O fiasco dos ‘influencers’ com hordas de seguidores

Seguidores no Instagram: mais de 2,6 milhões. Seguidores no Twitter: mais de 350.000. Com o aval desses números, a usuária de redes sociais Arianna Renee (Miami, 2000) aventurou-se a lançar sua própria linha de moda, ERA, um projeto empresarial nascido da “boa recepção” que a ideia, segundo sua criadora, tinha supostamente tido em sua comunidade de admiradores. No entanto, Arii, o apelido que a jovem de 18 anos utiliza em suas redes sociais, não conseguiu vender o mínimo de “36 camisetas” que a empresa disposta a fabricar suas peças de roupa exigia para continuar com o projeto. Seu empreendimento tinha sido um fiasco. Ela comunicou o fracasso em uma mensagem publicada em 27 de maio no Instagram, já apagada, na qual lamentava “que ninguém tivesse cumprido a promessa” de comprar um de seus designs.

Por mais contundentes que sejam os números, ter uma horda de seguidores que curtem cada publicação não é suficiente para ser um verdadeiro influenciador ou formador de opinião. A mensagem da confissão do fracasso empresarial de Arii, por exemplo, teve 36.000 curtidas − o número mínimo de itens que deveria ter vendido multiplicado por mil. “A bolha dos influencers estourou há mais de um ano, ficou desgastado o modelo de acreditar que qualquer instagrammer com seguidores pode incentivar a compra de um produto ou o uso de um serviço”, afirma Rafaela Almeida, autora do livro Influencers: La Nueva Tendencia del Marketing Online, (“influencers: a nova tendência do marketing online”), lançado em 2017 na Espanha pela editora Base, e CEO e fundadora da agência de marketing e comunicação BlaNZ.

O fracasso de Arii é mais comum do que pode parecer. É o que afirma José Pablo García Báez, blogueiro profissional, jornalista e diretor acadêmico do primeiro master para influenciadores da Espanha. “O culpado, nestes casos, não é o influencer, e sim o empresário, que não foi suficientemente profissional para analisar a qualidade das publicações e para verificar se o número de seguidores é real”, acrescenta. Porque comprar followers, e até comentários, é fácil e relativamente barato. Por exemplo, 30.000 seguidores novos no Instagram custam 150 euros (657 reais), e 200 comentários personalizados, pouco mais de 50 (219 reais).

Mas pode acontecer que os seguidores sejam reais e, apesar disso, não sigam as recomendações do suposto influenciador. É o que, segundo a própria Arii, ocorreu com ela. “Nunca comprei seguidores nos quatro anos em que estou nas redes sociais, ganhei cada um deles”, afirmou em uma publicação no Instagram no dia 30, na qual voltou atrás na versão sobre o mínimo de 36 camisetas, aumentando o número necessário de vendas exigidas para 252, um total de 36 para cada um dos sete modelos que diz ter apresentado. Supondo que diga a verdade, por que, então, sua campanha surtiu tão pouco efeito?

“A opinião de um influencer só é confiável se ele for um conhecedor do mercado ou do produto que recomenda”, explica Rafaela Almeida, que acredita que existe atualmente uma forma errônea de enfocar as campanhas de marketing de influenciadores. Segundo a publicitária, “há uma confusão entre o marketing de influência e a publicidade: o primeiro pretende fomentar a recomendação de produtos a partir de uma experiência própria, enquanto que a publicidade não requer essa experiência, requer apenas que seja repetida uma mensagem e haja repercussão”. Por isso, confiar que um instagrammer famoso, mas sem experiência, saiba definir e destacar um produto “é um erro garrafal”. “Existem muitas celebridades consideradas influencers que fracassaram na criação de marcas próprias e, no entanto, criam tendência para outras marcas só como modelos”, destaca a especialista em marketing.

Um exemplo que ilustra a importância da relação entre a especialização dos influencers e sua capacidade de influência é a campanha realizada em março em Paris pela empresa de telefonia Huawei para apresentar seu smartphone P30. “Só da Espanha, [a Huawei] deslocou 150 pessoas, entre jornalistas, blogueiros, youtubers, influencers e modelos da Internet, quase todos/as relacionados com o mundo da moda, cuja sabedoria tecnológica será questionada em vista do interesse que dedicam às suas roupas e das palavras com que presenteiam seus fãs do Instagram”, escreveu em seu artigo o jornalista do EL PAÍS Ramón Muñoz, que acompanhou o evento. Embora não existam dados sobre o resultado obtido pelos influenciadores, Rafaela Almeida acredita que uma campanha como essa pode acabar prejudicando a marca. “Se você está pensando em comprar em um celular de mais de 1.000 euros [4.380 reais], não está interessado em uma foto com a Torre Eiffel ao fundo, que pode estar retocada com filtros − o que você quer é saber, por exemplo, as características da câmera incorporada ao telefone”, explica.

Por isso, a melhor pessoa para fazer uma recomendação não é aquela que tem mais seguidores, e sim a que tem “mais engagement” ou capacidade de interagir com seu público, aponta José Pablo García Báez, cofundador, juntamente com María José Morón, do blog de turismo A Tomar Por Mundo. E neste campo se impõem os “microinfluencers, que têm mais influência na decisão de venda e são uma figura muito mais próxima”, acrescenta o jornalista.

Essa foi a estratégia utilizada pela empresa espanhola de camisetas Pampling, que conseguiu abrir mercado na Europa, principalmente na Itália, graças ao apoio desses microinfluenciadores. “Não olhamos seu número de seguidores, e sim a qualidade de seu canal no YouTube ou das publicações em seus blogs e o público ao qual se dirigem, que em nosso caso são pessoas de menos de 35 anos que querem ver seus interesses refletidos em suas camisetas”, explica Alberto Pala, responsável pela expansão da marca na Itália. Para ele, a chave que permitiu multiplicar suas vendas com uma estratégia de marketing de influenciadores não está no número de seguidores, mas em “quem se esconde atrás deles”.

No caso de Arii, seus seguidores são pessoas que, segundo a jovem, não cumprem sua palavra. Embora a única certeza seja a de que a promessa que eles não cumpriram foi a de comprar suas camisetas. E, em linguagem de negócios, isso se traduz em pouca influência.

*Por Patricia R. Blanco

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*Fonte: elpais

Entenda como o Facebook está se preparando para uma possível onda de usuários depressivos e ansiosos

Recentemente, a pandemia da Covid-19 tomou conta de todo o mundo. Dessa forma, todos os setores estão sendo afetados. Afinal, tudo está sendo levado por um efeito cascata. Com tudo o que vem acontecendo, muitas pessoas vão precisar não somente de ajuda financeira, mas também psicológica. Por isso, separamos como o Facebook está se preparando para uma possível onda de usuários depressivos e ansiosos.

O CEO da empresa, Mark Zuckerberg atualizou a imprensa sobre as medidas que pretende que tomar. No comunicado, ele enfatizou sua preocupação com uma crise de saúde mental eminente. Nesse momento, esses serviços são essenciais, já que pessoas do mundo todo estão utilizando as redes sociais para manter contato com aqueles que amam.

Nesse momento, as redes sociais estão aproximando quem está longe

De acordo com Zuckerberg, o Facebook disponibilizará o Workplace da plataforma para informativos do governo e serviços de emergência. Além disso, “o Facebook colocará um centro de informações sobre o coronavírus no topo do Feed de Notícias”, explicou o CEO. “O Facebook também se vinculou às organizações nos resultados de pesquisa quando as pessoas executam consultas sobre coronavírus ou Covid-19.

Essas são etapas boas e úteis. No entanto, a plataforma também está se voltando para postagens, que lidem com possíveis indícios de depressão e suicídio. E esse nesse momento que Zuckerberg demonstrou uma de suas maiores preocupações desse período. “Pessoalmente, estou bastante preocupado com o fato do isolamento de pessoas em casa poder potencialmente levar a mais problemas depressão ou saúde mental. E queremos ter certeza de que estamos à frente disso, no apoio à nossa comunidade. Por isso, estamos com mais pessoas trabalhando nesse período, que estão se voltando para prevenção de suicídio e auto-lesão”, afirmou Zuckerberg. Nós, os seres humanos, somos criaturas sociais, mas agora, socializar traz consigo um risco de morte e doença. Por isso, esse momento pode afetar tanto o emocional.

O que vem depois do isolamento?

Um efeito imediato do isolamento forçado, como você pode suspeitar, foi o aumento no uso de produtos do Facebook. Para se ter uma ideia, as chamadas por WhatsApp já dobraram o volume normal e ultrapassaram o pico anual tradicional. Dessa forma, o mesmo está acontecendo com o Messenger. No entanto, por mais que esses serviços ainda estejam funcionando, eles não substituem o contato social. E para as pessoas que já lutam com ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental, um longo período de isolamento pode piorar as coisas.

Por conta do efeito que tudo pode causar, relatórios de auto-mutilação nos serviços do Facebook está sendo tido como prioridade. “Eu vejo o trabalho nesta área como o mesmo tipo de trabalho de socorrista que outros profissionais da saúde ou policiais têm que fazer para garantir que ajudemos as pessoas rapidamente”, explicou Zuckerberg.

Todo mundo tem um papel a desempenhar no que virá pela frente. E o Facebook, que possui a maior plataforma social do mundo, pode desempenhar um papel decisivo, no que esta por vir nas próximas semanas e meses. Por isso, todos devemos nos cuidar e cuidar uns dos outros.

*Por Erik Ely

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*Fonte:

Por quanto você venderia seus dados on-line? Este estudo calculou

Que a internet está o tempo todo sequestrando nossos dados, isso todo mundo já está careca de saber. No momento em que se aceita as políticas de cookies de alguns sites, informações como nome, idade e lugares frequentados, por exemplo, podem parar em bancos de dados de empresas.

Muitos se importam com essa exposição, enquanto outros, mais desapegados, alegam não ter nada a esconder. Para entender o valor que as pessoas atribuem aos seus dados pessoais, pesquisadores perguntaram a 15.600 voluntários de seis países (Estados Unidos, México, Brasil, Colômbia, Argentina e Alemanha) quanto eles cobrariam pelo acesso a determinadas informações – como poder de compra, biometria e localização. O estudo está disponível neste link.

As respostas surpreendem por seus valores consideravelmente baixos. Quando questionados sobre o preço de acesso a seus dados bancários, os participantes pediam US$ 8,44 (R$ 36,43) por mês, em média. E sabe os dados biométricos? Sim, a sua digital – usada para desbloquear o celular, votar, ter acesso a caixas eletrônicos etc. Eles poderiam ser compartilhados sem maiores problemas por apenas US$ 7,56 dólares (R$ 32,63 reais) mensais.

Uma simples ida ao supermercado também pode gerar dados. Eles, porém, têm valor bem abaixo das outras informações. Os entrevistados chegaram a uma média de US$ 1,82 (R$ 7,86) por mês para ceder detalhes sobre seu mercado de preferência.

A explicação para essa postura é que compartilhar dados de localização costuma trazer menos receio do que os biométricos, por exemplo. Afinal, não há como recuperar sua digital caso seja perdida. E uma vez que a pessoa dá acesso a algo que a identifica com 100% de certeza, o local onde ela costuma passear costuma parecer uma informação menos importante.

Diferenças entre idade e gênero dos participantes também apareceram. Os maiores de 45 anos cobrariam o dobro pelos dados pessoais quando comparados aos mais novos. O mesmo ocorreu com as mulheres em relação aos homens.

A pesquisa conclui que, quanto maior o valor, maior a valorização de suas informações. Já entre os países, usuários da Alemanha pareceram valorizar mais sua privacidade do que pessoas que vivem nos Estados Unidos ou América Latina.

Não foi observada nenhuma diferença quanto à renda dos participantes. Ou seja: mesmo quem nem está precisando tanto assim de dinheiro poderia abrir mão de várias informações ditas pessoais. Dito isso, quanto você cobraria para vender seus dados? Ou seu anonimato não está à venda?

*Por Carolina Fioratti

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*Fonte: superabril

Criador da Web anuncia plano para ‘salvar’ a internet

Ideia é que empresas e governos se comprometam a respeitar a privacidade dos usuários e garantir acesso universal à internet; Facebook, Google e Microsoft irão apoiar o projeto

Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, está lançando oficialmente seu plano para “consertar” a internet. A World Wide Web Foundation, um grupo sem fins lucrativos criado por Berners-Lee, garantiu o apoio dos gigantes da tecnologia Facebook, Google e Microsoft para o esquema, apelidado de “contrato para a web”.

O contrato é um compromisso a ser assumido por empresas e governos, e pede que a privacidade dos dados dos consumidores seja respeitada e que os governos garantam que todos tenham acesso à internet.

Um componente importante da promessa é o requisito de que a web continue sendo uma ferramenta acessível a todos os usuários. O contrato vem com nove princípios básicos, com um total de 76 cláusulas, mas nem todas precisam ser cumpridas por quem o assinar.

“Estamos lançando o contrato como o primeiro plano de ação global para proteger a web como uma força do bem, reunindo empresas, governos e cidadãos de todo o mundo para dizer que essas são as coisas que precisam ser cumpridas para colocar a web de volta no caminho certo. ”

Berners-Lee fará um discurso em Berlim, Alemanha, na segunda-feira (25), onde deve dizer que o contrato servirá como um plano para governos, empresas e cidadãos protegerem a web. A World Wide Web Foundation diz que está trabalhando com parceiros para desenvolver ferramentas que possam medir o progresso nas várias cláusulas do contrato.

*Por Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer

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*Fonte: olhardigital

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.
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Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.
“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”
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Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).
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Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

 

 

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*Fonte: ciencianautas

Só uso Facebook para falar com meus avós: pesquisa mostra o que mudou na relação entre jovens e redes sociais nos EUA

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela como a relação entre adolescentes americanos e a tecnologia, especialmente as redes sociais, evoluiu nos últimos anos e modificou a forma como os jovens se comunicam com amigos e familiares.

Em 2012, quando o estudo foi feito pela primeira vez, somente um terço dos adolescentes entrevistados dizia usar redes sociais mais de uma vez por dia. Agora, são 70%, sendo que 16% afirmam acessar “quase constantemente”.

“As redes sociais são hoje uma parte muito maior da vida dos adolescentes do que eram em 2012”, disse à BBC News Brasil um dos autores do levantamento, Michael Robb, diretor de pesquisas da Common Sense, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças.

Robb afirma que um dos motivos por trás desse aumento é o fato de que o percentual de jovens americanos com smartphone saltou de 41% para 89% no período.

O pesquisador ressalta que não apenas a frequência mudou, mas também as preferências dos jovens. Há seis anos, o Facebook era apontado como a principal rede social por 68% dos adolescentes. Hoje, apenas 15% dizem o mesmo.

Uma das entrevistadas na pesquisa, uma menina de 16 anos, resumiu o sentimento, ao afirmar que só usa o Facebook para se comunicar “com seus avós”.

Atualmente, 41% dos adolescentes preferem o Snapchat, e 22% apontam o Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) como rede preferida.

“O Instagram é principalmente para os pontos altos da minha vida, as coisas realmente importantes que acontecem. E o Snapchat é para as coisas pequenas… como quando vou almoçar com amigos ou fazer compras. E eu uso o Facebook para (me comunicar com) minha família”, detalhou outra entrevistada, de 15 anos.

Como se comunicam com amigos

A pesquisa, intitulada Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences (“Mídia Social, Vida Social: Adolescentes Revelam suas Experiências”, em tradução livre), foi feita em março e abril deste ano com 1.141 adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos.

Robb diz ter ficado surpreso com o declínio na interação cara a cara entre os jovens. Em 2012, metade dos entrevistados dizia que essa era sua maneira preferida de se comunicar com amigos. Hoje, apenas 32% afirmam o mesmo, e 35% preferem mensagens de texto.

O percentual de jovens que preferem se comunicar via redes sociais saltou de 7% para 16%, e o dos que preferem interagir por chat de vídeo passou de 2% para 10%. Somente 5% afirmam que telefonemas são sua maneira favorita de se comunicar com os amigos.

“Acho que o instinto é olhar para essa estatística com preocupação, e pretendo continuar observando se essa tendência se mantém no futuro. Se essa mudança for real, vale a pena investigar o que ganhamos e o que perdemos ao mudar nossas preferências na maneira como nos comunicamos”, salienta Robb.

Um terço dos jovens diz que as redes sociais são “extremamente” ou “muito” importantes em suas vidas, enquanto 19% afirmam não usar redes sociais.

E apesar de 47% dos entrevistados que possuem smartphone dizerem ser “viciados” em seus telefones, apenas 24% se consideram “viciados” nas redes sociais.

Quase dois terços dos entrevistados dizem encontrar mensagens de conteúdo racista, sexista, homofóbico ou de intolerância religiosa, e 13% afirmam ter sofrido cyberbullying nas redes sociais.

Mas Robb observa que os jovens são mais propensos a dizer que as redes sociais têm efeito positivo do que negativo em suas vidas: 25% afirmam sentir-se menos sozinhos e 16%, menos deprimidos, enquanto 3% se sentem mais sozinhos ou mais deprimidos ao usar as redes. No geral, 18% dizem sentir-se melhor sobre si mesmos, e apenas 4% afirmam o contrário.

“Acho que esses dados contradizem a percepção que a maioria das pessoas tem”, salienta Robb. “A maioria das pessoas se preocupa sobre como as redes sociais podem prejudicar os jovens e aumentar a solidão ou a ansiedade, mas talvez estejam subestimando vários impactos potencialmente positivos.”

O pesquisador destaca ainda que tanto efeitos positivos quanto negativos são ampliados em adolescentes vulneráveis emocionalmente.

Manipulação e distração

Os jovens parecem conscientes sobre os impactos das redes sociais em outras atividades do dia a dia: 72% dizem acreditar que as empresas de tecnologia manipulam os usuários para que fiquem mais tempo em seus dispositivos, 57% concordam que o uso os distrai quando deveriam estar fazendo a lição de casa e 54% se dizem distraídos quando deveriam estar prestando atenção às pessoas que estão com eles.

O problema não afeta somente os jovens: 33% dizem que gostariam que seus pais passassem menos tempo com seus telefones celulares.

Mais de metade dos adolescentes afirma que desligam ou silenciam seus dispositivos para dormir, e 42% fazem o mesmo durante refeições com outras pessoas. Mas 26% nunca abandonam o telefone para dormir e 31% mantêm o dispositivo ligado durante as refeições.

Na conclusão da pesquisa, os autores ressaltam que as redes sociais são centrais em diferentes aspectos da vida dos adolescentes, o instrumento por meio do qual “falam com seus amigos, fazem planos para depois da escola, coordenam atividades extracurriculares, ficam por dentro das notícias, mantêm contato com primos, tios e tias, se organizam politicamente, aprendem sobre novos estilos e moda, se conectam com as pessoas com quem têm interesses comuns, documentam e compartilham os pontos altos de suas vidas, ganham inspiração e expressam sua criatividade”.

Para o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, o estudo mostra que, assim como os próprios adolescentes, o papel das redes sociais é complexo e desafia “julgamentos simplistas”.

“Por um lado, os adolescentes sentem que as redes sociais fortalecem seus relacionamentos com amigos e familiares, oferecem um importante caminho para autoexpressão e os fazem sentir-se menos sozinhos e mais conectados. Ao mesmo tempo, reconhecem que às vezes os afastam de interações cara a cara e os fazem sentir-se deixados de lado e ‘menos’ que seus pares”, destaca Steyer.

Segundo os autores, o estudo não pode afirmar com certeza se as redes sociais causam mal ou melhoram o bem-estar dos adolescentes. “Para muitos jovens, as redes sociais são fonte de conexão e inspiração, uma oportunidade de compartilhar sua criatividade e aliviar a solidão. No entanto, para alguns outros, às vezes podem aumentar ansiedade e depressão.”

“Enquanto a quantidade de tempo que os jovens devotam às redes sociais é uma importante medida, não é a única. Reduzir a relação entre redes sociais e bem-estar dos jovens à noção de que menos tempo nas redes vai por si só resolver depressão e ansiedade entre adolescentes é muito simplista – e talvez até perigoso”, afirmam os autores.

*Por Alessandra Corrêa

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Veja o que as redes sociais e buscadores fazem com os dados dos usuários

O escândalo do Facebook despertou a preocupação e dúvidas dos internautas sobre o uso de seus dados recolhidos pelas redes sociais e os motores de busca.

Este é um resumo de como funcionam, em um momento em que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, dá seu testemunho no Congresso dos Estados Unidos.

>> As redes sociais

DADOS QUE RECOLHEM: Tudo o que um usuário escreve, em sua página de Facebook ou nas de seus “amigos”, todas as fotos ou vídeos que publica, todas as suas “curtidas” na rede, tudo que compartilha, tudo que consulta, a identidade dos usuários com que interage, ou sua geolocalização. A mesma coisa acontece com o Instagram e o WhatsApp, subsidiárias do Facebook, Snapchat ou Twitter, embora o leque seja menor nestas últimas plataformas. Se o usuário autorizar, o Facebook também pode buscar informações nos sites que consulta enquanto está conectado à rede social.

DADOS QUE VENDEM: O Facebook assegura que não vende a seus clientes anunciantes os dados pessoais identificáveis ou os dados agregados. O que vende é a possibilidade de que um anunciante chegue, entre os usuários do Facebook, ao seu público-alvo, multiplicando assim a eficácia de uma campanha. “O Facebook não está no negócio da venda de dados, está no de venda de pixeis”, resume Ryan Matzner, cofundador do Fueled, uma empresa que cria aplicativos para clientes.

O Twitter, por sua vez, vende tuítes, ou o acesso a um motor de busca interna para ver todas as mensagens publicadas em um período dado.

O QUE COMPARTILHAM: A imensa maioria das redes sociais abre suas portas a companhias externas que criam aplicativos que se alimentam em parte ou totalmente da exploração dos dados de usuários dessas redes.

No caso do Facebook, a parte pública, ou seja, toda a página para alguns, apenas o nome, sobrenome e a foto do perfil para outros, não necessita autorização do usuário, explica Ryan Matzner. Já a utilização do resto requer o consentimento do interessado, afirma.

Apenas os dados bancários ou de pagamento que o Facebook possui estão fora do limite. No entanto, aponta Matzner, “muitas coisas que eram possíveis há cinco, seis ou sete anos já não são porque o Facebook era mais aberto nessa época”.

Mas quando os dados são recolhidos por estes aplicativos, escapam ao Facebook ou a outras redes sociais.

“É como aplicar uma regra sobre a qual o Facebook não tem jurisdição ou interesse. E não há ferramentas (para recuperá-las), embora alguém prometa isso”, explica Chirag Shah, professor da Universidade de Rutgers e especialista em dados nas redes sociais.

“Quando alguém acessa esses dados, o Facebook não tem como saber o que fará com eles”, afirma Matzner. “Só podem acreditar em sua palavra. É como enviar um e-mail e se perguntar o que o destinatário fará com ele. Você não sabe”.

>> Os motores de busca

O QUE RECOLHEM: Todos os dados que dizem respeito às buscas, à geolocalização ou outros dados consultados. Como Google, Yahoo! (grupo Oath) e Bing (Microsoft), os principais motores de busca estão integrados nos gigantes da internet que propõem vários outros serviços aos internautas. Através deles, os grupos recolhem dados adicionais, que cruzados com os coletados pelos motores de busca traçam um perfil ainda mais preciso do internauta. “Você não precisa dizer ao Google sua idade ou seu sexo”, explica Chirag Shah. “Eles podem determinar isso graças a muitos outros fatores”.

O QUE VENDEM: Assim como as redes sociais, seus rendimentos provêm, em grande parte, da publicidade. Não vendem dados, mas sim o acesso a um consumidor de características muito precisas, fruto do cruzamento de dados do motor de busca – e também, no caso do Google, de todas as buscas e conteúdos vistos no YouTube, sua subsidiária. Inclusive o Google há algum tempo explora o conteúdo das mensagens eletrônicas dos internautas que têm uma conta Gmail, mas em junho passado anunciou que não fará mais isso.

O QUE COMPARTILHAM: Abrem as portas a desenvolvedores e aplicativos, como as redes sociais.

>> Há limites?

Nos Estados Unidos não existe quase nenhuma lei que proteja a utilização de dados provenientes das redes sociais ou motores de busca. Mas a autoridade reguladora, a Federal Trade Commission (FTC), as monitora e sancionou o Facebook a partir de 2011 por sua gestão de dados pessoais. Também concluiu um acordo com o Google em 2013 por práticas que atentavam contra a concorrência.

No Canadá e Europa, há limites para o uso de dados, sobretudo no que diz respeito a informações ligadas à saúde, explica Ryan Berger, da filial canadense do escritório Norton Rose Fulbright. Ressalta, no entanto, que a jurisprudência sobre estes assuntos é quase inexistente.

Na Europa, o Facebook foi sancionado em 2017 com uma multa de 135 milhões de dólares pela Comissão Europeia por compartilhar dados pessoais com o WhatsApp.

Na França, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) aplicou em maio de 2017 uma multa de 185.000 dólares ao Facebook por “faltas” em sua gestão de dados dos usuários.

O novo regulamento geral sobre a proteção de dados (RGPD), um texto europeu que entrará em vigor em 25 de maio, definirá normas mais claras para a coleta de dados.

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*Fonte: exame

Inteligência artificial do Google aprendeu a se tornar “altamente agressivo” em situações de estresse

O grande físico Stephen Hawking já nos alertou de que o avanço contínuo da inteligência artificial pode ser “a melhor ou a pior coisa” a acontecer com a humanidade. Para saber qual é essa pior coisa, comece assistindo O Exterminador do Futuro.

E não pense que esse é só um filme maluco muito longe da realidade.

Em testes no final do ano passado, o sistema DeepMind, a inteligência artificial (IA) do Google, demonstrou a capacidade de aprender independentemente a bater os melhores jogadores do mundo em Go, um jogo que envolve grande capacidade estratégica.

Agora, os pesquisadores têm testado sua disposição para a cooperação – e o que eles descobriram é no mínimo preocupante. Quando um agente DeepMind sente que está prestes a perder, opta por estratégias “altamente agressivas” para garantir que saia por cima.

Gathering

A equipe do Google executou 40 milhões de rodadas de um jogo de computador simples de coleta de frutas, chamado Gathering, que pedia a dois agentes DeepMind para competir um contra o outro para reunir quantas maçãs virtuais pudessem.

Os cientistas descobriram que as coisas corriam bem contanto que houvesse maçãs suficientes para ambos. Assim que as maçãs começavam a diminuir em quantidade, os dois agentes se tornavam agressivos, usando raios laser para expulsar o oponente do jogo e roubar todas as maçãs.

Você pode assistir a uma simulação do Gathering abaixo, com os agentes DeepMind em azul e vermelho, as maçãs virtuais em verde e os raios laser em amarelo:

 

Quanto mais complexo, mais agressivo

Curiosamente, se um agente acertava seu adversário com sucesso usando um raio laser, nenhuma recompensa era dada. Ele simplesmente conseguia tirar o oponente do jogo por um período definido, o que permitia que coletasse mais maçãs.

Se os agentes não usassem os raios laser, poderiam teoricamente acabar com quantidades iguais de maçãs, que é o que as versões “menos inteligentes” de DeepMind optaram por fazer.

Já quando a equipe do Google testou formas mais complexas da IA, sabotagem, ganância e agressão entraram em jogo. Redes menores de DeepMind tinham uma maior probabilidade de coexistência pacífica.

Ambiente e aprendizado

Os pesquisadores sugerem que, quanto mais inteligente é o agente, mais capaz ele é de aprender com seu ambiente, permitindo que use algumas táticas altamente agressivas para alcançar o topo de sua performance.

“Este modelo mostra que alguns aspectos do comportamento humano emergem como um produto do ambiente e do aprendizado”, disse um dos membros da equipe, Joel Z Leibo, ao portal Wired. “As políticas menos agressivas emergem do aprendizado em ambientes relativamente abundantes, com menos possibilidade de ações dispendiosas. A motivação da ganância reflete a tentação de tirar um rival e recolher todas as maçãs”.

Wolfpack

Os agentes DeepMind também foram testados em outro jogo, chamado Wolfpack. Desta vez, três IAs participaram das rodadas, duas como lobos e uma como presa.

Ao contrário de Gathering, este jogo ativamente incentivava a cooperação, porque se ambos os lobos estivessem perto da presa quando esta era capturada, ambos recebiam uma recompensa – não importa qual deles finalmente a agarrasse.

A ideia é que a presa é perigosa – um lobo solitário pode superá-la, mas corre o risco de perder a carcaça para outros animais. Se dois lobos capturam a presa em conjunto, eles podem proteger melhor a carcaça e receber uma maior recompensa.

Assim como os agentes DeepMind aprenderam em Gathering que a agressividade e o egoísmo lhes renderam o resultado mais favorável nesse ambiente em particular, eles aprenderam em Wolfpack que a cooperação levava a um maior sucesso individual neste caso. No vídeo abaixo, lobos (vermelhos) perseguem presa (azul) enquanto evitam obstáculos (cinzas):

 

Ensinando os sistemas de IA a ser bonzinhos

Sim, estes são “apenas” jogos de computador. A mensagem, entretanto, é clara: se sistemas de IA diferentes se tornarem responsáveis por situações da vida real, seus objetivos “particulares” (o motivo pelo qual foram criados) precisam ser equilibrados com o objetivo geral de beneficiar os seres humanos acima de tudo.

Como a Inteligência Artificial pode destruir a humanidade, de acordo com uns caras muito inteligentes

A equipe do Google ainda precisa publicar um artigo revisado por pares sobre os resultados destes testes, mas os dados iniciais mostram que, só porque os construímos, isso não significa que robôs e sistemas de IA terão automaticamente nossos melhores interesses como guias.

Em vez disso, precisamos incutir essa natureza útil nas nossas máquinas, e antecipar qualquer “lacuna” que poderia permitir que elas cheguem aos raios laser. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

7 efeitos de um dia sem internet no mundo

Da mesma forma como, antigamente, era difíci imaginar como as pessoas conseguiam viver antes das redes elétricas, hoje em dia é difícil pensar em como seria a vida sem internet. Usamos a rede de dados tanto ao longo do nosso dia-a-dia que já nem sequer percebemos o quanto dependemos dela.
Pensando nisso, a fabricante de sistemas de armazenamento NetApp fez um infográfico que ilustra alguns dos problemas que surgiriam ao longo de um dia sem internet. O infográfico pode ser baixado aqui (em espanhol e em PDF). Embaixo, destacamos alguns dos efeitos mais alarmantes de um dia sem conexões:

Comunicações
Aproximadamente 1,75 bilhão de smartphones virariam celulares à moda antiga. Centenas de milhões de cidadãos indianos perderiam a principal funcionalidade de um dos únicos aparelhos tecnológicos de seus lares. Ao todo, cerca de 150 bilhões de emails deixariam de ser enviados, e os 4,9 milhões de usuários do Skype perderiam, ao todo, cerca de 2 bilhões de minutos de conversa.

Transportes
A ausência de conectividade impediria o funcionamento das centrais de controle de tráfego aéreo, o que impediria a decolagem de cerca de 87 mil vôos. Mais de 16,3 milhões de carros passariam o dia sem poder usar seus sistamas de navegação por GPS e, obviamente, carros sem motoristas como o do Google não conseguiriam nem sair do lugar.

Entregas
Cerca de 58,3 milhões de pedidos de informação de rastreamento de pacotes da UPS não seriam atendidos. No caso de encomendas da FedEx, seriam cerca de 50 milhões de pedidos sem retorno. Em outras palavras, as encomendas “desapareceriam” por um dia.

Redes Sociais
Mais de 500 milhões de tweets e mais de 70 milhões de fotos do Instagram deixariam de ser compartilhadas em um dia sem internet. Os cerca de 894 milhões de usuários do Facebook deixariam de enviar mais de 10 bilhões de mensagens e compartilhar cerca de 4,7 bilhões de atualizações nos 39 minutos que passam em média na rede durante um dia. Ao todo, o Youtube perderia cerca de 4 bilhões de visualizações.

Finanças
O custo de se efetuar uma transação bancária “ao vivo”, com um empregado de um banco, é de aproximadamente, US$ 3,97. Fazer a mesma coisa pelo caixa eletrônico custa apenas US$ 0,59 e, fazê-lo por um dispositivo móvel, US$ 0,56. Dessa forma, em um dia sem internet, os custos de operações financeiras aumentariam radicalmente.

Meteorologia
Atualmente, a previsão do tempo depende da coordenação de dados colhidos em muitos pontos de observação diferentes – e ela só pode acontecer por meio da internet. Além disso, os meteorologistas utilizam técnicas de computação na núvem para realizar bilhões de cálculos todo dia, com base em dados dos últimos 10 mil dias, e a internet também é essencial para essas funções.

Comércio eletrônico
A impossibilidade de se conectar à rede faria com que lojas de comércio eletrônico perdessem cerca de US$ 2 bilhões em vendas. Entre os afetados estariam os mais de 244 milhões de usuários cadastrados da Amazon e os cerca de 149 milhões de usuários da eBay.

*Fonte: OlharDigital