Os Cascavelletes – “Vortex Demo” (1986)

Essa por muito é considerada uma das melhores gravações da história dos Cascavelletes, assim como também top 10 da história do rock gaúcho (se não, a melhor, mais autêntica e vigorosa). Muito por causa da energia visceral da banda naquela época, coisa bem do começo do grupo, em um intenso momento criativo logo após Flávio Basso & Nei Van Soria, terem deixado a banda TNT.

*Eu me lembro muito bem dessa fita k7 naquela época. Era muito cotada. As músicas eram pura contravenção juvenil, na melhor vibe “testosterona” adolescente. Nos dias atuais, músicas assim seriam um grande problema por causa do “patrulhamento ideológico de plantão”, mas imagina só então o que foi naquela época… Quer coisa mais rock’n roll do que isso para aqueles anos 80!? A tal questão de temas meio que proibitivos (ou não usuais nas músicas), gerou ainda mais interessa da gurizada no som da banda, que era muito boa.

É uma raridade ter um desses k7 originais. Verdadeiro item para colecionador do rock gaúcho. Lamentavelmente eu não tenho (apenas em mp3), apesar de ter uma coleção bem bacanuda de fitas K7, de bandas daquela época. Essa lamentavelmente me escapou… apesar de ter batalhado para conseguir uma. Putz! Lembro de alguns poucos amigos que tinham e a apresentavam como um precioso troféu. Será que eles ainda a tem?

Segue a história, o resto é bobagem. Keep on rock, baby!

 

“Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra” – livro

É assinada pelos jornalistas Cristiano Bastos e Pedro Brandt, a biografia “Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra”. Resultado de uma minuciosa pesquisa jornalística realizada ao longo de mais de dois anos, a obra passa a limpo a trajetória de Flávio Basso, morto em dezembro de 2015 e que completaria 50 anos em 2018.

Para desenvolver esta biografia, os autores consultaram materias como jornais, revistas, livros, sites, gravações de rádio e vídeos de acervos particulares ou disponíveis na Internet. Complementaram o trabalho entrevistas com pessoas próximas ao artista gaúcho, também conhecido por Woody Apple, Júpiter Maçã e Jupiter Apple. A pesquisa ainda levantou um acervo iconográfico que ressalta a complexidade da obra de Flávio Basso.

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*Fonte: correiodopovo

 

Dingo Bells em Venâncio Aires

Ontem a noite, uma quinta-feira tradicional de cidade interiorana aqui do sul, teve show da banda Dingo Bells. A banda é tida como uma das gratas revelações do rock/música gaúcha nos últimos tempos, não que isso em importe, sou daqueles que precisa ver para crer quando o assunto é banda de rock. Eu já conheço o som dos caras, alías seguido escuto durante o trabalho o seu último álbum – “Tudo vai mudar” (2018), então tranquilo, fui bem de boas assistir a esse show. Mas daí é que veio a chinelada na cara. Já tinha assistido a banda em Santa Cruz do Sul, num desses festivais da cerveja Gaúcha, achei tudo muito bacana, ficou uma boa impressão e tal mas sei lá, talvez não tenha sido realmente capturado pelo som dos caras.

Chego no local do show quase na hora de começar, que aliás, era cedo – (bom isso de show num horário mais “dito normal”, que não começa às 3h da madruga….),  enfim, tudo ok exceto o fato de que achei ter pouco gente. Coisa normal para essa cidade burra culturalmente falando, já cansei de ir em shows que mereciam um público bem melhor por aqui. Se fosse uma dupla sertaneja ou um DJ desconhecido qualquer, estaria lotado o local. Mas enfim, cada um sabe o que faz e as suas escolhas. Mas que essa cidade tem um bom punhado de roqueirinhos de merda, que pouco ou nada entendem além do que a “manada” curte, não participam e nem vão a nada desse tipo de evento – Ah! Tem! Mas direto ao assunto – o show começa e os caras tocam inicialmente várias músicas mais lentas e introspectivas (se é que posso assim chamar). Depois a coisa cresce e incendeiam o local. Cada vez mais intenso até o ponto em que quase num efeito de hipnose, estão com o público nas mãos. Eles sabem das coisas.

Daí fica aquela questão no ar, de que não é preciso viajar longe para se assistir a um bom show, nem muito menos pagar caro o ingresso, camarote ou o escambau, tem muita coisa boa acontecendo e é bem próximo “de você”, basta se ligar, ficar atento. Esse show de ontem foi bem divulgado. Quanto a isso não tem desculpa.
Ontem foi uma ocasião assim, ingresso barato, precisei caminhar apenas algumas quadras de minha casa e acabei assistindo a um dos melhores shows dos últimos tempos. Banda muito bem entrosada, cancheira (que vocais afudê), tocando com “vontade” e com tesão, entregaram de mãos beijadas para nós os sortudos (sim, muita sorte estar ali nesse momento) um super show. Tudo muito bem tocado e próximo ao som do álbum, coisa que até então acreditava de que seria bem difícil de reproduzirem ao vivo ali no palco, porque as suas músicas são cheias de pequenos detalhes aqui e ali. Não é uma banda fácil de compreender o som. Mas acontece que estava tudo lá. Eita! Perfeito.

Depois do show a banda ainda ficou tranquilona, perto do palco atendendo as pessoas para fotos, trocar uma ideia e esse tipo de coisa. Os caras super acessíveis e nada de estrelismos. Muito bom isso. Então é o seguinte, quem foi sabe do que estou falando. Foi um baita show. Ponto. Baita banda. Ponto. Baita noite. Ponto.
Tenho dito.

Grato por mais um show incrível anotado no caderninho da vida.

*Se não conhecem a banda, aqui ó: www.dingobells.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlos Eduardo Weyrauc “Mutuca” – R.I.P.

A triste notícia de hoje foi que o músico e radialista Carlos Eduardo Weyrauch, mais conhecido como Mutuca, morreu nesta madrugada, 13, aos 71 anos, vítima de um infarto em Taquara, onde morava. Com passagens pela extinta Itapema e pela Unisinos FM, atualmente, ele comandava o programa ‘Hot Club’, na Dinâmico FM, de Porto Alegre.

Ao longo dos mais de 50 anos de trajetória, Mutuca foi uma figura importante para o cenário musical gaúcho, além de ter acompanhado o surgimento do rock local e passado por várias bandas em sua carreira.

Descanse em paz Mutuca, o rock gaúcho lhe agradece de coração!

 

 

 

YESOMAR – “Gigantes do Rock Gaúcho vol 2” FULL ALBUM

É com prazer que tornamos público mais um grande sonho de nossas vidas. Está no ar o “Gigantes do Rock Gaúcho Vol. 2”, o segundo episódio desta jornada que visa somar, unir e fortalecer a cena musical brasileira. (Junior Sebastiany – Yesomar)

*Lançado em primeira mão no YouTube, em agosto será disponibilizado em CD e estará nas principais plataformas de streaming.

.Produzido entre março e julho deste ano no Estúdio Toca, o disco com 10 faixas conta com os ilustres convidados: Claudio Heinz (Os Replicantes), Paulo Dionisio (Produto Nacional), Bebeto Alves (Los 3 Plantados), Julio Reny (Cowboys Espirituais), King Jim (Garotos da Rua), Nei Van Soria (TNT, Os Cascavelletes), Fredi Chernobyl (Comunidade Nin-Jitsu), Felipe Messa (Pupilas Dilatadas), Nenung (A Barata Oriental, Os The Darma Lóvers e Nenung & Projeto Dragão), Eduardo Branca (M16 e Santíssima Trindade), Lucio Dorfman, Alemão Ribeiro (Cabala), Rafael Farina Casarin, Ricardo Leitão Duarte, Fabiane Fyah Rocha, Madamme Gaby e Simone Schuster.

Para escutar:

Maluquice Genial: Há exatamente um ano morria Júpiter Maçã

Ícone do rock gaúcho, o músico Flávio Basso, mais conhecido como Júpiter Maçã (ou Jupiter Apple), morreu há exatamente um ano nesta sexta-feira, 21, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele tinha 47 anos.

Compositor, vocalista e cineasta, Júpiter é considerado um dos membros mais proeminentes de uma onda gaúcha que levou para todo o Brasil o som de bandas como Engenheiros do Hawaii e DeFalla.

Criativo e fora dos padrões, ele integrou dois grupos do Sul que marcaram o rock nacional: TNT e Os Cascavelletes, ambos dos anos 1980. Na década seguinte, se lançou em carreira solo, tendo gravado oito discos. O mais importante deles foi o psicodélico A Sétima Efervescência (1996), uma referência do underground, com influências claras de Pink Floyd e alusões ao LSD.

O trabalho abrigou faixas memoráveis , sendo “Um Lugar do Caralho” a mais lembrada. O álbum também entrou para a lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira da Rolling Stone Brasil. Em 2012, o artista deu um susto nos fãs ao cair do 2º andar do prédio onde morava. Ele fraturou uma costela e o pulso, mas se recuperou bem. O último trabalho lançado por Júpiter foi o DVD Six Colours Frenesi, gravado ao vivo no bar Opinião, em Porto Alegre.

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*Fonte: rollingstone / por Paulo Cavalcanti

Fughetti Luz – O Tempo Feiticeiro

E aí rapaze, prontos pra detonar o Rock’n’Roll?!

Fughetti Luz, a maior lenda viva do rock gaúcho e ex-vocalista das bandas Bixo-da-Seda e Liverpool, ressurge do seu retiro espiritual depois de 14 anos, para o lançamento de mais um álbum lendário, o qual tende a ser o último de sua carreira. Intitulado de O Tempo Feiticeiro, o disco conterá composições inéditas e algumas reedições de sucessos antigos como Nosso Lado Animal, Campo Minado e Xeque-Mate.

Ajude a tornar este projeto em realidade contribuindo através da plataforma em troca de recompensas como o próprio CD “O Tempo Feiticeiro”, uma edição especial do mesmo autografada pelo próprio Fughetti, um kit de CDs e DVDs de alguns dos artistas que farão parte das gravações do disco (Duca Leindecker, Duda Calvin, Zé Natálio e Luciano Leães), além de recompensas exclusivas como um pôster A3 e uma camiseta para eternizar a lembrança da alegria e do talento do nosso querido Fughetti Luz.

O presente musical mais atual de Fughetti Luz para os fãs vem aí pra provar que o rock gaúcho não morreu, e que o mesmo não vai ter fim. A mesma energia e psicodelia dos anos 70 com um sentimento de amor transbordante, O Tempo Feiticeiro clama pelo bem, clama por paz, e vai emocionar os corações assim que rodar no primeiro CD-Player.

Marcelo Truda é o grande mentor deste novo disco, que já participou dos outros álbuns de Fughetti e assumiu a produção do novo. O álbum terá 15 faixas, em sua maioria canções inéditas e algumas regravações de grandes sucessos da carreira do artista, como Nosso Lado Animal, Campo Minado e Xeque-Mate.

A lista de músicos que participarão das gravações do CD é mais poderosa do que se pode imaginar. Nada menos que Luiz Carlini, Edinho Espíndola, Ronaldo Pereira, Luciano Leães, Gabriel Guedes, Mimi Lessa, Duda Calvin, Marcos Lessa, Duca Leindecker, Zé Natálio, Bebeto Mohr, Mateus Mapa, Márcio Petracco, Shanti Luz, Joris Kleverlaan, Bibiana Luz Kleverlaan, Gilmar Freitas, Alex Rossi, Preto Pavanelli, Egisto Dal Santo, Marcelo Guimarães o próprio Marcelo Truda e, é claro, Fughetti Luz. Todas as músicas serão gravadas e produzidas por Marcelo Truda, mixadas no Estúdio Soma e masterizadas por Thomas Dreher.

O último hippie vivo da história, a figura mais mítica e influente do Rock‘n’Roll no Rio Grande do Sul, Fughetti Luz, virou lenda aos seus vinte e poucos anos, quando sua banda Liverpool adotou o nome de Bixo da Seda em meados dos anos 70.

O Liverpool foi um fenômeno do final dos anos 60 e início dos 70. A banda tocava sucessos do rock em inglês inicialmente, porém o que Fughetti queria mesmo era cantar em português, então começou a fazer versões em seu idioma de origem para hits de Simon & Garfunkel, Rolling Stones entre outros, além de composições próprias. No final dos anos 60 foram contratados pela TV Globo como banda de apoio no programa Som Livre Exportação, depois de vencer o Festival Internacional da Canção (FIC) no Rio de Janeiro. Logo mais gravaram a trilha sonora para o filme Marcelo Zona Sul, e em 1969 lançaram seu primeiro e único álbum, Por Favor Sucesso com composições de Carlinhos Hartlieb, Hermes Aquino e Laís Marques.

Depois de retornar ao Rio Grande do Sul, no início dos anos 70 o Liverpool foi extinto e o restante da banda fundou o Bixo da Seda. Em um curto espaço de tempo, o grupo conquistou grande espaço na capital gaúcha, realizando shows com grande frequência nos locais mais visados de Porto Alegre, especialmente no bairro Bom Fim. O Bixo misturou rock pesado e progressivo com sotaque gaúcho, dando início em um novo ciclo na carreira de Fuga, que foi o grande frontman da banda. O Bixo da Seda tinha uma proposta muito particular, lançando novas vertentes do rock brasileiro, sem compromisso nenhum com as tendências, e se consagrou em meio a elogios da crítica com seu primeiro e único álbum, homônimo, lançado em 1976. A banda chegou a se apresentar em grandes festivais de música pelo Brasil, em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná, etc, além de grandes teatros e até mesmo em estádios de futebol. No final dos anos 70 a banda se separou e Fughetti retornou a Porto Alegre. Após o término, o grupo ainda se reuniu algumas vezes para alguns shows como o Festival Morrostock em Sapiranga – RS no ano de 2011, porém sem a presença de Fuga que já se encontrava incapacitado de realizar shows devido a paralisia infantil, que contraiu aos 3 anos de idade.

Porém o entusiasta do Rock’n’Roll e incansável Fughetti não parou por aí. Por volta de 1980 em Porto Alegre continuou compondo como nunca, inclusive chegou a montar bandas para compartilhar suas composições como a Guerrilheiro Anti-Nuclear e Bandaliera, onde estava Duca Leindecker e Marcinho Ramos, e assim vieram grandes sucessos como Campo Minado e Nosso Lado Animal. Fughetti lançou dois discos em carreira solo. O primeiro álbum, homônimo, lançado em 1998 e o segundo, intitulado Xeque-Mate, de 2002. Subiu ao palco pela última vez em 2004 com a banda Tutti-Frutti.

Fughetti vive em Tapes desde 2000, quando foi morar definitivamente com sua esposa Zefa, que infelizmente faleceu em 2012. Com sua única filha, Shanti, e sua neta, Bibiana, morando na Holanda, Fughetti hoje vive em Tapes com seu dog Basset Hound, o Zappa (nome dado em homenagem a um dos seus artistas favoritos, Frank Zappa), e sua “cuidadora”, a Úrsula, que já está na família há muitos anos. Mesmo assim Fuga é insaciável, não deixa de escrever nunca, e guarda seus rascunhos e manuscritos dentro de uma biografia de Keith Richards, inclusive muitas destas canções que estarão no novo disco, O Tempo Feiticeiro.

>> Para particpar do projeto: TEMPO FEITICEIRO – https://www.catarse.me/fughettiluz