Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos

Você pode até julgar e olhar feio para pessoas que falam palavrões constantemente, mas saiba que elas podem ser mais íntegras, inteligentes e felizes do que você. E quem diz isso, acredite, é a ciência.

Pessoas que falam palavrão são mais inteligentes

Um estudo realizado em 2015 descobriu que indivíduos que têm o hábito de falar palavrão apresentam um Q.I. maior. Conseguir distribuir xingamentos pelo maior número de vezes em um intervalo de um minuto estava ligado a uma pontuação mais elevada em um teste de Quociente de Inteligência.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, um vasto vocabulário de palavrões seria sinal de força retórica, ou seja, boa capacidade de argumentação e formulação de ideias. O mesmo levantamento mostrou que quem é bagunceiro e dorme tarde também tinha melhores avaliações nos testes.

Quem fala palavrão é mais honesto e íntegro

De acordo com uma pesquisa feita com 276 participantes, pessoas que falam palavrão são mais honestas e íntegras do que aquelas que não costumam usar palavras chulas no cotidiano.

O levantamento observou que as pessoas tendem a falar palavrões mais como uma forma de se expressar do que uma maneira de prejudicar o próximo e que a honestidade foi associada a níveis mais altos de xingamentos nos experimentos realizados com os voluntários.

Pessoas que xingam são mais felizes

Por fim, é possível dizer com base em um outro trabalho científico, que falar palavrão faz com que uma pessoa seja mais feliz no geral. Isso porque o hábito tem efeito direto no alívio de dores, favorece a expressão de sentimentos, promove conexões sociais e melhora da saúde física e mental.

Segundo o estudo, xingar melhora a circulação sanguínea, eleva a liberação de endorfinas e promove sensação de calma, controle e bem-estar.

*Por Paulo Nobuo

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*Fonte: vix

Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte:

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

O sucesso só é possível depois do fracasso

Um novo estudo da Universidade Northwestern (EUA) descobriu que o fracasso é um “pré-requisito essencial para o sucesso”.

Não, você não leu errado.

Ao que tudo indica, não basta só trabalhar muito e persistir – é preciso errar e aprender com esses erros para ser bem-sucedido.

Metodologia

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma quantidade enorme de dados envolvendo sucesso e fracasso em diversos cenários diferentes – por exemplo, examinaram 776.721 pedidos de bolsas para pesquisa apresentados aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1985 a 2015, além de 46 anos de investimentos em startups de capital de risco e até 170.350 ataques terroristas realizados entre 1970 e 2017.

Depois de vasculhar todas essas informações, os cientistas descobriram que “todo vencedor começa como um perdedor”.

Mais do que isso: vencedores e perdedores tentaram o mesmo número de vezes, então não é sobre persistência após o fracasso. É sobre aprender com seus erros.

“Você precisa descobrir o que funcionou e o que não funcionou e depois se concentrar no que precisa ser melhorado, em vez de se debater e mudar tudo. As pessoas que falharam não necessariamente trabalham menos [do que as que tiveram sucesso]. Eles podem realmente ter trabalhado mais; é que fizeram mais alterações desnecessárias”, explicou Dashun Wang, professor de administração e organização da Universidade Northwestern.

Modelo matemático

Os pesquisadores analisaram, entre outras coisas, quantas vezes um pesquisador pediu por financiamento, o que mudou nesses pedidos e quão espalhadas foram suas tentativas. No domínio das startups, olharam coisas como oferta pública inicial, fusões de alto valor e aquisições. Por fim, no caso dos ataques terroristas, sucesso era matar pelo menos uma pessoa, enquanto fracassos eram tentativas sem casualidades.

A ideia do estudo era formular um “modelo matemático” explorando os “mecanismos que governam a dinâmica do fracasso”. A equipe identificou estatísticas que separavam grupos bem-sucedidos dos fracassados.

Por exemplo, um indicador de sucesso era o tempo entre as tentativas fracassadas. Quanto mais rápido uma pessoa falha, melhor suas chances de sucesso. Quanto mais tempo se passa entre as tentativas, mais propensa ela fica a falhar de novo.

Trabalhando com dados em tão larga escala, Wang e sua equipe puderam identificar pontos críticos em comum às diversas tentativas falhas, entendendo qual caminho leva ao progresso e qual leva ao fracasso.

Segundo os pesquisadores, a existência de tais pontos de inflexão contraria as explicações tradicionais sobre fracasso e sucesso, que envolvem fatores como sorte ou hábitos de trabalho.

“O que estamos mostrando aqui é que, mesmo na ausência de tais diferenças, você ainda pode ter resultados muito diferentes”, disse Wang. O que importa é como as pessoas falham, como respondem à falha e aonde essas falhas levam.

No futuro

De acordo com Albert-László Barabási, da Universidade Northeastern, o modelo desenvolvido por esse estudo pode ser usado em outras pesquisas e ferramentas.

“Existem inúmeros trabalhos tentando entender como as pessoas e os produtos são bem-sucedidos. No entanto, há muito pouco entendimento do papel do fracasso. O trabalho de Wang reescreve fundamentalmente nossa compreensão do sucesso, mostrando o papel principal que o fracasso desempenha nele, oferecendo finalmente uma estrutura metodológica e conceitual para colocar o fracasso onde ele pertence dentro do cânone do sucesso”, argumenta.

O próximo passo da pesquisa é refinar o modelo para quantificar outras características individuais e organizacionais que podem influenciar no sucesso, além de aprender com erros passados.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature. [ScientificAmerican]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

A obsessão por ser feliz o tempo todo faz as pessoas se sentirem péssimas

Segundo Tal Ben-Shahar, filósofo e psicólogo israelense da contemporaneidade, o estresse (que ele considera se tratar de uma pandemia global) tem sido há muito tratado de forma equivocada. Segundo ele, tem-se deixado “de dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono”.

Recentemente, em evento sobre educação e tecnologia realizado em Madri (o EnlighTed), Tal Ben-Shahar concedeu uma entrevista em que, dentre outras questões, se debruça sobre o tema do estresse, da ansiedade, da felicidade e da educação que tem sido proporcionada aos jovens hoje em dia.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa, igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de 41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo 24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas… Hoje você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de 30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa, mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que termina quando você morre.

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*Fonte: revistapazes

Mãe de menina, o elo mais forte de acordo com a ciência!

De todos os laços familiares, um estudo americano mostrou que o de mãe e filha seria o mais poderoso de todos. É a explicação dos resultados de uma investigação que tentou provar o contrário.

Nos fundamentos da psicologia de adultos e crianças, é dada prioridade ao estudo do relacionamento de cada indivíduo com sua família.

Alguns pesquisadores americanos decidiram abordar esse problema analisando cada link separadamente.

O objetivo deste estudo, publicado pelo The Journal of Neuroscience, foi demonstrar por que e como certas patologias foram transmitidas na família.

Eles descobriram que a transmissão ocorreu particularmente entre mãe e filha, demonstrando a força do vínculo entre elas. Um relacionamento que poderia explicar muitas coisas.

Detalhes do estudo sobre laços familiares

Pesquisadores da Califórnia selecionaram anteriormente 35 famílias com boa saúde: sem distúrbios neurológicos ou psiquiátricos, sem histórico de uso pesado de drogas ou drogas, sem contra-indicações para ressonância magnética (RM).

De fato, graças a esse teste, um “mapa” do cérebro foi criado.

Através da análise das diferentes zonas reativas e da realização de testes comportamentais, os resultados podem ser reveladores.

As análises cobriram as relações pai-filha, pai-filho, mãe-filho e mãe-filha em quantidades quase equivalentes.

O objetivo do estudo foi principalmente entender por que e como os transtornos de depressão e humor pareciam passar entre os membros da família, principalmente entre mães e filhas.

 

Resultados interessantes

A pesquisa chegou à seguinte conclusão: mães e filhas têm uma anatomia idêntica na parte do cérebro que governa as emoções.

Obviamente, essa semelhança também é encontrada entre mãe e filho, pai e filha, pai e filho. No entanto, é muito mais importante entre mães e filhas.

Portanto, a transmissão do esquema emocional será muito forte entre eles, a ponto de sentir as coisas da mesma maneira e também estar sujeita às mesmas patologias.

Uma compreensão mútua reforçada

A boa notícia é que existe uma pessoa na terra que pode entendê-la perfeitamente. Essa semelhança na substância cinzenta entre mãe e filha promove a compreensão mútua.

As mães são mais capazes de identificar e assimilar as emoções de suas filhas e vice-versa.

Às vezes, também é por esse motivo que os relacionamentos mãe-filha nem sempre são fáceis, porque são muito próximas emocionalmente.

Obviamente, essa pesquisa agora deixa muito espaço para novas pesquisas possíveis, talvez levando em conta pessoas com várias patologias; em uma amostra maior de famílias …

Enquanto isso, isso pode explicar por que, mesmo sendo adultas, nossas mães podem continuar sendo nossas pessoas de confiança favoritas.

*Por Leroux Fanny

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*Fonte: seuamigoguru

Como responder a um insulto de forma inteligente, de acordo com os estoicos

Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido“.

Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página. Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura. Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.

Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional

Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida. Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando prejudicar outra pessoa. Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes aos insultos, para o nosso próprio bem-estar psicológico.

O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.

Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preenchemos os espaços em branco e logo tiramos conclusões, independentemente de ter fundamento ou não.

Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um sequestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem o controle, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.

O sequestro emocional ocorre quando consideramos o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e paramos de se comportar racionalmente. Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.

De fato, Epícteto pensava que o insulto não é o agressor, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: “Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo“.

Os 3 filtros dos estoicos para avaliar os insultos

Os estoicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:

Veracidade Se nos sentimos insultados, Sêneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio. Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.

Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado. Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se não for uma pessoa informada, que não sabe do que está falando, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.
Autoridade O último filtro pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva.

Seja melhor do que quem te insulta

Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estoico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: “A melhor vingança é não ser como aquele que machucou você“.

Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruíne nosso dia ou dê mais importância do que merece.

Ele escreveu: “Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações. Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas”.

Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo. A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.

Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estoicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.

Epiteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada.

Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estoicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior. Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo.

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*Fonte: psiconlinenews

Por que é tão gratificante cozinhar para outras pessoas?

O ato de cozinhar, principalmente para outras pessoas, traz uma série de benefícios psicológicos. Envolver-se em atividades criativas, grandes ou pequenas, pode ter um impacto significativo no bem-estar.

“Cozinhar permite a expressão criativa das pessoas”, afirma a professora associada de Psicologia e Ciências da Universidade de Boston, Donna Pincus. “Há muita literatura que conecta expressão criativa e bem-estar geral. Pintando, fazendo música ou cozinhando, isso causa um alívio do estresse por ter algum tipo de saída e uma maneira de se expressar”, explica.

Em um estudo recente publicado no veículo especializado Journal of Positive Psychology, pesquisadores acompanharam 658 pessoas por 2 semanas e descobriram que fazer coisas como cozinhar “fez o grupo se sentir mais entusiasmado com suas atividades no dia seguinte”.

Forma de expressão

Cozinhar para os outros também é uma boa maneira de se comunicar, especialmente para pessoas que não se sentem à vontade para expressar suas emoções. “Em muitas culturas, em muitos países, a comida é realmente uma expressão de amor”, explica Julie Ohana, assistente social médica e terapeuta de arte culinária.

Já Susan Whitbourne, professora de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Universidade de Massachusetts, aponta para a norma cultural de levar comida a alguém quando um ente querido morre: às vezes não há palavras e apenas a comida pode comunicar o que você está tentando dizer. “Pode ser útil para pessoas que têm dificuldade em expressar seus sentimentos em palavras, para que mostrem agradecimento, apreço ou simpatia”, ressaltou Whitbourne em entrevista ao HuffPost.

Foco e atenção

A precisão e o foco exigidos ao cozinhar também promovem atenção plena, algo que os especialistas acreditam que pode ajudar a melhorar vários problemas, incluindo redução do estresse, flexibilidade emocional e satisfação nos relacionamentos. “Cozinhar, na verdade, requer muita atenção e dedicação. Você precisa medir e se concentrar fisicamente na distribuição de massa. Se você se concentra no olfato e no paladar, em estar presente com o que está criando, esse ato de atenção no momento também pode resultar em redução do estresse”, explica Pincus.

Importância para a saúde mental

A ideia de cozinhar para ajudar na saúde mental ganhou popularidade nos últimos anos, já que a prática também pode afastar a presença de pensamentos tristes. John Whaite, o padeiro que ganhou o programa “The Great British Bake Off”, em 2012, disse publicamente que cozinhar foi algo que o ajudou a lidar com a depressão.

Para Pincus, quando a atitude de lutar contra a depressão é consciente, pode significar menos tempo gasto ruminando seus pensamentos. “Sabemos que a ruminação leva à depressão e a pensamentos tristes, mas isso não acontece se você estiver fazendo algo produtivo. E o bom de cozinhar é que você tem uma recompensa tão tangível no fim que representa algo muito benéfico para o cozinheiro e para os outros”.

Mas os psicólogos alertam: se cozinhar for uma atividade que o estressa, os benefícios não serão os mesmos. “Se alguém tem fobia de cozinhar, então essa atividade não é recomendada para ela. É melhor para as pessoas que começam com um nível de conforto básico na cozinha”, diz Ohana. Pincus concorda: “Desde que não seja estressante nem obrigatório, pode ser benéfico para todos”.

*Por Fernanda Umlauf

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*Fonte: megacurioso

As pessoas que se gabam muito precisam preencher vazios em sua identidade

A vaidade é uma religião que tem uma legião de fiéis. Existem todos os tipos e condições, mas além de suas diferenças todos têm uma característica comum: eles usam uma máscara. Pessoas que se vangloriam muito sacrificam sua verdadeira identidade – ou pelo menos uma parte dela – no altar das aparências. Eles possuem suas qualidades, realizações e sucessos para alcançar a admiração e o respeito daqueles que os rodeiam. E, se necessário, eles também recorrem a exageros e mentiras.

No entanto, por trás dessa segurança aparente, há realmente uma sensação de incompletude, conforme revelado por um estudo realizado na Universidade do Texas. Na prática, as pessoas que se gabam muito de suas realizações e competências precisam preencher uma lacuna em sua identidade. Suas exibições são uma estratégia compensatória para completar simbolicamente sua identidade, preenchendo a parte que falta.

 

Diga-me o que você exibe e eu direi o que falta

Há pessoas que precisam mostrar suas qualidades e mostrar seus triunfos. Eles vivem pendentes para esclarecer seus méritos e, se possível, posicionam-se um passo acima dos outros. Alimentam-se de aplausos e reconhecimento externo. No entanto, como tudo o que reluz não é ouro, no final, essas pessoas podem ter um grande problema com seus símbolos de identidade.

Símbolos de identidade são aquelas características com as quais nos definimos e que os outros reconhecem. Ser músico, pesquisador, professor, pai, leal ou inteligente são “rótulos” que colocamos para sermos reconhecidos na sociedade. Todos esses rótulos fazem parte de nossa identidade e moldam a imagem que temos de nós mesmos.

Os psicólogos se perguntaram se a confiança que temos na identidade que construímos determina a necessidade que sentimos de influenciar as pessoas ao nosso redor. Para verificar isso, em um experimento, eles pediram aos participantes que mencionassem uma atividade ou tópico em que se sentissem particularmente competentes e escrevessem quantos anos dedicaram a ela e quando foi a última vez que trabalharam nessa área.

Eles foram convidados a escrever um ensaio sobre essa área e decidir quantas pessoas deveriam ler o que haviam escrito. O surpreendente é que, quanto menos experiência e domínio os participantes tiverem em uma atividade ou tópico, mais amplo eles desejam que seu público seja.

Pelo contrário, as pessoas mais experientes eram mais autocríticas e modestas. Isso indica que as pessoas que se gabam muito têm menos identidades “completas” e querem influenciar outras pessoas.

 

A falta de símbolos de identidade leva ao exagero do “eu”

Os pesquisadores apontam que “ é improvável que uma pessoa que tenha competências duradouras esteja envolvida em ações auto-simbolizadoras. A pessoa com uma grande experiência em uma atividade, por exemplo, não atrai infinitamente a atenção de outras pessoas sobre suas características ou competências. Essa pessoa realizará a atividade em uma atmosfera de modéstia e despretensiosa.

Ou seja, as pessoas que se sentem completas e autoconfiantes não precisam mostrar constantemente suas realizações e qualidades, porque o reconhecimento interno é suficiente para elas, não precisam de aplausos externos para sustentar o seu “eu”.

“Pelo contrário, o uso freqüente de símbolos de status como ‘saber mais’ do que o outro e os esforços para influenciar os outros podem ser tomados como sinais de insegurança ou ‘incompletude’ no domínio de uma atividade ” , disseram os pesquisadores.

Na prática, as pessoas que se gabam muito não estão dispostas a tolerar “inadequações” nas importantes dimensões de sua autodefinição. E, como tendem a ser impacientes em relação à definição de si, quando sentem que ficaram aquém de uma das áreas de sua identidade, em vez de trabalhar nelas para melhorá-las, simplesmente recorrem a outros símbolos de identidade para cobrir a parte que eles carecem ou exageram suas realizações e qualidades para alcançar o reconhecimento que acreditam que merecem.

Obviamente, não podemos negar que o ambiente em que operamos cria pressão social, para que nos apresentemos da melhor maneira possível e, assim, possamos obter a aprovação e o respeito que precisamos para viver na sociedade. No entanto, temos que observar a máscara que colocamos, porque com o tempo podemos esquecer quem realmente somos, como disse Alan Moore.

A aparência, sem essência, é uma concha vazia, uma fachada que mais cedo ou mais tarde cairá. Aqueles que vivem muito pendentes para esclarecer seus méritos terão que pagar um preço muito alto, pois se tornarão escravos de seu próprio disfarce. Como Honoré de Balzac disse: “Devemos deixar vaidade para aqueles que não têm mais nada para expor”.

*Por Jennifer Delgado Suarez

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*Fonte: revistapazes

Felicidade não é ausência de problemas, é agir apesar do medo

Felicidade não é ausência de problemas. Ela deriva de um evento tão excepcional quanto incomum.

Nossos ambientes não são sempre seguros, existem mudanças, imprevistos, interagimos quase todos os dias e há atritos, discrepâncias e mal-entendidos.

Independentemente do nosso status, idade ou local onde vivemos, sempre surgem problemas e ninguém é imune ao que acontece ao seu redor e em seu universo interno.

Nesse contexto, deve-se notar que, durante alguns anos, novas vozes surgiram no mundo acadêmico com um objetivo muito claro: oferecer-nos outra visão de felicidade.

Psicólogos, como Jerome Wakefield (Universidade de Nova York) e Allan Horwitz (Rutgers) escreveram livros interessantes como “A perda da tristeza”: como a psiquiatria transformou a dor normal em transtorno depressivo.

Neste trabalho, somos informados de que estamos banindo realidades como a tristeza e a frustração do nosso repertório emocional, como se o espaço vital que desejamos estivesse fora delas.

Ao não reconhecê-los e incluí-los em nosso discurso, dando maior relevância às emoções positivas, percebemos que estamos analfabetos quanto as pessoas em questões emocionais.

Até hoje, nem todo mundo sabe o que fazer com seu estresse e ansiedade. Nem todo mundo sabe por que esse nó está no estômago, esse medo que paralisa e às vezes nos impede de sair de casa.

Ter que gerenciar a adversidade e esses complexos estados emocionais também atrapalha a nossa oportunidade de ser feliz.

A felicidade é ousada, apesar do medo e da incerteza

Neste ponto, eu gostaria de resgatar uma definição de felicidade tão apropriada quanto inspiradora.

Nele convergem os neurocientistas, como psicólogos, psiquiatras, economistas e até monges budistas.

Trata-se de dar sentido à vida, de ter objetivos e assumir um comportamento ativo.

A vontade de crescer, de aceitar as adversidades e os desafios diários. Essa seria, em essência, a chave, o real segredo da felicidade.

Eduard Punset já disse em seus dias que felicidade é ausência de medo.

Essa ideia, mal interpretada, é um tanto perversa: o ser humano não pode deixar de ter medo, essa emoção é inerente a quem somos e, como tal, cumpre uma função. Várias, realmente.

Este seria um exemplo: “Talvez eu tenha medo de mudar de cidade e começar uma nova vida, mas sei que preciso. Dar esse passo me permitirá progredir; por isso, decido ousar e farei apesar dos meus medos ».

Estou ciente de que podem surgir problemas, mas sinto-me capaz de enfrentá-los
Felicidade não é ausência de problemas. Na realidade, começa a ganhar espaço quando nos colocamos acima dos desafios.

Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, é um dos grandes especialistas em banir mitos sobre psicologia positiva e felicidade.

Assim, algo que freqüentemente nos aponta é que o bem-estar não está em alcançar realizações, em conquistar objetivos e, menos ainda, em possuir coisas.

O ser humano alcança uma sensação de equilíbrio e satisfação quando se sente bem consigo mesmo.

Quando nos percebemos treinados para o que pode acontecer, quando nossa auto-estima é forte e lidamos com medos, estresse, preocupações etc., tudo flui e vai melhor.

Assim, entender que a vida não é fácil, que sempre deixará entalhes e marcas em mais de uma batalha travada, é uma realidade imutável e, portanto, que devemos assumir. É uma condição do jogo que não podemos modificar.

Ninguém está imune a problemas e mudanças de rumos no último momento. Portanto, vamos aceitar esses acréscimos e trabalhar em nosso crescimento pessoal, bem como nas forças psicológicas que nos permitirão investir em nosso próprio bem-estar.

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*Fonte: seuamigoguru

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores

A vida é uma locomotiva e nós, os seus passageiros, distribuídos em vagões que se interligam. Em cada estação, pessoas que embarcam e desembarcam em busca de seus destinos.

Todos nós, em algum momento, sentimo-nos passageiros desse trem. Da janela, vemos a vida passar, e enquanto contemplamos a paisagem, escolhemos ficar até o fim da linha ou desembarcamos em alguma estação.

Vemos descer amigos e amores, enquanto desconhecidos entram pela porta do nosso vagão. Ou somos nós a deixar para trás a velha locomotiva, em busca de outro rumo.

Nossas escolhas nos levam a cada estação no instante oportuno em que se abre a porta de um novo vagão, ao convite de uma nova experiência, circunstância útil ao amadurecimento e à construção de mais um capítulo da nossa história.

Não somos os mesmos a cada desembarque, porque deixamos um pouco de nós e levamos outro bocado dos que ficam.

Quando a viagem chega ao fim, aquele ciclo de aprendizagem se encerra. Não importa o quanto dure, mas a forma e a intensidade como nos relacionamos, deixando ficar a nossa melhor parte, com a mesma dignidade com que guardamos o lado bom dos que seguiram no trem, quando saltamos em alguma estação, movidos pelas inquietudes do nosso coração.

Certezas não regem as nossas escolhas, elas não existem, o que nos impulsiona é a necessidade de ser feliz.

Só devemos nos arrepender da atitude não tomada, dos riscos que não corremos numa iminente felicidade. É essa busca que nos mantém vivos, no sentido mais amplo da palavra.

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores.

Que da janela do vagão de todos nós, o Sol brilhe radiante a cada estação.

*Por Cris Grangeiro

 

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*Fonte: osegredo

Essa simples atitude pode salvar seu relacionamento

Leia as afirmações a seguir: “Em geral, o sacrifício é um componente necessário dos relacionamentos íntimos” e “É normal fazer sacrifícios em relacionamentos íntimos”?

Um dos pontos positivos de ter um relacionamento romântico é ter uma pessoa que possa apoiar e ajudar quando quando precisamos. Em bons relacionamentos, os parceiros se ajudam mutuamente, apoiam o outro quando ele está estressado ou triste e conciliam as necessidades um do outro fazendo sacrifícios ou se comprometendo. Se você espera este tipo de atitude do seu parceiro, não está só. E se você não pudesse contar com seu companheiro para ajudar quando precisa, o que isso quer dizer?

No entanto essas expectativas podem ser um tiro pela culatra. Esperar que sua parceira desfaça seus planos de sairem com os amigos porque você voltou de viagem e está cansado demais para fazer qualquer coisa além de cobertor e Netflix, provavelmente quer dizer que você estaria em um relacionamento em que vocês se apoiam e sacrificam um para o outro. Porém, de acordo com novas pesquisas, isso também quer dizer que há menor probabilidade que você seja grato pelo sacrifício do seu companheiro e, por isso, poderia ficar menos feliz com o seu relacionamento. Uma equipe de cientistas que pesquisam relacionamentos na Holanda observou 126 casais durante 8 dias. Todos os dias cada parceiro relatava todos os sacrifícios que teriam feito (desistido de algo que queriam para acomodar o parceiro), relatavam também seu grau de gratidão pelo parceiro, o grau de respeito ao parceiro e o quão satisfeitos estavam com o relacionamento. Todos os voluntários também responderam quatro perguntas sobre quais seriam suas expectativas de sacrifício, inclusas as duas que citamos no início deste artigo (as demais eram: “As pessoas precisam se sacrificar para preservar um relacionamento saudável” e “Espero que meu parceiro se sacrifique em nossa relação”).

Quando os pesquisadores analisaram os dados de como as expectativas transformavam as reações aos sacrifícios, observaram que as pessoas sentiam mais gratidão, respeitavam mais seus parceiros e eram mais satisfeitas com seus relacionamentos naqueles dias em que observavam que seus companheiros haviam se sacrificado por elas. Mas sentiam isso muito mais intensamente se elas tinham baixas expectativas relativas ao sacrifício do outro. As pessoas que tinham expectativas fortes de sacrifício se comoviam muito menos com o sacrifício e não demonstraram maior intensidade na gratidão, satisfação ou no respeito nos dias que percebiam que seu parceiro teria se sacrificado por eles ao comparar aos dias sem sacrifício.

No fim das contas pensar que temos que ser apoiados por nossos parceiros nos torna complacentes. E quando recebemos apoio consideramos que é nada mais que a obrigação de nosso parceiro. Não sentimos muita gratidão por isso.

O que fazer? É difícil não ter expectativa de comportamentos que ocorrem com frequência. Somos seres muito adaptáveis. Por essa razão temos que nos habituar a agradecer quando nossos parceiros se sacrificam por nós, mesmos nas pequenas coisas como lavar uma louça ou deixar a sua escova de dentes já com creme dental na pia do banheiro. Essa ausência de demonstração de gratidão pode levar que sua parceira ou parceiro não se sinta tão animada a se sacrificar por você no futuro.

Outra sugestão: tente abordar o assunto das expectativas de apoio e sacrifício com seu parceiro – neste trabalho, os cientistas encontraram uma correlação fraquíssima entre as expectativas dos parceiros (r = 0,11). Isso quer dizer que você pode estar esperando sacrifícios do seu companheiro enquanto ele não tem essa expectativa. Pode ser útil esclarecer as coisas! Que tal puxar a conversa mandando este link? E se você não se sentir valorizado por não receber gratidão pelos seus sacrifícios como pensa que merece tenha em mente que seu parceiro pode ter as mesmas expectativas. [Psychology Today]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Amnésia infantil: Por que não nos lembramos dos primeiros anos de vida?

Qual é a sua primeira memória? A resposta a esta questão será, na maioria dos casos, uma situação ou uma imagem breve de algum evento ou sensação que experimentamos na nossa infância, correspondendo principalmente à época em que tínhamos entre três e cinco anos de idade.

Mas naquela época você já estava vivo há vários anos. Nossos cérebros já processavam a informação do meio ambiente e até conseguíamos aprender habilidades, informações e formas de atuação.

O que aconteceu antes dessa primeira memória? Por que não conseguimos lembrar de algo anterior, como quando aprendemos a caminhar ou falar? A explicação para este vazio de memórias tem um nome: é chamado de amnésia infantil.

O que é amnésia infantil?

A amnésia infantil é definida como a incapacidade de lembrar os fenômenos e situações que ocorreram na nossa infância, em um nível autobiográfico. Ou seja, nós conservamos, por exemplo, as habilidades adquiridas nesta etapa (por exemplo, caminhar ou falar), mas não como as fizemos.

Esta amnésia geralmente afeta memórias que ocorreram antes dos três anos de idade. Na verdade, quando nos perguntam sobre nossas primeiras memórias, a maioria das pessoas geralmente indica algum tipo de elemento ou situação que elas experimentaram a partir dessa idade. Ocasionalmente, é possível lembrar de algum elemento anterior, mas isso não é frequente e se limitaria a algum fenômeno muito significativo ou a uma sensação ou imagem.

Comprovou-se que os bebês têm a capacidade de gerar memórias, mas esquecem-se rapidamente. E mesmo em um nível autobiográfico: crianças de cinco anos podem identificar e lembrar uma situação que aconteceu quando tinham dois anos. Não é que as crianças com menos de três anos não tenham memória: elas são capazes de lembrar o que aconteceu com elas. Essas memórias simplesmente desaparecem com o tempo. Assim, o que aconteceu foi uma amnésia autêntica, uma vez que as memórias existem, mas desapareceram com o tempo.

Há casos de pessoas que afirmam se lembrar vividamente de fenômenos anteriores. Embora em alguns casos isso possa acontecer, na maioria das vezes não estaremos diante de uma memória real, mas de uma elaboração gerada a partir da informação que temos no presente (por exemplo, com base no que nossos pais disseram sobre o que aconteceu). E, em muitos casos, quem fala sobre a lembrança não está mentindo, ele apenas gerou uma falsa memória que é vivida como verdade.

Quando é que aparece?

Esta amnésia dos primeiros anos sempre foi observada em adultos, mas a pesquisa mostrou que a amnésia já é visível na infância. Especificamente, os experimentos e investigações de Bauer e Larkina em 2013 indicam que a amnésia infantil geralmente aparece aproximadamente após os sete anos de idade.

Além disso, essas investigações nos permitiram observar que crianças menores são capazes de ter mais lembranças, mas, no entanto, elas são menos claras e detalhadas, enquanto as mais velhas conseguiam descrever fenômenos de maneira muito mais extensa, exata e detalhada, apesar de não se lembrarem dos seus primeiros anos de vida.

Por que não recordamos nada de nossos primeiros anos?

O motivo da amnésia infantil é algo que tem intrigado pesquisadores dedicados a essa área, e gerou muita pesquisa nesse sentido. Embora ainda não haja um consenso completo sobre as causas exatas para as quais não conseguimos lembrar praticamente nada de nossos primeiros anos de vida, existem várias hipóteses a este respeito. Alguns dos mais conhecidos são os seguintes.

1. Hipótese linguística
Alguns autores consideram que a amnésia da infância deve-se à falta de codificação adequada, devido à ausência ou falta de desenvolvimento de linguagem, que é a estrutura que permite organizar as informações. Até o desenvolvimento dessa habilidade, utilizamos uma representação icônica da qual nos recordaríamos através de imagens, mas uma vez que a memória começa a ser codificada e organizada através da linguagem, essas primeiras memórias acabariam por enfraquecer até se perderem totalmente.

2. Hipótese neurológica
Há também hipóteses neurológicas. Neste sentido, algumas pesquisas recentes parecem indicar que a ausência de memória desse período poderia estar ligada à imaturidade do nosso cérebro e à superpopulação neuronal que temos nos primeiros anos de vida.

Durante a primeira infância nosso hipocampo é submerso em um processo de neurogênese constante, aumentando dramaticamente o número de neurônios. Esse crescimento constante torna difícil o registro de informações consistentes e estáveis, perdendo a informação autobiográfica.

A razão para isso pode estar na degradação das memórias ao substituir as conexões pré-existentes dos neurônios ou no fato de que as novas são mais excitáveis ​e mais ativadas do que as que já estavam no cérebro.

Também pode haver uma conexão entre esse esquecimento e a poda neural, em que parte dos neurônios do nosso cérebro são pré-programados para morrerem, para melhorar a eficiência do nosso sistema nervoso e deixar apenas as conexões mais poderosas e reforçadas.

3. Hipótese sobre a formação do Eu
Outra das explicações propostas sugere que somos incapazes de nos lembrar dos nossos primeiros anos da nossa história porque nessa idade ainda não temos um autoconceito ou identidade: não sabemos quem somos, que existimos, então não existe um “eu” a partir do qual podemos elaborar uma biografia.

4. Outras hipóteses
Além disso, podemos encontrar muitas outras hipóteses que foram superadas pelo desenvolvimento da Psicologia. Por exemplo, no modelo psicanalítico clássico foi proposto que o esquecimento se deve à repressão de nossos instintos e ao conflito de Édipo.

 

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*Fonte: psiconlinews

Dinheiro não corrompe ninguém. Só piora quem é ruim e melhora quem é bom!

Ah… como é fácil jogar a culpa no dinheiro, né? “Maldito vil metal!”, repetem aqui e ali. Segundo essa lógica infantiloide, superficial e fantasiosa, a vida só vai entrar nos eixos quando todo o dinheiro desaparecer do mundo.

A corrupção na política? “Só existe por conta das grandes cifras dando sopa!”

O casal que se divorcia e começa a brigar de verdade na hora de dividir os bens? “É porque são ricos. Fossem pobres, separavam e pronto!”

A família mais bonita não é a que tem mais dinheiro, mas aquela que tem mais amor e respeito

Eu amo as pessoas que entendem que a verdadeira riqueza não tem nada a ver com dinheiro

O dinheiro não é bom nem mau, as pessoas são…

Os velhos amigos que rompem uma parceria comercial? “É porque começou a entrar dinheiro. Maldito dinheiro!”

Quanta balela! Será mesmo assim? Será verdade que o dinheiro nos transforma sempre para o mal? É certo que todos somos corruptos essenciais e só nos falta uma oportunidade para enriquecer de forma ilícita? Será mesmo que uma herança é capaz de separar irmãos? Terá a primeira mala de dólares em nossa frente o poder de nos tornar meros monstros egoístas?

Ou será que tudo já estava ali, predisposto, esperando sua chance de acontecer e o dinheiro era só o motivo que faltava?

Sei não. Mas eu tenho pra mim que ninguém vira um canalha porque ganhou uma bolada. Não é verdade que o fulano se perdeu na vida porque ficou rico, que sicrana se tornou pessoa má depois de casar com um milionário e que beltrano maltrata os empregados porque é cheio da grana. Fulano, sicrana e beltrano serão ruins com ou sem uma fortuna no banco. O que passa é que com dinheiro fica mais fácil ser e mostrar o que a gente de fato é: patife ou benfeitor. Como também, dependendo do caso, com dinheiro fica mais fácil esconder, mascarar, dissimular e essas coisas que uma hora sempre aparecem.

Dinheiro e gente imbecil fazem uma combinação perigosa. Se o sujeito é sórdido, descarado, perverso, ter recursos financeiros só o torna mais calhorda ainda. Porque dinheiro é um negócio muito simples: piora quem já é ruim e melhora quem é bom.

Cheio da grana, quem é mau fica péssimo e quem é bom fica ótimo!

Dinheiro no bolso sem vergonha na cara é a pior pobreza que existe. Quem tem saldo bancário mas não conhece outros valores não vale nada. É tão simples!

Por outro lado, riqueza nas mãos de gente boa é o melhor negócio do mundo. Ajuda a concretizar grandes ideias, realiza projetos, multiplica recursos, divide com quem precisa! Dinheiro e gente decente é uma mistura poderosa. Uma das únicas capazes de transformar esse mundo tão tomado de seres mesquinhos concentrando renda.
Não, o dinheiro não corrompe ninguém. Quem se deixa estragar por ele já estava perdido. E quem tem bom coração só melhora quando enriquece.

*Por André J. Gomes

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*Fonte: osegredo

Os 4 tipos de pessoas com déficit de atenção: qual é o seu?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição tremendamente comum: alguns especialistas calculam que ele afete algo entre 3% e 5% das crianças. Os sintomas são sempre iguais: desatenção, hiperatividade, impulsividade. Mas isso não quer dizer que seja fácil identificar alguém que tem TDAH, porque as pessoas que sofrem com o transtorno lidam com ele de maneiras muito diferentes umas das outras.

Segundo o blogueiro Neil Petersen, que tem TDAH e escreve sobre o transtorno no tradicional site Psych Central, isso acontece porque há quatro estratégias bem distintas para lidar com o transtorno — e, portanto, quatro perfis de pessoas com TDAH, cada um deles definido por uma das quatro estratégias. Você provavelmente conhece alguém de cada um desses tipos. Veja:

1. O perfeccionista — algumas pessoas tentam compensar o TDAH com uma obsessão por planejar tudo nos mais mínimos detalhes. Chegam meia hora adiantados para não se atrasarem, fazem listas detalhadas de tarefas, criam métodos minuciosos para tudo. Esses aí sofrem com cada tarefa no trabalho, porque vivem com medo de perder o controle.

2. O improvisador — esses usam uma estratégia praticamente oposta à do perfeccionista: são as pessoas que simplesmente aceitam o caos em suas vidas. Diante da enorme dificuldade de planejar as coisas, eles simplesmente não planejam nada e “deixam rolar”.

3. O minimalista — quem tem TDAH sabe que tentar organizar as coisas é um pesadelo. Por isso, uma estratégia comum para lidar com o problema é simplificar a vida ao máximo. Pessoas desse perfil fazem de tudo para ter o mínimo possível de posses, para que não haja muito o que organizar.

4. O viciado em adrenalina — pacientes de TDAH muitas vezes percebem que o transtorno fica pior quando eles estão em ambientes pouco desafiadores. Diante da falta de estímulo, a distração toma conta e fica muito difícil fazer qualquer coisa. Por causa disso, alguns começam a buscar estímulos fortes — afinal, a adrenalina ajuda a focar. Esse perfil costuma procurar atividades profissionais e de lazer de alto risco.

“Claro que nem todas as pessoas com TDAH se encaixam perfeitamente em um desses perfis”, escreveu Petersen. Uns usam um misto de duas, três ou até de todas essas estratégias e são mais difíceis de encaixar.

*Por Denis Russo Burgierman

 

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*Fonte: superinteressante

CuriosidadesPsicologia Essas são as 7 pequenas coisas que pessoas inteligentes fazem diferente

Tem havido muito debate sobre inteligência ultimamente e, embora você possa saber que pessoas inteligentes mantêm bons hábitos, você pode estar se perguntando como exatamente implementá-los com mais facilidade na sua vida sem abandoná-los (quem nunca tentou começar algo e desistiu alguns dias ou semanas depois, que atire a primeira pedra!). De acordo com terapeutas, há uma série de pequenas coisas que as pessoas inteligentes fazem de forma diferente, e saber como aprender esses mesmos hábitos pode auxiliar você a encontrar mais serenidade e clareza na vida.

Há muitas maneiras diferentes de incorporar atenção ativa – requisito essencial de paz interior – em seu dia a dia, e ter uma ideia do que os outros fazem pode ajudá-lo a criar alguns bons hábitos de sua preferência. Portanto, veja só 7 pequenas coisas que pessoas inteligentes fazem diferente, resultando em mais tempo e serenidade em suas vidas:

1 – Elas evitam ser pessoas multitarefas

Muitas vezes tendemos a pensar que ser multitarefa é uma ótima maneira de ser mais produtivo, afinal por que fazer uma coisa só se é possível fazer várias coisas ao mesmo tempo?

Mas acontece que a multitarefa é algo que não existe – estamos na verdade apenas mudando nossa atenção de um lado para o outro, e isso não é nada bom para o nosso cérebro. “Faça uma atividade de cada vez, começando do meio até o final, antes de começar outra”, diz a terapeuta Heather Edwards. A cada vez que quebramos a atenção de uma atividade e mudamos para outra – seja checando o e-mail, conversando com alguém ou qualquer outra coisa – estamos deteriorando nossa energia mental mais rapidamente.

2 – Elas evitam usar o celular toda hora

Pessoas inteligentes evitam a tecnologia quando estão envolvidas em outras atividades ou em torno de outras pessoas. “Configure seu telefone para o modo silencioso ou desligue-o durante a hora de fazer algo que não precisa do seu dispositivo celular”, diz Edwards. Durante uma conversa, por exemplo, olhe nos olhos da pessoa com atenção. Abra seus sentidos completamente para o que ela está falando e seja curioso sobre o que está acontecendo em seu redor, refletindo sobre isso.

3 – Elas elevam seu padrão de pensamento

A vida de todos nós contém tanto pontos positivos quanto negativos, mas pessoas inteligentes optam por se concentrar em um padrão mais elevado de pensamento – consequentemente sendo positivas, sem forçar. “Focar no negativo é uma tendência humana normal”, diz o psicólogo clínico e PhD Inna Khazan. “Desenvolveu-se através da evolução e permitiu que os seres humanos sobrevivessem como espécie. No entanto, esse viés de negatividade não é muito útil hoje em dia, porque é, de certa maneira, pensar pequeno”. Pensar pequeno significa abaixar o padrão de pensamento. Um exemplo seria “Por que fulano X fica fazendo esse tipo de coisa irritante e injusta?”. O pequeno sempre tende a focar no outro, em problemas dificilmente solucionáveis para evitar ser responsável (ninguém pode mudar o outro), nas pequenas oportunidades e nas dificuldades estressantes da rotina.

Elevar o padrão de pensamento, porém, é elevar-se não acima dos outros, mas sim para um local de dignidade para si mesmo. Ser curioso pela vida, pensar nas soluções, nos sonhos grandes e buscar respostas nos fazem naturalmente ver os problemas (como ter uma tarefa estressante a ser desempenhada, por exemplo) como uma etapa do desafio de alcançar aquele seu grande objetivo.

4 – Elas pausam antes de reagir

“Quando confrontados com pensamentos difíceis, emoções, sensações físicas ou situações, elas são mais capazes de fazer uma pausa e escolher uma resposta útil, ao invés de reagir automaticamente”, diz Khazan. “Todos nós temos reações automáticas habituais a eventos difíceis, mas geralmente não são maneiras muito úteis de responder”. Meditar pode ajudar a fortalecer essa habilidade, bem como pausar e respirar algumas vezes antes de reagir por impulso.

5 – Elas observam seus próprios pensamentos

Estar ciente de seus padrões de pensamento e quando sua mente se transforma em negatividade ou estresse é o coração da atenção ativa. “As pessoas inteligentes aprendem a perceber quando estão se prendendo a um pensamento negativo em relação a si mesmas ou aos outros e incrivelmente encontram maneiras de focar na bondade e gratidão”, diz Miles. “Elas percebem que quando o corpo se agarra a esse pensamento, a tensão aumenta porque os químicos do estresse, adrenalina e cortisol são secretados. Em contraste, quando o foco está na apreciação do momento atual, o corpo secreta dopamina e oxitocina, que são calmantes”.

6 – Elas prestam atenção à respiração

Concentrar-se na respiração é uma ótima maneira de chegar ao momento presente. “Pessoas inteligentes examinam seu corpo durante o dia e percebem quando estão tensas e prendendo a respiração”, diz Miles. “Um exemplo é pensar a palavra ‘estou’ na inspiração e ‘calma’ na expiração”. Esta sequência pode te ancorar para o aqui e agora e tirar a mente de preocupações ao longo do dia.

7 – Elas cuidam de si mesmas

Pessoas conscientes fazem questão de cuidar de si mesmas quando sentem que algo está errado. “As pessoas que regularmente praticam atenção plena notam quando estão ficando estressadas e são capazes de intervir com um autocuidado intencional”, conta a terapeuta Jessica Tappana. Seja através de alguns copos de água para refrescar o corpo ou uma caminhada para limpar a mente, aqueles que praticam a atenção plena diariamente sabem como fazer o check-in e se recentralizam quando necessário.

8 – Elas focam em ouvir – e ouvir de verdade

Pessoas inteligentes são melhores ouvintes: “Através da prática da atenção plena, você aumenta sua capacidade de prestar atenção ao que a outra pessoa está dizendo”, diz Tappana. Sabe quando você está falando com alguém e só esperando a pessoa parar de falar, para que você possa dizer algo? Então, isso é exatamente o contrário de ouvir de verdade. “Ao aprender a focar sua atenção, você será capaz de permanecer presente quando outra pessoa estiver falando, e seus amigos e familiares certamente notarão a diferença”.

9 – Elas pausam de manhã

Em vez de sair correndo da cama, as pessoas inteligentes observam como se sentem. “Quando você acorda de manhã, simplesmente estique seus membros e tronco antes de sair da cama”, diz Edwards. “Realmente sinta o apoio e o conforto de sua cama e cobertores. Sintonize essas sensações por um momento”.

É preciso um esforço constante, mas você consegue ver como essa soma de qualidades torna as coisas mais leves? Ser inteligente, em essência, é poder aproveitar melhor a vida. Aprendendo com esses hábitos de pessoas inteligentes, você pode melhorar sua saúde mental, seus relacionamentos e conquistar muito mais.

*Por Luciana Calogeras

 

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*Fonte: misteriosdomundo

Retire a sua felicidade do palco, ela não sobrevive lá!

Muito pior que a exibição física, um dos grandes problemas do narcisismo é a ausência de empatia. Portanto, narcisismo vai muito além das aparências.

O escritor e psicólogo Rosandro Klinjey disse em uma de suas palestras que o motivo do Instagram ter inibido a contagem de curtidas é porque vários estudos mostraram a relação da quantidade de curtidas com transtornos psicológicos. E que em dez anos para cá, com o advento do Instagram comparando nossos bastidores com o palco editado das pessoas, nós tivemos um aumento de 43% do narcisismo no planeta e uma diminuição de 43% da empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar de outro e imaginar como o outro se sente com relação ao que estamos fazendo.

Muito pior que a exibição física, um dos grandes problemas do narcisismo é a ausência de empatia. Portanto, narcisismo vai muito além das aparências.

Costumamos ouvir que “Narciso acha feio o que não é espelho”, e não nos damos conta que ele também acha feio e repudia tudo o que é diferente do seu modo de pensar e agir.

Além das próprias fotos, passamos a postar também constantemente opiniões próprias, quase como uma imposição. E se alguém contraria nossa forma de pensar, os traços de narcisismo podem nos dominar, agredindo qualquer opinião divergente.

Uma pessoa em estado normal, por exemplo, não agride os outros com a sua sinceridade, pois faz uso dela com respeito e educação. Ao contrário dos narcisistas, que não se importam em agredir os outros em nome da sua grande “sinceridade”, exibição e ausência de empatia.

Todos nós temos traços de narcisismo, porém eles ficam latentes quando estamos bem conosco, levando uma vida satisfatória e sem competições, praticando um hobby e atividade física constantemente, trabalhando com foco, convivendo com pessoas boas, correndo atrás dos nossos objetivos e torcendo para a realização dos objetivos dos outros. Já quando convivemos ou simplesmente acreditamos em um narcisista patológico, nosso egoísmo, ou traços de narcisismo, podem ficar bastante aflorados, ao ponto até de esquecermos da nossa essência e dos nossos valores.

Portanto, Rosandro Klinjey informou que esse aumento do narcisismo, que ocorreu (e que continua ocorrendo) de uns anos para cá, está relacionado a um problema de saúde pública.

E que, por trás das postagens diárias e constantes das próprias fotos, pode existir um sentimento que o outro veja uma felicidade que nós não sentimos, porque o mais importante nas redes não é ser, e sim parecer ser.

A nossa felicidade e o nosso bem-estar não deveriam depender da quantidade de curtidas que nossas fotos possuem e muito menos da quantidade de pessoas que concordam, ou não, com nossas opiniões. Ela deveria depender do nível de satisfação com nós mesmos e com a nossa própria vida.

Por isso, o psicólogo nos faz esse convite para retirarmos nossa felicidade do “palco”. Ela não sobrevive nas redes sociais, muito pelo contrário. Nesse cenário, constantemente ela é substituída por tristeza e até depressão.

Claro que não há problema algum em postar fotos, assim como opiniões próprias. O problema é entrar na vibração competitiva de egos que nos abala psicologicamente e emocionalmente, quando damos muita atenção às opiniões alheias. Nosso bem-estar não deveria depender dessas pequenas coisas.

A felicidade é importante demais para ser apenas representada e dependente de plateia. Ela precisa ser vivida, sentida e realizada! Principalmente com aqueles que realmente torcem por nós e no silêncio da nossa alma consciente e em paz.

*Por Priscila Mattos

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*Fonte: osegredo

Chamar as mulheres de loucas: uma forma de violência que vem de longa data e ainda se faz presente

Tidas como loucas ou internadas para curar doenças inexistentes: ao longo dos séculos, esse sempre foi o tratamento dispensado a mulheres que não correspondiam às expectativas das sociedades em que viviam e se comportavam, sentiam ou viam o mundo de uma forma diferente daquela prescrita por determinados tempos e lugares. Infelizmente, esse quadro não é coisa do passado e vem se perpetuando em pleno século 21.

Mulheres abusadas psicologicamente por serem demasiado sensíveis, inteligentes, diferentes ou rebeldes, que não aceitavam determinadas situações. Em suma, consideradas loucas por simplesmente remarem contra a maré. Raramente um homem receberia um tratamento desse tipo.

Em famílias tradicionais, havendo dentro de casa um homem de personalidade violenta, autoritária ou até mesmo com algum distúrbio psicológico não diagnosticado, eram grandes as chances de uma mulher exuberante entrar em choque com a cultura machista que lhe era imposta. Na história, sempre houve estereótipos e clichês para rotular essas mulheres: loucas, histéricas, burras, bruxas…

Embora muitos acreditem que a violência contra a mulher seja exclusividade países subdesenvolvidos e “culturas retrógradas”, infelizmente a realidade é outra. Mulheres no mundo inteiro seguem sendo taxadas de loucas — e nem sempre elas simplesmente decidem “botar a boca no trombone” ou mostrar a força existente dentro delas. Há certos abusos psicológicos dos quais ainda pouco se fala, mas não são de hoje e continuam causando sofrimento nos nossos dias.

Gaslighting

De acordo com reportagem publicada pelo jornal El País, em novembro de 2017, especialistas alegam estar atendendo a um número cada vez maior de casos de gaslighting. Esse tipo específico de abuso psicológico direcionado às mulheres – que consiste em duvidar de todos os seus pensamentos, sentimentos e percepções –, muitas vezes escapa à compreensão das famílias, dos amigos, das autoridades e, claro, da própria vítima.

“Ele discutia sobre tudo. Tudo colocava em dúvida. Até as coisas que não têm discussão, como meu estado de espírito ou meus sentimentos. Tudo era um exagero meu, uma invenção ou uma paranoia. Tudo estava em minha cabeça, então acabei acreditando. Acabei acreditando que era eu que não estava à altura e, para não continuar decepcionando-o, me calava. Parei de opinar, parei de responder e simplesmente de me expressar. Fiquei completamente anulada como pessoa e ele tinha controle total sobre mim […] Fiquei sem forças, sem energia, todo dia preocupada em não aborrecê-lo, em não decepcioná-lo. Até que compreendi que aquilo não era normal, que não podia viver assim e que alguma coisa estava acontecendo”, relatou uma mulher, sob o pseudônimo de Marina, ao El País.

Origem do termo

Por não envolver agressão física ou verbal explícita, esse tipo de abuso é difícil de ser identificado pela vítima, por pessoas próximas ou mesmo pelas autoridades competentes. No entanto, um filme de 1944, Gaslight, (conhecido em português como À meia-luz) retratou tão bem a situação que acabou por emprestar seu nome à essa forma de violência. Na obra, o personagem Gregory Anton, representado pelo ator Charles Boyer, é o marido experiente da jovem Paula Alquist (Ingrid Bergman). Ele altera o ambiente, esconde objetos e até muda a iluminação da casa para manipular a mulher e fazê-la acreditar que está ficando louca.

Segundo a consultora especializada em gênero, Beatriz Villanueva, o abuso é tão frequente quanto invisível:

“É um tipo de violência que encontro muito nas consultas. São mulheres que chegam esgotadas. A maioria vem sem ter consciência de que estão sofrendo maus-tratos psicológicos. Vêm porque estão cansadas, para baixo, anuladas. E é falando, raspando, que se dão conta de que estão o dia todo tentando se defender, tentando fazer valer seu ponto de vista, mas não conseguem nunca. E chegam a considerar que não valem nada”, declarou ao El País.

Para que os abusos possam ser melhor detectados e as vítimas recebam o atendimento adequado, a psicóloga Bárbara Zorrilla, também entrevistada pela publicação, acredita que é preciso haver uma melhoria e ampliação na formação acerca da violência de gênero:

“As mulheres precisam que tanto seu entorno como a administração pública, por meio de seus recursos de atenção especializada, as ajudem a identificar essa violência, sua intencionalidade, seus mecanismos e suas consequências. Para isso é preciso continuar trabalhando na sensibilização da população em geral e na formação de todos os profissionais que as atendem, não só no âmbito judicial, mas médico, policial… para que possam acompanhá-las, ajudá-las a construir seu relato, dotá-las de credibilidade e devolver-lhes a liberdade que lhes hão roubado”, pontuou.

*Por Gisele Maia

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*Fonte: greenme

É por isso que você nunca deve tomar decisões importantes com o estômago vazio

Nunca tome decisões importantes com o estômago vazio. Se a ciência faz essa afirmação, endossando os ditados populares, é melhor encher a barriga para só então pensar no que fazer.

O estudo que tratou de investigar a árdua questão, publicado na revista Psychonomic Bulletin & Review, revelou que, com o estômago vazio, é melhor evitar qualquer tipo de decisão, não apenas aquelas relacionadas aos alimentos.

Todos sabem que ir às compras com fome é uma péssima ideia, uma vez que é mais difícil resistir à tentação de consumir junk food. O que não se sabia é que a regra de encher a barriga antes também vale para outros setores.

De acordo com o dr. Benjamin Vincent, psicólogo da Universidade de Dundee e um dos pesquisadores envolvidos no estudo realizado pela instituição na Escócia, as preferências das pessoas mudam radicalmente quando estão com fome em comparação com o estômago cheio, o que periga ser explorado por profissionais de marketing.

O estudo

Mas, afinal, como os pesquisadores obtiveram esses resultados? Envolvendo 50 participantes no estudo e fazendo perguntas a eles sobre comida, dinheiro e outros tópicos baseados em recompensa. A mesma pergunta foi feita em dois diferentes momentos: quando eles estavam com fome e quando estavam satisfeitos.

Ao responder a perguntas relacionadas a alimentos, com o estômago vazio, a maior parte dos indivíduos optou por consumir uma refeição imediatamente, ainda que mais pobre, em vez de esperar para ter uma refeição mais abundante.

E quando tiveram que responder perguntas sobre outras formas de recompensa, o mecanismo de escolha permaneceu o mesmo: com o estômago vazio, os indivíduos entrevistados se contentavam mais facilmente com recompensas imediatas, embora menos satisfatórias.

Por exemplo, ao falar sobre prêmios, os participantes famintos costumavam escolher prêmios hipotéticos menores, mas atribuídos imediatamente, em vez de prêmios maiores que exigiam um pouco de espera.

De acordo com os pesquisadores, o estudo evidencia que a fome é capaz de alterar nossas escolhas em qualquer esfera, tornando-nos mais impacientes e menos razoáveis.

Estar ciente disso não é pouca coisa, porque poderia nos ajudar a evitar tomar decisões importantes enquanto o estômago está rocando, adiando-as para melhores momentos!

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*Fonte: greenme

Exercícios de fortalecimento são capazes de combater a depressão

Há algum tempo, pesquisadores divulgaram que exercícios aeróbicos podem reduzir significativamente os sintomas de depressão sem nenhum dos efeitos colaterais negativos associados a alguns medicamentos. Agora, em uma revisão de estudos recém-publicados na revista JAMA Psychiatry, foi revelado que treinamentos de resistência também podem ajudar a tratar a depressão.

Esta é uma descoberta significativa, uma vez que é a primeira análise sistemática de estudos de alta qualidade que avaliam os efeitos do treinamento de resistência na depressão. Além disso, mostra que as pessoas obtêm benefícios para a saúde mental de um tipo de exercício que os pesquisadores dizem ser crucial para manter a massa muscular à medida que envelhecemos.

Nós já sabíamos que o treinamento de resistência torna as pessoas mais fortes, constrói músculos e pode melhorar a resistência e a força. Agora também há boas evidências de que os exercícios de fortalecimento podem reduzir a ansiedade.

Os cientistas não sabiam se esse tipo de exercício também poderia reduzir os sintomas da depressão da mesma forma que o exercício aeróbico. Então, a equipe responsável pelo estudo analisou dados de 33 ensaios clínicos randomizados (considerados o tipo de estudo “padrão ouro” para pesquisa médica) com um total de 1.877 participantes. Eles descobriram que, no geral, o treinamento de resistência estava associado a uma redução significativa nos sintomas depressivos.

Isto foi especialmente verdadeiro para pessoas cujos sintomas de depressão eram clinicamente leves ou moderados. O efeito ainda foi significativo para pessoas com sintomas de depressão subclínicos e menos graves, mas não foi tão forte nesses casos.

Os exercícios de fortalecimento ajudaram a reduzir os sintomas de depressão, independentemente de os participantes do estudo ficarem fisicamente mais fortes, e funcionou independentemente de quão saudáveis as pessoas estavam quando começaram o treinamento de resistência.

Os pesquisadores também analisaram estudos que compararam os efeitos do treinamento de resistência ao exercício aeróbico entre pessoas com depressão e descobriram que ambos eram igualmente eficazes.

A conclusão é que se mexer é suficiente para ajudar nos sintomas de depressão, independentemente do tipo de atividade que você faz.

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Achar-se superior não o torna alguém melhor, demonstra apenas a sua falta de humildade

Corrigir em público não te torna melhor do que o outro, você pode ser apenas um mal-educado disfarçado de inteligente

“Ao tentar conformar o mundo em torno do eu, acabamos nos encarcerando.” Esta citação de C. S. Lewis nos traz uma profunda reflexão. Há um monstro à espreita. O “achismo” devora a passos largos a sanidade mental nas redes sociais. A mania de controle, o querer estar certo e impor sua opinião de forma cega, abrupta, sem se preocupar se vai atingir o outro.

Indivíduos que sofrem da mania de controle geralmente são pessoas que se acham com um QI acima da média. Ao argumentarem, lançam mão de seu status: “Eu sou formado nisso, PhD naquilo, desenvolvi aquele projeto, etc.” Estas artimanhas infelizes nada mais são do que uma tentativa desesperada de, ao se colocar num pedestal, calar o outro, reduzindo-o a sua “insignificância”.

Veja, um canudo na mão não é sinônimo de inteligência. Às vezes, você é só um mal-educado mesmo, extremamente petulante. A necessidade de diminuir o outro, impondo sua opinião forçadamente, só denota profunda insegurança. Caso o indivíduo precise apontar a “falha” do outro publicamente, isso significa que ele não quer corrigir, auxiliar, mas apenas mostrar aos demais a sua “superioridade”.

Elogie em público e corrija em particular. Um sábio orienta sem ofender e ensina sem humilhar.
Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor.

Nada mais verdadeiro e lúcido. Perceba, geralmente as pessoas com mania de controle só comentam em postagens em que você expresse sua opinião. Você não vai ver um comentário positivo sobre algo que conquistou. Você não vai receber um elogio sobre uma selfie que postou.

Em determinados momentos, você pode até passar a achar que as pessoas não o seguem mais e não veem suas publicações no feed de notícias. Mas experimente postar algo que acredita e que você até saiba que pode gerar opiniões controversas, o que é profundamente normal, e veja algo mágico acontecer. A criatura se manifesta na sua timeline milagrosamente, do nada! Pode apostar! Todos conhecemos alguém assim.

E será que o comentário será construtivo? Absolutly not, my dear!

Satanás possui artimanhas que a mente humana desconhece, não se esqueça disto. Mas vamos combinar que os chatos achistas, pseudointelectuais de plantão, não precisam do rubro para serem chatos. Até porque ser chato é uma escolha dada por meio do livre arbítrio. Ou seja, ele ESCOLHE ser chato e extremamente inconveniente. Achismo não é matéria pedagógica, ok?

Há diferentes formas de expressar sua opinião publicamente, sem ferir a imagem do outro.

Não tem nada de bacana para comentar? Dê só um like. Simples. Ou posta uma figurinha. Mas, caso queira esclarecer algo de que o outro não saiba, ou postou sem ter o conhecimento devido, chega na camaradagem, na gentileza, e dá uma luz “no privado”. Chama para uma conversa. Faça um convite ao acerto.

Ser uma pessoa portadora de achismo só te faz parecer um atrevido ignorante. Sua imagem se tornará não admirável, mas, sim, arrogante. Seja alguém que empodera, que incentiva.

Seja alguém que exalta, não que humilhe. Não faça bullying nas redes sociais, aliás, em lugar nenhum.

Faça uma análise interna. Talvez essa necessidade de atenção esteja escondida atrás de traumas. Talvez o ataque seja sua arma de defesa. Mas atente para os sinais de impaciência, inquietude. A necessidade exacerbada de impor sua vontade sempre não é normal, tampouco saudável.

Você passa a acarretar para si doenças físicas e problemas emocionais que farão com que os que estejam ao seu redor fiquem desconfortáveis em sua presença. Não é possível controlar o Universo. Cada segundo é uma surpresa. Não se pode prever absolutamente nada. Então, por que a necessidade de controlar o outro?

Viver é algo infinito, é algo para o qual não existe roteiro e seus participantes não são atores. Aliás, uma definição simples para pessoas de sofrem do distúrbio da mania de controle ou control freak é que acreditam estar na direção de uma peça teatral, cujas personagens devem se comportar e fazer aquilo que foi definido no roteiro e, se não sair como planejado, se enfurecem-se, chateiam-se, entram em crises emocionais que variam em intensidade.

Osho dizia sabiamente: “Esqueça essa história de entender tudo. Em vez disso, viva. Não analise, celebre!”

Cansa ser o “dono da razão”, não? O melhor caminho é a reflexão profunda. Se alguém reclama da sua postura várias vezes, é um sinal de que você não está enxergando que há algo de muito errado contigo. Veja, ninguém é melhor do que ninguém. As únicas coisas das quais devemos nos orgulhar é de termos bom coração, boa índole e bom caráter.

Quem se aproximar de você deve estar lá pelo que você é, não pelo que você possui. Se você é uma pessoa petulante, arrogante, esnobe e rica, dificilmente terá pessoas que o amem verdadeiramente ao seu lado, salvo raras exceções. Porque ninguém gosta de ser maltratado, a menos que tenha baixa autoestima.

Agora, se você é uma pessoa petulante, arrogante, esnobe e é pobre, meu anjo, cuide de quem está ao seu lado como a joia rara do rio Nilo. Ele está ali por ESCOLHA, não porque você merece. Esse, sim, verdadeiramente, ama você, preza e zela pela sua vida.

Achar-se superior demonstra não só sua inferioridade, como também sua falta de humildade. Haverá quem o ature. Claro, sempre existe uma boa alma, mas nada é para sempre. Até o ser mais paciente, quando ferido, uma hora se despede. Voe e vá se aninhar em outro ninho. Não abuse do sentimento que as pessoas nutrem por você.

Nada mais exaustivo do que oferecer flores e, em troca, receber espinhos. Não seja essa pessoa.

*Por Daniele Abrantes

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*Fonte: osegredo

O “Ego” é o fabricante de 50% dos nossos problemas

Essa afirmação o assusta? Afinal, quem é o EGO, que tratamos como um “ser” à parte de nós?

O Ego a nossa porcentagem irascível, geniosa e infantil que todos nós trazemos conosco, em determinado grau; alguns com o Ego silenciado, outros com o Ego inflado, mais dominante.

O Ego cria, inventa problema onde na verdade não existe problema; no máximo, um conflito, que pode facilmente ser corrigido com diálogo e compaixão, coisas que o Ego não faz ideia do que sejam.

Muitos de nós vivem com seu “eu verdadeiro”, o responsável por pensamentos nativos, o que verdadeiramente compõe a Essência do Ser, soterrado pelo Ego. Vamos então, enchendo a cabeça de pensamentos, preconceitos formulados por terceiros, ideias que não são nossas e uma série de angústias e competições que seriam absolutamente desnecessárias, se conseguíssemos soltar a mão do EGO e viver apenas com o EU.

O que acontece quando o Ego toma o controle?

Vibramos em frequência muito baixa o que nos faz atrair mais e mais situações conflitantes.

Queremos revanche, vingança, atenção. Exigimos atitudes impecáveis das pessoas, coisa que nem nós mesmos temos! Queremos que nossos parceiros afetivos sejam uma extensão do nosso próprio Ego, que nos satisfaça em todos os aspectos, principalmente nos quais nós não nos satisfazemos.

Queremos ser amados a qualquer preço, únicos e insubstituíveis. Queremos ter sempre razão! Não admitimos perder, o que for que seja, pois o Ego é egoísta, quer possuir tudo.

Por esse motivo, constantemente arrumamos sofrimentos excessivos. Uma vez que possuir tudo e todos é impossível. Não damos certo em nossos relacionamentos amorosos, já que não aprendemos a lidar de uma forma madura e adulta com personalidades diferentes, com Egos diferentes.

Não aceitamos que alguém não satisfaça nossas vontades. Não aceitamos que alguém deixe de nos amar. O Ego é um tanto mimado.

No trabalho, também, não conseguimos criar amizades e uma boa convivência, porque o Ego vive em competição o tempo todo, com todo mundo, até com quem não está competindo com ele.

Vivemos em conflito, também, no âmbito familiar. Porque o Ego não aceita críticas e acredita plenamente que não precisa melhorar em nada, já que os defeitos estão nos outros! E os outros têm a obrigação de nos ajudar e resolver nossos problemas, sempre e a todo momento. Por isso não desenvolvemos autorresponsabilidade, tão útil e imprescindível para uma vida melhor e uma mente mais saudável.

O Ego é medroso e inconsequente e adora culpar os outros. O Ego manipula, omite, mente, chantageia.

Ele não aceita um “não”. Quer sempre estar por cima da situação, por isso mantemos essa sensação de apego e posse, quando o parceiro termina a relação conosco. Mas não é saudade, nunca foi. Porque saudade só sentimos do que é BOM, só sentimos quando amamos. É apenas o Ego ferido, sentindo-se humilhado, querendo chamar a atenção do outro de qualquer forma. Se não for por um sentimento genuíno, que chame a atenção por pena, intimidação ou vingança. Não por amor, longe disso, mas porque precisa satisfazer seu orgulho e provar para si mesmo que é o melhor.

Quando silenciamos o Ego, o mundo e as nossas relações interpessoais ganham outro sentido.

Porque nosso “Eu” verdadeiro e natural, esse que fica escondidinho enquanto o Ego causa, assume. E o Eu natural é de paz. É pacificador. Passamos a entender os Egos alheios e principalmente a nos preocupar mais com nossas almas e processo evolutivo pessoal e assim nos damos conta que não estamos competindo com o mundo. Que o sucesso do outro não anula o nosso e principalmente, a nossa própria definição de “sucesso” ganha uma boa ressignificação.

Isso promove um alívio ímpar. Darmo-nos conta da nossa querida insignificância é libertador!

O Ego nos faz reféns de nós mesmos.

Um bom jeito de calar o Ego? Dar-se conta dele. Perceber quando um pensamento e um sentimento é nativo, ou seja, é do EU ou quando é apenas uma ideia do EGO.

Perdoar as pessoas, ser grato por todas as situações vividas até hoje, porque elas constituem nossas bagagens de vida. E AMAR. Amar mais a vida e ser mais gentil e prestativo com o próximo.

Dessa forma, derrubamos o Ego e despertamos para uma vida melhor.

Silenciar a mente, seja em oração ou meditação e TREINAR. Sempre que o Ego quiser tomar a frente e partir para o ataque, encurralando-o nos seus próprios medos, diga: “Calma. Está tudo sob controle meu EU verdadeiro e legítimo não teme e não é de briga, tudo vai ser resolvido da melhor forma possível.”

Porque isso é SIM passível de treino, precisamos sempre promover autoanálise se queremos garantir nosso amadurecimento e evolução. Pratique! Comece agora a silenciar o Ego.

A PAZ é o pilar da vida. Sem ela não existe saúde, nem mental nem física, e sem saúde não podemos trabalhar, correr atrás dos nossos objetivos e nos relacionar bem com as pessoas.

Só há paz verdadeira e genuína onde o Ego está adormecido.

Nem sempre o mundo é o grande vilão e causador da nossa dor. Lembremo-nos disso.

*Por Bruna Stamato

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*Fonte: osegredo

Entenda como funciona a paranoia nos dias de hoje

O significado da palavra paranoia vem do grego para = ao lado de, fora, e noia = de si, ou seja, fora de si. Vamos abordar a paranoia a partir da teoria crítica da psicanálise e da sociologia, desmistificando essa patologia como algo distante dos sujeitos “normais”.

A psicanálise investigou os sintomas da paranoia, que aparecem através da fala, do sonho, da dor psíquica, do prazer, do desprazer e da sexualidade. Os elementos da paranoia são encontrados nas pessoas e nas relações sociais, diferenciando seu nível em cada uma delas.

Os delírios paranoicos costumam estar vinculados aos mecanismos de projeção, pois o conteúdo é projetado em um objeto pelos sujeitos, fazendo com que tal objeto se torne uma ameaça. A tragédia da paranoia é o dano aos cinco sentidos, isto é, a perda do contato com o mundo que faz sentido.

Assim Freud inseriu a paranoia, não só no delírio de perseguição, como no delírio de ciúme e no delírio de grandeza. Por isso, muitos homens transferem seus delírios de ciúmes no sentido de humilhar e agredir suas namoradas, esposas ou ex-mulheres.

Os sujeitos paranoides, em termos afetivos, se aproximam de qualquer relação com a crença de que os outros irão cometer um erro e admitir suas suspeitas. E por consequências, as amizades são desfeitas, as relações amorosas são rompidas e os negócios são rescindidos.

Aliás, o delírio de perseguição se refugia nas religiões, que têm uma doutrina paranoica, por mais absurda que pareça, conseguem dominar milhões de pessoas, prometendo a elas proteção aos encalços dos demônios, que são os culpados pelas doenças e derrotas dos fiéis.

No âmbito social, as perseguições também são sinais visíveis do nosso mundo líquido. O motivo maior é o medo, que incentiva a busca paranoica por segurança, porque o mal pode estar oculto em qualquer lugar, e não se pode confiar em ninguém.

Ergueu-se uma concepção de segurança, que impõe a lógica da vigilância, do isolamento e da aquisição de armas, projetando os delírios paranoicos de modo constante. A pseudo atmosfera de insegurança instituiu o medo na cabeça dos indivíduos, tencionando a nossa vida cotidiana.

Essa tensão nasce de supostas ameaças internas, que podem vir das favelas e as externas, que podem surgir de imigrantes deslocados pelo mundo. O medo acaba formatando uma sociedade paranoica, onde todos são virtualmente perigosos à primeira vista.

Além disso, o nosso conceito de felicidade está cheio de delírios de grandeza, já que em primeiríssimo lugar: o “belo” e o “melhor” pertencem apenas a uma confraria que se intitula de “Very Important Person”. Há criaturas que gastam o que não têm para frequentar o mundo VIP!

Porém, o que é ótimo saber, que encontramos gente com inteligência espiritual em todos os setores sociais, que valorizam a condição humana acima de tudo, como fizeram os grandes mestres da humanidade, orientando as pessoas a não caírem nos esquemas paranoicos dos dias de hoje.

*Por Jackson César Buonocore

 

 

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Os seres humanos não são projetados para serem felizes

Pesquisadores argumentam que os humanos não evoluíram para serem consistentemente felizes, mas basicamente sobrevivem e se reproduzem. A evolução, dizem eles, colocou uma vantagem na depressão, impedindo os seres humanos de se envolverem em situações de risco ou sem esperança.

Uma indústria de grande felicidade e pensamento positivo, estimada em US $ 11 bilhões por ano, ajudou a criar a fantasia de que a felicidade é uma meta realista. Perseguir o sonho da felicidade é um conceito muito americano, exportado para o resto do mundo através da cultura popular. De fato, “a busca da felicidade” é um dos “direitos inalienáveis” dos EUA. Infelizmente, isso ajudou a criar uma expectativa que a vida real teimosamente se recusa a entregar.

Porque, mesmo quando todas as nossas necessidades materiais e biológicas são satisfeitas, um estado de felicidade sustentada continuará a ser um objetivo teórico e elusivo, como descobriu Abdallah Rahman III, califa de Córdoba no século 10.

Rahman III foi um dos homens mais poderosos de seu tempo, que desfrutou de realizações militares e culturais, bem como dos prazeres terrenos de seus dois haréns. No final de sua vida, no entanto, ele decidiu contar o número exato de dias durante os quais se sentira feliz. Eles somaram precisamente 14 .

Felicidade, como diz o poeta brasileiro Vinícius de Moraes, é “como uma pena voando no ar. Ele voa leve, mas não por muito tempo ”. A felicidade é uma construção humana, uma ideia abstrata sem equivalente na experiência humana real. Afetos positivos e negativos residem no cérebro, mas a felicidade sustentada não tem base biológica.

Natureza e evolução

Os seres humanos não são projetados para serem felizes ou mesmo contentes. Em vez disso, somos projetados principalmente para sobreviver e reproduzir, como qualquer outra criatura no mundo natural. Um estado de contentamento é desencorajado por natureza porque reduziria nossa guarda contra possíveis ameaças à nossa sobrevivência.

O fato da evolução ter priorizado o desenvolvimento de um grande lobo frontal em nosso cérebro (que nos dá excelentes habilidades executivas e analíticas) sobre uma capacidade natural de ser feliz, nos diz muito sobre as prioridades da natureza. Diferentes localizações geográficas e circuitos no cérebro estão associados a certas funções neurológicas e intelectuais, mas a felicidade, sendo um mero construto sem base neurológica, não pode ser encontrada no tecido cerebral.

De fato, especialistas neste campo argumentam que o fracasso da natureza em eliminar a depressão no processo evolutivo (apesar das desvantagens óbvias em termos de sobrevivência e reprodução) se deve precisamente ao fato de que a depressão como uma adaptação desempenha um papel útil em tempos de adversidade. , ajudando o indivíduo deprimido a se desvincular de situações arriscadas e sem esperança, nas quais ele ou ela não pode vencer. As ruminações depressivas também podem ter uma função de resolução de problemas durante tempos difíceis.

Moralidade

A indústria da felicidade global atual tem algumas de suas raízes nos códigos morais cristãos, muitos dos quais nos dirão que há uma razão moral para qualquer infelicidade que possamos experimentar. Isso, eles dirão muitas vezes, é devido a nossas próprias falhas morais, egoísmo e materialismo. Eles pregam um estado de equilíbrio psicológico virtuoso através da renúncia, desapego e retendo o desejo.

Na verdade, essas estratégias apenas tentam encontrar um remédio para nossa inata incapacidade de desfrutar a vida de forma consistente, por isso devemos nos confortar sabendo que a infelicidade não é realmente nossa culpa. É culpa do nosso design natural. Está no nosso projeto.

Defensores de um caminho moralmente correto para a felicidade também desaprovam tomar atalhos para o prazer com a ajuda de drogas psicotrópicas. George Bernard Shaw disse: “Não temos mais direito de consumir a felicidade sem produzi-la do que consumir riqueza sem produzi-la”. O bem-estar aparentemente precisa ser ganho, o que prova que não é um estado natural.

Os habitantes do Admirável mundo novo de Aldous Huxley vivem vidas perfeitamente felizes com a ajuda do “soma”, a droga que os mantém dóceis mas contentes. Em seu romance, Huxley sugere que um ser humano livre deve ser inevitavelmente atormentado por emoções difíceis. Dada a escolha entre o tormento emocional e a placidez de conteúdo, suspeito que muitos prefeririam o segundo.

Mas “soma” não existe, então o problema não é que acessar satisfação confiável e consistente por meios químicos é ilícito; sim que é impossível. Substâncias químicas alteram a mente (o que pode ser uma coisa boa às vezes), mas como a felicidade não está relacionada a um padrão cerebral funcional específico, não podemos replicá-la quimicamente.

Feliz e infeliz

Nossas emoções são misturadas e impuras, confusas, emaranhadas e às vezes contraditórias, como tudo o mais em nossas vidas. A pesquisa mostrou que emoções e afetos positivos e negativos podem coexistir no cérebro de forma relativamente independente um do outro . Este modelo mostra que o hemisfério direito processa as emoções negativas preferencialmente, enquanto as emoções positivas são tratadas pelo lado esquerdo do cérebro.

Vale a pena lembrar, então, que não somos projetados para ser consistentemente felizes. Em vez disso, somos projetados para sobreviver e reproduzir. Essas são tarefas difíceis, por isso devemos lutar e lutar, buscar gratificação e segurança, combater ameaças e evitar a dor. O modelo de emoções competitivas oferecidas pelo prazer e pela dor coexistentes se ajusta muito melhor à nossa realidade do que a felicidade inatingível que a indústria da felicidade está tentando nos vender. De fato, fingir que qualquer grau de dor é anormal ou patológico só fomentará sentimentos de inadequação e frustração.

Postular que não existe tal coisa como a felicidade pode parecer uma mensagem puramente negativa, mas a esperança, o consolo, é o conhecimento de que a insatisfação não é um fracasso pessoal. Se você está infeliz às vezes, isso não é uma falha que exige reparos urgentes, como os gurus da felicidade teriam. Longe disso. Essa flutuação é, na verdade, o que faz de você humano.

*Por Rafael Euba

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Nem sempre o mundo é o grande vilão e causador da nossa dor. Lembremo-nos disso.

Essa afirmação o assusta? Afinal, quem é o EGO, que tratamos como um “ser” à parte de nós?

O Ego a nossa porcentagem irascível, geniosa e infantil que todos nós trazemos conosco, em determinado grau; alguns com o Ego silenciado, outros com o Ego inflado, mais dominante.

O Ego cria, inventa problema onde na verdade não existe problema; no máximo, um conflito, que pode facilmente ser corrigido com diálogo e compaixão, coisas que o Ego não faz ideia do que sejam.

Muitos de nós vivem com seu “eu verdadeiro”, o responsável por pensamentos nativos, o que verdadeiramente compõe a Essência do Ser, soterrado pelo Ego. Vamos então, enchendo a cabeça de pensamentos, preconceitos formulados por terceiros, ideias que não são nossas e uma série de angústias e competições que seriam absolutamente desnecessárias, se conseguíssemos soltar a mão do EGO e viver apenas com o EU.

O que acontece quando o Ego toma o controle?

Vibramos em frequência muito baixa o que nos faz atrair mais e mais situações conflitantes.

Queremos revanche, vingança, atenção. Exigimos atitudes impecáveis das pessoas, coisa que nem nós mesmos temos! Queremos que nossos parceiros afetivos sejam uma extensão do nosso próprio Ego, que nos satisfaça em todos os aspectos, principalmente nos quais nós não nos satisfazemos.

Queremos ser amados a qualquer preço, únicos e insubstituíveis. Queremos ter sempre razão! Não admitimos perder, o que for que seja, pois o Ego é egoísta, quer possuir tudo.

Por esse motivo, constantemente arrumamos sofrimentos excessivos. Uma vez que possuir tudo e todos é impossível. Não damos certo em nossos relacionamentos amorosos, já que não aprendemos a lidar de uma forma madura e adulta com personalidades diferentes, com Egos diferentes.

Não aceitamos que alguém não satisfaça nossas vontades. Não aceitamos que alguém deixe de nos amar. O Ego é um tanto mimado.

No trabalho, também, não conseguimos criar amizades e uma boa convivência, porque o Ego vive em competição o tempo todo, com todo mundo, até com quem não está competindo com ele.

Vivemos em conflito, também, no âmbito familiar. Porque o Ego não aceita críticas e acredita plenamente que não precisa melhorar em nada, já que os defeitos estão nos outros! E os outros têm a obrigação de nos ajudar e resolver nossos problemas, sempre e a todo momento. Por isso não desenvolvemos autorresponsabilidade, tão útil e imprescindível para uma vida melhor e uma mente mais saudável.

O Ego é medroso e inconsequente e adora culpar os outros. O Ego manipula, omite, mente, chantageia.

Ele não aceita um “não”. Quer sempre estar por cima da situação, por isso mantemos essa sensação de apego e posse, quando o parceiro termina a relação conosco. Mas não é saudade, nunca foi. Porque saudade só sentimos do que é BOM, só sentimos quando amamos. É apenas o Ego ferido, sentindo-se humilhado, querendo chamar a atenção do outro de qualquer forma. Se não for por um sentimento genuíno, que chame a atenção por pena, intimidação ou vingança. Não por amor, longe disso, mas porque precisa satisfazer seu orgulho e provar para si mesmo que é o melhor.

Quando silenciamos o Ego, o mundo e as nossas relações interpessoais ganham outro sentido.

Porque nosso “Eu” verdadeiro e natural, esse que fica escondidinho enquanto o Ego causa, assume. E o Eu natural é de paz. É pacificador. Passamos a entender os Egos alheios e principalmente a nos preocupar mais com nossas almas e processo evolutivo pessoal e assim nos damos conta que não estamos competindo com o mundo. Que o sucesso do outro não anula o nosso e principalmente, a nossa própria definição de “sucesso” ganha uma boa ressignificação.

Isso promove um alívio ímpar. Darmo-nos conta da nossa querida insignificância é libertador!

O Ego nos faz reféns de nós mesmos.

Um bom jeito de calar o Ego? Dar-se conta dele. Perceber quando um pensamento e um sentimento é nativo, ou seja, é do EU ou quando é apenas uma ideia do EGO.

Perdoar as pessoas, ser grato por todas as situações vividas até hoje, porque elas constituem nossas bagagens de vida. E AMAR. Amar mais a vida e ser mais gentil e prestativo com o próximo.

Dessa forma, derrubamos o Ego e despertamos para uma vida melhor.

Silenciar a mente, seja em oração ou meditação e TREINAR. Sempre que o Ego quiser tomar a frente e partir para o ataque, encurralando-o nos seus próprios medos, diga: “Calma. Está tudo sob controle meu EU verdadeiro e legítimo não teme e não é de briga, tudo vai ser resolvido da melhor forma possível.”

Porque isso é SIM passível de treino, precisamos sempre promover autoanálise se queremos garantir nosso amadurecimento e evolução. Pratique! Comece agora a silenciar o Ego.

A PAZ é o pilar da vida. Sem ela não existe saúde, nem mental nem física, e sem saúde não podemos trabalhar, correr atrás dos nossos objetivos e nos relacionar bem com as pessoas.

Só há paz verdadeira e genuína onde o Ego está adormecido.

Nem sempre o mundo é o grande vilão e causador da nossa dor. Lembremo-nos disso.

*Por Bruna Stamato

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*Fonte: osegredo

 

O retorno de Freud

Era julho de 2008. A capa da SUPER estampava: “Terapia funciona?”, em frente à imagem de um Freud sisudo de sobrancelhas cerradas. E completava: “Sim, o autoconhecimento funciona. Mas Freud talvez não tenha nada a ver com isso”. Dentro da revista, a reportagem era ainda mais implacável com o barbudo de Viena: lia-se que as teorias de Freud não tinham embasamento científico, que o tratamento era longo e imprevisível, e que o austríaco tinha até inventado fatos quando elaborou suas teses. Ao final do texto, o pai da psicanálise aparecia (metaforicamente) roxo e inchado, de tanto que havíamos batido nele.

A verdade é que Freud andava desacreditado havia tempo. Nos anos 1970, o filósofo austríaco Karl Popper já tinha chamado a psicanálise de pseudociência – segundo ele, suas hipóteses eram muito amplas para serem testadas e, portanto, impossíveis de confirmar.

Céticos apontavam que ninguém tinha encontrado, no cérebro, a localização de áreas correlatas ao id, ao ego ou ao superego. Mulheres diziam que não, elas não tinham inveja do pênis, muito obrigada. O complexo de Édipo e o medo da castração pareciam ficção, contada para pessoas dispostas a gastar muito dinheiro por anos a fio com um tratamento não comprovado pela ciência.

“Sem dúvida, nenhuma outra figura importante da história esteve tão errada quanto Freud a respeito de todas as coisas importantes que disse”, escreveu o professor de filosofia canadense Todd Dufresne.

Criticá-lo passou a ser lugar comum, e o “Freudbashing” (“bater em Freud”, em tradução livre) se tornou quase um esporte. O desenvolvimento de terapias mais curtas e pontuais parecia trazer as verdadeiras respostas para todos os males da mente. E, para completar, os medicamentos psiquiátricos nunca haviam sido tão eficientes. A psicanálise tinha sido deposta para sempre.

Opa, para sempre?

Surpreendentemente, nos últimos anos, Freud ressuscitou para a ciência – e começou a ser resgatado do lixo científico. Em vez de focar nos detalhes da sua teoria, as pesquisas começaram a reparar que os grandes conceitos do austríaco – a existência do inconsciente, o significado dos sonhos, as repressões de sentimentos – não eram exatamente histórias para boi dormir.

Também surgiram estudos mostrando que as terapias inspiradas na psicanálise, que costumam ser longas e custosas, são as mais eficientes para tratar males mentais. E mais: até mesmo a neurociência apareceu para dizer que… bem, Freud explica.

Fluxogramas do bem-estar

Primeiro, é bom entender como a terapia freudiana funciona. Um tratamento clássico pode envolver de quatro a cinco sessões por semana, por meses ou até anos. O paciente deve falar livremente o que lhe passa pela cabeça, enquanto o terapeuta escuta e faz questionamentos pontuais.

É um caminho tortuoso e lento – e, por isso, é difícil medir seus avanços. “A terapia tradicional vai muito além da redução de sintomas. O que os pacientes estão buscando é mais qualidade de vida, mais confiança e segurança nos relacionamentos, mais perspectiva sobre si mesmos”, diz Nancy McWilliams, professora da Universidade Rutgers e autora da obra Psychoanalytic Psychotherapy.

Nesse cenário, ainda nos anos 1960, psicólogos começaram a procurar soluções mais práticas e mensuráveis para os problemas da psique humana. A resposta foi a Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC. Criada por Albert Ellis e Aaron Beck, dois psicanalistas desiludidos com o método freudiano, a TCC prometia uma abordagem mais pé no chão, que não exigia chafurdar no lodo de nossos conflitos inconscientes.

Bastava ajustar pensamentos prejudiciais – causados por crenças pessimistas a respeito de nós mesmos, do mundo e do futuro – e comportamentos pouco funcionais que surgem desses pensamentos. Nada de focar no passado, o foco é o presente. “Não é preciso saber como uma pessoa quebrou o braço para poder tratá-lo”, diz o terapeuta cognitivo Stefan G. Hofmann, autor do livro An Introduction to Modern CBT (“Introdução à TCC”, sem edição no Brasil). Nas sessões, o paciente pode preencher fluxogramas sobre seu estado mental e recebe dicas de exercícios para alterar os pensamentos e comportamentos negativos em momentos de crise.

Em 1961, Aaron Beck desenvolveu um questionário de 21 itens para medir o grau de depressão de seus pacientes. E conseguiu provar que alguns meses da técnica eram suficientes para aliviar os sintomas em cerca de metade deles.

Muitos estudos se seguiram a esses primeiros, sempre com resultados favoráveis à técnica. Tanto que, com o tempo, o termo “terapia baseada em evidência” passou a ser sinônimo do método, e a TCC, barata e com duração mais curta – o total varia de acordo com o paciente, mas a estimativa é entre 8 e 16 semanas –, foi adotada com entusiasmo como principal política de saúde mental em diversos países.

A volta de Sigmund

Assim como ocorreu com a psicanálise, porém, a TCC começou a ter sua hegemonia questionada. Em 2015, pesquisadores noruegueses publicaram uma meta-análise mostrando que a eficácia da terapia cognitiva para tratar a depressão caiu pela metade desde os primeiros estudos, em 1977.

Meses depois, na Suécia, auditores do governo publicaram um relatório devastador sobre um experimento de saúde mental do país, que pagou ao longo de oito anos R$ 2,6 bilhões em TCC para os cidadãos suecos. O programa do governo, concluíram os auditores, falhou completamente em seus objetivos.

E um artigo de 2004 mostrou como os pesquisadores da TCC, para tornar os resultados mais fáceis de interpretar, excluíam dos estudos justamente o tipo de paciente mais comum nos consultórios, aquele com mais de um problema psicológico.

Ao mesmo tempo em que a TCC era posta em dúvida, uma novidade inesperada começou a surgir nas publicações científicas: o resgate da abordagem freudiana de terapia. Ao contrário do que se dizia, a psicanálise e as terapias psicodinâmicas funcionam, sim, e muito bem.

Um estudo de 2016, enorme e feito no sistema de saúde inglês, mostrou que, para os pacientes com depressão mais grave, 18 meses de análise foram muito mais efetivos que o tratamento padrão, que incluía TCC. O mesmo resultado vale para outros transtornos, inclusive os mais severos.

É o que demonstra uma meta-análise publicada em 2008 no prestigioso JAMA, Journal of the American Medical Association, que concluiu que terapias freudianas com mais de um ano de duração são mais eficazes que terapias de curto prazo para pacientes com patologias complexas, como transtornos de personalidade.

O mais impressionante dos dados é que, diferente da terapia cognitiva e dos remédios, os benefícios da análise não só permaneceram, como ficaram ainda maiores após o final do tratamento, causando mudanças duradouras nos pacientes.

O cérebro no divã

Além das pesquisas populacionais comprovando sua eficácia, a psicanálise passou a ser endossada pela neurociência. Até o final da década de 1990, psicologia e neurociência falavam línguas completamente diferentes, apesar de estudarem o mesmo órgão. Com o avanço das técnicas de mapeamento cerebral, porém, a distância entre as duas áreas diminuiu.

A neurociência começou a se interessar por alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise, como o inconsciente. Hoje, já se sabe que a maioria das nossas decisões e ações acontece, primeiro, nessa parte oculta da mente; só alguns milésimos de segundos depois é que tomamos consciência delas. Ou seja, o inconsciente já sabe o que você vai dizer antes mesmo de você pensar que quer dizer alguma coisa, e até escolhe as palavras para você.

*Por Jeanne Callegari

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*Fonte: fasdapsicanalise

Ter uma mente inteligente pode estar ligado a sua personalidade

Incontáveis são os benefícios de ter uma mente ágil. A precisão e a rapidez do pensar, sem dúvida alguma, nos ajuda a conquistar e a realizar diversas coisas. Muitas situações em nosso cotidiano exigem algum tipo de conhecimento prévio sobre elas. Porém, apesar do conhecimento que obtemos sobre as coisas, o que é mais importante é a nossa flexibilidade mental para analisar problemas sob várias perspectivas.

Precisamos ser capazes de observar uma situação em todas as suas possibilidades e só depois tomarmos decisões a respeito delas. Permitindo que nossa mente esteja aberta, enquanto ainda está focada em um resultado desejado.

A qualidade nessa flexibilidade é parte de um maior domínio da área cognitiva da fluência. Conhecido como ‘capacidade de fluir’, este componente da inteligência recruta a habilidade de ser capaz de encontrar novas soluções para possíveis problemas e também gerar algumas ideias para um único estímulo. Na fluência verbal, por exemplo, temos a tarefa de criar o maior número possível de palavras começando com a mesma letra. Quanto mais palavras, mais flexível é a nossa mente.

Uma nova pesquisa, liderada por Angelina Sutin, junto de seus colegas da Universidade Estadual da Florida, sugeriu que um grupo inexplorado de recursos pode existir em nossa personalidade. Eles observaram que o típico modelo de envelhecimento e inteligência mostra um declínio nas habilidades fluidas e na estabilidade ou um aumento na inteligência baseada no conhecimento. Eles também perceberam que o declínio não é inevitável.

“Os indivíduos podem desenvolver processos compensatórios que ajudam a compensar os déficits relacionados ao cérebro que prejudicam o desempenho”, escreveram os pesquisadores. A nossa personalidade pode ser o que esteja oferecendo tal compensação.

Sutine e seus colegas basearam seu trabalho no Modelo dos Cinco Fatores da personalidade. Tal modelo propõe que nossa personalidade é organizada nos traços do neuroticismo, abertura à experiência, agradabilidade, consciência e extroversão. Comumente, modelos de personalidade dão ênfase às diferenças individuais.

Traços de personalidade

Ao ver as mudanças relacionadas à cognição sob essa perspectiva, traços da personalidade são capazes de servir como “outros fatores além do envelhecimento cerebral que podem contribuir para as diferenças individuais na função cognitiva, com efeitos que se acumulam ao longo de toda vida útil”.

Se apoiando na proposta de que os traços de personalidade influenciam a cognição, Sutin citou evidências que mostravam que pessoas mais conscientes desempenham melhor tarefas de memorização. Ao menos em parte, por trabalharem muito e serem bem organizadas. Por outro lado, pessoas com alto nível de neuroticismo podem não se dar muito bem em testes cognitivos. Isso porque elas podem estar muito ansiosas e não se concentrarem.

O papel executado pela extroversão na fluência verbal fomenta a ideia de que a personalidade influencia a capacidade cognitiva. Porém, de uma maneira diferente. Extrovertidos falam muito, portanto, quando necessário, eles conseguem criar uma série de associações verbais. Mas existe um lado negativo. Efeitos do neuroticismo na fluência verbal podem estar associados a uma menor produção verbal.

No entanto, os próprios autores do estudo apontam que seu experimento enfrentou limitações. Amostras foram transversais, as medidas de personalidade foram levemente distintas, e os dados não permitiram que os autores pudessem definir uma contribuição para a fluência de cada uma das cinco características.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

*Por Jesus Galvão

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Escuta reativa: pessoas que ouvem para refutar, não para entender

Você já conversou com uma pessoa e, apesar de ter recorrido a um grande arsenal de argumentos, você teve a sensação de falar com uma parede? Mesmo que você tenha lutado para explicar suas razões e entender as suas, para chegar a um acordo, você provavelmente teve a sensação de que elas não o entendem – ou não querem entendê-lo.

Não é que os seus argumentos tenham sido transformados em rabiscos, é provável que o diálogo não progrida porque o canal de comunicação foi quebrado – ou nunca estabelecido – porque o seu interlocutor não pretendia realmente compreender, mas apenas refutar.

Escuta reativa: Primeiro eu, depois eu e depois eu de novo

Epicteto disse que “assim como há uma arte de boa fala, há uma arte de ouvir bem”. E todos nós podemos ouvir, mas poucos são capazes de escutar.

A escuta ativa é uma habilidade relativamente rara, porque envolve não apenas ouvir o que a outra pessoa está dizendo, mas prestar atenção aos sentimentos e emoções subjacentes. Para isso, é essencial sair de nossa posição egocêntrica e assumir uma postura empática, sendo capaz de nos colocar na pele do outro para compreender plenamente sua mensagem.

A escuta ativa também implica um interesse autêntico na pessoa e em sua mensagem. Isso não significa que concordamos com suas idéias, mas estamos interessados em entendê-las. É por isso que é sinônimo de respeito e vontade de dialogar.

Infelizmente, em uma sociedade cada vez mais narcisista, muitas pessoas não conseguem desenvolver uma escuta ativa. Em vez de ouvir seu interlocutor para entender suas idéias e sentimentos, eles apenas ouvem seus argumentos para refutá-los, como se fosse um duelo.

A escuta reativa, como eu chamo este tipo de comunicação, implica entrincheirar-se por trás dos próprios pontos de vista, e acaba se tornando um obstáculo ao diálogo. Implica reagir às idéias do interlocutor de um ponto de vista egocêntrico, para impor seus próprios critérios, sem a intenção de chegar a um acordo vantajoso para ambos.

A pessoa que coloca em prática uma escuta reativa limita-se a reagir a partir de suas emoções, crenças e idéias, sem levar em conta as do interlocutor. Desta forma, não é possível criar o espaço compartilhado necessário para que ocorra a compreensão, de modo que acaba instalando um diálogo surdo.

Como saber se uma pessoa iniciou uma escuta reativa?

1. A pessoa não leva em conta o que seu interlocutor diz. Se ouvir os seus argumentos, é apenas para refutá-los.

2. Ele não presta o devido interesse nas palavras de seu interlocutor, demonstrando uma quase total falta de empatia.

3. Só está interessado em transmitir a sua mensagem – a qualquer custo – fechando qualquer argumento contrário às suas idéias.

 

O que mascara a escuta reativa?

Muitas pessoas praticam a escuta reativa porque querem afirmar seus argumentos – não importa como ou a que preço. Basicamente, elas não estão interessadas nas idéias ou motivos que você pode lhes dar, porque seu objetivo principal é impor suas razões, de modo que sua visão prevaleça.

Essas pessoas não estão procurando por um diálogo, mas sim começam uma batalha em que querem vencer. Elas não assumem o diálogo como uma oportunidade para crescer, mas como um duelo. Portanto, é provável que percebam seus argumentos como uma ameaça, simplesmente porque elas não correspondem aos delas, então sentem que precisam se defender.

Isto implica que eles ignorarão qualquer vislumbre da verdade que possa encerrar sua mensagem e que possa ajudá-los a mudar de ideia, ampliar sua perspectiva ou enriquecer seu ponto de vista, porque estão apenas à procura de possíveis contradições, imprecisões ou hesitações para contra-atacar.

É claro que todos podemos praticar a escuta reativa de tempos em tempos, especialmente quando sentimos que estamos atacando nosso ego e nos tornamos defensivos, mas assumi-lo como um estilo comunicativo implica pouca autoconfiança.

Uma pessoa madura, assertiva e autoconfiante não sente a necessidade de impor seus argumentos, mas está aberta ao diálogo e receptiva a diferentes pontos de vista que podem enriquecer sua visão de mundo ou ajudá-lo a entender melhor quem está à sua frente. . Portanto, no fundo, a escuta reativa é a expressão de um ego frágil ou de profunda insegurança pessoal.

Martin Luther King disse que “sua verdade aumentará quando você souber ouvir a verdade dos outros”. A pessoa que fecha as portas para as idéias dos outros acaba correndo o risco de ficar presa a uma visão cada vez mais limitada do mundo, da vida e de si mesma.

Os 3 passos para desativar a escuta reativa

Conversar com uma pessoa que escuta de forma reativa é muitas vezes exaustivo. É provável que você tente diferentes caminhos / argumentos e cada um tropeça em uma parede de mal-entendido. Isso pode ser muito frustrante. Nesses casos, para que o diálogo progrida, você precisa desativar esse modo de escuta.

No entanto, você deve partir do fato de que toda comunicação contém certo grau de dispersão, pois o que você acha do que seu interlocutor entende é uma boa distância. É por isso que você deve garantir que sua mensagem chegue da forma mais clara possível.

1. Estabeleça um ponto de partida comum. Continuar apresentando argumentos, ad infinitum, não ajudará. Você precisa voltar no começo. E estabeleça um novo ponto de partida com o qual ambos concordam. Em um relacionamento, esse ponto de partida pode ser que vocês dois se amem. Em uma relação de emprego, o ponto de partida pode ser que ambos precisem resolver o problema ou finalizar o projeto.

Essa verdade compartilhada permitirá, por um lado, encurtar a distância psicológica que foi criada e, por outro lado, estabelecer um precedente de concordância que predisponha positivamente o diálogo, fazendo com que ambos olhem na mesma direção, embora cada um pareça diferente. . E isso já é um grande passo em frente.

2. Baixe as defesas. Não há nada pior para entender do que se sentir atacado. Portanto, você deve garantir que seu interlocutor se sinta relativamente à vontade. Use um tom de voz suave e calmo. Não precisa se mexer. Deixe-o saber que você entende seus argumentos e que entende sua posição, que seu objetivo é chegar a um acordo com o qual ambos se sintam à vontade, não para impor seu ponto de vista.

Se você conseguir derrubar os muros que seu interlocutor havia erguido, pode não chegar a um acordo imediatamente, mas pelo menos é provável que seus argumentos caiam e faça com que ele mude de ideia mais tarde. Para fazer isso, em vez de “atacar” suas ideias ou sentimentos, o ideal é falar sobre como você se sente e como essa situação afeta você. Em vez de acusar, fale sobre você. Mostrar vulnerabilidade é geralmente a ferramenta mais poderosa para desativar a escuta reativa e ativar a escuta ativa.

3. Aproveite cada acordo, por menor que seja. À primeira vista, parece uma contradição, mas a única maneira de fazer com que uma pessoa entenda e aceite seus argumentos é entender e aceitar os dele. A escuta reativa expira com a escuta ativa. Se você ativar uma escuta reativa, só poderá mergulhar em um diálogo de surdos.

Ouça os argumentos de seu interlocutor, não com a intenção de refutá-los, mas de procurar pontos em comum, por menores que sejam, e usá-los como tijolos para criar um discurso comum. Incorporar suas idéias na deles, para avançar pouco a pouco. A compreensão não é alcançada saltando de desacordo para acordo, mas construindo passos baseados em idéias ou sentimentos comuns. Toda vez que você destaca esses pontos de contato, você quebra as barreiras entre o “eu” e o “você”, criando um espaço de comunicação compartilhado que facilita a compreensão.

Finalmente, se você perceber que, naquele momento, a compreensão é impossível, é melhor ajustar a conversa para outra hora. Não discuta com um tolo ou com uma pessoa que, naquele momento, ficou ofuscada demais para progredir no diálogo. Lembre-se de que às vezes é melhor preservar a paz interior do que estar certo.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma

Tecnologia transformou o significado dos sonhos, fazendo da noite uma espécie de dia virtual

Os sonhos são a paisagem do nosso mundo interior. Enquanto dormimos, nossa imaginação transforma o real, e dessa maneira nos dá um contexto para a experiência diurna. A mente, em sua agitação noturna de imagens e histórias, cria um incessante jogo de esconde-esconde com os sentimentos, com a memória e com nossos interesses e preocupações do dia. Apesar de serem intrinsecamente ambíguos e estarem abertos a múltiplas interpretações, os sonhos têm uma gramática que nos oferece um panorama da arquitetura da mente e das camadas entretecidas de elementos psicológicos que a compõem. Nelas, a atualidade e as vivências do passado recente e remoto convergem em formas notavelmente fluidas.

Sigmund Freud observou que uma das propriedades do inconsciente é a tolerância às contradições. Elas aparecem com frequência nos sonhos e nos mostram uma habilidade especial da mente para associar coisas que aparentemente carecem de características comuns. O sonho cria novas categorias que de outro modo nunca teríamos notado. Isso não é raro, é parte de sua estranheza comum. Já aconteceu com todos nós: como quando sabemos nesse estado que alguém é o nosso melhor amigo, mesmo que não se pareça com ele. Em outras circunstâncias, insistiríamos em corrigir o mal-entendido, mas não aqui. O sonho é uma experiência subjetiva fora do nosso controle, que nos oferece uma apreciação da interação íntima entre nosso mundo interior e o mundo social em que nos locomovemos.

Por este prisma podemos penetrar nos mistérios da mente e em sua relação com a cultura e a tecnologia. É extraordinário que Freud descobrisse esta chave nas atividades mentais de uma pessoa adormecida. Os sonhos como guia do inconsciente foram a base de suas teorias sobre os pensamentos reprimidos, que afloram enquanto dormimos. O professor de psicologia Daniel Wegner, de Harvard, sustenta que essa descoberta de Freud cria uma ponte com os avanços atuais das neurociências cognitivas. Estudos de imagens cerebrais confirmaram: a desativação da função inibitória da área pré-frontal do córtex cerebral durante o sono permite liberar os pensamentos que foram suprimidos durante a vigília e que contêm fatos relacionados com a memória reprimida.

Ao ligar os aparelhos logo depois de acordar, as imagens digitais substituem o que vivemos enquanto dormíamos

A maioria das pesquisas do sono concorda que ele promove o processamento cognitivo e contribui para a plasticidade cerebral. E que a falta de sono altera a transmissão de sinais no hipocampo, que é a área do cérebro onde se processa a memória em longo prazo. Estas observações foram confirmadas em outras espécies. Os estudos com moscas Drosophila realizados por Jeff Donlea e seus colaboradores da Universidade de Washington mostram que o sono não restaura apenas a capacidade de aprendizagem, mas também melhora a duração das lembranças.

Entretanto, apesar do papel central dos sonhos nos processos mentais, seu significado veio se transformando sob o efeito da tecnologia, porque ela tem a capacidade de nos desvincular do nosso mundo interior. As imagens desses contextos empalidecem em comparação às da realidade aumentada à qual estamos constantemente expostos por meio dos dispositivos inteligentes. É como se fôssemos absorvidos por uma corrente de sonhos pré-fabricados. Fica difícil neutralizar a sobre-excitação que eles causam em nosso cérebro. O uso prolongado do computador, do celular ou da televisão altera o ciclo do sono e transformou a noite praticamente em um dia virtual. Por outro lado, ao ligá-los imediatamente depois de acordar, os sonhos e suas ressonâncias diurnas são deslocados pelas imagens digitais, que disputam nossa atenção e acabam nos seduzindo.
O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma
Sr. García

Não obstante, os sonhos continuam sendo a realidade virtual original. São uma experiência intensamente pessoal, e por isso extremamente relevante. Mantêm nossa mente aberta a perguntas nunca antes formuladas, permitem explorar tabus e a falta de sentido, sem que ninguém nos observe nem nos julgue; dão uma imagem a situações que geram ansiedade e a eventos traumáticos, o que ajuda a processá-los. Enquanto sonhamos, nossa experiência noturna nos induz a vislumbrar o vasto reino da imaginação e do pensamento criativo. Como afirma o psicanalista Thomas Ogden, os sonhos permitem brincar livremente com as ideias fora do entorno do controle consciente. Esta liberdade de sonhar é possível graças à proteção da privacidade.

Para o nosso cérebro, o simples fato de ter sonhado já é suficiente, mas aqueles que de vez em quando recordamos podem nos beneficiar significativamente em nossa vida diurna e nos ajudar a refletir sobre seu conteúdo. O que está em jogo é uma conexão essencial com nosso mundo interior. Que pensamentos vêm à mente? Que emoções provocam? O que pode ter precipitado o sonho daquela noite? E se ao despertar a lembrança se evapora, não é preciso se preocupar. De fato, só recordamos cerca de 10% deles. Pense que, afinal de contas, são apenas sonhos.

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*Fonte: elpais-brasil

Verdade ou mito: a ordem do nascimento afeta o comportamento dos filhos?

Como que crianças inseridas no mesmo ambiente de criação e com a mesma origem genética desenvolvem tantas diferenças entre si? Alfred Adler, um psicoterapeuta austríaco do final do século XIX e início do século XX, questionou-se sobre isso durante anos. Para ele, a raiz de toda a diferença entre irmãos (no contexto acima) estava na ordem de nascimento.

Alguns estudos confirmaram sua teoria. Uma pesquisa de 1968 demonstrou que os “temporões” eram menos propensos a encarar esportes perigosos devido ao medo de lesões físicas. Outra pesquisa, agora dos anos 80, analisou 170 mulheres e 142 homens utilizando o método Howarth Personality Questionnaire. Os resultados, por sua vez, constataram que primogênitos ostentavam um ego maior e eram menos ansiosos. Todavia, ambas as pesquisas se mostraram um tanto quanto questionáveis.

Para resolver a questão, um grupo de cientistas liderado pela psicóloga Julia Rohrer, da Universidade de Leipzig estudou 20.000 pessoas dos EUA, Reino Unido e Alemanha. Eles não só compararam os perfis entre irmãos, como com pessoas totalmente desconhecidas em diferentes posições de nascimento. Ao fim do estudo, os cientistas não encontraram nenhuma diferença sistemática de personalidade. No entanto, análises como essa devem ser muito minuciosas, uma vez que qualquer fator mal observado pode alterar o resultado de maneira drástica.

Assim, a luta em busca da verdade continuou. Uma pesquisa mais recente pode lançar uma luz sobre esse mistério. Em 2015, os psicólogos Rodica Damian e Brent Roberts da Universidade de Illinois, observaram 377 mil estudantes do ensino médio. Em concordância com a teoria de Alfred Adler, a dupla constatou que os primogênitos tendem a ser melhores líderes, mais conscientes e extrovertidos. Além disso, eles também se mostraram mais tolerantes e emocionalmente estáveis do que os demais. Mas, por fim, concluiu-se que as diferenças não eram expressivas o suficiente para atribuir à ordem de nascimento traços de personalidade tão bem definidos.
Reprodução/VIX

“É bem possível que a posição na sequência de irmãos forme a personalidade – mas não em todas as famílias da mesma maneira”, diz Frank Spinath, psicólogo da Universidade de Saarland, na Alemanha. “Outras influências pesam mais quando se trata das diferenças de caráter dos irmãos. Além dos genes, o ambiente indivisível também é importante. Para irmãos que crescem na mesma família, isso inclui o respectivo círculo de amigos, por exemplo.”. Ademais, vale lembrar que os os pais não tratam seus filhos da mesma maneira, independentemente da ordem em que nasceram, e isso interfere em seu desenvolvimento. Estudos anteriores já comprovaram que os pais reagem de acordo com o temperamento inato de seus filhos e, a partir disso, adaptam a maneira de educá-los.

*Por Krislany Gaiato

 

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*Fonte: megacurioso

Pais

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Khalil Gibran

Como se livrar dos chatos

Os chatos. Quem são eles? Onde eles vivem? Como se reproduzem sendo tão insuportavelmente chatos?

Estudos indicam que os chatos (nome científico: australopitacus irritantus) existem desde o início dos tempos. Quando o primeiro troglodita desenhou o primeiro mamute na primeira caverna, o primeiro chato chegou e disse: “Que coisa ofensiva, Ugh! Vou falar pro shaman te jogar no vulcão amanhã de manhã…”

Antigamente, era fácil identificar o chato. Era o cara sozinho na festa, encostado na parede e sorrindo amarelo. Hoje tudo mudou. O chato tem coluna em jornal, blog em portal, canal no youtuber, voz no podcast, talkshow na TV, perfil no Facebook, conta no Instagram e arroba no Twitter.

O chato adora verdades absolutas. E acha que tem a missão sagrada de chatear todo mundo que não tem a mesma certeza fundamentalista. Existe o chato teísta ou ateísta, materialista ou espiritualista, esquerdista ou direitista, vegano ou miliciano, capitalista ou comunista, bolsonarista ou lulista, academicista ou terraplanista. Não importa. Os chatos, mesmo diferentes, são absolutamente iguais. E estão todos unidos num mesmo propósito: passar a vida enchendo o saco e então morrer.

Isso não pode! Isso não dá! Isso eu não gosto! Isso me ofende! Isso é um absurdo! Isso eu não entendo! Isso eu não concordo! Isso deve ser proibido! Isso precisa ser apagado! Isso merece ser censurado! Isso tem que ser rasgado!

O chato é a vizinha fofoqueira do bairro, só que agora com tecnologia 5.G.

Existe, contudo, uma maneira infalível de se livrar do pentelho. Chato é igual assombração: se você ignora, ele vira abstração.

*Por Edson Aran

 

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*Fonte: revistabula

A atitude é contagiante: vamos nos cercar daqueles que fazem emergir o melhor de nós

A atitude é o elemento mais importante que mostramos aos outros, por isso é bom ter cuidado para que ninguém ridicularize suas intenções, que ninguém considere suas forças e esperanças “impossíveis”. Não os deixe desencadear suas ansiedades, fazendo você acreditar que “você não vale nada, você não é capaz ou você não merece isso”.

Nossa atitude tem um enorme peso em nossa capacidade de influenciar o que acontece conosco. Portanto, não permita que tomem o que há de melhor em você.

Um aspecto assumido por muitos livros de auto-ajuda é a tentativa de nos orientarmos para o sucesso, em direção àquele triunfo externo que nos permite ser reconhecidos pelos outros pela nossa coragem, por nossas competência e capacidade. Precisamos esclarecer: em vez de um “sucesso externo”, o que devemos alcançar é uma calma interior.

“Uma pessoa feliz não é uma pessoa em determinada situação, e sim uma pessoa com certas atitudes.” -Hugh Downs-

As habilidades contam, não há dúvidas. Provar que somos capazes de concluir uma tarefa é certamente muito gratificante. No entanto, o que realmente importa são as nossas atitudes, porque elas marcam a diferença entre um dia lindo e um dia ruim. Elas sempre nos dão otimismo quando tudo dá errado, elas nos permitem acreditar em nós mesmos.

“Eu valho a pena, eu sei como fazer e eu mereço isso.” São essas três “raízes” que devem alimentar nossa atitude diária, com as quais devemos viver juntos do café da manhã. E, no entanto, há momentos em que a mentalidade negativa, catastrófica e até mesmo venenosa de algumas pessoas ao nosso redor pode comprometer seriamente nosso modo de encarar a vida, tornando-a profundamente instável.

Nossa atitude: uma decisão pessoal

A oferta editorial de livros sobre felicidade e desenvolvimento pessoal cresce a cada ano. Apesar disso, a OMS nos alerta que a depressão logo se tornará o principal problema de saúde do mundo.

Educamos nossos filhos para serem competentes em ciência, matemática, tecnologia e até mesmo em linguagem de programação, mas esquecemos de ensiná-los a tolerar a frustração, a administrar suas esferas emocionais, assim como seus momentos de raiva e tristeza …

Ninguém explica o conceito de atitude ou como “acreditar em si mesmo”. Nós não conhecemos estes conceitos porque na escola fomos ensinados apenas a saber identificar o sujeito e o predicado dentro de uma frase, a encontrar o mínimo múltiplo comum ou a acreditar que é suficiente ser bom, respeitoso e fazer boas anotações para a felicidade, como uma promessa na conclusão de um contrato que assinamos quando somos pequenos.

Não é de surpreender que, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que nossas boas intenções não são suficientes para alcançar o sucesso. Percebemos que, se alguém não acredita em nós, desmoronamos como uma vela derrotada pelo vento.

Percebemos também que a sociedade nos oferece uma boa educação, mas adia nossas oportunidades deixando-nos em uma sala de espera sem saída. Nessa sala, estamos juntos com outras pessoas que, como nós, estão esperando, sendo infectadas com suas esperanças vãs, seu catastrofismo, sua auto-estima vazia ao copiar e colar.

Mais cedo ou mais tarde, percebemos o quanto estamos “doentes”, infectados pelo desânimo e pela passividade, obscurecidos por uma mente que se deixa conduzir pelo piloto automático da negatividade dos outros.

Nós acabamos percebendo a atitude como uma decisão impessoal, aquela que nos atrai para jardins secos e desolados onde nada cresce, e então nos lembra que não merecemos ficar lá, que devemos recuperar coragem, energia e alma para alcançar todos os objetivos que estamos lá. definir.

Os três componentes de uma atitude forte e corajosa

Costuma-se dizer que ter uma atitude positiva não será suficiente para resolver todos os nossos problemas, no entanto, precisamos irritar mais de uma pessoa, que com sua mentalidade quadrada e seus pensamentos limitantes não fazem nada além de colocar cercas nossos sonhos e trazer tempestade em nossos dias ensolarados.

Além de tudo, o que precisamos considerar é como a atitude é um valor pessoal para trabalhar todos os dias. Porque quando menos esperamos, pode vacilar ou, pior ainda, enfraquecer devido à influência prejudicial dessas pessoas.

Tudo o que temos a fazer é lembrar os três componentes que apoiam, formam e nutrem uma atitude forte:

• Compromisso: uma boa atitude exige um compromisso firme consigo mesmo, com as próprias intenções, metas, valores e objetivos.

• Autocontrole: para realizar um sonho, para alcançar um objetivo precioso, devemos assumir o controle de nossa realidade, seja o que for que esteja sendo jogado contra ela. Se cometermos um erro, a responsabilidade deve ser só nossa.

Nós não damos responsabilidade a ninguém, em vez disso adotamos uma atitude ativa, positiva e corajosa.

O último aspecto que ajuda a moldar nossa atitude é o desafio. Este é um aspecto que não podemos deixar de fora, porque a vida continuará a nos colocar na frente não apenas um, mas dez ou talvez cem desafios todos os dias. Precisamos ver essas provas como oportunidades de aprendizado para promover nosso crescimento pessoal, nossa vida, nosso sentimento de que somos verdadeiros protagonistas de nosso bem-estar.

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Cada pico de estresse que você vive libera substância que destrói o coração

Momentos de estresse intensos não são inofensivos, pelo contrário, várias quadros depressivos, síndrome do pânico e ansiedade têm como ingrediente comum o estresse. Além de afetar a saúde mental, o estresse também pode causar problemas físicos; e o coração pode ser um dos afetados.

Estresse e doenças do coração

Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mediu os níveis de cortisol, chamado de hormônio do estresse, ao longo de um período de 24 horas em amostras de urina de 861 pessoas acima de 65 anos de idade. A avaliação foi feita durante seis anos de estudo.

No período, 183 participantes do estudo morreram. Os altos níveis de cortisol foram observados nos óbitos decorrentes de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC).

Perturbando o organismo

Quando divididos em três grupos com base nos níveis do hormônio do estresse, o grupo dos participantes com os maiores níveis de cortisol apresentou um risco cinco vezes maior de morrer por doenças cardiovasculares, concluiu a pesquisa.

A alta liberação de hormônios em situações estressantes perturbam o organismo, provocando reações que englobam desde o aumento da pressão arterial a um fulminante ataque cardíaco.

*Por Giulia Ebohon

 

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*Fonte: vix

Aos outros dou o direito de ser como quiserem, e a mim, dou o dever de ser a cada dia melhor

Amigos que só te procuram quando precisam desabafar, gente que só se lembra de você quando precisa de um favor.

Pessoas que despertam o amor de outras sem a intenção de corresponder. Nada disso tem a ver com quem você é.

Por isso, jamais se culpe por dar o seu melhor, por acreditar, por se dedicar, por ser sincero, por ser bom e se entregar.

Cada um só pode dar o que tem. E como sempre digo, é sobre quem somos e não sobre quem eles são.

Às vezes, a gente cansa, a gente desanima. Às vezes, apanhamos tanto da vida, nos decepcionamos tanto com as pessoas, que chegamos até a pensar que ser uma pessoa boa, pode não ser tão bom assim.

Às vezes, a gente acha que é utopia esperar que nos tratem da maneira que tratamos os outros, porque o mundo anda estranho demais.

Mas a verdade é que quando a essência é pura, o coração é sincero e as intenções são boas, não devemos nos arrepender, independente daquilo que recebemos de volta.

Porque, o que transborda dentro do coração de alguém se materializa em suas atitudes.

Então, que a gente continue cultivando bons sentimentos, valores e comportamentos, para que todas as nossas ações contribuam para um mundo melhor, para uma vida melhor, mesmo que nem todas as pessoas pensem e façam da mesma maneira.

Se mantivermos o autorrespeito, o amor-próprio e fizermos o melhor que pudermos, se dermos o nosso melhor, não teremos, nunca, nada do que nos arrepender.

Afinal, nossa responsabilidade é com o nosso caráter, com a nossa verdade, e com as nossas ações. E como disse Chico Xavier: Aos outros dou o direito de ser como quiserem, e a mim, dou o dever de ser a cada dia melhor.

Os outros são os outros, por isso, preocupe-se apenas em ser uma pessoa melhor, não só para aqueles com quem convive, mas ser uma pessoa melhor para si mesmo.

*Por Wandy Luz

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*Fonte: fasdapsicanalise

Se faça um grande favor e se olhe com mais amor

Esses dias eu assisti um experimento em que um artista pintava rostos de pessoas sem vê-las, somente com as descrições que elas próprias faziam.

Em seguida as pessoas saíam do ambiente, ainda sem que ele pudesse vê-las e entrava uma outra pessoa que descrevia para ele as mesmas pessoas anteriores, para que ele fizesse um segundo retrato.

Ao final o artista colocava os dois retratos um ao lado do outro e chamava as pessoas para observarem os seus próprios rostos descritos por elas e por outra pessoa.

Com muita surpresa as pessoas se emocionavam ao constatar que ao fazerem sua autodescrição elas enfatizavam seus defeitos e os pontos do rosto que não lhe agradavam, enquanto o outro retrato, descrito por uma segunda pessoa, era diferente, muito mais harmonioso e com um aspecto feliz.

Eu também me emocionei ao assistir isso porque constatei que a maioria de nós não consegue se olhar com amor.

Não por mal, obviamente, mas a verdade é que fomos criados e condicionados a agigantar os nossos defeitos, que muitas vezes nem existem, mas que a nossa mente e quem sabe a baixa autoestima faz parecer tão reais em nós.

Se o nosso corpo pudesse usar palavras, com certeza ele pediria para sermos mais bondosos com nós mesmos. Tarefa essa que nos é tão difícil!

É possível que você veja o quão distante estamos de nós mesmos ou o quão distorcidos somos nós da realidade?

Não é justo com nós mesmos passarmos uma vida habitando um corpo com o qual não estabelecemos uma relação sincera. Não é justo viver em guerra com o espelho por falta de aceitação. Não é justo deixar a mídia e a sociedade incutirem em nós belezas extravagantes às quais nunca conseguiremos alcançar, não porque não possamos, mas porque é utópico no contexto em que nunca estamos satisfeitos.

Se tudo na vida pode ser aprendido, que tenhamos empenho em ajustar os nossos pensamentos negativos e autodestrutivos cada vez que surjam em nossa cabeça. Um pouquinho a cada dia, como quem educa uma criança diariamente mostrando direções, que possamos ter uma conexão interior profunda de amor e caridade, nos doando um olhar de carinho cada vez que a nossa autoimagem vacilar.

*Sou viajante, escritora, praticante de yoga, amante da natureza, reikiana iniciada e apaixonada por tudo que envolva desenvolvimento pessoal e espiritualidade.

Uma vida baseada em uma frase: Conhece-te a ti mesmo.

“Parti em busca de um refúgio espiritual através de retiros, cursos, livros, terapias e meditação. No fim das contas, surpreendentemente, eu descobri que existia um refúgio no divino que habita dentro de mim.”

*Por Ana Paula Fantin

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*Fonte: nowmaste

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, apenas se encanta por ilusões que ela mesma inventa

Essa coisa de amor à primeira vista, não sei… não entendo. Isto nunca aconteceu comigo, talvez por acreditar que amor não é encantamento, mas sim, vivência. Desconfio de coisas fantásticas demais.

Perdi a ilusão com os contos de fadas, quando descobri que tapete mágico servia apenas para me deslizar, que castelo era solitário demais e que príncipe não passava de um homem normal qualquer. Percebi que tudo que li nos romances ou assisti na tv, apenas foram inventadas para nos fazer sonhar e aliviar algumas rotinas.

Desilusão não faz ninguém amargo, é você que permite se envenenar. Desilusão serve para que nos amadurecermos e crescermos também. Até as negatividades da vida são lições para melhorar o nosso eu. Inventamos, criamos e vivemos nossos dias. Todo mundo acaba criando expectativas com relação às pessoas e a vida.

Nem sempre somos pés no chão como deveríamos, porque criamos ilusões e investimos nessas falsas realidades. Quando estamos apaixonados ou encantados por alguém acabamos vendo beleza onde não tem, vemos humor em piadas sem graça e qualidades demais onde não existe, porque os sentimentos tem essas cegueiras estranhas.

Às vezes, levamos muito tempo para percebermos que aquele amor não passa de um gostar intenso, que aquele paquera não passa de mais um idiota, que aquela pessoa que você apostou até o último centavo não passa de um sacana. Criamos tantas expectativas com relação a alguém que até inventamos para nós mesmas que ele é bom.

Acreditamos em tantas ilusões perdidas e não temos o controle disso, muitas vezes. Ainda não foi inventado um botão para deletar ilusões que inventamos e que servem apenas para nos trapacear, infelizmente.

Apaixonamos algumas vezes, talvez milhares de vezes e cada ilusão é diferente, porque nossas perspectivas mudam de pessoa para pessoa. Inventamos um gostar íntimo para cada pessoa que passa em nossa vida e inventamos ilusões diferentes para cada um. Ninguém é igual, similar ou genérico, cada pessoa é única e sem restrições até que apareça algum mal estar para atormentar.

A realidade é muito diferente daqueles contos de fadas. A desilusão marca a gente para sempre. Viver é acertar e errar; é apostar, ganhar e perder; é ser real e fantasia; é inventar ilusões boas e ruins; é trapacear e jogar… viver é também inventar problemas, principalmente, quando cismamos com alguém que não passa de ninguém.

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, a verdade é que inventamos expectativas e ilusões maravilhosas com relação a quem estamos envolvidos. Quando envolvemos com alguém não medimos o encantamento, muito menos prevemos se vai ser bom ou não, então vamos criando ilusões para que essa pessoa se torne especial.

Eu não acredito em amor à primeira vista, é verdade, mas acredito piamente na possibilidade de um amor para sempre. Inventei muitas ilusões e vivi todas elas e não me arrependo, porque quem não investe em um alguém especial, perde a chance de conhecer uma pessoa inesquecível ou não aprende a escapar de mais uma desilusão. Como diz uma música que a Marília Mendonça canta: ninguém se apaixona pela pessoa errada, apenas se encanta por ilusões que ela mesma inventa.

*Por Simone Guerra

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

A cultura do Instagram retratada em seis ilustrações

O artista russo Anton Gudim retrata a cultura do Instagram em suas seis ilustrações que compila perfeitamente o que se passa naquela rede social.

Quantas vezes vemos fotos de alimentos, paisagens, produtos de beleza, coisas que não tem nada a ver com nada. E sempre com alguém posando no fundo, ou em destaque mesmo.

Tudo depende do ângulo. De fato, muitas vezes as pessoas que são viciadas em Instagram ou redes sociais em geral, preferem posar para uma foto, escolher o melhor filtro e ângulo ao invés de simplesmente aproveitar a vida, ou o local onde se encontra.

É um misto de narcisismo com insegurança, já que a corrida é para ver quem visitou lugares mais legais e tem a vida mais cool.

“Com base em minha própria experiência, vi milhões de fotos como essa no Instagram”, disse o artista em uma entrevista. “Não é minha intenção fornecer comentários sociais sobre os hábitos superficiais e narcísicos do mundo moderno, é para o leitor decidir com sua própria interpretação.”

Anton comenta que seus quadrinhos são uma maneira de descobrir as profundezas de sua própria imaginação e que ele está feliz por poder inspirar e entreter outras pessoas. “Não quero fazer as pessoas rirem, mas acredito que é importante para os artistas adicionar um pouco de humor em suas obras”, diz.

*Por Flavio Croffi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: geekness

Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Nos últimos anos, os pesquisadores têm destacado o poder peculiar do silêncio para acalmar nossos corpos, aumentar o volume em nossos pensamentos internos e sintonizar nossa conexão com o mundo. Suas descobertas começam em pesquisas sobre o contrário do silêncio – o barulho.

Muito já se escreveu sobre a “poluição sonora”, uma expressão criada na década de 1960, quando os cientistas descobriram que a exposição diária ao barulho intenso das estradas e aeroportos estava ligada a uma variedade de problemas de saúde: doenças cardíacas, problemas de sono, pressão alta e, menos surpreendentemente, perda auditiva. Os sons podem ser tão intensos que podem até causar danos muito mais imediatos, forte o suficiente para rasgar um buraco em seus tímpanos.

Se a exposição excessiva a sons altos é ruim para nós, a falta de som significa a falta de danos físicos causados pela poluição sonora. O silêncio é neutro. Segundo um artigo de Daniel Gross publicado na revista Nautilus, diversas pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em saúde melhorada, assim como a exposição prolongada e repetida ao ruído pode debilitá-la.

Estudos de fisiologia humana ajudam a explicar: as ondas sonoras vibram os ossos da orelha, que transmitem o movimento para a cóclea em forma de caracol. A cóclea converte as vibrações físicas em sinais elétricos que o cérebro recebe. O corpo reage imediatamente e poderosamente a esses sinais, mesmo no meio do sono profundo. Pesquisas neurofisiológicas sugerem que os ruídos ativam primeiramente a amígdala cerebeloza, aglomerados de neurônios localizados nos lobos temporais do cérebro, associados à formação de memória e à emoção. A ativação solicita uma liberação imediata de hormônios do estresse, como o cortisol.

Pessoas que vivem em ambientes barulhentos, muitas vezes experimentam níveis cronicamente elevados de hormônios do estresse.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental – aproximadamente a mesma população dos Estados Unidos – perderam anualmente um milhão de anos de vida saudável por causa do ruído. Eles até argumentaram que três mil mortes por doenças cardíacas eram, em sua raiz, o resultado de ruído excessivo.

Então, a primeira conclusão é que o silêncio é bom pelo o que ele não faz – não acorda, não nos irrita ou não nos mata. Mas quais seriam então seus benefícios pelo que faz?

O artigo de Gross cita algumas pesquisas com interessantes revelações e a maioria delas foi descoberta por acaso, como no caso do pesquisador Luciano Bernardi que realizava um estudo dos efeitos fisiológicos da música em 2006. Bernardi queria mostrar o impacto da música relaxante no cérebro, e, para sua surpresa, descobriu que entre as faixas musicais, em trechos de silêncio inseridos aleatoriamente revelaram-se muito mais relaxantes do que a música “relaxante”. As pausas em branco que Bernardi considerava irrelevantes, em outras palavras, tornou-se o objeto de estudo mais interessante.

Outra pesquisadora citada no artigo que analisou esta questão foi a bióloga regenerativa da Universidade Duke, Imke Kirste. Em 2013, ela estudava os efeitos dos sons no cérebro de ratos adultos. Como Bernardi, ela pensou no silêncio como um controle que não produziria um efeito. Mas para sua grande surpresa, Kirste descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos. Isso era profundamente intrigante: a ausência total de insumos estava tendo um efeito mais pronunciado do que qualquer tipo de entrada testada.

O crescimento de novas células no cérebro nem sempre tem benefícios para a saúde. Mas, neste caso, Kirste diz que as células pareciam se tornar neurônios funcionais. “Vimos que o silêncio está realmente ajudando as novas células geradas a se diferenciar em neurônios, e se integrar no sistema”.

Imagine, por exemplo, que você está ouvindo uma música que gosta muito quando o rádio de repente desliga. Neurologistas descobriram que se você conhece bem a música, o córtex auditivo do seu cérebro permanece ativo, como se a música ainda estivesse tocando. “O que você está ‘ouvindo’ não está sendo gerado pelo mundo exterior”, diz David Kraemer, que conduziu esses tipos de experimentos em seu laboratório de Dartmouth College. “Você está recuperando uma memória”. Os sons nem sempre são responsáveis pelas sensações, às vezes nossas sensações subjetivas são responsáveis pela ilusão do som.

Alguns cientistas esperam que essas descobertas possam conduzir a tratamentos potenciais para pessoas com distúrbios associados ao abrandamento do crescimento celular no hipocampo, como demência ou depressão. Mas até agora, pelo menos, a neurociência do silêncio parece sugerir isso: para o cérebro, o silêncio faz bem.

Uma maneira de aproveitar o silêncio é através da prática do tradicional banho de floresta japônes (shinrin-yoku), que traz divesros benefícios à saúde, veja aqui. Um outro estudo também avaliou que sentir o cheiro da naturza reduz estresse e doenças, veja aqui.

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*Fonte: ciclovivo