O que você come tem o poder de reprogramar seus genes. Especialista explica como

As pessoas normalmente pensam em comida como calorias, energia e sustento. No entanto, as evidências mais recentes sugerem que os alimentos também “falam” com nosso genoma, que é o modelo genético que direciona a maneira como o corpo funciona até o nível celular.

Essa comunicação entre alimentos e genes pode afetar sua saúde, fisiologia e longevidade . A ideia de que os alimentos transmitem mensagens importantes ao genoma de um animal é o foco de um campo conhecido como nutrigenômica .

Esta é uma disciplina ainda em sua infância, e muitas questões permanecem envoltas em mistério. No entanto, nós pesquisadores já aprendemos muito sobre como os componentes dos alimentos afetam o genoma .

Sou um biólogo molecular que pesquisa as interações entre alimentos , genes e cérebros no esforço de entender melhor como as mensagens alimentares afetam nossa biologia. Os esforços dos cientistas para decifrar essa transmissão de informações podem um dia resultar em vidas mais saudáveis ​​e felizes para todos nós.

Mas até então, a nutrigenômica desmascarou pelo menos um fato importante: nossa relação com a comida é muito mais íntima do que imaginávamos.

A interação de alimentos e genes
Se a ideia de que os alimentos podem conduzir processos biológicos interagindo com o genoma parece surpreendente, não é preciso procurar mais do que uma colméia para encontrar um exemplo comprovado e perfeito de como isso acontece. As abelhas operárias trabalham sem parar, são estéreis e vivem apenas algumas semanas.

A abelha rainha, sentada no fundo da colmeia, tem uma vida útil que dura anos e uma fecundidade tão potente que dá à luz uma colônia inteira.

E, no entanto, abelhas operárias e rainhas são organismos geneticamente idênticos. Eles se tornam duas formas de vida diferentes por causa da comida que comem . A abelha rainha se banqueteia com geleia real ; abelhas operárias se alimentam de néctar e pólen.

Ambos os alimentos fornecem energia, mas a geleia real tem uma característica extra: seus nutrientes podem desbloquear as instruções genéticas para criar a anatomia e a fisiologia de uma abelha rainha.

Então, como a comida é traduzida em instruções biológicas? Lembre-se que os alimentos são compostos por macronutrientes . Estes incluem carboidratos – ou açúcares – proteínas e gorduras.

Os alimentos também contêm micronutrientes, como vitaminas e minerais. Esses compostos e seus produtos de degradação podem acionar interruptores genéticos que residem no genoma .

Como os interruptores que controlam a intensidade da luz em sua casa, os interruptores genéticos determinam quanto de um determinado produto genético é produzido. A geleia real, por exemplo, contém compostos que ativam controladores genéticos para formar os órgãos da rainha e sustentar sua capacidade reprodutiva.

Em humanos e camundongos, os subprodutos do aminoácido metionina, que são abundantes em carnes e peixes, são conhecidos por influenciar os seletores genéticos que são importantes para o crescimento e divisão celular .

E a vitamina C desempenha um papel em nos manter saudáveis, protegendo o genoma do dano oxidativo ; também promove a função de vias celulares que podem reparar o genoma se for danificado.

Dependendo do tipo de informação nutricional, dos controles genéticos ativados e da célula que os recebe, as mensagens nos alimentos podem influenciar no bem-estar, no risco de doenças e até na expectativa de vida . Mas é importante notar que, até o momento, a maioria desses estudos foi realizada em modelos animais, como as abelhas.

Curiosamente, a capacidade dos nutrientes de alterar o fluxo de informação genética pode se estender por gerações. Estudos mostram que em humanos e animais, a dieta dos avós influencia a atividade dos interruptores genéticos e o risco de doenças e mortalidade dos netos.

Causa e efeito
Um aspecto interessante de pensar a comida como um tipo de informação biológica é que ela dá um novo significado à ideia de uma cadeia alimentar. De fato, se nossos corpos são influenciados pelo que comemos – até um nível molecular – então o que a comida que consumimos “come” também pode afetar nosso genoma.

Por exemplo, comparado ao leite de vacas alimentadas com capim, o leite de gado alimentado com grãos tem diferentes quantidades e tipos de ácidos graxos e vitaminas C e A. Então, quando os humanos bebem esses diferentes tipos de leite, suas células também recebem mensagens nutricionais diferentes.

Da mesma forma, a dieta de uma mãe humana altera os níveis de ácidos graxos, bem como vitaminas como B-6, B-12 e folato que são encontrados no leite materno. Isso pode alterar o tipo de mensagens nutricionais que atingem os próprios interruptores genéticos do bebê, embora isso tenha ou não efeito no desenvolvimento da criança seja, no momento, desconhecido.

E, talvez sem que saibamos, também fazemos parte dessa cadeia alimentar. A comida que comemos não mexe apenas com os interruptores genéticos em nossas células, mas também com os dos microorganismos que vivem em nossos intestinos, pele e mucosa .

Um exemplo impressionante: em camundongos, a quebra de ácidos graxos de cadeia curta por bactérias intestinais altera os níveis de serotonina , um mensageiro químico cerebral que regula o humor, a ansiedade e a depressão , entre outros processos.

Aditivos alimentares e embalagens
Ingredientes adicionados nos alimentos também podem alterar o fluxo de informação genética dentro das células. Pães e cereais são enriquecidos com folato para prevenir defeitos congênitos causados ​​por deficiências desse nutriente.

Mas alguns cientistas levantam a hipótese de que altos níveis de folato na ausência de outros micronutrientes naturais , como a vitamina B-12, podem contribuir para a maior incidência de câncer de cólon nos países ocidentais, possivelmente afetando as vias genéticas que controlam o crescimento .

Isso também pode ser verdade com produtos químicos encontrados em embalagens de alimentos. O bisfenol A, ou BPA, um composto encontrado no plástico, aciona marcadores genéticos em mamíferos que são críticos para o desenvolvimento, crescimento e fertilidade .

Por exemplo, alguns pesquisadores suspeitam que, tanto em modelos humanos quanto em animais , o BPA influencia a idade de diferenciação sexual e diminui a fertilidade, tornando os interruptores genéticos mais propensos a serem ativados.

Todos esses exemplos apontam para a possibilidade de que a informação genética nos alimentos possa surgir não apenas de sua composição molecular – os aminoácidos, vitaminas e afins – mas também das políticas agrícolas, ambientais e econômicas de um país, ou da falta de deles.

Os cientistas só recentemente começaram a decodificar essas mensagens genéticas de alimentos e seu papel na saúde e na doença. Nós, pesquisadores, ainda não sabemos exatamente como os nutrientes agem nos interruptores genéticos, quais são suas regras de comunicação e como as dietas das gerações passadas influenciam sua progênie.

Muitos desses estudos até agora foram feitos apenas em modelos animais, e ainda há muito a ser trabalhado sobre o que as interações entre alimentos e genes significam para os seres humanos.

O que está claro, porém, é que desvendar os mistérios da nutrigenômica provavelmente fortalecerá as sociedades e gerações presentes e futuras.A conversa


Monica Dus , Professora Assistente de Biologia Molecular, Celular e do Desenvolvimento, Universidade de Michigan .
*Este artigo é republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original ……………………………………………………………….
*Fonte: sabersaude

Afinal, o que são e de onde surgem as verrugas?

Você certamente já viu uma pessoa com uma proeminente manchinha na pele — a famosa verruga. Via de regra, ela pode aparecer na pele de alguém a qualquer momento, e em muitos casos acaba sumindo da mesma forma como apareceu.

Em linhas gerais, as verrugas são pequenos crescimentos benignos na pele, muitas vezes causados pelo vírus HPV. Na maior parte dos casos elas são inofensivas, indolores e podem aparecer em qualquer parte do corpo, da cabeça aos pés.

Outro detalhe curioso sobre as verrugas é que elas podem surgir de maneira isolada ou em grupo. Nesses casos, é preciso usar medicamento para acelerar o processo de desaparecimento ou até mesmo realizar algum procedimento específico com essa finalidade, como a cauterização.

Quais são os tipos de verrugas?
Nosso corpo pode apresentar diversos tipos de verrugas, variando de acordo com o seu tamanho e aspecto. Confira as mais conhecidas a seguir:

Verruga plantar: esse tipo de verruga ficou conhecida como olho de peixe, e geralmente costuma aparecer nas solas ou plantas dos pés, sendo mais difíceis de tratar. Muitas pessoas confundem elas com calos;
Verruga genital: como o próprio nome dá a entender, elas aparecem em regiões genitais, perianal, oral e na uretra, e muitas vezes possuem ligação com alguma DST. Acabam sendo mais resistentes a tratamentos e, apesar de benignas, é preciso atenção pois podem ser o início de algum tumor maligno;
Verruga periungual: possui aspecto similar ao de uma verruga, e costuma aparecer nos arredores das unhas. Também são benignas;
Verruga subungal: parecidas com as verrugas comuns, mas aparecem na parte de baixo das unhas. Acaba passando despercebida por mulheres que usam esmaltes escuros, e costumam fazer com que as unhas cresçam de maneira torta ou com ondulações;
Verruga comum: são geralmente arredondadas e de aspecto áspero, além de apresentar coloração diferente do tom da pele. São mais visíveis em áreas com atrito em nosso corpo, como mãos, joelhos, cotovelos e dedos;
Verruga filiforme: de aspecto mais fininho, ela é benigna e lembra um fio. Surge com mais facilidade em pessoas com imunidade baixa ou de idades mais avançadas, geralmente no rosto, pescoço ou pálpebras;
Verruga plana: de aspecto achatado e com coloração amarelada, essa verruga geralmente aparece no rosto e precisa de mais cuidado, pois pode levar ao desenvolvimento de outras doenças.

Há algum sinal que indica o nascimento de uma verruga?
Em geral, pontos em que uma verruga está prestes a nascer tendem a ficar com a superfície mais áspera. Também vale ficar atento a sinais de dores: apesar de boa parte delas não causarem nenhum mal, em alguns casos existe a chance de sentir algum incômodo na área em que ela vai brotar.

*Por Douglas Vieira
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*Fonte: megacurioso

Estudo diz que café pode deixar marcas profundas no cérebro

Uma pesquisa conjunta das universidades de Lille e Estrasburgo, ambas na França, demonstrou que hábito de tomar café pela manhã pode deixar marcas profundas no cérebro. Mas calma, não é porque são marcas que elas são negativas, muito pelo contrário.

De acordo com os pesquisadores, uma xícara diária de café pela manhã não só tem um efeito despertador nas pessoas, mas também causa melhorias nas funções cognitivas. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Investigation e replicados na prestigiada revista Nature.

Café melhorou aprendizado e memória das cobaias
Nos testes em modelos animais, os pesquisadores analisaram os efeitos da cafeína nos neurônios e em outras células cerebrais de camundongos. Para isso, durante duas semanas, os animais foram alimentados com água com infusão de cafeína.

No final deste período, os pesquisadores analisaram o hipocampo dos roedores. Essa área é uma região do cérebro muito importante para o aprendizado e a memória. Nos roedores que receberam cafeína, houve uma mudança significativa na atividade das células cerebrais.

Efeitos potencialmente duradouros
Em resumo, houve uma redução na síntese de proteínas no metabolismo, ao mesmo tempo que as proteínas relacionadas à sinalização e plasticidade dos neurônios ficaram mais ativas. As cobaias também foram submetidas a algumas tarefas de aprendizagem.

Isso permitiu aos cientistas aumentarem a atividade genética de processos importantes, como a formação de memórias, nos camundongos que tomaram café. E esse efeitos foram bastante duradouros, já que novos testes foram feitos duas semanas depois.

Nestes novos testes, a equipe analisou novamente o hipocampo dos camundongos, mesmo depois que eles tinham parado de receber café diariamente. As mudanças permaneceram, o que sugere que a cafeína pode causar alterações duradouras no cérebro.

*Por Edson Kaique Lima
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*Fonte:

Existe ordem certa para comer uma refeição?

Você em algum momento já parou para pensar se a ordem na qual comemos os alimentos de uma refeição pode interferir nos processos metabólicos do nosso organismo? Será que a alteração dos fatores altera o resultado nesta situação?

Normalmente aqui no Brasil misturamos muitos tipos de alimentos de uma vez só e pelo país ser muito grande podem ser encontrados diversos tipos de cultura e costumes, mas geralmente, em uma refeição básica, encontramos a salada no início; e depois o prato principal, que na maioria dos casos possui o arroz, o feijão — ou alimentos feitos à base de algum outro tipo de grão, como cuscuz ou macarrão —, uma proteína, como carne vermelha ou frango, além de acompanhamentos como batata e farofa, para citar alguns poucos.

Na Itália, por exemplo, há um outro hábito: existe um momento antes da refeição principal dedicado a pães, antepastos, queijos e embutidos; depois disso, é servido o primeiro prato principal, geralmente um carboidrato como macarrão ou risoto; depois um segundo prato, composto por carnes e saladas ou legumes, e por fim a sobremesa.

A ordem dos alimentos realmente importa?
Os alimentos devem ser comidos em uma determinada ordem. (Fonte: Shutterstock)

A resposta é sim! De acordo com o que comemos e com a ordem do que ingerimos, o nosso organismo irá funcionar de maneira diferente, principalmente sob a visão da glicemia. De uma maneira geral, a melhor ordem a ser seguida é esta:

1. Proteína
2. Fibra
3. Gordura
4. Carboidrato

Sobre obesidade e diabetes
Pesquisas sobre a ordem da ingestão dos alimentos revelam que a glicemia é um fator muito importante para a nossa saúde alimentar. Para entendermos isso melhor, precisamos ter em mente que nosso corpo possui um hormônio chamado glucagon. Produzido no pâncreas, ele tem um efeito oposto ao da insulina e aumenta o açúcar no sangue, servindo como uma espécie de reserva de glicose.

O consumo de fontes de proteína, seguido por fibras e gorduras atua na secreção de uma substância muito parecida com o glucagon: um peptídeo chamado GLP1. Este peptídeo “engana” o organismo, dando a entender que os níveis de açúcar estão altos e isso impede a liberação do glucagon.

Ou seja: a ingestão de proteínas, fibras e gorduras antes da ingestão do carboidrato é importante, pois há a redução da glicose pós-prandial (aquela que aumenta assim que fazemos uma refeição) que reflete no emagrecimento, atrasa o esvaziamento gástrico e diminui a produção de insulina, cuja função é colocar o açúcar dentro das células, além de trazer melhoras para pacientes diabéticos e obesos.

Sobre a saciedade
Buscar a saciedade poder ser a chave para uma alimentação melhor. (Fonte: Shutterstock)

Outra vantagem de comermos na ordem certa os elementos de uma refeição é a sensação de saciedade, pois ingerimos primeiro os alimentos poucos calóricos e ricos em fibras e nutrientes.

Normalmente, pessoas que desejam emagrecer escolhem comer as saladas, os vegetais e as verduras primeiro, pois são ricos em fibras e têm a função de redução na ingesta energética, além de aumentarem o tempo do esvaziamento gástrico e diminuírem a insulina, regulando a glicemia e aumentando a sensação de estarmos satisfeitos.

Absorção de nutrientes
A ordem da ingestão de alimentos também interage na absorção de nutrientes. Aqui vou explicar algumas situações que podem prejudicar ou beneficiar este processo:

Fatores antinutricionais: são substâncias químicas presentes nos alimentos e que atrapalham na absorção de nutrientes por meio da redução da biodisponibilidade de minerais. São eles: fitatos, oxalatos, taninos, polifenóis etc. contidos em chás, café, vinho, chocolate, feijão (por isso também é indicado deixar o grão de molho por pelo menos 8 horas antes do preparo);
Ferro e vitamina C: frutas que possuem vitamina C, como laranja, abacaxi, acerola, limão etc. ajudam e facilitam na absorção do ferro. Assim, comer um belo prato de comida com um bife e logo em seguida chupar uma laranja ou tomar um suco dessa fruta é uma opção superválida;
Ferro e cálcio: quando ingeridos juntamente, o cálcio pode prejudicar e interferir na absorção do ferro, ou seja, é um fator inibidor da absorção desse elemento. Assim, é recomendado que esses minerais sejam consumidos de forma separada por um período de tempo significante;
Vitaminas lipossolúveis: são vitaminas que precisam de um meio gorduroso para se dissolver. São elas: vitamina A, D, E e K. Por isso, o recomendado é que alimentos que sejam fontes dessas substâncias sejam consumidos com ingredientes que possuam gorduras;
Vitaminas hidrossolúveis: são as que se dissolvem em água, como a B e a C.

Por que a sobremesa é a última coisa que comemos?
Alimentos com muito açúcar devem ser deixados por último nas refeições. (Fonte: Shutterstock)

O mais indicado é que primeiramente devemos consumir alimentos ricos nutricionalmente e só depois ingerir doces, pois a sobremesa dá maior saciedade momentânea. Isso porque ela rica em açúcares, ou seja, carboidratos, fazendo com que sua absorção seja imediata. Assim, os alimentos mais nutritivos que já comemos ajudam a retardar esse processo.

Comer e beber
Para tudo existe o equilíbrio — e o ato de comer e beber simultaneamente é sempre discutido e as dúvidas são bem frequentes. A verdade é que não há problemas em realizar uma refeição com um copo pequeno de água ou até mesmo de suco natural, mas é necessário observar que este volume de líquido deve ser pequeno para evitar uma expansão do estômago e a dificuldade da absorção e da digestão.

Para o consumo de líquidos durante a refeição, é preferível a água, pois as demais bebidas (vinhos, refrigerantes, chás, sucos naturais e artificiais) podem causar um importante aumento calórico e atrapalhar na absorção de minerais.

Investir no momento de cada refeição
Nós nutricionistas respeitamos muito o momento da refeição — ele deve ser preservado, mas por quê? Pelo simples fato que o ato de se alimentar proporciona prazer e dá qualidade de vida. E além disso, é a alimentação que vai nos garantir uma vida equilibrada e saudável.

Porém existem algumas boas dicas para você transformar esse momento em algo melhor e mais bem aproveitado:

Mastigar bem, pois além de facilitar as próximas etapas da digestão, esse processo já começa na boca;
Comer boas variedades de alimentos;
Reservar um local aconchegante e calmo para fazer as refeições;
Prestar atenção no alimento ingerido, saboreá-lo e entendê-lo;
Preparar a comida e sentir prazer ao fazê-la;
Evitar eletrônicos e televisão na hora da refeição;
Não comer rapidamente.

*Por Marcela Andrade Lopes
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*Fonte: megacurioso

5 Maneiras simples para nunca mais roncar

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que ronca feito um trator quando está dormindo. E se você não conhece, é bem provável que essa pessoa seja você. Esse barulho colossal costuma ser um incomodo para as outras pessoas ou até para nós mesmos — visto que roncar pode ser um sinal de que você não está respirando direito enquanto dorme.

Porém, as pessoas tendem a lidar com o ronco como se fosse algo completamente natural na vida e de que não há nada no mundo que possa ser feito para interromper esse bizarro barulho que sai de nossas narinas. Isso, no entanto, não é verdade. Veja só cinco maneiras simples para interromper de uma vez por todas seu ronco incessante!

1. Dormir de lado
A pior coisa que uma pessoa com problemas de respiração pode fazer é dormir com a barriga apontada para cima ou para baixo. Essas são posições que facilitam o ronco, porque contraem o espaço entre a base da língua e a parte de trás da garganta. Com isso, você produzirá mais vibrações ruidosas durante a noite.

Então, o primeiro passo é sempre buscar pegar no sono virado de lado. Além de ser uma posição excelente para a sua coluna, dormir de lado libera espaço para a passagem citada anteriormente e evita que o ronco apareça mais forte sem a necessidade de qualquer equipamento especial.

2. Reduzir o álcool
Essa pode ser uma medida mais complicada para aqueles que adoram uma noite de bebedeira e brindar com os amigos, mas costuma garantir uma melhora significativa na qualidade do sono. Principalmente para quem ronca mais no fim de semana, a ingestão de álcool costuma ser a principal culpada por tudo.

Beber tende a relaxar os músculos da língua para mais do que o seu estado normal de repouso. Isso faz com que pessoas que possuem até mesmo o sono mais silencioso do mundo se tornem potentes roncadores. Portanto, tente reduzir consideravelmente seu consumo de álcool — sobretudo nas horas antes de dormir.

3. Protetor bucal
O protetor bucal não é só uma ferramenta usada por lutadores, jogadores de futebol americano ou seja lá qual mais modalidade esportiva. Essa ferramenta é outra maneira de manter as passagens de ar limpas enquanto você está em um estado profundo de relaxamento durante o sono.

Um dispositivo desse bem ajustado pode mover a sua mandíbula para frente e ajudar a sua língua a ficar plana. O mais recomendado é conversar com seu dentista para que ele faça um molde personalizado para sua boca. Outra ideia são os chamados dispositivos de estabilização da língua.

4. Travesseiros limpos
Em diversos casos, o ambiente em que você está dormindo pode ser o verdadeiro causador do seus problemas para respirar durante o sono — principalmente para quem é bastante alérgico. Quartos sujos ou muito empoeirados são um problema para as vias aéreas.

Logo, é essencial deixar tudo sempre limpinho. Os travesseiros, inclusive, são as peças mais essenciais já que são neles que você descansa sua cabeça todas as noites. Por esse motivo, é bom que você os lave várias vezes por ano.

5. Tira nasal
Em último dos casos, outra ferramenta que você pode implementar para acabar com o seu ronco são as famosas tiras nasais. Além de ser nem um pouco invasivo, esse procedimento costuma ter altos índices de sucesso.

Basta colocar essa fita adesiva na parte externa do nariz, o que aplicará uma tensão para dilatar as vias nasais. Os dilatadores nasais internos também existem e foram considerados mais eficazes do que os externos. Entretanto, talvez o desconforto de usá-los seja um pouco maior.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

8 razões para incluir a bike na sua rotina

Especialistas dão dicas e falam sobre os benefícios de pedalar por aí

O apelo da indústria automobilística é grande, com lançamentos e novidades chegando o tempo todo. Mas o transporte individual em automóveis traz uma série de riscos e impactos negativos, para a gente e para o planeta. Além da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, o que prejudica todos nós, a vida dentro de um carro inclui mais engarrafamento, mais gastos com combustível, seguro, manutenção e impostos, e preocupações.

Em centros urbanos existem muitas alternativas, com grandes benefícios para a saúde, para o bolso e para o meio ambiente. O transporte público é uma delas, caminhar sempre que possível é outra. E temos a bicicleta, modal que ganhou espaço durante a pandemia e tem se tornado prioridade no planejamento urbano em cidades de todo o mundo.

O uso da bicicleta diminui os congestionamentos, a poluição do ar, evita possíveis aglomerações em alguns transportes públicos, economiza tempo e de quebra ainda traz a oportunidade de incluir uma atividade física na rotina e observar a cidade com outros olhos.

Por que a bike?
A Tembici, empresa de micromobilidade na América Latina, separou 8 dicas que podem te motivar a tornar a bike parte da sua rotina.

1. Tira você do trânsito
Percorrer distâncias em até 30 minutos pode ser mais rápido do que utilizar transporte público, pois andar de bike permite fugir dos engarrafamentos e reduz o tempo do deslocamento. Além disso, só o fato de fazer uma atividade física enquanto vai ao trabalho já diminui sua irritação nas ruas.

2. Produtividade no trabalho
Outro fator importante que a bike proporciona é que o tempo que você gastaria dirigindo até o seu local de trabalho, poderá gastar cuidando da sua saúde. Além disso, vai economizar muito dinheiro com gasolina! Estudos comprovaram também que pessoas que se exercitam têm uma melhora de 65% na qualidade do sono. A consequência disso? Mais produtividade

3. Melhora o estresse
Quem anda regularmente de bike é mais resistente a doenças emocionais, como a depressão e ansiedade, além de aliviar o estresse. Depois daquela reunião interminável ou aquela DR com o crush, ao invés de ficar remoendo o assunto, dê uma volta no bairro ou vá até o parque mais próximo. Além de te ajudar a refletir, você vai voltar muito mais renovado.

4. Fortalece a musculatura
Se associada a uma dieta saudável, a rotina em pedalar tonifica os músculos, pois ciclismo trabalha musculatura posterior da coxa, panturrilha, glúteos, quadríceps, além do abdômen, ombros, braços e antebraço.

5. Economia
Um ponto onde normalmente gastamos uma parcela considerável do orçamento é nosso deslocamento diário — seja com a utilização transporte público ou com a manutenção de um automóvel, uma despesa ainda maior. E por considerarmos esse um gasto básico e imprescindível, raramente pensamos em mudar a forma de deslocamento, mas vamos avaliar alguns números:

Considerando o valor atual da passagem em São Paulo, por exemplo, uma pessoa que utiliza transporte público duas vezes por dia gasta diariamente R$ 8,80. Em um mês, o custo total é de R$ 176. O plano anual do Bike Sampa custa R$ 160 e você pode fazer viagens ilimitadas.

6. Faz bem para o planeta
A magrela é um veículo movido pela força do condutor, sem precisar de combustível. Assim, a bicicleta não emite gases poluentes na atmosfera que causam o efeito estufa e o aquecimento global.

7. Sensação de liberdade
Não tem sensação melhor que se locomover tranquilamente de bicicleta por aquela fila de carros parados no congestionamento, não se sentir imobilizado no trânsito, poder olhar o chão e o céu, notar casas, pessoas, cheiros, sons, árvores e pássaros.

8. Novas amizades
Existem diversos grupos de ciclistas que pedalam juntos, percorrendo diversas rotas. Cm certeza dá para encontrar um grupo com o mesmo nível de condicionamento físico e intimidade com a bike que você e sair pedalando com a turma, de um jeito seguro e divertido.

Além das amizades com outros ciclistas, dá para dizer que a relação de amizade com a cidade também muda: você passa a reparar melhor nas ruas, calçadas e cantinhos do seu perscurso.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Os efeitos nocivos do açúcar no cérebro

A discussão científica sobre nutrição mudou muito nos últimos anos. Os últimos estudos revelam que o açúcar é uma das piores coisas para a saúde geral de uma pessoa, especialmente no caso da obesidade. Mas a maioria das pessoas não sabe que os efeitos nocivos do açúcar se espalham até o cérebro .

O uso de açúcar não está ligado apenas a problemas cardíacos e diabetes. Mas também causa todos os tipos de problemas em nossa mente. Neste artigo você pode aprender mais sobre os efeitos mais nocivos do açúcar. Mas antes de abordarmos essa questão, primeiro precisamos desfazer alguns dos mitos sobre o açúcar.

Há algum efeito prejudicial do açúcar?
Nós crescemos e estamos sobrecarregados com ideias idealistas sobre saúde e nutrição. Mas algumas dessas crenças são completamente incorretas. Por exemplo, aprendemos que comer gordura é o principal fator de risco para doenças cardíacas.

O açúcar tem sido promovido por muito tempo como uma substância completamente inofensiva sem nenhum efeito ruim na saúde. Mas uma pesquisa em 2016 revelou que a indústria do açúcar subornou pesquisadores ao longo da história. Com qual finalidade? Eles queriam manter os efeitos nocivos do açúcar escondidos. Porque agora sabemos que isso tem a ver com, por exemplo, câncer e doenças cardíacas.

É viciante
O vício em açúcar é um problema real. Todos os dias toca mais pessoas. As pessoas com esse distúrbio sentem que precisam usar mais e mais dessa substância para se sentir bem. De fato, quem quer que bane o açúcar de sua vida, experimenta sintomas desagradáveis ​​de inconsciência nos primeiros dias.

Depois que os viciados abandonam o uso de açúcar, por exemplo, eles podem sofrer de dores de cabeça, tontura, fraqueza muscular, ansiedade e estresse. Felizmente, esses sintomas não são permanentes. Eles duram apenas até o corpo funcionar sem essa substância.

Como esse vício funciona? Quando o corpo absorve açúcar, libera uma grande quantidade de endorfinas no cérebro. Então, quando não estamos tão satisfeitos com outros aspectos de nossas vidas, podemos pegar esse material para nos sentirmos bem.


Açúcar causa problemas de memória e insight

Um estudo da Universidade da Califórnia investigou os efeitos do consumo de frutose (um tipo de açúcar encontrado em frutas, vegetais e mel). Esta pesquisa revelou que a frutose tem um efeito prejudicial na formação das sinapses no cérebro. Quando você come muita frutose, a capacidade do cérebro de entender e formar novas conexões diminui.

A pesquisa também mostrou que as pessoas que comem muita frutose têm níveis mais baixos de BDNF. Esta substância ( fator neurotrófico derivado do cérebro ) tem um efeito fundamental na nossa capacidade de criar novas memórias e aprender novas informações.

Alguns estudos também sugerem que o consumo de açúcar pode estar diretamente relacionado à doença de Alzheimer. A comunidade médica está realmente pensando em classificar essa doença como diabetes tipo 3.


Afeta nosso humor

Mas não apenas nossas habilidades cognitivas estão em perigo. Nosso humor muda para um grau extremo devido à glicose. Porque a glicose tem um efeito sobre a insulina no corpo. Como resultado, os picos de açúcar podem causar depressão, ansiedade e mudanças bruscas de humor.

A longo prazo, esses efeitos nocivos do açúcar podem se tornar ainda piores.Quando ingerimos glicose, nossos cérebros liberam a serotonina. Esta substância é um dos neurotransmissores que nos dão uma sensação de prazer. Mas o suprimento dessa substância no corpo não é ilimitado. Porque toda vez que o cérebro libera a serotonina, a quantidade em seu cérebro diminui.

Uma pessoa que ingira quantidades excessivas de açúcar por longos períodos, depois de um tempo, achará difícil ter um sentimento positivo sustentado.

Impede de nos sentirmos saciados
Finalmente, estudos recentes descobriram que a glicose “seqüestra” nosso mecanismo de saciedade. Então, quando nós comemos muito dessa substância, isso levará a uma constante fome por esse motivo. Isso está diretamente relacionado à obesidade e ao excesso de peso.

Aqui estão os efeitos do açúcar na ocitocina e sua função no cérebro, o problema. Mas as consequências para o seu cérebro podem até ser mais preocupantes. Você quer evitar os efeitos nocivos do açúcar e manter uma boa saúde física e mental? Em seguida, tente reduzir o consumo de açúcar o máximo possível.

Artigo publicado no site Verken je Geest, para ler o texto original clique aqui

“Este conteúdo tem apenas o caráter informativo, portanto não deve jamais ser usado como ferramenta de diagnóstico. Para obter um diagnóstico confiável é recomendado que você consulte um profissional especializado antes de tomar ou abster-se de qualquer ação com base no conteúdo gratuito em nosso site.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Relax and Win”: A técnica para dormir em 2 minutos muito usada na Segunda Guerra

Como é frustrante quando temos sono, cansaço, mas ainda assim não conseguimos dormir. Você fica rolando na cama ou no sofá, sem conseguir tirar nem uma soneca.

Quando isso acontece, é extremamente desgastante. Não só você não descansou, como também não fez mais nada. Poderia ter usado esse tempo para algo produtivo em vez disso.

A boa notícia é que a capacidade de adormecer em dois minutos ou menos, em qualquer lugar e a qualquer momento, é uma habilidade como qualquer outra, que pode ser aprendida.

A técnica de como fazer isso foi desenvolvida por um pesquisador para ser utilizada por aviadores navais durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, ele a compartilhou com o mundo em um livro.

Como a técnica surgiu
Durante a Segunda Guerra Mundial, os militares dos EUA perceberam que tinham um grande problema em suas mãos.

Devido à pressão enorme dos combates aéreos, muitos de seus pilotos acumulavam níveis de estresse tão debilitantes que apagavam no meio das missões e/ou cometiam erros fatais.

Em um esforço para conter a perda de pilotos e aviões, os militares pediram à Bud Winter que pesquisasse, desenvolvesse e testasse um método científico para ensinar relaxamento aos combatentes americanos.

Antes da guerra, Winter tinha sido um ex-treinador de futebol americano universitário e de atletismo, e também havia trabalhado com professor de psicologia em técnicas para ajudar os atletas a relaxarem e terem um melhor desempenho sob o estresse das competições.

Objetivos
Winter passou a trabalhar em uma escola naval em Del Monte, na Califórnia, coordenando a criação de um curso para instruir cadetes a permanecer calmos sob as pressões do combate.

O objetivo do programa era ensinar os aviadores navais a relaxar, para que pudessem aprender mais rapidamente, acelerar seu tempo de reação, aprimorar o foco e diminuir o medo.

O curso também tinha como meta ensinar os aviadores de combate a conseguir dormir em dois minutos a qualquer hora, dia ou noite, sob qualquer e todas as condições. A ideia era garantir que os pilotos tivessem um sono adequado.

Para atingir o primeiro objetivo, Winter ensinou os homens a relaxar fisicamente. Para realizar o segundo, ensinou-lhes a relaxar mentalmente.

Aprenda
No livro “Relax and Win”, o autor explica como funciona seu programa e compartilha as instruções exatas que deu aos cadetes para ensiná-los a relaxar. Essas instruções estão resumidas neste artigo.

Para relaxar fisicamente:

“Sente-se em uma cadeira e coloque os pés no chão. Joelhos separados, mãos frouxas no seu colo. Agora, feche os olhos e deixe cair o queixo até que ele descanse em seu peito.

Respire devagar, profunda e regularmente. Tire todas as rugas da sua testa. Relaxe o seu couro cabeludo. Apenas se entregue. Agora deixe sua mandíbula cair. Deixe-a aberta. Agora relaxe o resto dos músculos do seu rosto. Até relaxe sua língua e seus lábios. Apenas deixe-os soltos. Respire devagar.

Agora, vamos relaxar os oito músculos que controlam seus olhos. Deixe-os soltos em suas órbitas. Sem foco, apenas deixe-os relaxados. Respire devagar.

Agora deixe seus ombros tão baixos quanto conseguir. Você acha que já estão baixos, mas deixe-os ir mais para baixo. Você sentiu os músculos na parte de trás do seu pescoço ficarem flácidos? Quando você achar que estão realmente relaxados, deixe-os ainda mais soltos.

Agora vamos relaxar seu peito. Respire fundo. Segure o ar. Expire todas as suas tensões. Apenas deixe seu peito desmoronar. Deixe-o relaxar. Imagine que você é uma grande e pesada bolha na cadeira, uma água-viva. Respire devagar. Quando você expirar, liberte mais e mais de suas tensões.

Vamos relaxar os braços. Fale diretamente com os músculos dos seus braços. Primeiro, fale com o seu bíceps direito. Diga-o para relaxar, ficar mole. Faça o mesmo com o antebraço direito. Agora com a mão direita e dedos. Seu braço deve se sentir como um peso morto em sua perna. Repita o processo de relaxamento com o braço esquerdo. Respire devagar.

Toda a sua parte superior do corpo foi exposta ao relaxamento e uma sensação quente e agradável cai sobre você. Você se sente bem. Uma sensação de bem-estar invade seu corpo.

Agora o seu corpo inferior. Fale com os músculos da coxa direita. Deixe-os se tornarem um peso morto na cadeira. Deixe a carne pendurada nos ossos. Siga a mesma rotina para a panturrilha esquerda. Então relaxe todos os músculos do seu tornozelo e pé direito. Diga a si mesmo que sua perna direita não tem ossos. É apenas um peso flácido e pesado. Repita o processo com a coxa, panturrilha, tornozelo e pé esquerdos.

Nesse momento, você está relaxado fisicamente ou pensa que está. Para garantir, vamos respirar profundamente três vezes e, quando você soltar o ar, libere todas as tensões restantes. Um, expire…. Dois, expire… Três…”.

Uma dica que pode ser valiosa: se você tiver com problemas para relaxar qualquer uma das partes do seu corpo, tente tensioná-las primeiro para depois soltá-las.

Para adormecer rapidamente:

A partir dessa condição fisicamente calma, Winter então ensinou os cadetes como “passar do limiar para um sono profundo e relaxado”, tornando-se completamente relaxado mentalmente.

Winter argumenta que, uma vez que você esteja fisicamente relaxado, se você ficar “livre de pensamentos ativos por apenas dez segundos, dormirá”. A chave para adormecer rápido é silenciar a mente: parar de pensar nos arrependimentos, preocupações e problemas do seu dia a dia.

O pesquisador adverte particularmente contra qualquer pensamento em que você esteja em movimento. Estudos feitos com a colocação de eletrodos nos corpos dos cadetes mostraram que mesmo quando você pensa em realizar uma atividade, os músculos envolvidos nessa atividade realmente se contraem.

Outros estudos mais recentes confirmaram essa observação, mostrando que simplesmente imaginar-se exercitando ativa as mesmas partes do cérebro quando você está fisicamente em movimento. Embora possa haver algum benefício nisso, pensar em estar ativo enquanto você tenta dormir não é bom, pois pode criar tensão muscular e inibir o sono.

Então, para adormecer, pode ser uma boa ideia relaxar fisicamente e depois utilizar uma das três técnicas abaixo para livrar sua mente dos pensamentos barulhentos:

  1. Técnica 1: imagine que é um dia quente de primavera e você está deitado no fundo de uma canoa em um lago muito sereno. Você está olhando para um céu azul com nuvens flutuantes e preguiçosas. Não permita que qualquer outro pensamento se infiltre. Apenas concentre-se nesta imagem por dez segundos.
  2. Técnica 2: imagine que você está deitado em uma grande rede preta e para qualquer lugar que você olhe, tudo está preto. Você também deve se focar nessa imagem por dez segundos.
  3. Técnica 3: repita a frase “Não pense, não pense, não pense” até apagar todos os seus pensamentos por pelo menos dez segundos.

Resultados
Os cadetes americanos foram divididos em dois grupos: um que fez o curso de relaxamento e um grupo de controle. O primeiro superou o segundo em todas as disciplinas mentalmente exigentes e nos testes fisicamente intensivos.

Após seis semanas de prática, 96% dos aviadores conseguiam dormir em 2 minutos ou menos – em qualquer lugar e a qualquer hora.

Depois da guerra, Winter ensinou as mesmas técnicas de relaxamento aos atletas que treinou, se tornando um dos maiores treinadores de sprint de todos os tempos, com 102 campões nacionais e 27 olímpicos. Ao mesmo tempo, seus corredores eram os donos de todos os 10 recordes mundiais para eventos de sprint.

Winter acredita que o programa de relaxamento que ele ajudou a desenvolver para combater o estresse na guerra e no esporte é também aplicável às tensões e fadigas que enfrentamos em nossas vidas cotidianas.

Ou seja, experimente usá-lo sempre que estiver estressado, cansado, quando quiser tirar um cochilo ou quando estiver em busca de um estado mais sonolento para ativar suas capacidades mentais criativas.

Já falamos aqui que ser capaz de relaxar fisicamente e mentalmente é uma habilidade que pode ser aprendida, mas isso não significa que você terá sucesso nas primeiras vezes em que tentá-la. É preciso praticar até que você fique melhor nisso. Não é legal se estressar para conseguir relaxar, é claro; então, ao invés de se obrigar a aprender a técnica rapidamente, é mais interessante praticar essa rotina de forma consistente. [artofmanliness]

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*Fonte: equilibrioemvida

O que os astronautas fazem caso tenham diarreia no espaço?

Conhecido internacionalmente por seus filmes de desastres globais, Roland Emmerich apresentou, no início de fevereiro, Moonfall — Ameaça Lunar, revelando como o planeta se comportaria caso a Lua iniciasse rota de colisão com a Terra. Porém, diferentemente de suas produções anteriores (2012, O Dia Depois de Amanhã), o longa conta com um forte apelo científico e detalha algumas curiosidades sobre a condição humana no espaço, como o impacto da diarreia no organismo durante uma viagem para além da atmosfera.

Como é de se imaginar, a Estação Espacial Internacional da NASA possui grandes limitações, especialmente em relação aos aspectos sanitários, visto que os equipamentos de eliminação de resíduos atendem às condições de tamanho, peso e potência impostas pelos sistemas das espaçonaves. Dessa forma, tripulantes que apresentem problemas intestinais ou possuam Síndrome do Intestino Irritável (SII) normalmente enfrentam algumas barreiras durante suas missões.

Porém, desde a década de 1970, mais especificamente ao final das missões Apollo, engenheiros da agência espacial norte-americana investiram mais de US$ 19 milhões em cômodos especiais, garantindo que os astronautas utilizem banheiros adequados e estejam equipados com trajes preparados para lidar com tais inconvenientes. Hoje, a estação abriga seis ou sete tripulantes internacionais de cada vez, com todos compartilhando um ou dois cômodos sanitários movidos à sucção.

Para garantir que não haja acúmulos ou problemas de má higiene, o tempo de ocupação em banheiros é rigidamente controlado, exigindo um trabalho mental especialmente para novatos, que não estão acostumados com os impactos da gravidade no organismo e podem sentir vontades anormais. Apesar disso, segundo o cirurgião da NASA Josef Schmid, os tripulantes possuem horários flexíveis e podem adaptar o tempo de suas tarefas, realizando as pausas necessárias para fazer o número 2.

“Há muitas pessoas que têm problemas”, diz Schmid. “Uma coisa que me lembro da minha formação médica é que a única pessoa ‘normal’ simplesmente não foi avaliada o suficiente. Uma das coisas que pergunto a eles todos os dias quando chegam à órbita é: ‘como você está se alimentando?’ E a próxima coisa que pergunto a eles é: ‘como está indo a função do banheiro?’ Porque eu sei que uma vez que não há constipação, eles estão realmente acomodados e indo bem”.
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Como o “número 2” funciona na prática?
Normalmente, os lançamentos espaciais são longos e estressantes, e os astronautas são forçados a ficarem por horas dentro de um foguete em uma posição pouco agradável — com os pés no mesmo nível do coração. Com o tempo, os fluidos se acumulam e a constipação torna-se um evento esperado graças à desidratação. Desta forma, os viajantes, além de terem a opção de ir ao banheiro antes da decolagem, voam equipados com um saco plástico de três camadas em um balde.

A ida ao banheiro é um módulo de treinamento e permite que os astronautas trabalhem seu corpo para se ajustar às condições adversas. Todos são indicados a cumprir um cronograma de dieta e hidratação monitorado, ao mesmo tempo que recebem muitas orientações de especialistas e descobrem a melhor forma de contornar sintomas de diarreia ou problemas gástricos em potencial.

Após relatos de “vários eventos de diarreia atribuídos a múltiplas causas” em voos espaciais, segundo relatório de 2016 do Human Research Project, a NASA busca priorizar o tratamento alimentar e intestinal de seus colaboradores, visando as próximas missões de exploração e mais riscos ocasionados pelo desconforto.

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*Fonte: equilibrioemvida

O que você come tem o poder de reprogramar seus genes. Especialista explica como

As pessoas normalmente pensam em comida como calorias, energia e sustento. No entanto, as evidências mais recentes sugerem que os alimentos também “falam” com nosso genoma, que é o modelo genético que direciona a maneira como o corpo funciona até o nível celular.

Essa comunicação entre alimentos e genes pode afetar sua saúde, fisiologia e longevidade . A ideia de que os alimentos transmitem mensagens importantes ao genoma de um animal é o foco de um campo conhecido como nutrigenômica .

Esta é uma disciplina ainda em sua infância, e muitas questões permanecem envoltas em mistério. No entanto, nós pesquisadores já aprendemos muito sobre como os componentes dos alimentos afetam o genoma .

Sou um biólogo molecular que pesquisa as interações entre alimentos , genes e cérebros no esforço de entender melhor como as mensagens alimentares afetam nossa biologia. Os esforços dos cientistas para decifrar essa transmissão de informações podem um dia resultar em vidas mais saudáveis ​​e felizes para todos nós.

Mas até então, a nutrigenômica desmascarou pelo menos um fato importante: nossa relação com a comida é muito mais íntima do que imaginávamos.

A interação de alimentos e genes
Se a ideia de que os alimentos podem conduzir processos biológicos interagindo com o genoma parece surpreendente, não é preciso procurar mais do que uma colméia para encontrar um exemplo comprovado e perfeito de como isso acontece. As abelhas operárias trabalham sem parar, são estéreis e vivem apenas algumas semanas.

A abelha rainha, sentada no fundo da colmeia, tem uma vida útil que dura anos e uma fecundidade tão potente que dá à luz uma colônia inteira.

E, no entanto, abelhas operárias e rainhas são organismos geneticamente idênticos. Eles se tornam duas formas de vida diferentes por causa da comida que comem . A abelha rainha se banqueteia com geleia real ; abelhas operárias se alimentam de néctar e pólen.

Ambos os alimentos fornecem energia, mas a geleia real tem uma característica extra: seus nutrientes podem desbloquear as instruções genéticas para criar a anatomia e a fisiologia de uma abelha rainha.

Então, como a comida é traduzida em instruções biológicas? Lembre-se que os alimentos são compostos por macronutrientes . Estes incluem carboidratos – ou açúcares – proteínas e gorduras.

Os alimentos também contêm micronutrientes, como vitaminas e minerais. Esses compostos e seus produtos de degradação podem acionar interruptores genéticos que residem no genoma .

Como os interruptores que controlam a intensidade da luz em sua casa, os interruptores genéticos determinam quanto de um determinado produto genético é produzido. A geleia real, por exemplo, contém compostos que ativam controladores genéticos para formar os órgãos da rainha e sustentar sua capacidade reprodutiva.

Em humanos e camundongos, os subprodutos do aminoácido metionina, que são abundantes em carnes e peixes, são conhecidos por influenciar os seletores genéticos que são importantes para o crescimento e divisão celular .

E a vitamina C desempenha um papel em nos manter saudáveis, protegendo o genoma do dano oxidativo ; também promove a função de vias celulares que podem reparar o genoma se for danificado.

Dependendo do tipo de informação nutricional, dos controles genéticos ativados e da célula que os recebe, as mensagens nos alimentos podem influenciar no bem-estar, no risco de doenças e até na expectativa de vida . Mas é importante notar que, até o momento, a maioria desses estudos foi realizada em modelos animais, como as abelhas.

Curiosamente, a capacidade dos nutrientes de alterar o fluxo de informação genética pode se estender por gerações. Estudos mostram que em humanos e animais, a dieta dos avós influencia a atividade dos interruptores genéticos e o risco de doenças e mortalidade dos netos.

Causa e efeito
Um aspecto interessante de pensar a comida como um tipo de informação biológica é que ela dá um novo significado à ideia de uma cadeia alimentar. De fato, se nossos corpos são influenciados pelo que comemos – até um nível molecular – então o que a comida que consumimos “come” também pode afetar nosso genoma.

Por exemplo, comparado ao leite de vacas alimentadas com capim, o leite de gado alimentado com grãos tem diferentes quantidades e tipos de ácidos graxos e vitaminas C e A. Então, quando os humanos bebem esses diferentes tipos de leite, suas células também recebem mensagens nutricionais diferentes.

Da mesma forma, a dieta de uma mãe humana altera os níveis de ácidos graxos, bem como vitaminas como B-6, B-12 e folato que são encontrados no leite materno. Isso pode alterar o tipo de mensagens nutricionais que atingem os próprios interruptores genéticos do bebê, embora isso tenha ou não efeito no desenvolvimento da criança seja, no momento, desconhecido.

E, talvez sem que saibamos, também fazemos parte dessa cadeia alimentar. A comida que comemos não mexe apenas com os interruptores genéticos em nossas células, mas também com os dos microorganismos que vivem em nossos intestinos, pele e mucosa .

Um exemplo impressionante: em camundongos, a quebra de ácidos graxos de cadeia curta por bactérias intestinais altera os níveis de serotonina , um mensageiro químico cerebral que regula o humor, a ansiedade e a depressão , entre outros processos.

Aditivos alimentares e embalagens
Ingredientes adicionados nos alimentos também podem alterar o fluxo de informação genética dentro das células. Pães e cereais são enriquecidos com folato para prevenir defeitos congênitos causados ​​por deficiências desse nutriente.

Mas alguns cientistas levantam a hipótese de que altos níveis de folato na ausência de outros micronutrientes naturais , como a vitamina B-12, podem contribuir para a maior incidência de câncer de cólon nos países ocidentais, possivelmente afetando as vias genéticas que controlam o crescimento .

Isso também pode ser verdade com produtos químicos encontrados em embalagens de alimentos. O bisfenol A, ou BPA, um composto encontrado no plástico, aciona marcadores genéticos em mamíferos que são críticos para o desenvolvimento, crescimento e fertilidade .

Por exemplo, alguns pesquisadores suspeitam que, tanto em modelos humanos quanto em animais , o BPA influencia a idade de diferenciação sexual e diminui a fertilidade, tornando os interruptores genéticos mais propensos a serem ativados.

Todos esses exemplos apontam para a possibilidade de que a informação genética nos alimentos possa surgir não apenas de sua composição molecular – os aminoácidos, vitaminas e afins – mas também das políticas agrícolas, ambientais e econômicas de um país, ou da falta de deles.

Os cientistas só recentemente começaram a decodificar essas mensagens genéticas de alimentos e seu papel na saúde e na doença. Nós, pesquisadores, ainda não sabemos exatamente como os nutrientes agem nos interruptores genéticos, quais são suas regras de comunicação e como as dietas das gerações passadas influenciam sua progênie.

Muitos desses estudos até agora foram feitos apenas em modelos animais, e ainda há muito a ser trabalhado sobre o que as interações entre alimentos e genes significam para os seres humanos.

O que está claro, porém, é que desvendar os mistérios da nutrigenômica provavelmente fortalecerá as sociedades e gerações presentes e futuras.A conversa


*Monica Dus
, Professora Assistente de Biologia Molecular, Celular e do Desenvolvimento, Universidade de Michigan . Este artigo é republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original
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*Fonte: saberesaude

Uma dieta anti-inflamatória agora pode proteger seu cérebro da demência mais tarde

Todos os anos, você pode esperar uma série de novos livros de “dieta garantida” para perda de peso, saúde do cérebro, envelhecimento, bem-estar espiritual e estilo de vida geral. Há o vegano, o de carne crua, o de baixo teor de gordura, o de alto teor de gordura, o de suco de frutas colhidas durante a lua cheia, o de tipo sanguíneo e o baseado em sua última leitura de tarô. Torna-se bastante confuso. Os autores confundem um pouco de informação com conhecimento, depois tentam traduzir isso em vendas.

Há muitos fatores a serem levados em consideração para uma dieta adequada. Nutricionistas sérios reconhecem que uma boa saúde requer uma compreensão diferenciada da genética individual, do ambiente e do microbioma intestinal. Depois, há a velocidade com que você consome sua comida, os tipos de açúcar que você come – em sucos ou frutas inteiras, em que a fibra desempenha um papel crítico – depois os tipos de gordura que você digere e os níveis de estresse.

Vamos fazer uma pausa nesse último por um momento, pois o estresse é galopante. Um corpo sobrecarregado é um corpo inflamado. Vale a pena considerar um estudo recente que investiga o papel da inflamação no que diz respeito à saúde do cérebro e à demência . Não é o único fator em uma boa dieta, mas é crucial.

Uma equipe do Centro Médico da Universidade de Columbia, liderada pelo neuropsicólogo e epidemiologista Yian Gu, estudou o desempenho cognitivo de 330 idosos para ver se a dieta mediterrânea – uma das dietas mais duradouras e mais estudadas do mundo – poderia diminuir seu risco de doenças de demência, incluindo Alzheimer. Todos os adultos envolvidos não sofreram de demência durante o estudo.

Gu aponta que vários estudos mostraram que essa dieta, que é rica em peixes e aves, com ênfase em grãos integrais, frutas, azeite, vegetais e ingestão moderada de álcool, oferece proteção contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Gu queria saber se isso se deve a uma diminuição nos biomarcadores inflamatórios no cérebro do sujeito.

O resultado foi sim, a diminuição dos marcadores inflamatórios foi prevalente naqueles que consumiram essa dieta. Eles também tiveram melhor cognição visuoespacial, graças a nutrientes como vitaminas B1, B2, B5, B6, D e E, além de maior ingestão de ácidos graxos ômega 3, cálcio e folato. Notas de Gu :

“Este estudo sugere que certos nutrientes podem contribuir para os benefícios de saúde observados anteriormente de alguns alimentos, e a anti-inflamação pode ser um dos mecanismos. Esperamos confirmar esses resultados em estudos maiores e com uma gama mais ampla de marcadores inflamatórios.”

Para entender por que a diminuição da inflamação ajuda na saúde geral e no envelhecimento, enviei um e-mail para Drew Ramsey, também da Universidade de Columbia. O psiquiatra, especialista em Big Think e autor de vários livros, incluindo Eat Complete , me disse:

“A inflamação é como nosso corpo lida com o estresse e as lesões. Hoje, a maioria das pessoas faz uma dieta e tem um estilo de vida que promove um estresse incrível por meio do excesso de açúcares, comendo as gorduras erradas e perdendo a sensação de alegria que a comida deveria nos dar. Atualmente, a inflamação é considerada um fator importante no desenvolvimento de depressão, demência e outros distúrbios cerebrais. As pessoas devem se preocupar com a inflamação porque está contribuindo para a degradação de sua saúde.!

Isso é especialmente importante à medida que envelhecemos. Como Gu e sua equipe escrevem no estudo, a doença de Alzheimer é a principal causa de demência em todo o mundo e é o distúrbio neurodegenerativo mais comum. Embora as intervenções médicas nos ajudem a viver mais, isso nem sempre se traduz em mais saúde. Podemos superar o câncer e a cirurgia cardíaca e sobreviver por mais tempo com AIDS e diabetes tipo 2, mas a qualidade de vida fica muito comprometida quando sofremos de demência. A pressão sobre a família e os amigos pode ser esmagadora.

É por isso que é importante iniciar as intervenções mais cedo na vida. A maior parte do que é vendido em embalagens não é comida, mas uma combinação de substâncias semelhantes a alimentos preservadas por uma química impronunciável. Açúcares e gorduras insalubres se escondem, disfarçados por inúmeros nomes, retardando a transformação do nosso microbioma de maneiras que degradam a saúde. E não é apenas a gordura visceral, índice de massa corporal e doenças cardíacas que precisamos nos preocupar. Sem cognição saudável, o próprio conceito de “eu” se desintegra. Os chamados anos dourados são efetivamente sem sentido se você não consegue se lembrar deles.

Enquanto estudos como o de Gu nos lembram do quadro geral, Ramsey sugere que você tome refeição por refeição. Quando pergunto a ele como as pessoas podem implementar mudanças em suas dietas agora, ele expressa ceticismo em considerar o jogo longo. A mudança começa na mesa de jantar esta noite, diz ele.

“As pessoas não são motivadas por “benefícios de longo prazo” ou “redução de riscos”. Temos mais sucesso em nossa clínica quando incentivamos os pacientes a fazer melhores escolhas alimentares na próxima refeição. Descobrimos que há efeitos muito rápidos quando as pessoas mudam de comida ocidental moderna para alimentos integrais densos em nutrientes (que também são alimentos para o cérebro). Claro, comer mais abacate pode diminuir o risco de demência, mas incentivar os pacientes a comer mais torradas de abacate e guacamole é mais atraente quando se trata de mudança comportamental.“

Gu sabe que um estudo não muda um discurso. Mas a combinação de uma melhor compreensão do microbioma e os efeitos da diminuição da inflamação é muito prevalente para negar. A dieta mediterrânea oferece uma lição simples aplicável globalmente, para comer alimentos frescos sazonais e desfrutar de quantidades moderadas de álcool. Tal abordagem funcionou para nossa espécie por milhões de anos até o advento da refrigeração e do processamento industrial. E sabemos que agora funciona. Nós apenas temos que implementá-lo, seja através do reconhecimento do envelhecimento cognitivamente forte ou, como Ramsey sugere, indo ao corredor de produtos para o jantar hoje à noite.

*Por bigthink
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*Fonte: saberesaude

Por que não devemos molhar a pasta de dente antes da escovação?

Às vezes simplesmente por hábito equivocados, podemos acabar prejudicando a qualidade de algumas das nossas ações, molhar a pasta de dente antes da escovação um exemplo disso. Esse é um costume que muitas pessoas têm para deixar a boca mais úmida e produzir mais espuma na hora de realizar a higiene bucal, mas a verdade é que isso apenas prejudica a sua limpeza.

Como consequência, você pode acabar desenvolvendo outros tipos de problema na boca com o passar do tempo — tornando-se um hábito nem um pouco recomendável. Pensando nisso, nós nos aprofundaremos sobre o tema e sanaremos todas as suas dúvidas. Olha só!

Recomendações odontológicas
Por mais que molhar a sua escova seja um hábito que você tenha aprendido apenas observando os seus pais ou amigos fazerem o mesmo, isso não significa que seja uma ação acertada. Se você perguntar para um profissional odontológico, provavelmente escutará outras recomendações a respeito dessa prática.

Em geral, os dentistas pedem para que o creme dental não seja umedecido antes de entrar em contato com os dentes, pois poderia colocar a saúde bucal em risco. E isso é ainda pior quando unimos esse problema com o excesso de pasta de dente na escova.

Nesses casos, a quantidade de espuma formada na boca é ainda maior e temos mais dificuldade em visualizar a escovação, podendo deixar algumas áreas esquecidas. No entanto, o maior problema gerado por molhar o creme dental é um só: a diminuição do atrito entre a escova e os dentes.

Perda de atrito
De acordo com especialistas, adicionar água ao creme dental vai fazer com que o produto fique diluído e perca um pouco de sua eficácia. Com isso, podemos ver a formação de mais espuma na boca. Em geral, as pessoas costumam associar esse excesso de espuma com um hábito correto de escovação, mas as coisas não são bem assim.

Isso faz com que a pasta de dente perca suas características iniciais e não realize sua ação total. O mesmo também é válido quando adicionamos um pouco de água no enxaguante bucal para diminuir a sensação de ardência na boca. Portanto, o ideal é usarmos esses produtos de maneira pura.

Quando colocamos o creme dental na boca, a nossa própria saliva fornecerá a umidade necessária para uma boa escovação e, caso você realize os movimentos corretos, seus dentes ficarão mais limpos como nunca. Agora, se você tem umedecido a escova de dente porque tem sentido muito desconforto na hora da escovação, talvez seja o momento de uma mudança.

Caso as cerdas da sua escova estejam machucando, experimente substituí-la por uma de cerdas mais macias. Isso pode trazer mais conforto na hora de realizar a sua higiene bucal e, dessa forma, você não sentirá a necessidade de adicionar água ao seu creme dental para se sentir confortável durante a escovação.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Consumo de laranja ajuda no combate ao diabetes

Estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) sugere que compostos bioativos existentes na laranja ajudam a modular a taxa de açúcar no sangue, o que pode transformar a fruta em um aliado no combate ao diabetes. Os achados foram divulgados na revista Clinical Nutrition Espen.

A investigação foi conduzida por uma equipe do Centro de Pesquisas de Alimentos da Universidade de São Paulo (Forc), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP).

Participaram 12 voluntários saudáveis, de ambos os sexos, que após uma noite em jejum ingeriram uma refeição rica em gordura e carboidratos, com 1.037 kcal. Eles foram divididos em três grupos: um que bebeu apenas água durante a refeição, outro que tomou suco de laranja e um terceiro que recebeu uma bebida à base de glicose com teor de carboidratos equivalente ao do suco de laranja.

O nível de glicose no sangue dos voluntários foi analisado uma, três e cinco horas após o término do desjejum. Logo na primeira medição, como esperado, os três grupos apresentaram um aumento da glicemia. Curiosamente, os valores de glicemia (taxa de glicose no sangue) e insulinemia (taxa de insulina no sangue) do grupo que tomou suco de laranja não diferiram significativamente daqueles observados no grupo da água em todas as avaliações.

“Se a ingestão de suco de laranja não difere da ingestão de água, podemos concluir que os carboidratos do suco não promoveram aumento significativo da glicemia em nosso modelo experimental, diferentemente do que ocorreu com a bebida à base de glicose”, explica Bruna Jardim Quintanilha, doutoranda em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) e primeira autora do artigo.

Segundo Quintanilha, tal resultado sugere que outros componentes presentes no suco, como fibras e compostos bioativos, podem ter contribuído para conter a elevação da taxa glicêmica.

O passo seguinte foi investigar de que forma o suco de laranja teria ajudado a conter o aumento da glicemia. Para isso, os cientistas coletaram amostras de sangue dos voluntários e analisaram a expressão dos chamados microRNAs, um tipo de RNA que tem a função de regular a expressão dos genes por meio de interações com o RNA mensageiro.

“Notamos que o suco de laranja teve ação em especial sobre o microRNA 375 ou miR-375, que é um biomarcador da função das células beta do pâncreas”, explica Franco Lajolo, professor emérito da FCF-USP e integrante do FoRC.

Como explica o pesquisador, as células beta são muito numerosas no órgão e são responsáveis por sintetizar e secretar a insulina – hormônio que permite a entrada da glicose nas células.

Os resultados indicam, portanto, que o suco de laranja pode ter uma ação benéfica sobre a produção de insulina e, por tabela, sobre a modulação da glicemia.

“Nossos resultados apontam o miR-375 como possível responsável por essa ação, mas é algo que ainda precisa ser confirmado. São necessários, por exemplo, estudos com pacientes diabéticos para entender exatamente como esse mecanismo funciona”, afirma Lajolo.

*O artigo Ingestion of orange juice prevents hyperglycemia and increased plasma miR-375 expression pode ser lido AQUI
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*Fonte: saberesaude

Cientistas criam curativo eletrificado que acelera a cicatrização e mata bactérias

Desenvolvido pelo Instituto Terasaki de Inovação Biomédica de Los Angeles, nos EUA, o ePatch é um curativo composto por eletrodos feitos de nanofios de prata misturados em um hidrogel derivado de algas. Essa atadura tem o diferencial de acelerar a cicatrização enquanto mata as bactérias prejudiciais.

Conhecido como alginato, o hidrogel já é usado em curativos cirúrgicos, pois é biocompatível e mantém níveis ótimos de umidade. Ao modificar quimicamente o alginato e adicionar cálcio a ele, os cientistas foram capazes de otimizar a função e estabilidade dos nanofios de prata.

O hidrogel resultante foi impresso em uma folha de silicone flexível, na superfície da qual foi aplicado uma espécie de estêncil. Quando esse estêncil foi posteriormente removido, o alginato que foi deixado para trás formou os dois eletrodos – eles foram então ligados a uma fonte de energia externa.

Variando o tamanho e a forma das folhas de silicone, foi possível criar ePatches capazes de cobrir e se adaptar aos contornos de uma grande variedade de feridas.

Quando a tecnologia foi testada em ratos com feridas externas, a corrente elétrica entregue conseguiu acelerar a velocidade de cicatrização não apenas fazendo com que a pele e outras células de granulação migrassem para o local, mas também induzindo a formação de vasos sanguíneos e reduzindo a inflamação.

Enquanto os ratos tratados com ePatch cicatrizaram em apenas sete dias, as feridas em um grupo de controle não tratado de ratos levaram 20 dias para curar. Além disso, graças às propriedades antibacterianas da prata, a infecção foi mantida ao mínimo.

Quando os ePatches foram removidos no final do processo de cura, os ratos tratados apresentaram menos cicatrizes do que o grupo controle – isso provavelmente foi, pelo menos parcialmente, devido ao fato de que as células da pele não grudam no substrato de silicone, para que não saiam quando o curativo é removido.

“Com a seleção cuidadosa dos materiais e a otimização de nossa formulação de gel, conseguimos desenvolver um e-Patch multifuncional, fácil de fazer e econômico que facilitará e acelerará muito a cicatrização de feridas”, disse Han-Jun Kim, cientista do Instituto Terasaki, um dos autores do artigo científico publicado recentemente na revista Biomaterials que descreve a pesquisa.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

5 benefícios de tomar banho de sol

A vitamina D é considerada o principal estimulador do sistema imunológico

Mesmo quando estamos em momentos de isolamento ou dentro de casa, não podemos esquecer de nos expor aos raios solares. Todos precisam tomar sol pelo menos uns 20 minutinhos todos os dias – crianças, jovens e idosos.

Sol é vida, é fonte de energia, é sinônimo de saúde e bem- estar!

Alguns dos benefícios do banho de sol

1. Fortalece o sistema imunológico
A luz solar ajuda na produção da vitamina D. Hoje a vitamina D é considerada o principal estimulador do sistema imunológico, podendo prevenir várias doenças e fortalecer o organismo. Saiba mais sobre a vitamina D.

2. Melhora o humor
Quando o corpo recebe a luz solar que chega ao cérebro por meio do nervo óptico, os níveis de serotonina aumentam regulando o humor e gerando a sensação de bem-estar.

3. Regula o sono
A melatonina, hormônio que regula os ciclos do sono é ativado pela luz solar produzindo um efeito sedativo e sensação de calma e tranquilidade.

4. Previne a miopia
A iluminação a que estamos expostos a maior parte do tempo é muito fraca. Dentro de casa varia em torno de 50 lux, assistindo TV na sala, e 500 lux, nos escritórios e salas de aula. Para prevenir a miopia, o nível de luminosidade necessária é de 10.000 lux.

5. Auxilia nas funções cognitivas
Há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Sabe-se que a luz solar afeta o fluxo sanguíneo no cérebro e este por sua vez interfere nas funções cognitivas.

  • Dicas de como tomar banho de sol

    Para produzir vitamina D deve-se tomar banho de sol de 15 à 20 minutos por dia, sem usar protetor solar. Para pele morena ou negra, esse tempo deve ser maior, pois quanto mais escura a pele, mais difícil é a produção de vitamina D. Não vale tomar sol através da janela fechada pois a radiação UVB é absorvida pelo vidro.

  • Indica-se uma exposição solar de cerca de 30% da superfície do corpo braços, pernas, costas. É aconselhável a proteção do rosto.
  • É recomendado tomar sol entre 10h da manhã e 15h da tarde. Este é o período de maior incidência dos raios ultra violeta B que auxiliam na absorção da vitamina D pelo organismo.
  • Deve-se evitar a exposição prolongada nos horários mais quentes do dia – das 12h às 15hs. A dica é a seguinte: você deve expor a pele por cerca de metade do tempo necessário para que ela comece a bronzear.
  • Lembre-se de beber água, chás, ou sucos após o banho de sol para a reposição de líquidos. Neste momento de tantas incertezas que atravessamos, nada é mais certo e seguro que o sol que nasce a cada dia, trazendo luz e calor.

*Por Ana Lucia Machado
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*Fonte: ciclovivo

O que acontence se tomarmos 2 ou maios banhos em um dia?

Se você é do tipo de pessoa que adora tomar um banho pela manhã, outro após ir para a academia e mais um antes de dormir, saiba que o consumo excessivo de água não é o único problema que você terá que enfrentar no fim do mês. A verdade é que pessoas que se banham mais do que deveriam estão danificando a pele, cabelo e até mesmo a saúde reprodutiva sem saber.

Portanto, ao longo dos próximos parágrafos, nós te daremos alguns motivos sobre o porquê você deveria estar tomando apenas um banho por dia e quais os maiores riscos que você corre ao entrar debaixo d’água por vários momentos da sua rotina. Veja só!

Problemas no cabelo

Após tomar um banho, os cabelos recém-lavados podem até ficar com um aspecto ótimo. Porém, lavá-los com muita frequência pode fazer com que eles fiquem oleosos. Quando aplicamos o xampu, o couro cabeludo acaba ficando mais ressecado e passa a produzir mais sebo como resposta.

Portanto, se você cria o hábito de lavar seu cabelo toda hora, seu couro cabeludo aprende que precisa estar constantemente produzindo mais óleo para evitar que a pele da cabeça seque demais. Além disso, o uso excessivo de produtos químicos no cabelo como os xampus pode deixar o couro cabeludo irritado e coçando.

Eventualmente, isso pode desencadear um quadro de caspa ou até mesmo de queda capilar. Por fim, secar o cabelo logo após o banho diariamente é algo maléfico para suas madeixas. Caso isso se torne um hábito, seus fios estarão muito mais quebradiços que o normal e será difícil escová-los.

Danos à pele

Ensaboar-se frequentemente tende a fazer mais mal do que bem para os humanos. A união do sabão com a água quente remove bactérias saudáveis e óleos essenciais da pele. Esses óleos ajudam sua pele a permanecer jovem e radiante por mais tempo, e alguns dermatologistas até recomendam tomar banho de 2 a 3 vezes por semana para evitar coceira e pele excessivamente seca.

Isso tudo sem contar que expor seu corpo a alguma sujeira e bactérias fortalece seu sistema imunológico e o ajuda a combater os vírus com mais eficácia. Isso não significa que você deveria ficar sem tomar banho para sempre, mas que perturbar o microbioma do corpo com frequência faz com que a pele fique vermelha, irritada e pareça rachada.

Afetando a saúde reprodutiva

Uma coisa que poucas pessoas sabem é que suas partes íntimas se limpam “sozinhas” apenas com o uso de água e usar sabonetes e géis perfumados para lavá-las pode afetar seus níveis saudáveis de pH — sobretudo se você é uma mulher. Por sua vez, isso pode causar um desequilíbrio bacteriano, irritação e até mesmo afetar sua saúde reprodutiva.

Portanto, é melhor optar por produtos de limpeza suaves e sem perfume para lavar a área ao redor de suas partes íntimas, entendido?

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

6 Benefícios que caminhar diariamente traz para a saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 150 minutos de exercício por semana para que você tenha uma vida mais saudável. Sabemos que vivendo rotinas atribuladas, nem sempre é fácil adquirir o hábito de realizar alguma atividade física, mas já pensou em caminhar?

Caminhadas, além de serem gratuitas, podem ser feitas ao ar livre, te colocando em contato com o meio ambiente, proporcionando uma pausa da rotina. Ainda por cima, é um exercício de baixo impacto, dos mais fáceis de ser acrescido no dia a dia de quem está fora de forma e possui muitos benefícios.

Para tentar convencer você a criar coragem para acrescentar atividades físicas à sua rotina, vamos, justamente, tratar de tudo que pode acontecer contigo se fizer, pelo menos, 30 minutinhos de caminhada por dia. Então, coloque os tênis, que vamos te contar 6 benefícios que uma caminhada diária pode trazer para sua saúde.

1. Melhora o sono

Praticar caminhada ajuda a melhorar a qualidade do sono. Isso porque os exercícios físicos, como uma simples caminhada, auxilia a regulação do metabolismo e o funcionamento geral do organismo, atuando na redução dos efeitos da insônia, por exemplo.

Desta maneira, quem caminha terá melhores condições para normalizar o sono. Mas lembre-se: exercícios físicos liberam endorfina, que deixa o corpo agitado, então só caminhe à noite se for o único horário disponível. E, de todo modo, opte por uma caminhada leve.

2. Perda de peso

Durante um tempo, houve quem acreditasse que caminhar ajudaria no emagrecimento era um mito. Caminhadas são exercícios aeróbicos que promovem queima calórica, podendo, sim, ser eficiente para a perda de peso.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda caminhada como atividade para melhora da saúde. Caso deseje optar pela caminhada, um treino de pelo menos 30 minutos por dia já poderá lhe dar bons resultados.

3. Fortalece os músculos

Quem caminha, além de emagrecer, aumenta seu condicionamento físico, preparando o organismo para outros exercícios. No caso da musculatura do corpo, uma boa caminhada de cerca de 30 minutos atua diretamente na tonificação dos músculos das pernas, coxas, abdômen e bumbum.

Você também pode auxiliar os músculos dos braços se, enquanto caminha, fizer movimentos com eles. Isso aumenta sua amplitude de movimento e desloca pressão e peso das articulações para os músculos.

4. Desacelera o declínio cognitivo

Uma extensa pesquisa mostrou que exercícios aeróbicos, como as caminhadas, auxiliar no retardo das alterações cognitivas no cérebro. Isso porque a caminhada age no sistema cardiorrespiratório, contribuindo para a melhora da saúde do cérebro e desacelerando o declínio da substância cinzenta. E todo esse resultado pode ser obtido com apenas 150 minutos de caminhada por semana, isto é, menos de 3 horas.

5. Reforça seus ossos

Uma boa caminhada pode ajudar a fortalecer os ossos, combatendo osteoporose e a osteoartrite, por exemplo. Como é um tipo de atividade física de baixo impacto, a caminhada ainda auxilia no reforço da coluna vertebral, ajudando a garantir que seu sistema musculoesquelético fique saudável e forte, dando conta de sustentar o organismo.

No caso dos idosos, a caminhada é uma das atividades físicas mais recomendadas, pois pode ser realizada com intensidade moderada, até mesmo para quem esteja fora de forma. E é sempre bom lembrar, caminhada é uma atividade física gratuita.

6. Alivia o humor

Precisando rir? Em tempos difíceis, quem é que não precisa, certo? Pois caminhar é uma excelente maneira de você melhorar seu humor. Isso ocorre porque, durante a caminhada, nosso corpo secreta uma quantidade maior de endorfina, um hormônio que é produzido pela hipófise e responsável pela sensação de alegria e relaxamento.

Ao caminhar seu corpo produzirá, automaticamente, endorfina, e quanto mais seu organismo produzir, mais ânimo você sentirá. Repetindo o que dissemos acima, tudo isso você consegue de graça, basta caminhar.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Homens são menos afetados pelo estresse do que mulheres, revela pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo site Minha Vida no dia 7 de abril revelou como o estresse afeta mais e de forma mais intensa as mulheres, em comparação com o efeito relatado sobre seus pares homens. Realizada pelo Webedia Life – Insights, a pesquisa trabalhou com mais de mil participantes, e foi divulgada nessa data para contribuir com o Dia Mundial da Saúde, revelando que 50% dos homens enxergam o estresse como algo normal – resultado bastante diferente do apontado pelas mulheres, entre as quais 57% apontaram se tratar de algo que as faz muito mal.

Segundo o levantamento, 10% dos homens afirmaram que nunca sentiram estresse, enquanto entre as mulheres somente 1% revelaram jamais ter estado sob tal efeito. A relação com o sono, elemento determinante para a saúde e mesmo a dimensão do impacto do estresse, também ilustrou uma grande diferença de gênero: de acordo com a pesquisa, 65% dos homens afirmaram que suas horas de sono são suficientes, enquanto 51% do público feminino confirmaram sentir vontade de dormir mais ao despertarem. A pesquisa foi realizada em formato online, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, com mais de mil visitantes do Minha Vida.

A participação reunia 74% de mulheres respondendo ao levantamento, com 25% da participação por pessoas entre 55 e 64 anos, 25% de 45 a 54 anos, e 20% entre 35 e 44 anos. Para além do estresse, a pesquisa apontou outros aspectos importantes da relação com a saúde: 83% apontaram o desejo de envelhecer de forma saudável como motivação para se cuidar, com 74% apontando para o desejo de ter mais disposição, 56% de entrar em forma como os estímulos mais votados. A manutenção de uma vida sexual ativa foi mencionada por 50% homens e 30% das mulheres como fonte de saúde e bem-estar.

O público masculino na pesquisa afirmou que os profissionais de saúde mais visitados foram cardiologistas, para 53%, dentista, também citado por 53%, e oftalmologista, por metade dos participantes. Já as mulheres apontaram os ginecologistas como os profissionais mais recorrentes, para 66%, dentistas, para 52%, e clínicos gerais, para 49% das entrevistadas. A ansiedade foi o problema de saúde mais citado por homens e mulheres, com pressão alta também apontada por 30% dos homens e dor nas costas por 27%, enquanto as mulheres complementaram o quadro com dores nas costas para 35% – e justamente o estresse como um dos problemas mais recorrentes para 32%. A pesquisa esta disponível para ser acessada na íntegra no site Minha Vida.

Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Dieta mista pode ser caminho para sustentabilidade e segurança alimentar

Pesquisa da USP mostra que simples substituições na alimentação já poderiam contribuir para mitigação das mudanças climáticas.

Se o consumo de carne vermelha no Brasil fosse substituído por uma alimentação diversa, composta de proteínas animal e vegetal, 809 milhões de hectares (Mha) poderiam ser poupados, 1 bilhão de toneladas de carbono equivalente deixaria de ser emitido e 720 trilhões de litros de água poderiam ser economizados. Esses são alguns dos resultados do mestrado de Ana Chamma, realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

Sob orientação de Gerd Sparovek, professor da Esalq e coordenador do Geolab, Ana, que é engenheira sanitarista e ambiental, desenvolveu seu trabalho com o objetivo de apresentar uma nova abordagem para garantir a segurança alimentar da população brasileira e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade do País.

Outro dado interessante foi que a dieta da região Centro-Oeste, baseada em carne bovina, causa os maiores impactos, tanto no uso da terra como no uso da água. Além disso, emite mais gases de efeito estufa no ambiente.

Já a baseada em peixes e frutos do mar, consumida em regiões nordestinas, é a que gera os menores danos.

O consumo alimentar tende a crescer nas próximas décadas, especialmente os de origem animal, ao mesmo tempo em que as áreas disponíveis ficarão cada vez mais escassas. Ana disse ao Jornal da USP que as soluções existentes para enfrentar esse problema geralmente estão focadas na expansão de novas áreas para produção ou no aumento do rendimento de terras agricultáveis, sem considerar a real demanda por alimentos. “Quando se pensa em mudanças climáticas, geralmente se olha para o transporte, para a energia, mas a alimentação também é um ponto que merece a nossa atenção.”

“A inversão de lógica veio da Ana. Ela entendeu que, com a inversão, os resultados seriam mais facilmente comunicados e entendidos por não especialistas no assunto. E deu certo, foi uma grande ideia”, comemora Sparovek.

Pensando nisso, a pesquisadora propôs uma nova metodologia, denominada “da mesa ao campo”. Ao invés de se pensar na expansão de ofertas de alimentos, Ana focou em reduzir o impacto ambiental por meio da demanda alimentar.

Na primeira parte, testou-se a possibilidade de expandir as áreas para a produção agrícola a partir de uma dieta urbana brasileira, definida pelos dados contidos na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/2009.

O uso da terra, as pegadas de carbono (medida que calcula a emissão de carbono equivalente na atmosfera por uma pessoa, atividade, evento, empresa, organização ou governo) e hídrica (indicador do volume de água doce gasto na produção de bens e serviços) foram analisados em oito cenários, que consideram diferentes tipos de níveis de produtividade e de perda de alimento.

Para o cenário que representa o sistema atual, estimou-se que 292 Mha devem ser utilizados no Brasil somente para atender às necessidades da população. Dados do MapBiomas mostram que, atualmente, a agropecuária ocupa cerca de 30% do território nacional (algo em torno de 225 Mha), sendo 167 Mha compostos de áreas de pastagem, 64 Mha de áreas agrícolas e 24 Mha de áreas de uso não definido (uma espécie de mosaico de pastagem e agricultura).

Se considerarmos a projeção de crescimento do número de habitantes para o ano de 2050, e caso nada se altere, o uso requerido pela dieta urbana seria de 321 Mha.

Já em situações em que as medidas de redução de perda de alimentos e ganho de produtividade foram adotadas, 53 Mt de carbono equivalente e 43 trilhões de litros de água poderiam ser preservados no Brasil anualmente.

Em uma outra etapa, a engenheira investigou de que forma as diferentes dietas brasileiras provocam danos ao planeta e se uma mudança de hábitos alimentares trazem algum efeito positivo.

“Acreditamos que mudanças simples, como consumir diferentes tipos de proteínas em uma semana, poderiam minimizar esses danos”, afirma Ana. “Integrar medidas de intensificação na produtividade agropecuária e redução na perda de alimentos, aliados à modificação de hábitos alimentares, é uma alternativa para mitigação de mudanças climáticas”.

Confira a matéria na íntegra no Jornal da USP.

*Por Fabiana Mariz | Jornal da USP
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*Fonte: ciclovivo

As revelações do maior estudo sobre exercício físico e boa forma já realizado

Os benefícios da atividade física para a boa forma são amplamente conhecidos pela ciência. No entanto, a relação entre diferentes tipos de exercício – mais leve, mais intenso, aeróbico ou não – e a melhora nos índices de condicionamento físico e boa forma ainda não são totalmente compreendidos.

Para aprofundar esse conhecimento, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) fizeram um amplo estudo com mais de 2 mil participantes – o maior estudo já feito com o objetivo de entender essa relação.

Embora a pesquisa tenha sido feita para avaliar os resultados em relação ao condicionamento físico e boa forma (e não em relação à saúde em geral), o condicionamento físico tem uma grande influência na saúde e está associado a um risco menor de doenças cardiovasculares.

Publicado no European Heart Journal, o estudo concluiu que exercícios intensos melhoram mais o condicionamento físico e a boa forma do que atividades físicas leves – como contar passos e andar 10 mil passos por dia (distribuídos ao longo do dia).

Exercícios intensos são três vezes mais eficientes para melhorar o condicionamento do que apenas caminhar e 14 vezes mais eficientes do que apenas diminuir o sedentarismo no dia a dia (como levantar para trocar o canal da TV, pegar escadas em vez do elevador, etc).

A conclusão pode parecer óbvia, mas na verdade há uma série de detalhes que foram aprofundados pela pesquisa, conduzida pela equipe do professor de cardiologia Matthew Nayor, da Universidade de Boston, e liderada por ele.

Por exemplo, uma pessoa que passa o dia todo sentada no escritório pode compensar esse tempo de sedentarismo fazendo exercícios mais intensos depois do expediente? Como a saúde dessa pessoa se compara com a de alguém que tem um trabalho onde há mais atividade física, mas não faz exercícios além disso?

Também havia incerteza sobre se o número de passos dados por dia (contados com contadores de passos) fazia de fato alguma diferença no condicionamento físico – e a conclusão foi que sim em todos os gêneros, faixas etárias e condições de saúde, confirmando que manter atividade ao longo do dia é benéfico para todo mundo.

Os pesquisadores também descobriram que pessoas que têm um número mais alto que a média de passos por dia e praticam exercícios mais intensos por um curto período têm também um condicionamento físico acima da média independentemente de quanto tempo elas ficaram sentadas. Ou seja, aparentemente é possível compensar os malefícios do sedentarismo ao longo do dia com o aumento da atividade física e de exercício em outros momentos.

A pesquisa investigou também como o corpo responde a diferentes intensidades de atividade física durante o começo, o meio e o pico de um exercício.

Os pesquisadores já esperavam encontrar entre os resultados o fato de que exercícios mais intensos promovem uma melhora na performance durante o pico da atividade. Mas eles descobriram também que exercícios de alta intensidade também são mais benéficos do que caminhadas leves para melhorar a capacidade do corpo de começar e manter níveis mais baixos de atividade.

Segundo Nayor, que liderou a pesquisa, outra dúvida era quais os impactos de hábitos passados relativos à saúde física e o nível de bem estar de uma pessoa no presente.

“Descobrimos que os participantes com altos índices de atividade em um primeiro momento, mas baixos níveis de atividade cerca de 8 anos depois, tinham níveis equivalentes de condicionamento. Isso sugere que possa talvez haver um ‘efeito memória’ de atividades físicas praticadas no passado com o atual índice de boa forma”, afirma Nayor em um artigo sobre a pesquisa publicado pela Universidade Boston e pelo Fórum Econômico Mundial.

A importância das atividades físicas leves
Matthew Nayor destaca que, apesar da conclusão ser que atividades mais intensas são melhores para o condicionamento, isso não quer dizer que atividades leves sejam desnecessárias.

“Nosso estudo confirmou que atividades leves também melhoram o condicionamento físico. E isso é muito importante especialmente para os mais velhos ou para pessoas que têm condições médicas que as impedem de fazer atividades mais intensas”, diz ele no artigo.

Mas se o seu objetivo é melhorar a boa forma, diz ele, realizar pelo menos um exercício mais moderado ou intenso é três vezes mais eficiente do que ser apenas uma pessoa que caminha muito, por exemplo.

O que é um exercício intenso?
Os pesquisadores usaram definições estabelecidas em outros estudos como base para o trabalho recente. Esses trabalhos consideram que andar entre 60 e 99 passos por minuto é um exercício leve, andar entre 100 e 129 passos por minuto é moderado e acima de 130 passos por minuto é intenso.

No entanto, no artigo da universidade, Nayor lembra que a velocidade talvez precise ser mais alta em pessoas mais jovens. O guia de atividades físicas dos EUA recomenda entre 2h30 e 5h de exercício moderado por semana e entre 1h15 e 2h30 de exercício intenso no mesmo período.

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*Fonte: bbc-brasil

Como combater a ansiedade sem medicação: 10 estratégias eficazes

Combater a ansiedade não é fácil. A ansiedade não é uma sensação agradável. Não te deixa viver. Se você sofre de ansiedade, é provável que experimente um estado de inquietação de natureza difusa. Você se sentirá expectante, como se algo negativo fosse acontecer de um momento para outro, o que o mantém em permanente estado de alarme que o impede de relaxar.

No entanto, é provável que você não consiga explicar a si mesmo por que se sente assim, não consegue encontrar a causa da ansiedade. Também é provável que você esteja ciente de que esse estado de excitação não tem sentido, mas não consegue encontrar as estratégias certas para combater a ansiedade sem medicação, naturalmente. O primeiro passo é entender o que é ansiedade.

Que tipo de ansiedade você sofre?
Em geral, existem dois tipos principais de ansiedade: ansiedade traço e ansiedade estado. Distinguir que tipo de ansiedade você sofre é importante porque permitirá que você entenda melhor o problema e tome as medidas necessárias para superar a ansiedade. De fato, um estudo realizado na Universidade de Trento revelou que a ansiedade traço e estado afetam diferentes áreas do cérebro, como pode ser visto na imagem a seguir:

– Traço de ansiedade indica uma pessoa que desde muito cedo de sua vida sentiu ansiedade, talvez desde a infância ou adolescência. Essas pessoas costumam ter um temperamento que as leva a reagir imediatamente às mais diversas situações, se excitam com facilidade e têm dificuldade em relaxar. Na verdade, porque eles tiveram que lutar contra a ansiedade por grande parte de suas vidas, eles não sabem como é viver de outra maneira. Para essas pessoas, a ansiedade tem sido uma companheira de viagem perene. Na verdade, não é por acaso que se concentra no giro frontal superior do cérebro, área relacionada à autoconsciência, o que implica que essas pessoas assumiram a ansiedade como parte de seu “eu”.

– A ansiedade-estado , ao contrário, é desencadeada por algum evento específico (ou um conjunto deles). Diante de tal situação, uma pessoa que nunca esteve particularmente nervosa responde com ansiedade. Em última análise, o que acontece é que a pessoa não possui as ferramentas psicológicas necessárias para lidar com o problema, então seu corpo e mente respondem com um estado “excepcional” de ativação. É por isso que a ansiedade-estado tem sido associada ao giro do cíngulo, uma área envolvida no processamento de emoções e aprendizado, bem como ao precuneus , uma área que é ativada quando trazemos memórias à mente. Isso significa que a ansiedade-estado é altamente dependente do contexto.

Claro, ambos os tipos de ansiedade podem coexistir. Uma pessoa ansiosa perceberá que seu nível de ansiedade aumenta quando ela tem que enfrentar certas demandas do ambiente. Da mesma forma, alguém que nunca esteve ansioso pode começar a responder com ansiedade em diferentes situações, pois não consegue recuperar o controle de sua vida emocional.

A boa notícia é que os sintomas da ansiedade podem ser revertidos, sem recorrer a medicamentos ansiolíticos. Na verdade, você não deve esquecer que os medicamentos para ansiedade não estão isentos de efeitos colaterais e não são uma solução a longo prazo. Pelo contrário, existem diferentes estratégias cientificamente comprovadas e fáceis de aplicar que ajudam a combater a ansiedade sem medicação, de forma natural.

Como combater a ansiedade sem medicação, naturalmente?

1. Aceite a ansiedade, seja um observador imparcial
A ansiedade é prejudicial, sabemos disso e por isso queremos eliminá-la. Portanto, é normal que nosso primeiro impulso seja negá-lo e rejeitá-lo. No entanto, o paradoxo é que quanto mais tentarmos combater a ansiedade, mais sobrecarregados nos sentiremos. Quando negamos uma emoção ou sensação, ela cresce.

De fato, a mente de uma pessoa ansiosa não está cheia de preocupações sobre eventos em sua vida diária, mas sobre meta-preocupações. Ou seja, eles se importam porque se importam. Essa pessoa ativa seu crítico interior, uma voz que constantemente lhe diz que a ansiedade é intolerável, que é incapaz de manter o controle ou que sua existência é miserável.

Dessa forma, desencadeiam um círculo vicioso que só serve para aumentar a ansiedade. Portanto, não tente negar a ansiedade que você sente, simplesmente esteja ciente de sua existência. Quando você não foge de uma emoção ou a rotula de “negativa”, pode se distanciar emocionalmente do problema e recuperar o controle de si mesmo.

2. Acabe com a correria da sua vida
A maioria das pessoas ansiosas muda constantemente de um lugar para outro, come em pé, sem sentar à mesa e realiza diferentes tarefas ao mesmo tempo. Seu computador, por exemplo, geralmente é uma bagunça composta de diferentes janelas e programas abertos. E é que o que expressamos para o exterior nada mais é do que o reflexo de nossa mente.

No entanto, quando abordamos as tarefas cotidianas dessa perspectiva caótica e apressada, estamos dando ao cérebro um feedback muito negativo porque é como se estivéssemos dizendo para ele trabalhar ainda mais rápido porque as coisas estão fora de controle. Como resultado, o cérebro responde aumentando ainda mais os níveis de cortisol e adrenalina, o que leva a mais ansiedade.

A solução está em quebrar esse círculo vicioso. Desacelere e, acima de tudo, ordene as tarefas que você tem que fazer ao longo do dia e priorize as mais importantes. Force-se a desacelerar, você verá que pode fazer muito mais, com menos estresse.

3. Não deixe tarefas pendentes
Uma das coisas que mais aumenta nosso estado de ansiedade é saber que temos tarefas pendentes. Na verdade, não são as tarefas em si que nos cansam e nos esgotam, mas o constante lembrete mental de que devemos realizá-las.

Especialistas em produtividade pessoal dizem que, para resolver esse problema, é melhor aplicar a regra dos 2 minutos. Na prática, quando surge uma tarefa, se não demorar mais de 2 minutos, faça-a imediatamente, pois adiando-a e lembrando-se de que consumirá mais energia do que realizá-la. Se a tarefa demorar mais e você não a tiver, pergunte a si mesmo se é realmente importante. Se sim, encontre um lugar para ele em sua agenda.

Lembre-se de que a maneira como você organiza seu dia afetará seu estado de espírito. Portanto, não deixe que as tarefas se acumulem, pois se as deixar para o último momento, estará apenas contribuindo para o aumento do seu nível de ansiedade. Aprender a organizar sua vida permitirá que você elimine uma grande fonte de ansiedade: as tarefas pendentes e aquelas que lhe roubam energia sem oferecer nenhuma recompensa em troca.

4. Dê a si mesmo pelo menos uma hora por dia
Na sociedade em que vivemos, o fazer é mais recompensado do que o ser. Por isso, nos sentimos compelidos a correr, a não ter um minuto de descanso, porque é sinônimo de preguiça, é a antítese dos valores promovidos pela cultura ocidental.

De fato, não é estranho que pessoas ansiosas estejam sempre cheias de trabalho e projetos pendentes, não têm nem alguns minutos por dia para se dedicar a si mesmas. Imersos nesse estado de tensão constante, eles não permitem que seu cérebro “desligue”, como resultado, os níveis de ansiedade disparam.

No entanto, desconectar-se e ficar sozinho consigo mesmo é tão importante quanto ser proativo. Embora as pessoas ansiosas muitas vezes achem difícil ficar de braços cruzados, uma ótima alternativa é passar pelo menos uma hora por dia fazendo uma atividade que você realmente goste. Dessa forma, o cérebro começa a liberar uma série de neurotransmissores como as endorfinas, que geram um estado de bem-estar e relaxamento.

5. Questione seus pensamentos negativos recorrentes
A mente de uma pessoa ansiosa é seu pior inimigo. Na verdade, a ansiedade cresce como resultado dos pensamentos irreais que a pessoa desenvolve. Portanto, é essencial que você aprenda a detectá-los e interromper seu curso.

O mais comum é que a pessoa ansiosa responda de forma exagerada às situações do seu dia a dia. Faz uma tempestade em um copo d’água, acha que um simples erro terá consequências terríveis. Desta forma, você adiciona tensão desnecessária.

Portanto, é importante que você comece a questionar esses pensamentos catastróficos que não se conformam com a realidade. Pergunte a si mesmo: essa preocupação é realista? Quantas chances existem de que isso se torne realidade? Qual é o pior que poderia acontecer? Como eu poderia lidar com isso?

6. Adote outra perspectiva
A ansiedade é causada, em grande parte, pelo significado que damos a determinadas situações. Portanto, uma das estratégias mais eficazes para combater a ansiedade é mudar a forma como pensamos sobre os estressores.

Um estudo realizado na Universidade de Yale apresentou aos líderes um vídeo que transmitia a ideia de que o estresse era fortalecedor, pois algumas pessoas fazem seu melhor trabalho quando estão sob pressão. Nas duas semanas seguintes, essas pessoas não apenas melhoraram seu desempenho no trabalho, mas relataram menos problemas psicológicos e seus níveis do hormônio do estresse cortisol diminuíram. No grupo que continuou acreditando que o estresse é negativo, essas mudanças não foram apreciadas.

Por exemplo, fazer uma apresentação pública é estressante e angustiante, mas, por outro lado, também é uma oportunidade de testar nossas habilidades e expandir nossa rede de contatos profissionais. Nesse sentido, será de grande ajuda usar o “porém” com mais frequência. Quando você descobrir esses pensamentos irracionais, tente transformá-los usando esse termo. Por exemplo, se enquanto você estuda você pensa: “Eu não vou passar nesse exame”. Reformule esse pensamento de forma positiva: “Talvez eu não passe nesse teste; no entanto, vou fazer um esforço para dar o meu melhor.”

7. Viva o “aqui e agora”
A pessoa ansiosa geralmente vive entre o passado e o futuro. Você se culpa pelo que aconteceu e se preocupa ou teme o que pode acontecer. Dessa forma, ele enche seu presente de ansiedade. Na verdade, a ansiedade muitas vezes decorre precisamente dessas preocupações com o futuro. A pessoa ansiosa sofre de uma espécie de obsessão pelo futuro que a faz se concentrar em todos os desastres que podem acontecer.

No entanto, para eliminar a ansiedade, é importante aprender a se concentrar no presente. Respire, olhe ao seu redor e observe que nada de ruim está acontecendo agora. Apreciá-lo. A prática da atenção plena pode ajudá-lo a atingir esse objetivo. Você nem precisa meditar, só precisa aprender a focar no aqui e agora, na experiência que está vivendo, sem criticá-la e sem deixar sua mente vagar pelo futuro.

Como provavelmente será difícil para você abandonar suas preocupações de uma vez por todas, você pode estabelecer o que é chamado em psicologia: “O período da preocupação”. Trata-se de adiar esses pensamentos até os 30 minutos do dia em que você se permite se preocupar o quanto quiser. Mas, uma vez passados, se outros pensamentos ansiosos vierem à mente, você deve adiá-los até a próxima sessão.

8. Gerencie melhor suas emoções
Por muitas décadas, as pessoas foram encorajadas a suprimir seus sentimentos e emoções. Mais tarde, foi-lhes dito que era melhor expressá-los, pois assim poderiam aliviar estados como raiva e ansiedade. No entanto, agora foi demonstrado que desabafar emoções não necessariamente ajuda a gerenciá-las melhor, nem reduz sua intensidade.

Psicólogos da Iowa State University pediram às pessoas que escrevessem um ensaio e depois fizeram avaliações muito negativas, com o objetivo de gerar raiva. Algumas pessoas tiveram a chance de desabafar sua agressividade com um par de luvas, acertando um saco de pancadas com a foto do avaliador. Outros tiveram que esperar sentados em silêncio em uma sala. Ao final, foi avaliado seu nível de frustração e raiva. Curiosamente, aqueles que “ventilaram” suas emoções foram mais agressivos.

Isso não significa que você deve reprimir suas emoções, mas que deve encontrar a maneira certa de expressá-las. Bater em um travesseiro, gritar ou descarregar a raiva verbal em alguém pode aumentar os sentimentos negativos. Isso porque existem algumas atividades que ativam seu sistema nervoso, em vez de acalmá-lo, que é o que você precisa. Portanto, para superar a ansiedade, é melhor que você escolha atividades que lhe permitam relaxar verdadeiramente.

9. Pratique exercícios físicos
Uma das melhores estratégias para combater a ansiedade e o estresse é se exercitar. Você não precisa gastar muito tempo com isso, apenas meia hora todos os dias será suficiente. Embora seja recomendado que sejam exercícios intensos, que são os que permitem a liberação de uma grande quantidade de endorfinas.

De fato, um estudo realizado na Universidade de Princeton descobriu que a atividade física regular torna o cérebro mais resistente ao ataque do estresse porque o reestrutura em um nível funcional. Na prática, o esporte interrompe a atividade dos neurônios do hipocampo ventral, que são os principais responsáveis ​​por ativar as áreas do cérebro ligadas à resposta ao estresse e à ansiedade.

Portanto, é conveniente que pelo menos cinco vezes por semana você dedique tempo à prática de exercícios. Você não apenas notará uma melhora no nível psicológico, mas sua saúde física também agradecerá.

10. Relaxe e respire
As técnicas de relaxamento são muito eficazes no combate à ansiedade. Existem diferentes técnicas, uma das mais comuns é tensionar cada um dos grupos musculares e depois relaxá-los suavemente. De fato, se você sofre de ansiedade, é provável que tenha uma grande tensão no corpo, principalmente na região das costas e entre as sobrancelhas.

Existem também técnicas de visualização ou meditação guiada que proporcionam excelentes resultados para quem tem imaginação fértil. Uma das mais simples é fechar os olhos e imaginar que você está em um lugar tranquilo que você gosta e onde se sente confortável. Imagine tudo com a maior quantidade de detalhes e então simplesmente deixe-se dominar pelas sensações positivas que você está experimentando.

Essas técnicas devem ser acompanhadas de uma boa respiração. De fato, embora não tenhamos consciência disso, a respiração é um processo muito importante através do qual a mente obtém feedback sobre nosso estado. Quando respiramos rápida e superficialmente, nosso cérebro entende que algo está errado e que podemos estar em perigo, o que aumenta o nível de ansiedade. Quando respiramos lenta e profundamente, todas as funções corporais, incluindo os batimentos cardíacos, estão em ritmo e é mais fácil relaxar.

A meditação da atenção plena também o ajudará muito. Este vídeo simples explica o que é e, acima de tudo, como pode ajudá-lo a superar a ansiedade.

Se você não descobrir as causas, será difícil combater a ansiedade
Lembre-se de que, para eliminar esse problema de uma vez por todas, é vital que você descubra quais são as causas da ansiedade e que aprenda a evitá-las, ou pelo menos a gerenciá-las de forma mais adequada. Neste « Programa de Superação da Ansiedade » são analisadas as principais situações de stress com que temos de lidar todos os dias e ofereço-lhe técnicas práticas, explicadas passo a passo, para combater a ansiedade.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Microplásticos foram detectados no sangue humano

Num artigo publicado na Environment International, pesquisadores descrevem que encontraram a impressionante quantidade de 17 pessoas dentre 22 com microplásticos no sangue. Isso totaliza quase 80% dos participantes.

Partículas de plástico são poluidores encontrados em quase toda a parte do planeta. Cientistas já encontraram microplástico quase no topo do Monte Everest e na Fossa das Marianas — o ponto mais alto e o ponto mais baixo do mundo.

Pelo que o novo estudo aponta, não são apenas animais marinhos a sofrerem com plástico ingerido: nós também nos tornamos vítimas.

A descoberta mostra que as partículas podem viajar pelo corpo humano e se abrigar em órgãos. Até então, não se sabe quais os impactos disso na saúde, mas os pesquisadores se preocupam, pois se sabe que o microplástico causa danos em células humanas testadas em laboratório.

Além disso, partículas poluidoras no ar já são conhecidas por adentrar no corpo humano e causar milhões de mortes precoces todo ano.

Como foi o estudo dos microplásticos detectados em sangue humano
Os cientistas analisaram amostras de sangue de 22 doadores anônimos, todos adultos saudáveis, e encontraram partículas de plástico em 17.

A metade das mostras continha plástico PET, que é comumente usada em garrafas de bebidas. Um terço continha poliestireno, usado para embalar comida e outros produtos.

Um quarto ainda continha polietileno, que é usado para fazer sacolas.

“Nosso estudo é o primeiro indício de que temos partículas de polímero em nosso sangue – é um resultado dramático”, disse o professor Dick Vethaak, um ecotoxicologista da Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda.

“Mas nós precisamos expandir a pesquisa e aumentar o tamanho das amostras, o número de polímeros avaliados, etc”. Novos estudos feitos por diversos grupos já estão em ação, ele disse.

Sobre os microplásticos detectados em sangue humano, “certamente é razoável se preocupar”, Vethaak contou. “As partículas estão lá e são transportadas pelo corpo”.

Ele acrescentou que pesquisas prévias demonstraram que microplásticos estão dez vezes mais presentes nas fezes de bebês quando comparado a adultos, e que bebês alimentados com garrafas de plástico estão ingerindo milhões de partículas de microplástico por dia.

Vethaak reconhece que a quantidade e tipo de plástico variou consideravelmente entre as amostras de sangue. “Mas esse é um estudo pioneiro”, ele disse, e agora precisa-se de mais trabalho sobre o tema.

Ele disse ainda que as diferenças podem refletir uma exposição a curto prazo antes das amostras terem sido tomadas, como alguém ter bebido de um copo plástico de café, ou ter usado uma máscara facial de plástico.

“A questão principal é ‘o que está acontecendo no nosso corpo’”, apontou o pesquisador. “As partículas são retidas no corpo? Elas são transportadas para certos órgãos, passando pela barreira hematoencefálica? E esses níveis são altos o suficiente para originar doenças? Precisamos urgentemente de investir em mais pesquisas para descobrirmos isso”.

Um estudo recente descobriu que microplásticos podem agarrar-se ao exterior das membranas de glóbulos vermelhos e limitar sua capacidade de transportar oxigênio. As partículas também foram encontradas em placentas de mulheres grávidas.

Por fim, um novo artigo de revisão com coautoria de Vethaak, avaliou o risco de câncer e concluiu:

“Mais pesquisas detalhadas sobre como micro e nanoplástico afetam as estruturas e processos do corpo humano, e se e como eles podem transformar células e induzir carcinogênese, é urgentemente necessário, particularmente devido ao crescimento exponencial na produção de plástico. O problema está se tornando mais urgente a cada dia”.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

Caminhar todos os dias ajuda idosos a envelhecerem melhor

Separar um tempo para “dar uma voltinha” diariamente pode ajudar idosos a envelhecerem melhor — mesmo que essa caminhada não chegue a ser um exercício físico. Pelo menos é isso que mostra um estudo norte-americano realizado com mais de 140 mil pessoas.

De acordo com os resultados, mesmo que os voluntários não se exercitassem de fato, os que andavam um pouquinho todos os dias (cerca de 2 horas por semana) tinham a saúde melhor e permaneceram vivos por mais tempo. Na realidade, 26% dos idosos que não possuiam esse hábito tiveram mais chances de morrer.

Os estudos em relação ao benefício das caminhadas permaneceram sólidos mesmo após os pesquisadores considerarem fatores como o tabagismo, a obesidade, as condições crônicas (incluindo diabetes) e o tempo gasto sentado.

Para os especialistas, a pesquisa mostra que médicos “devem encorajar os pacientes a caminhar, mesmo que seja menos do que a quantidade recomendada, especialmente à medida que envelhecem, para a saúde e a longevidade”, escreveram no American Journal of Preventive Medicine. “A caminhada foi descrita como o ‘exercício perfeito’ porque é uma ação simples, gratuita, conveniente, não requer nenhum equipamento especial ou treinamento, e pode ser feita em qualquer idade”, argumentam.

A análise também revelou que andar por um período de tempo maior estava associado a ainda mais benefícios. Aqueles que caminharam de 2,5 a 5 horas por semana eram 20% menos propensos a morrer, 30% menos probabilidades de morrer de doenças respiratórias e 9% menos chances de morrer de câncer, durante o período de estudo, em comparação com aqueles que caminharam por menos de 2 horas por semana.

“Este estudo mostra que o envolvimento com a caminhada está associado ao aumento da longevidade e tem potencial para melhorar significativamente a saúde pública”, relatam os cientistas.

(Com informações de Live Science.)
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*Fonte: revistagalileu

Não é preciso dar 10 mil passos por dia para ser saudável, aponta estudo

Grupo internacional de cientistas concluiu que a quantidade ideal de passos por dia varia de acordo com idade e pode reduzir em até 53% o risco de morte prematura

A ideia de que são necessários 10 mil passos por dia para manter a saúde surgiu há décadas, de uma campanha de marketing sem base científica para um pedômetro (instrumento que conta passos). Segundo novo estudo sobre esse assunto, andar mais durante o dia realmente faz bem à saúde, mas a quantidade de passos para esse efeito pode mudar de acordo com cada faixa etária. A pesquisa foi conduzida por um grupo internacional de cientistas chamado Steps for Health Collaborative, e publicada no dia 1º de março na The Lancet Public Health.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores buscaram de evidências para relação entre a quantidade de passos dados por dia e a melhora na saúde ao analisar 15 estudos que envolveram quase 50 mil voluntários ao redor do mundo.

“O que vimos foi uma redução no risco de morte à medida que o número de passos aumenta”, diz em comunicado Amanda Paluch, epidemiologista da atividade física e autora principal do estudo. Segundo a pesquisadora, essa redução se estabiliza depois de uma certa quantidade de passos.

Para pessoas com 60 anos ou mais, o risco de morte prematura se estabilizou em cerca de 6 mil a 8 mil passos por dia. Já adultos com menos de 60 anos obtiveram o mesmo resultado andando entre 8 mil e 10 mil passos. De acordo com Paluch, a pesquisa não encontrou nenhuma variação do resultado baseada na velocidade de caminhada.

“Passos são muito simples de contar e dispositivos de rastreamento de condicionamento físico estão cada vez mais acessíveis”, diz Paluch. Para ela, a maior importância da pesquisa é comprovar que é possível e benéfico fazer atividades físicas simples e sem custo, como a caminhada.

Os estudos analisados pela pesquisa investigaram o efeito dos passos diários na mortalidade de adultos acima dos 18 anos. Os participantes foram divididos em quatro grupos comparativos de acordo com a média de passos dada por dia. Dos menos aos mais ativos, as médias foram de 3,5 mil passos por diaç 5,8 mil; 7,8 mil e 10,9 mil.

Entre os três grupos mais ativos, o risco de morte chegou a ser 53% menor em comparação ao grupo menos ativo. “A principal conclusão é que há muitas evidências sugerindo que se mover um pouco mais ao longo do dia é benéfico, principalmente para aqueles que fazem pouca atividade física”, conclui Paluch.

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*Fonte: revistagalileu

Metade da população do mundo terá miopia em 2050, segundo OMS

Dentre os problemas de visão a miopia é um dos mais comuns. Tanto que metade da população a terá em 2050, como aponta a OMS

Problemas de visão atingem um grande numero de pessoas, em todo o mundo. Ademais, ao longo dos tempos, eles já foram considerados motivo de chacota e também sinônimo de inteligência. O fato é que é cada vez mais comum a necessidade de se usar óculos, até mesmo às pessoas mais jovens, e uma das causas mais comuns para isso é a miopia.

Acredita-se que a miopia seja causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, incluindo o aumento do tempo de tela. Ela, nada mais é do que uma alteração ocular que dificulta enxergar à distância.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 59 milhões de brasileiros, aproximadamente 25% da população, são afetados pela miopia. O número pode parecer alto, mas segundo estimativa da OMS, até 2050 cerca de 50% da população mundial irá ser afetada por esse problema de visão.

Miopia

Nesse ínterim, as pessoas com miopia no mundo todo chega a 2,6 milhões. De todos os casos, 90% das pessoas afetadas estão em países do sudoeste asiático.

Além da miopia existem outros problemas de visão que afetam a população. No Brasil, por exemplo, a Fundação Abióptica fez um levantamento em 2019 e concluiu que 36 milhões de brasileiros usam lentes de contato ou óculos para o tratamento de doenças como hipermetropia, presbiopia, miopia ou astigmatismo.

Ademais, existem as pessoas que procuram outros meios para solucionar os seus problemas de visão, como por exemplo, fazer cirurgia. Em 2018, de acordo com dados da empresa Market Scope, foram realizadas 158 mil cirurgias de correção visual a laser no nosso país.

“O procedimento pode ser feito com duas diferentes técnicas, de acordo com a necessidade do paciente. Dura aproximadamente 10 minutos, para os dois olhos, e tem resultados imediatos”, explicou Ducci.

Solução

O bom desse procedimento é que ele é feito depois de uma avaliação médica. Ademais, não existe um grau mínimo ou máximo para que a pessoa seja encaminhada para fazer essa correção cirúrgica.

“A possibilidade de correção da cirurgia a laser, que é altamente tecnológica, vai variar de acordo com as características de cada córnea. Algumas pessoas podem corrigir até 15 graus e outras nem a metade disso, por exemplo. É essencial para a cirurgia que o paciente esteja com o grau refrativo estável há pelo menos um ano e não apresente doenças que possam prejudicar a cicatrização da córnea”, pontuou.

“Eu tinha um grau alto e usava óculos desde os 14 anos. Não me adaptava muito bem com lentes de contato e sempre sonhei em poder ficar sem o acessório. Sofria quando precisava ir a algum evento”, contou Luiza Bobato Cuman, de 26 anos.

Ela fez a cirurgia em fevereiro desse ano para tratar sua miopia. Como ela mesma conta, o procedimento lhe trouxe uma enorme qualidade de vida.

“Minha recuperação foi super tranquila. Eu já estava enxergando sem os óculos na manhã seguinte. O doutor Ducci passou uma prescrição de colírios que auxilia muito na recuperação, então em momento nenhum senti dor ou algum incômodo. Eu me emocionei diversas vezes quando consegui fazer atividades e ver coisas que eu não conseguia, sem os óculos”, contou ela.

50% do mundo

Sobre a miopia, a OMS já a considera como uma epidemia do século XXI. Isso pode ser visto no mundo todo. Como foi observado pelo levantamento feito pelo Conselho Brasileito de Oftalmologia com 295 médicos oftalmologistas, entre abril e junho de 2021.

Como resultado, ele viu que sete a cada dez médicos entrevistados identificaram a progressão da miopia nas crianças no período da pandemia. Desse modo, Ducci ressaltou que a miopia não é somente uma doença hereditária, apesar de isso ser um fator importante.

“Estudos comprovam que a falta de exposição ao sol e a consequente exposição frequente a telas, por exemplo, podem causar ou agravar a miopia, o que explica a alta nos casos durante o período de isolamento social”, explicou ele.

*Por Bruno Dias
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*Fonte: fatosdesconhecidos 

Como o álcool afeta o seu sono? Descubra!

Relaxamento e sonolência são comuns – e muitas vezes bem-vindos – efeitos colaterais do álcool. Ingerir algumas bebidas (sem exagero, claro) podem trazer alívio, especialmente se você luta com distúrbios do sono. Cerca de 20% a 30% das pessoas com insônia usam álcool regularmente para ajudá-las a adormecer. Mas não se engane: embora beber regularmente possa ajudá-lo a adormecer mais rápido à noite, isso pode afetar significativamente seu ciclo de sono – e não para melhor.

“Infelizmente, o álcool nunca melhora o sono. Embora ajude a relaxar, tornando mais fácil adormecer para alguns, três a quatro horas depois de adormecer, as pessoas acordam e não conseguem voltar a dormir”. Essa é a fala de Dr. John Mendelson, fundador da Ria Health e professor clínico de medicina da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Como o álcool afeta o sono?

O álcool é um depressor do sistema nervoso central, e é por isso que traz aquela sensação agradável e relaxada. É por isso que tantos de nós adormecemos depois de beber, parecendo que o álcool ajuda a dormir. No entanto, a relação entre o álcool e o seu sono não é uma coisa simples e direta, porque existem várias maneiras pelas quais o consumo de álcool influencia a qualidade do sono que você tem.

Álcool atrapalha o sono R.E.M

Suas propriedades relaxantes fazem com que o álcool pareça uma maneira infalível de dormir à noite. No entanto, a qualidade do sono reparador diminui. O uso de álcool interrompe seu ciclo de sono, particularmente o sono R.E.M, onde os sonhos acontecem.

“As evidências agora sugerem que o sono profundo do álcool também está associado a um aumento nas ondas alfa frontais, marcadores de vigília e interrupção do sono. Assim, o sono profundo do álcool provavelmente não será restaurador”, diz Dan Ford, psicólogo do sono e fundador da Clínica Melhor Sono.

Portanto, embora você possa inicialmente adormecer mais rápido, não está obtendo os benefícios do sono R.E.M durante a noite, ou seja, você não se sente descansado e verá que isso influencia seu desempenho no dia seguinte.

O álcool suprime a produção de melatonina em nossos corpos

Nossos corpos produzem melatonina para ajudar a controlar nosso ciclo sono-vigília, que coincide com a luz solar. Nossa glândula pineal libera melatonina quando o sol se põe e começamos a nos sentir cansados. Quando você bebe, resumidamente, está jogando fora seu ciclo sono-vigília.

O consumo de álcool diminui a produção de melatonina – independentemente de o sol estar se pondo. Tomar um suplemento desse hormônio poderia ser a solução, mas não é nada recomendado, já que pode trazer efeitos colaterais como ansiedade, pressão alta, tontura ou problemas respiratórios. Em uma escala maior, misturar os dois pode afetar a capacidade do fígado de produzir certas enzimas.

O álcool pode amplificar os efeitos dos distúrbios do sono

No caso da apneia obstrutiva do sono, em que os músculos da garganta e a língua já estão impedindo as vias aéreas, o álcool piora a condição. Quando você bebe álcool antes de dormir e tem apneia do sono, os músculos da garganta ficam ainda mais relaxados e colapsam com mais frequência, o que se traduz em interrupções respiratórias frequentes que duram mais do que o normal.

O álcool também pode piorar a insônia, o distúrbio do sono mais comum, que é marcado pela dificuldade em adormecer, acordar durante a noite ou acordar muito cedo pela manhã.

Estima-se que entre 35% e 70% das pessoas que bebem álcool vivem com insônia. Em um primeiro momento, os efeitos sedativos do álcool podem trazer sensação de alívio aos sintomas da insônia, mas dada a probabilidade de interrupções do sono R.E.M e despertares frequentes, não é recomendado que alguém use álcool para tratar seus sintomas de insônia.

Apesar disso tudo, você ainda pode desfrutar de uma bebida e dormir bem. Para isso, é necessário ficar atento em como o álcool afeta seu sono, evitar usar a bebida como um auxílio para dormir e parar de ingerir álcool pelo menos quatro horas antes de se deitar.

*Por João Barbosa
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*Fonte: olhardigital

Como a ciência explica por que é tão difícil resistir a comidas doces e gordurosas

Por que é tão mais fácil escolher comer um donut em vez de uma porção de brócolis cozido no vapor?

Não há dúvida de que algumas comidas despertam mais a nossa vontade do que outras — sobretudo aquelas ricas em açúcar e gordura.

Mas por que são tão irresistíveis?

Experimentos científicos nos oferecem algumas pistas sobre o que acontece em nossos cérebros quando optamos por certos alimentos.

Segundo o neurocientista Fabian Grabenhorst, se você entrasse em uma máquina de ressonância magnética e te oferecessem um milk-shake de chocolate, poderíamos ver o sistema de recompensas do seu cérebro se iluminar como um parque de diversões.

Logo acima dos olhos, está localizado o córtex orbitofrontal, uma parte do cérebro que é especialmente desenvolvida em humanos e primatas.

Nela, grupos de neurônios respondem a diferentes sensações e nutrientes — sabor, cheiro, quão cremoso e encorpado o milkshake é — e quanto mais seus neurônios se iluminam, mais apetitosa a comida em questão parece.

Duas coisas que alegram particularmente estes neurônios de recompensa são a gordura e o açúcar.

E combinações de gordura e açúcar podem ser ainda mais atraentes, como no caso do milkshake, de um donut ou de uma fatia de torta.

Mas nossos neurônios não respondem apenas a essas sensações, eles também são ativados quando você está planejando o que comer — em uma espécie de competição entre si para serem “escolhidos”.

E uma vez que você decide, os mesmos neurônios acompanham seu progresso — à medida que você come, eles vão ficando cada vez menos ativos, conforme você se aproxima da saciedade.

Mas não estamos totalmente à mercê das demandas de nosso córtex orbitofrontal. Ter informações sobre os alimentos pode fazer uma grande diferença.

Vamos voltar àquela máquina de ressonância magnética, e tomar agora um pouco de sopa. Tem dois tipos — uma sopa é identificada como de ‘sabor rico e delicioso’, e a outra como ‘água de legume cozido’.

Seus neurônios se iluminam mais ao tomar a sopa de ‘sabor rico e delicioso’, e menos com a ‘água de legume cozido’.

Mas tem uma pegadinha: é a mesma sopa. A única diferença é o nome, e isso é suficiente para mudar completamente sua experiência, conforme mostram estudos.

Este experimento também foi feito com vinho — dizer às pessoas que determinado vinho era mais caro aumentava a atividade dos neurônios e deixava o vinho com um sabor melhor.

Outra parte do cérebro envolvida na escolha dos alimentos é a amígdala — estrutura localizada no lobo temporal (lateral), que processa nossas emoções.

Ela também tem um papel quando você decide onde ir comer com outra pessoa.

Se você já viu no passado o que esta pessoa prefere, sua amígdala terá desenvolvido os chamados neurônios de simulação — que permitem a você prever as intenções do outro e incluir assim em suas próprias sugestões do que comer juntos.

As diferenças em nossos genes também são um fator que explica quão suscetíveis somos ao canto da sereia dos nossos neurônios de recompensa — algumas pessoas são naturalmente mais responsivas à recompensa que sentimos ao comer açúcar e gordura do que outras.

Aspecto social

Experimentos científicos nos oferecem pistas sobre como nossos cérebros computam nossas escolhas sobre o que comer, mas a maneira como lidamos com essas escolhas em nossas vidas e na sociedade também é complexa.

De acordo com Emily Contois, professora assistente de Estudos de Mídia da Universidade de Tulsa, nos EUA, vários fatores influenciam nossa escolha do que comer.

“O que está disponível no supermercado? O que é conveniente? O que é acessível financeiramente? O que traz boas lembranças? O que é gostoso para nós? O que achamos saudável? Qual é o nosso estado de saúde atual? O que define nossas ideias sobre quem somos?”, enumera ela para a BBC Ideas.

E as redes sociais, segundo ela, ganharam um papel importante neste processo.

“O Instagram, e o desejo de que as pessoas sejam capazes de tirar belas fotos de comida, transformaram a ideia de que ‘você é o que você come’, em ‘você é o que você posta'”, avalia.

Contois afirma que buscamos uma série de coisas diferentes a partir dos alimentos que consumimos — como conforto, conexão com nossa família ou nossa herança ancestral e até mesmo um senso de controle.

“Quando vivemos em momentos repletos de conflitos econômicos, políticos e sociais, às vezes buscamos na comida aquela sensação de segurança e proteção. Então, nesses momentos, às vezes vemos as pessoas se interessarem muito por ideias relacionadas à simplicidade, saúde e pureza, como uma maneira de nos protegermos de contextos fora do nosso controle”, explica.

Desta forma, a comida fala um pouco também sobre quem somos.

“(Sobre) Toda a complexidade da nossa identidade. O que comemos conta histórias sobre nosso gênero e nossa sexualidade, nossa raça e nossa etnia, nossa classe social ou nossas aspirações em relação à nossa classe social, a região onde vivemos, seja uma área urbana ou rural. O que comemos conta essas histórias contraditórias e complexas sobre quem somos”, diz ela.

No futuro, podemos usar nosso conhecimento sobre o que acontece em nossos cérebros para criar alimentos atraentes com poucas calorias e saudáveis.

E podemos nos ajudar entendendo como nossos neurônios de recompensa tramam para conseguir o que querem.

Podemos ficar atentos a momentos em que tendemos a fazer escolhas erradas, como quando optamos por determinado alimento por causa de um rótulo que consideramos atraente, e não pelo teor em si.

No fim das contas, pelo menos não estamos totalmente à mercê de nossos neurônios de recompensa. Podemos usar nossa compreensão para ajudar a pensar em alimentos saudáveis ​​e fazer escolhas saudáveis.

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*Fonte: bbc-brasil

Por que comer menos pode ser o segredo para uma vida mais longa e saudável

Em um restaurante em um futuro não tão distante, há um homem e uma mulher em seu primeiro encontro. Depois que os nervos iniciais se acalmaram, tudo vai bem.

O homem conta que tem 33 anos, passou a maior parte da vida solteiro e, embora ele não mencione, está tentando estabelecer-se e formar família. A mulher responde que tem 52 anos, foi casada, divorciou-se e tem filhos com pouco mais de 20 anos. Ele não fazia ideia disso – ela parecia ter a sua idade ou menos.

Este é o sonho de Julie Mattison, do Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Ela imagina um tempo em que o envelhecimento cronológico aumenta um ponto todos os anos, mas a idade biológica pode ser definida por um cronômetro diferente, segundo o qual a palavra “idoso” não tem o mesmo significado atual.

Parece algo distante, mas a nossa sociedade já fez grandes avanços rumo a esse objetivo, graças aos progressos da medicina e melhorias da vida saudável. Em 2014, por exemplo, a Pesquisa Nacional de Saúde dos Estados Unidos concluiu que 16% das pessoas com 50 a 64 anos de idade enfrentavam dificuldades diárias, causadas por doenças crônicas. Três décadas antes, esse número era de 23%.

Em outras palavras, além do aumento da expectativa de vida, também estamos vivendo “períodos saudáveis” mais longos – e cada vez mais flexíveis. Parafraseando – e atualizando – o discurso do então presidente norte-americano John F. Kennedy durante a primeira Conferência da Casa Branca sobre o Envelhecimento em 1961, pode-se realmente acrescentar vida aos anos, em vez de apenas anos à vida.

Alimentação pode ser a solução
Mas o que precisamos fazer para aumentar ainda mais a duração e a qualidade da nossa vida? Pesquisadores de todo o mundo estão examinando diversas ideias, mas, para Mattison e seus colegas, a resposta é uma simples alteração na alimentação.

Eles acreditam que a solução para uma velhice melhor pode ser reduzir a quantidade de alimento nos nossos pratos, em uma abordagem chamada de “restrição de calorias”. Essa dieta vai além de reduzir alimentos gordurosos de vez em quando; ela propõe a redução gradual e cuidadosa do tamanho das porções, de forma permanente.

Desde o início dos anos 1930, verificou-se que uma redução de 30% da quantidade de alimento consumido por dia proporcionou vida mais longa e ativa a minhocas, moscas, ratos, camundongos e macacos. Em outras palavras, a restrição de calorias é comprovadamente o melhor remédio para os estragos causados pelo tempo em todo o reino animal – e é possível que os seres humanos também só tenham a ganhar com isso.

Relatos históricos
A noção de que a alimentação de uma pessoa influencia sua saúde é, sem dúvida, anterior a qualquer relato histórico que tenha sobrevivido até hoje. Mas, como ocorre frequentemente com qualquer área da ciência, os primeiros relatos detalhados remontam à Grécia Antiga.

Hipócrates – um dos primeiros médicos a afirmar que as doenças têm causas naturais e não sobrenaturais – observou que muitas enfermidades são associadas à gula. Podia-se observar claramente que os gregos obesos normalmente morriam com menos idade que os gregos magros.

Fora desse epicentro da ciência da antiguidade, essas mesmas ideias foram adotadas e adaptadas ao longo dos séculos – até que, no final do século 15, Alvise Cornaro, um aristocrata com saúde frágil de uma pequena aldeia perto de Veneza, na Itália, mudou por completo o conhecimento aceito na época.

Se a alimentação excessiva é prejudicial, será que a moderação alimentar seria benéfica?

Para descobrir a resposta, Cornaro, então com 40 anos de idade, passou a comer apenas 350 g de alimentos por dia – ou cerca de mil calorias, segundo estimativas recentes. Ele comia pão, panetela (uma espécie de canja) ou caldo e ovos. As carnes escolhidas eram de vitela, cabra, boi, perdizes, pássaros, qualquer outra ave que estivesse disponível e Cornaro comprava peixe pescado nos rios da região.

Restringindo a quantidade, mas não a variedade, Cornaro afirmava ter atingido “saúde perfeita” até sua morte, mais de 40 anos depois. Ele alterava sua data de nascimento à medida que envelhecia, afirmando que havia chegado aos 98 anos, mas acredita-se que ele tenha morrido com cerca de 84 anos de idade – ainda assim, um feito impressionante no século 16, quando uma pessoa com 50 ou 60 anos já era considerada idosa.

Em 1591, seu neto publicou seu livro póstumo em três volumes intitulado “Tratado da Vida Sóbria”, que apresentou a restrição alimentar para o público e redefiniu o próprio envelhecimento.

Cornaro afirmava que, com um estímulo adicional de boa saúde no final da vida, os idosos, com total posse das suas capacidades mentais, poderiam fazer bom uso de suas décadas de conhecimento acumulado. Com sua dieta, a beleza estava na velhice, não na juventude.

Estudos sobre a longevidade
Cornaro foi uma pessoa fascinante, mas suas descobertas não devem ser consideradas irrefutáveis por nenhum ramo da ciência. Mesmo que seu relato seja verdadeiro e ele não tenha sofrido problemas de saúde por quase meio século, o que parece improvável, ele foi um estudo de caso de uma pessoa, que não representa os seres humanos como um todo.

Um estudo fundamental em 1935 com ratos brancos demonstrou que a restrição alimentar de 30 a 50% amplia o período de vida, retardando a morte por doenças e distúrbios relativos à idade – mas é claro que o que funciona para ratos ou outros animais de laboratório poderá não funcionar para seres humanos.

Testes de longo prazo, que acompanhem seres humanos do início da idade adulta até a morte, são raros. “Não considero estudos de longevidade em seres humanos como programas de pesquisa financeiramente viáveis”, afirma Mattison. “Mesmo se você começar com pessoas com 40 ou 50 anos de idade, ainda estará possivelmente considerando mais 40 ou 50 anos [de estudo].”

E ela também acrescenta que é quase impossível evitar que fatores externos – prática de exercícios, fumo, tratamentos médicos e bem-estar mental – influenciem os resultados finais do teste, em nossa espécie social e culturalmente complexa.

Por isso, no final dos anos 1980, dois testes de longo prazo independentes – um no NIA e outro na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos – foram estabelecidos para estudar a restrição de calorias e o envelhecimento em macacos Rhesus, que não apenas compartilham 93% do nosso DNA, mas também envelhecem da mesma forma que nós.

Lentamente, após a meia-idade (cerca de 15 anos, nos macacos Rhesus), as costas começam a curvar-se, a pele e os músculos começam a cair e seus pelos, quando ainda crescem, mudam de coloração, de marrom para cinza.

As similaridades vão ainda mais longe. Nesses primatas, a ocorrência de câncer, diabete e doenças cardíacas aumenta com a idade, tanto em frequência quanto em severidade. “Eles são um excelente modelo para estudar o envelhecimento”, segundo Rozalyn Anderson, gerontologista da Universidade de Wisconsin.

E seu controle é mais fácil. As dietas dos 76 macacos da Universidade de Wisconsin e dos 121 animais do NIA, compostas de biscoitos especialmente preparados, são específicas para cada idade, peso e apetite natural. Todos os macacos receberam o complemento total de nutrientes e sais minerais de que seus corpos necessitam – mas a metade dos macacos (o grupo com restrição de calorias) comeu 30% menos.

Esse grupo sequer chegou perto de passar fome ou sofrer subnutrição. Um exemplo é Sherman, um macaco com 43 anos de idade do NIA. Mattison afirma que, desde que foi colocado em restrição de calorias em 1987, com 16 anos de idade, Sherman não manifestou nenhum sinal explícito de fome, tão característico na sua espécie.

Sherman é o macaco Rhesus mais idoso já registrado, cerca de 20 anos mais velho que a expectativa de vida média da sua espécie em cativeiro. Enquanto macacos mais jovens desenvolviam doenças e morriam, ele parecia ser imune ao envelhecimento. Mesmo na casa dos 30 anos de idade, quando teria sido considerado um macaco idoso, ele não se parecia nem agia como um animal de mais idade.

O mesmo ocorreu, ainda que com variações, com seus companheiros de experimento no NIA. “Temos menor incidência de diabete e câncer nos grupos com restrição de calorias”, afirma Mattison. Em 2009, o estudo da Universidade de Wisconsin publicou resultados similares – e excelentes.

Não apenas os macacos em restrição de calorias pareciam sensivelmente mais jovens – com menos queda da pele e pelos em maior quantidade, com coloração marrom em vez de cinza – que os macacos que receberam alimentação padrão, mas também seus organismos internos eram mais saudáveis e livres de patologias. As ocorrências de câncer, como o adenocarcinoma intestinal, que é comum entre eles, foram reduzidas em mais de 50%. O risco de doenças cardíacas também foi reduzido pela metade.

E, enquanto 11 dos macacos com alimentação ad libitum (“à vontade”, em latim) desenvolveram diabete e cinco exibiram sinais de pré-diabete, a regulação da glicose no sangue pareceu saudável em todos os macacos com restrição de calorias. Para eles, a diabete não era um problema.

Ao todo, apenas 13% dos macacos no grupo com restrição de calorias haviam morrido de causas relativas à idade em 20 anos. No grupo ad libitum, 37% haviam morrido, quase três vezes mais que no outro grupo. Em um estudo de atualização da Universidade de Wisconsin em 2014, esses percentuais permaneceram estáveis.

“Demonstramos que o envelhecimento pode ser manipulado em primatas”, afirma Anderson. “Parece pouco significativo porque é óbvio, mas conceitualmente a importância é enorme. Significa que o envelhecimento é um objetivo razoável para intervenções clínicas e tratamento médico.”

Em outras palavras, se o envelhecimento puder ser retardado, todas as doenças associadas à idade também serão. “Tratar de cada doença, uma de cada vez, não ampliará significativamente a expectativa de vida das pessoas, pois elas morrerão por outras causas”, afirma Anderson. “Se você curar todos os cânceres, não postergará a morte por doenças cardiovasculares, demência ou distúrbios associados à diabete. Mas, se combater o envelhecimento, você pode retardar todo o conjunto de doenças de uma vez só.”

A restrição de calorias entre os seres humanos
Comer menos certamente parece ajudar os macacos, mas a restrição de calorias é muito mais difícil para as pessoas no mundo real. Nosso acesso a refeições regulares com alto teor de calorias, por exemplo, nunca foi mais simples; com serviços como o iFood e o Uber Eats, não é mais necessário andar até o restaurante. Além disso, ganhar peso simplesmente é mais natural para algumas pessoas.

“Existe um enorme componente genético em tudo isso e permanecer magro é muito mais difícil para algumas pessoas que para outras”, ressalta Anderson. “Todos nós conhecemos alguém que pode comer um bolo inteiro e nada acontece – ele simplesmente não engorda – enquanto outra pessoa apenas caminha ao lado de uma mesa onde há um bolo e já precisa comprar uma calça maior.”

Idealmente, a quantidade e os tipos de alimentos que comemos devem ser especificamente definidos para quem nós somos – nossa predisposição genética para ganhar peso, a forma como metabolizamos os açúcares, como armazenamos gordura e outros fluxos fisiológicos que estão além do escopo das instruções científicas no momento e, talvez, para sempre.

Mas a predisposição à obesidade pode ser usada para orientar as escolhas da vida e não ser tomada como algo inevitável. “Eu mesma tenho histórico genético de obesidade em toda a minha família e pratico uma forma flexível de restrição calórica”, afirma Susan Roberts, cientista alimentar da Universidade Tufts em Boston, nos Estados Unidos.

“Mantenho meu Índice de Massa Corporal em 22 e [calculei] que preciso comer 80% do que comeria normalmente se meu IMC fosse de 30, como todos os outros membros da minha família”, afirma ela. Roberts salienta que não é difícil – ela segue seu próprio programa de controle de peso com uma ferramenta chamada iDiet para ajudá-la a comer menos, mas evitando sentir fome ou não ter prazer ao comer. Se isso não fosse possível, ela diz que não praticaria a restrição de calorias.

Roberts não apenas testemunhou os problemas de obesidade na família, mas também conhece os benefícios da restrição de calorias mais que a maioria das pessoas. Há mais de 10 anos, ela é uma das principais cientistas do estudo conhecido como Determinação Abrangente dos Efeitos a Longo Prazo da Redução da Ingestão de Energia (ou Calerie, na abreviação em inglês). Ao longo de dois anos, 218 homens e mulheres saudáveis, com idades de 21 a 50 anos, foram divididos em dois grupos. Em um deles, permitiu-se que as pessoas comessem como fariam normalmente (ad libitum), enquanto os demais comeram 25% menos que o normal (redução de calorias). Ambos os grupos examinaram sua saúde a cada seis meses.

Ao contrário dos estudos com macacos Rhesus, os testes ao longo de dois anos não conseguiram determinar se a redução de calorias diminui ou retarda as doenças relacionadas com a idade, pois simplesmente não há tempo suficiente para o seu desenvolvimento. Mas o estudo Calerie verificou os eventos mais próximos: os primeiros sinais de doenças cardíacas, câncer e diabete.

Publicados em 2015, os resultados após dois anos foram muito positivos. No sangue das pessoas com restrição de calorias, a relação entre colesterol “bom” e colesterol “ruim” havia aumentado, as moléculas associadas à formação de tumores – chamadas de fatores de necrose tumoral (TNFs, na sigla em inglês) – foram reduzidas em cerca de 25% e os níveis de resistência à insulina, que sinalizam a diabete, caíram em cerca de 40%, em comparação com pessoas com alimentação normal. De forma geral, a pressão sanguínea também era mais baixa.

É verdade que alguns dos benefícios podem advir da perda de peso. Os exames iniciais do estudo Calerie haviam incluído pessoas obesas e também com índice de massa corporal (IMC) saudável de 25 ou menos e o emagrecimento certamente teria aumentado o bem-estar dos participantes com peso mais alto.

“O que ficou bastante claro há muito tempo é que ser obeso ou mesmo estar apenas acima do peso é ruim para você”, segundo Roberts. Ela acrescenta que as doenças e os distúrbios que antigamente se acreditava serem associados à idade agora estão aparecendo na população obesa.

Mas os resultados mais recentes indicam que benefícios significativos para a saúde podem ser obtidos em corpos já saudáveis – pessoas que não são obesas, nem estão abaixo do peso. Ou seja, aquelas com IMC de 18,5 a 25.

Apesar desses resultados, evidências de testes adicionais serão necessárias antes de aconselhar a alguém que já tenha IMC saudável que reduza sua ingestão de calorias – e aconselha-se a qualquer pessoa que deseje mudar sua alimentação a consultar antes um profissional médico.

O que desencadeia o processo?
Os cientistas esperam que seus macacos Rhesus possam ajudar a compreender exatamente por que a restrição de calorias pode trazer esses efeitos.

Com cerca de 30 anos de dados sobre vivos e mortos e amostras de sangue e tecidos de cerca de 200 macacos, o trabalho do NIA e da Universidade de Wisconsin pretende aumentar o conhecimento sobre a restrição de calorias, esclarecendo como ela retarda o envelhecimento.

Com menos alimentos, o metabolismo é forçado a ser mais eficiente com o que recebeu? Existe uma chave molecular reguladora do envelhecimento que é ligada (ou desligada) com menos calorias? Ou existe um mecanismo ainda desconhecido que determina nossa vida e nossa morte?

As respostas a essas questões poderão demorar para chegar. “Se eu fizesse 10 clones de mim mesma e todos eles trabalhassem sem parar, [mesmo assim] acho que não resolveríamos a questão”, afirma Anderson. “A biologia é extraordinariamente complicada.”

Esta é uma tarefa compensadora – compreender como a redução de calorias e outros tratamentos poderão ser utilizados para abordar essa parte específica da nossa biologia. O envelhecimento poderia ser tratado diretamente, ou seja, sem necessidade de restrição de calorias. “E acho que este realmente é o bilhete dourado”, afirma Anderson.

Mesmo na falta de uma explicação clara, a restrição de calorias é um dos caminhos mais promissores para melhorar e prolongar a saúde na nossa vida. “Não há nada nas pesquisas que nos faça pensar que a restrição calórica não funcione nas pessoas”, segundo Roberts, do estudo Calerie. E, ao contrário dos tratamentos com remédios, ela não traz uma longa lista de possíveis efeitos colaterais. “As pessoas do nosso estudo não sentiam mais fome, seu humor era bom e suas funções sexuais, também. Tentamos de todas as formas descobrir efeitos ruins, mas não encontramos”, afirma Roberts.

Um problema esperado era uma leve redução da densidade óssea, frequentemente relacionada à perda gradual de peso, segundo Roberts. Mas, como precaução, os voluntários receberam pequenos suplementos de cálcio ao longo de todo o estudo.

Mesmo com essas descobertas promissoras, “isso [o estudo Calerie] é o primeiro estudo da sua espécie e acho que nenhum de nós teria confiança suficiente para dizer ‘está bem, vamos recomendar isso para todas as pessoas do mundo'”, afirma Roberts. “Mas é uma perspectiva realmente fascinante. Acho que retardar a progressão de doenças crônicas é algo que todos nós podemos apoiar e que pode nos deixar empolgados, pois ninguém quer passar a vida com uma dessas doenças.”

Alex Riley é escritor e vive em Berlim, na Alemanha. Sua conta no Twitter é @riley_alex.

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*Por Alex Riley
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*Fonte: bbc-brasil

Mudança climática pode tornar seu cafezinho um item de luxo

Se o que os especialistas em mudanças climáticas e as grandes corporações prenunciam for verdade, itens alimentares amados como uma xícara de café da manhã e uma barra de chocolate podem se tornar uma relíquia do passado.

Esse é o alerta severo vindo de cientistas, agricultores e até grandes corporações de alimentos como a Starbucks, que temem que as mudanças climáticas representam uma séria ameaça ao grão de café arábica.

Os agricultores já estão sofrendo as consequências das mudanças climáticas, disse o diretor de sustentabilidade da Starbucks, Jim Hanna, com furacões severos e insetos resistentes causando estragos nas plantações.

De acordo com a União de Cientistas Preocupados, as mudanças climáticas (UCS) estão ameaçando as lavouras de café em praticamente todas as principais regiões produtoras de café do mundo.

Temperaturas mais altas, longas secas seguidas de chuvas intensas e doenças nas lavouras reduziram drasticamente a oferta de café nos últimos anos.

Os próximos alimentos de luxo
Embora historicamente alguns alimentos, como café, chocolate e especiarias, já tenham sido itens de luxo, hoje esses alimentos são itens de mercearia em grande parte do mundo. . No entanto, o aquecimento global e mais chuvas intermitentes podem fazer com que mude novamente nas próximas décadas.

No auge da civilização maia, os grãos de cacau eram uma moeda valiosa, usada para pagar trabalhadores e negociada em troca de mercadorias no mercado. Comerciantes europeus trouxeram cacau para a Europa, onde se tornou um capricho popular nas cortes reais.

Em 1828, o químico holandês Coenraad Johannes van Houten inventou um processo para tratar grãos de cacau com sais alcalinos e produzir chocolate em pó, que podia ser misturado com água. Esse processo transformou o chocolate em um produto acessível que poderia ser produzido em massa.

O café já foi uma iguaria pouco conhecida usada para rituais religiosos na Etiópia, antes que os comerciantes ocidentais trouxessem a bebida perfumada de volta para seus países de origem no século XVII e começassem a servi-la em cafeterias, populares entre trabalhadores de transporte, corretores e corretores. e artistas.

Depois que os holandeses garantiram suas mudas, o cultivo do café rapidamente se expandiu pelo mundo e se tornou uma bebida popular, consumida diariamente.

“Chocolate e café podem se tornar alimentos escassos e luxuosos novamente por causa das mudanças climáticas”, diz Monika Zurek, pesquisadora sênior do Environmental Change Institute da Universidade de Oxford (Inglaterra, Reino Unido).

Vastas áreas de Gana e Costa do Marfim (países vizinhos na costa oeste da África) podem se tornar inviáveis ​​para a produção de cacau se o aumento da temperatura global chegar a 2 graus Celsius, de acordo com um estudo de 2013.

“O cacau costumava ser para reis e mais ninguém. As mudanças climáticas estão atingindo fortemente as áreas de produção… O cacau pode se tornar mais um alimento de luxo novamente”, diz Zurek.

s mudanças climáticas podem eliminar, até 2050, metade das terras usadas para o cultivo de café em todo o mundo, de acordo com um estudo publicado em 2015.

Outro estudo sugere que as áreas adequadas para o cultivo de café na América Latina podem ser reduzidas em 88% até 2050, devido ao aumento das temperaturas.

Por milhares de anos, as especiarias têm sido um símbolo de riqueza e poder. A demanda por especiarias aromáticas deu início às primeiras rotas comerciais globais, estabeleceu vastos impérios e acabou por definir a economia global.

Hoje as especiarias estão por toda parte e muitas vezes são os itens mais baratos nas prateleiras dos supermercados. Mas podem voltar a ser artigos de luxo, diz Zurek.

As culturas de especiarias já estão a sofrer os efeitos das alterações climáticas. Chuvas fortes e umidade proporcionam condições favoráveis ​​para pragas como pulgões e doenças como o oídio. Na Caxemira, a maior região produtora de açafrão da Índia, as condições de seca destruíram as plantações desse ingrediente culinário atraente.

A produção de baunilha em Madagascar (ilha na África Oriental) foi atingida nos últimos anos por condições climáticas extremas. . Um ciclone devastou 30% das plantações da ilha em 2017, elevando os preços para um recorde de US$ 600 o quilo, o que deixou a especiaria mais cara que a prata.

“O perigo de produtos do dia a dia se tornarem itens de luxo é sombrio”, diz Monique Raats, diretora do Food, Consumer Behavior and Health Center da Universidade de Surrey (Inglaterra, Reino Unido). Unido). “Muitos alimentos podem se tornar inacessíveis para muitas pessoas.”

Não são apenas as mudanças climáticas e a escassez que podem transformar nossa comida cotidiana em itens para poucos. Mudanças no comportamento e nos gostos das pessoas também terão impacto. sobre o estado desses alimentos.

“Outra maneira de pensar em comida de luxo é algo que você não deve comer com frequência ou em grandes quantidades”, diz Raats, citando a carne como um ótimo exemplo.

A carne, que atualmente faz parte de uma refeição regular para muitas pessoas, provavelmente se tornará um produto de luxo nas próximas décadas, com mais pessoas adotando uma dieta baseada em vegetais para reduzir suas pegadas de carbono, diz ela.

As pessoas também podem adotar a mudança devido à grande quantidade de terras agrícolas incorporadas pela produção de carne, o que pode não ser mais viável com o crescimento populacional do planeta.

Comer carne pode se tornar socialmente inaceitável e visto da mesma forma que fumar é visto hoje, diz Alexander. “Pode chegar ao ponto em que comer um hambúrguer não é uma coisa legal para fazer com os amigos.”

Mas chegar a esse ponto não é um caminho direto, diz Papies. “Comer carne é a norma – torna-se parte de uma identidade nacional. Desviar disso é difícil”, diz ela, acrescentando que muitos veganos e vegetarianos lutam com o fato de que precisam explicar ou justificar por que não comem carne.

O veganismo, em particular, parece despertar fortes emoções, da irritação à fúria apaixonada. Oferecer mais exposição a opções sem carne, tanto na publicidade quanto nas lojas, pode ajudar a enfrentar a luta com a identidade vivida por muitos veganos e vegetarianos, diz Papies. “Isso ajudaria a tornar as coisas mais justas.”

O verdadeiro custo dos alimentos
Na tentativa de reduzir suas emissões, os países também podem optar por tributar a carne, como muitos fizeram com o açúcar, diz Alexander. A medida, polêmica e com efeitos colaterais, elevaria os preços da carne e a tornaria um produto mais luxuoso.

A criação de animais em fazendas é responsável por 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, e a produção de carne vermelha responde por 41% dessas emissões.

A produção global de carne bovina causa emissões semelhantes às produzidas pela Índia e requer 20 vezes mais terra por grama comestível de proteína do que hortaliças ricas em proteínas, como feijão.

De acordo com a agência de alimentos da ONU, FAO, “há uma desconexão preocupante entre o preço de varejo dos alimentos e o verdadeiro custo de sua produção” em muitos países.

“Como consequência, alimentos produzidos com alto custo ambiental, na forma de emissões de gases de efeito estufa, poluição da água, poluição do ar, destruição de habitats, podem parecer mais baratos do que alternativas produzidas de forma mais sustentável”, escreveu ele. a agência da ONU em um relatório sobre sustentabilidade agrícola.

Quando comemos carne, diz Alexander, não estamos pagando pela degradação ambiental causada pela indústria da carne. “Não estamos calculando o valor desses resultados e pagando por eles quando comemos carne.”

Um imposto sobre a carne refletiria alguns desses impactos ambientais prejudiciais, mas continua sendo uma ideia politicamente impopular com efeitos potencialmente prejudiciais para a população mais pobre, que já luta para comprar proteína.

“Isso pode mudar”, diz Alexander, à medida que mais pessoas veem a carne como “algo que não podemos comer, em termos de sustentabilidade”.

“Esperamos que, em um futuro próximo, tenhamos preços mais corretos e subsídios agrícolas que reflitam os alimentos que produzimos e nos ajudem a criar um sistema mais sustentável”, diz Papies.

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*Fonte: sabersaude

Uma maneira simples de ganhar 10 anos na sua expectativa de vida: estudo

Todo mundo quer viver mais. E muitas vezes nos dizem que a chave para fazer isso é fazer escolhas de estilo de vida mais saudáveis, como fazer exercícios, evitar fumar e não beber muito álcool. Estudos também mostraram que a dieta pode aumentar a expectativa de vida .

Um novo estudo descobriu que uma alimentação mais saudável pode prolongar a vida útil em seis a sete anos em adultos de meia-idade e, em adultos jovens, pode aumentar a vida útil em cerca de dez anos.

Os pesquisadores reuniram dados de muitos estudos que analisaram dieta e longevidade, juntamente com dados do estudo Global Burden of Disease, que fornece um resumo da saúde da população de muitos países.

Combinando esses dados, os autores foram capazes de estimar como a expectativa de vida variou com mudanças contínuas na ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais, grãos refinados, nozes, legumes, peixe, ovos, laticínios, carne vermelha, carne processada e bebidas açucaradas.

Os autores foram capazes de produzir uma dieta ideal para a longevidade, que eles compararam com a dieta ocidental típica – que contém principalmente grandes quantidades de alimentos processados, carne vermelha, laticínios com alto teor de gordura, alimentos ricos em açúcar, alimentos pré-embalados e baixa ingestão de frutas e vegetais.

De acordo com a pesquisa, uma dieta ideal incluía mais leguminosas (feijão, ervilha e lentilha), grãos integrais (aveia, cevada e arroz integral) e nozes, e menos carne vermelha e processada.

Os pesquisadores descobriram que comer uma dieta ideal a partir dos 20 anos aumentaria a expectativa de vida em mais de uma década para mulheres e homens dos EUA, China e Europa.

Eles também descobriram que mudar de uma dieta ocidental para a dieta ideal aos 60 anos aumentaria a expectativa de vida em oito anos. Para pessoas de 80 anos, a expectativa de vida pode aumentar em quase três anos e meio.

Mas, dado que nem sempre é possível que as pessoas mudem completamente sua dieta, os pesquisadores também calcularam o que aconteceria se as pessoas mudassem de uma dieta ocidental para uma dieta que estivesse a meio caminho entre a dieta ideal e a dieta ocidental típica.

Eles descobriram que mesmo esse tipo de dieta – que eles chamaram de “dieta de abordagem de viabilidade” – ainda poderia aumentar a expectativa de vida para jovens de 20 anos em pouco mais de seis anos para mulheres e pouco mais de sete anos para homens.

Imagem completa?
As estimativas de expectativa de vida que o estudo realizou vêm das metanálises mais completas e recentes (um estudo que combina os resultados de vários estudos científicos) sobre dieta e mortalidade.
Embora as metanálises sejam, em muitos casos, a melhor evidência devido à quantidade de dados analisados, elas ainda produzem suposições com os dados, o que pode fazer com que diferenças importantes entre os estudos sejam ignoradas.

Também vale a pena notar que a evidência para a redução do consumo de ovos e carne branca era de qualidade inferior à evidência para grãos integrais, peixes, carnes processadas e nozes.

Há também algumas coisas que o estudo não levou em consideração. Primeiro, para ver esses benefícios, as pessoas precisavam fazer mudanças em sua dieta dentro de um período de dez anos. Isso significa que é incerto se as pessoas ainda podem ver benefícios em sua vida se fizerem alterações em sua dieta por um longo período de tempo.

O estudo também não levou em conta problemas de saúde anteriores, o que pode afetar a expectativa de vida. Isso significa que os benefícios da dieta na expectativa de vida refletem apenas uma média e podem ser diferentes para cada pessoa, dependendo de uma variedade de outros fatores, como problemas de saúde crônicos, genética e estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool e exercícios.

Mas as evidências que os pesquisadores analisaram ainda eram robustas e extraídas de muitos estudos sobre esse assunto. Essas descobertas também se alinham com pesquisas anteriores que mostraram que melhorias modestas, mas de longo prazo, na dieta e no estilo de vida podem trazer benefícios significativos à saúde – incluindo a longevidade.

Claro, mudar sua dieta completamente pode ser difícil. Mas mesmo a introdução de alguns dos alimentos que aumentam a longevidade ainda pode trazer algum benefício. [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Nova teoria propõe que esquecer é na verdade uma forma de aprendizado

Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por quê? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo, ‘esquecer’ pode não ser uma coisa ruim – isso de acordo com cientistas que acreditam que pode representar uma forma de aprendizado.

Os cientistas por trás da nova teoria – delineada hoje na importante revista internacional Nature Reviews Neuroscience – sugerem que as mudanças em nossa capacidade de acessar memórias específicas são baseadas em feedback ambiental e previsibilidade. Em vez de ser um bug, o esquecimento pode ser uma característica funcional do cérebro, permitindo que ele interaja dinamicamente com o ambiente.

Em um mundo em mudança como o que nós e muitos outros organismos vivemos, esquecer algumas memórias pode ser benéfico, pois isso pode levar a um comportamento mais flexível e a uma melhor tomada de decisão. Se as memórias foram adquiridas em circunstâncias que não são totalmente relevantes para o ambiente atual, esquecê-las pode ser uma mudança positiva que melhora nosso bem-estar.

Então, com efeito, os cientistas acreditam que aprendemos a esquecer algumas memórias enquanto retemos outras que são importantes. Esquecer, é claro, tem o custo de informações perdidas, mas um corpo crescente de pesquisas indica que, pelo menos em alguns casos, o esquecimento se deve ao acesso alterado à memória, e não à perda de memória.

A nova teoria foi proposta pelo Dr. Tomás Ryan, Professor Associado da Escola de Bioquímica e Imunologia e do Trinity College Institute of Neuroscience no Trinity College Dublin, e pelo Dr. Hospital para Crianças Doentes em Toronto.

Tanto o Dr. Ryan quanto o Dr. Frankland são bolsistas da organização canadense de pesquisa global CIFAR, que possibilitou essa colaboração por meio de seu programa Child & Brain Development, que está realizando um trabalho interdisciplinar nesta área.

Dr Ryan, cuja equipe de pesquisa está sediada no Trinity Biomedical Sciences Institute (TBSI), disse:

“As memórias são armazenadas em conjuntos de neurônios chamados ‘células de engrama’ e a recuperação bem-sucedida dessas memórias envolve a reativação desses conjuntos. A extensão lógica disso é que o esquecimento ocorre quando as células do engrama não podem ser reativadas. As próprias memórias ainda estão lá, mas se os conjuntos específicos não puderem ser ativados, eles não poderão ser recuperados. É como se as memórias estivessem armazenadas em um cofre, mas você não consegue lembrar o código para desbloqueá-lo.

“Nossa nova teoria propõe que o esquecimento é devido à remodelação do circuito que muda as células do engrama de um estado acessível para um estado inacessível. Como a taxa de esquecimento é afetada pelas condições ambientais, propomos que o esquecimento seja na verdade uma forma de aprendizado que altera a acessibilidade da memória de acordo com o ambiente e o quão previsível ela é.”

Dr. Frankland acrescentou:

“Existem várias maneiras pelas quais nossos cérebros esquecem, mas todas elas agem para tornar o engrama – a personificação física de uma memória – mais difícil de acessar.”

Falando sobre o caso do esquecimento patológico na doença, o Dr. Ryan e o Dr. Frankland observam:

“Importantemente, acreditamos que esse ‘esquecimento natural’ é reversível em certas circunstâncias, e que em estados de doença – como em pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, por exemplo – esses mecanismos naturais de esquecimento são sequestrados, o que resulta em uma acessibilidade muito reduzida das células de engrama e perda de memória patológica”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O exercício altera a química do cérebro para proteger as sinapses do envelhecimento

Quando os idosos permanecem ativos, seus cérebros têm mais de uma classe de proteínas que aumentam as conexões entre os neurônios para manter a cognição saudável, descobriu um estudo da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Esse impacto protetor foi encontrado até mesmo em pessoas cujos cérebros na autópsia estavam crivados de proteínas tóxicas associadas ao Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

“Nosso trabalho é o primeiro a usar dados humanos para mostrar que a regulação da proteína sináptica está relacionada à atividade física e pode conduzir os resultados cognitivos benéficos que vemos”, disse Kaitlin Casaletto, Ph.D., professora assistente de neurologia e autora principal em o estudo, que aparece na edição de 7 de janeiro da revista Alzheimer’s & Dementia .

Os efeitos benéficos da atividade física na cognição foram demonstrados em ratos, mas são muito mais difíceis de demonstrar em pessoas.

Casaletto, neuropsicólogo e membro do Weill Institute for Neurosciences, trabalhou com William Honer, MD, professor de psiquiatria da University of British Columbia e autor sênior do estudo, para alavancar dados do Memory and Aging Project da Rush University em Chicago. Esse projeto rastreou a atividade física na idade avançada de participantes idosos, que também concordaram em doar seus cérebros quando morressem.

“Manter a integridade dessas conexões entre os neurônios pode ser vital para evitar a demência, uma vez que a sinapse é realmente o local onde a cognição acontece”, disse Casaletto. “A atividade física – uma ferramenta disponível – pode ajudar a impulsionar esse funcionamento sináptico.”

Mais proteínas significam melhores sinais nervosos
Honer e Casaletto descobriram que os idosos que permaneceram ativos tinham níveis mais elevados de proteínas que facilitam a troca de informações entre os neurônios. Este resultado coincidiu com a descoberta anterior de Honer de que as pessoas que tinham mais dessas proteínas em seus cérebros quando morreram eram mais capazes de manter sua cognição mais tarde na vida.

Para sua surpresa, disse Honer, os pesquisadores descobriram que os efeitos vão além do hipocampo, a sede da memória do cérebro, para abranger outras regiões do cérebro associadas à função cognitiva.

“Pode ser que a atividade física exerça um efeito de sustentação global, apoiando e estimulando a função saudável de proteínas que facilitam a transmissão sináptica por todo o cérebro”, disse Honer.

Sinapses protegem cérebros mostrando sinais de demência
O cérebro da maioria dos adultos mais velhos acumula amilóide e tau, proteínas tóxicas que são as marcas da patologia da doença de Alzheimer. Muitos cientistas acreditam que a amilóide se acumula primeiro, depois a tau, fazendo com que as sinapses e os neurônios se desintegrem.

Casaletto descobriu anteriormente que a integridade sináptica, seja medida no fluido espinhal de adultos vivos ou no tecido cerebral de adultos autopsiados, parecia diminuir a relação entre amiloide e tau, e entre tau e neurodegeneração.

“Em adultos mais velhos com níveis mais elevados de proteínas associadas à integridade sináptica, essa cascata de neurotoxicidade que leva ao mal de Alzheimer parece ser atenuada”, disse ela. “Juntos, esses dois estudos mostram a importância potencial de manter a saúde sináptica para apoiar o cérebro contra a doença de Alzheimer.”

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*Fonte: sabersaude

Quanto risco os corantes alimentares sintéticos realmente representam para a sua saúde?

A incidência de câncer colorretal de início precoce entre os jovens, definidos como aqueles com menos de 50 anos, tem aumentado globalmente desde o início dos anos 1990. As taxas de câncer de cólon e reto devem aumentar em 90 por cento e 124 por cento , respectivamente, até 2030.

Um motivo suspeito por trás dessa tendência é o aumento do consumo global de uma dieta ocidentalizada que consiste principalmente de carnes vermelhas e processadas, açúcar adicionado e grãos refinados. Sessenta por cento da Dieta Americana Padrão , também conhecida como “SAD”, é composta de alimentos ultraprocessados, como doces industriais assados, refrigerantes e carne processada. O TAS está associado a um risco aumentado de câncer colorretal .

Um aspecto dos alimentos ultraprocessados ​​que me preocupa é o quão coloridos eles são. Essa característica está em evidência em muitas comidas e guloseimas deliciosas presentes durante as festas de fim de ano.

No entanto, muitas das cores que compõem bengalas, biscoitos de açúcar e até mesmo molho de cranberry e presunto assado são sintéticas. E há algumas evidências de que esses corantes alimentares artificiais podem desencadear processos causadores de câncer no corpo.

Como diretor do Centro de Pesquisa do Câncer do Cólon da Universidade da Carolina do Sul, tenho estudado os efeitos desses corantes alimentares sintéticos no desenvolvimento do câncer colorretal.

Embora a pesquisa sobre o risco potencial de câncer de corantes alimentares sintéticos esteja apenas começando, eu acredito que você pode querer pensar duas vezes antes de pegar aquela guloseima colorida neste Natal.

O que são corantes alimentares sintéticos?
A indústria de alimentos usa corantes sintéticos porque eles tornam os alimentos mais bonitos. Os primeiros corantes alimentares foram criados a partir do alcatrão de carvão no final do século XIX. Hoje, eles são frequentemente sintetizados a partir de um produto químico derivado do petróleo chamado naftaleno para fazer um produto final chamado corante azo .

Os fabricantes de alimentos preferem os corantes sintéticos aos naturais, como o extrato de beterraba, porque são mais baratos, mais brilhantes e duram mais . Embora os fabricantes tenham desenvolvido centenas de corantes alimentícios sintéticos ao longo do século passado, a maioria deles é tóxica . Apenas nove são aprovados para uso em alimentos de acordo com a política da Food and Drug Administration , e menos ainda são aprovados pelos regulamentos da União Europeia .

O que impulsiona o câncer colorretal?

O dano ao DNA é o principal fator do câncer colorretal. Quando o dano ao DNA ocorre nos genes direcionadores do câncer, pode resultar em uma mutação que diz à célula para se dividir de forma incontrolável e se tornar cancerosa.

Outra causa do câncer colorretal é a inflamação . A inflamação ocorre quando o sistema imunológico envia células inflamatórias para começar a curar uma lesão ou capturar os patógenos causadores de doenças.

Quando essa inflamação persiste com o tempo, ela pode prejudicar células saudáveis, liberando moléculas chamadas de radicais livres, que podem danificar o DNA.

Outro tipo de molécula chamada citocinas pode prolongar a inflamação e conduzir ao aumento da divisão celular e ao desenvolvimento de câncer no intestino, quando não há uma lesão para curar.

Os hábitos alimentares inadequados de longo prazo podem levar a uma inflamação de baixo grau fervente que não produz sintomas perceptíveis, mesmo enquanto as moléculas inflamatórias continuam a danificar as células saudáveis.

Corantes alimentares sintéticos e câncer

Embora nenhum dos corantes sintéticos aprovados pela FDA seja classificado como cancerígeno, a pesquisa atualmente disponível aponta para riscos potenciais à saúde I e outros consideram preocupantes.

Por exemplo, a bactéria em seu intestino pode quebrar corantes sintéticos em moléculas que são conhecidas por causar câncer. Mais pesquisas são necessárias sobre como o microbioma interage com o corante alimentar sintético e o risco potencial de câncer.

Estudos mostraram que corantes alimentares artificiais podem se ligar ao DNA e às proteínas dentro das células. Também há evidências de que os corantes sintéticos podem estimular o mecanismo inflamatório do corpo . Ambos os mecanismos podem representar um problema para a saúde retal e do cólon.

Foi descoberto que corantes alimentares sintéticos danificam o DNA de roedores . Isso é corroborado por dados não publicados de minha equipe de pesquisa que mostram que Allura Red, ou Red 40, e Tartrazine, ou Yellow 5, podem causar danos ao DNA em células de câncer de cólon com dosagens aumentadas e tempo de exposição in vitro em um ambiente de laboratório controlado.

Nossos resultados precisarão ser replicados em modelos animais e humanos antes que possamos dizer que esses corantes causaram diretamente danos ao DNA, no entanto.

Finalmente, os corantes alimentares artificiais podem ser uma preocupação especial para as crianças. Sabe-se que as crianças são mais vulneráveis ​​às toxinas ambientais porque seus corpos ainda estão em desenvolvimento. Eu e outros acreditamos que essa preocupação pode se estender a corantes alimentares sintéticos , especialmente considerando sua prevalência na alimentação infantil.

Um estudo de 2016 descobriu que mais de 40% dos produtos alimentícios comercializados para crianças em um grande supermercado da Carolina do Norte continham corantes alimentícios artificiais. Mais pesquisas precisam ser feitas para examinar como a exposição repetida a corantes alimentares artificiais pode afetar as crianças.

Reduzindo o risco de câncer colorretal
Algumas guloseimas durante as férias não causam câncer colorretal. Mas uma dieta de longo prazo de alimentos processados ​​pode. Embora sejam necessárias mais pesquisas sobre a ligação entre corantes alimentares sintéticos e câncer, existem medidas baseadas em evidências que você pode seguir agora para reduzir o risco de câncer colorretal .

Uma maneira é fazer o rastreamento do câncer de cólon. Outra é aumentar sua atividade física. Finalmente, você pode comer uma dieta saudável com mais grãos inteiros e produtos e menos álcool e carne vermelha e processada. Embora isso signifique comer menos dos alimentos coloridos e ultraprocessados ​​que podem ser abundantes durante as férias, seu intestino agradecerá a longo prazo.

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*Fonte: sabersaude

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

A pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf aponta que “não há nada menos natural do que ler” para os seres humanos — mas isso não é de forma alguma ruim.

“A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana”, diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes: “Ler literalmente muda o cérebro”, diz ela.

O avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais, contudo, têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida “por alto”.

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas, entre outros motivos, porque a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura “digital”.

Um universo de símbolos
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada. O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — “é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos”, diz Wolf.

“Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento.”

“Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro”, ressalta a neurocientista.

“Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção”, completa.

Essa transformação “começa com cada novo leitor”. “(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro.”

E isso abre portas para um novo mundo.

Saúde mental

“A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia”, pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão.

“Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…”

Além disso, “ler uma grande história é muito mais do que entretenimento”, acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud.

“A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade”, diz Berthoud.

Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta “claustrofobia, raiva e exaustão”.

A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher’s Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941.

A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma.

No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas.

Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos.

A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória.

Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como “leitura profunda”.

Pensamento analítico
“Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral”, explica Maryanne Wolf.

“Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos.”

Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (“Proust e a Lula: a História e a Ciência por Trás do Cérebro que Lê”, em tradução livre), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, “a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda”.

“Em vez de percorrer um trajeto dorsal (…), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência”, escreve.

“O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes.”

Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos.

Tempos modernos
Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema.

Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, “pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega”.

A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção.

“As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de ‘boa escrita’ e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências”, opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club.

“Não importa o meio, é a história que importa”, emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club.

“O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular”, afirma Berthoud.

“O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento”, diz Meade.

Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor.

Fragmentação
“Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura”, afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura.

Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (ou COST, sigla para European Cooperation in Science and Technology), que considera a leitura um “tema urgente”.

Segundo o programa, “a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada”, algo que poderia “ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura”.

“Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela”, destaca Anne Mangen.

“Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel”, diz ela.

Maryanne Wolf concorda, dizendo que “a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante”.

“O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler ‘por alto’. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito.”

Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido.

“Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação”, destaca Mangen.

Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura?

“A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível”, pontua Chris Meade.

Para Natalie Carter, o futuro trará “muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos”.

Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: “Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces”.

Para a neurocientista Maryanne Wolf, “assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro ‘biletrado’. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie”.

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*Fonte: bbc-brasil

Sustentabilidade x saúde bucal: veja como manter a higiene e ajudar o planeta

Escovar os dentes é uma tarefa comum e aparentemente inofensiva, mas que, na maioria das vezes, envolve uma série de hábitos que podem poluir e promover o desperdício de recursos do planeta.

Sendo assim, adotar práticas mais sustentáveis no dia a dia podem ajudar na preservação do meio ambiente, o que também demanda mudanças na forma como é feita a higiene bucal. Confira algumas dicas abaixo!

1. Fechar a torneira ao escovar os dentes
Uma das atitudes mais simples que podem ajudar o planeta é fechar a torneira enquanto se escova os dentes, porque deixar a água escoando por cinco minutos gera um gasto aproximado de 12 litros de água, de acordo com a Sabesp.

O ideal é que todo mundo ligue a torneira apenas para molhar e enxaguar a escova, reservando uma pequena quantidade de água em um copo para bochechar ao final. Com isso, a Sabesp afirma que o gasto total da escovação muda para menos de meio litro.

2. Usar somente o necessário de cada produto
Para quem quer adotar hábitos mais sustentáveis, ainda é possível diminuir o desperdício de vários produtos usados na higienização bucal, como o fio dental, a pasta de dente e o enxaguante bucal.

Somente 40 centímetros de fio dental são suficientes para a limpeza da boca, por exemplo. Já a quantidade ideal de pasta é equivalente ao tamanho de uma ervilha, enquanto a de enxaguante bucal fica em torno de 20 mililitros.

Seguir essas recomendações pode trazer inclusive benefícios à saúde, já que porções erradas de cada um dos produtos mencionados podem provocar problemas na gengiva, alterações no esmalte do dente etc.

3. Escolher escovas reutilizáveis
Sabendo que, em média, uma pessoa utiliza cerca de 300 escovas de dente ao longo da vida, segundo a Plastic Pollution Coalition, fica fácil entender porque investir em escovas reutilizáveis é bem mais sustentável e capaz de reduzir o descarte de lixo.

Uma das opções disponíveis no mercado é a Colgate® Pro Planet, que possui 80% menos plástico na composição, pois seu corpo é feito de alumínio, que dura para sempre, e contém cabeças substituíveis para trocar somente essa parte a cada 3 meses, assim possibilitando o cuidado com o sorriso e planeta por meio de uma escolha só.

4. Reciclar embalagens de cremes dentais
Na busca por maior sustentabilidade, a reciclagem também é um elemento fundamental. Assim, as embalagens dos produtos usados na higienização bucal devem ser recicladas sempre que possível.

Os cremes dentais das linhas Colgate® Zero e Natural Extracts, por exemplo, estão disponíveis em tubos recicláveis que, ao contrário da maioria, são feitos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), o que reforça o compromisso de sustentabilidade da companhia em ter até 2025 todo o seu portfólio de produtos feitos de materiais recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis.

Se você quiser diminuir o seu impacto no planeta, é importante estar atento a detalhes como esse na hora de escolher um produto no mercado, além de, é claro, tentar reduzir os desperdícios que já fazem parte da rotina.

*Por Mayumi Yamasaki
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*Fonte: minhavida

Por que você deve parar tudo e respirar fundo agora

Na maior parte do tempo, respiramos sem nem se dar conta de que estamos respirando. Mas respirar faz muito mais do que apenas fornecer oxigênio ao cérebro e ao corpo.

A cada inspiração e expiração, temos a capacidade de mudar, em segundos, a maneira como pensamos e sentimos. Controlar a respiração — o tempo em que inspiramos e a profundidade como o fazemos — também pode combater o estresse e até mesmo tornar nossa mente mais aguçada.

Tente agora: respire fundo por quatro segundos… agora, expire por seis segundos. Pratique isso por alguns minutos e você sentirá uma diferença.

A respiração afeta quase todos os órgãos do nosso corpo. Pode alterar nossa frequência cardíaca, diminuir a pressão arterial, reduzir níveis de estresse, combater a ansiedade, reduzir a sensação de dor e até mesmo alterar a química do cérebro para tornar nossa mente mais aguçada.

Não é por acaso que os exercícios respiratórios formam a base de muitas práticas antigas, da meditação à respiração na yoga.

Reiniciar o cérebro
Quando estamos estressados, os níveis de uma substância química chamada noradrenalina aumentam no cérebro, e suas redes de atenção são interrompidas. Isso causa um tipo de pensamento distraído.

Algumas pessoas prendem a respiração sob estresse, o que agrava ainda mais o problema. Os níveis de dióxido de carbono no sangue começam a subir, e isso dá o pontapé inicial para a ação do locus coeruleus, uma região específica do cérebro que começa a produzir ainda mais noradrenalina.

À medida que os níveis de noradrenalina aumentam mais e nossas redes de atenção começam a funcionar fora de sincronia, fica muito difícil se concentrar em apenas uma coisa.

Quando você respira fundo, interrompe todo o sistema. Respirar fundo é o botão de reinicialização do seu cérebro.

Monja Coen: ‘Não adianta querer que as coisas sejam como antes, porque a Terra não volta para trás’
Se você parar e inspirar contando até quatro e expirar contando até seis, você afeta o locus coeruleus, reduzindo os níveis de noradrenalina no cérebro. Suas redes de atenção podem trabalhar novamente em sincronia.

“É o produto farmacêutico mais preciso que você poderia administrar a si mesmo, sem efeitos colaterais”, diz o neurocientista Ian Robertson, professor da Universidade de Dublin, na Irlanda. “É incrivelmente potente. Você pode fazer isso em uma reunião, e ninguém precisa saber.”

O poder da respiração
Controlar a respiração pode ajudá-lo a recuperar sua própria confiança, dando uma sensação de que está no controle.

“Dá a você um pouco de senso de controle sobre seu próprio cérebro, suas próprias emoções e seu próprio pensamento”, diz Robertson. Depois de respirar fundo por alguns segundos, sua confiança começa a crescer. “De repente, talvez suas emoções não sejam o grande terrorista sobre o qual você não tem controle.”

Robertson diz que a chave não é lutar para controlar a respiração e sim apenas prestar atenção nela. Se você não fizer nada além de expirar por mais segundos do que quando você inspira, você está no caminho certo.

Da próxima vez que você se sentir sob pressão, lembre-se de que você tem o poder de mudar a química do seu cérebro com algumas respirações profundas, quando e onde quiser.

Os benefícios de controlar a respiração

1. Reduz níveis de estresse e combate a ansiedade
Acalme os pensamentos que correm pela sua cabeça diminuindo a frequência cardíaca e reduzindo sua resposta instintiva ao estresse. Isso quebrará o ciclo vicioso do pensamento de pânico e fará com que você se sinta com maior controle sobre sua mente e corpo.

2. Melhora a memória e a tomada de decisão
Controlar a maneira como você respira melhora a memória e a capacidade de resolução de problemas. Se você precisar pensar com mais clareza no momento, tente desacelerar sua respiração. Seus pensamentos devem então clarear.

Você também pode usar a respiração lenta para te ajudar a tomar melhores decisões de imediato. Um estudo envolvendo um grupo de alunos de uma escola de negócios francesa descobriu que fazer exercícios de respiração profunda melhorou os resultados dos estudantes em uma tarefa que envolvia a tomada de decisão em quase 50% apenas dois minutos depois de fazerem o exercício.

3. Ajuda a reduzir a sensação de dor crônica
A dor crônica e o estresse crônico estão intimamente ligados. Quanto mais estressado você estiver, mais seu corpo ficará em um estado de vigília. Você fica mais sensível aos sinais de dor que surgem de seu corpo. Uma maneira de quebrar este ciclo é se concentrar em sua respiração e diminuir sua resposta ao estresse em repouso.

4. Ajuda a voltar a dormir
Se você acordar no meio da noite e estiver com dificuldades para voltar a dormir, a respiração lenta pode ser algo que você pode fazer para tentar acalmar o cérebro, reduzir o estímulo ao locus coeruleus, diminuir seu estado de alerta e ajudá-lo na jornada para dormir outra vez.

5. Traz benefícios a longo prazo
Seja através da meditação focada na respiração, exercícios respiratórios ou mesmo no trabalho de respiração como parte de aulas de canto, prestar atenção à sua respiração pode ter benefícios duradouros. Além de torná-lo melhor no controle de sua resposta ao estresse, com o tempo isso colocará seu corpo em um estado de repouso mais calmo, com um profundo impacto em sua saúde geral – desde melhorar a saúde do coração até reduzir a inflamação crônica.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

10 alimentos que podem te auxiliar no alívio da ressaca

Que atire a primeira pedra aquele que jamais jurou nunca mais beber após acordar de ressaca depois de uma noitada. O consumo de bebidas alcoólicas é um hábito mundial e também muitas vezes saudável para a interação social entre amigos, familiares e colegas de trabalho.

Os famosos “happy hours” ou as confraternizações do tipo empresarial, datas comemorativas, aniversários, casamento, formaturas, entre outros, são oportunidades convidativas para “abrir uma gelada”. É na empolgação do momento e no auge da diversão que passamos do limite estabelecido pelo nosso próprio corpo.

Até existem técnicas e medicamentos que nos auxiliam a evitar uma ressaca, como os famosos remédios para o fígado. Entretanto, nem sempre essas técnicas são suficientes para evitar as consequências no dia seguinte. Apesar dos pontos “positivos” do consumo de álcool, nutricionistas alertam para os malefícios que esta prática traz para o nosso organismo.

Dentre os principais prejuízos estão a queima de massa muscular, a desaceleração do metabolismo, o aumento do nível de cortisol e a piora na qualidade do sono. Sem falar que o consumo de álcool inibe os nossos sentidos. Explicados os malefícios, vamos ao ponto principal do nosso artigo. A famosa ressaca.

Cientificamente falando, você sabe o que é uma ressaca? De acordo com especialistas, a ressaca nada mais é do que o aumento do nível de concentração de álcool no nosso sangue, que faz com que haja a diminuição de hidratação do nosso organismo.

Entre os sintomas mais comuns e que caracterizam esta reação, temos:

Dor de cabeça;
Dor no corpo;
Dor de estômago;
Falta de apetite;
Náuseas;
Vômito;
Diarreia;
Sono;
Irritação;
Dor nos olhos;
Sensibilidade à luz e ruídos;
Sede;
Sensação de boca seca;
Dificuldade de concentração.

Não há um medicamento que evite os sintomas da ressaca, todavia, há técnicas e alimentos que podem auxiliar no alívio dos sintomas. Desta forma, separamos uma lista de alimentos que podem melhorar a ressaca.

Conheça a lista de alimentos que auxiliam no alívio da ressaca

Ingestão de água de coco
Por causar um efeito diurético em nosso organismo, o que resulta no excesso de idas ao banho, nosso corpo acaba liberando uma quantidade maior de água e sais minerais. Desta forma, a ingestão de água de coco auxilia na reposição destes minerais, pois é rica em potássio, magnésio e sódio.

Suco Natural de Frutas
Tomar suco natural de frutas auxilia na reidratação, desintoxicação e reposição de micronutrientes no organismo.

Ovo
Por ser um alimento com a presença de acetilcolina, trata-se de um antioxidante natural que evita lesões musculares e auxilia o corpo na recuperação do organismo. Esse alimento é também rico em nutrientes, vitaminas e minerais.

Ingestão Água
Este é, sem dúvida, o item mais importante da lista. Independente da ingestão de álcool e da ressaca, o consumo de água deve ser constante, pois é essencial para o bom funcionamento do nosso corpo. Entretanto, a respeito do consumo de água como forma de aliviar os sintomas da ressaca, devido à diurese e enquanto o organismo ainda se encontrar desidratado, nosso corpo sentirá os efeitos causados pelo álcool e, dessa forma, demorará a se recuperar. O recomendado é que o consumo de água seja feito antes, durante e após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Chá de gengibre
É um forte aliado no alívio de enjoos e náuseas, assim, proporcionará um bem-estar e auxiliará na recuperação de forma mais agradável.

Água com limão
Ajuda o corpo a se recuperar do processo de desidratação causado pelo consumo de álcool.

Folhas verdes escuras
Por se tratar de alimentos desintoxicantes, colabora na eliminação do excesso de álcool do organismo.

Frutas
Ricas em água e nutrientes, as frutas auxiliam na reidratação e na eliminação de toxinas.Chá de hortelã
Aliado no processo de hidratação do corpo e no processo digestório.

Macarrão
Por se tratar de um alimento com alto índice de carboidratos, faz com que os níveis de açúcar no sangue se elevem.


*Por Gabriela amaral
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Caminhar é o melhor remédio para evitar a dor nas costas

90% da população sofrerão de problemas lombares em algum momento da vida. O doutor Clavel tem duas receitas para evitar isso. A preventiva: andar. A terapêutica: a substituição de um disco danificado por uma prótese operando a partir da barriga.

Pablo Clavel diz que via a questão com clareza desde o princípio. A degeneração do disco deveria ser atacada de forma diferente de como vinha sendo feita. Nada da intervir pelas costas. Mas de frente, com muita coragem e cautela, evidentemente, porque na “abordagem lombar anterior existem artérias e veias que devemos esquivar” para poder remover o disco cervical danificado e colocar um novo. “Mas era a coisa certa a fazer, era o que deveria ser feito, era preciso apostar”, ele diz.

90% da população sofrerá de problemas lombares em algum momento da vida

Neurocirurgião, especialista em coluna, o doutor Clavel, de 49 anos, sabia então que estava nadando contra a corrente. “Ninguém apostava”, continua ele, sentado em seu escritório no Instituto Clavel, dentro do centro médico de Quirón, em Barcelona (Espanha). “As cirurgias de hérnia de disco e outras lesões na coluna vertebral eram feitas pelas costas, onde você tem de abrir musculatura, destruir osso, remover articulações…”, diz essa eminência enquanto segura na mão a última porção de uma coluna vertebral e mostra passo a passo o que está dizendo. Mas a lista de contraindicações não termina aí: “Um nervo pode ser lesionado. E o que acontece se depois de tudo isso, ademais, não se consegue chegar ao disco para poder restaurá-lo ou substituí-lo?”.

Era preciso inovar. E como quase sempre acontece quando se inova, o processo leva um tempo para se materializar. “No início do ano 2000 começamos a fazer abordagens lombares anteriores [esse é o termo médico da intervenção, que basicamente se traduz em operar pela barriga]. Mas descobrimos que as cirurgias eram longas, difíceis, e os implantes não eram bons”, afirma. O vento favorável soprou em 2009, quando os chamados implantes de terceira geração foram fabricados. “Foi quando ficou claro para mim que essa técnica tinha que funcionar”.

Clavel resume isso com uma comparação perfeita para os amantes do automobilismo e da velocidade. “Finalmente tínhamos um bom piloto e um bom carro.” Esse médico nascido em Sevilha, mas formado nos Estados Unidos, aonde chegou com meio ano, reconhece que consultou o pai, também neurocirurgião, sobre o salto que daria no vazio. “Não duvide, filho”, incentivou-o. “Vá em frente. É o que deve ser feito” (está última frase foi dita em inglês).

Com coragem – e a bênção paterna –, Clavel e sua equipe se dedicaram ao treinamento de maneira intensiva em um centro médico em Berlim que realizava esse tipo de intervenção. “Ficou claro para nós: não se discutia a abordagem cervical anterior, mas sim a abordagem lombar, e a única razão era pela complexidade técnica.” Foram examinados durante meses, com avaliações, para superar essas “complexidades” e hoje a equipe do doutor Clavel é líder na Espanha, na Europa e no mundo. Em 2017, realizaram 250 abordagens lombares anteriores. “Nosso centro é um dos que mais realiza intervenções no mundo, talvez o que mais, competindo muito de perto com o da Alemanha.”

A peça que esse neurocirurgião, casado e pai de três filhos pequenos, tem na mão poderia parecer um molde de gengivas, uma simples dentadura, mas sem incisivos, caninos, molares, pré-molares… E, no entanto, é uma prótese que muda a vida da pessoa na qual é implantada. O preço? Cerca de 4.000 euros (16.900 reais). O país de fabricação? Estados Unidos. Quando o doutor Clavel é perguntado se a tecnologia em problemas de coluna avança tão rápido quanto a Apple muda o modelo do iPhone a cada ano, ele sorri e responde com um explícito “não”. As técnicas cirúrgicas melhoraram muito e hoje Clavel opera em menos de uma hora, mas os implantes não mudam tão rapidamente “porque cada vez que uma alteração é introduzida existe um sistema de regulamentação muito estrito que leva anos para dar a luz verde ao novo modelo”. Isso na Europa. Nos Estados Unidos, a aprovação das autoridades de saúde pode ser eternizada ao infinito.

O doutor Clavel tem muitos pacientes estrangeiros, de russos – uma língua que os membros de sua equipe se empenham a fundo, com uma hora de aula todas as sextas-feiras “sempre que a agenda nos permite” – até latino-americanos, passando por norte-americanos. E nesse ponto há um paradoxo. “Há pessoas doentes que moram na Califórnia, a menos de uma hora de Silicon Valley, onde as próteses são fabricadas, e elas têm de voar a Barcelona porque o Governo federal dos EUA ainda não aprovou uma prótese que seu próprio país fabrica.”

No auge da carreira, referência para pacientes com discopatia degenerativa nos discos lombares, Clavel não se gaba de títulos ou méritos. Nenhum deles está pendurado nas paredes do seu escritório minimalista. O lugar é inclusive frio e impessoal. Tampouco está cheio de livros. De fato, são muito poucos. A prótese da vértebra lombar e o modelo de coluna com o qual educa os pacientes – ou, neste caso, jornalistas e fotógrafos – é a única coisa que existe sobre sua mesa, assim como um computador de última geração.

Com as 24 horas exatas que tem a cada dia, o bom doutor está há alguns anos fazendo um autêntico tetris de viagens e dividindo o tempo consagrado à família e à profissão para dedicar momentos a sua outra grande paixão: a fundação que leva seu nome e que tem como lema uma frase de Nelson Mandela: “Tudo parece impossível até que seja feito”.

E nisso ele está envolvido. Em tornar possível o impossível. Em Adama, na Etiópia. Em oferecer cuidados médicos básicos para a população oromo, que totaliza cerca de 40 milhões de pessoas (o país tem mais de 100 milhões de habitantes), com uma equipe de medicina geral no terreno formada por pouco mais de um dez médicos espanhóis. “Treinamos o pessoal etíope porque queremos que sejam corresponsáveis, caso contrário nosso trabalho será pontual e não deixará um legado no tempo”, explica. Um anestesista, um cirurgião, algumas enfermeiras etíopes, além da equipe Clavel, para 40 milhões de pessoas. O que dizia Mandela?: “Tornar possível o impossível”.

O rei da coluna vertebral com a terapia de substituição de disco (ADR na sigla em inglês) fica com os olhos brilhando quando fala sobre a fundação. “É um projeto muito bonito”, diz ele, humilde, quase tímido. “Me emociona o entusiasmo dos voluntários pelos projetos.”

Esse entusiasmo é transmitido na forma de otimismo sobre o futuro da nossa saúde, das nossas costas. Porque a manchete trazida pelo doutor Clavel é devastadora: 90% da população sofrerá de dores nas costas em algum momento de sua vida, de acordo com dados da Rede Espanhola de Pesquisadores em Dores nas Costas (REIDE). “Sou um cirurgião pouco comum, estranho, me interessa muito a prevenção e a saúde pública, e acho que vivemos em uma época de grande confusão, existem tantos métodos de recuperação das costas e de prevenção que parece que tropeçamos neles: tem o pilates, a yoga…”

O que há de errado comigo, doutor? Por que minhas costas doem? A resposta incomoda pela simplicidade: “Porque somos preguiçosos”

Então, “o que há de errado comigo, doutor? Por que minhas costas doem?”, pergunto. De tão básica, a resposta parece cientificamente descartável. Nossas costas doem porque somos preguiçosos. A resposta dói. Quase tanto quanto o tormento lombar, estatisticamente a primeira causa de incapacidade. “Mas vamos matizar”, se apressa em esclarecer o médico. “Para saber por que as costas de alguém doem, você tem de conhecer seus hábitos, sua idade, se trabalha sentado, se está estressado, se come bem, se dorme o suficiente, se pratica esporte.”

Em si mesma, a explicação de Clavel produz estresse. Quem tem tempo em sua agenda lotada para terminar o dia fazendo esportes? “Tudo isso vai mudar, já está mudando, cada vez vivemos mais anos e queremos vivê-los bem, saudáveis”, expõe.

Ao terminar a jornada de trabalho, devemos deixar a tecnologia de lado e retornar “ao bosque”, relata quase ensimesmado. Tanto quanto possível, voltar para a natureza. Caminhar já basta. Ou seja: “A melhor coisa que podemos fazer para salvar nossas costas é caminhar”. Isso é algo que não parece ser tão impossível.

*Por Yolange Monge
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*Fonte: elpais-brasil

Esses 4 alimentos parecem saudáveis mas não são

Nos dias atuais, a busca por um estilo de vida mais saudável e hábitos alimentares positivos é o que a maioria das pessoas está querendo. Aumentar a expectativa de vida e se preocupar com o ‘como’ viverá os anos seguintes é quase regra atualmente.

E todos sabem que uma boa alimentação pode influenciar na nossa saúde e na disposição que temos para enfrentar o dia a dia. O segredo não está em apenas comer frutas e legumes. Mas sim fazer uma dieta equilibrada com todos os alimentos em quantidades certas. Isso porque o nosso corpo precisa de um pouco de cada alimento para que se tenha uma vida saudável.

Nessa busca, existem algumas armadilhas alimentares. Elas são os alimentos que parecem ser saudáveis mas, na realidade, não são. Por mais que se saiba que as melhores opções são sempre os ingredientes naturais, como frutas, legumes, vegetais e carnes magras, parar com o hábitos ruins nem sempre é fácil.

Claro que às vezes, alguns produtos industrializados podem ser consumidos sem que isso atrapalhe muito no objetivo da pessoa. Seja ele emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a saúde. Contudo, é preciso sempre estar atento a essas armadilhas.

Segundo a nutricionista Aline Huguenin, alguns alimentos devem ser ignorados por ter muito açúcar, gordura, sal e aditivos, e não ter nenhum valor nutricional. Mostramos aqui quais são essas principais armadilhas alimentares.

1 – Suco de caixinha
Os sucos são bons para a saúde. Mas os sucos de caixinha não são necessariamente naturais. Eles podem ter conservantes, corantes e grandes quantidades de açúcar, até mesmo mais do que alguns refrigerantes. Por conta disso, Huguenin diz que o ideal é substituí-los pelos sucos naturais.

2 – Barrinhas de cereal
Claro que se pode encontrar barrinhas de cereal que sejam saudáveis, ricas em fibras, com baixo teor de açúcar e poucos aditivos químicos. Contudo, em alguns casos a embalagem pode ser mais convidativa do que a nutrição do produto. Por isso é importante ficar atento e ver se elas não tem altos níveis de glicose, conservantes, gorduras e corantes.

3 – Peito de peru
Substituir presunto, salame e mortadela pelo peito de peru pode até ser menos agressivo para o organismo, mas isso não quer dizer que seja mais saudável. Até porque, todos eles são da mesma família de embutidos. “Tem grande quantidade de sódio e aditivos como o nitrato”, ressaltou Huguenin.

4 – Chocolate diet
Da mesma maneira que qualquer outro produto diet, ele não é necessariamente mais saudável e nem menos calórico. “Próprio para pessoas diabéticas e não para quem procura perder peso ou ter uma alimentação saudável, pois contém maior quantidade de gorduras”, pontuou a nutricionista.

5 – Olhar rótulos
A última dica é mais geral. Para ficar bem atento aos rótulos dos produtos e saber interpretá-los. “Perca nem que seja um minutinho olhando a lista de ingredientes. E quando for abrir uma exceção e comer coisas não tão saudáveis (o que pode e deve ser feito, às vezes, sim), faça com consciência, bom senso e com o que realmente vale a pena”, recomendou a endocrinologista e metabologista Paula Pires.

*Por Bruno Dias
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Fonte: fatosdesconhecidos

Beber café pode diminuir o risco de desenvolver Alzheimer, diz estudo

E para os apaixonados por café, uma boa notícia. De acordo com um estudo australiano da Edith Cowan University (ECU), beber o líquido em grande quantidade pode diminuir a probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer.

A pesquisa acompanhou durante 10 anos mais de 200 australianos e o processo da ingestão de café diário em seus organismos. A investigadora principal, Dra. Samantha Gardener, disse que os resultados do estudo mostraram uma associação entre o café e vários marcadores importantes relacionados à doença degenerativa.

“Descobrimos que participantes sem problemas de memória e com maior consumo de café no início do estudo tinham menor risco de transição para comprometimento cognitivo leve – que geralmente precede a doença de Alzheimer – ou de desenvolver a doença de Alzheimer ao longo do estudo”, contou.

Beber café diariamente reduz o risco de morrer por doenças no fígado
Beber café pode diminuir o risco de desenvolver Alzheimer, diz estudo. Imagem: Polina Lebed (Pixabay)
Publicada na Frontiers of Aging Neuroscience e divulgada pelo Medical Xpress, a pesquisa também relacionou os resultados positivos na melhora cognitiva à bebida, especificamente a função executiva que inclui planejamento, autocontrole e atenção. Para a pesquisadora, apesar de mais estudos serem necessários, a descoberta pode ajudar a retardar a doença.

“É uma coisa simples que as pessoas podem mudar. Pode ser particularmente útil para pessoas que correm o risco de declínio cognitivo, mas não desenvolveram nenhum sintoma. Podemos ser capazes de desenvolver algumas diretrizes claras que as pessoas possam seguir na meia-idade e, com sorte, ter um efeito duradouro”, afirmou.

O estudo, no entanto, não conseguiu estabelecer um número exato de xicaras de café por dia para que o possível desenvolvimento da doença seja atrasado. Contudo, segundo Gardener, “se a xícara média de café feita em casa é 240g, aumentar para duas xícaras por dia poderia reduzir o declínio cognitivo em 8% após 18 meses[…] [além de] 5% no acúmulo de amiloide no cérebro no mesmo período.”

Por ora, o estudo também não conseguiu diferenciar o café com cafeína do descafeinado, nem os benefícios ou consequências da forma como foi preparado (método de preparação, presença de leite e / ou açúcar, etc.).

“[Ainda] precisamos avaliar se a ingestão de café poderia um dia ser recomendada como um fator de estilo de vida com o objetivo de retardar o aparecimento da doença de Alzheimer”, destacou a especialista.


*Por Tamires Ferreira

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*Fonte: olhardigital