SUSPECT208 – All Black

A banda Supstect208 que conta com os filhos de Slash (Guns & Roses), Robert Trujillo (Metallica) e do falecido Scott Weilland (STP), mal começou e já deu treta. Aconteceram alguns rolos internos a respeito de drogas com a meninada. Bem, o ritmo segue parecido com o dos seus pais. Enfim….
Abaixo o vídeo do primeiro single da banda.

Feliz aniversário Dave!

Ontem foi aniversário do Dave Grohl. Um cara supimpa que mesmo depois de ter feito parte do Nirvana, como baterista do Nirvana – uma das bandas mais icônicas daqueles insanos 90’s, soube surfar numa nova onda totalmente diferente e criou uma nova banda com a sua cara e seu DNA. Foo Fighters!

Parabéns Dave! Um grande abraço. Felicidades!

Sex Pistols ganhará série biográfica com diretor de “Trainspotting”

A história do Sex Pistols será contada em uma série biográfica inédita muito em breve.

Danny Boyle, o diretor do clássico Trainspotting (1996), é um dos nomes por trás do projeto que será exibido pelo canal FX. Além de Boyle, os roteiristas Craig Pearce (Moulin Rouge) e Frank Cottrell Boyce (24 Hour Party People) também trabalharão no seriado.

A trama será baseada no livro Lonely Boy: Tales from a Sex Pistol, do guitarrista Steve Jones.

Confirmados no elenco estão Anson Boon como Johnny Rotten, Toby Wallace como Jones, Louis Partridge como Sid Vicious, Jacob Slater como Paul Cook, e Fabien Frankel como Glen Matlock. Além deste nomes, outros rostos conhecidos como Maisie Williams e Emma Appleton, essa última interpretando Nancy Spungen, também estarão na série.

A sinopse do projeto, escrita por Danny Boyle, diz (via Brooklyn Vegan):

Imagine invadir o mundo de ‘The Crown’ e ‘Downton Abbey’ com seus amigos, gritando suas músicas e sua fúria por tudo o que elas representam. Este é o momento em que a sociedade e a cultura britânicas mudaram para sempre. É o ponto de detonação da cultura de rua britânica… onde os jovens comuns tinham o palco e desabafavam sua fúria e sua moda… e todos tinham que assistir e ouvir… e todos os temiam ou os seguiam. Os Sex Pistols. No centro estava um jovem cleptomaníaco, analfabeto e charmoso — um herói para a época – Steve Jones, que se tornou, em suas próprias palavras, o 94º maior guitarrista de todos os tempos. Foi assim que ele chegou lá.

*Por Stephanie Hahne

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Filha de Paul McCartney irá dirigir documentário sobre o lendário Abbey Road

Mary McCartney, filha de Paul McCartney, está escalada para um projeto mais do que especial envolvendo o Abbey Road Studios.

A fotógrafa e diretora irá comandar o documentário If These Walls Could Sing (“Se Essas Paredes Pudessem Cantar”) sobre o lendário estúdio que ganhou esse status quase divino ainda na época dos Beatles e segue até hoje como um dos maiores nomes do mundo quando o assunto é música.

O longa será o primeiro do tipo sobre o local e vem com produção de John Battsek (Eric Clapton: Life in 12 Bars) e do Mercury Studios. A CEO do Mercury, Alice Webb, explicou a empolgação de trabalhar com McCartney e Battsek:

O Mercury Studios não podia estar fazendo uma parceria com uma equipe mais apaixonada e visionária do que Mary McCartney e John Battsek para contar a incrível história do Abbey Road Studios em filme pela primeira vez.

Somos apaixonados pela ideia de exibir o trabalho de diretores pioneiros da maior qualidade — é por esse motivo que estamos muito felizes por Mary estar trazendo sua visão criativa a esse projeto.

Já Isabel Garvey, diretora de administração do Abbey Road Studios, deu um gostinho do que vem por aí:

Se essas paredes pudessem cantar. Eu já perdi as contas de quantas vezes eu ouvi isso ser dito no Abbey Road Studios ao longo dos anos. Eu mal posso esperar para que algumas dessas histórias finalmente ganhem vida no que será um documentário atemporal.

Mary McCartney e o Abbey Road

Por fim, claro que não poderia faltar um relato de Mary sobre a sua ligação bem íntima com o estúdio — ela nasceu em Agosto de 1969, poucos dias depois dos Beatles gravarem o disco que levou o nome do local, e naturalmente visitou o Abbey Road diversas vezes com seu pai nos seus primeiros anos de vida:

Algumas das minhas primeiras memórias como uma jovem criança vêm de tempo que passei no Abbey Road. Eu há tempos queria contar a história desse lugar histórico e não poderia estar colaborando com uma equipe melhor do que John e o Mercury Studios para transformar essa ambição criativa em realidade.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

50 anos sem Janis Joplin, a crônica de um grito de ajuda que ninguém escutou

Foi o episódio que a afundou. Após uma época de excessos e vadiagem na Califórnia, Janis Joplin voltou à conservadora Port Arthur (Texas), a casa de seus pais, uma família de classe média que recebeu a filha de braços abertos, acreditando que poderiam “reconduzir” sua vida. Com o núcleo familiar apoiando-a, Janis havia combatido e vencido seu vício em speed e havia se matriculado em Belas Artes na Universidade do Texas.

A fraternidade Alpha Phi Omega havia organizado um concurso para arrecadar fundos para financiar suas atividades. Fariam a eleição do homem mais feio do campus. Um anônimo inscreveu Janis. A universidade foi coberta com fotos suas onde se lia : “Vote no homem mais feio”. Quando Joplin viu aqueles cartazes desmoronou como nunca havia acontecido. Isso lhe lembrou do assédio que sofreu quando estava no colégio. Chorou até não lhe restar lágrimas. E decidiu que aquela cidade tão hostil não era para ela. Tinha 19 anos e foi para São Francisco para iniciar um caminho de sucessos e desgraças poucas vezes visto na história do rock.

O muro que bloqueou emocionalmente Janis ―cuja morte completa 50 anos neste domingo― foi construído por um querer ser mais livre do que o mundo estava disposto a permitir. Bissexual em uma sociedade pacata, barulhenta em um entorno submisso, mulher transgressora em um ecossistema patriarcal. Tão selvagem quanto vulnerável, Joplin foi a primeira estrela feminina do rock, com uma influência muito além das questões de gênero: seu estilo vocal e estético se encontra em símbolos do rock machão, de Robert Plant (Led Zeppelin) a Axl Rose (Guns N’ Roses).

“Foi uma pioneira. E fez sacrifícios para assumir riscos que aplainaram o caminho para que as artistas mulheres ganhassem presença na indústria da música e para que não se ajustassem às demandas impostas por uma sociedade patriarcal”, diz dos Estados Unidos Holly George-Warren, estudiosa da cantora e autora de um livro que esmiúça a vida musical e privada da artista, Janis Joplin: sua vida, sua música (Editora Seoman).

Joplin costumava descer as escadas do palco após um show chorando. Suas atuações eram intensas assim, uma mistura de orgulho e dor, de paixão e honestidade. A interação entre o que acontecia no palco e a plateia era um espetáculo. Janis conseguia o efeito de uma pilha carregando a outra. “Quando ela cantava eu ouvia a liberdade”, afirma o engenheiro de som Jackie Mills no livro de George-Warren.

De onde vinha essa dor que conseguia, quando cantava, romper o coração da audiência? Para isso é preciso ir a Port Arthur dos anos cinquenta, onde a família Joplin se assentou. Seth, o pai, conseguiu trabalho na refinaria de petróleo da cidade, uma das maiores do país. Os Joplin iriam se transformar a partir dessa época em uma família (três filhos, com Janis, a mais velha, nascida em 1943) sem problemas econômicos. Port Arthur era um lugar pequeno profundamente conservador, temente a Deus e discriminatório. A imagem gorducha, sardenta e rude de Janis não se encaixava no perfil estético das adolescentes de lá. No colégio foi objeto de chacotas durante anos. Aí começou sua atormentada relação com seu corpo.

“Janis enfrentou um meio hostil e edificou um estilo de luta”, escreve Myra Friedman, sua assessora e amiga, no livro Enterrada viva: a biografia de Janis Joplin (Civilização Brasileira). A futura cantora criou um personagem como autodefesa, um perfil que nunca abandonou: valentona, arruaceira, brigona. “Rudeza nos modos e certa complacência para ser o bufão, para se prestar a ser o objeto do abuso verbal. Qualquer coisa para chamar a atenção”, escreveu Myra Friedman, que faleceu em 2010.

Paralelamente desenvolvia um perfil intelectual, principalmente após ler On the road, de Jack Kerouac. Queria ser uma beatnik, experimentar drogas, viajar. Começou a consumir música, artistas negros como Leadbelly, Big Mama Thornton e Bessie Smith, sua fraqueza. Não se calava por nada. Defendeu a integração racial e foi rechaçada em um entorno, Port Arthur, onde a ameaçadora presença da Ku Klux Klan ainda existia. Seus colegas a insultavam. Era “a amiga dos negros”.

Quando voltava do colégio para casa, seus pais também não a entendiam. De Dorothy, a mãe, herdou a paixão pelo canto, mas não valores (ultra) religiosos e conservadores; do pai, Seth, grande leitor, pegou sua inquietude intelectual. Janis sentia uma conexão especial com seu pai, mas se rompeu quando viu que ele preferia seu filho homem e se isolava para beber sozinho com seus livros. É comovente ler as cartas que envia a seus pais, reunidas no livro de Holly George-Warren. É possível ver uma garota assustada apesar da força que exibia e tinha. “Sempre buscou o reconhecimento de seus pais”, afirma sua biógrafa. E o fez até mesmo quando era uma estrela. As cartas são repletas de exclamações adolescentes: “É incrível!” e “preciso suspirar: não posso acreditar”.

Quando começou a se profissionalizar precisou lutar contra outro inimigo poderoso: o medo do palco. “Usava o álcool para vencer seu terror do palco e relaxar enquanto performava. E depois utilizava a heroína como agente entorpecedor, para não sentir o estresse e a ansiedade para dispersar toda a adrenalina que havia gerado durante o show”, descreve sua biógrafa.

Sua vida não teve só dramaticidade. Janis viveu etapas de plena felicidade. Ela se instalou em São Francisco na época dourada do movimento hippie, travando amizade com bandas como Grateful Dead e Jefferson Airplane, fazendo parte da revolução social e cultural dos anos sessenta nos Estados Unidos. Ela devorou cada segundo que viveu e exibiu ao mundo a liberação da mulher em uma contracultura dominada por homens. E o fez em grande estilo, sem reprimir-se sexualmente e com suas experiências lisérgicas, sem pedir permissão para nada. “Ela se divertiu muito, especialmente quando se mudou para São Francisco pela primeira vez, em 1966, e se juntou ao grupo Big Brother. Aproveitou a vida intensamente nessa etapa”, diz George-Warren.

Foi amiga de Jimi Hendrix, Kris Kristofferson e Leonard Cohen, deu um tapa em Jerry Lee Lewis (ele devolveu) e quebrou uma garrafa na cabeça de um Jim Morrison bêbado e irritante.

Gravou quatro discos (dois com o grupo Big Brother and the Holding Company, um com a Kozmic Blues Band e o póstumo, Pearl, com a Full Tilt Boogie) e sempre deu a impressão de que o potencial que demonstrava ao vivo nunca se refletiu nas gravações. “No palco faço amor com 25.000 espectadores quando canto; depois vou para casa sozinha”, dizia. Os grupos que a acompanhavam não pareciam estar à altura dessa imensa e dolorida voz. “Levava seu canto ao limite. Tinha uma capacidade vocal poucas vezes vista. Suas performances ao vivo a retratam melhor do que os discos. Mas ainda hoje se escuta Pearl e ele soa fresco e moderno”, diz Toni Castarnado, que publicou três livros dedicados ao papel das mulheres na música, o último deles Ellas cantan, ellas hablan (Elas cantam, elas falam).

Teve dúzias de amantes e saiu machucada de quase todas as relações. Compôs poucas músicas. A maioria de seus sucessos é de composições de terceiros que ela escolhia porque sabia que contavam sua dor. Podia senti-las: Me and Bobby McGee, de Kris Kristofferson; Piece of my heart, de Jerry Ragovoy e Bert Berns para Erma Franklin; Summertime, de George Gershwin, interpretada por muitos, como Billie Holiday; Ball and Chain, de Big Mama Thornton… “Foram os homens que feriram Janis, que destroçaram seu coração. E ao ver os homens nos shows desfrutando sua música comecei a entender o ressentimento dos negros quando veem os brancos apreciando o blues. Janis cantou sobre sua dor de mulher e os homens a adoravam”, escreveu na Rolling Stone em 1976 a jornalista e ativista feminista Ellen Willis.

E também existia sua impactante imagem: os casacos de peles, os óculos coloridos, seus chapéus extravagantes, o cabelo revolto, os colares… “Ela criou uma imagem muito potente. No começo de forma natural, mas depois viu que lhe dava créditos e a potencializou. Era a época em que nasceram os grandes fotógrafos do rock e as revistas de música. E Janis nas capas era algo muito valioso”, diz Castarnado.

Dois meses antes de morrer, Joplin decidiu dar um dos passos mais importantes de sua vida: visitar Port Arthur, a cidade que a havia ferido. Aquela menina gorducha, o ser estranho repudiado, havia se transformado em uma estrela que transmitia uma sexualidade poderosa. Ela precisava visitar aquele lugar opressor que havia condicionado sua vida. Não era uma vingança: desejava olhar nos olhos de seus assediadores para ver se mostravam certo arrependimento. Não o encontrou. “Procurava uma reparação final por parte de sua cidade natal. Precisava do reconhecimento dos que a haviam desprezado há uma década”, diz sua biógrafa. Mas seus ex-amigos e até seus pais a ignoraram. Jogaram em sua cara que em alguma entrevista afirmou que seus vizinhos a machucaram. “Eu só queria que eles me amassem”, implorou. Não ajudou o fato de Joplin ir a Port Arthur com seu grupo de hippies beberrões. A mãe chegou a lhe dizer: “Você está me envergonhando”. Antes de Joplin partir, desolada, os pais haviam saído da cidade, “para um casamento”.

Janis morreu sozinha em um quarto de hotel de Los Angeles. Uma overdose de heroína a levou justamente quando iria lançar seu disco mais ambicioso, Pearl. Não chegou a vê-lo nas lojas. Foi seu álbum mais vendido. Somente 16 dias antes havia falecido Jimi Hendrix. Os dois tinham 27 anos.

*Por: Carlos Marcos

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*Fonte: elpais

Led Zeppelin – “Good Times Bad Times”

*Essa é uma de minhas músicas preferidas do Led Zeppelin e tenho aqui de confessar uma coisa, que aliás, para mim é bem triste…rsrsrsrssr. Nunca conseguiu tocar ela “bonitinha” no baixo, como manda o figurino. Aqui falo em “bem tocada” mesmo! Sem embromação e atalhos. Um dia desses, quem sabe… (rsrsrssr)!!!

Feliz aniversário Jimmy Page!

Um dos guitarristas mais cool da história do rock, hoje está completando 77 aninhos. E convenhamos que não é qualquer um que toca com maestria uma Gibson Les Paul quase na altura dos joelhos, teve roupas com dragões bordados, foi um músico de mão cheia, criador de riff lendários, coisas que a mulecada toca ainda até hoje, além de que tocou em sua banda com outros amiguinhos com um talento que vou te contar – báh! E ainda fizeram todas as festas possíveis e mais um pouco, com sua banda em turnê. Duvida!? Basta pesquisar um pouquinho que seja sobre o Led Zeppelin! Sim, óbvio que estou falando de Jimmy Page, aquele magrelo genial da guitarra (entre outros instrumentos).

Uma das maiores e mais poderosas bandas de rock de todos os tempos. Os caras pararam em 1980 mas até hoje ainda são super influentes. Vida longa ao rock, suas histórias, suas lendas e a esse, que é um de seus maiores mitos na guitarra.

Feliz aniversário Jimmy Page!

Rolling Stone: Os 50 maiores baixistas em todos os tempos

Em 03/12, publicamos aqui no Whiplash.Net a seleção dos dez baixistas prediletos de Geddy Lee, em resumo de matéria da Rolling Stone. Lendo o texto original no site da revista, encontramos outro link bem interessante de 01/07, originalmente chamado “The 50 Greatest Bassists of All Time” e com nove favoritos do ex-Rush, curiosamente, além dele mesmo – a única exclusão é Jeff Berlin (Bruford).

Entre os eleitos, há variedade tanto de estilos quanto de épocas e origens, ou seja, não se trata de algo voltado apenas ao rock/metal ou repleto de artistas jovens para agradar leitores de mesma faixa etária, expediente até comum na internet. É a chance de conhecer nomes nem sempre unânimes, através de escolhas comentadas por Jonathan Bernstein, David Browne, Jon Dolan, Brenna Ehrlich, David Fear, Jon Freeman, Andy Greene, Kory Grow, Elias Leight, Angie Martoccio, Jason Newman, Rob Sheffield, Hank Shteamer e Simon Vozick-Levinson, em ordem alfabética de sobrenome.

Quer exemplos? Joseph Makwela, que “praticamente inventou o baixo sul-africano. Ele era as batidas do coração da Makgona Tshole Band, que era a versão de Johanesburgo dos Funk Brothers da Motown ou da Working Crew, de Los Angeles”; o jamaicano Aston “Family Man” Barrett, que tocou com Bob Marley; e o cubano Israel “Cachao” López, força motriz da Arcaño Y Sus Maravillas com seu irmão Orestes López, antes de rumar aos Estados Unidos. E há profissionais em carreiras alternativas: Bill Black, da The Blue Moon Boys (trio de apoio a Elvis Presley); Bob Moore, da Nashville A-Team (grupo de músicos de estúdio da cidade do Tennessee); e David Hood, da The Muscle Shoals Rhythm Section (de Muscle Shoals, Alabama, especializada em R&B, soul e country music).

Quem mais está na lista? Entre lendas do rock, Tony Levin, Geddy Lee, Bill Wyman, Chris Squire, John Paul Jones, Paul McCartney, Jack Bruce e John Entwistle; do metal, Cliff Burton e Geezer Butler; no meio do caminho, Lemmy Kilmister; e não menos importantes, Duff McKagan, Flea, Sting e Les Claypool. Há mestres “eruditos”, por assim dizer, como Stanley Clarke e Jaco Pastorius, e apenas cinco mulheres furam o “Clube do Bolinha”: Kim Deal, Esperanza Spalding, Kim Gordon, Tina Weymouth e Carol Kaye. O campeão? Sem spoilers! Por fim, para estimular a visita à fonte, aqui deixaremos apenas o ranking em si, com as bandas de maior representatividade de cada músico entre parênteses. E agora, “Os 50 maiores baixistas em todos os tempos”, em livre tradução nossa:

50) Thundercat (Suicidal Tendencies / carreira solo / contribuições)

49) Duff McKagan (Guns ‘N’ Roses / Velvet Revolver)

48) Kim Deal (Pixies / The Breeders)

47) Leland Sklar (Phil Collins / contribuições)

46) Peter Hook (Joy Division / New Order)

45) Esperanza Spalding (carreira solo / contribuições)

44) Joseph Makwela (Makgona Tshole Band)

43) Mike Watt (Minutemen / Firehose / Dos / Stooges)

42) Tony Levin (King Crimson / Stick Men / Peter Gabriel / Liquid Tension Experiment)

41) George Porter Jr. (The Meters / carreira solo / contribuições)

40) Bill Black (The Blue Moon Boys / Bill Black’s Combo)

39) Kim Gordon (Sonic Youth / Free Kitten / Body-Head)

38) Pino Palladino (The Who / Paul Young / contribuições)

37) John McVie (Fleetwood Mac / John Mayall & The Bluesbreakes)

36) Les Claypool (Primus / carreira solo / The Claypool Lennon Delirium)

35) Louis Johnson (The Brothers Johnson / carreira solo / contribuições)

34) Richard Davis (carreira solo / contribuições)

33) Lemmy Kilmister (Motörhead / Hawkwind)

32) Sting (The Police / carreira solo)

31) Bernard Edwards (Chic / contribuições)

30) Bob Moore (Nashville A-Team / contribuições)

29) Tina Weymouth (The Talking Heads / Tom Tom Club)

28) Aston “Family Man” Barrett (Bob Marley And The Wailers / contribuições)

27) David Hood (contribuições)

26) Israel “Cachao” López (Arcaño Y Sus Maravillas)

25) Cliff Burton (Metallica)

24) Geddy Lee (Rush)

23) Bill Wyman (The Rolling Stones / carreira solo / Bill Wyman’s Rhythm Kings)

22) Flea (Red Hot Chili Peppers / Atoms For Peace)

21) Geezer Butler (Black Sabbath / Ozzy Osbourne / Heaven And Hell / GZR)

20) Rick Danko (The Band)

19) Verdine White (Earth, Wind & Fire / carreira solo)

18) Chris Squire (Yes / The Syn / Conspiracy / Squackett)

17) Robbie Shakespeare (Sly And Robbie / The Revolutionaries / The Aggrovators / contribuições)

16) Charlie Haden (Ornette Coleman Quartet / The Liberation Music Orchestra / Quartet West / carreira solo / contribuições)

15) Donald “Duck” Dunn (Booker T. & The M.G.’s / Otis Redding / contribuições)

14) John Paul Jones (Led Zeppelin / Them Crooked Vultures / Seasick Steve)

13) Stanley Clarke (carreira solo / Return To Forever)

12) Willie Dixon (carreira solo / Chuck Berry / Bo Diddley / Howlin’ Wolf / contribuições)

11) Phil Lesh (The Warlocks / The Greatful Dead / Phil Lesh And Friends / Furthur)

10) Ron Carter (carreira solo / George Benson / Miles Davis / contribuições)

9) Paul McCartney (The Beatles / carreira solo / Wings)

8) Jaco Pastorius (carreira solo / Weather Report / Trio Of Doom)

7) Larry Graham (Sly And The Family Stone / Graham Central Station / carreira solo)

6) Jack Bruce (Cream / carreira solo / The Graham Bond Organisation)

5) Carol Kaye (contribuições / trilhas sonoras / The Wrecking Crew)

4) Bootsy Collins (James Brown / Parliament-Funkadelic / Bootsy’s Rubber Band / contribuições)

3) John Entwistle (The Who / The John Entwistle Band / The Best)

2) Charles Mingus (Mingus Big Band / Mingus Dynasty / carreira solo / contribuições)

1) James Jamerson (The Funk Brothers / baixista da Motown nos anos 60 e 70)

*Por Vagner Mastropaulo

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*Fonte: rollingstone

Bob Dylan apresenta faixa inédita com participação de George Harrison

Parece que o lendário Bob Dylan será o próximo artista a apostar na ideia de oferecer uma coletânea recheada de faixas inéditas. Sim! O músico anunciou um novo box set, que teve sua data de estreia marcada para o dia 26 de fevereiro, e as raridades serão o destaque do “pacote”.

Aliás, é importante destacar que algumas dessas raridades contam com a participação do ex-Beatle George Harrison. E melhor, um desses tesouros já foi liberado… vamos ouvir?

“Went To See The Gypsy”, Bob Dylan feat. George Harrison

Após deixar os fãs empolgados com a promessa do box 50th Anniversary Collection, Bob Dylan fez uso do seu canal oficial, no Youtube, para liberar uma das raridades que estarão na referida coletânea. Obviamente, a indicação do nome George Harrison, como convidado especial, acabou aumentando ainda mais o apelo da faixa. Acompanhe…

De acordo com as informações, o box set terá muitas canções inéditas, sendo nove delas produzidas com o apoio do ex-Beatle. Aliás, muitos desses tesouros foram gravados durante as sessões dos álbuns Self Portrait e New Morning, ou seja, teremos canções retiradas de uma das melhores fases da carreira do músico.

Vale lembrar que o box set está previsto para ser lançado em fevereiro e, até lá, é possível que outras raridades acabem sendo liberadas na web. Sendo assim, se você é fã do lendário Bob Dylan, sugiro que não deixe de acompanhar as novidades inerentes a essa estreia.

*Por Yohan Bravo

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*Fonte: purepop

Herbert Vianna: releitura de “Purple Haze”, de Jimi Hendrix, ganha vídeo animado

Herbert Vianna lançou no final de outubro um novo álbum intitulado HV Sessions Vol. 1, quinto trabalho solo do vocalista de Os Paralamas do Sucesso. O disco é fruto de uma série de gravações intimistas que o cantor fez com o produtor Chico Neves no Estúdio304 entre 2010 e 2011.

O repertório traz releituras de “Tempted”, do Squeeze, “Opportunity”, de Elvis Costello, e “While my guitar gently weeps”, dos Beatles, entre outros clássicos que influenciaram um dos maiores representantes do nosso rock nacional.

Agora, Herbert lança o videoclipe da faixa “Purple Haze”, de Jimi Hendrix. O filme é um presente que o cantor recebeu do premiado animador e ilustrador da DreamWorks Ennio Torresan, parceiro de Herbert e d´Os Paralamas desde 1993.

“A nossa parceria vem de muito tempo, desde El Macho, primeiro curta, que ganhou vários festivais, inclusive o Kikito de Melhor Trilha, que foi responsabilidade do Herbert e também com engenharia musical do Chico Neves. Depois a gente fez `A Palavra Certa` e, mais recentemente, ´Sinais do Sim´ com Os Paralamas. Espero que vocês curtam esse filme novo que trata de um amor incompatível entre um pequeno ponto perdido no universo e a intangível mãe natureza, criadora suprema da vida no espaço”, diz Torresan.

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*Fonte: radiorock

David Bowie – The Actor (compilation)

*Compilation, edited by Christian Ryder.

David Bowie (1947 – ∞ )
The Image (1969) – short film
The Man Who Fell to Earth (1976) – feature film
Just a Gigolo (1978) – feature film
The Elephant Man (1980-1981) – theatre
Christiane F. (1981) – feature film
The Snowman (1982) – tv
Baal (1982) – tv
Yellowbeard (1983) – feature film
Merry Christmas, Mr. Lawrence (1983) – feature film
The Hunger (1983) – feature film
Jazzin’ for Blue Jean (1984) – short film
Into the Night (1985) – feature film
Absolute Beginners (1986) – feature film
Labyrinth (1986) – feature film
The Last Temptation of Christ (1988) – feature film
The Linguini Incident (1991) – feature film
Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992) – feature film
Full Stretch (1993) – tv series, ep.1 “Ivory Tower”
Basquiat (1996) – feature film
Il Mio West (1998) – feature film
Everybody Loves Sunshine (1999) – feature film
The Hunger (1999-2000) – tv series, season 2, multiple episodes
Mr. Rice’s Secret (2000) – feature film
Zoolander (2001) – feature film
The Prestige (2006) – feature film
Extras (2006) – tv series, episode 2, “David Bowie”
August (2008) – feature film
Bandslam (2009) – feature film

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*Fonte: davidbowienews

Maltrato às mulheres do rock nos anos noventa: os loucos eram eles

Crítica as transformou em uma falha do sistema cultural por seu discurso contra o ‘establishment’ mesmo vendendo milhões de discos

Há duas ideias muito presentes quando se lembra da música dos anos noventa. A primeira é que foi uma década fraca, como repete uma parte da crítica musical. A segunda tem a ver com a contribuição das mulheres a essa suposta colheita ruim. Seus trabalhos ficaram relegados à fogueira do esquecimento. Não só faziam discos “nefastos”, além de tudo estavam “loucas”. Esses são os adjetivos usados pela imprensa especializada da época, representada em sua maioria por homens brancos de classe média. Seus trabalhos venderam milhões de cópias, lotaram estádios e tocaram até gastar nos walkman, discman e mp3 das mulheres que nunca encontraram suas próprias referências em Kurt Cobain e na batalha de testosterona entre Oasis e Blur.

Primeiro exemplo: Ironic, do disco Jagged Little Pill de Alanis Morissette, que completou 25 anos em 2019. Nos Estados Unidos chegaram a rebatizar a música como Idiotic (idiota, em português) para assim outorgar-lhe o título de pior canção dos noventa. O álbum vendeu 33 milhões de cópias, levou cinco Grammy em 1996, um deles o álbum do ano, e a artista percorreu o mundo em uma turnê que durou quase um ano e meio. Desse disco também saíram os sucessos You Oughta Know e Hand in My Pocket.

Morissette teve pouco tempo para aproveitar a fama. Não só recebeu as críticas rápido demais como, segundo entrevista concedida a Oprah Winfrey em 2014, sofreu estresse pós-traumático após o lançamento do disco. Durante dois anos não conseguiu sorrir e além disso recaiu em seus problemas de alimentação após um executivo de sua gravadora lhe dizer que estava engordando. Meredith Brooks se viu arrastada por esse fenômeno: em dado momento a imprensa atribuiu seu single Bitch (onde se definia como uma prostituta) a Morissette como parte do fracassado disco que contribuiu para enterrar a década dos noventa.

No começo da década seguinte, em 2002, Lauryn Hill foi condenada por Unplugged 2.0. Após anos recebendo o beneplácito da indústria e da imprensa por discos como The Miseducation e seu trabalho com o The Fugees, a cantora lançou uma obra em que criticava o sistema capitalista, consumista e patriarcal em canções como I Find It Hard to Say (Rebel). Não só a colocou em suas letras, levou sua fúria aos palcos onde aparecia vestida com roupas coloridas e uma maquiagem extravagante para gritar: “Façam o consumismo balançar, rebelem-se…”. Como lembram Isabel Calderón e Lucía Lijtmaer em seu podcast Deforme Semanal Ideal Total, não o fazia como entretenimento, e sim para “abrir os olhos, com a ideia de subverter”.

Seu propósito se chocou contra o adjetivo vulgar e ordinário que persegue as mulheres: “Louca”. Seu ex-companheiro e colega no The Fugees, Wycleff Jean, já havia deixado por escrito na revista Rolling Stone que ela precisava de ajuda psiquiátrica. Imagem que foi reforçada quando ela criticou a pedofilia na Igreja Católica.

Minna Salami resume em seu livro El Otro Lado de la Montaña (O Outro Lado da Montanha): “O establishment cultural ridiculariza as mulheres artistas que questionam as desigualdades sistêmicas”. Também foram vítimas dessa forma de qualificar as mulheres Fiona Apple e Sinéad O’Connor. Em 1997, Apple recebeu o prêmio de melhor artista jovem no MTV Video Music Awards e disse que o mundo era uma merda. Tinha 20 anos. Foi o suficiente para que a jovem destinada a ser uma das estrelas da música não conseguisse. A mensagem não foi a única causa. Ela não se interessava por esse status e sua gravadora também não queria lidar com alguém que abandonava o estúdio quando se sentia pressionada mesmo sendo capaz de escrever um sucesso como Criminal em uma tarde e transformá-lo no hit de um álbum. A crítica, por fim, parece se render ao seu talento no final de 2020: Fetch The Bolt Cutters foi o disco do ano em várias publicações influentes.

No caso de Sinéad O’Connor a rebeldia que parecia sempre justificada nos homens se transformou em sua condenação. Em 1992, quando lançou Am I Not Your Girl?, seu terceiro disco, foi convidada ao programa de televisão Saturday Night Live. Não só promoveu seu trabalho, também denunciou os abusos sexuais cometidos na Igreja Católica. A artista interpretou War, de Bob Marley, em que convidou as crianças a lutar: “Acreditamos na vitória do bem contra o mal” disse antes de começar e jogar contra a câmera uma foto do papa João Paulo II, para acabar gritando: “Lutem contra o verdadeiro inimigo!”. Sua carreira foi interrompida nessa noite mesmo tendo sido a autora de canções como Troy e Mandika, além de uma das mais célebres versões de Nothing Compares 2 U, original de Prince.

Dolores O’Riordan (cantora do The Cranberries), Courtney Love (já como artista solo) e Shirley Manson (líder da Garbage), acabaram fagocitadas pelas críticas às suas declarações mais do que por seus trabalhos. No caso de Love, sofreu o mesmo castigo de Yoko Ono: foram responsabilizadas por prejudicar as carreiras de seus companheiros Kurt Cobain e John Lennon (e até do fim dos The Beatles).

Amparo Llanos, líder do Dover com sua irmã Cristina, lembrou em uma entrevista ao S Moda os momentos difíceis que precisaram viver por ser duas mulheres na liderança de uma banda de rock: “Fomos definidas como uma falha, uma anomalia do rock, de modo que não poderíamos encaixar em nenhuma antologia de sua música. E isso é terrível porque faz com que as jovens que começam não tenham tradição para olhar para trás. Não existe essa tradição. Na sociedade patriarcal os homens a têm, olha para trás e dizem ‘como era bom Nirvana, como era bom Jimmy Hendrix, como era bom esse e aquele outro’. E, por outro lado, nós não, porque você é enterrada antes do tempo. Acho que é importantíssimo que as jovens possam ter referências femininas”.

Que esta lista sirva para lembrar de todas elas e tantas outras como Gwen Stefani do No Doubt, Natalie Imbruglia e Joss Stone, entre tantas outras.

*Por Ana Marcos

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*Fonte: elpais