7 histórias zen que dissolvem o ego o fazem ver as coisas de forma diferente

Zen Flesh Zen Bones é meu livro favorito para organizar a mente, a primeira parte é uma transcrição de 101 histórias Zen. A segunda parte é chamada de portal sem porta – que é uma série de koans, que são declarações, histórias ou perguntas curtas e paradoxais que podem ser usadas para ajudar na meditação ou para dar a um aluno algo em que se concentrar intensamente, o que pode ajudar no obtenção da iluminação.

A última seção é chamada de 10 touros e é sobre como encontrar seu propósito. Cada um dos 10 touros é uma metáfora para um passo em sua jornada e pode realmente ajudá-lo a descobrir onde você está em seu caminho e o que você precisa fazer para ir mais longe ou, de fato, o que você não deveria estar fazendo.

Abaixo estão 7 histórias retiradas das 101 histórias zen, que farão você parar e pensar sobre como você vê o mundo.

UMA XÍCARA DE CHÁ

Nan-in, um mestre japonês da era Meiji (1868-1912), recebeu um professor universitário que veio perguntar sobre o zen.

Nan-in serviu chá. Ele encheu a xícara de seu visitante e continuou a servir.

O professor observou o transbordamento até não poder mais se conter. “Está cheia. Não entrará mais! ”

“Como esta xícara,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso mostrar o Zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara? ”

SOLDADOS DA HUMANIDADE

Certa vez, uma divisão do exército japonês estava engajada em uma batalha simulada, e alguns dos oficiais acharam necessário fazer seu quartel-general no templo de Gasan.

Gasan disse ao cozinheiro: “Deixe os oficiais comerem apenas a mesma comida simples que comemos”.

Isso irritou os militares, pois estavam acostumados a um tratamento muito deferente. Um veio a Gasan e disse: “Quem você pensa que somos? Somos soldados, sacrificando nossas vidas por nosso país. Por que você não nos trata de acordo? ”

Gasan respondeu severamente: “Quem você pensa que somos? Somos soldados da humanidade, com o objetivo de salvar todos os seres sencientes. ”

O TUNEL

Zenkai, filho de um samurai, viajou para Edo e lá tornou-se o criado de um alto oficial. Ele se apaixonou pela esposa do oficial e foi descoberto. Em legítima defesa, ele matou o oficial. Então ele fugiu com a esposa.

Os dois mais tarde se tornaram ladrões. Mas a mulher era tão gananciosa que Zenkai ficou enojado. Finalmente, deixando-a, ele viajou para longe, para a província de Buzen, onde se tornou um mendicante errante.

Para expiar seu passado, Zenkai resolveu realizar algumas boas ações durante sua vida. Sabendo de uma estrada perigosa sobre um penhasco que causou a morte e ferimentos de muitas pessoas, ele resolveu abrir um túnel na montanha ali.

Mendigando comida durante o dia, Zenkai trabalhava à noite cavando seu túnel. Quando trinta anos se passaram, o túnel tinha 2.280 pés de comprimento, 6 metros de altura e 9 metros de largura.

Dois anos antes de o trabalho ser concluído, o filho do oficial que ele havia matado, que era um espadachim habilidoso, encontrou Zenkai e foi matá-lo como vingança.

“Vou te dar minha vida de boa vontade”, disse Zenkai. “Só me deixe terminar este trabalho. No dia em que for concluído, você pode me matar. ”

Então o filho esperou o dia. Vários meses se passaram e Zenkai continuou cavando. O filho se cansou de não fazer nada e começou a ajudar na escavação. Depois de ajudar por mais de um ano, ele passou a admirar a força de vontade e o caráter de Zenkai.

Por fim, o túnel foi concluído e as pessoas puderam usá-lo e viajar com segurança.

“Agora corte minha cabeça”, disse Zenkai. “Meu trabalho está feito.”

“Como posso cortar a cabeça do meu próprio professor?” perguntou o jovem com lágrimas nos olhos.

A LUA NÃO PODE SER ROUBADA

Ryokan, um mestre Zen, vivia o tipo de vida mais simples em uma pequena cabana ao pé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana apenas para descobrir que não havia nada para roubar.

Ryokan voltou e o pegou. “Você pode ter percorrido um longo caminho para me visitar”, disse ele ao vagabundo, “e não deve voltar de mãos vazias. Por favor, leve minhas roupas de presente. ”

O ladrão ficou perplexo. Ele pegou as roupas e foi embora.

Ryokan estava sentado nu, olhando a lua. “Pobre sujeito”, ele meditou, “Eu gostaria de poder dar a ele esta linda lua.”

O VERDADEIRO MILAGRE

Quando Bankei estava pregando no templo Ryumon, um sacerdote Shinshu, que acreditava na salvação por meio da repetição do nome do Buda do Amor, tinha ciúmes de sua grande audiência e queria debater com ele.

Bankei estava conversando quando o padre apareceu, mas o sujeito fez tanto barulho que bankei interrompeu seu discurso e perguntou sobre o barulho.

“O fundador de nossa fé”, gabou-se o padre, “tinha poderes tão miraculosos que segurou um pincel na mão em uma margem do rio, seu assistente ergueu um papel na outra margem e o professor escreveu o santo nome de Amida pelo ar. Você pode fazer uma coisa tão maravilhosa? ”

Bankei respondeu levianamente: “Talvez sua raposa possa fazer esse truque, mas essa não é a maneira do zen. Meu milagre é que quando estou com fome eu como e quando estou com sede eu bebo. ”

NADA EXISTE

Yamaoka Tesshu, como um jovem estudante de Zen, visitava um mestre após o outro. Ele chamou Dokuon de Shokoku.

Desejando mostrar sua realização, ele disse: “A mente, Buda e os seres sencientes, afinal, não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos é o vazio. Não há realização, nem ilusão, nem sábio, nem mediocridade. Não há dar e nada a ser recebido. ”

Dokuon, que estava fumando silenciosamente, não disse nada. De repente, ele bateu em Yamaoka com seu cachimbo de bambu. Isso deixou o jovem muito zangado.

“Se nada existe”, perguntou Dokuon, “de onde veio essa raiva?”

NÃO APEGO

Kitano Gempo, abade do templo de Eihei, tinha noventa e dois anos quando faleceu no ano de 1933. Ele se esforçou toda a sua vida para não se apegar a nada. Como um mendicante errante, aos vinte anos, ele conheceu por acaso um viajante que fumava tabaco. Enquanto caminhavam juntos por uma estrada na montanha, eles pararam sob uma árvore para descansar. O viajante ofereceu um cigarro a Kitano, que ele aceitou, visto que estava com muita fome no momento.

“Como é agradável fumar”, comentou. O outro deu-lhe um cachimbo extra e tabaco e eles se separaram.

Kitano sentiu: “Coisas tão agradáveis ​​podem perturbar a meditação. Antes que isso vá longe demais, vou parar agora. ” Então ele jogou fora a roupa de fumar.

Quando ele tinha vinte e três anos, ele estudou I-King, a doutrina mais profunda do universo. Era inverno na época e ele precisava de roupas pesadas. Ele escreveu a seu professor, que morava a 160 quilômetros de distância, contando-lhe sua necessidade, e deu a carta a um viajante para entregar. Quase todo o inverno passou e nem resposta nem roupas chegaram. Então Kitano recorreu à presciência de I-King, que também ensina a arte da adivinhação, para determinar se sua carta havia abortado ou não. Ele descobriu que era esse o caso. Posteriormente, uma carta de seu professor não fez menção a roupas.

“Se eu realizar um trabalho determinativo tão preciso com I-King, posso negligenciar minha meditação”, sentiu Kitano. Então ele desistiu desse ensino maravilhoso e nunca mais recorreu a seus poderes.

Quando tinha 28 anos, estudou caligrafia e poesia chinesas. Ele se tornou tão hábil nessas artes que seu professor o elogiou. Kitano ponderou: “Se eu não parar agora, serei um poeta, não um professor zen”. Portanto, ele nunca escreveu outro poema.

*Truth Theory
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*Fonte: pensarcontemporaneo 

Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores

Muito se tem discutido contemporaneamente a respeito da abrangência do conceito de “família” e sobre a dissolução do seu modelo tradicional, modelo cuja falência (ao que parece já decretada) implicaria, na opinião de alguns, na má formação moral das futuras gerações.

Entretanto, enquanto nos perdemos em discussões improfícuas nessa seara, nos degladiando por conta de formalidades às quais alguns se apegam, não raro, em função de preconceitos infantis, fechamos os olhos para a discussão que realmente importa: o caráter da educação que temos dado às nossas crianças.

Foi nesse sentido, a fim de recolocar em pauta a reflexão sobre o papel da família na formação das crianças (papel que hoje se cumpre mal, em razão da fragilidade cada vez maior das relações sociais e da nossa pressa característica) que Içami Tiba, proeminente psicoterapeuta e escritor do campo da educação, edificou sua obra.

Içami Tiba foi um médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Faleceu em 2015, vitíma de cancer.

Segue abaixo texto de sua autoria, excertado de entrevista concedida por ele sobre o livro “Educação Familiar – Presente e futuro”.

“As famílias não estão sendo sustentáveis nem os filhos constroem suas sustentabilidades em tempo adequado. Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores. A autoridade da força física é diferente da autoridade educativa que provém da liderança. Quando um filho erra, pouco educativos são a surra, o grito, a ofensa, o simples perdão etc. Para se ter uma educação sustentável o filho tem que aprender a não errar mais. Os pais, no lugar de descarregar frustração e raiva, poderiam dizer: “Você tem que aprender a fazer o certo” e ensinar qual seria a ação mais adequada que o filho teria que praticar para aprender. Uma vez aprendido, o filho nunca mais errará por ignorância, e fará o correto. O melhor aprendizado é quando se faz, mais do que simplesmente ouvir ou ver… Assim, os pilares da educação sustentável são: Quem ouve esquece; Quem vê imita; Quem justifica não faz; Quem faz aprende; Quem aprende produz; Quem produz inova; Quem inova sustenta e Quem sustenta é feliz!”

*Por Içami Tiba
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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 fases pelas quais você está passando, se estiver evoluindo como pessoa

Os 5 estágios de crescimento pessoal que levam à mudança interna

O processo de evolução pessoal é uma jornada de descoberta interior que dura a vida toda porque não é um destino, mas um caminho. Ao longo dessa jornada, estamos adquirindo diferentes ferramentas psicológicas que nos permitem observar nossa mente, nos entender melhor e aprender a acompanhar as mudanças que ocorrem em nossas vidas.

Este caminho de crescimento é único. Na verdade, existem diferentes maneiras de percorrê-lo. Existem aqueles que recorrem a sessões de coaching, meditação, yoga, filosofia, outros preferem se inscrever em um curso de desenvolvimento pessoal ou mesmo seguir professores espirituais. No entanto, independentemente do caminho escolhido, para alcançar uma mudança interior transcendental, todos nós passamos por uma série de estágios de Crescimento Pessoal que sustentam essa transformação. Conhecê-los nos permitirá entender onde estamos no caminho.

As fases de desenvolvimento pessoal que promovem mudanças libertadoras

1. Autoconsciência
Muitas pessoas vivem sem se conhecerem, são verdadeiros estranhos para si mesmos. Eles escolhem o caminho da negação, ignorância e recusa de problemas, conflitos internos e fraquezas. Como resultado, não é estranho que acabem desenvolvendo comportamentos autodestrutivos, que se sintam presos em suas vidas ou que esqueçam da possibilidade da felicidade.

Portanto, o primeiro passo no caminho do desenvolvimento pessoal é olhar para dentro. O autoconhecimento é vital para perceber nossas falhas e fragilidades, bem como ter orgulho de nossas conquistas. Permite-nos descobrir quem realmente somos, a fim de desenvolver uma compreensão profunda de nós próprios e da vida que levamos.

Só então podemos começar a enfrentar nossos problemas, em vez de ignorá-los ou evitá-los, e tomar nota de nossas forças e potencial para nos tornarmos a pessoa que queremos ser e construir a vida que desejamos.

2. Aceitação das sombras
A aceitação é geralmente um dos maiores desafios no caminho do desenvolvimento pessoal, porque é difícil para nós reconhecermos e aceitarmos as nossas sombras, aquelas partes de nós que não gostamos ou que até rejeitamos. No entanto, o autoconhecimento deve andar de mãos dadas com a aceitação.

Se tentarmos mudar sem nos aceitarmos, não conseguiremos superar a culpa ou a vergonha e não nos sentiremos completamente satisfeitos ou felizes com os resultados, mesmo que tenhamos alcançado nossos objetivos.

A aceitação é, de certa forma, semelhante ao perdão, porque não implica que gostemos de algumas de nossas características ou que justifiquemos nossas decisões erradas, mas apenas abandonamos a raiva, o desprezo ou a repulsa associados. É aceitar quem somos, sem nos julgarmos, com neutralidade e amor, e depois empreendermos as mudanças que nos permitem crescer.

Esse tipo de aceitação leva a um profundo senso de amor próprio e nos impede de desperdiçar uma energia valiosa lutando contra nós mesmos ou nos punindo por quem somos ou pelo que fizemos, para evitar ficar preso a esses sentimentos negativos.

3. Assuma a responsabilidade por nosso bem-estar
” Viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para os problemas que isso representa ” , escreveu Viktor Frankl. Crescer implica assumir o controle de nossa vida porque entendemos que nossa felicidade e bem-estar psicológico dependem em grande parte da atitude que assumimos para com o mundo.

Nesse estágio de crescimento pessoal, finalmente entendemos que, embora não possamos escolher as circunstâncias, podemos decidir como reagir a elas. No entanto, entender que somos os maiores responsáveis ​​por nossas vidas e nossa felicidade pode ser assustador porque significa parar de procurar bodes expiatórios para culpar por nossas insatisfações e fracassos.

No entanto, quando paramos de desperdiçar energia com coisas que não podemos mudar, podemos nos concentrar naquelas que realmente fazem a diferença. Quando assumimos a responsabilidade por nossas vidas, tomando nossas próprias decisões, paramos de viver reativamente para começar a viver proativamente.

4. Planejamento e implementação
Conhecer-se e aceitar-se é de pouca utilidade se não levar a uma mudança comportamental e de atitude. No entanto, a maioria das pessoas tende a ficar parada nesta fase de desenvolvimento pessoal. Eles sabem o que fazer, mas não o fazem, geralmente por falta de disciplina e motivação ou porque não têm um plano claro a seguir.

Como resultado, eles acabam voltando aos velhos hábitos. Antigos padrões de pensamento recuperam força e nossas mentes podem nos sabotar, destruindo todo o trabalho feito para reativar o espectro de velhos medos, inseguranças e culpa.

Por isso, é importante que todo caminho de desenvolvimento pessoal tenha também uma projeção externa e seja acompanhado de planos concretos que nos permitam dar os passos necessários para construir a vida que queremos. Canalizar essa mudança interior em ações nos permitirá aumentar a autoeficácia e nos reafirmar em nosso caminho.

5. Encontre o significado pessoal
Nesse estágio de crescimento pessoal, aprendemos a viver com propósito e intenção. Vivemos com mais consciência, nos aceitamos e assumimos a responsabilidade pelas nossas decisões mas, acima de tudo, encontramos o propósito que dá sentido à nossa existência.

Trata-se de encontrar o que Viktor Frankl chamou de “vontade de fazer sentido”, o que implica saber discernir o essencial do supérfluo, ter clareza sobre nossos valores e definir metas significativas para o futuro para não nos deixarmos vencer. pelas circunstâncias, não importa o quão severo seja.

Claro, esta fase de desenvolvimento pessoal não é o ponto final, porque nunca paramos de crescer e aprender sobre nós mesmos, mas implica que alcançamos um ponto em nossa vida onde desenvolvemos paciência, perseverança, sabedoria, coragem, humildade e força necessário para seguir o nosso caminho, aquele que nós mesmos escolhemos.

*Traduzido e adaptado de Rincón de la Psicología

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*Fonte: equilibrioemvida

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

CHEGOU A HORA DE SER MAIS GRATO E RECLAMAR MENOS.

Se deu certo, agradeça, se deu errado, agradeça também. O tempo é de Deus não seu! Não seja ingrato e saiba dar valor a tudo! O que é seu está guardado, apenas tenha paciência.

Saber esperar é um exercício de paciência. Enfrentar filas diariamente, ficar preso no trânsito ou demorar para ser atendido são hipóteses corriqueiras que faz qualquer um perder a paciência.

Vivemos em um momento que devemos fazer tudo rápido, ultrapassando os limites do corpo e da saúde. Mas não podemos acelerar o ritmo da vida ou manipular o tempo; por isso, precisamos ter paciência para poder viver o aqui e o agora, desfrutando de bons momentos.

A maioria das hipóteses dispensa o imediatismo, mas estamos sempre com uma sensação de urgência. E isso provoca ansiedade e estresse, diminuindo a paciência.

Temos vários estressores que não temos dificuldade em chegar a um objetivo, por isso é importante identificar os gatilhos que minam a nossa paciência para conseguir ter mais autocontrole.

A ANSIEDADE ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À FALTA DE PACIÊNCIA, UM IMEDIATISMO PSÍQUICO. OS MECANISMOS DE APRESSAMENTO QUE NOS RODEIAM SÃO O OPOSTO DA ESPERA.

A paciência é uma habilidade que pode ser desenvolvida e, nos dias de hoje, pode ser considerada uma virtude essencial para agir com serenidade nos momentos de estresse.

É preciso desenvolver formas de sobrepor a razão à emoção exacerbada para que o impaciente tenha uma qualidade de vida melhor.

A primeira medida é sentido como razões que levam à intolerância, a fim de trabalhar essa questão interiormente.

O impaciente patológico precisa trabalhar como explosões para buscar um equilíbrio entre a emoção e a razão para não comprometer o desenvolvimento das tarefas diárias.

Algumas pessoas são mais capazes de ter paciência e de não se apressarem das intensas demandas sociais dos dias atuais. E para haver paciência é preciso que haja autocontrole, autoestima estruturada, maturidade para lidar com as hipóteses e, principalmente, controle da ansiedade.

Uma pessoa com boa autoestima, tem mais segurança para passar por períodos de privação sem perder a confiança.

É essencial aprender a viver sem atropelar os fatos e pensamentos, aproveitando as oportunidades no momento em que elas ocorrem, sabendo analisar e tomar decisões corretas.

Comece a pensar diferente, muitas pessoas queriam ter o que você tem e estar onde você está, pensar assim te faz ser mais grato por tudo e te leva a um outro nível de satisfação com a própria vida.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

5 segredos para lidar com pessoas que sempre pensam que estão certas

Cansado de bater o rosto na parede? Discutir não é agradável, principalmente quando o fazemos com uma pessoa que não escuta. Aqui, nós o ajudamos a lidar com esses tipos de conflitos.

Quando discutimos com uma daquelas pessoas que pensam que estão sempre certas, é fácil acabarmos exaustos. Encarar o rosto contra uma parede não é agradável para ninguém, muito menos quando essa parede se opõe a nós e nos diz que estamos na defensiva. Portanto, neste artigo, queremos dar a você algumas chaves para lidar com pessoas que sempre acreditam que estão certas.

Desde o início, deve-se entender que é uma questão de inteligência emocional.

QUANDO UMA PESSOA PERMANECE NA CASA DOS TREZE ANOS SEM OUVIR OS ARGUMENTOS EXPOSTOS PELOS OUTROS, PROVAVELMENTE NÃO TEM A SENSIBILIDADE NECESSÁRIA PARA IDENTIFICAR O QUE A OUTRA PESSOA ESTÁ SENTINDO. EM OUTRAS PALAVRAS, ELES TÊM UMA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL SUBDESENVOLVIDA.


A chave está na inteligência emocional

Isso não é algo que deveria justificar o comportamento do sabe-tudo, mas lança alguma luz sobre o assunto. E é que, de acordo com Marta Krajniak, psicóloga da Farleigh Dickinson University, as pessoas que tendem a controlar excessivamente o ambiente ao seu redor apresentam mais dificuldade em ajustar seu comportamento com certas pessoas.

A psicóloga americana afirma que a baixa inteligência emocional pode ser uma das causas pela qual esse tipo de pessoa não consegue dar o braço para torcer.

Como lidar com pessoas que sempre acham que estão certas
É preciso entender que as relações interpessoais se caracterizam por serem líquidas e de difícil qualificação. Levando em consideração essa característica como parte da maioria dos contextos, queremos apresentar uma série de estratégias que provavelmente o ajudarão a redirecionar a situação:

1. Não diagnostique nenhum transtorno de personalidade na outra pessoa
É verdade que alguns desses comportamentos são típicos de certos transtornos de personalidade, mas isso não significa que a pessoa com quem você está discutindo tenha essa imagem. Portanto, não se preocupe em tentar diagnosticar a outra pessoa. Porque, mesmo que você tenha um transtorno, apontar algo assim é a pior coisa que podemos fazer.

2. Leve em consideração que a outra pessoa tem uma inteligência emocional subdesenvolvida.
Como dizemos, lembre-se de que todas essas situações tendem a ser devido à baixa inteligência emocional . Não queremos dizer que os comportamentos do intransigente são justificados. Talvez seja melhor exibir nossa própria inteligência emocional para que a outra pessoa possa ser infectada.

3. Não se preocupe
Já asseguramos que a pior coisa que se pode fazer nessas situações é ficar chateado ou zangado com a pessoa que está discutindo conosco . Nosso primeiro impulso será esse, mas devemos combatê-lo para que o clima da discussão não se torne ainda mais rarefeito. Mais uma vez, você precisa trazer à tona sua inteligência emocional para ver se algo se aplica à sua contraparte.

4. Considere por um segundo que você pode ser aquele que está errado.
Todas essas ferramentas que oferecemos não significam que devemos parar por um segundo para considerar se somos os errados. Insistimos, não se trata de passar por cima do outro, mas de poder recuar ou adotar uma postura mais prudente quando necessário.

E quem sabe, talvez, em alguma ocasião, você tenha sido a pessoa que estava errada. Não há nada pior do que entrar em uma discussão feia e depois perceber o quão confusos estávamos.

5. Cuide da comunicação
Como tudo na vida, a comunicação é essencial, ainda mais neste tipo de conflito, pois seremos obrigados a dividir o espaço com aquela pessoa. Principalmente se for um amigo ou familiar. Nesses casos, é melhor ter a mão esquerda e estar disposto a ouvir e se relacionar. Você ficará surpreso com quantas vezes poderá concordar com essa outra pessoa.

Como você verá, esses tipos de conflito geralmente estão intimamente relacionados à inteligência emocional. Uma falha importante da outra pessoa pode ser um obstáculo para que ela nos escute. Afinal, esse oponente não consegue entender o que você pode sentir naquele momento.

A falta de inteligência emocional é a causa, mas o desenvolvimento dela pode ser, ao mesmo tempo, a solução para essas situações desagradáveis.

Se mostrarmos nossa própria inteligência emocional nessas discussões, não entraremos no jogo. E, acima de tudo, podemos ser capazes de arrastar a outra pessoa para o campo da empatia e da compreensão.

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*Fonte: seuamigoguru

A impressionante técnica psicológica que revela o que você ignora sobre si mesmo

Compreender nossa vida e o ponto exato em que nos encontramos supõe compreender os acontecimentos que ocorreram ao longo do tempo e que nos conduziram em uma direção e não em outra. Infelizmente, nem sempre olhamos para trás sistematicamente, mas simplesmente nos permitimos ser agredidos por memórias desconexas e esporádicas.

Como resultado, não é estranho que muitas vezes nos sintamos presos na vida ou tenhamos a sensação de estarmos perdidos. Essa falta de continuidade temporal também atua como uma barreira que nos impede de nos compreendermos melhor, entender nossos valores e decisões, bem como nossas crenças ou estereótipos mais arraigados. A linha da vida é uma técnica psicológica muito valiosa que nos ajudará a expandir muito o conhecimento que temos sobre nós mesmos.

Qual é a linha da vida?
A linha da vida é uma técnica psicológica em que a pessoa traça uma linha que representa sua vida e escreve eventos passados, geralmente momentos de mudança e experiências significativas, que de alguma forma o marcaram. Por meio dessa ferramenta, as experiências são recapituladas para elaborá-las, dar-lhes sentido e aprender com elas. Também permite que você projete experiências no futuro que sejam mais gratificantes.

Como fazer uma linha de vida?
Os passos para fazer uma linha de vida são muito simples. Basta traçar uma linha em um pedaço de papel e começar a incluir as experiências mais significativas em ordem cronológica até chegar ao presente. Se você não se lembra dos anos exatos, pode fazer a linha por períodos de tempo, como: primeiros anos da infância, infância, adolescência, juventude, idade adulta e terceira idade.

Idealmente, você deve voltar à experiência mais antiga de que se lembra. Você deve incluir tudo, desde os fatos positivos aos negativos. Tudo o que você lembra e que o impactou, aqueles eventos que de alguma forma fizeram de você a pessoa que é hoje.

Na verdade, é importante que você anote tudo de que se lembrar, porque é provável que essa experiência, mesmo que pareça insignificante, o marcou emocionalmente a tal ponto que permanece ativo em sua memória. Portanto, lembre-se de que traçar uma linha vital exaustiva pode levar vários dias, pois, aos poucos, eventos mais significativos irão surgir em sua mente.

É importante lembrar que esta técnica psicológica não inclui elementos subjetivos ou opiniões, pelo menos a princípio, mas apenas os fatos ou decisões que tomamos. Portanto, deve ser redigido em linguagem clara e concisa. Porém, num segundo momento, a chave é refletir sobre esses acontecimentos, procurando compreender suas consequências no curso de nossas vidas, as emoções que geraram e, sobretudo, os traços em termos de crenças, padrões de pensamento ou estereótipos que tenham deixou.

Para que serve essa técnica psicológica?
A linha da vida é uma excelente ferramenta psicológica para nos reconectarmos com nossas experiências e reviver as emoções que elas geraram, o que facilita um diálogo interno pensativo sobre aqueles momentos de nossa vida que talvez “fechemos” muito rapidamente sem estarmos totalmente cientes de seu impacto psicológico.

Essa técnica nos permite entender por que somos como somos. Isso nos ajuda a organizar nossas informações vitais, atribuindo um lugar para cada evento. Desse modo, podemos tomar consciência de eventos significativos que provavelmente não percebemos, mas que nos marcaram a ponto de continuar a arrastar suas consequências.

Essa técnica psicológica também nos permite reavaliar nossas decisões e experiências à luz do presente. Essa reavaliação não deve se tornar um “acerto de contas” para recriminar a nós mesmos, mas sim um ato de aprendizagem que nos ajuda a tomar melhores decisões para o futuro. É aprender com a nossa história para construir um amanhã melhor.

A linha da vida também serve como uma espécie de prisma que nos permite verificar o aspecto efêmero dos problemas e conflitos. Ajuda-nos a assumir um distanciamento psicológico para melhor enfrentar os problemas atuais. Percebemos que não existe mal que dura cem anos e que tudo passa, embora quando estamos no meio da tempestade pareça terrível e eterno.

Na verdade, também podemos usá-lo para mudar nosso foco. Quando estamos passando por um período difícil, a linha da vida pode nos ajudar a focar nas emoções positivas que experimentamos em outros momentos para nos libertar daquele nó de pessimismo que nos mantém paralisados ​​ou sofrendo desnecessariamente.

Porém, a linha da vida também pode revelar conflitos latentes que não resolvemos ou problemas que continuamos a arrastar porque não tivemos coragem de resolvê-los. Na verdade, essa técnica psicológica não precisa necessariamente durar uma vida inteira. Podemos estabelecer limites de tempo ou até mesmo focar na evolução de uma esfera específica, como o trabalho ou a dois. Uma linha de vida mais específica permite-nos representar melhor a situação em que nos encontramos, rastrear as causas de um problema específico e poder resolvê-lo. Portanto, também pode ser uma ferramenta de solução de problemas muito útil.

Finalmente, essa técnica psicológica pode nos ajudar a descobrir algumas das crenças mais arraigadas sobre nós mesmos, aquelas que operam abaixo do nível de nossa consciência, mas geralmente orientam nossas decisões. Por exemplo, uma linha de vida pode sugerir crenças como “Eu sou um fracasso” ou “ninguém me ama”. Ou pode revelar padrões de comportamento prejudiciais para nós, como procrastinar continuamente na tomada de decisões ou tendência a fugir de nossas responsabilidades. Compreender essas “sombras” é o primeiro passo para mudá-las, construir a vida que queremos e nos tornar a pessoa que queremos ser.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Para quem quiser julgar o meu caminho, empresto os meus sapatos

Não devemos deixar que os julgamentos alheios condicionem a nossa vida. Embora as críticas construtivas possam nos ajudar a crescer, devemos aprender a ignorar aquelas que só pretendem nos fazer mal.

Quantas vezes você já teve que enfrentar os julgamentos alheios? Em algumas ocasiões, não conseguimos nem lidar com o caminho que somos obrigados a seguir todos os dias, e muito menos “carregar” também as opiniões de terceiros sobre o que fazemos ou deixamos de fazer.

Dizer que isso não nos afeta pode ser uma mentira.
Fingir que somos surdos diante destes comentários que se atrevem a julgar nossas ações como se tivessem o dom da sabedoria universal nem sempre é fácil. Principalmente se a opinião vier de pessoas importantes em nossas vidas: nossa família, nossos amigos, etc.

É claro que ninguém será um autêntico amigo ou um familiar importante se se atreve a nos julgar sem conhecer nossas emoções, ou todos os momentos vividos que carregamos em nossas costas e em nosso coração.

Empreste a eles seus sapatos, porque ninguém conhece como você a dor das pedras que você tem carregado, os rios que tem cruzado, às vezes sem pedir ajuda a ninguém… Hoje, em nosso espaço, convidamos você a refletir sobre isso.

O caminho que construímos e as trilhas vitais que nos definem
Você não é somente essa mulher cujo reflexo vê no espelho. Não é simplesmente a sua forma de vestir, nem as palavras que profere aos demais.

Você é o seu caminho e todas as suas experiências vividas e integradas no mais fundo do seu ser… Essas sobre as quais ninguém sabe, somente você, e que ninguém mais deve conhecer se você não quiser.

Ninguém anda por este mundo falando a cada momento de tudo que teve superar, ninguém tem motivos para proclamar as suas decepções, suas derrotas ou suas vitórias. Então… Por que há pessoas que se atrevem a nos julgar sem saber?

-As pessoas acostumadas a julgar os demais costumam ser, em geral, as mais frustradas.

-Costumam ser personalidades insatisfeitas com elas mesmas, que projetam, por sua vez, a sua necessidade de controle e intervenção em vidas alheias.

-É comum que muitos de nossos familiares tenham o costume de nos julgar. “Você confia demais, por isso essas coisas acontecem com você”, “Você fez tudo errado desde o começo, você acredita que pode enfrentar tudo, e não é assim”.

-Julgam-nos com a intenção de nos ajudar e nos oferecer um aprendizado, mas na realidade desejam nos controlar e fazer com que nos “encaixemos” na sua forma de pensar, nas suas diretrizes.

-Em algumas ocasiões, quem julga o seu caminho tenta justificar a própria vida criticando os demais. É algo muito comum.

-Na realidade, quando nos julgam não nos dão argumentos válidos que sirvam de ajuda. Quase sempre buscam o ataque, a afronta ou o desprezo. Seu raciocínio costuma ser muito reducionista.

-Falta de autocrítica. Não são capazes de valorizar seus próprios atos, suas próprias palavras para ver que cometem erros ou que são capazes de causar dano. Limitam-se a projetar toda a crítica nos demais.

-Em geral, as pessoas acostumadas a julgar o nosso caminho não têm uma vida autêntica, de hobbies e paixões que os ajudem a relativizar as coisas e deixar de focar tanto nos demais.


Como defender-se dos julgamentos alheios
Com frequência dizemos que “isso não me afeta”, e realmente pode ser assim, sempre que o julgamento seja feito por um colega de trabalho ou por uma pessoa com a qual não temos um vínculo íntimo. Iremos esquecer o seu comentário com facilidade.

Entretanto, o que acontece quando um amigo, um parceiro ou um familiar é capaz de julgar o seu caminho?

Nestes casos é comum nos sentirmos ofendidos, e até feridos. A primeira coisa a fazer é manter a calma e focar em si mesma através de verbalizações como as seguintes:

“Eu sei quem sou, eu sei o que superei, e me sinto orgulhosa de cada passo dado, de cada aprendizado obtido com meus erros”. “Ninguém, a não ser eu, tem o direito de me julgar, porque somente eu sei o que sinto e como sou feliz com a minha forma de ser e com tudo que consegui”.

-Uma vez que você tenha reafirmado e protegido a sua autoestima, evite lançar comentários para ferir os outros. Se demonstrarmos desprezo ou raiva, os sentimentos negativos demorarão mais em desaparecer e nos machucarão ainda mais.

-Demonstre decepção. Deixe claro que ninguém tem o direito de julgar você desta maneira e que o simples fato de fazê-lo não significa que o conhecem.

-Quem se atreve a criticar o seu caminho e todas as trilhas pelas quais você passou não foi um bom companheiro de viagem. E não importa se foi a sua mãe, um irmão ou o seu parceiro.

-Quem não aceita que você tenha errado em alguma ocasião e o julga por isso claramente tem uma autoestima muito baixa. Quem vê a si mesmo como alguém que nunca comete erros ou toma más decisões certamente não tem autocrítica e empatia.

Se no dia a dia você só ouvir julgamentos de valor por parte daqueles que o rodeiam, ao final você se sentirá escravizado pelas opiniões dos outros. Não permita que isso aconteça.

Nestes casos você deve refletir e decidir se não vale a pena impor distância daqueles que são incapazes de ver o quanto você vale e a luz que você transmite.

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*Fonte: fasdapsicanalise

Com o tempo, você aprende a amar mais, mas menos pessoas

É um segredo bem conhecido que os verdadeiros amigos podem ser contados com os dedos de uma mão e que, ao longo dos anos, a qualidade dos relacionamentos conta mais do que a quantidade.

É por isso que dizemos que, com o tempo, aprendemos a amar mais, mas menos pessoas.

As experiências de vida “nos forçam” a estreitar nosso círculo social, a ser mais seletivo e a administrar distâncias e proximidade mais precisamente e de acordo com nossas necessidades.

Não somos tímidos, nem anti-sociais, mas, na verdade, não nos interessa mais ter tantas pessoas ao nosso redor. Queremos estar cercados por aqueles que realmente importam para nós.

As decepções têm algo a ver com isso, mas as circunstâncias da vida também. Não temos o mesmo tempo de vínculo aos 15, 30 ou 40 anos. As prioridades mudam e isso resulta em um processo mais rigoroso de seleção de amigos.

Quanto mais profunda a amizade, mais agradável é

É muito comum se sentir sozinho, mas acompanhado. Da mesma forma, é frequente que esse sentimento seja mais comum e presente com o passar dos anos.

De fato, existem estudos que afirmam que a cada ano que passa nos ajuda a priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Digamos que acabamos selecionando e priorizando as pessoas com quem nos damos melhor e que sentimos que nos trazem bem-estar em todos os níveis: social, emocional, cognitivo etc.

De certa forma, nosso conceito de amizade muda ao longo da vida. Quando somos pequenos, todo mundo é nosso amigo, a menos que um dia brigássemos por um brinquedo.

Com o tempo, construímos um grupo de referências, pessoas que seguimos e com quem trocamos e nos relacionamos, compartilhando sentimentos , pensamentos, interesses e jogos variados.

Em geral, todo mundo passa por estágios ou momentos em que se sente desconectado do ambiente e das pessoas que deveriam ser “amigas”.

Isso acontece em particular desde a pré-adolescência e a adolescência propriamente ditas, porque todos estão à procura de seu lugar na sociedade.

Mais tarde, em nossa juventude , continuamos tentando compor e recompor as peças do nosso quebra-cabeça. De acordo com pesquisadores de desenvolvimento evolucionário como Erikson, nesta fase, ainda existe uma grande confusão.

Aos poucos, estamos deixando de lado grandes reuniões, festas loucas e excessos sociais, e estamos procurando pessoas com quem discutir e com quem compartilhar nossas preocupações pessoais e psicossociais.

Com o tempo, preferimos ficar mais à vontade, sentir-nos amados e importantes, concordar com interesses e pensamentos, estimular nossa mente a partir de debates e administrar nosso mundo de uma maneira muito mais madura.

As pessoas e amizades que gostamos

As amizades que gostamos e nos trazem coisas têm aquelas que não precisam tirar uma foto permanente para publicá-las nas redes sociais .

Os amigos de quem gostamos são os que nos dizem o que realmente pensam, mesmo quando discordam ou ficam com raiva, aqueles que não têm medo de aliviar seus sentimentos e esclarecer mal-entendidos.

Em uma amizade, há tudo, até argumentos, se necessário, porque duas pessoas nem sempre conseguem concordar com seus pensamentos, crenças, sentimentos ou maneiras de fazer as coisas.

São amizades que acabam se tornando relacionamentos de irmãos e irmãs, uniões profundas e distantes de pensamentos sombrios ou preocupações ocultas. Eles são os que merecem os abraços mais bonitos e os olhares mais cúmplices.

Estas são as pessoas que nos ensinam a amar mais, a quem consideramos membros de nossa família, a quem acompanhamos nos bons e nos maus momentos, com quem nos comprometemos e de quem não queremos partir.

Eles são os primeiros a quem emprestamos o giz do nosso quadro, para que nos ensinem ou nos distraiam, para que nos atraiam um ônibus espacial que nos permita compartilhar o mesmo destino.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Os filhos são o motor que nos impulsiona a continuar, não importa o que aconteça

Os filhos, aqueles seres que trazemos ao mundo em milhares de sonhos e projetos, muitas vezes tornam-se tudo o que precisamos para nos levantar e seguir em frente. Certamente todos nós temos aquela força interior que nos impulsiona, que nos motiva, mas quando temos filhos, esse estímulo se multiplica e vemos como nossas habilidades se multiplicam, como nossas forças vêm de onde não sabemos e como podemos continuar, não importa o que aconteça.

Existem muitos tipos de amor, mas somente quem tem filhos entende a motivação que eles representam, o impulso que eles dão e a impossibilidade de se render a qualquer circunstância, não apenas por querer dar-lhes o melhor, incluindo o melhor exemplo, mas por causa da necessidade de tornar suas vidas melhores, e quando os pais estão bem, os filhos estão bem.

Não importa quantos anos eles tenham, nós somos o suporte natural de nossos filhos e de qualquer forma eles entendem e percebem quando não estamos passando por um bom tempo. Então, deixar qualquer situação negativa se torna uma prioridade para os pais.

Muitas vezes podemos sentir que o mundo desmorona diante de nossos olhos, mas depois nos voltamos e vemos aquele olhar daquele ser que veio de nós e tudo muda, sabemos que não precisamos de nada mais do que aquela força que nos faz sentir importante na vida daqueles que mais amamos e para eles a nossa visão do mundo, mesmo desmoronando, simplesmente muda.

A vida tem um significado particular para cada pessoa e propósitos muito variáveis, mas quem tem filhos sabe que há um antes e um depois, que as prioridades mudam, que queremos ser melhores a cada dia, de uma necessidade diferente, já não se trata apenas de nós, mas de alguém que veio através de nós e cujo mundo e visão dependerão em grande parte do que nós, como pais, podemos mostrar a ele.

Se você está passando por um momento ruim, você tem filhos e ainda não consegue encontrar a força para se levantar ou seguir em frente, inicie aquele motor natural que é ativado apenas olhando nos olhos daquele ser que confia em nós, até mais do que podemos fazer por nós mesmos, tenha em mente que seus passos não apenas determinam seu caminho, mas de longe determinarão a vida daqueles pequeninos que trouxemos ao mundo. Agradeça àquela energia que não precisa de muito para ativar e continua o caminho.

*do Rincón del Tibet
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Fonte: pensarcontemporaneo

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Não existe fofoca santa, quem fala mal dos outros têm um vazio enorme no coração, e um desejo grande de prejudicar alguém.

Pessoas fofoqueiras carregam rancor e fracasso dentro de si, e o seu intuito é sempre denegrir, causar desafetos, e semear discórdias.

A fofoca é um ato covarde de alguém que não respeita sentimentos, nem se importa com o bem-estar de ninguém.

INFELIZMENTE, HÁ MUITAS PESSOAS FOFOQUEIRAS E DE CORAÇÃO RUIM NESSE MUNDO!

Não seja um instrumento de divulgação da maldade alheia, nem abrigo de seus venenos.

Pior do que o fofoqueiro é aquele que repassa o que não sabe, nem viu, é aquele que se aproveita a situação para levantar falso testemunho contra alguém que mal conhece.

Pior do que as fofoqueiras de plantão são aqueles que, em vez de cortar o mal pela raiz, cultiva a ruindade e a espalha sem respeito algum pelo outro.

PESSOAS FOFOQUEIRAS NÃO FAZEM AMIGOS, FAZEM VÍTIMAS!

E provavelmente você só será mais uma de suas prioridades futuras, quando por algum motivo, elas ficarem insatisfeitas com você.

Toda pessoa que faz fofoca, se disfarça de gente do bem, e ainda tem a audácia de dizer, que só ouviu falar, mas que não gosta de falar mal de ninguém. Vive exibindo um caráter que não tem.

“As pessoas que nos trazem assuntos ditos por terceiros sobre nós mesmos – imbuídas no suposto intuito de nos ajudar e de alertar sobre alguma coisa – são normalmente as pessoas mais perigosas. Usam a autoproclamada “experiência” ou a “vivência da idade” a fim de espalhar a mais pura e odiosa fofoca. Jamais se esqueçam: quem traz, também sempre leva”. Andre Rodrigues Costa Oliveira

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

*Por Cecilia Sfalsin
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*Fonte: seuamigoguru

Ciência explica por que é tão difícil dizer não

Quando era estudante universitária em Nova York, nos Estados Unidos, Vanessa Bohns foi encarregada da temida tarefa de coletar dados de pesquisa na Estação Ferroviária da Pensilvânia, como parte de um projeto de pesquisa acadêmica.

Cada vez que se aproximava de uma pessoa, ela esperava ouvir um suspiro de exasperação ou o murmúrio de um insulto. Mas raramente as reações eram ruins; muito mais pessoas estavam dispostas a responder aos questionários do que ela esperava.

Seria possível que a maioria de nós subestimasse a disposição dos demais para atender aos nossos pedidos?

Ao longo da década seguinte, Bohns realizou diversos estudos que confirmaram esse fato: em muitas situações diferentes, as pessoas são muito mais propensas a cooperar que imaginamos.

À primeira vista, seus resultados pareciam fornecer uma visão otimista e agradável da natureza humana. “Começou como algo positivo – não é ótimo que as pessoas sejam mais propensas a ajudar você do que pensamos?”, relata ela.

Mas, desde então, Bohns acabou percebendo que seus resultados refletem uma tendência mais ampla de subestimar a influência que as nossas palavras têm sobre os demais, seja pedindo que elas realizem boas ou más ações. Muitas vezes, as pessoas só nos atendem porque acham muito embaraçoso dizer ‘não’, mesmo quando se sentem desconfortáveis com os nossos pedidos.

Essa compreensão pode ajudar a entender como os nossos pedidos poderão afetar os demais – particularmente no ambiente de trabalho – e ajustá-los adequadamente, para respeitar os limites de cada pessoa.

Testando nossa disposição de ajudar

O trabalho de Bohns – que ela agora transformou em um novo livro, intitulado Você tem mais influência do que pensa (em tradução livre do inglês) – baseia-se na pesquisa de Ellen Langer na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, na década de 1970.

Naquele estudo, os participantes tentaram “furar” a fila da fotocopiadora da biblioteca da universidade. Comoé de se esperar, um grande número de pessoas concordou em ter a fila furada se a pessoa que fez o pedido tivesse uma boa desculpa. 94% das pessoas permitiram que o participante passasse à frente se ele dissesse que estava “com pressa” – contra 60% quando a pessoa não forneceu o motivo do seu pedido.

Mas, surpreendentemente, quase o mesmo percentual de pessoas – 93% – permitiu que o participante passasse à frente se ele dissesse que “precisava fazer algumas cópias”, o que, na verdade, não é desculpa nenhuma. O experimento sugeriu que as pessoas não prestam atenção aos detalhes do que os outros dizem e, por isso, podem ser influenciadas por explicações superficiais.

“Desde que se siga um roteiro geral, nós não necessariamente processamos se tudo faz sentido. Nós apenas deixamos acontecer”, afirma Bohns, que agora é professora de comportamento organizacional na Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

A pesquisa de Bohns sobre a influência e a complacência começou no final dos anos 2000.

O primeiro experimento tentou reproduzir sua própria experiência na estação ferroviária. Os participantes precisavam abordar estranhos no campus da universidade e pedir a eles que respondessem a uma pesquisa. Tudo o que eles podiam dizer era: “Você pode preencher um questionário?” Para obter 5 respostas, a maioria das pessoas estimava que precisaria pedir a pelo menos 20 pessoas. Na prática, esse número foi de cerca de 10.

Em outro experimento, os participantes saíam do laboratório para pedir a um estranho que andasse com eles até uma academia de ginástica nas proximidades, explicando que eles não conseguiam encontrá-la. Em média, os participantes imaginavam que precisariam abordar cerca de 7 pessoas até que alguém concordasse em servir de acompanhante.

Mas, quando os participantes realizaram a tarefa, eles descobriram que cerca de uma a cada duas pessoas se ofereceram para sair do seu trajeto para ajudar. “Eles pareciam assustados e, às vezes, tinham um pouco de raiva porque precisavam fazer isso”, relembra Bohns. “E retornavam muito antes do esperado para o laboratório.”

Para examinar esse fenômeno em um ambiente natural, entre um grupo mais diverso de participantes que os estudantes universitários, Bohns pediu às pessoas que arrecadassem dinheiro para a Sociedade de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos. Em média, os voluntários previram que precisariam abordar cerca de 210 pessoas para cumprir com a meta de arrecadação de US$ 2.100 a US$ 5 mil (R$ 11,7 mil a R$ 28 mil). Na verdade, eles conseguiram fazer contato com apenas 122 pessoas para atingir seu objetivo.

Como evitar constrangimentos
É fácil compreender por que Bohns e seus colegas ficaram tão animados com esses resultados iniciais. Conhecer a disposição das pessoas para ajudar poderá nos dar mais confiança para administrar projetos profissionais, por exemplo.

Mas, após alguns anos de pesquisa, ela decidiu examinar se podemos também usar nossa influência de forma antiética, sem perceber a facilidade com que outras pessoas seriam influenciadas pelos nossos pedidos, ou como elas se sentiriam desconfortáveis para dizer ‘não’.

Em um experimento, ela forneceu aos participantes livros falsos da biblioteca e pediu que eles abordassem estranhos com o seguinte pedido: “Olá, estou tentando pregar uma peça em alguém, mas ele conhece a minha letra. Você poderia rapidamente escrever ‘veja isso’ nesta página deste livro da biblioteca?”

Bohns suspeitava que muito poucas pessoas concordariam e os participantes compartilhavam do mesmo ceticismo. Mas, como ocorreu com o questionário, essas previsões estavam erradas. Apesar de levantarem algumas objeções, mais da metade das pessoas abordadas pelos participantes concordou em cometer o pequeno ato de vandalismo.

Esse não foi um incidente isolado. Outro dos estudos de Bohns concluiu que as pessoas estavam dispostas a falsificar documentos acadêmicos por simples solicitação de um estranho.

E ela encontrou padrões similares utilizando uma plataforma online, na qual os participantes precisaram examinar suas reações em diversos cenários. Os participantes relataram que se sentiriam mais confortáveis para cometer um ato antiético se alguém pedisse que eles o fizessem. Mas eles frequentemente subestimaram o quanto suas palavras poderiam influenciar as decisões das outras pessoas.

Por que isso acontece?
Bohns suspeita que as pessoas muitas vezes atendem aos nossos pedidos por medo de criar conflito. Para ela, “somos uma espécie social e não queremos fazer coisas que possam causar prejuízos aos nossos relacionamentos”.

Particularmente, podemos recear que, dizendo ‘não’, estamos sugerindo de alguma forma que a outra pessoa é egoísta ou imoral, fazendo com que ela se sinta humilhada – um fenômeno conhecido como “ansiedade da insinuação”.

“Realmente, seria embaraçoso para ambos”, segundo Bohns. “Por isso, podemos sugerir que não nos sentimos confortáveis com alguma coisa, mas é muito mais difícil chegar e dizer ‘não, não vou fazer isso’.”

Esta é a realidade. Quando nos perguntam como prevemos que alguém reagirá a um pedido, nós desconsideramos o seu medo do constrangimento e subentendemos que a outra pessoa seria mais corajosa do que realmente é – o que nos leva a subestimar nosso poder potencial de persuasão dos demais para que ajam contra a sua própria natureza.

Deixar espaço para a recusa
Bohns acredita que a nossa tendência de subestimar a nossa influência é muito importante no ambiente de trabalho. Se você pedir a um colega que lhe faça um favor em prejuízo da sua atenção ao seu próprio trabalho, por exemplo, você pode imaginar que ele pode simplesmente recusar, mas o medo que ele tem de criar constrangimentos poderá fazer com que ele aceite.

É preciso enfatizar que estes são padrões gerais. As diferenças individuais da influência das pessoas e sua percepção desse poder naturalmente dependerão de muitos fatores e do contexto específico da situação.

Nos estudos de Bohns, os participantes quase sempre tinham a mesma posição social. Mas, claramente, a dinâmica de poder desempenha um papel importante. Por definição, pessoas em posição superior deverão ter mais influência sobre as pessoas em posição inferior dentro de uma hierarquia.

É importante notar que a pesquisa de Bohns sugere que essas pessoas podem não compreender como alguém pode se sentir desconfortável para responder ‘não’ aos seus pedidos. Por isso, elas podem acabar pedindo demais aos seus colegas mais jovens, mesmo sem intenção de abusar da sua posição.

Bohns acredita que, em muitas situações, devemos criar oportunidades reais para que as pessoas discordem. Isso pode significar a mudança do meio empregado para fazer nossos pedidos. As pessoas são mais propensas a responder positivamente à sua solicitação se você pedir pessoalmente ou por telefone, enquanto elas poderão se sentir mais confortáveis para negar o seu pedido por email.

É claro que você ainda pode decidir que gostaria de fazer o pedido pessoalmente – o que talvez seja mais educado ou permita que você explique o seu caso com mais detalhes -, mas você poderia pelo menos dar à pessoa o tempo de refletir e responder mais tarde. “Você pode dar à pessoa um pouco mais de espaço para ordenar seus pensamentos”, afirma ela.

Ian MacRae, psicólogo do trabalho e autor do recente livro O sombrio social: o lado mais sombrio do trabalho, da personalidade e das redes sociais (em tradução livre do inglês), afirma que está muito interessado nas pesquisas de Bohns.

Ele concorda que dar espaço para a discordância é fundamental. Para ele, os chefes deverão ter muita cautela para fazer um pedido em público, pois isso dificultará ainda mais para o funcionário dizer ‘não’. “Isso gerará acúmulo de ressentimentos e terá consequências negativas mais tarde.”

E, se você for o funcionário que precisar recusar um pedido, MacRae sugere que você poderá reduzir o desconforto agradecendo ao colega pela oportunidade e fornecendo uma razão construtiva para a sua recusa.

Imagine que o seu chefe tenha surpreendido você com uma tarefa urgente, quase impossível de ser realizada, que causará enorme nível de estresse. “Você poderá dizer que está muito satisfeito por acreditarem que você é capaz de realizar a tarefa e que, no futuro, você ficará feliz em fazê-la, mas que você precisaria ser avisado com ‘X’ dias de antecedência ou ter recursos adicionais para cumpri-la com eficiência”, aconselha MacRae.

“Dessa forma, não será uma rejeição, mas sim uma conversa sobre como a tarefa pode ser realizada”, segundo ele.

Bohns espera conscientizar mais pessoas sobre as formas em que as nossas palavras afetam os demais – e nossa tendência de subestimar a dificuldade de recusa – para que respeitemos com mais facilidade os limites dos demais.

“Se quisermos concordância real, devemos sempre pensar nas formas em que podemos facilitar para que as outras pessoas digam ‘não’.”

A nossa influência muitas vezes pode ser invisível para nós, mas, com um pouco de treino, todos poderemos exercer esse poder com mais compaixão e responsabilidade.

*Por David Robson – escritor de ciências residente em Londres. O seu próximo livro, O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês) será publicado pela editora britânica Canongate/Henry-Holt no início de 2022. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.

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*Fonte: bbc-brasil

Não existe pior prisão do que uma mente fechada

Carl Jung disse certa vez que “Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Ao analisar a frase de Jung à luz da contemporaneidade, poderíamos encontrar um enorme problema, uma vez que vivemos em um mundo regido sumariamente pela liberdade. Isto é, o fundamento maior da nossa sociedade é a liberdade, que se ramifica em diversos aspectos, desde o econômico até o comportamental. Entretanto, se olharmos com profundidade, perceberemos que essa estrutura de mundo “livre” existe tão somente no plano teórico e, assim, somos só reprodutores da ordem vigente ou simplesmente cópias, como argumenta Jung.
Obviamente, a nossa cosmovisão sofre influências externas, esse é um processo natural. Da mesma maneira que a vida em sociedade necessita de regras a fim de manter o convívio social dentro de certos limites éticos. Sendo assim, pensar no exercício da liberdade como algo ilimitado é impossível, já que todas as coisas possuem o seu contraponto e limitações. Apesar disso, a existência de pontos limitadores não implica a inexistência da liberdade e o condicionamento irrestrito a valores passados por uma ordem “superior”.

Todavia, é isso que tem acontecido, temos sido escravizados ou, lembrando o João Neto Pitta, “colonizados pelo pensamento alheio”. E pior, por uma ideologia extremamente nociva para nós enquanto seres humanos. Fomos reduzidos a estatística, na qual somos divididos entres os condicionados e os condicionáveis. Ou seja, não existe nessa estrutura a concepção de um ser livre, que exerce a capacidade de raciocínio e afeto para discernir sobre o que quer e deseja. Todos são domesticáveis em potencial.

Esse controle é feito por meio da conversão à sociedade de consumo e seus valores fundamentais, que reduz tudo a um valor mercadológico precário, rotativo e obsoleto. A mídia com todos os seus tentáculos está a serviço do grande capital, que não visa outra coisa a não ser a conversão de mais pessoas, contemplando o deus consumo em seu templo maior: os shoppings centers. Lugar de alegria, satisfação, preenchimento de vazios e liberdade irrestrita, pelo menos teoricamente ou midiaticamente. Mas, em um mundo regido também pelas aparências, pelo espetáculo, o importante não é o que é, e sim, o que aparenta ser, sobretudo, aos olhos dos outros.

Aliás, nesse esquema, não basta ter, é necessário parecer que tenha, expor, mostrar, iludir, ganhar aplausos, tapinhas nas costas, sorrisos falsos e olhar invejosos. Em outras palavras, é preciso confessar ao mundo que você é um vencedor, que é um bom filho de “Deus”, que é recompensado por seguir os seus preceitos, ir ao seu templo e contemplá-lo 24 horas por dia. E existem ferramentas muito úteis para isso, as redes sociais que o digam.

Toda essa teatralidade da vida cotidiana, montada com cortinas que nunca se fecham, é apresentada como verdade e nós — com nossa psique altamente fragilizada — a compramos com extrema facilidade. Para os mais duros na queda, nada que mil repetições não sejam capazes de construir, afinal, como disse Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Apesar disso, a grande maioria de nós não está revoltada com a sua condição, pelo contrário, aceitamos o jugo de bom grado. Ou pior, o buscamos. É claro que não possuímos o domínio das relações de força na sociedade, não controlamos as leis, o sistema jurídico, tampouco, a mídia. Somos “apenas” espectadores vorazes de uma batalha desigual e opressora. Entretanto, será que não há o que ser feito? Será que não existem alguns pontos de luz que tentam nos iluminar? Eu sei o quanto é difícil se libertar e quão alto é o preço que se paga pela liberdade. Mas de que adianta ter o conforto de uma vida “segura”, se é por meio dessa “segurança” que a servidão e os males decorrentes desta se tornam possíveis?

Como disse Rosa Luxemburgo: “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”. É preciso, então, se movimentar, correr, gesticular, falar, até que o som das correntes seja insuportável e nós consigamos despertar de um sonho ridículo que apresenta um espetáculo celestial em meio a um inferno cercado de grades manchadas com sangue, suor e sofrimento. Se uma mente que se abre jamais volta ao tamanho original, a que se liberta jamais aceita retornar à prisão; porque por mais que as condições sejam adversas, o princípio da autonomia está dentro de nós, quando decidimos romper o medo de abrir os olhos e passamos a enxergar. Sendo assim, o cárcere não é criado do lado de fora, é criado do lado de dentro, já que a chave que prende é a mesma que liberta, pois não existe pior prisão do que uma mente fechada.

*Por Erick Morais
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Quer que o seu relacionamento dure? Sejam grandes amigos!

Quer que o seu relacionamento dure? Sejam grandes amigos!

Sejam grandes amigos. Não tenham medo de cutucar o outro e dizer: – Bonita aquela mulher. Nao tenham medo de ouvir: – Olha aquele cara que estiloso.

Dividam os pensamentos sem medo, tratem-se como tratam um melhor amigo: Grandes amizades são para sempre porque não precisamos esconder coisas. Quer ter um grande relacionamento? Tenha um grande amigo do seu lado.

Vai ter momentos de ciúmes? Claro que vai, mas o ciúmes passa, a mentira não. Seja sempre sincero mesmo que a curto prazo isso cause um estresse.

Lembre-se que se essa for a pessoa da sua vida você viverá todos os seus dias com ela, você precisará então mais do que um amor carnal, você precisará de uma intensa amizade, de um relacionamento baseado em confiança.

Dá para viajar pelo mundo e se aventurar com uma grande amiga. Dá para rir e passar a noite em claro se divertindo com um grande amigo.

Dá para ficar bêbado e passar mal enquanto seu grande parceiro segura seu cabelo para não sujar. Dá para ter noites de sexo incrível com essa sua amiga, amante, namorada.

FAÇA DELA SUA GRANDE AMIGA. FAÇA DELE SEU CONFIDENTE.
TENHAM SEGREDOS SIM… MAS JUNTOS. SEGREDOS DE VOCÊS.

Não dependam da companhia de outros casais, dependam só de vocês dois. Emanem alegria um ao outro. Sejam testemunhas da vida incrível a qual vocês escolheram dividir.

Seja um grande homem. Seja uma grande mulher. Sejam dois sem se anular, mas sintam que juntos vocês são muito mais. E tenham orgulho dessa alegria que aprenderam a sentir juntos.

Esse trecho foi retirado do livro “O Poder do chá de sumiço”. Ele está aí para te ajudar. Ele tem técnicas capazes de fazer qualquer homem se apegar a você: chá de sumiço, chá de desprezo, chá de apego, chá de exclusão, e mais outras técnicas inéditas.

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*Fonte: seuamigoguru

Algumas pessoas até querem que seus amigos se deem bem, mas não melhor do que elas!

Algumas pessoas até querem que seus amigos se deem bem, mas não melhor do que elas! Desejar que seus amigos sejam felizes é uma prova do seu caráter!

MUITAS PESSOAS PREFEREM VER OS SEUS AMIGOS NA PIOR DO QUE AJUDÁ-LOS A VENCER. ELAS ATÉ QUEREM QUE ELES SE DEEM BEM, MAS NÃO MELHOR DO QUE ELAS.

Essas pessoas utilizam da falsidade para viverem suas vidas e acabam sempre querendo que todos a ajudem, mas dificilmente elas ajudam alguém.

É aquele tipo de pessoa que vive pedindo favor, mas quando os amigos precisam dela, mesmo tendo condições de ajudar, ela prefere dizer que não pode.

Na cabeça delas, ninguém merece receber ajuda, só ela. Mas se no mundo existissem mais pessoas que ajudam, do que pessoas que querem ser ajudadas, tudo estaria muito melhor.

Essas pessoas acreditam que se elas ajudarem os amigos, esses mesmos amigos irão tomar o seu lugar na empresa, na vida das pessoas, ou vão acabar abafando as suas próprias conquistas.

ELAS NÃO PERCEBEM QUE ESSE MEDO DE AJUDAR REVELA A FALTA DE SEGURANÇA QUE ELAS TÊM EM SI MESMAS.

Essa ideia que elas alimentam é tão incoerente que elas se perdem diante de tamanho egoísmo. Elas não percebem que todas as pessoas que elas ajudarem serão gratas a elas, e é esse ponto que as incomoda, elas não fazem nada de bom para o outro, se elas não forem receber muito mais em troca.

Quando decidimos ajudar o próximo não devemos esperar nada em troca, se você se sente bem em estar ajudando siga seu coração, não espere reconhecimento, nem recompensa da pessoa que você está ajudando.

Pessoas boas se satisfazem com um simples sorriso.

E lá no futuro com os passar dos anos você poderá olhar para trás, e perceber os caminhos que foram percorridos, as suas conquistas e as metas de vida que foram alcançadas e se orgulhar ao ver aquelas pessoas que, através de você, conseguiram realizar os seus sonhos.

Você vai sentir aquela sensação boa de satisfação pessoal, uma coisa que talvez, você ainda não sinta, mesmo tendo tudo o que precisa.

Se você se identificou com esse texto e não quer mais ser essa pessoa que deseja o bem só para si, ou conhece alguém que sofre desse mal, me chame no direct @rhamuche, eu posso te ajudar a superar esse medo e transformar essa atitude. Pode ter certeza que a sua vida será muito melhor depois que você conseguir vencer essa insegurança.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.
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*Fonte: resilienciamag

Eu! Eu! Eu! A era do narcisismo digital

Se Narciso, o personagem mitológico que caiu na água por estar contemplando sua reflexão, vivesse hoje, inundaria suas redes sociais com selfies nas quais apareceria em primeiro plano mostrando seu físico invejável e sua vida perfeita.

Vivemos em uma época em que o narcisismo penetrou profundamente: buscamos a aprovação de amigos – embora seja mais apropriado dizer seguidores, o que não é o mesmo – em redes sociais, para nos sentirmos bem em relação a nós mesmos. E toda vez que recebemos um “like”, nosso ego cresce. Para obter esses “gostos”, muitas pessoas projetam uma versão idealizada de si mesmas, alimentando o personagem que desejam e não o que realmente são.

O que é narcisismo digital?
Com a chegada das tecnologias da informação e, em particular, das redes sociais, o narcisismo digital proliferou. É um conjunto de práticas de comunicação típicas do universo 2.0, baseado em um egocentrismo tão acentuado que faz fronteira com o patológico.

O narcisismo digital é expresso por meio de uma série de ações “extremas”, como tirar um grande número de selfies ou compartilhar momentos, que poderíamos classificar como muito íntimos, de suas vidas, praticamente todos os dias.

Compartilhar – ou melhor, compartilhar excessivamente – é o modo que esses narcisistas digitais têm de estar no mundo, torna-se um gesto instantâneo, impensável, uma extensão natural de si mesmo. Ensinar – às vezes de maneira espetacular, e quanto mais espetacular, melhor – tornou-se a principal forma de existir: elas só existem se puderem ser vistas e reconhecidas.

O psiquiatra Serge Tisseron referiu-se a esse fenômeno como “extimidade”, conceito que emprestou de Jacques Lacan e que indica o “desejo de mostrar fragmentos de sua privacidade a partir dos quais ignoramos o valor, com o risco de causar desinteresse ou mesmo rejeição”. nos interlocutores, mas com a esperança de que o olhar deles reconheça o seu valor e o torne realidade diante dos nossos olhos “.

Portanto, a extinção on-line tem um propósito específico: buscar aprovação e admiração, que é expressa através da quantidade de “curtidas” que você obtém para cada foto e os elogios que confirmam a imagem e a ideia que você quer transmitir de si mesmo. mesmo.

Isso cria um loop que se autoalimenta, especialmente quando recebem respostas positivas, confirmando a teoria de usos e gratificações, que diz que quanto mais uma pessoa percebe que um meio satisfaz algumas de suas necessidades, mais ele a usará precisamente para esse fim, especialmente se essa pessoa acredita que não é capaz de satisfazer essas necessidades no mundo real da mesma maneira.

Raio X do narcisista digital
“Ferozmente competitivo em sua reivindicação de aprovação e aplauso, ele desconfia da competição porque inconscientemente associa isso a um desejo excessivo de destruição. […] ganancioso enquanto seus desejos não conhecem limites, exige satisfação imediata e vive em um estado de desejo inquieto e permanente. insatisfeitos “, de modo que o sociólogo Christopher Lasch descreveu o narcisista moderno.

O narcisista digital encontra nas redes sociais o meio ideal para satisfazer suas necessidades, e estas, por sua vez, realimentam essas necessidades, como confirmado por um estudo realizado nas universidades de Swansea e Milão. Esses pesquisadores descobriram que dois terços das pessoas tendem a usar as redes sociais principalmente para publicar selfies, o que mostra que as redes sociais servem como multiplicadoras do desejo de ser o centro das atenções e satisfazer essa profunda necessidade de admiração.

Nesse mesmo estudo, também foi apreciado, pela primeira vez, que participantes que publicaram um número excessivo de selfies apresentaram 25% a mais de traços narcísicos, indo além do limite clínico do que é considerado um transtorno de personalidade narcisista.

No entanto, as redes sociais não atraem todos os tipos de narcisismo de forma igual. Outro estudo realizado na Universidade de Florença concluiu que as redes sociais atraem principalmente narcisistas vulneráveis, aqueles que se sentem mais inseguros e têm baixa autoestima, já que no ambiente online se sentem mais confiantes do que nas interações reais, Assim, eles usam as redes sociais como meio de obter a admiração que desejam.

O desaparecimento do Outro e a angústia existencial
O fenômeno do narcisismo digital é complexo. O filósofo e sociólogo Jean Baudrillard Reims acreditava que parte da explicação está no desaparecimento do Outro, que se deve – entre outros fatores – à disponibilidade absoluta de outros, apesar das distâncias.

Na prática, com as tecnologias que transcendem as distâncias, cria-se uma presença constante, há um sentimento de que o Outro está “imediatamente presente” mas ao mesmo tempo “implicitamente inexistente”. É um paradoxo porque o fato de os outros poderem estar presentes – sem estar fisicamente – quase imediatamente, faz com que o exercício mental de imaginar o outro seja inútil.

Nós não precisamos imaginar o que podemos ter virtualmente diante de nós. Mas o virtual não é completamente real. Essa dicotomia implicaria a queda do Outro dando lugar a um reforço do especular, do narcisismo. A ausência do Outro se traduz em pessoas obsessivamente preocupadas consigo mesmas, que, diante do medo da solidão e do desamparo, são atormentadas pela angústia existencial que resulta de estar mais conectado, mas sozinho.

O narcisismo digital seria, afinal, a expressão de um egocentrismo extremo alimentado pela angústia existencial que gera uma sociedade individualista e competitiva em que as pessoas são cada vez menos valorizadas pelo que são e mais pelo que aparecem. Uma sociedade em que não é construída para dentro, mas para fora, deixando o interior tão vazio que tem que ser sustentado por “eu curti” em imagens artificiais.

Pior de tudo, muitos dos narcisistas digitais não estão totalmente conscientes disso. Imersos no paradoxo “hipermoderno”, consideram-se “pessoas maduras, responsáveis, organizadas, eficazes e adaptáveis; adultos abertos, críticos e céticos; mas ao mesmo tempo são desestruturados, instáveis, influenciáveis, frívolos e superficiais “, como aponta o filósofo e sociólogo Gilles Lipovetsky.

Qual é o antídoto para o narcisismo digital?
É importante estar ciente de que é difícil – se não impossível – salvar aqueles que não querem ser salvos. Portanto, não faz sentido começar uma cruzada contra o narcisismo digital porque deveria ser um processo de desconstrução individual.

Os narcisistas digitais devem ter em mente, no entanto, que a imagem que estão projetando não é realista e, portanto, a aprovação que recebem é uma reflexão, não eles mesmos. Isso leva ao desapontamento, na melhor das hipóteses, e a falsas ilusões de grandeza que o desconectam completamente do mundo, no pior dos casos.

Viver para posar não é viver, significa perder as experiências mais autênticas da vida. Deixar a auto-estima e o humor flutuar de acordo com a quantidade de “likes” que recebeu a última selfie publicada envolve colocar-se completamente nas mãos de uma massa que às vezes pode se tornar particularmente cruel. A personalidade narcisista, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é construída para ser à prova de balas, mas é uma frágil armadura de vidro.

A melhor maneira de se livrar do narcisismo digital é aprender a se desconectar, a se conectar com o mundo real. Não se trata de abandonar as redes sociais, mas de usá-las em sua medida adequada, e não se concentrar apenas em uma, mas desenvolver uma abordagem mais ampla.

A autenticidade também é um bom antídoto para conjurar o narcisismo digital dos tempos modernos. No final do dia, como Carl Jung disse: “o privilégio de sua vida é se tornar quem você realmente é”, tudo o mais é banal.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Estas são as 36 perguntas que farão você se apaixonar por qualquer um

Este questionário faz parte de um experimento de 1997 sobre como criar intimidade O estudo terminou com o casamento de dois dos participantes Voltou a ganhar importância depois de um artigo publicado no ‘The New York Times’

Mandy Len Catron publicou no dia 9 de janeiro um artigo no The New York Times (que traduzimos em Verne) e no qual narra como se apaixonou com a ajuda de 36 perguntas elaboradas pelo psicólogo Arthur Aron.

Embora a escritora tenha usado as perguntas de Aron para se apaixonar e para que se apaixonassem por ela, Aron colocou-as em seu estudo como uma ferramenta para gerar intimidade, não necessariamente amorosa, de forma gradual. O objetivo era ajudar os psicólogos a criar uma relação próxima no contexto de um laboratório, de modo que fosse possível manipular e estudar as variáveis desta relação.

Quando Aron testou o questionário, distribuiu alguns dos participantes em casais de homens e mulheres. Um dos casais que participou e se conheceu neste estudo acabou se casando seis meses mais tarde. Segundo explicou Aron à revista Wired, em 2010, “a última vez que entrei em contato com eles, ainda estavam juntos”.

Quer dizer, é possível que este questionário, criado para que as pessoas se abram aos poucos, realmente funcione. Nós o reproduzimos a seguir se alguém quiser testá-lo (sob sua responsabilidade). O estudo original exige que se trate de alguém completamente desconhecido. Recomenda-se empregar 45 minutos: quinze para cada conjunto de perguntas, embora tanto Mandy Len Catron quanto estes dois voluntários do The Guardian precisaram de mais tempo. Os participantes devem ler em voz alta uma pergunta cada um, embora os dois devem responder todas.

Quando terminarem o questionário, os dois devem se afastar e responder às perguntas feitas pelos pesquisadores. No estudo original não se menciona a necessidade de olhar nos olhos durante quatro minutos ao terminarem, mas não é desaconselhável: funcionou para Mandy Len Catron.

Grupo I
1. Se pudesse escolher qualquer pessoa no mundo, quem convidaria para jantar?

2. Gostaria de ser famoso? De que forma?

3. Antes de fazer uma ligação telefônica, você ensaia o que vai falar? Por quê?

4. Para você, como seria um dia perfeito?

5. Quando foi a última vez que cantou sozinho? E para outra pessoa?

6. Se pudesse viver até os 90 anos e ter o corpo ou a mente de alguém de 30 durante os últimos 60 anos de sua vida, qual das duas opções escolheria?

7. Tem uma intuição secreta de como vai morrer?

8. Diga três coisas que acredita ter em comum com seu interlocutor.

9. Por quais aspectos de sua vida você se sente mais agradecido?

10. Se pudesse mudar algo em como foi educado, o que seria?

11. Use quatro minutos para contar a seu companheiro a história de sua vida com todo o detalhe possível.

12. Se amanhã pudesse se levantar desfrutando de uma habilidade ou qualidade nova, qual seria?

Grupo II

13. Se uma bola de cristal pudesse contar a verdade sobre você, sua vida, o futuro ou qualquer outra coisa, o que lhe perguntaria?

14. Há algo que há muito tempo deseja fazer? Por que ainda não fez?

15. Qual é a maior conquista que conseguiu em sua vida?

16. O que mais valoriza em um amigo?

17. Qual é sua lembrança mais valiosa?

18. Qual é sua lembrança mais dolorosa?

19. Se você soubesse que vai morrer daqui a um ano de maneira repentina, mudaria algo em sua maneira de viver? Por quê?

20. O que significa a amizade para você?

21. Que importância tem o amor e o afeto em sua vida?

22. Compartilhem, de forma alternada, cinco características que consideram positivas em seu companheiro.

23. Sua família é próxima e carinhosa? Acha que sua infância foi mais feliz que a dos demais?

24. Como se sente em relação a sua mãe?

Grupo III

25. Diga três frases usando o pronome “nós”. Por exemplo, “nós estamos neste aposento sentindo…”

26. Complete esta frase: “Gostaria de ter alguém com quem compartilhar…”.

27. Se fosse terminar sendo amigo íntimo de seu companheiro, divida com ele ou com ela algo que seria importante que ela soubesse.

28. Diga a seu companheiro o que mais gostou nele ou nela. Seja muito honesto e diga coisas que não diria a alguém que acaba de conhecer.

29. Divida com seu interlocutor um momento embaraçoso de sua vida.

30. Quando foi a última vez que chorou na frente de alguém? E sozinho?

31. Conte a seu interlocutor algo que já gosta nele.

32. Há algo que seja muito sério e que não se deve fazer piadas a respeito?

33. Se fosse morrer esta noite sem possibilidade de falar com ninguém, o que lamentaria não ter dito a uma pessoa? Por que não disse até agora?

34. Sua casa está pegando fogo com todas suas coisas dentro. Depois de salvar seus entes queridos e seus bichos de estimação, sobra tempo para fazer uma última incursão e salvar um único objeto. Qual escolheria? Por quê?

35. De todas as pessoas que formam sua família, qual morte seria mais dolorosa para você? Por quê?

36. Divida um problema pessoal e peça a seu interlocutor que conte como ele ou ela teria agido para solucioná-lo. Pergunte também como acha que você se sente em relação ao problema que contou.

Para se apaixonar de qualquer um, faça isto: o artigo no qual Mandy Len Catron conta como encontrou o amor graças a estas 36 perguntas.

*Por Verne
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*Fonte: brasil-elpais

Por que o tempo parece passar mais rápido à medida que envelhecemos?

Por que o tempo parece passar mais rápido à medida que envelhecemos

QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS, AS FÉRIAS DE VERÃO PARECIAM DURAR PARA SEMPRE, E A ESPERA ENTRE OS NATAIS PARECIA UMA ETERNIDADE. MAS QUANDO CRESCEMOS, O TEMPO PARECE PASSAR EM UM PISCAR DE OLHOS!

Por que, quando envelhecemos, o tempo parece passar rapidamente, com semanas, meses e estações inteiras desaparecendo de um calendário borrado em uma velocidade estonteante?

Essa viagem no tempo aparentemente acelerada não é o resultado de preencher nossa vida adulta com responsabilidades e preocupações de adultos. Estudos científicos, de fato, mostram que o tempo percebido passa mais rapidamente para as pessoas mais velhas, fazendo com que nossas vidas pareçam ocupadas e apressadas.

Existem várias teorias que tentam explicar por que nossa percepção do tempo acelera à medida que envelhecemos. Uma ideia é uma alteração gradual de nossos relógios biológicos internos.

A desaceleração do nosso metabolismo à medida que envelhecemos corresponde à desaceleração do nosso batimento cardíaco e da nossa respiração. Os marcapassos biológicos das crianças batem mais rapidamente, o que significa que elas experimentam mais marcadores biológicos (batimentos cardíacos, respirações) em um período fixo de tempo, fazendo com que pareça que mais tempo se passou.

Outra teoria sugere que a passagem do tempo que percebemos está relacionada à quantidade de novas informações perceptivas que absorvemos.

Com muitos novos estímulos, nossos cérebros demoram mais para processar as informações, de modo que o período de tempo parece mais longo. Isso ajudaria a explicar a “percepção de câmera lenta” frequentemente relatada momentos antes de um acidente. As circunstâncias desconhecidas significam que há muitas informações novas para assimilar.

O cérebro é o responsável pela sensação de acelerar o tempo

Na verdade, pode ser que, quando confrontados com novas situações, nossos cérebros registrem memórias mais ricamente detalhadas, de modo que é nossa lembrança do evento que parece mais lenta do que o próprio evento. Este é o caso experimentalmente de sujeitos em queda livre.

Mas como isso explica o encurtamento contínuo do tempo percebido à medida que envelhecemos? A teoria diz que quanto mais velhos ficamos, mais familiarizados nos tornamos com o que nos rodeia. Não notamos os ambientes detalhados de nossas casas e locais de trabalho.

Para as crianças, no entanto, o mundo é um lugar frequentemente desconhecido, cheio de novas experiências com as quais se envolver. Isso significa que as crianças devem dedicar muito mais poder do cérebro para reconfigurar suas ideias mentais do mundo exterior.

A teoria sugere que isso parece fazer com que o tempo passe mais devagar para as crianças do que para os adultos presos a uma rotina.

Portanto, quanto mais nos familiarizamos com as experiências do dia-a-dia, mais rápido o tempo parece passar e, geralmente, essa familiaridade aumenta com a idade.

O mecanismo bioquímico por trás dessa teoria foi sugerido ser a liberação do neurotransmissor dopamina após a percepção de novos estímulos, ajudando-nos a aprender a medir o tempo.

DEPOIS DOS 20 ANOS E CONTINUANDO NA VELHICE, OS NÍVEIS DE DOPAMINA CAEM FAZENDO O TEMPO PARECER CORRER MAIS RÁPIDO.

Mas nenhuma dessas teorias parece se relacionar precisamente com a taxa quase matemática e contínua de aceleração do tempo.

A aparente redução da duração de um período fixo à medida que envelhecemos sugere uma “escala logarítmica” para o tempo. Escalas logarítmicas são usadas em vez das escalas lineares tradicionais ao medir terremotos ou som. Como as quantidades que medimos podem variar em graus tão grandes, precisamos de uma escala de medição de alcance mais amplo para realmente dar sentido ao que está acontecendo. O mesmo vale para o tempo.

Na escala Richter logarítmica (para terremotos), um aumento de uma magnitude de dez a 11 não corresponde a um aumento no movimento do solo de 10% como faria em uma escala linear. Cada incremento na escala Richter corresponde a um aumento de dez vezes no movimento.

Hora da criança

Mas por que nossa percepção do tempo também deve seguir uma escala logarítmica? A ideia é que percebemos um período de tempo como a proporção de tempo que já vivemos.

Para uma criança de dois anos, um ano é a metade de sua vida, e é por isso que parece um período extraordinariamente longo de espera entre aniversários quando você é jovem.

Para uma criança de dez anos, um ano é apenas 10% de sua vida (o que torna a espera um pouco mais tolerável), e para uma de 20 anos é apenas 5%. Na escala logarítmica, para uma criança de 20 anos experimentar o mesmo aumento proporcional de idade que uma criança de dois anos experimenta entre aniversários, ela teria que esperar até completar 30 anos. Diante desse ponto de vista, não é surpreendente que o tempo parece acelerar à medida que envelhecemos.

Normalmente pensamos em nossas vidas em termos de décadas – nossos 20, 30 e assim por diante – o que sugere um peso igual para cada período. No entanto, na escala logarítmica, percebemos diferentes períodos de tempo com a mesma duração. As seguintes diferenças de idade seriam percebidas da mesma forma sob esta teoria: cinco a dez, dez a 20, 20 a 40 e 40 a 80.

Não quero terminar com uma nota deprimente, mas o período de cinco anos que você experimentou entre as idades de cinco e dez anos pode parecer tão longo quanto o período entre as idades de 40 e 80 anos.

Portanto, ocupe-se. O tempo voa, esteja você se divertindo ou não. E está voando cada vez mais rápido todos os dias.

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*Fonte: seuamigoguru

Pessoas maduras procuram a felicidade e não a opinião dos outros

Pessoas maduras procuram a felicidade e não a opinião dos outros.

PESSOAS MADURAS NÃO QUEREM TER ENCRENCAS COM NINGUÉM, NÃO SE COMPARAM COM OS OUTROS, NEM SE INTROMETEM ONDE NÃO SÃO CHAMADAS.

Não é nada fácil deixar de opinar sobre a vida de quem amamos, pois queremos que ele acerte, que sua vida dê certo.

Pais opinam com propriedade e devem orientar sempre seus filhos, pois isso faz parte da responsabilidade parental, mas, quando não temos responsabilidade alguma com a pessoa e nem fomos chamados para opinar, o silêncio deve prevalecer.

Mesmo assim, existem pessoas que jamais conseguirão se controlar e irão se intrometer nas nossas vidas, mesmo que nem haja intimidade suficiente para tanto. Ainda que ninguém tenha perguntado o que elas acham.

Caberá, então, a nós lidar com as intromissões da melhor forma possível, no sentido de nos resguardarmos e de não nos importarmos com os pitacos que não são bem vindos.

Também não dá para nos fecharmos a toda e qualquer opinião alheia, uma vez que existe quem torça realmente por nós e se importa com a nossa vida de forma verdadeira e bondosa.

Muitas vezes, quando estamos em meio a um redemoinho emocional, por exemplo, ficamos mais vulneráveis, sensíveis, enfraquecidos, o que pode nublar nossas tomadas de decisão.

Nesses casos, orientações de quem enxerga o caos de fora podem ajudar bastante. Mas de alguém confiável.

NA VERDADE, QUANTO MAIS A GENTE VIVE, MAIS A GENTE APRENDE A SELECIONAR O QUE CHEGA E O QUE SAI DE NOSSAS VIDAS.

Mais a gente consegue filtrar o que vem nos atingir, porque a gente percebe que é preciso proteger o nosso coração daquilo que nos torna infelizes.

O amadurecimento faz a gente buscar com mais força a felicidade, porque entendemos que tudo passa, e passa rápido, ou seja, o que é bom precisa ser vivido, revivido, sentido e guardado com intensidade.

O objetivo da vida é ser feliz, do seu jeito, com quem você ama, perto de quem te faz bem, fazendo o que te emociona, sem machucar ninguém nessa caminhada.

Pessoas maduras não querem ter encrencas com ninguém, não se comparam com os outros, nem se intrometem onde não são chamadas. E ainda selecionam com o que se importar, pois estão ocupadas em sorrir e em afastar a tristeza, sem azucrinar a paciência alheia.

É tão lindo vê-las cuidando da própria vida. Ah, essas pessoas maduras…

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*Fonte: seuamigoguru

Os impactos psicofisiológicos da pornografia na sexualidade humana

O acesso ao meio virtual se disseminou na sociedade atual. Pode se afirmar que, diariamente, milhares de pessoas acessam a internet com fins diversos, dentre estes o cumprimento de tarefas de estudo, a realização de compras, interação nas redes sociais e consumo de materiais pornográficos. O mercado pornográfico aumenta, a cada ano, a sua renda e o seu crescimento acelerado nos últimos tempos nos faz questionar sobre os efeitos que podem ser vistos na subjetividade do ser humano.

A pornografia não requer a companhia do outro e alimenta as fantasias do indivíduo com o fim de alcançar o prazer sexual. Nesse cenário, visualizam-se conteúdos eróticos dos mais diversos que variam desde o masoquismo, sexo anal e demais práticas que estimulam a brutalidade e a dominação. A pornografia tem o efeito de modelar o cérebro humano, condicionando-o a criar uma dependência em relação a esse hábito. O impacto que exerce sobre jovens que carecem de experiência sexual é crucial, na medida em que contribui para que definam as suas preferências sexuais. Tal repercussão também se estende para os indivíduos adultos, nos quais, apesar de apresentarem o cérebro mais amadurecido, o mesmo ainda pode passar por uma remodelagem e construir novos padrões de vícios, o qual está incluído a pornografia. A pornografia está vinculada às alterações fisiológicas provocadas no cérebro e é fonte geradora de consequências psíquicas e comportamentais.

Na base desta pirâmide se configuram as necessidades fisiológicas, o que envolve fatores, tais como a fome, sede e o desejo sexual. Estas são as necessidades mais prementes do ser humano e se constituem como pré-requisitos básicos para a realização das suas demais aspirações. À medida que a pirâmide sobe ocorre a reunião de outros interesses, dentre os quais a segurança, a estima e a autorrealização. Destaca-se que o sexo é uma dos pilares primitivos dessa composição e, portanto, está associado a uma necessidade de vital importância para a saúde humana. O indivíduo que apresenta bloqueios concernentes a uma dessas primeiras experiências humanas, pode apresentar dificuldades de atingir níveis superiores, contemplados no ápice da pirâmide.

O termo sexualidade não se restringe à concepção biológica, ou seja, o ato sexual. A sexualidade abrange um viés mais amplo, estendendo-se para a história de vida do indivíduo e o acompanhando desde o seu nascimento até a sua morte. O desenvolvimento psicossexual, descrito por Freud, é marcado por afetos, desejos e conflitos que estão presentes a partir do nascimento do ser humano. As experiências de sexualidade vivenciadas na infância impactam nas escolhas que são tomadas na idade adulta, consolidando-se como um importante marco para o desenvolvimento da sua identidade. Graças à compreensão do papel fundamental que a sexualidade representa na vida do homem, faz-se necessário destrinchar quais são as consequências que estão atreladas ao hábito da pornografia.

A pornografia é definida como uma manifestação do comportamento erótico em livros, revistas ou filmes. A palavra pornografia é oriunda do grego “pornographos” que consiste na reunião de “porne”, cujo significado remete a prostituta e o vocábulo “graphein” que se refere a escrita. A palavra se traduz como aquele que escreve sobre prostitutas e que trata a respeito de conteúdos oscenos por meio de textos, ilustrações ou fotos. No que se refere ao período que as atividades pornográficas acentuaram a sua influência, menciona-se a década de 60, quando o movimento hippie ganhou força e trouxe à baila discussões envolvendo o direito ilimitado ao prazer, a liberdade sexual da mulher por meio do uso da pílula anticoncepcional a confecção, em massa, das revistas pornográficas. Estudos apontam que os materiais pornográficos estão sendo acessados, cada vez mais, cedo e o resultado disso é a construção de uma base sexual para os jovens distorcida quanto aos valores implicados em uma relação, sobretudo, no que se refere ao papel desempenhado pela mulher na sociedade. Para alguns destes jovens, esta educação sexual que recebem, talvez, seja a única que terão acesso durante toda a vida, servindo como modelo para a construção de uma visão de mulher subserviente ao homem. Zimbardo; Wilson; Coulombe (2016) referem que pesquisas feitas com adolescentes demonstram que os jovens dispendem cerca de duas horas por semana, com sessões em torno de duas horas, voltadas para a visualização da pornografia. Estima-se que a idade da primeira relação sexual do jovem ocorre, em média, aos 17 anos e, se convertermos em número, chegamos à conclusão que antes de iniciar o primeiro ato sexual, o adolescente já acessou 1.400 sessões pornôs. Os psicólogos, sociólogos e demais setores da área da saúde alertam acerca dos efeitos negativos exercidos pela pornografia sobre a sexualidade e os relacionamentos. Especialistas declaram que os homens que assistem regularmente pornografia estão sujeitos a desenvolver uma falsa expectativa no que concerne ao desempenho sexual da mulher e a sua aparência, somado ao fato de apresentarem dificuldades de iniciar e manter um relacionamento e relatarem, comumente, insatisfações sexuais. O estudo realizado por Bridges e outros pesquisadores indicam que outro grave problema encontrado no material pornográfico diz respeito à violência contra a mulher manifestada nas cenas por meio de agressão física (88%) e verbal (49%), espancamentos (75%), engasgos durante a prática de sexo oral no homem (54%), insultos (49%), tapas (41%), puxões de cabelo (37%) e sufocamento (28%). As imagens pornográficas apresentam uma forte capacidade de impressão na mente. Muitas pessoas ainda se recordam da primeira imagem erótica que tiveram contato.

O crescimento vertiginoso de consumo de pornografia entre os jovens tem levado ao fenômeno que alguns especialistas estão chamando de “anorexia sexual” que consiste em uma maior dificuldade em ter relações sexuais com um parceiro real. O material excessivo pornográfico que visualizam contribuem para que se tornem menos sensíveis às estas imagens, causando impactos na libido e reduzindo drasticamente a ereção. Os neurologistas justificam que o vício em pornografia está associado às mudanças anatômicas ocorridas no cérebro que resultam em uma maior necessidade de estimulação externa do sistema de recompensa e, como consequência desse processo, os indivíduos recorrem, muitas vezes, à busca por novos estímulos pornográficos exagerados para conseguirem alcançar o prazer obtido antes de consumirem esse tipo de material. A neurocientista Valerie Voon mencionou a partir dos estudos realizados que o cérebro de uma pessoa viciada em material pornográfico se assemelha ao cérebro de um dependente químico. As drogas psicoativas alteram a dinâmica do sistema de recompensa do organismo, induzindo o cérebro a pensar que tais substâncias são essenciais para manter a sua sobrevivência. No rol das recompensas naturais humanas que incluem comer, dormir e o hábito do sexo, nota-se que tais fatores afetam o sistema de recompensa do cérebro do mesmo modo que as substâncias psicoativas. O sistema de recompensa diz respeito ao circuito neuronal responsável pelas sensações prazerosas e, como consequência, pela assimilação de novos aprendizados que podem originar a repetição de um dado comportamento, podendo ser ativado de modo natural pela ingestão alimentar ou mediante o ato sexual ou, do contrário, pode ser induzido por substâncias artificiais, como as drogas psicoativas. O desejo sexual é alavancado devido à ação da dopamina que é um neutrotransmissor que atua no cérebro. Ao atuar no cérebro, contribui para a diminuição dos estímulos negativos, além de proporcionar sentimentos benéficos como o êxtase e a excitação, criando condições propícias para a dependência no sujeito. Ao se considerar um relacionamento harmonioso entre um casal, a dopamina permite que direcionem a sua atenção um para o outro, causando uma sensação agradável de bem-estar na relação. Entretanto, o indivíduo, ao reduzir a atenção direcionada para a família, e partir para o consumo indiscriminado de material pornográfico, mobiliza o neurotransmissor de forma excessiva para o foco em imagens. O resultado disso é a formação de uma dependência química relacionada às imagens comparada por especialistas ao vício em cocaína, desencadeando problemas severos de ordem física, psicológica e emocional nos âmbitos sociais e familiares. O vício motiva o indivíduo a uma busca frenética por estímulos sexuais com o objetivo de sentir o efeito prazeroso proporcionado pela ação da dopamina, favorecendo a procura por maior quantidade de imagens eróticas visando a satisfação dos seus desejos. As pessoas que dedicam o seu tempo exaustivamente em busca de pornografia na internet recebem o diagnóstico de compulsão por sexo. O estudo apresentado aponta as consequências psicofisiológicas desencadeadas pela pornografia na sexualidade humana. Sendo assim, faz-se necessário repensar quais deverão ser as medidas adotadas para ajudar os indivíduos que alegam prejuízos decorrentes do seu uso, bem como alertar os pais e responsáveis legais das crianças e adolescentes sobre a importância de manter a vigilância e controle dos meios virtuais que utilizam os seus filhos, certificando-se que os mesmos estão expostos a conteúdos saudáveis e enriquecedores sob o ponto de vista psíquico, incentivadores do seu potencial criativo e livre expressão dos seus sentimentos.

*Por Saulo de Oliva
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*Fonte: vidaemequilibrio

8 coisas que as mulheres só fazem quando estão apaixonadas

Homens e mulheres realmente são seres individuais e particulares, e é por isso que não podemos esperar que se comportem de maneira parecida.

O ser humano por sua vez, tende a agir de uma forma diferente, e fujir do convencional quando está apaixonados, os seus hormônios mudam, os níveis de componentes químicos em seu cérebro se alteram e uma série de reações passam a acontecer em nosso organismo.

1- Repassa mentalmente os seus melhores momentos juntos a cada 1 hora
Quando se está apaixonado, é difícil não pensar na pessoa que amamos. E as mulheres em especial, tendem a gostar de repassar e consequentemente reviver alguns momentos em sua mente, apenas para sentir mais uma vez aquela emoção que sentiu quando as coisas de fato aconteceram.

2- Fala sobre ele o tempo todo, visto que praticamente tudo a faz se lembrar da sua existência
Se alguém fala em chocolate, você se lembra da vez que saíram para a sorveteria e ele escolheu aquele sabor, que é o seu favorito e etc.

Você acaba falando sobre ele a cada 5 minutos, até porque simplesmente tudo te faz se lembrar dos momentos que viveram juntos.

3- Abre mão dos rolinhos e dos demais caras da geladeira
Sim! Um preciso sinal que pode indicar que uma garota realmente está apaixonada, é o fato dela simplesmente abrir mão de todos os seus rolos e pretendentes, porque literalmente não sente que precisa de nenhum deles, e que agora dará certo e será feliz apenas com você.

4- Passa a se arrumar ainda mais quando sabe que irá se encontrar com ele
As mulheres já são vaidosas por natureza, mas quando estão apaixonadas então, obviamente passam a se cuidar a ainda mais, pois agora, elas possuem mais um motivo para isso.

5- Ela passa a se interessar por assuntos que antes não gostava apenas para fazer ainda mais parte do seu universo
Ela se torna mais suscetível e interessada nos assuntos que ele adora e se interessa. Esse ato por sua vez, tende a ocorrer de maneira espontânea e quase inconsciente, visto que tudo que é relacionado a ele, perante os nossos olhos, se torna algo divertido.

6- Ela aceita experimentar coisas novas ao seu lado
Sexy long legs of a caucasian woman wearing garter belt and stockings.With high heels shoes with golden rhinestones.

Quando uma mulher está amando, ela se questiona menos e se entrega mais. Além disso, a grande maioria das coisas realmente se tornam mais divertidas quando sabemos que a faremos ao lado e com quem estamos amando.

7- Ela tende a ser mais espontânea
As risadas, as piadas, os comentários bobos, todas essas coisas fluem naturalmente es espontaneamente entre vocês, até porque ela simplesmente não consegue segurar tudo aquilo que pensa ou sente quando está ao seu lado.

8- Se permite ser mais vulnerável e acessível para ele
Toda mulher tem lá a sua casquinha de proteção, que geralmente criamos quando saímos de outros relacionamentos ou sofremos grandes decepções.

Por outro lado quando uma mulher começa a se apaixonar novamente, ela tende a se deixar vulnerável, mas não da maneira negativa, o que ela faz é se abrir para a outra pessoa e se entregar a aquilo que realmente sente.

E então queridos leitores, vocês já sabiam que as mulheres ficavam exatamente assim quando apaixonadas? E vocês meninas, adicionariam algum outro item a essa lista? Conta pra gente aqui em baixo pelos comentários.

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*Fonte: vidaemequilibrio

11 chaves para evitar ser manipulado

“Para efetivamente manipular as pessoas, é necessário fazer todos acreditarem que ninguém as manipula” -John Kenneth Galbraith-

A arte da manipulação é uma área perigosa intimamente ligada às capacidades comunicativas e sedutoras da pessoa que a exerce.

Os grandes manipuladores de todas as idades se tornaram especialistas graças às suas habilidades com linguagem e sedução , atuando como verdadeiros encantadores de serpentes.

Joseph Goebbels era o Ministro da Propaganda de Adolf Hitler e o verdadeiro “poder por trás do trono” no mundo nazista. Ele se considera o estrategista que transformou um grupo marginal em um gigantesco movimento de massas, com as terríveis consequências que todos conhecemos.

A capacidade questionável de Goebbels era a manipulação e identificação de vários mecanismos de sugestão, o que lhe permitiu implementar táticas manipulativas altamente eficazes.

Na Alemanha nazista, os cidadãos acabaram fazendo parte de um projeto político patológico, enquanto internamente sentiam-se portadores de verdades universais.

Talvez você pense que é história. Afinal, Goebbels morreu há muito tempo e os fatos acabaram desmascarando a insanidade implícita no regime nazista. Mas a realidade mostra o oposto.

Os esquemas de manipulação implementados continuam em vigor e continuam sendo usados ​​na política para capturar a consciência dos cidadãos.

Como você pode reconhecer essas táticas sombrias?

Vamos rever os onze princípios de propaganda postulados por Goebbels e você saberá se eles coincidem com as práticas de alguns dos atuais políticos.

1. Princípio da simplificação e do inimigo único : escolha um adversário e reúna a ideia de que essa é a fonte de todo o mal. Por exemplo: “imigrantes”, “a direita” ou “a esquerda”.


2. Princípio do método de contágio : associar todos os opostos na mesma categoria, ignorando as nuances e colocando-os em um único grupo: o único inimigo. Por exemplo, “muçulmanos” ou “terroristas”.

Esta estratégia é possível usando generalizações e extremos.

3. Princípio da transposição : Acusar o adversário de forma incisiva de erros ou defeitos. O ladrão chama seu oponente de ladrão para que, quando ele responder, ele seja visto como o clássico “afogado que se esperneia”.


4. Princípio do exagero e desfiguração : Converta qualquer anedota, ainda que pequena e banal, em um fato do qual depende a sobrevivência da sociedade. Pretende-se que cada ato do adversário seja visto como suspeito e ameaçador.


5. Princípio da vulgarização : “Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos inteligente dos indivíduos a quem é dirigida. Quanto maior a massa a ser convencida, menor deve ser o esforço mental. A capacidade receptiva das massas é limitada e sua compreensão é escassa; além disso, a massa tem grande facilidade para esquecer “(Goebbels)


6. Princípio da orquestração : “A propaganda deve ser limitada a um pequeno número de idéias e repetida incansavelmente, apresentada repetidas vezes a partir de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito. Nenhuma fissura ou dúvida. “(Goebbels)

Daí também as famosas frases: “Se uma mentira é repetida o suficiente, acaba se tornando verdade” e “Minta, minta, minta que algo permanecerá. Quanto maior a mentira, mais as pessoas vão acreditar. ”


7. Princípio da renovação : consiste em publicar notícias e idéias que denigram o adversário, em grande quantidade e a grande velocidade. Assim, o contraditório estará se defendendo o tempo todo.

Tão básico e simples quanto a transmissão de um boato ou crítica.


8. Princípio da probabilidade : apresentar informação aparentemente sustentada em fontes sólidas, mas que no fundo é distorcida ou parcialmente mostrada.

O que está envolvido é criar uma grande confusão que os cidadãos tenderão a resolver pela explicação mais simples.

“Melhor uma mentira que não pode ser negada do que uma verdade implausível”


9. Princípio do silenciamento : trata-se de não realizar debates sobre questões em que não há argumentos e, ao mesmo tempo, empalidecer as notícias que favorecem o adversário.

“Se você não pode negar as más notícias, invente outras que te distraiam”


10. Princípio da transfusão : usar mitos ou preconceitos nacionais ou culturais para despertar um componente visceral que incentive certas práticas políticas. Deixe que as ideias acabem sendo apoiadas por emoções primitivas.


11. Princípio da unanimidade : convencer os cidadãos de que eles pensam “como todo mundo”, criando uma falsa unanimidade. O desejo instintivo de pertencer a um grupo fará o resto.

O esquema de Goebbels e seus seguidores é complementado por líderes carismáticos e slogans altamente emocionais e muito simples. Também com rituais chocantes onde a cor e o som são decisivos.

Tudo isso consegue imergir cidadãos livres em uma espécie de hipnose que, infelizmente, acabam despertando quando é tarde demais.

Edith Sánchez – La mente es maravillosa

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Viver espremendo cada minuto: a enlouquecida gestão que fazemos do tempo

Ser produtivos a todo instante, tirar o máximo rendimento, também, dos momentos de lazer. Vários ensaios estudam um dos males do ser humano pós-moderno

O filósofo Blaise Pascal disse: “A infelicidade do ser humano se baseia somente em uma coisa: ser incapaz de ficar quieto em seu quarto”. Pascal viveu no século XVII e as pessoas estavam obcecadas em fazer algo, em vez de não fazer nada. Quatro séculos depois, a atividade cotidiana aumentou notavelmente, apoiada nos avanços tecnológicos que colonizam todos os aspectos de nossa vida. Há um culto à produtividade, não só no âmbito do trabalho, e sim também no chamado tempo “livre”, do qual, como se viu nos confinamentos pandêmicos, tentamos tirar máximo proveito através da criação artística, das aulas de pilates e do nobre ofício da panificação doméstica. Houve quem lembrasse à população que Shakespeare escreveu Rei Lear durante uma reclusão por peste bubônica. O objetivo geral é trabalhar mais, consumir mais, nos formar mais e vivenciar mais experiências das que é possível colocar nas redes sociais. O minuto é espremido ao máximo, e a vida se encurta em relação ao seu conteúdo desejado. Mas a infelicidade de Pascal continua lá.

O sistema capitalista sempre esteve disposto a fomentar a produtividade pessoal. “Mas os desenvolvimentos mais recentes eliminaram alguns dos apaziguadores que evitavam a colonização de toda a vida pelo impulso de ser produtivo: os sindicatos e o Estado de bem-estar estão em queda”, opina o escritor Oliver Burkeman, autor de Four Thousand Weeks: Time Management for Mortals (4.000 semanas: administração do tempo para mortais). O surgimento da gig economy, em que se dá um vínculo muito mais estreito entre a eficiência pessoal e os ganhos, gera novas ansiedades no uso dessas 4.000 semanas que, como nota Burkeman, são as que uma vida tem em média. “Somos o tempo que nos resta”, escreveu o poeta Caballero Bonald e, do ponto de vista do culto à produtividade, o que produzimos nesse tempo, em um contexto de segurança vital decrescente, será o que somos e temos, onde chegamos. Toda nossa atividade parece precisar estar dirigida a uma finalidade concreta, enquanto gera culpa, e pode até ser suspeito, isso de “perder” o tempo.

A tecnologia nos permite fazer mais coisas em menos minutos, e faz com que a exigência de trabalho e a possibilidade de realizar muitas atividades nos acompanhe em cada momento e lugar: nos dá a impressão de que podemos aproveitar muito mais nossos dias. Ao mesmo tempo, pelo processo chamado infoxicação, pode nos superestimular através de contínuas mensagens, avisos, e-mails, notificações, e minar nossa capacidade de atenção em troca de pequenas doses de dopamina, fazendo com que estejamos em tudo e em nada ao mesmo tempo. Para muitos, já é difícil traçar uma linha que separe claramente o que é o tempo de trabalho, e o tempo de lazer e cuidados. Fazemos várias coisas ao mesmo tempo e saltamos de uma para outra, sejam tarefas e entretenimentos, a toda velocidade. “Nós nos movemos cada vez mais rápido, mas nos tornamos mais impacientes e frustrados, porque à medida que nos aproximamos da miragem da ‘produtividade total’ e da otimização perfeita, se torna cada vez mais irritante que nunca consigamos totalmente”, diz Burkeman. Em vídeos do YouTube e nas prateleiras das livrarias nos são oferecidos manuais e tutoriais para tirar tudo de nosso tempo e, paralelamente, métodos para tentar parar: o veneno com o antídoto. O fato de se estar no mundo é cada vez mais problemático.

A épica do empreendimento e os slogans do pensamento positivo colocam toda a responsabilidade sobre os indivíduos e nem tanto sobre suas circunstâncias: penalizam quem não “triunfa” e quem está com problemas é visto como “culpado” de sua própria situação, ao mesmo tempo que cresce a precariedade e a instabilidade vital. “Não tem nada de ruim se formar, adquirir habilidades e conhecimentos, o problema está na lógica que o move”, diz o sociólogo Jorge Moruno, autor de livros como Não tenho tempo. Geografias da precariedade. As pessoas se veem impelidas a construir constantemente sua marca pessoal, a dar uma imagem de sucesso, a se adaptar às exigências do mercado em todos os aspectos da vida. O curso na internet para falar em público gerando impacto, a foto no Instagram do crepúsculo na praia, as horas de fitness para exibir uma imagem atrativa, o divertido desafio proposto pelo TikTok na semana, a formação constante durante a vida de trabalho para se adaptar a um mercado cada vez mais mutável, ao compasso das contínuas inovações tecnológicas (que não têm por que se identificar sempre com o progresso). “Mas nunca se questiona se o mercado responde às necessidades que a sociedade exige, porque age como um Deus onipresente emancipado de qualquer controle democrático”, diz o sociólogo.

Curiosamente, o foco na produtividade constante não tem porque resultar em uma produtividade efetiva maior, e em uma vida melhor: temos limites e precisamos de descansos corporais e mentais. “Ainda que pensemos que correndo e ocupados estamos fazendo muito mais e sendo mais virtuosos, a ciência do comportamento descobriu que a escassez de tempo cria um fenômeno chamado túnel”, diz Brigid Schulte, autora de Overwhelmed: Work, Love and Play When No One Has the Time (Sobrecarregados: trabalhar, amar e brincar quando ninguém tem tempo) e diretora do laboratório Better Life Lab at New America. É como se a visão periférica se obscurecesse (metaforicamente) e avançássemos em uma escuridão em que é difícil tomar decisões acertadas, levando em consideração todo o quadro e não só a pincelada. Como informa Schulte, quando estamos dentro desse túnel nosso quociente intelectual pode chegar a cair 13 pontos. “De modo que a confusão não nos faz produtivos. Não melhora nossas vidas. Mas é muito difícil às pessoas sair do burburinho porque vivemos em culturas que o valorizam muito”, diz a autora.

Existem outras opções para ocupar nosso tempo. Por exemplo, a artista Jenny Odell, que mora no movimentado Vale do Silício, se rebela contra esse culto à produtividade em seu livro Como não fazer nada. Resistir à economia da atenção. A inação é para ela uma forma de protesto ao capitalismo desbocado que dominou cada rincão de nosso tempo: atividades simples que redundem no bem-estar pessoal e nada mais, como observar os pássaros (um de seus passatempos) e se dedicar a dar longos passeios, podem melhorar nossa vida e até serem consideradas como um ato íntimo de resistência política. “Se a população do século XX se vinculou com o direito ao trabalho, a do século XXI tem que fazê-lo com o direito ao tempo: o direito a viver com dignidade como algo garantido à margem da situação do trabalho”, diz Moruno. Quando, em nosso tempo livre, nos atacar essa insidiosa voz interior para que façamos algo útil, às vezes convém dizer, seguindo o escrevente Bartleby criado por Herman Melville: “Prefiro não fazer”.

*Por Sergio C Fanjul
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*Fonte: elpais-brasil

Gostar da própria solidão é a manifestação mais clara de que chegou aos 40 anos

Gostar da própria solidão é a manifestação mais clara de que chegou aos 40 anos. Não precisa mais sair de casa para ser feliz, não é mais tributário do barulho e da multidão para se ver acompanhado.

Gosta do silêncio e de não fazer nada demais. Gosta do espaço vazio e da liberdade de não ter a agenda cheia.

Passa a filtrar os convites, a peneirar as festas, a abrir a porta para a rua somente quando realmente é indispensável.

Não sofre mais em dizer não. Prefere receber os amigos em casa, em pequenos e semelhantes grupos, a virar a madrugada em baladas com estranhos.

Dispensou o bordel dentro de si. Tem como princípio sexo com qualidade, não mais pela quantidade. Não está mais desesperado para transar toda noite, toda semana. Busca criar um clima para o clímax, acima de tudo. A música de qualidade e a conversa inteligente são preliminares indispensáveis antes de qualquer amasso.

Perdeu também a ganância de enriquecer, o olho de águia do sucesso, opta por ganhar menos e se incomodar menos.

Mudou a sua concepção de prosperidade, paz é prosperidade.

O que fazia quando estava gripado, de permanecer na cama lendo um livro ou emendando episódios de uma série, agora ocupa a maior parte de seus dias sadios. Preocupa-se em aguar as plantinhas, em aprender idiomas, em comprar verduras sem agrotóxico nas feirinhas de bairro.

Nem para tomar vinho acredita que depende de companhia. As quatro décadas revelam a satisfação de um cálice sentado na varanda, sem ninguém para apressar os goles. Finalmente está solto no seu mundo de pensamentos para degustar a safra e descobrir os taninos.

Sei que meus amigos sopraram as quarenta velinhas quando decidem se dedicar a cerveja artesanal. Largam os botecos e a zona de desconforto da boemia pela produção caseira de sua bebida. Ostentam experimentos e guardam as provas para limitados convidados. São cientistas do isolamento, explicando, depois de cumprida a missão, o passo-a-passo de sua incubadora com ostensivo orgulho.

Alguns encontram tempo para maturar queijos, outros se aventuram a assar pães ou pizzas, com sacerdócio de mestre-cucas. Se antes reclamavam da submissão doméstica das mães e avós, que colocavam tortas a esfriar nas janelas, agora não acham nem um pouco inconveniente o hábito de cozinhar, ainda que seja para o seu consumo.

Aliás, é simbólico nesta faixa etária querer produzir a sua própria comida. A cozinha torna-se a parte mais importante da residência, com aquisição de fornos potentes e panelas inquebrantáveis.

O discernimento da meia-idade surge com a renúncia. Entende-se que perder a agitação é ganhar autoconhecimento. A experiência traz a clareza do que é bom e do que é ruim, de que não vale realizar coisa alguma na contrariedade, de que nada mais será feito para agradar o outro.

Gostar-se é o início de uma nova vida. Longeva vida, com a adrenalina da simplicidade.

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Texto de Fabrício Carpinejar

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

Quando não sabemos ou não temos conhecimento sobre um assunto, devemos perguntar a quem sabe, pior seria falar o que não sabe, fingindo que sabe, não acha?

O IGNORANTE NÃO ACEITA QUE NÃO SABE, ELE ACREDITA QUE SABE! ELE TEM RESPOSTAS PRONTAS PARA TUDO, E ELAS SÃO CARREGADAS DE PRÉ-CONCEITOS.

Muitas pessoas evitam de fazer perguntas porque acreditam que o que vão perguntar vai ser recebido pelo outro, que já sabe, como uma besteira, uma banalidade, e que poderá ser julgado de qualquer forma, como ignorante ou burro.

Essa vergonha de perguntar o que não sabe faz muita gente passar uma vergonha ainda maior quando concordam com coisas totalmente fora de propósito apenas porque não sabem nada sobre o assunto e por isso, acabam se deixando manipular, ou quando discordam de algo totalmente fundamentado pela ciência, e tenta impor argumentos fracos e com pouco conteúdo embasado.

PERGUNTAR NÃO AGRIDE E NÃO OFENDE, MAS AFIRMAR BOBAGENS SIM.

Portanto, sempre que não souber algo ou não tiver argumentos suficientes para defender uma tese, não se acanhe, pergunte, essa foi uma das melhores lições que aprendi durante os anos que cursei jornalismo.

Aprender a fazer perguntas e as direcionar às pessoas certas, que realmente podem trazer respostas sábias, é assumir um poder imensurável.

Perceba que eu disse “pessoas certas”, porque não adiantará em nada você perguntar algo sobre psicologia para um oficial do exército, é óbvio que se esse oficial tiver alguma formação na área, ou tiver feito terapia a vida toda, ele terá algo produtivo a te dizer, esse foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que você deve se direcionar as pessoas que possuem experiência na área que você quer conhecer.

Como jornalista, se eu preciso saber quais são as novas descobertas da ciência em relação a mente humana eu procuro um especialista em neurociência, se eu quero saber sobre política, eu procuro um especialista em ciências políticas, e assim por diante. Não adiantará nada eu perguntar para o meu “tio”, “amigo”, “vizinho” o que eles acham do governo atual, porque eles trarão divagações e distorções que são em sua maioria, “achismos”.

O que quero dizer é que devemos perguntar sim, tudo o que não sabemos, mas para as pessoas que possuem condições de nos trazer respostas e não para aquelas que nos colocarão mais dúvidas.

Uma boa pergunta é capaz de dissolver a ignorância. Tem o poder de te tirar da ilusão e te trazer para a realidade dos fatos.

O ignorante não faz perguntas, ele tira as próprias conclusões e acaba se tornando arrogante, pois passa a defender linhas de pensamento um tanto quanto fantasiosas.

Não podemos tirar nossas conclusões sem que antes se esgotem as perguntas. E só poderemos dizer que formamos uma opinião sólida a respeito de qualquer assunto para que possamos falar sobre ele com propriedade e credibilidade, quando as respostas que recebemos forem realmente pautadas na verdade e embasadas em estudos consistentes.

Caso contrário serão apenas distorções da verdade, criadas pelo ego inflado ou pelo ego ferido que quer a todo custo estar certo.

Não seja essa pessoa ignorante que tira conclusões precipitadas, culpa e julga os outros sem ter argumentos comprovatórios, e ainda se sente no direito de ser arrogante com as pessoas que possuem opiniões contrárias.

Perguntar o que não sabe, não é besteira, é sinal de humildade, de interesse, de vontade em aprender, em evoluir, em ser melhor.

Portanto, não se acanhe, pergunte sempre que você tiver alguma dúvida, mas pergunte para as pessoas certas, ok? Não se deixe envenenar ou enganar.

Mas se você não consegue fazer perguntas, se você tem vergonha, o melhor é fazer pesquisas online em sites verificados, e não, nunca, jamais, em sites que sejam tendenciosos para um lado ou para o outro. Outra coisa que o jornalismo me ensinou é que devemos sempre buscar a verdade e que a verdade nunca tem apenas um lados, sempre existem pelo menos dois pontos de vistas para um única questão ou fato. Por isso, precisamos sempre ouvir os dois lados.

Para ouvir os dois lados precisamos desenvolver algo extremamente difícil para o ego, a humildade. Mas como desenvolver a humildade em um mundo tomado pelo egoísmo?

Direi a você:

1 – Aceitando suas limitações – Admita que você não é o melhor em tudo – nem em nada. Não importa o quão talentoso você seja, quase sempre há alguém que pode fazer algo melhor do que você. Isso não é um exercício de comparação, ok? É apenas uma constatação e uma motivação para buscar melhorar todos os dias e para não tentar se sobrepor aos outros.

2 – Admira os seus erros – Uma pessoa humilde nunca culpa os outros, sempre assume as responsabilidades diante dos acontecimentos da sua vida. Ela sabe que não é fácil admitir pra si mesmo, mas também sabe que jogar a culpa no outro vai a impedir se tornar uma pessoa melhor.

3 – Não fique na defensiva – a pessoa que está sempre na defensiva, morre de medo de ser responsabilizado por algo, ou de assumir a sua culpa, ou de ser descoberto, ela quer ser vista como perfeita e está sempre se gabando por aí. Não seja essa pessoa! Se você tiver feito algo, assuma a responsabilidade, só assim você poderá aprender e se tornar melhor, caso contrário, você se tornará a cada dia, um pouco pior.

4 – Não queira o reconhecimento só para si – Ninguém faz nada sozinho, por mais que você tenha feito mais ou tido a ideia, aprenda a reconhecer que você precisa dos outros, e que sem eles não seria possível chegar onde você chegou.

5 – Seja grato pelo que você tem e por tudo o que você aprendeu – A vida é uma caixinha de surpresas e quanto mais somos gratos, mais surpresas boas que nos darão motivos para agradecer se apresentam em nossa vida!

Busque sempre a verdade e lembre-se:

PERGUNTAR NÃO OFENDE, NÃO AGRIDE, E NÃO É MOTIVO DE VERGONHA, MAS AFIRMAR O QUE NÃO SABE SIM, É VERGONHOSO E DEMONSTRA IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA!

Por tanto, pergunte com humildade, e pergunte para quem tem conhecimento para te responder, não para quem vai divagar e discursar embasado apenas nos seus próprios interesses e controlado pelo ego.

Não se contente com um olhar ignorante diante da vida, busque experimentar algumas doses de sabedoria.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e taróloga. Para consultas com o Tarô Espiritual envie um direct para @escritoraiarafonseca.. Foto de Carlos Román Ruíz Basulto no Unsplash
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*Fonte: resilienciamag

A ciência explica como o hábito de reclamar adoece o nosso cérebro

Por que as pessoas se queixam? Certamente que não é apenas para torturar os outros com sua negatividade, como muitos poderiam pensar. Muitas pessoas têm o hábito de reclamar, talvez para exteriorizar suas emoções e pensamentos, talvez para desabafar e se sentir melhor, e até aí, tudo bem, é importante mesmo expressar suas emoções.


Mas a ciência sugere que existem algumas falhas graves nesse raciocínio. Porque ao tornar a queixa uma constante, não apenas expressa uma carga enorme de negatividade que, além de não fazer a pessoa se sentir melhor, também contagia os ouvintes, fazendo com que eles se sintam piores. “As pessoas não peidam em elevadores mais do que precisam. ficar se queixando o tempo todo é semelhante a peidar emocionalmente em uma área fechada. Parece uma boa ideia, mas é muito danoso”, disse o psicólogo Jeffrey Lohr, elucidando a tese de forma memorável.

Dessa forma a ciência afirma que o hábito de reclamar não nos faz bem. Expressar essa negatividade pode fazer com que nos sintamos ainda pior. Desabafar por meio das emoções pode parecer uma boa ideia, porém, geralmente, não é. Tanto para quem se queixa o tempo todo, como para quem ouve.

O filósofo e cientista da computação, o americano Steven Parton também decidiu estudar por que o hábito de reclamar altera negativamente o humor da pessoa, podendo criar um estado permanente de baixo-astral em alguns indivíduos. Segundo ele, o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Portanto, se alguém está habituado a fazer reclamações e ter pensamentos negativos, o órgão buscará fazer isso novamente, já que esse é o caminho mais fácil, pois ele já saberá por onde seguir. A boa notícia é que isso também acontece da forma contrária, com o pensamento positivo e a gratidão. Aqui estão três das maneiras que ele afirma que reclamar prejudica sua saúde:


1 – Queixas consolidam as sinapses da negatividade
Neste instante nosso cérebro está produzindo muitíssimas sinapses. Quando pensamos um neurônio libera uma série de neurotransmissores, por meio dos quais um neurônio se comunica com outro. E, assim, estabelece uma espécie de ponte através da qual passa um sinal elétrico. Desta forma é transmitida a informação no cérebro.

É interessante observar que a cada vez que se produz uma sinapse, esse caminho se completa. Desta forma são criadas verdadeiras autopistas neurais em nosso cérebro. São elas que nos permitem, por exemplo, dirigir de maneira automática ou caminhar sem ter de pensar como movemos os pés.

Estes circuitos não são estáticos. A função prática pode mudar, debilitar-se ou consolidar-se. Obviamente que, quanto mais sólida seja essa conexão, mais rápida chegará a informação e mais eficiente seremos ao realizar essa atividade.

O problema é o seguinte: quando nos queixamos, nossos pensamentos negativos enchem a nossa mente. E estaremos alimentando, precisamente, as redes neurais maléficas. Neste caso, quando alimentamos a negatividade ela traz de volta a depressão. Quanto mais nos queixamos, mais escuro veremos o mundo, porque são exatamente esses caminhos neurais que estamos potencializando em detrimento de outros muito mais positivos e benéficos para a nossa saúde emocional.

Investigadores da Universidade de Yale constataram que nas pessoas submetidas a um grande estresse ou que sofrem depressão, ocorre um desequilíbrio das sinapses que produz a atrofia neural. No cérebro destas pessoas aumenta a produção do fator de transposição chamado GATA1, que diminui de tamanho. As projeções e a complexidade das dendrites são essenciais para transmitir as mensagem entre os neurônios.

2 – Você é o reflexo de quem está a sua volta
As reclamações não somente afetam as conexões neurais da pessoa que se lamenta, como também de quem está ao seu redor. É provável que depois de haver ouvido um amigo se queixar durante várias horas, você se sinta como se ele houvesse drenado a sua energia vital. É provável que nesse momento também tenha tido uma visão um pouco mais pessimista do mundo.

Isto se deve ao fato de que o nosso cérebro está programado para ser empático. Os neurônios espelhos nos fazem experimentar as mesmas sensações que a pessoa transmite. Ou seja, alegria, tristeza ou raiva. Nosso cérebro tenta imaginar o que sente e pensa essa pessoa e, em consequência, o cérebro atua no sentido de modular nosso comportamento.

Nestes casos, a empatia se converte em uma “faca de dois gumes” apontada contra nós mesmos. Quando ouvimos uma pessoa se queixar, o nosso cérebro libera os mesmos neurotransmissores do queixoso. Desta forma, acabamos prisioneiros de suas queixas.

3 – O cérebro é o comando que controla o corpo
As queixas consolidam as sinapses “negativas” do cérebro e estas provocam um grande impacto em nossa saúde. Quando alimentamos a tristeza, o ressentimento, a raiva, o ódio e a ira, todas essas emoções se refletem em nosso corpo. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Aalto idealizou um mapa corporal das emoções, no qual se pode ver como estas emoções se refletem em zonas específicas do corpo,

Também não podemos nos esquecer de que detrás desses sentimentos e emoções negativos se escondem, muitas vezes, o cortisol. Um neurotransmissor que também atua como hormônio e serve para ajudar o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações, contribuir para o funcionamento do sistema imunológico e mantém os níveis de açúcar no sangue, assim como regula a pressão arterial.


No entanto, não devemos esquecer que por trás dos sentimentos negativos e emoções, um sistema imunitário deprimido aumenta a pressão arterial e o risco de desenvolver doenças tal como o câncer e as desordens cardiovasculares. O cortisol também prejudica a memória, aumenta o risco de depressão e ansiedade e, obviamente, diminui a esperança de vida.

Estudo publicado no site Inc. – com tradução livre do Portal Raízes. Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos, e não se esqueça de comentar. Pois isto contribui para que continuemos trazendo conteúdos incríveis para você. Siga o Portal Raízes também no Facebook, Youtube e Instagram.

Pesquisas: Science and Pseudoscience in Clinical Psychology

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*Fonte: portalraizes

Viver é um ato contínuo de amar

O modo de viver virtuoso envolve, necessariamente, dar o melhor de si para se sentir realizado quanto ao seu propósito. Cada ser humano, portanto, se comporta como detentor de qualidades únicas, imbuído de uma natureza eterna que lhe conduz para o caminho da realização. Contanto, para alcançar o seu objetivo fundamental, precisa ver a si como uma consciência coletiva, inserida em um contexto social, ativa quanto aos seus deveres sociais e comunitários.

Neste sentido, move-se em favor de realizar o bem para si, conscientizando-se que, em meio a esse processo, o seu ideal de vida perpassa, necessariamente, pelo do seu semelhante. Aquilo que lhe oferece a genuína felicidade, portanto, não deve ser voltado para um fim meramente egoísta. Convence-se que o seu sonhar só se torna suficientemente forte quando carrega ao lado pessoas dispostas a juntas compartilhar um sonho em comum. O bom viver envolve reconhecer que a felicidade não deve ser buscada longe de si, mas deve seguir o caminho em direção ao interior, mergulhando no âmago do ser com o objetivo de encontrar as respostas em si para uma melhor caminhada.

O ser humano anda com o seu próximo, lado a lado, e a conquista obtida por uma das partes, reflete-se na outra. O ganho que um tem, soma-se com o do seu semelhante. Qualquer iniciativa que isole o ser humano, recolhendo-o na sua concha, impede-o de encontrar o seu verdadeiro significado da vida. Perde de vista que o viver é um ato contínuo de amar. O amor puxa o homem para além de si e o faz percorrer um caminho novo que lhe leva ao encontro do outro. Depara-se, à sua frente, com um universo infindo de possibilidades, o qual se vê tentado a desnudar com o ímpeto de descobri-lo por inteiro. Vasculha cada uma das suas partes, sacode-o de baixo para cima, revira-o para os lados, até o momento que se convence que aquilo que procura está para além daquilo que se vê, mas está situado no espaço intocável do ser, o qual poderá apenas ser sentido. E, para participar do ato, convoca o ser digno da sua atenção para que se expresse. Interrompe as suas iniciativas, diminui o tom da sua voz e cede o seu lugar ao outro, à espera que o responda ao seu próprio ritmo.

E nesse espaço do dito e do não dito, capta a sua essência e permite que se torne aquilo que se é: um ser eterno que imortaliza a sua singular canção da felicidade ao descortinar a vida.

*Por Saulo de Oliveira
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*Fonte: equilibrioemvida

Nossas memórias mais antigas são de quando temos cerca de 2,5 anos

Estudo do Canadá revisou centenas de dados e artigos prévios para entender como nossa percepção sobre as primeiras lembranças mudam com o tempo

Um estudo feito na Universidade Memorial de Terra Nova, no Canadá, concluiu que as memórias mais antigas das pessoas são de quando elas tinham 2 anos e meio de idade, em média. O estudo demorou 21 anos para ser feito e levou também em consideração uma revisão de dados previamente coletados. A descoberta foi publicada na revista científica Memory.

“Acreditamos que as pessoas se recordam muito mais sobre o que ocorreu aos 2 anos de idade do que imaginam”, explica a professora Carol Peterson, especialista em amnésia infantil e líder do estudo.

Segundo ela, essa conclusão se dá por dois motivos. O primeiro é pela facilidade com que as pessoas recordam de suas mais antigas lembranças e como elas conseguem retroceder mais e mais quando perguntadas. O outro fator é que as datas das memórias não raro são gravadas erroneamente. “Por várias vezes, vimos pessoas acharem serem mais velhas do que realmente eram nas suas primeiras lembranças”, explica Peterson, em comunicado.

Efeito telescópio

Desde 1999, o laboratório de Carol Peterson vem conduzindo estudos sobre memória, com um foco particular na capacidade de crianças e adultos recordarem seus primeiros anos. Essa última pesquisa revisou 10 artigos sobre amnésia infantil escritos pela docente e analisou dados coletados nos últimos 21 anos de mais de 992 participantes, dos quais 697 tiveram suas lembranças comparadas com as de seus parentes.

Em algumas das pesquisas revisadas, as evidências para alterar o “relógio da memória” eram convincentes. Por exemplo, um estudo entrevistou as mesmas crianças dois e oito anos depois de sua lembrança mais antiga. Embora seguissem com a recordação, na segunda entrevista elas passaram a acreditar que o fato havia ocorrido em uma idade mais avançada.

“Oito anos depois, muitos acreditavam que eram um ano mais velhos. Assim, conforme as crianças envelhecem, elas continuam avançando a idade que tinham nas suas primeiras memórias”, descreve Peterson.

A esse fenômeno ela deu o nome de “efeito telescópio”. Quanto mais remota é uma lembrança, o efeito telescópio faz com que você a veja como sendo mais recente. Ele pode mover uma memória de um a três anos e meio adiante. Mas isso não ocorre mais a partir dos 4 anos de idade, tanto para adultos quanto para crianças.

*Por Marília Marasciulo
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*Fonte: revistagalileu

Quando a gente fala,”entra por um ouvido e sai pelo outro”, o melhor é deixar pra lá?

Quando o que falamos entra por um ouvido e sai pelo outro o melhor é deixar pra lá?

Pode ser exasperante quando você está tentando se comunicar com alguém, mas você sabe que o que está dizendo é “entrar por um ouvido e sair pelo outro”.

Você pode estar oferecendo conselhos ou instruções sobre como concluir uma tarefa, mas a outra pessoa já se decidiu ou acha que o caminho que ela escolheu é o melhor e não vai considerar nenhum outro ponto de vista.

Quando isso acontecer, você pode jogar as mãos para o alto e ir embora ou ser paciente e fazer um esforço para garantir que ele acabe aceitando sua mensagem.

Há ocasiões em que você quase pode perdoar a obtusidade deliberada ou a audição “seletiva” de seu ouvinte e até consegue deixar pra lá.

Mas não consigo imaginar que haja um pai por aí que não tenha pronunciado as palavras “Tem certeza que quer fazer isso? Você já tentou fazer assim …?” enquanto observam seus filhos ignorarem as consequências negativas cegamente óbvias de um empreendimento malsucedido.

Deixar pra lá é como jogar sujeira debaixo do tapete

Lembro-me de ter 16 anos e de ter descartado com confiança a opinião de meu pai de que havia maneiras menos perigosas de limpar a corrente da minha motocicleta do que segurar um pano embebido em óleo com uma das mãos e soltar a embreagem com a outra.

Houve um intervalo de tempo surpreendentemente pequeno entre minha mão ser arrastada até os dentes da roda dentada e perceber que o velho tinha razão!

No local de trabalho, porém, as razões pelas quais as pessoas não ouvem, ou não querem ouvir, não podem ser explicadas pela confiança perdida dos jovens. Em vez dito isso, pode ser atribuído a coisas como arrogância, orgulho, atitude defensiva ou falta de vontade de admitir erros.

O melhor é deixar pra lá?

O site Mind Tools pediu para seus seguidores responderem como eles lidam com pessoas que não ouvem. E suas respostas revelaram um grupo compreensivo e paciente! Aqui está uma seleção de suas principais dicas:

Kantharaj Kanth, no Facebook, deu o tom para muitas de suas respostas quando disse: “Você precisa fazer perguntas abertas, ou perguntar o ponto de vista dos outros, para que ele / ela fique mais atento para ficar ligado no presente”.

Assumir a responsabilidade pela situação e tentar entender a falta de engajamento da outra pessoa é um ponto de vista popular entre os seguidores do MindTools no Twitter.

@yorkshireot sugeriu: “Procure primeiro entender, depois seja compreendido”. Foi uma visão compartilhada por @richardwnewton, que escreveu: “1. Conheça a pessoa e entenda o porquê 2. Explique de maneira diferente 3. Compreenda / explique de sua perspectiva.”

@somajurgensen aconselhou: “Ouça-os primeiro.

#covey [autor @StephenRCovey ] diz ‘Procure primeiro entender.’ #liderança.”

@Lucid8LgSkills disse: “Reconsidere sua própria comunicação. Ouça-os ativamente (para variar?).”

Na mesma linha, ouvimos de @HugoHeij: “Pare de dizer coisas a eles e comece a fazer perguntas. Escute-os.”

@Tirunelvelikara: “Entenda as necessidades emocionais e faça com que ele ouça com as explicações apropriadas.
Embora pareça fácil, é praticamente difícil.”

@ElizabethLStein : “Valorize onde ele ou ela está. Conecte e nunca force – isso se desenvolve através da criação de relacionamentos significativos – confiança.”

Vários de vocês sugeriram tentar um canal diferente de comunicação, pois as pessoas têm diferentes formas preferenciais de aprender ou compreender.

@igarcerant disse: “Duas dicas: comunique-se por escrito e [envolva outras pessoas] para trazer um pouco de objetividade”.

@AshfieldDisplay recomendou, “Use uma forma visual de transmitir sua mensagem.”

As dicas de @Rufusmay eram. “A) fazer algo inesperado b) escrever para eles c) pedir uma reunião com os amigos presentes ou d) ouvir atentamente e não interrompê-los.”

@PennyGundry disse: “Permita o silêncio, mantenha o ‘espaço’, seja um ator, não um reator”.

Espero que vocês achem as dicas uns dos outros informativas e esclarecedoras. Espero que haja ideias suficientes para inspirar @ChloeWooles, que disse: “Mal posso esperar para ver as sugestões sobre este tópico! É algo com que lido muito.”

Acho que a última palavra vai para @Chitailova, embora eu não tenha certeza de como levar a sério a sua sugestão “Fique bêbado com eles! Bom vinho costuma ser um bom negócio!”. Certamente abre o diálogo, mas talvez, o outro fique ainda mais eloquente e não pare para te ouvir, pensou nisso?

O Seu Amigo Guru se pauta na Comunicação Não Violenta para atribuir narrativas a partir da compreensão profunda das necessidades dos outros e das nossas, observando e não interpretando os fatos com bases em julgamento de valor.

APRENDER A FAZER UM PEDIDO E NÃO UMA EXIGÊNCIA AJUDA MUITO NA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA E TRAZ MELHORES RESULTADOS.

Entender que você não é o dono da verdade e que as suas necessidades não são as mesmas do outro antes de tecer uma opinião te ajudará a fazer com que as suas opiniões sejam acatadas com credibilidade. Visto que você não estará interessado em provar que está certo, mas sim, em contribuir com o bem-estar de todos.

Quando decidimos deixar pra lá é porque não queremos ouvir o que o outro sente de verdade. Aprender a ouvir e refletir sobre o que foi dito, sem reagir com interpretações do ego é o caminho para que a nossa comunicação faça sentido para o outro, é a tal da empatia sendo colocada em prática com compaixão e senso de misericórdia.

Quando ouvimos com atenção, temos acesso às ferramentas e podemos validar o que para nós faz sentido, nos questionar continuamente se o que o outro diz condiz com os nossos próprios valores é importante, nos faz rever nossos comportamentos e nos leva a aprender a fazer escolhas melhores.

Quando o que falamos “entra por um ouvido sai pelo o outro”, devemos rever como estamos falando e para quê estamos falando.

Insistir no mesmo comportamento é desgastar a relação, mas deixar pra lá é acatar a nossa própria arrogância de nos achar melhor do que o outro, é achar que sabemos o que é melhor para ele, só que nem sempre o melhor para nós é o melhor para o outro. Talvez por isso religiosos e espiritualistas concordem que só quem sabe o melhor é Deus.

REVER A SUA POSTURA DIANTE DO OUTRO É FUNDAMENTAL PARA QUE VOCÊ COMECE A TER ALGUM SUCESSO, ENQUANTO VOCÊ O CULPAR E O JULGAR, VOCÊ APENAS FARÁ COM QUE ELE NÃO QUEIRA TE OUVIR NUNCA MAIS. OUÇA MAIS, FALE MENOS!

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*Fonte: seuamigoguru

Aquele que culpa os outros por tudo, nunca se responsabiliza por nada!

Aquele que culpa os outros por tudo, nunca se responsabiliza por nada!

“A responsabilidade e a culpa por tudo o que acontece comigo são sempre dos outros.”

“Os outros são responsáveis ​​pelos meus infortúnios. Não tenho nada a ver com isso”.

Essas frases são familiares para você?

Você se reconhece nelas ou reconhece alguém em seu ambiente que pensa assim?

Quando não se pode supor que quem dirige sua vida, quem escolhe, quem age é você mesmo … dificilmente você terá a iniciativa de assumir o controle de seu destino. Nestes casos, há sempre um culpado para todos os seus infortúnios: claro, sempre alguém de fora.

A culpa é da minha parceira, da minha mãe, da minha cunhada, daquela pessoa que conheci … A gama de culpados é ampla. Tão ampla quanto quisermos.


A CEGUEIRA MAIS LIMITANTE É A DE NÃO CONSEGUIR ASSUMIR AQUELA PARTE QUE NOS PERTENCE, QUE FELIZMENTE, NOS PERTENCE E, QUE NÃO PERTENCE AOS OUTROS NEM AO ACASO.

É a negação mais absoluta e a convicção teimosa de que a culpa pelo mal que me acontece é sempre do outro.

Quem projeta sua parte de responsabilidade para não assumi-la?

Usando engenhosidade, existem verdadeiros artistas que procuram amenizar à realidade para justificar o que dizem a si próprios: que a responsabilidade pelo que lhes aconteceu não é deles.

Eles não têm problemas ou escrúpulos em cair na auto ilusão, em parte, porque estão tão acostumados a isso que passam pelo processo um tanto inconscientemente. No entanto, o autoengano ainda é uma limitação importante que confunde a realidade e a torna cada vez menos clara. Mais caótica, mais hostil.

Perdemos o norte quando colocamos nossa responsabilidade sobre os outros. Quando agimos por capricho. Quando ficamos frustrados porque o outro não consegue responder como gostaríamos às nossas demandas.

O outro não pode ou não quer. E essa não é a nossa guerra. O outro é livre para agir como quiser. Somos os únicos que devemos agir em conformidade.

Essas pessoas passam muito tempo reclamando.

A reclamação é sua bandeira. Nunca é suficiente. Eles podem reclamar até dos menores detalhes.

EXISTE, NESSAS PESSOAS, UMA INCAPACIDADE ABSOLUTA DE DIGERIR A FRUSTRAÇÃO. ELAS SE TORNAM VERDADEIROS TIRANOS DE SEU REINO. O PIOR DE TUDO É QUE O DANO COMEÇA A AFETAR A ELES MESMOS E SE ESTENDE PARA AS PESSOAS QUE OS AMAM.

Os outros nem sempre vão atender às minhas necessidades

Isso tem muito a ver com não se conhecer, com não ter se aprofundado em si mesmo e com sentir as próprias sombras como estranhas.

Conhecer-se e aceitar que você está de forma concreta, agora, neste momento, é o primeiro passo para poder mudar. Se não conhecer suas necessidades, seus impulsos e de onde vêm suas ações, será difícil buscar e encontrar uma solução.

Se você as ignorar, as pessoas o chutarão como uma criança, chamarão sua atenção, procurarão estar presentes a todo custo.

Todos ou quase todos os meios de comunicação contribuem nesta guerra. O outro tem que vê-lo como é. E quando o outro não lhe dá o que precisa, você fica furioso. Você deseja a ele todo o dano possível e o culpa por sua frustração; Se ele não puder ou não quiser dar a você o que você quer, você vai culpá-lo para que ele não o desaponte novamente.

Essa frustração surge quando alguém não abandona tudo e se esforça para satisfazer suas necessidades. Por outro lado, em alguns casos, as pessoas ao seu redor podem tentar te ajudar tão cedo que, você nem percebe a necessidade de pedir ajuda e nem reconhece que ela foi fornecida. Além disso, quando isso acontece, não é estranho que tenha a sensação de que nada têm a agradecer, pois era obrigação do outro atender às suas demandas.

Recupere as flechas que você atirar e ganhará em maturidade

Pessoas que culpam os outros não percebem o outro como um ser separado deles. Elas percebem o outro como um escravo que deve satisfazer suas necessidades de tirania.

“Eu ordeno e você obedece às minhas ordens”. E se você não obedecer, cuidarei de fazer você se sentir culpado e responsável pelo meu infortúnio. Esta é a sua linha de pensamento.

“Eu faço o meu e você faz o seu. Não estou neste mundo para cumprir suas expectativas e você não está neste mundo para cumprir as minhas. Você é você e eu sou eu e se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há mais nada a fazer” -Fritz Perls-

No momento em que você se preocupara em recuperar todas as flechas que você disparou na direção dos outros e trouxer para você a responsabilidade por tudo o que acontece em sua vida, você poderá adquirir mais consciência das situações e remediar aquela cegueira incapacitante que você fez ser sua bandeira.

Seu ponto de partida em toda comunicação com o exterior e sobre o qual construíram seus esquemas mentais precisa se pautar na autorresponsabilidade.

Estamos falando de um hábito difícil de romper, amadurecido com o tempo, mas que pode ser superado se a pessoa receber a ajuda adequada.

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*Fonte: resilienciamag

Você não vê a realidade objetiva de forma objetiva: a neurociência alcança a filosofia

Alguns pensadores propõem que é impossível para nós interagirmos diretamente com a realidade objetiva. Estudos sugerem que nossos cérebros distorcem os dados sensoriais assim que os coletamos. No final, talvez seja melhor lembrar que você não tem informações perfeitas.

*ative as legendas

Tudo o que vemos é apenas um sonho dentro de um sonho?

Grandes pensadores há muito se perguntam se a realidade objetiva realmente existe e, em caso afirmativo, se nossos sentidos físicos podem interpretá-la com precisão. Pode ser que nossos sentidos consigam capturar apenas uma pequena e distorcida lasca do mundo como ele realmente é. Como o problema continua a ser debatido na ciência e filosofia modernas, os avanços da neurociência estão oferecendo novos insights sobre o assunto.

A realidade é uma ilusão?
Você morde uma maçã e percebe um gosto agradavelmente doce. Essa percepção faz sentido do ponto de vista evolucionário: frutas açucaradas são densas em energia, então evoluímos para apreciar o sabor das frutas em geral. Mas o sabor de uma maçã não é uma propriedade da realidade externa. Ele existe apenas em nossos cérebros como uma percepção subjetiva.

O cientista cognitivo Donald Hoffman disse ao Big Think:

“Cores, odores, sabores e assim por diante não são reais nesse sentido de realidade objetiva. Eles são reais em um sentido diferente. São experiências reais. Sua dor de cabeça é uma experiência real, embora não pudesse existir sem que você percebesse. Portanto, existe de uma maneira diferente da realidade objetiva de que falam os físicos. ”

O professor de neurociência Beau Lotto explicou à Big Think que o mundo que você vê não é necessariamente o mundo que é, porque evoluímos para ver o mundo de uma forma que é mais útil do que precisa:

“Existe realidade externa? Claro que existe uma realidade externa. O mundo existe. Só que não o vemos como é. Nunca podemos ver como é. Na verdade, é até útil não ver como é. E a razão é porque não temos acesso direto a esse mundo físico a não ser por meio de nossos sentidos. E porque nossos sentidos combinam vários aspectos desse mundo, nunca podemos saber se nossas percepções são de alguma forma precisas. Não é tanto: nós vemos o mundo da maneira que ele realmente é, mas nós realmente o vemos com precisão? E a resposta é não, nós não … Portanto, neste nível mais básico, não representamos nem mesmo as informações que obtemos de forma precisa. E a razão é porque foi útil ver as coisas desta forma. Então, o que você está vendo [é] a utilidade dos dados, não os dados. ”

Essa tendência de nossa mente distorcer os dados sensoriais de maneiras úteis pode ser vista em vários casos. Um deles é o conhecido Efeito Thatcher , em que a imagem de um rosto (originalmente da ex-primeira-ministra britânica Margret Thatcher) é virada de cabeça para baixo e apresenta algumas características, como olhos e boca, também invertidas. Embora as características alteradas sejam claras para nós quando o rosto é feito de cima para baixo novamente, muitas vezes é impossível dizer quando o rosto está de cabeça para baixo.

As razões para isso ainda são objeto de investigação, mas parecem estar relacionadas a como nossos cérebros lidam com informações relacionadas ao reconhecimento facial – isto é, eles são ajustados para processar informações para rostos que estão do lado direito e não para nada outro.

Alguns pensadores usam essa ideia – que nossos cérebros distorcem as informações sensoriais assim que as obtemos e as colocamos em uso – para questionar o quão real é nossa visão da realidade. O cientista cognitivo Donald Hoffman chegou ao ponto de sugerir que a consciência é a realidade primária e que o mundo físico é secundário a ela.

Uma defesa (tímida) da objetividade
Muitos filósofos acreditam que a realidade objetiva existe, se “objetivo” significa “existindo como é independentemente de qualquer percepção dela.” No entanto, as idéias sobre o que essa realidade realmente é e com quanto dela podemos interagir variam dramaticamente .

Aristóteles argumentou, em contraste com seu professor Platão , que o mundo com o qual interagimos é tão real quanto possível e que podemos ter conhecimento dele, mas ele pensou que o conhecimento que poderíamos ter sobre ele não era totalmente perfeito. O Bispo Berkeley pensava que tudo existia como idéias nas mentes – ele argumentou contra a noção de matéria física – mas que havia uma realidade objetiva, uma vez que tudo também existia na mente de Deus. Immanuel Kant, um filósofo iluminista particularmente influente, argumentou que, embora “a coisa em si” – um objeto que existe independentemente de ser subjetivamente observado – seja real e existe, você não pode saber nada sobre ela diretamente.

Hoje, vários realistas metafísicos afirmam que a realidade externa existe, mas também sugerem que nossa compreensão dela é uma aproximação que podemos melhorar. Existem também realistas diretos que argumentam que podemos interagir com o mundo como ele é, diretamente. Eles sustentam que muitas das coisas que vemos quando interagimos com objetos podem ser conhecidas objetivamente, embora algumas coisas, como a cor, sejam traços subjetivos.

Embora se possa admitir que nosso conhecimento do mundo não é perfeito e pelo menos às vezes é subjetivo, isso não significa que o mundo físico não existe. O problema é como podemos saber qualquer coisa que não seja subjetiva, se admitirmos que nossa informação sensorial não é perfeita.

A ciência vai parar com essa briga, certo?
Acontece que essa é uma grande questão.

A ciência aponta para uma realidade que existe independentemente de como qualquer observador subjetivo interage com ela e nos mostra o quanto nossos pontos de vista podem atrapalhar a compreensão do mundo como ele é. A questão de como a ciência objetiva é em primeiro lugar também é um problema – e se tudo o que obtivermos for uma lista muito refinada de como as coisas funcionam dentro de nossa visão subjetiva do mundo?

Experimentos físicos como o teste Wigner’s Friend mostram que nossa compreensão da realidade objetiva se quebra sempre que a mecânica quântica se envolve, mesmo quando é possível fazer um teste. Por outro lado, muita ciência parece sugerir que existe uma realidade objetiva sobre a qual o método científico é muito bom em capturar informações.

O biólogo evolucionário e autor Richard Dawkins argumenta:

“A crença da ciência na verdade objetiva funciona. A tecnologia de engenharia baseada na ciência da verdade objetiva alcança resultados. Consegue construir aviões que decolam. Consegue enviar pessoas à lua e explorar Marte com veículos robóticos em cometas. A ciência funciona, a ciência produz antibióticos, vacinas que funcionam. Portanto, qualquer pessoa que escolher dizer: ‘Oh, não existe verdade objetiva. É tudo subjetivo, é tudo construído socialmente. ‘ Diga isso a um médico, diga isso a um cientista espacial, manifestamente a ciência funciona, e a visão de que não existe verdade objetiva, não. ”

Embora isso tenda um pouco a ser um argumento das consequências, ele tem um ponto: grandes sistemas complexos que supõem a existência de uma realidade objetiva funcionam muito bem. Qualquer tentativa de jogar fora a ideia de realidade objetiva ainda precisa explicar por que essas coisas funcionam.

Um caminho intermediário pode ser ver a ciência como a coleção sistemática de informações subjetivas de uma forma que permita um acordo intersubjetivo entre as pessoas. Com esse entendimento, mesmo que não possamos ver o mundo como ele é, poderíamos obter um acordo intersubjetivo universal ou quase universal sobre algo como a velocidade com que a luz viaja no vácuo. Isso pode ser o melhor que pode acontecer ou pode ser uma forma de restringir o que podemos saber objetivamente. Ou talvez seja algo totalmente diferente.

A verdade objetiva sobre objetividade
Embora a realidade objetiva provavelmente exista, nossos sentidos podem não ser capazes de acessá-la bem. Somos seres limitados com pontos de vista e cérebros limitados que começam a processar dados sensoriais no momento em que os adquirimos. Devemos sempre estar cientes de nossa perspectiva, como isso afeta os dados aos quais temos acesso e que outras perspectivas podem ter um pouco de verdade.

O filósofo Daniel Schmachtenberger disse ao Big Think:

“Não existe uma perspectiva abrangente que me dê todas as informações sobre quase todas as situações. O que isso significa é que a própria realidade é transperspectiva. Não pode ser capturado em nenhuma perspectiva. Portanto, várias perspectivas devem ser tomadas. Tudo isso terá alguma parte da realidade, algum sinal. ”

É justo, mas você pode ter que se preocupar se está realmente obtendo as informações corretas sobre essas perspectivas.

*Por Scotty Hendricks / Big Think
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Segredo de uma vida rica pode estar escondido nas coisas ‘inúteis’

Todos nós temos passatempos que às vezes consideramos caprichos aos quais podemos renunciar. Mas essas ‘inutilidades’ podem levar ao desenvolvimento pessoal

Foi em Stanford, em 2005. Steve Jobs pronunciou um discurso que uma década depois é considerado um clássico do desenvolvimento pessoal. Um pequeno manual de filosofia prática no qual, em apenas 15 minutos, fala do amor, dos sonhos, da perda, da morte ou da importância de manter o inconformismo. O discurso começa enfatizando a importância de ligar os pontos, a importância do tesouro oculto que existe em todas aquelas coisas que aparentemente não servem para nada. Jobs nos confessa como essas coisas insignificantes transformaram sua vida e, em certa medida, a da informática. Quando deixou a universidade, decidiu frequentar um curso de caligrafia. Não tinha nenhuma razão para isso; simplesmente gostava da ideia, achava-a interessante e sutilmente bela, explicou. Na época, não pensou que a decisão fosse ter a menor incidência em sua vida. Mas anos mais tarde, quando desenhou o primeiro computador, tudo o que tinha aprendido permitiu que revolucionasse o aspecto dos aparelhos. Como ele mesmo afirmou: “Se nunca tivesse largado aquele curso na universidade, o Mac jamais teria tido múltiplas tipografias nem caracteres com espaçamento proporcional”.


Faça as pequenas coisas com muito amor

Madre Teresa de Calcuta

Acabamos de narrar uma experiência particular de ligar os pontos. Mas não é a única; cada um pode encontrar a sua. Há exemplos ilustres. De Mick Jagger e seus estudos de finanças, que ajudaram os Rolling Stones a se consolidar e a rentabilizar a carreira mais bem-sucedida da história do rock, até as artes marciais que servem para Zlatan Ibrahimovic marcar gols impossíveis usando técnicas de caratê. Mas também podemos encontrar casos anônimos de transformação, seja o de uma pessoa que combina a paixão por contos infantis com o marketing e se torna um especialista da narrativa, ou quem usa tudo o que aprendeu nas aulas de dança de salão para negociar com seus fornecedores. Dá no mesmo quais forem: cada um tem seus pontos. O importante é combinar e ligá-los no nosso dia a dia para ter uma vida mais rica, mágica e surpreendente.

Princípios que ajudam a ligar os pontos
Por distantes que pareçam dois pontos, eles podem ser ligados. O realmente importante é ter vários deles. Quantos mais os possuamos, mais possibilidades de ligação haverá. E quem pensa que não tem interesses especiais na vida pode começar por estes três princípios:

– Reconectar-se com antigos interesses. Se formos sinceros conosco mesmos, encontraremos ao nosso interior motivações que fomos abandonando com o passar dos dias. As rotinas e a espiral das obrigações diárias fazem com que deixemos de lado esses passatempos que aparentemente não servem para nada. Talvez seja tocar violão, pintar ou montar miniaturas de aviões. É importante estabelecer novas conexões com afetos que, como os primeiros amores, provocam uma sensação especial quando recordamos deles. Voltemos a eles e, certamente, aconteça o que for, nos produzirão uma experiência enriquecedora.

– Ter curiosidade pelos interesses dos outros é uma boa maneira de incorporar novos pontos em nossas vidas; interesses que talvez não tivéssemos descoberto por nós mesmos. Além disso, quando nos mantemos abertos aos hobbies alheios e escutamos com atenção as pessoas que nos rodeiam, nossas relações melhoram e acontece o milagre do enriquecimento mútuo.

– Fazer sem pensar. Uma vez que restabelecemos as conexões com nossos afetos e adotamos uma atitude de interesse em relação às pessoas que nos rodeiam, chega o momento mais complicado: agir. Devemos fazê-lo sem pensar muito se tal coisa servirá para isto ou para aquilo. Sem pensar se estamos ou não perdendo tempo. Porque se pensarmos muito nisso, não o faremos. E se não o fizermos, certamente estaremos perdendo algo.

Devemos trabalhar nossos afetos com paixão, amor e interesse enquanto durar o que estivermos fazendo. Voltemos uma vez mais ao discurso de Steve Jobs. “Não se pode ligar os pontos para adiante, só se pode fazê-lo para trás. Assim, você tem de acreditar que eles se ligarão alguma vez no futuro. É preciso acreditar em algo: no seu instinto, no destino, na vida, no carma, no que for”, afirmou então.

Lazer em 3Ds
O tempo é o principal inconveniente com o qual nos deparamos para preencher nossa vida de pontos para ligar. Todos nós temos essa frustrante sensação de que as horas nos escapam, os dias se diluem e, quando queremos nos dar conta, várias semanas passaram sem termos feito o que nos tínhamos proposto. Apesar de vivermos, supostamente, imersos na cultura do lazer. E exatamente aí está a chave. Cada vez são mais numerosas as vozes que nos alertam que os lazeres não são iguais e que nem todos têm os mesmos benefícios. Podemos diferenciar dois grandes grupos:

Lazer passivo. É o tipo de entretenimento do qual recebemos os estímulos, mas não interagimos de forma ativa com ele. O mais claro exemplo é a televisão, embora hoje em dia isso possa ser comparado com assistir vídeos no YouTube, observar as vidas alheias no Facebook ou consumir manchetes de poucos caracteres no Twitter, como se comêssemos um pacote de batatas fritas. O lazer passivo nos deixa, como esse pacote de batatas, eternamente insatisfeitos e com a sensação de termos perdido tempo. Esse tipo de entretenimento é uma espécie de desaguadouro pelo qual o tempo nos escapa. Segundo diversos estudos, o tempo que dedicamos ao lazer passivo não para de aumentar ao nosso redor. É um tipo de passatempo que não somente nos distancia de preencher nossa vida de pontos interessantes, mas que se tornou a principal causa do sedentarismo, uma das grandes epidemias que pairam sobre a nossa sociedade.

O sábio uso do lazer é um produto da civilização e da educação
Bertrand Russell

Lazer ativo. Quando praticamos esse tipo de entretenimento, nos tornamos receptores e emissores de estímulos positivos. Fazemos parte da própria ação. Antes falávamos de tocar violão, pintar ou montar miniaturas. Mas esses pontos podem incluir também estudar algo que sempre nos interessou ou caminhar pela montanha. Definitivamente, tudo aquilo que implique em nos manter vivos e conectados conosco mesmos.

Esse tipo de lazer existe em três dimensões e permite, por seu lado, que avancemos em nosso desenvolvimento pessoal:

– Descanso. Porque é praticado no nosso tempo livre e nos permite desconectar das obrigações da rotina.

– Diversão. Como é uma atividade escolhida, nos entretém, nos interessa e nos dá prazer. Se não for assim, é que não estamos fazendo bem alguma coisa ou não é a atividade da qual necessitamos.

– Desenvolvimento. O lazer ativo, além disso, permite que progridamos como pessoas, assim como cultivar outro tipo de relações sociais. Estas, por sua vez, enriquecerão e nos produzirão essa sensação de descanso que provoca o fato de desconectar da rotina.

O círculo virtuoso dos 3Ds do lazer ativo nos permitirá encher a nossa vida de pontos. Se conseguirmos minimizar os momentos de descanso passivo, descobriremos que contamos com mais tempo para encher nossa vida de coisas interessantes, renunciando às inércias do entretenimento imóvel. Vamos imaginar que somos uma horta. Temos de nos cultivar, nos cuidar e nos mimar. Além disso, devemos procurar não ser uma plantação somente de tomates, mas de muitas e muito variadas hortaliças. Dessa maneira, nossos pratos serão mais saborosos, mais variados, mais interessantes e terão mais matizes. E tudo começa com uma pequena semente, com esses pontos que devemos ligar em nossa vida. O mágico é que podemos começar a cultivar a partir de agora mesmo.

PARA SABER MAIS
Canção
Aquellas pequenas coisas
Joan Manuel Serrat

Livros
Steve Jobs: A Biografia
Walter Isaacson (Companhia das Letras)
Uma das figuras mais geniais e inspiradoras dos últimos tempos.
Amor em minúscula
Francesc Miralles (Editoria Record)
Um canto aos pequenos afetos e detalhes que tornam grande a nossa vida.

*Por Gabriel Garcia de Oro
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*Fonte: brasil-elpais

Sua vida vai mudar se passar um mês inteiro sem reclamar

Queixa vem do latim, de quassiare, de quassare, que significa golpear violentamente, quebrantar, e expressa uma dor, uma pena, o ressentimento, a inquietação… Um amplo espectro de sensações, mas com um nexo comum: seu caráter negativo. E esse leva ao ódio e, como é bastante sabido, o ódio leva ao lado escuro. Com isso em mente, os amigos Thierry Blancpain e Pieter Pelgrims decidiram estabelecer em fevereiro o projeto Complaint Restraint February. Um mês de 28 dias em que não poderiam reclamar por besteiras.

Os benefícios dessa atitude têm duas caras. Por um lado, aumenta a sensação de felicidade. Por outro, as pessoas se dão conta de que certos conhecidos são muito negativos e te fazem mais infeliz

“Pieter e eu somos amigos há 10 anos, e temos trabalhado juntos em muitos projetos e, no inverno de 2010, tivemos a ideia de deixar de nos queixar por um mês”, conta Blancpain, por e-mail. Esse suíço criador de tipografias não sabe de quem foi a sugestão, mas diz que um dos dois estava dando aborrecimento e o outro pediu que se calasse durante um mês. “Como depois nos sentimos mais felizes, decidimos repetir no ano seguinte”. Em 2014, perguntaram a alguns amigos se queriam se juntar e, depois de verem que também sentiam os efeitos, em 2015 abriram ao público com um site para que divulgassem o experimento. Esperavam ter 50 inscrições. No fim, foram 1.750.

Depois de esclarecer que reclamar não é ruim por si só, Blancpain explica que sua ideia é deixar de reclamar por coisas pequenas que, na verdade, não importam. “A chuva, o bebê que chora no restaurante, o chefe que te faz ficar uma hora a mais no escritório, o ônibus que você perdeu na hora de ir trabalhar”. Acontecimentos que “vistos com perspectiva não têm importância, e que reclamar é uma perda de tempo e de energia”. “Se temos comida, casa, família, amigos… não deveríamos ser felizes?”.

Ainda que reclamar em si não seja ruim, a ideia é não reclamar pelas pequenas coisas. “Se temos comida, casa, família, amigos… não deveríamos ser felizes?”

Segundo Blancpain, os benefícios dessa atitude têm duas caras. Por um lado, aumenta “a sensação de felicidade” e diminui a de “estar esgotado”. Por outro, adquirimos “conhecimentos sobre a forma como nos comunicamos e como se comunicam as pessoas do nosso entorno”. Durante esse mês, afirma que se dá conta de que certos conhecidos são muito negativos e o fazem mais infeliz. “Pode soar duro, mas acho que não é razoável passar tempo com uma pessoa com a qual nos sentimos pior depois”.

Sem serem especialistas em psicologia, Blancpain e Pelgrims têm o conhecimento resultante de anos de prática. Um truque é transformar reclamações em sugestões positivas. “Se alguém vem e me conta alguma pequena coisa negativa sobre seu trabalho, pergunto se não acha que seu chefe horrível é sinal de que deve procurar um novo emprego”. Quando você está mal e não pode estar na rua, sugere ir “ver um filme”. Alguns vão um pouco mais longe e levam um elástico ao redor do punho com o qual causam dor cada vez que se queixam alto, para se condicionar. “No mínimo ajuda, mas o importante não é deixar completamente [isso Blancpain considera impossível], e sim se dar contar e redirecionar essa energia” para aspectos positivos.

Os criadores da iniciativa têm o conhecimento de anos de prática. Um truque é transformar as reclamações em sugestões positivas

Esse foi o primeiro ano que abriram ao grande público. Estimam que foi um êxito. Alguns enviaram e-mails assegurando que tinham tornado suas vidas melhores, outros comentaram que viram um efeito negativo em suas vidas ao se dar conta de que tinham pessoas muito negativas em seu entorno. O sucesso os pegou de surpresa, de forma que na próxima edição pensam em preparar materiais, artigos, experiências… para ajudar a quem quiser se unir.

Escolheram fevereiro por ser o mês mais curto do ano, e seria mais fácil de conseguir, mas parar de reclamar não está limitado a esse período. “Pode deixar de reclamar agora mesmo, esteja onde estiver, e ter um melhor março, abril ou junho”. Só lembre que, se algo “realmente ruim” acontecer em sua vida, melhor “contar a seus amigos”. Supõe-se que tem que se sentir feliz, não miseravelmente sozinho.

*Por Carlos Carbaña
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*Fonte: brasil-elpais

24 sinais de que você é um vencedor (embora ainda não saiba)

Mesmo em épocas de alegre chegada do tempo bom, paradoxalmente vivemos dias de crise nos quais lamentamos nossa situação. Seja isso uma astenia primaveril ou desânimo, nessas situações nos tornamos chorões e tendemos a filosofar sobre nossa vida, não precisamente em tom jovial. Os especialistas em psicologia positiva observam como muitas vezes nos queixamos por vício e sem que exista um motivo verdadeiro.

Em algumas ocasiões também protestamos até quando as coisas estão indo bem. “Embora o sucesso seja medido por cada um de nós, o importante é o prazer que sentimos em cada momento, saber identificar e expressar os próprios talentos, sentir qual é o propósito de nossa vida e dispor de relações construtivas com as quais compartilhá-la”, explicam com base nessa orientação.

Como disse Napoleão Bonaparte, “o sucesso não está em vencer, mas em não desanimar nunca”. O governante francês punha ênfase na persistência e em manter o esforço, apesar das dificuldades. É a mesma opinião de Dafne Cataluña, psicóloga e coach do Instituto Europeu de Psicologia Positiva, que esclarece que não existe uma definição universal do sucesso, mas isso depende do que nos rodeia: “da cultura, do entorno e da própria forma de ser”. Especificamente, o triunfo é definido por cada um de nós, levando em conta aspirações, metas, sonhos e valores. “Algumas pessoas têm como objetivo a glória de se sentir plenas com sua vida, outras em conseguir ser pai, algumas em encontrar uma profissão que as preencha e muitas outras em ter amigos ou companheiros com os quais se sintam com a liberdade de serem elas mesmas”, observa a especialista.

A felicidade também tem uma definição subjetiva, mas existem alguns indicadores de que as coisas vão bem, até mesmo melhor do que poderíamos pensar. A coach e escritora norte-americana Shannon Kaiser, especialista em conseguir a conexão de seus clientes com o próprio “eu” para que possam viver seu verdadeiro objetivo vital, descreve, entre os sinais de sucesso, alguns dos estados cotidianos de nossa realidade nos quais nem sequer reparamos, mas que se relacionam com aquilo que, segundo a psicologia positiva, facilita a sensação de plenitude.

Sucesso e felicidade… material?
Madonna não parece ser a única material girl. Na realidade, todos tendemos a medir o quanto estamos bem em função de nosso poder aquisitivo, sendo esse um fenômeno global próprio da sociedade de consumo: vivemos para consumir e ansiamos pela acumulação material, por ser a que nos dá o status e a segurança. Mas não somos mais felizes do que nossos antepassados que viveram uma carestia real. Por que isso acontece? A psicologia explica isso pelo princípio da habituação, que aplicado a este caso significa o seguinte: “Por mais que eu goste de algo, quanto mais eu o tiver, menos me impressiona”. Ou, o que dá no mesmo: nós nos acostumamos a tê-lo, então, com o tempo, nos parece normal, por isso deixamos de apreciá-lo como no começo. Pode ser que isso aconteça pelo fato de a novidade nos causar excitação e sempre procurarmos conseguir o que não temos.

SOBRE A EXIGÊNCIA PRÓPRIA E ALHEIA

1. Deixou de culpar-se por essa viagem frustrada há semanas. Haverá mais opções…

2. Cada vez controla melhor sua ira e faz menos dramas

3. Deixar de ser mileurista (com renda mensal por volta de mil euros, o equivalente a 3 mil reais) seria bom, mas não é sua prioridade

4. Aceita os defeitos de seus pais com naturalidade

5. Quando se deparou com sua ex há meses e a encontrou feliz, se alegrou (e não foi encenação)

Com essas atitudes conseguiu relaxar o nível de exigência, permitindo que a magia triunfe no que se refere a não se sentir culpado por não conseguir certos objetivos, além de liberar de culpa os demais.

SOBRE O AMOR PRÓPRIO

6. Você não está gordinho: é só um amante dos prazeres da vida, alguém que adora comer

7. Vista-se como quiser, sem se importar com o que digam

8. Festejou a última promoção de seu colega de trabalho

9. Quando elogiam a sua inteligência, não enrubesce. Sim, é verdade!

Quando a necessidade de aprovação diminui, a insegurança se transforma em autoestima e a pessoa fica satisfeita com o que é, independentemente das conquistas e da opinião dos demais.

SOBRE O ENTORNO

10. Pediu ajuda naquela vez em que precisou

11. É capaz de se colocar no lugar do outro

12. Quando chega o domingo, tem a quem telefonar para tomar um café

Comunicar as necessidades pessoais com empatia incrementa as possibilidades de criar e manter relações satisfatórias. Perder o medo de pedir ajuda favorece as relações satisfatórias. Tan Bem Shahar, professor da Universidade Harvard, descreve os “perfeccionistas” como pessoas que não têm finalidade, já que sempre se propõem metas cada vez mais altas e objetivos mais difíceis. Em seu livro Seja Mais Feliz, Shahar observa como, no entanto, “quando conseguem suas metas não sentem a satisfação nem a felicidade que esperavam, já que essa expectativa idealizada se esmigalha e o equilíbrio entre o esforço e o desfrute se torna negativo ao ter o esforço um peso desproporcional”. Conclusão: menos ambição e mais amigos.


SOBRE A ACEITAÇÃO

13. Quando chega a sua casa, suspira: “Ufa, enfim em casa”.

14. Decorou a sala de um modo que você gosta

15. Não acontece todos os dias, mas, às vezes, fica surpreso com a própria beleza no reflexo do espelho

16. Sabe com fundamento que é um bom trabalhador

Claro, não só de amigos vive o homem. Assim, é necessário que em seu canto de casa e do trabalho impere uma certa ordem. Isso não se traduz em habitar uma mansão de sonhos ou ser o funcionário mais brilhante da empresa, mas em, como proclamava o empresário Henry Ford, “desfrutar do que se obtém como a chave do sucesso”. Pense em sua última conquista no trabalho, e festeje.


SOBRE A REBELIÃO

17. Reconhece as más pessoas e as expulsa de sua vida

18. Não se lamenta pelos males do fumo: simplesmente, deixou o cigarro

19. Recorda perfeitamente da última vez que disse “não”

A aceitação só é positiva se for acompanhada de assertividade, uma palavra que agora todos os especialistas em psicologia usam para definir o ponto exato em que somos capazes de nos fazer respeitar sem recorrer à agressividade

SOBRE OS SONHOS COMPATÍVEIS COM O TALENTO

20. Ao falhar naquele exame, estudou mais para o próximo

21. Tem metas para cumprir

Não se acovardar ante a adversidade é uma grande conquista. Em geral, isso significa conhecer aquilo em que é bom e, além disso, o faz se sentir bem: “Conhecer nossos pontos fortes tem um impacto positivo no bem-estar”, explica a diretora do Instituto Europeu de Psicologia Positiva. Já detectou os seus pontos fortes e estabelece os seus objetivos de acordo com eles? Então, você é uma pessoa de sucesso.

SOBRE O AMOR

22. Pode enumerar, pelo menos, cinco pessoas que o amam

23. Diz-lhes “te amo” com frequência

24. Em todas as ocasiões, essa declaração é verdadeira

A capacidade de amar e ser amado é uma das 24 forças pessoais descritas pelos psicólogos Seligman e Peterson. Sentir-nos queridos significa também nos sentirmos seguros. Como também dizia o psicólogo Bowbly em seus estudos das relações do apego na infância, “quando criamos um apego seguro com as pessoas que se encarregaram de nosso cuidado na infância, as possibilidades de desenvolver relações afetivas e saudáveis são muito maiores”.

Esclarecidos os termos de felicidade e vitória, é hora de passar para o teste infalível. Porque, sim, há uma série de sinais que às vezes ignoramos, e que dizem que você é uma pessoa bem-sucedida. Se você se reconhece neles, diga adeus à melancolia e dê as boas-vindas a um grande vencedor.

*Por Patricia Peyro Jimenez
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*Fonte:

O homem que tem a receita para ser feliz

O psicólogo norte-americano Dan Gilbert conhece a receita da felicidade. E ela é infalível. O pesquisador da Universidade Harvard lembra o caso de Moreese Bickham, cidadão negro de Luisiana (EUA) que, em 1958, viu dois policiais ligados ao Ku Klux Klan chegarem à entrada de sua casa e atingi-lo com uma bala no estômago. Apesar do ferimento, Bickham, aos 42 anos, conseguiu pegar uma arma e se defender. Matou os dois agentes. Agiu em legítima defesa, mas acabou sendo condenado à morte pelas instituições racistas do sul dos EUA de cinquenta anos atrás. Passou mais de 37 anos na prisão, 14 deles no corredor da morte. Trancado 23 horas por dia em total isolamento. Até que, após pressões da sociedade civil, foi solto em 1996. Ao sair da prisão, comentou da seguinte forma o tempo que passara na cadeia: “Não lamento um único minuto sequer. Foi uma experiência gloriosa”.

Gilbert, nascido em 1957, sorri antes de contar um outro caso, o de Ronald Wayne. Em 1976, com dois amigos, chamados Steve Jobs e Steve Wozniak, ele criou uma empresa de fabricação de computadores, que ganhou o nome de Apple. Em seguida, temendo que o projeto acabasse fracassado, vendeu as suas ações, por 800 dólares. “Hoje, elas valeriam 62 bilhões de dólares”, afirma Gilbert. “Nunca me arrependi da minha decisão”, declarou Wayne, um engenheiro aposentado que vive feliz perto de Las Vegas.

Moreese Bickham, detido injustamente durante 37 anos nos EUA, avaliou a experiência na prisão como “gloriosa”

O psicólogo de Harvard continua o seu relato, durante sua primeira palestra na Espanha, realizada no centro cultural CaixaForum a convite do instituto social “a Caixa”. Os ingressos se esgotaram 15 dias antes do evento. Gilbert é uma estrela da oratória. Suas apresentações na TED, disponíveis na internet, já foram vistas por mais de 20 milhões de pessoas. “Anthony Weiner era um político famoso, jovem, bonito e brilhante. Vivia o auge do sucesso. Muitas pessoas achavam que chegaria a ser presidente dos Estados Unidos. Mas ele tinha um mau hábito: fazer fotos de seu pênis e enviá-las a mulheres jovens que não eram sua esposa”, continua Gilbert.

“Não é a melhor das ideias se você pretende ser presidente dos EUA”, brinca. Ao ser pego, em 2011, Weiner caiu em desgraça, afundou a sua família no desespero e renunciou ao mandato de deputado. Sua carreira política estava arruinada. No entanto, um ano depois, em uma entrevista, Weiner confirmou que aqueles acontecimentos tinham feito com que ele mudasse, para melhor. Era um outro homem, uma pessoa melhor. “2011 foi o melhor ano de minha vida”, afirmou.

Gilbert tem a receita da felicidade quase na ponta de língua. Mas, antes, ele exibe uma última fotografia. Nelas aparecem, muito jovens, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, juntamente com um quarto músico que não é Ringo Starr. Trata-se de Pete Best, o primeiro baterista dos Beatles. Ele deixou a banda em 1962, pouco antes de ela se tornar um fenômeno mundial. “Estou feliz com o meu estilo de vida”, disse Best, que continuou tocando bateria em Liverpool e hoje é um avô contente.

“Os seres humanos sempre supervalorizam o quanto serão infelizes diante de alguma adversidade”, diz Gilbert

Os olhos do pesquisador norte-americano brilham, pois ele já reuniu os quatro ingredientes da felicidade: “Renuncie ao seu posto em meio a um escândalo, se possível humilhando a sua companheira; seja preso de forma injusta; venda a sua participação de 62 bilhões de dólares em uma empresa por um punhado de dólares; e nunca, jamais, se torne um dos Beatles”.

Parece uma receita estapafúrdia, mas ela funcionou para os quatro protagonistas dessas histórias. Na verdade, Gilbert não fala sobre como ser feliz, nem sobre por que as pessoas não são felizes, mas sim sobre por que as pessoas não sabem o que as fará felizes. “Os seres humanos subvalorizam sua própria resiliência: não percebem como será fácil mudar a sua visão do mundo caso aconteça algo ruim. Sempre supervalorizam o quanto serão infelizes diante de alguma adversidade”, observa o psicólogo durante uma conversa com jornalistas em Madri.

O cientista compara essa capacidade de adaptação com “um sistema imunológico psicológico, semelhante ao que defende o corpo dos vírus e doenças”.

Essas defesas da mente, assim como as do corpo, são mais fortes em certas pessoas do que em outras. “Minha mulher nunca fica doente, e eu pego todos os resfriados possíveis. O mesmo acontece com o sistema imunológico psicológico. Há pessoas que são resilientes diante da pior tragédia. Outras se entristecem diante de coisas mínimas. O interessante, porém, é que a imensa maioria dos seres humanos são do primeiro tipo”, afirma. “75% das pessoas voltam a ser felizes dois anos depois do pior trauma que você posa imaginar”.

O cientista compara a capacidade de adaptação a “um sistema imunológico psicológico, semelhante ao que defende o corpo contra os vírus”
O psicólogo de Harvard sabe que se move em um terreno escorregadio: o da milionária indústria da felicidade, uma metralhadora de palestras, cursos de coaching e livros de autoajuda. Um universo repleto de charlatães e farsantes. “Não sei quais são as suas motivações, mas na indústria da felicidade há muita gente que está equivocada”, admite Gilbert, diplomaticamente.

Ele é diferente. Suas pesquisas são publicadas nas melhores revistas científicas. Uma de suas experiências consistiu em um aplicativo para celular que perguntava periodicamente a 5.000 pessoas de 83 países como elas estavam se sentindo, o que estavam fazendo e se estavam pensando em alguma coisa diferente daquela que estavam fazendo na hora. Os resultados, publicados na revista Science, mostraram que as pessoas pensam em coisas que não estão acontecendo quase tanto quanto nas coisas que estão diante de seus narizes. E os dados revelaram que essa “mente errante” as tornava, frequentemente, infelizes.

“A indústria da felicidade é uma boa ideia, mas tem de se embasar na ciência. É muito fácil passar receitas sobre a sua vida para as pessoas. Isso é feito há milhares de anos. Todo padre, todo rabino, todo orador motivacional, todo garçom, todo taxista, todos têm uma opinião a dar sobre a felicidade. Quais opiniões são certas, e quais não são? Só existe uma forma de saber: a ciência”, afirma.

O laboratório de Gibert mede os sentimentos de milhares de pessoas para tentar desmontar afirmações que são sempre das como incontestáveis. “O nosso cérebro nos transmite informações erradas sobre se seremos felizes ou infelizes em determinadas circunstâncias futuras. Se você se pergunta o quanto ficará feliz se ficar cego, a maior parte de nós dirá que será infeliz por muito tempo ou até mesmo pelo resto da vida. Mas, se medirmos a felicidade das pessoas que ficaram de fato cegas, veremos que elas são perfeitamente felizes. E observamos esse padrão em todas as circunstâncias”, diz.

“Ganhar na loteria nos fará felizes para sempre e ficarmos cegos nos deixará infelizes? Nenhuma das duas coisas é certa”

“A pessoa pensa: isso será terrível, ou isso será maravilhoso. Mas, depois, medimos a situação e vemos que não existe nada tão terrível nem tão maravilhoso. Ganhar na loteria nos tornará felizes para sempre e ficar cegos nos tornará infelizes? Nenhuma das duas coisas é certa”, resume.

Gilbert, autor do best-seller O que nos faz felizes, também participou nesta semana de um curso na Universidade Complutense de Madri, organizado pelo matemático José Manuel Rey e pelo psicólogo Carmelo Vázquez. Ele fez a mesma palestra do que na CaixaForum, intitulada “Felicidade: o que a sua mãe não lhe disse”.

A palestra parte do princípio de uma uma mãe sempre recomenda a seus filhos que se casem, que ganhem dinheiro com um bom emprego e que tenham filhos. Ao longo de sua apresentação, Gilbert derruba os pressupostos relacionados a esses três supostos ingredientes da felicidade. As pessoas casadas são, na média, mais felizes do que as solteiras, inclusive do que os casais não oficialmente casados. Mas o divórcio implica um adicional de alegria. Depois de uma ruptura, a felicidade dos homens dispara. E a das mulheres também, depois de alguns anos, segundo os seus dados.

“O dinheiro não compra a felicidade? Sim, ele compra. Não existe nenhum estudo que mostre que um euro a mais faça diminuir a felicidade”, diz Gilbert. Mas tem um porém. Quando se é pobre, um pouquinho a mais de dinheiro gera uma felicidade imensa. Já um milionário precisará de uma quantia enorme de dinheiro para ter a sua felicidade minimamente aumentada.

“Tentar ser mais feliz é como perder peso. Não há nenhum segredo”

“Há um ponto de inflexão”, destaca Gilbert, “a partir do qual ganhar mais dinheiro não faz você mais feliz: 60.000 euros (cerca de 222.000 reais) por ano, segundo estudos realizados nos EUA. “Quase não há diferença entre ganhar 60.000 euros e ganhar 60.000 bilhões”, afirma. A explicação é muito simples, segundo ele demonstra com um outro gráfico. As quatro atividades cotidianas que trazem mais felicidade são gratuitas: fazer sexo, fazer exercícios, ouvir música e conversar. A campeã, de longe, é fazer sexo. E os estudos mostram que dar uma escapadinha até Paris deixa a pessoa mais feliz do que comprar um carro esportivo”. “Investir em experiências é melhor do que investir em coisas materiais”, avalia Gilbert.

Assim, o casamento e o dinheiro têm uma relação complexa com a felicidade. O que ocorre com os filhos, o terceiro conselho da nossa hipotética mãe tradicional? O psicólogo de Harvard vai direto ao ponto: “As crianças são como a heroína”. A droga do prazer, mas que destrói todas as demais fontes de felicidade de uma pessoa, como a família e os amigos. Com os filhos, argumenta Gilbert, ocorre o mesmo. Os pais param de fazer sexo, de sair com os amigos ou assistir a concertos. “Muitas mães me dizem que seus filhos são a sua maior fonte de felicidade, e eu lhes digo que elas têm razão. Se você só tem uma fonte de felicidade, é claro que ela é a maior”, alfineta o pesquisador.

O cientista expõe, por fim, a sua verdadeira receita para ser feliz, à luz dos dados científicos. “A felicidade é uma questão de química cerebral. A genética influencia, mas as circunstâncias também. Tentar ser mais feliz é como perder peso. Não existe nenhum segredo para se perder peso: comer menos e fazer mais exercício. Com a felicidade, é a mesma coisa. Há algumas poucas coisas que se pode fazer e que, se as fazemos todos os dias, religiosamente, a média de felicidade vai aumentando”, começa.

“Por exemplo, passar mais tempo com a família e com os amigos. É um conselho meio chato, mas é bom. Somos o animal mais social do planeta, qualquer que seja o critério. Por isso, não é de espantar que a maior parte da nossa felicidade provenha dos relacionamentos sociais. Cuide da sua saúde física, faça mais exercícios. É outro conselho meio chato, mas também é certo”, continua Gilbert, gesticulando de forma a destacar que sabe que não está inventando a pólvora. “Se me dissessem que eu perderia uma perna dizendo o que nos torna felizes na vida, eu apenas diria ‘as outras pessoas’, antes de cair no chão”.

*Por Manuel Ansede
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*Fonte: elpais-brasil

A técnica cognitiva que ajuda a não pensar demais nos problemas

Ter um “branco” na hora de fazer uma prova para a qual você vinha se preparando havia seis meses, se preocupar com uma eventual reação adversa da vacina, lembrar-se que sua mãe ainda não telefonou hoje (será que aconteceu alguma coisa?), estressar-se por que seu filho não come nada, que sua cabeça dói (seria um tumor?)…

As preocupações estão por toda parte em nossa vida, quase o tempo todo. São preocupações pequenas e grandes, as razoáveis e as excessivas, as bem fundamentadas e as estapafúrdias… existem todos os tipos.

Elas se comportam como uma goteira irritante que cai ruidosamente em nossa mente, como se esta fosse um balde de metal que, no final das contas, pode transbordar com tantos pensamentos.

A boa notícia é que a maioria das nossas preocupações geralmente não se convertem em realidade.

Cientistas da Pennsylvania State University (EUA) realizaram um estudo sobre as preocupações mais recorrentes de um grupo de pacientes e, com o passar do tempo, verificou se elas se comprovaram em fatos reais.

O resultado? 91% de suas preocupações nunca se materializaram. Eles sofreram em vão.


Cérebro e irrealidade

Mas ainda há os 9 pontos percentuais restantes para dar asas à imaginação de muitos.

“Todos nós podemos ter ansiedade, tristeza ou depressão em maior ou menor grau”, explica à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Juan Ramos Cejudo, professor de psicologia da Universidade Camilo José Cela (Madrid) e diretor do centro Mindlab.

Todos nós podemos sofrer com medo e ansiedade antecipados mesmo em casos que parecem pouco importantes, como ir a uma festa onde você não conhece ninguém, conversar com seu chefe ou falar em público. São situações normais em que não haveria necessidade de se preocupar demais.

Paradoxalmente, para preservar uma boa saúde mental, a primeira coisa é não confiar tanto em nosso cérebro.

“Se colocarmos em dúvida o que estamos vendo ou sentindo, teremos mais condições de obter bem-estar”, diz Ramos Cejudo.

Ele explica: “Nem tudo o que o nosso cérebro nos diz é real. Percebemos a realidade através dos nossos sentidos e o nosso cérebro processa conclusões com muitos erros — ele está constantemente errado”.

No entanto, é difícil ter esse discernimento, ainda mais nestes tempos turbulentos.

Estima-se que, antes da pandemia de covid, 284 milhões de pessoas em todo o mundo sofriam de algum tipo de transtorno de ansiedade, com uma taxa de prevalência nos países que varia de entre 2% e 7% da população, de acordo com o Global Burden of Disease, um estudo envolvendo mais de 3 mil pesquisadores de 145 países e coordenado pela Universidade de Washington.

Esses dados foram pulverizados pela pandemia.

A revista científica Psychiatry Research publicou uma análise baseada em 55 estudos internacionais com mais de 190 mil pessoas que constatou que a prevalência de ansiedade é quatro vezes maior agora (15,5% da população contra 3,6% antes da pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS)

O artigo destaca que o transtorno de estresse pós-traumático (16%) e a depressão (16%) também foram respectivamente cinco e três vezes mais frequentes na comparação com a situação antes da pandemia.

O papel da metacognição

Estes dados não surpreendem o psicólogo Jesús Matos, professor do Instituto Superior de Estudos Psicológicos (Isep) e diretor da clínica En Equilibrio Mental de Madrid (Espanha).

“O paciente com ansiedade generalizada é alguém que não começa a se preocupar de repente, mas é alguém que pensa assim durante toda a vida”, explica ele em entrevista à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Mas é uma pessoa que consegue funcionar bem, até que aconteça algo, um evento, que faz tudo desmoronar. E com a pandemia tivemos um grande evento desencadeador.”

O elemento-chave da terapia metacognitiva não é focar em um pensamento específico que nos desequilibra, mas na maneira como o pensamos.

“Nos últimos anos, os psicólogos perceberam que não é tão importante o que as pessoas pensam, mas como elas pensam. Não é tão importante que eu ache que sou desajeitado ou que vou ter um ataque de ansiedade (cognição simples ou pensamento), mas sim o estilo de raciocínio que leva a essa reflexão”, explica Ramos Cejudo, autor do livro Terapia Cognitiva junto com seu sócio José Martín Salguero Noguera.

“Uma metacognição é uma avaliação que fazemos sobre ter esses pensamentos”, diz ele.

Ele dá alguns exemplos desse tipo de pensamento: “Posso me preocupar porque tenho uma prova, é uma cognição simples. Mas posso acabar me preocupando que sempre fico assim com qualquer prova, e que, se eu continuar me preocupando desse jeito, vou acabar ficando doente. Tudo isso são metacognições.”

E qual é o problema dessas metacognições?

“[O problema é] que geralmente esse conteúdo desencadeia a resposta de ansiedade e a percepção de falta de controle a longo prazo. Sei o quanto me preocupo muito, mas também com o que não consigo controlar, tenho uma cognição sobre outra cognição que aumenta a ansiedade.”

“Foi o professor Adrian Wells da Universidade de Manchester quem desenvolveu essa teoria nos anos 1990”, diz Jesús Matos.

Tradicionalmente, os transtornos de ansiedade (fobias, pânico, transtornos obsessivos, etc.) têm sido tratados “com grande sucesso, cerca de 70%-80% com terapia cognitivo-comportamental”, explica.

Mas no caso do transtorno de ansiedade generalizada — aquele em que o indivíduo se preocupa excessivamente com problemas comuns e cotidianos, como saúde, dinheiro, trabalho e família, quase diariamente por pelo menos seis meses, conforme definido pela Library National Medicine dos EUA —, “essa eficácia cai até 50% e há um problema de recaídas”.

“A terapia metacognitiva aumenta a eficácia para cerca de 80% e consegue isso com poucas sessões, de 8 a 12, de acordo com os estudos”, afirma o professor do Isep.

Como a terapia metacognitiva é aplicada

Matos diz que “a terapia metacognitiva mostra ao paciente que a preocupação é controlável e não perigosa, e também que se preocupar em nada adianta”.

Ela é “herdeira” da terapia cognitivo-comportamental e ambas podem ser aplicadas em conjunto, explicam os especialistas. Mas em vez de focar na modificação do conteúdo dos pensamentos (como faz a terapia cognitivo-comportamental), a terapia metacognitiva foca na reestruturação do processo associado aos pensamentos.

E consegue isso, entre outras coisas, com técnicas baseadas em algo chamado Atenção Plena do Desapego (Detached Mindfulness, em inglês).

“Basicamente, consiste em observar o primeiro pensamento que surge e não tentar contrariar esse pensamento”, diz.

O paciente tem que aprender técnicas de observação do pensamento.

Uma delas, explica o psicólogo, é adiar a preocupação que vem à mente em um determinado horário do dia por um período máximo de 15 minutos.

“Assim, a pessoa aprende que a preocupação não é perigosa, que é controlável porque pode ser adiada, e quebramos a associação entre o pensamento intrusivo que aparece e a resposta à preocupação. O pensamento intrusivo é automático, mas a resposta é controlável pela gestão da atenção.”

“Pensamentos intrusivos são como visitantes”, ele brinca: “Você não pode expulsá-los porque é rude, mas não precisa alimentá-los se quiser que eles saiam.”


Quando procurar ajuda

Mas, então, quando isso deixa de ser um problema comum e passa a ser motivo para se buscar ajuda?

A linha entre preocupação administrável e transtorno de ansiedade é tênue em alguns casos, alertam os especialistas.

A resposta à ansiedade aparece de “forma multidimensional”, explica Ramos Cejudo, da Universidade Camilo José Cela.

Primeiro, existem os sintomas cognitivos: isto é, os pensamentos — as preocupações e os pensamentos negativos repetitivos que estão gerando grande desconforto.

Em seguida, aparecem os sintomas fisiológicos, a boca seca, tremores, sudorese, palpitações, etc.

E, finalmente, a resposta comportamental — o que faço quando tenho ansiedade ou medo.

Essa última etapa é fundamental, avisa Ramos Cejudo.

Quando remoer problemas resulta em um “medo tão intenso que interfere no comportamento do sujeito, quando ele evita se expor a situações que geram preocupação e medo de forma frequente, intensa e duradoura, é quando isso se torna um distúrbio psicológico”.

Os transtornos de ansiedade são alguns dos “mais prevalentes” quando se trata de saúde mental.

Dicas para gerenciar pensamentos e ansiedade

O primeiro conselho que os especialistas dão pode parecer contraintuitivo: não tente suprimir os pensamentos incômodos.

“Tentar não pensar em algo faz com isso fique na cabeça, como não tentar pensar em um elefante rosa, por exemplo”, explica Ramos Cejudo.

E a supressão emocional também não é uma boa ideia. “Expressar nossas ideias geralmente ajuda, alivia, mas algumas pessoas têm tanto medo desses pensamentos que os calam e, portanto, pioram tudo”, acrescenta.

O objetivo é mais sutil, explica Jesús Matos. “O segredo não é tentar parar os pensamentos, mas observá-los e deixá-los em paz até que sumam.”

Para conseguir “deixar seus pensamentos desencadeadores em paz”, a psicóloga especializada Pi Callesen, da Universidade de Manchester, oferece algumas ferramentas em seu livro Viva Mais Pense Menos: Como superar a depressão e a tristeza com a terapia metacognitiva.

Trata-se de treinar a mente e perceber que você tem controle dos pensamentos.

O exercício de sons

Este exercício ajuda os pacientes de Pi Callesen a “descobrir sua capacidade de se concentrar seletivamente, mudar rapidamente de assunto e dividir sua atenção entre várias coisas”, explica ela.

A primeira coisa a fazer é escolher três ou mais sons ambientes (tráfego, canto de pássaros, som de televisão, som de canteiro de obras ou qualquer outro). É útil que alguns dos ruídos escolhidos fiquem próximos e mais altos, e outros mais distantes.

Com a ajuda de um cronômetro (talvez o do seu celular), concentre sua atenção em um desses sons por 10 segundos. E então pule para outro e depois para outro, sucessivamente. Pode-se tentar por dois minutos, e se der certo, tente mais dois minutos, mas dessa vez pulando mais rápido de um som para outro, “por dois ou quatro segundos”, descreve a autora.

Você também pode incluir como um dos sons escolhidos a gravação de uma palavra-chave do pensamento que desencadeia ansiedade. Use-o como mais um som.

“O objetivo deste exercício é familiarizar-se com a mudança na atenção e ganhar experiência em gerenciá-la.”

O exercício da janela

Outro exercício que Pi Callesen usa com seus pacientes é o “exercício da janela”.

Isso envolve escrever os pensamentos desencadeadores no vidro da janela com uma caneta que você pode apagar mais tarde.

“Os pensamentos desencadeadores podem ser, por exemplo, ‘O que há de errado comigo?’ ‘Estou preocupado que meus colegas não gostem de mim.’ ‘Por que me sinto tão triste?’.”

“Peço a meus pacientes que se concentrem totalmente em seus pensamentos desencadeadores e percebam o céu azul ou a casa do outro lado da janela, e não foquem no que está escrito.”

Depois, o foco é mudado, é preciso olhar através dos pensamentos escritos e se concentrar no que se vê por trás do texto. Seja nas árvores em frente da casa, nos carros na rua ou nos detalhes do prédio em frente.

“O paciente agora percebe como os pensamentos desencadeadores se tornam diferentes. Eles ainda estão lá, não desaparecem, mas ele pode se concentrar em outras coisas e ver além deles. Então ele entende que pode controlar sua atenção”, descreve.

Então, o elefante rosa desaparece. Mas se isso não passar e os pensamentos afetarem sua vida na forma de insônia ou da sensação de sofrimento excessivo, não hesite em procurar ajuda. Todos os especialistas concordam com isso.

*Por Jesús Moreno
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*Fonte: bbc-brasil

5 aulas de Sêneca para aproveitar ao máximo seu tempo

“Quando chegarem ao fim, vão entender que estavam muito ocupados sem fazer nada ”, advertiu Sêneca séculos atrás. O filósofo estoico deixou claro que o tempo é o bem mais valioso que possuímos, mas ainda assim o desperdiçamos sem pensar nele.

Apesar do peso da mortalidade continuamente pairando sobre nossas cabeças, muitas vezes vivemos como se fôssemos imortais. Preferimos não pensar no fim para exorcizar nossos medos mais atávicos. No entanto, se quisermos aproveitar o tempo e fazer algo significativo em nossa vida, devemos ter em mente a frase latina que nos lembra de nossa mortalidade: memento mori .

Dicas para aproveitar o tempo, segundo Sêneca

1. Faça agora, não deixe a vida passar

“Adiar as coisas é o maior desperdício de nossa vida: tira cada dia que chega e nos nega o presente, prometendo-nos o futuro”, escreveu Sêneca. Ao que ele acrescentou: “enquanto perdemos nosso tempo duvidando e procrastinando, a vida acelera”.

Todos nós procrastinamos em algum ponto. No entanto, quando se torna a norma, quando continuamente adiamos planos importantes que poderiam mudar nossas vidas para melhor, temos um problema porque a vida não espera.

A procrastinação pode ser devida à preguiça, mas na maioria dos casos está enraizada no medo da incerteza. É por isso que Sêneca nos lembra que “a fortuna tem o hábito de se comportar como lhe agrada ”, de modo que a espera não costuma aumentar nossas chances de sucesso, mas muitas vezes serve apenas para acumular mais obstáculos pelo caminho.

A solução é eliminar do nosso vocabulário a frase: “Vou fazer amanhã” para começar a trabalhar agora. Só precisamos dar o primeiro passo. Quebre a inércia. Como Sêneca aconselhou: ” segure a lição de casa de hoje e você não terá que depender tanto da lição de amanhã .”

2. Valorize seu tempo mais do que suas posses

Se víssemos uma pessoa queimando dinheiro, pensaríamos que ela era louca. Porém, todos os dias perdemos minutos e horas, mas não pensamos que somos loucos, mesmo que o tempo seja o nosso bem mais valioso.

Ao contrário do dinheiro, que pode ser gasto e recuperado, o tempo é um recurso precioso que nunca podemos recuperar. Sêneca disse: “ As pessoas são frugais na proteção de seus bens pessoais; mas quando se trata de perder tempo, eles são os que mais perdem, a única coisa em que é normal ser avarento . “

Redefinir o valor do tempo tendo consciência de sua finitude é o primeiro passo para utilizá-lo com inteligência, administrá-lo melhor e, sobretudo, dedicá-lo àquilo que realmente vale a pena ou é significativo em nossas vidas. Uma estratégia para começar a valorizar o tempo sobre as posses é nos perguntar: quanto tempo da minha vida devo gastar comprando isso?

3. Reduza a agitação inútil

“ Uma pessoa preocupada não consegue realizar nenhuma atividade com sucesso … Para um homem preocupado, viver é a atividade menos importante. No entanto, não há nada mais importante e difícil de aprender do que viver ” , disse Sêneca.

Suas palavras assumem uma relevância especial hoje, em um momento em que somos submetidos a um fluxo incessante de estímulos externos que exigem nossa atenção. Pendentes compromissos sociais, telas, notícias, mensagens, trabalho … nossa agenda se enche e não temos um minuto livre.

Isso cria a sensação de estarmos muito ocupados fazendo coisas muito importantes, mas se equilibrarmos no final do dia, podemos descobrir que fizemos poucas coisas que nos deixam felizes ou que nos aproximam de nossos objetivos significativos na vida .

Essa tontura diária pode nos prender por anos, fazendo a vida escapar de nós. Por isso é importante que repensemos o nosso dia a dia e procuremos eliminar todas as distrações e ocupações supérfluas que não nos trazem nada enquanto abrimos espaço na nossa agenda para aquelas atividades que realmente contribuem para o nosso bem-estar ou nos fazem sentir. mais cheio e mais vivo.

4. Seja implacável com o que não lhe traz nada

Se quiser aproveitar ao máximo o seu tempo, você precisa aprender a dizer “não”. Sêneca advertiu: “ O quanto você devastou sua vida porque não sabia o que estava perdendo, o quanto você desperdiçou em dores sem sentido, alegria tola, desejo ganancioso e diversões sociais. Você vai perceber que estava morrendo antes do tempo! ”.

Para fazer bom uso do tempo, precisamos aprender a estabelecer limites. Alguns desses limites são dirigidos a outros, a todas as pessoas que acreditam ter o direito de usar o nosso tempo, recarregando-nos com responsabilidades que não nos pertencem. Então, isso significa dizer “não” a muitas das coisas que estamos fazendo pelos outros que eles poderiam fazer por si mesmos, bem como a todos aqueles compromissos, convites e obrigações sem sentido.

No entanto, também devemos aprender a dizer “não” a nós mesmos. Estabeleça limites para não perder tempo precioso. Trata-se de dizer “não” a estados emocionais que nos prejudicam e tiram momentos de felicidade enquanto nos permitimos ser consumidos pela culpa, raiva ou ressentimento. Se não tomarmos cuidado, tanto as imposições sociais quanto esses estados emocionais acabam se expandindo até consumirem grande parte de nossa vida.

5. Não subordine a felicidade à realização de seus objetivos

“ É inevitável que a vida não seja apenas muito curta, mas também muito infeliz para quem adquire com muito esforço o que deve manter com esforço ainda maior. Eles atingem meticulosamente o que desejam; eles possuem avidamente o que realizaram; e enquanto isso passa um tempo que nunca mais voltará. Novas preocupações tomam o lugar das antigas, as expectativas geram mais expectativas e a ambição, mais ambição ” , disse Sêneca.

Em uma cultura que recompensa o esforço constante e metas cada vez mais ambiciosas, essa mensagem estóica pode ser contra-intuitiva. No entanto, a busca contínua de novos objetivos, nunca satisfeita com as conquistas, apenas leva a um estado de permanente ansiedade e infelicidade.

Em vez disso, uma das dicas de Sêneca para aproveitar ao máximo seu tempo é não ser muito ambicioso. À medida que buscamos novos objetivos, o tempo está se esvaindo de nós. Uma meta sempre leva a outra e nos leva a pensar que a felicidade está na conquista de cada uma delas. A solução é reajustar nossas expectativas e nos perguntar como podemos levar uma vida mais significativa no aqui e agora, enquanto trabalhamos para alcançar certos objetivos.

Em todo caso, Sêneca também alertou “ não se deve pensar que um homem viveu muito porque tem cabelos brancos e rugas: ele não viveu muito, só existe há muito tempo … a parte da vida que a gente realmente vive é pequeno. Porque todo o resto da existência não é vida, mas simplesmente tempo ”. A chave para fazer bom uso do tempo é transformar minutos vazios em minutos significativos.

*Adaptado de Rincón de la Psicología
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*Fonte:

Seja feliz com o ‘hygge’, o método do bem-estar ativo dinamarquês

Transforme qualquer lugar num lugar cálido e confortável para desfrutar de um momento em total confiança

O imprescindível filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard advertia que a maioria de nós busca o prazer com tanta velocidade que, nessa pressa, passamos por ele sem perceber. Com certeza essa é uma boa base para começar a buscar o hygge. Nós o temos mais perto do que pensamos. Na verdade, ele sempre esteve aqui. Ok, mas o que é? O que significa? Bem, essa não é uma pergunta tão simples, porque hygge é uma palavra que nem sequer tem tradução em nosso idioma, embora exista uma aproximação: comodidade, familiaridade, conforto… Quando um dinamarquês tenta nos explicar o que é o hygge, costuma recorrer a uma cena como esta: imagine que você está sentado numa poltrona em frente a uma lareira, tomando uma xícara de chá enquanto lê um livro envolto numa dessas mantas que conforta a nossa vista só de olhar para ela. Isso é o hygge, e essa é a ideia: transformar qualquer lugar num lugar cálido, confortável e agradável onde seja possível curtir o momento em total confiança. E quando dizemos qualquer lugar, é qualquer lugar. Porque o hygge não se pratica só em casa. Pode ser no local de trabalho, numa reunião de amigos no bar, numa noite solitária num pequeno hotel e, claro, nesse lugar em que vivemos sempre: nosso corpo. Porque hygge é sair com uma roupa confortável, não com uma que nos faça sentir embutidos, tensos e com predisposição para o mau humor. Todos sabemos do que estamos falando, e isso é o legal do hygge, porque tudo o que temos de saber para sermos um pouquinho mais dinamarqueses já sabemos. Tudo o que temos que ter já temos. E está em nossas mãos colocar um dinamarquês em nossa vida para nos ajudar a viver de forma mais… hygge.

Façamos de qualquer lugar o nosso refúgio. Não por acaso, o hygge nasceu num país com um clima adverso. Invernos longos, duros e exigentes que obrigaram os dinamarqueses a olhar para dentro de seus lares a fim de se sentirem seguros e confortáveis, experimentando a familiaridade.

Essa mudança de direção no olhar, para o interior, permitiu-lhes não apenas trabalhar no desenho dos espaços e das coisas que os habitam, mas também nas relações e seus círculos de amizades para ampliar o conceito de refúgio onde quer que se encontrem. Talvez lá fora caia neve e estejamos a 20 graus negativos, mas não em nosso refúgio. Talvez o mercado de trabalho seja inclemente e não tenha sentimentos, mas em nosso círculo não é assim. E é possível que estejamos fora de casa, passando a noite num hotel, mas podemos buscar a familiaridade e encontrá-la ao desfrutar desse momento. Porque talvez o mundo seja cruel e imprevisível, por vezes frio e impessoal, mas nesse lugar onde estamos podemos nos esforçar para sermos geradores de bem-estar ativo.

O bem-estar ativo é, simplesmente, realizar de forma consciente aquilo que nos faz bem. Pode ser tomar uma xícara de chá, comprar o romance que nos chamou a atenção ou respirar um pouco de ar puro num passeio noturno. Cada um saberá o que é, mas o que todos sabemos é que, para sermos geradores de bem-estar ativo, precisamos ser caçadores de momentos especiais que acontecem aqui e agora. Celebrar o cotidiano como parte de um momento que não se repete, conectar com essa parte de nós que gosta de calma, sossego, tranquilidade. Mesmo que seja só de vez em quando, poder frear a ânsia da hipercomunicação, do hiperconsumismo e da hipervelocidade dos nossos dias para curtir o momento. Porque, no final das contas, como dizia Cesare Pavese, não recordamos dias; recordamos momentos. E esses momentos são nosso melhor refúgio.

A cordialidade como princípio, começando por nós mesmos. Hoje, o hygge está tão na moda que podemos encontrar velas hygge, calças hygge, mantas hygge e agências de viagem hygge. É o sinal do nosso tempo: qualquer coisa se transforma em bem de consumo. Mas, além das exigências do mercado, o grande segredo hygge é a cordialidade, e isso não podemos encontrar em nenhuma loja. Devemos buscar em nosso interior. Essa é a grande mudança de olhar que devemos fazer. Ser cordiais, começando por nós mesmos. Dar-nos esse gesto simples e possível que nos arranque um sorriso. Cuidar de nossa alimentação, sem que por isso tenhamos de abrir mão de tudo continuamente. Ser cordiais com nosso corpo, dando-lhe de presente, de vez em quando, essa massagem que nos faz tão bem ou esse banho que nos relaxa. Ser cordiais com os demais, fazendo com que se sintam confortáveis – isso também é ser cordial consigo mesmo. Ser cordiais com o meio ambiente, com os animais e com tudo o que nos cerca. A cordialidade é o princípio do hygge porque, a partir dela, é possível construir um refúgio onde habitar. E a cordialidade em grandes quantidades ampliará nosso refúgio até abranger todos os âmbitos de nossa vida. Isso é o hygge – e todos nós podemos ativá-lo agora mesmo. Ou, melhor dizendo, conectar com isso porque está mais dentro de nós que nas coisas que nos rodeiam, como costuma acontecer com tudo aquilo que nos faz sentir, simplesmente, bem.

*Por Gabriel Garcia de Oro
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*Fonte: brasil-elpais

Suas experiências de infância afetam quem você se torna quando adulto

Suas experiências de infância afetam quem você se torna quando adulto.

Se você sentiu muita dor ou trauma emocional quando criança, você se importará em se encontrar preso a certas situações em sua vida adulta.

Nossas feridas emocionais de infância geralmente se originam da dinâmica relacional entre nós e nossos cuidadores.

Embora existam vários tipos diferentes de feridas emocionais, três feridas comuns estão relacionadas à independência, afeição e autoestima.

1. Independência:

Se sua liberdade e independência foram severamente limitadas quando você era criança, você poderia ter dificuldades em sua vida adulta.

Crescer em um ambiente onde suas habilidades de tomada de decisão sempre foram questionadas e criticadas pode ter efeitos negativos em você como um adulto; ou seja, você pode não ter confiança para tomar decisões e tomar iniciativas em sua vida adulta.

Além disso, sua natureza passiva e sua indecisão podem tornar mais fácil para as pessoas controlá-lo ou tirar vantagem de você.

2. Carinho:

Uma criança privada de amor, afeto e apoio cresce sentindo-se solitária, isolada e inadequada. Na vida adulta, eles crescem buscando validação externa para se livrar da crença de que não são bons o suficiente.

Isso significa que eles podem crescer para agradar as pessoas e / ou excessivamente preocupados com o que as pessoas pensam deles.

Em outras palavras, os adultos com feridas emocionais na infância relacionadas ao afeto lutam contra o amor-próprio.


3. Autoestima:

As feridas emocionais relacionadas à autoestima geralmente resultam da rejeição. Uma criança que foi rejeitada consistentemente por seus cuidadores terá grandes dificuldades em sua vida adulta.

Ser culpado, criticado, humilhado e desvalorizado é extremamente prejudicial e pode até ser traumático.

Como adultos, as pessoas que enfrentaram a rejeição de seus entes queridos tendem a ter uma autoconfiança extremamente baixa .

O PRIMEIRO PASSO PARA SUPERAR E CURAR SUAS FERIDAS EMOCIONAIS É VÊ-LAS E RECONHECÊ-LAS.

Depois de fazer isso, você pode trabalhar para descobrir de onde vêm e como você permite que afetem sua vida adulta.

Muitas vezes, as pessoas precisam buscar a ajuda de um profissional que saberá orientá-las e facilitar a percepção de padrões.

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*Fonte: seuamigoguru

Até que ponto somos controlados pelo inconsciente

Às vezes, quando me pergunto por que fiz determinada escolha, percebo que, na verdade, eu não sei. Até que ponto somos regidos por coisas das quais não temos consciência? — Paul, 43 anos, Londres.

Por que você comprou um carro? Por que você se apaixonou pelo seu parceiro?

Quando começamos a analisar a base de nossas escolhas de vida, sejam elas importantes ou bastante triviais, podemos chegar à conclusão de que não fazemos muita ideia.

Podemos até mesmo nos perguntar se realmente conhecemos nossa própria mente e o que se passa nela fora da nossa percepção consciente.

Felizmente, a ciência da psicologia nos oferece insights importantes e talvez surpreendentes. Uma das descobertas mais importantes vem do psicólogo americano Benjamin Libet (1916-2007) na década de 1980.

Ele concebeu um experimento que era aparentemente simples, mas gerou um enorme debate desde então.

Os participantes foram convidados a se sentar de maneira relaxada em frente a um relógio adaptado. No mostrador do relógio, havia uma pequena luz girando em torno dele.

Tudo o que os participantes tinham que fazer era flexionar o dedo sempre que sentissem vontade de fazer isso e lembrar qual era a posição da luz no mostrador do relógio neste momento.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, a atividade cerebral dos participantes era registrada por meio de um eletroencefalograma (EEG), que detecta níveis de atividade elétrica no cérebro.

O que Libet conseguiu mostrar foi que o tempo fornece uma pista importante sobre se o inconsciente desempenha ou não um papel significativo no que fazemos.

Ele mostrou que a atividade elétrica no cérebro se desenvolvia muito antes de as pessoas conscientemente terem a intenção de flexionar o dedo e o flexionarem.

Em outras palavras, os mecanismos inconscientes, por meio da preparação da atividade neural, nos preparam para qualquer ação que decidamos realizar.

Mas tudo isso acontece antes de termos conscientemente a intenção de fazer algo. Nosso inconsciente parece reger todas as ações que realizamos.

No entanto, à medida que a ciência avança, somos capazes de rever e aprimorar o que sabemos.

Agora sabemos que há vários problemas fundamentais com as configurações do experimento que sugerem que as alegações de que nosso inconsciente rege fundamentalmente nosso comportamento são significativamente exageradas.

Por exemplo, ao corrigir os vieses nas estimativas subjetivas da intenção consciente, a lacuna de tempo entre as intenções conscientes e a atividade cerebral é reduzida.

No entanto, as descobertas originais ainda são valiosas, mesmo que não possam ser usadas para afirmar que nosso inconsciente rege completamente nosso comportamento.

Outra forma de avaliar se somos, em última análise, governados por nosso inconsciente é analisar as situações em que podemos esperar que ocorra a manipulação inconsciente.

Na minha pesquisa, perguntei às pessoas que situações seriam essas. O exemplo mais comum foi propaganda e marketing.

Pode não ser uma surpresa, visto que muitas vezes nos deparamos com termos como “propaganda subliminar”, que sugere que somos orientados a fazer escolhas de consumo de maneiras pelas quais não temos nenhum controle consciente.

James Vicary, que foi profissional de marketing e psicólogo na década de 1950, deu vida ao conceito.

Ele convenceu um dono de cinema a usar seu dispositivo para projetar mensagens durante a exibição de um filme.

Mensagens como “beba Coca-Cola” apareciam por frações de segundo — e ele alegou que as vendas da bebida dispararam depois que o filme acabou.

Após um grande furor a respeito da ética desta descoberta, Vicary contou a verdade e admitiu que tudo era uma farsa — ele havia inventado os dados.

Na verdade, é notoriamente difícil mostrar em experimentos de laboratório que projetar palavras abaixo do limiar da percepção consciente pode nos induzir até mesmo a pressionar botões em um teclado que estão associados a esses estímulos, quanto mais nos manipular para mudarmos escolhas no mundo real.

O aspecto mais interessante em torno dessa polêmica é que as pessoas ainda acreditam, como tem sido demonstrado em estudos recentes, que métodos como a propaganda subliminar estão em uso, quando, na verdade, existe uma legislação que nos protege dela.

Mas tomamos decisões sem pensar conscientemente?

Para descobrir, os pesquisadores investigam três áreas: até que ponto nossas escolhas são baseadas em processos inconscientes, se esses processos inconscientes são fundamentalmente enviesados (por exemplo, sexistas ou racistas) e o que, se houver algo, pode ser feito para melhorar nossa tomada de decisão enviesada a e inconsciente.

Para o primeiro ponto, um estudo analisou se as melhores escolhas feitas em ambientes de consumo eram baseadas ou não no pensamento ativo.

A descoberta surpreendente foi que as pessoas fazem escolhas melhores quando não pensam, especialmente em ambientes de consumo complexos.

Os pesquisadores argumentaram que isso acontece porque nossos processos inconscientes são menos limitados do que os processos conscientes, que demandam muito do nosso sistema cognitivo.

Os processos inconscientes, como a intuição, funcionam de maneira que sintetizam automática e rapidamente uma variedade de informações complexas, e isso oferece uma vantagem sobre o pensamento deliberado.

Assim como o estudo de Libet, esta pesquisa despertou grande interesse.

Infelizmente, as tentativas de replicar essas descobertas foram extremamente difíceis, não apenas nos contextos originais de consumo, como também em áreas em que se considera que haja uma ampla utilização de processos inconscientes: na detecção de mentiras, em decisões médicas e decisões românticas arriscadas.

Dito isso, é claro que existem fatores que podem influenciar nossas decisões e direcionar nosso pensamento aos quais nem sempre prestamos muita atenção, como emoções, humor, cansaço, fome, estresse e crenças existentes.

Mas isso não significa que somos regidos por nosso inconsciente — é possível ter consciência desses fatores.

Às vezes, podemos até neutralizá-los colocando os sistemas certos em funcionamento ou aceitando que contribuem para o nosso comportamento.

Mas e quanto ao viés na tomada de decisão?

Um estudo mostrou que, por meio do uso de uma técnica agora amplamente utilizada, chamada teste de associação implícita (IAT, na sigla em inglês), as pessoas nutrem atitudes inconscientes e enviesadas em relação a outras pessoas (como discriminação racial ou de gênero).

Também sugeriu que essas atitudes podem, na verdade, motivar decisões enviesadas, como em questões de trabalho, jurídicas, médicas e que afetam a vida de outros.

No entanto, ao analisar mais de perto pesquisas sobre o tema, há dois problemas críticos com o teste de IAT.

Em primeiro lugar, se você observar as pontuações de um indivíduo no teste de IAT, e pedir para ele repetir o teste, os dois resultados não coincidem de forma consistente — isso é conhecido como confiabilidade teste-reteste limitada.

Além disso, foi demonstrado que os resultados do teste de IAT são um indicador frágil do comportamento real de tomada de decisão, o que significa que o teste tem baixa validade.

Também há esforços para tentar melhorar a maneira como tomamos decisões em nossa vida cotidiana (como alimentação saudável ou economizar para a aposentadoria), na qual nossos processos inconscientes enviesados podem limitar nossa capacidade de fazer isso.

Neste sentido, o trabalho de Richard Thaler, ganhador do prêmio Nobel de economia, e Cass Sunstein foi revolucionário.

A ideia básica por trás do trabalho deles vem do cientista cognitivo Daniel Kahneman, outro ganhador do Prêmio Nobel, que argumentou que decisões precipitadas são motivadas principalmente de maneira inconsciente.

Para ajudar a melhorar a forma como tomamos decisões, dizem Thaler e Sunstein, é preciso redirecionar processos inconscientemente enviesados na direção da melhor decisão.

A maneira de fazer isso é dando um “empurrão” suave nas pessoas para que possam detectar automaticamente qual opção é a melhor a escolher.

Por exemplo, você pode tornar os doces menos acessíveis em um supermercado do que as frutas.

Esta pesquisa foi adotada globalmente por muitas instituições públicas e privadas.

Um estudo recente da minha própria equipe mostra que as técnicas do “empurrão” muitas vezes falham consideravelmente. E também saem pela culatra, levando a resultados piores do que se não fossem usadas.

Há várias razões para isso, como aplicar o “empurrão” errado ou entender mal o contexto. Parece que é necessário mais para mudar o comportamento do que dar um empurrãozinho.

Dito isso, os defensores do “empurrão” nos levam a acreditar que somos mais facilmente influenciados do que pensamos — e do que realmente somos.

Um aspecto fundamental de nossas experiências psicológicas é a crença de que somos os agentes de mudança, seja em circunstâncias pessoais (como ter uma família) ou externas (como as mudanças climáticas antropogênicas).

No geral, preferimos aceitar que temos liberdade de escolha em todos os tipos de contextos, mesmo quando percebemos que isso está sob a ameaça de mecanismos que nos manipulam inconscientemente.

No entanto, ainda acreditamos estrategicamente que temos menos diligência, controle e responsabilidade em determinadas áreas, com base no quanto elas nos são importantes.

Por exemplo, preferimos reivindicar controle e diligência conscientes sobre nosso voto político do que sobre o cereal matinal que estamos comprando.

Então, podemos argumentar que nossa escolha infeliz para o café da manhã se resumiu à propaganda subliminar. No entanto, estamos menos inclinados a aceitar que fomos manipulados a votar de uma determinada maneira pelo poder das empresas de rede social.

Descobertas científicas em psicologia que ganham manchetes sensacionalistas muitas vezes não ajudam porque contribuem com a ideia de que somos fundamentalmente regidos por nosso inconsciente.

Mas a evidência científica mais robusta indica que somos provavelmente mais governados pelo pensamento consciente do que pelo pensamento inconsciente.

Podemos ter a sensação de que nem sempre estamos totalmente cientes de por que fazemos o que fazemos.

Isso pode ser porque nem sempre estamos prestando atenção aos nossos pensamentos e motivações internas.

Mas isso não é equivalente a nosso inconsciente reger todas as nossas decisões.

Embora eu ache que não, digamos que somos mesmo governados pelo inconsciente.

Neste caso, há uma vantagem em alimentar a crença de que temos mais controle consciente do que não.

Nas situações em que as coisas dão errado, acreditar que podemos aprender e mudar as coisas para melhor depende de aceitarmos um certo nível de controle e responsabilidade.

Nos casos em que as coisas dão certo, acreditar que podemos repetir ou aprimorar ainda mais nossas conquistas depende de aceitarmos que temos um papel a desempenhar nelas.

A alternativa é nos submeter à ideia de que forças aleatórias ou inconscientes ditam tudo o que fazemos e, no longo prazo, isso pode ser mentalmente devastador .

Então, por que você se apaixonou pelo seu parceiro?

Talvez ele tenha feito você se sentir forte ou segura, desafiada de alguma forma ou ele cheirava bem.

Como qualquer outra questão importante, ela é multifacetada e não há uma resposta única.

O que eu diria é que é improvável que seu “eu” consciente não tenha nada a ver com isso.

* Magda Osman é professora de psicologia experimental na Universidade Queen Mary em Londres, no Reino Unido.

Este artigo é parte da série Life’s Big Questions, do site de notícias acadêmicas The Conversation, que está sendo copublicada pela BBC Future. A série busca responder perguntas de leitores sobre a vida, o amor, a morte e o Universo.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.