobres e que a generosidade para estranhos não depende de riqueza — devem ser vistas com cautela. Esse foi só um estudo em um país.

Mas pesquisadores na Tailândia recentemente chegaram a conclusões semelhantes às nossas em um experimento que conduziram com fazendeiros de arroz. Os participantes no estudo não publicado também mentiram para ganho pessoal tanto em períodos bons quanto em ruins.

As evidências sugerem que a riqueza influencia a trapaça muito menos do que a ética da pessoa — isso é, se estão inclinadas ou não a trapacear. Essa conclusão vai na mesma linha de outros estudos recentes que sugerem que as pessoas que se envolvem em comportamentos antissociais ou cometem crimes podem ter uma predisposição genética para fazê-lo.

Em outras palavras, algumas pessoas podem nascer com uma propensão a trapacear e tirar dinheiro de outras. Se esse for o caso, fatores ambientais como pobreza e oportunidade não são as razões para a trapaça — são uma desculpa para o mau comportamento.

* Marco A. Palma é professor de Economia Agrícola e diretor do Laboratório de Comportamento Humano da Universidade A&M do Texas. O texto foi publicado originalmente em inglês no site The Conversation.
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*Fonte: revistagalileu

As pessoas mais caras são aquelas com quem a gente pode tomar o vinho mais barato

São elas, sim. Aquelas que não vão nos julgar pelo dinheiro que temos no bolso, na conta, na herança da família. As pessoas que nos são mais caras não dão a mínima se tudo o que temos é barato e comprado a prestação. Não ligam se o nosso carro não tem ar condicionado e faz barulho quando abre o vidro. Não reclamam se o vidro emperra. Não ficam tristes de ganhar no aniversário nada mais que uma mensagem de texto, um telefonema ou uma bobagem da loja de um e noventa e nove. Basta que seja sincero.

De todas as pessoas que encontramos na vida, as mais valiosas são as que chegam antes do dinheiro e as que ficam depois que ele acaba.

Não, isto não é um elogio à pobreza, não. É só uma celebração de toda gente leal que resta no planeta. Porque amigo é amigo com dinheiro ou na miséria. Pode até desistir de uma amizade. Acontece. Quase todo mundo vai embora quando é traído, enganado, maltratado, preterido. Afinal, ser amigo não é igual a ser trouxa ou aceitar tudo. Agora, nenhuma pessoa decente abandona seu amigo só porque a grana acabou.

Não, eu não estou dizendo que todo “pobre” é legal e todo “rico” é canalha. Estou afirmando que gente boa de verdade vive para além das limitações de orçamento. Não se aproxima e nem foge de alguém tão somente pela mera semelhança ou diferença financeira. Gente boa de verdade não expulsa de seu clube um companheiro na falência nem se achega a um desconhecido apenas por lhe saber endinheirado.

Não, não é mau frequentar lugares caros, pagar mais por seus gostos, viajar o mundo, viver em um bom bairro. Se o dinheiro é seu e foi ganho honestamente, o que há de errado? Nada!

Assim como nada há de impróprio em viver com poucos recursos por necessidade, pagar menos para morar, comer, vestir. O sujeito que vende o almoço para comprar a janta não é melhor nem pior que o esbanjador e vice-versa. São só pessoas em posições diferentes, vivendo realidades diversas.

Pessoas não têm preço. Porque preço é próprio de coisas e objetos. Pessoas têm valor. Umas mais, outras menos. E eu tenho a impressão de que o valor da gente não se mede pelo preço que a gente paga nas coisas.

Não é por nada, não. Mas para mim as pessoas mais caras do mundo são aquelas que não reclamariam de tomar champanhe francês ao meu lado, de frente para a Torre Eiffel, como também não rejeitariam um vinho barato em minha companhia. Nem gostariam menos de mim por isso.

*Por André J. Gomes
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*Fonte: fasdapsicanalise

Idosos conseguem gerar novas células cerebrais igual a pessoas jovens, revela estudo

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens. Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam…

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens.

Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam sugerido que o cérebro adulto era conectado e que os idosos não desenvolviam novos neurônios. Este estudo, publicado na revista Cell Stem Cell em 5 de abril, contraria essa noção. A autora principal, Maura Boldrini, professora associada de neurobiologia da Universidade de Columbia, diz que as descobertas podem sugerir que muitos idosos permanecem mais cognitiva e emocionalmente intactos do que comumente se acreditava.

“Descobrimos que as pessoas mais velhas têm capacidade semelhante para produzir milhares de novos neurônios do hipocampo a partir de células progenitoras, como fazem as pessoas mais jovens”, diz Boldrini. “Nós também encontramos volumes equivalentes do hipocampo (uma estrutura do cérebro usada para emoção e cognição) através das idades. No entanto, os indivíduos mais velhos tiveram menos vascularização e talvez menos habilidade de novos neurônios para fazer conexões”.

Os pesquisadores fizeram autopsia de hipocampos de 28 indivíduos previamente saudáveis, com idades entre 14 e 79 anos, que haviam morrido subitamente. Esta é a primeira vez que os pesquisadores examinaram os neurônios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos dentro do hipocampo humano logo após a morte. (Os pesquisadores determinaram que os sujeitos do estudo não tinham problemas cognitivos e não sofriam de depressão ou tomavam antidepressivos, algo que Boldrini e seus colegas haviam percebido anteriormente que poderiam afetar a produção de novas células cerebrais.)

Em roedores e primatas, a capacidade de gerar novas células hipocampais diminui com a idade. A produção em declínio de neurônios e um encolhimento total do giro dentado, parte do hipocampo que pensa-se ser o responsável de ajudar a formar novas memórias episódicas, também ocorreram em humanos envelhecidos.

Os pesquisadores da Universidade de Columbia e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York descobriram que até os cérebros mais antigos que eles estudaram produziram novas células cerebrais. “Encontramos um número similar de progenitores neurais intermediários e milhares de neurônios imaturos”, escreveram eles. No entanto, os indivíduos mais velhos formam menos vasos sanguíneos novos dentro das estruturas cerebrais e possuem um armazenamento menor de células progenitoras – descendentes de células-tronco que são mais restritas em sua capacidade de se diferenciar e se auto-renovar.

Boldrini supôs que a redução da capacidade de recuperação cognitivo-emocional na velhice pode ser causada por esse pequeno grupo de células-tronco neurais, pelo declínio na vascularização e pela redução da conectividade célula-célula dentro do hipocampo. “É possível que a neurogênese do hipocampo em curso sustente a função cognitiva específica do ser humano ao longo da vida e que o declínio possa estar vinculado à resiliência cognitivo-emocional comprometida”, diz ela.

Boldrini diz que pesquisas futuras sobre o envelhecimento cerebral continuarão a explorar como a proliferação, a maturação e a sobrevivência das células neurais são reguladas por hormônios, fatores de transcrição e outras vias intercelulares.

 

 

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*Fonte: socientifica

É assustador como tem gente que muda na frente dos outros

Vivemos junto a várias pessoas e cada uma delas pensa de um jeito diferente, sente o mundo de uma forma peculiar e possui opiniões muitas vezes dissonantes entre si. Isso nos obriga a tentar nos adequar aos ambientes que frequentamos, para que não entremos em choque o tempo todo, com as pessoas. Porém, isso não quer dizer que somos obrigados a forjar várias personalidades, para atender a todo mundo.

Hoje, em tempos de ódios partidários exaltados e de embates sobre tudo nas redes sociais, é preciso se resguardar, evitando entrar em discussões sem serventia, as quais apenas expõem pessoas que nunca irão chegar a um denominador comum. Nem sempre conseguiremos manter a calma, mas ignorar certas pessoas nos salva. Não adianta tentar um diálogo minimamente coerente com quem só sabe monologar em volta do próprio umbigo.

No entanto, evitar discussões inúteis não significa, de jeito nenhum, vestir máscaras teatrais para ser aceito pelos outros. Tem gente que possui uma máscara para cada ambiente onde estiver, encenando uma personagem para cada tipo de pessoa que encontra pela frente. Na frente de gente rica, faz a dondoca. No meio de gente simples, posa de humilde. Esse tipo de pessoa transita confortavelmente por todos os lugares, pois encarna uma personagem perfeita em cada um deles. Isso assusta.

Assusta, porque, quando presenciamos alguém mudando o comportamento na frente de outras pessoas, acabamos ficando em dúvida sobre quem ele é realmente. Se a pessoa muda com o outro, ela também muda conosco, ou seja, qual, afinal, é sua verdadeira personalidade? Como confiar em pessoas que se transformam, como num passe de mágica, ao encontrarem fulano ou sicrano? Infelizmente, trata-se de alguém que fatalmente está se perdendo de si, distanciando-se das próprias verdades. Trata-se de alguém em quem não conseguimos confiar.

É lógico que não dá para ficar sendo inconveniente, tentando discutir em todo lugar aonde se vá. Sabedoria é selecionar as batalhas que são dignas de adentrar, ou se perdem todas elas. É possível continuar sendo quem somos onde estivermos, ainda que precisemos ser discretos, mas mantendo a nossa essência em todos os nossos passos. Caso comecemos a encenar e a dançar sempre conforme a música, mesmo aquela que nos desgoste, então nos enfraqueceremos. Então perderemos nossa dignidade, nossa personalidade, nossa essência. Ser alguém em quem ninguém confia deve ser muito triste. Não seja essa pessoa.

*Por Rosi Borges

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Parque Nacional envia para casa de turistas lixo que eles deixaram no local

O Parque Nacional Khao Yai, na Tailândia está devolvendo o lixo que turistas “esqueceram” na unidade. O BangKok Tribune News, explica em sua página no Facebook que o Ministro do Meio Ambiente do país, Varawut Silpa-archa ameaçou entrar com uma ação judicial contra visitantes indisciplinados, os quais visitam os parques nacionais do país e deixam seu lixo para trás sem a coleta adequada.

A reportagem cita o caso de um pequeno grupo que alugou duas barracas de camping para passarem um final de semana no parque, no acampamento Pha Kluay Mak, mas deixou o parque devido a uma forte chuva. Os guardas da unidade encontraram garrafas plásticas, copos plásticos, embalagens de salgadinhos e outros tipos de lixo dentro das barracas alugadas (foto abaixo).

Ao saber do caso, o ministro instruiu os funcionários para que recolhessem o lixo e enviassem de volta aos proprietários dele por meio de um serviço postal (antes de entrar no parque, os visitantes deixam o endereço residencial e outros dados na administração). Os funcionários também registraram queixa na polícia, segundo o jornal.

“Lembre-se de que jogar lixo nos parques desordenadamente viola a lei dos parques nacionais e acarreta penalidades … Por favor, ajude a manter os locais limpos e comportados, pois a partir de agora vamos aplicar estritamente a lei contra os violadores.”, comentou.

O lixo deixado pelos visitantes causa vários problemas à vida selvagem, pois os animais comem os resíduos e morrem em conta das consequências da ingestão de plástico, por exemplo.

Em fotos publicadas no Facebook (acima), segundo o Bangkok Tribune, é possível conferir bilhetes dizendo “Você deixou algumas coisas no parque. Posso mandá-los de volta para você”. Ainda de acordo com a publicação, a decisão de convocar os infratores está com a polícia local.

 

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*Fonte: mochileiros

Pare de tentar envenenar as pessoas com a sua amargura!

Pare de tentar envenenar as pessoas com a sua amargura! Já tem muita gente fazendo isso.

Você já reparou na diferença de postura de algumas pessoas quando estão tristes ou alegres?

Quando estão tristes, tratam todos à sua volta com desdém. Acessam as redes sociais de amigos, conhecidos e até desconhecidos para criticar, dar indiretas, polemizar, denegrir.
Criam perfis fakes para ofender mais livremente os demais. São extremamente ríspidos nas respostas e fazem questão de deixar claro para todos o quanto estão chateados, aborrecidos, insatisfeitos…
Acreditam que só ficaram bem se todos a sua volta souberem e compartilharem da mesma raiva que estão sentindo.

Mas quando estão alegres… desaparecem.

Dizem que não comentam com ninguém para que “não estraguem” ou “invejem”. Escondem isso à todo custo para que ninguém “roube” isso deles.

Alguns até fingem tristeza para esconder o que realmente está acontecendo.

Fomos doutrinados a compartilhar as coisas ruins e esconder boas em caixas lacradas.
Tanto que, quando alguém compartilha felicidade, saúde, vitórias causa estranheza (e até revolta) em algumas pessoas.
Mas quando fala sobre coisas ruins recebe atenção, incentivo, “apoio” de todos os lados.

A amargura compartilhada!

E quem recebe fica viciada nesta atenção e, à partir de então, começa a se alimentar disso.
Repare em famosos que vez ou outra ressurgem na mídia atacando outro, ou mostrando uma foto polemica, fazendo um vídeo constrangedor… Cinco minutos depois estão em todos os jornais e ganharam milhares de novos seguidores.
E aquela vizinha que some um tempo e, quando reaparece, no primeiro “bom dia” que recebe, tem uma lista de tragédias na família para contar.Tem ainda aquela conhecida que está sempre doente: cabeça, joelho, cotovelo… Todos ficam com dó delas.

Por que é mais fácil espalhar dor que alegrias?

Desde pequenos, escutamos coisas como: “tudo o que é bom dura pouco”; “o que é bom é pecado”; “o sofrimento leva ao paraíso”; “somos pecadores”.

Passamos anos e anos sentindo culpa por ser feliz, ou ter dinheiro, ou por conseguir vencer obstáculos e nos recuperar.
Vendo mérito em fracassar para ganhar um “reino prometido”.
Quando no fundo estamos profundamente infelizes com isso, sentindo que estamos desperdiçando nosso potencial…
Até que um dia entendemos que a culpa nada mais é que a forma mais antiga de manipulação.
E percebemos que somos, sim, responsáveis pelos nossos pensamentos, sentimentos e ações.
Que mudando estes três elementos somos capazes de mudar radicalmente nossas vidas.

Não há nada fora. Está tudo dentro.

Passamos por catarses fortíssimas para limpar os padrões que nos foram impostos por tanto tempo.
E depois começamos a praticar com mais afinco essa nova forma de ver a vida.
Entendemos o verdadeiro sentido da felicidade e perdemos o medo de compartilhar, porque agora sabemos que estamos aqui para ajudar a humanidade, que todos somos um, que o paraíso está dentro de cada um de nós.

A verdadeira felicidade

Quando você é genuinamente feliz sabe que nada externo pode ‘atrapalhar’ isso.
Justamente porque esta felicidade não veio de nada externo.
Ela foi construída, degrau por degrau, com tijolos internos e raízes profundas no seu interior.
Então, se compartilhar desta felicidade, ela não vai diminuir.
Nunca!

Mas pode inspirar, ajudar outra pessoa.

Se uma palavra ruim pode estragar o dia de alguém, imagina um mar de boas palavras?

E o envio de boas vibrações e oração?

E sorrisos?

Recentemente vi um video de uma pessoa que entrava em um trem onde todos estavam sérios e começava a gargalhar.
Pouco tempo depois, boa parte das pessoas à sua volta estava gargalhando também.

A felicidade é contagiante!

Trabalhe em você para ser mais feliz e, quando isso acontecer, vai sim compartilhar voluntariamente este sentimento com o mundo.
Enquanto isso, pare de tentar envenenar as pessoas com amargura.
Já tem muita gente fazendo isso.

“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.” Leonardo da Vinci

*Por Kassia Luana

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*Fonte: seuamigoguru

Pessoas sem argumentos costumam desqualificar os outros

“Grandes mentes discutem ideias, mentes medíocres debatem eventos, mentes pequenas falam sobre os outros”, disse Eleanor Roosevelt. E não estava errado. Quando lhe falta altura intelectual, ele cai na lama pessoal.

Infelizmente, a tendência de desqualificar os outros quando não temos argumentos sólidos é cada vez mais comum em todas as esferas de nossa vida social, tendência que põe em risco a nossa capacidade de chegar a um entendimento porque destrói pontes em seu caminho. Essa tendência é conhecida como falácia ad hominem.

Qual é a falácia ad hominem?

Presenciamos praticamente todos os dias a falácia ad hominem. Podemos ver isso na mídia ou nas redes sociais, quando há duas partes que defendem argumentos contrários e uma tenta desacreditar a outra recorrendo a argumentos irrelevantes para a questão como aparência pessoal, gênero, opção sexual, nacionalidade, cultura e / ou religião.

A falácia ad hominem é a tendência de atacar o interlocutor, em vez de refutar suas ideias. Quem o usa, desqualifica os argumentos do outro por meio de ataques pessoais destinados a minar sua autoridade ou confiabilidade.

Você pode recorrer a insultos pessoais, humilhação pública ou até mesmo trazer à tona os erros que aquela pessoa cometeu no passado.

Também é comum que sejam atacadas características pessoais do interlocutor que, aparentemente, estão em contradição com a posição que defendem. E há quem recorra à mentira ou exagere supostos defeitos do outro para desvalorizar suas ideias.

O objetivo principal dessa falácia é desacreditar quem defende uma ideia, redirecionando o foco da atenção para um aspecto irrelevante que nada ou pouco tem a ver com a situação em questão.

Muitos exemplos de falácias ad hominem ocorreram e continuam a ocorrer ao longo da história.

Arthur Schopenhauer, por exemplo, era um misógino, mas isso não significa que muitas de suas ideias filosóficas não fossem extremamente interessantes.

Ayn Rand era uma defensora ferrenha do capitalismo, mas isso não significa que não possamos encontrar valor em seu objetivismo.

Como assinalou o político García Damborenea:

“É compreensível que a ideia possa desagradar, mas se Hitler afirmava que dois mais dois são quatro, ele teria que estar certo”.

Afinal, mesmo um relógio parado diz a verdade duas vezes por dia. Se não aceitamos essa realidade, simplesmente nos fechamos para a diversidade e complexidade que existe no mundo. E provavelmente perderemos a oportunidade de crescer, sendo apanhados pelas ideias daqueles que pensam como nós e compartilham nosso sistema de valores, engolfando uns aos outros.

Desqualificações pessoais dizem mais sobre o atacante do que sobre o atacado

A falácia ad hominem costuma ser o resultado da falta de argumento e da frustração.

Usar essa estratégia é como quando um jogador de futebol não consegue alcançar a bola e tropeça em seu oponente para cair.

Não é um jogo justo. E, sem dúvida, diz muito mais sobre quem ataca do que sobre quem é atacado.

Quando você não tem ideias sólidas, você recorre à desqualificação e à humilhação.

Esses ataques podem ser extremamente virulentos e pessoais, pois visam fazer a outra pessoa se sentir envergonhada e permanecer em silêncio ou perder sua credibilidade com os outros.

Porém, os ataques pessoais também desqualificam o agressor, pois mostram sua irracionalidade e sua trama de pobreza.

Quem não consegue lutar no plano das ideias, mas quer vencer a todo custo, vai arrastar seu interlocutor para o plano pessoal.

Somos muito vulneráveis ​​a argumentos ad hominem

O principal problema é que, embora gostemos de nos ver como pessoas altamente racionais e sensatas, somos na verdade particularmente vulneráveis ​​à falácia ad hominem, como descobriram os pesquisadores da Montana State University.

Esses pesquisadores pediram a várias pessoas que lessem declarações científicas e indicassem suas atitudes em relação a elas. Em algumas declarações, foi adicionado um ataque direto à base empírica da afirmação científica; em outras, um ataque ad hominem foi inserido ao cientista que fez a afirmação.

Os pesquisadores descobriram que ataques ad hominem têm o mesmo impacto em nossas opiniões que ataques baseados em argumentos lógicos e científicos. Isso significa que não somos objetivos avaliando os argumentos.

Em parte, essa tendência se deve ao fato de que a credibilidade e os valores compartilhados do emissor são características que consideramos positivas e determinam a influência que uma mensagem terá sobre nós.

Se alguém ataca a fonte da informação a sua credibilidade ou questiona os seus valores, isso semeará a dúvida e é provável que demos menos importância e credibilidade às suas ideias e opiniões.

Quando uma atitude de rejeição é provocada em relação ao oponente, também desenvolvemos uma certa rejeição em relação às suas palavras.

É um fenômeno psicológico de transferência exacerbado por nossa tendência de ver as discussões ou debates como competições nas quais deve haver um vencedor. E em nossa sociedade, para vencer nem sempre é preciso estar certo, mas prevalecer, mesmo com as desqualificações.

Como escapar da falácia ad hominem?

Se algum dia estivermos no meio de um debate e formos tentados a atacar pessoalmente nosso interlocutor, é conveniente que paremos por um segundo para pensar sobre que emoção está nos levando a fazê-lo.

Provavelmente é raiva ou frustração.

Em vez disso, devemos pensar que um debate construtivo não é aquele em que vencedores e perdedores são declarados, mas aquele em que ocorre crescimento.

Ser vítima desse tipo de ataque também pode ser muito frustrante. Portanto, a primeira coisa é conter o impulso de revidar e levar o conflito para o nível pessoal.

Jorge Luis Borges contou uma anedota em “História da eternidade” em que um homem foi atirado uma taça de vinho no meio de uma discussão.

A vítima, entretanto, não vacilou. Ele simplesmente disse ao ofensor: “Isso, senhor, é uma digressão; Aguardo seu argumento” .

Devemos também nos proteger desse tipo de “argumento” enganoso, que visa manipular a opinião das massas para que não dêem ouvidos a idéias valiosas.

Portanto, trata-se de manter a mente aberta e alertar-nos para qualquer ataque pessoal, pois isso provavelmente implica que por trás existe uma opinião ou ideia sólida e difícil de desmontar.

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*Fonte: seuamigoguru

Adultério S.A.: a florescente indústria da infidelidade

No momento em que você lê estas linhas, talvez seu parceiro esteja sendo infiel. Milhões de homens e mulheres em todo o mundo mantêm relações sexuais fora do casamento ou da convivência. Até aqui nada de novo. O que mudou é que há cada vez mais traições, entre outras coisas porque os dispositivos móveis e aplicativos tiraram a infidelidade da clandestinidade, permitindo que um amante ficasse ao alcance de qualquer um. Ser infiel é muito mais fácil e rápido agora, e embora o homem ganhe de goleada, cresce o número de mulheres que saem para se divertir.

Alguns aproveitam e outros oferecem com quem, como e onde. A infidelidade é hoje um grande negócio, uma enorme caixa registradora capaz de gerar tanto dinheiro quanto carícias e beijos furtivos. As empresas lançaram as redes para pescar em um mercado potencial que, na Espanha, é formado por 11.280.000 casais e uniões civis, de acordo com dados de 2018 do Instituto Nacional de Estatística. Seria necessário acrescentar aqueles que vivem sem papéis no meio.

Plataformas desenhadas para adúlteros com milhões de usuários em todo o mundo, aplicativos para apagar o rastro da infidelidade, detetives particulares para descobrir traições. Quanto dinheiro a infidelidade movimenta?

Impossível calcular. “Além das páginas de contatos existem os hotéis, as viagens, os presentes, os restaurantes… É um negócio que gira bilhões no mundo e tem um peso importante no PIB”, comenta Christoph Kraemer, chefe do mercado europeu da Ashley Madison, rede social para infiéis.

Criada em 2002 no Canadá, é a plataforma mundial preferida para a traição, com 60 milhões de membros registrados em 53 países. Seu slogan é Life is short. Have an affair (A vida é curta. Tenha um caso). No ano passado, segundo uma auditoria da Ernst & Young, registrou 442.000 novos usuários por mês, mais de 5,3 milhões no ano, o que representa um crescimento de 10% em relação a 2017. Pertencente ao grupo Ruby Life, a plataforma diz ser lucrativa desde o primeiro ano, embora não forneça informações sobre faturamento. “Atualmente, não temos planos de entrar na Bolsa. Vamos ver o que o futuro pode trazer”, diz Kraemer.

No momento, o mercado espanhol lhe dá muitas alegrias, tantas quanto 1,56 milhão, que são as pessoas inscritas no site, de idades entre 30 e 40 anos. A Espanha é seu segundo mercado europeu, só atrás do Reino Unido. E o nono no mundo, sendo os EUA, Brasil e Canadá os países mais desleais. Chegou à Espanha em 2011 com a polêmica debaixo do braço ao pendurar uma faixa em pleno centro de Madri usando a imagem do rei Juan Carlos junto com a do príncipe Charles da Inglaterra e do ex-presidente Bill Clinton, com o lema: “O que eles têm em comum? Deveriam ter usado a Ashley Madison”. Nos primeiros três meses, 150.000 espanhóis se inscreveram na rede.

Nessa plataforma, na qual 15.000 aventuras acontecem por mês, 4.500 por dia, as mulheres não pagam para se cadastrar. Os homens devem comprar pacotes de crédito para poder enviar a primeira mensagem. O pagamento mínimo é de 49 euros (cerca de 219 reais) por 100 créditos e chega a 249 euros por 1.000 créditos.

Depois desta chegaram muitas outras. A oferta não para de crescer. Como a Secondlove, cujo slogan é: “Flertar não é só para solteiros e solteiras”. Outra com capacidade de atrair seguidores é a Victoria Milan, com 625.000 membros espanhóis, que incentiva a “reviver a paixão e encontrar uma aventura”.

Também existe o site do encontro infiel, o Affairland. Mas se existe uma plataforma que está revolucionando o mercado feminino é a Gleeden, que se vende como o primeiro site de encontros extraconjugais pensado por mulheres para mulheres. Na prática, isso significa que não é um site focado nos homens, como os outros, nem há mulheres seminuas como gancho. Não é um aplicativo hipersexualizado”, diz Silvia Rubies, chefe de comunicação da Gleeden na Espanha.

Seu objetivo é captar as mulheres que querem arrumar um amante e vencer o tabu que ainda existe sobre a infidelidade feminina. Porque elas, que têm uma média de 37 anos, também são desleais. “Cerca de 30% dizem ter sido infiéis em algum momento da vida e 68% não se arrependem”, segundo uma pesquisa com mais de 5.000 mulheres realizada pelo Instituto Francês de Opinião Pública. O site nasceu na França em 2009 como resposta a esse 30% de pessoas que estão nas páginas tradicionais de encontros que mentem sobre seu estado civil. Um ano mais tarde aterrissou na Espanha, seu terceiro mercado europeu, depois do francês e do italiano. Possui 5,5 milhões de usuários no mundo e 700.000 na Espanha, 60% de homens e o restante de mulheres, que também não pagam. Os homens precisam comprar créditos para poder abrir um chat, enviar presentes virtuais ou ver o álbum de fotos particular; iniciar a conversa é grátis. O preço mais básico é de 25 euros e chega a até 100. Além disso, oferece serviços de discrição, como sacudir o telefone celular duas vezes para sair do aplicativo.

Se as redes de contatos são um negócio, não menos importante são os motéis — na Europa chamados love hotels. Muito comuns no Brasil, seu modelo de negócio, em que o silêncio e a discrição se pagam, se espalha. Não se trata de lugares lúgubres em zonas industriais; muitos deles são hotéis de luxo localizados no centro das cidades. O modelo cresce na Espanha graças ao hotel Zouk (em Alcalá de Henares) ou aos barceloneses H Regàs, La Paloma, La França e Punt14 (da cadeia SuperLove). Também o Loob e o Luxtal. Todos alugam quartos por hora. Além de xampu, estão incluídos preservativos de cortesia e balas em forma de coração. Como já ocorre no Brasil, o estacionamento muitas vezes é no próprio quarto, de modo que a entrada e a saída possam ser feitas sem sair do veículo. A privacidade é a base do negócio.

Em outros, “para sair do quarto você deve ligar para a recepção usando o interfone do seu quarto, de modo que nós lhe informaremos se você pode sair sem que haja outras pessoas. Não será possível cruzar com ninguém”, explica o site da Luxtal, com hotéis em Madri e Barcelona. Seus preços começam em 30 euros a hora e os quartos têm camas de 2,10 metros de diâmetro em formato de meia lua, grandes espelhos estrategicamente posicionados e acessórios eróticos.

A privacidade é a base do negócio. Ao pagar com cartão, o nome comercial do hotel sequer aparece. Apenas a razão social. O La França é o maior de Barcelona, com mais de 70 quartos. Os mais baratos custam 70 euros a hora; a grande suíte, com hidromassagem e espelhos basculantes, sai por 90 euros. Esses estabelecimentos são até três vezes mais rentáveis do que os tradicionais. “Ao vender os quartos por hora, você pode obter mais rendimento do que um hotel convencional, onde o quarto só é vendido por dia, mas há mais despesas com pessoal, roupas, lavanderia e manutenção”, diz o hotel Loob.

Aplicativos discretos

Outra parte desse lucrativo negócio são os aplicativos de celular que apagam o rastro da infidelidade. Um deles é o Tigertext: tudo que chega de um determinado número de telefone é apagado, sejam chamadas ou mensagens. Se o infiel precisar apagar com urgência, pode sacudir o telefone e tudo desaparece. O aplicativo é gratuito e tem mais de 500.000 downloads. Outro é o Vaulty Stock: sua aparência é a de um aplicativo de Bolsa de Valores e custa 21 euros. Ou o Photo Vault, que permite esconder todos os arquivos atrás de uma falsa calculadora.

Apesar das facilidades, sempre há comportamentos que levantam as primeiras suspeitas do parceiro. “A suspeita pode surgir hoje em dia inclusive antes que no passado, como colocar uma senha no seu celular quando você nunca a teve; mudar a senha do computador sem dizer nada ao parceiro ou não atender chamadas ou ler mensagens na frente do parceiro”, diz Enrique Hormigo, presidente da Associação Profissional de Detetives Particulares da Espanha – (APDPE), que tem quase 400 associados.

O método mais comum de trabalho dos detetives é montar um dispositivo de observação e monitoramento que normalmente não dura mais de três dias, explica. Cobra-se por hora, entre 55 e 110 euros a hora. Hormigo diz que as infidelidades não superam 8% de seus serviços. Por outro lado, existem escritórios de detetives particulares especializados em infidelidades. A empresa Infidelity trata entre 150 e 190 casos por ano e, em média, dedica cinco horas a cada um.

Alejandro Chekri, diretor do escritório, diz que o perfil do infiel mudou muito e agora é mais amplo: vai de 20 a 74 anos, a idade do último caso em que trabalhou. Na hora de contratar seus serviços, os principais clientes são mulheres.

*Por Sandra Lopez Leton

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*Fonte: elpais

Tem gente que é tão pobre que só tem dinheiro

Rico é quem faz aquilo de que gosta, sentindo-se realizado ao trabalhar e tendo certeza de que o que produz é útil não somente a si mesmo.

Rico é quem faz aquilo de que gosta, quem está junto à pessoa que ama, sentindo-se amado todos os dias, quem tem ao menos um amigo com quem possa contar, quem consegue ser grato à vida, à família, aos amigos, quem preza, acima de tudo, o amor por si mesmo e por quem caminha ali juntinho.

Hoje, em época de valores invertidos, o status conferido à riqueza material é um chamariz que promove a ostentação desmedida e a busca pelo sucesso a qualquer preço. Na ânsia de transparecer posses monetárias, perdem-se, em muito, os traços de humanidade de que deveriam se revestir as atitudes e comportamentos em sociedade. Confunde-se, assim, posses com virtude, salário alto com realização pessoal, conforto material com felicidade plena, o que nem sempre corresponde à realidade dos fatos.

Tem gente que é tão pobre que só tem dinheiro

Rico é quem faz aquilo de que gosta, sentindo-se realizado ao trabalhar e tendo certeza de que o que produz é útil não somente a si mesmo. Quem acorda feliz por ter o emprego em que as horas não se arrastarão, quem sente prazer com aquilo que faz. Pobre é quem trabalha com cara amarrada, sem olhar para o lado, sem saber o nome de ninguém das mesas ao lado, por maior que sejam os seus proventos.

Rico é quem está junto à pessoa que ama, sentindo-se amado todos os dias, sorrindo ao olhar nos olhos do amor de sua vida, sempre encontrando as mãos certas para entrelaçar as suas. Quem valoriza e é valorizado pelo companheiro, quem encontra em casa o bálsamo diário às atribulações que a vida traz. Pobre é quem conquista alguém em razão de sua conta bancária, tendo que sustentar aparências pelo resto de seus dias.

Rico é quem tem ao menos um amigo com quem possa contar, alguém que jamais se negará a ajudar, a escutar, apoiar, ou seja, um amigo de verdade. Quem também é esse amigo para o outro, dispondo-se sempre a acolher junto a si tudo a pessoa traz, aconselhando, compartilhando alegrias que se multiplicam e tristezas que se tronam então mais leves. Pobre é quem vive rodeado de pessoas interesseiras e vazias, com quem não troca nada de útil.

Rico é quem consegue ser grato à vida, à família, aos amigos, quem valoriza o que já alcançou na vida, sem se comparar com ninguém. Quem leva a gratidão no coração, valorizando cada passo dado, a saúde, os amores em sua vida, de forma a bastar-se a si mesmo, sem ter tempo para invejar a vida alheia. Quem não tem tempo para prestar atenção naquilo que não lhe diz respeito, pois se encontra ocupado em ser e em fazer gente feliz. Pobre é quem tem tempo de sobra para deturpar a vida de todo mundo.

Rico é quem preza, acima de tudo, o amor por si mesmo e por quem caminha ali juntinho. Quem não se deixa abalar por miudezas, quem não sucumbe aos tombos, nem perde a fé e as esperanças que motivam a sua jornada. Quem emana energia positiva, pois sabe que devemos trocar positividade com gente do bem, afastando-nos de pessoas negativas e mesquinhas. Pobre é quem semeia o ódio e a desesperança.

Infelizmente, muitas amizades, casamentos e relacionamentos em geral vêm se pautando pela valorização dos bens e do que o outro possa oferecer em troca em termos monetários. Na verdade, o que torna tudo melhor é o amor que carregamos enquanto vivemos e nos relacionamos, pois tudo o mais pouco durará, caso não seja construído sobre sentimentos verdadeiros. Porque será sempre o amor que nos sustentará e nos dará a força necessária ao ir em frente, mesmo que de ônibus, a pé, não importa. Quem ama e é amado, afinal, já encontrou o maior tesouro de sua vida.

*Por Marcel Camargo

 

 

 

 

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*Fonte: caminhoseu

Não tente ser o melhor, apenas seja “bom o suficiente”

Não tente ser o melhor, apenas seja “bom o suficiente”! Colocar demandas impossíveis de nos destacarmos apenas causa estresse e infelicidade!

Você pode optar por cancelar a busca pelo melhor em favor de uma busca por ser bom o suficiente.

Se você estiver cursando um curso universitário, projeto de trabalho ou relacionamento com a intenção de ser o melhor aluno, trabalhador ou parceiro do mundo, considere meu novo herói, Sir Robert Alexander Watson-Watt.

Ele é meu novo herói por causa de sua teoria da imperfeição, que resumiu como:

“Dê a eles o terceiro melhor para continuar; o segundo melhor chega tarde demais, e o melhor nunca chega. ”

Não é o tipo de afirmação que você deve fazer em uma entrevista de emprego – lá, você deve apenas concordar com a fantasia de que todos na sala, incluindo você, são perfeitos.

Mas não é um mau princípio trabalhar com isso.

Watson-Watt foi pioneiro na tecnologia de radar e rádio, particularmente para rastrear aviões inimigos que atacavam a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Seu trabalho ajudou a RAF a vencer a Batalha da Grã-Bretanha e também ajudou a pôr fim ao massacre noturno dos inocentes conhecidos como Blitz.

Se ele estivesse lá, insistindo em encontrar a melhor solução para o problema de detectar aviões inimigos, muitos milhares de vidas, pelo menos, poderiam ter sido perdidas.

Ele teve uma carreira distinta após a guerra. Se você queria um anúncio para o que ele chamou de “o culto do imperfeito”, ele é.

Isso não é um culto à negligência ou à falta de cuidado. É uma questão de não permitir que a melhor busca te impeça de fazer o que você pode fazer nas circunstâncias que se encontra.

Muitos projetos ficam inacabados na busca interminável pela busca constante pelo melhor.

William Babbage, que projetou, mas nunca construiu o que poderia ter sido o primeiro computador há quase 200 anos, desperdiçou uma grande subvenção do governo fazendo infinitas melhorias em uma máquina de calcular anterior que ele nunca terminou. O pobre Babbage disse mais tarde que nunca teve um dia feliz em sua vida. A busca pelo melhor não o fez muito bem.

Depois, há o conceito de “parentalidade boa o suficiente” apresentado pelo psicanalista pioneiro DW Winnicott. Ele acreditava que pais perfeitos seriam ruins para uma criança, cujo desenvolvimento psicológico e emocional seria sufocado. É por isso que é tão triste ver os pais se espancando por não serem perfeitos – seus filhos não estão buscando a perfeição e acabariam se sentindo intimidados por ela.

E que pai ou mãe tem tempo para descobrir a melhor resposta às necessidades da criança? Entrar rapidamente e aplicar a primeira solução disponível geralmente é o melhor possível.

Fonte de infelicidade

Colocar demandas impossíveis sobre nós mesmos há muito tempo é identificado pelos psicólogos, desde Freud, como uma fonte de infelicidade.

Se você está muito estressado como trabalhador, estudante, pai ou filho, esse estresse pode, é claro, ser causado por demandas impossíveis daqueles que estão na autoridade. Mas também pode ser causado por demandas impossíveis impostas a si mesmo.

Se o último for o culpado, você pode optar por cancelar a busca pelo melhor em favor de uma busca pelo bom o suficiente.

Curiosamente, isso não significa padrões ruins. Para dar um exemplo do jornalismo, muitas, talvez a maioria das melhores notícias que você lê são escritas com um padrão “bom o suficiente”. Ninguém tem tempo para escrever a melhor história que poderia ser escrita – isso se chama história.

No entanto, o trabalho “bom o suficiente” dos jornalistas deve atender aos exigentes padrões de precisão, prova de difamação e estilo – se não o fizerem, as consequências podem ser dolorosas, como sabemos.

Quando as pessoas – como o infeliz Babbage – começam a refletir sobre suas vidas até o momento, podem concluir sombriamente que as coisas não saíram tão bem quanto poderiam.

E adivinha? Eles estão certos: em nosso mundo aleatório cercado por numerosas forças conflitantes, uma vida não pode sair tão bem quanto poderia ser.

O mesmo se aplica aos seus projetos, tarefas (se você é estudante), casamento, filhos, pais e tudo mais.

Deixe uma margem para erro e relaxe.

E lembre-se de Robert Alexander Watson-Watt e sua terceira melhor regra.

 

*Por Padraig O’Morain
– Padraig O’Morain (@PadraigOMorain) é credenciado pela Associação Irlandesa de Aconselhamento e Psicoterapia . Seu último livro é Kindfulness. Seu lembrete diário de atenção plena é gratuito por e-mail (pomorain@yahoo.com)

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*Fonte: seuamigoguru

A ansiedade dos excessos

Como descobrir o que é essencial para cada um de nós pode abrir caminhos para uma vida menos ansiosa e com mais propósito

Quando pequena, gostava muito dos jogos de tabuleiro. Sentava com minha mãe no chão da sala e, por alguns deliciosos momentos, entrávamos em um universo paralelo comandado pela nossa imaginação. Ao fim da brincadeira, era hora de partir para outra atividade. Tenho a sensação de que perdemos um pouco dessa noção de uma coisa por vez, de começo e final. O tudo-aqui-e-agora, a um clique de distância, nos colocou em uma zona agitada de excessos.

Isso lembrou-me de uma fala do escritor Greg McKeown. No livro Essencialismo (Sextante), ele afirma que nossa maior prioridade é proteger a capacidade de priorizar. Se todas as coisas se tornam urgentes, perdemos a noção do que é realmente importante. À medida que ocupamos nossos dias – e nossa mente – com tarefas diversas, sem qualquer ordem para executá-las, assumimos mais o papel de apagador de incêndios do que o de protagonista da própria vida. Assim, o sol se põe e estamos exaustos, mas, ao mesmo tempo, carregamos a sensação de não ter conseguido finalizar tarefa alguma – e isso funciona como um gatilho para a ansiedade.

Gosto da analogia do supermercado que me foi apresentada pela psicóloga Jéssica Barbosa. Imagine que você tem uma tarde livre para andar pelos muitos corredores de um supermercado. Decide, então, gastar seu tempo enchendo o carrinho sem muito critério: conforme enxerga algo que o agrade, pega para si. Ao chegar em casa com as sacolas abarrotadas, percebe que, com os produtos escolhidos, não é possível fazer nenhuma receita. Os ingredientes não têm relação entre si. Os armários ficam cheios, mas sua fome não é saciada.

Quando os excessos escondem ausências

Ao andar lado a lado, essas sensações de sobrecarga e de improdutividade, que, a princípio, pareciam excludentes, despertam sentimentos como angústia e irritação. “Sabemos que algo está errado, mas é difícil identificar exatamente o que está acontecendo para nos sentirmos assim. Daí, vem a inquietação”, afirma Jéssica.

E como lidar com esse incômodo interno? Greg McKeown sugere um começo: buscar aquilo que é essencial. Para ele, uma pessoa essencialista rejeita a ideia de dar conta de tudo. Ela sabe que, para realizar aquilo que quer, precisa abrir mão de outras ofertas. É mais ou menos como entrar no supermercado com uma lista de compras e evitar passar pelos corredores que não fazem parte do roteiro, uma vez que você não precisa de nada do que está lá – mesmo que sejam alimentos muito apetitosos.

Saiba escolher

Se trouxermos essa visão para a realidade que enfrentamos hoje, de uma pandemia assolando o mundo sem tantas perspectivas de melhora, fica mais fácil perceber que, mesmo que nossas opções sejam limitadas, como no que diz respeito aos espaços físicos nos quais podemos transitar, ainda assim é preciso fazer escolhas. Não é saudável aceitar todos os acúmulos porque, de alguma forma, há uma espécie de caos instalado do lado de fora.

Essas escolhas passam, primeiro, por uma observação sincera de quem você é e o que deseja. Tente listar tudo aquilo que é importante para você. Não precisa ser nada grandioso, foque nas simplicidades. Por vezes, tomar um banho bem quente e em silêncio é que o te reconforta. Ou fazer uma pausa no meio da tarde para um café com bolo. Ou ainda reservar trinta minutos por dia para estudar. Enfim, não há respostas certas ou erradas, mas aquilo que ressoa em você.

Depois, no mesmo papel, faça uma coluna ao lado com todas as atividades que estão pendentes. Agora, é hora de cruzar as informações: dentro daquilo que precisa ser feito, o que é realmente importante? “Esse exercício faz com que a gente perceba a quantidade de tempo que gastamos com coisas que não fazem o menor sentido para os anseios da nossa essência”, revela a psicóloga. “Por isso, ficamos tão ansiosos. Porque estamos distantes do que verdadeiramente nos alimenta. Cumprimos obrigações dia após dia, mas, na completa ausência de um porquê, a felicidade se esvai e tudo fica mais nebuloso – dentro e fora da gente”, termina.

Você não é o que você faz

A segunda parte do exercício é aprender a postergar. Deixar para depois nem sempre é sinônimo de uma procrastinação patológica. Pelo contrário, é também sinal de que você está alinhado com suas prioridades. Se não deu para lavar os banheiros hoje porque está na hora da sua novela favorita, lave amanhã. Se o livro que pegou para ler estava tão bacana que você nem se deu conta do horário, peça um delivery para jantar ao invés de ir para a cozinha. Faça escolhas conscientes dentro das suas possibilidades.

Um outro passo é o do desapego das tarefas. Se for possível delegar para alguém que está mais tranquilo e pode fazer isso por você, por que não? Abrir mão de determinadas atividades pode nos trazer um desconforto quando acreditamos que nosso valor está diretamente relacionado ao cumprimento delas. É como se, ao deixar que outra pessoa as faça, perdêssemos aquilo que nos tornava necessários para os outros. Nestes casos, é importante procurarmos também por ajuda profissional para lidar com as inseguranças que tornam a nossa autoestima e a percepção que temos de nós mesmos dependente do quanto somos capazes de fazer, produzir ou ofertar.

Ao encontro do propósito

Por fim, Greg McKeown defende que uma boa estratégia contra a ansiedade é a disciplina. Se, todos os dias, você olhar para essa lista de prioridades e buscar segui-la, mesmo que no dia anterior tudo tenha saído do eixo, terá a percepção de que está dedicando seu tempo àquilo que lhe é verdadeiramente útil, ao seu propósito. Aquela sensação de terminar o dia exausto, mas com um vazio no peito, tomará outro rumo para não mais te atormentar. Porque não se trata só de dizer não ao que não importa, mas de se dedicar rotineiramente ao que faz sentido. Essa é a busca pelo seu porquê.

Equilíbrio pela natureza

Além do acompanhamento com um profissional da saúde, outros auxílios externos são de grande valia para os momentos em que percebemos que está difícil recuperar o equilíbrio sozinhos. E, muitas vezes, eles podem ser encontrados na natureza. No século XVIII, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, em uma viagem à Itália, trouxe à luz o conceito da planta primordial, uma entidade espiritual, que não pode ser encontrada em nenhum lugar do mundo físico, presente em cada planta. Esse olhar diz respeito a uma dinâmica de forças que existem nos vegetais para além das características que podemos enxergar.

O conceito inspirou o filósofo Rudolf Joseph Lorenz Steiner na criação da antroposofia, uma ciência espiritual moderna, que acredita que os seres humanos compartilham semelhanças com os outros seres do reino mineral, animal e vegetal. É por isso que a interação com a natureza é capaz de nos trazer de volta ao nosso próprio eixo. Quem me explicou isso foi Rodolfo Schleier, especialista técnico-científico da Weleda, marca de cosméticos e medicamentos naturais que tem Steiner como fundador filosófico.

Para acalmar a ansiedade

Um dos gêneros de plantas que a Weleda utiliza em suas formulações é o Bryophyllum, que, na visão antroposófica, está relacionado à energia vital, aquela que reúne as forças responsáveis por todo o princípio da vida. “No nosso corpo, ela estimula os processos de vitalidade e regeneração, seja físico ou mental. Esse reequilíbrio energético faz com que seja possível tratar sintomas como angústia, ansiedade e irritação de maneira natural e orgânica”, diz Rodolfo.

Foi assim que a Weleda criou o Bryophyllum Argento cultum*, um ansiolítico com ingredientes naturais. No entanto, até que o medicamento possa ser consumido, os vegetais são cultivados por três anos em terra enriquecida com prata, um metal capaz de refletir luz. “Nosso cérebro é a imagem viva da prata”, conta Rodolfo. “Ele consegue captar as sensações que nos são externas e refleti-las no corpo”, continua. Ao unir as potencialidades que habitam nos vegetais e minerais, nosso corpo tem um reencontro com sua própria natureza e consegue se recuperar do que está descompensado. Lembre-se de que é muito importante sempre conversar com seu médico e farmacêutico antes de consumir qualquer medicamento.

*Por Nara Siqueira
Esse conteúdo foi produzido pela Vida Simples em parceria com a Weleda.

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*Fonte:

Gente que tá atrás do relacionamento perfeito, mas não se entrega a relacionamento algum

Dia desses encontrei um amigo que não via há anos. Foi um daqueles encontros que precisam ser combinados, discutidos, cancelados e remarcados porque, hoje em dia, ninguém tem tempo para nada. Mas, enfim, semanas depois do primeiro “cara, precisamos beber algo”, o encontro rolou.

No primeiro copo matamos a saudade. O segundo e o terceiro foram os das gargalhadas. E, a partir daí, com as lembranças em dia, começamos a falar sobre a vida atual. Trabalho, dinheiro, situação política do país e outros assuntos de amigos que viraram adultos.

E falamos sobre casamento.

Na verdade, quando o assunto apareceu na mesa, a conversa virou um monólogo, porque ele não se casou. Claro, isso pode acontecer com qualquer pessoa e não é algo que a torna melhor ou pior que as outras. Às vezes a pessoa nunca quis se casar. Ou ainda não achou uma pessoa certa – porque sim, acredito que existe mais de uma pessoa certa andando por aí para cada um de nós. Existem diversos motivos para as pessoas não se casarem; às vezes é escolha dela; em outras, da vida.

No caso deste meu amigo… Bem, não é simplesmente “não se casou” ou não se amarrou com ninguém. A coisa vai um pouco além: ele deixou de se relacionar com as pessoas. Jogou a toalha. E, claro, isso também poderia ser opção dele. O problema é que ele sofre visivelmente com essa decisão. Nunca assumiu isso abertamente, claro, mas essa tristeza surge em seus olhos sempre que o assunto aparece. Ele não é uma pessoa que não tem ninguém, e sim uma pessoa que desistiu de ter alguém.

Parece complexo? Talvez. O problema é que nenhum dos relacionamentos dele deu certo porque cada hora surgia um obstáculo novo. Desde que eu o conheci, todos os seus relacionamentos bateram na trave.

Estamos falando do sujeito mais azarado do mundo?

Não. Estamos falando do maior caso de autossabotagem da história moderna.

Eu conheci algumas das garotas com quem ele saiu. Com umas duas até mesmo chegou a namorar, mas nunca passou disso. E jamais durou muito tempo. Na verdade, seus relacionamentos morriam antes mesmo de nascerem, por causa da expectativa que meu amigo criava. Era uma expectativa que se resumia em quatro palavras: “não vai dar certo”.

Seu discurso era praticamente o Manual do Amor escrito pelo Hardy Har-Har. Nunca ia dar certo. Veja bem, não é “não deu certo, que pena” ou “não está dando certo, não sei o que faço”. É “não vai dar certo”. Tempo verbal: futuro. Era como se tivesse uma bola de cristal que entregasse apenas previsões ruins sobre todo e qualquer relacionamento que entrasse.

E os motivos para não dar certo era ele mesmo quem criava. E, na verdade, se dedicava bastante para isso, apresentando sempre um empecilho único e especial para cada mulher que passava por sua vida.

– Ela trabalha demais, não tem tempo para mim.

– Ela não faz nada, não estuda, não trabalha, então fica me ligando o dia inteiro.

– Ela já foi casada, como eu vou contar isso para os meus pais?

– Não sei… Acho que ela não faz meu tipo.

E eu sempre tentava derrubar o argumento da vez.

– Sábado? Domingo? Isso não existe na vida dela? Ela não faz refeições?

– Já pensou em dizer para ela que você trabalha e não pode conversar o dia inteiro?

– Que tal dizer a verdade, colocando um foda-se no final? Assim, olha: “Ela já foi casada e foda-se”.

– Você também não faz meu tipo e eu janto com você duas vezes por semana.

Nunca adiantava. Quando ele falava “não vai dar certo”, era porque o negócio estava condenado. Pensei bastante sobre isso. Ainda penso, na verdade.

Você conhece alguém assim? Porque desde então eu vejo que existe muita gente que se comporta desse jeito. Pelo menos, mais do que eu imaginava. São aquelas que nunca acharam a pessoa certa apenas porque passaram a maior parte do tempo procurando a pessoa supostamente perfeita.

Meu amigo agia assim. Procurava algo perfeito – ou, melhor dizendo, algo que fosse perfeito para ele. Talvez realmente tenha encontrado essa perfeição em algumas, mas durava apenas alguns dias. De repente, ele acordava numa manhã e descobria que aquela mulher perfeita que havia dormido ao lado dele havia se transformado em uma pessoa real. Começavam, então, a aparecer os entraves: era preciso conciliar os horários de cada um; ele e ela possuíam gostos diferentes; ambos provavelmente tinham valores, sonhos e desejos distintos.

Acho que meu amigo nunca conseguiu entender que encaixar uma nova pessoa dentro da sua realidade – e, ao mesmo tempo, descobrir como fazer parte da realidade dela – não precisa ser necessariamente um problema. Na verdade, pode – e deve – ser uma delícia.

Mas ele não queria uma pessoa, mas uma esposa (ou namorada, ou noiva, chame do que quiser) que já viesse pronta. Essa era a perfeição que ele buscava: um relacionamento que nascesse planejado e construído e formatado dentro dos moldes que ele mesmo criou.

Era como se ele fosse um príncipe encantado que queria viver um conto de fadas, mas apenas se isso acontecesse naturalmente, com a princesa indo até o castelo onde ele morava e pronto. Viveram felizes para sempre. Como a princesa nunca deu as caras exatamente desse jeito, ele simplesmente levantou a ponte levadiça e está lá escondido no castelo.

Na verdade, a suposta “aposentadoria” é mentira dele. Ele nunca jogou a toalha de verdade, tanto que está sempre olhando ao redor, procurando por alguém. Mas faz isso quase como um exercício acadêmico. Quando encontra uma pessoa que poderia ser “alguém”, ele apenas finge que não reparou e olha para o outro lado.

Ele simplesmente não se permite. “Não vai dar certo”. Acho que ele nunca entendeu que o primeiro passo na história de um relacionamento é apenas deixar o relacionamento acontecer.

Quando eu comecei a namorar minha esposa, eu estava com depressão e não conseguia sair de casa. Ela, por outro lado, trazia na bagagem um filho adolescente. Tínhamos tudo para dar errado. Provavelmente muita gente achou que não iríamos durar nem uma semana.

Demos certo. Não porque somos melhores ou piores que as outras pessoas, mas apenas porque permitimos que as coisas acontecessem. Adequamos aqui, consertamos ali, brigamos sobre isso, nos beijamos sobre aquilo. E em nenhum momento pensamos que “estamos fazendo o certo, estamos deixando as coisas acontecerem”. Não, as coisas estavam apenas acontecendo e nós não pensávamos a respeito. Estávamos ocupados demais vivendo. Ela e eu nos permitimos ter um dia de cada vez, sem impedir nada de um lado, sem forçar nada de outro.

Certa vez, meu enteado estava conversando comigo e me perguntou se algum dia eu tinha imaginado que me casaria com uma mulher com um filho de (na época) dezesseis anos. Eu respondi que não. Disse que se, vinte anos atrás, alguém tivesse me falado que isso iria acontecer, eu teria dado risada na cara da pessoa. Ele me perguntou:

– E como você decidiu entrar nessa encrenca?

– Eu não decidi. Só que ao invés de molhar a ponta do pé para ver se a água da piscina estava gelada, eu apenas mergulhei. Quando eu vi, tudo estava acontecendo.

Ele sorriu, eu sorri de volta. Hoje, essa encrenca, usando o termo que ele escolheu, não é a coisa mais importante da minha vida. Essa encrenca é a minha vida.

E eu me sinto feliz demais por ter permitido que essa vida acontecesse.

*Por Rob Gordon

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*Fonte: papodehomem

Camaleões Sociais: Pessoas que mudam de acordo com as circunstâncias

Os camaleões sociais são campeões em causar uma boa impressão. Por isso, eles não hesitam em praticar esse tipo de mercantilismo emocional, através do qual escondem seus próprios sentimentos , pensamentos e opiniões, a fim de serem aceitos e terem a aprovação dos outros. É um tipo de prática que provoca efeitos colaterais na dignidade pessoal.

É muito provável que muitos dos nossos leitores se lembrem de um curioso filme de Woody Allen chamado “Zelig”. Neste último, o protagonista apresenta uma estranha habilidade sobrenatural: ele é capaz de mudar completamente sua aparência para se adaptar a qualquer ambiente em que se encontre. Finalmente, um jovem psicanalista percebe o verdadeiro problema de Leonard Zelig, ou seja, sua extrema insegurança que o leva a se esconder entre as pessoas para se sentir aceito e integrado.

“Aquele que é autêntico assume a responsabilidade de ser o que é e se reconhece livre para ser quem ele é. ” -Jean-Paul Sartre

Este é, sem dúvida, um caso extremo, uma divertida reflexão audiovisual que Allen trouxe para a tela para falar sobre psicologia, problemas de identidade e nossa sociedade. No entanto, há um fato que não podemos negar: somos todos, de certo modo, camaleões sociais.

Mostrar a nós mesmos como somos, sem a menor fissura e com transparência total nem sempre é fácil. Temos medo do “que vamos dizer”, desapontar as pessoas, atrair a atenção ou não ser o que os outros esperam de nós. Viver na sociedade exige que nos encaixemos em um molde, todos nós sabemos disso. No entanto, devemos lembrar que a chave é aprender a ser pessoas, não personagens. Ser uma pessoa significa saber respeitar os outros com suas nuances, suas opiniões, suas qualidades e sua estranheza. Também significa ser capaz de praticar essa honestidade sem diluir nossa identidade e valores para sermos aceitos.

Camaleões sociais e o preço psicológico

Mark Snyder , um renomado psicólogo social da Universidade de Minnesotta, é especialista em um estudo: a necessidade universal de ser socialmente aceito. Um aspecto interessante que ele nos revela em primeiro lugar é que camaleões sociais são pessoas extremamente infelizes. Vamos pensar sobre eles por um momento, imagine alguém que o obrigue a ser como todo mundo ao seu redor, dia após dia.

Para conseguir isso, essa pessoa terá que se acostumar a pensar e sentir uma coisa e fazer o oposto, a viver em constante contradição, a oscilar entre a face privada e a máscara pública, a rir quando ela não quer, mentir compulsivamente … Este comportamento quase viciante que leva a causar uma boa impressão contínua raramente permite estabelecer ligações duradouras e satisfatórias. Além disso, muitas vezes faz com que se sinta exaustão psicológica genuína.

Não podemos esquecer que, para “mimetizar”, o camaleão social deve estar atento aos códigos sociais de cada contexto. Ele deve observar, ler as linguagens implícitas e explícitas, imitar, mas, acima de tudo, demonstrar uma plasticidade extraordinária, que lhe permitirá ser muito convincente.

Ser a pessoa certa em todos os momentos requer estar em sintonia com a forma como os outros reagem; é por essa razão que os camaleões controlam sua vida social a cada momento, ajustando-a para obter os efeitos desejados. Como podemos deduzir, o desgaste que isso implica, a curto e longo prazo, é imenso.

Para verdadeiros camaleões sociais, tudo é possível. Perdem a sua dignidade, os seus princípios e até a sua escala de valores para alcançar o sucesso, para se sentirem integrados ou para serem reconhecidos. No entanto, por imitar e representar a si mesmos através de tantos papéis, eles nunca serão capazes de estabelecer relacionamentos autênticos, ter amigos reais, relacionamentos estáveis para mostrar sua verdadeira face, sem qualquer máscara. …

Camaleões sociais ou zebras sociais, você tem a escolha

Existem profissões para as quais, gostemos ou não, precisamos desse tipo de habilidade cameleônica para criar impacto, seduzir, capturar clientes, construir confiança e até, por que não, manipular. Assim, atividades como política, direito, o mundo do marketing e da publicidade, teatro ou diplomacia precisam desses malabarismos psicológicos em que imitar é sinônimo de sobrevivência e até de triunfo.

Como já mostramos no início, todos fomos forçados, de certa forma, a agir como camaleões sociais em algum momento de nossas vidas. No entanto, especialistas nesta área, como o Dr. Mark Snyder, dizem-nos que, se queremos ter uma verdadeira saúde emocional, sabedoria e equilíbrio, devemos aprender a ser “zebras sociais”.

Não importa onde esteja uma zebra, não importa o que esteja ao lado dela, ela sempre será igual a si mesma, suas listras nunca mudarão. Isso, naturalmente, significa ser uma presa fácil para os predadores e, como sabemos, esses não faltam em nossos contextos sociais. Portanto, é possível que nossas “listras” não agradem, que nossa pele, nosso estilo, nosso caráter e nosso tom de voz não sejam o gosto de todos, mas as pessoas que serão cativadas por nossa autenticidade serão nossos melhores aliados.

Para concluir, poucas coisas podem ser tão infrutíferas e exaustivas como agradar a todos, para ser esta peça capaz de se encaixar em cada quebra-cabeça ou porca que se aplica a todas as engrenagens. Tal habilidade não é possível nem saudável. Vamos aprender a viver sem máscaras, ser coerentes e corajosos, ser criaturas únicas e excepcionais com cada uma das nossas “listras” ou com nossos fabulosos casacos …

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A natureza no mundo pós-Covid-19

“Quando vier a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.” – Alberto Caeiro.

Desde o início da pandemia causada pela Covid-19, estou com esse poema do Alberto Caeiro na cabeça. Ele diz muito, não só sobre a sabedoria da vida simples do autor (um dos pseudônimos de Fernando Pessoa), mas sobre o nosso lugar no mundo. O novo coronavírus tem nos mostrado como somos frágeis. Um organismo microscópico foi capaz de desacelerar a economia dos países, nos prender em casa, desestabilizar instituições.

Na coluna anterior, mencionei que a chave para evitarmos pandemias desse tipo – e outras mazelas como a crise climática – é ter uma agenda global sustentável, exatamente como propõem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pensar na sustentabilidade como elemento transversal a todas nossas atividades e setores da sociedade é imperativo e acho que essa pandemia tem mostrado as consequências de não se pensar assim.

No entanto, também acho que o buraco é mais embaixo. Tenho visto muita gente comentar que essa doença vai aumentar nossa percepção sobre o papel da natureza. Que vai nos fazer repensar nosso impacto no mundo. Será?

Infelizmente, não ando tão otimista. Pode ser efeito do isolamento social, mas minha impressão é que vamos sair piores, pelo menos do ponto de vista ambiental. Isso porque imagino que os países vão querer “tirar o atraso” de uma economia estagnada ou em retrocesso. Uma busca desenfreada pelo aumento do PIB, entre outros indicadores, vai criar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais, aumentando nosso impacto e gerando ainda mais desigualdade social – um dos grandes problemas no enfrentamento da Covid-19.

‘Mas Rafael, e a diminuição da poluição atmosférica? E os peixes e águas vivas nos canais de Veneza? E os golfinhos aqui e acolá? E as cabras nas ruas?’ Bom, primeiro, tudo isso é muito interessante, mas vai desaparecer novamente quando retomarmos o ritmo frenético do avanço econômico. Em segundo lugar, para mim, o que temos visto é nada mais, nada menos que a prova de que o grande problema do mundo somos nós mesmos. É difícil constatar isso, mas precisamos sair de nossa visão antropocêntrica. A natureza não precisa de nós. Ao contrário, somos nós que precisamos dela.

“O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele”

O que o Alberto Caeiro diz é exatamente isso. Se desaparecermos do planeta, a primavera virá da mesma maneira. O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele. Fato. Essa nossa ideia de que a natureza precisa de nós para não desaparecer é tão desatinada quanto aquela um homem que ateia fogo em sua casa, para depois se dizer herói por ter controlado o incêndio.

Esse contrassenso não nos exime, entretanto, da responsabilidade moral de conservar e reparar os estragos que fizemos na natureza. Até porque, quando se ateia fogo em casa, mas não se vive sozinho, você pode ser responsabilizado pelas mortes que se sucedem antes do controle do incêndio. O próprio Ailton diz que somos piores que a Covid-19. É difícil discordar. Portanto, é preciso retomar nosso lugar no mundo como parte da natureza e não como seres acima dela. Sem essa percepção, não há ODS que resolva, não há pandemia que nos faça refletir, não há ambientalismo que seja suficiente.

Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta? Será que vamos apenas adiar nossos compromissos e retomar tudo como era antes? São muitas perguntas para refletir durante esses dias. Se ignorarmos tudo o que vem acontecendo, seguiremos o pensamento indutivista de que tudo é como sempre foi e viveremos no (e do) passado.

Olhar para o futuro requer repensar nossas escolhas e definir novos caminhos. As economias fragilizadas precisarão de planos para sua retomada. Que momento será melhor que esse para desenvolver um plano “verde”? Um plano que considere o desenvolvimento sustentável, a primazia dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da natureza como componente essencial à nossa sobrevivência? Assim como no século passado, precisamos (agora o mundo inteiro) de um “New Deal” do século 21.

“Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta?”

 

Esse plano deveria incluir programas que prevejam investimentos maciços em obras públicas, mas com matéria-prima, processos e tecnologia sustentáveis; que garantam a ampliação de uma agricultura sustentável e de baixo carbono e o controle das cadeias de valor e produção para que sejam justas e ambientalmente amigáveis; que tenha como objetivo a valorização do trabalho à distância (incluindo home office), visando abrir novos postos e, finalmente, que traga um apelo à diversidade, a fim de integrar em nossa sociedade minorias produtivas, mas atualmente (e tradicionalmente) marginalizadas. Vejam, mais uma vez, que essa ideia já faz parte dos ODS e da agenda 2030 da ONU.

Finalmente, retomo minha ideia inicial: tudo isso seria para que nós mesmos pudéssemos sobreviver em meio à natureza. Se nos formos, o mundo continuará igual. É na crise que as decisões mais importantes são tomadas. Torço agora para que essas decisões – que já foram sugeridas há décadas – sejam, finalmente, entendidas como corretas.

*Por Rafael Loyola

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*Fonte: oeco

A importância de manter a distância física visualizada com bolas de pingue-pongue e ratoeiras

O Departamento de Saúde de Ohio criou um anúncio de serviço público muito criativo e oportuno que visualiza a importância de manter a distância física em um esforço para “achatar a curva”.

O primeiro cenário no PSA apresenta bolas de pingue-pongue individuais, sentadas em cima de armadilhas para mouse, colocadas juntas. Quando uma armadilha dispara, todas as armadilhas ao redor também.

O segundo cenário mostra as mesmas armadilhas e bolas, mas desta vez eles têm amplo espaço entre eles. Quando um sai, os outros permanecem imperturbáveis.

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*Fonte: laughingsquid