Os cinco melhores exercícios físicos segundo Harvard (e nenhum deles é correr)

Eis as atividades mais benéficas para a saúde em curto e longo prazos de acordo com I-Min Lee, professora de Medicina de Harvard
– por Mayte Martínez Guerreiro – El País

Se você acha que correr uma maratona é a maneira mais simples de ficar sempre em forma, está enganado. Pelo menos é o que dizem os estudiosos de Harvard, segundo os quais, para perder peso, aumentar a massa muscular, proteger o coração e o cérebro e fortalecer os ossos, há atividades físicas melhores do que essa. I-Min Lee, professora de Medicina e Epidemiologia da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), afirma que correr longas distâncias não faz bem para as articulações nem para o sistema digestivo. Sua proposta de atividades esportivas inclui outros cinco exercícios que trazem benefícios que vão desde a perda de peso até o ganho de músculos, proteção do coração e fortalecimento dos ossos.

1. Tai chi

Uma arte marcial chinesa que combina uma série de movimentos delicados e fluidos para criar uma espécie de meditação em movimento. O exercício é praticado lenta e suavemente com um alto grau de concentração e dá especial atenção para a respiração em profundidade. Como são os praticantes que definem o seu próprio ritmo, ele é acessível para uma variedade muito ampla de pessoas, independentemente da idade ou da condição física. “É especialmente bom para os mais velhos, pois o equilíbrio é um componente importante da condição física e algo que perdermos com o avançar da idade”, diz Lee. Para Marta Rosado, com efeito, ele “melhora o equilíbrio, a coordenação e a flexibilidade. Previne o surgimento de dores lombares e problemas na coluna vertebral. A prendemos a respirar e a canalizar nossa energia. Melhora o sono e relaxa física e mentalmente. Qualquer um pode realizá-lo, pois ele não provoca nenhum tipo de impacto. Eu o recomendaria sobretudo a partir dos 50 anos”.

2. Caminhar

Vários estudos sugerem que caminhar durante pelo menos 30 minutos, mesmo sendo em ritmo moderado ou pausado, pode trazer benefícios para a mente e para o corpo. Em pessoas com depressão severa, esse exercício pode contribuir para uma redução clinicamente importante e estatisticamente significativa da mesma. ”É uma atividade que melhora o sistema cardiovascular, pode ajudar a fortalecer a parte inferior do corpo nas pessoas mais velhas e naquelas que têm pouca condição física”, afirma Ángel Merchán. “Diminui os níveis de colesterol, é essencial para diabéticos, reforça o sistema imunológico, melhora a circulação e oxigena o corpo”, diz a personal trainer Marta Rosado, para quem essa atividade não constitui, porém de um “treinamento”.

3. Exercícios de Kegel

Importantes para homens e mulheres, eles ajudam a fortalecer a região pélvica. À medida que envelhecemos, essa região, que inclui o útero, a bexiga, o intestino delgado e o reto, se fragiliza. Manter esse conjunto com resistência traz benefícios como o de evitar vazamentos da bexiga. A forma correta de fazê-los, segundo Harvard, é comprimir os músculos usados para segurar a urina ou os gases durante dois ou três segundos, soltar e repetir 10 vezes –e isso, de quatro a cinco vezes por dia. Marta Rosado alerta, porém, para o fato de que “a realização de uma quantidade excessiva desses exercícios pode levar a um enfraquecimento dos músculos da região pélvica e provocar uma nova redução da capacidade de controlar a bexiga”.

4. Natação

Trata-se do “exercício perfeito”, segundo os autores do boletim de saúde de Harvard Healthbeat. Além de trabalhar quase todos os músculos do corpo, a natação eleva a frequência cardíaca e pode melhorar a saúde do coração e proteger o cérebro da deterioração relacionada à idade. Nadar regularmente entre 30 e 45 minutos é um exercício aeróbico que ajuda a combater a depressão, a elevar o estado de ânimo e a diminuir o estresse, entre outros benefícios. “Nada é bom para pessoas com atrite”, afirma Lee no boletim. Embora o considere bastante completo, Ángel Merchán, diretor da empresa de treinamento pessoal Homewellness, não acredita na existência de um “treinamento perfeito baseado em apenas uma modalidade. É preciso uma abordagem incluindo diversas práticas. Os impactos e as cargas são também necessários, por exemplo, para a prevenção da osteoporose e para o estímulo dos tendões. A natação deve ser combinada com um trabalho de força –com pesos, por exemplo—e de impacto (corrida, por exemplo), adaptados para cada pessoa”.

5. Treinamento de força

Requer o uso do peso para criar resistência contra a gravidade. Pode ser o próprio corpo, pesos com ou sem alça, tiras elásticas… Para Ángel Merchán, trata-se de um exercício “fundamental em qualquer tipo de treinamento. Melhora a força muscular, previne lesões, ativa o metabolismo. Todo mundo pode e deve fazê-lo, obviamente de forma adaptada caso a caso: na terceira idade, ele ajuda no combate a vários problemas comuns, como dores nas costas e nos joelhos, osteoporose e sobrepeso”. Marta Rosado concorda. “É essencial para manter o peso que se perdeu. Protege ossos e músculos, melhora a mecânica do corpo e nos torna mais conscientes de cada movimento. Aumenta os níveis de energia e melhora o estado de ânimo”.

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*Fonte: resvistaprosaversoearte

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Se a inflação anual é de 2,71%, por que planos de saúde têm reajustes de 46%?

Nos primeiros dias de julho deste ano, Leonardo Borges recebeu em sua casa uma carta notificando que seu seguro de saúde, da Sul América, havia subido 18,98%, o que elevaria a mensalidade de 433,63 reais para 515,93. As justificativas para este aumento foram vagas: “Frequência de utilização do plano, maior longevidade da população, ampliação de coberturas com a incorporação de outras tecnologias, entre outros”, dizia o documento da administradora Qualicorp, que atua como intermediária entre clientes de planos coletivos por adesão — como o de Leonardo — e seguradoras ou operadoras. “Estou vendo a possibilidade com um advogado de entrar com algum recurso”, conta o rapaz, de 33 anos. A mensalidade do plano de saúde de Clarice Corrêa, de 28 anos, teve um aumento similar. Desde que assinou o contrato, em abril de 2014, o valor que paga mensalmente deu um salto de 93%, de 396 reais para 768,23. “Eu pedi cotação para a Amil, mas vi que está ainda mais caro que meu plano atual. Também mandei e-mail para a Qualicorp para saber se algo poderia ser feito. Acho difícil que consiga mudar, mas ficar sem plano não vai rolar”.

Aumentos muitas vezes considerados abusivos viraram rotina para os 47,7 milhões de pessoas, praticamente um quarto da população brasileira, que têm planos de saúde no país. Mas em dezembro de 2014, a cobertura chegava a 50,4 milhões de brasileiros. Desde então o desemprego em alta e os aumentos descolados da inflação oficial vêm tornando o serviço privado proibitivo. As histórias se repetem: em determinado dia, chega uma carta avisando que o preço do contrato subiu. Às vezes de forma ainda mais dramática. Stéfanie Ribeiro, 28 anos, por exemplo, sofreu um reajuste de 39% neste ano; Daniel Ximenes, 28 anos, de 46,2%; Catharina Torres, 32 anos, de quase 30%. São porcentagens muito maiores que a da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em apenas 2,71% nos últimos 12 meses, a menor alta de preços desde 1999.

“Há uma falha de regulação. Os dados que temos não justificam um aumento tão expressivo nos valores cobrados”, argumenta Heron do Carmo, professor da USP e economista especializado em processos inflacionários. Os dados aos quais se refere também são do IPCA: nos últimos 12 meses, remédios e outros produtos farmacêuticos tiveram um aumento de apenas 5,12%, enquanto que os serviços hospitalares subiram 4,31%.

Atualmente, a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) estabelece um teto de reajuste — que hoje é de 13,55% — apenas para os planos individuais, que hoje raramente são ofertados pelas seguradoras. São apenas 9,4 milhões de clientes em contratos, geralmente mais antigos, deste tipo. Os outros 38 milhões estão em planos coletivos, empresariais ou por adesão, que podem ser reajustados de forma livre. A ANS diz que que “as pessoas jurídicas possuem maior poder de negociação junto às operadoras, o que, naturalmente, tende a resultar na obtenção de percentuais vantajosos para a parte contratante”. Ana Carolina Navarrete, pesquisadora em saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), discorda desta tese e argumenta que “mesmo uma instituição forte tem o poder de barganha pequeno” na hora de negociar. Além disso, o fato de uma administradora como a Qualicorp atuar como intermediária entra clientes e planos acaba “encarecendo o processo produtivo”, explica a especialista. O IDEC defende um teto de reajuste também para os planos coletivos e recomenda que a ANS, “para garantir a sustentabilidade do sistema, considere a capacidade de pagamento do consumidor”. Em nota, tanto a Qualicorp como a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) esclarecem que os aumentos são definidos pelas operadoras de planos de saúde e que o papel das intermediárias é o de negociar a “aplicação do menor índice possível e também oferecer alternativas mais acessíveis para que os usuários continuem assistidos”.

Ainda assim, a média de reajuste dos planos coletivos ultrapassa 14%, segundo dados da própria ANS. Tanto esta entidade como as operadoras, através da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) e da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), contestam os dados oficiais do IPCA e explicam que os reajustes não levam em conta apenas a variação dos custos na saúde, mas também a maior utilização dos serviços, a incorporação de novas tecnologias caras, além do envelhecimento da população e da existência de desperdícios ou fraudes. A FenaSaúde destaca que, em 2016, o número de procedimentos cresceu 6,4%, totalizando 1,5 bilhão. Ao mesmo tempo, o segmento perdeu 2,7 milhões de clientes em dois anos. José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, admite que esta queda não é a principal explicação para maiores aumentos de mensalidades, mas acredita que há um risco de que cada vez mais pessoas abandonem seus planos e a cobertura se elitize, aumentando por sua vez o risco de colapso do próprio setor. Esta tendência, ele explica, vem deixando as empresas em “polvorosa”. “Mas se o preço da ressonância magnética aumenta 20% e a quantidade de exames em 25%, o efeito combinado disso é um aumento de quase 50% na despesa. E é esse o valor que está embutido nos aumentos”, explica.

Em outras palavras, os aumentos de despesa são passados diretamente para o consumidor e as operadoras não assumem riscos, segundo avalia Mario Scheffer, da USP. “Não há crise para planos de saúde. Eles reclamam, falam de inflação maior no setor, mas eles vão muito bem, obrigado”, diz o especialista, que ainda questiona: “Quem calcula esses reajustes, essa inflação médica? Eles próprios? Isso não está claro, não é transparente”. Para Navarrete, do IDEC, as empresas também repassam para o consumidor “não apenas o que foi gasto a mais, mas também os problemas de gestão e desperdício”. “A ANS trabalha com dados fornecidos pelas seguradoras e operadoras. Não há problema nisso, mas usá-los como única fonte de informação, sem um sistema de fiscalização mais ativo, prejudica o trabalho da agência”, explica a pesquisadora.

Em 2016, a receita de seguradoras e operadoras subiu 12%, para quase 180 bilhões reais, segundo os dados da ANS. Subtraídas as despesas (assistenciais, administrativas e de comercialização), ficaram com um lucro de 390,5 milhões, em contraste com os 930 milhões do ano anterior — os ganhos, portanto, diminuíram. Segundo a Abramge, “desde 2007 a saúde suplementar opera com margens operacionais inferiores a 1%”, o que resulta na “dificuldade das operadoras em alcançarem o equilíbrio econômico-financeiro necessário”.
Judicialização e regulação

Os sucessivos aumentos dos planos, assim como exclusões de coberturas ou outros fatores, têm provocado uma enxurrada de ações judiciais contra as operadoras e seguradoras. Um levantamento do Observatório da Judicialização da Saúde Suplementar, liderado Scheffer, mostra que nos primeiros cinco meses de 2017 o Tribunal de Justiça de São Paulo julgou um total de 11.713 ações contra planos de saúde. Não param de crescer ano após ano: nesse mesmo período de 2011, o mesmo tribunal julgou 2.589 processos desse tipo.

O levantamento aponta ainda que em 90% dos casos os clientes ganham a causa. No escritório Vilhena Silva Advogados, especializado em Direito à Saúde, mais de metade das demandas são causadas por reajustes considerados altos. “Pegamos casos com aumentos de 80%, 130%… E o consumidor não tem acesso às contas, é uma caixa preta. Há uma omissão absurda da ANS”, explica o advogado Marcos Patullo. Mesmo sem um teto estabelecido pela agência para planos coletivos, os magistrados do escritório costumam argumentar diante do tribunal contra cláusulas de sinistralidade que passam a conta de eventuais prejuízos ao consumidor. Os juízes, diz Patullo, vêm ficando mais sensíveis ao assunto e costumam dar razão ao cliente quando “sentem que a operadora está omitindo informação ou está de fato repassando todo o risco” para ele.

Outros casos muito comuns que o escritório recebe são os de pessoas que estão prestes a completar 60 anos, uma faixa etária na qual as seguradoras costumam concentrar um alto aumento uma vez que, depois dessa idade, os reajustes estão regulados e devem ser menores. Um deles foi o de Roberto Reis Fernandes. Em 2009 pagava uma mensalidade de 468 reais, mas naquele mesmo ano viu sua fatura dar um salto para 1.222 reais. Um aumento de 160,88% que recebeu de aniversário. Hoje está com 68 anos e sua mensalidade alcançou 2.632 reais. “Isso sem contar o plano que pago para a minha esposa e minha filha. Somando tudo dá mais de 4.000 reais”, conta. Finalmente decidiu entrar na Justiça quando, ao ficar doente, a seguradora se negou a arcar com um tratamento caro. Em decisão liminar, a Justiça decidiu que a sua nova mensalidade deverá ser de 1.008 reais.

Ainda que a Justiça venha oferecendo alguma esperança para consumidores que se sentem lesados, o horizonte parece ser mais promissor para as seguradoras e operadoras. Elas se fizeram influentes em Brasília através de doações milionárias para campanhas que, em 2014, chegaram a um total de 54,9 milhões de reais, distribuídos a 131 candidatos a presidente, deputado federal, senador e governador. O aumento foi de 263% com relação às eleições de 2010, quando as doações somaram 11,8 milhões, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos em pesquisa feita por Scheffer e a professora Lígia Bahia (UFRJ).

Financiados pelo setor, parlamentares debatem hoje na Câmara propostas para desregulamentá-lo ainda mais. O ministro da Saúde, Ricardo Barros — um dos que recebeu generosas doações — defende a liberalização de planos populares que não ofereçam uma ampla cobertura. A FenaSaúde é contrária a esta proposta concreta, mas defende, por exemplo, a existência dos planos com franquias. “Protegem as pessoas dos altos gastos com saúde e faz com que elas paguem por coisas menores, até chegar na franquia. Isso torna o cliente mais consciente na hora de usar os serviços e evita desperdícios”, argumenta o diretor-executivo Cechin, que diz que o caminho a ser seguido é o da diminuição de custos. Para isso, defende uma maior participação dos clientes nas decisões e um debate entre a comunidade médica para evitar gastos com tecnologias desnecessárias. Ele rejeita veementemente a ideia de que a ANS estabeleça novos tetos de reajuste.

Já Scheffer acredita que as propostas que estão na mesa representam uma volta aos anos 90, quando as regulamentações eram muito fracas. Ele propõe que, a curto prazo, os reajustes de planos coletivos e individuais sejam equiparados. “Estamos falando do sistema de saúde. A meu ver, deve haver um financiamento adequado para que o SUS amplie serviços em quantidade e qualidade. E que os planos de saúde sejam de fato suplementares. Mas hoje ele é maior do que deveria ser. Deveria ser mais rigorosamente fiscalizado e regulado”, diz. O especialista da USP reclama da “omissão” da agência. “É preciso melhorar algumas lacunas, olhar para as exclusões de coberturas e expulsões de idosos. A ANS tem força para isso.” Diante da mudança da pirâmide social brasileira, com a redução da população jovem e o aumento de idosos, que farão maioria, em breve, o dilema do custo da saúde privada vai ficar ainda mais complexo.

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*Fonte: elpais/ Felipe Betim

A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente

Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.

Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.

Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado. Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.

Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.

Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.

Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.

Do outro lado da mesa

Agora, se você que está aí do outro lado se identifica com o perfil do covarde, pense no que você está fazendo com a sua própria vida. As pessoas são diferentes. O trauma que você teve com uma não necessariamente vai se repetir com outra. Cada um é de um jeito, e, consequentemente, as experiências que você terá com cada pessoa serão diferentes. Pense em todas as pessoas legais que você deixou passar pela sua vida por esse medo de se envolver. Até quando você vai ficar se sabotando por puro medo?

Eu sei que ninguém está dentro de você para saber o que você está sentindo. Ninguém está aí dentro para saber o quanto aquela rejeição te doeu e você tem todo o direito de sofrer o quanto achar que tem que sofrer. Mas pense comigo: se você não está preparado para se envolver, então não prolongue as coisas. Não tenha atitudes que deem brechas para que o outro crie expectativas. Quer beijar? Beije, mas deixe claro que você só quer o beijo. Quer transar? Transe, mas seja sincer@ e diga que você só quer isso. Quer só uma companhia para não se sentir sozinh@? Ok, todo mundo tem suas carências, mas deixe tudo bem claro para a outra pessoa. Será uma escolha dela se ela decidir ficar com você mesmo nessas condições. Mas ela precisa saber o que, de fato, está acontecendo.

O problema não é você viver o seu luto, mas sim iludir a pessoa e sumir do nada, sem dar nenhuma explicação, fazendo com que ela pense que o problema é com ela, que ela fez algo de errado. Seja uma pessoa adulta o suficiente para assumir as consequências dos seus atos.

Inclusive a de talvez, daqui a algum tempo, estar aí se remoendo porque não deixou que a Júlia ou o João entrassem para valer na sua vida e te mostrassem que o presente e o futuro podem ser completamente diferentes do passado.

*Texto publicado originalmente por Ana Paula Souza no Site Lado M e reeditado com autorização do administrador

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*Fonte: fasdapsicanalise

6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade

Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

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Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

1. Monitore os seus pensamentos

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

2. Faça atividades físicas e pratique meditação

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

3. Encontre um propósito – nem que seja cuidar de seu animal de estimação

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. “Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

5. Viva no presente

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

6. Busque terapia

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

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*Fonte: bbcbrasil

Será que cigarros eletrônicos não fazem mal à saúde?

Os cigarros eletrônicos estão cada vez mais populares, e não é difícil encontrar pessoas que, na tentativa de parar de fumar o cigarro normal, acabam aderindo à moda dos vaporizadores.

O problema maior está no fato de que esse produto oferece uma opção maior de essências com sabores, e isso chama a atenção também do público mais jovem e de pessoas que não costumavam fumar o cigarro normal.

Atraídas pela lógica irreal de que esse tipo de cigarro não faz mal à saúde, mais e mais pessoas fazem uso do produto nos mais variados ambientes e momentos. Mas será mesmo que o cigarro eletrônico é inofensivo?

A realidade é que de inofensivo esse produto não tem nada, e pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que o cigarro eletrônico apresenta substâncias que causam danos pulmonares graves, além de doenças como fibrose cística, lúpus e psoríase.

Melhor nem experimentar

Os cientistas descobriram também que as pessoas que fumam esse tipo de cigarro têm uma secreção de muco associada à bronquite crônica e à asma. “Há essa confusão sobre se os cigarros eletrônicos são mais seguros do que os cigarros comuns porque os efeitos adversos dos cigarros eletrônicos só começaram a ser estudados agora”, explicou o Dr. Mehmet Kesimer, líder da pesquisa divulgada pelo The Independent.

De acordo com ele, a verdade é que os modelos eletrônicos podem ser tão perigosos quanto os cigarros comuns, embora as pesquisas revelem que os danos pulmonares provocados pelos modelos eletrônicos são únicos – a questão é deixar claro que esse tipo de cigarro não é nada inofensivo e não deve ser considerado uma alternativa saudável.

Para chegarem a essas conclusões, os pesquisadores analisaram amostras de catarro de 44 pessoas – entre elas, fumantes de cigarro comum, de cigarro eletrônico e não fumantes. Os resultados revelam que é melhor ficar longe tanto do tabagismo comum quanto do eletrônico, e, se você nunca experimentou nenhum desses tipos de cigarro, continue assim: a melhor coisa que você faz é nunca dar uma chance para esse vício.

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*Fonte: megacurioso

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no DNAeucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

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Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

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*Fonte/texto: muitofixe

5 consequências ambientais da urbanização brasileira acelerada

O rápido crescimento das cidades e o amplo deslocamento das pessoas da área rural para a zona urbana são ações que causam sérios problemas para o meio ambiente. Isso porque a concentração de milhares de pessoas em grandes centros urbanos prejudica a fauna e flora do local, esgotando recursos naturais e gerando malefícios para a saúde das pessoas que habitam estas cidades.

Conheça a seguir algumas das principais consequências ambientais da urbanização acelerada e entenda como elas afetam a natureza e as pessoas próximas aos grandes centros urbanos:
5 consequências ambientais da urbanização acelerada
Destruição de rios e afluentes

O ritmo do crescimento do território urbano interfere diretamente no fluxo normal de rios e seus afluentes. Muitas das grandes cidades brasileiras foram construídas próximas a leitos de rios e lagos, de modo que a população e as empresas pudessem obter água para consumo e para utilização em seus processos produtivos.

Esse é um fator que, somado à falta de planejamento, acaba causando a morte de peixes e a proliferação de algas, problemas que estão associados à alta concentração de dejetos e de produtos químicos.
Aumento das inundações

Outra consequência da urbanização são as inundações recorrentes, fruto da grande quantidade de água que não pode ser escoada em temporadas de chuva. Uma das principais causas desses problemas de escoamento, além do acúmulo de lixo nas entradas de esgoto, é a baixa absorção da chuva pelo terreno.

Regiões muito urbanizadas tendem a ser pavimentadas, principalmente nas regiões centrais. Sem estudos para o escoamento adequado e sem absorção por parte do terreno, a água da chuva entra em contato com o pavimento e escorre para áreas mais baixas, inundando-as e até criando correntezas.
Desmatamento e redução da fauna e flora local

Sempre que existe a concentração de pessoas em uma zona urbana, é necessário abrir espaço para a construção de terrenos e moradias. Uma das consequências da urbanização acelerada é o desmatamento e a redução da fauna local. Para que as casas e prédios possam ocupar os espaços, árvores, campos e outros habitats são invadidos e destruídos.

A destruição destes habitats pode levar a extinção de espécies de bichos e plantas na região, além de fazer com que animais invadam o espaço urbano em busca de refúgio e alimento.
Maior ocorrência de desabamentos

Uma vez que nem todas as pessoas têm condições de se instalar nas áreas mais centrais das cidades, elas acabam se deslocando para regiões mais distantes ou locais com menor controle do Estado sobre sua permanência.

Como exemplos podemos ver construções em morros ou próximas a margens de rios, locais que geralmente registram a ocorrência de deslizamentos e desabamentos de terra. Isso acontece porque, para que a construção das edificações seja possível, as áreas são desmatadas sem que seja feito um estudo de impacto no solo. Com isso, basta uma grande quantidade de chuva para que o terreno ceda.
Poluição atmosférica

A grande quantidade de veículos e indústrias emitindo gases poluentes altera a qualidade do ar em grandes centros urbanos. Esta mudança traz diversos malefícios para a população, que passa a registrar maior ocorrência de doenças respiratórias. Além disso, gases poluentes como o Monóxido de Carbono podem causar o aumento da temperatura, formando ilhas de calor.

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*Fonte: pensamentoverde

O que é a névoa mental e como podemos dissipá-la?

Você tem problemas de concentração? Sente que a sua memória falha?

Você se sente confuso e sobrecarregado? Você está cansado? Quando você fala com alguém parece que você não entende o que a pessoa diz? Quando você lê ou assiste um programa de televisão, você sente que não está entendendo o que acontece? Se você respondeu “sim” a alguma destas perguntas, é importante saber o que é a névoa mental.

As dificuldades de concentração e na memória podem ser um grande problema, não apenas para o trabalho ou os estudos, mas também no dia a dia. Além disso, as consequências podem ir muito mais além, pois podem afetar a autoestima, as relações pessoais, e até mesmo a estabilidade emocional.

E, como também não é motivo para se assustar ou entrar em pânico, vamos dar um nome a isso. Porque uma coisa é ter um dia ruim e outra muito diferente é sentir uma incapacidade constante para se concentrar ou manter a atenção. O que é a névoa mental? É justamente essa incapacidade que inclui confusão e esquecimento, assim como falta de concentração e clareza mental.

O que é a névoa mental?

A névoa cerebral é uma anomalia que não é reconhecida como doença, mas que corresponde a uma condição mental internacionalmente aceita. Infelizmente, a névoa cerebral é bastante comum, embora isso não a torne algo “normal”.

A névoa mental remete a um problema que vai mais além das dificuldades de concentração. Quando ela aparece, você se sente fora de foco, confuso e com problemas para pensar. Com a névoa cerebral, seu cérebro está enviando um sinal importante de que há um desequilíbrio na sua vida que precisa ser resolvido.

Na verdade, o que pode parecer um problema mental ou psicológico pode ser outra coisa. De fato, a névoa cerebral pode surgir por causa do estilo de vida (no qual entram em jogo fatores muito diferentes dos que a princípio poderíamos pensar, como a alimentação) e também pode ser o efeito secundário de alguma condição médica ou até mesmo de uma medicação específica.

Exatamente por esses motivos, a névoa cerebral é evitável e tratável quando identificamos o fator que a mantém, que não precisa necessariamente ser o mesmo que a causou. Às vezes é tão simples quanto levar um estilo de vida mais saudável.

Por que a névoa mental aparece?

Agora que já sabemos o que é a névoa mental, é importante falar sobre as suas principais causas.

Há muitos casos nos quais a névoa cerebral se deve a condições diretamente relacionadas à saúde. De fato, muitos medicamentos que tratam algumas doenças ou suplementos alimentícios que consumimos para, supostamente, melhorar a nossa qualidade de vida, podem provocar ou colaborar para o aparecimento da névoa cerebral.

Mas a névoa cerebral também pode aparecer devido a um estilo de vida pouco saudável, especialmente devido a uma má alimentação. Como veremos a seguir, o tema da alimentação é muito sério e vai mais além do cuidado com a nossa saúde física, pois é determinante na nossa saúde mental e emocional. A seguir vamos analisar como dissipar a névoa mental e como melhorar a concentração.

Alimentação pouco saudável

Quando você come mal, as chances de a névoa cerebral aparecer aumentam. Mas, o que é comer mal e o que é comer bem? A resposta é simples, mas bastante difícil de assimilar e, na verdade, muita gente não gosta de ouvir.

Para começar, é preciso esclarecer que uma coisa é se alimentar outra bem diferente é consumir produtos comestíveis. A diferença é que os alimentos fornecem nutrientes necessários e benéficos, enquanto os comestíveis acabam com a fome ou a sede, mas no fundo não fornecem o que seu corpo realmente precisa.

Por isso, quando você come bem, você precisa comer pouco, e quando sua dieta não se baseia em alimentos ricos em nutrientes, você precisa comer uma quantidade maior de alimento e mais vezes, pois seu corpo pede os nutrientes que não recebeu. Essa é a razão pela qual você deve reduzir o máximo possível na sua alimentação uma série de produtos comestíveis e substituí-los por alimentos de verdade.

Deficiências nutricionais

Pode acontecer de os problemas de concentração e a névoa mental serem provocados por uma deficiência nutricional. Na verdade, mesmo comendo de maneira saudável, essas deficiências podem aparecer, talvez porque o consumo não seja suficiente ou porque a assimilação do corpo não é adequada.

As principais deficiências nutricionais que podem provocar a névoa cerebral são as seguintes:

Deficiência de vitamina B12: a deficiência de vitamina B12 não deve ser ignorada, pois pode levar a um amplo espectro de transtornos mentais e neurológicos. Os transtornos digestivos e o uso de medicamentos que suprimem os ácidos estomacais (antiácidos) aumentam o risco dessa deficiência.
Deficiência de vitamina D: a vitamina D ajuda a melhorar o estado de espírito, dissipa a névoa cerebral e a depressão, melhora a memória e aumenta a capacidade de resolução de problemas.
Deficiência de ácidos graxos essenciais Ômega-3: os ácidos graxos essenciais Ômega-3 existem em grandes concentrações no cérebro. Eles são essenciais para a memória, a saúde e para o funcionamento do cérebro no geral. De todos os ômega-3, o DHA (ácido docosa-hexaenóico) é o mais benéfico para o cérebro, pois é um componente estrutural importante das células cerebrais, especialmente das células do córtex cerebral, que é a área do cérebro associada à memória, à linguagem, à abstração, à criatividade, ao julgamento, à emoção e à atenção.

Alguns suplementos alimentícios podem ajudar a dissipar a névoa cerebral. No entanto, é preciso ter cuidado com esses suplementos, pois nem sempre eles são tão úteis quanto parecem. Esse é o caso dos nootrópicos, substâncias que podem deixar você mais concentrado, motivado, positivo e produtivo, mas que, na hora da verdade, não são tão úteis quanto parecem nem são tão inofensivos quanto podem parecer.

Problemas de sono

A névoa mental pode ser causada por falta de sono de qualidade. Afinal, o sono é fundamental para o funcionamento do cérebro, tanto em curto como em longo prazo. Ao dormir, ocorre uma espécie de lavagem cerebral, uma limpeza que permite que as lembranças se consolidem. Além disso, durante o sono, o cérebro cria novas células cerebrais que de certa maneira compensam todas as que foram perdidas durante o dia.

Apenas uma noite ruim pode afetar a memória, a concentração, a coordenação, o estado de espírito, o juízo e a capacidade de lidar com o estresse no dia seguinte. E mais, alguns especialistas afirmam que perder uma noite de sono afeta o desempenho mental tanto quanto estar bêbado.

Estresse crônico

O estresse é um dos símbolos da nossa época e o estresse crônico é o seu principal porta-bandeira. Estar estressado equivale equivocadamente a ser produtivo, popular e bem-sucedido. No entanto, o estresse aumenta o risco de sofrer doenças graves, incluindo o câncer e as temidas doenças cerebrais, como a demência e o Alzheimer.

O estresse crônico provoca ansiedade, depressão, tomadas de decisões ruins, insônia e perda de memória. Muito cortisol, o hormônio do estresse, provoca um excesso de radicais livres que fazem mal às membranas celulares do cérebro, causando a perda do funcionamento normal e a morte. Além disso, o cortisol interfere na formação de novas células cerebrais.

Medicamentos

Os medicamentos têm alguns riscos. A névoa cerebral é um dos efeitos colaterais mais comumente reportados, tanto com os medicamentos que precisam de receita como os que são livremente vendidos.

Por exemplo, sabe-se que os fármacos que reduzem o colesterol e os comprimidos para dormir com receita podem causar perda de memória. Além disso, os fármacos conhecidos como os anticolinérgicos funcionam bloqueando a ação da acetilcolina, a substância da memória e do aprendizado no cérebro. Os efeitos secundários típicos desses fármacos incluem a névoa mental, o esquecimento e a incapacidade para se concentrar.

Além disso, muitos fármacos de venda livre também funcionam bloqueando a acetilcolina, como alguns medicamentos para as alergias, o refluxo ácido, a dor e a insônia. Por isso a importância de revisar bem a bula e avaliar se os efeitos secundários compensam o benefício que pode derivar do tratamento em si.

Problemas de saúde

Algumas condições de saúde podem produzir problemas de névoa cerebral. Em alguns casos, é o tratamento para essa doença que pode provocar esses problemas. É o caso dos pacientes com câncer submetidos à quimioterapia.

Um efeito secundário comum da quimioterapia é um tipo específico de névoa mental associado a esse tratamento. A posição oficial da Sociedade Americana de Câncer é que essa névoa cerebral provocada pela quimioterapia é causada por uma combinação da doença, dos tratamentos, dos problemas de sono, das mudanças hormonais, da depressão e do estresse.

Quando os pesquisadores analisaram a atividade cerebral dos pacientes, antes e depois dos tratamentos com quimioterapia, eles descobriram que a quimioterapia causava mudanças observáveis no funcionamento cerebral. Isso indica que a quimioterapia em si desempenha pelo menos algum papel na diminuição da clareza mental.

Por sua vez, algumas condições de saúde que têm sintomas de névoa mental associados são, entre outras:

Fibromialgia.
Síndrome da fadiga crônica.
Ansiedade.
Depressão.
Lesões cerebrais.
Candidíase (candida albicans).
Diabetes.
Toxicidade de metais pesados.
Hepatite C.
Desequilíbrios hormonais.
Hipoglicemia.
Síndrome do intestino irritável.
Doença de Lyme.
Menopausa.
Esclerose múltipla.
Transtornos neurodegenerativos.
Artrite reumatoide.
Alergias sazonais.
Abuso de substâncias.

Soluções para dissipar a névoa mental

Depois de saber o que é a névoa mental e quais são suas principais causas, o próximo passo é saber como combatê-la.

Não existe uma solução única para dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração. Cada pessoa precisa buscar sua própria solução pessoal, identificando em primeiro lugar o fator ou os fatores que dão densidade à névoa. A maioria das pessoas terá que começar a corrigir seus hábitos alimentares, assim como buscar formas de controlar o estresse e melhorar seus hábitos de sono. Também será necessário rever as condições de saúde de cada um para buscar soluções. Na verdade, a névoa mental pode ser um sintoma de um problema de saúde não diagnosticado.

As principais pautas que podemos dar para que você consiga dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração são as seguintes:

Coma adequadamente e de maneira equilibrada, evitando os açúcares refinados, as farinhas refinadas, as gorduras saturadas e a cafeína, e consumindo gorduras saudáveis e carboidratos de qualidade.
Mantenha-se bem hidratado, pois a desidratação mais leve pode provocar problemas em nível cerebral. Beba água e/ou consuma alimentos ricos em água, mas evite as bebidas açucaradas (ou com adoçantes artificiais), assim como as bebidas com cafeína.
Adquira hábitos saudáveis para obter um bom sono, tanto em qualidade como em quantidade.
Pratique meditação e técnicas de relaxamento e faça exercício – especialmente exercícios ao ar livre. Isso ajuda a regular e prevenir o estresse de forma eficaz. Por outro lado, aprender a administrar o estresse é uma grande forma de melhorar a qualidade do sono.
Reveja a medicação que você toma para ver em que medida se pode substituir ou adaptar, se for possível, para evitar a névoa cerebral.
Faça um controle de saúde para comprovar se você tem alguma doença ou deficiência nutricional que possa ser a causa dos seus problemas de concentração e de memória.
Descarregue o seu cérebro. Os especialistas recomendam fragmentar o dia em fases de 90 minutos para manter os níveis de energia natural do cérebro e preservar a clareza do pensamento. Essa descarga consiste em reunir todos os pensamentos que voam pela mente durante 30 segundos ou sempre que nos sentirmos distraídos.
Desative qualquer tipo de aparelho que possa ser uma distração durante as suas tarefas, especialmente as notificações. O simples fato de saber que alguma notificação pode chegar impede a máxima concentração.

Agora que você já sabe o que é a névoa mental e como é possível combatê-la, seja proativo na hora de adotar um estilo de vida saudável, tanto para o seu corpo como para a sua mente. Não dê desculpas, não busque culpados. Ninguém vai se preocupar com o seu cérebro tanto quanto você e ninguém vai desfrutar mais dele do que você.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Body hacks – 9 truques do corpo para curar pequenos mal-estares

Pôr a língua no céu da boca para desentupir o nariz? Mexer na orelha para coçar a garganta? Existem estratégias muito mais bizarras do que você imagina para aliviar algumas sensações de mal-estar. Conheça abaixo algumas delas, mas lembre-se: nos casos mais graves, a ajuda médica é fundamental!

1) Coçar a orelha para curar irritação na garganta

A coceira é um alerta: algo irritante está em contato com seu corpo. Quando você coça o local, a mensagem do “alívio” é transmitida por neurônios, que se agrupam em nervos. Como muitos nervos se ramificam por várias partes do corpo, o estímulo num único ponto pode ser suficiente para atingir outras regiões.

Estímulo nervoso
O nervo vago passa pela região do ouvido e tem ramificações que se estendem por vários pontos, como a nuca, a boca e até o coração. Quando você coça o ouvido, pode estimular o nervo vago, provocando um leve espasmo muscular nas suas terminações, entre elas a que chega até a garganta. Se ela estiver coçando, a irritação pode diminuir

2) Dormir do lado esquerdo para evitar/curar azia

É madrugada, você manda ver naquele resto de pizza e logo depois resolve dormir. São grandes os riscos de pintar uma bela azia, aquela sensação de queimação que começa no estômago e sobe até a garganta. Mas, dormindo virado sobre o lado esquerdo do corpo, o incômodo pode diminuir. É que assim fica mais difícil o refluxo do suco gástrico que desencadeia essa desconfortável sensação.

1. O esôfago faz uma leve curva antes de desembocar no estômago. Se você se deita sobre seu lado direito, o estômago fica acima do esôfago, o que facilita a saída de ácidos e restos de comida em direção à garganta. Essa mistura fora do estômago pode causar a tal queimação

2. O truque é deitar-se sobre seu lado esquerdo. Dessa forma, o estômago fica abaixo do esôfago e, com a ajudinha da gravidade, fica mais difícil o refluxo ácido acontecer. Ainda assim, o ideal é não se deitar logo depois de comer, pois isso pode deixar a comida muito tempo na barriga

3) Pressionar o céu da boca com a língua ajuda a aliviar a dor de cabeça por ingerir algo gelado

Muita gente fica com dor de cabeça quando come sorvete ou toma algo muito gelado rapidamente. Isso acontece porque o corpo acha que a cabeça está “congelando” e manda o sinal de dor para que você pare de ingerir a tal coisa gelada. Dá para resolver o problema pressionando a língua contra o céu da boca por alguns segundos. O efeito é um aumento da temperatura no local, o que interrompe os sinais de perigo de “congelamento” que causam a dor.

4) Dar um sorriso forçado para evitar zumbido no ouvido

Sons repentinos muito altos – como a explosão de um rojão perto de você – podem romper o tímpano, uma membrana do ouvido. Já a exposição frequente a sons altos pode provocar pequenas lesões que deixam como sequela uma espécie de zumbido no ouvido. Mantendo relaxado o músculo que estica o tímpano, você deixa essa membrana com mais “folga”, e portanto mais protegida. O melhor é que, para relaxar o tal músculo, basta pôr um sorriso na cara!

1. O tímpano é uma membrana que vibra ao ouvirmos sons. Quanto mais alto o som, mais fortemente ele vibra. Como o tímpano é flexível, é mais fácil ele ser rompido quando está bem esticado. Uma expressão facial neutra deixa o tímpano levemente esticado pelo músculo tensor

2. Ao forçar um sorriso bem “largo”, você estica o músculo zigomático maior e relaxa o tensor do tímpano, que é ligado a ele. Com isso, o tímpano fica menos esticado, diminuindo o risco de ser lesionado. Ou seja, ao perceber que um som alto vai bombardear, sorria.

5) Mexer em um músculo ajuda a curar cãibra no músculo oposto

As cãibras podem ter várias causas, desde cansaço muscular até problemas de circulação. As dores alucinantes são geradas pela contração intensa e involuntária de um músculo. Quando ela surge – principalmente na batata da perna –, a ação instintiva é esticar o músculo contraído. O problema é que isso força o músculo contra o movimento que ele está realizando, o que pode provocar uma lesão. A melhor saída é pressionar o músculo oposto, chamado de antagonista. É que, quando o antagonista contrai, o outro músculo relaxa, terminando a cãibra.

1. Os músculos da batata da perna – gastrocnêmio e sóleo – são muito exigidos, por isso ela é a maior vítima das cãibras. Não tente esticá-la quando uma cãibra pintar. Com as mãos, pressione a canela com força. Ali fica o músculo tibial anterior, antagonista do gastrocnêmio e do sóleo

2. Em seguida, force a perna para a frente, mas resista a esse movimento com as mãos. Ao fazer isso, você contrai o músculo tibial anterior. Como consequência, os músculos da batata da perna – que são antagonistas dele – irão relaxar aos poucos, sem o risco de uma lesão

6) Sentir medo ajuda a segurar uma dor de barriga

Dor de barriga é ou não uma das mais chatas que você pode sentir? Na próxima vez que passar por um perrengue desses, sem ter por perto sequer uma moitinha, o lance é pensar ou lembrar-se de algo que lhe dê muito medo. Essa sensação ocupa tanto seu cérebro que desvia a atenção do desconforto – garantindo alguns minutos a mais até você achar um “trono”…

7) Deitar no chão afasta a vontade de desmaiar

Um desmaio acontece quando a irrigação sanguínea do cérebro cai rapidamente, situação que pode ser provocada por problemas como arritmia cardíaca ou um simples colarinho mais apertado. Antes do desmaio, o corpo costuma mandar sinais, como a sensação de ter a vista escurecida. Se isso ocorrer com você um dia, deite-se no chão. Com o coração no mesmo nível de altura do cérebro, ele não precisa fazer tanta força para vencer a gravidade e bombear sangue “corpo acima” até a cabeça – problema que rola quando você está de pé ou sentado.

8) Apertar um ponto da mão cura coceira em outra parte do corpo

Coceiras podem até ser gostosas… Desde que possam ser coçadas! Imagine uma coceira na sola do pé quando você está de sapato e não pode tirá-lo! Uma saída nessas horas é manter pressionada, por cerca de um minuto, a área em forma de V que fica entre o polegar e o indicador de uma das mãos. Esse é um ponto-chave da acupuntura, cheio de ramificações nervosas. Um estímulo aplicado nele pode se refletir em várias partes do corpo – até na sola do pé – funcionando como um quebra-galho de uma boa coçada.

9) Pressione a testa e o céu da boca ajuda aliviar nariz entupido

Um dos motivos da sensação de nariz entupido é o aumento da pressão nos seios da face, causado pelo acúmulo de muco e inchaço de tecidos na região nasal. Para se sentir melhor, você precisa reduzir a pressão no local, e uma boa solução é movimentar seguidamente, para cima e para baixo, um osso do nariz, o vômer.

1. Seguindo a cartilagem que separa as duas narinas, há uma lâmina de osso levemente móvel, o vômer. Ele fica bem onde se acumula o muco que entope o nariz. Aperte a região entre as sobrancelhas com um dedo. Isso fará o vômer mover-se para baixo

2. Em seguida, pressione a língua contra o céu da boca o mais forte que conseguir. O efeito será o contrário: o vômer vai se deslocar para cima. Repita os dois movimentos por uns 20 segundos. Assim, você reduz a pressão na região nasal, o muco se desloca e o incômodo diminui

Consultoria: José oswaldo de oliveira júnior, diretor do hospital A.C. Camargo

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*Fonte: mundoestranho/Luiz Fujita

Vai um copo de coquetel químico geladinho?

A cerveja é uma das bebidas preferidas dos brasileiros, seja por nos refrescar em nosso clima quente, como por ter, na maioria das vezes, teor alcoólico baixo, o que a torna um excelente socializador. Mas você sabe como ela vem sendo feita?

Uma lei fundamental pra história da cerveja é a Reinheitsgebot ou, como conhecemos no Brasil, a Lei de Pureza da Baviera, na Alemanha, criada em 1516 com o objetivo de arrecadar mais impostos sobre os insumos. Hoje, porém, ela se tornou a lei de proteção ao consumidor mais antiga do mundo ainda em vigor. O resumo da Reinheitsgebot é: dentro do seu copo de cerveja só pode haver água, malte, lúpulo e fermento (levedura). Fazer cerveja seguindo a Lei de Pureza não significa obrigatoriamente que ela será boa: o cervejeiro pode errar na escolha das matérias primas ou no processo. Mas, boa ou ruim, o consumidor sabe exatamente o que está bebendo.

No Brasil, a coisa é diferente. A legislação brasileira permite substituir o malte de cevada por até 45% de outra fonte de carboidratos, chamados de ‘carboidratos não malteados’. Até pouco tempo usava-se milho ou arroz; atualmente, utiliza-se a High Maltose (em português, Xarope de Alta Maltose), um concentrado superprocessado de açúcares provenientes do milho. Seria como se o milho fosse a cana de açúcar e o Xarope de Alta Maltose, o açúcar refinado. Então, os memes sobre cerveja de milho estão bem desatualizados: o correto seria ‘cerveja de Xarope de Alta Maltose’.

As marcas que usam High Maltose (HM) alegam que fazem isso para a cerveja ficar mais leve. Mas não é verdade. Usa-se HM apenas para diminuir o custo de produção: qualquer mestre cervejeiro conseguiria fazer uma cerveja puro malte leve e refrescante.

Mas há coisa pior.

Tabela da Anvisa com os aditivos cervejeiros permitidos no Brasil: 99% deles não precisam vir escritos no rótulo

A legislação brasileira libera o uso de muitas substâncias químicas para acelerar a fabricação da cerveja, mais químicos para mascarar o que este processo rápido causou de ruim na bebida e ainda mais químicos para conservá-la e estabilizá-la depois de pronta – e a grande maioria deles não precisa ser declarado no rótulo.

O tempo médio para uma cerveja fermentar e maturar deveria ser de 20 dias. Contudo, a grande indústria consegue fazer “cerveja” em 7 dias: usam enzimas para acelerar a mostura, substâncias para fermentar com rapidez e para decantar o fermento, antiespumante durante a fermentação para ganhar espaço dentro dos tanques, estabilizadores pós-filtragem, formadores de espuma para fingir que o trabalho foi bem feito, antioxidantes, conservantes, estabilizantes…. a lista é longa. Ainda colocam corante na pilsen para deixá-la amarela e não precisam declarar esse corante na lista de ingredientes. Aqueles que o usam, dizem que é para corrigir a cor do malte, que varia entre lotes. Em realidade, se não utilizassem, a coloração seria parecida com a da água, já que quase não há malte na receita.

Ainda no tópico ‘malte’: sabe aquela cerveja preta docinha? Então, não leva nada de malte tostado, o que seria o correto. Ela é apenas a cerveja pilsen com muito corante caramelo, por isso fica escura e doce. A cerveja escura preparada com malte tostado é o oposto disso: é seca, adstringente, tem aroma e sabor de café, chocolate amargo e toffee. Vale ressaltar: tudo isso é feito de acordo com a legislação e não está restrito só as megas cervejarias… Muitas “artesanais” utilizam a mesma prática. E como o consumidor consegue identificar esses truques na cerveja? Aí o negócio fica difícil… Teria que pesquisar a marca e estudar a cervejaria antes de beber. Mas nem sempre queremos ter esse trabalho na hora do happy hour.

A cerveja para ser boa não precisa seguir a Lei de Pureza da Baviera e ser apenas feita com água, malte, lúpulo e fermento. Há muitos estilos que levam frutas, ervas, especiarias e outras fontes de carboidratos que são usados para melhorar a bebida. O problema está na liberação de atalhos químicos com o único objetivo de baixar o preço final. Eu acredito na pressão dos consumidores para mudar esse cenário: precisamos não só parar de consumi-las e passar a comprar de quem faz bons produtos, como também pressionar os políticos para elaborar leis que beneficiem o consumidor, não as grandes empresas.

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*Fonte/texto: gastrolandia/ Alexandre Bazzo

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo?

Reprimimos muitas coisas durante a vida, nos afogamos em nossas próprias desilusões, no entanto, nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.

 

 

 

 

 

 

 

Quando pensamos na linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, geralmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Nada disso é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.
Chamamos de “conexão entre mente e corpo”.

Essas reações são associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que “sejam valentes”, ou “engulam o choro”. Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico “não foi nada”. Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções – mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.

Abaixo você confere uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mais comuns:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nossos corpos conhecem as coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional.

Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:
1) Tente encontrar uma atividade física diária que você goste. Entenda, não se trata de “faça exercício”. Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receba algum trabalho corporal com frequência. Massagens terapêuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do “não-me-toque”. Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.

Artigo Original de Kate Bartolotta em The Good Men Project

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*Fonte: passedigital

Por qual razão ambiental o gás CFC tem sido substituído?

O Clorofluorcarboneto (CFC) é um tipo de gás que está presente na estrutura de geladeiras e aparelhos de ar condicionado, além de sprays, aerossóis e solventes. Por se tratar de um composto que prejudica a natureza de diversas maneiras, no entanto, o CFC tem sido substituído por outras soluções que são menos agressivas ao meio ambiente.

O CFC foi criado em 1928, sendo composto por carbono, flúor e cloro. A principal razão que leva este produto a ser substituído é a forma como ele afeta negativamente a camada de ozônio — que tem o papel de amenizar os efeitos nocivos dos raios solares. Para efeitos comparativos, vale lembrar que esse gás é 15 mil vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que o dióxido de carbono.

Quais são os malefícios causados pelo gás CFC?

Como já foi dito, o clorofluorcarbono é um dos principais causadores do buraco na camada de ozônio, a grande responsável por proteger os seres vivos dos raios solares. Esse composto pode agir por até 75 anos, prejudicando a natureza e a vida terrestre ao longo de décadas.

Esse efeito devastador ocorre porque o CFC, após ser liberado na atmosfera, fica concentrado na estratosfera — que é justamente a camada do planeta na qual está localizada a camada de ozônio. Com isso, o gás passa a apresentar uma reação que libera radicais livres de Cloro, que causa a decomposição do ozônio.

Devido aos malefícios causados ao planeta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou o banimento de produtos aerossóis, perfumes e sprays contendo CFC.

Quais compostos substituem o gás CFC?

O CFC vem sendo substituído principalmente pelos hidroclorofluorcarbonetos (HCFC) e hidrofluorcarbonetos (HFC), que causam danos bem menores à estratosfera, embora também contribuam para o efeito estufa e para o aquecimento global.

Desde que o Brasil firmou o acordo com o Protocolo de Montreal, que foi desenvolvido para banir gradativamente o uso do CFC, o País se comprometeu a eliminar a utilização deste tipo de gás até 2010. Porém, até o momento, o Brasil não conseguiu cumprir completamente o prometido.

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*Fonte: pensamentoverde

Truques de atletas para dormir bem

Muitos atletas famosos devem muito a seus técnicos. Não apenas pelos treinos e pela parte física, mas pelo sono. Um especialista neste campo é Nick Littlehales, que trabalhou com as melhores equipes da Premier League, com o mito Cristiano Ronaldo, com muitos jogadores da NBA e com alguns tenistas famosos.

Hoje, trazemos 6 aspectos muito importantes que estão no livro Littlehales ’Sleep’. Apesar de que cada um de nós tem um tipo de relógio biológico, vale a pena dar uma olhada.

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*Fonte: incrivelclub

Por que você deve beber bastante água

Estar bem hidratado pode ser mais importante para sua saúde do que você imagina. O tanto de água que você bebe influencia em várias funções do seu organismo.

Mas vamos começar pelo básico: quanta água devemos consumir por dia?

A recomendação

A Academia Nacional de Medicina dos EUA recomenda que homens bebam 3,7 litros de água por dia, e mulheres bebam cerca de 2,7 litros.

Existem duas formas de perceber se você está bem hidratado: através da sensação de sede e da cor da sua urina. Se você não está sentindo sede, e sua urina possui uma cor amarelo claro, então provavelmente você está bem hidratado.

Para manter sua hidratação, além de beber água, você pode consumir alimentos ricos em água. Frutas e vegetais contam nos litros que você deve beber por dia. Boas escolhas são pepino, alface, aipo, brócolis cru, melancia, cenoura e melão – esses alimentos têm um teor de água de pelo menos 90%.

Mas não exagere: é possível se intoxicar por beber muita água. A condição se chama hiponatremia. O corpo não consegue se livrar do excesso de fluido através de suor e urina, e os níveis de sais do organismo ficam perigosamente baixos.

Por que beber água

É necessário beber água suficiente durante o dia, pois a hidratação ajuda o corpo a permanecer saudável em diferentes níveis. Confira as vantagens de estar hidratado:

Te ajuda a controlar o seu consumo de calorias. Estar desidratado é facilmente confundido com estar com fome, e pode levar a maior consumo de calorias e ganho de peso;
Lubrifica e amortece as articulações, te ajudando a se exercitar. Estar desidratado pode te deixar mais cansado e desmotivado enquanto você se exercita;
Te deixa mais atento e melhora seu humor e memória a curto prazo. Estar desidratado leva a desconcentração, pode causar problemas de memória a curto prazo e te deixar ansioso e irritado;
Ajuda seu coração a bombear sangue pelas veias mais facilmente. Estar desidratado, pelo contrário, faz seu coração trabalhar mais para bombear sangue pelas veias;
Mantém seu trato urinário saudável, reduzindo infecções. Estar desidratado pode fazer com que sais e minerais se cristalizem na sua urina, criando dolorosas pedras nos rins;
Mantém seu trato digestivo funcionando com suavidade. Estar desidratado pode fazer com que seu corpo retire fluidos de suas fezes, te deixando constipado;
Pode diminuir a duração e intensidade de dores de cabeça. Estar desidratado pode, por sua vez, desencadear enxaquecas, se você sofre dessa condição. [CNN]

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*Fonte/texto: hypescience/ Natasha Romanzoti

Oito motivos para beber vinho: de proteção cardiovascular ao aumento da libido

Além de um grande aliado do paladar, o vinho é conhecido por trazer inúmeros benefícios ao corpo. A Bula decidiu investigar a questão e descobrir se o vinho faz por merecer a fama terapêutica que tem. O resultado da pesquisa é uma lista que contêm oito benefícios do vinho comprovados pela ciência. De proteção cardiovascular ao aumento da libido, uma simples taça da bebida tem muito mais a oferecer do que se costuma imaginar. É importante lembrar que as vantagens se aplicam ao consumo regular de uma pequena quantidade de vinho. A ingestão desenfreada de qualquer tipo de bebida alcóolica pode se converter em malefícios ao organismo.

Barba perfeita. Descubra os erros comuns que atrapalham o barbear.

Apesar de ser tarefa muito comum no dia a dia do homem, o ato de barbear pode causar desconfortos na pele se alguns detalhes passarem despercebidos. Erros simples, como esquecer de umedecer o rosto e passar a lâmina no sentido oposto ao crescimento dos pelos, já são suficientes para prejudicar o resultado do barbear. Entenda abaixo como esses e outros maus hábitos podem causar problemas:

A hora certa de fazer a barba

A pele limpa favorece o deslizar da lâmina, dando uma sensação maior de conforto conforme as passadas vão sendo feitas. Para isso, lave o rosto com água quente para abrir os poros e assim tornar o corte dos pelos mais rente. Uma dica é aproveitar o vapor do banho, mas o efeito pode ser o mesmo se você deixar toalha aquecida descansando no local por alguns minutos.

Produto de qualidade são coadjuvantes de luxo

Com a pele já preparada, você deve aplicar um creme de barbear de qualidade para amolecer os pelos e facilitar o deslizar da lâmina. Deixe o produto agir por um ou dois minutos antes de tirar o aparelho do armário. “O erro mais comum é usar sabonete de banho, mas eles podem causar ressecamento e inflamação”, ressalta o médico dermatologista Amilton Macedo, em entrevista ao #P.

Raspar no sentido do crescimento dos pelos

Um dos problemas mais comuns relacionados ao barbear são os dolorosos pelos encravados e para evitá-los é preciso cuidado na hora de usar a lâmina. O correto é deslizar o aparelho no sentido do crescimento dos fios. As laterais do rosto e bigode, por exemplo, devem ser raspadas com movimentos de cima para baixo. Já nas áreas do pescoço e queixo, por serem mais sinuosas, o deslize precisa ser feito em diversos sentidos. Conheça sua barba, passe os dedos pela face para saber onde os pelos mudam.

Lâminas gastas machucam a pele

Existem ainda outros cuidados para você conquistar o barbear perfeito. Estar atento ao estado das lâminas é um deles. Mas, como saber a hora de substituí-las por uma nova? Observe a fita lubrificante presente na cabeça do cartucho: quando o material ficar esbranquiçado significa que chegou o momento de trocar por um novo.

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*Fonte: preparadopravaler/ por Bruno Janot

Gordura corporal dissolve onde quer que este adesivo coberto de agulhas seja colado

Pesquisadores da Universidade de Columbia e da Universidade da Carolina do Norte, ambas nos EUA, criaram um adesivo que literalmente derrete o excesso de gordura corporal no local onde é aplicado.

O adesivo contém uma série de microagulhas que perfuram a pele de forma indolor para fornecer nanopartículas de drogas no corpo.

Embora ainda não tenha sido testado em seres humanos, os experimentos com ratos mostram que é capaz de reduzir a gordura em até 20% nas áreas tratadas.

Gordura branca x gordura marrom

Para entender como o adesivo funciona, é preciso entender primeiro como nossos corpos armazenam gordura.

Existem dois tipos de células de gordura: gordura branca e gordura marrom. A marrom queima facilmente e produz calor – é por isso que os recém-nascidos têm muito dela, pois precisam de ajuda para regular sua temperatura corporal.

Infelizmente para os adultos, não temos tanta gordura marrom e, em vez disso, somos cheios de depósitos desagradáveis de gordura branca, usados para o armazenamento de energia a longo prazo. Essa gordura não queima tão facilmente.

Nos últimos anos, muitas pesquisas têm procurado converter a gordura branca em gordura marrom, a fim de queimar mais energia. Vários estudos demonstraram algum sucesso ao desencadear a transformação, mas há um problema.

“Existem vários medicamentos clinicamente disponíveis que promovem essa transformação, mas todos devem ser administrados como pílulas ou injeções. Isso expõe o corpo inteiro às drogas, o que pode levar a efeitos colaterais, como dor no estômago, ganho de peso e fraturas ósseas. Nosso adesivo parece aliviar essas complicações aplicando os medicamentos diretamente no tecido adiposo”, disse um dos cientistas do estudo, o patologista Li Qiang.

Como funciona

As agulhas microscópicas do adesivo fornecem produtos químicos sob a pele, onde quer que a gordura branca esteja sendo armazenada.

Os pesquisadores usaram dois diferentes medicamentos, o rosiglitazona (também conhecido como Avandia) e um produto químico chamado CL316243, que já havia transformado gordura branca em marrom em ratos.

Primeiro, as drogas são inseridas em envelopes de nanopartículas, cada um com cerca de 250 nanômetros de diâmetro – para referência, um cabelo humano tem aproximadamente 100.000 nanômetros de largura. Depois, as nanopartículas são implantadas no adesivo e quando penetram na pele, se dissolvem devagar liberando o medicamento diretamente onde ele é necessário.

“As nanopartículas foram projetadas para efetivamente segurar a droga e, em seguida, colapsar gradualmente, liberando-a no tecido de forma sustentada em vez de espalhá-la pelo corpo todo rapidamente”, explica um dos pesquisadores do estudo, o engenheiro biomédico Zhen Gu.

Os resultados

Em experiências com ratos obesos, os adesivos foram aplicados a cada três dias durante um total de quatro semanas.

Os ratos tratados receberam dois adesivos em lados diferentes de seus corpos: um com medicamento e outro contendo nanopartículas vazias.

Os resultados mostraram que os adesivos contendo rosiglitazona ou CL316243 produziram uma redução de 20% na gordura no lado tratado dos animais (em comparação com o lado das nanopartículas vazias).

Os animais também apresentaram níveis mais baixos de glicose no sangue em jejum do que os ratos do grupo de controle, que receberam apenas adesivos sem medicamentos.

Em ratos magros, o tratamento também ofereceu outros benefícios, como um aumento no consumo de oxigênio.

Próximos passos

Não há garantia de que o adesivo vai funcionar em seres humanos, mas a tecnologia certamente é promissora.

A equipe atualmente está pesquisando qual droga, ou qual combinação de drogas, funciona melhor – é possível que o produto químico certo possa melhorar a redução de gordura já impressionante de 20% vista neste primeiro teste.

Embora, no momento, não existam planos para comercializar o adesivo ainda, é possível que ele seja disponibilizado no futuro, uma vez que mais pesquisas e testes de segurança forem completos.

Seu propósito será muito maior do que estético: o adesivo pode se tornar uma arma poderosa e eficaz para tratar a obesidade e distúrbios metabólicos relacionados, como diabetes. [ScienceAlert]

 

 

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*Fonte: hypescience

Aprenda como fazer horta medicinal em casa

Uma horta medicinal em casa pode trazer muitos benefícios para sua saúde corporal e mental. De acordo com o especialista em Agricultura Orgânica Thiago Tadeu Campos, além de proporcionar hábitos mais saudáveis, ao evitar o uso de fármacos comuns, você ganha tempo com a praticidade de ter tudo ao alcance das mãos, criando ainda um espaço verde em casa, trabalhando a mente por meio do envolvimento com a natureza.

Se os motivos acima descritos ainda não são suficientes para começar a planejar a sua horta, pense no fato de que você ainda pode economizar o dinheiro gasto na farmácia! E sim, é possível cultivar seus próprios remédios de forma simples e fácil, mesmo em espaços reduzidos, trazendo para o seu dia-a-dia hábitos mais saudáveis e mais naturais.

Neste artigo, irei sintetizar a importância e as facilidades de cultivar suas próprias ervas medicinais, além disso, colocarei a disposição gratuitamente meu e-book, no qual ensino práticas de cultivo simples e fáceis para 6 alimentos que podem ser cultivados em sua horta orgânica, de modo a torná-la mais produtiva e sustentável. Essas dicas podem ser muito valiosas também para iniciar sua horta medicinal.

Hortas medicinais: tenha sempre plantas fitoterápicas perto de você

As hortas medicinais sempre foram uma tradição, tanto nos jardins brasileiros quanto ao redor do mundo. Uma horta medicinal consiste em um conjunto de plantas e ervas que trazem benefícios para a saúde.  Cada pessoa pode montar sua horta de acordo com as plantas que lhe são necessárias, utilizando-as de diversas formas e diferentes espécies.

Algumas plantas medicinais têm sua eficácia cientificamente comprovada no combate de inúmeras doenças e também no uso para o controle de dores, podendo ser aplicadas de diferentes maneiras, desde xaropes, chás, sucos, condimentos, óleos, pós à até mesmo pomadas. Basta, então, saber para qual uso a espécie é mais indicada e seu modo de aplicação para extrair o melhor de cada espécie.

As hortas medicinais são uma verdadeira ferramenta para quem busca uma vida mais saudável e livre de toxinas. Além de diminuir exponencialmente a necessidade de remédios controlados, uma horta medicinal garante toda a praticidade de ter as plantas em mãos sempre que preciso. Entre os principais usos das ervas medicinais estão o controle de dores estomacais, insônia, gripes e resfriados, controle intestinal e tratamento de quadros depressivos.

Por serem produtos naturais e orgânicos, não prejudicam o organismo e agem de forma rápida. A arruda e o capim limão são ótimos exemplos da ação fitoterápica no corpo, amenizando dores e reduzindo o estresse.

Escolha as plantas corretas para montar uma horta medicinal

Qualquer pessoa pode possuir uma horta medicinal em sua casa, independentemente do lugar, existindo inclusive, hortas medicinais em apartamentos. As plantas podem ser organizadas em vasos, jardineiras ou em pequenos canteiros, de acordo com a quantidade de ervas medicinais desejadas e do espaço disponível em sua casa.

As principais plantas medicinais são espécies que também estão presentes na gastronomia, como o alecrim, o manjericão, a hortelã e a sálvia, levando assim, propriedades medicinais à sua cozinha. Também é possível plantar espécies como losna, capim limão, arruda e melissa, que apesar de pouco comuns tem importantes propriedades medicinais. Dessa forma, cabe ao produtor escolher quais ervas mais lhe agradam.

Todas essas plantas são facilmente plantadas por meio de sementes ou mudas, mas se você precisa de mais dicas de plantio e manutenção da sua horta, cadastre-se e receba agora mesmo o e-book gratuito sobre as 6 plantas indispensáveis para sua horta orgânica.

Montar uma horta medicinal é uma tarefa divertida e de autoconhecimento, pois exigirá que cada um plante ervas que serão úteis no dia a dia, seja pelo apelo medicinal ou na cozinha. É recomendado plantar dois ou mais tipos de planta num mesmo recipiente, para que elas cresçam em sincronia e não adoeçam com tanta facilidade.

As plantas devem estar localizadas em um espaço bem iluminado e seu solo deve ser fértil. Também é possível associar plantas repelentes como o “cravo de defunto”, para evitar a infestação de pragas ou doenças. Caso seja necessário, é possível realizar o reajuste do solo ou a nutrição através do uso de adubos orgânicos .

Como fazer uma horta em seu jardim

Nem sempre é necessário recorrer à fármacos para melhorar a saúde, ao encontrar maneiras fitoterápicas de cuidar de si mesmo, seu corpo só terá a agradecer!

Possuir uma horta medicinal pode poupar grandes dores de cabeça (literalmente), portanto, vale a pena aprender como montar uma horta orgânica e organizá-la apenas com plantas medicinais que aliviem sintomas de dores e proporcionem bem-estar, de forma sustentável e natural. Para isso, nem sempre é necessário reservar um espaço independente somente para as ervas medicinais, é possível inserir as espécies da sua escolha em espaços já existentes, como jardins, vasos de flores, hortas comuns, etc.

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*Fonte: ciclovivo / Thiago Tadeu Campos

Você sabe qual rede social mais prejudica a sua saúde mental?

Redes sociais são maneiras divertidas e rápidas de entrar em contato com diversas pessoas, saber sobre suas vidas e rotinas e permitir que elas saibam das suas. O problema é que muitas pessoas ainda não entenderam que o que se posta nas redes é sempre a melhor parte do dia de uma pessoa e não um resumo fiel de sua vida.

Durante uma viagem ao Caribe, é óbvio que a pessoa vai postar fotos com os pezinhos na areia ou segurando um belo e colorido drink com um coqueiro ao fundo. Ela não vai postar fotos da dor de barriga que teve, da ressaca ou da briga com o namorado, obviamente. O problema é que acompanhar os melhores momentos da vida de diversas pessoas nos faz crer que a grama do vizinho é sempre mais verde e que a nossa vida não é tão divertida assim.

Um estudo feito com 1,5 mil adolescentes e jovens adultos revelou que o Instagram é a rede social que mais afeta a saúde mental das pessoas, causando altos níveis de ansiedade, depressão e bullying.

E faz sentido

A pesquisa analisou os efeitos de outras plataformas e a única que teve resultados positivos foi o YouTube – que veio seguido do Twitter, do Facebook e depois do Snapchat.

Os participantes da pesquisa eram jovens com idades entre 14 e 24 anos, residentes na Inglaterra, na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte. Eles tiveram que responder 14 perguntas relacionadas ao uso das redes sociais e à sua saúde física ou mental.

Logicamente, as redes sociais foram relacionadas a alguns benefícios, e todos os sites pesquisados receberam pontuações positivas em termos de autoexpressão e construção de comunidades de apoio emocional, mas quem ganhou mesmo em termos de saúde mental foi o YouTube, citado como de alta ajuda contra depressão, ansiedade e solidão.

Tem que ver isso aí

As outras redes, no entanto, foram associadas ao aumento de casos de depressão e de ansiedade. Estudos anteriores já haviam revelado que passar mais de duas horas por dia em redes sociais é algo que aumenta o sofrimento psicológico, especialmente em pessoas jovens, justamente por essa comparação que se faz com a vida alheia.

Postagens em redes sociais acabam expondo expectativas irrealistas de vida e criando a sensação de inadequação e baixa autoestima: “O Instagram faz facilmente que as meninas e as mulheres se sintam como se seus corpos não fossem bons o suficiente enquanto as pessoas adicionam filtros e editam suas fotos para que pareçam ‘perfeitas’”, ressaltou o estudo.

Por enquanto, existem medidas que pedem para que as plataformas indiquem, por exemplo, imagens que tenham sido editadas e que solicitem ajudas a usuários que pareçam sofrer de algum tipo de doença mental.

Se você se sente para baixo quando acompanha as imagens que seus amigos postam no Instagram, tente dedicar menos tempo à ferramenta e se lembre sempre de que a vida real não condiz com uma série de fotos bonitas, posadas e editadas – ainda bem!

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*Fonte: megacurioso

 

Muito prazer, eu sou o seu sintoma

Já pensou se o seu sintoma tivesse a chance de te escrever uma carta? Garanto que seria alguma coisa assim:

“Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorroidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende, ninguém me compreende.
Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida. Todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês, e não é assim, isso seria um absurdo.

Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?
Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem.
Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.
Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar.
E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.
A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…

Está compreendendo?
Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.
Que absurdo! Não confunda as coisas.
Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.
Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma.
Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?

A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta Terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente.

Deveria perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora?
Que devo mudar em mim?

Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.

Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.

Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios.

Por favor, me deixe sem trabalho.
Ou você acha que eu gosto do que eu faço?

Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça.
Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.
Estou farto que você diga:
“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.
Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.
Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência, reflita e aja.
Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!
Atenciosamente,
O sintoma.”

 

 

 

 

 

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*Fonte: humaniversidade

Meditação regular traz mais benefícios do que férias, afirma estudo

Já não é novidade o quanto a meditação e a ioga fazem bem para a saúde. Pesquisas sérias têm apontado alguns desses benefícios e deixado para trás a ideia de que tais práticas são “coisa de hippie”. A Harvard Health Publications divulgou, por exemplo, um estudo onde ficou claro que meditar pode ser melhor para o corpo e para a mente até do que tirar férias.

Segundo a médica Monique Tello, o estudo foi realizado em um resort no sul da Califórnia (EUA), com 91 mulheres voluntárias que não apresentavam problemas de saúde importantes, não estavam grávidas, nem tomavam hormônios ou antidepressivos. O método mesclou técnicas de meditação, ioga e exercícios ao longo de uma semana.

Os participantes foram divididos em três grupos com cerca de 30 cada um: “meditadores” experientes, mulheres que nunca meditaram, e um grupo que simplesmente “foi de férias”. Os 30 “participantes de férias” ouviram palestras de saúde e depois fizeram coisas divertidas ao ar livre por uma semana.

Ao fim do experimento, os três grupos apresentaram melhorias estatisticamente significativas nos níveis de estresse e depressão, que foram mensurados usando questionários bem estabelecidos e comumente usados. Até este ponto, explica Monique, parece que as férias são tão boas quanto os exercícios para a redução do estresse e melhora de humor.

Mas, ela explica que o que realmente impressiona é que 10 meses depois: os meditadores regulares ainda apresentavam melhorias significativas, os meditadores novatos ainda mais, enquanto os turistas já estavam novamente estressados. A descoberta vai ao encontro de pesquisas anteriores que mostra que as férias têm efeitos benéficos, mas por muito pouco tempo.

Os pesquisadores coletaram também amostras de sangue, antes e depois do experimento. Quem explica os resultados desta fase é o autor de estudo Eric Schadt, diretor do Icahn Institute no Monte Sinai.

“Os meditadores regulares mostraram os mesmos tipos de ‘melhorias’ no nível molecular como os outros, mas, além disso, apresentaram mudanças que também foram associadas a alguns processos de envelhecimento. Penso que há relação com um envelhecimento mais saudável, por isso espero que motive mais estudos nesta direção”, afirma o pesquisador.

O estudo de férias incluiu apenas mulheres e os próprios autores afirmam que são necessárias mais pesquisas na área. Mas as evidências já estão aí, outros estudos já comprovaram que a meditação ajuda a reduzir a ansiedade, depressão, estresse, dor e a saúde geral, além de melhorar a qualidade de vida. Se por um lado, o descanso do trabalho é realmente merecido, por outro tentar incluir a prática da meditação pode amenizar a espera pelas tão sonhadas férias tornando o dia a dia bem mais agradável.

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*Fonte/texto: ciclovivo

Quer viver mais? Talvez o segredo seja tomar café

Boas notícias para quem gosta de café: um estudo realizado recentemente e divulgado pelo New York Daily News revelou que o consumo diário de quatro xícaras de café reduz nossos riscos de morte.

O levantamento, que foi feito pelo Hospital de Navarra em Pamplona, na Espanha, revelou que essa diminuição nos riscos de morte chega a 64% em relação às pessoas que não tomam café ou que o consomem em poucas quantidades.

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam os índices de saúde de 20 mil pessoas ao longo de 10 anos. Os dados revelaram que aquelas com mais de 45 anos de idade tiveram uma chance de morte 30% menor se bebessem duas xícaras de café a mais por dia.

Adela Navarro, cardiologista e uma das autoras do estudo, falou que essa pesquisa nos sugere que quatro xícaras de café por dia pode ser parte de uma dieta saudável.

Mais pesquisas complementares precisam ser feitas ainda sobre tema, para se descobrir mais benefícios da bebida e as relações que seu consumo tem com a diminuição de doenças cardíacas, casos de acidente vascular cerebral, diabetes, doença renal e até alguns tipos de câncer. Até lá, o jeito é não sentir culpa na hora de saborear o seu cafezinho de todo dia e, claro, de repetir a dose.

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*Fonte: megacurioso

10 sinais de que você não está bebendo água suficiente

1 – Sua boca está seca

É meio óbvio que boca seca indica que seu corpo não está muito bem hidratado, mas esse é um sinal que ignoramos facilmente e, às vezes, resolvemos com uma bala ou um chiclete. Quando sua boca estiver seca, não tome refrigerantes ou sucos, mas água mesmo, pois é o necessário.

2 – Sua pele está seca

A pele é o maior órgão do corpo humano, e, quando você não bebe água suficiente para se manter hidratado e garantir que todas as suas células funcionem bem, sua pele acaba demonstrando essa falta de água por meio do ressecamento.

3 – Seus olhos também estão secos

Entenda, de uma vez por todas, que não beber água suficiente faz com que todas as partes do seu corpo ressequem, e isso inclui até mesmo os seus olhos, que ficam irritados e avermelhados.

4 – Sua urina está mais escura

Seu xixi deve ser naturalmente amarelo claro, quase transparente. Se é mais escuro, se tem coloração de chá, isso pode indicar que você está desidratado.

5 – Seu intestino não está funcionando direito

Quando o intestino não trabalha, suas fezes vão ficando cada vez mais duras e ressecadas, e isso pode ser um indicativo de que você tem tomado pouca água também. Se você bebe pelo menos 2 litros de água todos os dias, seu intestino vai funcionar bem melhor.

6 – Você tem dores nas articulações

Suas articulações são feitas 80% de água, então não é de se estranhar que elas sofram também quando você se esquece de tomar água.

7 – Quando você tem dor no estômago de fome

Às vezes, você sente aquela dorzinha ou aquele incômodo no estômago e acha que está com fome, mas, na verdade, você pode estar desidratado mesmo. Isso acontece quando o corpo recebe diversos sinais de que está com pouca água, fazendo com que você acredite que precisa comer quando, na verdade, tomar um copo de água já seria suficiente.

8 – Você fica doente por mais tempo

Quando você reparar que fica doente por mais tempo do que o normal, no caso de um resfriado, por exemplo, isso pode indicar que seu corpo não está devidamente hidratado. Toda a água que você ingere faz com que seu corpo se livre das toxinas mais rapidamente, e é por isso que os médicos sempre recomendam que pessoas doentes tomem bastante líquido.

9 – Você tem tontura

Tonturas podem indicar outros problemas de saúde, especialmente se forem frequentes, mas uma coisa que pode deixar uma pessoa se sentindo tonta, sem dúvida, é a falta de água. Se depois de correr ou de fazer uma caminhada você se sentir tonto, tome água e espere um pouco.

10 – Fadiga em excesso

Quando você se sente cansado demais o tempo todo, isso pode indicar que seu corpo está com pouca água para mantê-lo em pé. Beber 2 litros de água por dia vai fazer com que esse tipo de cansaço não faça parte da sua rotina.

 

 

 

 

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*Fonte: megacurioso

Um Mundo Insano: Capitalismo e a Epidemia de Doenças Mentais

[Nota de Tradução: Apresentamos abaixo dois textos discutindo a relação, cada vez mais escancarada, entre os valores incentivados em uma sociedade capitalista e os diversos tipos de sofrimento mental que se alastram por nossas sociedades modernas, deixando para trás a ideia dessas doenças como meras questões individuais:

I. Um Mundo Insano, de Rod Tweedy, comenta sobre pesquisas recentes nas áreas de psicologia e neurobiologia que vêm trazendo à luz questões coletivas relacionadas às doenças mentais, suas conexões com aspectos fundamentais da sociedade atual e desmontando os pressupostos básicos sobre o ser humano que permeiam os valores sociais sob o capitalismo.

II. Não Prestar Pra Nada, de Mark Fisher (publicado originalmente no medium do parceiro Victor Marques), apresenta a força de seu relato pessoal de luta contra a depressão e seu lento caminho de reflexões até a compreensão desse mal como uma questão política e social, para muito além de seu sofrimento individual. ]


I. Um Mundo Insano

por Rod Tweedy, no site da Red Pepper, Agosto de 2017

As doenças mentais são agora reconhecidas como uma das maiores causas de sofrimento e miséria individual em nossas sociedades e cidades, comparáveis à pobreza e ao desemprego. Um em cada quatro adultos no Reino Unido hoje foi diagnosticado com uma doença mental e quatro milhões de pessoas tomam antidepressivos todos os anos. “Que maior acusação poderia existir contra um sistema do que uma epidemia de doença mental?”, pergunta George Monbiot.

A extensão chocante desta “epidemia” é ainda mais perturbadora pelo conhecimento de que grande parte disso poderia ser evitado. Isso se deve à correlação significativa entre as condições sociais e ambientais e a prevalência de transtornos mentais. Richard Bentall, professor de psicologia clínica na Universidade de Liverpool, e Peter Kinderman, presidente da Sociedade Britânica de Psicologia, têm escrito de forma convincente sobre essa conexão em anos recentes, atraindo uma atenção poderosa para “os determinantes sociais do nosso bem-estar psicológico”. “A evidência é irresistível, ” observa Kinderman, “não é só que existem determinantes sociais, eles são esmagadoramente importantes”.

Uma Sociedade Doente

Experiências de isolamento social, desigualdade, sentimentos de alienação e dissociação, e até mesmo os pressupostos e a ideologia básicos do materialismo e do neoliberalismo [1] em si, são hoje vistos como impulsionadores significativos – se refletindo nos títulos de uma série de artigos e palestras recentes sobre esse assunto, tais como as dos inovadores podcasts ‘Frontier Psychoanalyst’ do consultor em psicoterapia David Morgan, que incluíram discussões sobre se “O neoliberalismo é perigoso para sua saúde mental” e “O neoliberalismo está nos deixando doentes?”

O psicólogo clínico e psicoterapeuta Jay Watts observa no Guardian que:

“fatores psicológicos e sociais são pelo menos tão significativos e, para muitos, a principal causa do sofrimento. Pobreza, desigualdade relativa, estar sujeito ao racismo, ao sexismo, demissão e a uma cultura competitiva aumentam a probabilidade de sofrimento mental. Governos e empresas farmacêuticas não estão tão interessados nesses resultados, lançando financiamento em estudos que analisam genética e biomarcadores físicos em oposição às causas ambientais do sofrimento. Da mesma forma, há pouca vontade política de relacionar o aumento do sofrimento mental com desigualdades estruturais, embora a associação seja robusta e muitos profissionais pensem que esta seria a melhor maneira de enfrentar a atual epidemia de saúde mental”.

Existem, claramente, interesses e agendas muito poderosos e arraigados, que conscientemente ou inconscientemente agem para esconder ou tentar negar esse relacionamento – o que também faz com que a recente disposição entre tantos psicanalistas e terapeutas para abraçar esse contexto mais amplo seja tão excitante e emocionante.

Comentaristas freqüentemente falam sobre sociedade, contexto social, pensamento de grupo e determinantes ambientais em conexão com desordens e distúrbios mentais, mas acredito que podemos ser um pouco mais precisos sobre qual aspecto da sociedade é o principal dirigente disso, o principal responsável. E neste contexto provavelmente é hora de falarmos sobre aquela-palavra-com-c – o capitalismo.

Muitas das formas contemporâneas de doença e angústia individual que tratamos e com as quais nos envolvemos certamente parecem ser correlacionadas e amplificadas pelos processos e subprodutos do capitalismo. Na verdade, você pode dizer que o capitalismo é, em muitos aspectos, um sistema de geração de doenças mentais – e se estivermos falando sério sobre abordar não só os efeitos do sofrimento e da doença mental, mas também suas causas e origens, precisamos olhar mais de perto, com mais precisão, e de forma mais analítica a natureza do útero político e econômico a partir do qual emergem, e como a psicologia está fundamentalmente entrelaçada com cada aspecto dele.

Neurose Ubíqua

Talvez um dos exemplos mais óbvios dessa conexão íntima entre capitalismo e sofrimento mental seja o predomínio de neurose. Como observa Joel Kovel, ex-psiquiatra e professor de ciência política: “Um traço muito marcante da neurose dentro do capitalismo é a sua ubiquidade”. Em seu ensaio clássico “Terapia no capitalismo tardio” (reimpresso no livro ‘The Political Self’ [‘O Eu Político’]), Kovel se refere ao “fardo colossal de miséria neurótica na população, um peso que, de forma contínua e palpável, trai a ideologia capitalista – que sustenta que a civilização da mercadoria promove a felicidade humana“:

“Se, com toda essa racionalização, conforto, diversão e escolhas, as pessoas ainda estão desoladas, incapazes de amar, acreditar ou sentir alguma integridade em suas vidas, elas também podem começar a concluir que algo está seriamente errado com sua ordem social.”

Há também alguns trabalhos fascinantes nesse sentido feitos mais recentemente por Eli Zaretsky (‘Political Freud’, [‘Freud Político’]) e Bruce Cohen (autor da ‘Psychiatric Hegemony’ [‘Hegemonia Psiquiátrica’]), que escreveram sobre as relações entre família, sexualidade e capitalismo na geração de neuroses.

É significativo, por exemplo, que uma das características mais proeminentes do cenário psicológico que Freud encontrou na Viena do final do século XIX foram as neuroses – o que, como Kovel observa, Freud viu como estando inteiramente de acordo com o desenvolvimento “normal” em sociedades modernas – com grande parte disso, ele acrescenta, estando enraizado em nossa experiência moderna de alienação. “A neurose”, diz Kovel, “é a auto-alienação de um sujeito que foi preparado para a liberdade, mas isso entra em conflito com sua história pessoal”.

Marx foi, é claro, o grande analista da alienação, mostrando como a economia capitalista gera alienação como parte de seu próprio tecido ou estrutura – mostrando como, por exemplo, a alienação fica “perdida” ou “presa”, incorporada em produtos, mercadorias – desde exemplos óbvios (como Nikes feitos em sweatshops e sweatshops incorporados em Nikes) – até um sentido mais largo e muito mais generalizado de que todo o sistema de produção e criação é de alguma forma alienante.

Como Pavon Cuellar observa: “Marx foi o primeiro a perceber que essa alienação na verdade fica contida e encarnada nas coisas – nas “mercadorias” (‘Marxism and Psychoanalysis’ [‘marxismo e psicanálise’]). Essas mercadorias “fetichizadas”, acrescenta, parecem manter e prometer devolver, quando consumidas, a parte subjetivo-social perdida por aqueles que foram alienados enquanto as produziam: “os alienados perderam o que eles imaginam [ou esperam] encontrar naquilo que é fetichizado.”

Essa compreensão da alienação é realmente a questão central para Marx. As pessoas provavelmente o conhecem hoje por suas teorias sobre capital – como questões de exploração, lucro e controle caracterizam e ressurgem continuamente no capitalismo – mas para mim a principal preocupação de Marx, e uma que é constantemente negligenciada ou mal interpretada, é sua visão sobre a centralidade e a importância da criatividade e da produtividade humanas – o “poder produtivo colossal” do homem, como ele o chama – exatamente como de fato o era para William Blake, um pouco mais cedo no mesmo século.

Marx se refere a essa energia e capacidade de ação extraordinárias, capazes de  transformar o  mundo, como nossa “vida como espécie ativa”, nosso “ser-da-espécie” [2] – nossas “energias físicas e espirituais”. Mas sob o sistema atual, estas imensas energias criativas e capacidades transformadoras são, ele observa, imediatamente tiradas de nós e convertidas em algo estranho, objetivo, escravizador, fetichizado.

Reestruturando o desejo

A imagem que ele evoca é de mães dando à luz – outra forma de trabalho, talvez – com o bebê imediatamente sendo levado e convertido em algo estranho, algo como uma boneca – uma mercadoria. Ele considera o efeito que isso deve ter sobre o espírito da mãe. Essa, para Marx, é a fonte da alienação e do mal-estar, o tipo de deslocação profunda do espírito humano que caracteriza o capitalismo industrial. E, como mostra Pavon Cuelar, não podemos comprar nossa saída dessa alienação – produzindo mais brinquedos, mais bonecas – porque é aí que a alienação ocorre e é incorporada e gerada.

De fato, o consumismo e o materialismo são hoje amplamente reconhecidos como impulsionadores básicos de uma série de problemas de saúde mental, desde o vício até a depressão. Como observa George Monbiot, “comprar mais coisas está associado à depressão, ansiedade e relacionamentos partidos. É socialmente destrutivo e autodestrutivo”. A psicoterapeuta psicanalítica Sue Gerhardt escreveu de forma muito convincente sobre essa associação, sugerindo que nas sociedades modernas muitas vezes “confundimos o bem-estar material com o bem-estar psicológico”. Em seu livro ‘The Selfish Society’ [‘A Sociedade Egoísta’], ela mostra como o capitalismo de consumo reestrutura nossos cérebros de forma exitosa e implacável, reconstruindo nossos sistemas nervosos à sua própria imagem. Pois “deixamos passar muito do que é o capitalismo”, observa ela, “se ignoramos seu papel na reestruturação e comercialização dos próprios desejos e impulsos”.

Outro aspecto fundamental do capitalismo e seu impacto nas doenças mentais sobre o qual poderíamos falar é a desigualdade. O capitalismo é tanto um sistema gerador de desigualdade quanto um sistema de produção de doenças mentais. Como um relatório do Royal College of Psychiatrists observou: “A desigualdade é um dos principais determinantes da doença mental: quanto maior o nível de desigualdade, piores os resultados de saúde. Crianças das famílias mais pobres têm um risco três vezes maior de doença mental do que as crianças das famílias mais ricas. Adoecimento mental está consistentemente associado à privação, baixa renda, desemprego, educação pobre, menor saúde física e aumento de comportamentos de risco para a saúde”.

Alguns comentaristas até têm sugerido que o próprio capitalismo, como forma de ser ou modo de pensar sobre o mundo, pode ser visto como um sistema “psicopático” ou patológico. Há certamente algumas correspondências notáveis entre sistemas financeiros e corporativos modernos e  indivíduos com diagnóstico de psicopatia clínica, como muitos analistas têm notado.

Robert Hare, por exemplo, uma das principais autoridades mundiais em psicopatia e o criador da amplamente aceita “Lista de verificação de Hare” [‘Hare Checklist’] para testar a psicopatia, comentou com Jon Ronson: “Eu não deveria ter feito minha pesquisa apenas em prisões. Eu deveria ter passado algum tempo dentro da Bolsa de Valores também.” “Mas certamente os psicopatas do mercado de ações não podem ser tão maus quanto os psicopatas do tipo assassino em série?”, pergunta o entrevistador. “Assassinos em série arruinam famílias”, respondeu Bob, encolhendo os ombros. “Psicopatas corporativos e políticos arruinam economias. Eles arruinam sociedades.”

Instituições Patológicas

Esses traços, como Joel Bakan sugeriu brilhantemente em seu livro ‘The Corporation’ [‘A Corporação’], estão criptografados no próprio tecido das corporações modernas – são parte de seu DNA e modo de operação básicos. “O mandato legalmente definido das corporações”, ele observa, “é perseguir, de forma implacável e sem exceções, seu próprio interesse, independentemente das consequências muitas vezes nocivas que podem causar aos outros”. Por sua própria definição legal, portanto, a corporação é “uma instituição patológica”, e Bakan, de maneira muito útil, enumera os diagnósticos característicos de sua patologia padrão (falta de empatia, busca de interesse próprio, ilusão de grandeza, afetos pouco profundos, agressividade e indiferença social) para mostrar de forma confiável que paciente perturbado é uma corporação.

Por que todas estas práticas e processos sociais e econômicos contemporâneos geram tantas doenças, tantos distúrbios? Para responder a isso, penso que precisamos olhar para trás, de volta para o projeto Iluminista mais amplo e os modelos psicológicos de natureza humana [3] que dele emergiram. O capitalismo moderno surgiu dos conceitos de homem do século XVII como uma espécie de eu desconectado, descontínuo e desvinculado – um ser impulsionado pela competição e por um estreito interesse próprio “racional” – o conceito de homo economicus que dirigiu e subscreveu grande parte do todo o projeto Iluminista, incluindo seus modelos econômicos. Como Iain McGilchrist observa: “Capitalismo e consumismo, formas de conceber relações humanas como baseadas em pouco mais do que utilidade, ganância e competição, vieram a suplantar aquelas baseadas em conexão sentida e continuidade cultural”.

Nós agora sabemos quão equivocado e destrutivo é esse modelo do eu. Pesquisas neurocientíficas recentes sobre o “cérebro social“, juntamente de desenvolvimentos emocionantes nas teorias modernas do apego, psicologia do desenvolvimento e neurobiologia interpessoal, estão revisando e atualizando de forma significativa esta visão bastante excêntrica e antiquada do indivíduo isolado e “racional” – e também revelando uma compreensão muito mais rica e sofisticada do desenvolvimento e da identidade humana, através do aumento do conhecimento da intersubjetividade do “hemisfério direito” do cérebro, dos processos inconscientes, de comportamento grupal, do papel da empatia e da mentalização no desenvolvimento cerebral e do significado do contexto e da socialização em desenvolvimento emocional e cognitivo.

Como o neurocientista David Eagleman observa, o próprio cérebro humano depende de outros cérebros para sua própria existência e crescimento – o conceito de “eu”, ele observa, depende da realidade de “nós”:

“Nós somos um único e vasto superorganismo, uma rede neural incorporada em uma rede de redes neurais muito maior. Nossos cérebros estão tão fundamentalmente conectados para interagir que nem sequer é claro onde cada um de nós começa e termina. Quem você é tem tudo a ver com quem nós somos. Não há como evitar a verdade que está gravada em nossos circuitos neurais: precisamos uns dos outros.”

A dependência está, portanto, incorporada ao tecido de quem somos como seres sociais e biológicos, conectada diretamente em nosso “super-computador central”: é “como o amor se torna carne”, na frase marcante de Louis Cozolino. “Não existem cérebros sozinhos”, observa Cozolino, ecoando Winnicott, “cérebros só existem dentro de redes de outros cérebros”. Algumas pessoas têm denominado essa nova compreensão neurológica e científica sobre os padrões profundos de interdependência, cooperação mútua e o cérebro social de “neuro-marxismo”, por causa das implicações envolvidas.

O capitalismo está, aparentemente, enraizado em um modelo fundamentalmente falho, ingênuo e antiquado (do século XVII!) de quem somos – ele tenta nos fazer pensar que somos isolados, autônomos, desvinculados, competitivos, descontextualizados – em última instância, uma entidade bem dissociada e implacável. O mal que essa visão do eu fez a nós e aos nossos filhos é incalculável.

Muitas pessoas acreditam (e são encorajadas a acreditar) que esses problemas e distúrbios – psicose, esquizofrenia, ansiedade, depressão, auto-mutilação -,que esses sintomas de um “mundo doente” (para usar a fantástica descrição de James Hillman) são deles próprios, em vez de serem do mundo. “Mas e se seus problemas emocionais não forem apenas seus?”, pergunta Tom Syverson. ‘E se eles forem nossos problemas? E se o verdadeiro problema é que estamos vivendo em uma sociedade errada?” Talvez Adorno estivesse correto quando disse: “Uma vida errada não pode ser vivida corretamente”.

A raiz deste “viver erroneamente” parece ser porque vivemos em um sistema social e econômico em desacordo com nossa psicologia e nossa neurologia, com quem somos como seres sociais. Como sugiro no meu livro, precisamos perceber que nossos mundos internos e externos interagem constantemente e profundamente e se moldam mutuamente e, portanto, em vez de separar nossa compreensão das práticas econômicas e sociais da nossa compreensão da psicologia e do desenvolvimento humano, precisamos aproximá-los, alinhá-los. E para que isso aconteça, precisamos de um novo diálogo entre os mundos político e pessoal, um novo modelo integrado de saúde mental e uma nova política.

Tradução: Everton Lourenço

Rod Tweedy é um autor e editor da Karnac Books, uma das principais editoras independentes de livros sobre saúde mental e terapia. Sua coleção editada, The Political Self: Understanding the Social Context for Mental Illness [‘O Eu Político: Compreendendo o Contexto Social da Doença Mental’], foi publicada pela Karnac.


II. Não Prestar Pra Nada

por Mark Fisher, no site do Occupied Times

Sofro intermitentemente de depressão desde a adolescência. Alguns desses episódios foram altamente debilitantes — resultando em auto-mutilação, isolamento (onde passava meses confinado em meu próprio quarto, aventurando-me sair apenas para procurar emprego ou para comprar as quantidades mínimas de comida que consumia), e visitas frequentes a enfermarias psiquiátricas. Não diria que me recuperei inteiramente dessa condição, mas tenho satisfação de dizer que tanto a incidência quanto a gravidade dos episódios depressivos diminuíram muito nos últimos anos. Em parte, isso é consequência de mudanças na minha situação de vida, mas também tem a ver com uma distinta compreensão a que cheguei sobre minha depressão e suas causas. Exponho aqui minhas próprias experiências de angústia mental não porque ache que há algo especial ou único sobre elas, mas em apoio à tese de que muitas formas de depressão são melhor compreendidas — e combatidas — por meio de quadros analíticos impessoais e políticos, e não individuais e “psicológicos”.

Escrever sobre sua própria depressão é difícil. Faz parte da depressão uma voz “interior” desdenhosa que nos acusa de auto-indulgência — “você não está deprimido”, “você está apenas sentindo pena de si mesmo”, “dê um jeito nisso” —, passível de se disparada ao tornarmos pública a condição. É claro que não se trata bem de uma voz “interior” , e sim da expressão internalizada de forças sociais reais, algumas das quais têm um interesse escuso em negar qualquer conexão entre depressão e política.

No meu caso, a depressão sempre esteve conectada à convicção de que eu literalmente não prestava para nada. Passei a maior parte de minha vida, até os trinta anos, acreditando que nunca conseguiria ter uma profissão. Aos vinte e poucos, alternava entre a pós-graduação, períodos de desemprego e empregos temporários. Em qualquer um desses casos, o sentimento era de que não me encaixava — na vida acadêmica, porque sentia que não era um pesquisador sério, apenas um diletante que tinha de alguma forma fraudado meu caminho até ali; no desemprego, porque não estava realmente desempregado como aqueles que buscavam trabalho honestamente, mas “vagabundo” se aproveitando do sistema; e em empregos temporários por sentir-me incompetente e que, em todo caso, não pertencia exatamente a trabalhos de escritório ou de fábrica, não porque fosse “bom demais” para eles, mas — muito pelo contrário — em virtude de excessivamente instruído e inútil, tirando o trabalho de alguém que precisava e merecia aquilo mais do que eu. Mesmo na enfermaria psiquiátrica, sentia como se não estivesse realmente deprimido — era como se estivesse apenas simulando a condição para evitar o trabalho, ou, na lógica infernalmente paradoxal da depressão, simulando-o para esconder o fato de que eu era incapaz de trabalhar, e que não havia lugar para mim na sociedade.

Quando finalmente consegui um emprego como professor em uma faculdade de Educação Complementar, fiquei exultante por um tempo — embora esta alegria, por sua própria natureza, mostrasse que ainda eu não havia me livrado do sentimento de inutilidade que logo desencadearia novos episódios depressivos. Como professor, faltava-me a calma confiança de quem nasceu para o papel. Em algum nível não muito profundo, eu evidentemente ainda não acreditava que fosse o tipo de pessoa que poderia fazer um trabalho como aquele.
Mas de onde vinha essa crença? A escola dominante de pensamento em psiquiatria localiza as origens de tais ‘crenças’ no mau funcionamento da química cerebral, que deve ser corrigido por produtos farmacêuticos; a psicanálise e demais formas de terapia por ela influenciadas são famosas por procurar as raízes da angústia mental no contexto familiar, enquanto a Terapia Cognitiva-Comportamental está menos interessada em localizar a fonte de crenças negativas do que simplesmente substituí-las por um conjunto de alternativas positivas. Não é que esses modelos sejam inteiramente falsos, é que eles deixam escapar — e necessariamente têm que deixar escapar — a causa mais provável de tais sentimentos de inferioridade: o poder social. A forma de poder social que mais teve efeito sobre mim foi o poder de classe, embora, naturalmente, o gênero, a raça e outras formas de opressão funcionem produzindo o mesmo sentimento de inferioridade ontológica, melhor expressado justamente no pensamento que articulei acima: que você não é o tipo de pessoa capaz de desempenhar papéis destinados ao grupo dominante.

A pedido de um dos leitores do meu livro “Realismo Capitalista”, comecei a investigar o trabalho de David Smail. Smail — um terapeuta, mas que tomou a questão do poder como central para sua prática — corroborou as hipóteses sobre a depressão nas quais eu havia esbarrado por acaso. Em seu livro crucial, “As Origens da Infelicidade”, Smail descreve como as marcas de classe são projetadas para serem indeléveis. Para aqueles que foram ensinados desde o nascimento a se verem como inferiores, a aquisição de qualificações ou renda raramente será suficiente para apagar — em suas próprias mentes ou na mente dos outros — o sentido primordial de inutilidade que os marca tão cedo na vida. Alguém que sai da esfera social a qual estaria “designado” a ocupar estará sempre sujeito ao perigo de ser dominado por sentimentos de vertigem, pânico e horror: “… isolado, separado, cercado de espaço hostil, você de repente se vê sem conexões, sem estabilidade, sem nada para mantê-lo firme ou no lugar; uma irrealidade vertiginosa e nauseante se apossa de você; você se vê ameaçado por uma completa perda de identidade, um sentimento de completa fraude; você não tem o direito de estar aqui, agora, habitando este corpo, vestido desta maneira; você é um nada, e ‘nada’ é, literalmente, o que você sente que está prestes a se tornar.”

Já há algum tempo, uma das táticas mais bem-sucedidas da classe dominante tem sido a da “responsabilização”. Cada membro individual da classe subordinada é encorajado a sentir que sua pobreza, falta de oportunidades, ou desemprego é culpa sua e somente sua. Os indivíduos culparão a si mesmos antes de culparem as estruturas sociais; estruturas que, em todo caso, eles foram induzidos a acreditar que de fato não existem (são apenas desculpas, invocadas pelos fracos). O que Smail chama de “voluntarismo mágico” — a crença de que está dentro do poder de cada indivíduo se tornar o que quer que seja — é a ideologia dominante e a religião não oficial da sociedade capitalista contemporânea, empurrada goela abaixo tanto pelos “experts” da TV e gurus dos negócios quanto pelos políticos. O voluntarismo mágico é ao mesmo tempo um efeito e uma causa do nível historicamente baixo da consciência de classe. É o outro lado da depressão — cuja convicção subjacente é a de que somos todos exclusivamente responsáveis ​​pela nossa própria miséria e, portanto, a merecemos. Um duplo imperativo particularmente cruel é imposto aos desempregados de longa duração no Reino Unido: uma população que, durante toda a sua vida, foi levada a acreditar que não prestava para nada é simultaneamente bombardeada pela injunção de que pode fazer tudo o que quiser fazer.

Devemos entender a submissão fatalista da população do Reino Unido à austeridade como consequência de uma depressão deliberadamente cultivada. Esta depressão manifesta-se na aceitação de que as coisas vão piorar (para todos, exceto para uma pequena elite), que temos sorte de ter um emprego que for (então não devemos esperar que os salários acompanhem a inflação), que não podemos nos dar o luxo de bancar serviços públicos providos coletivamente. A depressão coletiva é o resultado do projeto da classe dominante de ressubordinação. Há algum tempo, temos cada vez mais nos resignado à ideia de que não somos o tipo de pessoa que pode agir. Esta não é uma falha de vontade individual, da mesma forma que uma pessoa deprimida não pode simplesmente sair da depressão em um “estalar de dedos” ao “arregaçar as mangas”. A reconstrução da consciência de classe é, de fato, uma tarefa formidável, que não será alcançada com soluções prontas e fáceis. Mas, ao contrário do que nossa depressão coletiva nos diz, é uma tarefa que pode ser realizada: inventando novas formas de envolvimento político, revitalizando instituições que se tornaram decadentes, convertendo o descontentamento privatizado em raiva politizada. Tudo isso pode acontecer, e, quando acontecer, quem sabe o que será possível?

Tradução: Victor Marques / Revisão: Jorge Adeodato

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*Fonte: ominhocario

Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em melhora na saúde.
Duas horas de silêncio por dia poderia melhorar a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos.

Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Nos últimos anos, os pesquisadores têm destacado o poder peculiar do silêncio para acalmar nossos corpos, aumentar o volume em nossos pensamentos internos e sintonizar nossa conexão com o mundo. Suas descobertas começam em pesquisas sobre o contrário do silêncio – o barulho.

Muito já se escreveu sobre a “poluição sonora”, uma expressão criada na década de 1960, quando os cientistas descobriram que a exposição diária ao barulho intenso das estradas e aeroportos estava ligada a uma variedade de problemas de saúde: doenças cardíacas, problemas de sono, pressão alta e, menos surpreendentemente, perda auditiva. Os sons podem ser tão intensos que podem até causar danos muito mais imediatos, forte o suficiente para rasgar um buraco em seus tímpanos.

Se a exposição excessiva a sons altos é ruim para nós, a falta de som significa a falta de danos físicos causados pela poluição sonora. O silêncio é neutro. Segundo um artigo de Daniel Gross publicado na revista Nautilus, diversas pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em saúde melhorada, assim como a exposição prolongada e repetida ao ruído pode debilitá-la.

Estudos de fisiologia humana ajudam a explicar: as ondas sonoras vibram os ossos da orelha, que transmitem o movimento para a cóclea em forma de caracol. A cóclea converte as vibrações físicas em sinais elétricos que o cérebro recebe. O corpo reage imediatamente e poderosamente a esses sinais, mesmo no meio do sono profundo. Pesquisas neurofisiológicas sugerem que os ruídos ativam primeiramente a amígdala cerebeloza, aglomerados de neurônios localizados nos lobos temporais do cérebro, associados à formação de memória e à emoção. A ativação solicita uma liberação imediata de hormônios do estresse, como o cortisol. Pessoas que vivem em ambientes barulhentos, muitas vezes experimentam níveis cronicamente elevados de hormônios do estresse.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental – aproximadamente a mesma população dos Estados Unidos – perderam anualmente um milhão de anos de vida saudável por causa do ruído. Eles até argumentaram que três mil mortes por doenças cardíacas eram, em sua raiz, o resultado de ruído excessivo.

Então, a primeira conclusão é que o silêncio é bom pelo o que ele não faz – não acorda, não nos irrita ou não nos mata. Mas quais seriam então seus benefícios pelo que faz?

O artigo de Gross cita algumas pesquisas com interessantes revelações e a maioria delas foi descoberta por acaso, como no caso do pesquisador Luciano Bernardi que realizava um estudo dos efeitos fisiológicos da música em 2006. Bernardi queria mostrar o impacto da música relaxante no cérebro, e, para sua surpresa, descobriu que entre as faixas musicais, em trechos de silêncio inseridos aleatoriamente revelaram-se muito mais relaxantes do que a música “relaxante”. As pausas em branco que Bernardi considerava irrelevantes, em outras palavras, tornou-se o objeto de estudo mais interessante.

Outra pesquisadora citada no artigo que analisou esta questão foi a bióloga regenerativa da Universidade Duke, Imke Kirste. Em 2013, ela estudava os efeitos dos sons no cérebro de ratos adultos. Como Bernardi, ela pensou no silêncio como um controle que não produziria um efeito. Mas para sua grande surpresa, Kirste descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos. Isso era profundamente intrigante: a ausência total de insumos estava tendo um efeito mais pronunciado do que qualquer tipo de entrada testada.

O crescimento de novas células no cérebro nem sempre tem benefícios para a saúde. Mas, neste caso, Kirste diz que as células pareciam se tornar neurônios funcionais. “Vimos que o silêncio está realmente ajudando as novas células geradas a se diferenciar em neurônios, e se integrar no sistema”.

Imagine, por exemplo, que você está ouvindo uma música que gosta muito quando o rádio de repente desliga. Neurologistas descobriram que se você conhece bem a música, o córtex auditivo do seu cérebro permanece ativo, como se a música ainda estivesse tocando. “O que você está ‘ouvindo’ não está sendo gerado pelo mundo exterior”, diz David Kraemer, que conduziu esses tipos de experimentos em seu laboratório de Dartmouth College. “Você está recuperando uma memória”. Os sons nem sempre são responsáveis pelas sensações, às vezes nossas sensações subjetivas são responsáveis pela ilusão do som.

Alguns cientistas esperam que essas descobertas possam conduzir a tratamentos potenciais para pessoas com distúrbios associados ao abrandamento do crescimento celular no hipocampo, como demência ou depressão. Mas até agora, pelo menos, a neurociência do silêncio parece sugerir isso: para o cérebro, o silêncio faz bem.

Uma maneira de aproveitar o silêncio é através da prática do tradicional banho de floresta japônes (shinrin-yoku), que traz divesros benefícios à saúde, veja aqui. Um outro estudo também avaliou que sentir o cheiro da naturza reduz estresse e doenças, veja aqui.

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*Fonte: ciclovivo

Burnout: você pode estar sofrendo da síndrome da exaustão

Gabriela* se levantou, com muito esforço, e preparou um café da manhã dos campeões: suco misturado com vodca. Nem ela acreditou na cena, mas foi a única saída que encontrou para encarar o peso de mais um dia inteiro no escritório. A assistente de marketing promocional não suportava a rotina profissional havia meses. Trabalhava 14 horas, das 8h às 22h, e eventualmente passava sábados e domingos em eventos promovidos pela empresa. Acordava trabalho, respirava trabalho e dormia trabalho. Aos 33 anos, tinha crises de labirintite e não passava um dia sem cair no choro.

Quando terminou de tomar o suco batizado com álcool, enviou uma mensagem para seu psiquiatra. Foi a gota d’água: “Gabriela, você precisa parar agora. Venha para o consultório que vou prescrever uma licença de um mês. Chega”, respondeu o médico.

Em outro canto do país, no começo de 2015, Helloá Regina ouviu o despertador e se preparou para começar mais um dia de trabalho. Juntou todas as forças para levantar da cama, mas não conseguiu. O corpo não respondia. Aprovada em um concurso da prefeitura de uma capital, a jovem de 23 anos passava nove horas diárias trabalhando. Em seguida, emendava outro turno na faculdade para concluir o curso de Administração Pública. Mas nem lá parava de pensar nos abacaxis que precisava descascar no trabalho: nos prazos a serem cumpridos, nas constantes ameaças de ser exonerada, na culpa por não dar conta dos pepinos. Sentia dor de cabeça, perdia o sono, mal conseguia assistir às aulas. Até que o corpo tomou por ela a decisão: era hora de se afastar do trabalho.

Helloá e Gabriela sucumbiram ao cansaço e à pressão do ambiente de trabalho. Viraram parte das estatísticas: 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout (ou síndrome do esgotamento profissional), segundo estimativa da International Stress Management Association (Isma). A proporção é semelhante à do Reino Unido, onde um a cada três habitantes (mais de 20 milhões de pessoas) enfrenta o problema. Mesmo na Alemanha, conhecida por ter carga horária reduzida entre os países desenvolvidos, 2,7 milhões de pessoas — 8% da força de trabalho — apresentam sinais de burnout. É um problema mundial, que, segundo especialistas, aumenta a cada ano e causa danos à saúde e à economia. No Brasil, a falta de produtividade causada pela exaustão gera prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), conforme cálculos feitos pela Isma em 2010.

Esses milhões de pessoas não conseguem relaxar. Não há feriado ou férias que consigam repor todas as energias sugadas pelo expediente. “É o nível mais devastador do estresse, é uma exaustão que não passa nunca, e a pessoa não consegue se adaptar a uma situação nova”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma no Brasil. “Não é um cansaço comum. É uma doença mesmo, como um fogo descontrolado”, completa ela.

Imagine seu pior dia no trabalho: às 19h seu chefe exigiu um relatório extenso e complexo para a manhã do dia seguinte. Com o tempo apertado, o trabalho não saiu tão bom assim. E ele, claro, não gostou do resultado. Você está cansado e sente que seu empenho não valeu a pena. Bate aquela insegurança e você se pergunta quanto tempo levará até que o RH o chame para conversar sobre a sua demissão. Seu corpo entra em alerta, um estágio inicial e natural de estresse — aquela reação biológica que prepara o organismo para correr ou lutar. A maioria das pessoas supera a crítica, sai para reclamar com os amigos e esquece o dia ruim. Ou parte em busca de outro emprego.

Mas nem todo mundo consegue agir assim. “Pessoas que estão de saco cheio do trabalho ficam loucas pelo fim do expediente. Aí saem com os amigos, vão ao cinema. Mas alguns, por mais que odeiem o trabalho, não conseguem se desligar dele, só pensam nisso. Chegam em casa mortos e não fazem mais nada”, explica o psiquiatra Emmanuel Kanter. É como se, para essas pessoas, todos os dias, inclusive os fins de semana, fossem repletos de medo e de uma sensação de incompetência e impotência. O corpo nunca desliga o sinal de alerta. E, uma hora ou outra, mostra os sinais de exaustão, que, se agravados, podem ser até fatais.

“Morrer de tanto trabalhar” não existe só no sentido figurado. Em japonês, karoshi significa literalmente isso. O termo surgiu na segunda metade do século passado, mas ainda hoje o problema está longe de ser superado. Um caso recente é o de Matsuri Takahashi, uma trainee da Dentsu, maior agência de publicidade do Japão, que cometeu suicídio em dezembro de 2015, aos 24 anos. Após investigação, as autoridades concluíram que o excesso de trabalho a levou a se atirar do dormitório da empresa. Pressionada pela cultura corporativa de não negar tarefas, Takahashi costumava fazer mais de cem horas extras por mês. “São 4 da manhã. Meu corpo está tremendo”, tuitou ela meses antes de tirar a própria vida. “Vou morrer. Estou tão cansada!”

Um ano após sua morte, em dezembro de 2016, o presidente da empresa pediu demissão. “O modo de trabalho aprovado em nossa companhia é inaceitável para todas as partes interessadas, entre as quais as autoridades”, justificou.

HUMANOS MODERNOS

Essa tal síndrome de burnout tem uma história ainda recente. Estudada e batizada pelo psicólogo germano-americano Herbert Freudenberger em 1974, a doença já aparece registrada no CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), um dos manuais de diagnósticos da medicina. Ela envolve três sintomas: exaustão emocional (falta de energia e esgotamento emocional); cinismo e ceticismo (falta de empatia pelos colegas de trabalho e descrença na existência da própria crise pessoal); e baixa realização profissional (sentimento de culpa por conta da baixa produtividade). Mas ainda nem chegou a entrar para o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM, na sigla em inglês), uma espécie de bíblia da psiquiatria.

Quem tem espaço especial nesse manual há tempos é outra doença bem mais popular: a depressão. E a similaridade entre as duas, por vezes, confunde os psiquiatras — Gabriela e Helloá, por exemplo, apresentaram sintomas físicos típicos da depressão, mas a raiz do problema era uma só: o trabalho. “É comum diagnosticar pacientes com depressão quando, na verdade, sofrem de burnout, que tem a ver com a pressão do trabalho”, conta Rossi. Ou seja, aqueles 30% talvez sejam só a ponta do iceberg. “Além disso, adolescentes e crianças sentem um cansaço extremo pelo excesso de atividades e pela pressão emocional, mas isso não se classifica como burnout, que é relacionado apenas à população economicamente ativa”, completa Rossi.

 

2 MIL ANOS DE EXAUSTÃO

Os relatos sobre exaustão aparecem há séculos na literatura médica, assim como a depressão. Na Roma Antiga, o médico Aelius Galenus já descrevia a falta de energia como um desequilíbrio do organismo. “Nos últimos 2 mil anos, a exaustão já foi explicada como um produto do desequilíbrio bioquímico, como doença psicológica ou somática, causada por vírus ou por uma disfunção do sistema imunológico, como um problema espiritual ou resultado dos movimentos planetários”, escreve a britânica Anna Katharina Schaffner, pesquisadora da história da psiquiatria que, após sofrer de exaustão, decidiu se debruçar sobre o tema. Seu estudo resultou no livro Exhaustion: A History (Exaustão: Uma História), lançado no ano passado (Columbia University Press, 288 págs., R$ 144, ainda sem versão no Brasil).

A mais recente explicação culpa a sociedade moderna. Com a chegada da industrialização, o mundo mudou bastante. É aquela conhecida história: a vida seguia um ritmo muito mais calmo, acompanhando as idas e vindas do Sol, e se dependia quase que exclusivamente das condições climáticas para trabalhar. Aí vieram as fábricas. Cada hora trabalhada garantia uma grana a mais no bolso. E a vida passou a girar em torno do expediente.

Mas em 1914, Henry Ford, fundador da fabricante de carros Ford, realizou uma pesquisa com seus empregados e descobriu que, após oito horas de labuta, o nível de eficiência caía — e os funcionários corriam mais riscos de cometer erros bobos e caros. Surgiram, então, leis para limitar a carga horária de trabalho. Na década de 1920, diversos países passaram a proibir que o expediente tivesse mais de 48 horas na semana. No Brasil, em 1943, Getulio Vargas criou as primeiras leis trabalhistas — desde então, os contratos são de oito horas por dia, com pagamento de horas extras.

Ainda que por aqui o governo considere flexibilizar essas leis, com chances de ampliar a carga horária, em outros lugares do mundo o expediente diminuiu nos últimos 25 anos. Dessa forma, de acordo com as estatísticas, as pessoas trabalham menos do que seus pais. Por que, então, a síndrome de burnout só começa a ganhar destaque agora? E por que assola tanta gente? Bem, de volta à história: as mulheres entraram de vez no mercado de trabalho depois dos anos 1960. E nem todo mundo consegue bancar uma faxineira ou babá. Ou seja, o segundo turno do expediente começa em casa. Tem roupa para lavar, comida para fazer, filhos para cuidar… mais e mais tarefas. E menos tempo para o lazer.

Para piorar, na última década, a internet e as redes sociais trouxeram uma enxurrada de notícias ao alcance do seu bolso. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, em 2008 os norte-americanos produziram 100 mil palavras e 34 GB de dados a cada 12 horas. É muita coisa. E como você acessa essas informações ao longo do dia! Já parou para contar quantas vezes você checa seu Facebook pelo celular? Umas 30, 40 vezes, chutando alto? Nem perto. Pesquisa da consultoria Deloitte concluiu, em 2015, que os brasileiros conferem seus celulares 78 vezes, em média, por dia. A quantidade é maior entre pessoas de 18 a 24 anos, que desbloqueiam seus aparelhos 101 vezes diariamente, enquanto os mais velhos, de 45 a 55 anos, fazem isso 50 vezes. O problema é que assim você perde o foco. Começa a escrever um relatório e escuta o sinal incessante de novas mensagens no WhatsApp. Você, então, para rapidinho só para ver o que é. E aí, para recuperar a concentração, seu cérebro precisa de uma dose extra de energia.

“Em cada interrupção, você precisa de um tempo de 10 a 25 vezes maior do que o tempo de distração para voltar à tarefa anterior”, conta a jornalista norte-americana Brigid Schulte no livro Overwhelmed: How to Work, Love, and Play When No One Has the Time (em tradução livre, Sobrecarregado: Como Trabalhar, Amar e se Divertir Quando Ninguém Tem Tempo — editora Farrar, Straus and Giroux, 369 págs., R$ 55, sem edição no Brasil).

Conclusão: se você parar por 30 segundos para ler a mensagem do Facebook que acaba de saltar na tela do seu computador, levará mais cinco minutos para conseguir focar outra vez no que estava fazendo. Imagine, então, como seu cérebro vai à loucura com quase 80 interrupções do celular por dia. “Multitarefa não funciona. Estudos mostram que não dá para fazer bem duas coisas ao mesmo tempo. E as distrações atrapalham a capacidade do cérebro de filtrar informações irrelevantes”, conclui Schulte.

Só que essa tecnologia toda não trouxe apenas interrupções. Trouxe também disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana. “Eu não podia sair para beber com os amigos, porque a qualquer momento podia aparecer algum problema para resolver na agência. E eu precisava estar bem para trabalhar”, conta Gabriela. “Mas pelo menos não sofro tanto quanto minha supervisora: ela recebe mensagem dos chefes às 4 da manhã”, afirma.
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NÃO RECLAME, TRABALHE

Porém, não adianta jogar o peso do burnout apenas nos empregadores. Pare e pense: quantas vezes você contou a um amigo que andava trabalhando muito, mesmo quando não era tão verdade assim? Trabalhar, no século 21, virou sinônimo de status e poder. Andar apressado na rua, responder e-mails corporativos durante o almoço… tudo isso só pode ser coisa de um trabalhador exemplar. “A socióloga Marianne Cooper estudou a rotina de homens que trabalham a ponto de quase entrar em colapso, no Vale do Silício, e disse: ‘Existe essa coisa de que ele é o cara de verdade, trabalha 90 horas por semana, ou ele é preguiçoso, passa só 50 horas por semana no escritório’”, conta Schulte. Profissionais de sucesso, premiados, nunca param. E levam uma vida luxuosa: carros, viagens, apartamentos caros — compras e desejos que turbinam o cérebro de dopamina, a substância responsável pela sensação de bem-estar. “Chegar lá”, ao nível deles, depende de você. Quanto do seu tempo livre você está disposto a doar?

Tamanha devoção ao trabalho faz o lazer causar até mal-estar. “Lazer virou coisa vulgar. Algo quase errado”, diz Schulte. “Parece que há uma cultura que diz: ‘O mundo vai acabar se eu não estiver presente’. Meus pacientes trabalham mais do que precisam só para mostrar serviço. E não se dão conta de que vão adoecer, uma hora ou outra”, completa Ana Maria Rossi. E provavelmente sentirão mesmo o peso do excesso de horas trabalhadas: pesquisa do Instituto de Psicologia e Controle do Stress mostrou que o emprego é a terceira maior causa de estresse entre os brasileiros. No topo da lista estão as dificuldades nas relações interpessoais, seguidas de problemas financeiros. Para quem encara esses percalços, aliás, as horas extras nada têm a ver com status. Têm a ver com dinheiro e contas a pagar.

A vida fica mais cara a cada ano que passa — e os salários nem sempre acompanham esse aumento. A saída, então, é trabalhar duro para deixar as contas em dia. Fora isso, com a taxa de desemprego beirando os 14%, as pessoas têm medo de perder o cargo e não encontrar outra vaga. Aí vale tudo para manter o emprego — mesmo se isso custar horas de sono e lazer.

Não à toa, o brasileiro é um dos povos mais insatisfeitos com o tempo de descanso. Em pesquisa realizada pela consultoria GfK, com 27 mil pessoas de 22 países, somente os japoneses e os russos reclamaram menos do que nós sobre a questão: 28% dos brasileiros disseram que não estão felizes com o tempo de lazer disponível.
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RESPIRE FUNDO

Tirar uns dias de folga faz toda a diferença. Em um estudo feito na Nova Zelândia, os pesquisadores comprovaram que a produtividade de funcionários que acabam de voltar de férias melhora até 25% — e eles ainda entram em menos atritos com os colegas. Outra pesquisa, essa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, realizada ao longo de oito anos, mostrou que tirar férias diminui o risco de infarto. Os benefícios não envolvem apenas os funcionários, mas também as empresas.

Se na época de Henry Ford, quando os trabalhos eram mais mecânicos, o desempenho dos funcionários caía depois de oito horas, esse tempo de alta performance é ainda menor hoje em dia. Isso porque muitas funções exigem esforço mental, e não físico como antes. De acordo com estudos, os trabalhadores conseguem desempenhar bem suas atividades por apenas seis horas — depois disso, a produtividade despenca.

E o cansaço se reflete nos cofres das empresas. Além do risco de cometer erros, esses profissionais se sentem menos conectados à companhia. Segundo o Gallup, serviço de pesquisa de opinião, esses funcionários tendem a faltar mais e até a roubar dinheiro — só nos EUA, empregados desmotivados dão prejuízo de US$ 550 bilhões por ano.

Ainda assim, não dá para esperar seu chefe ler esta matéria, se convencer desses benefícios e reduzir sua jornada diária — ou aumentar seu salário para você contratar um ajudante para as tarefas domésticas. Mas dá para se preocupar e se distrair menos. Com o celular desligado e as notificações de redes sociais desativadas do computador, você provavelmente vai conseguir terminar mais rapidamente os afazeres — sem a necessidade de ficar até mais tarde no trabalho. Sobre a sua casa, as dicas de Brigid Schulte são simples: divida as tarefas e deixe de se preocupar tanto. Vale mesmo a pena se importar tanto com aquela sujeirinha no fogão? Só há um porém: para pessoas já tragadas pela síndrome de burnout, essa é uma missão quase impossível. Não há folga que resolva o problema delas.

Gabriela chorava todos os dias antes de ir trabalhar, Helloá perdia o sono ao se lembrar da rotina massacrante e do dia que viria. Ambas odiavam o trabalho. E, ainda assim, não era capazes de se desligar dele. Só conseguiriam encontrar uma solução com acompanhamento psiquiátrico. “Foi um alívio quando descobri que eu não era o problema, e sim que eu sofria de burnout”, conta Helloá, que lançou no Facebook a página Vencendo o Burnout.

As duas tiraram licenças extensas do trabalho e tomaram antidepressivos receitados por seus médicos. “Não existe um remédio só para tratar o burnout, mas há medicamentos que tratam alguns sintomas desse esgotamento. Se estiver com insônia, a gente dá um remédio para melhorar isso”, exemplifica o psiquiatra Emmanuel Kanter. “Aí vem a ajuda psicoterápica, que tenta fazer a pessoa parar de olhar apenas para a árvore e ver a floresta toda. Ou seja, há saídas, dá para mudar de trabalho, por exemplo”, conta.

Helloá trocou mesmo de emprego, depois de ficar um ano afastada — tempo suficiente para terminar a faculdade, descansar e voltar a sair com os amigos. Gabriela segue na mesma agência, mas aposta em um antigo hobby para relaxar: bordado. As duas aprenderam a lidar com a pressão do trabalho — e a respeitar o limite do corpo e as horas de lazer.

*O nome foi trocado para não identificar a entrevistada

Consequências do burnout

49% das pessoas com a síndrome desenvolvem depressão
92% dos afetados se sentem incapazes de trabalhar

O que sente quem tem burnout

97% relatam ter exaustão, sem condições físicas e emocionais para fazer qualquer coisa
91% sofrem com desesperança, solidão, raiva, impaciência

 

QUASE PRIMAS

Conheça os aspectos que diferenciam depressão e burnout

Burnout
É diagnosticado apenas quando o alto grau de estresse envolve o ambiente de trabalho. Pacientes com a síndrome se sentem exaustos, mas não conseguem descansar. Só pensam no trabalho, ainda que se sintam irritados com as suas funções e com os colegas.

Depressão
Não há explicação para a tristeza e o desânimo — podem vir de qualquer área da vida. Pessoas deprimidas, em geral, não têm força para fazer nada (nem trabalhar) e, por isso, tendem a se sentir culpadas.

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NA MIRA
Com que frequência as pessoas se sentem pressionadas no trabalho?

13% todos os dias
28% uma ou duas vezes por semana
26% uma ou duas vezes por mês
22% menos do que uma vez por mês
12% nunca

AUTOCOMBUSTÃO
Os motivos mais comuns para se sentir sob pressão (por ordem)

1. Volume de trabalho
2. Pressão por resultados
3. Mudança (e piora) na gestão
4. Estilo de gestão do chefe
5. Corte de gastos
6. Reestruturação da empresa
7. Insegurança no trabalho
8. Relação com o chefe
9. Dificuldades ou pressão na vida pessoal
10. Relacionamento com os colegas

 

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*Fonte: Chartered Institute of Personnel and Development (Reino Unido) / revistagalileu

Seu tipo de sangue pode aumentar sua chance de ter Alzheimer

O seu tipo de sangue pode influenciar sua saúde de diversas maneiras. Os cientistas já descobriram que, dependendo do tipo sanguíneo, você está mais predisposto a ter certas doenças cardíacas.

Agora, uma nova pesquisa, publicada no Boletim de Pesquisas Cerebrais, revelou que seu tipo sanguíneo pode também influenciar suas chances de desenvolver doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, aponta uma relação entre a quantidade de massa cinzenta (um tecido que forma parte do cérebro) e o tipo sanguíneo.

Os cientistas descobriram que pessoas com sangue tipo O têm mais matéria cinzenta do que aquelas com qualquer um dos outros três tipos (A, B e AB). Segundo os pesquisadores, quanto maior o volume de massa cinzenta, maior é a proteção do corpo contra doenças como o Alzheimer.

 

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*Fonte: superinteressante

Busque um tempo só para você. É uma questão de vida!

É preciso, é essencial na vida. É parte da existência. Sim o tempo nos espera para tê-lo só para nós. O tempo quer nos mostrar algumas coisas, que dar algumas respostas, mesmo que algumas não muito claras. Ele quer fazer perguntas. Ele quer ser amigo.

A vida se torna louca quando corremos contra o tempo. Quando precisamos pensar, agir, ir mais rápido, terminar, recomeçar.
O tempo cobra que a gente pare, que a gente respire um pouco mais devagar, que a gente esqueça todo o resto.

Como às vezes sentimos falta deste tempo. Só nosso, sem ninguém para nos cobrar nada, sem nos cobrarmos nada. Sem nos culparmos por não termos tempo para mais ninguém.

Durante o tempo em que ficamos dentro das nossas quatro paredes, observando nossos quadros mentais, revirando nossas coisas internas conseguimos avaliar a vida, organizar sentimentos, conseguimos aquietar o coração, chorar se for preciso, fazer planos deixados para trás, amar em silêncio.

Sem vozes alheias, sem opiniões, sem o barulho do que há lá fora. O tempo quer que estejamos de corpo e alma para nós. O tempo quer que descansamos, que nos aquietamos, que nenhuma voz além da que carregamos em nosso interior se manifeste.

O tempo quer que possamos assistir um filme qualquer sozinhos, que tomemos um banho de mar ou um drink sem ninguém por perto, que olhemos para o nada por certo período sem nenhuma interrupção.

Um momento para um sono, para uma caminhada, para ouvir uma música ou um CD inteiro. Que façamos algo que gostamos muito, sem que estejamos preocupados com o outro, devendo algo para o outro ou tendo que cumprir um prazo.
O tempo que tanto se fala é a vida, que em muitas situações quer tomar uma nova forma, mas estamos tão preocupados em dar conta, dar satisfações.

A vida está sempre pedindo um tempo. E parece tão difícil. A necessidade de ser para ontem o que poderia ser para amanhã.

É angústia, é indisciplina, é inquietação. É dor, é cansaço é desespero. Somos nós e o tempo, ou melhor, a vida, brigando. É um terminar e já começar de novo que estressa, que consome.

É o tempo pedindo tempo. E somos nós cobrando mais tempo. Sempre com medo de que não dê tempo de viver tudo, mesmo vivendo nada ou muito pouco do que que desejamos ou planejamos nos raros momentos em que tiramos um verdadeiro tempo para nós.

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*Fonte: osegredo/ Kênia Casagrande

Tipos de ansiedade mais comuns

A ansiedade é um dos grandes males do nosso tempo. Tanto é assim que já existem diversos tipos de ansiedade referenciados e continuam aparecendo classificações cada vez mais extensas. Não é pra menos se considerarmos que os tempos em que vivemos são, às vezes, muito exigentes, e o equilíbrio, tanto o próprio quanto o que temos com outras pessoas, é potencialmente dinâmico.

A ansiedade é uma das caras do medo. Mas diferente do medo propriamente dito, aqui não existe um estimulo específico que a provoque. O medo é normal quando se encara uma ameaça específica e percebemos que a nossa integridade pode estar em perigo. Mas a ansiedade é uma forma de medo que muitas vezes não tem uma causa definida, de modo que não é fácil intervir sobre a origem dessa ansiedade ou sobre os fatores que a tornam recorrente.

“O temor aguça os sentidos. A ansiedade os paralisa.”
-Kurt Goldstein-

Você percebe que a ansiedade está ao seu redor porque você se sente inquieto, inseguro ou preocupado com “alguma coisa” imprecisa ou por algo específico que não sabe como enfrentar. Como se você estivesse dentro de um avião em queda livre, mesmo que na verdade você esteja sentado na sala da sua casa assistindo televisão. Você sente uma inquietação interna que não o deixa em paz, que faz você se sentir agitado, irritado, desconfortável, mas não consegue identificar o porquê.

São vários os tipos de ansiedade frequente. Algumas pessoas preferem simplesmente chamá-las de “estresse” ou “preocupação”, mas se examinadas com lupa são formas de ansiedade muito fortes. O bom é que qualquer um desses tipos de ansiedade pode ser superado. Para conseguir isso a primeira coisa a fazer é procurar conhecê-los um pouco mais.

A ansiedade generalizada e a ansiedade social

O transtorno da ansiedade generalizada se define como um estado de preocupação constante, sem que exista uma razão específica para que isto aconteça. Precisa ter uma duração superior a 6 meses e, em geral, vem acompanhado de dificuldades para dormir, irritabilidade, problemas de concentração e fadiga geral.

Quais são os tipos de ansiedade?

A ansiedade social, por sua vez, é uma condição na qual uma pessoa vivencia medo ou angústia em todas aquelas situações onde precise interagir socialmente com os outros. Trocando em miúdos, a pessoa tem medo do contato com os outros. Grande parte desta ansiedade é antecipatória, isto é, acontece antes que o contato social temido aconteça.

Ambas as condições deterioram significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. São estados que não se curam por si só, com o passar do tempo, já que costumam ser retroalimentados com diferentes condutas de evasão. Não são momentos ruins, mas situações que requerem tratamento profissional.

Na maioria dos casos é suficiente uma terapia curta para que as emoções voltem a ficar sob controle. Em outras situações são necessárias intervenções mais longas, mas a probabilidade de superar essas condições, em todo caso, é muito alta.

Os transtornos obsessivos e o estresse pós-traumático

Os transtornos obsessivos são de vários tipos, mas todos têm em comum o fato de que existe uma ideia persistente e intrusiva que provoca temor e angústia. Então, por mais que a pessoa procure tirar essa ideia da cabeça, não consegue. Essas obsessões podem chegar a invadir a personalidade e provocar uma paralisia existencial.

Ajuda para enfrentar a ansiedade

O estresse pós-traumático é aquele estado de angústia que vem depois de viver uma experiência traumática. Manifesta-se como inquietude, dificuldade para dormir e, principalmente, com uma fantasia recorrente de que o acontecido irá se repetir novamente. Faz com que a pessoa se mantenha em estado de alerta e alimente a insegurança e o isolamento.

Em ambos os casos, e dependendo da severidade dos sintomas, existem diferentes formas de superar o problema. A prática de algum método de relaxamento pode contribuir significativamente para diminuir a ansiedade e aumentar a capacidade de concentração. Se estes métodos não forem eficazes, a terapia profissional é uma excelente alternativa, com grandes possibilidades de sucesso.

A agorafobia e hipocondria

A agorafobia se transformou em um dos tipos de ansiedade mais comuns atualmente. É um medo difuso e incerto de todas aquelas situações onde parece não haver escapatória, ou nas quais não existe a possibilidade de receber ajuda, se a pessoa sofrer um ataques de pânico. Em outras palavras, a pessoa pensa que pode vir a ter um ataque de pânico e que, em certas circunstâncias, não poderá escapar ou receber ajuda. De certo modo, é uma forma de medo do medo.

Como lidar com a ansiedade?

A cada dia é maior o número de consultas por agorafobia e quem dela padece sofre muito e sente grandes limitações para levar uma vida normal. Algo semelhante acontece com os hipocondríacos que interpretam de forma catastrófica qualquer sinal do seu corpo. Suspeitam que têm doenças graves e sentem que sua condição pode piorar a qualquer momento, sem que possam fazer qualquer coisa a respeito.

Em ambos casos é recomendável a prática de algum tipo de relaxamento. Estes contribuem para reduzir ou desativar o aumento da ansiedade e identificar melhor os sinais que o corpo manda. Também produzem um maior autocontrole. O exercício físico regular também ajuda neste sentido. Como em outros casos, se isto não for suficiente, a ajuda de um profissional sempre será a alternativa mais confiável.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Alimentos processados: os inimigos errados

No mundo da alimentação e da saúde, a palavra “processado” é praticamente um palavrão.

Publicitários, empresas e até autores costumam alertar sobre os perigos do processamento de alimentos, mas as pessoas sequer sabem o que isso realmente significa, e porque, na maioria das vezes, é uma coisa boa.

Definição

Segundo o Instituto de Tecnólogos de Alimentos dos EUA, o processamento de alimentos é simplesmente “a alteração de alimentos do estado em que são colhidos ou cultivados para melhor preservá-los e alimentar os consumidores”.

Isto pode incluir “lavar, moer, misturar, refrigerar, armazenar, aquecer, congelar, filtrar, fermentar, extrair, centrifugar, fritar, secar, concentrar, pressurizar, irradiar, colocar no micro-ondas e embalar”.

Só a partir desta explicação, já fica claro que os seres humanos começaram a processar alimentos pelo menos 790 mil anos atrás. Cozinhar carne de caça, inclusive, é mencionado pelos cientistas como um avanço inestimável para nossa evolução.

O cozimento queimou bactérias e fez a carne e os músculos mais facilmente mastigáveis e digeríveis, e é provável que graças a essa forma rudimentar de processamento que nosso cérebro cresceu tanto e se tornou tão grande.

Mecânico x químico

É claro, os “críticos” dos alimentos processados diriam que eles não se preocupam com os processados mecanicamente, apenas os processados quimicamente. Alimentos alterados em laboratório não são “alimentos naturais”, eles argumentam.

Essa diferenciação é muito simplificada. Por exemplo, o óleo de coco é tão “natural” quanto qualquer alimento hoje em dia, e é composto 82% de gordura saturada.

“Quão natural é um alimento é completamente irrelevante para o quão saudável ele é”, afirmou o Dr. Steven Novella, presidente da New England Skeptical Society. “Estamos fazendo com que as pessoas se concentrem na coisa errada, e eu acho que isso é altamente problemático”.

Stacey Nelson, gerente de nutrição clínica no Massachusetts General Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, concorda. “Ignore o marketing na frente do pacote, e vá diretamente à lista de ingredientes”.

Lá, juntamente com a leitura dos fatos nutricionais, você pode tomar uma decisão esclarecida sobre o que colocar no seu corpo. Alimentos com alto teor de açúcar, gordura saturada e sódio, mas com baixa fibra, proteína e minerais, você provavelmente deve comer menos.

Vantagens

O processamento pode ser uma força tanto para o bem quanto para o mal da nossa saúde.

Ele nos deu batatas fritas, refrigerantes, biscoitos e toda a porcaria disponível por aí, mas também concedeu a milhões de pessoas acesso a frutas e vegetais, uma vez que a preservação e o congelamento químicos permitem que eles sejam transportados por milhares de quilômetros.

Além disso, a pasteurização significa que as pessoas já não ficam doentes por beber leite. E adicionar vitaminas e minerais a produtos como pães e cereais contribuiu incontestavelmente para a saúde de todos.

“Se o enriquecimento e a fortificação não estivessem presentes, grandes porcentagens da população teriam ingestões inadequadas de vitaminas A, C, D, E, tiamina, folato, cálcio, magnésio e ferro”, a Sociedade Americana de Nutrição declarou recentemente.

Conclusão

O processamento de alimentos não é inerentemente bom ou ruim; é uma ferramenta. Olhando para o futuro, cientistas podem criar amidos que resistem à digestão e, portanto, possuem menos calorias. Também podem alterar a estrutura do sal para dar o mesmo sabor enquanto adiciona menos sódio aos alimentos. E podem utilizar novas tecnologias como radiação ionizante, processamento de alta pressão e processamento de campo elétrico pulsado para esterilizar alimentos, mantendo os nutrientes intactos.

Infelizmente, as grandes empresas de alimentos estão bem conscientes de que os consumidores valorizam o gosto acima de tudo, e podem prontamente projetar alimentos com um sedutor coquetel de sal, gordura e açúcar – os chamados alimentos “ultraprocessados” – que contribuem muito para a obesidade.

Mas isso não significa que devemos demonizar alimentos processados. Precisamos deles; dos certos. [RealClearScience]

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*Fonte: hypescience

 

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

“A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos.
Existem semáforos chamados Amigos.
Luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão.
Um potente motor chamado Amor.
Um bom seguro chamado FÉ.
Abundante combustível chamado Paciência.
Mas há um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS”

Tendo pensamentos negativos criamos em nosso mundo mental uma realidade que se materializa no nosso corpo.
Portanto, aquilo que pensamos, seja um pensamento positivo ou negativo, tem a capacidade de se materializar em nossas vidas. Achar que a causa dos nossos problemas está na crise econômica, na frente fria, no trânsito, na violência, no chefe, no marido ou na esposa pode ser um grande engano.

A principal causa dos nossos problemas e infortúnios está dentro de nós mesmos, nos nossos pensamentos e crenças. Essa é a opinião de Louise Hay, que é uma das maiores pensadoras norte-americanas da Nova Era e autora do livro Você pode curar sua vida. No Brasil, esse livro vendeu mais de um milhão de exemplares e ajudou a modificar a consciência de muita gente. Pessoas que, conduzidas por padrões mentais negativos, deixaram-se levar pelas doenças e sentimentos nocivos.

Louise Hay aponta a crítica, o ressentimento e, principalmente, a falta de amor próprio como os grandes causadores de enfermidades e todo o tipo de problemas em nossa vida. Criamos as doenças em nossa cabeça e o corpo funciona apenas como um reflexo dos pensamentos, crenças e sentimentos. Ou seja, por trás de uma doença existe sempre uma crença incorreta, como o use de frases como não sou bom o bastante, não vou conseguir, sou culpado e, portanto não mereço ser feliz, nada para mim dá certo e todos me perseguem. Se você não acredita na teoria de Louise, saiba que ela curou um câncer fazendo afirmações positivas, tratamentos alternativos e mudando sua forma de encarar a vida.

A seguir você vai conhecer o significado das principais partes do nosso corpo e identificar os padrões mentais causadores de doenças. No entanto, isso não dispensa, de forma alguma, o tratamento médico convencional. O ideal seria escolher um médico de sua confiança e, paralelamente ao tratamento, fazer uma análise profunda da forma como você vê e se comporta diante da vida.

Ao resgatar sua auto-estima e adotar pensamentos positivos e otimistas, você estará criando condições para que seu organismo reaja de forma mais rápida e favorável ao tratamento. Além de ajudar na recuperação mais rápida, você também prevenirá o aparecimento de doenças futuras e construirá uma vida mais alegre e próspera. Cada dor tem uma história.

Confira na lista a seguir o significado de cada enfermidade. Veja se o significado vale para você. Se não, fique em silêncio, concentre-se e pergunte para si mesmo: Que pensamentos criaram isso em mim? Alguns significados são até fáceis de serem detectados, outros estão em níveis tão profundos de nossa psique que se torna necessários uma ajuda externa. Uma vez identificadas às crenças incorretas, começa uma nova etapa: a superação das carências e medos, o fortalecimento do eu e a busca de uma nova filosofia de vida, mais positiva, alegre e confiante.

Acidentes: incapacidade de defender-se, rebelião contra a autoridade e crença na violência.

Alcoolismo: sentimento de futilidade, inadequação, culpa e auto-rejeição.

Alergias: negação de o próprio poder.

Anemia: falta de alegria, não se sentir bom o bastante e hesitante.

Ansiedade: falta de confiança no fluxo e no processo da vida.

Arteriosclerose: resistência, tensão, estreiteza mental e recusa em ver o bem.

Articulações: representam as mudanças de direção na vida e a facilidade desses movimentos.

Artrite: sentimento de falta de amor, crítica e ressentimento.

Asma: amor sufocante; incapacidade de respirar por si; choro reprimido.

Bursite: raiva reprimida e vontade de agredir alguém.

Câncer: mágoa profunda, ressentimento antigo, grande segredo; ódios.

Celulite: prisão a sofrimentos da primeira infância; dificuldade em avançar e medo de escolher a própria direção.

Colesterol: obstrução dos canais da alegria; medo de aceitar a alegria.

Desvios de coluna: incapacidade de fluir com o apoio da vida.

Infarto: abrir mão da alegria do coração em favor do dinheiro, posição, etc.

Dentes: indecisão duradoura; incapacidade de analisar idéias e tomar decisões.

Derrame: desistência; preferência pela morte à mudança; resistência e rejeição da vida.

Diabetes: tristeza profunda, amargura, grande necessidade de controlar.

Doenças crônicas: recusa em mudar, medo do futuro e insegurança.

Enxaqueca: medos sexuais, resistência ao fluxo da vida ou desagrado por ser impelido por alguém.

Gastrite: incerteza prolongada e sensação de condenação.

Garganta: criatividade sufocada, raiva engolida, incapacidade de expressão.

Gordura: proteção e super sensibilidade.

Gripe: abalo forte no sistema imunológico causado por choque emocional.

Insônia: medo; falta de confiança no processo da vida e culpa.

Labirintite: medo de não estar no controle.

Menopausa (problemas): medo de não ser mais desejada, de não ser boa o bastante.

Menstruação (problemas): rejeição da feminilidade e dos órgãos sexuais culpa.

Torcicolo: teimosia inflexível.

Tuberculose: definhamento por causa do egoísmo, possessividade, pensamentos cruéis e vontade de vingança.

Hipertensão: problemas emocionais não resolvidos.

Prisão de ventre: recusa em soltar velhas idéias; prisão no passado.

Reumatismo: sentimento de vítima, ressentimento, amargura crônica, falta de amor.

Sinusite: irritação com alguém próximo.

Úlceras: medo de não ser bom o bastante.

Varizes: excesso de trabalho e desencorajamento.

 

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*Fonte: resilienciamag

 

 

Distimia: o peso constante da tristeza

Todas as pessoas se sentem desanimadas em alguns momentos da vida. É normal que, ocasionalmente, nos sintamos tristes. Vivemos algumas situações, muitas vezes, necessárias para reagirmos e buscarmos novos caminhos na nossa vida ou para superarmos acontecimentos desagradáveis.

Agora imagine que esse desânimo está presente na sua vida por mais de dois anos. Não é difícil perceber o desconforto que pode experimentar alguém que se sente assim. É o que acontece quando a distimia aparece. Continue lendo para saber mais sobre ela!

“Estou muito triste e me sinto mais infeliz do que posso dizer, e não sei até onde cheguei … Não sei o que fazer ou o que pensar, mas desejo sair deste lugar … Eu sinto tanta tristeza!”
– Vincent Van Gogh –

O que é distimia?

A distimia surge quando uma pessoa fica deprimida por pelo menos dois anos. A observação pode ser feita por aqueles que sofrem desse transtorno ou ser percebida pelas pessoas ao seu redor. Mas, embora possam ser semelhantes, distimia não é o mesmo que depressão.

Nestes casos, pelo menos durante os últimos dois anos, não houve um período superior a dois meses no qual a pessoa não tenha tido pelo menos dois dos seguintes sintomas: perda ou aumento do apetite, insônia ou sonolência excessiva, falta de energia ou fadiga, baixa autoestima, dificuldade de concentração ou para tomar decisões, ou sentimentos de angústia e desespero.

Como podemos notar, é possível que as pessoas com distimia não tenham tantos sintomas e talvez não sejam tão intensos como naquelas com depressão. No entanto, existe um outro problema: é muito persistente e dura mais tempo. As pessoas com distimia estão sempre tristes e se não houver um tratamento psicológico adequado, pode se tornar um transtorno depressivo mais grave.

“A melancolia é uma tristeza, um desejo sem qualquer dor, parecido com a tristeza, da mesma forma que a névoa se assemelha à chuva”.
– Henry Wadsworth Longfellow –

Além disso, podem ocorrer outras psicopatologias e a terapia é necessária porque a distimia gera muita angústia no doente. Como resultado de tudo isso, a qualidade de vida dessas pessoas fica prejudicada, influenciando o seu sofrimento psicológico em diversas áreas de forma significativa.

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Com tudo o que dissemos até agora, você deve estar se perguntando… Distimia não é o mesmo que depressão? A resposta é não, embora seja verdade que elas tenham algumas características em comum, o que pode nos deixar confusos.

Na verdade, as pessoas com depressão também têm um humor deprimido na maior parte do dia e quase todos os dias. Isto também acontece na distimia, como o próprio doente ou as pessoas que convivem com ele podem perceber. A diferença é que para caracterizar uma depressão os sintomas devem persistir por pelo menos duas semanas, e na distimia devem estar presentes durante dois anos ou mais.

“E nessa hesitação entre coragem e agonia, cheio de dores que apenas suporto, você não ouve as gotas da minha tristeza caírem?”
– Ruben Dario –

Outros sintomas comuns seriam os problemas do sono, aumento ou perda de apetite (embora na depressão possa haver uma variação significativa de peso sem uma dieta especial para isso), fadiga (na depressão é uma perda persistente de energia) e dificuldade de concentração ou de tomar decisões (acompanhada por uma diminuição persistente na capacidade de pensar).

Como podemos ver, nas semelhanças existem algumas nuances que criam as diferenças. É preciso acrescentar que na depressão é notável a perda ou diminuição de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades da pessoa. Isto acontece todos os dias durante a maior parte do tempo. Mas, ainda há mais.

Também aparecem outros sintomas como a agitação ou retardo psicomotor, sentimentos de inutilidade ou culpa excessivos ou inadequados, pensamentos e ideias recorrentes de morte ou suicídio e, tentativas e planos para realizá-los. Tudo isso não vemos na distimia, somente na depressão. O que é comum em ambos os casos é o desgaste e o desconforto que causam naqueles que sofrem, o que destaca a necessidade de buscar ajuda para sair dessa situação.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Criança precisa de Micróbios, Não de Antibióticos, para desenvolver a Imunidade, dizem os cientistas.

Sim, é claro que é importante lavar as mãos. O problema é – no ocidente pelo menos – os pais decidiram levar à sério demais esse negócio de manter tudo limpo.

A nova ciência mostra que descartar os minúsculos organismos chamados de micróbios com nossos desinfetantes de mãos, sabonetes antibacterianos e doses exageradas de antibióticos está tendo um impacto profundamente negativo no sistema imunológico de nossos filhos, diz a microbiologista Marie-Claire Arrieta, co-autora de um livro chamado “Deixe-os comer sujeira: salvando nossos filhos de um mundo ultrapassado”.

Os especialistas acreditam que a limpeza exagerada está contribuindo para uma série de condições crônicas que vão desde alergias a obesidade.

Marie-Claire Arrieta explica que quando nascemos, não temos micróbios. Nosso sistema imunológico está subdesenvolvido. Mas assim que os micróbios entram em ação, eles ativam o nosso sistema imunológico para funcionar corretamente. Sem micróbios, nosso sistema imunológico não pode combater bem as infecções.

A hipótese do excesso de higiene pode explicar por que as alergias, bem como a obesidade e a doença inflamatória do intestino e mesmo o autismo, são doenças que estão em ascensão.

A explicação, contudo, não é apenas genética, de acordo com Marie-Claire Arrieta. Ela diz que nossos genes simplesmente não mudam tão rápido. A pesquisa está mostrando consistentemente que a falta de exposição aos micróbios está colaborando com a ascensão destas doenças. Os cientistas consideram que esta exposição no início de nossas vidas é necessária para que nossos sistemas imunológicos sejam treinados adequadamente e, eventualmente, possam evitar o desenvolvimento dessas doenças.

Evidências epidemiológicas mostram que as crianças que estão crescendo em um ambiente rural têm menos chance de desenvolver asma. Claro que você não pode simplesmente pegar suas coisas e ir morar numa fazenda. Mas o que isso sugere é que viver em um ambiente menos limpo é realmente melhor.

A mesma lógica se aplica para o benefīcio de quem tem um animal de estimação, especificamente um cão. Estudos também mostraram que limpar tudo que entra na boca do bebê aumenta suas chances de asma. A incidência de asma diminui se a chupeta é limpa na boca dos pais.

A higiene é crucial para a nossa saúde, claro. Não devemos parar de lavar as mãos. Mas devemos fazer isto na hora que seja eficaz para a prevenção de doenças, ou seja: antes de comer e depois de usar o banheiro.

Qualquer outra vez, não é necessário. Então, se seu filho estiver no quintal brincando com terra, você não precisa remover essa sujeira, avisam os cientistas.

Deve haver um equilíbrio entre prevenir a infecção, que ainda é uma ameaça real na sociedade, mas também promover esta exposição microbiana que, para os estudiosos, é saudável.

Este texto é uma tradução livre da entrevista em inglês feita pelo blogueiro Brandie Weikle (editor do site thenewfamily.com). A íntegra em inglês pode ser lida aqui: “Children need microbes — not antibiotics — to develop immunity, scientists say”

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*Fonte: saudecuriosa

Beber mais café pode diminuir o risco de morte

Dois grandes estudos encontraram uma ligação entre quem bebe mais café vive mais tempo. Como sempre, porém, ainda não há evidências suficientes para apoiar definitivamente essa conclusão.

Os estudos foram publicados nos Annals of Internal Medicine. Um deles fez o teste com 520 mil pessoas, e os outros 185 mil. Ambos são números bastante impressionantes.

Conduzido pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e Imperial College London, o primeiro estudo descobriu que aqueles que bebiam café (incluindo descafeinado) apresentavam menor risco de morte. Este estudo foi feito em 10 países europeus, e foi o maior do gênero.

Três ou mais copos por dia pareciam obter o maior benefício neste estudo. Os diferentes países permitiram aos pesquisadores avaliar as diferenças entre os países onde o consumo de café varia, do café expresso na Itália ao cappuccino no Reino Unido.

“Descobrimos que um maior consumo de café foi associado a um menor risco de morte por qualquer causa, e especificamente para doenças circulatórias e doenças digestivas”, disse o autor principal, Dr. Marc Gunter, do IARC em um comunicado .

“Esses resultados foram semelhantes em todos os 10 países europeus. Nosso estudo também oferece informações importantes sobre os possíveis mecanismos para os efeitos benéficos do café para a saúde”.

Usando os dados obtido na pesquisa, os pesquisadores descobriram que as pessoas que bebiam uma xícara de café por dia eram 12% menos propensas a morrer. Duas a três xícaras aumentaram isso para 18%.

“O café contém muitos antioxidantes e compostos fenólicos que desempenham um papel importante na prevenção do câncer”, afirmou a autora principal Veronica Setiawan em um comunicado .

Agora, compreensivelmente, esses estudos vão causar alguma controvérsia. Os pesquisadores não conseguiram explicar por que o café oferece esses benefícios percebidos, nem uma relação causal pode ser identificada. Pode ser que as pessoas mais saudáveis ​​bebem mais café, por exemplo.

 

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*Fonte: engenhariae

 

Más notícias para quem curte tomar água com gás

Muitas pessoas acham que deixar de lado o hábito de tomar refrigerante é uma boa escolha – e é mesmo. A questão é que tem gente por aí substituindo uma bebida gaseificada por outra, afinal a lógica de que água com gás não faz mal, afinal estamos falando de água, parece bastante sensata, não é mesmo? Bem… Nem tanto.

Infelizmente, tomar água com gás parece não ser uma escolha saudável, ao contrário do que pode parecer. A água gaseificada é feita com dióxido de carbono sob pressão, e isso faz mal aos dentes e, para piorar, pode contribuir para o ganho de peso de algumas pessoas.

De acordo com o dentista Adam Thorne, de Londres, o problema é que a maioria das pessoas não sabe que a água com gás é extremamente ácida, e que as suas bolhas são ótimas em corroer o esmalte dos nossos dentes – em longo prazo, isso deixa nossa dentição fraca e amarelada.
Há controvérsias

Já para Edmond R. Hewlett, da American Dental Association, o que torna uma água ácida é a adição de sabores: “é o sabor e não a carbonatação que diminui o PH (e aumenta a acidez) a um nível que potencialmente pode corroer o esmalte dentário”, disse ele, em declaração publicada no The Sun.

Segundo Hewlett, há estudos que comprovam que águas gaseificadas sem sabor, assim como a água normal, têm um potencial erosivo muito baixo, não representando risco para o esmalte dos dentes.

Ainda assim, já é comprovado que a água com gás pode nos tornar mais gordinhos, mesmo que ela não tenha calorias. Isso acontece porque o dióxido de carbono presente na bebida pode nos causar a sensação de fome, e acabamos comendo mais do que comeríamos se tivéssemos ingerido uma água normal, sem gás.

Nessa mesma pesquisa ficou comprovado que a água gaseificada aumenta os níveis do hormônio grelina, que nos causa fome – e não estamos falando de pouca coisa, não, mas de um aumento que chega a até seis vezes.

 

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*Fonte: megacurioso

9 dicas para sobrecarregar seus níveis de dopamina e nunca se sentir triste, estressado ou deprimido

Nosso cérebro libera um neurotransmissor, a dopamina, que é crucial para inúmeras funções corporais essenciais como:

– Regulação do movimento
– Controle dos sistemas de prazer e recompensa no cérebro
– Funções cognitivas (conhecimento, atenção, memória, tomada de decisão, avaliação, resolução de problemas)
– Regulação da secreção de prolactina

Uma vez que é extremamente importante para o nosso bem-estar e felicidade, os níveis reduzidos de dopamina levam a vários problemas de saúde, tais como depressão, tristeza, negatividade e problemas emocionais.

Felizmente, existem 10 maneiras eficazes de aumentar os níveis de dopamina no corpo, sem usar medicamentos:

 

1. Exercício

O exercício de todos os tipos eleva os níveis de dopamina, serotonina e endorfina. Exercício regular fornece felicidade, fortalece o corpo, reduz o estresse.

 

2. Evite as Dependências

Álcool, drogas, jogos de azar, e até mesmo fazer compras , podem proporcionar um prazer imediato, mas não é uma solução permanente. As adições apenas satisfazem temporariamente nossas necessidades. Além disso, os vícios alteram nosso estilo de vida em favor da fonte do vício, e é um ciclo perverso. Portanto, você deve tentar diminuir o risco de desenvolver vícios, aproveitar a vida e encontrar coisas que proporcionam maior calma e felicidade. Além disso, é de grande importância trabalhar com o que você gosta.

 

3. Desintoxicação

Certifique-se de desintoxicar regularmente o seu sistema, como o acúmulo de toxinas e bactérias no organismo impede a produção de dopamina e enfraquece a imunidade.

A desintoxicação pode ser feita simplesmente através de exercícios e uma alimentação balançeada.

 

4. Aumentar a tirosina

A tirosina é um dos 22 aminoácidos essenciais utilizados para a criação de proteínas. É realmente o químico mais importante para a produção de dopamina.

Além da dopamina, também tem potencial para elevar os níveis de norepinefrina. A fim de aumentar seus níveis no corpo, você deve consumir o chá verde , a melancia, as amêndoas, as bananas, os abacates , e chocolate escuro.

 

5. Música

Níveis de dopamina também são aumentados através de música, embora por curto prazo. Portanto, use a música como uma forma comum de aumentar os níveis de dopamina. Além disso tocar um instrumento torna você mais esperto (a ciência revela).

 

6. Organize sua vida

Os níveis de dopamina são aumentados pela execução organizada de pequenas tarefas diárias, mesmo que sejam difíceis às vezes. Você deve escrever suas tarefas em um pedaço de papel, e verificá-las. Desta forma, você ficará satisfeito ao observar que concluiu cada tarefa.

Os Princípios de Autogestão afirmam que se uma tarefa representa uma mudança de 25% (ou maior) na rotina, você se sentirá incapaz de terminá-la e, muitas vezes, acabará como uma auto-sabotagem ou desistência.

Se a tarefa mudar 10% de sua rotina, você conseguirá completá-la. Portanto, as tarefas podem representar entre 10 e 25% de novos comportamentos, a fim de desafiar você a tentar coisas novas e desafiadoras sem desistir.

 

7. Criatividade

Os níveis de dopamina no cérebro também são elevados por atividade criativa. Isso também irá mantê-lo focado. Você não precisa se tornar um artista mundialmente conhecido, mas tente dançar, cantar, escrever, esculpir, pintar, desenhar, cozinhar, tricô, fazer artesanato e reparação automóvel, e você vai se sentir muito melhor imediatamente.

 

8. Suplementação

Os níveis de dopamina também podem ser aumentados através de suplementação, tais como:

A curcumina, o ingrediente ativo da cúrcuma, aumenta efetivamente a dopamina no cérebro.
Ginkgo Biloba tem um potencial para aumentar os níveis de dopamina também.
Acetil-l-tirosina é um bloco de construção de dopamina, por isso uma dose saudável de que apoia a produção de dopamina no cérebro.
L-teanina aumenta numerosos neurotransmissores no cérebro, incluindo a dopamina. O chá verde é uma fonte rica de l-teanina.

Nota: consulte um médico antes de usar qualquer uma das substâncias acima

 

9. Meditação

A meditação aumenta os níveis de dopamina de uma forma diferente que os exercícios. Melhora o seu humor, cria energia mental e relaxa a mente. Meditação é uma maneira eficiente de reduzir o estresse diariamente. Estudos em Harvard MRI provaram que a meditação literalmente reconstrói sua matéria cinza do cérebro em 8 semanas!

 

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*Fonte: enigmasdouniverso

 

7 hábitos de alimentação que mantêm os japoneses magros e todos deveriam seguir

Além de serem conhecidos pela longevidade, os japoneses estão entre os cidadãos mais magros do mundo. Entre a população adulta, o índice de obesidade é de apenas 3,7%, considerado o mais baixo dos países desenvolvidos. Conheça os hábitos alimentares que mantêm os japoneses magros e que todos deveriam seguir:

 

Hábitos saudáveis dos japoneses

1. Os japoneses prezam pelo equilíbrio na hora de montar seus pratos garantindo refeições de alto valor nutricional. A dieta normalmente é baseada na combinação de vegetais, fontes de fibras e antioxidantes que trazem saciedade, regularização do intestino e proteção celular, arroz, rico em carboidratos que dão energia, além de peixes e soja, proteínas de boa qualidade.

2. O cardápio dos japoneses também é bastante variado, com preparações diversificadas, através de alimentos cozidos, ensopados, refogados, fritos, no vapor e cru, além de quantidades generosas e diferentes de frutas, legumes e verduras.

3. Culturalmente, adotam a moderação com uma técnica chamada hara hachi bunme, que consiste em parar de comer quando estiver 80% satisfeito e não até ficar com a barriga estufada. O hábito ajuda a evitar exageros porque, segundo estudos, o cérebro demora cerca de 20 minutos para registrar saciedade.

4. Os japoneses também comem menos ao servir seus alimentos em pequenas porções, garantindo não somente pratos visualmente mais harmoniosos, como também uma ingestão de comidas em menores quantidades.

5. A hora da refeição é encarada como uma verdadeira experiência alimentar: as refeições devem ser coloridas e agradáveis para proporcionar um momento de prazer e não somente de saciedade plena.

6. O Japão também é conhecido por praticamente banir pães e apostar no arroz cozido no vapor, até mesmo no café da manhã. Então, além das baixas taxas de obesidade, o país também apresenta níveis reduzidos de problemas de saúde relacionados à farinha branca e glúten, como alergias, por exemplo.

7. Apesar de criarem doces visualmente deslumbrantes, os japoneses raramente consomem opções como bolos, sorvetes e tortas como sobremesa. Depois das refeições, normalmente consomem frutas frescas, reservando o açúcar apenas para ocasiões especiais.

 

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*Fonte: vix

Dormir após o almoço faz bem à saúde

Principalmente na Espanha há uma prática comum para muitas pessoas após o almoço: a chamada sesta, que consiste em um cochilo. Na capital, Madri, é corriqueiro encontrar numerosas lojas fechadas no início da tarde em lugares movimentados, teoricamente em um momento de grande proveito comercial para os empresários. Mesmo assim, alguns lojistas preferem fechar seus estabelecimentos por um motivo muito simples: dormir.

O que parece estranho aos nossos olhos é uma prática saudável e que deveria ser seguida por todas as pessoas. Dormir após o almoço não é sinônimo de preguiça ou falta do que fazer, mas sim uma recomendação médica capaz de melhorar o desempenho nas atividades durante os períodos vespertino e noturno e, consequentemente, trazer mais saúde.

O especialista em sono Maurício Bagnato explica que a sesta não é um capricho, mas sim uma necessidade fisiológica. “O cochilo depois do almoço é muito bom para o corpo porque a temperatura abaixa após o sono. Ele precisa ter duração máxima de meia hora e dá uma boa restaurada. Isso faz parte do ser humano. O corpo pede esse descanso”, afirma o especialista.

Algumas empresas já oferecem salas de descanso para que os funcionários possam tirar um cochilo após o almoço. Contudo, essa prática ainda é rara no meio empresarial brasileiro. No setor comercial, há o mesmo problema. Vendedores e balconistas precisariam descansar após a refeição para desempenhar melhor seus papéis, mas isso não acontece nem com os patrões, que, diferentemente de muitos colegas espanhóis, não tiram um momento para adaptar o corpo ao dia corrido e estressante.

Estudos mostram que os profissionais que têm um período de descanso depois do almoço, mesmo que não seja um sono profundo, possuem maior propensão a apresentar produtividade superior do que os demais companheiros que não investem tempo no descanso durante o expediente.

O otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali, compartilha dessa opinião e acrescenta que o cochilo após o almoço faz parte do ciclo normal de sonolência do ser humano. Contudo, os homens, ao longo da história, passaram a dar cada vez menos importância a essa relevante característica fisiológica. “É algo muito positivo pelo ciclo de vigília e sono das pessoas. Após o almoço, a gente tem um pico de sonolência, e uma soneca de meia hora é reparadora”, diz.

Deve-se prestar atenção, contudo, no exagero de sono no período vespertino. Em casos de indivíduos com tendência muito forte a sentir sonolência no trabalho ou em alunos, após a aula matutina, a principal causa é a ausência de sono suficiente durante a noite. Dormir mais de meia hora à tarde é um sintoma de que algo não vai bem no sono noturno.

 

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*Fonte: minhavida

Respiração profunda: uma forma simples de melhorar sua vida

A respiração profunda nos ajuda a acalmar a agitação, o estresse e a ansiedade. Respirar bem para viver melhor é um princípio de bem-estar físico e mental que exige nossa atenção entre a pressa e as pressões com as quais convivemos todos os dias. Por sua vez, e igualmente interessante, esse tipo de respiração permite que nos conectemos muito melhor com nós mesmos, com as nossas necessidades de vida…

São muitas as culturas que veem no processo de respiração algo mais do que esse ato aparentemente involuntário que garante a nossa sobrevivência e no qual não prestamos atenção. Muitos de nós fazemos parte desse mundo hiperventilado e de repente, quando sentimos a necessidade ou a curiosidade de praticar ioga, Mindfulness ou Tai-Chi, tomamos consciência de que respirar é mais do que simplesmente tomar ar para depois expulsá-lo de novo.

 

“A cada momento tenho que lembrar a mim mesma de que tenho que continuar respirando, de que o coração deve continuar palpitando…”
-Emily Brontë-

 

Nesse processo rítmico de expansão e contração, a respiração representa também essa polaridade constante que vemos na natureza, como o dia e a noite, como a vigília e o sono, como a calma e a tormenta, o inverno e a primavera… É um ciclo que tem diretrizes e seus momentos, sua música interior e seus incríveis benefícios se for feito corretamente.

A maioria de nós respira rápido e de modo superficial, não utilizando a plena capacidade dos nossos pulmões. Em um estado normal, respiramos entre 17 ou 18 vezes por minuto. No entanto, quando sofremos ansiedade ou estresse, o número dessa frequência respiratória dispara, podendo alcançar até mesmo as 30 respirações. Isso é um risco. É como viver com uma espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça, gerando um desequilíbrio progressivo que vai afetar a nossa pressão arterial, nosso sistema imunológico, nossos músculos e até mesmo as nossas mentes.

No entanto, algo tão simples como “respirar fundo” e fazer isso com controle gera um benefício sistêmico, equilibrando vários processos e proporcionando uma via de saída a muitas dessas emoções negativas que afligem o nosso dia a dia.

 

E se aprendemos a respirar bem para viver melhor?

 

Respiração profunda, mas pausada

Existe um dado muito importante que merece pelo menos uma reflexão: a respiração é uma das poucas funções corporais que fazemos tanto de forma voluntária quanto involuntária. É uma grande oportunidade de controle sobre o nosso corpo, melhorando a nossa qualidade de vida, se conseguirmos exercer esse controle de forma inteligente.

Pense que uma respiração voluntária e consciente pode influenciar a forma como respiramos quando o fazemos de forma automática. Desta forma, melhoramos a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco, a circulação, a digestão, e muitas outras funções corporais.

É muito possível que algum de nossos leitores se pergunte se existe alguma evidência científica de que a respiração profunda seja realmente tão positiva e benéfica como as culturas orientais nos explicam. Cabe-nos informar que o que nos dizem diversos estudos, como o publicado na revista científica “Harvard Health“, é que o que mais beneficia o nosso corpo é uma respiração lenta.

Quando respiramos fundo, mas acima de tudo com lentidão, conseguimos fazer com que o oxigênio chegue verdadeiramente até às células e que o nível de CO2 no sangue não baixe. Por sua vez, os cientistas também chegaram à conclusão de que o tipo de respiração que mais nos beneficia é a respiração diafragmática: aquela em que pegamos o ar em profundidade, deixando que ele entre pelo nariz e chegue completamente nos pulmões, ao elevar a parte inferior do nosso abdômen.

 

Benefícios da respiração profunda

Todo mundo, em algum momento de sua vida, já ouviu a famosa frase “não é nada, respira fundo”. É como um feitiço, como uma palavra mágica que assim que é colocada em prática, nos gera um bem-estar geral, um alívio quase imediato que acalma o corpo e reorganiza a mente. Essa estratégia teria muito mais benefícios se nos acostumarmos a praticá-la diariamente, de forma que se transforme em um hábito.

Estas seriam algumas mudanças que começaríamos a notar:

Melhoraria o metabolismo celular do nosso corpo.
Controlaríamos melhor o estresse e a ansiedade.
Dormiríamos melhor.
A digestões seriam menos pesadas.
Sentiríamos menos dor muscular, menos dores de cabeça e enxaquecas.
Nos concentraríamos melhor nas nossas tarefas.
Melhoraria a nossa postura e teríamos menos dores nas costas.
Aprenderíamos a estar mais centrados no “aqui e agora”.

 

Aprender a praticar a respiração profunda

Assim como afirmamos no início, as pessoas respiram em média entre 16 e 17 vezes por minuto. O nosso objetivo com a respiração profunda é respirar 10 vezes em um minuto. É claro que não conseguiremos isso com a primeira sessão, mas aos poucos e dia após dia vamos chegar a essa conquista, que sem dúvidas vai transformar o nosso bem-estar.

 

“Viver não consiste apenas em respirar, é muito mais…”
-Mao Zedong-

 

Aprenda como você pode conseguir fazer isso.

Em primeiro lugar, procure um lugar confortável para se sentar e que lhe permita manter as costas retas. Sua roupa deve ser confortável, deixando a região da cintura e do abdômen livre, sem a clássica pressão das calças jeans ou dos cintos.

Coloque seu peito para frente, relaxe os ombros e descanse o olhar.
Agora coloque uma mão sobre seu peito e a outra no abdômen.
Inspire de forma lenta e profunda ao longo de 4 segundos.
Quando fizer isso, você deve perceber como a mão que está no abdômen se eleva muito mais do que a mão que está sobre o peito.
Retenha esse ar durante 5 segundos para depois expirar de forma sonora ao longo de 7 segundos.

Comece com esse ritmo, e à medida que pegar o controle, você pode ir ajustando os tempos para conseguir uma média de 10 respirações em um minuto. Aos poucos você vai perceber benefícios notáveis na sua saúde física e uma calma mental adequada para enfrentar melhor o dia a dia.

Comece a experimentar hoje mesmo.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

O propósito da diarreia é muito mais complicado do que pensávamos

Um dos aspectos mais desordenados da vida humana é a diarreia. Durante séculos, ela confundiu cientistas sobre o motivo exato pelo qual precisamos encará-la.

Embora faça sentido que o seu propósito seja o de livrar nosso organismo das infecções o mais rápido possível, existe uma surpreendente falta de evidências biológicas que respaldem essa suposição. Agora, pesquisadores se aproximam da ciência da diarreia para descobrir que, ao tentar evitá-la, talvez causemos mais mal do que bem ao nosso corpo.

“A hipótese de que a diarreia limpa os agentes patogênicos intestinais tem sido debatida há séculos”, diz um dos cientistas, Jerrold Turner, do hospital Brigham and Women’s, em Boston.

“Seu impacto na progressão das infecções intestinais permanece mal compreendido. Buscamos definir o papel da diarreia e verificar se a prevenção pode atrasar a limpeza de agentes patogênicos e prolongar a doença”.

 

Papel da água

Turner e sua equipe se interessaram por um aspecto-chave na experiência da diarréia: como é que toda aquela água se transporta pela parede do intestino até o produto final?

A partir de modelos de ratos com “diarréia do viajante” – o tipo causado por infecções bacterianas – pesquisadores examinaram o revestimento intestinal desses animais para descobrir como grandes quantidades de água se tornam capazes de passar e facilitar a diarreia.

Os ratos foram infectados com Citrobacter rodentium, equivalente a um infectado por E. coli.

A equipe descobriu que, como resposta à infecção, células imunes começaram a gravitar em direção à parede intestinal, o que desencadeou a produção de um a proteína chamada interleucina-22.

A interleucina-22 se fundiu com células no revestimento intestinal e as levou a produzir uma segunda proteína, chamada claudin-2.

O trabalho desta proteína é coordenar-se com as células para formar grandes aberturas na parede do intestino, de modo que começa a fluir mais água do que o normal.

Tudo isso aconteceu dentro de apenas dois dias de infecção bacteriana – muito antes de inflamação e danos nos tecidos começarem a denunciar a infecção.

A atividade da claudin-2 já foi observada em seres humanos antes, mas estes são os primeiros sinais da interação entre ela e a interleucina-22 no caso de uma infecção bacteriana.

Isso sugere que, apesar de a diarreia possa parecer um pesadelo, não tê-la pode ser um destino ainda pior.

No desenho abaixo é possível verificar a interação entre interleucina-22 (esfera azul) e claudin-2 para combater a bactéria C rodentium:

Não é apenas pelo mecanismo da diarreia a torna mais complexa do que presumimos – temos, também, o costume de julgar mal o fato de que ela interage com as bactérias para que, em conjunto, possam combater a infecção.

A equipe descobriu essas evidências observando três tipos de ratos – um que foi projetado para superproduzir a claudin-2, outro cuja capacidade de produzir claudin-2 foi bloqueada (chamados camundongos de nocaute ao claudin-2) e um grupo controle.

Como esperado, o grupo de controle teve diarreia em resposta à infecção, enquanto superprodutor de claudin-2 teve diarréia o tempo todo.

Nenhum, porém, sofreu tanto quanto os camundongos de nocaute.

Apesar de serem os únicos a evitar um ataque desordenado de fezes, eles experimentaram sintomas da infecção muito mais severos do que os outros, e levaram muito mais tempo para que seus sistemas imunológicos eliminassem a bactéria.

“Seu sistema imunológico quase enlouqueceu tentando limpar essa infecção, mas não conseguia”, disse Turner à Gizmodo.

Nos primeiros estágios da infecção, os ratos de nocaute experimentaram danos nos tecidos muito maiores do que os outros dois grupos e maior proliferação das bactérias nocivas.

E aqui está o ponto: eles acabaram enfrentando uma diarreia terrível mesmo assim.
Procedimento e resultados

No 11º dia de infecção, a diarreia finalmente teve início, e permaneceu “significativamente maior” do que os outros dois grupos até o dia 21.

Os pesquisadores sugerem que, se o corpo não for capaz de produzir diarreia para libertar a infecção – facilitada pela atividade da interleucina-22 e da claudina-2 – começará a quebrar o próprio revestimento intestinal para forçar a água a descer.

É importante notar que o experimento até agora só foi realizado em ratos. Então, até ser verificado em seres humanos, é muito cedo para dizer que o mesmo processo ocorre em nossos corpos.

Mas os humanos produzem proteína interleucina-22, então ela pode ser responsável por desencadear a produção de diarreia em nós também.

E o que esta pesquisa mostra é que qualquer medicamento destinado a bloquear a atividade do organismo ou a claudin-2 poderia causar mais mal do que bem – temos subestimado o quão importante isso poderia ser na prevenção de infecções mais graves e prolongadas.

“As pessoas estão recorrendo a remédios para prevenir a diarreia. Mas essa pesquisa nos diz que é preciso ter cuidado com isso”, disse Turner ao Gizmodo. “No caso desse agente patogênico, se você bloqueá-lo, a infecção pode ficar muito pior”.

A pesquisa foi publicada na Cell Host e Microbe. [ScienceAlert]

 

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*Fonte: hypescience / Carolina Goetten