A Vida devolve em dobro – as coisas boas e as coisas ruins

Parece brincadeira, mas não é. A lei do universo é simples: ação e reação. Quem nunca ouviu falar que o mundo dá voltas? Ou que coisas boas atraem coisas boas e coisas ruins atraem coisas ruins? Não importa a sua religião ou credo, o universo retribui.

Encontrar uma carteira cheia de dinheiro na rua? Acontece. Devolver? Nem sempre. E quem devolve? É bobo. “Se você perder a sua, ninguém te devolverá”, eles dizem. “Todo mundo pega, todo mundo rouba, todo mundo é esperto”. Calma lá, amigo, eu não sou ‘todo mundo’. A vida devolve em dobro.

Nunca utilize as pessoas como meio, mas sempre como fim em si mesmo. Isso é Kant. E é Deus, Oxalá, é a ciência, é ateísmo. Não importa de onde você tira esse conceito. A paz de espírito só existe se você estiver bem com você e com o outro. Ninguém aqui é uma ilha.

A vida, meu amigo, devolve cada centavo. Mas nem por isso você deve esperar sentado a retribuição pelas suas boas ações. Se você está nessa vibe, melhor mudar de perspectiva. Sem motivos, sem objetivos futuros. Amar sem compromisso. Ame, inclusive, os teus inimigos.

Falta amor por aí. Faltam boas ações e sobra intolerância. O universo devolve em dobro. E pagamos também pelos erros dos outros. Afinal de contas, somos uma comunidade. Estamos juntos nesse planetinha azul. Mais amor, menos guerra, inveja e ódio. Paz nos corações.

………………………………………………………………………………………
*Fonte: osegredo / Valter Gerônimo Camilo Junior

Anúncios

Aquele seu amigo chato é o que mais te quer bem, afirma a ciência

Sabe aquele seu amigo que você ama, mas que, às vezes, não suporta porque é chato e vive te dando bronca (mesmo que sejam necessárias)?

Pois é! De acordo com a ciência, esse é o amigo que mais te ama e te quer bem.

Segundo uma pesquisa publicada, pessoas que fazem com que outras sintam emoções negativas acreditam que tais emoções serão benéficas a longo prazo.

A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Plymouth e incluiu 140 adultos.

Os cientistas observaram seus comportamentos durante situações hipotéticas como colocar medo de fracasso em um amigo que, ao invés de estudar, está adiando seus estudos.

Os pesquisadores afirmaram que pedir aos participantes para que se coloquem no lugar de outra pessoa aumentou a probabilidade de escolherem experiências e sentimentos negativos para alguém

Isso se achassem que lhe seria útil no futuro.

Os resultados foram confirmados: as pessoas são cruéis para serem gentis.

O autor do estudo, Belén Lopéz-Pérez, afirma:

“Seguindo a mesma linha de pesquisas anteriores, os resultados mostraram que as pessoas têm determinadas expectativas sobre os efeitos que algumas emoções podem provocar e que estas podem ser melhores para alcançar objetivos diferentes.”

Em outras palavras, as pessoas podem ser cruéis com você, não porque querem te magoar ou não gostam de você, mas, pelo contrário: se preocupam com você e acreditam que sua suposta crueldade seja benéfica.

> Curious Mind Magazine

………………………………………………………….
*Fonte: awebic

5 sinais que mostram que uma pessoa não é verdadeira – (Falsiane)

Abaixo está uma lista com 5 sinais que mostram que alguém não é autêntico.
Alguns desses sinais são fáceis de detectar, enquanto outros precisam de uma convivência mais próxima, mas eles nos dão uma ideia melhor da verdadeira face daqueles ao nosso redor:

1. Extrema valorização de bens materiais
O site Huffington Post diz que pessoas autênticas conseguem enxergar o quanto os bens materiais são vazios. E o site LifeHack afirma que pessoas verdadeiramente autênticas valorizam mais as pessoas, relacionamentos e experiências do que bens materiais. As pessoas autênticas em sua vida são aquelas que estão mais interessadas em você e em seu bem-estar do que em futilidades e coisas efêmeras.

2. Viver para agradar aqueles ao seu redor
As pessoas autênticas e conscientes sabem que é impossível agradar a todos, porque temos pensamentos e opiniões diferentes. No entanto, as pessoas inautênticas saem do seu caminho para agradar os outros, com a esperança de poderem se aproveitar de seu ato de gentileza futuramente.

3. Desvalorização do autocuidado
As pessoas inautênticas não cuidam de si mesmas, isso porque não enxergam que quanto mais nos amamos e cuidamos de nossos corpos e almas, mais somos felizes e realizados com nossas vidas.

4. Inveja excessiva
As pessoas que não são autênticas sentem inveja das conquistas daqueles ao seu redor, porque não conseguem manifestar os próprios desejos em suas vidas. No entanto, essa incapacidade é fruto de suas questões internas, e tudo pode mudar com um reajuste de perspectiva e comportamento.

5. Irresponsabilidade
As pessoas inautênticas são irresponsáveis e muitas vezes forçam aqueles ao seu redor a tomarem decisões que beneficiem apenas a si mesmas. Quando chega a hora de enfrentar as consequências de suas atitudes, culpam os outros para fugir da responsabilidade.

……………………………………………………….
*Fonte: osegredo / Luiza Fletcher

O silêncio é a única resposta que devemos dar aos tolos

Não devemos discutir com quem demonstra total ignorância e falta de sensibilidade em relação ao que a gente sente. Quando percebemos que estamos sendo incompreendidos, que não estão querendo ouvir, ou pouco se importam com algo que para nós é muito importante, devemos nos retirar em silêncio.

Nenhum esforço vai valer a pena nesse caso.

Muitas pessoas passam pela nossa vida, ou até permanecem, só que não querem realmente ficar. Ficam porque estão, de algum modo, esperando por algo melhor, e constantemente, agem com indiferença quando o assunto não diz respeito a elas.

Elas não conseguem nada melhor porque ainda não perceberam que esse algo melhor não existe, e sempre buscarão por coisas impossíveis, porque os padrões de felicidade que impuseram para si próprios, desde a infância, são muito altos, por isso vivem frustrados, por isso, precisam descontar essa frustração nos outros.

Seria simples resolver esse problema interno, a solução seria apenas diminuir esses padrões, mas elas não sabem como, e isso realmente é difícil de ser feito, é necessário querer. E elas não querem. Tentamos uma aproximação gentil, mas sempre levamos uma pancada e recebemos aquela palavra arrogante de desdém. Eles são assim e estão fechados para balanço.

Essas pessoas estão mergulhadas na própria infelicidade. E se mostram inteiros dentro do seu egoísmo mesquinho. Já diziam os sábios: Onde a ignorância faz morada, não há espaço para a inteligência dar palpites. Por tanto, não palpite.

Vejo muitas pessoas se desesperando, quebrando a cabeça para tentar se fazer entender e sofrendo por tentar mudar a atitude do outro. Mas contra fatos não há argumentos. Não se pode forçar o outro a te tratar bem. Ponto.

Aquela sensação de afeto e vontade de fazer o bem só é manifestada por quem possui dentro de si a beleza da gentileza. São raras as pessoas que possuem esse poder. Elas são magnificas, estão prontas para ajudar e amar, se colocam a disposição e se sentem muito úteis quando percebem que ajudaram alguém.

Fiquei encantada outro dia quando meu filho chegou da escola todo empolgado dizendo que era um ótimo professor. Eu perguntei por quê, e ele respondeu: Mãe sabe aquela minha amiga da escola que eu sempre converso no whatsapp? Eu disse que sim. Ele então continuou: Ela não sabia nada de geografia e a prova dela era hoje, daí eu sentei com ela no recreio e comecei a explicar a matéria e sabe quanto ela conseguiu tirar na prova? 9.0 mãe! Não é demais? Eu sou um ótimo professor!

Muito emocionada e orgulhosa eu disse: Filho, você realmente é um ótimo professor, parabéns por se colocar à disposição em ajudá-la! E sabe de uma coisa? Ela também é uma ótima aluna! Porque só aprende aquele que está disposto a aprender.

Esse exemplo foi apenas uma ilustração para mostrar que não adianta perder tempo com gente tola. Geralmente os tolos não estão abertos para aprender nada que não seja massagem para o seu ego. Não sabem receber críticas, mas criticam o tempo todo. Então não vale a pena dispender energia falando e tentando os convencer com seus argumentos. Eles possuem um bloqueio descomunal, só escutam o que querem e você vai gastar um tempo precioso da sua vida e não surtirá efeito algum.

Não estou dizendo para você desistir dessa pessoa se ela for realmente importante para você, estou dizendo para não forçar a barra. Esse tipo de pessoa precisa estar totalmente envolvida para que você comece a falar sobre um assunto que ela não quer. Não fique dando indiretas, elas odeiam pessoas chatas e você será uma delas se começar a fazer isso. Não comece um assunto importante quando ela estiver fazendo uma coisa que ela gosta, interromper um hobby de um tolo para falar sobre você é tolice.

Fale apenas quando ela estiver com os ouvidos abertos só para você, isso é raro, e pode ser que ela ainda saia e te deixe falando sozinha. E aí? Você acha que vale realmente a pena? O que ela espera de você? Que você se humilhe e fique falando por horas na cabeça dela. E você faz exatamente isso.

Quando você acatar o silêncio como o melhor remédio, talvez, eu disse, talvez, ela sinta que algo esteja diferente e perceba que você não vai mais aturar ignorância ou desamor.

Mas olhe… Eu disse talvez…

………………………………………………………………
*Fonte: resilienciamag

Só há um luxo verdadeiro: as relações humanas

A fugacidade da vida é algo fascinante e ao mesmo tempo aterrorizante. Em dado momento estamos fazendo planos, sonhando com o futuro e de repente anos já se passaram e todo aquele entusiasmo de outrora já não existe. Sendo assim, estamos sempre correndo contra a finitude do tempo, buscando de algum modo impedir que os sinos toquem. Dada a sua finitude, a vida, portanto, deve ser valorizada, já que é isso que lhe confere valor. E, quando chego nesse ponto, questiono-me se estamos vivendo vidas que merecem ser vividas.

Estamos cada vez mais condicionados a uma vida voltada para o consumo, em que há uma desvalorização por completo do ser, uma vez que nesse jogo a única coisa que importa é o “ter”. Desse modo, passamos a vida acumulando coisas, embora, tenhamos vidas vazias, solitárias e desprovidas de amor.

Estamos sempre falando, correndo de um lado a outro do palco, como disse Shakespeare, à procura de plateias que nos escutem. Entretanto, não estamos dispostos a ouvir ninguém, já que não nos preocupamos minimamente com nada que não gire em torno do nosso ego, tampouco, existe vontade de colocar-se no lugar de outrem, buscando de algum modo sentir a sua dor.

Estamos sempre fazendo contas, buscando equações que nos tornem mais poderosos e bonitos aos olhos da sociedade e, assim, nos transformamos em máquinas que fazem sempre a mesma coisa, seguindo as regras e ditames determinados pelos símbolos de sucesso e felicidade. Desse modo, como podemos fazer falta sendo completamente iguais aos outros? Sem algo que nos torne únicos? Sem idiossincrasias?

Estamos querendo levar vidas importantes e por isso nos cercamos de riquezas e sorrisos de pessoas que o máximo que conhecem é o nosso nome. Mas, isso pouco importa quando se está em um carro zero importado, não é? Todavia, ser importante é ter uma vida que chegada ao fim, continua existindo nos sentimentos e lembranças importados por alguém que nos amara.

Estamos em plena era da conexão, mas vivemos isolados em nossas ilhas afetivas, protegidos pelos muros do individualismo e cobertos por uma rede wireless de egoísmo. Não dizemos mais eu te amo, apenas não me “delete”. Fingimos que o mundo é plural, entretanto a diversidade não possui lugar diante do ódio e da intolerância.

Estamos sempre felizes, mesmo que essa felicidade seja esvaziar um Shopping Center ou esteja em um comprimido, afinal, não há espaço para a fraqueza em um mundo repleto de belezas e alegrias. Mas, se algo continua a incomodar, nada que mais algum divertimento consumista não resolva ou quem sabe mais uma pílula da felicidade.

Diante disso, volto à pergunta inicial: estamos levando vidas que merecem ser vividas? Acredito que não, já que em nome do Deus “Mercado”, nós valorizamos apenas coisas e, assim, ficamos condicionados e adestrados, servindo obedientemente a um estilo de vida individualizante, egoísta e opressor, o qual renega o que há de mais divino na vida, a conexão entre duas pessoas, algo que deveria ser a nossa maior preocupação e a nossa maior riqueza, já que na vida o único troféu que ganhamos é ter o nosso eu ecoando dentro de outro coração. No entanto, isso é apenas para quem ainda não se transformou em cogumelo e não se esqueceu, como disse Saint-Exupéry, de que na vida:

“Só há um luxo verdadeiro: as relações humanas.”

 

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: osegredo

10 diferenças entre namorar uma menina e uma mulher

O simples lidar com o ser humano já é algo extremamente difícil. Principalmente quando nos referimos a relacionamentos. Estar ciente de que uma pessoa é diferente da outra, que não existem pares perfeitos, que a vida não é feita de flores e chocolates, nem chuvas e cobertores, é algo que a maioria das pessoas demora, e muito, para entender. Afinal de contas, saber é uma coisa, colocar em prática, é outra totalmente diferente.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Sabemos que a tendência é acreditarmos que os homens demoram mais a amadurecer do que as mulheres, mas isso não quer dizer que algumas mulheres não estejam prontas para determinados tipos de relacionamento, que ainda tem muito o que aprender – e sofrer – até encontrar seu verdadeiro caminho – seja com alguém ou sozinha.

Pensando nisso, nós selecionamos uma listinha com 10 diferenças entre namorar uma menina e uma mulher. Confira:


1. Uma menina faz birra, uma mulher conversa

Sabe criança mimada? Exatamente, uma mulher que, ainda, é uma menina, ou seja não tem maturidade, reage da mesma maneira que uma criança quando algo lhe desagrada, incomoda ou chateia – gritando, ficando amuada ou, até mesmo, chantageando.

A grande diferença entre uma menina e uma mulher é que a mulher, ao invés de “fazer bico” e “dar piti”, vai conversar de maneira sensata e possuindo a habilidade de responder de maneira eficaz e de receber uma resposta de acordo. Mas isso não quer dizer que por ser mulher ela também não se sinta incomodada ou descontente.


2. Uma menina acredita ser uma princesa, uma mulher se enxerga como humana

Uma menina ainda acredita em contos de fadas, num mundo ideal onde encontrará seu príncipe encantado, que a tratará como uma princesa. Até mesmo porque ela se enxerga como uma princesa, sendo a mais bonita do reino (mundo) e que todos devem fazer suas vontades. Sente como se as pessoas estivessem sempre em dívida com ela, sempre exigindo mais do que pode oferecer. Isso não quer dizer que uma mulher não gosta de ser tratada bem, mimada, mas existem limites para tal comportamento. Uma mulher sabe reconhecer padrões, não tem expectativas projetadas para os outros. Sabe que a vida vai muito além da beleza e dinheiro.

3. Uma menina usa seu físico, uma mulher sua inteligência

A menina calcula seu próprio valor baseando-se em sua beleza física. Está tão acostumada a se valorizar dessa maneira, a partir de sua sexualidade, que usa isso como meio (ferramenta) de conseguir o que quer. Uma mulher conhece o valor de seu físico mas, mais que isso, sabe que seu valor – enquanto indivíduo – se baseia na inteligência, força, integridade, humanidade.

4.Uma menina usa os homens, uma mulher compartilha a vida

A menina usa os homens como estratégia financeira para sobreviver – e viver muito bem. Uma mulher é financeiramente independente. Uma menina quer um homem que a sustente, enquanto uma mulher quer um companheiro de vida.

5. Uma menina é capaz de passar por cima dos outros, uma mulher ajuda

Sim, como dissemos no item 1, uma menina é mimada, geralmente é capaz de passar por cima de tudo e de todos para conquistar aquilo que deseja, sem qualquer escrúpulo. Uma mulher ajuda outras mulheres, sabe que no mundo há o suficiente para todo mundo. Não faz nada que fira sua integridade física ou moral.

6. Uma menina é “madame”, uma mulher é “mão na massa”

Isso quer dizer que uma menina não aceita lavar uma louça, não quer ser incomodada com tarefas domésticas, se orgulha de não saber cozinhar ou limpar. Uma mulher sabe que não é obrigação ou dever fazer trabalhos domésticos, mas ao mesmo tempo entende que essa é uma maneira de cuidar de si mesma e dos outros. Além disso, tem consciência de que para se criar uma família é preciso saber administrar um ambiente familiar.


7. Um menina quer atenção, uma mulher quer respeito

Por estar sempre em busca de manter seu padrão de vida – ou subir ele -, uma menina não se importa em como ou com quem fazê-lo. Ela só quer que todos estejam aos seus pés, se rastejando por ela. Enquanto uma mulher deseja uma pessoa ao seu lado, mas que essa pessoa seja compatível com seu estilo de vida, desejos, sonhos, que a trate bem…

8. Uma menina não respeita seu corpo, uma mulher sabe o valor de si mesma

A menina ainda não aprendeu que seu corpo e seu coração são o mais importante, não sabe como cuidar de si, não tem consciência de que ela mesma é mais importante do que viagens, diamantes, sapatos e roupas caras. Uma mulher entende que sua saúde vem em primeiro lugar, cuidando da sua paz de espírito e de seus talentos.


9. Uma menina se entrega a qualquer um, uma mulher analisa o tipo de homem que quer em sua vida

Uma menina é emocionalmente imatura, uma explicação para esse todos os itens dessa lista. Ela é carente e se deixa levar por qualquer um – como dissemos, sempre em busca de algo material – , ainda não conseguiu estabelecer seus valores morais, é confusa e inconstante. Uma mulher reflete sobre o tipo de homem que deseja ter em sua vida, se baseando em experiências passadas e pensando no futuro pode determinar se tal pessoa irá somar ou diminuir em sua vida.

10. Uma menina cansa um homem, uma mulher dá energia

Quando um homem se relaciona com uma menina logo ele se sente cansado, porque ela é mimada, é egoísta, egocêntrica, lhe suga tudo o que pode oferecer, sem que haja qualquer tipo de troca. Uma mulher faz com que um homem se sinta revigorado, lhe dando alegria, energia, paixão para a vida.

………………………………………………………
*Fonte: pensadoranonimo

3 Sinais de que você já conheceu alguém em uma vida anterior

1. Você se sente imediatamente conectado ou repelido
Quando pensamos sobre as pessoas de vidas passadas, muitas vezes pensamos sobre os nossos amigos e parentes, e talvez até mesmo as pessoas que amamos. Muitas vezes, quando encontra alguém de uma vida passada, você sente essa conexão imediata. Mas o que dizer de alguém de uma vida passada que você não gostava? Às vezes você pode sentir uma repulsa imediata. Em ambos os casos, é um sinal de que você já conhecia essa pessoa antes.

2. Sua conexão parece telepática
Isso não significa necessariamente que vocês estão enviando mensagens mentalmente um ao outro. É mais como se suas orelhas queimassem quando você está falando sobre ela. Você pode pensar nela e, em seguida, receber uma mensagem dela ou ser capaz de sentir o que está prestes a dizer. É uma conexão difícil de explicar e mais difícil ainda de cortar.

3. Reconhece seus olhos
Alguma vez você já olhou para os olhos de alguém e sentiu-se atordoado? Você já sentiu como se tivesse olhado para aqueles olhos milhões de vezes? Se os olhos soarem familiares, pode ser porque você já os viu, em uma vida passada. Se isso acontece com você, preste muita atenção. Algumas pessoas acreditam que os olhos não mudam de nascimento em nascimento, o que nos permite reconhecer nossos companheiros espirituais de vidas anteriores.

………………………………………………………..
*Fonte: osegredo

Por que a culpa não é do Tinder

Estava conversando com meu sobrinho sobre aplicativos de encontros, trocando ideias e experiências, quando ele me disse: “os aplicativos sempre servindo para nos apresentar pessoas interessantes… só que não”. Respondi a ele que os aplicativos são apenas ferramentas e que não podem fazer milagre. Eles nos mostram quem está disponível no “mercado” e supostamente interessado em ter um relacionamento afetivo ou sexual.

Há uma tendência generalizada de se “culpar” os aplicativos, a internet ou a tecnologia de forma geral pela queda na qualidade dos relacionamentos de hoje em dia. É como se o fato de usarmos um aplicativo para celular pudesse nos transformar em pessoas piores, passíveis de descartar outras pessoas em um piscar de olhos. Aliás, não… é como se isso acontecesse com todos os outros – menos com a gente. O que mais se vê são pessoas reclamando que não encontram outras pessoas interessantes, mas, por que será que essas pessoas não se encontram? Se quase todo mundo comenta a mesma coisa, quem são esses outros, afinal?

Os aplicativos de encontros são apenas mais uma forma de conhecer pessoas. Eles têm vantagens e desvantagens com relação a outras formas mais tradicionais de se buscar possibilidades de relacionamentos afetivos. Não é melhor em tudo, nem pior em tudo. É só mais uma forma. Facilita o descarte de pessoas – já pensou se cada cara mala que viesse nos abordar em um bar pudéssemos arrastar para a esquerda com um “nope” gigante? No bar, fica mais complicado. As pessoas selecionam mais, até porque, o descarte é mais difícil. Por outro lado, o aplicativo ajuda os tímidos. Poderia ficar aqui enumerando dezenas de vantagens e desvantagens, mas não é esse o ponto. A grande questão é: o problema não é o Tinder. O problema são as pessoas que usam o Tinder.

Quando dizemos “hoje em dia” ninguém quer mais relacionamento, estamos comparando com “antigamente”. Se dizemos que hoje é assim, é porque consideramos que antes não era. Ora, não era mesmo. Antes as pessoas se casavam por outros motivos – que não necessariamente o amor – e não se separavam. Não havia a possibilidade de buscar relacionamentos de melhor qualidade. Casava-se e vivia-se casado para sempre. Isso garantia felicidade? Obviamente, não. Novamente, temos vantagens e desvantagens. Havia a segurança, mas não havia a liberdade. Porém, essa tal liberdade que conquistamos hoje não é garantidora de felicidade, afinal. Porque você nunca sabe direito se está agindo certo ou não. Porque você não é obrigado a seguir script, o que lhe dá um número absurdo de possiblidades que você simplesmente não sabe se serão boas ou ruins.

Vivemos hoje a angústia descrita por Sartre, de sermos “condenados à liberdade”. Temos opções que não tínhamos antes, o que é ótimo, mas isso vem com uma carga de responsabilidade e maturidade que talvez as pessoas não tenham percebido. Vem também com uma questão interessante: afinal, o que você espera de um relacionamento? O quanto está disposto a se doar também?

Zygmunt Bauman em seu livro Amor Líquido cita a seguinte frase: “poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado”, de Ivan Klima. Ele diz que no amor – assim como na morte – só sabemos como é vivendo. Se a morte é uma experiência única, ou seja, só morremos uma vez, o amor não necessariamente é assim. No entanto, cada história de amor é única. “Não se pode aprender a amar, assim como não se pode aprender a morrer”, diz Bauman.

Há um alto grau de insegurança ao se embarcar em uma relação. Diante disso, “em vez de haver mais pessoas atingindo mais vezes os elevados padrões do amor, esses padrões foram baixados. Como resultado, o conjunto de experiências às quais nos referimos com a palavra amor expandiu-se muito”, continua Bauman. Então, vive-se a ilusão de que pode-se “ganhar experiência” com o amor, aprender a amar. No entanto, “amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível”.

Em outras palavras, há um medo generalizado dessa insegurança, desse frio na barriga que vem junto com o amor correspondido. Há uma vontade de ter o lado bom do relacionamento, mas sem ter o lado ruim – ou seja, a possibilidade iminente de sofrimento. As pessoas querem ter, mas não querem depender. Tem coisa pior do que depender? Bauman diz que as pessoas querem “comer o bolo e ao mesmo tempo conservá-lo; desfrutar das doces delícias de um relacionamento evitando, simultaneamente, seus momentos mais amargos e penosos”.

Bauman cita, então, uma frase de Erich Fromm que diz: “A satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras. Em uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”. Essa frase praticamente resume o que quis dizer quando afirmei que o problema não é o Tinder, mas as pessoas que usam o Tinder.

A ideia de que “eu mereço uma pessoa que faça isso ou aquilo e não aceito menos que isso” é completamente coerente com os tais “amores de bolso” que Bauman cita, com o consumo de pessoas que satisfaçam nossos anseios. Arrisco a dizer que a maioria das pessoas não está, mesmo, preparada para o amor, mas não por causa do Tinder; nunca estiveram.

Rilke, no livro Cartas a um jovem poeta, um dos livros mais bonitos que já li, escreve que o amor é algo para o qual nós nos preparamos durante toda a vida. “O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação. (…) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de outro ser; é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe”.

Ele também compara o amor à morte. “Quem examina a questão com seriedade acha que, como para a morte, que é difícil, também para o difícil amor não foi encontrada até hoje uma luz, uma solução, um aceno ou um caminho. Não se poderá encontrar, para ambas estas tarefas (…) nenhuma regra comum, baseada em qualquer acordo”.

Essas cartas do Rilke foram escritas entre 1903 e 1908, muito antes do Tinder, o que mostra que o problema mesmo está nas pessoas, sempre esteve, e que os aplicativos somente são mais uma forma de explicitar isso.

……………………………………………………………………………
*Fonte: genialmentelouco/ Juliana Santin

Homens mais velhos

Muitas pessoas dizem que idade não conta numa relação amorosa. De fato, cada um tem o seu tempo para amadurecer e enxergar a vida de outra forma exaltando as particularidades. E é nesse “exaltar” que com a maturidade acabamos percebendo coisas que não perceberíamos como antes.

Pois bem, talvez se você estiver num relacionamento e o seu parceiro for mais velho ou você se sente atraído por homens mais velhos, vos digo: : vai se identificar com esse texto por mais que você acredite que o Amor não vem com receita e que não devemos padronizar as pessoas. Porém, quero opiniões sobre isso depois, ok?

Os homens mais velhos são mais maduros. Em tese, já passamos da fase de “vou naquela festa e ficar com todas as mulheres e depois contar para todos os meus amigos”. E poxa, aprendemos muitas coisas que vocês mulheres adoram. Como por exemplo, na hora do sexo! Para um homem que já passou por diversas situações, pode ser muito mais prazeroso o ato sexual com um homem mais velho que já teve várias parceiras e conhecem os pontos estratégicos do prazer. Além de sentir prazer, gostamos de dar prazer também. A maturidade nos ensina a sermos menos egoístas.

Os homens mais velhos já estão com a sua estabilidade financeira. Ou pelo menos já sabem o que querem da vida. E podem te ensinar ou te dar dicas de como superar os problemas que eles passaram até descobrirem o que querem. Pode ser divertida uma troca mútua. Já podemos dar conselhos e muitas vezes sabemos qual é o melhor caminho. Isso é um ponto interessante.

E quando o assunto é relacionamentos? Já passamos por vários – ai, com mais afinco, vem a tese da maturidade. Sabemos como lidar com certas coisas que quando éramos jovens não sabíamos. Já erramos muito e com isso aprendemos também e consequentemente temos muito a ensinar.

Os caras mais velhos já tem mais paciência quando vocês estão na TPM e acham delicioso quando vocês ficam irritadas por qualquer coisa. Porque isso é tão natural para nós que passamos a ver isso como mais um charme que a mulher tem e não como uma coisa horrorosa. TPM é só uma fase em que a mulher passa todo mês e que é hiper-ultra normal ela mudar a personalidade. A sua feição de irritada para um homem que já passou por tantas irritações é apenas mais um motivo para continuar a ser seu parceiro e entender tudo isso.

Outra coisa interessante é que os homens mais velhos querem logo juntar as coisas e morar sozinhos. Encaram essa empreitada, mulheres? Às vezes encarar a sogra não é legal, não é? Não precisa ter aquela cerimônia toda bonitinha – isso vai a critério do casal, mas morar junto é maravilhoso! Vocês não tem ideia de como é bom ter com quem trocar confidências com quem vos ama e querem a sua felicidade.

Namorar homens mais velhos e que eles tenham todas essas qualidades, não é uma regra. Mas posso te garantir: momentos de prazer e aprendizado mútuos que lhe proporcionarão uma imensa felicidade vinda de ambos os lados. Porque estamos aqui para aprender com quem sabe mais. E dentro dessa regra, os homens mais velhos costumam dar “um show à parte” nos garotinhos mais novos.

Sem contar que somos mais charmosos e não temos mais aquela cara de “bebê da mamãe”. Sim, o aspecto físico também é importante, porque não? Ou então, você que é desprendida de beleza exterior, vai gostar mais ainda. Porque uma “barriguinha” não atrapalha a relação não. O que importa é o bom papo e a compreensão que o homem mais velho tem com você.

Resumindo: os homens mais velhos são uma boa pedida para uma vida mais duradoura de aprendizados e se você cansou desses “moleques” que te trocam pela primeira gostosa que aparece pela frente, saiba: nós estamos à procura de uma pessoa que podemos contar pra vida inteira. Já que o momento de “diversões” triviais já passou.

Queremos mulheres para a vida inteira!

Daniel Velloso

………………………………………………………………………….
*Fonte: fasdapsicanalise /Daniel Velloso

Não permita ser julgado por quem não vive a sua história!

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.

Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.

Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

……………………………………………………………………
*Fonte: osegredo / Marcel Camargo

Pequenas verdades para se lembrar quando estiver recomeçando:

1. O crescimento não acontece da noite para o dia. Ser persistente é metade da batalha.

2. Solidão pode parecer muito com amor no meio da noite. Qualquer mensagem que deva ser enviada após às 2 da madrugada pode esperar até o dia seguinte. Se seus sentimentos são verdadeiros, eles ainda serão válidos de manhã.

3. Trate as pessoas gentilmente não importa pelo que você esteja passando. Você vai querer ser lembrado por elas.

4. Você não tem que mudar quem você é para se encaixar, mas é importante acomodar as diferenças de outros e conforto em sua presença. O que você acha que é um pequeno gesto pode significar o mundo para outra pessoa.

5. Ame sua família, de perto e longe. Você nunca sabe qual abraço pode ser o último.

6. Amigos e familiares podem ser o seu sistema de apoio, mas só você pode recolher suas peças quebradas. Aceite que você é tudo o que tem.

7. As pessoas mudam. Na maioria das vezes sem aviso prévio, muitas vezes sem explicação. Deseje-lhes bem em seu caminho, e siga em frente com sua vida.

8. Se prender a coisas que não são para você só vai matá-lo. Deixe ir e liberte-se.

9. Começar do fundo não significa que você está perdendo. Significa que a sua jornada para a frente só pode ser uma subida.

10. Seja feita a Sua vontade. Alguns dias você vai questionar os caminhos de Deus, mas sabe que a Sua vontade é o melhor.

11. É mais importante viver a sua vida olhando para a frente do que para trás.

12. Você nunca vai esquecer as pessoas que foram gentis com você, especialmente quando elas não tinham razão para ser. Você vai levar um pedaço delas consigo aonde quer que for.

13. Aprecie tudo o que você tem, mesmo as pequenas coisas. Você não consegue manter tudo para sempre.

14. Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. Mantenha seus olhos abertos para ver as bênçãos. (Teoria da porta do Chevette velho…)

15. Nem todo mundo vai te entender. Mas nunca abandone aqueles que te
entendem. Nunca os deixe.

16. Às vezes você vai precisar perder-se para ser encontrado, então reformado, para ser muito melhor do que já foi.

17. Bloqueie o ruído que te rodeia e concentre-se em si mesmo. Você vai mover montanhas, você vai lutar. Vai conquistar novos lugares.

18. Paz e contentamento vem de viver a sua vida de dentro para fora, em vez de fora para dentro. O reconhecimento humano pode vir como uma parte da jornada, mas nunca deve ser a meta.

19. Tome café com sua família. Pode ser a hora mais divertida de seu dia.

20. Confie em seus instintos. Há uma razão pela qual ele grita mais alto do que a voz em sua cabeça.

21. Com corações partidos, vêm novos começos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

……………………………………………….
*Fonte: osegredo

Narcisismo coletivo, um vírus que se expande cada vez mais

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.

Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Ele se manifesta de forma muito visível no futebol. O narcisismo coletivo faz com que, para alguns torcedores, seja impossível aceitar tranquilamente que seu time perca para o time oponente; também os leva a fazer grandes exibições de poder, com músicas, barulhos irritantes ou atitudes que buscam intimidação.

“Narcisismo. Não acredito que você não tenha um espelho de corpo inteiro”.
– David Levithan –

O mesmo acontece com os países e o sentimento nacionalista. Há aqueles que se irritam porque alguém não gosta de seu país. Não toleram nenhuma crítica contra seu país e desejam, fortemente, que sua pátria seja admirada por todos e destacada em todas as circunstâncias.

É claro que todos nós queremos sentir orgulho do lugar de onde viemos, ou do grupo ao qual pertencemos. No entanto, quando isso toma outras dimensões, já não se trata de um sentimento saudável. Mais cedo ou mais tarde este sentimento se transformará em intolerância e violência.

Do orgulho de grupo ao narcisismo coletivo

Qual seria a diferença entre o orgulho nacional, o de grupo e o narcisismo coletivo? Quem sofre do vírus do narcisismo coletivo não quer sentir orgulho pelo seu grupo, e sim demonstrar ser superior aos demais. No fundo, habita a insegurança e, por isso, buscam a reafirmação do que os outros pensam.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.

O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.

Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas

É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.

A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.

Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.

………………………………………………………..
*Fonte: amenteemaravilhosa

Já não se fazem mais móveis, nem amores, como antigamente…

Um dos pressupostos que mais ouvimos falar é o de que o dinheiro é capaz de colocar ao nosso redor os estímulos necessários para que sejamos felizes, principalmente objetos.

Esse texto eu vi na FastCo.Exist, uma divisão da revista FastCompany, uma revista digital focada em inovação, tecnologia, ética econômica, liderança e design.

Na casa dos meus pais existe um aparador e um espelho que fazem parte da nossa história. Minha mãe tirou uma foto de frente para ele no dia em que se casou e eu também fiz parceria com ele quando, aos treze anos, dancei pela primeira vez uma valsa na festa de uma amiga debutante.

Os móveis duravam muito mais antes. Suportavam as mudanças, muitas vezes feitas em caçambas de caminhões, sacolejando até seu novo destino, amarrados, quando muito, por algumas cordas.
A madeira era de lei. O tecido que cobria as cadeiras e os sofás eram de ótima qualidade, chegavam a suportar duas gerações de crianças saltitantes sem rasgarem-se.

Tecidos de sofá lembram-me uma das histórias mais bonitas que já ouvi dentro do consultório quando uma – então paciente – hoje colega contou que, a cada relacionamento que terminava, ela mandava trocar o tecido do sofá. Foram três “casamentos” e muitas mudanças de endereço e com elas, ia junto o indestrutível sofá que, envolto em um novo tecido, simbolizava um recomeço. Iam-se os tecidos, mas o sofá ficava. Ela foi dessas mulheres que recebeu nome de rainha, que a natureza fez nascer bonita, que buscou incessantemente um amor tão forte quanto o sofá até descobrir o amor próprio, que hoje caminha com ela junto da beleza que também não a abandonou.

Ah, já não se fazem mais móveis, nem tampouco amores como os de antigamente, que duravam uma ou duas vidas, que suportavam as várias trocas de tecido, as várias camadas de verniz e a quantidade de viagens que fossem necessárias nos carretos informais.

Hoje, nem os móveis, nem os casamentos resistem ao fim do contrato de aluguel.

Antes que as caixas de presentes sejam todas abertas e colocadas para o uso, a relação despedaçou-se feito aquele emaranhado de resto de madeira que chamam de compensado quando enfrenta a primeira “tempestade”. Os casamentos terminam antes que se quebrem todos os copos do armário, antes que os lençóis da cama precisem ser trocados, antes que a madeira da mesa sofra o primeiro arranhão.

Não há mais como apegar-nos aos móveis como fazíamos na casa das nossas avós. As minhas mantiveram por muitos anos o mesmo jogo de jantar e os mesmos quadros na parede. Tínhamos uma identidade, e assim como os móveis da família, tínhamos uma história.

Hoje em dia vejo pessoas de vinte e poucos anos que já carregam na ficha dois casamentos, e uns dez relacionamentos abandonados. Deletam fotos e vivem como se cada um deles fosse um rascunho que se apaga e se joga fora diante da primeira adversidade.

Relacionamentos e móveis tornaram-se descartáveis hoje em dia e as fotos na parede sequer existem mais.
A geração nascida nos anos oitenta já trocou de aparelho celular muitas vezes e sequer conhece o que é ter o mesmo aparelho telefônico fixo, preso à parede por um fio que durava dez, vinte, trinta anos.

E por isso, tornaram-se imediatistas e consumistas. Não sabem o que é ter um sapato comprado há mais de dez anos e jamais viveram como eu, a particular experiência de usar na minha festa de quinze anos uma peça de roupa que minha mãe usou em sua formatura e que foi bordada pela minha tia avó.

As relações se sustentam tais quais aqueles móveis que sob o juramento do montador que diz profeticamente: este móvel não suporta uma mudança, se for desmontado não “para em pé” de novo. Tudo culpa do compensado de retalhos de madeira.

As estantes não suportam mais o peso dos livros, os jogos de jantar não são mais feitos para serem usados, os sofás desmoronam antes que se possa trocar o tecido e os aparadores com os espelhos perderam espaço. Não precisam mais durar em um mundo onde relações duram menos do que eles.

Vivemos em um mundo de descartáveis, nos quais raramente encontramos pessoas – como aquela dona do sofá que tem nome de rainha – dispostas a reciclar e reciclarem-se na busca de construir uma história na qual haja perseverança, fé, apego e força. Pessoas capazes de carregar suas lembranças mesmo nos dias difíceis da mudança, capazes de dar chances e tempo a si e ao outro para escrever um livro da vida e não um rascunho que se descarta diante da primeira nova opção.

………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag

Às vezes a nossa estranheza encanta alguém

É extremamente difícil encontrar alguém que consiga se abrir para o nosso ser na sua completude. Nem todos possuem a capacidade de escutar os nossos silêncios, assim como, nem todos conseguem nos enxergar de dentro para fora. Por esse motivo, na grande maioria das vezes, sentimos aquela sensação de estar só, mesmo estando em meio a outras pessoas, já que quando o outro é incapaz de nos enxergar com todas as peculiaridades que nos forma, dificilmente nos sentiremos em companhia de outra alma.

Como disse Drummond: “Todo ser humano é um estranho ímpar”. Sendo assim, todos possuímos características próprias, trejeitos, maneirismos, esquisitices que nos caracterizam enquanto seres únicos e insubstituíveis. São as idiossincrasias que trazem essência ao nosso ser, que nos dão charme e nos tornam verdadeiramente atraentes aos olhos daqueles que se permitem ver e enxergar. O grande problema, contudo, está nisso: quantos de nós possuem olhos capazes de interpretar as “estranhezas” do outro como algo essencial a sua pessoa?

A bem da verdade, boa parte de nós sente dificuldade, seja em observar, demonstrar e absorver esse terreno de coisas peculiares que forma o que somos. E no meio desse problema cognitivo das lâmpadas da alma, sentimo-nos como que perdidos no meio de “tudo”. Sim, porque a gente se relaciona, está cercado de pessoas quase que o tempo inteiro, mas dessas, quantas de fato nos mostramos? E quantas nos dão guarida, sobretudo, no campo das nossas estranhezas?

O resultado disso se reverbera em relacionamentos inexpressivos e mecânicos, mergulhando sempre nas águas rasas da mesmice. Se a intimidade é o último refúgio, conhecemo-la muito pouca, embora acreditemos ter com ela muitas vezes. Entretanto, isso não ocorre como queríamos, uma vez que isso dependeria de um olhar mais abrangente para o outro, a fim de que dentro de nós os seus delírios encontrassem acolhida. Afinal – “É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali floresçam as nossas fantasias” – lembrando Rubem Alves.

E nesse espaço que se abre – não do lado de fora, mas na interioridade de alguém, e somente nele – que nos sentimos livres para nos despir de qualquer subterfúgio que utilizamos para encarar as banalidades do existir. Aliás, neste momento as próprias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que fazemos, por mais simples que seja, revela as bases sólidas do nosso ser. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir, porque o corpo está desperto, a alma se contorce em cócegas e a boca sussurra o gozo.

E, desse modo, encontramos o refúgio da intimidade, de almas que entendem que só é possível estar e sentir verdadeiramente alguém permitindo que ele seja o seu eu por completo, sem fugas ou restrições. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, já que sem eles somos tão somente a penumbra da vida. Não vale a pena, assim, se esconder em padrões para agradar quem não aprecia as suas idiossincrasias, sabemos que isso só traz mais vazio. É necessário estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, já que são nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpretá-las.

………………………………………………………………………….
*Fonte: genialmentelouco / Erick Morais

Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI

Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Separação e responsabilidade

Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.

A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem. Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente. Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade. E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem. Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice. Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia. Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos. Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então. É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050. O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes. As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.

Para ler na integra acesse [ Aqui ]

 

………………………………………………………………………………..
*Fonte: revistapazes

Sentir saudade nos leva a um estado emocional profundo

Sentir saudade é sentir esse vazio que a distância da pessoa amada produz, é essa chama que arde no nosso interior e que nunca será apagada… O vento profundo que nos aviva a lembrança da nossa terra ou a melancolia que aparece ao saber que algo ou alguém pode não voltar para junto de nós.

A saudade é a presença da ausência. O desejo de alguma coisa ou de alguém de quem nos lembramos com carinho, mas que sabemos que será difícil voltar a sentir. Um profundo estado emocional que mistura as tristezas com os afetos para nos deixar o sabor agridoce daquilo que nunca vai chegar, mesmo quando mantemos a esperança viva.

“Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu…

Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem todas essas saudades.
Mas a saudade que mais dói é a saudade de quem se ama.”

-Miguel Falabella-

Saudade, uma palavra poderosa

Nenhuma palavra em outra língua é capaz de unir ao mesmo tempo o sentimento de uma lembrança alegre que também é dolorida. Um sentimento que a cultura portuguesa identificou, expressando-a através da bela palavra saudade. Uma palavra misteriosa carregada de sentido que muitos filólogos e linguistas estudaram para determinar sua origem, sem, entretanto, chegarem a um acordo.

Mais que algo concreto, essa palavra abarca um conjunto de sensações e emoções que remetem desde o passado até as sensações do presente. Uma essência que Manuel Melo, escritor português, descreve como “bem que se padece e mal que se desfruta”.

Saudade é uma palavra profundamente emocional que, sem dúvidas, é difícil englobar em um único significado.

Por outro lado, de uma perspectiva filosófica, Ramón Piñero descreve esse termo como um estado de espírito derivado de um sentimento de solidão. De modo que as diversas formas de solidão derivam em diferentes maneiras de saudades: aquela que apreciamos nas nossas circunstâncias (objetiva) e aquela que vivemos na nossa intimidade (subjetiva).

Outras explicações a relacionam com tentativas de retornar ao sentimento de segurança básica através do instinto de morte, como explica o Dr. Novoa Santos, ou com o despertar emocional que provoca o lugar de origem. Como vemos, há todo um leque de significados que se reúnem em um estado psicológico.

Sentir saudade vai muito além da nostalgia

Apesar de a saudade ser identificada como nostalgia ou melancolia, a fragrância da sua essência transcende as paredes desses significados. Sentir saudades não é apenas sentir falta, mas também transcender esse sentimento para tomar consciência da importância que determinadas pessoas e determinados momentos tiveram nas nossas vidas. É saber que nada será igual ao momento anterior e às experiência compartilhadas.

Como já dissemos, esse termo remete ao quebrar de uma onda na praia da nossa consciência. Uma onda do mar que quebra, na qual a ausência se torna presente inundando o nosso interior. É aquele momento em que nos lembramos daqueles olhos com os quais não voltaremos a nos conectar, da pele na qual nunca vamos encostar de novo ou do cheiro do lugar onde crescemos, quintal da nossa infância, enquanto vemos o movimento tímido, mas constante, do Sol no horizonte. A saudade é o ponto de encontro entre a alegria da lembrança e a tristeza da ausência.

Disso os românticos entendem muito bem. Porque como disse o escritor e ator Miguel Falabella, a saudade que mais dói é a saudade da pessoa pela qual o amor não morreu. Aquela que corresponde ao vazio por saber que é impossível voltar a estar juntos, mas, por sua vez, que foi aceito como destino, lembrando-se de como fomos felizes ao mesmo tempo em que uma brisa de tristeza nos acaricia a nuca. Uma bela, mas dolorosa, forma de amar…

“A saudade que mais dói é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida”.
-Miguel Falabella-

Aliviar o sabor agridoce da lembrança

A saudade dói mas implica necessariamente felicidade através de uma das suas arestas, porque ao senti-la transcendemos o que sentimos. Vamos mais além para nos lembrarmos da felicidade e sentir a tristeza sabendo que é impossível recuperar uma sensação que um dia foi tão prazerosa.

É como aprender a saborear a faceta mais agridoce da lembrança. Aquela que integra seus polos mais opostos e encontra um certo equilíbrio que às vezes nos consola…

“Saudade é o que senti enquanto estava escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…”
-Miguel Falabella-

 

Em resumo, sentir saudade significa sentir a vida com cada um dos poros da nossa pele e aprender a valorizar tudo o que está ao nosso redor. Cada instante, cada detalhe, cada pessoa pode despertar em nós esse estado emocional que nos coloca entre a dor e a felicidade.

E você… costuma sentir saudade do quê?

………………………………………………………………
*Fonte/texto: amenteemaravilhosa

Aprenda a identificar pessoas que possuem real falta de caráter

E o que é FALTA de caráter:

A falta de caráter é percebida quando, mesmo errando repetidamente com os outros, causando prejuízo a terceiros, e ferindo sentimentos através de manipulações e mentiras, a pessoa insiste no ato. A falta de caráter é característica de pessoas com baixa consciência moral, uma vez que essas pessoas não objetivam melhorar, pelo menos não sinceramente.

Alguns exemplos de FALTA de caráter:

Mentiras:

Todos nós mentimos, quer admitamos, quer não. As mentiras podem ser coisas banais do dia a dia, como dizer que vamos para casa, quando realmente não queremos sair com alguém. (nesse caso, até uma maneira de tentar abrandar um mal-estar), como podem ser mentiras mais graves, e que envolvem consequências importantes.

Entretanto, como eu disse no começo, todos estamos sujeitos a um erro grave. A diferença entre uma mentira acontecer em uma pessoa normal (cheia de falhas, mas que tem consciência), e em uma pessoa com falta de caráter, será a repetição e a não correção do ato, mesmo após ter passado por situações delicadas com as mentiras anteriores. Uma, duas mentiras são aceitáveis. Entretanto, um mentiroso (a) frequente mostra sérios sinais de falta de caráter.

Traição:

Longe de ser um tópico moralista, a traição pode ser entendida como falta de caráter, quando também acontece recorrentemente em uma relação em que o pacto do casal é de fidelidade. A traição também deve ser lembrada nos contextos de sociedade, no trabalho e amizade, em que o raciocínio é o mesmo: quebra de acordos e confiança.

Dívidas:

Uma coisa é a pessoa passar por situações complexas e que impossibilitem o pagamento de suas contas, outra coisa é a má administração do dinheiro, o consumismo desnecessário e o “comprar sem ter a intenção de pagar”. Um exemplo que deve ser observado são as pessoas que emprestam dinheiro de familiares e/ou amigos e não se veem na obrigação de pagar, aproveitando-se do vínculo afetivo existente. Mais uma vez, a falta e caráter será observada na frequência das ações.

Tratamento diferenciado:

O que motiva alguém a tratar bem algumas pessoas em detrimento de outras? O que pensar de alguém que só trata bem àqueles que têm dinheiro ou que podem lhe oferecer algo em troca? A arrogância, a hipocrisia e comportamento interesseiro também são, sem dúvidas, sinais de falta de caráter.

Manipulação:

Tentar convencer alguém a pensar ou fazer algo de maneira diferente são coisas completamente diferentes de manipular pessoas a fazerem coisas que elas, se estivessem em plena consciência de seus atos, talvez não fizessem. A manipulação é um comportamento egoísta, uma vez que tira o direito de escolha do outro, e mostra falta ou total ausência de consideração pelo outro. O manipulador sempre visa driblar vontades e regras para favorecimento pessoal.

Falta de palavra:

A falta de palavra pode caminhar próximo à mentira e à manipulação. Quando alguém combina algo ou assume um compromisso, a espera social é que o mesmo seja cumprido. Mais uma vez, descartando os casos isolados, uma “Palavra” quebrada com frequência oferece sérios indícios de falta de caráter.

Não assumir as próprias responsabilidades:

Um dos maiores sinais de maturidade que pode ser encontrado em alguém é a capacidade de assumir as próprias responsabilidades. A falta de caráter pode ser observada se uma pessoa repetidamente atribui a outros a responsabilidade por atos que deveriam ser assumidos pessoalmente, principalmente, no que se refere às quebras de regras e leis que infringem com frequência.

Nota da página: Não é por acaso que as características acima são frequentes em sociopatas, pessoas com ausência de consciência e consideração pelos outros.

………………………………………………………………
*Fonte: bemmaismulher

Por um mundo de Empatia

Sabe aqueles dias em que você não está bem ou quando você analisa a sua vida e percebe que as coisas não estão nem um pingo do jeito que você gostaria? Ou, ainda, quando acontece algo que tira o nosso chão e nos deixa sem rumo? Nesses momentos a tristeza é inevitável, assim como, o sentimento de impotência diante da vida, de tal maneira que a chama que nos mantêm firmes enfraquece. Precisamos, então, de pessoas capazes de se colocar no nosso lugar e de algum modo sentir a nossa dor. Ou seja, precisamos da empatia dos que nos cercam para que percebamos que não estamos sozinhos e que por mais dolorosa que seja a caminhada, chegaremos ao final.

Em uma sociedade tão individualista e egoísta como a nossa, torna-se extremamente difícil encontrar pessoas empáticas. Cada um pensa na sua satisfação pessoal e na resolução dos problemas que unicamente o incomodam, de forma que não há um olhar contemplativo em relação ao todo, para que possamos enxergar que a vida não se circunscreve apenas a nossa existência e que as outras pessoas também têm problemas e dores, já que são seres humanos como nós também somos.

Dessa forma, para que se possa ter empatia, antes é necessário fugir do senso comum, que prega apenas valores individualistas voltados para o próprio umbigo. Em outras palavras, jamais conseguiremos possuir empatia se o nosso mundo se circunscrever somente a nós, de modo que o outro seja algo totalmente inóspito e sem as mesmas constituições emocionais que as nossas.

Para ter empatia é indubitável que o indivíduo permita ser tocado por um dor que não é sua e esteja aberto àquele novo mundo a sua frente. É preciso permitir ter as suas veias e artérias invadidas por um corpo estranho, com pensamentos diferentes dos seus, problemas diferentes dos seus e monstros diferentes dos seus. É preciso estar aberto a um ser que mesmo diferente precisa de um olhar e um afago que o faça sentir que não está atravessando aquela tormenta sozinho.

No entanto, em uma sociedade em que o egoísmo predomina, é difícil encontrar pessoas que realmente possuem a capacidade de colocar-se no lugar do outro. Pessoas que vão além da simpatia, que é importante, mas não supre de modo algum a falta da empatia.

Quando estamos tristes não precisamos apenas de alguém que só saiba contar piadas e nos queira levar pra sair. Precisamos de alguém que entenda a nossa dor, que respeite o nosso luto e que demonstre que apesar de incômoda, aquela é uma situação que faz parte da vida e que devemos enfrentá-la por mais que seja difícil.

Precisamos de pessoas que sejam capazes de também mostrar a suas feridas, revelar os seus medos e confessar as suas fraquezas, para que percebamos que não somos os únicos que choramos e às vezes temos vontade de desistir. Não se trata de provocar “felicidade” em função de uma tristeza alheia, mas de demonstrar a humanidade que há em nós, que faz coisas belas e grandiosas e também tem fraquezas, dores e angústias.

Isto é, demonstrar que todos nós caímos e precisamos de ajuda e que a dor que agora sentimos, outros já sentiram e sentem, de modo que não há motivo para desespero, pois o fardo que parece insuportável, outros já suportaram, bem como, não é necessário carregá-lo sozinho, pois há alguém para dividir esse fardo e ajudá-lo a sair dessa situação.

Assim, ter empatia é ter o coração aberto para outra vida que precisa de nós naquele momento. É saber que naquele lugar poderia ser eu, você ou qualquer um. É ter a sensibilidade para perceber que não é porque uma determinada situação não mexe conosco, que não mexe com o outro; que não é porque algo não aperta o nosso peito, que o outro não pode sentir o seu peito esmagado.

Ter empatia é entender que as pessoas são diferentes, sofrem por coisas diferentes, reagem às situações internas e externas de modo diferente, mas que, acima de tudo, são seres humanos que em meio a divergências fazem a mesma coisa, sentem. E, assim, precisam ser ouvidas, compreendidas e acarinhadas, pois o que há de mais nobre na empatia é essa capacidade de sentir uma dor que talvez jamais nos incomodasse. Mas, que nos incomoda pelo outro, em razão do outro e por isso é ao mesmo tempo tão pesada e bela e faz com que sintamos o âmago de outro ser ecoando dentro de nós, pois como diz Milan Kundera:

“Não existe nada mais pesado que a compaixão. Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor co-sentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos.”

por Erik Morais

 

 

 

 

 

………………………………………………….
*Fonte: genialmentelouco

KARMA: Você entenderá o dano que causou quando sofrê-lo

Alguma vez você já teve a sensação de que a vida estava lhe pagando com uma moeda que esteve anteriormente na sua mão? Como se em um momento anterior tivesse sido você quem a lançava no ar, procurando a sua melhor versão e fugindo, de forma egoísta, das conseqüências do seu paradeiro.Uma coisa semelhante acontece com o karma: o que vai sempre volta.

Às vezes parece que só as atitudes ruins que prejudicaram alguém são devolvidas, e que quando fizemos coisas certas estas ficaram no vazio. O que acontece é que os eventos prejudiciais nos marcam mais e é por isso que são lembrados a vida toda, gostemos ou não, tanto se você está destinado a ser faca, como se está destinado a ser ferida.

“Aprendi que quando fazemos mal as coisas – e eu arrisquei com ela tudo de bom que eu tinha com outra mulher – o karma paga à vista, sem demora, tudo o que você quebrou no coração de outra pessoa, devolve o seu investimento e o faz com feridas.”
-Marwan-

 

A palavra Karma significa “fazer/ação”

O karma significa “fazer e recolher todo o campo de ações físicas, verbais e mentais”. Para entendê-lo, é como se tudo o que se faz desprendesse uma espécie de energia que nos acompanha, positiva ou negativamente. Nossas ações voltam não em forma de atitudes, e sim de energia e equilíbrio.

É justamente por isso que quando prejudicamos alguém não somos conscientes da magnitude da dor até que a soframos na sua mesma posição: achamos que podemos fazer e desfazer sem compreender que o jeito de receber os fatos para uns e para outros é diferente.

Dizemos: isto é karma. Me devolveu o que eu fiz e o fez com um a mais. Agora somos conscientes da realidade completa do que fizemos e a lição valerá para sempre.

 

A lei de causa e efeito

A lei de causa e efeito nos ensina – entre outras coisas – que é mais difícil compreender o efeito do que provocar a causa: quando tomamos uma decisão na qual estão envolvidas outras pessoas, as consequências podem ser nefastas. Pensemos por exemplo em um relacionamento no qual existe infidelidade: quem comete a infidelidade somente entenderá o que causa quando tiver que vivê-lo na situação oposta.

Contudo, esta mesma lei também serve para o karma positivo, mesmo que muitas vezes não tenhamos consciência: preocupar-se com o que acontece, tentar fazer com que o mundo das pessoas que gostam de nós seja mais feliz, implica uma áurea positiva que voltará em outras formas de alegria.

“Todas as coisas que saem de você voltam para você, portanto não é preciso se preocupar com o que você irá receber, é melhor se preocupar com o que você vai dar.”
-Anônimo-

Neste sentido, sob a ideia de karma está a inteligência de “quem faz o bem sem olhar a quem”, como costuma-se dizer. O “bem olhado” leva em consideração que nas suas decisões podem estar as emoções dos outros.

 

Construir, construir-se

O conceito de karma nos ajuda a edificar o nosso amanhã e a nos construirmos por dentro, pois como explicamos anteriormente os “hoje” podem ser parte das circunstâncias que tenhamos que enfrentar no futuro. Isto é, na maioria das vezes colhemos o que plantamos, em maior ou menor medida.

“A vida não tem sentido, você é que dá o sentido segundo o que você fizer, de acordo com as suas paixões.
Você constrói o universo na sua medida.”
-Walter Riso-

E por este motivo damos sentido ao que nos acontece e entrelaçamos alguns fatos com outros porque tudo parece estar unido por fios que se mantêm em forma de emoções.

……………………………………………………….
*Fonte: osegredo

Você pensa por si mesmo ou como a mídia quer que você pense?

Várias obras da literatura e do cinema destacam o papel da mídia como um instrumento importante no controle social. Sabendo que somos seres significantes, isto é, que constroem a consciência a partir da atribuição de juízos de valor e signos em relação às coisas, é notório que os meios de comunicação possuam enorme importância na formação desses signos. Sendo assim, de que modo se constrói a liberdade do pensar humano em um mundo cada vez mais dominado pela força da mídia?

Essa problemática aparece, por exemplo, no filme (baseado em uma HQ) “V de Vingança”, em que V (Hugo Weaving) diz em dado momento a seguinte frase: “Pensa por você mesmo ou como eles querem que você pense?”. Na sociedade do filme, a mídia é totalmente subserviente às vontades da ordem estabelecida. Na nossa, parece-me, que as coisas não são tão diferentes. Somos bombardeados diariamente com toneladas de informações que repetem à exaustão a mesma coisa, a saber, as vontades da ordem dominante e, consequentemente, do capitalismo consumista.

Dessa maneira, a consciência do indivíduo é formada através de informações ideologizadas em um único sentido, de modo tiranizado, lembrando Milton Santos, embora estejam fantasiadas de uma pseudodemocracia libertária. Obviamente, nenhuma ideia é desprovida de ideologia, todo pensamento existe a partir de um determinado viés ideológico. No entanto, o grande problema se estrutura na medida em que o sujeito recebe apenas um tipo de “informação”, dada como se fosse a única forma de pensar e agir, sem a existência de outras possibilidades. Ou seja, a cosmovisão ou consciência do sujeito é limitada aos valores sígnicos que recebe, valores estes unilaterais e impostos por pessoas que se beneficiam da homogeneização social.

Com a criação de uma espécie de consciência que funciona em uníssono, há uma padronização, em que todos devem agir, se comportar, falar e, sobretudo, comprar igualmente. Como disse, nenhuma ideia será desprovida de ideologia, mas, novamente, o problema está em apresentar uma única saída, como se todos fossem iguais, como se a liberdade do indivíduo não possuísse valor e, portanto, devesse ser extirpada, colocando em seu lugar grilhões que fazem com que todos caminhem sempre na mesma direção, afinal, para os donos do poder, como aparece em “Robocop (2014)”: “As pessoas não sabem o que querem até dizermos o que querem”.

Nesse prisma, o indivíduo deixa de pensar por si mesmo ou de, pelo menos, fazer uma escolha baseada em sua capacidade reflexiva, para ser somente um servo do sistema, que age como tirano ao mesmo tempo em que faz com que o sujeito acredite ter o controle pleno de todas as suas ações.

“Quando a máquina luta, sinais são enviados ao cérebro do Alex e ele pensa que está no controle, mas não está. É uma ilusão.” (Robocop, 2014)

Diante disso, a liberdade no contexto contemporâneo se tornou um elemento extremamente frágil, uma vez que o desenvolvimento tecnológico possibilitou a exponencialização da capacidade de interferência ingerente em todos os setores da vida de uma pessoa e como todos estão submetidos, mais ou menos, à vida em sociedade, todos de algum modo acabam sendo permissivos e/ou omissos em relação ao domínio da “máquina”.

Assim, a grande questão em relação a toda essa discussão, a meu ver, é perceber de um lado o exercício do poder por meio da linguagem, porque informação/mídia/publicidade também é linguagem, e, por outro lado, a diminuição da capacidade reflexiva do homem, que ao estar submetido a um estilo de vida que ele próprio consentiu, tornou-se mais automatizado e cansado, de modo a digerir e executar com enorme facilidade tudo que consome, como se os olhos ao ver, não enxergassem; cegueira típica de quem se acostumou tanto a desligar o cérebro, que já não lembra como fazê-lo voltar a funcionar.

 

………………………………………………….
*Fonte: genialmentelouco

8 regras simples para se comunicar com um manipulador

Os manipuladores têm a capacidade de cultivar em nós o sentimento de culpa, nos chantagear e mentir descaradamente. Acabamos fazendo o que eles querem e mandam, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar nossos próprios limites, como se nossa vontade nem sequer existisse. Esse jogo pode durar anos, envenenando a vida quem é manipulado.

Para que você se defenda deste tipo de pessoa, algumas “normas de segurança” que foram criadas pelo expert em comunicação e treinamento Preston Ni:

Lembre-se de seus direitos inalienáveis

Você tem direito a ser respeitado por outras pessoas.

Tem direito a expressar seus sentimentos, opiniões e vontades

Tem direito de estabelecer suas prioridades.

Tem o direito de dizer “não” sem que se sinta culpado.

Tem direito de receber aquilo pelo que pagou.

Tem direito a expressar seus pontos de vista, mesmo que eles sejam diferentes dos demais.

Tem direito de se proteger de ameaças físicas, morais e emocionais.

E você tem direito a construir sua vida de acordo com sua própria noção de felicidade.

Estes são os limites do seu espaço pessoal. Claro que os manipuladores são grandes destruidores dos nossos limites, que não respeitam nem reconhecem nossos direitos. Porém apenas nós mesmos somos os responsáveis por nossas próprias vidas.

Mantenha distância

Durante a comunicação, um manipulador mudará sua máscara o tempo todo: com uma pessoa pode ser extremamente educado, enquanto com outro pode reagir com violência e grosseria. Em uma situação se fará passar por alguém indefeso, enquanto em outra deixará aparecer seu lado agressivo.

Se você já percebeu que a personalidade de alguém tem a tendência de refletir este tipo de extremos, o melhor que você pode fazer é manter uma distância segura dessa pessoa e não se relacionar com ela a menos que seja realmente necessário.

O mais comum é que os motivos que levam a este comportamento sejam complexos e tenham raízes na infância. Corrigir, educar ou salvar um manipulador não é problema seu.

Não leve-o a sério

A tarefa de um manipulador é brincar com suas fraquezas. Não surpreende se, na presença de alguém assim, você passar a sentir sua “incapacidade” e até tentar culpar a si mesmo por não obedecer às ordens daquela pessoa.

Identifique essas emoções e lembre que o problema não está em você. Estão te manipulando para fazer com que você sinta que não é suficientemente bom, e por isso deveria estar disposto a se submeter às vontades de outro alguém, chegando a renunciar aos seus próprios direitos.

Analise sua relação com um manipulador respondendo mentalmente às seguintes perguntas:

Esta pessoa me demonstra verdadeiro respeito?

Suas exigências e solicitações são bem fundamentadas?

É uma relação equilibrada? Talvez você seja um dos que se esforça enquanto o outro só recebe os benefícios?

Esta relação me impede de manter uma boa relação comigo mesmo?

As respostas a estas perguntas ajudarão você a entender de quem é o problema, se ele está em você ou na outra pessoa.

Faça-o perguntas para testar

Os manipuladores sempre tentarão coagir você com suas solicitações ou pedidos, fazendo com que você se esqueça de si mesmo e das suas necessidades. Se o manipulador tenta te ofender ou refutar seus argumentos, mude o foco de atenção: de você mesmo para seu interlocutor.

Faça-o algumas perguntas de teste e ficará mais claro para você se tal pessoa tem ao menos um pouco de autocrítica e/ou vergonha.

“Você acha que é justo o que está me pedindo?”

“Você acha que isso é justo comigo?”

“Posso ter minha própria opinião a respeito disso?”

“Você está perguntando ou afirmando?”

“O que eu recebo em troca?”

“Você acha mesmo que eu… (reformule o pedido do manipulador)…?”

Fazer estas perguntas é como colocar o manipulador em frente a um espelho, onde a pessoa verá o “reflexo”, a verdadeira natureza de seu pedido.

Ainda assim, existe um tipo único de personagem que sequer se dará ao trabalho de ouvir você, e insistirá constantemente em favor próprio. Nesse caso, siga os seguintes conselhos:

Não se apresse!

Outra das estratégias preferidas do manipulador é forçar você a responder ou agir de imediato. Numa situação em que o tempo passa rápido, é mais fácil para ele manipular para conseguir o que deseja (na linguagem de vendas, seria como dizer “fechar logo o negócio”).

Se você sente que estão te pressionando, não se apresse a tomar uma decisão. Use o fator tempo a seu favor, retire a chance de ter sua vontade coagida. Você manterá o controle da situação dizendo apenas “eu vou pensar”.

São palavras muito eficientes! Faça uma pausa para analisar prós e contras: determine se você quer continuar discutindo sobre o assunto ou dar um “não” definitivo.

Aprenda a dizer ‘não’

Saber dizer ‘não’ é a parte mais importante na arte da comunicação. Uma negação clara permite que você se mantenha imóvel em sua opinião, criando uma boa relação com seu interlocutor (se as intenções dele forem saudáveis).

Lembre-se de que você tem o direito de estabelecer suas prioridades, tem direito a dizer ‘não’ sem por isso sentir qualquer tipo de culpa. Você tem direito a escolher seu próprio caminho à felicidade.

Fale-o sobre as consequências

Como resposta às intromissões grosseiras no seu espaço pessoal e à dificuldade em aceitar seu ‘não’, fale ao manipulador sobre as consequências de seus atos.

A capacidade de identificar e expor de forma convincente os possíveis resultados é um dos métodos mais eficientes de truncar o jogo do manipular. Você o colocará num beco sem saída, obrigando-o a mudar de atitude com relação a você ou até a revelar qual era seu plano, inviabilizado-o.

Defenda-se de zombarias e ofensas

Às vezes os manipuladores chegam a ofender ou até zombar diretamente, tentando assustar suas vítimas ou causar nelas algum tipo de sofrimento. O mais importante é lembrar que as pessoas assim se apegam ao que acreditam ser uma fraqueza. Enquanto você for passivo e obediente, será um alvo fácil diante de seus olhos.

O curioso sobre isso é que, na maior parte dos casos, este tipo de pessoa é, na realidade, covarde: logo que a vítima começa a demonstrar personalidade e a defender seus direitos, o manipulador se retira. Esta regra funciona em qualquer esfera da sociedade, seja na escola, na família, ou até no trabalho.

Lembre-se que não vale a pena entrar numa briga, basta manter a calma e deixar clara sua opinião.

De acordo com estudos, muitos abusadores foram ou são vítimas de abusos. É óbvio que esta condição não justifica de maneira alguma seu comportamento, mas é importante lembrar para responder a seus atos com sangue frio e sem remorso algum.

……………………………………………..
*Fonte: resilienciamag

15 minutinhos fazendo isso na cama vão melhorar radicalmente seu relacionamento

Quando alguém pensa em apimentar o relacionamento ou melhorar a intimidade do casal, logo imagina pétalas de rosas, velas e jantares românticos. Um estudo revela, porém, que talvez seja mais interessante investir no pós-coito do que nas preliminares.

Ficar juntinhos na cama por cerca de 15 minutos ajuda muito no relacionamento segundo pesquisa da Universidade de Toronto Mississauga, publicana na revista Archives of Sexual Behaviour. O melhor de tudo é que o resultado é observado independentemente da frequência do sexo, mas parece funcionar melhor em casais com filhos em relação aos sem filhos.

A pesquisadora Amy Muise estudou os efeitos do comportamento pós-coito em casais monogâmicos e descobriu que o que o par faz logo após o sexo tem um grande impacto sobre como eles se sentem em relação à satisfação sexual com o parceiro.

“Quando as pessoas pensam em sexo, elas tendem a focar no coito ou no orgasmo. Essa pesquisa sugere que outros aspectos afetivos do sexo são importantes para a satisfação sexual”, explica ela.

Muise testou a relação entre comportamento afetivo pós-sexo como beijos, carinhos e conversa amorosa com a satisfação sexual. O estudo foi dividido em duas fases: na primeira coletou informações de uma pesquisa online com 355 pessoas, enquanto na segunda aplicou questionários por 21 dias em 101 casais.

Na fase online, os participantes relataram ter comportamento afetivo por cerca de 15 minutos depois do sexo. A pesquisa mostrou que casais que passavam mais tempo juntos relataram ter maior satisfação sobre sua vida sexual e melhor relacionamento com o parceiro. Na segunda fase, casais eram orientados a se abraçar por mais tempo do que o seria normal, e três meses depois relataram sentir níveis mais altos de satisfação.

“Pais normalmente têm menos tempo para sexo e romance. O tempo passado se abraçando depois do sexo mostrou um maior impacto nos relacionamentos do que nos não-pais. É possível que o tempo de conexão depois do sexo seja mais importante para casais que têm problema de falta de tempo para conexão íntima”, diz ela. [OZY, Universidade de Toronto, Archives of Sexual Behaviour]

…………………………………….
*Fonte: hypescience

Aprenda a se colocar no lugar do outro, e tente ser amor, sempre que puder. O Universo te devolverá em dobro, quando você mais precisar.

Até pouco tempo eu concordava cem por cento com a citação ‘Sou responsável, pelo que digo e não pelo que você entende’.

Refleti muito sobre toda a verdade que essa simples sentença carrega.

E cheguei à conclusão de que, ela a frase, é egoísta e cruel.

Nós, ou muitos de nós, gostamos de não nos responsabilizar por quase nada.

Porque o sentimento de culpa pesa, sufoca, e acharmos que somos ou fomos culpados por alguma coisa, é assustador.

Com frequência ouvimos frases como, ‘a culpa é sua, você quis assim, eu não fiz nada para você’.

Eu acredito firmemente, que não existem culpas, existem consequências, então, para tudo o que você fizer ou disser, existe uma consequência. É aí que entra nossa responsabilidade. Sim eu disse nossa, minha, sua, todos nós deveríamos nos preocupar com o que acontece a nossa volta, deveríamos sim prestar atenção ao que acontece com as pessoas, porque um sorriso, um abraço, um simples conta comigo, pode mudar uma história. Acha que é exagero? Então pare para pensar com cuidado, e talvez você encontre algum momento em sua vida, no qual alguém salvou o seu dia com um gesto simples, uma palavra que conforta ou um simples ombro amigo.

Se alguém salva um dia, ele(a) pode estar salvando uma vida, porque vidas podem começar e terminar em apenas alguns minutos, quem sabe até segundos.

A falta de empatia tem deixado o mundo mais frio e triste. Quando nos deparamos com pessoas que moram na rua, com aqueles, que por um motivo ou outro estão ou são menos favorecidos, sentimos pena sim, mas pensamos primeiro que é um problema social, que a culpa é do governo, lamentamos, mas não fazemos nada, certo?

Você deve estar se perguntando, e porque deveríamos fazer alguma coisa se a culpa não é nossa? Mas a verdadeira pergunta é, porque não fazer qualquer coisa que seja para ajudar, mudar ou melhorar a situação de alguém, nem que seja por alguns minutos ? Sem mais rodeios, onde eu quero chegar é, cada pessoa que você encontra, está lutando batalhas que talvez ninguém saiba, então seja mais gentil, pense antes de falar, e não se preocupe só com você, não faça o mundo girar somente ao seu redor, seja humano e se sinta sim responsável pelo que diz, porque você tem o poder de salvar o dia de alguém, ou de acabar com ele.

A maioria das pessoas é emocionalmente fraca, carente e isso não as torna inferiores, são apenas humanos imperfeitos, como eu e você, e ajudaria muito se cada um de nós fizesse a nossa parte.

Já ouvi pessoas dizendo que não podem ajudar aos outros porque mal conseguem ajudar a si próprios, e isso eu chamo de egoísmo, de olhar somente para o próprio umbigo, porque viver só para si é se entregar a uma existência miserável e sem sentido, sem propósito.

Se puder ajudar com dinheiro, ajude, se puder ajudar somente com palavras de motivação, assim o faça, se achar que não tem nada a oferecer, então pelo menos, se responsabilize sim, por tudo o que diz e tudo o que faz, porque isso com certeza pode e vai influenciar ou mudar o dia, quem sabe a vida de alguém.

Se estiver irritado, respire fundo e lembre-se ninguém precisa pagar o preço da raiva ou frustração que você sente, mas quem sabe a tranquilidade ou conforto que você precisa, virá de um gesto, quem sabe até de um estranho. Afinal, estamos nessa caminhada juntos, todas as pessoas que encontramos na rua, no parque, no supermercado, todos eles respiram o mesmo ar, todos têm um coração batendo forte no peito e sangue correndo nas veias, todos nós somos iguais, independente da posição social, cor da pele, nacionalidade, sexo, ou qualquer outra mera particularidade.

Nada disso faz diferença quando o coração para de bater, até porque quase todos os caixões tem tamanhos iguais, queimados ou enterrados, a única que sobra é nossa alma, nossa essência e nosso espírito.

O ser humano não sobrevive sozinho, todos nós necessitamos das interações sociais, todos nós sem exceção, precisamos um dos outros, então aprenda a se colocar no lugar do outro, e tente ser amor, sempre que puder.
O Universo te devolverá em dobro, quando você mais precisar. Vidas serão melhores e quem sabe o mundo se torne um lugar mais feliz.

 

……………………………………………
*Fonte/texto: Wandy Luz: resilienciamag

Busque um tempo só para você. É uma questão de vida!

É preciso, é essencial na vida. É parte da existência. Sim o tempo nos espera para tê-lo só para nós. O tempo quer nos mostrar algumas coisas, que dar algumas respostas, mesmo que algumas não muito claras. Ele quer fazer perguntas. Ele quer ser amigo.

A vida se torna louca quando corremos contra o tempo. Quando precisamos pensar, agir, ir mais rápido, terminar, recomeçar.
O tempo cobra que a gente pare, que a gente respire um pouco mais devagar, que a gente esqueça todo o resto.

Como às vezes sentimos falta deste tempo. Só nosso, sem ninguém para nos cobrar nada, sem nos cobrarmos nada. Sem nos culparmos por não termos tempo para mais ninguém.

Durante o tempo em que ficamos dentro das nossas quatro paredes, observando nossos quadros mentais, revirando nossas coisas internas conseguimos avaliar a vida, organizar sentimentos, conseguimos aquietar o coração, chorar se for preciso, fazer planos deixados para trás, amar em silêncio.

Sem vozes alheias, sem opiniões, sem o barulho do que há lá fora. O tempo quer que estejamos de corpo e alma para nós. O tempo quer que descansamos, que nos aquietamos, que nenhuma voz além da que carregamos em nosso interior se manifeste.

O tempo quer que possamos assistir um filme qualquer sozinhos, que tomemos um banho de mar ou um drink sem ninguém por perto, que olhemos para o nada por certo período sem nenhuma interrupção.

Um momento para um sono, para uma caminhada, para ouvir uma música ou um CD inteiro. Que façamos algo que gostamos muito, sem que estejamos preocupados com o outro, devendo algo para o outro ou tendo que cumprir um prazo.
O tempo que tanto se fala é a vida, que em muitas situações quer tomar uma nova forma, mas estamos tão preocupados em dar conta, dar satisfações.

A vida está sempre pedindo um tempo. E parece tão difícil. A necessidade de ser para ontem o que poderia ser para amanhã.

É angústia, é indisciplina, é inquietação. É dor, é cansaço é desespero. Somos nós e o tempo, ou melhor, a vida, brigando. É um terminar e já começar de novo que estressa, que consome.

É o tempo pedindo tempo. E somos nós cobrando mais tempo. Sempre com medo de que não dê tempo de viver tudo, mesmo vivendo nada ou muito pouco do que que desejamos ou planejamos nos raros momentos em que tiramos um verdadeiro tempo para nós.

……………………………………………………………
*Fonte: osegredo/ Kênia Casagrande

A técnica do convite: descubra como deixamos que nos ofendam

Na psicologia sempre há a intenção de permitir que o paciente tome as rédeas de sua vida e não se deixe levar tanto pelas emoções nem pelas situações externas que com frequência terá que enfrentar. A ideia é promover a aceitação incondicional, tanto de si mesmo quanto dos demais e da vida no geral, de forma que tudo que aconteça conosco nos afete na medida certa: nem mais, nem menos.

Não queremos pessoas conformistas. Gostamos das pessoas apaixonadas, com vontade de morder a vida e espremê-la, com metas, desejos e sonhos para realizar. Isto não é excludente de ser uma pessoa madura a nível emocional, que sabe regular suas emoções, que controla sua maneira de interpretar e perceber o mundo e que é capaz de aceitar a derrota, o fracasso ou as críticas e vê-las como uma parte normal da vida.

Quantas vezes ficamos enfurecidos porque alguém nos disse ou fez algo “injusto”? Quantas vezes pusemos a culpa pelos nossos próprios sentimentos nos demais? Todos nós fizemos e todos nós erramos. As emoções são só nossas e quando estamos mal, com o ânimo abalado, é porque nós o decidimos assim.
Os demais não lhe ofendem, você se ofende a si mesmo

É certo que ninguém gosta de ter um defeito ressaltado, que lembrem de alguma coisa errada ou que critiquem no geral. Nós preferimos as demonstrações de afeto e os elogios porque assim nos sentimos aceitos e essa aprovação nos gera um grande prazer (estimula nosso circuito cerebral de recompensa, tanto que a busca por reconhecimento pode virar um vício). Por outro lado, as críticas ou rejeições podem gerar de sentimentos de ansiedade até a depressão ou a irritação.

Quando recebemos um comentário negativo sobre nós, o primeiro que fazemos é ficar na defensiva, tentamos nos justificar, dar explicações ou contestar com outra crítica de maneira ressentida. Por que o fazemos? Porque nos ofendemos, mas não pelo que a outra pessoa acabou de dizer, mas porque nós, com nosso diálogo interior, dizemos que o que esta pessoa pensa de nós é a única verdade possível. Aos outros podemos negar, mas a nós mesmos, temos que afirmar.

Digamos que “compramos” as críticas do outro, que cremos nelas, as tomamos como nossas e as integramos como corretas, permitindo que modifiquem nossos pensamentos. Somos nós os que decidimos fazê-lo assim e essa decisão implica que deixemos ser manipulados como marionetes pela opinião de alguém alheio a nós mesmos.

Não é curioso que com os elogios isso não aconteça tanto? Não tendemos a comprar da mesma forma uma demonstração de afeto, louvor ou até mesmo um flerte. Mas se nos dizem algo negativo, em seguida nós damos uma resposta.
A técnica do convite, você a aceita?

A técnica do convite é usada em consultórios para fazer com que o paciente veja o que acabamos de comentar mais acima. Buda dizia: “Se alguém pretende me dar um cavalo de presente e eu não o aceito, de quem acaba sendo o cavalo?” Claro! Segue sendo da pessoa que pretende nos dar o cavalo, e com as críticas acontece o mesmo.

Se existem pessoas que pretendem gastar suas energias da maneira errada conosco de forma negativa, é problema delas. O nosso é aceitar ou não seus insultos ou grosserias. Assim, se o fazemos, é nossa responsabilidade e de nada serve pretender mudar a opinião do outro pois o mais provável é de que não o faça, e então seremos nós que gastaremos energia.

Com a técnica do convite, o terapeuta convida o paciente para que se sinta de uma maneira específica. Por exemplo, um fracassado, uma má pessoa, alguém fisicamente feio, etc. Ele o faz quando o paciente vai à consulta com a queixa de que recebe esses comentários ou de que há pessoas que lhe fazem sentir desta maneira.

O terapeuta lhe oferece um cartão, de maneira a lhe convidar, em que aparece escrita a seguinte frase: “Eu, sua (mãe, irmã, colega, namorada), lhe convido a sentir-se (inútil, culpado, sem graça, feio, gordo…). Você aceita meu convite? Aqui, o paciente tem que escrever que não aceita se sentir assim já que não pensa que isso defina a sua pessoa, mas que entende o ponto de vista do outro.

Esta aceitação nos livra da pesada carga que supõe tentar agradar a todos, algo que jamais conseguiremos completamente. A técnica do convite deve ser praticada a nível mental tantas vezes quanto sejam necessárias, cada vez que esbarrarmos com alguém que nos julgue de forma negativa. Assim, com a prática, seremos capazes de nos ofender cada vez menos e de inclusive utilizar qualquer crítica a nosso favor.

………………………………………………
*Fonte: amenteemaravilhosa

Nove truques eficientes para se tornar a pessoa mais encantadora do mundo

Uma das pessoas mais influentes e populares no LinkedIn, autor de 30 livros sobre negócios e comunicação, Jeff Haden, explica por que algumas pessoas são capazes de ganhar simpatia e provocar emoções positivas de quem quer que seja e como fazem isso.

Coragem para reconhecer as próprias fraquezas

As pessoas encantadoras não procuram sempre ganhar. Em vez disso, elas tentam dar o melhor que podem, sem esperar nada em troca. Não é difícil para elas aceitarem sua própria culpa, seu fracasso ou falar sobre suas fraquezas, uma qualidade que nem todo mundo possui.

Podem falar abertamente: “Eu invejo muito você“ ou ”Eu não sei, me ensine”, porque sabem que as pessoas valorizam as emoções sinceras.

Demonstram uma alegria sincera de estar com outras pessoas

É muito importante manter o contato visual numa conversa e as pessoas encantadoras sabem disso. Sorriem quando você sorri. Franzem as sobrancelhas ou concordam com a cabeça, quando você também o faz. Elas não fazem isso para te imitar, mas porque estão focadas no que você está dizendo e aceitam as suas emoções e palavras abertamente. Esta forma de feedback ajuda você a se dar bem basicamente com qualquer tipo de pessoa.

Procuram temas em comum

A maioria das pessoas inconscientemente busca as diferenças no outro, o que leva mais a uma discussão do que a uma conversa. As pessoas encantadoras e carismáticas sempre procuram falar sobre temas em comum.

Tente encontrar algo que conecte você com o seu interlocutor, isso ajuda a iniciar uma conversa interessante e a receber emoções positivas dessa comunicação.

Usam o poder do tato

O toque é uma ferramenta para transmitir emoções. Em um experimento, os participantes tentaram transmitir 12 emoções diferentes aos seus interlocutores por meio do toque, sem o uso de palavras. Verificou-se que em 50-83% dos casos, essas emoções foram transmitidas de forma adequada.

Por isso, sempre que você quiser, por exemplo, dar parabéns a alguém, pense em como fazer isso da melhor maneira: com um aperto de mão ou, talvez, com uns tapinhas no ombro, dependendo da situação. Isso vai ajudar você a demonstrar sinceridade de suas palavras e a transmitir a emoção certa, saindo-se melhor com o seu interlocutor. Mas lembre-se: contato físico exagerado pode pegar mal. Algumas pessoas que fazem isso excessivamente são vistas como pegajosas.

Usam expressões faciais e gestos

As pessoas adoráveis transmitem suas emoções de forma dramática e usam todos os meios possíveis para fazer isso. Elas são capazes de transformar até mesmo a história mais chata em uma narrativa interessante. Gesticulando e fazendo caretas (quando for o caso), com todas as suas forças transmitem os sentimentos da história, causando, assim, um interesse genuíno em seu interlocutor.

Não têm medo de parecerem ridículos

Talvez patinar ou jogar ’Twister’ não seja o forte de algumas pessoas, mas não elas não têm medo de pagar mico diante de todos. Por mais estranho que possa parecer, os outros as respeitam ainda mais.

Quando você estiver realmente disposto a demonstrar suas fraquezas e não tiver medo de parecer ridículo, os outros não vão rir de você. Mas vão rir com você, porque todos entendem que isso é completamente normal.

Sabem fazer perguntas

As pessoas adoráveis conseguem facilmente fazer com que você fale sobre você mesmo. Elas não têm vergonha de fazer perguntas e falar abertamente sobre si mesmas. Porque honestamente elas querem saber o que você pensa e isso as torna ainda mais encantadoras.

Quando você descobrir algo sobre uma pessoa, pergunte-lhe ou fale algo semelhante sobre você. Isso vai mostrar que vocês têm algo em comum e algo para compartilhar.

Lembre-se sempre dos nomes

As pessoas adoráveis sempre se lembram dos nomes e dos mínimos detalhes com uma precisão surpreendente. O fato de que alguém te chame pelo nome, mesmo que você tenha acabado de conhecer, faz com que você se sinta mais importante em uma conversa. Chame seu interlocutor pelo nome e se lembre de como chama seus amigos, familiares ou o animal de estimação. Isso provocará no outro emoções positivas em relação a você.

Escutam mais e falam menos

A maioria das pessoas não sabe ouvir tudo, é verdade. Todo mundo quer compartilhar algo e é sempre bom quando você conta uma história e vê que os outros prestam atenção e sentem emoções que correspondem ao seu relato. As pessoas adoráveis querem ouvir mais do que falar. Isso permite saber mais sobre seu interlocutor e encontrar mais coisas em comum.

……………………………………
*Fonte: incrivelclub

Lealdade x Fidelidade

Acho que foi em 1993. Numa entrevista _ histórica_ pra MTV, Renato Russo disse a Zeca Camargo que achava lealdade mais importante que fidelidade. Eu era menina, mas lembro que gravei a entrevista numa fita VHS e revi inúmeras vezes, me intrigando sempre nessa parte.

Eu entendia pouco acerca do amor, dos afetos, da durabilidade das relações. Mas Renato Russo me influenciava _ numa época em que meu pensamento ainda estava sendo moldado_ e eu tentava, imaturamente, entender aquela declaração.

Isso foi há vinte anos. De lá pra cá, relações se construíram e desconstruíram na minha frente. E vivendo minha própria experiência, finalmente consigo entender, e de certa forma concordar, com Renato Russo.

A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados mas temos que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. Já a lealdade_ permeada pelo vínculo, vontade e emoção_ é o pacto que se firma não por valores morais, e sim emocionais. É conexão “wi-fi: fidelidade sem fio”, que faz com que eu permaneça unida a você independente da existência de condutores ou contratos. Permaneço em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.

Amor nenhum se atualiza sozinho. O tempo passa, a gente muda, o amor modifica. E nessa evolução toda, a única tecla capaz de atualizar e permitir a duração do amor, é a tecla da lealdade. É ela que conta ao outro que estou mudando, que não gosto mais daquele apelido, ou que aquela mania de encostar os pés gelados em mim embaixo do cobertor ficou chata. É ela que diz que eu gosto tanto do seu cabelo jogado na testa, por que é que não deixa sempre assim? Ou que traduz que tenho medo de te perder, mas ainda assim preciso lhe contar que na época da faculdade usei drogas, pratiquei magia ou fiz um aborto. É ela que permite que coisas ruins ou não tão bonitas encontrem um refúgio, um lugar seguro onde possam descansar em paz.

É ela que faz o amor se atualizar e durar…

Lealdade é não precisar solicitar conexão. É conectar-se sem demora, reservas ou desconfianças. É compartilhar a senha da própria vida, com tudo de bom e ruim que lhe coube até aqui.

Leal é quem conhece as fraquezas, revezes, tombos e dificuldades do outro e não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta sua imperfeição e o ajuda a se levantar.

Leal é quem lhe defende na sua ausência.

É quem prepara seu terreno, se preocupa com sua dor, antecipa a cura;

Leal é aquele que é fiel por opção, atento ao amor que possui, zeloso com o próprio coração;

É quem não omite o próprio descontentamento, mas aponta o que pode ser feito pra não se perder…

Então sim, eu concordo com Renato Russo e acho que deslealdade separa mais que infidelidade. Pois não adianta não trair por fora, se traio o amor por dentro. Se tenho medo de arriscar e poupo meu afeto de se conhecer por inteiro; se não tolero meu caos e vivo uma mentira imaculada. Se não absolvo minha história nem perdoo meu enredo, desejando fazer dele uma fábula fantasiosa aos olhos de quem amo. Se contrario minha vontade e disposição e omito minhas intolerâncias pra não ferir _ me afastando silenciosa e gradativamente até a ruptura. Se me apresento por partes_ as melhores ficam aparentes, as nem tanto eu omito_ e não permito ser conhecido.

Finalmente, se não confio a ponto de compartilhar a poltrona do carona_ ao meu lado_ reservando apenas o banco de trás ( e olhe lá!) à minha companhia nessa viagem…

……………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag / Fabíola Simões

Como convencer alguém quando os fatos falham

Já notou que, quando você apresenta fatos as pessoas que são apegadas profundamente as suas crenças, elas sempre mudam de ideia? Não? Nem eu. Na verdade, as pessoas parecem se fechar em suas crenças, mesmo com evidências esmagadoras contra elas. A razão está relacionada com sua percebida cosmovisão, que é ameaçada pelos dados conflitantes.

Criacionistas, por exemplo, rejeitam a evidência para a evolução por fósseis e DNA porque eles estão preocupados com as forças seculares que invadem a fé religiosa. Pessoas rejeitam vacinas por causa da indústria farmacêutica e acham que o dinheiro corrompe a medicina, o que os leva a acreditar que as vacinas causam autismo, apesar da verdade inconveniente que o único estudo que fez tal afirmação foi refutado e seu principal autor foi acusado de fraude. Os conspiracionistas do 11 de setembro se concentram em minúcias como o ponto de fusão do aço nos edifícios do World Trade Center que causaram seu colapso porque pensam que o governo está mentindo para eles e conduz “operações de falsa bandeira” para criar uma Nova Ordem Mundial. Os negadores do clima falam de anéis de árvores, núcleos do gelo e as ppm dos gases de efeito estufa porque são apaixonados pela liberdade, especialmente aquela dos mercados e das indústrias em operar totalmente livres de regulamentos governamentais restritivos. Conspiracionistas sobre o nascimento de Obama abordam desesperadamente sobre o nascimento e vida do presidente em busca de fraudes, porque eles acreditam que o primeiro presidente afro-americano da nação faz parte de uma tática socialista para destruir o país.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

Nestes exemplos, as visões de mundo mais profundas dos proponentes eram percebidas como ameaçadas pelos céticos, tornando os fatos um inimigo a ser assassinado. Este poder de crença sobre a evidência é o resultado de dois fatores: Dissonância cognitiva e Backfire effect [Efeito de retrocesso]. No clássico livro de 1956, When Prophecy Fails [Quando a Profecia Falha], o psicólogo Leon Festinger e seus co-autores descreveram o que aconteceu a um grupo de crentes em OVNIs quando a nave-mãe falhou em chegar ao horário indicado. Em vez de admitirem o erro, “os membros do grupo procuraram freneticamente convencer o mundo de suas crenças”, e fizeram “uma série de tentativas desesperadas em apagar sua dissonância, fazendo previsões após previsões, na esperança que se tornassem realidade”. Festinger chamou isto de dissonância cognitiva, ou tensão desconfortável, que ocorre quando pessoas mantêm, simultaneamente, dois pensamentos conflitantes.

Dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (ex-aluno de Festinger), em seu livro de 2007 Mistakes Were Made (But Not by Me) [Erros foram cometidos (mas não por mim)] documentam milhares de experiências que demonstram como as pessoas decoram frases e “fatos” prontos para manter crenças pré-concebidas e reduzir a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide de escolha” coloca dois indivíduos lado a lado no ápice da pirâmide e mostram o quão rapidamente eles divergem e terminam na parte inferior oposta dos cantos da base com cada um agarrando uma posição para defender.

Em uma série de experiências feitas pelo professor Brendan Nyhan, da Universidade de Dartmouth, e pelo professor Jason Reifler, da Universidade de Exeter, eles identificam um fator relacionado que chamam de Backfire effect [efeito de retrocesso], “em que as correções realmente aumentam percepções erradas entre o grupo em questão”. “Porque ameaça sua cosmovisão ou auto-conceito”. Por exemplo, para os assuntos, foram dados falsos artigos de jornal que confirmaram equívocos generalizados, como que havia armas de destruição em massa no Iraque. Quando os sujeitos receberam um artigo corretivo de que as armas nunca foram encontradas, os liberais que se opuseram à guerra aceitavam o novo artigo e rejeitavam o antigo, enquanto os conservadores que apoiaram a guerra fizeram o oposto… e mais: Eles relataram estar ainda mais convencidos. Foram favoráveis as armas após a correção, argumentando que isso só provou que Saddam Hussein ocultou-as ou destruiu elas. De fato, Nyhan e Reifler observam, entre muitos conservadores, “a crença de que o Iraque possuíam armas imediatamente antes da invasão dos Estados Unidos persistiu muito tempo depois que a própria administração Bush concluiu o contrário”.

 

Se os fatos corretivos só pioram as coisas, o que podemos fazer para convencer as pessoas do erro de suas crenças? Da minha experiência,

1. Mantenha as emoções fora da troca,

2. Discuta, não ataque (sem ad hominem e sem ad Hitlerum),

3. Ouça atentamente e tente articular sobre a outra posição com precisão,

4. Mostre respeito,

5. Reconheça que você entende o por que alguém pode ter essa opinião,

6. Tente mostrar como a mudança de fatos não significam, necessariamente, a mudança de cosmovisões. Essas estratégias nem sempre funcionam para mudar as mentes das pessoas, mas agora que a nação acabou de ser submetida a uma verificação política, elas podem ajudar a reduzir divisões desnecessárias.

 

……………………………………………………………
*Fonte: universorcionalista

Agradeça ao seu ex, por ter lhe ensinado o que não é o amor!

A passagem do tempo irá nos acalmar e nos fazer perceber com clareza que algumas pessoas passavam longe de ser quem nos merecia, quem nos acrescentaria, quem nos seria vital. Elas foram importantes somente para nos mostrar o que não podemos aceitar como amor.

De início, lembremos aquele famigerado senso comum que nos diz para termos a consciência de que, muitas vezes, quem perde está ganhando. Costumamos enxergar tudo no calor do momento, tendo o imediatismo do que nos acontece como a única forma possível de as coisas acontecerem. No entanto, isso é uma inverdade, porque o tempo acaba por nos mostrar que muita coisa era o oposto do que imaginávamos.

É assim com tudo, é assim também com o amor. Quantos de nós não nos prendemos a um relacionamento sufocante, desgastante, com alguém que parecia ser um grande amigo(a), um parceiro(a) perfeito(a), como se não pudéssemos encontrar nada melhor, como se viver sem aquela pessoa nos fosse inimaginável. E, passado um tempo sem aquela presença, percebemos que nossa vida ficou melhor, que perdíamos tempo à toa.

Tudo tem uma razão de ser, o que nos acontece, o que nos fazem, o quanto sofremos, sorrimos, o tanto que lutamos, é tudo parte de nosso aprendizado, para que nos tornemos pessoas melhores e mais certas quanto ao que queremos ou não para nós. O que é bom nos aponta a certeza do que e de quem teremos de manter junto. O que é ruim, por outro lado, serve como lição – embora dolorida – de tudo e de todos que deveremos evitar, que teremos de manter afastados, lá longe.

Por isso é que, muitas vezes, embora inevitável, sofrer por quem não nos quer mais, por quem já usou e abusou de nosso melhor, de quem nos teve e nos dispensou feito objetos em desuso, inevitavelmente se tornará algo de que acabaremos nos arrependendo. A passagem do tempo irá nos acalmar e nos fazer perceber com clareza que aquela pessoa passava longe de ser quem nos merecia, quem nos acrescentaria, quem nos seria vital. Elas foram importantes somente para nos mostrar o que não podemos aceitar como amor.

Não conseguiremos passar incólumes pelos términos de relacionamento que enfrentaremos, uma vez que, quando estamos ali dentro de tudo, de muito perto, é difícil enxergar com firmeza todos os vazios e machucados em que estamos inseridos. No entanto, com o passar dos dias, conseguiremos nos libertar de quem já nem está junto, dando-lhe a devida importância: nenhuma. É assim que sobrevivemos, que nos fortalecemos e nos preparamos para o encontro arrebatador com o verdadeiro amor de nossas vidas.

 

……………………………………………..
*Fonte: osegredo

23 das mais magníficas sensações de nossa existência. Confira se já as sentiu!

As pessoas vivem e sentem suas experiências de forma particular e única. Entretanto, existem algumas sensações que pensamos ser praticamente uma unanimidade entre as mais agradáveis e/ou necessárias.

É claro que a maneira como as coisas acontecem é diferente em outras culturas, mas pensando aqui, nesse nosso mundinho mais próximo, penso que a descrição oferecida pela jornalista Elizabeth Costa, e escrita por motivo da proximidade de seu aniversário, vai ao encontro de muito o que nós todos pensamos.

Das 26 sensações listadas pela autora reproduzimos, abaixo, as 23 que consideramos mais marcantes. Obrigada Elisabeth por tornar esse material lindo algo público!

1. A sensação de viajar para um lugar novo.
Poucas coisas são mais emocionantes que explorar territórios desconhecidos, seja em outro país ou na sua própria cidade. A ciência confirma: pesquisas mostram que as pessoas são mais felizes quando gastam dinheiro com experiências do que com bens materiais.

2. A sensação de rir até a barriga doer.
É o melhor tipo de barato. O riso é realmente o melhor remédio. Estudos sugerem que ele pode melhorar seu sistema imunológico, reduzir a pressão arterial e, sim, aumentar seus níveis de felicidade.

3. A sensação ao ouvir “eu te amo”.
Não importa se quem disse foi seu par, seus pais ou seu melhor amigo: o amor é uma experiência que une biologicamente mente e corpo. É a sensação realmente universal.

4. A sensação de fazer uma gentileza aleatória.

Colocar um sorriso no rosto de alguém pode ter impacto sobre o seu nível de felicidade. Sem falar que você também está fazendo o mundo um lugar melhor.

5. A sensação de receber uma gentileza.
Mantenha o ciclo.

6. A sensação de falar o que realmente pensa.
Pesquisa sugerem que pensar demais pode não só gerar mais estresse mas também atrapalhar a execução de tarefas simples. Você tem todo o direito de expressar seus pensamentos e opiniões. Afirme-os claramente e com convicção.

7. A sensação quando alguém te entende.

O resultado é que você se torna uma pessoa muito melhor: um estudo de 2011 mostrou que estar junto do seu melhor amigo ajuda a reduzir o estresse.

8. A sensação de se apreciar a si mesmo.
Pesquisas mostram que a autoaceitação é a chave para uma vida mais feliz, mas o hábito que as pessoas menos cultivam.

9. A sensação de um coração partido.
É impossível passar a vida inteira tendo apenas sensações agradáveis. Ela também é feita de fases difíceis, incluindo a dor do coração. Mas são nestes momentos que mais aprendemos sobre nós mesmos.

10. A sensação de relaxamento total.
A estafa é real, e a melhor maneira de combatê-la é separar um tempo para apenas ser.
Relaxar não é bom somente para a sua saúde física e mental, é simplesmente uma delícia.

11. A sensação de acordar depois de uma ótima noite de sono.
Dormir é para os fortes. Acordar descansado te ajuda a enfrentar o dia com entusiasmo (sem falar que faz bem para a saúde. Ninguém acorda exausto dizendo: “Me sinto espetacular!”

12. A sensação de curtir intensamente o momento.

Aquele show incrível. Uma conversa com um amigo. Brincar com seus filhos no playground. Permitir-se viver no aqui e agora. Estar presente tem muito poder.

13. A sensação de transformar um lugar novo em um lar.
Pesquisadores há muito estudam a saudade de casa. Segundo eles, trata-se de uma forma de ansiedade. Como relata a CNN, o fenômeno se explica “pela nossa necessidade instintiva de amor, proteção e segurança – sensações normalmente associadas ao lar”.

Portanto, quando você de adaptar a um novo ambiente, aquela ânsia pelo que é família se dissipa porque sua nova casa é o que é familiar – e isso é uma forma excepcional de crescimento.

14. A sensação de fracasso.
A vida não é escrita a lápis. Você não vive se cometer erros que não podem ser corrigidos. O que importa é como você muda depois deles. Isso constrói o caráter e te ajuda a ter sucesso.

15. A sensação depois de uma sessão de exercícios.
Não tente brigar com a ciência: as endorfinas são reais. Você fica mais feliz depois de se exercitar.

16. A sensação da raiva.
Conter a raiva não é necessariamente bom para seu bem-estar.

Às vezes é um alerta. Isso não significa que você tenha de dar porrada em quem te contrariou, mas talvez seja um sinal para reavaliar as circunstâncias (e a pessoa) que te fizeram sentir-se assim.

17. A sensação de fazer uma nova amizade.
Essa ligação não está só na sua cabeça. Estudos mostram que conexões sociais ativam o centro de recompensas do cérebro.

18. A sensação do sucesso.
Não importa se ele é grande ou pequeno, você merece se sentir realizado. Um truque para atingir seus objetivos: coloque-os no papel. Pesquisas mostram que isso te ajuda a manter-se no caminho certo.

19. A sensação de aceitação.
Ser aceito é uma sensação muito importante. Isso não vale só para os outros, mas também para você (veja o item sobre a auto aceitação). Você é o seu maior fã.

20. A sensação de conseguir o emprego dos sonhos.
Os funcionários ficam mais felizes quando se envolvem com o trabalho. Você passa muitas horas por dia trabalhando e merece sentir-se satisfeito com seu emprego.

21. A sensação de validação.Não deixe que os outros confirmem que você realmente é. Suas opiniões são válidas. Seu trabalho é válido. E, sim, seus sentimentos são válidos.

22. A sensação de estar sozinho.Não confunda com solidão. Ficar sozinho faz bem. Passar um tempo na própria companhia é saudável para seu bem-estar mental. Você é incrível. Por que não ficar um tempo consigo mesmo?

23. A sensação da felicidade plena.Porque, acima de tudo, você merece sentir felicidade.

 

…………………………………………………………..
*Fonte: contioutra

20 hábitos das pessoas autênticas

Você se acha uma pessoa autêntica? Aqui está o que você precisa fazer para se tornar uma

Encontrar alguém que vive sua vida fiel a si mesmo é algo realmente raro. É preciso ter coragem e autoconfiança para ser quem você realmente é, apesar das opiniões e reações de terceiros.

 

Se você está pronto para mostrar ao mundo o seu verdadeiro eu, aqui estão 20 coisas que as pessoas autênticas fazem de forma diferente.

 

1. Elas não têm medo de expressar suas opiniões, mesmo que essas opiniões sejam diferentes das opiniões da maioria.

2. Eles nunca aplicam um conselho dado sem consultar seu guia anterior.

3.Eles são movidos à ação pelo motor interno, ao invés de gatilhos externos.

4. Eles são orgulhosos pelas suas características únicas que os fazem se destacar na multidão.

5. Eles têm rituais diários exclusivos, como fazer o café de forma especial ou meditar à luz de velas antes de ir pra cama.

6. Eles permitem que os seus amigos e as pessoas se reúnam para mostrarem seu verdadeiro eu.

7. Eles procuram por conversas de profundidade, e não para fofocas ou notícias sem sentido.

8. Eles estão felizes em suas empresas e são grandes amigos de seus próprios egos.

9. Eles valorizam as experiências e as coisas.

10. Eles tiram o máximo proveito das situações em que se encontram, seja ela boa ou ruim.

11. Eles não julgam os outros, porque eles olham além das aparências.

12. Eles falam menos porque economizam energia para coisas que importam.

13. Eles ouvem atentamente, porque são fascinados por explorar as outras pessoas.

14. Eles não se queixam, pois assumem todas as responsabilidades por suas vidas.

15. Eles têm autoestima elevada e parecem confiantes, porque não têm nada a esconder.

16. Eles não ficam chateados quando alguém não gosta deles. Eles permitem que outras pessoas tenham suas próprias opiniões.

17. Eles veem beleza e perfeição em coisas que outras pessoas descartam

18. Eles tentam apoiar os outros e desejam sinceramente que as outras pessoas cresçam.

19. Eles não se importam com críticas e pessoas mal intencionadas.

20. Eles veem a unidade e a interligação de toda a vida, e escuta a sinfonia harmoniosa em todas as situações da vida.

 

*Este artigo foi adaptado do original, “20 Habits of Highly Authentic People”, doMindBodyGreen.

………………………………………………………………..
*Fonte: jornaldoempreendedor

As pessoas se ofendem com quem é autêntico

“Ser autêntico virou ofensa pessoal.
Ou a criatura faz parte do rebanho, ou é um metido a besta.”
(Martha Medeiros)

 

Uma de nossas características enquanto seres humanos gregários vem a ser a necessidade de interação com o próximo e, para tanto, precisamos ser aceitos. É na comunicação com o mundo que nos rodeia que amadurecemos nossas ideias e nos tornamos capazes de agir frente ao que nos desagrada. Em determinadas situações, é em grupo que nos fortaleceremos e nos motivaremos a continuar.

Essa necessidade de aceitação é mais forte entre os adolescentes, que querem se autoafirmar junto àqueles com os quais se identifica, ou mesmo junto aos que julgam descolados. A maturidade vem nos tranquilizar nesse sentido, facilitando nossa conformidade com o que somos e temos, tornando-nos mais aptos a nos aceitar, a sermos o que pulula aqui dentro.

Infelizmente, muitos não conseguem encontrar a própria individualidade, incapazes que são de se tornarem seres autônomos, com vontades e desejos próprios, permanecendo dependentes do julgamento alheio enquanto viverem. Passam a vida seguindo o rebanho homogêneo do que é comum, socialmente disseminado como o certo, do que é da maioria, menos de si próprio. Lutam contra si mesmos, deixando adormecidos seus sonhos e aspirações, por medo da censura alheia.

Isso porque não é fácil viver as próprias verdades, correr atrás do que faz o nosso coração vibrar, dizer o que sentimos, exprimir o que pensamos, haja vista o policiamento ostensivo de gente que critica agressivamente qualquer um que não siga o rebanho dos ditames e convenções sociais já cristalizadas. Hoje, ser alguém único, autêntico, verdadeiro consigo mesmo, é ofensivo e passível de ataques condenatórios por parte da sociedade.

Até entendemos a homogeneidade nas vestimentas e linguajares de adolescentes, porém, a vida adulta nos impõe nada menos do que viver o que se é, lutar pelo que se acredita, fazer o que se gosta, sem ferir ninguém, mas agindo de acordo com que pulsa dentro de cada um de nós. Agradar a maioria, enquanto se vive em desagrado íntimo, equivale a uma tortura diária e injusta. Nascemos livres para sermos nós mesmos, porque não há nada mais belo e prazeroso do que uma vida sem mentiras e frustrações.

 

……………………………………………………………..
*Fonte: contioutra

Contardo Calligaris: não devemos buscar a felicidade

Considerando a tendência de pensadores como Gilles Lipovetsky Eduardo Giannetti, que ministraram conferência no Fronteiras do Pensamento 2017, reflexões sobre o culto à felicidade são sempre pertinentes, pois dizem respeito à vida de todos nós.

O filósofo francês e Contardo Calligaris, psicanalista italiano, têm muitos pontos em comum ao pensar o ideal de felicidade nos tempos atuais: a busca por realização no consumo, o constante surgimento de novos desejos – tão logo os desejos anteriores são atendidos – e a consequente frustração e sentimento de vazio, quando constatamos que nossos objetos de desejo não nos tornaram mais felizes.

Em entrevista concedida à revista Claudia, Calligaris se aprofunda, trazendo sua visão como doutor em psicologia clínica e psicanalista, na importância de vivermos integralmente – o que inclui vivenciar os sentimentos negativos. O italiano, hoje residente no Brasil, fala sobre a necessidade de se construir uma vida interessante, pela qual tenhamos apreço de fato, e não projetar nossa busca por motivação e significado naquilo que não possuímos.

Contardo Calligaris foi conferencista da edição especial do Fronteiras do Pensamento em Salvador, em 2015.
Confira a entrevista na íntegra, abaixo.

 

O que é felicidade hoje?

Não gosto muito da palavra felicidade, para dizer a verdade. Acho que é, inclusive, uma ilusão mercadológica. O que a gente pode estudar são as condições do bem-estar. A sensação de competência no exercício do trabalho, já se sabe, é a maior fonte de bem-estar, mais que a remuneração. Nós temos um ideal de felicidade um pouco ridículo.

Um exemplo é a fala do churrasco. Você pega um táxi domingo ao meio-dia para ir ao escritório e o taxista diz: “Ah, estamos aqui trabalhando, mas legal seria estar num churrasco tomando cerveja”. Talvez você ou o taxista sofram de úlcera, e não haveria prazer em tomar cerveja. Nem em comer picanha.

Mesmo que não vissem problema, pode ser que detestassem as pessoas lá e não se divertissem. Em geral, somos péssimos em matéria de prazer. Por exemplo, estamos sempre lamentando que nossos filhos seriam uma geração hedonista, dedicada a prazeres imediatos, quando, de fato, vivemos numa civilização muito pouco hedonista. Por isso, nos queixamos de excessos e nos permitimos prazeres medíocres ou muito discretos.

Mas continuamos acreditando que ser feliz é ter esses prazeres que não nos permitimos. E agora?

Ligamos felicidade à satisfação de desejos, o que é totalmente antinômico com o próprio funcionamento da nossa cultura, fundada na insatisfação. Nenhum objeto pode nos satisfazer plenamente.

O fato de que você pode desejar muito um homem, uma mulher, um carro, um relógio, uma joia ou uma viagem não tem relevância. No dia em que você tiver aquele homem, aquela mulher, aquele carro, aquele relógio, aquela joia ou aquela viagem, se dará conta de que está na hora de desejar outra coisa. Esse mecanismo sustenta ao mesmo tempo um sistema econômico, o capitalismo moderno, e o nosso desejo, que não se esgota nunca. Então, costumo dizer que não quero ser feliz.. Quero é ter uma vida interessante.

Mas isso inclui os pequenos prazeres?

Inclui pequenos prazeres, mas também grandes dores. Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.

O que adianta garantir uma vida longa se não for para vivê-la de verdade? É isso que temos de nos perguntar?

Quem descreveu isso bem foi (o escritor italiano) Dino Buzatti, no romance O Deserto dos Tártaros. Conta a história de um militar que passa a vida inteira em um posto avançado diante do deserto na expectativa de defender o país contra a invasão dos tártaros, que nunca chegam. Mas tem um lado simpático na ideologia do preparo. É que está subentendida a ideia de que um dia a pessoa viverá uma grande aventura. Mas o que acontece, em geral, é que a preparação é a única coisa a que a gente se autoriza.

Então, pelo menos há um desejo de viver uma aventura?

Mas os sonhos estão pequenos. A noção de felicidade hoje é um emprego seguro, um futuro tranquilo, saúde e, como diz a música dos aniversários, muitos anos de vida. Acho estranho quando vejo alguém de 18 anos que, ao fazer a escolha profissional, leva em conta o mercado de trabalho, as oportunidades, o dinheiro… Isso nem passaria pela cabeça de um jovem dos anos 1960.

A julgar pela quantidade de fotos colocadas nas redes sociais de pessoas sorridentes, elas têm aproveitado a vida e se sentem felizes. Ou, como você aborda em uma crônica, hoje mais importante do que ser é parecer feliz?

O perfil é a sua apresentação para o mundo, o que implica um certo trabalho de falsificação da sua imagem e até autoimagem. Nas redes sociais, a felicidade dá status. Mas esse fenômeno é anterior ao Facebook. Se você olhar as fotografias de família do final do século 19, início do 20, todo mundo colocava a melhor roupa e posava seriíssimo. Ninguém estava lá para mostrar que era feliz. Ao contrário, era um momento solene. É a partir da câmera fotográfica portátil que aparecem as fotos das férias felizes, com todo mundo sempre sorridente.

E a gente olha para elas e pensa: “Eu era feliz e não sabia”.

Não gosto dessa frase porque contém uma cota de lamentação. E acho que a gente nunca deveria lamentar nada, em particular as próprias decisões. Acredito que, no fundo, a gente quase sempre toma a única decisão que poderia tomar naquelas circunstâncias. Então, não vale a pena lamentar o passado. Mas é verdade que existe isso.

As escolhas ao longo da vida geram insegurança e medo. Em relação a isso, você diz que há dois tipos de pessoa: os “maximizadores”, que querem ter certeza antes de que aquela é a opção certa, e a turma do “suficientemente bom”. O segundo grupo sofre menos?

Tem uma coisa interessante no “maximizador”: é como se ele acreditasse que existe o objeto mais adequado de todos, aquele que é perfeito. Mas é claro que não existe.

A busca da perfeição não gera frustração, pois sempre haverá algo que a gente perdeu?

Freud dizia que o único objeto verdadeiramente insubstituível para a gente é o perdido. E não é que foi perdido porque caiu do bolso. Ele fala daquilo que nunca tivemos. Então, faz sentido que nossa relação com o desejo seja esta: imaginamos existir algo que nunca tivemos, mas que teria nos satisfeito totalmente. Só não sabemos o que é.

Como nos livrar desse sentimento?

Temos de tornar cada uma de nossas escolhas interessante. Isso só é possível quando temos simpatia pela vida e pelos outros – o que parece básico, mas não é no mundo de hoje. Não por acaso, o grande espantalho do nosso século é a depressão. A falta de interesse pelo mundo e pelos outros é o que pode nos acontecer de pior.

Complica ainda mais o fato de, como você já abordou, enfrentarmos um dilema eterno: desejamos a estabilidade e também a aventura. Então, entramos em uma relação ou um emprego, mas sofremos porque nos sentimos presos e achamos que estamos deixando de viver grandes aventuras. Isso tem solução?

Não sei se tem solução. A gente vive mesmo eternamente nesse conflito. Agora, como cada um o administra é outra história. Pode-se optar por uma espécie de inércia constante, que será sempre acompanhada da sensação de que você está realmente desperdiçando seu tempo e sua vida, porque toda a aventura está acontecendo lá fora e, a cada instante, você está perdendo os cavalos encilhados que passam e não passarão nunca mais. Viver dessa maneira não é uma das opções. Mas você pode também, em vez disso, permitir se perder.

Permitir se perder no sentido de transformar a vida em uma eterna aventura?

Mas também nesse caso você terá coisas a lamentar. Eu, pessoalmente, fui mais por esse caminho. Mas o preço foi muito alto. Por exemplo, eu não estive presente na morte de nenhum dos meus entes próximos, porque morava em outro país e sempre chegava atrasado, no avião do dia seguinte. Hoje, por sorte, meu filho – que é grande, tem 30 anos – vive perto de mim. Por acaso, ele decidiu vir para o Brasil. Mas não o vi crescer realmente.

Para ser feliz, enfim, o segredo é não buscar a felicidade?

Isso eu acho uma excelente ideia. A felicidade, em si, é realmente uma preocupação desnecessária. Se meu filho dissesse “quero ser feliz”, eu me preocuparia seriamente.

Preferia que dissesse o quê?

Só gostaria que ele me dissesse: “Estou a fim de…” A partir disso, qualquer coisa é válida. O que angustia é ver falta de desejo nas pessoas, em particular nos jovens. Agora, se ele está a fim de algo, mesmo que isso pareça muito distante do campo do possível dentro da vida que leva, eu acho ótimo.

 

……………………………………………………..
*Fonte: fronteiras

28 toneladas de sódio serão retiradas da alimentação do brasileiro até 2022

Após um acordo entre o governo federal e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) ocorreu uma retirada de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos fabricados entre 2011 e 2016. A parceria, renovada até 2022, tem objetivo ainda de acabar com o total de 28,5 mil toneladas de sódio dos produtos.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a primeira categoria a reduzir sódio em sua composição no novo acordo foi a de pães, bisnaguinhas e massas instantâneas. Em 2011, quatro fatias de pão por dia representavam 40% da quantidade de sódio diária (796 mg). Após o acordo, esse índice, em 2016, passou a ser 22% (450 mg). Em 2020, a expectativa é chegar a 20% (400 mg).

“É uma área importante já que é a que mais aporta sal na alimentação da população. A parceria com a indústria é essencial para permitir uma redução de sódio na composição dos alimentos”, ressalta a coordenadora-geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

O brasileiro ingere 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco gramas. Esses hábitos são responsáveis por causar doenças como hipertensão, diabetes e obesidade que, junto a doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer, respondem por 72% dos óbitos no país.

Durante os cinco anos de vigência do acordo entre governo e a Abia, foi detectada redução no teor de sódio em 30 categorias de produtos da indústria de alimentos, que representam cerca de 70% do faturamento do setor. Confira alguns destaques:

Mistura para sopas: quantidade caiu 65,15%. Antes, eram mais de 300mg de sódio para cada 100g de alimento. Agora, são 115,5mg.

Sopas instantâneas: a redução foi de 49,14%. Quantidade passou de 339,4mg para 170mg por 100g de alimento.

Linguiça cozida a temperatura ambiente: foram registradas reduções de 15,6% .

Linguiça frescal: a redução foi de 10,5%.

Linguiça cozida resfriada: redução de 9,4%.

Queijos e requeijões: reduções de 23,1% e 20,4%, respectivamente.

O acordo foi renovado no mês passado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Na ocasião, foi lançado também o Portal Saúde Brasil -, ferramenta digital com orientações sobre os benefícios da adoção de hábitos saudáveis.

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

 

Não transfira a seus pais o peso de suas expectativas

Por muito tempo ouvi de minha mãe que eu deveria ser forte. Ainda pequena, recebia como resposta aos meus lamentos um sonoro “erga a cabeça e não faça drama”. Não que faltasse afeto. Mas sobrava firmeza na condução de uma criação mais focada em me preparar para o mundo do que em me proteger dele. Enquanto eu via o choro como instrumento de barganha para meus desejos, ela me mostrava que nem sempre a vida me ofertaria colo e lenços de papel. O exemplo extrapolava o discurso. Cresci observando a forma como ela aguentava trancos e barrancos com altivez, enfrentando com coragem situações para mim assustadoras. Era confortável ter uma heroína dentro de casa. Mas também um problema, à medida que passei a esperar dela nada menos que a perfeição.

Quando somos crianças, temos licença para eleger a fantasia como fio condutor para nossos anseios. Somos autorizados (e estimulados) a suavizar a realidade com subterfúgios lúdicos. Natural que seja assim… e compreensível que enxerguemos como heróis quem viabiliza nosso dia-a-dia com cuidado, nos blindando das ameaças externas. A armadilha acontece quando crescemos e não nos desvencilhamos da ideia infantil de que nossos pais são infalíveis. Paralelamente à admiração, passamos a projetar sobre eles nossas vulnerabilidades. Exigimos que sejam abrigo para nossas fraquezas. E geralmente são. Mas, ainda assim, torcemos o nariz para o primeiro sinal de cansaço. Criticamos quando dizem “não” ou priorizam a si mesmos. Ignoramos as feridas que possuem e precisam resolver antes das nossas. Estranhamos quando falham na missão de serem esteio para nosso caos, porque permanecemos apegados à concepção de que estarão sempre aptos a contemplar nossas expectativas.

Imagino que não deva ser fácil arcar com tamanha demanda, por mais que haja amor e disposição. Sustentar sobre os ombros o peso de ser invencível não é tarefa simples. Sobretudo quando todos os padrões e convenções sociais alimentam esse ciclo de esforço seguido de culpa fazendo o muito não parecer suficiente. Estipula-se que pais são muralhas que não racham. Não percebemos como é cruel delegarmos a alguém de carne e osso a incumbência de honrar o pedestal em que foi colocado. Desde a primeira febre da infância, passando pelas crises existenciais da adolescência e perrengues da vida adulta, carregam as dores do filho em acúmulo com a própria. Em uma lógica distorcida, achamos comum que deem conta do recado (obrigação) e condenamos quando titubeiam (vacilo).

Ainda não sou mãe. Dizem que quando deixamos o papel de filho para assumir o de provedor, ao entendermos melhor o “lado de lá”, amenizamos nosso general julgador que cobra demais de quem também precisa de apoio. É como se flexibilizássemos um pouco as rédeas dessa relação tão nobre mas tantas vezes impiedosa. Nos esquecemos que por baixo da capa dos nossos heróis, existem fragilidades que precisam de curativo — muitas, inclusive, deixadas pelos pais deles que, igualmente humanos, não foram impecáveis na complexa lida que rege a formação de um filho. No afã de que quem nos deu a vida seja eterno reduto para nossos medos e alicerce para nossos percalços, desconsideramos as angústias e inseguranças que eventualmente os travam. Acredito em heróis. Mas acredito, acima de tudo, que um olhar complacente para as derrapadas daqueles que cobramos extrema retidão, pode ser mais importante que qualquer super poder.

 

…………………………………………………………………….
*Fonte: revistabula / Larissa Bittar

Viva o hoje porque daqui a pouco pode ser tarde demais

Nascer, crescer, envelhecer e morrer.

Viver ou existir ?

Seguimos o calendário, contando os dias, meses e anos. Corremos contra o tempo, em uma fila invisível que termina no dia de nossa morte.

O nosso destino é único e irreversível, e ainda assim não vivemos o hoje porque estamos preocupados com o amanhã, ou nos lamentando pelo ontem.

Queremos pessoas boas a nossa volta, porém nem sempre somos bons quando temos a chance de ser presença na vida de alguém.

Queremos ser amados mas muitas vezes não somos amáveis.

Queremos a paz mundial mas não conseguimos nem manter a paz com os nossos vizinhos.

Queremos tudo da vida, mas nem sempre estamos dispostos a abrir mão de alguma coisa para poder realmente viver.

Queremos acabar com a fome no mundo, mas muitas vezes olhamos mendigos com nojo e desprezo, e pouco entendemos sobre o que é realmente caridade.

Queremos o fim da corrupção, mas furamos a fila, e muitos fazem qualquer coisa para se beneficiar, mesmo que isso signifique prejudicar outra pessoa.

Batemos no peito para impor nosso desejo de sermos respeitados, mas não oferecemos nosso assento para gestantes, idosos ou pessoas debilitadas.

Torcemos o nariz para moradores de rua, temos medo, achando que todos são bandidos, alguns infelizmente ainda julgam os irmãos quem tem a cor da pele diferente da deles.

Condenamos as escolhas alheias como se fossemos Deus, mas somos os primeiros a gritar nas passeatas pedindo pelo fim do preconceito, do racismo, e da desigualdade .

A vida é uma contradição, sim, e a única coisa que podemos fazer é torná-la o mais bonita possível, fazer nossa parte sempre, dar nosso melhor todos os dias, e acima de tudo, viver ao invés de só existir.

Se tivesse a oportunidade de falar com a morte antes de ser a sua hora de morrer, talvez assim como no filme, ela te diria, para não esquecer de ver a beleza oculta, para não se perder nas distrações do caminho que te impedem de ser feliz, por isso viva o hoje, hoje e agora, porque daqui a pouco pode ser tarde demais.

 

……………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag / Wandy Luz

 

Estudo revela que quem come chocolate tem mais propensão a amar

Embora os antigos Astecas acreditassem fortemente que o chocolate era um afrodisíaco, a ciência sempre foi cética. No entanto, agora temos razões para acreditar que exista uma conexão entre chocolate e amor, ou entre amor e doces em geral, graças a um estudo do Journal of Social and Personal Relationships. Em uma série de experiências intitulada “Sweet Love: The Effects of Sweet Taste Experience on Romantic Perceptions”, os pesquisadores consideraram se uma variedade de alimentos provocaria sentimentos de romance entre os participantes do estudo.

No primeiro experimento as pessoas foram alimentadas ora com mini biscoitos, ora com batatas fritas. Então, eles fizeram o mesmo com refrigerante e água com gás. De acordo com os pesquisadores, as pessoas solteiras que acabavam de receber a escolha açucarada eram mais propensas a começar a imaginar relacionamentos amorosos hipotéticos. Além disso, eles descreveram essas relações como comprometidas e satisfatórias.

Os pesquisadores também decidiram realizar um experimento em que os participantes bebiam refrigerante ou água e então eram convidados a visualizar vários perfis de namoro. Novamente, aqueles que haviam consumido a escolha açucarada demonstraram um maior interesse pelos perfis e até classificaram os pretendentes como sendo mais atraentes.

Mas enquanto os solteiros podem colher os benefícios românticos do consumo de açúcar, há más notícias para aqueles que estão em relacionamentos. No caso de você estar pensando que um frasco de Nutella poderia salvar sua vida sexual, comer doces não parece ter um efeito sobre os romances existentes em termos de como um casal percebem um ao outro. Em geral, no entanto, o chocolate ainda pode ser responsável por aumentar a libido. De acordo com um estudo realizado pela Dra. Jennifer Nasser, professora associada de Ciências da Nutrição na Universidade Drexel, o consumo de chocolate faz com que seu cérebro libere o prazer da dopamina química, o que poderia colocá-lo no clima.

Claro, como sempre, existem vários fatores de confusão que podem refutar o vínculo entre chocolate e romance, mas essas novas descobertas abriram a porta para explorar a relação entre amor e gosto em geral. Em suas conclusões, por exemplo, os cientistas do Journal of Social and Personal Relationships sugeriram fazer um estudo futuro sobre se alimentos quentes ou picantes poderiam prever a atração sexual.

Esse canal nasceu da parceria entre o Hypeness e a Cacau Show para comemorar o Dia dos namorados e lembrar que o amor e o carinho devem ser valorizados sempre. A criatividade deve ser a tônica na hora de presentear a quem se ama e que o prazer de comer um chocolate nunca muda.

Produtos como Mini Show laCreme, Collection, Intensidade, Caixa Artesanal Delícias de Amor, Coração Glamour, Doce Gesto meu Docinho,, Urso pote, Kit Sexy, Caixa Amo mais que chocolate, Caixa Glamour 180g, Angel Asas, Coração Gourmet Rosê são alguns dos exemplos da dedicação da marca ao amor – e sua nova campanha, intitulada Primeiro Encontro, mostra que o tempo também não precisa ser uma barreira para o amor.

 

…………………………………………………
*Fonte: hypeness

 

Não se diminua (pra caber em gente pequena)

Não seja menos do que você pode ser.
Não aceite amor menor do que você merece ter.
Não se diminua pra caber em gente pequena.

Cada dia que você passa se limitando por alguém é um pouco de você que morre.
Não morre um pouco de quem você é, não.
É pior. Morre um pouco de quem você poderia ser.
Quando você deixa de fazer o que fazia.
Quando você deixa de querer o que queria.
Quando você deixa de sonhar o que sonhava.
Até o ponto que você deixa até de ter suas vontades pra ter as dele, só as dele.
É onde você morreu.

Mas isso só acontece com sua permissão.
Seja você cedendo pra tudo.
Seja você se diminuindo em tudo.

Não viva um relacionamento medíocre.
Não viva aquela relação meia boca, meio termo, sem tempero.
Esteja com quem realmente te estimule a ser melhor, a ser mais.
E quem você igualmente sinta vontade de fazer crescer.
Não dá pra viver algo intenso como paixão de adolescente o tempo todo, eu sei.
Mas se acomodar num marasmo?
Aceitar a mediocridade é aceitar que “melhor que tá não fica”.
Não faz isso. É desperdício de vida.
É limitar o que você tem pra viver.

Não viva um relacionamento bosta também.
Esse é um conselho meio óbvio mas algumas pessoas insistem.
Não fica com quem te atrasa a vida, te coloca pra baixo, te coloca âncoras.
Você tem que estar com quem vai te dar asas, não quem vai dizer que você não é capaz.
Não é justo consigo mesma se deixar convencer que você não é boa o suficiente (seja no que for).
Ou que você não tem potencial suficiente (seja pro que for).
Foge de quem contribui pro seu mal dizendo que tá fazendo pelo seu bem.
Se afasta disso. É abusivo.
Vai embora sem olhar pra trás.

Não se limite.
Não se sabote.
Não abra mão de você por ninguém.

Se você tem pressa de viver, viva!
Se você é intensa, seja intensa!
Se você infinitos por que reduzi-los ao de quem só fala sobre as mesmas coisas?

A vida é curta.
Então por que perder tempo não sendo tudo o que você pode ser?
Por que não viver tudo o que pode viver?
Por que não falar de tudo que você puder falar?
Por que não ter a melhor relação que você poderia ter?
Por que se contentar com migalhas?

Algumas pessoas se acostumaram a viver pela metade.
Não conhecem outra coisa que não a sua vida limitada.
E criticam quem vive por inteiro.
Pra essas pessoas bonito mesmo é quem se contenta com pouco.
Essas pessoas vão querer te arrastar pro mundo raso delas.

Eu não as culpo.
Tem gente que é acomodado a viver raso porque só conhece o raso.
O fundo é infinito e assusta mesmo.
Você pode tentar mostrar que existe muito mais que aquele mundinho pequeno que ela vive.

Mas ela só vai se ela realmente quiser ir.
E se ela não quiser, deixa ir.
Vai você com a melhor companhia, a sua.
No caminho você encontra alguém querendo ir tão fundo quanto você.

Você é um oceano.
Por que tentar caber num copo raso?

 

………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

 

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

 

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

 

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

 

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

 

……………………………………………………………………………………………..
*Fonte: resilienciamag / por Isabel Cristina Gonçalves