Pessoas reflexivas sabem gerenciar melhor o estresse!

Pessoas reflexivas são artesãos do pensamento e gerenciam melhor o estresse! A arte da reflexão requer colocar em prática o controle mental adequado.

Pessoas ponderadas são meticulosas em seus processos mentais, lentas em suas meditações e cautelosas em suas decisões.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS MAIS SINGULARES QUE OS DEFINE É A CAPACIDADE DE ENCONTRAR A CALMA EM MEIO AO CAOS E DAR RESPOSTAS INOVADORAS AOS PROBLEMAS.

Neste mundo de contradições, meias verdades e inteiras falsidades, este perfil tem grande valor.

Poderíamos dizer que a capacidade de reflexão é uma das funções superiores do cérebro com maior importância e utilidade. Ser atencioso desacelera a impulsividade natural e fornece uma boa base para o autoconhecimento.

Pensar devagar e por meio do filtro da análise pode nos ajudar a melhorar nossa realidade de diferentes maneiras.

No entanto, em um ambiente tão cheio de estímulos imprevisíveis, muitas vezes somos forçados a responder de forma rápida e instintiva . Isso não é ruim, mas não deve ser nossa estratégia usual.

“Minha mente se rebela contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho, dê-me o criptograma mais abstruso ou a análise mais intrincada, e eu estou em minha própria atmosfera” Sherlock Holmes

Isso é o que torna as pessoas reflexivas diferentes

A reflexão é um processo mental definido por um tipo de pensamento racional e cuidadoso, associado a um clima interno de introspecção. Assim, trabalhos de pesquisa, como os realizados na Universidade de Yale, destacam a grande relevância do que eles definem como “reflexão cognitiva” para um fato muito específico.

Essa faculdade nos permite passar pelo filtro da análise e indução de qualquer questão ou realidade para posteriormente emitir respostas ou comportamentos mais ponderados, evitando assim a primeira coisa que vem à mente.

Esta é uma competição de grande valor. A dimensão que faríamos bem em promover nas crianças desde tenra idade. Portanto, vamos descobrir quais são as facetas e os processos que tornam únicas as pessoas atenciosas.

Bom gerenciamento de estresse

Um recurso essencial para desenvolver o pensamento reflexivo é um bom controle do estresse e da ansiedade. Esses são estados psicológicos que tornam completamente difícil raciocinar de forma focada e vagarosa. Portanto, um bom gerenciamento do estresse (ideias irracionais, emoções, tensão psicofísica, etc.) é decisivo.

Da mesma forma, não podemos ignorar um fato: a arte da reflexão requer autocontrole e compreensão emocional. Não apenas as emoções negativas de valência podem ser perturbadoras; Às vezes, a efusividade ou mesmo a alegria intensa podem atrapalhar nossos poderes de tomada de decisão.

Pessoas reflexivas: mentes analíticas e introspectivas

Habilidade analítica é aquele ofício cognitivo que permite que a informação seja meticulosamente processada para separar o todo em partes menores, gerando assim a oportunidade de entender melhor qualquer dado ou situação.

Da mesma forma, pessoas atenciosas são muito competentes em análise porque praticam a introspecção. Mergulham para entrar em contato com cada pensamento, emoção, realidade interna e tirar suas próprias conclusões.

Observação, lógica e criatividade

Pessoas reflexivas processam e se relacionam com seu ambiente em um ritmo diferente, mais lento. São homens e mulheres muito observadores que se deliciam em cuidar de cada detalhe, de cada nuance do ambiente.

Da mesma forma, filtram cada aspecto da tapeçaria da lógica, ou seja, obtêm suas próprias respostas por meio da dedução e da indução.

É importante entender que a reflexividade tem uma nuance lógica, mas também uma tendência criativa.

Às vezes, para encontrar relações entre várias coisas, é importante usar a indução, mas também aquela imaginação que preenche lacunas e faz do pensamento um processo inovador.

Uma mente aberta e flexível

Para uma pessoa atenciosa, o mundo não é preto e branco e as pessoas não são boas nem más. Para essa personalidade, a vida é cheia de nuances e é isso que a torna rica e interessante.

A flexibilidade de pensamento sempre usa uma mente aberta que não tem medo de dados contraditórios e que também não fica sozinha na primeira opção.

Uma característica das pessoas atenciosas é a autoconfiança. Quem consegue entrar em contato com seus processos internos (pensamentos e emoções) adquire um grande senso de autoconhecimento.

Bons estrategistas de planejamento

É bem possível que pessoas atenciosas levem muito tempo para emitir uma resposta ou para traçar um plano estratégico. No entanto, as respostas que eles apresentam sempre serão sofisticadas e valiosas.

Essa personalidade combina engenhosidade e originalidade porque tem boas habilidades de planejamento. São meticulosos, pautados pela análise, pelo ensaio e pelo erro e por aquela dedicação em que nada é deixado ao acaso.

Foco nas prioridades

Qualquer um que não seja bom em se concentrar no que é importante se sentirá como um navio sem leme. A vida o derrubará aqui e ali, sua mente sempre vagará à deriva e você terá a sensação de que não tem controle sobre nada.

Agora, a reflexão nos dá direção e segurança. Quando sabemos quais são as prioridades em todos os momentos, podemos direcionar todos os nossos recursos e emoções para isso. Por sua vez, isso nos dá uma grande sensação de controle e satisfação.

O desenvolvimento de uma boa mentalidade reflexiva reverte diretamente para o nosso bem-estar diminuído o estresse. É chegar àquele cume de onde tudo faz mais sentido e melhores perspectivas … Só então decidimos melhor.

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*Fonte: seuamigoguru

Estou Aprendendo A Não Reagir A Tudo Que Me Incomoda

Lentamente estou aprendendo que a energia que eu gasto para reagir a cada coisa ruim que acontece me esgota e me impede de ver o lado bom da vida. Eu estou aprendendo que não preciso machucar de volta quem me machucou.

Às vezes, o sinal máximo de maturidade é virar as costas ao invés de pagar na mesma moeda. Eu estou aprendendo que não posso agradar todo mundo, e tudo bem com isso. Eu estou aprendendo que tentar ganhar a afeição de todo mundo é uma perda de tempo e de energia, e que me enche apenas de vazio.

Eu estou aprendendo que não reagir não significa que eu estou bem com as coisas, e sim que eu apenas estou lidando com elas. Eu estou escolhendo tirar isso como lição e aprender com a situação. Eu estou escolhendo ser melhor. Escolhendo a minha paz de espírito porque é o que eu realmente preciso.

Não quero mais drama. Não preciso de ninguém me fazendo sentir que não sou boa o suficiente. Eu não preciso de brigas e discussões. Eu estou aprendendo que, de vez em quando, não dizer nada diz tudo.

Eu estou aprendendo que reagir ao que me faz mal dá poder para outra pessoa sobre as minhas emoções. Você não pode controlar o que os outros fazem, mas pode controlar como você responde, como você lida, como você interpreta e quanto disso você leva para o lado pessoal. Eu estou aprendendo que na maior parte do tempo, essas situações não dizem nada a respeito de mim, mas sim a respeito do outro.

Eu estou aprendendo que talvez todas essas decepções são simplesmente para me ensinar a me amar, porque esse amor é a armadura e o escudo que eu preciso contra quem tenta me derrubar. É o que me salva quando alguém tenta diminuir minha confiança ou questionar o meu valor.

Eu estou aprendendo que mesmo que eu reaja, isso não vai mudar nada, não vai fazer ninguém me amar ou respeitar e não vai magicamente mudar a mente de ninguém. Às vezes é melhor simplesmente deixar estar, deixar pessoas irem, não lutar por fechamento, não pedir explicações, não procurar respostas e não esperar que alguém entenda a minha história.

Eu estou aprendendo que a vida é melhor vivida quando eu não foco no que está acontecendo ao meu redor, e sim quando eu foco em mim mesma. Trabalhar em mim e na minha paz interior me faz perceber que não reagir a toda pequena coisa que me incomoda é o primeiro ingrediente para viver uma vida feliz e saudável.

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*Texto de Thought Catalog, traduzido e adaptado por Portal Raízes

Tédio social ou por que não vamos mais com a cara de ninguém depois da pandemia

Já sabemos que a pandemia impactou em mais áreas da nossa vida, além da nossa saúde. Obviamente, também o fez em nossa economia e em nossas perspectivas de curto prazo. Mas também o fez em nossas relações pessoais. Com amigos, parceiros ou familiares. Mas se déssemos uma olhada nas redes sociais, poderíamos dizer que o fenômeno é um pouco maior, algo mais generalizado. Existe um tédio social. Algo como se depois da pandemia fôssemos um pouco menos com a cara de todo mundo do que antes. Como se estivéssemos decepcionados com a sociedade.

“As consequências sociais da pandemia foram variadas, marcadas pela ambivalência entre o positivo e o negativo”, explica Juan Antonio Roche Cárcel, presidente do Comitê de Sociologia das Emoções da Federação Espanhola de Sociologia (FES). O sociólogo, que publicou vários estudos sobre as consequências sociais do coronavírus, insiste que houve uma “tensão entre as forças individualizantes e comunitárias”. Em outras palavras, “existem aspectos de maior egoísmo individual e aspectos de maior sentido comunitário”. Mas parece que, no final das contas, alguns nos impactaram mais do que outros.

Os confrontos não aconteceram apenas nas varandas dos bares ou nas reuniões familiares. Tampouco apenas nos grupos de WhatsApp. Toda a sociedade parece ter se polarizado na hora de opinar sobre novos assuntos, como o uso correto ou não das máscaras ou a aplicação das vacinas. Cada um com seus argumentos. “Houve uma polarização do político que também afeta a esfera privada”, insiste Juan Antonio Roche Cárcel. Pois o debate de nossos políticos passou das discussões nos meios de comunicação às nossas videoconferências. Mas principalmente às nossas discussões no Twitter, com muitos desconhecidos. “As redes sociais serviram, por um lado, para conectar famílias ou amigos, mas também para gerar fake news, uma exacerbação das emoções, uma intensificação dos ódios, o desrespeito pelo diferente. Esta situação gerou medo e solidariedade, que são duas das grandes respostas sociais que estiveram presentes nestes meses”, insiste o sociólogo.

Tudo isso impactou também nos meios de comunicação. No início da pandemia, nos aferrávamos às imagens dos aplausos para os profissionais da saúde, das comunidades de moradores fazendo compras para os idosos ou dos restaurantes distribuindo refeições gratuitas aos mais necessitados. A estas alturas, as imagens predominantes da pandemia são as de festas ilegais, as frases com desculpas impossíveis para desrespeitar as restrições ou as pessoas que chegaram a enfrentar até mesmo a polícia. Ambas as realidades representam apenas grupos de pessoas e nem sempre as maiorias. No entanto, onde o foco da atenção é colocado, marca a nossa forma de entender a sociedade em seu conjunto.

Amplificação das emoções
Para além de todos os fatores externos, o tédio social também tem a ver com o cansaço emocional que implicou ver nossas vidas transtornadas durante um tempo tão longo. Como exemplo, o estudo da Ipsos Digital para a Unilever concluiu que 61% dos espanhóis consideram que seu bem-estar mental diminuiu.

“Depois deste longo período de pandemia, embora pareça que finalmente começamos a ver a luz e deveríamos ter muita vontade de nos relacionarmos, existe um estado de apatia social generalizada”, reflete a psicóloga Eli Soler. “A situação de confinamento minou o moral de muitas pessoas. Algumas até se acostumaram com o pouco contato social e afirmam que têm preguiça de voltar a se relacionar”.

A especialista acrescenta que a pandemia trouxe uma maior suscetibilidade e uma amplificação das emoções. Ficamos trancados, com uma rotina restrita. Algo parecido com o que aconteceu nas primeiras edições do Big Brother, em que os participantes repetiam que “aqui dentro tudo se intensifica”. “Esta semelhança é um exemplo muito bom, principalmente a primeira edição. Nós, como sociedade, também não esperávamos um confinamento tão longo nem tão estrito. Depois da primeira fase de euforia e da sensação de aproveitar o tempo que nos era dado, com o passar das semanas veio o desespero e o desgaste. Veio aquilo de ficar em casa usando um eterno pijama, como os participantes desse reality show, e de não ter vontade de fazer nada além de comer e assistir Netflix”.

O ambiente de polarização e a sensação de desgaste individual também marcaram a forma como nos comunicamos e nos entendemos. Ou melhor, a forma de gerar mal-entendidos. Principalmente nas redes sociais, onde a falta de linguagem não verbal, de expressões e entonações muitas vezes leva a perverter as mensagens.

“Estivemos muito mais irritáveis, tensos e tudo isso nos levou a discutir mais com nossa família ou com nosso parceiro”, insiste Eli Soler a respeito dos casos que continua atendendo em seu consultório. “As redes sociais foram uma janela externa para a vida social, mas em muitas ocasiões foram usadas mais como via de escape do que como ferramenta social funcional.” Acontece que em um momento que socializávamos, o fazíamos justamente com os assuntos que mais nos levavam a discutir. Tudo isso levou a que nos fechássemos mais em nós mesmos e em nossas opiniões, a que perdêssemos o contato e a confiança com algumas pessoas próximas e, definitivamente, que perdêssemos a perspectiva sobre algo fundamental: a empatia. Porque nem todo mundo atravessava a mesma situação, nem tinha as mesmas circunstâncias familiares ou financeiras ou não sabia administrar suas emoções da mesma forma.

“Mas está terminando, pouco a pouco”, acrescenta como um raio de luz a psicóloga, tendo em vista a realidade europeia. Ela insiste que agora que as vacinas estão chegando para proteger nossa saúde física é um bom momento para abordar nossa saúde mental. “Por isso, para sair desse estado cinza, a melhor coisa a fazer é se ativar, entrar em movimento. Obrigar-se a reencontrar os amigos, voltar a fazer as atividades que antes nos motivavam e obrigar-se a seguir uma rotina regular. Porque cuidar das nossas emoções é cuidar da nossa saúde mental”, conclui a especialista.

*Por Silvia C. Carpallo
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*Fonte: elpais

Seis comportamentos que fazem as pessoas se afastarem de nós

A maioria de nós gosta de ter sucesso em nossas relações pessoais. Mas ter a atitude certa é crucial para esse fim. Na verdade, existem certos comportamentos que, se reiterados, podem acabar afastando os demais do nosso convívio. O psicólogo José Elías Fernández González, membro do Colégio de Psicólogos de Madri, na Espanha, nos conta quais são os mais habituais desses comportamentos, e o que podemos fazer para melhorar essas características caso as tenhamos.

1. Levar as coisas a ferro e fogo

Podemos nos magoar, por exemplo, quando um chefe reconhece os resultados de um colega, mas não os nossos. É preciso, porém, aprender a relativizar essas pequenas punhaladas no ego e “não autoquestionar nosso valor nem se subvalorizar”, recomenda o especialista.

Para lidar com isso, é preciso ser capaz de pensar que não somos os melhores em tudo. Só assim conseguiremos tirar um grande peso de cima: “Seria exaustivo se todos sempre recorressem a nós”, diz o psicólogo. “Além disso, não podemos ser especialistas em todos os aspectos profissionais e pessoais. Há pessoas que têm ideias melhores que as nossas em determinados assuntos.”

Também devemos tentar não levar tudo para o terreno pessoal, porque não somos o umbigo do mundo. Devemos tentar manter o controle sobre nossas emoções e não reagir exageradamente aos acontecimentos cotidianos.

2. Ser ciumento por natureza

O monstro de olhos verdes tampouco ajuda a criar um círculo de amizades saudável. No âmbito social, muitas vezes o ciúme é entendido como uma amostra de que nos importamos com os outros, mas neles só encontramos frustração e mal-estar. “Geram sentimentos de inveja, obsessão ou controle que de maneira inconsciente e involuntária se manifestam e projetam nos outros, o que pode levá-los a fugir de nós”, esclarece Fernández González.

Para combater o ciúme, devemos aprender a valorizar nossos pontos fortes e virtudes, assim como as coisas boas que nos acontecem. “É preciso evitar comparações com os outros.”

3. Necessitar de constantes elogios

Todo mundo gosta de receber elogios ou afagos de quem nos cerca. Mas cuidado, porque, se nossa autoestima depender da validação constante por parte dos outros, ela se voltará contra nós. Ser viciado em elogios também pode turvar suas amizades.

Fernández González afirma que não cabe às pessoas que nos cercam nos manter motivados e com o ego alimentado. “Cada um é único e irrepetível, e não temos por que sempre contentar a todos, e sim a nós mesmos.”

O amor próprio é a chave. Isso tampouco significa que devamos nos tornar vaidosos ou egocêntricos, só que tenhamos consciência de que a forma como os outros nos veem é apenas uma amostra da realidade, que nem sempre é a correta.

4. Não aceitar críticas construtivas

Ninguém gosta de ter suas falhas ressaltadas, mas de vez em quando vai bem que nos chamem a atenção para elas. Entretanto, não devemos confundir isso com a atitude daquelas pessoas que só veem o que está ruim, já que isso pode acabar sendo negativo para o crescimento pessoal.

Como disse Joe E. Brown a Jack Lemmon em Quanto Mais Quente Melhor, “ninguém é perfeito”. “Reconhecer nossos defeitos é uma força que gera autoestima e nos ajuda a adotar mecanismos para superá-los”, observa Fernández González.

O psicólogo afirma que, se não aprendermos a aceitar os comentários negativos, nunca tentaremos superar e eliminar nossas desvantagens. Também insiste na necessidade de uma boa comunicação com os outros, já que são os bons amigos que nos ajudam a ter uma visão mais objetiva dos nossos comportamentos e nos motivam a melhorá-lo: “É fundamental para o sucesso nas relações, e também para ter uma visão saudável sobre nós mesmos”.

5. Fazer-se constantemente de vítima

Assumir esse papel para causar pena ou compaixão funcionará durante pouco tempo. Segundo o especialista, há uma realidade: “Todos queremos estar com pessoas alegres e felizes”. Isto não significa que você nunca possa compartilhar as fases ruins ou as coisas negativas com seus amigos. Porém, se abraçarmos a negatividade como filosofia e o vitimismo como atitude perante a vida, os outros fugirão de nós “como da peste”.

“Alguns só podem ver a parte negativa das coisas que lhes acontecem, ou sempre se antecipam ao que vai acontecer no futuro, e isso não lhes permite ser felizes. Se dependesse deles, o mundo já não existiria mais”, afirma o psicólogo.

Para evitar isso, não podemos atribuir ao exterior ou ao destino tudo o que nos acontece de ruim, pois determinadas variáveis estão ao nosso alcance e devemos ter consciência de que muitas das coisas que nos ocorrem são consequência de nossos pensamentos e ações. Só uma atitude positiva poderá nos ajudar e também fará os outros confiarem em nós.

6. Ser muito sincero, mesmo se ninguém tiver pedido a sua opinião.

Disseminar nossa opinião sobre qualquer tema sem que ninguém peça —por exemplo, como é horrorosa a calça do seu amigo ou o penteado da sua colega de trabalho— nos transforma em seres odiosos.

O que se conhece como “não ter filtro”, ou seja, emitir juízos gratuitos a torto e a direito, pode magoar os que nos cercam ou fazê-los se sentirem incômodos. Em geral, falar demais não é uma qualidade elogiada socialmente, segundo o especialista: “Não se pode dizer a primeira coisa que nos passa pela cabeça nem julgar as pessoas levianamente, sem pensar que podemos ofender”, afirma Fernández González.

É preciso aprender a ser mais prudente, respeitoso e empático, recomenda o especialista. Também é bom saber valorizar as qualidades e capacidades dos outros: “Melhor pecar por prudência que por excesso nos julgamentos que emitimos sobre os outros. Não temos só que estar atentos ao que dizemos, mas também ao jeito que empregamos”, esclarece.

*Por Alejandra Sánches Mateos
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*Fonte: elpais

Os sonhos refletem várias memórias e antecipam eventos futuros

Os sonhos resultam de um processo que muitas vezes combina fragmentos de múltiplas experiências de vida e antecipa eventos futuros, de acordo com novas evidências de um novo estudo.

Os resultados mostram que 53,5% dos sonhos foram atribuídos a uma memória, e quase 50% dos relatos com uma fonte de memória foram conectados a várias experiências passadas.

O estudo também descobriu que 25,7% dos sonhos estavam relacionados a eventos iminentes específicos e 37,4% dos sonhos com uma fonte de eventos futuros estavam adicionalmente relacionados a uma ou mais memórias específicas de experiências passadas.

Os sonhos orientados para o futuro tornaram-se proporcionalmente mais comuns no final da noite.

“Os humanos têm lutado para entender o significado dos sonhos há milênios”, disse a principal investigadora Erin Wamsley, que tem um doutorado em neurociência cognitiva e é professora associada no departamento de psicologia e programa de neurociência na Furman University em Greenville, Carolina do Sul.

“Apresentamos novas evidências de que os sonhos refletem uma função de processamento de memória. Embora se saiba há muito tempo que os sonhos incorporam fragmentos de experiências passadas, nossos dados sugerem que os sonhos também antecipam eventos futuros prováveis. ”

O estudo envolveu 48 alunos que passaram a noite no laboratório para avaliação do sono noturno por meio de polissonografia. Durante a noite, os participantes foram acordados até 13 vezes para relatar suas experiências durante o início do sono, sono REM e sono não-REM. Na manhã seguinte, os participantes identificaram e descreveram as fontes de vida desperta para cada sonho relatado na noite anterior. Um total de 481 relatórios foram analisados.

“Esta é uma nova descrição de como os sonhos são derivados simultaneamente de várias fontes da vida em vigília, utilizando fragmentos de experiências passadas para construir novos cenários, antecipando eventos futuros”, disse Wamsley.

De acordo com Wamsley, o aumento proporcional de sonhos orientados para o futuro no final da noite pode ser impulsionado pela proximidade temporal dos eventos que se avizinham. Embora esses sonhos raramente representem eventos futuros de forma realista, a ativação e a recombinação de fragmentos de memória relevantes para o futuro podem, no entanto, servir a uma função adaptativa.

O resumo da pesquisa foi publicado recentemente em um suplemento online da revista Sleep e será apresentado como um pôster a partir de 9 de junho durante o Virtual SLEEP 2021. SLEEP é o encontro anual das Associações Profissionais de Sono, uma joint venture da Academia Americana de Sono Medicine and the Sleep Research Society.

*Por
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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Pare de controlar” o curta-metragem que nos ensina a abraçar a vida

Criamos manuais para praticamente tudo e achamos que podemos planejar tudo, influenciando assim nossas habilidades de criar, pensar e sentir. O curta “Pare de controlar” nos ensina que é preciso parar de interferir no natural se quisermos evoluir e crescer .

Gostamos de exercer controle. Vivemos com o propósito de manipular cada pequena coisa, esperamos que as coisas funcionem exatamente como queremos e como planejamos. Mas a verdade é que, se esperamos que nossos projetos se tornem realidade, devemos estar cientes de que não podemos ter 100% de certeza do que fazemos ou decidir fazer funcionar.

Um curta para refletir sobre a nossa maneira de ver a vida
Este curta-metragem conta a história de Dechen, um pequeno monge budista em preparação, que tem uma grande paixão pela jardinagem. No vídeo você poderá apreciar como uma flor é plantada, observá-la e cuidar dela com total dedicação. Vamos ver o que acontece em “Pare de controlar”:

Como você já deve ter visto no curta-metragem , a planta de Dechen vai perdendo força aos poucos, apesar dos cuidados dispensados ​​a ela pelo pequeno monge. A partir do momento em que é trazida para o templo, a flor começa a murchar, causando mal-entendidos e desconsolação em nosso protagonista.

Dechen não consegue aceitar a situação e, por isso, o líder dos monges Angmo é obrigado a intervir e repreender o seu pupilo. Felizmente, Dechen percebe que, ao remover a necessidade de poder e controle, sua flor começa a florescer novamente.

Abraçar a vida, uma matéria a ser ensinada
Para abraçar a vida, devemos desfazer as correntes que prendem a aleatoriedade, porque se fingirmos ter tudo sob nosso controle, nos privaremos do prazer da serendipidade, da flexibilidade e da inovação.

Freqüentemente reiteramos que muitas coisas acontecem quando menos esperamos e que mesmo que tudo exija esforço e trabalho , devemos deixar que aconteçam. Não podemos deixar de exercer o controle e acabar exagerando pelo medo da incerteza.

É simplesmente uma questão de “afrouxar” os limites que impomos a nós mesmos e tornar nossos pensamentos mais flexíveis. Aqui está uma série de conceitos sobre os quais você precisa ter clareza:

Não se trata de fazer um relacionamento tal como o idealizamos, pois cada pessoa é um mundo e, portanto, cada relacionamento será único.

Todos querem o melhor para os seus filhos e, por isso, procuramos encaminhá-los para o caminho que consideramos mais adequado. No entanto, o que há de mais positivo para uma criança é que ela sempre tenha a seguinte mensagem clara: VOCÊ DEVE SER VOCÊ MESMO.

O mesmo acontece com os projetos, quando vemos apenas um caminho acabamos perdendo uma infinidade de oportunidades que giram em torno de nós.

Por exemplo: queremos nosso parceiro do jeito que ele é ou como o idealizamos? Estamos permitindo que nossos filhos decidam e construam sua própria autonomia ou estamos exercendo um controle excessivo ao orientá-los no caminho que queremos que sigam? Quantas maneiras de embarcar nessa jornada existem e o que estamos fazendo?

Com isso queremos dizer que, às vezes, no esforço de acertar, acabamos desnaturando os eventos. Porque, afinal, para ter sucesso e ser brilhante, temos que ser ” loucos ” e deixar de lado o “bom senso”; só assim poderemos ver com outros olhos a realidade que todos veem, pois em cada história existem tantas facetas quantas pessoas e circunstâncias.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

As 3 habilidades de pessoas com alta ‘inteligência emocional’ no trabalho

Quando publicou seu livro Inteligência Emocional, há 25 anos, Daniel Goleman ganhou fama com uma ideia até então desconhecida: as habilidades de uma pessoa não se medem apenas pelo seu coeficiente intelectual.

Considerado um novo paradigma, o livro, que foi traduzido para 40 idiomas e vendeu 5 milhões de cópias, foi o início de um novo campo de investigação da psicologia que, desde então, tem tido repercussões em nível educacional e profissional.

Doutor em psicologia pela Universidade Harvard, Goleman é cofundador do centro Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL) e codiretor do Consórcio para Pesquisa em Inteligência Emocional em Organizações, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.

Uma das perguntas mais frequentes ao pesquisador é sobre quais são as características que fazem com que uma pessoa se destaque no trabalho.

Ainda que pesem fatores como o nível de conhecimento, o que realmente faz a diferença, garante Goleman, é seu nível de inteligência emocional, ou a habilidade para identificar e monitorar suas emoções pessoais e dos demais. E é essa a pedra angular de seu trabalho.

“As empresas olham cada vez mais pela lente da inteligência emocional ao contratar, promover e desenvolver seus funcionários”, afirmou Goleman à BBC News Mundo, o serviço da BBC em espanhol. “Anos de estudo mostram que quando mais inteligência emocional tem uma pessoa, melhor será seu desempenho”.

Goleman chegou a estabelecer que o conceito de inteligência emocional abrange 12 características essenciais para que as pessoas alcancem seus objetivos de desenvolvimento e tenham êxito em suas carreiras:

– Autoconsciência emocional

– Autocontrole emocional

– Adaptabilidade

– Orientação ao sucesso

– Visão positiva

– Empatia

– Consciência organizacional

– Influência

– Orientação e tutoria

– Gestão de conflitos

– Trabalho em equipe

– Liderança inspiradora

A reportagem perguntou ao pesquisador quais são as três habilidades mais poderosas desse grupo para quem procura sucesso no trabalho. E o psicólogo americano destacou: orientar-se ao sucesso, empatia e influência.

Orientar-se ao sucesso

“Eu escolheria a orientação ao sucesso, compreendida como a capacidade de seguir me esforçando para alcançar os objetivos apesar dos obstáculos e contratempos. Nos tempos atuais, isso parece muito importante”, afirmou.

Essa decisão de concentrar esforços nos seus objetivos implica desenvolver a capacidade de resiliência e adaptação diante de condições adversas e uma perspectiva positiva frente as circunstâncias para continuar avançando em direção à meta, explica ele.

Uma das maneiras de desenvolver esta habilidade, diz o investigador, é recordar-se constantemente da satisfação que irá sentir quando cumprir seus objetivos. Este pensamento é uma força que ajudará a seguir em frente.

E, além disso, esforçar-se para cumprir ou superar um padrão de excelência, recebendo positivamente os comentários que outras pessoas fazem sobre o seu trabalho.

Empatia
Para Goleman, a empatia se relaciona com a capacidade de se sintonizar com as necessidades e sentimentos das pessoas com quem você tem que interagir, seja no trabalho, com clientes ou com amigos. Trata-se de prestar atenção a outras pessoas e dedicar tempo a entender o que estão dizendo e como se sentem.

Por isso, é essencial desenvolver a capacidade de escutar e fazer perguntas. E, embora a empatia seja uma habilidade que exija tempo para ser desenvolvida, uma prática que pode ajudar é o hábito de “colocar-se no lugar de outra pessoa de uma maneira profunda”, diz Goleman.

Influência
Esta habilidade se refere basicamente à capacidade de “transmitir seu argumento a pessoas-chave de uma maneira convincente, especialmente àquelas pessoas cujas decisões podem te ajudar a conseguir suas metas”, explica o psicólogo.

Uma boa técnica para desenvolver essa característica, diz Goleman, é simular esse tipo de situação com a dramatização. “Provavelmente a melhor maneira de melhorar esta habilidade é trabalhando com um instrutor ou companheiro de confiança.”

Embora possa parecer incômodo a princípio, trata-se de praticar o convencimento de outra pessoa. Esse treinamento permite preparar-se para o momento real em que você precise aplicar seu poder de persuasão.

Quais são as armadilhas?
Algo bastante comum que costuma atrapalhar o desenvolvimento profissional, explica Goleman, é definir a inteligência emocional de uma maneira muito reduzida. Focar, por exemplo, em uma ou duas características da lista e deixar de lado a complexidade do conceito.

“Ao colocar toda a atenção na sua sociabilidade e empatia, por exemplo, você pode perder de vista todos os outros aspectos essenciais da inteligência emocional que podem lhe faltar, que lhe transformariam em um líder mais forte e efetivo.”

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*Fonte: bbc-brasil

O que a sua foto de perfil pode dizer sobre a sua personalidade? Eis o que a ciência diz:

A ciência sugere que sua selfie pode lhe dizer muito mais sobre você do que você imaginou inicialmente …
Sua foto de selfie ou perfil nas mídias sociais pode dizer muito sobre sua personalidade. A foto do perfil ou a selfie que você escolhe compartilhar revela o que você quer que as pessoas vejam, o que pode revelar muito sobre sua personalidade.

Sua personalidade é literalmente um OCEANO, de acordo com aqueles que estudam os “Cinco grandes” traços de personalidade. Os cinco grandes traços de personalidade que compõem sua personalidade incluem Abertura, Consciência, Extroversão, Agradabilidade e Neuroticismo.

Essas cinco características se reúnem para oferecer uma melhor compreensão de sua personalidade. De acordo com o PsyBlog , você pode reconhecer todas essas cinco características de algo tão simples quanto uma foto de perfil do Twitter. A Associação para o Avanço da Inteligência Artificial divulgou um estudo chamado “Analisando a Personalidade através da Escolha de Imagens de Perfil de Mídia Social” e os resultados são bastante interessantes.

Abertura:

Pessoas com alta abertura têm fotos muito esteticamente agradáveis. Essas fotos tendem a ter maior contraste, nitidez, saturação e quase nenhum desfoque. Pessoas com alta abertura também tiveram a maior tendência de ter fotos de perfil que não se mostravam.

Consciente:
Pessoas conscientes tendem a ter imagens de perfil mais naturais, brilhantes e coloridas. Pessoas conscienciosas gostam de ordem e gostam de seguir um cronograma. Pessoas conscientes são altamente orientadas para os detalhes. Embora sejam orientadas a detalhes, a foto de uma pessoa consciente também pode ficar embaçada. Ordem e expectativas são mais importantes que a estética.

Extroversão:
Extrovertidos gostam de fotos brilhantes com cores brilhantes. Também é provável que um extrovertido tenha uma foto de perfil com várias pessoas. Essas pessoas são conversadoras e muitas vezes pensadas como a vida da festa.

Agradabilidade:
Pessoas agradáveis ​​tendem a ter fotos borradas que não são muito esteticamente agradáveis. As imagens são normalmente muito brilhantes e incluem o rosto. As pessoas com alta qualidade de imagem podem ter pouco contraste, clareza e nitidez. Pessoas agradáveis ​​são simpáticas e de coração mole.

Neuroticismo:
Pessoas com alto neuroticismo tendem a ter fotos em que o rosto ocupa mais espaço do que o normal. Elas são normalmente simples e não muito coloridos. Também é provável que exibam uma imagem agradável que nem são delas mesmas.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Esse teste japonês vai te ajudar a conhecer as profundezas do seu inconsciente

Esse teste japonês vai te ajudar a conhecer as profundezas do seu inconsciente

Para fazer esse teste, pegue lápis e papel para escrever suas respostas.

Quem é você de verdade? Como você se relaciona com os outros? Quais são as prioridades da sua vida? Com este teste psicológico, você pode entrar nas profundezas do seu inconsciente e descobrir algo novo sobre você.

Teste psicológico japonês:
Agora pegue papel e lápis, eles podem te ajudar. Em seguida, feche os olhos, relaxe e se imagine cruzando um DESERTO.

Ao seu redor, existe uma grande extensão de areia que atinge o horizonte. Acima de você está o céu. Como você descreve esse deserto?

Agora você verá um BALDE na sua frente.

Qual é a aparência do seu balde? É grande, pequeno, largo? Do que é feito? É colorido ou transparente? Está na areia ou no ar?

Lembre-se de escrever as respostas a essas perguntas em sua folha de papel.

Agora imagine uma ESCADA.

A que distância está a escada do balde? Do que é feita? Escreva tudo!

Agora imagine um CAVALO.

Qual é a posição do cavalo em relação ao balde e à escada? O cavalo é manso ou bravo? O que ele faz? Escreva também esses detalhes na folha.

Em algum lugar neste cenário, FLORES aparecem.

Quantas? A que distância você está do balde? E quanto aos outros elementos? Anote também essas informações.

E no final, vem uma TEMPESTADE.

Você consegue ouvir? A que distância estão o balde, a escada, o cavalo e as flores?

A resposta do teste psicológico:
O deserto representa o mundo ao seu redor, ou melhor, como você o vê e o percebe.

O tamanho do balde representa o tamanho do seu ego. A cor ou falta de cor indica o seu nível de satisfação, quão “aberto” você é e quão fácil é para os outros lidar com você. Quanto mais alto for o balde da terra, melhor será a sua opinião sobre si mesmo.

A distância entre o balde e a escada fornece informações sobre sua amizade e simboliza o quão próximo é seu relacionamento com seus amigos. Se a escada estiver perto do balde, significa que seus amigos podem contar com você.

O cavalo representa seu amor. A distância entre o cavalo e o balde representa o seu grau de participação no relacionamento.

Se o cavalo é bravo, indica a necessidade de verificar uma das partes de sua relação.

Se o cavalo é manso, isso significa que você se sente seguro em seu relacionamento.

As flores representam seus filhos ou o desejo de tê-los. Quanto mais perto o balde e as flores estiverem, mais forte será o vínculo com seus filhos ou maior será seu desejo de ter filhos.

A tempestade representa o estresse e sua maneira de lidar com situações estressantes.

Quanto mais terrível e ameaçador for, maior será o medo e a ansiedade em você.

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*Fonte: equilibrioemvida

Ame sem possuir, acompanhe sem invadir e viva sem depender

O maior sinal do amor é deixar a pessoa amada ser ela mesma. É também uma enorme amostra de maturidade psicológica. E é algo muito difícil de alcançar, já que nossa sociedade “nos programa” para a posse. Em uma cultura onde vale mais quem tem mais, é difícil não extrapolar esse conceito para as relações interpessoais. Então nos tornamos possessivos.

A origem da possessividade está no medo da perda
Basta-nos apenas termos algo, apenas sentirmos que algo é nosso, que já somos tomados pelo medo de perdê-lo. E quanto mais nos apegamos a essa posse ou quanto mais amamos a pessoa, maior é esse medo.

Em muitos casos, esse medo da perda remonta a experiências passadas, especialmente a infância, que deixaram cicatrizes dolorosas em nosso cérebro. Apreciou-se que as pessoas que sofreram perdas na infância ou que não receberam atenção suficiente tendem a desenvolver um apego inseguro que as leva a depender dos outros ou a controlar suas vidas. Essas pessoas exigem atenção constante e não querem compartilhar a pessoa especial com mais ninguém por medo que lhe “roubem” e desapareçam com ela de sua vida, o que as fará experimentar os sentimentos de desamparo que sentiam quando crianças.

No entanto, pode haver outras razões para uma pessoa desenvolver esse relacionamento possessivo. De fato, a possessividade sempre implica em insegurança e baixa auto-estima. Pessoas inseguras tendem a ser mais possessivas porque têm mais medo de perder o que conquistaram porque, no fundo, acham que não merecem isso.

O problema é que essas pessoas, em vez de analisar de onde vem essa possessividade, tentam neutralizar seus medos e inseguranças com mais controle.

A dinâmica perversa do controle
Houve uma vez um monge seguidor de Buda. O monge costumava perambular dia e noite em busca de iluminação. Ele carregava consigo uma estátua de madeira de Buda que ele próprio esculpira e todos os dias queimava incenso em frente à estátua e adorava o Buda.

Um dia ele chegou a uma cidade tranquila e decidiu passar alguns dias lá. Ele se estabeleceu em um templo budista onde havia várias estátuas de Buda. O monge seguiu sua rotina diária, assim também queimou incenso em frente a sua estátua no templo, mas não gostou da ideia de que o incenso que queimava por sua estátua chegasse às outras estátuas.

Então uma ideia lhe ocorreu: ele colocou um funil na frente de sua estátua para que o cheiro do incenso só chegasse a ela. Depois de alguns dias, ele percebeu que o nariz de sua estátua estava preto e feio da fumaça do incenso.

Essa simples parábola nos mostra o que pode acontecer quando a possessividade nos cega. Na verdade, não é difícil cair em um comportamento do monge e acabar sufocando a pessoa que amamos. No entanto, o curioso sobre o controle é que quanto mais você aplicá-lo, mais controle você quer, porém mais ilusório se torna.

Para amar e deixar ser, é necessário mudar nossa mentalidade

– Não confunda apego com amor. A possessividade geralmente vem da confusão: interpretamos erroneamente nosso apego como amor. O apego é uma emoção superficial que nos une, enquanto o amor é uma emoção mais profunda que nos liberta. Amar alguém é deixá-lo ir, amarrar alguém é experimentar apego. É por isso que a possessividade é uma forma de apego que não reflete o amor, mas sim nosso desejo e necessidade de controle.

– Deixe a necessidade de controle. Possessividade surge da insegurança, que tentamos atenuar através do controle, porque nos dá a falsa ilusão de segurança. No entanto, quando você percebe que na realidade o controle que você exerce é mínimo, porque a qualquer momento a vida pode arrebatar qualquer coisa ou qualquer pessoa, então você entende que não faz sentido desperdiçar tanta energia inutilmente. Naquele momento, um pequeno milagre ocorre: em vez de se esforçar para controlar, você se esforça para desfrutar mais dessa pessoa ou de suas posses.

– Cultive seu “eu”. A dependência emocional do outro e o desejo de controlá-lo surgem quando sentimos que não somos capazes de satisfazer nossas necessidades. Quando temos um “eu” amadurecido, quando confiamos em nossas habilidades e nos conectamos com nossas emoções, a possessividade desaparece, simplesmente porque não precisamos disso, não tem razão de ser. Portanto, para amar sem dominação ou dependência, é necessário realizar um profundo trabalho interior.

– Suponha que todos tenham o direito de ser. Nós não fazemos bem aos outros quando impomos nossas opiniões e maneiras de fazer. Portanto, não caia no erro de tentar impor sua maneira de ver o mundo para “ajudar” o outro. Ninguém é obrigado a atender às nossas expectativas, de modo que o maior presente que podemos dar àqueles que amamos é deixá-los ser e aceitá-los incondicionalmente.

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

O Que Você Herdou Dos Seus Filhos?

O que você herdou dos seus filhos? Eu herdei paciência. Capacidade de suportar desorganização e caos. Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado. Herdei medo de morrer. Medo de trânsito. Medo da noite. E o único medo de perder verdadeiro. Mas herdei coragem também. Muita.

De um, herdei a necessidade de desacelerar. De outro, herdei atenção difusa. E de outro, sagacidade para responder questões difíceis. Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado.

Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas. Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias. E as gargalhadas mais incríveis. Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas. Herdei força sobre-humana. Herdei sentidos mais apurados. Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa. E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita ‘mãe’”.

Texto de Rita Almeida, psicóloga e psicanalista com ênfase nos seguintes temas: psicanálise, saúde pública, saúde mental, educação, educação inclusiva, teorias da aprendizagem

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*Fonte: portalraizes

Reflita “Migalhas afetivas: a pessoa conversa com você ou só te responde?”

Quando me deparei com esse texto, entendi a importância de refletir as migalhas afetivas. A pessoa realmente conversa contigo, ou só te responde? Sabe a diferença?

Esse texto foi escrito por Fabiola Simões no site A SOMA DE TODOS OS AFETOS. Lá tem o texto na integra!

“Em maior ou menor grau, somos seres que esperam. Que desejam e fazem planos. Que acreditam ou têm fé no que virá. Em diferentes proporções, somos pessoas que vivem não somente no hoje, mas também no amanhã. E, querendo ou não, nosso futuro ficou incerto, nebuloso; foi, de alguma forma, cancelado. E mesmo que estejamos tirando de letra esse período, há momentos em que a impossibilidade – de qualquer coisa – nos aflige.

Se antes podíamos ir e vir, com a quarentena muita coisa se reduziu ao espaço da nossa casa, e grande parte da nossa conexão com o mundo ficou restrita à tela do celular. Assim, toda ansiedade, angústia e excesso de expectativas que tínhamos antes, ganhou proporções ainda mais agudas com o novo arranjo dos dias.

No meio disso, as relações que temos uns com os outros – mas principalmente com aqueles que nos interessam – se somou à incerteza do momento e tornou-se ainda mais difícil, ganhando contornos nem sempre explícitos, nem sempre claros, muitas vezes confusos e incompreensíveis.

Não é errado você querer se sentir bem, sem angústia ou ansiedade. Não é ruim você desejar que sua expectativa em algo se resolva, e que você possa adquirir um tipo de prazer que vai dar novo sentido ao seu dia, à sua semana. Porém, muitas vezes esse momentâneo prazer será seguido por uma gigantesca frustração que pode lhe arrastar como uma onda desoladora.

Às vezes é preciso abrir mão do prazer imediato, que é o prazer que vou ter em mandar aquela mensagem ou visualizar aquele story… e entender que depois pode vir uma ressaca moral ainda maior, gerada pela falta de reciprocidade.

Os sinais existem, e a gente sabe disso. Porém, muitas vezes preferimos não enxergar. Ou enxergamos, mas ainda não estamos prontos para aceitar. Pois criamos expectativas. E mesmo dizendo para nós mesmos que não esperamos nada, lá dentro ainda há uma vozinha de esperança. […]

Muitas vezes nos contentamos com migalhinhas afetivas porque simplesmente estamos tão angustiados com nossas incertezas que acreditamos que aquele prazer em receber um “bom dia” seco e sem graça pode aliviar um pouco nossa inquietação. Mas não alivia. Na verdade, só piora.

Às vezes precisa doer de uma vez para parar de doer. Contentar-se com migalhinhas afetivas, com respostas monossilábicas à mensagens elaboradas, com falta de posicionamento da outra pessoa, com falta de conexão e conversas mais abrangentes, além de um simples “bom dia” ou “boa noite”… é sofrer de forma parceladinha. Às vezes é preferível ter um sofrimento total, com uma boa dose de tristeza e luto, do que ficar preso à uma dor a conta gotas, que não nos liberta para seguir em frente.

Pare de falar que não vai criar expectativas. Só de falar isso, você já as criou. Talvez fosse mais honesto encarar que você espera sim, que você aguarda uma resposta sim, que você deseja mais desse alguém que só responde suas mensagens, mas nunca, em hipótese nenhuma, conversa realmente com você.

Admitir que isso dói, que isso não te faz bem, que isso aumenta sua angústia ao invés de aliviá-la é o primeiro passo para arcar com as consequências das expectativas que você cria. Respeite sua tristeza, sofra total e não parceladamente, e decida, de uma vez por todas, se isso lhe basta.”

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*Fonte: floresepoesias

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A Felicidade não é intuitiva

Para ser feliz precisamos aprender a contrariar a nossa natureza.

Uma das vantagens de ter crescido em Belo Horizonte, é que eu não precisava ir muito longe para achar uma trilha. Na adolescência, esse era um dos programas favoritos da minha turma de amigas. Com menos de 30 minutos de caminhada, chegávamos a um mirante maravilhoso, escolhíamos uma pedra para sentar, e os assuntos rendiam a tarde inteira. Em uma dessas ocasiões, eu estava andando entre as pedras quando uma cobra passou bem na minha frente. É curioso como o corpo reage nessas horas. As minhas pernas e braços congelaram e os segundos viraram horas, como se o mundo passasse em câmera lenta.

O que me marcou sobre essa história é que eu só percebi que uma cobra havia passado depois que tudo estava bem. Informações de perigo são processadas de forma tão rápida pelo nosso cérebro que primeiro reagimos e depois entendemos o porquê. Neste caso, o pânico fez com que eu ficasse imóvel e passasse despercebida. Para ameaças do tipo cobra, o pânico é adaptativo. Mas quando o que te assusta é uma apresentação no trabalho, a coisa não é bem assim. É que, infelizmente, o sistema que lida com diferentes medos é o mesmo. E nosso cérebro foi programado para lidar com problemas antigos demais.

É deste cérebro que depende a nossa felicidade. Um cérebro recheado de mecanismos automáticos, programados há milhares de anos para garantir a nossa sobrevivência. E garantir significa que essas programações não pedem nossa permissão para acontecer. Por isso, ser feliz não é uma tarefa simples. Temos uma série de vieses automáticos inscritos no nosso DNA que não contribuem para o nosso bem-estar. Para sermos felizes, precisamos contornar esses vieses, e para isso, é necessário conhecê-los em primeiro lugar.

Não damos valor para o que temos
Uma programação evolutiva que atrapalha a felicidade é a tendência à adaptação. Logo que perdemos ou ganhamos, ficamos felizes ou deprimidos. Depois, acostumamo-nos. É assim também com os estímulos neurais, neurônios deixam de responder a estímulos constantes. Se o objetivo é sobreviver, faz sentido que sejamos mais sensíveis às mudanças do que aquilo que já temos. É o desejo da conquista que nos põe em marcha. E para não desistirmos de lutar, a antecipação do prazer se fez maior do que o prazer da conquista de fato.

Quem já testemunhou o desejo da criança por um novo brinquedo, sabe que erramos grosseiramente quando estimamos a felicidade que a próxima conquista é capaz de nos dar. As pesquisas demonstram que o dinheiro, por exemplo, contribui para a felicidade até conseguirmos dar conta das nossas necessidades básicas. Para além delas, a corrida é em vão. A promoção, ou um novo relacionamento, tendem a nos encantar por antecipação, mas à medida que nos acostumamos com o novo patamar, os benefícios se tornam nossos por direito, parte do que é normal e esperado. Então, passamos a desejar algo que ainda não temos, esquecendo de aproveitar o que já está bom, hoje. E segundo a ciência, é no tempo presente que a felicidade está. Mas somos programados para acreditar que a felicidade está onde ainda não chegamos.

Queremos impressionar
Robert Frank explica que uma das razões por que corremos tanto é porque usamos o consumo e a conquista para ganhar status e relevância social. As pessoas querem o último IPhone não porque ele seja mais útil do que o modelo anterior, mas pelo que as pessoas pensam sobre quem já conquistou o último lançamento. Queremos sentir que somos especiais. E se o valor está na exclusividade, cada pessoa que consegue comprar o objeto do desejo desvaloriza a conquista dos demais. Então passamos a querer o que é ainda mais difícil para o outro, mas que também é difícil demais para nós. Um corpo mais jovem do que a própria idade, uma conta bancária com saldo maior do que podemos gastar, um cargo que demanda mais tempo do que você tem.

Achamos que estamos perseguindo a felicidade quando na verdade a nossa busca é por status, outra de nossas heranças evolutivas. Pessoas com status conseguiram mais favores, seguidores, recursos e vantagens no jogo da sobrevivência. Por isso, desenvolvemos mecanismos cerebrais automáticos que avaliam nossa posição social e a opinião do outro a nosso respeito, inconscientemente, inclusive. O pesquisador Erzo Luttmer descobriu que, entre pessoas que tinham o mesmo salário, as que moravam em bairros mais ricos se consideravam menos felizes do que as que moravam em bairros modestos. É que as pessoas se sentem piores quando ganham menos que seus pares. Tanto que em outra pesquisa, voluntários preferiram a hipótese de ganhar 90 mil por ano em uma empresa onde os colegas ganhariam 70 mil, do que ganhar 100 mil por ano se isso significasse que os colegas ganhariam 150 mil. O desejo por status, e não por felicidade, governa nossos comportamentos. Como resultado, encontramos estresse, ansiedade e burnout.

O negativo pesa mais que o positivo
Para o pesquisador Roy Baumeister, se você deseja ser feliz, precisa encarar uma terceira herança evolutiva. Para o seu cérebro, o negativo pesa mais que o positivo. Viés negativo é a tendência universal humana de sermos mais afetados pelo que é ruim do que pelo que é bom. Por exemplo, sofremos mais quando perdemos 100 reais, do que ficamos felizes quando achamos a mesma quantia. Preferimos um desconto de 50% na compra de dois produtos do que comprar um produto e ganhar o segundo grátis. Na prática, a matemática é a mesma, a diferença é que você interpreta o desconto como uma oportunidade de perder menos e o produto grátis, como oportunidade para ganhar mais. E quando temos escolha, preferimos não perder do que ganhar.

Isso acontece porque quando o foco é sobrevivência, é melhor priorizar o negativo do que o positivo. Ao longo da nossa evolução, poderíamos perder uma oportunidade de alimentação, mas se a cobra passasse despercebida, este poderia ser o nosso último erro. A questão é que nossa atenção é limitada, não conseguimos processar tudo o que acontece a todo momento. Então se o cérebro direcionar a atenção para o negativo o tempo inteiro, limitamos e empobrecemos a nossa experiência. E desta forma, não há felicidade que resista. Até porque o negativo não nos chama atenção apenas quando acontece. A antecipação sobre as coisas ruins que podem acontecer é uma das maiores causas de depressão e ansiedade. É o famoso sofrer por antecedência.

E porque pensamos mais no negativo do que no positivo, acreditamos que coisas ruins tem mais probabilidade de acontecer. Confundimos a probabilidade dos eventos com a presença deles na nossa imaginação. O que pode dar errado entra com mais peso na nossa conta. Erramos na avaliação de risco e nos tornamos irracionalmente cautelosos. Não tentamos algo que nos faria feliz por medo de falhar. Acreditamos mais em notícias ruins do que em notícias boas. Ficamos desmotivados para encarar um novo projeto porque focamos nas coisas que temos que abdicar para alcançar novas metas.

Tomando as rédeas da felicidade
De acordo com as pesquisas, os eventos negativos têm em média 2 a 3 vezes a intensidade emocional de eventos positivos de importância similar. Por isso, para quem tem o intuito de ser mais feliz, Baumeister sugere a Regra dos Quatro. Compense cada briga com quatro momentos agradáveis, e cada crítica, com quatro elogios.

Uma segunda estratégia com respaldo científico — e que também costuma ser desvalorizada por sua simplicidade — é a prática da gratidão. O diário da gratidão é uma das atividades com melhor custo-benefício quando o assunto é bem-estar. Basta escrever diariamente 3 coisas pelas quais você é grato e porque você é grato por elas. Pesquisas sugerem que a prática nos deixa mais atentos ao que temos de bom hoje, reduzindo a tendência de adaptação e o viés negativo também. Além de mais otimismo, manter um diário de gratidão por três meses ajudou voluntários a construir relacionamentos mais fortes, lidar com adversidades, aumentar a frequência das emoções positivas, dormir melhor, fazer mais exercícios, aumentar a imunidade, melhorar a saúde mental e claro, tornarem-se naturalmente mais gratos.

Outra forma de aumentar os níveis de felicidade é estar mais atento aos automatismos. Quando conhecemos a natureza dos nossos pensamentos e desejos automáticos, temos mais chances de tomar as rédeas dos nossos comportamentos. Escolhendo, por exemplo, aquilo que nos faz feliz em vez do que nos ajudou a sobreviver em um passado remoto. Como recurso, considere a meditação. A meditação traz um distanciamento emocional com relação à nossa experiência, e isso é suficiente para que consigamos escolher melhor as nossas ações. A terapia e a escrita são outros recursos que ajudam a conhecer e colocar os pensamentos em xeque.

Felicidade dá trabalho
Certamente sabemos, ou já ouvimos falar, sobre as escolhas que podem trazer felicidade. Sabemos que a felicidade é sobre aproveitar o que já temos, sobre ter tempo para relacionamentos saudáveis, sobre fazer o que amamos, sobre descobrir que o significado da vida está além da nossa própria. Mas saber muda pouca coisa, porque na prática é difícil agir assim. Felicidade dá trabalho porque ela não é intuitiva. Não fomos programados para sermos felizes. É preciso contrariar nossos automatismos, tarefa das mais difíceis. E mesmo que continuemos a ser governados por nossas heranças evolutivas, cada passo no sentido de mais felicidade vale a pena. Vale a pena treinar a gratidão e aprender a meditar. Vale a pena escrever e ter como norte a Regra dos Quatro. Para ser mais feliz vale a pena inclusive fazer terapia.

*Por: Adriana Drulla é Mestre em Psicologia Positiva pela Universidade da Pennsylvania (EUA) e pós graduada em Terapia Focada em Compaixão pela Universidade de Derby (Inglaterra), onde teve como mentores Martin Seligman, psicólogo fundador da psicologia positiva, e Paul Gilbert, psicólogo criador da Terapia Focada em Compaixão. Semanalmente fala sobre psicologia e mente compassiva no podcast Crescer Humano.
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*Fonte: vidasimples

Fofoca é a vingança e a narrativa dos fracassados – Por Leandro Karnal

Transcrevemos uma fala do professor Leandro Karnal sobre o livro “Sapiens – Uma breve história da humanidade“, que postula que o Ser Humano começou a viver em grupo a partir do que conhecemos hoje como fofoca:

“Segundo o autor israelense,o excelente livro Sapiens, a partir da revolução cognitiva – 70 mil anos atrás, os homens começaram a espécie sapiens, que se tornou depois a única espécie do gênero homo, se transformou no que ela é em função da linguagem. E a linguagem que é comum a quase todos os animais, se tornou muito sofisticada entre nós. Ele dá como exemplo no livro que alguns macacos aprenderam que determinados guinchos [som do macaco] falam que ‘vem vindo um predador’, e que alguns macacos, inclusive, mentem ‘vem vindo um predador’, e o grupo foge para árvore e pega as bananas que estão no chão.

Mas a capacidade de mentir elaboradamente… [pertence aos homens] Lembrando que a fofoca pode ser verdadeira ou falsa. Às vezes eu espalho uma notícia negativa que é verdadeira e, às vezes,eu espalho uma notícia negativa que é falsa, mas nós gostamos dela porque ela nos protege: ‘eu sei que o outro também tem defeitos’, e é também a última vingança dos fracos. Quando alguém muito famoso, muito importante ou muito bonito diz algo e nós falamos da vida dele, falamos das suas questões pessoais, que é a nossa defesa. Na verdade a fofoca é a narrativa do fracassado”.

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*Fonte: portalraizes

Como formamos memórias falsas nas quais acreditamos sem saber?

A maioria dos seres humanos tende a acreditar que possui uma boa memória ou que sabe detalhar um acontecimento do passado com precisão. Entretanto, é bastante improvável que essa seja uma informação verdadeira. Isso ocorre pois o nosso cérebro costuma alterar as nossas lembranças com o passar do tempo, desenvolvendo memórias falsas.

Sendo assim, muito do que achamos ser fatos concretos hoje na verdade faz parte de distorção ou fabricação de lembranças, podendo ser completamente falso ou imaginário. Na maior parte das vezes, esse processo ocorre pois outras memórias começam a interferir no armazenamento de informação ou outras peças de informação fornecidas por outras pessoas começam a ser incluídas.

Definição de falsa memória

De maneira curta e resumida, a psicologia define uma memória falsa como qualquer peça de informação armazenada pela sua cabeça que experiências passadas das quais as pessoas acreditam serem verdadeiras mas não são. Isso pode incluir detalhes simples, como aquele questionamento se você trancou a porta de casa, ou se agravar para casos criminais que envolvem peças de memória fundamentais.

A falsa memória também é a responsável por causar o que chamamos de “Efeito Mandela”, um fenômeno psicológico onde as pessoas passam a acreditar em uma versão inexistente de uma acontecimento histórico — como foi o caso da possível morte do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela enquanto estava na cadeia.

O surgimento de memórias falsas não é algo realmente extraordinário entre os seres humanos e costuma acontecer com certa frequência. Por fim, essa confusão se destaca não pelo fato de esquecermos ou misturarmos detalhes, mas sim pelo fato de nos lembrarmos de coisas que nunca vivenciamos antes.

Criando uma memória falsa

Se as falsas memórias são algo tão comum, de onde é que elas surgem? Em suma, um dos fatores responsáveis pela existência desse fenômeno é a desinformação e má atribuição da fonte original das informações. Além disso, cada conhecimento adquirido e novas memórias absorvidas podem gerar certo impacto naquelas que já estão armazenadas há tempo.

Uma falsa memória também pode ser criada através da “sugestão”. É como no famoso ditado “quanto mais repetimos uma mentira, mais verdadeira ela se torna”. Nesse caso, uma informação falsa que é contada inúmeras vezes para outras pessoas aos poucos passa a ficar mais vivida e forte na lembrança coletiva.

Por fim, quem também exerce forte influência na maneira como guardados dados são as nossas emoções. Acontecimentos emocionantes costumam sempre vir mais fortes na nossa cabeça, mas o excesso de sentimentos pode levar a memórias equivocadas ou não confiáveis.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

O Que Você Herdou Dos Seus Filhos?

O que você herdou dos seus filhos? Eu herdei paciência. Capacidade de suportar desorganização e caos. Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado. Herdei medo de morrer. Medo de trânsito. Medo da noite. E o único medo de perder verdadeiro. Mas herdei coragem também. Muita.

De um, herdei a necessidade de desacelerar. De outro, herdei atenção difusa. E de outro, sagacidade para responder questões difíceis. Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado.

Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas. Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias. E as gargalhadas mais incríveis. Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas. Herdei força sobre-humana. Herdei sentidos mais apurados. Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa. E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita ‘mãe’”.

Texto de Rita Almeida, psicóloga e psicanalista com ênfase nos seguintes temas: psicanálise, saúde pública, saúde mental, educação, educação inclusiva, teorias da aprendizagem.

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*Fonte: portalraizes

Como o tempo mudou nossas noções de tristeza, timidez e até beleza

Esportes não são recomendáveis a senhoras que passaram dos 30 por serem um risco à saúde e uma “indecência”. Leques são itens essenciais ao flerte. A tristeza pode ter origem no fígado.

Estas afirmações podem soar absurdas para você, internauta do século 21, mas representam crenças sociais sobre a beleza e as emoções comuns no início do século passado.

Entender como atributos aparentemente inquestionáveis como feio, bonito, alegre, triste, gordo e magro foram construídos no último século faz parte do trabalho de Denise Bernuzzi de Sant’Anna, uma “historiadora das emoções” que dá aulas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e se prepara para lançar um novo livro, dessa vez sobre sentimentos tristes e depressão.

“No passado, as experiências tristes tinham nomes diversos e podiam ser males da alma, do espírito ou às vezes até do próprio corpo, como a ideia de uma bile (fluido produzido pelo fígado) amarga”, explicou a historiadora em entrevista à BBC News Brasil por telefone.

“Nos anos 1910, 1920, havia remédios, como o veronal, que buscavam tratar de sentimentos tristes que teriam origem em um problema físico, como no fígado ou estômago, uma tradição que remonta à Grécia Antiga.”

“Ou, no Brasil, até um problema de nutrição, como raquitismo ou anemia. O Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato, uma figura magra, desnutrida, apática, representa isso. Com isso, vem toda a propaganda da época de fortificantes, como o Biotônico Fontoura. E, com Getúlio Vargas, a construção da nação é atrelada a produção de um brasileiro – especialmente crianças – forte, robusto e, sobretudo, alegre.”

As coisas começam a mudar, no Brasil e no mundo, após a Segunda Guerra, quando começam a surgir medicamentos antidepressivos e manuais de psiquiatria.

Estes manuais tiveram como marco inicial uma publicação de 1952 da Associação Americana de Psiquiatria (APA), que desde então ganhou diversas versões. Elas trazem classificações de distúrbios mentais e seus sintomas, e sua influência foi desde estatísticas governamentais a planos de saúde.

Mas estas publicações também são cercadas de críticas: em 2013, quando a quinta e mais recente versão da APA foi lançada, e alguns psiquiatras denunciaram que os manuais estaria transformando em doenças comportamentos até agora considerados comuns.

Bernuzzi diz que historicamente os textos passaram a tratar de como estados emocionais como tédio, timidez, mal estar, luto ou desilusões amorosas podem eventualmente ser classificadas como transtornos, medicalizados e relacionados a um fundo fisiológico.

‘Males do espírito’ em baixa

Só que agora, vinculados a uma outra parte do corpo.

“O cérebro virou um fato social, ganhou uma centralidade nas nossas preocupações com a saúde. Na nossa rotina, discutimos os elementos bioquímicos do cérebro: serotonina, endorfina…”, exemplifica a historiadora.

“Há uma disputa aí, porque por muitos séculos, estes males eram coisas da alma. E a alma tem qualquer coisa de sobrenatural. Hoje, as moléculas e os neurônios superaram a ideia dos males do espírito. Vivemos uma era muito mais materialista nesse aspecto.”

“Isso tem uma relação forte com o declínio da transcendência: mesmo nas igrejas evangélicas, que crescem muito hoje, a ênfase na vida atual (em contraposição a outros planos) é muito forte. A gente tende a fazer mais jejuns do corpo do que da alma.”

Uma consequência “terrível” deste novo cenário é, para a pesquisadora, uma “intolerância muito maior à tristeza”.

“Ela se tornou mais intolerável porque nós a desnaturalizamos. À medida que a tristeza vira uma doença, um distúrbio, um desequilíbrio, não só algo que simplesmente faz parte da vida, fica mais difícil aceitá-la.”

“Você vê por algumas palavras que desapareceram, o que indica uma experiência que não existe mais. Uma delas é o ‘resguardo’, fase pela qual as mulheres passavam quando tinham filhos. Elas ficavam isoladas, eram alimentadas com canja por 20 dias, algumas tampavam o ouvido para não ouvir barulhos.”

“Não tem ‘resguardo’ hoje. Nós eliminamos cada vez mais da nossa vida espaços que consideramos altamente entediantes, improdutivos, até doentios.”

Mas esta não pode ser uma leitura saudosista? Bernuzzi diz “insistir” em destacar que, entre passado ou presente, não há algum cenário que seja melhor: o interessante é perceber o que mudou.

Pintura em preto e branco mostra mulher deitada com bebê recém-nascido no colo, e menina ajoelhada ao lado brincando com neném

O que é bonito?

Outro conceito que mudou radicalmente no último século foi o de beleza, tema de estudo de Bernuzzi em seu doutorado na Universidade Paris VII, na França. A pesquisa resultou anos depois no livro a História da Beleza no Brasil (Editora Contexto, 2014).

Como em boa parte de seu trabalho, a historiadora se baseou em publicações na imprensa, propagandas e documentos da área médica, como teses e boletins.

Isso, ela reconhece, acaba refletindo na predominância da história de certos grupos sociais em detrimento de outros, como os indígenas “exterminados”. Assim, há tradições que acabam não capturadas: “Um grande desafio do historiador é fazer história dessas populações que não tiveram voz.”

Bernuzzi destaca que, do início do século até hoje, houve uma transição do corpo como pertencente a uma comunidade – “ficando, assim, dependente da aprovação desta” – para uma propriedade mais individual.

No Brasil do final do século 19 e início do 20, por exemplo, um elogio importantíssimo era ser “elegante” – o que se refletia, entre a população abastada, no uso de produtos e roupas rebuscadas, como itens comprados em São Paulo na Casa Garraux, que importava de Paris pós de arroz, águas de colônia e perfumes.

Mas, no cenário tropical, a importação destes hábitos não era perfeita: vestidos com cauda ficavam sujos com facilidade e levavam para dentro de casa a poeira das ruas das cidades que efervesciam; penteados complicados duravam pouco e o pó de arroz podia se tornar uma pasta com o calor.

Falando no calor, outro item essencial naquele tempo eram os leques, mas sua função ia muito além de refrescar.

“Saber usar um leque implicava conhecer os significados e os poderes dos gestos de abri-los e fechá-los. Havia significados distintos para leques fechados, abanados rapidamente ou lentamente. Equipamento essencial ao flerte, o seu desuso representou o esquecimento de um meio de comunicação”, diz a historiadora no livro.

Bernuzzi mostra também como episódios históricos expressam noções de beleza, como a proclamação da República, consolidada em 1889. A elite monarquista, que ficava para trás, era simbolizada pela velhice e era conquistada pela mocidade republicana.

Um trecho de Ordem e progresso, de Gilberto Freyre (1900-1987), reproduzido no livro de Bernuzzi, diz que o período imperial havia morrido “sob as barbas brancas e nunca maculadas pela pintura do imperador D. Pedro 2º, ao passo que, em seu lugar, resplandeciam as barbas escuras dos jovens lideres republicanos, ávidos do poder”.

Lembra até acontecimentos recentes da política brasileira, em que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se viu rachado entre os “cabeças brancas”, nomes mais antigos e tradicionais da sigla; e os “cabeças pretas”, a ala mais jovem e fonte de uma proposta de novos rumos para o partido.

Influência americana

Com o passar das décadas, a influência dos Estados Unidos na economia, política e cultura se reflete também nos ideais estéticos, inclusive no Brasil. Isso se consolida na década de 50, com o chamado american way of life – o “estilo de vida americano”, que se pauta em um discurso meritocrático, visando a qualidade de vida e abundância material.

A beleza, que sempre se escreveu no feminino, lembra Bernuzzi, indicando como atributo. O tema foi predominantemente relacionado às mulheres e ganhou novos modelos também para os homens.

As guerras mundiais catapultam o modelo viril dos soldados e o tórax forte como atributo desejável.

Mas não é que antes não houvesse tendências de beleza para eles. O Brasil do início do século 20, por exemplo, tinha um ícone do dandismo para chamar de seu, o pintor e fotógrafo Ernesto Quissak (1891-1960).

Um dândi se vestia de maneira ousada e cheia de personalidade: a forma encontrada por jovens boêmios e românticos para se opor à predominância do ideal requintado da burguesia.

Décadas depois vieram outras chacoalhadas nas definições de feminino e masculino, como as trazidas pela contracultura das décadas de 60 e 70 e pelo rock’n’roll. Gestos, roupas e adereços até então mais associados às mulheres foram potencializados por estrelas como os músicos David Bowie e Freddie Mercury; e no Brasil, Ney Matogrosso, exemplifica Bernuzzi.

A contracultura, na verdade, foi um marco para todos. Até para as grávidas.

“A barriga grávida não era uma imagem valorizada. Isso muda com a contracultura, os movimentos de aceitação do próprio corpo, o feminismo. No Brasil, Leila Diniz foi um marco”, aponta Bernuzzi, lembrando da atriz cuja imagem na praia, não só preterindo o maiô ao biquini – ainda em processo de aceitação –, como também grávida, se tornou icônica.

O cenário da foto da década de 70, o mar do Rio de Janeiro, expressava também o protagonismo da capital fluminense como centro irradiador de modas para todo o país, entre elas, o uso de tangas.

As musas da literatura

Cabelos molhados, soltos, às vezes cheios, assim como corpos pouco cobertos, ganharam brilho nesse contexto de liberação corporal, o que, para Bernuzzi, vai ao encontro de um ideal particularmente brasileiro de beleza.

“Temos esse mito de uma beleza natural muito forte, como se a mulher brasileira fosse um retrato de sua natureza: selvagem, indomável. A literatura alimenta isso, com mitos fundadores como Iracema, lábios de mel”, diz a historiadora, fazendo referência à personagem título de romance homônimo de José de Alencar (1829-1877), descrita por ele como “a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.”

A pesquisadora já mapeou outros símbolos, na arte brasileira, de ícones e expressões da beleza ao longo da história.

Guta, adolescente e uma das protagonistas do romance As três Marias, de Rachel de Queiroz (1910-2003), simbolizou a repressão das famílias, no início do século passado, diante de novidades como usar maquiagem ou fazer penteados ousados. Guta tinha truques com as amigas para burlar as regras, como enrolar a saia comprida na altura da cintura para mostrar as pernas na saída da escola.

Beatriz, personagem de Jorge Amado (1912-2001) em Tereza Batista cansada de guerra, escandalizou sua vizinha por fazer cirurgias plásticas, algo ainda novo naquele tempo. Ao rejuvenescer o rosto e os seios, se tornou a “glorificação ambulante da medicina moderna”, nas palavras do autor.

Jacira, mote do impiedoso título do conto Feia demais, de Nelson Rodrigues (1912-1980), explicita o tratamento hoje escandaramente cruel às mulheres consideradas feias. Rodrigues conta a história de um rapaz “bem apanhado”, que se apaixonou por uma mulher “feiíssima”, “um bucho horroroso”. Depois de casados, ele se arrependeu de tê-lo feito após vê-la diante do espelho.

Na verdade, a exigência de beleza revela como, neste campo, há uma “aliança nem sempre visível” entre prazeres e sofrimentos, direitos e deveres, como aponta a historiadora.

‘Perseguição especular’

Hoje é difícil imaginar, por exemplo, como seria um mundo sem espelhos ou tantas imagens nas telas – e sem a pressão que eles fazem.

“As pessoas não se viam tanto em outros séculos, não havia espelho em toda parte, essa perseguição especular. Nos anos 1910, 1920, espelhos eram caros, ainda mais de corpo inteiro. As elites tinham no guarda-roupa.”

“O hábito de se olhar em espelhos maiores dentro de casa se banaliza mesmo depois dos anos 70.”

A multiplicação de imagens também pressiona para que toda imagem do ser humano seja fotogênica – mesmo que venha de dentro do corpo.

“Mesmo sendo um feto na barriga, tem que ser algo que já nos dê uma sensação boa. Não vou dizer bonito, mas tem que ser harmonioso.”

“Um outro exemplo disso [da pressão sobre toda parte do corpo] são os mamilos nas [revistas] Playboys. Até um certo ponto, os seios das mulheres são os mais diversos. Depois, inclusive por causa da cirurgia estética, há uma padronização nos anos 90, 2000. Há a exigência de uma fotogenia estandarte.”

“Como se não bastasse, há uma cobrança às vezes nas partes internas do corpo, como a que motiva cirurgias estéticas ginecológicas.”

No Brasil, a adesão às cirurgias plásticas vai muito além deste procedimento. Somos o segundo país do mundo no volume de cirurgias estéticas (1,4 milhão em 2017), pouco atrás dos Estados Unidos (1,5 milhão).

Segundo a historiadora, no país, artigos na imprensa já anunciavam nomes de cirurgiões e financiamentos para operações na década de 60 e 70, mas foi só nos anos 80 que a prática foi impulsionada.

É uma ascensão associada à “globalização” da publicidade de corpos jovens e longilíneos e à criação da medicina estética inicialmente na França e nos EUA.

“E o Brasil tem uma certa facilidade em aceitar novas tecnologias. Isso em todos os meios, inclusive o médico. Na França, as pessoas fazem cirurgia plástica também, mas há um nível de precaução maior, como com a anestesia geral. A grande preocupação aqui no Brasil é se vai ficar bom.”

“A nossa intolerância à idade é muito grande. Somos um país jovem. A disputa no mercado amoroso, no mercado de trabalho, é muito mais cruel.”

*Por Mariana Alvim
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*Fonte: bbc-brasil

Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Quanto Mais Inteligente É Uma Pessoa, Menos Sociável Ela É

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, o professor Leandro Karnal disserta sobre a inteligência e a sociabilidade. Neste vídeo ele afirma que as pessoas simples são mais sociáveis, enquanto as pessoas que se aprofundam na cultura e conhecimento acabam por se distanciar das demais pessoas, e acabam vivendo sozinhos, pois constroem uma visão de mundo muitas vezes pouco compartilhada com os demais. Confira:

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*Fonte: portalraizes

As 5 qualidades que definem as pessoas de caráter

Joan Halifax é uma ativista social, humanitária, antropóloga, ecologista, autora e mestre budista. Ela é uma grande defensora de um mundo mais consciente e evoluído, e afirma que o mundo está sofrendo não porque não existem boas pessoas trabalhando pelo bem comum, mas porque essas pessoas boas se perderam no meio de sua jornada.

Halifax acredita que existem 5 grandes qualidades que formam as pessoas de caráter, e que elas podem ajudar na transformação do mundo, criando uma realidade positiva e sem sofrimento para todos nós. Essas qualidades algumas vezes podem acabar trabalhando contra nós, mas precisamos encontrar uma solução para nos recuperarmos e continuar em frente em nossa caminhada.
Explicamos abaixo as 5 qualidades das pessoas de caráter, de acordo com Joan Halifax.

1. Integridade

Integridade é uma característica que qualifica as pessoas que seguem os princípios morais com retidão.

Muitas vezes, a integridade pode trabalhar contra nós. Isso acontece quando nos colocamos em um paradoxo moral. Por exemplo, nossa tendência natural pode ser demonstrar reprovação e indignação em relação às pessoas que violaram as normas éticas sociais ou pessoais, mas muitas vezes os nossos princípios pessoais nos impedem de fazer isso.

O que podemos fazer para que esse sentimento continue trabalhando a nosso favor é dar-nos a permissão de mostrar “fraqueza” em alguns momentos. Fraqueza nesse contexto significa permitir sentir seus sentimentos e compartilhá-los com as pessoas ao seu redor, mesmo que possam ser interpretados como “reclamações insignificantes”. Entenda o seu lado humano e não permita que os seus princípios o prendam em uma realidade que não o faz completo.

2. Altruísmo

Altruísmo é o comportamento instintivo que nos incentiva a nos preocuparmos com as pessoas ao nosso redor, fazendo nossa parte para que tenham uma vida menos complicada.

Eu achava que nunca iria superar certas coisas que hoje nem me abalam
A importância de dizer “não”

Como é um sentimento muito intenso, a falta de limite para sua manifestação em nossas vidas pode acabar tendo efeitos opostos do que o esperado, deixando-nos cansados e ressentidos, o que prejudica nosso relacionamento para com as pessoas que desejamos ajudar.

Para nos recuperarmos da fase ruim do altruísmo, é necessário fazermos algo que pode parecer desagradável no começo, tomar algumas atitudes egoístas pensando em nosso próprio bem. Por exemplo, fazermos algo que sempre desejamos, sem pedir opinião ou aprovação de ninguém. Precisamos entender que para podermos realmente ajudar alguém, precisamos estar bem com nós mesmos em primeiro lugar.

3. Empatia

Empatia é a habilidade de se colocar no lugar da outra pessoa e compreender seus sentimentos.

Os problemas com a empatia começam a acontecer quando envolvemos demais nos problemas e dificuldades de outra (s) pessoa (s), e deixamos de nos importar com nossas próprias vidas.

Para superar as dificuldades da empatia, é fundamental seguir uma medida de ação de dois passos fundamentais: estabelecer uma distância saudável entre os problemas de outras pessoas e sua própria vida e praticar mindfulness. Aprenda a dominar seus sentimentos para poder ajudar outras pessoas, sem prejudicar sua saúde emocional no processo.

4. Respeito

Respeitar alguém é saber lidar com as diferenças e agir com maturidade no relacionamento interpessoal, colocando a boa convivência em primeiro lugar. O respeito também pode ser aplicado em nossos relacionamentos com nós mesmos e aos princípios da vida.

O ponto baixo do respeito é quando chegamos ao ponto do desrespeito passivo. Ele acontece quando nos sentimos obrigados a desrespeitar as coisas e pessoas que não seguem nossas crenças. Dessa maneira, nós, de certa forma, privamos o outro da liberdade de viver suas próprias vidas de acordo com seus desejos particulares.

Para superar esse lado negro do respeito, devemos focar no desenvolvimento da humildade. Nenhuma pessoa jamais será totalmente perfeita para nós, assim como nós também não conseguiremos agradar a todos. Dentro desse contexto, é fundamental mantermos o respeito como prioridade.

5. Engajamento

Engajamento é a qualidade de buscar sempre estar envolvido com diferentes coisas, seja na vida pessoal, com os amigos ou entes queridos ou até mesmo em assuntos que são de relevância universal.

Quando não estabelecemos um limite em nosso engajamento, podemos sofrer consequências como exaustão, desânimo, falta de tempo e desesperança.

Para superar essa situação, é importante fazer uma organização de suas prioridades. Crie um cronograma saudável, que o permita tempo para descansar, refletir, organizar sua mente. Para isso, você precisará entender que não pode dizer “sim” a tudo, e que essa não é uma medida fácil, mas que tornará sua vida muito mais feliz.

Depois de fazer essa leitura, você se considera uma pessoa de caráter forte?

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: oamor

Os quatro C’s para encontrar a felicidade em vez do prazer

Que alegria. Meses economizando dinheiro e finalmente ele é seu. Exceto massagem nos pés, faz de tudo. E pudera, com o dinheiro que custou. Mas ali está, tão elegante, tão novo. O smartphone de último modelo. Ou o carro. Ou o casaco. O capricho. A sensação de felicidade é inenarrável. Entorpece, preenche. Mas é felicidade? Os especialistas afirmam que não. Que isso que você sente é prazer, e que o prazer é efêmero. Porque, rapidamente, lançarão uma versão melhor do seu celular, um modelo mais completo do seu carro ou você encontrará um casaco mais bonito em qualquer loja, devolvendo-o ao ponto de partida. E, como se não fosse o bastante, começará a não saber o que é a verdadeira felicidade.

Contra a ditadura do bem-estar

Um assunto desagradável. “O prazer está relacionado com as sensações cruas, pontuais, à flor da pele, e por isso, tem uma duração muito curta”, explica Rosana Pereira, psicóloga do escritório Haztúa e especialista em psicologia positiva e gestão dos sentimentos, que completa: “Ao contrário, a felicidade é uma forma de vida em médio e longo prazo”.

Os dois estados são determinados pelos hormônios; a dopamina, neurotransmissor que desencadeia no cérebro as sensações de euforia e recompensa, é o motor do prazer, enquanto a serotonina, relacionada com a calma e a satisfação, é responsável pela sensação de felicidade. Mas — e agora vem o problema — a dopamina suprime a serotonina, ou, colocando de outra maneira, a busca do prazer pelo prazer nos afasta da felicidade autêntica.

Logo, tantas horas felizes em bares e tantos emoticons sorridentes revelam-se como manchas na procura do bem-estar momentâneo, que acostumam mal o indivíduo e colocam pedras no caminho da felicidade real. “A sociedade atual está focada unicamente no prazer, na satisfação em curto prazo, em não ter que dar nada em troca”, afirma Pereira, que aponta para a raiz do problema de muitas pessoas frustradas e deprimidas.

Pereira explica também o conceito de roda hedônica, a capacidade do ser humano de se adaptar ao prazer pelo prazer: “Como se fosse uma droga, cada vez mais precisamos de mais para experimentar o mesmo nível de bem estar”, afirma, e exemplifica com as primeiras saídas com os amigos na adolescência. Naquele momento, qualquer plano era uma caravana de novas sensações agradáveis; ir ao cinema, tomar um refrigerante… tudo valia. Prazer em estado puro. Mas, conforme o tempo passa, os planos precisam ser mais elaborados para conseguirmos desfrutar.


Frente ao hedonismo vazio, os quatro C’s

O americano especialista em saúde e bem estar Robert Lustig tem uma proposta para redirecionar e ordenar a dicotomia prazer-felicidade. Em seu livro, The Hacking Of The American Mind — algo como O saque da mentalidade americana ­—, o cientista investigou a dependência da dopamina e o hedonismo e propõe um caminho alternativo para abandonar a busca pela felicidade por meio de ações que, na verdade, sabotam as possibilidades de alcançá-la. E estabelece um plano em torno de quatro C’s: conectar, contribuir, cuidar-se e cozinhar.

Em primeiro lugar, encoraja a conexão com o mundo, mas de verdade. Nada de consultar o Facebook compulsivamente para estar em dia com as vidas das pessoas que não nos importam, nem de inundar o Whatsapp com simpáticas bolinhas amarelas de aspecto exultante. Para nos conectarmos de verdade, Lustig advoga relações pessoais, cara a cara, e, como reforça Rosana Pereira, do Haztúa, “a encontrar momentos de qualidade com os outros que nos levem a gerar empatia, um motor básico para a produção de serotonina e, portanto, de felicidade duradoura”.

Lustig também aconselha a contribuir, colaborar, dar algo aos demais sem pedir nada em troca. “Dar ao outro e comprovar como sua contribuição faz as outras pessoas felizes permitem se concentrar internamente, pensar no que se tem e não no que falta”, afirma Pereira. Porque a felicidade, afirma, é dar, enquanto que o prazer é baseado unicamente em receber.

O próximo C: cuidar-se. “É o básico. Se a máquina que o move não tem uma boa manutenção, é difícil que o resto funcione bem”, confirma Pereira, que também encoraja, agora sim, a não demonizar completamente o hedonismo: “A vida não tem que ser sempre sacrifício; por isso, a combinação da felicidade com o prazer encontra aqui o seu melhor ponto”. Por sua vez, Lustig sublinha como a falta de sono e descanso, o estresse ou a sobrecarga de tarefas aumentam o cortisol, motor da depressão. Por isso, convida ao cuidado e a não negligenciar a única pessoa que nos acompanhará, incondicionalmente, a vida inteira: nós mesmos.

Por último, talvez o C mais surpreendente: cozinhar. Novamente, para trabalhar na geração de serotonina. Afirma o especialista que o triptofano presente nos ovos ou nos peixes, os ácidos de gordura omega 3 e a frutose são geradores deste hormônio e, por isso, a cozinha — saudável, equilibrada — é uma prática precursora da felicidade. Ao contrário, a má alimentação é o motor do prazer. “Um hambúrguer industrial, com seus aditivos e potencializadores de sabor, nos dará um forte bem-estar pontual, mas, em longo prazo, levantará uma barreira entre nós e a felicidade”, afirma a psicóloga Pereira.

Mas também não nos tornemos cartuxos

O prazer é visceral; a felicidade, etérea. O prazer é receber; a felicidade, dar. O prazer é individual; a felicidade se compartilha. E o ânimo por se dar prazer é insaciável porque o corpo e a mente sempre querem mais. Um celular melhor, um carro com mais extras, um casaco mais caro. Embora tudo cumpra sua função, novamente, o equilíbrio é a chave: “O prazer não é ruim. Como seria? Fazer um capricho a si mesmo, comer, praticar sexo…o ruim é quando a vida se concentra unicamente neste sentido”, conclui Rosana Pereira.

Por isso, os quatro C’s e alguma permissividade não são um problema. Mas tem que ser pontual, se não quisermos terminar profundamente miseráveis. Como provavelmente terminou morrendo Arístipo de Cirene, discípulo de Sócrates e fundador da corrente filosófica do hedonismo. Sim, certamente desfrutou de maravilhosos banquetes, incríveis orgias e consagrou sua vida com os mais altos [ou baixos] prazeres terrenos. Mas talvez tenha morrido, na opinião dos especialistas, sentindo-se um autêntico miserável.

*Por Alejandro Tovar

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*Fonte: elpais

Por que as mulheres mais jovens costumam preferir homens mais velhos

Por que homens mais velhos adoram namorar mulheres mais jovens e muitas pessoas não pensam nisso? No entanto, as mulheres mais jovens que adoram namorar caras mais velhos costumam ser estereotipadas.

Alguns dizem que essas mulheres mais jovens têm problemas com o pai quando querem alguém mais velho, mas nem sempre é esse o caso. Outros dizem que estão apenas interessadas em dinheiro.

Os estereótipos devem ser deixados de lado para percebermos que algumas mulheres preferem um cara mais velho simplesmente por causa de sua maturidade.

A sociedade tende a aceitar uma pequena diferença de idade, que varia de 5 a 10 anos de diferença. No entanto, o que acontece com as mulheres que namoram homens com idade suficiente para serem seus pais?

EXISTE UM LIMITE PARA AS RESTRIÇÕES DE IDADE E COMO SABER SE A DIFERENÇA DE IDADE É DEMAIS PARA UM RELACIONAMENTO?

Existem motivos evolutivos e sociais por trás de uma mulher que deseja um homem mais velho. Independentemente do motivo, ambas as partes terão que superar muitos julgamentos para estarem juntos.

Em alguns casos, pensam que a mulher está interessada em obter ajuda na promoção de sua carreira ou obter um determinado status social na vida. Nem todos os relacionamentos são sobre dinheiro ou influência.

Na verdade, muitas pessoas estão juntas porque se amam e nada mais. O verdadeiro amor não olha para a idade cronológica e vê qualquer diferença, pois está mais focado no coração.

Um estudo investigou sobre por que algumas mulheres queriam o homem mais velho como parceiro. Das 173 participantes neste estudo, 44 estavam namorando homens pelo menos uma década mais velhos do que elas e a maioria delas tinha um bom relacionamento com seus pais e não precisavam buscar consolo ou um relacionamento pai/filha com um homem mais velho.

Cerca de 75% das mulheres disseram que não estavam procurando uma figura paterna, mas preferiam a companhia de um homem mais velho para se sentirem seguras.

MULHERES MAIS JOVENS QUEREM RELACIONAMENTOS AGRADÁVEIS E FORTES – INDEPENDENTEMENTE DA IDADE

Um casal com qualquer diferença de idade pode ter um relacionamento saudável, satisfatório e amoroso. Claro, há casais em que uma mulher mais jovem deseja namorar o homem mais velho por motivos ocultos ou porque procuram um casamento de conveniência. No entanto, é injusto agrupar todas as relações com as diferenças de idade nesta categoria. Na maioria das vezes, as pessoas se reúnem porque se amam.

CINCO RAZÕES PELAS QUAIS MULHERES MAIS JOVENS GOSTAM DE HOMENS MAIS VELHOS

1. PERFIS GENÉTICOS FORTES

Supõe-se que as mulheres mais jovens ainda estão em idade fértil. Ao procurar alguém para ser o pai de uma criança, você deseja alguém que envelheça bem, seja financeiramente seguro e tenha uma vida inteira. Com certeza é mais fácil do que estar com alguém jovem que não tem nada a oferecer.

Segurança é um dos maiores motivos da atração por um homem mais velho, embora não se trate de quanto está no banco.


2. HOMENS MAIS VELHOS TÊM CONFIANÇA

Um senhor mais velho já passou por muitas tempestades na vida e desenvolveu uma aura de confiança . Eles têm muita experiência e são mais sábios além da idade. Para a jovem que tem muito a experimentar na vida, pode melhorar as coisas estar com alguém bem experiente.

3. ELES SABEM COMO TRATAR UMA MULHER

Talvez uma das coisas mais atraentes sobre os cavalheiros mais velhos é que eles sabem como tratar uma dama. Voltando até duas décadas atrás, os homens ainda abriam as portas para as mulheres e a tratavam como uma rainha. A geração mais velha viveu em tempos muito diferentes.

Claro, eles também esperam uma refeição na mesa quando chegam em casa do trabalho, mas não têm problemas em mimar a princesa. Os caras hoje em dia têm uma moral e valores diferentes que não se parecem em nada com aqueles nascidos antes de 1980. Alguns homens mostram que o cavalheirismo ainda está vivo, mas são poucos os que o praticam.

4. HOMENS MAIS VELHOS TAMBÉM ESTÃO INTERESSADOS NA MENTE

Hoje em dia, as pessoas ficam íntimas no primeiro encontro. A menos que você tenha algo que vá além daquele caso de uma noite, o relacionamento pode fracassar. As mulheres amam a intimidade tanto quanto os homens, mas também querem alguém interessado em suas mentes.

O homem mais velho gosta de uma boa conversa e companheirismo. Embora estejam interessados em um relacionamento sensual, eles estão mais interessados em encontrar alguém com quem gostem de conversar durante um café ou qualquer outra ocasião.

5. ELES TÊM ESTILO

O que aconteceu com os dias em que os homens sabiam se vestir? Poucas mulheres acham atraente quando os homens têm as calças penduradas cinco centímetros abaixo da cueca ou buracos na roupa. Alguns dos estilos do passado devem retornar, pois rivalizam com qualquer tendência atual.

O homem mais velho sabe como se arrumar para um dia no parque ou na praia, mas também sabe como deixar tudo chique para uma noite na cidade. Se as mulheres mais jovens desejam a sensação de ser uma princesa, ela deseja alguém que seja seu equivalente a um príncipe.

O VERDADEIRO AMOR NÃO TEM A VER COM IDADE, COR DA PELE, RIQUEZA OU RELIGIÃO.

É sobre uma conexão mental, física e espiritual entre duas pessoas que supera todos os obstáculos em seu caminho. Quem somos nós para julgar esses casais?

Se você tiver a sorte de encontrar alguém nesta vida que o faz se sentir melhor consigo mesmo, lhe dá um motivo para sorrir e segura sua mão nos dias mais sombrios, então você encontrou um tesouro que é muito maior do que qualquer rótulo que a sociedade possa dar a você.

*Por Marcia Lourenço

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*Fonte: ideiasnutritivas

7 sinais de que você tem uma personalidade forte, que assusta as pessoas invejosas

Descubra estes grandes sinais que mostram que você é uma pessoa forte, correta e que não permite nenhum tipo de inveja e negatividade em sua vida!

Você já percebeu que sua personalidade assusta algumas pessoas ao seu redor e as afasta de sua vida antes mesmo que tentem algum tipo de aproximação? Se sim, provavelmente isso pode deixá-lo um pouco confuso ou até mesmo magoado, acreditando que existe algo de errado com você.

No entanto, se você sabe que é uma pessoa autêntica e boa para aqueles à sua volta, não deve permitir que isso o magoe, porque pode ser algo muito positivo, um presente do Universo para a sua vida, mostrando-lhe que você é uma pessoa verdadeiramente forte.

Os fortes e honestos dispõem de elevado poder pessoal e uma luz interior incrível, que afastam todos os mal-intencionados. Eles sentem-se assustados com esse brilho e poder, por isso desistem de lhes fazer qualquer coisa negativa.

Abaixo estão sete sinais de que sua personalidade é forte e de que você pode parar de se preocupar com os invejosos.


1. É extremamente honesto
A verdade e a honestidade são algumas das coisas que você mais valoriza. Compromete-se a ser verdadeiro em todas as ocasiões, pois sabe que essa é uma de suas maiores forças que o ajudarão a construir uma vida de muito sucesso e alegria. Sua honestidade não tem preço e você jamais trairá a si mesmo por nada ou ninguém.

2. Quando um problema surge, você não fica parado, mas resolve-o
Se você se encontra em uma situação difícil, não fica esperando a solução cair do céu e muito menos se queixando de tudo o que vem dando errado em sua vida. Em vez disso, começa a trabalhar na solução do seu problema, porque sabe que a sua felicidade e realização estão em suas mãos.


3. Você não compromete o seu tempo

Certamente, você entende a importância da amizade e do companheirismo, mas sabe que tão importante quanto cuidar daqueles que ama é cuidar de si mesmo. Por esse motivo, estabelece um equilíbrio saudável, para que não se doe demais e se esqueça de cuidar de seu corpo, mente e espírito.

4. Reconhece as pessoas mentirosas ao seu redor
É como se você fosse um detector de mentiras em forma humana. Sempre que alguém tenta mentir para você ou se comporta de maneira desonesta, a sua intuição o avisa de que essa não é a melhor companhia para você, e o aconselha a se afastar, o que o impede de passar por muitos momentos complicados.

5. É decidido e não aceita menos do que realmente merece
Qualquer que seja a situação em que se encontre, você sabe que tipo de resultado precisa e nunca concordará em se contentar com menos. Seus objetivos estão sempre em primeiro lugar, e esse é um dos grandes motivos pelos quais sempre tem iniciativas bem-sucedidas e mantém as pessoas que desejam manipular você bem longe.

6. É fiel aos hábitos positivos
Uma rotina diária saudável e consistente, com tempo para si mesmo e para as pessoas importantes em sua vida, oferece-lhe uma base sólida para a sua vida. Você sabe analisar exatamente o que lhe faz ou não bem, e mantém-se fiel às boas coisas que lhe trazem paz e felicidade.

7. Não está interessado em relacionamentos vazios
Você toma muito cuidado com cada parte de seus dias, para que sejam significativos e promovam a sua evolução. As companhias são uma parte importante de sua rotina, por isso você só aceita relacionamentos maduros e sábios, que agregam algo positivo à sua vida. Você deixa longe de si todas as pessoas vazias e fúteis, que não lhe trazem nada de bom.

Se você se identifica com os itens acima, é porque é uma pessoa forte, por isso pode afastar de si os invejosos.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

De espelho quebrado ao número 13: Veja 4 Superstições Famosas e suas origens

Ao longo dos anos algumas superstições tomaram conta do imaginário popular e se tornaram uma espécie de crença e tradição em algumas culturas ao redor do mundo.

Portanti, provavelmente, você já deve ter escutado que quebrar o espelho dá azar, que o número 13 é sinônimo de falta de sorte e muito mais. Mas afinal, você sabe ao certo quais sãos as origens das superstições mais famosas do mundo?

Pensando nisso, o site Aventuras na História selecionou 4 superstições amplamente conhecidas e as histórias por trás delas.

Confira abaixo.

1. Espelho quebrado
De acordo com o site Superinteressante, a arte de fazer supostas advinhações, utilizando espelhos e o reflexo na água, era muito comum na Antiguidade. No entanto, se o objeto quebrasse ou caísse na água, era sinal de azar. Já os sete anos de falta de sorte foi incorporado pelos romanos, que acreditavam que corpo humano se renovava dentro deste período.

2. Chinelo virado
Considerada uma das superstições mais famosas do Brasil, a crença de que o chinelo virado traria a morte da matriarca, ganhou força no país por volta da década de 1960, quando o calçado se popularizou nacionalmente. O objetivo era fazer com que os filhos não deixassem seus chinelos espalhados de qualquer jeito pela casa.

3. Passar debaixo da escada
Assim como boa parte das outras supertições, passar sob a escada também está associada a crenças religiosas. Reza a lenda, que andar debaixo deste objeto traz azar. Contudo, a origem está diretamente ligada ao triângulo que a escada faz ao estar aberta. Segundo a Superinteressante, para a Igreja Católica, tal fato representa uma ameaça ao equilíbrio entre o Pai, Filho e Espírito Santo.

4. Número 13
Ao longo dos séculos, o número 13 foi visto como algo ruim em diversas crenças. Na cultura nórdica, por exemplo, 12 divindades estariam participando de um banquete, quando Loki — símbolo da trapaça — teria aparecido de forma inesperado e causado desconforto entre as divindades, tornando-se o 13º membro no banquete — que terminou em tragédia.

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*Fonte: aventurasnahistoria

Tsundoku: A mania de comprar e acumular mais livros do que pode ler

Se isso soa como você, você pode estar involuntariamente envolvido em tsundoku – um termo japonês usado para descrever uma pessoa que possui uma grande quantidade de literatura não lida.

O Prof Andrew Gerstle ensina textos japoneses pré-modernos na Universidade de Londres.

Ele explicou à BBC que o termo pode ser mais antigo do que você pensa – pode ser encontrado na imprensa já em 1879, o que significa que provavelmente já estava em uso antes disso.

A palavra “doku” pode ser usada como verbo para significar “ler”. Segundo o Prof Gerstle, o “tsun” em “tsundoku” tem origem em “tsumu” – uma palavra que significa “empilhar”.

Então, quando colocado junto, “tsundoku” tem o significado de comprar material de leitura e empilhá-lo.

“A frase ‘tsundoku sensei’ aparece no texto de 1879 de acordo com o escritor Mori Senzo”, explicou o professor Gerstle. “O que é provavelmente satírico, sobre um professor que tem muitos livros, mas não os lê.”

Tsundoku é nada mais que a intenção de ler livros e eventualmente ir criando uma coleção. Qualquer pessoa que tenha em casa livros (empoeirados e nunca abertos) comprados na melhor das intenções vai entender.

Mas o que leva a esse comportamento? Compulsão?

Sentida em várias partes do mundo, mas por que só os japoneses definiram?

A definição original só se aplica a livros físicos e suas empoeiradas pilhas, que vão se amontoando à espera de leitura, ou às estantes abarrotadas pelas obras aguardando por atenção.

Mas,Tiro por mim, que esse termo já pode ser perfeitamente usado no mundo virtual. Tenho no tablet uma série de downloads nunca explorados ou sites e conteúdos salvos que provavelmente não serão lidos.

Há uma série de fatores que podem justificar esse fenômeno: a escassez de tempo cada vez mais sentida. Não podemos desprezar a concorrência desleal com as comunicações urgentes em nosso cotidiano, como: whatsapp, e-mails e mídias sociais. Difícil disputar com os conteúdos imediatistas como: a venda do Neymar, o novo clip do Justin Bieber ou a pegadinha do momento… Isso sem menosprezar o velho aliado do consumismo, a publicidade, que cria em nós uma necessidade de comprar maior do que a capacidade de consumir. Hoje isso ainda vem potencializado pelo filho mais velho, o marketing, e o caçula marketing digital

Para a urgência do capitalismo editorial pouco importa o destino que terão as obras nas mãos de seus consumidores, daí a ausência ou pouca divulgação de pesquisas qualitativas sobre a assimilação deste conteúdo editorial. Nada contra a quantidade de vendas, geram divisas, empregos para toda uma cadeia editorial. Maravilha!

O que você pode fazer para mudar isso? Primeiro, se você ainda não acumulou tantos livros quanto gostaria aproveite para refletir sobre a necessidade de cada desejo literário. Será que aquele livro que você tanto quer não está disponível online? Será que não há uma biblioteca em seu bairro onde você poderia pegá-lo emprestado? Aliás, essa dica também vale para o caso de você já ter uma quantidade razoável de livros em casa: empreste. Esqueça a besteira de ter ciúmes de livros. Conhecimento está aí para isso mesmo, ser compartilhado. Aqueles livros que você nunca leu e nem tem a intenção de ler, nem pense duas vezes: doe.

Aprenda a viver mais leve. Disponha as publicações organizadas e visíveis (será mais fácil se ela for menor). E por fim, sinta o prazer de ter uma biblioteca pequena, mas que é realmente usada. Afinal, pior que ter centenas de livros entulhados em caixas é deixá-los sem uso pegando pó.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Certifica-te de que és um fator de soma na vida das pessoas que participas

O ser humano carrega a necessidade de buscar para si um ideal. Geralmente, recorre à procura de aquilo que lhe falta. De acordo com Platão, existem dois tipos de bens que são preciosos na vida do homem: os bens divinos e os humanos.

O ideal do homem seria, portanto, conciliar essa balança procurando o “justo meio” entre ambos. Isto é, não se pode voltar, apenas, para o viés espiritual porque o ser humano vive em sociedade e, como tal, tem o dever de respeitar as leis e manter o estado harmônico de convivência com os seus pares. Por outro lado, o homem não poderia voltar os seus interesses, unicamente, para o viés materialista porque, ao encarar as pessoas ou situações da vida como objetos, perderia a sensibilidade e o senso de altruísmo para com o seu semelhante.

Assim como a árvore precisa do ar que está acima dela e das raízes que estão fincadas no solo abaixo, nós, seres humanos, temos a necessidade de nos conectarmos com os valores espirituais que trazemos conosco e, ao mesmo tempo, precisamos garantir o nosso sustento material.

O ideal espiritual deve estar presente em todos os nossos atos. O ser humano está ciente de que o viver envolve a responsabilidade de tomar a consciência dos seus próprios atos. Vive não apenas para si, mas também para ajudar todos os seres que estão no seu entorno. Reconhece, portanto, que está interconectado com o universo ao seu redor. A força viva da sua natureza o move ao desejo irresistível de propagar o bem refletido por suas ações.

Jung nos fala que é mais fácil começar do zero e levar o homem à lua do que começar do zero e levar o homem ao interior de si mesmo. Entretanto, não há como correr do encontro com a sua essência. A conscientização do dever moral requer momentos de introspecção, no qual o homem entra em contato consigo e decide aprender a gostar do que lhe faz bem. Se está apto a conviver melhor consigo, naturalmente, irá conviver melhor com as outras pessoas. Deixará de ver o outro como um ser à parte, mas passará a percebê-lo como um companheiro de jornada. As pessoas ou situações que parecem difíceis de serem enfrentadas, passarão a ser vistas como provas que irão contribuir para o seu crescimento.

Afinal, o homem possui um magnetismo e atrai para si as experiências que precisa passar para se tornar um ser melhor. Se alguma situação chegou até ele, por mais difícil que seja, é porque o mesmo tem perfeitas condições de enfrentá-la.

O homem constrói a si mesmo por meio dos seus atos. Cabe a cada um de nós refletirmos o ideal de ser humano que estamos formando.

Quem você imagina ser? Quais são os seus sonhos mais grandiosos para com a vida? Como você tem contribuído para a evolução da humanidade?

Você é aquele que decide ser – o ato de vontade decide para onde você deve ir.

Até onde você quer chegar?

Conhece-te a ti mesmo, domina-te a ti mesmo, transforma-te a ti mesmo para que, então, concluas, como afirmou Cícero, de que:

“És um fator de soma na vida das pessoas que participas.”

*Por Dr. Saulo de Oliveira

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*Fonte: vidaemequilibrio

Você não precisa dar conta de tudo, todos os dias.

Você não precisa dar conta de tudo, todos os dias.

Não se sinta um fracassado porque perdeu o prazo, a chave da casa, o emprego. Sinta-se humano.

Os compromissos parecem estar se avolumando numa intensidade absurda. Ninguém tem tempo para mais nada.

Difícil encontrar alguém que esteja sossegado algum dia, com disponibilidade para não fazer nada, até mesmo aos finais de semana.

Todos apressados, correndo contra o tempo, atarefados, assoberbados, com prazos estourando, projetos no limite, paciência se esgotando, impaciência tomando conta.

Há uma ideia corrente de que é preciso ocupar-se, correr, empreender, trabalhar muito, alcançar o sucesso, vencer maratonas e ainda sorrir o tempo todo.

A mídia e a lógica de mercado colocam o consumismo e a imagem estética como sinônimos de êxito, de sucesso, de se dar bem na vida.

Bombardeiam as pessoas com imperativos: trabalhe, compre, viaje, malhe, transe muito, crie filhos perfeitos, faça check-in, ganhe curtidas, enfim, seja famoso, bonito e rico. Quem é isso tudo?

Ninguém, absolutamente ninguém, consegue corresponder a todas as expectativas que jogam sobre nós, ou mesmo às expectativas que nós mesmos criamos.

Metas e planos são extremamente necessários, à medida que ter um norte condutor de nossos sonhos nos ajuda a não perder o foco em demasia, a não ficarmos parados, sem sair do lugar.

Porém, pautar a vida tão somente na agenda, nas metas do escritório, no relógio, sem se permitirem descansos e atrasos, é um gatilho para o esgotamento físico, para a fadiga mental.

Você não precisa dar conta de tudo, o tempo todo, todos os dias.

Tudo bem se você não chegar a cumprir tudo o que estipulara para o dia.

Não faz mal se atrasar alguma vez, não faz mal não conseguir fazer tudo o que planejara.

Está tudo bem se você se cansa, sente-se esgotado, falha vez ou outra, queima o arroz, esquece algum item da lista do supermercado.

Não se sinta um fracassado porque perdeu o prazo, a chave da casa, o emprego. Sinta-se humano.

Temos que saber quais são os nossos limites, para não idealizarmos utopias inalcançáveis.

Temos que nos conscientizar de que não somos perfeitos, não somos robôs, não somos super-heróis. Todos temos o direito de errar, de chutar o balde, de não conseguir.

Só não podemos estacionar nas derrotas, porque isso, sim, seria imperdoável.

Recomeços existem e saber isso faz toda a diferença em nossas vidas.

Permita-se recomeçar, quantas vezes forem necessárias. Sem dramas.

*Por Prof. Marcel Camargo

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*Fonte: seuamigoguru

A solidão das mulheres inteligentes

A inteligência de uma mulher atrai os homens? Provavelmente uma grande parte dos homens diria que sim, claro. Entretanto, se perguntássemos às mulheres, muitas responderiam justamente o contrário. E curiosamente os dois teriam razão, segundo um artigo publicado em 2015 na revista Personality and Social Psychology Bulletin.

Lora Park, psicóloga social da Universidade de Buffalo (Estado de Nova York), e seus colegas Ariana Young e Paul Eastwick realizaram diversas pesquisas para comprovar o que acontece com os homens quando estão com uma mulher que parece ser mais inteligente que eles. Num primeiro experimento, pediram que avaliassem uma garota hipoteticamente mais preparada e habilidosa em matemática e em inglês. Todos eles qualificaram a moça como um par romântico desejável em longo prazo. Até aqui tudo bem, essa era a teoria. Mas e na prática? Para responder, os pesquisadores criaram diversas situações em que as pessoas competiam entre elas. Quando uma garota demonstrava ser mais inteligente que os rapazes, “num passe de mágica” ela deixava de ser tão atrativa aos olhos deles. E, inclusive, os garotos chegavam a reconhecer que se sentiam inseguros na frente dela.

A conclusão do estudo acima, portanto, poderia ser resumida em uma ideia: teoricamente a inteligência da mulher atrai os homens, mas na prática e em distâncias curtas lhes causa insegurança (obviamente, sempre há exceções). Pesquisas acadêmicas à parte, é provável que você conheça mulheres que considerem que a inteligência foi uma barreira na hora de encontrar parceiro e manter uma relação bem sucedida. Também é possível que você conheça homens que apoiam as carreiras profissionais das suas parceiras e se sintam muito orgulhosos da sua inteligência. De acordo, qualquer generalização é incorreta. Mas, dito tudo isto, ainda hoje persiste uma parcela de homens que ficam inseguros ou que sentem sua masculinidade questionada quando estão diante de uma mulher brilhante. Talvez esse resultado dependa da autoestima e da maturidade de cada um, mas vale a pena levá-lo conta para saber como agir e administrar as solidões e as possíveis frustrações.

Necessitamo-nos mutuamente. Tanto é que uma das chaves para o sucesso profissional de uma mulher (e de um homem) é ter um bom cônjuge, segundo Sheryl Sandberg, diretora financeira do Facebook. De fato, das 28 mulheres que já foram diretoras-gerais de alguma empresa da lista Fortune 500, 26 são casadas, uma divorciada, e uma é solteira. Mas as mudanças da sociedade são tão profundas que também estão afetando as dinâmicas entre o homem e a mulher, o que nos obriga a administrar novos medos, disfarçados de outro modo. E para poder combatê-los bem é necessário melhorar o autoconhecimento a fim de ganhar confiança e segurança em si mesmo(a), e não pelo que o outro faça ou diga. Também é importante educar em inteligência emocional desde a infância, de forma que tanto os homens como as mulheres possam se preparar para os novos papéis sociais que irão viver. E, obviamente, precisamos abrir novos diálogos dentro dos casais para encontrar os pontos de conexão e de colaboração, e não os de competição. Só assim aprenderemos a superar as dificuldades que todos e todas nós enfrentamos.

*Por Pilar Jericó

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*Fonte: elpais

Síndrome de Procusto: Eu quero que você esteja bem, mas não melhor que eu

A síndrome de Procusto significa que as pessoas desprezam alguém mais talentoso ou qualificado do que elas. Eles discriminam e até os incomodam.

Há pessoas que nunca progridem ou fazem outros progredir. Eles são frustrados, mas mesmo assim se acham sempre melhores.

Talvez você tenha um nome em mente. Também temos que acrescentar que essa caricatura – infelizmente existente – tem sido uma grande fonte de inspiração para vários livros e filmes.

Eles são, em outras palavras, o antagonista clássico . No nosso trabalho, na sala de aula e na nossa família. E não estamos falando apenas de um “alpinista”.

Procustes:
“Se você é muito alto, vou cortar seus pés.
Se você se provar melhor do que eu, então vou cortar a sua cabeça “. – mito grego –

Mesmo que você não encontre a síndrome de Procusto em nenhum livro de diagnóstico e não tenha uma base médica, ela resume perfeitamente o que os psicólogos chamam de “comportamento cotovelo”. Ou seja: eliminar as pessoas mais brilhantes de maneira hostil e livrar-se da pessoa mais inteligente, puramente por intolerância e ego. Pois não há nada pior para eles do que de alguma forma ser superado, por menor que seja.

O mito de Procrustes

Mesmo que esse mito não seja muito conhecido, é sem dúvida um dos mais tristes e terríveis. Segundo a mitologia grega , o personagem era um estalajadeiro que dirigia uma taverna nas colinas mais altas da Ática.

Ele também ofereceu acomodação para viajantes lá. Mas sob este telhado amigável que trazia paz e conforto, havia um terrível segredo escondido.

Procrustes tinha uma cama onde ele convidava os viajantes a relaxar. À noite, quando dormiam, ele as amordaçava e amarrava.

Se a vítima era mais longa e seus pés, mãos ou cabeça saíam da cama, Procrustes cortava-as. Se a pessoa fosse menor, ele quebrava seus ossos para obter o tamanho certo.

Este personagem sombrio realizou suas ações arrepiantes por anos até que um homem muito especial visitou sua estalagem: Teseu.

Como já sabemos, este herói ganhou fama ao derrotar o Minotauro da ilha de Creta e se tornar o rei de Atenas.

Dizem que quando Teseu descobriu o que este sádico estava fazendo à noite, decidiu dar a Procrustes um biscoito de sua própria massa.

É daí que vem a expressão ‘cama de Procusto”, quando se trata de alertar alguém que possa ser vítima de de outra pessoa que não admite que ninguém seja ou pareça ser mais qualificada que ela em qualquer aspecto.

Como as pessoas com síndrome de Procusto se comportam?
Não há dúvida de que em nossas vidas diárias ninguém se comporta com a mesma violência que Procrustes. Mas o que vemos é a mesma agressividade oculta – nos esportes, na política, nos negócios, etc.

Todos sabemos, é claro, que as pessoas que têm os cargos mais altos em uma organização nem sempre são as pessoas mais capazes ou qualificadas.

Assim, quando uma pessoa brilhante, proativa ou criativa é capaz de derrotá-los, eles usam suas técnicas horríveis para tirá-los, humilhá-los e colocá-los em um canto onde eles não são mais uma ‘ameaça’.

Características das pessoas com síndrome de Procusto
– Há pessoas que vivem com frustração constante ou que não têm controle.
– Uma autoconfiança extremamente baixa ou excepcionalmente alta .
– Eles são emocionalmente muito sensíveis. Quando eles veem que alguém está fazendo algo muito bem, sentem isso como um grave insulto.
– Eles também tentam nos “vender” a ideia de que são muito empáticos, um jogador de equipe. Mas, na realidade, é apenas um grande ego e um modo de pensar rígido e extremamente hostil.
– Eles vão monopolizar tudo. Sua competitividade tem apenas um objetivo: ser melhor do que todos ao seu redor.
– Medo de mudança. Isso geralmente ocorre em modelos de negócios tradicionais.
– Eles também emitem julgamentos irracionais. Por exemplo, se fizermos algo no trabalho que a empresa possa se beneficiar, eles verão isso como um erro, uma ideia totalmente inútil.

Uma pessoa com síndrome de Procusto usa toda a sua energia para limitar as habilidades de outras pessoas. Elas são assassinas de sonhos e esperança, manipuladoras psicológicos e mestres da agressão oculta.

Finalmente, devemos também acrescentar que eles manipulam as pessoas ou abusam de sua confiança para “colocar um fim” às pessoas bem-sucedidas.

Quando estamos cercados de pessoas difíceis, é melhor sempre “compreendê-las primeiro e depois administrá-las”.

“Toda pessoa se destacará em centenas de talentos e habilidades inesperadas simplesmente obtendo a oportunidade de fazer isso.”
– Doris Lessing-

Quando se trata dos piores casos da síndrome de Procusto, é melhor dissociar-se. Lembre-se de que o talento não combina bem com ameaças ou com um poder rígido e prejudicial.

“O comportamento dos cotovelos” vai muito além da simples competição . Quando se transforma em um ataque, quando seu chefe ou irmão faz tudo para humilhá-lo e derrotá-lo, feche a porta.

Finalmente, aconselhamos que você procure lugares e pessoas que lhe permitam abrir suas asas.

Nunca se deixe enganar pelos Procrustos em sua vida. Somos todos nascidos para se destacar, de que alguma maneira.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir

A característica mais tóxica de pessoas difíceis é não saber ouvir.

Lidar com pessoas difíceis pode ser uma verdadeira provação. Quando essas pessoas fazem parte da nossa vida ou vivem sob nosso mesmo teto, o problema adquire maiores proporções, pois não temos trégua. Esse relacionamento tóxico pode ser muito frustrante, enlouquecedor e às vezes doentio.

O que mais nos incomoda nas pessoas difíceis?

Todos nós podemos nos tornar pessoas difíceis de lidar.

Quando passamos por estágios particularmente difíceis na vida, nosso caráter fica amargo e podemos reagir mal ou ficar emocionalmente distantes.

No entanto, pessoas difíceis têm algumas características de personalidade que complicam os relacionamentos em praticamente qualquer situação.

Eles geralmente assumem uma atitude defensiva que destrói sua capacidade de ouvir, de modo que é quase impossível dizer algo construtivamente para melhorar o relacionamento. Suas reações hostis podem ser imprevisíveis e difíceis de controlar.

Também é comum que essas pessoas menosprezem os outros ou suas ideias, assumindo uma posição de superioridade contra a qual colidem qualquer argumento, por mais justo ou sensato que seja. Dessa forma, geram grande frustração no outro.

No entanto, um estudo realizado na Universidade Bar Ilán revelou que a característica que mais nos incomoda nas pessoas difíceis é a sua incapacidade de nos apoiar e validar, especialmente quando já os apoiamos no passado.

Esses psicólogos entrevistaram mais de 1.100 pessoas, que descreveram mais de 12.000 relacionamentos. Eles descobriram que cerca de 15% das pessoas em nossa rede de relacionamentos mais próximos podem ser classificadas como “pessoas difíceis”.

O casal, pais e irmãos eram as relações mais conflituosas, provavelmente porque são as pessoas que normalmente fazem parte do seu círculo de confiança.

Portanto, a principal desvantagem do relacionamento era não receber o suporte que esperavam, ao mesmo tempo que estavam dispostos a fornecê-lo. Na prática, o que mais nos incomoda é a falta de compromisso e reciprocidade no relacionamento.

Relacionamentos desequilibrados drenam nossa energia psicológica

Dar continuamente sem receber nada em troca pode ser extremamente exaustivo. Estar disponível para os outros, muitas vezes relegando nossas necessidades e prioridades para segundo plano, representa um enorme fardo psicológico que pode acabar cobrando seu preço.

Podemos correr o risco de nos tornarmos eternos “doadores”, pessoas que tiram o direito de serem felizes para agradar aos outros, sacrificando-se continuamente por eles sem nunca serem recompensados.

Nesses casos, pessoas difíceis tornam-se “receptores” eternos.

Acostumam-se a receber sem qualquer obrigação ou compromisso, acabam por se tornar muito exigentes e exigentes.

Porém, não podemos esquecer que dar traz felicidade, mas também temos o direito de receber. As relações interpessoais, especialmente as mais próximas, devem ser uma fonte de apoio emocional e validação. Quando apenas uma pessoa se rende e se compromete, a escala fica desequilibrada e leva a um relacionamento tóxico. Que dar sem receber acaba gerando frustração, decepção e insatisfação.

Claro, não se trata de nos limitar a dar apenas para aqueles que têm algo a oferecer. Trata-se de garantir que as pessoas significativas com quem compartilhamos nossas vidas possam compensar de uma forma ou de outra nossa dedicação. É saber que essa outra pessoa estará disponível quando precisarmos dela, para nos ajudar ou simplesmente para nos ouvir e apoiar emocionalmente.

Como lidar com pessoas difíceis e equilibrar o relacionamento?

As relações interpessoais são complicadas e nem sempre é fácil encontrar um equilíbrio. Na grande maioria dos relacionamentos há sempre uma pessoa que dá mais, quer mais ou está disposta a se sacrificar mais. Na verdade, o objetivo não é atingir um quid pro quo estrito, mas encontrar um equilíbrio no qual nossas necessidades emocionais sejam satisfeitas.

Para fazer isso, devemos esclarecer as expectativas. Em última análise, expectativas que não são comunicadas ou acordadas podem acabar arruinando relacionamentos. É muito fácil fazer suposições sobre o que esperamos que alguém faça por nós e, se essa pessoa não atender às nossas expectativas, ficamos decepcionados e a culpamos.

No entanto, a chave é comunicar e nivelar as expectativas, especialmente ao lidar com uma pessoa difícil perto de você. Podemos estruturar essa conversa em torno de três questões principais:

1. O que você pode esperar de mim?
Trata-se de dizer a essa pessoa o que estamos dispostos a fazer por ela. Podemos mostrar a ele o quanto nos importamos e o quanto o amamos, mas também o quanto estamos dispostos a ir e quais os limites que não vamos ultrapassar por nenhum motivo.

2. O que espero de você?
Nesse caso, devemos comunicar nossas expectativas para que essa pessoa saiba exatamente o que esperamos dela, o nível de comprometimento que exigimos do relacionamento e o grau de responsabilidade que desejamos.

3. O que podemos esperar do relacionamento?
Este é o ponto mais importante da conversa porque todo relacionamento é um encontro diário de diferentes expectativas e demandas.

Talvez a outra pessoa não esteja disposta a se comprometer até o ponto que queremos e precisamos saber para diminuir nossas expectativas.

Ou talvez essa pessoa nem tenha percebido que em algum momento nos decepcionou. Portanto, este é o momento em que se negocia o que cada um pode esperar do outro e da relação, para que não surjam mal-entendidos.

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*Fonte: seuamigoguru

As pessoas mais velhas de hoje são realmente “mais jovens” do que nas gerações anteriores

Você sabe como os idosos de hoje não parecem tão velhos quanto aqueles que você conheceu 20-30 anos atrás? E você se pergunta se é porque também está envelhecendo? Não é: um novo estudo na Finlândia descobriu que as pessoas mais velhas de hoje têm capacidades físicas e cognitivas notavelmente mais altas.

Centenas de finlandeses com idades entre 75 e 80 anos fizeram uma bateria de testes físicos e cognitivos há 30 anos. Os mesmos testes foram repetidos recentemente, em 2017-2018, com finlandeses com idades entre 75-80. O grupo moderno mostrou diferenças substanciais:

• Velocidades de caminhada 0,2 a 0,4 metros por segundo mais rápidas

• Força de preensão 5% -25% mais forte

• Força de extensão de joelho 20% -47% maior

• Melhor fluência verbal, raciocínio e memória de trabalho

Isso significa que o grupo moderno se move e pensa “mais jovem”. “As medições de desempenho refletem a idade funcional de uma pessoa”, diz a autora principal Taina Rantanen, professora de gerontologia e saúde pública da Universidade de Jyväskylä.

Os pesquisadores levantam a hipótese de que os melhores desempenhos são provavelmente alimentados pelo envelhecimento retardado ou pelas habilidades de pico mais altas na meia-idade, o que leva a um melhor funcionamento nos anos posteriores. Outro estudo publicado recentemente apoiou a última ideia, descobrindo que mais educação leva a habilidades cognitivas mais altas, o que torna o declínio menos óbvio.

Os pesquisadores da Finlândia também encontraram uma correlação entre educação mais longa e funcionamento cognitivo superior. “Essa coorte cresceu e viveu em um mundo diferente”, diz o coautor Matti Munkka, pesquisador de pós-doutorado, que aponta melhorias em nutrição, higiene, saúde, educação e condições de trabalho.

Rantanen acredita que precisamos reformular a forma como pensamos sobre o envelhecimento. “Os resultados sugerem que nossa compreensão da velhice é antiquada. Mais anos são adicionados à meia-idade, e não tanto ao final da vida ”.

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*Fonte: sabersaude

Ficar de boca fechada: Um dos segredos da vida!

Indivíduos sem um ‘centro’ falam demais, estão sempre prontos a opinar, criticar, espalhar, reproduzir, acrescentar e fomentar falatórios de maneira irrefletida e desorganizada; eles não sabem, mas esta é a maneira mais rápida de se perder totalmente o Poder da Palavra.

Não manter a boca fechada é caminho certo para desperdiçar energia e vitalidade.

Ao ministrar cursos de Oratória, sempre insisto que inexiste melhor mecanismo de se ampliar essa capacidade do que ‘Calar a Boca!’. E manter a boca fechada não significa apenas não proferir palavras a esmo, mas estar atento a como nascem e se processam os pensamentos, a como eles podem ser canalizados e dirigidos favoravelmente.

Não raras vezes, uma ‘língua solta’ vem acompanhada de uma mente tíbia, um raciocínio raso e um temperamento descontrolado.

No Plano Astral, uma pessoa que não domina o Poder da Palavra apresenta-se em uma Aura turbulenta, onde as Forma-Pensamentos giram pra todos os lados sem lei e ordem. São soldados desgovernados, frágeis e completamente desarmados, susceptíveis a qualquer influência ou ataque externo. Trata-se espiritualmente de alguém que, desguarnecido, tende a sentir-se constantemente desanimado, desmotivado, cansado, oprimido e deprimido.

Quem não controla o Falar, não controla o Pensar e portanto não domina o próprio Existir.

Se cuidar e expandir a própria existência é o melhor Serviço que podemos prestar para a humanidade, ‘Calar’ é prática mais proveitosa que podemos aplicar em nossa própria vida.

Quem desenvolve a capacidade de Silenciar aproveita maravilhosas oportunidades de, no mínimo, não falar bobagens.

Parece algo óbvio e fácil mas não o é, a dificuldade em saber a hora de sair de cena, descer do palco e permitir que o Universo termine o espetáculo, é uma das razões para tanto stress e desajustes.

Quando se permite dominar pela ânsia de ‘responder a altura’, dar o troco, fazer-se ouvir, impor-se, gritar mais alto, se fazer presente a todo e qualquer custo vai se criando ‘ralos’ que sugam a Energia Pessoal

Desinstale do coração o hábito de reproduzir acontecimentos desagradáveis, tragédias, desastres e catástrofes; evite mergulhar nas ondas de raiva coletiva, de fofoca comunitária, de falatórios generalizados.

Aprenda a Silenciar.

Silenciar é manter a mente concentrada sobre o que é verdadeiramente importante para si, é abster-se de colocações desnecessárias e dizer apenas aquilo que condiz com o que se deseja ver manifesto no próprio Universo.

Silenciar é ser Grato.

Silenciar é colocar em palavras a Força, a Abundância, o Equilíbrio, a Saúde, a Iluminação, a Felicidade e o Bem.

Silenciar é também brigar pelos direitos, é ir pras ruas e entrar no campo de batalha se necessário for; mas é igualmente saber voltar ao estado de Paz e Centralidade.

Silenciar é a única maneira de adquirir o Poder da Palavra.

*Por Caciano Camilo

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*Fonte: paporetolive

O que quer dizer cativar?

Uma reflexão bem pessoal sobre o sentido da frase provavelmente mais citada de “O pequeno príncipe”

Sei que é um tanto clichê, mas O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, foi, sem dúvidas, um livro que marcou profundamente minha formação humanística. Lembro-me de, com mais ou menos 8 anos de idade, ouvir repetidamente uma fita cassete com a história que tanto me envolvia. Mais ou menos nessa idade, ainda com algumas dificuldades no vocabulário, li o livro.

Vale mencionar que existiam muitas conexões afetivas particulares dentro de meu âmbito familiar ali. Havia um exemplar do livro em minha casa que foi presente de meu pai para minha mãe, não sei se do casamento deles, ou de um de seus aniversários. Na dedicatória, na caligrafia de meu pai, seguida da data de seu casamento, havia apenas a citação do que, provavelmente, é a frase mais conhecida do livro:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Cresci tendo essa passagem – entre outras – como importante elemento formador de caráter e, inclusive, de aspirações. Portei esse “mandamento” comigo por muitos anos, tanto para relações de amizade quanto para expectativas de relações amorosas, na mais plena e grata crença naquele senso de comprometimento amoroso com o outro.

Bem verdade que, aos 8 anos de idade – e por muito tempo – a definição do verbo “cativar” apresentada pela Raposa como algo “muito esquecido pelos homens”, que significaria “criar laços”, sempre me foi suficiente. Não me lembro se busquei o verbete no dicionário naquela época.

Aliás, o que é um dicionário, afinal?! Formalismo, frieza, objeto que me parecia, por vezes, estúpido, quando, depois de uma busca árdua com minhas mãos de criança decorando a ordem do alfabeto, ao finalmente encontrar o verbete que desejava naquele exemplar pesado do Aurélio – maior do que a lista telefônica da cidade onde eu morava – a resposta que eu ansiava se resumia a: “ato ou efeito de…” e um substantivo cujo significado eu permanecia sem conhecer.

Definitivamente, a definição da Raposa era mais interessante e me servia muito mais. E, por muito tempo, foi o que almejei em minha vida: criar laços, tornar-me responsável por outros, numa relação recíproca e especial, carregada de afeto. Aliás, o termo “responsabilidade” foi bem marcado e recorrente em minha formação, mas isso é conversa para minha analista.

Alguns anos se passaram e os “mandamentos” do Pequeno Príncipe se converteram em espécie de lembranças doces, afetuosas, de uma inocência perdida, embora o verbo cativar não tivesse perdido, para mim, a sua magia. Aliás, um dos adjetivos que me soava mais fantásticos e que eu mais desejava ouvir de alguém era “cativante”.

Sempre que eu elogiava alguém com essa palavra, estava carregado de toda uma história afetiva minha que o sujeito elogiado jamais poderia conceber. Soava, para mim, como o elogio supremo: algo mais refinado e significativo do que adjetivos como “apaixonante”, “fascinante”. Cativante implicava laços, relação – ou desejo, intenção – de continuidade… eternidade.

Por outro lado, conheci pessoas que, onde eu via beleza, viam, na “eterna responsabilidade”, um fardo demasiado e um tanto quanto injusto. Compreendo bem seu argumento: se, frequentemente, o adjetivo “cativante” é usado como sinônimo de “sedutor” e “apaixonante”, tornar-se eternamente responsável por alguém que se apaixonou por você – independente de suas intenções – muitas vezes, soa como carregar um peso que não é seu.

Isso também ganha um peso especial em relacionamentos que se encerram – na maioria das vezes, sem consenso – no que a citação meiga e “romântica” das primeiras semanas é convertida em cobrança: “Você me cativa e depois me abandona? Cadê a sua responsabilidade?” Se houvesse um manual de chantagem emocional, penso que o discurso da Raposa seria a sua principal referência.

Há alguns anos atrás, comecei a estudar a língua francesa. Tendo adquirido certa fluência, busquei alguns textos que apreciava em suas versões originais. Ao ler então os capítulos referentes ao encontro do Pequeno Príncipe com a Raposa, deparei-me com um verbo novo para mim: apprivoiser.

Eu conhecia o capítulo que estava lendo e sabia que o verbo havia sido traduzido como “cativar”. Mas achei curiosa a grande diferença do termo, uma vez que o francês e o português partilham de uma raiz latina e que os cognatos são muito comuns.

Busquei então o termo em dicionários e me deparei com significados como “domesticar”, “tornar um animal menos selvagem”, “domar”. A tradução para o português está bem adequada: “tornar cativo, reduzir a cativeiro”.

Lembro-me que, à época dessa descoberta, fiquei surpreso e um pouco decepcionado, mas depois deixei de lado. Muitas outras leituras e identificações vieram ao longo da minha vida e não dei tanta importância. Confesso não saber por que razão isso me ocorreu nos últimos dias. Penso que tenha relação com o amadurecimento de ideias que venho cultivando nos últimos anos sobre amor e liberdade(a quem se interessar, trato disso em outro artigo aqui na Obvious, chamado: “Por uma revisão de nossa economia dos afetos”.

Talvez por ter construído uma identificação forte com ideais de liberdade, inclusive na esfera amorosa, tenha me deparado com uma contradição constitutiva de minha identidade. A ideia de cativeiro, domesticação, causa-me hoje uma repulsa insuportável. De modo que reconhecer a contradição formadora não é exatamente confortável.

Contudo, vendo tanto as críticas ao discurso da responsabilidade quanto analisando o discurso da Raposa isolando a variável romântica, de um ponto de vista mais literal da relação entre humanos e animais, concordo em um aspecto: Tu te tornas, sim, eternamente responsável pela vida de um animal selvagem que, por efeito de força (tua), tu privaste de liberdade e autonomia.

Se tu privas um ser vivo de cuidar de sua sobrevivência para cercá-lo em um quintal e deixar sua alimentação, higiene, saúde e existência completamente à tua mercê, tu te tornas, sim, eternamente responsável por aquilo que cativas. E seria, no mínimo, um crime, abdicar desta responsabilidade.

Direciono então a questão para outro foco que, em função do sentido “fofo” que é atribuído ao termo “cativar”, muitos críticos não consideram. O problema não é tornar-se eternamente responsável, pois precede a responsabilidade: o problema é domesticar, aprisionar, cercear. Ou mesmo, desejar, almejar isso e investir nesse projeto.

Há muitos aspectos simbólicos interessantes de se explorar na figura da raposa em Exupéry se nos ativermos a essa tradução menos romântica de apprivoiser. Aliás, depois que eu me dei conta desse verbete, confesso que o livro fez muito mais sentido para mim.

A raposa, na literatura ocidental, em geral é símbolo de esperteza, malícia… na maioria das vezes, personagem vilanesco que ataca galinheiros, que engana… É também um animal da caça esportiva, ou seja: mata-se raposas por diversão.

Não somente é um animal selvagem, como é um animal cuja simbologia frequentemente remete à esperteza em sua pior interpretação moral possível. De qualquer forma, apesar de sua semelhança com os caninos domésticos, esse animal é visto antes como uma ameaça.

Não há interesse em domesticar uma raposa. Ao contrário, há mérito, na caçada, em matá-la, em superar sua esperteza. A raposa do Pequeno Príncipe é marginal, subversiva, excluída. Nessa situação, ela vê cães de guarda e de caça sendo afagados, alimentados, criados numa relação de laços – ou amarras? – com seus proprietários humanos.

Ser cativada por um humano é um sonho impossível para a raposa. A possibilidade só vai aparecer com alguém que, claramente, como ela mesma observa, não é “daqui”. E, ainda por cima, uma criança, símbolo máximo de inocência e ingenuidade na cultura ocidental moderna. A raposa só pode ser cativada por alguém que é completamente alienado, de outro planeta, alheio à dinâmica das relações humanas e terrestres.

Da perspectiva de um animal que é sistematicamente perseguido, é mais do que compreensível que ele anseie o cativeiro ao ver os afagos e recompensas que os submissos cães que a caçam recebem. Isso além da garantia de segurança: ao invés de ter os homens tentando matá-la, ela os teria ocupados precisamente em mantê-la viva. É realmente uma prisão atraente. Mas para qual finalidade?

É interessante lembrar que a raposa não fala ao Pequeno Príncipe do cativar como uma relação igualitária. Ela quase implora para que ele a cative. Interessante observar também que ela recusa brincar com ele no primeiro encontro porque ainda não foi cativada. Brincar com crianças é coisa de animal domesticado. E poder brincar é um privilégio.

De todo modo, algo que compreendi apenas tardiamente, é que se trata de uma relação romanceada de submissão. E a submissão não está na responsabilidade, pois o responsável é precisamente aquele que domina, que assujeita, que domestica. Configura-se, claramente, uma sufocante assimetria que, inevitavelmente, produz a dependência e implode a reciprocidade.

Entretanto, pela cultura na qual somos formados, romanceamos nossas prisões, enchemo-las de adornos, flores e citações descontextualizadas de Clarice Lispector. Celebramos a benesse de ser antes um animal domesticado que perseguido e execrado, enquanto muitos, em função de sua raça, sexualidade e/ou aparência, são apenas “raposas”. Aliviados, abrimos mão do penoso encargo de nossa liberdade.

Guardo comigo o afeto e as memórias doces do que foi e é O Pequeno Príncipe para mim. Aliás, sou profundamente grato a elas pois, se não existissem, eu jamais poderia elaborar tal reflexão.

De todo modo, não nego a responsabilidade daquele que cativa, mas proponho algo que talvez até demande uma responsabilidade maior, quiçá, transcendental: é tempo de abandonar todas as pretensões de aprisionamento do outro; destruir qualquer intenção de cativeiro e, quem sabe um dia, amar sem construir cercas e sem adestrar o outro para o nosso afago como recompensa.

*Por Tulio Rossi

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*Fonte: obvious

Ninguém se apaixona pela pessoa errada! Apenas se encanta por ilusões!

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, a verdade é que inventamos expectativas e ilusões maravilhosas com relação a quem estamos envolvidos.

Essa coisa de amor à primeira vista, não sei, não entendo. Isto nunca aconteceu comigo, talvez por acreditar que amor não é encantamento, mas sim, vivência.

Desconfio de coisas fantásticas demais.

Perdi a ilusão com os contos de fadas, quando descobri que tapete mágico servia apenas para deslizar, que castelo era solitário demais e que príncipe não passava de um homem normal qualquer.

Percebi que tudo que li nos romances ou assisti na TV, apenas foram inventadas para nos fazer sonhar e aliviar algumas rotinas.

Desilusão não faz ninguém amargo, é você que permite se envenenar.

Desilusão serve para amadurecermos e crescermos também.

Até as negatividades da vida são lições para melhorar o nosso eu.

Inventamos, criamos e vivemos nossos dias. Todo mundo cria expectativas em relação às pessoas e à vida.

Nem sempre somos pés no chão como deveríamos, porque criamos ilusões e investimos nessas falsas realidades.

Quando estamos apaixonados ou encantados por alguém, vemos beleza onde não tem, vemos humor em piadas sem graça e qualidades demais onde não existe, porque os sentimentos têm essas cegueiras estranhas.

Às vezes, levamos muito tempo para perceber que aquele amor não passa de um gostar intenso, que aquele paquera não passa de mais uma bobagem, que aquela pessoa que você apostou até o último centavo, não passa é isso tudo.

Criamos tantas expectativas em relação a alguém, que até inventamos para nós mesmas que é bom.

Acreditamos em tantas ilusões perdidas, e não temos o controle disso, muitas vezes.

Ainda não foi inventado um botão para deletar ilusões que inventamos e que servem apenas para nos trapacear, infelizmente.

Apaixonamos algumas vezes, talvez milhares de vezes, e cada ilusão é diferente, porque nossas perspectivas mudam de pessoa para pessoa.

Inventamos um gostar íntimo para cada pessoa que passa em nossa vida e inventamos ilusões diferentes para cada um.

*Por Simone Guerra
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Fonte: resilienciamag

Os fatores que predizem relacionamentos de sucesso (e por que o amor não é um deles)

O coração pode ter razões que a razão desconhece, mas isso não impediu os cientistas de tentarem encontrar o segredo da felicidade nos relacionamentos.

E graças à ajuda da inteligência artificial, uma equipe internacional de 85 pesquisadores diz acreditar ter identificado os principais fatores para um relacionamento de sucesso.

O estudo – o maior do tipo até hoje – usou algoritmos de aprendizado de máquina para analisar quase 12 mil casais em 43 bancos de dados de 29 laboratórios diferentes.

“Analisamos basicamente todas as informações que encontramos sobre o assunto”, diz Paul W. Eastwick, professor de psicologia da Universidade da Califórnia (EUA) e um dos coordenadores da pesquisa, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

E uma das principais conclusões do estudo é que as características individuais não são tão decisivas quando se trata de prever o sucesso de um relacionamento. Mais importante são os julgamentos que se faz sobre ele.

Na verdade, não há nada mais importante para o sucesso de um relacionamento do que a convicção sobre o comprometimento do outro.

Outro indicador importante é o nível de intimidade: nas palavras de Eastwick, “aquela sensação de que seu parceiro o entende e realmente entende quem você é”.

E entre os cinco principais “preditores específicos do relacionamento” estão também o nível de gratidão ou reconhecimento, a satisfação sexual de alguém e a percepção de satisfação do outro parceiro com o relacionamento.

“Os julgamentos das próprias pessoas sobre o relacionamento em si, como o quão satisfeitas e comprometidas se sentiam com seus parceiros, ou quão gratas se sentiam por eles, explicam aproximadamente 45% de sua satisfação”, indica o estudo, publicado na edição de agosto da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, PNAS.

Em contrapartida, as diferenças individuais representaram apenas 21% da satisfação nos relacionamentos analisados.

Fator distal

“Os preditores individuais têm a ver com o que alguém pensa sobre si mesmo e, em princípio, são independentes de qualquer relacionamento; por exemplo, o que costumamos chamar de personalidade ou as ideias abstratas que alguém pode ter sobre como gostaria que seu parceiro fosse romântico”, explica Eastwick.

“Em contraste, preditores específicos de relacionamento são construções que exigem que pensemos sobre uma pessoa em particular, geralmente nosso parceiro: esta é uma pessoa em quem posso confiar, alguém que amo, alguém que me valoriza … E eles têm dois ou mais três vezes mais impacto quando se trata de prever o quão satisfeito você está com o relacionamento do que diferenças individuais”, diz ele à BBC News Mundo.

Isso não significa que diferenças individuais – que incluem, entre seus principais preditores, satisfação com a vida, negatividade, depressão e problemas de apego – não desempenhem um papel na felicidade de um casal.

Mas, como argumenta Eastwick, eles fazem isso sobretudo com base em sua própria experiência e condicionando o julgamento que se pode fazer do relacionamento, que é o que acaba sendo importante.

“Por exemplo, se eu sou um misantropo, o mais provável é que não confio nas pessoas e, portanto, não posso ser feliz em meu relacionamento”, esclarece Eastwick.

Mas, para o sucesso do relacionamento, o fator chave não é tanto a misantropia (aversão à convivência social), que seria um fator distal, mas a confiança, um importante preditor que, como o amor, não alcançou o “top 5” mas chegou ao “top 10” em termos de importância.

Essa classificação relativamente baixa foi uma surpresa para os pesquisadores?

‘Não somos videntes’

“O amor realmente se saiu muito bem, o que acontece é que é algo tão próximo da satisfação, o que estávamos tentando prever, que em muitos casos nem sequer o incluímos como candidato”, explica Eastwick.

“Em outras palavras, não é que isso não importe, mas é o que essencialmente estávamos procurando”, diz ele à BBC News Mundo.

Eastwick também destaca que, quando falam de “preditores”, não significa que os cientistas se sintam capazes de prever o futuro.

“Não somos videntes”, diz ele. “Mas os aspectos das relações que destacamos são coisas em que podemos trabalhar e assim melhorar a relação no presente”, conclui.

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*Fonte: bbc-brasil

Manipulação verbal: quando você usa as palavras para machucar e para controlar

Manipulação verbal: quando você usa as palavras para machucar e para controlar

A palavra é uma das ferramentas mais poderosas que temos. Com as palavras podemos nos aproximar, nos entender, pedir ajuda, receber consolo … Mas com as palavras também podemos nos distanciar, nos interpretar mal, nos machucar …

Às vezes, “as palavras violam o entendimento, confundem as pessoas e levam a humanidade a inúmeras controvérsias e erros vãos” , disse Francis Bacon.

As palavras podem se tornar uma forma de abuso psicológico, mais ou menos sutil e mascarado, em nossos relacionamentos. Porém, a violência verbal só gera insatisfação, frustração e, em última instância, submissão.

O principal problema é que detectar abuso verbal não é fácil.

Às vezes, é difícil distinguir uma discussão acalorada em que coisas que não deveriam ser ditas foram ditas de manipulação ou abuso, de modo que acabamos justificando o outro ou procurando justificativas para nossas palavras.

Por outro lado, a violência e a manipulação verbal englobam uma ampla gama de atitudes que vão além de insultos e ameaças. O abuso verbal muitas vezes ocorre clandestinamente e, como vem daqueles que mais amamos, é difícil reconhecê-lo.

5 formas de manipulação verbal nos relacionamentos


1. Retenção, silêncio e indiferença como armas de controle

A retenção é uma forma de abuso psicológico em que uma pessoa se recusa sistematicamente a compartilhar informações com a outra.

Essa pessoa recorre ao uso do silêncio.

Ele para de falar como um castigo e se limita ao uso de monossílabos e das frases essenciais para organizar o dia.

Dessa forma, ele faz com que a outra pessoa se sinta culpada e ceda às suas exigências.

Quando em um relacionamento uma das duas pessoas não compartilha suas ideias e sentimentos, ele condena a outra a uma espécie de ostracismo psicológico, sujeitando-a a grandes pressões.

A vítima entende que algo está errado no relacionamento, mas está cega porque os canais de comunicação foram cortados.

Cria-se assim uma espécie de guerra fria da qual é muito difícil sair sem capitular.


2. Bloqueio do diálogo, quando o objetivo é manter o conflito

Essa estratégia de manipulação verbal consiste em desviar a atenção do problema principal.

A pessoa é quem decide quais tópicos de comunicação são adequados e bloqueia aqueles que considera mais sensíveis, geralmente porque minam sua posição de poder na relação.

Dessa forma, você acaba introduzindo um elefante na sala.

Ambos sabem que existe um conflito, mas isso se torna um tabu, que a vítima não ousa tocar porque teme a reação do outro.


3. Trivialização, minimizando o mundo interno do outro

A desqualificação é uma estratégia de manipulação verbal em que a pessoa invalida os sentimentos ou ideias do outro.

Pode ser por meio de crítica ou de brincadeira, mas tem como objetivo minimizar a realidade interior do outro ou fazer com que seus pensamentos, ações ou sentimentos pareçam insignificantes e triviais, para que não sejam dignos de atenção.

A pessoa banaliza tudo o que sua vítima diz ou sugere, negando-lhe até a validação emocional de que todos precisamos para nos sentirmos reforçados.

Você pode rotulá-la como sendo excessivamente sensível, infantil ou inexperiente.

Assim, chega um ponto em que a vítima se questiona e duvida de suas próprias opiniões.

Em casos extremos, a vítima chegará a se sentir mal por pensar como pensa ou sentir o que sente. Você vai acreditar que há algo errado ou impróprio em suas reações.


4. Negar, rejeitar a responsabilidade própria

A negação é uma estratégia de manipulação verbal muito comum.

Ocorre quando a pessoa não reconhece que cometeu um erro, nega seu mau comportamento ou os resultados disso.

É uma rejeição da responsabilidade individual e uma recusa total em aceitar as consequências de suas ações, atitudes ou palavras.

Essa pessoa sempre buscará uma maneira de justificar e racionalizar seu comportamento.

O problema é que, ao negar sua cota de responsabilidade, a relação se paralisa, de modo que a vítima é obrigada a carregar o peso dela, um peso que deve ser compartilhado.


5. Culpar e criticar, a estratégia de manipulação por excelência

A manipulação incriminadora é uma estratégia que tenta transferir toda a responsabilidade para o outro. Não há uma negação, mas uma acusação direta.

A pessoa vai culpar a outra por todos os conflitos e problemas que existem no relacionamento.

Na verdade, também é comum ele culpá-la até mesmo por suas próprias insatisfações e fracassos na vida. Dessa forma, ele consegue subjugar sua vítima.

É comum essa pessoa usar a crítica como arma de arremesso.

Ele irá criticar e julgar continuamente sua vítima até que ela perca a confiança em si mesmo e afunde sua auto-estima.

Quando a vítima acabar se sentindo mais vulnerável psicologicamente, acabará aceitando a culpa que está tentando abafar e se submeter aos desejos do outro.

Ser capaz de detectar a manipulação verbal é o primeiro passo para contê-la.

Por isso, é importante ficar de olho nos pequenos sinais que indicam que a comunicação em um relacionamento está se distanciando de caminhos assertivos.

Um sinal de alerta importante é que as discussões, longe de resolverem problemas, geram novos conflitos e aumentam a insatisfação.

Nesse momento você tem que parar e recapitular, porque talvez um dos dois esteja usando o conflito como arma de arremesso para obter benefícios secundários no relacionamento.

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*Fonte: seuamigoguru

O que o medo está tentando nos dizer

Abrir mão de uma busca neurótica por segurança é um passo necessário para apreciar a vista. Viver é correr riscos e chegar perto da margem. Com medo e apesar do medo. Nessas horas, me sinto a mais corajosa das covardes.

Dizem que a melhor maneira de superar o medo de altura é se aproximar de um precipício. É se permitir ficar ali, na beirada, naquele terreno desconhecido a um passo da completa aniquilação, onde todo o seu ser parece estar sob ameaça. Não para que a pessoa torture a si mesma e sofra deliberadamente, numa espécie de jogo sádico intencional. Mas para que ela se familiarize com o medo e faça as pazes com ele, de maneira aberta e honesta, sem tentar fugir da situação. Dizem que só assim, aceitando o medo, é possível, de fato, ter coragem.

Eu tenho pensado muito nisso, na origem do medo. De como ele surge e se cristaliza em algum subsolo da nossa psique, de onde passa a nos influenciar e moldar nossas ações com base em experiências que há muito tempo ficaram pra trás. De como, sem perceber, deixamos que esse mecanismo se aposse das nossas vidas. E de como – e se – é possível ir além dele e chegar à outra margem.

Acho que todo medo é o medo da aniquilação total, da morte pura e simples. Do não existir. Temos medo porque queremos nos preservar de alguma ameaça incompreensível, alguma coisa que, real ou não, pode nos machucar ou nos destruir, mesmo que não entendamos muito bem o que seja.
Sei disso porque tenho muitos medos e, em maior ou menor grau, todos eles me fazem sentir a mesma coisa.

Vou te contar uma informação pessoal que até então só a minha terapeuta sabia: eu tenho pavor de intimidade. Um medo danado da sensação de que estão me conhecendo a fundo e sabendo coisas sobre mim. É uma sensação tão maluca que acabo me esquivando de contatos mais profundos com as pessoas porque não quero que elas “me vejam”.

Conversando com minha terapeuta, percebi que tudo não passa do medo de ser rejeitada. Se as pessoas não me conhecem direito, se não podem se aproximar, então também não podem se afastar e concretizar aquilo que eu mais abomino: a sensação de não ser querida. A negação à intimidade é, na verdade, um escudo para não sofrer a dor da perda do afeto. E contanto isso a vocês, estou fazendo a coisa que mais abomino: estou expondo um detalhe íntimo a meu respeito, o que é profundamente incômodo.

Reflexão

Mas só assim eu consigo me aproximar de uma dimensão da vida a qual sempre me nego: a vulnerabilidade. Só assim eu consigo desafiar um pouco o medo e me abrir, ainda que bem timidamente, para o desconhecido da experiência que mais me assusta – a de criar laços com outro ser humano. Não que entre nós vá surgir qualquer relação duradoura, não é isso. Mas ao mesmo tempo, é apenas quando nos permitimos ser vulneráveis que laços verdadeiros são criados. A intimidade anda de mãos dadas com a vulnerabilidade e estar confortável com isso é um grande ato de coragem.

Quando reconhecemos e aceitamos nossa vulnerabilidade, aceitamos também que podemos – e que irremediavelmente vamos, em algum momento – ser feridos. E quando somos feridos, encaramos a verdade inalienável de que não somos indestrutíveis. De que algo pode nos cortar em pedaços – metafórica e literalmente. De que vamos, algum dia, deixar de existir.

É isso. Temos medo porque queremos nos preservar da incerteza da vida, como a incerteza de saber se seremos amados ou não. Porque a incerteza é um lembrete de que não podemos controlar as circunstâncias, não sabemos o que vem a seguir. Então tentamos impedir a todo custo qualquer situação desagradável que perturbe a aparente proteção da nossa condição atual.

Sempre é hora de perceber

O que não percebemos na maioria das vezes – e que eu demorei 28 anos para perceber – é que nenhuma dessas estratégias de autoproteção efetivamente funciona. Nunca estamos plenamente protegidos. Continuamos atraindo as mesmas experiências que despertam os mesmos gatilhos emocionais do pavor, como se a vida tentasse esfregar na nossa cara que não é possível passar por ela ileso, que você vai se arranhar se quiser contar alguma história. Do contrário, se está morto.

Não estou dizendo que é preciso provocar situações perigosas para provar a própria coragem, longe disso. O senso de autopreservação é quase sempre benéfico. O medo é muito útil quando nos faz, por exemplo, usar o cinto de segurança ou dirigir mais devagar; quando faz com que nos afastemos de uma situação de abuso ou quando nos põe em alerta ao vermos um uma cobra, um precipício, etc. Eu mesma evito esportes radicais por isso: morro de medo de quebrar uma perna, o pescoço, a coluna…
Não corra do urso

No entanto, esse mesmo senso de autopreservação é que pode ser o causador da nossa ruína. Um exemplo disso é o que acontece quando seres humanos se encontram com ursos. A reação instintiva de qualquer pessoa seria correr para se afastar do animal, mas é esse, ironicamente, o primeiro comportamento que estimularia um ataque. Outro exemplo é o meu pavor de intimidade: evito a possibilidade da decepção a todo custo, mas, ao mesmo tempo, me privo de viver a plenitude dos afetos.

Depois de muito refletir e falar sobre esse assunto com a minha terapeuta, acho que estou aceitando que, mesmo nas situações em que o medo é baseado numa ameaça real, vale a pena se aproximar dele. Vale a pena se familiarizar com esse amigo superprotetor e cheio de artifícios. Se permitir conversar com ele a respeito do que ele quer tanto me proteger.
Então, às vezes, me permito ousar

Quando me sinto à vontade, gosto de convidar meus medos para se sentarem comigo. Às vezes passeamos a beira de um precipício, às vezes preferimos só observar de longe – mas juntos e conscientes de tudo o que está acontecendo, da altura da queda ao escuro lá embaixo – a ameaça de destruição sempre presente… E nessas horas mágicas de uma presença integral, eu tenho um lampejo raro de compreensão e vejo que é impossível estar completamente protegido.

Que as incertezas nem sempre são uma ameaça, que abrir mão de uma busca neurótica por segurança é um passo necessário para apreciar a vista. E ainda, que viver é correr riscos e chegar perto da margem. Com medo e apesar do medo. Nessas horas, me sinto a mais corajosa das covardes.

*Por Alana Moura

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*Fonte: vidasimples

O lado obscuro das pessoas de grande caráter e autocontrole

Há alguns anos, 80 pessoas na França participaram de um jogo experimental no que parecia ser um programa-piloto de TV chamado La Zone Xtrême.

Inicialmente, os participantes foram informados apenas que seriam organizados em pares — um sendo o “interrogador” e o outro, o “concorrente”.
Mas assim que as luzes se acenderam e todas as regras foram explicadas, o rumo foi sombrio.
Os interrogadores foram informados de que teriam que punir os concorrentes com choques elétricos para cada resposta errada.
Também seria preciso aumentar a intensidade do castigo a cada erro, até chegar a 460 volts — mais do que o dobro da voltagem de uma tomada europeia.
Se a dupla passasse de 27 rodadas, venceria o jogo.
Cada concorrente foi então levado para uma sala trancada e amarrado em uma cadeira. Já o interrogador se sentou no centro do palco.

O jogo começou.
Como se tratava apenas de um programa-piloto, os participantes foram informados de que não haveria um prêmio em dinheiro ao fim.
Mesmo assim, a grande maioria dos interrogadores continuou aplicando choques, mesmo depois de ouvir gritos de dor vindos da sala.

Felizmente, os gritos eram apenas uma atuação — ninguém foi realmente eletrocutado.

Os interrogadores estavam participando, sem saber, de um experimento elaborado para explorar como vários traços de personalidade podem influenciar o comportamento moral.
Embora se pudesse esperar que os mais perversos fossem pessoas impulsivas e antissociais, ou pouco persistentes, cientistas franceses descobriram exatamente o oposto.
Os participantes que estavam dispostos a dar mais e maiores choques eram justamente aqueles associados a um comportamento cuidadoso, disciplinado e moral.

“Pessoas acostumadas a serem organizadas e dóceis, com boa integração social, têm mais dificuldade em desobedecer”, explica Laurent Bègue, psicólogo e pesquisador da Universidade de Grenoble-Alpes que analisou o comportamento dos participantes.

Essa descoberta se soma a uma série de estudos que já mostraram que pessoas com alto autocontrole e disciplina têm um lado obscuro surpreendente.
E este acúmulo de evidências pode nos ajudar a entender por que cidadãos exemplares às vezes se tornam tóxicos, e também a compreender comportamentos antiéticos em nossos locais de trabalho e além.

Superando impulsos

Capacidade de conter impulsos foi por muito tempo associada a um comportamento mais exemplar — mas um pesquisador de Israel propôs testar se era isso mesmo

Por décadas, o autocontrole foi visto como algo exclusivamente positivo e vantajoso.

Essa qualidade pode ser avaliada de várias maneiras, desde questionários que “medem” nosso nível de autodisciplina e organização até experimentos sobre força de vontade, como o famoso “teste do marshmallow”.

Nesses casos, pessoas com alto autocontrole apresentaram melhor desempenho na escola e no trabalho e adotaram estilos de vida mais saudáveis, pois eram menos propensas a comer demais ou a usar drogas, e mais propensas a praticar exercícios.

Pesquisas também descobriram que a capacidade de superar os impulsos mais básicos também significava fazia aqueles com maior autocontrole ter menos propensão a agir de forma agressiva ou criminal.

Assim, por muito tempo se acreditou que o autocontrole representa o caráter de alguém. Alguns estudiosos chegaram a comparar isto a um “músculo moral” que determinaria nossa capacidade de agir com ética.

Em meados da década de 2010, porém, Liad Uziel, da Universidade Bar-Ilan de Israel, começou a investigar a importância do contexto nas nossas decisões de autocontrole.

Uziel partiu da hipótese de que o autocontrole é apenas uma ferramenta para atingir objetivos, e que estes podem ser bons e ruins.

Em muitas situações, nossas normas sociais recompensam as pessoas que cooperam com outras, de modo que as pessoas com alto autocontrole seguem essa linha alegremente. Mas, se mudarmos essas normas sociais, então elas podem ser menos escrupulosas em suas relações com os outros, propôs o pesquisador.

E para testar a ideia Uziel recorreu a um experimento psicológico chamado “jogo do ditador”, no qual um participante recebe uma quantia em dinheiro e tem a oportunidade de compartilhá-la com um parceiro.

Graças às normas sociais de cooperação, as pessoas costumam ser muito generosas.

“Racionalmente, não há razão para dar ao segundo jogador qualquer quantia”, explica Uziel, “mas as pessoas geralmente dão cerca de um terço da verba para os outros.”

Só que os pesquisadores também descobriram que as pessoas com alto autocontrole só eram generosas se temessem ser julgadas por seu comportamento mesquinho, ao passo que, se suas ações fossem mantidas em sigilo, eram muito mais egoístas do que as pessoas consideradas tendo pouco autocontrole.

No experimento, uma vez que o medo do julgamento dos outros desapareceu, os “autocontrolados” escolheram seus próprios interesses em vez de ajudar os outros, ficando com quase todo o dinheiro.

Pessoas com autocontrole alto também parecem ter mais cuidado ao cometer um ato antissocial, evitando assim serem flagradas.

Na Universidade de Western Illinois, nos EUA, David Lane e seus colegas fizeram questionários sobre comportamentos desviantes e consequências de certas ações.
A equipe descobriu que pessoas com alto autocontrole tinham maior probabilidade de tentar escapar de penas por dirigir perigosamente e trapacear em testes, em comparação com pessoas com menos autocontrole.

Mais uma vez, as pessoas mais “autocontroladas” pareciam estar avaliando cuidadosamente as normas sociais, e aderindo a elas quando a transgressão pudesse ser mais prejudicial à sua reputação.

Máquinas de extermínio

Até agora, falamos de atos morais questionáveis. Mas dependendo do contexto, uma forte força de vontade pode contribuir também para atos de crueldade.

Em um estudo macabro, Thomas Denson, psicólogo da Universidade de Nova Gales do SUl, na Austrália, convidou participantes ao laboratório para… colocar insetos em um moedor de café.
Sem que os participantes soubessem, a “máquina de matar” foi construída para permitir que os insetos escapassem antes de serem mortos, mas o moedor ainda emitia um grunhido desconcertante conforme os insetos passavam pela máquina.
Foi dito que o objetivo era compreender melhor certas “interações entre humanos e animais” — uma justificativa que possivelmente tornou o ato mais socialmente aceitável para os participantes.
Para os participantes que demonstravam maior autocontrole, aumentou significativamente o número de insetos que eles estavam dispostos a matar.
Eles pareciam mais dispostos a atender ao pedido dos cientistas e tinham maior capacidade de superar qualquer sentimento de aversão à tarefa, tornando-os assassinos mais eficientes.

Os participantes do La Zone Xtrême mostraram um padrão de comportamento muito parecido, mas em escala bem maior.

Choques elétricos já foram usados diversas vezes em experimentos sobre a crueldade humana
O jogo francês foi inspirado nos polêmicos experimentos de Stanley Milgram na década de 1960 que testaram se os participantes estariam dispostos a torturar outra pessoa com choques elétricos em nome da ciência.
O experimento de Milgram foi conduzido para mostrar a obediência inabalável das pessoas à autoridade. Depois, os pesquisadores franceses quiseram saber que tipos de personalidades eram mais suscetíveis a ela.
Eles descobriram que aqueles com maior autocontrole estavam dispostos a descarregar cerca de 100 volts a mais em seus colegas — a ponto destes pararem de gritar, fingindo inconsciência ou morte.

Curiosamente, o desejo de agradar aos outros era outro traço de personalidade associado a esse comportamento insensível.

“Eles tendiam a eletrocutar mais a vítima, provavelmente para evitar um conflito desagradável com o apresentador de televisão”, disse Bègue.

“Queriam ser pessoas confiáveis e manter seu compromisso.”

Em seu artigo, a equipe de Bègue relaciona as descobertas com o estudo feito pela filósofa Hannah Arendt sobre o oficial nazista Adolf Eichmann.
Arendt cunhou o famoso termo “banalidade do mal” para descrever como as pessoas ordinárias, como Eichmann, podem cometer atos de grande crueldade.
E, de acordo com a pesquisa de Bègue, os traços que levam as pessoas a agirem de forma imoral podem ser não apenas ordinários, como desejáveis em várias situações.

Afinal, são pessoas em “conformidade” normalmente as melhores candidatas a empregos e a cônjuges.

Consequências no ambiente de trabalho

Funcionários exemplares podem às vezes ser os mesmos dispostos a ‘apunhalar pelas costas’
Bègue enfatiza que sua pesquisa precisa ser replicada antes que possamos tirar conclusões mais genéricas sobre a natureza humana.
Entretanto, é interessante especular se características como alto autocontrole podem prever o envolvimento de alguém em atos cotidianos imorais, de pequenos a grandes.

Para Lane, tudo dependeria da força das normas sociais. E há algumas evidências para apoiar isso: por exemplo, a evasão fiscal aumenta com o escrúpulo.
Enquanto isso, no ambiente de trabalho, funcionários exemplares também podem ser aqueles que roubam da empresa sob a ideia de que ninguém dará falta do dinheiro.

Uziel, por sua vez, suspeita que alguém com alto autocontrole tem mais probabilidade de agir impiedosamente quando a coesão do grupo começa a desmoronar, incluindo momentos em que seu próprio senso de poder ou autoridade é ameaçado, ou quando ela se sente em perigo.

Nessas condições, por exemplo, tais pessoas podem “apunhalar alguém pelas costas” buscando uma nova promoção; ou curvar-se diante de um chefe sem levar em conta como seu comportamento afetará os outros.
Assim, podemos começar a apreciar um pouco mais as pessoas ao nosso redor que são um pouco menos disciplinadas e obedientes do que as outras.
Elas podem nos decepcionar com sua falta de confiabilidade, mas pelo menos no jogo La Zone Xtrême seriam o tipo de pessoa que você gostaria de ter em seu caminho.

*Por David Robson

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*Fonte: bbc-brasil

7 verdades cruéis que farão de você uma pessoa mais poderosa

7 verdades cruéis que farão de você uma pessoa mais poderosa

1. Ninguém está realmente muito ocupado para responder a você.
Esse cara ou garota não está muito ocupado para responder ao seu texto. Esse empregador não está muito ocupado para responder seu e-mail. Se você não tem notícias de alguém, é porque essa pessoa deliberadamente escolheu não responder a você. E quanto mais cedo você parar de dar desculpas para as pessoas que não fazem de você uma prioridade, mais cedo você poderá passar para as pessoas e situações que o fazem.

2. Todos têm seus próprios interesses em mente.
Não importa o quão genuína, bondosa ou atenciosa uma pessoa em particular seja, ela sempre estará mais ciente de suas próprias necessidades do que das suas. Mesmo o amante mais atencioso pode não perceber que está pressionando seus botões se você nunca disser que está fazendo isso. Mesmo o empregador mais honesto pode não estar ciente de que eles estão trabalhando para você se você continuar aceitando mais empregos.

Infelizmente, outras pessoas saberão que estão esticando seus limites, mas ainda assim o empurrarão, a menos e até que encontrem resistência. A maioria das pessoas vai tirar de você tanto quanto você permitir – o que significa que depende de você definir e manter seus próprios limites.

A pessoa poderosa não têm medo de dizer ‘Não’ ao que não querem fazer – porque sabem que ninguém vai defendê-las se não defenderem a si mesmas.

3. Você nunca vai agradar a todos.
Se você realmente ouvisse o que cada pessoa quer de você, acabaria sendo uma bolha sem vida, sem forma, sem emoção. E então alguém viria e diria para você ser mais interessante

A verdade é que é impossível agradar a todos. Sempre haverá quem se ofenda com o caminho de vida mais tradicional ou se entedie com o mais radical. Você vai ser criticado, não importa o que faça, então é melhor fazer o que ama. Porque se há alguém cujo julgamento você deve ouvir, é o seu.

4. O mundo não lhe deve absolutamente nada.
Você pode ser a pessoa mais legal, gentil, mais inteligente e mais interessante do mundo, mas se não estiver colocando nenhuma dessas características para funcionar, você não tem direito a absolutamente nada em troca de possuí-las.

A pessoa verdadeiramente poderosa sabe que existem duas escolhas básicas: você pode passar a vida inteira sentindo pena de si mesmo porque merece mais do que está recebendo, ou pode sair pelo mundo e reivindicar o que é seu. Adivinhe qual opção as pessoas mais bem-sucedidas tendem a escolher?

5. O prêmio por discutir em nome de suas restrições é mantê-las.
Você pode passar a vida inteira declarando aos outros em voz alta que não tem tempo, dinheiro, energia ou recursos para realizar as coisas que realmente deseja. E tudo o que você alega pode ser verdade – mas a dura verdade é que cada pessoa no planeta tem pelo menos uma desculpa muito boa para não seguir a vida que deseja.

A diferença entre as pessoas que conseguem o que querem da vida e as que não conseguem é que as pessoas que conseguem o que desejam ignoram suas desculpas. Eles encontram uma maneira de contornar suas limitações, em vez de apenas reclamar delas, e essa é a razão pela qual têm sucesso.

6. Suas ações definem você, não seus pensamentos.
Você pode sentar em casa o dia todo, conceituando um mundo melhor, mas até chegar lá e começar a implementar mudanças , você não estará realmente fazendo a diferença. Boa intenção é uma coisa maravilhosa, mas a menos que esteja associada à ação, não conta para nada. No final do dia, seu caráter é determinado pelo que você faz, não pelo que você pensa.

7. Ninguém está vindo para salvá-lo de sua vida.
Todos nós queremos acreditar que a pessoa dos nossos sonhos, a oportunidade de trabalho da nossa vida ou a surpresa que nunca esperamos está à nossa espera. Quando estamos infelizes com onde estamos, esperamos irracionalmente que uma mudança drástica nas circunstâncias aconteça e nos salve de nossa miséria.

Mas a verdade é que a vida não funciona assim. Ninguém está indo em sua direção em um cavalo branco e se você quiser ver uma mudança em sua vida, você tem que criá-la do zero.

Isso é o que as pessoas mais poderosas sabem. Quando os tempos ficam difíceis, as pessoas mais fortes amarram sua própria armadura, montam naquele cavalo branco e vêm em seu próprio resgate. Porque eles sabem que se alguém vai salvar o dia, terá que ser eles.

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*Fonte: seuamigoguru