Que gente chata essa, que não se lembra de elogiar, de procurar algo de bom!

É preciso quilômetros de paciência para surfar pelas redes sociais sem ter vontade de esmurrar a tela do computador ou de jogar o celular bem longe. Outras vezes, dá uma tristeza imensa pelo teor raivoso e preconceituoso que as postagens carregam. A gente se contraria tanto pelas fakenews, quanto pelos comentários vários que destilam ódio e desconhecimento de causa.

Ninguém é dono absoluto de uma verdade absoluta, porém, um mínimo de bom senso deixa qualquer um estupefato com o que vê e lê. Por isso, não deve ser fácil ser alguém conhecido e famoso, afinal, os holofotes podem ser cruéis.

Todos erramos, mas, quando uma figura pública comete algum deslize, ela será alvo de toda sorte de impropérios, de julgamentos pesados, mesmo antes de se defender, mesmo sem poder se defender.

Logicamente, quando a pessoa é conhecida do grande público, ela se torna vitrine e o raio de suas ações jamais será igual ao de gente comum. É um dos ônus que o sucesso traz. Mesmo assim, existem indivíduos exageradamente cruéis, incapazes de se colocarem no lugar de ninguém. Julgam, criticam, ridicularizam, destroem a imagem de quem estiver na berlinda, a ponto de qualquer defesa ser impossível.

Ou você está gordo, ou está doente de tão magro. Ou você se veste como um padre, ou é escandaloso. Ou você é calado demais, ou fala sem pensar. Quase ninguém se lembra de elogiar, quase ninguém procura algo de bom, quase ninguém pensa nos sentimentos alheios. Existem, sim, casos que merecem exposição e repulsa, porém, muita gente já sofreu julgamentos injustos, porque ninguém se lembrou de lhe pedir explicação.

A muitos falta voltar os olhos para si mesmos, para as próprias pendências, antes de apontar o dedo ao mundo lá fora. A muitos falta ter a decência de não descontar seus problemas em quem não tem nada a ver com eles. A muitos falta ter conhecimento de fato, antes de comentar sobre um assunto que não domina.
A outros tantos, falta enxergar, no espelho, o quanto eles mesmos são chatos. Sem mais.

*Por Prof. Marcel camargo

 

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*Fonte: resilienciamag

Muitas pessoas são letradas com as palavras, mas permanecem com atitudes analfabetas

Um vacilo muito grande é capaz de apagar anos de discursos pomposos. Palavras bonitas não são capazes de esconder um coração pequeno, diminuto.

O que se faz é que vale, bem mais do que aquilo que se diz ou se escreve. Tanto quando se educa, quanto se relaciona, a observação do comportamento é que equaliza os relacionamentos, tornando-os fortes ou frágeis. Um vacilo muito grande é capaz de apagar anos de discursos pomposos. E mais, palavras bonitas não escondem um coração pequeno, diminuto.

Por muito tempo, as pessoas eram supervalorizadas de acordo com o grau de escolaridade, com os títulos acadêmicos ou sociais, com o status que sua profissão carregava. Embora ainda exista quem se impressione tão somente com o verniz acadêmico que o indivíduo ostenta, caso não haja humanidade nas atitudes dele, as máscaras e fantasias logo não se sustentarão. Hoje, a vida pede sentimentos.

Você pode escrever com correção gramatical impecável, com coerência, coesão, utilizando vocabulário rico e primor linguístico, porém, caso não seja alguém que consiga se colocar no lugar do outro e estender as mãos ao próximo, as palavras se perderão no vazio do esquecimento.

O que fica é como agimos, como amamos, o que dizemos, como fazemos o outro se sentir.

Saber se expressar diante de uma folha de papel é importante, para aprendermos a lidar com nossos pensamentos, para desenvolvermos pesquisas, para conseguirmos ajudar o mundo de alguma forma, porém, é necessário que também consigamos lidar com as palavras na vida em sociedade, nos relacionamentos com os seres humanos. Escrevemos nossa história não somente pela linguagem escrita, mas em muito pela linguagem afetiva que trocamos com as pessoas que passam pelas nossas vidas.

Saberes são necessários e imprescindíveis ao nosso aprimoramento pessoal, pois nos ajudam na conquista de nossos sonhos.

No entanto, saberes que ficam confinados dentro do ego ou limitados entre quatro paredes de um cômodo acadêmico tornam-se inúteis, pois não alcançam o ser humano, não se transformam, não se ressignificam, não se multiplicam na forma do compartilhar necessário à afetividade de todos nós.

*Por Prof. Marcel Camargo

 

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*Fonte: resilienciamag

Hoje, despreza-se o que é autêntico e ama-se o que é falso

O problema é que as pessoas estão sendo odiadas quando são reais e estão sendo amadas quando são falsas. (Bob Marley)

Parece ser inerente ao ser humano criar expectativas em relação a tudo, em relação às pessoas. Esperamos o pior ou o melhor do que está por vir e de quem faz parte de nossa jornada. Esperamos que as coisas aconteçam de determinada forma e que todos ajam conforme nossas perspectivas, seja quem conhecemos, sejam políticos, artistas, figuras públicas em geral. Porque ninguém quer frustração, nem dentro de si, nem lá de fora.

Queremos dar certo na vida, no amor. Queremos ter votado acertadamente, queremos que nossos ídolos ajam corretamente. Queremos ser valorizados no trabalho, na escola, nos círculos sociais. Muitos de nós não conseguimos lidar direito com rejeições e quebra de expectativas, pois isso requer equilíbrio, coragem e consciência sobre nossa própria responsabilidade no que ocorre. E é por isso que, muitas vezes, acabamos por nos enganar, conscientemente, alimentando ilusões que falsamente abrandam nosso sentimento de decepção e/ou derrota.

E é assim que, numa era em que a perfeição estética, a felicidade perene e o sucesso financeiro ditam as regras do jogo, torna-se ainda mais difícil digerir o que não dá certo, quem não é perfeito. Nesse contexto, a autenticidade vale menos do que a falsidade, em muitos aspectos, principalmente quando aquilo que não for real trouxer mais conforto do que uma verdade indigesta. Mesmo que se trate de mera aparência forjada, de encenação teatralizada, de perfumaria, verniz, patifaria.

Soma-se a isso a intransigência de muitos, hoje em dia, uma vez que várias pessoas são resistentes a perceber que podem estar erradas, que podem ter escolhido mal, que podem ter optado equivocadamente. Há muita dificuldade em mudar de opinião, em rever conceitos, repensar atitudes, em se olhar no espelho e encarar a necessidade de mudar os rumos das escolhas, dos pensamentos, do modo de vida. Com isso, é mais fácil se manter agarrado ao que já ruiu. Mudar dói.

Podemos até tentar nos confortar com mentiras que iludem, por temermos sair da zona de conforto, a qual, na verdade, nada mais faz do que incomodar. Podemos tentar manter velhas ideias, que já caíram por terra. Podemos tentar investir no que nunca terá futuro e ficar esperando o melhor de pessoas que nunca se dispuseram a nos ver como merecedores de algo. Mas a dor então será contínua e nunca cessará. Por outro lado, aceitar o erro e mudar também dói, mas passa. E a escolha é tão somente de cada um de nós.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: provovacoesfilosoficas

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil

Escolher ser gentil a estar certo é ter a capacidade de ser tolerante com a diversidade de pensamento, vivências e escolhas. É conseguir colocar a doçura, o amor e a compreensão à frente da intransigência, teimosia e tirania. É acreditar que você não precisa convencer ninguém de nada, que não é necessário fazer longos discursos acerca de seu ponto de vista, nem deixar de “seguir” alguém só porque ele não pensa igual a você.

Temos vivido tempos de discussões acaloradas nas redes sociais, nos grupos de whatsapp e até em mesas de bar por causa de divergências políticas, sociais e religiosas. Na maioria das vezes, opto pelo silêncio e tenho preferência por outros assuntos, mais leves, mais bem-humorados ou que acrescentem algo bom à minha vida.

De repente todo mundo virou “pai e mãe” de um partido, de uma religião, de um grupo social. De uma hora para outra, vestimos a camisa de um político, de uma ideologia, e nos comportamos como defensores leais e fiéis de uma ordem. Divulgamos vídeos editados, muitas vezes repletos de informações falsas, perdemos horas à frente do celular vasculhando documentos que comprovem nossa teoria, nos impacientamos e até brigamos com quem ousa pensar diferente de nós. Amigos, colegas de trabalho, familiares e até cônjuges se separam em nome do tal “amor à causa”.

Muitas vezes, aqueles que não participam das discussões e preferem se calar ou mudar de assunto são considerados “em cima do muro”, omissos e sem opinião. Porém, estar calado ou preferir se abster de dar seu parecer não é sinônimo de falta de personalidade ou convicção. Algumas pessoas preferem guardar sua energia para coisas mais importantes. Ou se resguardam de desgastes desnecessários. Ou, ainda, não acreditam que “vencer” uma argumentação as tornará pessoas melhores. E, finalmente, preferem ser gentis a estarem com a razão.

Foi no livro de R. J. Palacio que me deparei com uma das frases que mais gosto atualmente: “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil”.Pois a vida já é tão complicada por si só, já são tantos sustos, perdas, falhas e desafios que enfrentamos dia a dia, que não deveria sobrar energia para embates desnecessários, com o único objetivo de provar o quanto estamos certos e cheios de verdade em nossos posicionamentos. Se usássemos essa energia e esse tempo praticando a gentileza, tentando tornar o dia de alguém mais suave ou doce, guardando nossa explosão de argumentos e certezas para nós mesmos e não tentando convencer ninguém de nada, certamente teríamos um mundo melhor, bem mais fácil de habitar.

É impressionante notar como as pessoas perdem a compostura ao defender seu ponto de vista, nem sempre perfeito e verdadeiro, mas fruto de sua formação e vivência até o momento. É impressionante perceber que as pessoas não entendem que aquilo que é melhor para elas nem sempre será bom para o outro, e por isso não precisam tentar vender aquilo que escolheram para si, porque quiseram. É impressionante ver como as pessoas deturpam os reais ensinamentos do amor, preferindo discutir, muitas vezes ofendendo, ou mesmo segregando, em nome de uma “missão de cura” de alguém.

Escolher ser gentil a ter razão não nos torna omissos. Omisso é quem é negligente, quem falta com a presença ou a palavra em momentos decisivos, quem deixa de fazer o bem podendo fazê-lo. Preferir ser gentil a estar certo é ter a capacidade de ser tolerante com as divergências, com os pontos de vista diferentes, com a diversidade de pensamento, vivências e escolhas. É conseguir colocar a doçura, o amor e a compreensão à frente da intransigência, teimosia e tirania. É acreditar que você não precisa convencer ninguém de nada, que não é necessário fazer longos discursos ou palestras acerca de seu ponto de vista, nem deixar de “seguir” alguém só porque ele pensa diferente de você.

Ao escolher ser gentil, você deixa a rigidez de lado e adquire leveza de pensamento e ação. Você dá passagem para o carro que força caminho ao seu lado, cede lugar no ônibus para a adolescente impaciente, se segura para não fazer um discurso irritado com o vizinho abusado. Você chega em casa e não quer ganhar a disputa de quem teve o dia mais exaustivo ou estressante, mas entende que o mais importante é estar bem com aqueles que ama. Você descobre que não precisa dar lição de moral em ninguém, que não lhe cabe fazer justiça ou provar a todo custo suas certezas, que não precisa divulgar aos quatro ventos suas decisões políticas, religiosas ou sociais. Ao contrário, entende que, mais importante que estar certo, é conseguir preservar seus afetos e suas relações. Você começa a falar e agir com suavidade, tomando cuidado com a bagagem e o coração do outro. Você aprende que a gentileza não é afeita a grandes gestos, mas resultado de delicadezas miúdas, muitas vezes despercebidas, que jamais serão esquecidas.

Finalmente, tenho que concordar com a escritora e grande amiga Josie Conti, que escreveu a melhor definição de gentileza que eu já li: “Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza e o marca, onde ninguém mais pode ver…”

*Por Fabíola Simões

 

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Gostoso é quando o mundo cabe dentro de um abraço

Somos almas perdidas, creio eu. Essa é a resposta que chego sempre que penso sobre o porquê de sermos tão distantes. Estamos próximos fisicamente, muito próximos. Há tanta gente na rua, aos montes. Estamos conectados 24 horas por dia, são inúmeras redes das quais fazemos parte. Mas, ainda assim, somos solitários, uns e outros, como diz um amigo meu. E, talvez, o que nos deixe nessa condição é o fato de sermos almas perdidas, tentando se encontrar e ao mesmo tempo encontrar alguém que nos faça sentir que somos parte de algo maior e mais belo do que essa imensa solidão.

É tão difícil encontrar alguém que seja capaz de produzir esse tipo de sentimento em nós, que acredito verdadeiramente que há algo de divino no pequeno espaço existente entre duas almas que conseguem romper essa barreira que nos separa e, então, se comunicam.

Não à toa, o velho safado diz que: “Só de vez em quando é que você encontra alguém com uma presença e eletricidade que combina com a tua no ato”. E, diante de um mundo regido pelo egoísmo, torna-se ainda mais árduo encontrar alguém que seja capaz de fazer a nossa alma despertar.

Alguém que seja capaz de nos mostrar que não somos os únicos a padecer, que consiga humanizar as agruras da vida, já que às vezes parece que fomos escolhidos pelo universo apenas para sofrer. E todo mundo se acostumou tanta a não sofrer, a não deixar que as lágrimas transpareçam, que você se sente envergonhado e fraco por sentir a incômoda dor de existir. Entretanto, quando existe outro ser que olha para você e mostra que também possui feridas, que também chora, que é humano, demasiado humano para não sangrar, você percebe que não há por que fugir ou se esconder, como se fosse um pecado mortal derramar uma lágrima.

Da mesma maneira, a gente percebe que nem sempre continuar correndo é a melhor solução. Eu sei que a vida não para só porque nós estamos com problemas. Todavia, não adianta viver empurrando a bagunça com a barriga. Às vezes, é necessário parar, respirar, pôr a casa em ordem, e só depois continuar. É preciso desacelerar um pouquinho e nos voltar para o caos que urge dentro de nós, porque como diz o poeta – “O caos é uma ordem por decifrar” – e não um monstro que não deve ser enfrentado.

Reconheço que esse encontro é complicado, porque é tudo tão confuso e silencioso ao mesmo tempo, do lado de dentro, do lado de fora. É como se ao nos olharmos pelo espelho, não enxergássemos nada. Apenas um imenso vazio que só faz aumentar. Uma enorme escuridão que emudece todos os sentidos.

E no meio desse turbilhão nebuloso, quando todas as luzes se apagam, de repente aparece alguém, uma outra alma perdida, mas que ao estabelecer uma conexão com a nossa, faz com que frestas de luz sem abram no meio da escuridão e, como se voltássemos a enxergar, começássemos a observar o que nos cerca, todas as belezas que os nossos sentidos haviam se desacostumados a absorver e, então, mais do que toda miséria, pensamos na beleza que ainda permanece.

Pensamos, como disse o poetinha, que embora haja tanto desencontro, a arte da vida, a sua maior beleza, o seu traço divino, está nos encontros. No encontro com o outro, que ao mesmo tempo produz o doloroso, mas esplêndido, ato de encontrar-se. O encontro com a humanidade perdida, com o que há de gente em nós e o que há de nós na gente. Algo que recupera o reflexo no espelho, que traz serenidade ao desespero e oxigênio ao respirar.

*Por Erick Morais

 

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

7 sonhos que você definitivamente não deve ignorar, segundo psicólogos

Desde o começo dos tempos, a humanidade tem tentado resolver os mistérios que envolvem os sonhos. Existe até mesmo um campo da ciência para estudá-los chamado de Onirologia. Muitas pessoas interpretam os sonhos por um viés esotérico, buscando nos livros de interpretações os sinais e os significados por trás deles.

Entretanto, alguns psicólogos acreditam que os nossos sonhos refletem com precisão nossa condição atual e que nosso subconsciente poderia estar nos enviando mensagens enquanto dormimos. Pensando nisso, trouxemos para vocês, alguns dos tipos de sonhos os quais não deveríamos ignorar. Confira!

1 – Sonhar que está caindo

Segundo Ian Wallace, psicólogo, sonhar que estamos caindo simboliza o medo de perder o controle. No entanto, existem coisas em nossa vida que são impossíveis de controlarmos. Por isso, é importante fazer uma reflexão a respeito de que área da sua vida (trabalho, relacionamentos, finanças, saúde etc.) você sente que está vulnerável ou reprimido.

Segundo a ciência, sonhar que estamos caindo acontece à medida que mergulhamos no sono, o sistema nervoso começa a se acalmar, pressão arterial e batimentos cardíacos diminuem e o cérebro, percebendo essas mudanças, pode interpretá-las como perigo, lhe fazendo acordar.

2 – Dentes caindo, ferimentos e morte

Nosso subconsciente interpreta os dentes como uma arma, indicando força. Sonhar que seus dentes estão caindo pode acontecer porque você possa ter se sentido desarmado/indefeso recentemente no mundo real, conforme explica Penney Peirce. A especialista em sonhos, Patricia Garfield, também diz que sonhar com queda de dentes pode significar raiva reprimida. Talvez esteja na hora de você se livrar de sentimentos negativos.

Sonhar com pessoas queridas doentes ou morrendo do ponto de vista da psicologia não é tão ruim assim. Eles podem estar nos mostrando sobre nosso medos do futuro e das mudanças inevitáveis, que acontecem com aqueles ao nosso redor. Quando sonhamos que estamos morrendo, isso pode significar que algo em nós está morrendo e ficando no passado, dando espaço para algo novo.

3 – Falhar em um exame ou na frente das pessoas

Algumas pessoas sonham que estão prestes a fazer uma prova/exame e, de repente, não se lembram de mais nada ou não conseguem dizer uma palavra durante um discurso em público. Eles acontecem porque você pode ter tido algum estresse um pouco antes de ir dormir ou talvez esteja extremamente preocupado com algo. Se for o caso, tire um momento pra você. Relaxe.

4 – Roupas inadequadas ou ausência delas

No sonho, você aparece em um local público completamente pelado ou usando roupas inapropriadas. Quando esses sonhos acontecem, é importante nos atentarmos aos sentimentos que experienciamos neles. Estes tipos de sonho, geralmente, são seguidos por um sentimento de vergonha e constrangimento.

“Isso significa que você se sente vulnerável em seu novo emprego ou em seu novo relacionamento e tem medo de que os outros aprendam sobre suas fraquezas e desvantagens”, afirmou Wallace. No entanto, se ao invés destes sentimentos, você sentir orgulho de si mesmo, aí a história muda de rumo. Talvez, você esteja sentindo falta de reconhecimento sobre seus talentos e personalidade.

5 – Ser perseguido ou importunado

“Pessoas que tendem a evitar conflitos, que têm medo de irritar as pessoas ou causar problemas, terão sonhos recorrentes de que estão sendo perseguidas”, afirmou Lauri Loewenberg, especialista no campo dos sonhos. Por isso, é importante prestar atenção naquilo que está lhe perseguindo. Eles, comumente, simbolizam um sentimento desagradável ou uma situação a qual você tenta não pensar na vida real.

6 – Catástrofes ou apocalipses

Estes sonhos podem indicar problemas pessoais que ficaram fora de controle ou são resultado de se sentir ameaçado(a) por algo. Obviamente, os noticiários sobre catástrofes e atentados terroristas contribuem e pioram toda a situação. Como resultado disso, nós acabamos nos sentindo vulneráveis no mundo moderno.

7 – Estar atrasado

Quem nunca sonhou que estava correndo atrás de um ônibus ou trem partindo, ou ainda que estava atrasado para uma reunião importante? Segundo Michael R. Olsen, este tipo de sonho pode simbolizar o medo de perder algo muito importante, como seu relacionamento ou a educação de seu filho, por exemplo.

Se você estiver sobrecarregado e não tiver muito tempo para realizar suas atividades na vida real, seu subconsciente pode estar lhe alertando que talvez seja o momento de você reavaliar seu dia a dia e encontrar tempo para as coisas que lhe são realmente importantes.

*Por Jesus Galvão

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Os outros são só os OUTROS! Não se compare a NINGUÉM!

Você é especial, reconheça o seu valor! Não se compare a ninguém!
Vivemos na era digital, onde tecnologia, internet, redes sociais não é mais uma tendência, um futuro, é um fato.

Uma realidade consumada, fazendo-se entender que toda essa tecnologia modernizada trouxe uma mudança significativa em nossa existência, tanto para o bem quanto para o mal.

Muitos de nós passamos nossos tempos disponíveis e muitas vezes indisponíveis em redes sociais, onde temos acessos à vida de outras pessoas e vice-versa.

Vivemos conectados num mundo totalmente fantasioso, falsamente fantástico, onde a felicidade impera, e acreditam que ser “perfeito” é quase possível.

Acreditam que a vivência do outro tem mais sentido que a sua, pois vive uma vida muito mais interessante, perpetuam a felicidade em todos os sentidos.
Esquecendo-se de que o que conhecemos da maioria das pessoas nada mais é que uma aparência superficial expondo somente o que ela quer mostrar, sufocando suas angústias e decepções, porque tudo o que for ruim é secreto, escondido, envernizam sua atual realidade em busca de um status que provavelmente não nos fará sair do lugar, ou da real situação que se encontram intimamente.

Viver se comparando aos outros é ir de encontro a uma vida vazia, exaustiva, angustiante, que faz de nós pessoas depressivas e angustiadas, seres invejosos, querendo ter o que o outro tem, ainda que seja algo mínimo, muitas vezes ainda com a audácia de dizer que é uma pequena inveja “branca”.

Só você sabe da sua essência, porém não sabe da essência do outro, da complexidade que o outro vive. Aproveite suas experiências e viva suas expectativas, seja você, porque os outros já existem.

Você é um ser essencial, divino. Um ser radiante que pode ser conduzido pela sua própria luz, uma herança de Deus, o Criador de todas as coisas.
Acredite em você, nos ideais que o impulsionam a buscar seus desejos, a se libertar dos medos e culpas, dos questionamentos inferiores como: Por que eu não tenho um grande amor, um bom emprego, a casa dos meus sonhos? Ou um simples questionamento que pode ser impactante… POR QUE EU?

Porque tudo tem seu tempo e um propósito, o que precisamos é entender e vivenciar nossa própria vida, com nossos erros e acertos, e não enfatizando que o outro vive melhor, tem o melhor e é melhor. Acreditar que é capaz, desapegar de falsas ilusões e abraçar as oportunidades que nos cercam.

Acorde para quem você é. Vá em busca daquilo que deseja ser, porque em tempo oportuno tudo chegará a você!

*Por Lucia Costa

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: osegredo

Uma BOA COMPANHIA é melhor do qualquer LUGAR

Em tempos de ostentação, superficialidade e aparências, em que o parecer se tornou mais importante do que o ser, é extremamente difícil encontrar pessoas que apreciam a companhia das outras em seus mínimos detalhes. Tudo que gira em torno do “encontro” parece ser mais importante do que as próprias pessoas envoltas nele, e a selfie (ou selfies) assumiu o protagonismo ante às conversas, não raras vezes, superficiais e girando em torno de lugares comuns, sem qualquer grau de intimidade e profundidade. Diante disso, pergunto-me: será que o lugar, a selfie e os protocolos sociais são mais importantes do que a companhia, ou uma boa companhia é melhor do qualquer lugar?

Como diria um poeta português: “A intimidade é o último refúgio”. Estar em um lugar “bacana” com pessoas superficiais não vale a pena. Não é isso que proporcionará felicidade, tampouco, fará com que esses momentos sejam transpostos ao infinito pela memória. Para que isso ocorra é preciso que haja sincronicidade entre as almas, comunicação entre os olhos e ligação entre as falas, coisas que independem de lugar, hora ou dinheiro.

Sendo assim, o que importa é a comunicação estabelecida, seja com palavras, seja com os silêncios, porque são nos silêncios, lembrando Rubem Alves, que a gente escuta, presta atenção nas entrelinhas do coração, na melodia das palavras. Ao mesmo tempo em que a gente se sente acolhido, o coração sereno e os olhos vibrantes.

E isso pode acontecer estando sentando em um banquinho, comendo um “dogão” e bebendo coca, ao mesmo tempo em que as palavras fluem como se direcionassem para um rio caudaloso de tranquilidade, como se cada letra não fosse falada de qualquer forma, mas acompanhasse um tom, uma melodia em profunda sincronia com o universo, de modo que a nossa dimensão finita pudesse, mesmo que apenas por alguns segundos, penetrar a sua infinitude incompreensível.

E os nossos olhos passam a enxergar a obviedade, o cotidiano, as trivialidades, as pessoas indo e vindo, com significado, com beleza, poesia, porque é nisso que reside a beleza inexplicável da vida e não em momentos de grandiosidades vazias. É sentando na ponta da calçada, olhando a sarjeta sendo iluminada pelo céu, se permitindo divagar pela existência, em seus caminhos mais obscuros e sinuosos. Compartilhando uma música, ou simplesmente sentindo a brisa que corre pela noite e vem de encontro ao nosso corpo como se quisesse abraçar a nossa alma.

Pode ser em casa, assistindo Netflix e dividindo uma pizza. Rindo até a barriga doer, até mesmo daquelas piadas completamente sem graça, porque a alegria é tão grande, que a gente fica com o riso frouxo.

Uma boa companhia é melhor do qualquer lugar. Mais do que isso: é o melhor lugar que podemos encontrar para repousar o nosso desassossego, porque quando conseguimos escutar o nosso eu ecoando dentro de outro espaço, percebemos que a nossa existência vai muito além do nosso existir.

*Por Erick Morais

 

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Por que sempre torcemos pelo time mais fraco?

Time do coração à parte, por que essa mania universal de torcer para o mais fraco?

Não é só uma impressão: esse comportamento foi comprovado em um clássico estudo dos economistas Jimmi Frazier e Eldon Snyder realizado em 1991. Os pesquisadores colocaram um cenário hipotético para 100 estudantes: dois times de um esporte não especificado, A e B, iam se enfrentar em uma melhor de 7 – nesse sistema, vence quem ganhar primeiro 4 partidas. Sabendo que o time A tinha o campeonato na mão, 80% dos estudantes escolheram o time B. Pior: informados que o time B supreendentemente havia ganho as 3 primeiras partidas, metade dos seus torcedores virou a casaca e passou a torcer para o agora desfavorecido A.

Frazier e Snyder explicam o efeito com o que se pode chamar de “economia emocional”. O torcedor é antes de tudo um hedonista: quer sempre sentir o máximo de prazer possível. Se o seu time não está envolvido, você sempre vai fazer um cálculo inconsciente de custos e benefícios em busca de mais emoção – e a emoção inesperada (uma zebra) é sempre maior do que a esperada (torcer pelo melhor).

É por isso que, na experiência dos economistas, os estudantes mudavam de time sempre que os papéis de favorito e azarão se invertiam. O resultado nem importa tanto: se der zebra, lindo; se ele perder – tudo bem, você nem contava com isso.

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*Fonte: superinteressante

O paradoxo da escolha

Ter escolhas nos dá a sensação de controle, de que as coisas não são impostas a nós. Por isso, já apontou o psicólogo Herbert Lefcourt, ter escolhas é essencial para a nossa vida e bem-estar. Podemos então concluir que quanto mais opções um vendedor der a um comprador, mais feliz e satisfeito ele estará, certo? Na verdade, esse pensamento pode levar o vendedor a perder dinheiro. Em um experimento sobre escolhas, ​foram colocados, em uma loja, dois estandes com amostras de geleias para as pessoas provarem.

O primeiro com 24 opções e o segundo com 6. Conforme o previsto, o curioso estande com 24 tipos de geleia chamou mais a atenção: 60% das pessoas que estavam na loja pararam para vê-lo. Já no estande com menos opções, somente 40% pararam. Só que a curiosidade não foi revertida em vendas, mas teve sim o efeito contrário.

Apenas 3% dos consumidores efetivamente compraram alguma geléia quando pararam no stand com o maior número de opções, enquanto 30% dos consumidores do estande menor compraram um dos produtos. Ou seja, de cada 60 curiosos no primeiro estande apenas 2 compraram, enquanto no segundo estande atrair 40 pessoas resultou em 12 vendas. A autora do livro “A arte da escolha” e uma das criadoras do experimento acima, Sheena Iyengar, demonstrou assim como dar escolhas demais pode ser ruim para os negócios.

Ela explica que, quando as pessoas deparam com muitas opções, as três principais reações são negativas: elas procrastinam o momento da decisão, fazem escolhas piores e ficam menos satisfeitas com o resultado final. Podemos entender o efeito paralisante gerado por uma quantidade de opções com o conceito de “racionalidade limitada”, desenvolvido pelo psicólogo Herbert Simon, ganhador do Prêmio Nobel de Economia.

Ele defendeu que há “limitadas habilidades humanas de compreensão e de cálculo, na presença de complexidade e incerteza”. Ou seja, quando o cenário é complexo, acabamos agindo irracionalmente por não saber como computar corretamente as informações disponíveis. Isso pode resultar em uma escolha ruim ou em escolha nenhuma. Não quer dizer que não podemos dar opções, mas que é melhor prestar atenção na forma como as opções são apresentadas.

Para o cliente, uma ajuda para entender e processar os dados é bem vinda, e Sheena Iyengar dá um outro exemplo que ilustra a solução. Ela conta que, entre apresentar 600 revistas divididas entre 10 categorias ou 400 revistas divididas em 20 categorias, a melhor opção é a segunda. Acontece que quando há 20 categorias no lugar de 10, as revistas foram melhor catalogadas, o que facilita o entendimento e, portanto, o processo de decisão.

Dessa forma o consumidor se sente melhor, mesmo que a quantidade total de opções seja menor. No caso de vendas online, a possibilidade de ter filtros e ordenação também auxilia o cliente a formar sentido das opções e assim poder decidir, e não fugir de uma torrente de opções.

*Por Mariana Rodrigues

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*Fonte: jornal140

O Cubo de Rubik

Próximo de completar 45 anos, o Cubo de Rubik, também conhecido como cubo mágico, continua a ser considerado um dos brinquedos mais populares do mundo. Ícone na década de 1980, o cubo atinge mais de 900 milhões de unidades vendidas, bem como suas diferentes variantes e imitações.

O quebra-cabeça tridimensional inventado pelo húngaro Ernő Rubik é descendente de um protótipo criado por Larry Nichols. Cada uma das suas seis faces está dividida em nove partes, 3×3, num total de 26 peças que se articulam entre si devido ao mecanismo da peça interior central fixa, oculta dentro do cubo.

Em 1974, Rubik era professor do Departamento de Desenho de Interiores na Academia de Artes Aplicadas em Budapeste, Hungria. Quando criou o quebra-cabeça com a intenção de demonstrar uma peça que fosse perfeita, no que se refere à geometria, para ajudar a ilustrar o conceito da terceira dimensão aos seus alunos de arquitetura.

Considerando três vértices, oito vórtices e doze arestas, o número total de combinações possíveis no Cubo de Rubik é de 43 252 003 274 489 856 000. Se alguém pudesse realizar todas as combinações possíveis a uma velocidade de um movimento por segundo, demoraria 1400 trilhões de anos, supondo que nunca repetisse a mesma combinação.

Após anos de pesquisas e diversas teorias da resolução, matemáticos, engenheiros e programadores chegaram ao Algorítimo de Deus. Eles dividiram o problema em 2.217.093.120 partes e no ano de 2005, chegaram a conclusão de que o menor número de movimentos para resolver o cubo é 20.

O cubo tem diferentes variações, como o Pocket Cube (2x2x2), Cubo de Rubik Original (3x3x3), A Vingança de Rubik (4x4x4) e O Cubo do Professor (5x5x5). Panagiotis Verdes criou versões em 6x6x6 e 7x7x7. Uwe Mèffert criou outras variantes interligadas ao poliedro utilizado, como o Pyraminx, MegaminxSkewbSkewb Diamond.

Uma outra variação conhecida é o Cuboku, também conhecido como Cubo Mágico Sudoku. Criado em 2006 por Jay Horowitz, em Sebring, Ohio, o Cuboku é um híbrido entre o Sudoku e o Cubo de Rubik, em cujas faces são mostrados, em vez de cores, fragmentos de Sudoku.

Cuboku – Híbrido entre o Sudoku e o Cubo de Rubik vendido pela empresa juguetronica.com

Fundada por Masayuki Akimoto e Gilles Roux, a WCA (Associação Mundial de Cubo Mágico) é o órgão máximo que regula as competições de cubo mágico em todo o mundo. Os resultados de todos os participantes, em todas as categorias, são contados baseados no sistema internacional de medidas de tempo.

O primeiro campeonato mundial aconteceu em 1982, na cidade de Budapeste. Depois disso, somente em 2003 o evento voltou a acontecer e passou a ocorrer ininterruptamente de 2 em 2 anos. No Brasil, o campeonato nacional é oficializado pela WCA e acontece anualmente desde 2013.

Atualmente, o recorde mundial humano pertence ao chines Yusheng Du (杜宇生), que em novembro de 2018 resolveu o cubo em 3.47 segundos. No entanto, o robô desenvolvido por Jared Di Carlo e Ben Katz quebrou o recorde humano e resolveu o cubo em 0.38 segundos. O software da dupla está disponível no GitHub.

*Por Rafael Sartori

 

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*Fonte: jornal140

Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’, diz neurocientista António Damásio

O neurocientista António Damásio advertiu que é necessário “educar massivamente as pessoas para que aceitem os outros”, porque “se não houver educação massiva, os seres humanos vão matar-se uns aos outros”.

O neurocientista português falou no lançamento do seu novo livro A Estranha Ordem das Coisas, na Escola Secundária António Damásio, em Lisboa, onde ele defendeu perante um auditório cheio que é preciso educarmo-nos para contrariar os nossos instintos mais básicos, que nos impelem a pensar primeiro na nossa sobrevivência.

“O que eu quero é proteger-me a mim, aos meus e à minha família. E os outros que se tramem. […] É preciso suplantar uma biologia muito forte”, disse o neurocientista, associando este comportamento a situações como as que têm levado a um discurso anti-imigração e à ascensão de partidos neonazis de nacionalismo xenófobo, como os casos recentes da Alemanha e da Áustria. Para António Damásio, a forma de combater estes fenômenos “é educar maciçamente as pessoas para que aceitem os outros”.

Em ” A Estranha Ordem das Coisas”(editora: Temas e Debates), Damásio volta a falar da importância dos sentimentos, como a dor, o sofrimento ou o prazer antecipado.

“Este livro é uma continuação de O Erro de Descartes, 22 anos mais tarde. Em ‘O Erro de Descartes’ havia uma série de direções que apontavam para este novo livro, mas não tinha dados para o suportar”, explicou António Damásio, referindo-se ao famoso livro que, nos finais da década de 90, veio demonstrar como a ausência de emoções pode prejudicar a racionalidade.

O autor referiu que aquilo que fomos sentindo ao longo de séculos fez de nós o que somos hoje, ou seja, os sentimentos definiram a nossa cultura. António Damásio disse que o que distingue os seres humanos dos restantes animais é a cultura: “Depois da linguagem verbal, há qualquer coisa muito maior que é a grande epopeia cultural que estamos a construir há cem mil anos.”

O neurocientista acredita que o sentimento – que trata como “o elefante que está no meio da sala e de quem ninguém fala” – tem um papel único no aparecimento das culturas. “Os grande motivadores das culturas atuais foram as condições que levaram à dor e ao sofrimento, que levaram as pessoas a ter que fazer alguma coisa que cancelasse a dor e o sofrimento”, acrescentou António Damásio.

“Os sentimentos, aquilo que sentimos, são o resultado de ver uma pessoa que se ama, ou ouvir uma peça musical ou ter um magnífico repasto num restaurante. Todas essas coisas nos provocam emoções e sentimentos. Essa vida emocional e sentimental que temos como pano de fundo da nossa vida são as provocadoras da nossa cultura.”

No livro o autor desce ao nível da célula para explicar que até os microrganismos mais básicos se organizam para sobreviverem. Perante uma plateia com centenas de alunos, o investigador lembrou que as bactérias não têm sistema nervoso nem mente mas “sabem que uma outra bactéria é prima, irmã ou que não faz parte da família”.

Perante uma ameaça, como um antibiótico, “as bactérias têm de trabalhar solidariamente”, explicou, acrescentando que, se a maioria das bactérias trabalha em prol do mesmo fim, também há bactérias que não trabalham. “Quando as bactérias (trabalhadoras) se apercebem que há bactérias vira-casaca, viram-lhes as costas”, concluiu o neurocientista, sublinhando que estas reações são ao nível de algo que possui “uma só célula, não tem mente e não tem uma intenção”, ou seja, “nada disto tem a ver com consciência”.

E é perante esta evidência que o investigador conclui que “há uma coleção de comportamentos – de conflito ou de cooperação – que é a base fundamental e estrutural de vida”.

Durante o lançamento do livro, o investigador usou o exemplo da Catalunha para criticar quem defende que o problema é uma abordagem emocional e não racional: “O problema é ter mais emoções negativas do que positivas, não é ter emoções.”

“O centro do livro está nos afetos. A inteira realidade dos sentimentos e a ciência dos sentimentos e do que está por baixo dos sentimentos. O sentimento é a personagem central. É também central uma coisa que me preocupa muito, o presente estado da cultura humana. Que é terrível. Temos o sentimento de que não está apenas a desmoronar-se, como está a desmoronar-se outra vez e de que devemos perder as esperanças visto que da última vez que tivemos tragédias globais nada aprendemos. O mínimo que podemos concluir é que fomos demasiado complacentes, e acreditamos, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, que haveria um caminho certo, uma tendência para o desenvolvimento humano a par da prosperidade. Durante um tempo, acreditamos que assim era e havia sinais disso”

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*Fonte: pensarcomtemporaneo

Ciência explica por que nossos cérebros adoram uma teoria da conspiração

Se você já se viu no meio de uma discussão em que alguém tenta te convencer de que o Brasil perdeu de propósito a Copa do Mundo de 1998, ou mesmo de que a Terra é plana, sabe que as pessoas adoram uma teoria da conspiração.

Mas existe uma razão neurológica capaz de explicar por que muita gente ainda duvida de que o homem foi à Lua ou que Elvis Presley morreu?

Uma das imagens do furacão Matthew, que passou pelo Caribe em 2016, gerou debate na internet. Muita gente viu a “cara da morte” ou até mesmo um dinossauro no registro feito por satélites da Nasa, a agência espacial americana.

A visão inusitada é resultado de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que consiste em reconhecer padrões ou fazer conexões de dados aleatórios com imagens ou objetos.

É dessa necessidade que o cérebro humano tem de decifrar padrões, seja a partir de imagens, sons ou fatos, que surge, por exemplo, a mania de associar o formato das nuvens no céu a animais.

O fenômeno também explica as “mensagens satânicas” que algumas pessoas juram ouvir quando determinadas músicas – faixas de antigos discos da então apresentadora infantil Xuxa, por exemplo – são tocadas ao contrário na vitrola.

Image caption A ‘face da morte’: muita gente vê um monstro no foto que registrou a passagem do furacão Matthew pelo Haiti | Foto: Nasa

 

“É um fenômeno cognitivo, de percepção. Isso significa que o que eu vejo nem sempre é o mesmo que você vê. A pareidolia está ligada a quanto mais se viveu e se viu”, explica o engenheiro brasileiro Maurício Raymundo de Cunto, perito forense e especialista em analisar imagem e som.

Segundo ele, a pareidolia dificilmente se aplica a uma criança de um ano de idade, por exemplo.

“É com o passar dos anos que nós armazenamos informações. O fenômeno fica mais intenso à medida que nosso banco de dados interno cresce e somos capazes de fazer associações”, diz.

“E há pessoas que têm isso de forma mais intensa.”

Mas por que o cérebro busca padrões?

Como parte da nossa evolução como seres humanos, somos programados para reconhecer certos indicadores do ambiente ao nosso redor – como o derretimento da neve que anuncia a chegada da primavera nos países de clima temperado, por exemplo.

Isso nos ajuda a entender o mundo à nossa volta e a nos manter seguros de ameaças repentinas e desconhecidas.

Nosso cérebro interpreta um conjunto de eventos aleatórios na tentativa de encontrar algum fator em comum, que dê sentido ao que está sendo observado.

Para a nossa mente, a “teoria da conspiração” é preferível e mais compreensível que a ideia de uma série de acontecimentos desconexos.

Segurança ameaçada

De acordo com a teoria de Maslow sobre a hierarquia de necessidades dos seres humanos, depois de comida e abrigo, a nossa maior preocupação é com segurança.

E ela é “ameaçada” principalmente pelo desconhecido. E esse medo dele faz com que nosso cérebro crie respostas para garantir conforto.

Segundo especialistas, não conseguimos avaliar uma ameaça desconhecida e que não seja visível – mas evoluímos para reconhecer outras pessoas como ameaça. Então, nossa mente “decide” que um grupo oculto de indivíduos é responsável por acontecimentos ruins, agindo em prol de algum “objetivo nefasto”.

Essa ideia é mais reconfortante e segura que a de que “um monte de coisas aleatórias estão acontecendo”.

E, ao adicionar diferentes níveis de teorias da conspiração, um acima do outro, nosso cérebro consolida uma racionalização.

Senso de comunidade

Pesquisadores também apontam o senso de comunidade como um dos fatores que estimulam as teorias da conspiração.

Os seres humanos sempre viveram em grupos, tribos, sociedades. Participam de clubes, times de futebol, praticam atividades juntos. Fazer parte de um conjunto que compartilha uma crença em comum proporciona um senso de comunidade e pertencimento.

E também faz parte da necessidade humana criar um senso de hierarquia a qualquer grupo de indivíduos. Estar ao redor de pessoas com as mesmas crenças, não importa o quão bizarras ou irracionais sejam, nos ajuda a sentir parte de um clube “especial”.

Como animais sociais, ansiamos por respeito e aceitação. E graças à internet é muito mais fácil procurar e encontrar pessoas que pensam como você, assim como compartilhar suas crenças com outros indivíduos.

‘Tudo acontece por uma razão’

No livro Suspicious Minds (“Mentes Suspeitas”, em tradução livre), o psicólogo Rob Brotherton discute a ideia de “viés de intencionalidade”, que se refere à tendência de ver uma intenção em qualquer ação humana.

Quando crianças, presumimos que tudo ao nosso redor acontece por uma razão. Se o filho vê o pai martelar acidentalmente o dedo, sua mente infantil diz que ele fez isso de propósito, porque um adulto, na visão da criança, está sempre no controle.

A criança pequena ainda não incorporou a noção de que muitas coisas acontecem por acidente ou por acaso.

À medida que crescemos, aprendemos que alguns eventos não têm necessariamente um motivo específico. Simplesmente acontecem.

Mas se nosso cérebro está “distraído” com excesso de informações, se nos sentimos ameaçados ou se tomamos uns drinques a mais, podemos começar a acreditar que existe uma intenção oculta por trás de cada ação – ainda que isso signifique acreditar que Shakespeare nunca existiu, que alienígenas vivem entre nós ou que o aquecimento global é lenda.

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*Fonte: bbc-brasil

Os 6 traços de personalidade associados ao sucesso no trabalho

Você é curioso, consciente e competitivo? Você também tem qualidades mais misteriosas, como “fácil adaptação”, “aceitação de ambiguidade” e “abordagem de riscos”? Se sim, parabéns! Segundo uma pesquisa de psicologia, esses seis traços constituem uma personalidade de “alto potencial” que o levará longe na vida.

A verdade, obviamente, tem um pouco mais de nuances. É que os mesmos traços, em excesso, também podem prejudicar sua performance, e talvez o verdadeiro segredo para o sucesso seja saber exatamente onde você está em cada espectro e como aproveitar melhor suas forças e responder por suas fraquezas. Mas essa nova estratégia promete ser um passo importante para entendermos como nossos traços de personalidade afetam nosso trabalho.

Há um longo histórico de tentativas de entender nossa personalidade no trabalho. Um dos testes mais populares utilizados hoje é o Indicador de Tipos Myers-Briggs (MBTI), que classifica as pessoas de acordo com vários estilos de pensamento, como “introversão/extroversão” e “pensamento/sentimento”. Nove em cada dez empresas americanas usam o teste Myers-Briggs para classificar seus funcionários.

Infelizmente, muitos psicólogos sentem que a teoria por trás das diferentes categorias é atrasada e não inclui as medidas reais de performance. Um estudo sugeriu que o MBTI não é bom na previsão de sucesso de gestão. Alguns críticos até dizem que se trata de pseudociência.

“Como início de conversa é uma boa ferramenta, mas se você está usando em larga escala para prever uma performance ou para tentar encontrar candidatos de alta performance, não funciona”, diz Ian MacRae, um psicólogo e coautor do livro High Potentia (Alto Potencial, em tradução livre).

Pensando que avanços recentes nas pesquisas de psicologia poderiam ser melhores, MacRae e Adrian Furnham, da UCL (University College London), recentemente identificaram seis traços que estão consistentemente ligados ao sucesso no trabalho e que foram agora acrescentados ao Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI).

MacRae diz que, em casos extremos, cada traço pode ter limitações, o que significa que há um valor ideal para cada um. Ele também enfatiza que a importância relativa de cada traço será determinada pelo trabalho que você está fazendo, então os limites teriam que ser adaptados a depender da área em que você queira se dar bem em um cargo técnico, por exemplo. Mas a versão do teste que eu vi era focada em posições de liderança.

Com isso em mente, os seis traços são:

Consciência

Pessoas conscientes se dedicam aos seus planos e os levam até o fim. Elas são boas em controlar seus impulsos e pensar sobre a sabedoria de suas decisões a longo prazo. Depois de QI, a consciência é frequentemente considerada um dos melhores indicadores de sucesso educacional. No trabalho, uma alta consciência é essencial para um bom planejamento estratégico, mas em excesso pode significar que você é muito rígido e inflexível.

Adaptação

Todo mundo tem ansiedades, mas as pessoas com capacidade alta de adaptação conseguem lidar melhor com elas sob pressão sem deixar que elas influenciem negativamente seu comportamento e suas decisões. Pessoas com pontuações baixas nessa escala parecem ter uma performance ruim no trabalho, mas você pode combater esses efeitos com a mentalidade certa. Vários estudos mostraram que encarar uma situação estressante como uma potencial fonte de crescimento – em vez de uma ameaça ao seu bem-estar – pode ajudar as pessoas a se recuperarem de situações negativas mais rapidamente e de maneira mais produtiva.

Aceitação de ambiguidade

Você é o tipo de pessoa que prefere que as tarefas sejam bem definidas e previsíveis? Ou você gosta do desconhecido? Pessoas com uma tolerância alta para ambiguidade podem incorporar mais pontos de vista antes de tomar uma decisão, o que significa que elas são menos dogmáticas e suas opiniões têm mais nuances.

“Uma tolerância menor a ambiguidade pode ser considerada um tipo de característica ditatorial”, afirma MacRae. “Eles vão tentar destilar mensagens complicadas em um argumento fácil de vender e isso pode ser um traço típico de liderança destrutiva.”

O mais importante é que alguém capaz de aceitar ambiguidade achará mais fácil reagir a mudanças – como um clima econômico em evolução ou o surgimento de uma nova tecnologia – e lidar com problemas complexos e multifacetados. “Nós estamos tentando identificar a habilidade de líderes de ouvir opiniões diferentes, ouvir argumentos complexos e tentar entendê-los de uma maneira proativa em vez de simplificá-los”, acrescenta MacRae. “E nós descobrimos que, quanto mais sênior você é em uma posição de liderança, mais importante isso se torna para a tomada de decisão”.

Mas uma aceitação menor de ambiguidade nem sempre será um problema. Em algumas áreas, como em regulação, pode ser melhor ter uma estratégia de ordem que passa tudo a limpo no processo. Saber onde você está nesse espectro pode evitar que você saia muito de sua zona de conforto.

Curiosidade

Comparada a outros traços mentais, a curiosidade foi negligenciada por psicólogos. Ainda assim, pesquisas recentes mostram que um interesse inerente em novas ideias traz mais vantagens no local de trabalho: pode significar que você é mais criativo e flexível nos procedimentos que usa, pode ajudá-lo a aprender com mais facilidade, aumenta sua satisfação com o trabalho de maneira geral e o protege do burnout.

Em excesso, porém, a curiosidade também pode levá-lo a ter uma “mente borboleta” – que voa de projeto em projeto sem entrar de cabeça.

Abordagem de risco (ou coragem)

Você fugiria de um confronto potencialmente desagradável? Ou você encara sabendo que o desconforto de curto prazo resolverá a situação, trazendo benefícios a longo prazo? Previsivelmente, a capacidade de lidar com situações difíceis é crucial para posições de gestão nas quais você precisa agir por um bem maior, mesmo quando há oposição.

Competitividade

Há uma linha tênue entre buscar sucesso profissional e ter uma inveja não saudável dos outros. Na melhor das hipóteses, a competitividade pode ser uma motivação poderosa que o leva além; na pior, pode dividir equipes.

Juntos, esses seis traços consolidam a maior parte do conhecimento que temos até hoje das diferentes qualidades que influenciam a performance no trabalho, particularmente para aqueles que buscam posições de liderança.

Tão interessante quanto esses citados são os traços de personalidade que MacRae e Furnham não incluíram. A escala de extroversão-introversão, por exemplo, pode determinar como lidamos com algumas situações sociais, mas parece fazer pouca diferença na performance geral do trabalho. Nossa capacidade de concordar com os outros também não parece influenciar no sucesso profissional.

Para medir cada traço no Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI), os participantes precisam marcar quanto concordam ou discordam de uma série de afirmações, como “Eu fico frustrado quando não sei exatamente o que é esperado de mim no trabalho” (para descobrir a aceitação de ambiguidade) ou “meus objetivos pessoais vão além dos da minha organização” (o que mede consciência).

Líderes de multinacionais

MacRae agora validou o HPTI em vários setores, acompanhando a performance de líderes de organizações multinacionais ao longo de vários anos, por exemplo.

A pesquisa ainda está em andamento, mas outra pesquisa publicada no ano passado indicou que esses traços podem prever medidas subjetivas e objetivas de sucesso. Em uma análise, as respostas dos participantes explicaram cerca de 25% da variação de renda – o que é uma correlação razoavelmente forte (e comparável à influência da inteligência) mesmo que isso deixe muitas diferenças sem explicação. Nesse estudo, competitividade e aceitação de ambiguidade se tornaram indicadores mais fortes de remuneração, enquanto consciência pareceu prever melhor as medidas subjetivas de satisfação.

Os pesquisadores também examinaram a relação desses traços com o QI – outro fator importante em relação ao sucesso profissional – encontrando uma pequena correlação entre os dois.

Como parte de um processo de recrutamento, o HPTI pode ser usado para avaliar candidatos de alto potencial, mas MacRae diz que isso também pode ajudar no desenvolvimento pessoal, para que você possa identificar suas próprias forças e fraquezas e como lidar com elas. Também pode ser útil para construir uma equipe equilibrada, que reflete o espectro inteiro dos traços de “alto potencial”, considerando a fartura de pesquisas indicando que grupos se beneficiam com estilos diferentes de pensamento. Quase todos não terão todas as qualidades em níveis excelentes, mas isso não precisa ser um problema se temos colegas que podem nos dar um reforço.

Mas alguém chega a ser aprovado em todos esses critérios? MacRae me disse que ele pensa em algumas pessoas que passam em todos os critérios, incluindo o CEO de um banco do Canadá. “Ele era excelente em todos os traços”, diz MacRae. “E eu devo dizer que isso era muito intimidador”. Apesar desse sentimento assustador, os benefícios dessa personalidade única ficaram aparentes na reunião. “Mesmo que seja um pouco assustador trabalhar com esse tipo de pessoa, você sabe exatamente o que esperar – é alguém que você pode acreditar, confiar e respeitar.”

*Por David Robson

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*Fonte: bbc-brasil

As mulheres são mais “ardentes” depois dos 40 anos

Embora haja cada vez mais informações disponíveis sobre a sexualidade ao longo da vida, parece ainda subsistir nas sociedades ocidentais uma espécie de estigma associado à expressão sexual na meia-idade: que deve diminuir de intensidade ou até desaparecer. Enquanto os homens recebem a comparações com vinho – que vai ficando melhor com o passar do tempo – as mulheres são associadas a um poço que vai secando. Mas, vários estudos indicam o contrário disso. Indicam que as mulheres têm a libido mais aflorada a partir dos 40 anos…

Louann Brizendinne em seu estudo O Fantástico Cérebro Da Mulher De 40 Anos nos ensina que o cérebro da mulher depois dos 40 é uma bomba que está empreendendo sua última volta hormonal. Cada ano da vida passa por muitas águas que apagam algumas de suas conexões neurais; como consequência disto, surgem novos e melhores pensamentos, emoções e interesses. O certo é que os estrogênios estimulam tanto o humor assim como os pensamentos, os impulsos, a sexualidade, os desempenhos e todo o bem estar. Por isso a mulher começa a se maravilhar com o seu potencial e conecta com sua realidade de outra maneira. É neste momento que se entoa o canto da liberdade emocional, de um novo equilíbrio e de uma redefinição vital que fará que se sinta muito mais plena.

De acordo com Nieves Andrés Ramírez, psicóloga no Colégio de Psicólogos de Castilla y León, quando chega aos 40 anos, o corpo da mulher trabalha a seu favor na parte sexual. É muito provável que nessa idade ela já tenha superado todos os complexos físicos e logo, mais desinibida e a vontade com seus parceiros sexuais.

Após os 40 anos, a mulher pode alcançar mais e melhores orgasmos, segundo a pesquisadora Debby Herbenick em seu site My Sex Professor onde publica os seus ensaios embasados em vários anos de pesquisas acerca da sexualidade: “A mulher depois dos 40 anos aprende a se amar valorizando o seu prazer. Ela aprende que orgasmos, mesmos os fluídos da masturbação, são excelentes para seu bem estar físico, emocional, psicológico e seu autoconhecimento”.

O Kinsey Institute – da Universidade de Indiana, publicou a excelente pesquisa: Satisfação Sexual e Relacionamento Felicidade na Meia-idade e revela que quando as mulheres chegam aos 40 anos a libido aumenta porque seus hormônios se preparam para a menopausa e uma “explosão” acontece no corpo da mulher. A pesquisa mostrou que as mulheres na meia-idade têm uma vida sexual melhor do que aos 20 e 30 anos. Segundo esta investigação, que reuniu respostas em mais de 5 países, as mulheres com mais de 40 anos são mais ativas sexualmente e atingem o orgasmo com maior frequência.

Existem vários aspetos que contribuem para que a mulher desfrute mais do sexo, como por exemplo a estabilidade emocional, a saúde física, a situação socioeconómica e a vida social. Ao nível fisiológico é importante não esquecer que é na meia-idade que normalmente a mulher atravessa a menopausa, um período em que se verificam alterações dos níveis hormonais (principalmente redução do estrogênio) que, por sua vez, desestabilizam o organismo e o humor. Conquanto seja um momento “de readaptação e de crescimento”. Fatores como o álcool, o tabaco, determinados medicamentos, algumas doenças, ansiedade e tensão bloqueiam o mecanismo da libido, bem como a natural diminuição de progesterona. Sendo assim, o sexo para a mulher depois dos 40 anos, se baseia no que o outro é e não no que se idealiza que ele seja. Já não há lugar a tabus, e a linha de diálogo tem de estar sempre aberta.

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*Fonte: portalraizes

Amuletos e eventos de extraordinária fortuna em todo o mundo

Uma dose extra de boa sorte é sempre bem-vinda, e diferentes culturas ao redor do mundo tem associado sua boa sorte a itens extraordinários. Algumas são muito comuns na atualidade, entanto que outras são muito mais difíceis de entender. Além disso, a boa sorte chega a algumas pessoas sem que esperem por ela, enquanto usam objetos místicos e cheios de significado extraordinário.

A boa sorte ao redor do mundo

Desde tempos imemoriais, o ser humano tem procurado maneiras de melhorar sua sorte e ter sucesso em vários assuntos da vida. Seja para melhorar sua saúde, receber algum dinheiro extra ou para encontrar amor, existem amuletos na maioria das civilizações e culturas desde há muitos séculos. Como mostra o site da Gazetaweb, usar um talismã ou amuleto para ter boa sorte, é uma recomendação bem comum até hoje. Quem usa amuletos, os tem na forma de jóias, dentro de seus bolsos, ou como decoração da casa. No entanto, cada um desses amuletos recebe diferentes significados e é feito para cumprir um propósito específico. No caso do Brasil, existem os amuletos da Figa, que têm o objetivo de repelir más energias e atrapalhar a boa sorte. No entanto, estes amuletos de Figa, devem ser utilizados somente se forem recebidos como um presente, porque eles atraem má sorte se são comprados e usados pela própria pessoa. Já num dos seus países vizinhos, a Bolívia, existe um mercado nas ruas da cidade de La Paz, que é conhecido como o Mercado de Bruxas, onde é comum encontrar centenas de turistas e pessoas que vão a cada dia em busca de amuletos como penas de coruja, velas e poções para melhorar a prosperidade e a boa sorte.

Vários objetos são usados como amuletos em todo o mundo, e é um fato que as superstições fazem parte da história e das tradições da cultura popular. Um exemplo disso são as culturas antigas como o Egito, onde amuletos já eram utilizados na forma de besouros e sapos para trazer boa sorte. É por isso que sites como o do jornal Folha de S. Paulo, também sugerem livros sobre sorte, azar, superstições, crendices e simpatias, que têm sido utilizados em todo o mundo.

A sorte dentro dos objetos do dia a dia

Em todo o mundo, tem havido histórias de pessoas que encontram boa sorte quando interagem com objetos do dia a dia, e as recompensas são sempre inesperadas. Um exemplo que pode até parecer comum, é o das pessoas que ganham na loteria por apostarem nos números que encontram dentro dos biscoitos da sorte. Esses biscoitos são geralmente oferecidos como sobremesa para os clientes em restaurantes de comida chinesa em vários países ocidentais, embora curiosamente não sejam tradicionalmente oferecidos dentro de restaurantes na própria China. De qualquer forma, os chineses são cheios de superstições com relação a números, inclusive usando essas crenças na hora de elaborar estratégias em jogos, como as sugeridas para roleta no site da Betway.

Além disso, moedas da sorte são muito tradicionais nesse país asiático, e é bem comum que três dessas moedas sejam usadas dentro de um cordão vermelho pendurado no pescoço. Dentro da cultura irlandesa, os trevos-de-quatro-folhas são um dos símbolos da boa fortuna que se tornaram mais populares, devido à crença popular de que quem encontrar um deles, vai ter boa sorte para sempre. No entanto, como o site Terra mostra em sua lista de objetos para atrair sorte, um dos mais populares no Brasil, são as fitas do Senhor do Bonfim, que funcionam melhor quando recebidas como presente. Além disso, essas fitas originárias da cidade de Salvador, na Bahia, tem popularizado a crença de que os desejos feitos pela pessoa que recebeu a fita devem ser mantidos em mente enquanto são feitos três nós para amarrá-la ao pulso. Do outro lado do mundo, o Olho Grego é um símbolo de proteção que também atrai boa sorte. É comum encontrar esse desenho em chaveiros, colares e decorações nas portas de casas e negócios.

A boa sorte e os objetos antigos

Apesar de que a boa sorte é comumente atraída por objetos feitos na atualidade, e a maioria das vezes, eles são feitos especialmente para cada pessoa, a sorte também tem feito sua aparição na atualidade através de artigos criados muitos séculos atrás. Um claro exemplo disso, são os tesouros de piratas que abundam perdidos no fundo dos oceanos, à espera de serem encontrados por alguém com muita sorte. Estes tipos de tesouros são comumente encontrados nas rotas que utilizavam os grandes navios medievais para transportar riquezas entre diferentes civilizações e povos. Infelizmente para eles, alguns deles sofreram naufrágios, desaparecendo no fundo do mar, entanto que outros sofreram ataques de piratas, que roubaram os preciosos carregamentos, convertendo-os nos seus tesouros. Devido isso, alguns deles conseguiram chegar à terra firme, e foram enterrados para serem usados no futuro. Alguns deles foram esquecidos por séculos, e os caçadores de tesouros de hoje em dia, tornam-se ricos por ter a sorte de encontrar tesouros de culturas de piratas antigos como os vikings, e vendê-los por vários milhões a grandes museus. É um fato que algumas pessoas têm uma sorte suprema e, em alguns casos, isso está diretamente relacionado a objetos antigos e cheios de história.

A boa sorte chega através de vários objetos, os quais adquirem um significado muito particular, dependendo de cada pessoa e de cada cultura. Sejam moedas, esculturas, imagens ou poções, uma dose extra de boa sorte é sempre bem-vinda.

*Por Philipe Kling David

 

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*Fonte: mundogump

Do homem no celular que não viu a baleia passar e o retrato de nossos tempos

Há alguns dias li uma curiosa matéria publicada no site O Globo sob o título: “Homem não vê baleia que passou do seu lado porque estava enviando mensagens no celular” (leia aqui). De acordo com o texto, o rapaz em seu veleiro perdeu um verdadeiro espetáculo da natureza: uma enorme baleia jubarte passando a pouquíssimos metros da embarcação.

Confesso que quando passei o olhar ligeiramente sobre a chamada, pensei que devesse se tratar de apenas mais uma das diversas notícias duvidosas ou falaciosas que comumente circulam pelas redes sociais. Não era possível! Como um homem não poderia perceber uma visita nada discreta e tão rara?

Ao que tudo indica sim, é possível. A Aldeia Global de McLuhan parece realmente ter se esfacelada. Ou não: ao mesmo tempo em que parecemos estar todos mais próximos, seja por whatsapp, facebook, skype, sms, etc., paradoxalmente estamos nos afastando do momento presente e de tudo aquilo que acontece ao nosso redor. São os dois lados de uma mesma moeda, consequência da dinâmica de globalização tecnológica.

De fato, já podemos observar uma geração de jovens cada vez mais desinteressada e apática. Se por um lado testemunhamos uma era de co-presença virtual dos indivíduos, a era dos humanos ligados ao instante, por outro podemos observar o surgimento de um ser humano cada vez mais distante e indiferente, em outras palavras, insípido. Este novo ser está tão conectado (ao mundo online) que acaba por se desconectar de sua própria realidade concreta e palpável, acontecendo exatamente no seu entorno, a cada instante e minuto.

E o que pode acontecer em um minuto? Bem, em um minuto podem ser postadas 72 horas de vídeo no YouTube, enquanto 204 milhões de emails chegam aos seus destinatários e 350 GB de dados são recebidos pelos servidores do Facebook…ou pode passar uma baleia ao seu lado (se estiver em alto mar, é claro). De qualquer forma, estes foram os dados angariados pela Qmee, empresa de consultoria norte-americana, e diz respeito a uma parte do que acontece pela internet afora enquanto em um minuto um evento precioso pode passar despercebido.

E assim a vida transcorre de minuto a minuto. As informações coletadas nos revelam que estamos deixando a vida passar enquanto ficamos hipnotizados pelo visor e por uma exacerbada interação a distância. Não sei se foi exatamente esse o caso do rapaz que perdeu a chance extraordinária de experimentar a real sensação de estar lado a lado com um dos maiores animais do planeta.

Não há como tirar conclusões, muito menos julgar a atitude do homem no veleiro como certa ou errada. Mas faz pensar sobre as consequências da extrema conectividade que parece estar suplantando o interesse pelas coisas mais simples do mundo. E que mundo é esse que parece já não surtir tanta graciosidade sobre os nossos olhos, que buscamos tão fervorosamente escapar, distraindo-nos?

Reinventar a graça do mundo é reinventar o olhar, é abrir-se sensivelmente para a realidade que o cerca ao enxergá-la como se fosse pela primeira vez. Você poderá se surpreender!

*Por Grace Bender

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*Fonte: contioutra

Os 6 traços de personalidade associados ao sucesso no trabalho

Você é curioso, consciente e competitivo? Você também tem qualidades mais misteriosas, como “fácil adaptação”, “aceitação de ambiguidade” e “abordagem de riscos”? Se sim, parabéns! Segundo uma pesquisa de psicologia, esses seis traços constituem uma personalidade de “alto potencial” que o levará longe na vida.

A verdade, obviamente, tem um pouco mais de nuances. É que os mesmos traços, em excesso, também podem prejudicar sua performance, e talvez o verdadeiro segredo para o sucesso seja saber exatamente onde você está em cada espectro e como aproveitar melhor suas forças e responder por suas fraquezas. Mas essa nova estratégia promete ser um passo importante para entendermos como nossos traços de personalidade afetam nosso trabalho.

Há um longo histórico de tentativas de entender nossa personalidade no trabalho. Um dos testes mais populares utilizados hoje é o Indicador de Tipos Myers-Briggs (MBTI), que classifica as pessoas de acordo com vários estilos de pensamento, como “introversão/extroversão” e “pensamento/sentimento”. Nove em cada dez empresas americanas usam o teste Myers-Briggs para classificar seus funcionários.

Infelizmente, muitos psicólogos sentem que a teoria por trás das diferentes categorias é atrasada e não inclui as medidas reais de performance. Um estudo sugeriu que o MBTI não é bom na previsão de sucesso de gestão. Alguns críticos até dizem que se trata de pseudociência.

“Como início de conversa é uma boa ferramenta, mas se você está usando em larga escala para prever uma performance ou para tentar encontrar candidatos de alta performance, não funciona”, diz Ian MacRae, um psicólogo e coautor do livro High Potentia (Alto Potencial, em tradução livre).

Pensando que avanços recentes nas pesquisas de psicologia poderiam ser melhores, MacRae e Adrian Furnham, da UCL (University College London), recentemente identificaram seis traços que estão consistentemente ligados ao sucesso no trabalho e que foram agora acrescentados ao Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI).
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Image caption Alimentar sua curiosidade pode ajudá-lo a aprender mais facilmente, aumentar sua satisfação com o trabalho e protegê-lo do burnout

MacRae diz que, em casos extremos, cada traço pode ter limitações, o que significa que há um valor ideal para cada um. Ele também enfatiza que a importância relativa de cada traço será determinada pelo trabalho que você está fazendo, então os limites teriam que ser adaptados a depender da área em que você queira se dar bem em um cargo técnico, por exemplo. Mas a versão do teste que eu vi era focada em posições de liderança.

Com isso em mente, os seis traços são:

Consciência

Pessoas conscientes se dedicam aos seus planos e os levam até o fim. Elas são boas em controlar seus impulsos e pensar sobre a sabedoria de suas decisões a longo prazo. Depois de QI, a consciência é frequentemente considerada um dos melhores indicadores de sucesso educacional. No trabalho, uma alta consciência é essencial para um bom planejamento estratégico, mas em excesso pode significar que você é muito rígido e inflexível.

Adaptação

Todo mundo tem ansiedades, mas as pessoas com capacidade alta de adaptação conseguem lidar melhor com elas sob pressão sem deixar que elas influenciem negativamente seu comportamento e suas decisões. Pessoas com pontuações baixas nessa escala parecem ter uma performance ruim no trabalho, mas você pode combater esses efeitos com a mentalidade certa. Vários estudos mostraram que encarar uma situação estressante como uma potencial fonte de crescimento – em vez de uma ameaça ao seu bem-estar – pode ajudar as pessoas a se recuperarem de situações negativas mais rapidamente e de maneira mais produtiva.

Aceitação de ambiguidade

Você é o tipo de pessoa que prefere que as tarefas sejam bem definidas e previsíveis? Ou você gosta do desconhecido? Pessoas com uma tolerância alta para ambiguidade podem incorporar mais pontos de vista antes de tomar uma decisão, o que significa que elas são menos dogmáticas e suas opiniões têm mais nuances.

“Uma tolerância menor a ambiguidade pode ser considerada um tipo de característica ditatorial”, afirma MacRae. “Eles vão tentar destilar mensagens complicadas em um argumento fácil de vender e isso pode ser um traço típico de liderança destrutiva.”

O mais importante é que alguém capaz de aceitar ambiguidade achará mais fácil reagir a mudanças – como um clima econômico em evolução ou o surgimento de uma nova tecnologia – e lidar com problemas complexos e multifacetados. “Nós estamos tentando identificar a habilidade de líderes de ouvir opiniões diferentes, ouvir argumentos complexos e tentar entendê-los de uma maneira proativa em vez de simplificá-los”, acrescenta MacRae. “E nós descobrimos que, quanto mais sênior você é em uma posição de liderança, mais importante isso se torna para a tomada de decisão”.

Mas uma aceitação menor de ambiguidade nem sempre será um problema. Em algumas áreas, como em regulação, pode ser melhor ter uma estratégia de ordem que passa tudo a limpo no processo. Saber onde você está nesse espectro pode evitar que você saia muito de sua zona de conforto.

Curiosidade

Comparada a outros traços mentais, a curiosidade foi negligenciada por psicólogos. Ainda assim, pesquisas recentes mostram que um interesse inerente em novas ideias traz mais vantagens no local de trabalho: pode significar que você é mais criativo e flexível nos procedimentos que usa, pode ajudá-lo a aprender com mais facilidade, aumenta sua satisfação com o trabalho de maneira geral e o protege do burnout.

Em excesso, porém, a curiosidade também pode levá-lo a ter uma “mente borboleta” – que voa de projeto em projeto sem entrar de cabeça.

Abordagem de risco (ou coragem)

Você fugiria de um confronto potencialmente desagradável? Ou você encara sabendo que o desconforto de curto prazo resolverá a situação, trazendo benefícios a longo prazo? Previsivelmente, a capacidade de lidar com situações difíceis é crucial para posições de gestão nas quais você precisa agir por um bem maior, mesmo quando há oposição.

Competitividade

Há uma linha tênue entre buscar sucesso profissional e ter uma inveja não saudável dos outros. Na melhor das hipóteses, a competitividade pode ser uma motivação poderosa que o leva além; na pior, pode dividir equipes.

Juntos, esses seis traços consolidam a maior parte do conhecimento que temos até hoje das diferentes qualidades que influenciam a performance no trabalho, particularmente para aqueles que buscam posições de liderança.

Tão interessante quanto esses citados são os traços de personalidade que MacRae e Furnham não incluíram. A escala de extroversão-introversão, por exemplo, pode determinar como lidamos com algumas situações sociais, mas parece fazer pouca diferença na performance geral do trabalho. Nossa capacidade de concordar com os outros também não parece influenciar no sucesso profissional.

Para medir cada traço no Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI), os participantes precisam marcar quanto concordam ou discordam de uma série de afirmações, como “Eu fico frustrado quando não sei exatamente o que é esperado de mim no trabalho” (para descobrir a aceitação de ambiguidade) ou “meus objetivos pessoais vão além dos da minha organização” (o que mede consciência).

Líderes de multinacionais

MacRae agora validou o HPTI em vários setores, acompanhando a performance de líderes de organizações multinacionais ao longo de vários anos, por exemplo.

A pesquisa ainda está em andamento, mas outra pesquisa publicada no ano passado indicou que esses traços podem prever medidas subjetivas e objetivas de sucesso. Em uma análise, as respostas dos participantes explicaram cerca de 25% da variação de renda – o que é uma correlação razoavelmente forte (e comparável à influência da inteligência) mesmo que isso deixe muitas diferenças sem explicação. Nesse estudo, competitividade e aceitação de ambiguidade se tornaram indicadores mais fortes de remuneração, enquanto consciência pareceu prever melhor as medidas subjetivas de satisfação.

Os pesquisadores também examinaram a relação desses traços com o QI – outro fator importante em relação ao sucesso profissional – encontrando uma pequena correlação entre os dois.

Como parte de um processo de recrutamento, o HPTI pode ser usado para avaliar candidatos de alto potencial, mas MacRae diz que isso também pode ajudar no desenvolvimento pessoal, para que você possa identificar suas próprias forças e fraquezas e como lidar com elas. Também pode ser útil para construir uma equipe equilibrada, que reflete o espectro inteiro dos traços de “alto potencial”, considerando a fartura de pesquisas indicando que grupos se beneficiam com estilos diferentes de pensamento. Quase todos não terão todas as qualidades em níveis excelentes, mas isso não precisa ser um problema se temos colegas que podem nos dar um reforço.

Mas alguém chega a ser aprovado em todos esses critérios? MacRae me disse que ele pensa em algumas pessoas que passam em todos os critérios, incluindo o CEO de um banco do Canadá. “Ele era excelente em todos os traços”, diz MacRae. “E eu devo dizer que isso era muito intimidador”. Apesar desse sentimento assustador, os benefícios dessa personalidade única ficaram aparentes na reunião. “Mesmo que seja um pouco assustador trabalhar com esse tipo de pessoa, você sabe exatamente o que esperar – é alguém que você pode acreditar, confiar e respeitar.”

*Por David Robson

 

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*Fonte: bbc-brasil

Por que as pessoas ficam irritadas quando estão com fome?

Duas semanas depois de começar uma dieta com restrição ao consumo de carboidratos, a comediante Jess Fostekew se sentiu “hangry” – um neologismo em inglês que surgiu da junção de “hungry” e “angry”, respectivamente “esfomeada” e “irritada”.

“Eu perdi completamente a cabeça num incidente no trânsito”, lembrou Fostekew durante o programa Woman’s Hour, da BBC Radio 4. “O carro atrás de mim, que por acaso estava cheio de homens grandes, buzinou porque não atravessei a tempo o semáforo.”

Depois de sair do carro, desafiá-los para uma briga e ser recebida com risos, ela voltou à direção e deu a partida.

“Em seguida, eu estacionei e comecei a chorar de soluçar – soluços de raiva – e então prometi nunca mais deixar de comer carboidratos.”

Afinal, o que aconteceu com ela?

“Há muito tempo, a ciência sabe que a fome provoca irritação”, diz Sophie Medlin, professora de nutrição e dietética do Kings College London. “Mas o maravilhoso mundo das redes sociais mesclou as duas palavras e nós agora conhecemos (esse fenômeno) como ‘hanger’ (‘hunger’, fome, e ‘anger’, raiva)”.

“Quando o nível de açúcar do sangue cai, ao mesmo tempo sobem os de cortisol e adrenalina – nossos hormônios de luta ou fuga (ou mais conhecidos como do estresse)”, completa.

Além disso, quando o corpo precisa repor a energia com mais alimento, os neurônios liberam os chamados neuropeptídeos, que são substâncias que provocam a sensação de fome no cérebro. “Os (neuropeptídeos) que provocam a fome são os mesmos que provocam irritação, raiva e comportamentos impulsivos. Então, é por isso que você tem este mesmo tipo de resposta”, diz ela.

Todos já espumamos de raiva por causa do vazio no estômago, mas essa reação é frequentemente descrita na mídia como sendo mais aplicável às mulheres do que aos homens. Os artigos sobre essa sensação de fome e irritação geralmente são ilustrados com imagens de mulheres estressadas e aos gritos. Não à toa, fez bastante barulho o tuíte da snowboarder americana Chloe Kim durante as Olimpíadas de Inverno, em fevereiro:

“Eu deveria ter terminado o meu café da manhã, mas o meu ‘eu’ teimoso decidiu não fazê-lo”, escreveu a medalhista de ouro. “Agora estou ficando ‘hangry'”.

As mulheres são, então, mais vulneráveis a essa aflição?

“Absolutamente, não”, diz Medlin. “Isso pode acontecer com qualquer um e, talvez, do ponto de vista da neurociência, seja mais provável de acontecer com homens do que com mulheres”.

Curiosamente, homens têm mais receptores para os neuropeptídeos, ela explica. Essas substâncias, por sua vez, “são afetadas por coisas como a flutuação de estrogênio, então, pode acontecer de mulheres sentirem ‘hanger’ em momentos diferentes de seu ciclo”, diz Medlin.

Mas “bioquimicamente, na neurologia, os homens são muito mais propensos ao fenômeno do que as mulheres”. Isto por causa dos níveis mais altos de testosterona combinados com mais desses receptores.

Demonstração de raiva

Por isso, aquela visão da “hanger” feminina pode ser simplesmente mais um estereótipo de gênero, o que inclui ainda a estigmatização de homens que demonstram seus sentimentos. “Talvez seja por que (os homens) ainda não se sentem à vontade para falar da relação emocional que eles têm com a comida e a fome, e talvez essa seja a razão por que se acredita que sentir ‘hanger’ é coisa de mulher quando, na verdade, é do ser humano em geral”, diz Jess Fostekew.

“Todos têm uma relação bastante complicada com a comida”, concorda Sophie Medlin.

A “hanger” pode ter um impacto até nos relacionamentos, de acordo com um estudo de 2014 que mostrou que os baixos níveis de açúcar no sangue estão relacionados a mais agressividade entre casais.

Durante o experimento, cada participante enfiou um determinado número de alfinetes em um boneco de vodu que representava seu cônjuge – o número variava de acordo com o nível de irritação. Em seguida, o cônjuge irritado ainda emitia sons contra o parceiro, que usava um fone de ouvido. Enquanto isto, os níveis de açúcar eram medidos.

Sem muita surpresa, “os participantes que tinham baixos níveis de glicose enfiaram mais alfinetes no boneco de vodu e gritaram com mais frequência e mais alto contra seu cônjuge”.

E como evitar o temido ‘hanger’?

“Depende de quanto tempo haverá até a próxima refeição”, diz Medlin. “Preferivelmente, você precisa de algo que eleve um pouco o açúcar no sangue e que o mantenha lá. Então, um lanche com algum tipo de carboidrato salgado poder ser a melhor opção.”

*Por Sarah Keating

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Japão, 30 mil suicídios por ano: riqueza, tecnologia, mas… vazio na alma?

Bispo do país atribui as causas à falta de sentido existencial, conectada à profunda carência de espiritualidade e religiosidade.

Uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo.

O assunto é abordado pelo bispo japonês dom Isao Kikuchi em artigo divulgado pela agência AsiaNews. Ele observa que o drama se tornou mais visível a partir de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”.

Durante os 12 anos seguintes, uma média superior a 30 mil pessoas por ano tirou a própria vida num país rico e avançado. O número, alarmante, é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias.

Riqueza, tecnologia e… vazio na alma

Rodeados por riquezas materiais de todo tipo, os japoneses têm tido graves dificuldades em encontrar esperança no próprio futuro: perderam esperança para continuar vivendo, avalia o bispo.

Paradoxo: após histórica tragédia nacional, suicídios diminuíram

Um sinal de mudança, embora pequeno, foi registrado por ocasião do trágico terremoto seguido de tsunami que causou enorme destruição em áreas do Japão no mês de março de 2011: a partir daquele desastre, que despertou grande solidariedade e união no país, o número de suicídios, de modo aparentemente paradoxal, começou a diminuir. Em 2010 tinham sido 31.690. Em 2011, foram 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão da diminuição não é clara, mas estima-se que uma das causas esteja ligada à reflexão sobre o sentido da vida que se percebeu entre os japoneses depois daquela colossal calamidade.

Motivos para o suicídio

Dom Isao recorda a recente pesquisa do governo que atrela 20% dos suicídios a motivos econômicos, enquanto atribui 60% a fatores de saúde física e depressão. Para o bispo, os estopins do suicídio são complexos demais para se apontar uma causa geral. No entanto, ele considera razoável e verificável afirmar que uma das razões do fenômeno é a falta de sentido espiritual na vida cotidiana dos japoneses.

O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida.

 

 

 

 

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*Fonte: paporetolive

As “selfies” são reconhecidas como uma forma de transtorno mental por psiquiatras

A Associação Americana de Psiquiatria, principal organização profissional de psiquiatras e estudantes de psiquiatria nos Estados Unidos, confirmou o que já era verdade para muitos de nós: o hábito vicioso das “selfies” são na verdade um tipo de transtorno mental.

Esse transtorno é denominado “selfitis” e define as pessoas que possuem um desejo obsessivo-compulsivo de tirar fotos de si mesmas e postarem em suas mídias sociais. Esse desejo pode ser motivado por necessidade de aprovação, de autoafirmação ou de nutrição da autoestima.

Um estudo sobre as “selfitis”, realizado pela Universidade de Nottigham Trent, no Reino Unido, em parceria com a Escola de Administração de Thiagarajar, definiu três níveis da condição:

Borderline: quando a pessoa tira selfies no mínimo três vezes por dia, mas não as publica em suas redes socais;

Acute: quando a pessoa tira o mesmo número de selfies e posta algumas delas em suas redes sociais;

Chronic: é o nível mais grave, quando a pessoa tira selfies a todo momento e posta mais de seis delas nas redes sociais por dia.

A equipe que desenvolveu a pesquisa também elaborou 20 afirmações que servem de guia para ajudar as pessoas a identificarem em qual nível de “selfitis” se encontram.

 

Colocamos as afirmações abaixo. Para descobrir qual o seu nível de “selfitis”, classifique as afirmações de 1 a 5, sendo 1 = discordo muito e 5 = concordo muito. Quanto maior a sua pontuação, mais chances de ter a condição.

No entanto, é importante esclarecer que este teste não é um diagnóstico definitivo, apenas uma maneira de ajudar a identificar um possível vício por selfies.

1. Publico minhas selfies para criar uma competição saudável com meus amigos e colegas;

2. Minhas selfies geram muita atenção para mim nas mídias sociais;

3. Meu nível de estresse diminui quando tiro selfies;

4. Sinto-me mais confiante quando tiro selfies;

5. Sou mais aceito dentro de um grupo quando publico selfies nas mídias sociais;

6. Sinto-me mais capaz de me expressar no meio social através das selfies;

7. Tirar selfies com diferentes poses aumenta meu status social;

8. Sinto-me mais aceito e popular quando publico minhas selfies.

9. Tirar muitas selfies melhora o meu humor e me faz mais feliz;

10. Selfies incentivam meu amor-próprio;

11. Aumento minha importância de um grupo com minhas selfies;

12. Tirar selfies me ajuda a ter melhores memórias dos momentos que vivo;

13. Meu objetivo em postar selfies é conseguir muitos likes e comentários em meus perfis;

14. Espero que meus amigos/seguidores me avaliem através de minhas selfies;

15. Quando posto selfies, meu humor muda instantaneamente;

16. Não posto muitas selfies, mas fico olhando para elas toda hora, para aumentar minha autoconfiança;

17. Quando eu não tiro muitas selfies, eu me sinto afastado dos meus grupos sociais;

18. Através das selfies, sinto que aproveito melhor os ambientes que frequento;

19. Minhas selfies são como troféus para memórias futuras;

20. Uso ferramentas de edição em minhas selfies, para parecer melhor do que outras pessoas.

A que conclusão você chegou depois de fazer o teste acima? Compartilhe suas opiniões através dos comentários!

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*Fonte: osegredo

Como não conquistar alguém

Manhã de segunda-feira. Os dois no trabalho. Ele tenta, mas não disfarça que gosta dela. Do nada o cara começa a disparar perguntas consecutivas para a moça, que sequer acordou direito ainda. Pergunta quais livros de determinado autor ela leu. Detalhe hediondo: enquanto isso ele checa o assunto no Google para certificar-se de que ela está correta. Em seguida, mais indagações. A mesma pergunta, mas agora sobre outro autor. E continua até chegar em uns dez autores.

Ele é exigente. Sua taxa de amostragem é alta. Em momento algum desconfia que está abusando. Após isso, cansa-se da Literatura e parte para obras filosóficas e períodos históricos. Ela começa a sentir-se mentalmente cansada. Muito conhecimento recrutado em pouco tempo. É como se ela estivesse fazendo uma prova discursiva.

Não consegue cortá-lo depois que as horas de inquérito avançam, mas não esconde o incômodo de ter uma conversa que não gostaria de ter, que não flui. Ficou a pensar se haveria uma punição caso interrompesse a chatice, dissesse “agora não” ou mesmo respondesse um seco “não sei”. Como tem dificuldade em dizer “não” ou cortar pessoas inconvenientes, ela sofre desnecessariamente.

Ele não discorre bem sobre nada, mas tenta bravamente. Solta palavras ao vento e pergunta o que ela acha sobre aquilo. Se não concordar, começa a azucrinar e usar os argumentos que aprendeu no Facebook. Ela que aprendeu sobre argumentação e retórica há tanto tempo na faculdade saca o quanto ele é raso e pueril. É bom não aprofundar nada com ele, pois quer respostas e soluções fáceis para tudo. No dia anterior disse a ela que não era humanista, sem mais nem menos. Agora eu pergunto: para que alguém vai dizer isso, meu pai? Ele quer convencer, todos estão notando, mas como se perde!

Pergunta quais livros de outras áreas ela leu (uma garota inteligente lembraria disso?), bem como quais de sua área de formação ela mais gostou de ler. Como assim quais livros de sua e de outras áreas já leu? Será que ele desconfia da abrangência dessa pergunta? Ou que, modéstia à parte, a moça já leu tantos livros que não saberia sequer por onde começar?

Hora do almoço. Higiene dentária. Retocar a maquiagem. Novo turno à tarde. Os dois voltam ao trabalho. Ele, impiedoso, começa a recitar trechos de poemas decorados para todos da sala ouvirem, além de fazer a interpretação, claro. As palavras são tão profundas quanto um pires. Ela envergonha-se por ele.

O tempo não passa. O expediente está apertado, todos muito atarefados e ele a tagarelar. Não há percepção nenhuma da inoportunidade, impressionante. Essa é a autêntica chatice. O chato não percebe quando é inconveniente, não enxerga os sinais de que o outro não está querendo a conversa e ainda assim insisti em continuar. Não há percepção do outro, só de si. O outro afasta-se, o papo não ecoa, a sintonia nunca chega. Ninguém pergunta nada, mas para o chato está tudo bem.

Todos em volta parecem constrangidos em chamar a atenção dele ao trabalho. Ele descreve-se conservador, enquanto a moça é afinada com modernidades. Ele franze a testa e parece desaprová-la. Começa a digredir sobre as principais áreas humanísticas numas afirmações bem superficiais. Uau! Quanto tempo falta para ir embora?

Ele se inspira e elogia a área da menina, assim como diz que seria um profissional apaixonado caso fosse da área dela. Ah, enfim uma gentileza! Finalmente ele lembrou que precisava ser gentil ou agradá-la em algum momento, depois de tanta amolação. Fim de expediente. Ufa! Ambos seguem para casa. Ela, com uma tímida enxaqueca e fadigada do dia. Ele, não se sabe. Certamente devia estar admirado consigo depois da performance. Tantos conhecimentos verbalizados alhures! Ele pensa ser intelectual.

Meados da noite, passado o cansaço mental, a moça não leu um dos tomos de filosofia política de Hobbes ou o Decameron de Boccaccio. Foi cuidar dos seus gatinhos, assistir ao canal de humor no Youtube e ler o livro de contos que está devorando no momento (Rubem Fonseca é o maior!). A vida é mais simples do que supomos. Saldo do conquistador: nefasto. Acaso uma moça gosta de se agarrar com quem não tem pudor de mostrar-se soberbo competidor dela?

Diálogos intelectuais forçados definitivamente não são a melhor forma de conduzir uma paquera, dar uns beijinhos ou conquistar o coração de alguém. Chegar na moça sem afeto ou gentileza é um tiro no pé. Deixar uma primeira impressão de pessoa sem humildade e levar até as conversas que poderiam ser mais leves num tom professoral acabam por afastar pessoas.

Decerto que nesse jogo de conquista há outras qualidades também importantes – a leveza, a educação, o charme, por exemplo. É uma equação de difícil resolução, pois mulheres têm consciências diferentes, o humor influencia, a beleza do menino também conta … Enfim, a vida é um prêmio, mas viver não é fácil.

Tantas são as pessoas no mundo que as relações precisam de algum critério para iniciar e permanecer. Quando elas acontecem e duram, dão-nos força e felicidade, fazem valer a nossa rápida existência. Além disso, pessoas podem não ser grandes intelectuais, mas terem outras inteligências e sabedoria em suas formas de vida, algo que parece bem mais interessante. Portanto, é bom ficar tranquilo na hora de ganhar um amor. Devagarinho é melhor. Se a coisa prosperar, o outro terá tempo para conhecer as qualidades, o intelecto e haverá mais trocas saudáveis no seu devido tempo. Em tempo: no seu devido tempo significa tempo futuro.

*Por Denise Araújo

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*Fonte: contioutra

Consumo, Logo Existo: A sociedade de consumo por Bauman e Baudrillard

A sociedade contemporânea, a qual muitos definem como pós-moderna, é uma sociedade caracterizada por um discurso polissêmico. Dito de outra forma, não há um sentido próprio ao ser, tampouco à vida. Desse modo, cabe ao indivíduo a busca por aquilo que lhe defina e, conseguintemente, lhe sirva de norte, dada a sua extrema liberdade.

Apesar de toda essa liberdade, existe uma lei, a qual todos ainda devem seguir, a saber, a lei do mercado. O mercado, assim, se apresenta como uma forma de sentido à vida, moldando a “personalidade” dos indivíduos e construindo os seus valores. Entretanto, na sociedade de consumo, as mercadorias não possuem apenas o valor de uso e de troca (visão marxista), mas, sobretudo, o valor simbólico. Isto é, os objetos passam a determinar um referencial para as pessoas.

Essa ideia é proposta pelo francês Jean Baudrillard, que aduz que os objetos possuem signos, os quais são impostos pelo sistema hegemônico. Ou seja, a sociedade por meio do sistema hegemônico, como a mídia, determina o valor que os produtos possuem, como slogans do tipo: “Se não é um Iphone, não é um Iphone”. Dessa forma, somos retribalizados segundo o que consumimos, já que não é a minha personalidade que me define, mas sim, o que eu consumo.

É nesse ponto que o mercado age, associando o consumo de determinados produtos com vidas bem-sucedidas e felizes. Ao passo que aqueles que não consomem, ou consomem produtos “chinfrins” são tristes, infelizes e perdidos na vida. O mercado utiliza-se, portanto, do consumismo para definir aquilo que devemos ser (e ninguém projeta uma vida infeliz).

As mercadorias, nesse contexto, são analisadas pelo signo que comunicam – como uma vida bem-sucedida – deixando de considerar a sua utilidade. Sendo assim, pouco importa se preciso ou não de determinado produto. Essa relação está obsoleta. Devo considerar o seu valor sígnico, ou seja, qual a mensagem que possuo ao consumir tal produto.

Nesse contexto de extrema “liberdade”, ser livre é poder consumir o que se deseja. Todavia, aceitando o “consumo, logo existo”, como brinde ganhamos a lei do mercado, e nela você não é apenas consumidor, é também mercadoria. Sendo mercadorias, como qualquer outra, somos analisados pelos signos que possuímos perante a sociedade. Assim, à luz de Zygmunt Bauman, buscamos pelo consumo aumentar o nosso valor sígnico, pois:

“Na sociedade de consumidores, todos nós somos consumidores de mercadorias, e estas são destinadas ao consumo; uma vez que somos mercadorias, nos vemos obrigados a criar uma demanda de nós mesmos.”

Essa demanda de nós mesmos, como dito, é construída pelo que consumismos, posto que, em uma sociedade em que os valores são determinados por aquilo que se consome, faz-se necessário consumir para possuir valor, inclusive, enquanto indivíduos socialmente e sexualmente atrativos para o mercado. E não se esqueça de que há sempre outras oportunidades no mercado acenando com valores maiores.

Desse modo, quando não consumimos e, sobretudo, os produtos com valores sígnicos relevantes, ficamos fora do mercado. Em outras palavras, não somos socialmente aceitos. No entanto, não vejo sentido em adequar-se ou ser “socialmente aceito” por um sistema que cria escravos de si mesmos.

A tentativa de dar sentido à vida por meio do consumo parece-me uma tentativa frustrante, dado que não se conseguiu estabelecer um sentido à vida das pessoas. Pelo contrário, fortaleceu a lei do mercado, e aumentou ainda mais o vazio deixado pela morte de Deus e/ou da razão na medida em que a lei do mercado transforma cada vez mais as pessoas em mercadorias e sem pessoa humana de verdade é impossível estabelecer um significado valorativo para a vida.

É claro que há de se considerar a possibilidade de que a vida não possua sentido. Mas esse não é o cerne da questão, mas a tentativa de dá-la por meio do consumo, uma vez que apenas somos retribalizados, excluídos e tratados sem grandes diferenças em relação a uma barrinha de cereal (ser fitness está na moda).

Por trás do culto da liberdade pregado pela modernidade líquida, existem inúmeras ditaduras, como essa, a qual altera de forma substancial o pensar e o agir das pessoas, distorcendo a realidade e construindo uma hiper-realidade caracterizada pela perda do referencial de identidade, atendendo a uma imposição econômico-cultural.

Sendo assim, vivemos, produzimos e consumimos artificialidade. Mas se você é um consumista assumido (é difícil) não se preocupe, estamos em tempos líquidos, ninguém dá muita bola para nada. Apenas cuidado, pois como a lei que lhe rege é a lei do mercado, talvez possa amanhecer em uma vitrine em dia de liquidação.

*Por Erick Morais

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

“O tempo gasto com gatos nunca é tempo perdido” – Sigmund Freud

Esta citação de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nos diz algo que a maioria de nós, indubitavelmente, já conhece. No entanto, algo que é tão comum, como passar tempo com gatos, às vezes pode chegar a um nível terapêutico, porque é muito reconfortante.

Um bom exemplo vem do Japão. Nesse país, os gatos são admirados e respeitados. Eles são um símbolo de felicidade e os japoneses foram pioneiros no desenvolvimento de centros chamados de “cat cafe”, que agora podem ser encontrados em todo o mundo.

O primeiro “gato café” foi aberto em Taiwan em 1998. O objetivo? Muito simples. O Japão é um país altamente industrializado e orientado para o trabalho. Os dias de trabalho são muito intensos e é comum sofrer de stress e outras deficiências emocionais das quais se deve libertar.

“O tempo gasto com gatos nunca é um desperdício de tempo.”
-Sigmund Freud-

Acariciar um gato é uma ação calmante. Ele regula o estresse, melhora a saúde cardiovascular, acalma a mente e oferece uma oportunidade genuína de expressar afeição e ser cativado por um dos animais domesticados mais interessantes. (Ou talvez seja o contrário, quem sabe?).

Vamos falar sobre a psicologia dos gatos para entender um pouco mais sobre o que esses animais podem nos oferecer.

Sua beleza atrai e sua personalidade fascina

Gatos, ao contrário dos cães, não pertencem a ninguém além de si mesmos. Somos nós que ficamos fascinados por sua arte, sua liderança, seu encanto divino, sua compreensão do espaço e um amor que não é dependente, mas absolutamente fiel.

Você poderia realmente escrever um livro inteiro sobre psicologia de gatos. E enquanto as pessoas sempre dizem que são egoístas e independentes, isso nem sempre é inteiramente verdade. Daí a sua natureza interessante, daí as intrigas que causam em nós.

Gatos vão nos amar, nos respeitar e nos defender como se fôssemos sua própria família. Eles são dominantes quando se trata de seu espaço, suas rotinas e seus donos, mas eles sabem como manter a distância sem serem sufocados ou completamente dependentes de nós.

Eles gostam de ser mimados e amados. Eles buscam afeição diária, mas exigem limites e mostrarão isso em uma demonstração de sua elegância e independência. É claro que eles atraem a atenção com a clareza de seus olhos ou com suas pelagens terapêuticas e calmantes, mas o que mais amamos em gatos é sua personalidade.

Vivemos em um mundo caracterizado por prioridades às vezes inúteis que nos separam do que é realmente importante: a luz do sol, a paz, nós mesmos, nossos entes queridos … Nos preocupamos com os problemas sem importância. Nós colecionamos coisas e perdemos a visão de experiências e emoções …

O mundo está no ritmo certo para os gatos. Vivem uma vida relaxada, medida por momentos de descanso ao sol, deitados ao nosso lado no sofá, indo em uma excursão para aprender e alimentar sua curiosidade. Eles são seres sensíveis que abrem os olhos como janelas cheias de luz e esperança para o mundo.

Às vezes é dito que os gatos são bem versados no mundo do yoga. Eles podem passar longas horas meditando na frente de uma janela ou uma tigela de água. Que verdades eles percebem? Que realidades eles veem que escapam aos sentidos humanos?

Eles passam o tempo sentados, imóveis em seu próprio mundo e passando da autorreflexão para a ação em menos de um segundo. Eles vão da reflexão à atividade tão rapidamente que nos deixam sem fôlego e maravilhados.

O que é cativante é que eles fazem tudo o que fazem com todos os seus sentidos, dos quais certamente não há cinco, mas seis. Porque a sua intuição, a sua capacidade de saltar no nosso colo quando realmente precisamos, é sem dúvida uma virtude que só os gatos têm.

Não são apenas pessoas loucas que têm gatos

Quem foi quem disse que pessoas malucas acabarão tendo 100 gatos? Gatos são criaturas sábias e serenas que tornam a vida mais rica, mais simples e mais interessante para todos que vivem com esses animais com grandes personalidades.

Eles são ideais para crianças e idosos. Eles são companheiros leais para passar uma tarde tranquila com e para relaxar na cama. Eles são excelentes amigos para aprender e viver todos os dias.

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*Fonte: revistapazes

“Eu gosto é de gente doida!” – Ariano Suassuna fala sobre a inteligência da loucura

Aquilo que chamamos de loucura, normalmente, tem a ver mais com diferenças sociais e culturais do que com doenças biológicas. Não são poucos os teóricos da psicologia tiram os pesos dos rótulos do comportamento humano e denunciam como a loucura é usada para segregar e oprimir grupos sociais menos favorecidos.

Ariano Suassuna fala aqui, com muita irreverência, do quanto uma pessoa que é chamada de doida, na verdade, pode ser alguém com uma criatividade e criticidade mal reconhecida pelo seu meio.

“Eu gosto muito de história de doido. Não sei se é por identificação. Mas eu gosto muito. Eu tenho um primo, Saul. Uma vez ele disse para mim. “Ariano, na família da gente quem não é doido junta pedra pra jogar no povo.”

Não sei se é por isso, mas eu tenho muito interesse por doido, pois eles veem as coisas de um ponto de vista original. E isso é uma característica do escritor também, o escritor verdadeiro não vai atrás do lugar comum, ele procura o que há de verdade por trás da aparência. O doido é danado para revelar isso!

Meu pai governou a Paraíba de 1924 a 1928, tanto que nasci no palácio. Em 1963 houve um congresso literário na Paraíba e eu fui, o governador do Estado ofereceu um almoço, quando eu fui entrar o guarda me parou. Perguntei por que eu não podia entrar e ele disse. “O senhor tá sem gravata.”

Eu não uso gravata.

E eu disse. Você veja uma coisa. Essa é a segunda vez que estou entrando nesse palácio, a primeira vez eu entrei nu e ninguém reclamou ( É que eu nasci lá, viu).

Meu pai quando era governador, construiu um hospício e colocou o nome do maior psiquiatra brasileiro da época. No dia da inauguração, muito orgulho da obra que tinha feito, meu pai chegou lá, os médicos todos de branco e entraram os doidos com uns carrinhos de mão que haviam sido adquiridos pelo governo pra iniciarem a tal psicoterapia pelo trabalho.

Um dos doidos estava com o carro de mão de cabeça pra baixo. Aí meu pai chamou ele e disse. “Olha, não é assim não que se carrega, é assim…” E o doido respondeu, eu sei doutor. Mas é que se eu carregar de cabeça pra cima eles colocam pedra dentro pra eu carregar.

Não era um doido, era um gênio de uma cabeça formidável!”

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*Fonte: psicologiasdobrasil

1 a cada 3 funcionários fará algo vergonhoso na festa da firma, diz estudo

Festa de fim de ano na firma é tradição para uns – e pesadelo para outros. Aqui na redação da SUPER mesmo, essa jovem repórter que vos fala sugeriu um “amigo secreto”, mas todos preferiram ficar só na comemoração com comida. Porque, acredite, vexames são muito mais comuns do que imaginamos.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela empresa de marketing OnePoll em conjunto com o site de planejamento social Evite, um em cada três funcionários de escritório faz algo que lamenta (sente envergonha, no bom português) em uma confraternização de Natal do trabalho.

E já dá para imaginar por que as lembranças não são tão boas: bebida gratuita, atmosfera comemorativa e até brincadeiras que exigem uma intimidade além do seguro no ambiente de trabalho (leia-se “amigo secreto”) podem resultar em sinceridade demais. Dois em cada cinco entrevistados relataram ter passado por um grande drama na festa do escritório ou ouviram revelações bombásticas sobre os colegas.

Falando em revelações, as fofocas rolam soltas nesse ambiente: segundo o levantamento, feito em 2 mil escritórios americanos, um trabalhador ouve, em média, sete novas fofocas sobre colegas enquanto participa da festa de fim de ano – e muitas são rumores sobre relacionamentos no trabalho. Alguns deles, claro, acabam sendo verdadeiros. Dos entrevistados da pesquisa, 37% disseram que testemunharam dois colegas sendo “afetuosos demais” um com o outro em uma “confra” de fim de ano.

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante

Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Temos que aprender a priorizar a nós mesmos e compreender que, para o bem ou para o mal, somos as únicas pessoas imprescindíveis em nossas vidas, e todos aqueles que nos prejudicam, sobram.

Se você está acostumado a usar as redes sociais, certamente já conhece esta opção chamada “bloquear amigo.” Em algumas ocasiões, acumulamos nestes espaços pessoas que não conhecemos de verdade, relações que nos trazem mais problemas do que benefícios.

Hoje em dia, e especialmente entre as pessoas mais jovens, é comum que as amizades terminem deste modo. Quem não existe nas suas redes sociais, não existe na sua vida. É uma forma fria e também impessoal de romper vínculos.

Pois bem, usando este exemplo, muitos de nós deveríamos fazer o mesmo na vida real. Em algumas ocasiões carregamos relações em nossas costas que atrapalham muito o nosso crescimento pessoal.

No entanto, também não se trata de ir chamando porta a porta para avisar que não queremos mais a amizade de alguém. Trata-se apenas de saber priorizar e não investir tempo e esforço em pessoas que não os merecem.

Aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Nem sempre é fácil perceber quando chega este momento no qual deixamos de ser importantes para alguém. E não é apenas isso, algo que também pode acontecer é que percam o respeito por nós, e que esta necessidade se transforme em algo baseado no interesse.

É necessário saber diferenciar entre quem precisa de você de forma autêntica e o ama, e em, na verdade, se “descolou” faz tempo de nosso coração.

Se você tem filhos, certamente já notou que sempre chega um instante no qual eles deixam de precisar de nós. Isso vem com a própria maturidade, com a sua capacidade de ser independentes.

Porque os filhos, na realidade, sempre irão precisar de nós. Estamos falando, é claro, do afeto.

Há amizades que aparecem sempre de forma pontual nos instantes em que precisam de algo. Quando querem um favor, quando precisam ser escutados e “só nós sabemos como fazê-lo”. Devemos ter muito cuidado nestes casos.

Mostraremos apoio, afeto e compreensão a nossas amizades, sempre e quando existir reciprocidade. Uma amizade, assim como todo tipo de relação, se baseia em um intercâmbio sincero de emoções, pensamentos, apoios…

Se você não sente nenhuma destas dimensões e vê que estas pessoas só lhe procuram quando querem algo em troca, não hesite em impor limites.

Não se trata, assim como falamos antes, de romper o vínculo da noite para o dia. Na realidade, basta dizer a verdade em relação ao que você sente e estabelecer limites para o relacionamento.

“Isso você não pode fazer porque não me faz bem”, “Estou notando que você só busca a minha amizade quando precisa de algo. Eu gostaria de ter mais reconhecimento à minha pessoa da sua parte”.

O prazer de ser importante para quem realmente importa

Não se preocupe se, ao longo dos anos, você tenha que deixar muitas pessoas pelo caminho. Na realidade, a vida é assim mesmo, ir avançando para ficarmos com o mínimo, com o que realmente importa e engrandece o nosso coração.

Quem anda com a mente mais leve e o coração mais carregado se sente mais feliz e, por isso, não devemos ter medo de deixar ir quem não precisa de nós.

Haverá momentos em que você sentirá uma verdadeira dor ao comprovar que alguém que era muito importante para você deixou de sentir o mesmo. Deixou de reconhecer-lhe, de precisar de você.

Curar esta dor por esta descoberta requer tempo mas, por sua vez, devemos nos lembrar sempre de que o maior amor de nossas vidas deve ser sempre o amor próprio. Se você mesmo não se ama e não se respeita, não será capaz de abrir a porta para outras oportunidades.

As pessoas que são realmente importantes para você, na verdade, são poucas, mas certamente são as melhores. Não se trata, portanto, de “acumular amigos” como fazemos nas redes sociais. Na vida real, devemos priorizar e amar o que temos diante de nós.

Os que precisam de você irão demonstrar isso. E irão fazê-lo de forma íntegra, sem egoísmos nem chantagens. Porque quem o ama e respeita sabe estabelecer este intercâmbio cotidiano no qual todos ganham e ninguém perde.

Se as pessoas que precisam de você sabem demonstrar isso, não se esqueça nunca de demonstrar reciprocidade, fazer com que eles notem que nós também precisamos deles é uma forma de reconhecimento muito poderosa, porque faz com que eles se sintam úteis, importantes, e peças imprescindíveis em nossa rede de amigos mais próxima.

As pessoas precisam de muitas coisas para viver: alimento, calor, uma casa, instantes de ócio e liberdade. Mas também não devemos nos esquecer de que as coisas mais importantes deste mundo não são “coisas”, e sim pessoas.

Daí vem a importância de saber cuidar, atender, reconhecer, sem dar lugar a dúvidas, deixar ir pesos inúteis que só podem causar danos e prejudicar o nosso crescimento pessoal.

Faça de você mesmo a sua prioridade. Olhe cada dia por você e por quem você realmente considera importante. Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós.

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*Fonte: bmm

Não permita ser julgado por quem não vive a sua história

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.
Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.
Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: osegredo

Resiliência: A arte de superar os golpes da vida

A palavra resiliência tem sua origem na língua latina, no termo resiliência que significa voltar, saltar para trás, se destacar, se recuperar. O termo foi adaptado às ciências sociais para caracterizar aquelas pessoas que, apesar de nascerem e viverem em situações de alto risco, desenvolvem-se psicologicamente saudáveis ​​e bem-sucedidas.

Resiliência é a capacidade dos seres vivos para lidar com a adversidade, trauma, tragédia, ameaças ou tensão forte e superar períodos de dor emocional, emergindo mais forte e chegar a um estado de excelência profissional e pessoal. Considera-se que as pessoas mais resilientes apresentam maior equilíbrio emocional diante de situações de estresse, suportando melhor a pressão. Isso lhes permite um senso de controle diante dos eventos e maior capacidade de enfrentar desafios.

“Você não sabe o quão forte você é, até que ser forte é a única opção que lhe resta.”
-Bob Marley

Deve-se dizer que a resiliência não é uma qualidade inata, não é impressa em nossos genes, embora possa haver uma tendência genética que possa predispor a ter um “bom caráter”. A resiliência é algo que todos podemos desenvolver ao longo da vida. Há pessoas que são resilientes porque tiveram em seus pais ou alguém próximo a elas um modelo de resiliência a seguir, enquanto outras encontraram seu caminho por conta própria. Isso nos diz que todos podemos ser resilientes, contanto que mudemos alguns de nossos hábitos e crenças.

De fato, pessoas resilientes não nascem, elas são feitas , o que significa que elas tiveram que lutar contra situações adversas ou tentaram várias vezes o gosto do fracasso e não desistiram. Ao se encontrarem à beira do abismo, deram o melhor de si e desenvolveram as habilidades necessárias para enfrentar os diferentes desafios da vida.

Ser resiliente não significa não sentir desconforto, dor emocional ou dificuldade diante da adversidade. A morte de um ente querido, uma doença grave, perda de trabalho, sérios problemas financeiros, etc., são eventos que têm um grande impacto nas pessoas, produzindo uma sensação de insegurança, incerteza e dor emocional.

Mesmo assim, as pessoas conseguem, em geral, superar esses eventos e se adaptar bem ao longo do tempo.

O caminho para a resiliência não é um caminho fácil, mas envolve considerável estresse e sofrimento emocional, apesar de que as pessoas tirar força permitindo-lhes continuar com suas vidas em face da adversidade ou tragédia. Mas como elas fazem isso?

A resiliência não é algo que uma pessoa tem ou não possui, mas envolve uma série de comportamentos e maneiras de pensar que qualquer pessoa pode aprender e desenvolver.

Então … O que caracteriza uma pessoa resiliente?

Pessoas resilientes têm três características principais: elas sabem aceitar a realidade como ela é; elas têm uma crença profunda de que a vida faz sentido; e elas têm uma capacidade inabalável de melhorar.

Também …

– Elas estão cientes de seu potencial e limitações. O autoconhecimento é uma arma muito poderosa para enfrentar adversidades e desafios, e as pessoas resilientes sabem como usá-lo em seu benefício. Essas pessoas sabem quais são suas principais forças e habilidades, bem como suas limitações e deficiências. Desta forma, podem ser traçados objetivos mais objetivos que não só levam em conta suas necessidades e sonhos, mas também os recursos disponíveis para elas.

– Elas são criativas. A pessoa com uma alta capacidade de resiliência não se limita a tentar acertar o vaso quebrado, ela está ciente de que este nunca mais será o mesmo. O resiliente fará um mosaico com os pedaços quebrados e transformará sua dolorosa experiência em algo belo ou útil. Do vil, traga o precioso.

– Elas confiam em suas habilidades. Por estar ciente de seu potencial e limitações, as pessoas resilientes confiam no que são capazes de fazer. Se algo os caracteriza, elas não perdem de vista seus objetivos e têm certeza do que podem alcançar. No entanto, elas também reconhecem a importância do trabalho em equipe e não se trancam, mas sabem quando é necessário pedir ajuda.

– Elas tomam as dificuldades como uma oportunidade para aprender. Ao longo da vida, enfrentamos muitas situações dolorosas que nos desencorajam, mas as pessoas resilientes são capazes de enxergar além desses momentos e não desanimam. Essas pessoas assumem crises como uma oportunidade para gerar mudanças, aprender e crescer. Elas sabem que esses momentos não serão eternos e que seu futuro dependerá da maneira como reagem. Quando confrontados com a adversidade, se perguntam: o que eu posso aprender com isso?

– Praticam atenção plena ou plena consciência. Mesmo sem ter consciência dessa prática milenar, as pessoas resilientes têm o hábito de estar plenamente presentes, de viver no aqui e agora e de ter uma grande capacidade de aceitação. Para essas pessoas, o passado é parte de ontem e não é uma fonte de culpa e ansiedade, enquanto o futuro não as sobrecarrega com sua parcela de incertezas e preocupações. Elas são capazes de aceitar experiências à medida que surgem e tentam tirar o máximo proveito delas. Elas apreciam os pequenos detalhes e não perdem a capacidade de se impressionar com a vida.

– Elas veem a vida com objetividade, mas sempre através de um prisma otimista. As pessoas resilientes são muito objetivas, sabem qual é seu potencial, os recursos disponíveis para elas e seus objetivos, mas isso não significa que elas não sejam otimistas. Por estar ciente de que nada é completamente positivo ou negativo, se esforçam para se concentrar nos aspectos positivos e aproveitar os desafios. Essas pessoas desenvolvem um otimismo realista, também chamado otimismo, e estão convencidas de que não importa quão escuro seja o dia, o dia seguinte pode ser melhor.

– Elas estão cercadas por pessoas que têm uma atitude positiva. As pessoas que praticam a resiliência sabem como cultivar suas amizades, então elas geralmente são cercadas por pessoas que mantêm uma atitude positiva em relação à vida e evitam aqueles que se comportam como vampiros emocionais. Dessa forma, conseguem criar uma sólida rede de suporte que pode apoiá-las nos momentos mais difíceis.

– Elas não tentam controlar situações. Uma das principais fontes de tensão e estresse é o desejo de controlar todos os aspectos da nossa vida. É por isso que, quando algo nos escapa de nossas mãos, nos sentimos culpados e inseguros. No entanto, as pessoas resilientes sabem que é impossível controlar todas as situações, aprenderam a lidar com a incerteza e sentem-se à vontade mesmo que não tenham controle.

– Elas são flexíveis em face de mudanças. Mesmo que as pessoas resilientes tenham uma auto-imagem muito clara e saibam exatamente o que querem alcançar, elas também têm flexibilidade suficiente para adaptar seus planos e mudar seus objetivos quando necessário. Essas pessoas não se fecham para mudar e estão sempre dispostas a valorizar diferentes alternativas, sem se agarrarem obsessivamente aos seus planos iniciais ou a uma única solução.

– Elas são tenazes em seus propósitos. O fato de as pessoas resilientes serem flexíveis não implica que elas renunciem a seus objetivos, pelo contrário, se algo as distingue é sua perseverança e capacidade de lutar. A diferença é que elas não lutam contra os moinhos de vento, mas aproveitam o sentido e o fluxo da corrente com ela. Essas pessoas têm uma motivação intrínseca que as ajuda a se manterem firmes e a lutar pelo que elas propõem.

– Elas enfrentam a adversidade com humor. Uma das características essenciais das pessoas resilientes é seu senso de humor, elas são capazes de rir da adversidade e fazer uma brincadeira com seus infortúnios. O riso é o seu melhor aliado, porque o ajuda a permanecer otimista e, acima de tudo, permite que você se concentre nos aspectos positivos das situações.

– Elas buscam a ajuda de outros e apoio social. Quando as pessoas resilientes passam por um evento potencialmente traumático, seu primeiro objetivo é superá-lo, por isso, elas estão cientes da importância do apoio social e não hesitam em procurar ajuda profissional quando precisam.

Os benefícios da resiliência

* As pessoas mais resilientes têm uma melhor auto-imagem

* Elas se criticam menos

* Elas são mais otimistas

* Elas enfrentam os desafios

* Elas são fisicamente mais saudáveis

* São mais bem sucedidas no trabalho ou estudos

* Elas estão mais satisfeitas com seus relacionamentos

* Elas são menos predispostas à depressão

O que contribui para uma pessoa ser mais resiliente?

– O apoio emocional é um dos principais fatores. Tendo em sua vida pessoas que amam você e te apoiam e em quem você pode confiar, você fica muito mais resiliente do que se estivesse sozinho.

– Permita-se sentir emoções intensas sem temê-las ou fugir delas e, ao mesmo tempo, ser capaz de reconhecer quando precisa evitar sentir alguma emoção e centrar sua mente em alguma distração.

– Não fuja dos problemas, mas confronte-os e procure soluções. Implica ver problemas como desafios que você pode superar e não como ameaças terríveis.

– Tire um tempo para descansar e recuperar forças, sabendo o que você pode exigir e quando você deve parar.

– Confie em você e nos outros.

O principal objetivo de difundir o conceito de resiliência é contribuir para a consciência de que todas as pessoas têm essa característica, mas que a implantação depende de todos nós, se nos oferecermos oportunidades mútuas.

Eu terminarei este artigo com uma citação de Marc Levy que diz: O tempo cura todas as feridas, mesmo que isso deixe cicatrizes. Ou, se você me permitir modificar ligeiramente o compromisso:

“A resiliência cura todas as feridas, embora deixe cicatrizes.”

*Por: Karla Galleta

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Substitua os celulares e tablets de seus filhos por instrumentos musicais

A forma como criamos nossas crianças mudou muito de uns tempos para cá. Agora, a estratégia adotada por muitos pais para acalmar seus filhos é dar-lhes um tablet ou um smartphone. Dentro desse contexto, as brincadeiras ao ar livre a atividades manuais ficam cada vez mais esquecidas.

Essa forma de criação é contestada pelo neuropsicólogo espanhol Álvaro Bilbao, que em seu livro “El cerebro del niño explicado a los padres” (O cérebro da criança explicado aos pais – em tradução livre), diz que, se queremos criar crianças mais inteligentes, devemos substituir seus tablets por instrumentos musicais.

Bilba acredita que as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. Além disso, os pais têm um papel importante na inteligência de seus filhos. Um estudo que foi publicado na revista Psiquiatría Molecular afirma que 50% da inteligência da criança é determinada pelos genes, mas os outros 50% dependem dos estímulos que elas recebem.

“A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializa”, diz Bilba.

Abaixo estão listadas algumas estratégias defendidas por especialistas para desenvolver a inteligência das crianças:

Estudar música
Pesquisadores da Universidade de Toronto realizaram um estudo, publicado na revista Psychological Science, que relacionou o desenvolvimento cognitivo com o estudo e a aprendizagem de música. Para o estudo, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, durante um ano, canto, piano e expressão dramática. As crianças que se dedicaram a estudar música foram as que mostraram maiores padrões de inteligência.

Menor contato com a televisão
Anos atrás, filmes de desenhos animados que aliavam figuras desenhadas ao som da música clássica de compositores como Mozart e Beethoven eram muito populares. Diversos especialistas aprovavam esses filmes, afirmando que ajudavam a estimular a inteligência de bebês e crianças, mas essas teorias foram desmentidas por estudos internacionais. De acordo com a Associação Americana de Pediatria, crianças com menos de dois anos não devem ter contato com televisão.

Evitar jogos que afirmam ajudar no desenvolvimento cerebral
Recentemente vêm surgindo muitos jogos eletrônicos e aplicações móveis que afirmam ajudar no desenvolvimento do cérebro e da memória. No entanto, a maioria deles não são embasados cientificamente. Tenha cuidado.

Assistir a filmes/documentários em línguas estrangeiras
Crianças que são ensinadas a assistir filmes em línguas estrangeiras desde cedo tendem a adaptar-se mais facilmente a outros vocábulos e a outros sons.

Ler histórias com seus pais antes de irem para a cama
Quando os pais leem histórias para seus filhos antes de irem para a cama, é importante que convidem as crianças para participar. Por exemplo, o pai lê uma página e o filho outra, e assim sucessivamente. De acordo com um estudo canadense, este método ajuda as crianças a melhorarem sua capacidade de aprendizagem.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Melhor lidar com pessoas ácidas e honestas do que com pessoas doces e hipócritas

Existem vários tipos de pessoas com quem conviveremos, ao longo de nossas vidas, no trabalho, nas redes sociais, na vida por aí. Pessoas com personalidades diferentes umas das outras, cada uma delas peculiar e única em suas características próprias. Termos o cuidado de manter por perto quem é sincero será um dos maiores favores que faremos a nós mesmos.

Não é fácil, infelizmente, saber em quem podemos confiar, desde o início, uma vez que máscaras costumam ser usadas durante os relacionamentos, de acordo com os interesses de cada um, de acordo com o quanto a pessoa pensa em si mesma e no outro. Pode demorar para conhecermos realmente a índole de alguém, pode levar muito tempo, porém, nunca será tarde demais para que consigamos nos proteger.

Muitos de nós costumamos confundir leveza com sinceridade e acidez com falsidade, erroneamente. Nem sempre as boas intenções se revestem de um verniz doce e calmo. Nem sempre a falsidade se atrela a um comportamento mais áspero e firme. Na verdade, a gente não conhece de fato as pessoas, mas apenas parte delas que nos são permitidas, de acordo com o que elas querem. E nem sempre o que elas querem nos faz bem.

As decepções serão invitáveis, onde e com quem estivermos. Perdoar será preciso, mas até o limite máximo de nossa dignidade. Teremos que tentar entender o outro, compreendendo que ele tem as próprias histórias, as próprias escuridões, uma luta interna que desconhecemos. Mesmo assim, o sofrimento alheio não poderá morar em nós demoradamente, a ponto de nos fazer mal. Tentar ajudar é necessário, porém, sem tomar como nossas as tempestades que o outro criou.

Por isso é que, muitas vezes, mesmo que não sejam simpáticas demais, será bem melhor lidar com pessoas transparentes, porque então saberemos que terreno pisamos. Ruim é pisar ovos, andar em areia movediça, enquanto não se percebe a crueldade por trás da doçura no tom de voz de certas pessoas. O que nos protegerá, afinal, será a honestidade, tanto a nossa quanto a do outro. Sempre.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: contioutra

Qual é a diferença entre estar ansioso e ter ansiedade?

odos nós enfrentamos momentos de tensão na vida, seja na hora de esperar o resultado de uma prova ou, quem sabe, na hora de subir ao altar e dizer “sim” em frente a diversos convidados. Pode ser até uma tensão antes de uma entrevista de emprego ou, ainda, naquele domingo em que você vai conhecer a família do crush… A questão é: quando é que uma pessoa se sente ansiosa e quando se pode dizer que ela tem um transtorno de ansiedade?

De acordo com a Dra. Karen Cassiday, que falou sobre o assunto com a equipe do Mental Floss, o sentimento principal é o mesmo, e o que faz diferença mesmo entre uma coisa e outra é a intensidade do que se sente e a forma como isso afeta a vida da pessoa.

Ela explica que a sensação de ansiedade é uma experiência comum e que todos nós sentimos as sensações físicas e a apreensão que a ansiedade traz, mas que a questão é se conseguimos lidar com isso: “Em um transtorno de ansiedade, aqueles sinais de perigo saem do controle e você se sente como se tivesse que tomar ações preventivas para se proteger”, ela explicou.

Diagnóstico

O transtorno é muitas vezes diagnosticado por um médico quando o paciente se sente ansioso e preocupado por meses, apresentando sintomas como insônia e dificuldade de concentração no trabalho ou nos estudos.

Dra. Cassiday explica que algumas pessoas têm dificuldades no trabalho quando precisam realizar tarefas específicas, como falar em público, ou se precisam viajar, caso não se sintam confortáveis em aviões.

O transtorno da ansiedade pode se apresentar em três formas principais: ansiedade generalizada, quando a tensão se relaciona a qualquer evento; ansiedade social, quando a tensão tem a ver com a interação com outras pessoas; e síndrome do pânico, quando a pessoa tem crises de pânico e nem sempre sabe reconhecer quais foram os gatilhos.

O que fazer

“As pessoas que têm transtornos de ansiedade evitam atividades normais e experiências para evitar dar o gatinho para as suas ansiedades. Elas não conseguem escolher fazer coisas que normalmente apreciam ou que fazem suas vidas ricas. Elas perdem oportunidades de se conectar em relacionamentos em suas comunidades, oportunidades de ser produtivas, de se voluntariar, de fazer dinheiro ou de terminar os estudos”, resumiu ela.

O preocupante é que 25% das pessoas vivem dessa maneira e nem sempre falamos abertamente sobre assuntos relacionados à saúde mental, o que é um erro enorme.

Se você se identifica com essas descrições, saiba que é possível aprender a lidar com a questão através do acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Cassiday também recomenda que pessoas ansiosas ou com transtornos de ansiedade se envolvam em atividades como meditação, yoga e a prática de exercícios físicos.

*Por Daiana Geremias

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*Fonte: megacurioso

Sofomaníaca: pessoa estúpida que se acha extremamente inteligente

Todos nós conhecemos uma pessoa que, ainda que não tenha nenhum conhecimento sobre determinado assunto, insiste em mostrar “propriedade”, e fala sobre ele como se fosse a dona da verdade, jamais aceitando ser contrariada.
Conviver com pessoas assim é um verdadeiro teste de paciência, porque sua arrogância parece não conhecer limites.

Na era do Google e das redes sociais, os sabichões ganharam mais maneiras de espalhar seus discursos, e há até mesmo um termo para definir essas pessoas ignorantes que acreditam ser iluminadas pela verdade, “sofomaníacos”. Em uma rápida conferida nossas linhas do tempo, podemos ver várias pessoas comentando sobre temas sérios sem nenhum tipo de conhecimento, e julgando todos aqueles que não concordam.

A definição de sofomaníaco é: indivíduo estúpido que se acha extremamente inteligente, e podemos assumir que nesse caso, a palavra “estúpida” poderia ser substituída por “ignorante”, porque aqueles que comentam sobre temas dos quais não entendem o mínimo baseados apenas em superficialidades são pessoas que não possuem muita sabedoria dentro de si.

Qualquer notícia polêmica viraliza rapidamente nas redes sociais e provoca milhares de comentários, muitos deles sendo brigas e mensagens agressivas direcionadas às pessoas de pensamento contrário.
Perdeu-se o respeito pela opinião alheia, e as pessoas tentam provar que estão certas mesmo que tenham que abandonar a razão e apelar para o desrespeito.

Muitas pessoas são difamadas, humilhadas e muitas vezes têm suas vidas seriamente prejudicadas, graças aos desonestos que espalham notícias falsas apenas para denegrir a imagem de alguém e aos sofomaníacos, que perpetuam as mentiras porque não se dão ao trabalho de pesquisar, de buscar informação.

Tão sério é o efeito da sofomania, que as pessoas prejudicadas por ela estão buscando na justiça maneiras de encontrarem justiça. Chegou o momento de refletirmos até que ponto podemos permitir que a ignorância dite os nossos comportamentos.

Cada um tem o direito de ter os próprios pensamentos e opiniões sobre tudo. No entanto, expressar esses pontos de vista nas redes sociais ou em qualquer outro ambiente públicos requer muita responsabilidade, educação e respeito.
Nossa sociedade não aceita mais comportamentos negativos passarem despercebidos. Hoje em dia, as pessoas questionam, debatem e buscam justiça quando são ofendidas. Portanto, precisamos estar bem informados, precisamos procurar conhecimento e devemos sim aceitar opiniões contrárias e reconhecer quando estamos errados.

Conhecimento, educação e respeito nunca são demais. Portanto, comece a mudar em si mesmo os comportamentos sofomaníacos e dê exemplo para as pessoas ao seu redor.

Vivemos na era da informação, está na hora de usarmos isso a nosso favor. Seja consciente e não destrua relacionamentos por ignorância.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

A triste geração que virou escrava da própria carreira

E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

*Por Ruth Manus

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Por que as pessoas traem?

Partindo do princípio de que a maioria das pessoas prefere não causar o sofrimento alheio, tentamos averiguar o motivo de tanta gente ser infiel mesmo assim — sabendo que pode magoar profundamente o outro. E sabe o que nós descobrimos? Que a questão da infidelidade é bem mais complexa do que parece.

A Ciência tenta explicar

A traição já foi tema de inúmeros estudos científicos, e vários deles apontaram que existem certos aspectos primários que parecem tornar as pessoas mais propensas a serem infiéis. Um desses aspectos seria o gênero, já que os homens — por produzirem mais testosterona do que as mulheres — têm maior desejo sexual, o que, por sua vez, os torna mais inclinados a trair suas parceiras.

Além disso, algumas pesquisas revelaram, por exemplo, que existe a possibilidade de que determinadas variações genéticas tornem alguns indivíduos mais — ou menos — inclinados a serem infiéis com seus companheiros. Quanto às mulheres, há cientistas que acreditam que em muitos casos as “traidoras” são descendentes de pais mulherengos e herdaram esse comportamento de seus progenitores.

Uma pesquisa apontou ainda que determinadas pessoas — normalmente mais homens do que mulheres — traem pela necessidade de sentir que estão no controle, o faz com que elas se sintam poderosas.

Evolutivamente falando

De acordo com a teoria evolutiva, a propensão de os homens serem mais promíscuos teria sido fortemente influenciada pela necessidade de espalhar as suas “sementes”. As mulheres, por outro lado, seriam motivadas pela busca de parceiros com qualidades genéticas que pudessem garantir uma prole saudável.

Mas não pense que as nossas ancestrais não tinham mais de um parceiro também! A diferença é que elas os buscavam no intuito de criar uma espécie de “plano b” — ou seja, para que elas tivessem um substituto que pudesse fornecer comida, abrigo e proteção no caso de que os seus companheiros morressem.

Além disso, as mulheres que tinham mais de um parceiro tinham acesso a mais recursos — como alimentos e outras provisões — e talvez até gerassem mais filhos, criando uma maior variação genética em sua linhagem. Você percebe aqui a diferença nas motivações que levavam os nossos antepassados a serem promíscuos?

Mais explicações

De acordo com uma série de levantamentos, pessoas com orientações políticas mais conservadoras ou muito religiosas são menos propensas a serem infiéis, justamente por terem valores mais rígidos. Além disso, a personalidade exerce uma forte influência na hora da traição, já que indivíduos menos escrupulosos ou com determinados perfis costumam ser menos fiéis.

Pode acontecer também de uma pessoa não ser especialmente inclinada a trair e até estar superfeliz com seu relacionamento. No entanto, novos fatores podem surgir em sua vida, tornando-a mais vulnerável a cair na tentação. Algumas situações podem ser mais tentadoras do que outras, como o tipo e o ambiente de trabalho, por exemplo.

Nesse sentido, locais de trabalho com homens ou mulheres demais podem ser um fator de risco, assim como atividades que envolvam tocar outras pessoas, passar muito tempo a sós com alguém ou, ainda, que incluam a necessidade de conversas muito pessoais.

Ademais, quando o assunto é “pular a cerca”, pessoas que vivem em regiões urbanas costumam ser mais liberais do que aquelas de áreas rurais ou cidades pequenas. As grandes metrópoles, por serem muito mais populosas, também proporcionam um ambiente de maior anonimato, além de oferecer uma maior variedade de parceiros em potencial para possíveis aventuras amorosas.

Problemas no próprio relacionamento também podem levar à traição, e a falta de compatibilidade — seja em termos de personalidade, nível de educação e insatisfação, por exemplo — entre os parceiros é um fator muito importante, já que pode provocar conflitos que levam à infidelidade. Entretanto, apesar da influência genética e social, a verdade é que a traição é uma questão de escolha.

Motivações

De acordo com diversos especialistas, algumas das principais razões que levam homens e mulheres a trair são o tédio, a solidão, a vingança, a excitação que a situação desperta, a busca de liberdade e intensidade sexual — entre outras tantas. Contudo, as motivações que conduzem homens e mulheres à infidelidade são bem diferentes.

Quando o assunto são as emoções, os homens e as mulheres “funcionam” de forma bem distinta. Eles, quando traem suas companheiras, normalmente estão em busca de sexo e atenção, e não de um relacionamento afetivo. Os rapazes também tendem a pensar menos a respeito da situação e conseguem sair dela com mais facilidade. Sem falar que eles se arriscam mais e se preocupam menos com a possibilidade de serem descobertos.

As mulheres, em contrapartida, geralmente avaliam mais a situação e traem na tentativa de preencher lacunas emocionais. Sendo assim, elas muitas vezes criam laços afetivos com seus amantes e, além de pensarem mais antes de decidir ter um caso, as mulheres conseguem identificar o perigo de perderem seus companheiros se forem pegas.

Ainda sobre as motivações das mulheres, segundo os especialistas, muitas vezes elas são infiéis durante períodos de transição, quando desejam sair de um relacionamento ruim. As traições também acontecem com frequência em momentos de grande vulnerabilidade ou mudanças importantes — como a perda de alguém querido ou o surgimento de alguma doença grave na família, por exemplo.

E por que ela é tão dolorosa?

 

De acordo com Esther Perel — que apresentou a inspiradora palestra que você pode assistir acima (recomendamos fortemente que você assista!) —, o conceito de monogamia, assim como o de felicidade e o que os relacionamentos representam — bem como o que esperamos deles —, mudaram bastante ao longo da História.

Hoje em dia, quando buscamos um parceiro, nós não queremos um simples companheiro. Nós esperamos que o outro preencha uma longa lista de necessidades e que ele se torne o nosso amante, melhor amigo, companheiro emocional, confidente, par intelectual etc. Ao mesmo tempo, acreditamos que somos insubstituíveis, indispensáveis e únicos para o outro — e o problema é que a infidelidade prova que não somos nada dessas coisas.

Portanto, quando a traição acontece, invariavelmente nós vamos nos questionar sobre o que poderia haver de errado com o nosso relacionamento ou, pior, sobre o que há de errado conosco. Assim, segundo Esther, a traição sempre foi dolorosa. Entretanto, atualmente ela se tornou especialmente traumática porque ameaça a nossa autoestima, viola a nossa confiança e pode inclusive nos levar a ter crises de identidade.

Curando o coração

Infelizmente, em se tratando de relacionamentos, a verdade é que nós somos incapazes de controlar as vontades e as ações dos nossos parceiros. E, por mais que a gente tente completar a outra pessoa e fazê-la feliz, no fim das contas, se ela decidir nos trair, não há muito que possamos fazer a respeito.

No entanto, um bom começo é ter uma conversa franca com o seu parceiro, para que cada um de vocês defina o que é considerado como traição — sair para almoçar com outra pessoa sem avisar, ter conversas íntimas online com desconhecidos, trocar beijos, fazer sexo? Dessa forma, fica mais fácil identificar e estabelecer os limites da relação e, assim, causar menos sofrimento para os dois.

Por outro lado, se a traição acontecer, conforme disse Esther na palestra, para alguns relacionamentos, a infidelidade é um sinal de que eles já estão morrendo, enquanto, para outros, ela é o choque que serve de motivação para a busca de novas possibilidades.

Além disso, há quem consiga transformar a crise em uma nova oportunidade e, se vale de consolo, pense que a maioria dos casais que já passaram por esse tipo de experiência permaneceram juntos.

E mais: a traição nunca deixará de existir, e é importante lembrar que há muitas outras formas de trair o seu parceiro — através de violência, da negligência, do desprezo e da indiferença. Isso significa que a vítima da traição nem sempre é a vítima do relacionamento, portanto fique ligado!

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Às vezes, a frieza é uma defesa de quem já foi bonzinho demais

Costumamos julgar as pessoas, muitas vezes de maneira cruel e injusta, atentando-nos somente para o que vemos, mesmo que não as conhecemos o suficiente. Tiramos conclusões precipitadas, antecipando-nos à convivência com o outro, esquecendo-nos de dar tempo ao tempo, para que a verdade de fato se faça presente.

Todos nós passamos por muita coisa antes de chegarmos onde estamos, ou seja, o que somos carrega uma carga emocional e física imensa, que nos moldou e nos tornou o que vivemos no momento presente.

A gente vai se transformando ao longo de cada dia, todos os dias, aprendendo a conviver com as bagagens boas e ruins, adequando-nos ao que a vida nos apresenta – e nem sempre ela é gentil.

Por essa razão, não podemos criticar as pessoas pelo seu jeito de ser, pois todas elas estão tentando sobreviver, enfrentando batalhas, dentro de si, que nem imaginamos.

E, quando se trata das pessoas próximas de nós, que conhecemos de perto, será preciso prestar atenção aos sinais que seu comportamento nos envia a todo momento. Caso contrário, não conseguiremos responder aos pedidos, não nos ajustaremos às mudanças e assim perderemos quem não deveria se afastar.

Precisamos, sobretudo, entender o silêncio demorado de quem caminha conosco, lendo as entrelinhas daquilo que não mais retorna, percebendo a tristeza no fundo dos olhos, as mudanças mínimas que nos indicam que algo não vai bem.

Infelizmente, a maioria de nós só percebe a frieza cansada do parceiro quando o abismo emocional já se encontra praticamente irreversível. Então já nada mais importará. Então será tarde demais.

Conviver requer prestar atenção, cuidar, regar, importar-se, mais do que oferecer presentes e conforto material. Buscar as conquistas de vida sempre deverá incluir também o enriquecimento afetivo, o aumento de nosso potencial humano, nossa capacidade de amar e de ser amado.

Se nos esquecermos das relações humanas nesse caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar. As pessoas se cansam e fim.

*Por: Prof. Marcel Camargo

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*Fonte: fasdapsicanalise

Por que pobre que deixa de ser pobre gosta de pisar em pobre?

Uma coisa que eu, infelizmente, observo muito: pessoas que melhoram sua situação financeira e sobem um ou alguns degraus da escada social parecem esquecer rapidamente que há pouco tempo também eram pobres e sofreram o mesmo desprezo que agora estão dispensando a quem é mais pobre que elas.

Já vi gente que saiu da favela e falava mal dos favelados e motorista de primeiro carro novo comprado em sessenta prestações rindo de quem esperava na chuva pelo ônibus, o mesmo ônibus que ele pegava para ir trabalhar, em um passado não muito remoto.

Tem gente frustrada em seu emprego por ser maltratada pelos patrões, mas que não perde a oportunidade de esnobar ela mesma outras pessoas, assim que se vê do outro lado (do lado “mais forte“), tratando mal vendedores em lojas, zeladores em prédios ou pedintes na rua.

Já é incompreensível ver gente rica de muito tempo tratando pobre como gente de segunda categoria, numa desumanidade que assusta. Isso já é difícil de entender, mas, agora, ver gente que conheceu a pobreza se vestindo de arrogância e prepotência para se achar melhor que outros que (ainda) não conseguiram sair da pobreza é que não dá para entender mesmo.

Parece que isso está enraizado na cabeça de nosso povo, essa mentalidade arcaica de que quem tem mais é mais, como se ter e ser fossem a mesma coisa. E quem quer ser mais necessita de alguém que seja menos, já que quem se compara precisa de uma referência e seria meio amargo alguém se comparar com quem tem mais que ele. Assim, a consequência lógica é rebaixar quem tem menos para se sentir mais elevado, enfeitando um pouco sua pobre existência.

Tem a história do Dr. Armando, que era advogado, mas não era doutor coisa nenhuma, porém, ele fazia questão de ser chamado assim. Um rapaz pobre do interior da Bahia, que foi para Salvador para estudar e que, para se formar, comeu o pão que o chifrudo amassou, limpou fossa e foi ajudante de pedreiro, serviu comilões no Habib’s na Praia de Piatã, foi placa de anúncio ambulante para os novos condomínios na Avenida Paralela e até picolé na praia ele vendeu.

Pois bem, esforçado ele foi, pisoteado também, e se formou em Direito aos troncos e barrancos. Com o canudo na mão, o Armandinho voltou para sua terra natal como Dr. Armando, o advogado, que, como dito, não era doutor, pois não tinha doutorado, mas que era cheio de doutorice e exigia que todos abaixo dele na hierarquia o tratassem dessa forma. Até de certos clientes ele exigia isso, numa arrogância sem fim. Agora, com um diploma que ele escondia na gaveta, pois suas notas não foram tão boas e ele se envergonhava disso, e um escritoriozinho perto do centro de uma cidade média de interior, ele se via flutuando numa nuvem, por cima dos mortais. Somente perante o juiz, o delegado ou os poderosos do lugar ele baixava a crista e parecia um menino nervoso que tinha feito algo errado.

O pior de tudo é que ele era colérico e tratava muito mal seus empregados, principalmente os domésticos, gritando com eles, os classificando de burros e preguiçosos e supondo que iriam morrer pobres, pois burrice e preguiça não levariam ninguém a lugar algum. E vivia dizendo que detestava pobreza.

Assustadora também era a passividade dos subalternos, que, calados, aceitavam as insultas do patrão. Por um lado, claro, eles eram dependentes, alguns até moravam em sua propriedade. Mas, por outro, seria bom ter mais coragem e impor limites ao novo rico que se comportava como um coronel de segunda categoria.

Mas nem precisamos de exemplos extremos como esse. Esse fenômeno acontece muitas vezes no dia-a-dia, quase despercebido, como aquele sujeito pobre que recebe um dinheiro extra, resolve ir jantar com a namorada num restaurante chique, com tudo que se tem direito, mas achando que tem o direito também de já entrar no restaurante tratando mal os garçons, sentindo-se rico por um momento e acreditando que “ser rico” implicaria também em tratar mal quem o serve.

Acredito que muita gente se comporta assim por não conhecer diferente. Quando ainda pobres, por terem sido explorados e maltratados e experimentado de perto a exclusão e os preconceitos contra a pobreza, aprenderam que é desse modo que a sociedade funciona: quem está em cima, pisa em quem está em baixo. E, agora, que conseguiram subir um pouco, eles também têm vontade de pisar. Se levo isso em consideração, até acho tal comportamento plausível. Mas plausível não quer dizer que seja bom.

Acho estranho e repudio qualquer ato que suponha a superioridade ou a inferioridade de quem quer que seja, mas, ao mesmo tempo, sei que todo efeito tem uma causa e que isso aí é efeito de alguma coisa. Não seria o efeito de um endurecimento de nossa sociedade, de uma mentalidade de consumo e de identificação social pelo que se possui, de dignidade comprada, onde quem tem pouco automaticamente vale menos? Não costumamos definir o sucesso de alguém pela riqueza que acumula? E ainda não fazemos a bobagem de aceitar essa ideia absurda como normalidade?

Penso que é essa distorção de valores, que afeta a sociedade como um todo, que faz com que também um pobre que emerge queira também pisar em outros para se sentir alguém.

Se queremos mudar isso, então seria essencial mudar exatamente essa mentalidade, essa forma estranha de convivência social que inventamos, mas que só serve para descaracterizar o lado humano de nossa sociedade.

Os pobres deixarão de tratar mal outros mais pobres no dia em que todos pararmos para perceber que é preciso bem mais que ter para ser e que poder material não torna ninguém melhor que ninguém. Os pobres aprenderão a respeitar outros mais pobres no dia em que eles mesmos perceberem que se é respeitado por ser quem é (um ser humano que tem uma dignidade inviolável!) e não pelo que se tem, já que ninguém aprende a respeitar se ele nunca foi respeitado.

Precisamos é retomar nossos valores e recuperar nossa humanidade, entendendo que a verdadeira superioridade não pode ser comprada e não se adquire através de riqueza material. A verdadeira superioridade nasce é dentro de nós. Uma pessoa verdadeiramente superior não é aquela que se acha melhor, mas sim que a entende que esse negócio de gente melhor ou pior não existe, tanto faz se rica ou pobre.

*Por Gustl Rosenkranz

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*Fonte: agrandeartedeserfeliz

Ouça atentamente as dores físicas do seu corpo

Qualquer manifestação de nosso corpo são advertências que nos envia a nossa alma para gerar mudanças, não são punição, são alertas, são maneiras de nos dizer que estamos fazendo algo não consistente com nosso bem-estar.

Pode ser que estejamos tomando caminhos inconvenientes, podemos não estar estabelecendo limites saudáveis em nossas vidas e a influência dos outros nisso, podemos ter negligenciado a nós mesmos, podemos não saber como expressar o que sentimos, pode ser que nós estejamos nos apegando a algo que dói emocionalmente… Em suma, isso pode ter muitas conotações, mas acalmar a dor física através de agentes externos representará apenas um paliativo.

Somente quando olhamos para dentro, temos a oportunidade de nos curar, note que dizemos curar e não remediar. Remediar pode ser entendida como o caminho para um estado de normalidade física, enquanto a cura é o processo de transformação interior que nos permite afastar os alertas que manifesta nosso corpo.

Estamos acostumados a procurar um especialista em saúde física para resolver nosso desconforto, nós o silenciamos, mas não erradicamos o problema, se não conseguirmos nos libertar do fardo emocional, os problemas de saúde continuarão presentes, e talvez, e infelizmente de maneira cada vez mais intenso

Se eu lhe enviar uma mensagem de texto e você não a ler, se eu te escrever pelas redes sociais e você me bloquear, se eu ligar para você e desviar minha ligação, tanta insistência significa que eu realmente preciso te dar uma mensagem, e não vou desistir até que eu consiga. Imagine que é assim que nossa relação de alma, corpo e mente funciona, mas de um modo mais sublime.

De nada nos serve tomar um analgésico, a menos que, em paralelo, estejamos tentando resolver ou decifrar a mensagem, isso não significa que não devemos ir a um médico para tratar qualquer mal ou doença, só queremos deixar claro que a raiz do problema pode não está no corpo, mas apenas se manifestando de modo que decidimos mudar, curar, viver de maneira diferente.

O ideal é viajar neste caminho com uma bagagem leve, a culpa, os rancores, os medos, a sensação de que merecemos pouco, tudo isso nos fazem muito peso. É por isso que recomendamos que alivie esse peso qualquer ante qualquer doença. Por onde começamos? Por todos os pensamentos que geram desconforto físico.

Quando pensamos que algo vai dar errado, quando pensamos mal de alguém, quando nos sentimos incapazes, quando deixamos o medo nos dominar e decidir por nós, quando pensamos em nos vingar ou quando insultamos alguém, não nos sentimos bem, não sentimos paz, nosso corpo sente o desconforto, então aqui está a chave! Nós devemos começar mudando o que produz emoções negativas e basicamente a solução para todos os nossos conflitos são:

Aceitar, perdoar e deixar ir … Não é assim tão simples, mas com a prática torna-se habitual e, se a adotarmos como filosofia de vida, será mais fácil manter a nossa saúde e o nosso bem-estar integral.

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*Fonte: revistapazes

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes!

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mão não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las. Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros. Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

*Por Isabel Cristina Gonçalves

 

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*Fonte: revistapazes