4 Mentiras sobre a Reciclagem do Plástico que você sempre ouviu

De acordo com Plastic Pollution Facts, estima-se que o mundo produza mais de 380 milhões de toneladas de plástico todos os anos, dos quais 50% dele é para uso único, ou seja, utilizado por apenas alguns momentos antes de ser descartado.

Desse número, pelo menos 14 milhões de toneladas de plástico acabam no oceano todos os anos, sendo que o material leva cerca de 150 anos para se decompor na natureza, causando enchentes, matando animais e destruindo ecossistemas naturais.

Visando reduzir os impactos no meio ambiente, desde a década de 1970 campanhas de reciclagem de plástico foram disseminadas por empresas e ambientalistas pelo mundo todo, estabelecendo programas como o de coleta seletiva para conscientização em massa.

No entanto, existe muita coisa que você, provavelmente, sempre acreditou sobre esse processo de reciclagem, que gera uma folha de pagamento anual de quase US$ 37 bilhões, faturando mais de US$ 236 bilhões anuais. Essas são quatro mentiras disseminadas pela indústria de reciclagem do plástico:

1. Todos os plásticos são recicláveis

Você sabe que o símbolo com as três setas em forma de triângulo significa que o plástico é reciclável, e provavelmente já o confundiu com esse da imagem acima. Isso é comum por ser quase igual ao de reciclagem, exceto pelo meio do triângulo que contém um número entre 1 e 7, o Código de Identificação de Resina (RIC), indicando o tipo de plástico que estamos lidando — e que não tem em nada a ver com reciclagem.

Essa confusão foi criada de propósito em 1988 pela Society of Plastics Insititute (SPI) como uma fachada para a indústria de petróleo e plástico evitarem que seus negócios fossem afetados por movimentos anti-plástico e pró-reciclagem.

2. Todos os países reciclam seu plástico

Segundo a Environmental Protection Agency, 69% dos plásticos usados nos Estados Unidos acabam em aterros sanitários porque se enquadram no tipo 3 a 7 de matéria, sendo que dos 31% restantes, as empresas só conseguem reciclar 8,4%. Em fevereiro de 2020, um relatório divulgado pelo Greenpeace descobriu que apenas garrafas plásticas são recicladas regularmente nas 367 instalações de recuperação de materiais espalhadas pelos EUA.

Ou seja, os demais tipos de plásticos, como tubos de detergentes e embalagens de produtos de limpeza, eram exportados para a China, que em 2018 baniu sua entrada devido às altas taxas de contaminantes presentes no lixo americano. No entanto, pelo tempo em que o plástico entrou no país por centenas de contêineres, os chineses recicladores simplesmente os despejaram em aterros sanitários, no oceano ou incineraram.

Após a proibição, os EUA, Canadá, Austrália e Coreia do Sul recorreram à Malásia, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Filipinas para depositarem seu lixo plástico, aumentando em 362% os níveis de importações dos resíduos. As usinas desses países não conseguem lidar com a quantidade do lixo, recorrendo ao mesmo destino que a China.

3. Reciclar é a melhor opção

Para os especialistas, o problema na reciclagem está nas falhas de iniciativas, visto que, infelizmente, são unilaterais. Para Emmanuel Katrakis, secretário-geral da Confederação das Indústrias de Reciclagem Europeia (EuRIC), o processo tem grandes benefícios econômicos porque, quando reciclamos, é altamente intensivo em empregos.

No entanto, toda a ênfase no setor é equivocada, porque em vez de facilitar a reutilização e a reciclagem de algumas coisas, as pessoas devem pensar se precisam de fato consumir aquilo, saindo de um comportamento cíclico de encorajamento à minimização do nosso impacto negativo no meio ambiente, como os programas de reciclagem fazem.

Além disso, o meio ambiente é imediatamente afetado por essa indústria de conscientização, porque os caminhões e navios usam combustível para transportar plástico para os países asiáticos que sofrem para reciclar o próprio material, sendo que 20% a 70% dos plásticos que despejam contêm contaminantes, impedindo todo o processo de reciclagem. No final das contas, esses lotes são carregados para aterros sanitários, despejados no oceano ou queimados, gerando mais poluição no processo.

E você se engana também se pensar que a situação melhora um pouco com os plásticos que conseguem ser reciclados, porque são usados muito combustível e produtos químicos durante o processo de reciclagem, liberando poluentes que contaminam a água e o ar.

4. É possível reciclar infinitamente

Muito diferente do que a indústria de reciclagem faz a população acreditar, o plástico não pode ser reciclado infinitamente, porque o processo enfraquece sua composição química. Por isso a maioria dos plásticos é transformada em um produto de qualidade inferior e menos útil para as pessoas, ganhando mais espaço em prateleiras e recebendo o mesmo destino, no final das contas.

As garrafas de refrigerante são um bom exemplo para isso. Ao serem recicladas, podem se tornar até canos de esgoto porque não são fortes o suficiente para comporem outra garrafa. Os plásticos dos tipos 3, 4 e 6 podem ser reciclados apenas uma vez, mas, geralmente, são jogados em aterros sanitários. Enquanto os do tipo 5, que pode ser reciclado até 4 vezes, tem apenas 1% reciclado.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte: megacurioso 

97% das garrafas plásticas da Noruega são recicladas por causa do programa ambiental do país

O programa de reciclagem radical da Noruega está fornecendo resultados inacreditáveis: até 97% das garrafas plásticas do país são recicladas.

O sucesso do plano ambiental é graças aos impostos ambientais do governo norueguês, que recompensam as empresas que são ambientalmente amigáveis. Desde 2014, todos os produtores e importadores de plásticos estão sujeitos a uma taxa ambiental de cerca de 40 centavos por garrafa. No entanto, quanto mais a empresa reciclar, menor o imposto. Se a empresa conseguiu reciclar mais de 95% de seu plástico, o imposto é descartado.

Os clientes também pagam uma pequena “hipoteca” em cada produto engarrafado que compram. Para recuperar seu dinheiro, eles precisam depositar suas garrafas usadas em uma das 3.700 “máquinas hipotecárias” encontradas em supermercados e lojas de conveniência em todo o país, que lê o código de barras, registra a garrafa e devolve um cupom.

O esquema é liderado pela Infinitum, uma organização sem fins lucrativos de propriedade das empresas e organizações da indústria de bebidas que produzem plástico. Qualquer importador internacional que registre um produto plástico para venda na Noruega deve assinar um contrato com a Infinitum e entrar para a cooperativa.

Programas semelhantes existem na Alemanha e em vários estados americanos, como a Califórnia, mas a Noruega afirma que seu sistema é o mais sintonizado com a escala da epidemia plástica do século XXI. Em 2017, a Infinitum coletou mais de 591 milhões de garrafas plásticas. Kjell Olav Meldrum, CEO da Infinitum, disse ao The Guardian em 2018 que o sistema é tão eficaz que muitas garrafas agora em circulação em todo o país possui material que já foi reciclado mais de 50 vezes.

“Nós somos o sistema mais eficiente do mundo”, disse à Positive News Sten Nerland, diretor de logística e operações da Infinitum. “Como uma empresa ambiental, você pode pensar que devemos tentar evitar o plástico, mas se você o tratar de forma eficaz e reciclá-lo, o plástico é um dos melhores produtos para usar: leve, maleável e barato.”

Enquanto isso, a epidemia do plástico continua. Por ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos. Em 2050, se as tendências atuais continuarem, estima-se que o lixo plástico no oceano será que maior que o número de peixes.

Como o modelo norueguês mostra claramente, nem toda a esperança está perdida.

Nos últimos anos, vários países enviaram representantes ao Infinitum na esperança de aprender com o modelo norueguês, incluindo Escócia, Inglaterra, China, Índia, Cazaquistão, Croácia, França, Holanda, Austrália e Estados Unidos. O Reino Unido, por exemplo, procurou definir um esquema semelhante que recompensará os consumidores pela reciclagem de embalagens.

*Por Giovane Almeida
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*Fonte: ciencianautas

Australianos criam tecnologia que recicla todo tipo de plástico

O impacto ambiental provocado pelo plástico é um problema grave e as soluções aparecem em um ritmo muito menor do que a produção e descarte do material no planeta. Neste cenário, cientistas australianos afirmam que desenvolveram uma tecnologia que pode fazer com que todos os plásticos sejam recicláveis.

Todos os anos, são descartadas na Austrália cerca de 3,5 milhões de toneladas de plástico, mas apenas 10% deste material é reciclado. O restante é queimado, enterrado em aterros sanitários ou mesmo enviado para outros países. Uma possível solução para este problema é a tecnologia criada pela Licella, empresa australiana que inaugurou sua primeira planta de reciclagem na Inglaterra.

O sistema foi desenvolvido por Len Humphreys e Thomas Maschemeyer, professor da Universidade de Sidney. Eles afirmam que agora é possível reciclar tipos de plásticos que não podiam ser processados até então.

Transformando plástico em combustível ou em novos plásticos

Em 2018, a China anunciou que não iria mais receber resíduos recicláveis da Austrália – um alerta para a indústria local. Um ano depois, Len Humphreys olha para a enorme quantidade de plástico estocada no país como uma fonte de recursos desperdiçada. O pesquisador afirma que o material pode se transformar em combustível ou em novos tipos de plástico.

Isso é possível graças ao Reator Catalizador Hidrotermal – CAT-HTR que ele desenvolveu. O processo químico de reciclagem altera a composição molecular do plástico, usando agua quente e alta pressão para transformar o material novamente em óleo. “O que estamos fazendo é simplesmente pegar o plástico e transformá-lo novamente nos líquidos de onde o material veio”, explica Humphreys.

A partir daí, o óleo pode ser transformado em betume, combustível ou em outros tipos de plástico. Humphreys afirma que a tecnologia patenteada por ele e pelo professor Thomas Maschemeyer é diferente das soluções que existem hoje.

Diferente do processo tradicional de reciclagem, esta tecnologia não requer a separação do plástico em diferentes tipos e cores e pode reciclar tudo – de caixas de leite a roupas de mergulho passando até por subprodutos de madeira. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de produtos de plástico serem reciclados várias e várias vezes.

Primeira planta será inaugurada na Inglaterra

Depois de ser testada por 10 anos em uma planta-piloto da Licella, a tecnologia está pronta para ser levada ao mercado. A companhia está abrindo sua primeira planta de reciclagem no Reino Unido, onde afirma ter recebido mais incentivos ambientais. Ainda segundo a empresa, a planta pode processar cerca de 20 mil toneladas de plástico por ano.

Para Damian Guirco, diretor do Instituto de Sustentabilidade da Universidade de Tecnologia de Sydney, a tecnologia pode ser parte da solução para o problema do plástico. “Quando pensamos na necessidade de planejar nossos sistemas de uso e reuso de plástico, uma única tecnologia não vai ser a solução”, explica ele. Damian alerta que o grande foco a ser combatido é o consumo excessivo de plástico.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Cantor lança vinil prensado com plásticos retirados dos oceanos

Nick Mulvey cantor e compositor inglês, em parceria com a fabricante de cerveja Cornish Sharp’s Brewery e por meio de intermediação da Globe, agência criativa da Universal Music UK, está unindo a reciclagem com seu novo lançamento em vinil.

O “In the Anthropocene – Ocean Vinyl “ é feito de plástico oceânico reciclado encontrado na costa da Cornualha. As 105 prensagens exclusivas foram esgotadas em apenas 4 horas e os rendimentos serão doados para beneficiar a instituição de conservação marinha britânica Surfers Against Sewage.

A Surfers Against Sewage é uma instituição que trabalha para proteger oceanos, mares, praias e a vida marinha. Ela foi criada por um grupo de surfistas da Cornualha das aldeias de St Agnes e Porthtowan, na costa norte da Cornualha, em 1990.

O gerente da marca Sharp’s Brewery, James Nicholls diz que com a parceria não esperam apenas arrecadar fundos para a caridade, mas também conscientizar sobre o estado atual dos resíduos de plástico encontrados no oceano.

O designer Wesley Wolfe foi o responsável por cada cópia exclusiva feita a mão, este vinil inclui duas edições da música “In the Anthropocene”.

Sobre o disco o cantor comentou que: “Esses tempos de urgência da crise global exigem que reexaminemos a nós mesmos e ao mundo e nos levantemos para igualar a Terra, esse organismo maravilhoso do qual não somos e nunca fomos separados. Por muito tempo, é prática comum tirar dos recursos do nosso planeta sem cultura de retribuir. O “Ocean Vinyl” é uma exploração do que é possível quando essa cultura muda e pergunta: podemos imaginar um mundo onde todas as transações comerciais também devolve algo à Terra? “

 

 

 

 

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*Fonte: bileskydiscos

Ford recicla mais de 1 bilhão de garrafas plásticas todo ano para fabricar peças de veículos

A fabricante multinacional de automóveis Ford Motor Company tem ajudado a promover a produção e uso de peças automotivas ecologicamente corretas.

Os tapetes, placas de proteção da carroceria e outras peças de todos os carros e SUVs da companhia estão sendo produzidos usando plástico reciclado.
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“Por exemplo, a blindagem da parte inferior da carroceria é muito grande e, para uma parte tão grande, se usarmos plástico sólido, provavelmente pesará três vezes mais”, disse Thomas Sweder, engenheiro de design da Ford.

ford reciclagem garrafa plástico fabricação peças

“[Dessa forma] Buscamos os materiais mais duráveis, leves ​​e com melhor desempenho para trabalharmos e fabricarmos nossas peças e, neste caso, também estamos deixando uma série de benefícios ambientais.”

Nos últimos anos, a Ford tem reciclado, em média, 1,2 bilhão de garrafas de plástico – isto é, 250 garrafas por veículo produzido.

A reciclagem é feita por dezenas de cooperativas diferentes, que derretem o plástico e revendem o material já transformado em fibra para a montadora. Essa fibra é misturada a uma série de outras fibras têxteis e utilizadas na fabricação das peças automotivas.

Devido ao seu peso leve, o plástico reciclado é ideal para a fabricação de placas de proteção da carroçaria, placas de proteção do motor e revestimentos dos arcos das rodas dianteiras e traseiras que podem ajudar a melhorar a aerodinâmica do veículo. Esses escudos também ajudam a criar um ambiente significativamente mais silencioso nos automóveis.

Esta não é a única maneira pela qual a Ford usa os materiais reciclados para beneficiar o meio ambiente. Recentemente, a empresa norte-americana fez uma parceria com os fornecedores de café do McDonald’s para reciclar todos os resíduos de torrefação do café, que serão usados nos faróis.

“A Ford está entre as líderes mundiais quando se trata de usar materiais reciclados como estes, e fazemos isso porque faz sentido: técnica e economicamente, tanto quanto para o meio ambiente”, disse Thomas Sweder.

*Por Gabriel Pietro

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*Fonte: razoesparaacreditar

Máquina transforma plástico reciclado em filamento para impressora 3D

Um dos principais avanços tecnológicos dos últimos tempos são as impressoras 3D. Em algumas áreas da ciência, como a medicina, a inovação tem servido para a fabricação de próteses, muitas delas caseiras e com custo bem mais barato.

Entre as maiores vantagens da nova tecnologia estão o ganho com tempo e economia de matéria-prima, utilizada para moldar os objetos. Impressoras 3D utilizam filamentos de plástico no lugar da “tinta”, usada nas máquinas tradicionais. Todavia, o preço dos filamentos é bastante caro e no final da impressão, há muita sobra de material.

Buscando uma maneira de tornar o processo mais sustentável, três estudantes de engenharia da Universidade de British Columbia, no Canadá, criaram a ProtoCycler, máquina que pode triturar qualquer tipo de resíduo plástico – garrafas PET, embalagens de comida, sacolas – e transformá-lo em filamento. O visual da engenhoca faz lembrar um daqueles forninhos de bancada para aquecer comida, que muitas famílias têm na cozinha.

O nome da empresa criada por Dennon Oosterman, Alex Kay e David Joyce é ReDeTec* – Renewable Design Technology (Tecnologia do Design Renovável, em inglês). “Resíduos podem ser recuperados e transformados em tudo o que desejamos, sem precisarmos nos preocupar com a quantidade de dinheiro que vamos gastar ou o impacto ambiental que causaremos”, dizem os estudantes.

Para os jovens inventores, ao permitir que pessoas reaproveitem seus resíduos das impressoras 3D ou mesmo dêem vida nova a objetos de plástico, a tecnologia assume uma nova função – em vez de estimular o consumo, torna-se uma indústria impulsionada pela criação. “Queremos que toda tecnologia seja o mais sustentável possível”.

Oosterman, Kay e Joyce esperam que a ProtoCycler atraia o interesse de escolas, por exemplo, onde alunos poderão fazer testes e inúmeras tentativas de impressões reutilizando os mesmos filamentos plásticos inúmeras vezes. E sem gerar resíduos para o meio ambiente.

No início do ano, a ReDeTec conseguiu US$ 100 mil para viabilizar a produção da máquina no site de crowdfunding Indiegogo. O preço da ProtoCycler ainda é um pouco alto. Está sendo vendida por US$ 699. Mas os jovens da universidade canadense garantem que o investimento vale a pena.

A máquina produz cerca de 3 metros de filamento por minuto e de qualquer cor desejada – basta colocar o plástico a ser reciclado do tom que o usuário deseja.

*Por Susana Camargo

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*Fonte: superinteressante

Oficina ensina a fazer redes de futebol com garrafas pet

Integrar o futebol com ações sustentáveis é a melhor maneira mostrar ao mundo a paixão dos brasileiros pelo esporte. Pensando nisso, o Ginga.Fc surgiu com a missão de unir pessoas e experiências relacionadas ao esporte e interligadas com atividades dentro das áreas do turismo, moda, sustentabilidade, arte e cultura.

Durante o Programa Rua da Gente, que acontece neste sábado, 19, no bairro Capela do Socorro, o Ginga.Fc ensinará, na prática, todo o processo para reciclagem de garrafas pet, transformando o material em uma rede para o gol. Além disso, o bairro contará com diversas atividades de lazer durante todo o dia.

A ideia da ação surgiu na Amazônia e começou a ser colocada em prática durante a conclusão do projeto #FutebolNoTapajós na comunidade de Suruacá, no Pará. As iniciativas de conscientização, capacitação e prototipagem para o desenvolvimento deste trabalho que integra futebol e reciclagem resultou em dois novos pares de redes para o campinho local e uma comunidade pronta para dar continuidade ao processo de trabalho.

Sobre o Rua da Gente
O Programa Rua da Gente é um projeto em parceria de três secretarias: Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME), Secretaria de Cultura e Secretaria de Relações Socias, cujo objetivo é estimular a ocupação de espaços públicos com atividades esportivas e culturais gratuitas aos sábados e domingos, nos quatro cantos da cidade. Com investimento para fornecer equipamentos, profissionais e toda infraestrutura necessária, até 2020 serão realizadas 320 edições, em diversas ruas da cidade e com uma expectativa de 125 mil pessoas atendidas.

Sobre a Ginga.Fc
Um movimento social que surgiu em 2015 na Amazônia e que tem como principal missão usar o futebol como ferramenta para gerar impacto social positivo e contribuir com o desenvolvimento sustentável de comunidades espalhadas pelo Brasil. Saiba mais em gingafc.com.br

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Brasil é dos que mais produz e menos recicla plástico no mundo

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, alcançando 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (70,8 milhões), China (54,7 milhões) e Índia (19,3 milhões). E o pior: o país só recicla 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O brasileiro descarta, em média, aproximadamente 1 quilo de plástico a cada semana.

Esses são alguns dos dados do relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado na terça (05/03), realizado com base em números do Banco do Mundial e que analisou a relação de mais de 200 países com o plástico. O levantamento “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

O estudo destaca como é crucial que os líderes globais se comprometam em uma ação coordenada internacionalmente a reduzir a poluição do meio ambiente por esse material. Na próxima semana (de 11 a 15 de março), um acordo sobre a poluição dos plásticos marinhos será votado durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), em Nairóbi, Quênia.

O texto do estudo lembra que o material plástico em si não é um problema. Ao contrário, ele trouxe vantagens para a sociedade. Mas a forma voraz com que está sendo consumido e a maneira irresponsável como está sendo tratado após seu uso – em sua maioria único – é que estão causando um desastre ambiental. “Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado”, descreve o relatório.

Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. E está atrelado a uma petição da ONG que circula desde fevereiro para pressionar os líderes globais a defenderem um acordo legalmente vinculante na próxima semana. Até agora, já são cerca de 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para assiná-la, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

O volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirmou em comunicado Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

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*Fonte: revistaplaneta

A Noruega tem um esquema insanamente eficaz que recicla 97% das garrafas plásticas utilizadas no país

Quando se trata de reciclagem de resíduos plásticos, a Noruega está à frente do mundo todo: a nação escandinava criou um esquema que a permite reciclar 97% de todas as suas garrafas plásticas, com menos de 1% acabando no meio ambiente.

Além disso, 92% das garrafas recicladas produzem material de alta qualidade e podem ser utilizadas novamente como embalagens de bebidas.

Em alguns casos, o sistema já reutilizou o mesmo material mais de 50 vezes.

Infinitum

Por meio de uma organização chamada Infinitum, a Noruega criou uma das formas mais eficientes e ambientalmente corretas de reciclar garrafas plásticas.

Essa é uma conquista notável, especialmente considerando que o resto do mundo vai na contramão: em todo o globo, 91% do plástico produzido não é reciclado e 8 milhões de toneladas acabam no oceano anualmente.

A título de comparação, os EUA possuem uma taxa de reciclagem de cerca de 30%, enquanto o Reino Unido tem uma entre 20 e 45%.

Então, o que a Noruega está fazendo diferente?

 

 

 

 

 

Recicle e ganhe

Para simplificar, a nação deu à reciclagem um valor que ela não tem na maioria dos lugares.

Hoje em dia, é geralmente mais barato criar plástico novo do que reciclar plástico velho. Sem um incentivo financeiro, empresas e consumidores não costumam se preocupar em fazer a coisa certa pelo meio ambiente.

O modelo da Noruega é baseado em um esquema de empréstimos: quando um consumidor compra uma garrafa de plástico, uma pequena taxa adicional equivalente a cerca de 13 a 30 centavos de dólar é cobrada.

Esta taxa pode então ser resgatada de várias maneiras. Os consumidores podem levar sua garrafa a uma “máquina de retorno automática”, que devolve dinheiro depois de escanear o código de barras da embalagem depositada. Também podem devolvê-la a várias pequenas lojas e postos de gasolina em troca de dinheiro ou crédito.

Os donos de lojas também recebem uma pequena taxa por cada garrafa que reciclam, e alguns argumentam que isso aumentou seus negócios.

“Queremos chegar ao ponto em que as pessoas percebam que estão comprando o produto, mas apenas tomando emprestada a embalagem”, disse Kjell Olav Maldum, diretor executivo da Infinitum, ao The Guardian.

Imposto

Ao mesmo tempo, o país também impôs uma taxa ambiental aos produtores de plástico, que pode ser reduzida com melhorias na reciclagem.

Se a reciclagem estiver acima de 95% em todo o país, então todos os produtores são isentos do imposto.

França é o primeiro país a proibir copos, talheres e pratos de plástico

Embora essa possa soar como uma meta difícil de ser alcançada, já foi pelos últimos sete anos.

Mirem-se no exemplo da Noruega

Desde o advento deste esquema único, a Infinitum tem sido visitada por representantes de muitos países, incluindo a Escócia, Índia, China e Austrália, todos interessados em seguir o exemplo da nação.

A Alemanha e a Lituânia são alguns dos únicos países que podem competir com a Noruega, e ambos usam sistemas semelhantes.

No entanto, mesmo na Noruega, ainda há espaço para progresso. Este ano, a Infinitum estima que 150 mil garrafas não serão devolvidas e, se tivessem sido, teriam economizado energia suficiente para alimentar 5,6 mil residências no ano.

Quando posto nesses números, parece uma ótima razão para reciclar, não? [ScienceAlert]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

OMO lança embalagem feita de plásticos retirado dos oceanos e reciclado

Diminuir o consumo de embalagens plásticas descartáveis é um desafio que cidadãos e empresas precisam aceitar o quanto antes para evitar que a previsão de especialistas que os oceanos tenham mais plástico que peixes em 2050.

Apenas 26% do plástico utilizado no Brasil é reciclado. É pouco, mas estamos bem acima da média mundial, de 14%. Iniciativas para reverter esse quadro são sempre bem-vindas, e a Unilever está prestes a lançar no mercado uma embalagem do sabão líquido OMO feita a partir de plástico coletado do litoral brasileiro e reciclado.

Serão 18 mil unidades produzidas em parceria com cooperativas país afora, que devem chegar às prateleiras no mês de agosto. A ação começou em maio, quando, em parceria com a WWF, a empresa recrutou mais de mil voluntários, que fizeram mutirões de limpeza e retiraram mais de 1,5 tonelada de plástico de praias em Rio de Janeiro, Fernando de Noronha e Recife.

A iniciativa faz parte de um plano maior, em que a Unilever se compromete a usar ao menos 25% de plástico reutilizado em suas embalagens até 2025, o que significaria uma redução do uso de 500 toneladas de plástico virgem por ano apenas nos produtos OMO. Ações nas linhas Seda, Tresemmé e Dove também estão sendo planejadas e devem ser executadas em breve.

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Holanda planeja pavimentar suas ruas com plástico recolhido dos oceanos

Que tal despoluir os oceanos e, de quebra, utilizar todo o lixo plástico recolhido da água para construir ruas mais duráveis (e menos esburacadas) nas cidades? Em breve, Roterdã, na Holanda, pode ser usada como piloto para testar a ideia.

O projeto, batizado de PlasticRoad, é da empresa VolkerWessels e sugere aposentar o asfalto e utilizar plástico reciclado (retirado dos oceanos) para a construção de ruas. Segundo a companhia, a mudança garantirá vias até três vezes mais duráveis nas cidades – e, logo, menos custo às prefeituras.

Isso porque o pavimento de plástico reciclado é mais resistente a corrosões químicas e, ainda, suporta uma variação maior de temperatura (de -40ºC a 80ºC). Como consequência, sua vida útil é de 50 anos, enquanto a do asfalto é de cerca de 16 anos. E mais: instalar o material também é mais fácil.

Roterdã que não é boba nem nada já se candidatou para testar o produto, que deve ser finalizado ainda neste ano de 2018. Nós estamos ansiosos para ver o resultado, e você?

*Por Débora Spitzcovsky 

 

 

 

 

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*Fonte: thegreenestpost

7 países do Mundial que já são campeões em reciclagem

Para além do futebol, o Mundial de futebol é também um grande encontro de diferentes culturas, hábitos e tradições de todo o mundo. Seja na maneira que as torcidas cantam e se comportam, seja em singularidades que dizem muito sobre o próprio país em questão (como a tradição da torcida japonesa de limpar sua sujeira das arquibancadas antes de deixar os estádios), o fato é que o campeonato é uma excelente oportunidade também para aprender mais sobre e com outros países.

É esse o sentido mais claro e forte a respeito da importância de competir (de encontrar) em detrimento de quem será o campeão – pois, nesse ponto, realmente todos são. Dentre o que sempre há para crescer diante de novas culturas, no entanto, em um assunto fundamental em questão muitos países do mundial dão de goleada no Brasil: a reciclagem de lixo.

Enquanto por aqui ainda engatinhamos, salvo raras exceções, em conseguir cumprir as metas que criamos, outros países já alcançam taxas de reciclagem acima de 50% – número que precisa ainda subir, mas que supera os 13% que nós reciclamos.

Assim, separamos aqui 07 exemplos de países que estiveram no Mundial e que podem ensinar muito para o Brasil sobre reciclagem.

Alemanha

Esqueçamos o 7 a 1 para podermos olhar com admiração e atenção para os dados de reciclagem alemães. Por lá, o índice de reciclagem subiu de 48,1% em 2001 para 61,8% em 2010 – uma das realidades mais promissoras de toda Europa.

Bélgica

Além de aprendermos no campo depois da eliminação para a Bélgica, podemos ficar de olho no país sobre o reaproveitamento de lixo. Por lá o crescimento nesse período foi de 7%, indo de 50,7% e 2001 para 57,6% em 2010.

Suíça

O crescimento suíço não foi tão expressivo quanto o alemão, mas seus números ainda impressionam: se em 2001 o índice de reciclagem no país era de 46,6%, em 2010 ele subiu 3,9%, chegando a 50,5%.

Suécia

Ganhamos a Copa de 1958 em cima deles, da mesma forma que nos classificamos para as finais de 1994 – mas em reciclagem a Suécia ganha de nós de lavada: de 38,7% em 2001, seus dados subiram mais de 10%, para 29,2% em 2010.

Reino Unido

A Inglaterra não foi para a final da Copa, e até pouco tempo também era derrotada na reciclagem: em 2001 seu índice era de 12,4%. De lá até 2010, no entanto, os números cresceram, e com 26,5% eles nos ganham pelo dobro.

França

Finalista desse mundial, a França não é campeã na reciclagem europeia, mas seus dados ilustram uma melhora quase tão sensível quanto se deu em seu futebol nas últimas décadas: dos 26,1% de reciclagem que tinham em 2001, o país, em 2010, alcançou 34,9%.

Espanha

Se a Espanha um tanto decepcionou na Copa da Rússia, na reciclagem ela vai muito bem, e melhorando. 17 anos atrás o país tinha uma taxa de 21,4% de reciclagem. Em 2010, esse número subiu para 33,1%, em um crescimento de 11,6%.

Latinha é bom demais. Lembra verão, festa, carnaval, mundial de futebol. Latinha é descolada, é sustentável, é gostosa, gela rápido, preserva o sabor e é pura praticidade e estilo. Latinha é gol de placa!

Por isso, o Hypeness e o movimento Vá de Lata, uniram forças para criar um Canal especialmente dedicado a reverberar a campanha Vá de Lata Pelo Mundo durante a nossa torcida pelo Brasil nos próximos meses. Afinal, quem torce pelo mundo bebe na latinha!

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Reciclagem de embalagem de vidro: a importância do triturador no processo pós-consumo

A reciclagem é uma ação fundamental para a construção de um mundo mais justo e sustentável, além de ser considerada praticamente um dever para empresas de todos os setores — que precisam cumprir diversas obrigações ambientais previstas em lei para evitar multas e garantir que sejam vistas de maneira positiva pelo mercado consumidor.

No Brasil, o setor de reciclagem apresenta bons índices no que diz respeito ao tratamento do alumínio (que possui elevado valor de mercado) e do papel. Por outro lado, materiais como o vidro ainda deixam a desejar, especialmente levando em consideração que os índices de reciclagem das embalagens feitas do material no Brasil é de apenas 47%, um número extremamente inferior ao registrado em países como Alemanha (87%) e Suíça (95%).

Qual a importância da reciclagem de embalagem de vidro?

O vidro é produzido a partir da fusão de minerais que, posteriormente, são resfriados para que enrijeçam. Isso faz com que sua estrutura molecular seja amorfa, o que significa que o vidro pode ser reciclado infinitamente sem perder sua qualidade, causando danos mínimos à natureza.

Para que seja realizada a reciclagem deste material, é necessário contar com um triturador de vidro — um equipamento que desempenha uma função essencial no processo de reaproveitamento do material, pois é justamente a trituração que permite o processo filtragem, que separa aquilo que pode reciclado daquilo que não pode.

Benefícios do triturador de vidro Fragmaq

O triturador de resíduos líquidos e sólidos criado pela Fragmaq é o dispositivo mais indicado para contribuir para ajudar na reciclagem das embalagem de vidro, uma vez que esta é uma máquina de alta qualidade e que garante eficiência no processo de trituração. O equipamento foi especialmente desenvolvido para operar em escala industrial, fornecendo o máximo de desempenho na descaracterização do material sólido e separação do material líquido.

Os principais benefícios que o triturador da Fragmaq oferece são:

Versatilidade
O equipamento é capaz de processar os mais diferentes tipos de embalagens provenientes de diversos setores do mercado, incluindo o farmacêutico, cosmético e alimentício.

Alta capacidade de processamento
Uma das principais características do triturador de vidro da Fragmaq é sua capacidade de processar grandes quantidades de materiais em curtos espaços de tempo, fazendo com que leve benefícios financeiros às empresas que o adotam, otimizando a viabilização das atividades.

Eficiência energética
Um equipamento que se destina à reciclagem que não oferece eficiência energética é no mínimo paradoxal, uma vez que o alto consumo de energia promove más práticas socioambientais. Justamente por isso, este equipamento oferece alta eficiência energética, sendo capaz de atender grandes demandas com baixo consumo de energia.

Baixo ruído
A poluição sonora é uma das que mais prejudica pessoas em grandes centros urbanos e trabalhadores da indústria. Por isso, o triturador de vidro Fragmaq produz ruído mínimo, levando maior conforto àqueles presentes no ambiente em que está instalado.

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*Fonte: pensamentoverde

Descubra o tempo de decomposição do papel na natureza

O Brasil produz grandes quantidades de lixo por ano, sendo que a maior parte dos materiais que são jogados no meio ambiente se mistura com os recursos naturais e acarretam uma série de problemas nos ecossistemas e na sociedade. Dentre esses materiais, o papel é um dos que mais prejudica o meio ambiente, uma vez que sua utilização é contínua, enquanto o descarte é inadequado e frequente.

Grande parte do problema associado ao descarte inadequado de papel diz respeito ao seu tempo de decomposição na natureza: a duração do processo é de quatro a seis meses, podendo até demorar mais tempo dependendo das substâncias que compõem o material. Ao longo desse período, o papel fica acumulado na natureza, causando poluição e diversos prejuízos ambientais.

A melhor alternativa para minimizar os problemas causados pelo uso excessivo e descarte inadequado de papel é a reciclagem. Entenda melhor a seguir:

Por que investir na reciclagem de papel?

O primeiro aspecto que deve ser levado em conta para entender a importância de reciclar papel são as substâncias utilizada na fabricação do papel, especialmente as que não são biodegradáveis e demoram mais tempo para se decompor naturalmente. Uma vez que os ecossistemas tendem a reutilizar os materiais que são descartados em seus espaços, um papel que não é biodegradável ou sustentável acaba interferindo nesse aproveitamento.

Outro detalhe está no acúmulo de lixo. Por mais que muitas cidades contem com serviços de coleta de lixo, esse material nem sempre é descartado de maneira apropriada, e muito papel acaba indo parar em rios, córregos, solos férteis, locais verdes e outras áreas onde a fauna e a flora são gravemente afetadas.

Além da contaminação, o papel acumulado no ambiente atrai pragas e resulta na exploração massiva de recursos naturais para produzir o papel. As pragas se proliferam com mais intensidade para os espaços públicos e até recursos que esses seres vivos dependem para sobreviver são eliminados para que o papel seja fabricado. Isso interfere no ciclo ecológico e deixa o ecossistema completamente irregular, podendo demorar meses ou até anos para se restabelecer a uma convivência tranquila.

Como solucionar o problema do descarte incorreto de papel?

A reciclagem de papel pode ser executada de maneira bem simples (clique aqui e descubra como fazer a reciclagem de papel). Além disso, o ideal é sempre dar preferência pelo uso de papéis biodegradáveis, que favorecem o reaproveitamento, causam menos danos ambientais e são até bem mais baratos que um papel comum.

A realização do descarte inteligente também é indicada, e separar o que dá para reciclar ou não já é uma excelente forma de começar. A redução do consumo de papel também é outra grande opção, para que a produção de lixo não seja em larga escala e necessite um esforço maior para fazer sua eliminação. Colabore!

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*Fonte: pensamentoverde

Por acidente, cientistas criam enzima que permite reciclar garrafas de plástico

Uma equipe internacional de pesquisadores acidentalmente criou uma enzima mutante que consegue digerir o plástico politereftalato de etileno – ou PET, como é mais conhecido. Esse tipo de plástico, que é usado em garrafas de bebidas, é de acordo com o Guardian um dos principais responsáveis por uma crise de poluição que pode ter tanto impacto no meio ambiente quanto o aquecimento global.

Mas segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, em breve pode ser possível decompor o plástico PET em seus componentes constituintes com a ajuda da enzima. Isso, por sua vez, permitiria que ele fosse totalmente reciclado. Atualmente, o plástico PET reciclado só pode ser transformado em fibras, cujo uso é relativamente limitado.

Sem querer

A descoberta teve início em 2016, quando cientistas japoneses descobriram uma bactéria capaz de digerir o plástico PET. Por tratar-se de uma descoberta importante, uma equipe internacional passou a estudar a bactéria, buscando entender exatamente como ela realizava esse processo. A equipe então conseguiu identificar a enzima que permite que a bactéria decomponha o plástico das garrafas.

Em seguida, segundo o Guardian, os cientistas fizeram modificações à enzima para tentar entender como ela havia evoluído até se tornar capaz de digerir PET. Mas ao fazer isso, eles inadvertidamente tornaram o processo de digestão de PET da enzima ainda mais eficiente. Com a modificação feita pelos pesquisadores, a enzima consegue começar a decompor o plástico em questão de alguns dias – o que é muito mais rápido do que os séculos que ela leva para começar a ser decomposta no meio ambiente.

Benefícios

Numa declaração enviada ao Cnet, o pesquisador John McGeehan, envolvido no estudo, explicou que “foi um pouco chocante” quando os cietistas descobriram que haviam melhorado a enzima. “O que nós esperamos fazer é usar essa enzima para transformar o plástico de volta em seus componentes originais, para que nós possamos literalmente reciclá-lo de volta em plástico”, disse.

Trata-se de um objetivo importante, já que os plásticos em geral, por serem difíceis de reciclar, acabam sendo extremamente poluentes. De acordo com uma matéria recente do New York Times, o oceano Pacífico contém uma ilha com pelo menos 87 mil toneladas de plástico não-reciclado entre a Califórnia e o Havaí. A ilha em questão ocupa, no oceano, uma área equivalente a cerca de três vezes a do estado da Bahia.

Já há tentativas de solucionar o problema em andamento. Uma delas é um projeto de uma fundação holandesa que pretende usar redes gigantes para retirar o plástico de lá. A Adidas, por sua vez, tem investido na retirada de plástico do oceano e usado fibras feitas com o PET reciclado para fabricar alguns de seus calçados.

Outras vantagens

A pesquisa ainda tem outras duas vantagens: primeiro, ela indica que deve haver bactérias capazes de digerir outros tipos de plástico na natureza. E segundo, ela revela que as enzimas geradas na natureza não são necessariamente otimizadas – isso abre espaço para que cientistas de todas as áreas busquem modificações que possam tornar outras enzimas mais eficientes.

Para reciclar o plástico, os cientistas estudam colocar a enzima em bactérias capazes de sobreviver a temperaturas superiores a 70ºC. Nesse calor, o PET se torna viscoso, o que agiliza o processo de decomposição dele pelas bactérias.

Segundo o químico Oliver Jones, também ouvido pelo Guardian, “ainda há um caminho até que sejamos capazes de reciclar grandes quantidades de plástico com enzimas (…) mas [a descoberta] é certamente um passo na direção certa”. Ele ressalta ainda que é necessário avaliar se o processo de reciclagem não acabaria, ele próprio, por gerar problemas ambientais (como um aumento na emissão de gases estufa) e sugere também que “reduzir a quantidade de plástico produzida em primeiro lugar pode, talvez, ser preferível”.

*Por Gustavo Sumares

 

 

 

 

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*Fonte: olhardigital

Descubra quais são os materiais mais reciclados no Brasil

A reciclagem é um processo que permite o reaproveitamento de determinados materiais, que são utilizados para a confecção de novos itens que poderão ser consumidos para diversos fins. Esta é uma ação que contribui para a redução das taxas de exploração de recursos básicos, naturais e essenciais à vida, destacando-se como um processo de enorme importância para o meio ambiente e para a manutenção da fauna, flora e da própria vida humana.
Quais são os materiais mais reciclados no mundo?

Mundialmente, os materiais mais reciclados são:

Caixa de papelão: cerca de 80% delas podem ser reaproveitadas;
Borracha: os pneus, por exemplo, podem ser transformados em adesivos, solados de calçado, tapetes para carros, passadeiras e outros itens;
Garrafa PET: são usadas para a confecção de tapetes, vassouras, enfeites, brinquedos e para produção artesã;
Plástico: costuma ser utilizado para produção de materiais de limpeza, cabides, baldes e inúmeros acessórios para carro;
Alumínio: gera pesas decorativas, acessórios para bicicletas e até para carros.

No Brasil, determinados materiais são reciclados com maior frequência que outros. A seguir, confira quais são os materiais mais reciclados no Brasil e entenda porque isso ocorre:

Quais são os materiais mais reciclados no Brasil?

O Brasil, felizmente, possui resultados muito positivos quando o assunto é reciclagem. Considerando o trabalho de coletores de lixo, limpeza pública e cooperativas de reciclagem, o esforço da reciclagem torna-se uma atividade de ótimo custo-benefício para todos. Entre os materiais mais reciclados no País, podemos destacar:

Aço

O aço está no topo do ranking entre os materiais mais reciclados no Brasil, e a razão é compreensível, visto que ele é utilizado para a confecção de uma série de produtos, peças e objetos. Para se ter uma ideia, 49% de todo o metal descartado no País é reciclado, voltando quase que integralmente às indústrias.

Papel

O segundo lugar entre os materiais mais reciclados no Brasil fica com o papel, que apresenta cerca de 47% de taxa de reaproveitamento. O principal benefício desse processo está na redução da quantidade de árvores cortadas para a produção de folhas de papel.

Vidro

O vidro, que ocupa a terceira posição entre os materiais mais reciclados por aqui, possui 45% de taxa de reaproveitamento. Esse índice só não é maior porque o vidro possui maior dificuldade para ser reaproveitado, o que consequentemente diminui o interesse da indústria e da população em geral (incluindo casas e comércios).

 

 

 

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*Fonte: pensamentoverde

A reciclagem na Suécia é tão revolucionária que eles estão ficando sem lixo

A Suécia está na liderança na gestão de resíduos sólidos urbanos, e dá exemplo ao resto do mundo. O país nórdico recicla 1,5 bilhão de garrafas e latas anualmente, uma quantidade impressionante para uma população de 9,3 milhões de pessoas. Os suecos produzem apenas 461 kg de lixo por ano (a média europeia é de 525 kg), e menos de 1% dessa quantidade acaba em aterros sanitários.

Essa ênfase na sustentabilidade, porém, tem trazido um problema para a produção de eletricidade do país. O lixo queimado em 32 instalações de incineração de resíduos produz energia elétrica e aquece casas no país. Se as usinas têm menos combustível, o país tem menos energia.

Este programa se chama resíduo-para-energia, e funciona da seguinte forma: fornalhas são carregadas com lixo, que é queimado a temperaturas entre 850 a 1000 °C, produzindo vapor. Este gás é usado para mover turbinas geradoras de eletricidade, que é transferida para a rede de energia elétrica.

Com este método, o país consegue reduzir toxinas que em aterros sanitários contaminariam o solo. “Quando o lixo fica em aterros, ele produz gás metano e outros gases do efeito estufa, e isso obviamente não é bom para o meio ambiente”, explica a diretora de comunicação da Administração de Resíduos da Suécia, Anna-Carin Gripwell.

 

Participação da população

Antes de ser incinerado, o lixo é separado pelos donos das casas e dos estabelecimentos comerciais das cidades. Resíduos que podem ser reciclados são separados e levados pelos cidadãos aos centros de coleta, que não ficam a mais de 300m das residências. Tudo o que pode ser consertado ou reaproveitado é levado para centros de reciclagem nos bairros distantes do centro das cidades.

A coleta de lixo no país é uma das mais rigorosas do mundo. Se o lixo orgânico não estiver de acordo com as especificações fornecidas pelo governo, ele não é recolhido. O contribuinte paga taxa de recolhimento do lixo proporcional à quantidade gerada, por isso os cidadãos controlam sua própria geração de lixo.

Assim, a quantidade levada às usinas, cerca de 50% do lixo produzido pelos suecos, é insuficiente para o pleno funcionamento das instalações, obrigando o país a importar 700 mil toneladas de lixo de locais como Reino Unido, Noruega, Irlanda e até Itália para garantir que a energia elétrica continue sendo gerada.

 

Lixo vira energia e cinzas

As cinzas restantes da incineração têm apenas 15% do peso que tinham antes do lixo ser queimado. Até as cinzas são recicladas. Os metais são retirados e reciclados, e o restante, como porcelana e azulejo, que não queimam, é peneirado para ser utilizado na pavimentação de estradas. Apenas 1% das cinzas não tem destino útil e é descartada em depósitos de lixo.

A fumaça da incineração consiste de 99,9% de água e dióxido de carbono não-tóxico, que é filtrada com água e filtros secos. Os filtros secos são colocados em depósitos de lixo, e a água suja é usada para encher minas abandonadas.

 

Não jogue fora, conserte

bicicleta quebrada
O país incentiva que seus cidadãos tentem consertar objetos ao invés de substitui-los. “Os consumidores estão mostrando que querem fazer a diferença e o que estamos fazendo como governo é ajudá-los a agir, tornando mais fácil viver de forma sustentável”, diz Per Bolund, Ministro do Consumo e Finanças do país.

Objetos que normalmente acabariam no lixo, como roupas, sapatos e bicicletas, são consertados. Isso cria empregos nessas áreas. Há espaço no mercado de trabalho para pessoas que consertam coisas. Essas são atividades que podem ser intelectualmente estimulantes mas que não exigem um nível muito alto de educação, permitindo que as pessoas comecem a trabalhar em alguns meses ao invés de anos.

 

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*Fonte: hypescience/Julian Blume

Reino Unido testa asfalto 60% mais resistente que é feito com plástico retirado dos oceanos

A Holanda já havia anunciado querer testar um asfalto feito a partir de plástico retirado dos oceanos. O uso do material, atualmente, está “na moda”, já que se trata de um recurso demorado para se decompor na natureza e que, infelizmente, é cada vez mais descartado de forma incorreta pelo homem. Além disso, uma série de toxinas que prejudicam nossos solos têm ligação com os vestígios deixados pelo plástico. Não por acaso, o que não falta por aí são iniciativas para reutilizar e reciclar todos esses resíduos espalhados por aí!

Uma das mais recentes vem do engenheiro Toby McCartney, que desenvolveu uma técnica para revestir as ruas com material parecido com o concreto convencional, mas composto por plástico descartado. A empresa, chamada MacRebur, garante que o substituto é 60% mais resistente que o asfalto comum e tende a durar 10 vezes mais.

Substituto do famoso betume, comercializado por empresas que extraem petróleo, os plásticos descartados aos montes por domicílios e espaços comerciais são a matéria-prima do produto de Toby. Mas tudo só foi possível graças à sua filha: ao ser questionada por sua professora sobre o que vive nos oceanos, a pequena respondeu: “Plástico”. Seu pai não queria que ela vivesse em um mundo onde isso fosse verdade e tratou de fazer sua parte!

O primeiro teste do composto foi realizado na calçada do engenheiro. Ao perceber que funcionava, a empresa aplicou a técnica em novas ruas do estado de Cumbria, localizado no norte da Inglaterra. Dedos cruzados para que os próximos testes também funcionem!

Assista ao vídeo da iniciativa aqui.

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*Fonte: thegreenestpost

 

Sacolas de plástico são proibidas oficialmente na Califórnia

Uma sacola de plástico demora, em média, 1.000 anos para se decompor completamente. Todos os anos, os americanos jogam fora 100 bilhões de unidades desse produto, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

Pensando nisso, o estado da Califórnia criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes 10 centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

As sacolas de plástico começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Europeia, por exemplo, aprovou uma diretriz para reduzir o uso de sacolas de plásticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.

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*Fonte: ecoguia

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A Suécia está reduzindo taxas para que as pessoas consertem suas coisas ao invés de jogar fora

Você já deve ter percebido que o mundo está ficando pequeno demais para tanto consumismo. Na Suécia, uma nova política pública está justamente buscando estimular as pessoas a consertar seus pertences, ao invés de simplesmente comprar algo novo.

A iniciativa visa reduzir a cultura do descarte, tão comum atualmente, e introduzir uma mentalidade que preza por reparar as coisas. Para chegar a esse resultado, o país pretende baixar o valor do IVA (imposto que incide sobre as transações efetuadas) referente aos serviços de reparo em até 25%. A proposta criada pelo vice-ministro de finanças pelo Partido Verde, Per Bolund, verá valer inicialmente para o conserto de roupas, sapatos e bicicletas.

A mesma medida prevê que a população possa pedir a devolução de até metade do imposto de renda de acordo com seus gastos no reparo de aparelhos domésticos de grandes dimensões (como fogões ou geladeiras, por exemplo). Como novos projetos pretendem criar uma nova taxação sobre produtos que utilizam químicos pesados, isso deverá cobrir parte dos custos gerados pela medida, que visa estabelecer no país uma modalidade de consumo mais sustentável.

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*Fonte: hypeness

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Estudante usa alga para criar garrafa de água biodegradável

A questão de reciclagem de plástico é um dos principais problemas a serem resolvidos pelo homem, visto que o processo de decomposição do material só acontece após um século de existência. Se no Japão descobriu-se uma bactéria que come garrafas PET, na Europa um estudante islandês se interessou pelo tema e desenvolveu o projeto de uma garrafa de água biodegradável.

A nova criação foi apresentada no início do mês por Ari Jónsson, estudante de design, em um evento nacional de design. Segundo o jovem profissional, a iniciativa foi estimulada com o objetivo de apresentar uma nova alternativa para “essa missão que não pode esperar”. Trata-se de uma nova garrafa que leva uma espécie de alga como matéria-prima em sua produção. O pó de Agar.

De acordo com o estudante, a descoberta do material veio após uma série de estudos realizados com diversos tipos de materiais, cujo objetivo era encontrar características que tornassem possível a produção de garrafas plásticas a partir de sua composição.

Com isso, Ari identificou que, quando adicionado à água, o pó de Agar reage bem à solução, transformando-se em um material que dará origem à garrafa (após a imersão e refrigeração).

“Por que estamos usando materiais que levam centenas de anos para se decompor na natureza e que jogamos fora após usá-lo uma só vez?”, questionou o jovem projetista islandês em entrevista ao site Dezeen, que cobriu o evento da apresentação.

Ainda de acordo com o criador, não somente o conteúdo, mas a própria garrafa pode ser consumida. Caso contrário, ao ficar vazia, a garrafa começa a se decompor, sem sobras de resíduos plásticos.

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*Fonte: pensamentoverde

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