Não temos tempo de temer a morte, mas, por ora, vamos respeitá-la

A vontade é de sentar e chorar. Mas, não posso sentar e chorar. Ainda é cedo para entrar em pânico. Como escreveram Gil e Caetano, na letra da canção “Divino, Maravilhoso”: “É preciso estar atento e forte; não temos tempo de temer a morte”. Atenção para a interpretação de texto! Não se trata de destemer a morte, mas, por ora, vamos respeitá-la e seguir ao pé da letra as recomendações das autoridades sanitárias. A morte dói muito mais aos que continuam vivos. Portanto, por uma questão prática de humanismo e solidariedade, tomemos todos os cuidados.

Pode ser que o confinamento compulsório por que passamos e passaremos nos próximos dias seja útil para conduzir cada um de nós a uma reflexão oportuna a respeito do nosso papel no mundo. Parece claro que a nossa relevância individual no contexto do universo se restringe àqueles que nos amam: os amigos, os familiares, os admiradores. Bingo! Não somos a cereja do bolo. Somos farinha. Farinha do mesmo saco. E a gente vai ter que se engolir, colegas.

Calma lá. Não é preciso ser um presidente da república aloprado para saber que não há razões para histeria. O mundo vai ficar ainda mais estranho, mas, não vai se acabar. Aliás, pode ser que, a partir desta pandemia desagradável, desta guerra globalizada contra um inimigo competente e invisível, esteja começando uma era mais alvissareira. Por enquanto, ficarão adiados os encontros e, por conseguinte, os desencontros. As maiores provas de amor poderão soar como desamor: não abraçar, não beijar, negar o colo. Enquanto durar a quarentena, e pode ser que ela demore pra caramba, assistam a bons filmes, contudo, evitem os de Ingmar Bergman, por exemplo. São humanos, demasiadamente, humanos. Melhor optar pela comédia e pela fantasia. Vamos desanuviar.

Ouçam boa música para preencher o ambiente doméstico. Contra o vazio existencial, só o perdão e o amor próprio resolvem. Por razões óbvias, evitem o blues a todo custo. Se tiverem vontade de dançar, afastem os móveis e dancem. Mas, que seja o twist. Nada de “cheek-to-cheek”, troca de perdigotos e coisa e tal. Leiam os livros consagrados, com reconhecida qualidade técnica. Evitem autores malditos, como Bukowski, O Velho Safado. Já temos problemas demais sem eles. Não tentem. Por favor, não tentem.

Melhor não beber bebidas alcoólicas durante o recolhimento domiciliar obrigatório. A não ser que seja um bom vinho, mas, sem o tilintar dos copos e dos corpos. Façam polichinelos. Exercitem os neurônios. Tirem os sapatos. Sentem no assoalho. Pratiquem jardinagem. Falem com as plantas. Desliguem um pouco a droga do telefone celular. Vejam sob uma nova ótica. Encantem-se com os filhos brincando pela casa, se tiverem filhos, se tiverem casas. Eles estão crescendo rápido demais e, vai chegar o dia em que vão dar o fora. Normal. Nada de novo no front. A vida é assim mesmo. Muitas vezes, parece uma brincadeira de mau gosto de Deus, um daqueles filmes de drama em que o bem vence no final. Às vezes, dá um frio na barriga e vem aquela sensação de que estamos vencidos. Mas, quem disse que o filme já terminou? As engrenagens que giram a humanidade ainda têm muito querosene para queimar. Podem crer. Fiquem em casa e durmam sob o silêncio do mundo.

*Por Eberth Vêncio

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*Fonte: revistabula

4 alimentos que ajudam a combater o estresse

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge 90% da população mundial. No Brasil, 70% das pessoas sofrem com esse mal. Apesar de muito comum, é necessário cuidado, pois a condição pode levar a uma série de doenças como câncer, depressão, diabetes, transtornos alimentares e hipertensão.

De acordo com Ione Leandro, nutricionista da ONodera Estética, um grande aliado no combate ao estresse é a alimentação. “Dentre os aminoácidos mais importantes para o bom funcionamento do organismo está o triptofano. Quando alimentos ricos nessa substância entram na corrente sanguínea, são transportados para o cérebro e o trato gastrointestinal se encarrega de produzir a serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar”.

Alimentos para incluir na dieta

Abaixo, a nutricionista separou outros alimentos que, além do triptofano, contêm vitaminas e minerais importantes para combater o estresse.

Banana – A fruta é rica em triptofano, Vitamina B6, Magnésio e Potássio, nutrientes que estimulam a produção de serotonina e ajudam a diminuir ansiedade e irritação.

Folhas verde-escuras – A deficiência de ácido fólico, presente na couve, brócolis e espinafre, pode provocar depressão. Procure consumir de duas a três porções por semana.

Frutas cítricas – A vitamina C presente nas frutas cítricas reduz a secreção de cortisol, hormônio liberado pela em resposta ao estresse e à ansiedade. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumentam a sensação de bem-estar.

Chocolate – O cacau presente no chocolate é rico em antioxidante e aminoácidos percussores de serotonina. “Quanto mais cacau compor a fórmula do alimento, mais saudável ele é. Portanto, opte pelo amargo ou meio amargo e evite os chocolates brancos e ao leite, que são repletos de açúcar, aditivos e gordura hidrogenada. É recomendado de 25 a 30 gr dessa delícia diariamente”, finaliza Ione.

 

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*Fonte: ciclovivo

6 causas surpreendentes da dor de cabeça

Para alguns, chegar ao clímax em um encontro sexual nem sempre é sinônimo de prazer.

Para outros, comer um simples sorvete também pode causar problemas.

É que ambas as situações podem levar algumas pessoas a sentir uma forte dor de cabeça. Muitos, no entanto, não se deram conta da relação de causa e efeito nesses momentos.

Confira algumas situações que, a princípio, deveriam ser prazerosas, como as mencionadas acima, ou não tanto, como faxinas — que podem causar dores de cabeça.

1. Sexo

É comum ver com certo humor quando dores de cabeças são usadas por mulheres como desculpa para conter investidas indesejadas de um parceiro.

Mas, segundo a sexóloga australiana Margaret J. Redelman, autora do artigo “What if the ‘sexual headache’ is not a joke?” (“E se a ‘dor de cabeça sexual’ não for uma piada?”), publicado no periódico British Journal of Medical Practitioners, essas dores na cabeça associadas ao sexo “podem ser qualquer coisa, menos uma piada”.

A International Headache Society (IHS) é uma organização britânica sem fins lucrativos que ajuda as pessoas que sofrem de dor de cabeça. Segundo a entidade, a dor durante o sexo já recebeu alguns nomes diferentes na literatura especializada:

. Dor de cabeça sexual benigna ou dor de cabeça sexual vascular benigna
. Cefaleia coital ou dor de cabeça coital
. Cefaleia orgásmica ou dor de cabeça orgásmica

A organização descreve essa manifestação geralmente começando “como uma dor bilateral que aumenta acompanhando a excitação e que, de repente, se intensifica no orgasmo, mesmo sem qualquer distúrbio intracraniano (observado)”.

A intensidade da dor “abrupta e explosiva” pode ocorrer mesmo um pouco antes da chegada ao orgasmo.

Essa dor de cabeça pode durar de alguns minutos a 72 horas, com uma intensidade média.

De acordo com o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), “os médicos acreditam que as dores de cabeça sexuais se devam a uma pressão que se acumula nos músculos da cabeça e pescoço” conforme avança a relação sexual.

Embora o NHS reconheça que esse tipo de dor de cabeça é inconveniente, esclarece que elas “geralmente são inofensivas e não significam que o sexo deva ser evitado”.

Tomar um analgésico algumas horas antes pode bloquear essa dor intrusa. No entanto, solicitar ajuda especializada é sempre o melhor passo a seguir.

2. Sono

Se você costuma já acordar com uma forte dor de cabeça, pode ser que algo esteja acontecendo durante seu sono para acioná-la.

Muitas pessoas não sabem que sofrem de bruxismo noturno, um hábito involuntário de cerrar os maxilares ou ranger os dentes sem qualquer finalidade funcional. A contração dos músculos da mandíbula pode causar dor de cabeça.

O bruxismo em sua versão mais leve é mais frequente do que parece e afeta crianças e adultos. Segundo o cálculo de um estudo publicado em 2013, a prevalência de bruxismo noturno na população adulta é de aproximadamente 12%.

“Ranger os dentes é cerca de 40 vezes mais potente que mastigar”, explicou Nigel Carter, da fundação British Oral Health, à BBC.

A melhor maneira de resolver isso é ir ao dentista para colocar um protetor bucal que resguarde os dentes enquanto dormimos.

3. Faxina

Desta vez, não tem nada a ver com uma desculpa para a preguiça: é um fato que, para algumas pessoas, limpar a casa pode dar dores de cabeça.

“Os produtos de limpeza doméstica, bem como perfumes e purificadores de ar aromatizados, contêm produtos químicos que podem levar à dor de cabeça”, diz o NHS, recomendando que neste caso tais produtos sejam evitados.

“Se você é suscetível (…) a certos odores, evite perfumes, sabonetes, xampus e condicionadores com aromas fortes”.

“Se o perfume de um colega está incomodando, coloque um ventilador em sua mesa”, acrescenta.

O serviço de saúde britânico recomenda ainda, para pessoas assim, que as janelas sejam abertas durante a faxina.

Um estudo do Departamento de Ciências Clínicas da Universidade de Bergen, na Noruega, já indicou que o uso regular de certos produtos de limpeza pode ter efeitos prejudiciais nos pulmões.

4. Iluminação

Luzes muito fortes ou brilhantes, especialmente as que piscam, podem causar enxaquecas.

Isso ocorre porque elas acionam certas substâncias químicas no cérebro, que então “ativam o centro da enxaqueca”, explica o NHS.

O órgão de saúde recomenda que pessoas que sofram disso usem óculos de sol dentro e fora de ambientes internos. Lentes polarizadas também são uma opção.

“No trabalho, ajuste o monitor do computador ou coloque uma tela protetora antirreflexo. Você também pode desligar certas luzes ou movê-las. Se não puder, mude de lugar no escritório. As luzes fluorescentes tendem a piscar. Se possível, substitua-as por outro tipo de iluminação.”

Foi exatamente o que William, um jornalista da BBC, fez.

“No meu escritório, eles instalaram uma luz branca forte, intensificada pelo direcionamento do foco”, diz ele.

“Eu sofro de enxaqueca ocular e zumbido [nos ouvidos], duas condições relacionadas. A luz estimulou essas condições, especialmente a enxaqueca ocular que interfere na minha visão e diminui o meu campo visual.”

“Pedi que reduzissem a intensidade da luz ou mudassem a direção do foco. No fim, elas foram desconectadas completamente.”

5. Sorvete

“Você sente uma dor aguda e pulsante na testa quando come um sorvete? Então você é suscetível a dores de cabeça causadas pelo alimento frio que se move pelo palato e por trás da garganta. Picolés e bebidas geladas têm o mesmo efeito”, diz o NHS.

Segundo a Harvard Health Publishing, a publicação da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, quando o sorvete toca essas partes da boca, faz com que “pequenos vasos sanguíneos nessas áreas se contraiam e depois se expandam rapidamente”.

“Os receptores de dor [localizados] próximos aos vasos sanguíneos detectam desconforto e enviam a mensagem, através de pequenas fibras nervosas, para um nervo maior, que, por sua vez, envia o sinal para o cérebro.”

A boa notícia é que, segundo o NHS, as dores de cabeça surgidas quando se come sorvete não precisam de tratamento.

“Elas terminam em um instante, raramente durando mais de um minuto ou dois.”

6. Postura

Ainda de acordo com o NHS, a má postura causa “tensão na parte superior das costas, pescoço e ombros, o que pode gerar dor de cabeça”.

“Tradicionalmente, a dor é sentida de forma latejante na base do crânio e às vezes chega ao rosto, especialmente na testa.”

O principal conselho é evitar ficar na mesma posição por um longo tempo.

Sente-se em linha reta e verifique se a região lombar está bem sustentada, acrescenta o órgão de saúde.

E se você é daqueles que segura o telefone entre a orelha e o ombro enquanto escreve, o NHS recomenda que você pare com isso, porque essa posição causa tensão nos músculos.

Se você acredita ter problemas de postura, procure um profissional de saúde para identificar a melhor maneira de corrigir isso — porque uma dor de cabeça pode ser apenas uma das várias consequências disso.

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*Fonte: bbc-brasil

Tomar vinho tinto e comer chocolate pode atrasar o envelhecimento

Apreciar um bom vinho e comer um chocolate preto faz bem para sua saúde.
Um estudo que foi feito no Reino Unido, descobriu que um produto químico semelhante ao resveratrol retarda o envelhecimento do corpo humano.

Não é segredo pra ninguém que tomar vinho e comer chocolate é benéfico para nós. Pois já existem muitos estudos que confirmam isso.
Mas nessa pesquisa, foi comprovado que os dois juntos podem contribuir com que as pessoas “vivam mais”.

O resveratrol é classificado como um fitoestrogênico, que é capaz de interagir bem com os receptores de estrogênio no corpo.

Nesse estudo foi utilizado resultados de outras pesquisas já realizadas na universidade, indicando que, á medida que vamos envelhecendo, os chamados fatores de junção, que são tipos de proteínas, ficam inativos.

Com a adição de “resverogues” ao envelhecimento das células humanas as reativou.

Além das células parecerem mais jovens, isso fez com que as antigas células se dividissem novamente.

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*Fonte: universointeressante

Aprenda a desinfectar seu celular para se proteger do coronavírus

Manter o smartphone limpo pode ser tão importante quanto lavar as mãos

A higiene é uma das medidas de prevenção mais importantes durante uma epidemia como a do coronavírus. Uma das recomendações do Centro de Controle de Doenças dos EUA é lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após ir ao banheiro, antes de comer e após espirrar ou assoar o nariz.

Outra sugestão importante, e que muitos não estão seguindo, é “limpe e desinfete objetos e superfícies tocados frequentemente usando um spray comum de limpeza doméstica ou pano desinfetante”. E qual uma das superfícies mais tocadas durante o dia? Isso mesmo, seu smartphone.

Pense sobre todos os locais que ele “frequenta” durante o dia. A mesa do trabalho, entre você e aquele colega que não para de espirrar. A mesa do restaurante. O balcão da padaria. O banheiro. E depois você coloca ele ao lado do rosto para telefonar. É praticamente uma “via expressa” para vírus e bactérias chegarem até você.

Como limpar?

Felizmente é fácil manter seu smartphone limpo. Basicamente, você só precisa dos mesmos produtos que usa para lavar as mãos: água, sabão e álcool gel, além de um pano macio.

A Apple recomenda limpar um iPhone com um pano limpo, macio e que não solte fiapos (panos de microfibra são os melhores), umedecido com água morna e sabão. É uma recomendação que vale também para smartphones Android. O Google sugere: “quando necessário, use sabão comum ou lenços de limpeza”

Note que o pano deve ser umedecido, nunca encharcado. Desligue o aparelho antes de começar a limpeza e, se possível, remova a bateria como precaução. Mesmo que seu smartphone tenha resistência à água você deve ter cuidado para não molhar portas e conectores, como a porta USB, conector para fones de ouvido ou a grade dos alto-falantes. Depois de limpo, seque seu smartphone com outro pano.

Nenhum fabricante aconselha o uso de produtos químicos para a limpeza, já que eles podem atacar a cobertura oleofóbica que é aplicada sobre a tela para reduzir as marcas de dedos, ou reagir com os plásticos usados na carcaça de aparelhos de entrada.

Entretanto, se você realmente julgar necessário, pode usar panos umedecidos próprios para desinfecção, à base de álcool 70 (outras concentrações, mesmo maiores, não são tão eficazes) ou Lysol. Novamente, tomando o cuidado de proteger portas e conectores e secar bem todas as superfícies do aparelho antes de ligá-lo novamente.

Não se esqueça de limpar também a “capinha” de seu smartphone, que provavelmente está bem mais suja do que ele. Como ela não tem componentes eletrônicos, você pode usar a boa e velha mistura de água e sabão, ou mesmo álcool gel, novamente tomando o cuidado de secar bem ela antes de recolocá-la no aparelho.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Por que o mundo do esporte está se tornando vegano?

A popularidade do veganismo tem incentivado o mercado a se adaptar e correr atrás de novidades, investindo em produtos que possam atender a alta da demanda. As evidências científicas que comprovam os resultados benéficos das dietas ricas em alimentos vegetais trazem também uma resposta lógica ao questionamento: mas atletas podem se tornar veganos? Com mais tempo de vida, função imunológica e saúde cardiovascular melhorados parece óbvio que o desempenho nas atividades, inclusive no esporte também seja potencializado, não é mesmo?

Tão óbvio que atletas de alto rendimento se atentaram aos benefícios de uma dieta baseada em vegetais. Há aqueles que adotaram o veganismo por ideologia e aqueles que durante as temporadas, mantém uma dieta vegana. Entre eles, nomes conhecidos e que, provavelmente, podem te surpreender com o veganismo associado ao sucesso no esporte.

As irmãs Williams são veganas, o jogador de basquete Kyrie Irving adota uma dieta vegana durante a temporada, o melhor jogador de futebol do mundo, Lionel Messi tem uma dieta baseada em vegetais enquanto a bola está rolando, o famoso jogador de futebol americano Tom Brady tem uma dieta baseada em vegetais predominantemente, Steph Davis, Novak Djokovic, Colin Kaepernick, Lewis Hamilton…. A lista é grande e inclui ainda o primeiro fisiculturista vegano, Barny du Plessis. Ele conta, inclusive, que tem melhores resultados com metade do treino que costumava fazer. O motivo? O corpo funciona perfeitamente.

Não é à toa que atletas de sucesso se voltaram para uma dieta vegana e continuam ou alcançaram sucesso no esporte. Há inúmeros benefícios no veganismo e nós listamos cinco motivos pelos quais atletas como Lionel Messi estão “se tornando veganos”.

Mais proteína do que carne

Como assim? Isso mesmo. O mito “mas de onde vem a proteína?” cai por terra rapidamente quando atletas conhecem e entendem melhor a dieta baseada em vegetais. Diversos alimentos veganos são mais ricos em proteínas do que a carne. Em 2019, um estudo alemão publicado na revista Nutrients mostrou que atletas com uma dieta baseada em vegetais e com a suplementação adequada de B-12 tinham resultados nutricionais melhores do que atletas que consumiam carne.

Porções de feijão podem ter mais proteína do que carne de frango, lentilha do que hambúrguer, suco de laranja fortificado pode atender metade da necessidade diária de cálcio, espinafre tem o dobro da quantidade de ferro que a carne tem, chocolate preto tem seis vezes mais ferro que a carne. Mas, e a B-12? Alimentos e suplementos fortificados podem suprir essa necessidade.

Suplementos e bebidas esportivas veganas ganham mercado

Uma pesquisa da Lumina Intelligence apontou que 21% dos pós treinos mais vendidos nos Estados Unidos são feitos à base de plantas. A disponibilidade desses produtos facilitou a vida dos atletas que optaram pela dieta vegana.

O mercado está atento a essa tendência e, de acordo com a própria Lumina, existe uma corrida em busca da “proteína vegetal perfeita”. Até o momento, a proteína da ervilha ganhou o posto.

Melhora na saúde do coração

Os atletas de resistência têm riscos elevados quanto o assunto é a saúde do coração. Aterosclerose e danos ao miocárdio são “comuns”, mas o risco pode ser reduzido significativamente com uma dieta à base de plantas e livre de laticínios. Além disso, pesquisadores do Comitê de Médicos para Medicina Responsável sugerem ainda que a dieta vegana não apenas reduz os riscos como melhora o desempenho atlético devido a saúde cardiovascular, pressão arterial e colesterol reduzidos e perda de peso.

Dietas veganas melhoram recuperação

Patrik Baboumian, o armênio-alemão considerado o “homem mais forte do mundo”, apontou o motivo para o seu sucesso no esporte: dieta vegana. “Meu tempo de recuperação foi muito mais rápido e assim eu pude treinar mais”, disse.

Segundo evidências da Harvard Medical School, as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias das plantas reduzem o tempo de recuperação, a dor muscular tardia, a dor nas articulações e permite cicatrização mais rápida das lesões. Além disso, uma dieta baseada em plantas melhora a viscosidade do sangue, ajudando a fornecer oxigênio de maneira mais eficiente ao corpo. Tudo isso contribui para a longevidade da carreira.

Atletas profissionais e de sucesso garantem bons efeitos do veganismo

Produzido por Arnold Schwarzenegger, o documentário Game Changers mostra depoimentos de atletas de elite que descrevem a melhora do desempenho a partir da dieta vegana.

Uma das atletas de maior sucesso e que exalta o veganismo é Venus Williams. A tenista multicampeã fez a transição para a dieta vegana e crudívora depois de descobrir um distúrbio autoimune que a fazia sofrer com dores nos músculos e articulações.

“Sinto que estou fazendo a coisa certa por mim”, disse em entrevista à revista Health. Para ela, a nova dieta mudou sua vida e a permitiu voltas às quadras de tênis.

A melhora no desempenho no esporte, seja ele qual for, tem inclinado atletas de alto rendimento à dieta vegana. Ao que parece, a tendência é que a lista aumente cada vez mais.

*Por Adrieli Levarini

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*Fonte:

Quais os sintomas do coronavírus

Recentemente, o governo brasileiro confirmou o primeiro caso de coronavírus no país: um homem de 61 anos que mora em São Paulo. O idoso havia voltado há pouco tempo de uma viagem à Itália.

Além deste evento positivo, há outras centenas de casos suspeitos no Brasil. Diante desse quadro alarmante, a população está cada vez mais preocupada e ansiosa.

Não é preciso entrar em pânico, no entanto. Pelo menos foi isso que a chefe da Organização Mundial de Saúde no Brasil, Socorro Gross, afirmou em entrevista à GloboNews na última quinta-feira (27).

“Não há motivo para pânico. É normal que nós, como seres humanos, quando acontece algo novo, fiquemos com dúvidas e, ficando com dúvidas, podemos ter pânico. Mas esse vírus, que é novo, nós conhecemos mais que outros vírus, conhecemos mais informação, temos mais pesquisa, temos mais informação da transmissão, do tratamento, de quantos casos podem ser severos, de quais são as populações que são mais afetadas”, afirmou Gross.

Dito isto, quais são os sintomas da doença e as recomendações da Organização Mundial de Saúde quanto a prevenção ao coronavírus?

Origem

Os coronavírus são uma família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a condições mais severas como a síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV). O COVID-19 é uma nova cepa identificada em humanos recentemente.

Este tipo de vírus é zoonótico, o que significa que é transmitido entre animais e pessoas. Por exemplo, o SARS-CoV foi transmitido de civetas para humanos, enquanto a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) veio de dromedários. Diversos coronavírus conhecidos circulam atualmente em populações animais sem infectar humanos.

Sintomas

Os sinais mais comuns da infecção por coronavírus são:

Sintomas respiratórios (tosse seca, expectoração, chiado no peito, dispneia, espirros, coriza e ronqueira);
Febre;
Tosse;
Falta de ar;
Dificuldade em respirar.

Em casos mais severos, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda, falência renal e morte.

Recomendações para prevenção

As recomendações padrão para prevenir a transmissão do vírus incluem:

Lavar as mãos regularmente;
Cobrir a boca e o nariz quando tossir ou espirrar;
Cozinhar bem carne e ovos.

Por fim, é aconselhável evitar contato com qualquer pessoa que demonstre sintomas de doença respiratória, como tosse e espirro. [OMS, G1]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Quanto mais café você toma, mais você vive

O café é um de nossos grandes companheiros no dia a dia. Presente em nossa cultura há mais de dois séculos, a bebida tradicional está presente em praticamente todas as mesas do país, seja no café da manhã, no lanche da tarde, para alguns até mesmo à noite.

Muitas pessoas se consideram viciadas em café e precisam tomar pelo menos uma xícara por dia, para manterem a disposição ou apenas para sentirem o sabor único da bebida. Se você é uma delas, um novo estudo tem uma ótima notícia para te dar!

Uma pesquisa em parceria realizada na Inglaterra, que reuniu o Instituto Nacional do Câncer, Instituto Nacional de Saúde e da Escola de Medicina Feinberg provou que nosso consumo de café pode influenciar diretamente em nossa longevidade, e que quanto mais café tomamos, mais tempo vivemos.

Sobre o estudo

O objetivo da pesquisa era verificar se o café realmente aumenta o risco de mortalidade, quando consumido em ingestão pesada, em especial aqueles que contam com polimorfismos genéticos comuns que prejudicam o metabolismo da cafeína.

Depois de um estudo realizado com mais de meio milhão de pessoas, os resultados mostraram associações inversas entre consumo de café mortalidade, entre participantes que bebiam de 1 a 8 ou mais xícaras por dia.

Conclusões

As conclusões do estudo mostram que, além de viverem mais, os consumidores regulares de café tendem a ter uma vida mais longa do que aqueles que o consomem moderadamente.

No entanto, o resultado é visto como uma correlação, e não uma conexão causal. Isso quer dizer que não é totalmente comprovado que o café seja, de fato, o responsável pela longevidade, mas que esse hábito, em conjunto com outros, são essenciais para uma vida mais saudável e longa.

Outros benefícios do café já são conhecidos por nós: redução de condições de saúde como depressão, Parkinson, câncer, diabete tipo 2, estresse e também o rejuvenescimento das células.

É possível que o café possa estar associado a um período de vida mais longo, mas para que a hipótese seja totalmente confirmada, serão necessárias mais pesquisas aprofundadas.

É muito importante que a bebida, ainda que consumida diariamente, seja feita com moderação e sempre colocando o bem-estar em primeiro lugar. Também é válido relembrar que o café não é recomendado para gestantes, e que quando se acrescentam complementos, a bebida pode perder as suas vantagens.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Bactérias se comunicam para evitar antibióticos

As infecções bacterianas não são apenas desagradáveis — elas também podem se tornar sérios problemas de saúde. Algumas bactérias desenvolvem resistência a tratamentos eficazes com antibióticos e, por isso, os pesquisadores tentam desenvolver novos tipos de antibióticos que podem combater as bactérias e, ao mesmo tempo, também procuram por maneiras de tornar o tratamento atual com antibióticos mais eficaz.

Agora, os pesquisadores estão mais próximos desse objetivo com um tipo de bactéria chamada Pseudomonas aeruginosa, notória por infectar pacientes com fibrose cística pulmonar. Em um novo estudo, os pesquisadores descobriram que as bactérias enviam sinais de alerta entre si quando são atacadas por antibióticos ou pelos vírus bacteriófagos, que matam as bactérias.

“Podemos ver em laboratório que as bactérias simplesmente evitam a ‘área perigosa’ onde estão os antibióticos ou bacteriófagos. Quando recebem o sinal de alerta de suas companheiras, pode-se ver no microscópio que elas descrevem círculo ao redor da ameaça. É um mecanismo inteligente de sobrevivência. Se as bactérias usam dessa mesma manobra no caso das infecções em seres humanos, isso poderá ajudar a explicar por que algumas infecções bacterianas são resistentes a antibióticos”, disse a pesquisadora Nina Molin Høyland-Kroghsbo, professora do Departamento de Ciências Veterinárias da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

No estudo, que é uma colaboração entre a Universidade de Copenhague e a Universidade da Califórnia Irvine, os pesquisadores estudaram o crescimento e a distribuição de bactérias em placas de Petri. Em laboratório, eles criaram ambientes que se assemelham à superfície das mucosas, onde uma infecção pode ocorrer — como é o caso dos pulmões de uma pessoa com fibrose cística.
A bactéria Pseudomonas Aeruginosa cresce a partir do centro de uma placa de Petri, mas desvia de seis colônias bacterianas no caminho (círculos vermelhos) que foram infectadas com antibióticos. Isso acontece porque as seis colônias estão avisando suas companheiras. (Créditos da imagem: Universidade de Copenhague).

Nesse ambiente, os pesquisadores podem ver como as bactérias geralmente se comportam e como se comportam quando são afetadas por antibióticos e bacteriófagos.

As bactérias Pseudomonas aeruginosa são um problema tão grande que são classificadas na categoria crítica na lista de bactérias da Organização Mundial da Saúde, onde novos tipos de antibióticos são urgentemente necessários. Portanto, os pesquisadores estão entusiasmados em fazer novas descobertas sobre as maneiras pelas quais esse tipo de bactéria se comporta e sobrevive.
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“As infecções por esse tipo de bactéria são um grande problema em todo o mundo, com muitas hospitalizações e mortes. É por isso que estamos realmente satisfeitos por poder contribuir com novos conhecimentos que podem ser potencialmente usados para combater esse problema”, disse Høyland-Kroghsbo.

No entanto, ela enfatizou que ainda levará muito tempo para que o novo conhecimento resulte em melhor tratamento. O próximo passo é pesquisar como afetar os sinais de comunicação das bactérias. [Phys.org].

*Por Giovane Almeida

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*Fonte:

Caminhadas nos tornam mais felizes e inteligentes, diz neurocientista

Quando está caminhando, o neurocientista irlandês Shane O’Mara não permite que nenhum obstáculo atrapalhe seu ritmo ou interrompa seus passos, ao ponto de muitas vezes atravessar ruas movimentadas entre os carros sem esperar pelo sinal verde para pedestres. “Um dos grandes horrores da vida é ter de esperar por permissão para atravessar a rua quando se está caminhando”, ele diz, para explicar que “a experiência da sincronicidade quando caminhando com alguém é um dos nossos maiores prazeres”. O’Mara não é somente um inconformado: conforme revela matéria do The Guardian, para ele todos nós deveríamos abandonar as academias de ginástica, comprar um bom tênis e sair para andar como o melhor exercício possível – não só pra nossa saúde corporal, mas principalmente para nossa saúde mental.

A sugestão do neurocientista não é uma mera opinião, mas sim uma conclusão baseada em dados, pesquisa e informações: caminhar nos faz mais saudável, mais feliz e mais inteligentes. “É um superpoder”, resume O’Mara. Seu livro “In Praise of Walking” (“Em louvor à caminhada”, em tradução livre) explica que nosso cérebro evoluiu para funcionar em movimento, e que toda nossa fisiologia funciona melhor de tal forma: “Nosso sistema sensorial funciona em sua máxima potência quando estamos nos movendo pelo mundo”. O cientista acredita que caminhadas acompanhadas podem ser uma ótima terapia inclusive para quem sofreu danos cerebrais.

Para quem afirma que caminhar não é um exercício de verdade, O’Mara é taxativo: “Trata-se de um erro terrível”, ele diz. “O que precisamos de fato é ser muito mais ativos de modo geral durante o dia do que somos normalmente”, indo além de uma mera hora de atividades intensas numa academia. “O que descobrimos por pesquisas é que quem fica na academia intensamente torna-se muito menos ativo depois. “Enquanto se caminha, seu cérebro está trabalhando para você não cair, não morrer, e você continua a respirar, seu coração está bombeando, você está colocando um pé depois do outro, conversando, trocando informações”, ele diz, lembrando ainda sobre olhar a cidade, admirar paisagens, descobrir novidades.

“Tudo isso acontece ao mesmo tempo. Robôs não conseguem fazer isso. Fazer um robô atravessar uma rua é muito difíicil. A evolução está resolvendo esse tipo de problema bilhões de vezes por hora pelos últimos 400 milhões de anos”. Em homenagem à nossa evolução, então, o melhor a fazer é mesmo meter o pé na estrada – e partir para uma caminhada.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

O lança-chamas na agricultura são a nova técnica que evita pesticidas

Nossa comida é uma parte fundamental da vida e do estilo que decidimos levar. Se comermos de forma saudável, seremos mais fortes e com menos problemas de saúde. É algo que parece lógico, no entanto, eles também influenciam de uma maneira ou de outra a maneira como obtemos nossa comida.
Nesse processo, os agricultores orgânicos implementaram uma nova tecnologia, baseada em lança-chamas, exatamente como parece. É um novo sistema que evita os pesticidas questionados, tem muitas boas propriedades e funciona muito bem.
A operação é bastante simples e simples, como mostra o vídeo aqui.

E na agricultura, ervas daninhas e entidades indesejadas são combatidas com pesticidas e herbicidas. Não existe uma fórmula mágica que possa evitá-los; portanto, das poucas soluções, essa é viável. Agora este novo método apareceu.

Parece tirado de um filme, mas não. Por mais fantasioso que possa parecer, é real e muito eficaz.

Este trator, equipado com gás e lança-chamas, aparece depois de colhido e é hora de plantar novamente. Queime o chão inteiro, matando ervas daninhas e pragas indesejadas. Destrua a estrutura celular da planta, queimando sua raiz e impedindo que ela cresça novamente.

Este novo sistema tem muitas vantagens, por exemplo, o fato de remover grande parte da erva daninha, sua velocidade, impede o crescimento de raízes danificadas e não precisa de pesticidas ou herbicidas.

Obviamente, eles são úteis para eliminar insetos e ervas daninhas que afetam nossas culturas, mas também podem ser prejudiciais à nossa saúde. Os benefícios que essa maneira de “limpar” as culturas pode trazer é bastante benéfica e de vanguarda.

Os mais felizes são os consumidores, felizes em comer vegetais sem pesticidas e ainda mais saudáveis.

 

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*Fonte: sabervivermais

Segundo a ciência, tudo na praia faz bem para as pessoas

Todos nós precisamos de um momento de lazer, não é verdade? Se possível, sempre que puder, fazer uma viagem para um lugar calmo e relaxante. Muitas pessoas optam por entrar em contato com a natureza, no caso, as árvores e o ar puro. Por esse motivo, escolhem como destino o campo ou florestas para acamparem. Os mais radicais preferem trilhas por montanhas, saltos de bungee jumping ou paraquedas. No entanto, um dos destinos mais comuns e desejados ainda é a praia. Esse é o lugar onde costumamos ir para relaxar com a família, tomar um bom Sol e se deliciar na água.

Uma visita à praia pode ainda ser mais benéfica do que você pode imaginar. Faz bem para a saúde emocional e física. Nos acalmamos quando estamos com raiva, deixamos de lado o estresse e até mesmo a ansiedade. Além de melhorar a saúde mental, pode ainda tratar doenças de pele e até nos ajudar a perder um quilinhos. Confira conosco como a praia pode melhorar de forma drástica a nossa vida. Aproveite para compartilhar com seus amigos e, sem mais delongas, confira conosco e surpreenda-se.

Como a praia faz bem para as pessoas

A água
A água do oceano é extremamente rica em minerais que podem ajudar a curar doenças de pele. Ela combate a psoríase e eczema. Além disso ,a própria água ajudar a combater a sinusite e a febre alta. A água do mar pode ainda aumentar a liberação do hormônio da felicidade, que são a dopamina e a serotonina. Nadar no bar traz bastante benefícios para a saúde mental, por causa dos efeitos restauradores, por estarmos em contato com a natureza.

A brisa
A brisa do oceano pode auxiliar na desintoxicação do corpo. Quando estamos na praia, enchemos os nossos pulmões com íons negativos. Esses reforçam o nosso sistema imunológico. Os íons negativos também podem ter um efeito antidepressivo e aliviar sintomas do transtorno afetivo sazonal. Esse ar faz com que você se sinta um pouco mais relaxado, depois de um dia na praia.

A areia
A areia da praia age como um esfoliante natural e pode renovar a pele dos nossos pés. Também melhora a saúde e retarda o envelhecimento. Isso porque absorve os elétrons da Terra ao caminhar sobre ela. Colocar os pés na areia quente traz a sensação de relaxamento. Andar na areia ajuda a entrar em forma, pois é preciso mais esforço e isso faz com que queime calorias.

Os Sons
O som das ondas do oceano traz a sensação de paz e equilíbrio. Além do mais, melhora a força e a capacidade de cura do nosso cérebro. Isso porque nos ajuda a alcançar um estado meditativo. O nosso cérebro tende a reagir de forma positiva à água em geral, incluindo seu som.

As cores
Um estudo foi capaz de revelar que as pessoas, que vivem com vista para o mar, geralmente, ficam menos estressadas. Segundo esse estudo, há uma ligação entre a saúde e a cor azul do céu e da água. Essa cor faz com que as pessoas se sintam mais relaxadas.

E aí, você sabia sobre essas coisas? Comenta pra gente aí embaixo e compartilhe com seus amigos. Vale lembrar que o seu feedback é extremamente importante para o nosso crescimento.

*Por Diogo Quiareli

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Leite faz mal para a saúde?

Na última década, o leite tornou-se um pouco controverso. Algumas pessoas dizem que é um alimento necessário e nutritivo, vital para ossos saudáveis, mas outros dizem que pode causar câncer e levar a uma morte precoce.

Então quem está certo? E por que estamos bebendo ainda nos dias de hoje? O pessoal da Kurzgesagt – In a Nutshell foi pesquisar e trouxeram um bocado de informação relevante – e as respostas para suas perguntas.

*Por Julio Moraes

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*Fonte: updateordie

As cidades devem pensar nas árvores como uma infraestrutura de saúde pública

Plantar árvores é uma forma de melhorar a saúde das pessoas, e uma medida muito fácil e barata de se tomar. As árvores, além de embelezar uma cidade, proporcionam ar fresco e limpo. Por isso deveria se pensar nelas como uma infraestrutura de saúde pública.

Todas as pessoas deveriam poder respirar ar puro. Isso deveria ser possível também nas grandes cidades. As árvores não só ornamentam as ruas como ajudam a manter a saúde física e mental dos seus habitantes, ajudando a criar um ambiente mais saudável.

A organização The Nature Conservancy questiona por que não são incluídos esses conceitos nos orçamentos governamentais direcionados à saúde pública.

Esta organização elaborou recentemente um documento que explica com cifras as razões pelas quais se deve mudar o paradigma das verbas públicas, para incluir o investimento em criação e manutenção de áreas verdes nos gastos de saúde.

Para elaborar este documento usou-se o exemplo dos Estados Unidos, já que nesse país se dedica apenas 1% do seu orçamento para o plantio e manutenção das áreas verdes – e somente um terço disso é realmente investido. Como consequência, as cidades do país norte-americano perdem cerca de 4 milhões de árvores por ano.

Este é um documento oficial que detalha o problema, suas causas, conceitos e as soluções para lutar contra ele.

Se estima que com uma média de 8 dólares por pessoa em cada ano seria possível impedir a perda de árvores no país.

Também seria possível aumentar o aproveitamento dos benefícios que elas geram. O número não sugere o valor, senão apresenta uma mostra de que esse investimento necessário também é possível.

Investimento verde diminuindo

Com respeito aos investimentos, o informe indica que, atualmente, os municípios estão gastando menos com o plantio e o cuidado das árvores, em comparação com o que era gasto em décadas anteriores.

A falta ou presença de árvores em um local muitas vezes está ligada ao nível de renda de um bairro. Isso também cria uma enorme desigualdade nas cifras de saúde.

Nos Estados Unidos, a diferença nas expectativas de vida entre bairros de uma mesma cidade que estão próximos geograficamente pode chegar a ser de até uma década.

Embora a diferença nos índices de saúde não tem a ver somente com a questão das árvores, os investigadores asseguram que os bairros com menos áreas verdes têm piores resultados com relação à saúde de seus residentes. Desta forma, é possível concluir que a desigualdade urbanística pode se refletir em piores níveis saúde.

Entretanto, há outras cidades (como é o caso de Londres) ou países (como é o caso da China ou da Nova Zelândia) onde existe sim uma preocupação em promover o reflorestamento de forma mais massiva.

Medidas para aumentar as áreas verdes numa cidade

O documento propõe uma série de conselhos que podem ser usados pelo poder público e privado, entre os quais estão os seguintes:

Implementar políticas que incentivem o semear de árvores, seja por iniciativa privada ou pública.

Intercâmbios municipais que visem facilitar a colaboração de organismos de saúde pública e agências ambientais.

Relacionar o financiamento de árvores e parques a objetivos e metas das políticas de saúde pública.

Educar a população sobre os benefícios das áreas verdes para a saúde pública, e também sobre o impacto econômico das mesmas.

 

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*Fonte: cartamaior

As mulheres que vivem rodeadas por plantas vivem mais, é o que confirma a ciência

Certamente morar em lugares arborizados e com muito verde deve nos proporcionar uma vida mais plena.

Pesquisadores da universidade de Harvard divulgou um estudo na Environmental Health Perspectives, o mesmo mostrou que as mulheres que vivem em um espaço rico em vegetação vivem mais. Acontece que nesses lugares o índice de mortalidade é reduzido em 12%.

Sem dúvida, morar em uma área cercada de árvores, parques ou bosques nos ajuda a viver melhor e a enriquecer nossa mente. De fato, parece que nesses casos a taxa de mortalidade é reduzida em 12%. Um fato que confirma a importância dos benefícios ligados à exposição à natureza.

O estudo que tem o objetivo de comprovar os benefícios possíveis de estar em contato com a natureza, demostra deixar muita contribuição ao caso, se analisando que o teste foi realizado com uma grande quantidade de mulheres, no total 108 mil e durou por 8 anos, no período de 2000 e 2008. Esta análise da exposição à natureza foi cuidadosamente estudada e não simplesmente com uma autoavaliação dos participantes.

As participantes da pesquisa puderam vivenciar vantagens de vidas passadas aproveitando o verde dos bosques e parques, tanto psicológica quanto fisicamente. De acordo com o pesquisador Peter James: “uma grande parte dos aparentes benefícios dos altos níveis de vegetação parece estar associada à melhoria da saúde mental”. No estudo uma boa porcentagem das mulheres apresentaram diminuição nos níveis de depressão, isso se deve ao fato da possibilidade de poder ter ralações sociais e atividades em maior medida.

Cercar-se de plantas pode apresentar alívio mais do que psicológico, como também reduzir a mortalidade por doenças respiratórias e tumores. Os estudos supõem que viver em lugares arborizados ajuda a diminuir os riscos de doenças relacionados a poluição.

A dica dos especialistas é que, mesmo que não possamos morar em áreas onde o verde é abundante, pelo menos devemos adquirir o habito de cultivar plantas em casa. Faça jardins ou de sua varanda um bom lugar para mantê-las mais próximas a nós.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: Harvard T.H. Chan School of Public Health / educadoreslivres

 

Lynn Margulis: as bactérias que vivem dentro de nós

Muito antes de surgir o primeiro animal, toda a vida na Terra era microscópica e unicelular. Consistia em bactérias, essencialmente. Bactérias na água, na superfície e no subsolo, experimentando uma miríade de truques bioquímicos para sobreviver.

Foi lá que uma bacteriazinha teve uma sacada digna de Elon Musk: usar os fótons que chegavam do Sol, combinados com o gás carbônico abundante disponível na atmosfera, para produzir açúcar (isto é, comida). O nome desse processo é fotossíntese, e ele foi ridiculamente bem-sucedido. Afinal, permitia à dita cuja viver de luz, como um bom hippie.

Só tinha um problema: a tal da fotossíntese liberava pelo escapamento um gás raro na Terra daquela época – e muito tóxico. O nome dele é oxigênio. Boa parte do ferro diluído na água dos oceanos enferrujou e se precipitou no leito – dando origem às jazidas do metal que hoje são exploradas por empresas como a Vale. Vários micróbios não conseguiram lidar com a novidade e morreram sufocados, em um dos grandes eventos de extinção da história da Terra.

Outros, porém, deram um jeito de se aproveitar do oxigênio para gerar a própria energia, usando um processo inovador chamado respiração. As primeiras bactérias que respiravam eram exceção, e não regra. Uma exceção muito eficaz.

O melhor, porém, estava por vir. Um belo dia, uma bactéria com fome, que não sabia respirar oxigênio, engoliu uma outra bactéria, menor, do tipo que sabia respirar oxigênio. Ela teve uma indigestão e, por qualquer motivo, não conseguiu digeri-la. Milagrosamente, a bactéria engolida não só continuou respirando como começou a se multiplicar lá dentro. Se tornou uma usina de processamento de oxigênio instalada no “estômago” da bactéria maior, que fornecia muita energia. Era uma revolução tecnológica.

Essa dupla inusitada de bactérias conseguiu fazer coisas que nenhuma bactéria sozinha conseguiria. Por exemplo, dar origem a seres multicelulares como você, caro humano leitor. Hoje essas bactérias engolidas continuam dentro das nossas células, respirando para nós. Elas se chamam “mitocôndrias”. As bactérias que faziam fotossíntese também foram engolidas eventualmente, e de maneira análoga se tornaram os cloroplastos das células vegetais.

A teoria de que as mitocôndrias são ex-bactérias engolidas se tornou consenso científico graças ao trabalho da bióloga Lynn Margulis. Não sem esforço: o artigo de 1967 em que ela apresentou a ideia foi rejeitado por 15 periódicos científicos (ela chegou a receber, por escrito: “seu trabalho é um lixo, não tente de novo”). Os 15 periódicos estão arrependidos até hoje.

No início da carreira, Lynn carregava a pecha de ter sido esposa de Carl Sagan – um lembrete desconfortável de que mulheres são mais lembradas por seus maridos que por suas realizações. Depois, se tornou uma voz independente e potente. Em parceria com o filho Dorion Sagan, escreveu numerosos livros sobre a evolução da perspectiva microscópica. Foi uma darwinista apaixonada, que criticou com precisão cirúrgica a aplicabilidade do arcabouço teórico do naturalista aos seres vivos pequenos.

Na década de 1980, os trabalhos de Lynn com as mitocôndrias e de Carl Woese com o domínio das arqueias – um tipo de bactéria até então desconhecido, que geneticamente é tão diferente das bactérias comuns quanto nós somos – inauguraram uma nova era no estudo da história da Terra.

Até a década de 1950, os paleontólogos dominavam a área, e o foco estava todo sobre os animais macroscópicos, que geravam fósseis. Dali em diante, a perspectiva da genética e da microbiologia entraram em cena, e a ideia prepotente de que o ser humano é o ápice da evolução caiu por terra de vez. O mundo é das bactérias – e nós só vivemos aqui porque elas deixam.

*Por Bruno Vaiano

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*Fonte: superabril

Está na hora de tratarmos o açúcar como lidamos com o tabaco?

Não é de hoje que observamos que a população brasileira está cada vez mais gorda – o índice de obesos cresceu 42% em uma década (entre 2007 e 2017), segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, enquanto o índice de fumantes caiu 40% no mesmo período.

Entre as razões apontadas por pesquisadores para o aumento da obesidade estão o excesso de consumo de açúcar, especialmente aquele adicionado às bebidas açucaradas e aos produtos ultraprocessados, cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros. São alimentos que contêm mais sal, mais açúcar, mais gordura, além de uma série de aditivos e conservantes que ninguém sabe precisamente o real efeito sobre a saúde.

Um estudo divulgado no último dia 11 na revista científica British Medical Journal afirma que o consumo de bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos adoçados artificialmente está associado a um risco maior de desenvolvimento de certos tipos de câncer, como o de mama, próstata e intestino.

O estudo foi conduzido por pesquisadores franceses que avaliaram o comportamento de mais de 100 mil adultos e descobriram que quem ingere apenas 100 ml de bebidas açucaradas por dia tem um risco 18% maior de ter câncer.

Além disso, há diversos problemas de saúde crônicos associados ao aumento da obesidade, especialmente a hipertensão arterial e o diabetes, até pouco tempo consideradas doenças exclusivas de adultos. Estima-se que, por causa desses problemas, uma geração inteira de crianças viverá pior do que os seus pais, acendendo o alerta vermelho para pesquisadores, instituições e governo.

Afinal, está na hora de tratarmos o açúcar como tratamos o tabaco?

Cerco às bebidas açucaradas

A BBC News Brasil ouviu nutricionistas, representantes de entidades de defesa do consumidor, pesquisadores, Ministério da Saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a indústria de alimentos e bebidas para discutir os malefícios do açúcar para a saúde e o que está sendo feito em saúde pública para minimizar esses danos.

A conclusão é que a preocupação com o excesso de consumo existe, tanto por parte das entidades de defesa do consumidor, que sugerem medidas mais duras, como o fim da publicidade voltada para o público infantil e alertas nos rótulos dos alimentos, quanto por parte do governo, que admite o problema e destaca como medida a assinatura de um acordo com a indústria para a redução da quantidade de açúcar nos alimentos industrializados.

Mas, para entidades e pesquisadores, isso ainda é muito pouco e o país está longe de ter uma medida realmente efetiva em saúde pública contra o açúcar.

“Com relação ao açúcar, nós estamos a quilômetros de distância do sucesso da campanha contra o tabagismo, que foi uma das campanhas de saúde pública de maior sucesso no país. E nenhum país ainda conseguiu reverter ou estagnar o índice crescente de obesidade”, disse a nutricionista Maria Laura da Costa Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP), e professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para pesquisadores e entidades de defesa do consumidor, o primeiro passo para lidar com o problema de maneira eficaz seria alterar a rotulagem dos alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas adicionando um símbolo de alerta indicando alto teor de açúcar, de sódio ou gordura na parte frontal da embalagem.

Depois, defendem tributar a produção de bebidas açucaradas, que no Brasil tem subsídio do governo: nos últimos dias o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou um decreto ampliando de 8% para 10% o benefício fiscal do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para a fabricação de concentrados de refrigerantes. “Estamos na contramão dos países desenvolvidos. Cerca de 40 países tributam as bebidas e aqui concedemos isenções e créditos fiscais. O caminho do subsídio é um grande problema a ser enfrentado”, avalia a nutricionista Ana Paula Bortoletto, líder do Programa de Alimentação Saudável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Ultraprocessados

Entre os exemplos de alimentos ultraprocessados estão pães de forma, iogurtes prontos, sucos de caixinha, macarrão instantâneo, barras de cereais, gelatinas e até o aparentemente inofensivo peito de peru. São alimentos cada vez mais consumidos pelos brasileiros – pela facilidade de acesso e pelo baixo preço – mas são ricos em calorias, sal, açúcar, gordura, além de uma série de aditivos e conservantes que ninguém sabe de fato o real efeito sobre a saúde. As bebidas açucaradas incluem refrigerantes, néctares (sucos de caixinha), sucos em pó e outras bebidas adoçadas.

Trata-se de uma classificação “nova” da tabela de alimentos, que passou a ser considerada apenas em 2014 com a publicação da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, e a adoção do sistema de classificação alimentar NOVA, elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da USP.

Segundo a nutricionista Maria Laura Louzada, pesquisadora do Nupens e professora da Unifesp, a alteração ocorreu depois que pesquisadores perceberam, por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que a população comprava cada vez menos açúcar refinado, sal e óleo, mas continuavam engordando.

Ao mesmo tempo, havia cada vez mais industrializados à mesa. “Nos demos conta de que o problema não era exatamente o açúcar que adicionamos ao cafezinho, mas sim o açúcar presente nos outros alimentos”, explicou.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quarto maior consumidor de açúcar no mundo (12 milhões de toneladas/ano), atrás apenas da Índia, da União Europeia e da China. Ainda segundo a entidade, o brasileiros consomem 50% a mais de açúcar do que o recomendado. Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome, em média, 18 colheres de chá do produto (o que corresponde a 80g de açúcar/dia), quando o recomendado pela OMS seria até 12 colheres.

O consumo excessivo de açúcar causa, entre outros problemas, danos ao fígado, que armazena glicose (um tipo de açúcar) e, em excesso, se transforma em gordura; danos ao pâncreas, responsável pela liberação da insulina (que auxilia na entrada de glicose nas células); aumento do aparecimento de cáries nos dentes; além do excesso de peso que pode evoluir para obesidade, pressão alta, diabetes e outras complicações. “Enquanto países do hemisfério Norte já consomem 80% de alimentos ultraprocessados, nós ainda consumimos em torno de 30%. É possível reverter isso, mas ainda falta muita informação”, avalia Bortoletto, do Programa de Alimentação Saudável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Debate sobre alteração dos rótulos

Para tentar frear a epidemia de obesidade e o aumento da ingestão de produtos ultraprocessados, pesquisadores e entidades de defesa do consumidor sugerem a alteração na rotulagem dos alimentos, incluindo símbolos na parte da frente da embalagem alertando para o alto teor de açúcar, sódio e gordura, a exemplo do que já está sendo feito no Chile e no Canadá. Hoje, os rótulos não são obrigados a informar a quantidade de determinado nutriente, apenas que ele está presente na composição.

Na avaliação da engenheira de alimentos Rosires Deliza, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, se o consumidor souber o que está de fato consumindo, ele poderá buscar comprar o alimento que ele considerar mais saudável. “É muito difícil traduzir um rótulo da forma como é feito hoje. A ordem que os ingredientes aparecem indica qual deles está em maior quantidade. O açúcar, em geral, é o primeiro da lista. Mas ninguém é obrigado a saber isso”, afirma Deliza.

Para descobrir se o consumidor conseguia identificar alimentos saudáveis e não saudáveis por meio da embalagem, Deliza e uma equipe de pesquisadores da Embrapa avaliaram a eficácia da rotulagem atual, chamada GDA (referência de ingestão diária em relação a uma dieta adulta padrão), com outros seis modelos de rótulos, incluindo o semáforo nutricional (de colocar alertas em cores verde, vermelha e amarela) e cinco símbolos de alerta: octógono preto, triângulo preto, círculo vermelho, lupa vermelha e lupa preta.

“Constatamos que o modelo atual, o GDA, foi o que as pessoas tiveram mais dificuldades de indicar os alimentos saudáveis por serem rótulos confusos. Com o semáforo, gerou confusão, pois uma mesma embalagem podia ter cor vermelha por ser alta em sódio, mas também a cor verde por ter pouco açúcar. Entre os alertas, o octógono preto foi o símbolo que as pessoas identificaram mais rápido, como sendo algo prejudicial”, explicou a pesquisadora.

Com base nesses dados, as entidades propõem mudanças nas rotulagens. O assunto está em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há mais de um ano e a previsão é que uma consulta pública seja disponibilizada para a população opinar sobre o tema em setembro deste ano. Em nota, a Anvisa informou que a norma vigente sobre rotulagem nutricional é de 2003 e, apesar dos avanços, ainda há dificuldades de utilização dessa rotulagem pelos consumidores brasileiros.

“A principal razão para intervenção regulatória da Anvisa é garantir aos consumidores o acesso às principais informações sobre os alimentos, de forma simples, padronizada, precisa e compreensível, evitando práticas enganosas e contribuindo para a promoção da saúde”, informou a agência, em nota. A Anvisa informou ainda que uma das principais alternativas regulatórias será, sim, o uso da rotulagem nutricional frontal com a divulgação de nutrientes considerados críticos à saúde, entre eles o açúcar.

As entidades também defendem o fim da publicidade voltada para o público infantil, associando personagens e bichinhos aos alimentos considerados não saudáveis, além do aumento da tributação das bebidas açucaradas – no Brasil, elas são fabricadas na Zona Franca de Manaus, com isenção de impostos.

Acordo com a indústria

O Ministério da Saúde admite o problema e afirmou, em nota oficial, que a prevenção da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis é uma das prioridades do governo. Como exemplo, cita que fez acordo com a indústria de alimentos e assumiu a meta de reduzir 144 mil toneladas de açúcar até 2022, em cinco categorias de alimentos: mistura para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoito recheados.

“Ao estabelecer a meta até 2022, o Brasil se destaca como um dos primeiros países do mundo a buscar a diminuição do açúcar nos alimentos processados e ultraprocessados. A meta foi estabelecida por meio de um Termo de Compromisso assinado entre o Ministério da Saúde e associações representativas do setor produtivo brasileiro”, diz a nota. O acordo é similar ao pacto firmado em 2011 para a redução de sódio nos alimentos, eliminando mais de 17 mil toneladas de sódio em quatro anos.

Segundo o ministério, as associações Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação); Abimapi (Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) e Viva Lácteos (Associação da Indústria de Lácteos) comprometeram-se com essa meta de forma voluntária.

Para pesquisadores da área, esses acordos são pouco efetivos, pois além de serem voluntários, possuem metas muito baixas.

O governo afirmou também que, no ano passado, o país assumiu o compromisso de deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; como reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

“Para qualquer mudança precisa haver uma parceria muito grande entre governo, entidades, indústria. Não adianta nada fazermos estudos, chegarmos ao resultado e não ser colocado em prática. O Chile implementou de maneira pioneira a mudança nos rótulos faz dois anos. Estamos todos querendo saber os resultados”, avaliou Deliza, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e a Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (Abir) informaram ter consciência de sua responsabilidade em contribuir com bem-estar de seus consumidores, produzindo alimentos saudáveis e seguros. “Em relação à redução do açúcar, 68 empresas associadas assinaram o termo de compromisso [com o Ministério da Saúde]. Juntas, representam 87% do mercado nacional de alimentos e bebidas”, diz a nota.

A indústria de alimentos e bebidas informou ainda que apoia a mudança nos rótulos e que está contribuindo com a Anvisa. “A Rede Rotulagem, formada por 20 entidades ligadas ao setor, defende que sejam utilizados rótulos informativos com todos os dados para que o consumidor tenha liberdade de escolha. Entende que os modelos de advertência não são democráticos e comprometem a percepção do consumidor. São propostas alarmistas sem o objetivo de informar e, tampouco, auxiliar as pessoas”, afirma o comunicado.

Com relação à publicidade dirigida ao público infantil, a Abia informou que possui um acordo de apenas anunciar produtos para crianças menores de 12 anos de idade que atendam aos critérios nutricionais comuns ou não anunciar produtos para menores de 12 anos. E com relação à sugestão de taxar as bebidas açucaradas, a Abir informou que “não há nenhum estudo que comprove a eficácia desta medida no combate à obesidade, doença multifatorial. Focar em refrigerantes também seria ineficaz. Dados da Vigitel/Ministério da Saúde constataram uma queda de 40% no consumo de refrigerantes na última década.”

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou, em nota, que “rechaça todas as pretensões de controlar o consumo de açúcar por vias regulatórias”. Acrescenta que “é comprovado que a maior parte do consumo de açúcar do país provém da adição feita no preparo final dos alimentos”. A Unica disse ainda ser a favor do debate de ideias e da busca de soluções que garantam a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

*Por Fernanda Bassette

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*Fonte: bbc-brasil

Por que exercícios são um remédio milagroso

Não é nenhuma novidade que exercício físico faz bem para a saúde. Mas quão bem?

Novas pesquisas têm revelado que os benefícios de se mexer vão muito além do que qualquer um poderia esperar.

Os efeitos da atividade física ultrapassam o controle do colesterol e da pressão e possuem um alcance muito mais amplo do que os músculos e o sistema vascular, afetando profundamente até mesmo a saúde do cérebro.

Se estiver precisando de um incentivo, você está no artigo certo. Abaixo, você pode conhecer alguns dos mecanismos que explicam todas as vantagens de se exercitar. Vale observar que os cientistas imaginam um futuro no qual o exercício será a terapia de ouro.

 

Para o cérebro

Exercícios físicos cumprem muitas funções no corpo humano. Por exemplo, mantêm nossos vasos sanguíneos dilatados e funcionando bem, o que por sua vez torna menos provável que entupam e causem ataques cardíacos e derrames. Com mais fluxo sanguíneo no cérebro, podem até ajudar a prevenir doenças cognitivas, como o Alzheimer.

Falando de atividade física e cérebro, um estudo norueguês com recrutas militares descobriu que a aptidão aeróbica na idade de 18 anos podia prever o risco de demência mais tarde na vida.

Outro estudo com mulheres suecas de meia idade concluiu que as mais aptas fisicamente tinham oito vezes menos risco de demência nos próximos 44 anos.

E uma pesquisa da Clínica Mayo, nos EUA, descobriu que 12 semanas de atividade física intensa leva a um aumento da captação de glicose e maior atividade metabólica no cérebro, particularmente em regiões que mostram declínio em pacientes com doença de Alzheimer.

 

Músculos, diabetes e câncer

Uma coisa importante que o exercício físico faz é criar músculos mais fortes. Isso ajuda na saúde de várias formas.

O músculo é o maior consumidor da glicose que é liberada na corrente sanguínea após uma refeição. Quanto mais músculo uma pessoa tem, mais rápido essa glicose é removida. E quanto mais rápido ela é removida, menos exposição há aos danos causados pelo aumento de açúcar no sangue. Só isso já serve como remédio para pessoas propensas a diabetes.

Também é um mecanismo importante para o processo de envelhecimento: o crescimento de músculos diminui o declínio da função da mitocôndria, o combustível das nossas células. Com elas funcionando bem, há menos danos oxidativos no corpo.

As proteínas dos músculos ainda servem como “reservatórios de aminoácidos” para o resto do corpo. Isso é especialmente importante quando estamos doentes – nosso sistema imunológico precisa de muitos aminoácidos para produzir anticorpos.

Por fim, o maior benefício vem das moléculas de sinalização, as mioquinas, ativadas e liberadas em resposta ao esforço muscular. Elas ajudam no crescimento muscular, no metabolismo dos nutrientes, na inflamação e numa série de outros processos.

Uma das mioquinas mais importantes é a interleucina-6, capaz de suprimir a fome e melhorar a resposta do sistema imunológico ao câncer. Outra, a catepsina B, pode levar a mudanças benéficas no cérebro, como a produção de novas células cerebrais.

 

Inflamação

De acordo com Bente Klarlund Pedersen, fisiologista do exercício na Universidade de Copenhague (Dinamarca), a falta de exercício físico leva a um risco maior de pelo menos 35 doenças.

Isso se deve, em grande parte, à inflamação crônica. A falta de atividade leva a um maior peso e principalmente mais gordura abdominal, largamente associada à inflamação crônica.

A interleucina-6 é uma das chaves do efeito do exercício sobre a gordura abdominal e a inflamação.

Em um experimento recente realizado por Pedersen e seus colegas, 27 voluntários com gordura visceral fizeram um regime de exercício em bicicleta ergométrica que durou 12 semanas, enquanto outros 26 voluntários permaneceram inativos. Metade dos participantes de cada grupo também recebeu um medicamento que bloqueava a ação da molécula.

No final das 12 semanas, os praticantes de exercício físico haviam perdido gordura abdominal, como esperado, mas apenas se não tivessem recebido o bloqueador da interleucina-6.

 

Exercício como (literalmente) remédio

Sabe aquela coisa de “é bom se exercitar”? Risque isso para “você vai ter que se exercitar”, porque não haverá alternativa melhor para curar doenças.

Alguns estudos têm revelado que a atividade física é mais eficaz que drogas em diversos casos. Por exemplo, uma pesquisa com 64 adultos com diabetes tipo 2 chegou à conclusão de que exercício físico regular pode substituir medicação para diminuir o nível de açúcar no sangue.

Outro experimento com 300 pessoas descobriu que exercícios físicos são tão eficazes quanto remédios para diminuir o risco de doença cardíaca e diabetes, e mais eficazes no caso de reabilitação depois de um derrame.

E a dose?

Uma coisa é saber que exercício físico pode ser medicinal, outra é definir sua dosagem – que tipo, frequência, duração e intensidade devem ser feitos caso a caso, por exemplo, para quem tem risco de diabetes ou histórico familiar de demência. Isso sem contar as dificuldades individuais de cada um, como sobrepeso ou lesões.

Mas os pesquisadores já estão avançando nesse campo complexo. Diversos estudos estão sendo planejados ou executados a fim de chegar a recomendações mais precisas.

Por exemplo, um com 2.000 voluntários irá medir a atividade gênica, a sinalização molecular e outras mudanças no corpo durante atividade física moderada e intensa. Outro irá analisar o efeito do volume de exercício no envelhecimento cerebral através de fatores como inflamação, moléculas de sinalização, composição corporal e outros.

Como o exercício físico muda suas moléculas?

Certamente, mesmo depois de termos resultados detalhados desses e de outros experimentos, a quantidade “certa” de exercício físico irá variar e talvez seja algo difícil de se prescrever.

“Não existe um único sistema de órgãos no corpo que não seja afetado pelo exercício. Parte do motivo pelo qual o efeito do exercício é tão consistente e robusto é o fato de não existir uma única via molecular, mas sim uma combinação de várias coisas. Portanto, no final de todos esses testes, analisaremos não apenas um ou dois mecanismos, mas vários deles. Vai ser uma resposta complicada”, disse Marcas Bamman, fisiologista do exercício da Universidade do Alabama em Birmingham (EUA). [DiscoverMagazine]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Vinho mata até 99% das bactérias que causam infecção de garganta

Eis mais um bom motivo para tomar uma taça de vinho!

Um estudo da Universidade de Pavia, na Itália, publicado no “Journal of Agricultural e Food Chemistry” concluiu que um dos componentes do vinho tem a capacidade de matar até 99% das bactérias que causam infecções de garganta e que dão origem às cáries.

Esse componente anti-bacteriano foi encontrado tanto no vinho tinto quanto no branco.

“Concluímos que este efeito age contra os estreptococos orais patogênicos e também é ativo na prevenção de cárie e patologias do trato respiratório superior”, afirmou Maria Daglia, uma das pesquisadoras.

“Diversos estudos mostram que o consumo moderado da bebida é benéfico para a saúde humana, como proteção contra doenças do coração e até câncer”, completou.

Agora você já tem mais um motivo pra tomar uma taça de vinho!

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*Fonte: euamovinhos

Quando a mente fabrica a doença

Em livro, neurologista Suzanne O’Sullivan descreve pacientes com transtornos psicossomáticos

Quase todos nós aceitamos sem problemas que o coração bata com mais força quando nos aproximamos da pessoa por quem estamos apaixonados, ou que as nossas pernas tremam quando é preciso falar em público. São emoções que provocam sintomas físicos reais. Entretanto, custa aceitar que os mesmos pensamentos que causam um frio na barriga cheguem a desencadear doenças graves, como cegueira, convulsões ou paralisias. E, no entanto, é justamente isso que descreve a neurologista Suzanne O’Sullivan no livro It’s All in Your Head (está tudo na sua cabeça, na tradução literal, ainda inédito no Brasil), no qual revê alguns dos casos mais impactantes de doenças psicossomáticas com os quais se deparou ao longo da carreira.

Certa vez, O’Sullivan teve uma paciente, chamada Linda, que percebeu um pequeno inchaço no lado direito da cabeça. Era só um cisto sebáceo, mas ela não parava de fazer exames e consultas. Pouco depois, perdeu a sensibilidade do braço e da perna direitos; a paciente tinha certeza de que o inchaço havia atingido o cérebro. Quando O’Sullivan a examinou, todo o lado direito do corpo – o mesmo onde estava o caroço – já havia perdido o movimento e a sensibilidade. Só que Linda não sabia que o lado direito do cérebro na verdade controla os movimentos do lado esquerdo do corpo, e por isso sua mente se enganou ao criar os sintomas. Linda, na verdade, sofria de um transtorno psicossomático – seus pensamentos desencadeavam sintomas de uma doença inexistente.

Quando O’Sullivan estava se especializando em neurologia, foi ensinada a distinguir os doentes que tinham sintomas físicos causados por conflitos mentais. “Todos os meus pacientes tinham convulsões, mas em 70% dos casos não sofriam de epilepsia: por mais que fossem examinados, não encontrávamos nenhuma lesão ou causa neurológica que explicasse seus sintomas. Tinha de ser algo psicológico.” Mas mandar os pacientes para casa com o diagnóstico que não eram epiléticos não servia de consolo, de modo que a médica se sentiu obrigada a encontrar uma maneira de ajudá-los.

“As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”

Em 2004 ela começou a agir, e desde então, quando encontra um paciente com sintomas, mas sem lesões neurológicas, tenta lhe explicar que a origem dos seus males é um problema psicológico mal resolvido. Geralmente, porém, os pacientes se negam a aceitar esse diagnóstico. “Eles têm um estresse mental do qual não estão conscientes, e alguém está obrigando-os a encará-lo”, diz a médica. “Esses sintomas são uma manifestação do organismo: seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo.”

Ninguém está a salvo dessas doenças, e há centenas de causas que as originam. Segundo O’Sullivan, os casos muito extremos, como as convulsões ou paralisias, costumam nascer de traumas psicológicos severos; os menos graves podem surgir de um amontoado de pequenos esgotamentos que os pacientes não sabem administrar. “Depende da atenção que a pessoa presta às dores. Se ficarem obcecadas e buscarem repetidamente uma explicação médica que não existe, é possível que acabem desenvolvendo a doença psicossomática”, explica O’Sullivan.

Para se curar, o acompanhamento psicológico é indispensável. Segundo O’Sullivan, a primeira coisa a fazer é abandonar a ideia de que há uma enfermidade orgânica. A seguinte etapa é ver como a mente afeta o corpo: se você sente palpitações e nota que está ansioso, elas começarão a parecer muito menos graves, já que você conhece as causas. Mas, se associa essas palpitações a problemas cardíacos, e os exames médicos não comprovam isso, você provavelmente ficará obcecado, e as palpitações irão piorar.

“Seu organismo está lhe dizendo que algo não vai bem dentro de você, e que você não está percebendo”

“Às vezes, os pacientes desejam desesperadamente que você encontre um resultado ruim nos exames, que dê um nome para sua doença e receite alguns comprimidos que justifiquem suas dores”, conta a neurologista. Esse problema é muito mais comum do que se imagina. Cerca de 30% das pessoas sofrem disso, e a imensa maioria nem sequer fica sabendo.

Após mais de dez anos de dedicação às enfermidades psicossomáticas, Suzanne O’Sullivan continua sem saber apontar o caso mais grave que viu. “Os casos mais duros são os de pessoas que adoeceram quando tinham 16 anos e, aos 50, continuam indo a médicos. Estão cegos ou em cadeira de rodas e continuam se submetendo a operações. Conheço pessoas que comem por um tubo, mas não têm nenhuma doença orgânica. Todas as partes do seu organismo foram afetadas por sua mente”, relata. Nada mais surpreende essa neurologista. “As incapacidades que criamos com nossa mente são tão infinitas que já deixei de acreditar nos limites”, diz.

*Por M. Victoria S. Nadal

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*Fonte: elpais-brasil

Quatro recomendações para combater a ansiedade

Há diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas diferentes, sendo as principais as seguintes:

– transtorno obsessiva compulsiva;
– stress pós-traumático;
– pânico;
– agorafobia, ansiedade generalizada, ansiedade social, ansiedade da separação.

De acordo com a Revista Galileu, quatro recomendações podem te ajudar a combater a ansiedade:

1. Meditação ou mindfulness – Não importa o nome da técnica, desde que foque a atenção em estímulos simples como controlar a respiração, fazer um auto avaliação do corpo ou focar-se nos sons ao seu redor. Tudo isso contribui para afastar pensamentos ansiogénicos.

2. Aceitação – Nos últimos anos, as abordagens no tratamento dos transtornos concentram-se também em aceitar os sintomas e não sofrer por estar sofrendo. Apesar do estigma com a saúde mental estar diminuindo aos poucos, a verdade é que ainda atrapalha na aceitação da condição e compromete a recuperação dos pacientes.

3. Acompanhamento psicológico – Das terapias que os especialistas costumam indicar para quem sofre de ansiedade, a cognitiva comportamental é a mais frequentemente recomendada. O tratamento incide em interromper comportamentos ansiosos, o que gera mais resultados positivos.

4. Atividade Física – Praticar esportes de equipe ou exercício físico estimula a liberação de substâncias que ajudam na regulação do organismo e contribuem para a sensação de relaxamento. Por isso, os médicos recomendam o exercício como forma de estimular o próprio corpo a produzir o ‘remédio’ de que necessitamos para sentir prazer.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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*Fonte: ciclovivo

É possível regenerar os neurônios: cinco hábitos que podem ajudar

A neurogênese não é um mito: como e em que idades acontece

Durante décadas, foi uma verdade assumida por todos: o ser humano nasce com um número finito de neurônios que vão se degradando e jamais são substituídos. Fim. A vida ofertava a cada indivíduo um pacote fechado dessas células, que deviam ser cuidadas com responsabilidade. Mas nenhuma verdade é absoluta: a ciência se encarregou de comprovar que a geração de neurônios também é uma realidade em outras idades e momentos do ciclo vital, não só durante a fase embrionária. É o processo conhecido como neurogênese adulta; o cérebro fabrica novos neurônios que completam os que cada um desenvolveu pela fusão do espermatozoide e do óvulo dos pais. E as põe para funcionar.

Mas a mudança de paradigma não se restringe ao fato de que esta nova verdade já esteja comprovada. Alguns estudos apontam que esses processos de neurogênese adulta podem criar, podendo precipitar e reforçar os neurônios, que assumem uma série de práticas relacionadas aos hábitos e às rotinas. Por mais que haja opiniões concordantes sobre quando, por que e com que intensidade esses processos de produção são deflagrados, dezenas de pesquisadores comprovaram que a dieta, os exercícios físicos e até a prática de sexo permitem fomentar a neurogênese e dar uma mão para o sacrificado cérebro. Sempre diligente. Sempre funcionando. E crucial para viver mais e melhor.

1.400 novos por dia

Este é o número quantificado por uma equipe de especialistas no Instituto Médico Karolisnka, na Suécia, que analisou a concentração de carbono 14 no DNA dos neurônios presentes no hipocampo de pessoas mortas. Com seu estudo, publicado pela revista Cell, constatou-se que “os neurônios se regeneram também durante a idade adulta e isso pode contribuir para o bom funcionamento do cérebro”.

Mas eles vão além. Os autores adiantam que esses novos neurônios podem ter um valor fundamental para futuras pesquisas relacionadas ao tratamento de doenças neurodegenerativas. “Conhecer essa realidade cria uma expectativa. Abre-se a porta para desenvolver tratamentos diversos que promovam essa geração”, afirma Pablo Irimia, neurologista da Clínica Universidade de Navarra, na Espanha. Afirma, porém, que esses processos de neurogênese adulta têm um papel limitado, incapaz de corrigir lesões cerebrais sérias, e que vão esgotando seu efeito com a idade, mas que “nos dão pistas de que existe a possibilidade de induzir a aparição de neurônios por meio de fármacos e tratamentos concretos”.

Outros especialistas restringem, porém, esses pontos intensos de neurogênese adulta aos primeiros anos de vida, até os sete anos. Durante essa primeira etapa, o padrão genético herdado dos pais é somado a outros neurônios que estabelecem novas redes e circuitos simpáticos, responsáveis pela aquisição de novas habilidades. Mas a aprendizagem permite trabalhar a plasticidade sináptica, a conexão neuronal. E também é importante cuidar deles. O álcool e as drogas matam os neurônios e alteram a plasticidade sináptica. E o tabaco, a poluição e qualquer elemento que afete negativamente o sistema nervoso. E também a falta de exercício mental e a solidão. Por que os neurônios também morrem por inatividade.

Mas vários estudos se encarregaram de estabelecer pautas e mecanismos para promover a neurogênese adulta. Muitos pesquisadores tentaram determinar quais são os processos para estimular a criação de novos neurônios. E os transformaram em conselhos, em boas práticas para ajudar o cérebro em sua tarefa silenciosa. Como? Aparentemente, é mais fácil do que se imagina.

5 hábitos que promovem a criação de neurônios

Sandrine Thuret, neurocientista do King’s College de Londres, é uma das principais pesquisadores da neurogênese no mundo. Ela afirma com contundência que o hipocampo continua gerando neurônios fundamentais para os processos de aprendizagem e memória durante toda a vida. Thuret também aponta, em seus estudos, que esses processos podem ser reforçados adotando-se hábitos de vida saudáveis. E suas conclusões batem com as de outras muitas análises que aprofundam esses temas:

1. Exercício aeróbico. Cientistas da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, descobriram que é uma das técnicas mais adequadas para aumentar a neurogênese. A corrida ou os exercícios de resistência se revelam uma prática adequada, mas é suficiente “caminhar a bom ritmo cinco vezes por semana”, segundo Pablo Irimia.

2. Alimentação. Apostar na dieta mediterrânea e em planos hipocalóricos parece ser, de novo, a decisão mais acertada. Outros estudos, porém, dão um passo além, falando dos flavonoides como alimentos que propiciam a neurogênese adulta. Chá verde, uvas roxas e, sem dúvida, alimentos ricos em antioxidantes devem ser incluídos na dieta habitual por seus efeitos positivos para evitar a degeneração celular.

3. Sexo. O estudo publicado pela US National Library of Medicine comprovou que o hipocampo produz neurônios novos quando o corpo fica exposto à prática do sexo de forma continuada, melhorando assim a função cognitiva. Mas avisam: “A experiência sexual repetida pode estimular a neurogênese adulta desde que esta persista no tempo”. Cabe a cada um estabelecer os horários.

4. Estresse e ansiedade sob controle. É também fator determinante para o correto funcionamento do cérebro, para a manutenção da plasticidade neuronal e para o fomento de processos de neurogênese mais relevantes. Assim, cientistas da Universidade de Oregon apontam que a meditação, entendida como um exercício que controla e elimina a tensão, é uma prática que desencadeia a geração de novos neurônios em idade adulta. Em conclusão: alguns minutos por dia para deixar a mente em branco ajudarão o cérebro tanto em curto como em médio e longo prazos.

5. Mente sempre ativa. Trata-se, talvez, do conselho mais relevante: “A aprendizagem gera conexões entre as diferentes regiões do cérebro e por isso é fundamental para que este possa evitar sua deterioração”, explica o neurologista Irimia, que acrescenta: “Não se trata unicamente de ler muito, mas também de manter uma interação social habitual e estimular constantemente o cérebro”.

O cérebro é a cada dia um pouco menos insondável. Centenas de cientistas se ocupam dele, lutando para desentranhar seus segredos e tentar entendê-lo para cuidar melhor dele. Qual será o próximo mistério a desvendar, o próximo mito a derrubar? Quem sabe? Mas o que é certo é que ainda resta muito a conhecer. E que nossos cérebros precisam estar preparados para compreender tudo aquilo que ainda hoje eles mesmos escondem.

*Por Alejandro Tovar

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*Fonte: elpais-brasil

Azeite de oliva extra virgem evita demência, mostra estudo

Consumir azeite de oliva extra virgem pode evitar a evolução de várias formas de demência. Foi o que descobriram pesquisadores da Temple University, dos Estados Unidos. O estudo deles foi publicado no periódico científico Aging Cell.

Os cientistas chegaram à conclusão depois que criaram uma dieta especial com azeite de oliva e a deram para camundongos adultos, de idades que correspondem à de humanos de 30 a 40 anos.

Seis meses depois, os roedores apresentaram 60% menos chance de desenvolverem taupatias, que são doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Mal de Parkinson.

Em comparação com os ratos que não receberam a dieta, os animais que consumiram o azeite se saíram melhor em testes de aprendizado e memória.

Os especialistas analisaram o tecido cerebral deles e viram que aqueles que consumiram o produto tinham melhor funcionamento do cérebro.

Motivo

O benefício neurológico ocorria porque havia uma conexão mais eficiente nas regiões onde passam os impulsos nervosos, conhecidas como sinapses.

Os cientistas acreditam que a maior eficiência das sinapses ocorreu devido ao aumento do nível de uma proteína, chamada de complexin-1.

Domenico Praticò, diretor do Centro de Alzheimer da Temple University, disse que os motivos do benefício do azeite ainda não são compreendidos por completo.

O novo estudo pode ajudar a entender melhor essa relação.

“A percepção de que o azeite de oliva extra virgem pode proteger o cérebro contra diferentes formas de demência nos dá a chance de aprender sobre os mecanismos por meio dos quais ele sustenta a saúde cerebral”, ele afirmou.

O próximo passo da pesquisa será alimentar ratos idosos com o azeite de oliva para verificar se, assim como nos roedores adultos, a dieta rica no alimento também pode diminuir as chances do desenvolvimento de demências.

Com informações da Galileu

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*Fonte: sonoticiaboa

Cerveja é tão boa para o intestino quanto probióticos, diz pesquisa

Professor holandês afirma que a bebida pode ser saudável para saúde intestinal

Pode haver uma maneira mais agradável de melhorar a sua saúde intestinal do que tomar Activia. Segundo um professor da Universidade de Amsterdã, as cervejas fortes podem ser “muito, muito saudáveis” para a saúde intestinal quando consumidas com moderação.

Eric Classen apresentou sua pesquisa em uma conferência organizada pela Yakult. O estudo revelou que cervejas belgas mais fortes, como Hoegaarden, Westmalle Trip e Echt Kriekenbier têm mais probióticos em relação às mais fracas. A grande diferença está no processo de fermentação.

Enquanto a maioria das cervejas é fermentada apenas uma vez, as que passam pelo processo de fermentação por duas vezes possuem mais quantidade de um tipo específico de levedura probiótica, que mata bactérias causadoras de doenças intestinais. Probióticos regulares são mais comumente ligados a um trato digestivo saudável e aumentam o suporte do sistema imunológico.

Classen concluiu que “se você beber apenas uma dessas cervejas todos os dias, seria muito bom para você”. Entretanto, há ressalvas, beber em excesso pode danificar as bactérias saudáveis do intestino.

Embora essa possa ser uma maneira atrativa de melhorar a saúde digestiva, não é toda a comunidade científica que concorda com os benefícios dos probióticos. No ano passado, um estudo revelou que eles podem trazer “potenciais efeitos colaterais adversos”.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

Comer queijo pode ajudar a compensar os danos dos vasos sanguíneos causados pelo sal

Comer queijo e aumentar o consumo de outros produtos lácteos ajuda a melhorar a saúde vascular, reduzindo os efeitos de uma dieta rica em sódio, de acordo com um novo estudo.

Em um estudo randomizado, cruzado, os pesquisadores descobriram que quando os adultos consumiam uma dieta rica em sódio, eles também experimentavam disfunção dos vasos sanguíneos. Mas, quando os mesmos adultos consumiram quatro porções de queijo por dia, juntamente com a mesma dieta rica em sódio, não experimentaram esse efeito.

Billie Alba, que liderou o estudo enquanto terminava o doutorado em Penn State, disse que as descobertas podem ajudar as pessoas a equilibrar alimentos com bom gosto e minimizar os riscos decorrentes da ingestão de muito sal.

“Embora haja um grande esforço para reduzir o sódio na dieta, para muitas pessoas é difícil”, disse Alba. “Possivelmente ser capaz de incorporar mais produtos lácteos, como queijo, pode ser uma estratégia alternativa para reduzir o risco cardiovascular e melhorar a saúde dos vasos sem necessariamente reduzir o sódio total”.

Embora o sódio seja um mineral vital para o corpo humano em pequenas doses, os pesquisadores disseram que excesso de sódio na dieta está associado a fatores de risco cardiovascular, como pressão alta. A American Heart Association recomenda não mais que 2.300 miligramas (mg) de sódio por dia, com a quantidade ideal próxima de 1.500 mg para a maioria dos adultos.

De acordo com Lacy Alexander, professora de cinesiologia da Penn State e outra pesquisadora do estudo, pesquisas anteriores mostraram uma conexão entre produtos lácteos – mesmo queijos ricos em sódio – e melhores medidas de saúde cardíaca.

Estudos mostraram que pessoas que consomem o número recomendado de porções diárias de leite geralmente têm pressão arterial mais baixa e melhor saúde cardiovascular em geral”, disse Alexander. “Queríamos examinar essas conexões mais de perto, além de explorar alguns dos mecanismos precisos pelos quais o queijo, um produto lácteo, pode afetar a saúde do coração”.

Os pesquisadores recrutaram 11 adultos sem pressão arterial sensível ao sal para o estudo. Cada um seguiu quatro dietas separadas por oito dias de cada vez: uma dieta pobre em sódio e sem leite; uma dieta com pouco sódio e alta em queijo; uma dieta rica em sódio e sem leite; e uma dieta rica em sódio e queijo.

As dietas com baixo teor de sódio tiveram participantes consumindo 1.500 mg de sal por dia, enquanto as dietas com alto teor de sódio incluíram 5.500 mg de sal por dia. As dietas para queijo incluíam 170 gramas, ou cerca de quatro porções, de vários tipos diferentes de queijo por dia.

No final de cada dieta de uma semana, os participantes retornavam ao laboratório para testes. Os pesquisadores inseriram pequenas fibras sob a pele dos participantes e aplicaram uma pequena quantidade da droga acetilcolina, um composto que sinaliza os vasos sanguíneos para relaxar. Ao examinar como os vasos sanguíneos de cada participante reagiram à droga, os pesquisadores foram capazes de medir a função dos vasos sanguíneos.

Os participantes também foram submetidos a monitoramento da pressão arterial e forneceram uma amostra de urina para garantir que consumiam a quantidade correta de sal durante a semana.

Os pesquisadores descobriram que, após uma semana com dieta rica em sódio e sem queijo, os vasos sanguíneos dos participantes não responderam tão bem à acetilcolina – que é específica para células especializadas no vaso sanguíneo – e tiveram mais dificuldade para relaxar. Mas isso não foi observado após a dieta rica em sódio e queijo.

Enquanto os participantes estavam em dieta rica em sódio sem queijo, vimos a função dos vasos sanguíneos mergulhar no que você normalmente vê em alguém com fatores de risco cardiovascular bastante avançados”, disse Alexander. “Mas quando eles consumiram a mesma quantidade de sal e comeram queijo como fonte desse sal, esses efeitos foram completamente evitados.”

Alba disse que, embora os pesquisadores não tenham certeza de que os efeitos são causados ​​por qualquer nutriente específico no queijo, os dados sugerem que os antioxidantes no queijo podem ser um fator contribuinte.

Consumir grandes quantidades de sódio causa um aumento de moléculas que são prejudiciais à saúde dos vasos sanguíneos e à saúde geral do coração”, disse Alba. Há evidências científicas de que os nutrientes à base de laticínios, especificamente peptídeos gerados durante a digestão de proteínas lácteas, têm propriedades antioxidantes benéficas, o que significa que eles têm a capacidade de eliminar essas moléculas oxidantes e, assim, proteger contra seus efeitos fisiológicos prejudiciais”.

Alba disse que, no futuro, será importante estudar esses efeitos em estudos mais amplos, bem como pesquisar possíveis mecanismos pelos quais os laticínios possam preservar a saúde vascular.

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*Fonte: revistasaberesaude

As melhores frutas quando você tem diabetes

Embora a fruta contenha açúcares que ocorrem naturalmente, ela também é embalada com vitaminas, minerais e fibras valiosas que contêm tantos benefícios à saúde do corpo. Além disso, nem todas as frutas têm o mesmo teor de açúcar: algumas têm mais açúcar do que outras e algumas têm mais fibras que outras, o que ajuda a reduzir o impacto do açúcar nos níveis de glicose no sangue.

Isso torna as frutas muito melhores do que os alimentos processados ​​ou adoçantes artificiais para refrear um dente doce. Portanto, se você está vivendo com diabetes ou quer reduzir a ingestão total de açúcar, aqui está um guia para escolher as melhores frutas para sua dieta:

Frutas para comer frequentemente:

• Frutas vermelhas – Quase todas as bagas têm pontuação baixa na escala do índice glicêmico, o que significa que elas têm um impacto menor nos açúcares do sangue do que em outras opções de frutas. Bagas também são carregadas com vitaminas e antioxidantes. Adicione frutas ao iogurte, farinha de aveia ou misture com um smoothie repleto de proteínas. (Arandos, amora, framboesa, morango, cereja, etc)

• Frutas cítricas – Frutas como toranja e laranjas são ricas em fibras, o que ajuda a manter os níveis constantes de açúcar no sangue. Eles também são embalados com vitamina C, o que ajuda a impulsionar seu sistema imunológico.

• Peras – Uma pera de tamanho médio fornece 6 gramas de fibra – cerca de 24% da quantidade diária recomendada para mulheres com menos de 50 anos. Elas também são um ótimo lanche portátil quando você está em trânsito.

• Maçãs – Essa é outra ótima opção rica em fibras que combina bem com alimentos ricos em proteínas, como nozes, manteiga de amendoim e queijo. Maçãs também são conhecidas por ajudar a alimentar bactérias intestinais saudáveis também.

• Frutas com caroço – Frutas como nectarinas, ameixas e pêssegos geralmente apresentam baixo índice glicêmico quando consumidas frescas. Limite as variedades secas, o que aumenta substancialmente sua carga glicêmica.

• Uvas – Muitas pessoas pensam que precisam evitar as uvas porque são muito doces. No entanto, as uvas também são uma ótima fonte de fibras e vitamina B-6, o que ajuda a apoiar o humor das funções cerebrais. Uma porção de cerca de 15 uvas é tudo o que você precisa para obter esses benefícios à saúde sem exagerar nos carboidratos.

Frutas para comer conscientemente:

Como você pode ver na lista acima, há muitas frutas para escolher que podem ser incorporadas às refeições diariamente. No entanto, ainda existem muitas outras frutas para incluir em sua dieta que podem ter uma carga glicêmica mais alta (ou seja, maior impacto na glicose no sangue), mas ainda hospedam uma abundância de ótimos nutrientes. Algumas dessas frutas incluem:

• Bananas

• Abacaxi

• Manga

• Frutas secas

Você não precisa eliminar completamente esses alimentos da sua dieta para manter níveis saudáveis de glicose no sangue. De fato, a inclusão de uma variedade de frutas em sua dieta permitirá que você obtenha uma gama maior de nutrientes, em vez de apenas comer alguns tipos de frutas.

Como com qualquer fruta, o tamanho das porções e a combinação de alimentos podem ser muito importantes. Sempre mantenha uma porção de frutas por refeição para evitar o consumo excessivo de carboidratos. Isso significa também estar atento a outras fontes de carboidratos em sua refeição. Por exemplo, comer um café da manhã com torradas simples, banana e um copo de suco de frutas é uma maneira infalível de aumentar a glicose no sangue devido às quantidades cumulativas de carboidratos em cada um desses alimentos.

Em vez disso, você pode optar por um iogurte grego simples e de alta proteína com uma porção de abacaxi fatiado ou um smoothie de proteína com manga fresca. Embora o abacaxi e a manga sejam mais altos no índice glicêmico e contenham mais carboidratos por porção do que outras variedades de frutas, a proteína do iogurte grego ou do pó de proteína pode ajudar a equilibrar o impacto do açúcar na corrente sanguínea.

Uma tendência alimentar a ser extremamente cauteloso é o suco. Embora os sucos de frutas geralmente contenham grandes quantidades de vitaminas, minerais e antioxidantes, o processo de sumo elimina completamente a valiosa fibra alimentar desses alimentos, tornando-o mais vulnerável a picos de açúcar no sangue. Também é preciso bastante frutas para produzir uma xícara de suco.

Portanto, enquanto comer uma laranja inteira pode ter um impacto mínimo no açúcar no sangue, beber um copo de suco de laranja feito de várias laranjas pode ter um efeito muito diferente. Se você gosta de suco, tente uma combinação de suco de frutas e vegetais com coisas como maçã, couve, espinafre, pepino, salsa e / ou beterraba. Lembre-se do tamanho da porção – apenas meia xícara de suco é considerada uma porção. Você também pode tentar emparelhar seu suco com uma fonte de proteína ou gordura saudável, como um ovo cozido ou um punhado de nozes, para ajudar a diminuir o impacto no açúcar no sangue.

Obviamente, a melhor maneira de medir o impacto de qualquer fruta na glicose no sangue é verificar seu próprio açúcar no sangue com um glicosímetro após lanches e refeições. Essa ainda é a maneira mais individualizada de garantir que os alimentos que você come sejam os melhores para sua saúde e seu corpo.

*Por Anna Panzarella / Nutricionista dietista

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*Fonte: revistasaberesaude

Por que uso de antibióticos na agropecuária preocupa médicos e cientistas

Há quatro anos, em uma fazenda de criação intensiva em Xangai, na China, um exame feito em um porco prestes a ser abatido encontrou uma bactéria resistente ao antibiótico colistina. O achado acendeu um alerta que ecoou pelo mundo — cada vez mais temeroso com a capacidade que microrganismos têm demonstrado em driblar tratamentos à base de antibióticos.

A bactéria resistente encontrada no suíno, uma Escherichia coli, levou os cientistas da China a aprofundar os exames — agora, também em frangos de fazendas de quatro províncias chinesas, nas carnes cruas desses animais à venda em mercados de Guangzhou, e em amostras de pessoas hospitalizadas com infecções nas províncias de Guangdong e Zhejiang.

Eles encontraram uma “alta prevalência” do Escherichia coli com o gene MCR-1, que dá às bactérias uma alta resistência à colistina e tem potencial de se alastrar para outras bactérias, como a Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. O MCR-1 foi encontrado em 166 de 804 animais analisados, e em 78 de 523 amostras de carne crua.

Já nos humanos, a incidência foi menor, mas se mostrou presente — em 16 amostras de 1.322 pacientes hospitalizados.

“Por causa da proporção relativamente baixa de amostras positivas coletadas em humanos na comparação com animais, é provável que a resistência à colistina mediada pelo MCR-1 tenha se originado em animais e posteriormente se alastrado para os humanos”, explicou em 2015 Jianzhong Shen, da Universidade de Agricultura em Pequim, um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados no periódico The Lancet Infectious Diseases.

Mas como esse material genético resistente pode ter passado dos animais para os humanos? O caminho de “transmissão” de microrganismos (bactérias, parasitas, fungos e etc) resistentes é uma incógnita não só para o caso dos porcos, frangos e pacientes na China, mas para o uso veterinário e médico de antibióticos como um todo.

Pode ser que esses microrganismos ou resquícios de antibióticos (restos dos medicamentos que, em contato com os micróbios, podem estimular sua resistência) possam estar se alastrando pelos alimentos, ou ainda através do lixo hospitalar, lençóis freáticos, rios e canais de esgoto — e a investigação para desvendar as rotas de bactérias tem motivado inúmeras pesquisas no Brasil e no mundo (veja detalhes sobre esses estudos abaixo).

“As bactérias não têm fronteiras: a resistência pode passar de um lugar a outro sem passaporte e de várias formas”, explica Flávia Rossi, doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Grupo Consultivo da OMS para a Vigilância Integrada da Resistência Antimicrobiana (WHO-Agisar). “Com a globalização, não só o transporte de pessoas é rápido, como os alimentos da China chegam ao Brasil e vice-versa. Essa cadeia mimetiza o que acontece com o clima: estamos todos interligados. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando com o enfoque de ‘One Health’ (‘Saúde única’ em português, a perspectiva de que a saúde das pessoas, dos animais e o ambiente estão conectados).”

Agora, a dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

Sul brasileiro: foco de resistência microbiana

China e Índia foram, segundo os autores do estudo, publicado na revista Science, “claramente” os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados.

Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos).

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

A situação da América do Sul é particularmente preocupante por causa da carência de dados, diz o estudo: “Considerando que Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil são exportadores de carne, é preocupante que haja pouca vigilância epidemiológica da resistência microbiana disponível publicamente para esses países. Muitos países africanos de baixa renda têm mais pesquisas desse tipo do que os países de renda média na América do Sul. Globalmente, o número de pesquisas per capita não se correlacionou com o PIB per capita, sugerindo que a capacidade de vigilância não é impulsionada apenas por recursos financeiros.”

Buscando ampliar, em partes, o acesso a esse tipo de informação, os autores do estudo lançaram um banco de dados colaborativo para cadastro de pesquisas sobre o tema em todo o mundo, o “Resistance Bank”.

“O Brasil precisa urgentemente de dados de vigilância disponíveis publicamente sobre a resistência microbiana. É um grande exportador de carne, todos comemos frango brasileiro, seria bom saber o que há nele”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Thomas Van Boeckel, um dos autores do estudo e pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que, “em relação ao estudo da revista Science”, está “ciente sobre a importância da resistência aos antimicrobianos”. “Trata-se de um dos maiores desafios globais de saúde pública e que deve ser abordado pelos países atendendo ao conceito de Saúde Única, exigindo ações imediatas de todos os envolvidos”.

A pasta garante que o país está correndo atrás para ter um sistema de vigilância, por meio do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), cujo prazo previsto para implementação vai de 2018 a 2022.

Segundo fontes consultadas pela reportagem, o cronograma do plano tem sido cumprido.

Um de seus pontos-chave, e já o colocado em prática, é a realização de testes oficiais de rotina para detecção de micróbios resistentes em animais e alimentos com essa origem.

São amostragens aleatórias de ovos, leite, mel e de animais encaminhados para abate sob inspeção federal, mas o que se busca são resquícios de antibióticos, e não microrganismos resistentes.

Em 2018, o relatório apresentado pelo ministério mostra que o percentual de amostras com resquícios de antibióticos em conformidade ficou na casa dos 99%.

“Para ser seguro para consumo alimentar, a presença de determinadas bactérias tem que estar dentro de limites estabelecidos pelas agências de saúde de cada país, o que já é feito. Mas mais do que saber, por exemplo, a presença de Salmonella (gênero de bactérias) em galinhas ou porcos, é possível testar sistematicamente a suscetibilidade dela aos antibióticos — que é realmente o que nos permite saber se as bactérias são ou não resistentes”, aponta João Pedro do Couto Pires, também coautor do estudo e pesquisador do ETH Zurich.

Frangos com Salmonella resistente em Estados brasileiros

Ainda que não tenha hoje um levantamento sistematizado, o Brasil já teve experiências pontuais na medição da resistência microbiana em alimentos de origem animal.

Uma análise feita entre 2004 e 2006 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frangos congelados vendidos em 14 Estados brasileiros, detectou bactérias Salmonella e Enterococcus resistentes a vários antimicrobianos. Das 250 cepas de Salmonella analisadas, por exemplo, 77% foram consideradas multirresistentes (resistentes a duas ou mais classes de antibióticos).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou ainda que vem progressivamente proibindo medicamentos veterinários usados com o objetivo principal de fazer os animais engordarem, os chamados melhoradores de desempenho. Já foram proibidas substâncias do tipo como os anfenicóis, as tetraciclinas e as quinolonas.

“Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento”, explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

“A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce.”

A colistina, aquela a que bactérias em porcos na China mostraram resistência no estudo publicado no The Lancet Infectious Diseases em 2015, foi uma das substâncias proibidas para uso como melhorador de desempenho em rações no Brasil, em 2016. Seu uso para o tratamento de doenças, como diarreias, continua, no entanto, permitido por aqui. Proibições foram impostas também em outros países, como a própria China, Índia e Argentina.

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.

Antimicrobianos passaram a ser mais significativamente usados na criação de animais para consumo nos anos 1950 em países de alta renda, algo que foi se estendendo para países de baixa e média renda — onde hoje, inclusive, projeções mostram que o uso desses medicamentos aumentará, já que a produção e consumo de carne nesses países tem crescido.

O elo entre precariedade e uso de antibióticos

Thomas Van Boeckel destaca que, no mundo, o uso excessivo de antibióticos está associado à criação intensiva de animais, a produção industrial, “mas não em todos os países, algumas exceções existem, como a Holanda e a Dinamarca”, aponta.

Sandra Lopes, diretora da organização Mercy for Animals no Brasil, vê o uso de antibióticos como uma das práticas degradantes impostas aos animais.

“O uso de antibióticos força esses animais a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel, onde os animais não podem exercer nenhum de seus comportamentos naturais”, aponta a representante da ONG, dedicada ao bem estar de animais ditos de produção, aqueles destinados ao consumo alimentício.

Como exemplos, ela menciona criações com confinamento intensivo em gaiolas.

As galinhas poedeiras, confinadas em uma área análoga ao que seria passar a vida inteira dividindo um elevador com outras 12 pessoas, segundo a ONG, não têm espaço para exercer comportamentos naturais como abrir as asas ou ciscar. Sem forças nas pernas por não movimentá-las, essas galinhas podem sofrer fraturas com o peso do próprio corpo. Isso leva a um ciclo em que o uso de antibióticos se faz necessário.

Há ainda a debicagem, quando os bicos dessas aves são retirados para evitar, entre outros, o canibalismo — intensificado pelo estresse vivido pelos animais. É algo que leva também ao corte dos rabos dos porcos, procedimentos esses que muitas vezes exigem também o emprego de antibióticos.

Lopes menciona ainda a falta de ventilação, a lotação de animais ou ainda o contato com excrementos como características da realidade da produção em escala que podem debilitar a saúde dos animais. Por isso, a ONG defende, entre outras medidas, a melhor regulamentação de várias etapas da criação de animais, a certificação de produtos gerados em práticas consideradas satisfatórias (como existe no caso das galinhas poedeiras criadas fora de gaiolas) e, como recomendação aos clientes, a redução do consumo de produtos de origem animal.

Silvana Lima Gorniak destaca que a ligação entre precariedade na produção e uso excessivo de antibióticos fica mais evidente, uma vez mais, no caso dos melhoradores de desempenho.

“As condições sanitárias impactam diretamente no uso de antimicrobianos. Os melhoradores de desempenho têm um efeito muito benéfico naqueles lugares onde as condições sanitárias não são tão adequadas. Em locais com higiene adequada, é claro que há benefícios, mas ele é diluído”, explica a pesquisadora.

Já os autores do artigo publicado na Science destacam que o cenário de precariedade e consequente uso de antibióticos pode ser uma faca de dois gumes para os produtores: “Uma consequência fundamental desta tendência é um esgotamento do portfólio de tratamento para animais doentes. Essa perda tem consequências econômicas para os agricultores, porque os antimicrobianos acessíveis são usados como tratamento de primeira linha, e isso pode eventualmente se refletir em alimentos com preços mais altos.”
Entidade veterinária pede maior controle de vendas de medicamentos no setor

“É como para a gente, humanos: os antibióticos resolveram muitas questões, mas se a gente abusa, vai chegar uma hora que eles não serão mais eficazes”, resume Fernando Zacchi, assessor técnico da presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Zacchi diz que a entidade está empenhada em educar a categoria para um uso mais racional de antibióticos e tornar mais rigoroso o acesso a antimicrobianos veterinários — hoje, ele explica ser necessária a apresentação, mas não retenção, da receita.

“Aí está uma fragilidade: estamos trabalhando com outros órgãos para a obrigatoriedade da retenção e escrituração”, aponta, lembrando que entra na questão ainda o uso de antimicrobianos em animais domésticos.

Outro ponto é o cumprimento da exigência de um responsável técnico nos pontos de venda destes medicamentos, algo que é fiscalizado pelo próprio CFMV — a BBC News Brasil pediu dados sobre multas e autuações relacionadas a essas regras, mas não teve a solicitação atendida.

“Embora o conselho e o Mapa entendam que deve haver um responsável técnico nesses estabelecimentos, o Judiciário está eventualmente dispensando este profissional, cuja presença garante mais controle e rastreabilidade.”

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), nos últimos cinco anos, os antimicrobianos abocanharam cerca de 16% das vendas de tratamentos veterinários (que incluem ainda as categorias antiparasitários; biológicos; suplementos e aditivos; terapêuticos). A reportagem pediu valores — e não apenas percentuais — por categoria, mas não teve a demanda atendida.

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Aliança para Uso Responsável de Antimicrobianos, que representa várias entidades do setor produtivo, afirmou também que no ramo a questão “é tratada com responsabilidade por todos os elos da cadeia produtiva”. “Contra achismos, a Aliança busca construir um debate pautado pelo pensamento científico e pela transparência. É formada por organizações nacionais da bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura, aquicultura e pescado.”

A Aliança defende que há controle interno, com análises diárias feitas pelas próprias empresas sobre a questão e que o “Brasil cumpre rigorosamente as determinações técnicas de todas as nações importadoras”.

Em relação à produção em escala, a entidade aponta que o país “segue as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o alojamento dos animais”.

“Na produção industrial, o sistema produtivo é isolado em controles restritivos de acesso, o que evita a circulação de doenças. Em situações de produção precária, sem as devidas salvaguardas técnico-veterinárias, os riscos de enfermidades e o uso inadequado de antibióticos são maiores”, acrescentou.

E agora, o que fazemos em casa?

“Sou um cavaleiro do apocalipse”, brinca Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

À frente do Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen), ele e seus alunos e orientandos têm desenvolvido uma metodologia própria para encontrar bactérias resistentes em alimentos minimamente processados, aqueles prontos para consumo, como frutas e queijos. Um resumo do que eles têm encontrado até aqui: muitas bactérias resistentes.

Em sua dissertação de mestrado orientada por Marin, Cristiane Rodrigues Silva, por exemplo, buscou bactérias resistentes em amostras de queijo minas frescal. Todos exemplares estudados apresentaram algum conjunto de bactérias resistentes — em 13%, a resistência foi constatada para todos os antibióticos testados e em 80%, para 8 a 10 diferentes antibióticos. Foi constatada ainda resistência em 87% dos queijos aos carbapanêmicos, tipo de antibiótico potente que é considerado uma das últimas alternativas na luta contra microrganismos muito resistentes.

Agora, Silva, Marin e o resto da equipe estão estudando outros tipos de queijo, como minas padrão, parmesão, ricota e cottage; além de frutas compradas no comércio comum, como manga, laranja e caju. Eles também querem verificar se outras formas de produção, como a orgânica, podem alterar a presença de microrganismos resistentes.

“Comprovamos não só que as bactérias nos alimentos estudados até agora têm alguma resistência, como genes de resistência”, aponta Marin, acrescentando que, embora em escala muito menor do que na pecuária ou entre humanos, antibióticos são usados também na agricultura.

“Como essa bactéria chegou ao queijo? Tem que voltar ao campo: a vaca come capim, que tem dentro dela bactérias endofíticas, que vivem dentro das plantas. A vaca ingere a planta, produz leite e o leite vai para o queijo. Mas é difícil falar quem originou a bactéria primeiro — elas evoluem junto com os humanos e animais. Também são promíscuas: trocam material genético.”

As diversas variáveis que influenciam a resistência dos micróbios são justamente o que representa um desafio para as pesquisas: para traçar o caminho dos microrganismos através dos animais, humanos e do ambiente, seriam necessários grandes volumes de amostras desses elementos.

E em tempo real, lembra João Pedro do Couto Pires, já que muitas vezes é diagnosticada alguma infecção em uma ponta, mas sua origem muitas vezes já se perdeu no tempo.

Por isso, o alarme tocado pelo artigo na Science traz um porém: “Está além do escopo deste estudo tirar conclusões sobre a intensidade e a direcionalidade da transferência de resistência microbiana entre animais e humanos — aspectos que devem ser investigados com métodos genômicos robustos”.

Enquanto a ciência busca decifrar o caminho percorrido pelas bactérias, o que nós, humanos e consumidores de alimentos podemos fazer?

Flávia Rossi, patologista da USP, lembra de procedimentos básicos de saneamento e higiene que cortam a circulação de microrganismos, como lavar as mãos; o uso de água potável na cozinha; e o armazenamento adequado de alimentos.

O cuidado deve ser redobrado com pessoas mais vulneráveis, como hospitalizados, imunossuprimidos ou transplantados. “As bactérias também nos protegem, estão no nosso intestino, na nossa pele… Mas elas nos atacam quando há um desequilíbrio”, diz.

João Pedro do Couto Pires brinca que, hoje, nossas casas são mais perigosas do que restaurantes por haver menos cuidado com questões sanitárias. Ele destaca ações a serem evitadas: misturar alimentos crus e cozidos; ou carnes e vegetais, como, por exemplo, no refrigerador ou no uso de uma mesma faca ou tábua para esses dois tipos de alimentos. Essas misturas levam a fluxos de microrganismos que, no caso de alimentos crus, como vegetais em uma salada, acabam sendo ingeridos pela pessoa que está comendo.

Marin garante que não se trata de parar de comer alimentos como os estudados por sua equipe, como queijos e frutas, mas de aprofundar investigações sobre como a resistência microbiana se expressa neles — para, aí sim, fazer-se uma escolha entre custos e benefícios. Por exemplo, algo a ser levado em conta, segundo descobriu sua equipe, é que queijos mais úmidos exigem maior cuidado no assunto.

“O queijo, além de ter bactérias com resistência, também tem outra microbiota — outras bactérias — que combatem as que têm resistência. Ninguém é demônio e ninguém é anjo, inclusive entre as bactérias. Por isso a visão holística (multifatorial) é tão importante”, diz.

*Por Mariana Alvim

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*Fonte: bbc-brasil

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

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*Fonte: superabril

Atleta respira ar do escapamento em comercial da Hyundai

Uma atleta respira ar do escapamento de um EV SUV NEXO, da Hyundai, em um novo comercial da empresa para divulgar o quanto o veículo é “limpo” em emissão de poluentes.

Na verdade, ele de fato não emite poluentes. A ideia toda gira em torno disso, e a tecnologia chamada Fuel Cell solta no escapamento nada mais do que água e oxigênio.

Embora seja óbvio o que a nadadora olímpica e a embaixadora da marca Mireia Belmonte fez na campanha seja inofenso, a Hyundai também trabalhou com o Centro Nacional Espanhol de Hidrogênio e um centro médico esportivo para garantir que todo o processo fosse seguro.

Caso fosse um carro comum, é claro que isso seria uma sentença de morte e qualquer pessoa naquela bolha estaria morta em minutos.

No entanto, como se trata de uma nova tecnologia, não há poluentes nocivos para os humanos ali.

Veja o vídeo logo abaixo.
Na propaganda, atleta respira ar do escapamento para provar que carro não emite poluentes

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*Por Flavio Croffi   / Fonte: geekness

Quer ter um cochilo perfeito? Tome café

As duas coisas parecem estar completamente opostas, mas funciona.

Café é o companheiro mais fiel das manhãs. Mas, se além da caneca quente, você tiver 15 minutos de sobra para uma sonequinha, pode montar um combo que vai te fazer sentir duplamente energizado.

Pode parecer contra-intuitivo, mas esse “ritual” encontrou evidências científicas desde 1997: para duplicar os benefícios de uma soneca, tome café antes de deitar.

*Por Rafael Battaglia

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*Fonte: superabril

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
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Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

É assim que serão as pessoas que trabalham em escritórios

Pernas cheias de varizes e inchadas, olhos mortos e planos, e as costas curvadas como se fosse o corcunda de Notre-Dame. Essas são apenas alguns das características que poderemos observar no futuro em várias pessoas que passam seus dias em um escritório.

É duro, mas é a verdade e Emma — a colega viciada em trabalho do futuro — está aí para deixar isso bem claro.

Bom, Emma, na verdade, é uma boneca construída em tamanho natural para mostrar melhor (e assustar) como o corpo de uma pessoa pode ficar quando ela passa o dia todo sentada atrás de uma mesa de escritório ou em frente a um computador.

Destino condenado

A ideia partiu de William Higham, futurista comportamental que, com a ajuda de uma equipe especializada em saúde ocupacional, ergonomia e bem-estar profissional, decidiu analisar a fundo quais seriam os possíveis efeitos que os escritórios podem causar no organismo e na estrutura corporal dos funcionários com o passar dos anos.

Para chegar aos dados que permitiram a criação de Emma, Higham e sua equipe levantaram informações por meio de pesquisas e entrevistas envolvendo mais de 3 mil funcionários que já apresentam algum tipo de problema relacionado à saúde.

Entre Alemanha e Reino Unido, alguns dos percentuais levantados foram:

Claro, além desses problemas, podemos acrescentar aqueles relacionados ao estresse, cansaço e ansiedade que de uma maneira ou outra podem afetar o corpo.

Apesar de essa pesquisa ainda precisar passar por uma revisão mais detalhada, com especialistas de diversas áreas, Higham alerta que se as pessoas não promoverem mudanças radicais na forma como trabalham nos escritórios o caminho para que todos se tornem uma Emma é mais curto.

Por fim, a prevenção para tudo isso passa por práticas simples que qualquer pessoa pode adotar, como se levantar mais vezes, praticar alguma atividade física, tomar cuidado com a postura e evitar se matar de trabalhar!

No vídeo abaixo você pode saber mais sobre Emma:

*Por Denisson Antunes Soares

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*Fonte: megacurioso