Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

Vício em smartphone
O vício em smartphones pode provocar depressão e ansiedade, entre outros sintomas

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Telefones celulares antigos
Os telefones antigos e menos conectados vêm reconquistando usuários

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

Na pandemia, tudo é feito pelo smartphone, e assim os efeitos colaterais se agravam

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

A Revolta É O Grande Remédio Para A Depressão – Diz Psiquiatra

António Coimbra de Matos é o maior nome da psicanálise portuguesa, comprometido a estudar e a tentar compreender a condição humana. Focado no futuro, amor, saúde, doença, vida e a morte. Fez do amor o seu manta, dedicou a vida a estudar um dos lados mais obscuros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. Selecionamos alguns excertos da entrevista que ele concedeu à jornalista Carolina Reis, do *Jornal Expresso.

A depressão é um luto patológico
Comecei a ver através dos meus pacientes que as teorias que havia — mesmo na psicanálise — não explicavam bem o fenômeno. E comecei a procurar eu próprio. Há uma coisa que, geralmente, é confundida pelos psiquiatras e pelos psicanalistas com a depressão que é o luto. Freud dizia que a depressão é um luto patológico. O luto é uma reação perante a perda real de uma pessoa, o paradigma é a morte de uma pessoa amada. A depressão é a reação perante a perda do afeto de uma pessoa. É a ruptura afetiva.

Há depressões normais e depressões patológicas
Há depressões normais e depressões patológicas. E lutos normais e lutos patológicos. O luto normal é de memória e de substituição. Eu vou-me esquecendo do meu pai que faleceu e substituo por um professor, amigos mais velhos. E há lutos patológicos, em que fico eternamente a pensar que me faz muita falta o meu pai que já morreu. A depressão é a mesma coisa. Nas normais, quando perco o afeto de uma pessoa importante para mim, deprimo. Mas na depressão patológica atribuo a culpa a mim.

A depressão atinge todas as classes sociais
Sim, mas aumenta com o sentimento de opressão, de que se está limitado. A pobreza aumenta a depressão, é a falta de esperança. […] A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando começamos a revoltar. Há um estudo interessante do Durkeim, da primeira década do século XX, que diz que nos grandes períodos de guerra, os suicídios diminuem. Porque a revolta é permitida [Isso se refere a chamada raiva produtiva que nos arranca da zona de conforto. “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”, dizia Freud].

Como é que se trata a depressão?
Em alguns casos graves, será necessária alguma medicação. Mas fundamentalmente pela reestruturação da pessoa pelo meio psicoterapêutico, restaurar a autoestima ferida. É que no luto a autoestima não é atingida, na depressão é. Isso já Freud tinha reparado. É um trabalho demorado, difícil. Nem sempre é necessário uma psicanálise, no divã, pode ser psicoterapia face a face. Depende dos casos, se é mais ligeiro, mais recente, consegue-se tratar face a face. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

Trata-se conversando?
Não é só conversa. É perceber como é que a pessoa se deprimiu e como é que pode sair disso. A psicoterapia esteve muito presa às causas, hoje pensamos nisso, mas sobretudo nas soluções. O que é que a pessoa pode fazer para sair da depressão. Levar a pessoa a perceber que aconteceu aquilo, mas a vida não acaba aí. Há outros interesses, o futuro.

A solução, a cura, está dentro de nós?
Está. Mas o analista não é, como se julgou durante muito tempo, um guia, um orientador, um pai, um professor, um padre. Costumo defini-lo em duas funções: de farol, que ilumina e deixa o paciente escolher o seu caminho; e de catalisador, capaz de procurar o processo de mudança, com possibilidade de sucessos. O psicanalista tem de ter uma atitude tal que o paciente sente que se pode abrir. […]Tem de se ter a capacidade de ser um bom ouvinte, que não critica, não castiga, leva o paciente a abrir-se. Ser suficientemente sensível para aceitar pôr-se na pele do paciente. É a chamada empatia. É pôr-se na pele do paciente e ter a resposta afetiva adequada, que não seja culpabilizante nem desvalorizante.

Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes
Em princípio, o paciente tem sempre razão. Vamos ver é se essa razão é total ou se não. Se ele fez qualquer coisa, lá tinha os seus motivos, a sua razão. Vou procurar essa razão, antes de julgar pela minha razão. Se um paciente me diz que bate todos os dias no filho eu fico um bocado irritado, mas devo pensar: ele deve ter alguma razão. O filho faz-lhe ciúmes porque é mais inteligente do que ele? O filho faz-lhe lembrar alguém de quem ele não gostava? Não se deve começar logo por criticar qual é a razão do paciente. É tentar compreendê-lo. Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes. Lembro-me de um texto antigo, de um discípulo de Freud, Wilhelm Stekel, que tem um livro, de 1911, que se chama “A Mulher Frígida.” E acaba com um parágrafo em que diz: mulheres frígidas não existem, existem homens incompetentes.

A gente existe quando se sente amado
Isso é importante porque [não se sentir amado] é uma das causas da depressão. Já reparou que quando os namorados se despedem no aeroporto ambos dizem: não te esqueças de mim. É a importância que o outro nos leva, que o outro pense em nós, que o outro exista. Ou que nós existamos para o outro. Durante muito tempo pensou-se que o importante era a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim. Mas mais importante é eu ter a certeza que estou no interior do meu objeto, que a minha mãe pensa em mim, que a minha namorada pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu objeto. Aliás, tenho um livro que se chama “Vária. Existo Porque Fui Amado”.

É difícil amar?
Não é fácil, mas é bom. E se não se amar não se vive. Tive uma analisanda — professora de psicologia — que um dia me disse que tinha descoberto que eu era religioso, que o meu deus era o Amor. Acho que é verdade. É a coisa que nos mantém, que nos entusiasma e pelo qual vale a pena lutar.

Como sabemos se é amor verdadeiro?
É um amor ablativo, que se propõe a dar. Mais do que captar. As relações são boas quando são recíprocas. No amor, na amizade, nas relações pessoais evoluídas, o mais importante é a pessoa. Enquanto que em relações mais primárias, mais biológicas, o que interessa é o que a pessoa nos dá. Uma coisa é eu gostar daquela pessoa como pessoa, e gostar de estar com ela, da companhia dela, de fazer projetos com ela. Outra coisa é estar a pensar em ir para a cama com ela.

A dor é boa para a nossa construção?
É inevitável. Existe. É um sinal de que as coisas não estão a correr bem e temos de fazer qualquer coisa para ultrapassar. A ideia da civilização judaico-cristã é a de que a dor nos esculpe a vida. Nascemos no pecado, a culpa é secundária e o principal impulso é a busca, de explorar o mundo. Depois é que vem o medo. A culpa é emoção inibitória, tal como o medo, a culpa e a vergonha.

Qual é a pior?
Todas são más. O medo é necessário, mas é preciso ultrapassar o medo. Todos nós perante uma emoção nova temos uma reação, por um lado medo, isto é algo que eu desconheço, pode ser perigoso. Por outro lado, isto é novo pode trazer coisas bestiais. Se somos mais saudáveis, predomina o entusiasmo, vamos à conquista. Se somos mais doentes predomina o medo, retraímo-nos. Varia de pessoa para pessoa e consoante o contexto da vida. Se a criança tem pais compreensivos diminui o medo e pode lançar-se na aventura.

Temos perturbações da sociedade moderna?
É uma coisa muito discutida. Na sociedade urbana, o convívio é menor, desapareceu o convívio de bairro. Há um maior isolamento em relações mais próximas. Este individualismo leva a uma certa solidão, a um certa desconfiança, leva a paranoia, a pessoa pode ser prejudicada pelo outro. As relações afetivas são menos consistentes. São mais superficiais, menos espessas, mais finas, mais delgadas. Partem facilmente.

Que balanço faz da condição humana?
A parte boa: a capacidade de amar, de criar. A parte má: o egoísmo, a vaidade, a sacanice. Podemos ter tudo numa só pessoa, mas há predomínios. Há duas coisas importantes, a capacidade de nos interessarmos pelo outro, em que o mais importante são as pessoas de quem gosto. E depois há o narcisismo, os outros que se lixem. E todos nós temos um bocado dos dois. Quando somos mais saudáveis, somos melhores pessoas. Predomina a capacidade de a pessoa se interessar pelo outro, ajudar a sociedade, criar um mundo melhor. Aí também se mete a questão da morte. Quando o indivíduo tem a capacidade de deixar um legado, há uma certa imortalidade simbólica.

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*Fonte: portalraizes

Infelicidade e solidão pode envelhecer mais que o cigarro

A depressão traz um sofrimento terrível a quem tem esta doença. Isto provavelmente você já sabe. Mas o que os pesquisadores estão descobrindo agora é que ela pode ter outros efeitos, como envelhecer o doente – até mais do que faz o cigarro, por exemplo.

Estudos recentes sugerem que, quanto mais velha cronologicamente for a pessoa, mais propensa ela está a ter algumas doenças que podem levar à morte. Mas agora novas pesquisas estão colocando mais um elemento relacionado ao envelhecimento: a saúde psicológica.

A relação entre a infelicidade e o envelhecimento

O que os pesquisadores estão pontuando é que se sentir infeliz, solitário ou mesmo deprimido pode acelerar os processos de envelhecimento, da mesma que forma que faz o tabagismo e outras doenças. Eles estão levantando como fatores para a velhice, além da idade cronológica, baseada em quando uma pessoa nasceu, a idade biológica, influenciada pela genética, pelo estilo de vida e outros fatores.

Novos estudos sugerem que, quando maior for a idade biológica, maior será o fator de risco a doenças que podem inclusive levar ao risco de morte. Agora, os pesquisadores dizem estar criando um “modelo digital de envelhecimento”, que pode calcular a idade de uma pessoa a partir destes dois fatores.

O relógio do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Hong Kong têm trabalhado em uma startup chamada Deep Longevity. Eles dizem ter criado um “relógio do envelhecimento” a partir de dados coletados com 4846 adultos em 2015. Por meio deste estudo, eles chegaram em 16 biomarcadores sanguíneos relacionados à saúde, como níveis de colesterol, glicose, índice da massa corporal, sexo e medidas da função pulmonar.

Em seguida, eles compararam a idade cronológica dos indivíduos pelo modelo previsto pela sua idade. Os resultados sugeriram que fatores ligados à idade cronológica, o que envolve dados da saúde mental e do nível de satisfação com a vida, interferiram no ritmo do envelhecimento. “Demonstramos que fatores psicológicos, como sentir-se infeliz ou solitário, somam 1,65 anos à idade biológica”, escreveram em um estudo.

Embora o número seja apenas uma estimativa, o estudo revela que cuidar do estado psicológico é fator crucial em relação ao envelhecimento. Outra constatação é que os fumantes tendem a ser 15 meses mais velhos do que os não-fumantes com a mesma idade cronológica.

Os pesquisadores também apontaram mais fatores que são relacionados a esse relógio: o casamento tende a reduzir a idade em sete meses, enquanto a vida em ambiente rural tende a aumentar cinco meses na idade biológica, em relação às pessoas que vivem em centros urbanos.

Andrew Steptoe, professor da Universidade College London, destacou que o trabalho pode trazer uma importante contribuição à sociedade. “Os resultados são interessantes e se somam às evidências existentes na América do Norte e na Europa de que fatores como estresse e baixa posição socioeconômica estão relacionados ao envelhecimento acelerado”, afirmou.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Mulheres estão ficando mais ‘bravas’? O que mostram 10 anos de pesquisa

Um levantamento anual do instituto de pesquisa Gallup indica que mulheres em todo o mundo estão ficando mais bravas nos últimos 10 anos. Mas por que isso está acontecendo?

Dois anos atrás, Tahsha Renee estava de pé em sua cozinha quando foi tomada por uma sensação incontrolável de raiva — ela acabou dando um grito a plenos pulmões.

“A raiva sempre foi uma emoção fácil de explorar”, diz.

Foi no meio da pandemia e ela estava farta. Passou os 20 minutos anteriores andando pela casa listando em voz alta tudo o que a deixava com raiva.

Mas depois do grito ela sentiu uma intensa liberação física.

Tahsha, uma hipnoterapeuta e life coach, desde então tem reunido mulheres de todo o mundo no zoom para falar sobre tudo o que lhes dá raiva e depois extravasar.

De acordo com um levantamento da BBC de 10 anos de dados da Gallup World Poll, as mulheres estão ficando mais irritadas.

Todos os anos, a pesquisa entrevista mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países, perguntando, entre outras coisas, que emoções elas sentiram durante grande parte do dia anterior.

Quando se trata de sentimentos negativos em particular — raiva, tristeza, estresse e preocupação — as mulheres relatam senti-los com mais frequência do que os homens.

A análise da BBC descobriu que, desde 2012, mais mulheres do que homens vêm relatando sentir tristeza e preocupação, embora isso tenha aumentado para ambos os gêneros.

No entanto, quando se trata de raiva e estresse, a diferença com os homens está aumentando. Em 2012, ambos os sexos relataram raiva e estresse em níveis semelhantes. Nove anos depois, as mulheres estão mais irritadas — por uma margem de seis pontos percentuais — e também mais estressadas. E houve uma variação particular na época da pandemia.

Isso não surpreende a terapeuta americana Sarah Harmont. No início de 2021, ela reuniu um grupo de pacientes do sexo feminino para gritarem juntas.

“Sou mãe de dois filhos pequenos e trabalhava em casa. Sentia uma frustração intensa e profunda que estava se transformando em raiva total”, diz ela.

Um ano depois, ela entrou em campo novamente. “Esse foi o grito que viralizou”, diz ela. Foi captado por um jornalista em um dos grupos online de sua mãe participava e, de uma hora para outra, Sarah passou a receber telefones de repórteres de todo o mundo.

Ela acredita que tocou em algo que as mulheres de todos os lugares estavam sentindo, uma intensa frustração de que o fardo da pandemia estava caindo desproporcionalmente sobre elas.

Uma pesquisa de 2020 com quase 5 mil pais em relacionamentos heterossexuais na Inglaterra descobriu que as mães assumiram mais responsabilidades domésticas durante o lockdown do que os pais. Como resultado, elas reduziram suas horas de trabalho. Isso acontecia mesmo quando elas eram as que mais ganhavam na família.

Em alguns países, a diferença entre mulheres e homens que dizem ter sentido raiva no dia anterior é muito maior do que a média global.

No Camboja, a diferença foi de 17 pontos percentuais em 2021, enquanto na Índia e no Paquistão foi de 12.

A psiquiatra Lakshmi Vijayakumar acredita que este é o resultado de tensões que surgiram à medida que mais mulheres nesses países se tornaram educadas, empregadas e economicamente independentes.

“Ao mesmo tempo, elas estão amarrados por sistemas e cultura arcaicos e patriarcais”, diz ela. “A dissonância entre um sistema patriarcal em casa e uma mulher emancipada fora de casa causa muita raiva.”

Todas as sextas-feiras à noite, na hora do rush em Chennai, na Índia, ela testemunha essa dinâmica em ação.

“Você vê os homens relaxando, indo a uma casa de chá, fumando. E você encontra as mulheres correndo para o ônibus ou estação de trem. Elas estão pensando no que cozinhar. Muitas mulheres começam a cortar legumes no caminho de volta para casa no trem.”

No passado, diz Lakshmi, não era considerado apropriado que as mulheres dissessem que estavam com raiva, mas isso está mudando. “Agora há um pouco mais de capacidade de expressar suas emoções, então a raiva é maior.”

O efeito da pandemia no trabalho das mulheres também pode estar causando impacto. Antes de 2020, havia um progresso lento na participação das mulheres na força de trabalho, de acordo com Ginette Azcona, cientista de dados da ONU Mulheres.

Mas em 2020 parou. Este ano, o número de mulheres no trabalho está projetado para ficar abaixo dos níveis de 2019 em 169 países.

Progresso para as mulheres?

Para marcar o 10º aniversário do BBC 100 Women, a BBC encomendou a Savanta ComRes que pedisse às mulheres em 15 países que comparassem o presente com 10 anos atrás.

Pelo menos metade das mulheres entrevistadas em cada país dizem que se sentem mais capazes de tomar suas próprias decisões financeiras do que há 10 anos

Pelo menos metade em cada país, exceto os EUA e o Paquistão, também acha que é mais fácil para as mulheres discutir consentimento com um parceiro romântico


Na maioria dos países, pelo menos dois terços das mulheres entrevistadas disseram que a mídia social teve um impacto positivo em suas vidas — nos EUA e no Reino Unido, porém, o número ficou abaixo de 50%.


Em 12 de 15 países, 40% ou mais das mulheres entrevistadas dizem que a liberdade de expressar suas opiniões é uma área em que sua vida mais progrediu nos últimos 10 anos


46% dos entrevistados nos EUA acham que é mais difícil para as mulheres acessar o aborto medicamente seguro do que há 10 anos

“Temos um mercado de trabalho segregado por sexo”, diz a autora feminista americana Soraya Chemaly, que escreveu sobre a raiva em seu livro de 2019, Rage Becomes Her (Raiva se torna ela, em tradução livre).

Ela vê muito do esgotamento relacionado à pandemia acontecendo em setores dominados por mulheres, como assistência.

“É um trabalho pseudo-maternal e mal pago. Essas pessoas registram níveis muito altos de raiva reprimida, suprimida e desviada. E tem muito a ver com a expectativa de trabalhar incansavelmente. E sem nenhum tipo de limite legítimo”.

“Dinâmicas semelhantes são frequentemente encontradas no casamento heterossexual”, diz ela.

Nos Estados Unidos, muito foi escrito sobre o peso da pandemia sobre as mulheres, mas os resultados da Gallup World Poll não indicam que as mulheres são mais raivosas do que os homens.

“As mulheres nos Estados Unidos sentem uma vergonha muito profunda pela raiva”, pontua Chemaly, e podem ser mais propensas a relatar sua raiva como estresse ou tristeza.

Talvez por isso as mulheres americanas relatem níveis mais altos de estresse e tristeza do que os homens.

Isso é verdade em outros lugares também. Muito mais mulheres do que homens disseram estar estressadas no Brasil, Uruguai, Peru, Chipre e Grécia.

No Brasil, mais especificamente, quase seis em cada 10 mulheres disseram ter se sentido estressadas durante grande parte do dia anterior, em comparação com pouco menos de quatro em cada 10 homens.

Bolívia, Peru e Equador também viram uma grande diferença entre os sexos. Na Bolívia e no Equador, quase metade das mulheres disseram ter se sentido tristes durante grande parte do dia anterior — 15 pontos percentuais a mais do que os homens.

A tendência das mulheres relatarem emoções negativas com mais frequência do que os homens remonta pelo menos a 2012 nesses países e em muitos parece estar piorando.

Mas Tahsha Renee acha que muitas mulheres nos Estados Unidos e em outros lugares já chegaram a um ponto em que podem dizer: “Chega!”

“De uma forma que está realmente facilitando a mudança. E elas estão usando sua raiva para fazer isso”, argumenta.

“Você precisa de fúria e raiva”, concorda Ginette Azcona da ONU Mulheres. “Às vezes você precisa disso para agitar as coisas e fazer com que as pessoas prestem atenção e ouçam.”

Metodologia
A Gallup faz um levantamento anual com mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países e áreas, representando mais de 98% da população adulta mundial, usando amostras representativas nacionalmente selecionadas aleatoriamente. As entrevistas são realizadas presencialmente ou por telefone. A margem de erro para os resultados varia segundo o país e a pergunta. Quando os tamanhos das amostras são menores, por exemplo, ao dividir um conjunto de respostas por sexo, a margem de erro será maior. Tabelas de dados completas para a pesquisa Gallup de 2021 podem ser baixadas aqui.

Savanta ComRes entrevistou 15.723 mulheres com mais de 18 anos online no Egito (1.067), Quênia (1.022), Nigéria (1.018), México (1.109), EUA (1.042), Brasil (1.008), China (1.025), Índia (1.107), Indonésia (1.061), Paquistão (1.006), Arábia Saudita (1.012), Rússia (1.010), Turquia (1.160), Reino Unido (1.067) e Ucrânia (1.009) entre 17 de outubro e 16 de novembro de 2022. Os dados foram ponderados para serem representativos de mulheres em cada país por idade e região. A margem de erro para os resultados de cada país é de +/- 3. Tabelas de dados completas podem ser encontradas aqui.

O BBC 100 Women nomeia 100 mulheres inspiradoras e influentes em todo o mundo todos os anos.

*Por Stephanie Hegarty
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*Fonte: bbc-brasil

Será que todo mundo tem uma ‘VOZ’ NA CABEÇA?

Quantas vezes você já se pegou conversando com a “pequena voz” que atua dentro da sua cabeça? No fim das contas, é bastante comum criar longas conversas dentro de nossos pensamentos para esclarecer situações da vida, ajudar em um momento delicado no trabalho ou para criticar nossos próprios comportamentos.

Mas será que todas as pessoas no mundo possuem esse monólogo interno? Por muito tempo, acreditava-se que era completamente impossível uma pessoa não ter uma voz interna em sua cabeça, mas estudos recentes indicam que esse não é o caso. De acordo com pesquisadores, nem todas as pessoas processam a vida da mesma maneira e podem apresentar métodos diferentes de manejar seus pensamento e sentimentos. Veja só!

Cérebro em atuação

Quando citamos o termo “monólogo interno” estamos nos referindo às pessoas com capacidade de ter uma fala privada dirigida a si mesma, o que acontece sem que nossa boca precise emitir qualquer articulação ou som. Sendo assim, é basicamente como se você realmente conseguisse “ouvir” sua própria voz sem dizer nada.

Alguns estudos, inclusive, sugerem que crianças podem usar alguma forma de fonética interna para raciocinar desde 18 a 21 meses. Para analisar essa função cerebral, o Laboratório de Psicologia e Neurocognição do CNRS, instituto nacional de pesquisa francês, observou esses monólogos internos em três dimensões em um estudo feito em 2019.

A pesquisa aponta que a primeira dimensão é a dialogalidade, o que diria que algumas conversas internas são tão complexas que existe um debate se é certo chamá-las de monólogos. Em segundo lugar ocorre a condensação, que mede o quão prolixo é o seu discurso interno. Por fim, entra a intencionalidade, fator que analisa se estamos entrando em um discurso interior de propósito ou por acaso.

Interpretando dados

Em 1990, um estudo conduzido pela Universidade de Nevada passou a questionar a dependência das pessoas de uma voz interior. Utilizando um bipe, os pesquisadores pediram para que os participantes sempre anotassem o que estavam pensando ou experimentando em suas cabeças quando o dispositivo apitasse.

No fim do dia, eles precisavam se reunir com um pesquisador para revisar suas respostas. Após uma série de encontros, a equipe de pesquisa notou que algumas pessoas tinham uma fala interior toda vez que o bipe tocava, quase como se tivessem um rádio em suas cabeças. Porém, outros apresentaram menos monólogos do que o normal e uma pequena porção nem mesmo tinha fala interior.

Esse último grupo, por sua vez, experimentava imagens, sensações e até mesmo emoções no lugar das vozes e palavras. Com o tempo, a falta de monólogo interior passou a ser associada a uma condição chamada afantasia — também conhecida como “cegueira do olho da mente”.

Pessoas que sofrem de afantasia não têm visualizações em suas mentes. Logo, não conseguem imaginar mentalmente um lugar por onde passaram ou o rosto de um ente querido. Muitas vezes, essas pessoas também não experimentavam formas de monólogos internos claros. No fim das contas, a afantasia e a falta de voz interior não são condições necessariamente ruins, mas podem resultar em uma maior dificuldade para que essa pessoa se adapte a alguns métodos de aprendizados usados até hoje.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Por que pessoas altamente inteligentes sofrem de mais transtornos mentais e físicos

A sensibilidade elevada de seu cérebro pode torná-lo perceptivo e criativo. Mas é uma faca de dois gumes, descobriram os pesquisadores.

Pessoas com alto QI são consideradas como tendo uma vantagem em muitos domínios. Prevê-se que elas tenham maior nível de escolaridade, melhores empregos e um nível de renda mais alto. Ainda assim, descobriu-se que um QI alto também está associado a várias doenças mentais e imunológicas, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, TDAH, bem como alergias, asma e distúrbios imunológicos. Por que isso?

Um novo artigo publicado na revista Intelligence revisa a literatura e explora os mecanismos que possivelmente estão por trás dessa conexão.

Os autores do estudo compararam dados retirados de 3.715 membros da American Mensa Society (pessoas que pontuaram nos 2% melhores testes inteligentes) com dados de pesquisas nacionais para examinar a prevalência de vários distúrbios naqueles com maior inteligência em comparação com o população média.

Os resultados mostraram que pessoas altamente inteligentes têm 20% mais chances de serem diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (TEA), 80% mais chances de serem diagnosticadas com TDAH, 83% mais chances de serem diagnosticadas com ansiedade e 182% mais chances de desenvolver pelo menos um transtorno de humor.

Quando se trata de doenças fisiológicas, pessoas com altas habilidades cognitivas têm 213% mais chances de ter alergias ambientais, 108% mais chances de ter asma e 84% mais chances de ter uma doença auto-imune.

Os pesquisadores se voltaram para o campo da psiconeuroimunologia (PNI) para buscar algumas das respostas. PNI examina como o estresse crônico acumulado em resposta a fatores ambientais influencia a comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico.

Os pesquisadores apontam que pessoas muito inteligentes têm tendências para “superexcitabilidades intelectuais” e uma hiper-reatividade do sistema nervoso central. Por um lado, isso dá às pessoas com alto QI uma consciência elevada que ajuda seu trabalho criativo e artístico. Na verdade, o campo da habilidade cognitiva reconhece que um aspecto das pessoas altamente inteligentes é “uma capacidade mais ampla e profunda de compreender o que está à sua volta”.

Essa hiper-reatividade, entretanto, também pode levar a depressões mais profundas e problemas de saúde mental. Isso é particularmente verdadeiro para poetas, romancistas e pessoas com alta inteligência verbal. Sua intensa resposta emocional ao meio ambiente aumenta as tendências para ruminação e preocupação, fatores que predizem depressão e transtornos de ansiedade.

Respostas psicológicas intensificadas podem afetar a imunidade, escrevem os pesquisadores. Pessoas com superexcitabilite podem ter reações fortes a estímulos externos aparentemente inofensivos, como uma etiqueta de roupa irritante ou um som. Essa reação pode se transformar em estresse crônico de baixo nível e lançar uma resposta imunológica inadequada.

Quando o corpo acredita que está em perigo (independentemente de ser objetivamente real como uma toxina ou imaginário como um som irritante), ele lança uma cascata de respostas fisiológicas que incluem uma miríade de hormônios, neurotransmissores e moléculas de sinalização. Quando esses processos são ativados cronicamente, eles podem alterar o corpo e o cérebro, desregular a função imunológica e levar a condições como asma, alergias e doenças autoimunes.

A literatura científica tem confirmado a associação entre crianças superdotadas e um aumento do índice de alergias e asma. Um estudo mostra que 44% das pessoas com QI acima de 160 sofriam de alergias, em comparação com 20% dos colegas da mesma idade. O estudo exploratório feito pelos autores deste último artigo apóia ainda mais essa conexão.

Com base em suas descobertas e estudos anteriores, os pesquisadores denominaram esse fenômeno de teoria da integração hipercérebro / hiper-corpo, explicando que:

As superexcitabilidades específicas para aqueles com alta inteligência podem colocar esses indivíduos em risco de hipersensibilidade a eventos ambientais internos e / ou externos. A ruminação e a preocupação que acompanham essa consciência intensificada podem contribuir para um padrão crônico de lutar, fugir ou congelar as respostas, que então lançam uma cascata de eventos imunológicos. […] Idealmente, a regulação imunológica é um equilíbrio ideal da resposta pró e antiinflamatória. Deve se concentrar na inflamação com força e, em seguida, retornar imediatamente a um estado de calma. Naqueles com as superexcitabilidades discutidas anteriormente, incluindo aqueles com TEA, esse sistema parece não conseguir atingir o equilíbrio e, portanto, os sinais inflamatórios criam um estado de ativação crônica.

Os autores concluem que é importante estudar mais a relação entre alta inteligência (particularmente os 2% mais ricos) e doença, especialmente para demonstrar a causa e trazer à luz os aspectos negativos de ter um QI alto. Como se costuma dizer, “este presente pode ser um catalisador para o empoderamento e autoatualização ou pode ser um indicador de desregulação e debilitação” e, para servir a este grupo, é importante “reconhecer os estrondos do trovão que se seguem em o despertar de seu brilho. “

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A má formação da identidade e os desequilíbrios emocionais modernos

Com o passar das gerações, surgiram e se acentuaram os desequilíbrios ligados ao comportamento humano. Ocorrências generalizadas de ansiedade, crises de pânico e depressão podem não ser de fato o problema, mas sintomas de algo que representa a real ameaça ao bem-estar emocional moderno.

É sabido que, do nascimento até a fase adulta, o ser humano passa por diversas fases na sua construção intelectual e emocional, fases essas que, se não forem vividas corretamente desde o seu primeiro dia, resultarão em desvios e desequilíbrios no comportamento do indivíduo adulto, seja pela própria postergação dessas fases, como um adulto que apresenta comportamentos de adolescente, como também o que pode ser a fonte de muitos problemas vastamente observados hoje, a má-formação da identidade.

A identidade é um dos mais importantes aspectos da formação do indivíduo e ela acontece desde o primeiro dia de vida, pois uma criança deve aprender o que ela é e o que são os outros, ela deve aprender a se descolar do mundo para tornar-se alguém e, sendo alguém, consequentemente, poderá ser inserida neste mundo que se divide em culturas, sociedades, regras e limites.

Porém, se ocorrer erros na formação da identidade dessa criança, ela se tornará um adulto que não se define em coisa alguma, com uma identidade sem forma e que dependerá exclusivamente do meio exterior para ser identificada, o que por si só já se torna o primeiro sintoma do problema, pois a identidade é o que faz o indivíduo se posicionar no mundo e não o contrário.

É claro que nós dependemos uns dos outros para nos definir, aprendemos quem somos, nossa posição no mundo, gostos e afinidades a partir das comparações feitas com terceiros, porque, quando o outro se posiciona como tal, eu tenho a autonomia de me posicionar como sou. As informações que recebemos dos demais ajudam na construção da nossa identidade, mas, como regra, a fonte desse posicionamento precisa vir de dentro, do nosso senso crítico, vontades e gostos.

No entanto, o que acontece quando estamos inseridos em uma sociedade em que, majoritariamente, as pessoas não possuem identidade construída? E dependem unicamente da posição que o mundo e terceiros dão a elas para que se sintam algo e parte de algo?

Caminhamos para mais um passo no problema que se instalou na sociedade moderna: uma massa gigantesca de pessoas sem identidade, e, quando não se tem identidade, você pode ser tudo, mas não é definitivamente nada; você pode viver grandes experiências, mas elas não fazem parte de fato de quem você é. Tudo passa por você e some, não importa o quão intenso seja, no fim, desaparece.

E, como nada fica, sobra apenas a angústia de não se sentir nada e pertencente a nada, daí surge a ansiedade pela eterna espera de se tornar algo, o medo e o pânico por essa situação perdurar e, por fim, a depressão por perceber que o concreto de fato é o vazio.
A consequência de tudo isso é vermos adultos agindo como crianças, desesperados para se sentirem parte de qualquer coisa, de serem desejados, como o próprio psicanalista francês Jacques Lacan disse: “A fonte de todos os desejos do ser humano é o desejo de ser desejado sempre”. E isso pode se traduzir em diversos aspectos presentes no comportamento social moderno.

Por exemplo, não é incomum a presença de pessoas inteiramente tatuadas, com piercings ou quaisquer outros artefatos que são usados para chamar a atenção e, subliminarmente, usados para uma definição de identidade. Até porque, quando um indivíduo tatua o seu corpo, fura-o ou compra um carro chamativo, pode ser uma tentativa desesperada de concretizar uma identidade em si que, claro, precisa ser legitimada pelo outro.

Um indivíduo qualquer conhece um grupo de pessoas que gosta de carros. Ele vive aquilo intensamente e faz uma tatuagem de um carro no braço. Tempos depois, conhece outro grupo, dessa vez de motoqueiros, e, mais uma vez, vive a experiência intensamente, compra uma moto e a tatua. A questão é: esse indivíduo não gosta nem de carros nem de motos. Ele vai aonde dá e faz o que puder para se sentir parte, se sentir desejado por determinado grupo. Mas a questão é que de fato ele é nada, e, sendo nada, não será a tatuagem de carro ou moto que definirá sua identidade – essas tatuagens, agora, também não significam mais nada, e esse ciclo recomeça sem fim.

Isso é muito diferente de alguém que desenvolveu corretamente sua identidade, que realmente gosta de carros ou motos desde criança, que monta e desmonta essas máquinas e estuda tudo sobre elas. Esse indivíduo pode também fazer uma tatuagem, mas essa tatuagem representa realmente quem ele é, já o indivíduo que tem má-formação de identidade o faz como um recurso de solidificar algo em si, do lado de fora, na sua pele, o que dentro ele não consegue. E toda essa tentativa externa de manter uma identidade necessita do outro como agente de confirmação dessa identidade, mas o outro também não é nada; o mundo muda mais rápido do que conseguimos acompanhar, e novamente caímos na angústia do vazio.

Esse comportamento é visto e representado claramente em muitos campos da sociedade, da política e da cultura. As redes sociais se tornaram o veículo perfeito dessa busca pela aceitação alheia e o desespero por uma identidade que em sua maioria vem de forma deturpada e alimenta ainda mais os desequilíbrios emocionais modernos.

Em suma, a identidade, quando não bem construída, abre a porta para que o indivíduo seja utilizado como bem entender por um mundo exigente e vaidoso no qual a moral se tornou estética e não ética, e a infeliz pergunta “Sabe com quem você está falando?” se tornou realidade, porque esse indivíduo realmente não sabe quem ele é, e espera que um mundo tal qual sem forma lhe diga.

Não é à toa que a filosofia e a psicologia, hoje, foram tomadas pelo pensamento positivo e pela autoajuda, que reforçam ainda mais um teatro social que ofusca a realidade, dando valor apenas àquilo que é visto no palco, mesmo que não seja real. E como todos que assistem ao espetáculo não têm identidade, não importa o que está sendo mostrado lá, porém, se alguém levanta e diz que não vê nada, é chamado de louco.

*Por Gabriel Fraga
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Falta de sono está tornando sociedade mais egoísta; entenda relação

A explicação para o egoísmo humano pode estar na cama: mais precisamente, no sono. Uma série de estudos realizados por cientistas da Universidade da Califórnia concluiu que uma noite mal dormida, com uma quantidade insuficiente de horas de sono, afeta diretamente a probabilidade de alguém ajudar outra pessoa.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS Biology no dia 23, e trabalhou com um banco de dados e análise da atividade cerebral de 124 participantes.

O estudo foi dividido em três fases com 124 participantes, além de um imenso banco de dados

Horário de verão
A primeira parte do trabalho se debruçou sobre informações de três milhões de pessoas em um banco de dados a respeito de doações de caridade realizadas entre 2001 e 2016.

De acordo com a pesquisa, após o horário de verão houve uma queda de 10% nas doações, tendência que não foi observada em regiões que não alteram os relógios no período. Na segunda parte da pesquisa, 24 pessoas tiveram suas atividades cerebrais observadas através de ressonância magnética após noites diversas de sono.

Noites sem dormir ou de baixa qualidade de sono se revelaram determinantes para nossa generosidade
Pouco sono ou de baixa qualidade se revelaram determinantes para nossa generosidade

Os participantes foram submetidos a uma noite plena com oito horas de sono e, em seguida, uma noite sem dormir, e os resultados mostraram que a rede neural pró-social, parte do cérebro responsável por considerar as necessidades e emoções de outras pessoas, ficou menos ativa após a noite em vigília.

“Mesmo apenas uma hora de perda de sono foi mais do que suficiente para influenciar a escolha de ajudar outra pessoa”, afirmou Eti Ben Simon, pós-doutoranda em psicologia no Center for Human Sleep Science e uma das líderes do estudo.

O sono interfere na rede neural pró-social, parte do cérebro responsável pelas relações

Por fim, a terceira parte da pesquisa estudou o sono de 100 pessoas por três a quatro noites, para concluir, através de um questionário, que, mais do que a quantidade de horas, a qualidade do sono é determinante para “ativar” a generosidade em nosso cérebro.

“Essas descobertas podem sugerir que, uma vez que a duração do sono aumenta acima de uma quantidade nominal básica, então parece ser a qualidade desse sono que é mais crítica para ajudar e apoiar nosso desejo de ajudar outras pessoas”, afirmou Simon.

Epidemia global
Segundo Matthew Walker, professor e diretor do Centro de Ciências do Sono Humano da universidade e também líder do estudo, a conclusão da pesquisa é especialmente relevante diante do que chama de “epidemia global de perda de sono”, na qual mais da metade das pessoas em países dito desenvolvidos dormem pouco durante os dias de trabalho.

Excesso de uso de telas, especialmente próximo à hora de dormir, pode prejudicar o sono

Segundo Walker, a perda do sono “altera radicalmente como somos enquanto seres sociais e emocionais”, dado que ele aponta como parte da “própria essência da interação humana e o que significa viver uma existência humana plena e significativa”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

A falsidade é o lado sombrio da sua personalidade

Aquele que não consegue conectar a mente ao coração, revela um lado sombrio da sua personalidade: a falsidade.

Ele prioriza as aparências e despreza a essência. Foca nas suas vontades mesquinhas, faz coisas erradas e age como se não soubesse que todo ato traz consequências.

As suas sombras lhe parecem mais atrativas, e ele se sente mais forte quando percebe que conseguiu enganar aqueles que estão a sua volta.

Ele sente necessidade de diminuir os outros porque está sendo controlado pelas suas sombras interiores. Ele escuta o ego e silência o coração, por isso, precisa se colocar no mundo como se fosse superior a tudo e a todos.

Muitas vezes, ele usa as palavras como instrumento para manipular, enganar e persuadir os outros a seu favor, porém, o seu maior prazer é ver os seus adversários e concorrentes, sofrendo as piores humilhações.

Ele está o tempo todo pensando que está sendo enganado, que estão mentindo para ele, enquanto é ele quem mente e engana, com a justificativa de que estão fazendo o mesmo ou pior com ele.

A FALSIDADE É O REQUINTE MALÍGNO DA PERSONALIDADE DOENTE, ELA CRIA CONFLITOS E SE DIVERTE QUANDO VÊ QUE AS SUAS INVESTIDAS GERARAM DOR NAQUELES QUE FORAM ALVO DAS SUAS AÇÕES MAL INTENCIONADAS.

Ele usa frases de efeito, ditas por pessoas idônias e respeitadas, como se fossem suas, para mascarar a verdade que assombra a sua mente perversa.

“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”. William Shakespeare

Ele usa a falsidade como ferramenta para conquistar o que ele quer porque se considera invencível e sabe que pode vencer onde muitos francassam. Isso porque, a falsidade proporciona a ele um nível exagerado de confiança.

A pessoa que usa a falsidade como escudo, o faz, porque age racionalmente e sem emoções. Não é que ela não tenha sentimentos, porém, ela não leva em conta e nem confere valor a eles.

Quando ela percebe que a falsidade usada com diplomacia não surtiu os efeitos desejados, ela promove ações mais violêntas para hostilizar e denegrir a imagem daquele que a faz sentir ameaçada de alguma maneira.

Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.– Buda

A falsidade é o lado sombrio da personalidade, é quando a mente não conecta ao coração e, com isso, passa a bolar estratégias para se sobrepor aos outros.

UMA PESSOA FALSA, QUE MENTE E ENGANA, CAUSA ESTRAGOS, MUITAS VEZES, IRREPARÁVEIS, NA VIDA DE QUEM SE APROXIMA DELA.

Se você já foi ferido(a), prejudicado(a) e injustiçado(a) pela falsidade de alguém, você precisa de ajuda para ressignificar tudo isso para não atrair mais pessoas falsas para a sua vida. Me chame no direct @rhamuche e agende uma consulta individual.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.
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*Fonte: resilienciamag

Benefícios à saúde: Gatos ajudam a aliviar estresse de pessoas emotivas

Os benefícios trazidos pelos animais de estimação, sobretudo na saúde mental, já são comprovados cientificamente. No caso de gatos, você sabia que os felinos ajudam a aliviar o estresse de pessoas muito emotivas e altamente reativas ao interagir com elas? É o que afirma um artigo recém-publicado pelos pesquisadores da Washigton State University na revista Anthrozoös.

Durante um programa de visitação de gatos, os cientistas identificaram que diferentes fatores forneceram uma resposta positiva aos felinos, incluindo um traço específico de personalidade: o da emotividade. Esse traço, de acordo com o modelo de psicologia do Cinco Fatores, indica que uma pessoa tem emoções fortes e é altamente sensível a elas.

“Sempre nos disseram que ‘pessoas de gatos’ são diferentes de ‘pessoas de cães’ e que a maioria dos alunos não está interessada em interagir com gatos. Nossos resultados revelaram que alunos estão interessados em interagir com gatos e comprovam que esse interesse pode ser motivado por traços de personalidade”, afirma Patricia Pendry, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Washington State University e coautora do artigo.

No estudo, foram ouvidos mais de 1.400 estudantes e funcionários de mais de 20 universidades.

“Estamos procurando maneiras de ajudar mais pessoas a reduzir seus níveis de estresse. Adicionar gatos pode ser outra maneira de alcançar um público mais amplo”, garantem os especialistas.

*Por
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*Fonte: hypeness

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas

Se você é uma daquelas pessoas que vive na dúvida, lembre-se de que assumir um certo nível de risco costuma ser uma condição essencial para seguir em frente. Descubra por quê!
Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você já parou para pensar que nós aprendemos com os nossos erros, e não com as nossas dúvidas? Se você é uma pessoa indecisa, é provável que, em vários momentos da sua vida, tenha olhado com uma grande admiração para aqueles que são mais resolutos e determinados, para aqueles que se jogam mesmo com pontas soltas, mesmo sem possuir todas as habilidades, experiências e certezas necessárias.

A atitude deles pode parecer imprudente ou arriscada para você, mas na verdade são essas pessoas que costumam fazer mais progresso. Afinal, mesmo que elas falhem, todos aprendemos com os erros, mas não com as dúvidas.

O dilema entre correr riscos ou permanecer no conhecido pode surgir em múltiplas situações: ao aceitar um novo emprego, ao iniciar um relacionamento ou expandir o círculo social. Pode nos assaltar quando pensamos em mudar de cidade ou em comprar um imóvel.

Se você é um daqueles que prefere permanecer na dúvida, queremos mostrar-lhe as oportunidades que pode estar perdendo.

Por que continuamos em dúvida?
Analisar e refletir antes de tomar uma decisão é sempre positivo. No entanto, algumas pessoas tendem a ficar presas nesse processo sem nunca ousar dar o passo, mesmo quando o risco é moderado.

Por que esse fenômeno ocorre? Existem diferentes fatores de influência que devemos levar em consideração.

Superproteção
Pessoas que foram superprotegidas durante seu crescimento podem ter mais dificuldade para tomar decisões. Elas não tiveram oportunidade de assumir, de forma gradativa, a responsabilidade pelos seus atos.

Assim, podem não se sentir capazes ou preparadas para dar um rumo à sua vida, e optam por seguir a opinião dos mais próximos ou por permanecer onde estão, mesmo que não gostem.

Perfeccionismo
Se você vai realizar um novo projeto, é importante que se lembre da seguinte frase: “Melhor feito do que perfeito”. Existem aqueles que são freados e limitados pela sua própria demanda. Se você precisa que cada um dos seus passos seja um sucesso, é provável que não ouse começar, já que ninguém pode garantir a perfeição.

Em vez disso, adote uma mentalidade construtiva na qual você perceba que cada experiência traz um aprendizado. Assim, mesmo que não vá do ponto A ao ponto B em um único salto, você saberá avaliar o progresso que fez. Ao aliviar a pressão, você se sentirá mais apto a enfrentar novos desafios.

Medo de falhar
Se você tende a permanecer na dúvida, se deixa de correr riscos para alcançar seus objetivos, talvez seja por causa do medo do fracasso. Às vezes, isso constitui um mecanismo de defesa: “Se eu não tentar, não vou errar”, e essa retirada é mais fácil de assumir do que uma possível derrota.

Analise como você define o erro ou falha e o que acontece no seu diálogo interno. Quando você percebe que cometeu um erro, você considera isso intolerável e vergonhoso? Ou você assume que errar faz parte do caminho para o sucesso?

Falta de confiança
Todos cometemos erros, mas só quem tem boa autoestima pode tirar proveito deles. Quando uma pessoa não confia em si mesma, em suas habilidades e em suas oportunidades, é difícil para ela ultrapassar os limites da chamada zona de conforto.

No fim, o que importa não são os obstáculos que podem aparecer no caminho, mas a segurança pessoal de saber que vamos conseguir enfrentá-los.

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você se sentiu identificado com as características anteriores? Você sente que quer mudar de vida, em algum aspecto, mas não se atreve a dar esse passo? Portanto, você deve saber que muitas vezes se aventurar é a opção mais benéfica. Isso se deve aos seguintes motivos:

A dúvida é viciante. Quando você começar a repetir o mesmo processo de análise e reflexão passo a passo, indefinidamente, você se verá envolvido em um círculo sem fim no qual nunca obterá novas conclusões ou soluções. Decidir e agir é a única maneira de sair disso.
Cada vez que você hesita e decide recuar, desistir dos seus sonhos e objetivos, você enfraquece sua autoconfiança. Você não se permite tentar e, portanto, assume que não é capaz. Desta forma, será cada vez mais difícil ousar.
Se você se aventurar a tomar uma decisão ou empreender um projeto e fracassar, ainda assim terá obtido lições valiosas que irão ajudá-lo a continuar no caminho. Agora você sabe para onde não ir, o que modificar e o que manter.
Ao superar seus medos e entrar em ação, você se dá a oportunidade de descobrir que é mais capaz do que pensa e que o “fracasso” não é tão catastrófico e intransponível quanto você imaginava. Quando você cai, se levanta e segue em frente, você começa a fortalecer seu autoconceito. Os desafios a seguir parecem ser muito mais acessíveis.

Saia da dúvida, ouse crescer
Em suma, dar o salto para aquela proposta que tanto te assusta não garante que tudo vai dar certo, mas garante que você vai avançar e crescer pessoalmente. Talvez você esteja se perguntando há dois anos se deve iniciar uma empresa e, neste tempo, você só enfraqueceu. Se você tentar, em dois anos estará repleto de experiências, aprendizados e conhecimentos valiosos.

A vida é movimento; se as dúvidas o estagnam e limitam, trabalhe para superá-las.

Afaste-se das pessoas, lugares e situações que não parecem mais adequados para você e vá em direção àqueles que são, apesar do medo, apesar da incerteza. Afinal, a pior coisa que pode acontecer é você melhorar o seu crescimento pessoal. Lembre-se sempre de que aprendemos com os erros, e não com as dúvidas.

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Há mil e uma razões para mentir. Há quem diga “ mentiras brancas ” para “proteger” o outro de uma dura verdade e há quem minta para evitar as consequências de seu comportamento. Mas também há pessoas que mentem desnecessariamente, pelo menos aparentemente.

Falar com quem mente escancaradamente, muitas vezes, é como andar na areia movediça, porque nunca sabemos quando estão apontando fatos, ou quando estão criando para se beneficiarem de alguma maneira.

No entanto, entender por que uma pessoa está mentindo desnecessariamente é o primeiro passo para levar a conversa para o reino da verdade.

As 3 razões mais comuns pelas quais as pessoas mentem

A mentira patológica não é um fenômeno recente. No início do século 20, o psiquiatra William Healy escreveu sobre um jovem paciente:

“Ao longo de nosso relacionamento com Adolf, sabíamos que sua palavra não era confiável. Muitas vezes ele contou a seus amigos mentiras bastante desnecessárias, o que não fez nada além de afetar sua opinião sobre ele. Suas invenções repetidas não serviram a nenhum propósito comprovável”.

Mentir desnecessariamente ainda é um hábito relativamente difundido. Um estudo realizado na Universidade do Texas, por exemplo, revelou que mais de 91% das 251 pessoas entrevistadas indicaram conhecer um mentiroso patológico. Essas pessoas acreditavam que aproximadamente 49% das mentiras não tinham motivo ou razão aparente.

No entanto, é importante notar que nossa incapacidade de encontrar razões para uma mentira não significa necessariamente que o mentiroso não tenha “razões” para sua desonestidade.

O fato de não encontrarmos um sentido racional para a mentira não implica a ausência de motivações. Para entender por que uma pessoa mente “desnecessariamente”, é essencial se colocar no lugar dela.

1. Chame a atenção para se sentir importante

Todos nós precisamos de um certo grau de atenção, validação e aprovação social, mas algumas pessoas tentam satisfazer essas necessidades de maneiras não naturais, recorrendo a mentiras.

NA VERDADE, MENTIROSOS PATOLÓGICOS GERALMENTE MENTEM PARA CHAMAR ATENÇÃO.

Se não recebem a quantidade de atenção que desejam, muitas vezes recorrem ao exagero ou mesmo à fabricação para impressionar os outros.

Em muitos casos, essas pessoas são apresentadas como heróis das situações, aventureiros intrépidos ou mesmo como pobres vítimas. Para dar força ao seu caráter, costumam construir histórias que beiram o fantástico, mas temperam com detalhes mais convincentes para chamar a atenção e serem percebidos como mais importantes.

Geralmente são pessoas preocupadas em perder o respeito ou a admiração das pessoas ao seu redor. Na verdade, muitas das pessoas que mentem realmente só querem agradar, impressionar e/ou ser valorizadas positivamente. Em vez disso, eles se preocupam que dizer a verdade alienará ou desapontará os outros.

2. Reforçar a autoestima frágil

Décadas atrás, o psiquiatra Charles Ford argumentou que quando as pessoas experimentam uma necessidade excessiva de melhorar sua auto-estima, podem recorrer à mentira, chegando até a estados patológicos.

Na prática, embora todos ao seu redor achem que é uma questão inconsequente, o mentiroso está convencido de que é uma questão crítica. Ele tem uma visão distorcida, o que o leva a enfatizar determinadas situações para ganhar relevância aos olhos dos outros e aumentar artificialmente sua autoestima.

NA VERDADE, DESCOBRIU-SE QUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUE MENTEM DESNECESSARIAMENTE MENTEM SOBRE SI MESMAS. ISSO INDICA QUE O CONTEÚDO DESSAS MENTIRAS É UMA FORMA DE REAFIRMAÇÃO PESSOAL, PARA ESCORAR UMA AUTOESTIMA FRÁGIL.

3. Confunda a mentira com a verdade

Na mente da pessoa que mente desnecessariamente, as fronteiras entre realidade e fantasia geralmente não são muito bem definidas. De fato, nossas memórias em um sentido geral geralmente não são muito confiáveis.

Nossa memória está sujeita à influência de muitos fatores, por isso não é incomum sofrermos de alguma forma de dismnésia ; isto é, que nossas memórias mudam ao longo do tempo, pois são reconstruídas cada vez que as recordamos.

Essas sutis distinções entre o que aconteceu e as reinterpretações que fazemos dos fatos podem levar uma pessoa a dizer coisas que não são verdadeiras, mas que em sua imaginação eram ou pelo menos gostariam que fossem.

ESSAS PESSOAS TENDEM A REMODELAR CONTINUAMENTE SEU PASSADO, ENTÃO SUAS VERSÕES DO QUE ACONTECEU ESTÃO MUDANDO CONSTANTEMENTE À MEDIDA QUE ADICIONAM DETALHES QUE NUNCA ACONTECERAM.

Às vezes, essa tendência pode se tornar tão intensa que quase parece que a pessoa recriou um mundo paralelo em sua cabeça, um passado mutável que se adapta às suas necessidades e crenças atuais.

Como lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente?

Obviamente, lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente – pelo menos do nosso ponto de vista – é muitas vezes frustrante. No entanto, vale a pena analisar seu comportamento a partir da teoria tripartite da desonestidade.

De acordo com essa teoria, as pessoas mentem quando esperam que essa mentira lhes traga algum valor, pensam que as chances de os outros perceberem são pequenas e assumem que os custos da mentira, tanto social quanto internamente em termos de culpa ou constrangimento, são baixos ou toleráveis.

Isso significa que, embora nos pareça que uma pessoa mente desnecessariamente, na realidade há uma razão que não podemos ver.

Portanto, se queremos entendê-la, devemos nos perguntar por que essa mentira é importante para ela, por que ela precisa ou o que quer ganhar.

As pessoas não costumam mentir desnecessariamente, o que acontece é que muitas vezes achamos suas razões absurdas.

Se quisermos estabelecer um relacionamento baseado na honestidade, em vez de apontar suas mentiras e fazê-los se sentir encurralados, podemos perguntar: Por que isso é importante para você?

Comunicar empatia pode ajudar essa pessoa a baixar suas defesas e entender que pode dizer a verdade porque não corre o risco de ser julgada ou rejeitada.

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*Fonte: seuamigoguru

Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: o que é mais apropriado?

Quando os pensamentos negativos nos afetam, podemos tentar controlá-los ou simplesmente aceitá-los sem julgamento. Qual é a estratégia mais eficaz? Nós lhe diremos a seguir.

Os pensamentos formam nosso diálogo interno, deles depende como interpretamos a realidade e, portanto, como sentimos e agimos. Quando eles se tornam intrusivos, quando são desagradáveis ou nos causam desconforto, queremos apenas nos livrar deles. No entanto, pode surgir a pergunta: é melhor controlar os pensamentos ou deixá-los passar?

É natural que você não saiba qual caminho escolher, pois mesmo as perspectivas da própria psicologia, as recomendações oferecidas às vezes parecem contraditórias. Devo assumir o controle do que penso e sinto ou devo simplesmente deixar fluir? A verdade é que ambas as opções podem ser úteis e eficazes, tudo depende das circunstâncias.

Controlar os pensamentos: as técnicas cognitivas
A história da psicologia é longa e suas abordagens ao sofrimento mental vêm mudando. Portanto, podemos encontrar propostas muito diferentes.

O cognitivismo faz parte das chamadas “terapias de segunda geração” que surgiram por volta de 1970. A partir dessa abordagem, considera-se que os pensamentos desempenham um papel fundamental no bem-estar da pessoa, pois condicionam a forma como interpreta sua realidade e como responde a isso.

Para dar um exemplo, alguém que sofre de fobia social tem um medo enorme de ser julgado. Em situações sociais, seus pensamentos giram em torno de “estou fazendo papel de bobo”, “eles vão rir de mim”, “estão pensando que sou estranho ou inútil”. Como resultado desse discurso interno, surgem a ansiedade e o desconforto, mas também comportamentos evitativos.

Portanto, a proposta do cognitivismo é identificar esses pensamentos “errados”, analisá-los e trabalhá-los, para substituí-los por outros mais funcionais. Seguindo essa linha, surgem diversas técnicas, como:

Detenção do pensamento
A detenção do pensamento é uma técnica simples e amplamente utilizada para controlar pensamentos ruminativos. Ou seja, para aqueles momentos em que repassamos um assunto, sem poder parar e sem chegar a nenhuma conclusão. Consiste simplesmente em dizer com firmeza a palavra “basta” ou outra semelhante quando esses pensamentos aparecem ou entramos nesse ciclo mental.

A pessoa também pode esbofetear ou beliscar a si mesma enquanto diz a palavra, para tornar a interrupção do pensamento mais eficaz. Então ela deve se dedicar a uma atividade diferente.

A detenção do pensamento é uma técnica muito útil para interromper a ruminação.

Reestruturação cognitiva
A reestruturação cognitiva é uma das ferramentas mais utilizadas nas consultas de psicologia devido a sua grande eficácia. Consiste em identificar pensamentos irracionais ou desadaptativos, que causam desconforto à pessoa, para posteriormente questioná-los e substituí-los por outros mais adequados.

Em outras palavras, busca moldar o pensamento, eliminando ideias e crenças prejudiciais que estão mantendo o problema e aprendendo a interpretar o que está acontecendo de maneira mais flexível e adequada.

Distração
Esta é outra técnica muito simples. É usada para reduzir a ansiedade em crianças antes de procedimentos médicos, mas suas aplicações são múltiplas.

Nesse caso, o objetivo é desviar a atenção de pensamentos prejudiciais ou emoções desagradáveis, concentrando-a em outros aspectos externos. Por exemplo, descrever em detalhes um objeto à nossa frente ou iniciar um exercício mental, como contar de 100 a 0 de trás para frente.

O descrito acima são apenas alguns exemplos das muitas técnicas em que o objetivo é controlar os pensamentos. Ou seja, procuramos detê-los ao nosso capricho, livrar-nos deles ou trocá-los por outros. A realidade é que as técnicas cognitivas têm se mostrado muito eficazes no tratamento de vários distúrbios, mas não são a única abordagem disponível.

Deixar passar os pensamentos: as terapias de terceira geração
Uma nova abordagem surgiu por volta de 1990 com propostas como mindfulness ou terapia de aceitação e compromisso. Essa terceira onda de terapias busca mudar a forma como a pessoa percebe o problema, mas não a partir do controle, mas da observação e aceitação.

Ou seja, nesse caso não há julgamentos, os pensamentos não são avaliados como corretos ou incorretos, como desejáveis ou indesejáveis. Pela mesma razão, não há tentativa de eliminá-los ativamente ou substituí-los por outros. A proposta é simplesmente deixá-los ser, deixá-los passar e observá-los sem se identificar com eles.

O desconforto é aceito como uma realidade presente e não combatida, não se gera resistência. Isso funciona por vários motivos:

Ajuda a pessoa a permanecer no momento presente, sem dedicar recursos para alimentar medos futuros que ainda não ocorreram.
Ao deixar de lutar contra os pensamentos, a pessoa não se desgasta. Ao não julgar o que pensa, não se sente culpada. Não há mais necessidade de controlar o conteúdo da mente (que é tão difícil de controlar) e isso traz descanso.
Ao deixar os pensamentos serem, também os deixamos passar. Muitos problemas de ansiedade surgem quando a pessoa dá credibilidade às suas ideias negativas, fica viciada nelas e, portanto, as perpetua e as mantém. Se os deixarmos em paz, veremos que assim que chegam eles partem, e que não temos que tomá-los como nossos nem fazer nada a respeito.

Tomar distância de nossos pensamentos nos ajuda a diferenciar nossos medos e preocupações da realidade.


Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: qual é a coisa certa a fazer?

Como você pode ver, são duas abordagens muito diferentes e aparentemente contraditórias. No entanto, elas podem se complementar para alcançar os melhores resultados, dependendo da pessoa e das circunstâncias específicas. Há momentos em que é possível identificar, analisar e controlar os pensamentos; mas outros onde não é.

Quando a mente parece fora de controle e qualquer tentativa de combater os pensamentos negativos é inútil, aceitá-los pode ser a melhor estratégia. Existem aspectos de nossas vidas que não podemos mudar e parar de lutar contra eles pode restaurar o bem-estar que perdemos.

Portanto, na prática clínica, ambas as abordagens podem coexistir. Para algumas pessoas, uma abordagem pode ser mais apropriada e para outras, uma diferente. De qualquer forma, a prática e a perseverança são essenciais para que qualquer uma dessas técnicas nos ajude a lidar com nossos pensamentos. Um profissional qualificado pode acompanhá-lo e ajudá-lo a escolher as opções que melhor se ajustem ao seu caso.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Como sua personalidade muda conforme você envelhece

“Senhor presidente, quero levantar uma questão que está rondando há duas ou três semanas e apresentá-la especificamente no contexto da segurança nacional…”, dizia o jornalista Henry Trewhitt, enquanto olhava seriamente para o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Era outubro de 1984 e Reagan tentava a reeleição.

Algumas semanas antes, ele havia tido um mal desempenho no debate contra seu principal adversário. E havia rumores de que, aos 73 anos, ele estava simplesmente velho demais para o cargo.

Na época, Reagan era o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, recorde que foi quebrado por Donald Trump (74) e agora pelo atual presidente, Joe Biden (78).

Seu antecessor no cargo havia passado dias sem dormir, na época da crise dos mísseis cubanos. E Trewhitt queria saber se Regan tinha alguma dúvida de que poderia governar sob circunstâncias semelhantes.

Em 1984, Reagan era o presidente mais velho a governar os Estados Unidos até então

“E quero que saiba que também não vou fazer da idade um tema desta campanha. Não vou explorar, para fins políticos, a juventude e a inexperiência do meu oponente.”

A resposta foi recebida com gargalhadas e aplausos, que precederam uma vitória esmagadora do candidato republicano.

A ironia de Reagan, no entanto, continha mais verdade do que ele podia imaginar.

Ele não só tinha a experiência ao seu lado, como também uma “personalidade madura”.

Todos nós estamos familiarizados com a transformação física que o envelhecimento impõe: a pele perde elasticidade, a gengiva se retrai, o nariz cresce, os pelos brotam em lugares peculiares — ao mesmo tempo que desaparecem completamente de outros — e aqueles preciosos centímetros de altura a que nos agarramos começam a desaparecer.

Agora, após décadas de pesquisas sobre os efeitos do envelhecimento, os cientistas estão descobrindo mudanças mais misteriosas.

“A conclusão é exatamente esta: que não somos a mesma pessoa durante toda nossa vida”, diz René Mõttus, psicólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Embora nossa personalidade esteja mudando constantemente, ela muda em relação às pessoas ao nosso redor

A maioria de nós gostaria de pensar na nossa personalidade como relativamente estável ao longo da vida. Mas várias pesquisas sugerem que não é o caso.

Nossas características estão mudando constantemente e, quando entramos na casa dos 70 e 80 anos, passamos por uma transformação significativa.

A modificação gradual da nossa personalidade tem algumas vantagens surpreendentes. Nos tornamos mais conscientes, agradáveis ​​e menos neuróticos. Os níveis dos traços de personalidade da chamada “tríade obscura” — maquiavelismo, narcisismo e psicopatia — também tendem a diminuir e, com eles, o risco de comportamentos antissociais, como crimes e uso abusivo de substâncias.

As pesquisas mostram que nos tornamos pessoas mais altruístas e confiantes. Nossa força de vontade aumenta e desenvolvemos um senso de humor melhor. Por fim, os idosos têm mais controle sobre suas emoções.

Sem dúvida é uma combinação imbatível — e que indica que o estereótipo de que as pessoas mais velhas são rabugentas e ranzinzas precisa ser revisto.

Longe de serem consolidadas na infância, ou por volta dos 30 anos — como a comunidade científica pensou durante anos —, parece que nossas personalidades são fluidas e maleáveis.

“As pessoas se tornam mais agradáveis e mais adaptadas socialmente”, diz Mõttus.

“São cada vez mais capazes de equilibrar suas próprias expectativas de vida com as demandas da sociedade.”

Os psicólogos chamam o processo de mudança que ocorre à medida que envelhecemos de “maturação da personalidade”.

Aqueles com maior autocontrole provavelmente serão mais saudáveis ​​

É uma mudança gradual e imperceptível que começa na nossa adolescência e continua até pelo menos a nossa oitava década no planeta.

Curiosamente, parece ser universal: a tendência é observada em todas as culturas humanas, da Guatemala à Índia.

“Geralmente é controverso fazer julgamentos de valor sobre essas mudanças de personalidade”, diz Rodica Damian, psicóloga social da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.

“Mas, ao mesmo tempo, temos evidências de que são benéficas.”

Por exemplo, a falta de estabilidade emocional tem sido associada a problemas de saúde mental, maiores taxas de mortalidade e divórcio.

Damian explica que o parceiro de alguém com alto grau de conscienciosidade tende a ser mais feliz, porque é mais provável que essas pessoas lavem a louça na hora e sejam menos suscetíveis a trair.

Acontece que, embora nossa personalidade mude em certa direção à medida que envelhecemos, quem somos em relação a outras pessoas na mesma faixa etária tende a permanecer bastante estável.

Por exemplo, é provável que o nível de neurose de uma pessoa diminua como um todo, mas os mais neuróticos aos 11 anos de idade geralmente ainda são os mais neuróticos aos 81 anos.

“Há uma base de quem somos no sentido de que mantemos nossa posição em relação a outras pessoas em certo grau”, diz Damian.

“Mas, em relação a nós mesmos, nossa personalidade não é imutável, podemos mudar.”

Como essas mudanças de personalidade se desenvolvem? “Este é o grande debate na área”, diz Mõttus.

Como o amadurecimento da personalidade é universal, alguns cientistas acreditam que, longe de ser um efeito colateral casual por termos tido mais tempo para aprender as normas sociais, as maneiras pelas quais nossa personalidade muda podem estar geneticamente programadas — talvez até moldadas por forças evolutivas.

Por outro lado, há especialistas que acreditam que nossa personalidade é em parte criada por fatores genéticos e posteriormente esculpida por pressões sociais ao longo de nossas vidas.

Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Wiebke Bleidorn, psicóloga da personalidade da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que, em culturas onde se esperava que as pessoas amadurecessem mais rápido (em termos de casamento, começar a trabalhar, assumir responsabilidades adultas), suas personalidades tendem a amadurecer mais cedo.

nas quais se espera que se case ou comece a trabalhar mais cedo têm personalidades que amadurecem mais rápido

“As pessoas simplesmente se veem obrigadas a mudar seu comportamento e, com o tempo, se tornam mais responsáveis. Nossa personalidade muda para nos ajudar a enfrentar os desafios da vida”, explica Damian.

Mas o que acontece quando ficamos muito velhos?

Há duas maneiras possíveis de estudar como mudamos ao longo de nossas vidas.

A primeira é pegar um grupo grande de pessoas de idades diferentes e observar como suas personalidades são distintas.

Um problema com essa estratégia é que é fácil confundir acidentalmente os traços geracionais que foram esculpidos pela cultura de um determinado período de tempo — como pudor ou uma adoração inexplicável por leite condensado e coca-cola — com as mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos.

A alternativa é pegar o mesmo grupo de pessoas e acompanhá-las à medida que crescem.

Foi exatamente o que aconteceu com o Lothian Birth Cohort (estudo de coorte de Lothian), um grupo de pessoas na Escócia que teve sua personalidade e traços de inteligência analisados em junho de 1932 ou junho de 1947, quando ainda estavam na escola. Na época, tinham cerca de 11 anos.

Junto a seus colegas da Universidade de Edimburgo, Mõttus rastreou centenas dessas pessoas quando elas estavam na faixa dos 70 ou 80 anos — e fez mais dois testes idênticos, com vários anos de diferença entre si.

Um famoso estudo com pessoas na Escócia mostrou resultados notavelmente diferentes para duas gerações de participantes

“Como tínhamos dois coortes diferentes de pessoas, e ambos foram medidos em duas ocasiões, pudemos usar as duas estratégias de uma vez”, diz Mõttus.

Foi uma sorte, porque os resultados foram visivelmente diferentes para as duas gerações.

Enquanto as personalidades do grupo mais jovem permaneceram mais ou menos as mesmas no geral, os traços de personalidade do grupo mais velho começaram a mudar, de modo que, em média, eles se tornaram menos abertos e extrovertidos, assim como menos agradáveis e conscientes.

As mudanças benéficas que vinham ocorrendo ao longo de suas vidas começaram a se reverter.

“Acho que faz sentido, porque na velhice as coisas começam a acontecer com as pessoas num ritmo mais rápido”, explica Mõttus, destacando que a saúde do grupo mais velho pode ter piorado e é provável que elas tenham começado a perder amigos e familiares.

“Isso tem um certo impacto em sua participação ativa no mundo.”

Ninguém investigou ainda se essa tendência continuaria após os 100 anos.

Pesquisas sobre japoneses centenários mostram que eles tendem a obter uma pontuação alta em conscienciosidade, extroversão e abertura, mas podem ter apresentado mais essas características desde o início, e talvez isso até tenha contribuído para sua longevidade.

Nossa personalidade está intimamente ligada ao nosso bem-estar

Na verdade, nossa personalidade está intrinsecamente ligada ao nosso bem-estar à medida que envelhecemos.

Por exemplo, aqueles com maior autocontrole são mais propensos a ser saudáveis ​​na idade adulta; mulheres com níveis mais elevados de neurose são mais suscetíveis a apresentar sintomas durante a menopausa; e um certo grau de narcisismo foi associado a taxas mais baixas de solidão, o que por si só é um fator de risco para morte precoce.

No futuro, compreender como certos traços da personalidade estão ligados à nossa saúde — e como podemos esperar que nossa personalidade evolua ao longo da nossa vida — pode ajudar a prever quem tem mais risco de sofrer de certos problemas de saúde e assim intervir.

“Eu estava dando uma palestra ontem em uma prisão”, conta Mõttus. “E uma questão na qual eles estavam realmente interessados era: as pessoas mudam? A conclusão geral é que sim, elas mudam.”

Isso significa que, na opinião dele, não há nenhuma evidência forte para sugerir que as pessoas podem usar sua personalidade como desculpa para seu comportamento.

O conhecimento de que nossas personalidades mudam ao longo de nossas vidas, quer a gente queira ou não, é uma prova útil de como elas são maleáveis.

“É importante que saibamos disso”, afirma Damian.

“Por muito tempo, as pessoas pensaram que não.”

“Agora estamos vendo que nossa personalidade pode se adaptar e isso nos ajuda a enfrentar os desafios que a vida nos apresenta”, acrescenta.

No mínimo, isso nos dá algo para esperar à medida que envelhecemos e uma chance de descobrir quem nos tornaremos.

*Por Zaria Gorvett
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*Fonte: bbc-brasil

Por que achamos algumas pessoas chatas mesmo antes de conhecê-las

Para enriquecer a apresentação, o amigo traz algumas informações básicas. Bárbara mora em uma cidade pequena e trabalha como analista de dados em uma agência de seguros. E seu passatempo favorito é ver televisão.

A essa altura, você pode já estar resmungando só de pensar em conhecê-la — e esta reação pode dizer muito, tanto sobre você, quanto sobre analistas de dados que gostam de TV.

Pesquisas recentes indicam que as pessoas têm muitos preconceitos sobre as características que formam o estereótipo do chato. Como outros tipos de estereótipos, esses preconceitos podem não ser reais e objetivos, mas suas consequências são extremamente negativas.

As pessoas julgam com severidade aqueles que preenchem os estereótipos de “chato” e os consideram menos competentes e simpáticos que a média das pessoas. Elas chegam a afastar-se injustamente deles nas interações sociais — antes mesmo que eles abram a boca.

“Eles são marginalizados”, afirma Wijnand van Tilburg, psicólogo especializado em experimentos sociais da Universidade de Essex, no Reino Unido, que conduziu a pesquisa recente.

Essas descobertas podem fazer com que todos nós reanalisemos nossas conjecturas antes de conhecermos Bárbara em uma reunião social.

Quando iniciamos um encontro com expectativas indevidamente negativas, podemos perder uma conversa que talvez acabasse sendo agradável, enquanto uma mente mais aberta poderia fazer florescer uma amizade. E a pesquisa também oferece algumas dicas para melhorar a primeira impressão causada por nós mesmos.

Pesquisa surpreendente

A pesquisa de van Tilburg é sustentada por mais de duas décadas de interesse científico pelas experiências com pessoas chatas. Ela demonstrou que esta é uma das nossas experiências mais torturantes e traz influências profundas e surpreendentes sobre o nosso comportamento.

Em 2014, por exemplo, pesquisadores da Universidade da Virgínia em Charlottesville, nos Estados Unidos, pediram aos participantes de um estudo que passassem 15 minutos em uma sala com pouca mobília. Os participantes estavam sem seus telefones celulares, computadores e material de leitura, mas havia um aparelho que dava um pequeno choque elétrico a quem pressionasse um botão.

Apesar da óbvia dor causada pelo aparelho, 18 dos 42 participantes decidiram testá-lo pelo menos uma vez para quebrar o tédio. Parece que qualquer estímulo, mesmo o desconforto físico deliberado, era melhor que não ter nenhuma interação com o ambiente.

Você pode se perguntar se essa reação era específica para o ambiente do experimento, mas ela já foi reproduzida em outras situações. Em um estudo posterior, os participantes foram forçados a assistir a um filme monótono que exibia uma mesma cena de 85 segundos, repetida por uma hora – e muitos participantes preferiram brincar com um aparelho que gerava um choque elétrico desconfortável, quando tiveram a oportunidade.

Esses comportamentos podem parecer bizarros. Mas, segundo James Danckert, professor de neurociência cognitiva da Universidade de Waterloo, no Canadá, esses estudos apenas demonstram como o tédio pode ser poderoso para nos forçar a buscar novos estímulos – o que pode ter enormes efeitos benéficos para o nosso dia a dia.

Segundo ele, ao longo da vida, precisamos escolher constantemente entre esgotar a situação existente ou explorar outras oportunidades. E, depois de adotarmos o mesmo comportamento por muito tempo sem a recompensa correspondente, o tédio nos força a mudar de atividade, para não ficarmos presos naquela rotina.

A pesquisa de Danckert demonstra que os sentimentos de tédio são especialmente angustiantes quando somos conscientemente lembrados das outras possíveis fontes de estímulo que poderíamos estar explorando. As pessoas acham muito mais difícil, por exemplo, sentar-se em uma sala sem fazer nada, se estiverem olhando para um quebra-cabeça não terminado ou uma mesa com Lego sem permissão para tocá-los.

Isso pode explicar por que é insuportável ficar preso com uma pessoa chata em uma festa em meio a conversas animadas à nossa volta. Enquanto somos obrigados a ouvir os mínimos detalhes do emprego do nosso novo conhecido, estamos perdendo a chance de fazer conexões sociais mais profundas com alguém que seria muito mais ajustado à nossa personalidade.

Em termos psicológicos, nós percebemos o “custo de oportunidade” daquela conversa.

A partir dessas respostas iniciais, a equipe criou listas de 45 características pessoais, 28 profissões e 19 hobbies. Os pesquisadores pediram então a outro grupo, com mais de 300 pessoas, que avaliasse cada um dos itens relacionados em uma escala de 1 (não é chato) a 7 (extremamente chato). Os resultados foram extremamente reveladores.

Os participantes do estudo de van Tilburg indicaram que digitadores, contadores e fiscais de impostos eram considerados os profissionais mais chatos. Os hobbies considerados chatos incluíam ir à igreja, ver televisão e dormir.

Em termos de personalidade, os chatos foram considerados restritos a um pequeno conjunto de assuntos de interesse, pessoas sem senso de humor ou com fortes opiniões sobre qualquer assunto. Também se pensava nos chatos como pessoas que reclamam excessivamente, queixando-se de tudo.

A equipe também queria entender as consequências desses estereótipos, incluindo seu potencial de criar isolamento social. Para isso, eles criaram diversos cenários baseados nas características pesquisadas nos estudos anteriores.

Um desses cenários foi a descrição do personagem “Brian”, que trabalhava como digitador em um escritório de contabilidade e cujo principal passatempo era ver televisão — um retrato que coincidia perfeitamente com o estereótipo do chato. Por outro lado, havia “Paul”, um artista fictício que trabalhava para um jornal local, gostava de correr, ler e praticar jardinagem, em uma combinação de detalhes pessoais geralmente considerados muito menos chatos.

A equipe questionou então aos participantes o quanto eles gostariam de conhecer cada personagem e se eles tentariam evitar encontrá-los ou falar com eles. E chegou a perguntar quanto dinheiro os participantes precisariam receber para passar uma semana de suas vidas com aquela pessoa.

Como seria esperado, os personagens que atenderam aos critérios do estereótipo do chato não foram tratados com gentileza. De forma geral, as pessoas eram muito menos dispostas a conhecer Brian do que Paul. E, para compensar o tédio por um período de tempo prolongado, os participantes responderam que precisariam de cerca de três vezes mais dinheiro.

“Eles realmente desejavam ser compensados por ficar com essas pessoas, o que indica que existe algum tipo de custo psicológico”, segundo van Tilburg.

Se você levar em conta os estudos que demonstram que as pessoas preferem sentir dor em vez de tédio, faz sentido que você precise de alguma recompensa para fazer valer a pena o desconforto e todas as outras experiências mais interessantes que você poderia estar perdendo.

Como ser interessante
Todos nós podemos aprender com essa pesquisa.

Sua premissa impensada de que pessoas com certas profissões ou hobbies são inerentemente chatas poderá evitar que você forme conexões profundas e significativas. E, se você estiver procurando um parceiro, seus preconceitos podem impedir que você conheça alguém que poderia ser o amor da sua vida.

Você pode encontrar interesse e amizade onde menos espera, simplesmente tendo a mente um pouco mais aberta.

E a pesquisa de van Tilburg é ainda pior se, por acaso, você próprio se enquadrar em alguma dessas situações. Mas, felizmente, ele tem algumas dicas que poderão ajudar os possíveis Brians a evitar julgamentos cruéis.

A primeira orientação é examinar se você pode redefinir a descrição da sua profissão. Analista de dados, à primeira vista, pode parecer uma profissão chata — mas talvez você esteja contribuindo para um esforço maior, como pesquisas científicas.

Geralmente, os cientistas são considerados muito menos chatos que os que trabalham com dados. Por isso, enfatizar o elemento científico do seu trabalho poderá ajudá-lo a afastar o preconceito das pessoas.

Se isso não for possível, você pode abrir-se sobre a sua vida particular. Lembre-se de que os chatos, de forma geral, são considerados pessoas com mentes fechadas e poucas paixões.

Quase todas as pessoas gostam de televisão e, se você relacionar a TV como seu único passatempo, você inevitavelmente irá parecer uma pessoa comum.

Quais são suas paixões mais específicas? Atividades como jardinagem, escrever, pescar e costurar são consideradas relativamente positivas. E, quanto mais exemplos você der, maior será a chance de encontrar algo em comum com a outra pessoa. “Acho que é importante mostrar uma série de atividades”, segundo van Tilburg.

Por fim, você poderá estudar a arte de conversar. Assuntos como o seu trabalho ou passatempos terão muito pouca importância se você não conseguir criar um diálogo significativo.

“Os chatos falam muito, mas têm muito pouco a dizer”, afirma van Tilburg. Tenha a liberdade de expressar suas próprias opiniões, mas assegure-se de também dar à outra pessoa a mesma oportunidade de se expressar — e faça muitas perguntas para extrair o que há dentro da outra pessoa. Com o tempo, o seu novo conhecido poderá esquecer todos os seus preconceitos.

E, se nada disso funcionar, não leve tanto para o lado pessoal. Van Tilburg indica que as pessoas são muito mais propensas a aplicar estereótipos negativos a outras pessoas quando se sentem ameaçadas. Ao julgar você injustamente pelo seu trabalho ou hobbies, a pessoa pode estar apenas escondendo suas próprias inseguranças.

A chatice, como a beleza, está na mente de quem observa.

* David Robson é escritor de ciências premiado e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no início de 2022 no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.
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*Fonte: bbc-brasil

Como as pessoas falsas agem – 8 sinais para identificá-las

Às vezes conhecemos uma pessoa e ela se mostra super sincera e legal, com o tempo percebemos que se trata de uma das pessoas mais falsas que encontramos em toda nossa vida!

As pessoas falsas são um problema na sua vida? Você vive caindo no conto de uma pessoa que a princípio é super legal e depois te decepciona?

A verdade é que as pessoas falsas muitas vezes passam-se por boas pessoas e estão espalhadas por todos os ambientes, seja no trabalho, na faculdade ou na academia.

Mas como detectar essa falsidade? Será que existem sinais que podem facilitar a identificação?


Essas 8 ações são o que você precisa saber para identificar pessoas falsas

Respeito
Pessoas que são sinceras: respeitam todos
Pessoas falsas: elas só respeitam pessoas que têm poder

Alterar
Pessoas que são sinceras: elas não tentam mudar as pessoas.
Pessoas falsas: elas tentam fazer pessoas como elas

Atenção
Pessoas que são sinceras: não buscam atenção
Pessoas falsas: desespero pela atenção

Conquistas
Pessoas que são sinceras: não têm o hábito de ostentar suas conquistas
Pessoas falsas: ostentam frequentemente

Opinião
Pessoas que são sinceras: expressam abertamente suas opiniões
Pessoas falsas: mentem e criam muitas fofocas

Compromisso
Pessoas que são sinceras: fazem tudo ao seu alcance para cumprir o que prometem
Pessoas falsas: elas são excelentes em fazer promessas, mas nunca cumprem

Admirar
Pessoas que são sinceras: elas admiram outras pessoas e gostam de elogiá-las
Pessoas falsas: costumam criticar os outros para se verem melhor

Bondade
Pessoas que são sinceras: elas tendem a ser gentis com os outros e também sempre ajudam
Pessoas falsas: geralmente são amigáveis quando querem algo

Como agir ao detectar esses sinais?

A psicanalista do Fãs da Psicanálise, Natthalia Paccola enfatiza que você não precisa se afastar dessas pessoas, geralmente quando esse tipo de pessoa não consegue obter vantagem elas mesmas se afastam, “é a chamada lei natural”.

Agora, diz a psicanalista, se você é o tipo de pessoa, que se preocupa com o meio em que vive e deseja ver todo o seu redor cada vez mais bonito e lotado de boas pessoas, faça diferente: seja o exemplo de pessoa que você desejaria ter por perto. “Através das suas boas ações essas pessoas podem perceber que o real significado de ser feliz está em fazer as outras pessoas felizes, sendo o mais transparente possível”.

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*Texto traduzido e adaptado por Naná cml da equipe Fãs da Psicanálise.

*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Fãs da Psicanálise. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

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Por que é tão difícil mudar de opinião?

Em pleno período eleitoral, uma verdade parece ainda mais evidente: é muito difícil mudar aquilo que já achamos. Estudos realizados pela psicologia cognitiva e pela neurociência demonstram que algo presente na política se estende para todos os ramos da nossa vida: nós costumamos formar nossa opinião muito mais por conta das emoções (como a raiva e o desprezo) do que por conta dos fatos.

É por isso mesmo que “saber a verdade” não é sempre suficiente para mudar uma opinião. Em outras palavras, mudar a própria mente não é nada fácil. Mas não é impossível. Neste texto, explicamos por que, para nós, é tão difícil mudar de ideia.

1. O confronto com as crenças

Idealmente, imaginamos que vivemos em um mundo regido pela racionalidade. Quando novas evidências desmentem as nossas crenças, nós avaliaríamos esses fatos e mudaríamos de ideia. Mas não é assim que costuma acontecer.

A neurociência explica que a culpa é um sentimento que costuma entrar em ação quando nos confrontamos com evidências que desmontam o que já achávamos. Este fenômeno tem até nome: é chamado de “perseverança da crença”.

Quando algo (como notícias ou mesmo conversas com os outros) sugerem que nossas crenças estão erradas, nós nos sentimos ameaçados. Quando isso envolve questões ligadas à nossa identidade pessoal ou político, sentimo-nos ainda mais atacados.

Curiosamente, o confronto com alguém com a visão de mundo diferente pode se tornar “um tiro que sai pela culatra”: as crenças originais se tornam ainda mais arraigadas que antes.

2. A busca pelo que confirma as crenças

Outra tendência cognitiva que temos é de buscar aquilo que a ciência define como “viés de confirmação”. Ou seja, naturalmente, nosso primeiro movimento é buscar novas informações que ajudem a confirmar aquilo que já pensávamos.

Fazemos isso de várias formas, como conversando com pessoas que pensam como nós ou procurando uma mídia tendenciosa. O problema do viés de confirmação é que ele nos impede de olhar para uma situação de forma objetiva, analisando vários ângulos — e, desta forma, descobrindo que estamos errados.

3. A questão dos hormônios

A verdade é que o funcionamento do nosso cérebro também não ajuda para que estejamos abertos às mudanças. O cérebro está preparado para nos proteger, o que envolve reforçar nossas opiniões mesmo quando elas estão equivocadas.

A explicação é científica: vencer uma discussão faz ocorrer no cérebro uma enxurrada de hormônios, como dopamina e adrenalina. Estas substâncias nos trazem as sensações de prazer presentes nos atos de comer, andar, fazer sexo — e sim, vencer um debate. É um sentimento tão bom que muita gente fica viciado nele.

Por outro lado, quando temos alto nível de estresse, o corpo libera cortisol, um hormônio que nos tira de nosso centro e desconstrói nossa racionalidade. É o cortisol, por exemplo, que nos dá o impulso para fugir quando sentimos que estamos correndo perigo.

Por isso, o desejo de estar certo é também um desejo de fugir do estresse, e o nosso cérebro nos protege a todo custo para evitar que isso aconteça.

4. Como treinar o cérebro para sair desta situação?

Embora seja muito difícil lidar com isso, a longo prazo, ter a mente aberta é mais vantajoso para a saúde. Mas, para isso, é preciso “religar” o cérebro e refazer nossos hábitos mentais.

O fato é que, para isso, precisamos de treinamento. Podemos, por exemplo, buscar aprender coisas novas, e tentar analisar um problema por meio de perspectivas diversas. Outra sugestão é fazer um exercício de tentar solucionar problemas apenas usando evidências objetivas, identificando o que é fato e o que é opinião.

Uma forma de fazer isso é analisar quais são as suas fontes de informação. São especialistas respeitados dentro do seu ramo? Como você sabe disso?

Outra dica é treinar a maneira pela qual você comunica suas certezas. Às vezes, o melhor jeito de convencer alguém de que está errado, tem a ver com sabermos apresentar isso de uma maneira não confrontativa, evitando passar a sensação de ataque. Ao invés isso, tente fazer perguntas que façam a pessoa questionar aquilo que acredita.

Por fim, fuja da arrogância: lembre-se que todos nós temos nossas convicções, não só aqueles que consideramos estar errados.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

O mundo está cheio de crianças em trajes de adulto

A SOCIEDADE ESTÁ CHEIA DE ADULTOS QUE AGEM COMO CRIANÇAS. SÃO HOMENS E MULHERES QUE, APESAR DE TEREM AMADURECIDO FISICAMENTE, NÃO CRESCERAM, NÃO AMADURECERAM EMOCIONALMENTE.

São figuras que navegam tropeçando diante de todas as adversidades, sejam elas grandes ou insignificantes. Seus olhos estão atentos ao mundo, esperando que ele responda às suas necessidades e que tudo seja como eles querem.

Eles ficam frustrados rapidamente, vão de raiva em raiva, desejando que os outros se ajustem às suas expectativas e desejos . Não importa se eles usam fantasias de adulto. Por dentro ainda são criaturas perdidas que não aprendem com as experiências porque não toleram que a vida não seja o que querem.

Crescer é definido pela experiência adquirida, não pelos anos completados.

Envelhecer é fácil, mas nós os recusamos

A ruga não gosta e a passagem do tempo aterroriza. Envelhecer é fácil, mas muitos negam esse processo natural inerente a todas as coisas deste mundo, inclusive as pessoas. O impressionante é que o simples fato de resistir a essa realidade também retarda a oportunidade de crescer, de adquirir o aprendizado vital que essa etapa nos proporciona.

Pesquisa da Universidade de Lleida, na Espanha, lembra a necessidade de se adaptar ao processo de envelhecimento para desfrutar de um bem-estar físico e psicossocial adequado. A aceitação é uma parte essencial do crescimento pessoal , vamos ter isso em mente.

O tempo passa muito rápido, se você quer crescer comece a trabalhar nos seus sonhos, com decisão e coragem.

Como crescer à medida que envelheço?

O que podemos fazer para promover um adequado crescimento pessoal, emocional e até existencial? O pilar que sustenta este privilégio a que todos temos direito é a maturidade. A maturidade é definida pela forma como percebemos as experiências para aprender com elas.

Em vez de reagir a tudo o que nos acontece, devemos integrar a auto-reflexão em cada circunstância. Olhar para cada evento a partir da serenidade para aceitar o que acontece, entender o que nos acontece e aplicar estratégias adequadas para resolver os problemas é essencial.

Crescer também é adquirir uma postura mais humilde e curiosa, além de ser mais sábio e esperançoso.

Todos nós, sem exceção, temos o poder de desenvolver esse valor, esse dom que nos permitirá viver com maior felicidade e bem-estar. Vamos colocar em prática.

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*Fonte: seuamigoguru

Se você não está alegre, não precisa fingir. Ninguém é obrigado a demonstrar um sentimento irreal!

As pessoas buscam a felicidade na vida, isso é comum, todo mundo quer ser feliz…

O que não é preciso é fingir felicidade, alegria, obrigar-se a fazer algo que não gosta – ou não quer – só porque todo mundo faz, para obter a tão desejada alegria e felicidade… Cada um é feliz de uma forma, não existe um padrão, uma fórmula específica e padronizada para se obter a felicidade, para ficar alegre.

É possível que algo que outros façam, para sentirem alegria, não funcione com você. Respeite sua forma de ser, respeite o que realmente o faz bem e feliz. Cada pessoa tem suas necessidades, vontades.

Existem datas que a sociedade impõe, como aniversário, Ano Novo, Natal, Carnaval … Que é quase como uma obrigação que as pessoas sintam-se bem, alegres, felizes, e muitas vezes, elas não estão se sentindo dessa forma e ficam até com um sentimento estranho como se não pudessem ter tristeza, ou não estivessem alegres ou felizes… Simplesmente as datas – e certas situações – não estão tocando seu coração, e tudo bem…

Ninguém é obrigado a sentir, a demonstrar um sentimento que não é real.

Existem muitas exigências culturais, sociais, familiares, de todos os grupos, para que tenhamos determinados comportamentos de acordo com situações, datas, convenções, como se todos precisassem se comportar igual, sentirem igual, uma certa padronização do sentir. Isso não é algo bom, nem saudável.

Cada pessoa encontra-se em um momento, em um contexto, cada experiência é única, sentida e vivenciada em cada um de nós.

Não cobre a você, nem a ninguém, expressar-se de determinado jeito, porque senão estará destoando do grupo, da sociedade, do evento cultural…

Umas das sensações mais desagradáveis é a pessoa fingir uma emoção que não sente de verdade. Exemplo: A pessoa acreditar que precisa ficar muito alegre porque é Carnaval, precisar comemorar algo porque está em uma determinada data, e isso é muito desgastante.

Independente de qualquer data, evento, momento, você só precisa acolher o que sente de verdade. Pode ser que tenha motivos para estar um pouco triste, queira estar um pouco mais em sua companhia e de mais ninguém, que não queira distribuir tantos sorrisos por aí, e está tudo bem. Compreenda o seu momento, respeite muito todas as suas emoções, acolha todos os seus sentimentos, não exija de você algo que não pode oferecer, não exija de você uma falsa alegria porque socialmente existe uma cobrança em determinada data, ou evento em que todos estejam sorrindo, muito contentes, alegres, saltitantes, se você não se sente assim.

Você é de um jeito, de uma forma, os outros são de outra forma e de outro jeito. Ninguém precisa sentir igual ao outro, igual a todo mundo.
Quanto mais fiel e verdadeiro você for a você, melhor serão os seus sentimentos sobre você.

Não se obrigue, não se force a nada, liberte-se dessas obrigações padronizadas e fora de uma lógica humana.

Seja você, exatamente como você é. Quando quiser ficar mais tranquilo, avesso às exigências de datas, de festividades, de eventos, tudo bem, está tudo bem, você só está se respeitando e tendo empatia com a sua pessoa, isso é muito bom!

Busque a felicidade e a alegria dentro de você, busque a paz, onde não há paz sempre existirá intranquilidade, desequilíbrio, falta de amor… Onde há paz, há permissão para sentir o que for, onde há paz existe compreensão, existe tranquilidade em ser verdadeiro com suas emoções e sentimentos, em se expressar da forma mais confortável e real.

Para ser alegre, não necessita estar eufórico, para estar feliz não necessita estar rindo, e contente com tudo.

A felicidade, a alegria podem ser sóbrias e com muita paz.

Cada um sente de um jeito, expressa de uma maneira. Vamos respeitar toda forma do “Ser”.

Não se cobre além da conta, respeite seus limites, busque a alegria nas pequenas coisas, respeite os momentos difíceis, não exija de você estar alegre, quando não sente isso.

Contentamento, bem-estar, felicidade e paz são individuais, são também construções das pequenas coisas da vida e dentro de nós.

Seja feliz e alegre da sua maneira, bem do seu jeito, do seu estilo, de acordo com sua compreensão, entendimento, com suas reais necessidades, e não igual a como todo mundo é.

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*Fonte: osegredo

Pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes, segundo estudo

Um estudo científico afirma que as pessoas que preferem ficar em casa em vez de sair para festejar são as mais inteligentes. Esta análise, realizada pela revista científica British Journal of Psychology, valida o estilo de vida dos mais introvertidos. Eles explicam que, apesar dos indivíduos que socializam mais serem proporcionalmente mais felizes, isso não se aplica para os mais inteligentes, que são os que ficam mais em casa. Já podemos dar essa desculpa para cancelar todos os nossos planos de fim de semana?

A pesquisa estudou 15 mil pessoas de uma ampla variedade de lugares, religiões, etnias, situação financeira, gênero etc. O resultado final foi que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um QI maior, o suficiente para associar ambos os fatores. “Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contato interpessoal com seus amigos ou conhecidos”, foi uma das conclusões dos psicólogos.

A equipe de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aqueles que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu a maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando deixaram aqueles com QIs elevados em casa experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Os inteligentes não têm muita “satisfação” se socializando e preferem estar sozinhos. Essas descobertas podem nos tornar mais conscientes da maneira como nossos cérebros foram desenvolvidos para enfrentar estilos de vida modernos. Com base em sua análise sobre “a teoria da felicidade da savana”, os pesquisadores chegaram à teoria de que o modo de vida de nossos antepassados caçador-coletor ainda tem uma influência sobre a forma como vivemos no mundo.

A vida na savana africana, por exemplo, seria drasticamente diferente da vida da cidade. Pensa-se que as pessoas viviam então em grupos dispersos de aproximadamente 150 indivíduos e que a socialização dentro da sua própria tribo era crucial para a sobrevivência em termos de alimentação e reprodução. São esses princípios e sistemas de nossos antepassados que Kanazawa e Li basearam suas últimas conclusões.

Embora uma grande parte da sociedade consiga conforto, prazer e satisfação nas mesmas coisas, como um pequeno grupo com o qual possa se socializar e compartilhar espaços de lazer, os resultados do estudo sugerem que aqueles com maiores coeficientes intelectuais se desenvolveram além dessas necessidades. As mudanças nos cérebros e os requisitos do “extremamente inteligente” vieram com as constantes mudanças e exigências dos tempos modernos.

“Os indivíduos mais inteligentes possuem níveis mais elevados de QI e, portanto, uma maior capacidade de resolver problemas evolutivamente inovadores”, explicaram os pesquisadores. “[Eles] enfrentam menos dificuldade para entender e lidar com situações evolutivamente novas”, disse Kanazawa para a mídia. Embora dependamos mais do que nunca de nossa conexão com o mundo, parece que o cérebro está se preparando para uma vida na solidão.

Em outras palavras, de acordo com Kanazawa e Li, as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no conforto de sua casa porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno, separado dos hábitos de nossos antepassados.

*Por
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*Fonte: portalraizes

Doença psicossomática: Algumas doenças são causadas por nossas memórias?

O homem ao seu lado tosse. Você se lembra que é temporada de gripe. Sua garganta começa a coçar um pouco e a temperatura do corpo começa a subir. Passaram-se apenas alguns segundos desde que o homem tossiu – muito cedo para uma infecção causar sintomas. Está tudo na sua cabeça? O cérebro é capaz de causar esses sintomas sozinho?

A doença psicossomática – uma doença física causada por fatores mentais, como memórias e emoções – não é uma ideia nova. Na verdade, pode ser um dos modelos médicos mais antigos. Nos séculos anteriores, os “fatores mentais” eram descritos como os “ fatores espirituais ” de um indivíduo . Independentemente de como você os chama, eles causam doenças muito reais: hipertensão, dor crônica, impotência e dermatite, só para citar alguns.

Pode não ser surpresa que nossos cérebros armazenem memórias de doenças passadas. Temos consciência de algumas dessas lembranças: quão miseráveis ​​eram os sintomas, os dias passados ​​na cama, a canja de galinha. Mas a maioria das memórias está armazenada no subconsciente, principalmente a memória de como o sistema imunológico respondeu à doença. Estudos nas últimas décadas levaram os cientistas a acreditar que essas “memórias de respostas imunes” causam doenças psicossomáticas. Bloquear essas memórias não apenas alivia doenças psicossomáticas, mas também doenças “reais”, de acordo com um estudo recente publicado na Cell .

Memórias de respostas imunes: uma história pavloviana
Quando Ivan Pavlov apresentou comida a um cachorro, ele começou a salivar. Pavlov começou a tocar uma campainha toda vez que oferecia comida ao cachorro e, eventualmente, o cachorro foi condicionado a salivar quando ouviu a campainha, mesmo na ausência de comida. Essencialmente, o cérebro do cão armazenou uma memória de salivar depois de ouvir um sino. Assim, quando o cão ouviu um sino, seu cérebro recordou essa memória, determinou que salivar é a resposta apropriada e recriou essa resposta.

Em 1974, Robert Ader e Nicholas Cohen descobriram acidentalmente que o sistema imunológico pode ser condicionado da mesma maneira. Eles estavam estudando se os camundongos podiam ser condicionados a não gostar de um sabor. Eles deram água adoçada aos ratos, seguida de uma injeção de uma droga que causa náusea. Após dois meses, os camundongos aprenderam a evitar a água doce após o gosto inicial. Nenhuma surpresa. Ninguém gosta de náusea, incluindo ratos. Mas então algo inesperado aconteceu: os camundongos que foram forçados a continuar bebendo a água adoçada começaram a morrer de infecções em um ritmo alarmante.

A droga que eles usavam para induzir náusea também suprime temporariamente o sistema imunológico. Os cientistas pararam de dar a droga aos ratos, mas mesmo na ausência da droga, o sistema imunológico dos ratos ainda estava sendo suprimido, portanto, eles não podiam combater infecções simples. Isso significava que, quando os ratos provavam água doce, o cérebro identificava duas respostas típicas: (1) evitar a água e (2) suprimir o sistema imunológico.

Ader e Cohen concluíram que o cérebro armazena memórias de respostas imunes a estímulos; quando reencontra esses estímulos, o cérebro tenta replicar sozinho a resposta imune anterior.

Uma resposta imune sem propósito
Quando um cão saliva, causa uma bagunça. Se a saliva serve a um propósito, a bagunça vale a pena. Mas imagine um cachorro apenas salivando sem motivo. Isso é apenas baba, e não é útil para ninguém. As respostas imunes são muito parecidas com a saliva: sempre causa uma bagunça (febre, inflamação, fadiga), mas quando há um propósito (como nos proteger de uma infecção), o benefício vale o custo. Uma resposta imune sem propósito (como inflamação , artrite ou alergias) é apenas um distúrbio imunológico e não é útil para ninguém.

Muitas doenças psicossomáticas são respostas imunes sem propósito. Embora você possa evitar nozes para evitar uma reação alérgica, como evitar memórias para prevenir doenças psicossomáticas? Tem havido pouco progresso na prevenção e tratamento de doenças psicossomáticas, em grande parte porque a região do cérebro responsável por essas memórias permanece um mistério. Até agora.

Lembrando as respostas imunes
Um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina do Technion levantou a hipótese de que as memórias das respostas imunes são armazenadas e recuperadas pelo córtex insular. O córtex insular é a região responsável por detectar o estado fisiológico do corpo (por exemplo, temperatura corporal e níveis de nutrientes) e interpretá-los em sensações corporais (por exemplo, calor e fome). Pesquisas anteriores mostraram que quando o córtex insular é disfuncional, as memórias da resposta imune não são armazenadas.

Primeiro, os pesquisadores criaram a memória de uma resposta imune. Eles induziram inflamação intestinal em camundongos enquanto monitoravam a atividade cerebral e identificaram um grupo de neurônios no córtex insular com atividade aumentada. Os camundongos receberam um mês para se recuperar do estado da doença. Então, semelhante a um sino ou água adoçada, os pesquisadores usaram um sofisticado truque quimiogênico para acionar a memória que havia sido armazenada, reativando seletivamente os mesmos neurônios do córtex insular que foram ativados durante a inflamação intestinal inicial.

Sem nenhum estímulo externo (além dessa ativação de neurônios), a inflamação retornou, exatamente no mesmo local em que estava originalmente. Simplesmente “lembrar” da inflamação fez com que o cérebro a reativasse.

E se todas as doenças tiverem um elemento psicossomático?
Finalmente, os pesquisadores ficaram curiosos se o córtex insular desempenhou um papel durante a experiência original da inflamação ou se estava apenas armazenando informações para serem recuperadas mais tarde. Em outras palavras, havia um componente mental envolvido na doença não psicossomática desde o início?

Mais uma vez, eles induziram inflamação intestinal com estímulos externos em camundongos que não tinham experiência com a doença. No entanto, desta vez, eles inibiram a atividade do neurônio do córtex insular. Eles descobriram que a doença foi significativamente diminuída, em termos de sintomas clínicos e resposta imune.

Esses achados sugerem que mesmo doenças que antes eram consideradas não psicossomáticas podem ter um elemento psicossomático, o que piora seus efeitos. Identificar o papel do córtex insular na regulação imunológica abre as portas para novas formas de prevenção e tratamento de doenças.

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*Fonte: sabersaude

Hormônios da felicidade: como aumentar seus níveis no corpo

Você já ouviu falar nos hormônios da felicidade? Existem quatro substâncias bioquímicas principais que estão associadas ao sentimento de felicidade e sensação de bem-estar: serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina.

Apesar de serem chamadas popularmente de “hormônios da felicidade”, é importante entender que nem todas substâncias dessa lista são hormônios – embora a mesma terminação em “-ina” possa nos induzir ao erro.

Enquanto a serotonina e dopamina são neurotransmissores, a endorfina e oxitocina são hormônios. Aqui, vale apontar apenas que esses compostos bioquímicos têm formas diferentes de atuação no corpo humano.

Se você quer uma vida mais feliz, é importante você conhecer cada um desses hormônios e neurotransmissores e saber como eles funcionam no seu corpo. Afinal, diariamente há muitos gatilhos de ansiedade, estresse e tristeza no mundo que chegam até nós, inclusive pelas redes sociais.

Serotonina: o que é e para que serve
A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante no humor. Por isso que ouvimos falar nela quando buscamos formas para reduzir a depressão e regular a ansiedade.

Além de estar associada à felicidade, a serotonina ajuda a regular outras funções em seu corpo, como digestão, sono e saúde óssea.

Como aumentar serotonina
A chave para aumentar a serotonina é promover sua confiança. Se você está preso em um ciclo de baixa autoestima ou tem pessoas te criticando constantemente, pode ser difícil recuperar sua confiança.

Em outras palavras, se você não priorizar sua necessidade de respeito e status, sua confiança será afetada e, por consequência, seu nível de serotonina.

“A confiança desencadeia a serotonina. Macacos tentam se superar porque estimula a serotonina. As pessoas geralmente fazem o mesmo”, explica Loretta Breuning, fundadora do Instituto do Mamífero Interior (Inner Mammal Institute em inglês) e autora do livro “Habits of a Happy Brain” (“Hábitos de um cérebro feliz”, ainda sem edição em português).

Para desenvolver sua crença no seu valor próprio, foque no que você já conquistou na vida. Outra maneira de aumentar sua confiança é praticar exercícios físicos e buscar formas de sair da sua zona de conforto.

Dopamina: o que é e para que serve
A dopamina é um neurotransmissor que está associado à motivação e recompensa. É por isso que você sente bem quando define uma meta empolgante ou importante, e por que é prazeroso alcançá-la.

“Aproximar-se de uma recompensa libera dopamina. Quando um leão se aproxima de uma gazela, sua dopamina aumenta e a energia que ele precisa para a caça é liberada. Seus ancestrais liberavam dopamina quando encontravam um poço de água”, diz Breuning.

Por outro lado, o nível baixo de dopamina (que os especialistas dizem que pode ocorrer com a depressão) pode explicar os sentimentos de baixa motivação ou perda de interesse em algo que você costumava gostar.

Como aumentar dopamina
A taxa de dopamina pode ser aumentada com hábitos não tão saudáveis, como beber cafeína, comer açúcar, certas drogas recreativas e até usar redes sociais. Mas, você consegue aumentá-la sem usar substâncias potencialmente prejudiciais ou viciantes.

“Abrace um novo objetivo e dê pequenos passos em direção a ele todos os dias. Seu cérebro o recompensará com dopamina cada vez que você der um passo. A repetição construirá um novo caminho de dopamina até que seja grande o suficiente para competir com o hábito de dopamina que você está melhor sem”, diz Breuning.

Endorfina: o que é e para que serve
As endorfinas são hormônios que estão reconhecidamente ligados ao exercício. Após uma corrida ou treino intensos, há uma liberação desse hormônio do prazer.

Outra característica desses hormônios é atuar como analgésicos naturais, minimizando a dor e maximizando o prazer. Isso ajuda a explicar porque um corredor não consegue perceber uma lesão até que termine o esporte.

“No estado de natureza, ajuda um animal ferido a escapar de um predador. Ajudou nossos ancestrais a correr para pedir ajuda quando feridos. As endorfinas evoluíram para a sobrevivência, não para festas. Se você estivesse com altas endorfinas o tempo todo, tocaria o fogo quente e andaria com perna quebrada”, explica Breuning.

Como aumentar a endorfina
Embora as endorfinas sejam liberadas em resposta à dor, isso não significa que você deva procurar maneiras de se machucar (como se exercitar demais ou se esforçar além de seus limites) apenas para se sentir bem.

A maneira mais gostosa de aumentar as endorfinas naturalmente é rir. Outras formas igualmente eficazes são comer chocolate amargo, assistir seu drama favorito na Netflix, malhar e meditar.

Oxitocina: o que é e para que serve
A oxitocina (também escrita ocitocina) é comumente chamada como “hormônio do amor”. Isso porque esse hormônio está associado à forma como as pessoas se unem e confiam umas nas outras.

Esse composto também é importante na contração do útero durante o parto, na amamentação e no relacionamento dos pais com o bebê após o nascimento.

Como aumentar a oxitocina
Certas atividades como beijar, abraçar e fazer sexo podem desencadear a liberação de oxitocina no cérebro. Mas, para além do aspecto físico, a conexão emocional é importante para que a oxitocina seja liberada.

“A confiança social é o que libera a oxitocina. Se você abraça alguém em quem não confia, não se sente bem. A confiança vem em primeiro lugar. Você pode construir a confiança social dando pequenos passos positivos em relação às pessoas”, diz Breuning.

Uma dica para aumentar a oxitocina é entrar em contato com um amigo próximo. Se você ainda não tem uma rede de confiança, entre em contato com um conhecido e construa aos poucos sua relação com ele. Outra opção é ter um animal de estimação que você possa abraçar bastante.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

Uma noite sem dormir basta para a energia baixar e o rendimento cair!

Qualquer pessoa sabe que precisa dormir bem para se sentir disposto durante o dia, fora todas os benefícios que o sono traz para a saúde. Mas às vezes, situações acontecem, que fogem ao nosso controle, e simplesmente não dá para dormir o suficiente.

O bebê acorda várias vezes durante a noite, o cachorro passa mal de madrugada, o vizinho faz uma festa com som auto a noite toda, uma fatalidade acontece com um parente e te ligam no meio da noite para contar, o intestino começa a funcionar de madrugada só para interromper o sono. Um problema te acorda as 3h da manhã e você não consegue dormir mais.

São tantas coisas que podem acontecer e interromper a nossa noite de sono que, infelizmente, mesmo que seja uma coisa esporádica, como no caso do cachorro, ou uma coisa rotineira, como no caso do bebê, é muito difícil ter o mesmo rendimento no outro dia.

QUANDO NÃO DÁ PRA DORMIR, NO OUTRO DIA A GENTE SENTE QUE A DISPOSIÇÃO CAI, O RACIOCÍNIO FICA MAIS LENTO. A GENTE PERCEBE A ENERGIA BAIXA.

Nada parece fácil de fazer quando a gente não dorme direito. Mas o que a gente pode fazer no dia seguinte?

O QUE UMA MÃE QUE NÃO DORME DIREITO HÁ MAIS DE 3 MESES PODE FAZER? E O QUE UMA PESSOA QUE TEM O SONO INTERROMPIDO POR UM EVENTO INESPERADO PODE FAZER?

A resposta é: RESPIRAR!

Respirar vai te levar para um lugar de quietude e silêncio interior.

Vai oxigenar o seu cerebro, o seu corpo e filtrar as energias que estão estagnadas.

Respirar conscientemente vai te equilibrar emocionalmente e mentalmente, e vai dissolver a irritabilidade. Respirar fundo pode te ajudar a enfrentar esses dias com mais leveza.

Não duvide do poder da respiração, não só nesses dias não dormidos, mas sempre. Quando você esquece de respirar e só deixa a respiração no automático, você começa a reagir ao dia e comete mais erros.

Procure respirar fundo também, em situações onde você se sente pressionado ou precisa tomar decisões importantes, por exemplo.

Respire fundo agora! E imagine o ar limpando todas as células do seu corpo. Deixe o ar recarregar as suas energias e te ajudar a fazer as suas tarefas diárias com mais leveza.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

A amizade é tinta permanente

Os responsáveis pelo estudo analisaram as semelhanças genéticas e a conexão entre diversas pessoas usando duas pesquisas independentes de saúde. Estas pesquisas continham informação detalhada de várias sequências de genoma dos indivíduos e também das suas redes sociais.

“Ser sincero não vai fazer você ter um monte de amigos, mas sempre fará você ter os amigos certos.”
John Lennon

Foram escolhidos indicadores genéticos específicos dentro dos relacionamentos sociais de um indivíduo e descobriu-se que nós forjamos amizades com pessoas com as quais compartilhamos dois dos seis indicadores avaliados.

Outro aspecto interessante da pesquisa é que chegou-se à conclusão de que procuramos pessoas, tanto amigos quanto relacionamentos amorosos, que nos complementem. Isto é, nos sentimos atraídos por pessoas que possuem genes que indicam características que não temos.

Verdades sobre a amizade
Temos muitas ideias sobre a amizade: que existe uma conexão especial com nossos amigos, que as mulheres e os homens não podem ser amigos, que um relacionamento amoroso rouba o lugar dos amigos, que a amizade favorece a saúde…

Isto é, ao longo das nossas vidas assumimos uma série de crenças sobre a amizade que podem ou não ser verdadeiras. A seguir, mostramos algumas verdades cientificas sobre a amizade que se relacionam diretamente com as crenças que temos.

Os homens e as mulheres não podem ser amigos
Todos lembramos da famosa cena do filme “Harry & Sally – feitos um para o outro” onde o protagonista sustenta que os homens e as mulheres nunca podem ser amigos porque o sexo sempre interfere.

Uma pesquisa realizada no ano de 2012 e publicada no Journal of Social and Personal Relationships, dirigido por April Bleske-Rechek, professora de Psicologia na Universidade de Wisconsin, concluiu que os homens superestimam as possibilidades românticas de forma mais freqüente que as mulheres.

A pesquisa também chegou à conclusão de que geralmente os homens se mostram igualmente interessados tanto sexual quanto amorosamente em suas amigas, independentemente de estarem comprometidas ou não. A atração é considerada um impulso, embora com os anos ela costume se reduzir.

“Existe entre nós uma coisa melhor do que um amor: uma cumplicidade.”
Marguerite Yourcenar


Ter um relacionamento amoroso nos afasta dos nossos amigos

Uma pesquisa realizada por Robin Dunbar, professor de antropologia evolutiva em Oxford, analisando o efeito do relacionamento amoroso sobre os amigos chegou à conclusão de que as pessoas que iniciam um relacionamento amoroso, em vez de ter um círculo de amigos íntimos formado por cinco pessoas como é comum, tem quatro e um deles é o seu companheiro.

Portanto, isto significa que se foca a atenção na pessoa que é o companheiro, a quem se dedica mais tempo e atenção, e duas pessoas das nossas vidas são afastadas, em geral um amigo ou um familiar.

O amor toma tempo e cada vez compartilhamos mais momentos com nosso companheiro, de modo que inevitavelmente, se o vínculo afetivo com nossos amigos não é cuidado, mantendo o contato, procurando se encontrar, no fim ele se deteriora.

A amizade faz bem para a saúde
Uma pesquisa sobre a longevidade realizada com pessoas idosas de 70 anos conduzida pelo Centro de Pesquisas do Envelhecimento da Universidade de Flinders em Adelaide (Austrália) concluiu que uma rede de bons amigos pode aumentar mais a longevidade do que os relacionamentos familiares.

Ter amigos é bom não apenas para o estado de ânimo mas também para a saúde. De fato, as pessoas que têm um círculo amplo de amizades têm a tensão mais baixa, sofrem menos de estresse, sua imunidade é mais forte e vivem mais tempo. Os amigos nos ajudam a superar as doenças e nos trazem satisfação e felicidade.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Psicologia das Cores: O poder dessas 6 cores em suas emoções

Eva Heller (1948–2008) foi uma escritora e cientista social alemã, que desenvolveu um longo estudo sobre como as cores poderiam ser capazes de afetar a nossa emoção e impactar o modo como nos comportamos. Esse trabalhou resultou em um livro chamado A Psicologia das Cores, que é um tratado clássico sobre teoria das cores.

A pesquisa de Heller impactou muitos setores, especialmente a comunicação, o cinema, o design, a arquitetura e a moda. Para dar um gostinho da obra incomparável da cientista social, vamos tratar aqui sobre o poder que algumas cores podem ter no seu cotidiano a partir do impacto delas em suas emoções. Confira.

1. Azul
O azul é líder em pesquisas sobre cores prediletas. De acordo com o estudo, 46% dos homens e 44% das mulheres a indicam como sua favorita. Uma das razões é que o azul é associado à paz, à harmonia e ao equilíbrio. Por séculos foi uma cor associada às mulheres, sendo hoje relacionada aos homens.

Apesar de ser uma cor pouco aconchegante, resultado da sensação de frieza que carrega consigo, ela se faz valer do fato de ser a cor que vemos ao olhar ao céu para ser considerada, também, uma cor tranquilizante, a do sono e dos sonhos.

2. Vermelho
O vermelho é considerado uma cor quente, muito associada ao fogo, ao sangue e ao existencialismo em muitas culturas. Ao mesmo tempo que representa, por exemplo, o amor, o desejo e a excitação, ela é uma cor muito associada à ira, fúria, raiva, violência. Na economia, com o comunismo e problemas financeiros.

Geralmente, roupas e ambientes em tons de vermelho são motivadores a pessoas tímidas. Além disso, o vermelho dá um ar de poder e coragem (pense na Ferrari). Há uma outra interpretação bem interessada para o vermelho: a justiça. Talvez por isso os professores, por décadas, utilizaram canetas desta cor para corrigir provas.

3. Laranja
Laranja também é uma cor quente, capaz de fazer você se sentir entusiasmado, pois aumenta a sensação de vitalidade e felicidade. Também carrega em si as características de uma cor do humor e da expansão, da sociabilidade e do lúdico.

Agora, curiosamente, o laranja não costuma ser a cor de produtos de prestígio e, consequentemente, caros. Em contrapartida, a cor dá a sensação de algo acessível, criativo, cheio de vigor. No trabalho, é uma cor boa para ser utilizada em acessórios, como gravatas, já que mostra um tom ousado e criativo.

4. Verde
Verde não é só a cor do meio ambiente. Ela também está associada com a perseverança, a juventude, a tenacidade e a sorte. Há quem chame o verde de cor da esperança, por pura associação direta entre meio ambiente – natureza – primavera – fertilidade.

Sob um viés negativo, o verde pode ser interpretado como a cor de coisas ainda não prontas, em processo de amadurecimento. Como em muitas coisas, dá para acreditar que é tudo uma questão de escolha da perspectiva, não é mesmo?

5. Amarelo
Amarelo é considerada a cor com mais energia entre as cores quentes, especialmente por sua conexão imediata com o sol. Amarelo, na maior parte das vezes, é utilizada quando se deseja mostrar espontaneidade e felicidade, além de riqueza, é claro. Jovialidade e otimismo também são termos que se associam com ela. O problema é que ciúme e hipocrisia também.

Dois dos pecados capitais do cristianismo são associados a esta cor: inveja e cobiça. Ou seja, dá para dizer que estamos diante de uma cor bastante ambígua, mas, se levar todas as possibilidades de cada cor, talvez todas sejam.

6. Preto
Ah, o preto. Pretinho, básico, clássico e sofisticado, certo? É bem por aí mesmo: ainda que haja culturas que vejam a cor como da tristeza e introspecção, o preto é realmente associado ao poder, ao luxo e à elegância.

Em questões corporativas, seu uso pode querer indicar seriedade, neutralidade ou simplicidade. Agora, é bom salientar que, ao longo do tempo, o preto também foi a cor do místico e do mistério, da ausência de ordem.

*Por Alejandro Sigfrido Mercado Filho
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*Fonte: megacurioso

A teoria do etiquetamento social

Ao rotular uma pessoa, estabelece-se uma diferença entre ela e o meio social ao qual pertence, o que na maioria das vezes implica em atitudes de exclusão social e rejeição.

A teoria do etiquetamento social explica como os outros percebem o comportamento de uma pessoa e, de acordo com as suas características, a rotulam em relação às convenções sociais e culturais. O conceito central dessa teoria é o de que aquele que se “desviar” das normas sociais, que fazem parte do senso comum da sociedade, será rotulado negativamente.

A sociologia estuda as convenções e normas sociais e, para a teoria do etiquetamento social, usa o conceito de desvio: se a aparência ou o comportamento de uma pessoa se conformar apenas a uma minoria social, ela será rotulada negativamente por não atender aos padrões das normas e da cultura da sociedade dominante.

Mas em que consiste rotular alguém que não se enquadra em uma coletividade majoritária?

Breve história da teoria do etiquetamento social
Howard Saul Becker, sociólogo norte-americano, herdeiro da Escola de Chicago e do interacionismo simbólico, construiu as suas teorias em torno do desvio. De acordo com a sua pesquisa sobre os grupos sociais e suas interações, o desvio da norma social não é uma condição inerente a uma pessoa, mas sim a identificação desta por uma coletividade que professa determinadas normas de acordo com a “convivência social”.

Portanto, essa coletividade ou maioria social tenderá a impor sanções a uma pessoa ou minoria por transgredir a sua normatividade e se desviar dos seus costumes sociais. De acordo com a situação descrita anteriormente, o etiquetamento, com um forte caráter discriminatório, seria inevitável.

O papel dos estereótipos
É comum estereotipar uma pessoa por causa dos seus traços, de acordo com o grupo minoritário ao qual pertence. Nesse caso, a maioria social aponta e generaliza, a partir dos parâmetros perceptivos que possui sobre as suas normas e costumes.

O objetivo principal é classificá-la como transgressora da norma, uma vez que ela não cumpre com o que a maioria dita, ainda que isso signifique estigmatizá-la de forma discriminatória.

Desvio primário e secundário
Podemos classificar o desvio em dois tipos: primário e secundário. Edwin Lemert (1912-1996), que foi professor de sociologia na Universidade da Califórnia, assim os definiu:

Desvio primário: não há sensação plena de desvio para aquele que não cumpre as regras, e os outros (a maioria social) também não o percebem dessa forma.
Desvio secundário: ao contrário do primário, a pessoa que quebra a norma é rotulada como desviante pela maioria social; portanto, ela se perceberá de acordo com a forma como os outros a percebem.

Em algum momento, todos nós já cometemos ações que são classificadas como desviantes. Por exemplo, usar drogas, fazer pichações não autorizadas, ignorar as leis de trânsito, etc. No entanto, há aqueles que, com traços muito característicos, são rotulados como desviantes absolutos, descumpridores de regras.

O estigma que se origina a partir dos rótulos
O estigma, intimamente relacionado ao desvio secundário, é o papel atribuído ao desviante, que serve para distorcer a sua biografia. Qualquer ato realizado em sociedade será classificado negativamente como um ato desviante da norma.

Assim, o papel dominante no indivíduo, bem como todos os seus atos passados, passam a ser reinterpretados a partir dessa perspectiva do estigma. Este é um processo de distorção biográfica conhecido como etiquetamento retrospectivo.

De acordo com o sociólogo Erving Goffman (1922-1982), estigmatizar alguém ativa alguns efeitos sociais, tais como o isolamento social, impulsionado por um grupo que se identifica com a rejeição do desviante (estigmatizado). A consequência seria que o indivíduo, ao receber as indicações limitantes, acabaria acreditando nelas, assumindo assim o papel atribuído pelos estigmatizadores. É como se eles fossem profetas do papel final a ser desempenhado pelo “desviante”, de acordo com a aplicação do Teorema de Thomas por Robert K. Merton.

Teoria do etiquetamento social na criminologia
Por causa do infeliz papel profético dos estigmatizadores contra o “desviante” (profecia autorrealizável), a pessoa rotulada agiria de acordo com as ações criminosas impingidas pelo grupo estigmatizador. Por exemplo, se tiver usado drogas apenas uma vez, mas for repetidamente apontada e assediada pela maioria por esses eventos, é muito provável que ela acabe se tornando uma usuária regular. Assim, de forma inconsciente, ela cumpriria a demanda estigmatizante.

Em parte por causa da teoria do etiquetamento social, a criminologia pode prever os padrões de algumas pessoas que cumprem a profecia estigmatizante. Esse processo faz com que o acusado, por assim dizer, busque a aprovação de outros que são como ele, ou seja, acusados por aqueles que se autodenominam “a maioria”. Essa situação faz com que esses padrões de comportamento se repitam diversas vezes, como se fosse um círculo vicioso.

Como a teoria do etiquetamento social opera na psicologia
A teoria do etiquetamento social, por desvio secundário, também pode atacar a saúde mental. Lembremos que a função da maioria social é rejeitar e isolar aquele designado como desviante, situação que pode levar a um transtorno mental para quem assume e sofre com esse papel.

No entanto, esse mesmo mecanismo de isolamento pode ser aplicado àqueles que não têm regulação emocional ou são considerados doentes mentais pela maioria social. Por exemplo, apontar uma pessoa como obsessivo-compulsiva simplesmente porque ela tem algumas características desse transtorno pode, em alguns casos, levá-la a realmente apresentá-lo. Ou seja, uma vez que ela já é tratada como se estivesse realmente doente, então ela assumirá esse papel inconscientemente. Mais uma vez, apresenta-se uma profecia autorrealizável.

Quando uma pessoa é rotulada, geralmente há uma tendência a rejeitá-la e excluí-la.

O que podemos fazer diante da teoria do etiquetamento social
Em primeiro lugar, nem sempre a maioria tem razão, ainda mais quando cada membro dela não tem critérios próprios ou senso crítico sobre o que se presume ser “desviante”. Além disso, devemos lembrar que o ser humano, sujeito político e social por natureza, tenderá a buscar a aprovação ou reconhecimento de alguma forma. Portanto, não é correto rotular ninguém para que fique fora da norma, aprovada por uma maioria.

Assumir uma postura crítica diante da estigmatização coletiva de um indivíduo ou minoria implica refletir sobre como as pessoas podem acabar aprendendo hábitos perversos ou contraproducentes para a sua saúde física e mental, apenas porque foram rotulados para atender à punição, conforme o cumprimento da norma da maioria social.

O diagnóstico e a prevenção dos comportamentos individuais e coletivos são as principais ferramentas para romper o círculo vicioso da estigmatização, para acabar de uma vez por todas com os comportamentos coletivos que julgam indiscriminadamente aqueles que sentem, pensam e agem de forma diferente das convenções e normas da maioria social.

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*Fonte: amenteremaravilhosa 

Conheça 4 hábitos de pessoas chatas; Saiba se você possui um deles

É claro que há sempre uma dose de relativismo quando se fala em chatice, mas alguns hábitos são considerados em grande escala como chatos, os quais conheceremos aqui. Todos nós podemos ser pessoas muito interessantes, mas também é possível que percebemos alguns elementos de chatice e a boa notícia de nos tornarmos conscientes deles é que só assim podemos melhorar.

Bora para o que importa?

Hábitos que indicam que uma pessoa é chata
Embora seja muito subjetivo indicar a “chatice” de alguém, existem alguns aspectos gerais que são vistos na maioria das pessoas que não são consideradas interessantes em grupos sociais distintos. Por isso, é importante conhecer esses aspectos para fazer uma análise comportamental mais profunda e aprimorar as suas características para se tornar alguém ainda mais interessante.

1. Desequilíbrio nas conversas
Em uma conversa equilibrada, é normal que ambas as pessoas falem e ouçam de forma balanceada. Nesse sentido, se você for uma pessoa que monopoliza a conversa ou então não retribui muito para o diálogo, pode significar um traço de desequilíbrio de conversação.

2. Falta de humor
Um indicador para você saber se é uma pessoa chata ou interessante está atrelado com sua capacidade de fazer com que os outros sorriem ou riam. Isso porque o humor mostra uma característica alta de flexibilidade cognitiva, que seria uma forma de manter um diálogo mais dinâmico.

3. Não há mudança
Uma pessoa normalmente não se aventura em novas coisa, e, portanto, prefere sempre fazer adotar a mesma rotina e falar sobre os mesmos temas. Dessa forma, uma forma de você se manter uma pessoa interessante é estar sempre em busca de novas informações e experiências para agregar ao outro.

4. Opinião própria
Outro ponto que pessoas chatas costumam compartilhar é a falta de opinião própria. Isso não quer dizer que é preciso ter uma opinião formada para tudo, mas saber se posicionar e a relacionar de forma logica sobre determinados pontos é fundamental para manter uma conversa rica e entusiástica.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Aprenda a identificar rapidamente quando alguém não gosta de você

Você já teve uma sensação estranha de desconforto após conhecer uma pessoa nova, como se ela não tivesse gostado muito de você? Apesar de essa situação ser bastante desagradável, ela é muito comum e pode acontecer com qualquer um.

Para evitar piorar a situação, é importante que saiba identificar quando alguém não gosta de você. Quer aprender os principais sinais de que você talvez não seja bem quisto por uma pessoa? Leia este artigo até o final e descubra.

O comportamento de alguém que não gosta de você
Se você desconfia que alguém “não foi com a sua cara”, é provável que você sinta um certo incômodo quando vocês estão juntos. Veja abaixo algumas atitudes que as pessoas têm quando não gostam de você, mas não têm coragem, ou intimidade, para te contar isso:

Não se esforçam para ter uma conversa com você;

Em uma roda de conversa, fala olhando para todos, mas raramente para você


Evita se aproximar fisicamente de você


Não aceitam sua solicitação nas redes sociais, mesmo te conhecendo pessoalmente;


Mandam indiretas constantemente sobre a sua personalidade ou sobre algo relacionado a você;


Brigam com você por coisas muito pequenas;


Depreciam tudo o que você faz ou fala;


Sorriem falsamente;


Convidam todos os seus amigos em comum para uma comemoração, menos você.

O que fazer quando alguém não gostar de você
A verdade é que ninguém consegue agradar a todos, e não é possível fazer alguém criar um afeto por você forçadamente. Então, você tem duas opções: tentar esclarecer esse sentimento com a pessoa em questão ou aprender a conviver com isso.

Muitas vezes esse sentimento de que alguém não gosta de você, na verdade, não passa de um engano. É normal que pessoas que não se conhecem tenham uma dificuldade inicial para criar intimidade, e isso pode ser interpretado de forma errada. Por isso, é sempre válido esclarecer a situação, principalmente se o grupo de amigos é o mesmo.

Porém, caso você não se sinta confortável com uma conversa, procure aceitar que as pessoas têm o direito de não gostarem de você, e que isso não determina o seu valor. É claro que se essa situação fizer você se sentir mal, e, se for o caso,não se force a manter qualquer tipo de relação com ela. O importante é que você se sinta bem onde quer que esteja!

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*Fonte: vidaemequilibrio

Cromoterapia e sexo: como explorar as cores para apimentar a relação?

Os cinco principais sentidos humanos são capazes de diversificar e intensificar as mais variadas vivências e é neste contexto que aromas, sons e até alimentos acabam influenciando as experiências do dia a dia – inclusive o sexo. Dentro desta lógica, a cartela cromática pode agir diretamente no desejo sexual e nas próprias relações.

“As cores incrementam as vivências, seja exploradas no ambiente, nas vestimentas ou em acessórios, servindo como amplificadores e estimuladores das fantasias”, pontua o terapeuta Raphael Kakazu. Isso ocorre porque o estímulo visual está diretamente relacionado à energia impregnada nas tonalidades.

Quando o vermelho vem à mente, por exemplo, automaticamente evoca um universo de erotismo, fetiches, intensidade e fantasia. Enquanto isso, o rosa leva ao romance adolescente, a uma certa inocência e delicadeza. Tais impressões, geradas a partir da análise de estímulos visuais, acabam gravadas no subconsciente, tornando-se manifestações energéticas.

“É claro que, aqui, estamos partindo do ponto de vista do inconsciente coletivo e cada indivíduo terá identificações e diferenciações com essas análises, mas o ponto principal é saber que uma cor, ou a prevalência dela, pode influenciar a libido e a fantasia na hora do sexo”, reforça Raphael.

Explore as cores para apimentar a transa.

Para entender melhor o efeito, o especialista comenta como algumas tonalidades tendem a agir sobre a experiência sexual:

Vermelho:
É a cor da paixão, do fetiche e do erótico. Graças à libido exacerbada que estimula, acaba sendo a mais utilizada na hora do sexo. “O vermelho traz domínio, intensidade e uma certa violência, de forma que nos deixa curiosos e, ao mesmo tempo, receosos com o sexo”, comenta Raphael.

Preto:
Extremamente ligado a status, essa cor instiga uma atmosfera do tipo “cinquenta tons de cinza”, em que são extraídas nuances que vão da elegância ao poder de dominação.

Dourado ou Amarelo:
É associado aos prazeres da riqueza, do requinte e do cuidado. “Aqui, podem ser colocadas as tonalidades de amarelo também, que trazem para o sexo a energia de dominação, em que um é servido e o outro é serviçal, mas de uma maneira sutil e não agressiva”, argumenta Raphael. Segundo ele, tal energia igualmente alimenta fetiches e fantasias sexuais, pois remete aos tempos de glória, com o mundo coberto de ouro e riquezas, como retratavam as mitológicas histórias do Egito e da Grécia antiga.

Branco:
Identificada como a cor da pureza, evidencia a energia de inocência e exclusividade – conceitos que fazem parte do imaginário sexual. “O branco mostra aquilo que nunca foi tocado, trazendo graça e servindo de estímulo para uma imagem que navega entre a pureza que alimenta a paixão carnal e até mesmo a redenção”, diz.

Verde:
Na hora do sexo, as nuances esverdeadas trazem frescor e, ao mesmo tempo, confiança. Isso não tem a ver com o universo das fantasias, mas com a confiabilidade de um relacionamento estável, em que o casal se conhece bastante e deseja satisfazer o outro. Desta forma, o sexo se torna menos aventureiro e mais confortável.

Rosa:
É a tonalidade ligada ao romance, à sensualidade e à inocência. “Alguns colocam o rosa como sendo capaz de despertar a jovialidade, mas eu diria que essa cor traz o carinho e a delicadeza como energia principal, sendo algo muito sutil e sonhador”, opina Raphael.

Azul:
Assim como o rosa, o azul desperta a energia do romance, da leveza e da harmonia. Logo, remete a situações agradáveis, como passeios de lua de mel. O azul ainda está ligado ao compromisso recém-formado e, numa segunda interpretação, remete às expectativas e à alegria. “Dentre todas as cores, o azul e suas variações são os que mais vão impactar no significado: o azul royal trará um complemento para o ar de realeza do dourado, enquanto o azul claro complementa a serenidade e confiança do verde”, exemplifica o especialista.

Violeta:
Cor da realeza romana, a cor traz uma energia de poder, autoridade e privilégios na cama. Como poder e sexo são uma combinação que dá margens a grandes fantasias, o violeta, combinado com preto ou dourado, é ideal para criar o clima tanto apimentado quanto requintado.

Laranja:
Bem menos intensa que o vermelho, a cor proporciona sedução e um ar afrodisíaco para o momento. “O laranja é energético e estimulante, porém, não é das tonalidades mais fáceis de se trabalhar num cenário picante, devido à descontração que carrega”, avalia Raphael.

Como usar as cores na hora do sexo?
Segundo o especialista, existe uma harmonia entre as cores que deve ser levada em consideração, com bastante cuidado, para não criar confusão de estímulos e quebrar o clima de tesão. Para ele, o mais coerente é combinar dois ou três tons, o que manteria a coerência necessária.

Pode-se adotar uma cor predominante, ou seja, em maior evidência, ocupando “espaços” maiores (como nas roupas de cama, papel de parede e objetos vultosos) e outras secundárias, implementadas em locais mais estratégicos (roupas íntimas, acessórios e peças menores, que podem ser reparadas com mais atenção).

Assim, é possível criar atmosferas variadas. Uma mostra disso é: para noites quentes, com desejo por um ar de realeza, pode-se optar pelo vermelho como cor predominante e a combinação de preto com dourado como complementar.

“Maneira prática e não tão complicada de trabalhar um ambiente sensual é pensar no quarto com roupa de cama de seda vermelha – ou seja, com maior destaque – e roupas íntimas pretas e acessórios dourados servindo como tons secundários. Da mesma forma, vasos pretos com flores douradas ou cadeiras e mesas de madeira escura e estofado vermelho podem fazem parte da composição”, exemplifica Raphael.

Se a intenção é uma noite mais romântica e acalentadora, o laranja vai bem como predominante, enquanto o branco e azul ou o branco e rosa podem aparecer como complementos.

“É interessante pensar em experiências por noite para aproveitar melhor o clima planejando, já que não dá para se ter tudo na mesma ocasião – como uma noite romântica e, ao mesmo tempo, selvagem”, orienta o especialista.

Ele reforça ainda que o estímulo das cores aparece como forte aliado, mas é a criatividade do casal que faz a mágica acontecer na hora do sexo.

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*Fonte: equilibrioemvida

O melhor presente que se pode oferecer a uma mãe não se encontra em nenhuma loja!

O melhor presente que se pode oferecer a uma mãe não se encontra em nenhuma loja!

Muitas vezes, uma mãe não espera de um filho, um presente caro, um objeto qualquer, ela deseja um contato mais íntimo, uma demonstração de afeto, um toque mais espiritual do que físico.

Para isso, não é necessário ir a uma loja física e trazer de lá, algo bonito e atrativo, porque o que realmente afagao coração de uma mãe é o seu amor e o carinho que você demonstra com atitudes.

Uma mãe consegue ouvir e sentir a oração de um filho em direção a ela, e geralmente, um filho não percebe que, orar para a sua mãe, é o melhor presente que você pode dar a ela.

Você deve orar para que ela seja abençoada com a proteção divina, para que seja concedido a ela, tudo o que ela merece e deseja.

Você precisa pedir aos anjos que a ajudem e auxiliem em seus projetos. Assim, você a estará envolvendo com o amor mais puro e genuíno que você pode oferecer.

Considere a situação particular pela qual sua mãe está passando e peça ao Senhor pelo seu bem-estar.

A ORAÇÃO DE UM FILHO TEM O PODER DE MANIFESTAR MARAVILHAS NA VIDA DE UMA MÃE.

É um gesto muito generoso realizar esta ação em benefício dela. A sua intenção benfeitora acerta em cheio o coração da sua mãe e as energias divinas a encontram onde ela estiver.

É um esforço especial que faz muito sentido quando se trata de praticá-lo. Deixar de comer algo que gostamos muito por amor é um gesto sublime.

Mesmo que esse, seja um ato que você deve fazer durante toda a sua vida, todos os dias do ano, em um dia de graças em que comemoramos a importância da nossa mãe em nossas vidas, intensificar as orações é uma necessidade.

Mostre a sua mãe que ela está sempre em suas orações. Não se trata de ser religioso ou de expressar uma religiosidade, mas sim, de se conectar com o poder da criação, com o divino que existe em você e nela.

Dedicar a ela, alguns momentos de pensamentos amorosos, eviando a ela as energias do seu amor, é o maior presente que você pode oferecer a sua mãe.

Se você não pode estar presente, não se culpe e nem ache que um presente qualquer de uma loja poderá suprir a sua ausência. Se a sua vida está muito corrida, esse movimento amoroso de orar pela vida da sua mãe fará mais bem a ela, do que qualquer outra coisa material.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?

Talvez um dos maiores castigos que nos infligimos seja sacrificar o presente para nos defendermos de todos os nossos medos sobre o futuro quando, na verdade, o futuro é apenas uma suposição e o presente uma realidade. Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?
A lista deste artigo foi compilada por uma enfermeira que trabalhou com cuidados paliativos durante muitos anos. Os seus pacientes tinham uma expectativa de vida de no máximo três meses.

Ela os acompanhava durante os seus últimos dias e fazia com que se sentissem da melhor forma possível, uma vez que percebiam que o fim estava próximo. “É neste momento que as pessoas crescem muito mais do que em toda a sua vida”, afirma.

Não devemos subestimar a capacidade das pessoas para crescer ao chegar a um ponto sem retorno da sua existência. Muitos podem dizer que nesse estado não vale mais a pena, mas, na verdade, o arrependimento ou a gratidão, quando cada segundo se torna mais valioso, ganha ainda mais valor.

Algumas das mudanças que esses pacientes experimentaram foram realmente surpreendentes. Cada um sentiu as emoções de maneira diferente, desde a raiva até a negação, passando pelo medo, pela rendição e pela aceitação. Esta última é o que permite encontrar a paz antes de partir.

Quando a enfermeira perguntava quais eram os seus arrependimentos ou o que eles gostariam que tivesse sido diferente durante os seus anos de vida, na maioria dos casos, ela ouvia temas comuns como resposta. Os mais frequentes foram:

– “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver sendo fiel a mim mesmo, não ao que os outros esperavam de mim.”
Esse foi o arrependimento mais recorrente. Quando alguém percebe que a sua existência terrena está prestes a chegar ao fim, é mais fácil ver o passado com clareza, olhar para trás e ver quantos sonhos ficaram por realizar. Foi comprovado que a maioria das pessoas realiza apenas metade dos seus sonhos e morre sabendo que o restante poderia ter sido realizado se tivessem se proposto seriamente e se não tivessem cedido diante do que os outros consideravam correto ou aconselhável.

Viver sendo fiel a si mesmo é um desafio que não devemos deixar de lado. Fazer o que gostamos, apesar do “que os outros vão falar”. Cada um deve aproveitar a sua vida como bem entender. Portanto, não espere até que seja tarde demais para apenas se lamentar. Tenha em mente que a saúde proporciona uma liberdade que nem todos reconhecem até que não a tenham mais.

-“Gostaria de ter trabalhado menos”.
Isso era mais frequente em pacientes do sexo masculino que, na sua opinião, negligenciaram a família e os amigos por trabalharem durante mais de 10 horas por dia.

Não ver o nascimento ou o crescimento dos filhos, não estar em momentos importantes, tais como aniversários e comemorações, sempre pensando no chefe e problemas no trabalho, etc. Todos sentiam falta da juventude, da época em que os filhos eram pequenos ou em que eram recém-casados. No caso das mulheres, isso não acontecia nas gerações passadas, mas talvez aquelas que estão chegando à velhice também possam se arrepender disso.

Simplificar o estilo de vida, tomar decisões precisas ao longo do caminho, perceber que o dinheiro não é tudo neste mundo (embora queiram nos fazer acreditar que sim) fará com que não tenhamos que nos arrepender disso no nosso leito de morte. Ser mais feliz com o que se tem, não querer mais coisas materiais, passar mais tempo com os filhos, com o parceiro, com os pais ou com amigos, aproveitar os dias de folga, não fazer horas extras, etc. Esta é uma ótima maneira de viver.

– “Gostaria de ter tido a coragem para expressar meus sentimentos.”
Quantas vezes ficamos com a amarga sensação de não poder dizer o que sentimos? Muitos suprimem as emoções para ficar em paz com os outros ou por vergonha do que possam responder. Porém, foi comprovado que algumas doenças surgem por “guardar” maus pensamentos, repreensões, palavras que não foram ditas no momento certo, etc. Entretanto, não se trata apenas do que é negativo, mas também das coisas boas, do “eu te amo”, do “me perdoe“, do “preciso de você”.

Não podemos controlar a reação que a outra pessoa pode ter quando dizemos algo, mas o fato é que isso pode nos libertar de um grande peso acumulado no nosso peito ou nas nossas costas. Assim, tanto se for para falar bem quanto para falar mal, não hesite em falar, pois, mais tarde, você vai se lamentar.

-“Gostaria de ter mantido contato com meus amigos”.
As velhas amizades oferecem muitos benefícios. Porém, nem todos podem vê-los, até que chega o último momento de suas vidas e “se lembram” disso. Afinal, ao contrário de antes, agora não há mais problemas no trabalho, agenda lotada, obrigações, conflitos financeiros etc. Nem sempre é possível localizar os amigos quando os moribundos pedem que eles sejam encontrados para que possam dizer o que sentem ou para vê-los uma última vez. Vários pacientes confessaram que não viam os amigos há muito tempo (até mesmo décadas), porque estavam sempre ocupados demais para um encontro.

Por causa do estilo de vida que temos atualmente, você provavelmente não encontrará um “espaço” na sua agenda diária para tomar um drinque ou um café com um amigo de infância. Além disso, com a tecnologia, não há mais reuniões; tudo é dito através das redes sociais. No entanto, falar com um amigo pessoalmente é a melhor lembrança que uma pessoa pode levar para o túmulo. Portanto, organize a sua vida de tal forma que, pelo menos uma vez por mês, você possa se encontrar com os amigos para conversar sobre a vida.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A regra mágica que você precisava conhecer para resolver os seus problemas com os outros

Quando falamos em “regra mágica” estamos nos referindo à “lei do espelho” que nos mostra que a origem dos nossos sentimentos negativos em relação a alguém está dentro do nosso coração, e não na outra pessoa. Ou seja, o que essa lei nos ensina é que os sentimentos têm sua origem no nosso interior, e por isso somos nós os responsáveis por gerir as crenças, as ideias e os maus pensamentos em relação aos outros.

Porque a irritação, habitualmente, é com a própria pessoa, e não com o próximo. Ou seja, tudo começa e tudo termina em si mesmo, pois é a projeção que brinca com a nossa mente, como se a nossa realidade fosse um espelho que nos devolvesse a imagem que estamos gerando.

Yoshinori Noguchi recria essa lei em seu livro homônimo, uma bela história, emocionante até levar às lágrimas, que nos brinda a possibilidade de assumir e integrar essa ideia na vida cotidiana.

Este autor nos situa diante de um espelho para enfrentarmos o nosso interior que é, definitivamente, o que determina tudo que acontece conosco na vida. Por isso, como diria Jung, “o que negas te submete, e o que aceitas te transforma”.

O que nos incomoda nos outros é o que negamos em nós mesmos
Devemos examinar o que nos incomoda nos outros. Por que os comentários do nosso irmão nos incomoda nas refeições em família? Por que não somos capazes de raciocinar quando a nossa cunhada está presente? Por que não podemos aguentar que não nos apoiem quando é o que desejamos?

Para analisar isso, é uma boa ideia fazermos uma lista com todas as coisas que nos incomodam nas pessoas que nos rodeiam. Provavelmente iremos perceber que há valores que nós também estamos menosprezando; ou seja, provavelmente iremos perceber que há coisas que nós também fazemos errado.

De alguma forma devemos nos fazer perguntas como: por que não reagimos da mesma forma com todo mundo perante uma situação? Por que um simples e seco “olá” de algumas pessoas nos irrita e não nos provoca reação nenhuma quando é pronunciado por outras pessoas? A resposta é simples: não guardamos o mesmo em relação a uma pessoa e em relação às outras.

Por isso, o próximo passo é fazermos uma lista sobre aquilo que temos que agradecer a essas pessoas que sempre nos incomodam (provavelmente ela terá feito algo por nós ou por alguém que amamos).

Não existem limites temporais para realizar essa lista; temos que levar o tempo que for necessário para examinar quantas dessas características que nos incomodam na outra pessoa estão também em nós. Quando acabarmos, podemos muito bem fazer outra lista expondo aquelas questões pelas quais gostaríamos de pedir perdão.

Pode ser que seja difícil e que, no fim, acreditemos que criamos uma lista forçada de pequenos detalhes sem importância. No entanto, este gesto tão difícil servirá para nos darmos conta de que em alguma ocasião o nosso olhar foi hostil, que outras vezes falamos com a voz alterada ou criticamos pelas costas algo que não fazia sentido.

O último e mais corajoso passo é entrar em contato com essa pessoa através de uma ligação, uma carta ou cara a cara. Teremos que lhe agradecer pelos motivos que anotamos na primeira lista e, em seguida, pedir perdão pelas coisas que estão anotadas na segunda lista.

Se queremos superar isso e dar tudo de nós para curar o rancor, então o contato deve ser direto. No entanto, se essa não for uma opção, uma forma menos radical é escrever uma carta que não será enviada, de forma que isso nos permita liberar o desencontro emocional que levamos na nossa bagagem.

Seja como for, conhecer a lei do espelho nos ajuda a ser precavidos e a procurar não alimentar o rancor e os sentimentos ruins de agora em diante. Não devemos esquecer que projetamos o que levamos dentro de nós, por isso, cada coisa que virmos nos outros provavelmente dirá mais sobre nós mesmos do que sobre eles.

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*Fonte: equilibrioemvida

Pessoas sem paciência: quero tudo e quero agora

Existem muitas pessoas sem paciência. São perfis que lidam com uma frustração constante; nada as satisfaz, e quando satisfaz, esta satisfação é tão efêmera quanto ansiosa.

Rapidamente, elas precisam de uma dose mais elevada. Poucos estados alimentam tanto as emoções negativas, bem como a dificuldade no que diz respeito à convivência.

A maioria das pessoas conhece alguém com estes tipos de características. Na verdade, pode ser que você mesmo se identifique com este temperamento impaciente que é tão difícil de controlar.

O que significa viver suspenso em um vórtex emocional e psicológico como este? Implica, por exemplo, manter um estado de muita ansiedade e estresse.

O escritor britânico John Ruskin dizia que a esperança deixa de ser felicidade quando vai acompanhada pela impaciência. Estamos, portanto, diante de uma dimensão que prejudica o bem-estar e que, de alguma forma, também dificulta nossa convivência com os demais.

Aprender a gerenciá-la e se transformar em uma pessoa mais serena, paciente e centrada vai aumentar o seu bem-estar.

“O homem atual, quando faz alguma coisa, a põe a perder por ter pressa para terminá-la”.
-Lao Tse-

Pessoas sem paciência: a frustração constante como forma de vida
Há quem diga que este fenômeno está em alta: há cada vez mais pessoas sem paciência. Vemos isso nas gerações mais jovens, na resistência mínima à frustração das crianças e adolescentes, que buscam o reforço imediato, o like, a urgência por satisfazer seus desejos a todo minuto.

Trata-se de um problema mais complexo do que pode parecer a princípio. Um exemplo: um estudo realizado na Universidade Nacional de Singapura analisou mais de 1.158 estudantes e chegou a conclusões interessantes.

O Dr. Xinh Zhang, coautor do trabalho, indicou que existe uma relação entre a impaciência e a incompetência cognitiva e social.

Este tipo de perfil não se define apenas pela impulsividade, por agir antes de meditar, por ser incapaz de aproveitar o aqui e agora.

Além de tudo isso, são pessoas que se deixam levar por preconceitos e julgamentos rápidos, não se aprofundam na informação que lhes é apresentada porque seu nível de atenção é baixo e seu pensamento é rígido.

Em uma mente onde a pressa reina, não há tempo para o deleite de se abrir para outras perspectivas e aprender.

Além disso, as pessoas impacientes tendem a ter mais problemas nas suas relações e na convivência. O que querem, querem agora, sem respeito e compreensão ou proximidade emocional para se conectar com os outros de forma comedida e delicada.

A impaciência não é falta de paciência, é falta de educação
A impaciência, na realidade, é um comportamento transmitido a nós, em muitos casos, pela própria cultura, o contexto e até a nossa educação. Com frequência os pais falham ao ensinar as crianças a tolerar a espera, a aceitar a angústia de não obter reforços imediatos.

De alguma maneira, nos transformamos em pessoas que sobem pelas paredes quando a Internet demora para se conectar em nossos dispositivos, quando alguém não responde rapidamente às nossas mensagens, quando o semáforo demora demais para ficar verde…

A paciência precisa ser transmitida, ensinada em casa, e também na escola. No entanto, e ainda mais importante: é nossa tarefa praticá-la diariamente e pisar no freio diante de uma sociedade que nos obriga a correr a 200km por hora.

Os enigmas do tempo

Dicas para controlar a impaciência
A impaciência pode se transformar em paciência se aprendermos, por exemplo, a controlar as emoções e impulsos imediatos. Para conseguir fazer isso, vale a pena refletir sobre algumas questões:

  • Em que condições ela surge? Em que momentos a impaciência me domina? Vale a pena se deter e analisar estas situações que escapam do controle e despertam nosso lado mais impaciente. Para muitos é dirigir no trânsito, para outros educar uma criança ou adolescente desafiador, e para outros a forma geral de lidar com as pessoas.
  • O que a desencadeia? O segundo passo é identificar os gatilhos. Estes seriam alguns exemplos: “Perco a paciência quando meu filho demora para sair da cama de manhã para ir à escola”, “Sou muito impaciente quando estou no congestionamento”, “Fico impaciente ao esperar o resultado de certas coisas, como exames médicos, resultados de provas… e isso muda o meu humor”.
  • O que faço para enfrentar a impaciência? Neste ponto, cada um deve ser consciente de si mesmo para saber aplicar ou não alguma estratégia para controlar a impaciência, sabendo se ela é suficiente.
  • Aplicar um enfoque racional. Uma estratégia útil para lidar com a impaciência é fazer uso de uma mentalidade mais racional. Um exemplo: se você fica nervoso ao ver como seu filho adolescente negligencia suas responsabilidades, evite ficar irritado com ele. Você sabe que ficar de mau humor piora as coisas. Fale com ele de forma paciente, discutindo para chegar a acordos específicos.
  • Atenção plena. Por último, vale a pena levar em conta que práticas como o mindfulness e a atenção plena são estratégias muito úteis para acalmar a mente impaciente, melhorar a atenção e gerenciar as emoções.

Para concluir, fica claro que as pessoas sem paciência sempre vão existir, e inclusive nós mesmos podemos apresentar, em determinadas circunstâncias, um comportamento mais nervoso e impulsivo.

Sabendo disso, cabe lembrar que há meios e estratégias para praticar a arte da calma; fazer isso nos permitirá ganhar qualidade de vida.

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*Fonte: equilibrioemvida

43 perguntas que vão libertar a sua mente

Atualmente, uma das nossas principais barreiras é o estresse. Sua origem é muito importante para que se possa trabalhar na sua superação e evitação. Mas o fato é que podemos sofrer com ele tanto se tivermos coisas demais para fazer quanto se, pelo contrário, tivermos tempo livre em excesso.

Assim, diante de qualquer situação na qual o estresse tenha se tornado um companheiro constante, precisamos usar recursos para alcançar um equilíbrio emocional saudável para o nosso ser. Afinal, o estresse pode causar ou levar a muitas doenças que, a longo prazo, são de difícil resolução e também causam saturação mental.

“Manter o corpo em boa saúde é um dever… do contrário, não seremos capazes de manter nossa mente forte e clara.”

-Buda Gautama-

Quais são as 43 perguntas para libertar a sua mente?
Hoje, gostaríamos de compartilhar 43 perguntas para que você possa libertar a sua mente e, assim, evitar o estresse. Aconselhamos a respondê-las rapidamente, sem pensar muito. Afinal, não haverá respostas negativas ou positivas, nem corretas ou incorretas.

Essas perguntas vão apenas te dar uma ajuda para que você possa mergulhar nas profundezas do seu subconsciente e, assim, superar o que te impede de seguir adiante. A sua eficácia e simplicidade vão te surpreender quando terminá-las.

Quantos anos você diria que aparenta se não soubesse a sua idade?

O que é pior: suportar a derrota ou nunca ter tentado?

Por que, se a vida é tão curta, você faz tantas coisas de que não gosta e, ao mesmo tempo, tão poucas coisas que são realmente apaixonantes para você?

Se o trabalho foi concluído e tudo foi dito e feito, houve mais palavras ou ações?

Caso você pudesse mudar uma única coisa no mundo, o que você escolheria?

Se a felicidade fosse a moeda local, que trabalho te permitiria ser um milionário?

Você está fazendo o que acredita ou está tentando acreditar no que faz ?

Se a vida humana durasse em média 50 anos, o que você mudaria na sua para que a tivesse vivido ao máximo?

Está chovendo, você precisa de uma carona para casa, um carro para. Quem está dirigindo?

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”

-David Hume-

O que mais te preocupa: fazer as coisas bem ou fazer o correto?

Você está jantando com três amigos que você valoriza e respeita. Então, eles começam a criticar um dos seus amigos próximos sem saber da amizade que existe entre vocês. Porém, essa crítica é injusta. Como você agiria?

Se você pudesse dar apenas um conselho para uma criança pequena, o que você diria?

Você quebraria uma lei para salvar alguém que você ama?

Você já viu loucura onde em seguida viu genialidade?

Na sua vida, o que você faz de diferente dos outros?

Como é possível que o que te faz feliz não faça os outros felizes também?

O que você realmente tem vontade de fazer, mas ainda não fez? O que está te impedindo?

Você ainda continua preso a algo que deveria ter deixado de lado há muito tempo?

Se te oferecessem a oportunidade de se mudar para sempre para outro país, para onde você iria? Por quê?

Você aperta o botão para chamar o elevador mais de uma vez? Você acha que isso vai fazer com que ele venha mais rapidamente?

O que você prefere ser: um gênio neurótico ou um tolo feliz?

Por que você é você?

Se você pudesse ser seu próprio amigo, você realmente gostaria de viver essa amizade?

Você chega em casa e há uma visita que você não esperava. Quem é?

O que faz você se sentir mais grato na vida?

O que você prefere: perder todas as suas memórias ou não ter a possibilidade de formar novas?

É possível conhecer a verdade sem se esforçar?

Seu maior medo já se tornou realidade?

Você se lembra do que mais fez você se sentir mal 3 anos atrás? Isso ainda tem o mesmo significado?

Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? Por que esta é uma lembrança feliz?

Quais experiências do seu passado fizeram você se sentir verdadeiramente vivo?

Se não agora, então quando?

Se você ainda não alcançou o que deseja, o que te impede de conseguir?

Já te aconteceu de estar com uma pessoa durante um longo tempo sem dizer nenhuma palavra e então sentir que aquela foi a melhor conversa que você já teve?

É possível saber o que é certo e o que é errado sem ter dúvida de estar equivocado?

Se você recebesse um milhão de euros neste instante, você deixaria o seu emprego?

O que você prefere: ter muito trabalho e ter a obrigação de fazer tudo ou ter pouco trabalho mas fazer o que gosta?

Você tem a sensação de que o dia de hoje já se repetiu milhões de vezes?

Se todos que você conhece morressem amanhã, quem você visitaria hoje?

Qual a diferença entre viver e existir?

Quando chegará o dia em que finalmente valerá a pena correr o risco e fazer o que parece certo para você?

Se você aprende com seus erros, por que tem medo de cometê-los?

O que você faria de forma diferente se soubesse que ninguém te julgaria?

“Os limites da minha linguagem são os limites da minha mente. Tudo o que sei é aquilo para o qual tenho palavras.”

-Ludwig Wittgenstein-

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Devemos dar importância a quem nos acrescenta

Chegou um momento em minha vida em que comecei a praticar “economia de pessoas”. Incluo no meu dia a dia todo aquele que dá riqueza aos meus dias, que valoriza meus sonhos e ganhos no meu coração.

“Devemos dar importância a quem nos acrescenta”. É possível que essa expressão soe um pouco drástica para você. Para isso, e em primeiro lugar, deveríamos definir o que significa o conceito de contribuição pessoal.

Contribuem para o nosso crescimento todos aqueles que são sinceros em seus atos, vozes e vontades. As relações humanas, longe de serem um intercâmbio na base de “você me dá eu lhe dou”, é uma coisa que vai além de todo bem material.

Estamos falando de emoções, e em especial de emoções positivas que favoreçam nosso crescimento pessoal com esse intercâmbio de experiências e pequenos momentos que elevam universos inteiros.

Vivemos em uma sociedade complexa carregada muitas vezes de interesses pessoais e individualidades. O dia a dia está regido frequentemente pela competitividade, e mesmo pela ânsia de posse.

Há quem anseie controlar o seu companheiro por medo de perdê-lo, pais que superprotegem seus filhos, amigos que dominam amigos por medo da solidão, por temor de perder um apoio incondicional e cotidiano.

Em muitas das nossas relações interpessoais pesa um sentimento de egoísmo do qual somos conscientes e que entretanto, suportarmos.

O que podemos fazer frente a essas situações? Qual é a forma mais efetiva de agir?


Aprender a construir relações positivas

Temos clareza de que não se trata somente de nos afastarmos de todos aqueles “que não nos acrescentam nada”. A vida real não é como nas redes sociais, onde existe a opção de “eliminar amigos”.

É bem possível que algum familiar seu, longe de enriquecer sua vida, a preencha de mal-estar. Ou que você tenha um colega de trabalho meio negativo, derrotista e crítico. Não podemos apagá-los do nosso dia a dia.

Trata-se, simplesmente, de não lhes dar a importância que merecem. Evitar que eles afetem seus atos ou suas palavras, sempre e quando não cruzarem o limite de sua integridade emocional ou psíquica.

Agora veja, frente a esse tipo de personalidades onde toxicidade não sai da zona crítica, o melhor é não dar poder a eles: nem na sua vida, nem em seus pensamentos. Marque limites. Porque ao permitir que o afetem, você acumulará um estresse físico e emocional muito perigoso.

A chave desta permissividade, desta forma de conseguir que se importar com quem nos acrescenta, é construir relações positivas.

Explicamos quais são os pilares básicos:

1. Construa apegos saudáveis
Em nosso espaço falamos com muita frequência sobre a importância de “evitar apegos“. Bem, a essência está em saber diferenciar os apegos que nos provocam sofrimento (aqueles nos aferram a determinadas necessidades), dos apegos saudáveis, onde se constroem os vínculos de crescimento.

– Devemos favorecer apegos apoiados na confiança e não na ansiedade e no medo de sermos abandonados ou traídos. É vital que exista uma harmonia apoiada na maturidade e no respeito mútuo.

2. Saber satisfazer as necessidades básicas
Negar que todos temos necessidades é colocar uma venda em nos olhos. Para que alguém nos importe de verdade, deve existir um adequado intercâmbio de ganhos pessoais.

– Um respeito mútuo e a segurança de que não vamos ser julgados ou rejeitados ao expressar nossos pensamentos.

– Amostras de afeto cotidiano: é essa sensação de cumplicidade que desfrutamos com nossas amizades, o carinho altruísta dos nossos companheiros… É oferecer afeto de forma livre.

Tudo isso são, sem dúvida, as raízes que enriquecem toda relação positiva.

3. Poder enfrentar determinados problemas
Em ocasiões, quando se tem um problema, alguém próximo de você, em vez de contribuir com estratégias, ou simplesmente colocar-se no seu lugar para compreendê-lo, o recrimina por determinadas coisas.

São essas pessoas que, longe de ajudar, nos afundam mais ainda. Tente manter distância nestes casos, e escolha bem quem se aproxima de você nesses momentos.

4. As relações positivas admitem a existência de erros
Se alguém do seu contexto mais próximo não aceita o fato de que tenha cometido certos erros, não será uma relação saudável, nem emocionalmente segura.

Enfrente sempre o exagero, as relações onde não cabem erros, onde não se concede a oportunidade de ser melhor.

Todos nós nos equivocamos, erramos, assumimos faltas e avançamos para crescer pessoalmente.

Todos aqueles que gostam de você como você é, com seus acertos, erros, manias e grandezas, são pessoas que contribuem com luz a sua vida. Não as perca, agarre-se com força à cauda de seus cometas…

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Dramaturgia social: como usamos máscaras para interagir

É possível analisar nossa interação com os demais como se estivéssemos atuando em uma peça de teatro, como se a vida social fosse uma sucessão de interpretação de papéis. Chamamos de dramaturgia social o enfoque microssociológico focado no estudo das relações entre o comportamento humano e as regras sociais que controlam nossas interações cotidianas.

“A vida é uma representação teatral”. Sócrates debatia, no diálogo da peça ‘O Banquete’, qual gênero teatral, a comédia ou a tragédia, mais se aproximava da vida real. Ele apostava na tragédia. A frase anterior, no entanto, não é sua. A frase é de Erving Goffman e a argumentação dos dois é bastante diferente. Goffman é criador da corrente do interacionismo simbólico. Essa teoria sustentava que a cada interação social que realizamos, tentamos projetar, de forma consciente ou mesmo inconsciente, uma imagem específica de nós mesmos, manipulando a maneira como os outros vão nos perceber.

Para Goffman, nossa personalidade não é um fenômeno interno, e sim a soma das diferentes máscaras que nós usamos ao longo da vida: uma dramaturgia social.

Explicando a dramaturgia social
Tanto o ator teatral quanto o social possuem como principal objetivo manter a coerência em suas interações com aqueles que o rodeiam e com o ambiente. Para transmitir uma impressão positiva devemos contar com habilidades dramáticas e sociais, além do vestuário e adereços necessários. Mas tudo isso carece de importância se os outros atores presentes no cenário não são capazes de coincidir na temática e na definição da situação, nas expectativas e nas limitações da interpretação que nos indicam de forma implícita como agir em um determinado contexto – um entorno social específico.

Casal com máscaras
Alcançar o desenvolvimento nessa dramaturgia social – ou seja, saber se mover por entre os cenários e os momentos em que projetamos uma imagem para os demais e os bastidores (nossa vida privada, que muitas vezes também é uma máscara que usamos apenas para olhar no espelho), assim como mostrar desenvoltura na mudança de um papel para o outro, e contar com adereços e roupas adequadas para cada momento, constituem requisitos indispensáveis para a obtenção de sucesso na vida social. Durante a execução de uma peça, quem não sabe atuar é um perigo para o elenco e acaba sendo afastado do grupo.

Enquanto atuamos, nossos comentários e expressões de surpresa, de aprovação, de ironia ou desgosto moldam a opinião que os demais têm de nós. Somos conscientes disso, e exatamente por esse motivo, gerimos nosso discurso, ponderamos nossos gestos e monitoramos nossas reações. Todos atuamos a todo momento e definimos nossos papéis baseados no contexto em que estamos, buscando nos encaixar nele naquele momento.

Esse ajuste pessoal a um papel, essa definição pessoal perante os demais, é algo que acontece a todo momento, sendo um esforço presente em todas as interações sociais. Como os atores de um filme, é possível que comecemos a obra (um trabalho, um relacionamento ou um curso em uma universidade) com uma personagem indefinida, ainda pouco explorada, mas aberta a se modificar de acordo com o enfoque que está sendo apresentado e com a reação da audiência. A partir daí, dedicaremos nossa vida a se ajustar à personagem, ao menos até que o filme termine e tenhamos que tirar essa máscara para procurar outras (somos demitidos do trabalho, pedimos o divórcio, acaba o curso da universidade, etc).

Imagem, ocultação e moral
Para Goffman, no contexto dessa dramaturgia social as pessoas tentam apresentar uma imagem idealizada cada vez que interagem ou atuam. Isso se dá pela simples razão de que estamos convencidos de que é benéfico ocultar algumas partes dos outros ou de nós mesmos:

Ocultamos o processo de preparação do nosso papel. Como o professor que, após preparar uma aula durante horas a ministra fingindo que sabe tudo de cor, preferimos oferecer aos outros apenas o resultado final de toda a nossa atuação. Nada de mostrar os erros de gravação, nem de mostrar quantas vezes precisamos repetir cada fala até que ela fosse enfim memorizada. Isso tudo fica apenas nos bastidores.
Ocultamos o trabalho sujo realizado para conseguir o papel. Nossa personagem pode ser incompatível com tudo o que fizemos até então, e até mesmo com nosso esforço para chegar a algum lugar e com nosso merecimento de ter recebido aquele papel. Pensemos em um político que chega a um cargo público por meio da compra de votos… ele certamente vai omitir essa parte da sua interpretação.
Ocultamos aquilo que nos impediria de seguir atuando. Muitas vezes ficamos calados ou evitamos reagir diante de humilhações que podem afetar a imagem que escolhemos passar.

Dramaturgia social
Como o próprio Erving Goffman dizia, na nossa condição de atores, os indivíduos se preocupam em manter a impressão de que cumprem as regras que podem ser aplicadas em qualquer julgamento, mas esse mesmo indivíduo não se preocupa enquanto ator no problema moral de cumprir essas regras. O que importa é apenas o problema amoral de fabricar uma impressão convincente de que está cumprindo seu papel. Nossa atividade se baseia em grande medida em parecer moral, mas na verdade não temos qualquer interesse moral na nossa atuação social. Somos mercenários da moralidade enquanto atores. E não somos mesmo?

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

O truque mais simples para se desligar de ideias ruins

Nesse exato instante, você possui algo ao seu alcance com a habilidade quase mágica de desliga-lo de ideias erradas. Você pode usá-lo para processar dados e identificar padrões e tendências. O que você acha que é? Tente adivinhar antes de seguir adiante.

Seu palpite foi seu computador ou telefone? Então, você errou! Estou falando de algo muito mais poderoso do que isso. É mais poderoso do que o mais rápido supercomputador no planeta.

Estou falando do seu cérebro.

Seres humanos não se reproduziram para dominar o planeta por conta de grandes músculos ou garras afiadas. Inteligência, o tipo de inteligência do qual somos todos dotados, é nosso superpoder. É o que nos diferencia dos outros animais e é nosso mais valioso recurso.

Mas as pessoas não tomam proveito de todo o potencial de seus cérebros. E você?

Você certamente não foi ensinado a usar seu real potencial na escola. Às crianças são ensinados fatos para passar em testes, mas as mais importantes habilidades da vida não envolvem coisas que aparecem em provas. Como fazer planos? Como decidir entre lugares onde viver? Qual a melhor maneira de negociar um salário mais alto? Todas essas questões envolvem pensar e modelar o futuro. Imagine quantas decisões equivocadas você poderia evitar e o quão melhor seria sua vida se você aprendesse a liberar o real potencial de seu cérebro e ganhar controle sobre sua vida.

Quer saber um segredo? Na verdade é bastante fácil promover grandes melhorias na maneira como você pensa. Alguns truques rápidos podem fazer uma enorme diferença e impulsionar seu poder de antever o futuro. Vou compartilhar um desses truques agora mesmo.

Já ouviu falar do viés de confirmação? Ele é um dos problemas com que os cientistas se deparam no modo como nós naturalmente pensamos. Imagine um amigo que sugere que pessoas que dirigem carros vermelhos são maus motoristas. A principio você pensará que não é verdade, mas após ouvir de seu amigo algumas histórias sobre maus motoristas em carros vermelhos, você poderá pensar que ele tem alguma razão. Na próxima vez que estiver na estrada e notar um carro vermelho mudando de direção como um maníaco… prova! Agora, você é um crente. Começará a ver motoristas descuidados em carros vermelhos o tempo inteiro.

Se não acredita em mim, o desafio a tentar. Dirija por um mês procurando por motoristas imprudentes em carros vermelhos. Os verá em todo lugar. Ou você pode se poupar do trabalho e do tempo. Essa percepção estaria apenas na sua cabeça!

Se você de fato usar a ciência, verá que isso é falso. O que acontece é que se você estiver procurando por algo você o encontrará e também acabará por ignorar fatos que não se encaixam no padrão. Se um carro azul tomar uma atitude perigosa você não pensará a respeito. Se um carro vermelho estiver sendo dirigido com segurança talvez seja apenas uma casualidade ou você talvez interprete como um imprudente de qualquer maneira.

O viés de confirmação afeta todo tipo de coisa, de preconceitos raciais a teorias da conspiração até relações pessoais. Se você espera que alguém que conhece aja com tristeza, você notará a tristeza e ignorará sua felicidade. Mais importante, o viés pode prejudicar sua habilidade de antecipar o futuro.

Imagine um apostador que perde cinco mãos de poker em sequência. Ele pensa – “Estou tendo azar por algum tempo… Certamente, a minha próxima mão será boa para equilibrar as coisas!” Você já pensou em algo do tipo? Eu já. Depois de mais duas mãos ruins ele finalmente consegue uma boa e pensa consigo – “Eu sabia!” Mas ele esteve errado ainda mais duas vezes antes que estivesse certo! Com esse tipo de pensamento desleixado talvez fosse melhor ter desistido de uma vez.

Existem algumas maneiras de evitar o viés e se tornar um pensador melhor. Uma maneira que eu quero compartilhar consiste em imaginar universos alternativos regularmente. Um universo alternativo que é exatamente como o nosso, com uma ou outra coisa diferente apenas.

Vamos usar o exemplo dos carros vermelhos imprudentes. Aqui existem dois universos alternativos. Em um deles motoristas de carros vermelhos dirigem mais cuidadosamente que o normal. No outro, motoristas de carros vermelhos dirigem tão bem quanto todo mundo. Tire um momento para visualizar essas alternativas e imagine como elas seriam. Consegue ver como essa técnica ajudaria? Assim como focar em carros vermelhos sendo descuidados faz com que você note exemplos que se encaixam na história, focar no oposto lhe permite observar exemplos que de outra maneira você deixaria passar. É tudo sobre controlar onde você dedica sua atenção.

Deixe-me dar um exemplo da minha vida pessoal. Uma vez conheci alguém que havia sido descrito para mim como “desagradável”. De fato, quando o conheci imediatamente vi o porque: ele praticamente não tinha habilidades sociais. Com aquela semente do “desagradável” plantada na minha mente, comecei a me sentir incomodado perto dele. Eu notava todas as vezes que ele dizia a coisa errada ou que parecia não entender qual era o tópico da conversa. Foi então que lembrei do que havia aprendido em minhas pesquisas sobre psicologia e resolvi inverter meu pensamento. Imaginei um universo alternativo em que esse cara era “cool” e fácil de lidar.

Por acaso minha técnica significa que meu amigo passou subitamente a ser cortês e charmoso? Nem um pouco, mas sim o deixou como alguém agradável. Especificamente, eu percebi que possuir fracas habilidades sociais não significaria que eu teria que achar cada segundo ao seu lado desagradável e passei a aproveitar o tempo com ele muito mais. Eu também notei que suas habilidades sociais não eram tão ruins quanto inicialmente pensei. Houve algumas vezes, quando não aprisionados por “conversas fiadas” ou pela pressão de conhecer alguém novo, que o percebi agindo mais como sua contrapartida do universo alternativo do que eu poderia esperar.

Não costumo convidar esse amigo para festas com frequência (duvido que ele gostaria da experiência), mas ainda nos falamos com alguma regularidade e ele é alguém com quem posso contar caso tenha algum problema difícil para resolver no seu campo. Sem a técnica de visualização, eu provavelmente teria piores interações sociais, menos amigos e seria, geralmente, menos sábio. Esse truque simples pode trazer às pessoas sucesso em suas relações e trabalhos.

Esse seria apenas um passo no caminho para se tornar um melhor pensador sobre o futuro e com o passar do tempo, creio que você poderá observar como essa técnica pode ser usada para torna-lo mais inteligente, eficiente e feliz.

O que você acha?

*Por Max Harms – by Rodrigo Aben-Athar
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*Fonte: universoracionalista

Homens são menos afetados pelo estresse do que mulheres, revela pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo site Minha Vida no dia 7 de abril revelou como o estresse afeta mais e de forma mais intensa as mulheres, em comparação com o efeito relatado sobre seus pares homens. Realizada pelo Webedia Life – Insights, a pesquisa trabalhou com mais de mil participantes, e foi divulgada nessa data para contribuir com o Dia Mundial da Saúde, revelando que 50% dos homens enxergam o estresse como algo normal – resultado bastante diferente do apontado pelas mulheres, entre as quais 57% apontaram se tratar de algo que as faz muito mal.

Segundo o levantamento, 10% dos homens afirmaram que nunca sentiram estresse, enquanto entre as mulheres somente 1% revelaram jamais ter estado sob tal efeito. A relação com o sono, elemento determinante para a saúde e mesmo a dimensão do impacto do estresse, também ilustrou uma grande diferença de gênero: de acordo com a pesquisa, 65% dos homens afirmaram que suas horas de sono são suficientes, enquanto 51% do público feminino confirmaram sentir vontade de dormir mais ao despertarem. A pesquisa foi realizada em formato online, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, com mais de mil visitantes do Minha Vida.

A participação reunia 74% de mulheres respondendo ao levantamento, com 25% da participação por pessoas entre 55 e 64 anos, 25% de 45 a 54 anos, e 20% entre 35 e 44 anos. Para além do estresse, a pesquisa apontou outros aspectos importantes da relação com a saúde: 83% apontaram o desejo de envelhecer de forma saudável como motivação para se cuidar, com 74% apontando para o desejo de ter mais disposição, 56% de entrar em forma como os estímulos mais votados. A manutenção de uma vida sexual ativa foi mencionada por 50% homens e 30% das mulheres como fonte de saúde e bem-estar.

O público masculino na pesquisa afirmou que os profissionais de saúde mais visitados foram cardiologistas, para 53%, dentista, também citado por 53%, e oftalmologista, por metade dos participantes. Já as mulheres apontaram os ginecologistas como os profissionais mais recorrentes, para 66%, dentistas, para 52%, e clínicos gerais, para 49% das entrevistadas. A ansiedade foi o problema de saúde mais citado por homens e mulheres, com pressão alta também apontada por 30% dos homens e dor nas costas por 27%, enquanto as mulheres complementaram o quadro com dores nas costas para 35% – e justamente o estresse como um dos problemas mais recorrentes para 32%. A pesquisa esta disponível para ser acessada na íntegra no site Minha Vida.

Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Crie uma filha forte, poderosa e independente que sempre lute pelo que quer

Como ensinar sua filha a alcançar o sucesso sem depender de um homem? Criando uma filha forte, poderosa e autônoma. Uma filha que sempre lute por aquilo que ela quer, independentemente de ter ou não apoio de outras pessoas. Uma filha que reconheça sua auto capacidade de ser dona de suas emoções, de seus pensamentos, de seu corpo, de decisões com suas consequências, e de sua vida afetiva e financeira.

Toda mãe deseja ensinar à filha os melhores valores, ensinamentos e exemplos, para que ela se torne uma mulher de sucesso e consiga tudo o que se propõe a fazer na vida, sem depender de ninguém.

E é porque, desde os tempos remotos, a sociedade ensina as mulheres a dependerem de seus parceiros, tanto financeira, quanto emocionalmente, é necessário que você mostre a sua filha que este modo de vida é limitante e invalidade a inteligência, os direitos e perspicácia da mulher enquanto membro produtivo da sociedade.

É dessa maneira que a sua filha vai muito longe. Ainda que tenha companheiro ou fique solteira, pois os seus triunfos dependerão apenas dela, não de outra pessoa.

Por isso, destacamos alguns ensinamentos que você deve dar à sua filha desde pequena para que ela aprenda a ser uma mulher que se defende. Como ensinar sua filha a ser independente para que ela alcance o sucesso:

1 – Trabalhe o seu amor próprio
É importante que desde cedo você cultive a autoestima em sua filha para que ela seja uma mulher confiante, que se sinta capaz de tudo e se ame. Assim, quando crescer, entenderá que poderá conseguir o que quiser e acreditará em si mesma, sem depender de outra pessoa para ajudá-la ou validá-la.

2 – Ensine que ela não precisa de um namorado para satisfazer seus desejos
Outra lição que você deve sempre dar à sua filha é que uma mulher não precisa de seu companheiro, ou de qualquer homem, para poder se dar os prazeres que deseja.

Mostre a ela que uma mulher poderosa, bem-sucedida e independente, trabalha para satisfazer os seus desejos, cumprir os seus objetivos, sair de férias… pegar a estrada… fazer o que ela quiser.

3 – Ensine que ela não requer a validação de um homem para atingir seus objetivos
Você também deve sempre deixar claro que ela não precisa de validação de seu parceiro, ou de qualquer homem, ou pessoas ao seu redor, para alcançar seus objetivos. Se o parceiro não a apoia, ou não está com ela no momento de trabalhar pelos seus sonhos, ela nunca deve desistir, deve seguir em frente mesmo sem o apoio de alguém.

4 – Ensine que ninguém tem o direito de limitar os seus passos na direção do sucesso
Ensine sua filha, desde cedo, que o único limite que ela deve respeitar é próprio, que ela só deve se prender aquilo que deixa liberta. Se ela, por exemplo, desejar ser uma cientista, uma delegada, uma astronauta, uma piloto de avião, uma maquinista de trem ou uma mestre de obras, ninguém tem o direito de dizer a ela que isso não são profissões para mulheres ou que ela jamais conseguiria. Ela pode ser o que quiser, inclusive, do lar.

*Texto de Nueva Mujer, traduzido e adaptado por Portal Raízes
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*Fonte: portalraizes

Não informe ao outro além do que ele precisa saber

Prudência e água benta não fazem mal a ninguém, alerta o ditado popular. Em momentos de empolgação ou de tristeza, falamos pelos cotovelos, informamos ao nosso ouvinte mais do que ele precisa saber.

NEM TUDO PRECISA SER DITO AO OUTRO, PRECISAMOS TER ESSA PRUDÊNCIA.

Não é sensato sair falando aos quatro cantos que seu filho está se envolvendo com drogas; que seu marido ou esposa foi flagrado(a) por você na cama com outro(a); que você não pagou o condomínio porque não sobrou dinheiro; que o IPVA do seu carro está atrasado; que você e seu cônjuge não transam há 6 meses e, por aí vai…

Se tiver que falar sobre qualquer uma dessas situações, fale somente com quem pode e tem interesse em lhe ajudar.

POR QUE DAR MUNIÇÃO AOS CURIOSOS DE PLANTÃO?

Você acha interessante ver a sua vida e a vida da sua família sendo pauta para os fofoqueiros do seu condomínio, da rua ou do bairro?

Eu fico impressionada com a forma que algumas pessoas se expõem. Elas jogam ao vento detalhes tão constrangedores e delicados de suas vidas.

Tudo bem, não é saudável nos transformarmos em ostras, silenciando as nossas dores, contudo, é necessário o mínimo de critérios sobre o que falar e com quem falar.

NEM TODO MUNDO QUE DIZ SE IMPORTAR, SE IMPORTA DE FATO, MUITOS SÓ QUEREM TOMAR CONHECIMENTOS DAS NOSSAS MAZELAS PARA JOGAR NO VENTILADOR.

Muito cuidado, pois como sempre digo: as consequências de expor os problemas às pessoas erradas poderão ser bem piores do que as de sofrermos calados.

*Por Ivonete Rosa
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*Fonte: seuamigoguru