Por que achamos algumas pessoas chatas mesmo antes de conhecê-las

Para enriquecer a apresentação, o amigo traz algumas informações básicas. Bárbara mora em uma cidade pequena e trabalha como analista de dados em uma agência de seguros. E seu passatempo favorito é ver televisão.

A essa altura, você pode já estar resmungando só de pensar em conhecê-la — e esta reação pode dizer muito, tanto sobre você, quanto sobre analistas de dados que gostam de TV.

Pesquisas recentes indicam que as pessoas têm muitos preconceitos sobre as características que formam o estereótipo do chato. Como outros tipos de estereótipos, esses preconceitos podem não ser reais e objetivos, mas suas consequências são extremamente negativas.

As pessoas julgam com severidade aqueles que preenchem os estereótipos de “chato” e os consideram menos competentes e simpáticos que a média das pessoas. Elas chegam a afastar-se injustamente deles nas interações sociais — antes mesmo que eles abram a boca.

“Eles são marginalizados”, afirma Wijnand van Tilburg, psicólogo especializado em experimentos sociais da Universidade de Essex, no Reino Unido, que conduziu a pesquisa recente.

Essas descobertas podem fazer com que todos nós reanalisemos nossas conjecturas antes de conhecermos Bárbara em uma reunião social.

Quando iniciamos um encontro com expectativas indevidamente negativas, podemos perder uma conversa que talvez acabasse sendo agradável, enquanto uma mente mais aberta poderia fazer florescer uma amizade. E a pesquisa também oferece algumas dicas para melhorar a primeira impressão causada por nós mesmos.

Pesquisa surpreendente

A pesquisa de van Tilburg é sustentada por mais de duas décadas de interesse científico pelas experiências com pessoas chatas. Ela demonstrou que esta é uma das nossas experiências mais torturantes e traz influências profundas e surpreendentes sobre o nosso comportamento.

Em 2014, por exemplo, pesquisadores da Universidade da Virgínia em Charlottesville, nos Estados Unidos, pediram aos participantes de um estudo que passassem 15 minutos em uma sala com pouca mobília. Os participantes estavam sem seus telefones celulares, computadores e material de leitura, mas havia um aparelho que dava um pequeno choque elétrico a quem pressionasse um botão.

Apesar da óbvia dor causada pelo aparelho, 18 dos 42 participantes decidiram testá-lo pelo menos uma vez para quebrar o tédio. Parece que qualquer estímulo, mesmo o desconforto físico deliberado, era melhor que não ter nenhuma interação com o ambiente.

Você pode se perguntar se essa reação era específica para o ambiente do experimento, mas ela já foi reproduzida em outras situações. Em um estudo posterior, os participantes foram forçados a assistir a um filme monótono que exibia uma mesma cena de 85 segundos, repetida por uma hora – e muitos participantes preferiram brincar com um aparelho que gerava um choque elétrico desconfortável, quando tiveram a oportunidade.

Esses comportamentos podem parecer bizarros. Mas, segundo James Danckert, professor de neurociência cognitiva da Universidade de Waterloo, no Canadá, esses estudos apenas demonstram como o tédio pode ser poderoso para nos forçar a buscar novos estímulos – o que pode ter enormes efeitos benéficos para o nosso dia a dia.

Segundo ele, ao longo da vida, precisamos escolher constantemente entre esgotar a situação existente ou explorar outras oportunidades. E, depois de adotarmos o mesmo comportamento por muito tempo sem a recompensa correspondente, o tédio nos força a mudar de atividade, para não ficarmos presos naquela rotina.

A pesquisa de Danckert demonstra que os sentimentos de tédio são especialmente angustiantes quando somos conscientemente lembrados das outras possíveis fontes de estímulo que poderíamos estar explorando. As pessoas acham muito mais difícil, por exemplo, sentar-se em uma sala sem fazer nada, se estiverem olhando para um quebra-cabeça não terminado ou uma mesa com Lego sem permissão para tocá-los.

Isso pode explicar por que é insuportável ficar preso com uma pessoa chata em uma festa em meio a conversas animadas à nossa volta. Enquanto somos obrigados a ouvir os mínimos detalhes do emprego do nosso novo conhecido, estamos perdendo a chance de fazer conexões sociais mais profundas com alguém que seria muito mais ajustado à nossa personalidade.

Em termos psicológicos, nós percebemos o “custo de oportunidade” daquela conversa.

A partir dessas respostas iniciais, a equipe criou listas de 45 características pessoais, 28 profissões e 19 hobbies. Os pesquisadores pediram então a outro grupo, com mais de 300 pessoas, que avaliasse cada um dos itens relacionados em uma escala de 1 (não é chato) a 7 (extremamente chato). Os resultados foram extremamente reveladores.

Os participantes do estudo de van Tilburg indicaram que digitadores, contadores e fiscais de impostos eram considerados os profissionais mais chatos. Os hobbies considerados chatos incluíam ir à igreja, ver televisão e dormir.

Em termos de personalidade, os chatos foram considerados restritos a um pequeno conjunto de assuntos de interesse, pessoas sem senso de humor ou com fortes opiniões sobre qualquer assunto. Também se pensava nos chatos como pessoas que reclamam excessivamente, queixando-se de tudo.

A equipe também queria entender as consequências desses estereótipos, incluindo seu potencial de criar isolamento social. Para isso, eles criaram diversos cenários baseados nas características pesquisadas nos estudos anteriores.

Um desses cenários foi a descrição do personagem “Brian”, que trabalhava como digitador em um escritório de contabilidade e cujo principal passatempo era ver televisão — um retrato que coincidia perfeitamente com o estereótipo do chato. Por outro lado, havia “Paul”, um artista fictício que trabalhava para um jornal local, gostava de correr, ler e praticar jardinagem, em uma combinação de detalhes pessoais geralmente considerados muito menos chatos.

A equipe questionou então aos participantes o quanto eles gostariam de conhecer cada personagem e se eles tentariam evitar encontrá-los ou falar com eles. E chegou a perguntar quanto dinheiro os participantes precisariam receber para passar uma semana de suas vidas com aquela pessoa.

Como seria esperado, os personagens que atenderam aos critérios do estereótipo do chato não foram tratados com gentileza. De forma geral, as pessoas eram muito menos dispostas a conhecer Brian do que Paul. E, para compensar o tédio por um período de tempo prolongado, os participantes responderam que precisariam de cerca de três vezes mais dinheiro.

“Eles realmente desejavam ser compensados por ficar com essas pessoas, o que indica que existe algum tipo de custo psicológico”, segundo van Tilburg.

Se você levar em conta os estudos que demonstram que as pessoas preferem sentir dor em vez de tédio, faz sentido que você precise de alguma recompensa para fazer valer a pena o desconforto e todas as outras experiências mais interessantes que você poderia estar perdendo.

Como ser interessante
Todos nós podemos aprender com essa pesquisa.

Sua premissa impensada de que pessoas com certas profissões ou hobbies são inerentemente chatas poderá evitar que você forme conexões profundas e significativas. E, se você estiver procurando um parceiro, seus preconceitos podem impedir que você conheça alguém que poderia ser o amor da sua vida.

Você pode encontrar interesse e amizade onde menos espera, simplesmente tendo a mente um pouco mais aberta.

E a pesquisa de van Tilburg é ainda pior se, por acaso, você próprio se enquadrar em alguma dessas situações. Mas, felizmente, ele tem algumas dicas que poderão ajudar os possíveis Brians a evitar julgamentos cruéis.

A primeira orientação é examinar se você pode redefinir a descrição da sua profissão. Analista de dados, à primeira vista, pode parecer uma profissão chata — mas talvez você esteja contribuindo para um esforço maior, como pesquisas científicas.

Geralmente, os cientistas são considerados muito menos chatos que os que trabalham com dados. Por isso, enfatizar o elemento científico do seu trabalho poderá ajudá-lo a afastar o preconceito das pessoas.

Se isso não for possível, você pode abrir-se sobre a sua vida particular. Lembre-se de que os chatos, de forma geral, são considerados pessoas com mentes fechadas e poucas paixões.

Quase todas as pessoas gostam de televisão e, se você relacionar a TV como seu único passatempo, você inevitavelmente irá parecer uma pessoa comum.

Quais são suas paixões mais específicas? Atividades como jardinagem, escrever, pescar e costurar são consideradas relativamente positivas. E, quanto mais exemplos você der, maior será a chance de encontrar algo em comum com a outra pessoa. “Acho que é importante mostrar uma série de atividades”, segundo van Tilburg.

Por fim, você poderá estudar a arte de conversar. Assuntos como o seu trabalho ou passatempos terão muito pouca importância se você não conseguir criar um diálogo significativo.

“Os chatos falam muito, mas têm muito pouco a dizer”, afirma van Tilburg. Tenha a liberdade de expressar suas próprias opiniões, mas assegure-se de também dar à outra pessoa a mesma oportunidade de se expressar — e faça muitas perguntas para extrair o que há dentro da outra pessoa. Com o tempo, o seu novo conhecido poderá esquecer todos os seus preconceitos.

E, se nada disso funcionar, não leve tanto para o lado pessoal. Van Tilburg indica que as pessoas são muito mais propensas a aplicar estereótipos negativos a outras pessoas quando se sentem ameaçadas. Ao julgar você injustamente pelo seu trabalho ou hobbies, a pessoa pode estar apenas escondendo suas próprias inseguranças.

A chatice, como a beleza, está na mente de quem observa.

* David Robson é escritor de ciências premiado e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no início de 2022 no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.
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*Fonte: bbc-brasil

As pessoas pareciam mesmo mais velhas no passado?

Se você já parou para olhar algumas fotos de seus pais ou avós quando eles tinham aproximadamente 18 anos, provavelmente notou algo curioso: por que os adolescentes de antigamente pareciam ser muito mais velhos do que os jovens dos dias atuais? É culpa da alimentação e estilo de vida, ou seria apenas impressão nossa?

Não é nada incomum que pensemos que os jovens pareciam ser mais velhos antigamente do que eles se parecem agora. Sendo assim, podemos chamar esse fenômeno de “envelhecimento retrospectivo”. Ficou curioso para saber mais sobre esse assunto? Veja só o que nós sabemos a respeito disso até agora!

Entendendo o envelhecimento

Quando olhamos para o passado para realizar comparações, precisamos frisar que as pessoas nunca envelheceram e provavelmente nunca envelhecerão da mesma forma. Inclusive, basta darmos uma rápida olhada pela internet para encontrarmos comentários opostos a teoria proposta por esse texto, onde as pessoas afirmam que os “jovens de hoje em dia estão crescendo rápido demais”.

Logo, como explicar a impressão de que nossos antepassados simplesmente pareciam mais velhos do que nós na mesma faixa etária? Conforme explica o youtuber e cientista Michael Stevens, do canal Vsauce, essa teoria reúne uma ilusão mental de exemplos selecionados com fatos reais.

Segundo o pesquisador, os humanos de hoje em dia realmente estão envelhecendo mais devagar do que antigamente — sobretudo por conta das mudanças no estilo de vida, nutrição, acesso à saúde e por aí vai. Inclusive, estudos feitos pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostram que possuir 56 anos hoje em dia é compatível com ter 60 anos entre os anos 1990 e 2000.

Fatores determinantes

Embora a vida tenha mudado muito de alguns anos para cá, é importante ressaltar que grupos diferentes não possuem os mesmos tipos de benefício. Logo, todos os fatores que fazem uma determinada pessoa parecer mais jovem no século XXI podem não ser aplicados para diferentes grupos sociais divididos com base na renda.

Segundo o estudo de Yale, homens jovens também perceberam maior grau de mudança por idade do que as mulheres. O motivo? Provavelmente, a explicação mais plausível é de que a mortalidade na idade adulta diminuiu mais para os homens do que para as mulheres, algo que contribuiu para que houvesse um estreitamento na diferença de mortalidade entre os sexos.

O documento indica que estilo de vida, como o tabagismo, teve grande influência nesse processo. Ao passo que os homens começaram a fumar menos e novos medicamentos surgiram nos sistemas de saúde, aconteceu uma estabilização no número de mortes. Embora esses sejam fatores que influenciam bastante na nossa percepção da passagem de idade no passado, essa não pode ser vista como a história completa.

Visão selecionada

De tudo que foi dito até agora, uma questão importante sobre o assunto não pode ser deixada de lado: os nossos preconceitos sobre a forma como as pessoas viviam antigamente. Segundo Michael Stevens, as pessoas atualmente possuem uma visão negativa sobre a moda usada no passado e associam à velhice.

Logo, ao vermos um modelo de camisa que eram comum nos anos 1970, logo presumimos que essa pessoa deveria ter no mínimo 50 anos, mesmo se essa pessoa estivesse usando essa vestimenta no auge dos seus 18 anos. Portanto, todas as informações sobre estilo de vida e cuidados com a saúde são deixadas de lado para que o nosso julgamento atue.

Portanto, a resposta final é: sim e não. Nossos antepassados até poderiam parecer um pouco mais velho por não disporem dos mesmos benefícios que nós, mas muitas vezes imaginamos que eles pareciam ser mais velhos simplesmente por não ter vivido aquela época.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

ACLIMATAÇÃO: o fenômeno que explica as diferentes percepções à temperatura

As recentes ondas de calor que atingiram a Europa surpreenderam pessoas de todo o mundo — principalmente pelos relatos de cidadãos passando mal por causa do calor intenso. Na cidade de Londres, os termômetros chegaram a registrar mais de 40?°C. Isso foi suficiente para gerar uma demanda de ocorrências que sobrecarregou as equipes locais dos bombeiros.

Quando um brasileiro lê esse tipo de notícia, pode não acreditar que a temperatura de 40?°C seja suficiente para causar tantos danos em uma cidade, impactando a saúde dos seus moradores, já que vários municípios brasileiros apresentam temperaturas semelhantes a essa rotineiramente — e em alguns casos, até maiores.

Acontece que o organismo humano leva um tempo para se acostumar com uma temperatura. Os londrinos foram acostumados há séculos com temperaturas amenas e dias chuvosos. Essa surpreendente onda de calor exige muito dos seus corpos, principalmente em relação à aclimatação.

Aclimatação: a capacidade do corpo humano em se adaptar à temperatura

A aclimatação é a capacidade do organismo humano se adaptar às temperaturas extremas, sejam elas quentes ou frias. Contudo, essa adaptação não é imediata. O objetivo da aclimatação é manter a temperatura corporal dentro do padrão de normalidade: 37?°C.

Para se adaptar, o organismo recorre a ações imediatas e de médio prazo. Uma das respostas imediatas ao calor, por exemplo, é produzir suor. Todas essas alterações são comandadas pelo cérebro, na região do hipotálamo, com a ajuda de uma glândula especial chamada de “glândula pituitária”.

Diversas decisões são tomadas por essa dupla, como a forma de trabalho do sistema sanguíneo, o quanto de nutrientes podem ser eliminados pelo suor, a forma como o açúcar será consumido, o ritmo do seu batimento cardíaco, etc.

No entanto, o organismo precisa de ajuda para que esse processo seja o mais eficiente possível. Em temperaturas elevadas, é preciso aumentar a ingestão de água pois a produção de suor pode levar a pessoa a ter um quadro de desidratação. Ao mesmo tempo, consumir refeições mais leves, que exijam menos do sistema digestivo, podem auxiliar na nutrição e melhorar a disposição.

Aclimatação não resolve o problema sozinha
A aclimatação é muito estudada por profissionais de saúde que atuam no esporte. Os atletas precisam se adaptar a diferentes climas, mantendo o seu rendimento. Contudo, a maioria das pessoas não tem o mesmo preparo físico de um atleta e isso faz com que seus corpos, mesmo buscando uma adaptação ao novo clima, apresentem falhas.

É por isso que o aumento das ondas de calor em diferentes regiões do mundo pode representar um desafio para os serviços de saúde e para a economia, já que impactarão a produtividade dos trabalhadores.

Em regiões que lidam com verões intensos, como o estado americano da Califórnia, os trabalhadores são expostos ao calor de forma gradual, para que seus corpos consigam, por meio da aclimatação, se acostumarem com as temperaturas elevadas. Eles começam trabalhando apenas meio-período e, depois de alguns dias, suas jornadas ganham uma hora a mais. Ainda assim, eles precisam de descansos constantes na sombra e muita água.

Todo esse esforço pretende evitar as mortes dos trabalhadores rurais nos Estados Unidos. Todos os anos, cerca de 5 trabalhadores morrem por causa do calor.

*Por Everton Lima
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*Fonte: megacurioso

Temos mais em comum do que imaginamos

Da série “a lição sabemos de cór, só nos resta aprender”

Há quem defenda o conceito de que não existe raça branca, preta, amarela ou vermelha, muito menos a ariana; mas que existe apenas uma: a raça humana.

Pode parecer romântico e até piégas, mas é a mais pura verdade, pois somos todos feitos das mesmas matérias primas: carne, osso, sangue, suor e lágrimas; intelecto, personalidade, emoções e alguns outros ingredientes mais que, juntos, compõem toda a beleza de ser humano.
Cada qual com seus traços individuais que o tornam único, mas também suas porções que o tornam membro da coletividade.

A despeito das diferenças culturais/religiosas/políticas/outros que muitas vezes são barreiras difíceis de transpor e que formam um pequeno abismo separando pessoas, é fácil perceber que temos muito mais elementos em comum, que podem e devem nos unir.

É sobre isso que fala esse video lindo, lançado há 5 anos e produzido pela TV2 da Dinamarca, uma estação governamental de televisão por assinatura, fundada pelo Parlamento dinamarquês.

Desfrute, deleite-se e absorva toda a potência dessa mensagem tão urgentemente necessária!

TV 2 | All That We Share

*Por Katia Rocha
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*Fonte: updateordie

Sou fã de gente que escuta, a maioria só quer falar

É tão raro quem conversa, quem escuta. A maioria só quer falar, só quer saber de si mesma, porém, muitas vezes, precisaremos de alguém que nos ouça, que preste atenção em nossos sentimentos.

Se prestarmos atenção, perceberemos que o costume de aguardar a vez para falar está desaparecendo entre muitas pessoas.

Todo mundo quer falar, extravasar, opinar, mas poucos estão dispostos a ouvir e realmente escutar o que o outro tem a dizer. Não importa o quanto precisemos de alguém que nos ouça, raramente encontraremos quem consiga parar de pensar em si mesmo, para nos dispensar um mínimo de atenção.

E esse comportamento, infelizmente, acaba atrapalhando também a leitura de textos escritos. Se o que importa é tão somente a própria opinião, como conseguir ler um ponto de vista diferente e pensar sobre aquilo? Geralmente, as pessoas leem só o superficial, sem se aprofundar no que está subentendido, porque querem estar certas, querem ser as donas da razão, portanto, nada do que as contradiz é levado em conta.

Em muitos momentos, precisaremos de alguém que nos ouça, que preste atenção em nossos sentimentos, que divida a dor que nos assola, apenas ali do lado, olhando-nos os olhos e acolhendo nossa alma quebrada. Não será preciso falar nada, apenas escutar, entender, abraçar e ficar junto de fato. Alguém que não corte nossa fala, que não diga que também sofre, que não abra concorrência com a nossa dor – muitas pessoas sempre acham que sofrem mais do que qualquer um.

É COMO SE QUASE NINGUÉM MAIS CONSEGUISSE CONVERSAR, OU SEJA, TROCAR IDEIAS, OPINIÕES E PONTOS DE VISTA DE FORMA COMPARTILHADA, POIS MUITA GENTE QUER SOMENTE FALAR, IMPONDO O QUE ACHA SER O CERTO E PONTO FINAL.

Assim, tornam-se incapazes de se colocar no lugar de alguém e de refletir sobre a própria vida.

Gente assim é incapaz de mudar, de perceber-se errada, de melhorar. Não conversam com pessoas, não interagem com textos, nem dialogam com o mundo, pois só o que existe é seu próprio mundinho.

Devemos, portanto, valorizar as pessoas com quem conseguimos conversar de fato, com quem chegamos a trocar ideias de forma saudável, quem nos escuta e nos acolhe, quando mais precisamos.

É preciso que nos demoremos junto às pessoas que nos devolvem sentimento, porque, caso acumulemos pesos demais dentro de nós, dificilmente teremos a chance de seguir em busca de nossa felicidade. E isso ninguém merece.

*Por Prof. Marcel Camargo
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*Fonte: seuamigoguru

Os 5 tipos de pessoas mais difíceis de lidar

As pessoas mais difíceis de lidar raramente têm consciência do efeito que a sua atitude diante da vida tem sobre os outros. De fato, elas geralmente acabam se sentindo muito inseguras no mundo social porque não conseguem identificar o problema.

Todos sabemos que algumas pessoas são mais difíceis de lidar do que outras. Porém, a verdade é que algumas delas chegam ao limite do insuportável. Não é que sejam pessoas ruins, ou algo assim. Elas simplesmente têm traços que acabam sendo muito irritantes, e é por isso que é muito difícil estar com elas sem sentir que a nossa paciência está se esgotando.

Na maioria das vezes, essas pessoas mais difíceis de lidar não são totalmente conscientes do efeito que têm sobre os outros. O mais comum é que tenham muitas razões aparentes, ou justificativas autênticas, para agir como agem. Diante de qualquer observação dos outros, reagem defendendo o “seu direito” de ser como são.

É frequente que se comportem dessa maneira porque têm alguma dificuldade consigo mesmas que não identificaram ou que não sabem como resolver. É verdade que elas precisam de compreensão, mas também é importante que se conscientizem do seu comportamento. Quais são as pessoas mais difíceis de lidar? A seguir, vamos mencionar cinco tipos.

“Na sociedade, existem dois tipos de pessoas, médicos e cozinheiros; uns trabalham sem descanso para preservar a nossa saúde e os outros para destruí-la, com a diferença de que estes últimos estão mais convencidos do que fazem que os primeiros ”. -Denis Diderot-


1. Os “reclamões”, um dos tipos de pessoas mais difíceis de lidar

Se uma pessoa fica reclamando de forma constante, isso pode ser um recurso para pedir ajuda. Ou então talvez esta seja uma forma de expressar um sofrimento que a sufoca. Também pode acontecer que este seja um recurso para chamar a atenção dos outros, porque há muita solidão ou um grande sentimento de vulnerabilidade.

Os “reclamões” ficam entre as pessoas mais difíceis de lidar porque, não importa qual seja o motivo, este é um comportamento manipulador e equivocado. O indicado é que, se uma pessoa precisa de ajuda, ela deve pedi-la.

Da mesma forma, o mais razoável é que ela se encarregue do próprio sofrimento, solidão ou sentimento de vulnerabilidade. Ela pode pedir e receber ajuda, mas, em última análise, ninguém além dessa pessoa deve cuidar dela mesma. Reclamar não resolve nada e, em vez disso, geralmente têm o efeito contrário: rejeição ou indiferença.

Os “reclamões” podem ser muito irritantes porque falam e falam, mas não agem.

2. Amigos hostis
Amigos hostis são aqueles que se tornam especialistas em dizer “preto” quando o outro diz “branco”. Ou em jogar sutilezas no ar que são ofensivas. Também são aqueles que criticam “para o seu próprio bem” a todo momento, ou que julgam e questionam o outro continuamente.

Estas são algumas das pessoas mais difíceis de lidar porque geralmente cobrem a sua hostilidade com um manto de supostas boas intenções. Estando com elas, você acaba se sentindo inadequado ou culpado, mas não sabe por quê. Ninguém se sente confortável com alguém assim por muito tempo.

3. Os condescendentes ao extremo
Os amigos condescendentes ao extremo são o oposto dos amigos hostis, mas, no fundo, eles têm várias semelhanças. Eles estão sempre dispostos a dar a razão ao outro, concordam com tudo o que é dito e parecem sempre estar presentes de forma incondicional. No entanto, nunca se sabe o que eles realmente pensam ou sentem. É por isso que essas figuras afáveis estão na lista das pessoas mais difíceis de lidar.

Muitas vezes, esse tipo de pessoa precisa intensamente da aprovação dos outros. Pela mesma razão, não é incomum que essas pessoas mudem de opinião repentinamente quando a maré está ao contrário. Elas seguem a correnteza e é por isso que podem abandonar os seus “amigos” pelo caminho se eles estiverem na direção oposta.

4. Os pessimistas absolutos
O problema não está em ser pessimista em si, mas sim em anunciar essa posição diante da realidade de forma permanente. Sem dúvida, a maioria de nós está ciente de que a vida tem suas dificuldades e que o mundo não está passando pelo seu melhor momento. Certamente estamos preocupados com as mudanças climáticas, guerras, doenças e tudo mais.

O que acontece é que procurar o ângulo mais sombrio de tudo não ajuda a resolver esses problemas. O que se consegue é aumentar a sensação de desconforto e essa certa angústia que todos nós experimentamos diante dos problemas. Por isso, os pessimistas estão entre as pessoas mais difíceis de lidar.

Os pessimistas geralmente procuram o lado escuro ou negativo de tudo, o que gera grande desconforto para os outros.

5. Os sabe-tudo
Os sabe-tudo podem ser divididos em dois grupos. Há aqueles que realmente têm grande conhecimento em muitas áreas e que falam com fundamento sobre quase qualquer assunto. Por outro lado, há aqueles que fingem saber tudo e que falam com aparente propriedade, até mesmo sobre assuntos que desconhecem completamente.

Ambos os tipos estão entre as pessoas mais difíceis de lidar. Os primeiros, porque não permitem a interação. Eles precisam de uma audiência, não de um interlocutor. Os últimos também são muito irritantes, uma vez que geralmente são teimosos e precisam ter razão o tempo todo, estejam certos ou não.

Conforme já observamos, as pessoas mais difíceis de lidar geralmente têm alguma dificuldade que as impede de se relacionar com os outros de forma fluida, amigável e natural. O mais importante, em todos os casos, é não cair em seus jogos e manipulações. Também não se deve julgá-las. Afinal, elas já têm dificuldade para tolerar a si mesmas.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A teoria do etiquetamento social

Ao rotular uma pessoa, estabelece-se uma diferença entre ela e o meio social ao qual pertence, o que na maioria das vezes implica em atitudes de exclusão social e rejeição.

A teoria do etiquetamento social explica como os outros percebem o comportamento de uma pessoa e, de acordo com as suas características, a rotulam em relação às convenções sociais e culturais. O conceito central dessa teoria é o de que aquele que se “desviar” das normas sociais, que fazem parte do senso comum da sociedade, será rotulado negativamente.

A sociologia estuda as convenções e normas sociais e, para a teoria do etiquetamento social, usa o conceito de desvio: se a aparência ou o comportamento de uma pessoa se conformar apenas a uma minoria social, ela será rotulada negativamente por não atender aos padrões das normas e da cultura da sociedade dominante.

Mas em que consiste rotular alguém que não se enquadra em uma coletividade majoritária?

Breve história da teoria do etiquetamento social
Howard Saul Becker, sociólogo norte-americano, herdeiro da Escola de Chicago e do interacionismo simbólico, construiu as suas teorias em torno do desvio. De acordo com a sua pesquisa sobre os grupos sociais e suas interações, o desvio da norma social não é uma condição inerente a uma pessoa, mas sim a identificação desta por uma coletividade que professa determinadas normas de acordo com a “convivência social”.

Portanto, essa coletividade ou maioria social tenderá a impor sanções a uma pessoa ou minoria por transgredir a sua normatividade e se desviar dos seus costumes sociais. De acordo com a situação descrita anteriormente, o etiquetamento, com um forte caráter discriminatório, seria inevitável.

O papel dos estereótipos
É comum estereotipar uma pessoa por causa dos seus traços, de acordo com o grupo minoritário ao qual pertence. Nesse caso, a maioria social aponta e generaliza, a partir dos parâmetros perceptivos que possui sobre as suas normas e costumes.

O objetivo principal é classificá-la como transgressora da norma, uma vez que ela não cumpre com o que a maioria dita, ainda que isso signifique estigmatizá-la de forma discriminatória.

Desvio primário e secundário
Podemos classificar o desvio em dois tipos: primário e secundário. Edwin Lemert (1912-1996), que foi professor de sociologia na Universidade da Califórnia, assim os definiu:

Desvio primário: não há sensação plena de desvio para aquele que não cumpre as regras, e os outros (a maioria social) também não o percebem dessa forma.
Desvio secundário: ao contrário do primário, a pessoa que quebra a norma é rotulada como desviante pela maioria social; portanto, ela se perceberá de acordo com a forma como os outros a percebem.

Em algum momento, todos nós já cometemos ações que são classificadas como desviantes. Por exemplo, usar drogas, fazer pichações não autorizadas, ignorar as leis de trânsito, etc. No entanto, há aqueles que, com traços muito característicos, são rotulados como desviantes absolutos, descumpridores de regras.

O estigma que se origina a partir dos rótulos
O estigma, intimamente relacionado ao desvio secundário, é o papel atribuído ao desviante, que serve para distorcer a sua biografia. Qualquer ato realizado em sociedade será classificado negativamente como um ato desviante da norma.

Assim, o papel dominante no indivíduo, bem como todos os seus atos passados, passam a ser reinterpretados a partir dessa perspectiva do estigma. Este é um processo de distorção biográfica conhecido como etiquetamento retrospectivo.

De acordo com o sociólogo Erving Goffman (1922-1982), estigmatizar alguém ativa alguns efeitos sociais, tais como o isolamento social, impulsionado por um grupo que se identifica com a rejeição do desviante (estigmatizado). A consequência seria que o indivíduo, ao receber as indicações limitantes, acabaria acreditando nelas, assumindo assim o papel atribuído pelos estigmatizadores. É como se eles fossem profetas do papel final a ser desempenhado pelo “desviante”, de acordo com a aplicação do Teorema de Thomas por Robert K. Merton.

Teoria do etiquetamento social na criminologia
Por causa do infeliz papel profético dos estigmatizadores contra o “desviante” (profecia autorrealizável), a pessoa rotulada agiria de acordo com as ações criminosas impingidas pelo grupo estigmatizador. Por exemplo, se tiver usado drogas apenas uma vez, mas for repetidamente apontada e assediada pela maioria por esses eventos, é muito provável que ela acabe se tornando uma usuária regular. Assim, de forma inconsciente, ela cumpriria a demanda estigmatizante.

Em parte por causa da teoria do etiquetamento social, a criminologia pode prever os padrões de algumas pessoas que cumprem a profecia estigmatizante. Esse processo faz com que o acusado, por assim dizer, busque a aprovação de outros que são como ele, ou seja, acusados por aqueles que se autodenominam “a maioria”. Essa situação faz com que esses padrões de comportamento se repitam diversas vezes, como se fosse um círculo vicioso.

Como a teoria do etiquetamento social opera na psicologia
A teoria do etiquetamento social, por desvio secundário, também pode atacar a saúde mental. Lembremos que a função da maioria social é rejeitar e isolar aquele designado como desviante, situação que pode levar a um transtorno mental para quem assume e sofre com esse papel.

No entanto, esse mesmo mecanismo de isolamento pode ser aplicado àqueles que não têm regulação emocional ou são considerados doentes mentais pela maioria social. Por exemplo, apontar uma pessoa como obsessivo-compulsiva simplesmente porque ela tem algumas características desse transtorno pode, em alguns casos, levá-la a realmente apresentá-lo. Ou seja, uma vez que ela já é tratada como se estivesse realmente doente, então ela assumirá esse papel inconscientemente. Mais uma vez, apresenta-se uma profecia autorrealizável.

Quando uma pessoa é rotulada, geralmente há uma tendência a rejeitá-la e excluí-la.

O que podemos fazer diante da teoria do etiquetamento social
Em primeiro lugar, nem sempre a maioria tem razão, ainda mais quando cada membro dela não tem critérios próprios ou senso crítico sobre o que se presume ser “desviante”. Além disso, devemos lembrar que o ser humano, sujeito político e social por natureza, tenderá a buscar a aprovação ou reconhecimento de alguma forma. Portanto, não é correto rotular ninguém para que fique fora da norma, aprovada por uma maioria.

Assumir uma postura crítica diante da estigmatização coletiva de um indivíduo ou minoria implica refletir sobre como as pessoas podem acabar aprendendo hábitos perversos ou contraproducentes para a sua saúde física e mental, apenas porque foram rotulados para atender à punição, conforme o cumprimento da norma da maioria social.

O diagnóstico e a prevenção dos comportamentos individuais e coletivos são as principais ferramentas para romper o círculo vicioso da estigmatização, para acabar de uma vez por todas com os comportamentos coletivos que julgam indiscriminadamente aqueles que sentem, pensam e agem de forma diferente das convenções e normas da maioria social.

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*Fonte: amenteremaravilhosa 

Se ajudássemos uns aos outros, seríamos uma sociedade menos mesquinha

Se ajudássemos uns aos outros, seríamos uma sociedade menos mesquinha

Hoje para você amanhã para mim. Se todos aplicássemos o altruísmo recíproco, certamente seríamos uma sociedade mais comprometida. Porque cuidando do bem-estar do outro, contribuímos para o bem-estar comum.

O altruísmo recíproco define aquele sacrifício que fazemos por alguém, esperando que em algum momento esse favor nos seja devolvido. Se pensarmos bem, é uma prática que todos nós realizamos.

Pode ser, por exemplo, que em nossa infância mentimos para encobrir a brincadeira de um irmão, supondo que ele também mentiria para nós no futuro.

Isso nos mostra que existem vários tipos de altruísmo e que um deles é claramente interesseiro.

Longe de ser egoísta, cumpre um fim em nosso equilíbrio social e biológico como espécie. De fato, no mundo animal esse tipo de reciprocidade é mais comum do que pensamos. Vemos isso com frequência entre criaturas como morcegos.

Há uma espécie de morcego que, ao ver que um de seus companheiros não comeu o suficiente, regurgita o que contém no estômago para alimentá-lo. Eles sabem que se a mesma coisa acontecer com eles, eles serão ajudados da mesma forma. De fato, se há indivíduos na colônia que não oferecem essas “doações” altruístas, eles são expulsos do grupo.

A maioria de nós humanos e animais entende que para sobreviver é necessário contribuir de tempos em tempos com o cuidado dos outros. Se esses pequenos sacrifícios nos são devolvidos, então alcançamos uma harmonia essencial que conquista a todos.

O altruísmo sempre foi um enigma para as perspectivas darwinianas que assumiam apenas a sobrevivência do mais apto.

O “hoje para você e amanhã para mim” favorece e cuida das nossas relações sociais.

Características do altruísmo recíproco

Vamos admitir, esse tipo de altruísmo altruísta que age sem precisar ou buscar nada em troca é muito bom. De fato, há muitas pessoas que se movem sob esse princípio ético, emocional e moral. No entanto, do ponto de vista biológico e até social, precisamos que todos os esforços feitos em benefício dos outros nos sejam devolvidos quando precisarmos.

De fato, os relacionamentos mais significativos e satisfatórios são aqueles definidos pela reciprocidade real. O “hoje para você e amanhã para mim” nos permite enfrentar as adversidades com maior equilíbrio . Sabemos que quando precisarmos, teremos uma mão amiga, com um suporte para deitarmos mágoas, medos e necessidades. Isso é realmente valioso.

No entanto, o altruísmo recíproco vai um pouco mais longe. É também uma estratégia comportamental em que uma pessoa “sacrifica” ou realiza um ato de coragem por um estranho. Ele faz isso esperando que o comportamento deixe uma marca positiva. Deseja-se que tal deferência seja suficientemente inspiradora para que o comportamento de ajuda se repita.

Investimentos cooperativos e seus benefícios

O altruísmo cooperativo é uma forma de investimento corporativo. Na verdade, é um comportamento social tão complexo e fascinante que biólogos e psicólogos o estudam há anos. É verdade que houve um tempo em que esse tipo de altruísmo colidiu com os esquemas evolutivos darwinianos.

Se a evolução começa com a sobrevivência do mais apto, por que os animais mostram comportamento altruísta? Além disso, essa forma de comportamento aparece mesmo entre diferentes tipos de espécies. Há golfinhos, por exemplo, que ajudaram muitas pessoas que estavam se afogando. Eles foram detidos e levados para a costa. Que sentido têm atos desse tipo?

Além da inteligência do próprio animal, há outro elemento-chave. Foi o Dr. Robert Trivers quem cunhou este termo em 1971 após a publicação de um estudo. O que ele mostrou com sua teoria é que os animais entendem que o custo de ajudar pode ser recompensado. Vale a pena arriscar por outro ser, pois em algum momento você poderá ajudá-lo quando precisar.

Um exemplo de altruísmo recíproco é visto em macacos quando eles se limpam. Quando se realiza esse comportamento, sabe-se que mais tarde os papéis serão invertidos. Da mesma forma, também sabemos que os lobos trazem comida para outros membros após a caça e que os suricatos se revezam entre si para observar a possível chegada de predadores.

Altruísmo recíproco nas sociedades humanas

Sabemos que este tipo de altruísmo está muito presente no mundo animal. Às vezes, vemos até como alguns animais chegam a amamentar outros animais que não são de sua espécie. Há algo de nobre neles, algo que nos emociona e nos inspira. No entanto , o que acontece nas sociedades humanas? Aplicamos esse tipo de reciprocidade da mesma forma?

A verdade é que sim, e isso é algo que tentamos transmitir de geração em geração, com maior ou menor sucesso. Cícero destacou que não há dever mais importante do que retribuir atos de bondade . Porque aquele que esquece o que uma vez foi feito por ele, nunca será confiável.

Com isso, queremos insistir novamente em uma ideia. Esperar por esse esforço e deferência que tivemos para que alguém nos seja devolvido não é um ato de egoísmo. É um ato instintivo, vestígio daquela programação cerebral que favorece a sobrevivência do grupo. É assim que se constrói uma sociedade forte e saudável, na qual seus membros se preocupam uns com os outros.

Os egoístas abundam em excesso

O altruísmo recíproco é um exercício que muitas pessoas não entendem ou praticam. Não podemos dizer que há algo “defeituoso” neles. No entanto, seu comportamento gera desafeto. Portanto, é lícito desconfiar de quem não se esforça para retribuir o que é oferecido, para se importar com o outro, para ser gentil de forma natural e instintiva.

A MESQUINHEZ É ALGO QUE, INFELIZMENTE, MUITAS VEZES VEMOS NO NOSSO DIA A DIA. A NOSSA SOCIEDADE PRECISA ENTENDER A IMPORTÂNCIA DO ALTRUÍSMO.

Enquanto no mundo animal o indivíduo egoísta é expulso do grupo, em nossa sociedade, às vezes, quem menos se importa com os outros é quem tem mais poder. Vamos refletir sobre isso.

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*Fonte: seuamigoguru

Não informe ao outro além do que ele precisa saber

Prudência e água benta não fazem mal a ninguém, alerta o ditado popular. Em momentos de empolgação ou de tristeza, falamos pelos cotovelos, informamos ao nosso ouvinte mais do que ele precisa saber.

NEM TUDO PRECISA SER DITO AO OUTRO, PRECISAMOS TER ESSA PRUDÊNCIA.

Não é sensato sair falando aos quatro cantos que seu filho está se envolvendo com drogas; que seu marido ou esposa foi flagrado(a) por você na cama com outro(a); que você não pagou o condomínio porque não sobrou dinheiro; que o IPVA do seu carro está atrasado; que você e seu cônjuge não transam há 6 meses e, por aí vai…

Se tiver que falar sobre qualquer uma dessas situações, fale somente com quem pode e tem interesse em lhe ajudar.

POR QUE DAR MUNIÇÃO AOS CURIOSOS DE PLANTÃO?

Você acha interessante ver a sua vida e a vida da sua família sendo pauta para os fofoqueiros do seu condomínio, da rua ou do bairro?

Eu fico impressionada com a forma que algumas pessoas se expõem. Elas jogam ao vento detalhes tão constrangedores e delicados de suas vidas.

Tudo bem, não é saudável nos transformarmos em ostras, silenciando as nossas dores, contudo, é necessário o mínimo de critérios sobre o que falar e com quem falar.

NEM TODO MUNDO QUE DIZ SE IMPORTAR, SE IMPORTA DE FATO, MUITOS SÓ QUEREM TOMAR CONHECIMENTOS DAS NOSSAS MAZELAS PARA JOGAR NO VENTILADOR.

Muito cuidado, pois como sempre digo: as consequências de expor os problemas às pessoas erradas poderão ser bem piores do que as de sofrermos calados.

*Por Ivonete Rosa
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*Fonte: seuamigoguru

Gênios dizem “não sei”, tolos inventam respostas

Você acha que o governo é legítimo? E a camada de ozônio, que barra… Será que as Olimpíadas acontecem mesmo? E a duplicação da BR que está parada, sai quando? Nestes tempos em que perguntas surgem como avalanche e respostas sensatas como um oásis, passei alguns dias observando como as pessoas pararam de admitir que simplesmente não sabem das coisas.

Ouvi absurdos sobre temas que conheço simplesmente porque fiz uma pergunta técnica a alguém que não sabia o que estava respondendo, mas tinha que manter a sensação de saber. Inventei discos que o Cauby Peixoto não lançou para que as pessoas dissessem “nossa, eu ouvi, sim, é maravilhoso!”. Reparei que muitas vezes o “tenho certeza que ele pensou ou agiu assim” é uma forma enrustida de mostrar que a suposição é menos pior do que não saber ou não opinar.

“Não sei” é quase um fim de assunto. Porque quando admite desconhecer aquilo ao ponto de concordar ou discordar, defender ou acusar, e não pergunta algo em seguida, a pessoa está demonstrando que a falta de informação não tira o seu sono ou aumenta a sua ansiedade com a vida. Quando o “não sei” é seguido de “como é?”, por outro lado, este alguém está mostrando que tem humildade para admitir que não sabe de tudo no mundo e aumenta ainda mais a importância de que, quem o explica sobre aquilo, saiba do que está falando.

Nestes últimos três dias, ouvi pouquíssimas vezes pessoas dizendo que não sabiam. E olha que fui a reuniões, encontros com alguns grupos, monitorei alguns grupos de WhatsApp e até conversas privadas no Facebook entraram no meu radar.

As que pronunciaram as tais palavras, por outro lado, percebi serem as pessoas mais geniais que eu conheço. Acho que elas entenderam que não saber é infinitamente melhor do que inventar, mentir e falar qualquer coisa. Não é feio, não é errado, não ofende ninguém – enquanto a mentira disfarçada de informação pode ofender muita gente.

É impossível que você saiba tudo. O espelho te diz isso, o mundo sabe disso. Então, como seria se, só por um dia, você decidisse dizer que não sabe todas as vezes em que não tiver certeza? Vai exigir monitoramento com afinco, já que a opinião vã muitas vezes sai sem querer. Talvez você se sinta absolutamente vulnerável num primeiro momento, mas também pode ser que você perceba como isso te faz mais forte. Ou não. Não sei.

*Por Marina Melz :@marinamelz / donasdaptoda.com.br
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Pessoas honestas: características e comportamentos

As pessoas honestas não têm em mente a necessidade de agradar a todos . Elas se incomodam com a hipocrisia e, portanto, não hesitam em praticar a única linguagem que conhecem: a sinceridade. Elas são leais e firmes em suas convicções e, embora às vezes se sintam desconfortáveis, são hábeis em criar vínculos fortes e significativos com pessoas que valem a pena.

Muitas vezes, diz-se que todos elogiam e defendem a verdade, mas no momento em que alguém se atreve a ser honesto, acaba sempre sendo apontado e criticado. Não é fácil manter a coerência entre o que se pensa e o que se faz. Muitas vezes, sabemos o que sentimos, mas acabamos nos comunicando exatamente o oposto. Fazemos isso por causa das condições sociais, por medo de ferir ou atrair atenção.

É por isso que pessoas honestas são tão valiosas. Porque nelas há uma dose de coragem e uma vontade clara de manter a coerência. Poucos valores sociais e psicológicos são tão necessários quanto a honestidade, aquela dimensão que Thomas Jefferson considerou o primeiro capítulo da sabedoria e que Mark Twain definiu como a melhor arte perdida.

Seja como for, há um aspecto que é claro: estamos ante essa qualidade que sempre exigimos dos outros. Graças a isso, podemos construir relacionamentos baseados na confiança. Precisamos saber que a pessoa à nossa frente e aquela que amamos ou respeitamos como amigo ou colega de trabalho é sincera e autêntica em todos os momentos.

“A honestidade é um presente muito caro, não espere de pessoas baratas.” -Warren Buffett-

Pessoas honestas, como identificá-las? Pessoas honestas não carregam banners ou camisas com hashtags definindo o que são. Precisamos aprender a identificá-las por nós mesmos. Uma boa maneira de fazer isso é ouvindo, observando, conectando-se com aqueles que nos rodeiam e, claro, tendo um simples detalhe claro: a honestidade não tem justificativas. Vamos ver como essas idéias são explicadas.

Elas não perdem tempo com o que não gostam A Universidade Julius-Maximilians de Würzburg, na Alemanha, realizou um estudo para aprofundar essa dimensão. Assim, um primeiro aspecto que eles descobriram é que pessoas honestas geralmente economizam tempo em muitas de suas conversas. Elas não desviam, não perdem tempo quando alguém ou alguma coisa não lhes agrada ou não se sintoniza com seus valores. Elas deixam claras as diferenças com assertividade e respeito para marcar distâncias.

Ao fazer isso, elas não dão ou esperam muitas justificativas. Elas sabem que não é apropriado prolongar situações que podem ser contraproducentes ao longo do tempo.


Elas não mentem ou toleram mentiras

Há um livro muito interessante intitulado “Por que mentimos … especialmente para nós mesmos: A ciência do engano” por Dan Ariely, professor de psicologia que se aprofunda neste tópico. Segundo o autor, todos acreditamos ser honestos. Não importa que estejamos cunhando, que o que pensamos e o que dizemos esteja a anos-luz de distância. Quase sempre mantemos essa auto-imagem impecável onde o senso de honestidade raramente nos abandona.

Pessoas honestas, aquelas que são honestas em mente, palavra e comportamento, não toleram enganar a si mesmas ou enganar os outros. Elas não mentem porque isso gera uma desconfortável dissonância cognitiva que ataca sua identidade e auto-estima.

Personalidades relaxadas, mentes calmas
As pessoas honestas são mais felizes e até desfrutam de uma saúde melhor. É assim que a Dra. Anita E. Kelly, professora de psicologia da Universidade de Notre Dame de Paris, revela. De acordo com este estudo, ser honesto, não usar mentiras e ser genuíno consigo mesmo e o que você diz e faz gera maior bem-estar. Esse equilíbrio interno, essa paz de espírito reverte para a saúde.

Eles sabem como construir relacionamentos mais significativos
A desonestidade e o fato de mostrar pouca integridade em algum momento, suponha para esse tipo de pessoa um esforço excessivo. É essa dissonância cognitiva que gera desconforto , tensão e desconforto. Portanto, pessoas honestas valorizam acima de tudo a capacidade de construir relacionamentos baseados na confiança . Não só são mostrados em todos os momentos de uma forma autêntica, sincera e respeitosa com aqueles que os rodeiam. Mas também, exija isso mesmo naqueles que fazem parte do seu dia a dia.

Algo assim faz, sem dúvida, que nem sempre eles tenham um grande número de amigos. Se têm poucos, são sempre os mais apropriados, os mais genuínos, aqueles em que é gerada uma reciprocidade contínua e satisfatória.

Para concluir, vale a pena mencionar apenas mais um aspecto. A honestidade é um princípio ético, um valor que ajuda a criar uma sociedade mais integral e saudável . No entanto, essa dimensão que todos acreditamos ter nem sempre se aplica de maneira real e respeitosa. Muitas vezes caímos em mentiras complacentes, aquelas que camuflam verdades e sentimentos.

Em todos os momentos não podemos dizer o que pensamos, neste sentido, certos filtros são frequentemente recomendados. No entanto, mais ou menos maquiagem, a sinceridade é um pilar muito importante de respeito para com os outros e para com nós mesmos .

*Por Valeria Sabater – Do site La Mente es Maravillosa
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Exercícios de força e aeróbicos podem reduzir mortes por câncer em 28%

É o que sugere estudo internacional que contou com a participação de pesquisadores brasileiros e revisou dados sobre mais de 1,2 milhão de pessoas

A prática regular de exercícios de força muscular associados a atividades aeróbicas pode reduzir significativamente a mortalidade por câncer, indica estudo publicado no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity.

Os autores fizeram uma revisão sistemática de estudos epidemiológicos sobre o tema e concluíram que fazer exercícios como prancha, agachamento e remada diminui em 14% a mortalidade pela doença. Já quando esses exercícios são combinados com outros do tipo aeróbico, o benefício é ainda melhor: 28% menos mortes.

“A atividade física tem sido relacionada à redução do risco de vários tipos de câncer. No entanto, ainda não estava muito claro qual tipo de exercício teria melhor resultado. Neste estudo, encontramos evidências de que atividades de fortalecimento muscular não só podem reduzir a incidência e a mortalidade por câncer como têm um efeito ainda melhor quando associadas a atividades aeróbicas, como corrida, caminhada, natação ou ciclismo”, diz Leandro Rezende , professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

O trabalho é fruto de uma Bolsa de Iniciação Científica concedida a Wilson Nascimento e contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade Harvard (Estados Unidos), Universidade Internacional de Valência (Espanha), Universidade Pública de Navarra (Espanha) e Universidade de Santiago (Chile).

Estudos epidemiológicos baseados em dados populacionais têm mostrado que a atividade física em geral reduz o risco de sete tipos de câncer: mama, cólon, endométrio, estômago, esôfago, rim e bexiga. A análise da Unifesp identificou que a prática de exercício de força muscular também pode reduzir em 26% o risco de câncer de rim.

Já a associação entre exercício de força muscular e os demais tipos de câncer (cólon, próstata, pulmão, linfoma, pâncreas, mieloma múltiplo, bexiga, esôfago, reto, melanoma, leucemia e cânceres do sistema digestivo) foi inconclusiva devido ao número limitado de estudos.

Prática regular

A pesquisa da Unifesp corrobora a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que propõe para adultos a prática de 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana, ou de 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica vigorosa (ou uma combinação equivalente de intensidades). Também são recomendados exercícios de fortalecimento duas vezes por semana.

“A OMS se baseia em uma série de benefícios à saúde proporcionados pela atividade física. E nós vimos, entre os estudos analisados, que a redução do risco de câncer é mais um desses benefícios”, diz Rezende à Agência FAPESP.

A análise mostrou a existência de um efeito protetor contra o câncer por meio da realização de exercícios de força duas vezes por semana.

Os pesquisadores analisaram ao todo 12 estudos, sendo 11 coortes (que envolvem grandes grupos de voluntários seguidos por período predeterminado) e um caso-controle (estudo observacional retrospectivo, ou seja, que analisa registros passados), com a participação de um total de 1.297.620 indivíduos, que foram acompanhados em projetos que duraram de seis a 25 anos.

Rezende, que foi bolsista da FAPESP na pesquisa de doutorado e de pós-doutorado, tem realizado análises com base em dados populacionais para identificar associações entre atividade física, nutrição e redução de doenças crônicas, especialmente o câncer, bem como estudos de modelagem do impacto de intervenções e políticas públicas voltadas à alimentação saudável e à promoção de atividade física na redução de doenças e gastos com saúde.

O pesquisador explica que a maioria dos estudos sobre atividade física e prevenção do câncer costuma se concentrar em exercícios aeróbicos. Já as pesquisas relacionadas a exercícios de força avaliam, normalmente, ganho de massa muscular ou fatores específicos, como regulação da pressão arterial e desfechos cardiovasculares.

“Há quatro anos fizemos um estudo que associava exercício de força à redução do risco de câncer. Nesse meio tempo foram sendo publicados outros estudos e achamos interessante fazer uma revisão sistemática dessa literatura para avaliarmos a totalidade de evidências sobre essa relação. Com a análise, no entanto, conseguimos ir além e mostrar que os benefícios do exercício de força muscular na redução da incidência e mortalidade de câncer podem ser ampliados quando associado à prática de atividades físicas aeróbicas”, afirma.

O artigo Muscle-strengthening activities and cancer incidence and mortality: a systematic review and meta-analysis of observational studies pode ser lido em https://ijbnpa.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12966-021-01142-7.

*Por Maria Fernanda Ziegler
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*Fonte: revistagalileu

Algumas pessoas até querem que seus amigos se deem bem, mas não melhor do que elas!

Algumas pessoas até querem que seus amigos se deem bem, mas não melhor do que elas! Desejar que seus amigos sejam felizes é uma prova do seu caráter!

MUITAS PESSOAS PREFEREM VER OS SEUS AMIGOS NA PIOR DO QUE AJUDÁ-LOS A VENCER. ELAS ATÉ QUEREM QUE ELES SE DEEM BEM, MAS NÃO MELHOR DO QUE ELAS.

Essas pessoas utilizam da falsidade para viverem suas vidas e acabam sempre querendo que todos a ajudem, mas dificilmente elas ajudam alguém.

É aquele tipo de pessoa que vive pedindo favor, mas quando os amigos precisam dela, mesmo tendo condições de ajudar, ela prefere dizer que não pode.

Na cabeça delas, ninguém merece receber ajuda, só ela. Mas se no mundo existissem mais pessoas que ajudam, do que pessoas que querem ser ajudadas, tudo estaria muito melhor.

Essas pessoas acreditam que se elas ajudarem os amigos, esses mesmos amigos irão tomar o seu lugar na empresa, na vida das pessoas, ou vão acabar abafando as suas próprias conquistas.

ELAS NÃO PERCEBEM QUE ESSE MEDO DE AJUDAR REVELA A FALTA DE SEGURANÇA QUE ELAS TÊM EM SI MESMAS.

Essa ideia que elas alimentam é tão incoerente que elas se perdem diante de tamanho egoísmo. Elas não percebem que todas as pessoas que elas ajudarem serão gratas a elas, e é esse ponto que as incomoda, elas não fazem nada de bom para o outro, se elas não forem receber muito mais em troca.

Quando decidimos ajudar o próximo não devemos esperar nada em troca, se você se sente bem em estar ajudando siga seu coração, não espere reconhecimento, nem recompensa da pessoa que você está ajudando.

Pessoas boas se satisfazem com um simples sorriso.

E lá no futuro com os passar dos anos você poderá olhar para trás, e perceber os caminhos que foram percorridos, as suas conquistas e as metas de vida que foram alcançadas e se orgulhar ao ver aquelas pessoas que, através de você, conseguiram realizar os seus sonhos.

Você vai sentir aquela sensação boa de satisfação pessoal, uma coisa que talvez, você ainda não sinta, mesmo tendo tudo o que precisa.

Se você se identificou com esse texto e não quer mais ser essa pessoa que deseja o bem só para si, ou conhece alguém que sofre desse mal, me chame no direct @rhamuche, eu posso te ajudar a superar esse medo e transformar essa atitude. Pode ter certeza que a sua vida será muito melhor depois que você conseguir vencer essa insegurança.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.
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*Fonte: resilienciamag

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

Quando não sabemos ou não temos conhecimento sobre um assunto, devemos perguntar a quem sabe, pior seria falar o que não sabe, fingindo que sabe, não acha?

O IGNORANTE NÃO ACEITA QUE NÃO SABE, ELE ACREDITA QUE SABE! ELE TEM RESPOSTAS PRONTAS PARA TUDO, E ELAS SÃO CARREGADAS DE PRÉ-CONCEITOS.

Muitas pessoas evitam de fazer perguntas porque acreditam que o que vão perguntar vai ser recebido pelo outro, que já sabe, como uma besteira, uma banalidade, e que poderá ser julgado de qualquer forma, como ignorante ou burro.

Essa vergonha de perguntar o que não sabe faz muita gente passar uma vergonha ainda maior quando concordam com coisas totalmente fora de propósito apenas porque não sabem nada sobre o assunto e por isso, acabam se deixando manipular, ou quando discordam de algo totalmente fundamentado pela ciência, e tenta impor argumentos fracos e com pouco conteúdo embasado.

PERGUNTAR NÃO AGRIDE E NÃO OFENDE, MAS AFIRMAR BOBAGENS SIM.

Portanto, sempre que não souber algo ou não tiver argumentos suficientes para defender uma tese, não se acanhe, pergunte, essa foi uma das melhores lições que aprendi durante os anos que cursei jornalismo.

Aprender a fazer perguntas e as direcionar às pessoas certas, que realmente podem trazer respostas sábias, é assumir um poder imensurável.

Perceba que eu disse “pessoas certas”, porque não adiantará em nada você perguntar algo sobre psicologia para um oficial do exército, é óbvio que se esse oficial tiver alguma formação na área, ou tiver feito terapia a vida toda, ele terá algo produtivo a te dizer, esse foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que você deve se direcionar as pessoas que possuem experiência na área que você quer conhecer.

Como jornalista, se eu preciso saber quais são as novas descobertas da ciência em relação a mente humana eu procuro um especialista em neurociência, se eu quero saber sobre política, eu procuro um especialista em ciências políticas, e assim por diante. Não adiantará nada eu perguntar para o meu “tio”, “amigo”, “vizinho” o que eles acham do governo atual, porque eles trarão divagações e distorções que são em sua maioria, “achismos”.

O que quero dizer é que devemos perguntar sim, tudo o que não sabemos, mas para as pessoas que possuem condições de nos trazer respostas e não para aquelas que nos colocarão mais dúvidas.

Uma boa pergunta é capaz de dissolver a ignorância. Tem o poder de te tirar da ilusão e te trazer para a realidade dos fatos.

O ignorante não faz perguntas, ele tira as próprias conclusões e acaba se tornando arrogante, pois passa a defender linhas de pensamento um tanto quanto fantasiosas.

Não podemos tirar nossas conclusões sem que antes se esgotem as perguntas. E só poderemos dizer que formamos uma opinião sólida a respeito de qualquer assunto para que possamos falar sobre ele com propriedade e credibilidade, quando as respostas que recebemos forem realmente pautadas na verdade e embasadas em estudos consistentes.

Caso contrário serão apenas distorções da verdade, criadas pelo ego inflado ou pelo ego ferido que quer a todo custo estar certo.

Não seja essa pessoa ignorante que tira conclusões precipitadas, culpa e julga os outros sem ter argumentos comprovatórios, e ainda se sente no direito de ser arrogante com as pessoas que possuem opiniões contrárias.

Perguntar o que não sabe, não é besteira, é sinal de humildade, de interesse, de vontade em aprender, em evoluir, em ser melhor.

Portanto, não se acanhe, pergunte sempre que você tiver alguma dúvida, mas pergunte para as pessoas certas, ok? Não se deixe envenenar ou enganar.

Mas se você não consegue fazer perguntas, se você tem vergonha, o melhor é fazer pesquisas online em sites verificados, e não, nunca, jamais, em sites que sejam tendenciosos para um lado ou para o outro. Outra coisa que o jornalismo me ensinou é que devemos sempre buscar a verdade e que a verdade nunca tem apenas um lados, sempre existem pelo menos dois pontos de vistas para um única questão ou fato. Por isso, precisamos sempre ouvir os dois lados.

Para ouvir os dois lados precisamos desenvolver algo extremamente difícil para o ego, a humildade. Mas como desenvolver a humildade em um mundo tomado pelo egoísmo?

Direi a você:

1 – Aceitando suas limitações – Admita que você não é o melhor em tudo – nem em nada. Não importa o quão talentoso você seja, quase sempre há alguém que pode fazer algo melhor do que você. Isso não é um exercício de comparação, ok? É apenas uma constatação e uma motivação para buscar melhorar todos os dias e para não tentar se sobrepor aos outros.

2 – Admira os seus erros – Uma pessoa humilde nunca culpa os outros, sempre assume as responsabilidades diante dos acontecimentos da sua vida. Ela sabe que não é fácil admitir pra si mesmo, mas também sabe que jogar a culpa no outro vai a impedir se tornar uma pessoa melhor.

3 – Não fique na defensiva – a pessoa que está sempre na defensiva, morre de medo de ser responsabilizado por algo, ou de assumir a sua culpa, ou de ser descoberto, ela quer ser vista como perfeita e está sempre se gabando por aí. Não seja essa pessoa! Se você tiver feito algo, assuma a responsabilidade, só assim você poderá aprender e se tornar melhor, caso contrário, você se tornará a cada dia, um pouco pior.

4 – Não queira o reconhecimento só para si – Ninguém faz nada sozinho, por mais que você tenha feito mais ou tido a ideia, aprenda a reconhecer que você precisa dos outros, e que sem eles não seria possível chegar onde você chegou.

5 – Seja grato pelo que você tem e por tudo o que você aprendeu – A vida é uma caixinha de surpresas e quanto mais somos gratos, mais surpresas boas que nos darão motivos para agradecer se apresentam em nossa vida!

Busque sempre a verdade e lembre-se:

PERGUNTAR NÃO OFENDE, NÃO AGRIDE, E NÃO É MOTIVO DE VERGONHA, MAS AFIRMAR O QUE NÃO SABE SIM, É VERGONHOSO E DEMONSTRA IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA!

Por tanto, pergunte com humildade, e pergunte para quem tem conhecimento para te responder, não para quem vai divagar e discursar embasado apenas nos seus próprios interesses e controlado pelo ego.

Não se contente com um olhar ignorante diante da vida, busque experimentar algumas doses de sabedoria.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e taróloga. Para consultas com o Tarô Espiritual envie um direct para @escritoraiarafonseca.. Foto de Carlos Román Ruíz Basulto no Unsplash
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*Fonte: resilienciamag

Quando a gente fala,”entra por um ouvido e sai pelo outro”, o melhor é deixar pra lá?

Quando o que falamos entra por um ouvido e sai pelo outro o melhor é deixar pra lá?

Pode ser exasperante quando você está tentando se comunicar com alguém, mas você sabe que o que está dizendo é “entrar por um ouvido e sair pelo outro”.

Você pode estar oferecendo conselhos ou instruções sobre como concluir uma tarefa, mas a outra pessoa já se decidiu ou acha que o caminho que ela escolheu é o melhor e não vai considerar nenhum outro ponto de vista.

Quando isso acontecer, você pode jogar as mãos para o alto e ir embora ou ser paciente e fazer um esforço para garantir que ele acabe aceitando sua mensagem.

Há ocasiões em que você quase pode perdoar a obtusidade deliberada ou a audição “seletiva” de seu ouvinte e até consegue deixar pra lá.

Mas não consigo imaginar que haja um pai por aí que não tenha pronunciado as palavras “Tem certeza que quer fazer isso? Você já tentou fazer assim …?” enquanto observam seus filhos ignorarem as consequências negativas cegamente óbvias de um empreendimento malsucedido.

Deixar pra lá é como jogar sujeira debaixo do tapete

Lembro-me de ter 16 anos e de ter descartado com confiança a opinião de meu pai de que havia maneiras menos perigosas de limpar a corrente da minha motocicleta do que segurar um pano embebido em óleo com uma das mãos e soltar a embreagem com a outra.

Houve um intervalo de tempo surpreendentemente pequeno entre minha mão ser arrastada até os dentes da roda dentada e perceber que o velho tinha razão!

No local de trabalho, porém, as razões pelas quais as pessoas não ouvem, ou não querem ouvir, não podem ser explicadas pela confiança perdida dos jovens. Em vez dito isso, pode ser atribuído a coisas como arrogância, orgulho, atitude defensiva ou falta de vontade de admitir erros.

O melhor é deixar pra lá?

O site Mind Tools pediu para seus seguidores responderem como eles lidam com pessoas que não ouvem. E suas respostas revelaram um grupo compreensivo e paciente! Aqui está uma seleção de suas principais dicas:

Kantharaj Kanth, no Facebook, deu o tom para muitas de suas respostas quando disse: “Você precisa fazer perguntas abertas, ou perguntar o ponto de vista dos outros, para que ele / ela fique mais atento para ficar ligado no presente”.

Assumir a responsabilidade pela situação e tentar entender a falta de engajamento da outra pessoa é um ponto de vista popular entre os seguidores do MindTools no Twitter.

@yorkshireot sugeriu: “Procure primeiro entender, depois seja compreendido”. Foi uma visão compartilhada por @richardwnewton, que escreveu: “1. Conheça a pessoa e entenda o porquê 2. Explique de maneira diferente 3. Compreenda / explique de sua perspectiva.”

@somajurgensen aconselhou: “Ouça-os primeiro.

#covey [autor @StephenRCovey ] diz ‘Procure primeiro entender.’ #liderança.”

@Lucid8LgSkills disse: “Reconsidere sua própria comunicação. Ouça-os ativamente (para variar?).”

Na mesma linha, ouvimos de @HugoHeij: “Pare de dizer coisas a eles e comece a fazer perguntas. Escute-os.”

@Tirunelvelikara: “Entenda as necessidades emocionais e faça com que ele ouça com as explicações apropriadas.
Embora pareça fácil, é praticamente difícil.”

@ElizabethLStein : “Valorize onde ele ou ela está. Conecte e nunca force – isso se desenvolve através da criação de relacionamentos significativos – confiança.”

Vários de vocês sugeriram tentar um canal diferente de comunicação, pois as pessoas têm diferentes formas preferenciais de aprender ou compreender.

@igarcerant disse: “Duas dicas: comunique-se por escrito e [envolva outras pessoas] para trazer um pouco de objetividade”.

@AshfieldDisplay recomendou, “Use uma forma visual de transmitir sua mensagem.”

As dicas de @Rufusmay eram. “A) fazer algo inesperado b) escrever para eles c) pedir uma reunião com os amigos presentes ou d) ouvir atentamente e não interrompê-los.”

@PennyGundry disse: “Permita o silêncio, mantenha o ‘espaço’, seja um ator, não um reator”.

Espero que vocês achem as dicas uns dos outros informativas e esclarecedoras. Espero que haja ideias suficientes para inspirar @ChloeWooles, que disse: “Mal posso esperar para ver as sugestões sobre este tópico! É algo com que lido muito.”

Acho que a última palavra vai para @Chitailova, embora eu não tenha certeza de como levar a sério a sua sugestão “Fique bêbado com eles! Bom vinho costuma ser um bom negócio!”. Certamente abre o diálogo, mas talvez, o outro fique ainda mais eloquente e não pare para te ouvir, pensou nisso?

O Seu Amigo Guru se pauta na Comunicação Não Violenta para atribuir narrativas a partir da compreensão profunda das necessidades dos outros e das nossas, observando e não interpretando os fatos com bases em julgamento de valor.

APRENDER A FAZER UM PEDIDO E NÃO UMA EXIGÊNCIA AJUDA MUITO NA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA E TRAZ MELHORES RESULTADOS.

Entender que você não é o dono da verdade e que as suas necessidades não são as mesmas do outro antes de tecer uma opinião te ajudará a fazer com que as suas opiniões sejam acatadas com credibilidade. Visto que você não estará interessado em provar que está certo, mas sim, em contribuir com o bem-estar de todos.

Quando decidimos deixar pra lá é porque não queremos ouvir o que o outro sente de verdade. Aprender a ouvir e refletir sobre o que foi dito, sem reagir com interpretações do ego é o caminho para que a nossa comunicação faça sentido para o outro, é a tal da empatia sendo colocada em prática com compaixão e senso de misericórdia.

Quando ouvimos com atenção, temos acesso às ferramentas e podemos validar o que para nós faz sentido, nos questionar continuamente se o que o outro diz condiz com os nossos próprios valores é importante, nos faz rever nossos comportamentos e nos leva a aprender a fazer escolhas melhores.

Quando o que falamos “entra por um ouvido sai pelo o outro”, devemos rever como estamos falando e para quê estamos falando.

Insistir no mesmo comportamento é desgastar a relação, mas deixar pra lá é acatar a nossa própria arrogância de nos achar melhor do que o outro, é achar que sabemos o que é melhor para ele, só que nem sempre o melhor para nós é o melhor para o outro. Talvez por isso religiosos e espiritualistas concordem que só quem sabe o melhor é Deus.

REVER A SUA POSTURA DIANTE DO OUTRO É FUNDAMENTAL PARA QUE VOCÊ COMECE A TER ALGUM SUCESSO, ENQUANTO VOCÊ O CULPAR E O JULGAR, VOCÊ APENAS FARÁ COM QUE ELE NÃO QUEIRA TE OUVIR NUNCA MAIS. OUÇA MAIS, FALE MENOS!

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*Fonte: seuamigoguru

Gente bem resolvida

Quanto mais gente melhor.

“ Veja se dá para entender: a gente, para a gente mesmo, é a gente. Raramente consegue ser o outro. A gente, para o outro, não é a gente, é o outro. Deve estar confuso. Tento de novo. Cada um de nós vive uma ambiguidade fundamental: ser a gente e ao mesmo tempo, ser o outro. Pra gente, a gente é a gente. Para o outro, a gente é o outro.”
( Artur da Távola )

Gente bem resolvida não precisa do outro. Quem inventou isto? Eu penso que gente bem resolvida precisa de todo mundo. Outro dia ouvi a seguinte frase: “Estou com ele não porque eu precise, mas porque quero. Não sou carente.” Ora, todo mundo é um pouco carente e um pouco alforriado. Parece que precisar de alguém é fraqueza. Pura bobagem. À medida que vamos amadurecendo, ficando autônomos, independentes no sentir, vamos percebendo que precisar é também uma forma de felicidade. Eu particularmente quanto mais livre fiquei mais precisei do outro. Precisei de amigos para rir das decisões equivocadas que tomei, precisei de amores para dividir a vida. Precisei e quis.

Precisar de alguém é ótimo, é troca no melhor dos sentidos. A auto-suficiência exagerada é tediosa. Precisamos de amores e amigos, precisamos inclusive dos ex, são eles quem nos lembram dos caminhos percorridos, erros, acertos e evoluções. O tempo nos ensina a notar delicadezas; detalhes compartilhados.

Sem a percepção do outro nos perdemos em uma linha reta e dura. Saber ficar só não significa não precisar do outro. Coçar as costas com régua, escova ou mãozinha de madeira, resolve, mas não é tão prazeroso como dizer: Mais para esquerda, mais para o centro, aí, aí.

Na qualidade de seres incompletos que somos, brotamos na presença do outro, com o afeto do outro. Ter um amigo para dividir a preguiça ou a emergência é delicioso; um amor para dividir as implicâncias e o edredom é aconchegar a existência; um ex amor para lembrar a data esquecida ou a velha piada faz parte de saber-se existido. A existência requer o outro. Há pessoas que ficam, há pessoas que partem, mas ninguém parte ou fica apenas, há sempre um pouco de nós espalhado em lembranças. Somos, portanto, muitos. Ter pessoas enchendo nossa vida e algumas vezes nossa paciência é muito bom. Nossa vida é composta de imprescindibilidades que desprezamos sem nos dar conta: A ligação da mãe para perguntar se você já almoçou; o cafezinho que a secretária nos leva no meio do desespero de papeladas sem fim; a massagem nos pés depois de um dia terrível; o sorriso e a reclamação do filho; o abanar do rabo do seu cachorro ou o ronronar do seu gato; o amigo que você telefona depois de beber todas; o amor que você liga para esvaziar a raiva, aliviar o aperto no peito ou dizer que ama.

Todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida têm o outro; de alguma forma o outro está. Tem aquele que ficará pra sempre, que ficará por uns instantes ou por um tempo, não importa, todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida, do café ao amor, tem o outro, porque a gente quer e precisa.

*Por Luciana Chardelli

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*Fonte: obvious

Alguns vão te amar por quem você é, outros vão te odiar pelo mesmo MOTIVO

Alguns vão te amar por quem você é, outros vão te odiar pelo mesmo MOTIVO.

Muitas pessoas vão te amar pelo que você é e pelo que você faz, outras vão te odiar pelo mesmo motivo. Devemos nos acostumar com isso porque muitas vezes caracteriza a dinâmica de nossos relacionamentos quando somos nós que temos sucesso em algo.

Não podemos ser queridos por todos, nem todos podem gostar de nós. Nesse sentido, devemos estar atentos que muitas vezes o que não agrada a certas pessoas é a luz que emitimos.

Porque dito de alguma forma, o que nos torna grandes também ofusca algumas pessoas, que provavelmente estão lidando internamente com algum desejo oculto que pensam ter sido negado.

Quem te ama te faz brilhar

Os verdadeiros anjos da guarda são aquelas pessoas que em determinados momentos da nossa vida aparecem e nos iluminam , fazendo-nos brilhar e eliminar os recantos que nos obscurecem ou que não fazem justiça às nossas virtudes.

Neste ponto, as palavras não valem os fatos. A magia nos cerca e maravilhas salpicam nossa realidade, fazendo-nos ver o quanto valemos quando parece que esquecemos onde está o interruptor que nos iluminou.

Todos, absolutamente todos, têm uma lâmpada, algo que nos move e nos torna especiais, algo que nos dá a capacidade de oferecer ao mundo uma especialidade. Haverá aqueles que são muito bons no que fazem, aqueles que são capazes de amor excessivo e aqueles que manejam mais de uma habilidade que os torna únicos.

Mas, como dizemos, haverá quem queira apagar essa luz, “aquele algo especial” que nos define. Às vezes será difícil para nós lidar com isso, mas o que devemos considerar é que SÓ PODEMOS DAR VALIDADE ÀS INTENÇÕES DOS OUTROS EM NOSSA PESSOA.

O demônio da inveja

A inveja não é 100% insana, porque enquanto não conduz a ações nocivas para os outros (ou para nós próprios), está a conduzir-nos para o que gostaríamos de ter. Ou seja, nos dá pistas sobre o caminho que gostaríamos de seguir.

No entanto, a inveja torna-se totalmente prejudicial quando sucumbimos ao seu feitiço, minando nossa autoestima e amor-próprio. Isso nos predispõe a uma comparação desvantajosa e, às vezes, transformamos essa ganância em um ataque sombrio e sinistro que visa aprisionar nosso objeto oculto de admiração.

Ou seja, às vezes essa mesma inveja se mistura a outros sentimentos como o ódio, voltando para a pessoa que emite uma imagem de suas frustrações em uma lupa. Por meio dessa imagem, o talento e os sucessos dos outros são condenados, gerando comportamentos que buscam prejudicar o outro.

Temos a tendência de prestar mais atenção ao motivo da inveja do invejoso do que avaliar o que isso significa para o invejado. Não podemos esquecer que o facto de nos invejarem (e “nos odiarem por aquilo que nos faz brilhar”) é um grande sofrimento que nos afasta da realidade e gera desconfiança.

Não é por acaso que as pessoas que se destacam se encontram sozinhas em um mundo onde estão rodeadas de pessoas. Não é estranho, então, que não se saiba distinguir entre amigos verdadeiros, interessados ​​ou invejosos.

Além disso, isso acaba nos fazendo questionar se nosso sucesso ou nossa luz nos pertence ou é uma miragem que não merecemos. Isso geralmente se transforma em uma longa cadeia de inseguranças e arrependimentos que podem eventualmente obscurecer nossas virtudes.

O dano de ser invejado pode ser superado se reforçarmos nossas crenças positivas em nós mesmos. Nesse sentido, não podemos esquecer que certas circunstâncias ou acontecimentos sempre provocarão certas comparações, mas isso não deve nos depreciar.

Cada um deve saborear as suas virtudes sem destruir as dos outros, afastando a inveja doentia e promovendo o que nos edifica, que nada mais é do que a nossa capacidade de admirar e crescer junto com os outros.

Alguns vão te amar por quem você é, outros vão te odiar pelo mesmo MOTIVO.

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*Fonte: resilienciamag

Não se misture com quem você não seria

Não se misture com quem desconhece limites entre humor e ofensa, com quem nunca escuta. Com gente que não consegue se colocar no lugar do outro, não torce por você, com quem não tem capacidade de amar.

Adultos não deveriam se importar com a opinião alheia, nem ter necessidade extrema de serem aceitos. Adultos deveriam bastar-se sozinhos, rir de si mesmos, preferir ter paz a ter razão. Isso seria maturidade. Isso deveria ser a meta de todos nós. Para tanto, não devemos jamais nos misturar com pessoas que não se afinam com nossas verdades, com nossas visões de mundo. Não se misture.

Não se misture com quem faz piadinhas desagradáveis sobre você, rindo amigavelmente na sua frente e, muito provavelmente, continuando a sorrir com desprezo na sua ausência. Com gente que desconhece limites entre humor e ofensa, que ironiza assuntos sérios, subestimando a vida de qualquer um que passe por perto.

Não se misture com quem não ouve, nunca escuta, apenas sabe falar sobre si mesmo. Com gente cuja própria vida é o único foco de suas conversas, que se acha melhor do que todos, até mesmo diminuindo o outro para se sentir mais importante.

Não se misture com quem é frio, insensível, com quem não se abala com a dor de ninguém. Com gente que não consegue se colocar no lugar do outro, que sempre acusa as pessoas de serem culpadas por suas próprias misérias, que nunca será capaz de admitir que erra, que machuca, que é minimamente humano.

Não se misture com quem não torce por você, com quem nunca recebe seus sonhos sorrindo, com quem subestima tudo o que você é. Com gente que espera sua derrota, que aguarda seu vacilo, que tem certeza de sua queda. Gente que jamais será capaz de comemorar suas vitórias com verdade.

Não se misture com quem não tem capacidade de amar, de se doar, de compartilhar. Com gente que só quer receber, ganhar, ser o centro do universo. Gente que não sai do círculo do próprio umbigo, não estende a mão, não oferece ajuda, não se importa com o que não está dentro de si.

Estaremos bem e felizes quando conseguirmos viver o que mora em nossos corações, sem precisar fingir perto dos outros. Fato é que não necessitamos de máscaras quando nos encontramos em nosso meio, junto a nossa gente, ao que vibra em sintonia com nossa alma. Ninguém merece sufocar sua essência perto dos outros. Não se misture com quem sufoca, nem se for para ficar na melhor companhia do mundo: somente com você mesmo.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Como é difícil conviver com os hipócritas, que exigem dos outros aquilo que nunca fazem!

Um texto sobre a realidade da convivência com os hipócritas. Confira!

De todas as pessoas complicadas que podemos encontrar, as hipócritas são, sem dúvidas, algumas com as quais a convivência é a mais complicada.

Elas testam a nossa paciência e autocontrole diariamente com as suas atitudes arrogantes e seu posicionamento de superioridade, e nos dão um exemplo do tipo de pessoa a que nunca devemos aspirar ser.

Se existe ou já existiu uma pessoa hipócrita em sua vida, você sabe muito bem como é. Elas acreditam ser melhores do que as outras, e a todo momento estão fingindo ser quem não são.

Movidas unicamente por seus interesses pessoais, constantemente mudam de posicionamento e estão sempre apenas onde lhes convém. Não têm respeito, lealdade e autenticidade, e podem adotar quaisquer tipo de características que as ajudem a chegar aonde desejam.

Os hipócritas parecem não ter personalidade definida e não conseguem conservar nenhum tipo de relacionamento por muito tempo, porque, em determinado momento, suas máscaras caem, e eles precisam recomeçar, encontrando outras pessoas que possam manipular.

Elas estão constantemente se contradizendo e exigindo daqueles ao seu redor tudo o que nunca estão dispostas a oferecer: consideração, lealdade, respeito. Essas pessoas sugam a nossa energia e felicidade, e fazem com que sintamos que nunca somos suficientemente bons.

Infelizmente, não podemos evitá-las em definitivo, porque estão em todos os lugares, seja dentro de nossa família ou locais de trabalho, mas em nível pessoal, devemos tentar ao máximo nos manter afastados delas, para que nossa qualidade de vida não seja prejudicada.

As pessoas hipócritas nem sempre são reconhecidas com facilidade. Elas podem se esconder através de atitudes passivo-agressivas, com o objetivo de nos controlar por mais tempo, e precisamos estar atentos para identificar os sinais de sua personalidade.

Muitas vezes, precisamos conviver por muitos anos com uma dessas pessoas, até que possamos reconhecer sua personalidade verdadeira e todo o mal que já nos causaram. Entretanto, com a experiência trazida pelo tempo, somos capazes de identificá-las apenas pelo olhar.

Não há nada que possamos verdadeiramente ganhar ao conviver com alguém hipócrita. Por mais que gostemos de outras características dessa pessoa, conviveremos o tempo todo com o sentimento de que podemos estar sendo manipulados.

Portanto, pelo bem de nossa saúde mental, o melhor a fazer é nos afastarmos, já que os hipócritas jamais serão capazes de nos oferecer um relacionamento realmente saudável.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Pessoas reflexivas sabem gerenciar melhor o estresse!

Pessoas reflexivas são artesãos do pensamento e gerenciam melhor o estresse! A arte da reflexão requer colocar em prática o controle mental adequado.

Pessoas ponderadas são meticulosas em seus processos mentais, lentas em suas meditações e cautelosas em suas decisões.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS MAIS SINGULARES QUE OS DEFINE É A CAPACIDADE DE ENCONTRAR A CALMA EM MEIO AO CAOS E DAR RESPOSTAS INOVADORAS AOS PROBLEMAS.

Neste mundo de contradições, meias verdades e inteiras falsidades, este perfil tem grande valor.

Poderíamos dizer que a capacidade de reflexão é uma das funções superiores do cérebro com maior importância e utilidade. Ser atencioso desacelera a impulsividade natural e fornece uma boa base para o autoconhecimento.

Pensar devagar e por meio do filtro da análise pode nos ajudar a melhorar nossa realidade de diferentes maneiras.

No entanto, em um ambiente tão cheio de estímulos imprevisíveis, muitas vezes somos forçados a responder de forma rápida e instintiva . Isso não é ruim, mas não deve ser nossa estratégia usual.

“Minha mente se rebela contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho, dê-me o criptograma mais abstruso ou a análise mais intrincada, e eu estou em minha própria atmosfera” Sherlock Holmes

Isso é o que torna as pessoas reflexivas diferentes

A reflexão é um processo mental definido por um tipo de pensamento racional e cuidadoso, associado a um clima interno de introspecção. Assim, trabalhos de pesquisa, como os realizados na Universidade de Yale, destacam a grande relevância do que eles definem como “reflexão cognitiva” para um fato muito específico.

Essa faculdade nos permite passar pelo filtro da análise e indução de qualquer questão ou realidade para posteriormente emitir respostas ou comportamentos mais ponderados, evitando assim a primeira coisa que vem à mente.

Esta é uma competição de grande valor. A dimensão que faríamos bem em promover nas crianças desde tenra idade. Portanto, vamos descobrir quais são as facetas e os processos que tornam únicas as pessoas atenciosas.

Bom gerenciamento de estresse

Um recurso essencial para desenvolver o pensamento reflexivo é um bom controle do estresse e da ansiedade. Esses são estados psicológicos que tornam completamente difícil raciocinar de forma focada e vagarosa. Portanto, um bom gerenciamento do estresse (ideias irracionais, emoções, tensão psicofísica, etc.) é decisivo.

Da mesma forma, não podemos ignorar um fato: a arte da reflexão requer autocontrole e compreensão emocional. Não apenas as emoções negativas de valência podem ser perturbadoras; Às vezes, a efusividade ou mesmo a alegria intensa podem atrapalhar nossos poderes de tomada de decisão.

Pessoas reflexivas: mentes analíticas e introspectivas

Habilidade analítica é aquele ofício cognitivo que permite que a informação seja meticulosamente processada para separar o todo em partes menores, gerando assim a oportunidade de entender melhor qualquer dado ou situação.

Da mesma forma, pessoas atenciosas são muito competentes em análise porque praticam a introspecção. Mergulham para entrar em contato com cada pensamento, emoção, realidade interna e tirar suas próprias conclusões.

Observação, lógica e criatividade

Pessoas reflexivas processam e se relacionam com seu ambiente em um ritmo diferente, mais lento. São homens e mulheres muito observadores que se deliciam em cuidar de cada detalhe, de cada nuance do ambiente.

Da mesma forma, filtram cada aspecto da tapeçaria da lógica, ou seja, obtêm suas próprias respostas por meio da dedução e da indução.

É importante entender que a reflexividade tem uma nuance lógica, mas também uma tendência criativa.

Às vezes, para encontrar relações entre várias coisas, é importante usar a indução, mas também aquela imaginação que preenche lacunas e faz do pensamento um processo inovador.

Uma mente aberta e flexível

Para uma pessoa atenciosa, o mundo não é preto e branco e as pessoas não são boas nem más. Para essa personalidade, a vida é cheia de nuances e é isso que a torna rica e interessante.

A flexibilidade de pensamento sempre usa uma mente aberta que não tem medo de dados contraditórios e que também não fica sozinha na primeira opção.

Uma característica das pessoas atenciosas é a autoconfiança. Quem consegue entrar em contato com seus processos internos (pensamentos e emoções) adquire um grande senso de autoconhecimento.

Bons estrategistas de planejamento

É bem possível que pessoas atenciosas levem muito tempo para emitir uma resposta ou para traçar um plano estratégico. No entanto, as respostas que eles apresentam sempre serão sofisticadas e valiosas.

Essa personalidade combina engenhosidade e originalidade porque tem boas habilidades de planejamento. São meticulosos, pautados pela análise, pelo ensaio e pelo erro e por aquela dedicação em que nada é deixado ao acaso.

Foco nas prioridades

Qualquer um que não seja bom em se concentrar no que é importante se sentirá como um navio sem leme. A vida o derrubará aqui e ali, sua mente sempre vagará à deriva e você terá a sensação de que não tem controle sobre nada.

Agora, a reflexão nos dá direção e segurança. Quando sabemos quais são as prioridades em todos os momentos, podemos direcionar todos os nossos recursos e emoções para isso. Por sua vez, isso nos dá uma grande sensação de controle e satisfação.

O desenvolvimento de uma boa mentalidade reflexiva reverte diretamente para o nosso bem-estar diminuído o estresse. É chegar àquele cume de onde tudo faz mais sentido e melhores perspectivas … Só então decidimos melhor.

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*Fonte: seuamigoguru

Estou Aprendendo A Não Reagir A Tudo Que Me Incomoda

Lentamente estou aprendendo que a energia que eu gasto para reagir a cada coisa ruim que acontece me esgota e me impede de ver o lado bom da vida. Eu estou aprendendo que não preciso machucar de volta quem me machucou.

Às vezes, o sinal máximo de maturidade é virar as costas ao invés de pagar na mesma moeda. Eu estou aprendendo que não posso agradar todo mundo, e tudo bem com isso. Eu estou aprendendo que tentar ganhar a afeição de todo mundo é uma perda de tempo e de energia, e que me enche apenas de vazio.

Eu estou aprendendo que não reagir não significa que eu estou bem com as coisas, e sim que eu apenas estou lidando com elas. Eu estou escolhendo tirar isso como lição e aprender com a situação. Eu estou escolhendo ser melhor. Escolhendo a minha paz de espírito porque é o que eu realmente preciso.

Não quero mais drama. Não preciso de ninguém me fazendo sentir que não sou boa o suficiente. Eu não preciso de brigas e discussões. Eu estou aprendendo que, de vez em quando, não dizer nada diz tudo.

Eu estou aprendendo que reagir ao que me faz mal dá poder para outra pessoa sobre as minhas emoções. Você não pode controlar o que os outros fazem, mas pode controlar como você responde, como você lida, como você interpreta e quanto disso você leva para o lado pessoal. Eu estou aprendendo que na maior parte do tempo, essas situações não dizem nada a respeito de mim, mas sim a respeito do outro.

Eu estou aprendendo que talvez todas essas decepções são simplesmente para me ensinar a me amar, porque esse amor é a armadura e o escudo que eu preciso contra quem tenta me derrubar. É o que me salva quando alguém tenta diminuir minha confiança ou questionar o meu valor.

Eu estou aprendendo que mesmo que eu reaja, isso não vai mudar nada, não vai fazer ninguém me amar ou respeitar e não vai magicamente mudar a mente de ninguém. Às vezes é melhor simplesmente deixar estar, deixar pessoas irem, não lutar por fechamento, não pedir explicações, não procurar respostas e não esperar que alguém entenda a minha história.

Eu estou aprendendo que a vida é melhor vivida quando eu não foco no que está acontecendo ao meu redor, e sim quando eu foco em mim mesma. Trabalhar em mim e na minha paz interior me faz perceber que não reagir a toda pequena coisa que me incomoda é o primeiro ingrediente para viver uma vida feliz e saudável.

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*Texto de Thought Catalog, traduzido e adaptado por Portal Raízes

Tédio social ou por que não vamos mais com a cara de ninguém depois da pandemia

Já sabemos que a pandemia impactou em mais áreas da nossa vida, além da nossa saúde. Obviamente, também o fez em nossa economia e em nossas perspectivas de curto prazo. Mas também o fez em nossas relações pessoais. Com amigos, parceiros ou familiares. Mas se déssemos uma olhada nas redes sociais, poderíamos dizer que o fenômeno é um pouco maior, algo mais generalizado. Existe um tédio social. Algo como se depois da pandemia fôssemos um pouco menos com a cara de todo mundo do que antes. Como se estivéssemos decepcionados com a sociedade.

“As consequências sociais da pandemia foram variadas, marcadas pela ambivalência entre o positivo e o negativo”, explica Juan Antonio Roche Cárcel, presidente do Comitê de Sociologia das Emoções da Federação Espanhola de Sociologia (FES). O sociólogo, que publicou vários estudos sobre as consequências sociais do coronavírus, insiste que houve uma “tensão entre as forças individualizantes e comunitárias”. Em outras palavras, “existem aspectos de maior egoísmo individual e aspectos de maior sentido comunitário”. Mas parece que, no final das contas, alguns nos impactaram mais do que outros.

Os confrontos não aconteceram apenas nas varandas dos bares ou nas reuniões familiares. Tampouco apenas nos grupos de WhatsApp. Toda a sociedade parece ter se polarizado na hora de opinar sobre novos assuntos, como o uso correto ou não das máscaras ou a aplicação das vacinas. Cada um com seus argumentos. “Houve uma polarização do político que também afeta a esfera privada”, insiste Juan Antonio Roche Cárcel. Pois o debate de nossos políticos passou das discussões nos meios de comunicação às nossas videoconferências. Mas principalmente às nossas discussões no Twitter, com muitos desconhecidos. “As redes sociais serviram, por um lado, para conectar famílias ou amigos, mas também para gerar fake news, uma exacerbação das emoções, uma intensificação dos ódios, o desrespeito pelo diferente. Esta situação gerou medo e solidariedade, que são duas das grandes respostas sociais que estiveram presentes nestes meses”, insiste o sociólogo.

Tudo isso impactou também nos meios de comunicação. No início da pandemia, nos aferrávamos às imagens dos aplausos para os profissionais da saúde, das comunidades de moradores fazendo compras para os idosos ou dos restaurantes distribuindo refeições gratuitas aos mais necessitados. A estas alturas, as imagens predominantes da pandemia são as de festas ilegais, as frases com desculpas impossíveis para desrespeitar as restrições ou as pessoas que chegaram a enfrentar até mesmo a polícia. Ambas as realidades representam apenas grupos de pessoas e nem sempre as maiorias. No entanto, onde o foco da atenção é colocado, marca a nossa forma de entender a sociedade em seu conjunto.

Amplificação das emoções
Para além de todos os fatores externos, o tédio social também tem a ver com o cansaço emocional que implicou ver nossas vidas transtornadas durante um tempo tão longo. Como exemplo, o estudo da Ipsos Digital para a Unilever concluiu que 61% dos espanhóis consideram que seu bem-estar mental diminuiu.

“Depois deste longo período de pandemia, embora pareça que finalmente começamos a ver a luz e deveríamos ter muita vontade de nos relacionarmos, existe um estado de apatia social generalizada”, reflete a psicóloga Eli Soler. “A situação de confinamento minou o moral de muitas pessoas. Algumas até se acostumaram com o pouco contato social e afirmam que têm preguiça de voltar a se relacionar”.

A especialista acrescenta que a pandemia trouxe uma maior suscetibilidade e uma amplificação das emoções. Ficamos trancados, com uma rotina restrita. Algo parecido com o que aconteceu nas primeiras edições do Big Brother, em que os participantes repetiam que “aqui dentro tudo se intensifica”. “Esta semelhança é um exemplo muito bom, principalmente a primeira edição. Nós, como sociedade, também não esperávamos um confinamento tão longo nem tão estrito. Depois da primeira fase de euforia e da sensação de aproveitar o tempo que nos era dado, com o passar das semanas veio o desespero e o desgaste. Veio aquilo de ficar em casa usando um eterno pijama, como os participantes desse reality show, e de não ter vontade de fazer nada além de comer e assistir Netflix”.

O ambiente de polarização e a sensação de desgaste individual também marcaram a forma como nos comunicamos e nos entendemos. Ou melhor, a forma de gerar mal-entendidos. Principalmente nas redes sociais, onde a falta de linguagem não verbal, de expressões e entonações muitas vezes leva a perverter as mensagens.

“Estivemos muito mais irritáveis, tensos e tudo isso nos levou a discutir mais com nossa família ou com nosso parceiro”, insiste Eli Soler a respeito dos casos que continua atendendo em seu consultório. “As redes sociais foram uma janela externa para a vida social, mas em muitas ocasiões foram usadas mais como via de escape do que como ferramenta social funcional.” Acontece que em um momento que socializávamos, o fazíamos justamente com os assuntos que mais nos levavam a discutir. Tudo isso levou a que nos fechássemos mais em nós mesmos e em nossas opiniões, a que perdêssemos o contato e a confiança com algumas pessoas próximas e, definitivamente, que perdêssemos a perspectiva sobre algo fundamental: a empatia. Porque nem todo mundo atravessava a mesma situação, nem tinha as mesmas circunstâncias familiares ou financeiras ou não sabia administrar suas emoções da mesma forma.

“Mas está terminando, pouco a pouco”, acrescenta como um raio de luz a psicóloga, tendo em vista a realidade europeia. Ela insiste que agora que as vacinas estão chegando para proteger nossa saúde física é um bom momento para abordar nossa saúde mental. “Por isso, para sair desse estado cinza, a melhor coisa a fazer é se ativar, entrar em movimento. Obrigar-se a reencontrar os amigos, voltar a fazer as atividades que antes nos motivavam e obrigar-se a seguir uma rotina regular. Porque cuidar das nossas emoções é cuidar da nossa saúde mental”, conclui a especialista.

*Por Silvia C. Carpallo
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*Fonte: elpais

Por que é preciso estudar História?

A história que estudamos na escola não serve apenas para passar em concursos e no vestibular. Ela amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

A história da sala de aula vai muito além do ENEM dos concursos.Foto: Bill Wegener /Unplash.
Ao abrir os jornais nos deparamos insistentemente com notícias provenientes de diversas partes do mundo que falam de desemprego, pandemias, conflitos sociais motivados por episódios de machismo e racismo, guerras entre Estados, disputas comerciais, eleições marcadas por fake news e movimentos sociais lutando contra a sua criminalização.

Como chegamos até aqui? Porque existe racismo? Porque existe machismo, homofobia e feminicídios? Porque existem ricos e pobres, conflitos, guerras e eleições? Será que a vida das pessoas sobre a Terra sempre foi do modo como é hoje? Quem inventou essas coisas todas nas quais acreditamos ou às quais apenas ouvimos falar? Eis que o estudo da História pode nos ajudar. Ela não vai nos dar todas as respostas, mas pode, ao menos, nos ajudar a compreender melhor o comportamento humano, afinal de contas, nossas ações do mundo são informadas e formadas com base em ideias sociais que são históricas, isso é, ideias que são construídas ao longo do tempo e que são sempre marcadas por contextos.

A história que estudamos na escola não serve simplesmente e apenas para passar nas provas vestibulares, para concluir e ganhar um diploma do Ensino Fundamental, para realizar a prova do Enem e tentar um futuro em uma universidade brasileira. A história que estudamos na escola amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

…… Continue lendo em:
https://www.cafehistoria.com.br/porque-ainda-e-preciso-estudar-historia/ ISSN: 2674-5917.

*Referências
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo (Nova edição). São Paulo: editora Companhia das Letras, 2019.

PEREIRA, Nilton Pereira. Porque é preciso estudar História? (Artigo). In: Café História. Publicado em 5 de julho de 2021.

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Vocês já conheceram alguém e assim que vocês bateram os olhos nela sentiram algo inexplicável? Como se vocês já se conhecem antes ou em outras vidas?

Os sentimentos variam entre paz extraordinária, admiração sem precedentes, paixão arrebatadora e amor à primeira vista ou, até mesmo, um sentimento contrário nasce na gente, uma pontinha injustificável de ódio, quando sentimos que o “santo não bate”.

Esse sentimento a primeira vista pode surgir por um novo colega de trabalho, por um novo membro da família, ou até mesmo por um estranho que cruzou o nosso caminho e nem sequer conhecemos direito.

Geralmente, essas pessoas nos impressionam tanto, que a primeira impressão é a que acaba ficando.

Elas se transformam em grandes amigos, num verdadeiro amor, ou então em um desafeto em potencial.

Mas o melhor mesmo é quando elas se tornam pessoas insubstituíveis por serem pessoas tão especiais e inesquecíveis.

Bom mesmo é quando elas plantam em nós as suas sementes de amor e nos deixam seus legados de afeto.

Bom mesmo é quando elas se tornam um belo exemplo de vida ou prestam uma ajuda espontânea, vão com a nossa cara de graça, e são capazes de agregar um grande valor em nossas vidas.

Existe um imenso mistério nas afinidades da vida, é um verdadeiro encanto o que nos prende ou nos afasta.

Caso à não afinidade aconteça à primeira vista, nesse caso, qualquer tentativa de agradar pode se tornar desgastante e em vão, mas existem exceções à regra, casos extraordinários de pessoas que foram pré-julgadas e após um período de convivência, conseguiram desfazer má impressão do início.

Há, no entanto, a possibilidade de nascer ali uma grande amizade.

Esse sentimento de que já conhecemos aquela pessoa de algum lugar é natural e recorrente, mas existe explicação para isso?

Não conseguimos explicar porque isso acontece, mas sabemos e temos muitos exemplos de pessoas que surgiram do nada em nossa vida e mudaram tudo para melhor, como se já estivessem nela há muito tempo. Chegamos até a pensar que as conhecemos de outra vida, mas não temos como comprovar essa tese, porém, é exatamente o que parece.

Independentemente de a conexão foi de afinidade positiva ou repulsiva, podemos notar que essa sensação interna se manifesta em todos nós intensamente.

A partir dessa sensação, podemos escolher nos aproximar e viver essa dádiva, pode-se escolher viver essa dádiva de exuberante alegria ou recusar quando a intuição alertar sofrimento à vista.

Estudos em psicologia mostram que a primeira impressão é a que fica e esta é dificilmente desfeita.

Se queremos construir boas relações precisamos nos atentar para a impressão que causamos em um contato inicial, e entender que causar uma boa primeira impressão é imprescindível em qualquer área da vida.

Se você deseja causar uma boa impressão por onde for, seja gentil, ouça mais e fale menos, tenha atitudes empáticas, coloque o seu ponto de vista e respeite a opinião do outro, cuide da sua aparência, seja simpático, educado, generoso, pontual e não julgue de modo a parecer inconveniente. Aprenda a se colocar no lugar do outro e seja prestativo, não invasivo.

Psicólogos do mundo todo concordam que apenas 30 segundos bastam para causar um impacto positivo no outro, assim que conhecemos alguém. Especialistas afirmam que este tempo é suficiente para deixar uma emoção ou sentimento psicológico na mente de um ser humano.

É no primeiro contato que passamos credibilidade. A confiança adquirida, ou não, neste primeiro momento será importante para o futuro dessa relação. Essa informação vale para todas as áreas da nossa vida.

Existem pessoas que nos reconhecem no primeiro olhar e que parecem fazer parte da nossa vida e conhecer a nossa história mesmo que não tenhamos dito uma palavra. Mas existem outras que dificilmente conseguimos nos conectar, e a máxima dos 30 segundos precisará ser aplicada a elas.

Por tanto, esteja atento para saber diferenciar uma pessoa da outra, e entenda que essas pessoas que parecemos conhecer de outras vidas são raras!

Valorize essas pessoas, esteja presente na vida delas, e as mantenha sempre por perto. No entanto, não pense que todos te entenderão, todos te aceitaram exatamente como você é. Sempre aparecerão na sua vida aqueles que não conseguem te decifrar, e que irão te julgar a primeira vista.

Tenha cuidado nos primeiros 30 segundos, e redobre o cuidado nas próximas horas para não se deixar levar por falsas aparências.

Se preocupe em mostrar o que você tem de melhor, e se apresente com os seus defeitos de forma autentica, a sua verdade sempre será melhor aceita do que um personagem que você inventar só para ser aceito.

Para encerrar este texto cito a frase de Tom Peters, uma das maiores autoridades no assunto:

“Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.”


*Por Idelma da Costa

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*Fonte: seuamigoguru

As 3 habilidades de pessoas com alta ‘inteligência emocional’ no trabalho

Quando publicou seu livro Inteligência Emocional, há 25 anos, Daniel Goleman ganhou fama com uma ideia até então desconhecida: as habilidades de uma pessoa não se medem apenas pelo seu coeficiente intelectual.

Considerado um novo paradigma, o livro, que foi traduzido para 40 idiomas e vendeu 5 milhões de cópias, foi o início de um novo campo de investigação da psicologia que, desde então, tem tido repercussões em nível educacional e profissional.

Doutor em psicologia pela Universidade Harvard, Goleman é cofundador do centro Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL) e codiretor do Consórcio para Pesquisa em Inteligência Emocional em Organizações, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.

Uma das perguntas mais frequentes ao pesquisador é sobre quais são as características que fazem com que uma pessoa se destaque no trabalho.

Ainda que pesem fatores como o nível de conhecimento, o que realmente faz a diferença, garante Goleman, é seu nível de inteligência emocional, ou a habilidade para identificar e monitorar suas emoções pessoais e dos demais. E é essa a pedra angular de seu trabalho.

“As empresas olham cada vez mais pela lente da inteligência emocional ao contratar, promover e desenvolver seus funcionários”, afirmou Goleman à BBC News Mundo, o serviço da BBC em espanhol. “Anos de estudo mostram que quando mais inteligência emocional tem uma pessoa, melhor será seu desempenho”.

Goleman chegou a estabelecer que o conceito de inteligência emocional abrange 12 características essenciais para que as pessoas alcancem seus objetivos de desenvolvimento e tenham êxito em suas carreiras:

– Autoconsciência emocional

– Autocontrole emocional

– Adaptabilidade

– Orientação ao sucesso

– Visão positiva

– Empatia

– Consciência organizacional

– Influência

– Orientação e tutoria

– Gestão de conflitos

– Trabalho em equipe

– Liderança inspiradora

A reportagem perguntou ao pesquisador quais são as três habilidades mais poderosas desse grupo para quem procura sucesso no trabalho. E o psicólogo americano destacou: orientar-se ao sucesso, empatia e influência.

Orientar-se ao sucesso

“Eu escolheria a orientação ao sucesso, compreendida como a capacidade de seguir me esforçando para alcançar os objetivos apesar dos obstáculos e contratempos. Nos tempos atuais, isso parece muito importante”, afirmou.

Essa decisão de concentrar esforços nos seus objetivos implica desenvolver a capacidade de resiliência e adaptação diante de condições adversas e uma perspectiva positiva frente as circunstâncias para continuar avançando em direção à meta, explica ele.

Uma das maneiras de desenvolver esta habilidade, diz o investigador, é recordar-se constantemente da satisfação que irá sentir quando cumprir seus objetivos. Este pensamento é uma força que ajudará a seguir em frente.

E, além disso, esforçar-se para cumprir ou superar um padrão de excelência, recebendo positivamente os comentários que outras pessoas fazem sobre o seu trabalho.

Empatia
Para Goleman, a empatia se relaciona com a capacidade de se sintonizar com as necessidades e sentimentos das pessoas com quem você tem que interagir, seja no trabalho, com clientes ou com amigos. Trata-se de prestar atenção a outras pessoas e dedicar tempo a entender o que estão dizendo e como se sentem.

Por isso, é essencial desenvolver a capacidade de escutar e fazer perguntas. E, embora a empatia seja uma habilidade que exija tempo para ser desenvolvida, uma prática que pode ajudar é o hábito de “colocar-se no lugar de outra pessoa de uma maneira profunda”, diz Goleman.

Influência
Esta habilidade se refere basicamente à capacidade de “transmitir seu argumento a pessoas-chave de uma maneira convincente, especialmente àquelas pessoas cujas decisões podem te ajudar a conseguir suas metas”, explica o psicólogo.

Uma boa técnica para desenvolver essa característica, diz Goleman, é simular esse tipo de situação com a dramatização. “Provavelmente a melhor maneira de melhorar esta habilidade é trabalhando com um instrutor ou companheiro de confiança.”

Embora possa parecer incômodo a princípio, trata-se de praticar o convencimento de outra pessoa. Esse treinamento permite preparar-se para o momento real em que você precise aplicar seu poder de persuasão.

Quais são as armadilhas?
Algo bastante comum que costuma atrapalhar o desenvolvimento profissional, explica Goleman, é definir a inteligência emocional de uma maneira muito reduzida. Focar, por exemplo, em uma ou duas características da lista e deixar de lado a complexidade do conceito.

“Ao colocar toda a atenção na sua sociabilidade e empatia, por exemplo, você pode perder de vista todos os outros aspectos essenciais da inteligência emocional que podem lhe faltar, que lhe transformariam em um líder mais forte e efetivo.”

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*Fonte: bbc-brasil

Pandemia criará tsunami de desmotivação e faltas ao trabalho, alerta psicóloga

“Há muitas reclamações de esgotamento porque achávamos que a pandemia seria uma corrida de velocidade, não uma maratona.”

É assim que Elke Van Hoof, professora de Psicologia da Saúde na Universidade de Vrije, em Bruxelas, e especialista em estresse e trauma, define a pandemia do coronavírus.

Van Hoof conversou inicialmente com a BBC News Mundo quase um ano atrás, quando disse que o mundo viveria “o maior experimento psicológico da história”, devido ao confinamento causado pela pandemia da covid-19. O resultado, porém, é que demonstramos “mais resiliência do que imaginávamos”, agrega ela agora.

Mas a pesquisadora alerta que essa resiliência está em declínio e que o absenteísmo (falta de funcionários no trabalho) é esperado no longo prazo, embora ainda haja esperança de contê-lo.

BBC News Mundo – Quase um ano atrás, você disse que o confinamento seria o maior experimento psicológico da história e que pagaríamos o preço. Nós pagamos? Ainda estamos pagando?

Elke Van Hoof – Acho que uma das principais descobertas é que nós, como humanos, temos muito mais capacidade de resiliência do que imaginávamos.

Portanto, o que vemos na população em geral é que permanecemos firmes.

Claro, há muitas reclamações por cansaço porque todos pensávamos que a pandemia global seria uma corrida de velocidade e agora parece uma maratona sem fim.

Estamos todos nos exaurindo lentamente e isso se mostra em pesquisas com queixas relacionadas ao estresse, incluindo sentimentos de depressão e ansiedade por causa do medo de possíveis problemas de longo prazo relacionados à covid-19 que as pessoas sentem.

Existem altos níveis de languidez (diminuição do ânimo). Mas quem está pagando um preço ainda maior são aqueles que tinham algum tipo de vulnerabilidade antes da pandemia. Seja porque tiveram um diagnóstico psiquiátrico ou outro problema, eles estão realmente sofrendo.

BBC – Como as pessoas responderam psicologicamente a um ano de pandemia?

Hoof – A população em geral continua firme.

Antes da pandemia, em 2019, vimos que 1 em cada 3 pessoas estava indo bem, e agora, em março de 2021, vemos que apenas 1 em cada 5 pessoas ainda pode ir bem. Isso significa que há uma redução na resiliência.

Mas também nos mantemos firmes porque as faltas ao trabalho ainda não estão aumentando, o que é surpreendente.

Em nossa pesquisa, vemos que existem mais fatores de risco que uma pessoa pode enfrentar quando sofre de algum tipo de transtorno relacionado ao estresse e doença de longa duração.

Os profissionais de saúde estão realmente pagando o preço de estar na linha de frente há mais de um ano. Mas não só porque estão lá, mas também porque não se sentem mais amparados pela população em geral, que tem dificuldade em manter as medidas, que podem ser bastante restritivas.

É de se esperar que todo mundo esteja começando a se cansar dessa pandemia global, mas os profissionais de saúde precisam continuar trabalhando duro, e não se sentem tão apoiados. Essa é uma carga emocional que aumenta a exaustão.

Existem outros fatores de risco: as pessoas temem a covid-19. Falamos, por exemplo, de pais solteiros e de pessoas que possuem sistemas familiares complexos, além daqueles que já tiveram algum tipo de diagnóstico psicológico ou psiquiátrico prévio.

Também tendemos a ver que, quanto mais fatores de risco uma pessoa tem, maior a chance de ela sofrer de transtornos relacionados ao estresse e ter experiências traumáticas, mesmo a longo prazo.

Nosso conselho é que devemos abordar os fatores de risco porque eles são o que chamamos de cumulativos e multiplicativos. Por isso, é importante detectá-los e gerenciá-los.

Então, se você me perguntar, estamos pagando um preço? Sim, estamos e há mais por vir, porque ainda estamos na pandemia.

O que expliquei há um ano é que haverá alguns problemas de resposta tardia que ainda não são visíveis, mas eles virão.

Embora haja alguns sinais de alerta, eles ainda são bastante controláveis ​​no momento, mas sabemos disso por experiências anteriores.

Por exemplo, uma grande crise econômica no início dos anos 2000 nos mostrou que a resposta tardia é inevitável e que ainda não aconteceu.

BBC – Quais seriam essas respostas tardias que ainda podemos enfrentar?

Hoof – Acredito que um dos principais problemas que esperamos é a falta ao trabalho a longo prazo.

As pessoas cairão devido ao esgotamento e transtornos relacionados ao estresse, que chamamos de languidez ou esgotamento do coronavírus (coronavirus burnout), em alguns países.

As empresas também estão sofrendo com isso. Estão ficando sem maneiras criativas de inspirar as pessoas novamente e recarregar sua resiliência para enfrentar aquele enorme aumento do absenteísmo que vimos no passado e que sabemos que vai acontecer novamente.

Mas já que sabemos que isso acontecerá, há esperança. Podemos antecipar esse tsunami de faltas ao trabalho.

Meu conselho para as empresas é que se preparem para quando as pessoas começarem a se ausentar por longos prazos.

Certifique-se de ter um plano de respaldo para manter a continuidade do trabalho, mas também que você já criou um bom plano de retorno ao trabalho. Porque vemos na pesquisa que, a nível social, se existem políticas que incluem um retorno sólido ao trabalho, há menos absenteísmo no trabalho após uma crise.

Agora é a hora de investir em uma política de retorno ao trabalho muito boa, a fim de estar preparado para aquela ausência prolongada que aparecerá em todos os lugares.

BBC – O que aprendemos sobre nossa saúde mental neste momento especial e crítico de nossas vidas?

Hoof- Acredito que a saúde mental ainda seja considerada um luxo, uma mercadoria para poucos.

Se eu analisar a gestão global desta pandemia, ainda sinto que não estamos tratando da saúde mental como deveríamos.

As pessoas estão sofrendo para manter as medidas rígidas que todos devemos seguir para vencer e enfrentar esta pandemia. Claro, isso reduz a motivação delas.

Mas isso também se deve ao fato de que não estamos lidando com saúde mental. Não estamos investindo em inspirar as pessoas a tentarem dar-lhes ferramentas para manter sua saúde mental.

Para mim, a ideia mais importante de um ano neste enorme experimento psicológico, é que pensei que já estávamos entrando em um modelo biopsicossocial de abordagem de problemas. Mas acho que não.

Esta pandemia é tratada de uma perspectiva médica muito mais do que de uma perspectiva de saúde mental e isso vai nos custar caro.

BBC – Que oportunidades a pandemia nos oferece?

Hoof – A maior oportunidade é dar importância à saúde mental e também enfatizar a efetiva qualidade de vida.

O lado positivo está no fato de que sempre podemos mudar a maneira como lidamos com essa pandemia.

Acho que também podemos refletir sobre como queremos que seja o futuro.

Já estamos fartos, mas se conseguirmos manter essa flexibilidade do home office, temos uma grande oportunidade de termos uma sociedade muito mais inclusiva.

Existe a oportunidade de uma maior participação das pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo essas pessoas que estão em casa há muito tempo.

Vejo muitas oportunidades para definir esse grande “Novo Mundo”, em que todos queremos viver. Mas também vejo sinais de que alguns países não estão levando isso muito a sério.

Eles ainda estão vendo a saúde mental como um luxo, como um bem para quando têm tempo de sobra, e não acho que seja um bom caminho a seguir.

BBC – Há algo positivo com que você, como psicóloga, tenha se surpreendido neste ano?

Hoof – Acho que o ponto positivo foi durante a primeira fase do confinamento em vários países.

Muitos trabalhadores romantizaram o trabalho remoto e conseguiram respirar um pouco de ar fresco porque o mundo ficou mais lento.

Pessoas que de repente disseram: “Uau, tenho mais tempo com meus filhos, posso começar um novo hobby.”

Achei que as pessoas ficariam muito mais estressadas e, nas primeiras fases do confinamento, estavam mais relaxadas do que nunca.

Claro, devido à grande persistência desta pandemia, perdemos essa vantagem.

Acredito que os governos perderam essa oportunidade. Perdemos a motivação, mas também o empenho das pessoas porque não as incluímos, não as ouvimos.

Também algo que realmente me surpreendeu, e que é negativo, é o medo da morte.

Perdemos tantas vidas para a covid-19 que muitos não conseguiram dizer adeus. Na maior parte das vezes, isso só foi possível por meio de smartphones, devido aos riscos de contágio.

Muitas pessoas morreram sozinhas. Muitas famílias que perderam alguém não conseguiram viver o luto como deveriam.

Meu conselho a todos os países é que instalem monumentos para lembrar todos aqueles que morreram, onde as pessoas possam refletir e que as famílias saibam que seus entes queridos não são esquecidos.

Não sabia que tínhamos medo da morte assim e que, na verdade, estamos relatando as perdas, mas não estamos reconhecendo a dor que as acompanha.

BBC – Parece que ainda temos um longo caminho a percorrer nesta pandemia. Algum conselho para nossa futura saúde mental?

Hoof – Acho que um bom conselho para nossa saúde mental é cuidar de nós mesmos e ter um bom estilo de vida, incluindo níveis suficientes de exercício.

Mas uma das principais dicas que quero compartilhar é ajudarmos uns aos outros.

Se você encontrar alguém e disser “olá”, reserve um tempo para perguntar: “Como vai você?” Higienize as mãos e pegue nas mãos das pessoas. Seja gentil e atencioso. Envie cartões para alguém. Faça algum trabalho voluntário em sua comunidade.

Se você tiver um momento de sobra, ligue para os centros de idosos e pergunte se você pode falar com alguém que não recebe visitas. É para eles que realmente precisamos mostrar que estamos cuidando uns dos outros.

Não cuide apenas de si mesmo, mas invista no cuidado das outras pessoas porque isso também nos ajuda.

Isso dará nossos níveis de bem-estar de uma forma muito mais sustentável.

*Por Analia Llorente

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*Fonte: bbc-brasil

Tamanho da pupila surpreendentemente ligado às diferenças na inteligência

O que você pode dizer olhando nos olhos de alguém? Você pode notar o humor, sinais de cansaço, ou talvez que eles não estejam curtindo algo ou alguém.

Mas além de avaliar um estado emocional, os olhos de uma pessoa também podem fornecer pistas sobre sua inteligência, sugere uma nova pesquisa. Um estudo realizado no Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) mostra que o tamanho das pupilas está “intimamente relacionado” às diferenças de inteligência entre indivíduos.

Cientistas descobriram que pupilas maiores podem estar correlacionadas à inteligência superior, como demonstrado por testes que mediram habilidades de raciocínio, memória e atenção. Na verdade, os pesquisadores afirmam que a relação da inteligência com o tamanho da pupila é tão pronunciada, que pode ser observada a olhos nus, sem quaisquer instrumentos científicos adicionais. Você deve ser capaz de dizer quem obteve nota maior ou mais menor em testes cognitivos apenas olhando para seus olhos, dizem os pesquisadores.

A ligação entre pupila e QI
A conexão foi notada pela primeira vez em tarefas de memória, olhando para dilatações pupilas como sinais de esforço mental. Os estudos envolveram mais de 500 pessoas entre 18 e 35 anos da área de Atlanta, EUA. Os tamanhos da pupila dos voluntários foram medidos por rastreadores oculares, que usam uma câmera e um computador para capturar a luz refletindo a pupila e a córnea. Como os cientistas explicaram na Scientific American, os diâmetros das pupilas variam de dois a oito milímetros. Para determinar o tamanho médio da pupila, eles fizeram medições dos alunos em repouso quando os participantes estavam olhando para uma tela em branco por alguns minutos.

Outra parte do experimento envolveu colocar os voluntários para realizar uma série de testes cognitivos que avaliaram a “inteligência fluida” (a capacidade de raciocinar quando confrontados com novos problemas), “capacidade de memória de trabalho” (quão bem as pessoas poderiam lembrar informações ao longo do tempo) e “controle de atenção” (a capacidade de manter a atenção focada mesmo sendo distraída). Um exemplo deste último envolve um teste que tenta desviar o foco de uma pessoa em uma carta que vai desaparecendo, mostrando um asterisco piscante em outra parte da tela. Se uma pessoa prestar muita atenção no asterisco, pode perder a carta.

As conclusões da pesquisa foram de que ter um tamanho maior de pupila de linha de base estava relacionado a maior inteligência fluida, mais controle de atenção e ainda maior capacidade de memória de trabalho, embora em menor grau. Em uma troca de e-mails com o Big Think, o autor Jason Tsukahara apontou: “É importante considerar que o que encontramos é uma correlação — que não deve ser confundida com causalidade”.

Os pesquisadores também descobriram que o tamanho da pupila parecia diminuir com a idade. As pessoas mais velhas tinham pupilas mais restritas, mas quando os cientistas padronizavam a idade, a conexão entre tamanho da pupila e inteligência ainda permanecia.


Por que as pupilas estão ligadas à inteligência?

A conexão entre o tamanho da pupila e o QI provavelmente reside dentro do cérebro. O tamanho da pupila foi previamente conectado ao lócus coeruleus, uma parte do cérebro responsável por sintetizar o hormônio e neurotransmissor norepinefrina (noradrenalina), que mobiliza o cérebro e o corpo para a ação. A atividade no lócus coeruleus afeta nossa percepção, atenção, memória e processos de aprendizagem.

Como explicam os autores, essa região do cérebro “também ajuda a manter uma organização saudável da atividade cerebral para que regiões cerebrais distantes possam trabalhar juntas para realizar tarefas e objetivos desafiadores”. Por ser tão importante, a perda de função no lócus coeruleus tem sido associada a condições como doença de Alzheimer, Parkinson, depressão clínica e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os pesquisadores afirmam que as pessoas que têm pupilas maiores em um estado de repouso, como olhar para uma tela de computador em branco, têm “maior regulação da atividade pelo lócus coeruleus“. Isso leva a um melhor desempenho cognitivo. Mais pesquisas são necessárias, no entanto, para realmente entender por que ter pupilas maiores está relacionado com maior inteligência.

Tsukahara disse: “Se eu tivesse que especular, eu diria que são pessoas com maior inteligência fluida que desenvolvem pupilas maiores, mas novamente neste momento só temos dados correlacionais.”

Outros cientistas acreditam nisso?
Como os cientistas apontam no início de seu artigo,suas conclusões são controversas e, até agora, outros pesquisadores não foram capazes de duplicar seus resultados. A equipe de pesquisa aborda essa crítica explicando que outros estudos tiveram questões metodológicas e examinaram apenas a capacidade de memória, mas não a inteligência fluida, que é o que eles mediram.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

O Verdadeiro Charme De Uma Pessoa: “Seus Traços De Loucura”

*Gilles Deleuze disse certa feita que “O verdadeiro charme das pessoas reside nos seus traços de loucura”. Algo parecido diz o suíço, Alain de Botton, o qual fala que “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. Essas ideias referem-se ao que há de belo no ser humano, não em sua superficialidade, e sim, nas suas entranhas, no seu interior.

A loucura citada pelos filósofos pode ser traduzida como as idiossincrasias que formam uma pessoa. Ou seja, tudo aquilo que ela possui de único e insubstituível. As características peculiares, as quais nos tomam o pensamento e nos fazem sentir saudade. Aquilo que quando vemos parecido em alguém, automaticamente nos faz lembrar a pessoa. Todavia, é bom que se diga parecido, porque as idiossincrasias são únicas e singulares, de modo que se torna impossível buscar em outros lugares, o que apenas o ser carrega dentro de si.

Por isso, Deleuze afirma que só amamos de verdade uma pessoa quando percebemos a sua loucura. A bem da verdade, é extremamente difícil encontrar pessoas que demonstrem a sua loucura e outras capazes de percebê-las. A maior parte de nós prefere viver de acordo com a normalidade, seguindo as regras, os padrões, se adequando e, portanto, sendo igual. Dessa forma, os traços de loucura, as idiossincrasias, são sufocados, quando não, mortos, pois acreditamos que a demonstração das nossas longitudes é um disparate sem tamanho, uma verdadeira “loucura”.

Sendo assim, acabamos nos tornando completamente iguais uns aos outros e, por conseguinte, desinteressantes, já que, como dito, o que nos faz enxergar alguém de um modo diferente e se sentir atraído está naquilo que percebemos de singularmente novo e que nos faz perceber que será inútil procurar em outros lugares aquilo que sabemos onde encontrar.

É por isso que existem pessoas insubstituíveis em nossas vidas, porque elas guardam dentro de si uma espécie de magia que se reverbera no encanto das suas peculiaridades. Entretanto, sentimos enorme dificuldade em perceber isso como a maior beleza que existe nas pessoas. Acreditamos que são defeitos, coisas que devem permanecer ocultas, mas as idiossincrasias significam intimidade, entrega, libertação, desejo e poesia. É o que permite que as lembranças sejam criadas, que a saudade se instaure, porque convenhamos, saudade do absolutamente igual não possui rosto.

Sabe, o que eu acho é que temos medo de descobrir que as nossas loucuras são maravilhosas, que não precisamos de tralhas para nos destacarmos, precisamos sacudir as grades e assumir o que somos, demonstrar sem medo as nossas “imperfeições” e enxergar no outro as suas coisas simples, bobas e unicamente maravilhosas, porque é sempre magnífico quando as águas saem do subterrâneo e explodem na superfície e, então, nos tornamos rios profundos de loucuras idiossincraticamente belas, como um quadro pintado na lucidez de um sonho.

PS – Gilles Deleuze nasceu na França e viveu de 1925 a 1995. Notável filósofo e professor de Filosofia em diversas Faculdades, publicou estudos sobre pensadores como Nietzsche, Kant e Spinoza, sendo apontado como um dos responsáveis pelo crescente interesse pela obra de Nietzsche. Habituado a ler e a espreitar de perto esses grandes pensadores, Deleuze tem como certo que “todos nós somos meio dementes” e que não se pode se apaixonar por uma pessoa quando não se percebe, nela, um essa “demência”, que é o seu “charme”.

*Por Erik Morais
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*Fonte: portalraizes

O Que Você Herdou Dos Seus Filhos?

O que você herdou dos seus filhos? Eu herdei paciência. Capacidade de suportar desorganização e caos. Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado. Herdei medo de morrer. Medo de trânsito. Medo da noite. E o único medo de perder verdadeiro. Mas herdei coragem também. Muita.

De um, herdei a necessidade de desacelerar. De outro, herdei atenção difusa. E de outro, sagacidade para responder questões difíceis. Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado.

Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas. Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias. E as gargalhadas mais incríveis. Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas. Herdei força sobre-humana. Herdei sentidos mais apurados. Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa. E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita ‘mãe’”.

Texto de Rita Almeida, psicóloga e psicanalista com ênfase nos seguintes temas: psicanálise, saúde pública, saúde mental, educação, educação inclusiva, teorias da aprendizagem

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*Fonte: portalraizes

Reflita “Migalhas afetivas: a pessoa conversa com você ou só te responde?”

Quando me deparei com esse texto, entendi a importância de refletir as migalhas afetivas. A pessoa realmente conversa contigo, ou só te responde? Sabe a diferença?

Esse texto foi escrito por Fabiola Simões no site A SOMA DE TODOS OS AFETOS. Lá tem o texto na integra!

“Em maior ou menor grau, somos seres que esperam. Que desejam e fazem planos. Que acreditam ou têm fé no que virá. Em diferentes proporções, somos pessoas que vivem não somente no hoje, mas também no amanhã. E, querendo ou não, nosso futuro ficou incerto, nebuloso; foi, de alguma forma, cancelado. E mesmo que estejamos tirando de letra esse período, há momentos em que a impossibilidade – de qualquer coisa – nos aflige.

Se antes podíamos ir e vir, com a quarentena muita coisa se reduziu ao espaço da nossa casa, e grande parte da nossa conexão com o mundo ficou restrita à tela do celular. Assim, toda ansiedade, angústia e excesso de expectativas que tínhamos antes, ganhou proporções ainda mais agudas com o novo arranjo dos dias.

No meio disso, as relações que temos uns com os outros – mas principalmente com aqueles que nos interessam – se somou à incerteza do momento e tornou-se ainda mais difícil, ganhando contornos nem sempre explícitos, nem sempre claros, muitas vezes confusos e incompreensíveis.

Não é errado você querer se sentir bem, sem angústia ou ansiedade. Não é ruim você desejar que sua expectativa em algo se resolva, e que você possa adquirir um tipo de prazer que vai dar novo sentido ao seu dia, à sua semana. Porém, muitas vezes esse momentâneo prazer será seguido por uma gigantesca frustração que pode lhe arrastar como uma onda desoladora.

Às vezes é preciso abrir mão do prazer imediato, que é o prazer que vou ter em mandar aquela mensagem ou visualizar aquele story… e entender que depois pode vir uma ressaca moral ainda maior, gerada pela falta de reciprocidade.

Os sinais existem, e a gente sabe disso. Porém, muitas vezes preferimos não enxergar. Ou enxergamos, mas ainda não estamos prontos para aceitar. Pois criamos expectativas. E mesmo dizendo para nós mesmos que não esperamos nada, lá dentro ainda há uma vozinha de esperança. […]

Muitas vezes nos contentamos com migalhinhas afetivas porque simplesmente estamos tão angustiados com nossas incertezas que acreditamos que aquele prazer em receber um “bom dia” seco e sem graça pode aliviar um pouco nossa inquietação. Mas não alivia. Na verdade, só piora.

Às vezes precisa doer de uma vez para parar de doer. Contentar-se com migalhinhas afetivas, com respostas monossilábicas à mensagens elaboradas, com falta de posicionamento da outra pessoa, com falta de conexão e conversas mais abrangentes, além de um simples “bom dia” ou “boa noite”… é sofrer de forma parceladinha. Às vezes é preferível ter um sofrimento total, com uma boa dose de tristeza e luto, do que ficar preso à uma dor a conta gotas, que não nos liberta para seguir em frente.

Pare de falar que não vai criar expectativas. Só de falar isso, você já as criou. Talvez fosse mais honesto encarar que você espera sim, que você aguarda uma resposta sim, que você deseja mais desse alguém que só responde suas mensagens, mas nunca, em hipótese nenhuma, conversa realmente com você.

Admitir que isso dói, que isso não te faz bem, que isso aumenta sua angústia ao invés de aliviá-la é o primeiro passo para arcar com as consequências das expectativas que você cria. Respeite sua tristeza, sofra total e não parceladamente, e decida, de uma vez por todas, se isso lhe basta.”

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*Fonte: floresepoesias

Quanto Mais Inteligente É Uma Pessoa, Menos Sociável Ela É

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, o professor Leandro Karnal disserta sobre a inteligência e a sociabilidade. Neste vídeo ele afirma que as pessoas simples são mais sociáveis, enquanto as pessoas que se aprofundam na cultura e conhecimento acabam por se distanciar das demais pessoas, e acabam vivendo sozinhos, pois constroem uma visão de mundo muitas vezes pouco compartilhada com os demais. Confira:

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*Fonte: portalraizes

Os quatro C’s para encontrar a felicidade em vez do prazer

Que alegria. Meses economizando dinheiro e finalmente ele é seu. Exceto massagem nos pés, faz de tudo. E pudera, com o dinheiro que custou. Mas ali está, tão elegante, tão novo. O smartphone de último modelo. Ou o carro. Ou o casaco. O capricho. A sensação de felicidade é inenarrável. Entorpece, preenche. Mas é felicidade? Os especialistas afirmam que não. Que isso que você sente é prazer, e que o prazer é efêmero. Porque, rapidamente, lançarão uma versão melhor do seu celular, um modelo mais completo do seu carro ou você encontrará um casaco mais bonito em qualquer loja, devolvendo-o ao ponto de partida. E, como se não fosse o bastante, começará a não saber o que é a verdadeira felicidade.

Contra a ditadura do bem-estar

Um assunto desagradável. “O prazer está relacionado com as sensações cruas, pontuais, à flor da pele, e por isso, tem uma duração muito curta”, explica Rosana Pereira, psicóloga do escritório Haztúa e especialista em psicologia positiva e gestão dos sentimentos, que completa: “Ao contrário, a felicidade é uma forma de vida em médio e longo prazo”.

Os dois estados são determinados pelos hormônios; a dopamina, neurotransmissor que desencadeia no cérebro as sensações de euforia e recompensa, é o motor do prazer, enquanto a serotonina, relacionada com a calma e a satisfação, é responsável pela sensação de felicidade. Mas — e agora vem o problema — a dopamina suprime a serotonina, ou, colocando de outra maneira, a busca do prazer pelo prazer nos afasta da felicidade autêntica.

Logo, tantas horas felizes em bares e tantos emoticons sorridentes revelam-se como manchas na procura do bem-estar momentâneo, que acostumam mal o indivíduo e colocam pedras no caminho da felicidade real. “A sociedade atual está focada unicamente no prazer, na satisfação em curto prazo, em não ter que dar nada em troca”, afirma Pereira, que aponta para a raiz do problema de muitas pessoas frustradas e deprimidas.

Pereira explica também o conceito de roda hedônica, a capacidade do ser humano de se adaptar ao prazer pelo prazer: “Como se fosse uma droga, cada vez mais precisamos de mais para experimentar o mesmo nível de bem estar”, afirma, e exemplifica com as primeiras saídas com os amigos na adolescência. Naquele momento, qualquer plano era uma caravana de novas sensações agradáveis; ir ao cinema, tomar um refrigerante… tudo valia. Prazer em estado puro. Mas, conforme o tempo passa, os planos precisam ser mais elaborados para conseguirmos desfrutar.


Frente ao hedonismo vazio, os quatro C’s

O americano especialista em saúde e bem estar Robert Lustig tem uma proposta para redirecionar e ordenar a dicotomia prazer-felicidade. Em seu livro, The Hacking Of The American Mind — algo como O saque da mentalidade americana ­—, o cientista investigou a dependência da dopamina e o hedonismo e propõe um caminho alternativo para abandonar a busca pela felicidade por meio de ações que, na verdade, sabotam as possibilidades de alcançá-la. E estabelece um plano em torno de quatro C’s: conectar, contribuir, cuidar-se e cozinhar.

Em primeiro lugar, encoraja a conexão com o mundo, mas de verdade. Nada de consultar o Facebook compulsivamente para estar em dia com as vidas das pessoas que não nos importam, nem de inundar o Whatsapp com simpáticas bolinhas amarelas de aspecto exultante. Para nos conectarmos de verdade, Lustig advoga relações pessoais, cara a cara, e, como reforça Rosana Pereira, do Haztúa, “a encontrar momentos de qualidade com os outros que nos levem a gerar empatia, um motor básico para a produção de serotonina e, portanto, de felicidade duradoura”.

Lustig também aconselha a contribuir, colaborar, dar algo aos demais sem pedir nada em troca. “Dar ao outro e comprovar como sua contribuição faz as outras pessoas felizes permitem se concentrar internamente, pensar no que se tem e não no que falta”, afirma Pereira. Porque a felicidade, afirma, é dar, enquanto que o prazer é baseado unicamente em receber.

O próximo C: cuidar-se. “É o básico. Se a máquina que o move não tem uma boa manutenção, é difícil que o resto funcione bem”, confirma Pereira, que também encoraja, agora sim, a não demonizar completamente o hedonismo: “A vida não tem que ser sempre sacrifício; por isso, a combinação da felicidade com o prazer encontra aqui o seu melhor ponto”. Por sua vez, Lustig sublinha como a falta de sono e descanso, o estresse ou a sobrecarga de tarefas aumentam o cortisol, motor da depressão. Por isso, convida ao cuidado e a não negligenciar a única pessoa que nos acompanhará, incondicionalmente, a vida inteira: nós mesmos.

Por último, talvez o C mais surpreendente: cozinhar. Novamente, para trabalhar na geração de serotonina. Afirma o especialista que o triptofano presente nos ovos ou nos peixes, os ácidos de gordura omega 3 e a frutose são geradores deste hormônio e, por isso, a cozinha — saudável, equilibrada — é uma prática precursora da felicidade. Ao contrário, a má alimentação é o motor do prazer. “Um hambúrguer industrial, com seus aditivos e potencializadores de sabor, nos dará um forte bem-estar pontual, mas, em longo prazo, levantará uma barreira entre nós e a felicidade”, afirma a psicóloga Pereira.

Mas também não nos tornemos cartuxos

O prazer é visceral; a felicidade, etérea. O prazer é receber; a felicidade, dar. O prazer é individual; a felicidade se compartilha. E o ânimo por se dar prazer é insaciável porque o corpo e a mente sempre querem mais. Um celular melhor, um carro com mais extras, um casaco mais caro. Embora tudo cumpra sua função, novamente, o equilíbrio é a chave: “O prazer não é ruim. Como seria? Fazer um capricho a si mesmo, comer, praticar sexo…o ruim é quando a vida se concentra unicamente neste sentido”, conclui Rosana Pereira.

Por isso, os quatro C’s e alguma permissividade não são um problema. Mas tem que ser pontual, se não quisermos terminar profundamente miseráveis. Como provavelmente terminou morrendo Arístipo de Cirene, discípulo de Sócrates e fundador da corrente filosófica do hedonismo. Sim, certamente desfrutou de maravilhosos banquetes, incríveis orgias e consagrou sua vida com os mais altos [ou baixos] prazeres terrenos. Mas talvez tenha morrido, na opinião dos especialistas, sentindo-se um autêntico miserável.

*Por Alejandro Tovar

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*Fonte: elpais

Certifica-te de que és um fator de soma na vida das pessoas que participas

O ser humano carrega a necessidade de buscar para si um ideal. Geralmente, recorre à procura de aquilo que lhe falta. De acordo com Platão, existem dois tipos de bens que são preciosos na vida do homem: os bens divinos e os humanos.

O ideal do homem seria, portanto, conciliar essa balança procurando o “justo meio” entre ambos. Isto é, não se pode voltar, apenas, para o viés espiritual porque o ser humano vive em sociedade e, como tal, tem o dever de respeitar as leis e manter o estado harmônico de convivência com os seus pares. Por outro lado, o homem não poderia voltar os seus interesses, unicamente, para o viés materialista porque, ao encarar as pessoas ou situações da vida como objetos, perderia a sensibilidade e o senso de altruísmo para com o seu semelhante.

Assim como a árvore precisa do ar que está acima dela e das raízes que estão fincadas no solo abaixo, nós, seres humanos, temos a necessidade de nos conectarmos com os valores espirituais que trazemos conosco e, ao mesmo tempo, precisamos garantir o nosso sustento material.

O ideal espiritual deve estar presente em todos os nossos atos. O ser humano está ciente de que o viver envolve a responsabilidade de tomar a consciência dos seus próprios atos. Vive não apenas para si, mas também para ajudar todos os seres que estão no seu entorno. Reconhece, portanto, que está interconectado com o universo ao seu redor. A força viva da sua natureza o move ao desejo irresistível de propagar o bem refletido por suas ações.

Jung nos fala que é mais fácil começar do zero e levar o homem à lua do que começar do zero e levar o homem ao interior de si mesmo. Entretanto, não há como correr do encontro com a sua essência. A conscientização do dever moral requer momentos de introspecção, no qual o homem entra em contato consigo e decide aprender a gostar do que lhe faz bem. Se está apto a conviver melhor consigo, naturalmente, irá conviver melhor com as outras pessoas. Deixará de ver o outro como um ser à parte, mas passará a percebê-lo como um companheiro de jornada. As pessoas ou situações que parecem difíceis de serem enfrentadas, passarão a ser vistas como provas que irão contribuir para o seu crescimento.

Afinal, o homem possui um magnetismo e atrai para si as experiências que precisa passar para se tornar um ser melhor. Se alguma situação chegou até ele, por mais difícil que seja, é porque o mesmo tem perfeitas condições de enfrentá-la.

O homem constrói a si mesmo por meio dos seus atos. Cabe a cada um de nós refletirmos o ideal de ser humano que estamos formando.

Quem você imagina ser? Quais são os seus sonhos mais grandiosos para com a vida? Como você tem contribuído para a evolução da humanidade?

Você é aquele que decide ser – o ato de vontade decide para onde você deve ir.

Até onde você quer chegar?

Conhece-te a ti mesmo, domina-te a ti mesmo, transforma-te a ti mesmo para que, então, concluas, como afirmou Cícero, de que:

“És um fator de soma na vida das pessoas que participas.”

*Por Dr. Saulo de Oliveira

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*Fonte: vidaemequilibrio

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir.

Lidar com pessoas difíceis pode ser uma verdadeira provação. Quando essas pessoas fazem parte da nossa vida ou vivem sob nosso mesmo teto, o problema adquire maiores proporções, pois não temos trégua. Esse relacionamento tóxico pode ser muito frustrante, enlouquecedor e às vezes doentio.

O que mais nos incomoda nas pessoas difíceis?

Todos nós podemos nos tornar pessoas difíceis de lidar.

Quando passamos por estágios particularmente difíceis na vida, nosso caráter fica amargo e podemos reagir mal ou ficar emocionalmente distantes.

No entanto, pessoas difíceis têm algumas características de personalidade que complicam os relacionamentos em praticamente qualquer situação.

Eles geralmente assumem uma atitude defensiva que destrói sua capacidade de ouvir, de modo que é quase impossível dizer algo construtivamente para melhorar o relacionamento. Suas reações hostis podem ser imprevisíveis e difíceis de controlar.

Também é comum que essas pessoas menosprezem os outros ou suas ideias, assumindo uma posição de superioridade contra a qual colidem qualquer argumento, por mais justo ou sensato que seja. Dessa forma, geram grande frustração no outro.

No entanto, um estudo realizado na Universidade Bar Ilán revelou que a característica que mais nos incomoda nas pessoas difíceis é a sua incapacidade de nos apoiar e validar, especialmente quando já os apoiamos no passado.

Esses psicólogos entrevistaram mais de 1.100 pessoas, que descreveram mais de 12.000 relacionamentos. Eles descobriram que cerca de 15% das pessoas em nossa rede de relacionamentos mais próximos podem ser classificadas como “pessoas difíceis”.

O casal, pais e irmãos eram as relações mais conflituosas, provavelmente porque são as pessoas que normalmente fazem parte do seu círculo de confiança.

Portanto, a principal desvantagem do relacionamento era não receber o suporte que esperavam, ao mesmo tempo que estavam dispostos a fornecê-lo. Na prática, o que mais nos incomoda é a falta de compromisso e reciprocidade no relacionamento.

Relacionamentos desequilibrados drenam nossa energia psicológica

Dar continuamente sem receber nada em troca pode ser extremamente exaustivo. Estar disponível para os outros, muitas vezes relegando nossas necessidades e prioridades para segundo plano, representa um enorme fardo psicológico que pode acabar cobrando seu preço.

Podemos correr o risco de nos tornarmos eternos “doadores”, pessoas que tiram o direito de serem felizes para agradar aos outros, sacrificando-se continuamente por eles sem nunca serem recompensados.

Nesses casos, pessoas difíceis tornam-se “receptores” eternos.

Acostumam-se a receber sem qualquer obrigação ou compromisso, acabam por se tornar muito exigentes e exigentes.

Porém, não podemos esquecer que dar traz felicidade, mas também temos o direito de receber. As relações interpessoais, especialmente as mais próximas, devem ser uma fonte de apoio emocional e validação. Quando apenas uma pessoa se rende e se compromete, a escala fica desequilibrada e leva a um relacionamento tóxico. Que dar sem receber acaba gerando frustração, decepção e insatisfação.

Claro, não se trata de nos limitar a dar apenas para aqueles que têm algo a oferecer. Trata-se de garantir que as pessoas significativas com quem compartilhamos nossas vidas possam compensar de uma forma ou de outra nossa dedicação. É saber que essa outra pessoa estará disponível quando precisarmos dela, para nos ajudar ou simplesmente para nos ouvir e apoiar emocionalmente.

Como lidar com pessoas difíceis e equilibrar o relacionamento?

As relações interpessoais são complicadas e nem sempre é fácil encontrar um equilíbrio. Na grande maioria dos relacionamentos há sempre uma pessoa que dá mais, quer mais ou está disposta a se sacrificar mais. Na verdade, o objetivo não é atingir um quid pro quo estrito, mas encontrar um equilíbrio no qual nossas necessidades emocionais sejam satisfeitas.

Para fazer isso, devemos esclarecer as expectativas. Em última análise, expectativas que não são comunicadas ou acordadas podem acabar arruinando relacionamentos. É muito fácil fazer suposições sobre o que esperamos que alguém faça por nós e, se essa pessoa não atender às nossas expectativas, ficamos decepcionados e a culpamos.

No entanto, a chave é comunicar e nivelar as expectativas, especialmente ao lidar com uma pessoa difícil perto de você. Podemos estruturar essa conversa em torno de três questões principais:

1. O que você pode esperar de mim?
Trata-se de dizer a essa pessoa o que estamos dispostos a fazer por ela. Podemos mostrar a ele o quanto nos importamos e o quanto o amamos, mas também o quanto estamos dispostos a ir e quais os limites que não vamos ultrapassar por nenhum motivo.

2. O que espero de você?
Nesse caso, devemos comunicar nossas expectativas para que essa pessoa saiba exatamente o que esperamos dela, o nível de comprometimento que exigimos do relacionamento e o grau de responsabilidade que desejamos.

3. O que podemos esperar do relacionamento?
Este é o ponto mais importante da conversa porque todo relacionamento é um encontro diário de diferentes expectativas e demandas.

Talvez a outra pessoa não esteja disposta a se comprometer até o ponto que queremos e precisamos saber para diminuir nossas expectativas.

Ou talvez essa pessoa nem tenha percebido que em algum momento nos decepcionou. Portanto, este é o momento em que se negocia o que cada um pode esperar do outro e da relação, para que não surjam mal-entendidos.

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*Fonte: seuamigoguru

Nossos Filhos Nos Esquecerão!

“O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.

O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.

Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, a intimidade da sua pele com a minha e a confiança absoluta que nos fez um único corpo, com o mesmo cheiro, o mesmo espírito e coragem.

O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o não regulável e curar o incurável.

Deixarão de me pedir ajuda, porque não acreditarão mais que eu possa salvá-los. Pararão de me imitar porque não desejarão mais se parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que buscar preferir outras companhias também).

Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções. O acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Porque, com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se eu tiver sorte, algum deles me perdoará.

Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão ainda que não queiram. Esquecerão as cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormiam.

Meus filhos se esquecerão que os amamentei e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse; que lhes dei de comer, que os consolei e os levantei quando caíram. Esquecerão que dormiram sobre meu peito; que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esquecerão, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, sem cobranças e com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer esquecer seus filhos”.

Texto originalmente publicado no Rincon del Tibet, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais

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*Fonte: sabervivermais

Os vitorianos do século XXI

A burguesia do século XIX usava a moralidade para afirmar a sua dominação de classe – algo que os membros da elite continuam fazendo.

A palavra “vitoriano” tende a invocar ideias antiquadas: mulheres confinadas em espartilhos, papéis de gênero rígidos e um pudor sobre todas as coisas sexuais. Em um mundo onde dominam o consumismo conspícuo e a auto-expressão, essas noções do século XIX de autocontenção e autonegação parecem desesperadamente desatualizadas.

Mas o ethos vitoriano não está morto, nem de longe.

Ele se mantém vivo, manifestando-se no comportamento de nossa classe média alta contemporânea. Embora alguns aspectos tenham seguido o mesmo caminho do espartilho, persiste a crença de que a burguesia ocupa um lugar de superioridade moral sobre as outras classes.

Hoje, aulas de spinning, comida artesanal e o processo de inscrição na faculdade substituíram os passeios de domingo, palestras noturnas e salões semanais da burguesia vitoriana. Mas não se engane, eles servem ao mesmo propósito: transformar o privilégio de classe em virtude individual, reforçando assim o domínio social.

Valores vitorianos

O historiador Peter Gay usou “vitoriano” para descrever de maneira ampla a cultura das classes médias altas educadas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos no longo século XIX. É claro que eles tinham crenças muito mais complicadas sobre sexo, gênero e família do que aquilo que pintamos sobre eles.

Os vitorianos podem ter imposto um código moral estrito, mas falavam sobre sexo o tempo todo, de maneira quase obsessiva. Como apontou Gay, casais ricos costumavam escrever cartas de amor mais quentes que uma máquina à vapor de Newcomen.

E apesar dos estereótipos de pais severos e autoritários, esse período inaugurou noções contemporâneas de paternidade. Um homem de verdade não só provia para sua família, mas também tinha um interesse ativo no bem-estar emocional de seus filhos.

Embora a classe média alta do século XIX não fosse tão pudica e severa quanto imaginamos, ela aderia a códigos comportamentais rígidos. Esses códigos normativos refletiam a mudança na estrutura de classes do período e o desejo da burguesia ascendente de afirmar sua superioridade moral em relação à nobreza, usando a virtude para desafiar o lugar da velha aristocracia no centro da vida política, social e cultural. Enquanto os filhos da pequena nobreza caçavam e jantavam, os filhos dos banqueiros e advogados trabalhavam, construíam famílias e se educavam.

Na Alemanha, a palavra-chave é quase intraduzível: Bildung, que significa educação na forma de cultivo e aperfeiçoamento pessoal. Essa ideia, expressa em diferentes línguas em diferentes nações, unia essa classe emergente através das fronteiras nacionais. O auto-aperfeiçoamento os diferenciava do decadente 1%.

Por exemplo, ouvir música tornou-se uma experiência educacional – em vez de entretenimento. A música clássica de câmara do século XVIII funcionava como uma trilha sonora agradável para os saraus aristocráticos. Nas salas de concerto, a nobreza se empanturrava em seus camarotes, prestando apenas meia atenção aos artistas.

Mas quando a classe capitalista em ascensão comparecia aos concertos, eles não tagarelavam de maneira jovial: eles ficavam quietos e exigiam silêncio, a fim de se concentrar na música.

Os vitorianos alemães cunharam o termo Sitzfleisch – carne sentada – para descrever o controle muscular necessário para sentar-se absolutamente imóvel durante uma apresentação. Até mesmo tosses e espirros tinham de ser sufocados, para que não quebrassem a concentração de ninguém e atrapalhassem o seu auto-aperfeiçoamento.

A busca por Bildung também saturava a vida diária. Jovens mulheres ricas, que não podiam almejar nenhuma carreira além de esposa e mãe, aprendiam pelo menos um outro idioma e tinham aulas de piano e canto. Os homens costumavam passar as noites assistindo a palestras ou participando de organizações cívicas.

Para que essa dedicação valesse a pena, no entanto, esses vitorianos enriquecidos tinham de exibi-la, para tornar óbvia para todos sua diferença tanto em relação aos mais ricos quanto aos mais pobres.

Eles gastavam uma porcentagem assustadora de sua renda em itens de decoração de casa que demonstrassem riqueza, bom gosto e modéstia ao mesmo tempo. Eles sabiam que tinham chegado lá assim que conseguiam um salão – um cômodo da casa inteiramente dedicado a entreter os convidados, onde os residentes nunca entrariam sozinhos. Aos domingos, toda a família sairia a passeio no parque.

Na verdade, em toda a Europa e nos EUA, as famílias ricas pressionavam pela construção de mais e mais parques públicos. Contudo, de acordo com seus valores, esses espaços não eram pensados como um espaço comum de que todos pudessem desfrutar, mas como um palco para exibir no domingo aquilo que tinham de melhor .

O Central Park de Nova York, por exemplo, proibia o público de ir para a grama ou praticar esportes. As crianças tinham de receber um “certificado de bom comportamento” da escola antes de serem aceitas nos parques infantis. A venda de cerveja era proibida aos domingos.

O parque não era para o lazer da classe trabalhadora, mas para a disciplina. Lá, os trabalhadores aprendiam a valorizar a forma adequada de curtir o parque: dar a volta. De início o parque idealizado por Fredrick Law Olmsted servia como um grande templo para a noção vitoriana da natureza como um local de auto aperfeiçoamento.

Moralidade em forma

Embora não seja comum vermos homens de cartola e mulheres de anáguas desfilando com seus filhos aos domingos, os parques continuam a ser um lugar para exibir virtude e disciplina: a cultura contemporânea de fitness incorpora perfeitamente o ethos de aperfeiçoamento e disciplina do século XIX.

Os vitorianos eram notoriamente avessos à atividade física – que era coisa para os proletários – e viam o peso extra como um marcador de classe e respeitabilidade. O preparo físico e os esportes começaram a se infiltrar na vida da classe média no século XX e hoje servem à mesma função do passeio.

Isso me ocorreu pela primeira vez há 13 anos. Eu morava em Grand Rapids, Michigan, e gostava de andar de bicicleta como uma forma de explorar um lugar desconhecido. Um dia, decidi visitar East Grand Rapids, um bairro muito rico, porque ali havia uma ciclovia ao redor do Lago Reeds.

Assim que cheguei, percebi imediatamente que era a única pessoa que não estava usando roupas de ginástica. Isso não quer dizer que todos estivessem se exercitando – a maioria estava só dando uma volta, assim como seus antecessores -, mas estavam todos vestidos para a academia. Todos os outros ciclistas usavam roupas justas de spandex, como se estivessem na linha de partida do Tour de France.

Essas roupas mandavam um recado: “não se engane, não estamos caminhando nem andando de bicicleta como meio de transporte. Isso aqui é um exercício.” Os ricos residentes de East Grand Rapids transformavam um passeio no parque em uma rotina de exercícios; seus trajes de atletismo proclamavam que essa atividade era um ato de aperfeiçoamento.

As modas de exercícios atuais, como hot yoga, spin e CrossFit, demonstram um compromisso com a abnegação e a autodisciplina, valores muito elogiados pelos vitorianos. A maratona se tornou o significante definitivo: os competidores podem postar fotos nas redes sociais para provar a todos que torturaram seus corpos de uma forma altamente virtuosa – sem envolver nenhuma perversão.

Isso também respinga nas atividades cotidianas. Supermercados, shoppings e lojas de “capitalismo consciente” e “responsável”, como a Whole Foods, estão cheios de pessoas vestidas com roupas de treino, sem uma gota de suor à vista. Essas roupas marcam seus usuários como o tipo de pessoa que cuida de seus corpos, mesmo quando não estão se exercitando. Calças de yoga e tênis de corrida exibem virtude tão claramente quanto os vestidos com espartilho das esposas do século XIX.

Estar em forma hoje é um índice de classe saturando tanto a cultura do preparo físico quanto a alimentar. À medida que as calorias se tornavam mais baratas, a obesidade deixou de ser um sinal de riqueza para se tornar um sinal de fracasso moral. Hoje, não levar uma vida saudável funciona como uma marca registrada da depravação dos pobres, da mesma forma que os costumes sexuais da classe trabalhadora eram vistos no século XIX.

Ambas as linhas de pensamento afirmam que as classes mais baixas não são capazes de se controlar e, portanto, merecem exatamente aquilo que têm e nada mais. Não haveria necessidade, assim, de salários mais altos ou de assistência médica subsidiada. Afinal, os pobres só vão desperdiçá-los com cigarros e x-burgers, né?

Tanto naquela época quanto hoje, essas supostas diferenças de saúde registram a repulsa pelos corpos da classe trabalhadora. Em O Caminho Para Wigan Pier, George Orwell discutiu sua criação no final do período vitoriano, escrevendo sobre como foi treinado para acreditar “que havia algo de sutilmente repulsivo em um corpo da classe trabalhadora”. Na época de Orwell, era o sabonete – e não o preparo físico – que representava essa distinção; em suas palavras, ele foi ensinado que, “as classes mais baixas fedem”.

Hoje em dia, em páginas como People of Wal-Mart (“Pessoas do Walmart”), a Internet registra um horror que atravessa as classes. Em vez de sentirem repulsa pelos “grandes sujos”, os vitorianos modernos empalidecem diante dos “grandes superalimentados”.

Enquanto a burguesia do século XIX enxergava figuras massivas não como embaraços a serem erradicados, mas como sinais reconfortantes de sua prosperidade, seus descendentes espirituais são obcecados em comer os tipos certos de comida. Nos últimos 20 anos, os alimentos orgânicos passaram de um fenômeno marginal a uma necessidade absoluta.

Considere o movimento dos “sem glúten” – aqueles que optam por eliminar o glúten de sua dieta, não aqueles que têm doença celíaca e que precisam evitar o trigo por completo. Alguns anos atrás, eu brinquei que na minha cidade natal rural no Nebraska encontrar um residente “sem glúten” seria o mesmo que encontrar as obras completas de Peter Kropotkin na biblioteca local. Agora, os alimentos “sem glúten” aparecem em quase todas as prateleiras dos supermercados locais.

Essa disciplina alimentar é uma forma de abnegação virtuosa que deixaria os vitorianos orgulhosos. Ah, se ao menos meus avós tivessem vivido o suficiente para perceber que cultivar suas próprias batatas e pepinos os tornava gente de alta classe, e não caipiras!

Guerras das mamães e inscrições na universidade

Uma dinâmica semelhante hoje infecta a vida familiar. Como seus ancestrais, a classe média alta de hoje dá muita ênfase à família. Embora o autoritarismo do século XIX tenha desaparecido, foi nesse período que pela primeira vez a infância passou a ser vista como um período distinto e especial da vida. Os pais passaram a agir de acordo, reservando cômodos específicos em suas casas para os filhos.

As práticas de criação dos filhos ficam mais onerosas a cada ano que passa, exigindo que os pais exerçam uma extrema disciplina e abnegação. Um livro lançado alguns anos atrás – All Joy And No Fun (“Só Alegria, Nada de Diversão”) – soaria como música para os ouvidos de um vitoriano. O que poderia ser mais frívolo e menos educacional do que diversão? Não há tempo para isso em meio às demandas da paternidade moderna.

As mães devem amamentar por um período prolongado, fornecer apenas alimentos orgânicos para seus filhos e manter o seu tempo de tela em zero. Deslizes indicam fracasso. Isso talvez represente o vínculo mais nítido entre os valores vitorianos de então e de agora: ambos restringem as mulheres e reforçam a hierarquia de gênero.

Não é coincidência que essas novas expectativas exijam tempo e dinheiro. Uma mãe trabalhadora, que precise conciliar vários empregos no setor de serviços terá muito mais dificuldade em extrair leite materno no trabalho do que uma mulher em um escritório. (Sem mencionar como há países com uma enorme disparidade na licença maternidade entre trabalhadoras de colarinho branco e operárias, como nos EUA.)

Os imperativos moralistas agora amarrados à amamentação permitem que as mulheres da classe trabalhadora – que são menos propensas a amamentar – sejam julgadas como moralmente fracassadas. Na verdade, as batalhas públicas sobre as restrições à amamentação raramente se estendem às demandas por melhor acesso à lactação para mulheres da classe trabalhadora.

As expectativas intensivas sobre a paternidade continuam bem depois que os filhos deixam para trás a infância. As crianças pequenas são incentivadas a participar de caros clubes de esportes, e os pais a abrir mão de seu tempo livre para apoiá-los. Essas atividades exigem tempo e dinheiro, dois recursos que faltam aos trabalhadores.

Esta proliferação de atividades organizadas representa uma forma de aperfeiçoamento: o tempo livre de uma criança está agora completamente subsumido pela Bildung. Além disso, a capacidade de fornecer essas oportunidades às crianças é retratada como um reflexo da moralidade de uma família, não de sua situação econômica. Assim como as mulheres vitorianas tinham que aprender a tocar piano e falar italiano – exibindo um requinte que não estava disponível para os outros níveis da sociedade – as crianças modernas têm de jogar futebol, aprender mandarim e serem voluntárias em alguma instituição de caridade local.

Mas o ápice da busca moderna por Bildung é certamente o processo de inscrição na faculdade. Não há um bom análogo do século XIX para esse novo ritual ridículo, embora Dickens fosse perfeitamente capaz de satirizar seu inerente absurdo: milhões de pessoas agindo como se um sistema com grande peso em direção ao privilégio fosse na verdade algum tipo de meritocracia, em que o valor de uma pessoa poderia ser julgado pelo prestígio da Universidade onde ela conseguiu entrar.

A maioria dos estadunidenses que vão para a faculdade só se inscreve nos processos seletivos de algumas escolas. Mas os filhos das classes mais altas frequentam aulas de cursinho para os testes padronizados (que servem como vestibular), fazem estágios voluntários ou viajam durante o verão para obter material para suas redações e entrevistas de apresentação e admissão (que nos EUA fazem parte do processo seletivo) e muitas vezes se inscrevem em uma dúzia de escolas, tudo para maximizar suas chances de entrar naquela que tiver o melhor nome. Os pais – não importa quais forem as reais capacidades intelectuais de seus filhos – podem descansar tranquilos, na certeza de que seus filhos são de um tipo melhor do que a plebe que terá de frequentar a “UniEsquina” mais próxima.

Bildung para todos!

A classe média alta de hoje mantém a ficção de uma sociedade meritocrática, assim como faziam os vitorianos. Essa narrativa permite que sustentem sua posição econômica nas costas dos trabalhadores, que são ensinados que seus problemas de saúde e que as perspectivas sombrias das suas carreiras representam fracassos individuais, não uma disfunção sistêmica.

É claro que fazer exercícios, comer alimentos orgânicos e incentivar as crianças a usar seu tempo livre de maneira útil não são coisas inerentemente ruins. Porém, se tornam marcadores de valores burgueses quando são colocados em ordem para afirmar a superioridade moral de uma classe sobre outra e para justificar a desigualdade social. Isso era tão asqueroso no século XIX como na atualidade.

Nós devemos nos preocupar com saúde, alimentação e educação – mas em vez de vê-los como formas de promover a dominação de classe, devemos melhorar esses aspectos para todos. Imagine se toda a energia gasta para levar crianças medíocres de classe alta para faculdades de prestígio fosse redirecionada para tornar mais acessível o ensino superior em todos os níveis. Imagine se o acesso a alimentos saudáveis para todos fosse priorizado em vez da obtenção de status por meio da compra dos produtos mais virtuosos. Imagine, em suma, como seria o nosso mundo se os valores dominantes fossem socialistas – e não os vitorianos.

JasonTebbe é professor e historiador, nascido e criado em Nebraska, hoje vivendo e trabalhando entre NYC e Jersey. Escreve no blog Notes From the Ironbound.

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*Fonte: jacobin

A hipocrisia contemporânea: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”

O vocábulo hipocrisia vem do grego, “hupókrisis”, que significa “interpretar”, ou seja, encenar a respeito de sentimentos e crenças. Era também um termo utilizado na arte da retórica e nas atividades públicas da Grécia Antiga.

A palavra hipocrisia é nossa contemporânea, porém, como forma de simular falas, emoções e gestos que parecem verdadeiros. É fingir ser o que não é, um dos maiores males do comportamento humano, que causa mal-estar nas relações sociais e afetivas.

No entanto, a hipocrisia não se caracteriza como doença psíquica e sim num quadro de autoengano, que tem como origem uma enfermidade moral. É por isso que as pessoas hipócritas precisam criar uma identidade, a fim de aparentar que possuem “boas qualidades”, ocultando seus defeitos.

Assim, elas podem transitar livremente e não serem questionadas em seu falso moralismo. Um exemplo clássico de atos hipócritas é denunciar os outros por realizarem ações deploráveis enquanto praticam as mesmas atitudes.

Aliás, os indivíduos hipócritas são muito egoístas, que costumam exibir que têm amigos importantes na sociedade. Eles utilizam as redes sociais como “palco” para simular sinceridade e honestidade, contudo, o que fazem é falar mal da vida alheia, como um meio de descarregar seus recalques.

Sigmund Freud apresenta uma leitura atualizadíssima da hipocrisia do “homem civilizado”, que revela seus sentimentos obscuros e repletos de contradições e ambivalências, cujas origens estão repousadas sobre o recalcamento da sexualidade.

Para o pai da psicanálise, os sujeitos hipócritas desejam ser mais nobres do que os outros, porque sucumbiram à neurose. Entretanto, não querem renunciar suas cobiças sexuais, suas agressividades e não hesitam em prejudicar seus semelhantes por meio da mentira, do engano e da calúnia, contanto que fiquem impunes.

Em outras palavras, são aqueles que defendem o matrimônio, mas mantém relações extraconjugais, exaltam a importância da família, mas desprezam as novas configurações familiares, pregam a moral e os bons costumes, mas escondem sua perversidade, condenam a corrupção, mas praticam desvios de condutas, afirmam que são pessoas de Deus, mas desrespeitam a religião do próximo.

Essas contradições estão bem colocadas no ditado popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Elas ainda se encaixam no que disse o grande Marquês de Maricá: “A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns”.

Portanto, devemos – ficar atentos – à hipocrisia dos dias atuais, pois ela circula descaradamente no mundo real e virtual, causando todos os tipos de prejuízos.

*Por Jackson Cesar Buonocore

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*Fonte: contioutra

Sete exemplos de masculinidade tóxica que você reconhecerá no seu dia a dia

Entre o aplauso feminista e o boicote dos ultradireitistas, o anúncio da Gillette continua protagonizando um debate necessário. Se em 2018 o termo “masculinidade tóxica” já deixou um sentimento de preocupação e interesse que se traduziu em buscas – o dicionário de Oxford o cogitou como primeira opção de “palavra do ano”, mas acabou optando por simplificá-lo como tóxico –, 2019 começou propondo imagens de como deve ser o homem numa sociedade igualitária.

Intenções comerciais à parte, o gesto tem seu valor: “É fundamental que alteremos o imaginário que temos sobre a masculinidade. Há toda uma construção simbólica do que é ser homem e que precisa mudar também do ponto de vista cultural: o que você lê, o que assiste…”, disse ao EL PAÍS Octavio Salazar, professor de Direito Constitucional na Universidade de Córdoba (Espanha), pesquisador de gênero, masculinidades e direitos LGTBI e autor do livro El Hombre que No Deberíamos Ser (inédito no Brasil). É um modelo de masculinidade hegemônica que tradicionalmente defendeu valores como a agressividade e a invulnerabilidade, e que se posicionou como detentor do poder e da palavra acima das mulheres. Eis alguns exemplos destas convenções que impregnaram a sociedade e atrapalham o caminho para torná-la mais justa.

1. “Meninos não choram”

Estava na música do The Cure na década de oitenta e de Miguel Bosé na de noventa. Ouvimos a frase no pátio da escola enquanto algum colega rapidamente secava as lágrimas depois de cair, e talvez tenha inclusive saído das nossas bocas ao tentar consolar uma criança. Numa sociedade que ensinou os homens a reprimirem suas emoções (relegando o emocional às mulheres, tachadas ao mesmo tempo de fracas por causa disso), artistas como James Blake saíram em defesa da ruptura desse estigma de homem triste imposto a qualquer homem que demonstre suas emoções. Foi o que o britânico fez no ano passado ao lançar sua faixa Don’t Miss It, em que mostra abertamente seus sentimentos (e muitas reportagens zombaram disso). “Sempre considerei que esta expressão, usada para descrever os homens que falam abertamente de seus sentimentos, é insana e problemática”, escreveu ele num tuíte que viralizou. Lembrando também que esse veto cultural à demonstração de sentimentos e vulnerabilidades por parte dos homens contribui para engrossar a lista de suicídios masculinos e de homens que não foram ao médico em busca de ajuda a tempo porque, como se sabe, é preciso que sejam fortes, homens de verdade.

Como pretende o anúncio da Gillette e como recorda ao EL PAÍS Ritxar Bacete, antropólogo especializado em gênero e autor de Nuevos Hombres Buenos: La Masculinidad en la Era del Feminismo, “cabe destacar que o modelo de homem hegemônico pode ser sensível, bom e razoável.”

2. “…Precisam brigar”

Continua a frase da música de Bosé. A agressividade como forma de resolução de conflitos entre garotos e homens, esquecendo completamente a conversa. Esse é outro dos exemplos evidenciados pelo comercial de lâminas de barbear. Algo que os reacionários chegaram a defender dessa forma: “Se não fosse por essa masculinidade tóxica que vocês tanto criticam não existiriam corajosos que evitaram a ocupação nazista usando sua força no Desembarque da Normandia!’, chegamos a ler por aí”, disse Guillermo Alonso em seu artigo na Icon ‘Se o anúncio da Gillette te ofende como homem, você tem um problema’.

E não somente entre eles, a força física e bruta e a legitimação do poder masculino também como forma de calar mulheres em uma reunião (novamente, mostrado na propaganda) e de consegui-las (cultura do estupro). Em um vídeo em El Tornillo, Irantzu Varela explicou dessa forma: “Vocês se convenceram de que a masculinidade nesse sistema heteropatriarcal consiste em conseguir tudo o que desejam, que as mulheres são coisas que podem conquistar a serviço de seu prazer, mas não, nós somos sujeitas com desejos e pretender transar com a gente sem nosso consentimento é tentar nos estuprar”.

3. Futebol e roupa azul: coisas de meninos

“A questão do futebol durante minha infância e adolescência se transformou em um pesadelo”, disse Octavio Salazar. “Muitas vezes participava dos jogos para não me sentir deslocado. Era o que os meninos brincavam no recreio, ao sair da escola, na rua e nos finais de semana com competições. Senti a opressão como dissidente do modelo dominante. Especialmente difícil durante a adolescência, que é um momento em que o sentimento de fraternidade é tão importante e as identidades são forjadas”. Algo parecido também aconteceu a Ritxar Bacete. “Tinha 10 ou 11 anos quando fizeram em minha vila uma oficina de cerâmica nas férias de final de ano. Meus amigos da minha turma não deixavam que eu me inscrevesse, mas o fiz. Dos 1.500 habitantes da vila, somente três meninos foram. Quando saí com minhas esculturas, eles estavam me esperando, as pegaram e quebraram. Enfrentei os garotos e fiquei sozinho na vila”. E os dois dizem que veem como esses modelos e essas pressões continuam existindo, “mas não com as mesmas características, e sim essa pressão por não destoar do grupo e isso dá margem para que comportamentos machistas continuem sendo reproduzidos”, diz Octavio.

Entre as novas gerações de famosos vão surgindo novos modelos como Jaden Smith, que frequentemente usa saia, e Timothée Chalamet com suas roupas estampadíssimas e coloridas, que além de abordar a conversa sobre novas masculinidades, servem como exemplo para romper também com o padrão estético do jovem jogador de futebol.

4. ‘Bicha’, ‘mariquinha’, ‘fresco’: homens de primeira e de segunda

“Caras, se meu filho chega em casa e tenta brincar com a casinha de bonecas de minha filha, quebro ela na cabeça dele e digo ‘para, isso é coisa de gays”, o tuíte homofóbico do ano 2000 que custou a Kevin Harst a apresentação do Oscar coloca várias realidades. A primeira: a violência como resolução de conflitos que já assinalávamos. A segunda, mencionada logo acima, o fato de um menino não falar essas ‘coisas de meninos” é considerado ofensivo. A terceira: é também suscetível de se transformar em ofensa. Usar o feminino e o gay como forma de desprestígio é misógino e homofóbico. Demonstra a convicção patriarcal de que há uma única forma de ser homem e que, se alguém sai do padrão (por exemplo: se você é homem, homossexual) não é considerado homem-homem, e sim homem de segunda. Uma interessante reflexão sobre a relação entre masculinidade tóxica e afeminofobia foi feita por Alfredo Murillo em seu artigo no Buzzfeed Dar bandeira é sexy.

5. ‘Como não vai querer sexo, se você é homem!’

A ideia do homem máquina sexual que está sempre querendo relações sexuais e que, também – e aqui há uma questão mais difusa -, se sente legitimado a tê-lo. Isso causa problemas aos homens que sentem que têm que cumprir expectativas (dessa pressão surgem muitos problemas de impotência de acordo com os sexólogos) e cria um modelo de homem sedutor masculino que identifica a virilidade e a hombridade com o maior número de conquistas e parceiras sexuais. Um personagem comum nos filmes que também se identifica com o amor que deseja conseguir (John Travolta em Grease – Nos Tempos da Brilhantina, por exemplo). Dessa convicção e como reafirmação dessa hipersexualidade vem em parte a confusão de muitos homens do galanteio com assédio que tantos justificam e que é denunciado no comercial da Gillette e em uma campanha argentina lançada pela Avon (#Cambiáeltrato – Mude o tratamento) para que nenhum continue sendo cúmplice. Onde estão os homens que impedem outros homens que assediam mulheres pelas ruas?

6. O homem responsável é “o homem molenga”

As declarações que o cantor espanhol El Fary deu na TVE explicando sua ideia sobre o que é um homem molenga são insuperáveis. “Detesto o homem molenga. Esse homem da sacola de compra, do carrinho de bebê… a mulher abusa muito da fraqueza do homem”, disse reivindicando a masculinidade mais tradicional e antiquada (e culpando a mulher, para completar). Por molenga, El Fary identificava o homem responsável que contribui 50% nas tarefas domésticas e de cuidados com sua companheira. Um homem que tradicionalmente foi taxado ofensivamente como ‘dominado’ e que ainda é a exceção (as mulheres dedicam a esses trabalhos não remunerados 26,5 horas semanais contra 14 deles).

7. ‘Os homens são assim…’, ‘nem todos os homens’: falar bobagem

O ‘boys will be boys’ e ‘not all men’ estão no topo da lista das respostas mais conhecidas e reacionárias da Internet a qualquer tipo de denúncia machista e debate feminista, também quando se fala de masculinidade tóxica. “Os homens tendem a ver isso como uma espécie de ataque individual, não coletivo. O contexto em que cada um tem diferentes níveis de responsabilidade não é identificado e também há muita resistência alimentada justamente pelas redes sociais com discursos muito estereotipados que circulam por elas e significam um perigoso caldo de cultura de masculinidades muito tóxicas”, diz Octavio Salazar. E Ritxar Bacete reflete: “Temos que reivindicar isso nas vidas pessoais dos homens, é senso comum. A igualdade não é possível sem a incorporação dos homens e nós homens precisamos nos desintoxicar”.

*Por Maria Lopes Villodrez

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*Fonte: elpais