Dez mitos e verdades sobre a calvície e a queda de cabelos

Cortar o cabelo, evitar o chapéu ou usar máscara de ovos. A cultura popular está cheia de recomendações para prevenir ou reverter a calvície, uma condição que afeta mais de 50% dos homens a partir dos 50 anos e das mulheres a partir dos 65 anos, segundo dados do NHS, o serviço de saúde pública britânico.

Mas o que será que realmente funciona? Consultamos especialistas para desvendar dez das crenças mais comuns sobre o tema e saber quais delas são verdadeiras.

1. “Raspar a cabeça evita a calvície”

É habitual ver homens rasparem a cabeça quando começam a perder o cabelo. Mas os que fazem isto pensando em estimular o crescimento dos fios estão equivocados. Isto porque a raspagem não afeta o desenvolvimento do folículo, que é onde fica a raiz do fio de cabelo.

“Quando você raspa a cabeça, pode a irritar o couro cabeludo e levar ao nascimento de fios mais finos, o que deixará a calvície mais aparente”, afirma o médico Robinson Guerrero, da Clínica Guerrero, em Santiago do Chile.

Para Ralista Bozhinova, especialista em perda de cabelo da Clínica Belgravia, de Londres, uma das empresas líderes no setor, raspar ou cortar não influencia no crescimento do cabelo.

Uma terceira especialista, a cirurgiã de transplante capilar Thomy Kouremada-Zioga, da clínica londrina The Private Clinic, diz que isto pode danificar seriamente a raiz e, em alguns casos, levar à perda de cabelo permanente.

Sobre se cortar o cabelo (e não raspá-lo) seria uma alternativa melhor, todos concordam que isto não afetaria o ciclo de crescimento do cabelo, embora Bozhinova ressalte que o cabelo “parecerá esteticamente mais saudável quando recém-cortado”.

 

2. “Lavar o cabelo com frequência faz mal”

Alguns dizem que as substâncias químicas presentes no xampu podem danificar o couro cabeludo quando lavado com muita frequência. Os especialistas garantam que esse é outro mito.

“O cabelo deveria ser lavado todos os dias ou pelo menos a cada dois dias, embora isto dependa do tipo de cabelo da pessoa”, explica Guerrero.

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É o que também destaca Bozhinova: “Se você tem a pele mais seca não é preciso lavar o cabelo tão frequentemente, mas se o seu cabelo é oleoso, você deveria aumentar a frequência para retirar a oleosidade que bloqueia o folículo”.

3. “Não se deve usar secador de cabelo”

De forma geral, especialistas dizem que isto não é verdade, mas alguns cuidados são necessários.

“Desde que não provoque queimaduras ou que não se puxe muito o cabelo na hora de secá-lo, não há nenhum risco”, afirma a especialista da Belgravia.

Mas a cirurgiã Zioga recomenda que “o secador seja usado o mínimo possível e que se prefira o ar frio para evitar que o cabelo esquente e irrite a raiz”.

4. “Evite escovar muito o cabelo”

Isto não tem base científica, segundo os especialistas.

“A única coisa que pode ocorrer é o fio ficar preso no pente ou na escova, e isso pode levar à impressão de que os cabelos estão frágeis ou caindo”, disse Bozhinova.

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“Na verdade, quanto mais se escova, se for com suavidade, melhor”, acrescenta Zioga.

A razão: “Isto aumentará a circulação sanguínea e ajudará o crescimento”.

5. “Usar elásticos de cabelo leva à queda de cabelo”

Outra afirmação que não fica de pé.
Mas é bom evitar esticar demais o cabelo na hora de prendê-lo para não arrancar os fios.

6. “Chapéu faz o cabelo cair”

Também não é verdade. Mas, como os elásticos de cabelo, deve-se evitar que ele aperte a cabeça, afirmam Guerrero e Bozhinova.

Zioga, no entanto, recomenda não usá-lo muito frequentemente e, quando o fizer, tomar cuidado para que não fique muito apertado, já que isto pode bloqueará a circulação sanguínea que estimula o crescimento do cabelo.

7. “Se ficou grisalho, não ficará calvo”

Esse é outro mito, segundo a especialista da clínica Belgravia.

“Tenho pacientes com e sem cabelos grisalhos que sofrem com a perda de cabelo, não há distinção”, garante a médica.

A calvície é em grande parte um fator genético, mas também um sintoma do envelhecimento e uma consequência da falta de cuidado com o cabelo.

8. “A dieta afeta o cabelo”

Isso tá certo. A deficiência de vitaminas pode ser muito prejudicial para nosso cabelo, como ao resto do corpo.

Zioga considera este um fator de risco especialmente para homens com predisposição genética à calvície. “Uma dieta pobre pode piorar e acelerar sua condição”, afirma.

Além disso, a médica destaca que “o que faz o cabelo crescer é a proteína” e alerta que os vegetarianos devem assegurar que tenham uma dieta com as proteínas necessárias para reduzir as chances de sofrer de calvície.

9. “Os esteroides aceleram a queda de cabelo”

Outra verdade: alguns esteroides usados no treinamento físico têm altos níveis de dihidrotestosterona, um hormônio presente na testosterona responsável pela alopecia androgenética – a calvície ligada à predisposição genética.

“O consumo destes esteroides pode acelerar a queda de cabelo”, alerta Ralista Bozhinova.

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Os demais especialistas também desaconselham o uso de esteroides a não ser que seja sob prescrição médica.

10. O mito dos remédios caseiros

Ovo, vinagre, mel, bicarbonato… Muitos são os produtos que prometem ajudar a prevenir a queda ou fazer que o cabelo volte a crescer.

Mas nada mais distante da realidade, segundo os especialistas.

“Isto pode ter um efeito estético, como uma máscara, mas não terá efeito na prevenção da queda e muito menos em recuperar o cabelo já perdido”, afirma a especialista em medicina capilar Bozhinova.

Zioga concorda: “Ele parecerá mais saudável e mais suave, mas isto não ajudará o cabelo a voltar a crescer”.

O que funciona?

De acordo com os especialistas, o que está cientificamente comprovado para recuperar o cabelo são os remédios à base de finasterida, como o propecia, e os enxertos de cabelo.

Para Ralista Bozhinova, o laser de baixa intensidade não serve como único tratamento, mas ajuda a melhorar a circulação sanguínea. Já outros especialistas discordam de sua eficácia.

Como recomendações gerais, os especialistas consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, indicam que não se deve maltratar o cabelo, submetê-lo a altas temperaturas, nem esticá-lo ou apertá-lo demais nos penteados.

Também recomendam uma dieta saudável, além de escovar e lavar com frequência, de preferência com um xampu neutro.

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*Fonte: bbc Brasil

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Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

 

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha.

Os mundos assustadores de George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável mundo novo) são, de muitas maneiras, opostos simétricos. Um trata de um Estado de vigilância que controla o que as pessoas conhecem da história ao literalmente reescrever os jornais. O outro, trata do controle de seus cidadãos ao fazê-los usar uma droga dissociativa chamada soma.

Em seu esforço de “melhorar” o Facebook, Zuckerberg agora tenta ambas as táticas. Ele está reduzindo o acesso dos usuários às notícias reais — no século XX, chamávamos isso de censura — ao passo que aumenta a probabilidade de você visualizar apenas as notícias terrivelmente falsas postadas por aquele seu tio maluco. Porque, oras, conteúdo postado pela família lhe faz feliz, e apenas queremos que você seja feliz, certo?

O algoritmo, como já sabemos, nos vigia tão de perto quanto o Big Brother jamais foi capaz. Cada amizade, cada curtida, o tempo que você gasta lendo alguma coisa, se você interage com ela — tudo isso vai para a sua ficha permanente. (Ao menos com as teletelas, Orwell disse, se sabia que eles não estavam vigiando todo o tempo.)

O fato de que o Facebook vai simplesmente nos mostrar menos notícias já o torna mais eficiente que o Estado totalitário descrito por Orwell. Os líderes do Partido no Ministério da Verdade devem estar se lamentando: fazer com que bilhões de pessoas vejam notícias através das mídias sociais e depois simplesmente eliminar esse tipo de conteúdo? Sem reescrever o The Times, sem necessidade de qualquer buraco de memória, apenas fazer com que as notícias desapareçam dos meios digitais? Como não pensamos nisso?

Um breve lembrete da importância disto. Em agosto de 2017, de acordo com o Pew Research Center, 67% dos estadunidenses acessaram notícias nas mídias sociais — um aumento de 5% em relação ao ano anterior. No Facebook, 68% dos usuários acessaram notícias a partir do feed. Pela primeira vez na pesquisa Pew, a maioria dos norte-americanos com mais de 50 anos passou a acessar notícias a partir das mídias sociais.

Tornar-se a maior fonte de informações e depois simplesmente sumir com as notícias não é apenas uma escandalosa recusa de responsabilidade cívica. É também parte do manual da distopia.

Uma parte frequentemente esquecida e descaracterizada do clássico de Orwell: a vasta maioria da sociedade da Oceânia, os Proles, não recebia quaisquer notícias, nem mesmo falsas. Eles eram mantidos em estado de felicidade através de uma dieta constante de canções ruins e histórias lúgubres. O Facebook agora superou o Partido: os feeds serão igualmente repletos de porcarias, conteúdos rasos, mas os Proles serão seus produtores. E o Facebook ainda ganha dinheiro com isso!

Admirável novo feed de notícias

“O mundo infinitamente amável, muito colorido e aconchegante do soma. Que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres todos estavam!” — Aldous Huxley, Admirável mundo novo

Substitua “soma” por “mídia social” e você verá por que Huxley foi ainda mais profético do que nós acreditamos.

O soma, droga fictícia, o tornou sociável. Ela o fez sentir-se conectado aos amigos e estranhos próximos — de modo extremamente falso. Ela o levou ao que os personagens do livro repetidamente descrevem como um “feriado perfeito”.

O Facebook que Zuckerberg agora parece projetar fará o mesmo. As pessoas mostram o melhor de si no Facebook; elas postam fotos cuidadosamente escolhidas de suas férias “perfeitas”. E agora elas poderão fazer isso sem a intromissão daquelas notícias nojentas.

“A pesquisa mostra que quando usamos as mídias sociais para entrar em contato com as pessoas que gostamos, isto pode ser bom para o nosso bem-estar,” escreveu Zuckerberg. Ele esqueceu de mencionar a pesquisa que mostra que o Facebook, na verdade, nos deprime quando vemos fotos das férias ou dos bebês perfeitos de outras pessoas.

Não importa o quanto você goste da pessoa em questão, o Facebook impele à comparação — o que, por sua vez, leva à ansiedade de status. Nós podemos postar “parabéns” nos comentários, o que o algoritmo conta como uma grande vitória. Grandes pontos por envolvimento! Mas o que nós estamos realmente pensando ou sentindo frente a estas coloridas fotos — o despertar repentino da nossa inveja, nossa autoaversão, nossa depressão — permanece escondido do olho-que-tudo-vê do Facebook.

E assim como num experimento sórdido, contudo, nós insistimos nisso. Deixe o soma do Facebook ajudar a nos aniquilar e nos deixar levar pelo feriado perfeito dos outros — que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres eles são.

Agora, Zuckerberg quer que fiquemos naquele estado mental sem a terrível intrusão da “experiência passiva” — palavras que ele usa para se referir ao que acontece quando você está lendo ou assistindo algo que o faça pensar e refletir, em vez de simplesmente digitar “parabéns!”

O pior de tudo é que Zuck acha que está sendo nobre. Ele realmente acha que está “fazendo a coisa certa.” Ele quer que seus filhos pequenos olhem para trás um dia e digam que o Facebook salvou o mundo.

Talvez eles o façam. Pois todos que consomem conteúdo no Facebook, com as empresas de mídia que buscam a verdade retiradas do feed de notícias e falidas, não sobrará ninguém para apontar o despropósito de toda esta falsa conexão. A próxima geração de Zuckerbergs pode muito bem viver em infinitos feriados soma.

Parabéns, Mark!

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*Fonte: outraspalvras / Chris Taylor

5 hábitos que transformam sua casa num lugar horrível

Uma casa equilibrada é uma fonte de bem-estar, um lugar onde sempre queremos retornar, porque encontramos a fonte do suporte que precisamos. Uma casa tóxica gera desconforto e pode nos deixar doente, tanto física quanto psicologicamente, e adoecer também quem a frequenta. Uma casa tóxica é um lugar onde nos sentimos mal e queremos fugir.

Ambientes mentais tóxicos

O conceito de “ambientes mentais tóxicos” foi proposto pelo ativista ambiental, *Kalle Lasn, quando – há trinta anos atrás – houve um forte “movimento verde” motivado pela crescente preocupação das pessoas de que a toxicidade do meio ambiente integral poderia torná-los doentes.
Assim, um grupo de psicólogos transferiu esse conceito para a nossa saúde mental, analisando como nosso estilo de vida mudou nos últimos anos e o aumento dos transtornos mentais. Na verdade, em países ocidentais mais desenvolvidos, problemas como a esquizofrenia aumentaram 45% desde 1985, de acordo com dados da OMS. No Reino Unido, a depressão na adolescência aumentou de 6% para 18% desde 1987. Hoje, se pedimos a alguém que nos encontremos na rua, é provável que elas se sintam ansiosas, estressadas ou sobrecarregadas.
Alguns psicólogos indicam que esses problemas mentais são causados ​​por uma profunda mudança cultural que se reflete em um estilo de vida marcado pelo consumismo, a falta de inteligência emocional, uma mudança na escala de valores e uma dificuldade crescente na forma de manter relacionamentos interpessoais assertivos. O ambiente familiar é geralmente onde tudo começa, ou onde esses comportamentos tóxicos são perpetuados.

A coexistência não está isenta de conflitos. No entanto, não devemos permitir que certos comportamentos acabem transformando nossa casa em um ambiente mentalmente tóxico. Nós tocamos nossas vidas. Isto é confirmado por um estudo realizado no University College London em que eles acompanharam mais de 12 anos mais de 10 mil pessoas. Esses psicólogos descobriram que aqueles que tiveram relações negativas apresentaram maior risco de ataques cardíacos com consequências mortais.

As atitudes e hábitos que devemos banir das casas:

1. Os gritos

Os gritos começam a ser excepcionais, mas podem se tornar a norma. Acontece sem que percebamos. Um dia você grita porque você acha que eles não o entendem, no dia seguinte, porque você acha que eles não ouvem você e o outro porque você quer estar certo a todo custo. Assim, eles se tornam pão diário. No entanto, os gritos escondem o germe da violência. Eles implicam o desejo de impor poder e subjugar o outro. Suas consequências para as crianças são ainda pior. Um estudo realizado na Harvard Medical School revelaram que gritos podem alterar significativamente a estrutura do cérebro infantil e permanentemente afetar a integração entre as duas metades do cérebro, que podem causar problemas de personalidade e afetar o seu equilíbrio emocional.
Como solucionar? Na casa deve haver uma regra muito simples: não grite. Cada membro deve lembrar que gritar não lhe dará mais motivos. É importante cultivar empatia e assertividade. Os gritos são sempre um sinal da incapacidade de gerenciar a situação.

2. Hostilidade

Se você entrar na casa e de repente você sente como se um peso caísse em seus ombros, provavelmente é devido a uma atmosfera de hostilidade. Há casas onde não há entusiasmo, onde as pessoas quase nunca sorriem, mas mostram atitudes hostis e agem como se os outros fossem seus adversários. Nessas casas prevalece a lei do mais forte, por isso é muito difícil encontrar descanso e tranquilidade.
Como solucionar? Quando a casa se torna um campo de batalha, não há vencedores, todos perdem porque o saldo está quebrado. Portanto, é importante se concentrar na solução de problemas, em vez de procurar culpados.

3. O drama

Na vida, passamos por momentos dramáticos. No entanto, quando a casa se torna um drama diário, o desespero, a frustração e a depressão logo se estabelecem. Este drama geralmente vem de pessoas que sempre acham um problema para cada solução, que se concentram apenas nos aspectos negativos da vida e que fazem queixas de seu modo de vida. Essas pessoas acabam “infectando” a casa, causando uma névoa do pessimismo para flutuar sobre o meio ambiente.
Como solucionar? Adotando uma atitude mais positiva, que também acabará sendo contagiosa e pode contrariar as atitudes negativas dos outros. É importante fazer com que essa pessoa veja, sem atacar ou criticar, como suas atitudes prejudicam todos e criam um clima emocional muito negativo.

4. Caos

O espaço onde você passa várias horas por dia acaba influenciando seu humor. Portanto, um espaço desorganizado e caótico pode acabar causando esse mesmo caos mental, é um espaço onde você não quer estar e que gera estresse. Foi apreciado que, quando estamos imersos em ambientes desorganizados e caóticos, nosso cérebro tem mais dificuldades em processar informações, o que produz um sentimento de sobrecarga, afeta nossa produtividade e aumenta a ansiedade e o estresse. No entanto, essa confusão não se refere apenas ao espaço físico, mas também à falta de regras que garantem uma coexistência fluida entre os membros da família.
Como solucionar? É importante que a ordem prevaleça em todas as famílias e que existam regras de convivência, mesmo que sejam implícitas, para que todos conheçam os limites que não devem ser transferidos.

5. A desvalorização

Se os membros da família não são valorizados, apreciados e respeitados, é difícil desenvolver uma boa autoestima e ter a segurança necessária para enfrentar a vida. Existem muitas formas de desvalorização, de não reconhecer os esforços da pessoa para minimizar continuamente suas conquistas ou mesmo ignorá-las. Em algumas casas, são criadas dinâmicas muito nocivas em que um dos membros é rotulado como “ovelha negra” da família disfuncional ou o bode expiatório. Obviamente, essas dinâmicas não são apenas negativas para aqueles que culparam, mas também para o resto dos membros, pois impede que assumam suas responsabilidades e amadureçam como pessoas.
Como solucionar? Cada pessoa é única e devemos valorizá-la para isso. Devemos aprender a concentrar em seus pontos fortes e o que os torna especiais. Cada um brilha com a própria luz, devemos nos certificar de alimentar essa luz, não desligá-la.

Extraído de Rincón de la Psicología – traduzido e adaptado com mais fontes de pesquisas pelo Portal Raízes
* Kalle Lasn

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*Fonte: portalraizes

Estudo revela porque as mulheres inteligentes não conseguem se relacionar

A inteligência de uma mulher atrai os homens? Provavelmente uma grande parte dos homens diria que sim, claro. Entretanto, se perguntássemos às mulheres, muitas responderiam justamente o contrário. E curiosamente os dois teriam razão, segundo um artigo publicado em 2015 na revista Personality and Social Psychology Bulletin.

Lora Park, psicóloga social da Universidade de Buffalo (Estado de Nova York), e seus colegas Ariana Young e Paul Eastwick realizaram diversas pesquisas para comprovar o que acontece com os homens quando estão com uma mulher que parece ser mais inteligente que eles. Num primeiro experimento, pediram que avaliassem uma garota hipoteticamente mais preparada e habilidosa em matemática e em inglês.

Todos eles qualificaram a moça como um par romântico desejável em longo prazo. Até aqui tudo bem, essa era a teoria. Mas e na prática? Para responder, os pesquisadores criaram diversas situações em que as pessoas competiam entre elas. Quando uma garota demonstrava ser mais inteligente que os rapazes, “num passe de mágica” ela deixava de ser tão atrativa aos olhos deles.

E, inclusive, os garotos chegavam a reconhecer que se sentiam inseguros na frente dela. A conclusão do estudo acima, portanto, poderia ser resumida em uma ideia: teoricamente a inteligência da mulher atrai os homens, mas na prática e em distâncias curtas lhes causa insegurança (obviamente, sempre há exceções).

Pesquisas acadêmicas à parte, é provável que você conheça mulheres que considerem que a inteligência foi uma barreira na hora de encontrar parceiro e manter uma relação bem sucedida.

Também é possível que você conheça homens que apoiam as carreiras profissionais das suas parceiras e se sintam muito orgulhosos da sua inteligência. De acordo, qualquer generalização é incorreta. Mas, dito tudo isto, ainda hoje persiste uma parcela de homens que ficam inseguros ou que sentem sua masculinidade questionada quando estão diante de uma mulher brilhante.

Talvez esse resultado dependa da autoestima e da maturidade de cada um, mas vale a pena levá-lo conta para saber como agir e administrar as solidões e as possíveis frustrações.

Necessitamo-nos mutuamente. Tanto é que uma das chaves para o sucesso profissional de uma mulher (e de um homem) é ter um bom cônjuge, segundo Sheryl Sandberg, diretora financeira do Facebook.

De fato, das 28 mulheres que já foram diretoras-gerais de alguma empresa da lista Fortune 500, 26 são casadas, uma divorciada, e uma é solteira. Mas as mudanças da sociedade são tão profundas que também estão afetando as dinâmicas entre o homem e a mulher, o que nos obriga a administrar novos medos, disfarçados de outro modo. E para poder combatê-los bem é necessário melhorar o autoconhecimento a fim de ganhar confiança e segurança em si mesmo(a), e não pelo que o outro faça ou diga.

Também é importante educar em inteligência emocional desde a infância, de forma que tanto os homens como as mulheres possam se preparar para os novos papéis sociais que irão viver. E, obviamente, precisamos abrir novos diálogos dentro dos casais para encontrar os pontos de conexão e de colaboração, e não os de competição. Só assim aprenderemos a superar as dificuldades que todos e todas nós enfrentamos.

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*Fonte: portalraizes / ElPais

Reciclagem de alimentos: o que pode ser feito com restos alimentícios?

Quase todo mundo já levou bronca dos pais por deixar comida no prato, um desperdício que geralmente é visto como inocente ou insignificante. Hoje em dia, porém, há uma conscientização maior de que qualquer tipo de desperdício deve ser evitado para que não haja prejuízo aos recursos naturais e ao futuro da humanidade.

Atualmente, descartar uma casca de laranja ou limão, uma casca de ovo e até restos de comida pode ser considerado um desperdício de recursos. Isso porque esses são excelentes ingredientes para a compostagem orgânica, que resulta na formação de adubo. Além disso, muitos desses itens podem ser reaproveitados para fazer receitas deliciosas, como um pudim com cascas de goiaba ou um doce de cascas de laranja.
O que pode ser feito com restos de alimentos?

A gaúcha Raquel Patro, especialista em jardinagem e paisagismo, criou seu próprio método para transformar restos de alimento em nutrientes para as plantas. Ela armazena cascas de frutas — como banana, laranja, abacaxi e mamão —, além de cascas de cebola, ovos, borra de café e outros materiais orgânicos.

Para evitar o mau cheiro do material em decomposição, a especialista expõe os restos ao sol, de modo a enxugar a água. Em seguida, ela bate todo o material em um liquidificador, processo que dá origem a uma farinha altamente nutritiva para as plantas. Segundo Raquel, esse processo preserva os nutrientes, como o potássio das cascas de banana e o cálcio das cascas de ovo.

A gaúcha armazena a farinha em uma sacola plástica, que é mantida ao abrigo da luz, do calor e da umidade, mantendo seu valor nutritivo por muito tempo. Esse composto é usado para fertilizar as plantas. Segundo Raquel, essa prática para fazer reciclagem de alimentos é muito bem vista pelas plantas, que acabam exibindo uma aparência muito melhor em relação àquelas em que o produto não é usado.
Outras formas de reciclagem de alimentos

Você sabia que cascas de laranja e limão podem ser usadas para espantar mosquitos? Para isso, basta substituir o tablete convencional do aparelho repelente por pedaços de casca dessas frutas.

Apesar de todas essas ideias, a melhor forma de se fazer a reciclagem de alimentos ainda é por meio da compostagem orgânica, processo que converte resíduos orgânicos em adubo. O procedimento consiste no armazenamento de resíduos orgânicos em uma composteira, formada por um conjunto de três caixas plásticas contínuas — sendo as duas primeiras furadas, para dar passagem ao líquido e permitir o trânsito das minhocas entre as caixas, e a terceira fechada e com uma torneirinha por onde é retirado o adubo líquido.

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*Fonte: pensamentoverde

Daqui a 10 anos você terá se arrependido dessas 10 escolhas

“Se ao menos …” O uso dessas palavras talvez seja uma das coisas mais tristes que você fará em 10 anos.

Aqui estão dez escolhas que que podem te conduzir a frases de arrependimento como essa.

Identifique se está fazendo algo que não gostará no futuro e mude seus caminhos:

1. Ter vestido uma máscara para impressionar aos outros.
Se a cara que você sempre mostra ao mundo é uma máscara, um dia não haverá nada por baixo. Quando você gasta muito tempo concentrando-se na percepção que os outros têm de você, ou no que todo mundo quer que você seja, você acaba se esquecendo de quem você realmente é. Portanto, não tema os julgamentos dos outros; você sabe em seu coração quem é e quais são as suas verdades. Você não tem que ser perfeito para impressionar e inspirar as pessoas . Deixe-os ficar impressionados e inspirados pela forma como você lida com suas imperfeições.

2. Deixar que outra pessoas tenha sonhos por você.
O maior desafio na vida é descobrir quem você é; o segundo maior é ser feliz com o que você encontra. Uma grande parte disso é a sua decisão de permanecer fiel a seus próprios objetivos e sonhos. Existem pessoas que discordam de você? Boa. Isso significa que você está de pés no chão e escolheu seu próprio caminho. Às vezes você vai fazer coisas e ser considerado louco, mas quando você se pegar animadamente perdendo a noção do tempo….aí você saberá que fez a escolha certa.

3. Mantendo companhias negativas.
Não deixe que alguém que tem uma atitude te influencie. Não deixe quem cheguem em você. Eles não podem puxar o gatilho, se você não lhes entregar a arma. Quando você se lembrar que, na maioria das vezes, manter a companhia de pessoas negativas é uma escolha, em vez de uma obrigação, você se libertará para sentimentos de compaixão ao invés e raiva, generosidade em vez de ganância, e paciência em vez de ansiedade.

4. Ser egoísta.
Uma vida repleta de atos de amor e bom caráter é a melhor lápide que alguém pode deixar. Aqueles que te inspiraram e com quem você compartilhou seu amor sempre se lembrarão de como você os fez sentir. Então esculpa seu nome em corações da maneira mais positiva possível. O que você tem feito para si mesmo sozinho morre com você; o que você tem feito para os outros e para o mundo permanece.

5. Evitar mudanças e crescimento.
Você deve deixar o passado ir e abrir caminho para o novo; as velhas formas de agir e pensar podem não ser mais as melhores maneiras de viver. Se você reconhecer isso agora e tomar medidas para continuar e se adaptar, as suas chances de sucesso serão muito maiores.

6. Desistir quando as coisas ficam difíceis.
Não existe fracasso, apenas resultados. Mesmo se as coisas não aconteceram do jeito que você esperava, não desanime ou desista. Lembre-se do que você é capaz e siga em frente. Aquele que continua a avançar um passo de cada vez vai ganhar no final. A vitória é um processo que ocorre com pequenos passos, decisões e ações que gradualmente constroem uma realidade diferente.

7. Deixe de tentar gerenciar cada pequena coisa.
A vida deve ser tocada, não estrangulada. Às vezes você tem que relaxar e deixar a vida acontecer sem preocupações excessivas. Aprenda a deixar que algumas coisas sigam sem o seu domínio. Respire fundo e, quando a poeira baixar e você voltar, dê o próximo passo. Nem sempre você tem que saber exatamente onde vai.

8. Se contentar com menos do que você merece.
Seja forte o suficiente para deixar o que não é bom ir e sábio o suficiente para esperar o que você merece. Às vezes você tem que ser derrubado para se levantar mais forte do que jamais foi antes. Às vezes, os olhos precisam ser lavados por suas lágrimas para que você possa ver as possibilidades diante de você com uma visão mais clara e renovada. Apenas não se acomode.

9. Esquecer que tempo é finito.
O problema é que você sempre acha que tem mais tempo do que você realmente tem. Um dia você vai acordar e não haverá mais tempo para trabalhar nas coisas que você sempre quis fazer. E é nesse ponto que você se arrependerá por não ter alcançado os objetivos que você definiu para si mesmo.

10. Ser preguiçoso e passivo.
O mundo não lhe deve nada, mas você deve ao mundo alguma coisa. Então pare de sonhar e começar a fazer. Assuma total responsabilidade por sua vida – assuma o controle. É tarde demais para sentar e esperar por alguém que fará alguma coisa algum dia. Um dia é hoje; e esse alguém que o mundo precisa é VOCÊ .

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Fonte: osegredo / Marc and Angel Hack Life

A Vida devolve em dobro – as coisas boas e as coisas ruins

Parece brincadeira, mas não é. A lei do universo é simples: ação e reação. Quem nunca ouviu falar que o mundo dá voltas? Ou que coisas boas atraem coisas boas e coisas ruins atraem coisas ruins? Não importa a sua religião ou credo, o universo retribui.

Encontrar uma carteira cheia de dinheiro na rua? Acontece. Devolver? Nem sempre. E quem devolve? É bobo. “Se você perder a sua, ninguém te devolverá”, eles dizem. “Todo mundo pega, todo mundo rouba, todo mundo é esperto”. Calma lá, amigo, eu não sou ‘todo mundo’. A vida devolve em dobro.

Nunca utilize as pessoas como meio, mas sempre como fim em si mesmo. Isso é Kant. E é Deus, Oxalá, é a ciência, é ateísmo. Não importa de onde você tira esse conceito. A paz de espírito só existe se você estiver bem com você e com o outro. Ninguém aqui é uma ilha.

A vida, meu amigo, devolve cada centavo. Mas nem por isso você deve esperar sentado a retribuição pelas suas boas ações. Se você está nessa vibe, melhor mudar de perspectiva. Sem motivos, sem objetivos futuros. Amar sem compromisso. Ame, inclusive, os teus inimigos.

Falta amor por aí. Faltam boas ações e sobra intolerância. O universo devolve em dobro. E pagamos também pelos erros dos outros. Afinal de contas, somos uma comunidade. Estamos juntos nesse planetinha azul. Mais amor, menos guerra, inveja e ódio. Paz nos corações.

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*Fonte: osegredo / Valter Gerônimo Camilo Junior

Não tomar sol é tão perigoso quanto fumar, diz estudo

Pessoas que não fumam, mas também não tomam sol têm a mesma expectativa de vida de pessoas que fumam. É o que aponta uma pesquisa publicada na revista científica Journal of Internal Medicine realizada com 30 mil mulheres por cerca de 20 anos.

Este estudo indica que evitar o sol é um fator de risco de morte da mesma magnitude que fumar. Quando comparado a alguém que se expõe mais ao sol, a expectativa de vida de quem não toma muito sol pode diminuir até 2 anos e 1 mês.

Os pesquisadores do Hospital Universitário de Karolinska, na Suécia, responsáveis pelo estudo, notaram que mulheres que tomam mais sol tem menos riscos de problemas cardiovasculares e doenças crônicas como diabetes e esclerose múltipla do que quem evita o sol.

Um ponto interessante do estudo é que os benefícios aumentam conforme a pessoa toma mais sol.

Infelizmente, nem tudo são flores, os pesquisadores afirmam que também houve um aumento na incidência de câncer de pele entre quem se expunha mais ao sol.

“Contudo, o câncer de pele em pessoas que se expunham mais ao sol tinha um prognóstico melhor do que aquelas que tomavam menos sol”, diz o Dr. Pelle Lindqvist, autor do estudo.

Diante de tudo isso, Lindqvist defende que a mulher não deve se expor nem demais e nem de menos ao sol.

“Há tempos sabemos que existem três hábitos que são perigosos para a nossa saúde, são eles: fumar, sedentarismo e estar acima do peso. Agora, com esta pesquisa vimos que existe um quarto: evitar exposição ao sol”, conta Lindqvist.

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*Fonte: minhavida

5 sinais que mostram que uma pessoa não é verdadeira – (Falsiane)

Abaixo está uma lista com 5 sinais que mostram que alguém não é autêntico.
Alguns desses sinais são fáceis de detectar, enquanto outros precisam de uma convivência mais próxima, mas eles nos dão uma ideia melhor da verdadeira face daqueles ao nosso redor:

1. Extrema valorização de bens materiais
O site Huffington Post diz que pessoas autênticas conseguem enxergar o quanto os bens materiais são vazios. E o site LifeHack afirma que pessoas verdadeiramente autênticas valorizam mais as pessoas, relacionamentos e experiências do que bens materiais. As pessoas autênticas em sua vida são aquelas que estão mais interessadas em você e em seu bem-estar do que em futilidades e coisas efêmeras.

2. Viver para agradar aqueles ao seu redor
As pessoas autênticas e conscientes sabem que é impossível agradar a todos, porque temos pensamentos e opiniões diferentes. No entanto, as pessoas inautênticas saem do seu caminho para agradar os outros, com a esperança de poderem se aproveitar de seu ato de gentileza futuramente.

3. Desvalorização do autocuidado
As pessoas inautênticas não cuidam de si mesmas, isso porque não enxergam que quanto mais nos amamos e cuidamos de nossos corpos e almas, mais somos felizes e realizados com nossas vidas.

4. Inveja excessiva
As pessoas que não são autênticas sentem inveja das conquistas daqueles ao seu redor, porque não conseguem manifestar os próprios desejos em suas vidas. No entanto, essa incapacidade é fruto de suas questões internas, e tudo pode mudar com um reajuste de perspectiva e comportamento.

5. Irresponsabilidade
As pessoas inautênticas são irresponsáveis e muitas vezes forçam aqueles ao seu redor a tomarem decisões que beneficiem apenas a si mesmas. Quando chega a hora de enfrentar as consequências de suas atitudes, culpam os outros para fugir da responsabilidade.

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*Fonte: osegredo / Luiza Fletcher

Homens mais velhos

Muitas pessoas dizem que idade não conta numa relação amorosa. De fato, cada um tem o seu tempo para amadurecer e enxergar a vida de outra forma exaltando as particularidades. E é nesse “exaltar” que com a maturidade acabamos percebendo coisas que não perceberíamos como antes.

Pois bem, talvez se você estiver num relacionamento e o seu parceiro for mais velho ou você se sente atraído por homens mais velhos, vos digo: : vai se identificar com esse texto por mais que você acredite que o Amor não vem com receita e que não devemos padronizar as pessoas. Porém, quero opiniões sobre isso depois, ok?

Os homens mais velhos são mais maduros. Em tese, já passamos da fase de “vou naquela festa e ficar com todas as mulheres e depois contar para todos os meus amigos”. E poxa, aprendemos muitas coisas que vocês mulheres adoram. Como por exemplo, na hora do sexo! Para um homem que já passou por diversas situações, pode ser muito mais prazeroso o ato sexual com um homem mais velho que já teve várias parceiras e conhecem os pontos estratégicos do prazer. Além de sentir prazer, gostamos de dar prazer também. A maturidade nos ensina a sermos menos egoístas.

Os homens mais velhos já estão com a sua estabilidade financeira. Ou pelo menos já sabem o que querem da vida. E podem te ensinar ou te dar dicas de como superar os problemas que eles passaram até descobrirem o que querem. Pode ser divertida uma troca mútua. Já podemos dar conselhos e muitas vezes sabemos qual é o melhor caminho. Isso é um ponto interessante.

E quando o assunto é relacionamentos? Já passamos por vários – ai, com mais afinco, vem a tese da maturidade. Sabemos como lidar com certas coisas que quando éramos jovens não sabíamos. Já erramos muito e com isso aprendemos também e consequentemente temos muito a ensinar.

Os caras mais velhos já tem mais paciência quando vocês estão na TPM e acham delicioso quando vocês ficam irritadas por qualquer coisa. Porque isso é tão natural para nós que passamos a ver isso como mais um charme que a mulher tem e não como uma coisa horrorosa. TPM é só uma fase em que a mulher passa todo mês e que é hiper-ultra normal ela mudar a personalidade. A sua feição de irritada para um homem que já passou por tantas irritações é apenas mais um motivo para continuar a ser seu parceiro e entender tudo isso.

Outra coisa interessante é que os homens mais velhos querem logo juntar as coisas e morar sozinhos. Encaram essa empreitada, mulheres? Às vezes encarar a sogra não é legal, não é? Não precisa ter aquela cerimônia toda bonitinha – isso vai a critério do casal, mas morar junto é maravilhoso! Vocês não tem ideia de como é bom ter com quem trocar confidências com quem vos ama e querem a sua felicidade.

Namorar homens mais velhos e que eles tenham todas essas qualidades, não é uma regra. Mas posso te garantir: momentos de prazer e aprendizado mútuos que lhe proporcionarão uma imensa felicidade vinda de ambos os lados. Porque estamos aqui para aprender com quem sabe mais. E dentro dessa regra, os homens mais velhos costumam dar “um show à parte” nos garotinhos mais novos.

Sem contar que somos mais charmosos e não temos mais aquela cara de “bebê da mamãe”. Sim, o aspecto físico também é importante, porque não? Ou então, você que é desprendida de beleza exterior, vai gostar mais ainda. Porque uma “barriguinha” não atrapalha a relação não. O que importa é o bom papo e a compreensão que o homem mais velho tem com você.

Resumindo: os homens mais velhos são uma boa pedida para uma vida mais duradoura de aprendizados e se você cansou desses “moleques” que te trocam pela primeira gostosa que aparece pela frente, saiba: nós estamos à procura de uma pessoa que podemos contar pra vida inteira. Já que o momento de “diversões” triviais já passou.

Queremos mulheres para a vida inteira!

Daniel Velloso

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*Fonte: fasdapsicanalise /Daniel Velloso

Não permita ser julgado por quem não vive a sua história!

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.

Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.

Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

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*Fonte: osegredo / Marcel Camargo

O fim da barba está próximo

De acordo com biólogos evolucionários (não com estilistas de moda), o fim da barba está próximo. O decreto deve durar só uns 30 anos, no entanto.

Cientistas australianos descobriram que, conforme o pelo facial se torna mais comum, também fica menos atraente, e assim o “look” barbeado torna-se mais desejável para potenciais companheiras(os).

Anos mais tarde, no entanto, se todos os homens tiverem a cara lisa, a barba pode voltar a ter mais apelo sexual.

O experimento

No experimento feito pelos pesquisadores da Universidade de New South Wales, 1.453 mulheres e 213 homens foram convidados a avaliar faces diferentes.

Os participantes viram 36 imagens de rostos de homens. As primeiras 24 fotos destacavam homens totalmente barbudos ou sem nenhuma barba, ou uma mistura dos dois. As 12 imagens finais, em seguida, mostravam homens com barbas de vários níveis, e os voluntários tinham que avaliar sua atratividade.

Tanto as mulheres como os homens julgaram a barba cheia (ou barba completa) como mais atraente quando elas eram raras. A mesma coisa ocorreu com rostos barbeados.

Segundo os cientistas, esse padrão reflete um fenômeno evolutivo, da “seleção sexual dependente da frequência negativa”. Em outras palavras, a evolução dá uma vantagem para traços raros – quem os têm se torna então preferido por potenciais parceiros para a procriação.

Ciclo

Essa preferência dependente da frequência negativa pode, portanto, contribuir para um fim próximo da barba, que anda na moda atualmente.

Os cientistas dizem que, neste momento, chegamos ao “auge das barbas”, já que até profissões naturalmente associadas a um queixo limpo – banqueiros, estrelas de cinema e jogadores de futebol – começaram a ostentar pelos faciais.

Se a biologia estiver certa, então, o fim da cara peluda nada rara está decretado.

“Nós sabemos que as barbas passam por modas cíclicas. Pessoas costumam falar de uma escala de tempo de 30 anos”, disse o professor Rob Brooks, um dos pesquisadores do estudo. “Há uma pesquisa maravilhosa que analisou fotografias de homens entre 1871 e 1972 no Illustrated London News. Costeletas mudaram para bigodes e, em seguida, para barbas cheias”.

De fato, a década de 1970 foi a dos bigodes finos. Nos anos 80, a moda era bigodes grossos. Nos anos 90, os homens assumiram o look bunda de bebê, até a volta das grandes barbas nos recentemente.

Brooks sugere que esse “boom” pode ter suas raízes na crise financeira de 2008. “Eu acho que uma das razões para a barba voltar é que agora é um momento difícil. Os jovens estão competindo para atrair alguém, quando emprego não é fácil de encontrar”.

O problema com querer se sobressair usando uma barba é que em breve isso provavelmente já não será possível, devido ao seu uso generalizado pelo mundo todo. Logo, se você, homem, quiser se destacar na multidão, é melhor comprar uma lâmina de barbear. [BBC, Express]

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*Fonte: hypescience

Narcisismo coletivo, um vírus que se expande cada vez mais

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.

Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Ele se manifesta de forma muito visível no futebol. O narcisismo coletivo faz com que, para alguns torcedores, seja impossível aceitar tranquilamente que seu time perca para o time oponente; também os leva a fazer grandes exibições de poder, com músicas, barulhos irritantes ou atitudes que buscam intimidação.

“Narcisismo. Não acredito que você não tenha um espelho de corpo inteiro”.
– David Levithan –

O mesmo acontece com os países e o sentimento nacionalista. Há aqueles que se irritam porque alguém não gosta de seu país. Não toleram nenhuma crítica contra seu país e desejam, fortemente, que sua pátria seja admirada por todos e destacada em todas as circunstâncias.

É claro que todos nós queremos sentir orgulho do lugar de onde viemos, ou do grupo ao qual pertencemos. No entanto, quando isso toma outras dimensões, já não se trata de um sentimento saudável. Mais cedo ou mais tarde este sentimento se transformará em intolerância e violência.

Do orgulho de grupo ao narcisismo coletivo

Qual seria a diferença entre o orgulho nacional, o de grupo e o narcisismo coletivo? Quem sofre do vírus do narcisismo coletivo não quer sentir orgulho pelo seu grupo, e sim demonstrar ser superior aos demais. No fundo, habita a insegurança e, por isso, buscam a reafirmação do que os outros pensam.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.

O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.

Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas

É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.

A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.

Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Consciência pode ser um efeito colateral da “entropia”, dizem pesquisadores

De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Toronto (Canadá) e da Universidade Paris Descartes (França), assim como o universo, o nosso cérebro pode ser programado para maximizar a desordem, um princípio semelhante ao da entropia. Assim, nossa consciência poderia ser simplesmente um efeito colateral disso.

A nossa capacidade de ser conscientes de nós mesmos e de nosso ambiente é uma parte crucial de ser humano. Apesar disso, os pesquisadores ainda não compreendem verdadeiramente de onde ela vem, e por que a temos.

O estudo apresenta uma nova possibilidade: e se a consciência surge naturalmente como resultado de nossos cérebros maximizando o seu conteúdo informativo? Em outras palavras, e se a consciência for um efeito colateral do nosso cérebro se movendo em direção a um estado de entropia?

Entropia

A entropia é, basicamente, o termo usado para descrever a evolução de um sistema de ordem para a desordem. É como um ovo: quando está perfeitamente separado em gema e clara, tem baixa entropia. Quando o cozinhamos, no entanto, ele tem alta entropia – é o mais desordenado que pode ficar.

A segunda lei da termodinâmica afirma que a entropia só pode aumentar em um sistema – é por isso que não podemos, por exemplo, “descozinhar” um ovo.

Muitos físicos acreditam que, após o Big Bang, o universo tem gradualmente se movido de um estado de baixa entropia para um de alta entropia, e isso poderia explicar por que a seta do tempo apenas se move para frente – e como consequência não podemos voltar no tempo.

Os pesquisadores franceses e canadenses decidiram aplicar o mesmo raciocínio para as conexões em nosso cérebro, e investigar se elas mostram algum padrão na forma como se ordenam enquanto estamos conscientes.

O estudo

Para descobrir isso, a equipe usou um tipo de teoria da probabilidade chamado de mecânica estatística para modelar as redes de neurônios nos cérebros de nove pessoas, incluindo sete que tinham epilepsia.

Especificamente, eles analisaram a sincronização de neurônios – se eles oscilaram em fase uns com os outros – para descobrir se as células do cérebro estavam ligadas ou não.

Os cientistas observaram dois conjuntos de dados: primeiro, compararam os padrões de conectividade quando os participantes estavam dormindo e acordados. Em seguida, olharam para a diferença quando cinco dos pacientes epilépticos estavam tendo convulsões, e quando seus cérebros estavam em um estado normal, “alerta”.

Em ambas as situações, eles viram a mesma tendência – os cérebros dos participantes apresentaram maior entropia quando em um estado totalmente consciente.

“Nós encontramos um resultado surpreendentemente simples: os estados de vigília normais são caracterizados pelo maior número de configurações possíveis de interações entre as redes cerebrais, o que representa altos valores de entropia”, escreveu a equipe em seu artigo, aceito para publicação na Physical Review E.
Ponto de partida

Antes de tirarmos muitas conclusões, porém, vale lembrar que existem algumas grandes limitações neste trabalho, principalmente o pequeno tamanho da amostra. É difícil detectar eventuais tendências a partir de apenas nove pessoas, ainda mais levando em conta que os cérebros de todos os participantes responderam de forma ligeiramente diferente em cada estado.

No geral, o estudo é um bom ponto de partida para futuras pesquisas, apontando para uma possível nova hipótese.

A equipe agora planeja investigar mais a fundo, medindo o estado termodinâmico de diferentes regiões do cérebro para entender se o que está acontecendo é realmente a verdadeira definição de entropia, ou algum outro tipo de organização.

Eles também querem estender suas experiências ao comportamento cognitivo geral – por exemplo, ver como a organização neural muda quando as pessoas estão concentrando-se em uma tarefa e quando estão distraídas. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade

Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

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Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

1. Monitore os seus pensamentos

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

2. Faça atividades físicas e pratique meditação

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

3. Encontre um propósito – nem que seja cuidar de seu animal de estimação

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. “Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

5. Viva no presente

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

6. Busque terapia

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

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*Fonte: bbcbrasil

Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI

Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Separação e responsabilidade

Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.

A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem. Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente. Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade. E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem. Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice. Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia. Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos. Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então. É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050. O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes. As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.

Para ler na integra acesse [ Aqui ]

 

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*Fonte: revistapazes

Sentir saudade nos leva a um estado emocional profundo

Sentir saudade é sentir esse vazio que a distância da pessoa amada produz, é essa chama que arde no nosso interior e que nunca será apagada… O vento profundo que nos aviva a lembrança da nossa terra ou a melancolia que aparece ao saber que algo ou alguém pode não voltar para junto de nós.

A saudade é a presença da ausência. O desejo de alguma coisa ou de alguém de quem nos lembramos com carinho, mas que sabemos que será difícil voltar a sentir. Um profundo estado emocional que mistura as tristezas com os afetos para nos deixar o sabor agridoce daquilo que nunca vai chegar, mesmo quando mantemos a esperança viva.

“Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu…

Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem todas essas saudades.
Mas a saudade que mais dói é a saudade de quem se ama.”

-Miguel Falabella-

Saudade, uma palavra poderosa

Nenhuma palavra em outra língua é capaz de unir ao mesmo tempo o sentimento de uma lembrança alegre que também é dolorida. Um sentimento que a cultura portuguesa identificou, expressando-a através da bela palavra saudade. Uma palavra misteriosa carregada de sentido que muitos filólogos e linguistas estudaram para determinar sua origem, sem, entretanto, chegarem a um acordo.

Mais que algo concreto, essa palavra abarca um conjunto de sensações e emoções que remetem desde o passado até as sensações do presente. Uma essência que Manuel Melo, escritor português, descreve como “bem que se padece e mal que se desfruta”.

Saudade é uma palavra profundamente emocional que, sem dúvidas, é difícil englobar em um único significado.

Por outro lado, de uma perspectiva filosófica, Ramón Piñero descreve esse termo como um estado de espírito derivado de um sentimento de solidão. De modo que as diversas formas de solidão derivam em diferentes maneiras de saudades: aquela que apreciamos nas nossas circunstâncias (objetiva) e aquela que vivemos na nossa intimidade (subjetiva).

Outras explicações a relacionam com tentativas de retornar ao sentimento de segurança básica através do instinto de morte, como explica o Dr. Novoa Santos, ou com o despertar emocional que provoca o lugar de origem. Como vemos, há todo um leque de significados que se reúnem em um estado psicológico.

Sentir saudade vai muito além da nostalgia

Apesar de a saudade ser identificada como nostalgia ou melancolia, a fragrância da sua essência transcende as paredes desses significados. Sentir saudades não é apenas sentir falta, mas também transcender esse sentimento para tomar consciência da importância que determinadas pessoas e determinados momentos tiveram nas nossas vidas. É saber que nada será igual ao momento anterior e às experiência compartilhadas.

Como já dissemos, esse termo remete ao quebrar de uma onda na praia da nossa consciência. Uma onda do mar que quebra, na qual a ausência se torna presente inundando o nosso interior. É aquele momento em que nos lembramos daqueles olhos com os quais não voltaremos a nos conectar, da pele na qual nunca vamos encostar de novo ou do cheiro do lugar onde crescemos, quintal da nossa infância, enquanto vemos o movimento tímido, mas constante, do Sol no horizonte. A saudade é o ponto de encontro entre a alegria da lembrança e a tristeza da ausência.

Disso os românticos entendem muito bem. Porque como disse o escritor e ator Miguel Falabella, a saudade que mais dói é a saudade da pessoa pela qual o amor não morreu. Aquela que corresponde ao vazio por saber que é impossível voltar a estar juntos, mas, por sua vez, que foi aceito como destino, lembrando-se de como fomos felizes ao mesmo tempo em que uma brisa de tristeza nos acaricia a nuca. Uma bela, mas dolorosa, forma de amar…

“A saudade que mais dói é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida”.
-Miguel Falabella-

Aliviar o sabor agridoce da lembrança

A saudade dói mas implica necessariamente felicidade através de uma das suas arestas, porque ao senti-la transcendemos o que sentimos. Vamos mais além para nos lembrarmos da felicidade e sentir a tristeza sabendo que é impossível recuperar uma sensação que um dia foi tão prazerosa.

É como aprender a saborear a faceta mais agridoce da lembrança. Aquela que integra seus polos mais opostos e encontra um certo equilíbrio que às vezes nos consola…

“Saudade é o que senti enquanto estava escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…”
-Miguel Falabella-

 

Em resumo, sentir saudade significa sentir a vida com cada um dos poros da nossa pele e aprender a valorizar tudo o que está ao nosso redor. Cada instante, cada detalhe, cada pessoa pode despertar em nós esse estado emocional que nos coloca entre a dor e a felicidade.

E você… costuma sentir saudade do quê?

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*Fonte/texto: amenteemaravilhosa

Aprenda a identificar pessoas que possuem real falta de caráter

E o que é FALTA de caráter:

A falta de caráter é percebida quando, mesmo errando repetidamente com os outros, causando prejuízo a terceiros, e ferindo sentimentos através de manipulações e mentiras, a pessoa insiste no ato. A falta de caráter é característica de pessoas com baixa consciência moral, uma vez que essas pessoas não objetivam melhorar, pelo menos não sinceramente.

Alguns exemplos de FALTA de caráter:

Mentiras:

Todos nós mentimos, quer admitamos, quer não. As mentiras podem ser coisas banais do dia a dia, como dizer que vamos para casa, quando realmente não queremos sair com alguém. (nesse caso, até uma maneira de tentar abrandar um mal-estar), como podem ser mentiras mais graves, e que envolvem consequências importantes.

Entretanto, como eu disse no começo, todos estamos sujeitos a um erro grave. A diferença entre uma mentira acontecer em uma pessoa normal (cheia de falhas, mas que tem consciência), e em uma pessoa com falta de caráter, será a repetição e a não correção do ato, mesmo após ter passado por situações delicadas com as mentiras anteriores. Uma, duas mentiras são aceitáveis. Entretanto, um mentiroso (a) frequente mostra sérios sinais de falta de caráter.

Traição:

Longe de ser um tópico moralista, a traição pode ser entendida como falta de caráter, quando também acontece recorrentemente em uma relação em que o pacto do casal é de fidelidade. A traição também deve ser lembrada nos contextos de sociedade, no trabalho e amizade, em que o raciocínio é o mesmo: quebra de acordos e confiança.

Dívidas:

Uma coisa é a pessoa passar por situações complexas e que impossibilitem o pagamento de suas contas, outra coisa é a má administração do dinheiro, o consumismo desnecessário e o “comprar sem ter a intenção de pagar”. Um exemplo que deve ser observado são as pessoas que emprestam dinheiro de familiares e/ou amigos e não se veem na obrigação de pagar, aproveitando-se do vínculo afetivo existente. Mais uma vez, a falta e caráter será observada na frequência das ações.

Tratamento diferenciado:

O que motiva alguém a tratar bem algumas pessoas em detrimento de outras? O que pensar de alguém que só trata bem àqueles que têm dinheiro ou que podem lhe oferecer algo em troca? A arrogância, a hipocrisia e comportamento interesseiro também são, sem dúvidas, sinais de falta de caráter.

Manipulação:

Tentar convencer alguém a pensar ou fazer algo de maneira diferente são coisas completamente diferentes de manipular pessoas a fazerem coisas que elas, se estivessem em plena consciência de seus atos, talvez não fizessem. A manipulação é um comportamento egoísta, uma vez que tira o direito de escolha do outro, e mostra falta ou total ausência de consideração pelo outro. O manipulador sempre visa driblar vontades e regras para favorecimento pessoal.

Falta de palavra:

A falta de palavra pode caminhar próximo à mentira e à manipulação. Quando alguém combina algo ou assume um compromisso, a espera social é que o mesmo seja cumprido. Mais uma vez, descartando os casos isolados, uma “Palavra” quebrada com frequência oferece sérios indícios de falta de caráter.

Não assumir as próprias responsabilidades:

Um dos maiores sinais de maturidade que pode ser encontrado em alguém é a capacidade de assumir as próprias responsabilidades. A falta de caráter pode ser observada se uma pessoa repetidamente atribui a outros a responsabilidade por atos que deveriam ser assumidos pessoalmente, principalmente, no que se refere às quebras de regras e leis que infringem com frequência.

Nota da página: Não é por acaso que as características acima são frequentes em sociopatas, pessoas com ausência de consciência e consideração pelos outros.

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*Fonte: bemmaismulher

Por um mundo de Empatia

Sabe aqueles dias em que você não está bem ou quando você analisa a sua vida e percebe que as coisas não estão nem um pingo do jeito que você gostaria? Ou, ainda, quando acontece algo que tira o nosso chão e nos deixa sem rumo? Nesses momentos a tristeza é inevitável, assim como, o sentimento de impotência diante da vida, de tal maneira que a chama que nos mantêm firmes enfraquece. Precisamos, então, de pessoas capazes de se colocar no nosso lugar e de algum modo sentir a nossa dor. Ou seja, precisamos da empatia dos que nos cercam para que percebamos que não estamos sozinhos e que por mais dolorosa que seja a caminhada, chegaremos ao final.

Em uma sociedade tão individualista e egoísta como a nossa, torna-se extremamente difícil encontrar pessoas empáticas. Cada um pensa na sua satisfação pessoal e na resolução dos problemas que unicamente o incomodam, de forma que não há um olhar contemplativo em relação ao todo, para que possamos enxergar que a vida não se circunscreve apenas a nossa existência e que as outras pessoas também têm problemas e dores, já que são seres humanos como nós também somos.

Dessa forma, para que se possa ter empatia, antes é necessário fugir do senso comum, que prega apenas valores individualistas voltados para o próprio umbigo. Em outras palavras, jamais conseguiremos possuir empatia se o nosso mundo se circunscrever somente a nós, de modo que o outro seja algo totalmente inóspito e sem as mesmas constituições emocionais que as nossas.

Para ter empatia é indubitável que o indivíduo permita ser tocado por um dor que não é sua e esteja aberto àquele novo mundo a sua frente. É preciso permitir ter as suas veias e artérias invadidas por um corpo estranho, com pensamentos diferentes dos seus, problemas diferentes dos seus e monstros diferentes dos seus. É preciso estar aberto a um ser que mesmo diferente precisa de um olhar e um afago que o faça sentir que não está atravessando aquela tormenta sozinho.

No entanto, em uma sociedade em que o egoísmo predomina, é difícil encontrar pessoas que realmente possuem a capacidade de colocar-se no lugar do outro. Pessoas que vão além da simpatia, que é importante, mas não supre de modo algum a falta da empatia.

Quando estamos tristes não precisamos apenas de alguém que só saiba contar piadas e nos queira levar pra sair. Precisamos de alguém que entenda a nossa dor, que respeite o nosso luto e que demonstre que apesar de incômoda, aquela é uma situação que faz parte da vida e que devemos enfrentá-la por mais que seja difícil.

Precisamos de pessoas que sejam capazes de também mostrar a suas feridas, revelar os seus medos e confessar as suas fraquezas, para que percebamos que não somos os únicos que choramos e às vezes temos vontade de desistir. Não se trata de provocar “felicidade” em função de uma tristeza alheia, mas de demonstrar a humanidade que há em nós, que faz coisas belas e grandiosas e também tem fraquezas, dores e angústias.

Isto é, demonstrar que todos nós caímos e precisamos de ajuda e que a dor que agora sentimos, outros já sentiram e sentem, de modo que não há motivo para desespero, pois o fardo que parece insuportável, outros já suportaram, bem como, não é necessário carregá-lo sozinho, pois há alguém para dividir esse fardo e ajudá-lo a sair dessa situação.

Assim, ter empatia é ter o coração aberto para outra vida que precisa de nós naquele momento. É saber que naquele lugar poderia ser eu, você ou qualquer um. É ter a sensibilidade para perceber que não é porque uma determinada situação não mexe conosco, que não mexe com o outro; que não é porque algo não aperta o nosso peito, que o outro não pode sentir o seu peito esmagado.

Ter empatia é entender que as pessoas são diferentes, sofrem por coisas diferentes, reagem às situações internas e externas de modo diferente, mas que, acima de tudo, são seres humanos que em meio a divergências fazem a mesma coisa, sentem. E, assim, precisam ser ouvidas, compreendidas e acarinhadas, pois o que há de mais nobre na empatia é essa capacidade de sentir uma dor que talvez jamais nos incomodasse. Mas, que nos incomoda pelo outro, em razão do outro e por isso é ao mesmo tempo tão pesada e bela e faz com que sintamos o âmago de outro ser ecoando dentro de nós, pois como diz Milan Kundera:

“Não existe nada mais pesado que a compaixão. Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor co-sentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos.”

por Erik Morais

 

 

 

 

 

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*Fonte: genialmentelouco