A história do fim do Oasis, que acabou após briga com guitarra quebrada

Anos de desentendimento levaram até situação em 2009, minutos antes de show em Paris, onde banda anunciou encerramento de suas atividades

O Oasis foi um dos grupos mais importantes dos anos 1990 e impulsionou popularidade do chamado britpop em todo o planeta. Porém, os problemas de relacionamento dos irmãos Noel Gallagher (guitarra) e Liam Gallagher (voz) acabaram por colocar um ponto final na banda em 2009, para a lamentação dos fãs.

Os Gallaghers já tinham um histórico complicado, que alimentou diversos rumores sobre um término das atividades do Oasis ao longo dos anos. A gota d’água se deu em agosto de 2009 e Noel deixou o grupo definitivamente após uma discussão em torno de uma guitarra quebrada.

As tretas de Noel e Liam Gallagher
Desde que o Oasis estourou nas paradas, em 1994, o público pôde presenciar a conturbada relação que Noel e Liam Gallagher tinham, mesmo sendo irmãos. Foram diversos episódios de brigas e desentendimentos entre os dois ao longo dos 15 anos seguintes.

O primeiro caso ocorreu em 29 de setembro de 1994, pouco após o lançamento do álbum de estreia “Definitely Maybe”. Neste dia, o grupo se apresentou em Los Angeles e Liam mudou alguns versos das músicas, com o intuito de ofender tanto Noel quanto o público americano, além de agredir o irmão com seu tamborim.

O incidente deixou Noel tão revoltado que o guitarrista deixou a banda temporariamente e passou alguns dias em San Francisco, sem dar qualquer notícia. Porém, ele acabou convencido a retornar.

Não demorou um ano para outra complicação ocorrer, mais especificamente durante as gravações de “(What’s the Story) Morning Glory?”, o segundo álbum do Oasis, em 1995. Liam levou para o estúdio um grupo de pessoas que estavam com ele em um pub enquanto Noel trabalhava. O Gallagher mais velho ficou tão irritado com isso que acertou o caçula com um taco de críquete na cabeça. O próprio guitarrista revelou, no documentário “Oasis: Supersonic”, que essa foi “possivelmente a maior briga” que eles já tiveram.

E não parou por aí. Em 23 de agosto de 1996, a banda tinha agendada uma apresentação da série acústica “MTV Unplugged”. De última hora, Liam desistiu de se apresentar, alegando que estava com dor de garganta e que não gostava de shows desplugados.

Coube a Noel também assumir o posto de vocalista na apresentação. Enquanto isso, Liam ficou apenas assistindo da plateia, enquanto debochava do irmão e vez ou outra dava um gole em uma cerveja.

Quatro dias mais tarde, era hora de uma turnê pelos Estados Unidos, mas Liam se ausentou mais uma vez, alegando que precisava de tempo para comprar uma casa nova para a esposa. Noel teve de assumir os vocais no primeiro show até o irmão se reapresentar.

Já em 2000, em Barcelona, o Oasis teve de cancelar um show na cidade após o baterista Alan White sofrer uma lesão e os integrantes optaram por passar a noite bebendo. Os irmãos se desentenderam novamente após Liam questionar a legitimidade da filha recém-nascida de Noel, Anais. O guitarrista, mais uma vez, abandonou o grupo, que teve de se apresentar sem ele por alguns dias.

Meses antes do encerramento das atividades da banda, em 2009, Noel revelou, em entrevista à Q Magazine, que as brigas com o irmão eram resultado do temperamento explosivo de Liam.

“Ele é rude, arrogante, intimidador e preguiçoso. Ele é o homem mais irritado que você irá conhecer. É como se ele só tivesse um garfo em um mundo de sopa.”

Por fim, em 2015, Noel admitiu, agora para o Mirror, que teve uma grande briga com Liam antes do início da última turnê do grupo, o que dificultou seus últimos meses com o Oasis.

“Os seis últimos meses foram terríveis e excruciantes. Eu e o Liam tivemos uma briga muito, muito, muito grande com socos três semanas antes da turnê começar. No passado, essas brigas sempre foram fáceis de remediar, mas por algum motivo, não quis deixar barato nesta ocasião. Pensei: ‘f#da-se esse idiota’. Essa foi a atmosfera enquanto viajávamos pelo mundo.”


O Oasis antes do término

Apesar dos episódios mencionados por Noel Gallagher, o Oasis passava por um bom momento meses antes de encerrar as atividades. A banda estava em turnê para promover o álbum “Dig Out Your Soul” (2008) e vinha de elogios pelo disco anterior, “Don’t Believe the Truth” (2005).

Durante as gravações do álbum derradeiro, ocorridas entre 2007 e 2008, foi necessário substituir o baterista Zak Starkey, filho de Ringo Starr, que optou por sair. Em seu lugar, entrou Chris Sharrock, que foi integrante de grupos como Icicle Works e The La’s.

A turnê mundial do álbum começou em 26 de agosto de 2008, nos Estados Unidos, e tinha previsão de ser concluída um ano mais tarde. “Dig Out Your Soul” foi lançado oficialmente em 6 de outubro de 2008.

O fim do Oasis

Conforme a turnê se desenrolou, o Oasis se viu novamente em problemas. Em 23 de agosto de 2009, foi preciso cancelar uma apresentação no V Festival após Liam Gallagher ter contraído laringite.

Algo curioso relacionado a isso gerou problemas posteriores: em julho de 2011, com o grupo já encerrado, Noel afirmou durante uma coletiva de imprensa que o show não ocorreu porque seu irmão estava de ressaca. Liam chegou a processá-lo exigindo um pedido de desculpas do guitarrista. Ele se retratou e a ação foi arquivada.

De volta a 2009, eis que chegamos a 28 de agosto, dia em que Oasis deixou de existir. A banda tinha apresentação marcada no festival Rock em Seine, em Paris, e faltavam apenas mais dois shows para concluir a turnê de “Dig Out Your Soul”.

No entanto, quando o Bloc Party ainda se apresentava, o vocalista Kele Okereke anunciou ao público presente que o Oasis não subiria mais ao palco naquela noite.

Duas horas mais tarde, Noel Gallagher divulgou uma nota no site oficial do grupo em que confirmava sua saída. Ele pediu desculpas aos fãs que haviam comprado ingressos para as datas finais da turnê.

“É com alguma tristeza e grande alívio que digo para vocês que eu deixo o Oasis esta noite. As pessoas vão escrever e dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não consigo mais trabalhar com o Liam por mais um dia. Minhas desculpas para as pessoas que compraram ingressos para os shows em Paris, Konstanz e Milão.”

As razões para o fim
Surgiram, então, vários rumores sobre o que aconteceu naquela noite. Outras bandas que estavam no festival e fontes anônimas afirmaram que houve uma intensa briga nos bastidores, ao ponto de ambulâncias terem sido acionadas.

Dois anos mais tarde, Noel quebrou o silêncio e revelou, à revista DIY, que houve uma discussão acalorada com Liam. A situação terminou com o irmão mais novo quebrando uma guitarra do mais velho.

“Ele (Liam) estava um tanto quanto violento. Naquele ponto, não houve violência física, mas foi como um evento da WWE (o famoso evento americano de telecatch), entende?

Liam começou a dizer ‘vai se f#der, vai se f#der, vai se f#der’ e saiu do camarim. Não sei o porquê, mas ele pegou uma ameixa e saiu a jogando pelo local e a amassando na parede. Depois, foi para o camarim dele e voltou com uma guitarra, a segurando como se fosse um machado. Era algo que até eu fazia, mas foi desnecessariamente violento como ele girava aquela guitarra. Quase arrancou meu rosto com ela. E ele a jogou no chão, colocando um fim em sua miséria.

Pensei: ‘quer saber, eu vou embora dessa p#rra’. Naquele momento, o gerente da turnê nos avisou: ‘cinco minutos’. E eu fui embora.”

Apesar de garantir que foi um alívio ter deixado o Oasis naquela noite, Noel também confessou que se arrepende de não ter concluído a turnê.

“Me arrependo porque só tínhamos mais dois shows. Se pudesse, voltava no tempo e teria feito esses shows. Esse show (o de Paris) teria sido terrível, mas teria tocado, tocado nos seguintes e, provavelmente, discutido o que íamos fazer.”

Até Liam Gallagher admitiu, em entrevista para o The Times, que o Oasis não deveria ter se separado – e que também queria ter feito as coisas de outra maneira.

“Nunca deveríamos ter nos separado. Adoraria poder mudar a história e nos reunir, mas não depende só de mim. Se acontecer, aconteceu.”

Uma curiosidade que podemos citar sobre o término do Oasis tem relação com esta guitarra quebrada, uma Gibson ES-355. Ela foi leiloada recentemente por 325 mil libras esterlinas – pouco mais de R$ 1,9 milhão na cotação atual.

Para o jornal The Guardian, Arthur Perault, um dos donos da galeria em que o leilão ocorreu, afirmou que Noel consertou a guitarra, mas decidiu se livrar dela por “fazê-lo lembrar demais do Oasis”.

Vida após o Oasis
Com o término das atividades do Oasis, Noel e Liam Gallagher seguiram caminhos diferentes em suas carreiras. O guitarrista se afastou de todos com quem trabalhava até então e deu início ao projeto Noel Gallagher’s High Flying Birds, que já conta com três álbuns e uma série de EPs lançados.

O vocalista, por sua vez, continuou com Gem Archer (guitarra), Andy Bell (baixo) e Chris Sharrock (bateria), seus colegas de grupo na época, formando o Beady Eye. A banda lançou dois álbuns até encerrar atividades em 2014.

A partir daí, Liam também decidiu seguir carreira solo como seu irmão e já lançou três álbuns, sendo o mais recente, “C’mon You Know”, de 2022. Nesta etapa de sua trajetória, ele passou a apostar em uma sonoridade que remete ainda mais à antiga banda.

Um lado irônico nesta história toda é que Gem Archer e Chris Sharrock, que formaram o Beady Eye com Liam, hoje fazem parte da banda do projeto solo de Noel.

*Por Augusto Ikeda
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*Fonte: igormiranda

Por que a MTV Brasil chegou ao fim: uma explicação do vice-presidente Zico Goes

A MTV Brasil, na versão do Grupo Abril, esteve no ar entre os anos de 1990 e 2013. A decisão de dar fim à emissora não chegou a surpreender tanto, devido à progressiva queda de popularidade do canal, mas as razões que explicam tal medida são um tanto curiosas.

Em agosto de 2014, cerca de um ano depois do fim da MTV Brasil, Zico Goes, que foi vice-presidente de programação e conteúdo do canal por anos, realizou uma palestra ao evento CreativeMornings. Por lá, o profissional explicou todas as circunstâncias que levaram ao fim da emissora. As falas foram transcritas por IgorMiranda.com.br.

Vale destacar que a MTV ainda existe no Brasil, mas é totalmente diferente da que esteve no ar no passado. Em 2013, a Abril devolveu a marca à sua dona, a Viacom, que passou a produzir outro tipo de conteúdo.

Fim do videoclipe
Em sua apresentação, Zico Goes, que trabalhou na MTV Brasil durante boa parte da existência do canal, contou que todo o projeto relacionado à emissora era problemático. Os primeiros anos foram muito complicados, pois a audiência era baixa e muito segmentada.

O executivo reconhece, porém, que esse era o charme da MTV – e quando os índices de audiência começaram a subir, a emissora pagou o preço por isso.

“Boa parte do que são as causas da MTV têm a ver com o próprio sucesso. A MTV fez sucesso durante um tempo e pagou o preço desse sucesso por causa da dinâmica do mercado de televisão.”

Os problemas começaram a surgir em 2007, quando, justamente, a emissora abriu mão dos videoclipes. Parecia um caminho óbvio, pois, segundo Zico Goes, música não dá audiência na televisão.

“A partir de 2007, assumimos o fim do ‘Disk MTV’ e a morte do videoclipe. A MTV já percebia que o videoclipe não dá audiência. É natural que seja assim. Música não dá audiência em TV. […] Sempre que alguém cria um programa de variedades, colocam uma banda para encerrar e a audiência sempre cai quando começam a tocar.”

Só que, segundo ele, a decisão não parece ter sido tomada no momento certo, ou da forma devida.

“TV não é o melhor lugar para música e a MTV talvez tenha chegado a essa conclusão tarde demais. Foi polêmico. Queríamos dizer que não queríamos ter uma TV de clipe, mas, sim, uma TV de música, o que também envolve o que não está no videoclipe. Queríamos criar, desenvolver talentos. O clipe não era feito por nós, então, queríamos balancear. Naturalmente, perdemos um pouco a mão, pois rompemos demais, queríamos mais Ibope, mais sucesso.”


Problemas com a internet

Na mesma época, a MTV Brasil deu início a um projeto de tom mais transmidiático, em que conteúdos exclusivos seriam disponibilizados na internet. A emissora trabalhava com o mundo virtual em várias de suas atrações, incluindo chats e votações na web em programas ao vivo, mas também houve um momento em que a emissora “perdeu a mão” nesse sentido.

“Nunca tivemos problema com a internet, não achávamos que seria vilã. Sempre usamos a interatividade. Mas lá fora, a MTV começou a ratear, porque embora fosse um canal moderno, perdeu o passo da internet. Não conseguiu acompanhar. Houve um momento em que o MySpace (rede social) foi oferecido à MTV na gringa, mas a MTV não quis, não sabia o que era uma rede social.”

O executivo apontou que o lançamento do portal MTV Overdrive, que teria conteúdos da emissora que não seriam exibidos na TV – incluindo videoclipes -, foi uma decisão equivocada. O motivo? O site simplesmente não funcionava.

“Nessa ideia de que o videoclipe não era mais um produto televisivo e sim da internet, […] criaram a MTV Overdrive, um site onde todos os videoclipes estariam. O canal de TV era chamado de não-linear, com os programas, às vezes videoclipes, mas a linear, MTV Overdrive, tinha videoclipes. No Brasil, ninguém conseguia acessar. Você chegava nos clientes para tentar vender o comercial, a agência de publicidade não conseguia entrar. Deu tudo errado. Era uma boa intenção, mas chegou tarde e cedo demais ao mesmo tempo, pois no Brasil não engatava.”

Nicho do nicho

Na visão de Zico Goes, o público em si da MTV Brasil também era problemático em termos comerciais. Lidava-se com um nicho, que são os fãs de música – e dentro disso, havia subnichos, devido aos fãs de cada gênero.

“Éramos uma TV nichada para jovens sobre música. Era para poucos. Só que, dentro desse canal, que já era nichado, tinha vários outros nichos da música. Quem não curtia rap, achava uma m*rda assistir programa de rap e pensava a MTV só passava rap. Quem não curtia rock, mesma coisa. Quem tem 15 anos, não vai assistir ao programa de música para mais velhos. E quem é mais velho, vai pensar: ‘pô, é canal de garotada’.”

O diretor aponta que “cada um entendia a MTV de um jeito, pois se relacionava só com um pedaço da MTV”. E isso, em sua visão, “fazia mal” à emissora.

“Quando fizemos aqueles programas de namoro, de auditório, ferrou de vez. Quem curtia só a música, acha que virou uma comédia, uma porcaria, e a MTV começou a sofrer com isso.”

Mais humor, menos música

Como a música ficou em segundo plano, a MTV Brasil passou a investir em programas próprios e muitos deles eram de comédia, gênero que já havia dado certo na emissora com “Hermes e Renato”. Era uma resposta, também, à concorrência que começava a aparecer na TV fechada.

“A partir de 2007, a coisa ficou meio esquizofrênica. O Ibope começou a despencar e o dinheiro começou a fugir porque começou a ter uma mínima concorrência. […] O Multishow começou a levar, a Mix TV por incrível que pareça começou, mesmo sendo só de São Paulo. Atrapalhava a percepção do mercado publicitário.”

Com a aposta no humor, vários talentos foram revelados pela emissora. Um deles, segundo Zico, acabou ficando “maior que a MTV”.

“De 2007 para 2013, aconteceram coisas incríveis. A MTV seguiu lançando novos talentos, ousando. Apareceu esse sujeito que caiu no nosso colo: Marcelo Adnet, que revolucionou a MTV. Dani Calabresa, Tatá Werneck, revolucionaram a MTV. Porém, justamente pelo Adnet ser quem ele é, ele acabou ficando maior que a MTV.”

O retorno em audiência era ótimo, mas o diretor passou a enxergar uma perda de identidade da emissora. Em boa parte deste período, Zico Goes não trabalhava mais para o canal.

“Aconteceu o seguinte: mais humor e menos música. Isso foi muito bom por um lado, pois o Ibope começou a dar sinais de revigoração por esses programas. Só que, de alguma maneira, a MTV começou a perder identidade, e já estava desgastada. Virou a TV do Adnet, do humor, da comédia. Dentro da MTV, quem fazia humor, não falava com quem fazia os musicais e vice-versa. Eles não se aproveitavam uns dos outros.”

Uma curiosidade destacada por Zico: Marcelo Adnet “detesta rock”, o que atrapalhava nessa interconexão entre programas.

“E outra: o Marcelo Adnet detesta rock. Como o cara pode estar na MTV se detesta rock? Mas era o mais brilhante. Talvez a gente não merecia o Adnet, tê-lo por tanto tempo. “Ele pedia mais e mais dinheiro. A MTV começou a pagar. Ele ganhava já como ator global, um salário maior que a Marília Gabriela no GNT, onde trabalhei. Ficávamos amarrados.”

Fator Restart

Um dos pontos mais polêmicos dos anos finais da MTV Brasil foi a relação com a banda Restart, que tinha claro viés pop/adolescente, mas era criticada em nichos por apresentar-se como um grupo de rock – mais especificamente, do subgênero happy rock.

“Outro ponto foi o fator Restart. […] Era uma boy band, nada de mal nisso, mas não tem a ver com música e sim com comportamento. A audiência do ‘Disk MTV’, nosso programa mais pop, era 80% feminina. Já os outros eram masculina. Havia então a piada interna: ‘os meninos gostam de música, as meninas gostam de músico’.”

A presença do Restart se tornou tão massiva na MTV que suas aparições eram frequentes. Era como jogar ainda mais lenha na fogueira dos fãs saudosistas da emissora, que faziam críticas à orientação mais pop da emissora. Ao mesmo tempo, os reflexos em termos publicitários não foram nada bons.

“Essa banda teve tanto marketing que tomou conta da MTV no todo, por toda a programação, não só nos programas como também nos comerciais. O Restart aparecia toda hora, então a MTV passou a ser percebida como um canal muito adolescente. Não é bom ser canal adolescente para o mercado publicitário, pois adolescente não consome tanto quanto alguém um pouco mais velho.”


Fator Sky

Zico Goes apresentou várias boas explicações para o fim da MTV Brasil, porém, na opinião dele, o rompimento com o serviço de TV por assinatura Sky foi “o grande problema”. Em 2008, o canal foi retirado da grade de programação da empresa devido a uma negociação que não deu certo.

“Talvez o grande problema foi o fator Sky. Houve um momento em que o presidente da MTV saiu para tocar outros canais da Abril. O modelo de negócios era o mesmo da MTV: ser distribuído por essas TVs a cabo. Ele disse à Sky que se a empresa quisesse continuar com a MTV, teria de levar esses outros dois canais. O que a Sky falou: ‘um abraço forte para você, tira a MTV já do ar’. Tirou do ar, os canais não entraram e como a Sky era a operadora que mais crescia, a MTV afundava na audiência.”


No fim, licença para “c*g*r”

A atuação inicial de Zico Goes como vice-presidente de programação da MTV Brasil durou de 1998 a 2008 – antes, ele exercia outras funções por lá. Três anos depois, em 2011, o profissional foi convidado para retornar, sob o pretexto de resgatar a identidade da emissora..

“Nos 3 últimos anos, sinal de alerta. A MTV perdia R$ 20 milhões todo ano desde 2008. Voltei para a MTV, pois estava no GNT. Tentei resgatar a identidade da MTV, para ser mais cool, musical, então fizemos a relação: ‘mais Criolo, menos Restart’. O Restart passou a ter toque de recolher: só entrava até às 20h. Depois, era outra TV. Passamos a tocar mais Criolo, mais Emicida, que muitos não conheciam. Resultado? Ibope lá para baixo.”

Era como nadar contra a correnteza: ele afirma que, sem seu conhecimento, o Grupo Abril já havia decidido devolver a marca para a Viacom. O projeto já estava “morto”, ainda que seguisse no ar.

“A Abril já queria se livrar da MTV. Eu não sabia. Voltei achando que queriam recuperar, mas já tinham combinado de devolver para os gringos. Fiquei 3 anos iludido, estava marcado para não dar certo. Fora os boatos de que o canal acabaria, o que espantou o mercado publicitário.”

Foi um dos períodos mais inventivos do canal, segundo o diretor. Havia, em suas palavras, “licença para c*g*r” com diversos experimentos na grade de programação.

“Foi incrível porque, ao mesmo tempo, tínhamos liberdade total, licença para c*g*r. […] Criamos o ‘Comédia ao vivo’, ‘Furo MTV’, ‘Trolalá’ com a Tatá, ‘Rockgol no Morro dos Prazeres’, o último VMB com show dos Racionais que não tocam em lugar nenhum fora da MTV, ‘Último Programa do Mundo’, Wagner Moura com Legião Urbana, ‘Menina Sem Qualidade’.”

A MTV Brasil chegou ao fim, oficialmente, em 30 de setembro de 2013. No dia seguinte, entrou no ar a “nova MTV”, controlada pela Viacom e com linha editorial bem diferente.

“A Viacom não queria a MTV Brasil, pois a Abril pagava royalties para eles. Como eles perderam isso, não queriam saber de nada do que fizemos antes. Fizeram uma programação completamente diferente. Mas conseguimos brincar um pouco com esse fim, chamei os VJs antigos, fizemos uma festa ao vivo no final. A Viacom e a Abril não queriam isso. Queriam que a gente ficasse pianinho, por já estar entregando o canal, e só passasse videoclipe. Falei: ‘que mané videoclipe, vou ter o canal 3 meses para mim, vou fazer o que eu quiser.”

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*Por igormiranda

Como Eddie do Iron Maiden nasceu, cresceu e se tornou o maior mascote de todos os tempos

Eddie é a alma imortal do Iron Maiden, é o símbolo da eterna juventude e da postura da banda de nunca trair suas raízes e sua música.

Eddie sempre me impressionou.

Acredito que a imensa maioria dos verdadeiros fãs do Iron Maiden devem sentir uma mistura de emoções em relação ao mascote oficial da Donzela de Ferro.

Sendo fã da banda por mais de 35 anos e tendo visto 12 vezes o Iron Maiden ao vivo (e contando), além de centenas de vezes em vídeo, eu sempre quis saber um pouco mais sobre essa figura lendária.

E foi lendo o livro Run To The Hills de Mick Wall que uma visão mais completa sobre o surgimento do Eddie apareceu.

Não me refiro àquela cabeça que emoldurava o pano de fundo dos shows do Iron Maiden ainda no final da década de 70, antes de gravar o primeiro álbum. Essa parte da história, imagino que todo mundo que é fã já conhece:

A cabeça (The Head, em inglês), deixou de ser chamada de Head e foi abreviada pra ´Ead, depois Ed, e finalmente Eddie. E era assim que carinhosamente os membros do Maiden chamavam aquela cabeça que ficava acima da bateria dos predecessores de Clive Burr e soltava gelo seco pela boca em alguns momentos dos shows.

Não, não me refiro a isso.

Me refiro a como foi o processo de dar vida, tridimensional, no palco, àquele que se tornaria o maior mascote de uma banda, de todos os tempos.

Como foi que ele nasceu e seguiu o seu destino para se transformar nesse ser místico, meio monstro meio homem, que estaria presente em todas as capas, posters, camisetas e em cada peça de merchandise da banda pelo próximos 40 anos?

De faraó do Powerslave a controlador do demônio em The Number Of The Beast; do cyborg do futuro em Somewhere In Time a deus em Book of Souls; de combatente na guerra da Criméia em “The Trooper” a piloto da Segunda Guerra Mundial em “Aces High”; de louco lobotomizado em Piece of Mind a louco eletrocutado em The X Factor, e muito mais: Eddie esteve em todos os lugares.

Quer saber como o Eddie nasceu? Abre uma cerveja (uma The Trooper se possível) e vem comigo:

O nascimento de Eddie começa no dia que Rod Smallwood, empresário da banda, e manda-chuva de todas as decisões em parceria com o outro chefe, Steve Harris entrou na sala de John Darnley, executivo da EMI, gravadora que acabara de assinar o contrato para o lançamento dos 3 primeiros álbuns do Iron Maiden.

Ao entrar na sala, um poster pendurado na parede, chamou a atenção de Smallwood. Era um desenho feito para promover o disco de Max Middleton, artista de jazz.

Embora não fosse fã de jazz, o poster era tão bonito que chamou a atenção do empresário do Iron Maiden que pediu o nome do desenhista que o havia feito.

John Darnley respondeu que era de um artista desconhecido ex-estudante de escola de artes, que abandonou os estudos, Derek Riggs.

Rod Smallwood ligou para Riggs e foi visitá-lo. O obscuro desenhista que sem sucesso tentava mandar suas artes para editores de livros de ficção científica, mostrou os desenhos que tinha.

E ali, entre os desenhos, havia um com essa figura grotesca, meio monstro punk, com olhar de louco. A capa do primeiro disco do Iron Maiden estava praticamente pronta. Rod Smallwood só pediu que ele mudasse o cabelo do monstro: Ao invés de punk, ele queria um cabelo mais comprido. Mais heavy metal.

Anos depois, em entrevista, Rod Smallwood contou como isso foi importante para a construção da marca do Iron Maiden. “Nós nunca fizemos muitos programas de TV, e nunca tocamos pra valer nas rádios, mas como o Eddie criou essa relação tão forte com os fãs, a gente nem precisava desse veículos. Usar uma camiseta com o Eddie estampado se tornou uma mensagem clara: Foda-se a rádio. E foda-se a TV. A gente não liga pra isso. A gente liga pro Iron Maiden.”

Rupert Perry, outro executivo da EMI, também foi muito importante no nascimento de Eddie. Antes de começar um dos shows do Iron Maiden, comentou com Smallwood: “Por que vocês não colocam ele no palco? Não apenas na capa do disco. Não apenas pendurado na cortina ao fundo. Mas uma pessoa, real, em 3 dimensões.”

A ideia parecia boa e para testar nas primeiras vezes, o próprio Rod Smallwood vestiu uma máscara de Eddie, com jaqueta de couro e calça jeans. Ele entrava antes do show começar e ficava aquecendo a platéia, que enlouquecia com aquela figura no palco.

Com o sucesso, a banda passou a fazer essa rotina todas as noites. E Rod sugeriu que Eddie começasse a entrar no meio do show. Mais especificamente na música “Iron Maiden”, fato que se repete até hoje, 40 anos depois.

Outro aspecto importante no crescimento do mascote: Perto do Natal de 1981, Dave Lights, o engenheiro de luzes do Iron Maiden, levou seus filhos a uma peça de teatro infantil, João e o Pé de Feijão.

Lights ficou encantado com o efeito que o gigante da peça, que era basicamente uma pessoa fantasiada usando pernas-de-pau, teve nas crianças que ficavam hipnotizadas toda vez que o gigante entrava no palco.

Ele então sugeriu pra banda: “A gente podia fazer o Eddie ser um gigante que entra no palco e aterroriza a banda e o público.” E assim, a partir da tour do álbum The Number of the Beast, Eddie começou a crescer.

O resto é história.

Desde então, Eddie não parou de crescer. Não só de altura, mas na grandiosidade do sucesso que conquistou o planeta.

Muita coisa mudou na história do Iron Maiden desde o nascimento de Eddie.

A única coisa que nunca mudou e nunca vai mudar é a eletricidade que passa pelo público do Iron Maiden quando Eddie aparece no palco.

Eddie é a alma imortal do Iron Maiden, é o símbolo da eterna juventude e da postura da banda de nunca se vender, de nunca trair suas raízes e sua música.

Não importa a sua idade, se você já acompanha o Iron Maiden há mais de 30 anos como eu, ou se é um menino que acabou de descobrir a Donzela de Ferro:

Eddie representa aquela parte da gente que nunca vai deixar de amar esse estilo de música. Alto, pesado, energético, arrepiante. A parte de nós que não vai com a maré, que não vai se encolher frente a diversidades e que nunca vai perder a esperança. Que sempre acredita que tempos melhores virão. É isso que Eddie representa quando ele entra no palco.

E é por isso que Eddie não pertence mais a Derek Riggs, nem a Rod Smallwood, nem a Steve Harris.

Ele pertence a todos nós.

*Por Daniel Dystyler
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*Fonte: wikimetal

Em cartaz: Bowie surge em performances inéditas no documentário ‘Moonage Daydream’

O diretor norte-americano Brett Morgen sabia que a vida e a obra de um artista como David Bowie não caberiam em um documentário tradicional e quadrado. Por isso, para realizar o novo filme “Moonage Daydream”, Morgen criou uma obra audiovisual singular, instigante e lisérgica. Ele juntou entrevistas e performances ao vivo com performances nunca mostradas ao público de um dos mais importantes artistas do século 20. O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Mais do que desenhar uma linha cronológica da carreira de Bowie, “Moonage Daydream” apresenta o artista como também um pensador, refletindo sobre vida e morte, passado e futuro, como um filósofo pop. “Eu sabia que ele era esse artista incrível, mas não tinha ideia da pessoa sábia que ele era e de como eu precisava das mensagens dele”, diz o diretor, em reportagem da Folha de SP, explicando que decidiu criar um documentário que fosse também uma experiência, tal qual a própria música de Bowie.

O filme também cumpre a tarefa de contar a história do jovem David Robert Jones, que se apaixona pelo rock dos anos 1960, se torna David Bowie e, no início dos anos 70, invade o planeta como o alienígena Ziggy Stardust. E segue, acompanhando o elegante e louco personagem Thin White Duke, até chegar à fase de Berlim no final da década, quando Bowie já era um dos maiores artistas do mundo. No lugar, porém, de uma série de legendas e entrevistas, “Moonage Daydream” conta somente com as palavras do próprio Bowie para guiar sua história.

“Os cinemas têm o melhor som do mundo, então eu queria criar um filme que reproduzisse a experiência de arena, e que não fosse só uma coisa biográfica. Tipo, todo mundo sabe que os Beatles nasceram em Liverpool. Não importa esse tipo de coisa, saca?”, explica o diretor. Morgen garante que buscou realizar um filme não somente sobre o artista, mas sobre performance, em que verdade e ficção são misturadas pelas falas do próprio Bowie, compiladas ao longo de seus quase 50 anos de carreira.

O documentário retrata as muitas fases da carreira de Bowie, como Thin White Duke

David Bowie faleceu em janeiro de 2016, aos 69 anos, como um desses raros nomes que superam os limites do reconhecimento pop, e se torna um verdadeiro pilar cultural de sua época: para entender a segunda metade do século 20, é preciso olhar fundo nos olhos bicolores de Bowie. E é esse o convite sensorial, emocional e estético que faz “Moonage Daydream”, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 16 de setembro.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Rockin’1000: maior banda de rock do mundo toca pela 1ª vez em SP

Você sabe como nasceu a Rockin’1000, a maior banda de rock do mundo? Um dia, um geólogo marinho louco por música na Itália teve um sonho maluco: reunir 1.000 músicos em um campo para tocar “Learn to Fly” dos Foo Fighters, filmá-lo e convencer a banda a vir para sua cidade, Cesena. Em 2015, com uma pequena ajuda de muitos amigos, seu sonho se tornou realidade.

O vídeo se tornou viral (atualmente com 60 milhões de visualizações e contando), o Foo Fighters ficou impressionado e uma data em Cesena foi devidamente adicionada à sua turnê europeia. Mas isso foi só o começo. O sonho gerou um monstro: Rockin’1000, a maior banda de rock da Terra.

Desde então, essa banda monstruosa se tornou uma família global de mais de 40.000 pessoas, agitando estádios e outros locais especiais ao redor do mundo, 1.000 músicos de cada vez, criando experiências incríveis e únicas para os membros da banda e o público.

A partir da ideia original de Fabio Zaffagnini, desenvolvida com os fundadores Claudia Spadoni, Martina Pieri, Mariagrazia Canu e “Cisko” Ridolfi, a Rockin’1000 evoluiu para uma empresa premiada. Entre muitos projetos com parceiros internacionais, produziu um álbum ao vivo com a Sony Music Itália e lançou um filme original, We are The Thousand , dirigido por Anita Rivaroli, que ganhou o Prêmio do Público nos festivais de cinema SXSW e Hot Docs em 2021.

Agora, essa banda incrível se apresenta pela primeira vez na América do Sul em um palco 360º. O show em São Paulo está agendado para rolar no dia 1º de outubro no Allianz Parque, onde os 1000 músicos tocarão os maiores clássicos do rock mundial com um repertório que abrange a história do rock, desde Rolling Stones até AC/DC, Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Led Zeppelin, Queen e muitos outros.

Fique ligado na programação da 89 FM para saber mais sobre o evento!

Serviço:
Rockin’1000 São Paulo
Local: Allianz Parque (Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo)
Data: 1 de outubro – Sábado
Horário: portões abrem às 16h
Preço: a partir de R$79
Link de vendas: https://saopaulo.rockin1000.com/en/

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*Fonte: radiorock89

Esposa de Elvis Presley ganhará filme dirigido por Sofia Coppola

O “Elvis” de Baz Luhrmann terá companhia. A cineasta Sofia Coppola anunciou que seu próximo filme será baseado no livro de memórias “Elvis e Eu”, escrito pela ex-mulher do rei do rock, Priscilla Presley, e best-seller internacional na década de 1980.

O casal no centro do filme, oportunamente chamado apenas “Priscilla”, será interpretado pela atriz Cailee Spaeny, da série “Mare of Easttown”, e pelo ator Jacob Elordi, de “Euphoria”. Enquanto Spaeny é descrita pelo Deadline como a primeira escolha da diretora desde o início do projeto, Elordi foi escalado após testes com inúmeros atores.

Conforme indicado pelo jornalista Justin Kroll no Twitter, o papel de Elvis Presley chegou a ser oferecido a Justin Bieber. No entanto, o cantor teria recusado a proposta.

Jacob Elordi terá que se esforçar em sua performance, considerando que Priscilla não poupou elogios ao outro “Elvis” e seu protagonista, Austin Butler. Em seu Twitter oficial, ela havia declarado:

“Essa história é sobre o relacionamento de Elvis e o Coronel Parker. É uma história real contada brilhantemente e criativamente que somente Baz, e seu jeito artístico único, poderia ter feito. Austin Butler, que interpretou Elvis, está fantástico. Bravo para ele… ele sabia que tinha sapatos grandes para preencher. Ele estava extremamente nervoso interpretando o papel. Posso apenas imaginar.”

A nova obra deve ter suas filmagens iniciadas em Toronto ainda no outono do hemifério norte. A distribuição ficará a cargo da A24, a mesma empresa do longa anterior de Sofia Coppola, “On the Rocks”, lançado em 2020.

A diretora ainda está trabalhando com a companhia em uma minissérie adaptando o romance “The Custom of the Country”, de Edith Wharton. Porém, nenhum detalhe deste projeto foi anunciado até o momento.

*Por Pedro Hollanda
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*Fonte: igormiranda

Além de Paul McCartney: 5 músicos condecorados pela Rainha Elizabeth II

De Mick Jagger a Robert Plant, confira 5 artistas que receberam honras no Reino Unido

Mais longeva rainha da história do Reino Unido, Elizabeth II faleceu nesta quinta-feira, 08, aos 96 anos. E, em mais de 70 anos de reinado, a antiga monarca já condecorou alguns grandes nomes da indústria do entretenimento.

Em 1997, por exemplo, Paul McCartney foi convidado a receber o título de cavaleiro do Império Britânico. Aos 54 anos, o ex-beatle passou a ser chamado de Sir Paul McCartney.

Mas o ex-integrante do Fab Four não foi o único a receber um título real pelas contribuições para a música. Depois de McCartney, grandes nomes do rock britânico receberam honras da família real. Confira 5 artistas que foram condecorados pela Rainha Elizabeth II:

Elton John
Em 1996, Elton John se tornou membro da Ordem do Império Britânico após participar de diversos eventos da realeza e fazer uma contribuição notável para a vida nacional britânica. Dois anos mais tarde, o músico foi promovido ao título de cavaleiro e passou a ser chamado de “Sir”, segundo O Globo.

Mick Jagger
De acordo com o Ultimate Classic Rock, Mick Jagger ganhou o título de cavaleiro do príncipe Charles em 2003. E a cerimônia foi marcada por rumores de que a rainha marcou uma pequena cirurgia propositalmente para o dia da entrega do título, pois ela não acreditava que o músico merecia a honra.

Brian May
Brian May não é um “Sir”, mas um CBE – Comendador do Império Britânico, de acordo com a NME. Pelas contribuições dele na música, o lendário guitarrista do Queen recebeu a honra em 2005.

Robert Plant
A NME também apontou que Robert Plant, do Led Zeppelin, é um Comendador do Império Britânico desde 2009. Quem sabe a realeza britânica não promove o astro do rock a “Sir”?

Rod Stewart
Em 2016, foi a vez de Rod Stewart receber o título de “Sir” pelas contribuições dele para a música. Segundo o The Guardian, a cerimônia foi realizada pela Elizabeth II durante as comemorações do aniversário de 90 anos dela.

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*Fonte: rollingstone