Plantoterapia: está comprovado que ter verde em casa faz bem para saúde

Você já ouviu falar sobre plantoterapia? Sim, e nós podemos provar. Se ter plantas em casa te dá uma sensação de tranquilidade e paz, você já está sentindo os efeitos dessa palavrinha complicada.

A plantoterapia é o hábito de mexer nas plantas, entrar em contato com a terra e cuidar para que elas se desenvolvam saudáveis e contentes. Esse ato de observar o nascimento e crescimento das plantinhas passa uma sensação de bem-estar e relaxamento.

Planta é vida
Pesquisadores são enfáticos em dizer que criar plantas em casa faz bem para a saúde mental. De acordo com um trabalho feito pela Universidade de Roma, o verde nas residências contribuiu para a diminuição do estresse causado pelo isolamento social durante a pandemia.

A pesquisa ouviu cerca de 300 italianos, que viviam no primeiro epicentro da pandemia. Eles foram praticamente unânimes em dizer que ter contado com atividades de jardinagem ajudou a diminuir a angústia provocada por tempos de incertezas e mortes em massa.

Ter plantas em casa fazer bem para a saúde mental e diminui o estresse

A sensação de relaxamento dessas pessoas foi muito maior, diz a Universidade de Roma, do que as que não tinham nenhum verde dentro de suas casas. A conclusão demonstra mais uma vez a relação próxima entre o ser humano e a natureza.

“Evoluímos biologicamente com a ajuda da natureza. Recorremos às plantas para nos abrigar e nos esconder dos predadores”, disse à revista Veja Melinda Knuth, professora de ciências da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Ela ressalta ainda os efeitos benéficos das plantinhas na corrente sanguínea e no nosso humor.

A satisfação causada pelas plantas mora também no senso de responsabilidade. É gratificante ver que você viabilizou o crescimento saudável de uma muda plantada por suas mãos.

“Psicologicamente, a prática proporciona prazer, faz bem a todos que criam. No momento em que você está plantando, você não está estressado ou ansioso, apenas ocupando a mente com coisas boas”, ressalta ao Agro Floresta Amazônia a psicóloga Jéssica Maia.

Cidades para pessoas

Está comprovado que plantas fazem bem para a saúde mental e ajudam a diminuir a incidência de casos de depressão. Isso se torna ainda mais importante em cidades hostis como São Paulo, que carece de áreas verdes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre a importância de áreas verdes públicas para o bem-estar da população. É recomendado que os bairros tenham pelo menos um parque a cada 500 metros – algo bem distante da realidade das grandes cidades brasileiras.

São Paulo conta com 44% de seu território formado por áreas verdes, diz relatório de 2016 da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). Acontece que a desigualdade impede de todos os mais de 12 milhões da metrópole usufruam dos benefícios das plantas.

Embora Parelheiros possua quase 90% de cobertura vegetal, o bairro fica muito longe do Centro da cidade (onde está o trabalho) e carece de estrutura para que as pessoas vivam com mais qualidade.

O Itaim Paulista, periferia do extremo leste, em contrapartida, possui apenas 6,45% de áreas verdes e as mesmas carências da localidade na zona sul da capital paulista.

Já que as cidades brasileiras ainda não conseguem oferecer qualidade de vida para as pessoas, que tal você garantir pelo menos um cantinho verde dentro de casa?

O Hypeness é defensor de carteirinha das plantinhas e tem muitas dicas preciosas para jardineiros de primeira viagem não se decepcionarem com os desafios de fazer uma mudinha virar uma planta feliz e saudável.

O segredo é começar. Sua saúde mental agradece.

*por Kaue Vieira
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*Fonte: hypeness

Sabia que tem uma planta ideal para cada signo? Confira os matches

Signos e plantas formam uma dupla querida por muita gente. Há quem ainda duvide dos poderes do zodíaco, muito embora o consumo de astrologia tenha mudado bastante dos tradicionais horóscopos de rodapé de jornais.

O mesmo acontece com o universo das plantas, que ganha espaço entre os mais jovens como uma terapia importante que une contato com a natureza e decoração.

O Hypeness resolveu unir o útil ao agradável e está aqui para lhe ajudar a escolher a planta mais adequada ao seu signo. Vamos seguir a ordem cronológica dos representantes do zodíaco para a formação da lista.


Áries e Espada-de-São-Jorge
Os arianos são admirados pelo excesso de energia e destemor. Um signo que coloca paixão em tudo o que faz, os detentores do signo representado pela cabra podem ter Espada-de-São-Jorge ou Espada-de-Iansã dentro de casa.

Há ainda quem recomende a variedade de suculentas (nós fizemos uma lista supimpa aqui!) aos arianos. Tanto as espadas quando as suculentas exigem cuidados básicos e toleram grandes períodos sem água.


Touro e renda-francesa

A renda-francesa é delicada e ideal para a ‘mão boa’ dos taurinos e taurinas
Com os pés aterrados ao chão, os taurinos costumam ter “uma mão boa” para plantinhas. Por isso, nós indicamos o cultivo da renda-francesa – não confundir com a samambaia renda-portuguesa, que tem folhas menos delicadas.

A renda-francesa prefere ambientes com temperaturas de pelo menos 25ºC e gosta de bastante água. Você, taurino ou taurina, vai precisar regá-la dia sim, dia não.


Gêmeos e imbé

Imbé é uma trepadeira
Gêmeos é um signo mental conhecido pela alta capacidade lógica e de raciocínio. Sempre tecendo novas ideias, este signo do zodíaco não poderia ter combinação melhor do que uma planta trepadeira.

Por isso, nossa lista de plantas que combinam com seu signo indica a imbé aos geminianos e geminianas. Conhecida por abrir espaço para a reconciliação, a espécie também tem poder desintoxicante.

A imbé é uma trepadeira, uma espécie de Floral da Amazônia. Você também pode encontrar ela com o nome de Cipó-imbé. A plantinha gosta de solo rico em nutrientes e prefere meia ou sombra total. Nada de luz direta do Sol.

As regas precisam ser regulares para manter o solo da imbé levemente úmido. Prepare-se para ter uma planta que cresce bastante, deixando o ambiente de sua casa bem verde.


Câncer e rosa-do-deserto
A rosa-do-deserto transmite a beleza dos cancerianos
Câncer é um signo sentimental e que pensa com o coração. Cancerianos e cancerianas são muito calorosos e, portanto, estão mais associados com a rosa-do-deserto.

Além de alegre, a planta é sinônimo de energias positivas e abundância. Tudo que o canceriano gosta, não é mesmo? Assim como os cancerianos são feitos de água, a rosa-do-deserto necessita de solo úmido constante.

Mas atenção, já que é preciso encontrar o equilíbrio para não deixar o solo encharcado. A drenagem é uma questão importante para o desenvolvimento dela.

Para que a rosa-do-deserto floresça, você tem que deixá-la com pelo menos seis horas de exposição direta ao Sol. Na natureza, seu habitat de origem, ela pode atingir até dois metros de altura.

Leão e bromélias
Bromélias são solares como leoninos e leoninas
Leão é Sol. Leão é generosidade. Um dos signos mais admirados do zodíaco, os leoninos e leoninas são conhecidos pela alegria e elegância. Embora transmita uma sensação de força impenetrável por causa da juba, quem é de leão possui um coração grande (até demais algumas vezes).

Por isso, indicamos a bromélia como planta símbolo das pessoas que possuem Sol em leão. Ela é perfeita para leoninos e leoninas por causa das cores vibrantes e suas folhas verdes longas.

Os cuidados para o desenvolvimento tranquilo da bromélia passa por regas com frequência média, sempre procurando manter o solo umedecido. A bromélia prefere um ambiente que receba luz e Sol – sem exposição direta ao astro rei.


Virgem e zamioculca
A planta da moda, tá, virginianos?
Os virginianos não são metódicos, eles apenas gostam de organização. Um signo que costuma ser leal aos amigos e apreciador de tudo que é de bom na vida, inclusive artes e cultura, eles estão sintonizados com a planta da moda.

A zamioculca pode ter folhas tão verdes, mas tão verdes, que parecem de plástico. Mas não é, trata-se apenas e tão somente do brilho contido nessa espécie queridinha de muita gente.

A zamioculca é indicada para o Feng Shui, além de melhorar a energia dos ambientes. Ela dispensa o Sol direto e tolera períodos médios sem água.

Libra e costela-de-adão
Os librianos vão amar ter uma costela-de-adão dentro de casa
Os librianos se encantam com tudo que há de belo no mundo. Por isso, eles estão associados com uma das plantas mais encantadoras que existem. Falamos da costela-de-adão, que arranca suspiros com suas longas folhas recortadas.

A costela transmite equilíbrio e harmonia – algo fundamental para o desenvolvimento de qualquer libriano. Simbolizado pela balança, libra procura a diplomacia como caminho para a tomada de decisões.

A costela-de-adão gosta de luz, mas se adapta aos ambientes com mais sombra. Ela precisa de regas médias para que se desenvolva e impacte todo mundo com suas folhas e raízes grandes. É uma escolha perfeita para quintais e sala de apartamentos.

Escorpião e dracaenas
Dracaenas precisam de bastante água em dias de muito calor
Signo das águas e com a capacidade eterna de recomeçar. Quem é de escorpião ama com intensidade e não gosta muito de perder tempo. Determinados, escorpianos e escorpianas podem se dar bem com a dracaenas.

A dracaena pode ser criada com tranquilidade dentro de casa. Ela é resistente, mas ama umidade. Inclusive borrifadas para os dias de mais calor. Um pano molhado nas folhas também é bem-vindo.


Sagitário e alocasia
Alocasias possuem folhas verdes e fofinhas
Sagitário é Sol e alegria. Mas não confundir com euforia desmedida, por favor. Signo associado com a prosperidade, os sagitarianos podem se dar bem com uma alocasia dentro de casa.

Ela também gosta de ambientes mais úmidos e de que as folhas estejam livres de pó. Ou seja, mantenha um paninho por perto para passar em sua folhagem de vez em quando. As espécies de alocasia são tóxicas, por isso mantenha longe de gatos, outros pets e crianças.


Capricórnio e bonsai
Bonsai é sinônimo da obstinação dos capricornianos
Capricórnio são pessoas obstinadas e trabalhadoras. O signo reflete a necessidade de controle por parte de muitas pessoas. A planta ideal para os representantes desse signo é o bonsai.

O bonsai reflete a disciplina e raízes bem fincadas no chão. Bem capricorniano, não é mesmo? O bonsai pede rega uma vez por dia, duas vezes em dias mais secos.

O excesso pode apodrecer a raiz então, querido capricorniano, busque a linha tênue do equilíbrio na hora de criá-la e será recompensado.

Aquário e samambaia
Samambaia é uma das plantas mais populares do Brasil
Aquarianos são generosos e gostam de idealizar um mundo onde tudo seja bom e justo. Detentores desse signo apreciam a liberdade e não curtem pessoas com visão limitada.

A planta ideal para a luz que abriga esse signo é a samambaia. Ela é símbolo de natureza e representa a prosperidade.

Peixes e flor-da-fortuna
Flor-da-fortuna e a capacidade de perdoar dos piscianos
O signo de peixes é inteligente e mental. Assim como os geminianos, pensam em várias coisas ao mesmo tempo e gostam de saber de tudo um pouco.

Curiosos por natureza, podem se dar muito bem com a chamada flor-da-fortuna. A kalanchoe tem o coração bom, já que não é absolutamente intolerante às pessoas que esquecem de regá-las.

*Por Kauê Vieira
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*Fonte: hypeness

Os 6 erros mais comuns de cuidados com plantas

Regar em excesso e não adubar a terra são alguns dos erros mais comuns – confira os outros!

Atenção novos pais e mães de plantas, há muitos erros que podem ser cometidos ao cuidar das suas hortaliças. Para as plantas que temos dentro de casa crescerem felizes, precisamos fugir de alguns erros comuns.

Confira os erros mais comuns com as nossas plantas!

Rega excessiva
Regar é a tarefa mais importante para qualquer dono de plantas dominar. Entretanto, muitos supõem que, se um pouco de água é bom, mais água deve ser melhor.

Cada tipo tem suas próprias preferências, em que algumas demandam apenas um gole ou dois a cada poucos meses e outras bebem um galão ou mais semanalmente. Logo, para garantir que você está regando suas mudas corretamente, primeiro pesquise quanta água a espécie requer.

Folhagem suja
Um pano e um pouco de café podem deixar suas plantas mais bonitas e saudáveis. Foto: Pixabay
Esta é uma tarefa que é deixada de lado muitas vezes, porém espanar e limpar as folhas é muito importante. Na natureza, a água da chuva e o vento removem a sujeira e os detritos dos ramos. E, dentro de casa, o papel deve ser exercido pelo dono.

Além de melhorar a aparência, esse processo permite que a planta fotossintetize com mais eficiência. Esta também é uma ótima maneira de analisar a muda, verificando os estágios iniciais de infestações de insetos ou outros problemas que possam estar acontecendo.


Cuidados com a raiz

As raízes ficam fora da vista e da mente, escondidas dentro do vaso e soterradas. No entanto, ter esta parte do ramo saudável é essencial para a sua saúde, pois ela é responsável pela absorção de água e nutrientes.

Se sua planta está lutando para se manter saudável, é uma boa ideia verificar se há problemas nas raízes. Fique atento por raízes apodrecidas em excesso, com cores marrons ou pretas e viscosas.

Se esse for o seu caso, apare-as para eliminar a podridão e ajuste a rotina de rega. Raízes submersas podem ficar dessecadas e secas, perdendo sua capacidade de absorver água. Se notar raízes secas e quebradiças, aumente a frequência de rega, molhando profundamente para que todo o solo fique umedecido.

O crescimento em exagero também pode danificá-las. Verifique se as raízes estão crescendo no orifício de drenagem, ao longo do topo do solo ou enrolando-se no interior do vaso. Note se água sai correndo ao regar, o que sinaliza que não há solo suficiente para reter a umidade. Se você isso estiver acontecendo, é hora de replantar ou fazer uma poda de raízes.

Dica: se sua planta estiver prosperando, evite perturbar desnecessariamente seu delicado sistema radicular. Os minúsculos pêlos da raiz (que fazem a maior parte do trabalho!) são facilmente danificados e levam muito tempo para se recuperar.

Pouca fertilização
A necessidade de fertilizantes para plantas não é um mito! Na verdade, é uma variável extremamente importante para o cuidado delas, pois fornece os nutrientes necessários para crescerem grandes e fortes. As mudas de casa devem ser fertilizadas durante os períodos de crescimento ativo, que normalmente é na primavera e no verão. Os produtos ajudam a promover uma folhagem saudável, raízes fortes, floração e muito mais.

Se você notou que um de seus ramos está com problemas durante os meses de inverno, experimente um fertilizante de plantas na primavera, assim que perceber sinais de novo crescimento. Esse elemento e o clima da primavera geralmente são a combinação perfeita para transformar uma vegetação monótona em uma fabulosa.

Mas, lembre-se de usar opções orgânicas, como o adubo produzido pela compostagem ou aqueles que podemos fazer em casa, usando cascas, ovos ou vegetais que temos em casa.

Movendo plantas
As mudas adoram encontrar um lar e ficar lá. Elas prosperam com a estabilidade, então tente colocá-las em espaços que permanecerão. Cada vez que você move um vaso para um novo local, ele precisa se ajustar a novos níveis de luz e temperaturas, e cada “período de ajuste” equivale a uma pausa no crescimento.

Se sua espécie está prosperando, isso significa que ela está feliz em seu local atual. Se um ramo recentemente realocado não está crescendo ou está em declínio, espere algumas semanas para se ajustar antes de fazer mais alterações.

A única vez que você deve mover uma planta é quando você sabe que seu ambiente atual não está funcionando. Se as folhas estiverem amarelando, isso pode ser um sinal de que ela pode usar mais luz solar e, se as pontas parecerem secas e crocantes, talvez seja necessário estar em algum lugar mais úmido.

Não conhecer a sua planta
Uma das melhores dicas que podemos oferecer aos pais de plantas é fazer um pouco de pesquisa toda vez que comprarem um novo amigo verde. Conhecer o tipo de clima de onde veio sua espécie é essencial para cuidar bem dela.

E lembre-se que a frequência da rega depende das preferências de cada uma. Por exemplo, cactos e plantas suculentas adoram solo seco porque são originários de regiões secas e desérticas.

Cada uma precisa de uma frequência diferente de rega, tipo de solo e quantidade de luz. A temperatura é bastante simples para a maioria delas – se estiver muito frio para um ser humano se sentir confortável, provavelmente está muito frio para uma planta de interior crescer. Apenas tenha em mente que algumas adoram umidade e podem prosperar em um banheiro, enquanto outras preferem estar secas e sentar ao lado de uma janela brilhante para aproveitar o sol.

Ser um pai ou mãe de plantas pode ser muito gratificante e não há problema em cometer erros – essa é a melhor maneira de aprender!

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*Fonte: ciclovivo

15 Plantas que mantêm insetos e mosquitos longe de maneira natural

Esqueça dos repelentes tóxicos, capazes de colocar sua família em perigo. Nós descobrimos que certas plantas e flores não apenas limpam o ar e nos ajudam a adormecer, mas também podem manter besouros e mosquitos longe da sua casa. Algumas delas possuem aromas intensos, enquanto outras contam com elementos químicos só percebidos pelos insetos. Em comum, elas têm ainda o fato de serem bonitas, decorando o lar enquanto garantem benefícios extras.

O Incrível.club pesquisou sobre as plantas que podem ser usadas como repelentes naturais para que você pense em qual delas ficaria melhor na sua casa. Confira!

1. Crisântemo
O crisântemo não apenas dá belas flores, mas também funciona como repelente contra insetos. Essa planta produz uma substância chamada piretrina, que não faz sucesso entre aquelas criaturas. Você pode plantar crisântemo perto de outras plantas como forma de controlar as pragas ou colher algumas das flores, adicionar água quente e aplicar a mistura em roupas ou outras superfícies para afastar os mosquitos.

2. Hortelã-verde
A hortelã-verde é muito usada na culinária, mas essa planta é capaz de fazer maravilhas também quando o assunto é deter formigas interessadas em entrar na sua casa. Basta borrifar um pouco de hortelã-verde onde houver a presença de formigas e ver como elas vão embora. O intenso cheiro da planta afasta diversos insetos indesejados. Óleo de hortelã-pimenta também funciona.

3. Lavanda
A lavanda é rica em um componente chamado linalol, conhecido inseticida contra pulgas, moscas e baratas. Você pode pegar um punhado de folhas de lavanda, colocá-las junto com água em um frasco com spray e borrifar na pele ou sobre os móveis.

4. Erva-gateira (Catnip)
Se por um lado os gatos adoram a planta, mosquitos a odeiam. A erva-gateira, vendida em pet shops com o nome de catnip, exala nepetalactona, que tem intenso poder repelente. É só deixar a planta no jardim ou dentro de casa para comprovar seus efeitos.

5. Monarda
A monarda, conhecida também como erva-bergamota, atrai beija-flores e abelhas, mas sua raiz tem considerável papel como pesticida. Ela contém timol, capaz de afastar as pestes que atuam no subterrâneo.

6. Sálvia
A sálvia possui um componente natural chamado cariofileno, que atua repelindo mosquitos e besouros. Esse elemento é mais ativado no calor, então uma alternativa é jogar alguns galhos na planta no fogo e assistir às criaturas indesejadas dando adeus.

7. Alecrim
Seja para cozinhar ou decorar, ter um pé de alecrim em casa é sempre uma boa ideia. E como se fosse pouco, as flores dessa planta ainda deixarão seu caminho livre de mosquitos. É só adicionar uma xícara de alecrim seco a um quarto de xícara de água, deixar ferver, esperar esfriar e colocar a mistura em um frasco com spray. Você pode aplicar diretamente na pele ou nos seus pets.

8. Erva-cidreira
O aroma agradável da erva-cidreira se deve à citronela — substância cujo cheiro os besouros detestam. Esmague as folhas para potencializar o odor, depois aplique sobre a pele para afastar mosquitos e outros insetos.

9. Borragem
Se você possuir tomate ou repolho em sua horta, saiba que a borragem tem tudo para se tornar sua melhor amiga. É uma ótima ideia deixá-la próxima de plantas comestíveis, pois a borragem afasta insetos prejudiciais e vermes.

10. Manjericão
O aroma do manjericão é intenso a ponto de nos fazer salivar e de afastar besouros ao mesmo tempo. Suas folhas possuem quatro elementos repelentes, e tudo que você precisa fazer é esfregá-las para liberar o cheiro característico. Coloque um pouco de manjericão nos parapeitos das janelas para evitar a entrada de mosquitos em sua casa.

11. Tagetes
Assim como o crisântemo, a tagetes também é rica em piretrina, podendo ser usada com fins repelentes. Misture um punhado de tagetes na água e deixe descansar por dois dias em um local escuro e ventilado, agitando periodicamente o frasco. Depois disso, use um pano de prato para coar e retirar todo o líquido. Coloque o líquido em um recipiente com spray, e ele estará pronto para o uso.

12. Orégano
A maioria das pessoas tem na cozinha orégano seco para usar na comida. Mas ter um pé da planta também é uma ótima ideia, já que os insetos não gostam do aroma do óleo do orégano. Esmague quatro ou cinco xícaras de folhas dessa planta para liberar todo o sumo. Depois, coloque a mistura em um frasco com água, deixe-o em um local ensolarado e espere descansar por uma noite. Adicione detergente líquido à mistura, coe e coloque-a em um recipiente com spray.

13. Absinto
Se você tem cachorros ou gatos em casa, o absinto é uma ótima escolha. Essa planta é conhecida por controlar naturalmente a presença das pulgas. Uma infusão de absinto pode ser aplicada diretamente nos bichos de estimação e nos móveis. Só tenha o cuidado de não exagerar no uso, pois o aroma pode ser forte demais para os animais.

14. Atanásia
Com flores amarelas e brilhantes, a atanásia é famosa por ser um repelente contra moscas. Você pode esfregar as folhas na pele ou agitá-las no ar dentro de casa. Será liberado um aroma que impedirá as moscas de entrarem em seu lar.

15. Agerato
O agerato, ou celestina, é muito usado em perfumes, sendo também altamente recomendável como repelente contra mosquitos. Essa planta conta com uma substância chamada cumarina, e pode ser mantida no jardim ou em vasos para afastar os insetos.

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*Fonte: incrivelclub

Duas em cada cinco espécies de planta podem estar ameaçadas de extinção

“Plantas precisam ser namoradas,” cita a Dra. Marli Pires Morim, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A paráfrase, atribuída à botânica Graziela Maciel Barroso, veio como parte da resposta a uma pergunta que jamais canso de fazer a todos os colegas envolvidos com a conservação de espécies vegetais: “Porque é mais fácil envolver as pessoas com a conservação de animais do que com a conservação de plantas?”

“Isso ocorre porque os animais se movimentam, emitem sons, e fazem despertar em nós sentimentos de ternura, companheirismo ou mesmo medo,” explica Morim. “Já as plantas, mesmo que presentes no nosso dia a dia, nas mais diferentes formas – roupa, comida, remédio, artefatos e etc., – são totalmente silenciosas e imóveis, e requerem que agucemos nossa sensibilidade para perceber seus odores, as matizes de cores muitas vezes presentes em uma só flor, o néctar que delas goteja e tantas outras belas nuances.”

A resposta de Morim parece ecoar o sentimento manifestado por diversos outros profissionais. “Nós nos importamos mais com o que podemos nos relacionar com mais facilidade, como mamíferos, ou identificar como belos, como aves,” diz a Dra. Eimear Nic Lughadha, pesquisadora Sênior do Grupo de Avaliação de Análise e Conservação do Royal Botanical Gardens (Kew). “Quando eu converso com alguém sobre uma espécie de planta ameaçada, ouço perguntas utilitárias, como: ‘ela serve como comida ou remédio?’ Às vezes eu tento chocar as pessoas respondendo: ‘você me perguntaria isso se estivéssemos falando de um beija-flor?’”

Compreender essa frustração se torna ainda mais fácil quando percebemos que esse tipo de viés repercute severamente no mundo da conservação. “Para vertebrados, dados sobre riscos de extinção de espécies são gerados há décadas,” continua Morim, “o que propicia que recursos financeiros para projetos de pesquisa e conservação em certos grupos de animais sejam mais facilmente obtidos. Em plantas estas avaliações são muito mais deficientes, e para fungos, quase inexistentes.”

Morim e Lughadha fazem parte da equipe internacional de cientistas que, em outubro de 2020, produziram o mais completo relatório sobre o estado de conservação de plantas e fungos da atualidade. Liderado pelo Kew, o ‘Estado das Plantas e Fungos do Mundo’ contou com a participação de 210 pesquisadores distribuídos através de 97 instituições e 42 países. Além do relatório, a iniciativa foi também responsável por uma edição especial da revista científica Plants, People, Planet, que contém artigos detalhando dados, análises e referências de informações contidas no documento original.

Toda a atenção e energia empregada por essa aliança internacional para aprimorar nosso conhecimento são há muito tempo necessárias. Enquanto a descoberta de novas espécies de grupos animais bem estudados (como os já mencionados mamíferos e aves) são hoje eventos relativamente incomuns, apenas em 2019, 1.942 espécies de plantas e 1.886 espécies de fungo foram descritas pela primeira vez.

“As pessoas com frequência pensam que todas as espécies já foram localizadas e classificadas,” diz o Dr. Martin Cheek, pesquisador Sênior da equipe da África e Madagascar do Kew, no próprio relatório. “Ainda existe um vasto número de espécies no mundo sobre as quais nós não sabemos nada, e para as quais sequer demos um nome.”

O Brasil tem sido o constante líder em número de espécies novas de plantas descritas há mais de duas décadas, contribuindo mais de 200 espécies por ano (216 em 2019), seguido por países como China (com 195 espécies descritas em 2019), Colômbia (121), Equador (91) e Austrália (86). O fato de que essa taxa de descoberta não tem declinado ao longo dos anos é testemunha da riqueza de espécies que a ciência ainda desconhece. Espécies que podem ter potencial utilidade farmacêutica, gastronômica, indumentária, madeireira ou em qualquer outra indústria humana, e que mesmo antes de serem registradas, já podem estar ameaçadas de extinção.

Dentre as cerca de 350.000 espécies de plantas já identificadas em todo mundo, estima-se que 39,4% delas — mais de 137.000 — sofram algum grau de ameaça de acordo com os critérios da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Uma situação que parece estar lentamente se agravando. Além de tentar determinar quantas espécies correm o risco de desaparecer, um grupo de pesquisadores da iniciativa utilizaram dados de 400 espécies de monocotiledôneas (plantas com apenas uma folha embrionária – ou cotilédone – por semente, como gramas, orquídeas e palmeiras) e leguminosas (membros da família Fabaceae, como ervilhas e feijões) para tentar entender como o risco de extinção dessas espécies tem mudado ao longo do tempo. A técnica utilizada – o Índice da Lista Vermelha (Red List Index) – mostrou que existe uma leve tendência das espécies analisadas se moverem para categorias progressivamente mais ameaçadas, ou seja, em direção à extinção.

Os cientistas também estão atentos ao processo de débito de extinção. A relação direta entre a área de determinado ecossistema e o número de espécies que o mesmo comporta (ou simplesmente relação espécies-área) é um fenômeno conhecido pela biologia há muitas décadas. Essa relação dita que uma redução na área de determinado ambiente é seguida pela extinção local de um certo número de espécies. Estas perdas – causadas por reduções de recursos espaciais (como tocas e refúgios) e energéticos (alimento) associadas à diminuição do habitat, que acabam levando algumas espécies a números populacionais muito pequenos e instáveis – não ocorrem imediatamente. Estes desaparecimentos podem se estender por décadas, o que torna o cenário atual ainda mais preocupante.

Estima-se que cerca de 600 espécies de planta tenham desaparecido globalmente em tempos modernos, mas este número é muito menor que o esperado com base na perda de habitat observada em todo mundo. Isso significa que muito mais espécies provavelmente estão nos trilhos da extinção. Segundo Lughadha, isso torna imprescindível que medidas de manejo e conservação sejam tomadas o mais rápido possível. Mesmo que nosso conhecimento sobre o status de conservação de cada grupo seja imperfeito, ferramentas úteis para amenizar o problema já são bem conhecidas.

“Aprimorar a conectividade entre manchas de vegetação natural pode ajudar a mitigar algumas das consequências do débito de extinção,” diz a pesquisadora. “No entanto, o melhor a se fazer é manter a vegetação nativa em primeiro lugar, uma vez que mesmo projetos de restauração bem sucedidos raramente atingem níveis de biodiversidade encontrados em comunidades existentes há centenas ou milhares de anos.“

Estratégias de conservação denominadas ex-situ – fora do habitat natural onde essas plantas e fungos ocorrem, como o cultivo dos mesmos em jardins botânicos e armazenamento em bancos de semente – também oferecem alguma proteção à espécies ameaçadas. O número de espécies que estão depositadas nesses refúgios artificiais, no entanto, é limitado.

“Em termos globais, no mínimo 723 espécies de plantas medicinais deveriam estar conservadas ex situ em jardins botânicos do mundo,” diz Morim, ”assim como suas sementes armazenadas em bancos de sementes, uma vez que em seus ambientes naturais já estão expostas a algum grau de ameaça. Este quantitativo corresponde a 13% das 5.411 espécies de plantas avaliadas na Lista Vermelha da IUCN, embora o total de plantas documentadas como medicinais chegue a 25.791 espécies.”

Muitos estudos ainda continuarão a ser realizados para prover informações cada vez mais precisas a respeito da identidade e do status de conservação de plantas e fungos ao redor de todo o mundo, especialmente em lugares como o Brasil, onde ainda existe uma vasta biodiversidade a ser descoberta. Mas ainda que exista alguma incerteza a respeito da quantidade de espécies existentes e seu grau de ameaça, as medidas mais efetivas para a sua preservação já são bem conhecidas há décadas.

“Áreas protegidas são um dos mais importantes meios de assegurar a sobrevivência de espécies num futuro próximo,” conclui Lughadha. “Proteger espécies nessas áreas é quase sempre preferível à protegê-las fora de seu habitat natural, porque: (I) é mais custo-efetivo; (II) mais indivíduos podem ser protegidos, o que garante a manutenção de mais diversidade genética; (III) sua relação ecológica com outras espécies pode ser mantida; (IV) processos de seleção natural podem continuar a acontecer; e (V) a proteção efetiva de uma área pode proteger muitas outras espécies que também estão presentes naquele habitat, mas as quais ainda sequer conhecemos.”

*Por Bernardo Araújo

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*Fonte: oeco

4 plantas que vivem muito e trazem alegria para sua casa!

Conheça essas plantas que são difíceis de morrer e trazem alegria e energias positivas para dentro da sua casa!

Cada vez mais as pessoas estão descobrindo os grandes benefícios das plantas e as estão incorporando aos ambientes de suas casas. Além de nos aproximar da natureza e nos permitir estar melhor conectados com o mundo de maneira geral, as plantas também deixam as nossas casas mais bonitas, agradáveis e purificadas.

Seja de forma discreta ou mais aparente, as plantas trazem uma energia muito especial para as nossas casas, e tê-las por perto nos permite desenvolver atenção e cuidado maiores com algo além de nós, tornando-nos mais empáticos e generosos.

No entanto, muitas pessoas acabam postergando a aquisição de plantinhas por acreditarem que não terão tempo ou sabedoria suficientes para cuidar delas. Por isso hoje trouxemos uma lista especial com plantas que não morrem facilmente e convidam mais alegria para as nossas casas.

Confira a lista e leve hoje mesmo uma plantinha para o seu lar!

1. Babosa

Babosa, ou aloe vera, é planta muito simples de cuidar. Basicamente, ela precisa de muito sol e de rega apenas quando o solo estiver seco. Muitas funções diferentes tem a babosa, como hidratar a pele, os cabelos e afastar a negatividade do seu lar. Ela também pode ser usada para uma nova muda.

Esses são ótimos motivos para tê-la em sua casa!

2. Lírio-da-paz

Como o próprio nome já diz, essa planta traz tranquilidade e paz para nós e nossos lares, além disso, ajuda a remover toxinas do ar, diminui o estresse e atrai energias positivas para a casa. Também se acredita que ela aumenta a consciência espiritual das pessoas e facilita a conexão com o “eu superior”.

Quanto a regas semanais, três ou quatro são suficientes para essa o lírio-da-paz. Não o deixe muito perto do sol para não se queimarem as folhas.

3. Cacto

O cacto é uma planta do deserto, sendo assim, não é difícil de cuidar dela. Mantenha-a em um lugar de sua casa onde o contato com o sol seja direto e frequente, e regue-a uma vez a cada dez dias. Escolha a espécie mais “autossuficiente” na hora de comprar.

Essa planta desperta o sentimento de segurança e nos ensina a manter um relacionamento de cuidado e independência ao mesmo tempo, o que pode nos ensinar muito sobre nossos relacionamentos.

4. Espada-de-são-jorge

A espada-de-são-jorge tem a importante função de proteger o lar e a família de todas as energias e intenções negativas, contribuindo para que todos vivam com mais alegria e liberdade. Ela exige poucos cuidados, podendo ficar até 20 dias sem água, se estiver saudável e adaptada ao sol ou à sombra. Plante-a em vasos de cerâmica e retire as folhas secas. Coloque-a à entrada de casa.

Essas são algumas plantas preciosas que, além de terem vida longa, contribuem para que nossos lares sejam lugares de felicidade e harmonia.

Leve algumas delas para o seu lar e compartilhe a dica com os amigos!

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Essa é a melhor planta para afastar as energias negativas!

Você é um amante de plantas? Então não pode deixar de ter esse espécime em sua casa. Descubra qual é!

As plantas são imprescindíveis na casa de muitas pessoas. Elas trazem mais leveza e pureza a cada ambiente, permitem-nos estar mais perto da natureza e também podem contribuir para o nosso bem-estar e felicidade.

No entanto, os benefícios das plantas podem ir além disso. Se você é uma pessoa mística e que acredita em energias, precisa conhecer uma planta muito especial, que ajuda a tornar o seu lar uma fonte inesgotável de positividade, eliminando tudo aquilo que não contribui positivamente para a sua vida.

Certamente, você já ouviu falar desta planta, mas não conhecia os seus incríveis segredos até agora. O nome dela é Dieffenbachia sp. ou, como conhecemos aqui no Brasil, “comigo ninguém pode”.

Essa é uma planta que carrega consigo muitos segredos e perigos, e precisa ser tratada com muita cautela dentro de nossas casas, mantida longe de crianças e animais.

A Dieffenbachia possui uma substância chamada cristais de oxalato de cálcio, que pode causar intoxicação e alergias na pele e nos olhos, caso ingeridas. Ela também é capaz de provocar inchaços na boca, língua e garganta, até mesmo paralisando as cordas vocais e inibindo a voz.
No entanto, nem tudo é negativo. De fato, essa é uma das plantas mais poderosas contra as energias negativas dentro de casa, e pode nos trazer grandes benefícios espirituais.

A “comigo ninguém pode” é conhecida por seu poderoso efeito contra a inveja, mau-olhado e azar, e é muito recomendada para proteger os nossos lares de todas as energias e intenções negativas. Acredita-se que ela possa até mesmo afastar visitas indesejadas.

Por todos esses benefícios, ela ajuda a atrair boas energias para as nossas casas, que acabam sendo transmitidos para nós também. Essa planta é considerada ideal para aqueles que desejam cultivar coisas boas em suas casas, libertando-se de impulsos negativos.

O ideal é que a planta decorativa fique localizada na porta da frente ou até mesmo no quintal ou jardim, para que combata a negatividade antes mesmo que ela entre em nossas casas.

Essa planta sobrevive melhor em ambientes onde a luminosidade não é alta, por isso mantenha-a longe da incidência direta do sol. Ela não se adapta muito bem ao frio e precisa ser cultivada em um solo rico em nitrogênio. Plante o seu caule em vasos para que cresça da maneira certa e evite regar com muita frequência, apenas quando estiver quase seca.
A “comigo ninguém pode” é uma grande aliada para combater a negatividade em nossas casas, e deve ser aproveitada das melhores maneiras possíveis.

Siga as recomendações antes de levar uma delas para casa, tome cuidado com a exposição exagerada à planta e aproveite todos os seus incríveis benefícios espirituais!

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Vídeo explica como as árvores conversam silenciosamente entre si

Você nunca perceberá, mas existe uma conversa secreta entre as árvores. Essa ‘conversa’ acontece no subsolo, através de uma rede de fungos e longos filamentos que conseguem conectar cerca de 90% das plantas terrestres.

Desta forma, além das árvores trocarem informações, compartilham nutrientes e enviar seus recursos restantes de volta à rede para outras plantas, e se comunicar sobre perigos, como por exemplo infestações de insetos. Essa incrível descoberta foi explicada através de um vídeo produzido pela BBC News.

Fungos

Essa relação que existe entre fungos e as plantas é milenar, em grande parte é de mutualismo um suconjunto de simbiose no qual ambos os organismo se beneficiam de sua associação. Em outras palavras, na natureza os seres de espécies difererentes criam uma corrente invisível de ajuda mútua, que nós seres humanos muitas vezes ignoramos, mas que existem, e inclusive é conhecida cientificamente como The Wood Wide Web.

No caso descrito no vídeo, os fungos sugam os alimentos das árvores, retirando parte do açúcar rico em carbono que produzem durante a fotossíntese. As plantas, por sua vez, obtêm nutrientes como fósforo e nitrogênio que os fungos adquiriram do solo, por meio de enzimas que as árvores não possuem. Desta forma, árvores que estão morrendo podem enviar seus nutrientes para que a corrente possa se beneficiar deles.

Mas assim como na internet, esta corrente também possui o lado que é chamada de ‘dark web’, pois algumas plantas conseguem ‘hackear’ o sistema e capturar os nutrientes das outras árvores.

Com certeza após assistir esse vídeo, você passará a enxergar a natureza através de uma nova perspectiva. As árvores não são ‘apenas’ árvores, mas sim organismos com inteligência, que conseguem se comunicar e fazem parte de um grande sistema colaborativo. A natureza é realmente surpreendente!

The Wood Wide Web

Essa revelação da Wood Wide Web, nos leva a um questionamento importante: Onde as espécies começam e terminam? Uma floresta é mais do que um agrupamento diversos indivíduos independentes, mas sim um único organismo vivo e consciente, capaz de compartilhar – e, por que não de estabelecer uma relação de amizade?

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*Fonte: sabervivermais

As mulheres que vivem rodeadas por plantas vivem mais, é o que confirma a ciência

Certamente morar em lugares arborizados e com muito verde deve nos proporcionar uma vida mais plena.

Pesquisadores da universidade de Harvard divulgou um estudo na Environmental Health Perspectives, o mesmo mostrou que as mulheres que vivem em um espaço rico em vegetação vivem mais. Acontece que nesses lugares o índice de mortalidade é reduzido em 12%.

Sem dúvida, morar em uma área cercada de árvores, parques ou bosques nos ajuda a viver melhor e a enriquecer nossa mente. De fato, parece que nesses casos a taxa de mortalidade é reduzida em 12%. Um fato que confirma a importância dos benefícios ligados à exposição à natureza.

O estudo que tem o objetivo de comprovar os benefícios possíveis de estar em contato com a natureza, demostra deixar muita contribuição ao caso, se analisando que o teste foi realizado com uma grande quantidade de mulheres, no total 108 mil e durou por 8 anos, no período de 2000 e 2008. Esta análise da exposição à natureza foi cuidadosamente estudada e não simplesmente com uma autoavaliação dos participantes.

As participantes da pesquisa puderam vivenciar vantagens de vidas passadas aproveitando o verde dos bosques e parques, tanto psicológica quanto fisicamente. De acordo com o pesquisador Peter James: “uma grande parte dos aparentes benefícios dos altos níveis de vegetação parece estar associada à melhoria da saúde mental”. No estudo uma boa porcentagem das mulheres apresentaram diminuição nos níveis de depressão, isso se deve ao fato da possibilidade de poder ter ralações sociais e atividades em maior medida.

Cercar-se de plantas pode apresentar alívio mais do que psicológico, como também reduzir a mortalidade por doenças respiratórias e tumores. Os estudos supõem que viver em lugares arborizados ajuda a diminuir os riscos de doenças relacionados a poluição.

A dica dos especialistas é que, mesmo que não possamos morar em áreas onde o verde é abundante, pelo menos devemos adquirir o habito de cultivar plantas em casa. Faça jardins ou de sua varanda um bom lugar para mantê-las mais próximas a nós.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: Harvard T.H. Chan School of Public Health / educadoreslivres

 

As plantas têm consciência e inteligência, argumentam cientistas

Um novo campo de estudo denominado “neurobiologia vegetal” sugere que as plantas são muito mais complexas do que pensávamos.

Talvez não tenham sentimentos e emoções, mas certamente têm comportamentos bem mais elaborados do que lhes damos crédito – por isso, cientistas têm argumentado que elas possuem inteligência e, talvez, consciência.

O início

A primeira vez que um estudo abordou essa possibilidade foi provavelmente em 1966, quando o especialista em polígrafo da agência americana CIA, Cleve Backster, resolveu testar as habilidades de consciência das plantas.

Ele se inspirou no trabalho anterior do físico Jagadish Chandra Bose, que descobriu que tocar músicas diferentes para as plantas podiam fazê-las crescer mais rápido.

Usando um galvanômetro (instrumento para detectar ou medir correntes elétricas de baixa intensidade), Backster realizou uma série de experimentos que pareceu mostrar que as plantas reagiam a pensamentos positivos ou negativos.

Em um desses experimentos, uma pessoa pisava em uma planta, matando-a, enquanto outras plantas estavam por perto. Mais tarde, usando um polígrafo, Backster mostrou que as colegas vegetais reconheciam o “assassino”, tendo um surto de atividade elétrica se a mesma pessoa aparecia diante delas.

O problema é que a pesquisa de Backster foi ficando menos credível – ele chegou a sugerir que plantas se comunicavam telepaticamente.

Mais estudos

Apesar disso, essa área de estudo recebeu novos impulsos recentemente. Por exemplo, uma equipe de biólogos argumentou em um artigo publicado no Trends in Plant Science em 2006 que o comportamento de uma planta não é apenas o produto de processos genéticos e bioquímicos.

A equipe cunhou o termo neurobiologia vegetal para tentar entender “como as plantas processam as informações que obtêm do ambiente para se desenvolver, prosperar e se reproduzir de maneira ideal”.

Suas observações mostram comportamentos coordenados por algum tipo de “sistema integrado de sinalização, comunicação e resposta” dentro de cada planta – isso inclui responder a inúmeras variáveis ambientais, como luz, temperatura, água, micróbios, componentes do solo como nutrientes e toxinas e até gravidade.

Por fim, plantas usam sinais elétricos para produzir químicos semelhantes aos neurônios de animais, o que as permite se comunicar com outras plantas. Tudo isso indica que elas possuem algum tipo de inteligência, ainda que não tenham nada parecido com um cérebro como o humano.

Inteligência vegetal?

Estudos têm indicado que as plantas já evoluíram cerca de 15 a 20 sentidos diferentes, parecidos com os sentidos humanos como visão, olfato, audição, tato e paladar.

Segundo o fisiologista de plantas italiano Stefano Mancuso, envolvido no estudo de 2006, as plantas também pensam, apenas de maneira diferente da que nós pensamos. Elas reúnem informações e reagem a seu ambiente da forma que seja melhor para o organismo como um todo. Elas também respondem umas às outras, tendo nada menos que 3.000 substâncias químicas em seu “vocabulário”.

Ok, então plantas podem ter uma espécie de inteligência e capacidade de reagir a seu ambiente, mas outros biólogos discordam veementemente de que possuam qualquer coisa semelhante a um sistema neurológico, ou de que sejam minimamente conscientes.

Lincoln Taiz, professor aposentado de fisiologia de plantas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), acredita que a neurobiologia vegetal gera uma grande polêmica ao implicar que plantas podem sentir emoções como felicidade ou dor, tomar decisões de propósito e talvez até ter consciência.

“As chances de isso ser verdade são efetivamente nulas” pois plantas “nem requerem consciência”, escreveu Taiz na edição de agosto de 2019 da Trends in Plant Science. Quaisquer comportamentos sofisticados não exigem um sistema nervoso e, devido a necessidade de energia que isso causaria, é até contraditório com seus estilos de vida voltados para o sol.

Uma questão de sensibilidade

Taiz ainda apontou o horror que seria para uma planta ter consciência e sentir dor. O que isso significaria para as queimadas de florestas e campos?

Certamente, como seres humanos, se já não gostamos de pensar nos animais que são mortos para os comermos, também seria melhor que plantas não tivessem a menor ideia de quem são.

Enquanto o conceito de inteligência e autoconsciência nas plantas ainda careça de mais pesquisas credíveis, o campo geral da neurobiologia vegetal já está desafiando nossa compreensão excessivamente humana da natureza. [BigThink]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

10 dicas para evitar que as suas plantas morram antes da hora

Dizem que as plantas trazem frescor e vida para dentro de uma casa, mas tem muita gente que só sente desânimo. É que, para muita gente, ganhar ou comprar um vaso com uma flor ou folhagem é certeza de que o exemplar não vai durar mais do que alguns dias ou semanas.

A questão é que, para manter as plantinhas saudáveis em ambientes internos de casas e apartamentos, é preciso cuidar delas – não basta regar apenas uma vez a cada vários dias, de maneira irregular, na frequência que você lembra de fazer isso.
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Além disso, as plantas são diferentes entre si, o que significa que elas demandam ações de manutenção que também são variadas. (Algumas, por exemplo, gostam do Raça Negra, enquanto outras, não).

Brincadeiras à parte, com essas dicas a seguir, você nunca mais vai poder dizer que é um pai ou mãe desnaturado para a sua planta. As fotos que estão aqui são lá do Popular Mechanics.

1. Regue adequadamente – pesquise a frequência correta para cada tipo

2. Use o tipo de solo correto – não, eles não são iguais

3. Encontre a luz certa – ou a que a planta “gosta mais”

4. Remova as pragas e bichinhos que surgirem

5. Troque de vaso quando necessário, se a planta crescer demais

6. Evite lugares muito quentes, com o “efeito forno”

7. Podar é preciso – retire as folhas mortas e crescimentos exagerados

8. Verifique se a umidade da casa não é muito baixa

9. Evite lugares com correntes de ar – vendo demais também prejudica

10. Manuseie com cuidado – plantas também podem ser sensíveis a movimentos muito bruscos

Bem mais fácil do que você imaginava, não? Mas sim, plantas também dão um pouco de trabalho, que pode ser terapêutico e relaxante, no fim das contas!

 

 

 

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*Fonte: megacurioso

Nova pesquisa inovadora finalmente nos permitirá desenvolver a fotossíntese artificial

Um pesquisador criou um material sintético acessível que imita o processo natural de fotossíntese, absorvendo a luz visível para desencadear uma reação química que limpa o ar ao converter CO2 em energia a partir da luz solar.

Cientistas de todo o mundo vêm tentando ter acesso à fotossíntese artificial. A fotossíntese é o processo natural pelo qual uma planta converte o dióxido de carbono em combustível usando a luz solar. A ideia é usar o processo em um material sintético de uma maneira que poderia ter usos práticos, mas o êxito da empreitada até recentemente vinha obtendo resultados bastante limitados. Agora, os cientistas anunciaram um avanço no campo que irá revoluciona o setor de energia.

Os cientistas sempre chegavam a um obstáculo quando procuravam uma maneira de ativar a reação química necessária para converter a luz visível em energia no processo da fotossíntese artificial. Os materiais empregados que podem absorver os comprimentos de onda da luz eram raros ou caros, tornando o processo financeiramente inviável. Materiais mais baratos usam com luz ultravioleta, mas esse comprimento de onda é responsável ​​por apenas quatro por cento da luz solar.

Em uma pesquisa recentemente publicada no Journal of Materials Chemistry A1, Fernando Uribe-Romo, do Departamento de Química da University of Central Florida’s (UCF) em Orlando, e sua equipe, que é também conta com pesquisadores do Departamento de Química Florida State University em Tallahassee, também no estado da Flórida, revelam como eles conseguiram contornar aquele obstáculo usando um tipo de material sintético chamado estrutura metal-orgânica (também conhecido pela sigla inglesa MOF, Metal-organic frameworks), que foi criado combinando o metal titânio comum com moléculas orgânicas que foram programadas para absorver a luz azul.

Luz azul: ar limpo

Quando eles testaram o MOF dentro de um fotoreator LED azul — um cilindro revestido com tiras de luzes LED azuis — a tão esperada reação química ocorreu. O ar foi limpo e o CO2 foi convertido em dois tipos de combustível solar: formato e formamida.

“Este trabalho é um avanço”, disse Uribe-Romo em um comunicado à imprensa da UCF. “Adaptar materiais que absorvem uma cor específica de luz é muito difícil do ponto de vista científico, mas do ponto de vista social estamos contribuindo para o desenvolvimento de uma tecnologia que pode ajudar a reduzir os gases de efeito estufa”

O poder das plantas para as pessoas

A Terra está se dirigindo rapidamente para os piores níveis de CO2 já existentes em mais de 200 milhões de anos. De fato, em apenas 150 anos de Revolução Industrial, a concentração atmosférica de gases do efeito estufa no planeta aumentou de 280 ppm (partes por milhão) para quase 405 ppm. Se a tendência atual continuar, poderíamos atingir os 2.000 ppm em 2250.

As plantas são nossas aliadas na busca de ar limpo, pois naturalmente convertem o dióxido de carbono, o CO2, em oxigênio. Ser capaz de recriar seu processo natural em uma escala maior e mais direcionada será de inestimável valor na luta contra a mudança climática.

“A ideia seria montar estações que capturam grandes quantidades de CO2, como ao lado de uma usina de energia”, explica Uribe-Romo no comunicado de imprensa. “O gás seria sugado para a estação, passaria pelo processo e reciclaria os gases do efeito estufa enquanto produzia energia que seria colocada de volta na usina”.

Essa capacidade de não apenas eliminar poluentes no ar, mas de também produzir energia limpa, abre novos usos potenciais para o novo material. Talvez pudesse ser usado para alimentar carros ao mesmo tempo em que limpe o ar ao longo das rodovias, ou em tetos solares que manterão as luzes acesas no interior da casa e o ar externo livre de CO2. Uma vez que o aparentemente intransponível obstáculo tenha sido superado, tudo o mais parece ser bem mais simples.

*Por Diógenes Henrique

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*Fonte: socientifica

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

Pode uma planta ser inteligente? Alguns cientistas insistem que são – uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos. A nova pesquisa está num campo chamado neurobiologia de plantas – o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurônios ou cérebros.

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

“Elas têm estruturas análogas“, explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). “Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quotidianas … integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação”.

E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas – e as plantas reagiram. Elas começam a segregar substâncias químicas defensivas – embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. “Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas.”

Plantas podem sentir

Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está a bloquear as suas raízes, antes de entrar em contacto com ele. As raízes das plantas mudam de direcção, diz ele, para evitar obstáculos.

E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. “Pode apagar uma planta com um anestésico humano… E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós.”

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que liberam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].

Sistema nervoso de plantas

Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais eléctricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.

As plantas realmente sentem dor

As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.

Elas podem se lembrar

Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.

Mimosa é uma planta, que é algo como uma samambaia, que recolhe suas folhas temporariamente quando é perturbada. Então Gagliano configurou uma engenhoca que iria pingar gotas na planta mimosa, sem ferir-la. Quando a planta era tocada, tal como esperado, as folhas se fechavam. Ela ficava pingando as plantas a cada 5-6 segundos.

“Depois de cinco ou seis gotas, as plantas paravam de responder, como se tivessem aprendido a sintonizar o estímulo como irrelevante“, diz Pollan. “Esta é uma parte muito importante da aprendizagem – saber o que você pode ignorar com segurança em seu ambiente.”

Talvez a planta estava apenas se cansando de tantos pingos? Para testar isso, Gagliano pegou as plantas que tinham parado de responder às gotas e sacudiu-as.

“Elas continuavam a se fechar“, diz Pollan. “Elas tinham feito a distinção que o gotejamento era um sinal que elas poderiam ignorar. E o que foi mais incrível é que Gagliano as testou novamente a cada semana durante quatro semanas e, durante um mês, elas continuaram a lembrar a lição.”

Isso foi o mais longe que Gagliano testou. É possível que elas se lembrem ainda mais. Por outro lado, Pollan aponta, as abelhas que foram testadas de maneira semelhante se esquecem o que aprenderam em menos de 48 horas.

Plantas: seres sentientes?

“As plantas podem fazer coisas incríveis. Elas parecem se lembrar de estresse e eventos, como essa experiência. Elas têm a capacidade de responder de 15 a 20 variáveis ambientais”, diz Pollan. “A questão é, é correto de chamar isso de aprendizagem? É essa a palavra certa? É correto chamar isso de inteligência? É certo, ainda, dizer que elas são conscientes? Alguns destes neurobiólogos de plantas acreditam que as plantas estão conscientes – não auto-conscientes, mas conscientes, no sentido que elas sabem onde elas estão no espaço … e reagem adequadamente a sua posição no espaço”.

Pollan diz que não há definição consensual de inteligência. “Vá para a Wikipedia e procure por inteligência. Eles se desesperam para dar-lhe uma resposta. Eles têm basicamente um gráfico onde dão-lhe nove definições diferentes. E cerca da metade delas dependem de um cérebro … se referem ao raciocínio abstracto ou julgamento.”

“E a outra metade apenas se referem a uma capacidade de resolver problemas. E esse é o tipo de inteligência que estamos falando aqui. Então a inteligência pode muito bem ser uma propriedade de vida. E a nossa diferença em relação a essas outras criaturas pode ser uma questão da diferença de grau e não de espécie. Podemos apenas ter mais desta habilidade de resolver problemas e podemos fazê-lo de diferentes maneiras.”

Pollan diz que o que realmente assusta as pessoas é “que a linha entre plantas e animais pode ser um pouco mais fina do que nós tradicionalmente acreditamos.”

E ele sugere que as plantas podem ser capaz de ensinar os seres humanos uma ou duas coisas, tais como a forma de processar a informação sem um posto de comando central, como um cérebro.

Veja o vídeo de Michael Pollan:

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&isUI=1

 

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*Fonte: pensadoranonimo

10 plantas que atraem energias positivas

Há muito tempo as plantas são escolhidas para decorar espaços, sejam de uma casa, do escritório, de grandes centros de negócios, dentre outros, já que além de darem um toque mais fresco e natural a esses espaços também acredita-se que melhoram o fluxo de energia positiva evitando as energias negativas.

Conforme os especialistas no assunto, determinadas plantas têm mais capacidade de atrair energias positivas e nos dar a sensação de bem-estar diariamente em comparação com outras. É necessário esclarecer que essas plantas devem estar vivas, ou seja, devemos mantê-las saudáveis em um vaso e lhes proporcionar os cuidados especiais. Deixando isso em claro, falaremos a seguir das dez melhores plantas pra atrair energias positivas.

Confira!

1. Cacto
Os cactos são bem charmosos e oferecem um toque decorativo muito especial aos espaços de casa ou do escritório. É uma planta que requer cuidados especiais para sobreviver e diz-se que teria a capacidade de afastar a inveja, os intrusos, pessoas mal intencionadas, hipócritas e absorver energias eletromagnéticas dos eletrodomésticos.

2. Hortelã
Além de ser uma planta com muitos benefícios para a saúde, existe um misticismo em torno da hortelã e muitas pessoas a utilizam acreditando que seria capaz de nos proteger de malefícios e inveja das pessoas. A hortelã é a planta do bem-estar e acredita-se que quem tem um pé fresco da planta em casa atrai a prosperidade econômica.

3. Bambu
O bambu entrou na moda para decorar a casa, pois além de conferir um toque muito sofisticado a ambientes como a sala, também se tornou popular por atrair boas energias. Diz-se que o bambu combina o crescimento e a água, oferecendo pureza, transparência e vida aos ambientes. Ter essa planta em casa nos fornecerá sensação de bem estar, tranquilidade e afastará a inveja.

4. Jasmim
O jasmim é conhecido como uma planta ideal para casais, pois beneficia as relações no que diz respeito ao campo espiritual. É recomendável tê-la no quarto e/ou nos espaços que você compartilha mais com seu(a) companheiro (a), já que atrai boas energias para fortalecer o romance e o relacionamento.

5. Alecrim
O alecrim é uma planta com ótimos benefícios medicinais, utilizados e aproveitados desde a antiguidade em muitas culturas. No nível espiritual, essa planta é conhecida por atrair amores sinceros e a felicidade. Além de manter um pé fresco de alecrim em casa é recomendável colocar uns raminhos em saquinhos de tecido e distribuí-los em vários espaços de casa para atrair a felicidade para todos que a rodeiam.

6. Menta
A menta é uma planta com muitas propriedades medicinais que podemos aproveitar a qualquer momento. Ter essa planta em casa não garantirá apenas saúde, mas também promoverá as vibrações positivas em qualquer ambiente. Diz-se que a menta combate más vibrações e ajudaria a combater a insônia. Também ajuda a melhorar a comunicação no ambiente de casa.

7. Tomilho
O tomilho é uma planta que desde a antiguidade é utilizada para afastar os ambientes de más vibrações. A planta é considerada como purificadora, pois combate energias negativas, evita pesadelos e promove a autoestima. Ter ela em casa assegura a proteção do lar e de seus habitantes.

8. Crisântemo
Os crisântemos são conhecidos por sua beleza e por nos oferecer a sensação de bem-estar no lar. Essa planta promove a felicidade e o bom humor, por isso é recomendada para espaços onde existe tensão constante e/ou discussões. Os crisântemos estão relacionados com uma vida de relaxamento.

9. Eucalipto
Essa planta tem a capacidade de combater e afastar as más vibrações, que quase sempre chegam com pessoas invejosas e mal-intencionadas. É recomendada para ambientes de negócios, escritórios, lojas, pois é uma planta que atrai a prosperidade. Também é ideal para conciliar melhor o sono e limpar os espaços de energias pesadas.

10. Babosa
É uma planta utilizada em rituais contra o azar e a inveja, pois se diz que é uma das mais fortes para combater más vibrações. É conhecida por atrair a prosperidade e as boas energias em qualquer lugar da casa onde estiver localizada. Popularmente acredita-se que quando a planta da babosa cresce e esbanja saúde é porque está atraindo boa sorte. Porém, se estiver murcha é porque absorveu energias negativas e nos protegeu.

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*Fonte: osegredo / Jader Menezes

 

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Saiba como recuperar uma planta seca

Se você foi viajar ou esqueceu de regar suas plantas por alguns dias e elas acabaram secando, não se desespere. É possível que ainda exista um jeito de salvá-las e trazer de volta sua vida e exuberância.

O processo é bastante simples e funciona quase como uma ressuscitação vegetal. No entanto, vale lembrar que nem todas as plantas estarão em condições de serem resgatadas e esse procedimento pode não surtir o mesmo efeito na segunda vez. Então, cuidado para que suas plantinhas não fiquem abandonadas novamente.

Normalmente, o excesso de água pode matar a planta. Mas, em casos extremos, ele é necessário. Veja abaixo cada um dos passos para esta recuperação:

  • Corte as folhas e galhos secos.
  • Coloque a planta, junto com a terra, em um recipiente maior do que o seu tamanho e cheio de água morna, essencial para aumentar a absorção da água na terra.
  • Deixe a planta hidratando por, aproximadamente, dez minutos.
  • Retire a planta do recipiente e a coloque sobre um prato, para que o excesso de água seja drenado.
  • Após escorrer, leve a planta de volta ao seu vaso ou área de plantio.
  • Pulverize as folhas com água.
  • É importante atentar às razões para que a planta secasse. Se ela ficou tempo demais exposta ao sol e calor, deixe-a na sombra por algum tempo até que se recupere.

Observe o comportamento da planta por alguns dias. O ideal é que o solo permaneça úmido e aos poucos ela vá recuperando o seu vigor. Se isso não acontecer, infelizmente era tarde demais para a sua plantinha.

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*Fonte: ciclovivo

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A genialidade das plantas

*Por Karin Hueck, Lívia Aguiar

Imagine que você está dando uma festa no seu apartamento. Já são duas da manhã e seus convidados não vão embora de jeito nenhum, mas você só quer descansar. O que você faz para não parecer grosseiro? Uma boa estratégia é aumentar o som da vitrola e puxar uma pista de dança no meio da sala, na esperança de que os vizinhos comecem a reclamar. Não dá outra: cinco minutos depois, toca o interfone e a síndica bate na porta ameaçando chamar a polícia. Constrangidos, seus amigos vão embora e você pode finalmente dormir – não sem antes se parabenizar pela sua própria esperteza. O plano acima para encerrar a festa uniu planejamento, estratégia, antecipação de intenções e previsão a médio prazo. Só poderia ter sido bolado por alguém inteligente, certo?

Pois é exatamente a mesma coisa que fazem algumas espécies de milho e feijão para se proteger. Quando uma de suas plantações é atacada por taturanas, essas plantas liberam uma substância no ar que atrai vespas. As vespas se aproximam e as taturanas – que morrem de medo delas – se vão. Pronto, a plantação está salva. Tudo graças a um bom plano, e à genialidadediscreta das plantas.

Você pode nunca ter reparado, mas plantas se comunicam, traçam estratégias de guerra, resolvem problemas, guardam memórias, traçam planos para o futuro e elaboram jogos de sedução para se reproduzir. Difícil dizer que não são seres inteligentes. A maior prova de seu brilhantismo é sua abundância. O reino vegetal forma 99,5% de toda a biomassa do planeta e existe na Terra desde muito antes de qualquer animal caminhar por aqui. Se todas as espécies vivas hoje em dia são as vencedoras da evolução – a versão mais atualizada e adaptada ao ambiente -, podemos dizer que os vegetais são bem mais espertos que nós. Afinal, conseguiram se multiplicar muito mais e melhor do que os humanos, por exemplo. Mas, apesar de serem verdadeiros Einsteins da evolução, só agora estamos começando a entender que eles são realmente sagazes. Entenda:

OS ONZE SENTIDOS DAS PLANTAS

1. Visão

Plantas medem a quantidade e a qualidade da luz, seus diferentes comprimentos de onda (cores) e, assim, orientam o crescimento de folhas e flores.

2. Paladar

Sentir gosto é detectar os compostos químicos do que comemos. Plantasdetectam minerais e nutrientes e escolhem crescer ou fugir deles, de acordo com as necessidades.

3. Olfato

São as folhas que percebem compostos voláteis no ar e os utilizam como sinal de alerta ou de atração para animais.

4. Audição

A erva-estrelada, por exemplo, distingue o som de lagartas mastigando folhas (nem precisam ser dela mesma) e reage produzindo óleos e pigmentos tóxicos que repelem o predador. Mas isso só acontece com a frequência da mastigação da lagarta.

5. Tato

Plantas diferenciam o toque: é só lembrar das plantas carnívoras, que fecham suas folhas quando um inseto encosta nelas (mas não o fazem quando uma folha as acerta, por exemplo).

6. Umidade

Plantas têm uma espécie de higrômetro nas raízes, que percebe quanta água há no solo e onde ela está. Este conhecimento orienta o crescimento das raízes.

7. pH

Cada espécie tem seus níveis ideais de acidez para sobreviver. As flores da hortênsia, por exemplo, mudam de cor de acordo com o pH e a concentração de alumínio do solo: se o pH é baixo e o alumínio é alto, ela será azul. Se for o contrário, será rosa.

8. Dureza

Plantas sentem que estão prestes a encontrar no solo um objeto poroso, que podem perfurar com suas raízes, ou um impenetrável. Assim, mudam o trajeto de crescimento antes mesmo de fazer qualquer contato.

9. Gravidade

Plantas sentem a gravidade da Terra e a utilizam para orientar seu crescimento. Esse geotropismo faz com que elas cresçam sempre para cima (ou para baixo, no caso das raízes).

10. Eletromagnetismo

Elas sentem campos eletromagnéticos, inclusive o eixo geomagnético da Terra.

11. Calor

Plantas são sensíveis a mudanças de temperatura e percebem a variação de apenas 1 °C. Assim, coordenam respostas apropriadas: quando a temperatura aumenta, seu DNA liga e desliga alguns genes para proteger asplantas do calor.

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Seja como for, a nossa maior dificuldade está em reconhecer que a inteligência das plantas se manifesta de forma diferente da nossa. Temos a tendência de querer extrapolar nossas características nas outras espécies e tentar reconhecer comportamentos parecidos nelas. Em animais, até dá para fazer isso. Mas com as plantas não funciona assim. Para entender o brilhantismo vegetal, é mais eficiente tentar enxergá-las como alienígenas que por acaso habitam o mesmo planeta que nós. Elas tiveram um caminho evolutivo completamente distinto do nosso e optaram por soluções de sobrevivência mais lentas e econômicas. Se tivessem olhos, provavelmente enxergariam a gente e os outros animais como estranhos seres hiperativos que gastam energia demais para ir de um lugar a outro e se alimentar.

A principal diferença está na fonte de energia. Animais precisam se alimentar de outros seres vivos para sobreviver – sejam eles animais ou vegetais. Para isso, aperfeiçoaram suas técnicas de locomoção em busca de comida para seus músculos, cérebros e outros órgãos, que demandam muita energia. Já as plantas não precisam de nada disso. Capazes de realizar a fotossíntese, tudo que elas precisam é de luz solar. Assim, focaram sua evolução em estratégias que garantam o máximo de luz, gastando o mínimo de energia possível. Para que mover-se, se o Sol, de onde tiram toda a energia para sobreviver, aparece no céu todos os dias?

Essa imobilidade ajuda a entender como a inteligência das plantas foi sendo construída diferente da nossa. Primeiro, não faria sentido para elas ter um cérebro: um grande órgão que centraliza as decisões e coordena todas as outras partes do corpo. Como estão sempre no mesmo lugar, à mercê de herbívoros e outros predadores, não daria para garantir que esse hipotético cérebro vegetal não seria devorado a qualquer instante. Assim, em vez de desenvolver órgãos para realizar funções específicas, as plantas funcionam como organismos modulares. Cada módulo é capaz de realizar muitas das funções vitais para sua sobrevivência, inclusive tomar decisões – além de criar novos módulos. Qualquer agricultor sabe disso: basta cortar um galho de algumas espécies de árvore, fincá-lo no chão e esperar: em pouco tempo, aquele pedaço de ser vivo vai ter se transformado em outro indivíduo. Isso permite que alguns vegetais percam até 99% de seu organismo e continuem vivos, algo impossível para qualquer animal.

No corpo humano, apenas as células nervosas geram e transmitem impulsos elétricos, mas nas plantas todas as células cumprem essa função. Isso faz com que a planta inteira funcione como um cérebro difuso – um que ao mesmo tempo exerce as funções de pulmão, estômago, intestino, nariz etc. Isso vale para as outras partes do corpo também. Peguemos o exemplo das folhas. Apesar de serem as estruturas mais adaptadas a colher luz e realizar a fotossíntese, elas não são as únicas: o tronco das árvores também capta luz, ainda que em quantidades menores.

Charles Darwin foi um dos primeiros a reconhecer que de bobas as plantasnão tinham nada. Ele estudou a raiz dos vegetais para chegar a essa conclusão – especialmente a primeira parte que brota de uma semente, chamada de radícula, e que serve para fincar a planta no solo. Em seu último livro, O Poder do Movimento nas Plantas, o pai da evolução escreveu que “a ponta da radícula, sendo dotada de sensibilidade e tendo o poder de direcionar os movimentos das outras partes da planta, atua como o cérebro de animais que vivem no solo [como as minhocas]”. Por muito tempo, sua teoria foi ridicularizada. Mas, com o avanço das pesquisas, Darwin foi remediado.

Pesquisas já mostraram que as raízes crescem em direções conscientes (sempre em busca de água ou nutrientes), evitam a proximidade de competidores (se afastam se houver outra planta por perto antes mesmo de trombar com ela), se reconhecem caso encostem em outras raízes no solo (sabem se são elas mesmas ou outro indivíduo) e conseguem detectar a proximidade de água mesmo se houver uma barreira impedindo contato direto (se houver um copo de água perto de um vaso de planta, por exemplo, as raízes vão crescer em direção a ele, mesmo sem nenhum contato). Hoje se sabe que, de fato, as raízes atuam como centrais sensoriais: a partir de todos os dados coletados, as pontas das raízes calculam quais são as melhores escolhas para cada momento da vida da planta. São como centros de processamento de informações do ambiente – hubs, que captam os impulsos enviados pelas outras partes da planta.

O problema é que até a menor das plantinhas, como um pé de manjericão, tem incontáveis pontas de raízes. Nesses casos, qual decide que decisão tomar? Nenhuma e todas. De acordo com o pesquisador em neurobotânica Stefano Mancuso, autor do livro Brilliant Green – The Surprising History and Science of Plant Intelligence (Verdes Brilhantes – a Surpreendente História e Ciência da Inteligência das Plantas), elas se integram em uma rede para tomar decisões globais. A lógica é parecida com uma colônia de abelhas, uma revoada de pássaros migratórios ou um cardume de peixes. Nessas aglomerações, cada indivíduo só precisa seguir algumas regras simples, como manter determinada distância de seus vizinhos. Mas, quando todos agem dessa maneira, o grupo se move de forma complexa e coordenada. A internet foi criada com essa mesma lógica modular, para que até a perda da maioria dos centros de comando não impeça a transmissão dos dados. Nasplantas, como na web, até a menor das folhinhas está tomando decisões.

Espertinhas, elas

Mas vamos à pratica. Que tipo de problemas as plantas realmente conseguem resolver? O Laboratório Internacional de Neurobiologia Botânica, em Florença, na Itália, resolveu estudar a espécie Mimosa pudica, também conhecida como “dormideira”, que dobra suas folhas rapidamente quando percebe algum toque ou movimento brusco. O mecanismo existe para assustar e afastar insetos. Gagliano provou que a espécie pode aprender a ignorar certos movimentos repetitivos da mesma maneira que os animais – ou seja, pode acumular memória. Para isso, cientistas plantaram 56 pés da Mimosa e criaram um mecanismo de treinamento, no qual ela caía uma distância de 15 centímetros a cada 5 segundos, durante 3 minutos. Já na quinta queda algumas plantas começaram a parar de fechar suas folhas e, ao final dos 3 minutos, todas deixavam as folhas abertas enquanto caíam. Ou seja, haviam aprendido que aquelas quedas repetitivas não eram uma ameaça. O mais impressionante é que, se essas plantas fossem chacoalhadas, elas voltavam a fechar as folhas, o que mostra que elas seguiam alertas. Para a surpresa dos pesquisadores, 30 dias depois do experimento, as plantas ainda mantinham o conhecimento aprendido e não fechavam suas folhas quando caíam. “Para você ter uma ideia, a memória média de um inseto dura 24 horas”, compara Mancuso.

Em seguida, o mesmo laboratório resolveu testar se plantas têm consciência de si mesmas e das colegas ao redor. E a conclusão foi “sim”. A cobaia da vez foi um pé de feijão. Como o feijão é uma trepadeira, é especialmente importante que ele saiba para onde crescer para alcançar um ponto de apoio. “Nós colocamos uma vareta entre dois pés de feijão e eles começaram a competir para alcançá-la. No momento em que o vencedor alcançou a vareta, o outro pé de feijão entendeu isso imediatamente e começou a procurar um novo ponto de apoio. Foi fascinante para nós, porque eles não só sabiam para onde crescer, como foram capazes de sentir e compreender o comportamento da outra planta.” Agora imagine fazer tudo sem olhos, cérebro ou cordas vocais. Isso mostra que o pé de feijão tem algum tipo de intenção. Mancuso acredita que as plantas usem alguns forma de ecolocalização para saber por onde crescer: enviam algum sinal em ondas, esperam ele bater em algum objeto próximo e conseguem receptá-lo de volta.

Mas mais impressionante é o que faz o pé de tomate. Quando um tomateiro é atacado por uma lagarta, por exemplo, ele libera metil-jasmonato no ar, uma substância percebida pelos tomateiros vizinhos como um aviso de “atenção, estamos sendo atacados!”. Isso faz com que as plantas intactas comecem a produzir inibidores de proteínas em suas folhas, que causam indigestão nos predadores. A ideia é fazer com que os insetos desistam de atacar a plantação. E funciona: essa comunicação entre tomateiros consegue dispersar predadores naturais e, em alguns casos, até mesmo matar os predadores. Cientistas já sabiam faz tempo que vegetais usam substâncias químicas para se comunicar – afinal, flores não têm perfume à toa: o cheiro é um recado passado para atrair polinizadores, essenciais para a reprodução das plantas. O que não se sabia era a complexidade que a comunicação química das plantas pode alcançar.

Um estudo da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, mostrou que, para conversar entre si, as árvores de uma floresta conseguem até mesmo cooptar os fungos que ficam debaixo da terra e transformá-los em canais de comunicação. Funciona assim: se uma árvore em um canto da floresta é atacada, ela lança sinais de alerta para sua raiz, que por sua vez avisa os fungos subterrâneos existentes em toda a área, que carregam o recado até suas vizinhas. Cientistas comprovaram isso injetando um contraste radioativo nas árvores. Em pouco tempo, perceberam que o isótopo havia se espalhado por 30 metros quadrados, em uma rede de intersecções parecida com uma malha rodoviária. Pense nisso na próxima vez em que você disser que ama o cheiro de grama cortada. Se as plantinhas resolveram liberar esse aroma característico bem na hora que você passou o cortador, é porque algum recado elas estavam querendo passar – provavelmente, um de desespero.

E dor, elas sentem?

Mas será que cortar um galho ou arrancar uma folha faz com que as plantassintam dor? Marcos Buckeridge, botânico especializado em fisiologia vegetal e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, explica que um corte gera um estímulo que se espalha pela planta: é um sinal de stress que dispara mecanismos de reparo local. “Se isso funciona com uma memória naquele local, não sabemos. Se há dor? Não igual à nossa. Mas há, sim, respostas de stress, análogas às dos animais.” O mais chocante é o tipo de resposta que algumas plantas dão: cientistas já registraram vegetais liberando etileno quando são atacados ou cortados. Em humanos, o etileno funciona como anestésico. Ainda assim, as plantas esperam ser comidas. Servir de alimento faz parte da estratégia evolutiva dos vegetais – e é por isso que frutas, por exemplo, são tão deliciosas. Frutos esperam ser comidos e, de preferência, descartados em algum lugar bem longe, para garantir a distribuição da espécie.

Mas, mesmo que a salada de frutas esteja liberada, não quer dizer que asplantas não mereçam um tratamento melhor do que o que temos dado a elas. Pense no que fazemos com as plantas: criamos mutações (em sementes transgênicas), envenenamos (com agrotóxicos), criamos apenas para matar (em monoculturas extensas), decepamos (em podas excessivas, para que se encaixem dentro de canteiros ou abaixo de fios de luz) e até criamos aberrações (como os bonsais). Se fizéssemos o mesmo com qualquer animal, os protestos seriam imensos. Stefano Mancuso é um defensor dos direitos das plantas e pede que elas sejam tratadas com mais respeito. Ele diz: “Saber que asplantas percebem, comunicam, lembram, aprendem e resolvem problemas talvez nos ajude a, um dia, vê-las como seres mais próximos de nós”.

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*Fonte: superinteressante

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