A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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*Fonte: revistapazes

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

A gente não faz amigos, reconhece-os

Título Original: “All star azul: um hino à amizade”

Todos os anos, chegando próximo ao meu aniversário, me dou algo significativo de presente. Algo que não entra na categoria de utilidades e necessidades, mas que carrega certa poesia e algo nas entrelinhas que só as almas mais sensíveis reconhecerão. Pode ser um pingente, uma seleção de músicas ou um livro.

Esse ano me dei de presente um All star azul.

O All star azul fala de uma amizade. Uma grande amizade. E eu desejo que meu All star azul represente isso dentro de mim. Os amigos que tive e com quem construí uma história. Uma história que, mesmo que tenha ficado lá atrás, como a de Nando Reis e Cássia Eller, ainda é uma história que eu gosto de lembrar.

Tenho diversas lembranças memoráveis dos meus amigos, principalmente aqueles de uma época importante da minha vida: a faculdade.

Ao assistir ao episódio “Por trás da canção” sobre a música All Star azul, em que Nando conta a história da letra e a relação que ele tinha com Cássia, algo muito delicado e doce ressurgiu dentro de mim. A lembrança desses meus amigos, as cartas escritas à mão que trocávamos nas férias e a simplicidade de um all star azul.

Acho que é isso. As melhores amizades são aquelas marcadas pela simplicidade, e até, arrisco dizer, pelas dificuldades. São aquelas que foram construídas num tempo em que vivíamos duros, contando os trocadinhos na carteira, ao passo que tínhamos energia de sobra para varar noites em claro e contrariar o manual da saúde perfeita indo comer pastel na feira após o raiar do sol. Os melhores amigos são aqueles que compartilharam conosco suas dúvidas e sonhos, e com quem dividimos nossas primeiras fossas, ressacas e paixões. São aqueles que testemunharam nossos primeiros enganos, nossa necessidade de crescer a qualquer custo, nossa coragem de desafiar as leis da física, da vida e do tempo.

No documentário “Por trás da canção”, os convidados contam sobre a relação de Nando e Cássia, e entre os depoimentos, ouvimos frases como: “havia uma identificação total”, “era um encontro de temperamentos”, “aquilo lá era uma coisa muito acima do que a maioria das pessoas está acostumada a viver”, “aquilo lá era transcendente”, e isso nos dá a dimensão exata do que uma amizade verdadeira pode ser.

“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você…” Essa frase pode ser muito boa de ouvir de um namorado (a), parceiro (a), marido ou esposa. Mas pode ser ainda melhor vinda de uma amiga ou amigo verdadeiro, como foi o caso de Nando e Cássia. Porque evidencia uma paixão descomprometida de pele, mas com verdadeira conexão de almas.

Muitas vezes o encantamento por um amigo surge da identificação. Nos identificamos com aquele cara que diz coisas que não conseguimos verbalizar e nos sentimos maravilhados por aquela menina que assume medos semelhantes aos nossos. Dizemos que os santos batem, e a sensação é a de que finalmente o mundo faz sentido. Nando dizia: “nossa afinidade tinha a ver com uma certa esquisitice, com nossa timidez”, e percebemos que isso é real, verdadeiro e muito perfeito, pois procuramos no outro algo que nos ajude a enfrentar nossos próprios abismos e excentricidades. Nos perdoamos quando enxergamos em nossos amigos a aceitação de nossas estranhezas.

Dizem que a amizade é uma aliança contra a adversidade, e acredito nisso também. São nossos amigos os primeiros a fazer pactos silenciosos de lealdade conosco quando o ensino médio testa os limites de nossa autoconfiança; os primeiros a compartilhar conosco experiências de superação quando somos rejeitados pelo amor platônico da adolescência; os ouvintes de nossos desabafos quando a vida é mais forte que a gente; os parceiros silenciosos de nossas dores não anunciadas, mas certamente reconhecidas por eles.

Meu all star azul tem o propósito de me lembrar os amigos por quem carrego paixões. Paixões movidas a gratidão, experiências, parcerias, risadas e lágrimas. Cada vez que sair por aí com meu calçado poético, sentirei que estou abraçando cada um dos meus amigos e carregando uma parte de nossa história em minhas andanças. No fundo imagino que eles gostariam de andar comigo, pois a lembrança de nossas afinidades me assegura nossas mãos dadas pelo caminho e, mais ainda, a certeza de que, como dizia Vinícius de Moraes: “a gente não faz amigos, reconhece-os”…

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*Fonte: agrandeartedeserfliz

Falar sozinho é uma coisa que somente pessoas inteligentes fazem, aponta pesquisa

Sempre nos questionamos quando vemos alguém falando sozinho. Pensar em voz alta para muitos é loucura e, no mínimo vão rir ou achar que a pessoas usou algum tipo de entorpecente. Mas na verdade, não é nada disso, falar sozinho pode ser característica de alguém muito mais interessante.

Estudos:

Isso é comprovado cientificamente, quando um novo estudo concluiu que falar em voz alta é um atributo que marca as características de pessoas inteligentes. Os estudo feito pelo especialista Daniel Swigley e Gary Lupyan do “Quarterly Journal of Experimental Psychology”, no qual 20 participantes foram solicitados a entrar no supermercado e procurar pães e maçãs. Na análise os estudiosos perceberam que as pessoas que estavam sempre repetindo o nome dos produtos com voz alta, chegaram bem mais aceleradamente ao seu objetivo.

Como acontece?

De acordo com as observações dos estudiosos, isso significa que quando as pessoas pensam em voz alta, ao mesmo tempo auxiliam a memória a funcionar mais rápido, e dessa forma facilita o entendimento concreto das coisas que aprendem. Porém, isso acontece somente quando já sabem do que querem, de modo que o objeto já seja algo conhecido. Isso acontece porque o cérebro ao ver o objeto ativa o cérebro e ambos auxiliam a encontrar o que procuramos, por outro lado se não sabemos o que temos que encontrar, e falamos em voz alta, a tendência é nos confundirmos cada vez mais.

Reforço da memória:

Nesse sentido, as pessoas adultas tendem a aprender como um recém nascido ou uma criança quando pensam alto. Os estudiosos enfatizam que tal atitude auxilia na organização e sossega os nervos. Por essa razão, você pode ser seu próprio terapeuta tanto que você converse consigo mesmo e ajude seu cérebro na resolução de seus problemas.

Conversar consigo mesmo ainda pode lhe ajudar a alcançar seus objetivos, isso ocorre porque quando você manda a mensagem em seu cérebro, dominado seus sentimentos e suas distrações , isso pode lhe auxiliar e botar as coisas que anseia, e assim automaticamente pode conseguir alcançar mais rápido.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: cantinholivre

Viver para agradar aos outros é mentir para si mesmo

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

Tempo estranho esse, onde muitos estão atuando ao invés de viverem. Renato Russo já dizia que “mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.” Por certo, viver uma vida insatisfatória e com toques de ficção está entre as mais absurdas dessas mentiras.

Sim que a vida é cada vez mais exigente, mais corrida e a sensação de termos cada vez menos tempo para as coisas prazerosas nos esmaga todos os dias.

Mas, e se pensarmos que uma parte desse desconforto acontece justamente porque estamos cada vez mais empenhados em prestar conta das nossas vidas através de nossos posts diários? Ou se levarmos em consideração que, muito do que buscamos é para provar que demos uma “volta por cima”, ou para sermos considerados bem-sucedidos perante a família ou na roda de amigos do fim de semana?

Há ainda a prisão de disfarçar os verdadeiros sentimentos por estarmos levando em consideração o que vão pensar sobre o que estamos fazendo. Ou há a imposição de limites sobre nós mesmos para tentar prever o que vão pensar até mesmo sobre o que nós estamos pensando.

Quantas vezes nos fingimos felizes para que não saibam que algo deu errado em nossos planos? Ou sustentamos aquele sorriso sem brilho apenas para que não percebam nossas frustrações, arrependimentos ou insatisfações?

É o orgulho medroso em se ferir, que muitas vezes fala mais alto e nos pede para não voltarmos atrás.

Além da vaidade, claro, que não nos permite mostrar que não estamos tão felizes assim. Existe também uma necessidade de ser feliz a todo custo.

Não se sabe se ela foi inventada agora, nesses nossos tempos de modernidade. Mas o fato é que agora precisamos aparecer sorrindo, bebendo, dançando, festejando, passeando, nos divertindo…

Parece que o roteiro da nossa vida se transformou em um grito permanente de “Ação”, onde os diretores não somos nós. Vivemos ao critério do outro, de acordo com as demandas que vêm dos outros.

Sejamos a favor apenas do que nos realiza como pessoas. Esse deve ser o nosso filtro, a nossa balança.

Todas as nossas ações devem ser pautadas no que acreditamos ser melhor para nós, não no que as outras pessoas acharão bom e atraente.

Devemos parar de mentir para nós mesmos apenas para agradar os outros.

Talvez tudo isso seja apenas uma resposta involuntária, uma fuga das explicações que nos são cobradas diariamente.

Temos medo do julgamento sim, temos medo do que irão falar a nosso respeito. Mas talvez não devêssemos ter tanto medo assim.

Talvez fosse suficiente fazer a parte que nos cabe, agir de acordo com os princípios que nos regem e esperar que esses resultados digam respeito apenas a nós mesmos.

Quilos de maquiagem, mudanças obstinadas de visual, roupas novas, dívidas renovadas; a meta é ter tudo novo, todos os dias, e não ser feliz com nada disso; fofocas sempre novas e aquela clássica pergunta: “você viu o que aconteceu com o fulano?” são uma super tendência.

A bem da verdade, não importa tanto o que as outras pessoas consideram chique. A autenticidade sempre será a atitude mais elegante de todas.

E assim crendo, poderíamos nos espelhar naquela canção que diz que “Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer”.
Porque sim, o que a gente ganha ou perde, do que a gente desiste ou do que corre atrás, ninguém precisa saber. (Muito menos opinar).

*Por Alessandra Piassarollo

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*Fonte: seuamigoguru

Para que serve o sexo?

Poucos tópicos levantam tanto interesse e controvérsias quanto o sexo. Isso é bem pouco surpreendente. A continuação da espécie depende dele — se seres humanos parassem de fazer sexo, em pouco tempo não haveriam mais seres humanos. A cultura popular transborda com sexo, do cinema à publicidade até, isso mesmo, a política. E, para muita gente, o sexo representa uma das formas mais íntimas de conexão humana.

Apesar da universalidade, o sexo e seu propósito têm sido compreendidos de formas bastante diferentes por diferentes pensadores. Eu ensino um curso anual sobre sexualidade na Universidade de indiana, e esse trabalho proporcionou oportunidades de observar o sexo de alguns ângulos provocativos, inclusive o corpo, a psique e o espírito.

Sexo e corpo
Alfred Kinsey (1894-1956) foi um biólogo de insetos cuja preocupação com a “ignorância generalizada sobre a estrutura sexual e fisiologia” o levaram a se tornar talvez a primeira grande figura no estudo do sexo. Os Relatórios Kinsey, publicados em 1948 e 1953, apresentaram uma taxonomia altamente estatística de preferências e práticas sexuais. Embora tenha tirado todo erotismo do sexo, os livros chegaram a vender cerca de 750 mil cópias.

O clima intelectual para os estudos de Kinsey sobre o sexo foram fortemente moldados pelos trabalhos de Sigmund Freud (1856-1939). Médico e fundador da psicanálise, Freud criou um modelo da psique humana que colocou a libido ou SEX DRIVE em seu centro. Ele postulou que as vidas sociais e psicológicas são fortemente moldadas por suas tensões com as convenções de comportamentos civilizados. De acordo com Freud, o fracasso ao tentar resolver tais tensões poderia se manifestar em uma variedade de doenças mentais e físicas.

O palco para a psicanálise, por sua vez, foi montado por Charles Darwin (1809-1882). Em “Seleção em Relação ao Sexo” (1871), Darwin argumentou que seres humanos são animais, comparando as diferenças de corpo e comportamento de machos e fêmeas com as observadas em espécies como a dos pavões, e enfatizando a capacidade de escolha das fêmeas e competição direta entre os machos. Do ponto de vista de Darwin, e mais tarde o de Freud, até algumas das armadilhas mais sofisticadas da civilização humana refletem imperativos biológicos básicos. O assunto de atração não heterossexual requer uma análise diferente.

À primeira vista, a reprodução sexual é um quebra-cabeças, dado que cada membro de uma espécie com reprodução assexuada pode produzir seus próprios descendentes genéticos idênticos em um custo biológico mais baixo. No entanto, a reprodução sexual permite uma alternância mais rápida da variedade genética, aumentando a probabilidade de que alguns indivíduos sejam melhor adaptados às mudanças ambientais. Como seres humanos se reproduzem sexualmente, as bases para a seleção sexual são estruturadas, com a competição por parceiros conforme Darwin escreveu em detalhes.

Sexo e a psique
O escritor Leo Tolstoy (1828-1910) apresenta um entendimento mais amplamente humanístico sobre o propósito do sexo. Em “Anna Karenina”, frequentemente considerada uma das maiores novelas de todos os tempos, o sexo é a fundação da família. Personagens que tratam sexo como uma aventura sem relação com a família acabam mal, enquanto aqueles que se dedicaram À felicidade da família terminam bem. Na visão de Tolstoy, as alegrias aparentemente mundanas da vida familiar, possíveis graças ao sexo, constituem as alegrias mais verdadeiras acessíveis aos seres humanos.

*Por Richard Gunderman

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*Fonte:

Saiba qual é o principal motivo que leva à traição, segundo pesquisa

Você tem o hábito de conversar com o parceiro sobre sexo?

A maioria das pessoas não, e segundo pesquisas, casais que se comunicam menos são mais propensos à infidelidade. A rede social Meu Rubi, fez uma pesquisa com alguns usuários para ver como é a comunicação que as pessoas têm com seus cônjuges.

Em pesquisas anteriores, o site descobriu que a falta de comunicação dentro do relacionamento era o principal fator tanto dos homens, quanto das mulheres, para ter traído alguma vez ou trair frequentemente. Dessa vez, ao olhar os percentuais, entendemos que a desculpa pode realmente ter fundamento, pois apenas 25% já teve ou têm conversas sobre o que gosta, o que não gosta, o que dá prazer e leva ao orgasmo com o parceiro.

Entretanto, quando questionados sobre assuntos mais íntimos, 41% das pessoas conseguem ter orgasmo com o marido/esposa/namorado, mas 87% atingem o prazer máximo com o amante.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores excitantes de uma relação fora de casa é justamente encontrar o que não se tem dentro de casa e a adrenalina de fazer algo novo e proibido. É comum a relação com o parceiro cair na “mesmice” e os dois pararem de tentar novas posições, novos lugares, novos jeitos de se excitar. Para a terapeuta sexual, Tammy Nelson, alguns casais acabam por enfrentar a famosa “fadiga do casamento”, quando acontece a comodidade por parte de um ou dos dois. “Da mesma forma que é bom saber quais as posições e os jeitos do parceiro, é ótimo ser imprevisível. Pode ser empolgante para os dois inovar no sexo dentro do casamento”, explica.

Dentre as poucas pessoas que já tiveram uma conversa com o parceiro, nem todas tiveram sucesso. Em 26% dos casos, a outra pessoa ignorou a conversa, em 19% o outro ficou magoado e um total – baixo – de 12%, tiveram uma melhora na relação, mas após um tempo voltou ao esquecimento. Outros 10% tentaram inovar e 7% ficou mais atento.

Mas ter a conversa também não garante a melhoria, já que apenas 5% apresentou melhor performance com o parceiro. Os dados parecem irreais em um primeiro momento, mas são proporcionais aos números de traições que vemos por aí.

Está claro que se não há conversa sobre o que cada um gosta e se as pessoas não estão abertas às sugestões do parceiro, muitos podem apelar para uma relação extra, que é onde a maioria encontra o que procura.

É compreensível – até um ponto – que as pessoas tenham receio de falar ao parceiro que o jeito dele “não está dando certo”, mas por outro lado, devemos compreender e abrir a mente para o fato de que cada um tem seu jeito de chegar ao clímax – por isso também é importante o autoconhecimento – e está tudo bem conversar sobre. Mesmo que a pessoa fique magoada num primeiro momento, a sinceridade deve ser a primeira escolha para tentar melhorar a relação.

*Por Meu Rubi

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*Fonte: equilibrioemvida

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito.

Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A tecnologia pode até unir quem está longe, mas separa quem está perto

A troca de olhar se tornou luxo

É comum nos dias de hoje vermos casais saindo para jantar juntos, porém ambos ficam vidrados nos próprios telefones, a ponto de nem se olharem. É comum vermos reuniões de família onde não há conversa e quando você vai ver o motivo, é porque estão todos “conectados”. Infelizmente, estas situações vêm sendo cada vez mais frequentes e se tornando normais para muitos e isso é triste.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia proporciona a você conseguir matar a saudade daquela pessoa que você adora e que está no outro lado do mundo, ela também te distância de quem está do seu lado. Pais e filhos estão mergulhados nas tecnologias que só distanciam. Namorados estão colocando fotos juntos, nas redes sociais, sem se quer trocarem olhares quando podem fazer isso. O fato é que estar próximo fisicamente já não é o suficiente.

Uma certa vez eu e meu marido saímos para jantar e vimos um casal muito elegante chegando no mesmo restaurante. Sentaram em uma mesa próxima a nossa. Enquanto conversávamos, reparamos que eles não falavam. Quando olhamos para a mesa do casal, o que vimos eram robôs, entregues aos seus smartphones. Então sentimos a necessidade de prometer um ao outro que jamais permitiríamos que o mesmo acontecesse na nossa união, afinal, um sempre será mais interessante ao outro do que qualquer coisa na internet.

Aqui em casa mal tocamos nos nossos celulares. Eles ficam de lado, porque somos humanos e precisamos conversar com quem amamos. Depois de um dia de trabalho é saudável contar sobre o seu dia a quem você ama e falar de qualquer coisa, inclusive do tempo.

Acho que realmente é uma questão de saúde você saber dosar o quanto utiliza do seu celular, das redes sociais. É uma questão de saúde você perguntar ao seu filho como foi à escola e ler a ele um bom livro. É uma questão de saúde colocar o papo em dia com os amigos e familiares sem precisar usar o whatsapp. É uma questão de saúde nutrir as relações com trocas de olhares e de abraços.

É bom lembrarmos que nada é para sempre, que quando menos esperamos as pessoas se vão e, o tempo não perdoa os momentos de desinteresse, que permitimos na ignorância. Portanto, quando puder abraçar abrace, quando puder beijar beije, quando puder olhe nos olhos daqueles que importam para você e faça com que se recordem da sua voz e dos seus lábios dizendo “eu te amo”.

*Por Suzana Villanueva

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*Fonte:

A vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado no sábado

Paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga, que acaba de publicar um livro, tenta desvendar o sentido da vida: “Deve haver algo mais… E essa outra coisa se chama cultura. É a música, a poesia, a natureza, a beleza…”

As escavações na jazida arqueológica de Atapuerca em Burgos começaram no final dos anos setenta. Em 1982 se juntou ao trabalho o paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga (Madri, 1954), um dos diretores da Fundação Atapuerca com Eudald Carbonell e José María Bermúdez de Castro, além de diretor científico do Museu da Evolução Humana em Burgos. Pouco depois, começariam a ser descobertos restos de fósseis humanos que iluminariam a história da humanidade.

Atualmente centenas de milhares de pessoas visitam todos os anos a escavação e o museu, que de acordo com Arsuaga proporciona modernidade e identidade “da boa”. “O museu é um bom exemplo de como fazer as coisas”, diz.

“Minha participação na criação do Parque Nacional de Guadarrama é a coisa mais importante que já fiz em minha vida, mais até do que descobrir fósseis”

Além da descoberta de fósseis, o cientista se sente especialmente orgulhoso de sua participação na criação do parque nacional da Serra de Guadarrama em Madri em 2013. “É a coisa mais importante que fiz em toda minha vida, mais até do que descobrir fósseis”, afirma.

Junto com a publicação de seu último livro Vida, la gran historia (Vida, a Grande História), o pesquisador foi recentemente nomeado presidente da Fundação Gadea Ciencia com um objetivo: “Que a fundação se transforme em algo útil à sociedade”. Mas para o paleoantropólogo, seu cargo mais importante é o de professor na Universidade Complutense de Madri.

Pergunta. Imaginou em algum momento quais descobertas poderiam ocorrer em Atapuerca?

Resposta. Não poderia imaginar e, de fato, todos os anos ocorrem surpresas. A melhor coisa que pode acontecer em um projeto científico é que ele te surpreenda. Se não o faz significa que seus potenciais já se esgotaram.

P. E o que mais o surpreendeu ao longo desses anos?

R. A descoberta de tantos fósseis humanos é obviamente o mais importante em meu trabalho, mas nesses anos ocorreram coisas em Atapuerca e na ciência, como as análises genéticas, com as quais ninguém contava e sequer imaginava. Agora temos estudos de DNA de 400.000 anos. Foi uma surpresa para todo mundo. Em Atapuerca o mais importante foi o grande número de descobertas de restos humanos, que aparecem mais do que em qualquer outro lugar, mais do que no restante das outras jazidas arqueológicas juntas.

P. Por que escolheu a jazida arqueológica de Atapuerca?

R. É uma história que se parece com qualquer outra no mundo da ciência. Diferentes possibilidades são investigadas, linhas são exploradas, algumas parecem mais interessantes e lá se coloca mais esforço, se progride e os resultados aparecem. Então se investe mais. A história de Atapuerca não é o resultado de uma intuição genial. Na verdade, Atapuerca só começou a dar resultados em 1992, quando foi feita a primeira grande descoberta. Mas o começo foi muito duro, como o é para um astrônomo, um biólogo molecular e um botânico. No começo é uma roda que gira muito devagar. A ciência tem um método comum. Não há tanta diferença entre estudar terremotos e procurar fósseis. Consiste em explorar o desconhecido e ninguém sabe como fazê-lo.

P. Apesar de trabalhar com o desconhecido, pensam no que pode ser descoberto?

R. Não, mas escavamos onde já sabemos que há fósseis. Essas jazidas arqueológicas são para obter mais do mesmo. E depois surge o desconhecido. Há mundos novos que são os fascinantes e os conhecidos dos quais podemos saber mais. Em Atapuerca temos isso, os mundos já conhecidos e outros que não conhecemos bem.

P. Mas depois surgem descobertas, como a de uma mandíbula em Israel, que reescrevem o que já sabíamos…

R. Bom, não se deve dar tanta importância aos autores. É preciso matizar. Às vezes fico preocupado quando se diz que uma descoberta obriga a reescrever a evolução humana. Seria um desastre. É como se antes não soubéssemos nada. Se descobríssemos uma nova cidade romana, mudaria tudo o que sabemos sobre os romanos? Claro que não! Ganhamos mais conhecimento sobre certas épocas e momentos da evolução humana, mas sem exagerar.

“Ao contrário do que se pensa, a ciência é sumamente cautelosa e conservadora. As publicações científicas são muito sóbrias”

P. Ainda que algumas vezes tenha sido esse o caso…

R. Sim, é verdade que às vezes se produzem conhecimentos que não mudam o que já se sabia, mas que ampliam o conhecimento. Por exemplo, em 1994 se pensava que a Europa teria sido povoada há quinhentos mil anos, mas nesse mesmo ano encontramos fósseis humanos em grande abundância de 900.000 anos atrás. Ou seja, 400.000 anos mais antigos. Isso é como chegar a um continente desconhecido, mas o descobrimento da América não mudou a Ásia e a Europa, simplesmente acrescentou algo. A ciência cresce.

P. Em relação ao pedaço de maxilar encontrado em Israel, sua descoberta foi suficiente para determinar que o Homo sapiens saiu antes da África. Como é possível?

R. É como encontrar um relógio em um templo asteca. O que você diria? Isso é muito importante. Somente um relógio muda tudo. Como podem saber que faziam tecnologia avançada? Se faziam relógios… Há casos que são óbvios. Existem notícias que obrigam a revisar muitas coisas. Na verdade, não aparecem relógios, e sim aperfeiçoamentos e amplificações do que sabemos. Ao contrário do que se pensa, a ciência é sumamente cautelosa e conservadora. As publicações científicas são muito sóbrias.

P. Por que a antropologia nos atrai tanto?

R. Porque nossas origens nos interessam. Só há duas explicações: a religião e a ciência. As pessoas querem saber de onde vêm e por que estamos aqui. Costumamos dizer que as três perguntas da filosofia basca refletem o ser humano: quem somos? De onde viemos? E onde vamos comer? Mas além disso temos preocupações intelectuais: o que fazemos aqui? O que nos criou? Há quem procure uma explicação religiosa, mística ou extraterrestre, mas todo mundo precisa saber por que está aqui. Essa pergunta, inerente ao humano, é a mais importante que pode ser feita. Assim que você solucionar a questão da comida, a próxima é essa [risos]. As crianças que nascerem nos próximos milênios irão se fazer a mesma pergunta.

P. E na verdade nunca será totalmente respondida… ou será?

R. A religião dá uma explicação falsa e os cientistas explicam. Cada um procura sua felicidade pessoal. Mas se você quer saber de onde viemos, eu te explico. Se quer saber por que estamos aqui, eu te explico…

“Há quem procure uma explicação religiosa, mística ou extraterrestre, mas todo mundo precisa saber por que está aqui”

P. Não sei se vou perguntar ao senhor [risos]… Por que estamos aqui?

R. Meu novo livro é justamente sobre isso. A evolução, da origem do cosmos à origem da vida, passa por diferentes etapas: o surgimento da Terra, a vida nela, as células complexas, a consciência, a mente simbólica, o pensamento abstrato, etc. Cada um desses passos poderia ou não ter acontecido. Provavelmente não era preciso que acontecessem ou talvez fossem inevitáveis. A pergunta é se a história da vida e a história humana têm uma direção, um sentido. O próprio leitor, com a informação que lhe dou, decide se cada passo é algo que tinha que acontecer ou poderia nunca ter ocorrido.

P. De modo que o leitor responde a si mesmo?

R. Sim, deixo que decida por si mesmo. O leitor é tão inteligente que pode chegar às suas próprias conclusões. De modo que não sou responsável pela filosofia dos outros. Dou todas as informações sobre o que pensaram os diversos gênios. Eu conto o que existe, dou minha opinião, e o que os mais inteligentes disseram sobre os diferentes passos que nos fizeram chegar até aqui.

P. O senhor poderia me dizer, hoje, por que estamos aqui?

R. Você está aqui porque seu pai e sua mãe tiveram relações uma noite. Mas é preciso procurar a explicação. E isso está no livro.

P. Mas quanto mais informação temos, mais o mundo nos parece complexo…

R. É que é muito complexo e contraditório… Os que tentam simplificar o complexo são muito perigosos. Se pegarmos, por exemplo, o código genético que temos, o DNA, é o único possível? Podem existir outros códigos genéticos? Por que temos esse e não outro que poderia ser melhor? Por que não?

“Em meu livro, o leitor decide por si mesmo se cada passo da história humana é algo que precisava acontecer ou poderia nunca ter ocorrido”

P. Falando de DNA, me vem a cabeça a descoberta de Denny, a filha de uma neandertal e um denisovano. Com essas descobertas sempre vem à discussão uma pergunta recorrente: Homo sapiens, neandertais e denisovanos poderiam ser a mesma espécie?

R. Não, não somos. Nesse instante, você está falando em espanhol ou em árabe?

P. Espanhol, que eu saiba.

R. Você sabia que a palavra alcalde (prefeito, em português, que também tem a palavra alcaide, de significado semelhante) vem de ‘al-qadi’, de origem árabe? Mas não é por isso que falamos árabe. Termos palavras de origem árabe não transforma o espanhol em árabe. Ter 2% de genes neandertais não transforma você em neandertal. Em biologia, como nas línguas, todas as populações têm alguns genes de outras espécies. Como não foi um deus que nos criou, se espera que as espécies absorvam genes umas das outras. Somente um criacionista poderia pensar que as espécies são puras, separadas e que não têm contato com outras.

P. Essas três espécies viveram ao mesmo tempo, mas só compartilhamos uma pequena porcentagem de genes. É isso o que nos diferencia?

R. Temos genes de todas as partes. Veja os espanhóis. Temos um monte de genes africanos e das estepes. Veja os ursos da Cantábria. Têm 2% de genes de ursos das cavernas. É como se você dissesse que o espanhol foi criado por Deus como uma língua diferente do francês. Nesse caso sim seria surpreendente que tivéssemos uma palavra em comum. Deus não se repete. Mas os idiomas são um produto da evolução linguística e, levando em consideração que somos vizinhos, não me surpreende que digamos cruasán (variação em espanhol da palavra francesa croissant) mesmo não sendo franceses, e sim espanhóis. Aplico esse mesmo raciocínio à biologia.

P. O que acha das análises genéticas vendidas hoje para conhecer nossa origem? Eu, por exemplo, que sou francesa, não tenho nada de francês. Isso deve ter acontecido com muita gente. Como se explicaria isso a essas pessoas?

R. É que o francês não existe, é um conceito político. Realmente não existem o gene francês e o basco. São na realidade diferentes proporções e misturas.

P. Se as pessoas soubessem disso, acha que afetaria os nacionalismos?

R. Em princípio, não. O fato de termos genes diferentes não deveria mudar nada. O nacionalismo atual é mais cultural. Sabia que o sobrenome mais comum da Catalunha é Fernández, por exemplo? O nacionalismo renunciou há tempos ao componente biológico e agora é baseado na cultura. Utilizam outros elementos para definir a identidade. Dito isso, eu não sou nacionalista e minha família é basca e fala o idioma basco.

“Como não foi um deus que nos criou, se espera que as espécies absorvam genes umas das outras”

P. Focando na Espanha, que obstáculos enfrentam a antropologia, a arqueologia e a paleontologia?

R. Como dizia Groucho Marx, comparado com que? Se compararmos com a Argélia, estamos muito bem. Se compararmos com a França e a Itália, a situação não é tão boa. Mas houve progressos. Temos um patrimônio imenso e precisamos saber contar. É preciso investir. As instituições devem saber que isso é uma indústria e um recurso econômico, em todo caso. Essa é a nossa luta. Há trabalho a ser feito.

“O nacionalismo renunciou há tempos ao componente biológico e agora se baseia na cultura para definir a identidade”

P. Em parte, conhecer nosso passado nos faz entender e valorizar mais nosso presente, não acha?

R. Sim, e nos faz mais felizes, espero. Aprendemos, aproveitamos, vivemos outras vidas. Eu sempre digo que a vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado no sábado. Não pode ser assim. Essa vida não é humana. Deve haver algo mais, mas aqui, nessa vida. E essa outra coisa se chama cultura. É a música, a poesia, a natureza, a beleza… É o que se deve apreciar e aproveitar porque, caso contrário, isso é uma merda.

P. Nossos antepassados seguramente sabiam apreciar melhor a vida…

R. Sem dúvida. Não trabalhavam a semana inteira e não iam ao supermercado no sábado.

P. Então o que nós fizemos de errado?

R. Alguma coisa fizemos errado, mas ainda temos tempo. Temos Mozart. Não é pouco. Apreciar a beleza é uma questão de educação e sensibilidade. Procure o que é belo na vida. Há muita beleza.

* Juan Luis Arsunaga / Adeline Marcos

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*Fonte: elpais

Se alguém abusar da sua boa vontade, o defeito é dele. Não seu.

Sim, alguém vai fazer mau uso da sua bondade, da sua disposição de ajudar, do seu desejo de contribuir. Alguém vai atravessar o samba e desdenhar da sua amizade, atropelar o bom senso, invadir o seu espaço, mexer nas suas coisas, chutar o seu cachorro quando você não estiver olhando. Vai, sim.

Um dia, você vai estender a mão e é provável que lhe passem a perna. Acontece. Quando acontecer, releve. A culpa não é sua. Ainda que um parasita lhe sugue o sangue, que um falso amigo lhe atribua absurdos, manipule os fatos, maldiga sua mãe, mesmo que um cafajeste tome dinheiro emprestado em seu nome, fuja do país e lhe deixe devendo na praça, você não precisa mudar o que é.

Tem sempre alguém por aí disposto a abusar da sua boa vontade. Mas isso não é desculpa para deixar de ser bom. É só um sinal de que é preciso virar a página, voltar para dentro, retomar o rumo e seguir em frente. Decerto, tem alguém em outro canto precisando de você.

Pense bem. Se cada traição, cacetada, esculacho ou desengano sofrido por alguém de bem o fizesse “mudar de lado” e se vingar do mundo, você e eu já nem estaríamos aqui. Nós já nos teríamos destruído sem dó, sem escrúpulos, sem compaixão.

Sem essa antiga, esquisita, inexplicável e poderosa inclinação de alguns de nós para a bondade, a decência e a beleza, o mundo já restaria deserto, vazio de gente. Habitado somente por vermes e demônios e pequenos animais.

Mania estranha essa de jogar a culpa no outro. Sempre “o outro”. Já viu? Fulano defende daqui sua má educação porque todo mundo é grosso, então ele só se adaptou. Sicrano se orgulha de sua esperteza, fura as filas no cinema, no trânsito, até no banco de órgãos porque “o mundo é dos espertos” e, afinal, se ele não fizer assim, outro espertalhão vai fazer no lugar dele. Beltrano, por sua vez, rola na carniça, faz tudo o que é errado e justifica que “é assim mesmo”, que o “mundo inteiro” é desse jeito e que ele só está fazendo o mesmo por questão de sobrevivência.

Então, quando uma boa alma perverte essa lógica e faz o que lhe parece uma coisa boa, alguém avisa profético e pragmático:

“Não seja trouxa. Ninguém vai fazer o mesmo por você.”
A boa alma responde: “e daí? Faço porque quero. Não porque espero que façam o mesmo por mim”.

Ela faz porque quer. Mas eu tenho a impressão de que ela faz mesmo é porque desconfia de que tantas desculpas, conjecturas e pressupostos para nos isentar da responsabilidade de fazer o que é certo e o que é bom estão nos transformando em cínicos fantásticos, hipócritas colossais, especialistas em esperar que a salvação para todos os nossos problemas desabe do céu sem mais.

Não, do céu não vai cair. É preciso fazer o que é bom agora. E se uma pessoa aqui e outra ali não souberem receber ou abusarem da sua boa vontade, o problema será delas. Não seu.

*Por André J. Gomes

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*Fonte: contioutra

Quando a mente fabrica a doença

Em livro, neurologista Suzanne O’Sullivan descreve pacientes com transtornos psicossomáticos

Quase todos nós aceitamos sem problemas que o coração bata com mais força quando nos aproximamos da pessoa por quem estamos apaixonados, ou que as nossas pernas tremam quando é preciso falar em público. São emoções que provocam sintomas físicos reais. Entretanto, custa aceitar que os mesmos pensamentos que causam um frio na barriga cheguem a desencadear doenças graves, como cegueira, convulsões ou paralisias. E, no entanto, é justamente isso que descreve a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), no qual revê alguns dos casos mais impactantes de doenças psicossomáticas com os quais se deparou ao longo da carreira.

Certa vez, O’Sullivan teve uma paciente, chamada Linda, que percebeu um pequeno inchaço no lado direito da cabeça. Era só um cisto sebáceo, mas ela não parava de fazer exames e consultas. Pouco depois, perdeu a sensibilidade do braço e da perna direitos; a paciente tinha certeza de que o inchaço havia atingido o cérebro. Quando O’Sullivan a examinou, todo o lado direito do corpo – o mesmo onde estava o caroço – já havia perdido o movimento e a sensibilidade. Só que Linda não sabia que o lado direito do cérebro na verdade controla os movimentos do lado esquerdo do corpo, e por isso sua mente se enganou ao criar os sintomas. Linda, na verdade, sofria de um transtorno psicossomático – seus pensamentos desencadeavam sintomas de uma doença inexistente.

Quando O’Sullivan estava se especializando em neurologia, foi ensinada a distinguir os doentes que tinham sintomas físicos causados por conflitos mentais. “Todos os meus pacientes tinham convulsões, mas em 70% dos casos não sofriam de epilepsia: por mais que fossem examinados, não encontrávamos nenhuma lesão ou causa neurológica que explicasse seus sintomas. Tinha de ser algo psicológico.” Mas mandar os pacientes para casa com o diagnóstico que não eram epiléticos não servia de consolo, de modo que a médica se sentiu obrigada a encontrar uma maneira de ajudá-los.

“As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”

Em 2004 ela começou a agir, e desde então, quando encontra um paciente com sintomas, mas sem lesões neurológicas, tenta lhe explicar que a origem dos seus males é um problema psicológico mal resolvido. Geralmente, porém, os pacientes se negam a aceitar esse diagnóstico. “Eles têm um estresse mental do qual não estão conscientes, e alguém está obrigando-os a encará-lo”, diz a médica. “Esses sintomas são uma manifestação do organismo: seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo.”

Ninguém está a salvo dessas doenças, e há centenas de causas que as originam. Segundo O’Sullivan, os casos muito extremos, como as convulsões ou paralisias, costumam nascer de traumas psicológicos severos; os menos graves podem surgir de um amontoado de pequenos esgotamentos que os pacientes não sabem administrar. “Depende da atenção que a pessoa presta às dores. Se ficarem obcecadas e buscarem repetidamente uma explicação médica que não existe, é possível que acabem desenvolvendo a doença psicossomática”, explica O’Sullivan.

Para se curar, o acompanhamento psicológico é indispensável. Segundo O’Sullivan, a primeira coisa a fazer é abandonar a ideia de que há uma enfermidade orgânica. A seguinte etapa é ver como a mente afeta o corpo: se você sente palpitações e nota que está ansioso, elas começarão a parecer muito menos graves, já que você conhece as causas. Mas, se associa essas palpitações a problemas cardíacos, e os exames médicos não comprovam isso, você provavelmente ficará obcecado, e as palpitações irão piorar.

“Seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo”

“Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo.

Após mais de dez anos de dedicação às enfermidades psicossomáticas, Suzanne O’Sullivan continua sem saber apontar o caso mais grave que viu. “Os casos mais duros são os de pessoas que adoeceram quando tinham 16 anos e, aos 50, continuam indo a médicos. Estão cegos ou em cadeira de rodas e continuam se submetendo a operações. Conheço pessoas que comem por um tubo, mas não têm nenhuma doença orgânica. Todas as partes do seu organismo foram afetadas por sua mente”, relata. Nada mais surpreende essa neurologista. “As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”, diz.

*Por M. Victoria S. Nadal

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*Fonte: elpais-brasil

Quatro recomendações para combater a ansiedade

Há diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

– transtorno obsessiva compulsiva;
– stress pós-traumático;
– pânico;
– agorafobia, ansiedade generalizada, ansiedade social, ansiedade da separação.

De acordo com a Revista Galileu, quatro recomendações podem te ajudar a combater a ansiedade:

1. Meditação ou mindfulness – Não importa o nome da técnica, desde que foque a atenção em estímulos simples como controlar a respiração, fazer um auto avaliação do corpo ou focar-se nos sons ao seu redor. Tudo isso contribui para afastar pensamentos ansiogénicos.

2. Aceitação – Nos últimos anos, as abordagens no tratamento dos transtornos concentram-se também em aceitar os sintomas e não sofrer por estar sofrendo. Apesar do estigma com a saúde mental estar diminuindo aos poucos, a verdade é que ainda atrapalha na aceitação da condição e compromete a recuperação dos pacientes.

3. Acompanhamento psicológico – Das terapias que os especialistas costumam indicar para quem sofre de ansiedade, a cognitiva comportamental é a mais frequentemente recomendada. O tratamento incide em interromper comportamentos ansiosos, o que gera mais resultados positivos.

4. Atividade Física – Praticar esportes de equipe ou exercício físico estimula a liberação de substâncias que ajudam na regulação do organismo e contribuem para a sensação de relaxamento. Por isso, os médicos recomendam o exercício como forma de estimular o próprio corpo a produzir o ‘remédio’ de que necessitamos para sentir prazer.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Como os desenhos clássicos criaram uma geração de pessoas com conhecimento cultural

[Texto traduzido e adaptação de publicação de Anne Holmquist em Intelectual TakeOut]

Desenhos clássicos como Tom e Jerry fizeram parte da vida de mutias pessoas. Contando uma história a respeito de uma vez em que seu pai reconheceu trechos da história de um livro de Mark Twain, a editora do site Intelectual TakeOut fala sobre como desenhos animados foram responsáveis por introduzir informações a respeito de clássicos da literatura e da música através de seus episódios.

A reflexão é muito interessante e, por isso, resolvemos traduzir o texto para português. Confira:

Estes desenhos introduziram às crianças histórias como Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson, por exemplo, através do Pernalonga. Citações chave e cenas do trabalho de William Shakespeare foram o tema de desenhos da Looney Tunes. Em um curta da Disney chamado “Little Hiawatha”, estava presente o poema épico “The song of Hiawatha” de Henry Wadsworth Longfellow.

Talvez estes desenhos tenham tornado ainda mais famosas do que as referências literárias as músicas clássicas, introduzindo tanto seleções instrumentais e de ópera às crianças. Um exemplo famoso é “O Barbeiro de Sevilha” performado por Pernalonga em um salão de cabeleireiro. O crítico de cinema americano Leonard Maltin descreve bem esta situação:

“Muito de minha educação musical veio pelas mãos do compositor da Warner Bros. Carl Stalling, eu só não percebia isso, eu não estava atento, isso simplesmente ficou guardado no meu cérebro durante todos os anos em que assisti os desenhos da Warner diariamente. Eu ouvia a Segunda Rapsódia Húngara de Liszt por causa dos desenhos da Warner Bros., eles a usavam tão frequentemente”.

Mas Maltin não foi o único que aprendeu com esses clássicos. Na verdade, como conta o famoso pianista Lang Lang, foi a versão de Tom e Jerry de música de Liszt que o inspirou a começar a tocar piano, aos dois anos de idade.

Estes exemplos somente pincelam a superfície da instrução cultural que estes desenhos antigos ensinaram a nossos pais e avós. Mesmo que eles não aprendessem estes elementos na escola, eles ao menos tinham algumas referências a partir das quais eles poderiam construir seu entendimento dos livros e músicas e mesmo das ideias que impactaram a cultura e o mundo no qual vivemos hoje.

Mas será que podemos dizer o mesmo da geração atual? Pra ser honesta, não conheço bem o que o mundo dos desenhos tem oferecido hoje, mas uma busca rápida de desenhos populares parece sugerir que a resposta é “não”. Na maior parte do tempo eles parecem se focam no aqui e agora.

Resumidamente, nem escolas nem os desenhos de sábado de manhã parecem estar passando adiante a tocha do conhecimento cultural e literário. Será que este cenário poderia ser uma das razões pelas quais vemos uma cada vez maior apatia e falta de interesse na geração atual?

[Link do texto original, em inglês, AQUI]

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*Fonte: notaterapia

O que leva uma pessoa a querer sempre agradar aos outros?

Agradar aos outros não é um defeito, pelo contrário, indivíduos que gostam de agradar tendem a se tornar queridos pelas pessoas à sua volta. O agrado traz retorno, seja pela felicidade do outro, seja pela satisfação pessoal de fazer o bem.

O problema, porém, é quando esse ato não é espontâneo e se torna uma obrigação. Nesse momento, talvez seja a hora de procurar um psicólogo para entender porque existe a necessidade extrema de agradar a todo o mundo.

O ato de dizer não deve ser natural, mas nem todo mundo consegue. Há quem fuja de conflitos e prefere abdicar de si pelos outros pensando se tratar de algo em curto prazo.

Porém, esse comportamento frequente pode virar uma bola de neve. Com medo de se tornar indelicada, essa pessoa abrem mão de si para satisfazer os outros sem medir as consequências.

O fato de agradar aos outros também pode ser uma forma de se sentir aceito em um grupo, algo que a pessoa acredita que não conseguiria se agisse conforme a sua personalidade. Há ainda aqueles que agradam esperando sempre algo em troca e, quando não ocorre, se frustram e ficam ressentidos.

Agradar aos outros sem estar se agradando pode ser prejudicial para as emoções do indivíduo e algo que deveria ser prazeroso se torna um peso. Pessoas com necessidade de agradar podem se tornar inseguras, depressivas, ansiosas, ter baixa autoestima e não terem condições de decidir por si, precisando sempre da opinião do outro.

Às vezes é preciso fazer o que não se gosta em benefício do grupo, mas ninguém deve se tornar escravo desse comportamento. Veja quando agradar todo mundo pode se tornar prejudicial:

Agradar a todos pode se tornar um problema quando

• Sempre se espera algo em troca;

• Não há retorno e há frustração;

• Acredita-se que é necessário agradar para ser aceito;

• Deixa-se de lado as vontades e desejos próprios;

• Não se consegue mais identificar o que se gosta;

• Os gostos são baseados nos de outra pessoa;

• Fica-se impossibilitado de dizer não;

• Consegue-se dizer não, mas tenta-se sempre justificar (inclusive mentindo);

• Há necessidade de ser visto como alguém bom e legal;

• Sem perceber, os outros abusam dessa pessoa;

• A pessoa se culpa por tudo de errado que acontece;

• A pessoa sente-se imprescindível e insubstituível naquele meio;

• A pessoa considera o amor e a entrega sacrifícios normais;

• A pessoa apresenta sinais de baixa autoestima, ansiedade, estresse e outros problemas emocionais.

O que leva uma pessoa a querer sempre agradar aos outros?

Irracionalmente temos a necessidade de sermos aceitos e amados. O renovado psicólogo americano Albert Ellis, criador da terapia racional emotiva, determinou onze crenças irracionais comuns. Uma delas é: “Preciso do amor e da aprovação de todos os que me rodeiam” ou “preciso ser amado e ter a aprovação de todas as pessoas importantes que me rodeiam”.

Esta crença é comum, em diferentes graus, em todo o ser humano. Racionalmente sabemos que agradar a todos é impossível e que isso não nos torna piores. Quando a pessoa não identifica isso, abre mão de suas necessidades – uma das poucas formas de conseguir agradar ao máximo o outro (sem garantia de sucesso).

Identificar a origem dessa conduta no indivíduo é um dos primeiros passos para melhorar esse aspecto. Outro ponto é analisar o que a pessoa está fazendo para que isso a impossibilite de mudar.

Em geral, o indivíduo que está sofrendo com a necessidade de agradar não consegue identificar onde está o erro. Por essa razão é preciso buscar ajuda profissional. Um psicólogo comportamental pode auxiliar na busca pela resolução desses conflitos.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524) / psicologoeterapia.com.br

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Quer conhecer o caráter de uma pessoa? Dê a ela algum poder

A Síndrome do Pequeno Poder é um transtorno de comportamento individual que mina as relações sociais e pode esfacelar qualquer chance de estabelecimento de convivência, em detrimento da satisfação de um indivíduo arrogante, autoritário e abusivo.

Pessoas acometidas por essa Síndrome costumam ter auto estima extremamente prejudicada, sendo levadas a ter a necessidade de humilhar o outro na tentativa de cessar um sentimento de menos valia. Diminui-se o outro para se sentir maior.

Esses indivíduos costumam viver inseridos em ambientes dentro dos quais não encontram lugar, sentem-se inferiores e, por causa disso, reagem agressivamente contra qualquer um que possa representar o mínimo questionamento à sua “autoridade”.

Autoridade é um bem que se conquista. É fruto do reconhecimento a uma habilidade desenvolvida, a um esforço empenhado, a um desempenho de papéis que explicita a competência. Autoridade depende da anuência do entorno.

Já o autoritarismo é outra coisa. É a instauração de um poder à força. É a atitude agressiva que busca subjugar o outro. O autoritarismo nasce da incompetência, da falta de recursos para administrar conflitos.

Lidar com uma pessoa tomada pela Síndrome do Pequeno Poder é dificílimo. Essas pessoas têm uma enorme dificuldade em estabelecer limites de convivência. Uma vez que ela tenha enxergado no outro uma ameaça ao seu suposto poder, ela não medirá ações ou modos para fazer valer a sua ilusória “autoridade”.

O poder verdadeiro emana do saber. Quanto mais sabemos sobre algo mais poder teremos sobre isso. E tudo o que estiver envolvido nesse saber depende do caráter ético e moral de quem o possui. Depende. Depende da importância social daquilo que se sabe, do que vai ser feito com esse saber; depende, ainda, de como e com quem esse conhecimento será partilhado.

As relações de poder na atualidade constroem-se a partir de uma rede complexa de relações. O modelo de hierarquia sólida, que já funcionou tão bem em outros momentos históricos anteriores, hoje não funciona mais. Ainda bem! E o indivíduo com visões distorcidas de poder não conta com recursos para perceber e gerir essa mobilidade.

O conhecimento foi incrivelmente democratizado, graças ao desenvolvimento tecnológico. Qualquer pessoa, dotada da capacidade de ler e compreender o que lê, tem acesso a uma infinita variedade de informações, sejam elas relevantes ou fúteis. Nunca foi tão fácil satisfazer uma curiosidade ou interesse de aprendizagem sobre o que quer que seja.

Esse acesso aberto ao conhecimento, no entanto, exige de nós uma dose muito maior de responsabilidade. Hoje precisamos ser agentes das decisões tomadas. O nosso fazer político, por exemplo… de nada nos adianta ter o poder de eleger nossos representantes se ainda teimamos em escolhê-los de forma irresponsável.

Pensando numa esfera institucional menor que o Estado; uma empresa, por exemplo. Em qualquer empresa, ainda que vigore uma estrutura de cooperação, alguém precisa estar em uma posição de mediador das relações; precisa haver um líder que seja responsável por garantir que haja organização, equilíbrio e produtividade. Sem uma liderança que prese por valores e pelas necessidades coletivas, instaura-se o caos.

E, uma vez instaurado o caos, todos ficam à deriva. O individualismo é o caos. Cada um pensando nos próprios interesses é o caos. A nossa natureza exploratória gerou o caos, numa crise ambiental sem precedentes. De tanto brincarmos de algozes, acabamos vítimas de nossa própria ambição desmedida.

Estaria tudo perdido? Não haveria salvação para nossa “raça humana”? Há. E ela está em nossas mãos, mais concretamente do que nunca esteve. Precisamos entender o que representa exatamente esse tamanho poder. Precisamos ressignificar o nosso papel nas relações com o outro e com o mundo.

O poder é necessário para impulsionar mudanças, para vencer obstáculos. Sua natureza é de cunho transformador. O que vai modular esse poder é o caráter de quem o exerce. E não importa se o autor do comportamento abusivo é um líder de governo, o segurança da balada, o pai de família ou um parceiro de trabalho. O abuso precisa ser detido.

O abusador é alguém que faz mau uso do poder que tem, ou imagina ter. E, não raras vezes a única forma de fazê-lo parar é garantir que ele não tenha nenhuma chance de sequer pensar que pode mais que os outros. Nenhuma relação interpessoal pode basear-se em posturas de dominação e exploração. Infelizmente, em muitos casos não adianta insistir, porque para falta de caráter ainda não inventaram remédio. Nem adianta procurar no Google!

*Por Ana Macarini

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*Fonte: contioutra

Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas.

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: caminhoseu

A consciência é apenas uma ilusão?

O cérebro humano realmente é apenas uma coleção de máquinas complexas?

O cientista cognitivo Daniel Dennett acredita que nossos cérebros são máquinas, feitas de bilhões de minúsculos “robôs” — nossos neurônios ou células cerebrais. A mente humana é realmente tão especial?

Em uma nota infame escrita em 1965, o filósofo Hubert Dreyfus afirmou que os humanos sempre venceriam os computadores no xadrez porque as máquinas não tinham intuição. Daniel Dennett não concordou.

Alguns anos mais tarde, Dreyfus se encontrou vergonhosamente com o xeque-mate de um computador. E em maio de 1997, o computador da IBM, Deep Blue derrotou o campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov.

Muitos que não estavam satisfeitos com este resultado alegaram que o xadrez era um jogo aborrecido e lógico. Os computadores não precisavam de intuição para vencer. Os trilhos mudaram.

Daniel Dennett sempre acreditou que nossas mentes são máquinas. Para ele, a questão não é “os computadores podem ser humanos?”, mas “os humanos são realmente tão espertos?”.

Em uma entrevista para o programa de rádio The Life Scientific, da BBC Radio 4, Dennett diz que não há nada de especial em relação à intuição. “A intuição é simplesmente saber algo sem saber como você chegou a esse algo”.
Daniel Dennett acredita que nossas células cerebrais são “robôs” que respondem a sinais químicos. (Créditos da imagem: BBC/Maria Simons).

Dennett culpa o filósofo Rene Descartes por poluir permanentemente nosso pensamento sobre como pensamos a respeito da mente humana.

Descartes não conseguiu imaginar como uma máquina poderia ser capaz de pensar, sentir e imaginar. Tais talentos devem ser dadas por Deus. Ele escreveu no século 17, quando as máquinas eram feitas de alavancas e polias, não de CPU’s e RAM’s, então talvez possamos perdoá-lo.

Robôs feitos de robôs

Nossos cérebros são feitos de algo em torno de cem bilhões de neurônios — as mais recentes estimativas contam 86 bilhões dessas células: se você fosse contar todos os neurônios em seu cérebro a uma taxa de um segundo, levaria mais de 3 mil anos.

Nossas mentes são feitas de máquinas moleculares, também conhecidas como células cerebrais. E se você achar isso deprimente, então lhe falta imaginação, diz Dennett. “Você conhece o poder de uma máquina feita de um trilhão de peças móveis?”, pergunta ele.
As pessoas ficaram chocadas quando um computador bateu o ex-campeão de xadrez Garry Kasparov em 1997.

Nossas células cerebrais são robôs que respondem a sinais químicos. As proteínas motorizadas que esses robôs criam são robôs. E assim vai. “Nós não somos apenas robôs”, completa o filósofo. “Somos robôs, feitos de robôs, feitos de robôs”.

Como uma tela do telefone

A consciência é real. Claro que é. Nós a experimentamos todos os dias. Mas para Daniel Dennett, a consciência não é mais real do que a tela no seu laptop ou no seu telefone.

Os geeks que fazem aparelhos eletrônicos chamam o que vemos em nossas telas de “ilusão do usuário”. É um pouco paternalista, talvez, mas eles têm um porquê.

Pressionar ícones em nossos telefones nos faz sentir no controle. Nós nos sentimos no comando do hardware que há lá dentro. Mas o que fazemos com os dedos nos nossos telefones é uma contribuição bastante patética para a soma total da atividade do telefone. E, claro, não nos diz absolutamente nada sobre como eles funcionam.

A consciência humana é a mesma, diz Dennett: “É a própria ‘ilusão do usuário’ do cérebro”. Parece real e importante para nós, mas isso não é uma coisa muito grande. “O cérebro não precisa entender como o cérebro funciona”, completa.

Não tão inteligente quanto pensamos

Sabemos que evoluímos de símios. Sabemos que compartilhamos 99% do nosso DNA com chimpanzés.

Reconhecemos que alguns de nossos comportamentos são devidos à nossa natureza animal (embora geralmente não são esses os aspectos de que estamos mais orgulhosos). Nossas qualidades mais especiais, nossa inteligência, nossa percepção e nossa criatividade, nós gostamos de pensar, devem ter causas mais especiais.
Nós humanos tradicionalmente enfatizamos nossas diferenças do reino animal, mas todos somos apenas o resultado de experimentos evolutivos. (Créditos da imagem: Adam Jones/Science Photo Library).

Nossos cérebros, como nossos corpos, evoluíram ao longo de centenas de milhões de anos. Eles são o resultado de milhões e milhões de anos de experimentos aleatórios e experimentais errôneos.

Do ponto de vista evolutivo, nossa capacidade de pensar não é diferente da nossa capacidade de digerir, diz Dennett.

Ambas as atividades biológicas podem ser explicadas pela Teoria da Seleção Natural de Charles Darwin, muitas vezes descrita como a sobrevivência do mais apto.

Tentativa e erro

Nós evoluímos de bactérias incapazes de compreender. Nossas mentes, com todos os seus talentos notáveis, são o resultado de inúmeras experiências biológicas.

Nosso gênio não é dado por Deus. É o resultado de milhões de anos de tentativa e erro.

Quando uma bactéria se move em direção a uma fonte de alimento, os cientistas não elogiam as bactérias por serem inteligentes. Isso seria altamente não científico. Mas quando os cientistas descrevem o pensamento como uma atividade biológica, eles se arriscam serem ridicularizados ou indignar (dependendo da empresa que lhes mantenham).

Tal reducionismo feroz ofende. Quão ingênuo sugerir que não há nada mais na mente humana do que um monte de neurônios!

Descartes subestimou as máquinas grosseiramente. Alan Turing as ajustou direito.

Ele previu que até o final do século XX “o uso de palavras e opiniões educadas em geral terão alterado tanto que alguém poderá falar com máquinas pensantes sem ser contraditado”.

Os computadores na década de 1960 não eram muito bons no jogo de xadrez. Agora eles tocam saxofone como John Coltrane.

Nesta era digital de supercomputadores e telefones inteligentes, certamente não é tão difícil imaginar como uma máquina composta de trilhões de peças móveis pode ser capaz de ser humana.

*Por Diógenes Henrique

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*Fonte: ciencianautas

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda vez que algo nos incomoda precisamos perguntar: “por que isso me afeta tanto”?
Toda vez que alguém nos causa desconforto devemos perguntar: “que parte de mim se assemelha tanto a essa pessoa que eu não suporto ver”?

A vida é ressonância… é energia… é ação e reação… é atração!

Quantas vezes julgamos pessoas e atitudes e agimos da mesma forma?

Quantas vezes somos agressivos para nos defender de sentimentos que não sabemos trabalhar.

Quantas vezes agimos, repetindo padrões de pais, mães, tios ou avós que nós mesmos condenamos?

Quantas vezes desejamos fazer diferente, ser diferente mas simplesmente não conseguimos?

Quantas crenças limitantes nos impedem de ressignificar nossa vida diária?

Quantas vezes nos sentimos presos a padrões de comportamento que desejamos muito mudar?

Sabe a velha história dos lobos?

Cada um de nós carrega dentro de si 2 lobos.
Um é amoroso, generoso e gentil… O outro é raivoso, inconsequente e egoísta.
Todos carregamos ambos dentro de nós… somos assim.
Qual lobo será seu guia?
A resposta é: Aquele que você verdadeiramente alimentar!!!

Quando reconhecemos nossos 2 lobos passamos a nos aceitar. Somos bons, ruins, solidários, egoístas.

Somos o melhor e o pior.
Somos gente, demasiadamente humanos.
Mas quando reconhecemos nossa dor já estamos diante da nossa cura interior!

E você? Enxerga a sua dor?


*Por Roberta França

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*Fonte: seuamigoguru

Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos

Você pode até julgar e olhar feio para pessoas que falam palavrões constantemente, mas saiba que elas podem ser mais íntegras, inteligentes e felizes do que você. E quem diz isso, acredite, é a ciência.

Pessoas que falam palavrão são mais inteligentes

Um estudo realizado em 2015 descobriu que indivíduos que têm o hábito de falar palavrão apresentam um Q.I. maior. Conseguir distribuir xingamentos pelo maior número de vezes em um intervalo de um minuto estava ligado a uma pontuação mais elevada em um teste de Quociente de Inteligência.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, um vasto vocabulário de palavrões seria sinal de força retórica, ou seja, boa capacidade de argumentação e formulação de ideias. O mesmo levantamento mostrou que quem é bagunceiro e dorme tarde também tinha melhores avaliações nos testes.

Quem fala palavrão é mais honesto e íntegro

De acordo com uma pesquisa feita com 276 participantes, pessoas que falam palavrão são mais honestas e íntegras do que aquelas que não costumam usar palavras chulas no cotidiano.

O levantamento observou que as pessoas tendem a falar palavrões mais como uma forma de se expressar do que uma maneira de prejudicar o próximo e que a honestidade foi associada a níveis mais altos de xingamentos nos experimentos realizados com os voluntários.

Pessoas que xingam são mais felizes

Por fim, é possível dizer com base em um outro trabalho científico, que falar palavrão faz com que uma pessoa seja mais feliz no geral. Isso porque o hábito tem efeito direto no alívio de dores, favorece a expressão de sentimentos, promove conexões sociais e melhora da saúde física e mental.

Segundo o estudo, xingar melhora a circulação sanguínea, eleva a liberação de endorfinas e promove sensação de calma, controle e bem-estar.

*Por Paulo Nobuo

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*Fonte: vix

Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte:

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

O sucesso só é possível depois do fracasso

Um novo estudo da Universidade Northwestern (EUA) descobriu que o fracasso é um “pré-requisito essencial para o sucesso”.

Não, você não leu errado.

Ao que tudo indica, não basta só trabalhar muito e persistir – é preciso errar e aprender com esses erros para ser bem-sucedido.

Metodologia

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma quantidade enorme de dados envolvendo sucesso e fracasso em diversos cenários diferentes – por exemplo, examinaram 776.721 pedidos de bolsas para pesquisa apresentados aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1985 a 2015, além de 46 anos de investimentos em startups de capital de risco e até 170.350 ataques terroristas realizados entre 1970 e 2017.

Depois de vasculhar todas essas informações, os cientistas descobriram que “todo vencedor começa como um perdedor”.

Mais do que isso: vencedores e perdedores tentaram o mesmo número de vezes, então não é sobre persistência após o fracasso. É sobre aprender com seus erros.

“Você precisa descobrir o que funcionou e o que não funcionou e depois se concentrar no que precisa ser melhorado, em vez de se debater e mudar tudo. As pessoas que falharam não necessariamente trabalham menos [do que as que tiveram sucesso]. Eles podem realmente ter trabalhado mais; é que fizeram mais alterações desnecessárias”, explicou Dashun Wang, professor de administração e organização da Universidade Northwestern.

Modelo matemático

Os pesquisadores analisaram, entre outras coisas, quantas vezes um pesquisador pediu por financiamento, o que mudou nesses pedidos e quão espalhadas foram suas tentativas. No domínio das startups, olharam coisas como oferta pública inicial, fusões de alto valor e aquisições. Por fim, no caso dos ataques terroristas, sucesso era matar pelo menos uma pessoa, enquanto fracassos eram tentativas sem casualidades.

A ideia do estudo era formular um “modelo matemático” explorando os “mecanismos que governam a dinâmica do fracasso”. A equipe identificou estatísticas que separavam grupos bem-sucedidos dos fracassados.

Por exemplo, um indicador de sucesso era o tempo entre as tentativas fracassadas. Quanto mais rápido uma pessoa falha, melhor suas chances de sucesso. Quanto mais tempo se passa entre as tentativas, mais propensa ela fica a falhar de novo.

Trabalhando com dados em tão larga escala, Wang e sua equipe puderam identificar pontos críticos em comum às diversas tentativas falhas, entendendo qual caminho leva ao progresso e qual leva ao fracasso.

Segundo os pesquisadores, a existência de tais pontos de inflexão contraria as explicações tradicionais sobre fracasso e sucesso, que envolvem fatores como sorte ou hábitos de trabalho.

“O que estamos mostrando aqui é que, mesmo na ausência de tais diferenças, você ainda pode ter resultados muito diferentes”, disse Wang. O que importa é como as pessoas falham, como respondem à falha e aonde essas falhas levam.

No futuro

De acordo com Albert-László Barabási, da Universidade Northeastern, o modelo desenvolvido por esse estudo pode ser usado em outras pesquisas e ferramentas.

“Existem inúmeros trabalhos tentando entender como as pessoas e os produtos são bem-sucedidos. No entanto, há muito pouco entendimento do papel do fracasso. O trabalho de Wang reescreve fundamentalmente nossa compreensão do sucesso, mostrando o papel principal que o fracasso desempenha nele, oferecendo finalmente uma estrutura metodológica e conceitual para colocar o fracasso onde ele pertence dentro do cânone do sucesso”, argumenta.

O próximo passo da pesquisa é refinar o modelo para quantificar outras características individuais e organizacionais que podem influenciar no sucesso, além de aprender com erros passados.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature. [ScientificAmerican]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A obsessão por ser feliz o tempo todo faz as pessoas se sentirem péssimas

Segundo Tal Ben-Shahar, filósofo e psicólogo israelense da contemporaneidade, o estresse (que ele considera se tratar de uma pandemia global) tem sido há muito tratado de forma equivocada. Segundo ele, tem-se deixado “de dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono”.

Recentemente, em evento sobre educação e tecnologia realizado em Madri (o EnlighTed), Tal Ben-Shahar concedeu uma entrevista em que, dentre outras questões, se debruça sobre o tema do estresse, da ansiedade, da felicidade e da educação que tem sido proporcionada aos jovens hoje em dia.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa, igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de 41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo 24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas… Hoje você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de 30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa, mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que termina quando você morre.

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*Fonte: revistapazes

Mãe de menina, o elo mais forte de acordo com a ciência!

De todos os laços familiares, um estudo americano mostrou que o de mãe e filha seria o mais poderoso de todos. É a explicação dos resultados de uma investigação que tentou provar o contrário.

Nos fundamentos da psicologia de adultos e crianças, é dada prioridade ao estudo do relacionamento de cada indivíduo com sua família.

Alguns pesquisadores americanos decidiram abordar esse problema analisando cada link separadamente.

O objetivo deste estudo, publicado pelo The Journal of Neuroscience, foi demonstrar por que e como certas patologias foram transmitidas na família.

Eles descobriram que a transmissão ocorreu particularmente entre mãe e filha, demonstrando a força do vínculo entre elas. Um relacionamento que poderia explicar muitas coisas.

Detalhes do estudo sobre laços familiares

Pesquisadores da Califórnia selecionaram anteriormente 35 famílias com boa saúde: sem distúrbios neurológicos ou psiquiátricos, sem histórico de uso pesado de drogas ou drogas, sem contra-indicações para ressonância magnética (RM).

De fato, graças a esse teste, um “mapa” do cérebro foi criado.

Através da análise das diferentes zonas reativas e da realização de testes comportamentais, os resultados podem ser reveladores.

As análises cobriram as relações pai-filha, pai-filho, mãe-filho e mãe-filha em quantidades quase equivalentes.

O objetivo do estudo foi principalmente entender por que e como os transtornos de depressão e humor pareciam passar entre os membros da família, principalmente entre mães e filhas.

 

Resultados interessantes

A pesquisa chegou à seguinte conclusão: mães e filhas têm uma anatomia idêntica na parte do cérebro que governa as emoções.

Obviamente, essa semelhança também é encontrada entre mãe e filho, pai e filha, pai e filho. No entanto, é muito mais importante entre mães e filhas.

Portanto, a transmissão do esquema emocional será muito forte entre eles, a ponto de sentir as coisas da mesma maneira e também estar sujeita às mesmas patologias.

Uma compreensão mútua reforçada

A boa notícia é que existe uma pessoa na terra que pode entendê-la perfeitamente. Essa semelhança na substância cinzenta entre mãe e filha promove a compreensão mútua.

As mães são mais capazes de identificar e assimilar as emoções de suas filhas e vice-versa.

Às vezes, também é por esse motivo que os relacionamentos mãe-filha nem sempre são fáceis, porque são muito próximas emocionalmente.

Obviamente, essa pesquisa agora deixa muito espaço para novas pesquisas possíveis, talvez levando em conta pessoas com várias patologias; em uma amostra maior de famílias …

Enquanto isso, isso pode explicar por que, mesmo sendo adultas, nossas mães podem continuar sendo nossas pessoas de confiança favoritas.

*Por Leroux Fanny

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*Fonte: seuamigoguru

Como responder a um insulto de forma inteligente, de acordo com os estoicos

Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido“.

Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página. Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura. Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.

Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional

Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida. Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando prejudicar outra pessoa. Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes aos insultos, para o nosso próprio bem-estar psicológico.

O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.

Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preenchemos os espaços em branco e logo tiramos conclusões, independentemente de ter fundamento ou não.

Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um sequestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem o controle, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.

O sequestro emocional ocorre quando consideramos o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e paramos de se comportar racionalmente. Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.

De fato, Epícteto pensava que o insulto não é o agressor, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: “Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo“.

Os 3 filtros dos estoicos para avaliar os insultos

Os estoicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:

Veracidade Se nos sentimos insultados, Sêneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio. Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.

Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado. Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se não for uma pessoa informada, que não sabe do que está falando, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.
Autoridade O último filtro pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva.

Seja melhor do que quem te insulta

Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estoico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: “A melhor vingança é não ser como aquele que machucou você“.

Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruíne nosso dia ou dê mais importância do que merece.

Ele escreveu: “Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações. Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas”.

Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo. A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.

Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estoicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.

Epiteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada.

Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estoicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior. Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo.

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*Fonte: psiconlinenews

Por que é tão gratificante cozinhar para outras pessoas?

O ato de cozinhar, principalmente para outras pessoas, traz uma série de benefícios psicológicos. Envolver-se em atividades criativas, grandes ou pequenas, pode ter um impacto significativo no bem-estar.

“Cozinhar permite a expressão criativa das pessoas”, afirma a professora associada de Psicologia e Ciências da Universidade de Boston, Donna Pincus. “Há muita literatura que conecta expressão criativa e bem-estar geral. Pintando, fazendo música ou cozinhando, isso causa um alívio do estresse por ter algum tipo de saída e uma maneira de se expressar”, explica.

Em um estudo recente publicado no veículo especializado Journal of Positive Psychology, pesquisadores acompanharam 658 pessoas por 2 semanas e descobriram que fazer coisas como cozinhar “fez o grupo se sentir mais entusiasmado com suas atividades no dia seguinte”.

Forma de expressão

Cozinhar para os outros também é uma boa maneira de se comunicar, especialmente para pessoas que não se sentem à vontade para expressar suas emoções. “Em muitas culturas, em muitos países, a comida é realmente uma expressão de amor”, explica Julie Ohana, assistente social médica e terapeuta de arte culinária.

Já Susan Whitbourne, professora de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Universidade de Massachusetts, aponta para a norma cultural de levar comida a alguém quando um ente querido morre: às vezes não há palavras e apenas a comida pode comunicar o que você está tentando dizer. “Pode ser útil para pessoas que têm dificuldade em expressar seus sentimentos em palavras, para que mostrem agradecimento, apreço ou simpatia”, ressaltou Whitbourne em entrevista ao HuffPost.

Foco e atenção

A precisão e o foco exigidos ao cozinhar também promovem atenção plena, algo que os especialistas acreditam que pode ajudar a melhorar vários problemas, incluindo redução do estresse, flexibilidade emocional e satisfação nos relacionamentos. “Cozinhar, na verdade, requer muita atenção e dedicação. Você precisa medir e se concentrar fisicamente na distribuição de massa. Se você se concentra no olfato e no paladar, em estar presente com o que está criando, esse ato de atenção no momento também pode resultar em redução do estresse”, explica Pincus.

Importância para a saúde mental

A ideia de cozinhar para ajudar na saúde mental ganhou popularidade nos últimos anos, já que a prática também pode afastar a presença de pensamentos tristes. John Whaite, o padeiro que ganhou o programa “The Great British Bake Off”, em 2012, disse publicamente que cozinhar foi algo que o ajudou a lidar com a depressão.

Para Pincus, quando a atitude de lutar contra a depressão é consciente, pode significar menos tempo gasto ruminando seus pensamentos. “Sabemos que a ruminação leva à depressão e a pensamentos tristes, mas isso não acontece se você estiver fazendo algo produtivo. E o bom de cozinhar é que você tem uma recompensa tão tangível no fim que representa algo muito benéfico para o cozinheiro e para os outros”.

Mas os psicólogos alertam: se cozinhar for uma atividade que o estressa, os benefícios não serão os mesmos. “Se alguém tem fobia de cozinhar, então essa atividade não é recomendada para ela. É melhor para as pessoas que começam com um nível de conforto básico na cozinha”, diz Ohana. Pincus concorda: “Desde que não seja estressante nem obrigatório, pode ser benéfico para todos”.

*Por Fernanda Umlauf

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*Fonte: megacurioso

As pessoas que se gabam muito precisam preencher vazios em sua identidade

A vaidade é uma religião que tem uma legião de fiéis. Existem todos os tipos e condições, mas além de suas diferenças todos têm uma característica comum: eles usam uma máscara. Pessoas que se vangloriam muito sacrificam sua verdadeira identidade – ou pelo menos uma parte dela – no altar das aparências. Eles possuem suas qualidades, realizações e sucessos para alcançar a admiração e o respeito daqueles que os rodeiam. E, se necessário, eles também recorrem a exageros e mentiras.

No entanto, por trás dessa segurança aparente, há realmente uma sensação de incompletude, conforme revelado por um estudo realizado na Universidade do Texas. Na prática, as pessoas que se gabam muito de suas realizações e competências precisam preencher uma lacuna em sua identidade. Suas exibições são uma estratégia compensatória para completar simbolicamente sua identidade, preenchendo a parte que falta.

 

Diga-me o que você exibe e eu direi o que falta

Há pessoas que precisam mostrar suas qualidades e mostrar seus triunfos. Eles vivem pendentes para esclarecer seus méritos e, se possível, posicionam-se um passo acima dos outros. Alimentam-se de aplausos e reconhecimento externo. No entanto, como tudo o que reluz não é ouro, no final, essas pessoas podem ter um grande problema com seus símbolos de identidade.

Símbolos de identidade são aquelas características com as quais nos definimos e que os outros reconhecem. Ser músico, pesquisador, professor, pai, leal ou inteligente são “rótulos” que colocamos para sermos reconhecidos na sociedade. Todos esses rótulos fazem parte de nossa identidade e moldam a imagem que temos de nós mesmos.

Os psicólogos se perguntaram se a confiança que temos na identidade que construímos determina a necessidade que sentimos de influenciar as pessoas ao nosso redor. Para verificar isso, em um experimento, eles pediram aos participantes que mencionassem uma atividade ou tópico em que se sentissem particularmente competentes e escrevessem quantos anos dedicaram a ela e quando foi a última vez que trabalharam nessa área.

Eles foram convidados a escrever um ensaio sobre essa área e decidir quantas pessoas deveriam ler o que haviam escrito. O surpreendente é que, quanto menos experiência e domínio os participantes tiverem em uma atividade ou tópico, mais amplo eles desejam que seu público seja.

Pelo contrário, as pessoas mais experientes eram mais autocríticas e modestas. Isso indica que as pessoas que se gabam muito têm menos identidades “completas” e querem influenciar outras pessoas.

 

A falta de símbolos de identidade leva ao exagero do “eu”

Os pesquisadores apontam que “ é improvável que uma pessoa que tenha competências duradouras esteja envolvida em ações auto-simbolizadoras. A pessoa com uma grande experiência em uma atividade, por exemplo, não atrai infinitamente a atenção de outras pessoas sobre suas características ou competências. Essa pessoa realizará a atividade em uma atmosfera de modéstia e despretensiosa.

Ou seja, as pessoas que se sentem completas e autoconfiantes não precisam mostrar constantemente suas realizações e qualidades, porque o reconhecimento interno é suficiente para elas, não precisam de aplausos externos para sustentar o seu “eu”.

“Pelo contrário, o uso freqüente de símbolos de status como ‘saber mais’ do que o outro e os esforços para influenciar os outros podem ser tomados como sinais de insegurança ou ‘incompletude’ no domínio de uma atividade ” , disseram os pesquisadores.

Na prática, as pessoas que se gabam muito não estão dispostas a tolerar “inadequações” nas importantes dimensões de sua autodefinição. E, como tendem a ser impacientes em relação à definição de si, quando sentem que ficaram aquém de uma das áreas de sua identidade, em vez de trabalhar nelas para melhorá-las, simplesmente recorrem a outros símbolos de identidade para cobrir a parte que eles carecem ou exageram suas realizações e qualidades para alcançar o reconhecimento que acreditam que merecem.

Obviamente, não podemos negar que o ambiente em que operamos cria pressão social, para que nos apresentemos da melhor maneira possível e, assim, possamos obter a aprovação e o respeito que precisamos para viver na sociedade. No entanto, temos que observar a máscara que colocamos, porque com o tempo podemos esquecer quem realmente somos, como disse Alan Moore.

A aparência, sem essência, é uma concha vazia, uma fachada que mais cedo ou mais tarde cairá. Aqueles que vivem muito pendentes para esclarecer seus méritos terão que pagar um preço muito alto, pois se tornarão escravos de seu próprio disfarce. Como Honoré de Balzac disse: “Devemos deixar vaidade para aqueles que não têm mais nada para expor”.

*Por Jennifer Delgado Suarez

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*Fonte: revistapazes

Felicidade não é ausência de problemas, é agir apesar do medo

Felicidade não é ausência de problemas. Ela deriva de um evento tão excepcional quanto incomum.

Nossos ambientes não são sempre seguros, existem mudanças, imprevistos, interagimos quase todos os dias e há atritos, discrepâncias e mal-entendidos.

Independentemente do nosso status, idade ou local onde vivemos, sempre surgem problemas e ninguém é imune ao que acontece ao seu redor e em seu universo interno.

Nesse contexto, deve-se notar que, durante alguns anos, novas vozes surgiram no mundo acadêmico com um objetivo muito claro: oferecer-nos outra visão de felicidade.

Psicólogos, como Jerome Wakefield (Universidade de Nova York) e Allan Horwitz (Rutgers) escreveram livros interessantes como “A perda da tristeza”: como a psiquiatria transformou a dor normal em transtorno depressivo.

Neste trabalho, somos informados de que estamos banindo realidades como a tristeza e a frustração do nosso repertório emocional, como se o espaço vital que desejamos estivesse fora delas.

Ao não reconhecê-los e incluí-los em nosso discurso, dando maior relevância às emoções positivas, percebemos que estamos analfabetos quanto as pessoas em questões emocionais.

Até hoje, nem todo mundo sabe o que fazer com seu estresse e ansiedade. Nem todo mundo sabe por que esse nó está no estômago, esse medo que paralisa e às vezes nos impede de sair de casa.

Ter que gerenciar a adversidade e esses complexos estados emocionais também atrapalha a nossa oportunidade de ser feliz.

A felicidade é ousada, apesar do medo e da incerteza

Neste ponto, eu gostaria de resgatar uma definição de felicidade tão apropriada quanto inspiradora.

Nele convergem os neurocientistas, como psicólogos, psiquiatras, economistas e até monges budistas.

Trata-se de dar sentido à vida, de ter objetivos e assumir um comportamento ativo.

A vontade de crescer, de aceitar as adversidades e os desafios diários. Essa seria, em essência, a chave, o real segredo da felicidade.

Eduard Punset já disse em seus dias que felicidade é ausência de medo.

Essa ideia, mal interpretada, é um tanto perversa: o ser humano não pode deixar de ter medo, essa emoção é inerente a quem somos e, como tal, cumpre uma função. Várias, realmente.

Este seria um exemplo: “Talvez eu tenha medo de mudar de cidade e começar uma nova vida, mas sei que preciso. Dar esse passo me permitirá progredir; por isso, decido ousar e farei apesar dos meus medos ».

Estou ciente de que podem surgir problemas, mas sinto-me capaz de enfrentá-los
Felicidade não é ausência de problemas. Na realidade, começa a ganhar espaço quando nos colocamos acima dos desafios.

Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, é um dos grandes especialistas em banir mitos sobre psicologia positiva e felicidade.

Assim, algo que freqüentemente nos aponta é que o bem-estar não está em alcançar realizações, em conquistar objetivos e, menos ainda, em possuir coisas.

O ser humano alcança uma sensação de equilíbrio e satisfação quando se sente bem consigo mesmo.

Quando nos percebemos treinados para o que pode acontecer, quando nossa auto-estima é forte e lidamos com medos, estresse, preocupações etc., tudo flui e vai melhor.

Assim, entender que a vida não é fácil, que sempre deixará entalhes e marcas em mais de uma batalha travada, é uma realidade imutável e, portanto, que devemos assumir. É uma condição do jogo que não podemos modificar.

Ninguém está imune a problemas e mudanças de rumos no último momento. Portanto, vamos aceitar esses acréscimos e trabalhar em nosso crescimento pessoal, bem como nas forças psicológicas que nos permitirão investir em nosso próprio bem-estar.

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*Fonte: seuamigoguru

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores

A vida é uma locomotiva e nós, os seus passageiros, distribuídos em vagões que se interligam. Em cada estação, pessoas que embarcam e desembarcam em busca de seus destinos.

Todos nós, em algum momento, sentimo-nos passageiros desse trem. Da janela, vemos a vida passar, e enquanto contemplamos a paisagem, escolhemos ficar até o fim da linha ou desembarcamos em alguma estação.

Vemos descer amigos e amores, enquanto desconhecidos entram pela porta do nosso vagão. Ou somos nós a deixar para trás a velha locomotiva, em busca de outro rumo.

Nossas escolhas nos levam a cada estação no instante oportuno em que se abre a porta de um novo vagão, ao convite de uma nova experiência, circunstância útil ao amadurecimento e à construção de mais um capítulo da nossa história.

Não somos os mesmos a cada desembarque, porque deixamos um pouco de nós e levamos outro bocado dos que ficam.

Quando a viagem chega ao fim, aquele ciclo de aprendizagem se encerra. Não importa o quanto dure, mas a forma e a intensidade como nos relacionamos, deixando ficar a nossa melhor parte, com a mesma dignidade com que guardamos o lado bom dos que seguiram no trem, quando saltamos em alguma estação, movidos pelas inquietudes do nosso coração.

Certezas não regem as nossas escolhas, elas não existem, o que nos impulsiona é a necessidade de ser feliz.

Só devemos nos arrepender da atitude não tomada, dos riscos que não corremos numa iminente felicidade. É essa busca que nos mantém vivos, no sentido mais amplo da palavra.

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores.

Que da janela do vagão de todos nós, o Sol brilhe radiante a cada estação.

*Por Cris Grangeiro

 

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*Fonte: osegredo

Essa simples atitude pode salvar seu relacionamento

Leia as afirmações a seguir: “Em geral, o sacrifício é um componente necessário dos relacionamentos íntimos” e “É normal fazer sacrifícios em relacionamentos íntimos”?

Um dos pontos positivos de ter um relacionamento romântico é ter uma pessoa que possa apoiar e ajudar quando quando precisamos. Em bons relacionamentos, os parceiros se ajudam mutuamente, apoiam o outro quando ele está estressado ou triste e conciliam as necessidades um do outro fazendo sacrifícios ou se comprometendo. Se você espera este tipo de atitude do seu parceiro, não está só. E se você não pudesse contar com seu companheiro para ajudar quando precisa, o que isso quer dizer?

No entanto essas expectativas podem ser um tiro pela culatra. Esperar que sua parceira desfaça seus planos de sairem com os amigos porque você voltou de viagem e está cansado demais para fazer qualquer coisa além de cobertor e Netflix, provavelmente quer dizer que você estaria em um relacionamento em que vocês se apoiam e sacrificam um para o outro. Porém, de acordo com novas pesquisas, isso também quer dizer que há menor probabilidade que você seja grato pelo sacrifício do seu companheiro e, por isso, poderia ficar menos feliz com o seu relacionamento. Uma equipe de cientistas que pesquisam relacionamentos na Holanda observou 126 casais durante 8 dias. Todos os dias cada parceiro relatava todos os sacrifícios que teriam feito (desistido de algo que queriam para acomodar o parceiro), relatavam também seu grau de gratidão pelo parceiro, o grau de respeito ao parceiro e o quão satisfeitos estavam com o relacionamento. Todos os voluntários também responderam quatro perguntas sobre quais seriam suas expectativas de sacrifício, inclusas as duas que citamos no início deste artigo (as demais eram: “As pessoas precisam se sacrificar para preservar um relacionamento saudável” e “Espero que meu parceiro se sacrifique em nossa relação”).

Quando os pesquisadores analisaram os dados de como as expectativas transformavam as reações aos sacrifícios, observaram que as pessoas sentiam mais gratidão, respeitavam mais seus parceiros e eram mais satisfeitas com seus relacionamentos naqueles dias em que observavam que seus companheiros haviam se sacrificado por elas. Mas sentiam isso muito mais intensamente se elas tinham baixas expectativas relativas ao sacrifício do outro. As pessoas que tinham expectativas fortes de sacrifício se comoviam muito menos com o sacrifício e não demonstraram maior intensidade na gratidão, satisfação ou no respeito nos dias que percebiam que seu parceiro teria se sacrificado por eles ao comparar aos dias sem sacrifício.

No fim das contas pensar que temos que ser apoiados por nossos parceiros nos torna complacentes. E quando recebemos apoio consideramos que é nada mais que a obrigação de nosso parceiro. Não sentimos muita gratidão por isso.

O que fazer? É difícil não ter expectativa de comportamentos que ocorrem com frequência. Somos seres muito adaptáveis. Por essa razão temos que nos habituar a agradecer quando nossos parceiros se sacrificam por nós, mesmos nas pequenas coisas como lavar uma louça ou deixar a sua escova de dentes já com creme dental na pia do banheiro. Essa ausência de demonstração de gratidão pode levar que sua parceira ou parceiro não se sinta tão animada a se sacrificar por você no futuro.

Outra sugestão: tente abordar o assunto das expectativas de apoio e sacrifício com seu parceiro – neste trabalho, os cientistas encontraram uma correlação fraquíssima entre as expectativas dos parceiros (r = 0,11). Isso quer dizer que você pode estar esperando sacrifícios do seu companheiro enquanto ele não tem essa expectativa. Pode ser útil esclarecer as coisas! Que tal puxar a conversa mandando este link? E se você não se sentir valorizado por não receber gratidão pelos seus sacrifícios como pensa que merece tenha em mente que seu parceiro pode ter as mesmas expectativas. [Psychology Today]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Amnésia infantil: Por que não nos lembramos dos primeiros anos de vida?

Qual é a sua primeira memória? A resposta a esta questão será, na maioria dos casos, uma situação ou uma imagem breve de algum evento ou sensação que experimentamos na nossa infância, correspondendo principalmente à época em que tínhamos entre três e cinco anos de idade.

Mas naquela época você já estava vivo há vários anos. Nossos cérebros já processavam a informação do meio ambiente e até conseguíamos aprender habilidades, informações e formas de atuação.

O que aconteceu antes dessa primeira memória? Por que não conseguimos lembrar de algo anterior, como quando aprendemos a caminhar ou falar? A explicação para este vazio de memórias tem um nome: é chamado de amnésia infantil.

O que é amnésia infantil?

A amnésia infantil é definida como a incapacidade de lembrar os fenômenos e situações que ocorreram na nossa infância, em um nível autobiográfico. Ou seja, nós conservamos, por exemplo, as habilidades adquiridas nesta etapa (por exemplo, caminhar ou falar), mas não como as fizemos.

Esta amnésia geralmente afeta memórias que ocorreram antes dos três anos de idade. Na verdade, quando nos perguntam sobre nossas primeiras memórias, a maioria das pessoas geralmente indica algum tipo de elemento ou situação que elas experimentaram a partir dessa idade. Ocasionalmente, é possível lembrar de algum elemento anterior, mas isso não é frequente e se limitaria a algum fenômeno muito significativo ou a uma sensação ou imagem.

Comprovou-se que os bebês têm a capacidade de gerar memórias, mas esquecem-se rapidamente. E mesmo em um nível autobiográfico: crianças de cinco anos podem identificar e lembrar uma situação que aconteceu quando tinham dois anos. Não é que as crianças com menos de três anos não tenham memória: elas são capazes de lembrar o que aconteceu com elas. Essas memórias simplesmente desaparecem com o tempo. Assim, o que aconteceu foi uma amnésia autêntica, uma vez que as memórias existem, mas desapareceram com o tempo.

Há casos de pessoas que afirmam se lembrar vividamente de fenômenos anteriores. Embora em alguns casos isso possa acontecer, na maioria das vezes não estaremos diante de uma memória real, mas de uma elaboração gerada a partir da informação que temos no presente (por exemplo, com base no que nossos pais disseram sobre o que aconteceu). E, em muitos casos, quem fala sobre a lembrança não está mentindo, ele apenas gerou uma falsa memória que é vivida como verdade.

Quando é que aparece?

Esta amnésia dos primeiros anos sempre foi observada em adultos, mas a pesquisa mostrou que a amnésia já é visível na infância. Especificamente, os experimentos e investigações de Bauer e Larkina em 2013 indicam que a amnésia infantil geralmente aparece aproximadamente após os sete anos de idade.

Além disso, essas investigações nos permitiram observar que crianças menores são capazes de ter mais lembranças, mas, no entanto, elas são menos claras e detalhadas, enquanto as mais velhas conseguiam descrever fenômenos de maneira muito mais extensa, exata e detalhada, apesar de não se lembrarem dos seus primeiros anos de vida.

Por que não recordamos nada de nossos primeiros anos?

O motivo da amnésia infantil é algo que tem intrigado pesquisadores dedicados a essa área, e gerou muita pesquisa nesse sentido. Embora ainda não haja um consenso completo sobre as causas exatas para as quais não conseguimos lembrar praticamente nada de nossos primeiros anos de vida, existem várias hipóteses a este respeito. Alguns dos mais conhecidos são os seguintes.

1. Hipótese linguística
Alguns autores consideram que a amnésia da infância deve-se à falta de codificação adequada, devido à ausência ou falta de desenvolvimento de linguagem, que é a estrutura que permite organizar as informações. Até o desenvolvimento dessa habilidade, utilizamos uma representação icônica da qual nos recordaríamos através de imagens, mas uma vez que a memória começa a ser codificada e organizada através da linguagem, essas primeiras memórias acabariam por enfraquecer até se perderem totalmente.

2. Hipótese neurológica
Há também hipóteses neurológicas. Neste sentido, algumas pesquisas recentes parecem indicar que a ausência de memória desse período poderia estar ligada à imaturidade do nosso cérebro e à superpopulação neuronal que temos nos primeiros anos de vida.

Durante a primeira infância nosso hipocampo é submerso em um processo de neurogênese constante, aumentando dramaticamente o número de neurônios. Esse crescimento constante torna difícil o registro de informações consistentes e estáveis, perdendo a informação autobiográfica.

A razão para isso pode estar na degradação das memórias ao substituir as conexões pré-existentes dos neurônios ou no fato de que as novas são mais excitáveis ​e mais ativadas do que as que já estavam no cérebro.

Também pode haver uma conexão entre esse esquecimento e a poda neural, em que parte dos neurônios do nosso cérebro são pré-programados para morrerem, para melhorar a eficiência do nosso sistema nervoso e deixar apenas as conexões mais poderosas e reforçadas.

3. Hipótese sobre a formação do Eu
Outra das explicações propostas sugere que somos incapazes de nos lembrar dos nossos primeiros anos da nossa história porque nessa idade ainda não temos um autoconceito ou identidade: não sabemos quem somos, que existimos, então não existe um “eu” a partir do qual podemos elaborar uma biografia.

4. Outras hipóteses
Além disso, podemos encontrar muitas outras hipóteses que foram superadas pelo desenvolvimento da Psicologia. Por exemplo, no modelo psicanalítico clássico foi proposto que o esquecimento se deve à repressão de nossos instintos e ao conflito de Édipo.

 

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*Fonte: psiconlinews

Dinheiro não corrompe ninguém. Só piora quem é ruim e melhora quem é bom!

Ah… como é fácil jogar a culpa no dinheiro, né? “Maldito vil metal!”, repetem aqui e ali. Segundo essa lógica infantiloide, superficial e fantasiosa, a vida só vai entrar nos eixos quando todo o dinheiro desaparecer do mundo.

A corrupção na política? “Só existe por conta das grandes cifras dando sopa!”

O casal que se divorcia e começa a brigar de verdade na hora de dividir os bens? “É porque são ricos. Fossem pobres, separavam e pronto!”

A família mais bonita não é a que tem mais dinheiro, mas aquela que tem mais amor e respeito

Eu amo as pessoas que entendem que a verdadeira riqueza não tem nada a ver com dinheiro

O dinheiro não é bom nem mau, as pessoas são…

Os velhos amigos que rompem uma parceria comercial? “É porque começou a entrar dinheiro. Maldito dinheiro!”

Quanta balela! Será mesmo assim? Será verdade que o dinheiro nos transforma sempre para o mal? É certo que todos somos corruptos essenciais e só nos falta uma oportunidade para enriquecer de forma ilícita? Será mesmo que uma herança é capaz de separar irmãos? Terá a primeira mala de dólares em nossa frente o poder de nos tornar meros monstros egoístas?

Ou será que tudo já estava ali, predisposto, esperando sua chance de acontecer e o dinheiro era só o motivo que faltava?

Sei não. Mas eu tenho pra mim que ninguém vira um canalha porque ganhou uma bolada. Não é verdade que o fulano se perdeu na vida porque ficou rico, que sicrana se tornou pessoa má depois de casar com um milionário e que beltrano maltrata os empregados porque é cheio da grana. Fulano, sicrana e beltrano serão ruins com ou sem uma fortuna no banco. O que passa é que com dinheiro fica mais fácil ser e mostrar o que a gente de fato é: patife ou benfeitor. Como também, dependendo do caso, com dinheiro fica mais fácil esconder, mascarar, dissimular e essas coisas que uma hora sempre aparecem.

Dinheiro e gente imbecil fazem uma combinação perigosa. Se o sujeito é sórdido, descarado, perverso, ter recursos financeiros só o torna mais calhorda ainda. Porque dinheiro é um negócio muito simples: piora quem já é ruim e melhora quem é bom.

Cheio da grana, quem é mau fica péssimo e quem é bom fica ótimo!

Dinheiro no bolso sem vergonha na cara é a pior pobreza que existe. Quem tem saldo bancário mas não conhece outros valores não vale nada. É tão simples!

Por outro lado, riqueza nas mãos de gente boa é o melhor negócio do mundo. Ajuda a concretizar grandes ideias, realiza projetos, multiplica recursos, divide com quem precisa! Dinheiro e gente decente é uma mistura poderosa. Uma das únicas capazes de transformar esse mundo tão tomado de seres mesquinhos concentrando renda.
Não, o dinheiro não corrompe ninguém. Quem se deixa estragar por ele já estava perdido. E quem tem bom coração só melhora quando enriquece.

*Por André J. Gomes

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*Fonte: osegredo

Os 4 tipos de pessoas com déficit de atenção: qual é o seu?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição tremendamente comum: alguns especialistas calculam que ele afete algo entre 3% e 5% das crianças. Os sintomas são sempre iguais: desatenção, hiperatividade, impulsividade. Mas isso não quer dizer que seja fácil identificar alguém que tem TDAH, porque as pessoas que sofrem com o transtorno lidam com ele de maneiras muito diferentes umas das outras.

Segundo o blogueiro Neil Petersen, que tem TDAH e escreve sobre o transtorno no tradicional site Psych Central, isso acontece porque há quatro estratégias bem distintas para lidar com o transtorno — e, portanto, quatro perfis de pessoas com TDAH, cada um deles definido por uma das quatro estratégias. Você provavelmente conhece alguém de cada um desses tipos. Veja:

1. O perfeccionista — algumas pessoas tentam compensar o TDAH com uma obsessão por planejar tudo nos mais mínimos detalhes. Chegam meia hora adiantados para não se atrasarem, fazem listas detalhadas de tarefas, criam métodos minuciosos para tudo. Esses aí sofrem com cada tarefa no trabalho, porque vivem com medo de perder o controle.

2. O improvisador — esses usam uma estratégia praticamente oposta à do perfeccionista: são as pessoas que simplesmente aceitam o caos em suas vidas. Diante da enorme dificuldade de planejar as coisas, eles simplesmente não planejam nada e “deixam rolar”.

3. O minimalista — quem tem TDAH sabe que tentar organizar as coisas é um pesadelo. Por isso, uma estratégia comum para lidar com o problema é simplificar a vida ao máximo. Pessoas desse perfil fazem de tudo para ter o mínimo possível de posses, para que não haja muito o que organizar.

4. O viciado em adrenalina — pacientes de TDAH muitas vezes percebem que o transtorno fica pior quando eles estão em ambientes pouco desafiadores. Diante da falta de estímulo, a distração toma conta e fica muito difícil fazer qualquer coisa. Por causa disso, alguns começam a buscar estímulos fortes — afinal, a adrenalina ajuda a focar. Esse perfil costuma procurar atividades profissionais e de lazer de alto risco.

“Claro que nem todas as pessoas com TDAH se encaixam perfeitamente em um desses perfis”, escreveu Petersen. Uns usam um misto de duas, três ou até de todas essas estratégias e são mais difíceis de encaixar.

*Por Denis Russo Burgierman

 

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*Fonte: superinteressante

CuriosidadesPsicologia Essas são as 7 pequenas coisas que pessoas inteligentes fazem diferente

Tem havido muito debate sobre inteligência ultimamente e, embora você possa saber que pessoas inteligentes mantêm bons hábitos, você pode estar se perguntando como exatamente implementá-los com mais facilidade na sua vida sem abandoná-los (quem nunca tentou começar algo e desistiu alguns dias ou semanas depois, que atire a primeira pedra!). De acordo com terapeutas, há uma série de pequenas coisas que as pessoas inteligentes fazem de forma diferente, e saber como aprender esses mesmos hábitos pode auxiliar você a encontrar mais serenidade e clareza na vida.

Há muitas maneiras diferentes de incorporar atenção ativa – requisito essencial de paz interior – em seu dia a dia, e ter uma ideia do que os outros fazem pode ajudá-lo a criar alguns bons hábitos de sua preferência. Portanto, veja só 7 pequenas coisas que pessoas inteligentes fazem diferente, resultando em mais tempo e serenidade em suas vidas:

1 – Elas evitam ser pessoas multitarefas

Muitas vezes tendemos a pensar que ser multitarefa é uma ótima maneira de ser mais produtivo, afinal por que fazer uma coisa só se é possível fazer várias coisas ao mesmo tempo?

Mas acontece que a multitarefa é algo que não existe – estamos na verdade apenas mudando nossa atenção de um lado para o outro, e isso não é nada bom para o nosso cérebro. “Faça uma atividade de cada vez, começando do meio até o final, antes de começar outra”, diz a terapeuta Heather Edwards. A cada vez que quebramos a atenção de uma atividade e mudamos para outra – seja checando o e-mail, conversando com alguém ou qualquer outra coisa – estamos deteriorando nossa energia mental mais rapidamente.

2 – Elas evitam usar o celular toda hora

Pessoas inteligentes evitam a tecnologia quando estão envolvidas em outras atividades ou em torno de outras pessoas. “Configure seu telefone para o modo silencioso ou desligue-o durante a hora de fazer algo que não precisa do seu dispositivo celular”, diz Edwards. Durante uma conversa, por exemplo, olhe nos olhos da pessoa com atenção. Abra seus sentidos completamente para o que ela está falando e seja curioso sobre o que está acontecendo em seu redor, refletindo sobre isso.

3 – Elas elevam seu padrão de pensamento

A vida de todos nós contém tanto pontos positivos quanto negativos, mas pessoas inteligentes optam por se concentrar em um padrão mais elevado de pensamento – consequentemente sendo positivas, sem forçar. “Focar no negativo é uma tendência humana normal”, diz o psicólogo clínico e PhD Inna Khazan. “Desenvolveu-se através da evolução e permitiu que os seres humanos sobrevivessem como espécie. No entanto, esse viés de negatividade não é muito útil hoje em dia, porque é, de certa maneira, pensar pequeno”. Pensar pequeno significa abaixar o padrão de pensamento. Um exemplo seria “Por que fulano X fica fazendo esse tipo de coisa irritante e injusta?”. O pequeno sempre tende a focar no outro, em problemas dificilmente solucionáveis para evitar ser responsável (ninguém pode mudar o outro), nas pequenas oportunidades e nas dificuldades estressantes da rotina.

Elevar o padrão de pensamento, porém, é elevar-se não acima dos outros, mas sim para um local de dignidade para si mesmo. Ser curioso pela vida, pensar nas soluções, nos sonhos grandes e buscar respostas nos fazem naturalmente ver os problemas (como ter uma tarefa estressante a ser desempenhada, por exemplo) como uma etapa do desafio de alcançar aquele seu grande objetivo.

4 – Elas pausam antes de reagir

“Quando confrontados com pensamentos difíceis, emoções, sensações físicas ou situações, elas são mais capazes de fazer uma pausa e escolher uma resposta útil, ao invés de reagir automaticamente”, diz Khazan. “Todos nós temos reações automáticas habituais a eventos difíceis, mas geralmente não são maneiras muito úteis de responder”. Meditar pode ajudar a fortalecer essa habilidade, bem como pausar e respirar algumas vezes antes de reagir por impulso.

5 – Elas observam seus próprios pensamentos

Estar ciente de seus padrões de pensamento e quando sua mente se transforma em negatividade ou estresse é o coração da atenção ativa. “As pessoas inteligentes aprendem a perceber quando estão se prendendo a um pensamento negativo em relação a si mesmas ou aos outros e incrivelmente encontram maneiras de focar na bondade e gratidão”, diz Miles. “Elas percebem que quando o corpo se agarra a esse pensamento, a tensão aumenta porque os químicos do estresse, adrenalina e cortisol são secretados. Em contraste, quando o foco está na apreciação do momento atual, o corpo secreta dopamina e oxitocina, que são calmantes”.

6 – Elas prestam atenção à respiração

Concentrar-se na respiração é uma ótima maneira de chegar ao momento presente. “Pessoas inteligentes examinam seu corpo durante o dia e percebem quando estão tensas e prendendo a respiração”, diz Miles. “Um exemplo é pensar a palavra ‘estou’ na inspiração e ‘calma’ na expiração”. Esta sequência pode te ancorar para o aqui e agora e tirar a mente de preocupações ao longo do dia.

7 – Elas cuidam de si mesmas

Pessoas conscientes fazem questão de cuidar de si mesmas quando sentem que algo está errado. “As pessoas que regularmente praticam atenção plena notam quando estão ficando estressadas e são capazes de intervir com um autocuidado intencional”, conta a terapeuta Jessica Tappana. Seja através de alguns copos de água para refrescar o corpo ou uma caminhada para limpar a mente, aqueles que praticam a atenção plena diariamente sabem como fazer o check-in e se recentralizam quando necessário.

8 – Elas focam em ouvir – e ouvir de verdade

Pessoas inteligentes são melhores ouvintes: “Através da prática da atenção plena, você aumenta sua capacidade de prestar atenção ao que a outra pessoa está dizendo”, diz Tappana. Sabe quando você está falando com alguém e só esperando a pessoa parar de falar, para que você possa dizer algo? Então, isso é exatamente o contrário de ouvir de verdade. “Ao aprender a focar sua atenção, você será capaz de permanecer presente quando outra pessoa estiver falando, e seus amigos e familiares certamente notarão a diferença”.

9 – Elas pausam de manhã

Em vez de sair correndo da cama, as pessoas inteligentes observam como se sentem. “Quando você acorda de manhã, simplesmente estique seus membros e tronco antes de sair da cama”, diz Edwards. “Realmente sinta o apoio e o conforto de sua cama e cobertores. Sintonize essas sensações por um momento”.

É preciso um esforço constante, mas você consegue ver como essa soma de qualidades torna as coisas mais leves? Ser inteligente, em essência, é poder aproveitar melhor a vida. Aprendendo com esses hábitos de pessoas inteligentes, você pode melhorar sua saúde mental, seus relacionamentos e conquistar muito mais.

*Por Luciana Calogeras

 

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*Fonte: misteriosdomundo

Retire a sua felicidade do palco, ela não sobrevive lá!

Muito pior que a exibição física, um dos grandes problemas do narcisismo é a ausência de empatia. Portanto, narcisismo vai muito além das aparências.

O escritor e psicólogo Rosandro Klinjey disse em uma de suas palestras que o motivo do Instagram ter inibido a contagem de curtidas é porque vários estudos mostraram a relação da quantidade de curtidas com transtornos psicológicos. E que em dez anos para cá, com o advento do Instagram comparando nossos bastidores com o palco editado das pessoas, nós tivemos um aumento de 43% do narcisismo no planeta e uma diminuição de 43% da empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar de outro e imaginar como o outro se sente com relação ao que estamos fazendo.

Muito pior que a exibição física, um dos grandes problemas do narcisismo é a ausência de empatia. Portanto, narcisismo vai muito além das aparências.

Costumamos ouvir que “Narciso acha feio o que não é espelho”, e não nos damos conta que ele também acha feio e repudia tudo o que é diferente do seu modo de pensar e agir.

Além das próprias fotos, passamos a postar também constantemente opiniões próprias, quase como uma imposição. E se alguém contraria nossa forma de pensar, os traços de narcisismo podem nos dominar, agredindo qualquer opinião divergente.

Uma pessoa em estado normal, por exemplo, não agride os outros com a sua sinceridade, pois faz uso dela com respeito e educação. Ao contrário dos narcisistas, que não se importam em agredir os outros em nome da sua grande “sinceridade”, exibição e ausência de empatia.

Todos nós temos traços de narcisismo, porém eles ficam latentes quando estamos bem conosco, levando uma vida satisfatória e sem competições, praticando um hobby e atividade física constantemente, trabalhando com foco, convivendo com pessoas boas, correndo atrás dos nossos objetivos e torcendo para a realização dos objetivos dos outros. Já quando convivemos ou simplesmente acreditamos em um narcisista patológico, nosso egoísmo, ou traços de narcisismo, podem ficar bastante aflorados, ao ponto até de esquecermos da nossa essência e dos nossos valores.

Portanto, Rosandro Klinjey informou que esse aumento do narcisismo, que ocorreu (e que continua ocorrendo) de uns anos para cá, está relacionado a um problema de saúde pública.

E que, por trás das postagens diárias e constantes das próprias fotos, pode existir um sentimento que o outro veja uma felicidade que nós não sentimos, porque o mais importante nas redes não é ser, e sim parecer ser.

A nossa felicidade e o nosso bem-estar não deveriam depender da quantidade de curtidas que nossas fotos possuem e muito menos da quantidade de pessoas que concordam, ou não, com nossas opiniões. Ela deveria depender do nível de satisfação com nós mesmos e com a nossa própria vida.

Por isso, o psicólogo nos faz esse convite para retirarmos nossa felicidade do “palco”. Ela não sobrevive nas redes sociais, muito pelo contrário. Nesse cenário, constantemente ela é substituída por tristeza e até depressão.

Claro que não há problema algum em postar fotos, assim como opiniões próprias. O problema é entrar na vibração competitiva de egos que nos abala psicologicamente e emocionalmente, quando damos muita atenção às opiniões alheias. Nosso bem-estar não deveria depender dessas pequenas coisas.

A felicidade é importante demais para ser apenas representada e dependente de plateia. Ela precisa ser vivida, sentida e realizada! Principalmente com aqueles que realmente torcem por nós e no silêncio da nossa alma consciente e em paz.

*Por Priscila Mattos

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*Fonte: osegredo

Chamar as mulheres de loucas: uma forma de violência que vem de longa data e ainda se faz presente

Tidas como loucas ou internadas para curar doenças inexistentes: ao longo dos séculos, esse sempre foi o tratamento dispensado a mulheres que não correspondiam às expectativas das sociedades em que viviam e se comportavam, sentiam ou viam o mundo de uma forma diferente daquela prescrita por determinados tempos e lugares. Infelizmente, esse quadro não é coisa do passado e vem se perpetuando em pleno século 21.

Mulheres abusadas psicologicamente por serem demasiado sensíveis, inteligentes, diferentes ou rebeldes, que não aceitavam determinadas situações. Em suma, consideradas loucas por simplesmente remarem contra a maré. Raramente um homem receberia um tratamento desse tipo.

Em famílias tradicionais, havendo dentro de casa um homem de personalidade violenta, autoritária ou até mesmo com algum distúrbio psicológico não diagnosticado, eram grandes as chances de uma mulher exuberante entrar em choque com a cultura machista que lhe era imposta. Na história, sempre houve estereótipos e clichês para rotular essas mulheres: loucas, histéricas, burras, bruxas…

Embora muitos acreditem que a violência contra a mulher seja exclusividade países subdesenvolvidos e “culturas retrógradas”, infelizmente a realidade é outra. Mulheres no mundo inteiro seguem sendo taxadas de loucas — e nem sempre elas simplesmente decidem “botar a boca no trombone” ou mostrar a força existente dentro delas. Há certos abusos psicológicos dos quais ainda pouco se fala, mas não são de hoje e continuam causando sofrimento nos nossos dias.

Gaslighting

De acordo com reportagem publicada pelo jornal El País, em novembro de 2017, especialistas alegam estar atendendo a um número cada vez maior de casos de gaslighting. Esse tipo específico de abuso psicológico direcionado às mulheres – que consiste em duvidar de todos os seus pensamentos, sentimentos e percepções –, muitas vezes escapa à compreensão das famílias, dos amigos, das autoridades e, claro, da própria vítima.

“Ele discutia sobre tudo. Tudo colocava em dúvida. Até as coisas que não têm discussão, como meu estado de espírito ou meus sentimentos. Tudo era um exagero meu, uma invenção ou uma paranoia. Tudo estava em minha cabeça, então acabei acreditando. Acabei acreditando que era eu que não estava à altura e, para não continuar decepcionando-o, me calava. Parei de opinar, parei de responder e simplesmente de me expressar. Fiquei completamente anulada como pessoa e ele tinha controle total sobre mim […] Fiquei sem forças, sem energia, todo dia preocupada em não aborrecê-lo, em não decepcioná-lo. Até que compreendi que aquilo não era normal, que não podia viver assim e que alguma coisa estava acontecendo”, relatou uma mulher, sob o pseudônimo de Marina, ao El País.

Origem do termo

Por não envolver agressão física ou verbal explícita, esse tipo de abuso é difícil de ser identificado pela vítima, por pessoas próximas ou mesmo pelas autoridades competentes. No entanto, um filme de 1944, Gaslight, (conhecido em português como À meia-luz) retratou tão bem a situação que acabou por emprestar seu nome à essa forma de violência. Na obra, o personagem Gregory Anton, representado pelo ator Charles Boyer, é o marido experiente da jovem Paula Alquist (Ingrid Bergman). Ele altera o ambiente, esconde objetos e até muda a iluminação da casa para manipular a mulher e fazê-la acreditar que está ficando louca.

Segundo a consultora especializada em gênero, Beatriz Villanueva, o abuso é tão frequente quanto invisível:

“É um tipo de violência que encontro muito nas consultas. São mulheres que chegam esgotadas. A maioria vem sem ter consciência de que estão sofrendo maus-tratos psicológicos. Vêm porque estão cansadas, para baixo, anuladas. E é falando, raspando, que se dão conta de que estão o dia todo tentando se defender, tentando fazer valer seu ponto de vista, mas não conseguem nunca. E chegam a considerar que não valem nada”, declarou ao El País.

Para que os abusos possam ser melhor detectados e as vítimas recebam o atendimento adequado, a psicóloga Bárbara Zorrilla, também entrevistada pela publicação, acredita que é preciso haver uma melhoria e ampliação na formação acerca da violência de gênero:

“As mulheres precisam que tanto seu entorno como a administração pública, por meio de seus recursos de atenção especializada, as ajudem a identificar essa violência, sua intencionalidade, seus mecanismos e suas consequências. Para isso é preciso continuar trabalhando na sensibilização da população em geral e na formação de todos os profissionais que as atendem, não só no âmbito judicial, mas médico, policial… para que possam acompanhá-las, ajudá-las a construir seu relato, dotá-las de credibilidade e devolver-lhes a liberdade que lhes hão roubado”, pontuou.

*Por Gisele Maia

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*Fonte: greenme

É por isso que você nunca deve tomar decisões importantes com o estômago vazio

Nunca tome decisões importantes com o estômago vazio. Se a ciência faz essa afirmação, endossando os ditados populares, é melhor encher a barriga para só então pensar no que fazer.

O estudo que tratou de investigar a árdua questão, publicado na revista Psychonomic Bulletin & Review, revelou que, com o estômago vazio, é melhor evitar qualquer tipo de decisão, não apenas aquelas relacionadas aos alimentos.

Todos sabem que ir às compras com fome é uma péssima ideia, uma vez que é mais difícil resistir à tentação de consumir junk food. O que não se sabia é que a regra de encher a barriga antes também vale para outros setores.

De acordo com o dr. Benjamin Vincent, psicólogo da Universidade de Dundee e um dos pesquisadores envolvidos no estudo realizado pela instituição na Escócia, as preferências das pessoas mudam radicalmente quando estão com fome em comparação com o estômago cheio, o que periga ser explorado por profissionais de marketing.

O estudo

Mas, afinal, como os pesquisadores obtiveram esses resultados? Envolvendo 50 participantes no estudo e fazendo perguntas a eles sobre comida, dinheiro e outros tópicos baseados em recompensa. A mesma pergunta foi feita em dois diferentes momentos: quando eles estavam com fome e quando estavam satisfeitos.

Ao responder a perguntas relacionadas a alimentos, com o estômago vazio, a maior parte dos indivíduos optou por consumir uma refeição imediatamente, ainda que mais pobre, em vez de esperar para ter uma refeição mais abundante.

E quando tiveram que responder perguntas sobre outras formas de recompensa, o mecanismo de escolha permaneceu o mesmo: com o estômago vazio, os indivíduos entrevistados se contentavam mais facilmente com recompensas imediatas, embora menos satisfatórias.

Por exemplo, ao falar sobre prêmios, os participantes famintos costumavam escolher prêmios hipotéticos menores, mas atribuídos imediatamente, em vez de prêmios maiores que exigiam um pouco de espera.

De acordo com os pesquisadores, o estudo evidencia que a fome é capaz de alterar nossas escolhas em qualquer esfera, tornando-nos mais impacientes e menos razoáveis.

Estar ciente disso não é pouca coisa, porque poderia nos ajudar a evitar tomar decisões importantes enquanto o estômago está rocando, adiando-as para melhores momentos!

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*Fonte: greenme