Estudo reúne evidências robustas de que Covid-19 é uma doença sazonal

Pesquisadores espanhóis avaliaram ondas da doença em 162 países e concluíram que transmissão do coronavírus é maior em locais com menor temperatura e umidade

Cientistas encontraram fortes evidências de que a Covid-19 é mais transmissível durante determinadas épocas do ano, como é o caso da gripe. As conclusões apontam que a doença também está ligada às baixas temperaturas e umidade e foram publicadas na revista científica Nature Computational Science, nesta quinta-feira (21).

Um modelo teórico anterior apontou que a Covid-19 não tinha ligação com o clima, porém, outras pesquisas indicaram que a propagação da doença na China ocorreu em latitudes específicas de 30 a 50º N, com umidade baixa e temperaturas entre 5 a 11ºC.

Pesquisadores do Instituto de Saúde Global de Barcelona, na Espanha, foram entender melhor isso e conduziram uma análise mais aprofundada em 162 países dos 5 continentes, avaliando a temperatura e a umidade nas fases iniciais de propagação do Sars-CoV-2.

Concluiu-se, então, que taxas de transmissão mais altas do vírus ocorriam em locais mais frios e com menor umidade. Em seguida, um método estatístico desenvolvido pelos cientistas reforçou a associação ao considerar a evolução da doença ao longo do tempo em todas as ondas epidêmicas, seja em escalas municipais ou mundiais.

De acordo com os cientistas, as primeiras ondas diminuíram conforme umidade e temperatura aumentaram. Já as segundas ondas aumentaram conforme os termômetros subiam e o clima ficava menos úmido. Porém, esse padrão não acontecia durante o verão em todos os cinco continentes avaliados. “Isso pode ser explicado por vários fatores, incluindo encontros em massa de pessoas jovens, turismo, uso de ar condicionado, entre outros”, aponta Alejandro Fontal, líder do estudo, em comunicado.

Apesar disso, a pesquisa conseguiu prever a queda e ascensão das ondas epidêmicas, principalmente a primeira e a terceira na Europa. Os pesquisadores estimam que os efeitos climáticos que ajudam na transmissão do vírus são mais evidentes em temperaturas de 12 a 18ºC e umidade entre 4 e 12 g/ m³, porém, eles salientam que essas medidas são apenas indicativas.

Ao que tudo indica, a Covid-19 é sazonal e parecida não só com a gripe, mas com doenças causadas por outros coronavírus mais benignos, concluem. Em condições de umidade baixa, há a redução do tamanho dos aerossóis pelos quais são transmitidos esses vírus sazonais, contribuindo para maior contágio. “Esse vínculo garante ênfase na ‘higiene do ar’ por meio da melhoria da ventilação interna, pois os aerossóis são capazes de permanecer suspensos por mais tempo”, diz Xavier Rodó, coautor da pesquisa.

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*Fonte: revistagalileu

6 curiosidades sobre “alergias” que você provavelmente não sabe

Visitar aquele amigo com gato em casa, morar perto de um prédio em construção que levanta muita poeira ou simplesmente conviver com a temporada de pólen na natureza. Todos esses são motivos muito plausíveis para ativar o gatilho de um dos problemas mais chatos das nossas vidas: alergias.

Basicamente, toda pessoa na Terra é alérgica a algo e, ainda assim, nós sabemos pouquíssimas informações sobre o que causam as alergias. Pensando nisso, nós listamos seis curiosidades sobre esse problema de saúde que pode ser um verdadeiro empecilho em nossas vidas. Veja a seguir!

1. O que é uma alergia?

Partindo do básico, toda alergia é basicamente uma reação que o nosso corpo tem para determinadas comidas ou substâncias. Elas são particularmente comuns em crianças, e grande parte delas costuma desaparecer conforme crescemos. Entretanto, algumas teimam em ficar na fase adulta.

Alguns adultos inclusive desenvolvem alergias que não tiveram quando eram mais jovens. Apesar de, em alguns casos, elas poderem ser um verdadeiro incômodo em nosso dia a dia, a maior parte das reações alérgicas são leves e facilmente controladas.

2. Quais são as alergias mais comuns?

Toda substância que causa uma alergia é chamada de alérgena. Os alérgenos mais comuns no mundo e que afetam uma maior quantidade de pessoas são:

pólen das árvores e da grama — rinite alérgica;
ácaros;
pelos de animais;
comida — particularmente nozes, frutas, crustáceos, ovos e leite de vaca;
picadas de insetos;
medicamentos — incluindo ibuprofeno, ácido acetil salicílico (aspirina) e alguns antibióticos;
látex;
bolor;
produtos químicos domésticos.
Basicamente em todos esses casos, os alérgenos são inofensivos para pessoas que não desenvolvem reações alérgicas a eles.

3. O que acontece com seu corpo durante uma reação alérgica?

Quando uma pessoa alérgica entra em contato com determinada substância, o alérgeno passa a despertar uma reação do sistema imunológico. Então, os anticorpos passam a se ligar aos nossos mastócitos — conhecidos por terem grande importância na defesa contra helmintos e bactérias.

No primeiro contato do alérgeno com o anticorpo, os mastócitos passam a liberar histamina. Nesses casos, a histamina não conseguirá combater nenhuma ameaça real e provocará irritação, inflamação, inchaço e grande desconforto no corpo das pessoas. Em casos mais graves, é necessário que a pessoa se direcione para o hospital.

4. Por que desenvolvemos alergias quando adultos?

As alergias acontecem majoritariamente entre os mais jovens, pois essa é a fase da nossa vida em que o nosso organismo ainda está aprendendo a lidar contra algumas “ameaças”. Então por que continuamos as desenvolvendo mesmo quando mais velhos?

O que acontece é que o nosso sistema imunológico está em constante transformação, portanto pode não estar sempre preparado para alguns eventos. Caso você esteja se sentindo incomodado em decorrência de alguma reação espontânea, busque um alergista.

5. Terapia de exposição ajuda nas alergias?

Em alguns casos, aumentar o tempo de exposição à substância que lhe causa desconforto pode trazer alguns benefícios. Por exemplo, pessoas que adquirem um novo animal de estimação podem acabar sofrendo nos primeiros meses, mas depois desenvolverem certa tolerância com o passar do tempo.

Cachorros trazem mais bactérias para dentro de casa, o que pode fortalecer o seu sistema autoimune. Entretanto, isso não significa que você deve comer uma bacia de camarão caso seja alérgico a crustáceos. Cada caso deve ser analisado com cuidado e ajuda de um médico especialista.

6. Existe cura para alergias?

Na maioria dos casos, pessoas que sofrem com alergias costumam utilizar anti-histamínicos para aliviar os sintomas de crise pelo resto da vida, o que pode ajudar com os famosos olhos avermelhados e nariz escorrendo. Entretanto, cerca de 5% a 10% dos pacientes costumam buscar pela imunoterapia, em que o sistema imunológico é dessensibilizado a alérgenos específicos.

Apesar desse tipo de tratamento poder ser feito com medicamentos, na maior parte das vezes é administrado através de injeções em consultório. Pacientes começam com uma dose pequena do alérgeno e vão aumentando ao longo da vida. A longo prazo, isso pode curar uma alergia.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

ONU avisa que mais de 5 bilhões de pessoas podem lutar para ter acesso à água até 2050

Mais de cinco bilhões de pessoas podem ter dificuldade de acesso à água em 2050, alertou as Nações Unidas na terça-feira, instando os líderes a tomar a iniciativa na cúpula da COP26.

Já em 2018, 3,6 bilhões de pessoas tinham acesso inadequado à água por pelo menos um mês por ano, disse um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial da ONU.

“Precisamos acordar para a iminente crise da água”, disse o chefe da OMM, Petteri Taalas.

O estado dos serviços climáticos 2021: o relatório da água chega poucas semanas antes da COP26 – aConferênciadas Nações Unidas sobre Mudança Climática que será realizada em Glasgow de 31 de outubro a 12 de novembro.

A OMM destacou que, nos últimos 20 anos, os níveis de água armazenada na terra – na superfície, no subsolo, na neve e no gelo – caíram a uma taxa de um centímetro por ano.

As maiores perdas estão na Antártica e na Groenlândia, mas muitos locais de baixa latitude altamente povoados estão experimentando perdas de água significativas em áreas que tradicionalmente fornecem abastecimento de água, disse a OMM.

A agência disse que há ramificações importantes para a segurança da água, já que apenas 0,5 por cento da água na Terra está disponível e é potável.

“O aumento das temperaturas está resultando em mudanças globais e regionais de precipitação, levando a mudanças nos padrões de precipitação e nas estações agrícolas, com um grande impacto na segurança alimentar e na saúde e bem-estar humanos”, disse Taalas.

‘Não podemos esperar’
Enquanto isso, os perigos relacionados à água aumentaram em frequência nos últimos 20 anos.

Desde 2000, os desastres relacionados a enchentes aumentaram 134% em comparação com as duas décadas anteriores.

“Temos sete por cento a mais de umidade na atmosfera por causa do aquecimento atual e isso também está contribuindo para as enchentes”, disse Taalas em entrevista coletiva.

A maioria das mortes e perdas econômicas relacionadas às enchentes foram registradas na Ásia, onde os sistemas de alerta de enchentes de rios precisam ser fortalecidos, disse a OMM.

Ao mesmo tempo, houve um aumento de cerca de 30% na quantidade e na duração das secas desde 2000, sendo a África o continente mais afetado.

Taalas pediu aos países da COP26 que aumentem seu jogo.

Ele disse que a maioria dos líderes mundiais estava falando sobre as mudanças climáticas como um grande risco para o bem-estar da humanidade, mas suas ações não correspondiam às suas palavras.

“Não podemos esperar décadas para começar a atuar”, disse ele.

“Essa também é uma mensagem para países como a China, que disse que gostariam de se tornar neutros em carbono até 2060, mas não têm um plano concreto para a próxima década”.

Ele disse que a principal prioridade na COP26 é aumentar os níveis de ambição na mitigação do clima, mas mais trabalho também é necessário nas adaptações climáticas, já que a tendência negativa nos padrões climáticos continuará nas próximas décadas – e nos próximos séculos quando se trata do degelo das geleiras e do aumento do nível do mar.

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*Fonte: sabersaude

O que são PFAS e como estas substâncias afetam a saúde e o meio ambiente

Substâncias per e polifluoroalquil. Assim são chamadas as PFAS, sigla que representa uma classe de produtos químicos presentes no nosso dia a dia de forma praticamente invisível, mas notada a longo prazo pelo organismo. Elas estão presentes em alimentos, embalagens ou até mesmo na água que você bebe e podem fazer muito mal à saúde.

De acordo com o portal “PFAS Exchange”, que procura alertar a população sobre os perigos do consumo silencioso de PFAS, há mais de 4,7 mil produtos com químicos PFAS à venda hoje em dia. Esta seria a substância sintética mais fácil de encontrar no mundo atualmente.

As substâncias PFAS costumam ser encontradas em produtos antiaderentes, impermeáveis ou resistentes a manchas, por exemplo. Produtos de uso cotidiano, como fio dental, estão cheios delas.

Ainda de acordo com o portal, um estudo de 2016 mostrava que mais de 16 milhões de americanos estariam expostos aos poluentes. O número agora já beira os 110 milhões.

“As pessoas são expostas a essas substâncias através de uma infinidade de produtos com os quais entram em contato, em alimentos e em situações ambientais ou de trabalho. Em particular, a ingestão através da água potável, a via humana predominante de exposição, desempenha um papel significativo“, alerta a química industrial Nausicaa Orlandi, em entrevista à Universidade de Pádua, na Itália.

Substâncias também costumam estar em embalagens e produtos antiaderentes.

“As PFAS foram encontradas em águas superficiais e subterrâneas, podendo ser absorvidas pela exposição e também através da ingestão, por inalação durante o banho e pela absorção da pele. Os recipientes para alimentos, roupas, móveis e outros itens são outras rotas de exposição possíveis para os seres humanos”, completa.

– O salmão consumido no Brasil está acabando com a costa chilena

O fato preocupa cientistas e pesquisadores do tema. Há evidências que mostram que a exposição e ingestão indireta das substâncias PFAS podem ajudar a desenvolver problemas de tireoide, câncer, colesterol alto e obesidade, por exemplo.

Um estudo recente publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism” avaliou 1.286 mulheres grávidas sobre a presença de substâncias PFAS em seus corpos. A pesquisa mostrou que gestantes com níveis altos de per e polifluoroalquil tem até 20% mais chances de parar de amamentar antes do tempo indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Nossas descobertas são importantes porque quase todos os humanos no planeta estão expostos ao PFAS. Esses produtos químicos sintéticos se acumulam em nossos corpos e têm efeitos prejudiciais à saúde reprodutiva“, afirma a doutora Clara Amalie Timmermann, co-autora do estudo e professora da University of Southern Denmark.

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*Fonte: hypeness

As revelações do maior estudo sobre exercício físico e boa forma já realizado

Os benefícios da atividade física para a boa forma são amplamente conhecidos pela ciência. No entanto, a relação entre diferentes tipos de exercício – mais leve, mais intenso, aeróbico ou não – e a melhora nos índices de condicionamento físico e boa forma ainda não são totalmente compreendidos.

Para aprofundar esse conhecimento, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) fizeram um amplo estudo com mais de 2 mil participantes – o maior estudo já feito com o objetivo de entender essa relação.

Embora a pesquisa tenha sido feita para avaliar os resultados em relação ao condicionamento físico e boa forma (e não em relação à saúde em geral), o condicionamento físico tem uma grande influência na saúde e está associado a um risco menor de doenças cardiovasculares.

Exercícios intensos são três vezes mais eficientes para melhorar o condicionamento do que apenas caminhar e 14 vezes mais eficientes do que apenas diminuir o sedentarismo no dia a dia (como levantar para trocar o canal da TV, pegar escadas em vez do elevador, etc).

A conclusão pode parecer óbvia, mas na verdade há uma série de detalhes que foram aprofundados pela pesquisa, conduzida pela equipe do professor de cardiologia Matthew Nayor, da Universidade de Boston, e liderada por ele.

Por exemplo, uma pessoa que passa o dia todo sentada no escritório pode compensar esse tempo de sedentarismo fazendo exercícios mais intensos depois do expediente? Como a saúde dessa pessoa se compara com a de alguém que tem um trabalho onde há mais atividade física, mas não faz exercícios além disso?

Também havia incerteza sobre se o número de passos dados por dia (contados com contadores de passos) fazia de fato alguma diferença no condicionamento físico – e a conclusão foi que sim em todos os gêneros, faixas etárias e condições de saúde, confirmando que manter atividade ao longo do dia é benéfico para todo mundo.

Os pesquisadores também descobriram que pessoas que têm um número mais alto que a média de passos por dia e praticam exercícios mais intensos por um curto período têm também um condicionamento físico acima da média independentemente de quanto tempo elas ficaram sentadas. Ou seja, aparentemente é possível compensar os malefícios do sedentarismo ao longo do dia com o aumento da atividade física e de exercício em outros momentos.

A pesquisa investigou também como o corpo responde a diferentes intensidades de atividade física durante o começo, o meio e o pico de um exercício.

Os pesquisadores já esperavam encontrar entre os resultados o fato de que exercícios mais intensos promovem uma melhora na performance durante o pico da atividade. Mas eles descobriram também que exercícios de alta intensidade também são mais benéficos do que caminhadas leves para melhorar a capacidade do corpo de começar e manter níveis mais baixos de atividade.

Segundo Nayor, que liderou a pesquisa, outra dúvida era quais os impactos de hábitos passados relativos à saúde física e o nível de bem estar de uma pessoa no presente.

“Descobrimos que os participantes com altos índices de atividade em um primeiro momento, mas baixos níveis de atividade cerca de 8 anos depois, tinham níveis equivalentes de condicionamento. Isso sugere que possa talvez haver um ‘efeito memória’ de atividades físicas praticadas no passado com o atual índice de boa forma”, afirma Nayor em um artigo sobre a pesquisa publicado pela Universidade Boston e pelo Fórum Econômico Mundial.

A importância das atividades físicas leves
Matthew Nayor destaca que, apesar da conclusão ser que atividades mais intensas são melhores para o condicionamento, isso não quer dizer que atividades leves sejam desnecessárias.

“Nosso estudo confirmou que atividades leves também melhoram o condicionamento físico. E isso é muito importante especialmente para os mais velhos ou para pessoas que têm condições médicas que as impedem de fazer atividades mais intensas”, diz ele no artigo.

Mas se o seu objetivo é melhorar a boa forma, diz ele, realizar pelo menos um exercício mais moderado ou intenso é três vezes mais eficiente do que ser apenas uma pessoa que caminha muito, por exemplo.

O que é um exercício intenso?
Os pesquisadores usaram definições estabelecidas em outros estudos como base para o trabalho recente. Esses trabalhos consideram que andar entre 60 e 99 passos por minuto é um exercício leve, andar entre 100 e 129 passos por minuto é moderado e acima de 130 passos por minuto é intenso.

No entanto, no artigo da universidade, Nayor lembra que a velocidade talvez precise ser mais alta em pessoas mais jovens. O guia de atividades físicas dos EUA recomenda entre 2h30 e 5h de exercício moderado por semana e entre 1h15 e 2h30 de exercício intenso no mesmo período.

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*Fonte: bbc-brasil

Cientistas pedem ‘Grande Transição’ pela saúde global

Mais de 250 organizações internacionais assinaram declaração pedindo ações para um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo

A Planetary Health Alliance, consórcio global sediado na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e a Universidade de São Paulo lançaram a Declaração de São Paulo sobre Saúde Planetária, que foi publicada na revista The Lancet nesta terça-feira, 5 de outubro de 2021.

Desenvolvida pela comunidade global de saúde planetária com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Declaração afirma que a humanidade deve fazer mudanças agora na forma como vivemos para otimizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta do qual dependemos.

Ela também orienta os vários setores da sociedade com sugestões de ações concretas que proporcionam um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo.

Mais de 250 organizações de 47 países e que representam mais de 19 setores da sociedade assinaram o documento, incluindo o World Wildlife Fund-International, a American Public Health Association, a Academia Brasileira de Ciências , e o World Business Council on Sustainable Development .

“A urgência deste momento não se pode pôr em palavras”, afirma Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance, pesquisador de saúde ambiental na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e autor da carta na revista The Lancet.

“A CIÊNCIA DA SAÚDE PLANETÁRIA DEMONSTRA CONVINCENTEMENTE QUE A DEGRADAÇÃO CONTÍNUA DOS SISTEMAS NATURAIS DO NOSSO PLANETA É UM PERIGO CLARO E PRESENTE PARA A SAÚDE DE TODAS AS PESSOAS EM TODOS OS LUGARES.”

Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance

Saúde planetária
A saúde planetária é um campo transdisciplinar orientado a soluções e um movimento social focado em analisar e tratar os impactos da disrupção humana dos sistemas naturais da Terra na saúde humana e em todas as formas de vida da Terra.

O campo foi lançado inicialmente com a publicação do relatório da Rockefeller-Lancet Commission denominado “Safeguarding Human Health in the Anthropocene“. Subsequentemente, a Fundação Rockefeller e a Wellcome Trust forneceram o apoio principal para a Planetary Health Alliance (PHA) avançar com o campo e sua comunidade.

A Declaração de São Paulo está sendo lançada às vésperas da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica e das negociações sobre mudanças climáticas da COP26, além das reuniões do G20 e da Stockholm +50 em meio à pandemia de COVID-19.

“ESSA DECLARAÇÃO ENFATIZA O PRINCÍPIO CENTRAL DA SAÚDE PLANETÁRIA: QUALQUER DISCUSSÃO ACERCA DAS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS ATUAIS DEVE SE DAR EM TORNO DE EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL E SOBREVIVÊNCIA HUMANA.”

Antonio Saraiva, professor e pesquisador da USP e organizador da Reunião Anual 2021 de Saúde Planetária

A Declaração encoraja todas as pessoas a cumprirem seu papel e fornece instruções claras sobre como cada pessoa e grupo pode contribuir para a Grande Transição: uma mudança profunda, rápida e estrutural na forma como vivemos que otimiza a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta.

Entre os 19 setores citados na Declaração, uma amostra daquilo que a comunidade de saúde planetária conclama inclui:

As empresas devem investir e implementar planos para negócios positivos para a Natureza e zero emissões.
Os governos devem colocar a saúde planetária no centro das políticas internacionais, nacionais e locais, dos planos de recuperação e orçamentos, especialmente nos planos pós-COVID-19 e em políticas econômicas e ambientais.
O setor de saúde deve reorientar todos os aspectos dos sistemas de saúde em direção à saúde planetária – desde suprimentos, fontes de energia, eficiência da assistência médica até redução de resíduos.
A imprensa deve contar histórias sobre aqueles que estão protegendo a Natureza e lutando por justiça e equidade, responsabilizar aqueles que estão causando prejuízos aos sistemas naturais do planeta e lutar contra a infodemia da desinformação.

“A SAÚDE PLANETÁRIA ABORDA MÚLTIPLAS SOLUÇÕES E MERECE SER EXPANDIDA COMO O MODELO CONCEITUAL NECESSÁRIO PARA LIDARMOS COM AS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS QUE NORMALMENTE SÃO ENFRENTADAS DE FORMA ISOLADA.”

*Nicole De Paula, fundadora e diretora executiva da Women Leaders for Planetary Health e colaboradora da Declaração

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*Fonte: ciclovivo

Você respira errado e isso vai te matar muito anos antes

Você respira errado!

Parece ridículo, mas é isso mesmo. Se faz parte de 90% da população que tem oclusão dentária possivelmente tem as vias aéreas restritas, diferente de todos os nossos ancestrais pré-industriais que tinham dentes perfeitos. Perfeitos!

Sabemos a causa e podemos reverter, mas a medicina ainda está engatinhando. Enquanto isso você pode adotar algumas práticas simples e melhorar radicalmente a sua saúde como explica o livro Respire- A Nova Ciência de Uma Arte Perdida.

Nele James Nestor condensa séculos de pesquisas científicas, confirmadas repetidamente e enterradas na obscuridade logo depois, com seus descobridores terminando em desgraça. Tudo isso para os mesmos fatos serem confirmados de novo décadas depois.

A medicina é incrível para corrigir problemas de saúde severos, mas ainda deixa muito a desejar quando se trata de promover a saúde ou para se livrar de pequenos problemas crônicos respiratórios que se acumulam com os anos e podem se transformar em sérias enfermidades: tratar os sintomas não é tratar a causa e o problema não desaparece. E a causa de possivelmente grande parte dos problemas respiratórios é que nossas bocas pequenas da era industrial restrigem nossas vias aéreas, respiramos pela boca — o que é tóxico para o corpo — e quando respiramos pelo nariz, respiramos errado.

Aprenda técnicas milenares que surgiram, desapareceram e foram reinventadas novamente, muitas vezes em lugares diferentes do globo. Elas trazem inestimáveis benefícios para a saúde e podem até reverter sérias condições como asma, enfisema, inflamação, estresse, pressão alta entre muitas outras.

As afirmações que vão parecer absurdas para muitos vem com uma ampla gama de eviências.

É leitura obrigatória para quem se liga em tomar as rédeas da própria saúde, viver mais e melhor.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Vacina contra demência pode estar pronta em 2022!

Pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de imunização contra a demência; a expectativa é que os testes em humanos comecem em até 2 anos!

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com demência no mundo todo, e a previsão é de que esse número triplique, chegando a 152 milhões até 2050. É um número muito elevado, e os pesquisadores têm trabalhado com muita dedicação para encontrar um caminho que faça com que essa realidade diminua.

A demência não é uma doença específica, mas sim um grupo de sintomas cognitivos e sociais que modificam a vida de uma pessoa. Pode causar perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais.

Alguns sintomas comuns da demência incluem perda de memória frequente e progressiva, confusão, alterações de personalidade, apatia e isolamento, além de perda de capacidades para a execução das tarefas diárias. O mal de Alzheimer é um tipo de demência.

Essa é uma condição muito triste de se desenvolver, porque, pouco a pouco, faz com que as pessoas percam a noção de quem são, e muda completamente suas vidas, pois elas se esquecem das coisas boas que acumularam e dos relacionamentos que construíram.

No entanto, uma boa notícia pode trazer a esperança de que estamos cada vez mais próximos de uma medida eficaz para combater a demência.

Uma vacina que previne e trata a demência pode estar pronta para testes em humanos de 11 a 24 meses, de acordo com pesquisadores!

Esses pesquisadores, que tiveram como líder o endocrinologista Nikolai Petrovsky, da Flinders University, na Austrália, desenvolveram um tratamento que previne e remove com sucesso o acúmulo de proteínas amiloide e tau no cérebro de camundongos geneticamente modificados. Essas são as proteínas que se agrupam no cérebro e formam placas que causam a neurodegeneração, segundo eles.

Os cientistas publicaram um estudo na revista Alzheimer’s Research & Therapy, na qual falam sobre sua pesquisa. Eles descobriram que a vacina que desenvolveram diminui significativamente o acúmulo das proteínas amilóide e tau, além de remover os acúmulos já existentes.

Nikolai disse ao ABC News Australia que a equipe foi capaz de prevenir a perda de memória nos camundongos, e que o próximo passo são testes clínicos em humanos. O pesquisador acrescentou que esse é um momento empolgante e que, caso funcione em humanos, sua descoberta será o grande avanço da próxima década.

Que notícia animadora! A vida de milhões de pessoas será transformada com essa vacina. Que tudo dê certo e ela seja liberada o quanto antes!

*Por Luiza Fletcher
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*Fonte: osegredo

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco

Uma pesquisa da UC San Francisco revelou que o consumo de álcool aumenta significativamente a chance de ocorrer distúrbio do ritmo cardíaco em poucas horas após sua ingestão. Segundo os autores, a descoberta é a primeira evidência que vai contra a antiga – e dividida – percepção de que o álcool pode ser “cardioprotetor.”

De acordo com o artigo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, uma única taça de vinho pode rapidamente causar a chamada fibrilação atrial (FA), “ao contrário da crença comum de que a FA está associada ao consumo excessivo de álcool, parece que mesmo uma bebida alcoólica [em pouca quantidade] pode ser suficiente para aumentar o risco”, explicou Gregory Marcus, professor de medicina na Divisão de Cardiologia da UCSF.

“Nossos resultados mostram que a ocorrência de fibrilação atrial pode não ser aleatória nem imprevisível”, acrescentou ele. “Em vez disso, pode haver maneiras identificáveis ​​e modificáveis ​​de prevenir um episódio agudo de arritmia cardíaca.”

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco. Imagem: Shutterstock
Foram observados 100 pacientes com FA documentada que consumiram pelo menos uma dose de bebida alcoólica por mês. Com um monitor de eletrocardiograma (ECG) e um sensor de álcool de registro contínuo foi possível acompanhar cada ingestão de álcool dos participantes, que acionavam um botão toda vez que bebiam álcool. Os voluntários consumiram em média uma bebida por dia durante todo o período.

Os resultados apontaram que um episódio de FA já estava associado a chances duas vezes maiores ao ingerir uma dose de bebida alcoólica, e três vezes maiores com duas ou mais doses dentro de quarto horas. Episódios de FA também foram associados a um aumento na concentração de álcool no sangue.

“Os efeitos parecem ser bastante lineares: quanto mais álcool consumido, maior o risco de um evento agudo de FA”, disse Marcus. “Essas observações refletem o que foi relatado por pacientes por décadas, mas esta é a primeira evidência objetiva e mensurável de que uma exposição modificável pode influenciar agudamente a chance de ocorrer um episódio de FA”.

Segundo informações do Medical Xpress, a FA pode levar à perda de qualidade de vida, custos significativos de saúde, derrame e morte, no entanto, as pesquisas feitas até agora se concentravam apenas nos fatores de risco para o desenvolvimento da doença e nas terapias para tratá-la, em vez de fatores que determinassem quando e onde um episódio poderia ocorrer.

Os autores admitiram algumas limitações do estudo, levando em consideração que os pacientes podem não ter registrado o consumo ao apertar o botão, seja por esquecimento ou por constrangimento. Além disso o levantamento considerou apenas pacientes com FA registrada e não a população geral.

*Por Tamires Ferreira
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*Fonte: olhardigital

O exercício regular pode reduzir o risco de desenvolver ansiedade em quase 60%

Uma rápida pesquisa online por maneiras de melhorar nossa saúde mental geralmente apresenta uma miríade de resultados diferentes. No entanto, uma das sugestões mais comuns apresentadas como um passo para alcançar o bem-estar – e prevenir problemas futuros – é a prática de exercícios físicos, seja uma caminhada ou um esporte coletivo.

Estima-se que os transtornos de ansiedade – que normalmente se desenvolvem no início da vida de uma pessoa – afetem aproximadamente 10% da população mundial e sejam duas vezes mais comuns em mulheres do que em homens. E embora o exercício seja apresentado como uma estratégia promissora para o tratamento da ansiedade, pouco se sabe sobre o impacto da dose, intensidade ou nível de aptidão física do exercício sobre o risco de desenvolver transtornos de ansiedade.

Para ajudar a responder a esta pergunta, pesquisadores na Suécia publicaram um estudo em Fronteiras em psiquiatria para mostrar que aqueles que participaram da maior corrida de esqui cross-country do mundo (Vasaloppet) entre 1989 e 2010 tiveram um “risco significativamente menor” de desenvolver ansiedade em comparação com os não esquiadores durante o mesmo período.

O estudo é baseado em dados de quase 400.000 pessoas em um dos maiores estudos epidemiológicos de toda a população em ambos os sexos.

Achado surpreendente entre as esquiadoras
“Descobrimos que o grupo com um estilo de vida mais ativo fisicamente teve um risco quase 60% menor de desenvolver transtornos de ansiedade ao longo de um período de acompanhamento de até 21 anos”, disse a primeira autora do artigo, Martine Svensson, e sua colega e investigador principal, Tomas Deierborg, do Departamento de Ciências Médicas Experimentais da Universidade de Lund, Suécia.

“Essa associação entre um estilo de vida fisicamente ativo e um menor risco de ansiedade foi observada em homens e mulheres.”

No entanto, os autores encontraram uma diferença notável no nível de desempenho do exercício e no risco de desenvolver ansiedade entre esquiadores masculinos e femininos.

Embora o desempenho físico de um esquiador não pareça afetar o risco de desenvolver ansiedade, o grupo de esquiadoras com melhor desempenho teve quase o dobro do risco de desenvolver transtornos de ansiedade em comparação com o grupo que era fisicamente ativo em um nível de desempenho inferior.

“É importante”, disseram, “o risco total de ficar ansioso entre as mulheres de alto desempenho ainda era menor em comparação com as mulheres mais inativas fisicamente na população em geral”.

Essas descobertas cobrem um território relativamente desconhecido para a pesquisa científica, de acordo com os pesquisadores, uma vez que a maioria dos estudos anteriores enfocou a depressão ou doença mental em oposição a transtornos de ansiedade especificamente diagnosticados. Além disso, alguns dos maiores estudos que analisaram este tópico incluíram apenas homens, eram muito menores em tamanho de amostra e tinham dados de acompanhamento limitados ou nenhum para rastrear os efeitos de longo prazo da atividade física na saúde mental.

Próximas etapas para pesquisa
A descoberta surpreendente de uma associação entre o desempenho físico e o risco de transtornos de ansiedade em mulheres também enfatizou a importância científica dessas descobertas para pesquisas de acompanhamento.

“Nossos resultados sugerem que a relação entre sintomas de ansiedade e comportamento de exercício pode não ser linear”, disse Svensson.

“Os comportamentos de exercício e os sintomas de ansiedade são provavelmente afetados por fatores genéticos, psicológicos e traços de personalidade, fatores de confusão que não foram possíveis de investigar em nossa coorte. São necessários estudos que investiguem os fatores que impulsionam essas diferenças entre homens e mulheres quando se trata de comportamentos de exercício extremo e como isso afeta o desenvolvimento de ansiedade. ”

Eles acrescentaram que estudos randomizados de intervenção, bem como medidas objetivas de longo prazo de atividade física em estudos prospectivos, também são necessários para avaliar a validade e causalidade da associação que relataram.

Mas isso significa que esquiar em particular pode desempenhar um papel importante em manter a ansiedade sob controle, ao contrário de qualquer outra forma de exercício? Não é bem assim, disseram Svensson e Deierborg, visto que estudos anteriores também mostraram os benefícios de manter a forma em nossa saúde mental.

“Achamos que esse grupo de esquiadores cross-country é um bom indicador para um estilo de vida ativo, mas também pode haver um componente de estar mais ao ar livre entre os esquiadores”, disseram eles.

“Estudos com foco em esportes específicos podem encontrar resultados e magnitudes ligeiramente diferentes das associações, mas isso provavelmente se deve a outros fatores importantes que afetam a saúde mental e que você não pode controlar facilmente em análises de pesquisa.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Pesquisa aponta que metade dos jovens brasileiros possui problemas de saúde mental

Nesta quarta-feira (1), a Pfizer apresentou um estudo feito pela consultoria Ipec que mostra que 39% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos consideram possuir uma saúde mental “ruim”, enquanto outros 11% se classificam em um estado “muito ruim”.

Dos entrevistados, apenas 4% disseram que sua saúde mental é muito boa. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas com mais de 18 anos na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp, Michel Haddad, afirmou que os transtornos mentais então em crescimento há pelo menos duas décadas e que a pandemia de Covid-19 só escancarou este problema.

O estudo relata que os jovens afirmam ter mais problemas com a saúde mental do que as pessoas mais velhas. Ao considerar o público geral entrevistado, 25% classificou a saúde mental como “ruim”, enquanto outros 5% disseram se enquadrar em “muito ruim”.

De acordo com o jornal O Globo, os entrevistados relataram algumas queixas comuns, são elas: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Apenas 11% dos entrevistados fazem acompanhamento médico profissional de maneira contínua, cerca de 21% já chegou a buscar uma ajuda especializada. Ao serem questionados sobre maneiras para lidar com o impacto imposto pela pandemia, 19% disseram que praticam atividades físicas ao ar livre e outros 18% dentro de casa.

Outros 17% acreditam que a leitura de livros pode ajudar na busca por uma solução e investem nesta saída.

Entre todos voluntários, 16% disse ter sido diagnosticado com ansiedade, 8% com depressão, 3% com síndrome do pânico e 2% com fobia social.

*Por Matheus barros
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*Fonte: olhardigital

Como as comidas processadas se tornaram tão danosas à saúde

Desde o momento em que um humano antigo inovador decidiu cozinhar sua carne na fogueira, há pelo menos 400 mil anos, até o advento da agricultura, de 10 mil a 15 mil anos atrás, as pessoas processam alimentos.

Nossos ancestrais faziam fermentação (essencial para o álcool e laticínios), moíam e assavam (pães e massas) e descobriram como conservar a carne salgando-a ou deixando em salmoura.

O processamento de alimentos foi essencial para a expansão da civilização humana.

Mas como ele se tornou sinônimo de dietas com alto teor de gordura, açúcar e sal? E será que os alimentos processados ​​que consumimos hoje têm alguma semelhança com suas formas originais?

Cada uma das primeiras formas de processamento de alimentos mencionadas acima tem um propósito claro: cozinhar adiciona sabor e amacia os alimentos — tornando as raízes e legumes mais fáceis de mastigar e de se extrair nutrientes a partir delas.

Fermentar, moer e assar também tornam alguns alimentos mais acessíveis do ponto de vista nutricional e mais fáceis de digerir.

É muito difícil para nosso corpo extrair qualquer coisa útil de um grão de trigo, mas ao fermentá-lo para produzir cerveja ou moê-lo em forma de farinha, você consegue obter um alimento rico em calorias.

Técnicas como o salgamento e a pasteurização tornam os alimentos mais seguros e prolongam sua duração.

Isso permitiu que os humanos viajassem mais longe e sobrevivessem a invernos frios ou períodos de fome severa.

Ainda fazemos isso hoje. Grande parte do processamento de alimentos consiste em tornar os alimentos mais seguros e duradouros, o que é melhor para o meio ambiente, pois significa menos desperdício de comida.

Mas é claro que alguns alimentos processados ​​fazem muito mal à saúde. Em que momento isso aconteceu?

O 4º Conde de Sandwich talvez seja mais conhecido por dar seu nome ao que conhecemos hoje como duas fatias de pão com um recheio no meio. No entanto, também tem o dedo dele em algo básico nas refeições — o refrigerante.

As bebidas com gás surgiram na Grã-Bretanha há 250 anos. O conde de Sandwich detinha então o título de primeiro lorde do almirantado e supervisionava o bem-estar da Marinha britânica.

As viagens marítimas no século 18 eram lentas e terríveis. Podiam durar meses longe da terra e do suprimento de água e alimentos frescos.

As tripulações dependiam de seus suprimentos.

A água podia ser armazenada por semanas ou meses no porão (a dessalinização era uma ciência incipiente e ainda não era amplamente usada no século 18), onde apodrecia e ficava rançosa. Não é de se admirar que os marinheiros preferissem rum.

Em busca de uma maneira de tornar a água potável vencida mais palatável, Sandwich recorreu ao químico Joseph Priestley.

A água com gás natural de nascentes já era consumida por seus benefícios à saúde — Priestley queria fabricar a sua própria.

Em um panfleto de 1772, Priestley descreveu um método de produção de 15 minutos de um recipiente de “água impregnada com ar fixo [dióxido de carbono]”.

Ele acreditava que a água com gás (carbonatada) — que ele chamava de água medicinal — poderia prevenir o escorbuto:

“Em geral, as doenças nas quais a água impregnada com ar fixo provavelmente serão úteis são aquelas de natureza pútrida”, ele escreveu.

Ele estava errado. Mas esbarrou com algo razoavelmente útil: a água gaseificada é ligeiramente ácida, o que significa que é um pouco antimicrobiana e, portanto, fica rançosa mais lentamente do que a água fresca.

“As bactérias não são grandes fãs do ácido carbônico”, diz Michael Sulu, engenheiro bioquímico da Universidade College London (UCL), no Reino Unido.

Com a aprovação do conde de Sandwich, a água medicinal de Priestley foi um sucesso.

Impulsionadas pela inovação, as águas medicinais decolaram. Os primeiros exemplos bem-sucedidos incluíam a água tônica, feita com quinino da casca da árvore da cinchona, que agia como um antimalárico.

A água tônica com quinino foi amplamente consumida pelos europeus a partir de meados do século 19 por esse motivo (embora as propriedades antimaláricas da casca de cinchona fossem conhecidas havia séculos pelos indígenas sul-americanos).

O que aconteceu a seguir é uma história semelhante a de muitos dos alimentos altamente processados ​​nas prateleiras do supermercado.

Os refrigerantes modernos com alto teor de açúcar são “fortemente vilipendiados”, diz Sulu — bem longe de suas origens benéficas.

Da mesma forma, os cereais matinais estão muito distantes dos grãos que nossos ancestrais moíam, e o chocolate, as carnes, os laticínios e até mesmo o sorvete moderno seriam irreconhecíveis para nossos ancestrais.

Então, como chegamos a esse ponto?

A busca por extratos naturais para fortificar as bebidas com gás no século 19 levou a águas medicinais ainda mais exóticas. Várias empresas começaram a produzir bebidas estimulantes e cafeinadas com extratos da noz de cola.

A Pepsi-Cola, originalmente inventada na década de 1890 e chamada de “Brad’s Drink”, era um digestivo.

Acredita-se que seu nome seja uma referência à pepsina, uma das enzimas digestivas, ou à dispepsia, o nome científico da indigestão, e ao sabor de cola, embora a receita não contivesse noz de cola nem pepsina.

A Coca-Cola, aromatizada com noz-de-cola e folhas de coca, foi anunciada pela primeira vez como um “tônico cerebral ideal” no fim do século 19.

A combinação de cafeína e folhas de coca a tornava uma bebida estimulante.

As folhas da coca são mastigadas cruas ou preparadas no chá para liberar seus agentes psicoativos por indígenas sul-americanos há séculos. (A Coca-Cola diz que a bebida nunca conteve cocaína, que pode ser derivada de folhas de coca).

À medida que os consumidores começaram a pedir sabores, cheiros e cores consistentes, e as regras e regulamentos passaram a proibir certos ingredientes, os fabricantes de alimentos tiveram que adaptar seus produtos.

Foi a demanda por um condimento consistente de tomate, por exemplo, que levou ao desenvolvimento do ketchup da Heinz.

O sabor e a textura de um produto podem ser recriados com um extrato em vez de um ingrediente integral? Os avanços na química estavam tornando isso possível. E podiam deixar os alimentos mais baratos.

“O problema é que, no último meio século, um tipo diferente de processamento de alimentos foi desenvolvido”, diz Fernanda Rauber, epidemiologista nutricional da Universidade de São Paulo (USP), sobre o que hoje chamamos de “alimentos ultraprocessados “

“Estas substâncias não seriam encontradas em nossa cozinha. Normalmente, contêm pouca ou nenhuma proporção de alimentos de verdade.”

“Muito comumente, eles usam o que chamamos de aditivos cosméticos — cores, sabores, espessantes, emulsificantes, agentes gelificantes — para melhorar as propriedades sensoriais dos alimentos, para dar algo à substância que de outra forma não teria gosto de nada, apenas de amido puro”, diz Priscila Machado, nutricionista de saúde pública da Universidade Deakin, em Geelong, na Austrália.

“O problema quando você pensa sobre essas substâncias é que isoladamente elas não adicionam nada particularmente nutritivo à comida. O alimento é mais do que a soma dos nutrientes que ele contém. Não há antioxidantes e fitoquímicos que encontragmos em alimentos integrais, se eles são retirados no processamento.”

Mesmo quando os nutrientes são adicionados de volta, como cereais fortificados com ferro ou fibras, a comida pode não ser tão saudável quanto parece. Nutrientes adicionados não funcionam tão bem quanto aqueles encontrados em alimentos integrais, diz ela.

“São esses fitoquímicos — flavonoides, polifenóis — que oferecem benefícios à saúde”, concorda Eileen Gibney, vice-diretora do Instituto de Alimentos e Saúde da University College Dublin, na Irlanda.

Se você checar a lista de ingredientes da Coca-Cola moderna, encontrará apenas “sabores naturais”, cuja fórmula é segredo.

A Coca-Cola ainda continha extratos da folha de coca até pelo menos 1988, mesmo que a cocaína tenha sido removida muito antes.

A bebida fez sucesso por causa do sabor de coca, não por causa de seu efeito “tônico”.

Sulu afirma que parte do processamento moderno de alimentos é feito por motivos estéticos, e não pelo motivo original, que pode ter se tornado redundante.

Assim como as bebidas com gás, o chocolate moderno está muito distante de sua versão original.

O chocolate é originário da antiga Mesoamérica, onde os grãos de cacau eram fermentados como uma bebida quente de sabor amargo.

Sabemos de uma maneira geral como esse chocolate quente era preparado ao analisar camadas de resíduos absorvidos no interior das cerâmicas dos antigos maias: os grãos de cacau eram moídos, mas não em um pó seco como poderíamos esperar hoje — e, sim, em uma polpa oleosa.

Após a fermentação, os óleos ficariam na parte de cima da bebida, e os grãos afundariam, criando camadas no interior dos copos.

Representações de consumidores de chocolate quente nas obras de arte dos antigos maias também revelam que a bebida pode ter sido destinada ao uso comum em cerimônias.

Os astecas foram responsáveis pela inovação seguinte em termos de chocolate, optando por tomar seu chocolate frio e temperado.

Separar a gordura da manteiga, moer e torrar a massa de grão seco para produzir cacau em pó foi uma inovação que veio depois e pode ter facilitado o armazenamento e transporte.

Ao secar o pó, o chocolate poderia ser comercializado como mercadoria ou transportado de navio pelos mares. Não precisava mais ser preparado apenas fresco para cerimônias.

Os químicos começaram a experimentar novas reformulações para o chocolate à medida que o mercado de confeitaria crescia.

Mas só na década de 1840 que alguém tentou produzir em massa uma barra de chocolate sólida misturando cacau em pó, açúcar e manteiga de cacau.

Hoje, a adição de açúcar contribui para muitos dos problemas de saúde que as pessoas associam aos alimentos processados ​​(eles representam mais de 10% do total de calorias das pessoas).

Mas nem sempre foi o caso. O açúcar foi por muito tempo um produto de luxo.

Então, por que o açúcar refinado é adicionado em tanta quantidade aos alimentos processados, e por que não usamos mais açúcares naturais, como a frutose?

“Açúcares obtidos por síntese química, como xarope de milho rico em frutose e açúcar invertido, são ingredientes comuns de baixo custo em alimentos ultraprocessados”, diz Rauber.

“Os açúcares são usados ​​em grandes quantidades pela indústria para dar sabor a alimentos que tiveram seus sabores intrínsecos processados ​​e para mascarar sabores desagradáveis ​​no produto final. Esses açúcares não são usados ​​apenas como adoçantes, mas têm funções tecnológicas importantes nos alimentos, proporcionando textura, volume, cor e atuando como conservantes.”

É verdade que as frutas contêm muito açúcar natural, “mas (o nível) é surpreendentemente baixo para a doçura que você obtém”, diz Sulu.

Em comparação, os produtos de confeitaria processados ​​contêm mais açúcares para alcançar a mesma doçura.

Grande parte do açúcar está lá para encorpar os alimentos processados.

O açúcar, a gordura e o sal têm sido tema de campanhas de saúde pública, mas, como diz Rauber, nem sempre é simples retirá-los de alimentos em que cumprem uma função química.

Veja, por exemplo, as emulsões adicionadas a alimentos com baixo teor de gordura para dar a sensação de gordura na boca, que é amplamente considerada como o “sexto sabor”.

Podemos precisar nos acostumar a mais processamento — mas por razões de saúde pública — no futuro, conforme encontrarmos maneiras de manter os alimentos frescos e com sua melhor aparência sem esses ingredientes.

Encontrar novas maneiras de estruturar os alimentos será uma forma importante de processamento de comida no futuro, concorda Gibney, à medida que avançamos em direção a uma dieta à base de plantas.

“As dietas à base de plantas realmente vão desafiar o conceito de que vamos processar menos”, diz ela.

“A natureza de ter que extrair nutrientes das plantas para criar produtos que os consumidores vão querer que tenham o mesmo sabor, textura e cheiro significará que precisaremos processar alimentos.”

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

*Por William Park
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*Fonte: bbc-brasil

‘Positividade tóxica’ pode aumentar riscos de depressão e ansiedade

Todo mundo já ouviu, ao menos uma vez, que é necessário “olhar para o lado bom das coisas”, mesmo que em uma situação muito difícil, como, por exemplo, a pandemia de Covid-19. De fato, o feito é muito importante, mas também é necessário enfrentarmos e entendermos os sentimentos ruins.

Isso é o que afirma a doutoranda em psicologia da Universidade do Quebec em Montreal, no Canadá, Andrée-Ann Labranche. Em sua pesquisa, a especialista aponta que a ‘positividade tóxica’ se tornou um grande risco para saúde mental dos seres humanos.

De acordo com o estudo, é muito comum entrar nas redes sociais e se deparar com diversas frases motivacionais alegando que para se viver é necessário “ser positivo”, deixando frustrações, angústias e tristeza de lado.

A psicóloga relata que focar apenas em boas emoções pode ser denominado como invalidação emocional. O termo vem da atitude das pessoas em procurarem uma aprovação sobre seus sentimentos, já que externar as emoções ajuda a compreendê-las e aceitá-las de uma melhor maneira.

Fator necessário também para aquelas emoções presentes em momentos difíceis, como o término de um relacionamento, perda de um ente querido e frustações do cotidiano. Labranche afirma que nestes casos, é comum que terceiros não queiram ouvir as lamentações e passem a ignorar ou criticar os sentimentos da outra pessoa.

O estudo aponta que pessoas frequentemente invalidadas tendem a apresentar sintomas depressivos e de ansiedade, dificuldade em tolerar pensamentos e emoções difíceis, além de passar a se defender desnecessariamente em situações comuns.

Andrée-Ann Labranche ressalta que suprimir ou evitar sentimentos ruins e aderir a ‘positividade tóxica’, na verdade, são a chave para viver o efeito contrário. “As emoções tendem a retornar com mais frequência e intensidade”, explica.


A negatividade faz parte da vida

O estudo relata ainda que o ser humano, normalmente, possui mais lembranças ruins e negativas do que positivas. De acordo com a pesquisa, o feito acontece, pois, há muito tempo a nossa sobrevivência dependia da capacidade de evitar situações de perigo, tidas como negativas.

Ou seja, somos projetados para nos atentarmos a situações negativas e prejudiciais, como uma forma de defesa. Este instinto também é muito importante para compreensão de sentimentos de terceiros.

É possível notar que o vocabulário de qualquer pessoa é mais rico no momento de descrever situações negativas. Outro exemplo, é a capacidade aumentada dos pais em interpretar e julgar emoções negativas dos seus filhos.

Fim da ‘positividade tóxica’

A autora lembra que nem todo estímulo positivo deve ser interpretado como prejudicial, mas que é possível realizar essa diferenciação em frases do cotidiano enquanto conversamos com alguém próximo.

Um dos exemplos mais claros da ‘positividade tóxica’ é dizer: “Não veja o lado negativo, pense nas coisas boas”. Invés disso, devemos escutar e utilizar expressões que validem os sentimentos de terceiros, como: “É normal sentir isso depois de um dia (ou situação) difícil, vamos tentar dar um sentido a isso”.

Vale lembrar que fazer acompanhamento profissional é de extrema importância para aumentar a capacidade de entender e aprender a lidar com emoções e sentimentos difíceis.

>> Se quiser acompanhar a pesquisa completa, clique aqui.

*Por Matheus Barros
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*Fonte: ciclovivo

Caminhamos para novos anos loucos de hedonismo pós-covid-19?

Ampliemos o foco. Hoje nos espantamos com as interrupções de vacinas que acreditávamos infalíveis, com os procedimentos para demissões e alterações nos contratos de trabalho, as máscaras, as distâncias, o cansaço e mil
outras coisas que poderíamos pôr nesta lista. Que estamos cheios de colocar nessa lista. Mas vamos nos afastar alguns anos do momento atual e tentar nos situar em 2030, por exemplo, para olhar para trás, para a década que mal está começando. É um exercício. E talvez nem tudo seja tão voraz quanto pensamos.

Os paralelismos com a década equivalente do século XX tornaram irresistível a proclamação de uma espécie de repetição do fenômeno dos loucos anos 20, imortalizados em O Grande Gatsby, romance de Scott Fitzgerald que não teve muita sorte no filme estrelado por Leonardo DiCaprio em 2013. Não importa. Serve para que compreendamos um ícone daqueles anos em que, após a Primeira Guerra Mundial e uma pandemia de gripe que custou milhões de vidas, o Ocidente mergulhou num mundo vibrante de oportunidades, de crescimento espetacular na bolsa de valores, de consumo, de hedonismo, excessos, esperança e vitalidade, embora tenha acabado como acabou. Hoje, graças à ciência e às vacinas, também esperamos sair de uma pandemia que parou o relógio da economia e de nossas vidas. As projeções econômicas já indicam boas perspectivas de crescimento: 6% em 2021 e 4,4% em 2022 em âmbito global, segundo os prognósticos do FMI.

O dinheiro guardado pelas famílias em forma de poupança —108,8 bilhões de euros (717 bilhões de reais) só na Espanha, segundo o INE— começará a fluir assim que for possível novamente nos socializarmos. Espera-se que um aumento nos gastos e no consumo venha acompanhado de um novo estado de espírito mais ansioso, no qual os relacionamentos, o lazer compartilhado, as viagens, a moda e o prazer voltem a tomar ímpeto. A indústria está pronta, segundo especialistas, para um salto tecnológico que, além do mais, vai trazer mudanças surpreendentes nesta década. Também para um cuidado com o meio ambiente que passa por outra forma de comer, voar, nos aquecermos ou escolher um veículo. Anos loucos estão chegando em termos de mudanças, sim, mas também um sério perigo de dualidade, pois as brechas que já são profundas estão se alargando e enviam enormes sinais de alerta sobre o capitalismo como o conhecemos.


Poderíamos abordar este assunto com o otimismo de cientistas, especialistas em tecnologia e peritos que celebram as oportunidades que estão prestes a surgir e que a pandemia acelerou; ou com o pessimismo ou realismo dos filósofos, analistas sociais, com os dados que nos lembram a nossa habitual incapacidade de calcular limites. Provavelmente tudo é verdade, como foram louquíssimos os anos vinte do XX em avanços muito positivos, e nem por isso se evitou o crash de 1929. Vejamos tudo isso.

A disseminação da eletricidade permitiu o surgimento dos primeiros aparelhos eletrodomésticos que tornavam a vida mais fácil; carros de combustão ou caminhões deram amplo impulso à movimentação da população e o transporte de mercadorias; as linhas de montagem multiplicaram a produção; o rádio invadiu as residências e transmitiu tanto a música mais contagiante como o rápido aumento das ações na bolsa de valores, o que incentivou a especulação. Aquilo acabou como acabou, sim, mas desta vez pelo menos já sabemos disso.

Como na época, hoje estão chegando mudanças vertiginosas, também aceleradas graças ao trabalho remoto que a pandemia fez avançar sete anos, segundo levantamento da consultoria McKinsey com base em entrevistas com executivos. “Nestes anos 20, vai ser consolidada a quarta revolução industrial, pela nanotecnologia, a biotecnologia, a engenharia genética e a inteligência artificial”, diz Nuria Oliver, doutora em Inteligência Artificial pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “A própria vacina é resultado desses avanços, e se várias foram conseguidas ao mesmo tempo, é graças a esta quarta revolução industrial, que continuará avançando e transformando a sociedade. Por isso é uma revolução industrial.”

 

Uma geladeira ou máquina de lavar não parecem uma revolução, e, no entanto, foram. Enquanto elas permitiam economizar tempo na compra de alimentos frescos ou na limpeza das roupas, os caminhões percorriam o Ocidente para transportar produtos em massa. Hoje são os dados, a nuvem e a inteligência artificial que nos trarão saltos impressionantes: medicina e fármacos personalizados, telemedicina, implantes cocleares, retinais ou de estimulação cerebral que nos levarão a terrenos novos na ética, como a possibilidade de ouvir mais frequências ou aumentar nossa memória, diz Oliver. É assim que teremos mudado em uma década: educação sob demanda e mais horizontal, direção de carros sem motorista, e isto sem falar nos veículos que deixam de vez os combustíveis fósseis para trás. “Nem híbrido nem elétrico, é preciso ir ao hidrogênio, muito mais compatível com os recursos que temos no planeta”, diz Margarita del Val, provavelmente a virologista mais conhecida da Espanha, do Centro Molecular Severo Ochoa e do CSIC.

Equipe médica trata um paciente com telemedicina em um hospital em Aachen (Alemanha), em janeiro último.
Equipe médica trata um paciente com telemedicina em um hospital em Aachen (Alemanha), em janeiro último.INA FASSBENDER / AFP VIA GETTY IMAGES
Os loucos anos 20 do século XX, diz Del Val, foram “uma fuga para a frente porque não se aprendeu com a pandemia. E agora temos que aprender com ela, não sobre como se aplica uma injeção num braço, mas sobre o valor da pesquisa”. A cientista acredita que a chamada gripe espanhola foi um fracasso: “Não está registrada, não tem literatura nem arte, e é importante que haja um legado”. Virão mais pandemias, garante, e se conseguirmos transferir a energia científica coletiva da qual ela se admira e que possibilitou essas vacinas para a prevenção, poderemos enfrentá-las melhor. “É preciso contratar engenheiros de computação e colocá-los para administrar a saúde pública, há tamanha quantidade de dados que se soubéssemos ordená-los saberíamos exatamente quantos coágulos sanguíneos existem todos os dias em cada lugar, por gênero, por idade, por exemplo.”

Rastrear bactérias resistentes a antibióticos, monitorar o que circula, lubrificar a produção de vacinas para todos os coronavírus que surgirem serão pontos de destaque nesta década se houver investimento sustentado, porque isso não se improvisa como um hospital de campanha.

Até agora, as possíveis invenções da década: a mineração de dados e a inteligência artificial no papel dos antigos motores de combustão que mudaram vidas há um século. Mas qual ser á o charleston desta época, além das coreografias domésticas que circulam no TikTok? Qual o futurismo, o jazz ou a moda que marcam com ousadia esta era? O Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra, foi celebrado ao som da Original Dixieland Jazz Band, um ritmo que ganhou força naquela década em que se tornou “música festiva, lúdica e dançante”, assim como o tango se espalhou, “por seus componentes muito sensuais, carnais, e também dançantes”, lembra Fernando Neira, especialista em música. As pessoas queriam dançar, se divertir, e Josephine Baker conseguiu, por exemplo, dançar com suas saias de banana como um ícone do explícito, da diversão, de dar tudo como se não houvesse amanhã. “Agora posso antever novamente uma cultura do hedonismo, da evasão, de um certo conteúdo sensual, principalmente depois da música muito torturada que se criou no confinamento”, diz Neira.


Para Luis Vidal, arquiteto de grande projeção internacional, a década vai ser a mais trepidante que conhecemos porque, diz ele, viveremos em 10 anos o equivalente aos últimos 100. E ele dá cinco motivos: porque a pandemia já está causando mudanças em nossas cidades; pelo meio ambiente, que definirá a agenda; pela inteligência artificial, que irá acelerar nossas sociedades; por recursos financeiros que nunca foram investidos de forma tão global e transversal em todos os setores; e pela revolução social. “Temos a oportunidade de melhorar substancialmente a forma como a sociedade habita, ocupa e usa o planeta.” A arquitetura, ele argumenta, visa, em última instância, melhorar a qualidade de vida das pessoas, e é isso que fará.

O mesmo otimismo se respira no mundo da moda, que pode preparar-se para uma nova explosão diante da fome de luxo despertada após a escuridão da pandemia e o tédio do moletom, segundo preconizou Anna Wintour, editora da Vogue e guru do setor. Isabel Berz, diretora do Centro de Pesquisa e Educação do Instituto Europeu de Design, acredita que a incerteza gerada criou o espaço perfeito para a reinvenção. “Na moda estamos sem compradores há duas temporadas, estruturas caíram e ainda assim a criatividade ilimitada está sendo potencializada, um renascimento do empreendedorismo espontâneo, uma relação de um com outro, de pessoa a pessoa, graças ao Instagram. Viveremos um grande momento para a criação de autor, a autenticidade, a relação direta e sem intermediários, em contrapartida a um sistema de produção industrial.”

As compras online, que explodiram na pandemia, não só não recuarão, mesmo que a mobilidade retorne, mas irão evoluir para um novo formato mais inclusivo, que Sophie Hackford, pesquisadora e especialista em tendências, em Oxford, descreve como um universo mais próximo dos videogames do que os websites atuais: “A nova internet desta década oferecerá experiências mais ricas e cinematográficas que deixarão o 2D para trás. Tomando como modelo os videogames de grande orçamento, vamos passar o tempo em incríveis mundos virtuais fazendo compras, curtindo com amigos, nos reunindo ou em consultas médicas. Serão novos parques temáticos onde comprar, trabalhar e passar o tempo, e não em páginas planas da web. Poderemos sentir os dados, cheirá-los, ouvi-los. Será uma década pós-pixel em que viveremos dentro da máquina e sem olhar para ela. O mundo se transformará em um computador. E a pandemia o acelerou”.


A aceleração é um motor indiscutível. Carlos Sallé, engenheiro industrial e especialista em meio ambiente, ressalta que é também o motor da conscientização. “A pandemia foi um despertar, acelerou a consciência de que não resolveremos os problemas mundiais se não estivermos todos nisso. Que é preciso colocar o ser humano no centro.” Sallé constatou avanços consideráveis em mobilidade, como as pesquisas em hidrogênio, em baterias elétricas para aviões, biocombustíveis, a ampliação do uso de bicicletas, carros compartilhados e carros elétricos, a limitação que a França fará em voos curtos, como a Noruega já fez, bem como nos fertilizantes, cimento não poluente ou carne artificial que ajuda a baixar esse “altíssimo nível de proteína que não tínhamos antes da Segunda Guerra”.

Mas vamos olhar também para os obstáculos. Vejamos as ameaças neste exercício de prospecção em que não devemos fazer esforços excessivos para vislumbrar o que pode ser o nosso particular 1929: a desigualdade, o desemprego, a dívida pública elevada, as brechas digitais, sanitárias e educacionais, e a própria desconfiança num sistema que já nos falhou muitas vezes e não desperta esperança. “O diferente nessa crise é que ela se sobrepõe a outras crises”, lembra Txetxu Ausín, doutor em Filosofia e pesquisador do CSIC. “E assim como nos anos 20 do século XX havia otimismo, confiança e grandes esperanças em um capitalismo em desenvolvimento máximo, agora temos grandes incertezas, a ideia de progresso e crescimento é questionada.”


O sistema enfrenta seus limites, reflete Ausín, marcados pela crise climática e ecológica ou pela sobrevivência do próprio planeta. E a segurança se rompeu, até mesmo na ciência. “Os felizes anos 20 deram lugar aos sombrios anos 30, e essa incerteza e medo estão causando uma polarização exacerbada, a busca de soluções simples para problemas complexos.” É um terreno fértil perfeito para o populismo e a simplificação que também triunfaram depois de 1929 na forma do fascismo e do totalitarismo, observa Ausín. Cuidado.

O alerta que Txetxu Ausín lança está sobre a mesa. E encontra resposta em um grande conhecedor da economia como Emilio Ontiveros, que percebe que os Governos ou instituições como o FMI finalmente entenderam que “a economia não está a serviço de nenhuma ideologia, mas a serviço de minimizar os danos”, e que percebe nas empresas que não basta mais ganhar dinheiro, mas que isso tem que ser compatível com limitar os danos ao planeta e as desigualdades.

“O sistema entendeu que os excessos são perniciosos para a sobrevivência do próprio sistema. Demoraram para perceber isso, mas a lição funcionou”, diz Ontiveros. “E não porque o sistema se tornou uma irmã de caridade, é claro. Mas porque viu as orelhas do lobo.” O economista constata avanços como a flexibilização das empresas graças ao trabalho remoto ou o debate sobre a obsolescência da idade de aposentadoria.


Esperança ou pessimismo? Anos loucos ou uma arma nas têmporas do próprio sistema? As soluções já estão escritas, destacam todos: nos objetivos ante as mudanças climáticas, a Agenda 2030, no investimento na ciência, na educação e no uso adequado da tecnologia e da robótica. Esta década tecnológica não precisa ser um pesadelo. “Não é uma força inevitável que estamos obrigados a absorver. Não precisamos caminhar como sonâmbulos para um futuro indesejável”, diz a pesquisadora de Oxford Sophie Hackford.

A questão é que entre a euforia, o charleston que vier, a moda deslumbrante e a promiscuidade social que ansiamos após o confinamento não imitemos Gatsby quando ele disse, enquanto apontava para as estrelas no céu: “Minha vida tem que ser assim, sempre em ascensão”. Olhar sempre ao redor, e não só para cima, nos poupará desgostos.

*Por Berna González Harbour
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*Fonte: brasil-elpais

Exercícios isométricos: em forma sem mover um músculo

Gerar uma grande tensão muscular ativa fibras que o treinamento dinâmico habitual não estimula

Treinar os músculos é pura aritmética de forças opostas. Se o exercício é dinâmico, uma força ganhará de sua contrária: o haltere se eleva porque você faz uma força maior que seu peso, corre porque sua força é maior do que a que te retém contra o solo, salta porque utiliza uma força maior do que a da gravidade e cai após um salto com vara porque a gravidade acaba ganhando a partida. Mas também existe a possibilidade de que as duas forças sejam idênticas e contrárias. Empurre uma parede e mantenha um livro com o braço flexionado em um ângulo de 90 graus. Você se cansa? É porque está fazendo um exercício conhecido como isométrico, não está movendo nada, mas os músculos estão tensionados. “É um tipo de treinamento em que um estímulo ativa as placas motoras (fibras nervosas associadas ao tecido muscular) e há uma contração muscular, mas as articulações não se movem”, diz Antonio López, personal trainer.

Bons exemplos de exercício isométrico são a prancha abdominal e o agachamento estático, nos quais a força para nos manter rente ao chão se equilibra com a da gravidade. A soma de ambas as forças é zero e não há deslocamento possível, mas sim uma ampla utilização de energia. “De acordo com a intensidade da força contrária, o requerimento de força muscular pode ser muito alto para manter os segmentos (as diferentes partes do corpo) em uma posição estática”. Para executar bem o primeiro exercício é preciso “manter as curvas anatômicas das costas e a tensão abdominal e lombar, mas também respeitando a tensão na área das escápulas e dos ombros, é necessário descolar o peito do corpo sem “elevar” as escápulas (fazer com que subam). “No caso dos agachamentos, é preciso apoiar as costas na parede e sentar-se no ar, como se estivesse em uma cadeira imaginária. Para aumentar a tensão pode fazê-los nas pontas dos pés, e apoiar-se em uma só perna. O objetivo é trabalhar os glúteos e quadríceps.

Outros exercícios isométricos são empurrar uma parede —fique diante dela, estenda uma perna e flexione-a, como para fazer um lunge. Estenda os braços, apoie as palmas das mãos na parede na altura do peito e empurre. Trabalhará o peito. Se dobrar os braços, ativará a musculatura do ombro—, a flexão estática. “Em vez de subir e descer, elevamos os braços e mantemos a postura. Depois dobramos os braços e voltamos a mantê-la. Ativaremos o tríceps em diferentes níveis de movimento”. Evidentemente, o abdômen precisa ficar como uma pedra para manter a pélvis elevada (e a barra estática) se pendure na barra, com os braços dobrados em ângulo de 90º e segure. Trabalhará trapézio, peitorais e deltoides, entre outros.

Sete vantagens de fazer isométricos e três precauções
Tendemos a pensar que, por não ocorrer deslocamento corporal, o exercício é menos lesivo, mas não é verdade. “Um alinhamento errado dos segmentos corporais, uma posição errada ao segurar um haltere estaticamente e tentar levantar mais peso do que podemos sustentar também pode provocar estiramentos e rompimentos”. Outro erro comum é o de segurar a respiração (um processo que está relacionado à memória). “Não é preciso fazê-lo. Inspirar e expirar normalmente não interfere na execução do exercício e assegura o envio de oxigênio aos músculos”. E, esteticamente, um rosto congestionado enquanto se executa uma prancha não dá uma boa imagem de si mesmo.

Uma precaução importante. A Fundação Espanhola do Coração não aconselha praticar exercícios isométricos se a pessoa for hipertensa. “O esforço isométrico eleva a pressão arterial pela compressão exercida pela tensão dos músculos sobre sua própria circulação. Ela aumenta em função do grau de tensão e, quando a intensidade do esforço está acima de 70% da força máxima voluntária, a circulação no músculo ativo é praticamente nula. Pelo efeito da compressão, aumentam o retorno venoso, a frequência cardíaca e a força de contração do coração. Tudo isso causa um aumento da pressão arterial”.

Sobre os motivos para se apostar nos exercícios isométricos, esses são os que devemos prestar atenção.


É perfeito para complementar o trabalho dinâmico

O trabalho dinâmico bem feito estimula igualmente todos os momentos do movimento. Em um dia comum na academia, a não ser que você seja um especialista, algumas partes são mais trabalhadas do que outras porque tendemos a acelerar, soltar e oscilar nas posições mais complicadas. “Compatibilizar os isométricos com dinâmicos em certos níveis de movimento permite trabalhar ao máximo esse músculo. Um claro exemplo é o curl de bíceps (é o trabalho mais conhecido com esse músculo: o haltere (ou a barra) é pego com o braço estendido, o braço é dobrado pelo cotovelo até chegar ao ombro e volta a ser baixado. É feito com as costas retas, olhando para a frente e com as pernas ligeiramente flexionadas, enquanto os braços sobem ao mesmo tempo (ou alternadamente). Normalmente, o momento de extensão máxima passa rápido. Isso significa que toda a ativação desejada não ocorrerá. Se alternarmos com um curl isométrico, entretanto, garantiremos a plena ativação nesse nível de máxima extensão”. Segure o haltere com um braço e execute o exercício habitual de estender e subir. Com o outro, segure outro haltere, estenda o braço em um ângulo de 90° graus e mantenha-o em tensão enquanto executa a série com o braço contrário.

Estimula fibras musculares mais profundas
Para executar corretamente um exercício é preciso comprimir bem os músculos. Tudo o que for possível nessa postura. Até mesmo esses que normalmente passam desapercebidos. “As contrações dinâmicas habituais trabalham muito bem as estruturas musculares grandes, como bíceps e peitorais. Com os isométricos podemos controlar a ativação de musculaturas mais profundas, que outros exercícios não estimulam o suficiente”.

Controla a ativação muscular
Com exceção dos especialistas, o mortal comum tende a usar a inércia para completar os movimentos de cada exercício. Acontece quando se faz muito esforço para levantar um peso. No começo se faz conscientemente e lento, mas, à medida que se ganha velocidade, termina como pode. Se depois é preciso baixar, não é incomum ver na academia alguém jogando o peso. “Nos exercícios dinâmicos acontece com frequência que a pessoa não controla bem a força exercida nos diferentes níveis do movimento (as diversas posições adotadas pelo corpo durante o exercício). Em isometria, por outro lado, a tensão nesse determinado segmento é constante e mais consciente. Na prancha, por exemplo, podemos sentir quais músculos estamos ativando”.

Há uma grande variedade para escolher
É possível aplicar modificações em um mesmo exercício simplesmente mudando a posição dos membros. Por exemplo, pegar o haltere com o braço em diferentes angulações para fazer o curl de bíceps. “A mesma coisa com a prancha abdominal. Há poucos anos se tornou moda o ‘desafio do plank’: fazer a prancha e aguentar o máximo que puder. É absurdo. Muito mais produtivo é mantê-la bem e com a postura correta durante 30 segundos, descansar e mudar de postura. Faça uma prancha lateral, a prancha levantando uma perna, levantando o joelho para a frente e para trás enquanto suporta a tensão abdominal, alternando o apoio sobre as duas mãos, incorporando um fundo entre pranchas… A questão é evoluir o estímulo. Assim evitamos a fadiga e ampliamos as fibras musculares que entram em ação. Quando há fadiga já não se trabalha o músculo desejado”.

Ativa a musculatura estabilizadora
Nem todos os músculos têm por função implementar o movimento. Alguns estabilizam um determinado setor corporal para que possamos manter a postura adequada. “Por exemplo, em um isométrico de ombro se ativa a cintura escapular. Trabalhamos o músculo angular da omoplata e o serrátil que farão com que a escápula se mantenha firme em seu lugar”.

Melhora a força, e prepara para aumentar volume
Ao exercer tensão no músculo, acabamos por fortalecê-lo. “Não são exercícios ideais se o que se pretende é a hipertrofia, mas criam uma base para poder realizar os exercícios específicos para hipertrofiar com menos risco de lesão, já que o músculo estará pronto para suportar cargas altas e executar o movimento em diferentes níveis com garantias”.

Traz uma maior tolerância à dor
A dor costuma ser uma companheira de viagem inevitável com o passar dos anos. Há estudos que demonstram que os exercícios isométricos elevam o limite da dor em pessoas acima dos 60 anos, e com uma população cada vez mais envelhecida parece necessário que tenham cada vez mais atenção.

*Por Salome Garcia
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*Fonte: brasil-elpais

Vacina contra câncer criada em Harvard é eficaz em 100% dos testes

Pesquisadores do Harvard’s Wyss Institute, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram e estão testando uma vacina personalizada e revolucionária contra o câncer agressivo.

Chamada de vacina “implantável”, do tamanho de uma aspirina, ela é colocada perto do local do tumor e evita a quimioterapia no corpo todo. E uma vez aplicada, ela faz uma reprogramação do sistema imunológico para atacar as células cancerosas, não só naquele local, mas no corpo inteiro.

A nova vacina é baseada em biomaterial e combina quimioterapia e imunoterapia para tratar tumores resistentes. Ela foi testada em ratos e “100% deles sobreviveram”, informou nesta quarta, 11, o site da Universidade de Harvard. A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

“100% dos camundongos que receberam a vacina em gel sobreviveram sem metástase, enquanto todos os camundongos não tratados morreram”, afirma a reportagem da universidade.

“A capacidade desta vacina de induzir respostas imunes potentes sem exigir a identificação de antígenos específicos do paciente é uma grande vantagem, assim como a capacidade da administração de quimioterapia local de contornar os graves efeitos colaterais da quimioterapia sistêmica, o único tratamento atualmente disponível para o doença ”, disse Robert P. Pinkas, um dos autores e líder da plataforma de Immuno-Materials no Wyss Institute.

“Esta vacina não apenas ativa as células dendríticas com TAAs específicos do tumor in situ, mas também remodela o microambiente do tumor para permitir ao sistema imunológico um maior acesso ao tumor e cria uma memória imunológica que evita novas recorrências.”

“O câncer de mama triplo-negativo não estimula respostas fortes do sistema imunológico e as imunoterapias existentes não conseguiram tratá-lo. No nosso sistema, a imunoterapia atrai várias células imunológicas para o tumor, enquanto a quimioterapia produz um grande número de fragmentos de células cancerosas mortas que as células imunológicas podem pegar e usar para gerar uma resposta específica do tumor eficaz “, explicou o co-primeiro autor Hua Wang, ex-pós-doutorado em Harvard e atual professor assistente no Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign.

Vacina personalizada

Desenvolvida pela primeira vez em 2009, a vacina injetável contra o câncer tem se mostrado uma grande promessa no tratamento de vários tipos de câncer em camundongos e tem sido explorada em ensaios clínicos para o tratamento de melanoma no Dana Farber Cancer Institute.

“O implante de drogas quimioterápicas dentro da estrutura da vacina cria uma explosão de morte de células cancerosas que libera TAAs diretamente do tumor para as células dendríticas, evitando o longo e caro processo de desenvolvimento de antígenos”, disse o co-primeiro autor Alex Najibi, um estudante de graduação da SEAS no laboratório de David Mooney.

Na formulação original da vacina, moléculas encontradas em células cancerosas – chamadas antígenos associados a tumores (TAAs) – foram incorporadas junto com adjuvantes dentro do arcabouço do tamanho de uma aspirina para que as células dendríticas que chegam pudessem reconhecê-las como “estranhas” e montar uma resposta imune direcionada contra o tumor.

Esses TAAs podem ser isolados de tumores colhidos ou identificados por sequenciamento do genoma de células cancerosas e, posteriormente, fabricados, mas ambos os processos para criar vacinas contra o câncer personalizadas podem ser longos, tediosos e caros.

Os testes

Wang, Najibi e seus colegas decidiram aplicar essa nova tática de vacina contra o câncer ao TNBC, uma doença na qual os tumores suprimem agressivamente a atividade imunológica em sua área local, limitando a eficácia da imunoterapia.

A equipe carregou primeiro seu arcabouço de hidrogel de alginato com uma molécula de proteína chamada Fator Estimulante de Colônia de Granulócitos-Macrófagos (GM-CSF).

O GM-CSF estimula o desenvolvimento e a concentração de células dendríticas, que captam antígenos de tumores e outros invasores e os apresentam às células T nos gânglios linfáticos e baço para iniciar uma resposta imune.

Eles também adicionaram a droga quimioterápica doxorrubicina (Dox) ligada a um peptídeo chamado iRGD. iRGD é conhecido por penetrar em tumores e ajuda a direcionar o Dox para tumores após a liberação.

Quando camundongos com tumores TNBC foram injetados com a nova vacina, aqueles que receberam um arcabouço carregado com GM-CSF e o conjugado Dox-iRGD mostraram uma penetração significativamente melhor da droga nos tumores, aumento da morte de células cancerosas e menos tumores metastáticos nos pulmões do que aqueles que receberam géis contendo Dox conjugado a uma molécula de peptídeo embaralhada, Dox não modificada ou não foram tratados.

A análise mostrou que eles haviam acumulado um grande número de células dendríticas, indicando que os componentes da imunoterapia e da quimioterapia da vacina estavam ativos.

Terceiro componente

Encorajada pelos resultados, a equipe experimentou adicionar um terceiro componente à vacina chamado CpG, uma sequência de DNA bacteriano sintético que é conhecido por aumentar as respostas imunológicas.

Os camundongos que receberam vacinas com esta adição exibiram um crescimento tumoral significativamente mais lento e tempos de sobrevivência mais longos do que os camundongos que receberam vacinas sem ela.

Para avaliar a força e a especificidade da resposta imune gerada por esta vacina de três partes, os pesquisadores extraíram e analisaram células de nódulos linfáticos e baços dos animais. Surpreendentemente, 14% das células T retiradas dos gânglios linfáticos reagiram contra as células tumorais, indicando que foram “treinadas” pelas células dendríticas para direcionar o câncer, em comparação com apenas 5,3% dos camundongos que receberam a vacina de duas partes e 2,4% das células T de camundongos não tratados.

Além disso, dar uma dose de “reforço” da vacina 12 dias após a injeção aumentou ainda mais o tempo de sobrevivência.

Ação localizada

Embora esses resultados tenham revelado o efeito da vacina na ativação do sistema imunológico, a equipe também queria entender como ela afetava o microambiente local do tumor.

A análise das vacinas e de seus tumores próximos revelou que as células em tumores tratados com géis contendo GM-CSF, Dox-iRGD e CpG tinham uma quantidade aumentada da proteína calreticulina em suas superfícies, o que é um indicador de morte celular.

Os camundongos que receberam a vacina de três partes também exibiram um maior número de macrófagos pró-inflamatórios: leucócitos que estão associados a uma melhor atividade anticâncer e maior sobrevida.

Os pesquisadores também descobriram que o tratamento causou um aumento na expressão da proteína da superfície celular PD-L1 nas células tumorais, que é usada pelo câncer para evitar a detecção imunológica.

Eles tinham um palpite de que a co-administração de um tratamento com um inibidor de checkpoint anti-PD-1 que bloqueia essa evasão imunológica com a vacina aumentaria sua eficácia.

Eles implantaram a vacina de três partes em camundongos e, em seguida, injetaram o anti-PD-1 separadamente.

Os camundongos tratados com a combinação de vacina em gel e anti-PD-1 mostraram tamanho e número de tumor significativamente reduzidos e sobreviveram por uma média de 40 dias em comparação com 27 dias para camundongos não tratados e 28 dias para camundongos que receberam anti-PD-1 sozinho .

Esta sinergia sugeriu que a vacina pode ser melhor usada em combinação com terapias com inibidores de checkpoint.

Para imitar como a vacina contra o câncer pode ser administrada a pacientes humanos, a equipe testou sua capacidade de prevenir a recorrência do câncer após a remoção de um tumor primário.

Eles excisaram cirurgicamente os tumores TNBC de camundongos, depois injetaram sua vacina de hidrogel de três partes ou uma vacina líquida contendo todos os componentes em uma suspensão perto do local original do tumor.

Ambos os grupos tratados tiveram recorrência tumoral significativamente menor, mas a vacina em gel produziu crescimento tumoral significativamente mais lento e melhorou a sobrevida.

Próximos passos

A equipe continua a explorar a combinação de quimioterapia com vacinas contra o câncer e espera melhorar sua eficácia antitumoral para outros modelos de tumor de difícil tratamento.

E espera fazer estudos futuros para compreender mais e otimizar o sistema para que ele avance pra testes pré-clínicos e, eventualmente, pacientes humanos.

Este trabalho foi apoiado pelo National Institutes of Health, a Wyss Technology Development Fellowship e a National Science Foundation.

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*Fonte: revistasabersaude

Dá para treinar o paladar e gostar de comidas que odiamos?

O ato de comer certamente é uma das necessidades mais versáteis que existe, especialmente quando aliado aos gostos e às preferências pessoais de cada um, sendo possível encontrar todo tipo de refeição, mistura de temperos e uma criatividade absurda para elaborar os pratos mais malucos já vistos.

Porém, em meio a toda essa mistura de opções, existem pessoas que são mais exigentes para comida e dizem gostar apenas do básico ou de combinações muito específicas, a fim de agradar um paladar que não é habituado a experimentar algo novo.

Ao longo de séculos de história, a Gastronomia evoluiu em relação a suas regras sobre o que realmente seria “comer bem” e “comer mal”, bem como adaptou culturas, tradições e o surgimento de novas especiarias em pratos cada vez mais únicos. A culinária, então, ganhou identidade, e o público teve que acompanhá-la nessa jornada, aprimorando seus sentidos sobre os cinco sabores básicos (doce, amargo, azedo, salgado e umami) e sobre os trilhões de cheiros detectados pelo nariz.

Assim, além de tornar-se uma experiência multissensorial, a gastronomia passou a ser vista como uma arte que muda com o tempo, região, estilo de vida do degustador, localização e, até mesmo, genética. Por exemplo, quanto mais velhas as pessoas ficam, menos agradáveis alguns sabores podem se tornar, já que os paladares vão perdendo potência à medida que a idade avança. Recentemente, um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que idade, IMC e gênero impactaram no “reconhecimento da modalidade de sabor”, e que homens têm dentes mais sensíveis do que mulheres, reforçando ainda mais a dinâmica dos gostos.

“Para degustadores sensíveis, é possível que genes receptores de sabor e genótipos desempenhem um papel muito importante. Também é possível que crianças criadas na mesma família, sociedade e ambiente cultural possam ser degustadores diferentes, e pequenos detalhes, como genótipos receptores de sabor, podem afetar a percepção do paladar”, esclareceu Mari Sandell, professora de Percepção Sensorial do Fórum de Alimentos Funcionais. “Mas, por outro lado, o alimento disponível depende da cultura alimentar, então as pessoas não têm as mesmas opções para ativar seu senso de paladar”, ela explicou.

Como é possível fazer a comida ter um sabor mais agradável?
Para driblar todos esses obstáculos genéticos e culturais, é importante testar, ajustar e apurar o senso de sabor, criando métodos eficientes para auxiliar o cérebro nesse difícil enfrentamento. Assim, sentir o aroma de óleos essenciais e temperos, observar bem o que está no prato, saborear com calma, descrever as sensações e realizar misturas que se adequem mais ao agrado individual são algumas práticas que podem colaborar para a redução da exigência gustativa.

Vale lembrar que todos os testes devem ter como base não apenas a dieta considerada pelo experimentador, mas também os limites de seu corpo, já que não é esperado que as reações positivas aos novos alimentos venham de imediato. Então é importante ter em mente a necessidade de beber água constantemente, respeitar os rituais para algumas refeições e, principalmente, repetir e não desistir, pois a ideia é que a prática leve à perfeição, e não ao prejuízo da capacidade do paladar.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso

Falta de exercício físico gera nova ameaça mundial, alerta estudo

Fazer exercício físico ou praticar algum esporte traz benefícios enormes, não só em nível físico, mas também mental. Reduz o risco de sofrer doenças cardiovasculares, a pressão arterial e o estresse, ajuda a controlar o colesterol e nos faz descansar melhor. Entretanto, nos últimos anos a luta contra o sedentarismo se estagnou, conforme publicou a revista The Lancet em uma série de três artigos sobre o tema. Em nível global, os problemas decorrentes da falta de exercício físico e o sedentarismo são responsáveis por mais de cinco milhões de mortes por ano, além de acarretarem gastos sanitários superiores a 280 bilhões de reais ―dos quais mais de 160 bilhões provêm do setor público.

Os dois primeiros estudos se centram nos jovens de até 24 anos e nas pessoas com alguma deficiência, dois grupos populacionais cruciais. O primeiro, pelo triplo benefício gerado pela prática esportiva: ter uma melhor saúde hoje, no futuro e na geração seguinte. No caso das pessoas com deficiências, elas enfrentam maior risco de sofrer problemas cardíacos, diabetes ou obesidade, por isso fazer atividade física é uma forma simples de se proteger. O terceiro trabalho analisa as políticas esportivas que acompanharam a realização dos Jogos Olímpicos nos últimos anos e o efeito que tiveram na rotina dos cidadãos do país onde elas ocorreram.

Segundo a publicação, o nível de atividade física nos adolescentes permanece estagnado desde 2012, e 80% dos jovens não seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de fazer uma hora de exercício físico por dia. Cerca de 40% dos estudantes nunca vão a pé para a escola, e 25% passam mais de três horas por dia sentados depois de assistirem às aulas e fazerem a lição de casa. O estudo também analisa o uso de telas entre os jovens de 38 países europeus: em média, 60% dos meninos e 56% das meninas passam mais de duas horas por dia vendo televisão, e 51% dos meninos e 33% das meninas dedicam mais de duas horas por dia a jogar videogame. Para Esther van Sluijs, autora desse primeiro estudo, “os dados sugerem que o uso de telas está substituindo outras atividades sedentárias, como ler livros e revistas ou ouvir rádio, mas não necessariamente substitui a atividade física”.

Os problemas decorrentes da falta de exercício físico e o sedentarismo são responsáveis por mais de cinco milhões de mortes por ano, além de acarretarem gastos sanitários superiores a 280 bilhões de reais com saúde
No caso das pessoas portadoras de deficiência, os pesquisadores determinaram que sua chance de não seguir as recomendações sobre a atividade física diária são entre 16% e 62% maiores. É uma margem grande, que depende da renda nacional, do sexo e do nível e quantidade de deficiências de cada indivíduo. “Precisamos de mais estudos centrados em pessoas com deficiências, assim como políticas concretas e coesivas para assegurar que os direitos destas pessoas se mantenham e que se permita a elas participar de atividades físicas”, diz em nota Kathleen Martin Ginis, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e uma das autoras.

O trabalho lamenta que os grandes eventos esportivos (principalmente os Jogos Olímpicos, embora também se mencione a Eurocopa e a Copa América de futebol realizadas há poucas semanas) não sejam usados pelos países organizadores para promover a prática esportiva por parte da população. Com exceção dos Jogos de 2008 em Pequim (China) e os de Inverno de 1998 em Nagano (Japão), em nenhum país organizador a participação popular em atividades esportivas cresceu. “Os grandes eventos fazem as pessoas se interessarem por exercício, mas alguns podem achar que esse esporte está acima das suas capacidades ou das suas habilidades, por isso temos que oferecer programas para pessoas de todas as idades e níveis de atividade”, propõe Adrian Bauman, pesquisador da Universidade de Sydney (Austrália) e um dos autores desse trabalho.

A The Lancet também menciona a pandemia como uma oportunidade perdida para o esporte. Apesar de ter se tornado uma atividade essencial em alguns países durante o confinamento, os governos não aproveitaram esse interesse crescente. “As primeiras campanhas governamentais durante a pandemia da covid-19 motivavam o público a sair e fazer exercício. Por que então os governos não podem se comprometer a promover a atividade física como uma necessidade humana essencial, além e independentemente da covid-19?”, pergunta-se o artigo.

Jesús del Pozo, professor de Atividade Física da Universidade de Sevilha (Espanha), atribui esse estancamento à digitalização dos últimos anos. “Basicamente vivemos uma revolução tecnológica na qual intensificamos o uso de telas, e isso implica que estamos intensificando o nível de sedentarismo”, diz. Para o pesquisador, este problema vem de longe, embora tenha se acentuado com a covid-19. “As crianças passam pelo menos seis ou sete horas sentadas”, diz. “O ser humano não foi desenhado para ficar sentado, e nós desenvolvemos nossas vidas nos baseando no sedentarismo”, conclui.

Para Del Pozo, este estudo é um chamado de atenção ao mundo científico para apontar os rumos dos próximos estudos. “Não existem evidências de como se produz a transição quando você passa de adolescente para adulto, nem quais estratégias deveríamos seguir”, aponta o pesquisador. Del Pozo também sugere revisar as recomendações da OMS: “Talvez seja preciso voltar a estudar o impacto dessas diretrizes em termos de saúde. Não está tão claro que se você tiver 18 anos e fizer mais de 150 minutos de atividade física moderada por semana isso terá um impacto positivo na saúde.”

*Por Alberto Quero
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*Fonte: elpais

Consumo regular de café traz benefícios à saúde, afirmam cientistas

Acordar com o cheirinho do café passando, fazer uma pausa no meio do dia para uma xícara de café, se sentar para um café com pessoas queridas… O café faz parte do nosso dia a dia e normalmente é associado a bons momentos.

Mas esta bebida que é uma das preferidas no Brasil também está associada a benefícios para a saúde. Estudos recentes relacionam o consumo regular de café a diminuição de riscos de doenças e aumento do bem estar físico e mental.

Pesquisadores das Universidades de Southampton e Edimburgo, publicaram na BMC Public Health, um estudo que revela que beber qualquer de três a quatro xícaras de café por dia reduziu o risco de desenvolver e morrer de doença hepática crônica. E os benefícios aparecem com o consumo de diversos tipos de café.

Quase meio milhão de pessoas com níveis conhecidos de consumo de café foram examinados por meio de dados do UK Biobank. De todos os participantes incluídos no estudo, 78% (384.818) consumiam café moído ou instantâneo com cafeína ou descafeinado, enquanto 22% (109.767) não bebiam nenhum tipo de café. Durante o período do estudo, houve 3.600 casos de doença hepática crônica, incluindo 301 mortes.

Em comparação com os que não bebiam café, os que bebiam café tiveram um risco reduzido de cerca de 21% de desenvolver doença hepática crônica ou gordurosa e um risco reduzido de 49% de morte por doença hepática crônica.

O benefício máximo foi observado no grupo que bebeu café moído, que contém altos níveis dos ingredientes kahweol e cafestol, que se mostraram benéficos contra doenças crônicas do fígado em animais.

Durante muito tempo, o café esteve na lista de possíveis carcinógenos da Organização Mundial da Saúde. Apenas em 2016, a OMS o retirou da lista, mas, mesmo assim, em 2018, a Califórnia aprovou uma lei exigindo que os produtores de café coloquem rótulos de advertência de câncer em seus produtos.

No entanto, descobriu-se que o café realmente ajuda na prevenção de certos tipos de câncer, como o câncer de pele e de próstata.

A “descoberta” do café
Em um programa de história do rádio da BBC, historiadores detalham que o primeiro registro de uso e consumo de grãos de café veio do Iêmen, região que a maioria das pessoas não associa à planta. Segundo os historiadores, um pastor suspeitou dos grãos ao notar suas cabras comendo-o e exibindo hiperatividade.

Depois de consumir os grãos, ele escreveu conseguia ficar acordado a noite inteira orando – uma descoberta pela qual muitos estudantes universitários poderiam ter empatia.

Em alguns grãos de café podem ser encontrados cerca de mil componentes químicos diferentes, e os cientistas muitas vezes lutam para descobrir quais compostos são responsáveis ​​pelos muitos benefícios observados.


Café e saúde

Um estudo da Universidade de Harvard detalha que “há evidências consistentes de estudos epidemiológicos de que o maior consumo de cafeína está associado a um risco menor de desenvolver a doença de Parkinson – 24% por 300 mg de cafeína.

Uma meta análise com mais de 330 mil participantes também identificou a redução de 24% do risco de desenvolver depressão com o consumo de café. Mais uma vez, quanto maior o número de xícaras consumidas, menor o risco. A mesma lógica se aplica para outra análise de estudos que avaliou a relação entre o café e o risco de suicídio – 53% menor para aqueles que beberam 4 ou mais xícaras, 45% menor para aqueles que beberam 2-3 xícaras.

Também vem da Universidade de Harvard uma pesquisa que relatou evidências de que o café pode ajudar a prevenir diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, Alzheimer e até cálculos biliares.

Apesar do café estar associado à agitação e frequência cardíaca elevada, estudos com milhares de pessoas demonstraram repetidamente riscos mais baixos para várias doenças cardíacas e eventos como acidente vascular cerebral, geralmente com um limite inferior de 11% encontrado com café descafeinado e 25% para cafeinado.

Um estudo publicado pela Nature, em 2019, revelou que o café estimula um tipo de produção de gordura que neutraliza o tipo que leva à obesidade. Descobriu-se que as células in vitro têm estimulação imediata na produção de gordura marrom, um tipo de célula de gordura usada para gerar calor corporal em contraste com a gordura branca, que armazena calorias como energia.

Os resultados, de que o café estimula a produção de gordura marrom, foram replicados em humanos, levando os pesquisadores da Universidade de Nottingham a concluir que o café tem um papel no combate à epidemia de obesidade.

Com todos esses benefícios comprovados pela ciência, temos mais motivos para uma boa xícara de café. Mas é sempre bom lembrar sempre que os excessos podem trazem riscos e que é sempre importante consultar um profissional de saúde para saber os tipos de alimentos mais indicados para o nosso corpo.

*Por Natasha Olsen
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Fontre: ciclovivo

Alguns fatos sobre a gordura da barriga que é bom saber

Um fato sobre a gordura estomacal que você deve saber é o seguinte: não é apenas aquela camada macia logo abaixo da pele – o tipo que você pega para ver se consegue “beliscar”. Gordura visceral é o nome do tipo que fica no fundo do seu torso. Ele se acumula ao redor de seus intestinos, fígado e estômago. Ele também pode alinhar suas artérias. E pode ser arriscado para sua saúde. Mas você não precisa de dietas ou exercícios especiais para perdê-la – apenas hábitos saudáveis.

Quais são os riscos para a saúde?
Não se trata apenas do número na escala. Os pesquisadores acham que a quantidade de gordura profunda ao redor da cintura é uma medida melhor para saber se você está sob risco de ter sérios problemas de saúde do que seu peso ou IMC (índice de massa corporal). Não só a gordura da barriga pode deixar seus jeans muito apertados, mas muito disso pode significar que você tem mais probabilidade de obter:

• Diabetes
• Doença hepática gordurosa
• Doença cardíaca
• Colesterol alto
• Câncer de mama

O que significam as medidas da cintura
Você não pode dizer quanta gordura visceral você tem apenas medindo sua cintura. Isso ocorre porque a gordura próxima à superfície da pele (chamada de gordura subcutânea) também faz parte da sua circunferência. Mas sua fita métrica pode lhe dar uma dica se você pode acabar tendo problemas de saúde relacionados à gordura da barriga. Para as mulheres, medidas de cintura acima de 35 polegadas podem levantar uma bandeira vermelha. Para os homens, é de 40 polegadas.

É a primeira gordura a ir
Aqui está um fato feliz: a gordura visceral é o primeiro tipo que você perde. E para fazer isso, você precisa se mover. Seu treino não precisa ser complicado. Você pode caminhar rapidamente por uma hora por dia. Em uma esteira, você pode definir a inclinação mais alta para aumentar o metabolismo. Se você se sentar muito, encontre maneiras de se mover. Defina um cronômetro em seu telefone para lembrá-lo de se levantar a cada meia hora ou assim. Ou experimente uma mesa em pé e agache-se enquanto trabalha.

Contagens inquietantes
Você fala com as mãos? Toque seus pés para melodias? As pessoas acham que você é um pouco hiperativo? Tudo bom. Ficar inquieto pode não ser um “exercício” e não vai construir músculos ou resistência. Mas conta como atividade e queima calorias. Então, da próxima vez que alguém disser que você se inquieta demais, você pode dizer que está queimando a gordura da barriga.

Vinagre de maçã não ajuda
O vinagre de maçã tem muitos usos inteligentes. Reduzir a gordura da barriga provavelmente não é uma delas, embora as dietas da moda possam dizer isso. O líquido picante vem de maçãs que são esmagadas, destiladas e fermentadas. Algumas pessoas pensam que o ácido acético que contém pode melhorar a saúde de algumas maneiras. Estudos em animais mostraram um vislumbre de esperança de que isso possa ajudar a queimar a gordura visceral. Mas não há evidência científica de que tenha o mesmo efeito nas pessoas.

Não culpe a cerveja
A cerveja muitas vezes leva a marca de uma barriga atarracada – daí o termo “barriga de cerveja”. Estudos sugerem que é um pouco mais complicado do que isso. O material espumoso tem muitas calorias. Portanto, pode fazer você ganhar peso. Mas isso não faz necessariamente com que a gordura se acumule em sua cintura. Um culpado mais provável? Refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Algumas pesquisas sugerem que o açúcar pode aumentar a gordura da barriga.

Troque refrigerante por chá verde
Para reduzir a gordura da barriga, seja esperto quanto à sua dieta – coma porções razoáveis, muitos vegetais e pouca comida lixo. E em vez de refrigerante, considere o chá verde. Alguns estudos sugeriram que as catequinas, antioxidantes encontrados no chá verde, podem ajudar (um pouco) a queimar a gordura visceral. Os resultados estão longe de ser certos. Mas uma coisa é certa: substituir o chá por bebidas açucaradas economiza calorias. Só não carregue com mel ou açúcar.

Óleo de peixe não ajuda
O óleo de peixe há muito é considerado um suplemento saudável para o coração. O FDA aprovou recentemente um medicamento feito de óleo de peixe para ajudar a controlar os triglicerídeos, uma gordura encontrada no sangue. Mas, serve para secar a gordura da barriga? Não muito. Um estudo com homens com sobrepeso que tomaram suplementos de óleo de peixe não encontrou nenhuma mudança na gordura do estômago.

Gordura da barriga e seus ossos
Por muito tempo, os médicos pensaram que o peso extra poderia ajudar a manter seus ossos fortes e protegê-lo de fraturas. Mas pesquisas mostram que isso não é necessariamente verdade, pelo menos no que diz respeito à gordura visceral. Um estudo descobriu que homens com mais gordura na barriga tinham ossos mais fracos. Outro estudo analisou mulheres que ainda não haviam passado pela menopausa. Ele descobriu que aqueles com mais gordura abdominal tinham densidade óssea menor, um sinal de alerta de osteoporose.

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*Fonte: saberesaude

Quantas vezes por dia é normal fazer xixi? Urologista responde

Não é para ficar paranoico: fazer mais xixi em um dia e menos no outro é normal. Mas quando essa frequência aumenta muito e de forma constante, pode atrapalhar a qualidade de vida ou sinalizar certas questões.

Segundo Karin Anzolch, urologista do Departamento de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o mais comum é a pessoa urinar de cinco a oito vezes por dia. “Se a regularidade é muito maior, o indivíduo pode estar ingerindo líquido demais”, afirma. Há também o risco de ele estar sofrendo um princípio de incontinência urinária, ou doenças como diabetes e hiperplasia da próstata.

O intervalo entre as micções também deve ser levado em consideração. Se uma pessoa ingere menos de dois litros de água por dia, mas vai ao banheiro a cada hora, é necessário procurar um urologista. “O paciente pode ter quadros como o de uma bexiga mais sensível”, destaca o urologista Fernando Leão, proctor em cirurgias da próstata com laser greenlight pela Boston Scientific (EUA).

A incontinência urinária

É uma das doenças mais comuns que aumenta o número de idas ao banheiro. Ela é marcada pela dificuldade ou incapacidade de segurar a urina. Sem tratamento, prejudica muito a qualidade de vida.

Ela é mais comum entre mulheres, que naturalmente possuem uma uretra curta. “A uretra feminina tem de três a seis centímetros. Já a do homem, cerca de 20 centímetros”, diz Karin. Com um canal menor, é mais difícil segurar a urina.

O parto, que pode alterar a musculatura pélvica, é outro fator de risco para a incontinência. Nos homens, ela é mais incidente após cirurgias de próstata. Quadros neurológicos, como esclerose múltipla, obesidade e bexiga hiperativa também podem terminar em um maior número de micções por dia e perda involuntária do xixi.

Existem dois tipos de incontinência: a de esforço e a de urgência. A primeira acontece quando a pessoa tem a musculatura pélvica mais fragilizada e espirra, pula ou faz algum esforço físico. Já segunda é aquela em que o paciente tem uma vontade súbita, e não consegue contê-la antes de chegar ao banheiro.

A boa notícia é que há vários tratamentos para a incontinência urinária. “As taxas de sucesso são elevadas hoje em dia”, afirma a especialista.

Quando a pessoa faz pouco xixi

Isso pode ser sinal de que o indivíduo deve se hidratar mais. A retenção urinária também sugere disfunções renais ou na próstata. “Se a pessoa está urinando menos do que cinco vezes ao dia, é bom avaliar”, afirma Karin.

A cor da urina

O ideal é que o xixi esteja sempre claro, quase transparente. Um amarelo forte aponta para a desidratação ou problemas nos rins. Certos medicamentos também alteram essa coloração. Já se a urina estiver avermelhada, é bom investigar se alguma estrutura do sistema urinária não está lesionada. A ingestão de alimentos como beterraba também deixa o xixi com esse tom.

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*Fonte: revistagaliuleu

Como o café e o chocolate abalaram a medicina do século XV

Em 1580, durante uma viagem ao Egito, o botânico italiano Prospero Alpini se deparou com um acervo de plantas incomuns, como bananas de formas estranhas, papoulas de ópio vermelhas e baobás robustos.

Quando voltou para a Europa três anos depois, ele divulgou suas descobertas em dois livros: De Plantis Aegypti e Da Medicina Aegyptiorum. Entre suas ilustrações da flora do Oriente Médio e do Norte da África, estava o cafeeiro.

Alpini descreveu que os árabes e egípcios faziam uma bebida quente da planta, que também era vendida em todos os bares como se fosse uma espécie de vinho. Rapidamente, os médicos começaram uma jornada para tentar descobrir o impacto do café na saúde das pessoas, lutando para entender os efeitos dele e de duas outras bebidas que chegaram juntas em meados do século XVI: o chocolate e o chá.

A teoria humoral de Galeno

Na Grécia Antiga, os escritores Hipócrates e Claudio Galeno acreditavam que o corpo era composto de quatro tipos de humores (ou fluídos): sangue, catarro, bile negra e bile amarela. Para eles, cada pessoa tinha uma composição humoral única dentro desse sistema pseudomédico, e que o corpo seria acometido por doenças se essas funções se desequilibrassem.

Em O Poder dos Alimentos, um dos textos mais famosos de Galeno, o médico e filósofo classificou os alimentos como a base em seus poderes humorais. Deixando claro que médicos deveriam usar comida para tratar doenças muito antes de recorrer a cirurgias ou cauterizações, ele descreveu várias receitas em seu livro.

“Galeno acreditava que um bom médico também deveria ser um bom cozinheiro”, disse o historiador Mark Grant.

Em vez de medicamentos, os médicos prescreviam alimentos que ajustassem o equilíbrio humoral do paciente adoentado. Quem sofria de febre, por exemplo, deveria ingerir alimentos frios, como saladas e vegetais. Ao menor sinal de indigestão, tomar pimenta e vinho era a saída adequada.

A derrocada teórica

Com o crescimento do comércio ao longo dos séculos XVI e XVII, a demanda por café, chocolate e chá explodiram, desnorteando os médicos da época que tentavam entender o impacto desses alimentos no humor do corpo.

O chocolate era um problema a parte, visto que mudava de forma e qualidade. “Algumas pessoas diziam que o chocolate é gorduroso, portanto quente e úmido”, disse Ken Albala, professor de História na Universidade do Pacífico. “Mas outros médicos diziam que, se você adicionasse açúcar, ficava amargo e adstringente, por isso era indicado para doenças fleumáticas. Como algo poderia ser seco e úmido ou quente e frio ao mesmo tempo?”.

Conforme as bebidas foram se popularizando pela Europa, os conceitos médicos estabelecidos foram cada vez mais questionados, fazendo desmoronar a teoria humoral.

“Mas os médicos persistiram em manter o sistema humoral galênico e resistiram às pessoas que argumentavam contra ele”, disse Mary Lindermann, professora de História da Universidade de Miami.

No entanto, com a entrada do século XIX, os estudos nos campos da fisiologia, anatomia avançada e farmacologia revolucionaram a Medicina de maneira que o sistema humoral não teve mais como se sustentar.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte: megacurioso

Um hábito extremamente simples que pode mudar a sua vida

Os monges zen aprendem um princípio fundamental: organizar a casa é como ordenar a mente e vice-versa. A casa funciona como uma metáfora para nós mesmos por dentro e às vezes mostra como somos.

Portanto, se somos pessoas que persistem em guardar coisas velhas, quebradas ou sujas, isso pode revelar maus apegos ao passado, rancores ou velhas mágoas não curadas. Se fizermos bagunça, adiarmos a limpeza da casa e formos tão descuidados que deixamos a comida estragar na geladeira, isso pode indicar que estamos procrastinando e que a ordem de prioridades não está equilibrada. Isso, de acordo com a filosofia Zen .

Ordem não é sinônimo de perfeição, como acontece em uma casa, pois para haver ordem deve haver um movimento persistente de caos. Ou seja, devemos estar fazendo pedidos e limpando constantemente e em perpetuidade para que haja harmonia no lar. O mesmo acontece conosco , não somos um trabalho de um dia, somos um trabalho perpétuo, devemos investir tempo, recursos e esforços para nos mantermos e não nos descuidarmos.

“Para levar esta metáfora para o próximo nível, os monges Zen recomendam tirar 20 minutos por dia para limpar a casa e, enquanto isso, refletir para nos colocar em ordem.”

Parece muito interessante limpar com tanta tranquilidade e reflexão, já que a maioria das pessoas se estressa muito enquanto arruma a casa. Ouvimos mães exaustas pegando tudo e reclamando da bagunça de outras pessoas. É claro que todos em casa devem colaborar, mas ao mesmo tempo, devemos parar de olhar para o trabalho doméstico com essa cara de mau e, sim, aproveitar esse espaço de tempo para nós também.

Este conselho consiste em limpar com cuidado , livrar-se do que não funciona assim como se livrar de rancores. Sacuda a poeira, assim como você se livra do descuido. Coloque as coisas em seus lugares, assim como você coloca suas prioridades em ordem. Dê amor ao espaço em que você habita, assim como deve dar amor ao seu próprio corpo. E assim por diante.

Devemos ter toda a atenção enquanto fazemos as tarefas domésticas, aprender enquanto limpamos a nos livrar das coisas que nos pesam e contaminam nossa alma; deixe de lado as preocupações, a relutância, a melancolia e faça cada atividade, por menor que seja, com paciência e amor.

Talvez se começarmos a arrumar a casa dessa forma, nossa vida comece a entrar nos trilhos também. E da mesma forma, não teremos mais desculpa para dizer que não temos tempo para nós mesmos, porque até o tempo que passamos consertando a casa e servindo aos outros é tempo de qualidade para nós.

Adaptado de habitosvida.com

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*Fonte: vidaemequilibrio

Gravidade da apneia do sono reduzida pela reutilização de medicamentos existentes

Uma nova pesquisa publicada no The Journal of Physiology mostra que os pesquisadores reaproveitaram com sucesso dois medicamentos existentes para reduzir a gravidade da apnéia do sono em pessoas em pelo menos 30 por cento.

A apnéia do sono é uma condição em que as vias aéreas superiores da parte de trás do nariz até a garganta se fecham repetidamente durante o sono, restringindo a ingestão de oxigênio e fazendo com que as pessoas acordem 100 vezes ou mais por hora.

Aqueles com apneia do sono não tratada têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, demência e depressão, e duas a quatro vezes mais probabilidade de bater um carro do que a população em geral.

Apesar de quase trinta anos de pesquisa, não existem medicamentos aprovados para tratar a doença.

O professor Danny Eckert, principal cientista-pesquisador da NeuRA e professor e diretor do Adelaide Institute for Sleep Health da Flinders University, aproximou os cientistas ao reaproveitar dois medicamentos existentes para testar sua eficácia em pessoas com apnéia do sono.

Pesquisas anteriores mostraram que duas classes de medicamentos, reboxetina e butilbromida, eram capazes de manter os músculos ativos durante o sono em pessoas sem apnéia do sono e auxiliar sua capacidade de respirar.

Ao reaproveitar os medicamentos, os pesquisadores usaram uma infinidade de instrumentos de registro para medir se a reboxetina e o brometo de butil poderiam atingir com sucesso as principais causas da apnéia do sono.

Isso incluiu o equilíbrio da atividade elétrica dos músculos ao redor das vias aéreas, evitando o colapso da garganta enquanto as pessoas dormiam e melhorando a regulação do dióxido de carbono e da respiração durante o sono.

Os resultados do estudo mostraram que esses medicamentos de fato aumentaram a atividade muscular ao redor das vias aéreas dos participantes, com os medicamentos reduzindo a gravidade da apnéia do sono dos participantes em até um terço.

Quase todas as pessoas que estudamos tiveram alguma melhora na apnéia do sono. A ingestão de oxigênio das pessoas melhorou, o número de paradas respiratórias foi um terço ou mais menos.

Essas novas descobertas permitem aos pesquisadores refinar ainda mais esses tipos de medicamentos para que tenham um benefício ainda maior do que o que foi encontrado atualmente.

Comentando sobre o estudo, o professor Eckert disse:

“Ficamos emocionados porque as opções atuais de tratamento para pessoas com apnéia do sono são limitadas e podem ser uma jornada dolorosa para muitos”, disse ele. A seguir, veremos os efeitos desses e de medicamentos semelhantes em longo prazo. Avaliaremos se podemos aproveitar os benefícios de um medicamento sem precisar usar os dois. “

” Da mesma forma, testaremos se esses tratamentos podem ser combinados com outros medicamentos existentes para ver se podemos melhorar ainda mais sua eficácia “, continuou ele.

Até agora, a principal terapia para apneia do sono envolve o uso de uma máscara para dormir, ou Terapia de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP), que beneficia milhões. No entanto, muitas pessoas acham isso desconfortável e metade das pessoas que tentam acham difícil de tolerar .

Além disso, a eficácia das terapias de segunda linha, como protetores bucais colocados por dentistas, pode ser imprevisível e cara.

Fonte: The Physiological Society

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*Fonte: revistasabersaude

Começar o dia com chocolate pode ter benefícios inesperados

Comer chocolate ao leite todos os dias pode soar como uma receita para ganho de peso, mas um novo estudo com mulheres na pós-menopausa descobriu que comer uma quantidade concentrada de chocolate durante uma estreita janela de tempo pela manhã pode ajudar o corpo a queimar gordura e diminuir os níveis de açúcar no sangue .

Para descobrir os efeitos de comer chocolate ao leite em diferentes horários do dia, os pesquisadores do Brigham colaboraram com pesquisadores da Universidade de Murcia, na Espanha.

Juntos, eles conduziram um estudo randomizado, controlado e cruzado com 19 mulheres na pós-menopausa que consumiram 100g de chocolate pela manhã (dentro de uma hora após acordar) ou à noite (dentro de uma hora antes de dormir). Eles compararam o ganho de peso e muitas outras medidas a nenhuma ingestão de chocolate.

Os pesquisadores relatam que entre as mulheres estudadas:

A ingestão de chocolate pela manhã ou à noite não levou ao ganho de peso;

Comer chocolate pela manhã ou à noite pode influenciar a fome e o apetite, a composição da microbiota, o sono e muito mais;

Uma alta ingestão de chocolate durante as horas da manhã pode ajudar a queimar gordura e reduzir os níveis de glicose no sangue.

O chocolate noturno alterou o metabolismo de repouso e exercício na manhã seguinte.

“Nossas descobertas destacam que não apenas ‘o que’, mas também ‘quando’ comemos pode impactar os mecanismos fisiológicos envolvidos na regulação do peso corporal”, disse Scheer.

“Nossos voluntários não ganharam peso apesar do aumento da ingestão calórica. Nossos resultados mostram que o chocolate reduziu a ingestão de energia ad libitum, consistente com a redução observada na fome, apetite e desejo por doces demonstrada em estudos anteriores ”, disse Garaulet.

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*Fonte: revistasaberesaude

O que acontece com o seu corpo após dormir menos de 6 horas por dia?

Dormir por pelo menos seis horas todas as noites é o que especialistas recomendam para que adultos mantenham uma boa saúde. Mas o que acontece quando não seguimos a orientação médica? Esse é o tema de um artigo publicado no periódico Annals of Behavioral Medicine.

Liderada pela professora Soomi Lee, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, a pesquisa contou com a participação de 1.958 pessoas de meia-idade relativamente saudáveis e instruídas.

Do total, 42% tiveram ao menos uma noite atípica, dormindo cerca de uma hora e meia a menos do que o usual. Os participantes registraram seus estados físico e mental em um diário por oito dias seguidos para que os especialistas compreendessem as consequências.

As maiores alterações foram vistas logo após a primeira noite mal dormida. Depois, os problemas físicos e mentais se agravaram até que chegaram ao pico no terceiro dia. Neste estágio, o corpo já estava acostumado à perda de sono contínua, mas ainda assim havia sinais de mal estar.

No sexto dia, foi detectada uma piora significativa nos sintomas físicos. Junto ao acúmulo de raiva, nervosismo, solidão, irritabilidade e frustração, problemas respiratórios, dores e distúrbios gastrointestinais revelaram como o bem-estar físico e mental se deteriora diante da ausência de descanso adequado.

Essas circunstâncias continuaram intensas, acompanhando a perda consecutiva de sono dos indivíduos, e o cenário melhorou apenas quando os participantes dormiram por mais de seis horas.

“Muitos pensam que podemos pagar nossa dívida de sono aos sábados e domingos enquanto somos mais produtivos durante a semana”, observa, em nota, Soomi Lee. “Entretanto, os resultados desse estudo mostram que perder apenas uma noite pode prejudicar significativamente seu desempenho diário.”

A professora explica ainda que, uma vez que isso se torna um hábito, é cada vez mais difícil o corpo se recuperar totalmente da falta de sono, o que alimenta um ciclo vicioso de piora do nosso bem-estar.

E essa não é a primeira vez que Lee investiga o impacto de noites mal dormidas na nossa saúde. Em estudos anteriores, a pesquisadora descobriu que perder apenas 16 minutos de sono pode afetar o desempenho no trabalho.

Além disso, Lee concluiu que uma pequena perda de sono pode diminuir a nossa consciência e a nossa atenção — que são essenciais para controlar o estresse. Portanto, se você quer estar disposto no dia-a-dia, o conselho é claro e objetivo: durma por mais de seis horas todas as noites.

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*Fonte: revistagalileu

Os sonhos refletem várias memórias e antecipam eventos futuros

Os sonhos resultam de um processo que muitas vezes combina fragmentos de múltiplas experiências de vida e antecipa eventos futuros, de acordo com novas evidências de um novo estudo.

Os resultados mostram que 53,5% dos sonhos foram atribuídos a uma memória, e quase 50% dos relatos com uma fonte de memória foram conectados a várias experiências passadas.

O estudo também descobriu que 25,7% dos sonhos estavam relacionados a eventos iminentes específicos e 37,4% dos sonhos com uma fonte de eventos futuros estavam adicionalmente relacionados a uma ou mais memórias específicas de experiências passadas.

Os sonhos orientados para o futuro tornaram-se proporcionalmente mais comuns no final da noite.

“Os humanos têm lutado para entender o significado dos sonhos há milênios”, disse a principal investigadora Erin Wamsley, que tem um doutorado em neurociência cognitiva e é professora associada no departamento de psicologia e programa de neurociência na Furman University em Greenville, Carolina do Sul.

“Apresentamos novas evidências de que os sonhos refletem uma função de processamento de memória. Embora se saiba há muito tempo que os sonhos incorporam fragmentos de experiências passadas, nossos dados sugerem que os sonhos também antecipam eventos futuros prováveis. ”

O estudo envolveu 48 alunos que passaram a noite no laboratório para avaliação do sono noturno por meio de polissonografia. Durante a noite, os participantes foram acordados até 13 vezes para relatar suas experiências durante o início do sono, sono REM e sono não-REM. Na manhã seguinte, os participantes identificaram e descreveram as fontes de vida desperta para cada sonho relatado na noite anterior. Um total de 481 relatórios foram analisados.

“Esta é uma nova descrição de como os sonhos são derivados simultaneamente de várias fontes da vida em vigília, utilizando fragmentos de experiências passadas para construir novos cenários, antecipando eventos futuros”, disse Wamsley.

De acordo com Wamsley, o aumento proporcional de sonhos orientados para o futuro no final da noite pode ser impulsionado pela proximidade temporal dos eventos que se avizinham. Embora esses sonhos raramente representem eventos futuros de forma realista, a ativação e a recombinação de fragmentos de memória relevantes para o futuro podem, no entanto, servir a uma função adaptativa.

O resumo da pesquisa foi publicado recentemente em um suplemento online da revista Sleep e será apresentado como um pôster a partir de 9 de junho durante o Virtual SLEEP 2021. SLEEP é o encontro anual das Associações Profissionais de Sono, uma joint venture da Academia Americana de Sono Medicine and the Sleep Research Society.

*Por
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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Quanto Menos Você Dorme, Menor É Sua É A Sua Expectativa De Vida” – Por Matt Walker

Quando pensamos em saúde e longevidade, logo lembramos de dieta e atividades físicas, certo? Está na hora de acrescentar um item a essa lista: dormir. Pelo menos é o que defende o “guru do sono”, Matt Walker (capa), um neurocientista inglês do corpo docente da University of California, Berkeley, autor de “Why We Sleep” (Porque dormimos).

Matt é obstinado em sua missão: alertar o mundo para uma crise invisível de saúde pública, que é que não estamos obtendo o suficiente sono, o sono que estamos tendo é de má qualidade, e o principal culpado desse crime contra o corpo e a mente é a cafeína. A cafeína em si pode não ser ruim para você, mas o sono que ela está roubando de você pode ter um preço. De acordo com Walker, a pesquisa sugere que o sono insuficiente pode ser um fator chave no desenvolvimento da doença de Alzheimer, arteriosclerose, derrame, insuficiência cardíaca, depressão, ansiedade, suicídio e obesidade. “Quanto menos você dorme”, ele conclui sem rodeios, “menor é a sua expectativa de vida”.

Walker cresceu na Inglaterra bebendo grandes quantidades de chá preto de manhã, à tarde e à noite. Ele não consome mais cafeína, exceto pelas pequenas quantidades em suas ocasionais xícaras de descafeinado. Na verdade, nenhum dos pesquisadores do sono ou especialistas em ritmos circadianos que entrevistei para esta história usa cafeína.
Walker explicou que, para a maioria das pessoas, o “quarto de vida” da cafeína geralmente é de cerca de 12 horas, o que significa que 25% da cafeína em uma xícara de café consumida ao meio-dia ainda está circulando em seu cérebro quando você vai para a cama à meia-noite. Isso pode muito bem ser o suficiente para destruir completamente seu sono profundo.

“Quantas vezes por noite você acorda?” A qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade de sono. ” As interrupções estavam minando a quantidade de sono “profundo” ou de “ondas lentas” que eu estava tendo, algo acima e além do sono REM que sempre pensei ser a medida de uma boa noite de sono. Mas parece que o sono profundo é igualmente importante para a nossa saúde, e a quantidade que obtemos tende a diminuir com a idade.

A cafeína não é a única causa de nossa crise de sono; telas, álcool (que é tão difícil para o sono REM quanto a cafeína é para o sono profundo), produtos farmacêuticos, horários de trabalho, poluição sonora e luminosa e ansiedade podem desempenhar um papel em minar tanto a duração quanto a qualidade do nosso sono.

Mas aqui está o que é especialmente insidioso sobre a cafeína: a droga não é apenas uma das principais causas de nossa privação de sono; é também a principal ferramenta com a qual contamos para solucionar o problema. A maior parte da cafeína consumida hoje está sendo usada para compensar o sono ruim que a cafeína causa – o que significa que a cafeína está ajudando a esconder de nossa consciência o próprio problema que a cafeína cria.

Matthew Walker ficou famoso após sua palestra no TED, que atingiu rapidamente a marca de 1 milhão de visualizações. Para promover sua tese e alcançar o maior número de pessoas possível, o professor participa de eventos e fóruns e oferece workshops a empresários e profissionais da saúde

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Da redação de Portal Raízes. As informações contidas neste artigo são apenas para fins educacionais e informativos e não têm como objetivo aconselhamento médico ou de saúde. Sempre consulte um médico ou outro profissional de saúde qualificado a respeito de qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica ou objetivos de saúde. Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos, e não se esqueça de comentar. Pois isto contribui para que continuemos trazendo conteúdos incríveis para você. Siga o Portal Raízes também no Facebook, Youtube e Instagram.

*Fonte: portalraizes

Estresse pode ser um dos fatores da causa do Alzheimer

Por mais que haja diversos estudos e teorias, ainda não se sabe muito sobre o Alzheimer, a doença aparece no cérebro humano e causa uma devastadora perda de memória e lembranças. O novo estudo, publicado na revista científica Biological Reviews, indicou que o estresse crônico pode desempenhar um muito papel importante nesse processo.

“O que sabemos é que o estresse crônico afeta muitas vias biológicas em nosso corpo”, disse o geneticista molecular David Groth, da Curtin University, na Austrália. Durante a revisão de estudos anteriores, os pesquisadores analisaram o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (eixo HPA), o qual controla uma variedade de processos biológicos e também ajuda a gerenciar nossa reação ao estresse.

Com isso, parte da sua função é regular a liberação do hormônio cortisol, ou seja, quanto maior o estresse, mais cortisol é liberado. Por outro lado, o hormônio faz parte de uma classe conhecida como glicocorticoides, que aumentam o açúcar no sangue e suprimem o sistema imunológico.

A interrupção do eixo HPA e os subsequentes aumentos nos níveis de cortisol são observados nos casos de Alzheimer, com constância. No estudo, os pesquisadores mostraram que os fatores genéticos que atingem o eixo HPA também podem afetar a inflamação no cérebro, conhecida por contribuir para os danos aos neurônios observados em doenças como Alzheimer.

“Variações genéticas dentro dessas vias podem influenciar a maneira como o sistema imunológico do cérebro se comporta, levando a uma resposta disfuncional”, disse Groth.

Ele complementou ao explicar que “no cérebro, isso leva a uma interrupção crônica dos processos cerebrais normais, aumentando o risco de neurodegeneração e, em última instância, de demência.”

A equipe levantou a hipótese de que o estresse crônico pode desencadear uma resposta glicocorticoide que estimula a microglia, que são as células imunológicas do cérebro, a se tornar mais inflamatória. Portanto, aumentando o risco de neurodegeneração.

No artigo, os pesquisadores escreveram: “Identificar os mecanismos moleculares subjacentes à associação entre o estresse crônico e a doença de Alzheimer, bem como identificar os fatores genéticos que podem contribuir para a suscetibilidade dessa associação, pode permitir que novos alvos terapêuticos sejam identificados, bem como estratégias voltadas ao controle do estresse crônico.”

*Por Gabriela Bulhões
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*Fonte: olhardigital

Nosso cocô tem mais de 50 mil espécies de vírus, diz estudo

A situação da pandemia pelo mundo causada pela Covid-19 foi um alerta para algo que muita gente não sabia: na natureza, existem vírus ainda não conhecidos pelo ser humano e, inclusive, vários estão dentro do nosso corpo.

Os cientistas do Joint Genome Institute e da Universidade Stanford, nos EUA, analisaram o material genético presente em 11.810 amostras de fezes de pessoas de 24 países, que estão disponíveis em um banco de dados público.

A ideia do estudo era de criar algo como um “catálogo” dos vírus que compõem a nossa microbiota, que é conjunto de micro-organismos que habita o intestino. Depois de sequenciar o genoma do “nosso cocô”, os pesquisadores identificaram que há 54.118 espécies de vírus vivendo em nosso intestino, sendo que 92% eram desconhecidas.

A descoberta foi publicada esta semana no periódico Nature Microbiology e você pode ficar tranquilo! Esses vírus não trazem grande risco à saúde e também não vão exigir que você aumente os cuidados de higiene. De acordo com os cientistas, a grande maioria dos vírus em nosso intestino são bacteriófagos, sendo assim, infectam apenas bactérias e não podem “atacar” células humanas, são até importantes para o equilíbrio da flora intestinal, que é “povoada” por bactérias boas e ruins.

Eles ligaram os vírus presentes a seus hospedeiros, validando que as espécies virais mais abundantes são as que “atacam” as espécies de bactérias presentes em nossa microbiota, como as das “famílias” (filos) Firmicutes e Bacteroidetes.

Por que essa descoberta importa?
Depois de saber que há mais de 50 mil vírus no nosso cocô, a questão que deve estar na sua cabeça é: por que é importante? Bom, os micro-organismos presentes em nosso intestino é cada vez mais associada à nossa saúde e bem-estar.

Portanto, atuam na imunidade, participam do processo de digestão, da absorção de nutrientes, da eliminação de toxinas e da sinalização neurológica. Agora, se estiverem em desequilíbrio, são associados a quadros de diarreia, alterações no humor e podem desencadear problemas como o ganho de peso.

Ademais, a disbiose (desequilíbrio das bactérias) intestinal já foi identificada em pacientes que sofrem de depressão, ansiedade e Alzheimer. Por fim, conhecer quais vírus estão presentes no nosso intestino podem abrir portas para a terapia fágica, para tratar infecções ou diminuir o número de bactérias ruins e manter o equilíbrio da microbiota.

*Por Gabriela Bulhões
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Fonte: olhardigital

Pandemia criará tsunami de desmotivação e faltas ao trabalho, alerta psicóloga

“Há muitas reclamações de esgotamento porque achávamos que a pandemia seria uma corrida de velocidade, não uma maratona.”

É assim que Elke Van Hoof, professora de Psicologia da Saúde na Universidade de Vrije, em Bruxelas, e especialista em estresse e trauma, define a pandemia do coronavírus.

Van Hoof conversou inicialmente com a BBC News Mundo quase um ano atrás, quando disse que o mundo viveria “o maior experimento psicológico da história”, devido ao confinamento causado pela pandemia da covid-19. O resultado, porém, é que demonstramos “mais resiliência do que imaginávamos”, agrega ela agora.

Mas a pesquisadora alerta que essa resiliência está em declínio e que o absenteísmo (falta de funcionários no trabalho) é esperado no longo prazo, embora ainda haja esperança de contê-lo.

BBC News Mundo – Quase um ano atrás, você disse que o confinamento seria o maior experimento psicológico da história e que pagaríamos o preço. Nós pagamos? Ainda estamos pagando?

Elke Van Hoof – Acho que uma das principais descobertas é que nós, como humanos, temos muito mais capacidade de resiliência do que imaginávamos.

Portanto, o que vemos na população em geral é que permanecemos firmes.

Claro, há muitas reclamações por cansaço porque todos pensávamos que a pandemia global seria uma corrida de velocidade e agora parece uma maratona sem fim.

Estamos todos nos exaurindo lentamente e isso se mostra em pesquisas com queixas relacionadas ao estresse, incluindo sentimentos de depressão e ansiedade por causa do medo de possíveis problemas de longo prazo relacionados à covid-19 que as pessoas sentem.

Existem altos níveis de languidez (diminuição do ânimo). Mas quem está pagando um preço ainda maior são aqueles que tinham algum tipo de vulnerabilidade antes da pandemia. Seja porque tiveram um diagnóstico psiquiátrico ou outro problema, eles estão realmente sofrendo.

BBC – Como as pessoas responderam psicologicamente a um ano de pandemia?

Hoof – A população em geral continua firme.

Antes da pandemia, em 2019, vimos que 1 em cada 3 pessoas estava indo bem, e agora, em março de 2021, vemos que apenas 1 em cada 5 pessoas ainda pode ir bem. Isso significa que há uma redução na resiliência.

Mas também nos mantemos firmes porque as faltas ao trabalho ainda não estão aumentando, o que é surpreendente.

Em nossa pesquisa, vemos que existem mais fatores de risco que uma pessoa pode enfrentar quando sofre de algum tipo de transtorno relacionado ao estresse e doença de longa duração.

Os profissionais de saúde estão realmente pagando o preço de estar na linha de frente há mais de um ano. Mas não só porque estão lá, mas também porque não se sentem mais amparados pela população em geral, que tem dificuldade em manter as medidas, que podem ser bastante restritivas.

É de se esperar que todo mundo esteja começando a se cansar dessa pandemia global, mas os profissionais de saúde precisam continuar trabalhando duro, e não se sentem tão apoiados. Essa é uma carga emocional que aumenta a exaustão.

Existem outros fatores de risco: as pessoas temem a covid-19. Falamos, por exemplo, de pais solteiros e de pessoas que possuem sistemas familiares complexos, além daqueles que já tiveram algum tipo de diagnóstico psicológico ou psiquiátrico prévio.

Também tendemos a ver que, quanto mais fatores de risco uma pessoa tem, maior a chance de ela sofrer de transtornos relacionados ao estresse e ter experiências traumáticas, mesmo a longo prazo.

Nosso conselho é que devemos abordar os fatores de risco porque eles são o que chamamos de cumulativos e multiplicativos. Por isso, é importante detectá-los e gerenciá-los.

Então, se você me perguntar, estamos pagando um preço? Sim, estamos e há mais por vir, porque ainda estamos na pandemia.

O que expliquei há um ano é que haverá alguns problemas de resposta tardia que ainda não são visíveis, mas eles virão.

Embora haja alguns sinais de alerta, eles ainda são bastante controláveis ​​no momento, mas sabemos disso por experiências anteriores.

Por exemplo, uma grande crise econômica no início dos anos 2000 nos mostrou que a resposta tardia é inevitável e que ainda não aconteceu.

BBC – Quais seriam essas respostas tardias que ainda podemos enfrentar?

Hoof – Acredito que um dos principais problemas que esperamos é a falta ao trabalho a longo prazo.

As pessoas cairão devido ao esgotamento e transtornos relacionados ao estresse, que chamamos de languidez ou esgotamento do coronavírus (coronavirus burnout), em alguns países.

As empresas também estão sofrendo com isso. Estão ficando sem maneiras criativas de inspirar as pessoas novamente e recarregar sua resiliência para enfrentar aquele enorme aumento do absenteísmo que vimos no passado e que sabemos que vai acontecer novamente.

Mas já que sabemos que isso acontecerá, há esperança. Podemos antecipar esse tsunami de faltas ao trabalho.

Meu conselho para as empresas é que se preparem para quando as pessoas começarem a se ausentar por longos prazos.

Certifique-se de ter um plano de respaldo para manter a continuidade do trabalho, mas também que você já criou um bom plano de retorno ao trabalho. Porque vemos na pesquisa que, a nível social, se existem políticas que incluem um retorno sólido ao trabalho, há menos absenteísmo no trabalho após uma crise.

Agora é a hora de investir em uma política de retorno ao trabalho muito boa, a fim de estar preparado para aquela ausência prolongada que aparecerá em todos os lugares.

BBC – O que aprendemos sobre nossa saúde mental neste momento especial e crítico de nossas vidas?

Hoof- Acredito que a saúde mental ainda seja considerada um luxo, uma mercadoria para poucos.

Se eu analisar a gestão global desta pandemia, ainda sinto que não estamos tratando da saúde mental como deveríamos.

As pessoas estão sofrendo para manter as medidas rígidas que todos devemos seguir para vencer e enfrentar esta pandemia. Claro, isso reduz a motivação delas.

Mas isso também se deve ao fato de que não estamos lidando com saúde mental. Não estamos investindo em inspirar as pessoas a tentarem dar-lhes ferramentas para manter sua saúde mental.

Para mim, a ideia mais importante de um ano neste enorme experimento psicológico, é que pensei que já estávamos entrando em um modelo biopsicossocial de abordagem de problemas. Mas acho que não.

Esta pandemia é tratada de uma perspectiva médica muito mais do que de uma perspectiva de saúde mental e isso vai nos custar caro.

BBC – Que oportunidades a pandemia nos oferece?

Hoof – A maior oportunidade é dar importância à saúde mental e também enfatizar a efetiva qualidade de vida.

O lado positivo está no fato de que sempre podemos mudar a maneira como lidamos com essa pandemia.

Acho que também podemos refletir sobre como queremos que seja o futuro.

Já estamos fartos, mas se conseguirmos manter essa flexibilidade do home office, temos uma grande oportunidade de termos uma sociedade muito mais inclusiva.

Existe a oportunidade de uma maior participação das pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo essas pessoas que estão em casa há muito tempo.

Vejo muitas oportunidades para definir esse grande “Novo Mundo”, em que todos queremos viver. Mas também vejo sinais de que alguns países não estão levando isso muito a sério.

Eles ainda estão vendo a saúde mental como um luxo, como um bem para quando têm tempo de sobra, e não acho que seja um bom caminho a seguir.

BBC – Há algo positivo com que você, como psicóloga, tenha se surpreendido neste ano?

Hoof – Acho que o ponto positivo foi durante a primeira fase do confinamento em vários países.

Muitos trabalhadores romantizaram o trabalho remoto e conseguiram respirar um pouco de ar fresco porque o mundo ficou mais lento.

Pessoas que de repente disseram: “Uau, tenho mais tempo com meus filhos, posso começar um novo hobby.”

Achei que as pessoas ficariam muito mais estressadas e, nas primeiras fases do confinamento, estavam mais relaxadas do que nunca.

Claro, devido à grande persistência desta pandemia, perdemos essa vantagem.

Acredito que os governos perderam essa oportunidade. Perdemos a motivação, mas também o empenho das pessoas porque não as incluímos, não as ouvimos.

Também algo que realmente me surpreendeu, e que é negativo, é o medo da morte.

Perdemos tantas vidas para a covid-19 que muitos não conseguiram dizer adeus. Na maior parte das vezes, isso só foi possível por meio de smartphones, devido aos riscos de contágio.

Muitas pessoas morreram sozinhas. Muitas famílias que perderam alguém não conseguiram viver o luto como deveriam.

Meu conselho a todos os países é que instalem monumentos para lembrar todos aqueles que morreram, onde as pessoas possam refletir e que as famílias saibam que seus entes queridos não são esquecidos.

Não sabia que tínhamos medo da morte assim e que, na verdade, estamos relatando as perdas, mas não estamos reconhecendo a dor que as acompanha.

BBC – Parece que ainda temos um longo caminho a percorrer nesta pandemia. Algum conselho para nossa futura saúde mental?

Hoof – Acho que um bom conselho para nossa saúde mental é cuidar de nós mesmos e ter um bom estilo de vida, incluindo níveis suficientes de exercício.

Mas uma das principais dicas que quero compartilhar é ajudarmos uns aos outros.

Se você encontrar alguém e disser “olá”, reserve um tempo para perguntar: “Como vai você?” Higienize as mãos e pegue nas mãos das pessoas. Seja gentil e atencioso. Envie cartões para alguém. Faça algum trabalho voluntário em sua comunidade.

Se você tiver um momento de sobra, ligue para os centros de idosos e pergunte se você pode falar com alguém que não recebe visitas. É para eles que realmente precisamos mostrar que estamos cuidando uns dos outros.

Não cuide apenas de si mesmo, mas invista no cuidado das outras pessoas porque isso também nos ajuda.

Isso dará nossos níveis de bem-estar de uma forma muito mais sustentável.

*Por Analia Llorente

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*Fonte: bbc-brasil

Acordar mais cedo reduz em 23% a chance de depressão

Há muitos anos sabemos que a qualidade e a duração do sono afetam diretamente a nossa condição psicológica. Mais recentemente, pesquisas mostraram que a constância e o horário do sono também causam efeito no humor. Por conseguinte, uma nova pesquisa da Universidade do Colorado mostrou que acordar mais cedo pode reduzir em 23% o risco de depressão.

A pesquisa, feita em parceria com o MIT e a Universidade de Harvard utilizou bancos de dados online para quantificar o sono da população britânica e americana. Para isso, os autores utilizaram os dados do Biobanco do Reino Unido e da empresa 23 and me, que realiza testes genéticos. Com essas ferramentas, a pesquisa teve acesso a dados do sono de mais de 850.000 indivíduos.

Destes, 85.000 possuíam dados de monitoramento de sono e 250.000 responderam perguntas sobre preferências de sono. Com essas informações, os pesquisadores utilizaram uma técnica de randomização mendeliana para avaliar o efeito genético sobre os padrões de sono dos indivíduos.

Acordar e dormir uma hora mais cedo pode reduzir a chance de depressão em até 23%. Imagem: Tati Halabi/Pixabay
Ademais, destes 850.000 indivíduos, pouco mais de 33% se identificaram como pessoas que acordam cedo. Outros 9% preferiram madrugar, enquanto o restante ficou no meio do caminho, com horários de sono variados ou não tão extremos. A partir disso os pesquisadores puderam concluir que acordar mais cedo pode diminuir em 23% o risco de depressão.

Acordar mais cedo para quem já acorda cedo, adianta?
De acordo com a pesquisa, quem dorme tarde e acorda tarde pode se beneficiar mais profundamente dos efeitos de uma mudança de escala de sono. Por exemplo, alguém que durma à 1 da manhã pode reduzir em 23% a chance de depressão dormindo à meia noite. Indo dormir às 11 da noite, ademais, o risco cai em 40% nessa mesma situação, mantendo-se a duração total do sono.

Contudo, os pesquisadores não identificaram efeitos significativos em indivíduos que já acordam cedo. Por exemplo, se você acorda às 5:30, acordar às 4:30 provavelmente não trará o mesmo efeito sobre a sua saúde mental como no caso supracitado.

Os pesquisadores ainda afirmam que a sociedade moderna – incluindo horários de trabalho – é estruturada para pessoas que acordam cedo. Isso faz com que indivíduos que durmam mais tarde sintam-se deslocados, o que pode ter um impacto severo na chance de condições psicológicas.

Para evitar esses problemas, então, Celine Vetter (autora sênior do artigo) afirma que é importante manter a regulação de luz que se recebe ao longo do dia. De acordo com a pesquisadora é preciso manter os dias claros e as noites escuras, de forma a evitar perturbações no ciclo circadiano.

Por Mateus Marchetto
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*Fonte: socientifica

Descoberta radical sugere que a expectativa de vida máxima do ser humano é de 150 anos

Sonhamos com uma época em que a medicina moderna permitirá aos humanos viver muito além da expectativa de vida que conhecemos hoje. Mas existe um limite superior do que é biologicamente possível?

Sim, de acordo com um novo estudo, que sugere que a expectativa de vida máxima humana provavelmente chega aos 150 anos de idade.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

A pesquisa explora a ideia de envelhecimento biológico ou senescência – a rapidez com que nossos corpos se deterioram, o que pode ou não corresponder à nossa idade cronológica (quantos aniversários celebramos).

Nesse caso, os cientistas desenvolveram uma nova maneira de interpretar as variações no número de diferentes tipos de células sanguíneas, resultando em uma medida que eles chamaram de indicador dinâmico do estado do organismo (DOSI, do inglês dynamic organism state indicator).

Com o tempo, ele mostra a resiliência de nossos corpos diminuindo lentamente – um dos motivos pelos quais leva mais tempo para se recuperar de doenças e lesões quando ficamos mais velhos.

Presumindo que possamos evitar doenças, desastres e coisas como assassinato ao longo de nossa vida, o DOSI é um método confiável para mostrar quando essa resiliência acabaria completamente, dizem os pesquisadores.

“A extrapolação dessa tendência sugeriu que o tempo de recuperação do DOSI e a variação divergiriam simultaneamente em um ponto crítico de 120-150 anos de idade, correspondendo a uma perda completa de resiliência”, explicaram os pesquisadores em seu estudo.

As informações de contagem de células sanguíneas de mais de meio milhão de pessoas retiradas de bancos de dados de pesquisa no Reino Unido, Estados Unidos e Rússia foram analisadas, juntamente com dados de contagem de passos de 4.532 indivíduos para medir a taxa de declínio na aptidão do corpo das pessoas.

A contagem de células sanguíneas pode indicar uma série de problemas no corpo. Para garantir que fosse um bom indicador geral de saúde e recuperação do corpo, a equipe usou os dados de contagem de passos para verificar novamente seu raciocínio.

Outra descoberta feita a partir dos dados foi uma mudança nas trajetórias de envelhecimento a partir dos 35 anos, e novamente a partir dos 65 anos. Isso está de acordo com alguns dos limites que existem na sociedade, como a idade em que as pessoas tendem a se aposentar dos esportes de elite e a idade em que as pessoas geralmente se aposentam do trabalho em tempo integral.

Mais adiante, os pesquisadores disseram que o estudo poderia ser usado para informar tratamentos que podem ter como alvo doenças e enfermidades sem afetar a resistência biológica, e talvez um dia até mesmo estender o tempo de vida máximo possível. No entanto, precisaremos de muito mais pesquisas e muito mais dados primeiro.

A nova análise está geralmente de acordo com estudos anteriores que mencionaram uma vida útil máxima de cerca de 120-140 anos – embora, em qualquer tipo de análise numérica como essa, haja um certo grau de suposições e estimativas fundamentadas.

No momento em que este artigo foi escrito, a idade mais velha que alguém alcançou nos registros é de 122 anos e 164 dias, da francesa Jeanne Calment. O que este estudo postula é que, sem algumas mudanças bastante radicais em nossos corpos em um nível fundamental, seria difícil forçar muitos anos a mais em nossas formas frágeis.

“Concluímos que a criticidade que resulta no fim da vida é uma propriedade biológica intrínseca de um organismo que é independente de fatores de estresse e significa um limite fundamental ou absoluto da expectativa de vida humana”, escreveram os pesquisadores.

A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

Por que você não deveria tomar café em jejum, segundo este estudo

De acordo com pesquisa da Universidade de Bath, tomar café forte sem açúcar depois de uma noite maldormida pode afetar o metabolismo e predispor ao diabetes

Acordar e sentir aquele cheirinho de café recém-passado é muito bom, né? Mas, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Bath, no Reino Unido, tomar a bebida em jejum pode ser prejudicial para o controle dos níveis de açúcar no sangue, principalmente depois de uma noite maldormida. O estudo foi publicado no periódico British Journal of Nutrition.

Para fazer as análises, foram recrutados 29 homens e mulheres saudáveis que se submeterem a três experimentos noturnos, em ordem aleatória: em um deles, os voluntários tinham uma noite normal de sono e tomavam café da manhã ao acordar; em outro, as pessoas eram acordadas a cada hora, por cinco minutos, e tinham que tomar um pouco de café com açúcar, assim como quando se levantavam pela manhã; no terceiro cenário, os parcitipantes também tinham o sono interrompido durante a noite, mas ingeriam café sem açúcar, e ao saírem da cama no dia seguinte consumiam a bebida 30 minutos antes do desjejum.

Amostras de sangue dos participantes foram coletadas após cada um desses testes. O estudo mostrou que o café forte sem açúcar, consumido antes do desjejum, aumentou em cerca de 50% a glicose no sangue durante a refeição matinal.

“Esses resultados mostram que uma noite de sono interrompido por si só não piora a resposta de glicose e da insulina dos participantes ao café açucarado em comparação com uma noite normal de sono. No entanto, começar um dia após uma noite de sono ruim com um café forte teve um efeito negativo no metabolismo da glicose em cerca de 50%”, interpreta Harry Smith, principal autor da investigação, em nota.

O melhor jeito de tomar café

Embora pesquisas em nível populacional indiquem que o café possa estar relacionado à boa saúde, alguns estudos anteriores demonstraram que a cafeína tem o potencial de causar resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes.

“Sabemos que quase metade de nós acorda pela manhã e, antes de mais nada, toma uma xícara de café. E intuitivamente, quanto mais cansados ​​estivermos, mais forte é o café”, analisa James Betts, coordenador do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo da Universidade de Bath e supervisor do trabalho.

A boa notícia é que dá para contornar a situação comendo primeiro e bebendo café depois. De qualquer forma, mais estudos como esse são necessários. “Também há muito mais que precisamos aprender sobre os efeitos do sono em nosso metabolismo, como quanto a interrupção do sono é necessária para prejudicar o metabolismo e quais são as implicações de longo prazo nessa prática. Também é importante saber quais exercícios poderiam ajudar a combater isso”, completa Smith.

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*Fonte: revistagalileu

Bebeu água? Não?

Conheça os sinais da falta de água no organismo e algumas dicas para prevenir a desidratação.

Bebeu água? Não? Tá com sede? Sim! Essa música do Carlinhos Brown — que foi lançada em 1997 e se chama “Água Mineral” — entrega um pouco a minha idade. É que quando comecei a ler sobre a importância da hidratação para o corpo, o refrão grudou na cabeça. Peguei minha água em caixinha (sim, existe água em caixinha e é a melhor opção para substituir o plástico, mas falo disso mais tarde), liguei o som e vim escrever. Eu fiquei bem surpresa por saber que os sintomas de falta de água no organismo vão muito além da sede. Eu sabia que dor de cabeça, pele seca são sinais de desidratação, mas…gente, prisão de ventre? Pois é.

O bom é que você só precisa prestar atenção nos sinais do seu corpo e é deles que vamos falar. Antes, vai lá se hidratar. Para começar, deixa eu te contar que o ideal é ingerir de dois a três litros de água por dia. Isso é importante para uma boa circulação sanguínea, manutenção do metabolismo, regulação da temperatura corporal e eliminação das toxinas.

Mais água
A desidratação acontece quando nosso organismo utiliza ou perde mais líquido do que consome. Quando isso ocorre, o corpo não consegue realizar corretamente as funções normais. E vale citar que diversas causas podem levar ao quadro, como diarreia, febre, urinar em excesso ou ter acesso restrito à água de qualidade. Por isso, é muito importante ficar atento se algo está errado.

Na prática, dá para saber quando seu corpinho está precisando de mais água — é só ficar ligado no que o corpo está “falando”. Ah! E se você é do tipo que espera ter sede para se hidratar, repense já essa sua atitude. Isso não deve acontecer, já que a sede é um dos primeiros sinais de desidratação. O ideal é ter sempre uma caixinha de água (tá ficando curioso, né? Calma, já te conto) por perto para ir tomando aos poucos. Já pegou a sua? Então confira abaixo mais alguns indícios que o corpo dá quando está desidratado:

Urina escura: Ok, é estranho, mas observar a urina é uma boa forma de medir os níveis de hidratação do organismo. Quando falta água, ela fica escura e com um odor mais forte, devido à alta concentração de ureia.

Prisão de ventre: O ajuste da ingestão de água pode, muitas vezes, resolver casos de prisão de ventre, sabia? Isso porque os níveis de hidratação no intestino precisam estar ideais para que ocorram os movimentos peristálticos e o bolo fecal seja eliminado com facilidade.

Cãibras: Os músculos também precisam estar hidratados para desempenharem sua função. A falta de água e minerais impede que as contrações musculares aconteçam de forma adequada, provocando cãibras frequentes.

Irritabilidade, cansaço e falta de memória: A falta de água deixa o sangue menos fluído. Por isso, o oxigênio e nutrientes importantes demoram mais a chegar até o cérebro, trazendo prejuízos cognitivos, como raciocínio lento, alterações de memória e irritabilidade, entre outros sinais.

Dores de cabeça: Com a baixa nos níveis de água, a capacidade de eliminar toxinas do organismo também diminui, o que pode estar por trás de muitas cefaleias. Para quem sofre de enxaqueca, a falta de água também pode ser um gatilho.

Mau hálito: Um corpo desidratado produz menos saliva e essa “secura” pode favorecer o mau cheiro ligado à multiplicação de bactérias, já que a saliva também é responsável por controlar o crescimento de micro-organismos.

Pele seca: A baixa ingestão hídrica também desidrata a pele, deixando-a sem viço e até mesmo flácida. A dificuldade em eliminar toxinas também pode favorecer, a longo prazo, um processo mais acelerado de envelhecimento cutâneo.

Atente a esses sinais e mantenha uma boa hidratação do corpo, principalmente durante o verão. Optar por alimentos ricos em água, como melão, melancia, laranja, chuchu, pepino e alface também é uma boa forma de aumentar a ingestão diária de líquidos. E, claro, não podemos esquecer da água de coco, ótima para potencializar a hidratação do organismo e repor sais minerais. A bebida é tão pura que sua composição se assemelha ao plasma humano – o que faz dela um elixir para a saúde.

As opções são muitas. Mas lembre-se que nada, nadinha, substitui a boa e conhecida água. E sobre a água de caixinha que falei no começo do texto, olha que genial: é a chance de se manter hidratado e ainda colaborar com a sustentabilidade do planeta. A água em embalagens da Tetra Pak é 100% reciclável e ambientalmente responsável. Composta majoritariamente de materiais renováveis como papel proveniente de florestas certificadas e plástico produzido a partir da cana-de-açúcar.

Depois de terminar a água, é só descartar a embalagem corretamente entre os materiais recicláveis. A tecnologia para transformar as caixinhas em novos produtos já existe e possibilita a produção de pallets, telhas, poltronas, jogos americanos, bolsas, cadernos e, veja só, partes de uma bicicleta! Vou até abrir mais uma caixinha e brindar a isso.

*Por Gisela Garcia
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*Fonte: vidasimples

Conexão super-sensível do cérebro causa nojo de alguns sons

Pesquisadores acabam de identificar uma conexão super-sensível do cérebro que causa nojo de certos sons como da mastigação.

A misofonia é uma reação intensa a certos sons. Em algumas pessoas, o barulho de mastigação ou de respiração, por exemplo, pode causar um intenso nojo ou irritação. Acontece que pesquisadores acabam de encontrar uma possível razão para essa condição: uma conexão super-sensível do cérebro.

Para testar a hipótese, pesquisadores analisaram ressonâncias magnéticas funcionais de 75 pessoas. Algumas tinham misofonia, algumas não. Esses pacientes então passaram por testes com sons-gatilho para a condição (como mastigação) e situações com nenhum som. Ademais, pesquisadores também expuseram os pacientes a sons que são desagradáveis mesmo para pessoas sem a condição (como gritos) e sons neutros como o barulho da chuva.

Os resultados mostraram, portanto, que uma conexão super-sensível ocorre nas pessoas com misofonia. Essa conexão acontece entre o córtex auditivo e o córtex orofacial, ou seja, entre centros auditivos ou motores. Além do mais, os autores identificaram uma conexão anormal entre o córtex motor e o visual, indicando que pessoas com misofonia podem ter também gatilhos visuais para a condição.

Por que essa conexão super-sensível gera reações estranhas?
O cérebro humano tem características de espelhamento de certos comportamentos. Ou seja, quando buscamos aprender algo, espelhamos os movimentos e reações de outra pessoa. Numa conversa, ademais, esse espelhamento pode aparecer quando uma pessoa concorda com a outra.

Contudo, os autores relatam que no caso da misofonia, esse espelhamento pode ficar sensível demais. Isso causa, então, uma sensação de invasão para o cérebro, que pode sentir uma gama de reações, como nojo ou irritação citados acima.

Aliás, uma das formas de combater a sensação da misofonia é justamente imitar o movimento da outra pessoa. Os mecanismos dessa reação, todavia, ainda são bastante obscuros.Assim, os autores e diversos outros pesquisadores ressaltam que novas pesquisas são necessárias para entender melhor o mecanismo de funcionamento da misofonia. No entanto, agora se sabe que esse distúrbio também tem uma correlação com a visão do indivíduo.

Os autores ressaltam ainda na pesquisa (publicada no periódico The Journal of Neuroscience) que a misofonia é mais que um distúrbio auditivo. Na verdade a doença tem, como mostrado, ua profunda relação com o sistema motor da face e certos movimentos que produzem os sons-gatilho.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

Hora de dormir

Para além das necessidades diárias, podemos confiar no sono como um lugar de entrega e reconexão.

Cresci rodeado pela falsa ideia de que dormir é um desperdício de tempo. E tempo era o que eu mais queria. Mais horas para estar em casa, para assistir séries, ler livros, brincar com os filhos, dedicar-se a uma atividade paralela, apertar o parafuso que prende o cabo na chaleira. Dormir, portanto, ocupava apenas um lugar semelhante ao de outras ações biológicas do dia, como se alimentar ou fazer a higiene pessoal. É triste constatar que nos habituamos com facilidade a cometer o equívoco de não olhar com a devida atenção aquilo que é essencial.

Fui entender o sono como sagrado quando minha primeira filha nasceu, poucos anos atrás. E por ela fui conduzido a uma entrega que o fechar dos olhos todas as noites exige. “Dormir é, de fato, entregar-se a um estado de consciência mínima, com sonhos que trabalham tanto com nossos resíduos diurnos quanto com os do nosso inconsciente”, explica o médico antroposófico e consultor da Weleda, Fabrício Dias.

Dormir é também confiar, sentimento que vem sendo complexo a tantas pessoas, especialmente neste período que vivemos. “Aqueles que não conseguem alcançar a paz interna nem a mínima consciência do seu ser próprio, sentem muito receio de se entregar ao sono. Além disso, pode haver o medo de morrer. Porque todo dia a gente morre para acordar no dia seguinte”, conta a terapeuta holística Mônica Louvison.

Para que possamos pensar o sono a partir de uma visão mais subjetiva, que vá além do aspecto estritamente médico, é necessária a permissão de olhar nossa configuração como a somatória de corpos, do físico a outros mais sutis. Dentro de culturas oriundas da Ásia, por exemplo, um fenômeno abordado seria o do prana, a energia vital presente em todo o cosmo e responsável, em uma explicação mais simples, por regular a fisiologia sutil que abasteceria o corpo físico em tudo o que necessita. Essa energia é captada quando respiramos e durante o dormir, no plano extrafísico. Portanto, quanto mais entregues ao sono e mais equilibrados, melhor seria essa reconexão. Não que a prática seja fácil. “É uma tarefa que exige intenso desprendimento de conceitos sociais adquiridos e preconceitos inconscientes”, completa o Dr. Fabrício.

Dando colo para sua criança
Em muitas noites, minha filha mais velha pede para dormir comigo. Na cama que ainda compartilhamos, por escolha própria, com a mais nova, acabamos por dormir os quatro. É fascinante que somente agora, ao produzir este texto, eu tenha compreendido o porquê de me ser tão alentador estar junto a elas no momento do sono. “Um dos privilégios de poder ser pai, ser mãe, é conseguir revisitar lugares da própria história e, de fato, dar colo para a sua criança interior. E que bom que sua filha, generosamente, permite que você se abrace ao abraçá-la”, orienta Cacá Correa, pediatra de abordagem humanizada e neonatologista.

Sem dúvida, quando pensamos em sono e crianças, não se pode desassociar o papel dos pais para que essa conexão flua. “Isso é algo tão simples e, ao mesmo tempo, tão difícil de se explicar. A segurança verdadeira não está em texto ou em fala, mas em uma condição de ambiente emocional. A criança faz a leitura desse ambiente seguro nos olhos dos pais”, enfatiza Cacá.

Dessa forma, se diante de momentos como agora os pais fingem uma normalidade, acabam transferindo insegurança aos pequenos, que, por sua vez, não conseguirão ter o sono restaurador. Em sua opinião, é melhor um sincero “não sei”, como resposta ao filho que questiona o que está a se passar no mundo agora, do que criar um cenário fantasioso. “A consciência da morte, da fragilidade, é o grande desafio da experiência do momento atual. É como se lembrássemos de novo que somos mortais, uma finitude que não está mediada pelo tempo. Essa condição de finitude sempre existiu, mas agora esse assunto ficou claro. E é como estou me relacionando com isso neste momento que vai me facilitar o dormir”, diz Cacá.

Conexão pelo cheiro
Mesmo que tenhamos consciência da necessidade do sono para restauração do nosso corpo físico e emocional, nem sempre pode ser simples esse processo. Por esse motivo, recorrer a métodos naturais como a aromaterapia pode ser um facilitador. A aromaterapeuta Renata Maria Badin conta que, muito antes da capacidade de pensar, o cérebro humano já havia desenvolvido o sistema límbico, onde se situa o olfato. “Os cheiros foram, desde muito tempo, um referencial de orientação para o homem, exercendo uma poderosa influência em nossa natureza emocional, agindo direto no subconsciente”, aponta.

Um óleo essencial pode exercer ações diversas no corpo humano, como antibióticas, anti-inflamatórias e antioxidantes, por exemplo. Estudos apontam que também carregam funções ansiolíticas, calmantes, tranquilizantes, sedativas e antidepressivas. “Os óleos essenciais são ‘vivos’ porque contêm em si a energia vital da planta. Costumo dizer que elas estão aqui há milhões de anos, conhecem o Sol, a Lua, as estrelas, os quais guardam dentro de si e nos oferecem essa energia para a nossa cura, nosso bem-estar e nosso crescimento.”

A dica de Badin para se entregar ao sono é que, meia hora antes de dormir – de preferência por volta das 22h –, você desligue a televisão, o celular e o computador para fazer um ritual com os óleos em escalda-pés, em massagens ou banhos. Os que têm dificuldade de dormir devem aproveitar o ritual para “inalar, inspirar bem os aromas, fazer respirações conscientes e se concentrar apenas no momento”, observa a aromaterapeuta. Enfim, o sono parece mesmo um lugar de mistério e restauro que nos faz um chamado cada vez mais necessário. Seja lá o que optemos por fazer, aromaterapia, meditação, ioga ou nenhuma dessas opções – ou todas –, desejo que possamos nos entregar ao sono com a alegria e a confiança de um bebê que encontra um lugar de segurança no fechar os olhos. Por enquanto, fica aqui meu boa-noite. Durma bem.

*Por GUSTAVO RANIERI aprendeu com suas crianças a passar dias e noites sonhambulando.
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*Fonte: vidasimples

Quanto tempo cada alimento dura na geladeira?

Inegavelmente, a geladeira foi uma invenção do ser humano que revolucionou a forma como armazenamos comida. Até por isso, tornou-se bastante comum que as pessoas acabem esquecendo certos alimentos dentro desses eletrodomésticos e continuarem achando que eles estão em boas condições apenas por estarem sendo mantidos em baixas temperaturas.

O problema, entretanto, é que na prática as coisas não funcionam bem assim. Laticínios, carnes, vegetais e qualquer outro tipo de alimento estão sujeitos a sofrer deterioração e possuem um tempo estimado para serem consumidos de maneira segura e é sobre isso que falaremos nesse texto.

Atenção no mercado

O primeiro passo para evitar com que os alimentos estraguem na geladeira começa ainda dentro do mercado. Mantenha-se sempre atento na hora das compras e busque por sinais que mostrem que o produto adquirido permanece próprio para consumo após sair das prateleiras.

No caso de vegetais, frutas, saladas e produtos não industrializados, o ideal é ficar de olho na aparência. Veja se nenhum deles já está estragado ou amassado. Sobretudo, as cascas desses alimentos devem estar sempre intactas para assegurar a integridade. Já para carnes embaladas à vácuo, escolha sempre aquelas sem sinais de bolhas de ar, com aspecto liso e de cor avermelhada.

Por fim, outro ponto essencial para prestar atenção são os rótulos dos produtos industrializados. Além das tradicionais informações sobre data de fabricação e data de validade, alguns rótulos trazem dados importantes sobre a maneira como cada alimento deve ser conservado e sobre o tempo máximo de consumo após aberto.

Tempo de consumo

Pensando na segurança dos consumidores brasileiros, o Serviço Social do Comércio (Sesc) desenvolveu uma série de cartilhas educativas do programa “Mesa Brasil – Segurança Alimentar e Nutricional” para estabelecer a temperatura e o tempo máximo de armazenamento de produtos refrigerados. Então, atente-se para os seguintes detalhes na sua geladeira após estes produtos serem abertos:

Leites e derivados: 5 dias a 7?°C
Ovos: 7 dias a 10?°C
Carnes: 3 dias a 4?°C
Frutas, verduras e legumes: 3 dias a 5?°C
Produtos de panificação e confeitaria: 5 dias a 5?°C
Frios e embutidos: 3 dias a 4?°C
Sobremesas e preparações com laticínios: 3 dias a 4?°C
Maionese: 2 dias a 4?°C

*OBS: Vale ressaltar que o consumo de alimentos impróprios pode resultar em diarreia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos e perda de apetite. Em caso de um desses sintomas, busque ajuda médica imediatamente.


*Por Pedro Freitas

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*Fonte: megacurioso

Qual é a diferença entre ‘diet’ e ‘light’?

Pois é: você vai ao mercado e frequentemente vê rótulos com os termos diet e light e fica com uma certa dúvida do que realmente significam. Por estes termos estarem em alta e serem direcionados pela mídia a um público que se preocupa com a saúde, o processo de influência é considerado eficiente e, assim, você realiza a compra desses produtos e tem como estratégia manter esses produtos na alimentação sem qualquer tipo de conhecimento e recomendação médica a nutricional.

Como o rótulo diz pouco sobre o alimento, muitas vezes há uma grande atração e expectativa sobre eles, e, principalmente pela falta de conhecimento, acontece a ingestão indiscriminada e sem recomendação. A grande questão é que eles podem não ser tão interessantes nutricionalmente, por isso, vamos entender as diferenças entre eles e quando devem ser consumidos.

Quando comer alimentos diet e light?

Por serem utilizadas palavras em inglês, há uma certa falta de compreensão e confusão sobre seus significados. Muitas pessoas acabam achando que produtos diet são para diabéticos, por não conter açúcar, e os produtos light são saudáveis, por não conter gordura. Mas não é bem esta a definição:

Diet

Corresponde a produtos que possuem a exclusão total de um ingrediente, como sal, açúcar, gordura etc., e são direcionados a pessoas que possuem restrição na alimentação por conta de comorbidades, como pressão alta (evitar a ingestão de sódio), diabetes (ter uma dieta pobre em diversos tipos de açúcares/carboidratos), colesterol alto (diminuir o consumo de gorduras saturadas e trans), triglicérides alto (evitar gordura e açúcar).

Por isso mesmo, este não é um produto que possui baixas calorias, como normalmente é pensado. Por conta da ausência de um ingrediente, é necessária a adição de outros componentes para que alguns produtos fiquem saborosos. No contexto final, ele pode acabar sendo mais calórico que alimentos normais ou convencionais e nutricionalmente não saudável.

Light

Caracteriza-se por produtos que têm redução de pelo menos 25% de um ingrediente que está em sua composição (sal, gordura, açúcar etc.) ou diminuição calórica. Assim como o produto diet, o light implica em algumas questões: por ter algum ingrediente, como a gordura, diminuído em 25%, esquecemos de verificar a quantidade dos outros elementos, como o sal e o açúcar, que podem ser mais altos. Por isso, sempre olhe o rótulo antes de comprar qualquer produto.

Esteja sempre atento ao rótulo. A composição do alimento encontra-se lá (quantidades de sódio, gordura, açúcar, por exemplo). Faça a comparação com produtos convencionais. Não se influencie por estes termos, pois eles não são sinônimos de saudável, já que são industrializados e também bem mais caros.

*Por Marcela Andrade Lopes

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*Fonte: megacurioso

Estes são os dez maiores mitos sobre nutrição

Nos dias de hoje, as notícias e informações chegam até nós de modo rápido. No entanto, nem sempre chegam de forma verídica, como é o caso de fake news. Dessa maneira, é preciso ficar atento, afinal, tomar algum remédio milagroso ou até mesmo começar dietas de famosos pode prejudicar a nossa saúde. Para isso, separamos os dez maiores mitos acerca de comida e sua importância nutricional.

Os dez maiores mitos já contados sobre alimentação:


Alimentos gordurosos não são saudáveis
Para ter o corpo perfeito, muitas pessoas eliminam completamente alimentos gordurosos de suas refeições. Porém, a gordura dietética é essencial para a manutenção do organismo. A baixa ingestão de gordura pode acarretar em problemas cardíacos, aumento na resistência à insulina e nos níveis de triglicerídeos, relata estudos.

A refeição mais importante do dia
Até então, muitos acreditavam que ingerir um café da manhã reforçado era algo saudável, entretanto, uma pesquisa realizada em 2014, revela que não é bem assim para os adultos. O estudo mostra que, ao renunciar o café da manhã, estará reduzindo a ingestão de calorias diárias.

Uso de adoçantes não nutritivos
Na busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas se interessam por alimentos sem açúcar, com baixas calorias e carboidratos. Dentre eles, o uso de adoçantes não nutritivos (NNS) têm crescido de forma significativa. Porém, a ingestão de NNS pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, acarretando em uma desregulação do açúcar no sangue, sugere estudo.

Batatas podem ser ingeridas normalmente
Dentre um dos dez maiores mitos sobre alimentação, está na eliminação da batata da dieta. Para muitos, trata-se de algo prejudicial a saúde, no entanto, ao ser inserida nas refeições corretamente, pode ser fonte de nutrientes, como potássio, fibras e vitamina C. Estudos comprovam sua eficácia quando cozida ou assada, mas fritas não é a melhor opção.

Ingerir produtos light
Apesar de tentadores, produtos cujo rótulo apresenta frases como: light, diet, zero gorduras, baixo teor de gordura podem não ser a melhor opção. Dentre um dos dez maiores mitos nutricionais, um estudo demonstrou como esses produtos são fabricados com muito mais açúcar e sal que os convencionais.

Dieta de baixas calorias e perda de peso
Um erro cometido por muitas pessoas é ingerir poucas calorias ao longo do dia. Isto é, a perca de peso ocorre a curto prazo, entretanto, uma pesquisa relata as consequências dessa dieta. Dentre elas, podemos citar: alteração nos hormônios de saciedade, redução na taxa metabólica e aumento na sensação de fome.

Ser magro nem sempre é sinal de ser saudável
A busca pela perca de peso nem sempre está relacionado com estética. Em alguns casos, onde o indivíduo se encontra acima do seu peso ideal, o excesso de gordura pode ser prejudicial. Podendo provocar diabetes tipo 2, doenças cardíacas, depressão, certos tipos de câncer e até morte prematura, segundo alguns estudos.

O risco por trás do suplemento de cálcio
Entre os dez maiores mitos associados a saúde alimentar, podemos citar a ingestão de suplemento de cálcio para o fortalecimento dos ossos. Porém, após uma pesquisa, cientistas descobriram que a ingestão desse suplemento oferece malefícios à saúde. Dentre eles, podemos citar as doenças cardíacas.

Comer muito carboidrato faz engordar mais rápido
Do mesmo modo que a gordura, muitas pessoas passaram a retirar os carboidratos de sua dieta, com medo que viesse causar doenças cardíacas, diabetes ou obesidade. Estudos demonstram que o ideal é comer na medida certa, e em conjunto com demais alimentos, possibilitando um equilíbrio entre as calorias.

Alimentos ricos em colesterol
Durante muitos anos, esses alimentos carregam uma má fama graças aos equívocos gerados de uma pessoa para outra, principalmente a respeito da saúde do coração. Portanto, um dos dez maiores mitos alimentícios é a retirada de comidas ricas em colesterol, de uma dieta. Uma vez que ingerir ovos ou iogurte, pode ser uma forma de saciar a fome, revela estudo.

*Por Ruth Rodrigues

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*Fonte: socientifica