Pequenas verdades para se lembrar quando estiver recomeçando:

1. O crescimento não acontece da noite para o dia. Ser persistente é metade da batalha.

2. Solidão pode parecer muito com amor no meio da noite. Qualquer mensagem que deva ser enviada após às 2 da madrugada pode esperar até o dia seguinte. Se seus sentimentos são verdadeiros, eles ainda serão válidos de manhã.

3. Trate as pessoas gentilmente não importa pelo que você esteja passando. Você vai querer ser lembrado por elas.

4. Você não tem que mudar quem você é para se encaixar, mas é importante acomodar as diferenças de outros e conforto em sua presença. O que você acha que é um pequeno gesto pode significar o mundo para outra pessoa.

5. Ame sua família, de perto e longe. Você nunca sabe qual abraço pode ser o último.

6. Amigos e familiares podem ser o seu sistema de apoio, mas só você pode recolher suas peças quebradas. Aceite que você é tudo o que tem.

7. As pessoas mudam. Na maioria das vezes sem aviso prévio, muitas vezes sem explicação. Deseje-lhes bem em seu caminho, e siga em frente com sua vida.

8. Se prender a coisas que não são para você só vai matá-lo. Deixe ir e liberte-se.

9. Começar do fundo não significa que você está perdendo. Significa que a sua jornada para a frente só pode ser uma subida.

10. Seja feita a Sua vontade. Alguns dias você vai questionar os caminhos de Deus, mas sabe que a Sua vontade é o melhor.

11. É mais importante viver a sua vida olhando para a frente do que para trás.

12. Você nunca vai esquecer as pessoas que foram gentis com você, especialmente quando elas não tinham razão para ser. Você vai levar um pedaço delas consigo aonde quer que for.

13. Aprecie tudo o que você tem, mesmo as pequenas coisas. Você não consegue manter tudo para sempre.

14. Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. Mantenha seus olhos abertos para ver as bênçãos. (Teoria da porta do Chevette velho…)

15. Nem todo mundo vai te entender. Mas nunca abandone aqueles que te
entendem. Nunca os deixe.

16. Às vezes você vai precisar perder-se para ser encontrado, então reformado, para ser muito melhor do que já foi.

17. Bloqueie o ruído que te rodeia e concentre-se em si mesmo. Você vai mover montanhas, você vai lutar. Vai conquistar novos lugares.

18. Paz e contentamento vem de viver a sua vida de dentro para fora, em vez de fora para dentro. O reconhecimento humano pode vir como uma parte da jornada, mas nunca deve ser a meta.

19. Tome café com sua família. Pode ser a hora mais divertida de seu dia.

20. Confie em seus instintos. Há uma razão pela qual ele grita mais alto do que a voz em sua cabeça.

21. Com corações partidos, vêm novos começos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: osegredo

Viver é se despedir um pouco de nós mesmos

Essa vida é mesmo surpreendente. Em uma única existência somos capazes de viver e sobreviver a diversas fases, sob a sorte e a falta dela que nos unge os dias. De uma forma concisa eu poderia dizer que viver é uma sucessão de erros e acertos, de tropeços e saltos, afogamentos, resgates, onde só desfrutamos e valoramos as subidas depois que despencamos ladeira abaixo. E como toda história tem dois lados, na vida não poderia ser diferente. A gente só percebe a vitória e a derrota quando estamos no topo, ou no poço.

Acredito que nós, seres humanos, somos providos de uma força sobre-humana para aguentar tanta pedrada que a vivência insiste em mandar. É incrível a nossa capacidade de cair e levantar, de reformular por dentro, sangrar e estancar, ressurgir. Somos feitos de partículas de persistência, átomos de dedicação, moléculas de crença, células de esperança. Quanto mais nos entregamos e mergulhamos em nossos motivos, mais reforçamos o nosso propósito de viver. Acontece que, vez ou outra, vem uma paulada pelas costas, um tombo violento e esparramado, uma bala perdida que nos encontra na escuridão. Então morremos. Para, depois, nascermos de novo.

A vida é cheia de ciclos… E para começar um é preciso encerrar o outro. Por isso morremos tantas vezes durante tantos anos. A prova viva da morte está no fim cruciante de um relacionamento amoroso, no vazio assustador do abandono físico, na escassez de alguém ali, que nos ame, ou que ao menos nos suporte. Está na falta de emprego e perspectiva, na despensa vazia, na ordem de despejo, na saúde fragilizada e apavorada, na despedida de uma alma querida. Quando perdemos tudo, o que nos resta é recomeçar do nada. Precisamos morrer para renascer, assim como o mito da Fênix, que antes da sua morte entrava em combustão para depois renascer das próprias cinzas. Somos assim. Aves tão fortes que conseguimos carregar elefantes. Nossas lágrimas não só expelem alívio, como também têm o poder de cura.

A verdade é que os golpes da vida nunca são gentis, muito menos educados ao ponto de anunciar a chegada. Ao lançar-nos no chão parece que um buraco se abre e nos engole, mastiga, degusta e então, cospe. Do que sobra de nós é preciso dar forma e pôr de pé. Morre um para nascer outro, indiscutivelmente mais resistente. Desse jeito, toda vez que recebemos uma pancada desnorteante nos despedimos de um pouco de nós, um fio de esperança se perde, um bocado de confiança vaza, um tanto de boa fé escorre. É possível que nos recuperemos adiante, embora algumas vezes isso não aconteça. Morremos.

Como a Fênix, cessamos em nossa autocremação de dores, de ódio, indignação e sensação de incapacidade, um mistura de venenos que nos corrói e nos traz de volta à terra. É com base na junção de algumas mortes passadas e futuras vidas que eu digo: Deve-se cortar para florescer, é preciso morrer para voltar a viver.

Então, do pó ressurgimos, amedrontados, cambaleando, abrindo os olhos e as asas, sacudindo a poeira. Enchemos o pulmão de ar para arriscar um primeiro voo, ainda contido e baixo, mas consumidos de uma força maior acreditada em nossas capacidades e virtudes. Aos poucos, nos enchemos de esperança e de coragem para alçar novas manobras e riscar outros horizontes.

Não adianta. A nossa força oriunda das quedas. É por isso que as feridas são imprescindíveis para o crescimento, por mais que nos regalem certa rigidez ao casco. É a capacidade de recomeçar dentro de nós mesmos que nos permite viver outra vez. Somente dessa forma recuperamos a nossa vida.

Quando a alegria decorrer em tristeza, quando a leveza se transformar em pesar, é o momento de desprender-se outra vez. E outra, e outra, e outra. Quantas forem necessárias. Em busca da felicidade vamos, endurecendo-nos, mas sem perder a ternura. Jamais.

*Texto (Karen Curi): revistabula

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