De tudo o que a humanidade produz, 91% vira lixo, aponta estudo

Esses números ganham outra dimensão com as datas do fim do ano, como o Natal.

De tudo o que a humanidade produz, 91,4% vira lixo, segundo o Circularity Gap Report. No Brasil, as embalagens representam 30% de todo o material descartado, aponta o Instituto Akatu, e 17% dos alimentos são jogados fora a cada ano, informa a ONU. Esses números ganham outra dimensão com as datas do fim do ano, black friday, presentes de Natal, amigo secreto, lembrancinhas, kits para clientes e funcionários, roupas novas, móveis, eletrônicos, reformas, ceias, decoração.

A lista de produtos consumidos se multiplica e, quanto maior o consumo, maior a produção de resíduos e emissão de gases do efeito estufa, responsáveis pelas mudanças do clima. Se as pessoas se propuserem a promover mais encontros, distribuir bons sentimentos e reduzir o consumo neste fim de ano, o que acontece? A resposta é ao mesmo tempo simples e grandiosa: uma notável mudança de hábitos que pode transformar o mundo.

Em meio a debates cada vez mais intensos sobre sustentabilidade, a proposta de um Natal Circular se apresenta como ação necessária de preservação humana. O grande desafio é driblar o consumismo, ampliar o reaproveitamento de materiais e praticar o mantra dos erres. Reciclar é importante, reaproveitar é necessário, repensar e reduzir o consumo é fundamental.

“É o primeiro Natal, em dois anos, que esperamos poder reunir todos os que amamos, até mesmo quem está mais longe. Que tal se a gente focar em valorizar mais a companhia das pessoas, do que em comprar coisas? Ou, se formos realmente consumir, praticar o consumo de forma mais informada e consciente?”, propõe o professor doutor Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular.

A economia circular busca otimizar os recursos do planeta e gerar cada vez menos resíduos. A equação é comprar menos, utilizar os produtos por mais tempo e reaproveitar seus insumos para a produção de novas coisas, reduzindo tanto a extração de recursos da natureza, como a quantidade de resíduos descartados. Um dos caminhos apontados pelo professor é comprar produtos de empresas que assumem compromissos socioambientais, investem ou doam parte dos lucros desse período para promover atividades que valorizam a circularidade e a sustentabilidade.

Por mais desafiadora que pareça, a mudança de posicionamento não é tão difícil. Com informação e planejamento é possível tornar as comemorações de fim de ano mais cheias de sentido, de significado e inspiradoras, inclusive no aspecto financeiro. O verdadeiro espírito do Natal agradece e comemora junto.

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*Fonte: ciclovivo

Plástico mata 1 em cada 10 animais marinhos no Brasil

Espécies são afetadas tanto pelos itens descartáveis que boiam e são ingeridos, quanto pelo microplástico que é absorvido pelos organismos

Entre as ameaças aos ecossistemas marinhos e à saúde de nossos oceanos, a poluição por plástico é uma das mais nefastas e preocupantes. A estimativa mundial é de que a cada minuto, um caminhão de lixo plástico seja jogado ao mar. Uma vez nos oceanos, esses itens de plástico descartável, como sacolas, canudos, pratos, talheres, não se restringem à superfície do mar e nem ao local de origem — muito dessa poluição segue arrastada pelas correntes marinhas. Há presença de plástico mesmo em lugares considerados paradisíacos, sem a presença ostensiva de humanos. No trajeto, essa mancha de lixo boiando pode tanto ser ingerida por mamíferos, aves, peixes e tartarugas, quanto se enroscar em seus corpos, tirando sua mobilidade, podendo levá-los à asfixia.

“À medida em que o plástico continua a inundar os oceanos – no Brasil, a estimativa é de 325 mil toneladas/ano -, a lista de espécies marinhas afetadas por detritos plásticos aumenta. Dezenas de milhares de organismos marinhos estão ingerindo plásticos, desde zooplâncton [pequenos animais semelhantes a insetos], peixes e tartarugas, mamíferos e aves marinhas, muitos deles já ameaçados de extinção. As espécies marinhas não apenas estão tendo contato com resíduos da produção humana, mas também estão morrendo devido a eles”, alerta a gerente de campanhas da Oceana Brasil, a engenheira ambiental Lara Iwanicki, uma das autoras do estudo Um Oceano Livre de Plásticos, publicado em 2020 e que se tornou referência sobre o assunto no país.

Plástico acelerando a extinção de animais
O relatório traz alguns números impactantes. Mais de 800 espécies de mamíferos, aves marinhas, peixes e tartarugas estão sendo impactadas pelo emaranhamento de redes de pesca ou pela ingestão de plástico. Cerca de 90% de espécies de aves marinhas e tartarugas já consumiram plásticos. Dezessete por cento das espécies afetadas por tais detritos estão listadas como ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Pesquisador do Laboratório de Informática da Biodiversidade e Geoprocessamento da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), André Barreto explica que o impacto do plástico na vida marinha tem graus diferenciados e depende da espécie. “Para as tartarugas, com certeza é muito sério, especialmente a tartaruga-verde. Mas para golfinhos e baleias, não estaria entre as principais ameaças à sobrevivência do grupo. Nas aves, também há bastante diferença. Para as aves oceânicas, aparentemente o problema é maior, para as costeiras nem tanto. Tudo depende do modo de vida delas”.

Microplásticos
Essa macro poluição plástica ainda dá origem a um outro problema relevante. Uma vez no mar, o plástico não se decompõe — ele se degrada em pedaços cada vez menores e dá origem aos microplásticos. Um inimigo nem sempre visível a olho nu, mas que tem sido detectado em organismos das mais variadas espécies marinhas e, para espanto da comunidade científica, também no ser humano (já detectado no sangue, na placenta, nos pulmões e, mais recentemente, no leite materno).

Toda essa situação é um alerta mundial para a segurança do ecossistema marinho e de suas espécies, e consequentemente, para a saúde humana. No Brasil, os dados, ainda que subestimados, indicam que 1 em cada 10 animais que apareceram mortos em praias das regiões Sul e Sudeste – únicas que mantêm uma estrutura de pesquisa e monitoramento ligados às bacias da Petrobras – tiveram a ingestão de plástico como causa do óbito.

Essas pesquisas trazem números assustadores sobre animais necropsiados. Entre 2015 e 2019, de 29.010 análises em corpos de golfinhos, baleias, aves e répteis, 3.725 tinham algum tipo de detrito não natural no organismo. Aproximadamente 13% foram a óbito diretamente causado pelo consumo desses poluentes, sendo que 85% eram de espécies ameaçadas de extinção.

Tipos de resíduos plásticos
Essas análises apontaram a presença de diversos materiais. Havia sacolas de embalagens, tampas de caneta e de garrafas PET, botões, buchas de parafuso, pulseiras, canudos, lacres de alimentos embutidos, palitos, copos descartáveis e outros materiais descritos como “plásticos e microplásticos”. Os cientistas também encontraram os polímeros sintéticos que derivam do plástico, a exemplo de fios de nylon, linhas e redes de pesca, esponjas de limpeza, fitas adesivas e isolantes, cordões e fibras sintéticas.

Ameaça às tartarugas marinhas
O processo de ingestão de detritos provoca trauma físico seguido de obstrução no aparelho digestivo. Esse plástico no estômago pode transmitir ao animal a sensação de saciedade, fazendo com que ele pare de buscar alimentos, resultando em inanição e morte. A maioria desses itens boia na superfície, o que ajuda a compreender o fato de que 83% das mortes associadas ao lixo marinho terem sido de tartarugas, que confundem o plástico com alimentos naturais, como as águas vivas, peixes e algas.

“As tartarugas formam o grupo mais afetado. Essa mortalidade extra por causa da poluição torna ainda mais importantes os projetos que protegem as áreas de reprodução. Temos de garantir que estão nascendo filhotes suficientes para poder compensar essa mortalidade extra causada pelo lixo”, aponta André, que, apesar de trabalhar com os dados em laboratórios, ficou impressionado com um caso de uma toninha que morreu de inanição por causa de um lacre de garrafa PET que a impedia de abrir a boca. “Foi o Biopesca, de São Paulo, que achou esse animal”.

Medidas regulatórias no Brasil
O analista de campanhas da Oceana, Iran Magno, explica porque insistir na atual produção de plástico é preocupante: “Estudos apontam que se mantivermos esse ritmo de produção, o volume de plástico acumulado no oceano será quatro vezes maior em 2040. O enfrentamento do problema requer a revisão do modelo produtivo, uma tendência que tem acontecido em diversas regiões do planeta. Países tão distintos como o Canadá e a Índia já estabeleceram medidas regulatórias para o plástico. Precisamos fazer o mesmo no Brasil, com urgência!”, conclui ele.

O país já deu o primeiro passo nesse sentido. Desde setembro deste ano está em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 2524/2022, que propõe um marco regulatório para a Economia Circular e Sustentável do Plástico no Brasil. “Agora, precisamos pressionar os parlamentares a abraçarem essa causa e aprovarem esse projeto de lei. Todas as pessoas podem acessar o PL pela internet e reforçar a sua importância, posicionando-se a favor da redução da produção de plástico e de seus graves impactos socioeconômicos e ambientais”, conclui Magno.

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*Fonte: ciclovivo

Poluição do ar causa câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram, diz estudo

Cientistas descobriram que partículas poluentes minúsculas podem afetar o pulmão de uma pessoa ao ponto dela desenvolver câncer no órgão sem nunca ter fumado cigarro em sua vida. Descoberta pode ser o início na busca de novas abordagens e tratamentos para a doença.

De acordo com dados do estudo realizado por cientistas da Francis Crick Institute e da University College London, da Inglaterra, com financiamento da Cancer Research, do Reino Unido, as partículas, que são normalmente encontradas no escapamento de veículos e na fumaça de combustíveis fósseis, estão associadas ao risco de câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC).

Elas correspondem por mais de 250 mil mortes por câncer de pulmão por ano no mundo.

“As mesmas partículas no ar que derivam da combustão de combustíveis fósseis, agravando as mudanças climáticas, estão impactando diretamente a saúde humana por meio de um importante mecanismo causador de câncer nas células pulmonares anteriormente negligenciado do fumo, mas não temos controle sobre o que respiramos”, disse Charles Swanton, Clínico Chefe do Francis Crick Institute e Cancer Research UK.

“Globalmente, mais pessoas estão expostas a níveis inseguros de poluição do ar do que a produtos químicos tóxicos na fumaça do cigarro, e esses novos dados vinculam a importância de abordar a saúde climática à melhoria da saúde humana”, completou Swanton, que apresentará os resultados da pesquisa neste sábado (10), no ESMO 2022.

Como o estudo foi realizado?

Para chegar ao resultado, o estudo foi divido em pesquisa e análises laboratoriais. Na primeira parte, os cientistas focaram nas mutações de um gene conhecido como EGFR. Tal gene está presente em aproximadamente metade dos pacientes com câncer no pulmão que nunca fumaram. Os envolvidos estudaram cerca de 500 mil pessoas que vivem na Coréia do Sul, Taiwan e Inglaterra e que estão expostas a concentrações de partículas poluentes no ar (PM) de 2,5 micrômetros. Esse diâmetro é associado a mutação do EGFR.

Já na segunda parte do estudo, os cientistas comprovaram que as PM2,5 (partículas poluentes) geraram alterações instântaneas nas células das vias aéreas que apresentavam o EGFR. Os autores também descobriram que a poluição do ar impulsiona o influxo de macrófagos, que liberam o mediador inflamatório, a interleucina-1β, impulsionando a expansão das células com as mutações do EGFR em resposta à exposição ao PM2.5.

“Descobrimos que as mutações do driver nos genes EGFR e KRAS, comumente encontrados em câncer de pulmão, estão realmente presentes no tecido pulmonar normal e são uma consequência provável do envelhecimento”, explicou Swanton.

“Em nossa pesquisa, essas mutações sozinhas apenas potencializaram o câncer fracamente em modelos de laboratório. quando as células pulmonares com essas mutações foram expostas a poluentes do ar, vimos mais cânceres e estes ocorreram mais rapidamente do que quando as células pulmonares com essas mutações não foram expostas a poluentes, sugerindo que a poluição do ar promove o início do câncer de pulmão em células que abrigam mutações do gene driver”, completou.

O próximo passo, agora, é “descobrir por que algumas células pulmonares com mutações se tornam cancerosas quando expostas a poluentes, enquanto outras não”, finalizou o cientista.

*Por Lyncon Pradella
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*Fonte: olhardigital

Os 10 rios mais poluídos do Brasil

Os rios mais poluídos do Brasil são reservatórios d’água que foram contaminados com resíduos químicos, biológicos e até físicos, o que origina danos ao solo, fauna, flora e à vida humana de maneira geral. A qualidade da água é representada por um conjunto de fatores que se medem a termos químicos, físicos e biológicos. Essas características precisam se manter a certos níveis, dentro dos padrões da Origanização Mundial da Saúde estabelecidos para os valores da qualidade da água.

Os rios contêm tanto poluentes orgânicos quanto inorgânicos. Pesticidas e fertilizantes escorrem dos pátios residenciais para os rios. Os poluentes biológicos, tais como resíduos de animais domésticos, sedimentos e resíduos agrícolas também são encontrados em águas poluídas de rios. Nitratos e fosfatos também são contaminantes comuns encontrados nos rios mais poluídos do Brasil. Os resíduos industriais, devido à falta de fiscalização, também são grandes componentes da destruição dos nossos rios.
Problemas de saúde associados à poluição dos rios
Os problemas de saúde podem ser causados pela exposição a algas tóxicas de várias maneiras diferentes. Nadar em água contaminada, lavar as mãos nela ou bebê-la pode causar problemas de saúde leves a graves. Alguns dos problemas mais comuns são problemas estomacais, problemas hepáticos, problemas neurológicos, erupções cutâneas e problemas respiratórios.

Os rios mais poluídos do Brasil
Os rios listados abaixo já estão poluídos e espera-se que a lista cresça à medida que as leis e a fiscalização minimizem práticas ilícitas realizadas por empresas e grandes corporações, que ignoram as preocupações e as leis ambientais. O ecossistema continuará a degenerar nestas áreas fluviais até que sejam tomadas medidas como: melhorar o saneamento básico das cidades; aumentar a limpeza dos rios; proibir e fiscalizar a liberação de mais lixos e toxinas neles.

A lista a seguir foi formulada a partir dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do IBGE.

1. Rio Tietê, São Paulo
Rio Tietê, São PauloO Rio Tietê tem 1.135 km de extensão, e passa pelo estado de São Paulo de leste a oeste. Na capital, o rio corre de maneira adjacente à Marginal Tietê, por onde dois milhões de carros passam ao dia. É uma área economicamente importante, mas que chama atenção devido aos problemas ambientais em torno do rio. Projetos que visam sua limpeza foram feitos desde 1992, sem sucesso. Partes do rio são consideradas como mortas, devido à falta de oxigênio na água.

2. Rio Iguaçu, Paraná
Rio Iguaçu, ParanáO Rio Iguaçu é um rio afluente que começa no Paraná, sendo o maior rio do estado. Tem 1.320km de extensão, e compartilha uma borda com a Argentina. Na cidade de Foz do Iguaçu se encontram as maiores cachoeiras do mundo, em termos de volume d’água, as Cataratas do Iguaçu.
Em 2000, a Petrobrás vazou 4 milhões de litros de petróleo no rio, causando um grande desastre ambiental.

3. Rio Ipojuca, Pernambuco
Rio Ipojuca, PernambucoIpojuca significa “água de raízes podres”, na língua nativa tupi. O rio corre por mais de 12 municípios, que liberam grandes quantidades de poluidores industriais nele. Essa alta quantidade de detritos domésticos e industriais tornam o Ipojuca um dos rios mais poluídos do Brasil.

4. Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul

Rio dos Sinos, Rio Grande do SulO Rio dos Sinos sustenta mais de 1.3 milhão de habitantes. A maior parte da sua poluição advém da negligência humana com o lixo e esgoto, mas grande parte de resíduos industriais e irrigações agrícolas também se abastecem com o rio. Em 2006, um desastre ambiental matou pelo menos 1 milhão de peixes durante a época reprodutiva. Esse foi o maior desastre ambiental do Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

5. Rio Gravataí, Rio Grande do Sul
Rio Gravataí, Rio Grande do SulO Rio Gravataí é responsável por manter o abastecimento de água, irrigação dos campos de arroz, diluição do esgoto doméstico e efluentes industriais. Tem 34km de extensão, e 1 milhão de pessoas dependem dele. Essa fonte d’água é o que impulsiona o desenvolvimento de toda a região.

6. Rio das Velhas, Minas Gerais
Rio das Velhas, Minas GeraisO Rio das Velhas foi usado historicamente na época em que o Brasil era colônia, para o transporte de ouro entre as cidades. Hoje, parte da água é usada para as estações de tratamento, enquanto o resto recebe grande parte do esgoto. A degradação ambiental, combinada com a grande quantidade de minério de ferro transformaram uma seção do rio no que é conhecido como as “águas vermelhas”, onde quase não há vida.

7. Rio Capibaribe, Pernambuco
Rio Capibaribe, PernambucoUm dos rios mais poluídos do Brasil, cujo nome vem da língua nativa tupi, e significa “rio das capivaras”. Tem 240km de extensão. A região baixa do rio foi onde se estabeleceram as primeiras lavouras de cana-de-açúcar.

8. Rio Caí, Rio Grande do Sul
Rio Caí, Rio Grande do SulSua cobertura d’água ocupa 1,79% da superfície do estado. A maior parte da poluição se origina da grande presença de indústrias na área, especialmente o ramo da metalurgia e as companhias mecânicas.

9. Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas GeraisO Rio Paraíba do Sul tem 1.120 km de extensão, e passa pela importante região do Vale do Paraíba, que é uma importante região econômica do país, responsável por grande parte do PIB nacional. Dentre os poluidores se encontram os resíduos industriais, a criação de gado e a exploração agropecuária. Há também os danos causados pela mineração de areia, que altera o curso do rio e rebaixa as matas ciliares, causando sedimentação e contribuindo para uma menor navegabilidade.

10. Rio Doce, Minas Gerais
Rio Doce, Minas GeraisO Rio Doce tem 853 km de extensão, e é um dos rios mais poluídos do Brasil. As degradações se devem às contaminações químicas oriundas das indústrias, e aos pesticidas e herbicidas usados nas fazendas, o que ameaça a saúde dos cidadãos locais.

*Por Dominic Albuquerque e Damares Alves
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*Fonte: socientifica

As 10 cidades mais poluídas do mundo

As cidades mais poluídas do mundo se encontram em países de renda média ou baixa, onde há pouca regulação da poluição e do trabalho industrial. Normalmente se usa o Material Particulado (PM2.5 e PM10) para medir a poluição geral, especialmente o nível da poluição no ar. Ele é reconhecido como tendo um impacto maior nos indivíduos do que qualquer outro poluidor.

As maiores fontes de poluição do ar em todo o mundo são a queima de combustíveis fósseis em usinas de energia para gerar eletricidade, incluindo carvão, petróleo e gás natural, bem como para alimentar veículos à base de combustíveis fósseis e outros meios de transporte. O processo de queima libera quantidades significativas de poluentes atmosféricos, emissões e produtos químicos para o ar e a atmosfera. Esses poluentes do ar, ou seja, óxidos de nitrogênio, reagem à radiação ultravioleta do Sol e se formam em smog, representando um risco maior de doenças respiratórias. Além dos efeitos profundamente nocivos para o corpo humano, a poluição do ar também pode ter impacto sobre o meio ambiente, causando fenômenos como a chuva ácida e reduzindo o rendimento das colheitas e aumentando as doenças em animais selvagens.

Conheça as 10 cidades mais poluídas do mundo
Os dados foram retirados do Relatório de Qualidade do Ar Mundial 2021 da IQAir, compilado usando dados agregados de mais de 80.000 fontes. A IQAir é uma empresa suíça de tecnologia de qualidade do ar, especializada na proteção contra poluentes transportados pelo ar, desenvolvendo monitoramento da qualidade do ar e produtos de limpeza do ar.

10. Baghpat, Índia
PM2.5: 89.1 µg/m3
Baghpat é uma região industrial e residencial reconhecida, pois a população e empresas da cidade vizinha, Delhi, estão migrando para regiões vizinhas, com Baghpat sendo uma delas. Isso tem aumentado a pressão na cidade, que viu os níveis de poluição aumentar nos últimos anos. Segundo dados do IQAir, os níveis médios de PM2.5 de Baghpat são dez vezes mais altos do que o padrão de qualidade do ar recomendado pela OMS.

9. Pexauar, Paquistão
PM2.5: 89.6 µg/m3
poluicao1De acordo com uma nova pesquisa, Pexauar enfrenta níveis alarmantes de poluição do ar. Os níveis de poluição na cidade, especialmente durante o inverno, estão dentre os mais contaminados no mundo. Isso afeta a saúde de pelo menos cinco milhões de pessoas, o que aumenta os gastos públicos com saúde e reduz o desenvolvimento humano. As principais fontes de poluição são emissões industriais e de veículos.

8. Baaualpur, Paquistão
PM2.5: 91 µg/m3
Baaualpur é uma das cidades mais poluídas do mundo e do Paquistão, com um Índice de Qualidade do Ar de 150-200 na maioria dos dias, colocando populações vulneráveis, inclusive crianças, pessoas doentes e idosos, sob maior risco de dificuldades respiratórias.

O índice aceitável é de 50. As duas maiores causas da poluição do ar são as emissões industriais e de automóveis.

7. Noida, Índia
PM2.5: 91.4 µg/m3
poluicao2Noida é uma das cidades com as piores qualidades do ar no mundo. Os agricultores desta cidade costumam queimar restolho durante a época de colheita para limpar suas terras, que ocorre na estação seca do ano, onde não há chuva e vento para limpar a atmosfera de qualquer tipo de poeira e material particulado. Em segundo lugar, a poluição neste momento é produzida pela prática comum de soltar fogos de artifício durante as celebrações do Diwali. Esses festivais nacionais, que acontecem entre outubro e novembro, contribuem para a deterioração da qualidade do ar.

6. Faiçalabade, Paquistão
PM2.5: 94.2 µg/m3
Faiçalabade é a terceira maior cidade do Paquistão, com população de 3,54 milhões. Está passando por uma expansão substancial, tanto em termos econômicos como populacionais, pois se localiza no centro do país. Além disso, é um polo industrial e de comunicação no Paquistão, com rodovias e ferrovias que conectam a região a outras cidades. Como é de se esperar de uma metrópole em alto crescimento, os níveis de poluição da cidade são altos.

5. Jaunpur, Índia
PM2.5: 95.3 µg/m3
O ar em Jaunpur demonstrou níveis prejudiciais, com dezembro de 2021 valores preocupantes, que podem causar uma ampla gama de problemas de saúde entre os moradores de Jaunpur. Jaunpur é agora a quarta cidade mais poluída da Índia.

4. Delhi, Índia
PM2.5: 96.4 µg/m
poluicao3A média anual de poluição PM2.5 em Nova Délhi é de longe a pior de qualquer capital, sendo ela a única capital dentre as dez cidades mais poluídas do mundo. Dentre as causas se encontram a poluição automotiva, a queima de resíduos vegetais para limpar a terra e o setor industrial, com um grande número de fábricas e plantas de produção, que desempenham um papel significativo na liberação de fumaça na atmosfera.

3. Hotan, China
PM2.5: 101.5 µg/m3
A província de Hotan fica no extremo sul do deserto de Taklimakan, na China, o maior deserto de areia movediça do mundo. O deserto é fonte de ocorrências regulares de eventos climáticos envolvendo areia e poeira, o que têm um impacto significativo na qualidade do ar em Hotan. Além disso, toxinas são liberadas no meio ambiente como resultado da expansão industrial exponencial da área, que afeta os moradores de Hotan.

2. Gaziabade, Índia
PM2.5: 102 µg/m3
Resíduos de construção e estradas não pavimentadas foram listados como as principais causas de poluição em Ghaziabad pelo Conselho de Controle de Poluição de Uttar Pradesh. Poluentes industriais e automotivos, bem como a queima de resíduos ao ar livre, estão contribuindo para a má qualidade do ar em Ghaziabad.

1. Bhiwadi, Índia
PM2.5: 106.2 µg/m3
Bhiwadi, uma cidade industrial do distrito de Alwar, no estado do Rajastão, superou as outras cidades no ranking, ocupando agora o primeiro lugar das cidades mais poluídas do mundo. A qualidade do ar em Bhiwadi foi classificada como “perigosa” no início do segundo trimestre de 2021, com um valor de IQA de 366. A sujeira e a poeira foram responsáveis por 47% da poluição em Bhiwadi. 30% são de indústrias. Os veículos são responsáveis por 12% da poluição. A poluição restante é causada por atividades de construção e queima de resíduos, entre outras coisas.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte:

Cientistas anunciam peixe-robô que limpará microplásticos dos oceanos

O problema dos microplásticos nos oceanos é algo que vem sendo tratado com urgência por pesquisadores. Então, foi uma boa notícia para o mundo a publicação de um estudo na revista Nano Letters na última quarta-feira (22).

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um peixe-robô que pode resolver um pouco da poluição dos oceanos. Assim, o autômato, que possui 13 milímetros de comprimento e nada com a velocidade de um plâncton, é capaz de absorver microplásticos (que são aquelas partículas de plástico muito pequenas), que flutuam na água. Assim, a invenção limpa o ecossistema aquático desse males.

O robô de peixe foi feito com o uso de nanotecnologia, o que permite que seja feito de um material elástico e macio. Dessa forma, o robô pode ser torcido, suporta até cinco quilos de lixo e também é capaz de auto regeneração, de acordo com o The Guardian.

“Depois que o robô coleta os microplásticos na água, os pesquisadores podem analisar ainda mais a composição e a toxicidade fisiológica dos microplásticos”, explicou Yuyan Wang, um dos líderes do estudo.


A junção da tecnologia com a ecologia

Porém, é importante ressaltar que o autômato projetado para limpar os microplásticos dos oceanos é apenas um protótipo inicial. Sendo assim, ainda é necessário realizar mais pesquisas para que seja possível construir versões mais avançadas, capacitadas, por exemplo, a alcançarem águas mais profundas.

“Acho que a nanotecnologia é uma grande promessa para adsorção de traços, coleta e detecção de poluentes, melhorando a eficiência da intervenção e reduzindo os custos operacionais”, concluiu Wang, ainda segundo o The Guardian.

Microplásticos nos oceanos
Microplásticos são pedaços minúsculos de plásticos que podem ter um tamanho de 5mm. Dessa forma, dentre os problemas envolvidos, temos o impacto ambiental. Isso porque muitos animais aquáticos fazem a ingestão do microplástico, o que pode resultar na asfixia.

Quando não causa asfixia, a ingestão dos plásticos leva a lesões em órgãos internos e ao bloqueio do trato gastrointestinal. Além disso, os microplásticos alteram a composição dos mares e prejudicam o ecossistema.

De acordo com Raquel Neves, bióloga responsável pela pesquisa que aponta a alta quantidade de microplásticos no litoral do Rio, a poluição por plásticos dos oceanos e outros ecossistemas são de enorme preocupação.

“Não só pelos resíduos que causam mal ao organismo, mas também porque esses resíduos vão se degradando e formando micropartículas chamadas de microplásticos”, disse.

Além disso, ela explicou que as partículas não fazem mal apenas aos oceanos e animais marinhos, como também afetam a saúde humana. “Esses microplásticos podem ocasionar diversos prejuízos à saúde dos organismos e também à saúde humana. (…) Nós encontramos microplásticos em diversas praias cariocas. Não só na praia, na água ou na areia, mas também nos organismos, principalmente os consumidos por nós”, completou.

Os culpados
Assim sendo, um levantamento, feito em parceria com a Comlurb, revelou que o lixo encontrado nas praias do Rio não deriva do mar, mas sim das bolsas e isopores de banhistas.

Dessa forma, antes da pandemia, coletava-se entre 80 e 82 mil toneladas de lixo das areias, segundo a companhia de limpeza urbana, na Praia de Copacabana. Já durante o isolamento total, era 20 mil toneladas de lixo. No isolamento parcial, 35 mil toneladas na areia.

“Através de uma parceria realizada com a Comlurb, nós pudemos observar que durante o fechamento total das praias durante a pandemia da COVID-19 houve uma redução de 70% na quantidade total de resíduos sólidos coletados na Praia de Copacabana. Conforme as medidas foram sendo flexibilizadas, foi havendo um aumento na quantidade de resíduos coletados pela Comlurb, o que nos indica que a maior parte dos resíduos sólidos encontrados na praia de Copacabana são deixados pelos frequentadores”, finalizou Raquel ao G1.

*Por Maria Luiza Valeriano
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Poluição por plásticos deve duplicar até 2030

A cada ano, até 37 milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos. Reverter tal cenário é possível.

Como parte das ações prévias à COP26, que terá início no próximo domingo (31) em Glasgow, na Escócia, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgou um relatório em que afirma que a poluição causada por plásticos pode duplicar até 2030. As consequências são terríveis para a saúde, economia, biodiversidade e clima.

Os dados são do relatório “Da Poluição à Solução: Uma Análise Global sobre Lixo Marinho e Poluição Plástica”.

Para reduzir a poluição por plásticos, a agência da ONU propõe o fim dos subsídios e que os combustíveis fósseis sejam substituídos por fontes de energia renovável. O Pnuma acredita ser possível reverter essa crise, desde que haja vontade política e ação urgente.

O relatório mostra que em 2015, as emissões de gases de efeito estufa causadas por plásticos eram equivalentes a 1,7 gigatoneladas de CO2. Mas até 2050, a projeção é de que as emissões aumentem para 6,5 gigatoneladas.

Os autores do estudo destacam que algumas alternativas para a crise dos plásticos também são nocivas ao meio ambiente, incluindo plásticos biodegradáveis, que causam “uma ameaça similar aos plásticos convencionais”.

O documento do Pnuma também apresenta algumas falhas do mercado, como os baixos preços de combustíveis fósseis virgens, na comparação com preços de materiais reciclados, e falta de esforços para o manejo do lixo causado por plásticos. A agência pede a “redução imediata na produção e no consumo de plásticos”.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirma que o levantamento traz “argumentos científicos fortes sobre a urgência em agir pela proteção dos oceanos”.

Atualmente, os plásticos representam 85% do lixo marinho, mas até 2040, esse volume irá triplicar. A cada ano, até 37 milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos, representando 50kg de plástico por cada metro de área litorânea.

Por conta disto, plânctons, mariscos, pássaros, tartarugas e mamíferos enfrentam graves riscos de sufocamento, intoxicação, problemas de comportamento e fome.

O Pnuma revela que o corpo humano também está vulnerável à poluição por plásticos, já que partículas são ingeridas durante o consumo de peixes, de bebidas e até do sal comum. Os microplásticos podem também penetrar nos poros e serem inalados quando estão suspensos no ar.

O relatório revela ainda os impactos para a economia: até 2040, poderá haver um risco financeiro anual de US$ 100 bilhões para as empresas, se os governos exigirem que a indústria cubra os custos do manejo do lixo.

Um aumento nos resíduos plásticos também pode levar a um aumento do descarte ilegal de resíduos a nível nacional e internacional.

O relatório pede a redução imediata dos plásticos, incentiva a transformação de toda a cadeia de valor envolvida e indica que há necessidade de reforçar os investimentos em sistemas de monitoramento muito mais abrangentes e eficazes para identificar a origem, escala e destino do plástico, bem como o desenvolvimento de uma estrutura de risco, que atualmente não existe globalmente.

O estudo conclui que é necessária uma mudança para abordagens circulares, incluindo práticas de consumo e produção sustentáveis, o desenvolvimento e adoção rápida de alternativas pelas empresas, e uma maior conscientização do consumidor para encorajar escolhas mais responsáveis.

Uma redução drástica do plástico desnecessário, evitável e problemático é crucial para enfrentar a crise global de poluição, segundo o relatório que pode conferir na íntegra, em inglês: From Pollution to Solution: A Global Assessment of Marine Litter and Plastic Pollution.

As informações são da Pnuma.

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*Fonte: ciclovivo

Alta do nível do mar na previsão do relatório do IPCC

Alta do nível do mar na previsão do último relatório do IPCC
Os dados deste post têm como origem um artigo publicado por Jeff Tollefson para a revista Nature, em agosto de 2021, e republicado pelo site Scientific American. Trata-se da primeira avaliação que encontramos na net sobre a alta do nível do mar cuja base é o último relatório do IPCC. Como não poderia deixar de ser, os dados são preocupantes.

Alta do nível do mar no relatório do IPCC
Compilado por mais de 200 cientistas e aprovado por representantes de governos de 195 países, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixa poucas dúvidas de que os humanos estão alterando o funcionamento do planeta – e que as coisas vão piorar muito se os governos não tomarem medidas drásticas, dizem os pesquisadores do clima.

Os cientistas dizem que, com base nas políticas atuais, os governos não conseguirão cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a 1,5–2°C acima dos níveis pré-industriais.

E este é apenas o primeiro de um trio de relatórios que, em conjunto, farão a sexta maior avaliação do clima desde 1990. Os dois próximos serão, respectivamente, sobre os impactos e a adaptação, e sobre os esforços de mitigação, e serão publicados em 2022.

O grande problema é que até agora os esforços dos governantes em cortar as respectivas emissões não deram o resultado esperado. Segundo a avaliação de Jeff Tollefson, ‘o mundo está a caminho de quase 3°C de aquecimento’.

Relatório do IPCC de 2019
De acordo com Tollefson, ‘o mundo teve uma prévia de como os níveis do mar da Terra podem subir quando o IPCC divulgou um relatório especial em 2019’.

‘A ciência apresentada, que sem dúvida será incluída no lançamento da próxima semana, dizem os especialistas, apontou para uma elevação dos níveis médios do mar global entre 0,3 metros e 1,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases de efeito estufa’.

‘Isso é apenas um pouco mais alto do que as projeções anteriores, mas o relatório também citou estudos recentes que analisaram as opiniões de especialistas na área, que declararam que uma elevação de 2 metros não pode ser descartada’.

‘É difícil determinar o aumento do nível do mar’

Tollefson explica que ‘determinar o aumento do nível do mar é difícil porque depende de questões complexas sobre se os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida entrarão em colapso – e, em caso afirmativo, com que rapidez’.

A perde de gelo na Groenlândia, chegamos ao ponto de inflexão? Imagem, NASA, Maria-José Viñas.
Para alguns comentaristas a Groenlândia já teria atingido o ponto de inflexão. E a temperatura aumenta ano a ano na Antártica.

Jeff Tollefson explica: ‘os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica são tão grandes que exercem um efeito gravitacional que faz com que os oceanos inchem ao seu redor.

‘Quando parte do gelo derrete, o inchaço local diminui e a água é redistribuída em outros lugares, como no nordeste dos Estados Unidos – levando ao aumento do nível do mar ali.

Para Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton em Nova Jersey e autor do relatório especial do IPCC, ‘é a primeira vez que o IPCC faz uma análise abrangente de todos esses efeitos locais e regionais’, diz Oppenheimer.

A informação é importante, diz ele, porque mesmo aumentos aparentemente pequenos nos níveis locais do mar podem ter impactos significativos – particularmente nas inundações durante as tempestades.

‘Enchentes anuais’
Segundo Oppenheimer, as enchentes que ocorrem uma vez a cada século se tornarão eventos anuais no final do século, mesmo sob os cenários climáticos mais otimistas.

Para Tollefson ‘há apenas uma década, os cientistas tendiam a questionar quando inquiridos sobre a ligação entre o aquecimento global e qualquer evento climático extremo, exceto para dizer que devemos esperar mais deles à medida que o clima esquenta’.

‘Duas coisas aconteceram para impulsionar essa mudança. A primeira é que os cientistas do clima desenvolveram modelos e métodos estatísticos aprimorados para determinar a probabilidade de que qualquer evento climático possa ocorrer, com ou sem mudança climática induzida pelo homem’.

Mas tão importante quanto, diz Seneviratne, a mudança climática em si está avançando, e estudos recentes mostram que eventos climáticos cada vez mais extremos estão surgindo acima do ruído da variabilidade natural.

Ou, nas palavras de Corinne Le Quéré, uma cientista do clima da Universidade de East Anglia em Norwich, Reino Unido, agora podemos ver os impactos do aquecimento global “com nossos próprios olhos”.

Que os líderes mundiais estejam muito inspirados para a COP 26, em Glasgow, Escócia.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Chegamos ao Dia de Sobrecarga da Terra de 2021

No dia 29 de Julho entramos no “cheque especial” do planeta, um alerta de que precisamos mudar nossos padrões – veja como!

Nesta quinta-feira, dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.

O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.

“APÓS UM CENÁRIO GLOBAL DE RECESSÃO ECONÔMICA, AINDA QUE MANTIDO UM ALTO NÍVEL DE DESEMPREGO, A PRODUÇÃO E O CONSUMO COMEÇARAM A DAR SINAIS DE RECUPERAÇÃO E O DIA VOLTOU A CAIR EXATAMENTE NA MESMA DATA DE 2019 — 29 DE JULHO —, ANO ANTERIOR AO CORONAVÍRUS.”

Os dados mostram que, em 2021 voltamos a consumir 74% mais recursos naturais do que o planeta tem condições de regenerar em 1 ano. Além disso é uma alerta para o fato de que na corrida para recuperar a economia global, voltamos aos os níveis anteriores de emissões de gases de efeito estufa e de uso de recursos naturais.

“FALTANDO AINDA (QUASE) MEIO ANO, JÁ ESGOTAMOS A NOSSA COTA DE RECURSOS NATURAIS DA TERRA PARA 2021.”

Susan Aitken, líder da Câmara Municipal de Glasgow e conselheira da Global Footprint Network
É fundamental que governos, empresas e que as pessoas repensem seus modelos econômicos e hábitos. De acordo com os dados usados para calcular o Dia da Sobrecarga da Terra, precisamos de 1,7 planeta para manter os padrões atuais de produção e consumo. E, por mais absurdo que pareça, é importante lembrar que só temos um planeta e que nossa sobrevivência depende do seu equilíbrio.

O diretor-presidente do Akatu, Helio Mattar, reforça a importância da reflexão que o Dia da Sobrecarga da Terra traz e a necessidade urgente de se adiar esta data. “O adiantamento do Dia da Sobrecarga da Terra de 2021 ilustra a importância das ações coletivas e a urgência na revisão dos nossos modelos de produção e consumo. A recuperação econômica global frente ao coronavírus precisa levar em conta aspectos socioambientais e oferecer respostas à Crise Climática”, afirma.

Mudanças possíveis e necessárias
Em 2020, com as mudanças impostas pela pandemia, o Dia de Sobrecarga da Terra regrediu pela primeira vez em 50 anos. Entre as mudanças podemos citar a diminuição da circulação de pessoas e da atividade industrial. Os níveis de poluição atmosférica despencaram em diversas partes do mundo.

Mas, as mudanças foram impulsionadas por uma circunstância extrema e, assim que as atividades começaram a ser retomadas, a pegada de carbono do mundo aumentou 6,6% em relação a 2020 – ano em que havia caído 14,5%.

As mudanças climáticas são uma ameaça ainda maior do que a pandemia para o meio ambiente e, consequentemente, para a humanidade. É preciso agir rápido e cobrar dos setores público e privado mudanças nas políticas ambientais e modelos econômicos.

Além disso podemos trazer para o nosso dia a dia algumas mudanças que podem contribuir para que em 2022 o Dia da Sobrecarga da Terra venha mais tarde.

O Instituto Akatu tem algumas dicas que podemos colocar em prática a partir de hoje!
O que você pode fazer?

Reduza o consumo de carne
Calorias animais, sobretudo carne bovina, são significativamente mais intensivas no uso de recursos na sua produção do que calorias vegetais. Para comprovar isso, basta ver que ao substituir a carne bovina por outra fonte proteica (frango ou leguminosas, como lentilhas, feijões, ervilhas e grão de bico) uma ou mais vezes por semana, você poupa as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à produção da carne e, com isso, estará combatendo a Crise Climática.

Enquanto a produção de um 1kg de carne bovina emite 27 kgCO2e, a produção de 1kg de frango emite quase 4 vezes menos (6,9 kgCO2e) e a de 1kg de feijão, quase 14 vezes menos (2 kgCO2e).

Se toda a população mundial reduzir pela metade o consumo médio anual de carne, preferindo a ingestão de verduras e legumes, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 17 dias.

Evite o desperdício de alimentos
As perdas (na produção) e os desperdícios (no processamento e no consumo) de alimentos são responsáveis por cerca de 9% da pegada ecológica global.

Se uma família de 4 pessoas desperdiçar 100g de arroz semanalmente, em 1 ano descartará mais de 5 kg desse alimento. A produção dessa quantidade de arroz gera emissões similares à da produção de energia elétrica suficiente para manter 2 lâmpadas de LED acesas 4 horas por dia ao longo de 2,5 anos! Para poupar essas emissões, prepare somente o que você vai comer, faça o uso integral dos alimentos (incluindo cascas e sementes) e, se for o caso, congele o que sobrou para comer depois.

Se reduzirmos pela metade as perdas e desperdícios de alimentos no mundo, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 11 dias.

Prefira meios de transporte sem emissões
A redução no uso individual do carro em todo mundo contribuiu para o atraso do Dia da Sobrecarga da Terra em 2020, já que o transporte movido à combustíveis fósseis tem grande impacto ecológico. Se a distância é curta, use bicicleta e se desloque à pé. Para trajetos maiores, dê preferência ao transporte público, como metrô e ônibus.

Quer ver como essa troca faz a diferença? Se você deixar o carro de lado e se deslocar a pé ou de bicicleta em um trecho de ida e volta de 4 km, cinco dias por semana, em 1 ano evitará emissões similares às geradas na produção de energia elétrica que mantém 4 lâmpadas de LED acesas 6 horas por dia ao longo de 21 anos!

Se reduzirmos pela metade a pegada de carbono dos deslocamentos, assumindo que 1/3 das distâncias percorridas de carro são substituíveis por transporte público, bicicletas e caminhadas, o Dia de Sobrecarga da Terra será adiado em 13 dias.

Simplifique seu guarda-roupa
A pandemia trouxe a percepção a muitas pessoas de que é possível viver tendo menos roupas nos armários, focando só no que é necessário. Comprar e possuir menos roupas, adotando um estilo mais minimalista, também contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que as roupas representam 3% da pegada ecológica global, e a produção de todo e qualquer novo item emite gases de efeito estufa e consome recursos naturais.

Para se ter uma ideia, a produção de uma única calça jeans consome quase 11 mil litros de água, quantidade suficiente para suprir a demanda diária (beber, cozinhar, lavar louças, etc.) de uma pessoa por mais de 3 meses. Reflita antes de comprar uma nova peça e doe ou venda no mercado de segunda mão aquela que você não usa mais.

Calcule a sua Pegada Ecológica, por meio dessa ferramenta desenvolvida pelo WWF, e o Teste do Consumo Consciente do Instituto Akatu para identificar em quais áreas a sua consciência no consumo pode evoluir ainda mais, levando à adoção de práticas mais sustentáveis.

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*Fonte: ciclovivo

Evento virtual aborda Sobrecarga da Terra para público infantojuvenil

O Dia da Sobrecarga da Terra é uma data mundial que marca o momento em que a Humanidade consumiu todos os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar durante um ano. Em 2021, esse marco acontecerá em 29 de julho. Para refletir sobre o tema, o Programa de Educação do Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, promoverá o “Rolê Sapiência: Sobrecarga da Terra”.

O evento virtual acontecerá neste sábado (24), às 15h, e a atividade é destinada ao público infantojuvenil. O objetivo é fomentar a aproximação e o debate de assuntos da atualidade, sempre em diálogo com a ciência e fazendo uso de recursos lúdicos.

Já na terceira edição, o programa Rolê Sapiência busca reconhecer as escolhas e atitudes – individuais e coletivas – que contribuíram para a configuração deste cenário e debater ações possíveis. A inscrição está disponível aqui.


Dia da Sobrecarga da Terra

Há 51 anos, a Humanidade vem utilizando mais recursos do que o planeta é capaz de renovar. A primeira vez que alcançamos a sua sobrecarga foi em 1970, quando aos 29 dias do mês de dezembro tínhamos utilizado todos os recursos que a Terra conseguia produzir até o dia 31. Desde então, temos conseguido antecipar cada vez mais esse lamentável marco.

Em 2020, como reflexo direto da pandemia, a data foi atrasada, mas, neste ano, antecipamos novamente, e em quase um mês. O dia da sobrecarga da Terra será 29 de julho.

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*Fonte: ciclovivo

Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


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*Fonte: dw

Cidades devem pensar em árvores como infraestrutura de saúde pública

Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.

Um White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano.

“Imagine se houvesse uma ação simples que os líderes da cidade pudessem tomar para reduzir a obesidade e a depressão, melhorar a produtividade, aumentar os resultados educacionais e reduzir a incidência de asma e doenças cardíacas entre seus residentes. As árvores urbanas oferecem todos esses benefícios e muito mais” afirma a organização.

Mas, sabemos, alguns só se convencem quando os números entram na jogada. Por isso, foi estimado que gastar apenas oito dólares por pessoa, uma vez por ano, em média, em uma cidade americana poderia suprir a lacuna de financiamento e impedir a perda de árvores urbanas e todos os seus benefícios potenciais. Apesar do número não ser uma sugestão de valor, ele mostra que o investimento não é impossível.

Investimento desigual

O investimento no plantio de novas árvores – ou mesmo em cuidar daquelas que existem – é perpetuamente subfinanciado. Apesar das evidências, diz o relatório, as cidades estão gastando menos em árvores do que nas décadas anteriores.

Além disso, com muita frequência, a presença ou ausência da natureza urbana está ligada ao nível de renda de um bairro, resultando em enormes desigualdades na saúde. Em algumas cidades americanas, as expectativas de vida em diferentes bairros, localizadas a poucos quilômetros de distância, podem diferir em até uma década. Nem toda essa disparidade de saúde está conectada à cobertura arbórea, mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que bairros com menos árvores têm piores resultados de saúde, por isso a desigualdade no acesso à natureza urbana piora estes diferentes níveis de saúde.

Como ter mais árvores na cidade

O documento traz uma série de dicas que podem ser aplicadas pelo poder público e privado. Confira abaixo as principais delas:

– Implementação de políticas para incentivar o plantio privado de árvores.

– Mais trocas municipais que facilitem a colaboração de vários departamentos -, como órgãos de saúde pública e agências ambientais.

– Vincular o financiamento de árvores e parques a metas e objetivos de saúde.

– Invistir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública e o impacto econômico das árvores.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

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*fonte: ciclovivo

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

A pandemia de plástico que assola os oceanos parece pior do que até agora anunciada. Novos estudos demonstram que a poluição oceânica por microplástico foi subestimada há pelo menos o dobro do número de partículas do que se pensava anteriormente.

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

Estudo publicado na revista Environmental Pollution informa que desta vez os pesquisadores usaram redes com tamanhos de malha de 100 microns – 0,1mm – 333 microns e 500 microns. Eles encontraram 2,5 vezes mais partículas na rede mais fina do que nas redes de 333 mícrons, do tipo geralmente usado para filtrar microplásticos e 10 vezes mais que na rede de 500 mícrons.

A professora Pennie Lindeque, do Laboratório Marítimo de Plymouth, no Reino Unido, que liderou a pesquisa, confirmou: “A estimativa da concentração de microplásticos marinhos atualmente pode ser muito subestimada”.

As águas onde a nova pesquisa foi feita

Os pesquisadores fazem algo parecido com o que se faz na pesca. Eles usam redes de malha bem fina, e as arrastam em certas regiões oceânicas. Depois recolhem, coletam e contam o material. Para esta pesquisa, as águas escolhidas foram as que banham a Inglaterra e os Estados Unidos.

De acordo com o site https://earth.org/ , antes deste novo ‘arrastão’ estimava-se a quantidade de partículas entre 5 trilhões até 50 trilhões de partículas, agora o número subiu para 12 trilhões até 125 trilhões de partículas nos oceanos do planeta.

O tipo mais abundante de microplástico é a microfibra

Como o Mar Sem Fim já havia informado, estudos anteriores sobre a invasão de plástico mostra que as partículas mais comuns encontradas foram fibras de cordas, redes e roupas (cerca de 85%). Pois é, nós usamos muitas roupas feitas de tecidos sintéticos. O resultado aí está.

Novo estudo mostra mais micropartículas que zooplâncton

Isso assustou os cientistas. Tanto o fitoplâncton, como o zooplâncton, são organismos primários para os consumidores de níveis tróficos superiores. Ou seja, estão na base da cadeia alimentar dos oceanos.

A pesquisadora Pennie Lindeque, que liderou o trabalho, disse que “usando uma extrapolação, sugerimos que as concentrações microplásticas podem exceder 3 700 partículas por metro cúbico – muito mais do que o número de zooplâncton que você encontraria.”

E por que isso é tão grave? Porque contamina quase toda a vida marinha que, depois, contamina os seres humanos que se alimentam também através da vida marinha. Ou seja, se você come peixes, ostras, e outros, pode ter certeza que está ingerindo também microplásticos. Só não se sabe, ainda, seus impactos na saúde humana. Mas convenhamos, comer plástico não pode fazer muito bem. Concorda?

E é só esperar mais um pouco que logo saberemos. Pesquisadores do mundo inteiro se debruçam sobre a questão do plástico nos oceanos.

O que os brasileiros podem fazer sobre isso

Muito. Basta saber que um levantamento do WWF mostra que o Brasil está em 4º lugar no ranking dos maiores produtores de lixo plástico. Sabendo disso, e tendo consciência que a aldeia global hoje tem quase oito bilhões de inquilinos, fica fácil compreender que somos todos responsáveis. Por isso, mais que nunca, tome muito cuidado com seu lixo, e até com o tipo de roupa que usa quando frequenta o litoral.

Estas pesquisas da academia têm a função de subsidiar governos e instituições para a criação de políticas públicas que, neste caso, sejam menos agressivas ao meio ambiente. No Brasil é difícil esperar ações do poder público, quase sempre dormente, defendendo privilégios, ou simplesmente ‘lost in space’. Veja-se a cidade de São Paulo, sempre orgulhosamente apresentada como ‘a maior da América Latina’, a mais rica cidade do Brasil.

Pois saiba que São Paulo foi das últimas a adotar políticas públicas contra a pandemia de plástico. E mesmo assim, foram medidas tímidas, que mais uma vez nos envergonham perante o concerto das nações. Enquanto a África lidera no mundo a cruzada contra o plástico, a ‘progressista’ São Paulo, de Bruno Covas, proibiu os canudinhos de plástico…

Por isso, se você fizer sua parte, já estará ajudando muito.

*Por João Lara Mesquita

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*Fonte: estadao

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Nossos avós sabiam viver sem plástico: um mundo sem ele é possível

A presença de plástico na vida das pessoas hoje registra níveis preocupantes e causa grandes conseqüências para o meio ambiente.

Não é segredo para ninguém que o plástico representa um dos elementos mais poluentes do planeta devido à sua difícil decomposição e longa durabilidade.

Um estudo da Science Advances revelou que 8 milhões de toneladas métricas de plástico acabam no oceano a cada ano. O equivalente à presença de cinco sacolas de compras para cada 30 centímetros nas costas do mundo.

Isso ocorre porque a produção em massa de plástico excede 8,3 bilhões de toneladas. Dos quais 6.300 foram convertidos em resíduos plásticos, enquanto apenas 9% foram reciclados.

Proteja o planeta do plástico

A presença crescente de plástico representa uma grande ameaça para os seres humanos, animais e o meio ambiente. Uma vez que sua forte composição causa efeitos negativos nos ecossistemas e até a morte de espécies como tartarugas ou pinguins.

Embora seu uso represente um benefício imediato na rotina diária, na realidade, a longo prazo, torna-se um elemento perigoso. Afetar e modificar a vida dos seres vivos e o ambiente em que estão. Especialmente considerando que raramente é armazenado ou reciclado corretamente.

É por isso que nos últimos anos, governos mundiais e organizações ambientais recomendam o uso de outras alternativas. Ao recorrer a materiais biodegradáveis ou reutilizáveis ​​que, ao contrário do plástico, não têm consequências para a Terra.

Sob essa premissa, vários especialistas criaram novas alternativas para substituir, tanto quanto possível, o uso desse elemento na vida cotidiana. Com o objetivo de erradicar completamente a presença de plástico em nossas vidas e no meio ambiente.

No entanto, a resposta para esse problema pode estar em nossas casas. Desde os tempos antigos, os ancestrais conseguiam realizar suas atividades diárias sem a necessidade de plástico. Utilizar alternativas naturais ou caseiras (como bolsas de pano), para as quais não era necessária a presença de sacolas, contêineres ou garrafas desse elemento perigoso.

Sem dúvida, um mundo livre de plástico, é possível, leva apenas as ideias, educação e conscientização certas. Para que as novas gerações conheçam os perigos que o plástico oferece ao nosso planeta, às nossas vidas e ao meio ambiente em geral.

*Por Viviane Regio

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*Fonte: sabedoriapura

Islândia inaugura a primeira usina que captura a poluição e limpa o ar

Essa tecnologia desenvolvida na usina é capaz de reverter até as mudanças climáticas.

Notícias como essa acabam passando despercebidas por muitas mídias, mas, na realidade, essas que merecem ser compartilhadas e não as Fake News que se vê por aí. Na Islândia, eles criaram a primeira usina capaz de capturar CO2 e convertê-lo em minério sólido, o que impede sua liberação na atmosfera. Ou seja, ela transforma o ar poluído em ar limpo.

A usina inovadora foi lançada na planta geotérmica CarbFix2 em Hellisheidi, na Islândia, cuja tecnologia pode ser capaz de nos ajudar a reduzir a quantidade de poluentes no ar no mundo inteiro, caso seja replicada em outros países.

Uma das empresas que faz parte desse grande projeto é a Climeworks, que já atua há algum tempo alertando o público em geral sobre a necessidade de eliminar o carbono que contamina o meio ambiente para conseguirmos atingir as metas de sustentabilidade propostas. Graças à sua nova tecnologia nessa usina islandesa, que opera sem nenhum tipo de emissão prejudicial na atmosfera, ela acabou conquistando o interesse de alguns outros governos e empresários. Segundo Climeworks, a usina é uma alternativa segura, economicamente viável e escalável – para quem se preocupava com os custos.

A usina funciona assim: primeiro os módulos tecnológicos capturam dióxido de carbono no ar, junto do sulfeto de hidrogênio do próprio ambiente. Depois eles são diluídos em água e enviados a mais de 700 metros de profundidade, onde, graças às rochas basálticas do local, produz-se um fenômeno pelo qual tudo é transformado em um mineral sólido, onde esses gases são ficam armazenados no solo permanentemente.

O processo realizado pela usina é baseado em um fenômeno natural que é acelerado por causa do filtro criado exclusivamente pela Climeworks. Desta forma, é possível alcançar o processo de mineralização natural da terra, que levaria séculos por exemplo, em cerca de menos de dois anos. A capacidade dessa usina é transformar 900 toneladas de CO2 por ano.

A usina na Islândia por enquanto é a primeira desse tipo, mas é espera-se que seja apenas o começo. As empresas que colaboraram com o projeto querem aumentar o número de usinas existentes por todo o globo. A principal condição é encontrar regiões onde essas formações rochosas semelhantes existem para construí-las.

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*Fonte: asomadetodososafetos

Efeito dominó irreversível das mudanças climáticas já pode estar em curso

Você sabe bem o que acontece quando enfileiramos um punhado de peças de dominó e a última delas é derrubada: ela arrasta junto todas as outras. Quanto mais nosso entendimento em sustentabilidade avança, mais claro fica que a habitabilidade da Terra funciona como uma gigantesca fileira de dominós. E vários indícios apontam que não é só uma peça que ameaça tombar — são nove.

Especialistas de renomadas instituições de pesquisa pelo mundo publicaram nesta quarta (27) na revista Nature um artigo com a conclusão de que metade dos “pilares” de sustentação da estabilidade climática global parecem começar a desabar. Cientistas da área chamam essas “peças de dominó” de tipping points: pontos de ruptura que, se ultrapassados, ameaçam desestabilizar todo o sistema terrestre.

Esse conceito foi criado há cerca de 20 anos pelo IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU. Naquela época, os pesquisadores achavam que só haveria risco de efeito cascata caso as temperaturas globais subissem 5°C acima dos níveis pré-industriais – o que deve acontecer até o final do século, se nada mudar. É motivo de consternação ver que a situação é mais grave do que se pensava.

“Não é só que as pressões humanas na Terra continuam crescendo a níveis sem precedentes”, disse em comunicado o co-autor Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático. “Também se trata de que conforme a ciência avança, nós precisamos admitir que subestimamos os ricos do desencadeamento de mudanças irreversíveis, em que o próprio planeta amplia o aquecimento global.”

E isso com apenas 1°C de aumento na temperatura. Os nove tipping points que aparentam ter sido ativados ficam nas geleiras do Ártico, da Groenlândia e da Antártida, nas florestas boreais, nas correntes do Oceano Atlântico, na Amazônia, em recifes de corais e no permafrost (o solo permanentemente congelado do Ártico). São todos elementos vitais para manter aspectos básicos do nosso planeta funcionando da forma como funciona hoje.

“Cientificamente, isso fornece evidências fortes para declarar um estado de emergência planetária, para desencadear ação mundial e acelerar o caminho adiante para um mundo que possa continuar evoluindo em um planeta estável”, afirma Rockström.

Mas como é possível que ecossistemas tão diversos e distantes estejam encadeados numa mesma fileira de dominó? Bem, por maior que a Terra nos pareça, ela não é tão grande assim.

Muitos dos ciclos e processos que ocorrem em escala regional afetam o equilíbrio do sistema na escala global. As florestas tropicais, as boreais e o permafrost, por exemplo, são tipping points especialmente catastróficos. A vegetação, quando queimada, emite CO2 na atmosfera – bem como gelo siberiano, que ao derreter libera gases de efeito estufa que antes estavam retidos no solo. Já a perda total das geleiras da Groenlândia e da Antártida causaria um aumento de 10 metros no nível do mar — com danos irreparáveis às populações costeiras do planeta.

Nem tudo está perdido, contudo.

“É possível que nós já tenhamos passado do limiar para um efeito cascata de tipping points inter-relacionados”, disse outro co-autor da análise, Tim Lenton, da Universidade de Exeter, no Reino Unido. “No entanto, a taxa nas quais eles progridem, e portanto o risco que eles oferecem, podem ser reduzidos se cortarmos nossas emissões.” No artigo, os cientistas analisam tal efeito no derretimento das geleiras.

Contendo o aquecimento global a 1,5°C, a perda total das estruturas e o consequente aumento de 10 metros no nível do mar levariam 10 mil anos para acontecer. Caso a temperatura suba 2°C, a estimativa cai para mil anos. Nossa única esperança para manter a Terra e a civilização humana minimamente estáveis é largar de vez os combustíveis fósseis até 2050. Só assim teremos tempo de nos adaptar para as mudanças que virão.

*Por A. J. Oliveira

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*Fonte: superabril

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

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*Fonte: revistagalileu

Você está ingerindo microplástico a cada vez que abre e fecha sua garrafinha de água

Provavelmente há uma ótima intenção por trás da decisão de reutilizar garrafas de água descartáveis, mas, segundo uma pesquisa recente, trata-se de uma péssima ideia. Isso porque a água que bebemos está cheia de micropartículas de plástico – e grande parte é liberada justamente no processo de abrir e fechar das garrafas.

Conduzido pelo Departamento de Ciências e Políticas Ambientais da Universidade Estadual de Milão, o estudo – publicado na revista Water Research e com implicações importantes para a indústria de embalagens de alimentos – buscou responder se o “estresse mecânico” das garrafas causa liberação de microplástico.
O estudo

A investigação comparou os níveis de microplástico liberados em quatro tipos de testes. Parte das garrafas foram ‘esmagadas’ mecanicamente, enquanto outras amostras serviram para analisar se havia alguma correlação entre a quantidade de microplástico liberada e o número de vezes (1, 10 ou 100) que as tampas eram rosqueadas no processo de abrir e fechar.

A conclusão é que o manuseio em si não tem maiores implicações, mas o sistema de abertura e fechamento das garrafas é o xis da questão: o atrito entre as tampas e gargalos provocam um desprendimento enorme de micropartículas de plástico.

Agora já sabemos: reutilizar garrafa d’água plástica? Nunca! Melhor investir em uma boa, de vidro ou de aço, e usar água da torneira filtrada em filtro de barro ou em qualquer outro tipo de purificador de água. Além da questão ambiental, trata-se de um problema de saúde.

*Por Gisele Maia

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*Fonte: greenme

Concentrações de antibióticos em rios excedem níveis em até 300 vezes

Descobertas recentes indicam que 20% das gaivotas-prata na Austrália carregam bactérias patogênicas resistentes a antibióticos, o que está aumentando o receio de que bactérias causadoras de doenças possam se espalhar das aves para os seres humanos e animais domésticos. As gaivotas coletam bactérias, como a E. coli, de águas residuais, esgotos e lixões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos é hoje uma das maiores ameaças à saúde, à segurança alimentar e ao desenvolvimento global. Numerosas infecções, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose, estão se tornando mais difíceis de tratar, à medida que os antibióticos usados ​​tornam-se menos eficazes. A resistência a antibióticos leva a internações hospitalares mais longas, custos médicos mais altos e aumento da taxa de mortalidade.

A resistência aos antibióticos ocorre quando as bactérias mudam em resposta ao uso de tais medicamentos. Essas bactérias podem infectar humanos e animais, e as infecções que causam são mais difíceis de tratar do que aquelas causadas por bactérias não resistentes.

Embora a resistência a antibióticos ocorra naturalmente, o uso indevido de antibióticos em humanos e animais está acelerando o processo, segundo a OMS.

Antibióticos também parecem estar se espalhando no meio ambiente. Um estudo global recente descobriu que as concentrações de antibióticos em alguns rios do mundo excedem os níveis “seguros” em até 300 vezes.

“Os pesquisadores procuraram 14 antibióticos comumente usados ​​em rios de 72 países, em seis continentes, e encontraram antibióticos em 65% dos locais monitorados”, diz um relatório recente da Universidade de York.

“O metronidazol, usado para tratar infecções bacterianas, incluindo infecções de pele e da boca, excedeu os níveis seguros pela maior margem, com concentrações 300 vezes maiores que o nível ‘seguro’ em uma área em Bangladesh.”

“No rio Tâmisa e um de seus afluentes em Londres, os pesquisadores detectaram uma concentração total máxima de antibióticos de 233 nanogramas por litro (ng/l), enquanto em Bangladesh a concentração foi 170 vezes maior”, diz o estudo global.

Os antibióticos são apenas um dentre uma variedade de produtos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e outros contaminantes ambientais, cada vez mais presentes nas águas residuais e nos lixões, que podem ter efeitos adversos à saúde. Essas substâncias são conhecidas como “poluentes emergentes”.

Poluentes emergentes

“As águas residuais municipais, industriais e, mais recentemente, domésticas são as principais fontes de poluentes emergentes no ambiente aquático”, afirma Birguy Lamizana, especialista em águas residuais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Produtos químicos e compostos que apenas recentemente foram identificados como ameaças potenciais ao meio ambiente e ainda não são amplamente regulamentados pela legislação nacional ou internacional são conhecidos como “poluentes emergentes”. Eles são classificados como “emergentes”, não porque os próprios contaminantes sejam novos, mas por causa do crescente nível de preocupação gerada.

“A lista de compostos que são qualificados como poluentes emergentes é longa e cresce cada vez mais”, diz um estudo do PNUMA sobre produtos farmacêuticos e produtos de higiene pessoal no ambiente marinho: uma questão emergente.

“A categoria inclui uma variedade de compostos: antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos psiquiátricos, esteroides e hormônios, contraceptivos, fragrâncias, filtro solar, repelentes de insetos, microesferas, microplásticos, anti-sépticos, pesticidas, herbicidas, surfactantes e metabólitos de surfactantes, retardantes de chama, aditivos e produtos químicos industriais, plastificantes e aditivos para combustíveis, entre outros.”

A deposição atmosférica é uma fonte significativa de poluentes emergentes em águas abertas. No entanto, a maioria desses poluentes não está incluída em acordos internacionais com programas de monitoramento de rotina; portanto, seu impacto no meio ambiente não é bem conhecido.

Desreguladores endócrinos

Um grupo de contaminantes emergentes são os desreguladores endócrinos. Os desreguladores endócrinos são substâncias químicas que inibem ou aumentam artificialmente a função dos mensageiros químicos naturais do corpo.

Peixes e anfíbios próximos a fontes de água poluída mostraram anormalidades reprodutivas e deformidades físicas, e acredita-se que isso seja resultado de contaminantes causadores de desregulação endócrina.

“Mais pesquisas são necessárias para determinar os possíveis efeitos à saúde de desreguladores endócrinos de baixo nível no esgoto e no abastecimento da água doméstica”, diz Lamizana. “No entanto, é razoável supor que em áreas secas ou durante a estação seca os corpos d’água são mais propensos a conterem proporções mais altas desses contaminantes”.

O estudo do PNUMA diz que o princípio da precaução deve orientar as respostas aos poluentes emergentes. “Ao promover pesquisas, programas de monitoramento, reduções de resíduos e química verde, deve se tornar possível prevenir e mitigar os impactos negativos dos produtos farmacêuticos sem comprometer sua disponibilidade, eficácia ou acessibilidade econômica, particularmente em países onde o acesso a importantes serviços de saúde ainda é limitado”.

“Os ecossistemas naturais de água doce são desvalorizados e sobre-explorados. Precisamos mudar as nossas estruturas de incentivo do estímulo à poluição, à degradação do ecossistema e à exploração excessiva dos recursos naturais para comportamentos pró-conservação. As ferramentas adequadas para isso já estão à nossa disposição, mas precisamos garantir que os tomadores de decisões as levem em devida consideração e ajam”, afirma Jacqueline Alvarez.

Uma resolução adotada pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente em março de 2019 incitou os governos e todas as outras partes interessadas, incluindo agências, fundos e programas da ONU, “a apoiar plataformas relevantes de interface de políticas científicas, incluindo contribuições da comunidade acadêmica; melhorar a cooperação nas áreas de meio ambiente e saúde; e chegar a maneiras de fortalecer a interface ciência-política, incluindo sua relevância para a implementação de acordos ambientais multilaterais em nível nacional”.

As informações são da ONU Meio Ambiente.

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*Fonte: ciclovivo

Um dos lugares mais poluídos da Terra há 40 anos tem hoje o ar mais puro da região

Localizada na província canadense de Ontário, a cidade de Sudbury é a prova viva que a inegável resiliência da natureza – somada com o esforço do ser humano, podem transformar a realidade de um lugar. Isso porque, se há 40 anos a cidade era um dos lugares mais poluídos do planeta, devido a forte industrialização e mineração, hoje ela se orgulha de ter o ar mais puro da região.

Para atingir esta posição foi preciso décadas de trabalho de restauração e conservação. Graças ao esforço conjunto, lagos que antes eram acidificados e destituídos tornaram-se ecossistemas prósperos e árvores voltaram a crescer. Um dos maiores exemplos de restauração ambiental, uma universidade da cidade – a Laurentian University, acaba de lançar um curso inteiro baseado neste processo de recuperação, com o objetivo de inspirar estudantes universitários a aplicar suas lições em outras paisagens poluídas do mundo.

Uma história de sucesso que se destaca frente a tantos desafios ambientais, o apresentador Paul Kennedy – do do programa de rádio IDEAS da CBC, se emociona em uma de suas emissões e completa: “Para mim, Sudbury é uma indicação de que não vamos perder. A mudança climática é o maior e mais crucial desafio que enfrentamos. Há esperança“.

*Por Gabriela Glette

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Plásticos biodegradáveis ​​também são tóxicos

Os plásticos biodegradáveis estão a emergir como alternativa, para evitar a acumulação de plástico no meio ambiente por longos períodos de tempo.

Agora, um estudo publicado na revista científica Ambiental: Nano, revela que o polihidroxibutirato (polímero da família dos polihidroxialcanoatos formado de monômeros de quatro carbonos. Tem propriedades biocompatíveis, termoplásticas e biodegradáveis), produz efeitos tóxicos em organismos aquáticos em ecossistemas.

Estudos anteriores haviam avaliado os efeitos produzidos pelos nanoplásticos em organismos presentes nos ecossistemas, mas eram sempre nanoplásticos sintetizados diretamente no laboratório. Pela primeira vez, os efeitos dos nanoplásticos secundários, isto é, aqueles gerados após a degradação dos plásticos sob condições similares às da natureza, foram estudados. “Esta é uma aproximação do que pode estar acontecendo nos ecossistemas aquáticos continentais hoje”, dizem os autores da pesquisa.

Efeitos tóxicos

Os resultados mostram que os nanoplásticos obtidos após a degradação dos plásticos de polihidroxibutirato exercem efeitos tóxicos sobre dois produtores primários de águas continentais, uma alga e uma cianobactéria.

Os produtores primários desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, porque são a base da rede trófica, de modo que, se afetados, todo o ecossistema pode sofrer danos.

O trabalho, que também envolve pesquisadores da Universidade de Alcalá (UAH), também analisou os efeitos que esses nanoplásticos produzem em níveis mais elevados da rede trófica.

Finalmente, os pesquisadores analisaram o mecanismo por trás da toxicidade dos nanoplásticos em organismos aquáticos, encontrando mecanismos de ação semelhantes aos das nanopartículas de outros materiais.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Nepal proíbe a presença de plásticos descartáveis no Everest

No início deste ano, uma equipe de alpinistas que fazia trabalhos de limpeza retirou mais de 11 toneladas de lixo do Monte Everest, um dos lugares mais remotos do planeta. A montanha mais alta do mundo atrai milhares de escaladores todos os anos, mas a preocupação ambiental nem sempre acompanhou o crescente movimento turístico. Como consequência, o governo do Nepal acaba de proibir a presença de plásticos descartáveis na região.

A proibição passa a valer em janeiro de 2020 e inclui todos os tipos de plástico – como sacolas, garrafas, canudos, garrafas de água e embalagens de alimentos, o que limitará bastante os visitantes, que serão obrigados a encontrar soluções sustentáveis para os dias de aventura. Radical, porém essencial, a medida é a única maneira de conter turistas sem educação, que vão deixando rastros conforme fazem a trilha.

O turismo representa cerca de 5% do PIB do país, mas a cada expedição de limpeza o governo investe cerca de US$ 200 mil. Por isso, o Nepal lançará a campanha ‘Visit Nepal’ no próximo ano, atraindo mais de 2 milhões de turistas para a região.

Segundo especialistas, a jornada para o Everest dura cerca de 50 dias e o investimento não sai por menos de R$ 185 mil – incluindo a passagem de avião e a taxa paga ao governo para obter a permissão de escalada. Com a promessa de receber ainda mais pessoas ávidas para alcançar o cume da montanha mais alta do mundo, o banimento do plástico se faz mais do que necessário.

*Por Gabriele Glette

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Veja como a poluição luminosa afeta o céu noturno

Das muitas maneiras que a Terra é poluída, a poluição luminosa pode ser a menos mencionada. Não é uma ilusão. Os astrônomos a medem de um a nove na escala de Bortle, e no início de 2016, um estudo sugeriu que a poluição luminosa pode estar fazendo a primavera chegar mais cedo. Este curta-metragem, rodado principalmente na Califórnia por Sriram Murali, atravessa oito níveis da escala, mostrando como a visão do Cosmos melhora em áreas menos poluídas pela luz.

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*Fonte:

Vídeo da Nasa revela ilhas de lixo no planeta

A garrafa vazia, a embalagem de comida, o bola que furou. Depois de um lindo dia na praia, muitas pessoas esquecem de recolher o lixo que ficou jogado ali na areia. Mas quando a maré sobe, todos estes dejetos acabam sendo levados para o mar. Assim como os banhistas, embarcações que navegam pelos mares também usam a água do mar como lixeira. E a cada novo resíduo descartado no oceano, aumentam ainda mais as imensas ilhas de lixo do planeta.

Recentemente, a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou um vídeo impressionante. Ele mostra como estas gigantescas lixeiras foram se formando em cinco pontos do oceano, ao longo dos últimos 35 anos. Estas áreas concentram uma quantidade enorme de detritos, que vão gradualmente aumentando sua extensão.

O que acreditava-se até pouco tempo era que estas ilhas eram móveis. Todavia, os pesquisadores sabem agora é que estão localizadas em cinco regiões subtropicais, onde as correntes marinhas se encontram. Nelas, o que há é principalmente resíduos de plásticos, micropartículas que já foram parcialmente decompostas pelos raios do sol.

ILHAS DE LIXO

Um estudo internacional, realizado no ano passado pela organização não-governamental 5 Gyres, denunciou que há mais de 5 trilhões de pedaços – grande e pequenos – de plásticos flutuando pelos oceanos do planeta. Seriam cerca de 269 mil toneladas de resíduos, que foram jogadas em nossos mares.

Segundo a pesquisa, que envolveu cientistas de seis países e coletou dados de 24 expedições ao redor do mundo, o plástico encontrado em maior quantidade é de redes de pesca e restos de boias. Mas os pesquisadores acharam também toneladas de garrafas, plásticos, escovas de dentes e uma série de outros detritos.

Além de matar peixes e outras espécies marinhas, o lixo acumulado nos mares contamina a água e acaba afetando também a qualidade do que comemos. É um grande círculo vicioso, já que estamos todos conectados. Por isso, evite usar embalagens plásticas e quando o fizer, sempre descarte no lugar certo.

*Por Suzana Camargo

 

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*Fonte: conexaoplaneta

Mar de plástico

A notícia de que a Grande Mancha de Lixo do Pacífico já ocupa uma área 16 vezes maior do que se estimava aumenta a urgência de uma solução para o problema dos resíduos plásticos, os principais poluidores dos mares

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, alcançando 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (70,8 milhões), China (54,7 milhões) e Índia (19,3 milhões). E o pior: o país só recicla 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O brasileiro descarta, em média, aproximadamente 1 quilo de plástico a cada semana.

Esses são alguns dos dados do relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado na terça (05/03), realizado com base em números do Banco do Mundial e que analisou a relação de mais de 200 países com o plástico. O levantamento “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

O estudo destaca como é crucial que os líderes globais se comprometam em uma ação coordenada internacionalmente a reduzir a poluição do meio ambiente por esse material. Na próxima semana (de 11 a 15 de março), um acordo sobre a poluição dos plásticos marinhos será votado durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), em Nairóbi, Quênia.

O texto do estudo lembra que o material plástico em si não é um problema. Ao contrário, ele trouxe vantagens para a sociedade. Mas a forma voraz com que está sendo consumido e a maneira irresponsável como está sendo tratado após seu uso – em sua maioria único – é que estão causando um desastre ambiental. “Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado”, descreve o relatório.

Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. E está atrelado a uma petição da ONG que circula desde fevereiro para pressionar os líderes globais a defenderem um acordo legalmente vinculante na próxima semana. Até agora, já são cerca de 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para assiná-la, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

O volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirmou em comunicado Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

*Por Evanildo da Silveira

 

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*Fonte: revistaplaneta

Robert Downey Jr. cria organização de inteligência artificial para limpar nossa ‘pegada de carbono’ em dez anos

Parece que o ator americano foi bastante influenciado – e anda fascinado – pela tecnologia e pela Inteligência Artificial (IA) que cercam seu personagem Tony Starck, em Iron Man, no cinema. Na abertura da Conferência re: MARS (abreviatura de Machine learning, Automation, Robotics and Space), realizada pela Amazon na semana passada, em Las Vegas, ele anunciou a criação da organização The Footprint Coalition (Coalizão Pegada Ecológica, em tradução livre) criada para ajudar a reduzir ou eliminar o impacto das “pegadas de carbono” humanas no meio-ambiente.

O anúncio foi feito por ele depois de mais de 20 minutos de conversa – com Alexa, assistente de IA da Amazon, e o ator Matt Damon, que se juntou a eles por vídeo – sobre inteligência artificial, o Universo Marvel, sua carreira e a evolução do personagem de Iron Man.

“Utilizando os princípios da robótica e da nanotecnologia, podemos provavelmente limpar o planeta de forma significativa – se não inteiramente – em uma década”, afirmou ele, animado. Downey Jr. revelou que teve esse insight há algumas semanas, durante uma mesa-redonda com especialistas. “Deus, eu amo especialistas. Eles são como a Wikipedia com defeitos de caráter ”, brincou.

Ele não revelou detalhes de como sua organização poderá ajudar a reduzir nossa pegada no planeta, mas lembrou que pesquisadores e empreendedores estudam há muito tempo como usar a IA para mitigar uma série de questões ambientais.

No momento, o que existe de palpável é o site da organização, em construção, que já recebe assinaturas de sua newsletter por meio de um formulário, e a ideia de fazer seu lançamento oficial em abril de 2020.

É bom lembrar que esta não é a primeira vez que o ator demonstra grande apreço pela IA e outras tecnologias avançadas, muito além do papel do bilionário super-herói no cinema. Junto com sua esposa, a produtora Susan Downey, no ano passado, produziu uma série de documentários sobre o tema para a plataforma YouTube Red (por assinatura). A série de oito episódios, de uma hora de duração cada, explora o impacto que essa inteligência terá na vida das pessoas a partir de conversas com filósofos, cientistas e outros especialistas, e deve ser lançada este ano.

Na conferência, Downey Jr. – que, segundo a Forbes, tem um patrimônio líquido de US $ 81 milhões – não revelou quem está envolvido na sua organização. Nem Jeff Bezos, CEO da Amazon, que organizou o encontro, revelou qualquer interesse. Mas, pela urgência de Bezos em mudar a imagem de sua empresa, pode-se suspeitar que um dos homens mais ricos do planeta faça parte do sonho do ator.

Com re : MARS, Bezos procurou reuniu mentes que podem ajuda-lo a criar uma “era de ouro da inovação” com “o que há de mais recente em ciência prospectiva com aplicações práticas”. Sim, muito ambicioso, o moço, mas este encontro surgiu num momento em que sua empresa está sendo criticada por suas políticas nada sustentáveis em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

Recentemente, cerca de 8 mil funcionários assinaram carta aberta para apoiar proposta apresentada em recente assembléia de acionistas, que exigem que o conselho de administração prepare um plano público para aderir à luta contra os efeitos das mudanças do clima e, também, para reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis. A Amazon tem se comprometido com metas ambientais – como ter zero carbono líquido para 50% de todos os embarques até 2030 -, mas, ao que tudo indica, seus esforços não são suficientes para alcança-las.

*Por Mônica Nunes

 

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*Fonte: conexaoplaneta

CO2 na atmosfera excede 415 partes por milhão pela primeira vez na história humana

Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono atingiram alturas nunca vistas antes em toda a existência humana – não história, existência.

Segundo dados do Observatório Mauna Loa, no Havaí, a concentração de CO2 na atmosfera é agora de mais de 415 partes por milhão (ppm), bem maior do que em qualquer outro ponto nos últimos 800.000 anos, desde antes da evolução do Homo sapiens.

Acabamos de ultrapassar 410ppm de CO2, o maior nível em milhões de anos

Marco sombrio

O observatório faz medições regulares desde 1958, quando foram iniciadas pelo falecido Charles David Keeling. O gráfico do aumento da concentração de CO2 na atmosfera, Curva de Keeling, é nomeado em sua homenagem.

“Esta é a primeira vez na história da humanidade que a atmosfera do nosso planeta tem mais de 415 ppm de CO2. Não apenas na história registrada, não apenas desde a invenção da agricultura, há 10.000 anos. Desde antes dos humanos modernos existirem milhões de anos atrás. Nós não conhecemos um planeta como este”, explicou o meteorologista Eric Holthaus na rede social Twitter.

Durante a Época do Plioceno, cerca de 3 milhões de anos atrás, quando as temperaturas globais eram provavelmente 2 a 3 graus Celsius mais altas do que hoje, estima-se que os níveis de CO2 tenham atingido algo entre 310 e 400 ppm.

Naquela época, o Ártico estava coberto de árvores, não de gelo, e os níveis globais do mar eram provavelmente 20 metros mais altos do que hoje, ou mais.

A última vez que os níveis de CO2 estiveram tão altos, havia árvores no Polo Sul e o nível do mar era 20 metros mais alto

Mea culpa

Sabemos que os altos níveis de CO2 na atmosfera são causados ​​pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento de florestas, ações humanas que impedem que o ciclo de resfriamento natural da Terra funcione, prendendo o calor perto da superfície e fazendo com que as temperaturas globais aumentem, com efeitos devastadores.

A liberação de CO2 e outros gases de efeito estufa já levou a um aumento de 1° C na temperatura global. Esta vai continuar subindo se ações imediatas não forem tomadas pelos governos de todo o mundo.

De acordo com 70 estudos climáticos revisados ​​por cientistas, em um mundo 2° C mais quente, haverá 25% mais dias quentes e ondas de calor, que trazem consigo riscos para a saúde. Em todo o mundo, 37% da população estará exposta a pelo menos uma onda de calor severa a cada cinco anos e a duração média das secas aumentará em quatro meses, expondo cerca de 388 milhões de pessoas à escassez de água e 194,5 milhões a climas severos.

Inundações e condições meteorológicas extremas, como ciclones e tufões, aumentarão, incêndios florestais se tornarão mais frequentes e os rendimentos das colheitas cairão. A vida animal será devastada, com cerca de um milhão de espécies em risco de extinção. Os mosquitos, no entanto, irão prosperar, significando um aumento do risco de malária e outras doenças transmitidas por mosquitos em 27%.

Se tudo der certo

Essas são as estimativas para um aumento de 2° C, um número que está se tornando cada vez mais “esperançoso”.

Na realidade, o aumento poderia ser maior e, com uma temperatura 3 ou 4° C mais alta, entramos em um estágio de “estufa terrestre” que poderia tornar muitas partes do planeta inabitáveis.

Tudo isso já foi previsto há décadas. Sabemos também o que precisa ser feito para impedir tudo isso há décadas. Ninguém escutou. Como em todo o começo de filme de desastre, os cientistas têm sido ignorados.

Agora, segundo um novo relatório ultra abrangente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, precisamos de “mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes em todos os aspectos da sociedade” para termos uma chance de salvar o planeta. Isso significa, no mínimo, um corte drástico nas emissões de carbono, reflorestamento e criação de novas tecnologias para captura de carbono. [CNN]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte:

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.

As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.

Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.

Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.

O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.
Poluição praia

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.

Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.

Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

Consumismo

O desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

 

 

 

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*Fonte: autossustentavel

Em 2 meses, cientista despoluiu lagoa por completo usando nanotecnologia

Em 2010, o cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente: a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.

Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas 2 meses.

Para colocar o projeto em prática, o pesquisador inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDx Talks.

A redução de contaminantes e matéria orgânica que roubavam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local, antes abandonado pelos animais.

*Por Paulo Nobuo

 

 

 

 

 

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*Fonte: wix

Quantino o carro movido a água salgada que fez 150 mil quilómetros sem poluição

A nanoFlowcell é uma marca protótipo do carro Quantino movido a água, neste caso a água salgada. E recentemente numa experiência o Quantino completou mais de 150 mil quilómetros em estrada tendo como combustível o recurso a água salgada.

Como Funciona a NanoFlowcell?

O funcionamento da tecnologia da nanoFlowcell é em tudo idêntico à de uma célula de combustível, só que recorre à água salgada invés do hidrogénio!

Assim, os iões positivos ficam separados dos iões negativos, sendo que ambos ao passarem por uma membrana se misturam e interagem, e é essa interação que gera energia elétrica que permite mover o automóvel!

O resultado final dessa mistura do líquido de iões gera água, tal como na célula de combustível de hidrogénio, mas tem como vantagem o facto de permitir que o veículo se movimente com zero emissões de carbono e um reabastecimento rápido!

Quando Surgiu a NanoFlowcell?

Esta é uma empresa já com algum tempo no mercado. Desde 2014 que esta empresa alemã tem vindo a desenvolver protótipos com o intuito de usarem água salgada como combustível primário.

Foram vários os protótipos desenvolvidos

Desportivo e-Sportlimousine
Crossover Quant F
Compacto Quantino

Os três modelos têm sido testados em estrada, mas foi o Quantino o primeiro a mostrar a verdadeira capacidade do combustível a água salgada.

Em agosto de 2017 o modelo Quantino fez 100 mil quilómetros, sendo que agora quase ao fim de um ano fez mais 50 mil quilómetros, tendo assim um total de 150 mil quilómetros.

Outra grande meta deste veículo com combustível alternativo e zero emissões de carbono, ou seja, nada de poluição, é o facto de ter feito 1000 quilómetros durante oito horas e 21 minutos ininterruptos!

Ou seja, durante esses 1000 quilómetros não precisou de parar para atestar, o que comprava que também tem uma excelente autonomia!

Caraterísticas Quantino

Quanto às características desde compacto que está a revolucionar o mercado, é de ressalvar que permite até quatro pessoas no seu chassis, tem um motor de 80kW (cerca de 109 CV), e pesa pouco mais de 1400kg.

Ainda assim, com essas características consegue atingir a velocidade de 100km/h em pouco mais de cinco segundos!

A nanoFlowcell tem como objetivo iniciar a produção final deste modelo protótipo a curto prazo… se conseguir será uma grande revolução no mercado automóvel!

É que ainda agora começaram a surgir os veículos elétricos, e se vier um veículo com estas caraterísticas, basta irmos à beira mar para atestar o carro!

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*Fonte: portalenergia

Como o consumo de plásticos afeta nossos oceanos

Quer nos agrade ou não, o plástico faz parte do nosso cotidiano. Sacos, embalagens, utensílios de cozinha, vários objetos… inclusive as roupas e sapatos incorporam elementos de plástico de forma habitual. E por que o plástico é tão usado? As vantagens para a indústria são triplas: é um material versátil, durável e, acima de tudo, barato – que permite a produção em massa a custos muito baixos.

Mas a proliferação de plástico está causando sérios problemas ambientais. Todos os anos, toneladas de plásticos, um desperdício aparentemente invisível, mas altamente prejudicial, vão parar nos nossos mares e oceanos.

Um oceano de plástico

O problema do plástico foi abordado em inúmeros documentários. Um dos exemplos mais recentes é A Plastic Ocean (Oceanos de Plástico), dirigido pelo jornalista australiana Graig Lesson. A produção mostra o impacto dos resíduos de plástico no ecossistema marinho em mais de 20 lugares do mundo. O documentário segue um grupo de pesquisadores e ativistas e também reúne as repercussões do plástico subaquático nas comunidades que vivem em torno dessas áreas.

A organização ecologista Greenpeace também denunciou repetidamente a situação dos nossos mares. Em seu relatório Plásticos nos oceanos, ela reúne dados preocupantes:

200 quilos de plásticos atingem nossos mares e oceanos a cada segundo.

Todos os anos, 8 milhões de toneladas de resíduos de plástico são jogadas no mar, o equivalente ao material de 800 torres Eiffel.

O fundo do mar acumula cerca de 50 bilhões de fragmentos de plástico, de acordo com dados estimados.

Existem cinco “ilhas de lixo plástico” no planeta: duas no Pacífico, duas no Atlântico e outra no Oceano Índico. As ilhas de lixo são acumulações flutuantes de microplásticos formadas por partículas menores que 5 mm.

Se continuarmos assim, estima-se que em 2020 os resíduos de plástico terão aumentado em 900% em relação aos registros de 1980. De acordo com especialistas, em 2050 haverá quase mais plásticos no mar do que peixes.

E no caso da Espanha, por exemplo? Todos os dias, cerca de 30 milhões de latas e garrafas de plástico são abandonadas nas praias e regiões litorâneas espanholas, contaminando o ambiente marinho. Em média, cerca de 320 produtos de resíduos se acumulam no espaço de 100 metros de praia, dos quais 70% são plásticos.

De onde vêm os plásticos que chegam ao mar?

Quando a gestão de resíduos é realizada de forma adequada, os plásticos que deixamos nos recipientes de reciclagem vão para aterros sanitários, onde são incinerados para serem posteriormente reciclados. No entanto, há um alto volume de resíduos de plástico que acaba no mar a partir de diferentes maneiras:

Descarga deliberada no mar.

Descarga acidental de navios.

Efluentes (elementos residuais) de estações de esgoto e plantas de tratamento.

Sistemas de drenagem de água em áreas urbanas.

Estima-se que 80% dos resíduos plásticos que se acumulam no mar provêm diretamente da terra e os 20% restantes da atividade marítima. Uma grande parte desses destroços marinhos é encontrada em áreas costeiras próximas a áreas povoadas, como grandes cidades ou locais de concentração turística. Outra localização habitual dos resíduos plásticos é o espaço marítimo onde ocorre a pesca intensiva.

Impacto dos plásticos no mar

A degradação do plástico no ambiente marinho é muito mais lenta do que na terra. A baixa exposição dos resíduos à luz solar retrasa os processos de decomposição, assim como o contato com a água fria. A ação das ondas acelera o mecanismo, mas quebra o plástico em pedaços muito pequenos que demoram muito para se decompor.

De acordo com fontes do Greenpeace, calcula-se que uma garrafa de plástico leva cerca de 500 anos para se degradar completamente. Os talheres de plástico levam cerca de 400 anos, enquanto os sacos permanecem na água por cerca de 55 anos. O material que leva mais tempo a decompor é o plástico das linhas de pesca, que não se degradam em até seis séculos.

O impacto das peças de plástico na vida marinha é enorme. Vários peixes são enredados nos resíduos e acabam morrendo por asfixia. Mas há um problema especial relacionado com os microplásticos que permanecem flutuando nas superfícies marinhas. Estes pequenos plásticos, com menos de 5 mm, podem ser ingeridos por peixes, crustáceos e plâncton e causar bloqueios no seu sistema digestivo. Além disso, os microplásticos incorporam contaminantes químicos que podem acabar em nossos pratos através da cadeia alimentar.

Impacto do lixo marítimo na economia

O acúmulo de resíduos plásticos não só prejudica a fauna marinha, mas também repercute na economia. O exemplo mais direto está na chamada “pesca fantasma”, provocada pelo abandono de redes e equipamentos no mar. Essas redes atrapalham muitos peixes, que acabam morrendo, o que reduz os estoques de pesca.

Somente na Europa, a limpeza das praias e litorais custa às administrações públicas em torno de 630 milhões de euros por ano. O setor de turismo também sofre as consequências. A presença de lixo nas costas pode oferecer uma imagem negativa, o que reduz o número de visitantes.

O que podemos fazer pelos nossos oceanos?

A solução para o acúmulo de plásticos está, em grande medida, nas mãos dos governos. A gestão eficaz dos resíduos é essencial, mas outras medidas legais são necessárias para ajudar a evitar o lixo marinho. Alguns já estão em andamento, como a obrigação de pagar pelas sacolas de plástico nos estabelecimentos comerciais. As organizações ambientais também exigem o uso de materiais alternativos aos plásticos.

Um maior trabalho de conscientização na conservação da natureza também é fundamental. Nesse campo, os cidadãos têm muito a contribuir:

Evite o uso de sacos de plástico: quando for comprar, é conveniente levar sacolas de pano ou de papel. Alguns supermercados vendem sacos grossos de plástico reutilizável, que permitem o uso ​​várias vezes sem a necessidade de adquirir novos. A atenção ao que se compra é outra opção altamente recomendada.

Priorize as garrafas de vidro em vez de plásticos ou embalagens cartonadas.

Escolha produtos a granel: existem várias lojas que facilitam os produtos à base de peso, como sabões, shampoos, detergentes, legumes etc. Os estabelecimentos fornecem recipientes, mas é melhor levá-los de casa. Desse modo, não acumulamos mais plásticos.

Recuse os artigos e embalagens de uso único: copos de plástico, talheres e pratos são muito práticos, especialmente em festas e celebrações, mas é melhor usar copos ou louças tradicionais. Mesmo que tenhamos que lavar pratos, vale a pena o esforço.

Evite comprar produtos que sejam embalados em plástico: recuse as frutas e verduras vendidas em bandejas de isopor. Escolha os ovos que estão em caixas de papelão ou então compre-os soltos e leve seu próprio recipiente para ovos.

Tente substituir os potes de plástico por frascos ou recipientes de vidro.

Reduza ou elimine o papel filme.

Leve seus próprios recipientes ao comprar comida para viagem.

Troque as máquinas de barbear descartáveis por máquinas de barbear clássicas que permitem a troca das lâminas.

Substitua os isqueiros de plástico por fósforos de madeira ou isqueiros recarregáveis.

E, acima de tudo, deposite os plásticos no contêiner adequado.

A solução é comprar de maneira consciente e adotar novos hábitos. Aplicar a regra dos três R’s (reduzir, reciclar e reutilizar) é mais simples do que pensamos. Só precisamos fazer nossa parte e recuperar a mentalidade de nossas avós, que viveram todas suas vidas sem plástico, tupperwares ou envoltórios de isopor.

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*Fonte: thedailyprosper

Estudo liga exposição crônica à poluição a redução nos níveis de inteligência

A exposição crônica à poluição do ar está associada a danos à inteligência, revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da China e dos Estados Unidos.

A pesquisa identificou que a relação entre poluição e performance cognitiva aumenta com a idade e afeta especialmente homens com menor nível de educação.

Foram usados dados de 20 mil pessoas que vivem na China e que, em 2010 e 2014, fizeram testes de matemática e de linguagem como parte da CFPS (sigla em inglês para Painel de Estudos da Família da China), uma pesquisa nacional conduzida anualmente e financiada pelo governo chinês com famílias e indivíduos.

“A pesquisa (CFPS) também fornece informações exatas sobre as localizações geográficas e as datas das entrevistas, o que nos permite comparar as pontuações dos testes com os dados da qualidade do ar local com mais precisão”, explicam os autores do estudo, divulgado pela publicação acadêmica americana PNAS.

O estudo comparou os resultados dos testes de performance cognitiva com medições de dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e de partículas menores que 10 micrômetros de diâmetro dos locais onde os participantes viviam quando fizeram as provas.

Não está claro o quanto cada um desses três poluentes seria culpado pela perda na performance. Monóxido de carbono, ozônio e partículas maiores não foram incluídos na análise.

Cautela

Apesar de o estudo ligar poluição às notas mais baixas, a pesquisa não prova a relação de causa e efeito.

Os pesquisadores avaliam, contudo, que os resultados não estão restritos à China. Eles acreditam que as conclusões podem ser aplicadas globalmente, uma vez que 80% da população urbana mundial respira níveis considerados inseguros de poluição do ar.

Descrita como uma ameaça invisível que é capaz de matar, a poluição causa cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Fornecemos evidência de que o efeito da poluição do ar nos testes verbais fica mais evidente à medida que as pessoas envelhecem, especialmente os homens e os com menos educação”, diz o estudo.

Acredita-se que muitos poluentes afetem diretamente a química do cérebro de diversas maneiras – partículas podem, por exemplo, transportar toxinas através de pequenas passagens e entrar diretamente no órgão.

Alguns poluentes também podem ter um impacto psicológico, aumentando o risco de depressão.

A poluição também aumenta o risco de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer e outras formas de demência, indica o estudo.

Estar exposto a altos níveis de poluição do ar pode estar ligado “à redução do nível de educação por um ano… o que é demais”, segundo declarou um dos autores do estudo, Xi Chen, integrante da escola de saúde pública de Yale, ao jornal britânico The Guardian.

Pesquisas anteriores já haviam identificado que a poluição do ar tem um impacto negativo nas habilidades cognitivas de estudantes.

Trabalho ao ar livre

Os pesquisadores de Yale e Pequim analisaram os resultados das provas de homens e mulheres com mais de dez anos de idade, que responderam 24 questões de matemática e 34 de linguagem.

Os pesquisadores acreditam que uma das explicações para homens com menos educação serem os mais afetados pela exposição crônica de poluição é o fato de que, na China, eles são maioria nos trabalhos manuais realizados ao ar livre.

“Nossas descobertas sobre o efeito prejudicial da poluição na cognição”, conclui o estudo, “particularmente no envelhecimento cerebral, implicam que o efeito indireto sobre o bem-estar social pode ser muito maior do que se pensava anteriormente”.

Segundo o pesquisador Xi Chen, os efeitos para os idosos, que no estudo são os com idade acima de 55 anos, podem ser muito difíceis de compensar, dada a exposição cumulativa no longo prazo.

“Isso é muito preocupante, pois todos nós sabemos que as pessoas muitas vezes precisam tomar decisões financeiras importantes na velhice, como quando devemos nos aposentar, qual plano de seguro de saúde é melhor”, completa.

O estudo sugere que, embora os resultados da pesquisa sejam específicos para a China, ela pode lançar luz sobre outros países em desenvolvimento com poluição do ar severa.

Os autores dizem que 98% das cidades com mais de 100 mil pessoas em países de baixa e média renda que não atendem às diretrizes de qualidade do ar da OMS.

Poluição do ar ao redor do mundo

– 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por exposição à poluição do ar

– Poluição do ar provocou 4,2 milhões de mortes no mundo em 2016

– 91% da população mundial mora em lugares onde a qualidade do ar não atende às exigências mínimas estipuladas pela OMS

– 14 cidades da Índia estão entre as 20 mais poluídas do mundo

– 9 entre cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído

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*Fonte: bbc