ULTRAMEN 30 ANOS – A história de uma das bandas mais icônicas de Porto Alegre

Eu já estava ansioso aguardando por esse documentário, porque é de uma de minhas bandas prefridas aqui do Rio Grande do Sul. Lembro muito bem da primeira vez que os assisti ao vivo, aliás foi uma paulada. Eu tocava com a Troublemakers e um dia a Rádio Ipanema com a produção da “visonária” Kátia Sumann, organizou um show da nossa banda e a Ultramen, em alguma cidade perto de Porto Alegre. O ponto de saída marcado para o show de logo mais a noite era na Usina do Gasômetro, onde a Ultramen tocaria na tarde e assim que acabassem, subiam no bus e as nossas bandas seguiriam em frente. Foi nesse dia em que pude vê-los ao vivo, até então só havia escutado eles na Ipanema (que tocava sim as novas bandas, dando uma força danada a nova cena rocker gaúcha – baita época!). Chegamos mais cedo só para poder assistí-los. Não consigo esquecer a potência que “passava” o som deles, tudo com muito groove, uma mistura bem temperada, som pegado, inclusive até um cover do Black Sabbath tocaram. Fiquei muito impressionado e satisfeito de ver uma banda com uma música que me agradou em cheio! Esse dia ficou para sempre marcado na minha memória, sério. Já disse inúmeras vezes para alguns amigos, de que tenho como um dos melhores shows de banda gaúchas que já assisti – isso que era bem no começo da carreira deles, nem tinham o seu primeiro álbum lançado ainda. Fiz questão de compra uma fita K7 demos deles (tenho até hoje). Depois ainda tocamos juntos mais umas duas ou três vezes em eventos do Opinião naquela época e sempre foram bons companheiros nessas empreitadas, acho eles incríveis como músicos e pessoas. Fico contente com todo o merecido sucesso que alcançaram. Bem, essa é a minha breve historinha sobre essa banda que admiro bastante! Keep on rock.

“100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho” documenta a memória musical do RS

Não há dúvidas de que o rock n’ roll possui raízes profundas no Rio Grande do Sul. Em 1959, o Conjunto Melódico De Norberto Baldauf lançou o LP Rock On Big Hits, que lançou as primeiras gravações de rock feitas por músicos do estado. Porém, esse conjunto não era uma banda de rock propriamente dita. Segundo artigo do músico Arthur de Faria, o “Marco Zero do rock gaúcho” foi a Banda Apache, formada ainda em 1962. Em 1965, já surgiu a primeira banda de rock porto-alegrense formada só por mulheres: As Andorinhas.

Na década seguinte, o sucesso do grupo Bixo da Seda ajudou a cunhar o termo “rock gaúcho” e, ao longo dos anos 1980, essa cena realmente explodiu com o surgimento e/ou popularização de vários artistas importantes (Taranatiriça, Astaroth, Cascavelletes, TNT, DeFalla, Os Replicantes, Júlio Reny, Graforréia Xilarmônica, Garotos da Rua, Rosa Tattooada, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, e por aí vai). Ao longos dos anos 1990 e 2000, uma nova geração de bandas – como Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Walverdes, Acústicos e Valvulados, Comunidade Nin-Jitsu e Ultramen – fez muito sucesso e revitalizou esse cenário. Já entre os anos 2000 e 2010 vieram nomes como Vera Loca e Identidade, mais próximos do rock clássico, e bandas como Pública e Cartolas, bem mais identificados com o indie rock em voga na época.

Hoje, o rock ocupa um espaço muito diferente do que outrora – não apenas no Rio Grande do Sul, mas no mundo todo -, e é importante resgatar a memória para que não se perca o registro dessa produção que marca a cultura do estado. É nesse sentido que nasce o projeto do livro 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho, do jornalista e escritor Cristiano Bastos com projeto visual do músico, produtor e artista gráfico, Rafael Conny.

Com acabamento luxuoso, incluindo capa dura e sobrecapa especial, a obra registra em 264 páginas a apresentação de uma centena de discos que ajudam a contar essa história. Além da listagem detalhada dos álbuns, o livro traz uma pesquisa profunda sobre a evolução da fonografia do pop e do rock no Rio Grande do Sul e capítulos especiais dedicados somente aos compactos, coletâneas e bootlegs mais importantes do rock gaúcho.

100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho está sendo produzido através de um projeto de financiamento coletivo que já está aberto (confira as recompensas e apoie aqui).

*Por Ariel Fagundes

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*Fonte: noize

 

Egisto Dal Santo & Trouble Makers

Muito bom ver hoje uma “repostagem ” no Facebook do grande músico e produtor do rock gaúcho, Egisto Dal Santo, mostrando algumas das coletâneas do rock gaúcho por ele produzidas. E a Trouble Makers, antiga banda da qual fiz parte, esteve presente com algumas músicas nesse material. Bons tempos.

Muito grato mestre Egisto!

Livro “100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho”

Será lançada na sexta (31/7), ainda dentro das comemorações do dia mundial do rock, a campanha de financiamento coletivo com o objetivo de captar recursos para a publicação do livro 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho. O projeto, que é idealizado pelo jornalista e escritor Cristiano Bastos (um dos autores de Gauleses Irredutíveis – Causos e Atitudes do Rock Gaúcho; e das biografias Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra; Julio Reny – Histórias de Amor & Morte; e Nelson Gonçalves – O Rei da Boemia), terá projeto gráfico do designer Rafael Cony.

Os 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho serão eleitos por meio de um corpo de jurados (músicos, jornalistas, produtores) do RS e também do Brasil. Será colocada em votação a produção discográfica produzida no Rio Grande do Sul desde anos 1950 (quando se tem o registro da primeira música “rock” feita no Estado: Stupid Cupid, com o Conjunto Farroupilha) até os dias hoje.

Segundo Bastos, que tem passagens por revistas como a Rolling Stone Brasil, Bizz, entre outros veículos da imprensa musical, ainda que o nome “rock” intitule o livro, outros gêneros musicais – do pop ao soul, do metal ao punk, do funk ao samba rock – não ficarão de fora.

Ao corpo de jurados será fornecido uma listagem com a sugestão de centenas álbuns de bandas e artistas para auxiliá-los na escolha. A previsão de lançamento do livro100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho (que terá formato de luxe e a dimensão de um disco de vinil: capa dura, papel couchê, colorido) é em meados de 2021. Objeto de colecionador, a tiragem da obra, cujo objetivo é que tenha mais de um volume, será de mil cópias.

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*Fonte: rogerlerina

Os Cascavelletes – “Vortex Demo” (1986)

Essa por muito é considerada uma das melhores gravações da história dos Cascavelletes, assim como também top 10 da história do rock gaúcho (se não, a melhor, mais autêntica e vigorosa). Muito por causa da energia visceral da banda naquela época, coisa bem do começo do grupo, em um intenso momento criativo logo após Flávio Basso & Nei Van Soria, terem deixado a banda TNT.

*Eu me lembro muito bem dessa fita k7 naquela época. Era muito cotada. As músicas eram pura contravenção juvenil, na melhor vibe “testosterona” adolescente. Nos dias atuais, músicas assim seriam um grande problema por causa do “patrulhamento ideológico de plantão”, mas imagina só então o que foi naquela época… Quer coisa mais rock’n roll do que isso para aqueles anos 80!? A tal questão de temas meio que proibitivos (ou não usuais nas músicas), gerou ainda mais interessa da gurizada no som da banda, que era muito boa.

É uma raridade ter um desses k7 originais. Verdadeiro item para colecionador do rock gaúcho. Lamentavelmente eu não tenho (apenas em mp3), apesar de ter uma coleção bem bacanuda de fitas K7, de bandas daquela época. Essa lamentavelmente me escapou… apesar de ter batalhado para conseguir uma. Putz! Lembro de alguns poucos amigos que tinham e a apresentavam como um precioso troféu. Será que eles ainda a tem?

Segue a história, o resto é bobagem. Keep on rock, baby!

 

“Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra” – livro

É assinada pelos jornalistas Cristiano Bastos e Pedro Brandt, a biografia “Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra”. Resultado de uma minuciosa pesquisa jornalística realizada ao longo de mais de dois anos, a obra passa a limpo a trajetória de Flávio Basso, morto em dezembro de 2015 e que completaria 50 anos em 2018.

Para desenvolver esta biografia, os autores consultaram materias como jornais, revistas, livros, sites, gravações de rádio e vídeos de acervos particulares ou disponíveis na Internet. Complementaram o trabalho entrevistas com pessoas próximas ao artista gaúcho, também conhecido por Woody Apple, Júpiter Maçã e Jupiter Apple. A pesquisa ainda levantou um acervo iconográfico que ressalta a complexidade da obra de Flávio Basso.

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*Fonte: correiodopovo

 

Dingo Bells em Venâncio Aires

Ontem a noite, uma quinta-feira tradicional de cidade interiorana aqui do sul, teve show da banda Dingo Bells. A banda é tida como uma das gratas revelações do rock/música gaúcha nos últimos tempos, não que isso em importe, sou daqueles que precisa ver para crer quando o assunto é banda de rock. Eu já conheço o som dos caras, alías seguido escuto durante o trabalho o seu último álbum – “Tudo vai mudar” (2018), então tranquilo, fui bem de boas assistir a esse show. Mas daí é que veio a chinelada na cara. Já tinha assistido a banda em Santa Cruz do Sul, num desses festivais da cerveja Gaúcha, achei tudo muito bacana, ficou uma boa impressão e tal mas sei lá, talvez não tenha sido realmente capturado pelo som dos caras.

Chego no local do show quase na hora de começar, que aliás, era cedo – (bom isso de show num horário mais “dito normal”, que não começa às 3h da madruga….),  enfim, tudo ok exceto o fato de que achei ter pouco gente. Coisa normal para essa cidade burra culturalmente falando, já cansei de ir em shows que mereciam um público bem melhor por aqui. Se fosse uma dupla sertaneja ou um DJ desconhecido qualquer, estaria lotado o local. Mas enfim, cada um sabe o que faz e as suas escolhas. Mas que essa cidade tem um bom punhado de roqueirinhos de merda, que pouco ou nada entendem além do que a “manada” curte, não participam e nem vão a nada desse tipo de evento – Ah! Tem! Mas direto ao assunto – o show começa e os caras tocam inicialmente várias músicas mais lentas e introspectivas (se é que posso assim chamar). Depois a coisa cresce e incendeiam o local. Cada vez mais intenso até o ponto em que quase num efeito de hipnose, estão com o público nas mãos. Eles sabem das coisas.

Daí fica aquela questão no ar, de que não é preciso viajar longe para se assistir a um bom show, nem muito menos pagar caro o ingresso, camarote ou o escambau, tem muita coisa boa acontecendo e é bem próximo “de você”, basta se ligar, ficar atento. Esse show de ontem foi bem divulgado. Quanto a isso não tem desculpa.
Ontem foi uma ocasião assim, ingresso barato, precisei caminhar apenas algumas quadras de minha casa e acabei assistindo a um dos melhores shows dos últimos tempos. Banda muito bem entrosada, cancheira (que vocais afudê), tocando com “vontade” e com tesão, entregaram de mãos beijadas para nós os sortudos (sim, muita sorte estar ali nesse momento) um super show. Tudo muito bem tocado e próximo ao som do álbum, coisa que até então acreditava de que seria bem difícil de reproduzirem ao vivo ali no palco, porque as suas músicas são cheias de pequenos detalhes aqui e ali. Não é uma banda fácil de compreender o som. Mas acontece que estava tudo lá. Eita! Perfeito.

Depois do show a banda ainda ficou tranquilona, perto do palco atendendo as pessoas para fotos, trocar uma ideia e esse tipo de coisa. Os caras super acessíveis e nada de estrelismos. Muito bom isso. Então é o seguinte, quem foi sabe do que estou falando. Foi um baita show. Ponto. Baita banda. Ponto. Baita noite. Ponto.
Tenho dito.

Grato por mais um show incrível anotado no caderninho da vida.

*Se não conhecem a banda, aqui ó: www.dingobells.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlos Eduardo Weyrauc “Mutuca” – R.I.P.

A triste notícia de hoje foi que o músico e radialista Carlos Eduardo Weyrauch, mais conhecido como Mutuca, morreu nesta madrugada, 13, aos 71 anos, vítima de um infarto em Taquara, onde morava. Com passagens pela extinta Itapema e pela Unisinos FM, atualmente, ele comandava o programa ‘Hot Club’, na Dinâmico FM, de Porto Alegre.

Ao longo dos mais de 50 anos de trajetória, Mutuca foi uma figura importante para o cenário musical gaúcho, além de ter acompanhado o surgimento do rock local e passado por várias bandas em sua carreira.

Descanse em paz Mutuca, o rock gaúcho lhe agradece de coração!