Divulgado primeiro raio X colorido feito em humanos

Cientistas realizaram o primeiro raio X colorido e 3D em humanos. Veja o resultado impressionante.

O primeiro raio X colorido feito em partes do corpo humano foi revelado esse mês. As imagens históricas foram feitas com uma tecnologia absolutamente inovadora chamada MARS, um scanner de espectro raio x.

Uma dupla composta por pai e filho, da Nova Zelândia, construíram o primeiro raio x colorido adaptando a tecnologia utilizada na busca pelo Boson de Higgs.Phil, o pai, e Anthony, o filho, são das universidade de Canterbury e Otago. Ambos dedicaram 10 anos inteiros na construção do raio x 3D. Finalmente, no dia 10 de julho, eles lançaram ao mundo o resultado do projeto inédito.Espera-se que a máquina chamada MARS ajude médicos no diagnóstico e no tratamento do câncer, bem como no tratamento de doenças do coração, dado que o aparelho oferece imagens coloridas que são muito mais próximas do que o corpo humano realmente parece.

O raio x MARS pode mostrar gordura, cálcio, e muitas evidências de doenças no corpo. Nos próximos meses, o raio x scanner irá passar pelos primeiros testes clínicos em pacientes de ortopedia e reumatologia em Christchurch, na Nova Zelândia.

Tecnologia de raio x colorido

A primeira pessoa que passou pelo raio x colorido foi ninguém menos que o próprio Phill. Ele fez um scan do seu quadril e do seu punho. O resultado apresentou uma riqueza absurda de detalhes, incluindo até o raio x do relógio que estava usando.O raio x do seu pé foi tão preciso quanto o de seu punho. “Os raios x tradicionais permitem medir somente a densidade e o formato do que é retratado”, disse Anthony.

O pesquisador ainda mencionou que os pesquisadores estão atualmente utilizando uma versão menor do MARS para estudar o câncer e outras doenças vasculares. Resultados iniciais desses estudos sugerem que o MARS irá aperfeiçoar e promover diagnósticos mais precisos e tratamentos mais personalizados. Phil e Anthony também estão desenvolvendo um aparelho que faz um scan do corpo inteiro.A tecnologiaA tecnologia utilizada chama-se CERN Medipix3.

A família Butler aplicou a tecnologia citada que foi utilizada pela organização europeia de pesquisa nuclear em busca da “partícula de Deus” ou Boson de Higgs.O chip da Medipix foi originalmente desenvolvido para ajudar numa colisão mais forte entre as partículas nos processos de aceleração. Nos últimos 20 anos, desde que ele começou a ser desenvolvido, ele passou por muitas transformações.Nos últimos tempos, o chip foi adotado por muitos outros campos de estudo além da física nuclear. No caso do MARS, o CERN MEdipix3 mostra sua relevância no campo médico. O Medipix3 é a versão mais avançada do chip. Phillip afirmou que a tecnologia coloca o MARS à parte, pois ele produz imagens que nenhuma outra máquina de raio x consegue produzir.

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*Fonte: gentside

Entenda seu “rim” – Água & Cerveja! BEBA CORRETAMENTE

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA

Você vai ao bar ou a uma festa e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.
O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo “Caracas véio… o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!”

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de líquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que “é líquido”.

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: “Caraca, o cara tá maluco!!!”E manda a seguinte mensagem para os Rins “Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora” e o RIM começa a fazer até hora extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago manda outra mensagem pro CÉREBRO “Cara, ele não pára, socorro!!!” e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM “Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!”

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o q ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mais o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais”bunitim”.

Chega uma hora que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora que você desmaia… dorme… capota…

Ele faz isso porque pensa “Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele”

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue – “Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora”.

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa “ordem” e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca. Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d’água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

Sabia que tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.
1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.
1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.
Por favor, passe esta mensagem para as pessoas que estima…

 

A cada hora de corrida, você ganha 7 horas extras de vida, diz estudo

Perda de peso, fortalecimento dos músculos e dos ossos, alívio do estresse, melhora da capacidade cardiorrespiratória, enfim, a lista de benefícios da corrida é extensa e bastante conhecida. O que nem todo mundo sabe, no entanto, é que correr é a atividade física que tem o maior efeito no aumento da expectativa de vida.
Corrida aumenta a expectativa de vida

Um estudo realizado pelo Instituto Cooper, nos EUA, descobriu que apenas 5 minutos de corrida por dia já garante longevidade, mas o dado mais significativo foi o de que a cada hora que você corre, ganha 7 horas extras de vida. Os resultados foram obtidos através da reunião de trabalhos científicos anteriores sobre os benefícios da atividade.

Os pesquisadores colocaram as descobertas na ponta do lápis e chegaram a números bastante interessantes. Se uma pessoa correr duas horas por semana, passará, durante 40 anos, aproximadamente 6 meses realizando a atividade. No mesmo período, o ganho de vida seria de cerca de 3 anos.

De acordo com o levantamento, independentemente da distância ou da velocidade, correr diminui em quase 40% os riscos de morte prematura, um benefício conquistado até mesmo em casos em que a pessoa fumava, bebia álcool e apresentava histórico de problemas de saúde, como hipertensão ou obesidade.

Os cientistas não foram capazes de determinar, exatamente, por que a corrida é tão poderosa para evitar a mortalidade precoce, mas acreditam que o fato se dá pelos resultados positivos da atividade, que incluem redução da pressão alta e acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Além disso, correr promove o aumento no preparo aeróbico, que é um dos indicadores mais conhecidos de saúde no longo prazo.

 

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*Fonte: portalraizes

Como funcionam os testes de DNA que prometem revelar quem são seus ancestrais

Quem não quer saber quem foram seus ancestrais?

Nos últimos anos, o sequenciamento completo do genoma humano facilitou o acesso do público aos testes de DNA que permitem descobrir nossa história genética. Ou, pelo menos, é o que prometem.

Esses kits podem ser comprados em muitas farmácias e também por meio de sites de empresas especializadas e até mesmo na Amazon. E eles estão ficando mais baratos: se há cerca de cinco anos, um kit custava cerca de US$ 300 (R$ 1,2 mil), agora, podem ser comprados por US$ 75 (R$ 290).

Estes testes foram inclusive os produtos mais vendidos em novembro nos Estados Unidos durante a última Black Friday, de acordo com dados da Amazon.
Como funcionam os testes de DNA

O teste que promete revelar quem são nossos antepassados ​​funciona da seguinte maneira: você compra o kit, cospe em um tubo ou passa um cotonete na parte interna da bochecha e envia a amostra para a empresa da qual contratou o serviço.

A companhia extrai de sua saliva células que contêm todo o seu genoma. Seu DNA é então inserido em um banco de dados e comparado ao genoma de outros clientes que pagaram pelo mesmo serviço. São assim estabelecidas semelhanças e diferenças e criado um mapa étnico. Mas quão confiáveis são esses testes?

Informações distorcidas

Cientistas alertam que, na realidade, os perfis genéticos obtidos por meio desses testes não podem fornecer informações muito precisas sobre a nossa ancestralidade.

No programa da BBC Os casos curiosos de Rutherford e Fry, junto com uma entrevista do geneticista Mark Thomas, esses testes genéticos foram examinados.
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Image caption Nos últimos anos, o interesse em testes genéticos aumentou, o que reduziu seu custo

“Muitas dessas empresas dão a você um relatório de etnia, de modo que não lhe dizem realmente quem são seus antepassados, mas se suas características genéticas correspondem a alguns dos descendentes de seus antepassados”, disse Thomas.

Normalmente, esse tipo de teste não compara seu DNA com o de pessoas que viveram no passado, mas com os de seus contemporâneos.

Mas a comparação é limitada a pessoas que estão no banco de dados da empresa, então, em muitos casos, a leitura do seu genoma pode gerar resultados diferentes dependendo de qual empresa você contratar, alerta Thomas.
Antepassados ​​favoritos

As pessoas têm preferências quanto a seus ancestrais. Thomas explica que é mais atraente e exótico dizer que seus antepassados eram vikings ou da realeza celta do que gauleses, por exemplo.

Mas a verdade é que, na Europa, quase todos os europeus que não têm um passado de migração recente são, muito provavelmente, descendentes dos vikings, argumenta o especialista.

“Voltando no tempo, até a época em que os vikings viveram, um europeu certamente descobrirá que um de seus ancestrais era escandinavo, porque esse povo ocupava um grande território e chegou até o norte da África.”

Como ilustra Thomas, uma rede ancestral torna-se maior, abrangendo mais grupos históricos e étnicos, conforme se volta mais no tempo.

 

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*Fonte: bbc-brasil

Chip que ‘lê’ e ativa neurônios poderá reverter cegueira e surdez

Uma parceria do governo norte-americano com cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um chip minúsculo que, quando implantado no cérebro pode reverter a cegueira e a surdez. A tecnologia lê sinais de alguns neurônios ligados à visão e audição e os transmite para frente, auxiliando na recuperação desse sentidos, o que pode significar uma revolução na medicina.

Através de um microscópio com um software, alguns neurônios da camada mais externa do cérebro são decodificados. O objetivo é apresentar um caminho alternativo para que sons e imagens cheguem ao cérebro. Batizado de FlatScope, o objeto é implantado entre o crânio e o córtex cerebral e focará em um primeiro momento, nos neurônios da visão.

Até agora mais de 65 milhões de dólares já foram investidos na pesquisa, entretanto ainda não se sabe quando a tecnologia estará disponível no mercado. Ames Robinson, um dos cientistas responsáveis, afirma que esta nova abordagem é totalmente revolucionária: “Somos capazes de criar processadores extremamente densos com bilhões de elementos em um chip para o telefone em seu bolso. Então, por que não aplicar esses avanços às interfaces neurais?”.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Cerveja emagrece e previne Alzheimer e gripe! Está provado!

Segundo vários estudos feitos por profissionais de saúde e investigadores de diversas partes do mundo, a cerveja emagrece! Para além de emagrecer, a cerveja pode reduzir os níveis de colesterol, prevenir o Alzheimer e combater a gripe.

Embora sempre tenhamos ouvido falar na “barriga de cerveja”, um estudo da Universidade de Barcelona defende que beber cerveja diariamente evita o ganho de peso, previne a diabetes, a hipertensão arterial e problemas cardíacos. Contudo, os investigadores espanhóis afirmam que estes benefícios são obtidos com apenas uma caneca por dia.

“A cerveja não é culpada pela obesidade, pois tem cerca de 200 calorias por caneca, o mesmo que um café com leite”, afirma a médica Rosa Lamuela, responsável pela investigação feita com 1249 homens e mulheres acima de 57 anos.
Na verdade, aquilo que engorda são os petiscos gordurosos que acompanham a cerveja, nomeadamente salgados e fritos.

Carlos Vilaça, endocrinologista, diz que esta investigação reforça os benefícios desta bebida à base de cevada e com baixa graduação alcoólica: “A cerveja tem baixo índice glicêmico e é constituída de elementos poderosos, como antioxidantes, ácido fólico, ferro, minerais e vitaminas, que previnem a ocorrência de doenças cardiovasculares, melhora índices do bom colesterol e previnem pedras nos rins por estimular o fluxo urinário”.

Os especialistas acresceram que o consumo regular de cerveja deve ser moderado e acompanhado de uma alimentação saudável e exercício físico.

Um estudo japonês, publicado na revista científica Medical Molecular Morphology, comprova que o lúpulo contido na cerveja tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório e prevenir a pneumonia.

Um estudo finlandês descobriu que a cerveja pode reduzir em 40% os riscos de desenvolver pedras nos rins. Mas lembra-te, o consumo deve ser sempre moderado pois em excesso a cerveja pode agravar o quadro. As mulheres devem consumir até uma lata da bebida por dia e os homens até duas latas.

De acordo com uma investigação de uma universidade espanhola, o efeito sedativo da cerveja pode tratar a insónia e outros distúrbios de sono. O lúpulo aumenta a atividade do neurotransmissor GABA, substância com um efeito sedativo que reduz a ação do sistema nervoso e prepara o organismo para adormecer.

Segundo um estudo holandês, publicado na revista científica The Lancet, as pessoas que ingerem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas comparadas com outras que não têm o hábito de consumir esta bebida. Quando comparadas a pessoas que bebem vinho frequentemente, a concentração da vitamina chega a ser duas vezes superior. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovascular quando existente em excesso. Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona comprovou que a cerveja protege o sistema cardiovascular e reduz a cicatriz no coração provocada por um enfarte agudo do miocárdio.

A cerveja, principalmente a escura, contém uma grama de fibra solúvel por garrafa. As fibras são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL e reduzir o risco de doenças cardiovascular. Segundo um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism, o consumo moderado de cerveja beneficia o sistema imunitário e torna o organismo mais resistente a várias infeções. A pesquisa revelou que depois de um mês, o consumo diário de uma lata de cerveja para mulheres e duas para os homens é capaz de aumentar a concentração de células de defesa do sistema imunitário, elevando a produção de anticorpos.

Um estudo do Kings College, em Londres, veio provar que a cerveja fortalece a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo, dado que o silício, presente na bebida, melhora a densidade óssea.

Finalmente, um grupo de cientistas da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, reviu 34 estudos que associam o consumo de álcool e problemas cognitivos, analisando ao todo 365 mil voluntários. Os resultados demonstraram que aqueles que bebem cerveja moderadamente apresentam um risco 23% menos de desenvolver Alzheimer e doenças semelhantes, quando comparados com pessoas que nunca ingerem a bebida.

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*Fonte: corujaprof

Problemas de memória? Como aprender a esquecer pode melhorar sua capacidade de lembrar

Se há um limite para a memória humana, ainda não atingimos esse patamar.

Psicanalistas e neurocientistas concordam que, embora deva existir esse “limite de armazenamento”, não corremos, por ora, o risco de encher o cérebro de memórias a ponto de bater nessa barreira.

“Ótimo, mas então por que eu continuo me esquecendo das coisas?”, você pode se perguntar. A resposta é a seguinte: bom, isso acontece porque você não está esquecendo o suficiente.

Menos é mais

Existem três verbos fundamentais para entender o processo de lembrança: ingerir, armazenar e recuperar.

“Quando as pessoas reclamam da memória, elas invariavelmente assumem que o problema é de retenção insuficiente de informações”, diz Robert A. Bjork, professor de psicologia da Universidade da Califórnia.

Por outro lado, ele argumenta que “o problema pode ser, ao menos em parte, uma questão de esquecimento insuficiente ou ineficiente”. Hoje, essa é a teoria mais aceita entre os pesquisadores do funcionamento da memória.

Usando uma metáfora, o processo de lembrança funciona mais ou menos como tentar encontrar algo que você precisa dentro de um quarto totalmente bagunçado.
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Image caption Memórias inúteis atrapalham suas lembranças mais importantes

Quanto mais nos lembramos das coisas, mais as memórias interferem umas nas outras. Informações desatualizadas ou irrelevantes vão inevitavelmente ofuscar nossas tentativas de encontrar memórias úteis ou ideias centrais, que podem ser cruciais na tomada de decisões.

O professor Blake Richards, da Universidade de Toronto, e o pesquisador Paul Frankland argumentam que o processo de esquecimento não é apenas falho ao tentar recordar algo mas também funciona como um mecanismo. E a função da memória é “otimizar a tomada de decisões inteligentes, mantendo o que é importante e deixando de lado o que é irrelevante para nós”.

Aprendendo a esquecer

“Ok, mas como eu esqueço?”, você se pergunta. Aí vamos nós:

Dica 1: Pare de revisitar sua memória inútil

Nossa capacidade para acessar uma determinada memória funciona um pouco como um caminho em uma floresta: quanto mais você pisa nela, mais proeminente ela se torna. Isso fortalece as conexões físicas dos neurônios e efetivamente faz o cérebro pensar que a memória que você continua acessando é importante.

Ou seja, por que você precisa se lembrar de qual foi a seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 1938 enquanto não recorda em qual vaga de estacionamento parou seu carro?

Dica 2: Pratique

A memória pode ser treinada. Em 2001, o professor Michael Anderson, da Universidade de Cambridge, realizou um estudo que provou que suprimir certas informações pode ser útil para domar as memórias indesejadas.

Freud diria que memórias reprimidas só voltam para assombrar as pessoas. Mas o professor Anderson argumenta que esse esquecimento ainda é um método importante para regular nossas emoções e pensamentos, pelo menos a curto prazo.

Dica 3: Exercício cardiovascular

Em um estudo com ratos, o professor Blake Richards mostrou que existe uma ligação entre a geração de neurônios no hipocampo do cérebro e o esquecimento.

Essas conexões entre os neurônios mudam constantemente. Eles podem enfraquecer ou ser eliminados por completo. E, à medida que novos neurônios se desenvolvem, eles podem conectar novamente os circuitos do hipocampo e substituir as memórias existentes.

Uma maneira bastante recomendada de criar essas novas neurogêneses é fazer exercícios cardiovasculares, como correr, caminhar, nadar, remar etc.

Agora, lembre-se: esquecer é uma habilidade tão essencial quanto relembrar. Livrar-se de memórias indesejadas e emoções ruins pode ser um desafio mas também é algo que funciona com a prática.

*Por

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*Fonte: bbc-brasil

Não estamos ficando doentes. Estamos sendo envenenados

Nas últimas semanas, duas grandes organizações médicas emitiram avisos separados sobre substâncias químicas tóxicas nos produtos que nos rodeiam. As substâncias não estão regulamentadas, dizem eles, e estão ligadas ao câncer de mama e próstata, deformidades genitais, obesidade, diabetes e infertilidade.
“A ampla exposição a produtos químicos tóxicos ambientais ameaçam a reprodução humana saudável”, diz a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, advertiu em um comunicado no mês passado. Os avisos são um lembrete de que a indústria química herdou o manto da indústria do tabaco, minimizando a ciência e a resistência à regulação de maneira que causam danos devastadores para os cidadãos inocentes.

Na década de 1950, os pesquisadores achavam que os cigarros causavam câncer, mas o sistema político demorava a dar uma resposta. Agora, o mesmo está acontecendo com produtos químicos tóxicos. O foco da federação ginecológica é sobre os produtos químicos que imitam os hormônios sexuais e muitas vezes confundem o corpo. Desreguladores endócrinos são encontrados em pesticidas, plásticos, cosméticos, xampus e recibos dos registo de dinheiro, alimentos e inúmeros outros produtos.

“A EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO É ONIPRESENTE”, disse a organização, acrescentando que as mulheres
grávidas quase em todos nos Estados Unidos tem pelo menos 43 contaminantes químicos diferentes em seu corpo. Um relatório do Instituto Nacional do Câncer constata que “UMA QUANTIDADE PREOCUPANTE DE BEBÊS NASCEM PRÉ-POLUÍDOS”.

Este aviso foi escrito por especialistas do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a Organização Mundial de Saúde, o Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha e outros grupos similares. Estes profissionais médicos estão na linha de frente. Eles são aqueles que tratam as mulheres com cancro da mama. Ambas são condições associadas à exposição precoce aos desreguladores endócrinos. Casos crescentes de hipospadia, um defeito de nascença em que as crianças nascem com uma abertura uretral no lado do pênis.

A outra grande organização emitiu recentemente um aviso, a Endocrine Society, a associação internacional de médicos e cientistas que trabalham com o sistema hormonal. “Novas evidências ligam distúrbios endócrinos a exposição de químicos, e estão entre as maiores ameaças à saúde pública enfrentados pela sociedade – DIABETES E OBESIDADE”, disse ele a Endocrine Society ao anunciar um relatório de 150 páginas.

Ele acrescentou que há “evidência crescente” que os produtos tóxicos geram a infertilidade, câncer de próstata, testicular, da mama, uterino, do ovário e problemas neurológicos. Às vezes, esses problemas surgem aparentemente em adultos por causa de exposições décadas anteriores em fases fetais.

“A AMEAÇA É PARTICULARMENTE GRANDE QUANDO EXPOSTOS NASCITUROS”, disse o Endocrine Society. Tracey J. Woodruff, da Universidade da Califórnia, San Francisco diz: “Um mito sobre produtos químicos é que o governo dos EUA garante que eles são seguros antes de entrar no mercado.” Na verdade, a maioria são considerados seguros, a menos que se prove o contrário.

Dos 80.000 ou mais produtos químicos em produção hoje no comércio mundial, apenas uma pequena parte foi analisado de forma rigorosa para a segurança. Mesmo quando uma substância foi removida por razões de saúde, o produto de substituição pode ser tão ruim quanto antes. “É frustrante ver a mesma história uma e outra vez”, disse o professor Woodruff. “Os estudos em animais, in vitro e estudos em humanos testes iniciais mostram que os produtos químicos causam efeitos adversos A indústria química diz.” Esses estudos não são bons, e pedem para ser exibido com a evidência humana. A evidência humana leva anos e exige que as pessoas fiquem doentes. “Nós não devemos ter que usar o público como cobaias”.

Europa está se movendo para testar produtos químicos antes de entrar no mercado, mas nos Estados Unidos é muito lento por causa do poder do lobby químico. A legislação de segurança química depende do Senado que exigiria a EPA para iniciar uma avaliação da segurança de produtos químicos apenas 25 nos primeiros cinco anos – e legislação da Câmara não é muito melhor. “Há quase infinita o paralelismo com a indústria do cigarro”, diz Andrea Gore, professor de farmacologia na Universidade do Texas em Austin e editor da revista Endocrinology.

Por agora, os especialistas dizem que a melhor abordagem é que as pessoas tentam se proteger. Especialmente as mulheres que estão grávidas ou podem se tornar grávidas e para as crianças jovens, tentem comer alimentos orgânicos, reduzir o uso de plásticos, recibos de caixa registadora toque tão pouco quanto possível, tentar evitar retardadores de chama sofás e ver as guias para consumidor http://www.ewg.org.

O Lobby químico lançou o equivalente a U$D 121.000 para cada membro do Congresso no ano passado, por isso esperam que as empresas químicas ganhem muito dinheiro, enquanto que mais meninos nascem com hipospádia e mais mulheres morrem desnecessariamente de câncer de mama.

 

 

 

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*Fonte: vivagreen

Teste criado por australianos detecta câncer em 10 minutos

Depois que um tumor é diagnosticado, uma das principais maneiras de determinar sua natureza é fazendo uma biópsia. Ao retirar um pedaço do tecido suspeito para a análise, dá para cravar se ele é benigno (um crescimento anormal das células, mas que não representa riscos para a saúde) ou maligno – no caso, um câncer.

Antes que os primeiros sintomas deem as caras, no entanto, cânceres costumam deixar marcas na corrente sanguínea dos pacientes. Estas podem ser desde pequenos pedaços de DNA mutante até proteínas específicas, que dividem espaço com hemácias e glóbulos brancos.

Foi aproveitando esse comportamento que pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram uma maneira muito mais rápida e menos invasiva de detectar a doença. Tudo acontece a partir de amostras do DNA presente no sangue, e o melhor: com a vantagem do diagnóstico vir em até 10 minutos.

Como você sabe, o DNA é a receita de bolo que determina cada característica do nosso corpo. Cada célula possui uma cópia desse manual em seu núcleo – mas não costuma segui-lo tim-tim por tim-tim. Isso porque células que estão na unha, por exemplo, não precisam ter características de células do fígado. Para se diferenciarem uma das outras, elas contam com estruturas que “leem” a receita e focam a produção apenas nas partes que importam.

Em células saudáveis, quem faz esse trabalho são os grupos metil (um carbono ligado a três átomos de hidrogênio). Tais moléculas impedem a transcrição do DNA, processo ligado à formação de novas proteínas. Cabe às diferentes proteínas, por sua vez, controlar a expressão de genes. Assim, genes que são úteis para as funções de determinada célula ficam ligados. Já para os não ativos, o botão permanece sempre no off.

Em células cancerígenas, porém, esse padrão é subvertido. Ao invés de deixá-los espalhados por toda a célula, a doença concentra os grupos metil apenas em certos pontos. Sem esse controle rígido, genes ligados à reprodução do tumor têm a brecha perfeita para funcionar a todo vapor – fazendo as células tumorais se reproduzirem e agravando o câncer com o tempo.

No teste feito pelos pesquisadores australianos, o DNA suspeito é colocado na água com uma série de nanopartículas de ouro. Por causa do metal dourado, a água assume a cor rosada. Se o DNA adicionado tiver origem em células cancerígenas, as partículas de ouro grudam no material genético, fazendo a água voltar a ser transparente. Se o DNA for de células saudáveis, a cor observada é a azul.

“Você pode detectar a mudança a olho nu – é tão simples quanto parece”, disse Matt Trau, que liderou o estudo, em um comunicado. Testes feitos com 200 amostras de sangue e tecidos de cânceres de mama, próstata, intestino ou linfomas identificaram células tumorais com 90% de eficácia. Ou seja, a cada 100 tumores submetidos à piscina improvisada com sais de ouro, 90 apareciam em até 10 minutos.

De acordo com o que escreveram pesquisadores em um estudo publicado na revista científica Nature Communications, essa afinidade por ouro parece valer também para outros tipos de tumores. A ideia do grupo é fazer com que o diagnóstico seja o mais generalista possível e aplicável como um método auxiliar para detecção de células malignas em humanos.

Além de não ter sido testada com pacientes de verdade, mas apenas tecidos e amostras de sangue com câncer, há ainda outro desafio: a técnica acusa apenas a presença de câncer, e não seu tipo. Hoje, são conhecidas mais de cem variedades da doença.

A tecnologia de analisar o sangue de alguém atrás de vestígios de malignidade não é nova e, inclusive, foi testada com sucesso recentemente. No começo de 2018, cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, também chegaram a resultados animadores com uma abordagem parecida, o CancerSEEK. O teste analisou amostras sanguíneas de mais de mil pacientes com câncer e chegou a 98% de eficácia no diagnóstico de certos tipos da doença, como o câncer de ovário.

*Por Guilherme Eler

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*Fonte:

5 atividades cotidianas que podem melhorar o funcionamento do seu cérebro

Além de ser uma máquina fantástica, poderosa e, em alguns aspectos, misteriosa, o cérebro humano funciona melhor quando é mais bem estimulado. O que você talvez não saiba é que algumas atividades bastante cotidianas podem aperfeiçoar esse estímulo e deixar você melhor ainda. As dicas a seguir foram dadas pela psicóloga Dra. Jennifer Jones e retiradas do Fast Company:

1 – Acordar cedo e não dormir muito tarde

Sabe aquelas pessoas que saem da cama logo depois de o sol nascer? Elas talvez nem saibam, mas estão fazendo um bem danado à sua saúde mental. Isso tem a ver com o nosso ritmo circadiano, que nada mais é do que aquilo que você chama de “relógio biológico”.

Dormir e acordar cedo é um jeito de ajudar seu relógio biológico a funcionar do jeito natural, sem interrupções. Na verdade, quando o ritmo circadiano é interrompido, a sua habilidade cerebral responsável por processar informações e administrar o stress é prejudicada, o que torna o funcionamento desse órgão importante um pouco menos eficaz.

2 – Consumir óleo de peixe pode ser uma boa

Não é novidade que o stress é um dos grandes vilões dos tempos modernos. Se a ideia é diminuir os efeitos negativos disso em sua vida, experimente consumir suplementos à base de óleo de peixe. Dra. Jennifer explica que o stress atrapalha nossas habilidades cognitivas e que o óleo de peixe, pelo contrário, estimula o crescimento dos dendritos, que são estruturas que vivem do lado de fora dos neurônios. “Se quisermos ter o melhor funcionamento cerebral, precisamos ter muitos dendritos”, explica.

3 – Saia de sua zona de conforto

Fazer coisas novas e arriscadas não é bom apenas por uma questão filosófica e comportamental. Viver novas experiências é algo que ajuda seu cérebro a se desenvolver bem, inclusive na questão dos dendritos, que se tornam maiores e mais eficientes. Sair de sua zona de conforto significa começar a fazer coisas que normalmente você não faria. Em alguns casos, coisas que deixariam você intimidado, como falar em público ou fazer uma aula de dança.

Dra. Jennifer explica que esse exercício é importante justamente porque crescemos fazendo coisas com as quais nos identificamos, coisas que nos colocam em grupos específicos – jogar futebol, tocar violino, fazer aula de teatro etc. A verdade é que, muitas vezes mesmo não gostando de rótulos e estereótipos, nos colocamos nessas posições.

“Tudo o que nos deixa realmente confortáveis não é muito bom para o nosso cérebro”, explica Dra. Jennifer, que nos estimula a procurar novas experiências e atividades, de preferência algo inusitado.

4 – Canse essa sua cabeça!

Sabe aquela tarefa que, por algum motivo, você considera mentalmente cansativa? Pode ser desde resolver problemas matemáticos até estudar sobre física quântica ou inventar um jeito novo de resolver um cubo mágico. Cansar a cabeça é uma coisa boa!

“Quando você está aprendendo alguma coisa nova e o seu cérebro sente que precisa de um cochilo, é nesse momento que você sabe que está fazendo coisas que estão crescendo seu cérebro neurologicamente, não apenas o mantendo”, explica a médica. E aí, que tal tentar entender limites e derivadas de uma vez por todas?

5 – Tente algum tipo de meditação guiada ou exercícios de foco mental

A gente sabe que manter a cabeça quieta não é exatamente fácil e que a maioria das pessoas, quando tenta meditar pela primeira vez, aguenta no máximo alguns segundos antes de conseguir a proeza de pensar em trabalho, estudo, preço do leite, conta do cartão de crédito e o capítulo de ontem da novela. Tudo ao mesmo tempo, é claro.

Acontece que, quando o assunto é meditação, precisamos pensar na coisa toda como um exercício, ou seja: algo que deve ser feito mais de uma vez até “pegarmos o jeito”. Dra. Jennifer compara a falta de meditação com hábitos de alimentação não saudáveis: “Se você não está meditando, é como se estivesse comendo fast food todos os dias”, resume ela.

A ideia da meditação é fazer com que o indivíduo tenha acesso ao lado inconsciente da mente. Já os exercícios de foco mental conseguem estimular o lado subconsciente da mente, em uma região que, quando estimulada, favorece o desenvolvimento cerebral. Aliado a isso está o fato de que, surpreendentemente, 80% das decisões que tomamos são feitas pelo nosso subconsciente.

Esse lado do subconsciente é geralmente alcançado por meio de técnicas de hipnose – por isso muitos fumantes conseguem abandonar o vício depois de frequentarem terapias hipnóticas.

Já o lado inconsciente da mente humana é aquele acessado enquanto dormimos e que algumas pessoas conseguem entender melhor por meio da interpretação dos sonhos. Por isso, Dra. Jennifer nos aconselha a pensar nas coisas que mais nos impactaram durante o dia – positiva e negativamente – um pouco antes de colocarmos nossa cabeça no travesseiro à noite. Dessa forma, nosso cérebro processa melhor essas informações por meio dos sonhos.

*Por Daiana Geremias

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*Fonte: megacurioso

Batata Doce é a chave para o fim da gastrite, refluxo, azia, e até mesmo úlceras!

Com toda a certeza, você já conheceu pessoas que têm o seu dia a dia afetado por sofrerem de sérios problemas estomacais, como úlceras ou gastrite.

Porém, existe um alimento que consegue eliminar todos esses distúrbios: a batata doce!

É só juntar esse ingrediente com 600 ml de água filtrada para resolver qualquer incômodo no estômago.

Como tratar de problemas estomacais através da batata-doce:

1 – Tire a casca da batata e ponha-a juntamente com um bocadinho de água numa tigela: desse jeito, a batata nunca ficará escura;

2 – Ponha a batata e os 600 ml de água num liquidificador e, depois, recorra a um pano para coar o preparado;

3- Você deverá ficar com uma mistura idêntica a essa que apresentamos na imagem seguinte. A parte escura corresponde ao líquido. Já a parte branca é o polvilho;

4. Jogue o líquido fora, ficando somente com o polvilho;

5. Ponha tudo o que restou numa área que não esteja molhada;

6. Assim que o preparado ficar seco, dissolva uma colher de polvilho de batata em 200 ml de água e misture tudo muito bem;

7. Beba – deve ingerir um copo assim que acordar, antes do café da manhã, outro, antes do almoço, e outro, antes do jantar.

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*Fonte: tudopratico

Quanto mais café você toma, mais você vive, de acordo com estudo

O café é um de nossos grandes companheiros no dia a dia. Presente em nossa cultura há mais de dois séculos, a bebida tradicional está presente em praticamente todas as mesas do país, seja no café da manhã, no lanche da tarde, para alguns até mesmo à noite.

Muitas pessoas se consideram viciadas em café e precisam tomar pelo menos uma xícara por dia, para manterem a disposição ou apenas para sentirem o sabor único da bebida. Se você é uma delas, um novo estudo tem uma ótima notícia para te dar!

Uma pesquisa em parceria realizada na Inglaterra, que reuniu o Instituto Nacional do Câncer, Instituto Nacional de Saúde e da Escola de Medicina Feinberg provou que nosso consumo de café pode influenciar diretamente em nossa longevidade, e que quanto mais café tomamos, mais tempo vivemos.

Sobre o estudo

O objetivo da pesquisa era verificar se o café realmente aumenta o risco de mortalidade, quando consumido em ingestão pesada, em especial aqueles que contam com polimorfismos genéticos comuns que prejudicam o metabolismo da cafeína.

Depois de um estudo realizado com mais de meio milhão de pessoas, os resultados mostraram associações inversas entre consumo de café mortalidade, entre participantes que bebiam de 1 a 8 ou mais xícaras por dia.

Conclusões

As conclusões do estudo mostram que, além de viverem mais, os consumidores regulares de café tendem a ter uma vida mais longa do que aqueles que o consomem moderadamente.

No entanto, o resultado é visto como uma correlação, e não uma conexão causal. Isso quer dizer que não é totalmente comprovado que o café seja, de fato, o responsável pela longevidade, mas que esse hábito, em conjunto com outros, são essenciais para uma vida mais saudável e longa.

Outros benefícios do café já são conhecidos por nós: redução de condições de saúde como depressão, Parkinson, câncer, diabete tipo 2, estresse e também o rejuvenescimento das células.

É possível que o café possa estar associado a um período de vida mais longo, mas para que a hipótese seja totalmente confirmada, serão necessárias mais pesquisas aprofundadas.

É muito importante que a bebida, ainda que consumida diariamente, seja feita com moderação e sempre colocando o bem-estar em primeiro lugar. Também é válido relembrar que o café não é recomendado para gestantes, e que quando se acrescentam complementos, a bebida pode perder as suas vantagens.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Como o ambiente digital afeta nosso cérebro

Susan Greenfield é neurocientista e pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, e tem observações importantes sobre como o ambiente digital pode alterar nosso cérebro.

A britânica explica que tudo o que fazemos no dia a dia inevitavelmente afeta nosso cérebro, pois ele muda a todo instante de nossas vidas.

Nosso poderoso órgão se desenvolveu para se adaptar ao ambiente, não importa qual ele seja. Fator tão importante para compreender como o ciberespaço pode afetar nossas vidas, uma vez que nossas interações estão cada vez mais tecnológicas.

Identidade

Um dos pontos mais críticos da análise de Susan é como as redes sociais têm impacto na construção da identidade, afetando consequentemente os relacionamentos.

Se antes as pessoas viviam em comunidades locais, e construíam a identidade dentro de determinada cultura ou país, agora a constroem em presença global.

Isso é preocupante porque a construção da identidade dentro das redes sociais parte do princípio da aprovação de terceiros, ou seja, dos “likes”.

E, nada é real. Prova disso é quando alguém está em determinado local ou evento e apenas se preocupa em publicar o acontecimento nas redes sociais. Ela não está, de fato, vivendo aquilo.

A pesquisadora aponta como as pessoas se sentem muito importantes e conectadas, mas igualmente inseguras, com baixa autoestima e constantemente inadequadas.

Crianças + internet + videogames

Quando se trata de videogames, Susan se preocupa em como eles podem influenciar na atenção, agressividade e dependência.

Já foi demonstrado como jogar videogames é semelhante a fazer um teste de QI. Uma das possíveis razões do aumento de QI é devido a repetição de uma certa habilidade.

No entanto, não significa que o aumento do QI esteja relacionado ao aumento da criatividade ou capacidade escrita.

Estudos também já mostraram através de exames de imagem como os videogames aumentam áreas do cérebro que liberam dopamina.

Ela ressalta como na ciência nada é definitivo, e é preciso realizar mais estudos acerca do assunto.

Em relação ao TDAH (transtorno de déficit de atenção e da hiperatividade), há um aumento alarmante do diagnóstico. Nos últimos 10 anos, a prescrição de drogas como ritalina, usadas no tratamento da condição, quadruplicaram.

Há duas possibilidades para esses índices: ou há um diagnóstico maior do TDAH, ou maior prescrição dos remédios pelos médicos.

A causa principal, entretanto, pode estar nas tecnologias digitais.

O uso do medicamento ainda pode estar sendo utilizado de maneira equivocada.

A preocupação em torno do vício em jogos tem sido combatido com o uso da ritalina. Se ambos liberam a mesma substância, estão sobrecarregando o cérebro com dopamina.

Susan diz que é preciso aprofundar no aprendizado sobre os mecanismos cerebrais para compreender como funciona essa dinâmica.

A vida no ciberespaço

A pesquisadora cita um estudo americano, de 2010, que indicou como mais de metade dos adolescentes entre 13 e 17 anos gastam mais de 30 horas por semana na internet.

São cinco horas por dia em frente às telas, sem contato com o mundo real, sem tomar sol, sem brincar no quintal. Enfim, sem realizar atividades que crianças costumavam apreciar.

Crescer no ciberespaço pode implicar na falta de capacidade de olhar nos olhos de alguém, interpretar tons de voz ou linguagem corporal.

Ela acredita que essa geração, chamada de “nativos digitais”, poderá enfrentar dificuldades em desenvolver o contato físico e perderá o interesse em conhecer pessoas no mundo real.

As comunicações tendem a ser cada vez mais escolhidas através das telas.

TV vs Internet

Ao contrário da televisão, nosso contato com a internet é altamente interativo e estimulante.

Um estudo publicado pela agência internacional We Are Social revelou que o Brasil é a terceira nação mais conectada do mundo.

Diariamente gastamos em média 5 horas e 26 minutos online via computador ou tablete e mais outras 3 horas e 46 minutos pelo celular.

São 9 horas e 13 minutos diários imersos no ambiente digital.

A pesquisadora cita que já foi comprovado que passar 10 horas na frente das telas tem forte correlação com anormalidades em exames cerebrais.

O futuro da nova geração

Quanto ao futuro da nova geração, a neurocientista tem previsões otimistas quanto pessimistas.

Segundo ela, pessoas nascidas na metade do século 21 podem apresentar um QI maior e boa memória.

Em contrapartida, essa geração pode ter identidade mais frágil, menos empatia, menos concentração e pode viver estagnada no presente, sem desenvolver o senso de passado, presente e futuro.

Essas explicações foram compiladas de uma entrevista que a neurocientista concedeu à Veja, em 2016.

*Por Raquel Rapini

 

 

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*Fonte: geekness

A possível e surpreendente causa para o Alzheimer

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de Alzheimer – a forma mais comum de demência. Infelizmente, ainda não há cura para a doença, apenas drogas para aliviar os sintomas.

No entanto, minha pesquisa mais recente sugere uma forma de tratamento. Encontrei a evidência mais forte até agora de que o vírus da herpes é uma das causas do Alzheimer, sugerindo que medicamentos antivirais eficazes e seguros podem ser capazes de combater a doença. Talvez consigamos até vacinar nossos filhos contra esse mal.

O vírus relacionado à doença de Alzheimer, o HSV1 (vírus mais comum da herpes simples), é conhecido por causar herpes labial. Ele infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.

Descobrimos em 1991 que, em muitos idosos, o HSV1 também está presente no cérebro. E em 1997 mostramos que isso representa um forte fator de risco para Alzheimer quando presente no cérebro de pessoas que têm o gene APOE4.

O vírus pode se tornar ativo no cérebro, possivelmente várias vezes, e isso provavelmente causa danos cumulativos. A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco.

Mais tarde, descobrimos junto a outros pesquisadores que a infecção por HSV1 das culturas celulares faz com que proteínas anormais beta-amiloides e tau se acumulem. A aglomeração dessas proteínas no cérebro é característica da doença de Alzheimer.

Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.

Essa reativação gera dano direto nas células infectadas e inflamação viral. Sugerimos que reativações recorrentes causem lesões cumulativas, que acabam levando à doença de Alzheimer em pessoas com o gene APOE4.

Provavelmente, em portadores do APOE4, a doença de Alzheimer se desenvolve no cérebro devido a uma maior formação de produtos tóxicos provocada pelo vírus HSV1, ou a uma reparação menor dos danos ocasionados.

Novos tratamentos?

Os dados sugerem que agentes antivirais podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer. Os principais agentes antivirais, que são seguros, impedem a formação de novos vírus, limitando assim os danos virais.

Em um estudo anterior, descobrimos que o aciclovir, droga antiviral indicada para o tratamento de herpes, bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

É importante observar que todos os estudos, incluindo os nossos, mostram apenas uma associação entre o vírus da herpes e o Alzheimer – eles não provam que o vírus é de fato uma causa.

Provavelmente, a única maneira de provar que um micróbio é a causa de uma doença é mostrando que sua ocorrência é drasticamente reduzida ao atacar o micróbio – seja por meio de um agente antimicrobiano ou vacina específicos.

A prevenção bem-sucedida do Alzheimer pelo uso de agentes anti-herpes específicos foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala realizado em Taiwan. Espero que dados de outros países, se disponíveis, gerem resultados semelhantes.

*Por Ruth Itzaki

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*Fonte: bbc-brasil

Assustador! De acordo com nova pesquisa, nosso cocô está cheio de plástico

O excesso da produção de plástico no mundo tem sido responsável pela poluição dos oceanos, pela morte de animais e, inclusive, já encontramos vestígios de plástico no sal que é consumido diariamente pela população do planeta.

Da mesma forma que o plástico não se degenera no meio ambiente, a verdade é que ele não deixa de ser plástico também quando entra no corpo humano, mesmo com todo o ácido forte que nosso estômago produz.

Um estudo recente descobriu algo assustador: nossas fezes estão cheias de microplásticos, o que significa que todo esse material plástico produzido, muitas vezes em excesso e sem o devido reaproveitamento, está voltando para nós de uma forma muito mais intensa do que imaginávamos que poderia acontecer um dia.
Descoberta

poluição

Pesquisadores da Universidade de Medicina de Viena pediram para que oito pessoas, de diferentes partes do mundo, tivessem a mesma dieta e comessem exatamente as mesmas coisas por uma semana. Depois, esses indivíduos forneceram amostras de fezes para que 10 exames fossem feitos à procura de vestígios de plástico.

Os resultados foram positivos em nove dos exames, e em termos de proporção foram encontradas 20 partículas de plástico a cada 10 gramas de material fecal, sendo que os plásticos mediam entre 50 e 500 micrômetros. O material foi encontrado, inclusive, nas fezes dos participantes que não consumiram peixe, que é o principal alimento relacionado à presença de plástico, durante o experimento.

O material mais encontrado foi o polipropileno, usado em moldes de plástico e fraldas, e também o tereftalato de polietileno, presente nas garrafas de plástico de refrigerantes.
Alarme

capitão planeta

A descoberta foi apresentada em uma conferência de gastrenterologia pelo autor do estudo, Dr. Philipp Schwabl, que explicou que esta é a primeira pesquisa desse tipo e que ela “confirma o que nós supeitávamos há tempos, que os plásticos estão chegando ao intestino humano ultimamente”. Ele explicou, ainda, que a maior preocupação dos pesquisadores é o fato de não sabermos ao certo quais são as implicações disso à saúde das pessoas e especialmente dos pacientes que já têm doenças gástricas e intestinais.

Ele explicou também que as partículas minúsculas de plástico podem entrar em nossa corrente sanguínea, prejudicando o sistema linfático e até mesmo chegando ao fígado. “Agora que nós temos a primeira evidência de microplásticos dentro de humanos, precisamos pesquisar para entender o que isso significa para a saúde humana”, finalizou.

Até que novos estudos surjam a respeito, podemos e devemos contribuir através da diminuição do uso de plásticos e também da reciclagem desse tipo de material.

*Por Daiana Geremias

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*Fonte: megacurioso

Como se proteger contra os raios UV da cabeça aos pés

O sol desempenha um papel importante para a saúde do organismo. Ele é quem nos ajuda a sintetizar vitamina D, nutriente fundamental para o fortalecimento dos ossos e do sistema autoimune, dentre outros benefícios. Por outro lado, a exposição solar desprotegida pode acarretar danos em curto, médio e longo prazo, que merecem nossa atenção. Um deles é o câncer de pele, que pode ser prevenido com alguns cuidados diários básicos.

“O excesso pode levar a uma alteração na parte imunológica local e queimaduras. Essa parte imunológica favorece, por exemplo, o aparecimento de herpes, manchas de pele e envelhecimento precoce. Para quem tem maior exposição solar durante a infância, com queimadura importante, surge o risco de desenvolvimento de câncer de pele melanoma, que é mais agressivo”, explica a dermatologista Mayra Tosta, da clínica OrtoDerm.

Além do risco de lesões cancerígenas, como observa a especialista, o sol é responsável por danos de fotoenvelhecimento que costumam ser sentidos em longo prazo, como manchas, sardas, rugas, linhas finas, pigmentação irregular e outros sinais de fotoenvelhecimento. Isso porque a radiação ultravioleta emitida pelo sol não atinge apenas a superfície, com as queimaduras e os raios UVB; ela também chega às camadas mais profundas da pele, devido à ação dos raios UVA, que têm comprimento de onda maior.

Olhos e pálpebras: todo o cuidado é pouco

Para poder aproveitar o verão e os benefícios que o sol oferece para a saúde, é preciso pensar na proteção adequada de cada parte do corpo. Além da pele, por exemplo, os olhos merecem um cuidado especial, que nem todos se lembram com frequência. De acordo com a oftalmologista Leticia Sant?Ana, da Cia. da Consulta, os olhos também estão expostos à radiação solar e sujeitos a danos muitas vezes irreversíveis.

“Um dano muito conhecido é a catarata, cujo desenvolvimento é acelerado pela exposição solar. O pterígio é outra doença comum na população em áreas de trópicos, também relacionada com o sol. Outra doença é a degeneração macular relacionada à idade, que em muitos países desenvolvidos é a principal causa de cegueira. Aqui no Brasil não é a principal, mas a vemos muito em pessoas de pele mais clara, é algo que tem relação com a exposição aos raios ultravioleta”, explica Leticia Sant’Ana.

Além dos olhos, a oftalmologista alerta para outra parte da mesma região que deve ser protegida: as pálpebras. De acordo com Leticia, a pele das pálpebras é extremamente sensível e pode sofrer com queimaduras e até desenvolvimento de câncer, em caso de exposição solar excessiva. “É mais frequente encontrarmos tumores de pálpebra do que o ocular, então, é importante proteger”, afirma.

Como se proteger corretamente

Basta aplicar um pouco de protetor, vestir a roupa de banho e correr para o mar, sem nenhuma preocupação? Nada disso. É preciso ter ao alcance uma combinação de itens que garantem maior proteção solar em áreas de alta exposição, como praia e piscina. Além do protetor solar, com um valor de FPS a partir de 30, é interessante contar com chapéus ou bonés de aba larga e óculos escuros com proteção UVA e UVB – vale o mesmo cuidado para usuários de lente de contato.

“Para quem usa este tipo de acessório, é interessante juntar as duas coisas, os óculos e as lentes de contato com proteção UV. As lentes, sozinhas, não protegem as pálpebras. Também é importante se certificar de que as lentes dos óculos tenham filtros mais escuros e sejam confiáveis”, alerta Leticia Sant’Ana. Vale lembrar que que o cuidado deve ser redobrado no caso de banhos de piscina e de mar; o recomendado é optar pelas lentes de descarte diário, cujo risco de contaminação é menor.

No caso das pálpebras, a dermatologista Mayra Tosta comenta que há o risco de dermatite ou hipersensibilidade por parte de alguns pacientes com a utilização de protetor solar na área. Para reduzir os riscos, a dica da especialista é investir em chapéus com aba larga, além dos óculos escuros, e diminuir a exposição durante o horário mais crítico do sol, que costuma ser entre 10h e 16h.

Para o restante do corpo, vale redobrar o cuidado com a aplicação do protetor solar e usar barreiras de proteção física, como camisetas, cangas, saídas de praia e outros acessórios. No caso do protetor, Mayra recomenda a aplicação no corpo todo, inclusive em regiões que costumam ser “esquecidas” pelas pessoas, como a parte de trás do pescoço e orelhas.

“Também é muito importante a quantidade utilizada nessa hora. Quando você passa o protetor solar, não pode economizar. Muitas pessoas não gostam da sensação da pele mais pegajosa, então, acabam usando uma camada mais fina do produto, e é isso que diminui a proteção. É por isso que utilizamos um FPS maior. Já a reaplicação deve ser feita a cada 2h, se a exposição for mais intensa e após entrar no mar ou na piscina”, reforça.

Ainda assim, a dermatologista ressalta que todas as etapas de proteção não são muito eficazes no período mais crítico do sol, citado anteriormente, que começa às 10h e termina às 16h. Se você pretende aproveitar o verão sem arrependimentos, lembre-se de tomar cuidado esse intervalo e de combinar todas as frentes de proteção solar possíveis.

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*Fonte:

Que alimentos deixam nosso pum mais fedido?

Não adianta: quando comemos, sempre engolimos um pouco de ar sempre, e a digestão em si também é um processo que resulta na produção de gazes que, mais cedo ou mais tarde, são liberados e às vezes provocam um cheiro bastante desagradável.

Felizmente, alguns alimentos podem ajudar a aliviar as coisas, e um estudo promovido por pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, pode ajudar quem é conhecido por poluir ambientes inteiros.

Os cientistas fizeram um grande levantamento para descobrir como diversos tipos de alimentos afetam a quantidade de sulfeto de hidrogênio produzido pelas bactérias do intestino. Os puns são compostos por vários tipos de gases – oxigênio, nitrogênio, metano, dióxido de carbono e hidrogênio –, mas o responsável pelo futum é o sulfeto de hidrogênio.

Eita!

Os testes realizados não foram os mais divertidos de todos. Basicamente, os pesquisadores analisaram amostras de cocô de sete pessoas consideradas saudáveis. As fezes delas foram misturadas a componentes comuns em carnes, massas e alimentos naturais, com a intenção de descobrir o que produziria o gás mais fétido.

Os resultados revelaram que a cisteína, um aminoácido encontrado em alimentos ricos em proteína, como carne e ovo, é capaz de aumentar a quantidade de sulfeto de hidrogênio em sete vezes. Por outro lado, resíduos de frutas são capazes de diminuir a produção do gás fedido em 75%.

Ou seja: se você quer evitar produzir puns muito fedidos, o jeito é incrementar sua dieta com alimentos como bananas, batatas, trigo, alcachofra e aspargos. Agora, se exagerou muito na carne, é melhor não sacanear a galera do escritório e ir ao banheiro quando o pum quiser sair do seu corpo.

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*Fonte: megacurioso

Abandone 10 hábitos que favorecem a má digestão

Azia, gases, sensação de estômago pesado e sonolência são sintomas que já acometeram todos nós pelo menos uma vez. Apesar de serem comuns a pessoas com condições crônicas, como a doença do refluxo gastroesofágico, esses males podem surgir em qualquer um que exagerou no prato ou não tomou os devidos cuidados na refeição – mesmo aqueles que seguem uma dieta equilibrada. Confira os conselhos dos especialistas e fique atento aos deslizes que podem causar má digestão:

Comer muito rápido

Ao comer rapidamente, cometemos dois erros cruciais – não mastigamos direito e não damos tempo suficiente ao nosso cérebro para perceber que estamos comendo. “Quando começamos a mastigar, nosso organismo libera uma enzima que facilita a quebra do alimento, iniciando o processo de digestão”, explica o nutrólogo Fernando Bahdur Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Desta maneira, é fundamental triturar bem os alimentos antes de engolir, para que a enzima tenha tempo de agir, facilitando o trabalho do estômago e evitando que o órgão fique sobrecarregado – fator que deixaria a digestão mais lenta. Além disso, cada refeição deve ter duração de pelo menos 20 minutos. “Esse é o tempo médio que leva para o intestino liberar o hormônio que ativa o centro de saciedade do cérebro depois que começamos a nos alimentar”, explica. Almoçar em menos tempo que isso não irá proporcionar a sensação de saciedade, fazendo que com a ingestão seja exagerada, dificultando a digestão e favorecendo problemas como refluxo. “Comer demais também torna o processo de digestão mais demorado, causando sensação de mal estar”, alerta o nutrólogo. De acordo com o profissional, o ideal é comer até sentir-se bem e não até ficar “cheio”.

Manias à mesa

A gastroenterologista Mara Rita Salum, da Unifesp, explica que os órgãos do sistema digestivo se localizam na caixa torácica e, dependendo da forma como nos posicionamos, eles se comprimem, dificultando o processo digestivo, culminando na má digestão. Por isso, atitudes como comer deitado ou em qualquer posição que não seja ereta afeta diretamente a digestão. Outra mania comum é falar enquanto comemos – isso pode aumentar a ingestão de ar durante a refeição, favorecendo problemas relacionados a gases.

Líquidos durante a refeição

“Quando alguém bebe muito líquido enquanto come, o estômago enche mais, podendo causar mal estar devido ao maior tempo de digestão necessário para esvaziar o órgão”, aponta a gastroenterologista Mara. Tomar um copo de suco de até 150 ml, no entanto, não interfere de forma significativa na digestão e pode até facilitar o processo de mastigação. Mas a ressalva fica para as bebidas gaseificadas: elas provocam a dilatação do estômago, levando a uma maior ingestão de comida e prejudicando o processo digestivo. “Acompanhar a refeição com qualquer tipo de bebida não é recomendado apenas para quem sofre de doença do refluxo gastroesofágico, pois aumenta o risco de azia.”

Jejum prolongado

Para entender porque o jejum prolongado interfere na digestão, é preciso conhecer o mecanismo do corpo que causa a azia. Na ligação do nosso esôfago com o estômago, temos um órgão chamado esfíncter esofágico inferior, uma espécie de anel responsável por permitir a passagem de comida e se manter fechado quando não estamos fazendo uma refeição. “Ele se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, deve se fechar para reter o que foi ingerido e impedir que os sucos gástricos atuantes na digestão subam para o esôfago, causando a azia”, explica o gastroenterologista Ricardo Blanc, da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Quando uma pessoa fica sem comer, o ácido gástrico produzido normalmente pelo estômago se acumula e pode refluir, irritando o final do esôfago e causando a azia. “Comer a cada três horas mantém o sistema digestivo em funcionamento, sem sobrecarga na produção de ácido gástrico”, explica o gastroenterologista Luiz Eduardo Rossi Campedelli, do Hospital Albert Einstein.

Boca seca

Ficar com água na boca não indica apenas que você está com fome – a saliva é parte importante do processo de digestão, pois é ela quem inicia esse processo. É pela saliva que são liberada as primeiras enzimas que ajudam na trituração dos alimentos. Além disso, a saliva ajuda na eliminação de bactérias da cavidade bucal, prevenindo contra cáries e outras doenças. Dessa forma, pessoas que tem a boca mais seca podem ter o processo digestivo prejudicado, já que a saliva não será suficiente. Segundo os especialistas, o uso de determinados medicamentos – entre anti-histamínicos, descongestionantes, analgésicos, diuréticos e remédios para pressão alta e depressão -, tabagismo, abuso de álcool, menopausa e doenças que afetam as glândulas salivares, como diabetes, Parkinson e HIV, são causadores de secura na boca. Ela também pode surgir uma vez ou outra, sem qualquer relação com esses problemas, mas se persistir o ideal é procurar um médico. Algumas dicas para evitar a secura na boca são beber bastante água, mascar gomas ou chupar balas sem açúcar e evitar bebidas com cafeína.

Fumo e álcool

Você deve estar se perguntando por que o cigarro iria interferir na digestão, já que a fumaça se deposita nos pulmões. A resposta é simples: a nicotina, quando entra na corrente sanguínea, também vai para o sistema digestivo, e lá provoca a diminuição da contração do estômago, dificultando a digestão. “O uso contínuo do cigarro também enfraquece o esfíncter esofágico inferior, aumentando o contato do ácido gástrico com a mucosa esofágica e causando azia”, diz o gastroenterologista Luiz Eduardo. Além disso, o tabaco altera o paladar e induz a produção de ácido clorídrico pelo estômago, o que facilita a infecção pelas bactérias Helicobacter pylori, causadoras da úlcera gástrica. Segundo o especialista, o cigarro ainda estimula a ida de sais biliares do intestino para o estômago, tornando suco gástrico mais nocivo ao organismo e intensificando o aparecimento de úlceras.

Com o álcool não é diferente. Quando ingerimos alguma bebida alcoólica, a substância logo é absorvida pelo nosso sistema gastrointestinal, irritando as mucosas do esôfago e do estômago e alterando as membranas do intestino, prejudicando a absorção de nutrientes. “Os resultados podem ser esofagite, gastrite e até diarreia”, explica o gastroenterologista Ricardo Blanc. Já no fígado, o álcool vai alterar a produção de enzimas, sobrecarregando o órgão. “Ele passa a produzir mais enzimas para metabolizar o etanol, levando a uma inflamação crônica ou hepatite alcoólica, podendo evoluir para cirrose”, completa. Outro órgão afetado pelo excesso de bebidas alcoólicas é o pâncreas, responsável pela fabricação de insulina e de enzimas digestivas. O álcool pode causar uma inflamação no pâncreas, e essa inflamação pode evoluir para uma pancreatite.

Sono inadequado

Descansar após as refeições, tirando um cochilo leve, pode ajudar na digestão porque está relacionada, sobretudo, ao repouso. “Dando um tempo das atividades pesadas, o fluxo sanguíneo permanece focado nos órgãos envolvidos na digestão sem qualquer problema”, afirma o nutrólogo Fernando. Além disso, o ideal é repousar com a cabeça levemente inclinada para cima, pois isso ajuda na descida dos alimentos. “Ficar completamente deitado pode favorecer o refluxo ou mesmo atrapalhar a digestão”, explica o especialista. A soneca, entretanto, deve durar apenas alguns minutos, pois ao entrarmos em sono profundo, o metabolismo fica lento, dificultando o processo de digestão. Caso queira dormir mais profundamente, espere de duas a três horas após a refeição.

Respirar pela boca ou sorver alimentos

É comum pessoas com alergias respiratórias passarem a maior parte do tempo com as narinas entupidas, precisando respirar pela boca. Nesse cenário, ela acaba respirando pela boca também enquanto come, levando mais ar para o estômago e causando gases. O mesmo acontece quanto usamos canudinho ou sorvemos alimentos, como uma colher cheia de sopa. O ato de sugar a bebida ou o alimento também traz mais ar para dentro do corpo, podendo causar má digestão ou então intensificando um problema que a pessoa já tenha normalmente, como refluxo ou azia.

Erros ao fazer exercícios

“Logo depois que você se alimenta, o organismo direciona maior fluxo sanguíneo para os órgãos envolvidos na digestão para que, dessa maneira, o processo seja realizado mais rapidamente”, aponta o nutrólogo Fernando. Quando fazemos exercícios, por outro lado, quem solicita maior fluxo sanguíneo são os músculos. Assim, é fundamental esperar a digestão completa da refeição – que leva cerca de duas horas – para treinar, pois, do contrário, nenhuma atividade será bem realizada. Segundo o nutrólogo, a diminuição do fluxo sanguíneo ocorre até mesmo no cérebro e, por isso, é normal sentirmos preguiça, cansaço ou dificuldade de concentração logo após comer. O ideal, portanto, é esperar cerca de 15 minutos para voltar a trabalhar, estudar ou realizar outra atividade que exija atenção.

Roupas ou cintos apertados

Usar calças ou saias com elásticos apertados, bem como abusar dos cintos, pode apertar o estômago e obrigar a comida a retroceder para o esôfago. Após as refeições, seu estômago dilata por conta da produção de ácidos gástricos, e a pressão das roupas pode fazer com que esses ácidos retornem para o esôfago, causando azia e refluxo. Esse problema é mais intenso em pessoas que estão acima do peso, pois a obesidade aumenta ainda mais a pressão no estômago. Essa pressão pode empurrar o conteúdo do estômago para dentro do esôfago, causando azia.

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*Fonte: minhavida

Tremor nas pálpebras é sinal de que é preciso desacelerar, dizem médicos

O tremor aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo; ele é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem e que é preciso relaxar.
Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras? Algo tão irritante quanto impossível de ser controlado. Pior: pode durar dias, com direito a curtos intervalos. Mas por que isso é tão comum e, ao mesmo tempo, difícil de ser evitado?

A oftalmologista Andrea Lima Barbosa, diretora médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis (RJ), conta que é extremamente comum pessoas chegarem a seu consultório com essa queixa.

“É sempre preocupante para a pessoa e o correto é procurar um especialista, mesmo. Esse tremor palpebral em episódios é uma luz vermelha avisando que algo não vai bem não só no seu corpo, mas em sua vida”, alerta a médica.

Ela conta que o tremor é um sinal de que a pessoa pode estar no auge do estresse. “Pode ser fadiga, ansiedade, resultado de noites mal dormidas ou problemas pessoais , por exemplo”.

SAIBA AS CAUSAS E COMO TENTAR EVITAR:

Como as causas são diversas, para evitar o tremor involuntário das pálpebras deve-se identificar a mais importante e agir nela:- Fadiga: pode ser causada pelo uso contínuo de computadores ou monitores (síndrome da visão do computador). Nestes casos há necessidade de se intercalar períodos de trabalho com períodos de descanso dos olhos, ou seja, a mudança de foco durante 15 minutos, antes de prosseguir no uso;- Estresse: deve-se tentar evitar ou resolver as condições ou as situações do ambiente de trabalho ou familiar que estejam ligadas ao aumento da ansiedade; pode-se tentar a utilização de medicação relaxante muscular leve, sob indicação médica;- Secura nos olhos: também pode estar relacionada ao uso contínuo de computadores. Usar colírios lubrificantes preventivamente é indicado, assim como aumentar a umidificação do ambiente de trabalho;

– Cafeína: se a causa for associada ao consumo excessivo de cafeína, de bebidas energéticas ou de cigarro, deve-se reduzir ou suspender seu consumo;

– Não identificadas: sugere-se a consulta oftalmológica completa com objetivo de se avaliar a função muscular das pálpebras, a superfície ocular, erros refracionais ou fundo de olho.

Fonte: Norma Allemann, Professora Adjunta do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de Medicina – UNIFESP.

Estresse

Barbosa explica que o tremor, quase sempre unilateral, aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo. Estes hormônios levam estímulos para as pálpebras, que passam a ter contrações involuntárias, ou seja, impossíveis de se controlar.

Com ela concorda o oftalmologista Luiz Carlos Portes, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Ele acrescenta alguns outros fatores que podem desencadear o problema: ingestão excessiva de cafeína, carência de vitaminas, idade avançada, excesso de horas em frente ao computador etc.

Ambos enfatizam que o oftalmologista deve ser consultado para descartar qualquer doença, mas o comum é mesmo que tudo não passe de estresse. Porém, se for algo além disso, o paciente será encaminhado para um neurologista, por exemplo.

Portes, porém, avisa que algumas doenças como conjuntivite e olho seco também podem provocar os espasmos. Isso sem contar que pessoas com mal de Parkinson e Síndrome de Tourette (desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos ou vocalizações que ocorrem repetidamente) também sofrem com esses espasmos.

Procurar o médico

“Por isso é importante consultar um oftalmologista”, enfatiza o médico. Porém, como na maioria dos casos o problema advém mesmo do estresse, ele comenta: “Há pessoas que ao ficarem estressadas, sentem azia. Outras têm dor nas costas e algumas têm este tremor. É difícil, mas é preciso achar um caminho para não sentir tudo isso”.

“Você tem de se perguntar: o que vai fazer da sua vida? Como anda o trabalho e os relacionamentos. Eu indico relaxamento, ioga, meditação, algo para acalmar mesmo. E, na medida do possível, evitar se estressar”, alerta Barbosa.

A médica insiste que é preciso tomar cuidado porque, se a pessoa não se cuidar, poderá desenvolver doenças cardíacas, depressão, ansiedade ou hipertensão, por exemplo.

“É preciso mesmo repensar a vida”, ressalta, acrescentando que ela própria já passou por isso: “Quando eu fazia plantão médico, eu mesma tinha isso com frequência. Era uma época bem estressante para mim”. Portes também já teve o mesmo problema, quando se preparava para o vestibular: “Eram menos opções de faculdades e a pressão era ainda maior. Estudava muito!”.

Como fazer parar?

Uma receita caseira dá conta de que compressas de chá de camomila ajudariam a parar o tremor. “Melhor tomar o chá”, brinca a médica. Porém, ela ensina que gelo é bom, porque anestesia a musculatura.

Já o médico conta que indica ao paciente um relaxante muscular, mas também aconselha a pessoa a ir ao cinema, praticar exercícios e descansar, pois o comum é que o tremor passe quando ela conseguir relaxar. “Se notamos que é algo de ordem pessoal ou depressão mesmo, o correto é encaminhar a um psicólogo ou psiquiatra”

Botox

Se a pessoa tiver o tremor de forma crônica, pode ser algo mais grave. “Existe a doença do espasmo essencial, blefarospasmo, que é rara. É o famoso tique nervoso, a pálpebra fica tremendo o tempo todo. Daí é preciso tratamento com um neuro-oftalmologista que usará injeções de Botox”, conta a médica. A indicação ocorre porque a toxina botulínica paralisa o músculo.

Norma Allemann, professora adjunta do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), conta que, em alguns desses casos, após diagnóstico diferencial adequado com doenças neurológicas que podem estar associadas, a toxina botulínica é aplicada em forma de injeções e tem duração variável de efeito, entre três e seis meses. “O blefarospasmo é uma condição rara, um tipo de distonia facial, geralmente bilateral e associado a contraturas de outros músculos da face e caracterizado pela impossibilidade de controle voluntário. Pode ser um sintoma de doenças neurológicas e deve ser acompanhado de consulta especializada para diagnóstico”, encerra.

*Por Carmen Guaresemin

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*Fonte: contioutra

Oito dicas para preservar melhor as frutas e prolongar o tempo de consumo

Elas são coloridas, cheirosas e saborosas. São também ricas em vitaminas, minerais e fibras alimentares que, juntas, ajudam a regular o organismo. E se você acha que os benefícios se restringem ao interior do corpo, é importante acrescentar à lista que as frutas possuem ação antioxidante, ou seja, são capazes de combater os radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células, permitindo-nos ter uma aparência mais saudável e jovem.

Não é preciso ser fitness para saber que o consumo de frutas no dia a dia é essencial. A melhor opção é consumi-las in natura e, para a rotina acelerada das grandes cidades, a dica é guardá-las já higienizadas para facilitar na hora do consumo. Para conservá-las, Carlos Ribeiro, diretor da Snack Frutas, especializada no delivery de frutas frescas para empresa, separou algumas recomendações que podem ajudar a prolongar o tempo de consumo.

  1. Armazená-las já higienizadas pode ser uma vantagem para quem tem o dia a dia mais corrido. Nesses casos, a dica é remover as partes deterioradas e imergir as frutas em solução clorada por 10 a 15 minutos, seguida de uma lavagem em água corrente.
  2. É primordial que, ao colocar na geladeira, elas estejam todas secas, pois a umidade faz com que amadureçam muito mais rápido.
  3. Estando os hortifrútis totalmente secos (e essa dica vale também para verduras e legumes) é possível, então, acondicioná-los em sacos plásticos ou recipientes com tampas.
  4. As únicas frutas que entram numa lista de exceção são as maçãs e pêras, que, para se manterem mais frescas, podem dispor de um pouco de umidade. O recomendado, depois de borrifar água, é guardar com um guardanapo branco sobre elas.
  5. As maçãs e pêras também devem ser armazenadas separadamente, pois liberam gás etileno, substância que favorece o amadurecimento dos alimentos mais próximos.
  6. Famosas pelos benefícios ao coração, já que reduzem a coagulação sanguínea, as uvas requerem certos cuidados especiais na hora de ser armazenadas. A dica aqui é cortar os cachos em tamanhos menores para favorecer a circulação de ar entre elas e deixá-las secar bem, para evitar, assim, o aparecimento de bolores.
  7. Qualquer alimento ao ser congelado sofre alterações sensoriais, como do paladar e odor. Por isso, o ideal é que as frutas sejam consumidas in natura, a não ser que tenham como finalidade se transformar em geleias, sucos ou vitaminas. Nesses casos, maracujá, acerola e morango, por exemplo, são as que melhor preservam as propriedades.
  8. A banana é a única fruta que não pode ser refrigerada e, para retardar o amadurecimento, é possível enrolar o cabinho com papel alumínio/papel filme ou mantê-las dentro de sacos de papel pardo.

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*Fonte: ciclovivo

Como a visão se transforma ao longo dos anos? A gente te conta!

Ahhh… crescer. Inevitável, mas maravilhoso. Com o passar dos anos vêm aventuras, aprendizados e transformações. A visão é uma dessas mudanças, que certamente teremos que enfrentar. Mas, você sabe como ela acontece ao longo dos anos? Aqui contamos para você, veja só! Dessa forma, você não vai ser pego desprevenido.

 

>> Dos 0 aos 40 anos

Existem 3 erros refrativos que podem ocorrer nesta fase:

Miopia: A visão fica turva ou borrada para objetos distantes e nítida para objetos próximos. Esta condição se desenvolve na infância e pode ser corrigida com a ajuda de lentes de contato ou óculos.

Astigmatismo: faz com que os objetos fiquem borrados ao serem vistos na curta, meia e na longa distância. Em muitos casos esta condição é congênita e pode ser tratada com o uso de lentes de contato ou óculos. Dificilmente requer cirurgia.

Hipermetropia: O olho não consegue focalizar objetos próximos e, em alguns casos, as pessoas com alta hipermetropia também não conseguem focalizar os objetos distantes. Da mesma forma que as condições anteriores, pode ser tratada com a ajuda de lentes de contato.

 

>> Dos 40 aos 50 anos

A partir dos 40 anos de idade, o olho começa a passar por muitas mudanças e podem aparecer várias condições relacionadas à fadiga visual, como as que seguem logo abaixo:

Presbiopia: Dificuldade de enxergar claramente objetos próximos ou letras muito pequenas. Ocorre gradualmente ao longo da sua vida, mas fica mais evidente quando você chega nos 40 anos. A presbiopia também pode ser tratada com lentes de contato.

Olho seco: Esse distúrbio acontece quando os olhos diminuem a produção das lágrimas e, como resultado, coçam, ardem ou ficam vermelhos. Com a ajuda de lubrificantes ou lentes de contato com tecnologia de umectabilidade, diga adeus ao problema!

 

>> Dos 50 aos 60 anos

Nesta idade, as doenças oculares ficam mais severas e podem também desenvolver degeneração macular relacionada à idade.

Degeneração macular: ela acontece devido ao desgaste da mácula, a parte do olho especializada na visão dos detalhes. Quando é danificada, torna-se mais difícil ler, reconhecer rostos e enxergar claramente.

 

>> Dos 60 anos em diante (terceira idade)

Nesta fase da vida é quando deve se dar mais atenção ao cuidado dos olhos, com visitas frequentes a um especialista, pois é quando é mais comum apresentar as seguintes doenças:

Glaucoma: Esta patologia é provocada pelo aumento da pressão intraocular que danifica o nervo óptico que conecta o olho com o cérebro. Se não for detectada precocemente, pode até provocar a perda permanente da visão.

Catarata: é uma patologia na qual o cristalino do olho é afetado, tornando a visão turva. Esta doença está relacionada à idade e é muito comum que se apresente por volta dos 80 anos.

Como você acaba de ler, a visão muda com o tempo, e também mudam nossos olhos. Portanto, não importa se você tem 20, 40 ou 60 anos, visite e consulte regularmente o seu oftalmologista, pois ele é o responsável pelos cuidados da sua saúde visual.

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*Fonte: vix

Estudo prova que ser “esquecido” é, na verdade, um sinal de inteligência acima da média

Ter uma falha de memória é algo que não dá jeito nenhum na escola, quando estamos a realizar multiplicações matemáticas complicadas de cabeça… Pode também ser algo bastante útil quando estamos no local de trabalho, e nos tentamos recordar do nome de um colega…

Dito isto, esquecermo-nos de nomes, ou termos pequenos lapsos de memória é algo que acontece aos melhores!

Contudo, quando nos acontece, sentimo-nos sempre um pouco atordoados. Afinal de contas, não há nada pior do que nos deslocarmos ao supermercado ou à mercearia com um propósito e esquecermo-nos do que fomos lá fazer. Se, como todos nós, também tu te questionas porque te esqueces de pequenas coisas, a resposta é muito simples: não há nada de errado contigo.

Na verdade, um estudo divulgado, recentemente, pelo jornal científico Neuron Journal sugere que o esquecimento é um processo natural do cérebro que pode, até, tornar-nos mais inteligentes no final do dia!

O estudo, conduzido por um professor da Universidade de Toronto concluiu que ter uma memória perfeita não está, em nada, relacionado com o facto de ter mais ou menos inteligência. Na verdade, esquecermo-nos de pequenas coisas é algo que vai ajudar-nos a tornarmo-nos mais inteligentes.

Tradicionalmente falando, a pessoa que lembra sempre de tudo e que tem uma memória sem falhas, é tida como uma pessoa mais inteligente. O estudo, no entanto, conclui o contrário: as pessoas que têm pequenas falhas de memórias podem, a longo prazo, tornar-se mais inteligentes.

Os nossos cérebros são, na realidade, muito mais complexos do que pensamos. O hipocampo (a zona onde guardamos a memória), por exemplo, precisa de ser ‘limpo’, de vez em quando. Na verdade, como a CNN colocou a questão pode ajudar-te a entender:

“Devemos agarrar-nos ao que é importante e deixar fora o que não é.” Isto faz sentido quando pensamos, por exemplo, em como é importante lembrarmo-nos do rosto de uma pessoa, em detrimento do seu nome. Claro que, em contexto social serão sempre os dois importantes, mas se falarmos num contexto animal, o rosto será fundamental à sobrevivência e o nome não.

Portanto, o cérebro não só filtra o que é importante, como descarta o que não é, substituindo-o por memórias novas. Quando o cérebro está demasiado cheio de memórias, o mais provável é que entre em conflito na altura da tomada eficiente de decisões.

Reter grandes memórias está a tornar-se para nós, humanos, cada vez mais complicado, resultado do uso cada vez mais frequente das novas tecnologias e do acesso à informação. É mais útil para nós sabermos como se escreve no Google a expressão para procurar como se faz uma instalação de banheira do que é recordar como se fazia há 20 anos.

Portanto, não há qualquer problema ter pequenas falhas de memórias. Da próxima vez que te esqueceres de alguma coisa, lembra-te: é perfeitamente normal, é o cérebro a fazer apenas o seu trabalho!

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*Fonte: fasdapsicanalise

Conheça 6 “falhas de projeto” do corpo humano

Por mais que os gregos acreditassem que somos matematicamente perfeitos, as coisas não funcionam bem dessa maneira. Nosso corpo evoluiu durante muito tempo para chegar ao ponto atual, mas o processo ainda continua.

Todos os objetos que utilizamos no dia a dia foram criados considerando nossas limitações físicas, por isso podemos achar que não existe espaço para aperfeiçoamento. Não que isso seja a coisa mais simples e rápida de se fazer, mas o Nautillus listou 6 “falhas” no nosso projeto e como poderíamos otimizar esses pontos (quando viável):

1. Coluna torta

Quando passamos a andar sobre duas pernas, nossa coluna vertebral precisou se adaptar. Com a locomoção utilizando quatro membros, ela funcionava como um arco, suspendendo de forma eficaz os órgãos internos. Com o tempo, a nossa postura passou a ser ereta, comprimindo a coluna e forçando-a a adquirir um formato irregular atual, para absorver melhor os esforços gerados pela nova posição de deslocamento.

Levando em conta a eficiência, seria melhor andar novamente em quatro membros, de modo que ela funcionasse novamente como um arco único, mas acreditamos que um pouco de dor nas costas seja um preço baixo a se pagar para andar sobre duas pernas.

2. Joelho travado

Por mais incrível que nossa anatomia seja, possuímos diversos pontos extremamente frágeis que, se atingidos da maneira incorreta, podem causar grandes problemas. Um belo exemplo disso é o nosso joelho, um dos principais responsáveis pela nossa capacidade de andar. Sua flexibilidade para frente e para trás é incrível, tornando a realização de corridas e saltos algo trivial, mas qualquer pancada mais forte na lateral pode acabar com essa mobilidade.

A melhor forma de aperfeiçoar essa junta tão importante seria utilizando o mesmo tipo de ligação que existe no nosso ombro. Com isso os, movimentos estariam liberados em todas as direções, e talvez surgisse uma nova modalidade olímpica: corrida lateral.

3. Testículos muito expostos

Todo homem, pelo menos em uma oportunidade, já sofreu um impacto em áreas não recomendáveis e teve sua vida passando como um filme, enquanto sentia a dor paralisante. Manter um órgão tão sensível e importante pendurado é uma falha grave de projeto, mas qual seria a solução?

Apesar de parecer incoerente, segundo o psicólogo evolucionista Gordon Gallup, da Universidade Estadual de Nova York, o distanciamento dos testículos é necessário para que eles consigam permanecer aproximadamente 1,5 °C mais frios que a temperatura do corpo humano. Isso faz com que os espermatozoides sigam inativos, até que entrem em contato com o interior da vagina e deem início ao processo de fertilização do óvulo.

A solução, segundo Gallup, seria equalizar a temperatura dos espermatozoides com a do corpo humano, mas aumentar a da vagina, passando para ela a função de ativar as células reprodutivas.

4. Dentes demais

Ao mesmo tempo que um cérebro maior fez com que aprendêssemos a cozinhar, o espaço para os dentes foi diminuindo cada vez mais. Por isso, é muito comum a retirada do siso, ou “dente do juízo”, já que não temos necessidade de mastigar alimentos tão duros quanto antigamente.

Essa já é uma atualização em andamento, pois atualmente 25% das pessoas nascem sem eles. Nosso desenvolvimento científico também tornou a extração deles bem simples – relativamente –, quando necessário. Parece que o cérebro saiu ganhando nessa.

5. Caixa de som reposicionada

As aberturas da traqueia, responsável pela respiração, e do esôfago, encarregado da alimentação, se encontram próximo da nossa boca. Para evitar acidentes, que às vezes são inevitáveis, existe a epiglote. Ela é responsável por fechar o canal da respiração enquanto estamos comendo ou bebendo, cumprindo seu papel com primor e de forma automática, na maioria das vezes.

Uma alternativa seria alterar o sistema para funcionar como nas baleias, onde a laringe termina em um buraco na cabeça. O pequeno detalhe é que perderíamos a capacidade de falar, então esse é um upgrade que ainda precisa de aprimoramentos.

6. Cérebro mal-otimizado

Nosso cérebro pode se adaptar aos mais diversos tipos de situações e traumas com uma flexibilidade invejável. Mas, segundo o psicólogo Gary Marcus, ao mesmo tempo que novas funções foram adicionadas, as antigas não foram otimizadas, pois precisavam se manter ativas durante o processo de evolução. Isso criou soluções alternativas que, segundo ele, podem ser associadas a um ambiente de trabalho disfuncional.

Nesse panorama, os jovens (prosencéfalos) lidariam com as tecnologias inovadoras, como a linguagem, enquanto a velha guarda (o mesencéfalo e o rombencéfalo) supervisionaria a memória institucional, além da caixa de fusíveis no porão. Essa “diferença de gerações” seria a causa de problemas como depressão, loucura e memórias não confiáveis. E ele não tem uma sugestão de melhorias para isso.

 

 

 

 

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*Fonte: megacurioso

Um em cada dois brasileiros não se exercita o suficiente, diz OMS

Estudo Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta terça-feira confirma que o brasileiro – apesar do fenômeno das “musas fitness” e da rápida expansão das academias nas médias e grandes cidades – se exercita menos do que deveria.

O levantamento, feito com dados coletados nos últimos 15 anos, revela que praticamente uma em cada duas pessoas em idade adulta (47%) no país não pratica atividades físicas suficientemente.

Entre as mulheres, a ociosidade é ainda maior que a média, 53,3%, enquanto a prevalência de inatividade entre os homens é de 40.4%.

No mundo todo, 1,4 bilhão de pessoas que correm risco de saúde por causa da ociosidade, que pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por exemplo, diabetes do tipo 2, demência e de alguns tipos de câncer.

Para chegar à estimativa, o órgão da ONU computou dados de 168 países e revisou 358 pesquisas populacionais feitas entre 2001 e 2016, sondando 1,9 milhão de pessoas.

No contexto global, o Brasil se encontra no grupo de países onde há maior ociosidade, superando nações como os Estados Unidos (40%), o Reino Unido (36%).

O estudo define como “atividade física insuficiente” o descumprimento da recomendação padrão da OMS, que aconselha que seja praticado pelo menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa.

Em nível mundial, a falta de exercícios é um mal que atinge 32% das mulheres e 23% dos homens adultos.

Essa discrepância entre os sexos é um problema cultural, segundo os médicos da OMS, e revela uma questão de desigualdade. “Mulheres enfrentam mais barreiras sociais e culturais para participar de atividades físicas, particularmente nas horas de lazer”, afirma Melody Ding, da Universidade de Sydney, na Austrália, coautora do estudo.

As tendências foram organizadas por regiões e, no caso da América Latina e Caribe, o estudo concluiu que houve uma piora significativa no intervalo de 15 anos pesquisado.

De 2001 a 2016, a parcela ociosa da população saltou de 33,4% para 39,1%.

A Oceania, onde apenas 16,3% da população se exercita pouco, foi a região mais bem colocada. Só foi registrada melhora, contudo, no leste e sudeste da Ásia, onde a proporção de pessoas inativas caiu de 26% em 2001 para 17% 15 anos depois. A boa notícia se deve principalmente à popularização do hábito de se exercitar entre os chineses.

Os países ocidentais ricos, de maneira geral, apresentaram piora nos níveis de sedentarismo, que passou de 30,9% em 2001 para 36,8% em 2016.

Inatividade física e dinâmica de desenvolvimento

“Diferentemente de outros grandes riscos à saúde, os níveis insuficientes de atividade física não estão diminuindo mundialmente. Na média, um quarto dos adultos não está alcançando os níveis de atividade física recomendados para uma boa saúde”, alertou a principal autora do estudo, a médica Regina Guthold.

Citado no estudo da OMS, o pesquisador brasileiro e reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, acredita que o conceito de “atividade física insuficiente” não é a melhor forma de tentar expressar o nível de ociosidade física em uma determinada população.

Ele avalia que o mais correto seria falar em “inatividade física”, e questiona as conclusões do estudo, que classifica como redundantes quando confrontados com levantamentos anteriores feitos pelo professor James F. Sallis, da Universidade da Califórnia em San Diego.

Hallal reconhece, porém, que o documento da OMS tem o mérito de destacar que “efetivamente não estamos conseguindo lidar com a pandemia de inatividade física”.

“A população não está se tornando mais ativa com o passar do tempo, e isso é extremamente preocupante, ainda mais pelo fato de que 5,3 milhões de mortes por ano no mundo são causadas pela inatividade física”, disse à BBC News Brasil, citando estudo de I-Min Lee, de Harvard, publicado na revista The Lancet em 2012.

O pesquisador gaúcho observa que há um contraste entre países muito pobres e ricos. Nos primeiros, os indivíduos são fisicamente ativos em suas tarefas diárias, fazendo deslocamentos a pé ou de bicicleta para o trabalho e se engajando em tarefas domésticas intensas.

Já em boa parte dos países mais desenvolvidos, os hábitos de transporte estão relacionados ao uso de veículos motorizados e o trabalho não envolve esforço. Isso leva a uma situação de sedentarismo que, se não for compensada com a prática de esportes, resulta em problemas de saúde.

“Quando os países começam a se desenvolver, essas atividades físicas que são mais obrigatórias do que voluntárias diminuem, e permanece apenas a atividade física de lazer. Acontece que a atividade de lazer ainda é procurada por muito pouca gente no mundo”, diz.

“Por isso a tendência é que esses dados piorem ao longo dos anos, porque, quando as pessoas dos países pobres começarem a ter mais recursos financeiros, elas vão sair da ocupação que exige atividade”.

Hallal pondera, porém, que elas não adotarão necessariamente a prática da atividade recreacional se não houver um incentivo a isso.

Políticas públicas e norma cultural

A OMS teme que o objetivo global de reduzir os níveis de inatividade em 10% até 2025 não será atingido se novas medidas não forem implementadas – políticas públicas para a promoção de atividade física regular, por exemplo, que impulsionem mudanças de hábitos.

“A gente precisa que a população incorpore a prática no seu cotidiano, e não como uma coisa pontual, só antes do verão”, diz Hallal. “Não adianta dizer: ‘eu jogo futebol com meus amigos às terças-feiras’. Isso não é ser ativo fisicamente”, critica.

“Precisamos que as pessoas incorporem o hábito de fazer atividade regularmente. Esse é o grande desafio da população brasileira nesse sentido. As grandes medidas que têm eficácia para aumentar o nível de atividade física são estruturais e ambientais”, afirma o reitor.

A construção de parques, academias populares, calçadões de orla e ciclovias são alguns exemplos de políticas públicas citados por Hallal como medidas que comprovadamente trazem resultados.

“Não vamos resolver o problema da inatividade física com academias privadas. Isso vai melhorar a vida dos 5% mais ricos da população. Para atingir os 95% restantes, precisamos mesmo é de políticas coletivas, especialmente as que atingem a questão do meio em que vivemos”.

A brasileira Fabiana Rodrigues de Sousa Mast, doutora em ciências esportivas pela Universidade de Basileia, pesquisou o uso desse tipo de infraestrutura pelas mulheres na comunidade da Cidade de Deus no Rio de Janeiro.

Ela concluiu que instalações públicas, ainda que em condições precárias, nitidamente favorecem uma maior prática de exercícios e melhoram a qualidade de vida da população.

“Precisamos focar em construir um ambiente, particularmente em áreas sociais vulneráveis, se quisermos atingir os níveis de atividade física necessários para conquistar indicadores de saúde desejáveis”, diz Sousa Mast.

“Quando falamos da promoção de atividade física na esfera global, falamos de política pública e de norma cultural. É como no caso de Amsterdã, por exemplo. Hoje a norma cultural em Amsterdã é andar de bicicleta. No dia que a gente chegar a um estágio onde a atividade está incorporada na rotina, o problema já vai ter diminuído consideravelmente”, conclui Hallal.

*Por Marina Wentzel

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Quanto mais transar, mais tempo irá viver, aponta estudo

Transar traz diversos benefícios para a saúde. Pesquisas anteriores relacionam o sexo ao bom humor e uma maior qualidade de vida. E agora, um novo estudo aponta que quanto mais transarmos, mais tempo teremos de vida.

Como o estudo foi feito

O estudo foi dividido em duas fases: Na primeira, 918 homens com 45 a 59 anos de idade foram entrevistados sobre seus hábitos sexuais. Uma década depois, estes mesmos homens responderam a uma série de perguntas sobre a frequência em que transavam.

Os pesquisadores concluíram que os homens que transavam ao menos duas vezes por semana reduziram suas taxas de mortalidade pela metade.

A segundo fase do estudo contou com a participação de 129 mulheres com idades entre 20 e 50 anos. Elas responderam perguntas sobre suas vidas amorosas e o quanto elas estavam satisfeitas.
Saiba mais: Massagem tântrica: o que é, como é feita e depoimentos

Após análise biológica, os cientistas descobriram que as mulheres que transavam mais e tinham uma vida amorosa satisfatória, apresentavam maiores telômeros, uma espécie de “capa” que protege os cromossomos, fazendo com que tenhamos um aumento em nossa expectativa de vida.

Conclusões

Os cientistas também afirmam que o sexo potencializa o sistema imunitário ao incentivar a produção de células que combatem doenças.

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*Fonte: minhavida

12 alimentos que você compra e replanta pra sempre

Você já pensou em ter seus alimentos à disposição sempre que precisar? Ou em consumir alimentos sem agrotóxicos e químicas?

Então você vai adorar essa dica! E além de fácil e simples, você ainda economiza dinheiro, e tem seus alimentos preferidos na cozinha de sua casa!

Você só vai precisar de um pouco de terra e alguns vasinhos.Veja a lista de 12 alimentos que você pode cultivar em sua própria casa:

Cebola
Coloque a cebola em um recipiente com água, e espera até que as raízes e as hastes comecem a aparecer. Assim que as raízes e as folhas tiverem com um tamanho satisfatório (5 ou 10cm), você poderá replantá-las em um vaso grande e com terra preparada, em um local que receba bastante luz solar.

Erva Cidreira
Coloque uns 5 talos e deixe em um recipiente com água até criar raízes. Depois disso, passe para um vaso com terra preparada. Ela suporta bastante Sol, e pode ser regada normalmente.

Alho-poró
Corte no talo (5cm) e coloque em um recipiente com água, mas não muito fundo. Coloque palitos como mostra na imagem, pra que ele fique quase boiando, e nunca deixa a água evaporar. Se for verão, você poderá plantá-lo assim que tiver bastante raízes, e claro, em um local que receba luz solar.

Acelga
Corte no talo (5cm) e coloque em um recipiente com água por alguns dias. Depois, é só plantar em um vaso grande com furos em baixo pra drenar a água.

Aipo (salsão)
Corte-o no talo (5 cm) e deixe em um vasilha com água. Umedeça a parte de cima da planta para não secar. Deixe em um local ensolarado, e logo as folhas amarelas começarão a brotar. Depois, as folhas ficarão verdes. Depois de ter novas folhas, aguarde uma semana para plantar em um vaso com furos em baixo. Em breve terá talos de salsão o ano todo!

 

 

 

 

 

 

Alface romana
Basta pegar a cabeça do alface e colocá-la num recipiente com água em um local que receba luz solar. Esse é bem fácil!

Cenouras
Assim como mostra na imagem, você usará a cabeça da cenoura que geralmente tem algumas folhas. Coloque-as num recipiente com água, onde receba luz do Sol. Depois das folhas terem crescido, você pode plantar em um vaso grande. Mas lembre-se sempre de cobrir toda a cenoura, deixando pra fora somente as folhas.

Alho
Basta escolher alguns dentes de alho e colocá-los em um copo com água.Assim que nascer os brotos, espere até que ele atinjam um tamanho de aproximadamente 10 cm. Se preferir, pode mantê-los na água mesmo, ou então, plantá-los em um vaso. Misture um pouco de areia com a terra, e cubra toda a cabeça do alho, deixando pra fora apenas as hastes. O cultivo do alho diretamente na água é mais fácil, mas aí vai de cada um. Logo você terá alhos sempre que desejar!

Alecrim
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso com furos em baixo. De preferência, use uma mistura de 2/3 de areia grossa e 1/3 de terra musgo. Essa planta não gosta de muita água. Essa mesma técnica pode ser usada com outras plantas, como o coentro.

Hortelã
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso grande, com furos em baixo, pois não pode encharcá-lo, mas também a terra não pode ficar seca em momento algum.

Manjericão
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso médio, pois ele precisa de espaço e Sol. Depois disso, você terá manjericão sempre que precisar!

Cebolinha
Separe aquela parte branca com um pedaço do cabinho verde. Coloque em um copo com água, cobrindo a parte branca em cerca de 2,5 centímetros e deixe em um local que receba luz do Sol. Logo você terá cebolinhas sempre que precisar Se desejar, após fazer o primeiro processo, você pode plantá-las em um pequeno vaso.

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*Fonte: curtoecurioso

A saúde melhora quando se vira vegano?

Recentemente, tem aumentado o número de pessoas que aderiram às dietas vegetariana e vegana – tendência alimentada principalmente por preocupações com a saúde, com o bem-estar dos animais e com o meio ambiente.

Segundo pesquisa Ibope deste ano, 14% dos brasileiros (cerca de 30 milhões de pessoas) se dizem vegetarianos.

A pesquisa também apontou o interesse da população por mais produtos veganos, aqueles sem qualquer ingrediente de origem animal. 55% dos entrevistados disseram que consumiriam mais produtos desse tipo.

Os veganos não consomem nenhum tipo de carne ou produtos derivados de animais, como leite, ovos, gelatina ou mel.

Mas, além do ativismo em defesa dos direitos dos animais, existe algum benefício do veganismo à saúde?

Para a nova temporada do programa da BBC Confie Em Mim, Sou Médico, o médico e apresentador Giles Yeo decidiu seguir uma dieta vegana por um mês e checar os efeitos em sua saúde e estilo de vida.

Os grandes desafios

Como Yeo descobriu, um dos aspectos mais difíceis para os veganos são produtos que parecem não ter procedência animal, mas que na realidade têm derivados dos animais.

Está claro que carnes, ovos e leite não são adequados para veganos, mas e o vinho? Fabricantes de algumas bebidas alcoólicas usam espinhas de peixe ou proteínas animais como parte do processo de produção.

Exemplos como esse exigem atenção constante para não consumir acidentalmente produtos de origem ou derivado de animais.

Outro desafio dos veganos é substituir a carne e produtos animais por uma alimentação também rica em nutrientes importantes e indispensáveis, como vitamina D, cálcio, ferro, ômega-3 e proteínas.

Para conseguir a vitamina D, por exemplo, bastante presente em ovos e carnes, os veganos consomem alimentos fortificados, como leite de soja, leite de arroz, suco de laranja e cereais. Além disso, nutricionistas recomendam o uso de suplementos alimentares.

Também é comum veganos sentirem falta de iodo, encontrado de maneira natural em produtos lácteos e pescados. Por isso, consumir suplementos ricos em iodo pode ser uma alternativa.

Já a vitamina B12 é uma das maiores preocupações entre os veganos, pois ela só é encontrada em alimentos de origem animal, como carne, leite e ovos. Para consumi-la, os veganos precisam de produtos fortificados.

Veganismo é saudável?

Uma análise da Universidade de Florência, na Itália, examinou o resultado de dez estudos sobre o veganismo. A resposta é que sim, a dieta vegana pode ser saudável.

Mas existem nuances.

Acadêmicos da universidade italiana compararam a saúde pessoas vegetarianas e veganas com as de pessoas onívoras (quem come de tudo). Concluíram que a alimentação de base vegetal dos veganos e vegetarianos ajuda a diminuir a incidência de câncer e problemas no coração.
Image caption O médico Giles Yeo sentiu mais falta de comer ovos durante seu mês como vegano

No caso do câncer, os acadêmicos dizem que o risco de incidência da doença diminui em até 15% com a dieta vegana e 8% com a vegetariana.

No entanto, eles não encontraram diferença nas taxas de mortalidade. Isso significa que, segundo esse estudo, ser vegetariano ou vegano garante uma saúde melhor, mas não necessariamente aumenta a expectativa de vida.

Esse estudo, no entanto, não tem alto padrão de metodologia científica, no qual a pesquisa apresenta um grupo de controle e os participantes são aleatoriamente escolhidos para uma ou outra dieta.

Na verdade, os pesquisadores quiseram descobrir as diferenças dos veganos e vegetarianos em relação às pessoas que comem carne. Eles ressaltam, também, a possibilidade de que os veganos tenham mais cuidado com a saúde do que as pessoas em geral. Assim, é possível que as diferenças nos indicadores de saúde estejam não apenas associada à dieta, mas também a outros fatores de comportamento.

E como se saiu o médico Yeo em seu mês vegano?

Depois de seguir uma dieta vegana por um mês, Giles Yeo perdeu quatro quilos. Além da cintura mais fina, seu nível de colesterol caiu em 12%.

Mas ele manteria uma dieta vegana no futuro?

“Para mim, foi uma grata surpresa”, diz. “Não planejo me tornar totalmente vegano, mas a partir de agora pretendo não consumir produtos de origem animal por alguns dias do mês.”

“Devo admitir que, no começo, foi um pouco estressante ser vegano. Mas, depois de aprender algumas receitas, deu tudo certo e acabei gostando. Para mim, a chave não é preparar versões veganas de pratos que eu normalmente faria, mas sim optar por receitas criadas para serem veganas”, diz.

“O que mais fez falta foram os ovos, mas esperava que seria mais difícil.”

*Por Michael Mosley

 

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*Fonte: bbc/brasil

Estudo liga exposição crônica à poluição a redução nos níveis de inteligência

A exposição crônica à poluição do ar está associada a danos à inteligência, revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da China e dos Estados Unidos.

A pesquisa identificou que a relação entre poluição e performance cognitiva aumenta com a idade e afeta especialmente homens com menor nível de educação.

Foram usados dados de 20 mil pessoas que vivem na China e que, em 2010 e 2014, fizeram testes de matemática e de linguagem como parte da CFPS (sigla em inglês para Painel de Estudos da Família da China), uma pesquisa nacional conduzida anualmente e financiada pelo governo chinês com famílias e indivíduos.

“A pesquisa (CFPS) também fornece informações exatas sobre as localizações geográficas e as datas das entrevistas, o que nos permite comparar as pontuações dos testes com os dados da qualidade do ar local com mais precisão”, explicam os autores do estudo, divulgado pela publicação acadêmica americana PNAS.

O estudo comparou os resultados dos testes de performance cognitiva com medições de dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e de partículas menores que 10 micrômetros de diâmetro dos locais onde os participantes viviam quando fizeram as provas.

Não está claro o quanto cada um desses três poluentes seria culpado pela perda na performance. Monóxido de carbono, ozônio e partículas maiores não foram incluídos na análise.

Cautela

Apesar de o estudo ligar poluição às notas mais baixas, a pesquisa não prova a relação de causa e efeito.

Os pesquisadores avaliam, contudo, que os resultados não estão restritos à China. Eles acreditam que as conclusões podem ser aplicadas globalmente, uma vez que 80% da população urbana mundial respira níveis considerados inseguros de poluição do ar.

Descrita como uma ameaça invisível que é capaz de matar, a poluição causa cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Fornecemos evidência de que o efeito da poluição do ar nos testes verbais fica mais evidente à medida que as pessoas envelhecem, especialmente os homens e os com menos educação”, diz o estudo.

Acredita-se que muitos poluentes afetem diretamente a química do cérebro de diversas maneiras – partículas podem, por exemplo, transportar toxinas através de pequenas passagens e entrar diretamente no órgão.

Alguns poluentes também podem ter um impacto psicológico, aumentando o risco de depressão.

A poluição também aumenta o risco de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer e outras formas de demência, indica o estudo.

Estar exposto a altos níveis de poluição do ar pode estar ligado “à redução do nível de educação por um ano… o que é demais”, segundo declarou um dos autores do estudo, Xi Chen, integrante da escola de saúde pública de Yale, ao jornal britânico The Guardian.

Pesquisas anteriores já haviam identificado que a poluição do ar tem um impacto negativo nas habilidades cognitivas de estudantes.

Trabalho ao ar livre

Os pesquisadores de Yale e Pequim analisaram os resultados das provas de homens e mulheres com mais de dez anos de idade, que responderam 24 questões de matemática e 34 de linguagem.

Os pesquisadores acreditam que uma das explicações para homens com menos educação serem os mais afetados pela exposição crônica de poluição é o fato de que, na China, eles são maioria nos trabalhos manuais realizados ao ar livre.

“Nossas descobertas sobre o efeito prejudicial da poluição na cognição”, conclui o estudo, “particularmente no envelhecimento cerebral, implicam que o efeito indireto sobre o bem-estar social pode ser muito maior do que se pensava anteriormente”.

Segundo o pesquisador Xi Chen, os efeitos para os idosos, que no estudo são os com idade acima de 55 anos, podem ser muito difíceis de compensar, dada a exposição cumulativa no longo prazo.

“Isso é muito preocupante, pois todos nós sabemos que as pessoas muitas vezes precisam tomar decisões financeiras importantes na velhice, como quando devemos nos aposentar, qual plano de seguro de saúde é melhor”, completa.

O estudo sugere que, embora os resultados da pesquisa sejam específicos para a China, ela pode lançar luz sobre outros países em desenvolvimento com poluição do ar severa.

Os autores dizem que 98% das cidades com mais de 100 mil pessoas em países de baixa e média renda que não atendem às diretrizes de qualidade do ar da OMS.

Poluição do ar ao redor do mundo

– 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por exposição à poluição do ar

– Poluição do ar provocou 4,2 milhões de mortes no mundo em 2016

– 91% da população mundial mora em lugares onde a qualidade do ar não atende às exigências mínimas estipuladas pela OMS

– 14 cidades da Índia estão entre as 20 mais poluídas do mundo

– 9 entre cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído

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*Fonte: bbc

Café requentado faz mal?

Apesar de ser um prática bem comum de algumas pessoas, requentar o café não é nada recomendado. Seja qual for o método de preparo – coado, espresso, prensado ou filtrado – o café requentado pode trazer uma série de malefícios à saúde, como azia, dor de cabeça, enjoo e dor de estômago. Isso sem contar aquele sabor amargo que fica na boca o resto do dia.

Segundo os especialistas italianos, requentar café no microondas ou deixá-lo na ‘chapa’ da cafeteira destrói qualquer aroma desde que se preparou o café pela primeira vez. E como o aroma do café é responsável por tudo que lhe dá sabor, romper os aromas significa romper o sabor. Isso porque, quando esquentamos novamente o café já feito, ocorre a degradação das substâncias (óleos, cafeína etc.) que dão sabor e aroma à bebida, deixando então aquele gosto ruim de queimado.

Também é comum que o café seja colocado em garrafas térmicas. Mas, se por um lado a garrafa mantém o líquido aquecido por um bom tempo, por outro também é preciso lembrar o processo acelerado de oxidação do café – sobretudo se o café já estiver adoçado. Portanto, guardar pra mais tarde o que sobrou do café quentinho que você bebeu de manhã ou então tomar café requentado não vale a pena!

Esse conselho tem como fundamento o fato de que os processos de oxidação do café duplicam de velocidade a cada 10°C acima da temperatura ambiente, que gira em torno de 25°C. Dessa forma, dentro da garrafa, a cerca de 50°C, a oxidação do café vai acontecer cerca de duas vezes mais rápido.

Além disso, uma vez preparado, o café começa seu processo de oxidação após 20 minutos. Guardado na garrafa térmica, estima-se que o café estará oxidado em cerca de uma hora. O processo de oxidação, sobretudo na presença de açúcar, destrói os compostos responsáveis pelo sabor típico do café fresquinho, além do seu aroma característico. A consequência é que queda da qualidade da bebida sob influência dessa reação química com perda de aroma e alteração no sabor. Assim, você até pode usar a garrafa térmica, mas que seja por poucos minutos após o preparo.

Agora tomar café requentado, nem pensar. Até porque, café bom é café preparado na hora. Para aproveitar todos os benefícios que o café traz a saúde, é preciso:

– usar grãos de boa qualidade;
– utilizar sempre café o mais fresco possível;
– manter o pó ou o grão bem armazenado;
– preparar de forma correta, independente do método de extração utilizado;
– beber assim que terminar de preparar.

Como diz um ditado popular: “Café cru tem anos de vida. Café torrado, em grãos, algumas semanas. Café moído, no máximo horas. Depois de passado, o café é pra ser servido no mesmo instante”.

 

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*Fonte: brasitaliacafe

Álcool prejudica a saúde mesmo com moderação, afirma estudo global

Se você, assim como 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo, não dispensa uma bebida alcoólica na hora de descontrair, melhor repensar seus hábitos. Um estudo global publicado hoje pela prestigiada revista de medicina The Lancet mostra como o consumo de álcool, até mesmo moderado, pode estar associado à uma série de prejuízos à saúde.

“O mito de que um ou dois drinques por dia é bom para você é um mito”, afirma Emmanuela Gakidou, pesquisadora do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME em inglês) da Universidade de Washington e uma das principais autoras do estudo, que faz parte do Estudo Global da Carga de Doenças (conhecido pela sigla em inglês de GBD), responsável por avaliar a mortalidade e a incapacidade provocada por doenças ao redor do mundo.

De acordo como o estudo, só em 2016, quase 3 milhões de pessoas morreram ao redor do mundo devido a causas ligadas ao álcool, incluindo 12% das mortes entre homens de 15 e a 49 anos.

“Os riscos à saúde associados ao álcool são massivos”, afirma Gakidou. “Nossas descobertas estão de acordo com uma outra pesquisa recente, que encontrou correlações claras e convincentes entre a bebida e [casos de] morte prematura, câncer e problemas cardiovasculares. Consumo zero de álcool minimiza o risco geral da perda de saúde”, recomenda.

Participaram deste estudo cerca de 500 colaboradores de mais de 40 nacionalidades associados ao GBD. No total, foram consultadas 694 fontes sobre o consumo de álcool, além de 592 estudos sobre os riscos da bebida.

Com esse amplo banco de dados, o estudo conseguiu avaliar resultados e padrões do consumo de álcool relacionados à saúde entre os anos 1990 e 2016, em 195 países e territórios; além de analisar relações entre idade e gênero.

Os pesquisadores usaram dados de todas as mortes relacionadas ao álcool — sem distinguir entre cerveja, vinho e licor — e confrontaram com resultados na saúde para determinar essas conclusões.

“Com a maior base de dados coletada até o momento, nosso estudo torna clara a relação entre saúde e álcool — beber causa uma perda de saúde substancial, e em uma miríade de formas, por todo o mundo”, diz Max Griswold, pesquisador do IHME e líder da nova pesquisa.

Álcool ao redor do mundo

Os padrões do consumo de álcool variam amplamente de país para país e por gênero, além do consumo médio por pessoa e da carga de doenças atribuídas. Em 2016, mais de 2 bilhões de pessoas consumiram álcool ao redor do mundo, dos quais 63% eram homens.

Alguns dos países com as populações que mais consomem álcool são a Dinamarca, Noruega, Argentina, Alemanha, Polônia, França, Coreia do Sul, Suíça, Grécia, Islândia, Eslováquia, Suécia e Nova Zelândia. Já entre os mais “sóbrios” estão o Paquistão, Bangladesh, Egito, Mali, Marrocos, Senegal, Mauritânia, Síria, Indonésia, Nepal, Butão, Myanmar e Tunísia.

No que diz respeito às mortes associadas a bebida, os países islâmicos (que proíbem o consumo) também se destacam entre os que tem menos casos, se concentrando no Oriente Médio. São eles: Kuwait, Irã, Palestina, Líbia, Arábia Saudita, Iêmen, Jordânia, Síria, Maldivas e Singapura.

Os que possuem mais casos fatais estão concentrados na região dos Países Bálticos, do Leste Europeu e da Ásia Central: Rússia, Ucrânia, Lituânia, Bielorrússia, Mongólia, Letônia, Cazaquistão, Lesoto, Burundi e República Centro-Africana.

“Agora nós entendemos que o álcool é uma das maiores causas de morte no mundo hoje em dia”, diz Richard Horton, editor do Lancet. “Nós precisamos agir agora. Nós precisamos agir urgentemente para prevenir estes milhões de mortes. E nós podemos fazer isso.”

O estudo também fornece informações sobre prevalência de abstenção e prejuízos à saúde atribuídos ao álcool. Entre eles, doenças não-transmissíveis (como as cardiovasculares, casos de câncer, cirrose, diabetes, epilepsia), doenças transmissíveis (como as respiratórias, incluindo tuberculose) e lesões provocadas a si mesmo e aos outros pela violência.

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*Fonte: revistagalileu

Ansiedade noturna, a dificuldade de acalmar a mente devido às preocupações do dia

Se mesmo cansado e esgotado após um dia de trabalho estressante você não consegue relaxar e dormir, fica rolando na cama e permanece em estado de alerta, saiba que pode estar sofrendo de ansiedade noturna, condição caracterizada pela dificuldade de acalmar a mente devido às preocupações do cotidiano.

Como identificar ansiedade noturna

O acúmulo de ansiedade gerada ao longo do dia, quando não administrado no momento que ocorre, acaba se apresentando no período noturno, justamente no momento reservado para o descanso e para o sono reparador.

Preocupação, medo e nervosismo que aparecem na hora de dormir são experiências comuns de quem sofre de ansiedade noturna, assim como a dificuldade em pegar no sono, mesmo com esgotamento físico e despertares súbitos.

Insegurança em relação ao futuro e antecipação de acontecimentos ruins são fatores comuns que dificultam o desligamento dos problemas do dia a dia e atrapalham o relaxamento do corpo e da mente, fundamental para o sono. Sem conseguir dormir, portanto, a pessoa fica tensa, nervosa e entra em um ciclo vicioso de ansiedade que impede o descanso.

Como combater a ansiedade noturna

Ir para a cama somente quando o sono chegar, dar preferência a alimentos leves no jantar, praticar técnicas de meditação e respiração profunda antes de se deitar são medidas simples que ajudam a driblar a ansiedade noturna.

É importante ainda manter uma rotina regular de sono, com horários específicos, manter o quarto escuro, silencioso e livre de distrações, assim como evitar levar para a cama computador e celular, que podem aumentar a ansiedade e comprometer o descanso por causa da iluminação artificial dos aparelhos.

Caso o problema permanecer, o mais recomendado é sempre procurar um especialista psicólogo e/ou psiquiatra que podem ajudar a resolver situações mais graves.

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*Fonte: resilienciamental

Brasil é o país mais deprimido e ansioso da América Latina

Nos últimos dez anos, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. Os dados vieram à tona em um relatório recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para piorar, os brasileiros estão levando esses índices para o alto. No nosso país, 5,8% dos habitantes sofrem com a desordem, a maior taxa do continente latino-americano. A faixa etária mais afetada varia entre 55 e 74 anos.“Apesar de a depressão atingir sujeitos de todas as idades, o risco se torna maior na presença de pobreza, desemprego, morte de um ente querido, ruptura de relacionamento, doenças e uso de álcool e de drogas”, atesta o relatório.

O Brasil também é campeão mundial no índice de ansiedade: 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático.

O sexo feminino é o que mais sente as consequências — 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1% são depressivas. Quando se trata dos homens, a porcentagem cai para 3,6% em ambos os casos.

O documento ainda mostra uma possível causa para a taxa elevada de problemas mentais que o mundo presencia atualmente: “Esse crescimento é sentido principalmente em países com menor renda, porque a população está aumentando e mais gente está vivendo até a idade em que depressão e ansiedade são mais comuns”.

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*Fonte: resilienciamental

Por que pessoas que se sentem mais jovens do que são podem viver mais

Imagine por um momento que você não tenha uma certidão de nascimento e que sua idade pudesse ser determinada apenas pela maneira como você se sente por dentro. Quantos anos você diria que tem?

Assim como sua altura ou tamanho de sapato, o número de anos que se passaram desde que você chegou ao mundo é um fato que não pode ser mudado. Mas as experiências diárias sugerem que nós frequentemente não vivemos a idade da mesma forma, com muitas pessoas se sentindo mais velhas ou mais jovens do que realmente são.

Cientistas estão cada vez mais interessados nisso. Eles estão descobrindo que nossa “idade subjetiva” pode ser essencial para entender porque algumas pessoas parecem ficar mais jovens com a idade e outras esmorecem com o passar do tempo.

“O quão mais jovens adultos mais velhos se sentem pode influenciar em decisões importantes para seu presente e futuro”, diz Brian Nosek, professor de Psicologia da Universidade de Virgínia.

Há estudos que mostam que nossa “idade subjetiva” pode ser um indicador antecedente importante para questões relacionadas à saúde, incluindo as estimativas de risco de vida. De certa forma, dizem os especialistas, você realmente “é tão velho quanto sente que é”.

Motivados por esses resultados, muitos pesquisadores estão tentando determinar os fatores biológicos, psicológicos e sociais que moldam a experiência do envelhecimento – e como esse conhecimento pode nos ajudar a ter vidas mais longas e saudáveis.

Esses esforços estão em marcha há décadas. Alguns dos primeiros estudos sobre a diferença entre “idade psicológica” e a cronológica apareceram nos anos 1970 e 1980.

O ritmo se intensificou nos últimos dez anos, quando um grande volume de novos estudos investigou os potenciais efeitos psicológicos e físicos dessa discrepância.

Uma das correntes mais intrigantes dessa pesquisa tem explorado a forma como a “idade subjetiva” influencia nossa personalidade. O atual senso comum diz que as pessoas tendem a amadurecer conforme envelhecem, se tornando menos extrovertidas e abertas a experiências novas.

Essas mudanças, contudo, seriam menos acentuadas em pessoas “jovens de alma” e mais nítidas em pessoas com “idade subjetiva” mais avançada que a biológica, de acordo com os cientistas.

O interessante é que pessoas com “idade subjetiva” menor, por outro lado, também seriam mais cuidadosas e menos neuróticas – transformações positivas que constumam vir naturalmente com o envelhecimento biológico.

Assim, ter uma “idade subjetiva” menor não seria necessariamente sinônimo de uma permanente imaturidade.

Se sentir mais jovem que a idade real teria ainda impacto positivo sobre a saúde mental e reduziria o risco de depressão e de doenças como a demência.

Yannick Stephan, da Universidade de Montpellier, na França, examinou dados de três estudos longitudinais – conduzidos no decorrer de vários anos, para avaliar o impacto do tempo sobre os resultados – que, juntos, avaliaram mais de 17 mil pessoas de meia idade e idosos.

Neles, a maioria dos entrevistados se sentia oito anos mais jovem do que sua idade cronológica real.

Alguns, contudo, sentiam-se mais velhos – e as consequências, nesses casos, eram sérias. Uma “idade subjetiva” entre 8 e 13 anos maior que a idade biológica elevava o risco de morte entre 18% e 25% durante os períodos do estudo, mesmo quando controlados outros fatores demográficos como educação, raça e estado civil.

Para Stephan, o peso da “idade subjetiva” sobre nossa saúde pode ser um resultado direto das mudanças que ela provoca no nossa personalidade. Alguém mais jovem “de espírito” estaria aberto a um leque mais amplo de atividades – viajar, aprender um hobby novo, por exemplo -, mesmo com a passagem do tempo. “Estudos apontaram, por exemplo, que a ‘idade subjetiva’ prediz padrões de atividade física”, acrescenta o pesquisador.

Ele ressalta que o mecanismo que liga bem-estar físico e mental à “idade psicológica” atua em ambas as direções. Se você se sente deprimido e fisicamente vulnerável, é provável que se sinta mais velho. O resultado disso pode ser um ciclo vicioso, com fatores psicológicos e físicos contribuindo para uma “idade subjetiva” mais avançada e uma saúde pior, o que faz com que nos sintamos ainda mais velhos e mais vulneráveis.

A análise de Stephan, que foi publicada no Journal of Psychosomatic Medicine – publicação da American Psychosomatic Society -, é o maior estudo dedicado ao efeito da “idade subjetiva” sobre as taxas de mortalidade até hoje. “Essas associações são comparáveis ou mais fortes que a contribuição da idade cronológica (para as questões relacionadas à saúde)”, diz ele.

Em outras palavras, a “idade subjetiva” pode ser um indicativo melhor sobre a situação da nossa saúde do que a data impressa na certidão de nascimento.

Com isso em mente, muitos cientistas estão tentando identificar os fatores sociais e psicológicos que determinam esse complexo processo. Quando passamos a sentir que nossos corpos e nossas mentes estão operando em escalas diferentes? E por que isso acontece?

Juntamente com a professora Nicole Lindner, Nosek, da Universidade da Virgínia, investigou as formas como a discrepância entre as idades subjetiva e cronológica evoluem durante a vida.

Eles constataram, por exemplo, que a maioria das crianças e adolescentes se sentem mais novos do que realmente são, algo que só aumenta com o tempo. Conforme Nosek e Lindner escrevem no estudo, “é como se o envelhecimento subjetivo acontecesse em Marte, e um ano na Terra valesse 5,3 anos marcianos”.

Alguns psicólogos acreditam que uma “idade subjetiva” mais jovem seria uma forma de autodefesa, nos protegendo de estereótipos negativos de idade – como visto em um estudo feito por Anna Kornadt, da Universidade de Bielefeld, na Alemanha.

Em sua pesquisa, ela perguntou aos participantes se eles se sentiam mais velhos ou mais jovens do que realmente são em diferentes áreas da sua vida – no trabalho, na vida pessoal, por exemplo.

E constatou que as “idades subjetivas” das pessoas eram mais baixas quando os estereótipos negativos de idade eram mais prevalentes – como trabalho, saúde e finanças -, reforçando a ideia de que esse pensamento ajudaria as pessoas a se distanciarem das conotações negativas do seu grupo etário.

Acreditar que “eu posso ter 65, mas me sinto com 50” pode significar que você está menos preocupado com sua performance no trabalho, por exemplo. Kornadt também descobriu que pessoas com uma “idade psicológica” menor tendem a imaginar seu futuro eu de uma forma mais positiva.

 

 

 

 

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*Fonte: resilienciamental

Como será a alimentação do futuro?

Inovações tecnológicas e mudanças no comportamento do consumidor prometem revolucionar a indústria de alimentos

Você já parou para pensar como será a comida do futuro? Esse exercício permite imaginar inúmeras possibilidades a partir das inovações que já estão revolucionando a produção de alimentos e a maneira como são consumidos. Além disso, leva a refletir sobre o papel da indústria alimentícia nesse contexto de intensas transformações.

São novos tempos em que consumidores cada vez mais conscientes buscam produtos que estejam conectados com seu estilo de vida, seus valores e suas necessidades. Nos próximos anos, a tendência é que esse comportamento se intensifique.

Mas, além de atender às novas demandas de consumo, é preciso buscar soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável.

As projeções indicam que até 2050 a população mundial será de 9 bilhões, portanto, a indústria de alimentos se vê diante de um grande desafio: pensar em como alimentar tantas pessoas preservando os recursos naturais e ainda proporcionar experiências completas e diferenciadas.

Os relatórios divulgados anualmente pelas agências de pesquisa de mercado sugerem alguns dos caminhos que a indústria pode trilhar com base no comportamento e preferências dos consumidores. O mesmo vale para as inovações em processos, equipamentos e ingredientes lançados com cada vez mais frequência por empresas e startups.

Confira as principais tendências e tecnologias que devem marcar o futuro do setor de alimentos no mundo.

Mais comida, menos impacto

A carne é um bom exemplo de diversidade de iniciativas que estão mirando o futuro da alimentação. A produção de carne bovina tem como consequências o desmatamento de áreas verdes para formação de pastos, o consumo de grande quantidade de água durante a fabricação, e à emissão de gases de efeito estufa.

A escassez desses recursos, que deixará o alimento cada vez mais caro, e o crescimento contínuo do público vegano já fizeram surgir diversas inovações no mercado na busca por seu substituto. O consumo de insetos como fonte de proteína é uma delas. Existem quase 2 mil espécies comestíveis, que podem ser transformadas em farinha ou carne processada.

Dentro do conceito Plant Based Diet, as proteínas vegetais surgem como outra opção para o futuro da alimentação. A startup californiana Impossible Foods atraiu investidores bilionários, como o Google e o co-fundador da Microsoft Bill Gates, que apostaram US$ 250 milhões na criação de um hambúrguer a base de vegetais como alternativa ao de carne animal.

O Impossible Burger é um hambúrguer que simula com tamanha realidade a experiência de comer um lanche que chega a “sangrar”. O efeito foi alcançado com uma combinação de ingredientes que inclui beterraba, trigo, proteína de batata e óleo de coco.

A carne natural desenvolvida em laboratório também será uma realidade em breve. Empresas do Vale do Silício têm apostado desde 2013 em pesquisas no conceito Clean Meat (carne limpa e feita em laboratório).

A marca holandesa MosaMeat, que desenvolve a engenharia de tecido animal a partir de células tronco, diz que no futuro será possível criar filés, lombos e até asas de frango em laboratório.

Em entrevista para o programa Globo Rural, o professor de fisiologia da Universidade de Maastrich (Holanda) e fundador da empresa, Mark Post, disse que o hambúrguer sintético estará no mercado até 2021.

Em outra frente, a gigante do ramo de trabalho colaborativo WeWork anunciou aos seus 6 mil funcionários em todo o mundo, em julho deste ano, que retirou a carne do seu cardápio. A startup comunicou que não irá mais custear refeições que contenham qualquer tipo de carne vermelha, de ave ou de porco nos eventos da WeWork. No e-mail comunicado, o cofundador da empresa, Miguel McKelvey argumentou que “as novas pesquisas indicam que evitar carne é uma das melhores coisas que um indivíduo pode fazer para reduzir seu impacto pessoal no meio ambiente”.

 

Nova experiência de compra

A indústria 4.0 é um movimento que começa a revolucionar as fábricas, comércios e restaurantes por meio da automação. Muitas iniciativas já estão em funcionamento e trabalham pelo futuro da alimentação.

A Amazon inaugurou em 2018 seu primeiro teste de loja inteligente, em Seatle, nos Estados Unidos. Na Amazon Go não há caixas nem atendentes. Para fazer as compras, basta instalar o app da marca, que identifica o produto por meio de um sistema de QR Codes e depois manda a conta direto para o cartão de crédito do cliente.

No lado oriental do planeta, a gigante do e-commerce chinês Alibaba está investindo bilhões de dólares em lojas físicas para ampliar a sua influência fora da internet. A empresa aposta em soluções tecnológicas para oferecer novas experiências aos consumidores.

Um exemplo é parceria entre a Alibaba e a Guess, que criaram o Fashion Al, um novo sistema que integra inteligência artificial para fazer recomendações de produtos, ajudando os clientes em decisões de compra.

A startup Creator, também dos Estados Unidos, é mais um exemplo: inaugurou neste ano um restaurante onde a produção do hambúrguer é totalmente automatizada, rápida e barata. Os clientes fazem o pedido em um tablet, o equipamento então mói e frita a carne, enquanto outra parte da máquina seleciona os ingredientes em um processo que leva cinco minutos. São quatro opções de lanches que custam, em média, US$ 6,00.

Essas são apenas algumas iniciativas que mostram como a automatização de processos irá influenciar no futuro da alimentação, e a indústria de alimentos pode tirar proveito disso oferecendo produtos pensados especificamente para esses espaços.

Sustentabilidade marcada pelo propósito

O descarte indevido e a poluição gerada por produtos como o plástico têm gerado debates importantes sobre como diminuir o impacto desse material na natureza. Em países da Europa foram implantadas políticas para banir totalmente seu uso até a próxima década.

Recentemente, a Starbucks anunciou que irá eliminar os canudos plásticos de seus restaurantes e, nessa mesma linha, o McDonalds parou de entregar os canudos aos clientes a não ser que eles peçam.

A busca por soluções mais sustentáveis se reflete diretamente nas embalagens de alimentos e pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de ideias inovadoras. Embalagens comestíveis, embalagens capazes de preservar alimentos por quase um mês ou feitas com menos materiais poluentes são algumas das alternativas que se apresentam para o futuro.

Hortas urbanas

In.farm Como será a alimentação do futuro | Flavors & Botanicals

No futuro, as mudanças climáticas devem afetar a distribuição da população ao redor do globo, concentrando ainda mais as estruturas urbanas. Outra consequência é a diminuição de áreas de plantio de alimentos. Para solucionar esse problema, existem projetos como as fazendas urbanas: galpões e edifícios onde plantas são cultivadas com auxílio de tecnologias que controlam fatores como irrigação e iluminação.

Um exemplo que já saiu do papel é a startup alemã Infarm, que desenvolve estufas para hortas dentro de um galpão utilizando produtos regionais e depois as revende a restaurantes e mercados.

Saudabilidade

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e seletivos com o que comem. Eles não só buscam opções de produtos feitos com ingredientes saudáveis como exigem transparência sobre os métodos de produção e componentes presentes nas formulações.

Isso tem levado marcas consagradas como a Coca-Cola a pensar em alternativas para suas bebidas. Nos últimos anos, a companhia refez as receitas de 60 produtos, 42 deles com menos teor de açúcar.

Outro exemplo é o da PepsiCo, que está apostando na diversificação do portfólio, com a redução do sódio e o açúcar na fórmula de seus produtos, e na repaginação de suas marcas com apelo mais natural, como a dos salgadinhos Eqlibri.

A Mars, a fabricante do chocolate Twix, tem como meta indicar em todas as suas embalagens que o produto deve ser consumido apenas ocasionalmente. Isso deve ser feito até 2021.

Em todos os movimentos das indústrias para navegar com sucesso no gigantesco mar da saudabilidade, o desafio é promover essas mudanças sem prejudicar outro fator decisivo de venda: o sabor.

Umas das estratégias que as gigantes globais têm adotado para atender com maior velocidade as exigências dos consumidores por produtos saudáveis é de aquisições e fusões.

No Brasil, por exemplo, a Unilever comprou, em 2017, a Mãe Terra. De olho no mercado latino-americano, a Nestlé anunciou, em fevereiro de 2018, a aquisição de mais de 50% da Terrafertil, uma empresa equatoriana que vende alimentos naturais e orgânicos.

Em paralelo às movimentações relacionadas às formulações dos produtos, outras frentes de pesquisa e inovação tecnológica têm buscado formas de ajudar o consumidor a saber exatamente quais ingredientes e calorias têm no seu prato de comida.

A empresa canadense TellSpec está trabalhando no projeto de um scanner portátil de alimentos que possa informar sobre ingredientes específicos e macronutrientes, incluindo alérgenos e toxinas. O dispositivo israelense SCiO utiliza tecnologia semelhante, mas foi projetado para identificar o conteúdo molecular de alimentos, medicamentos e até mesmo plantas.

As iniciativas voltadas à saudabilidade na alimentação esboçam soluções, inclusive, que podem vir da nutrigenômica, um campo que combina genética e ciência nutricional, para descobrir o que cada um deve ou não deve comer. Com o sequenciamento do DNA de uma pessoa, que revela informações valiosas sobre as necessidades do seu organismo, um aplicativo inteligente poderia informá-la sobre qual comida deve comer e o que deve evitar, permitindo uma dieta personalizada que a leve ter uma vida longa e saudável.

Não há futuro da alimentação para ser previsto. Existem vários sinais emergentes de futuros possíveis. É fundamental estar atento e preparado para eles. Mas, antes de tudo, é essencial que cada empresa entenda o seu propósito para vislumbrar futuros possíveis e cumprir seu papel na alimentação da população. Só assim é possível sair na frente propondo soluções em novos produtos e serviços que atendam às mais diversas demandas do mercado.

Desafiadas pelas mudanças no comportamento do consumidor e as projeções de crescimento populacional nas próximas décadas, as indústrias de alimentos precisam estar atentas e preparadas para os caminhos que apontam para o futuro. A busca de soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável e as inovações tecnológicas prometem revolucionar a indústria de alimentos. Como sua marca está se preparando para o futuro?

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*Fonte: duasrodas