Seis minutos de exercícios físicos intensos podem retardar o início do Alzheimer, diz estudo

Se os exercícios físicos regulares são capazes de proteger o corpo dos efeitos nocivos do envelhecimento de modo geral, seus benefícios naturalmente são também sentidos por nosso cérebro, sendo capazes de até mesmo retardar o surgimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. É esta a conclusão de estudo realizado por cientistas neozelandeses e publicado na revista The Journal of Physiology, confirmando que períodos curtos e intensos de exercícios – como andar de bicicleta – protegem o cérebro de perdas cognitivas provocadas pela passagem do tempo, e prolongam sua vida útil.

O segredo está na produção de uma proteína chamada “Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro” (BDNF), ligada diretamente à formação do cérebro, ao aprendizado e à memória, que é estimulada pelos exercícios. De acordo com o estudo, a BDNF auxilia na capacidade do órgão de formar novas conexões e na sobrevivência dos neurônios: os exercícios breves e intensos são justamente a maneira mais eficaz de estimular e ampliar a produção da proteína.

“A BDNF tem se mostrado muito promissora em modelos animais, mas as intervenções farmacêuticas até agora falharam em aproveitar com segurança o poder protetor da proteína em humanos”, afirmou Travis Gibbons, cientista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, e principal autor do estudo. “Vimos a necessidade de explorar métodos não farmacológicos para aumentar naturalmente a BDNF e ajudar no envelhecimento saudável”, explicou.

O trabalho contou com seis homens e seis mulheres entre 18 e 56 anos, e também avaliou a influência do jejum na produção de BNDF, combinado às variações de intensidades exercícios, como após períodos de 20 horas de jejum, após exercícios leves (90 minutos de ciclismo de baixa intensidade), exercícios de alta intensidade (seis minutos de ciclismo intenso) e com jejum e exercícios combinados.

De acordo com os resultados, os esforços curtos e vigorosos foram os mais eficazes, aumentando a produção da proteína em quatro a cinco vezes comparado ao jejum ou ao exercício leve e prolongado.

Segundo o autor, ainda que as causas dessas variações não sejam conhecidas e novas pesquisas se façam necessárias, a explicação pode estar na relação com o metabolismo da glicose, ou no aumento do número de plaquetas, mais influenciado pelo exercício.

“Estamos curiosos para saber se o exercício intenso no início de um jejum acelera os efeitos benéficos dele. Jejum e exercícios raramente são estudados juntos. Achamos que o jejum e o exercício podem ser usados em conjunto para otimizar a produção de BDNF no cérebro humano”, concluiu Gibbons.

*Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Andar 5 MINUTOS a cada meia hora sentado evita risco de doenças

Uma pesquisa recém-publicada pela ONG Mayo Clinic reforça a importância de realizar exercícios após longos períodos com o corpo em repouso. Segundo estudos da instituição, cumprir cinco minutos de caminhada a cada 30 minutos sentado evita o risco de maiores complicações ao organismo, incluindo doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial, câncer e outros problemas de saúde.

O projeto se baseou em diversos testes planejados para intervalos distintos entre os exercícios e os momentos de repouso. Para isso, Keith Diaz, professor associado de medicina comportamental na Columbia University Vagelos College of Physicians and Surgeons e coautor da pesquisa, dividiu um grupo de 11 adultos voluntários em cinco baterias distintas: um minuto de caminhada a cada 30 minutos sentado, um minuto após 60 minutos, cinco minutos a cada 30 minutos, cinco minutos a cada 60 minutos e a ausência total de períodos de caminhada.

Cada participante — todos na faixa de 40 a 60 anos e sem sintomas de diabetes ou hipertensão — se sentou em uma cadeira ergonômica por um total de 8h e podiam utilizar esse tempo para ler, trabalhar em um computador pessoal e utilizar telefone, enquanto eram regularmente alimentados e hidratados. Nesse tempo, eles se levantavam apenas para ir ao banheiro ou caminhas por prazos determinados em uma esteira próxima à mesa de escritório.

Dos intervalos estipulados pelo projeto, apenas um resultou em conclusões mais efetivas para a manutenção da saúde do indivíduo: cinco minutos a cada 30 minutos sentado. Esse regime reduziu significativamente a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue em quase 60%, bem como afetou a resposta a grandes refeições. “Se não tivéssemos comparado várias opções e variado a frequência e a duração do exercício, só poderíamos fornecer às pessoas nossos melhores palpites sobre a rotina ideal”, comenta Diaz.

Em relação aos outros períodos, caminhar um minuto a cada 30 minutos resultou em benefícios modestos para os níveis de açúcar no sangue, enquanto um ou cinco minutos a cada 60 minutos sentado não trouxe vantagens nesse aspecto. Já os níveis de pressão arterial apresentaram reduções entre 4 a 5 milímetros de mercúrio (mmHg) em todos os intervalos com caminhada. “Esta é uma redução considerável, comparável à redução que você esperaria de se exercitar diariamente por seis meses”, completa o autor do projeto.

Exercícios também melhoram o humor
A Mayo Clinic também determinou que os exercícios após um tempo de repouso do corpo podem melhorar questões envolvendo fadiga e humor. Isso significa que pessoas que praticam tais rotinas tendem a repetir esses comportamentos pelo simples fato deles fazerem bem e construírem hábitos agradáveis. Níveis de cognição não apresentaram nenhuma variação de resultados nos testes.

“O que sabemos agora é que, para uma saúde ideal, você precisa se movimentar regularmente no trabalho, além de uma rotina diária de exercícios”, disse Diaz. “Embora isso possa parecer impraticável, nossas descobertas mostram que mesmo pequenas caminhadas durante o dia de trabalho podem reduzir significativamente o risco de doenças cardíacas e de outras doenças crônicas.”

Agora, a equipe está testando 25 intervalos diferentes de caminhada e de vários tipos de exercícios em uma quantidade maior de voluntários.

*Por Andre Luis Dias Custodio
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*Fonte: megacurioso

A Revolta É O Grande Remédio Para A Depressão – Diz Psiquiatra

António Coimbra de Matos é o maior nome da psicanálise portuguesa, comprometido a estudar e a tentar compreender a condição humana. Focado no futuro, amor, saúde, doença, vida e a morte. Fez do amor o seu manta, dedicou a vida a estudar um dos lados mais obscuros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. Selecionamos alguns excertos da entrevista que ele concedeu à jornalista Carolina Reis, do *Jornal Expresso.

A depressão é um luto patológico
Comecei a ver através dos meus pacientes que as teorias que havia — mesmo na psicanálise — não explicavam bem o fenômeno. E comecei a procurar eu próprio. Há uma coisa que, geralmente, é confundida pelos psiquiatras e pelos psicanalistas com a depressão que é o luto. Freud dizia que a depressão é um luto patológico. O luto é uma reação perante a perda real de uma pessoa, o paradigma é a morte de uma pessoa amada. A depressão é a reação perante a perda do afeto de uma pessoa. É a ruptura afetiva.

Há depressões normais e depressões patológicas
Há depressões normais e depressões patológicas. E lutos normais e lutos patológicos. O luto normal é de memória e de substituição. Eu vou-me esquecendo do meu pai que faleceu e substituo por um professor, amigos mais velhos. E há lutos patológicos, em que fico eternamente a pensar que me faz muita falta o meu pai que já morreu. A depressão é a mesma coisa. Nas normais, quando perco o afeto de uma pessoa importante para mim, deprimo. Mas na depressão patológica atribuo a culpa a mim.

A depressão atinge todas as classes sociais
Sim, mas aumenta com o sentimento de opressão, de que se está limitado. A pobreza aumenta a depressão, é a falta de esperança. […] A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando começamos a revoltar. Há um estudo interessante do Durkeim, da primeira década do século XX, que diz que nos grandes períodos de guerra, os suicídios diminuem. Porque a revolta é permitida [Isso se refere a chamada raiva produtiva que nos arranca da zona de conforto. “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”, dizia Freud].

Como é que se trata a depressão?
Em alguns casos graves, será necessária alguma medicação. Mas fundamentalmente pela reestruturação da pessoa pelo meio psicoterapêutico, restaurar a autoestima ferida. É que no luto a autoestima não é atingida, na depressão é. Isso já Freud tinha reparado. É um trabalho demorado, difícil. Nem sempre é necessário uma psicanálise, no divã, pode ser psicoterapia face a face. Depende dos casos, se é mais ligeiro, mais recente, consegue-se tratar face a face. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

Trata-se conversando?
Não é só conversa. É perceber como é que a pessoa se deprimiu e como é que pode sair disso. A psicoterapia esteve muito presa às causas, hoje pensamos nisso, mas sobretudo nas soluções. O que é que a pessoa pode fazer para sair da depressão. Levar a pessoa a perceber que aconteceu aquilo, mas a vida não acaba aí. Há outros interesses, o futuro.

A solução, a cura, está dentro de nós?
Está. Mas o analista não é, como se julgou durante muito tempo, um guia, um orientador, um pai, um professor, um padre. Costumo defini-lo em duas funções: de farol, que ilumina e deixa o paciente escolher o seu caminho; e de catalisador, capaz de procurar o processo de mudança, com possibilidade de sucessos. O psicanalista tem de ter uma atitude tal que o paciente sente que se pode abrir. […]Tem de se ter a capacidade de ser um bom ouvinte, que não critica, não castiga, leva o paciente a abrir-se. Ser suficientemente sensível para aceitar pôr-se na pele do paciente. É a chamada empatia. É pôr-se na pele do paciente e ter a resposta afetiva adequada, que não seja culpabilizante nem desvalorizante.

Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes
Em princípio, o paciente tem sempre razão. Vamos ver é se essa razão é total ou se não. Se ele fez qualquer coisa, lá tinha os seus motivos, a sua razão. Vou procurar essa razão, antes de julgar pela minha razão. Se um paciente me diz que bate todos os dias no filho eu fico um bocado irritado, mas devo pensar: ele deve ter alguma razão. O filho faz-lhe ciúmes porque é mais inteligente do que ele? O filho faz-lhe lembrar alguém de quem ele não gostava? Não se deve começar logo por criticar qual é a razão do paciente. É tentar compreendê-lo. Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes. Lembro-me de um texto antigo, de um discípulo de Freud, Wilhelm Stekel, que tem um livro, de 1911, que se chama “A Mulher Frígida.” E acaba com um parágrafo em que diz: mulheres frígidas não existem, existem homens incompetentes.

A gente existe quando se sente amado
Isso é importante porque [não se sentir amado] é uma das causas da depressão. Já reparou que quando os namorados se despedem no aeroporto ambos dizem: não te esqueças de mim. É a importância que o outro nos leva, que o outro pense em nós, que o outro exista. Ou que nós existamos para o outro. Durante muito tempo pensou-se que o importante era a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim. Mas mais importante é eu ter a certeza que estou no interior do meu objeto, que a minha mãe pensa em mim, que a minha namorada pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu objeto. Aliás, tenho um livro que se chama “Vária. Existo Porque Fui Amado”.

É difícil amar?
Não é fácil, mas é bom. E se não se amar não se vive. Tive uma analisanda — professora de psicologia — que um dia me disse que tinha descoberto que eu era religioso, que o meu deus era o Amor. Acho que é verdade. É a coisa que nos mantém, que nos entusiasma e pelo qual vale a pena lutar.

Como sabemos se é amor verdadeiro?
É um amor ablativo, que se propõe a dar. Mais do que captar. As relações são boas quando são recíprocas. No amor, na amizade, nas relações pessoais evoluídas, o mais importante é a pessoa. Enquanto que em relações mais primárias, mais biológicas, o que interessa é o que a pessoa nos dá. Uma coisa é eu gostar daquela pessoa como pessoa, e gostar de estar com ela, da companhia dela, de fazer projetos com ela. Outra coisa é estar a pensar em ir para a cama com ela.

A dor é boa para a nossa construção?
É inevitável. Existe. É um sinal de que as coisas não estão a correr bem e temos de fazer qualquer coisa para ultrapassar. A ideia da civilização judaico-cristã é a de que a dor nos esculpe a vida. Nascemos no pecado, a culpa é secundária e o principal impulso é a busca, de explorar o mundo. Depois é que vem o medo. A culpa é emoção inibitória, tal como o medo, a culpa e a vergonha.

Qual é a pior?
Todas são más. O medo é necessário, mas é preciso ultrapassar o medo. Todos nós perante uma emoção nova temos uma reação, por um lado medo, isto é algo que eu desconheço, pode ser perigoso. Por outro lado, isto é novo pode trazer coisas bestiais. Se somos mais saudáveis, predomina o entusiasmo, vamos à conquista. Se somos mais doentes predomina o medo, retraímo-nos. Varia de pessoa para pessoa e consoante o contexto da vida. Se a criança tem pais compreensivos diminui o medo e pode lançar-se na aventura.

Temos perturbações da sociedade moderna?
É uma coisa muito discutida. Na sociedade urbana, o convívio é menor, desapareceu o convívio de bairro. Há um maior isolamento em relações mais próximas. Este individualismo leva a uma certa solidão, a um certa desconfiança, leva a paranoia, a pessoa pode ser prejudicada pelo outro. As relações afetivas são menos consistentes. São mais superficiais, menos espessas, mais finas, mais delgadas. Partem facilmente.

Que balanço faz da condição humana?
A parte boa: a capacidade de amar, de criar. A parte má: o egoísmo, a vaidade, a sacanice. Podemos ter tudo numa só pessoa, mas há predomínios. Há duas coisas importantes, a capacidade de nos interessarmos pelo outro, em que o mais importante são as pessoas de quem gosto. E depois há o narcisismo, os outros que se lixem. E todos nós temos um bocado dos dois. Quando somos mais saudáveis, somos melhores pessoas. Predomina a capacidade de a pessoa se interessar pelo outro, ajudar a sociedade, criar um mundo melhor. Aí também se mete a questão da morte. Quando o indivíduo tem a capacidade de deixar um legado, há uma certa imortalidade simbólica.

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*Fonte: portalraizes

Como genética, personalidade e outros fatores interferem na sua ressaca

Pesquisador compartilha em artigo o que a ciência sabe sobre aspectos pessoais que podem influenciar no seu bem-estar após consumir álcool

Depois de uma boa noitada, você pode não se surpreender ao acordar sentindo-se mal na manhã seguinte. Mas pode ser surpreendente se seus amigos não estiverem da mesma maneira. Alguns podem se sentir pior, alguns melhor e alguns (se tiverem sorte) podem não sentir nenhuma das consequências negativas.

A (falta de) ciência da ressaca
Essa é a variabilidade de uma ressaca. Em pesquisas, as ressacas são medidas em uma escala de 11 pontos (0 significa nenhum efeito e 10 é ressaca extrema). Em minha própria pesquisa, os participantes relataram ressacas nessa escala entre 1 (muito leve) e 8 (grave) – enquanto outro estudo estimou que cerca de 5% das pessoas podem ser resistentes à ressaca .

Então, por que a diferença? Há mais do que simplesmente quanto bebemos. Cientistas agora estão começando a explorar os muitos mecanismos biológicos e psicológicos que podem influenciar nossa experiência durante a ressaca.

Mecanismos biológicos
Algumas pesquisas sugerem que pessoas com uma variação do gene ALDH2 relatam ter ressacas mais severas. Quando consumimos álcool, ele é decomposto pela enzima álcool desidrogenase [ADH] em acetaldeído – proteína importante para o surgimento dos sintomas da ressaca . No entanto, a variante do gene ALDH2 limita a degradação do acetaldeído, levando a um maior acúmulo da proteína – portanto, mais sintomas de ressaca.

A idade e o sexo também podem influenciar a maneira como a ressaca é vivida. Uma pesquisa online recente com 761 consumidores holandeses de álcool descobriu que a gravidade da ressaca diminui com a idade, mesmo quando acomodada para a quantidade de álcool consumida.

Curiosamente, os autores também relataram diferenças na gravidade da ressaca entre homens e mulheres. Essas diferenças sexuais foram maiores em bebedores mais jovens, com homens jovens (18 a 25 anos) tendendo a relatar ressacas mais severas em comparação com jovens bebedoras. No entanto, atualmente não se sabe por que essas diferenças existem.

Fatores psicológicos
Certos traços psicológicos podem estar ligados a como uma ressaca é vivida – incluindo ansiedade, depressão, níveis de estresse e até personalidade.

Anteriormente, pesquisas sugeriam que o neuroticismo, um amplo traço de personalidade que tende a fazer com que as pessoas vejam o mundo de maneira negativa, pode prever a gravidade de uma ressaca. No entanto, recentemente essa ideia foi contestada por outro estudo que não encontrou nenhuma ligação entre ressaca e personalidade .

Isso é um tanto surpreendente, dado que a extroversão (um traço de personalidade geralmente caracterizado por ser sociável e extrovertido) está positivamente associada a comportamentos de consumo excessivo de álcool em estudantes universitários – embora não pareça estar ligada a ressacas piores. Isso ocorre apesar das evidências de que beber muito com mais frequência está ligado a experiências de ressaca mais severas.

Ansiedade, depressão e estresse também estão ligados a ressacas mais graves. Cada um desses humores está associado a um “viés negativo” – uma tendência a interpretar o mundo de forma mais negativa.

Nossas descobertas mostram que as ressacas também tendem a fazer as pessoas interpretarem o mundo de forma mais negativa. Como resultado, as ressacas podem exacerbar esse viés negativo, levando algumas pessoas a se sentirem pior do que outras.

Mecanismos de enfrentamento
É possível que a maneira como lidamos com situações adversas possa estar por trás da variação nas experiências de ressaca. A catastrofização da dor refere-se ao grau em que uma pessoa enfatiza a experiência negativa dessa sensação.

Pesquisas mostram que pessoas com pontuações altas de catastrofização da dor relatam ressacas mais graves – sugerindo que estão se concentrando em seus sintomas negativos e possivelmente os amplificando. Outros estudos também mostraram que pessoas que tendem a lidar com seus problemas ignorando-os ou negando-os tendem a ter ressacas piores .

A regulação emocional é outro mecanismo psicológico importante que nos ajuda a lidar com situações difíceis, gerenciando e respondendo com eficácia às experiências emocionais.

Curiosamente, embora as pessoas que estão de ressaca relatem sentir que é mais difícil regular suas emoções , isso pode não ser o caso – com pesquisas mostrando que os participantes são tão capazes de controlar sua resposta emocional em comparação com aqueles que não estavam de ressaca.

Isso pode significar que as pessoas escolhem estratégias regulatórias mais fáceis (mas menos eficazes) durante uma ressaca – como evitar sentimentos de culpa ou vergonha. Mas isso ainda está para ser determinado.

O que podemos fazer?
Embora pesquisadores possam ter identificado alguns compostos naturais que podem aliviar os sintomas gerais da ressaca, ainda são necessárias mais pesquisas para determinar se eles devem ser recomendados para o tratamento. Enquanto isso, cabe a você determinar a melhor estratégia para aliviar sua ressaca.

Mas um estudo sugere que uma estratégia comumente usada por estudantes para lidar com o sofrimento de uma ressaca – “sofrendo” juntos e se relacionando com suas experiências – pode ser útil para ajudar a aliviar pelo menos alguns dos efeitos emocionais negativos de uma ressaca.

Cuidar do seu próprio bem-estar de forma geral, encontrar melhores estratégias para reduzir os níveis de estresse e adotar melhores mecanismos de enfrentamento também pode ajudar você a lidar com as consequências negativas de uma ressaca.

Embora, é claro, se você realmente deseja evitar uma ressaca, sempre pode escolher alternativas não alcoólicas.

*Craig Gunn é professor de Ciências Psicológicas na Universidade de Bristol, Reino Unido.
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*Fonte: revistagalileu

10 dicas para cuidar da saúde mental no fim de ano

Além das festas e encontros, o final do ano traz tensão financeira, pressão social e correria – veja como manter o equilíbrio!

Chegou o final de ano. Época de fechamento de um ciclo, normalmente acompanhada de muitos compromissos profissionais e pessoais. Natal, ano novo, comemorações, encontros, presentes… Estes momentos são de muita festa, mas também trazem uma carga intensa: questões financeiras, pressão social, muitas tarefas e a sensação de que a felicidade “prometida” se confunde com ansiedade ou cansaço.

As reflexões sobre o ano que passou e as expectativas pelo ano que vai começar também podem gerar uma mistura de sentimentos. Ou seja, o mês de dezembro pode ser também um período difícil para muita gente e a “pressão” social para que todo mundo esteja feliz e celebrando só piora a situação.

Dezembrite
Existe inclusive um nome para este período: dezembrite, uma síndrome que pode ter como sintomas cansaço, ansiedade, impaciência e tristeza.

Para ajudar na tarefa de que as celebrações de final de ano sejam realmente felizes e tenham um impacto positivo na nossa vida, separamos algumas dicas de especialistas no assunto.

Catherine Mogil, psicóloga e professora clínica assistente do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e a psiquiatra Maria Fernanda Caliani.

“Apesar da “dezembrite” não ser uma doença, ela pode tanto prejudicar como piorar problemas de saúde, pois o nosso corpo é extremamente sensível ao que a gente vive, o aumento da ansiedade, angústia. A frustração estimula a liberação na nossa corrente sanguínea dos hormônios do estresse, como a adrenalina e cortisol, que podem interferir diretamente em qualquer sistema do meu corpo, no quadro de qualquer doença. No caso do coração, por exemplo, eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, e isso favorece infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais”, explica a Dra. Caliani.

1. Fuja do perfeccionismo
É claro que queremos que tudo corra da melhor maneira possível. A melhor ceia, o melhor presente, momentos perfeitos… Mas, com tanta coisa acontecendo, é natural que tenhamos imprevistos no meio do caminho, ou que alguma ciosa não saia como o esperado. Idealizar tudo pode levar à decepção. Então seja gentil consigo mesmo em vez de julgar rapidamente suas deficiências e reconheça que você está fazendo o melhor que pode – e que isso é mais do que suficiente!

Exercite com você a compreensão que tem com os outros. “Dê a si mesmo a graça de não ter tudo perfeito”, diz Catherine.

2. Mantenha algumas rotinas
Os seres humanos se beneficiam das rotinas. Pesquisas revelam que hábitos consistentes e saudáveis ​​– como comer bem, fazer exercícios e dormir o suficiente – reduzem o estresse, melhoram a saúde mental e tornam nossas vidas mais significativas. Quando você come e bebe mais durante as férias, é fácil perder a noção, o que pode atrapalhar seu relógio biológico do sono e de outras funções corporais essenciais.

Vai ter aquele dia de esquecer tudo e se entregar, mas tente manter alguns comportamentos que te ajudam a manter o equilíbrio. David Spiegel, MD, presidente assistente de psiquiatria e ciências comportamentais e diretor do Centro de Estresse e Saúde da Universidade de Stanford, explica que o descanso e a nutrição tornam nossos sistemas de resposta ao estresse mais flexíveis. Tente dormir pelo menos sete horas, limite o álcool e equilibre guloseimas açucaradas com frutas e vegetais coloridos.

3. Valorize os pontos positivos
Como as ansiedades menores (e às vezes maiores) tendem a se acumular durante este período, é importante reconhecer os aspectos positivos. Catherine recomenda pensar em três coisas – grandes ou pequenas, novas ou antigas – pelas quais você é grato todas as manhãs. Uma pesquisa revelou que a gratidão ajuda a aumentar a sensação de felicidade e a resiliência ao estresse.

Pense no que te faz feliz – sua cama confortável, um animal de estimação fofinho, um encontro com alguém que te faça bem ou relembrar momentos com as pessoas que amamos.

4. Faça algo pelos outros
Ajudar os outros quando você precisa de ajuda pode parecer contraditório, mas algumas pesquisas sugerem que a gentileza pode melhorar nosso humor. A gentileza pode vir de um trabalho voluntário, de doações de Natal para quem precisa, ou até em “pequenos” hábitos do dia a dia, como abrir a porta para alguém, fazer um elogio ou outras formas de fazer com que as pessoas à sua volta se sintam bem.

Todos estão sujeitos à uma ansiedade maior neste época do ano e o cuidado com os outros se torna ainda mais importante.

5. Pratique atividade física
Exercícios físicos liberam endorfina e hormônios que dão a sensação de bem-estar e disposição. Escolha atividades que te tragam prazer. O contato com a natureza durante os exercícios pode potencializar a sensação de bem estar.

Meditar é uma das maneiras de viver o presente. Praticar exercícios, fazer caminhadas ou mesmo ter um hobby que tome 100% da sua atenção – essas coisas focam você no momento e evitam que você pense no que poderia ter sido e não foi e nas possibilidades do futuro, coisas que costumam intensificar a ansiedade e o estresse.

6. Faça pausas
Avalie sempre como você está se sentindo e qual o seu nível de estresse e disponibilidade para compromissos. Se estiver se sentindo sobrecarregado, afaste-se um pouco da correria. Reconheça e respeite os seus limites.

Catherine sugere agendar um horário para uma atividade que te faça bem e te ajude a relaxar. Dê tchau para qualquer culpa e peça licença para fazer algo restaurador ou revigorante, como correr ou caminhar, tirar uma soneca, ler um livro ou assistir um filme. Se isso não for possível, passe alguns minutos extras no chuveiro ou faça alguns exercícios de respiração profunda.

7. Programe-se
Evite marcar muitos compromissos para o mesmo dia. Se tiver muitos convites, priorize aquilo que tenha mais vontade de fazer e que seja mais importante para você.

Pense em todas as suas tarefas, coloque em um papel e planeje com antecedência. Assim você evita o estresse e a sensação de sobrecarga tão comum nesta época do ano.

8. Descanse
Muita gente volta das férias ainda mais cansada. Isso porque leva para o período de descanso a mesma carga de atividades que tem no dia a dia de trabalho. Por isso, mesmo com as festas, tente dormir pelo menos 7 horas por noite. Para garantir uma boa noite de sono, comece a diminuir o ritmo duas horas antes de deitar e faça o que os médicos chamam de higiene do sono: diminuir a intensidade da luz, evitar telas antes de dormir, principalmente na cama, não deixe relógio do lado da cama ou à vista, faça refeições leves à noite, vá desligando o corpo aos poucos, tome chá, medite, e evite o café depois das 17h.

9. Esteja presente
É comum fazer uma coisa pensando no que está por vir. No final das contas, acabamos não estando presentes nos momentos que estamos vivendo. Para evitar isso, foque no aqui e agora. Procure se desconectar de mensagens, redes sociais e outras demandas e aproveite a companhia de quem está pessoalmente ao seu lado.

Construa memórias: estar presente de verdade pode ser o melhor presente que você pode dar para os outros – e para você mesmo!

10. Respire
A ansiedade e estresse normalmente vem acompanhados de uma respiração ofegante. Retomar o controle da sua respiração pode, no caminho inverso, acalmar sua mente. Respire fundo algumas vezes quando sentir que está nervoso.

“Aceite que não teremos o controle de tudo. E que tudo bem. Diminua seu nível de exigência consigo mesmo: faça só o que é capaz de dar conta. E não se culpe pelo que deixou de fazer. Valorize e destaque aspectos positivos e as conquistas do ano, mesmo que não tenha atingido o objetivo principal”, finaliza Maria Fernanda Caliani.


*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Por que os cortes de papel doem tanto?

Quem se lembra da cena do filme Lua Nova, em que a personagem Bella Swan, ao receber um presente de aniversário da família do seu namorado vampiro, abre a embalagem e se corta com o papel? Os momentos seguintes ficaram marcados na mente dos fãs ao redor do mundo: muito sangue e uma confusão familiar digna de um episódio de Casos de Família. E tudo por conta de um corte de papel.

Esse bendito machucado, além de provocar um caos na vida da família vampiresca, também traz arrepios na vida real. Quem nunca se cortou com o papel e ficou pensando no motivo do corte doer tanto? E não é qualquer dor, é aquela que incomoda a cada toque, banho, e até em repouso o dedo não deixa de estar dolorido. Quer saber por que esse corte minúsculo dói tanto? Continue a leitura que a gente te conta!

Combinação tenebrosa

O motivo de tanta dor é muito simples. As nossas mãos são incrivelmente sensíveis à dor e as bordas dos papéis são surpreendentemente irregulares. Essa terrível combinação é a principal causa do nosso sofrimento. A gente quase não percebe, mas as pontas dos nossos dedos são mais delicadas do que qualquer outra parte do corpo. Isso acontece porque ao longo dos anos, durante o processo evolutivo, elas foram sendo adaptadas para sentir a sensação do toque através das terminações nervosas. De acordo com especialistas, as mãos e os dedos humanos carregam uma alta concentração de células nervosas chamadas de nociceptores, que respondem a sinais liberados por células danificadas. Por conta disso, os machucados nessa área podem causar agonia intensa — quanto mais forte e mais rápido for o sinal enviado ao cérebro por meio dos nociceptores, mais rápida e intensa será a resposta — a dor. Que azar.

Os tão chatinhos cortes de papel acionam, principalmente, os nociceptores mecânicos, que detectam danos celulares causados por cortes e perfurações, em oposição aos danos causados por temperaturas extremas, por exemplo. É uma espécie de mecanismo de segurança. Em menor grau, os cortes de papel também podem ativar nociceptores que são sensíveis à irritantes químicos, como alvejantes usados para clarear o papel. Essas células nervosas também podem gerar sensações de coceira em torno do machucado.

O papel também tem culpa

Olhando de longe, o papel não parece ser um objeto cortante, certo? Temos a impressão de que as bordas de suas folhas são retas e suaves. Mas, microscopicamente, podemos perceber que as bordas do papel são parecidas com uma faquinha de serra — e quando entram em contato com as pontinhas sensíveis dos dedos, rasgam e dilaceram a pele, atingindo mais terminações nervosas em comparação com objetos cortantes mais precisos, por exemplo.

Outro motivo para essa dor incomodar tanto é a profundidade do machucado. Cortes mais fundos acionam os mecanismos de defesa do corpo, como a formação de crostas e a coagulação de sangue, que ajudam no processo de cicatrização do ferimento. Já o corte de papel é superficial e atinge apenas os nociceptores. Dessa forma, os mecanismos de defesa naturais do corpo demoram mais tempo para serem acionados, deixando as terminações nervosas expostas por mais tempo.

E ainda tem mais essa! A sua própria mente pode ser a causa da dor

Acredite se quiser, ainda tem mais essa! De acordo com a revista Scientific American, existe um elemento psicológico muito forte nos cortezinhos de papel — a dor pode ser mais intensa simplesmente por ter sido causada por algo inofensivo e muito menor do que nós. E não é que nossa mente é nosso próprio inimigo mesmo?

Agora que você já sabe por que esses machucados causados por papéis incomodam tanto, vale a pena redobrar o cuidado ao ler um livro ou folhear uma revista. Caso aconteça, não se esqueça: curativo no dedo para não deixar as terminações nervosas, mais nervosas ainda.

*Por Maria Fernanda Coutinho
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*Fonte: megacurioso

Infelicidade e solidão pode envelhecer mais que o cigarro

A depressão traz um sofrimento terrível a quem tem esta doença. Isto provavelmente você já sabe. Mas o que os pesquisadores estão descobrindo agora é que ela pode ter outros efeitos, como envelhecer o doente – até mais do que faz o cigarro, por exemplo.

Estudos recentes sugerem que, quanto mais velha cronologicamente for a pessoa, mais propensa ela está a ter algumas doenças que podem levar à morte. Mas agora novas pesquisas estão colocando mais um elemento relacionado ao envelhecimento: a saúde psicológica.

A relação entre a infelicidade e o envelhecimento

O que os pesquisadores estão pontuando é que se sentir infeliz, solitário ou mesmo deprimido pode acelerar os processos de envelhecimento, da mesma que forma que faz o tabagismo e outras doenças. Eles estão levantando como fatores para a velhice, além da idade cronológica, baseada em quando uma pessoa nasceu, a idade biológica, influenciada pela genética, pelo estilo de vida e outros fatores.

Novos estudos sugerem que, quando maior for a idade biológica, maior será o fator de risco a doenças que podem inclusive levar ao risco de morte. Agora, os pesquisadores dizem estar criando um “modelo digital de envelhecimento”, que pode calcular a idade de uma pessoa a partir destes dois fatores.

O relógio do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Hong Kong têm trabalhado em uma startup chamada Deep Longevity. Eles dizem ter criado um “relógio do envelhecimento” a partir de dados coletados com 4846 adultos em 2015. Por meio deste estudo, eles chegaram em 16 biomarcadores sanguíneos relacionados à saúde, como níveis de colesterol, glicose, índice da massa corporal, sexo e medidas da função pulmonar.

Em seguida, eles compararam a idade cronológica dos indivíduos pelo modelo previsto pela sua idade. Os resultados sugeriram que fatores ligados à idade cronológica, o que envolve dados da saúde mental e do nível de satisfação com a vida, interferiram no ritmo do envelhecimento. “Demonstramos que fatores psicológicos, como sentir-se infeliz ou solitário, somam 1,65 anos à idade biológica”, escreveram em um estudo.

Embora o número seja apenas uma estimativa, o estudo revela que cuidar do estado psicológico é fator crucial em relação ao envelhecimento. Outra constatação é que os fumantes tendem a ser 15 meses mais velhos do que os não-fumantes com a mesma idade cronológica.

Os pesquisadores também apontaram mais fatores que são relacionados a esse relógio: o casamento tende a reduzir a idade em sete meses, enquanto a vida em ambiente rural tende a aumentar cinco meses na idade biológica, em relação às pessoas que vivem em centros urbanos.

Andrew Steptoe, professor da Universidade College London, destacou que o trabalho pode trazer uma importante contribuição à sociedade. “Os resultados são interessantes e se somam às evidências existentes na América do Norte e na Europa de que fatores como estresse e baixa posição socioeconômica estão relacionados ao envelhecimento acelerado”, afirmou.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Plantoterapia: está comprovado que ter verde em casa faz bem para saúde

Você já ouviu falar sobre plantoterapia? Sim, e nós podemos provar. Se ter plantas em casa te dá uma sensação de tranquilidade e paz, você já está sentindo os efeitos dessa palavrinha complicada.

A plantoterapia é o hábito de mexer nas plantas, entrar em contato com a terra e cuidar para que elas se desenvolvam saudáveis e contentes. Esse ato de observar o nascimento e crescimento das plantinhas passa uma sensação de bem-estar e relaxamento.

Planta é vida
Pesquisadores são enfáticos em dizer que criar plantas em casa faz bem para a saúde mental. De acordo com um trabalho feito pela Universidade de Roma, o verde nas residências contribuiu para a diminuição do estresse causado pelo isolamento social durante a pandemia.

A pesquisa ouviu cerca de 300 italianos, que viviam no primeiro epicentro da pandemia. Eles foram praticamente unânimes em dizer que ter contado com atividades de jardinagem ajudou a diminuir a angústia provocada por tempos de incertezas e mortes em massa.

Ter plantas em casa fazer bem para a saúde mental e diminui o estresse

A sensação de relaxamento dessas pessoas foi muito maior, diz a Universidade de Roma, do que as que não tinham nenhum verde dentro de suas casas. A conclusão demonstra mais uma vez a relação próxima entre o ser humano e a natureza.

“Evoluímos biologicamente com a ajuda da natureza. Recorremos às plantas para nos abrigar e nos esconder dos predadores”, disse à revista Veja Melinda Knuth, professora de ciências da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Ela ressalta ainda os efeitos benéficos das plantinhas na corrente sanguínea e no nosso humor.

A satisfação causada pelas plantas mora também no senso de responsabilidade. É gratificante ver que você viabilizou o crescimento saudável de uma muda plantada por suas mãos.

“Psicologicamente, a prática proporciona prazer, faz bem a todos que criam. No momento em que você está plantando, você não está estressado ou ansioso, apenas ocupando a mente com coisas boas”, ressalta ao Agro Floresta Amazônia a psicóloga Jéssica Maia.

Cidades para pessoas

Está comprovado que plantas fazem bem para a saúde mental e ajudam a diminuir a incidência de casos de depressão. Isso se torna ainda mais importante em cidades hostis como São Paulo, que carece de áreas verdes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre a importância de áreas verdes públicas para o bem-estar da população. É recomendado que os bairros tenham pelo menos um parque a cada 500 metros – algo bem distante da realidade das grandes cidades brasileiras.

São Paulo conta com 44% de seu território formado por áreas verdes, diz relatório de 2016 da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). Acontece que a desigualdade impede de todos os mais de 12 milhões da metrópole usufruam dos benefícios das plantas.

Embora Parelheiros possua quase 90% de cobertura vegetal, o bairro fica muito longe do Centro da cidade (onde está o trabalho) e carece de estrutura para que as pessoas vivam com mais qualidade.

O Itaim Paulista, periferia do extremo leste, em contrapartida, possui apenas 6,45% de áreas verdes e as mesmas carências da localidade na zona sul da capital paulista.

Já que as cidades brasileiras ainda não conseguem oferecer qualidade de vida para as pessoas, que tal você garantir pelo menos um cantinho verde dentro de casa?

O Hypeness é defensor de carteirinha das plantinhas e tem muitas dicas preciosas para jardineiros de primeira viagem não se decepcionarem com os desafios de fazer uma mudinha virar uma planta feliz e saudável.

O segredo é começar. Sua saúde mental agradece.

*por Kaue Vieira
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*Fonte: hypeness

Mitos e verdades para evitar picadas de mosquito

Pesquisadores descobriram que os mosquitos possuem preferência por tipos de pele. Um artigo publicado na revista científica Cell indica que a variação na concentração de ácido lático e gás carbônico expelidos pelo órgão pode atrair esses insetos. O odor da pele humana é uma mistura desses compostos orgânicos, que podem conter os elementos que chamam a atenção dos mosquitos.

Flávia Virginio, pesquisadora e curadora da coleção entomológica do Instituto Butantã, ressalta que ainda são poucas as comprovações científicas envolvendo tal “preferência” por peles. Para ela, ainda “depende muito da substância que a pessoa libera na pele”, mas tanto o CO2 quanto o ácido lático são substâncias que, atraem as picadas de mosquitos, comprovadamente. Outros fatores, como a temperatura da pele e a presença de vapor de água, também podem atrair esses insetos.

Entre as receitas criadas para impedir a picada desses mosquitos, algumas fazem parte de superstições populares, como a ingestão de vitaminas do complexo B, o uso de vinagre de maçã, a ingestão de limão com cravo. Há também os chamados repelentes naturais, que são a citronela, a lavanda e os óleos naturais.

Mitos e verdades
As vitaminas do complexo B figuram como um dos mitos existentes dentre as substâncias utilizadas para repelir os insetos, já que não há comprovação científica sobre a eficácia delas. A pesquisadora explica que a incerteza da eficácia está justamente na forma como cada organismo irá processar a vitamina: “Muita coisa, quando a gente ingere e é digerida pelo sistema digestivo, não chega até o sangue a ponto de ser expelida pela pele”.

Outros mitos, que envolvem as chamadas receitas caseiras, indo desde o uso de chás e óleos naturais, como a lavanda, melaleuca e a citronela, podem ter sua efetividade variada de acordo com o manejo da planta.

Algumas dessas substâncias até são auxiliadoras na composição dos repelentes industriais comprovadamente efetivos. No entanto, mesmo que sejam auxiliares na produção desses produtos, por não possuírem uma testagem e uma produção padronizada, os repelentes caseiros e in natura não possuem comprovação científica.

No mercado, os repelentes com efetividade comprovada variam desde o uso do princípio ativo de substâncias naturais para a composição de cremes na indústria farmacêutica, como também os encontrados em sprays, os ultrassônicos e as diversas formas mecânicas de dispersão dos insetos.

Flávia destaca, principalmente, os produtos que possuem concentração da substância Deet, a N,N-Dietil-m-toluamida, como potenciais repelentes para os adultos. Já para as crianças maiores de seis meses, o mais indicado por ela é a icaridina. Fatores como idade da pessoa, se é gestante ou não e se possui alguma alergia devem ser considerados ao fazer uso de determinadas substâncias.

Outras formas de evitar as picadas de mosquitos incluem pequenos cuidados cotidianos: aplicação de telas nas janelas; o uso de roupas que cobrem mais regiões do corpo em zonas de mata; a não realização de atividades em períodos específicos, como pela manhã e ao entardecer, período em que os mosquitos são mais ativos.

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*Fonte: ciclovivo

Estamos todos com fome de abraços

Em um dos seus versos, Pablo Neruda disse que “Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. Talvez seja ridículo dizer o quanto isso é óbvio, mas andamos tão esquecidos, tão sobressaltados, tão desmemoriados, que é preciso dizer o óbvio, a fim de que os nossos olhos consigam sair de nós e enxergar além das grandiosidades vazias que nos cercam.

Nos outros, em nós, nos lugares mais próximos, nos lugares mais distantes, não importa aonde se vá, estão todos perdidos. Todos perambulando, andando por aqui, acolá. Cortando as multidões, em que muitos se veem, mas poucos se enxergam. As pessoas não parecem satisfeitas, os seus olhares procuram algo perdido. Será a humanidade cada vez mais distante?

Mas, ninguém para, ninguém questiona, ninguém ousa andar em sentido contrário, afinal, ninguém quer ser visto como fugitivo. Os fugitivos são perigosos, eles incitam as pessoas a pensarem. E quem pensa, desorganiza, perturba a ordem, quebra a normalidade de uma vida cheia de banalizações. Sabemos bem que o sistema não costuma gostar de sujeitos subversivos.

E como somos bastante obedientes, ficamos quietinhos. Podemos até chorar, mostrar a nossa insatisfação com a vida, a nossa desesperança, a nossa fragilidade. Mas é preciso que seja em silêncio, claro. O sistema não gosta de alardes e as lágrimas costumam sempre mostrar os esconderijos da alma, algo que – convenhamos – não deve ser mostrado, já que vivemos como máquinas.

Vivemos como máquinas e tudo que nos faça pensar ou recuperar o humano deve ser esquecido, apagado da vida e da memória. Além disso, o que há para fazer? Somos ensinados desde logo que boi sozinho se lambe melhor, a não despregar os olhos de nós mesmos, ainda que para que possamos nos enxergar seja necessário ir além dos nossos próprios reflexos.

Assim, o sistema de desvínculos que nos circunda torna-se perfeito, porque não enxergamos o humano no outro, o outro não enxerga o humano em nós, de modo a ficar todos perdidos e todos famintos. Com fome de gente. Com fome de toque. Com fome de abraços.

E não adianta tentar preencher o vazio com outras coisas, por mais que diga que se pode, porque afeto não é mercantilizável, embora os mercadores do amor tentem sempre arrumar uma nova forma de vendê-lo e nós obedientemente novas formas de comprá-lo.

No entanto, sempre chega o momento em que o algo que fala em nós grita que não há como viver de forma tão banal, desinteressante, solitária, egoísta. Não dá para viver apenas enganando o estômago. Uma hora, ele quer pão, assim como a alma quer abraços. É o instante em que se ainda não conseguimos enxergar a humanidade nas pessoas, ao menos enxergamos a fome que domina os seus olhos, repletos de secura.

Nesse instante, em que a alma cansada de chorar em silêncio se coloca para fora; percebemos que ser fugitivo é a única possibilidade de liberdade e que o toque é o que humaniza a nossa existência, pois se o amor é capaz de criar um escudo contra a morte, é preciso que o utilizemos para que – como falou Neruda – salvemo-nos da vida.

*Por Erick Morais
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Sabia que as pessoas distraídas têm cérebros mais eficazes?

A ciência estabeleceu uma relação curiosa entre a atenção e a eficácia. Segundo a pesquisa de 3 investigadores, os cérebros mais eficazes são os das pessoas mais distraídas. A conclusão até foi acidental. Daniel Levinson e Richard Davidson, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e Jonathan Smallwood, pesquisador do Instituto Max Planck, na Suíça, observaram essa relação durante um estudo científico sobre
a memória.

O estudo, publicado na prestigiada revista Psychological Science, mostrou que as pessoas que mais facilmente absorvem novas informações e trabalham nelas são também as pessoas que mais facilmente se distraem.
Os pesquisadores concluíram que existe uma conexão entre a memória operacional, ou memória de trabalho, e a tendência do cérebro em se dispersar por outros pensamentos. Uma descoberta que valida um outro estudo associando a dificuldade de concentração a uma maior inteligência.

Desse jeito, quanto mais rotineira é a tarefa, mais a pessoa se distrai, pois “os cérebros tentam alocar recursos nos problemas mais prementes”, explica Jonathan Smallwood.

Conexão entre memória e atenção
“Os nossos resultados sugerem que o tipo de planificação que as pessoas fazem frequentemente na vida diária, como quando estão no ônibus ou tomam duche, é provavelmente realizado com a memória operacional”, continua o pesquisador.
O que acontece? Quando a pessoa faz algo rotineiro, o cérebro fica redefinindo prioridades, através da memória de trabalho. E assim a pessoa se distrai e fica menos capaz de memorizar nova informação fornecida pela tarefa rotineira.

Na pesquisa, os participantes precisavam realizar tarefas básicas. Por exemplo, sempre que aparecia determinada letra na tela eles tinham de carregar em um botão. Após os experimentos, os pesquisadores mediram a memória operacional. Os participantes tinham que memorizar séries de letras ao mesmo tempo que resolviam problemas
matemáticos. Os pesquisadores analisaram os resultados e notaram que os participantes com maior memória de trabalho foram os que mais esqueceram um livro que haviam lido durante o experimento.

“É como se a atenção estivesse tão concentrada em outros pensamentos que o cérebro da pessoa não teve espaço para memorizar o que havia lido”, resume Daniel Levinson. Note que isso é bem diferente de ‘editar’ a memória, como faz o pesquisador de Montreal que criou um método para apagar a memória ruim de uma separação amorosa. A pesquisa de Levinson, Davidson e Smallwood revelou que, quando a memória operacional aumenta a capacidade da pessoa realizar vários pensamentos ao mesmo tempo, a concentração se dispersa.

Ou, dito de forma mais simples, as pessoas mais distraídas têm os cérebros mais eficazes.

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*Fonte: equilibrioemvida

Chá preto pode reduzir o risco de morte precoce por doença cardíaca

Novo estudo com quase meio milhão de pessoas, com idades entre 40 e 69 anos, revela benefícios da bebida

O consumo de chá, dos mais diversos tipos, é muito comum na Inglaterra. O país foi justamente o lugar escolhido para um estudo com cerca de 500 mil pessoas sobre os possíveis benefícios do consumo de chá preto. As conclusões foram animadoras: quem bebeu duas ou mais xícaras de chá por dia apresentou um risco de 9% a 13% menor de morte precoce por doença cardiovascular ou derrame, em comparação com os que não bebiam chá.

A relação entre o consumo do chá e a diminuição do risco de morte precoce foi mantida independente de outros fatores como também beber café, colocar leite ou açúcar ao chá, a temperatura da bebida e o efeito da demografia, estilos de vida, bem como genes que determinam a rapidez com que as pessoas metabolizam a cafeína.

Este não é o primeiro estudo que mostra que beber chá pode ser benéfico para nossa saúde. Pesquisas anteriores mostraram uma associação entre o consumo de chá verde e a redução da mortalidade em populações asiáticas, inclusive por câncer, mas os poucos estudos realizados em populações que bebem chá preto não tinham resultados tão consistentes.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisa nos Estados Unidos liderada pelo Dr. Maki Inoue-Choi, do National Institute of Health’s National Cancer Institute. Os cientistas investigaram a associação entre o consumo de chá e a mortalidade no Reino Unido, usando dados de 500 mil pessoas inscritas no estudo do Biobank do país no início dos anos 2000.

Os pesquisadores acompanharam os participantes durante o período de estudo de 14 anos, até o início de 2020. Para aqueles que morreram durante esse período, os pesquisadores obtiveram a data e a causa da morte do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Os pesquisadores descobriram um risco de morte de 9% a 13% menor entre as pessoas que bebiam pelo menos 2 xícaras de chá por dia do que entre os que não bebiam chá. O consumo de chá foi associado à redução da mortalidade por doenças cardiovasculares e derrames – mas não a nenhuma redução de câncer ou doenças respiratórias do que os que não bebem chá.

A equipe controlou fatores demográficos, de saúde e estilo de vida em sua análise. Dados genéticos estavam disponíveis para a maioria dos participantes, permitindo que os pesquisadores avaliassem se as associações encontradas variavam com variantes genéticas que afetam a rapidez com que as pessoas metabolizam a cafeína. Eles descobriram que essas variantes não afetaram as associações, nem o consumo de café.

“Os resultados reforçam que o chá, incluindo o chá preto, pode fazer parte de uma dieta saudável”, diz a Dra. Erikka Loftfield, do NCI, autora sênior da pesquisa.

Os pesquisadores, no entanto, explicam que este é um estudo é observacional e não pode provar que o consumo de chá reduz diretamente o risco de morte. Eles também não avaliaram alguns aspectos do consumo de chá, como tamanho da xícara e intensidade do chá, que podem ser importantes.

Os resultados obtidos até agora foram publicados na edição de setembro de 2022 da Annals of Internal Medicine. Para determinar como exatamente o chá reduz o risco de morte, mais estudos serão necessários.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Por que pessoas altamente inteligentes sofrem de mais transtornos mentais e físicos

A sensibilidade elevada de seu cérebro pode torná-lo perceptivo e criativo. Mas é uma faca de dois gumes, descobriram os pesquisadores.

Pessoas com alto QI são consideradas como tendo uma vantagem em muitos domínios. Prevê-se que elas tenham maior nível de escolaridade, melhores empregos e um nível de renda mais alto. Ainda assim, descobriu-se que um QI alto também está associado a várias doenças mentais e imunológicas, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, TDAH, bem como alergias, asma e distúrbios imunológicos. Por que isso?

Um novo artigo publicado na revista Intelligence revisa a literatura e explora os mecanismos que possivelmente estão por trás dessa conexão.

Os autores do estudo compararam dados retirados de 3.715 membros da American Mensa Society (pessoas que pontuaram nos 2% melhores testes inteligentes) com dados de pesquisas nacionais para examinar a prevalência de vários distúrbios naqueles com maior inteligência em comparação com o população média.

Os resultados mostraram que pessoas altamente inteligentes têm 20% mais chances de serem diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (TEA), 80% mais chances de serem diagnosticadas com TDAH, 83% mais chances de serem diagnosticadas com ansiedade e 182% mais chances de desenvolver pelo menos um transtorno de humor.

Quando se trata de doenças fisiológicas, pessoas com altas habilidades cognitivas têm 213% mais chances de ter alergias ambientais, 108% mais chances de ter asma e 84% mais chances de ter uma doença auto-imune.

Os pesquisadores se voltaram para o campo da psiconeuroimunologia (PNI) para buscar algumas das respostas. PNI examina como o estresse crônico acumulado em resposta a fatores ambientais influencia a comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico.

Os pesquisadores apontam que pessoas muito inteligentes têm tendências para “superexcitabilidades intelectuais” e uma hiper-reatividade do sistema nervoso central. Por um lado, isso dá às pessoas com alto QI uma consciência elevada que ajuda seu trabalho criativo e artístico. Na verdade, o campo da habilidade cognitiva reconhece que um aspecto das pessoas altamente inteligentes é “uma capacidade mais ampla e profunda de compreender o que está à sua volta”.

Essa hiper-reatividade, entretanto, também pode levar a depressões mais profundas e problemas de saúde mental. Isso é particularmente verdadeiro para poetas, romancistas e pessoas com alta inteligência verbal. Sua intensa resposta emocional ao meio ambiente aumenta as tendências para ruminação e preocupação, fatores que predizem depressão e transtornos de ansiedade.

Respostas psicológicas intensificadas podem afetar a imunidade, escrevem os pesquisadores. Pessoas com superexcitabilite podem ter reações fortes a estímulos externos aparentemente inofensivos, como uma etiqueta de roupa irritante ou um som. Essa reação pode se transformar em estresse crônico de baixo nível e lançar uma resposta imunológica inadequada.

Quando o corpo acredita que está em perigo (independentemente de ser objetivamente real como uma toxina ou imaginário como um som irritante), ele lança uma cascata de respostas fisiológicas que incluem uma miríade de hormônios, neurotransmissores e moléculas de sinalização. Quando esses processos são ativados cronicamente, eles podem alterar o corpo e o cérebro, desregular a função imunológica e levar a condições como asma, alergias e doenças autoimunes.

A literatura científica tem confirmado a associação entre crianças superdotadas e um aumento do índice de alergias e asma. Um estudo mostra que 44% das pessoas com QI acima de 160 sofriam de alergias, em comparação com 20% dos colegas da mesma idade. O estudo exploratório feito pelos autores deste último artigo apóia ainda mais essa conexão.

Com base em suas descobertas e estudos anteriores, os pesquisadores denominaram esse fenômeno de teoria da integração hipercérebro / hiper-corpo, explicando que:

As superexcitabilidades específicas para aqueles com alta inteligência podem colocar esses indivíduos em risco de hipersensibilidade a eventos ambientais internos e / ou externos. A ruminação e a preocupação que acompanham essa consciência intensificada podem contribuir para um padrão crônico de lutar, fugir ou congelar as respostas, que então lançam uma cascata de eventos imunológicos. […] Idealmente, a regulação imunológica é um equilíbrio ideal da resposta pró e antiinflamatória. Deve se concentrar na inflamação com força e, em seguida, retornar imediatamente a um estado de calma. Naqueles com as superexcitabilidades discutidas anteriormente, incluindo aqueles com TEA, esse sistema parece não conseguir atingir o equilíbrio e, portanto, os sinais inflamatórios criam um estado de ativação crônica.

Os autores concluem que é importante estudar mais a relação entre alta inteligência (particularmente os 2% mais ricos) e doença, especialmente para demonstrar a causa e trazer à luz os aspectos negativos de ter um QI alto. Como se costuma dizer, “este presente pode ser um catalisador para o empoderamento e autoatualização ou pode ser um indicador de desregulação e debilitação” e, para servir a este grupo, é importante “reconhecer os estrondos do trovão que se seguem em o despertar de seu brilho. “

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Devemos escovar os dentes antes ou depois do café da manhã?

A recomendação da Associação Americana de Odontologia é a de que devemos escovar nossos dentes ao menos duas vezes ao dia. No entanto, quando falamos de saúde bucal, não é só a frequência de escovação que importa.

Os horários em que escovamos os dentes também podem contribuir para aumentar sua saúde, e essa questão é especialmente importante quando falamos da higiene bucal matinal.

Escovar os dentes antes ou depois do café da manhã?

Enquanto dormimos, as bactérias que vivem na nossa boca se multiplicam formando um biofilme natural sobre os nossos dentes. Essa placa criada pelas bactérias usa os alimentos que você ingere para criar mais bactérias.

Assim, se você não escova os dentes antes de tomar café da manhã, você aumenta o risco de desmineralização do esmalte e do surgimento de cáries. Ou seja, o ideal é realizar a escovação antes do café da manhã, mesmo que você não goste do gosto que o creme dental deixa na boca.

E se eu escovar os dentes logo após comer?
Muita gente prefere não escovar os dentes antes do café da manhã e deixar para escová-los logo após terminar a refeição, já que assim eliminaria toda a sujeira – tanto da noite quanto a do café – de uma única vez. Entretanto, essa prática não é recomendada pelos dentistas.

Toda vez que você se alimenta, as bactérias presentes na boca usam os restos de alimento para criar mais bactérias e nesse processo elas secretam um ácido. Esse composto pode danificar o esmalte dos dentes. Assim, se você faz a higiene bucal logo após se alimentar, você acaba esfregando esse ácido nos dentes com a ajuda da escova e aumenta o risco de danos ao esmalte.

Alguns tipos de alimentos, como suco de laranja e massas, contribuem ainda mais para isso, então escovar os dentes logo após ingeri-los definitivamente não é uma boa ideia. O ideal é aguardar 30 minutos após as refeições para realizar a escovação, já que os ácidos ficam ativos por aproximadamente meia hora toda vez que você come ou bebe algo.

Assim, se você quer garantir uma higiene bucal máxima e tem tempo suficiente, o melhor seria escovar os dentes antes do café da manhã e escová-los novamente 30 minutos após terminar a refeição.

*Por
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*Fonte: equilibrioemvida

Os 6 alimentos com mais AGROTÓXICOS que compramos no mercado

Em um mundo perfeito, todas as pessoas se alimentariam apenas de alimentos orgânicos. Porém, como essa não é a realidade para a maioria das pessoas, é importante saber que alguns alimentos costumam receber doses mais pesadas de pesticidas, fungicidas e herbicidas para que os produtores consigam controlar as pragas.

Para que você não abra mão de fibras, vitaminas e minerais essenciais, a solução é lavar bem os alimentos antes de consumi-los. O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos, o que significa que é muito importante dar a devida atenção à limpeza de frutas e verduras. E, embora todos os alimentos devem ser lavados, confira seis dos que mais costumam receber agrotóxicos.

1. Morango
O morango é a fruta que mais costuma receber pesticidas. A razão disso é que existem várias espécies de insetos e patógenos que podem atacar essa fruta durante todos os estágios do seu crescimento. Para combatê-los, a maioria dos produtores utiliza uma pulverização mais pesada de vários produtos químicos. A melhor solução para isso seria conseguir priorizar morangos orgânicos. Porém, como essa não é uma realidade para a maioria das pessoas, recomenda-se lavar bem a fruta antes de consumi-la.

2. Espinafre
A maioria das folhas verdes que a gente encontra nos supermercados, costumam conter uma grande concentração de agrotóxicos. Isso acontece porque elas são um alvo comum de larvas de diferentes tipos de insetos. A menos que você consiga encontrar produtores de espinafre orgânico, a recomendação é sempre a mesma: lavar muito bem as folhas antes de consumi-las.

3. Couve
Assim como acontece com o espinafre, a couve também é comumente atacada pela larva de vários tipos de insetos, além de fungos. Grandes produtores costumam recorrer a fungicidas e pesticidas para tentar controlar as pragas — embora, nesse caso, não é muito difícil encontrar couve de pequenos produtores, que conseguem fazer um controle de praga sem os defensivos agrícolas.

4. Maçã
Além de ter inspirado Isaac Newton a formular a Leia da Gravitação Universal, a maçã é também uma das frutas mais consumidas no mundo. Apenas nos Estados Unidos são quase 8 mil produtores desta fruta. E todos eles precisam lidar com ataques de pulgões, larvas e muitas outras pragas. O cultivo de maçãs orgânicas até cresce em vários lugares do mundo, mas a maioria das produções são feitas com o uso de pesticidas e outros agrotóxicos.

5. Uva
A uva é uma das frutas mais apreciadas no mundo — e ao longo da história da humanidade. Mas isso também é válido para vários animais, que também gostam de se alimentar com essa fruta doce. No século XIX, uma infestação de filoxeras — um inseto parecido com os pulgões — destruiu vinhedos na França, causando um enorme prejuízo para os produtores de vinho. A forma de evitar isso — além de produzir uva orgânica — é utilizar agrotóxicos que mantenham essas pragas longe das parreirais.

6. Pêssego
Não somos apenas nós que gostamos de um doce e suculento pêssego. Mariposas, besouros e outros insetos também gostam de se alimentar dessa fruta. Por isso, apesar da sua grossa casca, os produtores de pêssego geralmente precisam pulverizar agrotóxicos nas plantações para obter um produto comestível. Por isso, a regra se aplica aqui também: se você não pode conseguir pêssegos orgânicos, é necessário lavá-los bem antes de saboreá-los.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Estudo revela por que algumas pessoas atraem mais mosquitos

Os pesquisadores se propuseram a explorar uma das teorias mais plausíveis que poderiam explicar a maior ou menor atração dos mosquitos pelo corpo humano: variações de odores ligados à microbiota da pele.

Primeiro, eles testaram o efeito de diferentes odores da pele humana em mosquitos, a fim de identificar quais pessoas eram as mais atraentes e as menos atraentes para esses insetos.

Uma análise química do odor corporal revelou que as pessoas mais atraentes produzem significativamente mais ácidos carboxílicos nos vapores da pele.

“Existe uma associação muito, muito forte entre ter grandes quantidades desses ácidos graxos na pele e ser um ímã de mosquitos ”, diz Leslie Vosshall, que liderou o estudo. Parece que mesmo mosquitos com déficits olfativos conseguem distinguir esses alvos principais dos outros.

Um poder atraente devido aos ácidos carboxílicos
Os pesquisadores pediram a 64 voluntários que usassem mangas de nylon em seus antebraços por seis horas por dia, em dias consecutivos, para coletar amostras de odor de pele humana.

Um dos participantes, aqui o “sujeito 33”, destacou-se particularmente dos demais: descobriu-se que ele era quatro vezes mais atraente para os mosquitos do que o segundo participante mais atraente e 100 vezes mais atraente do que o menos atraente (identificado como “sujeito 19”).

É bem simples: em qualquer teste envolvendo uma manga usada pelo sujeito 33, mosquitos se aglomeram ao redor dele. Os pesquisadores então classificaram os participantes do mais atraente ao menos atraente e analisaram seus perfis olfativos para determinar o que poderia explicar essa grande diferença.

Foi assim que identificaram cerca de cinquenta compostos moleculares presentes em maior número no sebo dos participantes com forte poder de atração. Em particular, eles descobriram que os “ímãs de mosquito” produziam ácidos carboxílicos em níveis muito mais altos do que os outros.

Alguns sujeitos estiveram no estudo por vários anos e descobrimos que, se fossem um ímã de mosquito, continuariam sendo um. Muitas coisas poderiam ter mudado no sujeito ou no seu comportamento durante este período, mas era uma propriedade muito estável da pessoa.

Em outras palavras, não importa quais mudanças sejam feitas – em alimentos ou produtos de cuidados com a pele – um ímã de mosquito continua sendo um ímã de mosquito por toda a vida.

*por Davson Filipe
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*Fonte: realidadesimulada

Cientistas descobrem que pesadelos podem ser silenciados com um único acorde de piano

Voluntários chegaram a ter aumento nos sonhos bons

Usando técnicas não invasivas para manipular nossas emoções, pode ser possível reduzir os horrores que atormentam nosso sono. Um estudo realizado em 36 pacientes diagnosticados com transtorno de pesadelo mostrou que uma combinação de duas terapias simples reduziu a frequência de seus sonhos ruins.

No estudo, publicado na Current Biology, os cientistas convidaram os voluntários a reescrever seus pesadelos mais frequentes de forma positiva e, em seguida, tocar sons associados a experiências positivas enquanto dormiam.

“Existe relação entre os tipos de emoções experimentadas nos sonhos e nosso bem-estar emocional”, diz o psiquiatra Lampros Perogamvros, dos Hospitais Universitários de Genebra e da Universidade de Genebra, na Suíça.

“Com base nessa observação, tivemos a ideia de que poderíamos ajudar as pessoas manipulando emoções em seus sonhos. Neste estudo, mostramos que podemos reduzir o número de sonhos emocionalmente muito fortes e muito negativos em pacientes que sofrem de pesadelos.”

Muitas pessoas sofrem de pesadelos, que nem sempre são simples caso de alguns sonhos ruins. Pesadelos também estão associados a sono de má qualidade, que, por sua vez, está associado a infinidade de outros problemas de saúde.

Dormir mal também pode aumentar a ansiedade, que, por sua vez, pode resultar em insônia e pesadelos. Estudos recentes mostraram que pesadelos e distúrbios do sono aumentaram durante a pandemia global de Covid-19 em andamento.

Tratamentos conhecidos
Dado que realmente não entendemos por que, ou mesmo como, nosso cérebro cria sonhos enquanto dormimos, tratar pesadelos crônicos é um desafio.

Um método não invasivo é a terapia de ensaio de imagens, na qual os pacientes reescrevem seus pesadelos mais angustiantes e frequentes para dar-lhes um final feliz. Então, eles “ensaiam” contando a si mesmos aquela história reescrita, tentando sobrescrever o pesadelo.

Esse método pode reduzir a frequência e a gravidade dos pesadelos, mas o tratamento não é eficaz para todos os pacientes.

Em 2010, cientistas descobriram que tocar sons que as pessoas foram treinadas para associar a determinado estímulo, enquanto essas pessoas estão dormindo, ajuda a aumentar a memória desse estímulo. Isso foi chamado de reativação de memória direcionada (TMR), e Perogamvros e colegas queriam descobrir se isso poderia melhorar a eficácia da terapia de ensaio de imagens (IRT).

Depois de os participantes do estudo completarem um diário de sonhos e sono por duas semanas, todos os voluntários receberam uma única sessão de TRI. Nesse ponto, metade do grupo passou por uma sessão de TMR, criando uma ligação entre uma versão positiva de seus pesadelos e um som.

A outra metade serviu como grupo de controle, imaginando versão menos horrível de um pesadelo sem ser exposta a sons positivos.

Ambos os grupos receberam uma faixa de fone de ouvido para dormir que tocaria o som – o acorde de piano C69 – enquanto dormiam, a cada dez segundos durante o sono REM, quando os pesadelos eram mais prováveis ​​de ocorrer.

Os grupos foram avaliados após duas semanas de entradas adicionais no diário e novamente após três meses sem nenhum tipo de tratamento.

No início do estudo, o grupo controle teve, em média, 2,58 pesadelos por semana, e o grupo TMR teve uma média de 2,94 pesadelos semanais. No final do estudo, o grupo de controle caiu para 1,02 pesadelos semanais, enquanto o grupo TMR caiu para apenas 0,19. Ainda mais promissor, o grupo TMR relatou um aumento nos sonhos felizes.

No acompanhamento de três meses, os pesadelos aumentaram ligeiramente em ambos os grupos, para 1,48 e 0,33 por semana, respectivamente. No entanto, isso ainda é uma redução impressionante na frequência de pesadelos, disseram os pesquisadores, sugerindo que o uso de TMR para apoiar a TRI resulta em um tratamento mais eficaz.

“Ficamos positivamente surpresos com o quão bem os participantes respeitaram e toleraram os procedimentos do estudo, por exemplo, realizando terapia de ensaio de imagens todos os dias e usando a faixa de dormir durante a noite”, diz Perogamvros.

“Observamos rápida diminuição dos pesadelos, juntamente com os sonhos se tornando emocionalmente mais positivos. Para nós, pesquisadores e clínicos, essas descobertas são muito promissoras tanto para o estudo do processamento emocional durante o sono quanto para o desenvolvimento de novas terapias.”

*Via Science Alert
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*Fonte: Rodrigo Mozelli / olhardigital

Por que a média de altura das pessoas muda conforme o país?

O tamanho médio de um ser humano variou bastante nos últimos milhões de anos. Segundo um estudo publicado na Nature Commons, no entanto, tudo isso está diretamente relacionado à temperatura do planeta. De acordo com os pesquisadores, climas frios e severos estão dentro da origem evolutiva de corpos maiores.

Ou seja, pessoas mais altas tendem a surgir em áreas mais geladas da Terra, enquanto áreas quentes costumam gerar populações com baixa média de altura. Inclusive, esse seria o principal motivo de pessoas nascidas em países latinos terem estatura menor do que diversos outros países ao redor do mundo. Entenda mais sobre o assunto nos próximos parágrafos!

Evolução do ser humano

Para chegar a uma conclusão, os pesquisadores responsáveis pelo estudo coletaram medidas corpóreas e de cérebro de mais de 300 fósseis do gênero Homo encontrados em todas as partes do planeta. Embora a nossa espécie, o Homo sapiens, tenha surgido há 300 mil anos na África, o gênero Homo existe há muito mais tempo.

Exemplos disso são os já extintos neandertais e outras espécies, como o Homo habilis e Homo erectus. Combinando dados fósseis com a reconstrução climática de diferentes regiões da Terra no último milhão de anos, foi possível identificar o clima específico que cada uma dessas espécies vivia e comparar com sua média de altura.

Em climas frios, corpos maiores atuavam como um amortecedor de temperatura, visto que massas maiores possuem maior dificuldade em perder calor. Como o frio não é necessariamente uma grande ameaça nas regiões tropicais, a tendência era que mais corpos menores surgissem com o passar do tempo.

Soma de dados

Estatisticamente falando, em termos atuais é difícil trazer qualquer confirmação de que o clima de um país esteja diretamente relacionado com a altura de seus habitantes. Porém, também é necessário considerar que países com grande extensão territorial não oferecem dados muito concretos devido à diversidade climática dentro de sua região.

Por exemplo, Brasil e Estados Unidos, que são países largos e compridos, apresentarão números que não significam muita coisa. No entanto, se analisarmos a maioria dos países europeus, é possível notar que os homens dessa região — e que enfrentam mais frio na maior parte do ano — tendem a ser mais altos que os homens de regiões quentes como de algumas partes da Ásia, África e América Latina.

Para métodos de comparação, o World Population Review mostra que Holanda (1,82m), Letônia (1,81m) e Alemanha (1,79m) aparecem com as maiores médias de altura para homens, enquanto Indonésia (1,57m), Bolívia (1,59m) e Filipinas (1,61m) aparecem na outra extremidade. Entre mulheres, a diferença é parecida.

Obviamente, é preciso se questionar de outros fatores, como dieta, saúde, riqueza e por aí vai, possuem influência parecida ou superior na média de estatura da população do que as condições climáticas. Mesmo assim, é bastante plausível dizer que as mudanças de temperatura tiveram influência na discrepância de tamanho de humanos ao redor do planeta.

Alterações no DNA

Em questões de etnia, é importante ressaltar como nossa ancestralidade possui influência em nossas vidas. Um estudo publicado no American Journal of Public Health em 2013, por exemplo, mostrou que a parcela latina da população norte-americana enfrenta um risco de morte 30% menor do que outros grupos raciais.

O motivo? Pesquisadores analisaram 18 conjuntos de dados em amostras de DNA de quase 6 mil indivíduos, dividindo os representantes em sete etnias: dois grupos africanos, afro-americanos, caucasianos, asiáticos orientais, latinos e indígenas tsimane — que vivem na Bolívia.

Em geral, a análise mostrou que o sangue dos latinos e dos tsimane envelhecia mais lentamente do que os demais grupos em questão, algo que ajudaria na neutralização de maiores riscos de saúde. Logo, pode-se imaginar que mudanças no DNA de nossos antepassados — seja por conta de influências climáticas ou não — tenha feito com que cada etnia adquirisse uma média de estatura diferente.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Higiene do sono: dicas para dormir melhor

Muitas pessoas acreditam que a quantidade de horas é o que define se dormiu bem ou mal, mas outros fatores, como o ambiente e a preparação, também são importantes

A maioria das pessoas não consegue dormir o suficiente todas as noites. O sono é um importante aliado para as pessoas acordarem com maior disposição para o dia.

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research apontou que a qualidade do sono é mais importante que a quantidade para que as pessoas acordem descansadas. No entanto, isso não significa que seja saudável dormir pouco.

A realidade é que cada pessoa precisa de uma quantidade diferente de sono para ser produtiva, já que da mesma forma que dormir pouco pode ser um problema, dormir muito também pode ser prejudicial à saúde.

Como dormir melhor

De acordo com o portal Hypescience, o primeiro passo para dormir bem é encontrar o horário perfeito para isso. Além disso, deve ser controlado qual horário realmente dormimos. Por exemplo, oito horas de sono é inútil se você gastar metade do tempo rolando na cama e dormir apenas quatro horas.

A otimização do sono depende da construção de bons hábitos de sono, do aprimoramento do ambiente em que vamos dormir e de manter uma rotina.

Preparação para dormir

O primeiro passo para ter uma boa noite de sono é construir hábitos que vão te ajudar a dormir mais rápido, com uma duração maior e de forma mais confortável.

Um passo importante da rotina é incluir exercício físico regular. A Fundação Nacional do Sono dos EUA afirma que o exercício no período da tarde pode melhorar o sono à noite. No entanto, exercitar pouco tempo antes de dormir possui o efeito oposto.

Além disso, um despertar suave pode ajudar o momento de acordar mais fácil e natural.

Também é importante eliminar o álcool, cortar a cafeína e largar o cigarro. Um estudo publicado em 1994 apontou que o álcool é prejudicial para o ciclo do sono após ser eliminado do corpo, fazendo com que você acorde com mais frequência do que faria normalmente.

Já a cafeína reduz as fases três e quatro do sono, em que o sono REM e o sonho ocorrem. Enquanto isso, o cigarro, a nicotina em especial, ao ser usado em grande quantidade mantém o indivíduo acordado e impedem o começo do sono.

O Dr. Verma recomenda que seja diminuído o tempo de tela e que sejam desligados os aparelhos pelo menos 1 a 2 horas antes de dormir.

“As telas de tablets, telefones e TVs são tão brilhantes que podem confundir o cérebro. Tanta luz muito tarde da noite pode fazer com que o cérebro pense que são duas da tarde, não duas da manhã. Mesmo se ocorrer o sono, ele não será tão profundo e, portanto, será menos restaurador.”

Também podem ser usados métodos de meditação orientada para dormir. Por fim, o especialista aponta que ter um ritual antes de dormir também ajuda a ter um sono saudável.

Ambiente

Antes de dormir, é preciso se certificar de que seu ambiente está preparado para uma boa noite de sono. Primeiramente é preciso certificar que sua cama é confortável, que possui um bom colchão, travesseiros e lençóis.

Para quem possui central de ar em casa, a recomendação é encontrar a temperatura ideal que lhe faz bem. Além disso, o som do ventilador também pode ajudar a relaxar.

Como citado acima, as luzes das telas de eletrônicos podem causar estrago ao ciclo do sono. No entanto, mesmo quando os eletrônicos estão desativados, certifique-se que as luzes de espera não reflitam em você. Uma dica é investir em uma máscara para dormir.

Também é orientado que sejam cortadas distrações, como as notificações de smartphones.

Rotina

Para ter o melhor sono possível é importante dormir e acordar na mesma hora todos os dias. Como é difícil “repor” sono perdido, o Dr. Verma aponta uma alternativa:

“Uma maneira para as pessoas otimizarem seu sono é acordar na mesma hora todos os dias, ou pelo menos dentro da mesma hora. Ao invés de dormir mais em dias de folga, desperte no mesmo tempo e, em seguida, tire uma soneca que permite o sono extra sem interromper a programação normal de acordar”.

Caso você siga as dicas e continue tendo problemas em relação ao seu sono, é preciso procurar um médico especialista. Isso porque questões de saúde podem interferir na forma como você dorme.

Insônia crônica, apneia do sono, ou alguma outra condição não diagnosticada pode transformar o horário de dormir em apenas um momento de repouso.

*Por Nathalia Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos

#FicaADica: Ciência explica por que nosso cérebro acredita em mentiras

Uma reportagem do jornal norte-americano The Washington Post buscou especialistas para justamente desvendar essa pergunta. E concluiu que, como de costume, a resposta está no nosso cérebro. Por conta de nossa formação cognitiva e como utilizamos atalhos para agilizar nossos julgamentos, a verdade, segundo a reportagem, é que tendemos a acreditar em tudo que ouvimos – e isso faz sentido, na média, pois a maioria das informações que recebemos são verdadeiras.

As redes sociais ajudam a espalhar as mentiras e a tingi-las com um verniz que faz parecer verdade

Acontece que tal tendência nos leva a crer que, uma informação que nos beneficia, e principalmente se for repetida diversas vezes, deve ser verdadeira – e, no contexto político, e com o poder de amplificação e acesso das redes sociais, tal conclusão forma a imensa rede de fake news que tanto nos pauta atualmente. Em resumo, quanto mais ouvimos a mesma afirmação, mais ela nos parecerá familiar e verdadeira – mesmo se for completamente falsa.

As desinformações sobre a vacinação dão a dimensão do problema, já que causaram diversas mortes

“Há apenas tipicamente uma versão verdadeira de uma reinvindicação e um número infinito de maneiras que você poderia falsificá-la, certo?”, questionou Nadia Brashier, professora de Psicologia da Universidade Purdue, do Estado de Indiana. “Então, se você ouvir algo uma e outra vez, por probabilidade, será a coisa verdadeira”, sugeriu. E uma vez que acreditamos em uma mentira, ela seguirá nos influenciando, mesmo após ser revelada como farsa, já que uma explicação verdadeira não apaga de nosso cérebro a informação da afirmação falsa. Complexo, né?

Estamos, portanto, lutando contra os limites da memória humana quando buscamos corrigir falsidades do imaginário público – já que, com o tempo, a correção poderá simplesmente desaparecer, e ficaremos com a informação que melhor se encaixa no sistema de crenças que utilizamos para compreender o mundo, mesmo que ela seja mentira.

“Se é um componente importante para seu modelo mental, é cognitivamente muito difícil simplesmente arrancar a informação falsa”, afirma Stephan Lewandowsky, psicólogo cognitivo da Universidade de Bristol.

Como proteger nosso cérebro
Se a correção não é suficiente, o que precisamos fazer para proteger nosso cérebro de inverdades? Uma das sugestões da reportagem é se informar sobre técnicas de manipulação e falácias utilizadas em argumentações, como incoerências, falsas dicotomias, ataques pessoais, uso de bodes expiatórios e manipulações emocionais.

Outro caminho importante é se atentar para a precisão, correção e conclusão das informações que nos são oferecidas, em vez de buscar o que queremos ouvir. Então, que tal repassar esta matéria para aquele grupo do WhatsApp que ainda precisa ouvir certas verdades? #FicaADica

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Benefícios à saúde: Gatos ajudam a aliviar estresse de pessoas emotivas

Os benefícios trazidos pelos animais de estimação, sobretudo na saúde mental, já são comprovados cientificamente. No caso de gatos, você sabia que os felinos ajudam a aliviar o estresse de pessoas muito emotivas e altamente reativas ao interagir com elas? É o que afirma um artigo recém-publicado pelos pesquisadores da Washigton State University na revista Anthrozoös.

Durante um programa de visitação de gatos, os cientistas identificaram que diferentes fatores forneceram uma resposta positiva aos felinos, incluindo um traço específico de personalidade: o da emotividade. Esse traço, de acordo com o modelo de psicologia do Cinco Fatores, indica que uma pessoa tem emoções fortes e é altamente sensível a elas.

“Sempre nos disseram que ‘pessoas de gatos’ são diferentes de ‘pessoas de cães’ e que a maioria dos alunos não está interessada em interagir com gatos. Nossos resultados revelaram que alunos estão interessados em interagir com gatos e comprovam que esse interesse pode ser motivado por traços de personalidade”, afirma Patricia Pendry, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Washington State University e coautora do artigo.

No estudo, foram ouvidos mais de 1.400 estudantes e funcionários de mais de 20 universidades.

“Estamos procurando maneiras de ajudar mais pessoas a reduzir seus níveis de estresse. Adicionar gatos pode ser outra maneira de alcançar um público mais amplo”, garantem os especialistas.

*Por
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*Fonte: hypeness

Como os exercícios físicos ajudam a dormir melhor

Muitas pessoas têm dificuldade para ter boa qualidade de sono.

Dormir mal traz não só sensação de cansaço no dia seguinte, mas pode também ter efeitos negativos sobre outros aspectos da nossa saúde e bem-estar a longo prazo.

As pessoas ouvem muitas coisas que podem fazer para ter uma melhor noite de sono, desde tomar um banho quente à noite até abandonar o celular duas horas antes de ir para a cama.

Mas um dos conselhos mais comuns para as pessoas que têm dificuldade para conseguir uma boa noite de sono é exercitar-se regularmente. E as pesquisas indicam que este realmente é um conselho muito bom.

Uma meta-análise de 2015, por exemplo, observou todas as pesquisas atuais sobre exercícios e a duração e qualidade do sono. Ela demonstrou que os exercícios físicos, tanto regulares (algumas sessões por semana) quanto ocasionais, podem melhorar o sono.

Isso significa que até um exercício isolado pode ser suficiente para melhorar o sono, em termos de qualidade e duração.

As pesquisas também indicam quais tipos de exercícios podem ajudar a melhorar o sono. Já se demonstrou, por exemplo, que exercícios aeróbicos regulares ajudam as pessoas a pegar no sono com mais rapidez, acordar menos durante a noite e sentir-se mais descansadas na manhã seguinte.

Esses efeitos foram comprovados com muitos tipos diferentes de exercícios aeróbicos, como andar de bicicleta, correr e até caminhar rapidamente. Até uma simples sessão de 30 minutos de exercícios aeróbicos, uma única vez, pode melhorar diversos aspectos do sono.

Embora não tenha a mesma intensidade do exercício aeróbico regular, ainda assim se demonstrou que essa sessão aumenta a duração do sono, reduz o tempo necessário para adormecer e aumenta a eficiência do sono (o percentual de tempo passado na cama realmente dormindo). Maior eficiência do sono indica sono de melhor qualidade.

Já as pesquisas sobre exercícios de resistência (como o levantamento de peso) e seus efeitos sobre o sono são mais limitadas. Mas, a julgar pelo pequeno número de estudos que foram realizados, parece que o exercício de resistência também pode ser capaz de melhorar o sono.

Estudos concluíram que as pessoas que praticam exercícios de resistência regularmente (cerca de três sessões por semana) possuem melhor qualidade subjetiva do sono. Até pensar que você tem sono de boa qualidade pode afetar o seu desempenho ao longo do dia.

O treinamento de resistência regular pode também ajudar as pessoas com insônia a adormecer com mais rapidez e aumentar a eficiência do sono. Mas ainda existem muito poucas pesquisas nesta área, de forma que precisamos ter cautela antes de fazer qualquer conclusão.

A boa notícia é que os benefícios dos exercícios físicos para o sono parecem funcionar para todos, independentemente da sua idade ou de possíveis distúrbios do sono (como insônia ou apneia do sono).

A influência dos exercícios
Embora as pesquisas afirmem claramente que o exercício físico pode melhorar o nosso sono, os cientistas ainda não têm total certeza de como isso funciona – mas têm algumas teorias.

O ciclo de dormir e acordar do nosso corpo segue um período aproximado de 24 horas, que é controlado por um “relógio” interno do corpo. Como parte desse ciclo, um hormônio chamado melatonina é liberado à noite, o que ajuda a nos sentirmos cansados.

Os exercícios durante o dia podem gerar liberação de melatonina mais cedo à noite, que pode ser o motivo pelo qual as pessoas que se exercitam adormecem mais rápido.

O exercício também aumenta nossa temperatura corporal. Mas, quando terminamos um exercício, nossa temperatura corporal começa a voltar ao normal.

A queda da temperatura corporal pode também nos ajudar a adormecer. Ela pode explicar por que o exercício físico no início da noite pode realmente ajudar algumas pessoas a dormir melhor, ao contrário da crença popular.

O exercício pode também melhorar o sono devido aos seus efeitos positivos sobre o humor e a saúde mental, que podem ser associados à qualidade do sono. Isso porque, durante o exercício, o corpo libera substâncias conhecidas como endorfinas, que melhoram o humor.

Exercícios regulares podem também reduzir os sintomas de ansiedade e depressão. O efeito positivo dos exercícios físicos sobre o humor e a saúde mental pode, portanto, ajudar as pessoas a adormecer mais facilmente.

Embora mais pesquisas ainda sejam necessárias para determinar exatamente por que diferentes tipos de exercício afetam muitos aspectos diferentes do nosso sono, fica claro que o exercício físico pode ser benéfico para o sono. Apenas 30-60 minutos de exercícios diários podem nos ajudar a dormir com mais rapidez, permanecer dormindo durante a noite e acordar com maior sensação de repouso na manhã seguinte.

Embora apenas uma sessão de exercício possa melhorar o sono, exercícios regulares provavelmente fornecem melhorias ainda maiores. Como muitos tipos de exercício estão relacionados à melhoria do sono, tudo o que é preciso fazer é escolher um tipo de que você goste, seja correr, nadar, levantar pesos ou simplesmente sair para uma caminhada rápida.

*Por Emma Seweeney é professora de exercícios, nutrição e saúde da Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido.
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*Fonte: bbc-brasil

Síndrome da autocervejaria: quando nosso corpo fabrica álcool

Imagina você ter almoçado um belo prato de macarrão e, após voltar ao trabalho, sentir-se com sintomas de embriaguez, apresentando até hálito alcoólico, mesmo sem ter tomado uma gota de álcool sequer. Pode parecer estranho, mas essa condição é possível e é conhecida como Síndrome da Autocervejaria.

Síndrome do quê?!
Sim, pode parecer inacreditável, mas nosso corpo é capaz de produzir o seu próprio álcool. Também conhecida como Síndrome da Fermentação Intestinal, essa condição rara parece acontecer quando alguns seres habitantes do nosso intestino – fungos, bactérias etc. – convertem o carboidrato ingerido em álcool.

Em um caso relatado no ACG Case Reports Journal, um homem de 25 anos começou a se sentir muito bêbado mesmo nos dias em que não tinha consumido nada alcoólico. Após o fato ocorrer várias vezes, a esposa o levou ao pronto-socorro, pois ele apresentava sintomas como tontura, fadiga, fala arrastada, náusea e às vezes até “apagava” dormindo, acordando só no outro dia já sem os sintomas.

Depois de diversos testes e hipóteses se mostrarem inconclusivos, a opção que mais se mostrou válida foi a de que o indivíduo sofria da síndrome da autocervejaria, pois seu corpo estava transformando o carboidrato em etanol.

A saída foi adotar uma alimentação mais saudável – evitando, principalmente, alimentos processados e refinados – e com menor quantidade de carboidratos, além de medicação.

Esse caso não é o único, pois há diversos relatos espalhados pelo mundo, com grande incidência dos casos no Japão – não se sabe ainda a razão dos japoneses serem aparentemente mais suscetíveis.

Possíveis causas
Não há consenso na medicina sobre o que realmente provoca a síndrome. Até o momento, entende-se que a condição ocorre devido ao desequilíbrio dos microrganismos que vivem no nosso intestino.

Segundo os especialistas, o intestino dos pacientes com a enfermidade apresenta grande volume de microrganismos, em especial as leveduras Candida e Sacchharomyces (usada para fazer pão, vinho e cerveja) e as bactérias Helicobacter pylori e Klebsiella pneumoniae. Esses seriam os principais responsáveis por modificar o carboidrato.

A síndrome ocorre em pessoas saudáveis, mas a maior incidência é em pessoas com comorbidades como disfunção gastrointestinal, diabetes, obesidade, Doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, entre outros.

Além disso, o consumo de alimentos ultraprocessados e de antibióticos por tempo prolongado são apontados como potenciais causadores da desregulação do microbioma intestinal.

Questões legais
Alguns advogados têm usado a Síndrome da Autocervejaria como uma forma de defender pessoas que estão sendo acusadas de dirigir embriagadas. Isso porque as pessoas que sofrem da condição podem apresentar odor de álcool no hálito e alta concentração de etanol no sangue e na urina.

Apesar do artifício ter sido apresentado com mais frequência, os tribunais ainda se mostram céticos quanto ao fenômeno.

*Por Jessica Parizzoto
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*Fonte: megacurioso

Agrotóxicos: ‘estamos todos participando de uma experiência química global

“O ser humano é parte da natureza, e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo.”

A citação é de Rachel Carson, a bióloga e conservacionista americana que causou comoção em seu país ao publicar seu famoso livro Primavera Silenciosa em 1962. O trabalho começa com um convite: imagine uma cidade em que os pássaros sumiram, vítimas do uso excessivo de compostos químicos como agrotóxicos.

Carson não era contra a aplicação seletiva de agrotóxicos e inseticidas, mas era contra seu uso indiscriminado, comum em uma época marcada por uma fé cega no poder da ciência.

A obra teve tanta repercussão que foi uma das catalisadoras do movimento ambientalista nos EUA. Carson não só escrevia com precisão científica como também comunicava com beleza poética o que chamava de “tecido intrincado da vida”, no qual tudo está interligado e do qual todos fazemos parte.

Sessenta anos depois da publicação de Primavera Silenciosa, quão preocupante é a atual proliferação de compostos químicos? E qual seria a mensagem de um livro como o de Carson hoje?

A BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) conversou com Joan Grimalt, professor de Química Ambiental do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha e integrante do Painel Intergovernamental de Poluição Química (IPCP). O IPCP é um grupo de cientistas que reivindica a criação de um organismo internacional para monitorar agrotóxicos.

BBC: Rachel Carson alertou sobre “a contaminação do ar, da terra e do mar com materiais perigosos e até letais”. Esta mensagem é relevante na atualidade?

Joan Grimalt: Sim, com certeza. É verdade que o uso em alguns lugares não é mais permitido. Mas, em geral, o uso de compostos químicos aumentou e o despejo desses compostos no meio ambiente também aumentou.

Existem atualmente cerca de 350 mil compostos fabricados pela indústria. Na época de Carson, eu diria que esse número não passava de 30 mil.

BBC: Em seu livro, Carson falou especialmente de um composto, o DDT.

Grimalt: O DDT foi importante. Mas o problema é que muitos compostos foram criados. Outro problema é a sua ampla utilização, que é o que gerou mais problemas ainda.

O DDT já era conhecido desde o final do século 19. Mas na década de 1940 havia um médico, Paul Müller, que propôs usar o DDT para eliminar os mosquitos do gênero Anopheles (mosquito-prego) que transmitem a malária.

E isso levou à disseminação do DDT em todo o mundo. Deve-se lembrar que isso rendeu o Prêmio Nobel de Medicina a Paul Müller, porque esse composto eliminou o mosquito Anopheles em praticamente todos os lugares, exceto nas zonas tropicais, e a incidência de malária caiu drasticamente.

E também é preciso dizer que desde 2005 a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso do DDT para combater o mosquito Anopheles em lugares onde a malária ainda é endêmica.

Às vezes o que acontece é que uma coisa não é branca nem preta; depende do uso que se dá a ela.

BBC: Quais foram impactos negativos do DDT?

Grimalt: Concretamente, um primeiro efeito foi que nas aves expostas ao DDT, as cascas dos ovos ficaram muito mais finas e, por isso, durante a incubação, muitas ninhadas foram perdidas porque os ovos não aguentavam o peso dos adultos que os chocavam. Isso resultou no desaparecimento de muitos pássaros.

O DDT quase extinguiu a águia-americana, por exemplo, a águia símbolo dos Estados Unidos, e muitas outras espécies.

Além disso, se observou que em humanos o DDT também causava problemas. Há imagens onde você pode ver soldados dos Estados Unidos de cuecas sendo pulverizados com DDT (para matar pulgas e piolhos), porque se acreditava que o DDT não os afetava. Não sabemos como esses soldados estão agora. O DDT é neurotóxico e dentro das células dos organismos, incluindo os humanos, as células que mais se reproduzem são as células nervosas, por isso o dano causado ao sistema neurológico é mais permanente.

BBC: Você poderia nos dar alguns exemplos de compostos que são usados ​​hoje e são especialmente preocupantes para você? Fala-se muito sobre os produtos químicos “forever chemicals” ou compostos “eternos” (fluorosurfactantes).

Grimalt: Ao falar de compostos ou contaminantes químicos, devemos diferenciar aqueles que possuem importantes propriedades de estabilidade química. Estes seriam o que se chama de produtos químicos eternos, que são compostos persistentes.

A persistência existe por causa de dois fatores. Primeiro, porque quimicamente as moléculas são muito estáveis. No meio ambiente não há muitas reações que conseguem degradá-las, e a atividade dos organismos, sejam eles bactérias ou organismos superiores, as degrada muito pouco.

A outra propriedade que esses compostos costumam apresentar é serem hidrofóbicos, o que significa que se dissolvem mais em matéria orgânica do que em água. Por isso eles tendem a se acumular em organismos vivos, o que é chamado de bioacumulação. Toda vez que hum corpo bebe ou come algo que os contém, ele os acumula e não os excreta, porque nosso sistema de excreção mais normal é a urina, e eles não são solúveis na urina.

Além disso, na medida em que vamos subindo na cadeia alimentar, os organismos superiores se acumulam cada vez mais porque comem coisas que também continham esses compostos. Isso é o que é chamado de biomagnificação. Mamíferos marinhos, por exemplo, focas, baleias, acumulam mais [compostos] do que peixes. E os peixes que são predadores de outros peixes acumulam mais do que peixes que comem algas e zooplâncton.

BBC: Você pode nos dar um exemplo desses compostos persistentes?

Grimalt: Isso está no DDT. Todos nós carregamos DDT e seus metabólitos em nosso sangue.

Mas um composto que me preocupa muito é o mercúrio. Alguns tipos de carvão têm um certo nível de mercúrio e quando grandes quantidades desse carvão são queimadas, isso solta o mercúrio na atmosfera. A partir daí, isso passa para a água e também vai se acumulando em organismos.

Outra fonte de mercúrio é o fato de que em reservas tropicais, tanto na América quanto na África, há pessoas que se dedicam a procurar ouro, e são pessoas muito pobres com técnicas muito primitivas. Uma delas é amalgamar ouro com mercúrio.

BBC: Você pode nos lembrar de quão tóxico é o mercúrio?

Grimalt: Ele é neurotóxico nessas concentrações de que estamos falando, porque afeta tudo — o fígado, os rins. Também leva a deformidades nas crianças quando as mães grávidas são expostas.

Infelizmente, na Baía de Minamata, no Japão, isso foi perfeitamente documentado, porque havia uma indústria que despejava derivados de mercúrio no rio, e esses derivados entravam na cadeia alimentar e nos peixes que os habitantes locais comiam, e isso foi um desastre.

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BBC: Quais outras substâncias o preocupam? Muito se fala sobre os microplásticos, que em estudos recentes foram detectados até na placenta humana.

Grimalt: Os microplásticos também são importantes, mas ainda não sabemos quais efeitos eles têm. Mas cuidado, o plástico é uma invenção da humanidade que provou ser muito útil.

O plástico é inerte e a priori não tem nenhum efeito negativo. Se isso acontecesse, estaríamos acabados, porque embalamos comida em plástico e colocamos remédios em nossas veias com tubos de plástico e nada acontece.

Isso não significa dizer que estamos usando de forma correta o plástico.

É preciso investigar quais são os efeitos dos microplásticos na saúde. Mas não é preciso esperar pesquisas para tratar adequadamente os resíduos e as águas urbanas. Já podemos retirar muito plástico do meio ambiente. Por outro lado, com o mercúrio, quando você já o descartou, não existe mais remédio.

BBC: Antes da entrevista, você me disse que “estamos todos participando de uma experiência química global”. Por quê?

Grimalt: Digo isso porque estamos jogando muitos compostos no meio ambiente e alguns deles não voltam para nós. Mas a maioria deles sim, e colocamos tudo isso dentro do nosso corpo.

Em outras palavras, pensar que podemos ter uma saúde perfeita quando estamos cercados por água poluída, ar poluído e solo ou alimentos contaminados é uma bobagem.

BBC: E existem possíveis interações desses compostos entre si que ainda são desconhecidas?

Grimalt: Estamos falando de 350 mil compostos. Ainda há muitas coisas para entendermos.

Os compostos persistentes, uma vez ingeridos, como eu disse, permanecem dentro do corpo e começam a fazer efeito. E no caso daqueles que não são persistentes e o corpo os elimina principalmente na urina, se depois que os eliminamos voltamos a comer algo com eles, então estamos sendo sempre expostos.

BBC: Você pode nos dar um exemplo desses compostos não persistentes aos quais podemos estar sendo permanentemente expostos?

Grimalt: Por exemplo, os pesticidas que são usados ​​na agricultura em pequenas doses e que voltamos a comer. Ou os bisfenóis que são aditivos plásticos. Existem muitos tipos de plástico que possuem muitos aditivos para modificar as propriedades do polímero ou dar cor. Se esses microplásticos são ingeridos, todos os compostos vão para dentro de nosso corpo.

Se olharmos para os resíduos plásticos em uma praia que não foi limpa, há plásticos de todas as cores e isso já revela que são plásticos diferentes com propriedades diferentes.

BBC: E quem regula todos esses 350 mil compostos? Existe uma organização internacional?

Grimalt: No nível internacional não existe nada. É por isso que nós do mundo científico, os membros do Painel Intergovernamental de Poluição Química, publicamos uma carta na revista Science solicitando um painel internacional para monitorar e aconselhar sobre compostos e resíduos químicos para reduzir a exposição a esses compostos.

BBC: A regulação dos milhares de compostos é feita por cada país?

Grimalt: No nível europeu, existem leis diferentes, como por exemplo o REACH [Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals, uma lei da Comunidade Europeia de 2006], mas isso é apenas na Europa. Nos EUA, existe a Agência de Proteção Ambiental (EPA), que também é um órgão de referência em toda essa questão. Mas em muitos outros países, nada é feito. Não existe nada.

Além disso, outra coisa que eu pessoalmente acho uma vergonha é que muitos países desenvolvidos enviam resíduos para países subdesenvolvidos. Já se pode imaginar que o que acontece é que esses resíduos são despejados no meio ambiente ou tratados de forma totalmente inadequada.

Além disso, parte desses resíduos e dos compostos que contidos neles retornarão ao meio ambiente, serão distribuídos por todo o planeta e, portanto, também é do interesse de todos que esse tipo de coisa não aconteça.

BBC: Existem produtos que são proibidos em alguns países europeus, mas são vendidos na América Latina, como os pesticidas chamados neonicotinoides.

Grimalt: O que se tem feito muito é imitar as plantas, que, por não conseguirem se mexer, travam uma guerra química contra os insetos.

O tabaco produz nicotina não para os humanos fumarem, mas para matar insetos, para se defenderem. A nicotina foi tomada e suas moléculas modificadas para produzir derivados de nicotina ainda mais fortes para matar insetos. Com os neonicotinoides, existe a questão de saber se eles estão matando, por exemplo, abelhas.

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BBC: Com essa enorme quantidade de compostos no meio ambiente, o que nós consumidores podemos fazer?

Grimalt: No nível do consumidor, certamente podemos fazer coisas. Uma delas é tentar minimizar o uso de plásticos, por exemplo, ir ao mercado com uma cesta ou embrulhar produtos em papel.

Os consumidores também podem reciclar ao máximo, o que facilita a gestão dos resíduos de forma menos poluente.

BBC: E para tentar proteger a saúde?

Grimalt: Nesse caso, é mais difícil de se dizer. Obviamente existem produtos ecológicos ou orgânicos que foram cultivados sem agrotóxicos. Isso também é positivo, mas sinceramente ainda acho que isso precisa ser mais estudado.

BBC: Por quê?

Grimalt: Para verificar se realmente existe um benefício para o consumidor. Se meu vizinho está usando agrotóxicos, não sei até que ponto meus produtos estão contaminados ou não. É importante deixar claro que isso é positivo. Não quero dizer que não é bom. Mas deveria ser mais estudado.

BBC: Voltando agora ao livro de Rachel Carson. Ela alertou que pássaros e outras espécies corriam risco. Mas agora temos a crise do clima e da biodiversidade, com um milhão de espécies em perigo de extinção, segundo a ONU. Qual seria a mensagem de um livro como Primavera Silenciosa hoje?

Grimalt: Primavera Silenciosa foi um sucesso em parte porque os pesticidas que poderiam afetar mais as aves foram alterados. O DDT foi proibido em muitos países e onde ele ainda é usado para combater o mosquito Anopheles, isso é feito para proteger as pessoas. Ele não pode mais ser usado na agricultura.

Agora estamos discutindo outras coisas preocupantes, sobre uma grande diminuição da população de insetos em muitos lugares. E muitos desses insetos são polinizadores. Eles são necessários para as plantações, para que as plantas se reproduzam. O fato de haver muito menos insetos é preocupante. Eu diria que devemos passar da preocupação com os pássaros para a preocupação com os insetos, especialmente aqueles que vão de flor em flor — os voadores. E isso tem muito a ver com o uso de agrotóxicos.

BBC: É o que você estava falando sobre as abelhas…

Grimalt: As abelhas e todos. Lembro que quando pegava meu carro há vinte anos aqui na Catalunha ficava com a janela do carro cheia de insetos mortos. Hoje em dia há bem menos. Isso é uma observação pessoal. Mas se você ler artigos publicados em revistas científicas onde o nível de insetos em muitas áreas florestais foi monitorado, verá que houve uma queda.

BBC: Antes de terminar, eu queria perguntar sobre a figura de Carson. Ela escreveu seu livro quando lutava contra um câncer que tirou sua vida dois anos depois. Para você, pessoalmente, o que significa a figura de Carson?

Grimalt: Acho que Carson foi uma daquelas pessoas que tem uma visão que vai além do dia a dia de todos nós aqui no planeta. Ela percebeu o perigo do uso indiscriminado de agrotóxicos em geral e especificamente do DDT, quando todos estavam convencidos de que o DDT era uma coisa muito boa.

Em grande parte, o movimento ambientalista começou a partir da repercussão do livro de Carson, porque ela sugeriu que um dia poderá haver silêncio na primavera porque teremos matado todos os pássaros.

Naquela época, parecia que a natureza era imensamente poderosa diante da atividade humana. Mais tarde foi visto que não é bem assim. Agora somos muitos, temos muita atividade e o que estamos vendo é que a natureza é como se fosse um jardim, que se não cuidarmos, acabaremos destruindo.

Talvez, graças a Carson, muitas espécies de pássaros foram salvas. E o trabalho não acabou, porque temos que nos preocupar com insetos voadores.

BBC: Você fala de Carson como uma visionária. Você também destacaria sua grande determinação? Porque ela foi constantemente alvo de representantes da indústria de agrotóxicos.

Grimalt: Claro que sim. O mais fácil é tentar destruir a pessoa em vez de discutir as ideias que ela traz e ver se estão corretas ou não. Carson foi uma mulher super corajosa porque enfrentou todo status quo dos EUA. Por trás da fabricação de pesticidas e inseticidas, há muitos interesses econômicos. Muitas empresas se viram ameaçadas e pagaram a outras pessoas para que a atacassem.

E, além disso, ela sofreu com tudo isso quando estava com câncer, o que torna tudo muito mais doloroso e difícil. Porque estar bem de saúde não é o mesmo que estar muito doente e morrendo — na época, o câncer era praticamente uma sentença de morte — e ela tinha que se defender e continuar mantendo suas ideias. Eu acho que nesse sentido Carson é uma figura de referência mundial.

BBC: Você recomenda a leitura de Primavera Silenciosa para as novas gerações?

Grimalt: Claro que sim. Foi a primeira vez em que se disse que podemos causar um impacto irreversível na natureza.

*Por Alejandra Martins
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*Fonte: bbc-brasil

Por que a natação é uma ‘fonte da juventude’ para o cérebro

Não é novidade que o exercício físico é benéfico para o nosso cérebro. Atende a um princípio básico: o que é bom para o nosso coração é bom para o nosso sistema nervoso. Mas será que existe alguma atividade física que ofereça mais vantagens do que outras?

Há muitas razões para ir à piscina, a um lago ou ao mar no verão: para tornar o calor mais suportável, para ter momentos agradáveis, para exercitar os músculos, etc.

Mas a melhor de todas é que a natação é um dos exercícios mais completos para melhorar nossa saúde física… e mental.

O exercício simples que você pode fazer em casa para turbinar seu cérebro
Como evitar que o cérebro envelheça rápido demais?
E para convencê-lo a continuar lendo este artigo, vamos revelar um segredo. A expressão “fonte da juventude” pode ser literal. E o segredo está na água.

Só para você ter uma prévia: a natação promove a liberação de substâncias no cérebro que melhoram a cognição e a memória, graças em parte ao fato de que ajuda a estabelecer novas conexões cerebrais.

Ajuda nosso corpo a combater o estresse oxidativo e os radicais livres, reduz os níveis de estresse e melhora nosso sistema imunológico. Como um todo, melhora o humor.

Comecemos a nadar.

Em primeiro lugar, os benefícios físicos da natação são inegáveis. É um exercício bastante completo que ativa os principais grupos musculares do corpo.

Além de estimular o sistema cardiovascular, o trabalho realizado acaba sendo muito maior do que em outras atividades, graças à resistência da água.

Outra vantagem é que o corpo, estando submerso, recebe menos impacto físico, e acaba sendo mais fácil de se movimentar.

Mas o condicionamento físico é tão importante quanto a saúde mental.

Descarga de endorfina
Como um bom exercício aeróbico — aquele que requer um esforço do coração e dos pulmões para fornecer oxigênio aos músculos —, a natação produz a liberação de endorfinas.

Estas substâncias são a droga natural do cérebro, pois reduzem a percepção da dor, nos proporcionam prazer e uma imensa sensação de bem-estar e felicidade.

Esta é a razão pela qual a natação é tão viciante, porque as endorfinas secretadas se ligam aos receptores opioides no cérebro, responsáveis ​​por funções como sedação, redução da dor e euforia.

Não se assustem. As endorfinas não são nada negativas, muito pelo contrário.

Entre outras coisas, demonstraram ser efetivas no tratamento da depressão. Alguns estudos mostraram, inclusive, que são muito mais eficazes do que alguns medicamentos antidepressivos.

Neste sentido, a natação como terapia melhora o humor e reduz os sintomas de quem sofre deste transtorno. Isso permitiria reduzir ou até mesmo eliminar a medicação em alguns pacientes.

Parte do efeito antidepressivo pode ser devido à formação de novos neurônios no hipocampo, algo que ocorre após praticar natação.

O hipocampo também é a área do cérebro responsável pela memória e aprendizado.

Treinamento cerebral para todas as idades
Sabemos que a atividade física ajuda a manter nossa mente afiada à medida que envelhecemos, mas não apenas em pessoas idosas. Alguns estudos descobriram que a natação ajuda a desenvolver o cérebro infantil.

Em particular, um estudo recente mostrou que crianças entre 6 e 12 anos têm mais capacidade de lembrar vocabulário após nadar por vários minutos. Esta atividade, portanto, parece reforçar a memória em pessoas de todas as idades.

Outra de suas grandes virtudes é que estimula a função cerebral. Este foi o resultado alcançado após um estudo realizado com nadadores adultos, que, depois de 20 minutos de natação, melhoraram esta função.

Grande parte da responsabilidade por estes benefícios é do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), um fator de crescimento cerebral que melhora a memória e a cognição. Porque o que diferencia a natação de outras atividades cardiovasculares é justamente que estimula a liberação de BDNF.

Relaxe e desconecte
O motivo poderia ser mais simples do que pensamos: a água. Por um lado, o meio líquido produz relaxamento, mas, além disso, o movimento rítmico da natação nos faz entrar em um estado meditativo.

Soma-se a isso o fato de que na água podemos nos desconectar dos sons que nos rodeiam e ouvir apenas nossa respiração.

Os benefícios não param por aqui. A natação reduz a tensão emocional, uma vez que diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

Também aumenta a produção de serotonina, um dos hormônios da felicidade que nos ajudam a combater a ansiedade, a depressão e o estresse.

E como se não bastasse, as fibras nervosas do corpo caloso — a fiação cerebral que permite a comunicação entre os dois hemisférios — são mais desenvolvidas nos nadadores, graças à precisão das braçadas e à forma como os movimentos cruzados bilaterais são usados ​​para nadar.

E a natação coloca em operação os dois hemisférios, que precisam de uma quantidade maior de oxigênio.

Este aumento da comunicação entre os dois lados do cérebro implica num aumento da cognição e em melhores habilidades de aprendizado.

Mas não vá embora… ainda tem mais!

Um freio para a deterioração cognitiva
Recentemente, um estudo mostrou que a natação suprime o declínio cognitivo em camundongos obesos.

O objetivo deste estudo foi reproduzir em animais o que acontece em humanos quando ganham peso como resultado de uma má alimentação.

Isso se traduz em uma deterioração da capacidade de aprendizado e memória, que está bastante relacionada à inflamação do tecido nervoso e à diminuição dos fatores neurotróficos e de crescimento no cérebro.

A natação reverte estas mudanças anormais. Consequentemente, salva camundongos obesos da deterioração da capacidade de aprendizado e memória, reduzindo a obesidade, diminuindo a inflamação do hipocampo e aumentando a produção de fatores neurotróficos como o BDNF.

Se você nada habitualmente, certamente não havia pensado em tudo o que esta atividade oferece. Então, de agora em diante, depois da onda após nadar ou do vício por piscina, pense em tudo o que está acontecendo no seu cérebro ao praticar natação.

Para aqueles que não nadam, se você precisa de uma desculpa para pular na piscina, considere este artigo como um sinal.

Quem sabe? O segredo da fonte da juventude também é encontrado na água.

*Por José A. Morales Garcia
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Fonte: bbc-brasil

Uma nova explicação para a consciência

A consciência é a sua consciência de si mesmo e do mundo ao seu redor. Esta consciência é subjetiva e única para você.

Um pesquisador da Escola de Medicina Chobanian & Avedisian da Universidade de Boston desenvolveu uma nova teoria da consciência, explicando por que ela se desenvolveu, para que serve, quais distúrbios a afetam e por que fazer dieta (e resistir a outros impulsos) é tão difícil.


“Em poucas palavras, nossa teoria é que a consciência se desenvolveu como um sistema de memória que é usado por nosso cérebro inconsciente para nos ajudar a imaginar o futuro de forma flexível e criativa e planejar de acordo”, explicou o autor correspondente Andrew Budson, MD, professor de neurologia.

“O que é completamente novo nessa teoria é que ela sugere que não percebemos o mundo, não tomamos decisões ou realizamos ações diretamente. Em vez disso, fazemos todas essas coisas inconscientemente e então – cerca de meio segundo depois – lembramos conscientemente de fazê-las.”

Budson explicou que desenvolveu essa teoria junto com seus coautores, o filósofo Kenneth Richman PhD, no Massachusetts College of Pharmacy and Health Sciences e a psicóloga Elizabeth Kensinger, PhD do Boston College, para explicar uma série de fenômenos que não podiam ser facilmente entendidos com teorias anteriores da consciência.


“Sabíamos que os processos conscientes eram simplesmente muito lentos para se envolver ativamente em música, esportes e outras atividades onde são necessários reflexos de frações de segundo. Mas se a consciência não estiver envolvida em tais processos, seria necessária uma explicação melhor do que a consciência faz”, disse Budson, que também é chefe de neurologia cognitiva e comportamental, chefe adjunto de equipe de educação e diretor do Centro de Translacional Cognitivo. Neurociência no Veterans Affairs (VA) Boston Healthcare System.

Segundo os pesquisadores, essa teoria é importante porque explica que todas as nossas decisões e ações são realmente feitas inconscientemente, embora nos iludamos acreditando que as fizemos conscientemente.

Então, podemos dizer a nós mesmos, vamos tomar apenas uma colher de sorvete e, a próxima coisa que sabemos, o recipiente está vazio – porque nossa mente consciente não está controlando nossas ações.


“Mesmo nossos pensamentos geralmente não estão sob nosso controle consciente. Essa falta de controle é o motivo pelo qual podemos ter dificuldade em parar um fluxo de pensamentos que passam pela nossa cabeça enquanto tentamos dormir, e também porque a atenção plena é difícil”, acrescenta Budson.

Budson e seus coautores consideram vários distúrbios neurológicos, psiquiátricos e de desenvolvimento como distúrbios da consciência, incluindo a doença de Alzheimer e outras demências, delírio, enxaqueca, esquizofrenia, transtorno dissociativo de identidade, certos tipos de autismo e muito mais.

Por fim, seu artigo fornece um roteiro sobre como os médicos, educadores e indivíduos podem melhorar o comportamento e obter conhecimento, usando métodos clínicos e de ensino que podem ser eficazes na formação da mente consciente e do cérebro inconsciente.

Com uma exploração mais aprofundada, este trabalho pode permitir que os pacientes melhorem comportamentos problemáticos, como comer demais, nos ajudar a entender as maneiras pelas quais as estruturas cerebrais apoiam a memória e até fornecer insights sobre questões filosóficas sobre livre arbítrio e responsabilidade moral.

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Essas descobertas aparecem on-line na revista Cognitive and Behavioral Neurology.
Fonte: Boston University   Pesquisa Original: “Consciousness as a Memory System” by Andrew Budson et al. Cognitive and Behavioral Neurology

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*Fonte: sabersaude

Caminhada para não engordar? Saiba quantos passos são necessários

Quem é que não sonha com a receita perfeita para emagrecer? Se o Google falasse (embora os dados que ele apresenta seja quase isso), ele comentaria a quantidade de buscas na plataforma com as frases “Qual o melhor exercício para perder barriga?”, ou ainda, “Atividade física de 40 minutos funciona?”. Tudo que é quantificado ou específico parece ser mais prático e atrativo, e pesquisadores conseguiram mensurar mais uma ação relacionada ao tema: a quantidade ideal de passos para evitar o aumento de peso.

De acordo com o estudo, realizado por cientistas da Universidade Vanderbilt, no Tennessee, Estados Unidos, dar ao menos 8.200 passos por dia — o equivalente a 6,8 quilômetros — pode ajudar a manter o peso e afastar o risco de obesidade. Além disso, benefícios para quem tem apneia do sono, refluxo e depressão também foram notados. E mais, quanto mais se aumenta o número de passos, mais o nível de benefícios à saúde é elevado — isso também foi quantificado: os benefícios aumentam a cada mil passos adicionais.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 6.042 americanos — com idades entre 41 e 67 anos —, coletados durante quatro anos. Os participantes usaram, por todo o período, relógios inteligentes que monitoravam e registravam os exercícios e caminhadas. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Medicine.

Também foi observada uma relação da caminhada com a melhora no controle de diabetes tipo 2 e hipertensão. Porém, a quantidade de passos, mesmo que maior, alcançando 9 mil passadas diárias, não demonstrou ser um benefício progressivo.

Já em pessoas acima do peso, foi medida uma exigência de caminhada ainda maior e, possivelmente, mais densa para se alcançar os benefícios a saúde: 11 mil passos por dia para conseguir diminuir o risco de obesidade. Para este grupo, se a quantidade de passadas diárias for viável, o perigo de desenvolver o distúrbio que envolve excesso de gordura corporal diminui até 64%.

*Por Tamires Ferreira
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*Fonte: olhardigital

Journaling: o que é e como isso nos beneficia?

Praticar o journaling todos os dias nos ajuda a liberar o estresse e nos tornar mais conscientes. Contaremos como iniciar esse hábito benéfico.

Journaling: o que é e como isso nos beneficia?
Em algum momento da sua infância você teve um diário? Essa é uma atividade muito comum entre crianças e adolescentes, mas a abandonamos à medida que envelhecemos. Muitas vezes por preguiça e outras porque a consideramos perda de tempo. No entanto, o journaling tem inúmeros benefícios para a saúde emocional. Por esse motivo, mesmo que você já seja adulto, pode ser interessante que você recupere esse costume.

O journaling pode ser definido como o hábito de escrever pensamentos, emoções, sensações, sonhos e reflexões. Na realidade, trata-se de uma atividade muito aberta, que pode ser abordada de diferentes formas e na qual existem apenas dois requisitos: escrever à mão (sem celular, tablet ou computador) e você deve se comprometer a praticá-la todos os dias.

Escrever como foi o dia e como nos sentimos nos ajuda a nos conhecer.

Como o journaling nos beneficia?

Como dissemos, à primeira vista “escrever um diário” pode parecer uma atividade vazia típica de jovens de quinze anos. Mas a verdade é que o journaling facilita uma série de processos internos que contribuem para o bem-estar. Na verdade não se trata de escrever como foi o dia, mas de criar um espaço para nos expressarmos com total liberdade.

Assim, algumas de suas principais vantagens são as seguintes:

1. Conectar-se consigo mesmo
Ao reservar um momento a cada dia para escrever nossas reflexões, cultivamos um relacionamento com nós mesmos. Isso permitirá que nos conheçamos muito melhor, entendamos como pensamos e identifiquemos as crenças e emoções mais frequentes. Seremos capazes de ver com mais clareza quais são nossos medos e sonhos, quais coisas nos afetam e o que é bom para nós.

Ter todas essas informações sobre si mesmo é essencial para poder cuidar de nós mesmos, nos amar e nos acompanhar como merecemos. Assim como queremos que os outros nos vejam, nos descubram e nos entendam, também precisamos ver, ouvir e estar lá para nós mesmos.

2. Liberta a mente
O journaling é muito eficaz para liberar todas as emoções que nos sobrecarregam, nos perturbam e das quais não podemos nos livrar. Medos, tristezas, rancores, frustrações, decepções… Nem sempre nos permitimos sentir esses estados por serem desagradáveis. No entanto, conectar-se com eles e expressá-los é a melhor maneira de recuperar a paz emocional.

Ao escrever em nosso diário, podemos nos expressar sem filtros, sabendo que ninguém nos julgará e dando rédea solta a tudo o que carregamos dentro. Além disso, isso nos permite processar os eventos de uma maneira melhor e reduzir seu impacto sobre nós. Depois, nos sentiremos muito mais leves e com a mente livre para poder continuar com o dia.

3. Ter um dia a dia mais consciente
Praticar o journaling pela manhã pode ajudá-lo a ter um dia mais consciente. O que isso significa: que ao passar um tempo nos observando, vendo como nos sentimos, o que pensamos e o que precisamos, poderemos entender melhor nosso humor e nossas reações ao longo do dia. Isso nos permitirá não agir por impulso e estar mais presentes e em contato com nossas emoções.

4. Atuar em direção aos seus próprios objetivos
Por fim, esta atividade também nos ajuda a nos aproximarmos de nossos objetivos. E é que, tendo um registro escrito das experiências e pensamentos de cada dia, podemos monitorar e detectar o que está nos impedindo e como podemos seguir em frente.

Escrever para onde queremos ir nos permite acompanhar para continuar evoluindo e crescendo.

Como fazer um diário?
Praticar o journaling não é exatamente como escrever um diário, no sentido de que não se trata necessariamente de narrar as experiências do dia. Na verdade, existem várias abordagens:

Começar um diário de gratidão, no qual todos os dias escrevamos as coisas pelas quais nos sentimos gratos.

Dedicar alguns minutos por dia para expressar como se sente e liberar suas emoções por escrito.

Anotar listas de tarefas e usar o diário como meio de organização.


Também é possível criar um rastreador de humor do dia a dia.


Outra boa opção é usar o journaling para planejar o dia, focando em como queremos nos sentir e o que queremos alcançar durante aquele dia. Começar o dia com foco tornará mais fácil para nós atingirmos esses objetivos.

Na verdade, as sugestões acima são apenas algumas ideias, mas você pode combinar várias delas ou desenvolver sua própria prática. A chave para que essa prática seja benéfica não é tanto o que se escreve ou o tempo que se dedica, mas a perseverança. É essencial comprometer-se a criar um hábito e escrever no mesmo horário todos os dias. Em pouco tempo, você verá mudanças em relação ao seu relacionamento consigo mesmo.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A Evolução explica porque não fomos feitos para nos exercitarmos

No dia 2 de outubro, Antonio Drauzio Varella se tornou o atleta mais velho a conquistar a mandala das Six Majors — as seis maiores maratonas do mundo: Chicago, Nova York, Boston, Tóquio, Londres e Berlim. O médico conquistou a honraria aos 79 anos, 5 meses e 1 dia.

Porém, embora exemplos como Drauzio Varella não sejam raros, eles contradizem um processo natural de evolução para a nossa espécie. Mesmo sendo muito natural que pratiquemos atividades físicas, nós nunca fomos “programados” para isso.

Ignorando a evolução

Daniel Lieberman é paleoantropólogo na Universidade de Harvard e explica que não há qualquer indício em nosso passado que sugira que os humanos tenham evoluído para praticar atividades físicas. Nosso corpo se desenvolveu para evitar esforços desnecessários, e os exercícios são muito recentes para a nossa espécie.

Na verdade, essa característica que é comum para quase todos os animais. Dos menores peixes aos maiores predadores, poupar energia está relacionado com o sucesso evolutivo. No passado, nosso corpo sabia que obter recursos nem sempre era uma certeza.

Se voltarmos no tempo e pensarmos enquanto ainda éramos caçadores/coletores, não faria sentido sair para uma corrida matinal, por mais curta que fosse. Seria uma perda de calorias que não iria resultar em nenhum ganho. E pior, essa calorias fariam falta no resto do dia.

Embora seja algo relacionado ao nosso passado, nosso corpo não se esqueceu disso. E esse é um dos motivos que podem tornar a atividade física muito mais trabalhosa do que gostaríamos. Hoje nós não precisamos mais armazenar tanta energia para atividades de caça ou para nos protegermos de predadores, mas nosso corpo ainda não aprendeu isso.

E mesmo que os exercícios ajudem a liberação de hormônios como endorfina e serotonina — que promovem a sensação de recompensa e de felicidade —, nosso cérebro nem sempre associa o bem-estar às atividades físicas. Isso prova que mesmo sendo benéfico, começar a se exercitar pode ser (naturalmente) difícil.

Como fugir da nossa “programação natural”

Lieberman sugere que, para fugir desse comportamento natural de sedentarismo, é preciso “jogar com ele”. A coisa mais importante é não se cobrar, nem se preocupar tanto. Nossos antepassados não eram atletas, e nós estamos lutando contra uma parte da nossa biologia. Conhecer essa dificuldade é o primeiro passo para superá-la.

Além disso, ninguém precisa começar correndo uma maratona toda a manhã. Existem pesquisas que mostram que 150 minutos de exercício por semana já ajudam a reduzir as taxas de mortalidade em até 50%. Isso equivale a 21 minutos por dia. Portanto, você não precisa se cobrar só porque outras pessoas ficam 5 horas malhando.

Mas Lieberman também alerta para a importância de não parar. Uma semana longe das atividades já é o suficiente para nosso tecido muscular enfraquecer. Além disso, algumas pessoas associam a velhice com um período no qual não precisamos ser muito ativos. Mas a verdade é que nós evoluímos para sermos ativos durante toda a nossa vida. E, nesse caso, o melhor é seguir o exemplo do Drauzio Varella.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Como o poder da mente pode te deixar mais forte, sem mexer um único músculo

A ideia de que podemos ficar mais fortes mesmo no conforto do nosso próprio sofá parece boa demais para ser verdade.

Mas há evidências reais de que podemos melhorar nosso desempenho físico sem mover um músculo — apenas com a “força do pensamento”.

Pesquisas mostram que a chamada “imagética motora” — técnica que consiste basicamente da representação mental de uma atividade física — realmente funciona.

“Sabemos que a imagética motora tem vários efeitos. É capaz de melhorar nossa precisão, nossa velocidade, nossa força. Pode realmente melhorar todos esses aspectos dos nossos movimentos”, diz a neurocientista cognitiva Helen O’Shea, da Universidade de Dublin, na Irlanda.

A técnica é muito usada por atletas de elite, mas você também pode tentar. Em poucas palavras, basta imaginar que está fazendo um determinado exercício.

Exercício mental
As pesquisas mais recentes mostram que combinar a imagética motora com a prática física é uma maneira mais eficiente de se tornar um atleta mais forte ou melhor do que o treino físico sozinho.

Para praticá-la com eficácia, devemos visualizar o fluxo e o ritmo de nossos movimentos e, em esportes direcionados, o resultado que queremos alcançar.

Os benefícios da visualização têm sido usados em uma variedade de atividades — do rúgbi ao tênis, e até mesmo nos ajudando a correr mais rápido.

Mas não são apenas as habilidades que podem ser aprimoradas com o poder do pensamento.

Muitos de nós gostaríamos de ficar mais fortes, mas levantar peso muitas vezes é um trabalho árduo para iniciantes.

A boa notícia é que a imagética motora também pode ser útil neste caso, já que demonstrou melhorar nossa força muscular.

Se imagine mais forte
A ideia de que você poderia aumentar a força com a mente vem de estudos na década de 1990.

Em um deles, pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos EUA, pediram a um grupo de mulheres que imaginassem estender os joelhos e contrair os quadríceps por cinco segundos — se certificando de que elas, na verdade, não fizessem de fato nenhuma contração muscular.

Ao final do estudo, a força do quadríceps delas havia aumentado impressionantes 12,6%.

Em um experimento semelhante realizado pela BBC para um programa de televisão alguns anos atrás, constatou-se que a força muscular dos participantes aumentou, em média, cerca de 8%.

Não porque os músculos ficaram maiores (isso não aconteceu), mas porque, depois de um mês pensando em um exercício específico, passaram a usar mais fibras musculares para fazer o mesmo movimento.

O poder da mente

“Quando você olha para a imagética motora, é uma técnica cognitiva — não espera algo como ganho de força”, diz Helen O’Shea.

“(Mas) quando começamos a estudar esta área, descobrimos que a imagética motora não apenas melhora nossa habilidade de movimento, como na verdade altera a maneira como nosso cérebro funciona e como nossa fisiologia funciona.”

É que a imagética motora não envolve apenas as partes conscientes do nosso cérebro — as partes envolvidas no pensamento —, mas também as redes motoras responsáveis ​​pela execução da atividade.

Esta técnica nos ensina a estimular nossos músculos de uma forma mais específica e eficiente, para não desperdiçar energia.

“Não é que se ganhe massa muscular. Porque é por isso que ainda precisamos da prática física, para a massa de um músculo”, explica O’Shea.

“Mas o impulso para esses músculos a partir dos sinais elétricos (do cérebro) vai ser muito mais afinado. Estamos usando apenas os músculos que serão chave para esse movimento, não estamos desperdiçando energia em nenhum outro músculo de que não precisamos.”

Ou seja, os músculos não ficam maiores, mas você se torna mais eficiente em usá-los.

Foi por isso que as participantes do estudo da Universidade do Estado da Louisiana foram capazes de levantar mais peso apenas com a força do pensamento.

“Podemos usar de fato a imagética motora para preparar nossos sistemas motores para que, quando viermos a executar fisicamente o movimento, já estejamos sintonizados e prontos para agir”, afirma.

“E isso permite que sejamos mais certeiros e precisos com nossos movimentos.”

Pode parecer pouco convencional, mas é uma maneira fabulosa de aprimorar nossa resposta e aperfeiçoar nossa técnica.

Para o que mais é usada?
De acordo com a especialista, a imagética motora é usada em uma série de atividades — muito além do esporte.

“Nossa pesquisa nos mostra que é realmente eficaz para músicos, para cirurgiões, e é usada para reabilitação motora. E há um corpo maior de pesquisas que demonstra isso”, afirma O’Shea.

Esta técnica pode te ajudar a ficar mais forte, aprimorar um movimento em particular, melhorar a função muscular e até mesmo a se recuperar após uma lesão.

A especialista esclarece, no entanto, que, como não envolve movimentos físicos, não ajuda no nosso nível de condicionamento.

Dicas para praticar
Se quisermos obter os melhores resultados, O’Shea aconselha combinar a visualização com a prática da atividade física.

“Normalmente, dizemos para alternar — você pode fazer quatro mentalizações e depois fazer uma execução física”, sugere.

“Precisamos de movimento físico para nos dar aquele conhecimento sensorial dos efeitos dos nossos movimentos — não sabemos como vamos sentir o movimento”, diz ela.

Isso é importante para tentar sentir nosso corpo realizar o movimento de uma perspectiva em primeira pessoa.

“Certifique-se de manter o mesmo fluxo e ritmo de quando executa fisicamente essa ação”, observa O’Shea.

No melhor dos mundos, ela recomenda que você pratique as representações mentais no local em que vai realizar fisicamente a ação.

Se você quer aperfeiçoar aquele saque de tênis, segurar a raquete ou de fato ir até a quadra também reforçará os efeitos da imagética motora.

“Mantenha os olhos abertos. Você pode visualizar a trajetória da bola assim que acertá-la em sua mente”, diz ela.

Sim, você pode atrair alguns olhares estranhos, mas isso vai te ajudar a visualizar uma representação mental vívida e precisa do movimento.

“Não é absolutamente necessário. Mas há evidências de que ajuda”, esclarece O’Shea.

Na série Just One Thing, da Rádio 4 da BBC, um voluntário foi convidado a tentar aprimorar suas habilidades de chute a gol praticando a imagética motora por de 15 a 20 minutos durante cinco dias.

Ele fez isso do seu quintal, com seu uniforme de futebol, imaginando chutar a bola na rede, sem tocar na bola.

Ele havia dito que a última vez que marcou um gol foi há 18 anos, e estava um pouco enferrujado. Ao fim do experimento, ele havia marcado dois gols em duas partidas.

Quer você esteja aperfeiçoando aquela flexão ou tentando reduzir seu tempo em algum esporte — por que não tentar?

Você não precisa fazer sessões de imagética motora de mais 20 minutos, já que o ritmo destes exercícios mentais também pode ser cansativo.

*Na série Just One Thing (Uma Única Coisa), da Rádio 4 da BBC, o médico Michael Mosley aborda em diferentes episódios o que você poderia fazer por sua saúde se tivesse apenas uma escolha.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

14 sintomas que indicam problemas de ansiedade

Quando aumentada, a doença pode ser verdadeiramente incapacitante

Quando não se conhece algo, a reação mais instintiva é ter medo. O desconhecido sempre assusta, pois ali não há qualquer controle possível. É difícil entender algo que você nunca experienciou, principalmente aquilo que está dentro da nossa mente.

Os transtornos de ansiedade – como Síndrome do Pânico, TOC e fobias – são doenças muito reais para quem sofre com eles. O que é preciso entender é quando a emoção deixa de ser normal e passa a trazer prejuízos para a vida do indivíduo.

“A ansiedade é uma emoção instintiva, que faz parte dos sentimentos do ser humano. Os transtornos começam a aparecer quando esse nível de ansiedade aumenta. É natural sentir ansiedade antes de um encontro ou um evento muito importante. Já quem tem esse nível elevado, pode ter crises”, explica o psiquiatra e membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina (CREMESP), Daniel Sócrates.

Como qualquer doença psiquiátrica, tem uma conotação de que é frescura, mas muitas vezes ela é incapacitante.

É importante ressaltar que, apesar da origem genética da doença, muitas pessoas que chegam aos consultórios hoje relatam dificuldades em lidar com as pressões do dia a dia, principalmente quando se trata de carreira.

“Existem questões genéticas que influenciam sim, mas também uma questão muito comum é a sobrecarga de trabalho, de estresse generalizado (com muito trabalho e pouco lazer), em uma rotina de muita cobrança. A queixa número um hoje é tanto de quem se cobram muito ou quem se sentem muito cobrado no trabalho”, elucida Daniel.

1. Preocupação excessiva
Todo mundo tem alguma coisa para se preocupar: o trabalho, as contas, a carreira, filhos, a aparência física… O que a diferencia para a ansiedade patológica é quando essas preocupações se tornam fatores limitantes, além de desencadearem outros sintomas. A pessoa se sente angustiada na necessidade absoluta de resolver aquilo o mais rápido possível – e se sente ainda pior quando não consegue.

2. Insônia
Se você já “perde o sono” por conta de um encontro, uma reunião importante no trabalho ou uma DR, imagine viver todos os dias varando noites por todos os motivos possíveis e imagináveis.

3. Ganho ou perda de peso muito acentuados
Sim, todos temos tendências a aproveitar um momento de estresse para descontar na comida – ou para simplesmente evitar a alimentação. E estudos comprovam que o açúcar é um terrível aliado na hora de liberar dopamina no cérebro, causando sensações similares ao uso de drogas. Além disso, é possível sofrer com distúrbios gastrointestinais nas crises de ansiedade, o que impede que você consiga se alimentar sem passar mal.

4. Evitar determinadas situações
Como você já deve ter percebido, o problema não é ser ansiosa, por si só: é quando isso começa a ter impacto na sua vida. Se você evita a todo custo ir à festas, em um encontro, falar em público ou qualquer outro momento que te causa algum desses sintomas, é melhor procurar ajuda. “É importante estimular a pessoa a procurar uma avaliação especializada. Se for, é uma doença que responde bem ao tratamento”, afirma Daniel.

5. Memória e concentração prejudicadas
Começa a ficar mais difícil ter foco e até mesmo guardar lembranças e informações. O cérebro fica em constante estado de alerta – e é como se você não conseguisse se “desligar”. Aliás, o sono é um fator fundamental para melhorar essas condições.

6. Crises de pânico
Em um nível bem alterado, a pessoa pode passar a ter a chamada síndrome do pânico, que são muitas crises de ansiedade com picos muito elevados. “O sofrimento é muito grande: você tem uma sensação de morte eminente, o coração dispara, dá apneia e sudorese extrema”, explica o médico.

7. Coração acelerado (taquicardia)
De repente é como se seu coração pudesse pular para fora do seu peito. É uma sensação de que algo não está certo, mas você não consegue identificar o que. Isso pode ocorrer tanto em crises de pânico quando nas de ansiedade generalizada.

8. Falta de ar
Essa é um dos sintomas mais comuns dos momentos de picos muito elevados. É como se houvesse uma pedra no peito que dificulta a respiração.

9. Medos irracionais (fobias)
“A ansiedade é um sintoma presente em vários transtornos mentais: seria como falar em febre – muitas doenças se manifestam com esse sinal”, explica o professor e doutor Mário Louzã, membro filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Você começa a desenvolver um medo de situações e coisas que não tinha antes, como de répteis, viajar de avião, andar de carro etc.

10. Comportamentos compulsivos (TOC)
Outra forma comum de manifestação está no Transtorno Obsessivo Compulsivo, no qual a pessoa encontra nos movimentos repetitivos e compulsivos um escape para a ansiedade. Lavar as mãos o tempo todo, precisar checar se trancou a porta de casa 10 vezes antes de sair ou só conseguir dormir depois de seguir uma estrita rotina são alguns exemplos.

11. Tensão muscular
Já se pegou pressionando os dentes tão forte que você começa a sentir dores no maxilar? Ou então sofre com o bruxismo, o famoso problema de ranger os dentes à noite? Até mesmo dores constantes no pescoço – que podem se transformar em dores de cabeça – são sinais de que você passa muito tempo “tensa”, sobrecarregando seu corpo.

12. Tremores
Tudo está bem e você começa a tremer, sem motivo aparente. Isso normalmente é acompanhado dos outros sintomas: taquicardia, sudorese, falta de ar…

13. Vícios
Pessoas que sofrem de algum transtorno de ansiedade costumam procurar escapes para as crises. Antes de se dar conta do que é, procurar ajuda e tratamento, a primeira escolha é um vício. Tabagismo, álcool, drogas ilícitas e compulsão alimentar são comuns nesses casos.

14. Irritabilidade
Você acaba sem paciência para nada e descontando o estresse nos outros. É difícil perceber quando isso não é só um traço da sua personalidade, mas um sinal de que algo não está bem.

Este conteúdo foi originalmente publicado no portal MdeMulher.
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*Fonte: exame

10 mitos sobre saúde que você escuta todos os dias

Por mais que seja cada vez mais fácil de buscar a verdade por trás das informações que nos rodeiam, ainda caímos em algumas balelas do senso comum — e no que diz respeito à área da saúde, não é diferente: existem lorotas que ouvimos todos os dias, e sequer nos damos conta. Confira alguns mitos sobre saúde que ninguém desmentiu para você (até agora).

1. Chocolate causa acne
É bem possível que você já tenha ouvido falar que chocolate causa acne, mas cientistas da Pensilvânia estudaram os efeitos do chocolate na pele de 65 indivíduos e descobriram que aqueles que comiam uma quantidade dez vezes maior de chocolate não mostraram diferenças em comparação com os outros.

2. Glúten faz mal à saúde
De acordo com a farmacêutica Pfizer, não há qualquer pesquisa, estudo ou mesmo testes científicos conclusivos que indiquem que o glúten prejudique o desenvolvimento ou funcionamento do organismo de indivíduos normais e saudáveis. Na verdade, existem até benefícios: quando consumido de maneira correta e equilibrada, o glúten, ao chegar ao intestino delgado, ajuda na proliferação e renovação das bactérias “do bem”, que auxiliam na digestão alimentar.

3. O colesterol é ruim
Nem todo colesterol é ruim para o corpo. Embora muito colesterol LDL possa estar associado a um risco aumentado de doença cardíaca, o colesterol HDL (considerado como o colesterol bom) ajuda a manter os níveis de LDL sob controle e, portanto, ajuda a manter a saúde do coração, como explica a American Heart Association.

4. Gema de ovo é prejudicial
Muitos são levados a consumir apenas a clara do ovo, mas os especialistas apontam que as gemas são cheias de colesterol HDL, que conforme mencionamos acima, é conhecido por neutralizar os efeitos do colesterol ruim.

5. Parar de comer emagrece
As pessoas são levadas a acreditar que passar fome pode parecer uma estratégia eficaz para perder muitos quilos rapidamente. No entanto, isso pode ter o efeito oposto. Os especialistas recomendam manter uma dieta balanceada e de baixa caloria para ajudar a perder peso.

6. Café prejudica o desenvolvimento infantil
Muitos acham que a cafeína no café pode ser a causa da osteoporose, uma deficiência de vitamina D que fragiliza os ossos. No entanto, após numerosos estudos, não houve evidências que sugerissem uma relação entre consumo de café e o prejuízo no desenvolvimento. Quando se trata de crianças bebendo café, a única coisa com que você precisa se preocupar é o excesso de cafeína.

7. Estralar os dedos causa artrite
Ao contrário do que muitos pensam, estralar os dedos não causa artrite: é simplesmente o estouro de bolhas no fluido que lubrifica as mãos, conhecido como líquido sinovial. A prática pode causar outros efeitos colaterais negativos, como o inchaço nas mãos, mas não a doença em questão.

8. Chocolate é afrodisíaco
Apesar do senso comum dizer que o chocolate tem propriedades afrodisíacas, um relatório apontado pela Mayo Clinic sugere que o alimento é ineficaz na produção de uma resposta sexual em homens ou mulheres.

9. Protetor solar só é necessário quando o sol está forte
Não importa como esteja o clima: os especialistas ressaltam que é necessário aplicar o protetor solar em todas as áreas expostas da pele e reaplicar pelo menos a cada duas horas.

10. Você deve remover completamente o açúcar de sua dieta
Para encerrar a lista de mitos sobre saúde: o açúcar não deve ser cortado totalmente. Existem diferentes tipos de açúcar, como o açúcar natural que pode ser encontrado em frutas, vegetais, laticínios e grãos. Por isso, os nutricionistas indicam a limitação da ingestão de açúcar em vez de eliminá-lo completamente.

*Por Nathan Vieira
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*Fonte: BestLife / canaltech

Por que os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo

Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo. Os homens possuem uma expectativa de vida de 81,1 anos, e as mulheres de 84,7 anos. Em dados mais recentes, publicados em 2020 pelo governo japonês, a expectativa de vida era de 81,64 anos para homens e de 87,64 para as mulheres.

Para efeitos de comparação, de acordo com dados do IBGE de 2021, a expectativa de vida no Brasil para o ano era de 76,8 anos.

No entanto, essa maior expectativa de vida do Japão não se deve a algum motivo tecnológico, nem inteiramente a nada genético – embora algumas pessoas tenham, sim, fenótipos que possam elevar suas expectativas de vida. Na verdade, isso se deve, majoritariamente, aos hábitos de vida e de alimentação.

Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo

A nossa base geral segue um artigo publicado pelo cardiologista Dr. Martin Juneau, professor da Universidade de Montreal.

Por que os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo?
A taxa de obesidade vem crescendo no mundo ocidental. Os Estados Unidos são um símbolo nisso. A obesidade está ligada principalmente aos péssimos hábitos de alimentação que estão sendo adquiridos em diversos países. Os fast foods estão cada vez mais presentes em nossa vida.

Recentemente falamos aqui na SoCientífica sobre as principais causas de morte no mundo. Se você olhar a lista, perceberá que as doenças que mais matam são de origem cardíaca e estão ligadas principalmente ao stress e obesidade. Uma vida e alimentação saudáveis são a chave para a longevidade e os japoneses sabem muito bem disso. Então, a resposta sobre como os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo não é tão difícil assim.

Alimentação
Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo principalmente pela alimentação.

O primeiro ponto da alimentação dos japoneses é o baixo consumo de carne vermelha. O Japão possui um espaço muito pequeno e uma população muito grande. Não há espaço para a agropecuária. Então, lá o consumo maior é de peixes — e alguns outros animais marinhos e frutos do mar. Dessa forma, eles ingerem menos ácidos graxos saturados – associados a problemas no coração.

Japoneses comem pouca carne vemelha
Os japoneses também consomem muita soja – grão presente na alimentação de boa parte do continente asiático. Eles consomem a soja de diversas maneiras – cozida, molho de soja, missô, tofu, entre outros tipos de processamentos do alimento. A soja possui substâncias com propriedades anticancerígenas e que auxiliam na saúde do sistema cardiovascular. E não, a soja não vai fazer as mamas dos homens crescer, nem deixá-los mais afeminados como você provavelmente já ouviu alguém dizer por aí.

Outra questão importante é o açúcar. O brasileiro consome cerca de 80 gramas de açúcar por dia – enquanto o consumo recomendado varia entre 25 e 50 gramas ao dia. Os japoneses consomem 20 kg de açúcar ao ano, enquanto o brasileiro consome quase 30 kg ao ano.

O consumo de chá verde no Japão também é grande. Está incluso até no estereótipo do japonês. Mas este item se liga ao anterior, ou seja, o consumo do chá verde sem (ou muito pouca) adição de açúcar.

Grupo amostral
Um estudo publicado em 1975 no periódico American Journal of Epidemiology demonstrou que a incidência de doenças cardiovasculares dobrou entre os japoneses que migraram para o Havaí e quadruplicou nos que foram morar na Califórnia. Isso contrata a diferença dos hábitos dos japoneses e dos estadunidenses, além de demonstrar que, de fato, o que aumenta a expectativa de vida dos japoneses e mantém baixa a taxa de problemas cardíacos é realmente o estilo de vida, e não fatores inteiramente genéticos.

O professor da Universidade de Montreal Dr. Martin Juneau cita, ainda, que o nível de colesterol no Japão aumentou desde a década de 1970. O Japão, embora ainda com uma incidência de doenças cardíacas ainda menor do que no ocidente, está sendo, aos poucos, cada vez mais ocidentalizado. O futuro dirá como isso afetará a saúde de a expectativa de vida dos japoneses. Mas os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo ainda hoje, e isso pode durar ainda por bastante tempo.

*Por Felipe Miranda
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*Fonte: socientifica

Estudo sugere melhor período para comer e perder peso

Pesquisadores também identificaram potenciais outros benefícios do hábito

Restringir a alimentação do dia para o período entre as 7h e 15h pode ajudar a perder peso, além de melhorar a pressão arterial e o humor. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista JAMA Internal Medicine.

Ao todo, 90 pessoas, com idades entre 25 e 75 anos e que sofrem de obesidade, foram recrutadas para este ensaio clínico randomizado com duração de quatorze semanas.

Estudo sugere melhor período para comer e perder peso
O objetivo era comparar se uma dieta com restrição de tempo, ou seja, durante um período que variasse das 7h às 15h, poderia ajudar a perder peso mais rapidamente do que comer por um período de doze horas ou mais.

A alimentação mais cedo com restrição de tempo teria permitido aos participantes perder 6,3 quilos em média, em comparação com 4 quilos para a dieta sem restrições. Por outro lado, para a perda de “gordura corporal ”, os resultados foram bem menos significativos.

Melhoria no humor
Para identificar os potenciais outros benefícios de uma restrição alimentar, como o jejum intermitente, eles também analisaram a pressão arterial, os níveis de glicose no sangue ou até a frequência cardíaca.

As pessoas que comiam apenas entre 7h e 15h viram sua pressão arterial diastólica e alguns de seus distúrbios de humor melhorarem acentuadamente.

Praticar o jejum intermitente, portanto, possibilitaria a perda de peso, mas também traria benefícios para nossa saúde geral. “ Estudos maiores são necessários sobre a perda de gordura ”, alertam os cientistas.

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*Fonte: catracalivre

ACLIMATAÇÃO: o fenômeno que explica as diferentes percepções à temperatura

As recentes ondas de calor que atingiram a Europa surpreenderam pessoas de todo o mundo — principalmente pelos relatos de cidadãos passando mal por causa do calor intenso. Na cidade de Londres, os termômetros chegaram a registrar mais de 40?°C. Isso foi suficiente para gerar uma demanda de ocorrências que sobrecarregou as equipes locais dos bombeiros.

Quando um brasileiro lê esse tipo de notícia, pode não acreditar que a temperatura de 40?°C seja suficiente para causar tantos danos em uma cidade, impactando a saúde dos seus moradores, já que vários municípios brasileiros apresentam temperaturas semelhantes a essa rotineiramente — e em alguns casos, até maiores.

Acontece que o organismo humano leva um tempo para se acostumar com uma temperatura. Os londrinos foram acostumados há séculos com temperaturas amenas e dias chuvosos. Essa surpreendente onda de calor exige muito dos seus corpos, principalmente em relação à aclimatação.

Aclimatação: a capacidade do corpo humano em se adaptar à temperatura

A aclimatação é a capacidade do organismo humano se adaptar às temperaturas extremas, sejam elas quentes ou frias. Contudo, essa adaptação não é imediata. O objetivo da aclimatação é manter a temperatura corporal dentro do padrão de normalidade: 37?°C.

Para se adaptar, o organismo recorre a ações imediatas e de médio prazo. Uma das respostas imediatas ao calor, por exemplo, é produzir suor. Todas essas alterações são comandadas pelo cérebro, na região do hipotálamo, com a ajuda de uma glândula especial chamada de “glândula pituitária”.

Diversas decisões são tomadas por essa dupla, como a forma de trabalho do sistema sanguíneo, o quanto de nutrientes podem ser eliminados pelo suor, a forma como o açúcar será consumido, o ritmo do seu batimento cardíaco, etc.

No entanto, o organismo precisa de ajuda para que esse processo seja o mais eficiente possível. Em temperaturas elevadas, é preciso aumentar a ingestão de água pois a produção de suor pode levar a pessoa a ter um quadro de desidratação. Ao mesmo tempo, consumir refeições mais leves, que exijam menos do sistema digestivo, podem auxiliar na nutrição e melhorar a disposição.

Aclimatação não resolve o problema sozinha
A aclimatação é muito estudada por profissionais de saúde que atuam no esporte. Os atletas precisam se adaptar a diferentes climas, mantendo o seu rendimento. Contudo, a maioria das pessoas não tem o mesmo preparo físico de um atleta e isso faz com que seus corpos, mesmo buscando uma adaptação ao novo clima, apresentem falhas.

É por isso que o aumento das ondas de calor em diferentes regiões do mundo pode representar um desafio para os serviços de saúde e para a economia, já que impactarão a produtividade dos trabalhadores.

Em regiões que lidam com verões intensos, como o estado americano da Califórnia, os trabalhadores são expostos ao calor de forma gradual, para que seus corpos consigam, por meio da aclimatação, se acostumarem com as temperaturas elevadas. Eles começam trabalhando apenas meio-período e, depois de alguns dias, suas jornadas ganham uma hora a mais. Ainda assim, eles precisam de descansos constantes na sombra e muita água.

Todo esse esforço pretende evitar as mortes dos trabalhadores rurais nos Estados Unidos. Todos os anos, cerca de 5 trabalhadores morrem por causa do calor.

*Por Everton Lima
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*Fonte: megacurioso

Como desacelerar para dormir rápido e melhor

Muitos de nós não conseguem dormir o suficiente todas as noites. No entanto, o que pouca gente sabe é que, embora seja importante dormir o suficiente, dormir bem é um aliado mais influente para acordar disposto.

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research concluiu que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade, no que diz respeito à se sentir descansado e rejuvenescido.

Claro, isso não significa que as pessoas podem dormir apenas três horas por noite. A verdade é que cada um de nós precisa de uma quantidade diferente de sono para ser produtivo, e o lance das “oito horas por noite” é mais uma diretriz do que uma regra. De fato, algumas pesquisas sugerem que dormir demais pode ser tão prejudicial para a sua saúde quanto dormir pouco.

Como as orientações para uma boa noite de sono podem ser confusas, trouxemos aos nossos leitores esse guia, que visa ajudar na melhoria do sono ao ponto de que você precisar dormir menos, e o tempo que você passar dormindo ser verdadeiramente repousante.

Como dormir melhor

Por onde começar
Em primeiro lugar, é preciso começar a controlar o seu sono, e encontrar o seu momento de dormir perfeito.

Oito horas de sono é inútil se você gastar todo esse tempo rolando na cama, e só dormir por cerca de 3 a 4 horas. Tentar corrigir maus hábitos de sono indo para a cama mais cedo é como tentar perder peso gastando mais tempo na academia sem fazer qualquer treino extra.
Otimizar o seu sono depende muito de três coisas: preparação (construção de bons hábitos de sono), ambiente (aprimoramento de seu ambiente de sono ideal) e rotina (dormir quando e quanto você precisa).

As dicas abaixo são do Dr. Nitun Verma, especialista em sono da Universidade de Stanford (EUA) e diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono Washington Township, em Fremont (EUA), para ajudá-lo a melhorar a qualidade do seu sono a longo prazo.

Preparação
O primeiro passo é construir hábitos que irão ajudá-lo a adormecer mais rápido, dormir mais e ficar mais confortável enquanto você descansa. Por exemplo:

Exercício físico regular. A Fundação Nacional do Sono dos EUA afirma que exercício no período da tarde pode melhorar o sono à noite. Especificamente, praticar atividades físicas de manhã ou à tarde ajuda a adormecer mais rápido, com menos problemas. Apenas certifique-se de não se exercitar logo antes de dormir, já que isso tem o efeito oposto.

Escolha um despertador suave. Esqueça seu despertador irritante e incrivelmente alto, e tente algo novo que vai tornar seu momento de acordar mais fácil e natural. Aplicativos de despertador podem acordá-lo com músicas ou sons suaves. Você também pode tentar uma luz de alerta que sobe lentamente o nível de iluminação na sala, conforme sua hora de despertar se aproxima.

Elimine o álcool, corte a cafeína e largue o cigarro. Um estudo publicado em 1994 abordou os três temas e concluiu que o álcool pode ser relaxante e ajudá-lo a pegar no sono, mas é prejudicial para o ciclo do sono, uma vez que é liberado do corpo. O resultado final é uma noite agitada em que você acorda com mais frequência do que faria normalmente. A cafeína tem um efeito diferente. Ela alonga a 2ª fase de seu ciclo de sono (quando o cérebro começa a reorganizar-se e processar o dia), o que é ótimo para cochilos, mas não para uma noite de sono profundo. Ainda, a cafeína reduz as fases três e quatro do sono, onde o sono REM e o sonho ocorrem. Cigarros, por outro lado, ou especificamente a nicotina, podem ser relaxantes em pequenas doses, mas em grande quantidade te mantém acordado por mais tempo e impedem o início do sono.

Diminua seu tempo na frente das telinhas. Estudo após estudo apontam que os dispositivos eletrônicos prejudicam nossos ciclos de sono. O Dr. Verma sugere desligar seus aparelhos pelo menos 1 a 2 horas antes de dormir. Duas horas é o melhor, mas é bastante impraticável para muitas pessoas. “As telas de tablets, telefones e TVs são tão brilhantes que podem confundir o cérebro. Tanta luz muito tarde da noite pode fazer com que o cérebro pense que é duas da tarde, não duas da manhã. Mesmo se ocorrer o sono, ele não será tão profundo e, portanto, será menos restaurador”.

Medite antes de dormir. Há muitos métodos de meditação orientada para dormir. Tente visualizar um sonho que você gostaria de ter, ou, se acordar no meio da noite, relaxe, concentre-se em dormir, e tente visualizar onde o seu sonho parou.

Melhore o seu ritual noturno. Ter um ritual à noite é importante. Por exemplo, sempre ir ao banheiro antes de dormir, para não acordar com frequência com vontade de ir ao banheiro, o que pode levar ao sono superficial durante toda a noite. Inicie uma rotina de sono saudável, que começa muito antes de sua cabeça bater no travesseiro.

Ambiente
Antes de se deitar para dormir, você também deve se certificar que seu ambiente está propício para uma boa noite de sono.

Certifique-se de que sua cama é realmente confortável. Como a maioria de nós vai gastar uma média de 24 anos de nossas vidas dormindo, sua cama merece um investimento sério. Compre o colchão certo, escolha bons travesseiros e lençóis. Não subestime o poder de uma cama mais confortável. Isso pode realmente melhorar o seu sono.

Ajuste a temperatura. Alguns estudos têm mostrado que a temperatura ótima de dormir para a maioria dos adultos situa-se entre 15 a 20 graus centígrados. Muito mais quente do que isso pode causar insônia. No entanto, você pode procurar o que lhe faz bem. Se você gosta do calor, durma no calor. Se gosta de ligar o ventilador e se cobrir, faça isso, etc.

Filtre a luz. LEDs e luzes de espera de eletrônicos podem causar tanto estrago ao seu ciclo de sono quanto a luz de um tablet ligado. Mesmo que seus eletrônicos estejam desativados, certifique-se de encobrir a luz pulsante de seu laptop enquanto ele está recarregando, ou a luz de espera da TV, etc. Se você mora em algum lugar iluminado a todas as horas, invista em uma máscara de dormir. Isso pode ajudá-lo a obter um melhor descanso.

Corte as distrações. Crianças te acordam? Você pode não ser capaz de fazer muito sobre isso, mas se o seu telefone está te acordando com notificações de novos e-mails, é hora de desligá-lo. Se o seu bairro é barulhento e o impede de dormir, tente um gerador de ruído branco ou uma música suave para ajudá-lo a descansar.

Rotina
Você já sabe que quanto tempo você dorme é importante, mas para ter o melhor sono possível, você deve dormir e acordar na mesma hora todos os dias.

É difícil “repor” sono perdido. O Dr. Verma sugere uma alternativa: “Uma maneira para as pessoas otimizarem seu sono é acordar na mesma hora todos os dias, ou pelo menos dentro da mesma hora. Ao invés de dormir mais em dias de folga, desperte no mesmo tempo e, em seguida, tire uma soneca que permite o sono extra sem interromper a programação normal de acordar”.

Finalmente, se você está tendo problemas para ter um sono de qualidade, ou mesmo se você dorme por longos períodos e não se sente descansado, pode ser hora de falar com o seu médico.

Pode haver um número de questões médicas causando seus problemas de sono, todas tratáveis. Você pode estar sofrendo de insônia crônica, apneia do sono, ou alguma outra condição não diagnosticada que, uma vez tratada, pode transformar seu sono em verdadeiramente repousante.

Depois de ter seus problemas de sono resolvidos, seja por profissionais ou pelas dicas acima, você pode começar a ajustar a quantidade de sono para o quanto você realmente precisa. Se você dormia nove ou dez horas porque era a única maneira de se sentir descansado, e depois da máscara de dormir e de desligar seus eletrônicos se sente mais relaxado com apenas oito, pode começar a diminuir seu tempo de sono, ganhando horas extras em seu dia para fazer as coisas que você deseja. [LifeHacker]

*Por Natasha Romanzoti
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*Fonte: hypescience

O Guia Definitivo das FRUTAS de CADA ESTAÇÃO

As frutas, além de serem alimentos deliciosos, são ótimas para a nossa saúde e para uma dieta balanceada. No entanto, praticamente todas elas têm uma estação certa para o cultivo, quando se tornam mais resistentes ao clima e não precisam de tantos aditivos químicos para sobreviver ou amadurecer antes da hora.

Frutas de época também desenvolvem um sabor mais acentuado e tornam-se mais baratas do que o normal por conta da grande disponibilidade no mercado. Portanto, é sempre bom fazer algumas contas para estar por dentro das tendências do segmento e conseguir desfrutar dos melhores produtos. Ainda não sabe qual é a estação certeira de cada fruta? Então veja só esse guia de sazonalidade que nós separamos para você!

Verão

O verão é conhecido como a estação mais quente do ano, com temperaturas elevadas e dias mais longos. Nessa época, que dura entre dezembro e março, algumas frutas que apresentam melhores resultados são: abacaxi, ameixa, acerola, melão, melancia e entre outras.

O abacaxi é uma excelente fonte de vitamina C e diversos minerais, ajudando na digestão de proteínas e servindo como desintoxicante. Suas safras apresentam melhor resultado entre dezembro e fevereiro, com quedas significativas nos meses subsequentes.

O melão, por sua vez, possui ação diurética e laxante, com período de safra entre dezembro e março. Porém, essa também é uma fruta com bom rendimento de julho a setembro. Na hora de escolhê-los, é melhor optar por melões com casca firme, cor viva e sem rachaduras.

Outono

O outono é a estação que sucede o verão, caracterizado pela queda gradativa de temperatura e pelo amarelar e início da queda das flores das árvores. No Brasil, essa estação dura de março a junho, tendo abacate, kiwi, pêssego e romã como algumas das frutas características dessa época.

O kiwi é outro alimento bastante rico em vitamina C e com baixo índice glicêmico — sendo uma ótima opção para quem tem diabetes. Além de ser uma fruta muito prática de ser consumida, seu preço é muito mais acessível nos dias de hoje do que quando passou a ficar mais conhecida no Brasil.

A banana, uma das frutas mais populares para os brasileiros, é outra que cresce muito bem no outono. Ela é uma excelente fonte de carboidrato, sem contar que garante a saciedade e é ótima para a dieta de atletas. Porém, vale ressaltar que a banana também é uma fruta bastante versátil e pode ser facilmente usada na confecção de doces.

Inverno

Sendo a estação mais fria do ano, as maiores características do inverno são a queda de temperatura, noites mais longas e clima seco. Logo, também costuma ser a época do ano em que muitas frutas e vegetais possuem mais dificuldades para prosperar. Porém, existem exceções.

Morango, uva, caqui e caju são algumas das opções que desenvolvem melhor durante o inverno — que vai de junho a setembro. O morango é uma das frutas mais emblemáticas do clima frio, sendo extremamente saboroso e aparecendo em abundância nas feiras nessa época do ano. Além disso, é rico em vitamina A, vitamina C e flavonoides.

A uva, por sua vez, carrega uma grande quantidade de antioxidantes naturais e também é uma fruta muito versátil para a cozinha, podendo aparecer na receita de sucos, vitaminas, geleias, doces e por aí vai.

Primavera

Iniciando-se em setembro e terminando em dezembro, a primavera é a época do ano em que a flora da Terra renasce. Destacam-se as temperaturas amenas, o aumento da umidade do ar e o alongamento dos dias — que chega ao seu ápice com a chegada do verão nos meses seguintes.

Nessa estação, algumas das frutas que apresentam melhor desempenho são: amora, jabuticaba, manga, pitanga, maracujá, acerola e por aí vai. Um exemplo bem brasileiro que cresce bastante na primavera é o açaí, rico em carboidratos, lipídios, proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

Outra opção ótima para se comprar na primavera é a jaca, uma fruta que carrega carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e ainda possui um efeito antioxidante que protege nosso organismo de doenças causadas por estresse.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

A mente humana não deve estar acordada depois da meia-noite, alertam cientistas

No meio da noite, o mundo às vezes pode parecer um lugar assustador. Sob o manto da escuridão, os pensamentos negativos costumam vagar pela sua mente e, enquanto você não dorme, olhando para o teto, pode começar a desejar prazeres errados, como um cigarro ou uma refeição rica em carboidratos.

Muitas evidências sugerem que a mente humana funciona de maneira diferente se estiver acordada à noite. Depois da meia-noite, as emoções negativas tendem a atrair mais nossa atenção do que as positivas, as ideias perigosas crescem em apelo e as inibições desaparecem.

Alguns pesquisadores acham que o ritmo circadiano humano está fortemente envolvido nessas mudanças críticas na função, como descrevem em um novo artigo resumindo as evidências de como os sistemas cerebrais funcionam de maneira diferente após o anoitecer.

Sua hipótese, chamada ‘Mente depois da meia-noite’, sugere que o corpo humano e a mente humana seguem um ciclo natural de 24 horas de atividade que influencia nossas emoções e comportamento.

Em suma, em certas horas, nossa espécie tende a sentir e agir de certas maneiras. Durante o dia, por exemplo, os níveis moleculares e a atividade cerebral são sintonizados com a vigília. Mas à noite, nosso comportamento usual é dormir.

Do ponto de vista evolutivo, isso, é claro, faz sentido. Os humanos são muito mais eficazes na caça e na coleta à luz do dia e, embora a noite seja ótima para descansar, os humanos já corriam maior risco de se tornarem caçados.

De acordo com os pesquisadores, para lidar com esse risco aumentado, nossa atenção a estímulos negativos é extraordinariamente aumentada à noite. Onde antes poderia ter nos ajudado a saltar para ameaças invisíveis, esse hiperfoco no negativo pode alimentar um sistema de recompensa/motivação alterado, tornando uma pessoa particularmente propensa a comportamentos de risco.

Adicione a perda de sono à equação e esse estado de consciência só se torna mais problemático.

“Existem milhões de pessoas que estão acordadas no meio da noite e há evidências bastante fortes de que seu cérebro não está funcionando tão bem quanto durante o dia”, diz a neurologista Elizabeth Klerman, da Universidade de Harvard.

“Meu apelo é para que mais pesquisas analisem isso, porque sua saúde e segurança, assim como a de outras pessoas, são afetadas”.

Os autores da nova hipótese usam dois exemplos para ilustrar seu ponto. O primeiro exemplo é de um usuário de heroína que administra com sucesso seus desejos durante o dia, mas sucumbe aos seus desejos à noite.

A segunda é de um estudante universitário lutando contra a insônia, que começa a sentir uma sensação de desesperança, solidão e desespero à medida que as noites sem dormir se acumulam.

Ambos os cenários podem ser fatais. Suicídio e automutilação são muito comuns à noite. De fato, algumas pesquisas relatam um risco três vezes maior de suicídio entre meia-noite e 6h da manhã em comparação com qualquer outra hora do dia.

Um estudo em 2020 concluiu que a vigília noturna é um fator de risco de suicídio, “possivelmente por desalinhamento dos ritmos circadianos”.

“O suicídio, antes inconcebível, surge como uma fuga da solidão e da dor, e antes que os custos do suicídio sejam considerados, o estudante adquiriu os meios e está preparado para agir em um momento em que ninguém está acordado para detê-los”, os autores da hipótese ‘Mente depois da meia-noite’ explicam.

Substâncias ilícitas ou perigosas também são mais consumidas pelas pessoas à noite. Em 2020, uma pesquisa em um centro de consumo supervisionado de drogas no Brasil revelou um risco 4,7 vezes maior de overdose de opioides à noite.

Alguns desses comportamentos podem ser explicados pelo dívida de sono ou pela cobertura que a escuridão oferece, mas provavelmente também há mudanças neurológicas noturnas em jogo.

Pesquisadores como Klerman e seus colegas acham que precisamos investigar mais esses fatores para garantir que estamos protegendo aqueles que correm maior risco da vigília noturna.

Até o momento, os autores dizem que nenhum estudo examinou como a privação do sono e o tempo circadiano afetam o processamento de recompensa de uma pessoa.

Como tal, não sabemos realmente como os trabalhadores em turnos, como pilotos ou médicos, estão lidando com sua rotina incomum de sono.

Sabemos surpreendentemente pouco sobre como o cérebro humano funciona durante seis horas do dia. Seja dormindo ou acordado, a mente depois da meia-noite é um mistério.

O estudo foi publicado na Frontiers in Network Psychology.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

O cérebro humano constrói estruturas em 11 dimensões, descobrem cientistas

Océrebro continua a nos surpreender com sua magnífica complexidade. Pesquisas inovadoras que combinam neurociência com matemática nos dizem que nosso cérebro cria estruturas neurais com até 11 dimensões quando processa informações. Por “dimensões”, eles querem dizer espaços matemáticos abstratos, não outros reinos físicos. Ainda assim, os pesquisadores “encontraram um mundo que nunca havíamos imaginado”, disse Henry Markram , diretor do Blue Brain Project , que fez a descoberta.

O objetivo do Blue Brain Project, com sede na Suíça, é criar digitalmente uma simulação “biologicamente detalhada” do cérebro humano. Ao criar cérebros digitais com um nível “sem precedentes” de informações biológicas, os cientistas pretendem avançar nossa compreensão do intrincado cérebro humano, que tem cerca de 86 bilhões de neurônios .

Para ter uma visão mais clara de como essa imensa rede opera para formar nossos pensamentos e ações, os cientistas empregaram supercomputadores e um ramo peculiar da matemática. A equipe baseou sua pesquisa atual no modelo digital do neocórtex que terminou em 2015. Eles investigaram a maneira como esse neocórtex digital respondeu usando o sistema matemático da topologia algébrica. Isso lhes permitiupara determinar que nosso cérebro cria constantemente formas geométricas multidimensionais muito intrincadas e espaços que parecem “castelos de areia”.

Sem usar topologia algébrica, um ramo da matemática que descreve sistemas com qualquer número de dimensões, era impossível visualizar a rede multidimensional.

Utilizando a nova abordagem matemática, os pesquisadores foram capazes de ver o alto grau de organização no que antes pareciam padrões “caóticos” de neurônios.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. Ele pode ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – as árvores na floresta – e ver os espaços vazios – as clareiras – tudo ao mesmo tempo”, afirmou a autora do estudo, Kathryn Hess.”

Os cientistas primeiro realizaram testes no tecido cerebral virtual que criaram e depois confirmaram os resultados fazendo os mesmos experimentos em tecido cerebral real de ratos.

Quando estimulados, os neurônios virtuais formariam um clique , com cada neurônio conectado a outro de tal forma que um objeto geométrico específico seria formado. Um grande número de neurônios adicionaria mais dimensões, que em alguns casos chegavam a 11. As estruturas se organizariam em torno de um buraco de alta dimensão que os pesquisadores chamaram de “cavidade”. Depois que o cérebro processou a informação, o clique e a cavidade desapareceram.

Esquerda: cópia digital de uma parte do neocórtex, a parte mais evoluída do cérebro. À direita: formas de diferentes tamanhos e geometrias que representam estruturas que variam de 1 dimensão a 7 dimensões e mais. O “buraco negro” no meio simboliza um complexo de espaços multidimensionais, também conhecidos como cavidades.

O pesquisador Ran Levi detalhou como está funcionando esse processo:

“O aparecimento de cavidades de alta dimensão quando o cérebro está processando informações significa que os neurônios da rede reagem aos estímulos de maneira extremamente organizada. É como se o cérebro reagisse a um estímulo construindo e depois arrasando uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (1D), depois pranchas (2D), depois cubos (3D) e depois geometrias mais complexas com 4D, 5D , etc. A progressão da atividade através do cérebro se assemelha a um castelo de areia multidimensional que se materializa na areia e depois se desintegra.”

O significado da descoberta está em nos permitir uma maior compreensão de “um dos mistérios fundamentais da neurociência – a ligação entre a estrutura do cérebro e como ele processa a informação”, elaborou Kathryn Hess em entrevista à Newsweek.

Os cientistas procuram usar a topografia algébrica para estudar o papel da “ plasticidade ”, que é o processo de fortalecimento e enfraquecimento das conexões neurais quando estimuladas – um componente-chave na forma como nossos cérebros aprendem. Eles vêem uma aplicação adicional de suas descobertas no estudo da inteligência humana e na formação de memórias.

A pesquisa foi publicada no Frontiers in Computational Neuroscience.

Big Think

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*Fonte: sabersaude

Clitóris não serve apenas para dar prazer, aponta estudo

Para a ciência, a função completa do clitóris para o corpo feminino ainda não está muito clara. O que já sabemos com algum nível de “certeza” é que a maioria das mulheres que atingem o orgasmo, o conseguem pelo clitóris.

E, apesar de não ter um papel definido na reprodução, visto que o orgasmo feminino não tem relação com essa função, ao contrário do que acontece com os homens, um novo estudo pode começar a mudar esses entendimentos. As evidências sugerem que esse órgão pode ter um importante papel nas funcionalidades reprodutivas, diferentemente do que se vinha pensando até agora.

Efeitos cerebrais
De acordo com a pesquisa publicada na revista especializada Clinical Anatomy, o clitóris participa de forma fundamental na reprodução ao ativar uma série de efeitos cerebrais. Isso acontece à mulher durante o processo do orgasmo e não ao clitóris ignorado, parado e cuidando da própria vida.

Os efeitos cerebrais induzidos pelo clitóris, em resumo, envolvem o aumento:

de oxigênio,
da lubrificação vaginal,
do fluxo sanguíneo vaginal,
da temperatura corporal,
e alterações da posição do colo do útero, retardando o esperma e melhorando sua motilidade.

Essas conclusões foram obtidas pelo Dr. Roy Levin, por meio de uma revisão de estudos anteriores. O especialista reuniu evidências para basear a nova teoria de que o clitóris é tão importante para o processo de reprodução quanto é para o prazer sexual.

Até agora, esse órgão nunca tinha sido confirmado com algum papel direto na reprodução. Para Levin, as pesquisas anteriores estavam mais preocupadas com o papel desse órgão para o prazer sexual que, simplesmente, ignoraram suas outras possíveis funcionalidades.

Onde estamos?
Então, como o corpo feminino desenvolveu tal órgão e, por que ele se tornou necessário? Há uma série de hipóteses que tentam responder, ao menos em parte, essas perguntas.

Uma delas sugere que o orgasmo clitoriano é um resquício da evolução e há alguns milhares de anos tinha a finalidade de induzir a ovulação durante o ato sexual. Outra hipótese é que o clitóris permite que as mulheres discriminem e escolham melhor seus parceiros sexuais, com base em quem pode ajudá-las a chegar ao orgasmo por meio da estimulação correta.

Um terceiro ponto de vista é que os orgasmos clitorianos levam a um vínculo mais forte entre os parceiros sexuais, preparando a mulher para gravidez e o pai para a paternidade. Portanto, é possível ver o clitóris como um órgão importante reprodutivamente, se assim a ciência demonstrar, sem minimizar seu incomparável e épico poder para o prazer feminino.

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso