Responsabilidade emocional: a matéria que deveria ser ensinada na escola

Custa zero real colocar-se no lugar do outro, então não faça para o próximo o que não gostaria que fizessem para você.

Nunca estivemos tão perto, porém tão longe (por favor, não subestime o texto pelo começo clichê). A tecnologia (digital e de transportes) nos possibilita conhecer lugares e pessoas numa velocidade nunca antes vista. Mas isso não quer dizer que estamos mais próximos.

Na época dos desbravadores e suas caravelas, mandavam-se cartas para avisar sobre a chegada de alguém. Reis recebiam até cartas com aviso que seu território seria invadido. Dando um salto histórico, já ouvi histórias em que se usava muito o rádio para mandar recados, no estilo: “O João avisa seu compadre Miguel que vai lhe fazer uma visita, é pra preparar o almoço que ele chega no final de semana.”

Mas onde foi que essa empatia se perdeu?

O “depois eu respondo” virou rotina e errado está quem cobra atenção. Demonstrar interesse está quase virando um cybercrime. Será que a solução é ensinar na escola a tal da responsabilidade emocional para lembrar a importância do comprometimento nas relações? E quando digo relações, não penso somente nas amorosas, mas também nas familiares e principalmente nas amizades.

Todo mundo tem compromissos, não se sinta melhor do que ninguém por trabalhar oito horas, ficar no trânsito, cuidar da casa e ainda achar tempo para você (estudar, cuidar-se, etc.), Isso não lhe dá o direito de minimizar o sentimento do outro.

“Meu amigo vai entender.” Não, às vezes, ele não vai. Num dia, com mais de 20 conversas, às vezes, a resposta mais importante é aquela que não vem, ou seja, aquele convite para tomar um café, cuja resposta levaria 30 segundos para ser escrita. Menos de um minuto num dia com 1.440 minutos.

É sério mesmo que você não pode retribuir a atenção? É sério mesmo que é normal demorar 12 dias para mandar um “pode ser”?

Precisamos normalizar a sinceridade de um “não” (quando dito de forma cordial). “Não posso” ou “não consigo hoje” são infinitamente melhores do que um “vou ver”, “depois te falo” e os piores de todos: o “sim” que nunca vai acontecer ou a ausência de resposta. Custa zero real colocar-se no lugar do outro, então não faça para o próximo o que não gostaria que fizessem para você.

A tecnologia, em vez de encurtar distâncias, está transformando as pessoas em meros cliques. É um coraçãozinho aqui, um “haha” ali, e algumas pessoas acham que isso é demonstrar interesse. Em vez disso, chame para sair e vá ao encontro. Comece uma conversa e responda às perguntas. Faça um questionamento e ouça o áudio. Cultive suas amizades através das redes sociais e pare de deixar para depois seu amigo que pode estar precisando de você AGORA.

Particularmente, já tirei da minha vida quem banaliza a responsabilidade emocional, porque em momentos de vulnerabilidade, eu não tinha ao meu lado (mesmo que por só 30 segundos) quem eu precisava.

Se não quer se preocupar com ela (a responsabilidade emocional), “não te demores onde não pretendes ficar”.

*Por Karoline Fogaça

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*Fonte: osegredo

Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa

Quem quer não adia, aparece. Quem quer te ver agora, não vai deixar pra amanhã, mesmo que a distância seja incalculável ou já seja tarde pra isso. Quem quer, não deixa pra depois o que pode ser feito agora. Quem quer ficar, fica sem que a gente precise implorar. Quem quer cuidar, simplesmente cuida. Quem quer, provavelmente não vai suportar a saudade, não vai poupar sentimento e entrega pra te ter.

Quem quer, arruma um jeito. Quem sente vontade, faz saudade virar encontro, faz cinema virar motel, faz o cansaço virar amasso, faz dias frios mais quentes. Quem quer é capaz de viajar 100 quilômetros só pra te ver, e não interessa se o tempo fechou tão rápido, quem quer não vai pensar duas vezes em te ver hoje ou deixar pra próxima semana. Quem quer, não vive de conversas, não perde tempo, não arruma mil e uma desculpas pra justificar que não vai dar pra te ver hoje porque o dia foi cansativo demais.

Quem tem saudade do teu sorriso não se contenta só em ouvir a tua voz pelo celular, quem quer estar com você sentirá necessidade de te ver pra conversar sobre como foi o seu dia, sobre todas as coisas que te fez perder a cabeça e vai entender que é melhor te abraçar nos momentos mais difíceis do que te mandar um ”fica bem” por mensagem. Quem quer te fazer bem, vai bater na tua porta com chocolates que comprou no meio do caminho pra tua casa e cervejas – é que o dinheiro era pouco e o vinho era caro. Quem quer realmente te ver, não esperará por um feriado ou por dias melhores que não tenham provas, nem muito trabalho pra fazer.

Quem quer te ver, não vai se lamentar, vai vestir a roupa mais próxima e sair com sorriso mais sincero ao teu encontro. Quem quer, não vai reservar um tempinho pra você ou um horário fixo pra te ver, vai te reservar a vida e vai te ensinar que quando a gente ama, a gente não mede esforços, a gente não quer o outro pra preencher aquele espaço que sobra na cama ou aquele tempo vago nos finais de semana. Quando a gente quer, a gente aceita o outro pra somar na vida, pra abrigar e torna-se abrigo, pra unir dois mundos.

Quem quer ficar, vai fechar os olhos em teu peito e permitir, sem medo, acordar só noutro dia. Quem quer, vai fazer corpo mole pra não levantar da cama e não sair da tua vida, vai roubar tuas manhãs, vai jogar os braços por cima de você e quando você perguntar se a posição da tua cabeça tá doendo nele, ele vai te responder que não. Quem quer ficar na tua vida, não pensará duas vezes antes de entrar. Ficará pro café da manhã e se possível pro jantar, é que o gosto do teu beijo vicia e ele seria burro em não prová-los ao máximo.

Quem quer ficar, vai encostar a cabeça em teu ombro e vai te deixar descobrir todos os medos e segredos, erros e defeitos, vai apertar a tua mão pra tentar te dizer algo em silêncio, e vai se despedir de você sem te tirar nada, te permitindo a liberdade e te deixando com aquela sensação de querer viver tudo e mais um pouco ao lado dela. Quem quer você, tem vontade de te repetir, de tomar todos os gostos com teu sabor, de provar todas as aventuras com você sem te dizer que precisa pensar, sem te dizer: ”hoje não dá”, ”deixa pra amanhã”, ”não tô a fim”. Porque quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.

*Por Iandê Albuquerque

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*Fonte: obviousmag

A simplicidade é a maior ostentação da vida!

Poucas são as pessoas que podem dar-se o luxo de viverem – e serem felizes- na simplicidade. Não é pra qualquer um.
Não é mesmo pra qualquer um, viver sem dar tanta importância ao que estão falando de você. Sem precisar TER para SER. Sem precisar SER, o tempo todo, algo à mais do que verdadeiramente se é.

Não é para qualquer um assumir-se. Simplesmente assumir-se, e não ter a necessidade de impressionar ninguém.

Assumir as origens; As escolhas (incluindo as erradas); Assumir que é normal, certas vezes, não ter grandes planos e ambiciosos projetos. Assumir que não gosta de lagosta ou pratos franceses, que prefere uma pizza e uma boa omelete; Que não curte praias badaladíssimas e que não almeja ser CEO de lugar nenhum e nem comprar um carro importado nos próximos meses.

Ser feliz com o que se tem é um risco tremendo. A maioria de nós (me incluo nessa) está sempre de olho no que ainda falta. Uma espécie de falsa “motivação” para os dias monótonos. A gente não se permite estar em paz e satisfeito com o que temos, pois achamos que desse jeito estagnaremos por completo.

Cuidado! Se você disse que não quer fazer MBA no exterior e que não precisa de um apartamento de alto valor, será chamado de falso e hipócrita pelos “yupies” modernos. Essa geração que não se importa em vivenciar nada, de fato, que só se importa em ganhar, contra o próprio ego, a disputa de “ quem tem mais”. Onde o objetivo nunca foi ser realmente feliz, e sim, causar “Inveja” nos demais, para quem sabe dessa forma compensar suas frustrações pessoais.
A simplicidade é a maior ostentação dessa vida.

Não é todo mundo que conquista isso.

Quem descobrir o quão divino e delicioso pode ser um café da manhã em casa num domingo qualquer, com pão fresquinho, bolo caseiro e uma xícara de café, descobrirá a porta para a verdadeira felicidade.

E eu não estou falando de riqueza ou pobreza. Estou falando do luxo da singeleza. Do inestimável preço de alegrar-se com chuva na janela de manhã cedo.

Com um bichinho fazendo graça na rua… Com a alegria de escutar, várias vezes, a sua música predileta enquanto caminha pro trabalho.

Estou falando da magnificência que é, fazer o teu amor sorrir num dia conturbado. Em tomar um cappuccino bem quente num dia frio e nublado. Do entusiasmo ímpar de matar a vontade de um beijo apaixonado.

Troco todo o meu ouro por uma paixão fugaz! Porque da escassez do ouro a gente se refaz, de um amor perdido… Jamais.

Feliz não é quem acorda necessariamente num palácio em lençóis de seda, pra mim, feliz é quem acorda a hora que quer e com quem se ama do lado.

Do que adianta ser escravo de um trabalho que te paga muito, mas que te cobra muito mais? Que te cobra TEMPO, o bem mais precioso aqui na Terra. Que te dá status e te faz perder a apresentação da tua filha no colégio. Que te dá “sucesso”, mas te tira o sono. Que te dá muito dinheiro e muita dor de cabeça; Que te dá conforto, mas que te leva a LIBERDADE?

Pompa mesmo é quem pode tomar uma água de coco, sem pressa, de chinelo, às 3 da tarde…

Nos vendemos por tão pouco. Somos tão baratos que só pensamos em dinheiro. Dispensamos aquilo que de tão valioso, não está à venda. Amor genuíno; Amizade de infância; Colo materno. Historinhas para as crianças, antes de dormir…

Ensinar o seu filho a fazer panquecas. A gente sobrevive a um colégio mediano e a roupas velhas, mas raramente nos refazemos de pais ausentes e caros presentes, sem ternura alguma. A gente vive bem sem ir a Paris 1 vez por ano, mas não se vive bem sem arroz, feijão e o pão nosso de cada dia. Aprendamos a agradecer por isso.

Conheço mansões sem capricho algum e sem parecer conter uma alma dentro, e já tive a sorte de estar em casas simplórias com muito esmero e que me acolheram, muito melhor que hotéis 5 estrelas.

Como é bom colher flores e colocar num vasinho, como é bom chegar cansado em casa e encontrar um bilhetinho. Como é fantástico chegar tarde e ver que alguém deixou o teu jantar pronto, separado e quentinho.

Cobrir quem amamos numa madrugada fria; Fazer planos com o teu melhor amigo da faculdade, para uma viagem que nem sabemos se ao menos faremos, um dia.

Como é bom acordar com o canto dos passarinhos! Regar o jardim! Sorrir pra um bebê e vê-lo sorrir de volta. Como é bom saber que temos em casa alguém que nos ama, nos esperando para abrir a porta…

O esplendor da vida se dá na sutileza cotidiana de pequenos oásis tímidos, abscônditos em um mar de infinitas grandezas.

Ache os seus.

*Por Bruna Stamato

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*Fonte: resilienciamag

3 truques para se manter calmo mesmo sob pressão

Vai fazer alguma prova? Uma entrevista de trabalho? Falar em público? Diante de tanta pressão você costuma ficar uma pilha de nervos?

Justamente quando precisa manter a calma, o seu coração acelera, as mãos suam, a voz fica estranha e trêmula e dá o famoso “branco” em sua cabeça.

Com um pouco de ajuda da neurociência, existem três técnicas fáceis e confiáveis que podem ajudar a se manter sereno e enfrentar essas dificuldades.

Claro, existem outras coisas que também podem ajudar a lidar com essas situações. Mas essas três dicas são importantes para trazer a calma rapidamente.

1. Respirar

O primeiro exercício é relacionado à respiração.

Inspire profundamente pelo nariz durante cinco segundos, suspenda a respiração por um segundo e solte todo o ar pelo nariz, lentamente, contando até cinco.

Repita esse exercício várias vezes e se sentirá mais tranquilo.

Durante séculos, praticantes de ioga e budistas usaram técnicas de respiração controlada como essa para dominar seu sistema nervoso. Agora, a ciência começa a entender como funciona.

Pesquisas identificaram uma rede específica de neurônios no tronco cerebral, denominada complexo pré-Bötzinger, que regula a respiração e se comunica com outras partes do cérebro.

Sob estresse, nosso corpo tem tendência a respirar muito rápido, enquanto se prepara para o perigo. Isso é útil se o que você precisa é fugir de uma situação de risco, mas não é o que deve acontecer quando você está, por exemplo, prestes a falar em público.

A boa notícia é que, respirando profunda e lentamente, você pode mudar a mensagem que seu cérebro recebe de “perigo” para “está tudo bem”.

Então, na próxima vez em que o pânico o invadir, use uma respiração profunda pelo nariz para forçar o corpo a se acalmar.

E a melhor parte é que ninguém notará, nem mesmo seu público.

Agora você está pronto para o próximo passo.

2. Cantarolar

Sim. Cantarolando, cantarolando… com uma única nota da sua música favorita… tudo dará certo.

Por quê?

Os estudos sobre como regulamos a frequência cardíaca mostraram que o zumbido pode estimular uma das partes mais importantes do corpo, uma sobre a qual quase nunca falamos: o nervo vago.

O nervo vago (em latim, nervus vagu) é assim chamado porque emerge do cérebro e serpenteia pelo corpo como uma via expressa de comunicação, conectando o cérebro a órgãos como coração, pulmões e estômago, caixa de voz e ouvidos.

Um estudo de 2013 com cantores mostrou que a música — cantarolar ou repetir notas musicais — ajuda a manter o ritmo do coração.

Então, na próxima vez em que sentir que seu coração está acelerado, cante uma música ou simplesmente cantarole um nota musical e deixe que seus nervos vagos restaurem a calma.

O conselho final é…

3. Se concentre

Quando você está ocupado, é tentador fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Mas se quiser continuar calmo e realmente cumprir sua tarefa, não se distraia.

Estudos mostram que o cérebro só pode fazer uma coisa de cada vez.

Quando fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, o cérebro tem de fazer mudanças muito rápidas, ele se sobrecarrega e enche o seu corpo com hormônios do estresse.

Ao trabalhar de forma que seu cérebro esteja fazendo uma coisa de cada vez, você pode rapidamente passar de uma sensação de pressão para a calma.

Portanto, divida sua tarefa em pequenas partes ou etapas, marque o que você deve fazer a seguir e esqueça as outras tarefas até que chegue a hora.

Isso se chama “processo de pensamento” e é usado por treinadores esportivos para ajudar os atletas a se concentrarem.

Fazer uma coisa de cada vez com toda a atenção mantém a mente “aqui e agora” e é um costume que vale a pena desenvolver.

Agora, sim. A próxima vez que sentir que uma situação está desgastante, pare, respire, cantarole e se concentre.

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*Fonte: bbc-brasil

Somos cada vez menos felizes e produtivos porque estamos viciados na tecnologia

“Há um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso. Alguém fez algo, publicou algo, enviou uma foto de algo, rotulou algo. Você tem cinco mensagens, vinte curtidas, doze comentários, oito retweets. (…) As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música.”

O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro El enemigo conoce el sistema (O inimigo conhece o sistema, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular.

Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.

“O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca”, diz a jornalista.

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, até hoje, ela não parou de enxergar a tecnologia com um olhar crítico e reflexivo. Seu livro narra desde o início libertário da revolução digital até seu caminho para uma “ditadura em potencial”, que para ela avança aos trancos e barrancos, sem que percebamos muito.

Marta Peirano foi uma das participantes do evento Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores que aconteceu na cidade colombiana entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A seguir, leia a entrevista concedida à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

BBC News Mundo – Você diz que a ‘economia da atenção’ nos rouba horas de sono, descanso e vida social. Por quê?

Marta Peirano – A economia da atenção, ou o capitalismo de vigilância, ganha dinheiro chamando nossa atenção. É um modelo de negócios que depende que instalemos seus aplicativos, para que eles tenham um posto de vigilância de nossas vidas. Pode ser uma TV inteligente, um celular no bolso, uma caixinha de som de última geração, uma assinatura da Netflix ou da Apple.

E eles querem que você os use pelo maior tempo possível, porque é assim que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.

BBC News Mundo – Quais dados são gerados enquanto alguém assiste a uma série, por exemplo?

Peirano – A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana, como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes de assistir antes de adormecer. Isso os ajuda a refinar sua interface.

Se chegarmos ao capítulo quatro e formos para a cama, eles sabem que esse é um ponto de desconexão. Então eles chamarão 50 gênios para resolver isso e, na próxima série, ficaremos até o capítulo sete.

BBC News Mundo – Os maiores cérebros do mundo trabalham para sugar nossa vida?

Peirano – Todos os aplicativos existentes são baseados no design mais viciante de que se tem notícia, uma espécie de caça-níquel que faz o sistema produzir o maior número possível de pequenos eventos inesperados no menor tempo possível. Na indústria de jogos, isso é chamado de frequência de eventos. Quanto maior a frequência, mais rápido você fica viciado, pois é uma sequência de dopamina.

Toda vez que há um evento, você recebe uma injeção de dopamina — quanto mais eventos encaixados em uma hora, mais você fica viciado.

BBC News Mundo – Todo tuíte que leio, todo post no Facebook que chama minha atenção, toda pessoa no Tinder de quem gosto é um ‘evento’?

Peirano – São eventos. E na psicologia do condicionamento, há o condicionamento de intervalo variável, no qual você não sabe o que vai acontecer. Você abre o Twitter e não sabe se vai retuitar algo ou se vai se tornar a rainha da sua galera pelos próximos 20 minutos.

Não sabendo se receberá uma recompensa, uma punição ou nada, você fica viciado mais rapidamente.

A lógica deste mecanismo faz com que você continue tentando, para entender o padrão. E quanto menos padrão houver, mais seu cérebro ficará preso e continuará, como os ratinhos na caixa de [B.F.] Skinner, que inventou o condicionamento de intervalo variável. O rato ativa a alavanca obsessivamente, a comida saindo ou não.

BBC News Mundo – Os adultos podem entender isso, mas o que acontece com as crianças que apresentam sintomas de abstinência quando não estão conectadas ao Instagram, YouTube, Snapchat, Tik Tok por exemplo?

Peirano – As redes sociais são como máquinas caça-níqueis, quantificadas na forma de curtidas, corações, quantas pessoas viram seu post. E isso gera um vício especial, porque trata-se do que a sua comunidade diz — se o aceita, se o valoriza. Quando essa aceitação, que é completamente ilusória, entra em sua vida, você fica viciado, porque somos condicionados a querer ser parte do grupo.

Eles [as empresas] conseguiram quantificar essa avaliação e transformá-la em uma injeção de dopamina. As crianças ficam viciadas? Mais rápido do que qualquer um. E não é que elas não tenham força de vontade, é que elas nem entendem por que isso pode ser ruim.

Não deixamos nossos filhos beberem Coca-Cola e comer balas porque sabemos que o açúcar é prejudicial; mas damos a eles telas para serem entretidos, porque dessa forma não precisamos interagir com eles.

BBC News Mundo – E o que podemos fazer?

Peirano – Interagir com elas. Uma criança que não tem uma tela fica entediada. E uma criança entediada pode ser irritante, se você não estiver disposto a interagir com ela, porque talvez você prefira estar fazendo outras coisas.

BBC News Mundo – Olhando para sua própria tela, por exemplo?

Peirano – Vemos famílias inteiras ligadas ao celular e o que está acontecendo é que cada um está administrando seu próprio vício. Todo mundo sabe que os jogos de azar são ruins, que a heroína é ruim, mas o Twitter, o Facebook, não — porque eles também se tornaram ferramentas de produtividade.

Então, eu, que sou jornalista, quando entro no Twitter é porque preciso me informar; a cabeleireira no Instagram estará assistindo a um tutorial; há uma desculpa para todos.

O vício é o mesmo, mas cada um o administra de maneira diferente. E dizemos a nós mesmos que não é um vício, mas que estamos ficando atualizados e mais produtivos.

BBC News Mundo – Poderíamos nos caracterizar como viciados em tecnologia?

Peirano – Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado.

Há um homem ensinando em Stanford (universidade) àqueles que criam startups para gerar esse tipo de dependência.

Existem consultores no mundo que vão às empresas para explicar como provocá-la. A economia da atenção usa o vício para otimizar o tempo que gastamos na frente das telas.

BBC News Mundo – Como você fala no livro, isso também acontece com a comida, certo? Somos manipulados por cheiros, ingredientes, e nos culpamos por falta de vontade e autocontrole (na dieta, por exemplo).

Peirano – É quase um ciclo de abuso, porque a empresa contrata 150 gênios para criar um produto que gera dependência instantânea.

Seu cérebro é manipulado para que a combinação exata de gordura, açúcar e sal gere uma sensação boa, mas como isso [a combinação] não nutre o corpo, a fome nunca passa, e você experimenta um tipo de curto-circuito: seu cérebro está pedindo mais, porque é gostoso, mas o resto do seu corpo diz que está com fome.

Como no anúncio da Pringles, “Once you pop, you can’t stop” [depois que você abre, não consegue parar, em tradução livre]. O que é absolutamente verdade, porque abro um pote e até que eu o coma inteiro, não consigo pensar em outra coisa.

Então, dizem: ‘bem, isso é porque você é um glutão’. O pecado da gula! Como você não sabe se controlar, vou vender um produto que você pode comer e comer e não fará você engordar, os iogurtes light, a Coca-Cola sem açúcar.

E a culpa faz parte desse processo. No momento, no Vale do Silício, muitas pessoas estão fazendo aplicativos para que você gaste menos tempo nos aplicativos. Esse é o iogurte.

BBC News Mundo – Essa conscientização, de entender como funciona, ajuda? É o primeiro passo?

Peirano – Acho que sim. Também percebo que o vício não tem nada a ver com o conteúdo dos aplicativos.

Você não é viciado em notícias, é viciado em Twitter; não é viciado em decoração de interiores, é viciado em Pinterest; não é viciado em seus amigos ou nos seus filhos maravilhosos cujas fotos são postadas, você é viciado em Instagram.

O vício é gerado pelo aplicativo e, quando você o entende, começa a vê-lo de maneira diferente. Não é falta de vontade: eles são projetados para oferecer cargas de dopamina, que dão satisfação imediata e afastam de qualquer outra coisa que não dá isso na mesma medida, como brincar com seu filho, passar tempo com seu parceiro, ir para a natureza ou terminar um trabalho — tudo isso exige uma dedicação, já que há satisfação, só que não imediata.

BBC News Mundo – De tudo o que você cita, manipulações, vigilância, vícios, o que mais a assusta?

Peirano – O que mais me preocupa é a facilidade com que as pessoas estão convencidas a renunciar aos seus direitos mais fundamentais e a dizer: quem se importa com meus dados? Quem se importa com onde eu estive?

Há 40 anos, pessoas morriam pelo direito de se encontrar com outras pessoas sem que o governo soubesse suas identidades; pelo direito de ter conversas privadas ou pelo direito de sua empresa não saber se há uma pessoa com câncer em sua família.

Custou-nos muito sangue para obtê-los (os direitos) e agora estamos abandonando-os com um desprendimento que não é natural — é implantado e alimentado por um ecossistema que se beneficia dessa leveza.

BBC News Mundo – Quando você envia um email, sabe que outros podem lê-lo, mas de fato pensamos: quem se importará com o que eu escrevo?

Peirano – Ninguém realmente se importa, até o momento que se importe, porque todo esse material é armazenado e, se estiver disponível para o governo, ele terá ferramentas para contar qualquer história sobre você. E você não poderá refutá-lo.

Se o governo quiser colocá-lo na cadeia porque você produz um material crítico, ele pode encontrar uma maneira de vinculá-lo a um terrorista. Bem, talvez seus filhos tenham estudado juntos por um tempo e possa ser mostrado que as placas dos seus carros coincidiram várias vezes na mesma estrada por três anos. Nesse sentido, seus dados são perigosos.

BBC News Mundo – Você diz no livro que “2,5 quintilhões de dados são gerados todos os dias”, incluindo milhões de e-mails, tuítes, horas de Netflix e pesquisas no Google. O que acontece com tudo isso?

Peirano – Estamos obcecados com nossos dados pessoais, fotos, mensagens… Mas o valor de verdade é estatístico, porque suas mensagens, com as de outras bilhões de pessoas, informam a uma empresa ou a um governo quem somos coletivamente.

Eles os usam primeiro para os anunciantes. E depois para criar previsões, porque este é um mercado de futuros.

Eles sabem que quando, em um país com certas características, o preço da eletricidade sobe entre 12% e 15%, acontece X; mas, se sobe entre 17% e 30%, outra coisa Y acontece. As previsões são usadas para manipular e ajustar suas atividades — para saber, por exemplo, até onde você pode prejudicar a população com o preço das coisas antes ela se revolte contra você ou comece a se suicidar em massa.

BBC News Mundo – Como o que aconteceu no Chile, com manifestações motivadas inicialmente pelo aumento no preço da passagem do metrô..?

Peirano – Talvez o governo chileno não esteja processando dessa maneira, mas o Facebook está, o Google está — porque todas as pessoas na rua têm o celular no bolso. E elas o carregaram durante os últimos anos de sua vida.

O Facebook sabe em que bairros aconteceu o que e por quê; como as pessoas se reúnem e como se dispersam; quantos policiais precisam chegar para que a manifestação se dissolva sem mortes.

BBC News Mundo – Mas quem está disposto a ficar sem o celular, a internet? Qual é o caminho para o cidadão normal?

Peirano – O problema não é o celular, não é a internet. Todas as tecnologias das quais dependemos são ferramentas da vida contemporânea, voluntariamente as colocamos em nossos celulares. Mas elas não precisam da vigilância para funcionar, nem precisam monitorar você para prestar um serviço. Eles não precisam disso, o que acontece é que a economia de dados é muito gulosa.

BBC News Mundo – Os negócios são tão lucrativos que vão continuar a fazê-lo da mesma maneira ainda que tentemos impor limites?

Peirano – É muito difícil para um governo enfrentar tecnologias que facilitam esse controle populacional, que é interessante. Mas a ideia é exigir que isso aconteça.

Se, agora, você desativar todos os sistemas de geolocalização do seu celular, eles continuarão a geolocalizá-lo.

Assim como no Facebook ou no Twitter, em que você pode bloquear o que posta para algumas pessoas ou para todos — somente você… e o Facebook veem. O que acontece nos centros de dados deles, acontece para você e para eles. Você não pode bloquear o Facebook, porque você está no Facebook.

BBC News Mundo – Você está sugerindo que precisamos nos rebelar e exigir privacidade?

Peirano – Mas não contra empresas. É natural que elas se beneficiem de uma fonte de financiamento tão barata e gloriosamente eficaz.

O que não é natural é que um governo destinado a proteger os direitos de seus cidadãos o permita. E a questão é que cada vez mais governos chegam ao poder graças a essas ferramentas.

Então, o que deve ser feito? Precisamos começar a transformar essa questão fundamental em um debate política nos níveis local e mais amplo, ou seja, em ação coletiva, ação política.

BBC News Mundo – Esse debate está acontecendo em algum lugar do mundo?

Peirano – Nas primárias democratas da campanha presidencial dos EUA deste ano, essa é uma das questões cruciais. Está em debate se essas empresas devem ser gerenciadas de outra maneira ou serem fragmentadas, porque além de tudo também são um monopólio.

No entanto, na Europa e na América Latina, nos cansamos de falar sobre notícias falsas, seus efeitos, campanhas tóxicas… Na Espanha, houve três eleições gerais em três anos e nenhum político fala sobre isso.

BBC News Mundo – O sistema é nosso inimigo, então?

Peirano – Somos integrados a e dependemos de sistemas que não sabemos como funcionam ou o que querem de nós. Facebook, Google e outros dizem que querem que nossa vida seja mais fácil, que entremos em contato com nossos entes queridos, que sejamos mais eficientes e trabalhemos melhor, mas o objetivo deles não é esse, eles não foram projetados para isso, mas para sugar nossos dados, nos manipular e vender coisas.

Eles nos exploram e, além disso, somos cada vez menos felizes e menos produtivos, porque somos viciados [na tecnologia].

*Por Diana Massis

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*Fonte: bbc-brasil

11 diferenças entre pessoas positivas e pessoas negativas

Existem pessoas que encaram a vida com um sorriso e outras para as quais o mundo é um local cheio de desafios que nunca conseguirão ultrapassar. Que tipo de pessoa é você?

Acredito que tudo é energia. Ao permitir que a energia negativa nos envolva, abriremos espaço para a melancolia, ciúme, preguiça e tantas outras coisas.

Existem pessoas que encaram a vida com um sorriso e outras para as quais o mundo é um local cheio de desafios que nunca conseguirão ultrapassar. Que tipo de pessoa é você? É do tipo que tenta ver o bem em tudo e encara a vida de forma positiva, e luta por aquilo que quer ou é aquela que se queixa constantemente da vida que leva, só pensa de modo negativo e culpa o destino por tudo o que lhe acontece?

Sei que o conselho “afaste-se de pessoas negativas, elas sempre têm um problema para cada solução” parece repetitivo mas, quem sabe, de tanto ler ou ouvir, você decida colocá-lo em prática? Decida-se de que lado da balança você quer estar.

Confira abaixo as 11 diferenças:

1. Mudanças na vida
Uma pessoa negativa teme as mudanças e,muitas vezes, entra em estado de ansiedade por causa delas. Gosta das coisas tais como elas são e, sem grandes alaridos, não procura, portanto, mudança, embora se queixe com frequência de que as coisas vão mal.

Uma pessoa positiva olha para as mudanças como uma forma de avançar, aprender algo e andar para a frente, por isso abre portas à mudança e assume novos desafios, sem ter medo do que daí poderá ocorrer.

2. A atitude perante os outros
As pessoas negativas, sempre que se fecham no próprio mundo, tendem a se achar o centro do Universo e sofrem bastante da chamada mania de perseguição. Por serem dessa forma, vão achar sempre que falam mal delas e que tudo o que fazem será observado e criticado.

As pessoas positivas falam e se relacionam com as outras pessoas, e estão sempre dispostas a ajudar quem mais precisa. Ao se relacionar, percebem facilmente que não são o centro do Universo e que devem ser iguais, embora todos tenham as suas diferenças. Percebem também que cada um tem a sua vida, portanto, não passam o tempo metidos na sua.

3. Lidar com os erros
Sendo negativa, a pessoa acabará por colocar a culpa dos seus erros constantemente nas outras pessoas e não assumirá a sua parcela de responsabilidade nos processos. Como se julga o centro do Universo, facilmente depreende que os outros é que estão errados e que são responsáveis por todos os seus problemas.

Sendo positiva, uma pessoa conseguirá parar para pensar nos seus erros, perceber quem os causou e como os solucionará. Saberá que, se errou ou fracassou em algo, provavelmente, foi por sua culpa apenas e que terá de melhorar no futuro para atingir tudo o que deseja.

4. Pedir perdão e assumir culpas
Pedir perdão é algo muito raro para uma pessoa negativa porque, na maior parte dos casos, ela nem sabe sequer que teve culpa. Como está tão preocupada em colocar a culpa em tudo o que não seja ela própria, é muito complicado que consiga responsabilizar-se por algo e pedir perdão a alguém.

Uma pessoa positiva, como é capaz de assumir suas culpas, é também capaz de pedir perdão a quem quer que seja, reconhecer que errou e fazer as pazes com essa pessoa, sem guardar rancores.

5. Egoísmo (esse item é atualíssimo)
Pisar nas outras pessoas para conseguir o que deseja é algo que os negativos fazem com frequência. Como não se preocupam com mais nada, além de si próprias, é muito fácil passar por cima dos outros para ficar bem na vida.

As pessoas positivas sabem que todos temos sentimentos e que as palavras, muitas vezes, magoam mais do que as ações. Para além disso, demonstram os seus sentimentos e não se fecham no próprio mundo impenetrável.

6. Sucesso alheio
O sucesso dos outros é uma ameaça para as pessoas negativas, aliás, elas secretamente desejam que as demais fracassem, estão sempre à espera de que as outras pessoas não consigam aquilo que desejam para ficar sempre por cima delas.

As positivas ajudam as demais a atingirem os objetivos e ficam contentes com a vitória delas, festejam o sucesso juntas e lutam para que outras possam chegar ao mesmo patamar.

7. Críticas dos outros
Com toda a negatividade e pensamento de que estão certas, as pessoas negativas não aceitam crítica de ninguém, até porque não sabem ver quando a crítica é construtiva, principalmente em redes sociais. Pensam sempre que os outros apenas os querem para baixo, por isso se fecham no seu mundo.

As positivas aceitam as críticas e as usam (desde que certas) para melhorar aspectos da sua vida. Percebem que os outros dizem as coisas que dizem para tentar ajudar e nem sempre para reduzi-las.

8. Conhecimento
Pensam que sabem tudo e não aceitam que ninguém as supere ou tenha opinião diferente. Muitas vezes, essas pessoas são totalmente o contrário das sabichonas que pensam ser.

As positivas, por sua vez, gostam de falar com as outras pessoas e aprender com elas, têm a mente aberta para novas aventuras e estão constantemente à procura de conhecimento, mesmo nas áreas que acreditam dominar.

9. Trabalho alheio
Vão achar sempre que conseguem fazer o trabalho melhor do que os outros e nunca vão dar o devido mérito às pessoas que trabalham e que se esforçam para deixar tudo perfeito.

Pessoas positivas olham para os outros como seus iguais, com capacidade de fazer as coisas, e são capazes de elogiar as demais e reconhecer quando fazem bem um trabalho.

10. Lidar com o destino
Uma pessoa negativa acredita piamente no destino e que tudo o que lhe acontece é culpa de alguma divindade. Não sabem como podem mudar o seu destino e aceitam tudo como uma espécie de maldição.

A positiva não acredita no destino, mas que são as suas escolhas que farão o dia de amanhã. Vive um dia de cada vez, mas consciente de que o que faz no presente vai afetar o seu futuro.

11. Ajudar os demais
Uma pessoa negativa não consegue ajudar a si, por isso dificilmente conseguirá ajudar alguém positivamente. A positiva, entretanto, vai tentar de todas as formas animar a outra pessoa, mesmo que ela própria não esteja no seu dia mais animado.

Então, de que lado você quer estar: quer ser uma pessoa negativa, que culpa a vida e os outros por tudo, ou positiva, que encara a vida como deve ser encarada e não desiste a cada novo desafio?

Lembre-se: seja o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer.

*Por Gu Ferrari

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*Fonte: osegredo

Caminhadas nos tornam mais felizes e inteligentes, diz neurocientista

Quando está caminhando, o neurocientista irlandês Shane O’Mara não permite que nenhum obstáculo atrapalhe seu ritmo ou interrompa seus passos, ao ponto de muitas vezes atravessar ruas movimentadas entre os carros sem esperar pelo sinal verde para pedestres. “Um dos grandes horrores da vida é ter de esperar por permissão para atravessar a rua quando se está caminhando”, ele diz, para explicar que “a experiência da sincronicidade quando caminhando com alguém é um dos nossos maiores prazeres”. O’Mara não é somente um inconformado: conforme revela matéria do The Guardian, para ele todos nós deveríamos abandonar as academias de ginástica, comprar um bom tênis e sair para andar como o melhor exercício possível – não só pra nossa saúde corporal, mas principalmente para nossa saúde mental.

A sugestão do neurocientista não é uma mera opinião, mas sim uma conclusão baseada em dados, pesquisa e informações: caminhar nos faz mais saudável, mais feliz e mais inteligentes. “É um superpoder”, resume O’Mara. Seu livro “In Praise of Walking” (“Em louvor à caminhada”, em tradução livre) explica que nosso cérebro evoluiu para funcionar em movimento, e que toda nossa fisiologia funciona melhor de tal forma: “Nosso sistema sensorial funciona em sua máxima potência quando estamos nos movendo pelo mundo”. O cientista acredita que caminhadas acompanhadas podem ser uma ótima terapia inclusive para quem sofreu danos cerebrais.

Para quem afirma que caminhar não é um exercício de verdade, O’Mara é taxativo: “Trata-se de um erro terrível”, ele diz. “O que precisamos de fato é ser muito mais ativos de modo geral durante o dia do que somos normalmente”, indo além de uma mera hora de atividades intensas numa academia. “O que descobrimos por pesquisas é que quem fica na academia intensamente torna-se muito menos ativo depois. “Enquanto se caminha, seu cérebro está trabalhando para você não cair, não morrer, e você continua a respirar, seu coração está bombeando, você está colocando um pé depois do outro, conversando, trocando informações”, ele diz, lembrando ainda sobre olhar a cidade, admirar paisagens, descobrir novidades.

“Tudo isso acontece ao mesmo tempo. Robôs não conseguem fazer isso. Fazer um robô atravessar uma rua é muito difíicil. A evolução está resolvendo esse tipo de problema bilhões de vezes por hora pelos últimos 400 milhões de anos”. Em homenagem à nossa evolução, então, o melhor a fazer é mesmo meter o pé na estrada – e partir para uma caminhada.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento

A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:

De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior.

Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger e unning pela Cornell University, o efeito Dunning-Kruger tem um distúrbio cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações.

Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na realidade estão muito atrás daquelas que as cercam.
Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu redor.

Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.

Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.

As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente. Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos falta, podemos realmente evoluir.

A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.

Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.

*Por Emozione Feed

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*Fonte: pensarcontemporaneo

7 dicas infalíveis para ter a felicidade perfeita

Todo mundo almeja a felicidade não é mesmo? Mas ultimamente está cada vez mais difícil alcançar esse objetivo. Em um mundo caótico como o nosso, a política desmoronando, pessoas distribuindo ódio gratuito, a mídia te falando o tempo todo como você deveria estar infeliz, como você deve ser, e se sentir. Não é fácil. Fora as ocasiões onde começam a ditar regras que não cabem a todos e que não fazem o menor sentido. Embora isso tudo esteja nos consumindo e tirando o nosso foco de tudo o que realmente é importante, ainda tem como fugir dessa onda de negatividade. Afinal, a vida é incrível assim, mesmo com todos os desafios e dificuldades, e mesmo que a gente se esqueça disso às vezes.

A vida está aí para ser vivida, e não fazer isso, da melhor forma, é um desperdício imperdoável. A felicidade é para quem está disposto a correr atrás dela. Então, não perca mais tempo, algumas coisas simples e pequenas podem te mostrar o quanto vale a pena ser feliz. Confira a seguir, 7 dicas infalíveis para ter a felicidade perfeita.

1 – Rir

Isso mesmo, o simples hábito de sorrir já torna a vida melhor. O riso é contagiante e faz um bem danado. Esse vídeo, que mostra pessoas sorrindo no metrô, mostra o poder do riso e como ele tem efeito sobre as pessoas. Inclusive, a ciência comprova isso e reforça o poder positivo do riso, em nossas vidas. Incluir o riso na sua vida é um dos melhores remédios, é bom pra saúde, é bom para o coração, é bom para você e para quem está a sua volta. Procure pessoas e situações engraçadas regularmente, assim, nunca faltará riso para te alegrar.

2 – Viva o presente

Certa vez, um homem sábio, chamado Lao Tzu, disse o seguinte:

“Se você está deprimido, está vivendo no passado.
Se você está ansioso, está vivendo no futuro.
Se você está em paz, está vivendo no presente”.

E ele não poderia estar mais certo do que disse. O que está feito está feito, você não pode voltar no tempo e desfazer o que aconteceu no passado. Então, por que sofrer por algo que não está mais nas suas mãos? Quanto ao futuro, até chegar lá, não há o que fazer, então, não perca o seu tempo, se preocupando com coisas que ainda não estão no momento. Não importa o quão ruim possa parecer o seu presente, é aqui, que você está, e aqui que você tem que viver. Aproveite ao máximo, porque o passado não volta, o futuro talvez nem chegue e o que temos é só o agora. Viva intensamente, e faça o seu melhor.

3 – Seja um perdedor

Calma, não estamos dizendo para você fracassar. Não tem nada a ver com isso. Ser um perdedor em determinadas ocasiões é mais do que sair como vencedor. A dica aqui é: permita que os outros estejam certos. Isso não quer dizer que você precise acreditar ou concordar com algo que não é certo para você, apenas não perca o seu tempo, tentando mudar a opinião alheia, quando você sabe que não vai mudar em nada. Até porque, muitas vezes, tentar converter o outro para as suas ideias, só vai te sugar energia e não trará nenhuma melhora na sua vida. Ou seja, guarde as suas energias para algo realmente importante para você, algo gratificante e que te faça feliz. E se poupe de estresse desnecessário.

4 – Mova-se

Você não precisa, necessariamente, entrar na academia e fazer do exercício físico, uma luta diária. Comece fazendo algo simples, como caminhada ao ar livre, natação ou exercícios em sua sala de estar mesmo. O importante é movimentar-se, afinal, qualquer movimento é melhor do que nada. Qualquer tipo de atividade física é bem-vinda, e pode ter inúmeros benefícios e melhorar infinitamente a sua qualidade de vida. O exercício libera endorfina, o hormônio da felicidade, e é muito mais eficaz do que antidepressivos. Então, sempre que possível, mova-se e seja mais feliz.

5 – Aceite as suas falhas

Todos nós falhamos várias vezes na vida, e está tudo bem, isso é completamente normal. Mas, acontece que a maioria de nós tem a tendência a se martirizar devido aos erros. Por isso, para ser uma pessoa feliz, é preciso aceitar nossas falhas e abraçar o fracasso. Ninguém é perfeito e nunca será, e quanto mais você estiver disposto a aceitar isso, mais feliz e orgulhoso você será.

6 – Seja gentil

Não seja desrespeitoso com os outros, quem quer que sejam. Trate as pessoas, como você gostaria de ser tratado, mesmo que elas nem sempre façam o mesmo por você. Seja o mais gentil possível. Você está fazendo o bem aos outros, está fazendo também à sociedade e, o principal, você está fazendo um bem a si mesmo. E assim, a maioria das pessoas responderá a você da mesma forma, até porque é muito mais difícil ser rude ou desagradável, quando alguém está sendo extremamente gentil. Mas não faça isso, pensando em uma recompensa vinda do outro, faça por si mesmo, pois a recompensa é a felicidade.

7 – Tenha amigos

Ter amizades verdadeiras e sólidas é um dos maiores presentes da vida. Ter amigos faz com que os momentos felizes, fiquem mais felizes, e os momentos tristes pareçam mais suportáveis. Ninguém consegue viver sozinho, então, precisamos dos outros, sejam amigos e familiares que são essenciais na nossa vida. Então, seja um bom amigo e tenha bons amigos, assim, a caminhada da vida será mais leve e mais feliz.

Enfim, o que você achou dessas dicas? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

*Por Crystiele Oliveira

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Pare de ver apenas o lado ruim das coisas: A sua vida é o reflexo de como você a vê!

A sua vida, como anda? Está tudo bem? Ou é cada desastre que se você for contar, ficaria a vida inteira, e ainda assim, faltaria tempo para tanta história triste?

Você possui livre-arbítrio para escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida, suas vibrações atentem ao seu pedido, mas se a sua tendência é olhar sempre para o lado negativo das coisas, a sua vida se tornará um espelho dos seus pensamentos!

SE ABRA PARA O AMOR VERDADEIRO! PARA A GRATIDÃO! VIVA E SEJA FELIZ NO PRESENTE! FOQUE O SEU OLHAR NAS COISAS SIMPLES DA VIDA, E NAS BENÇÃOS QUE VOCÊ JÁ TEM!

Já chegou a hora de parar de cobrar amor dos outros e começar a oferecer o amor que nada exige, apenas sente!

Existem pessoas que só reclamam, apontam os defeitos de todos, insinuam culpados, e nunca conseguem ver a farpa no seu próprio olho, pois não enxergam um palmo à frente do seu próprio umbigo!

Essas pessoas só sabem exigir! E acreditam quem podem comprar o amor das pessoas!

Elas geralmente são muito preocupadas, possuem muitos medos infundados, quase infantis, e a postura que assumem diante dos outros passa a ser um tanto quanto invasiva! Principalmente diante daqueles que elas dizem amar!

Essas pessoas costumam ver apenas o lado negativo de tudo, e se ofendem, se vitimizam, e se doem quando suas vontades não são atendidas!

Deus nos coloca diante dos mais difíceis desafios e sempre com o intuito de nos ensinar a guiar as nossas sombras para a luz, para o bem, para o que nos fará melhor!

Mas nossas inquietações egoístas podem, muitas vezes, tender para o mal! E por isso precisamos vigiar, e orar, cada um a sua maneira, mas fazendo uma forte conexão com o nosso eu verdadeiro! A nossa matriz!

 

Tentem fazer isso diariamente!

Entrem em contato com vocês e com as suas sombras!

Conversem com elas afim de iluminá-las, e façam como Jesus no deserto, mas por favor, não tentem fingir aos outros que elas não existem, que vocês são uns pobres coitados, que tudo dá errado apenas para vocês, que as pessoas são injustas e que vocês são os únicos ou as únicas que fazem o bem nesse mundo!

Não se queixem dizendo aos quatro cantos que não mereciam esses sofrimentos! Parem de ver apenas o lado negativo das coisas que acontecem!

Parem imediatamente!

Comecem a ver o lado bom que existe em tudo!

Porque se pararem para analisar atentamente, em TUDO existe um lado bom, um significado nas entrelinhas, um aprendizado transformador, uma liberdade conquistada após uma tempestade que destruiu tudo, uma força que nem se acreditava ter, depois de um luto desestruturante!

Até naquilo que você acredita ser uma calamidade, existe o lado bom!

Façam isso, se desejam, sinceramente, parar de “vampirizar” quem está do lado com suas lamentações e críticas!

Porque conviver com uma pessoa que só vê o lado ruim de tudo é estar constantemente doando nossas melhores energias para que ele beba e se satisfaça, justamente porque ele mesmo não consegue produzir energias tão boas, com uma mente tão adoentada.

Limpe os seus óculos empoeirados pelo tempo! Deixe as suas lentes tão limpas a ponto de conseguir enxergar o reluzir das águas em um lago cristalino.

Esse lago, é o seu interior, que quando se apega ao negativo, se torna turvo e barrento, mas quando se abre para o que a vida oferece de bom, na esperança da bonança que vem após as tempestades, se torna um espelho, onde você poderá ver refletido a sua própria e real imagem.

Você pode escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida! E optar por focar apenas no que é bom.

Lembranças tristes todos nós temos, mas não precisamos carregá-las conosco por onde formos, podemos deixá-las lá no passado, mesmo que o passado tenha acontecido há dez minutos!

Aprendamos a deixar o que é ruim pra lá, e trazer o que é bom pra cá!

Pare de focar apenas no negativo! A sua vida refletirá os seus pensamentos!

*Por Iara Fonseca

 

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*Fonte: seuamigoguru

5 sinais de que uma pessoa é tóxica

Ninguém vem com selo de qualidade, certo?
Mais ou menos… Porque quando a pessoa é maldosa, mesmo sem querer, ela vai acabar deixando escapar atitudes que devem deixar você em alerta.
E, se você detectar ao menos três desses cinco sinais, mantenha distância dessa criatura.

Se ela ainda não aprontou com você, vai aprontar!

1 – Elas usam o que você diz para te prejudicar
Gente mau caráter pega uma informação inofensiva sua, vira do avesso, distorce e faz você parecer alguém em quem não se pode confiar. Também podem usar aspectos mais vulneráveis da sua personalidade para explorar você e tirar vantagem.

Por isso, bico calado! Fale o mínimo necessário, preserve sua vida pessoal, não conte suas ideias, planos ou problemas.

2 – Elas nunca falam a verdade
Essa gente ruim é incapaz de ser verdadeira. Ainda que a essência do que digam seja real, elas vão modificar, aumentar, torcer, de forma que a história as coloque como especiais, importantes, mais inteligentes ou espertas.

Portanto, deixe que falem sozinhas. Ligue o ouvido automático e abstraia.

3 – Nunca assumem a responsabilidade pelo que fazem
Essa gente oportunista é lisa feito um peixe ensaboado! Mesmo que sejam confrontadas com evidências inquestionáveis, vão negar e tentar escapar da culpa, ou pior, jogar a culpa para outra pessoa. Sua capacidade de inventar desculpas e argumentos em favor de si mesmas é assombroso! E são tão sedutoras e manipuladoras que chega uma hora que você começa a si sentir um crápula por ter duvidado dela.

Sendo assim, fique firme. Se você descobriu um mal feito dessa pessoa e tem certeza de que foi ela a causadora, ignore seus argumentos, corte a conversa e tome distância.

4 – Nunca vão se arrepender do que fazem
Essas pessoas tóxicas sabem perfeitamente o estrago que causaram na vida dos mais desavisados por uma simples razão: fazem tudo de caso pensado! E, nunca, jamais, em tempo algum, serão capazes de se compadecer da dor do outro. O outro é irrelevante para elas; são completamente frias e egoístas. Desde que se deem bem, o resto é resto!

Por isso, nunca crie expectativas. Não se iluda pela ideia de que “todos são capazes de mudar”. Esse tipo de pessoa, além de não mudar, piora com o tempo.

5 – Elas se alegram com a desgraça alheia
Um mau caráter tem prazer em ver os outros perderem, sentem-se protegidos por terem sido afetados pela perda e, se puderem, vão poluir a sua cabeça com ideias negativas, fofocas, sentimentos pessimistas e tudo o mais que seja útil para manter você numa situação vulnerável. Às vezes podem até se fingir de amigos e ficar ao seu lado numa situação catastrófica, pois são verdadeiros urubus.

Amigos verdadeiros estão sempre por perto e, sobretudo são capazes de ficar felizes com nossa felicidade e com nosso sucesso. Cuidado com os “amigos” que só se aproximam quando você está por baixo!]

*Por Ana Macarini

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*Fonte: revistapazes

A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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*Fonte: revistapazes

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

A gente não faz amigos, reconhece-os

Título Original: “All star azul: um hino à amizade”

Todos os anos, chegando próximo ao meu aniversário, me dou algo significativo de presente. Algo que não entra na categoria de utilidades e necessidades, mas que carrega certa poesia e algo nas entrelinhas que só as almas mais sensíveis reconhecerão. Pode ser um pingente, uma seleção de músicas ou um livro.

Esse ano me dei de presente um All star azul.

O All star azul fala de uma amizade. Uma grande amizade. E eu desejo que meu All star azul represente isso dentro de mim. Os amigos que tive e com quem construí uma história. Uma história que, mesmo que tenha ficado lá atrás, como a de Nando Reis e Cássia Eller, ainda é uma história que eu gosto de lembrar.

Tenho diversas lembranças memoráveis dos meus amigos, principalmente aqueles de uma época importante da minha vida: a faculdade.

Ao assistir ao episódio “Por trás da canção” sobre a música All Star azul, em que Nando conta a história da letra e a relação que ele tinha com Cássia, algo muito delicado e doce ressurgiu dentro de mim. A lembrança desses meus amigos, as cartas escritas à mão que trocávamos nas férias e a simplicidade de um all star azul.

Acho que é isso. As melhores amizades são aquelas marcadas pela simplicidade, e até, arrisco dizer, pelas dificuldades. São aquelas que foram construídas num tempo em que vivíamos duros, contando os trocadinhos na carteira, ao passo que tínhamos energia de sobra para varar noites em claro e contrariar o manual da saúde perfeita indo comer pastel na feira após o raiar do sol. Os melhores amigos são aqueles que compartilharam conosco suas dúvidas e sonhos, e com quem dividimos nossas primeiras fossas, ressacas e paixões. São aqueles que testemunharam nossos primeiros enganos, nossa necessidade de crescer a qualquer custo, nossa coragem de desafiar as leis da física, da vida e do tempo.

No documentário “Por trás da canção”, os convidados contam sobre a relação de Nando e Cássia, e entre os depoimentos, ouvimos frases como: “havia uma identificação total”, “era um encontro de temperamentos”, “aquilo lá era uma coisa muito acima do que a maioria das pessoas está acostumada a viver”, “aquilo lá era transcendente”, e isso nos dá a dimensão exata do que uma amizade verdadeira pode ser.

“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você…” Essa frase pode ser muito boa de ouvir de um namorado (a), parceiro (a), marido ou esposa. Mas pode ser ainda melhor vinda de uma amiga ou amigo verdadeiro, como foi o caso de Nando e Cássia. Porque evidencia uma paixão descomprometida de pele, mas com verdadeira conexão de almas.

Muitas vezes o encantamento por um amigo surge da identificação. Nos identificamos com aquele cara que diz coisas que não conseguimos verbalizar e nos sentimos maravilhados por aquela menina que assume medos semelhantes aos nossos. Dizemos que os santos batem, e a sensação é a de que finalmente o mundo faz sentido. Nando dizia: “nossa afinidade tinha a ver com uma certa esquisitice, com nossa timidez”, e percebemos que isso é real, verdadeiro e muito perfeito, pois procuramos no outro algo que nos ajude a enfrentar nossos próprios abismos e excentricidades. Nos perdoamos quando enxergamos em nossos amigos a aceitação de nossas estranhezas.

Dizem que a amizade é uma aliança contra a adversidade, e acredito nisso também. São nossos amigos os primeiros a fazer pactos silenciosos de lealdade conosco quando o ensino médio testa os limites de nossa autoconfiança; os primeiros a compartilhar conosco experiências de superação quando somos rejeitados pelo amor platônico da adolescência; os ouvintes de nossos desabafos quando a vida é mais forte que a gente; os parceiros silenciosos de nossas dores não anunciadas, mas certamente reconhecidas por eles.

Meu all star azul tem o propósito de me lembrar os amigos por quem carrego paixões. Paixões movidas a gratidão, experiências, parcerias, risadas e lágrimas. Cada vez que sair por aí com meu calçado poético, sentirei que estou abraçando cada um dos meus amigos e carregando uma parte de nossa história em minhas andanças. No fundo imagino que eles gostariam de andar comigo, pois a lembrança de nossas afinidades me assegura nossas mãos dadas pelo caminho e, mais ainda, a certeza de que, como dizia Vinícius de Moraes: “a gente não faz amigos, reconhece-os”…

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*Fonte: agrandeartedeserfliz

Falar sozinho é uma coisa que somente pessoas inteligentes fazem, aponta pesquisa

Sempre nos questionamos quando vemos alguém falando sozinho. Pensar em voz alta para muitos é loucura e, no mínimo vão rir ou achar que a pessoas usou algum tipo de entorpecente. Mas na verdade, não é nada disso, falar sozinho pode ser característica de alguém muito mais interessante.

Estudos:

Isso é comprovado cientificamente, quando um novo estudo concluiu que falar em voz alta é um atributo que marca as características de pessoas inteligentes. Os estudo feito pelo especialista Daniel Swigley e Gary Lupyan do “Quarterly Journal of Experimental Psychology”, no qual 20 participantes foram solicitados a entrar no supermercado e procurar pães e maçãs. Na análise os estudiosos perceberam que as pessoas que estavam sempre repetindo o nome dos produtos com voz alta, chegaram bem mais aceleradamente ao seu objetivo.

Como acontece?

De acordo com as observações dos estudiosos, isso significa que quando as pessoas pensam em voz alta, ao mesmo tempo auxiliam a memória a funcionar mais rápido, e dessa forma facilita o entendimento concreto das coisas que aprendem. Porém, isso acontece somente quando já sabem do que querem, de modo que o objeto já seja algo conhecido. Isso acontece porque o cérebro ao ver o objeto ativa o cérebro e ambos auxiliam a encontrar o que procuramos, por outro lado se não sabemos o que temos que encontrar, e falamos em voz alta, a tendência é nos confundirmos cada vez mais.

Reforço da memória:

Nesse sentido, as pessoas adultas tendem a aprender como um recém nascido ou uma criança quando pensam alto. Os estudiosos enfatizam que tal atitude auxilia na organização e sossega os nervos. Por essa razão, você pode ser seu próprio terapeuta tanto que você converse consigo mesmo e ajude seu cérebro na resolução de seus problemas.

Conversar consigo mesmo ainda pode lhe ajudar a alcançar seus objetivos, isso ocorre porque quando você manda a mensagem em seu cérebro, dominado seus sentimentos e suas distrações , isso pode lhe auxiliar e botar as coisas que anseia, e assim automaticamente pode conseguir alcançar mais rápido.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: cantinholivre

Viver para agradar aos outros é mentir para si mesmo

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

Tempo estranho esse, onde muitos estão atuando ao invés de viverem. Renato Russo já dizia que “mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.” Por certo, viver uma vida insatisfatória e com toques de ficção está entre as mais absurdas dessas mentiras.

Sim que a vida é cada vez mais exigente, mais corrida e a sensação de termos cada vez menos tempo para as coisas prazerosas nos esmaga todos os dias.

Mas, e se pensarmos que uma parte desse desconforto acontece justamente porque estamos cada vez mais empenhados em prestar conta das nossas vidas através de nossos posts diários? Ou se levarmos em consideração que, muito do que buscamos é para provar que demos uma “volta por cima”, ou para sermos considerados bem-sucedidos perante a família ou na roda de amigos do fim de semana?

Há ainda a prisão de disfarçar os verdadeiros sentimentos por estarmos levando em consideração o que vão pensar sobre o que estamos fazendo. Ou há a imposição de limites sobre nós mesmos para tentar prever o que vão pensar até mesmo sobre o que nós estamos pensando.

Quantas vezes nos fingimos felizes para que não saibam que algo deu errado em nossos planos? Ou sustentamos aquele sorriso sem brilho apenas para que não percebam nossas frustrações, arrependimentos ou insatisfações?

É o orgulho medroso em se ferir, que muitas vezes fala mais alto e nos pede para não voltarmos atrás.

Além da vaidade, claro, que não nos permite mostrar que não estamos tão felizes assim. Existe também uma necessidade de ser feliz a todo custo.

Não se sabe se ela foi inventada agora, nesses nossos tempos de modernidade. Mas o fato é que agora precisamos aparecer sorrindo, bebendo, dançando, festejando, passeando, nos divertindo…

Parece que o roteiro da nossa vida se transformou em um grito permanente de “Ação”, onde os diretores não somos nós. Vivemos ao critério do outro, de acordo com as demandas que vêm dos outros.

Sejamos a favor apenas do que nos realiza como pessoas. Esse deve ser o nosso filtro, a nossa balança.

Todas as nossas ações devem ser pautadas no que acreditamos ser melhor para nós, não no que as outras pessoas acharão bom e atraente.

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros.

Talvez tudo isso seja apenas uma resposta involuntária, uma fuga das explicações que nos são cobradas diariamente.

Temos medo do julgamento sim, temos medo do que irão falar a nosso respeito. Mas talvez não devêssemos ter tanto medo assim.

Talvez fosse suficiente fazer a parte que nos cabe, agir de acordo com os princípios que nos regem e esperar que esses resultados digam respeito apenas a nós mesmos.

Quilos de maquiagem, mudanças obstinadas de visual, roupas novas, dívidas renovadas; a meta é ter tudo novo, todos os dias, e não ser feliz com nada disso; fofocas sempre novas e aquela clássica pergunta: “você viu o que aconteceu com o fulano?” são uma super tendência.

A bem da verdade, não importa tanto o que as outras pessoas consideram chique. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

E assim crendo, poderíamos nos espelhar naquela canção que diz que “Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer”.
Porque sim, o que a gente ganha ou perde, do que a gente desiste ou do que corre atrás, ninguém precisa saber. (Muito menos opinar).

*Por Alessandra Piassarollo

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*Fonte: seuamigoguru

Para que serve o sexo?

Poucos tópicos levantam tanto interesse e controvérsias quanto o sexo. Isso é bem pouco surpreendente. A continuação da espécie depende dele — se seres humanos parassem de fazer sexo, em pouco tempo não haveriam mais seres humanos. A cultura popular transborda com sexo, do cinema à publicidade até, isso mesmo, a política. E, para muita gente, o sexo representa uma das formas mais íntimas de conexão humana.

Apesar da universalidade, o sexo e seu propósito têm sido compreendidos de formas bastante diferentes por diferentes pensadores. Eu ensino um curso anual sobre sexualidade na Universidade de indiana, e esse trabalho proporcionou oportunidades de observar o sexo de alguns ângulos provocativos, inclusive o corpo, a psique e o espírito.

Sexo e corpo
Alfred Kinsey (1894-1956) foi um biólogo de insetos cuja preocupação com a “ignorância generalizada sobre a estrutura sexual e fisiologia” o levaram a se tornar talvez a primeira grande figura no estudo do sexo. Os Relatórios Kinsey, publicados em 1948 e 1953, apresentaram uma taxonomia altamente estatística de preferências e práticas sexuais. Embora tenha tirado todo erotismo do sexo, os livros chegaram a vender cerca de 750 mil cópias.

O clima intelectual para os estudos de Kinsey sobre o sexo foram fortemente moldados pelos trabalhos de Sigmund Freud (1856-1939). Médico e fundador da psicanálise, Freud criou um modelo da psique humana que colocou a libido ou SEX DRIVE em seu centro. Ele postulou que as vidas sociais e psicológicas são fortemente moldadas por suas tensões com as convenções de comportamentos civilizados. De acordo com Freud, o fracasso ao tentar resolver tais tensões poderia se manifestar em uma variedade de doenças mentais e físicas.

O palco para a psicanálise, por sua vez, foi montado por Charles Darwin (1809-1882). Em “Seleção em Relação ao Sexo” (1871), Darwin argumentou que seres humanos são animais, comparando as diferenças de corpo e comportamento de machos e fêmeas com as observadas em espécies como a dos pavões, e enfatizando a capacidade de escolha das fêmeas e competição direta entre os machos. Do ponto de vista de Darwin, e mais tarde o de Freud, até algumas das armadilhas mais sofisticadas da civilização humana refletem imperativos biológicos básicos. O assunto de atração não heterossexual requer uma análise diferente.

À primeira vista, a reprodução sexual é um quebra-cabeças, dado que cada membro de uma espécie com reprodução assexuada pode produzir seus próprios descendentes genéticos idênticos em um custo biológico mais baixo. No entanto, a reprodução sexual permite uma alternância mais rápida da variedade genética, aumentando a probabilidade de que alguns indivíduos sejam melhor adaptados às mudanças ambientais. Como seres humanos se reproduzem sexualmente, as bases para a seleção sexual são estruturadas, com a competição por parceiros conforme Darwin escreveu em detalhes.

Sexo e a psique
O escritor Leo Tolstoy (1828-1910) apresenta um entendimento mais amplamente humanístico sobre o propósito do sexo. Em “Anna Karenina”, frequentemente considerada uma das maiores novelas de todos os tempos, o sexo é a fundação da família. Personagens que tratam sexo como uma aventura sem relação com a família acabam mal, enquanto aqueles que se dedicaram À felicidade da família terminam bem. Na visão de Tolstoy, as alegrias aparentemente mundanas da vida familiar, possíveis graças ao sexo, constituem as alegrias mais verdadeiras acessíveis aos seres humanos.

*Por Richard Gunderman

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*Fonte:

Saiba qual é o principal motivo que leva à traição, segundo pesquisa

Você tem o hábito de conversar com o parceiro sobre sexo?

A maioria das pessoas não, e segundo pesquisas, casais que se comunicam menos são mais propensos à infidelidade. A rede social Meu Rubi, fez uma pesquisa com alguns usuários para ver como é a comunicação que as pessoas têm com seus cônjuges.

Em pesquisas anteriores, o site descobriu que a falta de comunicação dentro do relacionamento era o principal fator tanto dos homens, quanto das mulheres, para ter traído alguma vez ou trair frequentemente. Dessa vez, ao olhar os percentuais, entendemos que a desculpa pode realmente ter fundamento, pois apenas 25% já teve ou têm conversas sobre o que gosta, o que não gosta, o que dá prazer e leva ao orgasmo com o parceiro.

Entretanto, quando questionados sobre assuntos mais íntimos, 41% das pessoas conseguem ter orgasmo com o marido/esposa/namorado, mas 87% atingem o prazer máximo com o amante.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores excitantes de uma relação fora de casa é justamente encontrar o que não se tem dentro de casa e a adrenalina de fazer algo novo e proibido. É comum a relação com o parceiro cair na “mesmice” e os dois pararem de tentar novas posições, novos lugares, novos jeitos de se excitar. Para a terapeuta sexual, Tammy Nelson, alguns casais acabam por enfrentar a famosa “fadiga do casamento”, quando acontece a comodidade por parte de um ou dos dois. “Da mesma forma que é bom saber quais as posições e os jeitos do parceiro, é ótimo ser imprevisível. Pode ser empolgante para os dois inovar no sexo dentro do casamento”, explica.

Dentre as poucas pessoas que já tiveram uma conversa com o parceiro, nem todas tiveram sucesso. Em 26% dos casos, a outra pessoa ignorou a conversa, em 19% o outro ficou magoado e um total – baixo – de 12%, tiveram uma melhora na relação, mas após um tempo voltou ao esquecimento. Outros 10% tentaram inovar e 7% ficou mais atento.

Mas ter a conversa também não garante a melhoria, já que apenas 5% apresentou melhor performance com o parceiro. Os dados parecem irreais em um primeiro momento, mas são proporcionais aos números de traições que vemos por aí.

Está claro que se não há conversa sobre o que cada um gosta e se as pessoas não estão abertas às sugestões do parceiro, muitos podem apelar para uma relação extra, que é onde a maioria encontra o que procura.

É compreensível – até um ponto – que as pessoas tenham receio de falar ao parceiro que o jeito dele “não está dando certo”, mas por outro lado, devemos compreender e abrir a mente para o fato de que cada um tem seu jeito de chegar ao clímax – por isso também é importante o autoconhecimento – e está tudo bem conversar sobre. Mesmo que a pessoa fique magoada num primeiro momento, a sinceridade deve ser a primeira escolha para tentar melhorar a relação.

*Por Meu Rubi

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*Fonte: equilibrioemvida

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito.

Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A tecnologia pode até unir quem está longe, mas separa quem está perto

A troca de olhar se tornou luxo

É comum nos dias de hoje vermos casais saindo para jantar juntos, porém ambos ficam vidrados nos próprios telefones, a ponto de nem se olharem. É comum vermos reuniões de família onde não há conversa e quando você vai ver o motivo, é porque estão todos “conectados”. Infelizmente, estas situações vêm sendo cada vez mais frequentes e se tornando normais para muitos e isso é triste.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia proporciona a você conseguir matar a saudade daquela pessoa que você adora e que está no outro lado do mundo, ela também te distância de quem está do seu lado. Pais e filhos estão mergulhados nas tecnologias que só distanciam. Namorados estão colocando fotos juntos, nas redes sociais, sem se quer trocarem olhares quando podem fazer isso. O fato é que estar próximo fisicamente já não é o suficiente.

Uma certa vez eu e meu marido saímos para jantar e vimos um casal muito elegante chegando no mesmo restaurante. Sentaram em uma mesa próxima a nossa. Enquanto conversávamos, reparamos que eles não falavam. Quando olhamos para a mesa do casal, o que vimos eram robôs, entregues aos seus smartphones. Então sentimos a necessidade de prometer um ao outro que jamais permitiríamos que o mesmo acontecesse na nossa união, afinal, um sempre será mais interessante ao outro do que qualquer coisa na internet.

Aqui em casa mal tocamos nos nossos celulares. Eles ficam de lado, porque somos humanos e precisamos conversar com quem amamos. Depois de um dia de trabalho é saudável contar sobre o seu dia a quem você ama e falar de qualquer coisa, inclusive do tempo.

Acho que realmente é uma questão de saúde você saber dosar o quanto utiliza do seu celular, das redes sociais. É uma questão de saúde você perguntar ao seu filho como foi à escola e ler a ele um bom livro. É uma questão de saúde colocar o papo em dia com os amigos e familiares sem precisar usar o whatsapp. É uma questão de saúde nutrir as relações com trocas de olhares e de abraços.

É bom lembrarmos que nada é para sempre, que quando menos esperamos as pessoas se vão e, o tempo não perdoa os momentos de desinteresse, que permitimos na ignorância. Portanto, quando puder abraçar abrace, quando puder beijar beije, quando puder olhe nos olhos daqueles que importam para você e faça com que se recordem da sua voz e dos seus lábios dizendo “eu te amo”.

*Por Suzana Villanueva

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*Fonte:

A vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado no sábado

Paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga, que acaba de publicar um livro, tenta desvendar o sentido da vida: “Deve haver algo mais… E essa outra coisa se chama cultura. É a música, a poesia, a natureza, a beleza…”

As escavações na jazida arqueológica de Atapuerca em Burgos começaram no final dos anos setenta. Em 1982 se juntou ao trabalho o paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga (Madri, 1954), um dos diretores da Fundação Atapuerca com Eudald Carbonell e José María Bermúdez de Castro, além de diretor científico do Museu da Evolução Humana em Burgos. Pouco depois, começariam a ser descobertos restos de fósseis humanos que iluminariam a história da humanidade.

Atualmente centenas de milhares de pessoas visitam todos os anos a escavação e o museu, que de acordo com Arsuaga proporciona modernidade e identidade “da boa”. “O museu é um bom exemplo de como fazer as coisas”, diz.

“Minha participação na criação do Parque Nacional de Guadarrama é a coisa mais importante que já fiz em minha vida, mais até do que descobrir fósseis”

Além da descoberta de fósseis, o cientista se sente especialmente orgulhoso de sua participação na criação do parque nacional da Serra de Guadarrama em Madri em 2013. “É a coisa mais importante que fiz em toda minha vida, mais até do que descobrir fósseis”, afirma.

Junto com a publicação de seu último livro Vida, la gran historia (Vida, a Grande História), o pesquisador foi recentemente nomeado presidente da Fundação Gadea Ciencia com um objetivo: “Que a fundação se transforme em algo útil à sociedade”. Mas para o paleoantropólogo, seu cargo mais importante é o de professor na Universidade Complutense de Madri.

Pergunta. Imaginou em algum momento quais descobertas poderiam ocorrer em Atapuerca?

Resposta. Não poderia imaginar e, de fato, todos os anos ocorrem surpresas. A melhor coisa que pode acontecer em um projeto científico é que ele te surpreenda. Se não o faz significa que seus potenciais já se esgotaram.

P. E o que mais o surpreendeu ao longo desses anos?

R. A descoberta de tantos fósseis humanos é obviamente o mais importante em meu trabalho, mas nesses anos ocorreram coisas em Atapuerca e na ciência, como as análises genéticas, com as quais ninguém contava e sequer imaginava. Agora temos estudos de DNA de 400.000 anos. Foi uma surpresa para todo mundo. Em Atapuerca o mais importante foi o grande número de descobertas de restos humanos, que aparecem mais do que em qualquer outro lugar, mais do que no restante das outras jazidas arqueológicas juntas.

P. Por que escolheu a jazida arqueológica de Atapuerca?

R. É uma história que se parece com qualquer outra no mundo da ciência. Diferentes possibilidades são investigadas, linhas são exploradas, algumas parecem mais interessantes e lá se coloca mais esforço, se progride e os resultados aparecem. Então se investe mais. A história de Atapuerca não é o resultado de uma intuição genial. Na verdade, Atapuerca só começou a dar resultados em 1992, quando foi feita a primeira grande descoberta. Mas o começo foi muito duro, como o é para um astrônomo, um biólogo molecular e um botânico. No começo é uma roda que gira muito devagar. A ciência tem um método comum. Não há tanta diferença entre estudar terremotos e procurar fósseis. Consiste em explorar o desconhecido e ninguém sabe como fazê-lo.

P. Apesar de trabalhar com o desconhecido, pensam no que pode ser descoberto?

R. Não, mas escavamos onde já sabemos que há fósseis. Essas jazidas arqueológicas são para obter mais do mesmo. E depois surge o desconhecido. Há mundos novos que são os fascinantes e os conhecidos dos quais podemos saber mais. Em Atapuerca temos isso, os mundos já conhecidos e outros que não conhecemos bem.

P. Mas depois surgem descobertas, como a de uma mandíbula em Israel, que reescrevem o que já sabíamos…

R. Bom, não se deve dar tanta importância aos autores. É preciso matizar. Às vezes fico preocupado quando se diz que uma descoberta obriga a reescrever a evolução humana. Seria um desastre. É como se antes não soubéssemos nada. Se descobríssemos uma nova cidade romana, mudaria tudo o que sabemos sobre os romanos? Claro que não! Ganhamos mais conhecimento sobre certas épocas e momentos da evolução humana, mas sem exagerar.

“Ao contrário do que se pensa, a ciência é sumamente cautelosa e conservadora. As publicações científicas são muito sóbrias”

P. Ainda que algumas vezes tenha sido esse o caso…

R. Sim, é verdade que às vezes se produzem conhecimentos que não mudam o que já se sabia, mas que ampliam o conhecimento. Por exemplo, em 1994 se pensava que a Europa teria sido povoada há quinhentos mil anos, mas nesse mesmo ano encontramos fósseis humanos em grande abundância de 900.000 anos atrás. Ou seja, 400.000 anos mais antigos. Isso é como chegar a um continente desconhecido, mas o descobrimento da América não mudou a Ásia e a Europa, simplesmente acrescentou algo. A ciência cresce.

P. Em relação ao pedaço de maxilar encontrado em Israel, sua descoberta foi suficiente para determinar que o Homo sapiens saiu antes da África. Como é possível?

R. É como encontrar um relógio em um templo asteca. O que você diria? Isso é muito importante. Somente um relógio muda tudo. Como podem saber que faziam tecnologia avançada? Se faziam relógios… Há casos que são óbvios. Existem notícias que obrigam a revisar muitas coisas. Na verdade, não aparecem relógios, e sim aperfeiçoamentos e amplificações do que sabemos. Ao contrário do que se pensa, a ciência é sumamente cautelosa e conservadora. As publicações científicas são muito sóbrias.

P. Por que a antropologia nos atrai tanto?

R. Porque nossas origens nos interessam. Só há duas explicações: a religião e a ciência. As pessoas querem saber de onde vêm e por que estamos aqui. Costumamos dizer que as três perguntas da filosofia basca refletem o ser humano: quem somos? De onde viemos? E onde vamos comer? Mas além disso temos preocupações intelectuais: o que fazemos aqui? O que nos criou? Há quem procure uma explicação religiosa, mística ou extraterrestre, mas todo mundo precisa saber por que está aqui. Essa pergunta, inerente ao humano, é a mais importante que pode ser feita. Assim que você solucionar a questão da comida, a próxima é essa [risos]. As crianças que nascerem nos próximos milênios irão se fazer a mesma pergunta.

P. E na verdade nunca será totalmente respondida… ou será?

R. A religião dá uma explicação falsa e os cientistas explicam. Cada um procura sua felicidade pessoal. Mas se você quer saber de onde viemos, eu te explico. Se quer saber por que estamos aqui, eu te explico…

“Há quem procure uma explicação religiosa, mística ou extraterrestre, mas todo mundo precisa saber por que está aqui”

P. Não sei se vou perguntar ao senhor [risos]… Por que estamos aqui?

R. Meu novo livro é justamente sobre isso. A evolução, da origem do cosmos à origem da vida, passa por diferentes etapas: o surgimento da Terra, a vida nela, as células complexas, a consciência, a mente simbólica, o pensamento abstrato, etc. Cada um desses passos poderia ou não ter acontecido. Provavelmente não era preciso que acontecessem ou talvez fossem inevitáveis. A pergunta é se a história da vida e a história humana têm uma direção, um sentido. O próprio leitor, com a informação que lhe dou, decide se cada passo é algo que tinha que acontecer ou poderia nunca ter ocorrido.

P. De modo que o leitor responde a si mesmo?

R. Sim, deixo que decida por si mesmo. O leitor é tão inteligente que pode chegar às suas próprias conclusões. De modo que não sou responsável pela filosofia dos outros. Dou todas as informações sobre o que pensaram os diversos gênios. Eu conto o que existe, dou minha opinião, e o que os mais inteligentes disseram sobre os diferentes passos que nos fizeram chegar até aqui.

P. O senhor poderia me dizer, hoje, por que estamos aqui?

R. Você está aqui porque seu pai e sua mãe tiveram relações uma noite. Mas é preciso procurar a explicação. E isso está no livro.

P. Mas quanto mais informação temos, mais o mundo nos parece complexo…

R. É que é muito complexo e contraditório… Os que tentam simplificar o complexo são muito perigosos. Se pegarmos, por exemplo, o código genético que temos, o DNA, é o único possível? Podem existir outros códigos genéticos? Por que temos esse e não outro que poderia ser melhor? Por que não?

“Em meu livro, o leitor decide por si mesmo se cada passo da história humana é algo que precisava acontecer ou poderia nunca ter ocorrido”

P. Falando de DNA, me vem a cabeça a descoberta de Denny, a filha de uma neandertal e um denisovano. Com essas descobertas sempre vem à discussão uma pergunta recorrente: Homo sapiens, neandertais e denisovanos poderiam ser a mesma espécie?

R. Não, não somos. Nesse instante, você está falando em espanhol ou em árabe?

P. Espanhol, que eu saiba.

R. Você sabia que a palavra alcalde (prefeito, em português, que também tem a palavra alcaide, de significado semelhante) vem de ‘al-qadi’, de origem árabe? Mas não é por isso que falamos árabe. Termos palavras de origem árabe não transforma o espanhol em árabe. Ter 2% de genes neandertais não transforma você em neandertal. Em biologia, como nas línguas, todas as populações têm alguns genes de outras espécies. Como não foi um deus que nos criou, se espera que as espécies absorvam genes umas das outras. Somente um criacionista poderia pensar que as espécies são puras, separadas e que não têm contato com outras.

P. Essas três espécies viveram ao mesmo tempo, mas só compartilhamos uma pequena porcentagem de genes. É isso o que nos diferencia?

R. Temos genes de todas as partes. Veja os espanhóis. Temos um monte de genes africanos e das estepes. Veja os ursos da Cantábria. Têm 2% de genes de ursos das cavernas. É como se você dissesse que o espanhol foi criado por Deus como uma língua diferente do francês. Nesse caso sim seria surpreendente que tivéssemos uma palavra em comum. Deus não se repete. Mas os idiomas são um produto da evolução linguística e, levando em consideração que somos vizinhos, não me surpreende que digamos cruasán (variação em espanhol da palavra francesa croissant) mesmo não sendo franceses, e sim espanhóis. Aplico esse mesmo raciocínio à biologia.

P. O que acha das análises genéticas vendidas hoje para conhecer nossa origem? Eu, por exemplo, que sou francesa, não tenho nada de francês. Isso deve ter acontecido com muita gente. Como se explicaria isso a essas pessoas?

R. É que o francês não existe, é um conceito político. Realmente não existem o gene francês e o basco. São na realidade diferentes proporções e misturas.

P. Se as pessoas soubessem disso, acha que afetaria os nacionalismos?

R. Em princípio, não. O fato de termos genes diferentes não deveria mudar nada. O nacionalismo atual é mais cultural. Sabia que o sobrenome mais comum da Catalunha é Fernández, por exemplo? O nacionalismo renunciou há tempos ao componente biológico e agora é baseado na cultura. Utilizam outros elementos para definir a identidade. Dito isso, eu não sou nacionalista e minha família é basca e fala o idioma basco.

“Como não foi um deus que nos criou, se espera que as espécies absorvam genes umas das outras”

P. Focando na Espanha, que obstáculos enfrentam a antropologia, a arqueologia e a paleontologia?

R. Como dizia Groucho Marx, comparado com que? Se compararmos com a Argélia, estamos muito bem. Se compararmos com a França e a Itália, a situação não é tão boa. Mas houve progressos. Temos um patrimônio imenso e precisamos saber contar. É preciso investir. As instituições devem saber que isso é uma indústria e um recurso econômico, em todo caso. Essa é a nossa luta. Há trabalho a ser feito.

“O nacionalismo renunciou há tempos ao componente biológico e agora se baseia na cultura para definir a identidade”

P. Em parte, conhecer nosso passado nos faz entender e valorizar mais nosso presente, não acha?

R. Sim, e nos faz mais felizes, espero. Aprendemos, aproveitamos, vivemos outras vidas. Eu sempre digo que a vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado no sábado. Não pode ser assim. Essa vida não é humana. Deve haver algo mais, mas aqui, nessa vida. E essa outra coisa se chama cultura. É a música, a poesia, a natureza, a beleza… É o que se deve apreciar e aproveitar porque, caso contrário, isso é uma merda.

P. Nossos antepassados seguramente sabiam apreciar melhor a vida…

R. Sem dúvida. Não trabalhavam a semana inteira e não iam ao supermercado no sábado.

P. Então o que nós fizemos de errado?

R. Alguma coisa fizemos errado, mas ainda temos tempo. Temos Mozart. Não é pouco. Apreciar a beleza é uma questão de educação e sensibilidade. Procure o que é belo na vida. Há muita beleza.

* Juan Luis Arsunaga / Adeline Marcos

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*Fonte: elpais

Se alguém abusar da sua boa vontade, o defeito é dele. Não seu.

Sim, alguém vai fazer mau uso da sua bondade, da sua disposição de ajudar, do seu desejo de contribuir. Alguém vai atravessar o samba e desdenhar da sua amizade, atropelar o bom senso, invadir o seu espaço, mexer nas suas coisas, chutar o seu cachorro quando você não estiver olhando. Vai, sim.

Um dia, você vai estender a mão e é provável que lhe passem a perna. Acontece. Quando acontecer, releve. A culpa não é sua. Ainda que um parasita lhe sugue o sangue, que um falso amigo lhe atribua absurdos, manipule os fatos, maldiga sua mãe, mesmo que um cafajeste tome dinheiro emprestado em seu nome, fuja do país e lhe deixe devendo na praça, você não precisa mudar o que é.

Tem sempre alguém por aí disposto a abusar da sua boa vontade. Mas isso não é desculpa para deixar de ser bom. É só um sinal de que é preciso virar a página, voltar para dentro, retomar o rumo e seguir em frente. Decerto, tem alguém em outro canto precisando de você.

Pense bem. Se cada traição, cacetada, esculacho ou desengano sofrido por alguém de bem o fizesse “mudar de lado” e se vingar do mundo, você e eu já nem estaríamos aqui. Nós já nos teríamos destruído sem dó, sem escrúpulos, sem compaixão.

Sem essa antiga, esquisita, inexplicável e poderosa inclinação de alguns de nós para a bondade, a decência e a beleza, o mundo já restaria deserto, vazio de gente. Habitado somente por vermes e demônios e pequenos animais.

Mania estranha essa de jogar a culpa no outro. Sempre “o outro”. Já viu? Fulano defende daqui sua má educação porque todo mundo é grosso, então ele só se adaptou. Sicrano se orgulha de sua esperteza, fura as filas no cinema, no trânsito, até no banco de órgãos porque “o mundo é dos espertos” e, afinal, se ele não fizer assim, outro espertalhão vai fazer no lugar dele. Beltrano, por sua vez, rola na carniça, faz tudo o que é errado e justifica que “é assim mesmo”, que o “mundo inteiro” é desse jeito e que ele só está fazendo o mesmo por questão de sobrevivência.

Então, quando uma boa alma perverte essa lógica e faz o que lhe parece uma coisa boa, alguém avisa profético e pragmático:

“Não seja trouxa. Ninguém vai fazer o mesmo por você.”
A boa alma responde: “e daí? Faço porque quero. Não porque espero que façam o mesmo por mim”.

Ela faz porque quer. Mas eu tenho a impressão de que ela faz mesmo é porque desconfia de que tantas desculpas, conjecturas e pressupostos para nos isentar da responsabilidade de fazer o que é certo e o que é bom estão nos transformando em cínicos fantásticos, hipócritas colossais, especialistas em esperar que a salvação para todos os nossos problemas desabe do céu sem mais.

Não, do céu não vai cair. É preciso fazer o que é bom agora. E se uma pessoa aqui e outra ali não souberem receber ou abusarem da sua boa vontade, o problema será delas. Não seu.

*Por André J. Gomes

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*Fonte: contioutra

Quando a mente fabrica a doença

Em livro, neurologista Suzanne O’Sullivan descreve pacientes com transtornos psicossomáticos

Quase todos nós aceitamos sem problemas que o coração bata com mais força quando nos aproximamos da pessoa por quem estamos apaixonados, ou que as nossas pernas tremam quando é preciso falar em público. São emoções que provocam sintomas físicos reais. Entretanto, custa aceitar que os mesmos pensamentos que causam um frio na barriga cheguem a desencadear doenças graves, como cegueira, convulsões ou paralisias. E, no entanto, é justamente isso que descreve a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), no qual revê alguns dos casos mais impactantes de doenças psicossomáticas com os quais se deparou ao longo da carreira.

Certa vez, O’Sullivan teve uma paciente, chamada Linda, que percebeu um pequeno inchaço no lado direito da cabeça. Era só um cisto sebáceo, mas ela não parava de fazer exames e consultas. Pouco depois, perdeu a sensibilidade do braço e da perna direitos; a paciente tinha certeza de que o inchaço havia atingido o cérebro. Quando O’Sullivan a examinou, todo o lado direito do corpo – o mesmo onde estava o caroço – já havia perdido o movimento e a sensibilidade. Só que Linda não sabia que o lado direito do cérebro na verdade controla os movimentos do lado esquerdo do corpo, e por isso sua mente se enganou ao criar os sintomas. Linda, na verdade, sofria de um transtorno psicossomático – seus pensamentos desencadeavam sintomas de uma doença inexistente.

Quando O’Sullivan estava se especializando em neurologia, foi ensinada a distinguir os doentes que tinham sintomas físicos causados por conflitos mentais. “Todos os meus pacientes tinham convulsões, mas em 70% dos casos não sofriam de epilepsia: por mais que fossem examinados, não encontrávamos nenhuma lesão ou causa neurológica que explicasse seus sintomas. Tinha de ser algo psicológico.” Mas mandar os pacientes para casa com o diagnóstico que não eram epiléticos não servia de consolo, de modo que a médica se sentiu obrigada a encontrar uma maneira de ajudá-los.

“As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”

Em 2004 ela começou a agir, e desde então, quando encontra um paciente com sintomas, mas sem lesões neurológicas, tenta lhe explicar que a origem dos seus males é um problema psicológico mal resolvido. Geralmente, porém, os pacientes se negam a aceitar esse diagnóstico. “Eles têm um estresse mental do qual não estão conscientes, e alguém está obrigando-os a encará-lo”, diz a médica. “Esses sintomas são uma manifestação do organismo: seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo.”

Ninguém está a salvo dessas doenças, e há centenas de causas que as originam. Segundo O’Sullivan, os casos muito extremos, como as convulsões ou paralisias, costumam nascer de traumas psicológicos severos; os menos graves podem surgir de um amontoado de pequenos esgotamentos que os pacientes não sabem administrar. “Depende da atenção que a pessoa presta às dores. Se ficarem obcecadas e buscarem repetidamente uma explicação médica que não existe, é possível que acabem desenvolvendo a doença psicossomática”, explica O’Sullivan.

Para se curar, o acompanhamento psicológico é indispensável. Segundo O’Sullivan, a primeira coisa a fazer é abandonar a ideia de que há uma enfermidade orgânica. A seguinte etapa é ver como a mente afeta o corpo: se você sente palpitações e nota que está ansioso, elas começarão a parecer muito menos graves, já que você conhece as causas. Mas, se associa essas palpitações a problemas cardíacos, e os exames médicos não comprovam isso, você provavelmente ficará obcecado, e as palpitações irão piorar.

“Seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo”

“Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo.

Após mais de dez anos de dedicação às enfermidades psicossomáticas, Suzanne O’Sullivan continua sem saber apontar o caso mais grave que viu. “Os casos mais duros são os de pessoas que adoeceram quando tinham 16 anos e, aos 50, continuam indo a médicos. Estão cegos ou em cadeira de rodas e continuam se submetendo a operações. Conheço pessoas que comem por um tubo, mas não têm nenhuma doença orgânica. Todas as partes do seu organismo foram afetadas por sua mente”, relata. Nada mais surpreende essa neurologista. “As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”, diz.

*Por M. Victoria S. Nadal

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*Fonte: elpais-brasil

Quatro recomendações para combater a ansiedade

Há diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

– transtorno obsessiva compulsiva;
– stress pós-traumático;
– pânico;
– agorafobia, ansiedade generalizada, ansiedade social, ansiedade da separação.

De acordo com a Revista Galileu, quatro recomendações podem te ajudar a combater a ansiedade:

1. Meditação ou mindfulness – Não importa o nome da técnica, desde que foque a atenção em estímulos simples como controlar a respiração, fazer um auto avaliação do corpo ou focar-se nos sons ao seu redor. Tudo isso contribui para afastar pensamentos ansiogénicos.

2. Aceitação – Nos últimos anos, as abordagens no tratamento dos transtornos concentram-se também em aceitar os sintomas e não sofrer por estar sofrendo. Apesar do estigma com a saúde mental estar diminuindo aos poucos, a verdade é que ainda atrapalha na aceitação da condição e compromete a recuperação dos pacientes.

3. Acompanhamento psicológico – Das terapias que os especialistas costumam indicar para quem sofre de ansiedade, a cognitiva comportamental é a mais frequentemente recomendada. O tratamento incide em interromper comportamentos ansiosos, o que gera mais resultados positivos.

4. Atividade Física – Praticar esportes de equipe ou exercício físico estimula a liberação de substâncias que ajudam na regulação do organismo e contribuem para a sensação de relaxamento. Por isso, os médicos recomendam o exercício como forma de estimular o próprio corpo a produzir o ‘remédio’ de que necessitamos para sentir prazer.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Como os desenhos clássicos criaram uma geração de pessoas com conhecimento cultural

[Texto traduzido e adaptação de publicação de Anne Holmquist em Intelectual TakeOut]

Desenhos clássicos como Tom e Jerry fizeram parte da vida de mutias pessoas. Contando uma história a respeito de uma vez em que seu pai reconheceu trechos da história de um livro de Mark Twain, a editora do site Intelectual TakeOut fala sobre como desenhos animados foram responsáveis por introduzir informações a respeito de clássicos da literatura e da música através de seus episódios.

A reflexão é muito interessante e, por isso, resolvemos traduzir o texto para português. Confira:

Estes desenhos introduziram às crianças histórias como Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson, por exemplo, através do Pernalonga. Citações chave e cenas do trabalho de William Shakespeare foram o tema de desenhos da Looney Tunes. Em um curta da Disney chamado “Little Hiawatha”, estava presente o poema épico “The song of Hiawatha” de Henry Wadsworth Longfellow.

Talvez estes desenhos tenham tornado ainda mais famosas do que as referências literárias as músicas clássicas, introduzindo tanto seleções instrumentais e de ópera às crianças. Um exemplo famoso é “O Barbeiro de Sevilha” performado por Pernalonga em um salão de cabeleireiro. O crítico de cinema americano Leonard Maltin descreve bem esta situação:

“Muito de minha educação musical veio pelas mãos do compositor da Warner Bros. Carl Stalling, eu só não percebia isso, eu não estava atento, isso simplesmente ficou guardado no meu cérebro durante todos os anos em que assisti os desenhos da Warner diariamente. Eu ouvia a Segunda Rapsódia Húngara de Liszt por causa dos desenhos da Warner Bros., eles a usavam tão frequentemente”.

Mas Maltin não foi o único que aprendeu com esses clássicos. Na verdade, como conta o famoso pianista Lang Lang, foi a versão de Tom e Jerry de música de Liszt que o inspirou a começar a tocar piano, aos dois anos de idade.

Estes exemplos somente pincelam a superfície da instrução cultural que estes desenhos antigos ensinaram a nossos pais e avós. Mesmo que eles não aprendessem estes elementos na escola, eles ao menos tinham algumas referências a partir das quais eles poderiam construir seu entendimento dos livros e músicas e mesmo das ideias que impactaram a cultura e o mundo no qual vivemos hoje.

Mas será que podemos dizer o mesmo da geração atual? Pra ser honesta, não conheço bem o que o mundo dos desenhos tem oferecido hoje, mas uma busca rápida de desenhos populares parece sugerir que a resposta é “não”. Na maior parte do tempo eles parecem se focam no aqui e agora.

Resumidamente, nem escolas nem os desenhos de sábado de manhã parecem estar passando adiante a tocha do conhecimento cultural e literário. Será que este cenário poderia ser uma das razões pelas quais vemos uma cada vez maior apatia e falta de interesse na geração atual?

[Link do texto original, em inglês, AQUI]

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*Fonte: notaterapia

O que leva uma pessoa a querer sempre agradar aos outros?

Agradar aos outros não é um defeito, pelo contrário, indivíduos que gostam de agradar tendem a se tornar queridos pelas pessoas à sua volta. O agrado traz retorno, seja pela felicidade do outro, seja pela satisfação pessoal de fazer o bem.

O problema, porém, é quando esse ato não é espontâneo e se torna uma obrigação. Nesse momento, talvez seja a hora de procurar um psicólogo para entender porque existe a necessidade extrema de agradar a todo o mundo.

O ato de dizer não deve ser natural, mas nem todo mundo consegue. Há quem fuja de conflitos e prefere abdicar de si pelos outros pensando se tratar de algo em curto prazo.

Porém, esse comportamento frequente pode virar uma bola de neve. Com medo de se tornar indelicada, essa pessoa abrem mão de si para satisfazer os outros sem medir as consequências.

O fato de agradar aos outros também pode ser uma forma de se sentir aceito em um grupo, algo que a pessoa acredita que não conseguiria se agisse conforme a sua personalidade. Há ainda aqueles que agradam esperando sempre algo em troca e, quando não ocorre, se frustram e ficam ressentidos.

Agradar aos outros sem estar se agradando pode ser prejudicial para as emoções do indivíduo e algo que deveria ser prazeroso se torna um peso. Pessoas com necessidade de agradar podem se tornar inseguras, depressivas, ansiosas, ter baixa autoestima e não terem condições de decidir por si, precisando sempre da opinião do outro.

Às vezes é preciso fazer o que não se gosta em benefício do grupo, mas ninguém deve se tornar escravo desse comportamento. Veja quando agradar todo mundo pode se tornar prejudicial:

Agradar a todos pode se tornar um problema quando

• Sempre se espera algo em troca;

• Não há retorno e há frustração;

• Acredita-se que é necessário agradar para ser aceito;

• Deixa-se de lado as vontades e desejos próprios;

• Não se consegue mais identificar o que se gosta;

• Os gostos são baseados nos de outra pessoa;

• Fica-se impossibilitado de dizer não;

• Consegue-se dizer não, mas tenta-se sempre justificar (inclusive mentindo);

• Há necessidade de ser visto como alguém bom e legal;

• Sem perceber, os outros abusam dessa pessoa;

• A pessoa se culpa por tudo de errado que acontece;

• A pessoa sente-se imprescindível e insubstituível naquele meio;

• A pessoa considera o amor e a entrega sacrifícios normais;

• A pessoa apresenta sinais de baixa autoestima, ansiedade, estresse e outros problemas emocionais.

O que leva uma pessoa a querer sempre agradar aos outros?

Irracionalmente temos a necessidade de sermos aceitos e amados. O renovado psicólogo americano Albert Ellis, criador da terapia racional emotiva, determinou onze crenças irracionais comuns. Uma delas é: “Preciso do amor e da aprovação de todos os que me rodeiam” ou “preciso ser amado e ter a aprovação de todas as pessoas importantes que me rodeiam”.

Esta crença é comum, em diferentes graus, em todo o ser humano. Racionalmente sabemos que agradar a todos é impossível e que isso não nos torna piores. Quando a pessoa não identifica isso, abre mão de suas necessidades – uma das poucas formas de conseguir agradar ao máximo o outro (sem garantia de sucesso).

Identificar a origem dessa conduta no indivíduo é um dos primeiros passos para melhorar esse aspecto. Outro ponto é analisar o que a pessoa está fazendo para que isso a impossibilite de mudar.

Em geral, o indivíduo que está sofrendo com a necessidade de agradar não consegue identificar onde está o erro. Por essa razão é preciso buscar ajuda profissional. Um psicólogo comportamental pode auxiliar na busca pela resolução desses conflitos.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524) / psicologoeterapia.com.br

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Quer conhecer o caráter de uma pessoa? Dê a ela algum poder

A Síndrome do Pequeno Poder é um transtorno de comportamento individual que mina as relações sociais e pode esfacelar qualquer chance de estabelecimento de convivência, em detrimento da satisfação de um indivíduo arrogante, autoritário e abusivo.

Pessoas acometidas por essa Síndrome costumam ter auto estima extremamente prejudicada, sendo levadas a ter a necessidade de humilhar o outro na tentativa de cessar um sentimento de menos valia. Diminui-se o outro para se sentir maior.

Esses indivíduos costumam viver inseridos em ambientes dentro dos quais não encontram lugar, sentem-se inferiores e, por causa disso, reagem agressivamente contra qualquer um que possa representar o mínimo questionamento à sua “autoridade”.

Autoridade é um bem que se conquista. É fruto do reconhecimento a uma habilidade desenvolvida, a um esforço empenhado, a um desempenho de papéis que explicita a competência. Autoridade depende da anuência do entorno.

Já o autoritarismo é outra coisa. É a instauração de um poder à força. É a atitude agressiva que busca subjugar o outro. O autoritarismo nasce da incompetência, da falta de recursos para administrar conflitos.

Lidar com uma pessoa tomada pela Síndrome do Pequeno Poder é dificílimo. Essas pessoas têm uma enorme dificuldade em estabelecer limites de convivência. Uma vez que ela tenha enxergado no outro uma ameaça ao seu suposto poder, ela não medirá ações ou modos para fazer valer a sua ilusória “autoridade”.

O poder verdadeiro emana do saber. Quanto mais sabemos sobre algo mais poder teremos sobre isso. E tudo o que estiver envolvido nesse saber depende do caráter ético e moral de quem o possui. Depende. Depende da importância social daquilo que se sabe, do que vai ser feito com esse saber; depende, ainda, de como e com quem esse conhecimento será partilhado.

As relações de poder na atualidade constroem-se a partir de uma rede complexa de relações. O modelo de hierarquia sólida, que já funcionou tão bem em outros momentos históricos anteriores, hoje não funciona mais. Ainda bem! E o indivíduo com visões distorcidas de poder não conta com recursos para perceber e gerir essa mobilidade.

O conhecimento foi incrivelmente democratizado, graças ao desenvolvimento tecnológico. Qualquer pessoa, dotada da capacidade de ler e compreender o que lê, tem acesso a uma infinita variedade de informações, sejam elas relevantes ou fúteis. Nunca foi tão fácil satisfazer uma curiosidade ou interesse de aprendizagem sobre o que quer que seja.

Esse acesso aberto ao conhecimento, no entanto, exige de nós uma dose muito maior de responsabilidade. Hoje precisamos ser agentes das decisões tomadas. O nosso fazer político, por exemplo… de nada nos adianta ter o poder de eleger nossos representantes se ainda teimamos em escolhê-los de forma irresponsável.

Pensando numa esfera institucional menor que o Estado; uma empresa, por exemplo. Em qualquer empresa, ainda que vigore uma estrutura de cooperação, alguém precisa estar em uma posição de mediador das relações; precisa haver um líder que seja responsável por garantir que haja organização, equilíbrio e produtividade. Sem uma liderança que prese por valores e pelas necessidades coletivas, instaura-se o caos.

E, uma vez instaurado o caos, todos ficam à deriva. O individualismo é o caos. Cada um pensando nos próprios interesses é o caos. A nossa natureza exploratória gerou o caos, numa crise ambiental sem precedentes. De tanto brincarmos de algozes, acabamos vítimas de nossa própria ambição desmedida.

Estaria tudo perdido? Não haveria salvação para nossa “raça humana”? Há. E ela está em nossas mãos, mais concretamente do que nunca esteve. Precisamos entender o que representa exatamente esse tamanho poder. Precisamos ressignificar o nosso papel nas relações com o outro e com o mundo.

O poder é necessário para impulsionar mudanças, para vencer obstáculos. Sua natureza é de cunho transformador. O que vai modular esse poder é o caráter de quem o exerce. E não importa se o autor do comportamento abusivo é um líder de governo, o segurança da balada, o pai de família ou um parceiro de trabalho. O abuso precisa ser detido.

O abusador é alguém que faz mau uso do poder que tem, ou imagina ter. E, não raras vezes a única forma de fazê-lo parar é garantir que ele não tenha nenhuma chance de sequer pensar que pode mais que os outros. Nenhuma relação interpessoal pode basear-se em posturas de dominação e exploração. Infelizmente, em muitos casos não adianta insistir, porque para falta de caráter ainda não inventaram remédio. Nem adianta procurar no Google!

*Por Ana Macarini

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*Fonte: contioutra

Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas.

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: caminhoseu

A consciência é apenas uma ilusão?

O cérebro humano realmente é apenas uma coleção de máquinas complexas?

O cientista cognitivo Daniel Dennett acredita que nossos cérebros são máquinas, feitas de bilhões de minúsculos “robôs” — nossos neurônios ou células cerebrais. A mente humana é realmente tão especial?

Em uma nota infame escrita em 1965, o filósofo Hubert Dreyfus afirmou que os humanos sempre venceriam os computadores no xadrez porque as máquinas não tinham intuição. Daniel Dennett não concordou.

Alguns anos mais tarde, Dreyfus se encontrou vergonhosamente com o xeque-mate de um computador. E em maio de 1997, o computador da IBM, Deep Blue derrotou o campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov.

Muitos que não estavam satisfeitos com este resultado alegaram que o xadrez era um jogo aborrecido e lógico. Os computadores não precisavam de intuição para vencer. Os trilhos mudaram.

Daniel Dennett sempre acreditou que nossas mentes são máquinas. Para ele, a questão não é “os computadores podem ser humanos?”, mas “os humanos são realmente tão espertos?”.

Em uma entrevista para o programa de rádio The Life Scientific, da BBC Radio 4, Dennett diz que não há nada de especial em relação à intuição. “A intuição é simplesmente saber algo sem saber como você chegou a esse algo”.
Daniel Dennett acredita que nossas células cerebrais são “robôs” que respondem a sinais químicos. (Créditos da imagem: BBC/Maria Simons).

Dennett culpa o filósofo Rene Descartes por poluir permanentemente nosso pensamento sobre como pensamos a respeito da mente humana.

Descartes não conseguiu imaginar como uma máquina poderia ser capaz de pensar, sentir e imaginar. Tais talentos devem ser dadas por Deus. Ele escreveu no século 17, quando as máquinas eram feitas de alavancas e polias, não de CPU’s e RAM’s, então talvez possamos perdoá-lo.

Robôs feitos de robôs

Nossos cérebros são feitos de algo em torno de cem bilhões de neurônios — as mais recentes estimativas contam 86 bilhões dessas células: se você fosse contar todos os neurônios em seu cérebro a uma taxa de um segundo, levaria mais de 3 mil anos.

Nossas mentes são feitas de máquinas moleculares, também conhecidas como células cerebrais. E se você achar isso deprimente, então lhe falta imaginação, diz Dennett. “Você conhece o poder de uma máquina feita de um trilhão de peças móveis?”, pergunta ele.
As pessoas ficaram chocadas quando um computador bateu o ex-campeão de xadrez Garry Kasparov em 1997.

Nossas células cerebrais são robôs que respondem a sinais químicos. As proteínas motorizadas que esses robôs criam são robôs. E assim vai. “Nós não somos apenas robôs”, completa o filósofo. “Somos robôs, feitos de robôs, feitos de robôs”.

Como uma tela do telefone

A consciência é real. Claro que é. Nós a experimentamos todos os dias. Mas para Daniel Dennett, a consciência não é mais real do que a tela no seu laptop ou no seu telefone.

Os geeks que fazem aparelhos eletrônicos chamam o que vemos em nossas telas de “ilusão do usuário”. É um pouco paternalista, talvez, mas eles têm um porquê.

Pressionar ícones em nossos telefones nos faz sentir no controle. Nós nos sentimos no comando do hardware que há lá dentro. Mas o que fazemos com os dedos nos nossos telefones é uma contribuição bastante patética para a soma total da atividade do telefone. E, claro, não nos diz absolutamente nada sobre como eles funcionam.

A consciência humana é a mesma, diz Dennett: “É a própria ‘ilusão do usuário’ do cérebro”. Parece real e importante para nós, mas isso não é uma coisa muito grande. “O cérebro não precisa entender como o cérebro funciona”, completa.

Não tão inteligente quanto pensamos

Sabemos que evoluímos de símios. Sabemos que compartilhamos 99% do nosso DNA com chimpanzés.

Reconhecemos que alguns de nossos comportamentos são devidos à nossa natureza animal (embora geralmente não são esses os aspectos de que estamos mais orgulhosos). Nossas qualidades mais especiais, nossa inteligência, nossa percepção e nossa criatividade, nós gostamos de pensar, devem ter causas mais especiais.
Nós humanos tradicionalmente enfatizamos nossas diferenças do reino animal, mas todos somos apenas o resultado de experimentos evolutivos. (Créditos da imagem: Adam Jones/Science Photo Library).

Nossos cérebros, como nossos corpos, evoluíram ao longo de centenas de milhões de anos. Eles são o resultado de milhões e milhões de anos de experimentos aleatórios e experimentais errôneos.

Do ponto de vista evolutivo, nossa capacidade de pensar não é diferente da nossa capacidade de digerir, diz Dennett.

Ambas as atividades biológicas podem ser explicadas pela Teoria da Seleção Natural de Charles Darwin, muitas vezes descrita como a sobrevivência do mais apto.

Tentativa e erro

Nós evoluímos de bactérias incapazes de compreender. Nossas mentes, com todos os seus talentos notáveis, são o resultado de inúmeras experiências biológicas.

Nosso gênio não é dado por Deus. É o resultado de milhões de anos de tentativa e erro.

Quando uma bactéria se move em direção a uma fonte de alimento, os cientistas não elogiam as bactérias por serem inteligentes. Isso seria altamente não científico. Mas quando os cientistas descrevem o pensamento como uma atividade biológica, eles se arriscam serem ridicularizados ou indignar (dependendo da empresa que lhes mantenham).

Tal reducionismo feroz ofende. Quão ingênuo sugerir que não há nada mais na mente humana do que um monte de neurônios!

Descartes subestimou as máquinas grosseiramente. Alan Turing as ajustou direito.

Ele previu que até o final do século XX “o uso de palavras e opiniões educadas em geral terão alterado tanto que alguém poderá falar com máquinas pensantes sem ser contraditado”.

Os computadores na década de 1960 não eram muito bons no jogo de xadrez. Agora eles tocam saxofone como John Coltrane.

Nesta era digital de supercomputadores e telefones inteligentes, certamente não é tão difícil imaginar como uma máquina composta de trilhões de peças móveis pode ser capaz de ser humana.

*Por Diógenes Henrique

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*Fonte: ciencianautas

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda vez que algo nos incomoda precisamos perguntar: “por que isso me afeta tanto”?
Toda vez que alguém nos causa desconforto devemos perguntar: “que parte de mim se assemelha tanto a essa pessoa que eu não suporto ver”?

A vida é ressonância… é energia… é ação e reação… é atração!

Quantas vezes julgamos pessoas e atitudes e agimos da mesma forma?

Quantas vezes somos agressivos para nos defender de sentimentos que não sabemos trabalhar.

Quantas vezes agimos, repetindo padrões de pais, mães, tios ou avós que nós mesmos condenamos?

Quantas vezes desejamos fazer diferente, ser diferente mas simplesmente não conseguimos?

Quantas crenças limitantes nos impedem de ressignificar nossa vida diária?

Quantas vezes nos sentimos presos a padrões de comportamento que desejamos muito mudar?

Sabe a velha história dos lobos?

Cada um de nós carrega dentro de si 2 lobos.
Um é amoroso, generoso e gentil… O outro é raivoso, inconsequente e egoísta.
Todos carregamos ambos dentro de nós… somos assim.
Qual lobo será seu guia?
A resposta é: Aquele que você verdadeiramente alimentar!!!

Quando reconhecemos nossos 2 lobos passamos a nos aceitar. Somos bons, ruins, solidários, egoístas.

Somos o melhor e o pior.
Somos gente, demasiadamente humanos.
Mas quando reconhecemos nossa dor já estamos diante da nossa cura interior!

E você? Enxerga a sua dor?


*Por Roberta França

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*Fonte: seuamigoguru

Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos

Você pode até julgar e olhar feio para pessoas que falam palavrões constantemente, mas saiba que elas podem ser mais íntegras, inteligentes e felizes do que você. E quem diz isso, acredite, é a ciência.

Pessoas que falam palavrão são mais inteligentes

Um estudo realizado em 2015 descobriu que indivíduos que têm o hábito de falar palavrão apresentam um Q.I. maior. Conseguir distribuir xingamentos pelo maior número de vezes em um intervalo de um minuto estava ligado a uma pontuação mais elevada em um teste de Quociente de Inteligência.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, um vasto vocabulário de palavrões seria sinal de força retórica, ou seja, boa capacidade de argumentação e formulação de ideias. O mesmo levantamento mostrou que quem é bagunceiro e dorme tarde também tinha melhores avaliações nos testes.

Quem fala palavrão é mais honesto e íntegro

De acordo com uma pesquisa feita com 276 participantes, pessoas que falam palavrão são mais honestas e íntegras do que aquelas que não costumam usar palavras chulas no cotidiano.

O levantamento observou que as pessoas tendem a falar palavrões mais como uma forma de se expressar do que uma maneira de prejudicar o próximo e que a honestidade foi associada a níveis mais altos de xingamentos nos experimentos realizados com os voluntários.

Pessoas que xingam são mais felizes

Por fim, é possível dizer com base em um outro trabalho científico, que falar palavrão faz com que uma pessoa seja mais feliz no geral. Isso porque o hábito tem efeito direto no alívio de dores, favorece a expressão de sentimentos, promove conexões sociais e melhora da saúde física e mental.

Segundo o estudo, xingar melhora a circulação sanguínea, eleva a liberação de endorfinas e promove sensação de calma, controle e bem-estar.

*Por Paulo Nobuo

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*Fonte: vix

Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte:

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

O sucesso só é possível depois do fracasso

Um novo estudo da Universidade Northwestern (EUA) descobriu que o fracasso é um “pré-requisito essencial para o sucesso”.

Não, você não leu errado.

Ao que tudo indica, não basta só trabalhar muito e persistir – é preciso errar e aprender com esses erros para ser bem-sucedido.

Metodologia

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma quantidade enorme de dados envolvendo sucesso e fracasso em diversos cenários diferentes – por exemplo, examinaram 776.721 pedidos de bolsas para pesquisa apresentados aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1985 a 2015, além de 46 anos de investimentos em startups de capital de risco e até 170.350 ataques terroristas realizados entre 1970 e 2017.

Depois de vasculhar todas essas informações, os cientistas descobriram que “todo vencedor começa como um perdedor”.

Mais do que isso: vencedores e perdedores tentaram o mesmo número de vezes, então não é sobre persistência após o fracasso. É sobre aprender com seus erros.

“Você precisa descobrir o que funcionou e o que não funcionou e depois se concentrar no que precisa ser melhorado, em vez de se debater e mudar tudo. As pessoas que falharam não necessariamente trabalham menos [do que as que tiveram sucesso]. Eles podem realmente ter trabalhado mais; é que fizeram mais alterações desnecessárias”, explicou Dashun Wang, professor de administração e organização da Universidade Northwestern.

Modelo matemático

Os pesquisadores analisaram, entre outras coisas, quantas vezes um pesquisador pediu por financiamento, o que mudou nesses pedidos e quão espalhadas foram suas tentativas. No domínio das startups, olharam coisas como oferta pública inicial, fusões de alto valor e aquisições. Por fim, no caso dos ataques terroristas, sucesso era matar pelo menos uma pessoa, enquanto fracassos eram tentativas sem casualidades.

A ideia do estudo era formular um “modelo matemático” explorando os “mecanismos que governam a dinâmica do fracasso”. A equipe identificou estatísticas que separavam grupos bem-sucedidos dos fracassados.

Por exemplo, um indicador de sucesso era o tempo entre as tentativas fracassadas. Quanto mais rápido uma pessoa falha, melhor suas chances de sucesso. Quanto mais tempo se passa entre as tentativas, mais propensa ela fica a falhar de novo.

Trabalhando com dados em tão larga escala, Wang e sua equipe puderam identificar pontos críticos em comum às diversas tentativas falhas, entendendo qual caminho leva ao progresso e qual leva ao fracasso.

Segundo os pesquisadores, a existência de tais pontos de inflexão contraria as explicações tradicionais sobre fracasso e sucesso, que envolvem fatores como sorte ou hábitos de trabalho.

“O que estamos mostrando aqui é que, mesmo na ausência de tais diferenças, você ainda pode ter resultados muito diferentes”, disse Wang. O que importa é como as pessoas falham, como respondem à falha e aonde essas falhas levam.

No futuro

De acordo com Albert-László Barabási, da Universidade Northeastern, o modelo desenvolvido por esse estudo pode ser usado em outras pesquisas e ferramentas.

“Existem inúmeros trabalhos tentando entender como as pessoas e os produtos são bem-sucedidos. No entanto, há muito pouco entendimento do papel do fracasso. O trabalho de Wang reescreve fundamentalmente nossa compreensão do sucesso, mostrando o papel principal que o fracasso desempenha nele, oferecendo finalmente uma estrutura metodológica e conceitual para colocar o fracasso onde ele pertence dentro do cânone do sucesso”, argumenta.

O próximo passo da pesquisa é refinar o modelo para quantificar outras características individuais e organizacionais que podem influenciar no sucesso, além de aprender com erros passados.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature. [ScientificAmerican]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A obsessão por ser feliz o tempo todo faz as pessoas se sentirem péssimas

Segundo Tal Ben-Shahar, filósofo e psicólogo israelense da contemporaneidade, o estresse (que ele considera se tratar de uma pandemia global) tem sido há muito tratado de forma equivocada. Segundo ele, tem-se deixado “de dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono”.

Recentemente, em evento sobre educação e tecnologia realizado em Madri (o EnlighTed), Tal Ben-Shahar concedeu uma entrevista em que, dentre outras questões, se debruça sobre o tema do estresse, da ansiedade, da felicidade e da educação que tem sido proporcionada aos jovens hoje em dia.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa, igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de 41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo 24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas… Hoje você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de 30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa, mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que termina quando você morre.

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*Fonte: revistapazes

Mãe de menina, o elo mais forte de acordo com a ciência!

De todos os laços familiares, um estudo americano mostrou que o de mãe e filha seria o mais poderoso de todos. É a explicação dos resultados de uma investigação que tentou provar o contrário.

Nos fundamentos da psicologia de adultos e crianças, é dada prioridade ao estudo do relacionamento de cada indivíduo com sua família.

Alguns pesquisadores americanos decidiram abordar esse problema analisando cada link separadamente.

O objetivo deste estudo, publicado pelo The Journal of Neuroscience, foi demonstrar por que e como certas patologias foram transmitidas na família.

Eles descobriram que a transmissão ocorreu particularmente entre mãe e filha, demonstrando a força do vínculo entre elas. Um relacionamento que poderia explicar muitas coisas.

Detalhes do estudo sobre laços familiares

Pesquisadores da Califórnia selecionaram anteriormente 35 famílias com boa saúde: sem distúrbios neurológicos ou psiquiátricos, sem histórico de uso pesado de drogas ou drogas, sem contra-indicações para ressonância magnética (RM).

De fato, graças a esse teste, um “mapa” do cérebro foi criado.

Através da análise das diferentes zonas reativas e da realização de testes comportamentais, os resultados podem ser reveladores.

As análises cobriram as relações pai-filha, pai-filho, mãe-filho e mãe-filha em quantidades quase equivalentes.

O objetivo do estudo foi principalmente entender por que e como os transtornos de depressão e humor pareciam passar entre os membros da família, principalmente entre mães e filhas.

 

Resultados interessantes

A pesquisa chegou à seguinte conclusão: mães e filhas têm uma anatomia idêntica na parte do cérebro que governa as emoções.

Obviamente, essa semelhança também é encontrada entre mãe e filho, pai e filha, pai e filho. No entanto, é muito mais importante entre mães e filhas.

Portanto, a transmissão do esquema emocional será muito forte entre eles, a ponto de sentir as coisas da mesma maneira e também estar sujeita às mesmas patologias.

Uma compreensão mútua reforçada

A boa notícia é que existe uma pessoa na terra que pode entendê-la perfeitamente. Essa semelhança na substância cinzenta entre mãe e filha promove a compreensão mútua.

As mães são mais capazes de identificar e assimilar as emoções de suas filhas e vice-versa.

Às vezes, também é por esse motivo que os relacionamentos mãe-filha nem sempre são fáceis, porque são muito próximas emocionalmente.

Obviamente, essa pesquisa agora deixa muito espaço para novas pesquisas possíveis, talvez levando em conta pessoas com várias patologias; em uma amostra maior de famílias …

Enquanto isso, isso pode explicar por que, mesmo sendo adultas, nossas mães podem continuar sendo nossas pessoas de confiança favoritas.

*Por Leroux Fanny

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*Fonte: seuamigoguru

Como responder a um insulto de forma inteligente, de acordo com os estoicos

Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido“.

Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página. Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura. Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.

Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional

Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida. Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando prejudicar outra pessoa. Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes aos insultos, para o nosso próprio bem-estar psicológico.

O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.

Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preenchemos os espaços em branco e logo tiramos conclusões, independentemente de ter fundamento ou não.

Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um sequestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem o controle, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.

O sequestro emocional ocorre quando consideramos o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e paramos de se comportar racionalmente. Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.

De fato, Epícteto pensava que o insulto não é o agressor, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: “Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo“.

Os 3 filtros dos estoicos para avaliar os insultos

Os estoicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:

Veracidade Se nos sentimos insultados, Sêneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio. Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.

Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado. Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se não for uma pessoa informada, que não sabe do que está falando, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.
Autoridade O último filtro pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva.

Seja melhor do que quem te insulta

Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estoico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: “A melhor vingança é não ser como aquele que machucou você“.

Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruíne nosso dia ou dê mais importância do que merece.

Ele escreveu: “Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações. Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas”.

Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo. A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.

Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estoicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.

Epiteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada.

Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estoicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior. Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo.

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*Fonte: psiconlinenews

Por que é tão gratificante cozinhar para outras pessoas?

O ato de cozinhar, principalmente para outras pessoas, traz uma série de benefícios psicológicos. Envolver-se em atividades criativas, grandes ou pequenas, pode ter um impacto significativo no bem-estar.

“Cozinhar permite a expressão criativa das pessoas”, afirma a professora associada de Psicologia e Ciências da Universidade de Boston, Donna Pincus. “Há muita literatura que conecta expressão criativa e bem-estar geral. Pintando, fazendo música ou cozinhando, isso causa um alívio do estresse por ter algum tipo de saída e uma maneira de se expressar”, explica.

Em um estudo recente publicado no veículo especializado Journal of Positive Psychology, pesquisadores acompanharam 658 pessoas por 2 semanas e descobriram que fazer coisas como cozinhar “fez o grupo se sentir mais entusiasmado com suas atividades no dia seguinte”.

Forma de expressão

Cozinhar para os outros também é uma boa maneira de se comunicar, especialmente para pessoas que não se sentem à vontade para expressar suas emoções. “Em muitas culturas, em muitos países, a comida é realmente uma expressão de amor”, explica Julie Ohana, assistente social médica e terapeuta de arte culinária.

Já Susan Whitbourne, professora de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Universidade de Massachusetts, aponta para a norma cultural de levar comida a alguém quando um ente querido morre: às vezes não há palavras e apenas a comida pode comunicar o que você está tentando dizer. “Pode ser útil para pessoas que têm dificuldade em expressar seus sentimentos em palavras, para que mostrem agradecimento, apreço ou simpatia”, ressaltou Whitbourne em entrevista ao HuffPost.

Foco e atenção

A precisão e o foco exigidos ao cozinhar também promovem atenção plena, algo que os especialistas acreditam que pode ajudar a melhorar vários problemas, incluindo redução do estresse, flexibilidade emocional e satisfação nos relacionamentos. “Cozinhar, na verdade, requer muita atenção e dedicação. Você precisa medir e se concentrar fisicamente na distribuição de massa. Se você se concentra no olfato e no paladar, em estar presente com o que está criando, esse ato de atenção no momento também pode resultar em redução do estresse”, explica Pincus.

Importância para a saúde mental

A ideia de cozinhar para ajudar na saúde mental ganhou popularidade nos últimos anos, já que a prática também pode afastar a presença de pensamentos tristes. John Whaite, o padeiro que ganhou o programa “The Great British Bake Off”, em 2012, disse publicamente que cozinhar foi algo que o ajudou a lidar com a depressão.

Para Pincus, quando a atitude de lutar contra a depressão é consciente, pode significar menos tempo gasto ruminando seus pensamentos. “Sabemos que a ruminação leva à depressão e a pensamentos tristes, mas isso não acontece se você estiver fazendo algo produtivo. E o bom de cozinhar é que você tem uma recompensa tão tangível no fim que representa algo muito benéfico para o cozinheiro e para os outros”.

Mas os psicólogos alertam: se cozinhar for uma atividade que o estressa, os benefícios não serão os mesmos. “Se alguém tem fobia de cozinhar, então essa atividade não é recomendada para ela. É melhor para as pessoas que começam com um nível de conforto básico na cozinha”, diz Ohana. Pincus concorda: “Desde que não seja estressante nem obrigatório, pode ser benéfico para todos”.

*Por Fernanda Umlauf

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*Fonte: megacurioso