Nova teoria sugere que Planeta Terra é um ser inteligente

No artigo os pesquisadores discutem o que chamam de “inteligência planetária”.

Um planeta pode ser inteligente? Essa parece ser a questão central de uma nova teoria proposta por astrobiólogos, de que os planetas também são entidades inteligentes. Este experimento mental se baseia na noção de que a atividade coletiva da vida, na forma de micróbios ou plantas, mudou planetas como a Terra e permite que eles tenham vida própria.

No artigo publicado no International Journal of Astrobiology, os pesquisadores discutem o que chamam de “inteligência planetária” – a ideia de atividade cognitiva operando em escala planetária – para levantar novas ideias sobre as maneiras pelas quais os humanos podem lidar com questões globais, como as mudanças climáticas, por exemplo.

Se a atividade coletiva da vida – conhecida como biosfera – pode mudar o mundo, a atividade coletiva da cognição e a ação baseada nessa cognição também podem mudar um planeta? Uma vez que a biosfera evoluiu, a Terra ganhou vida própria. Se um planeta com vida tem vida própria, ele também pode ter mente própria?

Inteligência planetária
Conhecemos a inteligência como um conceito que descreve indivíduos, grupos coletivos, até mesmo os comportamentos curiosos de vírus ou fungos. As redes subterrâneas de fungos, por exemplo, formam um sistema de vida que reconhece as mudanças nas condições climáticas e responde ativamente a elas. Essas coisas alteram profundamente a condição de todo o planeta.

“O que importa é quando a inteligência coletiva é colocada para trabalhar em direção ao propósito coletivo mais essencial da vida: a sobrevivência. Tal como a concebemos, a inteligência planetária é medida pela capacidade da vida em um planeta de se sustentar em perpetuidade”, observaram os pesquisadores.

“Ainda não temos a capacidade de responder comunitariamente pelos melhores interesses do planeta”, disse Adam Frank, professor de física da Universidade de Rochester e coautor do artigo, em um comunicado à imprensa.

A noção de um planeta ganhando vida própria foi observada pela primeira vez através da percepção da “biosfera” na ciência. “A biosfera nos diz que uma vez que a vida aparece em um mundo, esse mundo pode ganhar vida própria”, escreveram os pesquisadores.

Tecnosfera imatura
Curiosamente, a teoria observa que a Terra pode estar cheia de vida inteligente – mas “não parece muito inteligente”. “Ainda não temos a capacidade de responder comunitariamente pelos melhores interesses do planeta”, diz o astrofísico Adam Frank, da Universidade de Rochester. “Há inteligência na Terra, mas não há inteligência planetária.”

A Terra parece estar presa em um estágio chamado de “tecnosfera imatura”. Este é um cenário em que a atividade tecnológica está plenamente desenvolvida e enraizada – mas ainda não está integrada harmoniosamente com outros sistemas, como o ambiente físico. É importante integrar essas duas esferas, pois somente quando os processos biológicos e tecnológicos estiverem em sincronia podemos garantir a produtividade e o futuro do ser humano neste planeta.

“A biosfera descobriu como hospedar a vida por si mesma bilhões de anos atrás, criando sistemas para movimentar nitrogênio e transportar carbono”, diz Frank. “Agora temos que descobrir como ter o mesmo tipo de características de auto-manutenção com a tecnosfera.”

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*Fonte: ciclovivo

Colapso de nuvens esquentaria a Terra em mais 8ºC

Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) traz um alarme e um alívio. O alarme: concentrações de gás carbônico no ar equivalentes ao triplo da atual causariam uma elevação adicional de 8oC na temperatura média global. O alívio: isso aconteceria apenas num planeta que já estivesse 6oC mais quente. E, com esse aquecimento, amigos, todos nós estaríamos tão lascados que 8 graus a mais fariam pouca diferença.

De qualquer forma, trata-se de (mais) um recado claro à humanidade sobre aonde não ir com o grande experimento planetário que estamos fazendo ao despejar maciçamente gases de efeito estufa na atmosfera. Embora seja uma elevação extrema, 6oC de aquecimento global neste século em relação à era pré-industrial é uma medida que está dentro das previsões do IPCC, o painel do clima da ONU, para um mundo no qual as emissões de gás carbônico sigam tão altas quanto são hoje.

Ou seja, a hipótese delineada por Tapio Schneider, do Instituto da Tecnologia da Califórnia, edição do periódico Nature Geoscience está longe de ser irreal.

Com a ajuda de novas técnicas computacionais, Schneider e seus colegas Coleen Kaul e Kyle Pressel simularam o que aconteceria com um tipo específico de nuvem oceânica caso as concentrações de CO2 subissem muito. Essas nuvens, os estratocúmulos, formam uma espécie de “pavimento” de cerca de 300 metros de espessura no céu sobre os oceanos nas regiões subtropicais. Os pisos de estratocúmulos, como são chamados, recobrem 20% da superfície dos mares e funcionam como um guarda-sol natural do planeta: eles rebatem de 30% a 60% da radiação solar de volta para o espaço, impedindo que ela atinja a superfície e seja reemitida na forma de raios infravermelhos (calor).

Os cientistas do clima sempre quiseram entender direito o que acontece com as nuvens quando a Terra esquenta. Só que os modelos climáticos globais de computador são “míopes” demais para enxergar processos que ocorrem na escala de metros, já que cada célula na qual eles dividem a superfície do globo tem vários quilômetros de área. Embora os modelos sejam bastante bons em simular o clima na média, alguns detalhes importantes ficam perdidos e precisam ser computados de outras maneiras. As nuvens, por exemplo, precisam ser parametrizadas, ou seja, o modelo é alimentado com o comportamento que se espera de uma nuvem e isso é extrapolado para toda a simulação.

“O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso”.

No começo do século, por exemplo, havia a tese de que o aquecimento global cancelaria a si mesmo ao aumentar a evaporação e a formação de nuvens, que rebateriam mais radiação para o espaço. Os modelos não conseguiam simular esse efeito, que virou uma espécie de peça de propaganda dos negacionistas do aquecimento global. A hipótese, porém, não resistiu a testes em supercomputadores.

O que Schneider e colegas fizeram foi revelar um mecanismo de “feedback positivo”, ou seja, um efeito do aquecimento global que causa mais aquecimento global. Para isso, eles reduziram a escala de modelos climáticos para algumas dezenas de metros e usaram novas técnicas numéricas para obter alta resolução. O preço da simulação de nuvens de alta fidelidade, disse Schneider, foi que o trio precisou parametrizar a dinâmica global do clima.

O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso. Isso ocorre porque a diferença de temperatura entre a parte inferior e a parte superior da nuvem desaparece, e o ar quente e úmido da evaporação marinha deixa de se condensar.

“Com um mundo tão quente, o gradiente vertical de temperatura, que faz a redistribuição de calor e produz nuvens, é severamente destruído”, diz o físico Paulo Artaxo, da USP, especialista em formação de nuvens. “É um outro planeta, com dinâmica da atmosfera totalmente diferente.”

Sem o manto protetor das nuvens, ocorrem duas coisas que causam a disparada do termômetro: primeiro, a radiação solar deixa de ser rebatida e passa a esquentar mais o planeta. Segundo, a atmosfera passa a poder ter mais vapor d’água sem que ele se condense para formar nuvens de chuva. Só que o vapor d’água é, ele mesmo, um gás de efeito estufa poderoso, que absorve ainda mais calor na atmosfera. Daí os 8oC adicionais, que elevariam a média do planeta em inimagináveis 14oC – a média global hoje é 15oC.

Além do mais, o efeito é duradouro: para o piso de estratocúmulos se recuperar, seria necessário devolver as concentrações de gases-estufa a 300 ppm (partes por milhão), as mesmas da era pré-industrial (hoje estamos em 405 ppm).

Para que isso ocorresse, porém, seria necessário manter altas emissões de gases de efeito estufa. O Acordo de Paris busca evitar que isso aconteça, mas a ascensão de governos de extrema direita em países como os EUA e o Brasil criam obstáculos ao cumprimento do acordo.

Questionado sobre o problema adicional representado pelos 8 graus extra, Schneider diz que os impactos já seriam bem grandes com 6oC. “No entanto, eu também estou interessado no passado”, disse o cientista ao OC. Ele afirma que seu estudo pode ajudar a solucionar um mistério da climatologia: por que tivemos no passado da Terra climas extremos – há 50 milhões de anos, por exemplo, não havia gelo nenhum no Ártico sem quantidades altas demais de CO2 no ar. “Vinha sendo um paradoxo que esses climas tenham sido tão quentes sem concentrações de CO2 excessivamente grandes, ao redor de 4.000 ppm. Aqui um feedback adicional de nuvens pode dar uma explicação.”

*Por Claudio Angelo

 

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*Fonte: oeco

Aquecimento global pode gerar voos mais turbulentos; entenda o motivo

Aumento da temperatura altera o comportamento das chamadas ‘correntes de jato’, exigindo dos aviões manobras mais bruscas

O aquecimento global, fenômeno que compreende o aumento da temperatura média da atmosfera e dos oceanos terrestres, é um tema em alta no mundo todo. Suas consequências sobre o meio ambiente são, de longe, as que levantam mais discussões e preocupações, mas existe uma outra área que também pode ser gravemente afetada pelo aquecimento da Terra: as viagens aéreas.

No ar, as rotas pré-programadas existem não só para que se mantenha uma ordem no tráfego aéreo, mas também para que os aviões possam economizar tempo e combustível. Neste segundo quesito, entram em ação as “correntes de jato” (jet streams), massas de ar em movimento que se distribuem no globo de forma bastante particular. Elas são fruto de diferenças de temperatura entre os pólos e a região do Equador e podem servir como uma ajudinha extra no percurso.

É por causa desses “atalhos” que voar de Nova York para Los Angeles demora uma hora a mais do que cumprir o roteiro Los Angeles-Nova York, por exemplo. A escolha por usar atalhos do tipo, porém, pode significar uma viagem com mais adversidades. E hoje, com o aumento das temperaturas, essa relação não poderia ser mais clara. Isso porque correntes de jato estão mais agitadas atualmente do que eram em 1979 – ano em que os primeiros dados do tipo foram coletados.

Efeito turbulento

Em estudo publicado na revista científica Nature, meteorologistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, analisam correntes de jato do Atlântico Norte, região que compreende as águas atlânticas situadas acima da linha do Equador. Ela é um dos principais corredores aéreos do mundo, por onde cruzam pelo menos 3 mil voos todos os dias, segundo a Superinteressante.

De acordo com os pesquisadores, voar pelo Atlântico Norte vem se tornando uma tarefa mais difícil graças à intensificação das mudanças climáticas. Isso porque o aquecimento das temperaturas médias da Terra diminui a amplitude térmica entre a região polar e a do Equador, enfraquecendo, assim, as correntes de jato polares. Para correntes mais fortes, a diferença nas temperaturas deve ser maior.

A pesquisa aponta que, em correntes de jato mais fracas, os aviões ficam 15% mais suscetíveis (entre 1979 e 2017) ao fenômeno de cisalhamento do vento, uma das principais causas de turbulências em aviões. Ele ocorre quando os ventos mudam de velocidade ou direção bruscamente, por conta de mudanças na altitude do voo, explica a Superinteressante. Isso exige do avião um ganho maior de velocidade, ou uma desaceleração mais intensa, ambas ações que causam turbulência no voo.

O futuro não é favorável

Uma pesquisa anterior, assinada pelo mesmo grupo, sugere que voos turbulentos são um fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente. Se nada for feito para frear as mudanças climáticas, podemos esperar altas de 59% no número de turbulências leves, 94% nas turbulências moderadas e 149% nas turbulências severas.

“Uma intensificação da turbulência pode ter consequências importantes para a aviação. A turbulência pode causar danos às aeronaves e é a causa por trás do medo que muitas pessoas têm de viajar de avião”, diz o estudo.

 

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*Fonte: olhardigital

As três coisas que vão destruir a humanidade, segundo Stephen Hawking

Stephen Hawking é um gênio astrofísico mundialmente conhecido por seus estudos sobre os buracos negros e a relatividade. O britânico padece de uma terrível enfermidade degenerativa desde os 21 anos.

Além do filme “A Teoria de Tudo”, que rendeu o Oscar de Melhor Ator a Eddie Redmayne, que o interpretou, o físico é conhecido por suas declarações sobre o futuro da humanidade.

Stephen Hawking sempre teve posições polêmicas sobre a fé religiosa e a existência de Deus.

Em setembro de 2014, ele declarou uma posição dúbia sobre o assunto: disse não afirmar, nem negar, a existência de Deus, porque tudo que tem a ver com fé religiosa é inerentemente desconhecido para o ser humano.

Isso não quer dizer que ele tenha deixado de ser ateu. Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, Hawking afirmou: “Não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião crê em milagres, mas eles são incompatíveis com a ciência”.

Três coisas que vão acabar com a humanidade

Apesar das polêmicas declarações sobre a existência de Deus, Stephen Hawking sempre sustentou que, afinal de contas, cada um tem o direito de crer no que quiser.

Ele não acredita que a religião vá destruir o mundo. Segundo Hawking, temos que tomar cuidado com:

Inteligência artificial

A possibilidade de que as máquinas substituam os homens têm sido o tema favorito da ficção científica nas últimas décadas do século XX.

Houveram grandes detratores dessa possibilidade, e um dos mais ferrenhos é Stephen Hawking. Ele acredita que o desenvolvimento da inteligência artificial é um perigo potencial à humanidade.

Seu principal argumento é: a evolução humana é muito mais lenta que a evolução da tecnologia e é provável que as máquinas alcancem o domínio completo da humanidade.

Vida extraterrestre

“Se alguma vez os aliens nos visitarem, acredito que o resultado seja parecido como quando Cristóvão Colombo desembarcou pela primeira vez na América, que resultou em algo nada bom para os nativos”, disse Hawking em uma entrevista ao “The Times”, de Londres.

Segundo o britânico, o encontro com extraterrestres não seria nada amistoso. Ele também disse que possivelmente estaríamos em desvantagem, porque pode ser que nos deparemos com uma civilização milhões de vezes mais avançada que a nossa, que poderia rapidamente nos dominar e nos levar à ruína.

Agressão dos homens

Segundo Hawking, a agressividade é uma característica do homem que pode ter sido útil em outras eras, mas agora é perigosa a ponto de poder acabar com a humanidade.

Um dos maiores riscos disso é de uma guerra nuclear, que poderia aniquilar grande parte da população mundial.

Ou seja, se não forem as máquinas nem os aliens, nós mesmos iremos nos matar. Mesmo polêmico, Stephen Hawking, sem dúvida, está certo. Não acha?

*Por Thiago Ferreira

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*Fonte: vix

Sumiço das nuvens é a nova ameaça do fim do mundo como o conhecemos

Há 50 milhões de anos, período conhecido como Eoceno, o Ártico não era coberto de gelo como hoje. Com a Terra cerca de 13ºC mais quente, a paisagem no extremo norte do planeta era ocupada por florestas pantanosas repletas de crocodilos, semelhantes às encontradas hoje ao sul dos EUA.

Para buscar entender o que deixou o planeta tão quente no passado— e o que pode acontecer com o clima no futuro —, cientistas usam modelagens matemáticas que fundem dados observados e projeções computadorizadas. A estimativa da pesquisa é que a concentração de CO² na atmosfera teria que ser de 4 mil partes por milhão (ppm) para que a temperatura ficasse tão quente. Isso é muito carbono; para se ter uma ideia, a concentração atual do elemento químico na atmosfera é de 410 ppm.

Ainda não se sabe exatamente o que causou o calorão de 50 milhões de anos atrás, mas uma nova pesquisa publicada na Nature Geoscience indica que a resposta pode estar nas nuvens.

Cerca de 20% dos oceanos subtropicais são cobertos por uma baixa e fina camada de nuvens, chamadas de estrato-cúmulos. Elas refletem a luz do sol de volta para o espaço e resfriam a Terra, sendo fundamentais para a regulação do clima no planeta.

O problema é que os movimentos turbulentos do ar que sustentam essas nuvens são muito pequenos para serem precisamente calculados, e acabam ficando de fora das idealizações climáticas globais.

Para contornar essa limitação, os pesquisadores criaram um modelo em pequena escala de uma seção atmosférica representativa acima de um oceano subtropical, simulando em supercomputadores as nuvens e seus movimentos turbulentos sobre este pedaço do mar.

Nas projeções, quando a concentração de CO² excedia os 1.200 ppm, as nuvens começavam a desaparecer. Sem a cobertura delas, o calor do Sol, antes refletido, era absorvido pela terra e pelo oceano, representando um aquecimento local 10ºC. Globalmente, a temperatura subiria 8ºC rapidamente, o que significaria o fim da vida como conhecemos.

Uma vez que as nuvens sumiram, elas não voltaram a aparecer até os níveis de CO² caírem a taxas substancialmente abaixo de quando a primeira instabilidade ocorreu. De acordo com os cientistas, se a emissão de carbono pela humanidade mantiver a tendência atual, chegaríamos à concentração catastrófica do elemento químico em meados do próximo século.

“Acredito e espero que as mudanças tecnológicas desacelerem as emissões de carbono para que não alcancemos concentrações tão altas de CO². Mas nossos resultados mostram que há limites perigosos de mudança climática dos quais não tínhamos conhecimento”, disse o líder do estudo, Tapio Schneider, professor de Ciências Ambientais e Engenharia da Caltech e pesquisador sênior no Jet Propulsion Laboratory, da NASA.

O pesquisador, no entanto, aponta para a necessidade de novos estudos e ressalta que a concentração limite de 1.200 ppm na atmosfera é apenas um número aproximado. As nuvens e a humanidade podem desaparecer em níveis menores ou maiores.

“Esta pesquisa aponta para um ponto cego na modelagem climática”, afirmou Schneider, líder atual do Climate Modeling Alliance (CliMA). O consórcio usará ferramentas de assimilação de dados e de aprendizado de máquina para fundir observações da Terra e simulações de alta resolução em um modelo que representa nuvens e outros recursos importantes, mas com cálculos em menor escala e maior precisão do que os atuais.

 

 

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*Fonte: revistagalileu

CO2 na atmosfera excede 415 partes por milhão pela primeira vez na história humana

Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono atingiram alturas nunca vistas antes em toda a existência humana – não história, existência.

Segundo dados do Observatório Mauna Loa, no Havaí, a concentração de CO2 na atmosfera é agora de mais de 415 partes por milhão (ppm), bem maior do que em qualquer outro ponto nos últimos 800.000 anos, desde antes da evolução do Homo sapiens.

Acabamos de ultrapassar 410ppm de CO2, o maior nível em milhões de anos

Marco sombrio

O observatório faz medições regulares desde 1958, quando foram iniciadas pelo falecido Charles David Keeling. O gráfico do aumento da concentração de CO2 na atmosfera, Curva de Keeling, é nomeado em sua homenagem.

“Esta é a primeira vez na história da humanidade que a atmosfera do nosso planeta tem mais de 415 ppm de CO2. Não apenas na história registrada, não apenas desde a invenção da agricultura, há 10.000 anos. Desde antes dos humanos modernos existirem milhões de anos atrás. Nós não conhecemos um planeta como este”, explicou o meteorologista Eric Holthaus na rede social Twitter.

Durante a Época do Plioceno, cerca de 3 milhões de anos atrás, quando as temperaturas globais eram provavelmente 2 a 3 graus Celsius mais altas do que hoje, estima-se que os níveis de CO2 tenham atingido algo entre 310 e 400 ppm.

Naquela época, o Ártico estava coberto de árvores, não de gelo, e os níveis globais do mar eram provavelmente 20 metros mais altos do que hoje, ou mais.

A última vez que os níveis de CO2 estiveram tão altos, havia árvores no Polo Sul e o nível do mar era 20 metros mais alto

Mea culpa

Sabemos que os altos níveis de CO2 na atmosfera são causados ​​pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento de florestas, ações humanas que impedem que o ciclo de resfriamento natural da Terra funcione, prendendo o calor perto da superfície e fazendo com que as temperaturas globais aumentem, com efeitos devastadores.

A liberação de CO2 e outros gases de efeito estufa já levou a um aumento de 1° C na temperatura global. Esta vai continuar subindo se ações imediatas não forem tomadas pelos governos de todo o mundo.

De acordo com 70 estudos climáticos revisados ​​por cientistas, em um mundo 2° C mais quente, haverá 25% mais dias quentes e ondas de calor, que trazem consigo riscos para a saúde. Em todo o mundo, 37% da população estará exposta a pelo menos uma onda de calor severa a cada cinco anos e a duração média das secas aumentará em quatro meses, expondo cerca de 388 milhões de pessoas à escassez de água e 194,5 milhões a climas severos.

Inundações e condições meteorológicas extremas, como ciclones e tufões, aumentarão, incêndios florestais se tornarão mais frequentes e os rendimentos das colheitas cairão. A vida animal será devastada, com cerca de um milhão de espécies em risco de extinção. Os mosquitos, no entanto, irão prosperar, significando um aumento do risco de malária e outras doenças transmitidas por mosquitos em 27%.

Se tudo der certo

Essas são as estimativas para um aumento de 2° C, um número que está se tornando cada vez mais “esperançoso”.

Na realidade, o aumento poderia ser maior e, com uma temperatura 3 ou 4° C mais alta, entramos em um estágio de “estufa terrestre” que poderia tornar muitas partes do planeta inabitáveis.

Tudo isso já foi previsto há décadas. Sabemos também o que precisa ser feito para impedir tudo isso há décadas. Ninguém escutou. Como em todo o começo de filme de desastre, os cientistas têm sido ignorados.

Agora, segundo um novo relatório ultra abrangente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, precisamos de “mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes em todos os aspectos da sociedade” para termos uma chance de salvar o planeta. Isso significa, no mínimo, um corte drástico nas emissões de carbono, reflorestamento e criação de novas tecnologias para captura de carbono. [CNN]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte:

Caminhão de lixo espacial é aprovado em mais um teste maneiro

Desde o momento em que o homem colocou o primeiro satélite no espaço, em 1957, com o Sputnik 1, milhares de toneladas de materiais já saíram de nosso planeta rumo ao infinito – algumas peças, porém, acabaram ficando pelo caminho. Satélites inativos, partes de espaçonaves e lixo espacial formam uma grande “nuvem” de detritos em órbita da Terra. Estima-se que 8,4 toneladas de lixo estejam em nossa vizinhança, incluindo os fragmentos menores.

O programa RemoveDEBRIS está desenvolvendo uma espécie de caminhão de lixo espacial, que visa recolher o maior número possível de objetos antes de ser recolocado em órbita para queimar na atmosfera terrestre. O vídeo abaixo mostra uma das primeiras vezes em que o arpão foi testado no espaço, para ver se ele realmente funcionaria como o esperado. Confira:

E não é que deu certo? O vídeo em câmera lenta mostra o arpão saindo a 20 metros por segundo e capturando o lixo espacial. Esse é o terceiro teste da RemoveDEBRIS, que já havia conseguido identificar os detritos com seu sistema de navegação e também usar uma espécie de rede para capturar mais objetos.

Agora, só falta testar a entrada na atmosfera, programada para o mês que vem, para provar que o caminhão de lixo espacial é um projeto viável e que pode ser colocado em prática. Atualmente, os detritos maiores oferecem perigos, principalmente no caso de satélites inativos, que podem atingir aparelhos em operação ou até mesmo espaçonaves. Em 2009, um equipamento dos Estados Unidos colidiu com um satélite inativo da Rússia, criando mais um monte de pedaços menores em nossa órbita. Ao menos o russo estava fora de uso. Já pensou se gera uma nova tensão?

*Por Diego Denck

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*Fonte: megacurioso

Como seria se todo o gelo derretesse da Terra?

Em 2015, a Nasa revelou que os oceanos da Terra estão subindo mais rápido do que o esperado, e a agência espacial projetou que estamos agora “presos” a pelo menos 90 cm de aumento do nível do mar nas próximas décadas.

Isso em si já seria suficiente para deslocar milhões de pessoas ao redor do mundo, mas se essa tendência continuar e todas as nossas calotas polares e geleiras derreterem, está previsto que os oceanos subirão impressionantes 65,8 metros. Então, onde toda essa água vai acabar?

A equipe de vídeo do Business Insider criou este mapa animado para nos levar a um tour virtual de como todos os continentes ficariam sem gelo, e temos que admitir que é meio aterrorizante.

Algumas das áreas que passam por baixo provavelmente não são surpreendentes – ilhas baixas e cidades já regadas, como Veneza, iriam desaparecer rapidamente.

Mas quando o mundo gira para a Ásia na metade do caminho, as coisas ficam bem reais, com cidades enormes como Calcutá e Xangai desaparecendo completamente no oceano (uma população combinada de quase 19 milhões de pessoas). E basta dizer que os EUA também iriam ficar bem menor. Você pode muito bem dar um beijo de despedida na Flórida.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Gases do efeito estufa estão eliminando as nuvens do céu – e isso fará a Terra cozinhar

Novas pesquisas indicam que os gases do efeito estufa estão eliminando as nuvens do céu – o que pode acelerar drasticamente a mudança climática no próximo século e, de fato, fazer a Terra cozinhar.

Enquanto o carbono se acumula na atmosfera, ele quebra as nuvens baixas que ajudam a resfriar o planeta.

Se essas nuvens saírem do caminho, o planeta pode experimentar um aumento rápido e global da temperatura de catastróficos 10 graus Fahrenheit, segundo uma pesquisa publicada na revista Nature Geoscience.

Há muito tempo cientistas pesquisam sobre como a mudança climática afeta a cobertura de nuvens e vice-versa, mas essa nova pesquisa preenche algumas lacunas.

“Esta pesquisa aponta para um ponto cego na modelagem climática”, disse Tapio Schneider, pesquisador chefe do projeto que trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia e no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em um comunicado à imprensa publicado na universidade.

Como os gases do efeito estufa podem afetar o clima

De acordo com os cálculos realizados por um novo supercomputador, uma vez que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono chegam a 1.200 partes por milhão (PPM), as nuvens desaparecerão e o mundo se aquecerá rapidamente, espelhando um histórico evento de extinção em massa semelhante ao de 56 milhões de anos atrás, diz Natalie Wolchover, na Revista Quanta.

Atualmente, estamos em torno de 410 PPM, mas com base na dependência contínua do mundo de combustíveis fósseis, nossa atmosfera pode atingir o limite de 1.200 PPM antes do final do século.

Um aumento de temperatura de 10 graus Celsius tornaria as áreas perto do Equador praticamente inabitáveis, e os jacarés poderiam nadar confortavelmente no Oceano Ártico, de acordo com a Revista Quanta.

Já se a temperatura global subir apenas quatro graus Celsius, seria o suficiente para limitar a quantidade de nuvens que se formam no mundo.

“Isso significaria a destruição dos recifes de corais do mundo, a perda massiva de espécies animais e eventos meteorológicos extremos catastróficos”. Além de “metros de elevação do nível do mar que desafiariam nossa capacidade de adaptação”, disse o cientista climático Michael Mann à Quanta.

*Por Flávio Croffi

 

 

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*Fonte: geekness

Stephen Hawking diz que a humanidade só viverá mais mil anos

O físico Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes do mundo, disse, recentemente, que tem medo de encontrar vida fora da Terra. E sua mais nova declaração é bem pessimista sobre a espécie humana: ele garante que só viveremos mais mil anos, se nenhuma medida for tomada logo.

Hawking disse isso durante um discurso na Universidade De Oxford, no Reino Unido. O físico afirmou que é preciso buscar meios de “escapar do nosso frágil planeta”, caso contrário a humanidade poderá ser extinta. E pediu aos discentes da instituição que “continuem olhando para as estrelas, e não para seus pés”.

Os motivos que fazem Hawking acreditar que estamos com os dias contados são os mais variados: o desenvolvimento de armas biológicas com vírus geneticamente modificados, possíveis guerras nucleares e até mesmo a evolução da inteligência artificial. Tudo isso já foi abordado pela ficção e sabemos que as consequências são catastróficas, então não é exagero dizer que Hawking pode estar correto.
Fugir para Marte?

Uma opção para que a espécie humana se salve é colonizar outros planetas, em especial Marte, pela proximidade e similaridades com a Terra, além de ser o único com potencial para ser habitável em nosso sistema solar.

Mesmo assim, o planeta vermelho ainda é muito hostil para abrigar vida e poderia nos matar de diversas maneiras: radiação solar (por conta da ausência de atmosfera), ar tóxico (composto por 95% de dióxido de carbono), poeira (não se sabe seu impacto nos pulmões de um ser humano), frio (a temperatura varia entre 27 e menos 143 graus celsius) e pressão atmosférica (extremamente baixa, o que poderia fazer um ser humano literalmente ferver).
Existem lulas gigantes nas profundezas do oceano?
Outros planetas

Por conta destes fatores, a NASA trabalha para tentar descobrir outros planetas fora do nosso sistema solar. Mas o grande problema é que as estrelas mais próximas da terra estão a anos-luz de distância e, com a atual tecnologia, uma viagem poderia demorar décadas.

Além disso, some a questão de que o planeta escolhido precisa estar na chamada “Zona Cachinhos Dourados”: ele precisa estar em uma posição em relação a sua estrela para que sua água não congele e nem evapore. Ou seja, ele precisa manter uma temperatura amena ideal para que a água exista em estado líquido, igual a Terra.

Um planeta semelhante a Terra já foi descoberto pela NASA: Proxima B, um exoplaneta de tamanho similar ao nosso, e que está na Zona Cachinhos Dourados da estrela Proxima Centauri. O problema é que ele está a 4,2 anos-luz de distância, o que é pouco em termos espaciais, mas ainda assim muito distante para um viagem com a atual tecnologia. Mas é uma das melhores opções que temos.

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*Fonte: acrediteounao / Texto por Augusto Ikeda

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