Empatia zero

E o que dizer do mundo em que vivemos hoje!?
Como se não bastasse já estarmos quase na casa das 100.000 vítimas do Covid-19 no Brasil; uma futura situação econômica preocupante; a tal quarentena prolongada versus o descaso daqueles que não estão nem aí, curtindo suas festinhas particulares; o alarmante índice de um dos maiores desmatamentos de nossa hitória; jovens sem aulas ou expectativas não muito boas para um breve retorno; as inúmeras questões e resoluções políticas inusitadas (para não se dizer coisa pior); o stress geral nas pessoas por causa do isolamento ou distanciamento social; as tantas saudades que temos de coisas simples e até o “quase” ataque de uma nuvem gigante de gafanhotos por aqui – desviram no caminho. Que 2020! E agora, como se não bastasse, uma bomba! Literalmente uma grande explosão em Beirute, com milhares de pessoas inocentes pagando um alto preço.

Então me pergunto se o grande problema do planeta seria mesmo o “Covid” ou esse outro vírus, normalmente chamado de “ser humano”?

Hoje por aqui, sem vontade de postar mais nada. Cansado, triste, me sentindo desiludido. Assisti várias cenas da explosão de ontem e é uma cena incrivelmente aterrorizante. Impossível não parar para pensar na vida, no mundo e no consequente momento atual em que vivemos…

Durmam bem!

 

 

Instituto Ocean Voyages bate recorde de maior remoção de lixo plástico do Pacífico

O Ocean Voyages Institute diz que fez história nesta semana, retornando ao porto de Honolulu na terça-feira, depois de remover com sucesso 103 toneladas de redes de pesca e plásticos de consumo do Great Pacific Garbage Patch.

Mais do que dobrou seus próprios resultados recordes de uma passagem de 25 dias no ano passado durante esta expedição de 48 dias. Mary Crowley, fundadora e diretora executiva do grupo, diz que estão voltando ao mar em dois dias para coletar mais detritos.

“Estou tão orgulhoso de nossa equipe que trabalha duro”, diz Crowley. “Nós excedemos nosso objetivo de capturar mais de 100 toneladas de plásticos tóxicos para o consumidor e redes ‘fantasmas’ abandonadas – e nestes tempos desafiadores, continuamos a ajudar a restaurar a saúde do nosso oceano, o que influencia nossa própria saúde e a saúde das pessoas. planeta.”

Conhecida como o ‘Ghost Net Buster’, Mary Crowley é conhecida por desenvolver métodos eficazes para remover quantidades significativas de plásticos do oceano, incluindo 48 toneladas (96.000 libras) de plástico durante duas viagens de limpeza oceânica em 2019, incluindo uma que pegou redes que prenderam o lixo nas ilhas havaianas.

“Embora as limpezas de praia sejam a maneira mais eficiente de coletar lixo, a limpeza do oceano – interceptando-a antes de chegar à costa – é muito importante”, disse Nikolai Maximenko, da FloatEco, à GNN durante uma entrevista à imprensa do Zoom. “Nada pode substituir o esforço no oceano.”

A bordo do navio de carga, a equipe usa rastreadores de satélite GPS desde 2018, projetados com a ajuda do engenheiro Andy Sybrandy, da Pacific Gyre, Inc. A teoria de Crowley provou ser bem-sucedida de que um rastreador pode levar a muitas redes. O oceano frequentemente ‘classifica’ os detritos flutuantes para que uma rede de pesca marcada possa levar a outras redes e uma densidade de detritos em um raio de 24 quilômetros.

“Estamos utilizando equipamentos náuticos comprovados para limpar efetivamente os oceanos e inovar com novas tecnologias”, diz Crowley em um comunicado à imprensa. “O Ocean Voyages Institute é líder em pesquisa e limpeza do oceano há mais de uma década, concedido com menos alarde e atenção do que outros, mas com paixão e comprometimento e causando impactos significativos”.

O Ocean Voyages Institute descarregou o recorde de lixo plástico oceânico nesta semana enquanto atracava ao lado do Pier 29, graças ao apoio da Matson, com sede em Honolulu, em preparação para a reciclagem e descarte adequado. A equipe está comprometida com 0% de término em qualquer aterro sanitário e está enviando os detritos classificados para as empresas de reciclagem que serão transformadas em isolamento, energia etc.

O navio cargueiro S / V KWAI deixou o porto havaiano de Hilo em 4 de maio, após um período de quarentena auto-imposto de três semanas para garantir a saúde dos membros da tripulação, diante da pandemia do COVID-19.

Os faróis de rastreamento por satélite GPS estão sendo colocados nas redes de pesca por iates e navios voluntários.

O Ocean Voyages Institute está se lançando em uma segunda viagem que partirá em dois dias para continuar a limpeza da área, mas sua duração (entre 25 e 30 dias) será determinada por doações e captação de recursos. Você pode doar por cheque, paypal ou outro método no site deles.

“Nosso objetivo é ter outros 3-4 barcos trabalhando no próximo ano – todos trazendo grandes cargas de detritos”, disse Crowley (que passa a maior parte do ano em Sausalito, Califórnia) por telefone à GNN. “Temos embarcações querendo ajudar na limpeza, então agora podemos começar a fazer uma grande mudança, porque nossas soluções são escaláveis.”

A longo prazo, eles pretendem se expandir para outras partes do mundo que precisam desesperadamente de ajuda na limpeza, para que as redes de pesca abandonadas nunca mais entremeadas ou prejudiquem uma baleia, golfinho, tartaruga ou recife.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Vídeo simula impacto de asteroide de 500 Km contra a Terra

Um dos maiores temores da humanidade é que a Terra esteja em rota de colisão com algum asteroide gigante que tenha o potencial de nos aniquilar por completo.

O medo não é de forma alguma infundado: estes monstros existem mesmo no espaço e podem, sim, se chocar contra nós.

Na verdade, a história do nosso planeta é repleta desses impactos. Enquanto ainda estava em formação, a Terra era bombardeada com maior frequência, e acredita-se que a Lua tenha sido formada graças a um destes eventos.

De acordo com o Jet Propulsion Laboratory, da NASA, 556 asteroides pequenos cruzaram a atmosfera de 1994 até 2013.

A maioria deles se desintegra, no entanto alguns conseguem chegar até a superfície e provocar estragos, como o objeto que atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, há dois anos.

Mas o que aconteceria com o nosso planeta se colidisse com um asteroide realmente grande?

O Discovery Channel fez uma simulação que dá uma resposta a esta dúvida.

O vídeo mostra um asteroide com diâmetro de 500 quilômetros (quase a distância de São Paulo a Belo Horizonte) se chocando contra o Oceano Pacífico e produzindo ondas de choque que viajam em velocidades hipersônicas.

Um episódio destes decretaria o fim da vida na Terra. A força do impacto seria tamanha que romperia completamente a crosta terrestre da região, lançando os detritos ao espaço.

Eles entrariam em uma órbita baixa e, conforme fossem caindo, destruiriam toda a superfície.

Como se o cenário não fosse catastrófico o bastante, a destruição não para por aí: uma tempestade de fogo se espalharia pela atmosfera e vaporizaria qualquer forma de vida em seu caminho.

Em apenas um dia, o planeta inteiro se tornaria inabitável.

O mais chocante de tudo é a quantidade de vezes que os cientistas acreditam que tal apocalipse tenha acometido a Terra ao longo de sua história – seis.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Animação mostra como será a Terra se todo o gelo derreter

Animação perturbadora mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse

O aquecimento global continua sendo um problema muito discutido, mas pouco combatido.

Embora governos de diversos países tenham se comprometido a diminuir emissões de gás carbônico, as iniciativas práticas ainda estão aquém do esperado, e a questão ficou mais complicada após Donald Trump, que nega o fenômeno climático, ser eleito presidente dos EUA.

A National Geographic consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse.

Ainda que a possibilidade esteja muito distante – há cientistas que falam em 5000 anos, considerando os índices de emissão e aquecimento atuais -, há quem acredite que o processo possa se acelerar caso o problema siga em segundo plano.

Baseado no estudo da NG, o Business Insider produziu um vídeo com um mapa-múndi animado que mostra o que aconteceria com diversas grandes cidades e países do planeta caso todo o gelo da Terra derretesse, elevando o nível do mar em cerca de 65 metros.

Cada cidade ou país com o nome escrito no mapa ficaria total ou parcialmente submerso. Outros possíveis efeitos do aquecimento global são problemas na produção de alimentos, como seca e pragas, que poderiam acarretar em fome massiva, além de fortes ondas de calor e envenenamento dos oceanos.

O mais chocante é que este mapa não é uma espécie de projeção maluca de um futuro improvável, os cientistas previram um futuro em que não há mais gelo na Terra.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Energia renovável reduzirá 97% do consumo de água na geração elétrica

Além do seu papel fundamental na descarbonização do setor elétrico mundial, as fontes de energia renováveis também ajudariam a reduzir o seu consumo de água em até 97%.

É o que mostra o resultado de um estudo feito por um time de pesquisadores da Universidade de Tecnologia da Lappeenranta, na Finlândia, e divulgado na revista Nature Energy.

De acordo com o estudo, para produzir os mesmos 1 megawatt-hora (MWh) de energia, a tecnologia fotovoltaica consome entre 2% e 15% da água utilizada por usinas nucleares e a carvão.

Turbinas eólicas, por sua vez, consomem entre 0,1% e 14% dessa mesma quantidade.

Segundo os pesquisadores, essa demanda insignificante de água representa um ganho duplo para as tecnologias renováveis, que já apresentam quase zero emissões de CO2 na geração.

Para o estudo, o time coletou dados de 13.863 usinas termoelétricas acima de 50 Megawatts (MW) de capacidade, que juntas somaram mais de 4,1 Gigawatts (GW).

Isto representa mais de 95% da geração térmica mundial, disseram os pesquisadores, que utilizaram essa informação para traçar projeções do consumo de água no setor elétrico mundial dentro do período 2015-2050.

Caso o melhor cenário de políticas fosse adotado, o estudo afirma que o consumo de água na geração elétrica mundial poderia ser reduzido em 75,1% até 2030, em relação aos níveis de 2015.

Para 2050 essa redução poderia chegar a 97,7%, mas exige que muitas termelétricas nucleares e por combustão fóssil sejam desativadas e substituídas por fontes de geração limpas.

No entanto, o estudo revela que o gás natural continuará crescendo em regiões como a China, Coréia do Sul e Rússia, onde o consumo de água deverá permanecer grande.

Em 2015, os Estados Unidos foi o maior consumidor de água para geração de energia convencional, com uma participação mundial de 35,7%, seguidos pela China com 31,5%.

Os pesquisadores concluem que água poupada pelas fontes renováveis poderia ser destinada para a produção de alimentos ou para o cultivo de ecossistemas aquáticos.

Este artigo foi originalmente publicado em EcoDebate. 

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*Fonte: socientifica

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Não, o Sol não é responsável pelo aquecimento global

O gráfico abaixo compara as mudanças globais de temperatura da superfície (linha vermelha) e a energia do Sol recebida pela Terra (linha amarela) em watts (unidades de energia) por metro quadrado desde 1880.

As linhas mais claras / mais finas mostram os níveis anuais enquanto as mais pesadas / linhas mais grossas mostram as tendências médias de 11 anos. As médias de onze anos são usadas para reduzir o ruído natural de um ano para outro nos dados, tornando as tendências subjacentes mais óbvias.

A quantidade de energia solar recebida pela Terra seguiu o ciclo natural de 11 anos de pequenos altos e baixos do Sol, sem aumento líquido desde os anos 50. Durante o mesmo período, a temperatura global aumentou acentuadamente. Portanto, é extremamente improvável que o Sol tenha causado a tendência de aquecimento global observada nos últimos meio século.

O Sol pode influenciar o clima da Terra, mas não é responsável pela tendência de aquecimento que vimos nas últimas décadas. O Sol é um doador da vida; ajuda a manter o planeta quente o suficiente para sobrevivermos. Sabemos que mudanças sutis na órbita da Terra ao redor do Sol são responsáveis pelas idas e vindas das eras glaciais. Mas o aquecimento que vimos nas últimas décadas é rápido demais para ser associado a mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar.

Uma demonstração que nos diz que o Sol não está causando o aquecimento global vem da observação da quantidade de energia do Sol que atinge o topo da atmosfera. Desde 1978, os cientistas monitoram isso usando sensores em satélites e o que eles nos dizem é que não houve tendência de aumento na quantidade de energia do Sol que chega à Terra.

Uma segunda demonstração é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver aquecimento em todas as camadas da atmosfera, desde a superfície até a atmosfera superior (estratosfera). Mas o que realmente vemos é o aquecimento na superfície e o resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o aquecimento causado por um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra, e não pelo sol ficando “mais quente”.

 

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*Fonte: socientifica

Para refletir sobre esses dias em que vivemos e o futuro

Um bela reflexão que catei (roubei , mas é por uma boa causa)…
do Instagram do Wander Wildner (@wildnerwander)

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E se as crianças perderem o ano escolar?
E se em vez de aprender matemática aprenderem a cozinhar?
Costurar suas roupas? Limpar? A cultivar uma horta no quintal?
Se aprenderem a cantar músicas para seus avós ou seus irmãos mais novos?
Se aprenderem a cuidar dos seus animais de estimação e a tomar banho?
Se desenvolverem sua imaginação e pintarem um quadro?
Se aprenderem a ser mais responsáveis e conectados com toda a família em casa?
Se nós, os pais, os ensinarmos a serem boas pessoas?
Se aprenderem e souberem que estando juntos e saudáveis é muito melhor.
Talvez isso nos falte, e se eles aprenderem, talvez não perderemos um ano,
talvez ganharemos um tremendo futuro!

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Camada de ozônio está se recuperando

A recuperação da camada de ozônio acima da Antártica continua lenta e constante. Um sintoma claro desta recuperação é a mudança na circulação atmosférica registrada por pesquisadores da Universidade de Colorado Boulder e publicada na revista Nature.

Com a destruição da camada observada no século XX, padrões dos ventos de latitudes médias se alteraram no hemisfério sul, gradualmente se concentrando no Polo Sul. A célula de Hadley, circulação diretamente relacionada com os ventos alísios, às zonas tropicais úmidas e desertos subtropicais, estava ocupando uma área cada vez maior.

Alterações nesses fluxos influenciam o clima por alterar a temperatura atmosférica e as chuvas, o que pode causar mudanças na temperatura e na concentração salina do oceano.

A pesquisadora Antara Benerjee e sua equipe de pesquisadores constataram que essas duas tendências atmosféricas começaram a se reverter ligeiramente em 2000 e continuam até hoje. Esta reversão começou 12 anos após a aprovação do Protocolo de Montreal, que baniu a produção de substâncias que destroem a camada de ozônio.

Apesar de já termos ultrapassado o ponto de reversão há duas décadas, hoje observamos uma camada de ozônio equivalente aos níveis da década de 80. A regeneração completa da camada deve acontecer apenas em 2030 no hemisfério norte e em 2050 no hemisfério sul, sendo que o buraco da Antártica deve ser recuperar no final da década de 2060.

A regeneração da camada é lenta porque as substâncias destruidoras de ozônio têm vidas muito longas na atmosfera. [New Scientist]

*Por Juliana Blume

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*Fonte:

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.
As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.
Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.
Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.
O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.
Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.
Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

O desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

*Por Lívia Ribeiro

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*Fonte: autossustentavel

13 luas cheias, incluindo duas superluas, iluminarão o céu em 2020. Um espetáculo astronômico!

Se você é uma pessoa fascinada por astronomia, certamente adora observar a Lua e também tem o conhecimento do que são as superluas.

Esses fenômenos tão legais de serem observados acontecem quando a Lua está em sua maior proximidade com a Terra, estado conhecido como perigeu. Nesse momento, ela pode se apresentar aproximadamente 15% maior e com cerca de 30% a mais de luminosidade.

Em 2019, tivemos três superluas que encantaram muito os fiéis observadores do céu, mas eles não ficarão desapontados pois, das 13 luas cheias que acontecerão neste ano de 2020, duas serão superluas. Verdadeiros espetáculos acontecerão no céu de 2020 para todos nós.

Superluas de 2020

As duas superluas de 2020 acontecerão em março e abril.

A de março terá o nome de Worm Moon e ficará 100% cheia em 9 de março – Lua no perigeu, em 10 de março –, e a superlua Pink Moon ficará 100% cheia em 7 de abril, sendo esta a maior do ano.

13 luas cheias, em 2020

A primeira lua cheia de 2020, chamada Wolf Moon, aconteceu em 10 de janeiro. Teremos uma Lua para cada mês, com exceção de outubro, quando teremos uma lua cheia dia 1º e dia 31. Esta última será conhecida como lua cheia de Halloween, um evento extremamente raro.

Brian Lada, meteorologista da empresa americana de previsão AccuWeather, explicou que a Lua Azul ocorre a cada dois ou três anos, e que, no Halloween, é mais rara ainda. “Embora as luas azuis ocorram uma vez a cada dois ou três anos, elas são ainda mais raras no Halloween. Depois da Lua Azul, em 31 de outubro de 2020, o doce ou a travessura deve esperar até 2039 para ver a próxima Lua Azul no Halloween”, explicou Brian.

A lua cheia rara de Halloween também será considerada Lua Azul, já que será a segunda lua cheia no mesmo mês.

Lua Azul rara de Halloween, em 2020

Sempre que duas luas cheias aparecem no mesmo mês (evento que acontece, em média, a cada dois anos e meio ou três anos), a segunda é chamada de Lua Azul.

A lua cheia, no Halloween, ocorre apenas aproximadamente uma vez a cada 19 anos. Calculando-se as luas completas, usando-se o horário médio de Greenwich, essas luas devem acontecer apenas três ou quatro vezes por século. Assim, seremos realmente abençoados com esse grande fenômeno astronômico em nossa geração.

Abaixo estão as datas de todas as luas de 2020 com a hora do Leste nos Estados Unidos. Confira o fuso horário e se prepare para absorver todas as energias positivas que elas trarão para a sua vida:

– 10 de janeiro, às 14h21 – Luna del Lobo

– 9 de fevereiro, às 2h33 – Snow Moon

– 9 de março, às 13h47 – Worm Moon (superlua)

– 7 de abril, às 22h35 – Luna Rosada (superlua)

– 7 a 6 de maio, 45h – Luna de las Flores

– 5 de junho, às 15h12 – Moon Moon

– 5 de julho, às 12h44 – Lua do Cervo

– 3 de agosto, às 11h58 – Lua de Esturjão

– 2 de setembro, às 13h22 – Luna de Maíz

– 1º de outubro, às 17h05 – Crop Moon

– 31 de outubro, às 10h49 – Luna Azul

– 30 de novembro, às 4h29 – Luna del Castor

– 29 de dezembro, às 22h28 – Lua Fria

Sabemos que as luas possuem energias poderosas, que influenciam diretamente nossa vida. Então se prepare para um ano intenso!

*Por Luiza Fletcher

Lua cheia

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*Fonte: osegredo

Estas duas estrelas em colisão vão brilhar mais do que todas as estrelas do céu

Um novo estudo da Universidade Estadual de Louisiana (EUA) descobriu um par de estrelas em rota de colisão tão brilhantes que, quando o evento final ocorrer, deve ofuscar todas as outras estrelas do céu.

V Sagittae

O par é chamado de V Sagittae e fica na constelação de Sagitta. Uma das estrelas do sistema binário é uma anã branca, enquanto a outra é quatro vezes mais massiva. Enquanto circulam em órbita juntas, o plasma da estrela maior é transferido para a anã branca.

Os pesquisadores analisaram imagens das estrelas desde 1890, notando que elas vêm ficando cada vez mais brilhantes – pelo menos dez vezes mais intensas ao longo do último século.

Neste século, devem ficar tão brilhantes que se tornarão visíveis a olho nu.

Explosão

Os cientistas criaram modelos do par, descobrindo que as estrelas estão se aproximando cada vez mais. Segundo os cálculos da simulação, elas devem colidir em 2083.

Durante as semanas finais desse evento, a estrela maior será totalmente sugada pela anã branca, e elas se fundirão em um único objeto.

A explosão resultante dessa junção será poderosa e provavelmente ofuscará todas as outras estrelas no céu. De acordo com os cientistas, será pelo menos tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu, e talvez tão brilhante quanto Vênus.

“O destino de V Sagittae é inevitável. Marque no seu calendário”, disse Bradley Schaefer, da Universidade Estadual da Louisiana, em uma entrevista coletiva.

O brilho dessa junção deve durar no céu noturno por cerca de um mês. “Não tivemos [uma explosão temporária de luz] no céu tão brilhante desde a Supernova de Kepler em 1604”, afirmou Schaeffer.

A descoberta foi apresentada em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana em 6 de janeiro em Honolulu, Havaí, nos EUA. [NewScientist]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Perda de oxigênio dos oceanos ameaça vida marinha, alerta IUCN

Os oceanos estão sofrendo uma perda de oxigênio que ameaça a vida marinha, a pesca e comunidades costeiras, alertou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) num relatório divulgado neste sábado (07/12) na Cúpula do Clima (COP25), em Madri. A desoxigenação oceânica é impulsionada pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana.

“À medida que os oceanos perdem oxigênio devido ao aquecimento, o delicado equilíbrio da vida marinha se enfraquece”, afirmou Grethel Aguilar, diretora-geral interina da IUCN. “Para diminuir a desoxigenação oceânica, os líderes mundiais devem se comprometer a reduzir imediatamente e de forma substancial as emissões.”

A IUCN identificou 700 regiões marinhas com baixos níveis de oxigênio. Em 1960, eram apenas 45. Nesse mesmo período, o volume de águas completamente sem oxigênio quadruplicou. O relatório revela também que, entre 1960 e 2010, o estoque mundial do gás nos oceanos diminui 2%. Pesquisadores estimam que até 2100 essa perda possa chegar a 3% ou até 4%, se as emissões continuarem aumentando no atual ritmo.

“A exaustão do oxigênio nos oceanos está ameaçando os ecossistemas marinhos que já estão sob estresse devido ao aquecimento e acidificação oceânicos”, advertiu um dos autores do estudo, Dan Laffoley, do programa de Ciência e Conservação Marítima da IUCN.

Segundo o estudo, o mais abrangente já realizado sobre o tema, a perda de oxigênio oceânico está estreitamente relacionada ao aquecimento global e à acidificação dos oceanos. Esses fenômenos são causados pelo aumento do dióxido de carbono (CO2), por sua vez consequência das emissões de gases do efeito estufa e da chamada fertilização oceânica.

A maior parte do excesso do calor retido pela Terra é absorvida pelos oceanos, o que inibe a difusão do oxigênio da superfície até a profundez. A fertilização oceânica ocorre devido ao aumento de nutrientes que chegam através dos rios, promovendo a proliferação das algas e a consequente maior demanda de oxigênio à medida que elas se decompõem.

Os oceanos absorvem também cerca de um quarto de todas as emissões geradas por combustíveis fósseis, mas com o aumento da demanda global por energia, teme-se que os mares cheguem a um ponto de saturação. De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, os oceanos estão 26% mais ácidos do que antes da Revolução Industrial.

O relatório da IUCN indicou que a desoxigenação ocorre principalmente em profundidades médias, entre 300 e mil metros, as mais ricas em biodiversidade. O estudo ressalta que esse fenômeno está alterando o equilíbrio da vida marinha, favorecendo espécies como micróbios, águas-vivas e lulas, em detrimento dos peixes. Espécies como o atum, tubarões e marlim são as que mais sofrem, devido a seu tamanho e demandas de energia.

Ao afetar os ecossistemas marinhos, o declínio do oxigênio também terá impactos negativos para populações que dependem da pesca e comunidades costeiras. Até mesmo uma perda pequena no nível do oxigênio pode gerar impactos significativos, com implicações biológicas e biogeoquímicas complexas e de longo alcance. “Os impactos pode se espalhar e afetar milhões de seres humanos”, alerta o relatório.

O relatório aponta ainda que o Mar Báltico e o Mar Negro são os maiores ecossistemas marinhos semifechados com os menores níveis de oxigênio. A desoxigenação também se expandiu drasticamente na maior parte do Atlântico no último século.

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*Fonte: deutschwelle

 

Quem nega as mudanças climáticas justificam com esses motivos

A indústria de combustíveis fósseis, lobistas e partes da mídia passaram os últimos 30 anos semeando dúvida sobre a veracidade da atual mudança climática. A estimativa mais recente realizada pela Forbes mostrou que empresas de petróleo e gás investiram em média US$200 milhões por ano em lobby para controlar, adiar ou bloquear políticas em favor do meio ambiente.

Veja abaixo cinco tipos de negação das mudanças climáticas:

5. Negação da ciência

Esse tipo de negação envolve o argumento de que esta mudança climática que vivemos atualmente é um ciclo natural, não influenciado pela ação humana.

Alguns argumentam que os modelos climáticos não são confiáveis ou que são muito sensíveis ao dióxido de carbono. Outros acreditam que o CO2 é uma parte tão pequena da atmosfera que nem causaria um efeito de aquecimento.

Já outras pessoas acreditam que os cientistas estão sabotando as pesquisas para apresentarem resultados que não são reais.

Todos esses argumentos são falsos e existe um consenso global entre cientistas sobre as causas das mudanças climáticas.

4. Negação econômica

A ideia de que a mudança climática custaria muito dinheiro para ser freada é outra forma de negação climática. Economistas, porém, calculam que poderíamos conseguir frear as mudanças gastando apenas 1% do produto interno bruto mundial. Mas se não agirmos agora, em 2050 isso vai nos custar 20% do PIB mundial.

3. Negação humanitária

Alguns grupos da Europa e Estados Unidos acreditam que a mudança climática e o aquecimento da zona temperada tornariam a agricultura desses locais mais produtiva. Esses ganhos locais, porém, vão pelo ralo para pagar pelas contas de verões mais secos e aumento da frequência de ondas de calor nessas mesmas áreas.

É também importante apontar que 40% da população global vive em zonas tropicais, e um aumento na desertificação nesses locais seria uma catástrofe.

2. Negação política

Quem nega a mudança climática argumenta que não se pode tomar nenhuma ação porque outros países não estão tomando nenhuma ação. Mas nem todos os países são igualmente culpados por causar a atual mudança climática.

Por exemplo, 25% do CO2 produzido pela humanidade é gerado pelos EUA, e outros 22% são produzidos pela União Europeia. Depois vêm a China (13%), Rússia (7%), Japão (4%) e Índia (3%). A África inteira produz apenas 5%.

Portanto, os países mais desenvolvidos têm uma responsabilidade ética de liderar o caminho para o corte de emissões. Isso não significa que os países em desenvolvimento estão livres desse esforço: todos os países precisam agir para que a emissão humana de CO2 chegue à zero até 2050.

Para isso, precisamos de muito mais veículos elétricos e de uma economia verde que traga benefícios e crie empregos.

1. Negação da crise

O argumento final é que não deveríamos correr para mudar a forma que as coisas são feitas enquanto não tivermos certeza absoluta sobre todas as informações.

Muitas pessoas têm medo de mudanças, especialmente aquelas que são mais ricas ou que têm mais poder. Argumentos muito parecidos foram usados para atrasar o fim da escravidão, o direito do voto feminino, o fim da segregação racial e até a proibição de cigarro em locais fechados e públicos. [Science Alert]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

11 mil cientistas declaram emergência sobre mudança climática

Um novo estudo assinado por 11 mil cientistas de 153 países aponta que, ao menos que o mundo mitigue ações associadas à mudança climática, o “sofrimento humano incalculável” será inevitável.

Após a análise de 40 anos de dados sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento do gelo do Ártico e da Antártica, os pesquisadores sustentam que é de obrigação moral que a humanidade seja claramente alertada sobre qualquer ameaça catastrófica.

“Apesar de 40 anos de grandes negociações globais, continuamos a conduzir os negócios como de costume e não conseguimos lidar com essa crise”, afirma o co-líder da pesquisa William Ripple, da OSU College of Forestry, em comunicado. “A mudança climática chegou e está acelerando mais rapidamente do que muitos cientistas esperavam”.

O estudo conclui que as possíveis soluções estão nas “grandes transformações na maneira como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”.

Eles destacam 6 “sinais vitais” que devem ser utilizados pelos setores político, público e privado, para repensar as prioridades e traçar uma linha de progresso consistente: mudar a produção de energia, reduzir as emissões de poluição de curta duração, proteger importantes sistemas naturais, mudar as práticas relacionadas aos alimentos, alterar os valores econômicos e estabilizar a população mundial.

“Mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas, honrando a diversidade de seres humanos, implica grandes transformações nas formas como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, explicam os autores.

De acordo com o estudo, se as emissões de poluentes de curta duração fossem reduzidas, como o metano e a fuligem, o aquecimento global poderia cair em até 50% nas próximas décadas.

Os esforços de conservação global devem focar na substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis. Isso poderia ser alcançado com a imposição de taxas de carbono e a eliminação de subsídios às companhias de combustíveis fósseis.

É fundamental, também, proteger ecossistemas que absorvem o carbono atmosférico – como turfeiras, florestas e pradarias – para ajudar a combater as emissões, enquanto preservar manguezais e áreas úmidas pode reduzir os efeitos no aumento do nível do mar e das inundações.

Os hábitos alimentares estão em foco: reduzir a dependência de produtos de origem animal e adotar dietas baseadas em plantas reduziria as emissões de metano e outros gases de efeito estufa (que estão ligados às práticas agrícolas maciças). A redução no consumo de carne ainda liberaria as terras de cultivo de ração para animais para o cultivo de alimento para pessoas.

Quanto à economia, eles sugerem que as prioridades econômicas devem mudar de uma meta de crescimento do produto interno bruto para uma que mantenha a sustentabilidade a longo prazo.

Estabilizar a população global para não mais de 200.000 nascimentos por dia seria fundamental para reduzir o uso de recursos. Uma estimativa de 2011 projetou que 360.000 pessoas nascem todos os dias no mundo inteiro.

Os autores salientam que movimentos populares que exigem mudanças de seus líderes políticos são um grande progresso, mas é apenas o começo do que precisa ser feito para termos resultados consistentes.

“A temperatura da superfície global, o calor do oceano, o clima extremo e seus efeitos, o nível do mar, a acidez do oceano e as áreas queimadas nos Estados Unidos estão todos subindo”, disse Ripple. “Globalmente, o gelo está desaparecendo rapidamente, como demonstrado pelas reduções mínimas no gelo marinho do Ártico no verão, nos mantos de gelo da Groenlândia e na Antártica, e na espessura das geleiras. Todas essas mudanças rápidas destacam a necessidade urgente de ação”.

Por fim, os pesquisadores se colocam à disposição para auxiliar em tais mudanças:

“Como Aliança dos Cientistas do Mundo, estamos prontos para ajudar os tomadores de decisão em uma transição justa para um futuro sustentável e equitativo”.

*Por Raquel Rapini

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*Fonte: geekness

Girafas entram para a lista de espécies ameaçadas de extinção

Após uma luta de dois anos por parte de ONGs e entidades ambientais, o departamento do governo norte-americano para questões ambientais (US Fish and Wildlife Service) anunciou a revisão de uma petição de 2017 para listar as girafas na Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

Agora a US Fish and Wildlife Service deve compor a sua própria revisão, que deve levar um prazo de 12 meses e consultas públicas para determinar se as girafas serão incluídas na lista.

Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a população desses animais diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016. Segundo Adam Peyman, do Humane Society International, os EUA não tem quase nenhuma restrição para a importação de produtos originários da caça e exploração de girafas: se a Lei de Espécies Ameaçadas oficialmente começar a proteger esses animais, a importação seria dificultada.

Entre 2006 até 2015, 39.516 girafas foram importadas, mortas ou vivas, para os Estados Unidos. O número inclui 21.402 esculturas ósseas, um pouco mais de 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

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*Fonte: revistagalileu

Veja como a poluição luminosa afeta o céu noturno

Das muitas maneiras que a Terra é poluída, a poluição luminosa pode ser a menos mencionada. Não é uma ilusão. Os astrônomos a medem de um a nove na escala de Bortle, e no início de 2016, um estudo sugeriu que a poluição luminosa pode estar fazendo a primavera chegar mais cedo. Este curta-metragem, rodado principalmente na Califórnia por Sriram Murali, atravessa oito níveis da escala, mostrando como a visão do Cosmos melhora em áreas menos poluídas pela luz.

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*Fonte:

NASA divulga impactante vídeo sobre a Lua

Apesar de a Lua ter sido uma obsessão da humanidade desde tempos remotos, ainda são muitos os detalhes que desconhecemos sobre nosso pequeno irmão cósmico.

Recentemente, a NASA publicou um vídeo da Lua com imagens obtidas desde 2009 pela sonda da missão Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

No vídeo, intitulado “Tour of the Moon 4K Redu”, é possível apreciar numerosas características da superfície lunar nunca antes vistas, capturadas pelas câmeras de alta resolução da agência espacial.

A edição, realizada como uma verdadeira viagem pelo satélite terrestre, percorre diversas regiões da Lua, tais como o Planalto Aristarco, os dois polos, diferentes crateras, além da grande Cratera Oriental. Também permite apreciar a área próxima ao polo sul, na qual foram encontradas evidências da existência de gelo de água superficial:

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*Fonte: history

França se torna o primeiro país a proibir todos os cinco pesticidas ligados à morte de abelhas

A França proibiu recentemente todos os cinco pesticidas neonicotinóides ligados à morte de abelhas, e por boas razões; As populações de abelhas diminuíram a um ritmo alarmante.

Abelhas e outros insetos polinizadores são a razão pela qual podemos desfrutar de coisas como abacates, maçãs, cenouras e manga. Elas são um elo crítico em nosso sistema alimentar, com mais de 85% das espécies de plantas do planeta, dependendo da existência de polinizadores. De fato, uma em cada três mordidas de comida que recebemos vem de plantas polinizadas por abelhas e outros polinizadores. Sem abelhas, teríamos três vezes menos variedades de alimentos para escolher.

Embora fatores como a perda de habitat, a seca, a poluição do ar e o aquecimento global sejam fatores que contribuem para um fenômeno conhecido como Transtorno do Colapso das Colmeias (CCD), o fator principal e mais significativo são os pesticidas. Isto é, neonicotinóides.

O que é um neonicotinoide?

Neonicotinoides são uma classe de inseticida quimicamente relacionada à nicotina. Como a nicotina, os neonicotinoides atuam em certos tipos de receptores na sinapse nervosa. Eles são extremamente tóxicos para invertebrados (conhecidos como insetos) do que para mamíferos, pássaros e outros organismos superiores.

Existem vários tipos diferentes de neonicotinoides. Esses incluem:

– Acetamiprida
– Clotianidina
– Dinotefurano
– Imidacloprida
– Nitempiram
– Tiaclopride
– Tiametoxam

Enquanto os neonocotinoides foram inicialmente considerados de baixa toxicidade para insetos benéficos como as abelhas, essa afirmação logo ficou em questão. Mais de 150 resíduos químicos diferentes foram encontrados no pólen de abelha, um mortal “coquetel de pesticidas”, segundo o apicultor da Universidade da Califórnia, Eric Mussen.

Empresas como a Bayer (que agora é dona da Monsanto), Syngenta, BASF, Dow e DuPont não admitiram que seus produtos químicos contribuíram para o declínio das abelhas, apesar das óbvias ligações dos neonicotinoides com as mortes de abelhas e desordem de colapso das colmeias. Eles não defendem nenhuma mudança na política de pesticidas, o que faz sentido, dado o quanto dinheiro deve ser feito com os agricultores em todo o mundo.

Transtorno do Colapso das Colônias

O distúrbio do colapso das colônias (CCD) é o fenômeno que ocorre quando a maioria das operárias de uma colônia desaparece e deixa para trás uma rainha,toda a comida e algumas enfermeiras para cuidar das abelhas imaturas e da rainha.

O que faz com que o CCD não seja completamente entendido. Ele confundiu os cientistas desde que foi descrito pela primeira vez em 2006. Os neonicotinoides têm sido um grande foco do CCD, mas muitos também desacreditaram a ligação.

A pesquisa do Dr. Alex Lu procurou identificar inseticidas neonicotinóides como a causa subjacente do DCC. O estudo estabeleceu 18 colmeias para testar os efeitos de dois neonicotinoides, clotianidina e imidacloprida, de 2012 a 2013. Seis colônias foram selecionadas de três locais diferentes no centro de Massachusetts, e doses subletais de cada inseticida foram administradas por via oral nas colmeias através de uma solução de xarope.

O que aconteceu? Seis das doze colônias tratadas abandonaram suas colmeias, enquanto apenas uma das seis colmeias de controle abandonou a dela. Embora muitos fatores possam fazer com que uma colônia abandone sua colmeia, o fato de as colmeias tratadas com neonicotinoides terem sido abandonadas em 50%, em comparação com os controles em 16%, faz alguma comparação significativa.

Outros estudos descobriram que os níveis ambientais de neonicotinoides das fazendas vizinhas não obliteram diretamente as colônias de abelhas, mas as matam em um longo período de tempo. Segundo a PBS, “os pesticidas também ameaçam as rainhas especialmente, o que significa que as colônias têm taxas reprodutivas mais baixas”.

Enquanto a União Européia decidiu proibir três dos cinco pesticidas neonicotinoides ligados à morte de abelhas – clotianidina, imidaclopride e tiametoxam – a França decidiu proibir totalmente os dois excluídos pela proibição da UE, o tiaclopride e o acetamipride. A proibição da União Européia começou em 19 de dezembro de 2018 (4). Exceções podem ser concedidas até 1º de julho de 2020, mas apenas para pesticidas feitos com acetamipride, e apenas em “pequenas quantidades”, disse o ministro francês para a transição ecológica.

proibição da França se estende ao uso de todos os cinco pesticidas, tanto em cultivos ao ar livre quanto em estufas.

A medida para proibir os cinco pesticidas foi saudada por apicultores e ambientalistas, mas os produtores de cereais e de beterraba sacarina não estão muito contentes com isso.

Um relatório da agência de saúde pública francesa ANSES disse em maio que havia alternativas “suficientemente eficazes e operacionais” para os neonicotinóides usados na França. Muitos outros, inclusive eu, acreditam que a proibição deve ir mais além. “Há pesticidas em todo o lugar”, Fabien Van Hoecke, um apicultor de Saint-Aloué, na Bretanha, que perdeu 86% de suas abelhas durante o inverno. Embora a proibição tenha sido “uma coisa boa, não nos salvará”, disse ele à AFP, prevendo que assim que esses pesticidas forem retirados, eles serão “substituídos por outros”.

Embora isso seja verdade na maioria dos casos que envolvem a proibição de certos pesticidas, às vezes são necessárias medidas para chegar a algum lugar benéfico. O uso de todos os herbicidas, pesticidas e fungicidas precisa ser banido, e precisamos começar a trabalhar com a natureza, em vez de contra ela. É bem sabido que antigas práticas agrícolas estão destruindo o solo e o planeta, e somente até começarmos a aprender a cultivar de uma maneira que respeite o planeta, estaremos realmente a caminho de novos e saudáveis começos.

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*Fonte: revistasaberesaude

Artista mexicano derrete 1500 armas e transforma em pás para plantar árvores

O artista plástico e ativista mexicano Pedro Reyes decidiu transformar armas recolhidas em pás para plantar árvores.

Pedro mora em Culiacán, a cidade do México com a maior taxa de mortes por armas de fogo, cuja população tem ciência das devastadoras consequências das armas.

Unindo os desafios da contemporaneidade com as artes plásticas, o artista é otimista e busca sempre trabalhar seus projetos sob uma perspectiva positiva.

Ele imaginou que a partir das armas, poderia haver transformação. E que sim, havia algo de positivo e bom no material para ser aproveitado para um propósito nobre: plantar árvores!

Desarmamento

Pedro começou uma campanha pedindo aos moradores de Culiacán que entregassem suas armas em troca de um cupons para a compra de eletrônicos ou eletrodomésticos.

Depois que Pedro coletou 1.527 pistolas para o projeto ‘Palas por Pistolas’ ou ‘Pás por armas’, elas foram levadas para uma base militar: esmagadas com um trator, derretidas e transformadas em 1.527 cabeças de pá.

As novas pás foram distribuídas para instituições de arte e escolas públicas, onde serão aproveitadas pela comunidade para o plantio de milhares de árvores.

“Agora elas existem apenas com o propósito de plantar árvores e criar vida!”

Algumas foram parar na Galeria de Arte de Vancouver, no Instituto de Arte de São Francisco, na Maison Rouge em Paris e em outros lugares do mundo.

“Uma pá, como uma arma, pode ser usada para um propósito produtivo, ou com ódio. Mas graças a essa mudança de perspectiva, podemos transformar o que dói em algo que beneficia a todos nós”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

Robert Downey Jr. cria organização de inteligência artificial para limpar nossa ‘pegada de carbono’ em dez anos

Parece que o ator americano foi bastante influenciado – e anda fascinado – pela tecnologia e pela Inteligência Artificial (IA) que cercam seu personagem Tony Starck, em Iron Man, no cinema. Na abertura da Conferência re: MARS (abreviatura de Machine learning, Automation, Robotics and Space), realizada pela Amazon na semana passada, em Las Vegas, ele anunciou a criação da organização The Footprint Coalition (Coalizão Pegada Ecológica, em tradução livre) criada para ajudar a reduzir ou eliminar o impacto das “pegadas de carbono” humanas no meio-ambiente.

O anúncio foi feito por ele depois de mais de 20 minutos de conversa – com Alexa, assistente de IA da Amazon, e o ator Matt Damon, que se juntou a eles por vídeo – sobre inteligência artificial, o Universo Marvel, sua carreira e a evolução do personagem de Iron Man.

“Utilizando os princípios da robótica e da nanotecnologia, podemos provavelmente limpar o planeta de forma significativa – se não inteiramente – em uma década”, afirmou ele, animado. Downey Jr. revelou que teve esse insight há algumas semanas, durante uma mesa-redonda com especialistas. “Deus, eu amo especialistas. Eles são como a Wikipedia com defeitos de caráter ”, brincou.

Ele não revelou detalhes de como sua organização poderá ajudar a reduzir nossa pegada no planeta, mas lembrou que pesquisadores e empreendedores estudam há muito tempo como usar a IA para mitigar uma série de questões ambientais.

No momento, o que existe de palpável é o site da organização, em construção, que já recebe assinaturas de sua newsletter por meio de um formulário, e a ideia de fazer seu lançamento oficial em abril de 2020.

É bom lembrar que esta não é a primeira vez que o ator demonstra grande apreço pela IA e outras tecnologias avançadas, muito além do papel do bilionário super-herói no cinema. Junto com sua esposa, a produtora Susan Downey, no ano passado, produziu uma série de documentários sobre o tema para a plataforma YouTube Red (por assinatura). A série de oito episódios, de uma hora de duração cada, explora o impacto que essa inteligência terá na vida das pessoas a partir de conversas com filósofos, cientistas e outros especialistas, e deve ser lançada este ano.

Na conferência, Downey Jr. – que, segundo a Forbes, tem um patrimônio líquido de US $ 81 milhões – não revelou quem está envolvido na sua organização. Nem Jeff Bezos, CEO da Amazon, que organizou o encontro, revelou qualquer interesse. Mas, pela urgência de Bezos em mudar a imagem de sua empresa, pode-se suspeitar que um dos homens mais ricos do planeta faça parte do sonho do ator.

Com re : MARS, Bezos procurou reuniu mentes que podem ajuda-lo a criar uma “era de ouro da inovação” com “o que há de mais recente em ciência prospectiva com aplicações práticas”. Sim, muito ambicioso, o moço, mas este encontro surgiu num momento em que sua empresa está sendo criticada por suas políticas nada sustentáveis em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

Recentemente, cerca de 8 mil funcionários assinaram carta aberta para apoiar proposta apresentada em recente assembléia de acionistas, que exigem que o conselho de administração prepare um plano público para aderir à luta contra os efeitos das mudanças do clima e, também, para reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis. A Amazon tem se comprometido com metas ambientais – como ter zero carbono líquido para 50% de todos os embarques até 2030 -, mas, ao que tudo indica, seus esforços não são suficientes para alcança-las.

*Por Mônica Nunes

 

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*Fonte: conexaoplaneta

Estudo: civilização humana pode colapsar até 2050

Uma nova análise da mudança climática feita por um grupo australiano nos trouxe uma péssima notícia: a civilização humana pode entrar em colapso até 2050 se ações sérias de mitigação não forem tomadas na próxima década.

O relatório, publicado pela organização Breakthrough National Centre for Climate Restoration, é de autoria do próprio diretor da organização, o pesquisador do clima David Spratt, e de Ian Dunlop, ex-executivo da indústria do combustível fóssil.

O documento conclui que a mudança climática é “um risco de segurança” que “ameaça a extinção prematura da vida inteligente” ou a “permanente e drástica destruição de seu potencial para o desenvolvimento de um futuro desejável”.

É mais complexo do que pensávamos

A tese central do relatório é que os cientistas estão muito restritos em suas previsões de como a mudança climática afetará o planeta no futuro próximo. A atual crise climática seria maior e mais complexa do que qualquer outra coisa com a qual a humanidade já tenha lidado antes.

Modelos gerais – como o que o Painel das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) usou em 2018 para prever que um aumento de temperatura global de 2 graus Celsius poderia colocar centenas de milhões de pessoas em risco – falham em explicar a enorme complexidade dos muitos processos geológicos interligados da Terra, de forma que não conseguem prever adequadamente a escala das consequências potenciais.

E como seria uma imagem precisa do pior cenário possível do futuro do planeta? Bom, se os governos mundiais “ignorarem educadamente” o conselho dos cientistas e a vontade do público de descarbonizar a economia (encontrando fontes de energia alternativas), isso pode resultar em um aumento de temperatura global de 3 graus Celsius até o ano de 2050.

Neste ponto, as camadas de gelo do mundo desaparecem, secas brutais matam muitas das árvores na floresta amazônica (removendo uma das maiores compensações de carbono do mundo), e o planeta mergulha em um ciclo vicioso de condições cada vez mais quentes e cada vez mais mortíferas.

Catastrófico

Ou seja, em 2050, os sistemas humanos poderiam chegar a um “ponto sem retorno” no qual “a perspectiva de uma Terra praticamente inabitável levaria ao colapso das nações e da ordem internacional”.

No caso, 35% da área terrestre global e 55% da população global estariam sujeitos a mais de 20 dias por ano de condições letais de calor, além do limiar da sobrevivência humana.

Enquanto isso, secas, enchentes e incêndios florestais regularmente assolariam o planeta. Quase um terço da superfície terrestre do mundo se transformaria em deserto. Ecossistemas inteiros entrariam em colapso, começando pelos recifes de coral, as florestas tropicais e os lençóis de gelo do Ártico.

Os trópicos seriam os mais atingidos por esses novos extremos climáticos, destruindo a agricultura da região e transformando mais de 1 bilhão de pessoas em refugiados.

Esse movimento em massa de refugiados – juntamente com o encolhimento das costas e as severas quedas na disponibilidade de comida e água – poderiam levar a conflitos armados sobre recursos, talvez culminando em guerra nuclear.

O resultado, de acordo com a análise, é “caos total” e talvez “o fim da civilização humana como a conhecemos”.

Como essa visão catastrófica do futuro pode ser evitada?

De acordo com os autores do relatório, a raça humana tem cerca de uma década para agir e limitar o aquecimento global a apenas 1,5 graus Celsius, ao invés de 3 graus Celsius.

Para isso, será necessário um movimento global de transição da economia mundial para um sistema de emissão zero de carbono. Alcançar emissões zero requer ou não emitir mais carbono ou equilibrar as emissões com a remoção de carbono.

O esforço para isso “seria semelhante em escala à mobilização de emergência da Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os pesquisadores.

*Por Natasha Romanzotti

 

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*Fonte: hypescience

Vietnamita usa capim para fabricar canudos compostáveis

O cerco está fechando para a indústria de plásticos. Ao passo que as legislações se tornam mais rigorosas, soluções das mais diversas empresas, especialmente as de pequeno porte, surgem para mostrar que é possível sim gerarmos menos resíduos plásticos. Exemplo disso, é a companhia Ống Hút Cỏ, que está fazendo canudinhos compostáveis com um tipo de grama selvagem local, similar ao junco, que já tem o formato de tubo.

Liderada pelo jovem empresário Tran Minh Tien, a ideia da empresa é aproveitar de um material abundante na região, o capim que cresce selvagemente ao longo do Delta do Rio Mecom, uma região no Vietnã. O produto ainda gera renda a um grupo de mulheres artesãs que residem na província de Long An.

Para produzir o acessório ecológico e seguro para alimentos, a espécie é colhida, lavada e cortada em tubos do tamanho de um canudinho normal. O passo seguinte é usar uma barra de ferro para limpar a parte interna dos canudos e finalmente passá-los por uma última lavagem. O produto final é vendido para restaurantes e pode ser comercializado de duas formas: seco ou verde.

Na versão fresca, o lote é vendido em um pacote de 100 canudos, que é apenas colhido e embrulhado em folhas de bananeira. Sem passar pelo processo mencionado acima. Estes, geralmente, duram cerca de duas semanas na geladeira, mas é possível aumentar a vida útil fervendo os canudinhos em casa com um pouco de sal, deixando-os secar e depois guardando em local fresco e seco.

Já no lote vendido seco, após a lavagem final, os canudos são deixados ao sol por dois ou três dias e depois assados ​​no forno. Isso faz com que o tempo de vida útil do produto seja prolongado em até seis meses, se deixado em temperatura ambiente.

Secos ou frescos, os canudinhos são comestíveis, compostáveis, livres de produtos químicos e conservantes. Melhor que isso, só se deixar de usá-los mesmo. Especialmente no Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1,28% do total produzido. Mas sabemos que os canudos podem ser úteis e são de grande ajuda em muitos casos.

Por enquanto, os canudinhos de grama são vendidos somente no Vietnã, mas já está em estudo e testes a possibilidade de ampliar o negócio para outros países.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Plástico nos oceanos pode superar os peixes até 2050

O plástico representa hoje uma grande ameaça para os oceanos. Material onipresente na vida moderna, um novo relatório afirma que, se as tendências atuais continuarem, até 2050 o lixo plástico nos oceanos vai superar em número os peixes.

O relatório foi feito pela Fundação Ellen MacArthur e divulgado no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça, recentemente.

Toneladas nocivas

95% das embalagens de plástico são “perdidas” todos os anos após uso único, custando cerca de US$ 80 a 120 milhões para a economia mundial. Enquanto apenas 5% é reciclada de forma eficaz, em torno de 40% é enterrada em aterros sanitários, e um terço de todo plástico produzido a cada ano vai parar nos oceanos.

Isso é equivalente a despejar o conteúdo de um caminhão de lixo a cada minuto no ambiente marinho.

Desde 1964, a produção de plástico aumentou em um fator de 20, e atualmente está em cerca de 311 milhões de toneladas por ano. O relatório estima que este número dobre nos próximos 20 anos, e quadruplique até 2050, conforme as nações em desenvolvimento passem a consumir mais plástico.

O lixo que hoje vai parar nos mares já causa impactos nocivos na vida selvagem. Por exemplo, plásticos são frequentemente encontrados nos estômagos de aves marinhas, sacolas são comumente ingeridas por tartarugas e focas, e microplástico que não podemos sequer ver é constantemente ingerido pelos peixes que, em seguida, nós consumimos.

Revisão completa

As desvantagens do plástico não se concentram apenas na quantidade de lixo que acaba nos oceanos. Outro grande problema é o uso de combustíveis fósseis necessários para criar o material.

Atualmente, a produção de plásticos utiliza cerca de 6% do consumo mundial de petróleo – em 2050, esse número pode subir 20%.

O relatório pede uma revisão completa da forma como nós fabricamos plásticos e, em seguida, como lidamos com as montanhas de lixo que o material produz.

Esperança ambiental: fungo amazônico que come plástico pode solucionar problemas de lixo

“Este relatório demonstra a importância de desencadear uma revolução no ecossistema industrial e é um primeiro passo para mostrar como transformar a maneira que os plásticos se movem através de nossa economia”, explicou Dominic Waughray no Fórum Econômico Mundial. “Para passar de uma visão para a ação em larga escala, é claro que ninguém pode trabalhar sozinho. O público, o setor privado e a sociedade civil todos precisam se mobilizar para capturar a oportunidade de uma nova economia circular de plásticos”.

Economia circular

Esse é o conceito o qual a Fundação Ellen MacArthur defende. De acordo com seu website, o modelo econômico “extrair, transformar, descartar” da atualidade depende de grandes quantidades de materiais de baixo custo e fácil acesso, além de energia, mas está atingindo seus limites físicos.

A economia circular é uma alternativa atraente e viável que as empresas já começaram a explorar: uma economia regenerativa e restaurativa, cujo objetivo é manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo.

Hoje, nos EUA, o preço do petróleo está tão baixo que significa que a reciclagem de plásticos sai muito mais cara do que fabricar novos produtos. A Fundação acredita que parte da solução é repensar a forma como usamos plásticos, reduzindo a sua utilização em embalagens, por exemplo. Os fabricantes poderiam ajudar através da produção de artigos de plástico que possam ser reutilizados. [IFLS, FEM]

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

O Pólo Magnético da Terra tem se movido com velocidade incomum e ninguém sabe o porque

Em 2015, os geólogos atualizaram os mapas de navegação para acompanhar o movimento lento do pólo magnético do norte. Esse mapa duraria até 2020, quando mais uma vez os modelos deveriam ser atualizados. Mas algo estranho está acontecendo no norte da Terra e forçou os geólogos a atualizarem o mapa este ano.

De acordo com a pesquisa publicada na revista Nature, o pólo magnético tem se movido com velocidade incomum do Canadá para a Sibéria, “impulsionado misteriosamente pelo ferro líquido que se estende até o núcleo do planeta”, ela relatou a publicação.

Portanto, os geólogos se reunirão em 15 de janeiro para atualizar os mapas de navegação, que são a base para a construção de modelos de veleiros que fazem viagens nos oceanos e para o Google Maps. Mas o fechamento do governo dos Estados Unidos forçou a adiar a reunião até 31 de janeiro.

O que está acontecendo?

A mudança da posição do pólo magnético começou a se registrar em 2016, apenas um ano após a atualização dos modelos de navegação.

O que aconteceu em 2016 foi, nas palavras da Nature, que “parte do campo magnético acelerou temporariamente nas profundezas do norte da América do Sul e do leste do Oceano Pacífico”.

E é que os movimentos nas profundezas do nosso planeta definem em grande parte o que acontece no pólo magnético. Esse “batido líquido” dos metais em ebulição é o principal responsável pelo campo magnético, que varia com o tempo à medida que os fluxos profundos mudam.

Para isso é adicionado o movimento naturalmente imprevisível do pólo magnético. Em meados da década de 1990, o pólo aumentou sua velocidade, de cerca de 15 quilômetros por ano para cerca de 55 quilômetros por ano. Em 2001, havia entrado no Oceano Ártico, onde, em 2007, uma equipe pousou um avião no gelo marinho na tentativa de localizar o pólo.

Mas por que isso acontece?

Esta é talvez a questão mais fascinante: ninguém sabe ao certo. Existem hipóteses, é claro. Os pesquisadores acreditam que o que aconteceu em 2016 pode ser atribuído às ondas “hidromagnéticas”, que surgem das profundezas do núcleo e geram pulsos magnéticos na superfície.

Diante de movimentos recentes, acredita-se que eles poderiam estar ligados a “um jato de ferro líquido em alta velocidade no Canadá”. Este jato poderia estar enfraquecendo o pólo magnético sob o Canadá, fazendo com que o outro campo magnético, na Sibéria, se tornasse o novo pólo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

O que são os ‘rios voadores’ que distribuem a água da Amazônia

Neste momento, rios poderosos levam umidade para vastas regiões da América do Sul. Mas eles não são rios comuns. São “rios voadores”.

É assim que são popularmente conhecidos os fluxos aéreos maciços de água sob a forma de vapor que vêm de áreas tropicais do Oceano Atlântico e são alimentados pela umidade que se evapora da Amazônia.

Eles estão a uma altura de até dois quilômetros e podem transportar mais água do que o rio Amazonas.

Esses rios de umidade, que atravessam a atmosfera rapidamente sobre a Amazônia até encontrar com os Andes, causam chuvas a mais de 3 mil km de distância, no sul do Brasil, no Uruguai, no Paraguai e no norte da Argentina e são vitais para a produção agrícola e a vida de milhões de pessoas na América Latina.

Mas como eles nascem e se movem? E quais efeitos podem ter?

Para entender isso, a BBC Mundo falou com José Marengo, meteorologista e coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), e Antonio Nobre, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos do Brasil.

Alta velocidade

“O oceano Atlântico tropical norte é um oceano quente e sua evaporação é muito intensa”, explica Marengo.

Os voluntários que se arriscam salvando vidas na ‘rodovia da morte’

“Você pode imaginar que existam ventos mais ou menos fortes, os ventos alísios, que transportam toda essa umidade nos níveis mais baixos da atmosfera”, diz.

“Em qualquer rio, há áreas muito tranquilas e outras de alta velocidade, que chamamos de jatos de rio”, conta o especialista.

“Quando um rio voador se encontra com os Andes, ele adquire uma maior velocidade em seu núcleo que constitui um low jet level – ou jato de baixo nível – , aquele que transporta uma maior quantidade de umidade mais rápido”.

“Então, ele faz uma curva para o sudeste e chega à Bacia do Rio da Prata, causando chuvas no local”.

Árvores que transpiram

Outro componente essencial dos rios voadores é a umidade produzida pelas árvores da floresta amazônica.

Em artigos, Nobre relatou a incrível função que estas árvores cumprem. “Medimos a evaporação da floresta em milímetros, como se estivéssemos medindo a espessura de uma folha de água acumulada no chão”.

“No caso da Amazônia, o número é de cerca de 4 milímetros por dia. Isso significa que, em um metro quadrado haveria quatro litros de água. Podemos usar esses dados para calcular quanto transpira uma árvore no mesmo período apenas calculando a área ocupada pela sua copa”, disse Nobre à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

Uma árvore frondosa, com uma copa de 20 metros de diâmetro, transpira mais de 1.000 litros em um único dia, acrescenta.

“Na Amazônia, temos 5,5 milhões de quilômetros quadrados ocupados por florestas nativas, com aproximadamente 400 bilhões de árvores dos mais variados tamanhos”.

“Nós fizemos a conta, que também foi verificada de forma independente, e surgiu o incrível número de 20 bilhões de toneladas (ou 20 bilhões de litros) de água que são produzidos todos os dias pelas árvores da Bacia Amazônica”.

O enigma do desmatamento

Mas muitas dessas árvores estão em perigo. Os últimos dados divulgados pelo Inpe indicam que o desmatamento está no seu nível mais alto desde 2008.

E uma das grandes incógnitas é o efeito que isso pode ter sobre os rios voadores. Os dados existentes não permitem que isso seja determinado.

“O que foi identificado é que as chuvas estão mais intensas”, disse Marengo à BBC Mundo.

“Imagine um ônibus que vai parando de lugar em lugar. Agora imagine um ônibus expresso que não para do início ao fim. O que estamos vendo é que as chuvas estão cada vez mais concentradas em alguns dias no sul do Brasil, norte da Argentina, Uruguai”, explicou o meteorologista.

“Parece que os ventos estão mais fortes, que o jato, os rios estão mais fortes. São as conclusões das projeções dos modelos climáticos para o futuro”.

“Isso que nos preocupa. Se houver chuvas mais intensas em áreas vulneráveis ​​como São Paulo ou Rio de Janeiro, a possibilidade no futuro de desastres naturais associados a fortes chuvas, como deslizamentos de terra e inundações em áreas urbanas e rurais, também aumenta”, adverte.

“No Brasil, esses fenômenos causam grandes perdas de vida”.

Chuva em outras frentes

Mas nem toda chuva na região centro-sul da América do Sul ocorre por causa dos rios voadores.

“A chuva do Uruguai, por exemplo, não é exclusivamente da Amazônia. Uma parte vem da Amazônia e outra das frentes frias do sul”, disse Marengo.

“Algo que não poderíamos identificar é o quanto de chuvas vem de uma determinada região. Por exemplo, para o sul do Brasil saem da Amazônia e de outras fontes, como as frentes frias ou brisa do oceano. Ou até mesmo por evaporação de regiões agrícolas do Centro-Oeste e Pantanal”.

“É uma das maiores questões: poder quantificar a água que sai da Amazônia para a Bacia do Prata, que inclui Uruguai, norte da Argentina e sul do Brasil.”

Mas quando a chuva cai em um campo do Uruguai ou Argentina, talvez muitas pessoas não imaginam que parte dessa água começou sua viagem a milhares de quilômetros.

Neste sistema de interconexões tão delicado e profundo, fica claro por que é tão vital para todos proteger a floresta amazônica.

A importância destes fluxos de água se popularizou no Brasil graças ao projeto Rios Voadores, criado pelo aviador e ambientalista Gerard Moss.

Ele se inspirou nas investigações de Marengo e Nobre e voou milhares de quilômetros seguindo as correntes de ar, pegando amostras de vapor de água.

Moss queria que o conhecimento sobre esses fluxos chegasse ao sistema educacional. Seu programa já alcançou cerca de 900 mil crianças no Brasil.

“Fico feliz em ver que, depois de passar pelo programa, uma criança nota pela primeira vez uma grande árvore na frente de sua escola”, disse Moss à BBC Mundo.

“Antes, nem crianças nem adultos tinham a noção de que, sem os rios do céu, secam os rios da terra”, diz, por sua vez, Antonio Nobre.

“Não se entendia que os rios de vapor são tão vulneráveis ​​às perturbações humanas como outros rios”, acrescentou.

“E, principalmente, muitas pessoas não sabiam que as florestas que bombeiam umidade são essenciais para que os rios voadores sigam cruzando a atmosfera”.

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*Fonte: bbc-brasil

Humanidade já matou 83% dos mamíferos selvagens e metade de todas as plantas do mundo

Se tem uma praga devastadora, ela pode ser chamada de humanidade. Stephen Hawking já sugeriu que a Terra possa virar uma bola de fogo por nossa culpa. E, se você já sabia que estamos causando a extinção das abelhas, pode nem se surpreender ao descobrir que nossa espécie matou 83% dos mamíferos selvagens, além de metade de todas as plantas do mundo.

O levantamento é fruto de um estudo realizado pelo Weizmann Institute of Science de Israel e publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A pesquisa tinha como objetivo analisar a distribuição da biomassa na Terra, mas suas descobertas vão muito além disso.

Imagem de uma vaca olhando para a câmera.

De acordo com o estudo, apesar de as bactérias responderem por 13% de todos os seres vivos, as plantas são responsáveis pela maior quantidade de matéria, representando 82% da biomassa na Terra. O restante da vida é composto por fungos, animais e outros seres, representando apenas 5% do total.

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Embora a humanidade componha apenas 0,01% desta biomassa, nós somos os responsáveis pela extinção de 83% dos mamíferos selvagens – e o Brasil lidera o número de primatas ameaçados de extinção. Cientistas sugerem que estamos vivendo uma nova era geológica: o antropoceno.

Primatas estão entre os animais que podem ter desaparecido.

Entre os mamíferos restantes, 60% são animais de pecuária, como gado e porcos destinados à alimentação; 36% são humanos e os 4% restantes são animais selvagens.

Quanto às aves, 70% delas são domésticas e apenas 30% das espécies são selvagens. Acredita-se ainda que 60% dos animais terrestres tenha desaparecido em apenas 44 anos.

Para saber mais, confira a pesquisa completa AQUI.

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*Fonte: hypeness