Enorme bomba da 2ª Guerra explode ao tentar ser desativada na Polônia

Uma enorme bomba da Segunda Guerra Mundial explodiu durante uma delicada operação na terça-feira para desativar o dispositivo de cinco toneladas em um canal perto do Mar Báltico, mas ninguém foi ferido, afirmaram autoridades polonesas.

O dispositivo — apelidado de “Tallboy” e também conhecido como “bomba terremoto” — foi lançado pela Força Aérea Real em um ataque a um navio de guerra nazista em 1945.

A bomba foi encontrada no ano passado a uma profundidade de 12 metros com apenas o nariz para fora durante a dragagem do canal perto da cidade portuária de Swinoujscie, no noroeste da Polônia.

Com mais de seis metros de comprimento, ele carregava 2,4 toneladas de explosivos, o equivalente a cerca de 3,6 toneladas de TNT.

A Marinha polonesa havia afirmado anteriormente ter descartado a idéia tradicional de uma explosão controlada por medo de destruir uma ponte localizada a cerca de 500 metros de distância (que aparece a esquerda em alguns quadros do vídeo).

Em vez disso, a marinha planejou usar uma técnica conhecida como deflagração de queima de explosiva sem causar uma detonação, usando um dispositivo que perfura a superfície da bomba e inicia a combustão, tudo através de controle remoto.

Mas no fim das contas “o processo de deflagração se transformou em detonação”, afirmou Grzegorz Lewandowski, porta-voz da 8ª Flotilha de Defesa Costeira da Marinha polonesa com base em Swinoujscie.

“Não houve risco para os indivíduos diretamente envolvidos”, afirmou, acrescentando que a bomba “pode ser considerada neutralizada”.

Não houve relatos de ferimentos durante a operação ou danos a propriedades.

*Por Marcelo Ribeiro

………………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Ruínas da Guerra Fria revelam áreas nucleares secretas na Polônia

Durante a década de 1960, o conflito político e ideológico entre União Soviética e Estados Unidos atingiu seu ápice quando mísseis com capacidade nuclear foram instalados em Cuba: entre os dias 16 e 28 de outubro de 1962, o mundo sofreu a possibilidade real de enfrentar uma guerra com armas de destruição em massa.

As negociações conduzidas pelos líderes das duas potências que amenizaram a tensão de um conflito, entretanto, não impediram que norte-americanos e soviéticos proseguissem com seus planos de expandir seu arsenal nuclear e instalar mísseis estratégicos em diferentes partes do planeta.

Após a dissolução da União Soviética, em 1991, e a queda dos governos liderados pelos Partidos Comunistas no Leste Europeu, muitas instalações militares foram abandonadas e suas ruínas ficaram como testemunhas silenciosas dos anos de Guerra Fria. Para resgatar essa memória, o arqueólogo polonês Grzegorz Kiarszys realizou uma investigação em antigas bases soviéticas instaladas na Polônia e descobriu que o Exército Vermelho operava diferentes abrigos que tinham capacidade para realizar ataques com mísseis nucleares.

Antigo território que fazia parte do Império Russo, a Polônia conquistou sua independência após a Primeira Guerra Mundial, em 1918. Com o avanço do nazismo na Alemanha a partir da década de 1930, entretanto, os poloneses viram seu país ser invadido pelas tropas de Adolf Hitler em 1º de setembro de 1939, dando início à Segunda Guerra Mundial. Semanas após o início do conflito, os soviéticos também ingressaram no território polonês e realizaram sua definitiva ocupação em 1945, após a vitória do Exército Vermelho contra o nazismo.

Com um governo pró-soviético instalado após a Segunda Guerra Mundial, a Polônia foi uma das signatárias do Pacto de Varsóvia — assinada em 1955 pelos países liderados por Partidos Comunistas do Leste Europeu, o tratado estabelecia cooperação militar sob a liderança da União Soviética. Situada no centro da Europa, a Polônia tinha uma localização estratégica e era considerada essencial para a realização de operações militares no caso de uma guerra entre os soviéticos e os países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos.

Por conta disso, os soviéticos instalaram diferentes fortificações secretas ao longo do território polonês: oficialmente, os comissários militares políticos de Moscou afirmavam que essas instalações eram “centros de comunicações” e negavam que armas nucleares transitavam pela Polônia. O trabalho de pesquisadores da atualidade, no entanto, diz o contrário: Grzegorz Kiarszys, professor do Instituto de História e de Relações Internacionais da Polônia, realizou um trabalho de investigação de três fortificações soviéticas a partir da análise prévia de imagens de satélite e de documentos da época que ficaram disponíveis para a consulta.

Ao inspecionar essas instalações, o arqueólogo observou que os locais foram construídos para abrigarem ogivas nucleares de ataque rápido: de acordo com Kiarszys, os mísseis seriam utilizados no caso de um ataque vindo da Dinamarca ou da Alemanha Ocidental. A Polônia ajudou a financiar as instalações e após a conclusão do trabalho, em 1969, transferiu a administração da operação dessas fortificações para o Exército Vermelho.

Ao utilizar ferramentas que realizam a detecção de radiação nesses locais, o pesquisador afirmou que nenhum tipo de contaminação foi detectada. Isso indicaria um alto nível de padrão de segurança ou então que os mísseis não chegaram a ser instalados pelos soviéticos. Caso as ogivas de fato estiveram armazenadas na fortificação, não é possível saber seu destino após o final da União Soviética: assim como os arquivos norte-americanos, boa parte dos documentos soviéticos do período ainda não foram revelados para o público.

 

 

 

 

 

 

 

………………………………………………………..
*Fonte: revistagalileu

O futuro cyberpunk de Mikołaj Piszczako

O artista polonês Mikołaj Piszczako cria ilustrações digitais cyberpunk que imaginam nosso futuro distópico, onde reinam a cibernética e a decadência da civilização.

Encontre mais do artista no Behance.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

…………………………………………………………..
*Fonte: geekness