Ozzy – “Patient Number 9”

Confira “Patient Number 9”, a primeira faixa a ser lançada que também dá o nome ao novo álbum de Ozzy Osbourne – com o lançamento previsto para 09/09/2022. O álbum virá recheados com a participação especial de vários guitarristas famosos: Jeff Beck, Tony Iommi, Eric Clapton, Mike McCready e Zakk Wylde. Além de contar ainda com os baixistas Robert Trujillo (Metallica) e Duff McKagan (G&R) e o baterista Chad Smit (RHCP).

Peter Grant quase virou filme produzido por Malcolm McLaren

Peter Grant (1935-1995), empresário do Led Zeppelin, costumava ser comparado (quem lembra isso é o jornalista Mick Wall no livro Led Zeppelin – Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra) com o cara que cuidava com mãos de ferro da carreira de Elvis Presley, o coronel Tom Parker. Não era bem assim, como o próprio Wall recorda no livro. “G preferiria cortar o próprio braço a jogar seus artistas no rio do lixo comercial em que o coronel vivia colocando Elvis”, escreveu.

Grant foi um cara que nunca teve um núcleo familiar forte, passou por vários problemas na infância, e criou uma “família” ao priorizar o Led Zeppelin e defender a banda de todas as formas. De todas as formas mesmo: Peter Grant mostrava as garras para empresários, jornalistas, radialistas e qualquer pessoa que tratasse o grupo de maneira atravessada. Entrava em lojas de discos e pegava LPs piratas do Led Zeppelin na mão grande – quando não quebrava na frente do vendedor. Após o fim da banda, acumulou problemas de saúde, mas levava uma vida relativamente tranquila, longe dos holofotes e do universo dos shows.

Nos últimos anos de Grant, um projeto que estava para vir à tona era um filme baseado em sua vida, produzido por ninguém menos que Malcolm McLaren, empresário dos Sex Pistols. Olha aí Grant e Malcolm tentando explicar a história numa entrevista de 1994, durante a Canadian Music Week.

O papo abre com o repórter perguntando sobre o lado agressivo de Grant, um sujeito que, em bons dias, era gentil, educado e falava baixo. “Parece mesmo que fiz essas coisas? Bom, o método não importa se dá resultados no final”, explica o empresário.

No vídeo acima, um entediado Malcolm explica a importância de Grant ter transformado o rock num negócio. Só que Grant ouve do entrevistador que o empresário dos Pistols quer fazer o livro baseado na malfadada biografia Hammer of the gods, de Stephen Davis, que entregava toda devassidão e a decadência que cercava o Led – além de altas porradarias envolvendo Grant.

“Não, nada a ver, eu não o deixaria fazer o filme caso fosse associado ao livro”, conta, ouvindo que a ideia do colega era a de que o que acontecia no backstage era mais interessante do que o que rolava no palco. Grant diz que o mais importante é a música.

(aliás, temos episódios do nosso podcast Pop Fantasma Documento sobre Led Zeppelin e sobre Sex Pistols)
O tal filme de McLaren, na verdade, passou por várias idas e vindas até que (diz o livro Bring it on home: Peter Grant, Led Zeppelin, and beyond, de Mark Blake) McLaren resolvesse que a faceta mais hedonista e (vá lá) desagradável do Led e de seu empresário era mais interessante. Uma sinopse do filme (que, no começo, tinha o working title de O poderoso chefão do rock’n roll) circulou por várias produtoras. E surgiu a ideia de que Daniel Day Lewis poderia interpretar Grant (“vamos engordá-lo como fizeram com Robert de Niro em Touro indomável”, dizia McLaren).

A história acabou dando problema justamente por causa da opção de centrar o script original no lado truculento de Grant e de Richard Cole, ex-gerente de turnê do Led. A filha de Grant achou o roteiro “sensacionalista”. McLaren fez uma última tentativa: juntou-se ao diretor do policial Ligações sujas, Mike Figgis, e a Jeremy Thomas, co-produtor de seu filme sobre os Sex Pistols, The great rock´n roll swindle.

Os dois, junto com McLaren (morto, você sabe, em 2010), passaram horas e horas a fio entrevistando Grant na suíte de um hotel. O novo script, baseado nas entrevistas com Grant, acabou tendo que se descartado por um motivo básico: cheio de revelações bizarras, o roteiro acabaria impedindo até que a turma conseguisse liberação para usar músicas do Led Zeppelin no filme. Seja como for, pelo menos o projeto fez com que todo mundo voltasse a procurar Grant para entrevistas. E ele acabou convidado para a semana de música do Canadá – que acabou sendo sua última aparição pública.

Se tiver tempo, segue aí a palestra inteira de Grant na Canadian Music Week. Mais de uma hora de histórias.

E isso aí é Grant alguns anos antes (1988), deixando claro que não gostava de uma das tendências da época: a de empresários que se unem às gravadoras e esquecem de seus contratados. No final, deixa a lição para empresários novos. “Acreditem em seus artistas”, contou o saudoso Grant.

Agora, para se aprofundar mesmo em Peter Grant, pega aí o doc Mr. Rock´n roll, da BBC4 (tem abaixo no YouTube e em outro link, aqui).

*Por Ricardo Schott
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*Fonte: popfantasma

Por que Bowie criou Ziggy Stardust? (em desenho animado)

The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, álbum que foi o primeiro sucesso de verdade de David Bowie, chega aos 50 anos na semana que vem, dia 16 de junho. A história do popstar de outro planeta que vem à Terra trazer uma mensagem aos seus fãs e impedir o apocalipse, completa cinco décadas com direito a documentário sobre o cantor previsto para setembro deste ano, Moonage daydream, de Brett Morgen. E deve render mais e mais homenagens ao cara que viu o futuro, numa época tão conturbada em termos políticos, sociais e ecológicos (sobre isso, vale ler este artigo, em inglês, fazendo comparações entre a chegada de Ziggy Stardust e a primeira cúpula climática da ONU, ambos acontecimentos de junho de 1972).

O personagem criado por Bowie, cuja gênese já ganhou um podcast nosso, representou a virada na carreira dele. Mais do que um alterego que mudou a visão que o público tinha dele, foi o personagem que de fato angariou um público real para Bowie – o fãs conquistados com o hit Space oddity (do segundo álbum David Bowie, de 1969) eram uma turma, os poucos que se animaram a ouvir o disco The man who sold the world (1970) eram uma galera diferente, e o quarto LP, Hunky dory (1971), ainda não havia chegado a uma galera tão numerosa.

Em 17 de abril de 1988, o jornalista Joe Smith bateu um papo com Bowie, e um dos assuntos, por acaso, foi o personagem que tirou o cantor do dia a dia de artista que fazia shows para plateias pequenas e vendia poucos discos, para o universo de popstar que encarava multidões e recorria a truques no palco. Em poucos meses após sair o disco, Bowie estaria longe de ser a estrela mal compreendida de músicas como Life on mars? (de 1971, mas que só viraria hit em 1973), e se tornaria o cara que esfregava a verdade daqueles apocalípticos anos 1970 na cara de uma juventude que, antes de tudo, se sentia muito só – sem ídolos, sem ideologia, com vários pré-punks desenturmados.

“Eu nunca me senti como um cantor de rock, ou uma estrela do rock, ou qualquer outra coisa”, Bowie diz a Smith. “Sempre me senti um pouco fora do meu elemento, que é uma maneira ridiculamente arrogante de olhar para isso. Agora, do meu ponto de vista, quando olho para trás, percebo que de 1972 a 1976, eu era a estrela do rock definitiva. Eu não poderia ter sido mais estrela do rock”.

E essa longa introdução é só para avisar que o canal de vídeos Blank On Blank fez uma versão desenho animado da entrevista de Joe Smith com Bowie. O cantor descreve Ziggy como “metade ficção científica, metade teatro japonês” e se recorda que precisou acabar com o personagem antes que não se sentisse capaz de escrever mais nada para ele “ou para o mundo que eu quis criar para ele”.

*Por Ricardo Schott
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*Fonte: popfantasma

Beavis and Butt-Head embarcam em aventura espacial em novo filme

A dupla Beavis and Butt-Head está oficialmente de volta. A Paramount+ divulgou o trailer de seu próximo filme animado, intitulado Beavis and Butt-Head Do The Universe.

O divertido vídeo mostra os personagens embarcando em um ônibus espacial em 1998. Eles então são sugados para um buraco negro, no qual ressurgem em nosso tempo, no ano de 2022. Confira abaixo.

Beavis and Butt-Head Do The Universe será lançado já neste mês, em 23 de junho no Paramount+ dos Estados Unido. O longa ainda não tem uma data de estreia no Brasil.

O segundo filme da insana dupla chega 26 anos depois de Beavis and Butt-Head Detonam a América, e 11 anos após o revival da série.

Mike Judge, o criador da série Beavis and Butt-head, retorna como diretor, roteirista e dublador.

*Por Marcos Chapeleta
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*Fonte: ligadoamusica

Jimi Hendrix seria famoso se surgisse hoje em dia? Rick Beato responde

Famoso produtor musical refletiu sobre como músicos eram valorizados nos anos 1970 e 1980 e como isso mudou nos dias atuais

Jimi Hendrix é sem dúvidas um dos grandes revolucionários da guitarra de todos os tempos e contribuiu para o desenvolvimento do instrumento. Mas será que se o guitarrista surgisse nos dias de hoje ele faria o mesmo sucesso?

Em vídeo em que disserta sobre o assunto, o youtuber e produtor Rick Beato explicou que, em sua visão, na época de Jimi Hendrix os músicos em geral eram mais valorizados e isso dava brecha para que grandes guitarristas lotassem arenas e fizessem muito sucessos.

“Os músicos não são tão valiosos quanto eram nos anos 1970, eles dominavam a indústria. Hoje, isso não conta tanto. Os guitarristas de hoje que fazem sucesso, como Tosin Abasi e Mateus Asato são estrelas, mas não como Eddie Van Halen. Esses antigos tocavam em arenas, que ditavam as regras na indústria. Nos anos 1980, os shows costumavam ter pausas onde o guitarrista solava, para dar um refresco ao cantor”, explicou.

Jimi Hendrix faria sucesso hoje?
Em outro trecho, Rick Beato afirmou que como a música não é tão valorizada atualmente, isso acaba refletindo no valor que os fãs dão aos guitarristas. Esse fator seria determinante para explicar o motivo pelo qual guitarristas de hoje em dia não conseguem o mesmo impacto.

“Agora, dizem que o Jimi Hendrix não seria conhecido se surgisse hoje. Acredito nisso. Antes, as pessoas faziam aulas de guitarra, piano, bateria, baixo etc. Na minha escola era assim. Até os caras que curtiam esportes, tocavam instrumentos. Por causa disso, quando surgia um Van Halen, todos curtiam. Não só as músicas eram legais, mas os músicos também eram reverenciados. Os solos do Brian May, por exemplo, davam para cantar junto. Quero me convencer que o Hendrix seria conhecido, mas não sei. Os jovens que surgem não são desse tamanho”, concluiu.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Documentário sobre David Bowie ganha primeiro teaser no Festival de Cannes; assista

Na última segunda-feira, 23, o primeiro teaser do documentário Moonage Daydream, sobre David Bowie, foi exibido no Festival de Cinema de Cannes.

O longa tem direção de Brett Morgen, responsável pelo filme Kurt Cobain: Montage of Heck, e contém material exclusivo nunca antes visto, incluindo imagens, performances e músicas, além de contar com narração do próprio Bowie.

Moonage Daydream está em produção há 5 anos e o diretor teve acesso total aos arquivos pessoais de David Bowie, incluindo milhares de horas de gravações raras de performances e gravações-mestras. Esse é o primeiro documentário oficialmente autorizado pelo patrimônio de Bowie.

O filme será lançado pela Neon em parceria com a Universal Pictures Content Group, HBO Documentary Films e IMAX. A previsão para chegar à HBO e HBO Max é na primavera do Hemisfério Norte de 2023 (outono no Brasil).

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*Fonte: wikimetal