A Verdade Nua e Crua

A pintura “A Verdade saindo do Poço” (1896), mostrada abaixo, é de autoria de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, e está ligada a uma parábola do século XIX.

Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.

A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.
O Mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.
A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha.

Desde então, a Mentira viaja ao redor do Mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.”

A Mona Lisa não está olhando para você, diz estudo

Os alemães Gernot Horstmann e Sebastian Loth, ambos pesquisadores do departamento de psicologia cognitiva da Universidade de Bielefeld, defendem que de fato existe a impressão de que um personagem de pintura pode estar nos encarando, mas não é o caso de Mona Lisa.

Os dois fizeram enquadramentos de tamanhos variados do rosto da Gioconda até terem em mãos 15 recortes em que apenas os olhos e o nariz da mulher ficaram visíveis. As imagens foram mostradas para 24 participantes do estudo e, em seguida, os pesquisadores pediram que eles apontassem a direção do olhar. Na média, os voluntários disseram que Mona Lisa olhava no sentido da mão direita deles, em um ângulo de 15.4°.

Horstmann, que é especialista em movimento dos olhos e atenção, contou à Newsweek que o “efeito Mona Lisa”, portanto, nada mais é do que um equívoco. “[Isso] ilustra um intenso desejo de ser olhado e ser o centro das atenções de outra pessoa — ser relevante para ela, mesmo que você nem sequer a conheça”, explicou.

Embora observadores possam ter a impressão de que estão sendo observados de volta, o rosto na pintura do século 16 tem o olhar dirigido um pouquinho à lateral.

O coautor do estudo disse à revista que isso foi percebido como se a pessoa retratada estivesse olhando para sua orelha, o que corresponde a mais ou menos 5° de uma distância normal de observação. “Mas, conforme o ângulo aumenta, você não teria a impressão de ser olhado”, afirmou.

Além de encerrar o mito do “efeito Monsa Lisa”, a pesquisa feita pela dupla é uma mão-na-roda para designers de indústrias como a de games, já que esses profissionais desenvolvem avatares para ambientes digitais. Neste caso, o olhar pode ajudar os jogadores a compreenderem melhor seus avatares.

“Usando o olhar, o agente virtual pode expressar sua atenção e pode apontar para objetos que são ou serão relevantes em missões — bem como um humano”, explicou.

 

 

 

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*Fonte: revistagalileu

Paintings by Michele Del Campo

E o que me dizer desse belo trabalho artístico de imagens do cotidiano urbano!?
Nem parece que é uma pintura. Numa primeira olhada, parecem fotografias.
Trata-se do incrível acervo do artista Michele del Campo.
Aprecie.