8 regras simples para se comunicar com um manipulador

Os manipuladores têm a capacidade de cultivar em nós o sentimento de culpa, nos chantagear e mentir descaradamente. Acabamos fazendo o que eles querem e mandam, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar nossos próprios limites, como se nossa vontade nem sequer existisse. Esse jogo pode durar anos, envenenando a vida quem é manipulado.

Para que você se defenda deste tipo de pessoa, algumas “normas de segurança” que foram criadas pelo expert em comunicação e treinamento Preston Ni:

Lembre-se de seus direitos inalienáveis

Você tem direito a ser respeitado por outras pessoas.

Tem direito a expressar seus sentimentos, opiniões e vontades

Tem direito de estabelecer suas prioridades.

Tem o direito de dizer “não” sem que se sinta culpado.

Tem direito de receber aquilo pelo que pagou.

Tem direito a expressar seus pontos de vista, mesmo que eles sejam diferentes dos demais.

Tem direito de se proteger de ameaças físicas, morais e emocionais.

E você tem direito a construir sua vida de acordo com sua própria noção de felicidade.

Estes são os limites do seu espaço pessoal. Claro que os manipuladores são grandes destruidores dos nossos limites, que não respeitam nem reconhecem nossos direitos. Porém apenas nós mesmos somos os responsáveis por nossas próprias vidas.

Mantenha distância

Durante a comunicação, um manipulador mudará sua máscara o tempo todo: com uma pessoa pode ser extremamente educado, enquanto com outro pode reagir com violência e grosseria. Em uma situação se fará passar por alguém indefeso, enquanto em outra deixará aparecer seu lado agressivo.

Se você já percebeu que a personalidade de alguém tem a tendência de refletir este tipo de extremos, o melhor que você pode fazer é manter uma distância segura dessa pessoa e não se relacionar com ela a menos que seja realmente necessário.

O mais comum é que os motivos que levam a este comportamento sejam complexos e tenham raízes na infância. Corrigir, educar ou salvar um manipulador não é problema seu.

Não leve-o a sério

A tarefa de um manipulador é brincar com suas fraquezas. Não surpreende se, na presença de alguém assim, você passar a sentir sua “incapacidade” e até tentar culpar a si mesmo por não obedecer às ordens daquela pessoa.

Identifique essas emoções e lembre que o problema não está em você. Estão te manipulando para fazer com que você sinta que não é suficientemente bom, e por isso deveria estar disposto a se submeter às vontades de outro alguém, chegando a renunciar aos seus próprios direitos.

Analise sua relação com um manipulador respondendo mentalmente às seguintes perguntas:

Esta pessoa me demonstra verdadeiro respeito?

Suas exigências e solicitações são bem fundamentadas?

É uma relação equilibrada? Talvez você seja um dos que se esforça enquanto o outro só recebe os benefícios?

Esta relação me impede de manter uma boa relação comigo mesmo?

As respostas a estas perguntas ajudarão você a entender de quem é o problema, se ele está em você ou na outra pessoa.

Faça-o perguntas para testar

Os manipuladores sempre tentarão coagir você com suas solicitações ou pedidos, fazendo com que você se esqueça de si mesmo e das suas necessidades. Se o manipulador tenta te ofender ou refutar seus argumentos, mude o foco de atenção: de você mesmo para seu interlocutor.

Faça-o algumas perguntas de teste e ficará mais claro para você se tal pessoa tem ao menos um pouco de autocrítica e/ou vergonha.

“Você acha que é justo o que está me pedindo?”

“Você acha que isso é justo comigo?”

“Posso ter minha própria opinião a respeito disso?”

“Você está perguntando ou afirmando?”

“O que eu recebo em troca?”

“Você acha mesmo que eu… (reformule o pedido do manipulador)…?”

Fazer estas perguntas é como colocar o manipulador em frente a um espelho, onde a pessoa verá o “reflexo”, a verdadeira natureza de seu pedido.

Ainda assim, existe um tipo único de personagem que sequer se dará ao trabalho de ouvir você, e insistirá constantemente em favor próprio. Nesse caso, siga os seguintes conselhos:

Não se apresse!

Outra das estratégias preferidas do manipulador é forçar você a responder ou agir de imediato. Numa situação em que o tempo passa rápido, é mais fácil para ele manipular para conseguir o que deseja (na linguagem de vendas, seria como dizer “fechar logo o negócio”).

Se você sente que estão te pressionando, não se apresse a tomar uma decisão. Use o fator tempo a seu favor, retire a chance de ter sua vontade coagida. Você manterá o controle da situação dizendo apenas “eu vou pensar”.

São palavras muito eficientes! Faça uma pausa para analisar prós e contras: determine se você quer continuar discutindo sobre o assunto ou dar um “não” definitivo.

Aprenda a dizer ‘não’

Saber dizer ‘não’ é a parte mais importante na arte da comunicação. Uma negação clara permite que você se mantenha imóvel em sua opinião, criando uma boa relação com seu interlocutor (se as intenções dele forem saudáveis).

Lembre-se de que você tem o direito de estabelecer suas prioridades, tem direito a dizer ‘não’ sem por isso sentir qualquer tipo de culpa. Você tem direito a escolher seu próprio caminho à felicidade.

Fale-o sobre as consequências

Como resposta às intromissões grosseiras no seu espaço pessoal e à dificuldade em aceitar seu ‘não’, fale ao manipulador sobre as consequências de seus atos.

A capacidade de identificar e expor de forma convincente os possíveis resultados é um dos métodos mais eficientes de truncar o jogo do manipular. Você o colocará num beco sem saída, obrigando-o a mudar de atitude com relação a você ou até a revelar qual era seu plano, inviabilizado-o.

Defenda-se de zombarias e ofensas

Às vezes os manipuladores chegam a ofender ou até zombar diretamente, tentando assustar suas vítimas ou causar nelas algum tipo de sofrimento. O mais importante é lembrar que as pessoas assim se apegam ao que acreditam ser uma fraqueza. Enquanto você for passivo e obediente, será um alvo fácil diante de seus olhos.

O curioso sobre isso é que, na maior parte dos casos, este tipo de pessoa é, na realidade, covarde: logo que a vítima começa a demonstrar personalidade e a defender seus direitos, o manipulador se retira. Esta regra funciona em qualquer esfera da sociedade, seja na escola, na família, ou até no trabalho.

Lembre-se que não vale a pena entrar numa briga, basta manter a calma e deixar clara sua opinião.

De acordo com estudos, muitos abusadores foram ou são vítimas de abusos. É óbvio que esta condição não justifica de maneira alguma seu comportamento, mas é importante lembrar para responder a seus atos com sangue frio e sem remorso algum.

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*Fonte: resilienciamag

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15 minutinhos fazendo isso na cama vão melhorar radicalmente seu relacionamento

Quando alguém pensa em apimentar o relacionamento ou melhorar a intimidade do casal, logo imagina pétalas de rosas, velas e jantares românticos. Um estudo revela, porém, que talvez seja mais interessante investir no pós-coito do que nas preliminares.

Ficar juntinhos na cama por cerca de 15 minutos ajuda muito no relacionamento segundo pesquisa da Universidade de Toronto Mississauga, publicana na revista Archives of Sexual Behaviour. O melhor de tudo é que o resultado é observado independentemente da frequência do sexo, mas parece funcionar melhor em casais com filhos em relação aos sem filhos.

A pesquisadora Amy Muise estudou os efeitos do comportamento pós-coito em casais monogâmicos e descobriu que o que o par faz logo após o sexo tem um grande impacto sobre como eles se sentem em relação à satisfação sexual com o parceiro.

“Quando as pessoas pensam em sexo, elas tendem a focar no coito ou no orgasmo. Essa pesquisa sugere que outros aspectos afetivos do sexo são importantes para a satisfação sexual”, explica ela.

Muise testou a relação entre comportamento afetivo pós-sexo como beijos, carinhos e conversa amorosa com a satisfação sexual. O estudo foi dividido em duas fases: na primeira coletou informações de uma pesquisa online com 355 pessoas, enquanto na segunda aplicou questionários por 21 dias em 101 casais.

Na fase online, os participantes relataram ter comportamento afetivo por cerca de 15 minutos depois do sexo. A pesquisa mostrou que casais que passavam mais tempo juntos relataram ter maior satisfação sobre sua vida sexual e melhor relacionamento com o parceiro. Na segunda fase, casais eram orientados a se abraçar por mais tempo do que o seria normal, e três meses depois relataram sentir níveis mais altos de satisfação.

“Pais normalmente têm menos tempo para sexo e romance. O tempo passado se abraçando depois do sexo mostrou um maior impacto nos relacionamentos do que nos não-pais. É possível que o tempo de conexão depois do sexo seja mais importante para casais que têm problema de falta de tempo para conexão íntima”, diz ela. [OZY, Universidade de Toronto, Archives of Sexual Behaviour]

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*Fonte: hypescience

A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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*Fonte: revistapazes

Aprenda a se colocar no lugar do outro, e tente ser amor, sempre que puder. O Universo te devolverá em dobro, quando você mais precisar.

Até pouco tempo eu concordava cem por cento com a citação ‘Sou responsável, pelo que digo e não pelo que você entende’.

Refleti muito sobre toda a verdade que essa simples sentença carrega.

E cheguei à conclusão de que, ela a frase, é egoísta e cruel.

Nós, ou muitos de nós, gostamos de não nos responsabilizar por quase nada.

Porque o sentimento de culpa pesa, sufoca, e acharmos que somos ou fomos culpados por alguma coisa, é assustador.

Com frequência ouvimos frases como, ‘a culpa é sua, você quis assim, eu não fiz nada para você’.

Eu acredito firmemente, que não existem culpas, existem consequências, então, para tudo o que você fizer ou disser, existe uma consequência. É aí que entra nossa responsabilidade. Sim eu disse nossa, minha, sua, todos nós deveríamos nos preocupar com o que acontece a nossa volta, deveríamos sim prestar atenção ao que acontece com as pessoas, porque um sorriso, um abraço, um simples conta comigo, pode mudar uma história. Acha que é exagero? Então pare para pensar com cuidado, e talvez você encontre algum momento em sua vida, no qual alguém salvou o seu dia com um gesto simples, uma palavra que conforta ou um simples ombro amigo.

Se alguém salva um dia, ele(a) pode estar salvando uma vida, porque vidas podem começar e terminar em apenas alguns minutos, quem sabe até segundos.

A falta de empatia tem deixado o mundo mais frio e triste. Quando nos deparamos com pessoas que moram na rua, com aqueles, que por um motivo ou outro estão ou são menos favorecidos, sentimos pena sim, mas pensamos primeiro que é um problema social, que a culpa é do governo, lamentamos, mas não fazemos nada, certo?

Você deve estar se perguntando, e porque deveríamos fazer alguma coisa se a culpa não é nossa? Mas a verdadeira pergunta é, porque não fazer qualquer coisa que seja para ajudar, mudar ou melhorar a situação de alguém, nem que seja por alguns minutos ? Sem mais rodeios, onde eu quero chegar é, cada pessoa que você encontra, está lutando batalhas que talvez ninguém saiba, então seja mais gentil, pense antes de falar, e não se preocupe só com você, não faça o mundo girar somente ao seu redor, seja humano e se sinta sim responsável pelo que diz, porque você tem o poder de salvar o dia de alguém, ou de acabar com ele.

A maioria das pessoas é emocionalmente fraca, carente e isso não as torna inferiores, são apenas humanos imperfeitos, como eu e você, e ajudaria muito se cada um de nós fizesse a nossa parte.

Já ouvi pessoas dizendo que não podem ajudar aos outros porque mal conseguem ajudar a si próprios, e isso eu chamo de egoísmo, de olhar somente para o próprio umbigo, porque viver só para si é se entregar a uma existência miserável e sem sentido, sem propósito.

Se puder ajudar com dinheiro, ajude, se puder ajudar somente com palavras de motivação, assim o faça, se achar que não tem nada a oferecer, então pelo menos, se responsabilize sim, por tudo o que diz e tudo o que faz, porque isso com certeza pode e vai influenciar ou mudar o dia, quem sabe a vida de alguém.

Se estiver irritado, respire fundo e lembre-se ninguém precisa pagar o preço da raiva ou frustração que você sente, mas quem sabe a tranquilidade ou conforto que você precisa, virá de um gesto, quem sabe até de um estranho. Afinal, estamos nessa caminhada juntos, todas as pessoas que encontramos na rua, no parque, no supermercado, todos eles respiram o mesmo ar, todos têm um coração batendo forte no peito e sangue correndo nas veias, todos nós somos iguais, independente da posição social, cor da pele, nacionalidade, sexo, ou qualquer outra mera particularidade.

Nada disso faz diferença quando o coração para de bater, até porque quase todos os caixões tem tamanhos iguais, queimados ou enterrados, a única que sobra é nossa alma, nossa essência e nosso espírito.

O ser humano não sobrevive sozinho, todos nós necessitamos das interações sociais, todos nós sem exceção, precisamos um dos outros, então aprenda a se colocar no lugar do outro, e tente ser amor, sempre que puder.
O Universo te devolverá em dobro, quando você mais precisar. Vidas serão melhores e quem sabe o mundo se torne um lugar mais feliz.

 

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*Fonte/texto: Wandy Luz: resilienciamag

20 fatos da psicologia que vão te ensinar muito sobre comportamento humano

1 – Amizades feitas entre os 16 e os 28 anos de idade tendem a ser as mais duradouras, sabia?

2 – Mulheres se sentem mais atraídas por homens com a voz rouca porque eles parecem ser menos agressivos;

3 – Quem tem mais problemas na vida costuma ser sempre um bom conselheiro;

4 – Quanto mais inteligente é uma pessoa, mais ela pensa rápido e mais ilegível é a sua caligrafia;

5 – É a maneira como nos comunicamos que afeta as nossas emoções, e não o contrário;

6 – É muito verdadeiro aquilo que dizem sobre a forma como alguém trata um garçom no restaurante: realmente condiz com o caráter dessa pessoa;

7 – Quem tem sentimento de culpa com frequência é capaz de entender melhor os sentimentos alheios;

8 – Homens tendem a fazer mais piadas do que as mulheres;

9 – Pessoas tímidas falam pouco, mas muito bem, sobre si mesmas;

10 – Mulheres têm o dobro de receptores de dor do que os homens, mas são muito mais tolerantes à dor do que eles;

11 – Uma forma de parar seus pensamentos acelerados à noite é levantar-se e anotá-los em um papel. Isso faz com que seu cérebro se sinta aliviado, e você vai conseguir dormir, finalmente;

12 – Mensagens de ‘bom dia’ e de ‘boa noite’ ativam a parte do cérebro responsável por nos deixar felizes;

13 – Tentar fazer todo mundo à sua volta feliz vai deixar você se sentindo solitário;

14 – Segurar a mão de uma pessoa que você ama faz com que sua dor diminua;

15 – Quanto mais inteligente é uma pessoa, mais seletiva ela se torna na hora de fazer amizades;

16 – Casar-se com seu melhor amigo faz com que as chances de divórcio diminuam 70%;

17 – Mulheres que têm mais amigos homens costumam ser mais bem-humoradas;

18 – Viver em solidão por muito tempo faz tão mal à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia;

19 – Viajar é algo que melhora a saúde do cérebro e diminui as chances de uma pessoa ter depressão ou sofrer um ataque cardíaco;

20 – Quando falam sobre algo de seu real interesse, as pessoas ficam mais atraentes.

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*Fonte: megacurioso

5 truques de lavagem cerebral que funcionam, não importa quão inteligente você seja

O mundo está cheio de pessoas que sofreram lavagens cerebrais e fizeram coisas absurdas, como se matar ou matar a outros. É claro que isso nunca vai acontecer com você, que é bem educado e inteligente, não é mesmo?

Exceto que não funciona assim. Mesmo os mais espertos estão sujeitos a apoiarem causas não tão espertas, por conta de coisas como:

5. Ideias não importam – as pessoas só se preocupam com o que “funciona”

Cientologia é um conjunto de crenças e práticas relacionadas a autoajuda. Enquanto seus cursos incluem conselhos interessantes, a cientologia também ensina que o governante do mal Xenu congelou bilhões de vítimas e escondeu-as em vulcões da Terra.

Por que cargas d’água as pessoas abraçam essa e outras mitologias aparentemente bizarras? Bom, porque tem coisas na cientologia que funcionam. Por exemplo, eles recomendam que as pessoas se concentrem em completar uma tarefa rapidamente e corretamente, esquecendo-se de todas as outras coisas que também precisam fazer. Então, uma vez que essa tarefa for concluída, as pessoas têm a confiança para avançar para a próxima e conseguem fazer tudo que querem.

A cientologia não inventou isso – provavelmente só adaptou essa ideia de tantas outras que existem e que funcionam há séculos. Mas aqui está a chave: quando um cientologista (ou qualquer outra pessoa que tenha qualquer outra crença) diz que isso funciona, é verdade. Funciona. A mitologia adjacente já não é tão importante – se dizem que a técnica funciona por causa de seres pequenos alienígenas que vivem dentro do seu corpo, beleza por você. Isso não muda nada.

Nós não temos espaço no cérebro para manter o controle de como tudo no mundo funciona – por isso, não estamos interessados em explicações científicas complexas sobre por que aqueles conselhos dão certo. Você pode se sentir superior a um cristão que não acredita em evolução, por exemplo, mas em algum lugar há um engenheiro que se sente superior a você por você não saber como funciona o seu iPhone. No fim das contas, a realidade é que você não sabe como o seu iPhone funciona porque saber isso não iria mudar o seu uso desse objeto no dia-a-dia. Da mesma forma, pensar que a Terra tem apenas 6.000 anos de idade não muda muita coisa no seu dia-a-dia, mas outros conselhos, como ter autodisciplina e paciência, podem de fato ajudá-lo, então você aceita o pacote inteiro e prontoacabou.

E SIM, todo mundo FAZ ISSO.

4. O outro lado é sempre pior

Você está assistindo O Senhor dos Anéis. De um lado da batalha, tem os humanos e do outro lado, tem orcs. Para quem você torce? Fácil. Se amanhã você topasse com um grupo de caras em um beco lutando contra orcs, você iria se juntar aos caras, sem sequer perguntar sobre a natureza da briga. Não importa – você iria lutar ao lado dos humanos, mesmo que eles fossem neonazistas.

É isso que acontece com a maioria das pessoas que você vê lutando por uma causa realmente terrível ao lado de pessoas terríveis: elas estão fazendo isso porque pensam que estão lutando contra um inimigo que é pior ainda.

As pessoas definem-se principalmente pelo que odeiam. É mais comum ouvir alguém falando mal de Bieber do que defendendo sua banda preferida, ou xingando um candidato político do que exaltando outro.

A verdade é que um grupo de pessoas de fato alimenta a adesão a outro grupo de pessoas com ideias opostas e há uma relação simbiótica estranha entre esses dois “lados”, que é o que garante a sobrevivência de ambos.

Esse também é o motivo pelo qual as pessoas sempre atribuem características negativas a seus “inimigos” que não são de fato relacionadas com quem elas discordam. Por exemplo, não é o suficiente dizer que os antifeministas estão errados ou equivocados; temos que dizer que eles são gordos frustrados assexuados (então a resposta desses gordos frustrados assexuados é que feministas são mulheres irritadiças e fracas ou homens efeminados). Os conservadores são caipiras ignorantes, os liberais são hippies sonhadores, e assim por diante – essa é a chave para manter o foco sempre em quão desumano o outro lado é, de modo que nunca temos de olhar para nossos próprios umbigos.

Nós vamos desculpar qualquer coisa dentro do nosso próprio movimento, porque não importa o quão errado, bisonho ou ilegal ele seja, pelo menos nós não somos orcs.

 

3. Pertencer a um grupo importa mais do que ter uma opinião sensata

Se você chegar em casa e ver um estranho batendo em sua mãe, você não vai perguntar: “Senhor, qual é a natureza de sua disputa? O que ela fez para você?”. Não, você vai pegar uma faca e mergulhá-la nas costas desse filho da p***. Naquele momento, a lealdade a sua mãe supera qualquer outra coisa.

Da mesma forma, se você conversar com alguém que esteve em uma guerra e perguntar-lhe como ele conseguiu fazer tudo o que fez, a pessoa provavelmente não vai dizer que foi o seu amor pelo país ou sua crença na causa (muitos soldados nem sequer podem articular a razão que levou às batalhas nas quais lutaram). Não. O soldado certamente vai responder que aguentou firme pelo cara que estava do lado dele. Ele precisava ajudá-lo, do mesmo modo que o colega o estava protegendo também. É assim que as pessoas em guerras sobrevivem e não pensam no que estão fazendo – porque precisam cuidar umas das outras.

É também a razão pela qual nós gostamos de torcer por equipes esportivas, é a razão pela qual adolescentes formam panelinhas e é a razão pela qual as pessoas se unem a gangues.

Queremos pertencer a um grupo, uma “tribo”. Desde que essa tribo não tenha qualquer crença que seja absolutamente repulsiva para você, qual é a crença em si não importa. Por exemplo, um ex-neonazista já contou que se juntou a um grupo de skinheads antes mesmo de saber que eles eram skinheads. Antes apenas um grupo de pessoas que saíam juntos, foi como se eles tivessem decidido um dia que agora odiavam judeus. E esta é a chave: se alguém aparecesse e falasse para esse ex-neonazista que seus amigos eram idiotas vendedores de ódio, ele teria ouvido isso como uma crítica às pessoas mais próximas a eles. “Vendedores do ódio?!? Eu confio nos meus manos com a minha vida!”.

“Mas”, você insiste, “eu nunca odiaria todo um grupo étnico de pessoas só para agradar meus amigos!”. Talvez não, mas há maneiras mais sutis de ser arrastado para dentro de um grupo sem concordar totalmente ou sequer entender suas ideias e crenças. Seja honesto: você provavelmente nem conhece todas as propostas que seu candidato político fez, e votou nele mesmo assim. Pior: o defendeu mesmo sem poder dizer o que ele defendia.

Muitas vezes, quando uma nova controvérsia de qualquer natureza surge – biscoito ou bolacha? -, a maioria das pessoas não estuda cuidadosamente a questão para descobrir como se sente e o que pensa dela. Não. Elas apenas seguem sua tribo. Frequentemente, adotam opiniões alheias como suas (porque foi meu pai que falou, ou aquele amigo que eu acho que é inteligente!). Além disso, acham que entendem de algo porque viram uma única informação vinda de uma fonte conhecida (mas não necessariamente com credibilidade), quando a realidade é que provavelmente têm chocantemente pouco conhecimento sobre o assunto o qual estão opinando.

Meu ponto não é que todo mundo seja idiota e hipócrita. Meu ponto é que nós não temos espaço em nossos cérebros para manter controle de tanta informação, e nossa primeira prioridade é pertencer a um grupo – isso garante companhia, apoio, sobrevivência. Não é culpa de ninguém, mas significa que você não vai mudar a cabeça das pessoas apenas bombardeando-as com informações.

 

2. Geralmente, todo mundo tem o mesmo código moral, só que o usam de forma diferente

Você se considera moralmente superior às pessoas que costumavam queimar bruxas? Eu espero que sim – essas pessoas sequestravam homens e mulheres inocentes e os executavam com base em uma superstição ridícula.

Mas e se, em uma surpreendente reviravolta, nós descobríssemos que as bruxas não apenas são reais, mas que tudo dito sobre elas é verdade? Que elas de fato têm poderes mágicos obscuros que usam para torturar e assassinar pessoas em massa? E, uma vez que são mágicas, que a única maneira de pará-las é matando-as? Quero dizer, você aplaudiu quando Voldemort morreu, não?

Tá-dá! Fica claro que você não é, necessariamente, mais tolerante do que os caçadores de bruxas – você apenas não compartilha de sua crença em bruxas. Seu código moral pode de fato ser exatamente o mesmo do deles – você só discorda sobre esse fato em particular. E fatos podem estar certos ou errados, mas não podem ser morais ou imorais.

É isso que acontece em praticamente todo debate político. Ambos os lados concordam com o princípio moral de que a tirania do governo é ruim. Eles simplesmente discordam sobre se os ideais de um ou de outro são um exemplo de tirania do governo.

Mas não conseguimos ver claramente essa questão moral. A fim de preservar a narrativa “bem contra o mal”, muitas vezes as pessoas decidem que o outro lado do debate está simplesmente mentindo sobre o que acreditam. “Os caçadores de bruxas nem sequer pensavam que bruxas existiam, eles só queriam uma desculpa para mutilar mulheres!”.

Isso é sem dúvida verdade em alguns casos, mas não na maioria. Isso não impede ambos os lados de desejarem acreditar que o seu inimigo é realmente pior. Só não é o caso. As pessoas de lados opostos de certas questões na verdade geralmente possuem os mesmos valores morais, embora possam priorizá-los de forma diferente.

Se você quer um exemplo cotidiano disso, basta pensar naquele amigo chato que é excessivamente franco com suas opiniões, arruinando o bom humor alheio por onde passa. Não é que ele seja imoral; é que ele está priorizando um valor moral (honestidade) em detrimento de outro (minimizar danos emocionais). E torna-se ainda mais difícil odiá-lo quando você percebe que ele está realmente fazendo escolhas morais corajosas todos os dias – ele pode ter tomado uma decisão angustiante de dizer que sua camisa parece algo que um urso cagaria depois de comer um palhaço porque viu isso como a coisa “certa” a fazer, de acordo com sua moral interna. Provavelmente, é o que ele gostaria que você fizesse por ele, caso um dia ele usasse uma camisa que parece algo que um urso cagaria depois de comer um palhaço.

 

1. A maioria das pessoas caem em sua “tribo” por acidente

Se você procurar livros que explicam por que as pessoas brancas são a raça superior do mundo, você vai encontrar uma coincidência surpreendente quando olhar para os seus autores: eles são todos brancos.

Louco, não? Qual a probabilidade???

Ano passado, a revista TIME fez um experimento onde antecipou com precisão as convicções políticas de americanos apenas pedindo-lhes que respondessem uma série de perguntas completamente não políticas, como “Você prefere gatos ou cães?” e “Seu espaço de trabalho é organizado ou bagunçado?”. Outro estudo descobriu que você pode antever a posição política de alguém estudando como seu cérebro processa riscos.

É. Não é difícil prever o grupo no qual uma pessoa pensa que se encaixa. Geralmente, elas acreditam que a pior característica que uma pessoa pode ter é justamente algo que para elas é fácil não ter. Por exemplo, muitas pessoas em forma acham que os gordos são “lesmas preguiçosas” – para elas, as pessoas não estão no mesmo nível que elas por culpa própria. Muitos ricos também pensam que pobres são inferiores por serem vagabundos que não querem trabalhar ou estudar. E daí por diante.

Tudo isso pode parecer preconceito – e provavelmente é -, mas assim que é a vida: você apoia os grupos dos quais você por um acaso faz parte. Você pode pensar nisso como sua “Configuração de Padrão Moral”, e ela é em grande parte determinada por onde você nasceu, como você foi criado e em qual grupo de amigos você caiu.

Porque o preconceito é racional, natural e até moral

Se você quiser ver sua Configuração de Padrão Moral em ação, imagine que você e sua mãe foram visitar um país estrangeiro. Na entrada, eles exigem que todas as mulheres removam suas camisas e sutiãs para que possam ser fotografadas para fins de identificação. Você acha isso nojento e misógino – secretamente, eles só querem ver tetas e são uma cultura estranha e machista.

E, no entanto, quando mulheres muçulmanas levantam essa mesma objeção quando precisam remover suas coberturas de cabeça para fotos de identificação em países estrangeiros, nós dizemos que SUA cultura é primitiva e misógina – porque as suas regras arbitrárias sobre quanto do corpo de uma mulher deve ser coberto em público são lógicas e respondem ao bom senso, enquanto as dos outros são o resultado de superstição e loucura.

Na realidade, ambos estão apenas reagindo ao seu “Ambiente Moral Padrão”, como se fosse uma verdade absoluta proferida na criação do universo. Que outras pessoas têm diferentes padrões – e acreditam neles tão fortemente quanto você – é um fato quase impossível de compreender.

Admita: você secretamente tem certeza de que se tivesse vivido no Brasil escravo como um homem branco, teria sido um dos menos racistas. Você também teria sido um dos jovens alemães que não foram sugados por Hitler. Ao imaginar-nos transportados para outro tempo e lugar, nós sempre assumimos que nosso Ambiente Moral Padrão de alguma forma viaja com a gente, porque não podemos conceber uma vida sem ele.

E esse ambiente é o que faz com que seja praticamente impossível realmente entendermos e respeitarmos uns aos outros. Quando você tenta fazer com que alguém desvie de seu próprio padrão, meu amigo, é quando todos os outros itens nesta lista reúnem-se em um único Power Ranger para se opor a você. Você está pedindo a ele para A) abandonar o que funcionou para ele até agora, B) deixar os bastardos maléficos do lado oposto ganharem, C) trair seus amigos e D) abraçar o que ele vê como imoralidade.

Muitas pessoas preferem, literalmente, morrer do que desviar de sua Configuração de Padrão Moral, também conhecido como mudar de opinião.

 

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*Fonte: hypescience

Busque um tempo só para você. É uma questão de vida!

É preciso, é essencial na vida. É parte da existência. Sim o tempo nos espera para tê-lo só para nós. O tempo quer nos mostrar algumas coisas, que dar algumas respostas, mesmo que algumas não muito claras. Ele quer fazer perguntas. Ele quer ser amigo.

A vida se torna louca quando corremos contra o tempo. Quando precisamos pensar, agir, ir mais rápido, terminar, recomeçar.
O tempo cobra que a gente pare, que a gente respire um pouco mais devagar, que a gente esqueça todo o resto.

Como às vezes sentimos falta deste tempo. Só nosso, sem ninguém para nos cobrar nada, sem nos cobrarmos nada. Sem nos culparmos por não termos tempo para mais ninguém.

Durante o tempo em que ficamos dentro das nossas quatro paredes, observando nossos quadros mentais, revirando nossas coisas internas conseguimos avaliar a vida, organizar sentimentos, conseguimos aquietar o coração, chorar se for preciso, fazer planos deixados para trás, amar em silêncio.

Sem vozes alheias, sem opiniões, sem o barulho do que há lá fora. O tempo quer que estejamos de corpo e alma para nós. O tempo quer que descansamos, que nos aquietamos, que nenhuma voz além da que carregamos em nosso interior se manifeste.

O tempo quer que possamos assistir um filme qualquer sozinhos, que tomemos um banho de mar ou um drink sem ninguém por perto, que olhemos para o nada por certo período sem nenhuma interrupção.

Um momento para um sono, para uma caminhada, para ouvir uma música ou um CD inteiro. Que façamos algo que gostamos muito, sem que estejamos preocupados com o outro, devendo algo para o outro ou tendo que cumprir um prazo.
O tempo que tanto se fala é a vida, que em muitas situações quer tomar uma nova forma, mas estamos tão preocupados em dar conta, dar satisfações.

A vida está sempre pedindo um tempo. E parece tão difícil. A necessidade de ser para ontem o que poderia ser para amanhã.

É angústia, é indisciplina, é inquietação. É dor, é cansaço é desespero. Somos nós e o tempo, ou melhor, a vida, brigando. É um terminar e já começar de novo que estressa, que consome.

É o tempo pedindo tempo. E somos nós cobrando mais tempo. Sempre com medo de que não dê tempo de viver tudo, mesmo vivendo nada ou muito pouco do que que desejamos ou planejamos nos raros momentos em que tiramos um verdadeiro tempo para nós.

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*Fonte: osegredo/ Kênia Casagrande

A técnica do convite: descubra como deixamos que nos ofendam

Na psicologia sempre há a intenção de permitir que o paciente tome as rédeas de sua vida e não se deixe levar tanto pelas emoções nem pelas situações externas que com frequência terá que enfrentar. A ideia é promover a aceitação incondicional, tanto de si mesmo quanto dos demais e da vida no geral, de forma que tudo que aconteça conosco nos afete na medida certa: nem mais, nem menos.

Não queremos pessoas conformistas. Gostamos das pessoas apaixonadas, com vontade de morder a vida e espremê-la, com metas, desejos e sonhos para realizar. Isto não é excludente de ser uma pessoa madura a nível emocional, que sabe regular suas emoções, que controla sua maneira de interpretar e perceber o mundo e que é capaz de aceitar a derrota, o fracasso ou as críticas e vê-las como uma parte normal da vida.

Quantas vezes ficamos enfurecidos porque alguém nos disse ou fez algo “injusto”? Quantas vezes pusemos a culpa pelos nossos próprios sentimentos nos demais? Todos nós fizemos e todos nós erramos. As emoções são só nossas e quando estamos mal, com o ânimo abalado, é porque nós o decidimos assim.
Os demais não lhe ofendem, você se ofende a si mesmo

É certo que ninguém gosta de ter um defeito ressaltado, que lembrem de alguma coisa errada ou que critiquem no geral. Nós preferimos as demonstrações de afeto e os elogios porque assim nos sentimos aceitos e essa aprovação nos gera um grande prazer (estimula nosso circuito cerebral de recompensa, tanto que a busca por reconhecimento pode virar um vício). Por outro lado, as críticas ou rejeições podem gerar de sentimentos de ansiedade até a depressão ou a irritação.

Quando recebemos um comentário negativo sobre nós, o primeiro que fazemos é ficar na defensiva, tentamos nos justificar, dar explicações ou contestar com outra crítica de maneira ressentida. Por que o fazemos? Porque nos ofendemos, mas não pelo que a outra pessoa acabou de dizer, mas porque nós, com nosso diálogo interior, dizemos que o que esta pessoa pensa de nós é a única verdade possível. Aos outros podemos negar, mas a nós mesmos, temos que afirmar.

Digamos que “compramos” as críticas do outro, que cremos nelas, as tomamos como nossas e as integramos como corretas, permitindo que modifiquem nossos pensamentos. Somos nós os que decidimos fazê-lo assim e essa decisão implica que deixemos ser manipulados como marionetes pela opinião de alguém alheio a nós mesmos.

Não é curioso que com os elogios isso não aconteça tanto? Não tendemos a comprar da mesma forma uma demonstração de afeto, louvor ou até mesmo um flerte. Mas se nos dizem algo negativo, em seguida nós damos uma resposta.
A técnica do convite, você a aceita?

A técnica do convite é usada em consultórios para fazer com que o paciente veja o que acabamos de comentar mais acima. Buda dizia: “Se alguém pretende me dar um cavalo de presente e eu não o aceito, de quem acaba sendo o cavalo?” Claro! Segue sendo da pessoa que pretende nos dar o cavalo, e com as críticas acontece o mesmo.

Se existem pessoas que pretendem gastar suas energias da maneira errada conosco de forma negativa, é problema delas. O nosso é aceitar ou não seus insultos ou grosserias. Assim, se o fazemos, é nossa responsabilidade e de nada serve pretender mudar a opinião do outro pois o mais provável é de que não o faça, e então seremos nós que gastaremos energia.

Com a técnica do convite, o terapeuta convida o paciente para que se sinta de uma maneira específica. Por exemplo, um fracassado, uma má pessoa, alguém fisicamente feio, etc. Ele o faz quando o paciente vai à consulta com a queixa de que recebe esses comentários ou de que há pessoas que lhe fazem sentir desta maneira.

O terapeuta lhe oferece um cartão, de maneira a lhe convidar, em que aparece escrita a seguinte frase: “Eu, sua (mãe, irmã, colega, namorada), lhe convido a sentir-se (inútil, culpado, sem graça, feio, gordo…). Você aceita meu convite? Aqui, o paciente tem que escrever que não aceita se sentir assim já que não pensa que isso defina a sua pessoa, mas que entende o ponto de vista do outro.

Esta aceitação nos livra da pesada carga que supõe tentar agradar a todos, algo que jamais conseguiremos completamente. A técnica do convite deve ser praticada a nível mental tantas vezes quanto sejam necessárias, cada vez que esbarrarmos com alguém que nos julgue de forma negativa. Assim, com a prática, seremos capazes de nos ofender cada vez menos e de inclusive utilizar qualquer crítica a nosso favor.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Nove truques eficientes para se tornar a pessoa mais encantadora do mundo

Uma das pessoas mais influentes e populares no LinkedIn, autor de 30 livros sobre negócios e comunicação, Jeff Haden, explica por que algumas pessoas são capazes de ganhar simpatia e provocar emoções positivas de quem quer que seja e como fazem isso.

Coragem para reconhecer as próprias fraquezas

As pessoas encantadoras não procuram sempre ganhar. Em vez disso, elas tentam dar o melhor que podem, sem esperar nada em troca. Não é difícil para elas aceitarem sua própria culpa, seu fracasso ou falar sobre suas fraquezas, uma qualidade que nem todo mundo possui.

Podem falar abertamente: “Eu invejo muito você“ ou ”Eu não sei, me ensine”, porque sabem que as pessoas valorizam as emoções sinceras.

Demonstram uma alegria sincera de estar com outras pessoas

É muito importante manter o contato visual numa conversa e as pessoas encantadoras sabem disso. Sorriem quando você sorri. Franzem as sobrancelhas ou concordam com a cabeça, quando você também o faz. Elas não fazem isso para te imitar, mas porque estão focadas no que você está dizendo e aceitam as suas emoções e palavras abertamente. Esta forma de feedback ajuda você a se dar bem basicamente com qualquer tipo de pessoa.

Procuram temas em comum

A maioria das pessoas inconscientemente busca as diferenças no outro, o que leva mais a uma discussão do que a uma conversa. As pessoas encantadoras e carismáticas sempre procuram falar sobre temas em comum.

Tente encontrar algo que conecte você com o seu interlocutor, isso ajuda a iniciar uma conversa interessante e a receber emoções positivas dessa comunicação.

Usam o poder do tato

O toque é uma ferramenta para transmitir emoções. Em um experimento, os participantes tentaram transmitir 12 emoções diferentes aos seus interlocutores por meio do toque, sem o uso de palavras. Verificou-se que em 50-83% dos casos, essas emoções foram transmitidas de forma adequada.

Por isso, sempre que você quiser, por exemplo, dar parabéns a alguém, pense em como fazer isso da melhor maneira: com um aperto de mão ou, talvez, com uns tapinhas no ombro, dependendo da situação. Isso vai ajudar você a demonstrar sinceridade de suas palavras e a transmitir a emoção certa, saindo-se melhor com o seu interlocutor. Mas lembre-se: contato físico exagerado pode pegar mal. Algumas pessoas que fazem isso excessivamente são vistas como pegajosas.

Usam expressões faciais e gestos

As pessoas adoráveis transmitem suas emoções de forma dramática e usam todos os meios possíveis para fazer isso. Elas são capazes de transformar até mesmo a história mais chata em uma narrativa interessante. Gesticulando e fazendo caretas (quando for o caso), com todas as suas forças transmitem os sentimentos da história, causando, assim, um interesse genuíno em seu interlocutor.

Não têm medo de parecerem ridículos

Talvez patinar ou jogar ’Twister’ não seja o forte de algumas pessoas, mas não elas não têm medo de pagar mico diante de todos. Por mais estranho que possa parecer, os outros as respeitam ainda mais.

Quando você estiver realmente disposto a demonstrar suas fraquezas e não tiver medo de parecer ridículo, os outros não vão rir de você. Mas vão rir com você, porque todos entendem que isso é completamente normal.

Sabem fazer perguntas

As pessoas adoráveis conseguem facilmente fazer com que você fale sobre você mesmo. Elas não têm vergonha de fazer perguntas e falar abertamente sobre si mesmas. Porque honestamente elas querem saber o que você pensa e isso as torna ainda mais encantadoras.

Quando você descobrir algo sobre uma pessoa, pergunte-lhe ou fale algo semelhante sobre você. Isso vai mostrar que vocês têm algo em comum e algo para compartilhar.

Lembre-se sempre dos nomes

As pessoas adoráveis sempre se lembram dos nomes e dos mínimos detalhes com uma precisão surpreendente. O fato de que alguém te chame pelo nome, mesmo que você tenha acabado de conhecer, faz com que você se sinta mais importante em uma conversa. Chame seu interlocutor pelo nome e se lembre de como chama seus amigos, familiares ou o animal de estimação. Isso provocará no outro emoções positivas em relação a você.

Escutam mais e falam menos

A maioria das pessoas não sabe ouvir tudo, é verdade. Todo mundo quer compartilhar algo e é sempre bom quando você conta uma história e vê que os outros prestam atenção e sentem emoções que correspondem ao seu relato. As pessoas adoráveis querem ouvir mais do que falar. Isso permite saber mais sobre seu interlocutor e encontrar mais coisas em comum.

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*Fonte: incrivelclub

Neurocientistas confirmam: em 21 dias você reprograma o seu cérebro!

O título é impactante não é? Por que 21? 21 dias para mudar e transformar. 21 dias para ser uma pessoa mais feliz e de bem com a vida. 21 dias para começar a fazer yoga. 21 dias para meditar. 21 dias para mudar os hábitos alimentares…21 dias para abandonar e quebrar um hábito, como parar de comer carne, parar de fumar, parar de criticar, adotar condutas altruístas… etc.

Tudo o que você precisa são 21 dias de determinação e disciplina fazendo ou deixando de fazer determinada coisa.

Você sabia que tudo o que você conquistou, assim como o seu padrão de pensamento e comportamento, estão relacionados aos seus hábitos? Ou seja, os seus hábitos influenciam diretamente a sua vida.

Os hábitos são, essencialmente, padrões de comportamentos e acabam se tornando uma parte do que somos.

Quando algum comportamento se repete o cérebro cria vias sinápticas mais rápidas, de maneira que uma ação aciona a ação seguinte, de forma quase automática.

Ninguém está inteiramente certo de onde a regra dos 21 dias se originou. Um dos pioneiros na Teoria dos 21 Dias foi o cirurgião plástico e psicólogo Maxwell Maltz, em 1960. Ele relatou que seus pacientes notavam as mudanças nas cirurgias apenas após 21 dias da operação, e registrou no livro Psico-cibernética que 21 dias é o tempo que o cérebro precisa para se adaptar a uma mudança. Em 1983 o artigo Three Weeks to a Better Me, na Reader’s Digest, relatou os esforços de uma mulher em não criticar durante 3 semanas. John Hargrave também descreve a importância dos 21 dias em seu livro Mind Hacking: How to Change Your Mind for Good in 21 Days. No livro best seller O Poder do Hábito, Charles Duhhig considera que são necessários 21 dias de repetição de uma ação para que ela se torne um hábito. Claro que existe a individualidade de cada um que pode levar a uma variação, como mostrado no estudo de Phillipa Lally, pesquisador de psicologia da saúde na University College London, publicado no European Journal of Social Psychology, no qual foi evidenciado que a partir de 18 dias consegue-se mudar um hábito, mas pode variar dependendo da pessoa, do comportamento e circunstâncias, sendo que o tempo médio foi de 60 dias para um comportamento tornar-se automático.

O cérebro tem duas formas de tratar as informações e ações vividas: uma de maneira consciente e a outra inconsciente. Mas talvez você pergunte: é possível fazer algo de forma inconsciente, sem nos darmos conta?

Sim, é o que costumamos chamar de “modo automático”, são as ações que você executa sem a necessidade de prestar atenção em cada movimento. E muitas das coisas que executamos com frequência ao longo do nosso dia, de forma repetitiva, estão no modo automático, seja na nossa rotina doméstica ou mesmo no trabalho. Dirigir, por exemplo, é um hábito tão mecanizado que muitas vezes você sai de um lugar e chega ao outro e nem se lembra do percurso que fez, seja de carro ou mesmo a pé. Seu cérebro está tão treinado com aquele caminho que você o faz com a mente focada em mil e uma ideias, menos no ato de dirigir, caminhar ou no percurso.

Toda ação, primeiro, é consciente

Acontece que quando você repete essa ação muitas vezes o cérebro cria um caminho neural que envolve os atos de pensar, sentir e agir. Depois que o cérebro se considera treinado o suficiente para determinada coisa, sai do modo consciente e vai para o inconsciente. E, nesse processo, pelo menos 95% das nossas ações são comandadas pela mente subconsciente, um super computador carregado com uma base de dados de comportamentos programados.

A transferência ocorre quando uma ação já programada migra da zona CONSCIENTE do cérebro, ou seja, da zona pensante, para a zona de execução automática do cérebro, ou seja, INCONSCIENTE.

É isto que nos permite ser multifuncionais. Vamos citar novamente o exemplo de dirigir, algo fácil e totalmente mecânico. Observe quantos movimentos são realizados sem que você precise prestar atenção. O pé direito no acelerador ou no freio e o pé esquerdo na embreagem, os 3 pedais em movimentos sincronizados para o carro não morrer. Você pensa na meia embreagem quando dirige? Certamente não. Enquanto isso os olhos monitoram 3 retrovisores e as mãos controlam o volante, câmbio e setas para sinalizar as conversões, etc… E você faz tudo isso enquanto conversa com alguém no carro ou ao telefone, canta, toma decisões importantes, ouve o rádio, enfim, sua atenção está sempre voltada para alguma outra coisa, pois dirigir não requer sua atenção uma vez que se tornou algo automático.

Até aí, estaria tudo ok não fosse a comprovação pela neurociência de que estamos no piloto automático, sob o comando da mente inconsciente, 95% do tempo.

Ou seja, você não está consciente na maior parte do tempo. Apesar disso, é bom saber que você pode programar e desprogramar o seu cérebro no que se refere a qualquer ação cognitiva que envolva o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio e o intelecto. É através da repetição que você adquire uma nova forma de pensar, sentir, agir e se comportar, esteja você ciente ou não.

Uma forma simples de adquirir um novo hábito é estabelecer um programa de 21 dias. Determine o que você quer ou precisa que se torne uma rotina. Estabeleça um horário que você possa se dedicar a isso. E passe a repetir por 21 dias consecutivos. Muito provavelmente você encontrará resistência no início, mas do 22º dia em diante a ação será executada com naturalidade e você sentirá falta se não realizá-la, pois seu cérebro já estará habituado com a prática. Sem esforço nem desconforto.

Eduque seu cérebro, faça essa ginástica mental para ter sua mente trabalhando a seu favor e tenha autodisciplina.

Para isso, a rotina de repetição deve ser empregada por 21 dias consecutivos. Consecutivos mesmo, sem falhar nem 1 dia, ok? E é aí que entra a sua disciplina. Esse método de 21 dias pode ser aplicado para qualquer coisa, seja para adquirir uma rotina de estudo, organização no trabalho, forma de pensar positivamente, fazer uma atividade física, ou, o que eu super recomendo: MEDITAR!!!

Talvez você pense. Nossa, desse jeito é possível criar um novo hábito por mês e, ao final de 1 ano, terei 12 novos hábitos. Desculpe mas terei que jogar um balde de água fria no seu entusiasmo.

CUIDADO, porque se você não fizer de forma consciente pode se transformar num robô, um amontoado de ações inconscientes. Será que você já não está nesse estágio? Ser multifuncional parece ser bom não é? Considerando o quanto pessoas que conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo são elogiadas. No entanto, acabam ficando ligadas no “piloto automático”. E, quando chegam ao final do dia, são incapazes de se lembrar detalhes do que fizeram e como realizaram as suas tarefas.

Saiba que quanto mais automático você for, maior também será sua dificuldade de concentração. Isso acontece porque os pensamentos e comportamentos automáticos tiram nossa atenção do momento presente. Eles são estruturados em experiências do passado. Pessoas automatizadas tendem a ser menos criativas, pois costumam seguir padrões repetidos e, por isso, são inflexíveis, têm dificuldade de se adaptar a novas situações, de encontrar novos caminhos e enxergar possibilidades inovadoras. Então, tenha sabedoria para usar a ferramenta dos 21 dias a seu favor e não ficar condicionado a hábitos que possam te robotizar e tirar de você algo precioso, que é a sua consciência.

A ideia aqui, mais do que te dar dicas sobre como adquirir novos hábitos, é te conscientizar sobre você mesmo, pra que você saiba que seus hábitos guiam o teu destino. Se os teus pensamentos, atitudes e comportamentos não te favorecem, então está na hora de mudar e você pode fazer isso através de uma disciplina diária e mudança na sua rotina no que se refere ao pensar e agir.

No entanto, observe se mais importante do que adquirir novos hábitos não é melhor fazer uma reprogramação para desestruturar hábitos antigos e sabotadores. Desconstruir padrões mentais, esvaziar e zerar conceitos velhos é um caminho para se abrir ao novo e para adquirir novos conhecimentos. Usar a metodologia dos 21 Dias para adquirir o hábito da meditação e do relaxamento pode ser um forma edificante de usar o inconsciente para atingir a consciência.

Mudar ou abandonar hábitos antigos não é tão simples. Há um consenso de que esta prática é mais difícil. Uma vez que as sinapses foram ativadas por uma repetição de comportamento, mesmo que se consiga quebrar por forte determinação e disciplina, essas sinapses podem ser reativadas sob o menor estímulo. Isso fica muito evidenciado no caso de vícios.

De qualquer forma, para aumentar suas chances de sucesso, tente mudar um hábito de cada vez. Estabeleça planos e repita o comportamento de forma que ele se torne instintivo e seja parte de você.

Seu destino está traçado na sua mente. A pergunta é: Você programou a sua mente a favor ou contra você? Até que você se conscientize da necessidade de criar um movimento interno para mudar os seus hábitos, seja no pensar, falar ou agir, seus padrões inconscientes determinarão o seu destino. Sabe o que tem de ruim nisso? Você nem vai se dar conta.

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*Fonte: osegred0 / Elaine Silveiras

Distimia: o peso constante da tristeza

Todas as pessoas se sentem desanimadas em alguns momentos da vida. É normal que, ocasionalmente, nos sintamos tristes. Vivemos algumas situações, muitas vezes, necessárias para reagirmos e buscarmos novos caminhos na nossa vida ou para superarmos acontecimentos desagradáveis.

Agora imagine que esse desânimo está presente na sua vida por mais de dois anos. Não é difícil perceber o desconforto que pode experimentar alguém que se sente assim. É o que acontece quando a distimia aparece. Continue lendo para saber mais sobre ela!

“Estou muito triste e me sinto mais infeliz do que posso dizer, e não sei até onde cheguei … Não sei o que fazer ou o que pensar, mas desejo sair deste lugar … Eu sinto tanta tristeza!”
– Vincent Van Gogh –

O que é distimia?

A distimia surge quando uma pessoa fica deprimida por pelo menos dois anos. A observação pode ser feita por aqueles que sofrem desse transtorno ou ser percebida pelas pessoas ao seu redor. Mas, embora possam ser semelhantes, distimia não é o mesmo que depressão.

Nestes casos, pelo menos durante os últimos dois anos, não houve um período superior a dois meses no qual a pessoa não tenha tido pelo menos dois dos seguintes sintomas: perda ou aumento do apetite, insônia ou sonolência excessiva, falta de energia ou fadiga, baixa autoestima, dificuldade de concentração ou para tomar decisões, ou sentimentos de angústia e desespero.

Como podemos notar, é possível que as pessoas com distimia não tenham tantos sintomas e talvez não sejam tão intensos como naquelas com depressão. No entanto, existe um outro problema: é muito persistente e dura mais tempo. As pessoas com distimia estão sempre tristes e se não houver um tratamento psicológico adequado, pode se tornar um transtorno depressivo mais grave.

“A melancolia é uma tristeza, um desejo sem qualquer dor, parecido com a tristeza, da mesma forma que a névoa se assemelha à chuva”.
– Henry Wadsworth Longfellow –

Além disso, podem ocorrer outras psicopatologias e a terapia é necessária porque a distimia gera muita angústia no doente. Como resultado de tudo isso, a qualidade de vida dessas pessoas fica prejudicada, influenciando o seu sofrimento psicológico em diversas áreas de forma significativa.

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Com tudo o que dissemos até agora, você deve estar se perguntando… Distimia não é o mesmo que depressão? A resposta é não, embora seja verdade que elas tenham algumas características em comum, o que pode nos deixar confusos.

Na verdade, as pessoas com depressão também têm um humor deprimido na maior parte do dia e quase todos os dias. Isto também acontece na distimia, como o próprio doente ou as pessoas que convivem com ele podem perceber. A diferença é que para caracterizar uma depressão os sintomas devem persistir por pelo menos duas semanas, e na distimia devem estar presentes durante dois anos ou mais.

“E nessa hesitação entre coragem e agonia, cheio de dores que apenas suporto, você não ouve as gotas da minha tristeza caírem?”
– Ruben Dario –

Outros sintomas comuns seriam os problemas do sono, aumento ou perda de apetite (embora na depressão possa haver uma variação significativa de peso sem uma dieta especial para isso), fadiga (na depressão é uma perda persistente de energia) e dificuldade de concentração ou de tomar decisões (acompanhada por uma diminuição persistente na capacidade de pensar).

Como podemos ver, nas semelhanças existem algumas nuances que criam as diferenças. É preciso acrescentar que na depressão é notável a perda ou diminuição de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades da pessoa. Isto acontece todos os dias durante a maior parte do tempo. Mas, ainda há mais.

Também aparecem outros sintomas como a agitação ou retardo psicomotor, sentimentos de inutilidade ou culpa excessivos ou inadequados, pensamentos e ideias recorrentes de morte ou suicídio e, tentativas e planos para realizá-los. Tudo isso não vemos na distimia, somente na depressão. O que é comum em ambos os casos é o desgaste e o desconforto que causam naqueles que sofrem, o que destaca a necessidade de buscar ajuda para sair dessa situação.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Vídeo resume as mentiras que se escondem por trás do que postamos nas redes sociais

Que a maioria das postagens que vemos nas redes sociais não é a realidade do que as pessoas vivem todos sabemos. Mas se todos sabemos, por que continuamos a encenar a preferência por uma vida que não é real? Por que a vida real não é a campeã de likes? Por que não tentamos de fato viver a vida que queremos então? Você está vivendo uma Insta Lie, ou uma mentira no Instagram?

 

 

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*Fonte: hypeness

Pessoas que gostam de ficar sozinhas são as mais inteligentes e leais que você pode conhecer

Na verdade, a inteligência os torna capazes de viver contentes mesmo na solidão. Estou cansada de escutar toda aquela conversa negativa sobre pessoas que gostam de passar um tempo sozinhas. Que elas são doentes, estranhas ou más companhias. Carregamos um estigma só porque gostamos de passar mais tempo sozinhos do que com outras pessoas, e isso não é justo.

 

Não tem nada de errado em gostar de ficar sozinho:

Você está errado se pensa que tem alguma coisa de errado com pessoas que gostam de ficar sozinhas, e isso não é apenas a minha opinião, é um fato! Primeiro quero deixar claro que não estou atacando ninguém, só estou defendendo uma parcela da população que vem sendo intimidada há muito tempo. Gostaria que você conhecesse um pouco mais sobre essas pessoas.

 

Existem dois tipos de pessoas que gostam de ficar sozinhas:

As pessoas que gostam de ficar sozinhas nem sempre são introvertidas, na verdade algumas são bem extrovertidas e têm uma grande habilidade em fazer amigos, socializar e receber atenção. Sim! Elas também têm amigos! Pessoas que gostam de ficar sozinhas podem fazer grandes amigos, já que escolhem com cuidado suas amizades, também podem ter um grupo seleto de amigos em quem confiam.

Geralmente amam aprender mais sobre si mesmos e sobre a vida, gostam de conversas interessantes e não têm muita paciência para conversas fiadas, e isso não significa que sejam egoístas. Também há aqueles que são mais introvertidos, esses geralmente não gostam de multidões, sentem-se mais seguros quando estão sozinhos, e preferem um animal como companhia. Isso não significa que eles não dão a mínima para os outros, apenas que têm um jeito singular de interagir com o mundo. São pessoas inteligentes e socializam através de redes sociais ou grupos na internet, ir a um evento ou a show é simplesmente devastador para a sua paz de espírito, por isso eles preferem ficar sozinhos.

 

Muitas pessoas acham que não é saudável passar tanto tempo sozinho:

Elas acham que as pessoas que passam muito tempo sozinhas têm depressão ou ansiedade. Eu as entendo, pois já experienciei um ataque de pânico quando fui a um parque de diversões quando era mais jovem. Isso ocorre porque os introvertidos sentem-se sobrecarregados quando são expostos a muitos estímulos ao mesmo tempo. Não há nada de errado em passar um tempo sozinho, essas pessoas geralmente têm muito autoconhecimento e sabem bem do que gostam.

Ufa!
Espero que isso ajude tanto a você quanto a mim, para ser honesta, existem muitas outras razões pelas quais alguém escolhe passar mais tempo sozinho. Pode ser pelo desejo de mais privacidade ou até mesmo como resultado de não ter tantos amigos, mas gostar de ficar sozinho não é a mesma coisa que se sentir sozinho. Eu, por exemplo, passei um ano inteiro como mãe solteira por causa da custódia dos meus filhos. Eu sentia saudade dos meus filhos quando eles estavam longe, mas não porque estava sozinha. Nas semanas em que eu fiquei sozinha, eu me encontrei. Isto foi de valor inestimável para mim, pois descobri que não precisava de ninguém para me dizer quem eu sou ou como devo interagir com os outros. Passei um tempo comigo mesma e encontrei uma base sólida sobre a qual construí minha vida e abracei quem eu sou verdadeiramente.

As pessoas que gostam de ficar sozinhas são algumas das pessoas mais intelectuais e leais que você pode encontrar. Essas pessoas se conhecem muito bem e sabem do que são capazes, constroem a vida em cima do conhecimento e da solidão, não são intimidadas quando se trata de conhecimento, só têm um jeito diferente de ser, é melhor respeitarmos as diferenças, pois é aí que mora a verdadeira inteligência e lealdade.

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*Fonte: resilienciamag
HigherPerspective traduzido e adaptado por Psiconlinews

 

23 das mais magníficas sensações de nossa existência. Confira se já as sentiu!

As pessoas vivem e sentem suas experiências de forma particular e única. Entretanto, existem algumas sensações que pensamos ser praticamente uma unanimidade entre as mais agradáveis e/ou necessárias.

É claro que a maneira como as coisas acontecem é diferente em outras culturas, mas pensando aqui, nesse nosso mundinho mais próximo, penso que a descrição oferecida pela jornalista Elizabeth Costa, e escrita por motivo da proximidade de seu aniversário, vai ao encontro de muito o que nós todos pensamos.

Das 26 sensações listadas pela autora reproduzimos, abaixo, as 23 que consideramos mais marcantes. Obrigada Elisabeth por tornar esse material lindo algo público!

1. A sensação de viajar para um lugar novo.
Poucas coisas são mais emocionantes que explorar territórios desconhecidos, seja em outro país ou na sua própria cidade. A ciência confirma: pesquisas mostram que as pessoas são mais felizes quando gastam dinheiro com experiências do que com bens materiais.

2. A sensação de rir até a barriga doer.
É o melhor tipo de barato. O riso é realmente o melhor remédio. Estudos sugerem que ele pode melhorar seu sistema imunológico, reduzir a pressão arterial e, sim, aumentar seus níveis de felicidade.

3. A sensação ao ouvir “eu te amo”.
Não importa se quem disse foi seu par, seus pais ou seu melhor amigo: o amor é uma experiência que une biologicamente mente e corpo. É a sensação realmente universal.

4. A sensação de fazer uma gentileza aleatória.

Colocar um sorriso no rosto de alguém pode ter impacto sobre o seu nível de felicidade. Sem falar que você também está fazendo o mundo um lugar melhor.

5. A sensação de receber uma gentileza.
Mantenha o ciclo.

6. A sensação de falar o que realmente pensa.
Pesquisa sugerem que pensar demais pode não só gerar mais estresse mas também atrapalhar a execução de tarefas simples. Você tem todo o direito de expressar seus pensamentos e opiniões. Afirme-os claramente e com convicção.

7. A sensação quando alguém te entende.

O resultado é que você se torna uma pessoa muito melhor: um estudo de 2011 mostrou que estar junto do seu melhor amigo ajuda a reduzir o estresse.

8. A sensação de se apreciar a si mesmo.
Pesquisas mostram que a autoaceitação é a chave para uma vida mais feliz, mas o hábito que as pessoas menos cultivam.

9. A sensação de um coração partido.
É impossível passar a vida inteira tendo apenas sensações agradáveis. Ela também é feita de fases difíceis, incluindo a dor do coração. Mas são nestes momentos que mais aprendemos sobre nós mesmos.

10. A sensação de relaxamento total.
A estafa é real, e a melhor maneira de combatê-la é separar um tempo para apenas ser.
Relaxar não é bom somente para a sua saúde física e mental, é simplesmente uma delícia.

11. A sensação de acordar depois de uma ótima noite de sono.
Dormir é para os fortes. Acordar descansado te ajuda a enfrentar o dia com entusiasmo (sem falar que faz bem para a saúde. Ninguém acorda exausto dizendo: “Me sinto espetacular!”

12. A sensação de curtir intensamente o momento.

Aquele show incrível. Uma conversa com um amigo. Brincar com seus filhos no playground. Permitir-se viver no aqui e agora. Estar presente tem muito poder.

13. A sensação de transformar um lugar novo em um lar.
Pesquisadores há muito estudam a saudade de casa. Segundo eles, trata-se de uma forma de ansiedade. Como relata a CNN, o fenômeno se explica “pela nossa necessidade instintiva de amor, proteção e segurança – sensações normalmente associadas ao lar”.

Portanto, quando você de adaptar a um novo ambiente, aquela ânsia pelo que é família se dissipa porque sua nova casa é o que é familiar – e isso é uma forma excepcional de crescimento.

14. A sensação de fracasso.
A vida não é escrita a lápis. Você não vive se cometer erros que não podem ser corrigidos. O que importa é como você muda depois deles. Isso constrói o caráter e te ajuda a ter sucesso.

15. A sensação depois de uma sessão de exercícios.
Não tente brigar com a ciência: as endorfinas são reais. Você fica mais feliz depois de se exercitar.

16. A sensação da raiva.
Conter a raiva não é necessariamente bom para seu bem-estar.

Às vezes é um alerta. Isso não significa que você tenha de dar porrada em quem te contrariou, mas talvez seja um sinal para reavaliar as circunstâncias (e a pessoa) que te fizeram sentir-se assim.

17. A sensação de fazer uma nova amizade.
Essa ligação não está só na sua cabeça. Estudos mostram que conexões sociais ativam o centro de recompensas do cérebro.

18. A sensação do sucesso.
Não importa se ele é grande ou pequeno, você merece se sentir realizado. Um truque para atingir seus objetivos: coloque-os no papel. Pesquisas mostram que isso te ajuda a manter-se no caminho certo.

19. A sensação de aceitação.
Ser aceito é uma sensação muito importante. Isso não vale só para os outros, mas também para você (veja o item sobre a auto aceitação). Você é o seu maior fã.

20. A sensação de conseguir o emprego dos sonhos.
Os funcionários ficam mais felizes quando se envolvem com o trabalho. Você passa muitas horas por dia trabalhando e merece sentir-se satisfeito com seu emprego.

21. A sensação de validação.Não deixe que os outros confirmem que você realmente é. Suas opiniões são válidas. Seu trabalho é válido. E, sim, seus sentimentos são válidos.

22. A sensação de estar sozinho.Não confunda com solidão. Ficar sozinho faz bem. Passar um tempo na própria companhia é saudável para seu bem-estar mental. Você é incrível. Por que não ficar um tempo consigo mesmo?

23. A sensação da felicidade plena.Porque, acima de tudo, você merece sentir felicidade.

 

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*Fonte: contioutra

20 hábitos das pessoas autênticas

Você se acha uma pessoa autêntica? Aqui está o que você precisa fazer para se tornar uma

Encontrar alguém que vive sua vida fiel a si mesmo é algo realmente raro. É preciso ter coragem e autoconfiança para ser quem você realmente é, apesar das opiniões e reações de terceiros.

 

Se você está pronto para mostrar ao mundo o seu verdadeiro eu, aqui estão 20 coisas que as pessoas autênticas fazem de forma diferente.

 

1. Elas não têm medo de expressar suas opiniões, mesmo que essas opiniões sejam diferentes das opiniões da maioria.

2. Eles nunca aplicam um conselho dado sem consultar seu guia anterior.

3.Eles são movidos à ação pelo motor interno, ao invés de gatilhos externos.

4. Eles são orgulhosos pelas suas características únicas que os fazem se destacar na multidão.

5. Eles têm rituais diários exclusivos, como fazer o café de forma especial ou meditar à luz de velas antes de ir pra cama.

6. Eles permitem que os seus amigos e as pessoas se reúnam para mostrarem seu verdadeiro eu.

7. Eles procuram por conversas de profundidade, e não para fofocas ou notícias sem sentido.

8. Eles estão felizes em suas empresas e são grandes amigos de seus próprios egos.

9. Eles valorizam as experiências e as coisas.

10. Eles tiram o máximo proveito das situações em que se encontram, seja ela boa ou ruim.

11. Eles não julgam os outros, porque eles olham além das aparências.

12. Eles falam menos porque economizam energia para coisas que importam.

13. Eles ouvem atentamente, porque são fascinados por explorar as outras pessoas.

14. Eles não se queixam, pois assumem todas as responsabilidades por suas vidas.

15. Eles têm autoestima elevada e parecem confiantes, porque não têm nada a esconder.

16. Eles não ficam chateados quando alguém não gosta deles. Eles permitem que outras pessoas tenham suas próprias opiniões.

17. Eles veem beleza e perfeição em coisas que outras pessoas descartam

18. Eles tentam apoiar os outros e desejam sinceramente que as outras pessoas cresçam.

19. Eles não se importam com críticas e pessoas mal intencionadas.

20. Eles veem a unidade e a interligação de toda a vida, e escuta a sinfonia harmoniosa em todas as situações da vida.

 

*Este artigo foi adaptado do original, “20 Habits of Highly Authentic People”, doMindBodyGreen.

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*Fonte: jornaldoempreendedor

Contardo Calligaris: não devemos buscar a felicidade

Considerando a tendência de pensadores como Gilles Lipovetsky Eduardo Giannetti, que ministraram conferência no Fronteiras do Pensamento 2017, reflexões sobre o culto à felicidade são sempre pertinentes, pois dizem respeito à vida de todos nós.

O filósofo francês e Contardo Calligaris, psicanalista italiano, têm muitos pontos em comum ao pensar o ideal de felicidade nos tempos atuais: a busca por realização no consumo, o constante surgimento de novos desejos – tão logo os desejos anteriores são atendidos – e a consequente frustração e sentimento de vazio, quando constatamos que nossos objetos de desejo não nos tornaram mais felizes.

Em entrevista concedida à revista Claudia, Calligaris se aprofunda, trazendo sua visão como doutor em psicologia clínica e psicanalista, na importância de vivermos integralmente – o que inclui vivenciar os sentimentos negativos. O italiano, hoje residente no Brasil, fala sobre a necessidade de se construir uma vida interessante, pela qual tenhamos apreço de fato, e não projetar nossa busca por motivação e significado naquilo que não possuímos.

Contardo Calligaris foi conferencista da edição especial do Fronteiras do Pensamento em Salvador, em 2015.
Confira a entrevista na íntegra, abaixo.

 

O que é felicidade hoje?

Não gosto muito da palavra felicidade, para dizer a verdade. Acho que é, inclusive, uma ilusão mercadológica. O que a gente pode estudar são as condições do bem-estar. A sensação de competência no exercício do trabalho, já se sabe, é a maior fonte de bem-estar, mais que a remuneração. Nós temos um ideal de felicidade um pouco ridículo.

Um exemplo é a fala do churrasco. Você pega um táxi domingo ao meio-dia para ir ao escritório e o taxista diz: “Ah, estamos aqui trabalhando, mas legal seria estar num churrasco tomando cerveja”. Talvez você ou o taxista sofram de úlcera, e não haveria prazer em tomar cerveja. Nem em comer picanha.

Mesmo que não vissem problema, pode ser que detestassem as pessoas lá e não se divertissem. Em geral, somos péssimos em matéria de prazer. Por exemplo, estamos sempre lamentando que nossos filhos seriam uma geração hedonista, dedicada a prazeres imediatos, quando, de fato, vivemos numa civilização muito pouco hedonista. Por isso, nos queixamos de excessos e nos permitimos prazeres medíocres ou muito discretos.

Mas continuamos acreditando que ser feliz é ter esses prazeres que não nos permitimos. E agora?

Ligamos felicidade à satisfação de desejos, o que é totalmente antinômico com o próprio funcionamento da nossa cultura, fundada na insatisfação. Nenhum objeto pode nos satisfazer plenamente.

O fato de que você pode desejar muito um homem, uma mulher, um carro, um relógio, uma joia ou uma viagem não tem relevância. No dia em que você tiver aquele homem, aquela mulher, aquele carro, aquele relógio, aquela joia ou aquela viagem, se dará conta de que está na hora de desejar outra coisa. Esse mecanismo sustenta ao mesmo tempo um sistema econômico, o capitalismo moderno, e o nosso desejo, que não se esgota nunca. Então, costumo dizer que não quero ser feliz.. Quero é ter uma vida interessante.

Mas isso inclui os pequenos prazeres?

Inclui pequenos prazeres, mas também grandes dores. Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.

O que adianta garantir uma vida longa se não for para vivê-la de verdade? É isso que temos de nos perguntar?

Quem descreveu isso bem foi (o escritor italiano) Dino Buzatti, no romance O Deserto dos Tártaros. Conta a história de um militar que passa a vida inteira em um posto avançado diante do deserto na expectativa de defender o país contra a invasão dos tártaros, que nunca chegam. Mas tem um lado simpático na ideologia do preparo. É que está subentendida a ideia de que um dia a pessoa viverá uma grande aventura. Mas o que acontece, em geral, é que a preparação é a única coisa a que a gente se autoriza.

Então, pelo menos há um desejo de viver uma aventura?

Mas os sonhos estão pequenos. A noção de felicidade hoje é um emprego seguro, um futuro tranquilo, saúde e, como diz a música dos aniversários, muitos anos de vida. Acho estranho quando vejo alguém de 18 anos que, ao fazer a escolha profissional, leva em conta o mercado de trabalho, as oportunidades, o dinheiro… Isso nem passaria pela cabeça de um jovem dos anos 1960.

A julgar pela quantidade de fotos colocadas nas redes sociais de pessoas sorridentes, elas têm aproveitado a vida e se sentem felizes. Ou, como você aborda em uma crônica, hoje mais importante do que ser é parecer feliz?

O perfil é a sua apresentação para o mundo, o que implica um certo trabalho de falsificação da sua imagem e até autoimagem. Nas redes sociais, a felicidade dá status. Mas esse fenômeno é anterior ao Facebook. Se você olhar as fotografias de família do final do século 19, início do 20, todo mundo colocava a melhor roupa e posava seriíssimo. Ninguém estava lá para mostrar que era feliz. Ao contrário, era um momento solene. É a partir da câmera fotográfica portátil que aparecem as fotos das férias felizes, com todo mundo sempre sorridente.

E a gente olha para elas e pensa: “Eu era feliz e não sabia”.

Não gosto dessa frase porque contém uma cota de lamentação. E acho que a gente nunca deveria lamentar nada, em particular as próprias decisões. Acredito que, no fundo, a gente quase sempre toma a única decisão que poderia tomar naquelas circunstâncias. Então, não vale a pena lamentar o passado. Mas é verdade que existe isso.

As escolhas ao longo da vida geram insegurança e medo. Em relação a isso, você diz que há dois tipos de pessoa: os “maximizadores”, que querem ter certeza antes de que aquela é a opção certa, e a turma do “suficientemente bom”. O segundo grupo sofre menos?

Tem uma coisa interessante no “maximizador”: é como se ele acreditasse que existe o objeto mais adequado de todos, aquele que é perfeito. Mas é claro que não existe.

A busca da perfeição não gera frustração, pois sempre haverá algo que a gente perdeu?

Freud dizia que o único objeto verdadeiramente insubstituível para a gente é o perdido. E não é que foi perdido porque caiu do bolso. Ele fala daquilo que nunca tivemos. Então, faz sentido que nossa relação com o desejo seja esta: imaginamos existir algo que nunca tivemos, mas que teria nos satisfeito totalmente. Só não sabemos o que é.

Como nos livrar desse sentimento?

Temos de tornar cada uma de nossas escolhas interessante. Isso só é possível quando temos simpatia pela vida e pelos outros – o que parece básico, mas não é no mundo de hoje. Não por acaso, o grande espantalho do nosso século é a depressão. A falta de interesse pelo mundo e pelos outros é o que pode nos acontecer de pior.

Complica ainda mais o fato de, como você já abordou, enfrentarmos um dilema eterno: desejamos a estabilidade e também a aventura. Então, entramos em uma relação ou um emprego, mas sofremos porque nos sentimos presos e achamos que estamos deixando de viver grandes aventuras. Isso tem solução?

Não sei se tem solução. A gente vive mesmo eternamente nesse conflito. Agora, como cada um o administra é outra história. Pode-se optar por uma espécie de inércia constante, que será sempre acompanhada da sensação de que você está realmente desperdiçando seu tempo e sua vida, porque toda a aventura está acontecendo lá fora e, a cada instante, você está perdendo os cavalos encilhados que passam e não passarão nunca mais. Viver dessa maneira não é uma das opções. Mas você pode também, em vez disso, permitir se perder.

Permitir se perder no sentido de transformar a vida em uma eterna aventura?

Mas também nesse caso você terá coisas a lamentar. Eu, pessoalmente, fui mais por esse caminho. Mas o preço foi muito alto. Por exemplo, eu não estive presente na morte de nenhum dos meus entes próximos, porque morava em outro país e sempre chegava atrasado, no avião do dia seguinte. Hoje, por sorte, meu filho – que é grande, tem 30 anos – vive perto de mim. Por acaso, ele decidiu vir para o Brasil. Mas não o vi crescer realmente.

Para ser feliz, enfim, o segredo é não buscar a felicidade?

Isso eu acho uma excelente ideia. A felicidade, em si, é realmente uma preocupação desnecessária. Se meu filho dissesse “quero ser feliz”, eu me preocuparia seriamente.

Preferia que dissesse o quê?

Só gostaria que ele me dissesse: “Estou a fim de…” A partir disso, qualquer coisa é válida. O que angustia é ver falta de desejo nas pessoas, em particular nos jovens. Agora, se ele está a fim de algo, mesmo que isso pareça muito distante do campo do possível dentro da vida que leva, eu acho ótimo.

 

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*Fonte: fronteiras

Porque é a desculpa que você inventa, que te limita!

Quais desculpas você inventa para si que te impedem de viver os teus sonhos?

Não se preocupe, você não é o único! Todos somos especialistas em encontrar obstáculos para deixar de trilhar o caminho da realização e da felicidade.

Temos medo … e como defesa, encontramos diversas justificativas para nos mantermos exatamente na situação em que nos encontramos.

Pelo menos, nesta situação, já sabemos exatamente quais as dores que sentimos e, por isso, permanecemos nela … esta dor já é uma antiga conhecida e há tempos a suportamos! Então, não precisamos encarar o desconhecido e permanecemos na dor … arriscar para que?

Acontece que esquecemos que o nosso propósito maior é a evolução, pense na história da humanidade! Então, o movimento faz parte de nossa vida … nada é permanente!

Leia mais: TESTE: Como Você Toma Decisões?

Se você não decidir, “a vida acaba decidindo por você” e, muitas vezes, acabará direcionado para situações indesejadas. Aí, só restará aquela velha e antiga frase: “Não sei porque isso está acontecendo comigo.” Continuará culpando todas as circunstâncias à sua volta e perpetuará ainda mais o sofrimento!

Ao invés de culpar o mundo por suas frustrações, encare as suas próprias limitações com CORAGEM e VERDADE!

O que te impede? Anda doente? Melhore a sua saúde emocional que, certamente, impactará a sua saúde física. Está limitado por falta de dinheiro? Encontre novos caminhos para que a prosperidade entre em sua vida. Dificuldades nos relacionamentos? Perdoe e releve mais, critique menos e abrirá as portas para a harmonia entrar em suas relações.

Liberte-se de todo o passado que te aprisiona … escreva um novo capítulo na história da sua vida! Silencie e encontrará dentro as respostas que tanto busca lá fora!

Leia mais: Acredite: você pode mudar!

Mude o que necessita de mudança! Tenha autocompaixão e erga a cabeça … CORAGEM!

Os resultados que obtém em sua vida não mudarão se você continuar alimentando os hábitos de sempre! É A SUA VIDA … só você tem o poder de transformá-la … ninguém mais!

Você pode e deve brilhar muito mais!

 

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*Fonte: fansdapsicanálise

Não transfira a seus pais o peso de suas expectativas

Por muito tempo ouvi de minha mãe que eu deveria ser forte. Ainda pequena, recebia como resposta aos meus lamentos um sonoro “erga a cabeça e não faça drama”. Não que faltasse afeto. Mas sobrava firmeza na condução de uma criação mais focada em me preparar para o mundo do que em me proteger dele. Enquanto eu via o choro como instrumento de barganha para meus desejos, ela me mostrava que nem sempre a vida me ofertaria colo e lenços de papel. O exemplo extrapolava o discurso. Cresci observando a forma como ela aguentava trancos e barrancos com altivez, enfrentando com coragem situações para mim assustadoras. Era confortável ter uma heroína dentro de casa. Mas também um problema, à medida que passei a esperar dela nada menos que a perfeição.

Quando somos crianças, temos licença para eleger a fantasia como fio condutor para nossos anseios. Somos autorizados (e estimulados) a suavizar a realidade com subterfúgios lúdicos. Natural que seja assim… e compreensível que enxerguemos como heróis quem viabiliza nosso dia-a-dia com cuidado, nos blindando das ameaças externas. A armadilha acontece quando crescemos e não nos desvencilhamos da ideia infantil de que nossos pais são infalíveis. Paralelamente à admiração, passamos a projetar sobre eles nossas vulnerabilidades. Exigimos que sejam abrigo para nossas fraquezas. E geralmente são. Mas, ainda assim, torcemos o nariz para o primeiro sinal de cansaço. Criticamos quando dizem “não” ou priorizam a si mesmos. Ignoramos as feridas que possuem e precisam resolver antes das nossas. Estranhamos quando falham na missão de serem esteio para nosso caos, porque permanecemos apegados à concepção de que estarão sempre aptos a contemplar nossas expectativas.

Imagino que não deva ser fácil arcar com tamanha demanda, por mais que haja amor e disposição. Sustentar sobre os ombros o peso de ser invencível não é tarefa simples. Sobretudo quando todos os padrões e convenções sociais alimentam esse ciclo de esforço seguido de culpa fazendo o muito não parecer suficiente. Estipula-se que pais são muralhas que não racham. Não percebemos como é cruel delegarmos a alguém de carne e osso a incumbência de honrar o pedestal em que foi colocado. Desde a primeira febre da infância, passando pelas crises existenciais da adolescência e perrengues da vida adulta, carregam as dores do filho em acúmulo com a própria. Em uma lógica distorcida, achamos comum que deem conta do recado (obrigação) e condenamos quando titubeiam (vacilo).

Ainda não sou mãe. Dizem que quando deixamos o papel de filho para assumir o de provedor, ao entendermos melhor o “lado de lá”, amenizamos nosso general julgador que cobra demais de quem também precisa de apoio. É como se flexibilizássemos um pouco as rédeas dessa relação tão nobre mas tantas vezes impiedosa. Nos esquecemos que por baixo da capa dos nossos heróis, existem fragilidades que precisam de curativo — muitas, inclusive, deixadas pelos pais deles que, igualmente humanos, não foram impecáveis na complexa lida que rege a formação de um filho. No afã de que quem nos deu a vida seja eterno reduto para nossos medos e alicerce para nossos percalços, desconsideramos as angústias e inseguranças que eventualmente os travam. Acredito em heróis. Mas acredito, acima de tudo, que um olhar complacente para as derrapadas daqueles que cobramos extrema retidão, pode ser mais importante que qualquer super poder.

 

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*Fonte: revistabula / Larissa Bittar

A arte japonesa da aceitação: como abraçar a vulnerabilidade

Para os japoneses, sentir-se desprovido de tudo em determinado momento da vida pode implicar dar um passo em direção à luz de um conhecimento incrível. Assumir a própria vulnerabilidade é uma forma de coragem e o mecanismo que inicia a saudável arte da resiliência, para não perder nunca o ponto de vista ou a vontade de viver.

No Japão, existe uma expressão que começou a ser usada com frequência após os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki. Esta expressão de alguma forma voltou a adquirir um alcance notável após o desastre do tsunami de 11 de março de 2011. “Shikata ga nai” significa “não tem solução, não existe alternativa ou não há nada a fazer”.

Longe de compreender esta expressão do ponto de vista derrotista, submisso ou negativo como qualquer ocidental faria, os nipônicos se nutrem dela para entendê-la de uma forma mais útil, mais digna e ampla. Nestes casos de injustiça existencial, a ira e a fúria não servem para nada. Também não serve a resistência ao sofrimento onde a gente fica eternamente cativo de um pensamento como “por que eu ou por que aconteceu tamanha desgraça”.

 

A aceitação é o primeiro passo para a libertação.
A gente nunca poderá se desfazer totalmente da pena e da dor, é evidente, mas aceitando o acontecido permitiremos a nós mesmos continuar avançando retomando uma coisa fundamental: a vontade de viver.

 

“Shikata ga nai” ou o poder da vulnerabilidade

 

Desde o terremoto de 2011 e o posterior desastre nuclear na central de Fukushima, muitos são os jornalistas ocidentais que costumam viajar ao noroeste do Japão para descobrir como as marcas da tragédia persistem e como essa gente conseguiu pouco a pouco emergir do desastre. É fascinante entender como enfrentam a dor da perda e o impacto de se ver desprovidos do que até então havia sido a sua vida.

Contudo, e por mais curioso que pareça, os jornalistas que fazem esta longa viagem, levam de volta para seus países muito mais que uma reportagem. Algo além de testemunhos e fotografias impactantes. Levam consigo sabedoria de vida, voltam às ruínas dos seus mundos ocidentais com a clara sensação de serem diferentes por dentro. Um exemplo desta coragem existencial é revelada pelo senhor Sato Shigematsu, que perdeu sua esposa e filho no tsunami.

Todas as manhãs ele escreve um haiku. É um poema composto de três versos onde os japoneses fazem referência a cenas da natureza ou da vida cotidiana. O senhor Shigematsu encontra grande alívio neste tipo de rotina, e não hesita em mostrar aos jornalistas um destes haikus:

 

“Desprovido de bens, nu
Contudo, abençoado pela natureza
Acariciado pela brisa do verão que marca o seu início”.

 

Como explica este sobrevivente, e ao mesmo tempo vítima do tsunami de 2011, o valor de abraçar a sua vulnerabilidade todas as manhãs através de um haiku lhe permite se conectar melhor consigo mesmo para se renovar como a própria natureza. Entende também que a vida é incerta, às vezes implacável, cruel quando assim o deseja.

Contudo, aprender a aceitar o acontecido ou dizer para si mesmos “Shikata ga nai” (aceite-o, não há nada a fazer) lhe permite deixar de lado a angústia para se concentrar no necessário: reconstruir a sua vida, reconstruir a sua terra.
Nana koroki ya oki: se você cair sete vezes, levante-se oito

O ditado “Nana-Korobi, Ya-Oki” (se você cair sete vezes, levante-se oito) é um velho provérbio japonês que reflete esse modelo de resistência tão presente em praticamente todas as facetas da cultura nipônica. Esta essência de superação pode ser vista nos seus esportes, no seu modo de realizar negócios, de encarar a educação, ou mesmo em suas expressões artísticas.

“O guerreiro mais sábio e forte está armado do conhecimento da sua própria vulnerabilidade.”

Agora, cabe apontar que existem importantes nuances nesse sentido de resistência. Entendê-los será de grande valia e, por sua vez, nos permitirá nos aproximarmos de uma forma mais delicada e igualmente eficaz na hora de enfrentar a adversidade. Vejamos isto em detalhe.

As chaves da vulnerabilidade como forma de alcançar a resistência existencial

Segundo um artigo publicado no jornal “Japan Times”, praticar a arte da aceitação ou de “Shikata ga nai” provoca mudanças positivas no organismo da pessoa: a tensão arterial se equilibra e se reduz o impacto do estresse. Assumir a tragédia, entrar em contato com a própria vulnerabilidade presente e a própria dor, é uma forma de parar de lutar com o que já não pode ser mudado.

Depois do desastre do tsunami, a maioria dos sobreviventes que podiam cuidar de si mesmos começaram a ajudar-se entre si seguindo o lema “Ganbatte kudasai” (não se dê por vencido). Os japoneses entendem que para enfrentar uma crise ou um momento de grande adversidade, é preciso aceitar as próprias circunstâncias e ser útil tanto para si mesmo quanto para os outros.

Outro aspecto interessante para olhar é o seu conceito de calma e paciência. Os japoneses sabem que tudo tem o seu tempo. Ninguém pode se recuperar de um dia para o outro. A cura de uma mente e um coração leva tempo, muito tempo, assim como leva tempo erguer novamente um povo, uma cidade e um país inteiro.

É preciso, portanto, ser paciente, prudente, mas ao mesmo tempo, persistente. Porque não importa quantas vezes viermos a cair na vida por causa do destino, da sorte ou da sempre implacável natureza com seus desastres: a rendição nunca terá lugar nas nossas mentes. A humanidade sempre resiste e persiste, aprendamos então com esta sabedoria útil e interessante que a cultura nipônica nos presenteia.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Por que não vamos com a cara de algumas pessoas sem conhecê-las?

Existem certas pessoas cujos atos, ideologia ou aspecto nos causam uma imediata rejeição, embora não as conheçamos. Nesses casos, sua simples imagem pode gerar um sentimento de repulsa que, de algum modo, somos capazes de entender. Mas há ocasiões em que alguém nos cai mal e não podemos encontrar as razões. Não se trata de que seja alguém repulsivo: certamente cairá muito bem para muitas outras pessoas − mas não para nós. Nestes casos em que o sentimento próprio não corresponde à tônica geral, pensamos: o que faz com que as pessoas nos caiam bem ou mal à primeira vista? Fala-se muito das paixões e do amor à primeira vista, mas menos do fenômeno contrário. Como se explica isso de antipatizar logo de cara com alguém?

Segundo José Manuel Sánchez Sanz, diretor do Centro de Estudos de Coaching de Madri (Espanha), essa “flechada” negativa funciona como “um mecanismo de sobrevivência que nos põe em alerta diante de circunstâncias que nosso cérebro tem catalogadas como perigosas ou ameaçadoras”. Embora existam situações ou objetos universais que geram repúdio, cada um de nós tem seu próprio catálogo pessoal de aversões mais ou menos conscientes: “O rechaço será nossa resposta corporal para situações desagradáveis ou inquietantes”. Com a sensação ruim a respeito de alguém, “procuraremos evitar um dano físico ou psicológico posterior”.

No nível fisiológico, aludindo à teoria daquele que é considerado o pai do estudo da inteligência emocional, Daniel Goleman, a reação natural de alerta surgirá na amígdala cerebelosa, “uma região do cérebro responsável, em grande medida, pelos julgamentos rápidos que emitimos a respeito das pessoas”, explica Sandra Burgos, da 30k Coaching. “Qualquer emoção que nos leve a comportamentos viscerais está sendo administrada diretamente por essa glândula, por isso a resposta automática não é racional, e sim espontânea e instintiva”.

 

Quem essa pessoa me lembra?

“Há pessoas que sentem antipatia pelos chefes, e há quem tenha aversão às pessoas loiras ou altas, jovens ou que sempre sorriem. A lista é infinita”, afirma Sánchez Sanz. Mas por que será que alguém sobre quem não temos nenhuma informação pode nos parecer uma ameaça? “Em muitos casos, trata-se de sinais que a outra pessoa emite e evocam em nós lembranças de experiências ou de pessoas desagradáveis com as quais tivemos contato em outro momento de nossas vidas”, explica o pesquisador. Assim, um traço facial, um cheiro, um timbre de voz ou até mesmo um tique ao falar bastaria para fazer essa glândula reagir e disparar o alerta. O percurso de vida de cada um determinaria, então, quais estereótipos lemos em uma ou outra direção.

Da próxima vez que antipatizar com alguém à primeira vista, reflita sobre que parte de você seria bom mudar

Um dos detonantes mais claros da evocação é o cheiro. O olfato, segundo Teresa Baró, especialista em comunicação não verbal, é um dos sentidos mais desenvolvidos, mas menos levados em conta na hora de analisar sua influência em nosso comportamento: “É uma via de comunicação pela qual geramos sensações agradáveis ou desagradáveis”.

 

Aquilo que rejeitamos nos delata

Outro condicionante subjetivo é que as características visíveis dessa pessoa que nos cai mal sejam aquelas que rejeitamos de nós mesmos: “Boa parte do que evitamos energicamente no outro tem a ver com aspectos de nós mesmos dos quais não gostamos, embora não queiramos reconhecer”, revela Sánchez Sanz. Se isso ocorre mesmo sem que tenhamos certeza de que essas características odiadas estão presentes na outra pessoa, a explicação pode estar em um estudo da Wake Forest University, nos EUA. Segundo esse estudo, o ser humano tende a projetar nos outros alguns dos traços de sua personalidade.

Um dos detonantes mais claros é o cheiro: o olfato é um dos sentidos mais desenvolvidos, mas menos levados em conta

Assim, da próxima vez que antipatizar com alguém à primeira vista, reflita sobre que parte de você seria bom mudar. “As pessoas com autocontrole não deixam que a amígdala cerebelosa as domine, nem diante de alguém cujos sinais corporais, verbais ou estéticos provoquem nelas uma rejeição automática.”

O que nos transmitem sem falar

Além dos julgamentos iniciais ligados à experiência subjetiva, para alguns especialistas existem características pessoais (algumas modificáveis e outras não) que podem inclinar a balança para o rechaço ou a atração por alguém desconhecido. Autores como Paul Ekman, psicólogo pioneiro no estudo das emoções e de sua manifestação no rosto, consideram determinante a linguagem corporal: “Mesmo quando não dizemos nada verbalmente, continuamos comunicando, e podemos emitir sinais não verbais que gerem rejeição em outros”, recorda Sandra Burgos. Os pesquisadores consideram que há algumas posturas que podem causar má impressão em outras pessoas. Por exemplo, “aquelas indicadoras de uma atitude distante ou pouco afável, como cruzar os braços ou as pernas em direção contrária ao lugar onde nos encontramos”, assinala a diretora da 30k Coaching. A presença de microexpressões faciais de ira ou desprezo atua como um repulsivo natural, ao contrário do que ocorre com uma expressão amável ou de amizade.

Outro elemento que se deve levar em conta é se a pessoa combina ou não com o ambiente. Para Álvaro e Víctor Gorda, diretores do centro universitário Imagen Pública, no México, “uma imagem que destoe da que se espera de nós em uma determinada situação poderia causar rejeição por violar a norma implícita do evento ou situação”.

 

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*Fonte: elpais

Reclamar demais pode fazer mal para a saúde, diz estudo

Todos nós vivemos cercados por hábitos, que determinam ações cotidianas e também pensamentos. Grande parte das reclamações que fazemos ao longo do dia, por exemplo, fazem parte de um ecossistema de negatividade difícil de ser quebrado.

De acordo com o cientista e filósofo Steve Parton, do Psych Pedia, esses hábitos negativos reestruturam o cérebro, facilitando o surgimento de novos pensamentos ruins no futuro, de forma aleatória. Inclusive, reclamar demais pode até enfraquecer o sistema imunológico, provocando o aumento da pressão arterial.

Parton explica que as informações dentro do cérebro fluem de um neurônio para o outro através das sinapses. Estas, por sua vez, são separadas por um intervalo chamado fenda sináptica. Quando você tem um pensamento, um pulso elétrico sinaliza a sinapse para disparar uma reação através da fenda para a outra sinapse, formando uma ponte para o sinal elétrico.

“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses ficam mais juntas, diminuindo a distância que a carga elétrica tem que atravessar”, afirma Parton. Dessa forma, quanto mais você faz comentários ruins e reclamações, mais facilmente esses pensamentos serão repetidos pelo seu cérebro.

 

“Pela repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais as sinapses que representam essas inclinações negativas e, quando surgir o momento oportuno, o pensamento que surgirá primeiro será o que tem a menor distância para percorrer, o que irá criar uma ponte entre sinapses mais rápido”, explicou o cientista.

 

Além disso, a raiva e a frustração geradas pelas reclamações fazem o organismo liberar cortisol, o hormônio do estresse. O aumento do cortisol no organismo contribui para uma maior pressão arterial e colesterol, enfraquecimento do sistema imunológico e problemas de aprendizagem e memória, de acordo com Parton. Os efeitos do cortisol podem também contribuir para o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

O cientista também alerta que conviver com pessoas negativas e que reclamam muito pode ter um efeito ruim igualmente ruim na sua saúde. Isso acontece por causa da empatia, que mesmo inconscientemente nos faz compartilhar as emoções de nossos amigos, realizando sinapses semelhantes em nossos próprios cérebros.

 

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*Fonte: minhavida

Nossos filhos nos esquecerão?

“O tempo é um animal estranho. Se parece a um gato que deseja ser conquistado. Te olha sagaz e indiferente, vai embora quando tu suplicas que pare e para quando suplicas que se vá. Às vezes te morde quando demonstra carinho e te arranha quando o acaricia.

O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.

O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.

Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, e de repente, a intimidade da sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos fez um único corpo com o mesmo cheiro, acostumados a misturar nosso espírito e coragem, no mesmo espaço em que respirávamos.

O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o irregulável e curar o incurável.

Deixarão de me pedir ajuda, porque não mais crerão que eu possa salvá-los. Pararão de imitar-me porque não gostarão de parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que seguir…).

Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções, o acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se tiver sorte, algum deles me perdoará.

Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão, ainda que não queiram. As cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormem em silêncio.

Meus filhos se esqueceram que os amamentei, e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse. Que lhe dei de comer, os consolei e levantei-os depois de cair. Esqueceram que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esqueceram, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer ESQUECER”.

Autora desconhecida

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*Fonte: portalraizes

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

 

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

 

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

 

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

 

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

 

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*Fonte: resilienciamag / por Isabel Cristina Gonçalves

A incrível geração das mulheres chatas

Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes. Uma ova.

E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.

Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.

Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego – porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.

Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.

Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda.

Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.

Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual.

Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher – que de nova não tem nada – quer, não sobra um na face da terra que baste.

Inteligente. Óbvio. Antenado. Com certeza. Remediado. Tem remédio? Fodão. O tempo todo. Bem humorado. É o mínimo. Frágil. Nem pensar. Imaturo. Socorro. Machista. Deus me livre. Glúten free. Pra quê? Fiel. Possível. Rico. Com a graça de deus. Comprometido. Por que não?

Esqueça.

Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.

Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.

Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa. Eu, você, o Arthur, o Marco, o Fernando, o Rodrigo, o João, a Cris, a Camila.

Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.

Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata.

Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo.

 

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*Fonte: resilienciamag

 

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

Pediatra acredita que é preciso cuidado para que o mundo digital não leve embora experiências significativas que tem impacto no desenvolvimento das crianças

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.
Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

 

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Quando pensar em desistir, leia isto…

Quando você pensar em desistir, olhe para o lado que realmente importa, o lado de dentro, e então se pergunte qual é a sua razão maior, o seu porquê, o motivo que te fará mais forte e mais capaz do que qualquer porém. Do que qualquer pesar. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa deles, olhe para eles, e se pergunte quando foi que você deixou de ser importante para si mesmo, quando foi que a imagem refletida do outro lado do espelho deixou de ser a sua, quando foi que opiniões, críticas e julgamentos de quem nunca realmente parou para te olhar de verdade invadiram a sua vida e domaram as suas escolhas dessa maneira. E então deixe ir o peso do outro. Foque no que te fortalece. Mire no que te faz leve. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa das circunstâncias, se pergunte qual é o propósito de tudo, da onde vem o aprendizado, o grande legado, o motivo que te fará agradecer mesmo quando a tristeza vier. E então se concentre no lado bom de todas as coisas, na sabedoria do universo, na certeza de que amanhã é sempre outro dia e que não há sofrimento ou dificuldade que dure para sempre. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa de si mesmo, se pergunte quem é você e qual é a sua missão nesse mundo. E então avalie se o desistir tem a ver com ser forte, sábio e consciente (porque às vezes desistir exige mesmo uma coragem imensa) ou se é só uma maneira covarde de fugir da batalha antes mesmo da luta. E se for por falta de tentativa, e se for por medos e receios de não ser capaz, encontre dentro de si mesmo a força que te move a levantar da cama todos os dias. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa do tempo, se pergunte o que realmente importa na vida: a direção ou a velocidade. E então comece a olhar para todas as coisas com a curiosidade e a aventura da criança e a sabedoria e a experiência do idoso. Do tempo passado, pegue o que te faz melhor, inspire-se no que te faz sorrir, orgulhe-se das cicatrizes, colecione histórias, mas siga em frente. Do presente nasce o recomeço. E o tempo nos ensina que nunca é tarde demais. Agarre-se na infinidade do agora, seja presente de corpo, alma e coração. Faça sempre o seu melhor. Seja sempre o seu melhor. Não dê demasiada importância a um futuro que você nem sabe se vai chegar. Vista o seu melhor sorriso, confie na força da sua intuição. Arregace as mangas. Tire o sapato. Deixe o vento bater no rosto. Deixe despentear.

E vai.

Quando você pensar em desistir, quando o barco virar e o mar estiver revolto demais, quando a única alternativa que restar de tudo isso for lutar ou morrer, agarre-se na sua fé, acredite no seu milagre, pule nas águas. E nade.

Quando você pensar em desistir, justamente porque não sabe nadar, olhe para o mundo com gana de herói, com olhos de quem desafia o impossível e faz valer a pena cada segundo da vida.

E pula na água.

Pula na água.

Quando a gente não sabe o que fazer, a gente aprende.

 

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*Fonte: osegredo/ Ana Paula Ramos

 

Com o tempo, aprendi a evitar as discussões que não têm sentido

Talvez seja a maturidade, os anos, ou mesmo a resignação, mas sempre chega a hora em que percebemos que há discussões que já não valem a pena. É então que preferimos optar por esse silêncio que cala e sorri, mas que nunca outorga, esse que compreende, por fim, que de nada serve dar explicações a quem não deseja entender.

Agora, apesar de com frequência ouvirmos que discutir é uma arte onde todos têm a palavra, mas muito poucos o juízo, este é um problema que vai mais além. Às vezes, as discussões são como uma partitura de música que está desafinada, onde nem sempre se escuta e onde todos desejam ter a razão ou a voz principal. Às vezes é uma prática muito desgastante.

    Existem discussões que antes de começar já são batalhas perdidas. Talvez sejam os anos ou simplesmente o cansaço, mas há coisas das quais eu já não tenho mais vontade de falar…

Aspectos da psicologia e da filosofia nos ensinaram por muito tempo certas estratégias para sair com leveza de qualquer discussão. Bons argumentos, o uso de métodos heurísticos (métodos para aumentar o conhecimento) ou uma boa gestão emocional seriam sem dúvida alguns exemplos disto, mas… E se o que procuramos é não começar certas discussões que já damos por perdidas desde o início?

Discussões e discursos que já não têm importância para nós

A maturidade não depende de idade, mas sim de alcançar uma etapa pessoal onde já não desejamos enganar a nós mesmos, onde lutamos por um equilíbrio interior, onde queremos cuidar das nossas palavras, respeitar o que ouvimos e meditar cada aspecto que optamos por calar. É então que somos conscientes de quais aspectos merecem o esforço e quais merecem distância.

É possível, por exemplo, que a relação com um familiar próximo fosse complexa alguns anos atrás, a ponto de que manter uma simples conversa era como cair de paraquedas no abismo da tensão, das discussões e dos maus-tratos. Agora, contudo, isso tudo mudou, e não porque a nossa relação tenha melhorado, mas sim porque existe a aceitação das nossas diferenças. Optamos por um silêncio que não outorga, nem se deixa vencer, mas que se respeita.

Eran Halperin é um psicólogo israelense especialista em discussões e resolução de conflitos no âmbito político, cujas teorias podem perfeitamente ser aplicadas no âmbito cotidiano. Segundo ele mesmo explica, as discussões mais complexas e fervorosas têm a “ameaça” como um fator psicológico, a sensação de que alguém pretende vulnerar nossos princípios ou essência.

Amadurecer também é dispor de certa confiança interior para considerar que determinadas pessoas e seus argumentos já não são uma ameaça para nós. Quem antes nos tirava do sério com suas palavras, agora já não provoca medo nem ofensa. O respeito, a aceitação do outro e essa autoestima que nos protege são nossos melhores aliados.

 

A arte de discutir com inteligência

Já sabemos que existem discussões pelas quais não pretendemos perder a calma, nem a energia. Contudo, também entendemos que a vida é uma constante negociação para poder viver em harmonia, para manter um relacionamento amoroso, para alcançar os objetivos no  trabalho, e inclusive, por que não, chegar a acordos com nossos próprios filhos. As discussões não estão, portanto, isentas em nenhum desses âmbitos.

A arte de discutir de forma inteligente e sem efeitos colaterais requer não apenas uma estratégia habilidosa, mas também uma certa gestão emocional que todos deveríamos saber aplicar em nosso próprio entorno mais próximo. Convidamos você a considerar estas simples dicas.

Um dos primeiros aspectos a considerar é que as discussões não necessariamente terminam com um ganhador; a arte de discutir com eficácia requer a sutil sabedoria de permitir que ambas as partes cheguem a um ponto em comum, a algum entendimento.

Uma coisa assim só pode ser alcançada da seguinte forma:

Ouvir não é a mesma coisa que escutar. Nenhum diálogo será eficaz se não formos capazes de aplicar uma certa “escuta” empática.
A poderosa habilidade de entender a perspectiva da outra pessoa.
É uma coisa que requer um grande esforço e certa vontade, mas compreender a mensagem e a visão peculiar de quem está à nossa frente é fundamental.
É preciso evitar colocar-se na defensiva.
Aqui novamente entra a ideia proposta por Eran Halperin: no momento em que nos sentimos ameaçados a discussão se torna agressiva e aparecem as muralhas pessoais de cada um. Assim, o entendimento nunca poderá ser alcançado.

Autocontrole.
É imprescindível realizar uma certa gestão das nossas próprias emoções. É preciso, acima de tudo, controlar inimigos como a ira ou a raiva. São bombas-relógio que gostam de estar presentes em muitas discussões.

Confiança.
É importante confiar que no fim iremos chegar a um entendimento. Para isso, é preciso colocar força de vontade, ser próximo e respeitoso, e fazer uso de expressões como “entendo seu ponto”, “sei que isso é verdade”, “é possível”… Tudo isso são portas em direção ao entendimento, pequenos e delicados portais em direção a esse encontro onde todos poderemos sair ganhando.

Porque as discussões que valem a pena são aquelas que nos permitem chegar a acordos para viver em equilíbrio e felicidade.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Para quem quiser julgar meu caminho, empresto meus sapatos

Quantas vezes você já teve que lidar com o julgamento alheio? Além de enfrentar todas as dificuldades diárias, também precisamos, às vezes, “engolir sapos” e carregar o peso da opinião de terceiros sobre o que fazemos ou deixamos de fazer.

Dizer que isso simplesmente não nos afeta pode, às vezes, não ser verdade.

Fazer ouvidos surdos a esses comentários, que ousam julgar nossas ações, nem sempre é fácil. Sobretudo se vêm da boca de pessoas importantes para nós: nossa família, amigos, professores, chefes, pessoas que consideramos autoridades e cuja opinião respeitamos.

Um verdadeiro amigo ou familiar não se atreveria a nos julgar sem conhecer a fundo nossas emoções ou todos os momentos vividos que carregamos sobre os ombros e em nosso coração.

Empreste seus sapatos, porque ninguém melhor do que você para conhecer a dor dos caminhos percorridos, os rios que teve que atravessar, as dificuldades que precisou enfrentar, às vezes sem pedir ajuda a ninguém… Hoje, convidamos você a refletir sobre isso.

 

O caminho que construímos e que nos definem

Você não é apenas essa pessoa que vê refletida no espelho. Não é apenas sua forma de vestir, ou as palavras que profere às outras pessoas.

Você é o seu caminho percorrido durante a vida, todas as suas experiências vividas e integradas no fundo do seu ser… Ninguém melhor do que você para saber o que motiva suas ações.

A própria pessoa apenas sabe o que teve que superar, suas decepções, dores, derrotas ou vitórias e o preço que pagou por cada uma. Então, por que algumas pessoas ousam, às vezes, a nos julgar sem saber, como se fossem donas de uma sabedoria universal?

Dois motivos comuns:

– As pessoas acostumadas a julgar os outros geralmente são as mais frustradas na vida.
– São pessoas insatisfeitas consigo mesmas que projetam sua necessidade de controle e intervenção nas vidas alheias.

É comum que muitos de nossos familiares tenham o hábito de nos julgar: “Você é muito ingênua, por isso que essas coisas acontecem com você”; “Você precisa amadurecer e enfrentar a vida como ela é”.
Julgam-nos com a intenção de nos ajudar e nos oferecer ensinamentos, mas na realidade nos desejam “encaixar” na maneira como eles pensam, de acordo com o que acham certo, errado ou mais adequado para nós.

Às vezes, quem julga seu caminho busca justificar a sua própria vida, desacreditando as outras pessoas. Diminuindo as escolhas dos outros. Infelizmente, isso é muito frequente.

 

Crítica construtiva sim, julgamento, não

Na realidade, quando essas pessoas nos julgam, não usam argumentos válidos, que sejam construtivos. Quase sempre buscam o ataque, a afronta ou o desprezo. Seus raciocínios são muito limitantes.

O que falta a esses “juízes” que adoram julgar os outros é a autocrítica. Não são capazes de valorar os seus próprios atos, suas palavras, para perceber que também cometem erros e que são capazes que causar danos a outras pessoas. Limitam-se a projetar suas críticas em outras pessoas.

Em geral, pessoas acostumadas a julgar nosso caminho não têm uma vida autêntica, com sonhos, paixões, amores e afetos que as ajudem a relativizar as coisas e abandonar o hábito de focar tanto na vida dos outros.

 

Como se defender dos julgamentos alheios

Frequentemente, dizemos a nós mesmos: “isso não me afeta”. Pode ser verdade, sobretudo quando o julgamento vem de um colega de trabalho ou de alguém com o qual não temos um vínculo mais íntimo. Esqueceremos com facilidade.

Mas o que acontece quando um amigo, seu companheiro ou um familiar julga o seu caminho?

Nestes casos, é comum que nos sintamos ofendidos e até mesmo feridos. A primeira coisa a fazer é manter a calma e refletir a respeito das seguintes afirmações, que servem para proteger nossa autoestima:

– “Eu sei quem eu sou, sei o que já superei e tenho orgulho por cada passo do caminho, por cada aprendizado que obtive a partir de meus erros”.

– “Apenas eu tenho o direito de me julgar, porque somente eu sei como me sinto e o quanto sou feliz com minha maneira de ser e com tudo o que consegui até hoje”.

Após haver reafirmado sua autoestima, evite revidar com comentários hostis, prejudiciais, vingativos. Se demonstrarmos desprezo ou raiva, será mais difícil superar os sentimentos negativos, e eles farão ainda mais dano.

Expresse sua decepção. Deixe claro que ninguém tem o direito de julgar você assim e que o simples fato de fazê-lo demonstra que não o conhecem bem. Portanto, é como se fosse uma traição, nos casos mais abusivos, quando a outra pessoa tem o objetivo de controlar, manipular ou usar você de alguma maneira.

 

Liberte-se de relacionamentos opressivos

Quem se atreve a criticar seus caminhos e suas experiências sem uma intenção pura de realmente desejar o seu bem, prova que não é um bom companheiro de viagem. E não importa que seja sua mãe, irmão, irmã, marido ou esposa.

Quem não aceita que, em alguma ocasião, você cometeu um erro e o julga por isso sente na verdade muita falta de amor por si mesmo e não se perdoa por seus próprios erros. Quem se vê como alguém que nunca comete erros ou toma decisões ruins carece de autocrítica e de empatia.

Se no dia a dia você apenas recebe julgamentos das pessoas ao redor, no fim, se sentirá escravizado pelas opiniões alheias. Não permita isso.

Nesses casos, será bom refletir se não vale mais a pena se distanciar de quem é incapaz ou não quer ver o seu valor, a luz que você transmite e a inteireza de sua vida.

 

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*Fonte: osegredo

A incrível geração das mulheres chatas

A melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: “estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes”.

Uma ova. E posso afirmar: para cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida também no relacionamento. E você aí, sozinha ou no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.

Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.

Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego – porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.

Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.

Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda. Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.

Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual. Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher – que de nova não tem nada – quer, não sobra um na face da terra que baste.

Inteligente, óbvio. Antenado, com certeza. Remediado, tem remédio? Fodão, o tempo todo. Bem humorado, é o mínimo. Frágil, nem pensar. Imaturo, socorro. Machista, Deus me livre. Glúten free, pra quê? Fiel, é possível. Rico, com a graça de deus. Comprometido, por que não?

Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.

Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.

Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa.

Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.

Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata. Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo.

 

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*Fonte: portalraizes / Mariliz Pereira

Você sabia que cada forma de abraçar tem um significado?

Existe uma bela frase de Eduard Paul Abbey que diz: “Eu acredito somente no que posso tocar, beijar ou abraçar. O resto é apenas fumaça.” Abraçar pode ser amor, paixão, ou até mesmo ódio. É uma expressão capaz de representar uma enorme gama de emoções.

Abraçar é um ritual muito importante, mas nem sempre significa o que nós realmente amamos, desejamos ou sonhamos. Na verdade, é um gesto de linguagem não verbal regido pelas normas culturais das diferentes sociedades. Pode ser um pequeno oásis de privacidade, um refúgio de paz, ou mesmo um gesto de falsas declarações e enganos.

 

As diferentes maneiras de abraçar:

Os psicólogos desenvolveram uma peculiar “classificação do abraço”. Na realidade, eles fizeram mais de uma, mas para este artigo vamos falar da classificação de Arturo Torres, porque acreditamos que é a mais completa. Você gostaria de conhecê-la?

Torres fala sobre a influência do abraço. Este gesto tem o poder de deixar no nosso corpo uma marca profunda e permanente. Mas, como dissemos, tudo isso depende da intenção da pessoa, dos sentimentos, das emoções… e especialmente, de como a pessoa que recebe o abraço o interpreta.

 

Abraços clássicos

Vamos começar pelo primeiro da lista que, neste caso, é o abraço clássico. Duas pessoas se abraçam com força deixando as cabeças uma ao lado da outra.

Na verdade, este é um abraço muito íntimo. Os peitos se juntam e as cabeças ficam muito próximas. Além disso, geralmente dura dois ou mais segundos, porque esse ritual tem um encanto especial. Certamente você já abraçou assim ao se despedir de alguém querido ou em um reencontro.

Abraços de dança

Como o próprio nome sugere, podem estar associados com a música. Normalmente, uma pessoa abraça a outra segurando a sua nuca. A música transporta os dançarinos para um mundo mágico e romântico, repleto de amor, intimidade e beleza.

Abraço visual

Quando o abraço tem um contato visual, existe um componente especial. É simples, muito íntimo, e com as duas pessoas coladas uma de frente para a outra. Mas o espaço deixado entre os dois na altura do peito é substituído pela proximidade dos olhares cúmplices e carinhosos.

“Éramos o abraço do amor onde se uniram o céu e a terra”.
– Rosario Castellanos –

Abraço entre colegas

Outro abraço clássico é o abraço entre colegas: são duas pessoas sem intimidade ou afinidade especial. Eles simplesmente dão um tapinha nas costas do outro por um trabalho bem feito ou pela proximidade devido a algum fato concreto. No entanto, as cabeças não se juntam e não existe um forte sentimento.

Abraços assimétrico

O abraço assimétrico ocorre entre duas pessoas com alturas diferentes. Neste caso, a conotação é puramente passional e erótica. De fato, é maistricos usado durante um ato íntimo ou sexual.

Abraço lateral

O abraço lateral é outro exemplo de simplicidade e proximidade. Ele ocorre quando você coloca a mão no ombro da outra pessoa. Seus significados são variados: você pode estar confortando a outra pessoa, pode ser um sinal de companheirismo, simpatia e carinho, amor, ternura ou cordialidade.

Abraços distantes

Os abraços distantes ocorrem quando falta intensidade e são dados com os corpos afastados. As cinturas ficam separadas e o ato ocorre mais por compromisso do que por gosto ou prazer. Eles podem fazer parte de um protocolo ou são motivados por uma trégua temporária após um confronto. Eles podem ser a encenação de uma cordialidade tensa e até mesmo uma atuação que demonstra um afeto que realmente não existe.

Abraços violentos

Este é um abraço de muita intensidade, mas não pela paixão amorosa, e sim por pura violência e agressão. Pode ser muito apertado e pode até mesmo causar dor a um dos envolvidos. Acontecem durante uma briga ou para separar dois indivíduos que estejam lutando, por exemplo.

É uma pena que abraçar nem sempre seja um símbolo de amor e carinho. Essa proximidade com outra pessoa, esse contato físico tão íntimo, talvez nunca devesse ser violento ou falso. No entanto, mesmo que isto aconteça em muitos casos, felizmente, na maioria das vezes, os abraços simbolizam e criam um espaço de intimidade e afeto onde nos sentimos acompanhados e reconfortados.

 

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*Fonte:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você se auto sabota?

Achamos que queremos ser felizes. Mas , quando a vida oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissional, por medo de enfrentar novos desafios , acabamos, muitas vezes, nos boicotando com atitudes aparentemente despretensiosas e inocentes, mas que revelam muito dos nossos piores medos e conflitos internos.

Antes de uma entrevista de trabalho importante, você aceita ir ao bar com os amigos? Você encara os elogios que te fazem sempre como uma estratégia para te pedirem um favor? Diante da possibilidade de crescer na carreira, você recua?

Você utiliza do perfeccionismo para arquivar ou adiar projetos? Você se agarra a decepções para se fechar para novas relações amorosas? Você prioriza amigos mais ou menos em detrimento do seu melhor amigo? Quando você está num relacionamento amoroso harmonioso, você pisa na bola, criando oportunidades para conflitos desnecessários?
Se grande parte das respostas acima for positiva, provavelmente você se auto sabota.

Achamos que queremos ser felizes. Mas , quando a vida oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissional, por medo de enfrentar novos desafios , acabamos, muitas vezes, nos boicotando com atitudes aparentemente despretensiosas e inocentes, mas que revelam muito dos nossos piores medos e conflitos internos. Sob o viés da Psicanálise, não existem gestos sem importância. Coisas aparentemente simples como tamborilar enquanto o outro fala ou esquecer o nome de uma pessoa ou trocar uma palavra por outra ou fazer uma piada tem um sentido importante. Mas vamos aos exemplos acima?

Exemplo 1: Se tenho uma entrevista de trabalho , o natural é que descanse bastante para ela , com o objetivo de estar bem disposto e apresentar o melhor resultado possível. Se aceito ir ao bar justamente na véspera da entrevista , estou criando brechas para o “azar”. Estou criando a possibilidade de acordar no dia seguinte de ressaca ou muito cansado por dormir poucas horas. Posso ainda perder a hora. Em suma: eu crio as condições para me sair mal e depois ficar lamentando que eu perdi uma boa oportunidade.

Exemplo 2: Tudo bem que nem todos os elogios são sinceros. Tudo bem que muita gente elogia mesmo antes de pedir um favor. Por outro lado, muito elogios são verdadeiros. Quem se imagina sempre manipulado, não acredita nos próprios méritos . Não se enxerga como alguém digno de receber um elogio sincero.

Exemplo 3: Algumas pessoas vivem reclamando que não são valorizadas na empresa onde trabalham, mas quando surge a chance de receber uma promoção ou mudar de emprego, a pessoa se acovarda. Perde a data para enviar o currículo ou simplesmente não envia porque tem certeza de que não conseguirá a vaga.

Exemplo 4: Muitas pessoas se escondem atrás do perfeccionismo para não tentarem coisas novas. Elas respaldam a falta de ousadia para novas empreitadas com o argumento de que são perfeccionistas , de que ainda não estão prontas para executarem com a maior competência certas tarefas. Porém, nós nunca estamos totalmente preparados para nada. Estamos em constante aprendizado.

Exemplo 5: O amor , ou melhor dizendo, o desamor pode nos ferir profundamente deixando buracos na alma. Por outro lado, usar como pretexto uma decepção amorosa para nunca mais se envolver com ninguém, talvez seja , uma das mais severas formas de auto sabotagem.

Exemplo 6: Temos amigos e amigos em nossa vida. Alguns são entre aspas e outros são para valer mesmo. Com alguns , a gente vai conseguir apenas compartilhar algumas cervejas geladas e umas risadas. Pessoas que colocam em pé de igualdade amigos sociais com amigos de verdade , para todas as horas, corre o risco de ficar sozinho quando precisar de um apoio moral ou qualquer outro tipo de ajuda.

Exemplo 7: Algumas pessoas custam a encontrar o amor, mas quando finalmente encontram e estão bem, criam armadilhas para estragar a relação, para roubar a paz e a harmonia. Podemos sabotar uma relação amorosa de muitas formas , entre elas, criticando excessivamente o parceiro, fazendo piadas bobas que o ridicularizam na frente de terceiros, desmarcando compromissos na última hora, provocando de alguma forma o ciúme do outro.

Os exemplos aqui apresentados são apenas uma amostra de tudo que podemos fazer para estragar relações felizes , desmerecer amizades verdadeiras , impedir nosso desenvolvimento profissional.

Com o medo da perda , muitas pessoas preferem já abrir mão de quem e do que lhes faz feliz. Sabe aquele mecanismo da tragédia grega? Temos tanto medo de algo que acabamos conquistando para nós justamente aquilo que nos provoca mais terror?

 

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*Fonte: resilienciamag

 

As pessoas querem que você esteja bem, mas nunca melhor do que elas

Algumas pessoas querem te ver bem, mas não melhor do que elas. Esse tipo de pessoa pode sentir apreço e carinho por você e se alegrar com as suas realizações, desde que o seu sucesso não supere o dela.

Este fenômeno de alta frequência pode ocorrer em diversas áreas: entre colegas de trabalho, entre os membros de uma mesma família, no grupo de amigos e até mesmo entre os casais. Então nos perguntamos: como é possível que isto possa acontecer entre pessoas que supostamente se amam?

Eu lhe respondo. O mundo está cheio de pessoas que se alegram quando as coisas não estão indo bem. Infelizmente, são muitas as pessoas que não suportam o sucesso daqueles que conhecem e preferem menosprezar ou ignorar esse momento de sucesso em vez de compartilhar a comemoração.

 

A armadilha da pressão social

É evidente que não podemos ser imunes a qualquer tipo de pressão social. Somos seres que vivem em sociedade e, como tal, é normal que em algum momento sintamos “pressão” pelas opiniões ou expectativas dos que nos rodeiam.

Vamos analisar uma situação típica. Você está contando para alguém da “sua confiança” quais são os seus objetivos ou ideias, algo que parece ser bom e você tem o carisma suficiente para realizá-los. Muitas vezes essa pessoa não mostra muito interesse, não o incentiva ou até mesmo tenta tirar “essas ideias” da sua cabeça.

 

Se você é uma pessoa que tem medo da rejeição ou de não atender às expectativas dos outros, sempre procura agradar aos demais. Dessa forma, permite que se crie um círculo vicioso como o exemplo abaixo:

1- Eu espero que os outros aprovem as minhas expectativas.

2-  Se não for aprovado, deixo de fazer o que realmente quero (porque acredito que o que eu quero “é absurdo”).

3- A minha autoestima diminui e com ela o meu amor próprio.

4- Eu volto ao ponto 1, pois como tenho uma baixa autoestima, sacrifico as minhas opiniões para adotar os critérios dos outros.

 

Amigos tóxicos que não querem o melhor para você

Aprenda como interpretar estas situações, de modo que reforce a sua capacidade de não se deixar enganar pelas pessoas. Tenha certeza de que a inveja de um amigo ou qualquer ente querido que vive ao seu redor pode ser mais prejudicial do que o ódio de um inimigo.

Um amigo que tenta ofuscar o seu brilho é um amigo que quer controlá-lo, e um amigo que quer controlá-lo é um invejoso. E por que sente inveja? Pode ser por diferentes razões: o seu relacionamento com as outras pessoas, as suas ideias, as suas aspirações, etc.

Na minha opinião, a palavra “tóxico” deveria ser um adjetivo incompatível com a palavra “amigo”. O antídoto para a toxicidade entre os colegas e amigos é aprender a acompanhar e celebrar os sucessos das pessoas ao seu redor, começando pelos amigos e familiares.

 

Aprenda a brilhar sem se sentir mal

Para você que eu não conheço (ou se conheço), quero dizer que existem pessoas que quando entram em uma sala, iluminam tudo com a sua luz. E elas são, entre outras coisas, pessoas humildes que aprenderam a admirar os outros sem se sentirem ameaçadas.

Elas deixaram de caminhar pela vida como uma mala, tomando más decisões somente para agradar o outro. Aprenda a ignorar o mundo e ouvir mais o que está dentro de você. Não deixe que ninguém destrua a sua originalidade e as suas aspirações (mesmo que acreditem que sejam absurdas).

Não perca o seu tempo com projetos medíocres ou que você realmente não quer apenas porque alguém da “sua confiança” fez você duvidar de seus pontos fortes. Não pague o alto preço de se transformar em alguém artificial somente para conseguir o aplauso que você já merece, simplesmente sendo como você é.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Como o mar pode mudar seu cérebro?

Você já sentiu uma paz incrível quando está perto do mar, ou talvez, de repente, à beira-mar, você percebe que tem mais energia e seu humor melhorou? A verdade é que a maioria das pessoas experimenta uma agradável sensação de calma, relaxamento e bem estar quando está perto da água. Por quê? Os neurocientistas acreditam que a explicação está no nosso cérebro. Basicamente, o efeito relaxante do mar nos dá uma espécie de férias para a nossa super estimulação cerebral. Na verdade, vivemos em ambiente sobrecarregado de estímulos que nos bombardeiam continuamente e geram em nós uma tensão que nos impede de relaxar.

No entanto, ver o mar e ouvir o som das ondas do mar nos permite desconectar deste ambiente caótico. É como se criássemos uma bolha de tranquilidade em torno de nós. Na verdade, o movimento do mar e a sua imensidão têm um efeito quase hipnótico que gera a sensação de quietude e bem-estar que nos permitem recarregar nossas energias.

Induz um estado meditativo

O som das ondas promove um potente estado meditativo, uma atitude mindfulness. Não é por acaso que o som das ondas é usado frequentemente em sessões de relaxamento com comprovadas mudanças nas ondas cerebrais. Especificamente promove as ondas alfa que estão associadas a um nível de atenção sem esforço. Estas ondas aparecem quando estamos calmos e relaxados. Mas ficamos tão concentrados no processo meditativo que até o que está ao nosso redor desaparece, até mesmo o clima. Curiosamente, estas ondas também promovem um estado de clareza mental e estimula o pensamento criativo.

Estimula a criatividade

Quando estamos perto do mar o nosso cérebro muda seus interruptores do modo de funcionamento “ocupado” para o modo “relaxado”. O interessante é que neste modo “relaxado” é ativada a rede padrão neural, que é precisamente a que é associada com a visão e a aparência das ideias mais originais e criativas. O que acontece é que o mar nos permite deixar de lado nossas preocupações e controla a área pré-frontal do cérebro, deixando a criatividade fluir livremente. Neste estado nos tornamos mais abertos às experiências e somos menos críticos.

 Gera um poderoso estado de espanto e arrebatamento

Não há nada como ver a imensidão do mar para experimentar essa mistura do sentimento de temor e de maravilha diante da sua grandeza. A este respeito os psicólogos da Universidade de Stanford e Minnesota descobriram que a experiência pode promover uma profunda sensação de bem-estar. Este tipo de experiência nos força a mudar a nossa mentalidade para processar o que estamos vivendo, de modo que uma mudança drástica no nosso pensamento  até mesmo nos influencia a tomar decisões, a pensar mais nos outros e, por isso, é natural nos sentirmos mais generosos. Também foi mostrado que a energia do mar muda a nossa percepção do tempo, como se estivéssemos imersos, literalmente, em uma grande bolha.

Melhora o desempenho cognitivo

O ambiente em que vivemos está cheio de íons, tanto negativos como positivos. Está comprovado que os íons positivos, tais como aqueles emitidos por equipamentos eletrônicos, drenam a nossa energia. Em contraste, os íons negativos, que são comuns no mar, geram um estado de ativação energética. Na verdade, um estudo realizado em Mount Carmel College, em Bangalore, revelou que os íons negativos têm um efeito positivo sobre o nosso desempenho cognitivo. Esses psicólogos desenvolveram os testes em memórias diferentes, considerando a atenção e a decisão, apreciando que o desempenho diminuiu quando o ar estava cheio de íons positivos e aumentou quando havia mais íons negativos. Outro estudo realizado na Universidade da Califórnia revelou que os íons negativos também estimulam a produção de serotonina no cérebro, que ajuda a nos sentirmos mais relaxados e mais energéticos.

 

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*fonte: portalraizes

Os olhos de um animal têm o poder de falar uma língua única

Quando olho para os olhos do meu cachorro, do meu gato ou de qualquer outro animal, não vejo um “animal”. Vejo um ser vivo como eu, um amigo, uma alma que sente, que entende afetos e medos e que merece o mesmo respeito que qualquer outra pessoa.

O poder de um olhar transcende muito além do sentido da visão. Por incrível que pareça, os nossos nervos ópticos estão intimamente ligados ao hipotálamo, essa estrutura delicada e primitiva onde se localizam as nossas emoções e a nossa memória. Quem olha sente, e isto é algo que acontece também com os animais.

Se os olhos são a janela da alma, então algo me diz que os animais também a têm, porque eles sabem usar essa linguagem que não necessita de palavras como ninguém: é o idioma do afeto e do respeito mais sincero.

Todos nós, em algum momento da nossa vida, já experimentamos o seguinte: ir adotar um cachorro ou um gato e estabelecer de imediato uma conexão muito intensa com um deles só de o olhar nos olhos. Sem saber como, eles nos cativam e nos conquistam. No entanto, os cientistas dizem que existe algo mais profundo e intrigante do que tudo isto.

 

Os olhos dos animais, uma conexão muito antiga

Os cachorros e os gatos são dois dos animais habituados há muitos anos a conviver com o ser humano. Já não surpreende a ninguém a forma tão sábia, e por vezes atrevida, que eles têm de interagir conosco. Eles nos olham nos olhos fixamente e são capazes de expressar desejos e necessidades através de todo tipo de carinhos, gestos, movimentos do rabo e vários tipos de cumplicidades.

Temos harmonizado comportamentos e linguagens para nos compreendermos, e isto não é um ato casual.  É mais um resultado de uma evolução genética onde espécies diferentes se acostumaram a conviver juntas para benefício mútuo. Algo que também não nos surpreende é o que nos revelou um interessante estudo realizado pelo antropólogo Evan MacLean: os cachorros e os gatos são bastante capazes de ler as nossas próprias emoções só de nos olharem nos olhos.

Os nossos animais de estimação são mestres dos sentimentos. Eles podem identificar padrões gestuais básicos para os associar a uma determinada emoção e raramente falham. Além disso, este estudo também explica que as pessoas costumam estabelecer um vínculo com os seus cachorros e gatos muito parecido com o que criam com uma criança pequena.

Nós os criamos, entendemos e estabelecemos um laço forte como se fossem membros da família, algo que, por incrível que pareça, foi proporcionado pelos nossos mecanismos biológicos depois de tantos anos de interação mútua.

As nossas redes neurológicas e a nossa química cerebral reagem do mesmo modo como se estivéssemos cuidando de uma criança ou de uma pessoa que necessita de atenção: liberamos oxitocina, o hormônio do carinho e do cuidado. Por sua vez, os animais também agem da mesma forma: nós somos o seu grupo social, a sua família, os humanos amáveis com que eles compartilham o sofá e as sete vidas de um gato.

 

A biofilia, a conexão com a natureza e os animais

O mundo é muito mais bonito visto através dos olhos de um animal. Se todas as pessoas tivessem a excepcional habilidade para se conectar com eles deste modo, “recordaríamos” aspectos que antes eram inatos e que agora esquecemos devido à agitação da civilização.

A nossa sociedade está agarrada ao consumismo, à exploração exagerada dos recursos, e isto fere o planeta Terra que os nossos netos deveriam herdar com a beleza do passado, com os seus ecossistemas intactos, com a sua natureza tão bela, viva e reluzente, e não com tantas fraturas quase impossíveis de recuperar.
Quando ter um animal significava sobreviver melhor como espécie

Edward Osborne Wilson é um entomologista e biólogo norte-americano conhecido por ter criado o termo “biofilia”. Esta palavra define o amor por todos os seres vivos que, em geral, é algo que a maioria das pessoas que gostam de animais já experimentou. Segundo o cientista, a afinidade que estabelecemos com os nossos animais tem a sua origem nos primeiros períodos evolutivos da nossa espécie.

Ao olhar nos olhos de um animal nasce dentro de nós, de forma inconsciente, uma ancoragem emocional e genética. O ser humano estabeleceu um tipo de vinculação muito íntima com certos tipos de animais, sendo o cão um dos mais relevantes nessas épocas remotas, onde a nossa máxima prioridade era sobreviver.

Uma das teorias de Edward Osborne é que as pessoas que contavam com a companhia de vários cachorros nos seus grupos sociais tinham mais chances de viver mais tempo, em comparação com aqueles que não dispunham deste vínculo.

As pessoas que eram capazes de conquistar um animal, de domesticá-lo e de construir uma relação de afeto e respeito mútuo estavam muito mais unidas à natureza, aos seu ciclos, a esses segredos sobre encontrar mais recursos para seguir em frente: água, caça, plantas comestíveis…

 

É possível que nos dias de hoje os nossos cachorros já não sejam mais úteis para conseguir alimento. No entanto, para muitas pessoas a proximidade e a companhia de um cachorro ou gato continua a ser imprescindível para “sobreviver”.

Eles nos dão carinho, doses imensas de companhia, aliviam sofrimentos, conferem alegrias e nos recordam todos os dias por que é tão reconfortante olhá-los nos olhos. Eles não precisam de palavras, pois a sua linguagem é muito antiga, muito básica e até maravilhosamente primitiva: o amor.

Não deixe de desfrutar dos seus olhares, veja o seu reflexo neles todos os dias e você vai descobrir tudo o que há de bom em você.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Diferenças entre pessoas interessadas e pessoas interessantes

As pessoas interessantes são aquelas que você encontra buscando recordações em seu baú. São as que lhe oferecem conhecimentos, experiências e bons sentimentos. As pessoas interessantes, diferentemente das pessoas interessadas, não exigem, elas oferecem.

Oferecem momentos de qualidade, não exigem minutos do seu relógio nem dias do seu calendário. Não são impontuais na vida, pois elas permanecem. Elas não buscam sua máxima atenção, a captam. Não olham as suas relações com outras pessoas com maus olhos, mas se alegram por outras pessoas lhe oferecerem felicidade.

Por isso, a principal diferença é vista de longe. Porque não é quem diz gostar de você, é quem demonstra isso. É quem, nos seus maus momentos, simplesmente conjuga o verbo ESTAR. Quem, com um olhar, se faz cúmplice do seu bem-estar e do seu mal-estar.

As pessoas que não são interessadas são aquelas que não te deixam vazio e não julgam seus comportamentos, são aquelas que não são devoradas pelos ciúmes e levam suas falhas para o campo do esquecimento e do perdão.

 

Há muita gente interessante, mas também há quem tenha comportamentos interessados. Há muita gente que só fala, mas também há quem escute. Há muitos que criticam, mas também há os que compreendem…

 

 

As pessoas interessantes nos transformam em indivíduos melhores

O simples fato de que o vínculo com alguém o transforme em uma “pessoa melhor” é um indício claro de que essa pessoa deve estar na sua vida. Conectar-se intensamente e saber que somos amados é um bálsamo de vida poderoso.

Quando temos pessoas interessantes ao nosso redor, a carga é mais suportável e o caminho é mais divertido.

As pessoas interessadas cancelam quando o vento não sopra na direção que elas querem. Desconectam sentimentos e quebram a ligação com más ações, com um rápido desinteresse que deixa as nossas papilas gustativas focadas em um sabor amargo.

Sabores amargos que devem ser substituídos. Custe o que custar, trata-se de sobrepor sensações, de afogar as angústias, de viver o luto, de colocar de lado as expectativas da nossa mente para assumir a realidade.

 

Quem espera se decepciona

Há pessoas que falham conosco e pessoas com as quais falhamos. Isso é inevitável na evolução da vida. Temos que partir do pressuposto de que as relações e o que esperamos delas são, por definição, mutáveis.

Por isso, para superarmos uma decepção, a primeira coisa que devemos fazer é trabalhar nossas expectativas e permitir que as relações fluam em conformidade. Quando deixarmos de colocar esse tipo de obstáculos, iremos notar que tudo se torna muito mais simples, que podemos dizer adeus às necessidades e que teremos tirado pedras da nossa mochila.

O objetivo final é enquadrar nossas expectativas em nós mesmos, e não nos outros, pois além de muitas vezes sermos injustos, isso nos leva à decepção. Esta desilusão ou decepção costuma produzir certa desconfiança e, portanto, estados emocionais indesejáveis e atitudes pouco saudáveis.

Estamos tão doentes de certeza que não conseguimos tolerar a incerteza em nossas relações. Por esta razão, a única saída que pode evitar que nos sintamos abandonados ou decepcionados é trabalhar nossos medos e nossos aspectos emocionais mais íntimos, de forma a não dependermos dos outros para sermos felizes.

Ou seja, é muito angustiante pensar que a pessoa que você ama pode deixar de te amar, mas tome cuidado para que esse medo não se una a inseguranças e idealizações.

O fato de alguém não ficar atrás de você a cada segundo ou não agir com o nível de detalhe que você teria tido não significa que essa pessoa não o ama. Simplesmente significa que vocês são pessoas diferentes.

Mas se alguém não o atende nunca, já não se trata de uma questão de expectativas, mas de falta de respeito e de interesse. Feliz ou infelizmente, isto só se aprende através da experiência.
A melhor forma de nos protegermos e curarmos as más experiências é nos desfazendo das nossas expectativas e das imagens que formamos. Nem todo mundo é bom e ninguém é perfeito, por isso, a nossa reação irá depender do valor que iremos atribuir a cada fator de influência.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa / Raquel Brito

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A triste geração que precisa ter para ser

Estamos testemunhando a era da ‘ostentação’, onde para ser legal e aceito pela sociedade, é preciso usar roupas caras, produtos importados de última tecnologia, dirigir carrões, que custam uma fortuna, mas que muitas vezes, não condizem com os salários e posições de seus respectivos donos.

Algumas pessoas gastam o que não podem, para fingir uma realidade a qual não pertencem, para muitas vezes, impressionar desconhecidos.

Todo esse conceito de provar que ‘pode’ através de bens materiais ou de tudo aquilo que só o dinheiro pode comprar, está silenciosamente, nos condenando a uma eterna insatisfação, uma tristeza crônica, que muitos acreditam poder curar somente com aquisições financeiras.

Infelizmente, esse tipo de comportamento, é o resultado de uma sociedade fútil, capitalista e que a cada dia mais inverte valores, e nos transforma em zumbis perseguidores do dinheiro.
Quero deixar claro, que o inimigo não é o dinheiro, mas sim a ambição desmedida, e a falsa impressão de que ‘ele’ pode comprar tudo e resolver todos os problemas.

Também não é pecado algum, gastar um dinheiro que é seu, que é consequência do seu esforço e trabalho.

O problema é quando queremos viver um estilo de vida que não condiz com a nossa condição real. Não é feio usar roupas mais baratas ou frequentar lugares mais simples. Feio é gastar mais do que pode, comprar e não conseguir pagar.

Além do mais, saiba que o sentido da vida e a verdadeira Felicidade que você tanto procura, infelizmente não podem ser encontrados nessas banalidades e modismos ridículos.

Não seja produto dessa sociedade cruel, não se torne um ventrículo nesse espetáculo de manipulação.
Estar na moda e ser elegante tem mais a ver com a sua personalidade, sua educação e comportamento, do que com as roupas que você usa.

Luxo mesmo é levar uma vida decente, com dignidade, amor próprio, e uma consciência limpa que não te faz perder nenhuma noite de sono, pensando nas dívidas que fez, para poder finalmente ter a falsa impressão de ser alguém.

Lembre-se que, Ser humano, gentil, educado, humilde, ter paz e saúde, é a única riqueza que ninguém pode, e nunca vai tirar de você.

 

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*Fonte: resilienciamag

A verdade sobre a química entre duas pessoas

A química tem um propósito. Não é aleatória; não é um acaso. Há informações essenciais na atração que ocorre entre duas pessoas.

É importante para nós sabermos a utilidade da química para que possamos usá-la a sentimos mais amor em nossas vidas. Sem compreendermos que há uma ordem secreta para o amor, nos sentimos fora de controle. E ninguém gosta disso.

Não se preocupe, você não está fora de controle. Está apenas no amor. E há uma razão para você sentir uma forte atração química por certas pessoas.

Eu ouvi muitas vezes as pessoas falando sobre química como se fosse uma coisa ruim. Como devemos ser cautelosos com as pessoas pelas quais somos atraídas. E eu entendo por que isso é um aviso comum: Porque essas pessoas tendem a trazer os nossos problemas para a superfície.

É verdade que a forte atração faz um passeio selvagem no amor. Mas a pergunta é: Isso é realmente uma coisa ruim?

Algumas pessoas vão dizer que sim. Claro, se você quer que a vida seja fácil, então o caminho da forte atração não é para você (Nota: Existe um caminho fácil? Eu ainda estou tentando descobrir isso). Claro, todos nós queremos que o amor seja simples. Mas nós somos complicados! Então, por que nossos relacionamentos seriam diferentes?

De uma perspectiva espiritual, o amor deve ser um passeio selvagem. Isso não significa que devemos ficar em relacionamentos abusivos ou horríveis. Mas isso significa que reconhecemos que o amor vai fazer-nos crescer em versões mais completas de nós mesmos. E isso não é fácil!

Sentimentos como insegurança, dúvida, medo, inveja, julgamento e desprezo (todos sentimentos de ego) vão aparecer com as pessoas que mais desejamos. Devido a isso, muitos de nós categorizamos essas relações altamente atraentes como “ruins” ou “insalubres”. Espiritualmente falando, no entanto, essas relações estão fazendo o que devem fazer – trazendo seu ego para a superfície para que você possa transformá-lo.

Quando nos lembramos de que as relações são destinadas a nos ensinarem o crescimento, nos aproximamos do “mau” de maneira muito diferente. Sabemos que há uma lição em cada desafio – a lição é recuperar uma conexão com o amor.

Lições de amor assumem muitas formas diferentes. Às vezes, se reconectar com amor significa deixar a relação. Às vezes; se reconectar com o amor significa olhar ao redor e trabalhar através dos desafios. Às vezes, a lição é aprender a perdoar o seu parceiro. Às vezes, a lição é aprender a perdoar a si mesmo.

Sim, todos nós queremos a paz nos relacionamentos; que supostamente devem nos fazer felizes e amorosos. E quando isso não está acontecendo, sabemos que nos desviamos do caminho do amor e temos de voltar à pista. É assim que crescemos.

Não ignore ou subestime a química que você sente; lembre-se que ela existe por um motivo. As pessoas que mais te atraem são seus maiores mestres no amor. Mostre-se aberto para as lições que elas têm para você.

Por favor, deixe um comentário abaixo sobre o que você aprendeu com seus relacionamentos com mais química.

 

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*Fonte: osegredo

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