Filipinas aprova lei que exige que os alunos plantem 10 árvores para se formar

O impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração

A missão do ensino fundamental e médio e até da universidade é formar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. É por isso que a nova lei recentemente aprovada nas Filipinas deve servir de exemplo para todo o mundo: não se trata mais de tirar apenas as melhores notas, mas de respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, por isso os formandos devem plantar pelo menos 10 árvores, como parte da cerimônia de formatura, além de combater o aquecimento global de forma objetiva.

O novo projeto de lei prevê que, além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração. Esse número parece inflacionado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos estudando na primeira série, aproximadamente 5 milhões na segunda e quase 500 mil nas faculdades anualmente, essa iniciativa garante pelo menos 175 milhões de novas árvores todos os anos”, disse o parlamentar.

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções ainda será uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma medida de sobrevivência de apenas 10% das árvores plantadas, 525 milhões estarão disponíveis para o gozo dos jovens, antes mesmo que eles assumam a liderança no futuro.

As árvores serão selecionadas de acordo com cada localidade e deverão ser plantadas em florestas existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos de mineração e instalações urbanas, com o objetivo de conscientizar as gerações futuras e, principalmente, ajudar a salvar o planeta.

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*Fonte: contioutra

Drones no Canadá vão plantar 40 mil árvores em 1 mês

A restauração florestal no Canadá ganhou um aliado tecnológico. Os pequenos veículos aéreos vão sobrevoar uma área queimada por incêndios ao norte de Toronto, a maior cidade do país. O objetivo é plantar 40 mil árvores só neste mês.

O projeto é conduzido pela empresa canadense de reflorestamento Flash Forest. Sua maior meta é plantar um bilhão de árvores até 2028. Para tanto, garante que consegue plantar 10 vezes mais rápido e com 20% dos custos das técnicas tradicionais.

Muitos especialistas defendem que o plantio de árvores é a maneira mais rápida e barata de frear as mudanças climáticas. Um estudo publicado na Science em 2019 afirmou que, além de preservar as florestas que já existem, a solução contra o aquecimento global seria o mundo plantar 1,2 trilhão de árvores.
Tecnologia

Alcançar números tão grandiosos requer mais que força humana. E as inovações tecnológicas junto a ciência são essenciais neste processo. No caso da Flash Forest, o foco do plantio é em áreas pós-colheita e pós-incêndio. A empresa usa software de mapeamento aéreo, tecnologia de drones, pneumática, automação e ciência ecológica.

Durante testes do projeto-piloto, em outubro de 2019, a companhia plantou 165 árvores em apenas três minutos com o uso de um único drone. Também o despejo de nutrientes no solo é feito com drones.

Após o plantio, a empresa retorna para acompanhar o andamento das mudas.

Outro ponto importante é a priorização das espécies nativas. Para isso, trabalham com bancos de sementes locais.

Drones em projetos ambientais

Monitoração, fiscalização e preservação ambiental são apenas algumas das áreas que podem ser auxiliadas pelo uso de drones. No CicloVivo já trouxemos exemplo de seu uso na coleta de lixo nas praias, na fiscalização da Amazônia peruana e também como meio de chegar a áreas remotas – como no ambicioso plano de Madagascar em plantar 60 milhões de árvores e no transporte de medicamentos em Ruanda.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento, diz estudo

Além de preservar as florestas que já existem, a melhor solução para reduzir drasticamente o excesso de dióxido de carbono na atmosfera e conter o aquecimento global é plantar árvores. Em todos os espaços possíveis do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados a agropecuária.

Isso significaria plantar 1,2 trilhão de novas mudas, um número quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta hoje cerca de 3 trilhões de árvores.

O plantio massivo de árvores em locais subutilizados é o principal ponto defendido por estudo que sai na edição desta sexta-feira (5/7) da revista Science. “Seguramente podemos afirmar que o reflorestamento é a solução mais poderosa se quisermos alcançar o limite de 1,5 grau [de aquecimento global]”, afirma à BBC News Brasil o cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, professor do departamento de Ciências do Meio Ambiente do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e um dos autores do trabalho acadêmico.

O limite a que ele se refere é a preocupação central do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas, cujo relatório foi lançado ano passado: limitar o aumento do aquecimento global em 1,5 grau Celsius até 2050.

Para conseguir tal meta, Crowther defende uma campanha global – envolvendo governos, organizações e pessoas físicas. Afinal, o plantio deveria ocorrer em todos os espaços relativamente ociosos, independentemente de quem seja o dono do local. “São regiões degradadas em todo o mundo, onde humanos removeram as florestas e hoje são áreas que não estão sendo usadas para outros fins”, comenta ele. “No entanto, não sabemos sobre a propriedade da terra de todas essas regiões. Identificar como incentivar as pessoas a restaurar esses ecossistemas é a chave para o reflorestamento global.”

Este é o primeiro estudo já realizado que demonstra quantas árvores adicionais o planeta pode suportar, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas conseguiriam absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25% – ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

Desde o início da atividade industrial, a humanidade produziu um excedente de carbono na atmosfera de 300 bilhões de toneladas de carbono. De acordo com os pesquisadores, caso esse montante de árvores seja plantado, quando atingirem a maturidade conseguirão absorver 205 bilhões de toneladas de carbono. “Os 300 bilhões de toneladas extra de carbono na atmosfera existentes hoje são devidos à atividade humana”, diz o cientista. “O reflorestamento reduziria dois terços disso. Contudo, há um total de 800 bilhões de toneladas carbono na atmosfera, 500 bilhões das quais naturais.”

80 mil fotos de satélite

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados global de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, de florestas equatoriais até a tundra do Ártico. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pelo crivo dos cientistas. Com as imagens, a cobertura natural de cada ecossistema pôde ser somada.

Por meio de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Por fim, modelos climáticos que projetam as mudanças do planeta até 2050 foram implementados no software, para que o resultado fosse o mais próximo do real.

Atualmente existem 5,5 bilhões de hectares de floresta no planeta – segundo a definição da ONU, ou seja, terras com pelo menos 10% de cobertura arbórea e sem atividade humana. Isso significa 2,8 bilhões de hectares com cobertura de dossel de árvores.

O estudo concluiu que há ainda um total de 1,8 bilhão de hectares de terra no planeta em áreas com baixíssima atividade humana que poderiam ser transformadas em florestas. Nesse espaço, poderiam ser plantadas 1,2 trilhão de mudas. “À medida que essas árvores amadurecem e aumentam, o número de espécimes cai. Quando chegamos às florestas maduras, as árvores realmente enormes armazenam maior quantidade de carbono e suportam grande quantidade de biodiversidade”, completa Crowther. Isso renderia 900 milhões de hectares de copas de árvores a mais – uma área do tamanho dos Estados Unidos.

As medidas são urgentes. “Todos nós sabíamos que a restauração de florestas poderia contribuiu para o clima, mas não tínhamos ainda conhecimento científico para mensurar o impacto disso. Nosso estudo mostra claramente que o reflorestamento é a melhor solução, com provas concretas que justificam o investimento”, afirma o britânico. “Se agirmos agora. Pois serão necessárias décadas para que novas florestas amadureçam e alcancem seu potencial. Ao mesmo tempo, é vital que protejamos as florestas que existem hoje e busquemos outras soluções climáticas a fim de reduzir as perigosas alterações climáticas.”

“Nosso estudo fornece uma referência para um plano de ação global, mostrando onde novas florestas podem ser restauradas. A ação é urgente. Os governos devem incorporar agora isso em suas estratégias para combater as alterações climáticas”, adverte o geógrafo e ecólogo Jean-François Bastin.

A pedido da reportagem, Bastin estimou quanto tempo seria necessário para que esse reflorestamento maciço começasse a implicar no freio ao aquecimento global: 18 anos. “Então, isso de fato ajudaria a retardar o problema, mas o mesmo tempo precisamos mudar consideravelmente nosso jeito de viver no planeta a fim de conseguir neutralizar nossas emissões de carbono”, acrescenta ele.

Segundo os pesquisadores, mais da metade do potencial terrestre de reflorestamento está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões), Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).

O trabalho também mostrou o impacto que as mudanças climáticas devem ter na configuração das florestas existentes. Com o aquecimento global, é provável que haja um aumento na área de florestas boreais em regiões como a Sibéria. Contudo, a média de cobertura de árvores nesse tipo de ecossistema é de apenas 30% a 40%. No caso de florestas tropicais, que normalmente têm de 90% a 100% de cobertura de árvores, as alterações climáticas têm trazido efeitos devastadores.

Repercussão

O estudo foi bem-recebido por especialistas ambientais que tiveram acesso prévio ao material. “Finalmente, uma avaliação precisa do quanto de terra podemos e devemos cobrir com árvores, sem interferir na produção de alimentos ou espaços de habitação humana”, pontua a diplomata Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção do Clima da ONU. “É um modelo para governos e para o setor privado.”

“Agora temos evidências definitivas da áreas de terra potencial para o reflorestamento, onde elas poderiam existir e quanto carbono poderiam armazenar”, avalia o engenheiro civil René Castro, especialista em desenvolvimento sustentável e diretor-geral do Departamento de Clima, Biodiversidade, Terra e Água da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

“As florestas são um dos nossos maiores aliados no combate às mudanças climáticas, com resultados mensuráveis. O desmatamento não apenas contribui para uma perda alarmante da biodiversidade, mas limita nossa capacidade de armazenar carbono”, completa ele.

O ambientalista Will Baldwin-Cantello, conselheiro-chefe para florestas da organização WWF (World Wide Fund for Nature), enfatiza o papel das florestas “contra a mudança climática”. “Sem elas, perderemos a luta para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau”, diz. “Por isso é crucial atuarmos para restaurar as florestas enquanto reduzimos drasticamente as emissões globais de carbono.”

Para ele, “o desafio é entender como podemos acelerar essa implementação”, que requer “níveis sem precedentes de cooperação em níveis global e local”.

“Só falta vontade política de lutar pelo nosso mundo”, conclui.
Plante você mesmo

Crowther enfatiza que todos podem contribuir para esse processo. “Embora ações de governos sejam essenciais para aproveitar ao máximo a oportunidade, estamos diante de uma solução climática na qual todos podemos nos envolver e causar um impacto tangível”, defende. “Você pode cultivar árvores, doar para organizações de reflorestamento ou ao menos investir seu dinheiro com responsabilidade em empresas que tomam medidas quanto à mudança climática.”

No site Crowther Lab, há uma ferramenta que permite que o usuário olhe para qualquer ponto da Terra e identifique áreas passíveis de reflorestamento.

“Defendemos que qualquer um pode se envolver. Mas, para fazer isso de maneira correta, é preciso entender as condições do solo e os tipos de árvores que podem existir em cada região”, comenta o cientista. “Por isso, desenvolvemos uma ferramenta de mapeamento, disponível em nosso site, onde qualquer pessoa pode ampliar sua área e se informar sobre que tipos de árvores plantar e quanto carbono elas podem capturar. Tais informações ecológicas são fundamentais. Vamos fazer o reflorestamento global de forma eficaz.”

O Crowther Lab também traz listas de organizações comprometidas com o reflorestamento e apoia a criação de uma coalização global para tornar os esforços mais eficientes.

*Por Edison Veiga

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*Fonte: bbc-brasil

Drone com sementes inteligentes refloresta 1.200 hectares em 5 horas

Um drone com sementes inteligentes está sendo usado para ajudar no reflorestamento de forma rápida, prática e eficaz.

A ótima ideia, diante do desmatamento maciço, está sendo colocada em prática pelo empresário espanhol Juan Carlos Sesma.

O aparelho voador dele é capaz reflorestar 100 mil árvores em apenas 5 horas. O empresário já fez isso em 1.200 hectares de um parque em Guadalajara.

“Estamos diante de um método eficiente para criar ecossistemas, através da criação em série, como se fosse uma fábrica de automóveis”, diz Sesma

Como

Juan Carlos Sesma usa uma seleção de sementes ‘iseed’, ou semente inteligente, que é introduzida em uma cápsula biodegradável.

Ela tem todos os elementos para torná-la viável em sua primeira fase de crescimento, a mais crítica, mas com 80% de chance de sucesso.

Mas não é tão simples como parece. Primeiro é feita uma análise.

O protagonista desta fase executa o projeto mais eficiente, otimizando todas as variáveis em seu banco de dados usando algoritmos para que o futuro ecossistema seja o mais completo, harmonioso e sustentável possível.

O Big Data está presente durante todo o processo antes do plantio. Ele é responsável por escolher o mais adequado para a criação de ecossistemas de sementes nativas.

Com as variáveis escolhidas e as sementes inteligentes criadas, o drone de CO2 entra em ação.

Drone em ação

Com ele é possível que uma zona afetada por um incêndio se recupere completamente.

“Este tem um mini-depósito anexado que lança a iseed, contando com os parâmetros estabelecidos pelo Big Data”, explica Sesma.

Outro ponto a favor da incorporação de drones no trabalho de reflorestamento é que as sementes liberadas podem alcançar lugares que não são facilmente acessíveis pelos humanos.

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*Fonte: sonoticiaboa