Superando as várias versões de você mesmo

Qual foi a última vez que você fez uma autocrítica? Se faz tempo, cuidado, você pode estar parado no seu antigo eu. Se foi a pouco tempo, parabéns, você provavelmente é uma versão melhor de você mesmo hoje.

Normalmente, não gostamos de ser criticados e muitas das vezes, ouvir uma crítica, seja ela relacionada ao trabalho, ao comportamento ou a qualquer que seja o objeto da crítica, costumamos entrar em modo de defesa, pensando que aquela crítica nos desconstrói ou prejudica nossa personalidade ou autoridade – se for o caso.

No entanto, não deveríamos ter medo das críticas, ao contrário, deveríamos agradecer ao interlocutor, de quem as críticas estão vindo. Mas para que isso aconteça temos que desenvolver, algo bastante complexo – e que talvez esteja em desuso, a maturidade, sem ela, estaremos subjugados a tudo o que nos disserem.

Digo que a maturidade é complexa, porque, em seu mais amplo sentido, ela deve trazer consigo sabedoria, discernimento, controle emocional e, principalmente, a paciência. De um modo geral, nunca estaremos completamente maduros, sempre haverá, em alguma área de nossas vidas, algo em que poderemos ser melhores amanhã do que somos agora.

Quando se é maduro suficiente para se receber uma crítica, geralmente estaremos enquadrados em três situações possíveis:

As críticas não fazem sentido – então não há com o que se preocupar (geralmente acontece quando a pessoa não te conhece muito bem, e mesmo assim proferem a crítica);

As críticas fazem sentido – nesse caso devemos agradecer pela ajuda, pois tem-se um ponto, ou mais, a ser melhorado;

Você não tem certeza se aquela crítica se encaixa nas que não fazem sentido ou nas que fazem – geralmente é quando ela faz sentido mas não queremos assumir.

Em nenhuma das situações acima deveríamos nos preocupar demais, contudo, as duas últimas merecem atenção, ou poderemos estar deixando passar uma oportunidade de melhorarmos a versão atual de nós mesmos. Em suma é o que acontece com todos os atletas, às vezes as críticas vêm do treinador, outras vezes, vêm dos resultados. Levando-se em conta esta comparação, deveríamos assimilar as críticas recebidas, de colegas, familiares, cônjuges, filhos, líderes, gerentes ou qualquer que seja a pessoa, como sendo nossos técnicos e melhorar nossa versão atual, porque, esperar receber as críticas dos resultados, com certeza irá doer mais, e quem sabe, caso tenhamos baixa resiliência, nos desmotivar de sermos uma versão melhor de nós mesmos.

Algumas atitudes interessantes sobre se tornar uma versão melhor de você mesmo, podem ser encontradas no livro O milagre da manhã do autor Hal Elrod, uma delas nos encoraja a enviarmos um e-mail, para mais ou menos 20 pessoas, pedindo sobre um retorno que nos aponte sobre nossos 3 pontos fortes e 3 pontos a serem melhorados.

O interessante aqui, é que, caso as 20 pessoas forneçam 3 pontos diferentes a serem melhorados, você terá no total, 60 pontos de melhoria mapeadas com muito pouco esforço, e se as pessoas estiverem convergindo para alguns mesmos pontos de melhoria, isso reafirma que este é realmente um ponto a ser melhorado. Você só ganha com o processo.

Se recorde de todas as experiências passadas, em praticamente 100% das situações difíceis você aprendeu mais que nas situações de conforto. O aprendizado, inerentemente, ocorre sob dor e desconforto, e sua versão de você mesmo só melhora quando você aprende.

*Por Ricardo Dias
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*Fonte: engenhariae

Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais

“Estamos preparados para administrar a educação de nossos filhos. Mas é difícil para nós acompanhar a velhice e a deterioração daqueles que nos deram a vida: razões, testemunhos e conselhos.”

“Meu pai tem 92 anos. Todas as semanas espera o domingo ao meio-dia, dia da família se reunir. Espera ansioso pelo “dia da história”. Nós dois amamos o mundo da fantasia, do cinema e dos livros. Ele me ensinou a navegar no universo de princesas, piratas, dragões. Porém meu herói mais fantástico foi sempre ele. Hoje já não caminha, mas de sua cadeira espera como uma criança que alguma história o surpreenda. Cinquenta anos depois, quem inventa as histórias sou eu. No começo, eu ficava triste por isso. Mas agora eu desfruto desses momentos e devolvo para ele algo que me disse desde pequena. Uma história é fechada, bonita e triste ao mesmo tempo. Como a vida, não é?”

Essas são história que ouvi e me atingiram muito, também me comoveram e me fizeram questionar.

Os braços fortes que nos embalavam, agora tremem. Os olhares que nos protegeram agora se transformam em bolas confusas e medrosas. A segurança que veio desses lábios transforma-se em impotência. Quem inventava maneiras de comermos bem, passa a necessitar que cortemos a comida em pequenos pedaços. Quem contava “um, dois, três” para nos lançar para o céu, hoje não pode subir a escada sem precisar do nosso apoio.

Da antiga pressa para chegar logo ao destino, passam a perguntar “Que dia é hoje, filho?” O tempo passa e nossos pais também crescem, isso é difícil.

Ser pai é conter, apoiar, acompanhar o crescimento, ser fiador dos nossos filhos. Somos crianças quando nascemos e voltamos a ser quando envelhecemos. Nesta curva, nós filhos deixamos de ser cuidados e passamos a ser cuidadores. A equação de proteção é invertida, aqueles que antes nos vigiavam passam a precisar da nossa proteção. E homens e mulheres estão preparados – embora muitas vezes não saibamos como – administrar a educação de nossos filhos. Mas não estamos em condições de fazer isso com nossos pais. Podemos nos questionar e perguntar por que isso nos custa tanto.

Criar nossos filhos é acompanhar com alegria, medo, sucessos e erros o começo da vida. E pensar no declínio e na morte de nossos próprios pais nos deixa tristes, irritados e confusos. Isso nos angustia, nos irrita e nos confronta com o filme de nossa própria finitude. Ver nossos idosos envelhecendo é testemunhar um lento declínio dos guerreiros.

“Parte meu coração vê-la tão frágil, indefesa e desamparada. Eu não consigo me acostumar a vê-la assim.”

A expectativa de vida é muito maior hoje do que há décadas, devido aos avanços da medicina, às políticas de vida mais saudáveis ​​e à evolução das espécies. Isso é fantástico, mas tudo tem prós e contras. Nossos pais terão mais chances de chegarem a ser idosos, mas… Cuidar deles é também dizer adeus. É relembrar a nossa relação, os desafios, os carinhos, as tristezas e alegrias. A morte existe e entristece, e se é de nossos pais mais ainda. Mas, como Victor Frankl disse no horror de um campo de extermínio do genocídio nazista, “a última coisa que podem nos tirar é nossa liberdade”. E mesmo nessa situação de dor, temos opções.

Há tantas combinações possíveis quanto histórias de pais e filhos, mas basicamente há três maneiras de lidar com essa situação.

1.Podemos ser filhos super-protetores e hipotecar nossas vidas, mas claramente não recomendo isto.
2. Podemos negar que estamos nos distanciando emocionalmente.
E a 3. Ou podemos tentar, o mais difícil, isto é: um equilíbrio saudável e amorosamente acompanhar esta fase de suas vidas. O equilíbrio é sempre a melhor maneira de evitar a superlotação de consultórios psicológicos. Diversas consultas em meu consultório estão relacionadas à gestão de pacientes adultos no relacionamento com seus pais, como cuidar deles sem invadir espaços, como acompanhar sem exageros, de um lado ou de outro.

Naturalmente, ter dinheiro será um aliado quando se trata de construir dispositivos de assistência e suporte. Mas além disso, o que eu quero apontar é a maneira como você se sente, pensa e se comporta diante dessa realidade inevitavelmente dolorosa.

E se nossos pais não foram amorosos conosco?
Alguns vão pensar “meus pais não me amaram e eu sofri muito com isso, como eu me importo com eles agora?” É um dos pontos mais difíceis desta questão, quando a relação foi ruim e o amor esteve apenas em segundo plano. Torna-se muito mais complicado transformar um filho no pai de seu pai.

Há mães e pais que fazem o melhor que podem. Mas eu também devo dizer, e isso é controverso e deixo o debate em aberto, há pais que não foram capazes, não quiseram ser pais amorosos. Se os filhos sofreram muito essa falta de carinho, é muito complicado que devolvam o que não receberam.

Também é importante saber que enquanto o passado grita, o presente se torna sombrio. É importante resolver os problemas pendentes com nossos pais quando eles estão vivos. É até idiota dizer isso, mas com lápides não podemos resolver ou administrar conflitos. Não vamos deixar para amanhã os conflitos que podemos resolver hoje.

A arte de colocar limites
Por outro lado, nossos pais e nós precisamos colocar em funcionamento limites e estratégias para lidar com novas situações. Teremos que lidar com suas ansiedades, entender angústias, mas também saber dizer não. Pessoas muito idosas podem ser extremamente exigentes e seus filhos terão que se diferenciar quando algo é importante e quando não é.

Caixa de Ferramentas
Paciência: Quase tanto quanto tiveram conosco quando éramos pequenos. Se eles não se lembram de coisas, se levam muito tempo para se vestir, se são desajeitados com suas tarefas. É difícil, é difícil, mas paciência.

Criatividade
Estratégias de busca para enfrentar essa nova realidade são necessárias. Encontre momentos de reuniões, aproveite o que puder, aproveite a oportunidade para perguntar tudo o que queremos saber sobre a nossa história, ser criativo ajuda a superar momentos difíceis em nossas vidas.

Capacidade de colocar palavras em nossas emoções
A raiva é geralmente o disfarce da tristeza. Identificar se é um ou outro nos permitirá agir melhor.

Os filhos têm a possibilidade de acompanhar e serem protagonistas dos últimos anos de vida dos pais, têm a chance de dar um pouco do amor que receberam, têm a maravilhosa oportunidade de administrar a dor com amor e integridade, e talvez um dia, a ideia de morte torna-se menos tortuosa se conseguirmos fechar de forma saudável os duelos e desafios que a vida está colocando no caminho.

*Este texto é uma tradução adaptada do texto “Cómo afrontar la difícil tarea de ser padres de nuestros padres” do psicólogo Alejandro Schujman, para o Clarín.
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*Fonte: fasdapsicanalise

A teoria da personalidade de Cloninger

A teoria da personalidade de Cloninger leva em conta a influência dos aspectos biológicos e de aprendizagem no comportamento. É uma das teorias mais amplamente aceitas atualmente.

A teoria da personalidade de Cloninger, também conhecida como “modelo Cloninger”, é uma proposta na qual a personalidade é abordada como um sistema que resulta tanto do funcionamento neuroquímico do organismo quanto do aprendizado social. Ambos os fatores operam juntos e determinariam como costumamos agir.

Na teoria proposta por C. Robert Cloninger, o temperamento é abordado como o elemento que integra o funcionamento dos sistemas biológicos. Isso permite que o organismo regule o comportamento para se adaptar ao ambiente e é determinado, em grande parte, por neurotransmissores.

O caráter , por sua vez, é fruto do aprendizado que se adquire ao longo do ciclo vital. Permite que uma pessoa se relacione consigo mesma e com o mundo voluntariamente, com base no que aprendeu com suas experiências. Todos esses elementos são a base da teoria de Cloninger, que também desenvolveu dois testes amplamente aceitos.

“O caráter é o regulador do bem-estar, independentemente do temperamento subjacente.”
-Claude Cloninger-


A teoria da personalidade e temperamento de Cloninger

Na teoria de Cloninger, o temperamento é o núcleo emocional da personalidade. Isso é observado desde tenra idade e permanece relativamente estável ao longo do tempo. Compreende quatro dimensões:

Busca por novidade (BN). É uma tendência hereditária que regula comportamentos como atividade exploratória, resposta à novidade, impulsividade e evitação ativa da frustração. É regulado pela dopamina e seus processos.

Prevenção de riscos (PR). É uma tendência hereditária que leva à inibição do comportamento, em resposta à novidade, à ausência de sinais de recompensa ou punição. Isso leva à evitação passiva de problemas, antecipação pessimista, timidez, etc. É regulado pela serotonina e seus processos.

Dependência de recompensa (DR). É a tendência herdada de responder com aproximação ou apego aos estímulos sociais, dependendo dos reforços recebidos do meio. Leva as pessoas a serem amorosas, dedicadas, sensíveis, dependentes e carentes de aprovação. É regulada pela norepinefrina.

Persistência (PS). Tendência hereditária para manter um comportamento, apesar da frustração ou fadiga. Está associado a comportamentos que já foram recompensados anteriormente e são mantidos por isso. Torna as pessoas perseverantes, ambiciosas, muito determinadas e perfeccionistas. Esta dimensão está associada ao glutamato e à serotonina.

Segundo Cloninger, o temperamento dá origem a hábitos cognitivos.
O temperamento é um reflexo das emoções do indivíduo e é entendido como o foco emocional da personalidade.

Caráter na teoria de Cloninger
O segundo grande eixo da teoria da personalidade de Cloninger é o caráter. Ele é de natureza mental e é expresso deliberadamente. Corresponde ao autoconceito, aos valores pessoais e aos objetivos individuais. Compreende três dimensões:

Autodireção (AD). AD alta torna um indivíduo responsável, confiante, engenhoso e autossuficiente, com grande realismo e eficácia. AD baixa causa o oposto.
Cooperação (C). A C alta corresponde a pessoas que se sentem parte da humanidade, têm princípios e se comportam de forma empática, tolerante e compassiva. Baixa C causa comportamentos opostos.
Transcendência (T). Uma T alta refere-se a pessoas que se sentem parte do universo. Elas têm percepção espiritual, humildade e facilidade diante da dor. Pessoas com baixa T são pragmáticas e materialistas.

Personalidade no modelo Cloninger
Finalmente, a teoria da personalidade de Cloninger aborda o eixo central: a própria personalidade. Esta é uma síntese da interação entre temperamento e caráter. Em outras palavras, entre o ser emocional e o ser cognitivo ou mental.

Essa combinação dá origem a diferentes tipos de personalidade que, por sua vez, em seu extremo se tornam nos seguintes transtornos de personalidade:

Confiável – Estável.
Metódico – Obsessivo.
Precautório – Evitante.
Sensível – Narcisista.
Explosivo – Borderline.
Aventureiro – Antissocial.
Apaixonado – Histriônico.
Independente – Esquizóide.

A combinação de temperamento e caráter origina diferentes tipos de personalidade, segundo Cloninger

A mistura de temperamento, caráter e personalidade é determinante na conduta.

A teoria de Colinger leva a um esquema cognitivo
Nesta teoria da personalidade, o temperamento, o caráter e a personalidade dão origem a hábitos e esquemas cognitivos. Estes fixam um contorno psicobiológico como núcleo central da identidade de um indivíduo, determinando assim seu comportamento.

Com base nesse argumento, foram desenvolvidos dois testes para classificar os indivíduos, bem como os transtornos de personalidade. Atualmente, eles são amplamente utilizados, tanto no campo da psicologia quanto no da psiquiatria.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Curiosidades sobre a raiva

A raiva é como uma fogueira que traz calor e transforma o ambiente ou como uma chama que varre tudo o que toca. A diferença está em como administramos a energia que ela nos proporciona. Neste artigo vamos falar sobre algumas curiosidades relacionadas a esta emoção.

A raiva é uma das emoções básicas e, além disso, uma das que mais nos move a agir. Assim como pode nos deixar doentes se não for canalizado adequadamente, também pode se tornar a centelha que desencadeia uma ação necessária. Por isso, ainda que tenha uma valência negativa -não nos faz sentir bem-, não podemos dizer que seja desadaptativa; na verdade, nenhuma emoção em si é.

Os instintos agressivos de nossos ancestrais eram uma vantagem evolutiva. Se eles não tivessem inventado meios de se protegerem dos predadores, em lutas provavelmente marcadas por “matar ou morrer”, talvez não tivessem sobrevivido. O ser humano é de natureza frágil e hostil. Eles precisavam mais do que o desejo de continuar vivendo para enfrentar os perigos.

No entanto, dar vazão à raiva também não é uma opção positiva. Uma mente raivosa não calcula bem, nem processa ideias adequadamente. Isso geralmente leva a um comportamento errático ou errado. O ideal é encontrar um ponto de equilíbrio. Vejamos algumas curiosidades sobre o assunto.

“Reconheça sua raiva e espere algumas horas ou um dia e pense em como você pode expressá-la de forma mais construtiva.”-David Lebel-


Raiva: uma bomba-relógio para o corpo

A raiva é uma das emoções que causa mais reações físicas no corpo. Segundo especialistas, causa forte tensão muscular, além de aceleração dos batimentos cardíacos. Também leva ao aperto dos dentes e aumenta a sensação de calor e suor. Todo um coquetel fisiológico.

Como se isso não bastasse, como no medo, ficar com raiva faz com que as glândulas supra-renais inundem o corpo com hormônios do estresse: cortisol e adrenalina. Isso porque, nesse caso, os instintos de luta ou fuga também são ativados. Por esse motivo, o cérebro faz com que o sangue seja desviado para os músculos, já que é assim que o corpo é preparado para a atividade física.

Uma pesquisa publicada no European Heart Journal indica que a raiva pode ser perigosa para a saúde do coração. De acordo com o estudo, o risco de ter um ataque cardíaco dobra dentro de duas horas após uma explosão de raiva. Também aumenta o risco de sofrer um AVC. Ambos excelentes motivos para evitar explosões de raiva.

As razões da raiva
Algum tempo atrás, houve uma exploração entre comunidades ancestrais, que se concentrava na raiva. Os cientistas descobriram que os filhos de caçadores-coletores que cometeram homicídio eram mais propensos a ter explosões de raiva e comportamento violento. A partir desta e de outras análises, novas investigações foram produzidas nas quais foi encontrado o que se poderia chamar de “gene da raiva”: MAOA.

De qualquer forma, você deve considerar essa informação com cautela. Ainda não há dados conclusivos sobre os componentes genéticos dessa emoção. Seria de se pensar que, por exemplo, no caso de comunidades ancestrais, ter um pai homicida também poderia envolver componentes de criação que predispõem a reações mais violentas, sem que isso tenha a ver com a genética.

O que está comprovado é que um dos principais gatilhos para a raiva é a frustração. Tentar atingir um objetivo e não alcançá-lo causa aborrecimento e isso facilmente leva a uma resposta agressiva. Mas nem todo mundo reage assim. Pessoas perfeccionistas, obsessivas ou narcisistas são mais vulneráveis.

O lado bom da raiva
Embora poucos se atrevam a dizer que a emoção em questão tem aspectos positivos, a verdade é que tem. Sem ir muito longe, às vezes apenas uma boa dose de raiva leva algumas pessoas a reivindicar seus direitos. Caso contrário, elas permaneceriam passivas e teriam que seguir os ditames dos outros.

A agressividade também é positiva, por exemplo, em uma competição esportiva. Geralmente é um fator que motiva e leva a um maior esforço físico. Por outro lado, as pesquisadoras Heather Lench e Linda Levine fizeram um estudo interessante que incluiu o efeito da raiva na criatividade.

Esses cientistas pediram a um grupo de pessoas para resolver uma série de quebra-cabeças complexos. Depois de tentar, muitos falharam. Aqueles que sentiram tristeza com isso, pararam de tentar. Os mais otimistas, pararam. Em vez disso, aqueles que sentiram raiva continuaram tentando, repetidamente, até conseguirem avançar e resolver mais quebra-cabeças. Isso possibilitou verificar que essa emoção também é um motor muito positivo para a realização.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Sempre escute o pessimista, mas quando agir seja um otimista obsessivo

“Vamos agora testar uma questão importante: quase todo mundo no Brasil está pessimista, ao pessimismo dominante, ótimo, mais fácil ainda de trabalhar. Vamos testar a idade de vocês. Quem lembra dessa personagem provavelmente tem curso de datilografia, quem lembra dessa personagem fez prova com mimeógrafo, provavelmente teve Orkut, quem lembra dessa personagem é uma pessoa experiente.

É a hiena Hardy, um desenho animado da década de 1960 e 1970. A hiena Hardy ficava dizendo ó vida!, ó céus!, ó azar! Ela era pessimista. Porém tudo que a hiena dizia que podia dar errado, dava. Ela era pessimista mas ela acertava.

Por isso que eu quero dizer a vocês que o pessimismo pode ter alguns valores, ele nos dá uma mostra dos riscos. É importante ter um pessimista na equipe, mas no máximo um. Um apenas, é o que uma equipe tolera. Quando alguém chega e diz ‘nós vamos dobrar o capital, dobrar o número de clientes, nós estaremos em mais 30 países até o ano que vem’ o pessimista diz ‘calma, não é tão fácil’. Então o pessimista é importante para levantar problemas.

Mas agora eu vou mostrar uma imagem daquilo que acredito. No barco está a hiena pessimista dizendo o lógico, ‘o continente está longe a desidratação é certa, há tubarões, essa vela é ridícula, esse remo não vai levar a nada’… ela tem razão, a hiena tem razão, mas observem uma coisa, o pessimista faz um bom quadro dos problemas.[…] Sim, os pessimistas são bons para levantar os riscos, mas os pessimista são péssimos para resolver os problemas.

Para eu resolver um problema, para eu resolver qualquer coisa, eu preciso de um otimismo obsessivo. Se eu não for otimista, gente, eu jamais teria casado, as estatísticas me contrariam, casamento é submarino pode flutuar, mas foi feito para afundar. Se eu não fosse tomado de um otimismo obsessivo e doentio eu não teria filhos, porque é um investimento de retorno muito ruim.

Filhos nunca amortizam o que você investe neles, com filhos você nunca chega ao topo, pelo contrário, você vai investir centenas de milhares de reais e vai ouvir a frase ‘eu te odeio’. Filho não vale a pena, casar não vale a pena, porém se nossos pais não tivessem tido esse otimismo obsessivo nenhum de nós estaria aqui hoje.

Então mais uma vez um conselho forte: ouçam os pessimistas (para pessimista não vale a mãe, a mãe é sempre otimista, ouça o cunhado, cunhado é bom pra isso) vejam o que eles têm a dizer, agradeçam, e enquanto eles falam tenha aquela reação bovina ‘huuuummm’. Ouçam, depois agradeçam, e comecem a trabalhar com o otimismo total, é só assim que se cresce, é só assim que se consegue alguma coisa”.

Transcrição feita pelo Portal Raízes de um trecho da palestra O que é vida plena? – do professor Leandro Karnal.
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*Fonte: portalraizes

Efeito ancoragem: teorias e fatores

O atleta Frank Tankerton afirma que “só se pode aprender se você se abrir a diferentes fontes de informação”. No entanto, será que o viés cognitivo do efeito ancoragem pode promover justamente o contrário em nossa mente?

Nós somos completamente livres ao tomar uma decisão baseada na informação disponível? A verdade é que existe um infinito número de fatores que influi na tomada de decisões, e um deles é este efeito ancoragem, que explicaremos a seguir.

O que é o efeito ancoragem?
Você já sentiu alguma vez que a primeira informação recebida parece ser a mais importante, a mais clara e concisa? O primeiro impacto que você sofre diante de uma determinada notícia, por exemplo, vai condicionar a sua forma de ver e entender o resto da informação. Evidentemente, isso é algo que pode condicionar as suas decisões posteriores.

O efeito ancoragem também é conhecido como efeito de “focalismo”. Este viés cognitivo é um fenômeno psicológico que afirma que a primeira informação que recebermos sobre um tema específico será aquela que tomaremos como base para memorizar e, também, será a que vai influi nas decisões posteriores.

Nós podemos dizer que os primeiros dados que obtemos de uma fonte de informação são os que ficam ancorados na nossa memória. Isso não quer dizer que não memorizamos, entendemos ou adaptamos o resto, mas que os primeiros dados permanecerão com muito mais força.

Fica evidente que, durante a fase de tomada de decisões, este efeito ancoragem terá uma importância vital, já que, de forma inconsciente, a primeira informação que nós recebemos será a mais importante no momento de emitir um julgamento. Além disso, é provável que o resto das associações e lembranças se formem a partir dessa primeira informação obtida (ancoragem inicial).

A procedência do efeito ancoragem
Vamos ver quais são as diversas hipóteses deste efeito, que influi na forma como desenvolvemos as nossas opiniões e decisões. Indicamos, além disso, que este efeito acontece em todos os âmbitos da nossa vida.

Antes, é melhor propor um exemplo para que tudo fique perfeitamente claro. Imagine que você vai comprar um apartamento. Obviamente, você vai comparar e visitar vários deles. No entanto, será o primeiro apartamento que você vir o que vai servir como ponto de referência para os outros, para negociar, pechinchar, discutir, e para definitivamente decidir. Talvez, no seu primeiro ponto de partida, você tivesse uma ideia diferente, mas não tem dúvidas de que, ao receber a primeira informação, esse ponto muda e todo o resto da informação posterior será montado em volta deste primeiro impacto.

Existem exceções, obviamente. Como quando o segundo apartamento causar um impacto muito mais notável ou que, mais tarde, você descubra que o primeiro está totalmente fora daquilo que é oferecido no mercado por esse mesmo preço.

Ancoragem e ajuste
Geralmente as pessoas tentam se afastar da ancoragem para decidir, mas não conseguem. Sua baixa efetividade se revela no fato de que a decisão final sempre se aproxima da informação ancorada, de uma forma ou de outra.

Acessibilidade seletiva
Ao realizar a ancoragem da informação, a pessoa avalia uma resposta adequada. Se não é adequada, ela realizará julgamentos posteriores. No entanto, todos eles estarão baseados na informação ancorada.

Mudança de atitude
Ao receber a ancoragem, a pessoa muda a sua atitude para se adaptar às características desta informação. Então, as respostas futuras sempre estarão relacionadas com a âncora. Por exemplo, pode ser que a partir desta âncora o que antes nos parecia barato agora começa a parecer caro, ou o contrário. Pense no que podemos chegar a pagar, na atualidade, por um telefone celular. Nós não diríamos há alguns anos que isso era uma loucura?

“A verdadeira genialidade consiste na capacidade de avaliar a informação incerta, aleatória e contraditória”.
– Winston Churchill –

Fatores de influência
Obviamente, existem fatores que ajudam a modular o efeito da âncora, tanto na forma quanto na intensidade:

Humor: influi favoravelmente ou negativamente na hora de se deixar levar pelo efeito da âncora. As pessoas deprimidas, por exemplo, tendem a ser mais precisas adaptando a informação, apesar de algumas pesquisas afirmarem que a sua tendência é mais passiva.

Experiência:
uma pessoa com alto conhecimento e formação é menos suscetível a este fenômeno. No entanto, ninguém está livre do seu efeito.


Personalidade:
segundo as pesquisas, nas pessoas mais extrovertidas este efeito tem menos influência do que nas introvertidas, por exemplo.

Habilidade cognitiva: quanto mais elevada ela for, menor vai ser o efeito, apesar de ninguém estar livre e as pesquisas a esse respeito serem bastante controvertidas.

“Se você pode controlar a informação, você pode controlar as pessoas”.
– Tom Clancy –

Já conhecemos um pouco melhor o efeito ancoragem. Você acredita ter propensão a sofrer dele? Parece que ninguém está livre do mesmo, mas uma vez conhecido o fenômeno, está em nossas mãos, ao menos em parte, decidir até que ponto ele nos influencia.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

O estresse é contagioso?

O estresse é algo muito comum, especialmente na sociedade atual, em constante movimento. Mas o estresse é contagioso? Fato é que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o estresse pode ser definido como qualquer tipo de mudança que causa uma perturbação física, emocional ou psicológica.

Há inúmeras experiências e eventos que podem catalisar períodos de estresse, como começar num novo emprego ou ter um filho.

Mas será que o estresse é contagioso? Seria possível “pegar” estresse de outra pessoa?

Um artigo de 2014 na revista Psychoneuroendocrinology chamou atenção online quando seus autores sugeriram que o estresse era contagioso. Os autores afirmaram que o mero fato de ver outra pessoa numa situação estressante pode fazer nosso corpo liberar cortisol, um hormônio envolvido na resposta do estresse.

Esse fenômeno, nomeado como “estresse empático”, tende a ser mais forte quando vemos alguém próximo em sofrimento, os pesquisadores sugeriram, mas também pode ocorrer diante o sofrimento de estranhos.

De acordo com um review na revista Current Biology, as emoções podem se “espalhar” de uma pessoa para outra através de “neurônios espelho”. Seriam células cerebrais que se ativam ao vermos alguém desempenhar alguma atividade — como bocejar —, assim desencadeando uma resposta recíproca.

Isso significa que, se alguém vê outra pessoa cansada, a primeira pode começar a se sentir cansada também. E se vê alguém estressado, pode acabar por adotar ou simular, sem intenções, o seu estado emocional.

Para os cientistas, a capacidade de transmitir emoções é um importante mecanismo de sobrevivência. Por exemplo, numa situação de perigo, se alguém reage emocionalmente, isso pode sinalizar outras pessoas na área, que imediatamente ficam sob alerta.

Essa transferência de emoções, todavia, é uma atitude subconsciente, e não se limita aos humanos. Outros animais também podem perceber as emoções dos membros da sua própria espécie.

O estresse é contagioso, mas pode ser evitado
Assim, ainda que o estresse seja algo que todos buscam evitar, ele acaba por desempenhar um papel importante, tanto para humanos como para animais. Todavia, segundo Tara Perrot, professora de psicologia e neurociências em entrevista ao Live Science, nem todo estresse é igual.

“Ele [o estresse] prepara nossos corpos e cérebros para lidar com o estressor. Se um leão correr em sua direção, você vai querer uma forte resposta ao estresse que libere glicose, aumente a frequência cardíaca e reduza atividades não essenciais, como a digestão”, contou ela.

Contudo, ainda de acordo com Perrot, nos humanos modernos a resposta ao estresse pode ocorrer com uma frequência muito alta. Isso porque nós percebemos muitas atividades diárias como estressantes, e portanto a resposta ao estresse pode ocorrer mais frequentemente do que o adequado, prejudicando o corpo e o cérebro.

Um estudo de 2014 na revista Interpersona descobriu que o estresse pode, em algumas circunstâncias, ser contagioso, e concluiu que um único indivíduo estressado tem a capacidade de “infectar” todo um escritório.

Mas será que é possível evitar esse contágio? Segundo Perrot, tudo depende de como nós abordamos e lidamos com uma determinada situação.

“Toda resposta ao estresse começa com a percepção do estressor”, disse Perrot. Atividades como respirar ar puro, fazer exercícios de respiração e exercícios em geral pode ajudar a superar, ou pelo menos reduzir, o impacto de absorver o estresse alheio.

Joe Herbert, professor de neurociência da Universidade de Cambridge, contou ao Live Science que a chave encontra-se em ver o estresse como dividido em dois componentes: o estressor e a resposta que damos a ele.

“O estressor é externo ou interno, por exemplo, uma demanda financeira ou uma doença”, disse ele. “A resposta ao estresse é como o indivíduo reage — tanto emocionalmente, como também fisiologicamente (hormônios, pressão sanguínea etc).”

Herbert disse ainda que a resposta ao estresse é adaptável, e que aprender a controlar isso é a chave para se proteger do estresse alheio.

Segundo ele, a empatia aumenta a percepção das emoções alheias, mas bons líderes e até mesmo pais e mães conseguem aprender a não absorver o estresse dos outros, lidando com a situação estressora ao invés disso.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

20 erros de raciocínio lógico que afetam suas decisões

Você faz milhares de decisões todos os dias, mas será que elas são racionais?

Provavelmente não. Desde o que você vai comer no almoço até se você deve fazer uma grande mudança de carreira ou não, a pesquisa científica sugere que há uma série de obstáculos cognitivos que afetam o seu comportamento. E, em certos casos, eles podem impedir que você aja da forma mais correta ou sensata.

1. Viés da âncora
erros raciocínio lógico vieses cognitivos 1
As pessoas confiam demais na primeira informação que ouvem (que, obviamente, pode não ser a mais sensata ou mais correta). Por exemplo, em uma negociação salarial, quem fizer a primeira oferta estabelecerá uma variação razoável de possibilidades na cabeça de cada um dos envolvidos.

2. Disponibilidade heurística
raciocínio lógico vieses cognitivos 2
As pessoas superestimam a importância das informações que estão disponíveis para elas. Por exemplo, uma pessoa pode argumentar que fumar não é perigoso para a saúde porque conhece uma pessoa que fumava três maços por dia e viveu até os 100. Um caso isolado certamente não representa um cenário completo dos malefícios do fumo.

3. Efeito da popularidade afeta seu raciocínio lógico
raciocínio lógico vieses cognitivos 3
A probabilidade de uma pessoa adotar uma crença aumenta baseada na quantidade de pessoas que já possuem essa crença. Essa é uma forma poderosa de “pensamento de grupo” e é a razão pela qual muitas vezes reuniões são improdutivas.

4. Viés do ponto cego
raciocínio lógico cognitivos 4
Falhar em reconhecer seus vieses cognitivo é um viés em si. As pessoas percebem vieses cognitivos e motivacionais nos outros muito mais frequentemente que em si mesmas.

5. Viés do suporte de escolha
raciocínio lógico vieses cognitivos 5
Quando as pessoas escolhem algo, tendem a se sentir positivas sobre sua escolha, mesmo que ela tenha falhas. Como o fato de que você ama seu cachorro, mesmo que ele seja agressivo e morda as pessoas às vezes.

6. Ilusão da aglomeração
raciocínio lógico vieses cognitivos 6-
Essa é a tendência de ver um padrão em eventos aleatórios. Ocorre em muitas falácias de jogos de azar, como a ideia de que vermelho é ou mais ou menos provável de aparecer numa roleta depois de uma rodada de vermelhos.

7. Viés da confirmação
raciocínio lógico vieses cognitivos 7
Nós tendemos a prestar atenção somente em informações que confirmam a nossa percepção das coisas – por exemplo, você acredita somente em um determinado dado que pode corroborar seu pensamento sobre a mudança climática, mas desconsidera toda uma pesquisa científica que descobriu o contrário.

8. Viés do conformismo
raciocínio lógico cognitivos 8
As pessoas favorecem evidências anteriores a novas evidências ou informações que possam surgir. Por exemplo, demoramos para aceitar que a Terra era redonda porque muitos se agarravam a um “entendimento antigo” de que o planeta era plano.

9. Viés da informação
raciocínio lógico
A tendência de procurar informações quando elas não afetam ações. Mais informação não é sempre melhor. Com menos dados, as pessoas podem às vezes fazer predições mais precisas.

10. Efeito avestruz
raciocínio lógico vieses cognitivos 10
A decisão de ignorar informações negativas ou perigosas “escondendo” a cabeça no chão, como um avestruz. Por exemplo, investidores checam os valores de suas ações com muito menos frequência durante uma fase ruim de mercado.

11. Viés do resultado
erros de raciocinios vieses cognitivos 6
Esse é o ato de julgar uma decisão baseado no seu resultado, e não em como a decisão foi tomada no momento em que foi feita. Só porque você ganhou bastante dinheiro em um cassino de Las Vegas, não significa que ter apostar todo seu dinheiro em uma noite é uma decisão inteligente.

12. Superconfiança
erros de raciocinios vieses cognitivos 12
Algumas pessoas confiam demais nas suas habilidades, o que as levam a tomar riscos maiores em suas vidas diárias. Especialistas são mais propensos a esse viés que leigos, visto que são mais convencidos de que estão certos.

13. Efeito placebo
A simples crença de que algo terá um efeito em você causa de fato um efeito. Em medicina, pílulas que não contêm droga nenhuma muitas vezes provocam as mesmas respostas fisiológicas que a droga real.

14. Viés pró-inovação
Idea concept with row of light bulbs and glowing bulb
Acontece quando o proponente de uma inovação supervaloriza sua utilidade e desvaloriza suas limitações.

15. Recência
erros de raciocinios vieses cognitivos 15
A tendência a pesar as últimas informações mais fortemente que as mais anteriores. Investidores frequentemente fazem decisões ruins porque pensam que o mercado vai sempre ser como é hoje.

16. Saliência
erros de raciocinios vieses cognitivos 16
A tendência a se concentrar nas características mais facilmente reconhecíveis de uma pessoa ou conceito. Por exemplo, quando pensa na morte, uma pessoa pode temer mais uma queda de um avião do que um acidente de carro, que é muito mais provável.
Paradoxo de Fredkin: por que você perde tanto tempo com decisões banais?

17. Percepção seletiva
erros de raciocinios vieses cognitivos 17
Isso é permitir que nossas expectativas influenciem nossa percepção do mundo. Por exemplo, em um jogo de futebol, a torcida de cada time sempre se lembra do adversário cometendo mais faltas.

18. Estereotipagem
erros de raciocinios vieses cognitivos 18
Ocorre quando esperamos que certa pessoa ou grupo tenha determinadas características mesmo sem conhecê-los de verdade. No dia-a-dia, os estereótipos nos ajudam a identificar rapidamente amigos e inimigos, mas as pessoas frequentemente abusam deles, usando-os para fazer julgamentos sem informações reais.

19. Viés da sobrevivência
erros de raciocinios vieses cognitivos 19
Um erro que ocorre quando nos focamos apenas em exemplos sobreviventes, nos fazendo julgar erroneamente uma situação. Por exemplo, você pode pensar que ser empreendedor é fácil porque não ouviu muitos exemplos de empreendedores que falharam, apenas dos que foram bem sucedidos.

10 razões que explicam por que você NÃO está no controle de suas próprias decisões
20. Viés do risco zero
erros de raciocinios vieses cognitivos 20
Sociólogos descobriram que seres humanos amam a certeza e a segurança, mesmo quando elas são contraprodutivas. Assim, preferem tomar decisões que venham sem riscos, ainda que não sejam as melhores. [BusinessInsider]

*Por Natasha Romanzoti
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*Fonte: hypescience

Por que o Brasil tem a população mais ansiosa do mundo

Coração acelerado antes de uma prova, nervosismo em uma reunião importante ou mãos suando no primeiro dia de trabalho. Provavelmente, você já sentiu algum desses sintomas.

Agora, se você está com dificuldades recorrentes para dormir, fica sem ar em uma reunião importante e não consegue se concentrar no trabalho por somente pensar no pior deve ficar atento. O que acredita ser normal pode ser um distúrbio psiquiátrico e exige avaliação médica.

Quando não tratada corretamente, a ansiedade pode virar uma adversidade e desencadear outros transtornos mentais, como a depressão, que acomete aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Aos 19 anos, a estudante Julia de Mello Precioso representa um dos 18,6 milhões de brasileiros que possuem transtorno de ansiedade.

“No começo, me sentia desmotivada, meu coração ficava extremamente acelerado, tinha falta de ar, mudanças drásticas de humor. Mas ao passar do tempo esses sintomas foram aumentando e chegou no ponto deu somente chorar e não ter vontade de socializar.”

Histórias como a dela estão sendo cada vez mais comuns no mundo, principalmente, após a pandemia do coronavírus. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que no primeiro ano da pandemia de Covid-19, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25%.

“Uma das principais explicações para esse aumento é o estresse sem precedentes causado pelo isolamento social decorrente da pandemia, além das restrições à capacidade das pessoas de trabalhar, busca de apoio de familiares e vida social ativa. A solidão, medo de se infectar, sofrimento e morte de pessoas próximas foram fatores estressores que levaram à ansiedade e depressão”, disse Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com o último grande mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela OMS, o Brasil possui a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo.

Para se ter uma ideia, aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade patológica. Em seguida, aparece o Paraguai (7,6%), Noruega (7,4%), Nova Zelândia (7,3%) e Austrália (7%).

“O Brasil tem uma alta taxa de violência, que faz muitas pessoas saírem de casa com o receio de serem assaltadas. Receio que gera ansiedade”, apontou Rafael Boechat, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB).

Especializada em acolher pacientes com transtornos mentais, a psicóloga Adriana Botarelli conta que as próprias dificuldades econômicas contribuem para o alto número de pessoas ansiosas.

“A maior parte da população do Brasil tem pouco acesso a serviços de saúde mental, muitas horas de trabalho por dia, inseguranças quanto ao futuro e pouca qualidade de vida. Todos esses fatores trazem sentimentos de medo, preocupação e angústia.”

Já Gerardo Maria de Araújo Filho, professor do departamento de ciências neurológicas, psiquiatria e psicologia médica da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), acredita que o uso excessivo de computadores e smartphones também explica a alta prevalência de ansiedade no Brasil.

“A rede social gera uma série de cobranças nas pessoas. Você praticamente começa a querer ser magro e esportista como o influenciador.”

Um estudo realizado pela Canadian Journal of Psychiatry comprovou que, quanto maior o uso de telas, maior o nível de ansiedade.

Ao mesmo tempo, um relatório lançado pela empresa de análise de mercado digital App Annie apontou que o Brasil lidera o pódio dos países com pessoas que mais passam tempo conectadas.

Para se ter uma ideia, o brasileiro passa, em média, quase cinco horas e meia por dia diante de seus aparelhos.

Trata-se, ao lado da Indonésia, do maior volume de uso de celulares entre os 17 países analisados no relatório (que também engloba Coreia do Sul, México, Índia, Japão, Turquia, Singapura, Canadá, EUA, Rússia, Reino Unido, Austrália, Argentina, França, Alemanha e China), com base em dados coletados das lojas online iOS App Store, Google Play e outras.

Crianças são mais vulneráveis
Entre as faixas etárias mais vulneráveis a ter o diagnóstico de transtorno de ansiedade, crianças e adolescentes aparecem na liderança.

Contudo, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil ressaltam que todas as pessoas ao decorrer da vida são suscetíveis a ter o diagnóstico de algum transtorno de ansiedade.

João*, por exemplo, adorava brincar com os amigos, ir para a escola e passear com a família. Com a pandemia, tudo mudou e o menino de 13 anos precisou ficar mais tempo recluso em casa.

Foi quando a mãe percebeu o adolescente mais irritado, medroso e com preocupações excessivas. Era os primeiros sintomas da ansiedade patológica.

“Minha mãe percebeu que realmente precisava de ajuda quando comecei a me isolar e não sentir mais vontade de fazer atividades que gostava. Passei a ter um receio enorme que algo ruim iria acontecer, como alguém da minha família adoecer”, relata o adolescente.

Assim como João* diversos outros jovens foram diagnosticados, em 2022, com ansiedade no Brasil.

Um mapeamento feito pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, mostrou que 69% dos estudantes da rede estadual paulista relataram ter sintomas de ansiedade ou depressão durante as atividades remotas impostas pela pandemia.

“A ansiedade é mais comum na infância e adolescência, porque a pessoa ainda não conhece o mundo. É uma fase que o ser humano ainda está em desenvolvimento e a criança está extremamente vulnerável ao que acontece. Assim, uma briga dos pais em casa, por exemplo, pode despertar um quadro de ansiedade no filho”, afirma Gerardo Maria de Araújo Filho, professor da Famerp.

Ênio Roberto de Andrade, diretor do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo diz que, geralmente, o sinal de alerta indicando não ser uma ansiedade normal, mas um transtorno de ansiedade é a influência dos sintomas na vida da pessoa.

“O tratamento mais indicado para a ansiedade na infância e adolescência é a terapia cognitiva comportamental (TCC), caso ela não funcione associa-se tratamento farmacológico. Em adulto, também vale iniciar com TCC, entretanto, geralmente o início com farmacoterapia é muito frequente”, pontuou.

Como evitar um transtorno de ansiedade
Pesquisas apontam que a ansiedade patológica está diretamente relacionada ao processo de aprendizado, ambiente que o indivíduo está inserido ou fatores genéticos do paciente.

Em alguns casos, como no processo de aprendizado, ela pode ser evitada a partir da orientação de pais e educadores.

“Um exemplo são mães que não deixam o filho fazer um inúmeras coisas por medo de que ele se machuque”, explicou Ênio.

Na parte ambiental, a recomendação para diminuir as chances de crianças terem ansiedade patológica é o de preparar um ambiente menos ansiogênico, ou seja, sem “gatilhos”.

Em contrapartida, quando a ansiedade é oriunda de fatores genéticos não há o que fazer para evitar, mas apenas procurar orientação médica.

“Sempre que os sintomas começam a atrapalhar a vida da pessoa, é a hora de buscar um psiquiatra para uma avaliação do quadro. Ansiedade e tristeza são características normais do ser humano, mas a partir do momento em que nos impedem de sair de casa, trabalhar, levar uma vida social ativa, nos relacionar com outras pessoas, devemos procurar auxílio”, afirmou Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Psicofobia atrapalha
Um dos grandes desafios no combate as altas taxas de ansiedade é o forte estereótipo existente sobre os transtornos mentais. No Brasil, o preconceito em relação a pessoas que sofrem com distúrbios psiquiátrico é conhecido como psicofobia.

Jorge* lembra bem de quando teve sintomas do transtorno de ansiedade na adolescência e encontrou resistência dentro de casa para procurar ajuda especializada.

“De início, minha mãe me levou em um centro espírita. Meio que relutou em me levar no médico, mas como os sintomas persistiram marcamos uma consulta com um psiquiatra. Foi quando descobri que estava com transtorno de ansiedade.”

A psicóloga Adriana Botarelli acredita que desmitificar a saúde mental e popularizar a ideia de procurar ajuda especializada é o caminho para o Brasil conseguir superar a alta incidência de ansiedade.

“Muitas pessoas ainda consideram tabu falar sobre transtornos mentais e acabam não cuidando de transtornos, seja por medo de serem chamados de ‘loucos’ por fazer tratamento psicológico e psiquiátrico, ou ainda por medo de medicação, acreditando que ficarão viciados ou sedados.”

Já Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), afirma que o ideal é que desde cedo crianças e adolescentes possam falar abertamente sobre saúde mental nas escolas e em casa, para que cresçam sem o estigma recorrente entre pessoas idosas.

“Precisamos de políticas públicas que estimulem os cuidados e a quebra desse estigma. Somente desta forma o portador de doença mental poderá viver de forma independente e autônoma, tendo oportunidades de trabalho, perseguindo suas metas e usufruindo de oportunidades com dignidade e plena inserção social”, falou Silva.

Para quem convive com a ansiedade, atualmente, de forma harmônica, o segredo é não negar os seus sentimentos.

“Hoje, voltei a praticar exercícios físicos, consigo controlar mais meus pensamentos e identificar quando estou ansiosa. A ajuda de um profissional e força de vontade são cruciais”, afirmou Julia.

Já Gerardo afirma que mais importante do que frequentar a terapia é o paciente reconhecer como usar a ansiedade ao seu favor.

“A grande questão não é ter ou não a ansiedade, mas a intensidade dela. Eu sempre falo que de 0 a 10, uma ansiedade 3 a 3,5 é uma ansiedade ‘do bem’. Que é aquela dose de ansiedade que precisamos para realizar nossas atividades. Quando passa disso já é um sinal de alerta.”

Tipos de transtornos ansiosos
Transtorno de ansiedade generalizada: tem como principal característica a preocupação excessiva e generalizada sem motivos óbvios em situações do dia a dia. Ou seja, o paciente fica sempre antecipando que algo de ruim vai acontecer, permanecendo em um estado de constante preocupação.

Transtorno de pânico: tem como principal característica uma sensação de medo intensa e repentina seguida por sintomas físicos (aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, suor frio, falta de ar, tontura, tremores, entre outros). Esses episódios podem acontecer a partir de qualquer momento, durando até 30 minutos.

Transtorno de ansiedade social: quem tem transtorno de ansiedade social, ou fobia social, tem intensa dificuldade em interagir com outras pessoas. Isso pode se referir desde a uma conversa com um grupo ou até mesmo a apresentação de um trabalho para a turma em ambiente de ensino. Dessa forma, o gatilho para o surgimento dos sintomas típicos da ansiedade costuma transitar na área da socialização. Dessa forma, a fobia social contribui pra que o paciente busque se isolar cada vez mais, evitando as suas fontes de angústia.

Agorafobia: é o transtorno de ansiedade relacionado a estar em situações ou locais sem uma maneira fácil de escapar. Em geral, trata-se de casos sem um perigo iminente óbvio, mas, mesmo assim, a pessoa se sente angustiada em busca de uma saída. Um dos casos mais comuns de agorafobia costuma ser o de não suportar ficar em locais lotados ou muito fechados, como dentro de um ônibus ou avião. Quem sofre com esse transtorno também costuma não se sentir bem em elevadores e demais espaços pequenos.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): tem como principal característica as lembranças recorrentes e intrusivas de um acontecimento que foi altamente angustiante para o paciente. Esse episódio traumático pode ser desde um acidente até a morte de um ente querido. O que diferencia o TEPT de um quadro de choque ou tristeza convencional é a prevalência dos seus sintomas, que vão de dificuldades para dormir até hipervigilância.

Transtorno de estresse agudo: a principal diferença do transtorno de estresse agudo para os demais tipos de ansiedade é que ele geralmente ocorre a partir da vivência ou testemunho de um evento traumático específico. Assim, o paciente fica revivendo aquele acontecimento e se angustiando com ele de maneira constante. Por ser um quadro agudo, ele não costuma durar muito tempo. Em até um mês, os sintomas geralmente se amenizam. No entanto, ainda assim é válido obter o diagnóstico de um especialista para avaliar o caso e contar com o tratamento adequado.


Mutismo seletivo:
se caracteriza principalmente pela incapacidade de se comunicar verbalmente em situações sociais. O caso é diferente da fobia social, ou transtorno de ansiedade social, porque geralmente costuma cessar antes da adolescência ou vida adulta.


Transtorno de ansiedade de separação:
aquela sensação de ter saudades de casa pode se manifestar de maneira muito mais grave na forma do transtorno de ansiedade de separação. Nesse caso, o paciente passa por sensações de angústia e desespero ao se separar de um ambiente que considera familiar e agradável.

Transtorno de ansiedade induzido por substância: o uso de substâncias específicas também pode ocasionar quadros de transtorno de ansiedade. Isso vale desde o caso de medicamentos convencionais até drogas perigosas, como é o caso de cocaína, heroína, maconha, entre outras.

*A reportagem resguardou os nomes verdadeiros de João e Jorge.

*Por Rone Carvalho
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*Fonte: bbc-brasil

Estudo explica por que mulheres inteligentes têm mais dificuldade em encontrar amor

Um estudo comprovou cientificamente que uma mulher inteligente tem dificuldade em encontrar parceiros. Veja como ocorreu esse experimento.

Muitos estigmas afetam a mulher inteligente, e um deles é a facilidade, ou não, para encontrar o amor. No entanto, o que antes parecia ser apenas uma teoria boba de algumas parceiras pouco satisfeitas com suas tentativas de relacionamento, agora se tornou algo de um estudo científico.

Pessoas do sexo feminino que são bem-sucedidas, poderosas e possuem inteligência técnica, física ou emocional podem acabar afastando alguns parceiros românticos. No entanto, em casos isolados, pode parecer algo que afeta apenas algumas mulheres.

Entretanto, uma pesquisa realizada pela Universidade de Buffalo, de Nova York, Estados Unidos, aponta que existe embasamento científico por trás dessa impressão, e ela, de fato, comprova-se.

Como funciona o experimento
O que antes parecia um consenso, agora se tornou o tema de uma pesquisa publicada na revista Personality and Social Psychology Bulletin. Mulheres inteligentes realmente deixam os homens mais inseguros, e acabam afastando potenciais parceiros românticos no dia a dia.

Um grupo de estudiosos colocou essa teoria em prática para entender até onde o fator intelectual atrapalhava na busca pelo amor verdadeiro.

Na primeira etapa do experimento, homens voluntários foram orientados a avaliar mulheres com grandes habilidades em matemática e linguística. O nível de conhecimento não foi compartilhado, mas eles deveriam considerar uma pessoa com potencial avançado, a nível acadêmico.

Dessa forma, os homens poderiam atribuir alguns critérios e aspectos para classificar se uma mulher inteligente seria a parceria ideal para eles. Desconsiderando outros fatores adicionais, como aparência e preferências, todos informaram que não teriam problemas com uma parceira romântica inteligente.

Em seguida, foram expostos a uma segunda etapa do teste, na qual conheceram uma mulher inteligente de aparência padrão. Eles não puderam conhecê-la, mas todos classificaram a garota como desejável, e teriam um relacionamento de longo prazo com ela.

Na teoria, esse resultado comprova que uma mulher inteligente não teria dificuldades em encontrar o amor, certo? Afinal, diversos pretendentes afirmaram que a escolheriam como parceira.

No entanto, a segunda fase do projeto fez isso cair por terra.

Uma mulher inteligente deixa os homens inseguros
A parte final do experimento elaborou diferentes situações de competição entre os voluntários. A mulher e os diversos homens foram expostos a algumas atividades de raciocínio lógico, matemática e testes de gramática. Além disso, também passaram por tarefas simples, como uma competição diária.

Os resultados apontaram, então, que a mulher inteligente que se destacou nos testes deixou de ser atraente para os homens que competiram com ela. Mesmo que ainda fosse a mesma modelo e as respostas anteriores tivessem sido positivas, a demonstração de inteligência superior ao homem faz com que eles desistam dessa parceria.

Inclusive, o estudo também descreveu que alguns homens não apenas mudaram de ideia, como também se sentiram inseguros ao lado de uma mulher que aparenta ser mais inteligente do que eles.

O estudo conseguiu comprovar essa teoria de forma científica, com base na observação e recolhimento de depoimentos. Contudo, eles reforçam, no artigo, que qualquer generalização leva ao erro.

Existem, de fato, homens que são capazes de admirar uma mulher inteligente como companheira, e não se sentem incomodados com a demonstração ativa de inteligência ou conhecimentos acadêmicos.

Inclusive, muitos buscam essas características em uma parceira romântica para longo prazo.

Entretanto, os resultados predominantes dessa avaliação comprovam que a mulher inteligente tem, sim, dificuldade de encontrar o amor, pois ao demonstrar sua inteligência, faz com que grande parcela dos homens se sinta insegura em sua presença.

Nesse caso, a atribuição seria por parte do público masculino que possui esse incomodo ao interagir com parceiras intelectualmente superiores. A culpa não seria na abordagem ou no comportamento, mas na impressão que eles desenvolvem internamente.

*Por Mayara Marques
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*Fonte: fatosdesconhecidos

A “teoria da estupidez” de Bonhoeffer: temos mais a temer dos estúpidos do que dos maus

O mal é fácil de identificar e combater; não é assim com a estupidez.

Há um ditado na internet que diz: “Debater com um idiota é como tentar jogar xadrez com um pombo – ele derruba as peças, cai no tabuleiro e voa de volta para seu bando para reivindicar a vitória”. É engraçado e astuto. Também é profundamente, deprimente preocupante. Embora nunca digamos isso, todos nós temos pessoas em nossas vidas que consideramos um pouco obtusas – não necessariamente sobre tudo, mas certamente sobre algumas coisas.

Na maioria das vezes, nós rimos disso. Afinal, a estupidez pode ser muito engraçada. Quando meu amigo perguntou a um grupo de nós recentemente qual era o sobrenome de Hitler, nós rimos. Quando meu irmão descobriu no mês passado que as renas são animais de verdade – bem, que engraçado. A zombaria bem-humorada sobre a ignorância de uma pessoa faz parte da vida cotidiana.

A estupidez, porém, tem seu lado negro. Para o teólogo e filósofo Dietrich Bonhoeffer, a pessoa estúpida costuma ser mais perigosa do que a má.

Inimigo interno
Nas histórias em quadrinhos e nos filmes de ação, sabemos quem é o vilão. Eles vestem roupas escuras, matam por capricho e riem loucamente de seu esquema diabólico. Na vida também temos vilões óbvios – os ditadores que violam os direitos humanos ou assassinos em série e criminosos violentos. Por mais malvadas que sejam essas pessoas, elas não são a maior ameaça, já que são conhecidas. Uma vez que algo é um mal conhecido, o bem do mundo pode se unir para defendê-lo e lutar contra ele. Como diz Bonhoeffer: “Pode-se protestar contra o mal; pode ser exposto e, se necessário, impedido pelo uso da força. O mal sempre carrega em si o germe de sua própria subversão”.

A estupidez, porém, é um problema completamente diferente. Não podemos lutar tão facilmente contra a estupidez por duas razões. Primeiro, somos coletivamente muito mais tolerantes com isso. Ao contrário do mal, a estupidez não é um vício que a maioria de nós leva a sério. Não criticamos os outros por ignorância. Não gritamos com as pessoas por não saberem das coisas. Em segundo lugar, a pessoa estúpida é um oponente escorregadio. Eles não serão vencidos pelo debate ou abertos à razão. Além do mais, quando a pessoa estúpida está de costas contra a parede – quando ela é confrontada com fatos que não podem ser refutados – ela estala e ataca. Bonhoeffer coloca assim:

“Nem os protestos nem o uso da força conseguem nada aqui; as razões caem em ouvidos surdos; fatos que contradizem o pré-julgamento de alguém simplesmente não precisam ser acreditados – nesses momentos a pessoa estúpida até se torna crítica – e quando os fatos são irrefutáveis, eles são simplesmente descartados como inconseqüentes, como incidentais. Em tudo isso, a pessoa estúpida, em contraste com a maliciosa, está totalmente satisfeita consigo mesma e, irritando-se facilmente, torna-se perigosa ao partir para o ataque.”

Com grande poder vem grande estupidez
A estupidez, como o mal, não é uma ameaça enquanto não tiver poder. Rimos das coisas quando elas são inofensivas – como a ignorância do meu irmão sobre as renas. Isso não vai me causar nenhuma dor. Portanto é engraçado.

O problema com a estupidez, porém, é que muitas vezes anda de mãos dadas com o poder. Bonhoeffer escreve: “Ao observar mais de perto, torna-se evidente que todo forte surto de poder na esfera pública, seja de natureza política ou religiosa, infecta grande parte da humanidade com estupidez”.

Isso funciona de duas maneiras. A primeira é que a estupidez não o impede de ocupar um cargo ou autoridade. A história e a política estão cheias de exemplos de quando os estúpidos chegaram ao topo (e onde os inteligentes são excluídos ou mortos). Em segundo lugar, a natureza do poder exige que as pessoas abram mão de certas faculdades necessárias para o pensamento inteligente — faculdades como independência, pensamento crítico e reflexão.

O argumento de Bonhoeffer é que quanto mais alguém se torna parte do sistema, menos indivíduo se torna. Um estranho carismático e empolgante, repleto de inteligência e políticas sensatas, torna-se imbecil no momento em que assume o cargo. É como se “slogans, slogans e coisas assim… tivessem tomado conta dele. Ele está enfeitiçado, cego, maltratado e abusado em seu próprio ser.”

O poder transforma as pessoas em autômatos. Pensadores inteligentes e críticos agora têm um roteiro para ler. Eles vão envolver seus sorrisos em vez de seus cérebros. Quando as pessoas se juntam a um partido político, parece que a maioria escolhe seguir o exemplo em vez de pensar nas coisas. O poder drena a inteligência de uma pessoa, deixando-a semelhante a um manequim animado.

teoria da estupidez
O argumento de Bonhoeffer, então, é que a estupidez deveria ser vista como pior do que o mal . A estupidez tem um potencial muito maior de prejudicar nossas vidas. Mais dano é causado por um idiota poderoso do que por uma gangue de conspiradores maquiavélicos. Sabemos quando existe o mal e podemos negar seu poder. Com os corruptos, opressores e sádicos, sabemos onde estamos. Você sabe como se posicionar.

Mas a estupidez é muito mais difícil de eliminar. É por isso que é uma arma perigosa: porque as pessoas más acham difícil tomar o poder, elas precisam de pessoas estúpidas para fazer seu trabalho. Como ovelhas no campo, uma pessoa estúpida pode ser guiada, dirigida e manipulada para fazer inúmeras coisas. O mal é um mestre de marionetes, e nada ama tanto quanto os fantoches irracionais que o permitem – sejam eles no público em geral ou dentro dos corredores do poder.A lição de Bonhoeffer é rir daqueles momentos idiotas e tolos quando em companhia próxima. Mas devemos ficar com raiva e com medo quando a estupidez reinar.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A capacidade cognitiva varia, mas o preconceito é universal

Quando o assunto é preconceito, não importa se você é inteligente ou não, conservador ou liberal, cada grupo tem seus próprios preconceitos específicos. Em um estudo recente, os psicólogos mostraram que a baixa capacidade cognitiva (ou seja, inteligência, capacidade verbal) não foi um preditor consistente de preconceito. A capacidade cognitiva, seja alta ou baixa, só prevê preconceito em relação a grupos específicos. Os resultados foram publicados na revista Social Psychological and Personality Science.

“Pouquíssimas pessoas são imunes a expressar preconceito, especialmente preconceito em relação às pessoas que discordam”, diz o principal autor do estudo Mark Brandt (Universidade Tilburg, Holanda).

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

Brandt e Jarrett Crawford (The College of New Jersey) analisaram dados de 5914 pessoas nos EUA que incluem uma medida de capacidade verbal e preconceito em relação a 24 grupos diferentes.

Analisando os resultados, os pesquisadores descobriram que pessoas com níveis cognitivos relativamente altos e baixos mostram níveis aproximadamente iguais de viés intergrupos para diferentes conjuntos de grupos. Pessoas com baixa capacidade cognitiva tendem a expressar preconceito em relação a grupos percebidos como liberais e não convencionais (por exemplo, ateus, gays e lésbicas), bem como grupos de pessoas percebidas como tendo baixa escolha em relação à participação em grupos (por exemplo, minorias étnicas). Pessoas com alta capacidade cognitiva mostraram o padrão inverso. Eles tendem a expressar preconceito em relação a grupos percebidos como conservadores e convencionais (por exemplo, cristãos, militares, grandes empresas).

“Há uma variedade de sistemas de crenças e traços de personalidade que as pessoas geralmente acreditam que as protegem de expressar preconceito”, diz Brandt. “Em nosso trabalho anterior, descobrimos que pessoas com níveis altos e baixos nos traços de personalidades de abertura à novas experiências mostram vínculos muito consistentes entre ver um grupo como ‘diferente de nós’ e expressar preconceito em relação a esse grupo. O mesmo parece ser verdade para a capacidade cognitiva”.

“Considerando que trabalhos anteriores de outros pesquisadores descobriram que pessoas com baixa capacidade cognitiva expressam mais preconceito, descobrimos que isso é limitado a apenas alguns grupos-alvo”, diz Brandt. “Para outros grupos-alvo, a relação estava na direção oposta. Para esses grupos, pessoas com altos níveis de capacidade cognitiva expressavam mais preconceito. Portanto, a capacidade cognitiva também não parece tornar as pessoas imunes a expressar preconceito”.

Os autores gostariam de ver suas descobertas sendo replicadas em novas amostras, com novos grupos-alvo e medidas adicionais de capacidade cognitiva.

“Usamos uma medida da capacidade verbal, que é essencialmente um teste de vocabulário”, diz Brandt. “Embora essa medida correlacione muito bem com outras medidas de capacidade cognitiva, não é uma medida perfeita e nem completa”.

*Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
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*Fonte: universoracionalista

8 Formas práticas e peculiares para cuidar de sua saúde mental

Proteger a saúde mental é fundamental para a nossa qualidade de vida e bem-estar geral. Ela afeta como pensamos, sentimos e agimos em nossa vida diária e, quando nossa cabeça não vai bem, pode levar a problemas como ansiedade, depressão, problemas de relacionamento e dificuldade para lidar com as demandas do dia a dia.

A saúde mental também está relacionada à saúde física, e problemas mentais podem ter efeitos negativos no corpo, como aumento da pressão arterial e risco de doenças cardíacas. Além disso, problemas de saúde mental podem afetar a capacidade de uma pessoa de seguir com suas atividades diárias, incluindo trabalho e estudo, e podem ter um impacto significativo na qualidade de vida.
Proteger sua saúde mental envolve desenvolver habilidades para lidar com o estresse, gerenciar emoções e manter relacionamentos saudáveis.

Continue lendo este artigo para descobrir dicas práticas e interessantes para se sentir bem e lidar melhor com a vida diária!

1. Tenha pessoas boas por perto
Manter fortes conexões familiares e sociais é importante para a nossa saúde mental e bem-estar. Faça planos com familiares e amigos próximos, ou busque atividades que lhe possibilitem conhecer novas pessoas, como grupos de interesse, classes ou clubes.

2. Preste atenção em como você se comunica com os outros
Para proteger sua saúde mental, é importante prestar atenção na maneira como você se comunica com os outros. Comunicação eficaz é essencial para construir relacionamentos saudáveis e lidar com as emoções de forma positiva.

Uma maneira de se comunicar de maneira saudável é encontrar maneiras de se afirmar. Muitas vezes, as pessoas reprimem suas emoções e sentimentos, o que pode levar a problemas mais tarde. Ao aprender a se expressar de maneira clara e respeitosa, você pode se sentir mais confiante e seguro em suas relações.

Outra maneira de se comunicar de maneira saudável é expressar gratidão pelas pessoas em sua vida. Agradecer e mostrar apreciação por aqueles que você ama pode ajudar a construir relacionamentos mais fortes e deixá-lo mais feliz e saudável.

Além disso, é importante limitar o tempo gasto nas redes sociais. Usar as configurações do telefone para estabelecer limites pode ajudar a evitar a comparação social e as pressões da vida online, o que pode ser prejudicial para a sua saúde mental.

Em vez disso, é importante passar mais tempo com pessoas reais e fazer atividades que você possa desfrutar fora da tela.

3. Doe-se
Dedique algum tempo e energia para ajudar os outros. Isso pode lhe proporcionar uma sensação de realização e propósito, além de ser uma ótima oportunidade para conhecer novas pessoas. Explore ideias sobre como ajudar em projetos comunitários ou voluntariado em organizações de caridade.

4. Cuidado com o que você come
Alimentos e bebidas açucaradas podem nos proporcionar uma sensação de conforto temporário, mas também podem nos deixar exaustos ou nervosos. A cafeína presente em bebidas como café, chá ou bebidas energéticas também pode ter esse efeito.

Uma dieta equilibrada e rica em vegetais e frutas é fundamental para uma boa saúde física e mental. Como comemos também é importante, fazer refeições com outras pessoas pode ajudar a desenvolver relacionamentos saudáveis com familiares, amigos, parceiros e colegas. Isso é fundamental para proteger a saúde mental e prevenir problemas.

É importante estar ciente de como a comida se relaciona com nossos sentimentos. Algumas pessoas podem comer demais ou de menos quando estão tristes ou ansiosas. Se esse é o seu caso, pode ser útil conversar com alguém em quem confia e buscar apoio profissional se necessário.

5. Valorize a si mesmo
Trate-se com bondade e respeito, evitando a autocrítica excessiva. Encontre tempo para seus hobbies e projetos favoritos ou amplie seus horizontes, seja por meio de atividades como resolver palavras-cruzadas diariamente, plantar um jardim, fazer aulas de dança, aprender a tocar um instrumento ou se tornar fluente em outro idioma.

6. Expanda sua mente
Muitas vezes, ficamos presos em nossas rotinas e formas de pensar, seja sobre como gastamos nosso tempo ou sobre nós mesmos e o mundo, com nossas expectativas influenciando o que realmente acontece, tanto positiva quanto negativamente.

Por exemplo, podemos dizer a nós mesmos frases como “as coisas nunca melhoram” ou “sou inútil” como resposta ao que os outros nos disseram.

É importante estar ciente desses pensamentos e tentar experimentar novos pensamentos, como “posso mudar as coisas para melhor” e “há tanto que posso fazer”. A vida pode se tornar mais interessante, emocionante e gratificante quando estamos abertos a experimentar coisas novas e dispostos a mudar nossas rotinas.

Isso pode ser tão simples quanto trocar o que você come no café da manhã ou mudar o caminho que você anda com seu cão de estimação. Pode também envolver um pouco mais de planejamento, como uma viagem de aventura.

Ao experimentar coisas novas, podemos descobrir lugares novos que vamos amar, talentos que não sabíamos que tínhamos ou conhecer pessoas legais e interessantes. Tudo isso não somente faz bem para nossa saúde mental como, também, para nosso corpo.

7. Reserve dois minutos para se concentrar no mundo ao seu redor
Isso pode ajudá-lo a se desconectar dos pensamentos constantes e a se reconectar com o presente. Uma dica é simplesmente fazer três respirações lentas e profundas. Pare e sinta seus pés no chão, e pergunte a si mesmo:

Quais são as cinco coisas que eu posso ver agora?
Quais são as quatro coisas que eu posso ouvir?
Qual é o cheiro que eu posso sentir?
Qual é a sensação de tocar meus joelhos ou qualquer outra coisa à minha volta?
Qual é a sensação debaixo dos meus dedos?
Essa técnica ajuda a trazer a atenção para o momento presente e alivia o estresse e ansiedade.

8. Não hesite em buscar ajuda profissional
Por fim, se você estiver enfrentando dificuldades para lidar com o estresse ou qualquer outra coisa que possa prejudicar sua saúde mental, é importante procurar ajuda profissional.

Lembre-se de que não está sozinho e há recursos disponíveis para apoiar seu bem-estar emocional. Não se sinta envergonhado ou hesite buscar por auxílio, é um passo importante para cuidar de sua vida de forma geral.

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso

Nosso cérebro é capaz de apagar memórias ruins?

Para os seres humanos, lembrar-se de todos os detalhes de um dia comum e feliz não é exatamente a coisa mais fácil do mundo. Afinal, o tempo passa e algumas recordações vão ficando borradas, partes de uma história são perdidas e o nosso cérebro faz questão de armazenar apenas alguns trechos.

No entanto, dias trágicos são aqueles que não conseguimos esquecer nem se tentamos muito. Normalmente, os piores dias que vivemos em nossas vidas são aqueles que temos as maiores recordações e lembranças intactas. Mas será que existe algum mecanismo dentro do corpo humano capaz de obliterar essas memórias traumáticas? Veja só o que dizem os cientistas!

Por que lembramos de coisas ruins?
A memória humana tende a guardar muitas das coisas que nos acontecem durante o dia, mas muitas delas acabam sendo esquecidas inevitavelmente. Porém, é um consenso que memórias ruins são armazenadas com muito mais frequência do que as boas. Para isso, nosso sistema nervoso precisa modificar certos circuitos neurais, sintetizando proteínas e exercendo gasto energético celular.

Mas qual o motivo de gastarmos energia para guardar uma memória que certamente nos trará traumas posteriormente? De acordo com especialistas, muito disso está ligado ao fato de que essas experiências negativas estão fortemente associadas às emoções. Visto que nosso cérebro classifica memórias com base em sua utilidade, ele imagina que aquelas com forte teor emocional são mais úteis para nossa sobrevivência.

Se ficamos com muito medo de uma área perigosa do lugar onde vivemos, nosso órgão armazena essa lembrança para ativarmos um estado de alerta todas as vezes que passarmos naquele local. Contudo, quando se trata de uma experiência realmente traumática, as lembranças ruins podem gerar sequelas que afetam nossa forma de viver.


Como apagar uma memória ruim?

Estudos mais recentes feitos por pesquisadores da Universidade de York, na Inglaterra, sugerem que existem alguns fatores externos determinantes para salvarmos ou excluirmos uma memória. Por exemplo, a luz e o som, coisas que vivenciamos todos os dias, são grandes moduladores de memórias e de funções cerebrais, sobretudo quando dormimos.

O sono é essencial para o processamento de uma memória. Memórias recém-adquiridas só se transformam em memórias de longo prazo durante o repouso noturno. Dessa forma, os cientistas sugerem que estímulos auditivos e visuais poderiam ser usados em sessões de terapia do sono para “desinstalar” uma memória. Porém, esse ainda é um estudo que está em fase experimental.

Outra coisa interessante é que existem evidências científicas de que alguns medicamentos poderiam contribuir para o apagamento da memória traumática. O propranolol, usado para tratar casos de hipertensão arterial, é usado em animais de laboratório para que eles esqueçam um trauma aprendido.

A teoria dos pesquisadores é a chave do processo estaria em uma proteína que interage com nossos neurônios e determina se uma memória deve ser alterada ou não. Caso essa proteína seja degradada, as memórias se tornariam modificáveis. Porém, mais uma vez, tudo isso ainda está no campo teórico.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Ciência comprova os efeitos do nascer e do pôr do sol sobre a mente e a saúde humana

Quem já admirou a beleza estonteante do nascer ou do pôr do sol sabe o quanto assistir a esses espetáculos naturais faz bem para nosso humor e até mesmo nossa saúde: a ciência, porém, acabou de comprovar os benefícios dessa infalível sensação positiva que tais cenas nos provocam. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, contou com 2.500 participantes para medir os efeitos de imagens da alvorada pela manhã e do crepúsculo ao fim da tarde sobre a mente humana e, assim, sobre nosso temperamento, nossas emoções e nosso bem-estar.

As imagens do nascer e do pôr do sol foram todas escolhidas como mais bonitas e prazerosas

Conduzida pelos cientistas Alexander Smalley e Mathew White, o estudo foi publicado na revista científica Journal of Environmental Psychology, e tem um nome, em tradução livre, tão extenso quanto a beleza do ir e vir do Sol: “Além do pensamento do céu azul: padrões diurnos e fenômenos meteorológicos efêmeros impactam avaliações de beleza, admiração e valor em paisagens urbanas e naturais”.

Para determinar o impacto, os participantes foram submetidos a imagens controladas do nascer e do pôr do sol, registradas tanto em ambiente rural quanto em contextos urbanos.

Ciência comprova que observar e ouvir pássaros melhoram nosso bem-estar

De acordo com o resultado do levantamento, toda imagem que mostrava elementos do crepúsculo era considerada mais bonita do que fotos de outros momentos do dia. As análises confirmaram que os eventos disparam sentimentos difíceis de serem provocados, como de admiração das pessoas, e são capazes de melhorar o humor, as emoções positivas e mesmo o comportamento social dos indivíduos, como sentimentalidades capazes de melhorar o bem-estar de quem olha o nascer e o pôr do sol de modo geral.

“Nossa pesquisa indica que acordar um pouco mais cedo para o nascer do sol ou marcar uma caminhada para ver o pôr do sol pode valer a pena o esforço. O fator ‘uau’ associado a esses encontros pode ser pequeno, mas traz solavancos significativos em sentimentos de beleza e admiração, o que poderia, por sua vez, ter impactos positivos para o bem-estar mental”, explica Smalley. Fenômenos naturais mais incomuns, como tempestades, céus brilhantes e estrelados e arco-íris também provocaram melhorias na avaliação dos participantes.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

Vício em smartphone
O vício em smartphones pode provocar depressão e ansiedade, entre outros sintomas

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Telefones celulares antigos
Os telefones antigos e menos conectados vêm reconquistando usuários

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

Na pandemia, tudo é feito pelo smartphone, e assim os efeitos colaterais se agravam

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

A Revolta É O Grande Remédio Para A Depressão – Diz Psiquiatra

António Coimbra de Matos é o maior nome da psicanálise portuguesa, comprometido a estudar e a tentar compreender a condição humana. Focado no futuro, amor, saúde, doença, vida e a morte. Fez do amor o seu manta, dedicou a vida a estudar um dos lados mais obscuros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. Selecionamos alguns excertos da entrevista que ele concedeu à jornalista Carolina Reis, do *Jornal Expresso.

A depressão é um luto patológico
Comecei a ver através dos meus pacientes que as teorias que havia — mesmo na psicanálise — não explicavam bem o fenômeno. E comecei a procurar eu próprio. Há uma coisa que, geralmente, é confundida pelos psiquiatras e pelos psicanalistas com a depressão que é o luto. Freud dizia que a depressão é um luto patológico. O luto é uma reação perante a perda real de uma pessoa, o paradigma é a morte de uma pessoa amada. A depressão é a reação perante a perda do afeto de uma pessoa. É a ruptura afetiva.

Há depressões normais e depressões patológicas
Há depressões normais e depressões patológicas. E lutos normais e lutos patológicos. O luto normal é de memória e de substituição. Eu vou-me esquecendo do meu pai que faleceu e substituo por um professor, amigos mais velhos. E há lutos patológicos, em que fico eternamente a pensar que me faz muita falta o meu pai que já morreu. A depressão é a mesma coisa. Nas normais, quando perco o afeto de uma pessoa importante para mim, deprimo. Mas na depressão patológica atribuo a culpa a mim.

A depressão atinge todas as classes sociais
Sim, mas aumenta com o sentimento de opressão, de que se está limitado. A pobreza aumenta a depressão, é a falta de esperança. […] A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando começamos a revoltar. Há um estudo interessante do Durkeim, da primeira década do século XX, que diz que nos grandes períodos de guerra, os suicídios diminuem. Porque a revolta é permitida [Isso se refere a chamada raiva produtiva que nos arranca da zona de conforto. “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”, dizia Freud].

Como é que se trata a depressão?
Em alguns casos graves, será necessária alguma medicação. Mas fundamentalmente pela reestruturação da pessoa pelo meio psicoterapêutico, restaurar a autoestima ferida. É que no luto a autoestima não é atingida, na depressão é. Isso já Freud tinha reparado. É um trabalho demorado, difícil. Nem sempre é necessário uma psicanálise, no divã, pode ser psicoterapia face a face. Depende dos casos, se é mais ligeiro, mais recente, consegue-se tratar face a face. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

Trata-se conversando?
Não é só conversa. É perceber como é que a pessoa se deprimiu e como é que pode sair disso. A psicoterapia esteve muito presa às causas, hoje pensamos nisso, mas sobretudo nas soluções. O que é que a pessoa pode fazer para sair da depressão. Levar a pessoa a perceber que aconteceu aquilo, mas a vida não acaba aí. Há outros interesses, o futuro.

A solução, a cura, está dentro de nós?
Está. Mas o analista não é, como se julgou durante muito tempo, um guia, um orientador, um pai, um professor, um padre. Costumo defini-lo em duas funções: de farol, que ilumina e deixa o paciente escolher o seu caminho; e de catalisador, capaz de procurar o processo de mudança, com possibilidade de sucessos. O psicanalista tem de ter uma atitude tal que o paciente sente que se pode abrir. […]Tem de se ter a capacidade de ser um bom ouvinte, que não critica, não castiga, leva o paciente a abrir-se. Ser suficientemente sensível para aceitar pôr-se na pele do paciente. É a chamada empatia. É pôr-se na pele do paciente e ter a resposta afetiva adequada, que não seja culpabilizante nem desvalorizante.

Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes
Em princípio, o paciente tem sempre razão. Vamos ver é se essa razão é total ou se não. Se ele fez qualquer coisa, lá tinha os seus motivos, a sua razão. Vou procurar essa razão, antes de julgar pela minha razão. Se um paciente me diz que bate todos os dias no filho eu fico um bocado irritado, mas devo pensar: ele deve ter alguma razão. O filho faz-lhe ciúmes porque é mais inteligente do que ele? O filho faz-lhe lembrar alguém de quem ele não gostava? Não se deve começar logo por criticar qual é a razão do paciente. É tentar compreendê-lo. Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes. Lembro-me de um texto antigo, de um discípulo de Freud, Wilhelm Stekel, que tem um livro, de 1911, que se chama “A Mulher Frígida.” E acaba com um parágrafo em que diz: mulheres frígidas não existem, existem homens incompetentes.

A gente existe quando se sente amado
Isso é importante porque [não se sentir amado] é uma das causas da depressão. Já reparou que quando os namorados se despedem no aeroporto ambos dizem: não te esqueças de mim. É a importância que o outro nos leva, que o outro pense em nós, que o outro exista. Ou que nós existamos para o outro. Durante muito tempo pensou-se que o importante era a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim. Mas mais importante é eu ter a certeza que estou no interior do meu objeto, que a minha mãe pensa em mim, que a minha namorada pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu objeto. Aliás, tenho um livro que se chama “Vária. Existo Porque Fui Amado”.

É difícil amar?
Não é fácil, mas é bom. E se não se amar não se vive. Tive uma analisanda — professora de psicologia — que um dia me disse que tinha descoberto que eu era religioso, que o meu deus era o Amor. Acho que é verdade. É a coisa que nos mantém, que nos entusiasma e pelo qual vale a pena lutar.

Como sabemos se é amor verdadeiro?
É um amor ablativo, que se propõe a dar. Mais do que captar. As relações são boas quando são recíprocas. No amor, na amizade, nas relações pessoais evoluídas, o mais importante é a pessoa. Enquanto que em relações mais primárias, mais biológicas, o que interessa é o que a pessoa nos dá. Uma coisa é eu gostar daquela pessoa como pessoa, e gostar de estar com ela, da companhia dela, de fazer projetos com ela. Outra coisa é estar a pensar em ir para a cama com ela.

A dor é boa para a nossa construção?
É inevitável. Existe. É um sinal de que as coisas não estão a correr bem e temos de fazer qualquer coisa para ultrapassar. A ideia da civilização judaico-cristã é a de que a dor nos esculpe a vida. Nascemos no pecado, a culpa é secundária e o principal impulso é a busca, de explorar o mundo. Depois é que vem o medo. A culpa é emoção inibitória, tal como o medo, a culpa e a vergonha.

Qual é a pior?
Todas são más. O medo é necessário, mas é preciso ultrapassar o medo. Todos nós perante uma emoção nova temos uma reação, por um lado medo, isto é algo que eu desconheço, pode ser perigoso. Por outro lado, isto é novo pode trazer coisas bestiais. Se somos mais saudáveis, predomina o entusiasmo, vamos à conquista. Se somos mais doentes predomina o medo, retraímo-nos. Varia de pessoa para pessoa e consoante o contexto da vida. Se a criança tem pais compreensivos diminui o medo e pode lançar-se na aventura.

Temos perturbações da sociedade moderna?
É uma coisa muito discutida. Na sociedade urbana, o convívio é menor, desapareceu o convívio de bairro. Há um maior isolamento em relações mais próximas. Este individualismo leva a uma certa solidão, a um certa desconfiança, leva a paranoia, a pessoa pode ser prejudicada pelo outro. As relações afetivas são menos consistentes. São mais superficiais, menos espessas, mais finas, mais delgadas. Partem facilmente.

Que balanço faz da condição humana?
A parte boa: a capacidade de amar, de criar. A parte má: o egoísmo, a vaidade, a sacanice. Podemos ter tudo numa só pessoa, mas há predomínios. Há duas coisas importantes, a capacidade de nos interessarmos pelo outro, em que o mais importante são as pessoas de quem gosto. E depois há o narcisismo, os outros que se lixem. E todos nós temos um bocado dos dois. Quando somos mais saudáveis, somos melhores pessoas. Predomina a capacidade de a pessoa se interessar pelo outro, ajudar a sociedade, criar um mundo melhor. Aí também se mete a questão da morte. Quando o indivíduo tem a capacidade de deixar um legado, há uma certa imortalidade simbólica.

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*Fonte: portalraizes

Infelicidade e solidão pode envelhecer mais que o cigarro

A depressão traz um sofrimento terrível a quem tem esta doença. Isto provavelmente você já sabe. Mas o que os pesquisadores estão descobrindo agora é que ela pode ter outros efeitos, como envelhecer o doente – até mais do que faz o cigarro, por exemplo.

Estudos recentes sugerem que, quanto mais velha cronologicamente for a pessoa, mais propensa ela está a ter algumas doenças que podem levar à morte. Mas agora novas pesquisas estão colocando mais um elemento relacionado ao envelhecimento: a saúde psicológica.

A relação entre a infelicidade e o envelhecimento

O que os pesquisadores estão pontuando é que se sentir infeliz, solitário ou mesmo deprimido pode acelerar os processos de envelhecimento, da mesma que forma que faz o tabagismo e outras doenças. Eles estão levantando como fatores para a velhice, além da idade cronológica, baseada em quando uma pessoa nasceu, a idade biológica, influenciada pela genética, pelo estilo de vida e outros fatores.

Novos estudos sugerem que, quando maior for a idade biológica, maior será o fator de risco a doenças que podem inclusive levar ao risco de morte. Agora, os pesquisadores dizem estar criando um “modelo digital de envelhecimento”, que pode calcular a idade de uma pessoa a partir destes dois fatores.

O relógio do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Hong Kong têm trabalhado em uma startup chamada Deep Longevity. Eles dizem ter criado um “relógio do envelhecimento” a partir de dados coletados com 4846 adultos em 2015. Por meio deste estudo, eles chegaram em 16 biomarcadores sanguíneos relacionados à saúde, como níveis de colesterol, glicose, índice da massa corporal, sexo e medidas da função pulmonar.

Em seguida, eles compararam a idade cronológica dos indivíduos pelo modelo previsto pela sua idade. Os resultados sugeriram que fatores ligados à idade cronológica, o que envolve dados da saúde mental e do nível de satisfação com a vida, interferiram no ritmo do envelhecimento. “Demonstramos que fatores psicológicos, como sentir-se infeliz ou solitário, somam 1,65 anos à idade biológica”, escreveram em um estudo.

Embora o número seja apenas uma estimativa, o estudo revela que cuidar do estado psicológico é fator crucial em relação ao envelhecimento. Outra constatação é que os fumantes tendem a ser 15 meses mais velhos do que os não-fumantes com a mesma idade cronológica.

Os pesquisadores também apontaram mais fatores que são relacionados a esse relógio: o casamento tende a reduzir a idade em sete meses, enquanto a vida em ambiente rural tende a aumentar cinco meses na idade biológica, em relação às pessoas que vivem em centros urbanos.

Andrew Steptoe, professor da Universidade College London, destacou que o trabalho pode trazer uma importante contribuição à sociedade. “Os resultados são interessantes e se somam às evidências existentes na América do Norte e na Europa de que fatores como estresse e baixa posição socioeconômica estão relacionados ao envelhecimento acelerado”, afirmou.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Mulheres estão ficando mais ‘bravas’? O que mostram 10 anos de pesquisa

Um levantamento anual do instituto de pesquisa Gallup indica que mulheres em todo o mundo estão ficando mais bravas nos últimos 10 anos. Mas por que isso está acontecendo?

Dois anos atrás, Tahsha Renee estava de pé em sua cozinha quando foi tomada por uma sensação incontrolável de raiva — ela acabou dando um grito a plenos pulmões.

“A raiva sempre foi uma emoção fácil de explorar”, diz.

Foi no meio da pandemia e ela estava farta. Passou os 20 minutos anteriores andando pela casa listando em voz alta tudo o que a deixava com raiva.

Mas depois do grito ela sentiu uma intensa liberação física.

Tahsha, uma hipnoterapeuta e life coach, desde então tem reunido mulheres de todo o mundo no zoom para falar sobre tudo o que lhes dá raiva e depois extravasar.

De acordo com um levantamento da BBC de 10 anos de dados da Gallup World Poll, as mulheres estão ficando mais irritadas.

Todos os anos, a pesquisa entrevista mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países, perguntando, entre outras coisas, que emoções elas sentiram durante grande parte do dia anterior.

Quando se trata de sentimentos negativos em particular — raiva, tristeza, estresse e preocupação — as mulheres relatam senti-los com mais frequência do que os homens.

A análise da BBC descobriu que, desde 2012, mais mulheres do que homens vêm relatando sentir tristeza e preocupação, embora isso tenha aumentado para ambos os gêneros.

No entanto, quando se trata de raiva e estresse, a diferença com os homens está aumentando. Em 2012, ambos os sexos relataram raiva e estresse em níveis semelhantes. Nove anos depois, as mulheres estão mais irritadas — por uma margem de seis pontos percentuais — e também mais estressadas. E houve uma variação particular na época da pandemia.

Isso não surpreende a terapeuta americana Sarah Harmont. No início de 2021, ela reuniu um grupo de pacientes do sexo feminino para gritarem juntas.

“Sou mãe de dois filhos pequenos e trabalhava em casa. Sentia uma frustração intensa e profunda que estava se transformando em raiva total”, diz ela.

Um ano depois, ela entrou em campo novamente. “Esse foi o grito que viralizou”, diz ela. Foi captado por um jornalista em um dos grupos online de sua mãe participava e, de uma hora para outra, Sarah passou a receber telefones de repórteres de todo o mundo.

Ela acredita que tocou em algo que as mulheres de todos os lugares estavam sentindo, uma intensa frustração de que o fardo da pandemia estava caindo desproporcionalmente sobre elas.

Uma pesquisa de 2020 com quase 5 mil pais em relacionamentos heterossexuais na Inglaterra descobriu que as mães assumiram mais responsabilidades domésticas durante o lockdown do que os pais. Como resultado, elas reduziram suas horas de trabalho. Isso acontecia mesmo quando elas eram as que mais ganhavam na família.

Em alguns países, a diferença entre mulheres e homens que dizem ter sentido raiva no dia anterior é muito maior do que a média global.

No Camboja, a diferença foi de 17 pontos percentuais em 2021, enquanto na Índia e no Paquistão foi de 12.

A psiquiatra Lakshmi Vijayakumar acredita que este é o resultado de tensões que surgiram à medida que mais mulheres nesses países se tornaram educadas, empregadas e economicamente independentes.

“Ao mesmo tempo, elas estão amarrados por sistemas e cultura arcaicos e patriarcais”, diz ela. “A dissonância entre um sistema patriarcal em casa e uma mulher emancipada fora de casa causa muita raiva.”

Todas as sextas-feiras à noite, na hora do rush em Chennai, na Índia, ela testemunha essa dinâmica em ação.

“Você vê os homens relaxando, indo a uma casa de chá, fumando. E você encontra as mulheres correndo para o ônibus ou estação de trem. Elas estão pensando no que cozinhar. Muitas mulheres começam a cortar legumes no caminho de volta para casa no trem.”

No passado, diz Lakshmi, não era considerado apropriado que as mulheres dissessem que estavam com raiva, mas isso está mudando. “Agora há um pouco mais de capacidade de expressar suas emoções, então a raiva é maior.”

O efeito da pandemia no trabalho das mulheres também pode estar causando impacto. Antes de 2020, havia um progresso lento na participação das mulheres na força de trabalho, de acordo com Ginette Azcona, cientista de dados da ONU Mulheres.

Mas em 2020 parou. Este ano, o número de mulheres no trabalho está projetado para ficar abaixo dos níveis de 2019 em 169 países.

Progresso para as mulheres?

Para marcar o 10º aniversário do BBC 100 Women, a BBC encomendou a Savanta ComRes que pedisse às mulheres em 15 países que comparassem o presente com 10 anos atrás.

Pelo menos metade das mulheres entrevistadas em cada país dizem que se sentem mais capazes de tomar suas próprias decisões financeiras do que há 10 anos

Pelo menos metade em cada país, exceto os EUA e o Paquistão, também acha que é mais fácil para as mulheres discutir consentimento com um parceiro romântico


Na maioria dos países, pelo menos dois terços das mulheres entrevistadas disseram que a mídia social teve um impacto positivo em suas vidas — nos EUA e no Reino Unido, porém, o número ficou abaixo de 50%.


Em 12 de 15 países, 40% ou mais das mulheres entrevistadas dizem que a liberdade de expressar suas opiniões é uma área em que sua vida mais progrediu nos últimos 10 anos


46% dos entrevistados nos EUA acham que é mais difícil para as mulheres acessar o aborto medicamente seguro do que há 10 anos

“Temos um mercado de trabalho segregado por sexo”, diz a autora feminista americana Soraya Chemaly, que escreveu sobre a raiva em seu livro de 2019, Rage Becomes Her (Raiva se torna ela, em tradução livre).

Ela vê muito do esgotamento relacionado à pandemia acontecendo em setores dominados por mulheres, como assistência.

“É um trabalho pseudo-maternal e mal pago. Essas pessoas registram níveis muito altos de raiva reprimida, suprimida e desviada. E tem muito a ver com a expectativa de trabalhar incansavelmente. E sem nenhum tipo de limite legítimo”.

“Dinâmicas semelhantes são frequentemente encontradas no casamento heterossexual”, diz ela.

Nos Estados Unidos, muito foi escrito sobre o peso da pandemia sobre as mulheres, mas os resultados da Gallup World Poll não indicam que as mulheres são mais raivosas do que os homens.

“As mulheres nos Estados Unidos sentem uma vergonha muito profunda pela raiva”, pontua Chemaly, e podem ser mais propensas a relatar sua raiva como estresse ou tristeza.

Talvez por isso as mulheres americanas relatem níveis mais altos de estresse e tristeza do que os homens.

Isso é verdade em outros lugares também. Muito mais mulheres do que homens disseram estar estressadas no Brasil, Uruguai, Peru, Chipre e Grécia.

No Brasil, mais especificamente, quase seis em cada 10 mulheres disseram ter se sentido estressadas durante grande parte do dia anterior, em comparação com pouco menos de quatro em cada 10 homens.

Bolívia, Peru e Equador também viram uma grande diferença entre os sexos. Na Bolívia e no Equador, quase metade das mulheres disseram ter se sentido tristes durante grande parte do dia anterior — 15 pontos percentuais a mais do que os homens.

A tendência das mulheres relatarem emoções negativas com mais frequência do que os homens remonta pelo menos a 2012 nesses países e em muitos parece estar piorando.

Mas Tahsha Renee acha que muitas mulheres nos Estados Unidos e em outros lugares já chegaram a um ponto em que podem dizer: “Chega!”

“De uma forma que está realmente facilitando a mudança. E elas estão usando sua raiva para fazer isso”, argumenta.

“Você precisa de fúria e raiva”, concorda Ginette Azcona da ONU Mulheres. “Às vezes você precisa disso para agitar as coisas e fazer com que as pessoas prestem atenção e ouçam.”

Metodologia
A Gallup faz um levantamento anual com mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países e áreas, representando mais de 98% da população adulta mundial, usando amostras representativas nacionalmente selecionadas aleatoriamente. As entrevistas são realizadas presencialmente ou por telefone. A margem de erro para os resultados varia segundo o país e a pergunta. Quando os tamanhos das amostras são menores, por exemplo, ao dividir um conjunto de respostas por sexo, a margem de erro será maior. Tabelas de dados completas para a pesquisa Gallup de 2021 podem ser baixadas aqui.

Savanta ComRes entrevistou 15.723 mulheres com mais de 18 anos online no Egito (1.067), Quênia (1.022), Nigéria (1.018), México (1.109), EUA (1.042), Brasil (1.008), China (1.025), Índia (1.107), Indonésia (1.061), Paquistão (1.006), Arábia Saudita (1.012), Rússia (1.010), Turquia (1.160), Reino Unido (1.067) e Ucrânia (1.009) entre 17 de outubro e 16 de novembro de 2022. Os dados foram ponderados para serem representativos de mulheres em cada país por idade e região. A margem de erro para os resultados de cada país é de +/- 3. Tabelas de dados completas podem ser encontradas aqui.

O BBC 100 Women nomeia 100 mulheres inspiradoras e influentes em todo o mundo todos os anos.

*Por Stephanie Hegarty
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*Fonte: bbc-brasil

Será que todo mundo tem uma ‘VOZ’ NA CABEÇA?

Quantas vezes você já se pegou conversando com a “pequena voz” que atua dentro da sua cabeça? No fim das contas, é bastante comum criar longas conversas dentro de nossos pensamentos para esclarecer situações da vida, ajudar em um momento delicado no trabalho ou para criticar nossos próprios comportamentos.

Mas será que todas as pessoas no mundo possuem esse monólogo interno? Por muito tempo, acreditava-se que era completamente impossível uma pessoa não ter uma voz interna em sua cabeça, mas estudos recentes indicam que esse não é o caso. De acordo com pesquisadores, nem todas as pessoas processam a vida da mesma maneira e podem apresentar métodos diferentes de manejar seus pensamento e sentimentos. Veja só!

Cérebro em atuação

Quando citamos o termo “monólogo interno” estamos nos referindo às pessoas com capacidade de ter uma fala privada dirigida a si mesma, o que acontece sem que nossa boca precise emitir qualquer articulação ou som. Sendo assim, é basicamente como se você realmente conseguisse “ouvir” sua própria voz sem dizer nada.

Alguns estudos, inclusive, sugerem que crianças podem usar alguma forma de fonética interna para raciocinar desde 18 a 21 meses. Para analisar essa função cerebral, o Laboratório de Psicologia e Neurocognição do CNRS, instituto nacional de pesquisa francês, observou esses monólogos internos em três dimensões em um estudo feito em 2019.

A pesquisa aponta que a primeira dimensão é a dialogalidade, o que diria que algumas conversas internas são tão complexas que existe um debate se é certo chamá-las de monólogos. Em segundo lugar ocorre a condensação, que mede o quão prolixo é o seu discurso interno. Por fim, entra a intencionalidade, fator que analisa se estamos entrando em um discurso interior de propósito ou por acaso.

Interpretando dados

Em 1990, um estudo conduzido pela Universidade de Nevada passou a questionar a dependência das pessoas de uma voz interior. Utilizando um bipe, os pesquisadores pediram para que os participantes sempre anotassem o que estavam pensando ou experimentando em suas cabeças quando o dispositivo apitasse.

No fim do dia, eles precisavam se reunir com um pesquisador para revisar suas respostas. Após uma série de encontros, a equipe de pesquisa notou que algumas pessoas tinham uma fala interior toda vez que o bipe tocava, quase como se tivessem um rádio em suas cabeças. Porém, outros apresentaram menos monólogos do que o normal e uma pequena porção nem mesmo tinha fala interior.

Esse último grupo, por sua vez, experimentava imagens, sensações e até mesmo emoções no lugar das vozes e palavras. Com o tempo, a falta de monólogo interior passou a ser associada a uma condição chamada afantasia — também conhecida como “cegueira do olho da mente”.

Pessoas que sofrem de afantasia não têm visualizações em suas mentes. Logo, não conseguem imaginar mentalmente um lugar por onde passaram ou o rosto de um ente querido. Muitas vezes, essas pessoas também não experimentavam formas de monólogos internos claros. No fim das contas, a afantasia e a falta de voz interior não são condições necessariamente ruins, mas podem resultar em uma maior dificuldade para que essa pessoa se adapte a alguns métodos de aprendizados usados até hoje.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Por que pessoas altamente inteligentes sofrem de mais transtornos mentais e físicos

A sensibilidade elevada de seu cérebro pode torná-lo perceptivo e criativo. Mas é uma faca de dois gumes, descobriram os pesquisadores.

Pessoas com alto QI são consideradas como tendo uma vantagem em muitos domínios. Prevê-se que elas tenham maior nível de escolaridade, melhores empregos e um nível de renda mais alto. Ainda assim, descobriu-se que um QI alto também está associado a várias doenças mentais e imunológicas, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, TDAH, bem como alergias, asma e distúrbios imunológicos. Por que isso?

Um novo artigo publicado na revista Intelligence revisa a literatura e explora os mecanismos que possivelmente estão por trás dessa conexão.

Os autores do estudo compararam dados retirados de 3.715 membros da American Mensa Society (pessoas que pontuaram nos 2% melhores testes inteligentes) com dados de pesquisas nacionais para examinar a prevalência de vários distúrbios naqueles com maior inteligência em comparação com o população média.

Os resultados mostraram que pessoas altamente inteligentes têm 20% mais chances de serem diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (TEA), 80% mais chances de serem diagnosticadas com TDAH, 83% mais chances de serem diagnosticadas com ansiedade e 182% mais chances de desenvolver pelo menos um transtorno de humor.

Quando se trata de doenças fisiológicas, pessoas com altas habilidades cognitivas têm 213% mais chances de ter alergias ambientais, 108% mais chances de ter asma e 84% mais chances de ter uma doença auto-imune.

Os pesquisadores se voltaram para o campo da psiconeuroimunologia (PNI) para buscar algumas das respostas. PNI examina como o estresse crônico acumulado em resposta a fatores ambientais influencia a comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico.

Os pesquisadores apontam que pessoas muito inteligentes têm tendências para “superexcitabilidades intelectuais” e uma hiper-reatividade do sistema nervoso central. Por um lado, isso dá às pessoas com alto QI uma consciência elevada que ajuda seu trabalho criativo e artístico. Na verdade, o campo da habilidade cognitiva reconhece que um aspecto das pessoas altamente inteligentes é “uma capacidade mais ampla e profunda de compreender o que está à sua volta”.

Essa hiper-reatividade, entretanto, também pode levar a depressões mais profundas e problemas de saúde mental. Isso é particularmente verdadeiro para poetas, romancistas e pessoas com alta inteligência verbal. Sua intensa resposta emocional ao meio ambiente aumenta as tendências para ruminação e preocupação, fatores que predizem depressão e transtornos de ansiedade.

Respostas psicológicas intensificadas podem afetar a imunidade, escrevem os pesquisadores. Pessoas com superexcitabilite podem ter reações fortes a estímulos externos aparentemente inofensivos, como uma etiqueta de roupa irritante ou um som. Essa reação pode se transformar em estresse crônico de baixo nível e lançar uma resposta imunológica inadequada.

Quando o corpo acredita que está em perigo (independentemente de ser objetivamente real como uma toxina ou imaginário como um som irritante), ele lança uma cascata de respostas fisiológicas que incluem uma miríade de hormônios, neurotransmissores e moléculas de sinalização. Quando esses processos são ativados cronicamente, eles podem alterar o corpo e o cérebro, desregular a função imunológica e levar a condições como asma, alergias e doenças autoimunes.

A literatura científica tem confirmado a associação entre crianças superdotadas e um aumento do índice de alergias e asma. Um estudo mostra que 44% das pessoas com QI acima de 160 sofriam de alergias, em comparação com 20% dos colegas da mesma idade. O estudo exploratório feito pelos autores deste último artigo apóia ainda mais essa conexão.

Com base em suas descobertas e estudos anteriores, os pesquisadores denominaram esse fenômeno de teoria da integração hipercérebro / hiper-corpo, explicando que:

As superexcitabilidades específicas para aqueles com alta inteligência podem colocar esses indivíduos em risco de hipersensibilidade a eventos ambientais internos e / ou externos. A ruminação e a preocupação que acompanham essa consciência intensificada podem contribuir para um padrão crônico de lutar, fugir ou congelar as respostas, que então lançam uma cascata de eventos imunológicos. […] Idealmente, a regulação imunológica é um equilíbrio ideal da resposta pró e antiinflamatória. Deve se concentrar na inflamação com força e, em seguida, retornar imediatamente a um estado de calma. Naqueles com as superexcitabilidades discutidas anteriormente, incluindo aqueles com TEA, esse sistema parece não conseguir atingir o equilíbrio e, portanto, os sinais inflamatórios criam um estado de ativação crônica.

Os autores concluem que é importante estudar mais a relação entre alta inteligência (particularmente os 2% mais ricos) e doença, especialmente para demonstrar a causa e trazer à luz os aspectos negativos de ter um QI alto. Como se costuma dizer, “este presente pode ser um catalisador para o empoderamento e autoatualização ou pode ser um indicador de desregulação e debilitação” e, para servir a este grupo, é importante “reconhecer os estrondos do trovão que se seguem em o despertar de seu brilho. “

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A má formação da identidade e os desequilíbrios emocionais modernos

Com o passar das gerações, surgiram e se acentuaram os desequilíbrios ligados ao comportamento humano. Ocorrências generalizadas de ansiedade, crises de pânico e depressão podem não ser de fato o problema, mas sintomas de algo que representa a real ameaça ao bem-estar emocional moderno.

É sabido que, do nascimento até a fase adulta, o ser humano passa por diversas fases na sua construção intelectual e emocional, fases essas que, se não forem vividas corretamente desde o seu primeiro dia, resultarão em desvios e desequilíbrios no comportamento do indivíduo adulto, seja pela própria postergação dessas fases, como um adulto que apresenta comportamentos de adolescente, como também o que pode ser a fonte de muitos problemas vastamente observados hoje, a má-formação da identidade.

A identidade é um dos mais importantes aspectos da formação do indivíduo e ela acontece desde o primeiro dia de vida, pois uma criança deve aprender o que ela é e o que são os outros, ela deve aprender a se descolar do mundo para tornar-se alguém e, sendo alguém, consequentemente, poderá ser inserida neste mundo que se divide em culturas, sociedades, regras e limites.

Porém, se ocorrer erros na formação da identidade dessa criança, ela se tornará um adulto que não se define em coisa alguma, com uma identidade sem forma e que dependerá exclusivamente do meio exterior para ser identificada, o que por si só já se torna o primeiro sintoma do problema, pois a identidade é o que faz o indivíduo se posicionar no mundo e não o contrário.

É claro que nós dependemos uns dos outros para nos definir, aprendemos quem somos, nossa posição no mundo, gostos e afinidades a partir das comparações feitas com terceiros, porque, quando o outro se posiciona como tal, eu tenho a autonomia de me posicionar como sou. As informações que recebemos dos demais ajudam na construção da nossa identidade, mas, como regra, a fonte desse posicionamento precisa vir de dentro, do nosso senso crítico, vontades e gostos.

No entanto, o que acontece quando estamos inseridos em uma sociedade em que, majoritariamente, as pessoas não possuem identidade construída? E dependem unicamente da posição que o mundo e terceiros dão a elas para que se sintam algo e parte de algo?

Caminhamos para mais um passo no problema que se instalou na sociedade moderna: uma massa gigantesca de pessoas sem identidade, e, quando não se tem identidade, você pode ser tudo, mas não é definitivamente nada; você pode viver grandes experiências, mas elas não fazem parte de fato de quem você é. Tudo passa por você e some, não importa o quão intenso seja, no fim, desaparece.

E, como nada fica, sobra apenas a angústia de não se sentir nada e pertencente a nada, daí surge a ansiedade pela eterna espera de se tornar algo, o medo e o pânico por essa situação perdurar e, por fim, a depressão por perceber que o concreto de fato é o vazio.
A consequência de tudo isso é vermos adultos agindo como crianças, desesperados para se sentirem parte de qualquer coisa, de serem desejados, como o próprio psicanalista francês Jacques Lacan disse: “A fonte de todos os desejos do ser humano é o desejo de ser desejado sempre”. E isso pode se traduzir em diversos aspectos presentes no comportamento social moderno.

Por exemplo, não é incomum a presença de pessoas inteiramente tatuadas, com piercings ou quaisquer outros artefatos que são usados para chamar a atenção e, subliminarmente, usados para uma definição de identidade. Até porque, quando um indivíduo tatua o seu corpo, fura-o ou compra um carro chamativo, pode ser uma tentativa desesperada de concretizar uma identidade em si que, claro, precisa ser legitimada pelo outro.

Um indivíduo qualquer conhece um grupo de pessoas que gosta de carros. Ele vive aquilo intensamente e faz uma tatuagem de um carro no braço. Tempos depois, conhece outro grupo, dessa vez de motoqueiros, e, mais uma vez, vive a experiência intensamente, compra uma moto e a tatua. A questão é: esse indivíduo não gosta nem de carros nem de motos. Ele vai aonde dá e faz o que puder para se sentir parte, se sentir desejado por determinado grupo. Mas a questão é que de fato ele é nada, e, sendo nada, não será a tatuagem de carro ou moto que definirá sua identidade – essas tatuagens, agora, também não significam mais nada, e esse ciclo recomeça sem fim.

Isso é muito diferente de alguém que desenvolveu corretamente sua identidade, que realmente gosta de carros ou motos desde criança, que monta e desmonta essas máquinas e estuda tudo sobre elas. Esse indivíduo pode também fazer uma tatuagem, mas essa tatuagem representa realmente quem ele é, já o indivíduo que tem má-formação de identidade o faz como um recurso de solidificar algo em si, do lado de fora, na sua pele, o que dentro ele não consegue. E toda essa tentativa externa de manter uma identidade necessita do outro como agente de confirmação dessa identidade, mas o outro também não é nada; o mundo muda mais rápido do que conseguimos acompanhar, e novamente caímos na angústia do vazio.

Esse comportamento é visto e representado claramente em muitos campos da sociedade, da política e da cultura. As redes sociais se tornaram o veículo perfeito dessa busca pela aceitação alheia e o desespero por uma identidade que em sua maioria vem de forma deturpada e alimenta ainda mais os desequilíbrios emocionais modernos.

Em suma, a identidade, quando não bem construída, abre a porta para que o indivíduo seja utilizado como bem entender por um mundo exigente e vaidoso no qual a moral se tornou estética e não ética, e a infeliz pergunta “Sabe com quem você está falando?” se tornou realidade, porque esse indivíduo realmente não sabe quem ele é, e espera que um mundo tal qual sem forma lhe diga.

Não é à toa que a filosofia e a psicologia, hoje, foram tomadas pelo pensamento positivo e pela autoajuda, que reforçam ainda mais um teatro social que ofusca a realidade, dando valor apenas àquilo que é visto no palco, mesmo que não seja real. E como todos que assistem ao espetáculo não têm identidade, não importa o que está sendo mostrado lá, porém, se alguém levanta e diz que não vê nada, é chamado de louco.

*Por Gabriel Fraga
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Falta de sono está tornando sociedade mais egoísta; entenda relação

A explicação para o egoísmo humano pode estar na cama: mais precisamente, no sono. Uma série de estudos realizados por cientistas da Universidade da Califórnia concluiu que uma noite mal dormida, com uma quantidade insuficiente de horas de sono, afeta diretamente a probabilidade de alguém ajudar outra pessoa.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS Biology no dia 23, e trabalhou com um banco de dados e análise da atividade cerebral de 124 participantes.

O estudo foi dividido em três fases com 124 participantes, além de um imenso banco de dados

Horário de verão
A primeira parte do trabalho se debruçou sobre informações de três milhões de pessoas em um banco de dados a respeito de doações de caridade realizadas entre 2001 e 2016.

De acordo com a pesquisa, após o horário de verão houve uma queda de 10% nas doações, tendência que não foi observada em regiões que não alteram os relógios no período. Na segunda parte da pesquisa, 24 pessoas tiveram suas atividades cerebrais observadas através de ressonância magnética após noites diversas de sono.

Noites sem dormir ou de baixa qualidade de sono se revelaram determinantes para nossa generosidade
Pouco sono ou de baixa qualidade se revelaram determinantes para nossa generosidade

Os participantes foram submetidos a uma noite plena com oito horas de sono e, em seguida, uma noite sem dormir, e os resultados mostraram que a rede neural pró-social, parte do cérebro responsável por considerar as necessidades e emoções de outras pessoas, ficou menos ativa após a noite em vigília.

“Mesmo apenas uma hora de perda de sono foi mais do que suficiente para influenciar a escolha de ajudar outra pessoa”, afirmou Eti Ben Simon, pós-doutoranda em psicologia no Center for Human Sleep Science e uma das líderes do estudo.

O sono interfere na rede neural pró-social, parte do cérebro responsável pelas relações

Por fim, a terceira parte da pesquisa estudou o sono de 100 pessoas por três a quatro noites, para concluir, através de um questionário, que, mais do que a quantidade de horas, a qualidade do sono é determinante para “ativar” a generosidade em nosso cérebro.

“Essas descobertas podem sugerir que, uma vez que a duração do sono aumenta acima de uma quantidade nominal básica, então parece ser a qualidade desse sono que é mais crítica para ajudar e apoiar nosso desejo de ajudar outras pessoas”, afirmou Simon.

Epidemia global
Segundo Matthew Walker, professor e diretor do Centro de Ciências do Sono Humano da universidade e também líder do estudo, a conclusão da pesquisa é especialmente relevante diante do que chama de “epidemia global de perda de sono”, na qual mais da metade das pessoas em países dito desenvolvidos dormem pouco durante os dias de trabalho.

Excesso de uso de telas, especialmente próximo à hora de dormir, pode prejudicar o sono

Segundo Walker, a perda do sono “altera radicalmente como somos enquanto seres sociais e emocionais”, dado que ele aponta como parte da “própria essência da interação humana e o que significa viver uma existência humana plena e significativa”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

A falsidade é o lado sombrio da sua personalidade

Aquele que não consegue conectar a mente ao coração, revela um lado sombrio da sua personalidade: a falsidade.

Ele prioriza as aparências e despreza a essência. Foca nas suas vontades mesquinhas, faz coisas erradas e age como se não soubesse que todo ato traz consequências.

As suas sombras lhe parecem mais atrativas, e ele se sente mais forte quando percebe que conseguiu enganar aqueles que estão a sua volta.

Ele sente necessidade de diminuir os outros porque está sendo controlado pelas suas sombras interiores. Ele escuta o ego e silência o coração, por isso, precisa se colocar no mundo como se fosse superior a tudo e a todos.

Muitas vezes, ele usa as palavras como instrumento para manipular, enganar e persuadir os outros a seu favor, porém, o seu maior prazer é ver os seus adversários e concorrentes, sofrendo as piores humilhações.

Ele está o tempo todo pensando que está sendo enganado, que estão mentindo para ele, enquanto é ele quem mente e engana, com a justificativa de que estão fazendo o mesmo ou pior com ele.

A FALSIDADE É O REQUINTE MALÍGNO DA PERSONALIDADE DOENTE, ELA CRIA CONFLITOS E SE DIVERTE QUANDO VÊ QUE AS SUAS INVESTIDAS GERARAM DOR NAQUELES QUE FORAM ALVO DAS SUAS AÇÕES MAL INTENCIONADAS.

Ele usa frases de efeito, ditas por pessoas idônias e respeitadas, como se fossem suas, para mascarar a verdade que assombra a sua mente perversa.

“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”. William Shakespeare

Ele usa a falsidade como ferramenta para conquistar o que ele quer porque se considera invencível e sabe que pode vencer onde muitos francassam. Isso porque, a falsidade proporciona a ele um nível exagerado de confiança.

A pessoa que usa a falsidade como escudo, o faz, porque age racionalmente e sem emoções. Não é que ela não tenha sentimentos, porém, ela não leva em conta e nem confere valor a eles.

Quando ela percebe que a falsidade usada com diplomacia não surtiu os efeitos desejados, ela promove ações mais violêntas para hostilizar e denegrir a imagem daquele que a faz sentir ameaçada de alguma maneira.

Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.– Buda

A falsidade é o lado sombrio da personalidade, é quando a mente não conecta ao coração e, com isso, passa a bolar estratégias para se sobrepor aos outros.

UMA PESSOA FALSA, QUE MENTE E ENGANA, CAUSA ESTRAGOS, MUITAS VEZES, IRREPARÁVEIS, NA VIDA DE QUEM SE APROXIMA DELA.

Se você já foi ferido(a), prejudicado(a) e injustiçado(a) pela falsidade de alguém, você precisa de ajuda para ressignificar tudo isso para não atrair mais pessoas falsas para a sua vida. Me chame no direct @rhamuche e agende uma consulta individual.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.
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*Fonte: resilienciamag

Benefícios à saúde: Gatos ajudam a aliviar estresse de pessoas emotivas

Os benefícios trazidos pelos animais de estimação, sobretudo na saúde mental, já são comprovados cientificamente. No caso de gatos, você sabia que os felinos ajudam a aliviar o estresse de pessoas muito emotivas e altamente reativas ao interagir com elas? É o que afirma um artigo recém-publicado pelos pesquisadores da Washigton State University na revista Anthrozoös.

Durante um programa de visitação de gatos, os cientistas identificaram que diferentes fatores forneceram uma resposta positiva aos felinos, incluindo um traço específico de personalidade: o da emotividade. Esse traço, de acordo com o modelo de psicologia do Cinco Fatores, indica que uma pessoa tem emoções fortes e é altamente sensível a elas.

“Sempre nos disseram que ‘pessoas de gatos’ são diferentes de ‘pessoas de cães’ e que a maioria dos alunos não está interessada em interagir com gatos. Nossos resultados revelaram que alunos estão interessados em interagir com gatos e comprovam que esse interesse pode ser motivado por traços de personalidade”, afirma Patricia Pendry, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Washington State University e coautora do artigo.

No estudo, foram ouvidos mais de 1.400 estudantes e funcionários de mais de 20 universidades.

“Estamos procurando maneiras de ajudar mais pessoas a reduzir seus níveis de estresse. Adicionar gatos pode ser outra maneira de alcançar um público mais amplo”, garantem os especialistas.

*Por
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*Fonte: hypeness

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas

Se você é uma daquelas pessoas que vive na dúvida, lembre-se de que assumir um certo nível de risco costuma ser uma condição essencial para seguir em frente. Descubra por quê!
Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você já parou para pensar que nós aprendemos com os nossos erros, e não com as nossas dúvidas? Se você é uma pessoa indecisa, é provável que, em vários momentos da sua vida, tenha olhado com uma grande admiração para aqueles que são mais resolutos e determinados, para aqueles que se jogam mesmo com pontas soltas, mesmo sem possuir todas as habilidades, experiências e certezas necessárias.

A atitude deles pode parecer imprudente ou arriscada para você, mas na verdade são essas pessoas que costumam fazer mais progresso. Afinal, mesmo que elas falhem, todos aprendemos com os erros, mas não com as dúvidas.

O dilema entre correr riscos ou permanecer no conhecido pode surgir em múltiplas situações: ao aceitar um novo emprego, ao iniciar um relacionamento ou expandir o círculo social. Pode nos assaltar quando pensamos em mudar de cidade ou em comprar um imóvel.

Se você é um daqueles que prefere permanecer na dúvida, queremos mostrar-lhe as oportunidades que pode estar perdendo.

Por que continuamos em dúvida?
Analisar e refletir antes de tomar uma decisão é sempre positivo. No entanto, algumas pessoas tendem a ficar presas nesse processo sem nunca ousar dar o passo, mesmo quando o risco é moderado.

Por que esse fenômeno ocorre? Existem diferentes fatores de influência que devemos levar em consideração.

Superproteção
Pessoas que foram superprotegidas durante seu crescimento podem ter mais dificuldade para tomar decisões. Elas não tiveram oportunidade de assumir, de forma gradativa, a responsabilidade pelos seus atos.

Assim, podem não se sentir capazes ou preparadas para dar um rumo à sua vida, e optam por seguir a opinião dos mais próximos ou por permanecer onde estão, mesmo que não gostem.

Perfeccionismo
Se você vai realizar um novo projeto, é importante que se lembre da seguinte frase: “Melhor feito do que perfeito”. Existem aqueles que são freados e limitados pela sua própria demanda. Se você precisa que cada um dos seus passos seja um sucesso, é provável que não ouse começar, já que ninguém pode garantir a perfeição.

Em vez disso, adote uma mentalidade construtiva na qual você perceba que cada experiência traz um aprendizado. Assim, mesmo que não vá do ponto A ao ponto B em um único salto, você saberá avaliar o progresso que fez. Ao aliviar a pressão, você se sentirá mais apto a enfrentar novos desafios.

Medo de falhar
Se você tende a permanecer na dúvida, se deixa de correr riscos para alcançar seus objetivos, talvez seja por causa do medo do fracasso. Às vezes, isso constitui um mecanismo de defesa: “Se eu não tentar, não vou errar”, e essa retirada é mais fácil de assumir do que uma possível derrota.

Analise como você define o erro ou falha e o que acontece no seu diálogo interno. Quando você percebe que cometeu um erro, você considera isso intolerável e vergonhoso? Ou você assume que errar faz parte do caminho para o sucesso?

Falta de confiança
Todos cometemos erros, mas só quem tem boa autoestima pode tirar proveito deles. Quando uma pessoa não confia em si mesma, em suas habilidades e em suas oportunidades, é difícil para ela ultrapassar os limites da chamada zona de conforto.

No fim, o que importa não são os obstáculos que podem aparecer no caminho, mas a segurança pessoal de saber que vamos conseguir enfrentá-los.

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você se sentiu identificado com as características anteriores? Você sente que quer mudar de vida, em algum aspecto, mas não se atreve a dar esse passo? Portanto, você deve saber que muitas vezes se aventurar é a opção mais benéfica. Isso se deve aos seguintes motivos:

A dúvida é viciante. Quando você começar a repetir o mesmo processo de análise e reflexão passo a passo, indefinidamente, você se verá envolvido em um círculo sem fim no qual nunca obterá novas conclusões ou soluções. Decidir e agir é a única maneira de sair disso.
Cada vez que você hesita e decide recuar, desistir dos seus sonhos e objetivos, você enfraquece sua autoconfiança. Você não se permite tentar e, portanto, assume que não é capaz. Desta forma, será cada vez mais difícil ousar.
Se você se aventurar a tomar uma decisão ou empreender um projeto e fracassar, ainda assim terá obtido lições valiosas que irão ajudá-lo a continuar no caminho. Agora você sabe para onde não ir, o que modificar e o que manter.
Ao superar seus medos e entrar em ação, você se dá a oportunidade de descobrir que é mais capaz do que pensa e que o “fracasso” não é tão catastrófico e intransponível quanto você imaginava. Quando você cai, se levanta e segue em frente, você começa a fortalecer seu autoconceito. Os desafios a seguir parecem ser muito mais acessíveis.

Saia da dúvida, ouse crescer
Em suma, dar o salto para aquela proposta que tanto te assusta não garante que tudo vai dar certo, mas garante que você vai avançar e crescer pessoalmente. Talvez você esteja se perguntando há dois anos se deve iniciar uma empresa e, neste tempo, você só enfraqueceu. Se você tentar, em dois anos estará repleto de experiências, aprendizados e conhecimentos valiosos.

A vida é movimento; se as dúvidas o estagnam e limitam, trabalhe para superá-las.

Afaste-se das pessoas, lugares e situações que não parecem mais adequados para você e vá em direção àqueles que são, apesar do medo, apesar da incerteza. Afinal, a pior coisa que pode acontecer é você melhorar o seu crescimento pessoal. Lembre-se sempre de que aprendemos com os erros, e não com as dúvidas.

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Há mil e uma razões para mentir. Há quem diga “ mentiras brancas ” para “proteger” o outro de uma dura verdade e há quem minta para evitar as consequências de seu comportamento. Mas também há pessoas que mentem desnecessariamente, pelo menos aparentemente.

Falar com quem mente escancaradamente, muitas vezes, é como andar na areia movediça, porque nunca sabemos quando estão apontando fatos, ou quando estão criando para se beneficiarem de alguma maneira.

No entanto, entender por que uma pessoa está mentindo desnecessariamente é o primeiro passo para levar a conversa para o reino da verdade.

As 3 razões mais comuns pelas quais as pessoas mentem

A mentira patológica não é um fenômeno recente. No início do século 20, o psiquiatra William Healy escreveu sobre um jovem paciente:

“Ao longo de nosso relacionamento com Adolf, sabíamos que sua palavra não era confiável. Muitas vezes ele contou a seus amigos mentiras bastante desnecessárias, o que não fez nada além de afetar sua opinião sobre ele. Suas invenções repetidas não serviram a nenhum propósito comprovável”.

Mentir desnecessariamente ainda é um hábito relativamente difundido. Um estudo realizado na Universidade do Texas, por exemplo, revelou que mais de 91% das 251 pessoas entrevistadas indicaram conhecer um mentiroso patológico. Essas pessoas acreditavam que aproximadamente 49% das mentiras não tinham motivo ou razão aparente.

No entanto, é importante notar que nossa incapacidade de encontrar razões para uma mentira não significa necessariamente que o mentiroso não tenha “razões” para sua desonestidade.

O fato de não encontrarmos um sentido racional para a mentira não implica a ausência de motivações. Para entender por que uma pessoa mente “desnecessariamente”, é essencial se colocar no lugar dela.

1. Chame a atenção para se sentir importante

Todos nós precisamos de um certo grau de atenção, validação e aprovação social, mas algumas pessoas tentam satisfazer essas necessidades de maneiras não naturais, recorrendo a mentiras.

NA VERDADE, MENTIROSOS PATOLÓGICOS GERALMENTE MENTEM PARA CHAMAR ATENÇÃO.

Se não recebem a quantidade de atenção que desejam, muitas vezes recorrem ao exagero ou mesmo à fabricação para impressionar os outros.

Em muitos casos, essas pessoas são apresentadas como heróis das situações, aventureiros intrépidos ou mesmo como pobres vítimas. Para dar força ao seu caráter, costumam construir histórias que beiram o fantástico, mas temperam com detalhes mais convincentes para chamar a atenção e serem percebidos como mais importantes.

Geralmente são pessoas preocupadas em perder o respeito ou a admiração das pessoas ao seu redor. Na verdade, muitas das pessoas que mentem realmente só querem agradar, impressionar e/ou ser valorizadas positivamente. Em vez disso, eles se preocupam que dizer a verdade alienará ou desapontará os outros.

2. Reforçar a autoestima frágil

Décadas atrás, o psiquiatra Charles Ford argumentou que quando as pessoas experimentam uma necessidade excessiva de melhorar sua auto-estima, podem recorrer à mentira, chegando até a estados patológicos.

Na prática, embora todos ao seu redor achem que é uma questão inconsequente, o mentiroso está convencido de que é uma questão crítica. Ele tem uma visão distorcida, o que o leva a enfatizar determinadas situações para ganhar relevância aos olhos dos outros e aumentar artificialmente sua autoestima.

NA VERDADE, DESCOBRIU-SE QUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUE MENTEM DESNECESSARIAMENTE MENTEM SOBRE SI MESMAS. ISSO INDICA QUE O CONTEÚDO DESSAS MENTIRAS É UMA FORMA DE REAFIRMAÇÃO PESSOAL, PARA ESCORAR UMA AUTOESTIMA FRÁGIL.

3. Confunda a mentira com a verdade

Na mente da pessoa que mente desnecessariamente, as fronteiras entre realidade e fantasia geralmente não são muito bem definidas. De fato, nossas memórias em um sentido geral geralmente não são muito confiáveis.

Nossa memória está sujeita à influência de muitos fatores, por isso não é incomum sofrermos de alguma forma de dismnésia ; isto é, que nossas memórias mudam ao longo do tempo, pois são reconstruídas cada vez que as recordamos.

Essas sutis distinções entre o que aconteceu e as reinterpretações que fazemos dos fatos podem levar uma pessoa a dizer coisas que não são verdadeiras, mas que em sua imaginação eram ou pelo menos gostariam que fossem.

ESSAS PESSOAS TENDEM A REMODELAR CONTINUAMENTE SEU PASSADO, ENTÃO SUAS VERSÕES DO QUE ACONTECEU ESTÃO MUDANDO CONSTANTEMENTE À MEDIDA QUE ADICIONAM DETALHES QUE NUNCA ACONTECERAM.

Às vezes, essa tendência pode se tornar tão intensa que quase parece que a pessoa recriou um mundo paralelo em sua cabeça, um passado mutável que se adapta às suas necessidades e crenças atuais.

Como lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente?

Obviamente, lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente – pelo menos do nosso ponto de vista – é muitas vezes frustrante. No entanto, vale a pena analisar seu comportamento a partir da teoria tripartite da desonestidade.

De acordo com essa teoria, as pessoas mentem quando esperam que essa mentira lhes traga algum valor, pensam que as chances de os outros perceberem são pequenas e assumem que os custos da mentira, tanto social quanto internamente em termos de culpa ou constrangimento, são baixos ou toleráveis.

Isso significa que, embora nos pareça que uma pessoa mente desnecessariamente, na realidade há uma razão que não podemos ver.

Portanto, se queremos entendê-la, devemos nos perguntar por que essa mentira é importante para ela, por que ela precisa ou o que quer ganhar.

As pessoas não costumam mentir desnecessariamente, o que acontece é que muitas vezes achamos suas razões absurdas.

Se quisermos estabelecer um relacionamento baseado na honestidade, em vez de apontar suas mentiras e fazê-los se sentir encurralados, podemos perguntar: Por que isso é importante para você?

Comunicar empatia pode ajudar essa pessoa a baixar suas defesas e entender que pode dizer a verdade porque não corre o risco de ser julgada ou rejeitada.

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*Fonte: seuamigoguru

Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: o que é mais apropriado?

Quando os pensamentos negativos nos afetam, podemos tentar controlá-los ou simplesmente aceitá-los sem julgamento. Qual é a estratégia mais eficaz? Nós lhe diremos a seguir.

Os pensamentos formam nosso diálogo interno, deles depende como interpretamos a realidade e, portanto, como sentimos e agimos. Quando eles se tornam intrusivos, quando são desagradáveis ou nos causam desconforto, queremos apenas nos livrar deles. No entanto, pode surgir a pergunta: é melhor controlar os pensamentos ou deixá-los passar?

É natural que você não saiba qual caminho escolher, pois mesmo as perspectivas da própria psicologia, as recomendações oferecidas às vezes parecem contraditórias. Devo assumir o controle do que penso e sinto ou devo simplesmente deixar fluir? A verdade é que ambas as opções podem ser úteis e eficazes, tudo depende das circunstâncias.

Controlar os pensamentos: as técnicas cognitivas
A história da psicologia é longa e suas abordagens ao sofrimento mental vêm mudando. Portanto, podemos encontrar propostas muito diferentes.

O cognitivismo faz parte das chamadas “terapias de segunda geração” que surgiram por volta de 1970. A partir dessa abordagem, considera-se que os pensamentos desempenham um papel fundamental no bem-estar da pessoa, pois condicionam a forma como interpreta sua realidade e como responde a isso.

Para dar um exemplo, alguém que sofre de fobia social tem um medo enorme de ser julgado. Em situações sociais, seus pensamentos giram em torno de “estou fazendo papel de bobo”, “eles vão rir de mim”, “estão pensando que sou estranho ou inútil”. Como resultado desse discurso interno, surgem a ansiedade e o desconforto, mas também comportamentos evitativos.

Portanto, a proposta do cognitivismo é identificar esses pensamentos “errados”, analisá-los e trabalhá-los, para substituí-los por outros mais funcionais. Seguindo essa linha, surgem diversas técnicas, como:

Detenção do pensamento
A detenção do pensamento é uma técnica simples e amplamente utilizada para controlar pensamentos ruminativos. Ou seja, para aqueles momentos em que repassamos um assunto, sem poder parar e sem chegar a nenhuma conclusão. Consiste simplesmente em dizer com firmeza a palavra “basta” ou outra semelhante quando esses pensamentos aparecem ou entramos nesse ciclo mental.

A pessoa também pode esbofetear ou beliscar a si mesma enquanto diz a palavra, para tornar a interrupção do pensamento mais eficaz. Então ela deve se dedicar a uma atividade diferente.

A detenção do pensamento é uma técnica muito útil para interromper a ruminação.

Reestruturação cognitiva
A reestruturação cognitiva é uma das ferramentas mais utilizadas nas consultas de psicologia devido a sua grande eficácia. Consiste em identificar pensamentos irracionais ou desadaptativos, que causam desconforto à pessoa, para posteriormente questioná-los e substituí-los por outros mais adequados.

Em outras palavras, busca moldar o pensamento, eliminando ideias e crenças prejudiciais que estão mantendo o problema e aprendendo a interpretar o que está acontecendo de maneira mais flexível e adequada.

Distração
Esta é outra técnica muito simples. É usada para reduzir a ansiedade em crianças antes de procedimentos médicos, mas suas aplicações são múltiplas.

Nesse caso, o objetivo é desviar a atenção de pensamentos prejudiciais ou emoções desagradáveis, concentrando-a em outros aspectos externos. Por exemplo, descrever em detalhes um objeto à nossa frente ou iniciar um exercício mental, como contar de 100 a 0 de trás para frente.

O descrito acima são apenas alguns exemplos das muitas técnicas em que o objetivo é controlar os pensamentos. Ou seja, procuramos detê-los ao nosso capricho, livrar-nos deles ou trocá-los por outros. A realidade é que as técnicas cognitivas têm se mostrado muito eficazes no tratamento de vários distúrbios, mas não são a única abordagem disponível.

Deixar passar os pensamentos: as terapias de terceira geração
Uma nova abordagem surgiu por volta de 1990 com propostas como mindfulness ou terapia de aceitação e compromisso. Essa terceira onda de terapias busca mudar a forma como a pessoa percebe o problema, mas não a partir do controle, mas da observação e aceitação.

Ou seja, nesse caso não há julgamentos, os pensamentos não são avaliados como corretos ou incorretos, como desejáveis ou indesejáveis. Pela mesma razão, não há tentativa de eliminá-los ativamente ou substituí-los por outros. A proposta é simplesmente deixá-los ser, deixá-los passar e observá-los sem se identificar com eles.

O desconforto é aceito como uma realidade presente e não combatida, não se gera resistência. Isso funciona por vários motivos:

Ajuda a pessoa a permanecer no momento presente, sem dedicar recursos para alimentar medos futuros que ainda não ocorreram.
Ao deixar de lutar contra os pensamentos, a pessoa não se desgasta. Ao não julgar o que pensa, não se sente culpada. Não há mais necessidade de controlar o conteúdo da mente (que é tão difícil de controlar) e isso traz descanso.
Ao deixar os pensamentos serem, também os deixamos passar. Muitos problemas de ansiedade surgem quando a pessoa dá credibilidade às suas ideias negativas, fica viciada nelas e, portanto, as perpetua e as mantém. Se os deixarmos em paz, veremos que assim que chegam eles partem, e que não temos que tomá-los como nossos nem fazer nada a respeito.

Tomar distância de nossos pensamentos nos ajuda a diferenciar nossos medos e preocupações da realidade.


Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: qual é a coisa certa a fazer?

Como você pode ver, são duas abordagens muito diferentes e aparentemente contraditórias. No entanto, elas podem se complementar para alcançar os melhores resultados, dependendo da pessoa e das circunstâncias específicas. Há momentos em que é possível identificar, analisar e controlar os pensamentos; mas outros onde não é.

Quando a mente parece fora de controle e qualquer tentativa de combater os pensamentos negativos é inútil, aceitá-los pode ser a melhor estratégia. Existem aspectos de nossas vidas que não podemos mudar e parar de lutar contra eles pode restaurar o bem-estar que perdemos.

Portanto, na prática clínica, ambas as abordagens podem coexistir. Para algumas pessoas, uma abordagem pode ser mais apropriada e para outras, uma diferente. De qualquer forma, a prática e a perseverança são essenciais para que qualquer uma dessas técnicas nos ajude a lidar com nossos pensamentos. Um profissional qualificado pode acompanhá-lo e ajudá-lo a escolher as opções que melhor se ajustem ao seu caso.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Como sua personalidade muda conforme você envelhece

“Senhor presidente, quero levantar uma questão que está rondando há duas ou três semanas e apresentá-la especificamente no contexto da segurança nacional…”, dizia o jornalista Henry Trewhitt, enquanto olhava seriamente para o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Era outubro de 1984 e Reagan tentava a reeleição.

Algumas semanas antes, ele havia tido um mal desempenho no debate contra seu principal adversário. E havia rumores de que, aos 73 anos, ele estava simplesmente velho demais para o cargo.

Na época, Reagan era o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, recorde que foi quebrado por Donald Trump (74) e agora pelo atual presidente, Joe Biden (78).

Seu antecessor no cargo havia passado dias sem dormir, na época da crise dos mísseis cubanos. E Trewhitt queria saber se Regan tinha alguma dúvida de que poderia governar sob circunstâncias semelhantes.

Em 1984, Reagan era o presidente mais velho a governar os Estados Unidos até então

“E quero que saiba que também não vou fazer da idade um tema desta campanha. Não vou explorar, para fins políticos, a juventude e a inexperiência do meu oponente.”

A resposta foi recebida com gargalhadas e aplausos, que precederam uma vitória esmagadora do candidato republicano.

A ironia de Reagan, no entanto, continha mais verdade do que ele podia imaginar.

Ele não só tinha a experiência ao seu lado, como também uma “personalidade madura”.

Todos nós estamos familiarizados com a transformação física que o envelhecimento impõe: a pele perde elasticidade, a gengiva se retrai, o nariz cresce, os pelos brotam em lugares peculiares — ao mesmo tempo que desaparecem completamente de outros — e aqueles preciosos centímetros de altura a que nos agarramos começam a desaparecer.

Agora, após décadas de pesquisas sobre os efeitos do envelhecimento, os cientistas estão descobrindo mudanças mais misteriosas.

“A conclusão é exatamente esta: que não somos a mesma pessoa durante toda nossa vida”, diz René Mõttus, psicólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Embora nossa personalidade esteja mudando constantemente, ela muda em relação às pessoas ao nosso redor

A maioria de nós gostaria de pensar na nossa personalidade como relativamente estável ao longo da vida. Mas várias pesquisas sugerem que não é o caso.

Nossas características estão mudando constantemente e, quando entramos na casa dos 70 e 80 anos, passamos por uma transformação significativa.

A modificação gradual da nossa personalidade tem algumas vantagens surpreendentes. Nos tornamos mais conscientes, agradáveis ​​e menos neuróticos. Os níveis dos traços de personalidade da chamada “tríade obscura” — maquiavelismo, narcisismo e psicopatia — também tendem a diminuir e, com eles, o risco de comportamentos antissociais, como crimes e uso abusivo de substâncias.

As pesquisas mostram que nos tornamos pessoas mais altruístas e confiantes. Nossa força de vontade aumenta e desenvolvemos um senso de humor melhor. Por fim, os idosos têm mais controle sobre suas emoções.

Sem dúvida é uma combinação imbatível — e que indica que o estereótipo de que as pessoas mais velhas são rabugentas e ranzinzas precisa ser revisto.

Longe de serem consolidadas na infância, ou por volta dos 30 anos — como a comunidade científica pensou durante anos —, parece que nossas personalidades são fluidas e maleáveis.

“As pessoas se tornam mais agradáveis e mais adaptadas socialmente”, diz Mõttus.

“São cada vez mais capazes de equilibrar suas próprias expectativas de vida com as demandas da sociedade.”

Os psicólogos chamam o processo de mudança que ocorre à medida que envelhecemos de “maturação da personalidade”.

Aqueles com maior autocontrole provavelmente serão mais saudáveis ​​

É uma mudança gradual e imperceptível que começa na nossa adolescência e continua até pelo menos a nossa oitava década no planeta.

Curiosamente, parece ser universal: a tendência é observada em todas as culturas humanas, da Guatemala à Índia.

“Geralmente é controverso fazer julgamentos de valor sobre essas mudanças de personalidade”, diz Rodica Damian, psicóloga social da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.

“Mas, ao mesmo tempo, temos evidências de que são benéficas.”

Por exemplo, a falta de estabilidade emocional tem sido associada a problemas de saúde mental, maiores taxas de mortalidade e divórcio.

Damian explica que o parceiro de alguém com alto grau de conscienciosidade tende a ser mais feliz, porque é mais provável que essas pessoas lavem a louça na hora e sejam menos suscetíveis a trair.

Acontece que, embora nossa personalidade mude em certa direção à medida que envelhecemos, quem somos em relação a outras pessoas na mesma faixa etária tende a permanecer bastante estável.

Por exemplo, é provável que o nível de neurose de uma pessoa diminua como um todo, mas os mais neuróticos aos 11 anos de idade geralmente ainda são os mais neuróticos aos 81 anos.

“Há uma base de quem somos no sentido de que mantemos nossa posição em relação a outras pessoas em certo grau”, diz Damian.

“Mas, em relação a nós mesmos, nossa personalidade não é imutável, podemos mudar.”

Como essas mudanças de personalidade se desenvolvem? “Este é o grande debate na área”, diz Mõttus.

Como o amadurecimento da personalidade é universal, alguns cientistas acreditam que, longe de ser um efeito colateral casual por termos tido mais tempo para aprender as normas sociais, as maneiras pelas quais nossa personalidade muda podem estar geneticamente programadas — talvez até moldadas por forças evolutivas.

Por outro lado, há especialistas que acreditam que nossa personalidade é em parte criada por fatores genéticos e posteriormente esculpida por pressões sociais ao longo de nossas vidas.

Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Wiebke Bleidorn, psicóloga da personalidade da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que, em culturas onde se esperava que as pessoas amadurecessem mais rápido (em termos de casamento, começar a trabalhar, assumir responsabilidades adultas), suas personalidades tendem a amadurecer mais cedo.

nas quais se espera que se case ou comece a trabalhar mais cedo têm personalidades que amadurecem mais rápido

“As pessoas simplesmente se veem obrigadas a mudar seu comportamento e, com o tempo, se tornam mais responsáveis. Nossa personalidade muda para nos ajudar a enfrentar os desafios da vida”, explica Damian.

Mas o que acontece quando ficamos muito velhos?

Há duas maneiras possíveis de estudar como mudamos ao longo de nossas vidas.

A primeira é pegar um grupo grande de pessoas de idades diferentes e observar como suas personalidades são distintas.

Um problema com essa estratégia é que é fácil confundir acidentalmente os traços geracionais que foram esculpidos pela cultura de um determinado período de tempo — como pudor ou uma adoração inexplicável por leite condensado e coca-cola — com as mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos.

A alternativa é pegar o mesmo grupo de pessoas e acompanhá-las à medida que crescem.

Foi exatamente o que aconteceu com o Lothian Birth Cohort (estudo de coorte de Lothian), um grupo de pessoas na Escócia que teve sua personalidade e traços de inteligência analisados em junho de 1932 ou junho de 1947, quando ainda estavam na escola. Na época, tinham cerca de 11 anos.

Junto a seus colegas da Universidade de Edimburgo, Mõttus rastreou centenas dessas pessoas quando elas estavam na faixa dos 70 ou 80 anos — e fez mais dois testes idênticos, com vários anos de diferença entre si.

Um famoso estudo com pessoas na Escócia mostrou resultados notavelmente diferentes para duas gerações de participantes

“Como tínhamos dois coortes diferentes de pessoas, e ambos foram medidos em duas ocasiões, pudemos usar as duas estratégias de uma vez”, diz Mõttus.

Foi uma sorte, porque os resultados foram visivelmente diferentes para as duas gerações.

Enquanto as personalidades do grupo mais jovem permaneceram mais ou menos as mesmas no geral, os traços de personalidade do grupo mais velho começaram a mudar, de modo que, em média, eles se tornaram menos abertos e extrovertidos, assim como menos agradáveis e conscientes.

As mudanças benéficas que vinham ocorrendo ao longo de suas vidas começaram a se reverter.

“Acho que faz sentido, porque na velhice as coisas começam a acontecer com as pessoas num ritmo mais rápido”, explica Mõttus, destacando que a saúde do grupo mais velho pode ter piorado e é provável que elas tenham começado a perder amigos e familiares.

“Isso tem um certo impacto em sua participação ativa no mundo.”

Ninguém investigou ainda se essa tendência continuaria após os 100 anos.

Pesquisas sobre japoneses centenários mostram que eles tendem a obter uma pontuação alta em conscienciosidade, extroversão e abertura, mas podem ter apresentado mais essas características desde o início, e talvez isso até tenha contribuído para sua longevidade.

Nossa personalidade está intimamente ligada ao nosso bem-estar

Na verdade, nossa personalidade está intrinsecamente ligada ao nosso bem-estar à medida que envelhecemos.

Por exemplo, aqueles com maior autocontrole são mais propensos a ser saudáveis ​​na idade adulta; mulheres com níveis mais elevados de neurose são mais suscetíveis a apresentar sintomas durante a menopausa; e um certo grau de narcisismo foi associado a taxas mais baixas de solidão, o que por si só é um fator de risco para morte precoce.

No futuro, compreender como certos traços da personalidade estão ligados à nossa saúde — e como podemos esperar que nossa personalidade evolua ao longo da nossa vida — pode ajudar a prever quem tem mais risco de sofrer de certos problemas de saúde e assim intervir.

“Eu estava dando uma palestra ontem em uma prisão”, conta Mõttus. “E uma questão na qual eles estavam realmente interessados era: as pessoas mudam? A conclusão geral é que sim, elas mudam.”

Isso significa que, na opinião dele, não há nenhuma evidência forte para sugerir que as pessoas podem usar sua personalidade como desculpa para seu comportamento.

O conhecimento de que nossas personalidades mudam ao longo de nossas vidas, quer a gente queira ou não, é uma prova útil de como elas são maleáveis.

“É importante que saibamos disso”, afirma Damian.

“Por muito tempo, as pessoas pensaram que não.”

“Agora estamos vendo que nossa personalidade pode se adaptar e isso nos ajuda a enfrentar os desafios que a vida nos apresenta”, acrescenta.

No mínimo, isso nos dá algo para esperar à medida que envelhecemos e uma chance de descobrir quem nos tornaremos.

*Por Zaria Gorvett
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*Fonte: bbc-brasil

Por que achamos algumas pessoas chatas mesmo antes de conhecê-las

Para enriquecer a apresentação, o amigo traz algumas informações básicas. Bárbara mora em uma cidade pequena e trabalha como analista de dados em uma agência de seguros. E seu passatempo favorito é ver televisão.

A essa altura, você pode já estar resmungando só de pensar em conhecê-la — e esta reação pode dizer muito, tanto sobre você, quanto sobre analistas de dados que gostam de TV.

Pesquisas recentes indicam que as pessoas têm muitos preconceitos sobre as características que formam o estereótipo do chato. Como outros tipos de estereótipos, esses preconceitos podem não ser reais e objetivos, mas suas consequências são extremamente negativas.

As pessoas julgam com severidade aqueles que preenchem os estereótipos de “chato” e os consideram menos competentes e simpáticos que a média das pessoas. Elas chegam a afastar-se injustamente deles nas interações sociais — antes mesmo que eles abram a boca.

“Eles são marginalizados”, afirma Wijnand van Tilburg, psicólogo especializado em experimentos sociais da Universidade de Essex, no Reino Unido, que conduziu a pesquisa recente.

Essas descobertas podem fazer com que todos nós reanalisemos nossas conjecturas antes de conhecermos Bárbara em uma reunião social.

Quando iniciamos um encontro com expectativas indevidamente negativas, podemos perder uma conversa que talvez acabasse sendo agradável, enquanto uma mente mais aberta poderia fazer florescer uma amizade. E a pesquisa também oferece algumas dicas para melhorar a primeira impressão causada por nós mesmos.

Pesquisa surpreendente

A pesquisa de van Tilburg é sustentada por mais de duas décadas de interesse científico pelas experiências com pessoas chatas. Ela demonstrou que esta é uma das nossas experiências mais torturantes e traz influências profundas e surpreendentes sobre o nosso comportamento.

Em 2014, por exemplo, pesquisadores da Universidade da Virgínia em Charlottesville, nos Estados Unidos, pediram aos participantes de um estudo que passassem 15 minutos em uma sala com pouca mobília. Os participantes estavam sem seus telefones celulares, computadores e material de leitura, mas havia um aparelho que dava um pequeno choque elétrico a quem pressionasse um botão.

Apesar da óbvia dor causada pelo aparelho, 18 dos 42 participantes decidiram testá-lo pelo menos uma vez para quebrar o tédio. Parece que qualquer estímulo, mesmo o desconforto físico deliberado, era melhor que não ter nenhuma interação com o ambiente.

Você pode se perguntar se essa reação era específica para o ambiente do experimento, mas ela já foi reproduzida em outras situações. Em um estudo posterior, os participantes foram forçados a assistir a um filme monótono que exibia uma mesma cena de 85 segundos, repetida por uma hora – e muitos participantes preferiram brincar com um aparelho que gerava um choque elétrico desconfortável, quando tiveram a oportunidade.

Esses comportamentos podem parecer bizarros. Mas, segundo James Danckert, professor de neurociência cognitiva da Universidade de Waterloo, no Canadá, esses estudos apenas demonstram como o tédio pode ser poderoso para nos forçar a buscar novos estímulos – o que pode ter enormes efeitos benéficos para o nosso dia a dia.

Segundo ele, ao longo da vida, precisamos escolher constantemente entre esgotar a situação existente ou explorar outras oportunidades. E, depois de adotarmos o mesmo comportamento por muito tempo sem a recompensa correspondente, o tédio nos força a mudar de atividade, para não ficarmos presos naquela rotina.

A pesquisa de Danckert demonstra que os sentimentos de tédio são especialmente angustiantes quando somos conscientemente lembrados das outras possíveis fontes de estímulo que poderíamos estar explorando. As pessoas acham muito mais difícil, por exemplo, sentar-se em uma sala sem fazer nada, se estiverem olhando para um quebra-cabeça não terminado ou uma mesa com Lego sem permissão para tocá-los.

Isso pode explicar por que é insuportável ficar preso com uma pessoa chata em uma festa em meio a conversas animadas à nossa volta. Enquanto somos obrigados a ouvir os mínimos detalhes do emprego do nosso novo conhecido, estamos perdendo a chance de fazer conexões sociais mais profundas com alguém que seria muito mais ajustado à nossa personalidade.

Em termos psicológicos, nós percebemos o “custo de oportunidade” daquela conversa.

A partir dessas respostas iniciais, a equipe criou listas de 45 características pessoais, 28 profissões e 19 hobbies. Os pesquisadores pediram então a outro grupo, com mais de 300 pessoas, que avaliasse cada um dos itens relacionados em uma escala de 1 (não é chato) a 7 (extremamente chato). Os resultados foram extremamente reveladores.

Os participantes do estudo de van Tilburg indicaram que digitadores, contadores e fiscais de impostos eram considerados os profissionais mais chatos. Os hobbies considerados chatos incluíam ir à igreja, ver televisão e dormir.

Em termos de personalidade, os chatos foram considerados restritos a um pequeno conjunto de assuntos de interesse, pessoas sem senso de humor ou com fortes opiniões sobre qualquer assunto. Também se pensava nos chatos como pessoas que reclamam excessivamente, queixando-se de tudo.

A equipe também queria entender as consequências desses estereótipos, incluindo seu potencial de criar isolamento social. Para isso, eles criaram diversos cenários baseados nas características pesquisadas nos estudos anteriores.

Um desses cenários foi a descrição do personagem “Brian”, que trabalhava como digitador em um escritório de contabilidade e cujo principal passatempo era ver televisão — um retrato que coincidia perfeitamente com o estereótipo do chato. Por outro lado, havia “Paul”, um artista fictício que trabalhava para um jornal local, gostava de correr, ler e praticar jardinagem, em uma combinação de detalhes pessoais geralmente considerados muito menos chatos.

A equipe questionou então aos participantes o quanto eles gostariam de conhecer cada personagem e se eles tentariam evitar encontrá-los ou falar com eles. E chegou a perguntar quanto dinheiro os participantes precisariam receber para passar uma semana de suas vidas com aquela pessoa.

Como seria esperado, os personagens que atenderam aos critérios do estereótipo do chato não foram tratados com gentileza. De forma geral, as pessoas eram muito menos dispostas a conhecer Brian do que Paul. E, para compensar o tédio por um período de tempo prolongado, os participantes responderam que precisariam de cerca de três vezes mais dinheiro.

“Eles realmente desejavam ser compensados por ficar com essas pessoas, o que indica que existe algum tipo de custo psicológico”, segundo van Tilburg.

Se você levar em conta os estudos que demonstram que as pessoas preferem sentir dor em vez de tédio, faz sentido que você precise de alguma recompensa para fazer valer a pena o desconforto e todas as outras experiências mais interessantes que você poderia estar perdendo.

Como ser interessante
Todos nós podemos aprender com essa pesquisa.

Sua premissa impensada de que pessoas com certas profissões ou hobbies são inerentemente chatas poderá evitar que você forme conexões profundas e significativas. E, se você estiver procurando um parceiro, seus preconceitos podem impedir que você conheça alguém que poderia ser o amor da sua vida.

Você pode encontrar interesse e amizade onde menos espera, simplesmente tendo a mente um pouco mais aberta.

E a pesquisa de van Tilburg é ainda pior se, por acaso, você próprio se enquadrar em alguma dessas situações. Mas, felizmente, ele tem algumas dicas que poderão ajudar os possíveis Brians a evitar julgamentos cruéis.

A primeira orientação é examinar se você pode redefinir a descrição da sua profissão. Analista de dados, à primeira vista, pode parecer uma profissão chata — mas talvez você esteja contribuindo para um esforço maior, como pesquisas científicas.

Geralmente, os cientistas são considerados muito menos chatos que os que trabalham com dados. Por isso, enfatizar o elemento científico do seu trabalho poderá ajudá-lo a afastar o preconceito das pessoas.

Se isso não for possível, você pode abrir-se sobre a sua vida particular. Lembre-se de que os chatos, de forma geral, são considerados pessoas com mentes fechadas e poucas paixões.

Quase todas as pessoas gostam de televisão e, se você relacionar a TV como seu único passatempo, você inevitavelmente irá parecer uma pessoa comum.

Quais são suas paixões mais específicas? Atividades como jardinagem, escrever, pescar e costurar são consideradas relativamente positivas. E, quanto mais exemplos você der, maior será a chance de encontrar algo em comum com a outra pessoa. “Acho que é importante mostrar uma série de atividades”, segundo van Tilburg.

Por fim, você poderá estudar a arte de conversar. Assuntos como o seu trabalho ou passatempos terão muito pouca importância se você não conseguir criar um diálogo significativo.

“Os chatos falam muito, mas têm muito pouco a dizer”, afirma van Tilburg. Tenha a liberdade de expressar suas próprias opiniões, mas assegure-se de também dar à outra pessoa a mesma oportunidade de se expressar — e faça muitas perguntas para extrair o que há dentro da outra pessoa. Com o tempo, o seu novo conhecido poderá esquecer todos os seus preconceitos.

E, se nada disso funcionar, não leve tanto para o lado pessoal. Van Tilburg indica que as pessoas são muito mais propensas a aplicar estereótipos negativos a outras pessoas quando se sentem ameaçadas. Ao julgar você injustamente pelo seu trabalho ou hobbies, a pessoa pode estar apenas escondendo suas próprias inseguranças.

A chatice, como a beleza, está na mente de quem observa.

* David Robson é escritor de ciências premiado e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no início de 2022 no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.
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*Fonte: bbc-brasil

Como as pessoas falsas agem – 8 sinais para identificá-las

Às vezes conhecemos uma pessoa e ela se mostra super sincera e legal, com o tempo percebemos que se trata de uma das pessoas mais falsas que encontramos em toda nossa vida!

As pessoas falsas são um problema na sua vida? Você vive caindo no conto de uma pessoa que a princípio é super legal e depois te decepciona?

A verdade é que as pessoas falsas muitas vezes passam-se por boas pessoas e estão espalhadas por todos os ambientes, seja no trabalho, na faculdade ou na academia.

Mas como detectar essa falsidade? Será que existem sinais que podem facilitar a identificação?


Essas 8 ações são o que você precisa saber para identificar pessoas falsas

Respeito
Pessoas que são sinceras: respeitam todos
Pessoas falsas: elas só respeitam pessoas que têm poder

Alterar
Pessoas que são sinceras: elas não tentam mudar as pessoas.
Pessoas falsas: elas tentam fazer pessoas como elas

Atenção
Pessoas que são sinceras: não buscam atenção
Pessoas falsas: desespero pela atenção

Conquistas
Pessoas que são sinceras: não têm o hábito de ostentar suas conquistas
Pessoas falsas: ostentam frequentemente

Opinião
Pessoas que são sinceras: expressam abertamente suas opiniões
Pessoas falsas: mentem e criam muitas fofocas

Compromisso
Pessoas que são sinceras: fazem tudo ao seu alcance para cumprir o que prometem
Pessoas falsas: elas são excelentes em fazer promessas, mas nunca cumprem

Admirar
Pessoas que são sinceras: elas admiram outras pessoas e gostam de elogiá-las
Pessoas falsas: costumam criticar os outros para se verem melhor

Bondade
Pessoas que são sinceras: elas tendem a ser gentis com os outros e também sempre ajudam
Pessoas falsas: geralmente são amigáveis quando querem algo

Como agir ao detectar esses sinais?

A psicanalista do Fãs da Psicanálise, Natthalia Paccola enfatiza que você não precisa se afastar dessas pessoas, geralmente quando esse tipo de pessoa não consegue obter vantagem elas mesmas se afastam, “é a chamada lei natural”.

Agora, diz a psicanalista, se você é o tipo de pessoa, que se preocupa com o meio em que vive e deseja ver todo o seu redor cada vez mais bonito e lotado de boas pessoas, faça diferente: seja o exemplo de pessoa que você desejaria ter por perto. “Através das suas boas ações essas pessoas podem perceber que o real significado de ser feliz está em fazer as outras pessoas felizes, sendo o mais transparente possível”.

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*Texto traduzido e adaptado por Naná cml da equipe Fãs da Psicanálise.

*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Fãs da Psicanálise. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

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Por que é tão difícil mudar de opinião?

Em pleno período eleitoral, uma verdade parece ainda mais evidente: é muito difícil mudar aquilo que já achamos. Estudos realizados pela psicologia cognitiva e pela neurociência demonstram que algo presente na política se estende para todos os ramos da nossa vida: nós costumamos formar nossa opinião muito mais por conta das emoções (como a raiva e o desprezo) do que por conta dos fatos.

É por isso mesmo que “saber a verdade” não é sempre suficiente para mudar uma opinião. Em outras palavras, mudar a própria mente não é nada fácil. Mas não é impossível. Neste texto, explicamos por que, para nós, é tão difícil mudar de ideia.

1. O confronto com as crenças

Idealmente, imaginamos que vivemos em um mundo regido pela racionalidade. Quando novas evidências desmentem as nossas crenças, nós avaliaríamos esses fatos e mudaríamos de ideia. Mas não é assim que costuma acontecer.

A neurociência explica que a culpa é um sentimento que costuma entrar em ação quando nos confrontamos com evidências que desmontam o que já achávamos. Este fenômeno tem até nome: é chamado de “perseverança da crença”.

Quando algo (como notícias ou mesmo conversas com os outros) sugerem que nossas crenças estão erradas, nós nos sentimos ameaçados. Quando isso envolve questões ligadas à nossa identidade pessoal ou político, sentimo-nos ainda mais atacados.

Curiosamente, o confronto com alguém com a visão de mundo diferente pode se tornar “um tiro que sai pela culatra”: as crenças originais se tornam ainda mais arraigadas que antes.

2. A busca pelo que confirma as crenças

Outra tendência cognitiva que temos é de buscar aquilo que a ciência define como “viés de confirmação”. Ou seja, naturalmente, nosso primeiro movimento é buscar novas informações que ajudem a confirmar aquilo que já pensávamos.

Fazemos isso de várias formas, como conversando com pessoas que pensam como nós ou procurando uma mídia tendenciosa. O problema do viés de confirmação é que ele nos impede de olhar para uma situação de forma objetiva, analisando vários ângulos — e, desta forma, descobrindo que estamos errados.

3. A questão dos hormônios

A verdade é que o funcionamento do nosso cérebro também não ajuda para que estejamos abertos às mudanças. O cérebro está preparado para nos proteger, o que envolve reforçar nossas opiniões mesmo quando elas estão equivocadas.

A explicação é científica: vencer uma discussão faz ocorrer no cérebro uma enxurrada de hormônios, como dopamina e adrenalina. Estas substâncias nos trazem as sensações de prazer presentes nos atos de comer, andar, fazer sexo — e sim, vencer um debate. É um sentimento tão bom que muita gente fica viciado nele.

Por outro lado, quando temos alto nível de estresse, o corpo libera cortisol, um hormônio que nos tira de nosso centro e desconstrói nossa racionalidade. É o cortisol, por exemplo, que nos dá o impulso para fugir quando sentimos que estamos correndo perigo.

Por isso, o desejo de estar certo é também um desejo de fugir do estresse, e o nosso cérebro nos protege a todo custo para evitar que isso aconteça.

4. Como treinar o cérebro para sair desta situação?

Embora seja muito difícil lidar com isso, a longo prazo, ter a mente aberta é mais vantajoso para a saúde. Mas, para isso, é preciso “religar” o cérebro e refazer nossos hábitos mentais.

O fato é que, para isso, precisamos de treinamento. Podemos, por exemplo, buscar aprender coisas novas, e tentar analisar um problema por meio de perspectivas diversas. Outra sugestão é fazer um exercício de tentar solucionar problemas apenas usando evidências objetivas, identificando o que é fato e o que é opinião.

Uma forma de fazer isso é analisar quais são as suas fontes de informação. São especialistas respeitados dentro do seu ramo? Como você sabe disso?

Outra dica é treinar a maneira pela qual você comunica suas certezas. Às vezes, o melhor jeito de convencer alguém de que está errado, tem a ver com sabermos apresentar isso de uma maneira não confrontativa, evitando passar a sensação de ataque. Ao invés isso, tente fazer perguntas que façam a pessoa questionar aquilo que acredita.

Por fim, fuja da arrogância: lembre-se que todos nós temos nossas convicções, não só aqueles que consideramos estar errados.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

O mundo está cheio de crianças em trajes de adulto

A SOCIEDADE ESTÁ CHEIA DE ADULTOS QUE AGEM COMO CRIANÇAS. SÃO HOMENS E MULHERES QUE, APESAR DE TEREM AMADURECIDO FISICAMENTE, NÃO CRESCERAM, NÃO AMADURECERAM EMOCIONALMENTE.

São figuras que navegam tropeçando diante de todas as adversidades, sejam elas grandes ou insignificantes. Seus olhos estão atentos ao mundo, esperando que ele responda às suas necessidades e que tudo seja como eles querem.

Eles ficam frustrados rapidamente, vão de raiva em raiva, desejando que os outros se ajustem às suas expectativas e desejos . Não importa se eles usam fantasias de adulto. Por dentro ainda são criaturas perdidas que não aprendem com as experiências porque não toleram que a vida não seja o que querem.

Crescer é definido pela experiência adquirida, não pelos anos completados.

Envelhecer é fácil, mas nós os recusamos

A ruga não gosta e a passagem do tempo aterroriza. Envelhecer é fácil, mas muitos negam esse processo natural inerente a todas as coisas deste mundo, inclusive as pessoas. O impressionante é que o simples fato de resistir a essa realidade também retarda a oportunidade de crescer, de adquirir o aprendizado vital que essa etapa nos proporciona.

Pesquisa da Universidade de Lleida, na Espanha, lembra a necessidade de se adaptar ao processo de envelhecimento para desfrutar de um bem-estar físico e psicossocial adequado. A aceitação é uma parte essencial do crescimento pessoal , vamos ter isso em mente.

O tempo passa muito rápido, se você quer crescer comece a trabalhar nos seus sonhos, com decisão e coragem.

Como crescer à medida que envelheço?

O que podemos fazer para promover um adequado crescimento pessoal, emocional e até existencial? O pilar que sustenta este privilégio a que todos temos direito é a maturidade. A maturidade é definida pela forma como percebemos as experiências para aprender com elas.

Em vez de reagir a tudo o que nos acontece, devemos integrar a auto-reflexão em cada circunstância. Olhar para cada evento a partir da serenidade para aceitar o que acontece, entender o que nos acontece e aplicar estratégias adequadas para resolver os problemas é essencial.

Crescer também é adquirir uma postura mais humilde e curiosa, além de ser mais sábio e esperançoso.

Todos nós, sem exceção, temos o poder de desenvolver esse valor, esse dom que nos permitirá viver com maior felicidade e bem-estar. Vamos colocar em prática.

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*Fonte: seuamigoguru

Se você não está alegre, não precisa fingir. Ninguém é obrigado a demonstrar um sentimento irreal!

As pessoas buscam a felicidade na vida, isso é comum, todo mundo quer ser feliz…

O que não é preciso é fingir felicidade, alegria, obrigar-se a fazer algo que não gosta – ou não quer – só porque todo mundo faz, para obter a tão desejada alegria e felicidade… Cada um é feliz de uma forma, não existe um padrão, uma fórmula específica e padronizada para se obter a felicidade, para ficar alegre.

É possível que algo que outros façam, para sentirem alegria, não funcione com você. Respeite sua forma de ser, respeite o que realmente o faz bem e feliz. Cada pessoa tem suas necessidades, vontades.

Existem datas que a sociedade impõe, como aniversário, Ano Novo, Natal, Carnaval … Que é quase como uma obrigação que as pessoas sintam-se bem, alegres, felizes, e muitas vezes, elas não estão se sentindo dessa forma e ficam até com um sentimento estranho como se não pudessem ter tristeza, ou não estivessem alegres ou felizes… Simplesmente as datas – e certas situações – não estão tocando seu coração, e tudo bem…

Ninguém é obrigado a sentir, a demonstrar um sentimento que não é real.

Existem muitas exigências culturais, sociais, familiares, de todos os grupos, para que tenhamos determinados comportamentos de acordo com situações, datas, convenções, como se todos precisassem se comportar igual, sentirem igual, uma certa padronização do sentir. Isso não é algo bom, nem saudável.

Cada pessoa encontra-se em um momento, em um contexto, cada experiência é única, sentida e vivenciada em cada um de nós.

Não cobre a você, nem a ninguém, expressar-se de determinado jeito, porque senão estará destoando do grupo, da sociedade, do evento cultural…

Umas das sensações mais desagradáveis é a pessoa fingir uma emoção que não sente de verdade. Exemplo: A pessoa acreditar que precisa ficar muito alegre porque é Carnaval, precisar comemorar algo porque está em uma determinada data, e isso é muito desgastante.

Independente de qualquer data, evento, momento, você só precisa acolher o que sente de verdade. Pode ser que tenha motivos para estar um pouco triste, queira estar um pouco mais em sua companhia e de mais ninguém, que não queira distribuir tantos sorrisos por aí, e está tudo bem. Compreenda o seu momento, respeite muito todas as suas emoções, acolha todos os seus sentimentos, não exija de você algo que não pode oferecer, não exija de você uma falsa alegria porque socialmente existe uma cobrança em determinada data, ou evento em que todos estejam sorrindo, muito contentes, alegres, saltitantes, se você não se sente assim.

Você é de um jeito, de uma forma, os outros são de outra forma e de outro jeito. Ninguém precisa sentir igual ao outro, igual a todo mundo.
Quanto mais fiel e verdadeiro você for a você, melhor serão os seus sentimentos sobre você.

Não se obrigue, não se force a nada, liberte-se dessas obrigações padronizadas e fora de uma lógica humana.

Seja você, exatamente como você é. Quando quiser ficar mais tranquilo, avesso às exigências de datas, de festividades, de eventos, tudo bem, está tudo bem, você só está se respeitando e tendo empatia com a sua pessoa, isso é muito bom!

Busque a felicidade e a alegria dentro de você, busque a paz, onde não há paz sempre existirá intranquilidade, desequilíbrio, falta de amor… Onde há paz, há permissão para sentir o que for, onde há paz existe compreensão, existe tranquilidade em ser verdadeiro com suas emoções e sentimentos, em se expressar da forma mais confortável e real.

Para ser alegre, não necessita estar eufórico, para estar feliz não necessita estar rindo, e contente com tudo.

A felicidade, a alegria podem ser sóbrias e com muita paz.

Cada um sente de um jeito, expressa de uma maneira. Vamos respeitar toda forma do “Ser”.

Não se cobre além da conta, respeite seus limites, busque a alegria nas pequenas coisas, respeite os momentos difíceis, não exija de você estar alegre, quando não sente isso.

Contentamento, bem-estar, felicidade e paz são individuais, são também construções das pequenas coisas da vida e dentro de nós.

Seja feliz e alegre da sua maneira, bem do seu jeito, do seu estilo, de acordo com sua compreensão, entendimento, com suas reais necessidades, e não igual a como todo mundo é.

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*Fonte: osegredo

Pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes, segundo estudo

Um estudo científico afirma que as pessoas que preferem ficar em casa em vez de sair para festejar são as mais inteligentes. Esta análise, realizada pela revista científica British Journal of Psychology, valida o estilo de vida dos mais introvertidos. Eles explicam que, apesar dos indivíduos que socializam mais serem proporcionalmente mais felizes, isso não se aplica para os mais inteligentes, que são os que ficam mais em casa. Já podemos dar essa desculpa para cancelar todos os nossos planos de fim de semana?

A pesquisa estudou 15 mil pessoas de uma ampla variedade de lugares, religiões, etnias, situação financeira, gênero etc. O resultado final foi que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um QI maior, o suficiente para associar ambos os fatores. “Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contato interpessoal com seus amigos ou conhecidos”, foi uma das conclusões dos psicólogos.

A equipe de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aqueles que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu a maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando deixaram aqueles com QIs elevados em casa experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Os inteligentes não têm muita “satisfação” se socializando e preferem estar sozinhos. Essas descobertas podem nos tornar mais conscientes da maneira como nossos cérebros foram desenvolvidos para enfrentar estilos de vida modernos. Com base em sua análise sobre “a teoria da felicidade da savana”, os pesquisadores chegaram à teoria de que o modo de vida de nossos antepassados caçador-coletor ainda tem uma influência sobre a forma como vivemos no mundo.

A vida na savana africana, por exemplo, seria drasticamente diferente da vida da cidade. Pensa-se que as pessoas viviam então em grupos dispersos de aproximadamente 150 indivíduos e que a socialização dentro da sua própria tribo era crucial para a sobrevivência em termos de alimentação e reprodução. São esses princípios e sistemas de nossos antepassados que Kanazawa e Li basearam suas últimas conclusões.

Embora uma grande parte da sociedade consiga conforto, prazer e satisfação nas mesmas coisas, como um pequeno grupo com o qual possa se socializar e compartilhar espaços de lazer, os resultados do estudo sugerem que aqueles com maiores coeficientes intelectuais se desenvolveram além dessas necessidades. As mudanças nos cérebros e os requisitos do “extremamente inteligente” vieram com as constantes mudanças e exigências dos tempos modernos.

“Os indivíduos mais inteligentes possuem níveis mais elevados de QI e, portanto, uma maior capacidade de resolver problemas evolutivamente inovadores”, explicaram os pesquisadores. “[Eles] enfrentam menos dificuldade para entender e lidar com situações evolutivamente novas”, disse Kanazawa para a mídia. Embora dependamos mais do que nunca de nossa conexão com o mundo, parece que o cérebro está se preparando para uma vida na solidão.

Em outras palavras, de acordo com Kanazawa e Li, as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no conforto de sua casa porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno, separado dos hábitos de nossos antepassados.

*Por
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*Fonte: portalraizes

Doença psicossomática: Algumas doenças são causadas por nossas memórias?

O homem ao seu lado tosse. Você se lembra que é temporada de gripe. Sua garganta começa a coçar um pouco e a temperatura do corpo começa a subir. Passaram-se apenas alguns segundos desde que o homem tossiu – muito cedo para uma infecção causar sintomas. Está tudo na sua cabeça? O cérebro é capaz de causar esses sintomas sozinho?

A doença psicossomática – uma doença física causada por fatores mentais, como memórias e emoções – não é uma ideia nova. Na verdade, pode ser um dos modelos médicos mais antigos. Nos séculos anteriores, os “fatores mentais” eram descritos como os “ fatores espirituais ” de um indivíduo . Independentemente de como você os chama, eles causam doenças muito reais: hipertensão, dor crônica, impotência e dermatite, só para citar alguns.

Pode não ser surpresa que nossos cérebros armazenem memórias de doenças passadas. Temos consciência de algumas dessas lembranças: quão miseráveis ​​eram os sintomas, os dias passados ​​na cama, a canja de galinha. Mas a maioria das memórias está armazenada no subconsciente, principalmente a memória de como o sistema imunológico respondeu à doença. Estudos nas últimas décadas levaram os cientistas a acreditar que essas “memórias de respostas imunes” causam doenças psicossomáticas. Bloquear essas memórias não apenas alivia doenças psicossomáticas, mas também doenças “reais”, de acordo com um estudo recente publicado na Cell .

Memórias de respostas imunes: uma história pavloviana
Quando Ivan Pavlov apresentou comida a um cachorro, ele começou a salivar. Pavlov começou a tocar uma campainha toda vez que oferecia comida ao cachorro e, eventualmente, o cachorro foi condicionado a salivar quando ouviu a campainha, mesmo na ausência de comida. Essencialmente, o cérebro do cão armazenou uma memória de salivar depois de ouvir um sino. Assim, quando o cão ouviu um sino, seu cérebro recordou essa memória, determinou que salivar é a resposta apropriada e recriou essa resposta.

Em 1974, Robert Ader e Nicholas Cohen descobriram acidentalmente que o sistema imunológico pode ser condicionado da mesma maneira. Eles estavam estudando se os camundongos podiam ser condicionados a não gostar de um sabor. Eles deram água adoçada aos ratos, seguida de uma injeção de uma droga que causa náusea. Após dois meses, os camundongos aprenderam a evitar a água doce após o gosto inicial. Nenhuma surpresa. Ninguém gosta de náusea, incluindo ratos. Mas então algo inesperado aconteceu: os camundongos que foram forçados a continuar bebendo a água adoçada começaram a morrer de infecções em um ritmo alarmante.

A droga que eles usavam para induzir náusea também suprime temporariamente o sistema imunológico. Os cientistas pararam de dar a droga aos ratos, mas mesmo na ausência da droga, o sistema imunológico dos ratos ainda estava sendo suprimido, portanto, eles não podiam combater infecções simples. Isso significava que, quando os ratos provavam água doce, o cérebro identificava duas respostas típicas: (1) evitar a água e (2) suprimir o sistema imunológico.

Ader e Cohen concluíram que o cérebro armazena memórias de respostas imunes a estímulos; quando reencontra esses estímulos, o cérebro tenta replicar sozinho a resposta imune anterior.

Uma resposta imune sem propósito
Quando um cão saliva, causa uma bagunça. Se a saliva serve a um propósito, a bagunça vale a pena. Mas imagine um cachorro apenas salivando sem motivo. Isso é apenas baba, e não é útil para ninguém. As respostas imunes são muito parecidas com a saliva: sempre causa uma bagunça (febre, inflamação, fadiga), mas quando há um propósito (como nos proteger de uma infecção), o benefício vale o custo. Uma resposta imune sem propósito (como inflamação , artrite ou alergias) é apenas um distúrbio imunológico e não é útil para ninguém.

Muitas doenças psicossomáticas são respostas imunes sem propósito. Embora você possa evitar nozes para evitar uma reação alérgica, como evitar memórias para prevenir doenças psicossomáticas? Tem havido pouco progresso na prevenção e tratamento de doenças psicossomáticas, em grande parte porque a região do cérebro responsável por essas memórias permanece um mistério. Até agora.

Lembrando as respostas imunes
Um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina do Technion levantou a hipótese de que as memórias das respostas imunes são armazenadas e recuperadas pelo córtex insular. O córtex insular é a região responsável por detectar o estado fisiológico do corpo (por exemplo, temperatura corporal e níveis de nutrientes) e interpretá-los em sensações corporais (por exemplo, calor e fome). Pesquisas anteriores mostraram que quando o córtex insular é disfuncional, as memórias da resposta imune não são armazenadas.

Primeiro, os pesquisadores criaram a memória de uma resposta imune. Eles induziram inflamação intestinal em camundongos enquanto monitoravam a atividade cerebral e identificaram um grupo de neurônios no córtex insular com atividade aumentada. Os camundongos receberam um mês para se recuperar do estado da doença. Então, semelhante a um sino ou água adoçada, os pesquisadores usaram um sofisticado truque quimiogênico para acionar a memória que havia sido armazenada, reativando seletivamente os mesmos neurônios do córtex insular que foram ativados durante a inflamação intestinal inicial.

Sem nenhum estímulo externo (além dessa ativação de neurônios), a inflamação retornou, exatamente no mesmo local em que estava originalmente. Simplesmente “lembrar” da inflamação fez com que o cérebro a reativasse.

E se todas as doenças tiverem um elemento psicossomático?
Finalmente, os pesquisadores ficaram curiosos se o córtex insular desempenhou um papel durante a experiência original da inflamação ou se estava apenas armazenando informações para serem recuperadas mais tarde. Em outras palavras, havia um componente mental envolvido na doença não psicossomática desde o início?

Mais uma vez, eles induziram inflamação intestinal com estímulos externos em camundongos que não tinham experiência com a doença. No entanto, desta vez, eles inibiram a atividade do neurônio do córtex insular. Eles descobriram que a doença foi significativamente diminuída, em termos de sintomas clínicos e resposta imune.

Esses achados sugerem que mesmo doenças que antes eram consideradas não psicossomáticas podem ter um elemento psicossomático, o que piora seus efeitos. Identificar o papel do córtex insular na regulação imunológica abre as portas para novas formas de prevenção e tratamento de doenças.

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*Fonte: sabersaude

Hormônios da felicidade: como aumentar seus níveis no corpo

Você já ouviu falar nos hormônios da felicidade? Existem quatro substâncias bioquímicas principais que estão associadas ao sentimento de felicidade e sensação de bem-estar: serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina.

Apesar de serem chamadas popularmente de “hormônios da felicidade”, é importante entender que nem todas substâncias dessa lista são hormônios – embora a mesma terminação em “-ina” possa nos induzir ao erro.

Enquanto a serotonina e dopamina são neurotransmissores, a endorfina e oxitocina são hormônios. Aqui, vale apontar apenas que esses compostos bioquímicos têm formas diferentes de atuação no corpo humano.

Se você quer uma vida mais feliz, é importante você conhecer cada um desses hormônios e neurotransmissores e saber como eles funcionam no seu corpo. Afinal, diariamente há muitos gatilhos de ansiedade, estresse e tristeza no mundo que chegam até nós, inclusive pelas redes sociais.

Serotonina: o que é e para que serve
A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante no humor. Por isso que ouvimos falar nela quando buscamos formas para reduzir a depressão e regular a ansiedade.

Além de estar associada à felicidade, a serotonina ajuda a regular outras funções em seu corpo, como digestão, sono e saúde óssea.

Como aumentar serotonina
A chave para aumentar a serotonina é promover sua confiança. Se você está preso em um ciclo de baixa autoestima ou tem pessoas te criticando constantemente, pode ser difícil recuperar sua confiança.

Em outras palavras, se você não priorizar sua necessidade de respeito e status, sua confiança será afetada e, por consequência, seu nível de serotonina.

“A confiança desencadeia a serotonina. Macacos tentam se superar porque estimula a serotonina. As pessoas geralmente fazem o mesmo”, explica Loretta Breuning, fundadora do Instituto do Mamífero Interior (Inner Mammal Institute em inglês) e autora do livro “Habits of a Happy Brain” (“Hábitos de um cérebro feliz”, ainda sem edição em português).

Para desenvolver sua crença no seu valor próprio, foque no que você já conquistou na vida. Outra maneira de aumentar sua confiança é praticar exercícios físicos e buscar formas de sair da sua zona de conforto.

Dopamina: o que é e para que serve
A dopamina é um neurotransmissor que está associado à motivação e recompensa. É por isso que você sente bem quando define uma meta empolgante ou importante, e por que é prazeroso alcançá-la.

“Aproximar-se de uma recompensa libera dopamina. Quando um leão se aproxima de uma gazela, sua dopamina aumenta e a energia que ele precisa para a caça é liberada. Seus ancestrais liberavam dopamina quando encontravam um poço de água”, diz Breuning.

Por outro lado, o nível baixo de dopamina (que os especialistas dizem que pode ocorrer com a depressão) pode explicar os sentimentos de baixa motivação ou perda de interesse em algo que você costumava gostar.

Como aumentar dopamina
A taxa de dopamina pode ser aumentada com hábitos não tão saudáveis, como beber cafeína, comer açúcar, certas drogas recreativas e até usar redes sociais. Mas, você consegue aumentá-la sem usar substâncias potencialmente prejudiciais ou viciantes.

“Abrace um novo objetivo e dê pequenos passos em direção a ele todos os dias. Seu cérebro o recompensará com dopamina cada vez que você der um passo. A repetição construirá um novo caminho de dopamina até que seja grande o suficiente para competir com o hábito de dopamina que você está melhor sem”, diz Breuning.

Endorfina: o que é e para que serve
As endorfinas são hormônios que estão reconhecidamente ligados ao exercício. Após uma corrida ou treino intensos, há uma liberação desse hormônio do prazer.

Outra característica desses hormônios é atuar como analgésicos naturais, minimizando a dor e maximizando o prazer. Isso ajuda a explicar porque um corredor não consegue perceber uma lesão até que termine o esporte.

“No estado de natureza, ajuda um animal ferido a escapar de um predador. Ajudou nossos ancestrais a correr para pedir ajuda quando feridos. As endorfinas evoluíram para a sobrevivência, não para festas. Se você estivesse com altas endorfinas o tempo todo, tocaria o fogo quente e andaria com perna quebrada”, explica Breuning.

Como aumentar a endorfina
Embora as endorfinas sejam liberadas em resposta à dor, isso não significa que você deva procurar maneiras de se machucar (como se exercitar demais ou se esforçar além de seus limites) apenas para se sentir bem.

A maneira mais gostosa de aumentar as endorfinas naturalmente é rir. Outras formas igualmente eficazes são comer chocolate amargo, assistir seu drama favorito na Netflix, malhar e meditar.

Oxitocina: o que é e para que serve
A oxitocina (também escrita ocitocina) é comumente chamada como “hormônio do amor”. Isso porque esse hormônio está associado à forma como as pessoas se unem e confiam umas nas outras.

Esse composto também é importante na contração do útero durante o parto, na amamentação e no relacionamento dos pais com o bebê após o nascimento.

Como aumentar a oxitocina
Certas atividades como beijar, abraçar e fazer sexo podem desencadear a liberação de oxitocina no cérebro. Mas, para além do aspecto físico, a conexão emocional é importante para que a oxitocina seja liberada.

“A confiança social é o que libera a oxitocina. Se você abraça alguém em quem não confia, não se sente bem. A confiança vem em primeiro lugar. Você pode construir a confiança social dando pequenos passos positivos em relação às pessoas”, diz Breuning.

Uma dica para aumentar a oxitocina é entrar em contato com um amigo próximo. Se você ainda não tem uma rede de confiança, entre em contato com um conhecido e construa aos poucos sua relação com ele. Outra opção é ter um animal de estimação que você possa abraçar bastante.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

Uma noite sem dormir basta para a energia baixar e o rendimento cair!

Qualquer pessoa sabe que precisa dormir bem para se sentir disposto durante o dia, fora todas os benefícios que o sono traz para a saúde. Mas às vezes, situações acontecem, que fogem ao nosso controle, e simplesmente não dá para dormir o suficiente.

O bebê acorda várias vezes durante a noite, o cachorro passa mal de madrugada, o vizinho faz uma festa com som auto a noite toda, uma fatalidade acontece com um parente e te ligam no meio da noite para contar, o intestino começa a funcionar de madrugada só para interromper o sono. Um problema te acorda as 3h da manhã e você não consegue dormir mais.

São tantas coisas que podem acontecer e interromper a nossa noite de sono que, infelizmente, mesmo que seja uma coisa esporádica, como no caso do cachorro, ou uma coisa rotineira, como no caso do bebê, é muito difícil ter o mesmo rendimento no outro dia.

QUANDO NÃO DÁ PRA DORMIR, NO OUTRO DIA A GENTE SENTE QUE A DISPOSIÇÃO CAI, O RACIOCÍNIO FICA MAIS LENTO. A GENTE PERCEBE A ENERGIA BAIXA.

Nada parece fácil de fazer quando a gente não dorme direito. Mas o que a gente pode fazer no dia seguinte?

O QUE UMA MÃE QUE NÃO DORME DIREITO HÁ MAIS DE 3 MESES PODE FAZER? E O QUE UMA PESSOA QUE TEM O SONO INTERROMPIDO POR UM EVENTO INESPERADO PODE FAZER?

A resposta é: RESPIRAR!

Respirar vai te levar para um lugar de quietude e silêncio interior.

Vai oxigenar o seu cerebro, o seu corpo e filtrar as energias que estão estagnadas.

Respirar conscientemente vai te equilibrar emocionalmente e mentalmente, e vai dissolver a irritabilidade. Respirar fundo pode te ajudar a enfrentar esses dias com mais leveza.

Não duvide do poder da respiração, não só nesses dias não dormidos, mas sempre. Quando você esquece de respirar e só deixa a respiração no automático, você começa a reagir ao dia e comete mais erros.

Procure respirar fundo também, em situações onde você se sente pressionado ou precisa tomar decisões importantes, por exemplo.

Respire fundo agora! E imagine o ar limpando todas as células do seu corpo. Deixe o ar recarregar as suas energias e te ajudar a fazer as suas tarefas diárias com mais leveza.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

A amizade é tinta permanente

Os responsáveis pelo estudo analisaram as semelhanças genéticas e a conexão entre diversas pessoas usando duas pesquisas independentes de saúde. Estas pesquisas continham informação detalhada de várias sequências de genoma dos indivíduos e também das suas redes sociais.

“Ser sincero não vai fazer você ter um monte de amigos, mas sempre fará você ter os amigos certos.”
John Lennon

Foram escolhidos indicadores genéticos específicos dentro dos relacionamentos sociais de um indivíduo e descobriu-se que nós forjamos amizades com pessoas com as quais compartilhamos dois dos seis indicadores avaliados.

Outro aspecto interessante da pesquisa é que chegou-se à conclusão de que procuramos pessoas, tanto amigos quanto relacionamentos amorosos, que nos complementem. Isto é, nos sentimos atraídos por pessoas que possuem genes que indicam características que não temos.

Verdades sobre a amizade
Temos muitas ideias sobre a amizade: que existe uma conexão especial com nossos amigos, que as mulheres e os homens não podem ser amigos, que um relacionamento amoroso rouba o lugar dos amigos, que a amizade favorece a saúde…

Isto é, ao longo das nossas vidas assumimos uma série de crenças sobre a amizade que podem ou não ser verdadeiras. A seguir, mostramos algumas verdades cientificas sobre a amizade que se relacionam diretamente com as crenças que temos.

Os homens e as mulheres não podem ser amigos
Todos lembramos da famosa cena do filme “Harry & Sally – feitos um para o outro” onde o protagonista sustenta que os homens e as mulheres nunca podem ser amigos porque o sexo sempre interfere.

Uma pesquisa realizada no ano de 2012 e publicada no Journal of Social and Personal Relationships, dirigido por April Bleske-Rechek, professora de Psicologia na Universidade de Wisconsin, concluiu que os homens superestimam as possibilidades românticas de forma mais freqüente que as mulheres.

A pesquisa também chegou à conclusão de que geralmente os homens se mostram igualmente interessados tanto sexual quanto amorosamente em suas amigas, independentemente de estarem comprometidas ou não. A atração é considerada um impulso, embora com os anos ela costume se reduzir.

“Existe entre nós uma coisa melhor do que um amor: uma cumplicidade.”
Marguerite Yourcenar


Ter um relacionamento amoroso nos afasta dos nossos amigos

Uma pesquisa realizada por Robin Dunbar, professor de antropologia evolutiva em Oxford, analisando o efeito do relacionamento amoroso sobre os amigos chegou à conclusão de que as pessoas que iniciam um relacionamento amoroso, em vez de ter um círculo de amigos íntimos formado por cinco pessoas como é comum, tem quatro e um deles é o seu companheiro.

Portanto, isto significa que se foca a atenção na pessoa que é o companheiro, a quem se dedica mais tempo e atenção, e duas pessoas das nossas vidas são afastadas, em geral um amigo ou um familiar.

O amor toma tempo e cada vez compartilhamos mais momentos com nosso companheiro, de modo que inevitavelmente, se o vínculo afetivo com nossos amigos não é cuidado, mantendo o contato, procurando se encontrar, no fim ele se deteriora.

A amizade faz bem para a saúde
Uma pesquisa sobre a longevidade realizada com pessoas idosas de 70 anos conduzida pelo Centro de Pesquisas do Envelhecimento da Universidade de Flinders em Adelaide (Austrália) concluiu que uma rede de bons amigos pode aumentar mais a longevidade do que os relacionamentos familiares.

Ter amigos é bom não apenas para o estado de ânimo mas também para a saúde. De fato, as pessoas que têm um círculo amplo de amizades têm a tensão mais baixa, sofrem menos de estresse, sua imunidade é mais forte e vivem mais tempo. Os amigos nos ajudam a superar as doenças e nos trazem satisfação e felicidade.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Psicologia das Cores: O poder dessas 6 cores em suas emoções

Eva Heller (1948–2008) foi uma escritora e cientista social alemã, que desenvolveu um longo estudo sobre como as cores poderiam ser capazes de afetar a nossa emoção e impactar o modo como nos comportamos. Esse trabalhou resultou em um livro chamado A Psicologia das Cores, que é um tratado clássico sobre teoria das cores.

A pesquisa de Heller impactou muitos setores, especialmente a comunicação, o cinema, o design, a arquitetura e a moda. Para dar um gostinho da obra incomparável da cientista social, vamos tratar aqui sobre o poder que algumas cores podem ter no seu cotidiano a partir do impacto delas em suas emoções. Confira.

1. Azul
O azul é líder em pesquisas sobre cores prediletas. De acordo com o estudo, 46% dos homens e 44% das mulheres a indicam como sua favorita. Uma das razões é que o azul é associado à paz, à harmonia e ao equilíbrio. Por séculos foi uma cor associada às mulheres, sendo hoje relacionada aos homens.

Apesar de ser uma cor pouco aconchegante, resultado da sensação de frieza que carrega consigo, ela se faz valer do fato de ser a cor que vemos ao olhar ao céu para ser considerada, também, uma cor tranquilizante, a do sono e dos sonhos.

2. Vermelho
O vermelho é considerado uma cor quente, muito associada ao fogo, ao sangue e ao existencialismo em muitas culturas. Ao mesmo tempo que representa, por exemplo, o amor, o desejo e a excitação, ela é uma cor muito associada à ira, fúria, raiva, violência. Na economia, com o comunismo e problemas financeiros.

Geralmente, roupas e ambientes em tons de vermelho são motivadores a pessoas tímidas. Além disso, o vermelho dá um ar de poder e coragem (pense na Ferrari). Há uma outra interpretação bem interessada para o vermelho: a justiça. Talvez por isso os professores, por décadas, utilizaram canetas desta cor para corrigir provas.

3. Laranja
Laranja também é uma cor quente, capaz de fazer você se sentir entusiasmado, pois aumenta a sensação de vitalidade e felicidade. Também carrega em si as características de uma cor do humor e da expansão, da sociabilidade e do lúdico.

Agora, curiosamente, o laranja não costuma ser a cor de produtos de prestígio e, consequentemente, caros. Em contrapartida, a cor dá a sensação de algo acessível, criativo, cheio de vigor. No trabalho, é uma cor boa para ser utilizada em acessórios, como gravatas, já que mostra um tom ousado e criativo.

4. Verde
Verde não é só a cor do meio ambiente. Ela também está associada com a perseverança, a juventude, a tenacidade e a sorte. Há quem chame o verde de cor da esperança, por pura associação direta entre meio ambiente – natureza – primavera – fertilidade.

Sob um viés negativo, o verde pode ser interpretado como a cor de coisas ainda não prontas, em processo de amadurecimento. Como em muitas coisas, dá para acreditar que é tudo uma questão de escolha da perspectiva, não é mesmo?

5. Amarelo
Amarelo é considerada a cor com mais energia entre as cores quentes, especialmente por sua conexão imediata com o sol. Amarelo, na maior parte das vezes, é utilizada quando se deseja mostrar espontaneidade e felicidade, além de riqueza, é claro. Jovialidade e otimismo também são termos que se associam com ela. O problema é que ciúme e hipocrisia também.

Dois dos pecados capitais do cristianismo são associados a esta cor: inveja e cobiça. Ou seja, dá para dizer que estamos diante de uma cor bastante ambígua, mas, se levar todas as possibilidades de cada cor, talvez todas sejam.

6. Preto
Ah, o preto. Pretinho, básico, clássico e sofisticado, certo? É bem por aí mesmo: ainda que haja culturas que vejam a cor como da tristeza e introspecção, o preto é realmente associado ao poder, ao luxo e à elegância.

Em questões corporativas, seu uso pode querer indicar seriedade, neutralidade ou simplicidade. Agora, é bom salientar que, ao longo do tempo, o preto também foi a cor do místico e do mistério, da ausência de ordem.

*Por Alejandro Sigfrido Mercado Filho
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*Fonte: megacurioso