Como sua personalidade muda conforme você envelhece

“Senhor presidente, quero levantar uma questão que está rondando há duas ou três semanas e apresentá-la especificamente no contexto da segurança nacional…”, dizia o jornalista Henry Trewhitt, enquanto olhava seriamente para o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Era outubro de 1984 e Reagan tentava a reeleição.

Algumas semanas antes, ele havia tido um mal desempenho no debate contra seu principal adversário. E havia rumores de que, aos 73 anos, ele estava simplesmente velho demais para o cargo.

Na época, Reagan era o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, recorde que foi quebrado por Donald Trump (74) e agora pelo atual presidente, Joe Biden (78).

Seu antecessor no cargo havia passado dias sem dormir, na época da crise dos mísseis cubanos. E Trewhitt queria saber se Regan tinha alguma dúvida de que poderia governar sob circunstâncias semelhantes.

Em 1984, Reagan era o presidente mais velho a governar os Estados Unidos até então

“E quero que saiba que também não vou fazer da idade um tema desta campanha. Não vou explorar, para fins políticos, a juventude e a inexperiência do meu oponente.”

A resposta foi recebida com gargalhadas e aplausos, que precederam uma vitória esmagadora do candidato republicano.

A ironia de Reagan, no entanto, continha mais verdade do que ele podia imaginar.

Ele não só tinha a experiência ao seu lado, como também uma “personalidade madura”.

Todos nós estamos familiarizados com a transformação física que o envelhecimento impõe: a pele perde elasticidade, a gengiva se retrai, o nariz cresce, os pelos brotam em lugares peculiares — ao mesmo tempo que desaparecem completamente de outros — e aqueles preciosos centímetros de altura a que nos agarramos começam a desaparecer.

Agora, após décadas de pesquisas sobre os efeitos do envelhecimento, os cientistas estão descobrindo mudanças mais misteriosas.

“A conclusão é exatamente esta: que não somos a mesma pessoa durante toda nossa vida”, diz René Mõttus, psicólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Embora nossa personalidade esteja mudando constantemente, ela muda em relação às pessoas ao nosso redor

A maioria de nós gostaria de pensar na nossa personalidade como relativamente estável ao longo da vida. Mas várias pesquisas sugerem que não é o caso.

Nossas características estão mudando constantemente e, quando entramos na casa dos 70 e 80 anos, passamos por uma transformação significativa.

A modificação gradual da nossa personalidade tem algumas vantagens surpreendentes. Nos tornamos mais conscientes, agradáveis ​​e menos neuróticos. Os níveis dos traços de personalidade da chamada “tríade obscura” — maquiavelismo, narcisismo e psicopatia — também tendem a diminuir e, com eles, o risco de comportamentos antissociais, como crimes e uso abusivo de substâncias.

As pesquisas mostram que nos tornamos pessoas mais altruístas e confiantes. Nossa força de vontade aumenta e desenvolvemos um senso de humor melhor. Por fim, os idosos têm mais controle sobre suas emoções.

Sem dúvida é uma combinação imbatível — e que indica que o estereótipo de que as pessoas mais velhas são rabugentas e ranzinzas precisa ser revisto.

Longe de serem consolidadas na infância, ou por volta dos 30 anos — como a comunidade científica pensou durante anos —, parece que nossas personalidades são fluidas e maleáveis.

“As pessoas se tornam mais agradáveis e mais adaptadas socialmente”, diz Mõttus.

“São cada vez mais capazes de equilibrar suas próprias expectativas de vida com as demandas da sociedade.”

Os psicólogos chamam o processo de mudança que ocorre à medida que envelhecemos de “maturação da personalidade”.

Aqueles com maior autocontrole provavelmente serão mais saudáveis ​​

É uma mudança gradual e imperceptível que começa na nossa adolescência e continua até pelo menos a nossa oitava década no planeta.

Curiosamente, parece ser universal: a tendência é observada em todas as culturas humanas, da Guatemala à Índia.

“Geralmente é controverso fazer julgamentos de valor sobre essas mudanças de personalidade”, diz Rodica Damian, psicóloga social da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.

“Mas, ao mesmo tempo, temos evidências de que são benéficas.”

Por exemplo, a falta de estabilidade emocional tem sido associada a problemas de saúde mental, maiores taxas de mortalidade e divórcio.

Damian explica que o parceiro de alguém com alto grau de conscienciosidade tende a ser mais feliz, porque é mais provável que essas pessoas lavem a louça na hora e sejam menos suscetíveis a trair.

Acontece que, embora nossa personalidade mude em certa direção à medida que envelhecemos, quem somos em relação a outras pessoas na mesma faixa etária tende a permanecer bastante estável.

Por exemplo, é provável que o nível de neurose de uma pessoa diminua como um todo, mas os mais neuróticos aos 11 anos de idade geralmente ainda são os mais neuróticos aos 81 anos.

“Há uma base de quem somos no sentido de que mantemos nossa posição em relação a outras pessoas em certo grau”, diz Damian.

“Mas, em relação a nós mesmos, nossa personalidade não é imutável, podemos mudar.”

Como essas mudanças de personalidade se desenvolvem? “Este é o grande debate na área”, diz Mõttus.

Como o amadurecimento da personalidade é universal, alguns cientistas acreditam que, longe de ser um efeito colateral casual por termos tido mais tempo para aprender as normas sociais, as maneiras pelas quais nossa personalidade muda podem estar geneticamente programadas — talvez até moldadas por forças evolutivas.

Por outro lado, há especialistas que acreditam que nossa personalidade é em parte criada por fatores genéticos e posteriormente esculpida por pressões sociais ao longo de nossas vidas.

Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Wiebke Bleidorn, psicóloga da personalidade da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que, em culturas onde se esperava que as pessoas amadurecessem mais rápido (em termos de casamento, começar a trabalhar, assumir responsabilidades adultas), suas personalidades tendem a amadurecer mais cedo.

nas quais se espera que se case ou comece a trabalhar mais cedo têm personalidades que amadurecem mais rápido

“As pessoas simplesmente se veem obrigadas a mudar seu comportamento e, com o tempo, se tornam mais responsáveis. Nossa personalidade muda para nos ajudar a enfrentar os desafios da vida”, explica Damian.

Mas o que acontece quando ficamos muito velhos?

Há duas maneiras possíveis de estudar como mudamos ao longo de nossas vidas.

A primeira é pegar um grupo grande de pessoas de idades diferentes e observar como suas personalidades são distintas.

Um problema com essa estratégia é que é fácil confundir acidentalmente os traços geracionais que foram esculpidos pela cultura de um determinado período de tempo — como pudor ou uma adoração inexplicável por leite condensado e coca-cola — com as mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos.

A alternativa é pegar o mesmo grupo de pessoas e acompanhá-las à medida que crescem.

Foi exatamente o que aconteceu com o Lothian Birth Cohort (estudo de coorte de Lothian), um grupo de pessoas na Escócia que teve sua personalidade e traços de inteligência analisados em junho de 1932 ou junho de 1947, quando ainda estavam na escola. Na época, tinham cerca de 11 anos.

Junto a seus colegas da Universidade de Edimburgo, Mõttus rastreou centenas dessas pessoas quando elas estavam na faixa dos 70 ou 80 anos — e fez mais dois testes idênticos, com vários anos de diferença entre si.

Um famoso estudo com pessoas na Escócia mostrou resultados notavelmente diferentes para duas gerações de participantes

“Como tínhamos dois coortes diferentes de pessoas, e ambos foram medidos em duas ocasiões, pudemos usar as duas estratégias de uma vez”, diz Mõttus.

Foi uma sorte, porque os resultados foram visivelmente diferentes para as duas gerações.

Enquanto as personalidades do grupo mais jovem permaneceram mais ou menos as mesmas no geral, os traços de personalidade do grupo mais velho começaram a mudar, de modo que, em média, eles se tornaram menos abertos e extrovertidos, assim como menos agradáveis e conscientes.

As mudanças benéficas que vinham ocorrendo ao longo de suas vidas começaram a se reverter.

“Acho que faz sentido, porque na velhice as coisas começam a acontecer com as pessoas num ritmo mais rápido”, explica Mõttus, destacando que a saúde do grupo mais velho pode ter piorado e é provável que elas tenham começado a perder amigos e familiares.

“Isso tem um certo impacto em sua participação ativa no mundo.”

Ninguém investigou ainda se essa tendência continuaria após os 100 anos.

Pesquisas sobre japoneses centenários mostram que eles tendem a obter uma pontuação alta em conscienciosidade, extroversão e abertura, mas podem ter apresentado mais essas características desde o início, e talvez isso até tenha contribuído para sua longevidade.

Nossa personalidade está intimamente ligada ao nosso bem-estar

Na verdade, nossa personalidade está intrinsecamente ligada ao nosso bem-estar à medida que envelhecemos.

Por exemplo, aqueles com maior autocontrole são mais propensos a ser saudáveis ​​na idade adulta; mulheres com níveis mais elevados de neurose são mais suscetíveis a apresentar sintomas durante a menopausa; e um certo grau de narcisismo foi associado a taxas mais baixas de solidão, o que por si só é um fator de risco para morte precoce.

No futuro, compreender como certos traços da personalidade estão ligados à nossa saúde — e como podemos esperar que nossa personalidade evolua ao longo da nossa vida — pode ajudar a prever quem tem mais risco de sofrer de certos problemas de saúde e assim intervir.

“Eu estava dando uma palestra ontem em uma prisão”, conta Mõttus. “E uma questão na qual eles estavam realmente interessados era: as pessoas mudam? A conclusão geral é que sim, elas mudam.”

Isso significa que, na opinião dele, não há nenhuma evidência forte para sugerir que as pessoas podem usar sua personalidade como desculpa para seu comportamento.

O conhecimento de que nossas personalidades mudam ao longo de nossas vidas, quer a gente queira ou não, é uma prova útil de como elas são maleáveis.

“É importante que saibamos disso”, afirma Damian.

“Por muito tempo, as pessoas pensaram que não.”

“Agora estamos vendo que nossa personalidade pode se adaptar e isso nos ajuda a enfrentar os desafios que a vida nos apresenta”, acrescenta.

No mínimo, isso nos dá algo para esperar à medida que envelhecemos e uma chance de descobrir quem nos tornaremos.

*Por Zaria Gorvett
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*Fonte: bbc-brasil

Por que achamos algumas pessoas chatas mesmo antes de conhecê-las

Para enriquecer a apresentação, o amigo traz algumas informações básicas. Bárbara mora em uma cidade pequena e trabalha como analista de dados em uma agência de seguros. E seu passatempo favorito é ver televisão.

A essa altura, você pode já estar resmungando só de pensar em conhecê-la — e esta reação pode dizer muito, tanto sobre você, quanto sobre analistas de dados que gostam de TV.

Pesquisas recentes indicam que as pessoas têm muitos preconceitos sobre as características que formam o estereótipo do chato. Como outros tipos de estereótipos, esses preconceitos podem não ser reais e objetivos, mas suas consequências são extremamente negativas.

As pessoas julgam com severidade aqueles que preenchem os estereótipos de “chato” e os consideram menos competentes e simpáticos que a média das pessoas. Elas chegam a afastar-se injustamente deles nas interações sociais — antes mesmo que eles abram a boca.

“Eles são marginalizados”, afirma Wijnand van Tilburg, psicólogo especializado em experimentos sociais da Universidade de Essex, no Reino Unido, que conduziu a pesquisa recente.

Essas descobertas podem fazer com que todos nós reanalisemos nossas conjecturas antes de conhecermos Bárbara em uma reunião social.

Quando iniciamos um encontro com expectativas indevidamente negativas, podemos perder uma conversa que talvez acabasse sendo agradável, enquanto uma mente mais aberta poderia fazer florescer uma amizade. E a pesquisa também oferece algumas dicas para melhorar a primeira impressão causada por nós mesmos.

Pesquisa surpreendente

A pesquisa de van Tilburg é sustentada por mais de duas décadas de interesse científico pelas experiências com pessoas chatas. Ela demonstrou que esta é uma das nossas experiências mais torturantes e traz influências profundas e surpreendentes sobre o nosso comportamento.

Em 2014, por exemplo, pesquisadores da Universidade da Virgínia em Charlottesville, nos Estados Unidos, pediram aos participantes de um estudo que passassem 15 minutos em uma sala com pouca mobília. Os participantes estavam sem seus telefones celulares, computadores e material de leitura, mas havia um aparelho que dava um pequeno choque elétrico a quem pressionasse um botão.

Apesar da óbvia dor causada pelo aparelho, 18 dos 42 participantes decidiram testá-lo pelo menos uma vez para quebrar o tédio. Parece que qualquer estímulo, mesmo o desconforto físico deliberado, era melhor que não ter nenhuma interação com o ambiente.

Você pode se perguntar se essa reação era específica para o ambiente do experimento, mas ela já foi reproduzida em outras situações. Em um estudo posterior, os participantes foram forçados a assistir a um filme monótono que exibia uma mesma cena de 85 segundos, repetida por uma hora – e muitos participantes preferiram brincar com um aparelho que gerava um choque elétrico desconfortável, quando tiveram a oportunidade.

Esses comportamentos podem parecer bizarros. Mas, segundo James Danckert, professor de neurociência cognitiva da Universidade de Waterloo, no Canadá, esses estudos apenas demonstram como o tédio pode ser poderoso para nos forçar a buscar novos estímulos – o que pode ter enormes efeitos benéficos para o nosso dia a dia.

Segundo ele, ao longo da vida, precisamos escolher constantemente entre esgotar a situação existente ou explorar outras oportunidades. E, depois de adotarmos o mesmo comportamento por muito tempo sem a recompensa correspondente, o tédio nos força a mudar de atividade, para não ficarmos presos naquela rotina.

A pesquisa de Danckert demonstra que os sentimentos de tédio são especialmente angustiantes quando somos conscientemente lembrados das outras possíveis fontes de estímulo que poderíamos estar explorando. As pessoas acham muito mais difícil, por exemplo, sentar-se em uma sala sem fazer nada, se estiverem olhando para um quebra-cabeça não terminado ou uma mesa com Lego sem permissão para tocá-los.

Isso pode explicar por que é insuportável ficar preso com uma pessoa chata em uma festa em meio a conversas animadas à nossa volta. Enquanto somos obrigados a ouvir os mínimos detalhes do emprego do nosso novo conhecido, estamos perdendo a chance de fazer conexões sociais mais profundas com alguém que seria muito mais ajustado à nossa personalidade.

Em termos psicológicos, nós percebemos o “custo de oportunidade” daquela conversa.

A partir dessas respostas iniciais, a equipe criou listas de 45 características pessoais, 28 profissões e 19 hobbies. Os pesquisadores pediram então a outro grupo, com mais de 300 pessoas, que avaliasse cada um dos itens relacionados em uma escala de 1 (não é chato) a 7 (extremamente chato). Os resultados foram extremamente reveladores.

Os participantes do estudo de van Tilburg indicaram que digitadores, contadores e fiscais de impostos eram considerados os profissionais mais chatos. Os hobbies considerados chatos incluíam ir à igreja, ver televisão e dormir.

Em termos de personalidade, os chatos foram considerados restritos a um pequeno conjunto de assuntos de interesse, pessoas sem senso de humor ou com fortes opiniões sobre qualquer assunto. Também se pensava nos chatos como pessoas que reclamam excessivamente, queixando-se de tudo.

A equipe também queria entender as consequências desses estereótipos, incluindo seu potencial de criar isolamento social. Para isso, eles criaram diversos cenários baseados nas características pesquisadas nos estudos anteriores.

Um desses cenários foi a descrição do personagem “Brian”, que trabalhava como digitador em um escritório de contabilidade e cujo principal passatempo era ver televisão — um retrato que coincidia perfeitamente com o estereótipo do chato. Por outro lado, havia “Paul”, um artista fictício que trabalhava para um jornal local, gostava de correr, ler e praticar jardinagem, em uma combinação de detalhes pessoais geralmente considerados muito menos chatos.

A equipe questionou então aos participantes o quanto eles gostariam de conhecer cada personagem e se eles tentariam evitar encontrá-los ou falar com eles. E chegou a perguntar quanto dinheiro os participantes precisariam receber para passar uma semana de suas vidas com aquela pessoa.

Como seria esperado, os personagens que atenderam aos critérios do estereótipo do chato não foram tratados com gentileza. De forma geral, as pessoas eram muito menos dispostas a conhecer Brian do que Paul. E, para compensar o tédio por um período de tempo prolongado, os participantes responderam que precisariam de cerca de três vezes mais dinheiro.

“Eles realmente desejavam ser compensados por ficar com essas pessoas, o que indica que existe algum tipo de custo psicológico”, segundo van Tilburg.

Se você levar em conta os estudos que demonstram que as pessoas preferem sentir dor em vez de tédio, faz sentido que você precise de alguma recompensa para fazer valer a pena o desconforto e todas as outras experiências mais interessantes que você poderia estar perdendo.

Como ser interessante
Todos nós podemos aprender com essa pesquisa.

Sua premissa impensada de que pessoas com certas profissões ou hobbies são inerentemente chatas poderá evitar que você forme conexões profundas e significativas. E, se você estiver procurando um parceiro, seus preconceitos podem impedir que você conheça alguém que poderia ser o amor da sua vida.

Você pode encontrar interesse e amizade onde menos espera, simplesmente tendo a mente um pouco mais aberta.

E a pesquisa de van Tilburg é ainda pior se, por acaso, você próprio se enquadrar em alguma dessas situações. Mas, felizmente, ele tem algumas dicas que poderão ajudar os possíveis Brians a evitar julgamentos cruéis.

A primeira orientação é examinar se você pode redefinir a descrição da sua profissão. Analista de dados, à primeira vista, pode parecer uma profissão chata — mas talvez você esteja contribuindo para um esforço maior, como pesquisas científicas.

Geralmente, os cientistas são considerados muito menos chatos que os que trabalham com dados. Por isso, enfatizar o elemento científico do seu trabalho poderá ajudá-lo a afastar o preconceito das pessoas.

Se isso não for possível, você pode abrir-se sobre a sua vida particular. Lembre-se de que os chatos, de forma geral, são considerados pessoas com mentes fechadas e poucas paixões.

Quase todas as pessoas gostam de televisão e, se você relacionar a TV como seu único passatempo, você inevitavelmente irá parecer uma pessoa comum.

Quais são suas paixões mais específicas? Atividades como jardinagem, escrever, pescar e costurar são consideradas relativamente positivas. E, quanto mais exemplos você der, maior será a chance de encontrar algo em comum com a outra pessoa. “Acho que é importante mostrar uma série de atividades”, segundo van Tilburg.

Por fim, você poderá estudar a arte de conversar. Assuntos como o seu trabalho ou passatempos terão muito pouca importância se você não conseguir criar um diálogo significativo.

“Os chatos falam muito, mas têm muito pouco a dizer”, afirma van Tilburg. Tenha a liberdade de expressar suas próprias opiniões, mas assegure-se de também dar à outra pessoa a mesma oportunidade de se expressar — e faça muitas perguntas para extrair o que há dentro da outra pessoa. Com o tempo, o seu novo conhecido poderá esquecer todos os seus preconceitos.

E, se nada disso funcionar, não leve tanto para o lado pessoal. Van Tilburg indica que as pessoas são muito mais propensas a aplicar estereótipos negativos a outras pessoas quando se sentem ameaçadas. Ao julgar você injustamente pelo seu trabalho ou hobbies, a pessoa pode estar apenas escondendo suas próprias inseguranças.

A chatice, como a beleza, está na mente de quem observa.

* David Robson é escritor de ciências premiado e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no início de 2022 no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.
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*Fonte: bbc-brasil

Como as pessoas falsas agem – 8 sinais para identificá-las

Às vezes conhecemos uma pessoa e ela se mostra super sincera e legal, com o tempo percebemos que se trata de uma das pessoas mais falsas que encontramos em toda nossa vida!

As pessoas falsas são um problema na sua vida? Você vive caindo no conto de uma pessoa que a princípio é super legal e depois te decepciona?

A verdade é que as pessoas falsas muitas vezes passam-se por boas pessoas e estão espalhadas por todos os ambientes, seja no trabalho, na faculdade ou na academia.

Mas como detectar essa falsidade? Será que existem sinais que podem facilitar a identificação?


Essas 8 ações são o que você precisa saber para identificar pessoas falsas

Respeito
Pessoas que são sinceras: respeitam todos
Pessoas falsas: elas só respeitam pessoas que têm poder

Alterar
Pessoas que são sinceras: elas não tentam mudar as pessoas.
Pessoas falsas: elas tentam fazer pessoas como elas

Atenção
Pessoas que são sinceras: não buscam atenção
Pessoas falsas: desespero pela atenção

Conquistas
Pessoas que são sinceras: não têm o hábito de ostentar suas conquistas
Pessoas falsas: ostentam frequentemente

Opinião
Pessoas que são sinceras: expressam abertamente suas opiniões
Pessoas falsas: mentem e criam muitas fofocas

Compromisso
Pessoas que são sinceras: fazem tudo ao seu alcance para cumprir o que prometem
Pessoas falsas: elas são excelentes em fazer promessas, mas nunca cumprem

Admirar
Pessoas que são sinceras: elas admiram outras pessoas e gostam de elogiá-las
Pessoas falsas: costumam criticar os outros para se verem melhor

Bondade
Pessoas que são sinceras: elas tendem a ser gentis com os outros e também sempre ajudam
Pessoas falsas: geralmente são amigáveis quando querem algo

Como agir ao detectar esses sinais?

A psicanalista do Fãs da Psicanálise, Natthalia Paccola enfatiza que você não precisa se afastar dessas pessoas, geralmente quando esse tipo de pessoa não consegue obter vantagem elas mesmas se afastam, “é a chamada lei natural”.

Agora, diz a psicanalista, se você é o tipo de pessoa, que se preocupa com o meio em que vive e deseja ver todo o seu redor cada vez mais bonito e lotado de boas pessoas, faça diferente: seja o exemplo de pessoa que você desejaria ter por perto. “Através das suas boas ações essas pessoas podem perceber que o real significado de ser feliz está em fazer as outras pessoas felizes, sendo o mais transparente possível”.

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*Texto traduzido e adaptado por Naná cml da equipe Fãs da Psicanálise.

*Texto traduzido e adaptado com exclusividade para o site Fãs da Psicanálise. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.

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Por que é tão difícil mudar de opinião?

Em pleno período eleitoral, uma verdade parece ainda mais evidente: é muito difícil mudar aquilo que já achamos. Estudos realizados pela psicologia cognitiva e pela neurociência demonstram que algo presente na política se estende para todos os ramos da nossa vida: nós costumamos formar nossa opinião muito mais por conta das emoções (como a raiva e o desprezo) do que por conta dos fatos.

É por isso mesmo que “saber a verdade” não é sempre suficiente para mudar uma opinião. Em outras palavras, mudar a própria mente não é nada fácil. Mas não é impossível. Neste texto, explicamos por que, para nós, é tão difícil mudar de ideia.

1. O confronto com as crenças

Idealmente, imaginamos que vivemos em um mundo regido pela racionalidade. Quando novas evidências desmentem as nossas crenças, nós avaliaríamos esses fatos e mudaríamos de ideia. Mas não é assim que costuma acontecer.

A neurociência explica que a culpa é um sentimento que costuma entrar em ação quando nos confrontamos com evidências que desmontam o que já achávamos. Este fenômeno tem até nome: é chamado de “perseverança da crença”.

Quando algo (como notícias ou mesmo conversas com os outros) sugerem que nossas crenças estão erradas, nós nos sentimos ameaçados. Quando isso envolve questões ligadas à nossa identidade pessoal ou político, sentimo-nos ainda mais atacados.

Curiosamente, o confronto com alguém com a visão de mundo diferente pode se tornar “um tiro que sai pela culatra”: as crenças originais se tornam ainda mais arraigadas que antes.

2. A busca pelo que confirma as crenças

Outra tendência cognitiva que temos é de buscar aquilo que a ciência define como “viés de confirmação”. Ou seja, naturalmente, nosso primeiro movimento é buscar novas informações que ajudem a confirmar aquilo que já pensávamos.

Fazemos isso de várias formas, como conversando com pessoas que pensam como nós ou procurando uma mídia tendenciosa. O problema do viés de confirmação é que ele nos impede de olhar para uma situação de forma objetiva, analisando vários ângulos — e, desta forma, descobrindo que estamos errados.

3. A questão dos hormônios

A verdade é que o funcionamento do nosso cérebro também não ajuda para que estejamos abertos às mudanças. O cérebro está preparado para nos proteger, o que envolve reforçar nossas opiniões mesmo quando elas estão equivocadas.

A explicação é científica: vencer uma discussão faz ocorrer no cérebro uma enxurrada de hormônios, como dopamina e adrenalina. Estas substâncias nos trazem as sensações de prazer presentes nos atos de comer, andar, fazer sexo — e sim, vencer um debate. É um sentimento tão bom que muita gente fica viciado nele.

Por outro lado, quando temos alto nível de estresse, o corpo libera cortisol, um hormônio que nos tira de nosso centro e desconstrói nossa racionalidade. É o cortisol, por exemplo, que nos dá o impulso para fugir quando sentimos que estamos correndo perigo.

Por isso, o desejo de estar certo é também um desejo de fugir do estresse, e o nosso cérebro nos protege a todo custo para evitar que isso aconteça.

4. Como treinar o cérebro para sair desta situação?

Embora seja muito difícil lidar com isso, a longo prazo, ter a mente aberta é mais vantajoso para a saúde. Mas, para isso, é preciso “religar” o cérebro e refazer nossos hábitos mentais.

O fato é que, para isso, precisamos de treinamento. Podemos, por exemplo, buscar aprender coisas novas, e tentar analisar um problema por meio de perspectivas diversas. Outra sugestão é fazer um exercício de tentar solucionar problemas apenas usando evidências objetivas, identificando o que é fato e o que é opinião.

Uma forma de fazer isso é analisar quais são as suas fontes de informação. São especialistas respeitados dentro do seu ramo? Como você sabe disso?

Outra dica é treinar a maneira pela qual você comunica suas certezas. Às vezes, o melhor jeito de convencer alguém de que está errado, tem a ver com sabermos apresentar isso de uma maneira não confrontativa, evitando passar a sensação de ataque. Ao invés isso, tente fazer perguntas que façam a pessoa questionar aquilo que acredita.

Por fim, fuja da arrogância: lembre-se que todos nós temos nossas convicções, não só aqueles que consideramos estar errados.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

O mundo está cheio de crianças em trajes de adulto

A SOCIEDADE ESTÁ CHEIA DE ADULTOS QUE AGEM COMO CRIANÇAS. SÃO HOMENS E MULHERES QUE, APESAR DE TEREM AMADURECIDO FISICAMENTE, NÃO CRESCERAM, NÃO AMADURECERAM EMOCIONALMENTE.

São figuras que navegam tropeçando diante de todas as adversidades, sejam elas grandes ou insignificantes. Seus olhos estão atentos ao mundo, esperando que ele responda às suas necessidades e que tudo seja como eles querem.

Eles ficam frustrados rapidamente, vão de raiva em raiva, desejando que os outros se ajustem às suas expectativas e desejos . Não importa se eles usam fantasias de adulto. Por dentro ainda são criaturas perdidas que não aprendem com as experiências porque não toleram que a vida não seja o que querem.

Crescer é definido pela experiência adquirida, não pelos anos completados.

Envelhecer é fácil, mas nós os recusamos

A ruga não gosta e a passagem do tempo aterroriza. Envelhecer é fácil, mas muitos negam esse processo natural inerente a todas as coisas deste mundo, inclusive as pessoas. O impressionante é que o simples fato de resistir a essa realidade também retarda a oportunidade de crescer, de adquirir o aprendizado vital que essa etapa nos proporciona.

Pesquisa da Universidade de Lleida, na Espanha, lembra a necessidade de se adaptar ao processo de envelhecimento para desfrutar de um bem-estar físico e psicossocial adequado. A aceitação é uma parte essencial do crescimento pessoal , vamos ter isso em mente.

O tempo passa muito rápido, se você quer crescer comece a trabalhar nos seus sonhos, com decisão e coragem.

Como crescer à medida que envelheço?

O que podemos fazer para promover um adequado crescimento pessoal, emocional e até existencial? O pilar que sustenta este privilégio a que todos temos direito é a maturidade. A maturidade é definida pela forma como percebemos as experiências para aprender com elas.

Em vez de reagir a tudo o que nos acontece, devemos integrar a auto-reflexão em cada circunstância. Olhar para cada evento a partir da serenidade para aceitar o que acontece, entender o que nos acontece e aplicar estratégias adequadas para resolver os problemas é essencial.

Crescer também é adquirir uma postura mais humilde e curiosa, além de ser mais sábio e esperançoso.

Todos nós, sem exceção, temos o poder de desenvolver esse valor, esse dom que nos permitirá viver com maior felicidade e bem-estar. Vamos colocar em prática.

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*Fonte: seuamigoguru

Se você não está alegre, não precisa fingir. Ninguém é obrigado a demonstrar um sentimento irreal!

As pessoas buscam a felicidade na vida, isso é comum, todo mundo quer ser feliz…

O que não é preciso é fingir felicidade, alegria, obrigar-se a fazer algo que não gosta – ou não quer – só porque todo mundo faz, para obter a tão desejada alegria e felicidade… Cada um é feliz de uma forma, não existe um padrão, uma fórmula específica e padronizada para se obter a felicidade, para ficar alegre.

É possível que algo que outros façam, para sentirem alegria, não funcione com você. Respeite sua forma de ser, respeite o que realmente o faz bem e feliz. Cada pessoa tem suas necessidades, vontades.

Existem datas que a sociedade impõe, como aniversário, Ano Novo, Natal, Carnaval … Que é quase como uma obrigação que as pessoas sintam-se bem, alegres, felizes, e muitas vezes, elas não estão se sentindo dessa forma e ficam até com um sentimento estranho como se não pudessem ter tristeza, ou não estivessem alegres ou felizes… Simplesmente as datas – e certas situações – não estão tocando seu coração, e tudo bem…

Ninguém é obrigado a sentir, a demonstrar um sentimento que não é real.

Existem muitas exigências culturais, sociais, familiares, de todos os grupos, para que tenhamos determinados comportamentos de acordo com situações, datas, convenções, como se todos precisassem se comportar igual, sentirem igual, uma certa padronização do sentir. Isso não é algo bom, nem saudável.

Cada pessoa encontra-se em um momento, em um contexto, cada experiência é única, sentida e vivenciada em cada um de nós.

Não cobre a você, nem a ninguém, expressar-se de determinado jeito, porque senão estará destoando do grupo, da sociedade, do evento cultural…

Umas das sensações mais desagradáveis é a pessoa fingir uma emoção que não sente de verdade. Exemplo: A pessoa acreditar que precisa ficar muito alegre porque é Carnaval, precisar comemorar algo porque está em uma determinada data, e isso é muito desgastante.

Independente de qualquer data, evento, momento, você só precisa acolher o que sente de verdade. Pode ser que tenha motivos para estar um pouco triste, queira estar um pouco mais em sua companhia e de mais ninguém, que não queira distribuir tantos sorrisos por aí, e está tudo bem. Compreenda o seu momento, respeite muito todas as suas emoções, acolha todos os seus sentimentos, não exija de você algo que não pode oferecer, não exija de você uma falsa alegria porque socialmente existe uma cobrança em determinada data, ou evento em que todos estejam sorrindo, muito contentes, alegres, saltitantes, se você não se sente assim.

Você é de um jeito, de uma forma, os outros são de outra forma e de outro jeito. Ninguém precisa sentir igual ao outro, igual a todo mundo.
Quanto mais fiel e verdadeiro você for a você, melhor serão os seus sentimentos sobre você.

Não se obrigue, não se force a nada, liberte-se dessas obrigações padronizadas e fora de uma lógica humana.

Seja você, exatamente como você é. Quando quiser ficar mais tranquilo, avesso às exigências de datas, de festividades, de eventos, tudo bem, está tudo bem, você só está se respeitando e tendo empatia com a sua pessoa, isso é muito bom!

Busque a felicidade e a alegria dentro de você, busque a paz, onde não há paz sempre existirá intranquilidade, desequilíbrio, falta de amor… Onde há paz, há permissão para sentir o que for, onde há paz existe compreensão, existe tranquilidade em ser verdadeiro com suas emoções e sentimentos, em se expressar da forma mais confortável e real.

Para ser alegre, não necessita estar eufórico, para estar feliz não necessita estar rindo, e contente com tudo.

A felicidade, a alegria podem ser sóbrias e com muita paz.

Cada um sente de um jeito, expressa de uma maneira. Vamos respeitar toda forma do “Ser”.

Não se cobre além da conta, respeite seus limites, busque a alegria nas pequenas coisas, respeite os momentos difíceis, não exija de você estar alegre, quando não sente isso.

Contentamento, bem-estar, felicidade e paz são individuais, são também construções das pequenas coisas da vida e dentro de nós.

Seja feliz e alegre da sua maneira, bem do seu jeito, do seu estilo, de acordo com sua compreensão, entendimento, com suas reais necessidades, e não igual a como todo mundo é.

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*Fonte: osegredo

Pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes, segundo estudo

Um estudo científico afirma que as pessoas que preferem ficar em casa em vez de sair para festejar são as mais inteligentes. Esta análise, realizada pela revista científica British Journal of Psychology, valida o estilo de vida dos mais introvertidos. Eles explicam que, apesar dos indivíduos que socializam mais serem proporcionalmente mais felizes, isso não se aplica para os mais inteligentes, que são os que ficam mais em casa. Já podemos dar essa desculpa para cancelar todos os nossos planos de fim de semana?

A pesquisa estudou 15 mil pessoas de uma ampla variedade de lugares, religiões, etnias, situação financeira, gênero etc. O resultado final foi que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um QI maior, o suficiente para associar ambos os fatores. “Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contato interpessoal com seus amigos ou conhecidos”, foi uma das conclusões dos psicólogos.

A equipe de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aqueles que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu a maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando deixaram aqueles com QIs elevados em casa experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Os inteligentes não têm muita “satisfação” se socializando e preferem estar sozinhos. Essas descobertas podem nos tornar mais conscientes da maneira como nossos cérebros foram desenvolvidos para enfrentar estilos de vida modernos. Com base em sua análise sobre “a teoria da felicidade da savana”, os pesquisadores chegaram à teoria de que o modo de vida de nossos antepassados caçador-coletor ainda tem uma influência sobre a forma como vivemos no mundo.

A vida na savana africana, por exemplo, seria drasticamente diferente da vida da cidade. Pensa-se que as pessoas viviam então em grupos dispersos de aproximadamente 150 indivíduos e que a socialização dentro da sua própria tribo era crucial para a sobrevivência em termos de alimentação e reprodução. São esses princípios e sistemas de nossos antepassados que Kanazawa e Li basearam suas últimas conclusões.

Embora uma grande parte da sociedade consiga conforto, prazer e satisfação nas mesmas coisas, como um pequeno grupo com o qual possa se socializar e compartilhar espaços de lazer, os resultados do estudo sugerem que aqueles com maiores coeficientes intelectuais se desenvolveram além dessas necessidades. As mudanças nos cérebros e os requisitos do “extremamente inteligente” vieram com as constantes mudanças e exigências dos tempos modernos.

“Os indivíduos mais inteligentes possuem níveis mais elevados de QI e, portanto, uma maior capacidade de resolver problemas evolutivamente inovadores”, explicaram os pesquisadores. “[Eles] enfrentam menos dificuldade para entender e lidar com situações evolutivamente novas”, disse Kanazawa para a mídia. Embora dependamos mais do que nunca de nossa conexão com o mundo, parece que o cérebro está se preparando para uma vida na solidão.

Em outras palavras, de acordo com Kanazawa e Li, as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no conforto de sua casa porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno, separado dos hábitos de nossos antepassados.

*Por
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*Fonte: portalraizes

Doença psicossomática: Algumas doenças são causadas por nossas memórias?

O homem ao seu lado tosse. Você se lembra que é temporada de gripe. Sua garganta começa a coçar um pouco e a temperatura do corpo começa a subir. Passaram-se apenas alguns segundos desde que o homem tossiu – muito cedo para uma infecção causar sintomas. Está tudo na sua cabeça? O cérebro é capaz de causar esses sintomas sozinho?

A doença psicossomática – uma doença física causada por fatores mentais, como memórias e emoções – não é uma ideia nova. Na verdade, pode ser um dos modelos médicos mais antigos. Nos séculos anteriores, os “fatores mentais” eram descritos como os “ fatores espirituais ” de um indivíduo . Independentemente de como você os chama, eles causam doenças muito reais: hipertensão, dor crônica, impotência e dermatite, só para citar alguns.

Pode não ser surpresa que nossos cérebros armazenem memórias de doenças passadas. Temos consciência de algumas dessas lembranças: quão miseráveis ​​eram os sintomas, os dias passados ​​na cama, a canja de galinha. Mas a maioria das memórias está armazenada no subconsciente, principalmente a memória de como o sistema imunológico respondeu à doença. Estudos nas últimas décadas levaram os cientistas a acreditar que essas “memórias de respostas imunes” causam doenças psicossomáticas. Bloquear essas memórias não apenas alivia doenças psicossomáticas, mas também doenças “reais”, de acordo com um estudo recente publicado na Cell .

Memórias de respostas imunes: uma história pavloviana
Quando Ivan Pavlov apresentou comida a um cachorro, ele começou a salivar. Pavlov começou a tocar uma campainha toda vez que oferecia comida ao cachorro e, eventualmente, o cachorro foi condicionado a salivar quando ouviu a campainha, mesmo na ausência de comida. Essencialmente, o cérebro do cão armazenou uma memória de salivar depois de ouvir um sino. Assim, quando o cão ouviu um sino, seu cérebro recordou essa memória, determinou que salivar é a resposta apropriada e recriou essa resposta.

Em 1974, Robert Ader e Nicholas Cohen descobriram acidentalmente que o sistema imunológico pode ser condicionado da mesma maneira. Eles estavam estudando se os camundongos podiam ser condicionados a não gostar de um sabor. Eles deram água adoçada aos ratos, seguida de uma injeção de uma droga que causa náusea. Após dois meses, os camundongos aprenderam a evitar a água doce após o gosto inicial. Nenhuma surpresa. Ninguém gosta de náusea, incluindo ratos. Mas então algo inesperado aconteceu: os camundongos que foram forçados a continuar bebendo a água adoçada começaram a morrer de infecções em um ritmo alarmante.

A droga que eles usavam para induzir náusea também suprime temporariamente o sistema imunológico. Os cientistas pararam de dar a droga aos ratos, mas mesmo na ausência da droga, o sistema imunológico dos ratos ainda estava sendo suprimido, portanto, eles não podiam combater infecções simples. Isso significava que, quando os ratos provavam água doce, o cérebro identificava duas respostas típicas: (1) evitar a água e (2) suprimir o sistema imunológico.

Ader e Cohen concluíram que o cérebro armazena memórias de respostas imunes a estímulos; quando reencontra esses estímulos, o cérebro tenta replicar sozinho a resposta imune anterior.

Uma resposta imune sem propósito
Quando um cão saliva, causa uma bagunça. Se a saliva serve a um propósito, a bagunça vale a pena. Mas imagine um cachorro apenas salivando sem motivo. Isso é apenas baba, e não é útil para ninguém. As respostas imunes são muito parecidas com a saliva: sempre causa uma bagunça (febre, inflamação, fadiga), mas quando há um propósito (como nos proteger de uma infecção), o benefício vale o custo. Uma resposta imune sem propósito (como inflamação , artrite ou alergias) é apenas um distúrbio imunológico e não é útil para ninguém.

Muitas doenças psicossomáticas são respostas imunes sem propósito. Embora você possa evitar nozes para evitar uma reação alérgica, como evitar memórias para prevenir doenças psicossomáticas? Tem havido pouco progresso na prevenção e tratamento de doenças psicossomáticas, em grande parte porque a região do cérebro responsável por essas memórias permanece um mistério. Até agora.

Lembrando as respostas imunes
Um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina do Technion levantou a hipótese de que as memórias das respostas imunes são armazenadas e recuperadas pelo córtex insular. O córtex insular é a região responsável por detectar o estado fisiológico do corpo (por exemplo, temperatura corporal e níveis de nutrientes) e interpretá-los em sensações corporais (por exemplo, calor e fome). Pesquisas anteriores mostraram que quando o córtex insular é disfuncional, as memórias da resposta imune não são armazenadas.

Primeiro, os pesquisadores criaram a memória de uma resposta imune. Eles induziram inflamação intestinal em camundongos enquanto monitoravam a atividade cerebral e identificaram um grupo de neurônios no córtex insular com atividade aumentada. Os camundongos receberam um mês para se recuperar do estado da doença. Então, semelhante a um sino ou água adoçada, os pesquisadores usaram um sofisticado truque quimiogênico para acionar a memória que havia sido armazenada, reativando seletivamente os mesmos neurônios do córtex insular que foram ativados durante a inflamação intestinal inicial.

Sem nenhum estímulo externo (além dessa ativação de neurônios), a inflamação retornou, exatamente no mesmo local em que estava originalmente. Simplesmente “lembrar” da inflamação fez com que o cérebro a reativasse.

E se todas as doenças tiverem um elemento psicossomático?
Finalmente, os pesquisadores ficaram curiosos se o córtex insular desempenhou um papel durante a experiência original da inflamação ou se estava apenas armazenando informações para serem recuperadas mais tarde. Em outras palavras, havia um componente mental envolvido na doença não psicossomática desde o início?

Mais uma vez, eles induziram inflamação intestinal com estímulos externos em camundongos que não tinham experiência com a doença. No entanto, desta vez, eles inibiram a atividade do neurônio do córtex insular. Eles descobriram que a doença foi significativamente diminuída, em termos de sintomas clínicos e resposta imune.

Esses achados sugerem que mesmo doenças que antes eram consideradas não psicossomáticas podem ter um elemento psicossomático, o que piora seus efeitos. Identificar o papel do córtex insular na regulação imunológica abre as portas para novas formas de prevenção e tratamento de doenças.

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*Fonte: sabersaude

Hormônios da felicidade: como aumentar seus níveis no corpo

Você já ouviu falar nos hormônios da felicidade? Existem quatro substâncias bioquímicas principais que estão associadas ao sentimento de felicidade e sensação de bem-estar: serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina.

Apesar de serem chamadas popularmente de “hormônios da felicidade”, é importante entender que nem todas substâncias dessa lista são hormônios – embora a mesma terminação em “-ina” possa nos induzir ao erro.

Enquanto a serotonina e dopamina são neurotransmissores, a endorfina e oxitocina são hormônios. Aqui, vale apontar apenas que esses compostos bioquímicos têm formas diferentes de atuação no corpo humano.

Se você quer uma vida mais feliz, é importante você conhecer cada um desses hormônios e neurotransmissores e saber como eles funcionam no seu corpo. Afinal, diariamente há muitos gatilhos de ansiedade, estresse e tristeza no mundo que chegam até nós, inclusive pelas redes sociais.

Serotonina: o que é e para que serve
A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante no humor. Por isso que ouvimos falar nela quando buscamos formas para reduzir a depressão e regular a ansiedade.

Além de estar associada à felicidade, a serotonina ajuda a regular outras funções em seu corpo, como digestão, sono e saúde óssea.

Como aumentar serotonina
A chave para aumentar a serotonina é promover sua confiança. Se você está preso em um ciclo de baixa autoestima ou tem pessoas te criticando constantemente, pode ser difícil recuperar sua confiança.

Em outras palavras, se você não priorizar sua necessidade de respeito e status, sua confiança será afetada e, por consequência, seu nível de serotonina.

“A confiança desencadeia a serotonina. Macacos tentam se superar porque estimula a serotonina. As pessoas geralmente fazem o mesmo”, explica Loretta Breuning, fundadora do Instituto do Mamífero Interior (Inner Mammal Institute em inglês) e autora do livro “Habits of a Happy Brain” (“Hábitos de um cérebro feliz”, ainda sem edição em português).

Para desenvolver sua crença no seu valor próprio, foque no que você já conquistou na vida. Outra maneira de aumentar sua confiança é praticar exercícios físicos e buscar formas de sair da sua zona de conforto.

Dopamina: o que é e para que serve
A dopamina é um neurotransmissor que está associado à motivação e recompensa. É por isso que você sente bem quando define uma meta empolgante ou importante, e por que é prazeroso alcançá-la.

“Aproximar-se de uma recompensa libera dopamina. Quando um leão se aproxima de uma gazela, sua dopamina aumenta e a energia que ele precisa para a caça é liberada. Seus ancestrais liberavam dopamina quando encontravam um poço de água”, diz Breuning.

Por outro lado, o nível baixo de dopamina (que os especialistas dizem que pode ocorrer com a depressão) pode explicar os sentimentos de baixa motivação ou perda de interesse em algo que você costumava gostar.

Como aumentar dopamina
A taxa de dopamina pode ser aumentada com hábitos não tão saudáveis, como beber cafeína, comer açúcar, certas drogas recreativas e até usar redes sociais. Mas, você consegue aumentá-la sem usar substâncias potencialmente prejudiciais ou viciantes.

“Abrace um novo objetivo e dê pequenos passos em direção a ele todos os dias. Seu cérebro o recompensará com dopamina cada vez que você der um passo. A repetição construirá um novo caminho de dopamina até que seja grande o suficiente para competir com o hábito de dopamina que você está melhor sem”, diz Breuning.

Endorfina: o que é e para que serve
As endorfinas são hormônios que estão reconhecidamente ligados ao exercício. Após uma corrida ou treino intensos, há uma liberação desse hormônio do prazer.

Outra característica desses hormônios é atuar como analgésicos naturais, minimizando a dor e maximizando o prazer. Isso ajuda a explicar porque um corredor não consegue perceber uma lesão até que termine o esporte.

“No estado de natureza, ajuda um animal ferido a escapar de um predador. Ajudou nossos ancestrais a correr para pedir ajuda quando feridos. As endorfinas evoluíram para a sobrevivência, não para festas. Se você estivesse com altas endorfinas o tempo todo, tocaria o fogo quente e andaria com perna quebrada”, explica Breuning.

Como aumentar a endorfina
Embora as endorfinas sejam liberadas em resposta à dor, isso não significa que você deva procurar maneiras de se machucar (como se exercitar demais ou se esforçar além de seus limites) apenas para se sentir bem.

A maneira mais gostosa de aumentar as endorfinas naturalmente é rir. Outras formas igualmente eficazes são comer chocolate amargo, assistir seu drama favorito na Netflix, malhar e meditar.

Oxitocina: o que é e para que serve
A oxitocina (também escrita ocitocina) é comumente chamada como “hormônio do amor”. Isso porque esse hormônio está associado à forma como as pessoas se unem e confiam umas nas outras.

Esse composto também é importante na contração do útero durante o parto, na amamentação e no relacionamento dos pais com o bebê após o nascimento.

Como aumentar a oxitocina
Certas atividades como beijar, abraçar e fazer sexo podem desencadear a liberação de oxitocina no cérebro. Mas, para além do aspecto físico, a conexão emocional é importante para que a oxitocina seja liberada.

“A confiança social é o que libera a oxitocina. Se você abraça alguém em quem não confia, não se sente bem. A confiança vem em primeiro lugar. Você pode construir a confiança social dando pequenos passos positivos em relação às pessoas”, diz Breuning.

Uma dica para aumentar a oxitocina é entrar em contato com um amigo próximo. Se você ainda não tem uma rede de confiança, entre em contato com um conhecido e construa aos poucos sua relação com ele. Outra opção é ter um animal de estimação que você possa abraçar bastante.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

Uma noite sem dormir basta para a energia baixar e o rendimento cair!

Qualquer pessoa sabe que precisa dormir bem para se sentir disposto durante o dia, fora todas os benefícios que o sono traz para a saúde. Mas às vezes, situações acontecem, que fogem ao nosso controle, e simplesmente não dá para dormir o suficiente.

O bebê acorda várias vezes durante a noite, o cachorro passa mal de madrugada, o vizinho faz uma festa com som auto a noite toda, uma fatalidade acontece com um parente e te ligam no meio da noite para contar, o intestino começa a funcionar de madrugada só para interromper o sono. Um problema te acorda as 3h da manhã e você não consegue dormir mais.

São tantas coisas que podem acontecer e interromper a nossa noite de sono que, infelizmente, mesmo que seja uma coisa esporádica, como no caso do cachorro, ou uma coisa rotineira, como no caso do bebê, é muito difícil ter o mesmo rendimento no outro dia.

QUANDO NÃO DÁ PRA DORMIR, NO OUTRO DIA A GENTE SENTE QUE A DISPOSIÇÃO CAI, O RACIOCÍNIO FICA MAIS LENTO. A GENTE PERCEBE A ENERGIA BAIXA.

Nada parece fácil de fazer quando a gente não dorme direito. Mas o que a gente pode fazer no dia seguinte?

O QUE UMA MÃE QUE NÃO DORME DIREITO HÁ MAIS DE 3 MESES PODE FAZER? E O QUE UMA PESSOA QUE TEM O SONO INTERROMPIDO POR UM EVENTO INESPERADO PODE FAZER?

A resposta é: RESPIRAR!

Respirar vai te levar para um lugar de quietude e silêncio interior.

Vai oxigenar o seu cerebro, o seu corpo e filtrar as energias que estão estagnadas.

Respirar conscientemente vai te equilibrar emocionalmente e mentalmente, e vai dissolver a irritabilidade. Respirar fundo pode te ajudar a enfrentar esses dias com mais leveza.

Não duvide do poder da respiração, não só nesses dias não dormidos, mas sempre. Quando você esquece de respirar e só deixa a respiração no automático, você começa a reagir ao dia e comete mais erros.

Procure respirar fundo também, em situações onde você se sente pressionado ou precisa tomar decisões importantes, por exemplo.

Respire fundo agora! E imagine o ar limpando todas as células do seu corpo. Deixe o ar recarregar as suas energias e te ajudar a fazer as suas tarefas diárias com mais leveza.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

A amizade é tinta permanente

Os responsáveis pelo estudo analisaram as semelhanças genéticas e a conexão entre diversas pessoas usando duas pesquisas independentes de saúde. Estas pesquisas continham informação detalhada de várias sequências de genoma dos indivíduos e também das suas redes sociais.

“Ser sincero não vai fazer você ter um monte de amigos, mas sempre fará você ter os amigos certos.”
John Lennon

Foram escolhidos indicadores genéticos específicos dentro dos relacionamentos sociais de um indivíduo e descobriu-se que nós forjamos amizades com pessoas com as quais compartilhamos dois dos seis indicadores avaliados.

Outro aspecto interessante da pesquisa é que chegou-se à conclusão de que procuramos pessoas, tanto amigos quanto relacionamentos amorosos, que nos complementem. Isto é, nos sentimos atraídos por pessoas que possuem genes que indicam características que não temos.

Verdades sobre a amizade
Temos muitas ideias sobre a amizade: que existe uma conexão especial com nossos amigos, que as mulheres e os homens não podem ser amigos, que um relacionamento amoroso rouba o lugar dos amigos, que a amizade favorece a saúde…

Isto é, ao longo das nossas vidas assumimos uma série de crenças sobre a amizade que podem ou não ser verdadeiras. A seguir, mostramos algumas verdades cientificas sobre a amizade que se relacionam diretamente com as crenças que temos.

Os homens e as mulheres não podem ser amigos
Todos lembramos da famosa cena do filme “Harry & Sally – feitos um para o outro” onde o protagonista sustenta que os homens e as mulheres nunca podem ser amigos porque o sexo sempre interfere.

Uma pesquisa realizada no ano de 2012 e publicada no Journal of Social and Personal Relationships, dirigido por April Bleske-Rechek, professora de Psicologia na Universidade de Wisconsin, concluiu que os homens superestimam as possibilidades românticas de forma mais freqüente que as mulheres.

A pesquisa também chegou à conclusão de que geralmente os homens se mostram igualmente interessados tanto sexual quanto amorosamente em suas amigas, independentemente de estarem comprometidas ou não. A atração é considerada um impulso, embora com os anos ela costume se reduzir.

“Existe entre nós uma coisa melhor do que um amor: uma cumplicidade.”
Marguerite Yourcenar


Ter um relacionamento amoroso nos afasta dos nossos amigos

Uma pesquisa realizada por Robin Dunbar, professor de antropologia evolutiva em Oxford, analisando o efeito do relacionamento amoroso sobre os amigos chegou à conclusão de que as pessoas que iniciam um relacionamento amoroso, em vez de ter um círculo de amigos íntimos formado por cinco pessoas como é comum, tem quatro e um deles é o seu companheiro.

Portanto, isto significa que se foca a atenção na pessoa que é o companheiro, a quem se dedica mais tempo e atenção, e duas pessoas das nossas vidas são afastadas, em geral um amigo ou um familiar.

O amor toma tempo e cada vez compartilhamos mais momentos com nosso companheiro, de modo que inevitavelmente, se o vínculo afetivo com nossos amigos não é cuidado, mantendo o contato, procurando se encontrar, no fim ele se deteriora.

A amizade faz bem para a saúde
Uma pesquisa sobre a longevidade realizada com pessoas idosas de 70 anos conduzida pelo Centro de Pesquisas do Envelhecimento da Universidade de Flinders em Adelaide (Austrália) concluiu que uma rede de bons amigos pode aumentar mais a longevidade do que os relacionamentos familiares.

Ter amigos é bom não apenas para o estado de ânimo mas também para a saúde. De fato, as pessoas que têm um círculo amplo de amizades têm a tensão mais baixa, sofrem menos de estresse, sua imunidade é mais forte e vivem mais tempo. Os amigos nos ajudam a superar as doenças e nos trazem satisfação e felicidade.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Psicologia das Cores: O poder dessas 6 cores em suas emoções

Eva Heller (1948–2008) foi uma escritora e cientista social alemã, que desenvolveu um longo estudo sobre como as cores poderiam ser capazes de afetar a nossa emoção e impactar o modo como nos comportamos. Esse trabalhou resultou em um livro chamado A Psicologia das Cores, que é um tratado clássico sobre teoria das cores.

A pesquisa de Heller impactou muitos setores, especialmente a comunicação, o cinema, o design, a arquitetura e a moda. Para dar um gostinho da obra incomparável da cientista social, vamos tratar aqui sobre o poder que algumas cores podem ter no seu cotidiano a partir do impacto delas em suas emoções. Confira.

1. Azul
O azul é líder em pesquisas sobre cores prediletas. De acordo com o estudo, 46% dos homens e 44% das mulheres a indicam como sua favorita. Uma das razões é que o azul é associado à paz, à harmonia e ao equilíbrio. Por séculos foi uma cor associada às mulheres, sendo hoje relacionada aos homens.

Apesar de ser uma cor pouco aconchegante, resultado da sensação de frieza que carrega consigo, ela se faz valer do fato de ser a cor que vemos ao olhar ao céu para ser considerada, também, uma cor tranquilizante, a do sono e dos sonhos.

2. Vermelho
O vermelho é considerado uma cor quente, muito associada ao fogo, ao sangue e ao existencialismo em muitas culturas. Ao mesmo tempo que representa, por exemplo, o amor, o desejo e a excitação, ela é uma cor muito associada à ira, fúria, raiva, violência. Na economia, com o comunismo e problemas financeiros.

Geralmente, roupas e ambientes em tons de vermelho são motivadores a pessoas tímidas. Além disso, o vermelho dá um ar de poder e coragem (pense na Ferrari). Há uma outra interpretação bem interessada para o vermelho: a justiça. Talvez por isso os professores, por décadas, utilizaram canetas desta cor para corrigir provas.

3. Laranja
Laranja também é uma cor quente, capaz de fazer você se sentir entusiasmado, pois aumenta a sensação de vitalidade e felicidade. Também carrega em si as características de uma cor do humor e da expansão, da sociabilidade e do lúdico.

Agora, curiosamente, o laranja não costuma ser a cor de produtos de prestígio e, consequentemente, caros. Em contrapartida, a cor dá a sensação de algo acessível, criativo, cheio de vigor. No trabalho, é uma cor boa para ser utilizada em acessórios, como gravatas, já que mostra um tom ousado e criativo.

4. Verde
Verde não é só a cor do meio ambiente. Ela também está associada com a perseverança, a juventude, a tenacidade e a sorte. Há quem chame o verde de cor da esperança, por pura associação direta entre meio ambiente – natureza – primavera – fertilidade.

Sob um viés negativo, o verde pode ser interpretado como a cor de coisas ainda não prontas, em processo de amadurecimento. Como em muitas coisas, dá para acreditar que é tudo uma questão de escolha da perspectiva, não é mesmo?

5. Amarelo
Amarelo é considerada a cor com mais energia entre as cores quentes, especialmente por sua conexão imediata com o sol. Amarelo, na maior parte das vezes, é utilizada quando se deseja mostrar espontaneidade e felicidade, além de riqueza, é claro. Jovialidade e otimismo também são termos que se associam com ela. O problema é que ciúme e hipocrisia também.

Dois dos pecados capitais do cristianismo são associados a esta cor: inveja e cobiça. Ou seja, dá para dizer que estamos diante de uma cor bastante ambígua, mas, se levar todas as possibilidades de cada cor, talvez todas sejam.

6. Preto
Ah, o preto. Pretinho, básico, clássico e sofisticado, certo? É bem por aí mesmo: ainda que haja culturas que vejam a cor como da tristeza e introspecção, o preto é realmente associado ao poder, ao luxo e à elegância.

Em questões corporativas, seu uso pode querer indicar seriedade, neutralidade ou simplicidade. Agora, é bom salientar que, ao longo do tempo, o preto também foi a cor do místico e do mistério, da ausência de ordem.

*Por Alejandro Sigfrido Mercado Filho
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*Fonte: megacurioso

A teoria do etiquetamento social

Ao rotular uma pessoa, estabelece-se uma diferença entre ela e o meio social ao qual pertence, o que na maioria das vezes implica em atitudes de exclusão social e rejeição.

A teoria do etiquetamento social explica como os outros percebem o comportamento de uma pessoa e, de acordo com as suas características, a rotulam em relação às convenções sociais e culturais. O conceito central dessa teoria é o de que aquele que se “desviar” das normas sociais, que fazem parte do senso comum da sociedade, será rotulado negativamente.

A sociologia estuda as convenções e normas sociais e, para a teoria do etiquetamento social, usa o conceito de desvio: se a aparência ou o comportamento de uma pessoa se conformar apenas a uma minoria social, ela será rotulada negativamente por não atender aos padrões das normas e da cultura da sociedade dominante.

Mas em que consiste rotular alguém que não se enquadra em uma coletividade majoritária?

Breve história da teoria do etiquetamento social
Howard Saul Becker, sociólogo norte-americano, herdeiro da Escola de Chicago e do interacionismo simbólico, construiu as suas teorias em torno do desvio. De acordo com a sua pesquisa sobre os grupos sociais e suas interações, o desvio da norma social não é uma condição inerente a uma pessoa, mas sim a identificação desta por uma coletividade que professa determinadas normas de acordo com a “convivência social”.

Portanto, essa coletividade ou maioria social tenderá a impor sanções a uma pessoa ou minoria por transgredir a sua normatividade e se desviar dos seus costumes sociais. De acordo com a situação descrita anteriormente, o etiquetamento, com um forte caráter discriminatório, seria inevitável.

O papel dos estereótipos
É comum estereotipar uma pessoa por causa dos seus traços, de acordo com o grupo minoritário ao qual pertence. Nesse caso, a maioria social aponta e generaliza, a partir dos parâmetros perceptivos que possui sobre as suas normas e costumes.

O objetivo principal é classificá-la como transgressora da norma, uma vez que ela não cumpre com o que a maioria dita, ainda que isso signifique estigmatizá-la de forma discriminatória.

Desvio primário e secundário
Podemos classificar o desvio em dois tipos: primário e secundário. Edwin Lemert (1912-1996), que foi professor de sociologia na Universidade da Califórnia, assim os definiu:

Desvio primário: não há sensação plena de desvio para aquele que não cumpre as regras, e os outros (a maioria social) também não o percebem dessa forma.
Desvio secundário: ao contrário do primário, a pessoa que quebra a norma é rotulada como desviante pela maioria social; portanto, ela se perceberá de acordo com a forma como os outros a percebem.

Em algum momento, todos nós já cometemos ações que são classificadas como desviantes. Por exemplo, usar drogas, fazer pichações não autorizadas, ignorar as leis de trânsito, etc. No entanto, há aqueles que, com traços muito característicos, são rotulados como desviantes absolutos, descumpridores de regras.

O estigma que se origina a partir dos rótulos
O estigma, intimamente relacionado ao desvio secundário, é o papel atribuído ao desviante, que serve para distorcer a sua biografia. Qualquer ato realizado em sociedade será classificado negativamente como um ato desviante da norma.

Assim, o papel dominante no indivíduo, bem como todos os seus atos passados, passam a ser reinterpretados a partir dessa perspectiva do estigma. Este é um processo de distorção biográfica conhecido como etiquetamento retrospectivo.

De acordo com o sociólogo Erving Goffman (1922-1982), estigmatizar alguém ativa alguns efeitos sociais, tais como o isolamento social, impulsionado por um grupo que se identifica com a rejeição do desviante (estigmatizado). A consequência seria que o indivíduo, ao receber as indicações limitantes, acabaria acreditando nelas, assumindo assim o papel atribuído pelos estigmatizadores. É como se eles fossem profetas do papel final a ser desempenhado pelo “desviante”, de acordo com a aplicação do Teorema de Thomas por Robert K. Merton.

Teoria do etiquetamento social na criminologia
Por causa do infeliz papel profético dos estigmatizadores contra o “desviante” (profecia autorrealizável), a pessoa rotulada agiria de acordo com as ações criminosas impingidas pelo grupo estigmatizador. Por exemplo, se tiver usado drogas apenas uma vez, mas for repetidamente apontada e assediada pela maioria por esses eventos, é muito provável que ela acabe se tornando uma usuária regular. Assim, de forma inconsciente, ela cumpriria a demanda estigmatizante.

Em parte por causa da teoria do etiquetamento social, a criminologia pode prever os padrões de algumas pessoas que cumprem a profecia estigmatizante. Esse processo faz com que o acusado, por assim dizer, busque a aprovação de outros que são como ele, ou seja, acusados por aqueles que se autodenominam “a maioria”. Essa situação faz com que esses padrões de comportamento se repitam diversas vezes, como se fosse um círculo vicioso.

Como a teoria do etiquetamento social opera na psicologia
A teoria do etiquetamento social, por desvio secundário, também pode atacar a saúde mental. Lembremos que a função da maioria social é rejeitar e isolar aquele designado como desviante, situação que pode levar a um transtorno mental para quem assume e sofre com esse papel.

No entanto, esse mesmo mecanismo de isolamento pode ser aplicado àqueles que não têm regulação emocional ou são considerados doentes mentais pela maioria social. Por exemplo, apontar uma pessoa como obsessivo-compulsiva simplesmente porque ela tem algumas características desse transtorno pode, em alguns casos, levá-la a realmente apresentá-lo. Ou seja, uma vez que ela já é tratada como se estivesse realmente doente, então ela assumirá esse papel inconscientemente. Mais uma vez, apresenta-se uma profecia autorrealizável.

Quando uma pessoa é rotulada, geralmente há uma tendência a rejeitá-la e excluí-la.

O que podemos fazer diante da teoria do etiquetamento social
Em primeiro lugar, nem sempre a maioria tem razão, ainda mais quando cada membro dela não tem critérios próprios ou senso crítico sobre o que se presume ser “desviante”. Além disso, devemos lembrar que o ser humano, sujeito político e social por natureza, tenderá a buscar a aprovação ou reconhecimento de alguma forma. Portanto, não é correto rotular ninguém para que fique fora da norma, aprovada por uma maioria.

Assumir uma postura crítica diante da estigmatização coletiva de um indivíduo ou minoria implica refletir sobre como as pessoas podem acabar aprendendo hábitos perversos ou contraproducentes para a sua saúde física e mental, apenas porque foram rotulados para atender à punição, conforme o cumprimento da norma da maioria social.

O diagnóstico e a prevenção dos comportamentos individuais e coletivos são as principais ferramentas para romper o círculo vicioso da estigmatização, para acabar de uma vez por todas com os comportamentos coletivos que julgam indiscriminadamente aqueles que sentem, pensam e agem de forma diferente das convenções e normas da maioria social.

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*Fonte: amenteremaravilhosa 

Conheça 4 hábitos de pessoas chatas; Saiba se você possui um deles

É claro que há sempre uma dose de relativismo quando se fala em chatice, mas alguns hábitos são considerados em grande escala como chatos, os quais conheceremos aqui. Todos nós podemos ser pessoas muito interessantes, mas também é possível que percebemos alguns elementos de chatice e a boa notícia de nos tornarmos conscientes deles é que só assim podemos melhorar.

Bora para o que importa?

Hábitos que indicam que uma pessoa é chata
Embora seja muito subjetivo indicar a “chatice” de alguém, existem alguns aspectos gerais que são vistos na maioria das pessoas que não são consideradas interessantes em grupos sociais distintos. Por isso, é importante conhecer esses aspectos para fazer uma análise comportamental mais profunda e aprimorar as suas características para se tornar alguém ainda mais interessante.

1. Desequilíbrio nas conversas
Em uma conversa equilibrada, é normal que ambas as pessoas falem e ouçam de forma balanceada. Nesse sentido, se você for uma pessoa que monopoliza a conversa ou então não retribui muito para o diálogo, pode significar um traço de desequilíbrio de conversação.

2. Falta de humor
Um indicador para você saber se é uma pessoa chata ou interessante está atrelado com sua capacidade de fazer com que os outros sorriem ou riam. Isso porque o humor mostra uma característica alta de flexibilidade cognitiva, que seria uma forma de manter um diálogo mais dinâmico.

3. Não há mudança
Uma pessoa normalmente não se aventura em novas coisa, e, portanto, prefere sempre fazer adotar a mesma rotina e falar sobre os mesmos temas. Dessa forma, uma forma de você se manter uma pessoa interessante é estar sempre em busca de novas informações e experiências para agregar ao outro.

4. Opinião própria
Outro ponto que pessoas chatas costumam compartilhar é a falta de opinião própria. Isso não quer dizer que é preciso ter uma opinião formada para tudo, mas saber se posicionar e a relacionar de forma logica sobre determinados pontos é fundamental para manter uma conversa rica e entusiástica.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Aprenda a identificar rapidamente quando alguém não gosta de você

Você já teve uma sensação estranha de desconforto após conhecer uma pessoa nova, como se ela não tivesse gostado muito de você? Apesar de essa situação ser bastante desagradável, ela é muito comum e pode acontecer com qualquer um.

Para evitar piorar a situação, é importante que saiba identificar quando alguém não gosta de você. Quer aprender os principais sinais de que você talvez não seja bem quisto por uma pessoa? Leia este artigo até o final e descubra.

O comportamento de alguém que não gosta de você
Se você desconfia que alguém “não foi com a sua cara”, é provável que você sinta um certo incômodo quando vocês estão juntos. Veja abaixo algumas atitudes que as pessoas têm quando não gostam de você, mas não têm coragem, ou intimidade, para te contar isso:

Não se esforçam para ter uma conversa com você;

Em uma roda de conversa, fala olhando para todos, mas raramente para você


Evita se aproximar fisicamente de você


Não aceitam sua solicitação nas redes sociais, mesmo te conhecendo pessoalmente;


Mandam indiretas constantemente sobre a sua personalidade ou sobre algo relacionado a você;


Brigam com você por coisas muito pequenas;


Depreciam tudo o que você faz ou fala;


Sorriem falsamente;


Convidam todos os seus amigos em comum para uma comemoração, menos você.

O que fazer quando alguém não gostar de você
A verdade é que ninguém consegue agradar a todos, e não é possível fazer alguém criar um afeto por você forçadamente. Então, você tem duas opções: tentar esclarecer esse sentimento com a pessoa em questão ou aprender a conviver com isso.

Muitas vezes esse sentimento de que alguém não gosta de você, na verdade, não passa de um engano. É normal que pessoas que não se conhecem tenham uma dificuldade inicial para criar intimidade, e isso pode ser interpretado de forma errada. Por isso, é sempre válido esclarecer a situação, principalmente se o grupo de amigos é o mesmo.

Porém, caso você não se sinta confortável com uma conversa, procure aceitar que as pessoas têm o direito de não gostarem de você, e que isso não determina o seu valor. É claro que se essa situação fizer você se sentir mal, e, se for o caso,não se force a manter qualquer tipo de relação com ela. O importante é que você se sinta bem onde quer que esteja!

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*Fonte: vidaemequilibrio

Cromoterapia e sexo: como explorar as cores para apimentar a relação?

Os cinco principais sentidos humanos são capazes de diversificar e intensificar as mais variadas vivências e é neste contexto que aromas, sons e até alimentos acabam influenciando as experiências do dia a dia – inclusive o sexo. Dentro desta lógica, a cartela cromática pode agir diretamente no desejo sexual e nas próprias relações.

“As cores incrementam as vivências, seja exploradas no ambiente, nas vestimentas ou em acessórios, servindo como amplificadores e estimuladores das fantasias”, pontua o terapeuta Raphael Kakazu. Isso ocorre porque o estímulo visual está diretamente relacionado à energia impregnada nas tonalidades.

Quando o vermelho vem à mente, por exemplo, automaticamente evoca um universo de erotismo, fetiches, intensidade e fantasia. Enquanto isso, o rosa leva ao romance adolescente, a uma certa inocência e delicadeza. Tais impressões, geradas a partir da análise de estímulos visuais, acabam gravadas no subconsciente, tornando-se manifestações energéticas.

“É claro que, aqui, estamos partindo do ponto de vista do inconsciente coletivo e cada indivíduo terá identificações e diferenciações com essas análises, mas o ponto principal é saber que uma cor, ou a prevalência dela, pode influenciar a libido e a fantasia na hora do sexo”, reforça Raphael.

Explore as cores para apimentar a transa.

Para entender melhor o efeito, o especialista comenta como algumas tonalidades tendem a agir sobre a experiência sexual:

Vermelho:
É a cor da paixão, do fetiche e do erótico. Graças à libido exacerbada que estimula, acaba sendo a mais utilizada na hora do sexo. “O vermelho traz domínio, intensidade e uma certa violência, de forma que nos deixa curiosos e, ao mesmo tempo, receosos com o sexo”, comenta Raphael.

Preto:
Extremamente ligado a status, essa cor instiga uma atmosfera do tipo “cinquenta tons de cinza”, em que são extraídas nuances que vão da elegância ao poder de dominação.

Dourado ou Amarelo:
É associado aos prazeres da riqueza, do requinte e do cuidado. “Aqui, podem ser colocadas as tonalidades de amarelo também, que trazem para o sexo a energia de dominação, em que um é servido e o outro é serviçal, mas de uma maneira sutil e não agressiva”, argumenta Raphael. Segundo ele, tal energia igualmente alimenta fetiches e fantasias sexuais, pois remete aos tempos de glória, com o mundo coberto de ouro e riquezas, como retratavam as mitológicas histórias do Egito e da Grécia antiga.

Branco:
Identificada como a cor da pureza, evidencia a energia de inocência e exclusividade – conceitos que fazem parte do imaginário sexual. “O branco mostra aquilo que nunca foi tocado, trazendo graça e servindo de estímulo para uma imagem que navega entre a pureza que alimenta a paixão carnal e até mesmo a redenção”, diz.

Verde:
Na hora do sexo, as nuances esverdeadas trazem frescor e, ao mesmo tempo, confiança. Isso não tem a ver com o universo das fantasias, mas com a confiabilidade de um relacionamento estável, em que o casal se conhece bastante e deseja satisfazer o outro. Desta forma, o sexo se torna menos aventureiro e mais confortável.

Rosa:
É a tonalidade ligada ao romance, à sensualidade e à inocência. “Alguns colocam o rosa como sendo capaz de despertar a jovialidade, mas eu diria que essa cor traz o carinho e a delicadeza como energia principal, sendo algo muito sutil e sonhador”, opina Raphael.

Azul:
Assim como o rosa, o azul desperta a energia do romance, da leveza e da harmonia. Logo, remete a situações agradáveis, como passeios de lua de mel. O azul ainda está ligado ao compromisso recém-formado e, numa segunda interpretação, remete às expectativas e à alegria. “Dentre todas as cores, o azul e suas variações são os que mais vão impactar no significado: o azul royal trará um complemento para o ar de realeza do dourado, enquanto o azul claro complementa a serenidade e confiança do verde”, exemplifica o especialista.

Violeta:
Cor da realeza romana, a cor traz uma energia de poder, autoridade e privilégios na cama. Como poder e sexo são uma combinação que dá margens a grandes fantasias, o violeta, combinado com preto ou dourado, é ideal para criar o clima tanto apimentado quanto requintado.

Laranja:
Bem menos intensa que o vermelho, a cor proporciona sedução e um ar afrodisíaco para o momento. “O laranja é energético e estimulante, porém, não é das tonalidades mais fáceis de se trabalhar num cenário picante, devido à descontração que carrega”, avalia Raphael.

Como usar as cores na hora do sexo?
Segundo o especialista, existe uma harmonia entre as cores que deve ser levada em consideração, com bastante cuidado, para não criar confusão de estímulos e quebrar o clima de tesão. Para ele, o mais coerente é combinar dois ou três tons, o que manteria a coerência necessária.

Pode-se adotar uma cor predominante, ou seja, em maior evidência, ocupando “espaços” maiores (como nas roupas de cama, papel de parede e objetos vultosos) e outras secundárias, implementadas em locais mais estratégicos (roupas íntimas, acessórios e peças menores, que podem ser reparadas com mais atenção).

Assim, é possível criar atmosferas variadas. Uma mostra disso é: para noites quentes, com desejo por um ar de realeza, pode-se optar pelo vermelho como cor predominante e a combinação de preto com dourado como complementar.

“Maneira prática e não tão complicada de trabalhar um ambiente sensual é pensar no quarto com roupa de cama de seda vermelha – ou seja, com maior destaque – e roupas íntimas pretas e acessórios dourados servindo como tons secundários. Da mesma forma, vasos pretos com flores douradas ou cadeiras e mesas de madeira escura e estofado vermelho podem fazem parte da composição”, exemplifica Raphael.

Se a intenção é uma noite mais romântica e acalentadora, o laranja vai bem como predominante, enquanto o branco e azul ou o branco e rosa podem aparecer como complementos.

“É interessante pensar em experiências por noite para aproveitar melhor o clima planejando, já que não dá para se ter tudo na mesma ocasião – como uma noite romântica e, ao mesmo tempo, selvagem”, orienta o especialista.

Ele reforça ainda que o estímulo das cores aparece como forte aliado, mas é a criatividade do casal que faz a mágica acontecer na hora do sexo.

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*Fonte: equilibrioemvida

O melhor presente que se pode oferecer a uma mãe não se encontra em nenhuma loja!

O melhor presente que se pode oferecer a uma mãe não se encontra em nenhuma loja!

Muitas vezes, uma mãe não espera de um filho, um presente caro, um objeto qualquer, ela deseja um contato mais íntimo, uma demonstração de afeto, um toque mais espiritual do que físico.

Para isso, não é necessário ir a uma loja física e trazer de lá, algo bonito e atrativo, porque o que realmente afagao coração de uma mãe é o seu amor e o carinho que você demonstra com atitudes.

Uma mãe consegue ouvir e sentir a oração de um filho em direção a ela, e geralmente, um filho não percebe que, orar para a sua mãe, é o melhor presente que você pode dar a ela.

Você deve orar para que ela seja abençoada com a proteção divina, para que seja concedido a ela, tudo o que ela merece e deseja.

Você precisa pedir aos anjos que a ajudem e auxiliem em seus projetos. Assim, você a estará envolvendo com o amor mais puro e genuíno que você pode oferecer.

Considere a situação particular pela qual sua mãe está passando e peça ao Senhor pelo seu bem-estar.

A ORAÇÃO DE UM FILHO TEM O PODER DE MANIFESTAR MARAVILHAS NA VIDA DE UMA MÃE.

É um gesto muito generoso realizar esta ação em benefício dela. A sua intenção benfeitora acerta em cheio o coração da sua mãe e as energias divinas a encontram onde ela estiver.

É um esforço especial que faz muito sentido quando se trata de praticá-lo. Deixar de comer algo que gostamos muito por amor é um gesto sublime.

Mesmo que esse, seja um ato que você deve fazer durante toda a sua vida, todos os dias do ano, em um dia de graças em que comemoramos a importância da nossa mãe em nossas vidas, intensificar as orações é uma necessidade.

Mostre a sua mãe que ela está sempre em suas orações. Não se trata de ser religioso ou de expressar uma religiosidade, mas sim, de se conectar com o poder da criação, com o divino que existe em você e nela.

Dedicar a ela, alguns momentos de pensamentos amorosos, eviando a ela as energias do seu amor, é o maior presente que você pode oferecer a sua mãe.

Se você não pode estar presente, não se culpe e nem ache que um presente qualquer de uma loja poderá suprir a sua ausência. Se a sua vida está muito corrida, esse movimento amoroso de orar pela vida da sua mãe fará mais bem a ela, do que qualquer outra coisa material.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?

Talvez um dos maiores castigos que nos infligimos seja sacrificar o presente para nos defendermos de todos os nossos medos sobre o futuro quando, na verdade, o futuro é apenas uma suposição e o presente uma realidade. Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?
A lista deste artigo foi compilada por uma enfermeira que trabalhou com cuidados paliativos durante muitos anos. Os seus pacientes tinham uma expectativa de vida de no máximo três meses.

Ela os acompanhava durante os seus últimos dias e fazia com que se sentissem da melhor forma possível, uma vez que percebiam que o fim estava próximo. “É neste momento que as pessoas crescem muito mais do que em toda a sua vida”, afirma.

Não devemos subestimar a capacidade das pessoas para crescer ao chegar a um ponto sem retorno da sua existência. Muitos podem dizer que nesse estado não vale mais a pena, mas, na verdade, o arrependimento ou a gratidão, quando cada segundo se torna mais valioso, ganha ainda mais valor.

Algumas das mudanças que esses pacientes experimentaram foram realmente surpreendentes. Cada um sentiu as emoções de maneira diferente, desde a raiva até a negação, passando pelo medo, pela rendição e pela aceitação. Esta última é o que permite encontrar a paz antes de partir.

Quando a enfermeira perguntava quais eram os seus arrependimentos ou o que eles gostariam que tivesse sido diferente durante os seus anos de vida, na maioria dos casos, ela ouvia temas comuns como resposta. Os mais frequentes foram:

– “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver sendo fiel a mim mesmo, não ao que os outros esperavam de mim.”
Esse foi o arrependimento mais recorrente. Quando alguém percebe que a sua existência terrena está prestes a chegar ao fim, é mais fácil ver o passado com clareza, olhar para trás e ver quantos sonhos ficaram por realizar. Foi comprovado que a maioria das pessoas realiza apenas metade dos seus sonhos e morre sabendo que o restante poderia ter sido realizado se tivessem se proposto seriamente e se não tivessem cedido diante do que os outros consideravam correto ou aconselhável.

Viver sendo fiel a si mesmo é um desafio que não devemos deixar de lado. Fazer o que gostamos, apesar do “que os outros vão falar”. Cada um deve aproveitar a sua vida como bem entender. Portanto, não espere até que seja tarde demais para apenas se lamentar. Tenha em mente que a saúde proporciona uma liberdade que nem todos reconhecem até que não a tenham mais.

-“Gostaria de ter trabalhado menos”.
Isso era mais frequente em pacientes do sexo masculino que, na sua opinião, negligenciaram a família e os amigos por trabalharem durante mais de 10 horas por dia.

Não ver o nascimento ou o crescimento dos filhos, não estar em momentos importantes, tais como aniversários e comemorações, sempre pensando no chefe e problemas no trabalho, etc. Todos sentiam falta da juventude, da época em que os filhos eram pequenos ou em que eram recém-casados. No caso das mulheres, isso não acontecia nas gerações passadas, mas talvez aquelas que estão chegando à velhice também possam se arrepender disso.

Simplificar o estilo de vida, tomar decisões precisas ao longo do caminho, perceber que o dinheiro não é tudo neste mundo (embora queiram nos fazer acreditar que sim) fará com que não tenhamos que nos arrepender disso no nosso leito de morte. Ser mais feliz com o que se tem, não querer mais coisas materiais, passar mais tempo com os filhos, com o parceiro, com os pais ou com amigos, aproveitar os dias de folga, não fazer horas extras, etc. Esta é uma ótima maneira de viver.

– “Gostaria de ter tido a coragem para expressar meus sentimentos.”
Quantas vezes ficamos com a amarga sensação de não poder dizer o que sentimos? Muitos suprimem as emoções para ficar em paz com os outros ou por vergonha do que possam responder. Porém, foi comprovado que algumas doenças surgem por “guardar” maus pensamentos, repreensões, palavras que não foram ditas no momento certo, etc. Entretanto, não se trata apenas do que é negativo, mas também das coisas boas, do “eu te amo”, do “me perdoe“, do “preciso de você”.

Não podemos controlar a reação que a outra pessoa pode ter quando dizemos algo, mas o fato é que isso pode nos libertar de um grande peso acumulado no nosso peito ou nas nossas costas. Assim, tanto se for para falar bem quanto para falar mal, não hesite em falar, pois, mais tarde, você vai se lamentar.

-“Gostaria de ter mantido contato com meus amigos”.
As velhas amizades oferecem muitos benefícios. Porém, nem todos podem vê-los, até que chega o último momento de suas vidas e “se lembram” disso. Afinal, ao contrário de antes, agora não há mais problemas no trabalho, agenda lotada, obrigações, conflitos financeiros etc. Nem sempre é possível localizar os amigos quando os moribundos pedem que eles sejam encontrados para que possam dizer o que sentem ou para vê-los uma última vez. Vários pacientes confessaram que não viam os amigos há muito tempo (até mesmo décadas), porque estavam sempre ocupados demais para um encontro.

Por causa do estilo de vida que temos atualmente, você provavelmente não encontrará um “espaço” na sua agenda diária para tomar um drinque ou um café com um amigo de infância. Além disso, com a tecnologia, não há mais reuniões; tudo é dito através das redes sociais. No entanto, falar com um amigo pessoalmente é a melhor lembrança que uma pessoa pode levar para o túmulo. Portanto, organize a sua vida de tal forma que, pelo menos uma vez por mês, você possa se encontrar com os amigos para conversar sobre a vida.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A regra mágica que você precisava conhecer para resolver os seus problemas com os outros

Quando falamos em “regra mágica” estamos nos referindo à “lei do espelho” que nos mostra que a origem dos nossos sentimentos negativos em relação a alguém está dentro do nosso coração, e não na outra pessoa. Ou seja, o que essa lei nos ensina é que os sentimentos têm sua origem no nosso interior, e por isso somos nós os responsáveis por gerir as crenças, as ideias e os maus pensamentos em relação aos outros.

Porque a irritação, habitualmente, é com a própria pessoa, e não com o próximo. Ou seja, tudo começa e tudo termina em si mesmo, pois é a projeção que brinca com a nossa mente, como se a nossa realidade fosse um espelho que nos devolvesse a imagem que estamos gerando.

Yoshinori Noguchi recria essa lei em seu livro homônimo, uma bela história, emocionante até levar às lágrimas, que nos brinda a possibilidade de assumir e integrar essa ideia na vida cotidiana.

Este autor nos situa diante de um espelho para enfrentarmos o nosso interior que é, definitivamente, o que determina tudo que acontece conosco na vida. Por isso, como diria Jung, “o que negas te submete, e o que aceitas te transforma”.

O que nos incomoda nos outros é o que negamos em nós mesmos
Devemos examinar o que nos incomoda nos outros. Por que os comentários do nosso irmão nos incomoda nas refeições em família? Por que não somos capazes de raciocinar quando a nossa cunhada está presente? Por que não podemos aguentar que não nos apoiem quando é o que desejamos?

Para analisar isso, é uma boa ideia fazermos uma lista com todas as coisas que nos incomodam nas pessoas que nos rodeiam. Provavelmente iremos perceber que há valores que nós também estamos menosprezando; ou seja, provavelmente iremos perceber que há coisas que nós também fazemos errado.

De alguma forma devemos nos fazer perguntas como: por que não reagimos da mesma forma com todo mundo perante uma situação? Por que um simples e seco “olá” de algumas pessoas nos irrita e não nos provoca reação nenhuma quando é pronunciado por outras pessoas? A resposta é simples: não guardamos o mesmo em relação a uma pessoa e em relação às outras.

Por isso, o próximo passo é fazermos uma lista sobre aquilo que temos que agradecer a essas pessoas que sempre nos incomodam (provavelmente ela terá feito algo por nós ou por alguém que amamos).

Não existem limites temporais para realizar essa lista; temos que levar o tempo que for necessário para examinar quantas dessas características que nos incomodam na outra pessoa estão também em nós. Quando acabarmos, podemos muito bem fazer outra lista expondo aquelas questões pelas quais gostaríamos de pedir perdão.

Pode ser que seja difícil e que, no fim, acreditemos que criamos uma lista forçada de pequenos detalhes sem importância. No entanto, este gesto tão difícil servirá para nos darmos conta de que em alguma ocasião o nosso olhar foi hostil, que outras vezes falamos com a voz alterada ou criticamos pelas costas algo que não fazia sentido.

O último e mais corajoso passo é entrar em contato com essa pessoa através de uma ligação, uma carta ou cara a cara. Teremos que lhe agradecer pelos motivos que anotamos na primeira lista e, em seguida, pedir perdão pelas coisas que estão anotadas na segunda lista.

Se queremos superar isso e dar tudo de nós para curar o rancor, então o contato deve ser direto. No entanto, se essa não for uma opção, uma forma menos radical é escrever uma carta que não será enviada, de forma que isso nos permita liberar o desencontro emocional que levamos na nossa bagagem.

Seja como for, conhecer a lei do espelho nos ajuda a ser precavidos e a procurar não alimentar o rancor e os sentimentos ruins de agora em diante. Não devemos esquecer que projetamos o que levamos dentro de nós, por isso, cada coisa que virmos nos outros provavelmente dirá mais sobre nós mesmos do que sobre eles.

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*Fonte: equilibrioemvida

Pessoas sem paciência: quero tudo e quero agora

Existem muitas pessoas sem paciência. São perfis que lidam com uma frustração constante; nada as satisfaz, e quando satisfaz, esta satisfação é tão efêmera quanto ansiosa.

Rapidamente, elas precisam de uma dose mais elevada. Poucos estados alimentam tanto as emoções negativas, bem como a dificuldade no que diz respeito à convivência.

A maioria das pessoas conhece alguém com estes tipos de características. Na verdade, pode ser que você mesmo se identifique com este temperamento impaciente que é tão difícil de controlar.

O que significa viver suspenso em um vórtex emocional e psicológico como este? Implica, por exemplo, manter um estado de muita ansiedade e estresse.

O escritor britânico John Ruskin dizia que a esperança deixa de ser felicidade quando vai acompanhada pela impaciência. Estamos, portanto, diante de uma dimensão que prejudica o bem-estar e que, de alguma forma, também dificulta nossa convivência com os demais.

Aprender a gerenciá-la e se transformar em uma pessoa mais serena, paciente e centrada vai aumentar o seu bem-estar.

“O homem atual, quando faz alguma coisa, a põe a perder por ter pressa para terminá-la”.
-Lao Tse-

Pessoas sem paciência: a frustração constante como forma de vida
Há quem diga que este fenômeno está em alta: há cada vez mais pessoas sem paciência. Vemos isso nas gerações mais jovens, na resistência mínima à frustração das crianças e adolescentes, que buscam o reforço imediato, o like, a urgência por satisfazer seus desejos a todo minuto.

Trata-se de um problema mais complexo do que pode parecer a princípio. Um exemplo: um estudo realizado na Universidade Nacional de Singapura analisou mais de 1.158 estudantes e chegou a conclusões interessantes.

O Dr. Xinh Zhang, coautor do trabalho, indicou que existe uma relação entre a impaciência e a incompetência cognitiva e social.

Este tipo de perfil não se define apenas pela impulsividade, por agir antes de meditar, por ser incapaz de aproveitar o aqui e agora.

Além de tudo isso, são pessoas que se deixam levar por preconceitos e julgamentos rápidos, não se aprofundam na informação que lhes é apresentada porque seu nível de atenção é baixo e seu pensamento é rígido.

Em uma mente onde a pressa reina, não há tempo para o deleite de se abrir para outras perspectivas e aprender.

Além disso, as pessoas impacientes tendem a ter mais problemas nas suas relações e na convivência. O que querem, querem agora, sem respeito e compreensão ou proximidade emocional para se conectar com os outros de forma comedida e delicada.

A impaciência não é falta de paciência, é falta de educação
A impaciência, na realidade, é um comportamento transmitido a nós, em muitos casos, pela própria cultura, o contexto e até a nossa educação. Com frequência os pais falham ao ensinar as crianças a tolerar a espera, a aceitar a angústia de não obter reforços imediatos.

De alguma maneira, nos transformamos em pessoas que sobem pelas paredes quando a Internet demora para se conectar em nossos dispositivos, quando alguém não responde rapidamente às nossas mensagens, quando o semáforo demora demais para ficar verde…

A paciência precisa ser transmitida, ensinada em casa, e também na escola. No entanto, e ainda mais importante: é nossa tarefa praticá-la diariamente e pisar no freio diante de uma sociedade que nos obriga a correr a 200km por hora.

Os enigmas do tempo

Dicas para controlar a impaciência
A impaciência pode se transformar em paciência se aprendermos, por exemplo, a controlar as emoções e impulsos imediatos. Para conseguir fazer isso, vale a pena refletir sobre algumas questões:

  • Em que condições ela surge? Em que momentos a impaciência me domina? Vale a pena se deter e analisar estas situações que escapam do controle e despertam nosso lado mais impaciente. Para muitos é dirigir no trânsito, para outros educar uma criança ou adolescente desafiador, e para outros a forma geral de lidar com as pessoas.
  • O que a desencadeia? O segundo passo é identificar os gatilhos. Estes seriam alguns exemplos: “Perco a paciência quando meu filho demora para sair da cama de manhã para ir à escola”, “Sou muito impaciente quando estou no congestionamento”, “Fico impaciente ao esperar o resultado de certas coisas, como exames médicos, resultados de provas… e isso muda o meu humor”.
  • O que faço para enfrentar a impaciência? Neste ponto, cada um deve ser consciente de si mesmo para saber aplicar ou não alguma estratégia para controlar a impaciência, sabendo se ela é suficiente.
  • Aplicar um enfoque racional. Uma estratégia útil para lidar com a impaciência é fazer uso de uma mentalidade mais racional. Um exemplo: se você fica nervoso ao ver como seu filho adolescente negligencia suas responsabilidades, evite ficar irritado com ele. Você sabe que ficar de mau humor piora as coisas. Fale com ele de forma paciente, discutindo para chegar a acordos específicos.
  • Atenção plena. Por último, vale a pena levar em conta que práticas como o mindfulness e a atenção plena são estratégias muito úteis para acalmar a mente impaciente, melhorar a atenção e gerenciar as emoções.

Para concluir, fica claro que as pessoas sem paciência sempre vão existir, e inclusive nós mesmos podemos apresentar, em determinadas circunstâncias, um comportamento mais nervoso e impulsivo.

Sabendo disso, cabe lembrar que há meios e estratégias para praticar a arte da calma; fazer isso nos permitirá ganhar qualidade de vida.

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*Fonte: equilibrioemvida

43 perguntas que vão libertar a sua mente

Atualmente, uma das nossas principais barreiras é o estresse. Sua origem é muito importante para que se possa trabalhar na sua superação e evitação. Mas o fato é que podemos sofrer com ele tanto se tivermos coisas demais para fazer quanto se, pelo contrário, tivermos tempo livre em excesso.

Assim, diante de qualquer situação na qual o estresse tenha se tornado um companheiro constante, precisamos usar recursos para alcançar um equilíbrio emocional saudável para o nosso ser. Afinal, o estresse pode causar ou levar a muitas doenças que, a longo prazo, são de difícil resolução e também causam saturação mental.

“Manter o corpo em boa saúde é um dever… do contrário, não seremos capazes de manter nossa mente forte e clara.”

-Buda Gautama-

Quais são as 43 perguntas para libertar a sua mente?
Hoje, gostaríamos de compartilhar 43 perguntas para que você possa libertar a sua mente e, assim, evitar o estresse. Aconselhamos a respondê-las rapidamente, sem pensar muito. Afinal, não haverá respostas negativas ou positivas, nem corretas ou incorretas.

Essas perguntas vão apenas te dar uma ajuda para que você possa mergulhar nas profundezas do seu subconsciente e, assim, superar o que te impede de seguir adiante. A sua eficácia e simplicidade vão te surpreender quando terminá-las.

Quantos anos você diria que aparenta se não soubesse a sua idade?

O que é pior: suportar a derrota ou nunca ter tentado?

Por que, se a vida é tão curta, você faz tantas coisas de que não gosta e, ao mesmo tempo, tão poucas coisas que são realmente apaixonantes para você?

Se o trabalho foi concluído e tudo foi dito e feito, houve mais palavras ou ações?

Caso você pudesse mudar uma única coisa no mundo, o que você escolheria?

Se a felicidade fosse a moeda local, que trabalho te permitiria ser um milionário?

Você está fazendo o que acredita ou está tentando acreditar no que faz ?

Se a vida humana durasse em média 50 anos, o que você mudaria na sua para que a tivesse vivido ao máximo?

Está chovendo, você precisa de uma carona para casa, um carro para. Quem está dirigindo?

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”

-David Hume-

O que mais te preocupa: fazer as coisas bem ou fazer o correto?

Você está jantando com três amigos que você valoriza e respeita. Então, eles começam a criticar um dos seus amigos próximos sem saber da amizade que existe entre vocês. Porém, essa crítica é injusta. Como você agiria?

Se você pudesse dar apenas um conselho para uma criança pequena, o que você diria?

Você quebraria uma lei para salvar alguém que você ama?

Você já viu loucura onde em seguida viu genialidade?

Na sua vida, o que você faz de diferente dos outros?

Como é possível que o que te faz feliz não faça os outros felizes também?

O que você realmente tem vontade de fazer, mas ainda não fez? O que está te impedindo?

Você ainda continua preso a algo que deveria ter deixado de lado há muito tempo?

Se te oferecessem a oportunidade de se mudar para sempre para outro país, para onde você iria? Por quê?

Você aperta o botão para chamar o elevador mais de uma vez? Você acha que isso vai fazer com que ele venha mais rapidamente?

O que você prefere ser: um gênio neurótico ou um tolo feliz?

Por que você é você?

Se você pudesse ser seu próprio amigo, você realmente gostaria de viver essa amizade?

Você chega em casa e há uma visita que você não esperava. Quem é?

O que faz você se sentir mais grato na vida?

O que você prefere: perder todas as suas memórias ou não ter a possibilidade de formar novas?

É possível conhecer a verdade sem se esforçar?

Seu maior medo já se tornou realidade?

Você se lembra do que mais fez você se sentir mal 3 anos atrás? Isso ainda tem o mesmo significado?

Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? Por que esta é uma lembrança feliz?

Quais experiências do seu passado fizeram você se sentir verdadeiramente vivo?

Se não agora, então quando?

Se você ainda não alcançou o que deseja, o que te impede de conseguir?

Já te aconteceu de estar com uma pessoa durante um longo tempo sem dizer nenhuma palavra e então sentir que aquela foi a melhor conversa que você já teve?

É possível saber o que é certo e o que é errado sem ter dúvida de estar equivocado?

Se você recebesse um milhão de euros neste instante, você deixaria o seu emprego?

O que você prefere: ter muito trabalho e ter a obrigação de fazer tudo ou ter pouco trabalho mas fazer o que gosta?

Você tem a sensação de que o dia de hoje já se repetiu milhões de vezes?

Se todos que você conhece morressem amanhã, quem você visitaria hoje?

Qual a diferença entre viver e existir?

Quando chegará o dia em que finalmente valerá a pena correr o risco e fazer o que parece certo para você?

Se você aprende com seus erros, por que tem medo de cometê-los?

O que você faria de forma diferente se soubesse que ninguém te julgaria?

“Os limites da minha linguagem são os limites da minha mente. Tudo o que sei é aquilo para o qual tenho palavras.”

-Ludwig Wittgenstein-

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Devemos dar importância a quem nos acrescenta

Chegou um momento em minha vida em que comecei a praticar “economia de pessoas”. Incluo no meu dia a dia todo aquele que dá riqueza aos meus dias, que valoriza meus sonhos e ganhos no meu coração.

“Devemos dar importância a quem nos acrescenta”. É possível que essa expressão soe um pouco drástica para você. Para isso, e em primeiro lugar, deveríamos definir o que significa o conceito de contribuição pessoal.

Contribuem para o nosso crescimento todos aqueles que são sinceros em seus atos, vozes e vontades. As relações humanas, longe de serem um intercâmbio na base de “você me dá eu lhe dou”, é uma coisa que vai além de todo bem material.

Estamos falando de emoções, e em especial de emoções positivas que favoreçam nosso crescimento pessoal com esse intercâmbio de experiências e pequenos momentos que elevam universos inteiros.

Vivemos em uma sociedade complexa carregada muitas vezes de interesses pessoais e individualidades. O dia a dia está regido frequentemente pela competitividade, e mesmo pela ânsia de posse.

Há quem anseie controlar o seu companheiro por medo de perdê-lo, pais que superprotegem seus filhos, amigos que dominam amigos por medo da solidão, por temor de perder um apoio incondicional e cotidiano.

Em muitas das nossas relações interpessoais pesa um sentimento de egoísmo do qual somos conscientes e que entretanto, suportarmos.

O que podemos fazer frente a essas situações? Qual é a forma mais efetiva de agir?


Aprender a construir relações positivas

Temos clareza de que não se trata somente de nos afastarmos de todos aqueles “que não nos acrescentam nada”. A vida real não é como nas redes sociais, onde existe a opção de “eliminar amigos”.

É bem possível que algum familiar seu, longe de enriquecer sua vida, a preencha de mal-estar. Ou que você tenha um colega de trabalho meio negativo, derrotista e crítico. Não podemos apagá-los do nosso dia a dia.

Trata-se, simplesmente, de não lhes dar a importância que merecem. Evitar que eles afetem seus atos ou suas palavras, sempre e quando não cruzarem o limite de sua integridade emocional ou psíquica.

Agora veja, frente a esse tipo de personalidades onde toxicidade não sai da zona crítica, o melhor é não dar poder a eles: nem na sua vida, nem em seus pensamentos. Marque limites. Porque ao permitir que o afetem, você acumulará um estresse físico e emocional muito perigoso.

A chave desta permissividade, desta forma de conseguir que se importar com quem nos acrescenta, é construir relações positivas.

Explicamos quais são os pilares básicos:

1. Construa apegos saudáveis
Em nosso espaço falamos com muita frequência sobre a importância de “evitar apegos“. Bem, a essência está em saber diferenciar os apegos que nos provocam sofrimento (aqueles nos aferram a determinadas necessidades), dos apegos saudáveis, onde se constroem os vínculos de crescimento.

– Devemos favorecer apegos apoiados na confiança e não na ansiedade e no medo de sermos abandonados ou traídos. É vital que exista uma harmonia apoiada na maturidade e no respeito mútuo.

2. Saber satisfazer as necessidades básicas
Negar que todos temos necessidades é colocar uma venda em nos olhos. Para que alguém nos importe de verdade, deve existir um adequado intercâmbio de ganhos pessoais.

– Um respeito mútuo e a segurança de que não vamos ser julgados ou rejeitados ao expressar nossos pensamentos.

– Amostras de afeto cotidiano: é essa sensação de cumplicidade que desfrutamos com nossas amizades, o carinho altruísta dos nossos companheiros… É oferecer afeto de forma livre.

Tudo isso são, sem dúvida, as raízes que enriquecem toda relação positiva.

3. Poder enfrentar determinados problemas
Em ocasiões, quando se tem um problema, alguém próximo de você, em vez de contribuir com estratégias, ou simplesmente colocar-se no seu lugar para compreendê-lo, o recrimina por determinadas coisas.

São essas pessoas que, longe de ajudar, nos afundam mais ainda. Tente manter distância nestes casos, e escolha bem quem se aproxima de você nesses momentos.

4. As relações positivas admitem a existência de erros
Se alguém do seu contexto mais próximo não aceita o fato de que tenha cometido certos erros, não será uma relação saudável, nem emocionalmente segura.

Enfrente sempre o exagero, as relações onde não cabem erros, onde não se concede a oportunidade de ser melhor.

Todos nós nos equivocamos, erramos, assumimos faltas e avançamos para crescer pessoalmente.

Todos aqueles que gostam de você como você é, com seus acertos, erros, manias e grandezas, são pessoas que contribuem com luz a sua vida. Não as perca, agarre-se com força à cauda de seus cometas…

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Dramaturgia social: como usamos máscaras para interagir

É possível analisar nossa interação com os demais como se estivéssemos atuando em uma peça de teatro, como se a vida social fosse uma sucessão de interpretação de papéis. Chamamos de dramaturgia social o enfoque microssociológico focado no estudo das relações entre o comportamento humano e as regras sociais que controlam nossas interações cotidianas.

“A vida é uma representação teatral”. Sócrates debatia, no diálogo da peça ‘O Banquete’, qual gênero teatral, a comédia ou a tragédia, mais se aproximava da vida real. Ele apostava na tragédia. A frase anterior, no entanto, não é sua. A frase é de Erving Goffman e a argumentação dos dois é bastante diferente. Goffman é criador da corrente do interacionismo simbólico. Essa teoria sustentava que a cada interação social que realizamos, tentamos projetar, de forma consciente ou mesmo inconsciente, uma imagem específica de nós mesmos, manipulando a maneira como os outros vão nos perceber.

Para Goffman, nossa personalidade não é um fenômeno interno, e sim a soma das diferentes máscaras que nós usamos ao longo da vida: uma dramaturgia social.

Explicando a dramaturgia social
Tanto o ator teatral quanto o social possuem como principal objetivo manter a coerência em suas interações com aqueles que o rodeiam e com o ambiente. Para transmitir uma impressão positiva devemos contar com habilidades dramáticas e sociais, além do vestuário e adereços necessários. Mas tudo isso carece de importância se os outros atores presentes no cenário não são capazes de coincidir na temática e na definição da situação, nas expectativas e nas limitações da interpretação que nos indicam de forma implícita como agir em um determinado contexto – um entorno social específico.

Casal com máscaras
Alcançar o desenvolvimento nessa dramaturgia social – ou seja, saber se mover por entre os cenários e os momentos em que projetamos uma imagem para os demais e os bastidores (nossa vida privada, que muitas vezes também é uma máscara que usamos apenas para olhar no espelho), assim como mostrar desenvoltura na mudança de um papel para o outro, e contar com adereços e roupas adequadas para cada momento, constituem requisitos indispensáveis para a obtenção de sucesso na vida social. Durante a execução de uma peça, quem não sabe atuar é um perigo para o elenco e acaba sendo afastado do grupo.

Enquanto atuamos, nossos comentários e expressões de surpresa, de aprovação, de ironia ou desgosto moldam a opinião que os demais têm de nós. Somos conscientes disso, e exatamente por esse motivo, gerimos nosso discurso, ponderamos nossos gestos e monitoramos nossas reações. Todos atuamos a todo momento e definimos nossos papéis baseados no contexto em que estamos, buscando nos encaixar nele naquele momento.

Esse ajuste pessoal a um papel, essa definição pessoal perante os demais, é algo que acontece a todo momento, sendo um esforço presente em todas as interações sociais. Como os atores de um filme, é possível que comecemos a obra (um trabalho, um relacionamento ou um curso em uma universidade) com uma personagem indefinida, ainda pouco explorada, mas aberta a se modificar de acordo com o enfoque que está sendo apresentado e com a reação da audiência. A partir daí, dedicaremos nossa vida a se ajustar à personagem, ao menos até que o filme termine e tenhamos que tirar essa máscara para procurar outras (somos demitidos do trabalho, pedimos o divórcio, acaba o curso da universidade, etc).

Imagem, ocultação e moral
Para Goffman, no contexto dessa dramaturgia social as pessoas tentam apresentar uma imagem idealizada cada vez que interagem ou atuam. Isso se dá pela simples razão de que estamos convencidos de que é benéfico ocultar algumas partes dos outros ou de nós mesmos:

Ocultamos o processo de preparação do nosso papel. Como o professor que, após preparar uma aula durante horas a ministra fingindo que sabe tudo de cor, preferimos oferecer aos outros apenas o resultado final de toda a nossa atuação. Nada de mostrar os erros de gravação, nem de mostrar quantas vezes precisamos repetir cada fala até que ela fosse enfim memorizada. Isso tudo fica apenas nos bastidores.
Ocultamos o trabalho sujo realizado para conseguir o papel. Nossa personagem pode ser incompatível com tudo o que fizemos até então, e até mesmo com nosso esforço para chegar a algum lugar e com nosso merecimento de ter recebido aquele papel. Pensemos em um político que chega a um cargo público por meio da compra de votos… ele certamente vai omitir essa parte da sua interpretação.
Ocultamos aquilo que nos impediria de seguir atuando. Muitas vezes ficamos calados ou evitamos reagir diante de humilhações que podem afetar a imagem que escolhemos passar.

Dramaturgia social
Como o próprio Erving Goffman dizia, na nossa condição de atores, os indivíduos se preocupam em manter a impressão de que cumprem as regras que podem ser aplicadas em qualquer julgamento, mas esse mesmo indivíduo não se preocupa enquanto ator no problema moral de cumprir essas regras. O que importa é apenas o problema amoral de fabricar uma impressão convincente de que está cumprindo seu papel. Nossa atividade se baseia em grande medida em parecer moral, mas na verdade não temos qualquer interesse moral na nossa atuação social. Somos mercenários da moralidade enquanto atores. E não somos mesmo?

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

O truque mais simples para se desligar de ideias ruins

Nesse exato instante, você possui algo ao seu alcance com a habilidade quase mágica de desliga-lo de ideias erradas. Você pode usá-lo para processar dados e identificar padrões e tendências. O que você acha que é? Tente adivinhar antes de seguir adiante.

Seu palpite foi seu computador ou telefone? Então, você errou! Estou falando de algo muito mais poderoso do que isso. É mais poderoso do que o mais rápido supercomputador no planeta.

Estou falando do seu cérebro.

Seres humanos não se reproduziram para dominar o planeta por conta de grandes músculos ou garras afiadas. Inteligência, o tipo de inteligência do qual somos todos dotados, é nosso superpoder. É o que nos diferencia dos outros animais e é nosso mais valioso recurso.

Mas as pessoas não tomam proveito de todo o potencial de seus cérebros. E você?

Você certamente não foi ensinado a usar seu real potencial na escola. Às crianças são ensinados fatos para passar em testes, mas as mais importantes habilidades da vida não envolvem coisas que aparecem em provas. Como fazer planos? Como decidir entre lugares onde viver? Qual a melhor maneira de negociar um salário mais alto? Todas essas questões envolvem pensar e modelar o futuro. Imagine quantas decisões equivocadas você poderia evitar e o quão melhor seria sua vida se você aprendesse a liberar o real potencial de seu cérebro e ganhar controle sobre sua vida.

Quer saber um segredo? Na verdade é bastante fácil promover grandes melhorias na maneira como você pensa. Alguns truques rápidos podem fazer uma enorme diferença e impulsionar seu poder de antever o futuro. Vou compartilhar um desses truques agora mesmo.

Já ouviu falar do viés de confirmação? Ele é um dos problemas com que os cientistas se deparam no modo como nós naturalmente pensamos. Imagine um amigo que sugere que pessoas que dirigem carros vermelhos são maus motoristas. A principio você pensará que não é verdade, mas após ouvir de seu amigo algumas histórias sobre maus motoristas em carros vermelhos, você poderá pensar que ele tem alguma razão. Na próxima vez que estiver na estrada e notar um carro vermelho mudando de direção como um maníaco… prova! Agora, você é um crente. Começará a ver motoristas descuidados em carros vermelhos o tempo inteiro.

Se não acredita em mim, o desafio a tentar. Dirija por um mês procurando por motoristas imprudentes em carros vermelhos. Os verá em todo lugar. Ou você pode se poupar do trabalho e do tempo. Essa percepção estaria apenas na sua cabeça!

Se você de fato usar a ciência, verá que isso é falso. O que acontece é que se você estiver procurando por algo você o encontrará e também acabará por ignorar fatos que não se encaixam no padrão. Se um carro azul tomar uma atitude perigosa você não pensará a respeito. Se um carro vermelho estiver sendo dirigido com segurança talvez seja apenas uma casualidade ou você talvez interprete como um imprudente de qualquer maneira.

O viés de confirmação afeta todo tipo de coisa, de preconceitos raciais a teorias da conspiração até relações pessoais. Se você espera que alguém que conhece aja com tristeza, você notará a tristeza e ignorará sua felicidade. Mais importante, o viés pode prejudicar sua habilidade de antecipar o futuro.

Imagine um apostador que perde cinco mãos de poker em sequência. Ele pensa – “Estou tendo azar por algum tempo… Certamente, a minha próxima mão será boa para equilibrar as coisas!” Você já pensou em algo do tipo? Eu já. Depois de mais duas mãos ruins ele finalmente consegue uma boa e pensa consigo – “Eu sabia!” Mas ele esteve errado ainda mais duas vezes antes que estivesse certo! Com esse tipo de pensamento desleixado talvez fosse melhor ter desistido de uma vez.

Existem algumas maneiras de evitar o viés e se tornar um pensador melhor. Uma maneira que eu quero compartilhar consiste em imaginar universos alternativos regularmente. Um universo alternativo que é exatamente como o nosso, com uma ou outra coisa diferente apenas.

Vamos usar o exemplo dos carros vermelhos imprudentes. Aqui existem dois universos alternativos. Em um deles motoristas de carros vermelhos dirigem mais cuidadosamente que o normal. No outro, motoristas de carros vermelhos dirigem tão bem quanto todo mundo. Tire um momento para visualizar essas alternativas e imagine como elas seriam. Consegue ver como essa técnica ajudaria? Assim como focar em carros vermelhos sendo descuidados faz com que você note exemplos que se encaixam na história, focar no oposto lhe permite observar exemplos que de outra maneira você deixaria passar. É tudo sobre controlar onde você dedica sua atenção.

Deixe-me dar um exemplo da minha vida pessoal. Uma vez conheci alguém que havia sido descrito para mim como “desagradável”. De fato, quando o conheci imediatamente vi o porque: ele praticamente não tinha habilidades sociais. Com aquela semente do “desagradável” plantada na minha mente, comecei a me sentir incomodado perto dele. Eu notava todas as vezes que ele dizia a coisa errada ou que parecia não entender qual era o tópico da conversa. Foi então que lembrei do que havia aprendido em minhas pesquisas sobre psicologia e resolvi inverter meu pensamento. Imaginei um universo alternativo em que esse cara era “cool” e fácil de lidar.

Por acaso minha técnica significa que meu amigo passou subitamente a ser cortês e charmoso? Nem um pouco, mas sim o deixou como alguém agradável. Especificamente, eu percebi que possuir fracas habilidades sociais não significaria que eu teria que achar cada segundo ao seu lado desagradável e passei a aproveitar o tempo com ele muito mais. Eu também notei que suas habilidades sociais não eram tão ruins quanto inicialmente pensei. Houve algumas vezes, quando não aprisionados por “conversas fiadas” ou pela pressão de conhecer alguém novo, que o percebi agindo mais como sua contrapartida do universo alternativo do que eu poderia esperar.

Não costumo convidar esse amigo para festas com frequência (duvido que ele gostaria da experiência), mas ainda nos falamos com alguma regularidade e ele é alguém com quem posso contar caso tenha algum problema difícil para resolver no seu campo. Sem a técnica de visualização, eu provavelmente teria piores interações sociais, menos amigos e seria, geralmente, menos sábio. Esse truque simples pode trazer às pessoas sucesso em suas relações e trabalhos.

Esse seria apenas um passo no caminho para se tornar um melhor pensador sobre o futuro e com o passar do tempo, creio que você poderá observar como essa técnica pode ser usada para torna-lo mais inteligente, eficiente e feliz.

O que você acha?

*Por Max Harms – by Rodrigo Aben-Athar
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*Fonte: universoracionalista

Homens são menos afetados pelo estresse do que mulheres, revela pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo site Minha Vida no dia 7 de abril revelou como o estresse afeta mais e de forma mais intensa as mulheres, em comparação com o efeito relatado sobre seus pares homens. Realizada pelo Webedia Life – Insights, a pesquisa trabalhou com mais de mil participantes, e foi divulgada nessa data para contribuir com o Dia Mundial da Saúde, revelando que 50% dos homens enxergam o estresse como algo normal – resultado bastante diferente do apontado pelas mulheres, entre as quais 57% apontaram se tratar de algo que as faz muito mal.

Segundo o levantamento, 10% dos homens afirmaram que nunca sentiram estresse, enquanto entre as mulheres somente 1% revelaram jamais ter estado sob tal efeito. A relação com o sono, elemento determinante para a saúde e mesmo a dimensão do impacto do estresse, também ilustrou uma grande diferença de gênero: de acordo com a pesquisa, 65% dos homens afirmaram que suas horas de sono são suficientes, enquanto 51% do público feminino confirmaram sentir vontade de dormir mais ao despertarem. A pesquisa foi realizada em formato online, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, com mais de mil visitantes do Minha Vida.

A participação reunia 74% de mulheres respondendo ao levantamento, com 25% da participação por pessoas entre 55 e 64 anos, 25% de 45 a 54 anos, e 20% entre 35 e 44 anos. Para além do estresse, a pesquisa apontou outros aspectos importantes da relação com a saúde: 83% apontaram o desejo de envelhecer de forma saudável como motivação para se cuidar, com 74% apontando para o desejo de ter mais disposição, 56% de entrar em forma como os estímulos mais votados. A manutenção de uma vida sexual ativa foi mencionada por 50% homens e 30% das mulheres como fonte de saúde e bem-estar.

O público masculino na pesquisa afirmou que os profissionais de saúde mais visitados foram cardiologistas, para 53%, dentista, também citado por 53%, e oftalmologista, por metade dos participantes. Já as mulheres apontaram os ginecologistas como os profissionais mais recorrentes, para 66%, dentistas, para 52%, e clínicos gerais, para 49% das entrevistadas. A ansiedade foi o problema de saúde mais citado por homens e mulheres, com pressão alta também apontada por 30% dos homens e dor nas costas por 27%, enquanto as mulheres complementaram o quadro com dores nas costas para 35% – e justamente o estresse como um dos problemas mais recorrentes para 32%. A pesquisa esta disponível para ser acessada na íntegra no site Minha Vida.

Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Crie uma filha forte, poderosa e independente que sempre lute pelo que quer

Como ensinar sua filha a alcançar o sucesso sem depender de um homem? Criando uma filha forte, poderosa e autônoma. Uma filha que sempre lute por aquilo que ela quer, independentemente de ter ou não apoio de outras pessoas. Uma filha que reconheça sua auto capacidade de ser dona de suas emoções, de seus pensamentos, de seu corpo, de decisões com suas consequências, e de sua vida afetiva e financeira.

Toda mãe deseja ensinar à filha os melhores valores, ensinamentos e exemplos, para que ela se torne uma mulher de sucesso e consiga tudo o que se propõe a fazer na vida, sem depender de ninguém.

E é porque, desde os tempos remotos, a sociedade ensina as mulheres a dependerem de seus parceiros, tanto financeira, quanto emocionalmente, é necessário que você mostre a sua filha que este modo de vida é limitante e invalidade a inteligência, os direitos e perspicácia da mulher enquanto membro produtivo da sociedade.

É dessa maneira que a sua filha vai muito longe. Ainda que tenha companheiro ou fique solteira, pois os seus triunfos dependerão apenas dela, não de outra pessoa.

Por isso, destacamos alguns ensinamentos que você deve dar à sua filha desde pequena para que ela aprenda a ser uma mulher que se defende. Como ensinar sua filha a ser independente para que ela alcance o sucesso:

1 – Trabalhe o seu amor próprio
É importante que desde cedo você cultive a autoestima em sua filha para que ela seja uma mulher confiante, que se sinta capaz de tudo e se ame. Assim, quando crescer, entenderá que poderá conseguir o que quiser e acreditará em si mesma, sem depender de outra pessoa para ajudá-la ou validá-la.

2 – Ensine que ela não precisa de um namorado para satisfazer seus desejos
Outra lição que você deve sempre dar à sua filha é que uma mulher não precisa de seu companheiro, ou de qualquer homem, para poder se dar os prazeres que deseja.

Mostre a ela que uma mulher poderosa, bem-sucedida e independente, trabalha para satisfazer os seus desejos, cumprir os seus objetivos, sair de férias… pegar a estrada… fazer o que ela quiser.

3 – Ensine que ela não requer a validação de um homem para atingir seus objetivos
Você também deve sempre deixar claro que ela não precisa de validação de seu parceiro, ou de qualquer homem, ou pessoas ao seu redor, para alcançar seus objetivos. Se o parceiro não a apoia, ou não está com ela no momento de trabalhar pelos seus sonhos, ela nunca deve desistir, deve seguir em frente mesmo sem o apoio de alguém.

4 – Ensine que ninguém tem o direito de limitar os seus passos na direção do sucesso
Ensine sua filha, desde cedo, que o único limite que ela deve respeitar é próprio, que ela só deve se prender aquilo que deixa liberta. Se ela, por exemplo, desejar ser uma cientista, uma delegada, uma astronauta, uma piloto de avião, uma maquinista de trem ou uma mestre de obras, ninguém tem o direito de dizer a ela que isso não são profissões para mulheres ou que ela jamais conseguiria. Ela pode ser o que quiser, inclusive, do lar.

*Texto de Nueva Mujer, traduzido e adaptado por Portal Raízes
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*Fonte: portalraizes

Não informe ao outro além do que ele precisa saber

Prudência e água benta não fazem mal a ninguém, alerta o ditado popular. Em momentos de empolgação ou de tristeza, falamos pelos cotovelos, informamos ao nosso ouvinte mais do que ele precisa saber.

NEM TUDO PRECISA SER DITO AO OUTRO, PRECISAMOS TER ESSA PRUDÊNCIA.

Não é sensato sair falando aos quatro cantos que seu filho está se envolvendo com drogas; que seu marido ou esposa foi flagrado(a) por você na cama com outro(a); que você não pagou o condomínio porque não sobrou dinheiro; que o IPVA do seu carro está atrasado; que você e seu cônjuge não transam há 6 meses e, por aí vai…

Se tiver que falar sobre qualquer uma dessas situações, fale somente com quem pode e tem interesse em lhe ajudar.

POR QUE DAR MUNIÇÃO AOS CURIOSOS DE PLANTÃO?

Você acha interessante ver a sua vida e a vida da sua família sendo pauta para os fofoqueiros do seu condomínio, da rua ou do bairro?

Eu fico impressionada com a forma que algumas pessoas se expõem. Elas jogam ao vento detalhes tão constrangedores e delicados de suas vidas.

Tudo bem, não é saudável nos transformarmos em ostras, silenciando as nossas dores, contudo, é necessário o mínimo de critérios sobre o que falar e com quem falar.

NEM TODO MUNDO QUE DIZ SE IMPORTAR, SE IMPORTA DE FATO, MUITOS SÓ QUEREM TOMAR CONHECIMENTOS DAS NOSSAS MAZELAS PARA JOGAR NO VENTILADOR.

Muito cuidado, pois como sempre digo: as consequências de expor os problemas às pessoas erradas poderão ser bem piores do que as de sofrermos calados.

*Por Ivonete Rosa
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*Fonte: seuamigoguru

Como combater a ansiedade sem medicação: 10 estratégias eficazes

Combater a ansiedade não é fácil. A ansiedade não é uma sensação agradável. Não te deixa viver. Se você sofre de ansiedade, é provável que experimente um estado de inquietação de natureza difusa. Você se sentirá expectante, como se algo negativo fosse acontecer de um momento para outro, o que o mantém em permanente estado de alarme que o impede de relaxar.

No entanto, é provável que você não consiga explicar a si mesmo por que se sente assim, não consegue encontrar a causa da ansiedade. Também é provável que você esteja ciente de que esse estado de excitação não tem sentido, mas não consegue encontrar as estratégias certas para combater a ansiedade sem medicação, naturalmente. O primeiro passo é entender o que é ansiedade.

Que tipo de ansiedade você sofre?
Em geral, existem dois tipos principais de ansiedade: ansiedade traço e ansiedade estado. Distinguir que tipo de ansiedade você sofre é importante porque permitirá que você entenda melhor o problema e tome as medidas necessárias para superar a ansiedade. De fato, um estudo realizado na Universidade de Trento revelou que a ansiedade traço e estado afetam diferentes áreas do cérebro, como pode ser visto na imagem a seguir:

– Traço de ansiedade indica uma pessoa que desde muito cedo de sua vida sentiu ansiedade, talvez desde a infância ou adolescência. Essas pessoas costumam ter um temperamento que as leva a reagir imediatamente às mais diversas situações, se excitam com facilidade e têm dificuldade em relaxar. Na verdade, porque eles tiveram que lutar contra a ansiedade por grande parte de suas vidas, eles não sabem como é viver de outra maneira. Para essas pessoas, a ansiedade tem sido uma companheira de viagem perene. Na verdade, não é por acaso que se concentra no giro frontal superior do cérebro, área relacionada à autoconsciência, o que implica que essas pessoas assumiram a ansiedade como parte de seu “eu”.

– A ansiedade-estado , ao contrário, é desencadeada por algum evento específico (ou um conjunto deles). Diante de tal situação, uma pessoa que nunca esteve particularmente nervosa responde com ansiedade. Em última análise, o que acontece é que a pessoa não possui as ferramentas psicológicas necessárias para lidar com o problema, então seu corpo e mente respondem com um estado “excepcional” de ativação. É por isso que a ansiedade-estado tem sido associada ao giro do cíngulo, uma área envolvida no processamento de emoções e aprendizado, bem como ao precuneus , uma área que é ativada quando trazemos memórias à mente. Isso significa que a ansiedade-estado é altamente dependente do contexto.

Claro, ambos os tipos de ansiedade podem coexistir. Uma pessoa ansiosa perceberá que seu nível de ansiedade aumenta quando ela tem que enfrentar certas demandas do ambiente. Da mesma forma, alguém que nunca esteve ansioso pode começar a responder com ansiedade em diferentes situações, pois não consegue recuperar o controle de sua vida emocional.

A boa notícia é que os sintomas da ansiedade podem ser revertidos, sem recorrer a medicamentos ansiolíticos. Na verdade, você não deve esquecer que os medicamentos para ansiedade não estão isentos de efeitos colaterais e não são uma solução a longo prazo. Pelo contrário, existem diferentes estratégias cientificamente comprovadas e fáceis de aplicar que ajudam a combater a ansiedade sem medicação, de forma natural.

Como combater a ansiedade sem medicação, naturalmente?

1. Aceite a ansiedade, seja um observador imparcial
A ansiedade é prejudicial, sabemos disso e por isso queremos eliminá-la. Portanto, é normal que nosso primeiro impulso seja negá-lo e rejeitá-lo. No entanto, o paradoxo é que quanto mais tentarmos combater a ansiedade, mais sobrecarregados nos sentiremos. Quando negamos uma emoção ou sensação, ela cresce.

De fato, a mente de uma pessoa ansiosa não está cheia de preocupações sobre eventos em sua vida diária, mas sobre meta-preocupações. Ou seja, eles se importam porque se importam. Essa pessoa ativa seu crítico interior, uma voz que constantemente lhe diz que a ansiedade é intolerável, que é incapaz de manter o controle ou que sua existência é miserável.

Dessa forma, desencadeiam um círculo vicioso que só serve para aumentar a ansiedade. Portanto, não tente negar a ansiedade que você sente, simplesmente esteja ciente de sua existência. Quando você não foge de uma emoção ou a rotula de “negativa”, pode se distanciar emocionalmente do problema e recuperar o controle de si mesmo.

2. Acabe com a correria da sua vida
A maioria das pessoas ansiosas muda constantemente de um lugar para outro, come em pé, sem sentar à mesa e realiza diferentes tarefas ao mesmo tempo. Seu computador, por exemplo, geralmente é uma bagunça composta de diferentes janelas e programas abertos. E é que o que expressamos para o exterior nada mais é do que o reflexo de nossa mente.

No entanto, quando abordamos as tarefas cotidianas dessa perspectiva caótica e apressada, estamos dando ao cérebro um feedback muito negativo porque é como se estivéssemos dizendo para ele trabalhar ainda mais rápido porque as coisas estão fora de controle. Como resultado, o cérebro responde aumentando ainda mais os níveis de cortisol e adrenalina, o que leva a mais ansiedade.

A solução está em quebrar esse círculo vicioso. Desacelere e, acima de tudo, ordene as tarefas que você tem que fazer ao longo do dia e priorize as mais importantes. Force-se a desacelerar, você verá que pode fazer muito mais, com menos estresse.

3. Não deixe tarefas pendentes
Uma das coisas que mais aumenta nosso estado de ansiedade é saber que temos tarefas pendentes. Na verdade, não são as tarefas em si que nos cansam e nos esgotam, mas o constante lembrete mental de que devemos realizá-las.

Especialistas em produtividade pessoal dizem que, para resolver esse problema, é melhor aplicar a regra dos 2 minutos. Na prática, quando surge uma tarefa, se não demorar mais de 2 minutos, faça-a imediatamente, pois adiando-a e lembrando-se de que consumirá mais energia do que realizá-la. Se a tarefa demorar mais e você não a tiver, pergunte a si mesmo se é realmente importante. Se sim, encontre um lugar para ele em sua agenda.

Lembre-se de que a maneira como você organiza seu dia afetará seu estado de espírito. Portanto, não deixe que as tarefas se acumulem, pois se as deixar para o último momento, estará apenas contribuindo para o aumento do seu nível de ansiedade. Aprender a organizar sua vida permitirá que você elimine uma grande fonte de ansiedade: as tarefas pendentes e aquelas que lhe roubam energia sem oferecer nenhuma recompensa em troca.

4. Dê a si mesmo pelo menos uma hora por dia
Na sociedade em que vivemos, o fazer é mais recompensado do que o ser. Por isso, nos sentimos compelidos a correr, a não ter um minuto de descanso, porque é sinônimo de preguiça, é a antítese dos valores promovidos pela cultura ocidental.

De fato, não é estranho que pessoas ansiosas estejam sempre cheias de trabalho e projetos pendentes, não têm nem alguns minutos por dia para se dedicar a si mesmas. Imersos nesse estado de tensão constante, eles não permitem que seu cérebro “desligue”, como resultado, os níveis de ansiedade disparam.

No entanto, desconectar-se e ficar sozinho consigo mesmo é tão importante quanto ser proativo. Embora as pessoas ansiosas muitas vezes achem difícil ficar de braços cruzados, uma ótima alternativa é passar pelo menos uma hora por dia fazendo uma atividade que você realmente goste. Dessa forma, o cérebro começa a liberar uma série de neurotransmissores como as endorfinas, que geram um estado de bem-estar e relaxamento.

5. Questione seus pensamentos negativos recorrentes
A mente de uma pessoa ansiosa é seu pior inimigo. Na verdade, a ansiedade cresce como resultado dos pensamentos irreais que a pessoa desenvolve. Portanto, é essencial que você aprenda a detectá-los e interromper seu curso.

O mais comum é que a pessoa ansiosa responda de forma exagerada às situações do seu dia a dia. Faz uma tempestade em um copo d’água, acha que um simples erro terá consequências terríveis. Desta forma, você adiciona tensão desnecessária.

Portanto, é importante que você comece a questionar esses pensamentos catastróficos que não se conformam com a realidade. Pergunte a si mesmo: essa preocupação é realista? Quantas chances existem de que isso se torne realidade? Qual é o pior que poderia acontecer? Como eu poderia lidar com isso?

6. Adote outra perspectiva
A ansiedade é causada, em grande parte, pelo significado que damos a determinadas situações. Portanto, uma das estratégias mais eficazes para combater a ansiedade é mudar a forma como pensamos sobre os estressores.

Um estudo realizado na Universidade de Yale apresentou aos líderes um vídeo que transmitia a ideia de que o estresse era fortalecedor, pois algumas pessoas fazem seu melhor trabalho quando estão sob pressão. Nas duas semanas seguintes, essas pessoas não apenas melhoraram seu desempenho no trabalho, mas relataram menos problemas psicológicos e seus níveis do hormônio do estresse cortisol diminuíram. No grupo que continuou acreditando que o estresse é negativo, essas mudanças não foram apreciadas.

Por exemplo, fazer uma apresentação pública é estressante e angustiante, mas, por outro lado, também é uma oportunidade de testar nossas habilidades e expandir nossa rede de contatos profissionais. Nesse sentido, será de grande ajuda usar o “porém” com mais frequência. Quando você descobrir esses pensamentos irracionais, tente transformá-los usando esse termo. Por exemplo, se enquanto você estuda você pensa: “Eu não vou passar nesse exame”. Reformule esse pensamento de forma positiva: “Talvez eu não passe nesse teste; no entanto, vou fazer um esforço para dar o meu melhor.”

7. Viva o “aqui e agora”
A pessoa ansiosa geralmente vive entre o passado e o futuro. Você se culpa pelo que aconteceu e se preocupa ou teme o que pode acontecer. Dessa forma, ele enche seu presente de ansiedade. Na verdade, a ansiedade muitas vezes decorre precisamente dessas preocupações com o futuro. A pessoa ansiosa sofre de uma espécie de obsessão pelo futuro que a faz se concentrar em todos os desastres que podem acontecer.

No entanto, para eliminar a ansiedade, é importante aprender a se concentrar no presente. Respire, olhe ao seu redor e observe que nada de ruim está acontecendo agora. Apreciá-lo. A prática da atenção plena pode ajudá-lo a atingir esse objetivo. Você nem precisa meditar, só precisa aprender a focar no aqui e agora, na experiência que está vivendo, sem criticá-la e sem deixar sua mente vagar pelo futuro.

Como provavelmente será difícil para você abandonar suas preocupações de uma vez por todas, você pode estabelecer o que é chamado em psicologia: “O período da preocupação”. Trata-se de adiar esses pensamentos até os 30 minutos do dia em que você se permite se preocupar o quanto quiser. Mas, uma vez passados, se outros pensamentos ansiosos vierem à mente, você deve adiá-los até a próxima sessão.

8. Gerencie melhor suas emoções
Por muitas décadas, as pessoas foram encorajadas a suprimir seus sentimentos e emoções. Mais tarde, foi-lhes dito que era melhor expressá-los, pois assim poderiam aliviar estados como raiva e ansiedade. No entanto, agora foi demonstrado que desabafar emoções não necessariamente ajuda a gerenciá-las melhor, nem reduz sua intensidade.

Psicólogos da Iowa State University pediram às pessoas que escrevessem um ensaio e depois fizeram avaliações muito negativas, com o objetivo de gerar raiva. Algumas pessoas tiveram a chance de desabafar sua agressividade com um par de luvas, acertando um saco de pancadas com a foto do avaliador. Outros tiveram que esperar sentados em silêncio em uma sala. Ao final, foi avaliado seu nível de frustração e raiva. Curiosamente, aqueles que “ventilaram” suas emoções foram mais agressivos.

Isso não significa que você deve reprimir suas emoções, mas que deve encontrar a maneira certa de expressá-las. Bater em um travesseiro, gritar ou descarregar a raiva verbal em alguém pode aumentar os sentimentos negativos. Isso porque existem algumas atividades que ativam seu sistema nervoso, em vez de acalmá-lo, que é o que você precisa. Portanto, para superar a ansiedade, é melhor que você escolha atividades que lhe permitam relaxar verdadeiramente.

9. Pratique exercícios físicos
Uma das melhores estratégias para combater a ansiedade e o estresse é se exercitar. Você não precisa gastar muito tempo com isso, apenas meia hora todos os dias será suficiente. Embora seja recomendado que sejam exercícios intensos, que são os que permitem a liberação de uma grande quantidade de endorfinas.

De fato, um estudo realizado na Universidade de Princeton descobriu que a atividade física regular torna o cérebro mais resistente ao ataque do estresse porque o reestrutura em um nível funcional. Na prática, o esporte interrompe a atividade dos neurônios do hipocampo ventral, que são os principais responsáveis ​​por ativar as áreas do cérebro ligadas à resposta ao estresse e à ansiedade.

Portanto, é conveniente que pelo menos cinco vezes por semana você dedique tempo à prática de exercícios. Você não apenas notará uma melhora no nível psicológico, mas sua saúde física também agradecerá.

10. Relaxe e respire
As técnicas de relaxamento são muito eficazes no combate à ansiedade. Existem diferentes técnicas, uma das mais comuns é tensionar cada um dos grupos musculares e depois relaxá-los suavemente. De fato, se você sofre de ansiedade, é provável que tenha uma grande tensão no corpo, principalmente na região das costas e entre as sobrancelhas.

Existem também técnicas de visualização ou meditação guiada que proporcionam excelentes resultados para quem tem imaginação fértil. Uma das mais simples é fechar os olhos e imaginar que você está em um lugar tranquilo que você gosta e onde se sente confortável. Imagine tudo com a maior quantidade de detalhes e então simplesmente deixe-se dominar pelas sensações positivas que você está experimentando.

Essas técnicas devem ser acompanhadas de uma boa respiração. De fato, embora não tenhamos consciência disso, a respiração é um processo muito importante através do qual a mente obtém feedback sobre nosso estado. Quando respiramos rápida e superficialmente, nosso cérebro entende que algo está errado e que podemos estar em perigo, o que aumenta o nível de ansiedade. Quando respiramos lenta e profundamente, todas as funções corporais, incluindo os batimentos cardíacos, estão em ritmo e é mais fácil relaxar.

A meditação da atenção plena também o ajudará muito. Este vídeo simples explica o que é e, acima de tudo, como pode ajudá-lo a superar a ansiedade.

Se você não descobrir as causas, será difícil combater a ansiedade
Lembre-se de que, para eliminar esse problema de uma vez por todas, é vital que você descubra quais são as causas da ansiedade e que aprenda a evitá-las, ou pelo menos a gerenciá-las de forma mais adequada. Neste « Programa de Superação da Ansiedade » são analisadas as principais situações de stress com que temos de lidar todos os dias e ofereço-lhe técnicas práticas, explicadas passo a passo, para combater a ansiedade.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Muitas pessoas estão sempre buscando a felicidade, mas não percebem que já são felizes

Muitas pessoas estão sempre buscando a felicidade, mas não percebem que já são felizes.

É importante que comecemos a conceber a felicidade como um modo de vida e como um caminho, não como um objetivo que devemos alcançar a longo prazo.

Por que você procura a felicidade quando já a tem?

VOCÊ VIVE EM CONSTANTE ANSIEDADE E NÃO CONESGUE SUPRIR AS SUAS NECESSIDADE, VOCÊ BUSCA A FELICIDADE COMO SE ELA JÁ TIVESSE SIDO SUA ANTES, E VOCÊ A TIVESSE PERDIDO AO LONGO DO CAMINHO. ÀS VEZES, ESSA BUSCA, TORNA-SE O ÚNICO OBJETIVO DA SUA VIDA. É HORA DE REPENSAR…

Para atingir esse objetivo, não faltam livros de autoajuda que tentam convencê-lo da necessidade de fazer mudanças. Práticas como Mindfulness ou cursos de coaching, cada vez mais famosos, também são comuns.

Apesar de todos os recursos que você tem, você ainda não a sente. É como uma eterna busca pelo Santo Graal, onde nunca se encontra o caminho certo, o sinal divino, a revelação do último momento.

O QUE ESTÁ DANDO ERRADO?

A felicidade não está no que temos

Não importa quantas posses temos. No final, muitas pessoas acabam cedendo ao imenso bem-estar que a compra compulsiva produz. Para muitos, é o mais próximo que podem chegar de “felicidade”. Um sentimento positivo que infelizmente não dura muito.

O número de objetos ao nosso redor não nos fará sentir melhor . Em muitos casos, é apenas uma forma de tentar preencher um vazio existencial.

De fato, uma pesquisa de uma equipe da Universidade de Michigan revela que recorremos às compras com muita frequência, a fim de reduzir nossa tristeza diária.

Devemos levar em consideração o seguinte:

O material é isso mesmo. Coisas às quais damos valor, mas que não nos preenchem completamente.
Tentar cobrir o que nos falta com elementos externos nos afasta ainda mais da felicidade. Esse sentimento não se compra com dinheiro.

A felicidade não é um objetivo

Acreditamos que tudo o que fazemos em nossas vidas visa alcançar a felicidade. No entanto, quais são os objetivos mais comuns se perguntarmos ao nosso redor?

Ter um bom emprego: tirar boas notas nas aulas e trabalhar em uma grande empresa com um bom salário é algo que muitos precisariam para serem felizes.

Encontrar uma “cara metade”: um bom emprego não é tudo se você fracassar em seus relacionamentos amorosos. Por isso, encontrar aquela pessoa que te complementa é uma condição essencial.

Formar sua própria família: agora que você tem tudo, precisa pensar em sua prole. As crianças vão dar sentido à sua vida.

Aproveitar sua aposentadoria cercado de netos: você já trabalhou muito, você merece se divertir. Viaje, brinque com seus netos e aproveite seu parceiro, aquele com quem você compartilhou milhares de momentos.

Você busca a felicidade dessa forma?

Você realmente acha que seguir esse padrão de comportamento é sinônimo de sucesso? Lembre-se que nem todo mundo quer ter filhos. Além disso, que existem pessoas que não querem procurar e capturar um parceiro estável .

Não podemos todos nos medir pela mesma medida, nem tentar nos encaixar em um molde que não é para nós. Vamos deixar de lado o que a sociedade espera e focar no que queremos.

A felicidade não tem a mesma medida para todos

Se buscamos a felicidade, é hora de esquecermos os passos que nos foram impostos. Nossa vida não é a mesma de nossa família, amigos ou conhecidos.

Todos devem encontrar o que os faz se sentir bem, independentemente dos clichês. Muitas vezes, obcecados em encontrar aquela felicidade tão almejada, não percebemos que a temos à nossa frente.

Além disso, como explica este estudo de uma equipe da Universidade de Harvard , não podemos percebê-lo porque nossas mentes estão sempre muito ocupadas. Um cérebro sempre errático, que não sabe apreciar o aqui e agora, molda uma mente infeliz.

A felicidade está em equilíbrio

Quando nos referimos à felicidade, não estamos falando de um estado de espírito, mesmo que seja definido dessa forma. Pelo contrário, estamos aludindo a esses momentos de nossa vida cheios de bem-estar.

As emoções flutuam. Nem sempre podemos ser felizes, porque somos humanos e os estímulos que nos cercam às vezes nos fazem sentir tristes, felizes, melancólicos, etc.

Porém, independente de nossas emoções, hoje podemos estar no melhor momento de nossas vidas , aquele que chamamos com o rótulo de “felicidade”.

NO PRESENTE É ONDE ESTÁ A VERDADEIRA FELICIDADE.

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*Fonte: seuamigoguru

Você pode ser uma pessoa boa mas, ninguém está a salvo de problemas.

Você pode ser uma pessoa boa mas, ninguém está a salvo de problemas. Não se esqueça de que o tempo cura, traz respostas, fortalece. Há dores que salvam.

Ninguém imagina que algo possa chegar e virar tudo de cabeça para baixo. Ninguém espera uma dor repentina e aguda, assim, em um segundo. Ninguém acha que acontecerá alguma coisa que sugará todas as suas forças.

Sonhamos com o que dará certo, com o que nos fará sorrir, com conquistas nossas e de quem amamos. E, quando dá errado, mas um errado dolorido e devastador, não sabemos o que fazer, como viver.

Quando vem a escuridão, fica tudo nebuloso, turvo, como se vivêssemos em uma realidade paralela. Para nos proteger, inconscientemente mergulhamos em brumas, a fim de que aquela realidade assustadora não grite na nossa frente.

O choro, o nó na garganta, as perguntas, os questionamentos, aquele o que eu fiz para merecer isso. O que você fez? Você simplesmente existiu.

Existir, viver, implica dores e prazeres, amores e ódios, escolhas e consequências. Enquanto existimos, estamos correndo riscos, porque a vida não é monotonia, estagnação, viver é andar em um terreno inseguro, porque, por mais que planejemos, nada é incapaz de acontecer. Nem de bom, nem de ruim.

VOCÊ PODE SER UMA PESSOA BOA, CAUTELOSA, O QUE FOR, NINGUÉM ESTÁ TOTALMENTE A SALVO DE PROBLEMAS.

Isso não é negativismo, é choque de realidade. Não vivemos sozinhos e isolados, ou seja, nossas vidas estão entrelaçadas com outras vidas, que também importam.

Não sofremos somente com o que nos acontece, também padecemos quando pessoas queridas atravessam tempestades. E, se nos sentimos impotentes quando o redemoinho é nosso, quando assistimos de fora, nós nos sentimos ainda mais incapazes de ajudar.

Temos, mesmo assim, que saber quando as dores foram ou não provocadas por nós.

Colher o que plantamos será inevitável, mas não podemos querer atravessar como protagonistas as colheitas daquilo que não semeamos.

Podemos amparar, aconselhar, porém, não poderemos nos culpar, jamais, pelo que não dependia de nós, pelo que não partiu de nós, pelo que não fizemos. Isso torna tudo menos difícil.

A VIDA CONTINUA. A GENTE PERDE O EMPREGO, PERDE QUEM AMA, FICA DOENTE, CAI, CHORA, DEIXA PARA TRÁS. MAS A VIDA CONTINUA, AS PESSOAS SEGUEM, A RODA GIRA.

Tenha fé, tenha esperança: você também continuará.

Não há noite que nunca acabe, não há mal que sempre dure, não há choro que não tenha fim.

O sol nasce, as nuvens se vão, a luz volta a clarear os caminhos, as flores, as cores.

Não se esqueça de que o tempo cura, traz respostas, fortalece. Há dores que salvam. Confie, vai passar.

“Problemas vão acontecer com você, mesmo você sendo uma pessoa boa, o que te ajudará é que a bondade, sempre nos faz olhar para as situações difíceis com esperança”.
Iara Fonseca

*Por Marcel Camargo
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*Fonte: seuamigoguru

Psicologia explica por que mulheres mais jovens preferem homens mais velhos

Por que quando os homens mais velhos namoram mulheres mais jovens muitas pessoas não questionam isso? No entanto, por que as mulheres mais jovens que gostam de namorar caras mais velhos são frequentemente estereotipadas?

Alguns dizem que essas mulheres mais jovens têm problemas com o papai quando querem alguém mais velho, mas nem sempre é o caso. Outros dizem que estão apenas interessados em dinheiro. Você deve deixar de lado os estereótipos e perceber que algumas mulheres amam o cara mais velho por causa de sua maturidade.

Elas também anseiam pela sabedoria mundana que obtiveram, bem como pela estabilidade financeira que adquiriram. Tenha em mente que a estabilidade financeira nem sempre significa riqueza. Significa apenas que eles cometeram seus erros em tenra idade e já aprenderam as duras lições.

A sociedade tende a aceitar uma pequena diferença de idade, que é de 5 a 10 anos de diferença. No entanto, e as mulheres que namoram homens com idade suficiente para serem seus pais? Existe um limite nas restrições de idade e como você sabe se a diferença de idade é demais para um relacionamento?

Existem motivos evolutivos e sociais por trás de uma mulher que deseja um homem mais velho. Independentemente do motivo, ambas as partes terão que superar muitos estigmas e muitos estereótipos para estarem juntas.

Muitas pessoas param e ficam boquiabertas quando veem um homem mais velho de mãos dadas ou beijando uma mulher mais jovem em público. Tem a ver com as normas culturais e com o que a sociedade espera. As pessoas que passam não têm ideia sobre esse casal, mas estão prontas para fazer julgamentos rápidos sobre o que veem.

Muitos estudos foram realizados sobre esses tipos de relacionamentos, e a ciência apresentou algumas respostas.

O aparente benefício injusto da idade
Em 2018, um estudo examinou por que existem tantos preconceitos e estereótipos quando as pessoas estão envolvidas em relacionamentos com diferenças de idade. A taxa de viés foi muito maior em um relacionamento em que a mulher era mais jovem e o homem muito mais velho.

Muitos pensam que o homem tem a vantagem nessas uniões, o que equivale a desigualdade relacional. Homens mais velhos que entram em um relacionamento com mulheres mais jovens são frequentemente chamados de “ladrões de berço”, mas as mulheres são chamadas de “cavadoras de ouro”, ambos termos depreciativos.Outras mulheres veem outra mais jovem com um senhor mais velho e percebem que querem um estilo de vida confortável que o dinheiro e esse cara podem oferecer. Em outros casos, as pessoas podem insistir que são as conexões e os recursos que desejam obter para ajudar a progredir na carreira ou obter um certo status social na vida.

Nem todos os relacionamentos são sobre dinheiro ou influência. Na verdade, muitas pessoas estão juntas porque se amam e nada mais. O verdadeiro amor não olha para a idade cronológica e vê alguma diferença, pois está mais focado no coração.

Em 2016, foi feito um estudo sobre por que algumas mulheres queriam um homem mais velho como parceiro. Quando a diferença de idade é superior a dez anos, as pessoas pensam que é uma relação doentia com o pai. Este estudo queria provar ou desacreditar essa teoria, e eles descobriram que não é um estereótipo justo porque não há verdade nessas alegações.

Dos 173 participantes deste estudo, 44 estavam namorando homens pelo menos uma década mais velhos do que eles. A maioria dessas mulheres tinha um bom relacionamento com seus pais e não precisava buscar consolo ou uma relação pai/filha com um homem mais velho.

Cerca de 75% das mulheres disseram que não procuravam uma figura paterna, mas preferiam a companhia de um homem mais velho para se sentirem seguras. Se o pai foi um grande modelo para a mulher mais jovem na vida, então o nível de maturidade que observaram ao crescer lhes traz conforto em seu relacionamento.

MULHERES MAIS JOVENS QUEREM RELACIONAMENTOS AGRADÁVEIS E FORTES – INDEPENDENTEMENTE DA IDADE

Um casal com qualquer tipo de diferença de idade pode desfrutar de um relacionamento saudável, satisfatório e amoroso. Independentemente de haver segundas intenções ou se uma das partes sofre de problemas de infância, muitos têm sindicatos fortes que podem resistir ao escrutínio da sociedade.

Claro, há casais em que uma mulher mais jovem quer namorar o homem mais velho por segundas intenções ou porque está procurando um casamento de conveniência. No entanto, é injusto agrupar todos os relacionamentos com diferenças de idade nesta categoria. Na maioria das vezes, as pessoas se reúnem porque se amam.

Cinco razões pelas quais as mulheres mais jovens gostam de homens mais velhos

1. Perfis Genéticos Fortes
Supõe-se que as mulheres mais jovens ainda estão em idade fértil. Ao procurar alguém para ser pai de uma criança, você deseja alguém que envelheça bem, seja financeiramente seguro e tenha sua vida juntos. Com certeza torna mais fácil do que estar com alguém jovem que não tem nada a oferecer.

Se sentir seguras é uma das maiores razões para a atração por um homem mais velho, embora não seja sobre quanto está no banco.

2. Homens mais velhos têm confiança
Um senhor mais velho já passou por muitas tempestades na vida e desenvolveu uma aura de confiança. Eles têm muita experiência e são sábios além de seus anos. Para a jovem que tem muito a experimentar na vida, pode melhorar as coisas estar com alguém bem experiente.

É difícil quando você é mais jovem e se preocupa com dinheiro. Embora o homem mais velho possa não ter grande riqueza, ele provavelmente tem uma casa e um carro, o que é bastante atraente para alguém que está começando na vida. Leva tempo para realmente construir sua carreira para poder pagar essas coisas.

3. Eles sabem como tratar uma dama
Talvez uma das coisas mais atraentes sobre os cavalheiros mais velhos é que eles sabem como tratar uma dama. Voltando até duas décadas atrás, os homens ainda abriam as portas para as mulheres e a tratavam como uma rainha. A geração mais velha viveu em tempos muito diferentes.

Claro, eles esperam uma refeição na mesa quando chegam em casa do trabalho, mas não têm nenhum problema em mimar sua princesa. Os caras hoje em dia têm uma moral e valores diferentes que não são nada parecidos com os nascidos antes de 1980. Alguns homens mostram que o cavalheirismo ainda está vivo, mas são muito poucos os que o praticam.

4. Homens mais velhos também se interessam pela mente
Hoje em dia, as pessoas se tornam íntimas no primeiro encontro. A menos que você tenha algo que vá além desses encontros de uma noite, o relacionamento pode fracassar. As mulheres amam a intimidade tanto quanto os homens, mas também querem alguém interessado em suas mentes.

O homem mais velho gosta de uma boa conversa e companheirismo. Enquanto eles estão interessados em um relacionamento sensual, eles são mais sobre encontrar alguém com quem gostem de conversar durante o café e se relacionar.

5. Eles têm estilo
O que aconteceu com os dias em que os homens sabiam se vestir como um homem? Poucas mulheres acham atraente quando os homens têm as calças penduradas cinco centímetros abaixo da cueca ou buracos nas roupas. Alguns dos estilos do passado devem voltar, pois rivalizam com qualquer tendência de hoje.

O homem mais velho sabe se vestir para um dia no parque ou na praia, mas eles também sabem como se fantasiar para uma noite na cidade. Se as mulheres mais jovens querem a sensação de ser uma princesa, ela quer alguém que seja seu equivalente a um príncipe.

Muitas mulheres mais jovens procuram homens velhos, e a maioria o faz pelas razões certas, sem segundas intenções. E quem somos nós para julgar esses casais?

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*Fonte: sabiaspalavras

“A diferença entre o cérebro do homem e da mulher” por Leandro Karnal

“Você senta-se numa cadeira em determinada sala, sai de lá e depois retorna. Se alguém se sentou no lugar em que você anteriormente se sentara você estranha. “Pegou o meu lugar.” Já se cria uma zona de conforto numa cadeira que não lhe pertence, num espaço que não lhe pertence.

Eu acho que os homens são ainda mais inclinados à zona de conforto. Homens, para serem felizes, precisam de televisão e comida. Tendo essas duas coisas, eles vão às bodas de ouro facilmente. São as mulheres que querem carinho, afeto, discussão, relação etc. Os homens precisam de comida e de televisão porque eles são capazes de possuir uma zona cerebral vazia que é única, que não pensa em nada.

Já foi dito que a diferença entre o cérebro feminino e masculino é que o feminino é uma caixa única de onde, ao puxar-se alguma coisa, vem junto tudo (absolutamente tudo). E o cérebro masculino está dividido em caixas que separam, por exemplo, afeto de s*xo, mas, acima de tudo, há uma caixa vazia que permite ao homem pescar, por exemplo. Pescar é o exercício do vazio absoluto.

Quando as mulheres perguntam “Em que você está pensando?” e os homens respondem “Nada” é verdade. Os homens têm certo potencial de vazio enquanto todas as mulheres que conheci nunca não pensam em alguma coisa, ou seja, elas estão pensando o tempo todo. São cabeças sempre em atividade. O vazio é masculino (tem relação, eu acho, com a testosterona) ou, como diria minha avó, os homens têm duas cabeças, mas sangue só enche uma delas de cada vez. Quando enche uma, a outra entra em colapso, o que explica muita coisa.”

*Por Leandro Karnal
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

“Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve” por Mario Sergio Cortella

“Não confunda cansaço com estresse. Cansaço resulta dum esforço intenso. Estresse resulta dum esforço do qual você não entende o sentido – você não entende o porquê o está fazendo. Jogar uma hora de futebol cansa, mas não estressa. Brincar de pique ou de esconde-esconde durante duas horas cansa, mas não estressa. Dançar a noite inteira cansa, mas não estressa. Tr*nsar cansa, mas não estressa. Não confunda cansaço com estresse. O cansaço é curado com descanso. Estresse você só cura mudando sua vida, seus objetivos e o que você está fazendo.

Preparar o almoço para a família no dia de Natal dá um cansaço imenso, mas, ao servir a ceia naquela mesa bonita, você está cansada e feliz! Tanto que você preparou isso durante dez dias e se comeu tudo em meia hora. Porém, se você não vê sentido nisso que estava fazendo, você sai da ceia de Natal dizendo: “Nunca mais eu vou fazer isso de novo. Não quero mais saber de Natal. Detesto o Natal. Vou viajar, não quero ver ninguém o ano que vem”.

Na atividade docente, na atividade do legislativo, na atividade da guarda municipal, na atividade dentro de um hospital, na atividade da estrutura de gestão administrativa do executivo e do legislativo você pode ter – claro, e tem – momentos de cansaço. Mas se você começa a ter muitos momentos de estresse, você está perdendo a razão da atividade que faz.

Quando chega o final do ano, do dia 31 para o dia 1º, eu pego uma folha de papel sulfite e dobro-a no meio para ela ficar com um risco. Do lado esquerdo, escrevo “Apesar de” e, do lado direito, escrevo “Por causa de”. Aí eu escrevo, no alto da folha, assim: “Continuo casado, depois de décadas, com a Janete, apesar de, às vezes, a gente discutir, apesar de ter encrencas, apesar…”. Depois eu faço outra lista: “Por causa de: porque eu a amo, porque ela é minha parceira de vida, porque nós temos uma história, um projeto…”. Se todas as vezes que você fizer uma lista dessas para qualquer coisa e os seus “apesares” forem mais numerosos do que os “por causa de” tem algum problema – se você tem mais “senões” do que razões tem alguma coisa errada.

Imagine que você atue profissionalmente em determinada área há dois, dez, vinte e sete ou trinta anos. Por que você faz isso? É só um emprego? Se for só um emprego, cuidado com o fato de você poder ficar estressado, se é que já não o está. Se for mais do que um emprego, isto é, se for fonte de vida, que é o seu modo de se colocar na cidade, no trabalho político e na atuação de cidadania, pode ser que você fique cansado ou cansada – aliás, espero até que o fique –, mas você não vai desanimar. Quando você desanima? A palavra “desanimar” significa perder a alma e a vitalidade. Nós desanimamos quando achamos que estamos aqui só de passagem: “Eu vou ver e, quando der, eu arrumo uma coisa melhor e vou embora”.

Claro, você e eu podemos ter ambição. Não confunda ambição com ganância (ambicioso é aquele que quer mais; ganancioso é aquele que quer só para si a qualquer custo). Ambição é uma qualidade, já a ganância é um vício. Por exemplo: eu quero mais capacidade, mais conhecimento e mais condição de vida, mas eu não quero ser ganancioso, não quero só para mim a qualquer custo. Você pode, sim, por exemplo, olhar sua atividade profissional na câmara como uma atividade transitória, isto é, você está lá ou está no serviço municipal enquanto se prepara para outro passo que quer dar. Mas, enquanto você cá estiver, tal atividade tem que ser para você fonte de vida. E nessa hora a coisa mais perigosa que pode acontecer (e é isto que nos conduz ao estresse) é quando a gente não tem clareza de para onde quer ir.

Eu gosto muito do livro Alice no País das Maravilhas, escrito pelo grande matemático, professor e britânico do século XIX Lewis Carroll. Tem uma personagem no livro que eu acho magnífica: é um gato que aparece duas vezes na história. Na primeira vez, nada acontece no diálogo, mas na segunda tem algo que eu queria lembrar aqui: a Alice está perdida. Vocês sabem que ela cai num buraco atrás dum coelho (o coelho estava atrasado e ela se perde). E em um momento ela está andando por lá até que encontra o gato no alto da árvore, olha para ele e lhe diz: “O senhor pode me ajudar?”. Ele falou: “Claro”. Então ela falou: “Para onde vai essa estrada?”. Ele lhe fez uma pergunta ótima: “Para onde você quer ir?”. Olha que pergunta inteligente! Sabe o que ela respondeu? “Eu não sei, eu estou perdida.” Ele conclui: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

*Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas da palestra: Mario Sergio Cortella – Vida e Carreira, um equilíbrio possível?
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

O sangue nos faz parentes, a lealdade nos torna uma família

Todo mundo tem uma família. Ter uma é algo fácil: todos nós temos uma origem e raízes. Entretanto, mantê-la e saber como construí-la, alimentando o vínculo diariamente para conseguir que ela se mantenha unida, já é uma outra questão.

Todos nós dispomos de mãe, pais, irmãos, tios… Às vezes de grandes núcleos familiares com membros que, possivelmente, já deixamos de ver e com quem não convivemos. Precisamos nos sentir culpados por isso?

A verdade é que, às vezes, sentimos uma certa obrigação “moral” de nos darmos bem com aquele primo com quem compartilhamos pouquíssimos interesses, e que tantos desprazeres nos causou ao longo de nossa vida. Pode ser que o sangue nos una, mas a vida não nos encaixa com nenhuma peça, então nos afastarmos ou mantermos um relacionamento justo e pontual não deve ser motivo de nenhum trauma.

Porém, o que acontece quando falamos dessa família mais próxima? De nossos pais ou irmãos?

O vínculo vai além do sangue
Chegamos a este mundo como se tivéssemos caído de uma chaminé. Neste momento, nos vemos unidos a uma série de pessoas com as quais compartilhamos o sangue e os genes. Uma família que nos fará caber em seus mundos particulares, em seus modelos educativos, que tentarão inculcar seus valores, mais ou menos certos…

Às vezes, tende-se a pensar que ser família supõe compartilhar algo além do sangue ou mesmo uma árvore genealógica. Há quem, quase de forma inconsciente, acredita que um filho deve ter os mesmos valores dos pais, compartilhar uma mesma ideologia e ter um padrão de comportamento semelhante.

A lealdade nos torna uma família
Há pais e mães que se surpreendem por ver o quão diferentes os irmãos podem ser entre si… Como pode ser assim se são todos filhos de um mesmo ventre? É como se dentro do núcleo familiar tivesse que existir uma harmonia explícita, onde não existem excessivas diferenças, onde ninguém deve sair do “padrão” e tudo está controlado e em ordem.

Entretanto, algo que devemos saber claramente é que nossa personalidade não é 100% transmitida geneticamente; podem ser herdadas algumas características e, sem dúvidas, ao viver num entorno compartilhado iremos compartilhar uma série de dimensões. Mas os filhos não são moldes dos pais, e os pais nunca vão conseguir que os filhos sejam como suas expectativas querem.

A personalidade é dinâmica, é construída no dia a dia e não atende às barreiras que, às vezes, os pais ou as mães tentam impor. É aí que, muitas vezes, aparecem os habituais desapontamentos, as “colisões”, as desavenças…

Para criar uma ligação forte e segura a nível familiar, devem ser respeitadas as diferenças, promover a independência ao mesmo tempo que a segurança. É preciso respeitar a essência de cada pessoa em sua maravilhosa individualidade, sem colocar muros, sem censurar cada palavra e comportamento…

A lealdade nos torna uma família
Segredos das famílias que vivem em harmonia
Às vezes, muitos pais veem como seus filhos se afastam do lar familiar sem estabelecer mais contato. Há irmãos que deixam de se falar e famílias que veem quantas cadeiras vazias jazem no silêncio da sala de casa.

A que se deve isso? Está claro que cada família é um mundo, um micromundo com suas regras, suas crenças e, também, com as cortinas abaixadas onde só elas mesmas sabem o que aconteceu no passado, e como se vive no presente.

Entretanto, podemos falar disso baseados em alguns eixos básicos que devem nos fazer refletir.

A lealdade nos torna uma família
– A educação tem como a finalidade dar ao mundo pessoas seguras de si mesmas, capazes e independentes, para que possam alcançar sua felicidade, e, por sua vez, saibam oferecê-la aos demais. Como se consegue isso? Oferecendo um amor sincero que não impõe e que não controla. Um carinho que não censura como alguém é, pensa ou age.

– Não devemos responsabilizar sempre os demais pelo que acontece com a gente. Não é necessário culpar a mãe ou o pai por ainda hoje em dia, você se sentir insegura e incapaz de fazer determinadas coisas. Ou aquele irmão que, talvez, sempre foi melhor atendido ou cuidado do que nós mesmos.

Está claro que, na hora de educar, sempre são cometidos alguns erros. Mas nós também devemos ter o controle de nossa vida e saber reagir, ter voz, e saber dizer “não”, e acreditar que somos capazes de empreender novos projetos com segurança e maturidade, novos sonhos sem sermos escravos das lembranças familiares do ontem.

Ser família NÃO supõe compartilhar sempre as mesmas opiniões e os mesmos pontos de vista. E nem por isso devemos julgar, censurar e, menos ainda, desprezar. Comportamentos como estes criam distâncias e fazem que, no dia a dia, encontremos maior lealdade nos amigos do que na família.

– Às vezes, temos a “obrigação moral” de ter que continuar mantendo contato com parentes que nos fazem mal, que nos incomodam, que nos censuram. São família, não cabe dúvida, mas devemos ter em conta que o que importa de verdade nessa vida é ser feliz e ter um equilíbrio interno. Uma paz interior. Se estes ou aqueles familiares prejudicam nossos direitos, devemos impor distância.

A lealdade nos torna uma família
A maior virtude de uma família é aceitar a si e aos outros tal e como são, em harmonia, com carinho e respeito.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Por que somos menos exigentes do que pensamos na escolha do par romântico

Encontrar um parceiro de vida é considerado um marco importante, que exige ponderação e cuidadosas análises.

Nós queremos alguém com planos de longo prazo similares aos nossos. Alguém que nos atraia e com quem possamos nos sentir confortáveis em dividir casa, finanças e, talvez, filhos. Afinal, essa pessoa é a parceira de vida – e, naturalmente, nós presumimos que teremos cuidado com essa decisão.

Como perfume influencia na escolha de parceiros (e o que isso tem a ver com o sistema imune)
Por que seu ex pode ser seu par perfeito
Mas, na verdade, talvez nós sejamos menos seletivos com a pessoa com quem passaremos nossa vida do que pensamos. Pesquisas apontam inclinações ocultas que indicam que nós damos chances às pessoas, mesmo se elas não atenderem exatamente aos nossos critérios. E, quando escolhemos um parceiro, somos levados por uma tendência psicológica chamada de “viés de progressão” para permanecer no relacionamento sem rompê-lo.

Em outras palavras, somos projetados para ficar em um relacionamento amoroso, segundo os psicólogos – mesmo com a tendência atual, manifestada por jovens, de rejeitar o casamento em favor de uma abordagem calculada para permanecer solteiro. Ainda assim, mesmo que instintos evolutivos e pressões da sociedade nos conduzam para a vida de casado, conhecer nosso viés de progressão poderá nos ajudar a entender por que escolhemos determinados parceiros – e por que acabamos ficando com eles.

Atirar-se de cabeça
Somos condicionados a pensar em namoro como um processo de seleção rigoroso. Um estudo conduzido em 2020 pelo Centro de Pesquisa Pew em Washington, nos Estados Unidos, demonstrou que 75% dos norte-americanos acham “difícil” encontrar pessoas para namorar.

Os jovens também estão levando mais tempo para se estabelecer. Além de priorizar a estabilidade financeira, eles estão levando mais tempo para se conhecer antes do casamento do que as pessoas de outras faixas etárias.

Mas Samantha Joel, professora de psicologia da Universidade do Oeste, e Geoff MacDonald, professor de psicologia da Universidade de Toronto, ambas no Canadá, defendem que as pessoas não são tão seletivas sobre seus parceiros quanto pensam. Em julho de 2020, eles publicaram seu estudo teórico resumindo as formas como o viés de progressão impulsiona as pessoas a começar e manter relacionamentos com menos critério do que elas acreditam.

Suas descobertas foram duas: primeiro, que existem evidências substanciais de diversos estudos que indicam que as pessoas são muito menos seletivas para escolher alguém para namorar do que elas pensam. As pessoas são atraídas por uma variedade muito mais ampla de parceiros potenciais do que imaginam; elas estão dispostas a ajustar seus padrões e relevar possíveis falhas dos parceiros; e também acabam rapidamente ligadas a esses potenciais parceiros, mesmo que eles não sejam necessariamente seus parceiros ideais.

Em um dos experimentos conduzidos por Joel e MacDonald, eles descobriram, por exemplo, que a maioria dos estudantes universitários relatou que rejeitaria potenciais parceiros que não fossem atraentes ou que tivessem alguma característica que os participantes consideravam “inaceitável”, em uma situação hipotética.

Mas esses números dispararam quando o cenário de formação de casais foi apresentado como sendo real e não hipotético – o que indica que os estudantes eram muito menos seletivos em seus relacionamentos amorosos que alegavam ser e que eles superestimavam sua disposição para rejeitar as pessoas.

A segunda descoberta do estudo de Joel e MacDonald é que, além de sermos menos seletivos sobre as pessoas que namoramos do que imaginamos, temos a tendência de permanecer nos relacionamentos e tentar fazê-los progredir, em vez de rompê-los.

Os acadêmicos indicam estudos que demonstram que terminar um relacionamento é mais doloroso quanto mais conectado emocionalmente você estiver; que a separação é mais desgastante quanto maiores forem as suas conexões logísticas com seu parceiro, por fatores como casamento e finanças; e que os casais têm mais benefícios culturais (como maior facilidade para alugar imóveis) que outras pessoas.

O viés de progressão, segundo Joel, é similar às tendências psicológicas exibidas pelas pessoas em outros campos, fora dos relacionamentos: a falácia dos custos irrecuperáveis (não querer jogar fora o que você já investiu); o viés dos status quo (decidir manter a situação atual em vez de rompê-la e causar desconforto); e optar pela satisfação sobre a maximização (acomodar-se com “bom o suficiente” em vez de sair em busca do ideal). E esse viés para escolher um parceiro provavelmente é alimentado por dois fatores: evolução e normas culturais.

Milhões de anos atrás, ser excessivamente exigente teria impedido nossos ancestrais de encontrar parceiros. E permanecer por longo tempo com os parceiros era uma vantagem evolutiva: significava que os filhos do casal teriam dois pais em vez de um, aumentando a probabilidade de sua sobrevivência.

Esses comportamentos ainda podem ser encontrados entre nós hoje em dia, segundo Alec Beall, pesquisador em pós-doutorado na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que estuda a evolução e a psicologia de namoro e atração. “Muito embora algumas das vantagens dos relacionamentos amorosos de longo prazo não sejam tão fundamentais hoje em dia como eram na pré-história, essas pressões de seleção ainda causam efeitos sobre o nosso comportamento moderno até hoje”, afirma Beall.

Existe também o aspecto cultural. “A cultura ocidental valoriza o casamento como o tipo mais importante de relacionamento íntimo, tratando o ato de casar-se como uma realização pessoal ou indicador de maturidade”, explica Joel. “O casamento traz um status social que pode incentivar as pessoas a se estabelecer, independentemente de quem seja o seu parceiro atual ou da qualidade que esse relacionamento pode ter.”

Os ideais românticos também influenciam nosso comportamento. Uma pesquisa do instituto britânico YouGov realizada em 2021, entre 15 mil norte-americanos, concluiu que 60% dos adultos acreditam em almas gêmeas. Esse pensamento de conto de fadas pode causar sérios prejuízos.

Joel afirma que os pesquisadores chamam essa linha de pensamento de “crenças no destino”, que podem ser parte das razões pelas quais muitos de nós adotamos o viés de progressão. “Muitas vezes, não é muito difícil convencer-se de que a pessoa que você está namorando, na verdade, é a sua alma gêmea”, afirma Joel.

Alcançar o equilíbrio
Nossa tendência inata de persistir com os relacionamentos às vezes pode ser benéfica, pois ela significa comprometer-se com um parceiro a enfrentar qualquer problema.

“À medida que o tempo passa, você começa a desenvolver um histórico de relacionamento, a narrativa sobre aquilo que vocês fizeram juntos e, particularmente, os obstáculos que vocês superaram”, afirma Robert Levenson, professor de psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, que estudou os relacionamentos longos. “Tudo [isso] é positivo e mantém você no relacionamento, mesmo quando a situação fica um pouco difícil.”

O desconhecimento do viés de progressão pode também levar as pessoas para o caminho errado, fazendo com que elas fiquem com alguém com quem elas não combinam. “O lado ruim é que, às vezes, as pessoas ficam em relacionamentos quando deveriam sair”, afirma Levenson.

Estamos também vivendo em uma era com escolhas infinitamente maiores. “Os seres humanos podem ter desenvolvido o viés de progressão para suprimir a capacidade de escolha durante o nosso passado evolutivo, mas isso não significa que a melhor ideia é sempre ficar preso a essa fantasia em uma era em que a maioria de nós facilmente encontrará mais de 500 pessoas ao longo da vida”, afirma Alec Beall.

“É importante encontrar um equilíbrio. Não fique com qualquer pessoa, mas também não passe toda a vida esperando encontrar a pessoa perfeita que atende a todos os requisitos – evolutivamente, essa pessoa provavelmente nem existe”, ressalta ele.

Mas, no final das contas, o seu nível de exigência pode não ser tão importante quanto fazer um balanço regular do seu relacionamento atual, segundo sugerem os especialistas. Se você estiver infeliz, mas não fizer nada sobre isso, reconheça que você pode estar sendo vítima do viés de progressão.

“Nossa conclusão foi que os melhores índices da qualidade dos relacionamentos são, de longe, como as pessoas se sentem sobre diversos aspectos do próprio relacionamento”, segundo Samantha Joel. A questão não é o parceiro que você escolheu, mas sim a parceria que vocês construíram.

“Talvez não seja tão proveitoso ficar procurando um parceiro que pareça bom no papel. Mas, sim, é benéfico, quando você namorar alguém, procurar os sinais iniciais de que o relacionamento está se tornando construtivo e saudável”, conclui ela.

*Por Bryan Lufkin
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*Fonte: bbc-brasil

O que torna alguém interessante pra você?

Para mim, uma pessoa interessante É AQUELA QUE SABE CONVERSAR, QUE TEM O QUE DIZER, E O QUE DIZ, REVELA A SUA SABEDORIA. MAS MUITO ALÉM DO DIZER, AGE COERENTEMENTE. E SE MOSTRA DE VERDADE.

É ALGUÉM QUE TEM CORAGEM DE SER QUEM É!

Ela precisa ser perspicaz e capaz de perceber os outros, não apenas a si mesmo, é sobre ter empatia e viver com compaixão. Você pode até discordar, não tem problema, mas você se torna interessante, quando você traz para o diálogo algo que eu jamais pensei, um novo ponto de vista, algo que agrega a nossa conversa.

Você se torna interessante quando você se atreve a viver as experiências da vida e sente entusiasmo ao compartilhar com os outros tudo o que aprendeu com elas, através do seu olhar, que é único e verdadeiro.

QUANDO VOCÊ VIVE E NÃO APENAS SOBREVIVE, QUANDO VOCÊ DESENVOLVE UMA PERSPECTIVA ÚNICA SOBRE A VIDA.

Quando você é alguém espirituoso e engraçado, capaz de expressar suas histórias com bom humor ou com ironia, quando outras pessoas, muitas vezes, não conseguiriam.

Você se torna interessante quando você se mostra curioso sobre o mundo e interessado, mas você me conquista completamente. quando você se compromete em fazer o bem e ajuda a mudar a nossa realidade com o que você tem de melhor.

Alguém interessante não tem medo de mudanças, pelo contrário, mostra ser uma pessoa que gosta de experimentar coisas novas e se reconhece como um eterno aprendiz.

Interessante é quem faz perguntas desafiadoras e te desafia a pensar diferente do que você pensava trazendo bons argumentos. A ponto de me fazer parar para pensar e reexaminar meus próprios pontos de vista.

Interessante é quem não tem medo de falar o que pensa, mesmo quando sabe que vão discordar de você.

Interessante é quem cultiva uma mente criativa, quem te mostra detalhes que você não tinha percebido. Quem, constantemente, faz observações engraçadas, esclarecedoras e pertinentes.

É quem tem histórias difíceis para contar, mas as conta com suavidade e leveza. É quem tem o poder de enfrentar a vida com uma atitude positiva.

É quem se mostra corajoso o suficiente para ser vulnerável e expor seus piores medos, erros ou falhas.

É quem demonstra que sabe ouvir, mas que sobretudo, quer ouvir o que eu tenho a dizer.

É quem não está apenas esperando a sua vez de falar. Quem não se distrai com qualquer coisa que acontece ou fica no celular. Quem realmente demonstra interesse em saber o que eu penso.

Interessante para mim, é quem se mostra apaixonado pela vida e por tudo o que faz. É quem defende uma causa justa e se move por um forte propósito.

Interessante mesmo, é quem vive a bondade e a compaixão na prática. É quem demonstra vontade genuína de se esforçar um pouco para ajudar alguém que precisa.

É alguém generoso com o seu tempo e com o seu dinheiro. Uma pessoa que defende as minorias e os oprimidos. Que sempre oferece o seu apoio emocional a alguém que está em crise.

É aquele que intercede por alguém que está sendo injustiçado, que não se omite por medo de perder sua “posição” ou seus privilégios.

Interessante é quem sempre chega com um sorriso e deixa o ambiente mais leve. Quem solta aquela gargalhada gostosa e diz: “Pode contar comigo”, todo confiante.

Essa, pra mim, não é apenas uma pessoa interessante, é uma fonte de inspiração.

O que torna alguém interessante pra você?

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

Gênios dizem “não sei”, tolos inventam respostas

Você acha que o governo é legítimo? E a camada de ozônio, que barra… Será que as Olimpíadas acontecem mesmo? E a duplicação da BR que está parada, sai quando? Nestes tempos em que perguntas surgem como avalanche e respostas sensatas como um oásis, passei alguns dias observando como as pessoas pararam de admitir que simplesmente não sabem das coisas.

Ouvi absurdos sobre temas que conheço simplesmente porque fiz uma pergunta técnica a alguém que não sabia o que estava respondendo, mas tinha que manter a sensação de saber. Inventei discos que o Cauby Peixoto não lançou para que as pessoas dissessem “nossa, eu ouvi, sim, é maravilhoso!”. Reparei que muitas vezes o “tenho certeza que ele pensou ou agiu assim” é uma forma enrustida de mostrar que a suposição é menos pior do que não saber ou não opinar.

“Não sei” é quase um fim de assunto. Porque quando admite desconhecer aquilo ao ponto de concordar ou discordar, defender ou acusar, e não pergunta algo em seguida, a pessoa está demonstrando que a falta de informação não tira o seu sono ou aumenta a sua ansiedade com a vida. Quando o “não sei” é seguido de “como é?”, por outro lado, este alguém está mostrando que tem humildade para admitir que não sabe de tudo no mundo e aumenta ainda mais a importância de que, quem o explica sobre aquilo, saiba do que está falando.

Nestes últimos três dias, ouvi pouquíssimas vezes pessoas dizendo que não sabiam. E olha que fui a reuniões, encontros com alguns grupos, monitorei alguns grupos de WhatsApp e até conversas privadas no Facebook entraram no meu radar.

As que pronunciaram as tais palavras, por outro lado, percebi serem as pessoas mais geniais que eu conheço. Acho que elas entenderam que não saber é infinitamente melhor do que inventar, mentir e falar qualquer coisa. Não é feio, não é errado, não ofende ninguém – enquanto a mentira disfarçada de informação pode ofender muita gente.

É impossível que você saiba tudo. O espelho te diz isso, o mundo sabe disso. Então, como seria se, só por um dia, você decidisse dizer que não sabe todas as vezes em que não tiver certeza? Vai exigir monitoramento com afinco, já que a opinião vã muitas vezes sai sem querer. Talvez você se sinta absolutamente vulnerável num primeiro momento, mas também pode ser que você perceba como isso te faz mais forte. Ou não. Não sei.

*Por Marina Melz :@marinamelz / donasdaptoda.com.br
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

O legado emocional que meu cachorro deixou na minha infância

A infância ao lado de um animal de estimação é vivida de forma mais plena e nos dá um legado emocional capaz de nos construir como pessoas.

A FELICIDADE QUE UM ANIMAL NOS OFERECE, SEJA UM CACHORRO OU UM GATO, É TÃO SINCERA E NOBRE QUE TODA CRIANÇA DEVERIA CRESCER COM ESSE PRIVILÉGIO.

De acordo com um estudo publicado no jornal ” The Guardian ” ter um animal de estimação ajuda as crianças a serem mais empáticas. Além disso, de acordo com este mesmo trabalho, eles são menos propensos a sofrer de asma (até 50% se crescerem em uma fazenda).

O meu cão foi o maior companheiro da minha infância, foi o meu cúmplice nas aventuras, o guardião dos meus segredos e aquele que me viu crescer através de um olhar tão puro que ainda hoje continua a dormir no meu coração.

Os animais de estimação são uma fonte de bem-estar para as crianças. Tanto é assim, que temos certeza que hoje você ainda se lembra com carinho daquele animal que deu luz e sorrisos à sua infância. No próximo artigo, convidamos você a refletir sobre isso.

Animais de estimação nos ensinam a socializar

Cães e gatos são mais do que apenas companheiros de brincadeiras. Atualmente, ainda há pais que temem introduzir um animal em casa se houver crianças pequenas, pensando que podem representar um risco. No entanto, não é ruim lembrar que um animal bem cuidado é uma ferramenta terapêutica para nossos filhos.

Dieter Krowatschek, psicólogo infantil e escolar de Marburg (Alemanha), nos oferece um livro interessante intitulado “As crianças precisam de animais de estimação”. Nele, ele nos mostra a capacidade dos cães em favorecer a socialização dos pequenos.

Cachorro é agente terapêutico para crianças

Certos animais, como cães, são agentes terapêuticos em muitos casos para crianças:

Os cães são mais curiosos e menos cautelosos do que os adultos. Eles podem ser os exploradores mais intrépidos e confiantes, ensinando as crianças ao longo do caminho que a melhor atitude em relação à realidade é estar aberto às descobertas.

Por outro lado, são ótimos guardiões e isso os torna companheiros perfeitos para as primeiras escaramuças de nossos pequenos.

Graças aos animais, as nossas crianças desenvolvem uma capacidade empática adequada, compreendendo desde muito cedo o valor de uma carícia, das palavras e da importância dos reforços positivos sobre os negativos.

Algo tão simples como ter um cachorro em casa, contraria o risco de tantas horas de solidão em frente à televisão ou ao computador. Sua forma de se relacionar será mais lúdica, mais aberta.

Animais de estimação são excelentes companheiros para liberação emocional, para canalizar tristeza, medo ou birras. De fato, não podemos esquecer o que muitos estudos nos dizem: os animais têm emoções e, além disso, sabem interpretá-las em nós.

Algo que não podemos ignorar é o grande benefício terapêutico que os cães podem oferecer às crianças com autismo ou transtorno de déficit de atenção.

Permite que eles concentrem sua concentração, desfrutem do contato físico e interajam com o ambiente com mais segurança.

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*Fonte: seuamigoguru

O despreparo da geração mais preparada

“A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles que: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por este mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de serem felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens, no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos grandiosos, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender o fato de que na vida há faltas e isso não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

*Por Eliane Brum
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*Fonte: portalraizes

O texto que vai te ajudar a conhecer o seu perfil psicológico e se entender melhor

O que te faz ser você?
Para responder a essa pergunta, você deve examinar sua personalidade.

A personalidade é o que nos define e nos diferencia dos outros, o que nos torna únicos e qualifica nossas reações ao mundo. É o padrão de atitudes, sentimentos e pensamentos que nos caracteriza e permanece relativamente estável ao longo do tempo.

As características de personalidade nos permitem estimar o impacto que determinados eventos terão sobre nós e, ao mesmo tempo, prever como responderemos a determinados eventos. Por essa razão, os psicólogos passaram décadas projetando diferentes formas de conhecer a personalidade .

O que um teste de personalidade pode te dizer?
Os testes de personalidade são estruturados em uma série de perguntas em forma de questionário ou imagens ambíguas, conhecidas como testes projetivos, que visam avaliar diferentes aspectos da personalidade.

Muitas das classificações e testes de personalidade modernos são derivados da teoria de Carl Jung, que publicou em 1921 o livro “Tipos Psicológicos” no qual criou quatro categorias funcionais para descrever a personalidade: sensação, intuição, pensamento e sentimento.

De fato, um dos testes de personalidade mais conhecidos desenvolvidos por Katherine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers é baseado na teoria da personalidade de Jung. O teste foi projetado em 1943 para apoiar o recrutamento da força de trabalho durante a Segunda Guerra Mundial.

Briggs e Myers não pretendiam colocar as pessoas em categorias rígidas, mas, em vez disso, imaginaram o inventário como uma forma de ajudar as pessoas a entender melhor seus pontos fortes e qualidades para que pudessem aproveitá-las ao máximo.

Basicamente, eles queriam mostrar que todos podiam ser bons em alguma coisa. Com apenas quatro letras, Briggs e Myers criaram uma estrutura simples e positiva que nos ajuda a nos conhecer melhor. Eles se basearam em quatro traços para estudar a personalidade:

Extroversão (E) ou Intraversão (I)
Intuição (N) ou Sensação (S)
Pensamento (T) ou Sentimento (F)
Julgamento (J) ou Percepção (P)

De acordo com as respostas ao teste, são estabelecidos 16 tipos de personalidade que servem para descrever melhor o modo de ser de cada pessoa e suas preferências.

Outro dos testes de personalidade mais utilizados na área da Psicologia foi desenvolvido por Raymond Bernard Cattell. A partir de 1943, foi-lhe confiada a tarefa de construir um instrumento que medisse as dimensões fundamentais da personalidade.

Para isso, partiu dos trabalhos de Allport e Odbert, que encontraram no dicionário cerca de 4.000 adjetivos referentes à personalidade humana. Após uma inspeção cuidadosa, ele os agrupou em 180 categorias, que mais tarde ele reduziu para 45 e, finalmente, 16.

Os 16 fatores que Catell propôs para avaliar a personalidade foram: afetividade, raciocínio, estabilidade, dominância, impulsividade, conformidade grupal, ousadia, sensibilidade, suspeita, imaginação, astúcia, culpa, rebeldia, autossuficiência, autocontrole e tensão.

Quando ocorrem desvios extremos no teste, eles são tomados como evidência de desajustes de personalidade. Esses fatores de segunda ordem são: ansiedade, instabilidade emocional, agressividade, tensão ou frustração.

Claro, existem muitos outros testes de personalidade, mas basicamente todos eles tentam estabelecer um retrato o mais preciso possível das características, traços, preferências e tendências da pessoa, tanto no relacionamento consigo mesmo quanto nas interações com os outros e com ele. ambiente.

Assim, um teste de personalidade pode revelar o grau em que você expressa ou reprime seus sentimentos, seu nível de introversão ou extroversão nas relações interpessoais, quão racional ou impulsivo você é ao tomar decisões, quão importante você é para sua intuição, o grau de comprometimento você mostra para uma tarefa ou o quanto você gosta de novas experiências.


Conhecendo o seu tipo de personalidade: Que benefícios isso pode lhe trazer?

É um ponto de partida mais objetivo para a descoberta pessoal
Todos nós temos um viés otimista quando valorizamos a nós mesmos. Isso significa que tendemos a nos ver de uma forma muito mais positiva. Nós iluminamos nossos pontos fortes e tentamos esconder nossas deficiências. Nem sempre o fazemos conscientemente, muitas vezes é uma armadilha que nosso ego nos arma. No entanto, se não reconhecermos e aceitarmos nossas sombras, não poderemos crescer.

Nesses casos, responder honestamente às perguntas de um teste de personalidade pode nos dar uma imagem mais objetiva de nós mesmos. Pode nos ajudar a entender, por exemplo, que somos excessivamente sensíveis às críticas, muito exigentes conosco ou que estamos fechados à mudança. Esse conhecimento nos ajudará a detectar as áreas que podemos melhorar para chegar à nossa melhor versão.

Forneça explicações para ajudá-lo a se entender melhor
Talvez você sempre tenha odiado festas com multidões, falar em público com estranhos ou se sentir pressionado, mas nunca entendeu o porquê. Ou talvez você sempre tenha precisado de mais tempo do que os outros para tomar uma decisão ou se sentir confortável em novas situações e pensou que isso prejudicou ou foi um problema.

Um teste de personalidade pode lhe dar respostas para aquelas perguntas que você sempre se fez sobre si mesmo. Isso o ajudará a entender melhor certos traços, tendências e preferências, bem como as coisas que você não gosta ou com as quais tem dificuldade em lidar. Se você fizer um exercício de introspecção, poderá até descobrir os acontecimentos da vida que contribuíram para consolidar esses traços de personalidade, que darão alguma lógica e sentido à sua vida.

Facilita a tomada de decisões importantes na vida
Um teste de personalidade permitirá que você entenda melhor seus pontos fortes e fracos. É como um microscópio focado em você que vai revelar suas qualidades e preferências. Isso permitirá que você tenha uma imagem mais clara de quem você é naquele momento, o que pode facilitar a tomada de decisões importantes na vida.

Estar ciente de suas qualidades, por exemplo, permitirá que você escolha uma carreira de acordo com seus interesses na qual possa dar o melhor de si ou optar por um trabalho em que se sinta confortável e possa brilhar. Também permitirá que você planeje seu roteiro vital, escolha as pessoas que o complementam e com quem se sente mais confortável ou opte por aquelas experiências que realmente o preencherão. Como resultado, você acabará se sentindo mais feliz e mais satisfeito com suas decisões.

Fonte de novos desafios para continuar crescendo como pessoa
O efeito Forer, também chamado de falácia de validação pessoal, ocorre quando você acredita diretamente em declarações que podem ser verdadeiras para muitas outras pessoas. Nesse caso, você pode acabar deixando que essas declarações condicionem sua vida e se tornem uma profecia auto-realizável.

Portanto, se você fizer um teste de personalidade, é importante usar seus resultados para crescer. Se você descobrir que é muito introvertido ou próximo de novas experiências, em vez de assumir isso como uma realidade imóvel, você pode estabelecer novos desafios que o ajudam a desenvolver essas áreas de sua personalidade.

Afinal, como revelou um estudo realizado na Universidade de Edimburgo, não somos a mesma pessoa aos 14 anos e aos 77. De fato, outra pesquisa realizada na Universidade de Warwick revelou que em apenas dois anos, mudanças significativas em nossas vidas podem levar a transformações pessoais.

Por fim, vale esclarecer que nenhum teste de personalidade é válido. Existem muitos testes de personalidade online que não são apoiados pela ciência. Portanto, se você deseja conhecer seu perfil psicológico, certifique-se de escolher um teste que seja pelo menos validado por uma plataforma de atendimento psicológico .

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*Fontes:
Harris, MA et. Al. (2016) Estabilidade da personalidade dos 14 aos 77 anos. Psicologia do Envelhecimento ; 31 (8): 862-874.

Boyce, CJ et. Al (2013) A Personalidade é Fixa? A personalidade muda tanto quanto os fatores econômicos “variáveis” e prediz mais fortemente as mudanças na satisfação com a vida. Pesquisa de Indicadores Sociais; 111 (1): 287-305.


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