Arquivo da tag: rock gaúcho

Red Eyes Flys


Programa Faces TVE-RS – Egisto Dal Santo


Pública – Long Plays


Nei Van Soria – Tempo e paciência


Nei Van Soria – Homem de Pouca Fé


Pata de Elefente – para relembrar a banda por aqui

 


De Falla – Screw You Suzie Doll


Maluquice Genial: Há exatamente um ano morria Júpiter Maçã

Ícone do rock gaúcho, o músico Flávio Basso, mais conhecido como Júpiter Maçã (ou Jupiter Apple), morreu há exatamente um ano nesta sexta-feira, 21, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele tinha 47 anos.

Compositor, vocalista e cineasta, Júpiter é considerado um dos membros mais proeminentes de uma onda gaúcha que levou para todo o Brasil o som de bandas como Engenheiros do Hawaii e DeFalla.

Criativo e fora dos padrões, ele integrou dois grupos do Sul que marcaram o rock nacional: TNT e Os Cascavelletes, ambos dos anos 1980. Na década seguinte, se lançou em carreira solo, tendo gravado oito discos. O mais importante deles foi o psicodélico A Sétima Efervescência (1996), uma referência do underground, com influências claras de Pink Floyd e alusões ao LSD.

O trabalho abrigou faixas memoráveis , sendo “Um Lugar do Caralho” a mais lembrada. O álbum também entrou para a lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira da Rolling Stone Brasil. Em 2012, o artista deu um susto nos fãs ao cair do 2º andar do prédio onde morava. Ele fraturou uma costela e o pulso, mas se recuperou bem. O último trabalho lançado por Júpiter foi o DVD Six Colours Frenesi, gravado ao vivo no bar Opinião, em Porto Alegre.

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*Fonte: rollingstone / por Paulo Cavalcanti


Fughetti Luz – O Tempo Feiticeiro

E aí rapaze, prontos pra detonar o Rock’n’Roll?!

Fughetti Luz, a maior lenda viva do rock gaúcho e ex-vocalista das bandas Bixo-da-Seda e Liverpool, ressurge do seu retiro espiritual depois de 14 anos, para o lançamento de mais um álbum lendário, o qual tende a ser o último de sua carreira. Intitulado de O Tempo Feiticeiro, o disco conterá composições inéditas e algumas reedições de sucessos antigos como Nosso Lado Animal, Campo Minado e Xeque-Mate.

Ajude a tornar este projeto em realidade contribuindo através da plataforma em troca de recompensas como o próprio CD “O Tempo Feiticeiro”, uma edição especial do mesmo autografada pelo próprio Fughetti, um kit de CDs e DVDs de alguns dos artistas que farão parte das gravações do disco (Duca Leindecker, Duda Calvin, Zé Natálio e Luciano Leães), além de recompensas exclusivas como um pôster A3 e uma camiseta para eternizar a lembrança da alegria e do talento do nosso querido Fughetti Luz.

O presente musical mais atual de Fughetti Luz para os fãs vem aí pra provar que o rock gaúcho não morreu, e que o mesmo não vai ter fim. A mesma energia e psicodelia dos anos 70 com um sentimento de amor transbordante, O Tempo Feiticeiro clama pelo bem, clama por paz, e vai emocionar os corações assim que rodar no primeiro CD-Player.

Marcelo Truda é o grande mentor deste novo disco, que já participou dos outros álbuns de Fughetti e assumiu a produção do novo. O álbum terá 15 faixas, em sua maioria canções inéditas e algumas regravações de grandes sucessos da carreira do artista, como Nosso Lado Animal, Campo Minado e Xeque-Mate.

A lista de músicos que participarão das gravações do CD é mais poderosa do que se pode imaginar. Nada menos que Luiz Carlini, Edinho Espíndola, Ronaldo Pereira, Luciano Leães, Gabriel Guedes, Mimi Lessa, Duda Calvin, Marcos Lessa, Duca Leindecker, Zé Natálio, Bebeto Mohr, Mateus Mapa, Márcio Petracco, Shanti Luz, Joris Kleverlaan, Bibiana Luz Kleverlaan, Gilmar Freitas, Alex Rossi, Preto Pavanelli, Egisto Dal Santo, Marcelo Guimarães o próprio Marcelo Truda e, é claro, Fughetti Luz. Todas as músicas serão gravadas e produzidas por Marcelo Truda, mixadas no Estúdio Soma e masterizadas por Thomas Dreher.

O último hippie vivo da história, a figura mais mítica e influente do Rock‘n’Roll no Rio Grande do Sul, Fughetti Luz, virou lenda aos seus vinte e poucos anos, quando sua banda Liverpool adotou o nome de Bixo da Seda em meados dos anos 70.

O Liverpool foi um fenômeno do final dos anos 60 e início dos 70. A banda tocava sucessos do rock em inglês inicialmente, porém o que Fughetti queria mesmo era cantar em português, então começou a fazer versões em seu idioma de origem para hits de Simon & Garfunkel, Rolling Stones entre outros, além de composições próprias. No final dos anos 60 foram contratados pela TV Globo como banda de apoio no programa Som Livre Exportação, depois de vencer o Festival Internacional da Canção (FIC) no Rio de Janeiro. Logo mais gravaram a trilha sonora para o filme Marcelo Zona Sul, e em 1969 lançaram seu primeiro e único álbum, Por Favor Sucesso com composições de Carlinhos Hartlieb, Hermes Aquino e Laís Marques.

Depois de retornar ao Rio Grande do Sul, no início dos anos 70 o Liverpool foi extinto e o restante da banda fundou o Bixo da Seda. Em um curto espaço de tempo, o grupo conquistou grande espaço na capital gaúcha, realizando shows com grande frequência nos locais mais visados de Porto Alegre, especialmente no bairro Bom Fim. O Bixo misturou rock pesado e progressivo com sotaque gaúcho, dando início em um novo ciclo na carreira de Fuga, que foi o grande frontman da banda. O Bixo da Seda tinha uma proposta muito particular, lançando novas vertentes do rock brasileiro, sem compromisso nenhum com as tendências, e se consagrou em meio a elogios da crítica com seu primeiro e único álbum, homônimo, lançado em 1976. A banda chegou a se apresentar em grandes festivais de música pelo Brasil, em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná, etc, além de grandes teatros e até mesmo em estádios de futebol. No final dos anos 70 a banda se separou e Fughetti retornou a Porto Alegre. Após o término, o grupo ainda se reuniu algumas vezes para alguns shows como o Festival Morrostock em Sapiranga – RS no ano de 2011, porém sem a presença de Fuga que já se encontrava incapacitado de realizar shows devido a paralisia infantil, que contraiu aos 3 anos de idade.

Porém o entusiasta do Rock’n’Roll e incansável Fughetti não parou por aí. Por volta de 1980 em Porto Alegre continuou compondo como nunca, inclusive chegou a montar bandas para compartilhar suas composições como a Guerrilheiro Anti-Nuclear e Bandaliera, onde estava Duca Leindecker e Marcinho Ramos, e assim vieram grandes sucessos como Campo Minado e Nosso Lado Animal. Fughetti lançou dois discos em carreira solo. O primeiro álbum, homônimo, lançado em 1998 e o segundo, intitulado Xeque-Mate, de 2002. Subiu ao palco pela última vez em 2004 com a banda Tutti-Frutti.

Fughetti vive em Tapes desde 2000, quando foi morar definitivamente com sua esposa Zefa, que infelizmente faleceu em 2012. Com sua única filha, Shanti, e sua neta, Bibiana, morando na Holanda, Fughetti hoje vive em Tapes com seu dog Basset Hound, o Zappa (nome dado em homenagem a um dos seus artistas favoritos, Frank Zappa), e sua “cuidadora”, a Úrsula, que já está na família há muitos anos. Mesmo assim Fuga é insaciável, não deixa de escrever nunca, e guarda seus rascunhos e manuscritos dentro de uma biografia de Keith Richards, inclusive muitas destas canções que estarão no novo disco, O Tempo Feiticeiro.

>> Para particpar do projeto: TEMPO FEITICEIRO – https://www.catarse.me/fughettiluz

 


DeFalla – Radar | TVE – 09/06/2016 (ao vivo)


Defalla encerra suas atividades (Insanity Records)

A banda Defalla é um daqueles grupos que você ama ou odeia, mas não fica indiferente. Sempre a frente de seu tempo, foi formada em 1985, por Edu K (guitarra e voz), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (baixo). Com a saída de Pianta e a entrada de Flu (baixo) e Castor Daudt (guitarra), a banda gravou dois álbuns extremamente importantes para o Rock Nacional. A partir do terceiro lançamento, já com muitas mudanças na formação, o grupo passou por diversos estilos, como Hard Rock, Thrash Metal, Crossover, Industrial, Funk, Pop Punk, até retornar, em 2011, com o quarteto da formação clássica.

A partir de então, a banda começa a realizar shows e consequentemente trabalhar em novo disco. Os músicos falavam que o álbum seria uma sequência dos dois primeiros trabalhos, mas em meio as gravações, o baixista Flu se desliga do grupo.  Depois de quase 30 anos, Carlo PIanta retorna ao seu posto, fazendo a banda se reestruturar com um misto das formações clássica e original.

A espera pelo novo trabalho chega ao fim em 2016, quando “Monstro” é lançado e demonstra que a banda ainda tinha muita lenha para queimar. Mas quando parecia que a grupo finalmente tinha encontrado um caminho estável para trilhar, é anunciado, via redes sociais, o encerramento das atividades.

Considerado o camaleão da música brasileira, o Defalla possui influência em muitas bandas de rock/funk/rap criadas desde o fim dos anos 80 até hoje, que absorveram a loucura e a caoticidade de seus discos e shows.

O guitarrista, Castor Daudt, nos concedeu uma entrevista em que fala sobre o fim do grupo.

Insanity Records: Por que a banda decidiu encerrar as atividades justamente agora que acabou de lançar um novo trabalho depois de tantos anos?
Castor Daudt: A reunião da banda foi justamente para a gente retomar aquele espírito criativo, anárquico, bacana, característico do Defalla. A química foi tão legal, que até ousamos pensar em gravar um disco novo, que acabou sendo o “Monstro” (Deck Discos). Enquanto este espírito musical esteve presente, a gente seguiu em frente, mas como, hoje em dia, cada um de nós tem sua vida independente, compromissos, uns moram longe, e mais ainda, com o mercado oscilante, a responsabilidade com o público, a coisa foi chegando num ponto em que tivemos de parar.

Mas isso é uma coisa boa. Acredito que estas paradas são necessárias pra se manter este espírito característico da banda. Houve shows simplesmente fantásticos na turnê de lançamento do “Monstro”, por exemplo, os de Porto Alegre Curitiba e Rio. Quem foi vai se lembrar pra sempre, tenho certeza.

Por isso, no melhor interesse da música e da arte, estamos encerrando esta fase agora.

Mas o Edu K, (que agora é Tigerblood), já está correndo e armando altas paradas musicais, como sempre, a Biba Meira tem a Escola Batukas e está até pensando em gravar um disco solo, o Carlo Pianta tem mil e um projetos e musicais inacreditáveis, o Flu  também, e eu vou começar a me preparar para uma nova fase na vida e na música, visando novamente capturar este “espírito musical”, “engarrafar o relâmpago” da criatividade, da inspiração.

Insanity Records: Qual foi o impacto da saída do Flu no meio do processo de gravação?
Castor Daudt: A saída do Flu foi bem natural. Conheço ele há 500 anos e somos como irmãos, por isso, mesmo que ele não esteja fisicamente presente na banda, está sempre presente em espírito. Ele foi fundamental na criação e formatação das novas músicas e obviamente na química do Defalla, mas ele tem muitos projetos em andamento, está gravando outro disco solo, tem a Rádio Barril, está morando longe, numa floresta mágica, enfim, seria difícil pra ele voltar 100%. Mesmo assim ajudou demais, disponibilizando o antigo estúdio dele da Mozart pra banda, enfim, na empreitada toda, na sonoridade, em geral.

Insanity Records: Aconteceu algum abalo na amizade entre os membros?
Castor Daudt: Não. Em todo relacionamento, chega uma hora em que se precisa dar um tempo, uma distância, justamente para fortalecê-lo. Isto acontece, literalmente, em todas as bandas do mundo. Somos uma família. Mesmo ficando longe, um do outro, eventualmente iremos nos reunir e será tudo como sempre foi.

Insanity Records: Existe a possibilidade de um retorno no futuro?
Castor Daudt: Claro. No momento estamos encerrando um ciclo muito intenso de quase 6 anos(!) de convivência e proximidade constante, como família, seja física, virtual ou espiritual. Mas sempre existe a possibilidade de uma volta, se for legal, divertido, desafiador, interessante.
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Insanity Records: O documentário “Sobre Amanhã” que conta a história da banda, será lançado?
Castor Daudt: Sim, estamos em contato com os diretores do documentário, decidindo a melhor maneira de se organizar este lançamento. Agora com o fim da banda, fica ainda mais relevante este documento.

Insanity Records: Quais são os teus projetos musicais a partir de agora?
Castor Daudt: Boa pergunta. Há anos todos me perguntam por que eu nunca lancei um disco solo, pois afinal sou um dos principais compositores da banda. É só olhar a autoria das músicas para constatar. Inclusive muitas músicas deste novo “Monstro” do Defalla eram músicas minhas que eu estava trabalhando para o meu disco solo, como “Dez Mil Vezes”, “Zen Frankenstein” e etc. Levei-as para a banda porque gosto da sonoridade do Defalla, como banda, com a química instrumental e vocal que temos. Mas preciso seguir em frente e diversificar minhas referências musicais, buscar novos caminhos e até retomar velhas parcerias, como por exemplo, com o Carlos Miranda, produtor e diretor musical, que é como um irmão que nunca tive, desde a infância. A gente tocou junto há décadas atrás, mas sempre fica conversando e combinando de fazer alguma coisa nova, e, quem sabe agora, finalmente não é a hora certa de acontecer?

E, fora o pessoal do Defalla, eu já toquei e trabalhei com muita gente legal e talentosa, daí, de agora em diante vou retomando aos poucos estes contatos e buscando novos, para reunir um super-time dos sonhos pra fazer boa música… E barulho, né?

Insanity Records: Que mensagem você gostaria de deixar para os fãs que esperaram tanto por um novo trabalho da formação Clássica/Original e que agora se deparam com a notícia do fim da banda?
Castor Daudt: Queria agradecer por todo o amor, carinho, apoio e força que todos tiveram por mim, por nós, e dizer que tudo foi feito pelo nosso infinito amor à música e ao público, que comparece aos shows, escuta as músicas, acompanha as mídias sociais, opina, discorda, xinga, curte… Enfim, nossos parceiros de estrada, que torcem por nós como se fosse um hiper-reality-show tragicômico.

E o disco “Monstro” já é um disco histórico, que reúne as formações original e clássica do Defalla de uma maneira inédita e incrível. Eu não me canso de escutá-lo, mesmo depois deste tempo todo. E quem teve a sorte de ver algum show nosso nos últimos anos, com certeza curtiu e se divertiu bastante. Foi um enorme privilégio fazer parte disto tudo, ao lado das nossas famílias, amigos, amigas, fãs, conhecidos, curiosos, inimigos e etc. Foi bom demais!

E o Defalla pode ter acabado, mas nós vamos continuar sempre tocando, cantando, gravando, fazendo música até o fim, seja da maneira que for.

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*Fonte: insanityrecords


Gustavo Telles & Os Escolhidos – Do seu amor, primeiro é você quem precisa


Fughetti Luz sai da toca e prepara novo disco

Depois de 15 anos de recolhimento em Tapes, Fughetti Luz acaba de aprontar seu terceiro álbum solo. Aos 68 anos, o mais mítico e influente cantor do rock gaúcho anda faceiro. Após o lançamento do segundo, Xeque-mate (2002), que acaba de ser reeditado, ele dera a carreira por encerrada – cantou pela última vez em público em 2004, a convite da banda paulista Tutti-Frutti. Tinha cada vez mais dificuldade para estar no palco devido ao desgaste da condição física: a paralisia infantil, que marca sua vida desde os três anos, com o tempo passou a cobrar das pernas esforços muito doloridos. E ele se recusa a cantar sentado:

– Rock’n’roll, pra mim, é em pé. Mesmo sem palco, ao gravar as músicas para o novo disco, faço questão de cantar em pé. Posso parar, descansar, mas cantar é em pé.

“Dogmas” desse tipo fazem parte da personalidade e da trajetória de quem teve de lutar bravamente para se afirmar, como mostra o muito bom Fughetti Luz – O Rock Gaúcho, songbook biográfico do jornalista Gilmar Eitelwein lançado com o primeiro CD em 1996. Fughetti mantém posições firmes, de espírito hippie, libertário, como se pode ler na entrevista das páginas 6 e 7, em que repassa sua trajetória à frente de duas bandas primordiais do rock porto-alegrense, o Liverpool e o Bixo da Seda. Sob a liderança de Fughetti, fizeram um disco cada (1969 e 1976), com certo sucesso no centro do país. Sem ele, se dissolveram.

Mas não tem briga nessa história. O Bixo se tornou uma espécie de estado de espírito e até hoje às vezes se reúne para lembrar os velhos tempos, com os eternos parceiros Mimi, Marcos e Edinho, mais Marcelo Guimarães fazendo as vezes de Fughetti. Compositor e vocalista da Robô Gigante (que, de certa forma, descende do Bixo e das bandas criadas nos anos 1980 por Fughetti para tocar suas músicas, a Bandaliera e a Guerrilheiro Anti-nuclear), Guimarães é um dos mentores do novo disco, ao lado de outro Marcelo, o Truda. Também da Robô e guitarrista de referência revelado pelo Taranatiriça, Truda é seguidor de Fughetti desde os 12 anos. Participou dos outros discos do ídolo e assumiu a produção do novo, que vai se chamar Tempo Feiticeiro.]

Será um álbum com 15 faixas, a maioria inéditas – as outras são versões novas para músicas dos discos solo e das bandas citadas, entre elas hits como Campo Minado, Rockinho, Nosso Lado Animal e Solitário Rocker. Ao lado de Fughetti, um dream team do rock gaúcho: Duca Leindecker (produtor dos primeiros discos), Gabriel Guedes (ex-Pata de Elefante), Duda Calvin (Tequila Baby), Zé Natálio (Papas da Língua), Egisto Dal Santo, Bebeto Mohr, o paulista Luiz Carlini (Tutti-Frutti/Rita Lee). E, naturalmente, Mimi, Marcos e Edinho.

Tempo Feiticeiro virá como um testamento, pois é improvável que ele volte a gravar. Um dos locais de lançamento será o Palheta’s Bar, em Tapes, onde Fughetti tem cadeira cativa para ouvir “a rapaziada” que está começando. Carlos Eduardo Miranda, ex- Taranatiriça, que saiu do rock gaúcho para tornar-se produtor de referência no rock brasileiro, lembra a importância de Fughetti para seu início:

– Eu e o Truda não perdíamos um show do Bixo, admirávamos demais o Fughetti. Era um cara loucão que dava para abordar depois do show e trocar uma ideia. Sempre se mostrou um cara que curte novidade e sabe respeitar as diferenças.

Os guitarristas e as mulheres são centrais na vida de Marco Antônio Figueiredo Luz – o apelido Fughetti (originalmente Fuguete) vem da infância, pois estava sempre fazendo molecagens. O novo disco tem cinco guitarristas. Uma das músicas inéditas, parceria com Mimi, faz homenagem ao maior de todos: Hendrixmania. E a questão feminina começa naturalmente pela mãe, a professora Leonita, nascida em Minas Gerais. “Tô vivo graças a ela, à sua vontade que eu vivesse”, conta ele no livro citado. Depois vêm a mulher, Zefa (se conheceram em um show), a filha Shanti, a neta Bibiana e a cuidadora Úrsula.

O apaixonado casamento durou de 1973 até a morte de Zefa, em 2012. Nascida em Amsterdã, em 1974, durante o ano em que o casal viveu um périplo hippie na Europa, Shanti morou em Tapes, com a mãe e os avós, até os 17 anos. Depois de formada em Publicidade, foi conhecer a cidade natal e acabou conhecendo o holandês que seria o pai de Bibiana – a família vive em Amsterdã desde 2003. Ela lembra que teve uma infância difícil, mas que o tempo foi ajeitando as coisas.

– Eu queria um pai normal, como os de minhas amigas. Que tivesse uma profissão, me levasse na escola. Meus avós não gostavam de ver minha mãe levando aquela vida instável e tendo que pagar as contas. Mas, na adolescência, viajando com a Bandaliera, encontrando Engenheiros do Hawaii, Cascavelletes e tal, comecei a entender e curtir o pai que eu tinha.

Shanti conta que se aproximou mais dele (“meu velho bruxo”) depois da morte da mãe. Fughetti, que se mantém graças à pensão de professora deixada por Zefa e parte do arrendamento de terras da família dela, sintetiza: “Shanti é minha luz, cuido de seu patrimônio”. A loirinha Bibiana, 11 anos, nas recentes férias passou alguns dias com o avô na casa Tapes e disse para a mãe: “Gosto muito dele. Amo ele do jeito que é”.

Os 3 discos solo

FUGHETTI LUZ (1996)
Produzido por Duca Leindecker e Gilmar Eitelwein, foi lançado juntamente com o songbook biográfico Fughetti Luz – O Rock Gaúcho, com financiamento do Fumproarte. Algumas músicas: Solitário Rocker, Tempo Feiticeiro, Deixe Rolar, Shanti, Homem que Caminha nas Calçadas, Força Interior e Insatisfeito.

XEQUE-MATE (2002)
Produzido por Duca Leindecker e Gilmar Eitelwein, foi lançado pelo selo independente Rotação. Está sendo relançado agora com distribuição da Jam Sons Raros (51 3594-8825). Algumas músicas: Nova Pulsação, Tão Jovem pra Esquecer de Si, Suspiram Blues, Campo Minado, Se Vira, Rockinho, Falta Pouco e Nosso Lado Animal.

TEMPO FEITICEIRO (2015)
Produzido por Marcelo Truda, com lançamento previsto para o final de 2015/início de 2016. Ainda sem capa definida, o álbum terá 15 músicas gravadas neste ano, mesclando inéditas e sucessos da carreira. Entre as novas, estão Descontentes (parceria com Shanti Luz), Hendrixmania (com Mimi Lessa) e Linha de Frente.

 

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*Fonte: zh/Juarez Fonseca – crítico musical e colunista do 2º Caderno

fughettiluz


Wander Wildner – Um rio de fluidos não Newtonianos (áudio)


Ultramen – DVD Máquina do Tempo

 

DVD/CD Máquina do Tempo
Pré-venda: http://www.hbbstore.com/ultramen

Show realizado no Bar Opinião, em Porto Alegre, em 2008

Ficha técnica do show:

Produção Executiva: Leandro Silvello
Assistente de Produção: Nicole Schoproni Bichueti
Técnico de PA: Tiago Becker
Técnico de Monitor: Guilherme Vieira Amaro
Técnico de Luz: Ronaldo José Melo dos Santos
Roadies: Emiliano Bosquetti “Miranda”, Sandro Vieira Cezimbra “Keith” (In Memorian), Ricardo Luis Diesel.

Captação Áudio:
Técnico de Gravação: Glauco Minossi
Auxiliar Técnico de Gravação: Juliano Maffessoni

Captação Vídeo:
Direção: Cláudio Veríssimo
Diretor Técnico e Operacional: Rafael Dutra
Câmera: Eduardo Rosa

Ficha técnica do DVD/CD:

Produção Executiva: Chico Bretanha
Assistente de Produção Executiva: Thiago Piccoli

Produção de Áudio: Glauco Minossi e Ultramen
Mixagem: Glauco Minossi
Master: Glauco Minossi

Faixa “Robot Baby”
Produção Musical: Glauco Minossi e Ultramen
Participação Especial: Chico Paixão – Guitarras
Gravada nos estúdios IAPI (por Vicente Guedes) e Single Player (por Glauco Minossi)
Mixada e Masterizada por Glauco Minossi no estúdio Single Player

Edição de Vídeo: Denis Carrion, Pablo Zambeli e Pedro Krum (NRML Vídeos)
Finalização: Denis Carrion e Pedro Krum

Arte Capa: Pedro Krum
Arte Menu: Pablo Zambeli
Autoração: Bruno Kieling

Ultramen é:
Tonho Crocco – voz
Pedro Porto – baixo
Zé Darcy – bateria
Júlio Porto – guitarra
Malásia – percussão
Marcito – percussão
DJ Anderson – toca-discos
Leonardo Boff – teclados

Participações especiais em ordem de aparição:
Alexandre Guri – guitarra
Curuman – voz
Rapper Du – voz
Andréa Cavalheiro – voz
Pancho – bateria
Baze – voz
Buiu – voz


Dingo Bells – Dinossauros (novo vídeo)


Sangue – Diego Lopes (áudio)


Nenung & Projeto Dragão – Os Novos Fascistas


Frank Jorge – Duas faixas inéditas do seu próximo disco

Figura seminal do cenário musical gaúcho desde meados dos anos 80, Frank Jorge é incansável. Após fazer história como baixista d’Os Cascavelletes e, em seguida, como frontman da Graforreia Xilarmônica, Frank lançou três discos solo: Carteira Nacional de Apaixonado (2000), Vida de Verdade (2003) e Volume 3 (2008).

O quarto álbum, Escorrega mil vai três sobra sete, será lançado amanhã através do Selo 180 e, hoje, lançamos com exclusividade duas de suas faixas: “No Horizonte” e “Sempre Procurando” (ouça abaixo). O disco sairá em CD e formatos digitais e contará com um show de lançamento no Teatro Renascença no próximo dia 7 de outubro, em Porto Alegre.

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*Fonte (lei mais aqui): noize

 


Ultramen – Robot Baby (Lançamento)


Diego Lopes – Sangue


Ultramen

 


Depois de oito anos, Ultramen retoma carreira com DVD e álbum ao vivo

Formada em 1991, na faculdade de biologia da UFRGS em Porto Alegre, a banda Ultramen decidiu dar uma pausa por tempo indeterminado em 2008. Antes de encerrar as atividades, o grupo registrou o show de despedida no bar Opinião, na capital gaúcha.

Oito anos se passaram desde a gravação, e agora o Ultramen retoma as atividades para comemorar 25 anos de banda com o lançamento do DVD + CD ao vivo gravado na época. O material intitulado “Máquina do Tempo” será lançado pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB).

Com direção de Cláudio Veríssimo e edição da NRML Vídeos, o DVD conta com 23 faixas, quatro a mais que o CD, que chega ao mercado com 19 músicas e produção de Glauco Minossi em conjunto com a banda. O formato vem acompanhado do videoclipe da inédita “Robot Baby”.

“Máquina do Tempo” é o primeiro registro ao vivo da banda e tem a participação do Rapper Du e Curuman (Manos do Rap) na faixa “Erga Suas Mãos”, Baze & Buiu em “Esse é o Meu Compromisso” e Andréa Cavalheiro (The Hard Working Band) em “Bico de Luz”. O guitarrista Alexandre G.U.R.I., que tocou no Ultramen entre 2000 e 2004, também participa das gravações. “Ele toca em algumas músicas do DVD junto com Júlio Porto, causando algo inédito até então: duas guitarras ao vivo”, conta o vocalista Tonho Crocco.

Pablo Zambeli assina a arte do DVD + CD que já está em pré-venda pelo site da HBBStore.

>> Garanta a sua cópia:  www.hbbstore.com

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*Fonte: hbbrecords

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Luciano Leães & The Big Chiefs – Sho’ Nuff


Motor City Madness – Gravediggers


Acústicos & Valvulados – 25 anos (ilustração)

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Egisto Dal Santo EXP – Sorte no Amor ( Bebeco Garcia/Egisto Dal Santo)


Red Eyes Flys

Em breve deve pintar a nova banda dos meus chapas Álcio Villalobos e Duda Lanna, é a Red Eyes Flys (POA). Ambos já mandavam ver muito bem um puta som stoner com a Sonicvolt, então agora é só aguardar que deve vir coisa boa aí.

RED EYE FLYS:
Bricio Dias: guitar
Duda Lanna: guitar
Richard Zimmer: bass
Marcelo Câmara: lead vocal
Álcio Villalobos: drums

*Teaser/Song “Sleestak’s Revenge”

 


Blues da Casa Torta – O Tempo


Yesomar – novo lançamento (2016)

Escute no link abaixo o novo álbum da banda Yesomar (Porto Alegre – RS), que conta com inúmeras participações especiais de figuras carimbadas do rock gaúcho. escute em alto volume!

http://yesomar.tk/

 

capa_Yesomar2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

yesomar2016_verso


Julio Reny vai lançar seu primeiro DVD

Vai ser na segunda-feira, 9 de maio, uma das noites mais célebres da história do rock feito em Porto Alegre. No mais que simbólico palco do Bar Opinião, Julio Reny, o poeta maldito do rock gaúcho, após mais de 35 anos de carreira, estará lançando seu primeiro DVD, Julio Reny & os Irish Boys – Ao vivo no estúdio Marquise 51. Acompanhado pela banda formada por por Guilherme Würch, Oly Jr. e Marcio Camboin, o registro foi gravado em 2014, na sede da produtora gaúcha.

Nas gravações, Julio contou com as participações especiais dos Cowboys Espirituais (Márcio Petracco e Frank Jorge), Rockers (King Jim, Tchê Gomes, Santiago Neto e Lucas Hanke) e também com a presença dos músicos Nei Lisboa, Jimi Joe e Dj Piá. No repertório, músicas que marcaram a carreira do músico, como Não Chores Lola, Amor e Morte, Cine Marabá e O Mundo é maior que seu quarto, além de novas canções como Alice no país da ternura.

Com cinco álbuns solo gravados, três CDs com o grupo Cowboys Espirituais e participações em diversas coletâneas, Julio Reny vem marcando a cena roqueira do sul com sua poesia e estilo particular de composição, desde o clássico underground Último Verão, de 1983. Contudo, o lobo solitário nunca abandonou a sua veia de compositor rebelde e outsider, e continua em plena atuação criativa. Já são quatro álbuns lançados nesse novo século, e agora o músico parte para essa nova mídia, que é o DVD ao vivo.
Serviço

O quê: Lançamento DVD Julio Reny & os Irish Boys – Ao vivo no estúdio Marquise 51
Participações: Nei Lisboa, Frank Jorge, Lucas Hanke, King Jim, Jimi Joe, Pia, Marcio Petracco, Paulo Arcari, Santiago Neto, Fabio Musklinho, Tchê Gomes
Quando: 9 de maio, segunda-feira, às 22 horas (a casa abre 21h)
Onde: Bar Opinião (Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa)

INGRESSOS

Lote Promocional*: R$ 30,00 (até às 21 horas da noite do show)
* Este é um valor reduzido, por meio de promoção. Disponível por tempo limitado. Este ingresso pode ser utilizado por qualquer pessoa.

No local:
Inteira: R$ 40,00
Meia entrada: R$ 20,00
VENDA ONLINE: http://minhaentrada.com.br/evento/julio-reny-4572

PONTOS DE VENDA
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito à cobrança de R$ 3 de taxa de conveniência):
Youcom Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga e Barra Shopping Sul
Multisom Andradas 1001, Canoas Shopping, Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon São Leopoldo

*Fonte: Culturíssima

 

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Comunidade Nin-Jitsu – Maremoto


Gustavo Telles & Os Escolhidos – Que seja pra valer


Gustavo Chaise – Worldhaus Music Artist

Conheça o trabalho solo do músico gaúcho Gustavo Chaise.


WANCLUB! (2016) – Wander Wildner

Essa é a capa do disco WANCLUB! trabalho artístico feito por Aline Bis e Gustavo Kaly sobre foto de Fernanda Chemale com figurino de Beto Zambonato. Está sendo lançado pela Deck e você encontra nas melhores lojas do ramo, nos shows e na internet.
O cd tem 14 músicas e quem compra ganha mais 6 para download.

São elas:

1 – ASTRONAUTA (Carlos Gerbase/Wander Wildner)
2 – EU TENHO UMA CAMISETA ESCRITA EU TE AMO (WW)
3 – BEBENDO VINHO (WW)
4 – EU NÃO CONSIGO SER ALEGRE O TEMPO INTEIRO (WW)
5 – UM LUGAR DO CARALHO (Jupiter Maçã)
6 – SURFISTA CALHORDA (Carlos Gerbase/Heron Heinz)
7 – MANTRA DAS POSSIBILIDADES (WW)
8 – RODANDO EL MUNDO (WW)
9 – SANDINA (Jimi Joe)
10 – AMIGO PUNK (Frank Jorge/Marcelo Birk)
11 – HIPPIE-PUNK-RAJNEESH (Carlos Gerbase/Heron Heinz)
12 – QUASE UM ALCOOLATRA (Giancarlo Moreli)
13 – EU QUERIA MORAR EM BEVERLY HILLS (André Balaio/Gustavo Roubada/Cristiano Ameba/Humberto Gordo)
14 – BOAS NOTICIAS (Gustavo Kaly)
15 – MARES DE CERVEJA (Nenung/Carlos Panzenhagen)
16 – COLONOS EM CHAMAS (Gustavo Kaly/Wander Wildner)
17 – EMPREGADA (Frank Jorge)
18 – UM BOM MOTIVO (Gustavo Kaly)
19 – JESUS VOLTARÁ! (Versão (WW)
20 – FESTA PUNK (Carlos Gerbase/Heron Heinz/Claudio Heinz)

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Wander Wildner


Gustavo Telles & Os Escolhidos – músicas inéditas

E no mundo de Gustavo Telles & Os Escolhidos em breve vai pintar novidades. Junto com Os Escolhidos, ele já lançou dois discos, Do seu amor, primeiro é você quem precisa (2010) e Eu perdi o medo de errar (2013). Agora com show marcado para 22 de fevereiro (POA), vai rolar a função de lançamento de duas músicas inéditas: “Que seja pra valer” e “Não, não sei, enfim”.

Neste novo trabalho Gustavo tem trabalhado mais junto do seu grupo Os Escolhidos na criação das músicas (Daniel Mossmann – ex-Pata de Elefante, Murilo Moura, Paulo Arcari, Alexandre Loureiro e Felipe Kautz (Dingo Bells).

O terceiro álbum já está com metade das gravações prontas, “talvez um pouco mais”, e deve ser lançado no segundo semestre do ano.

*Fonte / Texto: Noize

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YESOMAR “Fábula Urbana” com Rafael Malenotti da Acústicos e Valvulados

*Vídeo da banda do amigo Dundy, a Yesomar com a participação especial do Rafael Malenoti (A&V).


Gustavo Telles e Os Escolhidos – Programa Som no Salão


Só para lembrar…

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