Ser resiliente não é ter força para avançar; é avançar, mesmo que não tenha força

Você já se sentiu tão exausto, dividido, desiludido ou desamparado que pensou que não poderia seguir em frente? Você se sentiu à beira do precipício sem escolha a não ser se render ou emocionalmente embaixo ?

Acontece com todos nós: às vezes a vida nos ultrapassa. Por mais que lutemos, não vislumbramos a saída, nos sentimos presos. No entanto, quando passamos por essas situações extremas, é quando descobrimos nossa verdadeira força. Um ditado popular já disse: nenhum mar calmo fez um marinheiro experiente.

A força que vem da adversidade

Maurice Vanderpol, ex-presidente da Sociedade e Instituto Psicanalítico de Boston, analisou um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade: o Holocausto. Ele descobriu que as vítimas que conseguiram sair dos campos de concentração mentalmente saudáveis ​​tinham algo em comum que ele chamou de “escudo plástico”.

Esse escudo era composto de várias peças, incluindo um senso de humor, muitas vezes um humor negro que, no entanto, ajudou a adotar um senso crítico de perspectiva. Outras características centrais que ajudaram essas pessoas a enfrentar a adversidade foram sua capacidade de estabelecer laços interpessoais significativos e a construção de um espaço psicológico interno que os protegia de intrusões abusivas.

Obviamente, ninguém quer que a adversidade bata à sua porta. Mas mais cedo ou mais tarde isso acontecerá, por isso é melhor estar preparado para enfrentar problemas e contratempos da melhor maneira possível. De fato, quando tentamos evitar adversidades, também eliminamos um dos ingredientes mais importantes para cultivar nossa resiliência.

“ Coisas ruins acontecem, mas a maneira como eu respondo define meu caráter e minha qualidade de vida. Posso optar por ficar preso na tristeza perpétua, imobilizado pela seriedade da minha perda, ou superar a dor e salvaguardar o presente mais precioso que tenho: a vida em si ” , segundo o escritor americano Walter Anderson.

É por isso que, em vez de evitar a adversidade, precisamos abraçá-la, entender que é uma espécie de combustível essencial para cultivar a força interior . Nós não temos que gostar dela. Nós não temos que gostar disso. Mas temos que confiar em seu potencial para transformar uma tempestade em uma fonte de força. A aprendizagem que vem da adversidade é o terreno ideal para dar um salto qualitativo em nossas vidas.

Quando acreditamos que não podemos fazer mais, mas ainda assim avançamos, nos damos uma grande lição de coragem que se tornará uma coluna sólida para sustentar nossas vidas. Não jogar a toalha hoje nos fortalece para futuras batalhas.

5 benefícios que você pode extrair da adversidade

Precisamos parar de ver a adversidade como um inimigo e começar a vê-la simplesmente como uma situação. As situações não são simplesmente um lugar onde estamos ou uma circunstância pela qual estamos passando, mas implicam a maneira como assumimos esses fatos, assim como os pensamentos e emoções que vêm à nossa mente naquele momento.

Isso significa que cada situação é um microcosmo que inclui, por um lado, os fatos e, por outro, nossa reação ao que nos acontece. Portanto, uma mudança em uma dessas variáveis ​​nos levará a uma situação diferente, para outro microcosmo. Às vezes não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar a maneira como reagimos. E isso geralmente é o suficiente para sair da situação angustiante que tira nosso oxigênio psicológico.

Um bom ponto de partida é assumir a adversidade como uma oportunidade para conhecer melhor uns aos outros e enriquecer nossa mochila com novas ferramentas psicológicas para a vida. Para fazer isso, devemos entender que a adversidade:

• Nos ajuda a construir resiliência. A resiliência não é o produto de uma vida simples, mas é forjada nas circunstâncias mais difíceis, quando expandimos nossas forças para avançar, apesar de tudo e de todos. Todos os desafios que enfrentamos e superamos fortalecem nossa vontade e desenvolvem nossa capacidade de superar os obstáculos que aparecerão no futuro.

• Fortalece a autoconfiança. Superar a adversidade nos ajuda a sustentar a força interior. Somos o que somos por causa das experiências que vivemos e da maneira como lidamos com elas. Enfrentar a adversidade com sucesso nos dá a autoconfiança necessária para superar novos problemas sem desmoronar, com a certeza de que teremos sucesso, seja ele qual for.

• Aprendemos a nos sentir mais confortáveis ​​na incerteza. A adversidade nos tira da nossa zona de conforto , enfrentando face a face com a incerteza. Isso nos permite aprender a lidar com o desconforto gerado pelo incerto e pelo desconhecido, de modo que, no final, nossa zona de conforto seja cada vez mais ampla.

• Isso nos permite descobrir nossos pontos fortes. As situações limítrofes podem trazer à luz nossas melhores habilidades e pontos fortes, qualidades que de outra forma teriam permanecido na sombra. A adversidade nos encoraja a superar nossos limites e a descobrir um novo “eu”. Não é por acaso que um estudo realizado na Universidade McGill irá revelar uma estreita relação entre resiliência e autoconsciência.

• Estimula a aceitação incondicional. A adversidade é inevitável, faz parte da vida. Resistir ou negar isso só fará com que volte com uma força destrutiva crescente. É por isso que os problemas são uma excelente oportunidade para praticar a aceitação radical , para assumir que há coisas que não podemos mudar, mas ainda assim podemos continuar a viver e até a desfrutar a vida.

Não devemos esquecer que a adversidade é uma das forças mais poderosas da vida. Pode trazer o melhor ou o pior de nós. A decisão é nossa.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A síndrome do pequeno poder: arrogância e cinismo

Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos, afirmou “se você quer testar o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Essa máxima traz uma intensa relação com a síndrome do pequeno poder, que se expande por meio de suas técnicas de dominação nas relações sociais, causando danos psicológicos e morais nas pessoas e grupos.
O termo síndrome vem do grego “syndromé”, que significa “reunião.” É um conceito utilizado para caracterizar os sintomas que definem alguma doença ou condição. Nesse contexto, a síndrome do pequeno poder se refere às atitudes autoritárias de indivíduos, quando lhes sãos conferidos uma menor parcela de poder, que mesmo assim geram medo e sofrimento em suas vítimas.

Trata-se de um problema psicossocial, sendo que essa síndrome quer controlar a liberdade de outrem, abusando de sua autoridade na convivência humana. Poder é uma palavra que se originou da expressão latina “possum”, que representa “ser capaz de”, um conceito que é aplicado em diversas áreas.

Não é que o poder seja ruim, já que nem todos usam para fins perversos. Mas, na síndrome do pequeno poder ele é usado com soberba por aqueles que possuem chefias em órgãos públicos, empresas, famílias, escolas, igrejas, partidos políticos etc, azedando o relacionamento interpessoal.

Na família tal síndrome exerce a violência doméstica, que desrespeita os direitos fundamentais de mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Isso se deve a concepção patriarcal de que os homens são seres superiores e detêm a força física, econômica e verbal.

É como se o poder fosse uma droga, impulsionando os sujeitos a ficarem mais egoístas, mais cínicos e mais dispostos a praticar atos imorais, uma vez que acreditam que as suas prerrogativas lhes dão o direito de pisar em seus “subordinados”.

Na verdade, os portadores da síndrome do pequeno poder escondem o seu complexo de inferioridade. Essa síndrome não é propriamente uma patologia, contudo, pode provocar um perturbador sentimento de culpa, visto que nenhum ser humano consegue viver desse jeito o tempo todo.

O grande erro está em colocar gente desqualificada em funções de liderança, que utiliza o seu comando para dificultar ou prejudicar a vida dos que se obrigam a conviver com elas por necessidade laboral, financeira e afetiva.

Livrar-se das ações de sujeitos com a síndrome do pequeno poder não é fácil, pois eles fazem qualquer coisa para se manterem nos cargos e ainda não se importam se forem lembrados como maus-caracteres.

Sempre que esses líderes extrapolam os limites do pequeno poder, é porque se tornaram políticos ou executivos, entretanto, continuam indivíduos arrogantes e indiferentes com o bem-estar dos outros e não sentem empatia ou culpa, só que agora ocupam altos cargos públicos ou são CEOs de grandes empresas.

Porém, é como diz o provérbio: “A Justiça tarda, mais não falha” e têm revelado que essas criaturas não dispõem de tanto poder como acreditam. Não é à toa, que ouvimos que determinados fulanos decaíram ou cometeram suicídios por não suportarem a perda do poder.

*Por Jackson César Buonocore

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*Fonte: contioutra

14 mitos e verdades sobre a ansiedade

1. Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

2. Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade

MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

3. A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

4. Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma

MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

5. Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises

VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

6. Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade

MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

7. Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade

MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

8. Ter um hobby combate a ansiedade

MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

9. Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade

VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

10. Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais

VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

11. Maconha causa ansiedade

MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.
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12. Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

13. A ansiedade tem causas genéticas e ambientais

VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

14. Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas

MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença.

*Por Brenda Vidal e Renata Cardoso

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*Fonte: superabril

Atrações físicas são comuns, mas conexões mentais são raras

Você conhece alguém que faz você sentir aquele friozinho na barriga, alguém que, com o toque, faça você estremecer? É comum vermos bocas que nos atraiam, sorrisos que nos desmontam e olhares que nos encantam. É comum nos atrairmos pelo perfume bom que fica em nós depois do abraço.

Mas como é difícil aquela conexão mental daquela conversa boa de que você não quer se despedir. De quem faz você abrir o seu coração; aquela conversa boa que permite que você seja simplesmente você. Como é raro ter alguém para falar das nossas paixões malucas, dos nossos gostos peculiares e dizer ao outro o quanto detestamos dieta. É raro encontrar alguém com quem a gente possa falar sem medo da reprovação e que ri da nossa risada de porquinho.

Como é bom e raro ter alguém que ache os nossos planos incríveis, enquanto muitos veem como bobagem. É raro ver alguém interessado em nos ouvir e não apenas em nos beijar, quem queira realmente nos conhecer do avesso e não com beijos calorosos que dão sinal para outra coisa. É raro alguém que queira conhecer a nossa alma, o nosso caráter, e que veja o nosso coração e não apenas o nosso corpo.

É raro quem olha para nossa alma e queira escutar as nossas histórias. É raro quem queira rir conosco das bobagens dessa vida e que divida as suas piadas mais sem graça nos fazendo rir.

É comum quem chega e arrepia com um beijo ao pé do ouvido, difícil é quem vem e nos arrepia com uma conversa boa, daquelas que você não se cansa, daquelas que dispensa o beijo e aguça o desejo de conhecer mais sobre esse alguém. É fácil quem vem e faz com que nos apaixonemos pelo jeito que nos olha, difícil é quem vem e queira olhar para a nossa alma e nossa história.

Em um mundo de tantos disfarces e coisas passageiras, é raro quem “perde” o seu tempo com uma conversa boa e, mais ainda, quem nos faz “perder” tempo com ideias interessantes, sonhos cativantes. É raro pessoas que no fazem querer sempre mais e mais e que entendam as nossas dores. Atrações físicas não são uma raridade, mas conexões mentais, gente que acolhe o nosso sofrimento e que sempre vê algo por detrás do nosso sorriso, não é só raro como nobre e bonito.

Sim, atração física é importante, mas não é tudo e está longe de sustentar uma conversa. Está longe de ser amor ou de nos fazer ter confiança nesse alguém. Porque bom mesmo é podermos ser nós mesmos e termos alguém que desperte aquela vontade de sermos sempre melhores. Difícil é quem não olha apenas para as curvas, mas contempla o nosso sorriso, a nossa inteligência e se interesse pelos nossos sonhos. Alguém que se interesse pela nossa vida e que queira escutar sobre o nosso dia a dia tão comum.

Como é empolgante conhecer alguém assim, cuja conversa flui, as ideias coincidem e, mesmo que haja discordância, o outro sabe como respeitar as diferenças, sem tentar impor, sem tentar convencer. E, então, esse alguém se torna cada vez mais interessante, não pelo beijo, pelo toque ou pelo perfume, mas pela conversa, pela forma como se interessa em nos conhecer de fato.

*Por Thamilly Rozendo

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*Fonte: contioutra

Camaleões Sociais: Pessoas que mudam de acordo com as circunstâncias

Os camaleões sociais são campeões em causar uma boa impressão. Por isso, eles não hesitam em praticar esse tipo de mercantilismo emocional, através do qual escondem seus próprios sentimentos , pensamentos e opiniões, a fim de serem aceitos e terem a aprovação dos outros. É um tipo de prática que provoca efeitos colaterais na dignidade pessoal.

É muito provável que muitos dos nossos leitores se lembrem de um curioso filme de Woody Allen chamado “Zelig”. Neste último, o protagonista apresenta uma estranha habilidade sobrenatural: ele é capaz de mudar completamente sua aparência para se adaptar a qualquer ambiente em que se encontre. Finalmente, um jovem psicanalista percebe o verdadeiro problema de Leonard Zelig, ou seja, sua extrema insegurança que o leva a se esconder entre as pessoas para se sentir aceito e integrado.

“Aquele que é autêntico assume a responsabilidade de ser o que é e se reconhece livre para ser quem ele é. ” -Jean-Paul Sartre

Este é, sem dúvida, um caso extremo, uma divertida reflexão audiovisual que Allen trouxe para a tela para falar sobre psicologia, problemas de identidade e nossa sociedade. No entanto, há um fato que não podemos negar: somos todos, de certo modo, camaleões sociais.

Mostrar a nós mesmos como somos, sem a menor fissura e com transparência total nem sempre é fácil. Temos medo do “que vamos dizer”, desapontar as pessoas, atrair a atenção ou não ser o que os outros esperam de nós. Viver na sociedade exige que nos encaixemos em um molde, todos nós sabemos disso. No entanto, devemos lembrar que a chave é aprender a ser pessoas, não personagens. Ser uma pessoa significa saber respeitar os outros com suas nuances, suas opiniões, suas qualidades e sua estranheza. Também significa ser capaz de praticar essa honestidade sem diluir nossa identidade e valores para sermos aceitos.

Camaleões sociais e o preço psicológico

Mark Snyder , um renomado psicólogo social da Universidade de Minnesotta, é especialista em um estudo: a necessidade universal de ser socialmente aceito. Um aspecto interessante que ele nos revela em primeiro lugar é que camaleões sociais são pessoas extremamente infelizes. Vamos pensar sobre eles por um momento, imagine alguém que o obrigue a ser como todo mundo ao seu redor, dia após dia.

Para conseguir isso, essa pessoa terá que se acostumar a pensar e sentir uma coisa e fazer o oposto, a viver em constante contradição, a oscilar entre a face privada e a máscara pública, a rir quando ela não quer, mentir compulsivamente … Este comportamento quase viciante que leva a causar uma boa impressão contínua raramente permite estabelecer ligações duradouras e satisfatórias. Além disso, muitas vezes faz com que se sinta exaustão psicológica genuína.

Não podemos esquecer que, para “mimetizar”, o camaleão social deve estar atento aos códigos sociais de cada contexto. Ele deve observar, ler as linguagens implícitas e explícitas, imitar, mas, acima de tudo, demonstrar uma plasticidade extraordinária, que lhe permitirá ser muito convincente.

Ser a pessoa certa em todos os momentos requer estar em sintonia com a forma como os outros reagem; é por essa razão que os camaleões controlam sua vida social a cada momento, ajustando-a para obter os efeitos desejados. Como podemos deduzir, o desgaste que isso implica, a curto e longo prazo, é imenso.

Para verdadeiros camaleões sociais, tudo é possível. Perdem a sua dignidade, os seus princípios e até a sua escala de valores para alcançar o sucesso, para se sentirem integrados ou para serem reconhecidos. No entanto, por imitar e representar a si mesmos através de tantos papéis, eles nunca serão capazes de estabelecer relacionamentos autênticos, ter amigos reais, relacionamentos estáveis para mostrar sua verdadeira face, sem qualquer máscara. …

Camaleões sociais ou zebras sociais, você tem a escolha

Existem profissões para as quais, gostemos ou não, precisamos desse tipo de habilidade cameleônica para criar impacto, seduzir, capturar clientes, construir confiança e até, por que não, manipular. Assim, atividades como política, direito, o mundo do marketing e da publicidade, teatro ou diplomacia precisam desses malabarismos psicológicos em que imitar é sinônimo de sobrevivência e até de triunfo.

Como já mostramos no início, todos fomos forçados, de certa forma, a agir como camaleões sociais em algum momento de nossas vidas. No entanto, especialistas nesta área, como o Dr. Mark Snyder, dizem-nos que, se queremos ter uma verdadeira saúde emocional, sabedoria e equilíbrio, devemos aprender a ser “zebras sociais”.

Não importa onde esteja uma zebra, não importa o que esteja ao lado dela, ela sempre será igual a si mesma, suas listras nunca mudarão. Isso, naturalmente, significa ser uma presa fácil para os predadores e, como sabemos, esses não faltam em nossos contextos sociais. Portanto, é possível que nossas “listras” não agradem, que nossa pele, nosso estilo, nosso caráter e nosso tom de voz não sejam o gosto de todos, mas as pessoas que serão cativadas por nossa autenticidade serão nossos melhores aliados.

Para concluir, poucas coisas podem ser tão infrutíferas e exaustivas como agradar a todos, para ser esta peça capaz de se encaixar em cada quebra-cabeça ou porca que se aplica a todas as engrenagens. Tal habilidade não é possível nem saudável. Vamos aprender a viver sem máscaras, ser coerentes e corajosos, ser criaturas únicas e excepcionais com cada uma das nossas “listras” ou com nossos fabulosos casacos …

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*Fonte: pensarcontemporaneo

As lendas: o “rico por merecimento” e as “pessoas são só números”

Você já conheceu alguém que conseguiu ser feliz sozinho por toda vida? Já viu alguém sozinho gerir um negócio por completo e alcançar grandes resultados? O que faz um ser humano se desenvolver é a vida em comunidade. Um negócio só cresce com uma equipe alinhada e consumidores interessados. Se está cansado de ouvir lendas, conviver com crenças limitantes e quer um Brasil melhor, pare de se comportar como um número nulo. Seja um empreendedor e/ou consumidor consciente! Se cada um fizer a sua parte o Brasil pode entrar na lista dos países mais desenvolvidos. Mas tem que optar por isso agora!

O Brasil deveria ser o país dos legendários, mas, infelizmente, é o país dos lendários. Em 2017, o Brasil era o 5º colocado no ranking dos países com menos noção da realidade. Isso é grave! Quer dizer que acreditamos em muitas mentiras.

O problema é que essas lendas contadas de geração em geração é o que norteia o desenvolvimento ou retrocesso da sociedade. Seguindo esse caminho, nós (brasileiros) somos um povo desinformado da própria história. Porque até hoje o episódio da escravidão no Brasil não teve o devido valor do desastre que causou e ainda causa.

Durante o tempo da escravidão, os senhores donos de terras eram, na verdade, exploradores humanos. Muitas famílias que enriqueceram ao longo da história não eram ricos porque nasceram ricos ou ganharam com o suor do próprio rosto, eles ganharam dinheiro escravizando os negros, não compartilharam os ganhos igualmente.

É por esse começo da história do Brasil que afirmo que “rico por merecimento” é uma lenda urbana. Mas, daí alguém pode dizer “hoje é diferente, existem pessoas ricas por merecimento”. Infelizmente, não existiu e nunca existirá! O ser humano não é capaz de viver de forma saudável sozinho no mundo. Esse é um dos motivos de vivermos em comunidade, precisamos uns dos outros para nos desenvolvermos.

Geralmente, uma pessoa que é rica ela poupa dinheiro, ela tem controle de seus gastos e é um ótimo estrategista. Ela deve gerir um ou vários negócios, liderar uma equipe alinhada e oferecer produtos de qualidade para que seus consumidores queiram comprar. Sendo assim, ninguém enriquece sozinho, porque precisa de várias pessoas para que o produto exista e precisa ter pessoas interessadas em comprar. Tudo na vida segue um ciclo. Nada acontece por acaso. Não existe milagre no mundo dos negócios. Se alguém está fazendo milagres é bom verificar como é o processo desse negócio, provavelmente, é de exploração.

Outro motivo para repensar na afirmação “rico por merecimento”, são os incentivos fiscais e financeiros oferecidos pelo Governo às empresas, com o objetivo de que sejam desenvolvidos projetos para que tenham mais oportunidades de emprego a diversidade humana, projetos sociais e ambientais.

O Governo é um representante do povo, então, quem está contribuindo com os incentivos é o povo, que paga os impostos. A obrigação das empresas é dar continuidade a esse ciclo. As empresas que não estão retribuindo com a sociedade estão quebrando o ciclo de melhorias e enriquecendo as custas do povo. É possível haver pessoas ricas por ter bons projetos que incluam ótimos profissionais, mas rico que fez riqueza sozinho não existi!

É nesse momento que é importante sabermos, como consumidores, a maneira que devemos agir para desconstruir a frase “as pessoas são só números”. As empresas que exploram seus funcionários só agem dessa maneira porque a fiscalização do nosso país é frouxa. Na Europa, por exemplo, uma empresa não pode demitir um funcionário sem uma explicação plausível.

A maior dificuldade atualmente é identificar as empresas que enriquecem de maneira ilícita. Com a missão de desmascarar as empresas que exploram seus colaboradores, no mundo da moda, foi criado o Movimento Fashion Revolution. Onde eles incentivam os consumidores a postarem uma foto com um produto da sua marca preferida nas redes sociais, questionando como as marcas produzem seus produtos, quem são os funcionários por trás daquelas roupas, calçados e acessórios.

O Brasil da Ordem e Progresso só será real quando tivermos um olhar sincero para as dores da atualidade, entendendo a raiz de toda a injustiça.

Já compartilhei em outros artigos que o Brasil é o país dos sem direitos porque ignoramos a realidade e acreditamos em lendas. Porque não estamos focados em entender nossas necessidades e prioridades, apenas seguimos o que está na moda ou é tendência.

O Brasil precisa resgatar suas raízes, precisamos descobrir a nossa identidade como brasileiros. Isso só será possível aceitando a realidade. Quem está preparado para mudanças?

Reflita e seja a mudança que quer ver no mundo. Hoje. Agora.

*Por Michele Cruz

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*Fonte: obvious

Quer conhecer o caráter de uma pessoa? Dê a ela algum poder

A Síndrome do Pequeno Poder é um transtorno de comportamento individual que mina as relações sociais e pode esfacelar qualquer chance de estabelecimento de convivência, em detrimento da satisfação de um indivíduo arrogante, autoritário e abusivo.

Pessoas acometidas por essa Síndrome costumam ter auto estima extremamente prejudicada, sendo levadas a ter a necessidade de humilhar o outro na tentativa de cessar um sentimento de menos valia. Diminui-se o outro para se sentir maior.

Esses indivíduos costumam viver inseridos em ambientes dentro dos quais não encontram lugar, sentem-se inferiores e, por causa disso, reagem agressivamente contra qualquer um que possa representar o mínimo questionamento à sua “autoridade”.

Autoridade é um bem que se conquista. É fruto do reconhecimento a uma habilidade desenvolvida, a um esforço empenhado, a um desempenho de papéis que explicita a competência. Autoridade depende da anuência do entorno.

Já o autoritarismo é outra coisa. É a instauração de um poder à força. É a atitude agressiva que busca subjugar o outro. O autoritarismo nasce da incompetência, da falta de recursos para administrar conflitos.

Lidar com uma pessoa tomada pela Síndrome do Pequeno Poder é dificílimo. Essas pessoas têm uma enorme dificuldade em estabelecer limites de convivência. Uma vez que ela tenha enxergado no outro uma ameaça ao seu suposto poder, ela não medirá ações ou modos para fazer valer a sua ilusória “autoridade”.

O poder verdadeiro emana do saber. Quanto mais sabemos sobre algo mais poder teremos sobre isso. E tudo o que estiver envolvido nesse saber depende do caráter ético e moral de quem o possui. Depende. Depende da importância social daquilo que se sabe, do que vai ser feito com esse saber; depende, ainda, de como e com quem esse conhecimento será partilhado.

As relações de poder na atualidade constroem-se a partir de uma rede complexa de relações. O modelo de hierarquia sólida, que já funcionou tão bem em outros momentos históricos anteriores, hoje não funciona mais. Ainda bem! E o indivíduo com visões distorcidas de poder não conta com recursos para perceber e gerir essa mobilidade.

O conhecimento foi incrivelmente democratizado, graças ao desenvolvimento tecnológico. Qualquer pessoa, dotada da capacidade de ler e compreender o que lê, tem acesso a uma infinita variedade de informações, sejam elas relevantes ou fúteis. Nunca foi tão fácil satisfazer uma curiosidade ou interesse de aprendizagem sobre o que quer que seja.

Esse acesso aberto ao conhecimento, no entanto, exige de nós uma dose muito maior de responsabilidade. Hoje precisamos ser agentes das decisões tomadas. O nosso fazer político, por exemplo… de nada nos adianta ter o poder de eleger nossos representantes se ainda teimamos em escolhê-los de forma irresponsável.

Pensando numa esfera institucional menor que o Estado; uma empresa, por exemplo. Em qualquer empresa, ainda que vigore uma estrutura de cooperação, alguém precisa estar em uma posição de mediador das relações; precisa haver um líder que seja responsável por garantir que haja organização, equilíbrio e produtividade. Sem uma liderança que prese por valores e pelas necessidades coletivas, instaura-se o caos.

E, uma vez instaurado o caos, todos ficam à deriva. O individualismo é o caos. Cada um pensando nos próprios interesses é o caos. A nossa natureza exploratória gerou o caos, numa crise ambiental sem precedentes. De tanto brincarmos de algozes, acabamos vítimas de nossa própria ambição desmedida.

Estaria tudo perdido? Não haveria salvação para nossa “raça humana”? Há. E ela está em nossas mãos, mais concretamente do que nunca esteve. Precisamos entender o que representa exatamente esse tamanho poder. Precisamos ressignificar o nosso papel nas relações com o outro e com o mundo.

O poder é necessário para impulsionar mudanças, para vencer obstáculos. Sua natureza é de cunho transformador. O que vai modular esse poder é o caráter de quem o exerce. E não importa se o autor do comportamento abusivo é um líder de governo, o segurança da balada, o pai de família ou um parceiro de trabalho. O abuso precisa ser detido.

O abusador é alguém que faz mau uso do poder que tem, ou imagina ter. E, não raras vezes a única forma de fazê-lo parar é garantir que ele não tenha nenhuma chance de sequer pensar que pode mais que os outros. Nenhuma relação interpessoal pode basear-se em posturas de dominação e exploração. Infelizmente, em muitos casos não adianta insistir, porque para falta de caráter ainda não inventaram remédio. Nem adianta procurar no Google!

*Por Ana Macarini

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*Fonte: contioutra

Dormir pouco enfraquece tanto o sistema imunológico quanto o estresse

Seu corpo precisa dormir para funcionar corretamente. Estudos mostram que uma pessoa pode ficar 11 dias sem descanso, mas os sinais da falta de sono começarão a aparecer após três ou quatro dias. Sem descanso, sua mente e seu corpo começarão a ir abaixo.

A falta de sono pode causar coisas como alucinações e paranóia, mas felizmente os sintomas desaparecem quando a pessoa descansa. Quanto sono uma pessoa precisa? Bem, adultos entre 18 e 60 anos devem dormir cerca de sete horas por noite. Os bebês precisam quase dobrar a quantidade de sono que os pais, com uma média de 10 a 13 horas por noite.

O sono é muito importante porque seu corpo está ocupado reparando e construindo sua imunidade para prosperar. Seus tecidos e células danificados estão sendo curados e restaurados. Se você não dorme a quantidade certa, fica mais suscetível a doenças e infecções.

SUPERAR A FALTA DE SONO DEVE SER UMA PRIORIDADE

Você usa o sono como uma barganha para fazer coisas extras? Por exemplo, você acha que pode passar duas horas aqui ou ali para conseguir tempo para amigos e família? Seu tempo de sono não deve ser negociável.

Seu corpo requer cerca de 49 horas por semana para prosperar. Se você recebe 40 horas em vez do que precisa, fica privado de sono. Embora você não sinta os efeitos imediatamente, está afetando seu sistema imunológico.

Você pode começar a ficar mais doente e achar que sua saúde geral começa a se deteriorar. O centro de doenças e controle constatou que cerca de um terço da população trabalha com menos do que o sono adequado por dia. Não é de admirar que haja tantos problemas mentais e físicos no mundo que seu corpo não consiga reparar, restaurar e reviver todos os dias.

RESTAURANDO A IMUNIDADE COM CÉLULAS T

Diferentes células compõem o sistema imunológico. As células T são uma parte vital dessa rede essencial. Essas células são muito resistentes em sua batalha para combater patógenos intracelulares, que o mantêm seguro.

A pesquisa mostra que as células T podem combater a gripe ou coisas tão mortais quanto o câncer. Elas podem ser exatamente o que impede você de ficar doente, mesmo que todos na casa estejam. Um estudo recente foi realizado sobre os efeitos que a falta de sono tem sobre essas células vitais.

O estudo descobriu que durante as horas de descanso as células T entram em ação, ajudando o sistema imunológico a aumentar sua defesa. Parte de seus esforços é feita durante o sono porque seus hormônios do estresse estão mais baixos nesse período. Como o estresse proíbe essas células de combater adequadamente sua imunidade, ele impede que as células T façam seu trabalho.

Quando seu corpo possui uma célula infectada por vírus, seu sistema ativará integrinas para combater os patógenos estranhos. Essas integrinas são semelhantes à uma proteína pegajosa que se liga às células ruins para destruí-las. O estudo comparou a diferença entre as pessoas que dormiram quantidades adequadas de sono com aquelas que tiveram níveis insuficientes.

AQUI ESTÁ O QUE ACONTECEU COM OS PARTICIPANTES QUE DORMIRAM BASTANTE VERSUS AQUELES QUE SOFRERAM FALTA DE SONO

Os participantes que dormiram em quantidade suficiente descobriram que tinham um nível mais alto de formação de células T junto com a ativação da integrina. As pessoas que estavam com falta de sono viram níveis perturbadores baixos dessas células inatas. Quando uma pessoa não dorme o suficiente e lida com situações estressantes, isso prejudica seu sistema imunológico porque não pode funcionar adequadamente.

Assim, verifica-se uma conclusão que afirma que a falta de sono pode deixá-lo doente. Seu corpo constrói seu sistema de defesa enquanto você dorme. Não é um processo que pode acontecer rapidamente, pois precisa de várias horas para ser concluído.

Quando você não dorme, faz mais do que apenas interromper a produção de células T. Muitos subestimam seriamente a importância de descansar o suficiente. Se você não descansa pelo menos sete horas por noite regularmente, está permitindo a formação de um ambiente hostil dentro do seu corpo.

O sono é um estado natural que seu corpo precisa para manter a saúde. Quando você não está recebendo níveis adequados de descanso, seu corpo cria quantidades incomuns de hormônios do estresse, o que tem efeitos adversos em todo o sistema. A adrenalina é um dos hormônios do estresse que causam mais danos, pois coloca o corpo em constante estado de fuga ou luta.

Compreensivelmente, seus hábitos de sono mudarão com a idade. Você pode acordar sentindo-se grogue ou lutando para acordar. Algumas pessoas mais velhas podem dormir cinco horas e sentir que é o suficiente. No entanto, esses sentimentos são enganosos.

Uma pessoa que recebe consecutivamente menos do que a quantidade necessária de sono por três dias seguidos equivale a alguém que perdeu uma noite inteira de descanso. Estudos comprovaram que aqueles que recebem em média de cinco a seis horas por noite têm uma taxa de mortalidade mais alta do que aqueles que descansam mais.

OS EFEITOS A LONGO PRAZO DOS MAUS HÁBITOS DO SONO

Quando você tem insônia, a privação crônica do sono pode causar problemas de saúde a longo e a curto prazo. As consequências a curto prazo do sono ruim podem causar:

ansiedade
flutuações de humor
esquecimento
julgamento ruim
erros no trabalho
acidentes de carro
problemas de relacionamento

Quando você tem problemas crônicos de sono que prejudicam sua capacidade de funcionar bem, isso se torna perigoso. Seu corpo precisa dormir e, se não descansar adequadamente, cria um déficit. A deficiência pode causar os seguintes problemas:

condições inflamatórias
aumento da pressão sanguínea
níveis elevados de cortisol
ganho de peso
doenças cardíacas
resistência à insulina
problemas de regulação do açúcar no sangue

EXISTE UMA CORRELAÇÃO ENTRE DOENÇA CARDÍACA E INSÔNIA?

Foi realizado um estudo sobre os efeitos do sono nas doenças cardíacas. Eles usaram ratos para o estudo. O objetivo era descobrir se havia alguma alteração no coração quando o animal recebia quantidades adequadas e inadequadas de repouso. Investigaram regiões como medula óssea, vasos sanguíneos e função cerebral.

Quando os camundongos dormiam em quantidade adequada, os mecanismos que protegiam as artérias de endurecerem ajudavam a manter a doença afastada.

No entanto, os ratos que não dormiram o suficiente eram propensos a doenças cardíacas. A ligação entre sono adequado e boa saúde cardiovascular não é totalmente compreendida e precisa de mais pesquisas, mas é um caminho promissor para mostrar como melhorar a saúde do coração.

O QUE PODE ESTAR CAUSANDO SUA FALTA DE SONO?

Por que tantas pessoas resistem a ter uma boa noite de sono quando sabem que seu corpo precisa? A insônia geralmente é causada porque as prioridades de uma pessoa não estão alinhadas. A maioria das razões pelas quais as pessoas não dormem adequadamente são trazidas voluntariamente.

1 – MAUS HÁBITOS PARA DORMIR

É essencial definir o clima certo para descansar. Por exemplo, seu quarto deve estar frio e escuro. Você deve evitar distrações , como televisores, computadores, eletrônicos e outros dispositivos tecnológicos. Mesmo um despertador muito brilhante pode atrapalhar seu sono REM.

2 – PERMITINDO ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO NA CAMA

Enquanto você gosta de dormir com seu pet, os animais de estimação podem ser uma causa significativa de uma noite de sono miserável. Eles podem monopolizar a cama e mexer com seus cobertores, tornando a insônia um problema real. Se você tem um cônjuge que tem um problema de ronco, ele também precisa ser tratado.

3 – DISTÚRBIOS DO SONO NÃO DIAGNOSTICADOS

Muitas pessoas têm apnéia do sono não diagnosticada, que pode ser mortal se não for tratada. Além disso, você pode ter um problema de ronco. Você pode precisar ir ao banheiro durante a noite. Essas são coisas que você não pode controlar, mas pode obter ajuda para elas.

4 – DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS OU MINERAIS

A insônia acontece por muitas razões. Se você não conseguir dormir a quantidade certa, não importa o que tente, então você precisa consultar o seu médico.

Óleos essenciais e suplementos naturais como a melatonina podem ajudar a aumentar o tempo de sono sem efeitos colaterais desagradáveis. Ainda assim, você precisa garantir que não haja nenhuma condição subjacente que contribua para a sua falta de sono.

5 – CONSUMO EXCESSIVO DE CAFEÍNA

Outra coisa que você precisa ter cuidado é o seu consumo de cafeína. A cafeína é um estimulante que aumenta a frequência cardíaca. De acordo com um estudo, excesso de café ou outras bebidas com cafeína podem mantê-lo acordado até altas horas da noite. Não é que seu corpo não queira descansar, mas o estimulante está proibindo você de entrar nesse estado de sono.

6 – NÃO FAZER EXERCÍCIO SUFICIENTE

Lembre-se de que se você tiver dificuldades para dormir, precisará iniciar uma rotina noturna. Uma nova pesquisa desmascara o mito de que você deve evitar malhar antes de dormir. O exercício pode ser uma excelente maneira de terminar o seu dia e é mostrado promover um sono saudável. A conclusão é que dormir bem é uma prioridade que você deve ter em sua vida e não é algo que você possa usar como moeda de troca.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: SUA FALTA DE SONO PODE AFETAR TODO O SEU CORPO

O que começa como algumas horas perdidas aqui ou ali pode se transformar em um problema grave. Se você está tendo problemas para descansar o suficiente, deve tomar medidas preventivas para corrigí-lo.

Quando você não descansa o suficiente, coloca sua imunidade em uma posição volátil. Aqueles com sistema imunológico enfraquecido são mais suscetíveis a doenças do que aqueles com excelente resistência.

*Por Márcia Lourenço

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*Fonte:

Sujar-se de terra é o mais moderno e eficaz antidepressivo de acordo com este estudo

Com a depressão já diagnosticada como a doença do século XXI, em um mundo cada vez mais tomado por medicamentos como a agomelatina, amitriptilina, escitalopram, mirtazapina e paroxetine – entre tantos outros – , a busca por tratamentos e terapias alternativas e naturais, que não provoquem dependência nem efeitos colaterais, cresce na mesma proporção com que se fabricam mais e mais remédios para a depressão. Para além da ingestão de ingredientes naturais, certas práticas podem também ser eficazes no combate a esse mal – e uma delas é tão antiga e natural quanto nossa própria existência enquanto espécie: fazendo jus ao nome do planeta em que vivemos, sujar as mãos na terra pode ter um efeito contra a depressão mais salutar do que poderíamos imaginar.

Engana-se, porém, quem pensa que tal tratamento em potencial se restringe ao prazeroso efeito terapêutico que o ato de mexer na terra, cuidando de plantas, por exemplo, pode nos trazer. Uma pesquisa conduzida por cientistas do Departamento de Fisiologia Integrada e do Centro de Neurociência da Universidade do Colorado, e publicada na revista Neuroscience, sugere que, para além do prazer desse bom hábito de sujar as mãos, uma bactéria específica do solo pode ajudar a combater diversos processos inflamatórios – inclusive transtornos psiquiátricos e outros males psíquicos ligados, por exemplo, ao estresse.

Intitulada Mycobacterium vaccae, a bactéria estudada pode ter um papel importante na regulação de nosso comportamento emocional. “Os seres humanos co-evoluíram com estas bactérias por mais de mil anos, e elas têm demonstrado afetar o sistema imunológico de uma maneira a eliminar inflamações. Isto significa que estas bactérias podem ser úteis na prevenção ou no tratamento de doenças com processos inflamatórios”, diz Christopher Lowry, professor e um dos líderes da pesquisa. Lembrando que os ser humano é um ecossistema que precisa dos muitos microbios presentes no nosso corpo. “As pessoas geralmente assumem que os benefícios para a saúde da exposição aos espaços verdes são devidos ao exercício. Na verdade dois grandes estudos agora demonstram que, embora o exercício seja definitivamente bom para você, o contato com a biodiversidade microbiana é a explicação mais provável para o efeito do espaço verde.”, diz.

As pesquisas ainda não definem, no entanto, quanto tempo de exposição e qual a melhor maneira de vivenciar essas atividades para alcançar maiores benefícios à saúde. De todo, a exposição através não só do contato manual, mas da própria respiração a esses organismos ambientais presentes na natureza possuem a capacidade reduzir inflamações. Naturalmente que o combate à depressão deve ser feito com o devido acompanhamento médico – mas sujar as mãos na terra pode e deve ser seguido como uma recomendação científica.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

Ninguém perde por dar amor, perde quem não sabe recebê-lo

Em algumas ocasiões, podemos nos sentir mal por pensar que desperdiçamos nossos sentimentos em alguém que não apreciou o que lhe demos. No entanto, embora às vezes isso possa nos prejudicar, é aquele que sabe amar o que mais pode se beneficiar de um relacionamento .

A pessoa que ama consegue se conectar com a energia da vida, aquela que torna tudo significativo, consegue injetar uma dose de entusiasmo, força, vitalidade, que somente aqueles que amam entendem como isso acontece, como esse motor funciona, não só para ativar nossos hormônios e ver o mundo em cores e pensar que tudo é possível, mas para nos motivar a sermos melhor a cada dia, a querer dar o melhor de nós.

Nem todas as pessoas sabem amar

Obviamente, isso é um ganho, nem todo mundo sabe amar, nem todo mundo tem a felicidade de manter alguém em seu coração e sentir como ele bate mais profundo, com maior significado.

É verdade que antes que possamos amar alguém, devemos ser capazes de fazê-lo conosco, devemos preservar nossa integridade, sermos capazes de nos respeitar e buscar o melhor para nós mesmos e muitas vezes é difícil aceitar que o que sentimos não é retribuído.

No entanto, aceitar que não fomos correspondidos não é uma perda, é uma lição, mas a experiência enriquecedora de ter amado, não é tirada do fato de não receber o que gostaríamos em troca, e aceitá-la reafirma o conceito de amor puro, que não espera algo em troca, que se sinta independentemente das circunstâncias, o que nos define, o que somos.

Amar sempre resulta em lucro

Quem não sabe receber amor, seja por desinteresse ou porque não está em condições de fazê-lo é quem perde no assunto e isso se deve não apenas entender, mas respeitar. Nem todos aprendem tão rápido a lição de nosso propósito aqui para amar e ser amados ou alguns selecionam a outras pessoas para fazer isso. Muitas vezes acontece que nós amamos quem não nos ama e a quem nos ama, nós não amamos.

Podemos ficar desapontados por não recebermos o que queremos, mas isso nunca pode nos dar a sensação de perda, o amor é uma alegria, muito mais recompensador quando você o recebe de volta. Mas de qualquer forma, o amor é uma razão para agradecer ao universo por estar aqui, por estar vivo, porque algo nos faz vibrar, porque algo nos faz chorar. Porque todas as experiências, gostemos ou não, são para o nosso crescimento e são o sinal perfeito de que estar aqui é totalmente excitante!

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O amor perfeito não existe, o segredo está em encontrar beleza na imperfeição

Definitivamente, ninguém é perfeito e isso se aplica facilmente a qualquer tipo de união. Cada uma das pessoas tem uma personalidade, uma parentalidade, crenças, uma maneira de fazer as coisas, milhares de virtudes e muitos defeitos.

Uma lista enorme de coisas que gostaríamos de fazer com nosso parceiro quando chegar a hora e quando houver expectativas, geralmente há desapontamento e frustração.

Para evitar o desapontamento, devemos começar estreitando nossos requisitos, estabelecendo as expectativas apenas do que é firmemente necessário do nosso ponto de vista para estabelecer um relacionamento com outra pessoa, por exemplo: se você quer ou não ter filhos, se você é de uma religião ou outro, se você quiser viver em um país ou outro, se quiser se casar ou não, enfim, todas aquelas coisas que consideramos não poderemos concordar caso elas não correspondam ao que estamos procurando.

Depois disso, devemos nos dar a liberdade de viver um amor que nos surpreenda, dando-lhe a oportunidade de se expressar como é, onde cada um pode revelar todas as suas virtudes, mas, por sua vez, que a parte escura não represente um motivo para repensar o relacionamento.

Muitas vezes vemos como defeitos todas aquelas coisas que o parceiro faz de forma diferente da nossa, ninguém quer fazer as coisas erradas a menos que tenha um propósito específico para isso, todos nós temos algumas ferramentas e recursos e tentamos ao máximo fazer bom uso delas.

Além disso, estamos todos em um processo de aprendizado no qual seria ideal encontrar alguém que, em vez de julgar e nos limitar, seja dedicado a aceitar-nos, a nos amar pelo que somos, incluindo todas as nuances de cores.

A felicidade no casal é baseada no respeito e no amor, que está diretamente relacionado ao fato de formar um casal de verdade, onde cada um dando o melhor que pode, tem a liberdade de ser imperfeito e não por isso menos amado. . Quanto mais respeito mostramos ao nosso parceiro, aceitando, aprendendo e colaborando para um projeto comum, teremos mais chances de ter esse relacionamento que, apesar de não ser um conto de fadas, é o que nos dá bem-estar, o que nos permite ser nós mesmos. essência e derramamento o melhor que o nosso ser tem para dar.

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*Fonte: sabervivermais

Ouvir música triste ajuda a acabar com a tristeza

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Livre de Berlim explica por que, quando estamos chateados, preferimos escutar músicas tristes. De acordo com a pesquisa, que entrevistou 772 participantes, a infelicidade expressada nas canções transmite um sentimento de empatia, como se o intérprete entendesse o momento ruim pelo qual o ouvinte está passando.

Por meio de um questionário, os pesquisadores Liila Taruffi e Stefan Koelsch perguntaram aos participantes em quais situações eles costumam ouvir músicas tristes e como eles se sentem. A maioria respondeu que escuta essas canções quando se sente solitário ou com algum problema emocional. Entre as emoções mais citadas, estavam “paz de espírito”, “ternura”, “nostalgia”, “transcendência” e “encantamento”.

“Os resultados indicam que as respostas emocionais à música triste são multifacetadas, moduladas pela empatia e ligadas a uma experiência multidimensional de prazer”, disseram os pesquisadores. Primeiro relatório abrangente sobre a tristeza evocada pela música, o estudo foi acompanhado por uma outra pesquisa sobre canções alegres, que mostrou diferenças entre as experiências emocionais resultantes da escuta desses dois tipos de composições.

Como ouvir música triste é benéfico e pode espantar o mau-humor, a Revista Bula elaborou uma playlist com 20 canções melancólicas de diferentes gêneros no Spotify. Para ouvi-la, é necessário possuir cadastro no aplicativo e realizar login. Há opção de assinatura gratuita. Entre as escolhidas, estão “Everybody Hurts”, da banda R.E.M, e “Are You Lonesome Tonight?”, de Elvis Presley.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Seus pesadelos podem estar ajudando você a sobreviver

Quantas vezes você acordou em pânico, pensando que dormiu durante um exame ou uma reunião importante, apenas para verificar seu telefone e perceber que estava apenas sonhando? Acontece que pesadelos como esse são apenas a maneira do cérebro de ajudá-lo a evitar dormir demais.

Sonhos sobre cenários estressantes, como dormir durante a aula, brigar com alguém importante ou até ser perseguido por uma figura misteriosa podem ter evoluído para nos ajudar a superar nossas ansiedades em um ambiente livre de riscos, preparando-nos melhor para enfrentar nossos medos de verdade.

Um pesadelo por dia mantém o perigo na baía

Nossos ancestrais tinham pesadelos, embora seus sonhos provavelmente mostrassem leões e tigres em vez de livros didáticos e despertadores.

Depois de perceber que a maioria dos sonhos tende a ter mais emoções negativas do que emoções positivas, o neurocientista finlandês Antti Revonsuo desenvolveu uma hipótese para entender por que os pesadelos evoluíram. Ele chamou de teoria da simulação de ameaças.

A teoria da simulação de ameaças de Revonsuo diz que os sonhos geralmente nos levam a eventos estressantes ou assustadores como forma de nos prepararmos para a realidade.

Ao ensaiar a percepção de ameaças e evitar o sono, temos uma chance maior de reagir com sucesso às ameaças em nossas vidas, seja isso fugindo de um animal faminto ou chegando nos compromissos a tempo.

A teoria da simulação de ameaças também ajuda a explicar por que até os urbanos modernos têm o pesadelo ocasional de serem perseguidos pela floresta. Com o tempo, os humanos aprenderam a temer animais perigosos (e humanos hostis), eventos climáticos extremos e todos os eventos que possam ameaçar sua sobrevivência.

Nossos sistemas de medo evoluíram para serem especialmente sensíveis a ameaças, portanto medos profundamente arraigados provavelmente aparecerão em nossos sonhos.

Sonhando por um amanhã melhor

Sua vida de vigília também afeta os tipos de ameaças que você enfrenta em seus sonhos. Sonhar com a reprovação em um exame é um medo distintamente moderno que não poderia ter aparecido nos pesadelos de nossos ancestrais, por exemplo.

Em um estudo de 2005 , Revonsuo e a colega neurocientista Katja Valli deram um passo adiante para ver se eventos ameaçadores reais que alguém experimenta enquanto estão acordados afetariam a frequência e a gravidade de seus pesadelos.

Quando analisaram os relatos dos sonhos de crianças traumatizadas e não traumatizadas, descobriram que o trauma da vida real realmente afeta as ameaças dos sonhos. Comparadas a um grupo de crianças finlandesas criadas em um ambiente relativamente seguro, as crianças do norte do Iraque que enfrentavam violência militar regular relataram um número maior de ameaças em seus sonhos.

Um estudo de 2014 de estudantes de medicina liderado pela neurologista Isabelle Arnulf analisou um cenário mais compreensível: a ansiedade de passar em um teste. Sessenta por cento dos estudantes pesquisados disseram sonhar com o vestibular da faculdade de medicina na noite anterior ao teste. Muitos desses sonhos se qualificaram como pesadelos, cheios de medo de falhar no teste, chegar atrasados ou esquecer respostas.

Nenhuma surpresa até então. Mas veja o seguinte: os alunos que sonharam com o exame tiveram melhor desempenho no dia do teste.

Acontece que os sonhos provavelmente melhoram nossa capacidade de enfrentar ameaças, sejam elas dentes de sabre ou questões de múltipla escolha.

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*Fonte: awebic

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte:

Você é uma pessoa que odeia abraço? A ciência descobriu por que você é assim.

Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.

De acordo com especialistas, se você gosta ou não de abraços depende de como seus pais o trataram.

Há pessoas que mal conhecem alguém e já abraçam sem qualquer problema. Enquanto para os outras, a pior coisa que poderia acontecer é ter que abraçar alguém que elas não conhecem. Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E, de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.
“Nossa tendência a participar do contato físico, seja nos abraçar, dar tapinhas nas costas de alguém ou ser carinhoso com um amigo, é muitas vezes um produto de nossas experiências infantis”. – Suzanne Degges-White, conselheira na University of Northern Illinois at Time .

De acordo com Dogge-White, quando as famílias não são muito demonstrativas de seu afeto na forma física, é muito provável que, quando a criança crescer e tiver seus próprios filhos, ela os trate da mesma maneira. Mas também podem crescer e atuar de forma totalmente contrária:

“Algumas crianças crescem e sentem ‘fome’ por contato e se tornam “cuddlers “sociais que não podem cumprimentar um amigo sem um abraço ou um toque no ombro”. – Suzanne Degges-White, conselheira e conselheira da University of Northern Illinois.

E as razões vão além de simplesmente ter sido abraçadas ou não, mas também tem a ver com fatores biológicos das crianças. Darcia Narváez, da Universidade de Notre Dame, explica que existem duas características fundamentais presentes em uma criança que recebeu pouco carinho.

Primeiro, é possível que você tenha a região responsável pela transmissão de impulsos emocionais menos desenvolvida, fazendo com que a capacidade de ser carinhoso e sentir compaixão seja diminuída. A segunda característica é a menor liberação de oxitocina, o “hormônio do amor”, responsável por formar laços com outras pessoas.

Mesmo assim, Narváez insiste que é bom encorajar o contato físico quando são crianças, porque “as pessoas que estão mais abertas ao contato físico com os outros tendem a ter níveis mais altos de autoconfiança”.

Então você sabe, abrace todas as crianças que puder!

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*Fonte: asomadetodososafetos

O amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A pobreza espiritual de uma sociedade que minimiza a morte de seus idosos

Em tempos de pânico, parece que tudo vale para exorcizar o medo. Um dos mantras que alguns governos (sem alma) e a mídia (desinformada) repetiram sob diferentes fórmulas – algumas no nível subliminar – para tentar acalmar a população quando o vírus ainda não era generalizado é: não se preocupe, isso o coronavírus mata apenas os idosos!

Mas esse “único” dói na alma. Dói aqueles que têm idosos ao seu lado e aqueles que têm um mínimo de sensibilidade. Porque a grandeza de uma sociedade é medida pela maneira como trata seus idosos. E uma sociedade que transforma seus idosos em pedaços dispensáveis ​​perdeu todos os seus pontos cardeais.

A sociedade que venera o corpo condena-se ao declínio da alma

Nas culturas “primitivas”, os idosos desfrutavam de consideração especial porque eram considerados reservatórios de grande sabedoria e conhecimento. O declínio começou na Grécia antiga e só piorou desde então, sofrendo uma verdadeira queda livre nas últimas décadas. O culto ao corpo promovido na época continuou inexoravelmente seu curso. Mas uma sociedade que reverencia o corpo é incapaz de ver além das aparências.

Uma sociedade que venera o superficial condena-se ao declínio da alma. Essa sociedade empurra cada vez mais pessoas para se preocupar – e se assustar – com suas rugas, jogando-as nos braços do crescente negócio de cirurgia plástica.

Essas pessoas realmente não fogem de suas rugas, mas do que elas significam. Porque eles entendem, nos recantos mais profundos de seu ser, que essas rugas são o começo de uma condenação ao ostracismo. E se há algo pior do que olhar para as rugas no espelho, é saber que você não conta mais porque ao longo da vida recebeu mensagens sutis – e às vezes não tão sutis – que os idosos não importam.

O que damos hoje aos idosos é o que receberemos amanhã

A sociedade que minimiza a morte dos idosos esqueceu que foi construída por aqueles idosos, aqueles que hoje se tornaram um número que olhamos com certo estupor e à distância, sentindo falsamente certeza de que não vamos tocar. Nós. Foram esses anciãos que lutaram por muitas das liberdades que desfrutamos hoje. Aqueles que pegaram os pedaços de sucata de muitas famílias durante a crise e os que agora cuidam de seus netos – embora isso possa significar uma sentença de morte – porque suas aulas foram suspensas.

Portanto, mesmo que seja a lei da vida que os idosos nos abandonem primeiro, não posso deixar de estremecer aqueles idosos que ninguém leva em consideração. Para os meus idosos. E também sozinho. Porque todos atingimos a velhice, incluindo aqueles que hoje se orgulham de juventude e extraem músculos da imunidade. E, embora seja verdade que a morte de crianças e jovens está se movendo, isso não nos dá o direito de minimizar a perda daqueles que viveram mais tempo. Toda vida conta. Esquecer sobre isso nos entorpece e perigosamente nos aproxima da sociedade distópica que Lois Lowry desenhou .

Portanto, não posso deixar de estremecer ao pensar que moro em uma sociedade que parece se importar mais com slogans e economia do que com vidas. Numa sociedade em que o progresso é medido em termos de PIB e tecnologia, em vez de falar sobre bem-estar e saúde para todos e cada um de seus membros.

É por isso que também encontro o calafrio com o qual se diz que o “apenas” coronavírus afeta seriamente os idosos – quase verdade porque os jovens e as saudáveis ​​também morrem, como indicado pelo maior estudo realizado até agora – e as com patologias anteriores, embora sob o guarda-chuva de “patologias anteriores” não oculte doenças terríveis, mas problemas tão comuns quanto hipertensão e diabetes – como o próprio Ministério da Saúde reconheceu. E na Espanha, 16,5 milhões de pessoas sofrem de hipertensão, segundo a Sociedade Espanhola de Cardiologia e 5,3 milhões têm diabetes, segundo a Fundação Diabetes. E eles não são todos velhos.

Isso significa que essa luta pertence a todos. E não é uma luta pela sobrevivência individual, mas pela sobrevivência coletiva. Pela sobrevivência dos grupos mais vulneráveis. E pela sobrevivência do que resta dos humanos em cada um de nós. Porque, embora seja verdade que, em circunstâncias extremas, a pior das pessoas vem à tona, o melhor que temos lá dentro também vem à tona. A decisão é nossa.

Então hoje eu levanto minha voz para os idosos. Para aqueles velhos que não podem levantá-lo. Porque eles não podem. Ou porque eles não querem. Ou talvez porque tenham a sabedoria que os anos lhes dão e sabem que aprenderemos a lição, quando a vida se encarregar de colocar cada um em seu lugar.

Embora, talvez, o meu seja apenas um grito que não ecoará em uma sociedade muito endurecida e individualista que foi surda a tudo que não seja seu egoísmo narcísico.

*Por Viviane Regio

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*Fonte: sabedoriapura

Pessoas deveriam ouvir pelo menos 78 minutos de música por dia, diz estudo

Que música faz bem ao corpo e à mente a gente já sabe, né? Agora, um estudo está nos mostrando até a dose diária ideal para ficar bem feliz.

A Deezer encomendou uma pesquisa com a British Academy of Sound Therapy que aponta o tipo de música e o tempo necessário de escuta para obter benefícios ao bem-estar físico e emocional.

A pesquisa analisou a relação entre a música e saúde e estudou vários fatores, incluindo estilos, humores e gêneros musicais. A análise foi feita a partir de dados coletados em entrevistas feitas com mais de 7.500 pessoas, distribuídas por todo o Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

O estudo ainda mostra que o bem estar independe de gosto musical, e aponta a quantidade de minutos necessárias para cada sentimento, comparando com a “Dose Diária Recomendada” (RDA – Recommended Daily Allowance).

14 minutos de músicas animadas para se sentir mais feliz (18% de seu RDA)
16 minutos de músicas relaxantes para se sentir mais tranquilo (20,5% do RDA)
16 minutos de qualquer música para superar a tristeza (20,5% da sua música RDA)
15 minutos de músicas motivadoras para ajudar na concentração (19% da RDA)
17 minutos de qualquer música para ajudar a controlar a raiva (22% de RDA)

Incrível, não? Frederic Antelme, vice-presidente de conteúdo e produção da Deezer, falou um pouco sobre os dados:

A música influencia nossas vidas e, na Deezer, tentamos entender e abraçar o relacionamento que as pessoas têm com suas faixas favoritas. Agora, fomos capazes de aprofundar ainda mais esse relacionamento e ver como as pessoas usam a música para gerenciar diferentes estados mentais. É um estudo fascinante. Os resultados oferecem uma ideia de como a música pode ser usada para administrar nossa saúde emocional e mental diariamente, especialmente quando você tem uma ampla biblioteca na ponta dos dedos.

O estudo descobriu que, em média, as pessoas devem ouvir um mínimo de 11 minutos de música para desfrutarem de seus benefícios terapêuticos. A única exceção foi a felicidade — os participantes relataram sentirem-se mais felizes em apenas cinco minutos depois de ouvir faixas alegres. Eles também relataram que se sentem com mais satisfação em relação à vida (86%), com mais energia (89%) e mais disposição a dar risadas (65%) após ouvirem músicas com uma pegada ‘good vibes’.

E o Rock?

É claro que o estilo também aparece com destaque na pesquisa. Um terço dos entrevistados (28%) relatou que o Rock ajuda a processar sentimentos de raiva, com “Highway to Hell”, do AC/DC, apontada como a melhor escolha de música para se ouvir.

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

O coronavírus pode causar outra ‘epidemia’ que devemos evitar: depressão

O coronavírus pode ser letal do ponto de vista físico, mas não só, na verdade, poderia causar um aumento considerável das depressões, emergência que não deve ser subestimada.

Conforme relatado por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, em um artigo do Psychiatric Times, os transtornos de estresse e ansiedade podem se transformar em uma delicada epidemia ” paralela ” neste momento delicado . E um estudo de Samantha Brooks, do King’s College London, publicado em ” The Lancet “, descobriu que a quarentena tem várias consequências negativas para a saúde mental, incluindo trauma, confusão e raiva.

Por outro lado, em um artigo publicado em ” The Conversation ” por psicólogos clínicos do Centro de Ciências da Conexão Social da Universidade de Washington, enfatiza-se que, quando voltar ao normal, o número de depressões poderá aumentar.

Isso ocorre porque nem todas as pessoas são capazes de enfrentar um momento tão incerto com equilíbrio, especialmente se não estiverem muito inclinadas a gerenciar o estresse. De fato, a incerteza sobre o futuro, incluindo o econômico, pode nos desestabilizar excessivamente, fazendo-nos sentir vulneráveis. E também desencadeia qualquer obsessão de contaminação, limpeza e lavagem de compulsões.

Além disso, as consequências dessa pandemia podem comprometer ainda mais a saúde mental das pessoas que já sofrem de ansiedade e depressão, piorando também o humor das pessoas que perderam entes queridos ou empregos.

Em suma, o pós-coronavírus pode não ser tão fácil do ponto de vista emocional, provocando tristeza, raiva, aflição, irritabilidade e, consequentemente, problemas de sono, fobias, pânico, distúrbios de humor.

Diante desse risco, tomar medidas preventivas torna-se fundamental e é importante contar, se necessário, com psicólogos especializados. Tanto para aprender como gerenciar o estresse diário quanto para cuidar de todos os sentimentos, facilitando o autocuidado emocional.

É por isso que, segundo os psicólogos, seria importante que cada cidade fornecesse apoio psicológico a qualquer pessoa que sofria de uma perda por coronavírus, e não menos importantes são as redes de apoio entre amigos, familiares e profissionais para ajudar um ao outro agora e depois.

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*Fonte: revistasabersaude

Sentindo-se mais cansado do que o habitual durante a quarentena? Os psicólogos explicam por que

Muitas pessoas estão publicando nas redes sociais dizendo que se sentem mais cansadas do que o habitual em tempos de quarentena. Muitos estão indo dormir mais tarde do que de costume. Muitos estão se perguntando como pode isso se estão fazendo menos coisas.

Os sentimentos de fadiga que você está enfrentando têm mais probabilidade de estar relacionados à carga de trabalho mental associada ao COVID-19 do que à carga física. A fadiga pode ter causas físicas e não físicas. Depois de concluirmos uma corrida de 5 quilômetros, merecemos um descanso, ou após uma doença, podemos nos sentir esgotados e cansados ​​por algumas semanas.

Mas pesquisas também mostraram que o cansaço pode ser causado por estados psicológicos, como estresse e ansiedade. Na situação atual, pode até ser a monotonia da situação que nos faz sentir cansados.

Portanto, lidar com a tensão psicológica associada ao coronavírus pode estar nos esgotando. Então, como vamos recuperar nossa energia?

As fases do ajuste

Quando analisamos grandes mudanças, como estudantes que ingressam na universidade ou pessoas que se mudam para um novo país, é necessário um período de adaptação e transição. Isso leva tempo e vem em fases.

A primeira semana de adaptação envolve se desvincular dos modos anteriores de viver e trabalhar e estabelecer novas interações. Estes são geralmente alcançados no quarto ou quinto dia, após o qual a vida começa a se tornar mais estável e previsível.

As pessoas nas primeiras semanas de quarentena podem sentir-se diminuídas e podem ficar sentimentais. Este é um estágio de adaptação normal. Por favor, não se preocupe muito, mas tenha certeza de que isso passará para a maioria das pessoas e na próxima semana você se sentirá melhor.

A transição para um novo ambiente pode ser ajudada escrevendo um diário reflexivo. Pode ser útil anotar seus pensamentos e sentimentos. Você pode revisar seu progresso e ver como se ajusta.

A adaptação funcional completa a um novo modo de vida ocorrerá após cerca de três meses. No entanto, existe um período em que isso pode ocorrer três semanas após o início, quando uma pessoa pode sucumbir abruptamente a um período de melancolia.

A preocupação nesse caso pode ser que a situação de quarentena tenha se tornado permanente. Mas depois que essa fase passa, esses sentimentos de desânimo tendem a não voltar.

Priorizando o planejamnrto

A próxima lição sobre como manter sua energia vem da observação de pessoas em situações de sobrevivência. Para evitar um desvio para um estado de apatia e se sentir desanimado e desmotivado, é importante estabelecer uma estrutura clara para o seu dia.

Planejamento nos permite ganhar algum controle sobre nossas vidas. Isso ajuda a evitar um acúmulo de tempo “vazio” que pode torná-lo muito consciente do confinamento e causar uma sensação crescente de “desvio”. Isso pode fazer as pessoas se sentirem retraídas e apáticas, dormirem mal e negligenciarem sua higiene pessoal.

Um caso extremo do mundo da sobrevivência mostra os benefícios da estrutura quando de repente nos deparamos com tempo para preencher. Em 1915, quando o navio Endurance, de Sir Ernest Shackleton, ficou preso no gelo antártico, impôs rotinas rígidas à sua tripulação.

Ele estava ciente de um navio de expedição anterior, o RV Belgica, que ficou preso durante o inverno no gelo antártico em 1898. O capitão não estabeleceu nenhuma rotina e, como resultado, a tripulação sofria de baixa estima.

Shackleton insistiu em refeições rigorosas e ordenou que todos fizessem alguma ativada recreativa. Essas atividades programadas impediram uma monotonia social que pode ocorrer quando um pequeno grupo de pessoas fica confinado por períodos significativos.

Portanto, embora possa parecer bom ter uma manhã estranha, é melhor que seus níveis de energia configurem seu dia com uma estrutura clara e reservem tempo para atividades sociais, mesmo que elas precisem ser realizadas online.

Outra causa não-física de fadiga é a ansiedade. A pandemia deixou as pessoas confusas e incertas e deu uma certa sensação de apreensão. Todos esses sentimentos podem levar à má qualidade do sono, que por sua vez pode tornar as pessoas mais cansadas e ansiosas.

Para quebrar esse ciclo, o exercício é uma ferramenta útil. Indo para uma caminhada ou fazendo uma aula de exercícios online pode fazer você se sentir fisicamente cansado, mas, a longo prazo, reduzirá a sensação de fadiga à medida que sua qualidade do sono melhorar.

Planejar com antecedência e estabelecer metas agora é possível e necessário. Procure uma data futura definida para a liberação da quarentena, mas esteja preparado para redefinir essa data conforme necessário. Ser otimista em relação ao futuro e ter coisas para esperar também pode ajudar a reduzir a ansiedade e a fadiga.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

É possível ser imparcial?

Em meio a novas discussões acaloradas todos os dias, um cenário cada vez mais apocalíptico parece se instalar para o discurso imparcial. Ficam as dúvidas então: podemos ser imparciais, ou somos seres fadados a escolher um lado? Será que evoluímos para sermos assim, ou já houve um dia que soubemos ser neutros?

Há ainda uma esperança, e podemos todos aprender com ela…

A história também é parte de nós

Cada dia parecemos estar mais divididos. Com uma guerra de ideias, pensamentos e ideologias, somos levados a escolher lados e defender nossas posições a todo custo. Este tipo de comportamento não é novo, aliás de certa forma ele é antecessor ao homem.

É claro que não haviam discussões verbais antes do homem, podemos ressaltar os primatas, que de certa forma “vocalizavam” em meio a disputas, mas não chegava a ser verbal.

Os seres vivos em sua maioria são tribais. E parece muito sensato afirmar, que nossa evolução social, só floresceu por causa deste comportamento. Deixando de lado o comportamento de outros animais que se organizam em castas, em grupos e tribos, vamos nos ater ao homem. Mas se quiser, exercite a memória e tente nos comparar a outros seres.

Pertencer é a palavra chave. Desde nossos primórdios como espécie, onde a vida era austera, pressionada por dificuldades naturais, busca por comida, abrigo e por disputas entre tribos. Pertencer a uma tribo era a melhor garantia de sucesso e sobrevivência. Mas a essência principal, era a de identidade. A criação de uma cultura, costumes e crenças. A ideia de unicidade, fez gerar o início do pensamento dicotômico: “Nós pensamos igual, temos as mesmas crenças. Juntos somos mais fortes e somos um só. Aqueles que não compartilham do mesmo são uma ameaça e devem ser convertidos. Se eles não concordarem conosco devemos eliminá-los, ou então, seremos eliminados por eles”.

Mas temos que entender que este comportamento não é benéfico. Além de ter sido praticado somente por tribos mais violentas e extremistas, o comportamento observado que resultava nas melhores chances de sobrevivência, eram aqueles nos quais as tribos cooperavam entre si.

Foi através de pensamentos contrários, que muitas discussões foram travadas ao longo da história, mas seus participantes estavam abertos a novas ideias. E assim o progresso foi feito.

Mas então porque será que estamos em guerra a todo momento por nossos ideais hoje? Será que voltamos a ser tribais? Onde isso pode ter começado?

A queda de um muro físico e o surgimento de um ideológico

Gosto de questionamentos como este, porque talvez eles estejam abertos a hipóteses nunca pensadas antes. Fiquem à vontade para deixar suas ideias, pois vou deixar a minha logo abaixo.

Tudo pode ter começado com a era pós-moderna. Para os sociólogos este período teve início logo após a queda do muro de Berlim. Mas foi Alain Ehrenberg quem deu o tom de maneira mais precisa para o que estamos procurando. Para ele a revolução pós-moderna começou numa quarta-feira à noite, no outono da década de 1980, quando uma certa Vivienne, uma mulher comum, na presença de 6 milhões de telespectadores declarou nunca ter tido um orgasmo durante seu casamento. Isso porque seu marido Michel, sofre de ejaculação precoce.

Por que começo da revolução? Porque repentinamente, as pessoas começaram a confessar coisas que eram a personificação da privacidade, da intimidade.

Foi esse o começo da ideia de que nós como indivíduos somos interessantes, todos nós.

Que nossa singularidade de alguma maneira, nos faz especiais. Acredito que a evolução dessa ideia trouxe um sentimento que valida a opinião como argumento. E hoje através das mídias sociais, estamos conectamos de maneira muito mais rápida e eficiente do que nas épocas passadas. Ter sua ideologia reconhecida e compartilhada gera uma química cerebral prazerosa acerca de que você está certo e que é o responsável por guiar os menos inteligentes. Parece um déjà vu, mas é uma velha história humana que se repete entre imperadores, faraós, ditadores, pensadores, etc. Não estamos somente nas redes sociais para sermos “famosos”, mas também para sermos aprovados. E foi através deste sentimento que começamos a nos segregar. Acreditamos que nossos ideais são superiores aos demais, e que devemos converter os demais, e se eles não se converterem, são portanto uma ameaça e devemos eliminá-los.

Estamos voltando às épocas tribais.

As mídias nunca serão imparciais

Desista. Não adianta fazer protesto, brigar, discutir ou vandalizar. Mídias são um comércio, e o comércio não pode ser imparcial. Não é muito intuitivo pensar que o jornalismo seja um comércio, mas jornais impressos não vendem se as notícias desagradam seu público, assim como o telejornal perderá audiência se noticiar muita coisa contra o consenso. Ou você já viu muitas matérias sobre aborto ou benefícios da maconha? Queira você ou não, é a maioria que vence essa guerra, e a maioria quase sempre está errada.

Não é de se estranhar, se nós somos seres parciais, enviesados, não seria diferente com o que disseminamos por aí. Lembre-se que a ideia é sempre agrupar mais pessoas na mesma tribo. Ou agradar a maior tribo possível.

Mas as pessoas vivem questionando como o jornalismo deveria ser imparcial. E esta ideia não poderia estar mais errada. O que as pessoas devem entender é que os veículos terão vieses, e que nós devemos ser capazes de reconhece-los. Então tendo inúmeros veículos, com inúmeros vieses, sermos capazes de racionalizar sobre toda a informação. Pesquisar por conta própria e assim separar o que é um bom conteúdo de um conteúdo ruim. Como já ouvimos dizer, sempre há dois lados da história. Não quer dizer que um esteja errado e o outro certo, somente que haverá algumas versões e você deveria ser capaz de discernir qual se encaixa melhor na realidade.

O tribalismo moderno
Bauman discorre de forma exata sobre nosso comportamento tribal no Facebook.

“Nós somos uma rede, e não mais uma comunidade.”
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Nossos laços estão fixados em uma rede que nos separa dos laços humanos pessoais. Uma rede só existe por causa de suas conexões e desconexões. A maior atratividade é exatamente poder se desconectar. Desfazer uma conexão com alguém pessoalmente é sempre uma experiência traumática. Online esta ação só está a um clique de distância.

O tribalismo moderno, parte do pressuposto de uma conexão que não cria mais laços. Sem a intimidade, nossas ações ficam focadas em causas impessoais, a ligação pessoal se desfaz. A relação com sua tribo torna-se puramente ideológica, com pouquíssima empatia pelos seus pares ou seus ímpares. Agora é o ideal que prevalece em detrimento e sacrifício dos indivíduos, em nome de algo maior. Esta nova tribo é extremista e violenta, e aqueles que pensam diferente devem perecer.

É pela falta de contato pessoal que nos esquecemos das nuances de cada unidade. De que mesmo compartilhando um ideal, é impossível que seus desdobramentos sejam os mesmo para todos. A cultura ao longo dos tempos foi moldada desta maneira. De forma pessoal, o toque do indivíduo no coletivo, adaptava uma comunidade a outra, um pensamento ao outro, possibilitando o convívio e a evolução social.

Mas é claro que o tribalismo moderno não se encarcera dentro dos limites da internet. Ainda há muitos conflitos, principalmente religiosos, que carregam uma carga tribal gigantesca. A crítica é que criamos ferramentas incríveis capazes de conectar pessoas de cantos diferentes do mundo, e através de um comportamento irracional estamos nos separando das pessoas que estão dentro da nossa própria casa.

A política é agravante

Em tempos políticos extremos e delicados, a maior derrota é a falta de diálogo. O meio termo se perde e as verdadeiras soluções ficam à margem de qualquer discussão. Somos impelidos a acreditar em ideologias e muitas vezes estaremos cegos para os fatos. Nos afundamos em trincheiras ideológicas, longe da imparcialidade, e defendemos pessoas, que por vezes não se dão sequer o trabalho de lutar por nossos direitos. Ficamos envoltos em uma névoa de publicidade, feita para atrair e confundir.

No meio dessas novas guerras tribais, talvez o maior culpado tenha sido os cenários políticos. Radicalizando muitos que eram antes, mais neutros. Os maiores culpados pela eleição de Trump foram os Democratas. Os maiores culpados por uma possível eleição de Bolsonaro são a Esquerda. A revolta acontece sempre em oposição, e com força desproporcional ao antigo Status Quo. É como pressionar uma mola, depois que ela se solta suas extremidades nunca param no mesmo local. Elas tendem a se estender além do ponto inicial.

O extremismo político invadiu outras áreas, e hoje discussões que não possuem quase ou nenhuma relação com política, são distorcidas e levadas a tal.

Há uma fórmula para a imparcialidade

Nós somos tribais. Nós somos enviesados. Nós escolhemos lados.

Parece impossível ser imparcial e não estar lutando cegamente por um lado.

Cognitivamente falando, é mesmo muito difícil fugir destas armadilhas. Nós fomos programados ao longo da evolução para nos agruparmos. Mas como tantas outras armadilhas que nós vencemos, essa não é a mais difícil delas.

Acredito que a ciência vem trazendo para a luz as maiores dúvidas da humanidade. Mas além de seu lado frio e técnico, a beleza filosófica do pensamento científico nos dá uma visão mais justa e social da vida que temos.

E foi através das palavras ditas pelo cientista Neil deGrasse Tyson, que pude realmente enxergar uma possibilidade de solução para o dilema da imparcialidade. Antes que eu conclua meus pensamentos, deixo à vocês cinco simples regras dadas por ele para uma sociedade mais coerente:

1.Questione a autoridade. Nenhuma ideia é verdadeira só porque alguém disse, inclusive eu.
2. Pense por si mesmo. Questione-se. Não acredite em nada só porque você quer. Acreditar em algo não faz com que seja verdade.
3. Teste ideias pela prova obtida após observação e experiências. Se a ideia preferida não passar por um teste bem elaborado, então está errada. Esqueça-a.
4. Siga a prova aonde quer que ela o leve. Se não houver prova, não julgue.
5. E, talvez, a regra mais importante de todas. Lembre-se, você pode estar errado. Até os melhores cientistas já estiveram errados em algumas coisas. Newton, Einstein e todos os outros grandes cientistas da história, todos cometeram erros. Mas é claro, eles eram humanos.

A ciência é um jeito de não enganarmos a nós mesmos, e aos outros.

Se os cientistas erram? Claro. Já usamos mau a ciência, assim como qualquer outra ferramenta à nossa disposição. E é por isso que não podemos deixá-la nas mãos de poucos poderosos. Quanto mais a ciência pertencer a todos nós, menor a probabilidade de ser mal utilizada.

Esses valores abortam os valores do fanatismo e da ignorância, e, afinal, o Universo é basicamente escuro, com algumas ilhas de luz.
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Tenha em mente que não somos uma moeda. Não temos só dois lados. Somos um dado multifacetado, cheio de possibilidades e soluções. Porém se deixarmos ele não mão de duas “tribos”, estaremos fadados a experimentar um jogo corrupto, onde só se consegue dois resultados.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

Crise de identidade na atualidade

Nunca se teve tamanha necessidade de se encontrar, criar ou recriar sua identidade, chegamos a uma era onde o que mais vemos são pessoas sem saber o que são, voltando um pouco no tempo, nos anos 80 podíamos ver os grupos de disco, de rock, os fãs de esportes, os religiosos, caseiros, cada um em seu círculo social todos bem definidos.

Anos 2000 em diante, explode a filosofia que você pode ser quem você quiser… legal, logo todo mundo livre para escolher o que quer ser, mas o que quero ser? pergunta simples ? ninguém sabe responder, ser, significa trazer para si um ou mais elementos culturais ,sociais que vai designar sua identidade, mas voltando a uma velha e clássica pergunta; o que você vai ser quando você crescer? Mas você cresce todos os dias, então todos os dias você precisa ser alguém, como decidir, a que caminho seguir…

Na era do feudalismo por volta do sec.V d.c acreditava-se que você nascia em um certo grupo social e você pertenceria a esse grupo, logo se você fosse de uma família de lavradores, lavrador você seria, de certa forma a organização social estava estruturada a “modus operandi”.

A sociedade prosseguiu e com o tempo a maioria do mundo veio se tornar estado de nações democráticas, onde o cidadão da polis era livre para escolher seu próprio caminho, esperávamos que no futuro como narra a canção Future World ¹….,

“Todos nós vivemos felizes
Nossas vidas são cheias de alegria
Nós falaremos sobre o mundo de amanhã sem medo
Nós amamos nossas vidas e nós sabemos que vamos ficar
Pois todos nós vivemos no mundo futuro
Um mundo que é cheio de amor
Nossa vida futura será gloriosa.”

 

O futuro chegou, dúvida ? Estamos no século 21. Na era mais moderna e avançada da história da humanidade. É um mundo totalmente diferente daquele dos nossos pais, que dirá de nossos avós. Nosso cotidiano mudou em comparação tem pouco a ver com a realidade de 30, 40 ou 50 anos atrás. Para você ter uma ideia, hoje já temos a tecnologia para explorar o espaço de várias formas. O telescópio espacial Hubble, por exemplo, lançado ao espaço em 1990, permitiu ao homem pela primeira vez ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia.

Logo, imaginamos que a profecia da canção do Helloween se cumpriu, todos estão felizes dentro de suas identidades no futuro…. O que vemos é exatamente o contrário, vemos pessoas e mais pessoas, perdidas nesse mundo, sem saber qual caminho seguir, qual verdade ouvir , ninguém sabe o que são ou o que deveriam ser…

Bem, antigamente, íamos ao supermercado e só tinhas 3 sabores de um biscoito recheado: morango, chocolate e baunilha, em um desses três nós tínhamos nosso sabor favorito, que normalmente era chocolate haha, hoje nas prateleiras há uma imensidade de sabores, logo ficamos confusos em qual sabor escolher, isso vale para os campos artísticos, serviço de streaming de música ou vídeo com uma galeria quase que infinita, e nós com vontade de ver tudo, nem paramos para pesquisar a fundo o que realmente nos interessaríamos, só vamos seguindo submersos nessa montanha de opções, logo, a pergunta, o que queremos ser dá extensão a uma outra pergunta, o que queremos consumir ?

Bem, antes precisamos seguir uma filosofia oriental que é muito válida, pouco é muito, precisamos operar em nossas vidas com do micro para o macro, não do macro para o micro. Precisamos inicialmente conscientizar para nossas vidas o que deixamos entrar nela , e ter o controle do que realmente operaremos nela. Primeiro passo é seguir aquele velho conselho, não ser Maria vai com as ouras, na nossa atualidade essa expressão pode ser entendida como “modinha”, onde a mídia, o “mainstreaming”, dita algo como bom, o mais consumido, problema é mídia é rotativa, todo dia vai ter algo “bom”, algo “mais consumido”, convenhamos, precisamos desacelerar, quando foi à última vez que escutamos a discografia do nosso artista favorito? Quem são nossos artistas favoritos? Qual nosso autor favorito? Qual nosso filme favorito, qual nossa saga favorita ? Qual nosso gênero de filme, música, livro favorito, precisamos resgatar essas questões para começara montarmos uma identidade mais sólida, não siga modas, comece a montar sua própria moda, use a internet para conhecer estilos, gêneros que a mídia “mainstreaming” diz que é o melhor, entre na internet coloque lá, história do country, rock, jazz, blues, vai conhecendo a cronologia, os artistas e bandas que consagraram o gênero musical.

Pesquise a fundo sobre tal obra, seja literária, cinematográfica, game, musical, tecnológica.

Aproveite esse tempo você que está nesse isolamento para conhecer e se conhecer fora da caixinha.

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*Fonte: equilibrioemvida

Especialistas explicam quais fatores podem influenciar seus sonhos

Nós, humanos, convivemos com diversos mistérios que a ciência vem investigando para nos oferecer respostas que, se não são capazes de solucionar completamente a questão, ao menos servem para garantir algum conhecimento sobre o tema. E os sonhos são bons exemplos disso. Eles fazem parte de nossa vida diária, mas na sua maioria, continuam sendo um enigma. Graças aos sonhos, a cada noite nos deparamos com imagens que podem ser agradáveis, delirantes, grotescas ou até mesmo assustadoras. A boa notícia é que, apesar de não sermos capazes de controlar nossos sonhos, existem formas de criar uma predisposição para que a experiência de sonhar não seja negativa.

O Incrível.club preparou uma lista de fatores que, de acordo com diferentes estudos científicos, podem influenciar nossos sonhos. Logo, conhecê-los pode ser uma boa ferramenta para um sono mais tranquilo. Ao fim deste post, você encontrará um bônus com mitos e curiosidades que, em nossa opinião, serão muito úteis.

1. O campo magnético do nosso planeta pode fazer com que tenhamos sonhos mais estranhos

Possivelmente esta é a primeira vez em que você ouve falar nessa relação aparentemente tão estranha. Porém, especialistas estão sempre indo além do atingido pela maioria dos mortais, e justamente por isso, frequentemente nos surpreendem. Darren Lipnicki, psicólogo do Centro de Medicina Espacial (Berlim, Alemanha) realizou um estudo em que registrou e analisou sonhos durante 8 anos. De acordo com os resultados, havia uma relação entre a atividade geomagnética da Terra e a ocorrência dos sonhos. Quando a primeira era mais baixa, os sonhos eram considerados mais estranhos. Quando a atividade geomagnética era mais intensa, acontecia o contrário: os sonhos ficavam mais “normais”.

2. Jogar videogames ajuda a controlar os sonhos

Jayne Gackenbach, psicóloga da Universidade Grant MacEwan, no Canadá, dedicou-se a analisar a relação entre videogames e sonhos, e publicou um artigo apontando para a conclusão de que quem curte jogos eletrônicos tem mais facilidade para controlar os próprios sonhos. Ou seja: essas pessoas são mais preparadas para lidar com um ambiente onírico, o que dá a elas melhores condições de tomar decisões durante os sonhos, como se aquilo fosse um videogame.

3. A televisão influencia nossos sonhos

Ao que parece, a televisão é a responsável pela cor predominante em nossos sonhos. Por exemplo: os jovens que cresceram assistindo a TV a cores tiveram sonhos em preto e branco em apenas 4,4% das vezes. Entre quem viveu durante a transição da TV em preto e branco para a colorida, essa porcentagem é maior: 7,3%. Por outro lado, entre os adultos mais velhos, que cresceram vendo exclusivamente TV em preto e branco, a mesma porcentagem chegou aos 25%. A influência da televisão nos nossos sonhos foi pesquisada pela psicóloga Eva Murzyn neste estudo.

4. Medicamentos contra hipertensão arterial são os que mais frequentemente provocam pesadelos

É isso o que afirma Juan Pareja Grande, responsável pela Unidade do Sono do Hospital Universitário Quirónsalud Madrid (Espanha), em uma matéria da BBC. A publicação aponta ainda para outras possíveis causas de pesadelos: remédios contra mal de Parkinson, contra doenças neurodegenerativas ou coronárias, adesivos para parar de fumar e ingestão de bebidas alcoólicas.

5. Certos alimentos podem causar pesadelos

No ano de 2015, Tore Nielsen, da Universidade de Montreal; e Russell A. Powell, da Universidade Grant MacEwan, do Canadá, entrevistaram 396 estudantes questionando sobre seus hábitos alimentares e seus sonhos mais frequentes. Usando os dados obtidos como base, eles chegaram a conclusões que posteriormente foram publicadas em um estudo batizado de Dreams of the Rarebit Fiend: food and diet as instigators of bizarre and disturbing dreams. De acordo com ele, entre os alimentos que mais costumam provocar pesadelos estão:

Laticínios: 43,8% dos entrevistados relataram ter pesadelos após ingerir derivados do leite;
Queijo: 12,5% dos estudantes afirmaram ter pesadelos após ingerir pratos com queijo entre seus ingredientes;
Massas: a porcentagem é equivalente à do queijo: 12,5% dos entrevistados disseram ter pesadelos após jantar alguma massa;
Carne: mesma porcentagem (12,5%) entre quem ingeriu carne ou seus derivados no jantar;
Pizza: nesse caso, a porcentagem dos pesquisados que disseram ter comido pizza antes dos pesadelos foi de 9,4%;
Comida picante: assim como ocorreu em relação às pizzas, a porcentagem dos que associaram os pesadelos com o consumo de alimentos picantes no jantar foi de 9,4%.

O mesmo estudo diferenciou pesadelos de “sonhos bizarros”. Os alimentos que costumam provocar esse tipo de sonhos são:

Laticínios: 38,5% dos pesquisados revelaram ter sonhado coisas estranhas após a ingestão de derivados do leite;
Açúcar, doces, balas: cerca de 19,2% dos ouvidos na pesquisa associaram seus sonhos bizarros ao consumo de tais guloseimas;
Pizza: a porcentagem dos que culparam a pizza por seus sonhos esquisitos foi de 11,5%;
Carne e alimentos picantes surgiram com a mesma porcentagem de culpa pelos sonhos esquisitos: 3,8% cada.

Bônus: mitos e curiosidades sobre o sono

Em muitas culturas existe a crença popular que liga o consumo de queijo à ocorrência de pesadelos. Pelo visto, a culpa é da tiramina, uma monoamina presente, em maior medida, nos chamados queijos maduros. Contudo, não podemos dar peso científico a tal afirmação, já que outros alimentos possuem as mesmas proporções de tiramina sem que sejam associados à ocorrência de pesadelos;
Existe um banco de sonhos. William Domhoff, psicólogo da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, EUA, há muitos anos se dedica à análise de sonhos. Nesse âmbito, ele e o colega Adam Schneider reuniram em uma página na web mais de 20 mil sonhos, com o propósito de descobrir padrões em comum e outros fatores que permitam uma melhor compreensão dos sonhos;
Existe um pequeno grupo de seres humanos catalogados como “sonhadores lúcidos”. São pessoas capazes de controlar os próprios sonhos. Eles não apenas conseguem decidir qual caminho seguir durante o sonho, mas também podem até escolher com o que sonharão. Aliás, alguns especialistas sugerem técnicas para possibilitar o controle dos sonhos;
É possível sonhar em um idioma que não sabemos falar? Alguns indivíduos relatam terem sonhado em línguas que não dominavam, mas será que algo assim é mesmo possível? A resposta é que os sonhos não têm uma linguagem específica, e são compostos por imagens, associações e ideias que não costumam ser ligadas por um sentido definido. Levando isso em consideração, é possível que tenhamos a impressão de ter sonhado em um idioma que jamais aprendemos a falar. Alemão, por exemplo. Porém, não há como garantir que aquele idioma do sonho era realmente alemão;
Muita gente, ao acordar, experimenta uma sensação de falta de precisão nos próprios movimentos, como se perdesse a noção de como agir no mundo real. Esse fenômeno tem um nome: “inércia do sono”, e já foi pesquisado pela ciência.

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*Fonte: incrivelclub

Quarentena é o novo Big Brother. Depois do confinamento haverá mais divórcios ou nascimentos?

A humanidade vive um período ímpar na sua história. Em razão de uma pandemia de consequências assustadoras, os governos da maioria dos países determinaram um confinamento doméstico compulsório para a população. Esse toque de recolher de escala global restringiu famílias a seus lares diuturnamente, em uma experiência que reacende um interessante debate: após um período de imersão contínua, com possíveis meses de enclausuramento, haveria uma maior incidência de nascimentos ou de separações?

Antes de entrar no mérito do assunto, é preciso reafirmar que, sim, o covid-19 passou de uma ameaça remota para um inimigo devastador em escala global. Ratificar essa informação pode parecer desnecessário. Porém, em um país onde ignorantes de todo tipo classificam o novo vírus como uma gripe comum, de baixa letalidade, que apenas mataria idosos portadores de doenças preexistentes, reiterar a gravidade da situação é, na verdade, imprescindível. Infelizmente, a modernidade e suas tecnologias possibilitaram que vetustos gurus da verborragia descerebrada perpetuassem seus ideais absurdos a ponto de cooptar e alienar um sem-número de cegos discípulos. É triste, mas é uma realidade de nossos tempos.

São assustadores os vídeos de grandes cidades como Madri, Paris e Milão totalmente vazias, como se fossem desabitadas. A imposição do isolamento social acabou sendo a medida adotada para tentar estancar a sangria progressiva das contaminações comunitárias, fazendo da casa de cada pessoa o centro de concentração de todas as suas atividades. Com a presença no local de trabalho suspensa e sem previsão de volta, a convivência entre os que dividem o mesmo teto se estreitou ao máximo, permitindo uma maior interação entre pais, filhos, parentes e, particularmente, casais.

Essa convivência forçada traz uma variedade de sensações que acompanham a progressão dos impactos da pandemia. Poder-se-ia, inclusive, descrever um padrão desses sentimentos, fazendo analogia com o que ocorre na casa do Big Brother. Em um primeiro momento, a incredulidade causa dúvidas sobre a seriedade da situação, na qual não se está certo de estar vivendo a realidade ou um devaneio. Um segundo período observável é o do apoio mútuo, com manifestações de felicidade induzidas, amizades repentinas com desconhecidos e alegrias compartilhadas — no caso da doença, apenas por detrás de sacadas e janelas, como ocorreu na Itália. A partir do momento em que se chega ao ápice, não há mais razão para tais atividades, restando, principalmente, angústias, tensões e muitos medos. E é nesse período que a ficha cai.

De dentro de seus casulos, no intervalo dos acontecimentos, os companheiros apaixonados se deparam com uma inusitada situação de extrema proximidade. A nova rotina é uma antípoda precisa do que comumente ocorreria nos tempos normais. Sem a necessidade de sair de casa para trabalhar, os casais têm todo o tempo para estarem juntos, o que parece, ao se tentar ver as coisas sempre pelo lado bom, um aspecto positivo da restrição do ir-e-vir. Isso apenas na teoria, claro, uma vez que também transbordam as rusgas, com ampliação enfática dos defeitos. Nesse diapasão, as redes sociais acabam se tornando uma estante de aparências, com narrativas maquiadas e um aumento considerável nas postagens de várias vertentes.

É possível antever que o período de quarentena gerará duas realidades antagônicas: ou os casais irão aprofundar e avivar seus sentimentos amorosos ou os dissabores da convivência ininterrupta irão minar o compromisso. Não é difícil imaginar que muitas pessoas utilizem as jornadas de trabalho como válvula de escape para “empurrar com a barriga” relacionamentos que já não estão em seus melhores dias. Nestes casos, a quarentena pode funcionar como um oportuno estopim para marcar de vez o fim inevitável. Por outro lado, àqueles que se ajudam na construção constante de uma nada fácil vida a dois, o confinamento pode vir no timing preciso para fortalecer a união. Para estes, bebês podem ser consequência da reclusão compulsória.

É certo que as mazelas do coronavírus alterarão de forma contundente a realidade da população. Superadas as conspirações dos ignorantes sobre a pandemia, imaginam-se fortes efeitos sobre os arranjos familiares. Nesse cenário, uma pesquisa realizada na cidade chinesa de Shaanxi pode ajudar a elucidar a questão: lá, após o declínio das contaminações, houve um número recorde de divórcios. Por certo, a experiência um tanto claustrofóbica não foi das mais sadias para os casais. No Brasil atual, cheio de relações já mutiladas pelos entraves ideológico-partidários pós-eleições, talvez o paredão já esteja montado para o mesmo desfecho. Em nosso mundo sem estalecas, a realidade não parece ser das mais esperançosas para bebês produzidos em tempos obscuros. A ver.

*Por Matheus Conceição

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*Fonte: revistabula

Responsabilidade emocional: a matéria que deveria ser ensinada na escola

Custa zero real colocar-se no lugar do outro, então não faça para o próximo o que não gostaria que fizessem para você.

Nunca estivemos tão perto, porém tão longe (por favor, não subestime o texto pelo começo clichê). A tecnologia (digital e de transportes) nos possibilita conhecer lugares e pessoas numa velocidade nunca antes vista. Mas isso não quer dizer que estamos mais próximos.

Na época dos desbravadores e suas caravelas, mandavam-se cartas para avisar sobre a chegada de alguém. Reis recebiam até cartas com aviso que seu território seria invadido. Dando um salto histórico, já ouvi histórias em que se usava muito o rádio para mandar recados, no estilo: “O João avisa seu compadre Miguel que vai lhe fazer uma visita, é pra preparar o almoço que ele chega no final de semana.”

Mas onde foi que essa empatia se perdeu?

O “depois eu respondo” virou rotina e errado está quem cobra atenção. Demonstrar interesse está quase virando um cybercrime. Será que a solução é ensinar na escola a tal da responsabilidade emocional para lembrar a importância do comprometimento nas relações? E quando digo relações, não penso somente nas amorosas, mas também nas familiares e principalmente nas amizades.

Todo mundo tem compromissos, não se sinta melhor do que ninguém por trabalhar oito horas, ficar no trânsito, cuidar da casa e ainda achar tempo para você (estudar, cuidar-se, etc.), Isso não lhe dá o direito de minimizar o sentimento do outro.

“Meu amigo vai entender.” Não, às vezes, ele não vai. Num dia, com mais de 20 conversas, às vezes, a resposta mais importante é aquela que não vem, ou seja, aquele convite para tomar um café, cuja resposta levaria 30 segundos para ser escrita. Menos de um minuto num dia com 1.440 minutos.

É sério mesmo que você não pode retribuir a atenção? É sério mesmo que é normal demorar 12 dias para mandar um “pode ser”?

Precisamos normalizar a sinceridade de um “não” (quando dito de forma cordial). “Não posso” ou “não consigo hoje” são infinitamente melhores do que um “vou ver”, “depois te falo” e os piores de todos: o “sim” que nunca vai acontecer ou a ausência de resposta. Custa zero real colocar-se no lugar do outro, então não faça para o próximo o que não gostaria que fizessem para você.

A tecnologia, em vez de encurtar distâncias, está transformando as pessoas em meros cliques. É um coraçãozinho aqui, um “haha” ali, e algumas pessoas acham que isso é demonstrar interesse. Em vez disso, chame para sair e vá ao encontro. Comece uma conversa e responda às perguntas. Faça um questionamento e ouça o áudio. Cultive suas amizades através das redes sociais e pare de deixar para depois seu amigo que pode estar precisando de você AGORA.

Particularmente, já tirei da minha vida quem banaliza a responsabilidade emocional, porque em momentos de vulnerabilidade, eu não tinha ao meu lado (mesmo que por só 30 segundos) quem eu precisava.

Se não quer se preocupar com ela (a responsabilidade emocional), “não te demores onde não pretendes ficar”.

*Por Karoline Fogaça

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*Fonte: osegredo

Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa

Quem quer não adia, aparece. Quem quer te ver agora, não vai deixar pra amanhã, mesmo que a distância seja incalculável ou já seja tarde pra isso. Quem quer, não deixa pra depois o que pode ser feito agora. Quem quer ficar, fica sem que a gente precise implorar. Quem quer cuidar, simplesmente cuida. Quem quer, provavelmente não vai suportar a saudade, não vai poupar sentimento e entrega pra te ter.

Quem quer, arruma um jeito. Quem sente vontade, faz saudade virar encontro, faz cinema virar motel, faz o cansaço virar amasso, faz dias frios mais quentes. Quem quer é capaz de viajar 100 quilômetros só pra te ver, e não interessa se o tempo fechou tão rápido, quem quer não vai pensar duas vezes em te ver hoje ou deixar pra próxima semana. Quem quer, não vive de conversas, não perde tempo, não arruma mil e uma desculpas pra justificar que não vai dar pra te ver hoje porque o dia foi cansativo demais.

Quem tem saudade do teu sorriso não se contenta só em ouvir a tua voz pelo celular, quem quer estar com você sentirá necessidade de te ver pra conversar sobre como foi o seu dia, sobre todas as coisas que te fez perder a cabeça e vai entender que é melhor te abraçar nos momentos mais difíceis do que te mandar um ”fica bem” por mensagem. Quem quer te fazer bem, vai bater na tua porta com chocolates que comprou no meio do caminho pra tua casa e cervejas – é que o dinheiro era pouco e o vinho era caro. Quem quer realmente te ver, não esperará por um feriado ou por dias melhores que não tenham provas, nem muito trabalho pra fazer.

Quem quer te ver, não vai se lamentar, vai vestir a roupa mais próxima e sair com sorriso mais sincero ao teu encontro. Quem quer, não vai reservar um tempinho pra você ou um horário fixo pra te ver, vai te reservar a vida e vai te ensinar que quando a gente ama, a gente não mede esforços, a gente não quer o outro pra preencher aquele espaço que sobra na cama ou aquele tempo vago nos finais de semana. Quando a gente quer, a gente aceita o outro pra somar na vida, pra abrigar e torna-se abrigo, pra unir dois mundos.

Quem quer ficar, vai fechar os olhos em teu peito e permitir, sem medo, acordar só noutro dia. Quem quer, vai fazer corpo mole pra não levantar da cama e não sair da tua vida, vai roubar tuas manhãs, vai jogar os braços por cima de você e quando você perguntar se a posição da tua cabeça tá doendo nele, ele vai te responder que não. Quem quer ficar na tua vida, não pensará duas vezes antes de entrar. Ficará pro café da manhã e se possível pro jantar, é que o gosto do teu beijo vicia e ele seria burro em não prová-los ao máximo.

Quem quer ficar, vai encostar a cabeça em teu ombro e vai te deixar descobrir todos os medos e segredos, erros e defeitos, vai apertar a tua mão pra tentar te dizer algo em silêncio, e vai se despedir de você sem te tirar nada, te permitindo a liberdade e te deixando com aquela sensação de querer viver tudo e mais um pouco ao lado dela. Quem quer você, tem vontade de te repetir, de tomar todos os gostos com teu sabor, de provar todas as aventuras com você sem te dizer que precisa pensar, sem te dizer: ”hoje não dá”, ”deixa pra amanhã”, ”não tô a fim”. Porque quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.

*Por Iandê Albuquerque

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*Fonte: obviousmag

A simplicidade é a maior ostentação da vida!

Poucas são as pessoas que podem dar-se o luxo de viverem – e serem felizes- na simplicidade. Não é pra qualquer um.
Não é mesmo pra qualquer um, viver sem dar tanta importância ao que estão falando de você. Sem precisar TER para SER. Sem precisar SER, o tempo todo, algo à mais do que verdadeiramente se é.

Não é para qualquer um assumir-se. Simplesmente assumir-se, e não ter a necessidade de impressionar ninguém.

Assumir as origens; As escolhas (incluindo as erradas); Assumir que é normal, certas vezes, não ter grandes planos e ambiciosos projetos. Assumir que não gosta de lagosta ou pratos franceses, que prefere uma pizza e uma boa omelete; Que não curte praias badaladíssimas e que não almeja ser CEO de lugar nenhum e nem comprar um carro importado nos próximos meses.

Ser feliz com o que se tem é um risco tremendo. A maioria de nós (me incluo nessa) está sempre de olho no que ainda falta. Uma espécie de falsa “motivação” para os dias monótonos. A gente não se permite estar em paz e satisfeito com o que temos, pois achamos que desse jeito estagnaremos por completo.

Cuidado! Se você disse que não quer fazer MBA no exterior e que não precisa de um apartamento de alto valor, será chamado de falso e hipócrita pelos “yupies” modernos. Essa geração que não se importa em vivenciar nada, de fato, que só se importa em ganhar, contra o próprio ego, a disputa de “ quem tem mais”. Onde o objetivo nunca foi ser realmente feliz, e sim, causar “Inveja” nos demais, para quem sabe dessa forma compensar suas frustrações pessoais.
A simplicidade é a maior ostentação dessa vida.

Não é todo mundo que conquista isso.

Quem descobrir o quão divino e delicioso pode ser um café da manhã em casa num domingo qualquer, com pão fresquinho, bolo caseiro e uma xícara de café, descobrirá a porta para a verdadeira felicidade.

E eu não estou falando de riqueza ou pobreza. Estou falando do luxo da singeleza. Do inestimável preço de alegrar-se com chuva na janela de manhã cedo.

Com um bichinho fazendo graça na rua… Com a alegria de escutar, várias vezes, a sua música predileta enquanto caminha pro trabalho.

Estou falando da magnificência que é, fazer o teu amor sorrir num dia conturbado. Em tomar um cappuccino bem quente num dia frio e nublado. Do entusiasmo ímpar de matar a vontade de um beijo apaixonado.

Troco todo o meu ouro por uma paixão fugaz! Porque da escassez do ouro a gente se refaz, de um amor perdido… Jamais.

Feliz não é quem acorda necessariamente num palácio em lençóis de seda, pra mim, feliz é quem acorda a hora que quer e com quem se ama do lado.

Do que adianta ser escravo de um trabalho que te paga muito, mas que te cobra muito mais? Que te cobra TEMPO, o bem mais precioso aqui na Terra. Que te dá status e te faz perder a apresentação da tua filha no colégio. Que te dá “sucesso”, mas te tira o sono. Que te dá muito dinheiro e muita dor de cabeça; Que te dá conforto, mas que te leva a LIBERDADE?

Pompa mesmo é quem pode tomar uma água de coco, sem pressa, de chinelo, às 3 da tarde…

Nos vendemos por tão pouco. Somos tão baratos que só pensamos em dinheiro. Dispensamos aquilo que de tão valioso, não está à venda. Amor genuíno; Amizade de infância; Colo materno. Historinhas para as crianças, antes de dormir…

Ensinar o seu filho a fazer panquecas. A gente sobrevive a um colégio mediano e a roupas velhas, mas raramente nos refazemos de pais ausentes e caros presentes, sem ternura alguma. A gente vive bem sem ir a Paris 1 vez por ano, mas não se vive bem sem arroz, feijão e o pão nosso de cada dia. Aprendamos a agradecer por isso.

Conheço mansões sem capricho algum e sem parecer conter uma alma dentro, e já tive a sorte de estar em casas simplórias com muito esmero e que me acolheram, muito melhor que hotéis 5 estrelas.

Como é bom colher flores e colocar num vasinho, como é bom chegar cansado em casa e encontrar um bilhetinho. Como é fantástico chegar tarde e ver que alguém deixou o teu jantar pronto, separado e quentinho.

Cobrir quem amamos numa madrugada fria; Fazer planos com o teu melhor amigo da faculdade, para uma viagem que nem sabemos se ao menos faremos, um dia.

Como é bom acordar com o canto dos passarinhos! Regar o jardim! Sorrir pra um bebê e vê-lo sorrir de volta. Como é bom saber que temos em casa alguém que nos ama, nos esperando para abrir a porta…

O esplendor da vida se dá na sutileza cotidiana de pequenos oásis tímidos, abscônditos em um mar de infinitas grandezas.

Ache os seus.

*Por Bruna Stamato

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*Fonte: resilienciamag

3 truques para se manter calmo mesmo sob pressão

Vai fazer alguma prova? Uma entrevista de trabalho? Falar em público? Diante de tanta pressão você costuma ficar uma pilha de nervos?

Justamente quando precisa manter a calma, o seu coração acelera, as mãos suam, a voz fica estranha e trêmula e dá o famoso “branco” em sua cabeça.

Com um pouco de ajuda da neurociência, existem três técnicas fáceis e confiáveis que podem ajudar a se manter sereno e enfrentar essas dificuldades.

Claro, existem outras coisas que também podem ajudar a lidar com essas situações. Mas essas três dicas são importantes para trazer a calma rapidamente.

1. Respirar

O primeiro exercício é relacionado à respiração.

Inspire profundamente pelo nariz durante cinco segundos, suspenda a respiração por um segundo e solte todo o ar pelo nariz, lentamente, contando até cinco.

Repita esse exercício várias vezes e se sentirá mais tranquilo.

Durante séculos, praticantes de ioga e budistas usaram técnicas de respiração controlada como essa para dominar seu sistema nervoso. Agora, a ciência começa a entender como funciona.

Pesquisas identificaram uma rede específica de neurônios no tronco cerebral, denominada complexo pré-Bötzinger, que regula a respiração e se comunica com outras partes do cérebro.

Sob estresse, nosso corpo tem tendência a respirar muito rápido, enquanto se prepara para o perigo. Isso é útil se o que você precisa é fugir de uma situação de risco, mas não é o que deve acontecer quando você está, por exemplo, prestes a falar em público.

A boa notícia é que, respirando profunda e lentamente, você pode mudar a mensagem que seu cérebro recebe de “perigo” para “está tudo bem”.

Então, na próxima vez em que o pânico o invadir, use uma respiração profunda pelo nariz para forçar o corpo a se acalmar.

E a melhor parte é que ninguém notará, nem mesmo seu público.

Agora você está pronto para o próximo passo.

2. Cantarolar

Sim. Cantarolando, cantarolando… com uma única nota da sua música favorita… tudo dará certo.

Por quê?

Os estudos sobre como regulamos a frequência cardíaca mostraram que o zumbido pode estimular uma das partes mais importantes do corpo, uma sobre a qual quase nunca falamos: o nervo vago.

O nervo vago (em latim, nervus vagu) é assim chamado porque emerge do cérebro e serpenteia pelo corpo como uma via expressa de comunicação, conectando o cérebro a órgãos como coração, pulmões e estômago, caixa de voz e ouvidos.

Um estudo de 2013 com cantores mostrou que a música — cantarolar ou repetir notas musicais — ajuda a manter o ritmo do coração.

Então, na próxima vez em que sentir que seu coração está acelerado, cante uma música ou simplesmente cantarole um nota musical e deixe que seus nervos vagos restaurem a calma.

O conselho final é…

3. Se concentre

Quando você está ocupado, é tentador fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Mas se quiser continuar calmo e realmente cumprir sua tarefa, não se distraia.

Estudos mostram que o cérebro só pode fazer uma coisa de cada vez.

Quando fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, o cérebro tem de fazer mudanças muito rápidas, ele se sobrecarrega e enche o seu corpo com hormônios do estresse.

Ao trabalhar de forma que seu cérebro esteja fazendo uma coisa de cada vez, você pode rapidamente passar de uma sensação de pressão para a calma.

Portanto, divida sua tarefa em pequenas partes ou etapas, marque o que você deve fazer a seguir e esqueça as outras tarefas até que chegue a hora.

Isso se chama “processo de pensamento” e é usado por treinadores esportivos para ajudar os atletas a se concentrarem.

Fazer uma coisa de cada vez com toda a atenção mantém a mente “aqui e agora” e é um costume que vale a pena desenvolver.

Agora, sim. A próxima vez que sentir que uma situação está desgastante, pare, respire, cantarole e se concentre.

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*Fonte: bbc-brasil

Somos cada vez menos felizes e produtivos porque estamos viciados na tecnologia

“Há um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso. Alguém fez algo, publicou algo, enviou uma foto de algo, rotulou algo. Você tem cinco mensagens, vinte curtidas, doze comentários, oito retweets. (…) As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música.”

O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro El enemigo conoce el sistema (O inimigo conhece o sistema, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular.

Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.

“O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca”, diz a jornalista.

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, até hoje, ela não parou de enxergar a tecnologia com um olhar crítico e reflexivo. Seu livro narra desde o início libertário da revolução digital até seu caminho para uma “ditadura em potencial”, que para ela avança aos trancos e barrancos, sem que percebamos muito.

Marta Peirano foi uma das participantes do evento Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores que aconteceu na cidade colombiana entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A seguir, leia a entrevista concedida à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

BBC News Mundo – Você diz que a ‘economia da atenção’ nos rouba horas de sono, descanso e vida social. Por quê?

Marta Peirano – A economia da atenção, ou o capitalismo de vigilância, ganha dinheiro chamando nossa atenção. É um modelo de negócios que depende que instalemos seus aplicativos, para que eles tenham um posto de vigilância de nossas vidas. Pode ser uma TV inteligente, um celular no bolso, uma caixinha de som de última geração, uma assinatura da Netflix ou da Apple.

E eles querem que você os use pelo maior tempo possível, porque é assim que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.

BBC News Mundo – Quais dados são gerados enquanto alguém assiste a uma série, por exemplo?

Peirano – A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana, como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes de assistir antes de adormecer. Isso os ajuda a refinar sua interface.

Se chegarmos ao capítulo quatro e formos para a cama, eles sabem que esse é um ponto de desconexão. Então eles chamarão 50 gênios para resolver isso e, na próxima série, ficaremos até o capítulo sete.

BBC News Mundo – Os maiores cérebros do mundo trabalham para sugar nossa vida?

Peirano – Todos os aplicativos existentes são baseados no design mais viciante de que se tem notícia, uma espécie de caça-níquel que faz o sistema produzir o maior número possível de pequenos eventos inesperados no menor tempo possível. Na indústria de jogos, isso é chamado de frequência de eventos. Quanto maior a frequência, mais rápido você fica viciado, pois é uma sequência de dopamina.

Toda vez que há um evento, você recebe uma injeção de dopamina — quanto mais eventos encaixados em uma hora, mais você fica viciado.

BBC News Mundo – Todo tuíte que leio, todo post no Facebook que chama minha atenção, toda pessoa no Tinder de quem gosto é um ‘evento’?

Peirano – São eventos. E na psicologia do condicionamento, há o condicionamento de intervalo variável, no qual você não sabe o que vai acontecer. Você abre o Twitter e não sabe se vai retuitar algo ou se vai se tornar a rainha da sua galera pelos próximos 20 minutos.

Não sabendo se receberá uma recompensa, uma punição ou nada, você fica viciado mais rapidamente.

A lógica deste mecanismo faz com que você continue tentando, para entender o padrão. E quanto menos padrão houver, mais seu cérebro ficará preso e continuará, como os ratinhos na caixa de [B.F.] Skinner, que inventou o condicionamento de intervalo variável. O rato ativa a alavanca obsessivamente, a comida saindo ou não.

BBC News Mundo – Os adultos podem entender isso, mas o que acontece com as crianças que apresentam sintomas de abstinência quando não estão conectadas ao Instagram, YouTube, Snapchat, Tik Tok por exemplo?

Peirano – As redes sociais são como máquinas caça-níqueis, quantificadas na forma de curtidas, corações, quantas pessoas viram seu post. E isso gera um vício especial, porque trata-se do que a sua comunidade diz — se o aceita, se o valoriza. Quando essa aceitação, que é completamente ilusória, entra em sua vida, você fica viciado, porque somos condicionados a querer ser parte do grupo.

Eles [as empresas] conseguiram quantificar essa avaliação e transformá-la em uma injeção de dopamina. As crianças ficam viciadas? Mais rápido do que qualquer um. E não é que elas não tenham força de vontade, é que elas nem entendem por que isso pode ser ruim.

Não deixamos nossos filhos beberem Coca-Cola e comer balas porque sabemos que o açúcar é prejudicial; mas damos a eles telas para serem entretidos, porque dessa forma não precisamos interagir com eles.

BBC News Mundo – E o que podemos fazer?

Peirano – Interagir com elas. Uma criança que não tem uma tela fica entediada. E uma criança entediada pode ser irritante, se você não estiver disposto a interagir com ela, porque talvez você prefira estar fazendo outras coisas.

BBC News Mundo – Olhando para sua própria tela, por exemplo?

Peirano – Vemos famílias inteiras ligadas ao celular e o que está acontecendo é que cada um está administrando seu próprio vício. Todo mundo sabe que os jogos de azar são ruins, que a heroína é ruim, mas o Twitter, o Facebook, não — porque eles também se tornaram ferramentas de produtividade.

Então, eu, que sou jornalista, quando entro no Twitter é porque preciso me informar; a cabeleireira no Instagram estará assistindo a um tutorial; há uma desculpa para todos.

O vício é o mesmo, mas cada um o administra de maneira diferente. E dizemos a nós mesmos que não é um vício, mas que estamos ficando atualizados e mais produtivos.

BBC News Mundo – Poderíamos nos caracterizar como viciados em tecnologia?

Peirano – Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado.

Há um homem ensinando em Stanford (universidade) àqueles que criam startups para gerar esse tipo de dependência.

Existem consultores no mundo que vão às empresas para explicar como provocá-la. A economia da atenção usa o vício para otimizar o tempo que gastamos na frente das telas.

BBC News Mundo – Como você fala no livro, isso também acontece com a comida, certo? Somos manipulados por cheiros, ingredientes, e nos culpamos por falta de vontade e autocontrole (na dieta, por exemplo).

Peirano – É quase um ciclo de abuso, porque a empresa contrata 150 gênios para criar um produto que gera dependência instantânea.

Seu cérebro é manipulado para que a combinação exata de gordura, açúcar e sal gere uma sensação boa, mas como isso [a combinação] não nutre o corpo, a fome nunca passa, e você experimenta um tipo de curto-circuito: seu cérebro está pedindo mais, porque é gostoso, mas o resto do seu corpo diz que está com fome.

Como no anúncio da Pringles, “Once you pop, you can’t stop” [depois que você abre, não consegue parar, em tradução livre]. O que é absolutamente verdade, porque abro um pote e até que eu o coma inteiro, não consigo pensar em outra coisa.

Então, dizem: ‘bem, isso é porque você é um glutão’. O pecado da gula! Como você não sabe se controlar, vou vender um produto que você pode comer e comer e não fará você engordar, os iogurtes light, a Coca-Cola sem açúcar.

E a culpa faz parte desse processo. No momento, no Vale do Silício, muitas pessoas estão fazendo aplicativos para que você gaste menos tempo nos aplicativos. Esse é o iogurte.

BBC News Mundo – Essa conscientização, de entender como funciona, ajuda? É o primeiro passo?

Peirano – Acho que sim. Também percebo que o vício não tem nada a ver com o conteúdo dos aplicativos.

Você não é viciado em notícias, é viciado em Twitter; não é viciado em decoração de interiores, é viciado em Pinterest; não é viciado em seus amigos ou nos seus filhos maravilhosos cujas fotos são postadas, você é viciado em Instagram.

O vício é gerado pelo aplicativo e, quando você o entende, começa a vê-lo de maneira diferente. Não é falta de vontade: eles são projetados para oferecer cargas de dopamina, que dão satisfação imediata e afastam de qualquer outra coisa que não dá isso na mesma medida, como brincar com seu filho, passar tempo com seu parceiro, ir para a natureza ou terminar um trabalho — tudo isso exige uma dedicação, já que há satisfação, só que não imediata.

BBC News Mundo – De tudo o que você cita, manipulações, vigilância, vícios, o que mais a assusta?

Peirano – O que mais me preocupa é a facilidade com que as pessoas estão convencidas a renunciar aos seus direitos mais fundamentais e a dizer: quem se importa com meus dados? Quem se importa com onde eu estive?

Há 40 anos, pessoas morriam pelo direito de se encontrar com outras pessoas sem que o governo soubesse suas identidades; pelo direito de ter conversas privadas ou pelo direito de sua empresa não saber se há uma pessoa com câncer em sua família.

Custou-nos muito sangue para obtê-los (os direitos) e agora estamos abandonando-os com um desprendimento que não é natural — é implantado e alimentado por um ecossistema que se beneficia dessa leveza.

BBC News Mundo – Quando você envia um email, sabe que outros podem lê-lo, mas de fato pensamos: quem se importará com o que eu escrevo?

Peirano – Ninguém realmente se importa, até o momento que se importe, porque todo esse material é armazenado e, se estiver disponível para o governo, ele terá ferramentas para contar qualquer história sobre você. E você não poderá refutá-lo.

Se o governo quiser colocá-lo na cadeia porque você produz um material crítico, ele pode encontrar uma maneira de vinculá-lo a um terrorista. Bem, talvez seus filhos tenham estudado juntos por um tempo e possa ser mostrado que as placas dos seus carros coincidiram várias vezes na mesma estrada por três anos. Nesse sentido, seus dados são perigosos.

BBC News Mundo – Você diz no livro que “2,5 quintilhões de dados são gerados todos os dias”, incluindo milhões de e-mails, tuítes, horas de Netflix e pesquisas no Google. O que acontece com tudo isso?

Peirano – Estamos obcecados com nossos dados pessoais, fotos, mensagens… Mas o valor de verdade é estatístico, porque suas mensagens, com as de outras bilhões de pessoas, informam a uma empresa ou a um governo quem somos coletivamente.

Eles os usam primeiro para os anunciantes. E depois para criar previsões, porque este é um mercado de futuros.

Eles sabem que quando, em um país com certas características, o preço da eletricidade sobe entre 12% e 15%, acontece X; mas, se sobe entre 17% e 30%, outra coisa Y acontece. As previsões são usadas para manipular e ajustar suas atividades — para saber, por exemplo, até onde você pode prejudicar a população com o preço das coisas antes ela se revolte contra você ou comece a se suicidar em massa.

BBC News Mundo – Como o que aconteceu no Chile, com manifestações motivadas inicialmente pelo aumento no preço da passagem do metrô..?

Peirano – Talvez o governo chileno não esteja processando dessa maneira, mas o Facebook está, o Google está — porque todas as pessoas na rua têm o celular no bolso. E elas o carregaram durante os últimos anos de sua vida.

O Facebook sabe em que bairros aconteceu o que e por quê; como as pessoas se reúnem e como se dispersam; quantos policiais precisam chegar para que a manifestação se dissolva sem mortes.

BBC News Mundo – Mas quem está disposto a ficar sem o celular, a internet? Qual é o caminho para o cidadão normal?

Peirano – O problema não é o celular, não é a internet. Todas as tecnologias das quais dependemos são ferramentas da vida contemporânea, voluntariamente as colocamos em nossos celulares. Mas elas não precisam da vigilância para funcionar, nem precisam monitorar você para prestar um serviço. Eles não precisam disso, o que acontece é que a economia de dados é muito gulosa.

BBC News Mundo – Os negócios são tão lucrativos que vão continuar a fazê-lo da mesma maneira ainda que tentemos impor limites?

Peirano – É muito difícil para um governo enfrentar tecnologias que facilitam esse controle populacional, que é interessante. Mas a ideia é exigir que isso aconteça.

Se, agora, você desativar todos os sistemas de geolocalização do seu celular, eles continuarão a geolocalizá-lo.

Assim como no Facebook ou no Twitter, em que você pode bloquear o que posta para algumas pessoas ou para todos — somente você… e o Facebook veem. O que acontece nos centros de dados deles, acontece para você e para eles. Você não pode bloquear o Facebook, porque você está no Facebook.

BBC News Mundo – Você está sugerindo que precisamos nos rebelar e exigir privacidade?

Peirano – Mas não contra empresas. É natural que elas se beneficiem de uma fonte de financiamento tão barata e gloriosamente eficaz.

O que não é natural é que um governo destinado a proteger os direitos de seus cidadãos o permita. E a questão é que cada vez mais governos chegam ao poder graças a essas ferramentas.

Então, o que deve ser feito? Precisamos começar a transformar essa questão fundamental em um debate política nos níveis local e mais amplo, ou seja, em ação coletiva, ação política.

BBC News Mundo – Esse debate está acontecendo em algum lugar do mundo?

Peirano – Nas primárias democratas da campanha presidencial dos EUA deste ano, essa é uma das questões cruciais. Está em debate se essas empresas devem ser gerenciadas de outra maneira ou serem fragmentadas, porque além de tudo também são um monopólio.

No entanto, na Europa e na América Latina, nos cansamos de falar sobre notícias falsas, seus efeitos, campanhas tóxicas… Na Espanha, houve três eleições gerais em três anos e nenhum político fala sobre isso.

BBC News Mundo – O sistema é nosso inimigo, então?

Peirano – Somos integrados a e dependemos de sistemas que não sabemos como funcionam ou o que querem de nós. Facebook, Google e outros dizem que querem que nossa vida seja mais fácil, que entremos em contato com nossos entes queridos, que sejamos mais eficientes e trabalhemos melhor, mas o objetivo deles não é esse, eles não foram projetados para isso, mas para sugar nossos dados, nos manipular e vender coisas.

Eles nos exploram e, além disso, somos cada vez menos felizes e menos produtivos, porque somos viciados [na tecnologia].

*Por Diana Massis

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*Fonte: bbc-brasil

11 diferenças entre pessoas positivas e pessoas negativas

Existem pessoas que encaram a vida com um sorriso e outras para as quais o mundo é um local cheio de desafios que nunca conseguirão ultrapassar. Que tipo de pessoa é você?

Acredito que tudo é energia. Ao permitir que a energia negativa nos envolva, abriremos espaço para a melancolia, ciúme, preguiça e tantas outras coisas.

Existem pessoas que encaram a vida com um sorriso e outras para as quais o mundo é um local cheio de desafios que nunca conseguirão ultrapassar. Que tipo de pessoa é você? É do tipo que tenta ver o bem em tudo e encara a vida de forma positiva, e luta por aquilo que quer ou é aquela que se queixa constantemente da vida que leva, só pensa de modo negativo e culpa o destino por tudo o que lhe acontece?

Sei que o conselho “afaste-se de pessoas negativas, elas sempre têm um problema para cada solução” parece repetitivo mas, quem sabe, de tanto ler ou ouvir, você decida colocá-lo em prática? Decida-se de que lado da balança você quer estar.

Confira abaixo as 11 diferenças:

1. Mudanças na vida
Uma pessoa negativa teme as mudanças e,muitas vezes, entra em estado de ansiedade por causa delas. Gosta das coisas tais como elas são e, sem grandes alaridos, não procura, portanto, mudança, embora se queixe com frequência de que as coisas vão mal.

Uma pessoa positiva olha para as mudanças como uma forma de avançar, aprender algo e andar para a frente, por isso abre portas à mudança e assume novos desafios, sem ter medo do que daí poderá ocorrer.

2. A atitude perante os outros
As pessoas negativas, sempre que se fecham no próprio mundo, tendem a se achar o centro do Universo e sofrem bastante da chamada mania de perseguição. Por serem dessa forma, vão achar sempre que falam mal delas e que tudo o que fazem será observado e criticado.

As pessoas positivas falam e se relacionam com as outras pessoas, e estão sempre dispostas a ajudar quem mais precisa. Ao se relacionar, percebem facilmente que não são o centro do Universo e que devem ser iguais, embora todos tenham as suas diferenças. Percebem também que cada um tem a sua vida, portanto, não passam o tempo metidos na sua.

3. Lidar com os erros
Sendo negativa, a pessoa acabará por colocar a culpa dos seus erros constantemente nas outras pessoas e não assumirá a sua parcela de responsabilidade nos processos. Como se julga o centro do Universo, facilmente depreende que os outros é que estão errados e que são responsáveis por todos os seus problemas.

Sendo positiva, uma pessoa conseguirá parar para pensar nos seus erros, perceber quem os causou e como os solucionará. Saberá que, se errou ou fracassou em algo, provavelmente, foi por sua culpa apenas e que terá de melhorar no futuro para atingir tudo o que deseja.

4. Pedir perdão e assumir culpas
Pedir perdão é algo muito raro para uma pessoa negativa porque, na maior parte dos casos, ela nem sabe sequer que teve culpa. Como está tão preocupada em colocar a culpa em tudo o que não seja ela própria, é muito complicado que consiga responsabilizar-se por algo e pedir perdão a alguém.

Uma pessoa positiva, como é capaz de assumir suas culpas, é também capaz de pedir perdão a quem quer que seja, reconhecer que errou e fazer as pazes com essa pessoa, sem guardar rancores.

5. Egoísmo (esse item é atualíssimo)
Pisar nas outras pessoas para conseguir o que deseja é algo que os negativos fazem com frequência. Como não se preocupam com mais nada, além de si próprias, é muito fácil passar por cima dos outros para ficar bem na vida.

As pessoas positivas sabem que todos temos sentimentos e que as palavras, muitas vezes, magoam mais do que as ações. Para além disso, demonstram os seus sentimentos e não se fecham no próprio mundo impenetrável.

6. Sucesso alheio
O sucesso dos outros é uma ameaça para as pessoas negativas, aliás, elas secretamente desejam que as demais fracassem, estão sempre à espera de que as outras pessoas não consigam aquilo que desejam para ficar sempre por cima delas.

As positivas ajudam as demais a atingirem os objetivos e ficam contentes com a vitória delas, festejam o sucesso juntas e lutam para que outras possam chegar ao mesmo patamar.

7. Críticas dos outros
Com toda a negatividade e pensamento de que estão certas, as pessoas negativas não aceitam crítica de ninguém, até porque não sabem ver quando a crítica é construtiva, principalmente em redes sociais. Pensam sempre que os outros apenas os querem para baixo, por isso se fecham no seu mundo.

As positivas aceitam as críticas e as usam (desde que certas) para melhorar aspectos da sua vida. Percebem que os outros dizem as coisas que dizem para tentar ajudar e nem sempre para reduzi-las.

8. Conhecimento
Pensam que sabem tudo e não aceitam que ninguém as supere ou tenha opinião diferente. Muitas vezes, essas pessoas são totalmente o contrário das sabichonas que pensam ser.

As positivas, por sua vez, gostam de falar com as outras pessoas e aprender com elas, têm a mente aberta para novas aventuras e estão constantemente à procura de conhecimento, mesmo nas áreas que acreditam dominar.

9. Trabalho alheio
Vão achar sempre que conseguem fazer o trabalho melhor do que os outros e nunca vão dar o devido mérito às pessoas que trabalham e que se esforçam para deixar tudo perfeito.

Pessoas positivas olham para os outros como seus iguais, com capacidade de fazer as coisas, e são capazes de elogiar as demais e reconhecer quando fazem bem um trabalho.

10. Lidar com o destino
Uma pessoa negativa acredita piamente no destino e que tudo o que lhe acontece é culpa de alguma divindade. Não sabem como podem mudar o seu destino e aceitam tudo como uma espécie de maldição.

A positiva não acredita no destino, mas que são as suas escolhas que farão o dia de amanhã. Vive um dia de cada vez, mas consciente de que o que faz no presente vai afetar o seu futuro.

11. Ajudar os demais
Uma pessoa negativa não consegue ajudar a si, por isso dificilmente conseguirá ajudar alguém positivamente. A positiva, entretanto, vai tentar de todas as formas animar a outra pessoa, mesmo que ela própria não esteja no seu dia mais animado.

Então, de que lado você quer estar: quer ser uma pessoa negativa, que culpa a vida e os outros por tudo, ou positiva, que encara a vida como deve ser encarada e não desiste a cada novo desafio?

Lembre-se: seja o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer.

*Por Gu Ferrari

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*Fonte: osegredo

Caminhadas nos tornam mais felizes e inteligentes, diz neurocientista

Quando está caminhando, o neurocientista irlandês Shane O’Mara não permite que nenhum obstáculo atrapalhe seu ritmo ou interrompa seus passos, ao ponto de muitas vezes atravessar ruas movimentadas entre os carros sem esperar pelo sinal verde para pedestres. “Um dos grandes horrores da vida é ter de esperar por permissão para atravessar a rua quando se está caminhando”, ele diz, para explicar que “a experiência da sincronicidade quando caminhando com alguém é um dos nossos maiores prazeres”. O’Mara não é somente um inconformado: conforme revela matéria do The Guardian, para ele todos nós deveríamos abandonar as academias de ginástica, comprar um bom tênis e sair para andar como o melhor exercício possível – não só pra nossa saúde corporal, mas principalmente para nossa saúde mental.

A sugestão do neurocientista não é uma mera opinião, mas sim uma conclusão baseada em dados, pesquisa e informações: caminhar nos faz mais saudável, mais feliz e mais inteligentes. “É um superpoder”, resume O’Mara. Seu livro “In Praise of Walking” (“Em louvor à caminhada”, em tradução livre) explica que nosso cérebro evoluiu para funcionar em movimento, e que toda nossa fisiologia funciona melhor de tal forma: “Nosso sistema sensorial funciona em sua máxima potência quando estamos nos movendo pelo mundo”. O cientista acredita que caminhadas acompanhadas podem ser uma ótima terapia inclusive para quem sofreu danos cerebrais.

Para quem afirma que caminhar não é um exercício de verdade, O’Mara é taxativo: “Trata-se de um erro terrível”, ele diz. “O que precisamos de fato é ser muito mais ativos de modo geral durante o dia do que somos normalmente”, indo além de uma mera hora de atividades intensas numa academia. “O que descobrimos por pesquisas é que quem fica na academia intensamente torna-se muito menos ativo depois. “Enquanto se caminha, seu cérebro está trabalhando para você não cair, não morrer, e você continua a respirar, seu coração está bombeando, você está colocando um pé depois do outro, conversando, trocando informações”, ele diz, lembrando ainda sobre olhar a cidade, admirar paisagens, descobrir novidades.

“Tudo isso acontece ao mesmo tempo. Robôs não conseguem fazer isso. Fazer um robô atravessar uma rua é muito difíicil. A evolução está resolvendo esse tipo de problema bilhões de vezes por hora pelos últimos 400 milhões de anos”. Em homenagem à nossa evolução, então, o melhor a fazer é mesmo meter o pé na estrada – e partir para uma caminhada.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento

A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:

De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior.

Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger e unning pela Cornell University, o efeito Dunning-Kruger tem um distúrbio cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações.

Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na realidade estão muito atrás daquelas que as cercam.
Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu redor.

Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.

Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.

As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente. Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos falta, podemos realmente evoluir.

A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.

Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.

*Por Emozione Feed

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*Fonte: pensarcontemporaneo

7 dicas infalíveis para ter a felicidade perfeita

Todo mundo almeja a felicidade não é mesmo? Mas ultimamente está cada vez mais difícil alcançar esse objetivo. Em um mundo caótico como o nosso, a política desmoronando, pessoas distribuindo ódio gratuito, a mídia te falando o tempo todo como você deveria estar infeliz, como você deve ser, e se sentir. Não é fácil. Fora as ocasiões onde começam a ditar regras que não cabem a todos e que não fazem o menor sentido. Embora isso tudo esteja nos consumindo e tirando o nosso foco de tudo o que realmente é importante, ainda tem como fugir dessa onda de negatividade. Afinal, a vida é incrível assim, mesmo com todos os desafios e dificuldades, e mesmo que a gente se esqueça disso às vezes.

A vida está aí para ser vivida, e não fazer isso, da melhor forma, é um desperdício imperdoável. A felicidade é para quem está disposto a correr atrás dela. Então, não perca mais tempo, algumas coisas simples e pequenas podem te mostrar o quanto vale a pena ser feliz. Confira a seguir, 7 dicas infalíveis para ter a felicidade perfeita.

1 – Rir

Isso mesmo, o simples hábito de sorrir já torna a vida melhor. O riso é contagiante e faz um bem danado. Esse vídeo, que mostra pessoas sorrindo no metrô, mostra o poder do riso e como ele tem efeito sobre as pessoas. Inclusive, a ciência comprova isso e reforça o poder positivo do riso, em nossas vidas. Incluir o riso na sua vida é um dos melhores remédios, é bom pra saúde, é bom para o coração, é bom para você e para quem está a sua volta. Procure pessoas e situações engraçadas regularmente, assim, nunca faltará riso para te alegrar.

2 – Viva o presente

Certa vez, um homem sábio, chamado Lao Tzu, disse o seguinte:

“Se você está deprimido, está vivendo no passado.
Se você está ansioso, está vivendo no futuro.
Se você está em paz, está vivendo no presente”.

E ele não poderia estar mais certo do que disse. O que está feito está feito, você não pode voltar no tempo e desfazer o que aconteceu no passado. Então, por que sofrer por algo que não está mais nas suas mãos? Quanto ao futuro, até chegar lá, não há o que fazer, então, não perca o seu tempo, se preocupando com coisas que ainda não estão no momento. Não importa o quão ruim possa parecer o seu presente, é aqui, que você está, e aqui que você tem que viver. Aproveite ao máximo, porque o passado não volta, o futuro talvez nem chegue e o que temos é só o agora. Viva intensamente, e faça o seu melhor.

3 – Seja um perdedor

Calma, não estamos dizendo para você fracassar. Não tem nada a ver com isso. Ser um perdedor em determinadas ocasiões é mais do que sair como vencedor. A dica aqui é: permita que os outros estejam certos. Isso não quer dizer que você precise acreditar ou concordar com algo que não é certo para você, apenas não perca o seu tempo, tentando mudar a opinião alheia, quando você sabe que não vai mudar em nada. Até porque, muitas vezes, tentar converter o outro para as suas ideias, só vai te sugar energia e não trará nenhuma melhora na sua vida. Ou seja, guarde as suas energias para algo realmente importante para você, algo gratificante e que te faça feliz. E se poupe de estresse desnecessário.

4 – Mova-se

Você não precisa, necessariamente, entrar na academia e fazer do exercício físico, uma luta diária. Comece fazendo algo simples, como caminhada ao ar livre, natação ou exercícios em sua sala de estar mesmo. O importante é movimentar-se, afinal, qualquer movimento é melhor do que nada. Qualquer tipo de atividade física é bem-vinda, e pode ter inúmeros benefícios e melhorar infinitamente a sua qualidade de vida. O exercício libera endorfina, o hormônio da felicidade, e é muito mais eficaz do que antidepressivos. Então, sempre que possível, mova-se e seja mais feliz.

5 – Aceite as suas falhas

Todos nós falhamos várias vezes na vida, e está tudo bem, isso é completamente normal. Mas, acontece que a maioria de nós tem a tendência a se martirizar devido aos erros. Por isso, para ser uma pessoa feliz, é preciso aceitar nossas falhas e abraçar o fracasso. Ninguém é perfeito e nunca será, e quanto mais você estiver disposto a aceitar isso, mais feliz e orgulhoso você será.

6 – Seja gentil

Não seja desrespeitoso com os outros, quem quer que sejam. Trate as pessoas, como você gostaria de ser tratado, mesmo que elas nem sempre façam o mesmo por você. Seja o mais gentil possível. Você está fazendo o bem aos outros, está fazendo também à sociedade e, o principal, você está fazendo um bem a si mesmo. E assim, a maioria das pessoas responderá a você da mesma forma, até porque é muito mais difícil ser rude ou desagradável, quando alguém está sendo extremamente gentil. Mas não faça isso, pensando em uma recompensa vinda do outro, faça por si mesmo, pois a recompensa é a felicidade.

7 – Tenha amigos

Ter amizades verdadeiras e sólidas é um dos maiores presentes da vida. Ter amigos faz com que os momentos felizes, fiquem mais felizes, e os momentos tristes pareçam mais suportáveis. Ninguém consegue viver sozinho, então, precisamos dos outros, sejam amigos e familiares que são essenciais na nossa vida. Então, seja um bom amigo e tenha bons amigos, assim, a caminhada da vida será mais leve e mais feliz.

Enfim, o que você achou dessas dicas? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

*Por Crystiele Oliveira

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Pare de ver apenas o lado ruim das coisas: A sua vida é o reflexo de como você a vê!

A sua vida, como anda? Está tudo bem? Ou é cada desastre que se você for contar, ficaria a vida inteira, e ainda assim, faltaria tempo para tanta história triste?

Você possui livre-arbítrio para escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida, suas vibrações atentem ao seu pedido, mas se a sua tendência é olhar sempre para o lado negativo das coisas, a sua vida se tornará um espelho dos seus pensamentos!

SE ABRA PARA O AMOR VERDADEIRO! PARA A GRATIDÃO! VIVA E SEJA FELIZ NO PRESENTE! FOQUE O SEU OLHAR NAS COISAS SIMPLES DA VIDA, E NAS BENÇÃOS QUE VOCÊ JÁ TEM!

Já chegou a hora de parar de cobrar amor dos outros e começar a oferecer o amor que nada exige, apenas sente!

Existem pessoas que só reclamam, apontam os defeitos de todos, insinuam culpados, e nunca conseguem ver a farpa no seu próprio olho, pois não enxergam um palmo à frente do seu próprio umbigo!

Essas pessoas só sabem exigir! E acreditam quem podem comprar o amor das pessoas!

Elas geralmente são muito preocupadas, possuem muitos medos infundados, quase infantis, e a postura que assumem diante dos outros passa a ser um tanto quanto invasiva! Principalmente diante daqueles que elas dizem amar!

Essas pessoas costumam ver apenas o lado negativo de tudo, e se ofendem, se vitimizam, e se doem quando suas vontades não são atendidas!

Deus nos coloca diante dos mais difíceis desafios e sempre com o intuito de nos ensinar a guiar as nossas sombras para a luz, para o bem, para o que nos fará melhor!

Mas nossas inquietações egoístas podem, muitas vezes, tender para o mal! E por isso precisamos vigiar, e orar, cada um a sua maneira, mas fazendo uma forte conexão com o nosso eu verdadeiro! A nossa matriz!

 

Tentem fazer isso diariamente!

Entrem em contato com vocês e com as suas sombras!

Conversem com elas afim de iluminá-las, e façam como Jesus no deserto, mas por favor, não tentem fingir aos outros que elas não existem, que vocês são uns pobres coitados, que tudo dá errado apenas para vocês, que as pessoas são injustas e que vocês são os únicos ou as únicas que fazem o bem nesse mundo!

Não se queixem dizendo aos quatro cantos que não mereciam esses sofrimentos! Parem de ver apenas o lado negativo das coisas que acontecem!

Parem imediatamente!

Comecem a ver o lado bom que existe em tudo!

Porque se pararem para analisar atentamente, em TUDO existe um lado bom, um significado nas entrelinhas, um aprendizado transformador, uma liberdade conquistada após uma tempestade que destruiu tudo, uma força que nem se acreditava ter, depois de um luto desestruturante!

Até naquilo que você acredita ser uma calamidade, existe o lado bom!

Façam isso, se desejam, sinceramente, parar de “vampirizar” quem está do lado com suas lamentações e críticas!

Porque conviver com uma pessoa que só vê o lado ruim de tudo é estar constantemente doando nossas melhores energias para que ele beba e se satisfaça, justamente porque ele mesmo não consegue produzir energias tão boas, com uma mente tão adoentada.

Limpe os seus óculos empoeirados pelo tempo! Deixe as suas lentes tão limpas a ponto de conseguir enxergar o reluzir das águas em um lago cristalino.

Esse lago, é o seu interior, que quando se apega ao negativo, se torna turvo e barrento, mas quando se abre para o que a vida oferece de bom, na esperança da bonança que vem após as tempestades, se torna um espelho, onde você poderá ver refletido a sua própria e real imagem.

Você pode escolher o que é bom e o que é ruim para a sua vida! E optar por focar apenas no que é bom.

Lembranças tristes todos nós temos, mas não precisamos carregá-las conosco por onde formos, podemos deixá-las lá no passado, mesmo que o passado tenha acontecido há dez minutos!

Aprendamos a deixar o que é ruim pra lá, e trazer o que é bom pra cá!

Pare de focar apenas no negativo! A sua vida refletirá os seus pensamentos!

*Por Iara Fonseca

 

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*Fonte: seuamigoguru

5 sinais de que uma pessoa é tóxica

Ninguém vem com selo de qualidade, certo?
Mais ou menos… Porque quando a pessoa é maldosa, mesmo sem querer, ela vai acabar deixando escapar atitudes que devem deixar você em alerta.
E, se você detectar ao menos três desses cinco sinais, mantenha distância dessa criatura.

Se ela ainda não aprontou com você, vai aprontar!

1 – Elas usam o que você diz para te prejudicar
Gente mau caráter pega uma informação inofensiva sua, vira do avesso, distorce e faz você parecer alguém em quem não se pode confiar. Também podem usar aspectos mais vulneráveis da sua personalidade para explorar você e tirar vantagem.

Por isso, bico calado! Fale o mínimo necessário, preserve sua vida pessoal, não conte suas ideias, planos ou problemas.

2 – Elas nunca falam a verdade
Essa gente ruim é incapaz de ser verdadeira. Ainda que a essência do que digam seja real, elas vão modificar, aumentar, torcer, de forma que a história as coloque como especiais, importantes, mais inteligentes ou espertas.

Portanto, deixe que falem sozinhas. Ligue o ouvido automático e abstraia.

3 – Nunca assumem a responsabilidade pelo que fazem
Essa gente oportunista é lisa feito um peixe ensaboado! Mesmo que sejam confrontadas com evidências inquestionáveis, vão negar e tentar escapar da culpa, ou pior, jogar a culpa para outra pessoa. Sua capacidade de inventar desculpas e argumentos em favor de si mesmas é assombroso! E são tão sedutoras e manipuladoras que chega uma hora que você começa a si sentir um crápula por ter duvidado dela.

Sendo assim, fique firme. Se você descobriu um mal feito dessa pessoa e tem certeza de que foi ela a causadora, ignore seus argumentos, corte a conversa e tome distância.

4 – Nunca vão se arrepender do que fazem
Essas pessoas tóxicas sabem perfeitamente o estrago que causaram na vida dos mais desavisados por uma simples razão: fazem tudo de caso pensado! E, nunca, jamais, em tempo algum, serão capazes de se compadecer da dor do outro. O outro é irrelevante para elas; são completamente frias e egoístas. Desde que se deem bem, o resto é resto!

Por isso, nunca crie expectativas. Não se iluda pela ideia de que “todos são capazes de mudar”. Esse tipo de pessoa, além de não mudar, piora com o tempo.

5 – Elas se alegram com a desgraça alheia
Um mau caráter tem prazer em ver os outros perderem, sentem-se protegidos por terem sido afetados pela perda e, se puderem, vão poluir a sua cabeça com ideias negativas, fofocas, sentimentos pessimistas e tudo o mais que seja útil para manter você numa situação vulnerável. Às vezes podem até se fingir de amigos e ficar ao seu lado numa situação catastrófica, pois são verdadeiros urubus.

Amigos verdadeiros estão sempre por perto e, sobretudo são capazes de ficar felizes com nossa felicidade e com nosso sucesso. Cuidado com os “amigos” que só se aproximam quando você está por baixo!]

*Por Ana Macarini

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*Fonte: revistapazes

A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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*Fonte: revistapazes

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu