As cidades devem pensar nas árvores como uma infraestrutura de saúde pública

Plantar árvores é uma forma de melhorar a saúde das pessoas, e uma medida muito fácil e barata de se tomar. As árvores, além de embelezar uma cidade, proporcionam ar fresco e limpo. Por isso deveria se pensar nelas como uma infraestrutura de saúde pública.

Todas as pessoas deveriam poder respirar ar puro. Isso deveria ser possível também nas grandes cidades. As árvores não só ornamentam as ruas como ajudam a manter a saúde física e mental dos seus habitantes, ajudando a criar um ambiente mais saudável.

A organização The Nature Conservancy questiona por que não são incluídos esses conceitos nos orçamentos governamentais direcionados à saúde pública.

Esta organização elaborou recentemente um documento que explica com cifras as razões pelas quais se deve mudar o paradigma das verbas públicas, para incluir o investimento em criação e manutenção de áreas verdes nos gastos de saúde.

Para elaborar este documento usou-se o exemplo dos Estados Unidos, já que nesse país se dedica apenas 1% do seu orçamento para o plantio e manutenção das áreas verdes – e somente um terço disso é realmente investido. Como consequência, as cidades do país norte-americano perdem cerca de 4 milhões de árvores por ano.

Este é um documento oficial que detalha o problema, suas causas, conceitos e as soluções para lutar contra ele.

Se estima que com uma média de 8 dólares por pessoa em cada ano seria possível impedir a perda de árvores no país.

Também seria possível aumentar o aproveitamento dos benefícios que elas geram. O número não sugere o valor, senão apresenta uma mostra de que esse investimento necessário também é possível.

Investimento verde diminuindo

Com respeito aos investimentos, o informe indica que, atualmente, os municípios estão gastando menos com o plantio e o cuidado das árvores, em comparação com o que era gasto em décadas anteriores.

A falta ou presença de árvores em um local muitas vezes está ligada ao nível de renda de um bairro. Isso também cria uma enorme desigualdade nas cifras de saúde.

Nos Estados Unidos, a diferença nas expectativas de vida entre bairros de uma mesma cidade que estão próximos geograficamente pode chegar a ser de até uma década.

Embora a diferença nos índices de saúde não tem a ver somente com a questão das árvores, os investigadores asseguram que os bairros com menos áreas verdes têm piores resultados com relação à saúde de seus residentes. Desta forma, é possível concluir que a desigualdade urbanística pode se refletir em piores níveis saúde.

Entretanto, há outras cidades (como é o caso de Londres) ou países (como é o caso da China ou da Nova Zelândia) onde existe sim uma preocupação em promover o reflorestamento de forma mais massiva.

Medidas para aumentar as áreas verdes numa cidade

O documento propõe uma série de conselhos que podem ser usados pelo poder público e privado, entre os quais estão os seguintes:

Implementar políticas que incentivem o semear de árvores, seja por iniciativa privada ou pública.

Intercâmbios municipais que visem facilitar a colaboração de organismos de saúde pública e agências ambientais.

Relacionar o financiamento de árvores e parques a objetivos e metas das políticas de saúde pública.

Educar a população sobre os benefícios das áreas verdes para a saúde pública, e também sobre o impacto econômico das mesmas.

 

………………………………………………………………………
*Fonte: cartamaior

As mulheres que vivem rodeadas por plantas vivem mais, é o que confirma a ciência

Certamente morar em lugares arborizados e com muito verde deve nos proporcionar uma vida mais plena.

Pesquisadores da universidade de Harvard divulgou um estudo na Environmental Health Perspectives, o mesmo mostrou que as mulheres que vivem em um espaço rico em vegetação vivem mais. Acontece que nesses lugares o índice de mortalidade é reduzido em 12%.

Sem dúvida, morar em uma área cercada de árvores, parques ou bosques nos ajuda a viver melhor e a enriquecer nossa mente. De fato, parece que nesses casos a taxa de mortalidade é reduzida em 12%. Um fato que confirma a importância dos benefícios ligados à exposição à natureza.

O estudo que tem o objetivo de comprovar os benefícios possíveis de estar em contato com a natureza, demostra deixar muita contribuição ao caso, se analisando que o teste foi realizado com uma grande quantidade de mulheres, no total 108 mil e durou por 8 anos, no período de 2000 e 2008. Esta análise da exposição à natureza foi cuidadosamente estudada e não simplesmente com uma autoavaliação dos participantes.

As participantes da pesquisa puderam vivenciar vantagens de vidas passadas aproveitando o verde dos bosques e parques, tanto psicológica quanto fisicamente. De acordo com o pesquisador Peter James: “uma grande parte dos aparentes benefícios dos altos níveis de vegetação parece estar associada à melhoria da saúde mental”. No estudo uma boa porcentagem das mulheres apresentaram diminuição nos níveis de depressão, isso se deve ao fato da possibilidade de poder ter ralações sociais e atividades em maior medida.

Cercar-se de plantas pode apresentar alívio mais do que psicológico, como também reduzir a mortalidade por doenças respiratórias e tumores. Os estudos supõem que viver em lugares arborizados ajuda a diminuir os riscos de doenças relacionados a poluição.

A dica dos especialistas é que, mesmo que não possamos morar em áreas onde o verde é abundante, pelo menos devemos adquirir o habito de cultivar plantas em casa. Faça jardins ou de sua varanda um bom lugar para mantê-las mais próximas a nós.

*Por Rejane Regio

…………………………………………………………………………………………………………………
*Fonte: Harvard T.H. Chan School of Public Health / educadoreslivres

 

Lynn Margulis: as bactérias que vivem dentro de nós

Muito antes de surgir o primeiro animal, toda a vida na Terra era microscópica e unicelular. Consistia em bactérias, essencialmente. Bactérias na água, na superfície e no subsolo, experimentando uma miríade de truques bioquímicos para sobreviver.

Foi lá que uma bacteriazinha teve uma sacada digna de Elon Musk: usar os fótons que chegavam do Sol, combinados com o gás carbônico abundante disponível na atmosfera, para produzir açúcar (isto é, comida). O nome desse processo é fotossíntese, e ele foi ridiculamente bem-sucedido. Afinal, permitia à dita cuja viver de luz, como um bom hippie.

Só tinha um problema: a tal da fotossíntese liberava pelo escapamento um gás raro na Terra daquela época – e muito tóxico. O nome dele é oxigênio. Boa parte do ferro diluído na água dos oceanos enferrujou e se precipitou no leito – dando origem às jazidas do metal que hoje são exploradas por empresas como a Vale. Vários micróbios não conseguiram lidar com a novidade e morreram sufocados, em um dos grandes eventos de extinção da história da Terra.

Outros, porém, deram um jeito de se aproveitar do oxigênio para gerar a própria energia, usando um processo inovador chamado respiração. As primeiras bactérias que respiravam eram exceção, e não regra. Uma exceção muito eficaz.

O melhor, porém, estava por vir. Um belo dia, uma bactéria com fome, que não sabia respirar oxigênio, engoliu uma outra bactéria, menor, do tipo que sabia respirar oxigênio. Ela teve uma indigestão e, por qualquer motivo, não conseguiu digeri-la. Milagrosamente, a bactéria engolida não só continuou respirando como começou a se multiplicar lá dentro. Se tornou uma usina de processamento de oxigênio instalada no “estômago” da bactéria maior, que fornecia muita energia. Era uma revolução tecnológica.

Essa dupla inusitada de bactérias conseguiu fazer coisas que nenhuma bactéria sozinha conseguiria. Por exemplo, dar origem a seres multicelulares como você, caro humano leitor. Hoje essas bactérias engolidas continuam dentro das nossas células, respirando para nós. Elas se chamam “mitocôndrias”. As bactérias que faziam fotossíntese também foram engolidas eventualmente, e de maneira análoga se tornaram os cloroplastos das células vegetais.

A teoria de que as mitocôndrias são ex-bactérias engolidas se tornou consenso científico graças ao trabalho da bióloga Lynn Margulis. Não sem esforço: o artigo de 1967 em que ela apresentou a ideia foi rejeitado por 15 periódicos científicos (ela chegou a receber, por escrito: “seu trabalho é um lixo, não tente de novo”). Os 15 periódicos estão arrependidos até hoje.

No início da carreira, Lynn carregava a pecha de ter sido esposa de Carl Sagan – um lembrete desconfortável de que mulheres são mais lembradas por seus maridos que por suas realizações. Depois, se tornou uma voz independente e potente. Em parceria com o filho Dorion Sagan, escreveu numerosos livros sobre a evolução da perspectiva microscópica. Foi uma darwinista apaixonada, que criticou com precisão cirúrgica a aplicabilidade do arcabouço teórico do naturalista aos seres vivos pequenos.

Na década de 1980, os trabalhos de Lynn com as mitocôndrias e de Carl Woese com o domínio das arqueias – um tipo de bactéria até então desconhecido, que geneticamente é tão diferente das bactérias comuns quanto nós somos – inauguraram uma nova era no estudo da história da Terra.

Até a década de 1950, os paleontólogos dominavam a área, e o foco estava todo sobre os animais macroscópicos, que geravam fósseis. Dali em diante, a perspectiva da genética e da microbiologia entraram em cena, e a ideia prepotente de que o ser humano é o ápice da evolução caiu por terra de vez. O mundo é das bactérias – e nós só vivemos aqui porque elas deixam.

*Por Bruno Vaiano

…………………………………………………………………
*Fonte: superabril

Está na hora de tratarmos o açúcar como lidamos com o tabaco?

Não é de hoje que observamos que a população brasileira está cada vez mais gorda – o índice de obesos cresceu 42% em uma década (entre 2007 e 2017), segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, enquanto o índice de fumantes caiu 40% no mesmo período.

Entre as razões apontadas por pesquisadores para o aumento da obesidade estão o excesso de consumo de açúcar, especialmente aquele adicionado às bebidas açucaradas e aos produtos ultraprocessados, cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros. São alimentos que contêm mais sal, mais açúcar, mais gordura, além de uma série de aditivos e conservantes que ninguém sabe precisamente o real efeito sobre a saúde.

Um estudo divulgado no último dia 11 na revista científica British Medical Journal afirma que o consumo de bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos adoçados artificialmente está associado a um risco maior de desenvolvimento de certos tipos de câncer, como o de mama, próstata e intestino.

O estudo foi conduzido por pesquisadores franceses que avaliaram o comportamento de mais de 100 mil adultos e descobriram que quem ingere apenas 100 ml de bebidas açucaradas por dia tem um risco 18% maior de ter câncer.

Além disso, há diversos problemas de saúde crônicos associados ao aumento da obesidade, especialmente a hipertensão arterial e o diabetes, até pouco tempo consideradas doenças exclusivas de adultos. Estima-se que, por causa desses problemas, uma geração inteira de crianças viverá pior do que os seus pais, acendendo o alerta vermelho para pesquisadores, instituições e governo.

Afinal, está na hora de tratarmos o açúcar como tratamos o tabaco?

Cerco às bebidas açucaradas

A BBC News Brasil ouviu nutricionistas, representantes de entidades de defesa do consumidor, pesquisadores, Ministério da Saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a indústria de alimentos e bebidas para discutir os malefícios do açúcar para a saúde e o que está sendo feito em saúde pública para minimizar esses danos.

A conclusão é que a preocupação com o excesso de consumo existe, tanto por parte das entidades de defesa do consumidor, que sugerem medidas mais duras, como o fim da publicidade voltada para o público infantil e alertas nos rótulos dos alimentos, quanto por parte do governo, que admite o problema e destaca como medida a assinatura de um acordo com a indústria para a redução da quantidade de açúcar nos alimentos industrializados.

Mas, para entidades e pesquisadores, isso ainda é muito pouco e o país está longe de ter uma medida realmente efetiva em saúde pública contra o açúcar.

“Com relação ao açúcar, nós estamos a quilômetros de distância do sucesso da campanha contra o tabagismo, que foi uma das campanhas de saúde pública de maior sucesso no país. E nenhum país ainda conseguiu reverter ou estagnar o índice crescente de obesidade”, disse a nutricionista Maria Laura da Costa Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP), e professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para pesquisadores e entidades de defesa do consumidor, o primeiro passo para lidar com o problema de maneira eficaz seria alterar a rotulagem dos alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas adicionando um símbolo de alerta indicando alto teor de açúcar, de sódio ou gordura na parte frontal da embalagem.

Depois, defendem tributar a produção de bebidas açucaradas, que no Brasil tem subsídio do governo: nos últimos dias o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou um decreto ampliando de 8% para 10% o benefício fiscal do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para a fabricação de concentrados de refrigerantes. “Estamos na contramão dos países desenvolvidos. Cerca de 40 países tributam as bebidas e aqui concedemos isenções e créditos fiscais. O caminho do subsídio é um grande problema a ser enfrentado”, avalia a nutricionista Ana Paula Bortoletto, líder do Programa de Alimentação Saudável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Ultraprocessados

Entre os exemplos de alimentos ultraprocessados estão pães de forma, iogurtes prontos, sucos de caixinha, macarrão instantâneo, barras de cereais, gelatinas e até o aparentemente inofensivo peito de peru. São alimentos cada vez mais consumidos pelos brasileiros – pela facilidade de acesso e pelo baixo preço – mas são ricos em calorias, sal, açúcar, gordura, além de uma série de aditivos e conservantes que ninguém sabe de fato o real efeito sobre a saúde. As bebidas açucaradas incluem refrigerantes, néctares (sucos de caixinha), sucos em pó e outras bebidas adoçadas.

Trata-se de uma classificação “nova” da tabela de alimentos, que passou a ser considerada apenas em 2014 com a publicação da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, e a adoção do sistema de classificação alimentar NOVA, elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da USP.

Segundo a nutricionista Maria Laura Louzada, pesquisadora do Nupens e professora da Unifesp, a alteração ocorreu depois que pesquisadores perceberam, por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que a população comprava cada vez menos açúcar refinado, sal e óleo, mas continuavam engordando.

Ao mesmo tempo, havia cada vez mais industrializados à mesa. “Nos demos conta de que o problema não era exatamente o açúcar que adicionamos ao cafezinho, mas sim o açúcar presente nos outros alimentos”, explicou.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto maior consumidor de açúcar no mundo (12 milhões de toneladas/ano), atrás apenas da Índia, da União Europeia e da China. Ainda segundo a entidade, o brasileiros consomem 50% a mais de açúcar do que o recomendado. Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome, em média, 18 colheres de chá do produto (o que corresponde a 80g de açúcar/dia), quando o recomendado pela OMS seria até 12 colheres.

O consumo excessivo de açúcar causa, entre outros problemas, danos ao fígado, que armazena glicose (um tipo de açúcar) e, em excesso, se transforma em gordura; danos ao pâncreas, responsável pela liberação da insulina (que auxilia na entrada de glicose nas células); aumento do aparecimento de cáries nos dentes; além do excesso de peso que pode evoluir para obesidade, pressão alta, diabetes e outras complicações. “Enquanto países do hemisfério Norte já consomem 80% de alimentos ultraprocessados, nós ainda consumimos em torno de 30%. É possível reverter isso, mas ainda falta muita informação”, avalia Bortoletto, do Programa de Alimentação Saudável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Debate sobre alteração dos rótulos

Para tentar frear a epidemia de obesidade e o aumento da ingestão de produtos ultraprocessados, pesquisadores e entidades de defesa do consumidor sugerem a alteração na rotulagem dos alimentos, incluindo símbolos na parte da frente da embalagem alertando para o alto teor de açúcar, sódio e gordura, a exemplo do que já está sendo feito no Chile e no Canadá. Hoje, os rótulos não são obrigados a informar a quantidade de determinado nutriente, apenas que ele está presente na composição.

Na avaliação da engenheira de alimentos Rosires Deliza, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, se o consumidor souber o que está de fato consumindo, ele poderá buscar comprar o alimento que ele considerar mais saudável. “É muito difícil traduzir um rótulo da forma como é feito hoje. A ordem que os ingredientes aparecem indica qual deles está em maior quantidade. O açúcar, em geral, é o primeiro da lista. Mas ninguém é obrigado a saber isso”, afirma Deliza.

Para descobrir se o consumidor conseguia identificar alimentos saudáveis e não saudáveis por meio da embalagem, Deliza e uma equipe de pesquisadores da Embrapa avaliaram a eficácia da rotulagem atual, chamada GDA (referência de ingestão diária em relação a uma dieta adulta padrão), com outros seis modelos de rótulos, incluindo o semáforo nutricional (de colocar alertas em cores verde, vermelha e amarela) e cinco símbolos de alerta: octógono preto, triângulo preto, círculo vermelho, lupa vermelha e lupa preta.

“Constatamos que o modelo atual, o GDA, foi o que as pessoas tiveram mais dificuldades de indicar os alimentos saudáveis por serem rótulos confusos. Com o semáforo, gerou confusão, pois uma mesma embalagem podia ter cor vermelha por ser alta em sódio, mas também a cor verde por ter pouco açúcar. Entre os alertas, o octógono preto foi o símbolo que as pessoas identificaram mais rápido, como sendo algo prejudicial”, explicou a pesquisadora.

Com base nesses dados, as entidades propõem mudanças nas rotulagens. O assunto está em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há mais de um ano e a previsão é que uma consulta pública seja disponibilizada para a população opinar sobre o tema em setembro deste ano. Em nota, a Anvisa informou que a norma vigente sobre rotulagem nutricional é de 2003 e, apesar dos avanços, ainda há dificuldades de utilização dessa rotulagem pelos consumidores brasileiros.

“A principal razão para intervenção regulatória da Anvisa é garantir aos consumidores o acesso às principais informações sobre os alimentos, de forma simples, padronizada, precisa e compreensível, evitando práticas enganosas e contribuindo para a promoção da saúde”, informou a agência, em nota. A Anvisa informou ainda que uma das principais alternativas regulatórias será, sim, o uso da rotulagem nutricional frontal com a divulgação de nutrientes considerados críticos à saúde, entre eles o açúcar.

As entidades também defendem o fim da publicidade voltada para o público infantil, associando personagens e bichinhos aos alimentos considerados não saudáveis, além do aumento da tributação das bebidas açucaradas – no Brasil, elas são fabricadas na Zona Franca de Manaus, com isenção de impostos.

Acordo com a indústria

O Ministério da Saúde admite o problema e afirmou, em nota oficial, que a prevenção da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis é uma das prioridades do governo. Como exemplo, cita que fez acordo com a indústria de alimentos e assumiu a meta de reduzir 144 mil toneladas de açúcar até 2022, em cinco categorias de alimentos: mistura para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoito recheados.

“Ao estabelecer a meta até 2022, o Brasil se destaca como um dos primeiros países do mundo a buscar a diminuição do açúcar nos alimentos processados e ultraprocessados. A meta foi estabelecida por meio de um Termo de Compromisso assinado entre o Ministério da Saúde e associações representativas do setor produtivo brasileiro”, diz a nota. O acordo é similar ao pacto firmado em 2011 para a redução de sódio nos alimentos, eliminando mais de 17 mil toneladas de sódio em quatro anos.

Segundo o ministério, as associações Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação); Abimapi (Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) e Viva Lácteos (Associação da Indústria de Lácteos) comprometeram-se com essa meta de forma voluntária.

Para pesquisadores da área, esses acordos são pouco efetivos, pois além de serem voluntários, possuem metas muito baixas.

O governo afirmou também que, no ano passado, o país assumiu o compromisso de deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; como reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

“Para qualquer mudança precisa haver uma parceria muito grande entre governo, entidades, indústria. Não adianta nada fazermos estudos, chegarmos ao resultado e não ser colocado em prática. O Chile implementou de maneira pioneira a mudança nos rótulos faz dois anos. Estamos todos querendo saber os resultados”, avaliou Deliza, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e a Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (Abir) informaram ter consciência de sua responsabilidade em contribuir com bem-estar de seus consumidores, produzindo alimentos saudáveis e seguros. “Em relação à redução do açúcar, 68 empresas associadas assinaram o termo de compromisso [com o Ministério da Saúde]. Juntas, representam 87% do mercado nacional de alimentos e bebidas”, diz a nota.

A indústria de alimentos e bebidas informou ainda que apoia a mudança nos rótulos e que está contribuindo com a Anvisa. “A Rede Rotulagem, formada por 20 entidades ligadas ao setor, defende que sejam utilizados rótulos informativos com todos os dados para que o consumidor tenha liberdade de escolha. Entende que os modelos de advertência não são democráticos e comprometem a percepção do consumidor. São propostas alarmistas sem o objetivo de informar e, tampouco, auxiliar as pessoas”, afirma o comunicado.

Com relação à publicidade dirigida ao público infantil, a Abia informou que possui um acordo de apenas anunciar produtos para crianças menores de 12 anos de idade que atendam aos critérios nutricionais comuns ou não anunciar produtos para menores de 12 anos. E com relação à sugestão de taxar as bebidas açucaradas, a Abir informou que “não há nenhum estudo que comprove a eficácia desta medida no combate à obesidade, doença multifatorial. Focar em refrigerantes também seria ineficaz. Dados da Vigitel/Ministério da Saúde constataram uma queda de 40% no consumo de refrigerantes na última década.”

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou, em nota, que “rechaça todas as pretensões de controlar o consumo de açúcar por vias regulatórias”. Acrescenta que “é comprovado que a maior parte do consumo de açúcar do país provém da adição feita no preparo final dos alimentos”. A Unica disse ainda ser a favor do debate de ideias e da busca de soluções que garantam a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

*Por Fernanda Bassette

…………………………………………………………………………….
*Fonte: bbc-brasil

Por que exercícios são um remédio milagroso

Não é nenhuma novidade que exercício físico faz bem para a saúde. Mas quão bem?

Novas pesquisas têm revelado que os benefícios de se mexer vão muito além do que qualquer um poderia esperar.

Os efeitos da atividade física ultrapassam o controle do colesterol e da pressão e possuem um alcance muito mais amplo do que os músculos e o sistema vascular, afetando profundamente até mesmo a saúde do cérebro.

Se estiver precisando de um incentivo, você está no artigo certo. Abaixo, você pode conhecer alguns dos mecanismos que explicam todas as vantagens de se exercitar. Vale observar que os cientistas imaginam um futuro no qual o exercício será a terapia de ouro.

 

Para o cérebro

Exercícios físicos cumprem muitas funções no corpo humano. Por exemplo, mantêm nossos vasos sanguíneos dilatados e funcionando bem, o que por sua vez torna menos provável que entupam e causem ataques cardíacos e derrames. Com mais fluxo sanguíneo no cérebro, podem até ajudar a prevenir doenças cognitivas, como o Alzheimer.

Falando de atividade física e cérebro, um estudo norueguês com recrutas militares descobriu que a aptidão aeróbica na idade de 18 anos podia prever o risco de demência mais tarde na vida.

Outro estudo com mulheres suecas de meia idade concluiu que as mais aptas fisicamente tinham oito vezes menos risco de demência nos próximos 44 anos.

E uma pesquisa da Clínica Mayo, nos EUA, descobriu que 12 semanas de atividade física intensa leva a um aumento da captação de glicose e maior atividade metabólica no cérebro, particularmente em regiões que mostram declínio em pacientes com doença de Alzheimer.

 

Músculos, diabetes e câncer

Uma coisa importante que o exercício físico faz é criar músculos mais fortes. Isso ajuda na saúde de várias formas.

O músculo é o maior consumidor da glicose que é liberada na corrente sanguínea após uma refeição. Quanto mais músculo uma pessoa tem, mais rápido essa glicose é removida. E quanto mais rápido ela é removida, menos exposição há aos danos causados pelo aumento de açúcar no sangue. Só isso já serve como remédio para pessoas propensas a diabetes.

Também é um mecanismo importante para o processo de envelhecimento: o crescimento de músculos diminui o declínio da função da mitocôndria, o combustível das nossas células. Com elas funcionando bem, há menos danos oxidativos no corpo.

As proteínas dos músculos ainda servem como “reservatórios de aminoácidos” para o resto do corpo. Isso é especialmente importante quando estamos doentes – nosso sistema imunológico precisa de muitos aminoácidos para produzir anticorpos.

Por fim, o maior benefício vem das moléculas de sinalização, as mioquinas, ativadas e liberadas em resposta ao esforço muscular. Elas ajudam no crescimento muscular, no metabolismo dos nutrientes, na inflamação e numa série de outros processos.

Uma das mioquinas mais importantes é a interleucina-6, capaz de suprimir a fome e melhorar a resposta do sistema imunológico ao câncer. Outra, a catepsina B, pode levar a mudanças benéficas no cérebro, como a produção de novas células cerebrais.

 

Inflamação

De acordo com Bente Klarlund Pedersen, fisiologista do exercício na Universidade de Copenhague (Dinamarca), a falta de exercício físico leva a um risco maior de pelo menos 35 doenças.

Isso se deve, em grande parte, à inflamação crônica. A falta de atividade leva a um maior peso e principalmente mais gordura abdominal, largamente associada à inflamação crônica.

A interleucina-6 é uma das chaves do efeito do exercício sobre a gordura abdominal e a inflamação.

Em um experimento recente realizado por Pedersen e seus colegas, 27 voluntários com gordura visceral fizeram um regime de exercício em bicicleta ergométrica que durou 12 semanas, enquanto outros 26 voluntários permaneceram inativos. Metade dos participantes de cada grupo também recebeu um medicamento que bloqueava a ação da molécula.

No final das 12 semanas, os praticantes de exercício físico haviam perdido gordura abdominal, como esperado, mas apenas se não tivessem recebido o bloqueador da interleucina-6.

 

Exercício como (literalmente) remédio

Sabe aquela coisa de “é bom se exercitar”? Risque isso para “você vai ter que se exercitar”, porque não haverá alternativa melhor para curar doenças.

Alguns estudos têm revelado que a atividade física é mais eficaz que drogas em diversos casos. Por exemplo, uma pesquisa com 64 adultos com diabetes tipo 2 chegou à conclusão de que exercício físico regular pode substituir medicação para diminuir o nível de açúcar no sangue.

Outro experimento com 300 pessoas descobriu que exercícios físicos são tão eficazes quanto remédios para diminuir o risco de doença cardíaca e diabetes, e mais eficazes no caso de reabilitação depois de um derrame.

E a dose?

Uma coisa é saber que exercício físico pode ser medicinal, outra é definir sua dosagem – que tipo, frequência, duração e intensidade devem ser feitos caso a caso, por exemplo, para quem tem risco de diabetes ou histórico familiar de demência. Isso sem contar as dificuldades individuais de cada um, como sobrepeso ou lesões.

Mas os pesquisadores já estão avançando nesse campo complexo. Diversos estudos estão sendo planejados ou executados a fim de chegar a recomendações mais precisas.

Por exemplo, um com 2.000 voluntários irá medir a atividade gênica, a sinalização molecular e outras mudanças no corpo durante atividade física moderada e intensa. Outro irá analisar o efeito do volume de exercício no envelhecimento cerebral através de fatores como inflamação, moléculas de sinalização, composição corporal e outros.

Como o exercício físico muda suas moléculas?

Certamente, mesmo depois de termos resultados detalhados desses e de outros experimentos, a quantidade “certa” de exercício físico irá variar e talvez seja algo difícil de se prescrever.

“Não existe um único sistema de órgãos no corpo que não seja afetado pelo exercício. Parte do motivo pelo qual o efeito do exercício é tão consistente e robusto é o fato de não existir uma única via molecular, mas sim uma combinação de várias coisas. Portanto, no final de todos esses testes, analisaremos não apenas um ou dois mecanismos, mas vários deles. Vai ser uma resposta complicada”, disse Marcas Bamman, fisiologista do exercício da Universidade do Alabama em Birmingham (EUA). [DiscoverMagazine]

*Por Natasha Romanzoti

………………………………………………………………………………
*Fonte: hypescience

Vinho mata até 99% das bactérias que causam infecção de garganta

Eis mais um bom motivo para tomar uma taça de vinho!

Um estudo da Universidade de Pavia, na Itália, publicado no “Journal of Agricultural e Food Chemistry” concluiu que um dos componentes do vinho tem a capacidade de matar até 99% das bactérias que causam infecções de garganta e que dão origem às cáries.

Esse componente anti-bacteriano foi encontrado tanto no vinho tinto quanto no branco.

“Concluímos que este efeito age contra os estreptococos orais patogênicos e também é ativo na prevenção de cárie e patologias do trato respiratório superior”, afirmou Maria Daglia, uma das pesquisadoras.

“Diversos estudos mostram que o consumo moderado da bebida é benéfico para a saúde humana, como proteção contra doenças do coração e até câncer”, completou.

Agora você já tem mais um motivo pra tomar uma taça de vinho!

……………………………………………………………….
*Fonte: euamovinhos

Quando a mente fabrica a doença

Em livro, neurologista Suzanne O’Sullivan descreve pacientes com transtornos psicossomáticos

Quase todos nós aceitamos sem problemas que o coração bata com mais força quando nos aproximamos da pessoa por quem estamos apaixonados, ou que as nossas pernas tremam quando é preciso falar em público. São emoções que provocam sintomas físicos reais. Entretanto, custa aceitar que os mesmos pensamentos que causam um frio na barriga cheguem a desencadear doenças graves, como cegueira, convulsões ou paralisias. E, no entanto, é justamente isso que descreve a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), no qual revê alguns dos casos mais impactantes de doenças psicossomáticas com os quais se deparou ao longo da carreira.

Certa vez, O’Sullivan teve uma paciente, chamada Linda, que percebeu um pequeno inchaço no lado direito da cabeça. Era só um cisto sebáceo, mas ela não parava de fazer exames e consultas. Pouco depois, perdeu a sensibilidade do braço e da perna direitos; a paciente tinha certeza de que o inchaço havia atingido o cérebro. Quando O’Sullivan a examinou, todo o lado direito do corpo – o mesmo onde estava o caroço – já havia perdido o movimento e a sensibilidade. Só que Linda não sabia que o lado direito do cérebro na verdade controla os movimentos do lado esquerdo do corpo, e por isso sua mente se enganou ao criar os sintomas. Linda, na verdade, sofria de um transtorno psicossomático – seus pensamentos desencadeavam sintomas de uma doença inexistente.

Quando O’Sullivan estava se especializando em neurologia, foi ensinada a distinguir os doentes que tinham sintomas físicos causados por conflitos mentais. “Todos os meus pacientes tinham convulsões, mas em 70% dos casos não sofriam de epilepsia: por mais que fossem examinados, não encontrávamos nenhuma lesão ou causa neurológica que explicasse seus sintomas. Tinha de ser algo psicológico.” Mas mandar os pacientes para casa com o diagnóstico que não eram epiléticos não servia de consolo, de modo que a médica se sentiu obrigada a encontrar uma maneira de ajudá-los.

“As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”

Em 2004 ela começou a agir, e desde então, quando encontra um paciente com sintomas, mas sem lesões neurológicas, tenta lhe explicar que a origem dos seus males é um problema psicológico mal resolvido. Geralmente, porém, os pacientes se negam a aceitar esse diagnóstico. “Eles têm um estresse mental do qual não estão conscientes, e alguém está obrigando-os a encará-lo”, diz a médica. “Esses sintomas são uma manifestação do organismo: seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo.”

Ninguém está a salvo dessas doenças, e há centenas de causas que as originam. Segundo O’Sullivan, os casos muito extremos, como as convulsões ou paralisias, costumam nascer de traumas psicológicos severos; os menos graves podem surgir de um amontoado de pequenos esgotamentos que os pacientes não sabem administrar. “Depende da atenção que a pessoa presta às dores. Se ficarem obcecadas e buscarem repetidamente uma explicação médica que não existe, é possível que acabem desenvolvendo a doença psicossomática”, explica O’Sullivan.

Para se curar, o acompanhamento psicológico é indispensável. Segundo O’Sullivan, a primeira coisa a fazer é abandonar a ideia de que há uma enfermidade orgânica. A seguinte etapa é ver como a mente afeta o corpo: se você sente palpitações e nota que está ansioso, elas começarão a parecer muito menos graves, já que você conhece as causas. Mas, se associa essas palpitações a problemas cardíacos, e os exames médicos não comprovam isso, você provavelmente ficará obcecado, e as palpitações irão piorar.

“Seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo”

“Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo.

Após mais de dez anos de dedicação às enfermidades psicossomáticas, Suzanne O’Sullivan continua sem saber apontar o caso mais grave que viu. “Os casos mais duros são os de pessoas que adoeceram quando tinham 16 anos e, aos 50, continuam indo a médicos. Estão cegos ou em cadeira de rodas e continuam se submetendo a operações. Conheço pessoas que comem por um tubo, mas não têm nenhuma doença orgânica. Todas as partes do seu organismo foram afetadas por sua mente”, relata. Nada mais surpreende essa neurologista. “As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”, diz.

*Por M. Victoria S. Nadal

…………………………………………………………………….
*Fonte: elpais-brasil

Quatro recomendações para combater a ansiedade

Há diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

– transtorno obsessiva compulsiva;
– stress pós-traumático;
– pânico;
– agorafobia, ansiedade generalizada, ansiedade social, ansiedade da separação.

De acordo com a Revista Galileu, quatro recomendações podem te ajudar a combater a ansiedade:

1. Meditação ou mindfulness – Não importa o nome da técnica, desde que foque a atenção em estímulos simples como controlar a respiração, fazer um auto avaliação do corpo ou focar-se nos sons ao seu redor. Tudo isso contribui para afastar pensamentos ansiogénicos.

2. Aceitação – Nos últimos anos, as abordagens no tratamento dos transtornos concentram-se também em aceitar os sintomas e não sofrer por estar sofrendo. Apesar do estigma com a saúde mental estar diminuindo aos poucos, a verdade é que ainda atrapalha na aceitação da condição e compromete a recuperação dos pacientes.

3. Acompanhamento psicológico – Das terapias que os especialistas costumam indicar para quem sofre de ansiedade, a cognitiva comportamental é a mais frequentemente recomendada. O tratamento incide em interromper comportamentos ansiosos, o que gera mais resultados positivos.

4. Atividade Física – Praticar esportes de equipe ou exercício físico estimula a liberação de substâncias que ajudam na regulação do organismo e contribuem para a sensação de relaxamento. Por isso, os médicos recomendam o exercício como forma de estimular o próprio corpo a produzir o ‘remédio’ de que necessitamos para sentir prazer.

………………………………………………………………………
*Fonte: psicologiasdobrasil

Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

……………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

É possível regenerar os neurônios: cinco hábitos que podem ajudar

A neurogênese não é um mito: como e em que idades acontece

Durante décadas, foi uma verdade assumida por todos: o ser humano nasce com um número finito de neurônios que vão se degradando e jamais são substituídos. Fim. A vida ofertava a cada indivíduo um pacote fechado dessas células, que deviam ser cuidadas com responsabilidade. Mas nenhuma verdade é absoluta: a ciência se encarregou de comprovar que a geração de neurônios também é uma realidade em outras idades e momentos do ciclo vital, não só durante a fase embrionária. É o processo conhecido como neurogênese adulta; o cérebro fabrica novos neurônios que completam os que cada um desenvolveu pela fusão do espermatozoide e do óvulo dos pais. E as põe para funcionar.

Mas a mudança de paradigma não se restringe ao fato de que esta nova verdade já esteja comprovada. Alguns estudos apontam que esses processos de neurogênese adulta podem criar, podendo precipitar e reforçar os neurônios, que assumem uma série de práticas relacionadas aos hábitos e às rotinas. Por mais que haja opiniões concordantes sobre quando, por que e com que intensidade esses processos de produção são deflagrados, dezenas de pesquisadores comprovaram que a dieta, os exercícios físicos e até a prática de sexo permitem fomentar a neurogênese e dar uma mão para o sacrificado cérebro. Sempre diligente. Sempre funcionando. E crucial para viver mais e melhor.

1.400 novos por dia

Este é o número quantificado por uma equipe de especialistas no Instituto Médico Karolisnka, na Suécia, que analisou a concentração de carbono 14 no DNA dos neurônios presentes no hipocampo de pessoas mortas. Com seu estudo, publicado pela revista Cell, constatou-se que “os neurônios se regeneram também durante a idade adulta e isso pode contribuir para o bom funcionamento do cérebro”.

Mas eles vão além. Os autores adiantam que esses novos neurônios podem ter um valor fundamental para futuras pesquisas relacionadas ao tratamento de doenças neurodegenerativas. “Conhecer essa realidade cria uma expectativa. Abre-se a porta para desenvolver tratamentos diversos que promovam essa geração”, afirma Pablo Irimia, neurologista da Clínica Universidade de Navarra, na Espanha. Afirma, porém, que esses processos de neurogênese adulta têm um papel limitado, incapaz de corrigir lesões cerebrais sérias, e que vão esgotando seu efeito com a idade, mas que “nos dão pistas de que existe a possibilidade de induzir a aparição de neurônios por meio de fármacos e tratamentos concretos”.

Outros especialistas restringem, porém, esses pontos intensos de neurogênese adulta aos primeiros anos de vida, até os sete anos. Durante essa primeira etapa, o padrão genético herdado dos pais é somado a outros neurônios que estabelecem novas redes e circuitos simpáticos, responsáveis pela aquisição de novas habilidades. Mas a aprendizagem permite trabalhar a plasticidade sináptica, a conexão neuronal. E também é importante cuidar deles. O álcool e as drogas matam os neurônios e alteram a plasticidade sináptica. E o tabaco, a poluição e qualquer elemento que afete negativamente o sistema nervoso. E também a falta de exercício mental e a solidão. Por que os neurônios também morrem por inatividade.

Mas vários estudos se encarregaram de estabelecer pautas e mecanismos para promover a neurogênese adulta. Muitos pesquisadores tentaram determinar quais são os processos para estimular a criação de novos neurônios. E os transformaram em conselhos, em boas práticas para ajudar o cérebro em sua tarefa silenciosa. Como? Aparentemente, é mais fácil do que se imagina.

5 hábitos que promovem a criação de neurônios

Sandrine Thuret, neurocientista do King’s College de Londres, é uma das principais pesquisadores da neurogênese no mundo. Ela afirma com contundência que o hipocampo continua gerando neurônios fundamentais para os processos de aprendizagem e memória durante toda a vida. Thuret também aponta, em seus estudos, que esses processos podem ser reforçados adotando-se hábitos de vida saudáveis. E suas conclusões batem com as de outras muitas análises que aprofundam esses temas:

1. Exercício aeróbico. Cientistas da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, descobriram que é uma das técnicas mais adequadas para aumentar a neurogênese. A corrida ou os exercícios de resistência se revelam uma prática adequada, mas é suficiente “caminhar a bom ritmo cinco vezes por semana”, segundo Pablo Irimia.

2. Alimentação. Apostar na dieta mediterrânea e em planos hipocalóricos parece ser, de novo, a decisão mais acertada. Outros estudos, porém, dão um passo além, falando dos flavonoides como alimentos que propiciam a neurogênese adulta. Chá verde, uvas roxas e, sem dúvida, alimentos ricos em antioxidantes devem ser incluídos na dieta habitual por seus efeitos positivos para evitar a degeneração celular.

3. Sexo. O estudo publicado pela US National Library of Medicine comprovou que o hipocampo produz neurônios novos quando o corpo fica exposto à prática do sexo de forma continuada, melhorando assim a função cognitiva. Mas avisam: “A experiência sexual repetida pode estimular a neurogênese adulta desde que esta persista no tempo”. Cabe a cada um estabelecer os horários.

4. Estresse e ansiedade sob controle. É também fator determinante para o correto funcionamento do cérebro, para a manutenção da plasticidade neuronal e para o fomento de processos de neurogênese mais relevantes. Assim, cientistas da Universidade de Oregon apontam que a meditação, entendida como um exercício que controla e elimina a tensão, é uma prática que desencadeia a geração de novos neurônios em idade adulta. Em conclusão: alguns minutos por dia para deixar a mente em branco ajudarão o cérebro tanto em curto como em médio e longo prazos.

5. Mente sempre ativa. Trata-se, talvez, do conselho mais relevante: “A aprendizagem gera conexões entre as diferentes regiões do cérebro e por isso é fundamental para que este possa evitar sua deterioração”, explica o neurologista Irimia, que acrescenta: “Não se trata unicamente de ler muito, mas também de manter uma interação social habitual e estimular constantemente o cérebro”.

O cérebro é a cada dia um pouco menos insondável. Centenas de cientistas se ocupam dele, lutando para desentranhar seus segredos e tentar entendê-lo para cuidar melhor dele. Qual será o próximo mistério a desvendar, o próximo mito a derrubar? Quem sabe? Mas o que é certo é que ainda resta muito a conhecer. E que nossos cérebros precisam estar preparados para compreender tudo aquilo que ainda hoje eles mesmos escondem.

*Por Alejandro Tovar

………………………………………………………………………….
*Fonte: elpais-brasil

Azeite de oliva extra virgem evita demência, mostra estudo

Consumir azeite de oliva extra virgem pode evitar a evolução de várias formas de demência. Foi o que descobriram pesquisadores da Temple University, dos Estados Unidos. O estudo deles foi publicado no periódico científico Aging Cell.

Os cientistas chegaram à conclusão depois que criaram uma dieta especial com azeite de oliva e a deram para camundongos adultos, de idades que correspondem à de humanos de 30 a 40 anos.

Seis meses depois, os roedores apresentaram 60% menos chance de desenvolverem taupatias, que são doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Mal de Parkinson.

Em comparação com os ratos que não receberam a dieta, os animais que consumiram o azeite se saíram melhor em testes de aprendizado e memória.

Os especialistas analisaram o tecido cerebral deles e viram que aqueles que consumiram o produto tinham melhor funcionamento do cérebro.

Motivo

O benefício neurológico ocorria porque havia uma conexão mais eficiente nas regiões onde passam os impulsos nervosos, conhecidas como sinapses.

Os cientistas acreditam que a maior eficiência das sinapses ocorreu devido ao aumento do nível de uma proteína, chamada de complexin-1.

Domenico Praticò, diretor do Centro de Alzheimer da Temple University, disse que os motivos do benefício do azeite ainda não são compreendidos por completo.

O novo estudo pode ajudar a entender melhor essa relação.

“A percepção de que o azeite de oliva extra virgem pode proteger o cérebro contra diferentes formas de demência nos dá a chance de aprender sobre os mecanismos por meio dos quais ele sustenta a saúde cerebral”, ele afirmou.

O próximo passo da pesquisa será alimentar ratos idosos com o azeite de oliva para verificar se, assim como nos roedores adultos, a dieta rica no alimento também pode diminuir as chances do desenvolvimento de demências.

Com informações da Galileu

……………………………………………………………….
*Fonte: sonoticiaboa

Cerveja é tão boa para o intestino quanto probióticos, diz pesquisa

Professor holandês afirma que a bebida pode ser saudável para saúde intestinal

Pode haver uma maneira mais agradável de melhorar a sua saúde intestinal do que tomar Activia. Segundo um professor da Universidade de Amsterdã, as cervejas fortes podem ser “muito, muito saudáveis” para a saúde intestinal quando consumidas com moderação.

Eric Classen apresentou sua pesquisa em uma conferência organizada pela Yakult. O estudo revelou que cervejas belgas mais fortes, como Hoegaarden, Westmalle Trip e Echt Kriekenbier têm mais probióticos em relação às mais fracas. A grande diferença está no processo de fermentação.

Enquanto a maioria das cervejas é fermentada apenas uma vez, as que passam pelo processo de fermentação por duas vezes possuem mais quantidade de um tipo específico de levedura probiótica, que mata bactérias causadoras de doenças intestinais. Probióticos regulares são mais comumente ligados a um trato digestivo saudável e aumentam o suporte do sistema imunológico.

Classen concluiu que “se você beber apenas uma dessas cervejas todos os dias, seria muito bom para você”. Entretanto, há ressalvas, beber em excesso pode danificar as bactérias saudáveis do intestino.

Embora essa possa ser uma maneira atrativa de melhorar a saúde digestiva, não é toda a comunidade científica que concorda com os benefícios dos probióticos. No ano passado, um estudo revelou que eles podem trazer “potenciais efeitos colaterais adversos”.

*Por Guilherme Preta

……………………………………………………………….
*Fonte: olhardigital

Comer queijo pode ajudar a compensar os danos dos vasos sanguíneos causados pelo sal

Comer queijo e aumentar o consumo de outros produtos lácteos ajuda a melhorar a saúde vascular, reduzindo os efeitos de uma dieta rica em sódio, de acordo com um novo estudo.

Em um estudo randomizado, cruzado, os pesquisadores descobriram que quando os adultos consumiam uma dieta rica em sódio, eles também experimentavam disfunção dos vasos sanguíneos. Mas, quando os mesmos adultos consumiram quatro porções de queijo por dia, juntamente com a mesma dieta rica em sódio, não experimentaram esse efeito.

Billie Alba, que liderou o estudo enquanto terminava o doutorado em Penn State, disse que as descobertas podem ajudar as pessoas a equilibrar alimentos com bom gosto e minimizar os riscos decorrentes da ingestão de muito sal.

“Embora haja um grande esforço para reduzir o sódio na dieta, para muitas pessoas é difícil”, disse Alba. “Possivelmente ser capaz de incorporar mais produtos lácteos, como queijo, pode ser uma estratégia alternativa para reduzir o risco cardiovascular e melhorar a saúde dos vasos sem necessariamente reduzir o sódio total”.

Embora o sódio seja um mineral vital para o corpo humano em pequenas doses, os pesquisadores disseram que excesso de sódio na dieta está associado a fatores de risco cardiovascular, como pressão alta. A American Heart Association recomenda não mais que 2.300 miligramas (mg) de sódio por dia, com a quantidade ideal próxima de 1.500 mg para a maioria dos adultos.

De acordo com Lacy Alexander, professora de cinesiologia da Penn State e outra pesquisadora do estudo, pesquisas anteriores mostraram uma conexão entre produtos lácteos – mesmo queijos ricos em sódio – e melhores medidas de saúde cardíaca.

Estudos mostraram que pessoas que consomem o número recomendado de porções diárias de leite geralmente têm pressão arterial mais baixa e melhor saúde cardiovascular em geral”, disse Alexander. “Queríamos examinar essas conexões mais de perto, além de explorar alguns dos mecanismos precisos pelos quais o queijo, um produto lácteo, pode afetar a saúde do coração”.

Os pesquisadores recrutaram 11 adultos sem pressão arterial sensível ao sal para o estudo. Cada um seguiu quatro dietas separadas por oito dias de cada vez: uma dieta pobre em sódio e sem leite; uma dieta com pouco sódio e alta em queijo; uma dieta rica em sódio e sem leite; e uma dieta rica em sódio e queijo.

As dietas com baixo teor de sódio tiveram participantes consumindo 1.500 mg de sal por dia, enquanto as dietas com alto teor de sódio incluíram 5.500 mg de sal por dia. As dietas para queijo incluíam 170 gramas, ou cerca de quatro porções, de vários tipos diferentes de queijo por dia.

No final de cada dieta de uma semana, os participantes retornavam ao laboratório para testes. Os pesquisadores inseriram pequenas fibras sob a pele dos participantes e aplicaram uma pequena quantidade da droga acetilcolina, um composto que sinaliza os vasos sanguíneos para relaxar. Ao examinar como os vasos sanguíneos de cada participante reagiram à droga, os pesquisadores foram capazes de medir a função dos vasos sanguíneos.

Os participantes também foram submetidos a monitoramento da pressão arterial e forneceram uma amostra de urina para garantir que consumiam a quantidade correta de sal durante a semana.

Os pesquisadores descobriram que, após uma semana com dieta rica em sódio e sem queijo, os vasos sanguíneos dos participantes não responderam tão bem à acetilcolina – que é específica para células especializadas no vaso sanguíneo – e tiveram mais dificuldade para relaxar. Mas isso não foi observado após a dieta rica em sódio e queijo.

Enquanto os participantes estavam em dieta rica em sódio sem queijo, vimos a função dos vasos sanguíneos mergulhar no que você normalmente vê em alguém com fatores de risco cardiovascular bastante avançados”, disse Alexander. “Mas quando eles consumiram a mesma quantidade de sal e comeram queijo como fonte desse sal, esses efeitos foram completamente evitados.”

Alba disse que, embora os pesquisadores não tenham certeza de que os efeitos são causados ​​por qualquer nutriente específico no queijo, os dados sugerem que os antioxidantes no queijo podem ser um fator contribuinte.

Consumir grandes quantidades de sódio causa um aumento de moléculas que são prejudiciais à saúde dos vasos sanguíneos e à saúde geral do coração”, disse Alba. Há evidências científicas de que os nutrientes à base de laticínios, especificamente peptídeos gerados durante a digestão de proteínas lácteas, têm propriedades antioxidantes benéficas, o que significa que eles têm a capacidade de eliminar essas moléculas oxidantes e, assim, proteger contra seus efeitos fisiológicos prejudiciais”.

Alba disse que, no futuro, será importante estudar esses efeitos em estudos mais amplos, bem como pesquisar possíveis mecanismos pelos quais os laticínios possam preservar a saúde vascular.

…………………………………………………………………….
*Fonte: revistasaberesaude

As melhores frutas quando você tem diabetes

Embora a fruta contenha açúcares que ocorrem naturalmente, ela também é embalada com vitaminas, minerais e fibras valiosas que contêm tantos benefícios à saúde do corpo. Além disso, nem todas as frutas têm o mesmo teor de açúcar: algumas têm mais açúcar do que outras e algumas têm mais fibras que outras, o que ajuda a reduzir o impacto do açúcar nos níveis de glicose no sangue.

Isso torna as frutas muito melhores do que os alimentos processados ​​ou adoçantes artificiais para refrear um dente doce. Portanto, se você está vivendo com diabetes ou quer reduzir a ingestão total de açúcar, aqui está um guia para escolher as melhores frutas para sua dieta:

Frutas para comer frequentemente:

• Frutas vermelhas – Quase todas as bagas têm pontuação baixa na escala do índice glicêmico, o que significa que elas têm um impacto menor nos açúcares do sangue do que em outras opções de frutas. Bagas também são carregadas com vitaminas e antioxidantes. Adicione frutas ao iogurte, farinha de aveia ou misture com um smoothie repleto de proteínas. (Arandos, amora, framboesa, morango, cereja, etc)

• Frutas cítricas – Frutas como toranja e laranjas são ricas em fibras, o que ajuda a manter os níveis constantes de açúcar no sangue. Eles também são embalados com vitamina C, o que ajuda a impulsionar seu sistema imunológico.

• Peras – Uma pera de tamanho médio fornece 6 gramas de fibra – cerca de 24% da quantidade diária recomendada para mulheres com menos de 50 anos. Elas também são um ótimo lanche portátil quando você está em trânsito.

• Maçãs – Essa é outra ótima opção rica em fibras que combina bem com alimentos ricos em proteínas, como nozes, manteiga de amendoim e queijo. Maçãs também são conhecidas por ajudar a alimentar bactérias intestinais saudáveis também.

• Frutas com caroço – Frutas como nectarinas, ameixas e pêssegos geralmente apresentam baixo índice glicêmico quando consumidas frescas. Limite as variedades secas, o que aumenta substancialmente sua carga glicêmica.

• Uvas – Muitas pessoas pensam que precisam evitar as uvas porque são muito doces. No entanto, as uvas também são uma ótima fonte de fibras e vitamina B-6, o que ajuda a apoiar o humor das funções cerebrais. Uma porção de cerca de 15 uvas é tudo o que você precisa para obter esses benefícios à saúde sem exagerar nos carboidratos.

Frutas para comer conscientemente:

Como você pode ver na lista acima, há muitas frutas para escolher que podem ser incorporadas às refeições diariamente. No entanto, ainda existem muitas outras frutas para incluir em sua dieta que podem ter uma carga glicêmica mais alta (ou seja, maior impacto na glicose no sangue), mas ainda hospedam uma abundância de ótimos nutrientes. Algumas dessas frutas incluem:

• Bananas

• Abacaxi

• Manga

• Frutas secas

Você não precisa eliminar completamente esses alimentos da sua dieta para manter níveis saudáveis de glicose no sangue. De fato, a inclusão de uma variedade de frutas em sua dieta permitirá que você obtenha uma gama maior de nutrientes, em vez de apenas comer alguns tipos de frutas.

Como com qualquer fruta, o tamanho das porções e a combinação de alimentos podem ser muito importantes. Sempre mantenha uma porção de frutas por refeição para evitar o consumo excessivo de carboidratos. Isso significa também estar atento a outras fontes de carboidratos em sua refeição. Por exemplo, comer um café da manhã com torradas simples, banana e um copo de suco de frutas é uma maneira infalível de aumentar a glicose no sangue devido às quantidades cumulativas de carboidratos em cada um desses alimentos.

Em vez disso, você pode optar por um iogurte grego simples e de alta proteína com uma porção de abacaxi fatiado ou um smoothie de proteína com manga fresca. Embora o abacaxi e a manga sejam mais altos no índice glicêmico e contenham mais carboidratos por porção do que outras variedades de frutas, a proteína do iogurte grego ou do pó de proteína pode ajudar a equilibrar o impacto do açúcar na corrente sanguínea.

Uma tendência alimentar a ser extremamente cauteloso é o suco. Embora os sucos de frutas geralmente contenham grandes quantidades de vitaminas, minerais e antioxidantes, o processo de sumo elimina completamente a valiosa fibra alimentar desses alimentos, tornando-o mais vulnerável a picos de açúcar no sangue. Também é preciso bastante frutas para produzir uma xícara de suco.

Portanto, enquanto comer uma laranja inteira pode ter um impacto mínimo no açúcar no sangue, beber um copo de suco de laranja feito de várias laranjas pode ter um efeito muito diferente. Se você gosta de suco, tente uma combinação de suco de frutas e vegetais com coisas como maçã, couve, espinafre, pepino, salsa e / ou beterraba. Lembre-se do tamanho da porção – apenas meia xícara de suco é considerada uma porção. Você também pode tentar emparelhar seu suco com uma fonte de proteína ou gordura saudável, como um ovo cozido ou um punhado de nozes, para ajudar a diminuir o impacto no açúcar no sangue.

Obviamente, a melhor maneira de medir o impacto de qualquer fruta na glicose no sangue é verificar seu próprio açúcar no sangue com um glicosímetro após lanches e refeições. Essa ainda é a maneira mais individualizada de garantir que os alimentos que você come sejam os melhores para sua saúde e seu corpo.

*Por Anna Panzarella / Nutricionista dietista

…………………………………………………………………
*Fonte: revistasaberesaude

Por que uso de antibióticos na agropecuária preocupa médicos e cientistas

Há quatro anos, em uma fazenda de criação intensiva em Xangai, na China, um exame feito em um porco prestes a ser abatido encontrou uma bactéria resistente ao antibiótico colistina. O achado acendeu um alerta que ecoou pelo mundo — cada vez mais temeroso com a capacidade que microrganismos têm demonstrado em driblar tratamentos à base de antibióticos.

A bactéria resistente encontrada no suíno, uma Escherichia coli, levou os cientistas da China a aprofundar os exames — agora, também em frangos de fazendas de quatro províncias chinesas, nas carnes cruas desses animais à venda em mercados de Guangzhou, e em amostras de pessoas hospitalizadas com infecções nas províncias de Guangdong e Zhejiang.

Eles encontraram uma “alta prevalência” do Escherichia coli com o gene MCR-1, que dá às bactérias uma alta resistência à colistina e tem potencial de se alastrar para outras bactérias, como a Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. O MCR-1 foi encontrado em 166 de 804 animais analisados, e em 78 de 523 amostras de carne crua.

Já nos humanos, a incidência foi menor, mas se mostrou presente — em 16 amostras de 1.322 pacientes hospitalizados.

“Por causa da proporção relativamente baixa de amostras positivas coletadas em humanos na comparação com animais, é provável que a resistência à colistina mediada pelo MCR-1 tenha se originado em animais e posteriormente se alastrado para os humanos”, explicou em 2015 Jianzhong Shen, da Universidade de Agricultura em Pequim, um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados no periódico The Lancet Infectious Diseases.

Mas como esse material genético resistente pode ter passado dos animais para os humanos? O caminho de “transmissão” de microrganismos (bactérias, parasitas, fungos e etc) resistentes é uma incógnita não só para o caso dos porcos, frangos e pacientes na China, mas para o uso veterinário e médico de antibióticos como um todo.

Pode ser que esses microrganismos ou resquícios de antibióticos (restos dos medicamentos que, em contato com os micróbios, podem estimular sua resistência) possam estar se alastrando pelos alimentos, ou ainda através do lixo hospitalar, lençóis freáticos, rios e canais de esgoto — e a investigação para desvendar as rotas de bactérias tem motivado inúmeras pesquisas no Brasil e no mundo (veja detalhes sobre esses estudos abaixo).

“As bactérias não têm fronteiras: a resistência pode passar de um lugar a outro sem passaporte e de várias formas”, explica Flávia Rossi, doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Grupo Consultivo da OMS para a Vigilância Integrada da Resistência Antimicrobiana (WHO-Agisar). “Com a globalização, não só o transporte de pessoas é rápido, como os alimentos da China chegam ao Brasil e vice-versa. Essa cadeia mimetiza o que acontece com o clima: estamos todos interligados. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando com o enfoque de ‘One Health’ (‘Saúde única’ em português, a perspectiva de que a saúde das pessoas, dos animais e o ambiente estão conectados).”

Agora, a dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

Sul brasileiro: foco de resistência microbiana

China e Índia foram, segundo os autores do estudo, publicado na revista Science, “claramente” os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados.

Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos).

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

A situação da América do Sul é particularmente preocupante por causa da carência de dados, diz o estudo: “Considerando que Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil são exportadores de carne, é preocupante que haja pouca vigilância epidemiológica da resistência microbiana disponível publicamente para esses países. Muitos países africanos de baixa renda têm mais pesquisas desse tipo do que os países de renda média na América do Sul. Globalmente, o número de pesquisas per capita não se correlacionou com o PIB per capita, sugerindo que a capacidade de vigilância não é impulsionada apenas por recursos financeiros.”

Buscando ampliar, em partes, o acesso a esse tipo de informação, os autores do estudo lançaram um banco de dados colaborativo para cadastro de pesquisas sobre o tema em todo o mundo, o “Resistance Bank”.

“O Brasil precisa urgentemente de dados de vigilância disponíveis publicamente sobre a resistência microbiana. É um grande exportador de carne, todos comemos frango brasileiro, seria bom saber o que há nele”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Thomas Van Boeckel, um dos autores do estudo e pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que, “em relação ao estudo da revista Science”, está “ciente sobre a importância da resistência aos antimicrobianos”. “Trata-se de um dos maiores desafios globais de saúde pública e que deve ser abordado pelos países atendendo ao conceito de Saúde Única, exigindo ações imediatas de todos os envolvidos”.

A pasta garante que o país está correndo atrás para ter um sistema de vigilância, por meio do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), cujo prazo previsto para implementação vai de 2018 a 2022.

Segundo fontes consultadas pela reportagem, o cronograma do plano tem sido cumprido.

Um de seus pontos-chave, e já o colocado em prática, é a realização de testes oficiais de rotina para detecção de micróbios resistentes em animais e alimentos com essa origem.

São amostragens aleatórias de ovos, leite, mel e de animais encaminhados para abate sob inspeção federal, mas o que se busca são resquícios de antibióticos, e não microrganismos resistentes.

Em 2018, o relatório apresentado pelo ministério mostra que o percentual de amostras com resquícios de antibióticos em conformidade ficou na casa dos 99%.

“Para ser seguro para consumo alimentar, a presença de determinadas bactérias tem que estar dentro de limites estabelecidos pelas agências de saúde de cada país, o que já é feito. Mas mais do que saber, por exemplo, a presença de Salmonella (gênero de bactérias) em galinhas ou porcos, é possível testar sistematicamente a suscetibilidade dela aos antibióticos — que é realmente o que nos permite saber se as bactérias são ou não resistentes”, aponta João Pedro do Couto Pires, também coautor do estudo e pesquisador do ETH Zurich.

Frangos com Salmonella resistente em Estados brasileiros

Ainda que não tenha hoje um levantamento sistematizado, o Brasil já teve experiências pontuais na medição da resistência microbiana em alimentos de origem animal.

Uma análise feita entre 2004 e 2006 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frangos congelados vendidos em 14 Estados brasileiros, detectou bactérias Salmonella e Enterococcus resistentes a vários antimicrobianos. Das 250 cepas de Salmonella analisadas, por exemplo, 77% foram consideradas multirresistentes (resistentes a duas ou mais classes de antibióticos).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou ainda que vem progressivamente proibindo medicamentos veterinários usados com o objetivo principal de fazer os animais engordarem, os chamados melhoradores de desempenho. Já foram proibidas substâncias do tipo como os anfenicóis, as tetraciclinas e as quinolonas.

“Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento”, explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

“A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce.”

A colistina, aquela a que bactérias em porcos na China mostraram resistência no estudo publicado no The Lancet Infectious Diseases em 2015, foi uma das substâncias proibidas para uso como melhorador de desempenho em rações no Brasil, em 2016. Seu uso para o tratamento de doenças, como diarreias, continua, no entanto, permitido por aqui. Proibições foram impostas também em outros países, como a própria China, Índia e Argentina.

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.

Antimicrobianos passaram a ser mais significativamente usados na criação de animais para consumo nos anos 1950 em países de alta renda, algo que foi se estendendo para países de baixa e média renda — onde hoje, inclusive, projeções mostram que o uso desses medicamentos aumentará, já que a produção e consumo de carne nesses países tem crescido.

O elo entre precariedade e uso de antibióticos

Thomas Van Boeckel destaca que, no mundo, o uso excessivo de antibióticos está associado à criação intensiva de animais, a produção industrial, “mas não em todos os países, algumas exceções existem, como a Holanda e a Dinamarca”, aponta.

Sandra Lopes, diretora da organização Mercy for Animals no Brasil, vê o uso de antibióticos como uma das práticas degradantes impostas aos animais.

“O uso de antibióticos força esses animais a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel, onde os animais não podem exercer nenhum de seus comportamentos naturais”, aponta a representante da ONG, dedicada ao bem estar de animais ditos de produção, aqueles destinados ao consumo alimentício.

Como exemplos, ela menciona criações com confinamento intensivo em gaiolas.

As galinhas poedeiras, confinadas em uma área análoga ao que seria passar a vida inteira dividindo um elevador com outras 12 pessoas, segundo a ONG, não têm espaço para exercer comportamentos naturais como abrir as asas ou ciscar. Sem forças nas pernas por não movimentá-las, essas galinhas podem sofrer fraturas com o peso do próprio corpo. Isso leva a um ciclo em que o uso de antibióticos se faz necessário.

Há ainda a debicagem, quando os bicos dessas aves são retirados para evitar, entre outros, o canibalismo — intensificado pelo estresse vivido pelos animais. É algo que leva também ao corte dos rabos dos porcos, procedimentos esses que muitas vezes exigem também o emprego de antibióticos.

Lopes menciona ainda a falta de ventilação, a lotação de animais ou ainda o contato com excrementos como características da realidade da produção em escala que podem debilitar a saúde dos animais. Por isso, a ONG defende, entre outras medidas, a melhor regulamentação de várias etapas da criação de animais, a certificação de produtos gerados em práticas consideradas satisfatórias (como existe no caso das galinhas poedeiras criadas fora de gaiolas) e, como recomendação aos clientes, a redução do consumo de produtos de origem animal.

Silvana Lima Gorniak destaca que a ligação entre precariedade na produção e uso excessivo de antibióticos fica mais evidente, uma vez mais, no caso dos melhoradores de desempenho.

“As condições sanitárias impactam diretamente no uso de antimicrobianos. Os melhoradores de desempenho têm um efeito muito benéfico naqueles lugares onde as condições sanitárias não são tão adequadas. Em locais com higiene adequada, é claro que há benefícios, mas ele é diluído”, explica a pesquisadora.

Já os autores do artigo publicado na Science destacam que o cenário de precariedade e consequente uso de antibióticos pode ser uma faca de dois gumes para os produtores: “Uma consequência fundamental desta tendência é um esgotamento do portfólio de tratamento para animais doentes. Essa perda tem consequências econômicas para os agricultores, porque os antimicrobianos acessíveis são usados como tratamento de primeira linha, e isso pode eventualmente se refletir em alimentos com preços mais altos.”
Entidade veterinária pede maior controle de vendas de medicamentos no setor

“É como para a gente, humanos: os antibióticos resolveram muitas questões, mas se a gente abusa, vai chegar uma hora que eles não serão mais eficazes”, resume Fernando Zacchi, assessor técnico da presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Zacchi diz que a entidade está empenhada em educar a categoria para um uso mais racional de antibióticos e tornar mais rigoroso o acesso a antimicrobianos veterinários — hoje, ele explica ser necessária a apresentação, mas não retenção, da receita.

“Aí está uma fragilidade: estamos trabalhando com outros órgãos para a obrigatoriedade da retenção e escrituração”, aponta, lembrando que entra na questão ainda o uso de antimicrobianos em animais domésticos.

Outro ponto é o cumprimento da exigência de um responsável técnico nos pontos de venda destes medicamentos, algo que é fiscalizado pelo próprio CFMV — a BBC News Brasil pediu dados sobre multas e autuações relacionadas a essas regras, mas não teve a solicitação atendida.

“Embora o conselho e o Mapa entendam que deve haver um responsável técnico nesses estabelecimentos, o Judiciário está eventualmente dispensando este profissional, cuja presença garante mais controle e rastreabilidade.”

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), nos últimos cinco anos, os antimicrobianos abocanharam cerca de 16% das vendas de tratamentos veterinários (que incluem ainda as categorias antiparasitários; biológicos; suplementos e aditivos; terapêuticos). A reportagem pediu valores — e não apenas percentuais — por categoria, mas não teve a demanda atendida.

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Aliança para Uso Responsável de Antimicrobianos, que representa várias entidades do setor produtivo, afirmou também que no ramo a questão “é tratada com responsabilidade por todos os elos da cadeia produtiva”. “Contra achismos, a Aliança busca construir um debate pautado pelo pensamento científico e pela transparência. É formada por organizações nacionais da bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura, aquicultura e pescado.”

A Aliança defende que há controle interno, com análises diárias feitas pelas próprias empresas sobre a questão e que o “Brasil cumpre rigorosamente as determinações técnicas de todas as nações importadoras”.

Em relação à produção em escala, a entidade aponta que o país “segue as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o alojamento dos animais”.

“Na produção industrial, o sistema produtivo é isolado em controles restritivos de acesso, o que evita a circulação de doenças. Em situações de produção precária, sem as devidas salvaguardas técnico-veterinárias, os riscos de enfermidades e o uso inadequado de antibióticos são maiores”, acrescentou.

E agora, o que fazemos em casa?

“Sou um cavaleiro do apocalipse”, brinca Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

À frente do Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen), ele e seus alunos e orientandos têm desenvolvido uma metodologia própria para encontrar bactérias resistentes em alimentos minimamente processados, aqueles prontos para consumo, como frutas e queijos. Um resumo do que eles têm encontrado até aqui: muitas bactérias resistentes.

Em sua dissertação de mestrado orientada por Marin, Cristiane Rodrigues Silva, por exemplo, buscou bactérias resistentes em amostras de queijo minas frescal. Todos exemplares estudados apresentaram algum conjunto de bactérias resistentes — em 13%, a resistência foi constatada para todos os antibióticos testados e em 80%, para 8 a 10 diferentes antibióticos. Foi constatada ainda resistência em 87% dos queijos aos carbapanêmicos, tipo de antibiótico potente que é considerado uma das últimas alternativas na luta contra microrganismos muito resistentes.

Agora, Silva, Marin e o resto da equipe estão estudando outros tipos de queijo, como minas padrão, parmesão, ricota e cottage; além de frutas compradas no comércio comum, como manga, laranja e caju. Eles também querem verificar se outras formas de produção, como a orgânica, podem alterar a presença de microrganismos resistentes.

“Comprovamos não só que as bactérias nos alimentos estudados até agora têm alguma resistência, como genes de resistência”, aponta Marin, acrescentando que, embora em escala muito menor do que na pecuária ou entre humanos, antibióticos são usados também na agricultura.

“Como essa bactéria chegou ao queijo? Tem que voltar ao campo: a vaca come capim, que tem dentro dela bactérias endofíticas, que vivem dentro das plantas. A vaca ingere a planta, produz leite e o leite vai para o queijo. Mas é difícil falar quem originou a bactéria primeiro — elas evoluem junto com os humanos e animais. Também são promíscuas: trocam material genético.”

As diversas variáveis que influenciam a resistência dos micróbios são justamente o que representa um desafio para as pesquisas: para traçar o caminho dos microrganismos através dos animais, humanos e do ambiente, seriam necessários grandes volumes de amostras desses elementos.

E em tempo real, lembra João Pedro do Couto Pires, já que muitas vezes é diagnosticada alguma infecção em uma ponta, mas sua origem muitas vezes já se perdeu no tempo.

Por isso, o alarme tocado pelo artigo na Science traz um porém: “Está além do escopo deste estudo tirar conclusões sobre a intensidade e a direcionalidade da transferência de resistência microbiana entre animais e humanos — aspectos que devem ser investigados com métodos genômicos robustos”.

Enquanto a ciência busca decifrar o caminho percorrido pelas bactérias, o que nós, humanos e consumidores de alimentos podemos fazer?

Flávia Rossi, patologista da USP, lembra de procedimentos básicos de saneamento e higiene que cortam a circulação de microrganismos, como lavar as mãos; o uso de água potável na cozinha; e o armazenamento adequado de alimentos.

O cuidado deve ser redobrado com pessoas mais vulneráveis, como hospitalizados, imunossuprimidos ou transplantados. “As bactérias também nos protegem, estão no nosso intestino, na nossa pele… Mas elas nos atacam quando há um desequilíbrio”, diz.

João Pedro do Couto Pires brinca que, hoje, nossas casas são mais perigosas do que restaurantes por haver menos cuidado com questões sanitárias. Ele destaca ações a serem evitadas: misturar alimentos crus e cozidos; ou carnes e vegetais, como, por exemplo, no refrigerador ou no uso de uma mesma faca ou tábua para esses dois tipos de alimentos. Essas misturas levam a fluxos de microrganismos que, no caso de alimentos crus, como vegetais em uma salada, acabam sendo ingeridos pela pessoa que está comendo.

Marin garante que não se trata de parar de comer alimentos como os estudados por sua equipe, como queijos e frutas, mas de aprofundar investigações sobre como a resistência microbiana se expressa neles — para, aí sim, fazer-se uma escolha entre custos e benefícios. Por exemplo, algo a ser levado em conta, segundo descobriu sua equipe, é que queijos mais úmidos exigem maior cuidado no assunto.

“O queijo, além de ter bactérias com resistência, também tem outra microbiota — outras bactérias — que combatem as que têm resistência. Ninguém é demônio e ninguém é anjo, inclusive entre as bactérias. Por isso a visão holística (multifatorial) é tão importante”, diz.

*Por Mariana Alvim

………………………………………………………………………….
*Fonte: bbc-brasil

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

……………………………………………………………………
*Fonte: superabril

Atleta respira ar do escapamento em comercial da Hyundai

Uma atleta respira ar do escapamento de um EV SUV NEXO, da Hyundai, em um novo comercial da empresa para divulgar o quanto o veículo é “limpo” em emissão de poluentes.

Na verdade, ele de fato não emite poluentes. A ideia toda gira em torno disso, e a tecnologia chamada Fuel Cell solta no escapamento nada mais do que água e oxigênio.

Embora seja óbvio o que a nadadora olímpica e a embaixadora da marca Mireia Belmonte fez na campanha seja inofenso, a Hyundai também trabalhou com o Centro Nacional Espanhol de Hidrogênio e um centro médico esportivo para garantir que todo o processo fosse seguro.

Caso fosse um carro comum, é claro que isso seria uma sentença de morte e qualquer pessoa naquela bolha estaria morta em minutos.

No entanto, como se trata de uma nova tecnologia, não há poluentes nocivos para os humanos ali.

Veja o vídeo logo abaixo.
Na propaganda, atleta respira ar do escapamento para provar que carro não emite poluentes

……………………………………………………………..
*Por Flavio Croffi   / Fonte: geekness

Quer ter um cochilo perfeito? Tome café

As duas coisas parecem estar completamente opostas, mas funciona.

Café é o companheiro mais fiel das manhãs. Mas, se além da caneca quente, você tiver 15 minutos de sobra para uma sonequinha, pode montar um combo que vai te fazer sentir duplamente energizado.

Pode parecer contra-intuitivo, mas esse “ritual” encontrou evidências científicas desde 1997: para duplicar os benefícios de uma soneca, tome café antes de deitar.

*Por Rafael Battaglia

……………………………………………………………….
*Fonte: superabril

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
Publicidade

Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

………………………………………………………………..
*Fonte: ciencianautas

É assim que serão as pessoas que trabalham em escritórios

Pernas cheias de varizes e inchadas, olhos mortos e planos, e as costas curvadas como se fosse o corcunda de Notre-Dame. Essas são apenas alguns das características que poderemos observar no futuro em várias pessoas que passam seus dias em um escritório.

É duro, mas é a verdade e Emma — a colega viciada em trabalho do futuro — está aí para deixar isso bem claro.

Bom, Emma, na verdade, é uma boneca construída em tamanho natural para mostrar melhor (e assustar) como o corpo de uma pessoa pode ficar quando ela passa o dia todo sentada atrás de uma mesa de escritório ou em frente a um computador.

Destino condenado

A ideia partiu de William Higham, futurista comportamental que, com a ajuda de uma equipe especializada em saúde ocupacional, ergonomia e bem-estar profissional, decidiu analisar a fundo quais seriam os possíveis efeitos que os escritórios podem causar no organismo e na estrutura corporal dos funcionários com o passar dos anos.

Para chegar aos dados que permitiram a criação de Emma, Higham e sua equipe levantaram informações por meio de pesquisas e entrevistas envolvendo mais de 3 mil funcionários que já apresentam algum tipo de problema relacionado à saúde.

Entre Alemanha e Reino Unido, alguns dos percentuais levantados foram:

Claro, além desses problemas, podemos acrescentar aqueles relacionados ao estresse, cansaço e ansiedade que de uma maneira ou outra podem afetar o corpo.

Apesar de essa pesquisa ainda precisar passar por uma revisão mais detalhada, com especialistas de diversas áreas, Higham alerta que se as pessoas não promoverem mudanças radicais na forma como trabalham nos escritórios o caminho para que todos se tornem uma Emma é mais curto.

Por fim, a prevenção para tudo isso passa por práticas simples que qualquer pessoa pode adotar, como se levantar mais vezes, praticar alguma atividade física, tomar cuidado com a postura e evitar se matar de trabalhar!

No vídeo abaixo você pode saber mais sobre Emma:

*Por Denisson Antunes Soares

………………………………………………………………………..
*Fonte: megacurioso

 

Pesquisas controversas sugerem novo papel para o clitóris

Existem duas teorias sobre a existência do clitóris e cada uma tem suas limitações. O biomédico Roy Levine, do Reino Unido, escreveu recentemente um artigo que defende a dupla utilidade do clitóris, tanto reprodutiva quando ligada ao prazer.

Essa abordagem pode ser desafiadora diante das teorias e crenças atuais, mas o pesquisador acredita ser o momento de rever as evidências. O clitóris foi mencionado em 1545 pelo médico e anatomista francês, Charles Estienne, como tendo função no trato urinário. A função sexual foi identificada por Renaldo Colombo em 1559, mas outros estudiosos fizeram contraponto a essa visão.

Em 1564, um cirurgião de Padua, Andreas Vesalius, considerou o clitóris como uma parte inútil que não existia em mulheres saudáveis. Apenas em 1844 o anatomista alemão George Kobelt publicou um livro com desenhos detalhados e precisos, feitos a partir de dissecações de genitália feminina e masculina. Seus estudos foram ignorados na Inglaterra e Estados Unidos.

A fixação com a ligação entre clitóris e prazer feminino fez com que a habilidade mais importante, de transportar e reter o esperma, fosse deixada de lado. A relevância para facilitar a reprodução foi identificada de forma breve por Levin no ano passado. Uma nova publicação do autor, realizada neste ano, defende essas funções de forma mais detalhada e apresenta estudos que dão apoio a esse ponto de vista.

Função reprodutiva

Antes de atingir o ápice do prazer, estudos recentes mostram que são ativados os principais sistemas cerebrais, incluindo áreas ligadas a excitação, recompensa, memória, cognição e comportamento social.

Essa ativação do cérebro causa alterações genitais como o aumento do fluxo sanguíneo, de oxigênio, de calor e lubrificação. Além disso a aproximação do orgasmo faz com que o colo do útero seja levantado para acomodar esperma e os músculos do assoalho pélvico se contraem de forma rítmica. Isso tudo aumenta o potencial de fertilização.

Mesmo que revisões detalhadas também proponham que o orgasmo feminino tenha papel na seleção de esperma, a fisiologia desse mecanismo ainda é discutida. Antes que seja possível chegar a conclusões é necessário realizar mais pesquisas.

Outras possibilidades

Estudo deste ano identificou que coelhas que não tinham orgasmo apresentavam ovulação 30% menor. Isso sugere que em nosso passado evolutivo distante, o orgasmo feminino pode ter estimulado a liberação de óvulos e ajudado nas chances de gravidez.

Com a mudança na localização do clitóris, esses benefícios podem ter deixado de existir. O biólogo evolucionista Gunter Wagner considera que se esta teoria estiver correta as ideias antigas perdem sua validade.

Mas Levin considera que essa teoria desconsidera o principal, que são as mudanças fisiológicas provocadas via cérebro ativado pelo clitóris, que preparam o trato genital feminino humano. Mesmo que tenham pouco efeito na ovulação, essas alterações auxiliam a sobrevivência do esperma, portanto o clitóris manteria sua função reprodutiva. [Science Alert, Clinical Anatomy]

*Por Liliane Jochelavicius

……………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

É por isso que ficamos com sono nos carros

Você já viu isso antes. Você começa um passeio de carro no fim de semana e, antes mesmo de perceber, está cochilando, dormindo profundamente.

Carros de fato, ou melhor, passeios de carro, têm o hábito de nos deixar sonolentos. Mas por que? Existe alguma razão biológica ou é puramente psicológica?

O programa científico do YouTube, SciShow, está aqui para explicar exatamente o porquê. No seu habitual estilo otimista e bem ilustrado, eles passam pelas razões lógicas pelas quais adormecemos nos carros.

Curiosamente, o termo para essa condição é chamado de carcolepsia. Mas a verdade é que não sabemos exatamente por que isso acontece.

Alguns especulam que é o barulho, outros a vibração. Estudos foram feitos sobre o assunto, mas até agora nada foi conclusivo.

Scishow explora esses estudos e compartilha seus dados conosco. Veja:

………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

Dicas simples para melhorar a saúde em casa

Mesmo que você possa manter sua saúde na condição perfeita com visitas regulares ao médico e permanecerem com tudo “em dia”, há uns detalhes pequenos que podem ajudar melhorar a
saúde e os problemas futuros e que podem surgir duma hora para outra.

Ideias simples para tornar a sua casa com mais saúde A lista seguinte é uma check list de atividades para contribuir para a saúde que podem durar menos de um minuto.

1 – Deixar seus sapatos na porta

Embora a tradição japonesa de deixar os sapatos à porta seja concebida para honrar a pureza de uma casa, também pode ter funções mais práticas, como deixar a casa limpa e livre de contaminantes externos e químicos.

2 – Lavar a língua

Manter uma boca saudável requer escovação diária e fio dental regular, e lavar a língua é um passo essencial que nem todos levam em conta, mas ajuda a manter a boca limpa. A limpeza da língua garante a remoção das bactérias da placa bacteriana e das partículas de alimentos presas na língua. Também ajuda a refrescar o hálito.

3 – Espirrando em seu braço

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos momentos em que um tecido não está disponível, é melhor espirrar em seu cotovelo ou braço. O objetivo é evitar o uso de mãos, que podem não estar limpas, e espalhar germes. Os espirros no braço também evitam que os germes atinjam superfícies usadas por outros e as espalhem.

4 – Descanse seus olhos

Hoje em dia é muito difícil parar de olhar para telas de computador, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Reflexo, postura e iluminação fraca podem provocar tensão ocular e dor de cabeça. Conhecida como síndrome visual computadorizada, esses sintomas geralmente terminam quando você
descansa os olhos e olha para longe de objetos eletrônicos. Para descansar a visão, os especialistas recomendam a regra 20-20-20, pois a cada 20 minutos que você gasta no computador, olhe para fora da tela por pelo menos 20 segundos em direção a algo a 20 pés (ou 6 metros) de distância. A realização deste exercício permite que você se concentre em algo mais que permite que seus olhos reduzam a fadiga.

5 – A esponja no microondas

Embora seja uma crença popular que o banheiro é o lugar mais sujo da casa, a esponja usada para lavar pratos está no topo da lista, e até bate outros lugares, como a máquina de lavar louça, o recipiente de ração animal e o ralo do chuveiro.

A esponja de cozinha é usada para limpar o sangue da carne crua e derrames de leite e água. Sua textura esponjosa e porosa proporciona o ambiente perfeito para o crescimento e reprodução de bactérias e fungos.

Parar o crescimento de germes e higienizar a esponja, molhá-la e deixá-la no microondas por 30 segundos, ou colocá-la junto aos pratos em um dos ciclos de lava-louças.

*Por Philipe Kling David

………………………………………………………………………
*Fonte: mundogump

Você está ingerindo microplástico a cada vez que abre e fecha sua garrafinha de água

Provavelmente há uma ótima intenção por trás da decisão de reutilizar garrafas de água descartáveis, mas, segundo uma pesquisa recente, trata-se de uma péssima ideia. Isso porque a água que bebemos está cheia de micropartículas de plástico – e grande parte é liberada justamente no processo de abrir e fechar das garrafas.

Conduzido pelo Departamento de Ciências e Políticas Ambientais da Universidade Estadual de Milão, o estudo – publicado na revista Water Research e com implicações importantes para a indústria de embalagens de alimentos – buscou responder se o “estresse mecânico” das garrafas causa liberação de microplástico.
O estudo

A investigação comparou os níveis de microplástico liberados em quatro tipos de testes. Parte das garrafas foram ‘esmagadas’ mecanicamente, enquanto outras amostras serviram para analisar se havia alguma correlação entre a quantidade de microplástico liberada e o número de vezes (1, 10 ou 100) que as tampas eram rosqueadas no processo de abrir e fechar.

A conclusão é que o manuseio em si não tem maiores implicações, mas o sistema de abertura e fechamento das garrafas é o xis da questão: o atrito entre as tampas e gargalos provocam um desprendimento enorme de micropartículas de plástico.

Agora já sabemos: reutilizar garrafa d’água plástica? Nunca! Melhor investir em uma boa, de vidro ou de aço, e usar água da torneira filtrada em filtro de barro ou em qualquer outro tipo de purificador de água. Além da questão ambiental, trata-se de um problema de saúde.

*Por Gisele Maia

………………………………………………………………………
*Fonte: greenme

Exposição diária à luz azul pode danificar células do cérebro e retinas

Mal pensamos no tempo que gastamos em nossos telefones ou na frente de nossos laptops, mas acontece que o tempo pode estar nos prejudicando. Novas pesquisas na Oregon State University estão revelando que os comprimentos de onda azuis produzidos por eletrônicos comuns danificam as células do cérebro e as retinas, mesmo que não estejam brilhando nos seus olhos.

Experiências realizadas em moscas da fruta

O estudo foi baseado em experimentos conduzidos no drosophila melanogaster, a mosca da fruta comum. O trabalho foi liderado por Jaga Giebultowicz, pesquisadora da Faculdade de Ciências da OSU.

Ela examinou como as moscas reagiam às exposições diárias de 12 horas à luz azul do LED, semelhante ao comprimento de onda azul predominante em dispositivos como telefones e tablets. As moscas expostas à luz azul tiveram vida mais curta em comparação com as moscas mantidas na escuridão total ou aquelas mantidas na luz com os comprimentos de onda azuis filtrados.

As moscas expostas à luz azul exibiram danos às células da retina e neurônios cerebrais e tiveram locomoção prejudicada. O estudo incluiu moscas mutantes que não tinham olhos e até mesmo aquelas que sofreram danos cerebrais e problemas de locomoção. Isso significa que o dano causado pela luz azul ocorre independentemente de a vítima o ver.

“O fato de a luz estar acelerando o envelhecimento nas moscas nos surpreendeu a princípio”, disse Giebultowicz, também professor de biologia integrativa.

“Medimos a expressão de alguns genes em moscas velhas e descobrimos que os genes protetores de resposta ao estresse eram expressos se as moscas fossem mantidas à luz. Nós levantamos a hipótese de que a luz estava regulando esses genes. Então começamos a perguntar: o que é isso? Luz que é prejudicial para eles, e examinamos o espectro da luz. Era muito claro que, embora a luz sem azul tenha diminuído levemente sua vida útil, apenas a luz azul diminuiu drasticamente sua vida útil”.

Embora não possamos desconsiderar o fato de que a luz natural é crucial para o ritmo circadiano do corpo, devemos reconhecer que a luz artificial é um fator de risco para distúrbios do sono e circadianos.

Os perigos da iluminação LED

“E com o uso predominante de iluminação LED e monitores de dispositivos, os seres humanos são submetidos a quantidades crescentes de luz no espectro azul, uma vez que os LEDs comumente usados emitem uma alta fração de luz azul. Mas essa tecnologia, iluminação LED, mesmo nos países mais desenvolvidos, não foi usado por tempo suficiente para conhecer seus efeitos ao longo da vida humana”, acrescentou Giebultowicz.

Para se proteger dessa luz, os pesquisadores sugerem o uso de óculos com lentes âmbar e configuração de telefones, laptops e outros dispositivos para bloquear as emissões azuis.

O estudo está publicado no Aging and Mechanisms of Disease.

*Por Ademilson Ramos

…………………………………………………………………….
*Fonte: engenhariae

Concentrações de antibióticos em rios excedem níveis em até 300 vezes

Descobertas recentes indicam que 20% das gaivotas-prata na Austrália carregam bactérias patogênicas resistentes a antibióticos, o que está aumentando o receio de que bactérias causadoras de doenças possam se espalhar das aves para os seres humanos e animais domésticos. As gaivotas coletam bactérias, como a E. coli, de águas residuais, esgotos e lixões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos é hoje uma das maiores ameaças à saúde, à segurança alimentar e ao desenvolvimento global. Numerosas infecções, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose, estão se tornando mais difíceis de tratar, à medida que os antibióticos usados ​​tornam-se menos eficazes. A resistência a antibióticos leva a internações hospitalares mais longas, custos médicos mais altos e aumento da taxa de mortalidade.

A resistência aos antibióticos ocorre quando as bactérias mudam em resposta ao uso de tais medicamentos. Essas bactérias podem infectar humanos e animais, e as infecções que causam são mais difíceis de tratar do que aquelas causadas por bactérias não resistentes.

Embora a resistência a antibióticos ocorra naturalmente, o uso indevido de antibióticos em humanos e animais está acelerando o processo, segundo a OMS.

Antibióticos também parecem estar se espalhando no meio ambiente. Um estudo global recente descobriu que as concentrações de antibióticos em alguns rios do mundo excedem os níveis “seguros” em até 300 vezes.

“Os pesquisadores procuraram 14 antibióticos comumente usados ​​em rios de 72 países, em seis continentes, e encontraram antibióticos em 65% dos locais monitorados”, diz um relatório recente da Universidade de York.

“O metronidazol, usado para tratar infecções bacterianas, incluindo infecções de pele e da boca, excedeu os níveis seguros pela maior margem, com concentrações 300 vezes maiores que o nível ‘seguro’ em uma área em Bangladesh.”

“No rio Tâmisa e um de seus afluentes em Londres, os pesquisadores detectaram uma concentração total máxima de antibióticos de 233 nanogramas por litro (ng/l), enquanto em Bangladesh a concentração foi 170 vezes maior”, diz o estudo global.

Os antibióticos são apenas um dentre uma variedade de produtos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e outros contaminantes ambientais, cada vez mais presentes nas águas residuais e nos lixões, que podem ter efeitos adversos à saúde. Essas substâncias são conhecidas como “poluentes emergentes”.

Poluentes emergentes

“As águas residuais municipais, industriais e, mais recentemente, domésticas são as principais fontes de poluentes emergentes no ambiente aquático”, afirma Birguy Lamizana, especialista em águas residuais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Produtos químicos e compostos que apenas recentemente foram identificados como ameaças potenciais ao meio ambiente e ainda não são amplamente regulamentados pela legislação nacional ou internacional são conhecidos como “poluentes emergentes”. Eles são classificados como “emergentes”, não porque os próprios contaminantes sejam novos, mas por causa do crescente nível de preocupação gerada.

“A lista de compostos que são qualificados como poluentes emergentes é longa e cresce cada vez mais”, diz um estudo do PNUMA sobre produtos farmacêuticos e produtos de higiene pessoal no ambiente marinho: uma questão emergente.

“A categoria inclui uma variedade de compostos: antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos psiquiátricos, esteroides e hormônios, contraceptivos, fragrâncias, filtro solar, repelentes de insetos, microesferas, microplásticos, anti-sépticos, pesticidas, herbicidas, surfactantes e metabólitos de surfactantes, retardantes de chama, aditivos e produtos químicos industriais, plastificantes e aditivos para combustíveis, entre outros.”

A deposição atmosférica é uma fonte significativa de poluentes emergentes em águas abertas. No entanto, a maioria desses poluentes não está incluída em acordos internacionais com programas de monitoramento de rotina; portanto, seu impacto no meio ambiente não é bem conhecido.

Desreguladores endócrinos

Um grupo de contaminantes emergentes são os desreguladores endócrinos. Os desreguladores endócrinos são substâncias químicas que inibem ou aumentam artificialmente a função dos mensageiros químicos naturais do corpo.

Peixes e anfíbios próximos a fontes de água poluída mostraram anormalidades reprodutivas e deformidades físicas, e acredita-se que isso seja resultado de contaminantes causadores de desregulação endócrina.

“Mais pesquisas são necessárias para determinar os possíveis efeitos à saúde de desreguladores endócrinos de baixo nível no esgoto e no abastecimento da água doméstica”, diz Lamizana. “No entanto, é razoável supor que em áreas secas ou durante a estação seca os corpos d’água são mais propensos a conterem proporções mais altas desses contaminantes”.

O estudo do PNUMA diz que o princípio da precaução deve orientar as respostas aos poluentes emergentes. “Ao promover pesquisas, programas de monitoramento, reduções de resíduos e química verde, deve se tornar possível prevenir e mitigar os impactos negativos dos produtos farmacêuticos sem comprometer sua disponibilidade, eficácia ou acessibilidade econômica, particularmente em países onde o acesso a importantes serviços de saúde ainda é limitado”.

“Os ecossistemas naturais de água doce são desvalorizados e sobre-explorados. Precisamos mudar as nossas estruturas de incentivo do estímulo à poluição, à degradação do ecossistema e à exploração excessiva dos recursos naturais para comportamentos pró-conservação. As ferramentas adequadas para isso já estão à nossa disposição, mas precisamos garantir que os tomadores de decisões as levem em devida consideração e ajam”, afirma Jacqueline Alvarez.

Uma resolução adotada pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente em março de 2019 incitou os governos e todas as outras partes interessadas, incluindo agências, fundos e programas da ONU, “a apoiar plataformas relevantes de interface de políticas científicas, incluindo contribuições da comunidade acadêmica; melhorar a cooperação nas áreas de meio ambiente e saúde; e chegar a maneiras de fortalecer a interface ciência-política, incluindo sua relevância para a implementação de acordos ambientais multilaterais em nível nacional”.

As informações são da ONU Meio Ambiente.

…………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Cientistas acreditam que sorrir pode ser o melhor remédio para a dor

Sorrir com os amigos libera endorfinas, substâncias químicas “do bem-estar” do cérebro!

Até agora, os cientistas não provaram que, como exercícios e outras atividades, rir causa a liberação das chamadas endorfinas.

“Pouca pesquisa foi feita sobre por que rimos e qual papel ela desempenha na sociedade “, afirmou o pesquisador Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, em comunicado.

“Achamos que são os efeitos de ligação da corrida de endorfinas que explicam por que o riso desempenha um papel tão importante em nossas vidas sociais”.

Dunbar e seus colegas pensaram que nossas gargalhadas poderiam ativar as endorfinas do cérebro, uma ideia há muito debatida, mas não comprovada.

Esses produtos químicos para alívio da dor são criados em resposta ao exercício, excitação, dor, comida apimentada, amor e orgasmo sexual, entre outras coisas.

Além de nos dar um “zumbido”, essas endorfinas aumentam nossa capacidade de ignorar a dor. Assim, os pesquisadores usaram o alívio da dor das endorfinas para determinar se o riso causa uma liberação de endorfina.

Eles primeiro testaram os participantes quanto ao limiar de dor, depois os expuseram a um controle ou a um teste de indução de risada e depois testaram os níveis de dor novamente.

Os testes incluíram vídeos humorísticos (clipes dos programas de TV “Mr. Bean” e “Friends”) e um programa de comédia ao vivo durante o Festival de Franja de Edimburgo.

Como o riso é uma atividade social (é 30 vezes mais provável que ocorra em um contexto social do que quando sozinho), os participantes foram testados tanto em grupos quanto sozinhos.

Os testes de dor em laboratório incluíram envolver o braço de um participante em uma manga de resfriamento de vinho congelada ou em um manguito de pressão arterial.

Os testes de dor foram administrados até que o paciente dissesse que não aguentava mais. Nos shows ao vivo, os pesquisadores testaram a dor fazendo com que os participantes se agachassem contra uma parede até desabarem.

Por que sorrir libera endorfinas

Em todos os testes, a capacidade dos participantes de tolerar a dor aumentou após o riso. Em média, assistir cerca de 15 minutos de comédia em um grupo aumentou o limiar de dor em 10%. Os participantes testados sozinhos apresentaram aumentos ligeiramente menores no limiar de dor.

“Quando o riso é provocado, os limiares da dor aumentam significativamente , enquanto quando os sujeitos assistem a algo que não provoca risos naturalmente, os limiares da dor não mudam (e geralmente são mais baixos)”, escrevem os autores no artigo. “Esses resultados podem ser melhor explicados pela ação das endorfinas liberadas pelo riso”.

Os pesquisadores acreditam que a longa série de exalações que acompanham o sorrir verdadeiro causa exaustão física dos músculos abdominais e, por sua vez, desencadeia a liberação de endorfina. (A liberação de endorfina geralmente é causada por atividade física, como exercícios ou tato, como massagem.)

*Por Jennifer Welsh
O estudo foi publicado hoje (13 de setembro) na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

………………………………………………………………..
*Fonte: seuamigoguru

Conheça a verdadeira origem dos “travesseiros da Nasa”

De tempos em tempos, alguém aparece revoltado no Twitter ao descobrir que foi enganado a vida inteira pelos “travesseiros N.A.S.A.”. Na embalagem de uma das marcas mais populares do produto — a que traz o ex-astronauta e hoje ministro Marcos Pontes —, o acrônimo não é “National Aeronautics and Space Administration”, que nomeia a agência espacial norte-americana, mas “Nobre e Autêntico Suporte Anatômico”.

Desnecessário dizer, a Nasa não fabrica os travesseiros nem os astronautas testaram esses itens enquanto tiravam um cochilo a caminho da Estação Espacial Internacional. Porém, nem tudo é enganação: a espuma viscoelástica, que é usada nesses produtos, foi mesmo inventada pela agência dos Estados Unidos e até entrou para o Hall da Fama Espacial.

Seu desenvolvimento começou em 1966, quando dois engenheiros terceirizados da Nasa, Charles Yost e Charles Kubokawa, criaram uma espuma de “alta dissipação de energia” para ser utilizada nos assentos das espaçonaves e que amortizaria o impacto nos astronautas em caso de colisões. Feito de poliuretano, o novo material absorvia até 340% mais energia do que as tecnologias disponíveis até então. Como se moldava ao corpo, a espuma distribuía o peso uniformemente, evitando o risco de lesões mais graves.

Mas a história de como o material saiu das naves espaciais em Houston para prateleiras e memes brasileiros começou cerca de dez anos depois, em 1976, quando a patente se tornou domínio público e mais empresas passaram a usá-la. A “espuma da Nasa” começou a aparecer em novos produtos, como acessórios esportivos — o time de futebol americano Dallas Cowboys usou-a em seus capacetes — e, claro, colchões e travesseiros. O Brasil não ficaria de fora dessa.

Em um ano com Marcos Pontes como garoto-propaganda dos “travesseiros N.A.S.A”, faturamento de empresa cresceu cinco vezes (Ilustração: Feu)

Um sonho brasileiro

O primeiro registro nacional da tecnologia em produtos voltados para o sono é de 1999, quando a fabricante norte-americana Tempur-Pedic começou a atuar no Brasil. Mas os travesseiros de viscoelástico só se tornaram os “travesseiros da Nasa” depois que a Marcbrayn, uma empresa de Santa Catarina, começou a fabricar o produto e contratou Marcos Pontes para promovê-lo. “Precisávamos de uma personalidade que preenchesse os requisitos da campanha”, diz o dono, Claudio Marcolino, em um vídeo de 2007 — que, pelo visual, poderia ter sido gravado durante a corrida espacial. “Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, foi quem nos gerou mais confiança.”

Tenente-coronel da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontes conquistou a confiança da empresa de travesseiros ao realizar uma missão de dez dias no espaço, em 2006. Depois de anos de treinos na Nasa e adiamentos da viagem, que seria feita em um veículo norte-americano, o governo brasileiro optou por uma solução alternativa: fechou um acordo com a agência espacial russa e, por US$ 10 milhões, enviou Pontes ao espaço a bordo da nave Soyuz.

Assim que voltou à Terra, aos 43 anos, o astronauta se aposentou das Forças Armadas e iniciou uma nova carreira. Ele abriu uma empresa de turismo, tornou-se palestrante e passou a figurar nas embalagens dos travesseiros.

Segundo Marcolino, com o ex-astronauta como garoto-propaganda, em um ano seu faturamento foi multiplicado por cinco. Até hoje o contrato segue em vigor. A empresa não diz quantas unidades já vendeu nem quanto paga a Pontes.

Fora de moda?
Uma nova geração de empresas que fabricam produtos para o sono surgiu no Brasil nos últimos anos, e elas tentam desbancar a popularidade do viscoelástico. Em vez do material utilizado pela Nasa, a marca paulistana Guldi usa outra espuma, “de alta resiliência”, em seus colchões. A carioca Flow faz o mesmo. Outras, como a mineira IWS (“I Wanna Sleep”), afirmam ter desenvolvido um material próprio.

E mesmo aquelas que ainda usam a invenção da Nasa, como a empresa paulistana Zissou, fogem da estratégia de associar a tecnologia à agência espacial norte-americana, desgastada pelos anos de propaganda dos travesseiros. “A gente tenta ser transparente com os nossos clientes e também não ficar discutindo especificações técnicas e coisas com as quais eles não se importam. Preferimos falar sobre as sensações que os produtos causam- no consumidor”, diz Amit Eisler, um dos fundadores da empresa. Os “travesseiros da N.A.S.A”, afinal, são mesmo únicos.

*Por Bruno Fávero

…………………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu

Viver 200 anos

A imortalidade sempre povoou os sonhos dos egípcios antigos, bem como dos alquimistas e de boa parte das civilizações. Este é um tema que sempre exerceu grande fascínio em toda a humanidade, concedendo margem para histórias fantásticas que já assistimos no cinema ou nos enveredamos nos livros.

Até pouco tempo, viagens deliciosas como essas ficavam restritas às prateleiras das livrarias ou nas séries da Netflix. Entretanto, futurologistas garantem que não se trata de ficção científica: está próximo o dia em que o homem será imortal, ou melhor, o primeiro ser humano a viver infinitamente logo estará entre nós! Isso é possível porque o anseio de proporcionar que as pessoas vivam com qualidade de vida, livres de dores e outros desconfortos próprios da velhice já levaram especialistas em genética a desvendarem alguns dos mistérios que nos levam à morte, criando mecanismos para evitá-los.

Na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, cientistas aprenderam a apagar a ‘mudança genética’ que causa o envelhecimento – nas minhocas. Obviamente há um grande abismo entre elas e nós, humanos, mas a conquista da técnica é um avanço incrível. Outro exemplo é o rejuvenescimento de ratos velhos por meio da infusão de sangue de ratos jovens. Companhias de tecnologia instaladas no Vale do Silício estão animadas e acreditam que o procedimento poderia funcionar em pessoas. E, obviamente, o conhecido Aubrey de Grey de Oxford, um dos arautos da longevidade, preconiza 700 anos de vida há uma década.

Muita gente se surpreende ao ouvirem histórias concretas como essas. Entretanto, antes da genética avançar a tal ponto, a longevidade já era objeto de desejo. No meu caso, quando cheguei aos 45, minha qualidade de vida era ruim a ponto de eu não conseguir brincar com meu quinto filho recém nascido, quando tentava sentar no chão com ele. Eu fazia na época as compras no supermercado sentado em um carrinho elétrico, pois tinha diversos problemas de coluna (e ainda tenho, mas nunca mais andei de carrinho elétrico…). Quatro anos depois, nascia meu sexto filho e, com ele, uma nova mentalidade tomou conta de mim. Compreendi que era necessário mudar radicalmente meus hábitos, incluindo alimentação saudável, prática de exercícios físicos, suplementação alimentar, exames médicos, higiene mental etc. Hoje, com 70 anos e uma vitalidade elogiada por todos, estou muito melhor do que quando tinha 45. E não hesito em dizer: quero viver até os 200.

Claro que a imortalidade ainda será objeto de muita pesquisa até que isso seja de fato vire uma realidade. Todos nós começaremos a acreditar nisso no momento em que tivermos pessoas vivas rompendo a barreira dos 120, 130, 150 anos. Mas a verdade é que o ser humano, e isso é uma pena, nasceu com um bug em seu próprio software, e por isso só se engaja com a própria saúde no dia em que ele a perde. O contrário só acontecerá se o processo de conscientização sobre saúde começar na infância, já que tudo tem início no processo educacional. Por isso, ressalto a importância de se criar incentivos concretos que façam as pessoas cuidarem de si cada vez mais, como protagonistas de sua própria saúde e bem-estar, física e mental. Além disso, os médicos e outros especialistas obviamente possuem papel importante neste cenário de descobertas, já que estão sempre ávidos pelas novidades que possam promover transformação na vida de seus pacientes, para melhor.

Há três anos, minha agenda estava muito atarefada e por isso decidi fazer mapeamento dos meus papéis na vida, para definir melhor as minhas prioridades. Desenhei um mapa com objetivo de refletir minha existência enquanto pai, avô, cidadão, empresário, escritor e muitos outros papéis. Depois de meses, achei que o mapa estava bem completinho, porém eu havia esquecido o principal: o papel que tenho para comigo. Percebi que se eu não cuidar de mim, obviamente não conseguirei desempenhar os outros papéis. É como aplicar máscaras de oxigênio no avião – só ajudamos o nosso próprio filho se ajudarmos nós mesmos primeiramente. Entendi também que a consciência da nossa saúde (não como doença, mas como bem estar e longevidade) precisa de um despertar. É de fato uma mudança na chave, que pode operar milagres.

O primeiro passo está dentro de cada um de nós, mas obviamente que a tecnologia como apoio na manutenção da saúde está revolucionando a Medicina e poderá nos dar insights positivos sobre nossas vidas. Big Data, Alarmes, Machine Learning, Alertas, Inteligência Artificial, IoT, Deep Learning são algumas das novidades que devem transformar a forma de se cuidar.

Certamente, as crianças de hoje serão adultos que terão uma nova forma de encarar a importância de buscar a longevidade e até mesmo a imortalidade. Não apenas pelos recursos, mas pela mentalidade e contexto em que já nascem inseridas.

Viver eternamente ou até os 200 anos ainda é um sonho, mas não tão distante assim. Você já está preparado para esta realidade? Quem está no comando de sua vida?

A resposta depende somente das nossas escolhas pessoais, que são feitas agora.

*Jimmy Cygler é presidente institucional da Proxismed, empresa especializada em jornada de relacionamento em saúde. Foi durante 13 anos professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em disciplinas relacionadas à gestão de relacionamento com clientes.

*Por Guest Post

……………………………………………………………….
*Fonte: updateordie

Os 4 tipos de pessoas com déficit de atenção: qual é o seu?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição tremendamente comum: alguns especialistas calculam que ele afete algo entre 3% e 5% das crianças. Os sintomas são sempre iguais: desatenção, hiperatividade, impulsividade. Mas isso não quer dizer que seja fácil identificar alguém que tem TDAH, porque as pessoas que sofrem com o transtorno lidam com ele de maneiras muito diferentes umas das outras.

Segundo o blogueiro Neil Petersen, que tem TDAH e escreve sobre o transtorno no tradicional site Psych Central, isso acontece porque há quatro estratégias bem distintas para lidar com o transtorno — e, portanto, quatro perfis de pessoas com TDAH, cada um deles definido por uma das quatro estratégias. Você provavelmente conhece alguém de cada um desses tipos. Veja:

1. O perfeccionista — algumas pessoas tentam compensar o TDAH com uma obsessão por planejar tudo nos mais mínimos detalhes. Chegam meia hora adiantados para não se atrasarem, fazem listas detalhadas de tarefas, criam métodos minuciosos para tudo. Esses aí sofrem com cada tarefa no trabalho, porque vivem com medo de perder o controle.

2. O improvisador — esses usam uma estratégia praticamente oposta à do perfeccionista: são as pessoas que simplesmente aceitam o caos em suas vidas. Diante da enorme dificuldade de planejar as coisas, eles simplesmente não planejam nada e “deixam rolar”.

3. O minimalista — quem tem TDAH sabe que tentar organizar as coisas é um pesadelo. Por isso, uma estratégia comum para lidar com o problema é simplificar a vida ao máximo. Pessoas desse perfil fazem de tudo para ter o mínimo possível de posses, para que não haja muito o que organizar.

4. O viciado em adrenalina — pacientes de TDAH muitas vezes percebem que o transtorno fica pior quando eles estão em ambientes pouco desafiadores. Diante da falta de estímulo, a distração toma conta e fica muito difícil fazer qualquer coisa. Por causa disso, alguns começam a buscar estímulos fortes — afinal, a adrenalina ajuda a focar. Esse perfil costuma procurar atividades profissionais e de lazer de alto risco.

“Claro que nem todas as pessoas com TDAH se encaixam perfeitamente em um desses perfis”, escreveu Petersen. Uns usam um misto de duas, três ou até de todas essas estratégias e são mais difíceis de encaixar.

*Por Denis Russo Burgierman

 

………………………………………………………………………
*Fonte: superinteressante

É por isso que você nunca deve tomar decisões importantes com o estômago vazio

Nunca tome decisões importantes com o estômago vazio. Se a ciência faz essa afirmação, endossando os ditados populares, é melhor encher a barriga para só então pensar no que fazer.

O estudo que tratou de investigar a árdua questão, publicado na revista Psychonomic Bulletin & Review, revelou que, com o estômago vazio, é melhor evitar qualquer tipo de decisão, não apenas aquelas relacionadas aos alimentos.

Todos sabem que ir às compras com fome é uma péssima ideia, uma vez que é mais difícil resistir à tentação de consumir junk food. O que não se sabia é que a regra de encher a barriga antes também vale para outros setores.

De acordo com o dr. Benjamin Vincent, psicólogo da Universidade de Dundee e um dos pesquisadores envolvidos no estudo realizado pela instituição na Escócia, as preferências das pessoas mudam radicalmente quando estão com fome em comparação com o estômago cheio, o que periga ser explorado por profissionais de marketing.

O estudo

Mas, afinal, como os pesquisadores obtiveram esses resultados? Envolvendo 50 participantes no estudo e fazendo perguntas a eles sobre comida, dinheiro e outros tópicos baseados em recompensa. A mesma pergunta foi feita em dois diferentes momentos: quando eles estavam com fome e quando estavam satisfeitos.

Ao responder a perguntas relacionadas a alimentos, com o estômago vazio, a maior parte dos indivíduos optou por consumir uma refeição imediatamente, ainda que mais pobre, em vez de esperar para ter uma refeição mais abundante.

E quando tiveram que responder perguntas sobre outras formas de recompensa, o mecanismo de escolha permaneceu o mesmo: com o estômago vazio, os indivíduos entrevistados se contentavam mais facilmente com recompensas imediatas, embora menos satisfatórias.

Por exemplo, ao falar sobre prêmios, os participantes famintos costumavam escolher prêmios hipotéticos menores, mas atribuídos imediatamente, em vez de prêmios maiores que exigiam um pouco de espera.

De acordo com os pesquisadores, o estudo evidencia que a fome é capaz de alterar nossas escolhas em qualquer esfera, tornando-nos mais impacientes e menos razoáveis.

Estar ciente disso não é pouca coisa, porque poderia nos ajudar a evitar tomar decisões importantes enquanto o estômago está rocando, adiando-as para melhores momentos!

………………………………………………………………
*Fonte: greenme

Exercícios de fortalecimento são capazes de combater a depressão

Há algum tempo, pesquisadores divulgaram que exercícios aeróbicos podem reduzir significativamente os sintomas de depressão sem nenhum dos efeitos colaterais negativos associados a alguns medicamentos. Agora, em uma revisão de estudos recém-publicados na revista JAMA Psychiatry, foi revelado que treinamentos de resistência também podem ajudar a tratar a depressão.

Esta é uma descoberta significativa, uma vez que é a primeira análise sistemática de estudos de alta qualidade que avaliam os efeitos do treinamento de resistência na depressão. Além disso, mostra que as pessoas obtêm benefícios para a saúde mental de um tipo de exercício que os pesquisadores dizem ser crucial para manter a massa muscular à medida que envelhecemos.

Nós já sabíamos que o treinamento de resistência torna as pessoas mais fortes, constrói músculos e pode melhorar a resistência e a força. Agora também há boas evidências de que os exercícios de fortalecimento podem reduzir a ansiedade.

Os cientistas não sabiam se esse tipo de exercício também poderia reduzir os sintomas da depressão da mesma forma que o exercício aeróbico. Então, a equipe responsável pelo estudo analisou dados de 33 ensaios clínicos randomizados (considerados o tipo de estudo “padrão ouro” para pesquisa médica) com um total de 1.877 participantes. Eles descobriram que, no geral, o treinamento de resistência estava associado a uma redução significativa nos sintomas depressivos.

Isto foi especialmente verdadeiro para pessoas cujos sintomas de depressão eram clinicamente leves ou moderados. O efeito ainda foi significativo para pessoas com sintomas de depressão subclínicos e menos graves, mas não foi tão forte nesses casos.

Os exercícios de fortalecimento ajudaram a reduzir os sintomas de depressão, independentemente de os participantes do estudo ficarem fisicamente mais fortes, e funcionou independentemente de quão saudáveis as pessoas estavam quando começaram o treinamento de resistência.

Os pesquisadores também analisaram estudos que compararam os efeitos do treinamento de resistência ao exercício aeróbico entre pessoas com depressão e descobriram que ambos eram igualmente eficazes.

A conclusão é que se mexer é suficiente para ajudar nos sintomas de depressão, independentemente do tipo de atividade que você faz.

 

 

 

 

…………………………………………………..
*Fonte: hypeness

Como funcionam os florais de Bach?

A terapia à base de extratos de flor diminui a ansiedade, mas não são mais do que gotas de água pura

Você já pensou em dar um jeito na sua timidez? Ou é daqueles que sempre entram em pânico quando se veem diante de várias possibilidades e não aguenta mais isso? A terapia floral, desenvolvida pelo inglês Edward Bach(1886-1936), promete ajudá-lo com esses problemas. Bacteriologista e patologista, o médico abandonou sua clínica em Londres para se dedicar na década de 1930 ao estudo de plantas no interior do país. Buscava uma alternativa aos remédios tradicionais, criados para ajudar nosso organismo a debelar doenças e bactérias, mas que não costumam aplacar o sofrimento emocional. A conclusão de Bach: existem 38 flores capazes de nos ajudar a lidar com as mais diversas emoções negativas. A Mimulus, por exemplo, ajudaria a superar a timidez. Tem dificuldade para se decidir? A Scleranthus, de flores brancas, é a espécie indicada.

Existem dois métodos de preparo, ambos realizados em farmácias de manipulação. Os vidrinhos com florais contêm 10 a 20 mililitros e custam de R$ 10 a R$ 70. Mas é vasta a quantidade de estudos que colocam em dúvida a eficácia dos florais. Em 2001, o Instituto de Medicina Ambiental e Epidemiologia Hospitalar da Universidade de Freiburg, na Alemanha, publicou no Journal of Anxiety Disorders uma pesquisa sobre o floral indicado para diminuir a ansiedade. Parte dos voluntários tomou a tal substância e a outra recebeu um placebo, sem saber. Todos eles, no entanto, se declararam menos ansiosos com o passar do tempo. A conclusão do estudo: os florais são um placebo eficaz, mas não têm efeito específico. Ou seja, funcionam apenas pelo poder de sugestão. Se no frasco tivesse apenas água, e o paciente não soubesse, seu efeito seria o mesmo.

Faça você mesmo

O Centro de Bach, na Inglaterra, que administra o legado do médico inglês, utiliza somente relatos de terapeutas para provar a eficácia do sistema. Uma coisa é certa: os efeitos colaterais e o risco de intoxicação estão descartados, já que os florais são bastante diluídos. É por isso que o Ministério da Saúde não os considera remédios e eles podem ser comprados sem receitas e fora de farmácias, diferentemente dos fitoterápicos.

A ideia de Bach era que cada um escolhesse os florais para seus problemas por conta própria. Mas para o presidente da Associação dos Terapeutas Florais (Asteflor), José Joacir dos Santos, recorrer a um especialista credenciado é aconselhável – 170 dão expediente no Brasil, quase a metade da quantidade de profissionais do Reino Unido. “O terapeuta floral está mais preparado para sugerir as substâncias certas”, diz Santos. O valor das consultas no Brasil varia bastante, de R$ 50 a bem mais de R$ 100.

Quer se aventurar por conta própria? Dilua duas gotas de cada substância num copo d¿água ou pingue diretamente na boca – não é remédio, mas o gosto mesmo assim não é bom. Se tiver comprado o preparado de emergência, indicado para quem se depara com situações muito difíceis, dobre a quantidade diária.

É possível diluir os florais no chás ou no café, por exemplo. Outra opção é despejar duas gotas do floral num frasco de 30 mililitros e completar com água. Mantenha essa mistura na geladeira e tome quatro gotas, pelo menos quatro vezes ao dia. Se você acreditar, pode ser que funcione.

*Por Daniel Salles e Alexandre Carvalho dos Santos

……………………………………………………………………….
*Fonte: superinteressante

Estudo afirma que o vinho tinto é um ótimo aliado da saúde intestinal

Em um artigo científico publicado na revista “Gastroenterology”, uma equipe de pesquisadores da universidade King’s College, de Londres, afirmou que o vinho tinto é benéfico para a saúde do intestino humano. Os cientistas observaram os hábitos de 3 mil participantes e concluíram que aqueles que tomavam vinho tinto possuíam uma microbiota intestinal mais diversa — um ótimo sinal de saúde — em comparação aos que não consumiam a bebida.

A microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal, é composta pela população de micro-organismos que habitam o intestino e auxiliam na digestão, protegem a mucosa e combatem bactérias que causam doenças. Um desequilíbrio na flora pode causar vários danos ao corpo, como queda de imunidade, ganho de peso e elevação do colesterol.

Uma grande variedade de espécies bacterianas na microbiota é um ótimo marcador de saúde, por isso os pesquisadores do King’s College acreditam que o vinho tinto pode ser um aliado do intestino. O estudo também descobriu que o consumo da bebida está associado a níveis mais baixos de obesidade e colesterol “ruim” (LDL), o que também se deve, em parte, à diversidade de bactérias na flora intestinal.

Foram observados os efeitos de outras bebidas alcoólicas, como o vinho branco e a sidra (bebida fermentada de maçã). Mas, o vinho tinto se sobressaiu, possivelmente devido aos polifenóis encontrados nas cascas das uvas, que possuem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e ajudam os micróbios a viverem por mais tempo no trato intestinal.

Apesar dos benefícios do vinho tinto, os cientistas lembram que o exagero deve ser evitado. “A moderação é sempre aconselhável. Percebemos que o consumo a cada duas semanas parece ser suficiente para observar bons resultados. Então, se você for tomar uma bebida alcoólica hoje, escolha o vinho tinto”, disse a dra. Caroline Le Roy, uma das autoras do estudo.

*Por Mariana Felipe

…………………………………………………………..
*Fonte: revistabula

Instituto transforma salas de exames e quimioterapia em ‘aquários’ para crianças

Devido ao grande tempo que as crianças passam no hospital, horas, anos, decidiu-se humanizar os ambientes”, explica Laurenice, do Instituto Desiderata.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), apenas no ano passado, mais de 400 mil novos casos de câncer foram registrados em nosso país. No recorte, estimativas apontam mais de 12,5 mil novos casos de câncer entre crianças e adolescentes.

O câncer entre indivíduos de até 19 anos costuma atacar as células sanguíneas, como é o caso da leucemia, o sistema nervoso central e o sistema linfático.

Tal doença é a principal causa de mortalidade (8% do total) entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil. O diagnóstico precoce, no entanto, poderia salvar muitas vidas.

Segundo estimativas do INCA, quando diagnosticado precocemente, o câncer infantojuvenil tem um índice de cura de até 80% e, na maioria dos casos, os pacientes conseguem ter uma boa qualidade de vida após o fim do tratamento.

Entretanto, o tratamento bem-sucedido pode levar anos para ser concluído. Por isso é fundamental que ele seja o menos confortável possível para a criança ou adolescente.

Para a gerente da área de saúde do Instituto Desiderata, Laurenice Pires, “a experiência do tratamento com exames de longa duração, processos invasivos e quimioterapia pode causar mal-estar, traumas e doenças psicológicas para esses pacientes, que estão em fase de desenvolvimento físico e psicológico”.

Com esse pano de fundo, o Instituto Desiderata, que atua em sete unidades hospitalares do Rio de Janeiro, desenvolveu um projeto de humanização e ambientação dos locais de tratamento para essas crianças e adolescentes.

Os aquários

“Devido ao grande tempo que as crianças passam no hospital, horas, anos, decidiu-se humanizar os ambientes”, explica Laurenice. Apelidados de ‘aquários’, os espaços procuram acolher da melhor maneira possível as crianças e adolescentes que estão recebendo o tratamento contra o câncer.

Todas as salas de quimioterapia e de exames foram redesenhadas visualmente para lembrar o fundo do mar. As paredes coloridas foram decoradas com peixes e plantas aquáticas, e os equipamentos são personalizados para parecerem submarinos e cores frias, como o azul, predominam no ambiente com o objetivo de trazer calma ao paciente.

A ideia surgiu após um longo processo de pesquisa para se compreender qual era a melhor forma de criar um ambiente que trouxesse segurança e tranquilidade para os pacientes infantojuvenis, explica Laurenice.

Os aquários recebem muitas crianças que estão sendo atendidas pela primeira vez; logo, o espaço lúdico ajuda a tornar os processos médicos um pouco mais confortáveis para os pacientes.

“Às vezes, até os pais comentam que preferem o ambiente do aquário”, conta a psicóloga Juliana Mattos, que atende no Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. “O ambiente caracterizado como um aquário auxilia no processo terapêutico.”

Juliana enfatiza também que ser sincera com o pequeno paciente é a melhor maneira de fazê-lo aceitar o tratamento. Para a psicóloga, a compreensão da criança e do adolescente sobre a necessidade dos exames e processos realizados é essencial. Quanto mais desconhecido o procedimento for para o paciente, mais ele irá resistir.

Instituto do Câncer transforma salas exames quimioterapia aquários crianças

É importante deixar claro para a criança que “chorar faz parte”, e que não é positivo esconder que certos processos causam dor ou desconforto.

Quando as crianças são muito pequenas, a psicóloga utiliza a técnica da ‘brinquedoterapia‘, estratégia que utiliza brinquedos da própria criança para a desmistificação do tratamento.

“Um cateter, por exemplo, é um processo doloroso. Por isso a enfermeira utiliza o brinquedo para exemplificar aquele exame”. Para ela, a brinquedoterapia é essencial para ser sincero com a criança, o que estabelece uma relação de confiança entre o paciente e seus cuidadores.

Você conhece o VOAA?
VOAA significa vaquinha online com amor e afeto. E é do Razões! Se existe uma história triste, lutamos para transformar em final feliz. Acesse e nos ajude a mudar histórias.

*Por Gabriel Pietro

 

 

 

 

 

 

……………………………………………………………………………
*Fonte: razoesparaacreditar

Entenda como funciona a paranoia nos dias de hoje

O significado da palavra paranoia vem do grego para = ao lado de, fora, e noia = de si, ou seja, fora de si. Vamos abordar a paranoia a partir da teoria crítica da psicanálise e da sociologia, desmistificando essa patologia como algo distante dos sujeitos “normais”.

A psicanálise investigou os sintomas da paranoia, que aparecem através da fala, do sonho, da dor psíquica, do prazer, do desprazer e da sexualidade. Os elementos da paranoia são encontrados nas pessoas e nas relações sociais, diferenciando seu nível em cada uma delas.

Os delírios paranoicos costumam estar vinculados aos mecanismos de projeção, pois o conteúdo é projetado em um objeto pelos sujeitos, fazendo com que tal objeto se torne uma ameaça. A tragédia da paranoia é o dano aos cinco sentidos, isto é, a perda do contato com o mundo que faz sentido.

Assim Freud inseriu a paranoia, não só no delírio de perseguição, como no delírio de ciúme e no delírio de grandeza. Por isso, muitos homens transferem seus delírios de ciúmes no sentido de humilhar e agredir suas namoradas, esposas ou ex-mulheres.

Os sujeitos paranoides, em termos afetivos, se aproximam de qualquer relação com a crença de que os outros irão cometer um erro e admitir suas suspeitas. E por consequências, as amizades são desfeitas, as relações amorosas são rompidas e os negócios são rescindidos.

Aliás, o delírio de perseguição se refugia nas religiões, que têm uma doutrina paranoica, por mais absurda que pareça, conseguem dominar milhões de pessoas, prometendo a elas proteção aos encalços dos demônios, que são os culpados pelas doenças e derrotas dos fiéis.

No âmbito social, as perseguições também são sinais visíveis do nosso mundo líquido. O motivo maior é o medo, que incentiva a busca paranoica por segurança, porque o mal pode estar oculto em qualquer lugar, e não se pode confiar em ninguém.

Ergueu-se uma concepção de segurança, que impõe a lógica da vigilância, do isolamento e da aquisição de armas, projetando os delírios paranoicos de modo constante. A pseudo atmosfera de insegurança instituiu o medo na cabeça dos indivíduos, tencionando a nossa vida cotidiana.

Essa tensão nasce de supostas ameaças internas, que podem vir das favelas e as externas, que podem surgir de imigrantes deslocados pelo mundo. O medo acaba formatando uma sociedade paranoica, onde todos são virtualmente perigosos à primeira vista.

Além disso, o nosso conceito de felicidade está cheio de delírios de grandeza, já que em primeiríssimo lugar: o “belo” e o “melhor” pertencem apenas a uma confraria que se intitula de “Very Important Person”. Há criaturas que gastam o que não têm para frequentar o mundo VIP!

Porém, o que é ótimo saber, que encontramos gente com inteligência espiritual em todos os setores sociais, que valorizam a condição humana acima de tudo, como fizeram os grandes mestres da humanidade, orientando as pessoas a não caírem nos esquemas paranoicos dos dias de hoje.

*Por Jackson César Buonocore

 

 

……………………………………………………………
*Fonte: psicologiasdobrasil

Estudo confirma que cochilar durante o dia reduz as chances de sofrer infarto e AVC

Um estudo recente, realizado por pesquisadores do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, traz uma ótima notícia para aqueles que gostam de dormir: tirar um cochilo, uma ou duas vezes por semana, faz bem para a saúde do coração. Como o sono inadequado é um fator de risco para uma série de doenças, incluindo problemas cardiovasculares, substituir o sono noturno perdido pelo cochilo pode ser um hábito benéfico.

Para chegar aos resultados, os cientistas avaliaram mais de 3,5 mil suíços ao longo de cinco anos. Os participantes forneceram informações sobre seus hábitos de cochilo, sono noturno, estilo de vida e foram submetidos a uma série de exames clínicos. Durante os anos de avaliação, os pesquisadores descobriram que aqueles que tiravam um ou dois cochilos durante a semana tinham 48% menos chances de sofrer infartos, paradas cardíacas e derrames.

Apesar da boa notícia, ainda não está claro como a soneca pode influenciar a saúde do coração. “Nosso maior palpite é que o sono durante o dia libera o estresse das noites mal dormidas”, disse a médica residente Nadine Haüsler, líder do estudo. Ainda que a pesquisa não responda quanto tempo dura o cochilo ideal, a maioria dos pesquisadores diz que 20 minutos são suficientes para sentir os benefícios.

Entre os que nunca cochilavam ou dormiam excessivamente durante o dia, os mesmos efeitos não foram observados pelos pesquisadores. Os benefícios também não foram comprovados em idosos com mais de 65 anos, provavelmente porque pessoas nessa faixa de idade já têm alguns problemas de saúde e costumam dormir mais. Segundo Haüsler, “outros estudos são necessários”, mas, apesar das limitações, essa é a primeira pesquisa a analisar a frequência dos cochilos em relação à saúde.

*Por Mariana Felipe

…………………………………………………………………………
*Fonte: revistabula

Seis passos para dormir em dois minutos, segundo uma técnica militar dos EUA

Livro de 1981 relata um método, supostamente pensado para que pilotos descansassem em qualquer circunstância, que ajuda a relaxar o corpo e deixar e a mente

Uma em cada três pessoas sofre algum tipo de distúrbio do sono na Espanha, embora a mais comum seja a insônia. Segundo os dados da Organização do Observatório do Sono, o problema afeta entre 20% e 30% dos espanhóis. As estatísticas não são muito mais animadoras no Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros, ou 35%, tem problemas para dormir.

Entre os muitos métodos para lutar contra a dificuldade de adormecer, há poucos que atraem tanta atenção quanto adormecer em apenas dois minutos em qualquer situação. Vários jornais anglo-saxões o ecoaram as dicas descritas no livro Relax and Win: Championship Performance, de 1981, de Lloyd Bud Winter. O autor é um renomado treinador esportivo que preparou vários atletas olímpicos. Segundo o texto, a escola de pilotos do Exército dos EUA desenvolveu essa técnica para que eles pudessem descansar durante o dia ou a noite —96% dos pilotos conseguiram dormir com ela após seis semanas de prática. Para aqueles que têm dificuldade em adormecer, parece bom demais para ser verdade … e só há uma maneira de verificar se funciona: siga estes seis passos.

1. A primeira coisa é se sentar na beirada da cama. A única luz que pode estar acesa é a da mesa de cabeceira e o celular deve ficar em silêncio.

2. Então você tem que fazer alguns exercícios para relaxar os músculos faciais: imitando um sorriso, vamos esticá-lo o máximo que pudermos e então relaxá-lo, retornando à posição inicial.

3. Quando sentirmos o rosto como se tivesse se esvaziado, relaxamos nossos ombros e braços, como se algo os estivesse derrubando.

4. Enquanto isso, devemos respirar profundamente e nos concentrar em ouvir o som do ar enquanto inspiramos e expiramos. Começamos a relaxar os músculos de nossas pernas da mesma maneira que os braços, até que desmoronamos completamente.

5. A ideia é deixar todo o corpo relaxado. Uma vez alcançado o objetivo, vamos colocar nossas mentes em branco por cerca de 10 segundos. É necessário deixar passar qualquer pensamento que vem à cabeça sem girar ao redor dele.

6. O último passo é nos imaginarmos em uma dessas duas situações: a primeira é deitar numa canoa num lago e olhar o azul do céu. A segunda é nos imaginarmos em uma rede que balança lentamente.

Depois desses passos, diz Bud Winter em seu livro, conseguiremos dormir muito facilmente.

………………………………………………………………….
*Fonte: elpais

Descoberta dos EUA pode decretar o fim da quimioterapia

Uma nova descoberta pode fazer com que a quimioterapia esteja com os dias contados!

Muitas pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos e, consequentemente, sofrem uma grande mudança em sua qualidade de vida. Logo começam os tratamentos exaustivos, que afetam não só os pacientes, mas também os familiares e amigos, que os acompanham a cada passo de sua jornada.

A quimioterapia, apesar de fundamental para combater a doença, também tem muitos efeitos colaterais que exigem muito dos pacientes. Durante o tratamento, essas pessoas podem sofrer de indisposição, náuseas, sensibilidade na pele, queda de cabelo, das unhas, descamação nas solas dos pés e das mãos. Enfim, é um período extremamente delicado, que exige muita força, determinação e apoio das pessoas amadas.

Pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, descobriram que todas as células do corpo humano contêm um “código de matar”, que pode ser acionado para causar sua própria autodestruição.

Eles acreditam que essa pode ser uma grande ferramenta no combate ao câncer. Para os pesquisadores, as células malignas, que se contaminam com a doença, podem de alguma maneira ser estimuladas a se autodestruírem por conta própria, através desse código, não havendo assim necessidade de produtos químicos tóxicos serem colocados no organismo. A prática desse processo poderia por fim ao exaustivo tratamento de quimioterapia.

Os cientistas ainda acreditam que o poder desses “guarda-costas internos” da célula podem ser ainda mais eficientes, se forem duplicados sinteticamente, porque diminuiriam ainda mais a necessidade da quimioterapia e todos os seus efeitos colaterais no organismo.

“Agora que sabemos o código de morte, podemos ativar o mecanismo, sem ter que usar quimioterapia e sem mexer com o genoma”, explicou Marcus E. Peter, professor de Metabolismo do Câncer de Tomas D. Spies da Northwestern University Feinberg School of Medicine e principal autor do estudo.

“Podemos usar esses pequenos RNAs diretamente, introduzi-los em células e acionar o interruptor de matar (…) Meu objetivo não era criar uma nova substância tóxica artificial (…) Eu queria seguir o exemplo da natureza. Eu quero utilizar um mecanismo que a natureza tenha projetado.”

A descoberta está deixando os pesquisadores muito motivados para combater o desenvolvimento do câncer:

“Com base no que aprendemos nesses dois estudos, podemos agora projetar microRNAs artificiais, que são muito mais poderosos em matar células cancerosas do que as desenvolvidas pela natureza.”

Mas todo esse trabalho não será realizado tão rapidamente. Alguns anos de estudos serão necessários para que possibilidade de um novo tipo de terapia seja realmente considerada.

Ainda que possa exigir algum tempo, essa é uma descoberta muito animadora, que pode aliviar a situação de milhares de pessoas ao redor do mundo!

Por Luiza Fletcher

 

……………………………………………………………….
*Fonte: osegredo