14 sintomas que indicam problemas de ansiedade

Quando aumentada, a doença pode ser verdadeiramente incapacitante

Quando não se conhece algo, a reação mais instintiva é ter medo. O desconhecido sempre assusta, pois ali não há qualquer controle possível. É difícil entender algo que você nunca experienciou, principalmente aquilo que está dentro da nossa mente.

Os transtornos de ansiedade – como Síndrome do Pânico, TOC e fobias – são doenças muito reais para quem sofre com eles. O que é preciso entender é quando a emoção deixa de ser normal e passa a trazer prejuízos para a vida do indivíduo.

“A ansiedade é uma emoção instintiva, que faz parte dos sentimentos do ser humano. Os transtornos começam a aparecer quando esse nível de ansiedade aumenta. É natural sentir ansiedade antes de um encontro ou um evento muito importante. Já quem tem esse nível elevado, pode ter crises”, explica o psiquiatra e membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina (CREMESP), Daniel Sócrates.

Como qualquer doença psiquiátrica, tem uma conotação de que é frescura, mas muitas vezes ela é incapacitante.

É importante ressaltar que, apesar da origem genética da doença, muitas pessoas que chegam aos consultórios hoje relatam dificuldades em lidar com as pressões do dia a dia, principalmente quando se trata de carreira.

“Existem questões genéticas que influenciam sim, mas também uma questão muito comum é a sobrecarga de trabalho, de estresse generalizado (com muito trabalho e pouco lazer), em uma rotina de muita cobrança. A queixa número um hoje é tanto de quem se cobram muito ou quem se sentem muito cobrado no trabalho”, elucida Daniel.

1. Preocupação excessiva
Todo mundo tem alguma coisa para se preocupar: o trabalho, as contas, a carreira, filhos, a aparência física… O que a diferencia para a ansiedade patológica é quando essas preocupações se tornam fatores limitantes, além de desencadearem outros sintomas. A pessoa se sente angustiada na necessidade absoluta de resolver aquilo o mais rápido possível – e se sente ainda pior quando não consegue.

2. Insônia
Se você já “perde o sono” por conta de um encontro, uma reunião importante no trabalho ou uma DR, imagine viver todos os dias varando noites por todos os motivos possíveis e imagináveis.

3. Ganho ou perda de peso muito acentuados
Sim, todos temos tendências a aproveitar um momento de estresse para descontar na comida – ou para simplesmente evitar a alimentação. E estudos comprovam que o açúcar é um terrível aliado na hora de liberar dopamina no cérebro, causando sensações similares ao uso de drogas. Além disso, é possível sofrer com distúrbios gastrointestinais nas crises de ansiedade, o que impede que você consiga se alimentar sem passar mal.

4. Evitar determinadas situações
Como você já deve ter percebido, o problema não é ser ansiosa, por si só: é quando isso começa a ter impacto na sua vida. Se você evita a todo custo ir à festas, em um encontro, falar em público ou qualquer outro momento que te causa algum desses sintomas, é melhor procurar ajuda. “É importante estimular a pessoa a procurar uma avaliação especializada. Se for, é uma doença que responde bem ao tratamento”, afirma Daniel.

5. Memória e concentração prejudicadas
Começa a ficar mais difícil ter foco e até mesmo guardar lembranças e informações. O cérebro fica em constante estado de alerta – e é como se você não conseguisse se “desligar”. Aliás, o sono é um fator fundamental para melhorar essas condições.

6. Crises de pânico
Em um nível bem alterado, a pessoa pode passar a ter a chamada síndrome do pânico, que são muitas crises de ansiedade com picos muito elevados. “O sofrimento é muito grande: você tem uma sensação de morte eminente, o coração dispara, dá apneia e sudorese extrema”, explica o médico.

7. Coração acelerado (taquicardia)
De repente é como se seu coração pudesse pular para fora do seu peito. É uma sensação de que algo não está certo, mas você não consegue identificar o que. Isso pode ocorrer tanto em crises de pânico quando nas de ansiedade generalizada.

8. Falta de ar
Essa é um dos sintomas mais comuns dos momentos de picos muito elevados. É como se houvesse uma pedra no peito que dificulta a respiração.

9. Medos irracionais (fobias)
“A ansiedade é um sintoma presente em vários transtornos mentais: seria como falar em febre – muitas doenças se manifestam com esse sinal”, explica o professor e doutor Mário Louzã, membro filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Você começa a desenvolver um medo de situações e coisas que não tinha antes, como de répteis, viajar de avião, andar de carro etc.

10. Comportamentos compulsivos (TOC)
Outra forma comum de manifestação está no Transtorno Obsessivo Compulsivo, no qual a pessoa encontra nos movimentos repetitivos e compulsivos um escape para a ansiedade. Lavar as mãos o tempo todo, precisar checar se trancou a porta de casa 10 vezes antes de sair ou só conseguir dormir depois de seguir uma estrita rotina são alguns exemplos.

11. Tensão muscular
Já se pegou pressionando os dentes tão forte que você começa a sentir dores no maxilar? Ou então sofre com o bruxismo, o famoso problema de ranger os dentes à noite? Até mesmo dores constantes no pescoço – que podem se transformar em dores de cabeça – são sinais de que você passa muito tempo “tensa”, sobrecarregando seu corpo.

12. Tremores
Tudo está bem e você começa a tremer, sem motivo aparente. Isso normalmente é acompanhado dos outros sintomas: taquicardia, sudorese, falta de ar…

13. Vícios
Pessoas que sofrem de algum transtorno de ansiedade costumam procurar escapes para as crises. Antes de se dar conta do que é, procurar ajuda e tratamento, a primeira escolha é um vício. Tabagismo, álcool, drogas ilícitas e compulsão alimentar são comuns nesses casos.

14. Irritabilidade
Você acaba sem paciência para nada e descontando o estresse nos outros. É difícil perceber quando isso não é só um traço da sua personalidade, mas um sinal de que algo não está bem.

Este conteúdo foi originalmente publicado no portal MdeMulher.
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*Fonte: exame

10 mitos sobre saúde que você escuta todos os dias

Por mais que seja cada vez mais fácil de buscar a verdade por trás das informações que nos rodeiam, ainda caímos em algumas balelas do senso comum — e no que diz respeito à área da saúde, não é diferente: existem lorotas que ouvimos todos os dias, e sequer nos damos conta. Confira alguns mitos sobre saúde que ninguém desmentiu para você (até agora).

1. Chocolate causa acne
É bem possível que você já tenha ouvido falar que chocolate causa acne, mas cientistas da Pensilvânia estudaram os efeitos do chocolate na pele de 65 indivíduos e descobriram que aqueles que comiam uma quantidade dez vezes maior de chocolate não mostraram diferenças em comparação com os outros.

2. Glúten faz mal à saúde
De acordo com a farmacêutica Pfizer, não há qualquer pesquisa, estudo ou mesmo testes científicos conclusivos que indiquem que o glúten prejudique o desenvolvimento ou funcionamento do organismo de indivíduos normais e saudáveis. Na verdade, existem até benefícios: quando consumido de maneira correta e equilibrada, o glúten, ao chegar ao intestino delgado, ajuda na proliferação e renovação das bactérias “do bem”, que auxiliam na digestão alimentar.

3. O colesterol é ruim
Nem todo colesterol é ruim para o corpo. Embora muito colesterol LDL possa estar associado a um risco aumentado de doença cardíaca, o colesterol HDL (considerado como o colesterol bom) ajuda a manter os níveis de LDL sob controle e, portanto, ajuda a manter a saúde do coração, como explica a American Heart Association.

4. Gema de ovo é prejudicial
Muitos são levados a consumir apenas a clara do ovo, mas os especialistas apontam que as gemas são cheias de colesterol HDL, que conforme mencionamos acima, é conhecido por neutralizar os efeitos do colesterol ruim.

5. Parar de comer emagrece
As pessoas são levadas a acreditar que passar fome pode parecer uma estratégia eficaz para perder muitos quilos rapidamente. No entanto, isso pode ter o efeito oposto. Os especialistas recomendam manter uma dieta balanceada e de baixa caloria para ajudar a perder peso.

6. Café prejudica o desenvolvimento infantil
Muitos acham que a cafeína no café pode ser a causa da osteoporose, uma deficiência de vitamina D que fragiliza os ossos. No entanto, após numerosos estudos, não houve evidências que sugerissem uma relação entre consumo de café e o prejuízo no desenvolvimento. Quando se trata de crianças bebendo café, a única coisa com que você precisa se preocupar é o excesso de cafeína.

7. Estralar os dedos causa artrite
Ao contrário do que muitos pensam, estralar os dedos não causa artrite: é simplesmente o estouro de bolhas no fluido que lubrifica as mãos, conhecido como líquido sinovial. A prática pode causar outros efeitos colaterais negativos, como o inchaço nas mãos, mas não a doença em questão.

8. Chocolate é afrodisíaco
Apesar do senso comum dizer que o chocolate tem propriedades afrodisíacas, um relatório apontado pela Mayo Clinic sugere que o alimento é ineficaz na produção de uma resposta sexual em homens ou mulheres.

9. Protetor solar só é necessário quando o sol está forte
Não importa como esteja o clima: os especialistas ressaltam que é necessário aplicar o protetor solar em todas as áreas expostas da pele e reaplicar pelo menos a cada duas horas.

10. Você deve remover completamente o açúcar de sua dieta
Para encerrar a lista de mitos sobre saúde: o açúcar não deve ser cortado totalmente. Existem diferentes tipos de açúcar, como o açúcar natural que pode ser encontrado em frutas, vegetais, laticínios e grãos. Por isso, os nutricionistas indicam a limitação da ingestão de açúcar em vez de eliminá-lo completamente.

*Por Nathan Vieira
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*Fonte: BestLife / canaltech

Por que os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo

Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo. Os homens possuem uma expectativa de vida de 81,1 anos, e as mulheres de 84,7 anos. Em dados mais recentes, publicados em 2020 pelo governo japonês, a expectativa de vida era de 81,64 anos para homens e de 87,64 para as mulheres.

Para efeitos de comparação, de acordo com dados do IBGE de 2021, a expectativa de vida no Brasil para o ano era de 76,8 anos.

No entanto, essa maior expectativa de vida do Japão não se deve a algum motivo tecnológico, nem inteiramente a nada genético – embora algumas pessoas tenham, sim, fenótipos que possam elevar suas expectativas de vida. Na verdade, isso se deve, majoritariamente, aos hábitos de vida e de alimentação.

Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo

A nossa base geral segue um artigo publicado pelo cardiologista Dr. Martin Juneau, professor da Universidade de Montreal.

Por que os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo?
A taxa de obesidade vem crescendo no mundo ocidental. Os Estados Unidos são um símbolo nisso. A obesidade está ligada principalmente aos péssimos hábitos de alimentação que estão sendo adquiridos em diversos países. Os fast foods estão cada vez mais presentes em nossa vida.

Recentemente falamos aqui na SoCientífica sobre as principais causas de morte no mundo. Se você olhar a lista, perceberá que as doenças que mais matam são de origem cardíaca e estão ligadas principalmente ao stress e obesidade. Uma vida e alimentação saudáveis são a chave para a longevidade e os japoneses sabem muito bem disso. Então, a resposta sobre como os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo não é tão difícil assim.

Alimentação
Os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo principalmente pela alimentação.

O primeiro ponto da alimentação dos japoneses é o baixo consumo de carne vermelha. O Japão possui um espaço muito pequeno e uma população muito grande. Não há espaço para a agropecuária. Então, lá o consumo maior é de peixes — e alguns outros animais marinhos e frutos do mar. Dessa forma, eles ingerem menos ácidos graxos saturados – associados a problemas no coração.

Japoneses comem pouca carne vemelha
Os japoneses também consomem muita soja – grão presente na alimentação de boa parte do continente asiático. Eles consomem a soja de diversas maneiras – cozida, molho de soja, missô, tofu, entre outros tipos de processamentos do alimento. A soja possui substâncias com propriedades anticancerígenas e que auxiliam na saúde do sistema cardiovascular. E não, a soja não vai fazer as mamas dos homens crescer, nem deixá-los mais afeminados como você provavelmente já ouviu alguém dizer por aí.

Outra questão importante é o açúcar. O brasileiro consome cerca de 80 gramas de açúcar por dia – enquanto o consumo recomendado varia entre 25 e 50 gramas ao dia. Os japoneses consomem 20 kg de açúcar ao ano, enquanto o brasileiro consome quase 30 kg ao ano.

O consumo de chá verde no Japão também é grande. Está incluso até no estereótipo do japonês. Mas este item se liga ao anterior, ou seja, o consumo do chá verde sem (ou muito pouca) adição de açúcar.

Grupo amostral
Um estudo publicado em 1975 no periódico American Journal of Epidemiology demonstrou que a incidência de doenças cardiovasculares dobrou entre os japoneses que migraram para o Havaí e quadruplicou nos que foram morar na Califórnia. Isso contrata a diferença dos hábitos dos japoneses e dos estadunidenses, além de demonstrar que, de fato, o que aumenta a expectativa de vida dos japoneses e mantém baixa a taxa de problemas cardíacos é realmente o estilo de vida, e não fatores inteiramente genéticos.

O professor da Universidade de Montreal Dr. Martin Juneau cita, ainda, que o nível de colesterol no Japão aumentou desde a década de 1970. O Japão, embora ainda com uma incidência de doenças cardíacas ainda menor do que no ocidente, está sendo, aos poucos, cada vez mais ocidentalizado. O futuro dirá como isso afetará a saúde de a expectativa de vida dos japoneses. Mas os japoneses têm a maior expectativa de vida do mundo ainda hoje, e isso pode durar ainda por bastante tempo.

*Por Felipe Miranda
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*Fonte: socientifica

Estudo sugere melhor período para comer e perder peso

Pesquisadores também identificaram potenciais outros benefícios do hábito

Restringir a alimentação do dia para o período entre as 7h e 15h pode ajudar a perder peso, além de melhorar a pressão arterial e o humor. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista JAMA Internal Medicine.

Ao todo, 90 pessoas, com idades entre 25 e 75 anos e que sofrem de obesidade, foram recrutadas para este ensaio clínico randomizado com duração de quatorze semanas.

Estudo sugere melhor período para comer e perder peso
O objetivo era comparar se uma dieta com restrição de tempo, ou seja, durante um período que variasse das 7h às 15h, poderia ajudar a perder peso mais rapidamente do que comer por um período de doze horas ou mais.

A alimentação mais cedo com restrição de tempo teria permitido aos participantes perder 6,3 quilos em média, em comparação com 4 quilos para a dieta sem restrições. Por outro lado, para a perda de “gordura corporal ”, os resultados foram bem menos significativos.

Melhoria no humor
Para identificar os potenciais outros benefícios de uma restrição alimentar, como o jejum intermitente, eles também analisaram a pressão arterial, os níveis de glicose no sangue ou até a frequência cardíaca.

As pessoas que comiam apenas entre 7h e 15h viram sua pressão arterial diastólica e alguns de seus distúrbios de humor melhorarem acentuadamente.

Praticar o jejum intermitente, portanto, possibilitaria a perda de peso, mas também traria benefícios para nossa saúde geral. “ Estudos maiores são necessários sobre a perda de gordura ”, alertam os cientistas.

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*Fonte: catracalivre

ACLIMATAÇÃO: o fenômeno que explica as diferentes percepções à temperatura

As recentes ondas de calor que atingiram a Europa surpreenderam pessoas de todo o mundo — principalmente pelos relatos de cidadãos passando mal por causa do calor intenso. Na cidade de Londres, os termômetros chegaram a registrar mais de 40?°C. Isso foi suficiente para gerar uma demanda de ocorrências que sobrecarregou as equipes locais dos bombeiros.

Quando um brasileiro lê esse tipo de notícia, pode não acreditar que a temperatura de 40?°C seja suficiente para causar tantos danos em uma cidade, impactando a saúde dos seus moradores, já que vários municípios brasileiros apresentam temperaturas semelhantes a essa rotineiramente — e em alguns casos, até maiores.

Acontece que o organismo humano leva um tempo para se acostumar com uma temperatura. Os londrinos foram acostumados há séculos com temperaturas amenas e dias chuvosos. Essa surpreendente onda de calor exige muito dos seus corpos, principalmente em relação à aclimatação.

Aclimatação: a capacidade do corpo humano em se adaptar à temperatura

A aclimatação é a capacidade do organismo humano se adaptar às temperaturas extremas, sejam elas quentes ou frias. Contudo, essa adaptação não é imediata. O objetivo da aclimatação é manter a temperatura corporal dentro do padrão de normalidade: 37?°C.

Para se adaptar, o organismo recorre a ações imediatas e de médio prazo. Uma das respostas imediatas ao calor, por exemplo, é produzir suor. Todas essas alterações são comandadas pelo cérebro, na região do hipotálamo, com a ajuda de uma glândula especial chamada de “glândula pituitária”.

Diversas decisões são tomadas por essa dupla, como a forma de trabalho do sistema sanguíneo, o quanto de nutrientes podem ser eliminados pelo suor, a forma como o açúcar será consumido, o ritmo do seu batimento cardíaco, etc.

No entanto, o organismo precisa de ajuda para que esse processo seja o mais eficiente possível. Em temperaturas elevadas, é preciso aumentar a ingestão de água pois a produção de suor pode levar a pessoa a ter um quadro de desidratação. Ao mesmo tempo, consumir refeições mais leves, que exijam menos do sistema digestivo, podem auxiliar na nutrição e melhorar a disposição.

Aclimatação não resolve o problema sozinha
A aclimatação é muito estudada por profissionais de saúde que atuam no esporte. Os atletas precisam se adaptar a diferentes climas, mantendo o seu rendimento. Contudo, a maioria das pessoas não tem o mesmo preparo físico de um atleta e isso faz com que seus corpos, mesmo buscando uma adaptação ao novo clima, apresentem falhas.

É por isso que o aumento das ondas de calor em diferentes regiões do mundo pode representar um desafio para os serviços de saúde e para a economia, já que impactarão a produtividade dos trabalhadores.

Em regiões que lidam com verões intensos, como o estado americano da Califórnia, os trabalhadores são expostos ao calor de forma gradual, para que seus corpos consigam, por meio da aclimatação, se acostumarem com as temperaturas elevadas. Eles começam trabalhando apenas meio-período e, depois de alguns dias, suas jornadas ganham uma hora a mais. Ainda assim, eles precisam de descansos constantes na sombra e muita água.

Todo esse esforço pretende evitar as mortes dos trabalhadores rurais nos Estados Unidos. Todos os anos, cerca de 5 trabalhadores morrem por causa do calor.

*Por Everton Lima
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*Fonte: megacurioso

Como desacelerar para dormir rápido e melhor

Muitos de nós não conseguem dormir o suficiente todas as noites. No entanto, o que pouca gente sabe é que, embora seja importante dormir o suficiente, dormir bem é um aliado mais influente para acordar disposto.

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research concluiu que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade, no que diz respeito à se sentir descansado e rejuvenescido.

Claro, isso não significa que as pessoas podem dormir apenas três horas por noite. A verdade é que cada um de nós precisa de uma quantidade diferente de sono para ser produtivo, e o lance das “oito horas por noite” é mais uma diretriz do que uma regra. De fato, algumas pesquisas sugerem que dormir demais pode ser tão prejudicial para a sua saúde quanto dormir pouco.

Como as orientações para uma boa noite de sono podem ser confusas, trouxemos aos nossos leitores esse guia, que visa ajudar na melhoria do sono ao ponto de que você precisar dormir menos, e o tempo que você passar dormindo ser verdadeiramente repousante.

Como dormir melhor

Por onde começar
Em primeiro lugar, é preciso começar a controlar o seu sono, e encontrar o seu momento de dormir perfeito.

Oito horas de sono é inútil se você gastar todo esse tempo rolando na cama, e só dormir por cerca de 3 a 4 horas. Tentar corrigir maus hábitos de sono indo para a cama mais cedo é como tentar perder peso gastando mais tempo na academia sem fazer qualquer treino extra.
Otimizar o seu sono depende muito de três coisas: preparação (construção de bons hábitos de sono), ambiente (aprimoramento de seu ambiente de sono ideal) e rotina (dormir quando e quanto você precisa).

As dicas abaixo são do Dr. Nitun Verma, especialista em sono da Universidade de Stanford (EUA) e diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono Washington Township, em Fremont (EUA), para ajudá-lo a melhorar a qualidade do seu sono a longo prazo.

Preparação
O primeiro passo é construir hábitos que irão ajudá-lo a adormecer mais rápido, dormir mais e ficar mais confortável enquanto você descansa. Por exemplo:

Exercício físico regular. A Fundação Nacional do Sono dos EUA afirma que exercício no período da tarde pode melhorar o sono à noite. Especificamente, praticar atividades físicas de manhã ou à tarde ajuda a adormecer mais rápido, com menos problemas. Apenas certifique-se de não se exercitar logo antes de dormir, já que isso tem o efeito oposto.

Escolha um despertador suave. Esqueça seu despertador irritante e incrivelmente alto, e tente algo novo que vai tornar seu momento de acordar mais fácil e natural. Aplicativos de despertador podem acordá-lo com músicas ou sons suaves. Você também pode tentar uma luz de alerta que sobe lentamente o nível de iluminação na sala, conforme sua hora de despertar se aproxima.

Elimine o álcool, corte a cafeína e largue o cigarro. Um estudo publicado em 1994 abordou os três temas e concluiu que o álcool pode ser relaxante e ajudá-lo a pegar no sono, mas é prejudicial para o ciclo do sono, uma vez que é liberado do corpo. O resultado final é uma noite agitada em que você acorda com mais frequência do que faria normalmente. A cafeína tem um efeito diferente. Ela alonga a 2ª fase de seu ciclo de sono (quando o cérebro começa a reorganizar-se e processar o dia), o que é ótimo para cochilos, mas não para uma noite de sono profundo. Ainda, a cafeína reduz as fases três e quatro do sono, onde o sono REM e o sonho ocorrem. Cigarros, por outro lado, ou especificamente a nicotina, podem ser relaxantes em pequenas doses, mas em grande quantidade te mantém acordado por mais tempo e impedem o início do sono.

Diminua seu tempo na frente das telinhas. Estudo após estudo apontam que os dispositivos eletrônicos prejudicam nossos ciclos de sono. O Dr. Verma sugere desligar seus aparelhos pelo menos 1 a 2 horas antes de dormir. Duas horas é o melhor, mas é bastante impraticável para muitas pessoas. “As telas de tablets, telefones e TVs são tão brilhantes que podem confundir o cérebro. Tanta luz muito tarde da noite pode fazer com que o cérebro pense que é duas da tarde, não duas da manhã. Mesmo se ocorrer o sono, ele não será tão profundo e, portanto, será menos restaurador”.

Medite antes de dormir. Há muitos métodos de meditação orientada para dormir. Tente visualizar um sonho que você gostaria de ter, ou, se acordar no meio da noite, relaxe, concentre-se em dormir, e tente visualizar onde o seu sonho parou.

Melhore o seu ritual noturno. Ter um ritual à noite é importante. Por exemplo, sempre ir ao banheiro antes de dormir, para não acordar com frequência com vontade de ir ao banheiro, o que pode levar ao sono superficial durante toda a noite. Inicie uma rotina de sono saudável, que começa muito antes de sua cabeça bater no travesseiro.

Ambiente
Antes de se deitar para dormir, você também deve se certificar que seu ambiente está propício para uma boa noite de sono.

Certifique-se de que sua cama é realmente confortável. Como a maioria de nós vai gastar uma média de 24 anos de nossas vidas dormindo, sua cama merece um investimento sério. Compre o colchão certo, escolha bons travesseiros e lençóis. Não subestime o poder de uma cama mais confortável. Isso pode realmente melhorar o seu sono.

Ajuste a temperatura. Alguns estudos têm mostrado que a temperatura ótima de dormir para a maioria dos adultos situa-se entre 15 a 20 graus centígrados. Muito mais quente do que isso pode causar insônia. No entanto, você pode procurar o que lhe faz bem. Se você gosta do calor, durma no calor. Se gosta de ligar o ventilador e se cobrir, faça isso, etc.

Filtre a luz. LEDs e luzes de espera de eletrônicos podem causar tanto estrago ao seu ciclo de sono quanto a luz de um tablet ligado. Mesmo que seus eletrônicos estejam desativados, certifique-se de encobrir a luz pulsante de seu laptop enquanto ele está recarregando, ou a luz de espera da TV, etc. Se você mora em algum lugar iluminado a todas as horas, invista em uma máscara de dormir. Isso pode ajudá-lo a obter um melhor descanso.

Corte as distrações. Crianças te acordam? Você pode não ser capaz de fazer muito sobre isso, mas se o seu telefone está te acordando com notificações de novos e-mails, é hora de desligá-lo. Se o seu bairro é barulhento e o impede de dormir, tente um gerador de ruído branco ou uma música suave para ajudá-lo a descansar.

Rotina
Você já sabe que quanto tempo você dorme é importante, mas para ter o melhor sono possível, você deve dormir e acordar na mesma hora todos os dias.

É difícil “repor” sono perdido. O Dr. Verma sugere uma alternativa: “Uma maneira para as pessoas otimizarem seu sono é acordar na mesma hora todos os dias, ou pelo menos dentro da mesma hora. Ao invés de dormir mais em dias de folga, desperte no mesmo tempo e, em seguida, tire uma soneca que permite o sono extra sem interromper a programação normal de acordar”.

Finalmente, se você está tendo problemas para ter um sono de qualidade, ou mesmo se você dorme por longos períodos e não se sente descansado, pode ser hora de falar com o seu médico.

Pode haver um número de questões médicas causando seus problemas de sono, todas tratáveis. Você pode estar sofrendo de insônia crônica, apneia do sono, ou alguma outra condição não diagnosticada que, uma vez tratada, pode transformar seu sono em verdadeiramente repousante.

Depois de ter seus problemas de sono resolvidos, seja por profissionais ou pelas dicas acima, você pode começar a ajustar a quantidade de sono para o quanto você realmente precisa. Se você dormia nove ou dez horas porque era a única maneira de se sentir descansado, e depois da máscara de dormir e de desligar seus eletrônicos se sente mais relaxado com apenas oito, pode começar a diminuir seu tempo de sono, ganhando horas extras em seu dia para fazer as coisas que você deseja. [LifeHacker]

*Por Natasha Romanzoti
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*Fonte: hypescience

O Guia Definitivo das FRUTAS de CADA ESTAÇÃO

As frutas, além de serem alimentos deliciosos, são ótimas para a nossa saúde e para uma dieta balanceada. No entanto, praticamente todas elas têm uma estação certa para o cultivo, quando se tornam mais resistentes ao clima e não precisam de tantos aditivos químicos para sobreviver ou amadurecer antes da hora.

Frutas de época também desenvolvem um sabor mais acentuado e tornam-se mais baratas do que o normal por conta da grande disponibilidade no mercado. Portanto, é sempre bom fazer algumas contas para estar por dentro das tendências do segmento e conseguir desfrutar dos melhores produtos. Ainda não sabe qual é a estação certeira de cada fruta? Então veja só esse guia de sazonalidade que nós separamos para você!

Verão

O verão é conhecido como a estação mais quente do ano, com temperaturas elevadas e dias mais longos. Nessa época, que dura entre dezembro e março, algumas frutas que apresentam melhores resultados são: abacaxi, ameixa, acerola, melão, melancia e entre outras.

O abacaxi é uma excelente fonte de vitamina C e diversos minerais, ajudando na digestão de proteínas e servindo como desintoxicante. Suas safras apresentam melhor resultado entre dezembro e fevereiro, com quedas significativas nos meses subsequentes.

O melão, por sua vez, possui ação diurética e laxante, com período de safra entre dezembro e março. Porém, essa também é uma fruta com bom rendimento de julho a setembro. Na hora de escolhê-los, é melhor optar por melões com casca firme, cor viva e sem rachaduras.

Outono

O outono é a estação que sucede o verão, caracterizado pela queda gradativa de temperatura e pelo amarelar e início da queda das flores das árvores. No Brasil, essa estação dura de março a junho, tendo abacate, kiwi, pêssego e romã como algumas das frutas características dessa época.

O kiwi é outro alimento bastante rico em vitamina C e com baixo índice glicêmico — sendo uma ótima opção para quem tem diabetes. Além de ser uma fruta muito prática de ser consumida, seu preço é muito mais acessível nos dias de hoje do que quando passou a ficar mais conhecida no Brasil.

A banana, uma das frutas mais populares para os brasileiros, é outra que cresce muito bem no outono. Ela é uma excelente fonte de carboidrato, sem contar que garante a saciedade e é ótima para a dieta de atletas. Porém, vale ressaltar que a banana também é uma fruta bastante versátil e pode ser facilmente usada na confecção de doces.

Inverno

Sendo a estação mais fria do ano, as maiores características do inverno são a queda de temperatura, noites mais longas e clima seco. Logo, também costuma ser a época do ano em que muitas frutas e vegetais possuem mais dificuldades para prosperar. Porém, existem exceções.

Morango, uva, caqui e caju são algumas das opções que desenvolvem melhor durante o inverno — que vai de junho a setembro. O morango é uma das frutas mais emblemáticas do clima frio, sendo extremamente saboroso e aparecendo em abundância nas feiras nessa época do ano. Além disso, é rico em vitamina A, vitamina C e flavonoides.

A uva, por sua vez, carrega uma grande quantidade de antioxidantes naturais e também é uma fruta muito versátil para a cozinha, podendo aparecer na receita de sucos, vitaminas, geleias, doces e por aí vai.

Primavera

Iniciando-se em setembro e terminando em dezembro, a primavera é a época do ano em que a flora da Terra renasce. Destacam-se as temperaturas amenas, o aumento da umidade do ar e o alongamento dos dias — que chega ao seu ápice com a chegada do verão nos meses seguintes.

Nessa estação, algumas das frutas que apresentam melhor desempenho são: amora, jabuticaba, manga, pitanga, maracujá, acerola e por aí vai. Um exemplo bem brasileiro que cresce bastante na primavera é o açaí, rico em carboidratos, lipídios, proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

Outra opção ótima para se comprar na primavera é a jaca, uma fruta que carrega carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e ainda possui um efeito antioxidante que protege nosso organismo de doenças causadas por estresse.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

A mente humana não deve estar acordada depois da meia-noite, alertam cientistas

No meio da noite, o mundo às vezes pode parecer um lugar assustador. Sob o manto da escuridão, os pensamentos negativos costumam vagar pela sua mente e, enquanto você não dorme, olhando para o teto, pode começar a desejar prazeres errados, como um cigarro ou uma refeição rica em carboidratos.

Muitas evidências sugerem que a mente humana funciona de maneira diferente se estiver acordada à noite. Depois da meia-noite, as emoções negativas tendem a atrair mais nossa atenção do que as positivas, as ideias perigosas crescem em apelo e as inibições desaparecem.

Alguns pesquisadores acham que o ritmo circadiano humano está fortemente envolvido nessas mudanças críticas na função, como descrevem em um novo artigo resumindo as evidências de como os sistemas cerebrais funcionam de maneira diferente após o anoitecer.

Sua hipótese, chamada ‘Mente depois da meia-noite’, sugere que o corpo humano e a mente humana seguem um ciclo natural de 24 horas de atividade que influencia nossas emoções e comportamento.

Em suma, em certas horas, nossa espécie tende a sentir e agir de certas maneiras. Durante o dia, por exemplo, os níveis moleculares e a atividade cerebral são sintonizados com a vigília. Mas à noite, nosso comportamento usual é dormir.

Do ponto de vista evolutivo, isso, é claro, faz sentido. Os humanos são muito mais eficazes na caça e na coleta à luz do dia e, embora a noite seja ótima para descansar, os humanos já corriam maior risco de se tornarem caçados.

De acordo com os pesquisadores, para lidar com esse risco aumentado, nossa atenção a estímulos negativos é extraordinariamente aumentada à noite. Onde antes poderia ter nos ajudado a saltar para ameaças invisíveis, esse hiperfoco no negativo pode alimentar um sistema de recompensa/motivação alterado, tornando uma pessoa particularmente propensa a comportamentos de risco.

Adicione a perda de sono à equação e esse estado de consciência só se torna mais problemático.

“Existem milhões de pessoas que estão acordadas no meio da noite e há evidências bastante fortes de que seu cérebro não está funcionando tão bem quanto durante o dia”, diz a neurologista Elizabeth Klerman, da Universidade de Harvard.

“Meu apelo é para que mais pesquisas analisem isso, porque sua saúde e segurança, assim como a de outras pessoas, são afetadas”.

Os autores da nova hipótese usam dois exemplos para ilustrar seu ponto. O primeiro exemplo é de um usuário de heroína que administra com sucesso seus desejos durante o dia, mas sucumbe aos seus desejos à noite.

A segunda é de um estudante universitário lutando contra a insônia, que começa a sentir uma sensação de desesperança, solidão e desespero à medida que as noites sem dormir se acumulam.

Ambos os cenários podem ser fatais. Suicídio e automutilação são muito comuns à noite. De fato, algumas pesquisas relatam um risco três vezes maior de suicídio entre meia-noite e 6h da manhã em comparação com qualquer outra hora do dia.

Um estudo em 2020 concluiu que a vigília noturna é um fator de risco de suicídio, “possivelmente por desalinhamento dos ritmos circadianos”.

“O suicídio, antes inconcebível, surge como uma fuga da solidão e da dor, e antes que os custos do suicídio sejam considerados, o estudante adquiriu os meios e está preparado para agir em um momento em que ninguém está acordado para detê-los”, os autores da hipótese ‘Mente depois da meia-noite’ explicam.

Substâncias ilícitas ou perigosas também são mais consumidas pelas pessoas à noite. Em 2020, uma pesquisa em um centro de consumo supervisionado de drogas no Brasil revelou um risco 4,7 vezes maior de overdose de opioides à noite.

Alguns desses comportamentos podem ser explicados pelo dívida de sono ou pela cobertura que a escuridão oferece, mas provavelmente também há mudanças neurológicas noturnas em jogo.

Pesquisadores como Klerman e seus colegas acham que precisamos investigar mais esses fatores para garantir que estamos protegendo aqueles que correm maior risco da vigília noturna.

Até o momento, os autores dizem que nenhum estudo examinou como a privação do sono e o tempo circadiano afetam o processamento de recompensa de uma pessoa.

Como tal, não sabemos realmente como os trabalhadores em turnos, como pilotos ou médicos, estão lidando com sua rotina incomum de sono.

Sabemos surpreendentemente pouco sobre como o cérebro humano funciona durante seis horas do dia. Seja dormindo ou acordado, a mente depois da meia-noite é um mistério.

O estudo foi publicado na Frontiers in Network Psychology.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

O cérebro humano constrói estruturas em 11 dimensões, descobrem cientistas

Océrebro continua a nos surpreender com sua magnífica complexidade. Pesquisas inovadoras que combinam neurociência com matemática nos dizem que nosso cérebro cria estruturas neurais com até 11 dimensões quando processa informações. Por “dimensões”, eles querem dizer espaços matemáticos abstratos, não outros reinos físicos. Ainda assim, os pesquisadores “encontraram um mundo que nunca havíamos imaginado”, disse Henry Markram , diretor do Blue Brain Project , que fez a descoberta.

O objetivo do Blue Brain Project, com sede na Suíça, é criar digitalmente uma simulação “biologicamente detalhada” do cérebro humano. Ao criar cérebros digitais com um nível “sem precedentes” de informações biológicas, os cientistas pretendem avançar nossa compreensão do intrincado cérebro humano, que tem cerca de 86 bilhões de neurônios .

Para ter uma visão mais clara de como essa imensa rede opera para formar nossos pensamentos e ações, os cientistas empregaram supercomputadores e um ramo peculiar da matemática. A equipe baseou sua pesquisa atual no modelo digital do neocórtex que terminou em 2015. Eles investigaram a maneira como esse neocórtex digital respondeu usando o sistema matemático da topologia algébrica. Isso lhes permitiupara determinar que nosso cérebro cria constantemente formas geométricas multidimensionais muito intrincadas e espaços que parecem “castelos de areia”.

Sem usar topologia algébrica, um ramo da matemática que descreve sistemas com qualquer número de dimensões, era impossível visualizar a rede multidimensional.

Utilizando a nova abordagem matemática, os pesquisadores foram capazes de ver o alto grau de organização no que antes pareciam padrões “caóticos” de neurônios.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. Ele pode ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – as árvores na floresta – e ver os espaços vazios – as clareiras – tudo ao mesmo tempo”, afirmou a autora do estudo, Kathryn Hess.”

Os cientistas primeiro realizaram testes no tecido cerebral virtual que criaram e depois confirmaram os resultados fazendo os mesmos experimentos em tecido cerebral real de ratos.

Quando estimulados, os neurônios virtuais formariam um clique , com cada neurônio conectado a outro de tal forma que um objeto geométrico específico seria formado. Um grande número de neurônios adicionaria mais dimensões, que em alguns casos chegavam a 11. As estruturas se organizariam em torno de um buraco de alta dimensão que os pesquisadores chamaram de “cavidade”. Depois que o cérebro processou a informação, o clique e a cavidade desapareceram.

Esquerda: cópia digital de uma parte do neocórtex, a parte mais evoluída do cérebro. À direita: formas de diferentes tamanhos e geometrias que representam estruturas que variam de 1 dimensão a 7 dimensões e mais. O “buraco negro” no meio simboliza um complexo de espaços multidimensionais, também conhecidos como cavidades.

O pesquisador Ran Levi detalhou como está funcionando esse processo:

“O aparecimento de cavidades de alta dimensão quando o cérebro está processando informações significa que os neurônios da rede reagem aos estímulos de maneira extremamente organizada. É como se o cérebro reagisse a um estímulo construindo e depois arrasando uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (1D), depois pranchas (2D), depois cubos (3D) e depois geometrias mais complexas com 4D, 5D , etc. A progressão da atividade através do cérebro se assemelha a um castelo de areia multidimensional que se materializa na areia e depois se desintegra.”

O significado da descoberta está em nos permitir uma maior compreensão de “um dos mistérios fundamentais da neurociência – a ligação entre a estrutura do cérebro e como ele processa a informação”, elaborou Kathryn Hess em entrevista à Newsweek.

Os cientistas procuram usar a topografia algébrica para estudar o papel da “ plasticidade ”, que é o processo de fortalecimento e enfraquecimento das conexões neurais quando estimuladas – um componente-chave na forma como nossos cérebros aprendem. Eles vêem uma aplicação adicional de suas descobertas no estudo da inteligência humana e na formação de memórias.

A pesquisa foi publicada no Frontiers in Computational Neuroscience.

Big Think

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*Fonte: sabersaude

Clitóris não serve apenas para dar prazer, aponta estudo

Para a ciência, a função completa do clitóris para o corpo feminino ainda não está muito clara. O que já sabemos com algum nível de “certeza” é que a maioria das mulheres que atingem o orgasmo, o conseguem pelo clitóris.

E, apesar de não ter um papel definido na reprodução, visto que o orgasmo feminino não tem relação com essa função, ao contrário do que acontece com os homens, um novo estudo pode começar a mudar esses entendimentos. As evidências sugerem que esse órgão pode ter um importante papel nas funcionalidades reprodutivas, diferentemente do que se vinha pensando até agora.

Efeitos cerebrais
De acordo com a pesquisa publicada na revista especializada Clinical Anatomy, o clitóris participa de forma fundamental na reprodução ao ativar uma série de efeitos cerebrais. Isso acontece à mulher durante o processo do orgasmo e não ao clitóris ignorado, parado e cuidando da própria vida.

Os efeitos cerebrais induzidos pelo clitóris, em resumo, envolvem o aumento:

de oxigênio,
da lubrificação vaginal,
do fluxo sanguíneo vaginal,
da temperatura corporal,
e alterações da posição do colo do útero, retardando o esperma e melhorando sua motilidade.

Essas conclusões foram obtidas pelo Dr. Roy Levin, por meio de uma revisão de estudos anteriores. O especialista reuniu evidências para basear a nova teoria de que o clitóris é tão importante para o processo de reprodução quanto é para o prazer sexual.

Até agora, esse órgão nunca tinha sido confirmado com algum papel direto na reprodução. Para Levin, as pesquisas anteriores estavam mais preocupadas com o papel desse órgão para o prazer sexual que, simplesmente, ignoraram suas outras possíveis funcionalidades.

Onde estamos?
Então, como o corpo feminino desenvolveu tal órgão e, por que ele se tornou necessário? Há uma série de hipóteses que tentam responder, ao menos em parte, essas perguntas.

Uma delas sugere que o orgasmo clitoriano é um resquício da evolução e há alguns milhares de anos tinha a finalidade de induzir a ovulação durante o ato sexual. Outra hipótese é que o clitóris permite que as mulheres discriminem e escolham melhor seus parceiros sexuais, com base em quem pode ajudá-las a chegar ao orgasmo por meio da estimulação correta.

Um terceiro ponto de vista é que os orgasmos clitorianos levam a um vínculo mais forte entre os parceiros sexuais, preparando a mulher para gravidez e o pai para a paternidade. Portanto, é possível ver o clitóris como um órgão importante reprodutivamente, se assim a ciência demonstrar, sem minimizar seu incomparável e épico poder para o prazer feminino.

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso

Orientações para uma vida mais saudável

A maior parte de nós humanos buscamos ter uma mais saudável, seja para ser mais dias por aqui na terra, seja para ter um corpo e rosto mais bonitos, ou até mesmo por satisfação, porém com a correria do dia a dia e muitas informações e mitos de uma vida fitness que ficamos perdidos e acabamos seguindo na louca não é mesmo rsrs? Então vamos algumas dicas e orientações de como ter uma vida mais saudável haha

Parte 1 Alimentação

Provavelmente esse é um dos aspectos mais complexos para ajustarmos em rumo à nossa vida mais saudável, primeiro que a enorme gama de alimentos para escolher e segundo a verdades e mitos a cerca de vários alimentos, como o pão, carne de porco, café, açúcar e muitos outros, mas vamos por partes., vamos entender quais são os nutrientes vitais para nosso organismo.

A OMS divide esses nutrientes essenciais em duas categorias: micronutrientes e macronutrientes.

Micronutrientes são nutrientes que uma pessoa precisa em pequenas doses. Consistem em vitaminas e minerais.

Podendos estes serem encontrados em frutas, legumes, vegetais.

Macronutrientes são nutrientes que uma pessoa precisa em maiores quantidades. Macronutrientes incluem água, proteína, carboidratos, fibras e gorduras.

Estes macronutrientes são encontrados em carnes, pães, leite, ovo entre outros, porém a polêmica aqui está em dois grandes e mal compreendidos macronutrientes, carboidratos e gorduras, estão em quase tudo que é alimento, ou seja, nos perseguem, assim como o açúcar, mas por que são tão evitados, demonizados, subestimados e levam culpa de vilão?

Vamos entender quem é quem….

Carboidratos, proteínas e lipídios (gorduras) são os principais substratos de energia para o nosso corpo, os quais são oriundos através da nossa alimentação.

As gorduras são um dos três principais grupos de macronutrientes na dieta humana, junto com carboidratos e proteínas, e os principais componentes de produtos alimentares comuns como leite, manteiga, sebo, banha, bacon e óleos de cozinha. Eles são uma fonte importante e densa de energia alimentar para muitos animais e desempenham importantes funções estruturais e metabólicas, na maioria dos seres vivos, incluindo armazenamento de energia, impermeabilização e isolamento térmico e proteção dos órgãos vitais.

As proteínas são nutrientes essenciais ao crescimento e manutenção do corpo humano.] Com a exceção da água, as proteínas são as moléculas mais abundantes no corpo, sendo o principal componente estrutural de todas as células, particularmente dos músculos.

Os carboidratos são biomoléculas de grande importância biológica e formam a classe de biomoléculas mais abundantes do nosso planeta. Essas moléculas são formadas fundamentalmente por carbono, hidrogênio e oxigênio, daí a denominação de hidratos de carbono. Os carboidratos apresentam várias funções, porém a principal função atribuída a essas biomoléculas é a de fornecimento de energia. Vale destacar também que os carboidratos atuam como sinalizadores no organismo, participam da estrutura da parede celular, da estrutura do exoesqueleto de artrópodes e da formação dos ácidos nucleicos.

As fibras alimentares podem ser definidas como resíduos de células vegetais que são resistentes à ação das enzimas digestivas humanas. Por não serem digeridas, elas não fornecem calorias, entretanto, desempenham importante papel no funcionamento do corpo humano.

Elas podem atuar na regulação do funcionamento do sistema gastrointestinal, aumentar a sensação de saciedade após uma refeição, melhorar as respostas séricas de glicose e colesterol, melhorar o funcionamento do coração e até mesmo atuar de maneira significativa na melhora do sistema imunológico.

Sabendo disso vamos dá atenção a um mito muito comum, a de que carboidratos engordam, como vimos anteriormente, a função maestria desse nutriente é o fornecimento de energia para o corpo, logo todas as atividades que fazemos, desde respirar até subir escadas requer energia e quem as fornece é o carboidratos, energia é calculcada em forma de kcal. Cada organismo tem as suas características, mas de forma genérica pode-se dizer que as mulheres gastam de 1200 a 1400 calorias em repouso e os homens consomem de 1800 a 2000 calorias diárias, segundo matéria do Portal IG.

Ou seja, não vai ser 30g de bolo de laranja que contém 86cal e 15g de carboidrato que vai te engordar, fica tranquilo, e das gorduras, lembra de suas funções? Gorduras são fontes de energia para o corpo e cumprem também outras funções, como participar da construção das células, manter a temperatura do corpo, proteger os órgãos vitais, transportar vitaminas e compor as enzimas, hormônios e substâncias que auxiliam o sistema imunológico. Ou seja, manter um consumo moderado de gorduras, aliado a uma rotina de exercícios físicos irá te proporcionar uma saúde clean haha

Um dos grandes problemas dos brasileiros e também o pessoal dos states é que temos a cultura do excesso, da acumulação, quanto mais melhor, e isso também está incutido na nossa alimentação, comemos e comemos muito!!! A exemplo do bolo de laranja, comer 30g de bolo de laranja com uma xícara de café com leite (180 ml aprox.) é um lanchinho de tarde ótimo, porém nós naturalmente não consumimos apenas essa quantidade.

Lembre-se: moderação!

*Por João de Jesus
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*Fonte: equilibrioemvida

Como desacelerar para dormir rápido e melhor

Muitos de nós não conseguem dormir o suficiente todas as noites. No entanto, o que pouca gente sabe é que, embora seja importante dormir o suficiente, dormir bem é um aliado mais influente para acordar disposto.

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research concluiu que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade, no que diz respeito à se sentir descansado e rejuvenescido.

Claro, isso não significa que as pessoas podem dormir apenas três horas por noite. A verdade é que cada um de nós precisa de uma quantidade diferente de sono para ser produtivo, e o lance das “oito horas por noite” é mais uma diretriz do que uma regra. De fato, algumas pesquisas sugerem que dormir demais pode ser tão prejudicial para a sua saúde quanto dormir pouco.

Como as orientações para uma boa noite de sono podem ser confusas, trouxemos aos nossos leitores esse guia, que visa ajudar na melhoria do sono ao ponto de que você precisar dormir menos, e o tempo que você passar dormindo ser verdadeiramente repousante.

Como dormir melhor
Por onde começar
Em primeiro lugar, é preciso começar a controlar o seu sono, e encontrar o seu momento de dormir perfeito.

Oito horas de sono é inútil se você gastar todo esse tempo rolando na cama, e só dormir por cerca de 3 a 4 horas. Tentar corrigir maus hábitos de sono indo para a cama mais cedo é como tentar perder peso gastando mais tempo na academia sem fazer qualquer treino extra.
Otimizar o seu sono depende muito de três coisas: preparação (construção de bons hábitos de sono), ambiente (aprimoramento de seu ambiente de sono ideal) e rotina (dormir quando e quanto você precisa).
As dicas abaixo são do Dr. Nitun Verma, especialista em sono da Universidade de Stanford (EUA) e diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono Washington Township, em Fremont (EUA), para ajudá-lo a melhorar a qualidade do seu sono a longo prazo.

Preparação
O primeiro passo é construir hábitos que irão ajudá-lo a adormecer mais rápido, dormir mais e ficar mais confortável enquanto você descansa. Por exemplo:

Exercício físico regular. A Fundação Nacional do Sono dos EUA afirma que exercício no período da tarde pode melhorar o sono à noite. Especificamente, praticar atividades físicas de manhã ou à tarde ajuda a adormecer mais rápido, com menos problemas. Apenas certifique-se de não se exercitar logo antes de dormir, já que isso tem o efeito oposto.
Escolha um despertador suave. Esqueça seu despertador irritante e incrivelmente alto, e tente algo novo que vai tornar seu momento de acordar mais fácil e natural. Aplicativos de despertador podem acordá-lo com músicas ou sons suaves. Você também pode tentar uma luz de alerta que sobe lentamente o nível de iluminação na sala, conforme sua hora de despertar se aproxima.
Elimine o álcool, corte a cafeína e largue o cigarro. Um estudo publicado em 1994 abordou os três temas e concluiu que o álcool pode ser relaxante e ajudá-lo a pegar no sono, mas é prejudicial para o ciclo do sono, uma vez que é liberado do corpo. O resultado final é uma noite agitada em que você acorda com mais frequência do que faria normalmente. A cafeína tem um efeito diferente. Ela alonga a 2ª fase de seu ciclo de sono (quando o cérebro começa a reorganizar-se e processar o dia), o que é ótimo para cochilos, mas não para uma noite de sono profundo. Ainda, a cafeína reduz as fases três e quatro do sono, onde o sono REM e o sonho ocorrem. Cigarros, por outro lado, ou especificamente a nicotina, podem ser relaxantes em pequenas doses, mas em grande quantidade te mantém acordado por mais tempo e impedem o início do sono.
Diminua seu tempo na frente das telinhas. Estudo após estudo apontam que os dispositivos eletrônicos prejudicam nossos ciclos de sono. O Dr. Verma sugere desligar seus aparelhos pelo menos 1 a 2 horas antes de dormir. Duas horas é o melhor, mas é bastante impraticável para muitas pessoas. “As telas de tablets, telefones e TVs são tão brilhantes que podem confundir o cérebro. Tanta luz muito tarde da noite pode fazer com que o cérebro pense que é duas da tarde, não duas da manhã. Mesmo se ocorrer o sono, ele não será tão profundo e, portanto, será menos restaurador”.
Medite antes de dormir. Há muitos métodos de meditação orientada para dormir. Tente visualizar um sonho que você gostaria de ter, ou, se acordar no meio da noite, relaxe, concentre-se em dormir, e tente visualizar onde o seu sonho parou.
Melhore o seu ritual noturno. Ter um ritual à noite é importante. Por exemplo, sempre ir ao banheiro antes de dormir, para não acordar com frequência com vontade de ir ao banheiro, o que pode levar ao sono superficial durante toda a noite. Inicie uma rotina de sono saudável, que começa muito antes de sua cabeça bater no travesseiro.

Ambiente
Antes de se deitar para dormir, você também deve se certificar que seu ambiente está propício para uma boa noite de sono.

Certifique-se de que sua cama é realmente confortável. Como a maioria de nós vai gastar uma média de 24 anos de nossas vidas dormindo, sua cama merece um investimento sério. Compre o colchão certo, escolha bons travesseiros e lençóis. Não subestime o poder de uma cama mais confortável. Isso pode realmente melhorar o seu sono.
Ajuste a temperatura. Alguns estudos têm mostrado que a temperatura ótima de dormir para a maioria dos adultos situa-se entre 15 a 20 graus centígrados. Muito mais quente do que isso pode causar insônia. No entanto, você pode procurar o que lhe faz bem. Se você gosta do calor, durma no calor. Se gosta de ligar o ventilador e se cobrir, faça isso, etc.
Filtre a luz. LEDs e luzes de espera de eletrônicos podem causar tanto estrago ao seu ciclo de sono quanto a luz de um tablet ligado. Mesmo que seus eletrônicos estejam desativados, certifique-se de encobrir a luz pulsante de seu laptop enquanto ele está recarregando, ou a luz de espera da TV, etc. Se você mora em algum lugar iluminado a todas as horas, invista em uma máscara de dormir. Isso pode ajudá-lo a obter um melhor descanso.
Corte as distrações. Crianças te acordam? Você pode não ser capaz de fazer muito sobre isso, mas se o seu telefone está te acordando com notificações de novos e-mails, é hora de desligá-lo. Se o seu bairro é barulhento e o impede de dormir, tente um gerador de ruído branco ou uma música suave para ajudá-lo a descansar.

Rotina
Você já sabe que quanto tempo você dorme é importante, mas para ter o melhor sono possível, você deve dormir e acordar na mesma hora todos os dias.

É difícil “repor” sono perdido. O Dr. Verma sugere uma alternativa: “Uma maneira para as pessoas otimizarem seu sono é acordar na mesma hora todos os dias, ou pelo menos dentro da mesma hora. Ao invés de dormir mais em dias de folga, desperte no mesmo tempo e, em seguida, tire uma soneca que permite o sono extra sem interromper a programação normal de acordar”.

Finalmente, se você está tendo problemas para ter um sono de qualidade, ou mesmo se você dorme por longos períodos e não se sente descansado, pode ser hora de falar com o seu médico.

Pode haver um número de questões médicas causando seus problemas de sono, todas tratáveis. Você pode estar sofrendo de insônia crônica, apneia do sono, ou alguma outra condição não diagnosticada que, uma vez tratada, pode transformar seu sono em verdadeiramente repousante.

Depois de ter seus problemas de sono resolvidos, seja por profissionais ou pelas dicas acima, você pode começar a ajustar a quantidade de sono para o quanto você realmente precisa. Se você dormia nove ou dez horas porque era a única maneira de se sentir descansado, e depois da máscara de dormir e de desligar seus eletrônicos se sente mais relaxado com apenas oito, pode começar a diminuir seu tempo de sono, ganhando horas extras em seu dia para fazer as coisas que você deseja. [LifeHacker]

*Por Natasha Romanzoti
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*Fonte: hypescience

Datas de validade não são científicas; veja como saber o que é seguro comer

O surto de listeria na Flórida até agora levou a pelo menos uma morte, 22 hospitalizações e um recall de sorvetes desde janeiro. Os seres humanos adoecem com infecções por listeria, ou listeriose, por comerem alimentos contaminados pelo solo, carne mal cozida ou laticínios crus ou não pasteurizados. A listeria pode causar convulsões, coma, aborto espontâneo e defeitos congênitos. E é a terceira principal causa de mortes por intoxicação alimentar nos Estados Unidos.

Evitar perigos alimentares invisíveis é a razão pela qual as pessoas costumam verificar as datas nas embalagens dos alimentos . E impressas com o mês e o ano há uma variedade estonteante de frases: “melhor até”, “usado até”, “melhor ser usado antes de”, “melhor se usado até”, “frescor garantido até”, “congelar por” e até mesmo um rótulo “nascidas em” aplicado a algumas cervejas.

As pessoas pensam nelas como datas de validade ou a data em que um alimento deve ir para o lixo. Mas as datas têm pouco a ver com quando os alimentos expiram ou se tornam menos seguros para comer. Sou microbiologista e pesquisadora de saúde pública e tenho usado a epidemiologia molecular para estudar a disseminação de bactérias em alimentos. Um sistema de datação de produtos mais baseado na ciência pode tornar mais fácil para as pessoas diferenciarem os alimentos que podem comer com segurança daqueles que podem ser perigosos.

Confusão cara

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informa que, em 2020, a família americana média gastou 12% de sua renda em alimentos . Mas muita comida é simplesmente jogada fora, apesar de ser perfeitamente seguro para comer. O USDA Economic Research Center relata que quase 31% de todos os alimentos disponíveis nunca são consumidos. Os preços historicamente altos dos alimentos tornam o problema do desperdício ainda mais alarmante.

O atual sistema de rotulagem de alimentos pode ser o responsável por grande parte do desperdício. A FDA relata que a confusão do consumidor em torno dos rótulos de datação dos produtos é provavelmente responsável por cerca de 20% dos alimentos desperdiçados em casa, custando cerca de US$ 161 bilhões por ano.

É lógico acreditar que os rótulos de data estão lá por razões de segurança, já que o governo federal impõe regras para incluir informações nutricionais e de ingredientes nos rótulos dos alimentos. Aprovada em 1938 e continuamente modificada desde então, a Lei de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos exige que os rótulos dos alimentos informem os consumidores sobre a nutrição e os ingredientes dos alimentos embalados, incluindo a quantidade de sal, açúcar e gordura que contém.

As datas desses pacotes de alimentos, no entanto, não são regulamentadas pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Em vez disso, eles vêm de produtores de alimentos. E eles podem não ser baseados na ciência da segurança alimentar.

Por exemplo, um produtor de alimentos pode pesquisar os consumidores em um grupo de foco para escolher uma data de validade seis meses após a produção do produto, porque 60% do grupo de foco não gostou mais do sabor. Os fabricantes menores de um alimento semelhante podem imitar e colocar a mesma data em seu produto.

Mais interpretações

Um grupo da indústria, o Food Marketing Institute and Grocery Manufacturers Association, sugere que seus membros marquem os alimentos como “melhor se usado por” para indicar por quanto tempo o alimento é seguro para comer e “usar até” para indicar quando o alimento se torna inseguro. Mas usar essas marcas mais sutis é voluntário. E embora a recomendação seja motivada pelo desejo de reduzir o desperdício de alimentos, ainda não está claro se essa mudança recomendada teve algum impacto.

Um estudo conjunto da Harvard Food Law and Policy Clinic e do National Resources Defense Council recomenda a eliminação de datas destinadas aos consumidores, citando possíveis confusões e desperdício. Em vez disso, a pesquisa sugere que fabricantes e distribuidores usem datas de “produção” ou “embalagem”, junto com datas de “venda”, destinadas a supermercados e outros varejistas. As datas indicariam aos varejistas a quantidade de tempo que um produto permanecerá em alta qualidade.

A FDA considera alguns produtos “alimentos potencialmente perigosos” se tiverem características que permitem que os micróbios floresçam, como umidade e abundância de nutrientes que alimentam os micróbios. Esses alimentos incluem frango, leite e tomate fatiado, todos associados a sérios surtos de origem alimentar. Mas atualmente não há diferença entre a rotulagem de data usada nesses alimentos e aquela usada em alimentos mais estáveis.

Fórmula científica

A fórmula infantil é o único produto alimentar com prazo de validade regulamentado pelo governo e cientificamente determinado. É rotineiramente testado em laboratório para contaminação. Mas a fórmula infantil também passa por testes nutricionais para determinar quanto tempo leva para os nutrientes – principalmente a proteína – se decomporem. Para prevenir a desnutrição em bebês, a data de validade na fórmula infantil indica quando ela não é mais nutritiva.

Nutrientes em alimentos são relativamente fáceis de medir. A FDA já faz isso regularmente. A agência emite avisos aos produtores de alimentos quando os teores de nutrientes listados em seus rótulos não correspondem ao que o laboratório da FDA encontra.

Os estudos microbianos, como aqueles em que nós, pesquisadores de segurança alimentar, trabalhamos, também são uma abordagem científica para rotulagem de data significativa em alimentos. Em nosso laboratório, um estudo microbiano pode envolver deixar um alimento perecível estragar e medir a quantidade de bactérias que cresce nele ao longo do tempo. Os cientistas também fazem outro tipo de estudo microbiano observando quanto tempo leva para micróbios como a listeria crescer a níveis perigosos depois de adicionar intencionalmente os micróbios aos alimentos para observar o que eles fazem, observando detalhes como o crescimento da quantidade de bactérias ao longo do tempo e quando há o suficiente para causar doença.

Consumidores por conta própria

Determinar a vida útil dos alimentos com dados científicos sobre sua nutrição e segurança pode diminuir drasticamente o desperdício e economizar dinheiro à medida que os alimentos ficam mais caros.

Mas, na ausência de um sistema uniforme de datação de alimentos, os consumidores podem confiar em seus olhos e narizes, decidindo descartar o pão felpudo, o queijo verde ou o saco de salada com cheiro ruim. As pessoas também podem prestar muita atenção às datas de alimentos mais perecíveis, como frios, nos quais os micróbios crescem facilmente.

*Por Jill Roberts

*Professora Associada de Saúde Global, Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos.

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*Fonte: revistagalileu

Consumo moderado de álcool já aumenta risco de demências, diz estudo

Pesquisa observou que ingestão acima de 7 unidades de bebida alcoólica por semana é suficiente para aumentar o ferro no cérebro, fenômeno associado ao declínio cognitivo

Costumamos associar apenas o consumo abusivo de álcool a potenciais problemas de saúde, mas mesmo a ingestão moderada de bebida pode causar alterações significativas no nosso corpo.

Uma nova pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, concluiu que consumir sete ou mais unidades de álcool por semana pode aumentar os níveis de ferro no cérebro, condição associada a problemas como Alzheimer e Parkinson.

O estudo, publicado no periódico PLOS Medicine nesta quinta-feira (14), acompanhou 20.965 participantes. Eles relataram seu próprio consumo de álcool e depois tiveram o cérebro escaneado por ressonância magnética. Do total de voluntários, 7 mil também fizeram ressonância do fígado para avaliar os níveis de ferro no órgão.

A média de idade dos participantes foi de 55 anos e 48,6% eram do sexo feminino. A ingestão média no grupo amostral foi de cerca de 18 unidades de álcool por semana, o que se traduz em 7 1⁄2 latas de cerveja ou 6 taças grandes de vinho.

A equipe de pesquisa descobriu que o consumo de álcool acima de sete unidades por semana estava associado a marcadores de ferro mais altos em um grupo de estruturas cerebrais chamadas gânglios da base. Eles são responsáveis, entre outras coisas, pelo controle dos movimentos motores, aprendizado, cognição e emoção.

“O ferro cerebral mais alto está associado a um desempenho cognitivo mais baixo. O acúmulo de ferro pode estar implícito no declínio cognitivo relacionado ao consumo de álcool”, alerta Anya Topiwala, do departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, em comunicado.

Esse é o maior estudo até hoje sobre consumo moderado de álcool e acúmulo de ferro. Mesmo assim os cientistas reconhecem que há uma limitação no trabalho: as medidas da ressonância magnética são representações indiretas do ferro cerebral, podendo ser confundidas com outras alterações causadas pela ingestão acoólica.

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*Fonte: galileu

Alimentos Que Você Nunca Deve Colocar Na Geladeira

Bactérias perigosas estão à espreita por toda a sua cozinha e a maneira como você armazena sua comida pode estar colocando seus entes queridos em risco. Embora alguns itens sempre precisem de refrigeração, outros devem ficar fora da geladeira, caso contrário, correrão o risco de estragar e de não ficarem próprios para o consumo.

Abacates
Os abacates podem ser frutas difíceis de controlar. Mantê-los na geladeira interrompe o processo de amadurecimento, portanto, nunca os mantenha refrigerados. Basta guardar seus abacates no balcão em temperatura ambiente. Se já estiverem maduros, use-os imediatamente.
Para amadurecer os abacates, sugerimos colocá-los em um saco de papel kraft junto com uma maçã ou uma banana por alguns dias (cerca de dois ou três) até o amadurecimento. A maçã (ou banana) libera gás etileno, que faz com que o abacate amadureça mais rapidamente.

Donuts
Não há nada mais delicioso do que um donut recém-assado. Mas o que você faz quando tem muitos? Em primeiro lugar, isso parece um problema bom. Em segundo lugar, não se preocupe, e faça o que fizer, não coloque na geladeira.
A geladeira deixará seus donuts velhos e encharcados, então é melhor apenas mantê-los em temperatura ambiente e certificar-se de que estejam tapados. Eles não vão durar muito, no entanto. Donuts recém-assados ​​só devem ser mantidos por cerca de dois dias no máximo.

Queijo Envelhecido
Se você é um aficionado por queijo, provavelmente já sabe disso, mas queijos duros nunca devem ir para a geladeira. Pode parecer estranho, já que o queijo é um alimento lácteo, mas é verdade! Se o queijo duro for deixado na geladeira, ele muda de duro para duro como pedra.
O queijo duro passa por um processo de cura que leva cerca de seis meses para ser concluído. Depois de curado, não há necessidade de mantê-lo resfriado. Basta armazená-lo em um local fresco e escuro como sua despensa ou armário. Outros queijos precisam ser refrigerados, portanto, certifique-se de verificar se são envelhecidos ou não.

Batatas
Você quer batatas adocicadas e arenosas? É, achamos que não. Colocar suas batatas na geladeira rapidamente transforma os amidos dos vegetais em açúcar pegajoso. Que nojo! Basta mantê-los na despensa longe de temperaturas extremas.
Assim que a batata estiver cozida, certifique-se de guardá-la na geladeira. Batatas assadas embrulhadas em papel alumínio nunca devem ser deixadas à temperatura ambiente, pois podem formar cepas mortais de botulismo.

Atum em Lata
Algumas pessoas acham que o atum em lata fechado deve ir para a geladeira, mas esse não é o caso. Sim, é um peixe, mas vem em uma lata de uma seção não refrigerada do supermercado por um motivo.
Mantenha suas latas de atum em temperatura ambiente guardadas na despensa ou no armário. Depois de abrir a lata, você pode guardá-la na geladeira. Basta colocar o atum em um recipiente lacrado (não guarde na lata!) e ele vai durar cerca de três a quatro dias.

Creme de Chocolate com Avelã
Talvez você fique surpreso ao saber que cremes de chocolate com avelã, como a Nutella, não precisam ir à geladeira. Até diz isso no rótulo. O frio das temperaturas de refrigeração deixa a pasta realmente sólida e impossível de ser espalhada.
O conteúdo de açúcar da pasta serve como conservante e evita a propagação de bactérias. Cremes como Nutella endurecem quando refrigerados devido ao alto teor de gordura das avelãs. Portanto, se quiser uma pasta lisa e cremosa, não a coloque na geladeira!

Alho
Bulbos cheios de alho devem ser armazenados em local fresco e seco, como a despensa. Mantenha-os em um recipiente com ventilação. Se você os mantiver em um recipiente hermético, eles mofarão rapidamente. Se você armazenar o alho adequadamente, ele permanecerá bom por meses.
Uma vez removida a cabeça do dente de alho, deve-se usar todos os dentes em menos de 10 dias. O alho é um superalimento, portanto, certifique-se de manter o alho bom para consumo pelo maior tempo possível e evite o desperdício.

Cebolas
Bulbos de cebola inteiros, não cortados, nunca devem ser mantidos na geladeira. Se você fizer isso, eles ficarão mofados e pastosos com a umidade da geladeira. Quando as cebolas são resfriadas, os amidos dentro do bulbo são convertidos em açúcares.
Se forem deixadas na geladeira por muito tempo, a cebola se liquefaz completamente. E ninguém quer isso. As cebolas devem ser mantidas em local fresco e seco, em recipiente ventilado ou, mais fácil, basta mantê-las na sacola em que já vêm.

Ovos
Este é, sem dúvida, um alimento controverso para manter fora da geladeira. Mas, na verdade, não há problema em manter os ovos em temperatura ambiente. Porém, como regra geral, se você comprar ovos na seção refrigerada, continue refrigerando-os.
Se você comprar ovos em temperatura ambiente, não há problema em continuar fazendo isso ou colocá-los na geladeira, se desejar. De acordo com Tim Hayward, apresentador do Programa de Alimentos na BBC Radio 4, “Um ovo fresco e caipira dura muito bem em temperatura ambiente por pelo menos uma semana”.

Café
Nunca, jamais, guarde seu café ou grãos de café na geladeira ou no freezer. Isso é o que dizem todos os especialistas, incluindo a Starbucks. A geladeira e o freezer são úmidos demais e farão com que seu café fique insípido e menos aromático.
As únicas razões pelas quais você deve sequer pensar em colocar café no freezer é se você comprou a granel e não vai usá-lo imediatamente ou se você não é um bebedor diário de café e apenas o guarda para as visitas.

Mel
Se você colocar mel na geladeira, ele começará a se cristalizar e se transformar em uma massa açucarada. Não recomendado. Os especialistas afirmam que o melhor armazenamento para o mel é na despensa, longe de temperaturas extremas. O mel também pode ser perigoso devido ao botulismo e NUNCA deve ser dado a crianças com menos de 12 meses.
Você pode ficar surpreso ao saber que, tecnicamente, o mel nunca estraga. A cor e a consistência mudarão com o tempo, mas as propriedades do mel e seu alto teor de açúcar o protegem da propagação de bactérias, desde que seja armazenado corretamente.

Manteiga
Este vai ser um pouco controverso. Mas a manteiga pode realmente ser deixada fora da geladeira. E depois de fazer o teste, você vai entender. A manteiga à temperatura ambiente se espalha no pão como o paraíso na terra. Quem não quer isso?
Você deve sempre manter a manteiga tapada e em um local fresco, fora da luz solar direta. A manteiga é pasteurizada e salgada, o que ajuda a evitar que estrague. Você também deve considerar o clima em que vive. Se você mora em um clima particularmente quente, pode não ser possível guardá-lo fora da geladeira.

Melão
Os melões são mais doces e suculentos em temperatura ambiente. Isso vale para todos os melões, melancia, melão ou melada. O USDA fez uma pesquisa sobre o assunto e descobriu que isso era verdade e que estar em temperatura ambiente ajuda a manter os antioxidantes intactos.
Além de ter mais antioxidantes, o melão retém mais nutrientes à temperatura ambiente e é mais saboroso. Depois de cortar o melão, embrulhe-o em filme plástico e guarde os pedaços restantes na geladeira. O melão cortado dura pelo menos três dias.

Manjericão
Manter manjericão na geladeira é algo que você com certeza não quer fazer. Quando na geladeira, você verá que o manjericão rapidamente se transforma em uma bagunça marrom murcha. Que nojo. Algumas ervas ficam bem na geladeira, como salsa e coentro, mas é melhor manter o manjericão em temperatura ambiente.
A melhor coisa a fazer para manter o manjericão fresco, aromático e cheio de sabor é apenas aparar os caules e colocá-los em um copo d’água, como você faria com flores. Desta forma, o seu copo de manjericão também pode ser usado como uma peça decorativa na sua cozinha e adicionar um pouco de cor ao ambiente. É uma situação em que todos ganham.

Berinjela
Se você planeja usar sua berinjela dentro de dois dias após a compra, é melhor mantê-la fora da geladeira. Basta colocá-lo em um local fresco e seco, longe da luz solar direta. As berinjelas devem ser mantidas em temperatura ambiente.
Se você não planeja usar suas berinjelas imediatamente, elas podem ser mantidas na gaveta da geladeira para aumentar sua longevidade. As berinjelas são bastante sensíveis aos gases etileno produzidos por bananas, tomates e melões, então é melhor mantê-los longe dessas frutas.

Manteiga de Amendoim
Quem gosta de manteiga de amendoim dura que não se espalha? Quase ninguém … Não há necessidade de manter manteiga de amendoim na geladeira, então não faça isso. Além de não se espalhar, a manteiga de amendoim fica seca e dura se mantida na geladeira.
A manteiga de amendoim natural, no entanto, é outra história. É melhor manter a manteiga de amendoim natural na geladeira e a maioria dos rótulos desses produtos recomendam fazê-lo. Os ingredientes da manteiga de amendoim natural podem se separar e o óleo de amendoim pode rapidamente ficar rançoso se não for refrigerado.

Azeite
Manter o azeite na geladeira é uma má ideia. As geladeiras são locais úmidos e a condensação pode afetar gravemente o sabor do azeite. Também fará com que o azeite fique turvo e solidifique com o tempo.
Em vez de colocá-lo na geladeira, coloque o azeite de oliva em um armário escuro e fresco. Dura pelo menos um ano. Garrafas de azeite de oliva fechadas podem permanecer boas por até dois anos. Se você atualmente tem azeite de oliva na geladeira e ele está mudando de consistência, não se preocupe. Basta tirá-lo. Uma vez em temperatura ambiente, a consistência voltará ao normal.

Picles
Se você compra picles na seção refrigerada do supermercado, é melhor continuar guardando na geladeira em casa. Mas, na verdade, a maioria dos picles não precisa ser refrigerada devido ao seu conteúdo.
O alto teor de sal e vinagre nos potes de picles é forte o suficiente para afastar bactérias e microorganismos prejudiciais. Conservar algo é na verdade um método de preservação de alimentos, então seus picles devem permanecer bons por um bom tempo.

Vinagre
Alguns alimentos conseguem se conservar sozinhos, como o vinagre. Ele tem uma vida útil indefinida. É recomendável manter o vinagre em um local fresco e escuro, longe da luz solar direta. Uma despensa ou armário de cozinha são perfeitos. Isso só vale para vinagre puro.
Outros condimentos, como vinagretes contendo ervas, alho, cebola ou outros complementos, podem exigir refrigeração. Se você ainda está se perguntando se o vinagre realmente tem uma vida útil tão longa, saiba que o Instituto do Vinagre fez um estudo que confirma isso.

Frutas Vermelhas
Frutas vermelhas podem ser difíceis de armazenar e se você fizer isso da maneira errada elas irão mofar e ficarão encharcadas rapidamente. Na verdade, é melhor não refrigerar as frutas, apenas se você não estiver planejando usá-las imediatamente. Elas permanecem suculentas e firmes em temperatura ambiente.
Só enxágue as frutas antes de usá-las, caso contrário, elas podem mofar. Quando você as enxaguar, faça-o em uma peneira. Não mergulhe essas frutas preciosas na água. Você pode armazená-las na geladeira para uso a longo prazo, mas certifique-se de que não estejam em um recipiente hermético. Isso se aplica a todos os tipos de frutas vermelhas, incluindo morangos, framboesas, mirtilos, amoras silvestres, etc.

Ketchup
Devido à acidez natural do ketchup, é inóspito que os microorganismos se proliferem e tornem o seu ketchup ruim. Então, você não precisa guardá-lo na geladeira. Muitas pessoas fazem isso, e muitas relatam que o sabor fica melhor em temperatura ambiente.
Se você mora em um clima particularmente quente, considere manter sua garrafa de ketchup na geladeira após a abertura. Ou se você raramente o usa, o refrigerador aumentará sua longevidade.

Mostarda
A mostarda é outro daqueles condimentos que as pessoas geralmente colocam na geladeira sem pensar duas vezes. Mas, na verdade, não é necessário. Assim como o ketchup, a mostarda tem um teor de acidez muito alto, então a mostarda é bastante auto preservante.
Você já viu um restaurante refrigerar sua mostarda? Não. Então você também não precisa. Realmente se resume ao gosto pessoal. Algumas pessoas gostam da temperatura ambiente da mostarda, enquanto outras preferem a mostarda resfriada. Faça sua decisão com sabedoria.

Fruta de Caroço
Frutas de caroço, como pêssegos, damascos, nectarinas e ameixas amadurecem melhor em temperatura ambiente. Portanto, é melhor evitar colocá-las na geladeira, a menos que você não planeje comê-las imediatamente. Mas de qualquer forma, deixe-as amadurecer em temperatura ambiente primeiro.
Se as frutas com caroço forem deixadas para amadurecer na geladeira, elas podem se tornar vítimas de danos causados ​​pelo frio. Quando uma fruta é deixada para amadurecer em temperaturas abaixo de 10ºC, o processo de amadurecimento pára completamente. O resultado é uma fruta farinhenta e sem sabor.

Tomates
Outra fruta que você nunca deve colocar na geladeira é o tomate e há evidências científicas para comprovar isso. Isso mesmo! Uma nova pesquisa confirmou recentemente que expor as frutas a temperaturas frias, como a geladeira, danifica as células que realçam o sabor.
Os pesquisadores estão tentando modificar geneticamente os tomates para evitar que isso aconteça, mas por enquanto, se você quiser preservar o sabor dos tomates, é melhor mantê-los longe da geladeira. Além disso, o peitoril da janela é um bom lugar para amadurecer tomates verdes.

Melaço
Manter o melaço na geladeira é simplesmente impraticável. O melaço já é uma substância altamente viscosa e quando você mantém em uma temperatura tão baixa, como na geladeira, ele fica sólido e impossível de usar. Portanto, encontre outro lugar para mantê-lo.
A maioria recomenda manter o melaço em um recipiente hermético em uma área fresca, como a sua despensa. Um frasco fechado de melaço geralmente permanece bom por cerca de um ano. Depois de aberto, sua expectativa de vida é reduzida pela metade, em torno de apenas seis meses.

Nozes e Frutas Secas
Nozes e frutas secas não devem ser armazenadas na geladeira. A temperatura fria da geladeira pode abafar o sabor de nozes e tornar as frutas secas muito firmes e insípidas. É melhor manter as nozes e frutas secas em um recipiente hermético na despensa, em vez de na geladeira.
E lembre-se, se as nozes ainda estiverem em suas cascas, elas podem absorver o odor das coisas próximas a elas. Portanto, armazene-os separadamente. Se você tiver nozes na geladeira, dê-lhes uma torrada rápida no forno antes de usá-las para qualquer coisa.

Bananas
A localização de suas bananas vai depender de se elas estão maduras. As bananas verdes devem ser mantidas fora da geladeira e será possível dizer se estão maduras pela cor. As bananas verdes são verdes e firmes.
Se suas bananas já estão maduras e você não vai comê-las nos próximos dias, você pode colocá-las na geladeira para evitar que amadureçam demais e estraguem. E lembre-se de não mantê-las perto de outras frutas e vegetais que você não deseja que amadureçam devido ao gás que as bananas emitem.

Chocolate
Algumas pessoas gostam de manter seus chocolates e barras de chocolate na geladeira. A isso dizemos, “a cada um o seu”. Mas, na verdade, manter o chocolate na geladeira é prejudicial ao chocolate e estraga seu sabor e textura.
Quando o chocolate é mantido na geladeira, ocorre um fenômeno chamado “flor de açúcar”. A flor do açúcar pode ser vista na camada externa do chocolate. Ele literalmente se parece com pequenas flores e faz com que o chocolate fique granulado e arenoso.

Pão
Nunca é recomendável manter o pão refrigerado. Isso vai secar muito o seu pão e torná-lo rapidamente murcho. É melhor apenas armazenar o pão em temperatura ambiente. O pão pré-fatiado deve permanecer fresco por até uma semana.
Apenas certifique-se de que a embalagem esteja hermeticamente fechada após o uso. Se você estiver com muito pão, pode sempre congelar o que não precisa e aquecê-lo mais tarde. Assim, você sempre terá pão à mão e não precisará se preocupar com a possibilidade de estragar.

Pepino
Outro vegetal que pode surpreendê-lo é o pepino. Os pepinos são melhores e mais saborosos quando armazenados em temperatura ambiente. A Universidade da Califórnia até fez um estudo sobre isso. Eles descobriram que armazenar o vegetal em temperaturas abaixo de 10ºC causava danos ao pepino.
Portanto, basta manter os pepinos em sua despensa (longe de maçãs e bananas) e eles terão uma vida útil mais longa e manterão seu sabor delicioso por mais tempo. Continue a leitura! O próximo alimento que você nunca deve manter na geladeira vai te chocar.

Cereais
Este alimento pode surpreender alguns de vocês. Algumas pessoas mantêm seus cereais na geladeira e, ao fazer isso, podem danificar a textura do cereal. Devido à umidade, os cereais podem perder rapidamente sua crocância ao mantê-los na geladeira.
Sem mencionar que as caixas de cereais vão ocupar muito espaço na geladeira. Ainda assim, há uma série de razões pelas quais algumas pessoas optam por manter seus cereais na geladeira, incluindo problemas de insetos. Então, isso, podemos entender. Faça o que for preciso para manter essas formiguinhas incômodas longe!

Abóboras
Você tem muitas abóboras para o Halloween e quer guardar algumas das médias e pequenas para usar depois? Sem problemas. Mas não os coloque na geladeira, mesmo se você tiver espaço. O frio vai, de fato, danificar a abóbora, e não preservá-la.
Em vez disso, armazene suas abóboras em um ambiente seco e fresco, como sua despensa. Sente um padrão surgindo? A maioria das coisas pode ser armazenada com segurança em sua despensa (é para isso que serve!), exceto para a maioria dos alimentos lácteos … sempre os leve à geladeira.

Temperos
Não há nada pior do que especiarias perdendo o sabor e se aglomerando. Isso é exatamente o que acontece quando você mantém seus temperos na geladeira. Não faça isso. A maioria dos temperos moídos são bons por anos em armazenamento seco.
Coloque os temperos secos no armário da cozinha ou na prateleira de temperos. À temperatura ambiente, são mais potentes, têm um sabor melhor e são mais aromáticos do que se fossem guardados na geladeira ou no congelador. Você vai se agradecer por isso no longo prazo.

Maçãs
Pode ser arriscado manter as maçãs na geladeira, pois são frutas produtoras de etileno. Se você mantê-las com outras frutas e vegetais, elas amadurecerão mais rapidamente. Às vezes, isso pode acontecer muito rápido e ainda estragar outras frutas e vegetais.
As maçãs podem durar uma ou duas semanas na mesa e podem ser uma peça bastante decorativa com suas cores deliciosas. Se você acabar guardando-as na geladeira (pois elas vão durar mais), certifique-se de mantê-las separadas! E lembre-se, uma maçã podre estraga todas as outras!

Molho Picante
O molho picante é feito de alguns ingredientes muito fortes – tão fortes, na verdade, que criam ambientes inóspitos para bactérias e doenças transmitidas por alimentos. Como tal, o molho picante não requer refrigeração. Alguns molhos picantes até solidificam se os colocar na geladeira, por isso tome cuidado!
Dito isso, seu molho picante terá uma vida útil mais longa se você mantê-lo na geladeira e o sabor durará mais. Então, realmente depende de que tipo de usuário de molho picante você é. Você guarda apenas uma garrafa por anos? Ou você gasta uma garrafa mensalmente? Se você é um usuário mais frequente, mantenha-o afastado e desfrute do sabor mais fresco.

Pimentões
Os pimentões não precisam ir para a geladeira e duram vários dias na bancada. No entanto, isso só acontece se eles não forem cortados. Se você cortou o pimentão e deseja guardar uma parte dele, é melhor colocá-lo na geladeira para mantê-lo crocante e suculento por mais tempo.
Conforme os pimentões passam de sua maturação primária, eles ficam mais macios e secos. Se o seu pimentão estiver macio, provavelmente é hora de jogá-lo fora. Felizmente, isso não deve acontecer com muita frequência, já que os pimentões têm uma vida útil considerável, mesmo depois de cortados, se armazenados corretamente.

Arroz
O arroz em grãos secos não precisa ser armazenado na geladeira. A melhor maneira de armazenar o arroz é em um recipiente hermético para mantê-lo o mais seco possível e em uma área com o mínimo de luz, como em um armário ou despensa.
Pode até ser útil incluir um saquinho de absorção de oxigênio com o arroz seco para garantir que ele permaneça seco. Tal como acontece com outros itens desta lista, isso só acontece quando está na forma seca. Depois de cozido, é melhor guardar na geladeira – mas lembre-se de que o arroz cozido estraga rapidamente.

Biscoitos e Outros Alimentos Assados
Pode parecer contra-intuitivo, mas manter alimentos assados ​​como biscoitos e brownies na geladeira retira a umidade deles rapidamente. Isso porque o ar frio pode secar bastante.
A menos que o alimento assado tenha como componente principal um laticínio, como o chantilly, é melhor armazená-lo em um recipiente hermético em temperatura ambiente. Sabemos que muitos de vocês podem achar isso difícil de acreditar, mas isso inclui bolos. (Sim, bolos.) A boa notícia é que provavelmente não durarão muito, já que biscoitos e bolos curiosamente acabam rápido demais.

Feijão Seco
Tal como acontece com o arroz, feijões secos não devem ser colocados na geladeira. Na verdade, eles também não devem ser mantidos nos sacos plásticos em que costumam vir. Os sacos plásticos tornam os grãos suscetíveis à umidade e a pragas. Para otimizar a vida útil e preservar o sabor, opte por um recipiente de plástico hermético e armazene o recipiente em um local fresco e escuro que não exceda 21ºC.
A boa notícia é que, se armazenado de maneira adequada, a vida útil do feijão pode ser longa, embora os especialistas recomendem cozinhá-los e comê-los dentro de um ano para obter o sabor ideal.

Molho de Soja
Você pode pensar que, depois de abrir uma garrafa de molho de soja, deve guardar o restante na geladeira. Mas isso não é necessário. Mesmo depois de abrir a garrafa, não há problema em mantê-la no armário ou despensa, desde que a tampa da garrafa esteja bem fechada.
Isso porque o molho de soja tem um teor muito alto de sódio, e o sódio é um conservante natural que evita que ele se estrague. Dito isso, o produtor de molho de soja Kikkoman diz para mantê-lo em um “lugar fresco”.

Molho Para Saladas
Alguns molhos para salada não precisam ser colocados na geladeira, mesmo depois de abertos. Isso, claro, vem com uma ressalva: molhos cremosos como ranch ou thousand island certamente precisam ir à geladeira depois de abertos.
No entanto, os molhos à base de óleo, como a maioria dos vinagretes, não precisam ser armazenados na geladeira depois de abertos. Em vez disso, certifique-se de que a tampa esteja bem rosqueada ou, se você preparou o vinagrete, coloque-o em um recipiente hermético para alimentos, como Pirex ou Tupperware, e guarde-o na bancada em local fresco e seco.

Geleia
Tende a haver muitas dúvidas com relação à geleias, mas o veredicto é: você não precisa armazenar geleia na geladeira, mesmo depois de abri-la. Isso porque a geleia é puro açúcar, que é um conservante natural que evita que se estrague rapidamente, desde que a tampa esteja bem fechada e guardada em local fresco e seco, como armário ou despensa.
Mas os amantes de geleia preferem fazê-lo – principalmente se a geleia tiver resíduos do tempo de uso, como migalhas de pão. Muitos potes de geleia recomendam refrigerar após a abertura para preservar o sabor, então esta é uma questão de escolha pessoal.

Frutas Cítricas
Como muitas outras frutas, as frutas cítricas não precisam ser armazenadas na geladeira. Faz sentido – elas amadurecem na videira no auge do clima quente de verão.
O amadurecimento natural das frutas cítricas preserva seu teor de umidade. As baixas temperaturas da geladeira realmente secam as frutas. No entanto, isso só lhe dá cerca de uma semana para comê-las antes que comecem a estragar. Se você não for consumir suas frutas cítricas dentro deste período, poderá estender sua vida útil mantendo-as na geladeira.

Frutas Tropicais
Vindo dos climas mais quentes do mundo, as frutas tropicais não gostam do frio. É por isso que faz sentido que elas percam seu rico sabor e não se conservem muito bem quando armazenadas em uma geladeira.
Para ajudá-las a preservar seu sabor ao máximo, é ideal manter as frutas tropicais fora da geladeira a cerca de 10ºC. É claro que isso é para preservar o sabor – se você tem uma fruta tropical saborosa e está preocupado em não conseguir consumi-la a tempo, mantê-la na geladeira pode colocar alguns dias a mais em seu prazo de validade.

Abóboras de Inverno (butternut, inverno, etc.)
As abóboras preferem lugares frescos e secos mais do que gostam da geladeira. Se elas pudessem, ficariam na faixa de 10-15ºC, com níveis de umidade de 50-70%. A luz solar acelera muito seu processo de amadurecimento. Para que sua vida útil seja prolongada, mantenha-as fora da luz, como em uma despensa ou armário.
É preferível armazenar as abóboras em uma prateleira elevada do chão. Evite armazená-las perto de frutas maduras, pois elas não se dão bem com gás etileno.

​​Latas Abertas
Alimentos enlatados vêm com sucos para cobrí-los e dar-lhes saturação, favorecendo a conservação na lata por longos períodos de tempo. No entanto, depois de abri-la, o ar que entra causa a oxidação processada que torna o estanho, o ferro ou o alumínio da lata mais fáceis de penetrar nos alimentos.
Isso não só dará à sua comida um sabor metálico desagradável, mas também apresenta riscos para a saúde. Se você abrir uma lata, mas quiser guardar uma parte de seu conteúdo para mais tarde, transfira o conteúdo para outro recipiente adequado para alimentos (como uma tigela de cerâmica ou recipiente Tupperware) para evitar que se estrague.

Milho
Milho não é um vegetal e também não deve ser armazenado na geladeira. Colocar milho na geladeira por um ou dois dias pode não ser uma má ideia, pois retarda o processo de reação química que pode fazer com que o milho perca sua doçura.
Mas, ao mesmo tempo, mantê-lo na geladeira também o desidrata, fazendo com que seu sabor suculento desapareça da noite para o dia. Isso o tornará insípido para você. Além disso, sua textura ficará emborrachada; não terá um sabor fresco. Portanto, evite guardar milho na geladeira.

Charque (Jerky / Biltong)
Charque é apenas carne seca, não é ideal ser mantido no ambiente úmido da geladeira. É por isso que não é de se espantar que você pode manter a carne seca por mais tempo fora da geladeira.
Você deve armazenar o charque em temperatura ambiente para melhor sabor na hora de comê-lo. A umidade da geladeira vai torná-lo irregular, tirando os efeitos dos ingredientes usados ​​para obter a secura. Fora da geladeira, você pode comer charque por um longo período sem se preocupar com sua vida útil. Armazená-lo na geladeira reduzirá sua vida útil.

Pêras
Você pode não gostar de ver pêras nesta lista de alimentos que você não deve manter na geladeira. No entanto, a pele das peras é delicada e o ar frio pode prejudicar sua suculência e maciez.
Além disso, a pele fica opaca e sem gosto e fica sem cheiro na geladeira, o que não é ideal quando se vai saborear uma pêra. Se você está com vontade de comer frutas geladas, experimente outras frutas de verão, como melancia, pêssegos, maçãs ou pepinos.

Cenouras
Como pepinos, a geladeira não é o melhor lugar para armazenar cenouras. O ar frio vai acelerar seu processo de apodrecimento. Isso ocorre devido à presença de água natural nessas hortaliças e frutas.
A composição genética das cenouras reage rapidamente com o ambiente frio. Essa pode ser a razão pela qual você observa uma camada de cor branca dentro de uma cenoura quando a corta. O refrigerador encurtará sua vida útil. Dito isso, armazená-los por algumas horas na geladeira pode não afetar o sabor ou a aparência das cenouras.

Croutons
Embora sejam uma bela adição a uma salada, as pessoas não devem guardar seus croutons na geladeira. O crocante saboroso dos croutons quando você está comendo uma salada de frango fará com que as pessoas queiram manter os croutons por mais tempo. No entanto, os croutons comprados em lojas permanecerão frescos por muito tempo devido à falta de umidade no pão.
Embora esses croutons não durem muito tempo na despensa, você pode armazená-los em temperatura ambiente por mais de seis meses. Claro, isso muda quando os croutons forem feitos em casa porque muita umidade pode se acumular.

Xarope De Bordo
O xarope de bordo é um dos condimentos mais duradouros que você pode manter fora da geladeira. Os campistas experientes sabem que não há nada melhor do que panquecas recém-saídas da frigideira embebidas em xarope de bordo. Contanto que você armazene o xarope em um local fresco e seco e em um recipiente de qualidade, sinta-se à vontade para estocar o xarope de bordo por até um ano.
No entanto, depois de abrir uma garrafa de xarope de bordo, é aconselhável deixá-la na geladeira por algumas semanas depois de aberto. Na realidade, você nunca precisa colocar xarope de bordo na geladeira, a menos que tenha perdido a tampa, pois a exposição constante ao ar pode estimular o crescimento de mofo.

Xarope De Milho
Contanto que você o armazene corretamente, o xarope de milho permanecerá fresco e delicioso por anos a fio. O xarope de milho é um dos principais ingredientes de suas comidas e bebidas favoritas, como doces, refrigerantes, glacês e muito mais. Embora certamente haja um debate sobre a salubridade do xarope de milho, não há como argumentar que ele pode saciar qualquer desejo.
Depois de abrir um recipiente de xarope de milho, você ainda não precisa refrigerá-lo. O xarope de milho aberto tem uma vida útil de cerca de seis meses, dando a você tempo suficiente para usá-lo em seus projetos de panificação antes de precisar estocá-lo.

Pêssegos
Ao contrário da crença popular, armazenar na geladeira pêssegos comprados em lojas não ajudará a manter seu sabor de qualidade. Em vez disso, ajudaria se você deixasse as frutas arejar no balcão da cozinha até que estejam maduras. Se você armazenar pêssegos apenas em temperatura ambiente, como regra geral, eles permanecerão frescos por até vinte dias fora da luz solar direta.
Só faz sentido refrigerar pêssegos se você quiser armazená-los durante todo o ano, caso em que a fruta pode durar até nove meses. Se for esse o caso, recomendamos deixar os pêssegos descongelarem por uma hora antes de servi-los. No entanto, se a sua mercearia oferece pêssegos frescos sempre, faz mais sentido comprar conforme a necessidade.

Tortas De Frutas
Todo mundo sabe que uma torta de maçã perde o sabor no momento em que você coloca as sobras na geladeira. Felizmente, desde que sua torta contenha açúcar (que psicopata não colocaria açúcar?), você pode deixar a torta de maçã ao lado dos pães no balcão. Apenas certifique-se de embrulhar a sobremesa em papel alumínio ou um saco plástico para evitar o crescimento excessivo de bactérias que levarão à deterioração.
Além disso, tenha em mente não guardar a torta de maçã ao lado de uma tigela de limões ou maçãs. Quando essas frutas amadurecem, o gás liberado pode fazer com que os produtos próximos a elas fiquem manchados. Para outros tipos de tortas feitas com laticínios, você deve refrigerar porque elas estragam mais rápido que o açúcar.

Mangas Verdes
Como pêssegos, mangas são outra fruta que você não precisa refrigerar. Quando você compra mangas na loja, as chances são de que o carregamento de frutas não tenha começado a amadurecer porque as empresas de caminhões e mercearias as mantêm em temperaturas mais baixas para manter a qualidade visível. Depois de chegar em casa do supermercado e lavar todas as frutas, mantenha as mangas em um local fresco e seco, longe de qualquer luz solar direta.
Armazenar as mangas em temperatura ambiente permite que elas iniciem o processo de amadurecimento. Nos próximos dias, as mangas ficarão mais macias e doces, o que significa que estão prontas para comer.

Pães Frescos
Há uma razão pela qual os padeiros acordam de madrugada para começar a assar o pão. Uma vez refrigerados, os pães frescos começam a perder aquela crocância que levou você a comprar em primeiro lugar. Em vez disso, se você não tiver tempo para terminar seu rolinho de canela, armazená-lo em um saco de papel é a melhor maneira de mantê-lo fresco.
Outra maneira de manter os doces de padaria frescos por algumas horas é armazená-los em um saco ziplock. Retire suavemente o máximo de ar antes de fechar o saco para o efeito de vedação a vácuo. No entanto, se você quiser manter os doces com qualidade de padaria por um período mais longo, a geladeira também não é o melhor lugar. Em vez disso, os doces ultracongelados em um freezer são a melhor maneira de manter uma qualidade fresca.

Champanhe
Para os não iniciados, guardar uma garrafa de champanhe cara na geladeira é uma das maneiras mais fáceis de desperdiçar dinheiro. Em vez da geladeira, boas garrafas de champanhe precisam ser armazenadas em algum lugar em temperatura ambiente e longe da luz solar. As flutuações de temperatura de uma geladeira típica farão com que o sabor refinado azede.
Em vez disso, uma adega é um dos melhores lugares para armazenar qualquer garrafa de bebida alcoólica, principalmente champanhe. No entanto, nem todos nós temos acesso aos barris de amontillado, então um porão ou armário funcionarão bem.

Óleo De Coco
Um item popular na lista de compras de todos é o óleo de coco. Embora seja famoso como óleo de cozinha, o óleo de coco refinado tem muitos benefícios para a saúde, como estimular uma flora intestinal e uma pele saudáveis. Depois de abrir um recipiente de óleo de coco, você não precisa se preocupar em substituí-lo por mais dois anos.
No entanto, a longa vida útil do óleo de coco depende do seu método de armazenamento. Por exemplo, dependendo do layout da sua cozinha, não guarde a garrafa de óleo de coco sob luz solar direta. Como o óleo de coco refinado é um produto caro, você deve mantê-lo corretamente para extrair o máximo de benefícios.

Sal Do Himalaia
Como acontece com a maioria das especiarias, não precisamos de uma geladeira para manter o sal fresco e limpo. Em vez disso, tudo o que você precisa é de um local fresco e seco que você sabe que não é propenso a vazamentos. Civilizações antigas já travaram guerras pelo acesso às minas de sal, porque suas propriedades antimicrobianas impediam que a carne ficasse rançosa com bactérias.
Se você deseja armazenar muito sal do Himalaia por meses ou até anos, comprar blocos de sal é a opção mais econômica. Contanto que seu local de armazenamento esteja bem conservado, você não precisa se preocupar muito com a sujeira do sal. A manutenção regular requer apenas um banho de esponja suave todos os meses.

Molho De Peixe
Tal como acontece com muitos condimentos nesta lista, o molho de peixe possui uma vida útil extraordinariamente longa. O molho de peixe de qualidade alimentar tem uma cor vermelha clara que deve estar livre de detritos. Um dos problemas que as pessoas enfrentam com o molho de soja é o fato de que poucas receitas pedem o ingrediente. Como resultado, as pessoas comprarão uma garrafa grande no supermercado e não a usarão por um mês.
Felizmente, a despensa é o local perfeito para uma garrafa de molho de peixe. Armazená-lo na geladeira degradará o sabor, e a refrigeração não é necessária devido ao nível mais alto de sódio na maioria das garrafas compradas em lojas.

Vodca
Todo mundo sabe que se você deixar uma boa garrafa de vodca na geladeira, ela não vai congelar por causa das propriedades químicas do álcool. No entanto, isso não significa que a geladeira seja o melhor local para armazenar sua bebida. Preservar o sabor da vodca exige que você a armazene em temperatura ambiente, e as temperaturas mais frias de uma geladeira interferem no processo natural de envelhecimento do licor destilado.
No entanto, isso não quer dizer que você deve deixar garrafas de vodca espalhadas pela cozinha. À medida que a temperatura da sua casa sobe e desce ao longo do ano, a vodca exposta começará a evaporar com essa mudança climática. Uma despensa fresca e seca funcionará bem, assim como um freezer projetado especificamente para armazenar bebidas alcoólicas, como vodca, cerveja ou uísque.

Uísque
Semelhante à vodca e ao champanhe, a geladeira não é o lugar para uísque de boa qualidade. Muitas pessoas acham que resfriar um copo de uísque é um método eficaz para resfriar a bebida antes de servi-la. Os bares costumam ter salas especiais projetadas para manter a temperatura interna ideal para garrafas de uísque.
Outra dica de armazenamento que a maioria dos entusiastas do uísque segue é manter o licor armazenado na posição vertical. Ao contrário das garrafas de vinho e champanhe, que ficam bem deitadas, o licor destilado mantém suas qualidades por mais tempo quando o recipiente é armazenado na vertical.

Pimenta Moída
Quando as pessoas armazenam adequadamente a pimenta moída, ela pode durar até quatro anos e ter um ótimo sabor. No entanto, como a maioria dos ingredientes de longo prazo, o local de armazenamento precisa estar seco e fresco durante todo o ano.
O calor e a luz são os principais componentes que levam à deterioração da pimenta moída, e é por isso que a parte de trás de uma despensa é o melhor lugar para armazená-la a longo prazo. A pimenta preta é um ótimo tempero para ter sempre à mão, e é por isso que o cuidado adequado ajudará a temperar os alimentos por anos.

Melancias
Outro alimento que não precisa ser refrigerado rapidamente são as melancias. Depois de dar um tapa na melancia e determinar que está madura o suficiente para levar para casa, você pode guardar as melancias no balcão da cozinha por quase duas semanas. Os melões amadurecem quando expostos à temperatura ambiente; no entanto, você precisa manter as melancias perto de outras frutas, como maçãs.
Frutas como maçãs e laranjas liberam certos gases à medida que amadurecem, e esses produtos químicos podem fazer com que outros alimentos, como melancias, se deteriorem antes mesmo de atingirem o amadurecimento.

Massa
Outro item das dietas em todo o mundo, a massa, não requer refrigeração. Embora a refrigeração possa parecer lógica para ajudar a massa a durar mais tempo, o que ela precisa é o recipiente original em um local fresco e seco. Por esse motivo, é uma atividade comum nos supermercados comprar macarrão para um mês de cada vez. A massa pode durar até dois anos antes que você precise substituir seu suprimento.
No entanto, você deve sempre ficar de olho na qualidade do seu macarrão ao longo do tempo. Após cerca de dois anos de armazenamento, a ferrugem do mofo pode começar a se desenvolver na massa devido a elementos fora do controle de qualquer pessoa.

Biscoito Pop Tart
Quem não gosta de um biscoitinho no café da manhã? Para quem quer liberar algum espaço na geladeira, a embalagem do biscoito Pop Tart te permite armazená-los em sua despensa sem problemas.
Pop tarts são uma excelente adição matinal ao café da manhã para os pais, porque exigem apenas um ou dois minutos na torradeira. Em vez de gastar tempo limpando a panela, fritando alguns ovos, servindo e ainda tendo que sair de casa a tempo para chegar à escola antes do trânsito, os pais podem aquecer rapidamente esse biscoito.

Frutas Secas E Castanhas
Qualquer andarilho experiente lhe dirá o quão satisfatório é um saco de frutas secas e castanhas após um longo dia na floresta. Felizmente, as frutas secas não precisam de refrigeração. No entanto, as pessoas devem sempre ficar de olho nessas datas de validade irritantes.
Um dos benefícios das frutas secas e das castanhas para os entusiastas do ar livre é a mistura de carboidratos e proteínas, permitindo que os andarilhos se mantenham hidratados e abastecidos para continuar caminhando por uma trilha íngreme. Além disso, nas populares pochetes tamanho viagem, você pode armazenar o equivalente a um dia de suplementos em uma mochila e esquecê-los até ficar com fome.

Proteína Em Pó
Contanto que você mantenha um recipiente de proteína em um ambiente fresco e seco (longe da pia da cozinha), as pessoas podem complementar suas refeições por meses a fio. Enquanto os ratos de academia podem passar por um recipiente de 3 quilos em uma semana, a proteína em pó pode durar por longos períodos sem precisar da geladeira.
À medida que mais pessoas incorporam proteínas em pó em suas dietas, existem receitas na internet para quase tudo: panquecas, rabanadas, brownies e muito mais. As empresas também ouviram as reclamações no passado sobre o sabor e adicionaram novas opções que agradam ao paladar de todos.

Carnes Enlatadas
Os alimentos enlatados são um ótimo complemento para qualquer plano de armazenamento de alimentos a longo prazo. De acordo com fontes como o USDA (o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os alimentos enlatados mantêm-se frescos por cinco anos. Obviamente, essa capacidade de durar muitas estações depende da confiabilidade de um local de armazenamento.
Embora armazenar alimentos enlatados na geladeira não prejudique sua longevidade, simplesmente não faz sentido devido ao espaço que ocupa em uma geladeira ou freezer. Alimentos que precisam de refrigeração, como legumes ensacados, devem ter precedência sobre alimentos que podem durar cinco anos na despensa.

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*Fonte: news sicence

Como saber se você está bebendo muita água?

Beber bastante água é uma das recomendações mais primordiais que recebemos para ter uma boa saúde. Mas você sabia que é possível passar dos limites e ter uma “intoxicação” por água?

Isto pode acontecer, e gera um problema chamado super-hidratação. A grande questão é que não há uma medida exata de quando bebemos água demais, já que isso depende de vários fatores, como situação de saúde, peso, quantidade de exercícios diários, sexo, idade, etc. Mas dá para ter uma noção de quando se está passando da conta.

O problema de tomar água demais
Quando passamos do limite, podemos experimentar um envenenamento por água e uma interrupção das funções cerebrais. A razão pela qual isto acontece é que, quando há muita água em nossas células, elas começam a inchar. E, quando isto acontece nas células do cérebro, há um aumento da pressão no órgão.

Os sintomas de que isto está acontecendo normalmente são confusão mental, sonolência e dores de cabeça. O indivíduo também pode manifestar pressão alta e bradicardia (frequência cardíaca baixa).

O excesso de água também afeta a quantidade de sódio no corpo, causando uma situação chamada hiponatremia. O sódio é um eletrólito fundamental para o equilíbrio dos fluidos no corpo. Então, quando seus níveis caem, os fluidos tendem a entrar nas células e a “inchá-las”, podendo levar a convulsões, coma e até a morte.

Como saber se você está bebendo muita água?
O principal indicador a ser controlado é a cor da urina. A cor do xixi normalmente varia entre um amarelo pálido e uma cor mais próxima à dos chás. Se a urina é frequentemente clara, pode ser um sinal claro que está havendo um consumo excessivo de água em um curto espaço de tempo.

Outro sintoma pode ser a vontade de excessiva de ir ao banheiro. O normal é que as pessoas urinem cerca de 6 a 8 vezes por dia, com margens para cima e para baixo. Mas você tem uma vontade de ir ao banheiro muito maior que isso, também deve prestar atenção.

Há outros indicativos de super-hidratação que podem se manifestar, como náuseas, vômitos e diarreia por excesso de líquidos. Outro fator importante é a dor de cabeça latejante (que também pode ser um sinal de desidratação).

Preste atenção também na cor das mãos, pés e lábios. Quando há um consumo excessivo da água, a pele incha e se descolore, deixando a pessoa mais pálida. Por fim, observe se há excesso de cansaço. Quando se bebe água demais, os rins têm que trabalhar mais para eliminar o excedente, causando fadiga e estresse.

Qual é a quantia certa de água?
Como dissemos, não há uma orientação universal sobre a quantidade ideal de água por dia, uma vez que muitos fatores interferem neste dado. Mas existem algumas diretrizes básicas: mulheres jovens devem beber cerca de 3 litros de água por dia, e homens jovens, cerca de 4 litros.

De todo modo, se você não tem muita ideia do que seria a medida válida para você, vale a pena seguir o conselho popular dos 8 copos por dia que certamente será uma quantidade segura.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Tabagismo, sedentarismo e consumo de álcool juntos podem reduzir 12 anos de vida

A expectativa de vida tem sido amplamente utilizada como indicador de saúde, mas nos últimos anos tem havido um crescente interesse na quantificação da qualidade dos demais anos de vida.

A expectativa de saúde combina dados sobre mortalidade e morbidade ou incapacidade, como tal, fornece uma estimativa do número restante de anos de vida que se espera viver em estados favoráveis ​​de saúde ou sem incapacidade. Os indicadores de expectativa de saúde têm sido amplamente utilizados para comparar a saúde em diferentes populações, monitorar tendências temporais e explorar as desigualdades na saúde da população.

Pesquisadores da University College London, Inglaterra, publicaram um artigo na Scientific Reports, com o objetivo de analisar fatores envolvidos com a expectativa de vida.

Foram utilizados dados de dois estudos prospectivos de coorte sobre o envelhecimento: o Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento (ELSA) na Inglaterra e o Estudo de Saúde e Aposentadoria (HRS) nos EUA. Estabelecido 10 anos após o HRS, o ELSA foi projetado para ser comparável em termos de amostragem populacional, periodicidade e conteúdo (incluindo o texto específico das perguntas).

Perguntou-se a todos os participantes se eles tinham dificuldades em realizar atividades da vida diária (por exemplo, vestir-se, atravessar uma sala, tomar banho ou tomar banho, comer, entrar / sair da cama, usar o banheiro) e atividades instrumentais da vida diária (por exemplo, usar um mapa, preparar uma refeição quente, fazer compras, fazer ligações, tomar medicamentos, administrar dinheiro).

Os participantes foram questionados se “algum médico já lhe disse que você tem …”: doença cardíaca coronária acidente vascular cerebral, doença pulmonar (bronquite crônica ou enfisema, câncer, diabetes e artrite. A expectativa de vida livre de doença crônica foi definida como tendo uma ou mais dessas condições.

A obesidade foi definida como índice de massa corporal (IMC) ≥ 30Kg / m2. O status de fumante foi categorizado em “Nunca ou ex-fumante” e “Fumante atual”. A frequência do consumo de álcool foi dicotomizada em “Menos de 5 dias por semana” e “5 a 7 dias por semana”. A atividade física foi definida como sendo “fisicamente ativa” se participando de atividade física vigorosa por mais de 2 dias por semana e “fisicamente inativa” caso contrário.

O indicador de status socioeconômico utilizado nas análises foi a riqueza total das famílias, definida como a soma da riqueza financeira líquida e da riqueza líquida da habitação menos todas as dívidas.

Os principais achados indicaram que fatores de risco comportamentais agrupados estão associados a menor expectativa de vida, bem como a menor expectativa de vida saudável. Nas idades de 50, 60 e 70, homens e mulheres com dois ou mais dos fatores de risco comportamentais (tabagismo, inatividade física, obesidade e consumo de álcool), poderiam esperar viver em média até 12 anos a menos do que aqueles sem risco fatores.

Deste modo, a pesquisa alerta sobre esses hábitos no dia a dia.

*Por Vitor Engracia Valenti
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*Fonte: universoracionalista

Doença psicossomática: Algumas doenças são causadas por nossas memórias?

O homem ao seu lado tosse. Você se lembra que é temporada de gripe. Sua garganta começa a coçar um pouco e a temperatura do corpo começa a subir. Passaram-se apenas alguns segundos desde que o homem tossiu – muito cedo para uma infecção causar sintomas. Está tudo na sua cabeça? O cérebro é capaz de causar esses sintomas sozinho?

A doença psicossomática – uma doença física causada por fatores mentais, como memórias e emoções – não é uma ideia nova. Na verdade, pode ser um dos modelos médicos mais antigos. Nos séculos anteriores, os “fatores mentais” eram descritos como os “ fatores espirituais ” de um indivíduo . Independentemente de como você os chama, eles causam doenças muito reais: hipertensão, dor crônica, impotência e dermatite, só para citar alguns.

Pode não ser surpresa que nossos cérebros armazenem memórias de doenças passadas. Temos consciência de algumas dessas lembranças: quão miseráveis ​​eram os sintomas, os dias passados ​​na cama, a canja de galinha. Mas a maioria das memórias está armazenada no subconsciente, principalmente a memória de como o sistema imunológico respondeu à doença. Estudos nas últimas décadas levaram os cientistas a acreditar que essas “memórias de respostas imunes” causam doenças psicossomáticas. Bloquear essas memórias não apenas alivia doenças psicossomáticas, mas também doenças “reais”, de acordo com um estudo recente publicado na Cell .

Memórias de respostas imunes: uma história pavloviana
Quando Ivan Pavlov apresentou comida a um cachorro, ele começou a salivar. Pavlov começou a tocar uma campainha toda vez que oferecia comida ao cachorro e, eventualmente, o cachorro foi condicionado a salivar quando ouviu a campainha, mesmo na ausência de comida. Essencialmente, o cérebro do cão armazenou uma memória de salivar depois de ouvir um sino. Assim, quando o cão ouviu um sino, seu cérebro recordou essa memória, determinou que salivar é a resposta apropriada e recriou essa resposta.

Em 1974, Robert Ader e Nicholas Cohen descobriram acidentalmente que o sistema imunológico pode ser condicionado da mesma maneira. Eles estavam estudando se os camundongos podiam ser condicionados a não gostar de um sabor. Eles deram água adoçada aos ratos, seguida de uma injeção de uma droga que causa náusea. Após dois meses, os camundongos aprenderam a evitar a água doce após o gosto inicial. Nenhuma surpresa. Ninguém gosta de náusea, incluindo ratos. Mas então algo inesperado aconteceu: os camundongos que foram forçados a continuar bebendo a água adoçada começaram a morrer de infecções em um ritmo alarmante.

A droga que eles usavam para induzir náusea também suprime temporariamente o sistema imunológico. Os cientistas pararam de dar a droga aos ratos, mas mesmo na ausência da droga, o sistema imunológico dos ratos ainda estava sendo suprimido, portanto, eles não podiam combater infecções simples. Isso significava que, quando os ratos provavam água doce, o cérebro identificava duas respostas típicas: (1) evitar a água e (2) suprimir o sistema imunológico.

Ader e Cohen concluíram que o cérebro armazena memórias de respostas imunes a estímulos; quando reencontra esses estímulos, o cérebro tenta replicar sozinho a resposta imune anterior.

Uma resposta imune sem propósito
Quando um cão saliva, causa uma bagunça. Se a saliva serve a um propósito, a bagunça vale a pena. Mas imagine um cachorro apenas salivando sem motivo. Isso é apenas baba, e não é útil para ninguém. As respostas imunes são muito parecidas com a saliva: sempre causa uma bagunça (febre, inflamação, fadiga), mas quando há um propósito (como nos proteger de uma infecção), o benefício vale o custo. Uma resposta imune sem propósito (como inflamação , artrite ou alergias) é apenas um distúrbio imunológico e não é útil para ninguém.

Muitas doenças psicossomáticas são respostas imunes sem propósito. Embora você possa evitar nozes para evitar uma reação alérgica, como evitar memórias para prevenir doenças psicossomáticas? Tem havido pouco progresso na prevenção e tratamento de doenças psicossomáticas, em grande parte porque a região do cérebro responsável por essas memórias permanece um mistério. Até agora.

Lembrando as respostas imunes
Um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina do Technion levantou a hipótese de que as memórias das respostas imunes são armazenadas e recuperadas pelo córtex insular. O córtex insular é a região responsável por detectar o estado fisiológico do corpo (por exemplo, temperatura corporal e níveis de nutrientes) e interpretá-los em sensações corporais (por exemplo, calor e fome). Pesquisas anteriores mostraram que quando o córtex insular é disfuncional, as memórias da resposta imune não são armazenadas.

Primeiro, os pesquisadores criaram a memória de uma resposta imune. Eles induziram inflamação intestinal em camundongos enquanto monitoravam a atividade cerebral e identificaram um grupo de neurônios no córtex insular com atividade aumentada. Os camundongos receberam um mês para se recuperar do estado da doença. Então, semelhante a um sino ou água adoçada, os pesquisadores usaram um sofisticado truque quimiogênico para acionar a memória que havia sido armazenada, reativando seletivamente os mesmos neurônios do córtex insular que foram ativados durante a inflamação intestinal inicial.

Sem nenhum estímulo externo (além dessa ativação de neurônios), a inflamação retornou, exatamente no mesmo local em que estava originalmente. Simplesmente “lembrar” da inflamação fez com que o cérebro a reativasse.

E se todas as doenças tiverem um elemento psicossomático?
Finalmente, os pesquisadores ficaram curiosos se o córtex insular desempenhou um papel durante a experiência original da inflamação ou se estava apenas armazenando informações para serem recuperadas mais tarde. Em outras palavras, havia um componente mental envolvido na doença não psicossomática desde o início?

Mais uma vez, eles induziram inflamação intestinal com estímulos externos em camundongos que não tinham experiência com a doença. No entanto, desta vez, eles inibiram a atividade do neurônio do córtex insular. Eles descobriram que a doença foi significativamente diminuída, em termos de sintomas clínicos e resposta imune.

Esses achados sugerem que mesmo doenças que antes eram consideradas não psicossomáticas podem ter um elemento psicossomático, o que piora seus efeitos. Identificar o papel do córtex insular na regulação imunológica abre as portas para novas formas de prevenção e tratamento de doenças.

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*Fonte: sabersaude

Chás para ansiedade: conheça os benefícios da melissa, da tília e do mulungu

De acordo com o dicionário, ansiedade significa angústia, aflição, sensação de perturbação gerada pela incerteza. É um sentimento intrínseco à vivência emocional humana, mas, dependendo da situação e da intensidade, é capaz de se tornar até mesmo patológico. Principalmente nos casos em que se sentir ansioso não é um transtorno, muitas pessoas recorrem a tratamentos naturais para aliviar os sintomas, como a ingestão de chás com efeito calmante, sendo o mais famoso deles o de camomila.

Mas essa não é a única infusão eficiente no combate à ansiedade. Abaixo, citamos outras três ervas com ativos relaxantes igualmente poderosos.

Chá de melissa
A melissa tem propriedades calmantes poderosas.

A Melissa officinalis é uma planta com propriedades medicinais poderosas. Ela costuma ser usada para combater os sintomas da ansiedade graças aos flavonoides e ao polifenol ácido rosmarínico, componentes que apresentam capacidade sedativa e calmante, reduzindo o estresse da mente e do corpo. Por esse motivo, é mais eficaz se for consumido a noite.

Além de importante para o tratamento da ansiedade, a melissa também pode ser utilizada para prevenir gripes e resfriados, dores de cabeças, cólicas menstruais, problemas gastrointestinais e infecções virais. Também possui ação antioxidante e melhora a qualidade do sono.

Como preparar o chá de melissa?
Você vai precisar de:
250 ml de água
1 colher de sopa de melissa desidratada

Primeiramente, ferva a água e, depois de um tempo, desligue o fogo. Acrescente a melissa desidratada e abafe o recipiente durante 10 minutos. Por fim, coe o chá, que pode ser servido quente ou gelado. Se preferir um sabor mais forte, é possível combiná-lo com hortelã, flor de laranjeira ou camomila.

Quais são as contraindicações?
O chá de melissa não pode ser tomado por grávidas e lactantes. Quem tem glaucoma ou problemas de tireoide também não deve ingerir a bebida. Já pessoas que sofrem de pressão alta podem beber, mas com bastante moderação.

Chá de tília
A tília também é conhecida como teja, texa, tilha ou tejo.

Também conhecida como teja, texa, tilha ou tejo, a tília é uma planta medicinal de origem europeia. As espécies Tília cordata, Tília platyphyllos e Tília x vulgaris costumam ser as mais utilizadas por quem deseja tratar algum problema de saúde, principalmente a ansiedade. As propriedades da erva conseguem inibir os receptores benzodiazepínicos, reduzindo as atividades do sistema nervoso central e proporcionando uma sensação de relaxamento.

A tília também pode ser usada para aliviar a febre, tratar o estômago e infecções por fungos, reduzir a pressão arterial, a glicose e a retenção. Apesar de não ser comum, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais ao consumir o chá feito com a planta, como coceira na pele e coriza. Nesses casos, é melhor suspender a ingestão.

Como preparar o chá de tília?
Você vai precisar de:
150 ml de água
1,5 gramas de flores e folhas secas de tília (para crianças de 4 a 12 anos, a quantidade de tília deve ser de 1 grama para cada 150 ml de água)

O primeiro passo é ferver a água, adicionar a tília e tampar o recipiente. Depois de 5 a 10 minutos, coe o chá e espere esfriar um pouco. O ideal é bebê-lo de 2 a 4 vezes por dia.

Quais são as contraindicações?
O chá de tília não deve ser tomado por pessoas que sofrem de problemas relacionados ao coração pois suspeita-se que a planta tenha efeito tóxico sobre o músculo cardíaco. Grávidas, lactantes e crianças menores de 4 anos também devem evitar o consumo da bebida.

Chá de mulungu
Além de calmante, o mulungu também tem ação anti-inflamatória.

O mulungu, que atende pelo nome científico de Erythrina mulungu, também é conhecido como bico-de-papagaio, canivete, árvore-de-coral ou corticeira. Como possui propriedade calmante e anticonvulsivante, é amplamente usada para tratar insônia e ansiedade, além de diversas alterações do sistema nervoso.

A erva também tem ação analgésica, antitérmica, hipotensiva e anti-inflamatória. É capaz de tratar ainda ataques de pânico, histeria, estresse pós-traumático, depressão, epilepsia, enxaqueca e pressão alta. Efeitos colaterais são raros, mas em caso de sonolência, sedação ou paralisia muscular, é preciso suspender a ingestão imediatamente.

Como preparar o chá de tília?
Você vai precisar de:
1 xícara de água
4 a 6 gramas de casca de mulungu

Em um recipiente, ferva a água junto do mulungu durante 15 minutos. Em seguida, coe a bebida e espere amornar. O conselho é tomá-la de 2 a 3 vezes ao dia e evitar fazer isso por mais de três dias corridos.

Quais são as contraindicações?
Grávidas, lactantes e crianças menores de 5 anos não devem ingerir chá de mulungu. A bebida também precisa ser evitada por pessoas que tomam remédios antidepressivos ou anti-hipertensivos sem supervisão médica.

*Por Roanna Azevedo
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*Fonte: hypeness

Dieta rica em gordura a longo prazo pode “encolher” o cérebro, diz estudo

Uma dieta baseada em alimentos gordurosos pode não apenas aumentar as medidas da cintura, mas também “encolher” o cérebro, segundo um estudo liderado pelos neurocientistas da Universidade da Austrália Meridional (UniSA) e publicado na Metabolic Brain Disease.

Os pesquisadores avaliaram as reações em ratos alimentados com uma dieta rica em gordura por 30 semanas, o que resultou em diabetes e uma deterioração subsequente em suas habilidades cognitivas, além do desenvolvimento de ansiedade, depressão e agravamento da doença de Alzheimer.

E, além da função cognitiva prejudicada, os camundongos também demonstraram maior propensão a ganhar peso de forma excessiva, devido à deficiência do metabolismo causada pelas alterações cerebrais.

Alimentos gordurosos podem não apenas aumentar as medidas da cintura, mas também “encolher” o cérebro, segundo pesquisa. 

Relação entre obesidade, diabetes e Alzheimer
No estudo, os camundongos foram alocados aleatoriamente para uma dieta padrão ou uma dieta rica em gordura a partir de oito semanas de vida. A ingestão alimentar, o peso corporal e os níveis de glicose foram monitorados em diferentes intervalos, juntamente com testes de tolerância à glicose e insulina e disfunção cognitiva.

Os ratos da dieta rica em gordura ganharam muito peso, desenvolveram resistência à insulina e começaram a se comportar de forma anormal em comparação com aqueles alimentados com uma dieta padrão.

Camundongos com doença de Alzheimer geneticamente modificados que receberam alimentos gordurosos também mostraram uma deterioração significativa da cognição e alterações patológicas.

Para os pesquisadores, as conclusões do estudo se somam às crescentes evidências que ligam a obesidade crônica e o diabetes à doença de Alzheimer, com previsão de atingir 100 milhões de casos até 2050.

*Por Jennifer Cardoso
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*Fonte: olhardigital

Hormônios da felicidade: como aumentar seus níveis no corpo

Você já ouviu falar nos hormônios da felicidade? Existem quatro substâncias bioquímicas principais que estão associadas ao sentimento de felicidade e sensação de bem-estar: serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina.

Apesar de serem chamadas popularmente de “hormônios da felicidade”, é importante entender que nem todas substâncias dessa lista são hormônios – embora a mesma terminação em “-ina” possa nos induzir ao erro.

Enquanto a serotonina e dopamina são neurotransmissores, a endorfina e oxitocina são hormônios. Aqui, vale apontar apenas que esses compostos bioquímicos têm formas diferentes de atuação no corpo humano.

Se você quer uma vida mais feliz, é importante você conhecer cada um desses hormônios e neurotransmissores e saber como eles funcionam no seu corpo. Afinal, diariamente há muitos gatilhos de ansiedade, estresse e tristeza no mundo que chegam até nós, inclusive pelas redes sociais.

Serotonina: o que é e para que serve
A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante no humor. Por isso que ouvimos falar nela quando buscamos formas para reduzir a depressão e regular a ansiedade.

Além de estar associada à felicidade, a serotonina ajuda a regular outras funções em seu corpo, como digestão, sono e saúde óssea.

Como aumentar serotonina
A chave para aumentar a serotonina é promover sua confiança. Se você está preso em um ciclo de baixa autoestima ou tem pessoas te criticando constantemente, pode ser difícil recuperar sua confiança.

Em outras palavras, se você não priorizar sua necessidade de respeito e status, sua confiança será afetada e, por consequência, seu nível de serotonina.

“A confiança desencadeia a serotonina. Macacos tentam se superar porque estimula a serotonina. As pessoas geralmente fazem o mesmo”, explica Loretta Breuning, fundadora do Instituto do Mamífero Interior (Inner Mammal Institute em inglês) e autora do livro “Habits of a Happy Brain” (“Hábitos de um cérebro feliz”, ainda sem edição em português).

Para desenvolver sua crença no seu valor próprio, foque no que você já conquistou na vida. Outra maneira de aumentar sua confiança é praticar exercícios físicos e buscar formas de sair da sua zona de conforto.

Dopamina: o que é e para que serve
A dopamina é um neurotransmissor que está associado à motivação e recompensa. É por isso que você sente bem quando define uma meta empolgante ou importante, e por que é prazeroso alcançá-la.

“Aproximar-se de uma recompensa libera dopamina. Quando um leão se aproxima de uma gazela, sua dopamina aumenta e a energia que ele precisa para a caça é liberada. Seus ancestrais liberavam dopamina quando encontravam um poço de água”, diz Breuning.

Por outro lado, o nível baixo de dopamina (que os especialistas dizem que pode ocorrer com a depressão) pode explicar os sentimentos de baixa motivação ou perda de interesse em algo que você costumava gostar.

Como aumentar dopamina
A taxa de dopamina pode ser aumentada com hábitos não tão saudáveis, como beber cafeína, comer açúcar, certas drogas recreativas e até usar redes sociais. Mas, você consegue aumentá-la sem usar substâncias potencialmente prejudiciais ou viciantes.

“Abrace um novo objetivo e dê pequenos passos em direção a ele todos os dias. Seu cérebro o recompensará com dopamina cada vez que você der um passo. A repetição construirá um novo caminho de dopamina até que seja grande o suficiente para competir com o hábito de dopamina que você está melhor sem”, diz Breuning.

Endorfina: o que é e para que serve
As endorfinas são hormônios que estão reconhecidamente ligados ao exercício. Após uma corrida ou treino intensos, há uma liberação desse hormônio do prazer.

Outra característica desses hormônios é atuar como analgésicos naturais, minimizando a dor e maximizando o prazer. Isso ajuda a explicar porque um corredor não consegue perceber uma lesão até que termine o esporte.

“No estado de natureza, ajuda um animal ferido a escapar de um predador. Ajudou nossos ancestrais a correr para pedir ajuda quando feridos. As endorfinas evoluíram para a sobrevivência, não para festas. Se você estivesse com altas endorfinas o tempo todo, tocaria o fogo quente e andaria com perna quebrada”, explica Breuning.

Como aumentar a endorfina
Embora as endorfinas sejam liberadas em resposta à dor, isso não significa que você deva procurar maneiras de se machucar (como se exercitar demais ou se esforçar além de seus limites) apenas para se sentir bem.

A maneira mais gostosa de aumentar as endorfinas naturalmente é rir. Outras formas igualmente eficazes são comer chocolate amargo, assistir seu drama favorito na Netflix, malhar e meditar.

Oxitocina: o que é e para que serve
A oxitocina (também escrita ocitocina) é comumente chamada como “hormônio do amor”. Isso porque esse hormônio está associado à forma como as pessoas se unem e confiam umas nas outras.

Esse composto também é importante na contração do útero durante o parto, na amamentação e no relacionamento dos pais com o bebê após o nascimento.

Como aumentar a oxitocina
Certas atividades como beijar, abraçar e fazer sexo podem desencadear a liberação de oxitocina no cérebro. Mas, para além do aspecto físico, a conexão emocional é importante para que a oxitocina seja liberada.

“A confiança social é o que libera a oxitocina. Se você abraça alguém em quem não confia, não se sente bem. A confiança vem em primeiro lugar. Você pode construir a confiança social dando pequenos passos positivos em relação às pessoas”, diz Breuning.

Uma dica para aumentar a oxitocina é entrar em contato com um amigo próximo. Se você ainda não tem uma rede de confiança, entre em contato com um conhecido e construa aos poucos sua relação com ele. Outra opção é ter um animal de estimação que você possa abraçar bastante.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

Chocolate amargo é opção para prevenir doenças do coração

O chocolate é rico em substâncias antioxidantes capazes de auxiliar na redução do colesterol ruim.

No dia 7 de julho é comemorado o Dia Mundial do Chocolate. Esta delícia é apreciada no mundo inteiro, mas muitas vezes é apontada como a grande vilã das dietas e da alimentação saudável. Mas, o chocolate não precisa ser eliminado do cardápio – basta escolher o tipo certo e comer com equilíbrio.

Enquanto o chocolate branco ou ao leite é rico em calorias e gordura, o chocolate meio amargo tem menos calorias e é rico em substâncias antioxidantes, que protegem o coração.

A fonte disso está nos flavonoides, uma substância encontrada no cacau e que age como protetor cardiovascular, reduzindo o risco de aterosclerose. Essa doença consiste no acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, o que pode resultar em infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A recomendação do chocolate meio amargo acontece por ele ser mais rico em cacau, que concentra os flavonoides. “Essa substância auxilia a diminuição da formação de placas de gordura, reduzindo o colesterol ruim (LDL) e aumentando a retirada de colesterol da corrente sanguínea pelo fígado”, explica o Dr. Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do HCor.

O cacau também possui óleo de theobroma, outro agente com propriedades antioxidantes. Além de reduzir o LDL, a substância contribui para aumentar a taxa do HDL, conhecido como bom colesterol.

Chocolate e bom humor
Além das propriedades cardioprotetoras, o chocolate auxilia na produção de serotonina, hormônio que está associado à regulação do sono, do apetite, do humor, provocando sensação de bem-estar.

Alguns trabalhos indicam que o chocolate, consumido no período pré-menstrual, poderia atenuar os sintomas de irritabilidade e ansiedade. O chocolate amargo, pela baixa composição originária de leite, possui reduzida concentração de colesterol.

Apesar de menos calórico, até os chocolates amargos precisam ser consumidos com certa moderação. “Os chocolates permanecem saudáveis quando consumidos sem exagero. Cerca de 25mg por dia é uma boa quantidade para quem pretende adotar uma ingestão regular”, afirma o Dr. Magnoni.

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*Fonte: ciclovivo

Por que a LUZ da MANHÃ é tão importante para a saúde?

Para muitos de nós, acordar cedo não é uma tarefa fácil, especialmente quando temos uma rotina corrida e precisamos trabalhar até tarde, ou quando esquecemos do tempo e decidimos maratonar uma série da Netflix.

No entanto, todo o esforço empregado para levantar com o nascer do sol pode valer muito a pena para sua saúde, tanto física quanto mental.

A luz da manhã e o ritmo circadiano
Antes de tudo, precisamos considerar nossa biologia. Você sabia que somos programados para levantar cedo, mesmo que não pareça quando o despertador toca?

Todos nós temos algo chamado ritmo circadiano: um tipo de relógio interno que indica quando nosso corpo deve estar dormindo para descansar ou acordado em estado de alerta.

Esse nosso relógio biológico é afetado por diversos fatores, um dos mais importantes é a luz solar.

Conforme esclarece o Sleep Foundation, quando está escuro, nossos olhos enviam automaticamente uma mensagem para o nosso cérebro dizendo que é hora de dar atenção ao cansaço e se preparar para dormir. Isso começa a ocorrer cerca de 2 horas após o pôr do sol.

Então, nosso organismo libera uma substância chamada melatonina, um composto químico que nos ajuda a dormir.

Da mesma maneira, quando o dia começa a clarear, nosso ritmo circadiano indica que devemos estar acordados. E é aqui que entra o poder da luz da manhã: ela consegue desencadear verdadeira cascata de neurotransmissores e hormônios que nos faz sentir bem.

Então, quais os benefícios? Apenas para citar alguns deles, temos:

1. Ajuda a melhorar seu sono
A luz natural pela manhã atua na regulação do nosso ritmo circadiano, mostrando ao corpo quando é o momento de aumentar ou diminuir os níveis de melatonina.

Basicamente, quanto mais luz do sol você conseguir, melhor seu corpo produzirá melatonina na hora de ir para a cama.

2. Diminui os níveis de estresse
A melatonina também atua de forma reativa ao estresse. Quando tomamos sol pela manhã, os raios solares ajudam a regular naturalmente esse hormônio, o que pode contribuir para diminuir seu nível de estresse.

Além disso, como costumamos fazer algo ativo enquanto estamos ao ar livre, como caminhar ou andar de bicicleta, essa atividade extra também contribui positivamente na redução do estresse.

3. Protege os ossos
Uma das formas mais simples, fáceis e gratuitas de obter vitamina D é tomar sol. Nosso corpo produz naturalmente essa substância quando exposto por cerca de 15 minutos aos raios solares.

A vitamina D ajuda a manter boas quantidades de cálcio no corpo, o que evita que seus ossos fiquem frágeis, deformados ou finos.

4. Combate a depressão
Não é só coisa da sua cabeça. Existe uma razão científica que explica porque o sol melhora o nosso humor: ele ajuda a aumentar os níveis de serotonina em nosso organismo.

Essa substância química, além de nos fazer sentir bem, também contribui para termos mais calma e foco.

Além disso, muitas pessoas sofrem com uma doença chamada transtorno afetivo sazonal, uma condição depressiva que ocorre no inverno e outono, quando há menos incidência de raios solares. Isso demonstra o quanto o sol é essencial!

5. Garante uma vida mais longa
De acordo com um estudo publicado no JAMA Dermatology, e que envolveu 30 mil mulheres, aquelas que passavam mais tempo ao sol conseguiam viver entre seis meses e dois anos a mais em comparação com aquelas que passavam menos tempo recebendo raios solares.

Mais pesquisas ainda precisam ser feitas nesse sentido, mas é uma informação interessante.

Então, pronto para acordar com nascer do sol?

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso

Teste dos 10 segundos numa perna só mostra se sua saúde vai bem

Um teste de equilíbrio simples, como ficar numa perna só por apenas 10 segundo, pode determinar se a saúde de pessoas de meia-idade e idosos vai bem.

Cientistas brasileiros da Clinimex Medicina do Exercício, no Rio de Janeiro, concluíram após anos de estudo, que um teste de equilíbrio simples e seguro deve se tornar parte de um exame de saúde de rotina para adultos mais velhos. O estudo foi publicado no British Journal of Sports Medicine.

Pessoas de meia-idade incapazes de ficar nessa posição por esse período têm quase duas vezes mais chances de morrer na próxima década, de acordo com uma nova pesquisa. Por isso o teste, aparentemente simples, serve para ajudar na prevenção.

Exames de rotina

Ao contrário da aptidão aeróbica, força muscular e flexibilidade, o equilíbrio tende a ser razoavelmente bem preservado até a sexta década de vida, quando começa a diminuir de forma relativamente rápida.

No entanto, o teste de equilíbrio normalmente não é incluído nos exames de saúde de pessoas de meia-idade e idosos, possivelmente porque não há um teste padronizado e há poucos dados concretos que o vinculem a lesões ou doenças além da queda, disseram os pesquisadores.

A equipe de pesqsuisadores queria saber se um teste de equilíbrio pode ser um indicador confiável do risco de morte de uma pessoa por qualquer causa na próxima década e se um teste deve, portanto, ser incluído nos exames de saúde de rotina.

Estudo

Eles usaram participantes do estudo CLINIMEX Exercise, que foi criado em 1994 para avaliar as ligações entre várias medidas de aptidão física e o risco de problemas de saúde e morte por problemas cardiovasculares.

O estudo atual incluiu mais de 1.700 participantes com idades entre 51 e 75 anos (idade média de 61 anos) em seu primeiro check-up, entre fevereiro de 2009 e dezembro de 2020. Cerca de dois terços (68%) eram homens.

Peso e várias medidas de espessura de dobras cutâneas mais o tamanho da cintura foram tomadas, assim como detalhes da história médica. Apenas aqueles com marcha estável foram incluídos.

O teste dos 10 segundos

Como parte do check-up, os participantes foram solicitados a ficar em uma perna por 10 segundos sem nenhum apoio adicional.

Eles foram solicitados a colocar a frente do pé livre na parte de trás da perna oposta, mantendo os braços ao lado do corpo e o olhar fixo à frente. Até três tentativas em cada pé foram permitidas.

Cerca de um em cada cinco (348 no total ou 20,5 por cento) não passou no teste e isso aumentou em conjunto com a idade, mais ou menos dobrando em intervalos de cinco anos de 51 a 55 anos.

Entre os 51-55, quase cinco por cento falharam; para pessoas de 56 a 60 anos, oito por cento; para pessoas de 61 a 65 anos, 18%; e para pessoas de 66 a 70 anos, 37%.

Mais da metade das pessoas com idades entre 71 e 75 anos não conseguiu completar o teste, o que significa que as pessoas nessa faixa etária tinham mais de 11 vezes mais chances de falhar do que aquelas 20 anos mais jovens.

Durante um período de monitoramento de sete anos, 123 (sete por cento) pessoas morreram.

Doenças

Essas mortes incluíram: câncer (32%), doenças cardiovasculares (30%), doenças respiratórias (nove por cento) e complicações do COVID (sete por cento).

Não houve tendências temporais claras nas mortes, ou diferenças nas causas, entre aqueles capazes de completar o teste e aqueles que não puderam fazê-lo.

No entanto, a proporção de mortes entre aqueles que falharam no teste foi significativamente maior: 17,5% contra 4,5%, uma diferença absoluta de pouco menos de 13%.

Em geral, aqueles que falharam tinham uma saúde pior. Muitos eram obesos e/ou tinham doenças cardíacas, ou tinham pressão alta e muita gordura no sangue.

O diabetes tipo dois foi três vezes mais comum nesse grupo, cerca de 38% contra 13% naqueles que passaram no teste.

Risco de morte

Depois de contabilizar idade, sexo e condições subjacentes, a incapacidade de ficar sem apoio em uma perna por 10 segundos foi associada a um risco aumentado de 84% de morte por qualquer causa na próxima década.

“Este é um estudo observacional e, como tal, não pode estabelecer a causa”, disse o autor do estudo, Dr. Claudio Gil Araujo, da Clinimex Medicina do Exercício, Brasil.

“Como os participantes eram todos brasileiros brancos, as descobertas podem não ser mais amplamente aplicáveis ​​a outras etnias e nações. E informações sobre fatores potencialmente influentes, incluindo histórico recente de quedas, níveis de atividade física, dieta, tabagismo e uso de drogas que podem interferir no equilíbrio, não estavam disponíveis”.

“O teste de equilíbrio de 10 segundos fornece feedback rápido e objetivo para o paciente e profissionais de saúde em relação ao equilíbrio estático”, acrescentou o Dr. Araujo. “O teste adiciona informações úteis sobre o risco de mortalidade em homens e mulheres de meia-idade e idosos”.

Com informações do GNN
*Por Andrea Fassina
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*Fonte: sonoticiaboa

O que você come tem o poder de reprogramar seus genes. Especialista explica como

As pessoas normalmente pensam em comida como calorias, energia e sustento. No entanto, as evidências mais recentes sugerem que os alimentos também “falam” com nosso genoma, que é o modelo genético que direciona a maneira como o corpo funciona até o nível celular.

Essa comunicação entre alimentos e genes pode afetar sua saúde, fisiologia e longevidade . A ideia de que os alimentos transmitem mensagens importantes ao genoma de um animal é o foco de um campo conhecido como nutrigenômica .

Esta é uma disciplina ainda em sua infância, e muitas questões permanecem envoltas em mistério. No entanto, nós pesquisadores já aprendemos muito sobre como os componentes dos alimentos afetam o genoma .

Sou um biólogo molecular que pesquisa as interações entre alimentos , genes e cérebros no esforço de entender melhor como as mensagens alimentares afetam nossa biologia. Os esforços dos cientistas para decifrar essa transmissão de informações podem um dia resultar em vidas mais saudáveis ​​e felizes para todos nós.

Mas até então, a nutrigenômica desmascarou pelo menos um fato importante: nossa relação com a comida é muito mais íntima do que imaginávamos.

A interação de alimentos e genes
Se a ideia de que os alimentos podem conduzir processos biológicos interagindo com o genoma parece surpreendente, não é preciso procurar mais do que uma colméia para encontrar um exemplo comprovado e perfeito de como isso acontece. As abelhas operárias trabalham sem parar, são estéreis e vivem apenas algumas semanas.

A abelha rainha, sentada no fundo da colmeia, tem uma vida útil que dura anos e uma fecundidade tão potente que dá à luz uma colônia inteira.

E, no entanto, abelhas operárias e rainhas são organismos geneticamente idênticos. Eles se tornam duas formas de vida diferentes por causa da comida que comem . A abelha rainha se banqueteia com geleia real ; abelhas operárias se alimentam de néctar e pólen.

Ambos os alimentos fornecem energia, mas a geleia real tem uma característica extra: seus nutrientes podem desbloquear as instruções genéticas para criar a anatomia e a fisiologia de uma abelha rainha.

Então, como a comida é traduzida em instruções biológicas? Lembre-se que os alimentos são compostos por macronutrientes . Estes incluem carboidratos – ou açúcares – proteínas e gorduras.

Os alimentos também contêm micronutrientes, como vitaminas e minerais. Esses compostos e seus produtos de degradação podem acionar interruptores genéticos que residem no genoma .

Como os interruptores que controlam a intensidade da luz em sua casa, os interruptores genéticos determinam quanto de um determinado produto genético é produzido. A geleia real, por exemplo, contém compostos que ativam controladores genéticos para formar os órgãos da rainha e sustentar sua capacidade reprodutiva.

Em humanos e camundongos, os subprodutos do aminoácido metionina, que são abundantes em carnes e peixes, são conhecidos por influenciar os seletores genéticos que são importantes para o crescimento e divisão celular .

E a vitamina C desempenha um papel em nos manter saudáveis, protegendo o genoma do dano oxidativo ; também promove a função de vias celulares que podem reparar o genoma se for danificado.

Dependendo do tipo de informação nutricional, dos controles genéticos ativados e da célula que os recebe, as mensagens nos alimentos podem influenciar no bem-estar, no risco de doenças e até na expectativa de vida . Mas é importante notar que, até o momento, a maioria desses estudos foi realizada em modelos animais, como as abelhas.

Curiosamente, a capacidade dos nutrientes de alterar o fluxo de informação genética pode se estender por gerações. Estudos mostram que em humanos e animais, a dieta dos avós influencia a atividade dos interruptores genéticos e o risco de doenças e mortalidade dos netos.

Causa e efeito
Um aspecto interessante de pensar a comida como um tipo de informação biológica é que ela dá um novo significado à ideia de uma cadeia alimentar. De fato, se nossos corpos são influenciados pelo que comemos – até um nível molecular – então o que a comida que consumimos “come” também pode afetar nosso genoma.

Por exemplo, comparado ao leite de vacas alimentadas com capim, o leite de gado alimentado com grãos tem diferentes quantidades e tipos de ácidos graxos e vitaminas C e A. Então, quando os humanos bebem esses diferentes tipos de leite, suas células também recebem mensagens nutricionais diferentes.

Da mesma forma, a dieta de uma mãe humana altera os níveis de ácidos graxos, bem como vitaminas como B-6, B-12 e folato que são encontrados no leite materno. Isso pode alterar o tipo de mensagens nutricionais que atingem os próprios interruptores genéticos do bebê, embora isso tenha ou não efeito no desenvolvimento da criança seja, no momento, desconhecido.

E, talvez sem que saibamos, também fazemos parte dessa cadeia alimentar. A comida que comemos não mexe apenas com os interruptores genéticos em nossas células, mas também com os dos microorganismos que vivem em nossos intestinos, pele e mucosa .

Um exemplo impressionante: em camundongos, a quebra de ácidos graxos de cadeia curta por bactérias intestinais altera os níveis de serotonina , um mensageiro químico cerebral que regula o humor, a ansiedade e a depressão , entre outros processos.

Aditivos alimentares e embalagens
Ingredientes adicionados nos alimentos também podem alterar o fluxo de informação genética dentro das células. Pães e cereais são enriquecidos com folato para prevenir defeitos congênitos causados ​​por deficiências desse nutriente.

Mas alguns cientistas levantam a hipótese de que altos níveis de folato na ausência de outros micronutrientes naturais , como a vitamina B-12, podem contribuir para a maior incidência de câncer de cólon nos países ocidentais, possivelmente afetando as vias genéticas que controlam o crescimento .

Isso também pode ser verdade com produtos químicos encontrados em embalagens de alimentos. O bisfenol A, ou BPA, um composto encontrado no plástico, aciona marcadores genéticos em mamíferos que são críticos para o desenvolvimento, crescimento e fertilidade .

Por exemplo, alguns pesquisadores suspeitam que, tanto em modelos humanos quanto em animais , o BPA influencia a idade de diferenciação sexual e diminui a fertilidade, tornando os interruptores genéticos mais propensos a serem ativados.

Todos esses exemplos apontam para a possibilidade de que a informação genética nos alimentos possa surgir não apenas de sua composição molecular – os aminoácidos, vitaminas e afins – mas também das políticas agrícolas, ambientais e econômicas de um país, ou da falta de deles.

Os cientistas só recentemente começaram a decodificar essas mensagens genéticas de alimentos e seu papel na saúde e na doença. Nós, pesquisadores, ainda não sabemos exatamente como os nutrientes agem nos interruptores genéticos, quais são suas regras de comunicação e como as dietas das gerações passadas influenciam sua progênie.

Muitos desses estudos até agora foram feitos apenas em modelos animais, e ainda há muito a ser trabalhado sobre o que as interações entre alimentos e genes significam para os seres humanos.

O que está claro, porém, é que desvendar os mistérios da nutrigenômica provavelmente fortalecerá as sociedades e gerações presentes e futuras.A conversa


Monica Dus , Professora Assistente de Biologia Molecular, Celular e do Desenvolvimento, Universidade de Michigan .
*Este artigo é republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original ……………………………………………………………….
*Fonte: sabersaude

Afinal, o que são e de onde surgem as verrugas?

Você certamente já viu uma pessoa com uma proeminente manchinha na pele — a famosa verruga. Via de regra, ela pode aparecer na pele de alguém a qualquer momento, e em muitos casos acaba sumindo da mesma forma como apareceu.

Em linhas gerais, as verrugas são pequenos crescimentos benignos na pele, muitas vezes causados pelo vírus HPV. Na maior parte dos casos elas são inofensivas, indolores e podem aparecer em qualquer parte do corpo, da cabeça aos pés.

Outro detalhe curioso sobre as verrugas é que elas podem surgir de maneira isolada ou em grupo. Nesses casos, é preciso usar medicamento para acelerar o processo de desaparecimento ou até mesmo realizar algum procedimento específico com essa finalidade, como a cauterização.

Quais são os tipos de verrugas?
Nosso corpo pode apresentar diversos tipos de verrugas, variando de acordo com o seu tamanho e aspecto. Confira as mais conhecidas a seguir:

Verruga plantar: esse tipo de verruga ficou conhecida como olho de peixe, e geralmente costuma aparecer nas solas ou plantas dos pés, sendo mais difíceis de tratar. Muitas pessoas confundem elas com calos;
Verruga genital: como o próprio nome dá a entender, elas aparecem em regiões genitais, perianal, oral e na uretra, e muitas vezes possuem ligação com alguma DST. Acabam sendo mais resistentes a tratamentos e, apesar de benignas, é preciso atenção pois podem ser o início de algum tumor maligno;
Verruga periungual: possui aspecto similar ao de uma verruga, e costuma aparecer nos arredores das unhas. Também são benignas;
Verruga subungal: parecidas com as verrugas comuns, mas aparecem na parte de baixo das unhas. Acaba passando despercebida por mulheres que usam esmaltes escuros, e costumam fazer com que as unhas cresçam de maneira torta ou com ondulações;
Verruga comum: são geralmente arredondadas e de aspecto áspero, além de apresentar coloração diferente do tom da pele. São mais visíveis em áreas com atrito em nosso corpo, como mãos, joelhos, cotovelos e dedos;
Verruga filiforme: de aspecto mais fininho, ela é benigna e lembra um fio. Surge com mais facilidade em pessoas com imunidade baixa ou de idades mais avançadas, geralmente no rosto, pescoço ou pálpebras;
Verruga plana: de aspecto achatado e com coloração amarelada, essa verruga geralmente aparece no rosto e precisa de mais cuidado, pois pode levar ao desenvolvimento de outras doenças.

Há algum sinal que indica o nascimento de uma verruga?
Em geral, pontos em que uma verruga está prestes a nascer tendem a ficar com a superfície mais áspera. Também vale ficar atento a sinais de dores: apesar de boa parte delas não causarem nenhum mal, em alguns casos existe a chance de sentir algum incômodo na área em que ela vai brotar.

*Por Douglas Vieira
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*Fonte: megacurioso

Estudo diz que café pode deixar marcas profundas no cérebro

Uma pesquisa conjunta das universidades de Lille e Estrasburgo, ambas na França, demonstrou que hábito de tomar café pela manhã pode deixar marcas profundas no cérebro. Mas calma, não é porque são marcas que elas são negativas, muito pelo contrário.

De acordo com os pesquisadores, uma xícara diária de café pela manhã não só tem um efeito despertador nas pessoas, mas também causa melhorias nas funções cognitivas. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Investigation e replicados na prestigiada revista Nature.

Café melhorou aprendizado e memória das cobaias
Nos testes em modelos animais, os pesquisadores analisaram os efeitos da cafeína nos neurônios e em outras células cerebrais de camundongos. Para isso, durante duas semanas, os animais foram alimentados com água com infusão de cafeína.

No final deste período, os pesquisadores analisaram o hipocampo dos roedores. Essa área é uma região do cérebro muito importante para o aprendizado e a memória. Nos roedores que receberam cafeína, houve uma mudança significativa na atividade das células cerebrais.

Efeitos potencialmente duradouros
Em resumo, houve uma redução na síntese de proteínas no metabolismo, ao mesmo tempo que as proteínas relacionadas à sinalização e plasticidade dos neurônios ficaram mais ativas. As cobaias também foram submetidas a algumas tarefas de aprendizagem.

Isso permitiu aos cientistas aumentarem a atividade genética de processos importantes, como a formação de memórias, nos camundongos que tomaram café. E esse efeitos foram bastante duradouros, já que novos testes foram feitos duas semanas depois.

Nestes novos testes, a equipe analisou novamente o hipocampo dos camundongos, mesmo depois que eles tinham parado de receber café diariamente. As mudanças permaneceram, o que sugere que a cafeína pode causar alterações duradouras no cérebro.

*Por Edson Kaique Lima
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*Fonte:

Existe ordem certa para comer uma refeição?

Você em algum momento já parou para pensar se a ordem na qual comemos os alimentos de uma refeição pode interferir nos processos metabólicos do nosso organismo? Será que a alteração dos fatores altera o resultado nesta situação?

Normalmente aqui no Brasil misturamos muitos tipos de alimentos de uma vez só e pelo país ser muito grande podem ser encontrados diversos tipos de cultura e costumes, mas geralmente, em uma refeição básica, encontramos a salada no início; e depois o prato principal, que na maioria dos casos possui o arroz, o feijão — ou alimentos feitos à base de algum outro tipo de grão, como cuscuz ou macarrão —, uma proteína, como carne vermelha ou frango, além de acompanhamentos como batata e farofa, para citar alguns poucos.

Na Itália, por exemplo, há um outro hábito: existe um momento antes da refeição principal dedicado a pães, antepastos, queijos e embutidos; depois disso, é servido o primeiro prato principal, geralmente um carboidrato como macarrão ou risoto; depois um segundo prato, composto por carnes e saladas ou legumes, e por fim a sobremesa.

A ordem dos alimentos realmente importa?
Os alimentos devem ser comidos em uma determinada ordem. (Fonte: Shutterstock)

A resposta é sim! De acordo com o que comemos e com a ordem do que ingerimos, o nosso organismo irá funcionar de maneira diferente, principalmente sob a visão da glicemia. De uma maneira geral, a melhor ordem a ser seguida é esta:

1. Proteína
2. Fibra
3. Gordura
4. Carboidrato

Sobre obesidade e diabetes
Pesquisas sobre a ordem da ingestão dos alimentos revelam que a glicemia é um fator muito importante para a nossa saúde alimentar. Para entendermos isso melhor, precisamos ter em mente que nosso corpo possui um hormônio chamado glucagon. Produzido no pâncreas, ele tem um efeito oposto ao da insulina e aumenta o açúcar no sangue, servindo como uma espécie de reserva de glicose.

O consumo de fontes de proteína, seguido por fibras e gorduras atua na secreção de uma substância muito parecida com o glucagon: um peptídeo chamado GLP1. Este peptídeo “engana” o organismo, dando a entender que os níveis de açúcar estão altos e isso impede a liberação do glucagon.

Ou seja: a ingestão de proteínas, fibras e gorduras antes da ingestão do carboidrato é importante, pois há a redução da glicose pós-prandial (aquela que aumenta assim que fazemos uma refeição) que reflete no emagrecimento, atrasa o esvaziamento gástrico e diminui a produção de insulina, cuja função é colocar o açúcar dentro das células, além de trazer melhoras para pacientes diabéticos e obesos.

Sobre a saciedade
Buscar a saciedade poder ser a chave para uma alimentação melhor. (Fonte: Shutterstock)

Outra vantagem de comermos na ordem certa os elementos de uma refeição é a sensação de saciedade, pois ingerimos primeiro os alimentos poucos calóricos e ricos em fibras e nutrientes.

Normalmente, pessoas que desejam emagrecer escolhem comer as saladas, os vegetais e as verduras primeiro, pois são ricos em fibras e têm a função de redução na ingesta energética, além de aumentarem o tempo do esvaziamento gástrico e diminuírem a insulina, regulando a glicemia e aumentando a sensação de estarmos satisfeitos.

Absorção de nutrientes
A ordem da ingestão de alimentos também interage na absorção de nutrientes. Aqui vou explicar algumas situações que podem prejudicar ou beneficiar este processo:

Fatores antinutricionais: são substâncias químicas presentes nos alimentos e que atrapalham na absorção de nutrientes por meio da redução da biodisponibilidade de minerais. São eles: fitatos, oxalatos, taninos, polifenóis etc. contidos em chás, café, vinho, chocolate, feijão (por isso também é indicado deixar o grão de molho por pelo menos 8 horas antes do preparo);
Ferro e vitamina C: frutas que possuem vitamina C, como laranja, abacaxi, acerola, limão etc. ajudam e facilitam na absorção do ferro. Assim, comer um belo prato de comida com um bife e logo em seguida chupar uma laranja ou tomar um suco dessa fruta é uma opção superválida;
Ferro e cálcio: quando ingeridos juntamente, o cálcio pode prejudicar e interferir na absorção do ferro, ou seja, é um fator inibidor da absorção desse elemento. Assim, é recomendado que esses minerais sejam consumidos de forma separada por um período de tempo significante;
Vitaminas lipossolúveis: são vitaminas que precisam de um meio gorduroso para se dissolver. São elas: vitamina A, D, E e K. Por isso, o recomendado é que alimentos que sejam fontes dessas substâncias sejam consumidos com ingredientes que possuam gorduras;
Vitaminas hidrossolúveis: são as que se dissolvem em água, como a B e a C.

Por que a sobremesa é a última coisa que comemos?
Alimentos com muito açúcar devem ser deixados por último nas refeições. (Fonte: Shutterstock)

O mais indicado é que primeiramente devemos consumir alimentos ricos nutricionalmente e só depois ingerir doces, pois a sobremesa dá maior saciedade momentânea. Isso porque ela rica em açúcares, ou seja, carboidratos, fazendo com que sua absorção seja imediata. Assim, os alimentos mais nutritivos que já comemos ajudam a retardar esse processo.

Comer e beber
Para tudo existe o equilíbrio — e o ato de comer e beber simultaneamente é sempre discutido e as dúvidas são bem frequentes. A verdade é que não há problemas em realizar uma refeição com um copo pequeno de água ou até mesmo de suco natural, mas é necessário observar que este volume de líquido deve ser pequeno para evitar uma expansão do estômago e a dificuldade da absorção e da digestão.

Para o consumo de líquidos durante a refeição, é preferível a água, pois as demais bebidas (vinhos, refrigerantes, chás, sucos naturais e artificiais) podem causar um importante aumento calórico e atrapalhar na absorção de minerais.

Investir no momento de cada refeição
Nós nutricionistas respeitamos muito o momento da refeição — ele deve ser preservado, mas por quê? Pelo simples fato que o ato de se alimentar proporciona prazer e dá qualidade de vida. E além disso, é a alimentação que vai nos garantir uma vida equilibrada e saudável.

Porém existem algumas boas dicas para você transformar esse momento em algo melhor e mais bem aproveitado:

Mastigar bem, pois além de facilitar as próximas etapas da digestão, esse processo já começa na boca;
Comer boas variedades de alimentos;
Reservar um local aconchegante e calmo para fazer as refeições;
Prestar atenção no alimento ingerido, saboreá-lo e entendê-lo;
Preparar a comida e sentir prazer ao fazê-la;
Evitar eletrônicos e televisão na hora da refeição;
Não comer rapidamente.

*Por Marcela Andrade Lopes
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*Fonte: megacurioso

5 Maneiras simples para nunca mais roncar

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que ronca feito um trator quando está dormindo. E se você não conhece, é bem provável que essa pessoa seja você. Esse barulho colossal costuma ser um incomodo para as outras pessoas ou até para nós mesmos — visto que roncar pode ser um sinal de que você não está respirando direito enquanto dorme.

Porém, as pessoas tendem a lidar com o ronco como se fosse algo completamente natural na vida e de que não há nada no mundo que possa ser feito para interromper esse bizarro barulho que sai de nossas narinas. Isso, no entanto, não é verdade. Veja só cinco maneiras simples para interromper de uma vez por todas seu ronco incessante!

1. Dormir de lado
A pior coisa que uma pessoa com problemas de respiração pode fazer é dormir com a barriga apontada para cima ou para baixo. Essas são posições que facilitam o ronco, porque contraem o espaço entre a base da língua e a parte de trás da garganta. Com isso, você produzirá mais vibrações ruidosas durante a noite.

Então, o primeiro passo é sempre buscar pegar no sono virado de lado. Além de ser uma posição excelente para a sua coluna, dormir de lado libera espaço para a passagem citada anteriormente e evita que o ronco apareça mais forte sem a necessidade de qualquer equipamento especial.

2. Reduzir o álcool
Essa pode ser uma medida mais complicada para aqueles que adoram uma noite de bebedeira e brindar com os amigos, mas costuma garantir uma melhora significativa na qualidade do sono. Principalmente para quem ronca mais no fim de semana, a ingestão de álcool costuma ser a principal culpada por tudo.

Beber tende a relaxar os músculos da língua para mais do que o seu estado normal de repouso. Isso faz com que pessoas que possuem até mesmo o sono mais silencioso do mundo se tornem potentes roncadores. Portanto, tente reduzir consideravelmente seu consumo de álcool — sobretudo nas horas antes de dormir.

3. Protetor bucal
O protetor bucal não é só uma ferramenta usada por lutadores, jogadores de futebol americano ou seja lá qual mais modalidade esportiva. Essa ferramenta é outra maneira de manter as passagens de ar limpas enquanto você está em um estado profundo de relaxamento durante o sono.

Um dispositivo desse bem ajustado pode mover a sua mandíbula para frente e ajudar a sua língua a ficar plana. O mais recomendado é conversar com seu dentista para que ele faça um molde personalizado para sua boca. Outra ideia são os chamados dispositivos de estabilização da língua.

4. Travesseiros limpos
Em diversos casos, o ambiente em que você está dormindo pode ser o verdadeiro causador do seus problemas para respirar durante o sono — principalmente para quem é bastante alérgico. Quartos sujos ou muito empoeirados são um problema para as vias aéreas.

Logo, é essencial deixar tudo sempre limpinho. Os travesseiros, inclusive, são as peças mais essenciais já que são neles que você descansa sua cabeça todas as noites. Por esse motivo, é bom que você os lave várias vezes por ano.

5. Tira nasal
Em último dos casos, outra ferramenta que você pode implementar para acabar com o seu ronco são as famosas tiras nasais. Além de ser nem um pouco invasivo, esse procedimento costuma ter altos índices de sucesso.

Basta colocar essa fita adesiva na parte externa do nariz, o que aplicará uma tensão para dilatar as vias nasais. Os dilatadores nasais internos também existem e foram considerados mais eficazes do que os externos. Entretanto, talvez o desconforto de usá-los seja um pouco maior.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

8 razões para incluir a bike na sua rotina

Especialistas dão dicas e falam sobre os benefícios de pedalar por aí

O apelo da indústria automobilística é grande, com lançamentos e novidades chegando o tempo todo. Mas o transporte individual em automóveis traz uma série de riscos e impactos negativos, para a gente e para o planeta. Além da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, o que prejudica todos nós, a vida dentro de um carro inclui mais engarrafamento, mais gastos com combustível, seguro, manutenção e impostos, e preocupações.

Em centros urbanos existem muitas alternativas, com grandes benefícios para a saúde, para o bolso e para o meio ambiente. O transporte público é uma delas, caminhar sempre que possível é outra. E temos a bicicleta, modal que ganhou espaço durante a pandemia e tem se tornado prioridade no planejamento urbano em cidades de todo o mundo.

O uso da bicicleta diminui os congestionamentos, a poluição do ar, evita possíveis aglomerações em alguns transportes públicos, economiza tempo e de quebra ainda traz a oportunidade de incluir uma atividade física na rotina e observar a cidade com outros olhos.

Por que a bike?
A Tembici, empresa de micromobilidade na América Latina, separou 8 dicas que podem te motivar a tornar a bike parte da sua rotina.

1. Tira você do trânsito
Percorrer distâncias em até 30 minutos pode ser mais rápido do que utilizar transporte público, pois andar de bike permite fugir dos engarrafamentos e reduz o tempo do deslocamento. Além disso, só o fato de fazer uma atividade física enquanto vai ao trabalho já diminui sua irritação nas ruas.

2. Produtividade no trabalho
Outro fator importante que a bike proporciona é que o tempo que você gastaria dirigindo até o seu local de trabalho, poderá gastar cuidando da sua saúde. Além disso, vai economizar muito dinheiro com gasolina! Estudos comprovaram também que pessoas que se exercitam têm uma melhora de 65% na qualidade do sono. A consequência disso? Mais produtividade

3. Melhora o estresse
Quem anda regularmente de bike é mais resistente a doenças emocionais, como a depressão e ansiedade, além de aliviar o estresse. Depois daquela reunião interminável ou aquela DR com o crush, ao invés de ficar remoendo o assunto, dê uma volta no bairro ou vá até o parque mais próximo. Além de te ajudar a refletir, você vai voltar muito mais renovado.

4. Fortalece a musculatura
Se associada a uma dieta saudável, a rotina em pedalar tonifica os músculos, pois ciclismo trabalha musculatura posterior da coxa, panturrilha, glúteos, quadríceps, além do abdômen, ombros, braços e antebraço.

5. Economia
Um ponto onde normalmente gastamos uma parcela considerável do orçamento é nosso deslocamento diário — seja com a utilização transporte público ou com a manutenção de um automóvel, uma despesa ainda maior. E por considerarmos esse um gasto básico e imprescindível, raramente pensamos em mudar a forma de deslocamento, mas vamos avaliar alguns números:

Considerando o valor atual da passagem em São Paulo, por exemplo, uma pessoa que utiliza transporte público duas vezes por dia gasta diariamente R$ 8,80. Em um mês, o custo total é de R$ 176. O plano anual do Bike Sampa custa R$ 160 e você pode fazer viagens ilimitadas.

6. Faz bem para o planeta
A magrela é um veículo movido pela força do condutor, sem precisar de combustível. Assim, a bicicleta não emite gases poluentes na atmosfera que causam o efeito estufa e o aquecimento global.

7. Sensação de liberdade
Não tem sensação melhor que se locomover tranquilamente de bicicleta por aquela fila de carros parados no congestionamento, não se sentir imobilizado no trânsito, poder olhar o chão e o céu, notar casas, pessoas, cheiros, sons, árvores e pássaros.

8. Novas amizades
Existem diversos grupos de ciclistas que pedalam juntos, percorrendo diversas rotas. Cm certeza dá para encontrar um grupo com o mesmo nível de condicionamento físico e intimidade com a bike que você e sair pedalando com a turma, de um jeito seguro e divertido.

Além das amizades com outros ciclistas, dá para dizer que a relação de amizade com a cidade também muda: você passa a reparar melhor nas ruas, calçadas e cantinhos do seu perscurso.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Os efeitos nocivos do açúcar no cérebro

A discussão científica sobre nutrição mudou muito nos últimos anos. Os últimos estudos revelam que o açúcar é uma das piores coisas para a saúde geral de uma pessoa, especialmente no caso da obesidade. Mas a maioria das pessoas não sabe que os efeitos nocivos do açúcar se espalham até o cérebro .

O uso de açúcar não está ligado apenas a problemas cardíacos e diabetes. Mas também causa todos os tipos de problemas em nossa mente. Neste artigo você pode aprender mais sobre os efeitos mais nocivos do açúcar. Mas antes de abordarmos essa questão, primeiro precisamos desfazer alguns dos mitos sobre o açúcar.

Há algum efeito prejudicial do açúcar?
Nós crescemos e estamos sobrecarregados com ideias idealistas sobre saúde e nutrição. Mas algumas dessas crenças são completamente incorretas. Por exemplo, aprendemos que comer gordura é o principal fator de risco para doenças cardíacas.

O açúcar tem sido promovido por muito tempo como uma substância completamente inofensiva sem nenhum efeito ruim na saúde. Mas uma pesquisa em 2016 revelou que a indústria do açúcar subornou pesquisadores ao longo da história. Com qual finalidade? Eles queriam manter os efeitos nocivos do açúcar escondidos. Porque agora sabemos que isso tem a ver com, por exemplo, câncer e doenças cardíacas.

É viciante
O vício em açúcar é um problema real. Todos os dias toca mais pessoas. As pessoas com esse distúrbio sentem que precisam usar mais e mais dessa substância para se sentir bem. De fato, quem quer que bane o açúcar de sua vida, experimenta sintomas desagradáveis ​​de inconsciência nos primeiros dias.

Depois que os viciados abandonam o uso de açúcar, por exemplo, eles podem sofrer de dores de cabeça, tontura, fraqueza muscular, ansiedade e estresse. Felizmente, esses sintomas não são permanentes. Eles duram apenas até o corpo funcionar sem essa substância.

Como esse vício funciona? Quando o corpo absorve açúcar, libera uma grande quantidade de endorfinas no cérebro. Então, quando não estamos tão satisfeitos com outros aspectos de nossas vidas, podemos pegar esse material para nos sentirmos bem.


Açúcar causa problemas de memória e insight

Um estudo da Universidade da Califórnia investigou os efeitos do consumo de frutose (um tipo de açúcar encontrado em frutas, vegetais e mel). Esta pesquisa revelou que a frutose tem um efeito prejudicial na formação das sinapses no cérebro. Quando você come muita frutose, a capacidade do cérebro de entender e formar novas conexões diminui.

A pesquisa também mostrou que as pessoas que comem muita frutose têm níveis mais baixos de BDNF. Esta substância ( fator neurotrófico derivado do cérebro ) tem um efeito fundamental na nossa capacidade de criar novas memórias e aprender novas informações.

Alguns estudos também sugerem que o consumo de açúcar pode estar diretamente relacionado à doença de Alzheimer. A comunidade médica está realmente pensando em classificar essa doença como diabetes tipo 3.


Afeta nosso humor

Mas não apenas nossas habilidades cognitivas estão em perigo. Nosso humor muda para um grau extremo devido à glicose. Porque a glicose tem um efeito sobre a insulina no corpo. Como resultado, os picos de açúcar podem causar depressão, ansiedade e mudanças bruscas de humor.

A longo prazo, esses efeitos nocivos do açúcar podem se tornar ainda piores.Quando ingerimos glicose, nossos cérebros liberam a serotonina. Esta substância é um dos neurotransmissores que nos dão uma sensação de prazer. Mas o suprimento dessa substância no corpo não é ilimitado. Porque toda vez que o cérebro libera a serotonina, a quantidade em seu cérebro diminui.

Uma pessoa que ingira quantidades excessivas de açúcar por longos períodos, depois de um tempo, achará difícil ter um sentimento positivo sustentado.

Impede de nos sentirmos saciados
Finalmente, estudos recentes descobriram que a glicose “seqüestra” nosso mecanismo de saciedade. Então, quando nós comemos muito dessa substância, isso levará a uma constante fome por esse motivo. Isso está diretamente relacionado à obesidade e ao excesso de peso.

Aqui estão os efeitos do açúcar na ocitocina e sua função no cérebro, o problema. Mas as consequências para o seu cérebro podem até ser mais preocupantes. Você quer evitar os efeitos nocivos do açúcar e manter uma boa saúde física e mental? Em seguida, tente reduzir o consumo de açúcar o máximo possível.

Artigo publicado no site Verken je Geest, para ler o texto original clique aqui

“Este conteúdo tem apenas o caráter informativo, portanto não deve jamais ser usado como ferramenta de diagnóstico. Para obter um diagnóstico confiável é recomendado que você consulte um profissional especializado antes de tomar ou abster-se de qualquer ação com base no conteúdo gratuito em nosso site.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Relax and Win”: A técnica para dormir em 2 minutos muito usada na Segunda Guerra

Como é frustrante quando temos sono, cansaço, mas ainda assim não conseguimos dormir. Você fica rolando na cama ou no sofá, sem conseguir tirar nem uma soneca.

Quando isso acontece, é extremamente desgastante. Não só você não descansou, como também não fez mais nada. Poderia ter usado esse tempo para algo produtivo em vez disso.

A boa notícia é que a capacidade de adormecer em dois minutos ou menos, em qualquer lugar e a qualquer momento, é uma habilidade como qualquer outra, que pode ser aprendida.

A técnica de como fazer isso foi desenvolvida por um pesquisador para ser utilizada por aviadores navais durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, ele a compartilhou com o mundo em um livro.

Como a técnica surgiu
Durante a Segunda Guerra Mundial, os militares dos EUA perceberam que tinham um grande problema em suas mãos.

Devido à pressão enorme dos combates aéreos, muitos de seus pilotos acumulavam níveis de estresse tão debilitantes que apagavam no meio das missões e/ou cometiam erros fatais.

Em um esforço para conter a perda de pilotos e aviões, os militares pediram à Bud Winter que pesquisasse, desenvolvesse e testasse um método científico para ensinar relaxamento aos combatentes americanos.

Antes da guerra, Winter tinha sido um ex-treinador de futebol americano universitário e de atletismo, e também havia trabalhado com professor de psicologia em técnicas para ajudar os atletas a relaxarem e terem um melhor desempenho sob o estresse das competições.

Objetivos
Winter passou a trabalhar em uma escola naval em Del Monte, na Califórnia, coordenando a criação de um curso para instruir cadetes a permanecer calmos sob as pressões do combate.

O objetivo do programa era ensinar os aviadores navais a relaxar, para que pudessem aprender mais rapidamente, acelerar seu tempo de reação, aprimorar o foco e diminuir o medo.

O curso também tinha como meta ensinar os aviadores de combate a conseguir dormir em dois minutos a qualquer hora, dia ou noite, sob qualquer e todas as condições. A ideia era garantir que os pilotos tivessem um sono adequado.

Para atingir o primeiro objetivo, Winter ensinou os homens a relaxar fisicamente. Para realizar o segundo, ensinou-lhes a relaxar mentalmente.

Aprenda
No livro “Relax and Win”, o autor explica como funciona seu programa e compartilha as instruções exatas que deu aos cadetes para ensiná-los a relaxar. Essas instruções estão resumidas neste artigo.

Para relaxar fisicamente:

“Sente-se em uma cadeira e coloque os pés no chão. Joelhos separados, mãos frouxas no seu colo. Agora, feche os olhos e deixe cair o queixo até que ele descanse em seu peito.

Respire devagar, profunda e regularmente. Tire todas as rugas da sua testa. Relaxe o seu couro cabeludo. Apenas se entregue. Agora deixe sua mandíbula cair. Deixe-a aberta. Agora relaxe o resto dos músculos do seu rosto. Até relaxe sua língua e seus lábios. Apenas deixe-os soltos. Respire devagar.

Agora, vamos relaxar os oito músculos que controlam seus olhos. Deixe-os soltos em suas órbitas. Sem foco, apenas deixe-os relaxados. Respire devagar.

Agora deixe seus ombros tão baixos quanto conseguir. Você acha que já estão baixos, mas deixe-os ir mais para baixo. Você sentiu os músculos na parte de trás do seu pescoço ficarem flácidos? Quando você achar que estão realmente relaxados, deixe-os ainda mais soltos.

Agora vamos relaxar seu peito. Respire fundo. Segure o ar. Expire todas as suas tensões. Apenas deixe seu peito desmoronar. Deixe-o relaxar. Imagine que você é uma grande e pesada bolha na cadeira, uma água-viva. Respire devagar. Quando você expirar, liberte mais e mais de suas tensões.

Vamos relaxar os braços. Fale diretamente com os músculos dos seus braços. Primeiro, fale com o seu bíceps direito. Diga-o para relaxar, ficar mole. Faça o mesmo com o antebraço direito. Agora com a mão direita e dedos. Seu braço deve se sentir como um peso morto em sua perna. Repita o processo de relaxamento com o braço esquerdo. Respire devagar.

Toda a sua parte superior do corpo foi exposta ao relaxamento e uma sensação quente e agradável cai sobre você. Você se sente bem. Uma sensação de bem-estar invade seu corpo.

Agora o seu corpo inferior. Fale com os músculos da coxa direita. Deixe-os se tornarem um peso morto na cadeira. Deixe a carne pendurada nos ossos. Siga a mesma rotina para a panturrilha esquerda. Então relaxe todos os músculos do seu tornozelo e pé direito. Diga a si mesmo que sua perna direita não tem ossos. É apenas um peso flácido e pesado. Repita o processo com a coxa, panturrilha, tornozelo e pé esquerdos.

Nesse momento, você está relaxado fisicamente ou pensa que está. Para garantir, vamos respirar profundamente três vezes e, quando você soltar o ar, libere todas as tensões restantes. Um, expire…. Dois, expire… Três…”.

Uma dica que pode ser valiosa: se você tiver com problemas para relaxar qualquer uma das partes do seu corpo, tente tensioná-las primeiro para depois soltá-las.

Para adormecer rapidamente:

A partir dessa condição fisicamente calma, Winter então ensinou os cadetes como “passar do limiar para um sono profundo e relaxado”, tornando-se completamente relaxado mentalmente.

Winter argumenta que, uma vez que você esteja fisicamente relaxado, se você ficar “livre de pensamentos ativos por apenas dez segundos, dormirá”. A chave para adormecer rápido é silenciar a mente: parar de pensar nos arrependimentos, preocupações e problemas do seu dia a dia.

O pesquisador adverte particularmente contra qualquer pensamento em que você esteja em movimento. Estudos feitos com a colocação de eletrodos nos corpos dos cadetes mostraram que mesmo quando você pensa em realizar uma atividade, os músculos envolvidos nessa atividade realmente se contraem.

Outros estudos mais recentes confirmaram essa observação, mostrando que simplesmente imaginar-se exercitando ativa as mesmas partes do cérebro quando você está fisicamente em movimento. Embora possa haver algum benefício nisso, pensar em estar ativo enquanto você tenta dormir não é bom, pois pode criar tensão muscular e inibir o sono.

Então, para adormecer, pode ser uma boa ideia relaxar fisicamente e depois utilizar uma das três técnicas abaixo para livrar sua mente dos pensamentos barulhentos:

  1. Técnica 1: imagine que é um dia quente de primavera e você está deitado no fundo de uma canoa em um lago muito sereno. Você está olhando para um céu azul com nuvens flutuantes e preguiçosas. Não permita que qualquer outro pensamento se infiltre. Apenas concentre-se nesta imagem por dez segundos.
  2. Técnica 2: imagine que você está deitado em uma grande rede preta e para qualquer lugar que você olhe, tudo está preto. Você também deve se focar nessa imagem por dez segundos.
  3. Técnica 3: repita a frase “Não pense, não pense, não pense” até apagar todos os seus pensamentos por pelo menos dez segundos.

Resultados
Os cadetes americanos foram divididos em dois grupos: um que fez o curso de relaxamento e um grupo de controle. O primeiro superou o segundo em todas as disciplinas mentalmente exigentes e nos testes fisicamente intensivos.

Após seis semanas de prática, 96% dos aviadores conseguiam dormir em 2 minutos ou menos – em qualquer lugar e a qualquer hora.

Depois da guerra, Winter ensinou as mesmas técnicas de relaxamento aos atletas que treinou, se tornando um dos maiores treinadores de sprint de todos os tempos, com 102 campões nacionais e 27 olímpicos. Ao mesmo tempo, seus corredores eram os donos de todos os 10 recordes mundiais para eventos de sprint.

Winter acredita que o programa de relaxamento que ele ajudou a desenvolver para combater o estresse na guerra e no esporte é também aplicável às tensões e fadigas que enfrentamos em nossas vidas cotidianas.

Ou seja, experimente usá-lo sempre que estiver estressado, cansado, quando quiser tirar um cochilo ou quando estiver em busca de um estado mais sonolento para ativar suas capacidades mentais criativas.

Já falamos aqui que ser capaz de relaxar fisicamente e mentalmente é uma habilidade que pode ser aprendida, mas isso não significa que você terá sucesso nas primeiras vezes em que tentá-la. É preciso praticar até que você fique melhor nisso. Não é legal se estressar para conseguir relaxar, é claro; então, ao invés de se obrigar a aprender a técnica rapidamente, é mais interessante praticar essa rotina de forma consistente. [artofmanliness]

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*Fonte: equilibrioemvida

O que os astronautas fazem caso tenham diarreia no espaço?

Conhecido internacionalmente por seus filmes de desastres globais, Roland Emmerich apresentou, no início de fevereiro, Moonfall — Ameaça Lunar, revelando como o planeta se comportaria caso a Lua iniciasse rota de colisão com a Terra. Porém, diferentemente de suas produções anteriores (2012, O Dia Depois de Amanhã), o longa conta com um forte apelo científico e detalha algumas curiosidades sobre a condição humana no espaço, como o impacto da diarreia no organismo durante uma viagem para além da atmosfera.

Como é de se imaginar, a Estação Espacial Internacional da NASA possui grandes limitações, especialmente em relação aos aspectos sanitários, visto que os equipamentos de eliminação de resíduos atendem às condições de tamanho, peso e potência impostas pelos sistemas das espaçonaves. Dessa forma, tripulantes que apresentem problemas intestinais ou possuam Síndrome do Intestino Irritável (SII) normalmente enfrentam algumas barreiras durante suas missões.

Porém, desde a década de 1970, mais especificamente ao final das missões Apollo, engenheiros da agência espacial norte-americana investiram mais de US$ 19 milhões em cômodos especiais, garantindo que os astronautas utilizem banheiros adequados e estejam equipados com trajes preparados para lidar com tais inconvenientes. Hoje, a estação abriga seis ou sete tripulantes internacionais de cada vez, com todos compartilhando um ou dois cômodos sanitários movidos à sucção.

Para garantir que não haja acúmulos ou problemas de má higiene, o tempo de ocupação em banheiros é rigidamente controlado, exigindo um trabalho mental especialmente para novatos, que não estão acostumados com os impactos da gravidade no organismo e podem sentir vontades anormais. Apesar disso, segundo o cirurgião da NASA Josef Schmid, os tripulantes possuem horários flexíveis e podem adaptar o tempo de suas tarefas, realizando as pausas necessárias para fazer o número 2.

“Há muitas pessoas que têm problemas”, diz Schmid. “Uma coisa que me lembro da minha formação médica é que a única pessoa ‘normal’ simplesmente não foi avaliada o suficiente. Uma das coisas que pergunto a eles todos os dias quando chegam à órbita é: ‘como você está se alimentando?’ E a próxima coisa que pergunto a eles é: ‘como está indo a função do banheiro?’ Porque eu sei que uma vez que não há constipação, eles estão realmente acomodados e indo bem”.
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Como o “número 2” funciona na prática?
Normalmente, os lançamentos espaciais são longos e estressantes, e os astronautas são forçados a ficarem por horas dentro de um foguete em uma posição pouco agradável — com os pés no mesmo nível do coração. Com o tempo, os fluidos se acumulam e a constipação torna-se um evento esperado graças à desidratação. Desta forma, os viajantes, além de terem a opção de ir ao banheiro antes da decolagem, voam equipados com um saco plástico de três camadas em um balde.

A ida ao banheiro é um módulo de treinamento e permite que os astronautas trabalhem seu corpo para se ajustar às condições adversas. Todos são indicados a cumprir um cronograma de dieta e hidratação monitorado, ao mesmo tempo que recebem muitas orientações de especialistas e descobrem a melhor forma de contornar sintomas de diarreia ou problemas gástricos em potencial.

Após relatos de “vários eventos de diarreia atribuídos a múltiplas causas” em voos espaciais, segundo relatório de 2016 do Human Research Project, a NASA busca priorizar o tratamento alimentar e intestinal de seus colaboradores, visando as próximas missões de exploração e mais riscos ocasionados pelo desconforto.

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*Fonte: equilibrioemvida

O que você come tem o poder de reprogramar seus genes. Especialista explica como

As pessoas normalmente pensam em comida como calorias, energia e sustento. No entanto, as evidências mais recentes sugerem que os alimentos também “falam” com nosso genoma, que é o modelo genético que direciona a maneira como o corpo funciona até o nível celular.

Essa comunicação entre alimentos e genes pode afetar sua saúde, fisiologia e longevidade . A ideia de que os alimentos transmitem mensagens importantes ao genoma de um animal é o foco de um campo conhecido como nutrigenômica .

Esta é uma disciplina ainda em sua infância, e muitas questões permanecem envoltas em mistério. No entanto, nós pesquisadores já aprendemos muito sobre como os componentes dos alimentos afetam o genoma .

Sou um biólogo molecular que pesquisa as interações entre alimentos , genes e cérebros no esforço de entender melhor como as mensagens alimentares afetam nossa biologia. Os esforços dos cientistas para decifrar essa transmissão de informações podem um dia resultar em vidas mais saudáveis ​​e felizes para todos nós.

Mas até então, a nutrigenômica desmascarou pelo menos um fato importante: nossa relação com a comida é muito mais íntima do que imaginávamos.

A interação de alimentos e genes
Se a ideia de que os alimentos podem conduzir processos biológicos interagindo com o genoma parece surpreendente, não é preciso procurar mais do que uma colméia para encontrar um exemplo comprovado e perfeito de como isso acontece. As abelhas operárias trabalham sem parar, são estéreis e vivem apenas algumas semanas.

A abelha rainha, sentada no fundo da colmeia, tem uma vida útil que dura anos e uma fecundidade tão potente que dá à luz uma colônia inteira.

E, no entanto, abelhas operárias e rainhas são organismos geneticamente idênticos. Eles se tornam duas formas de vida diferentes por causa da comida que comem . A abelha rainha se banqueteia com geleia real ; abelhas operárias se alimentam de néctar e pólen.

Ambos os alimentos fornecem energia, mas a geleia real tem uma característica extra: seus nutrientes podem desbloquear as instruções genéticas para criar a anatomia e a fisiologia de uma abelha rainha.

Então, como a comida é traduzida em instruções biológicas? Lembre-se que os alimentos são compostos por macronutrientes . Estes incluem carboidratos – ou açúcares – proteínas e gorduras.

Os alimentos também contêm micronutrientes, como vitaminas e minerais. Esses compostos e seus produtos de degradação podem acionar interruptores genéticos que residem no genoma .

Como os interruptores que controlam a intensidade da luz em sua casa, os interruptores genéticos determinam quanto de um determinado produto genético é produzido. A geleia real, por exemplo, contém compostos que ativam controladores genéticos para formar os órgãos da rainha e sustentar sua capacidade reprodutiva.

Em humanos e camundongos, os subprodutos do aminoácido metionina, que são abundantes em carnes e peixes, são conhecidos por influenciar os seletores genéticos que são importantes para o crescimento e divisão celular .

E a vitamina C desempenha um papel em nos manter saudáveis, protegendo o genoma do dano oxidativo ; também promove a função de vias celulares que podem reparar o genoma se for danificado.

Dependendo do tipo de informação nutricional, dos controles genéticos ativados e da célula que os recebe, as mensagens nos alimentos podem influenciar no bem-estar, no risco de doenças e até na expectativa de vida . Mas é importante notar que, até o momento, a maioria desses estudos foi realizada em modelos animais, como as abelhas.

Curiosamente, a capacidade dos nutrientes de alterar o fluxo de informação genética pode se estender por gerações. Estudos mostram que em humanos e animais, a dieta dos avós influencia a atividade dos interruptores genéticos e o risco de doenças e mortalidade dos netos.

Causa e efeito
Um aspecto interessante de pensar a comida como um tipo de informação biológica é que ela dá um novo significado à ideia de uma cadeia alimentar. De fato, se nossos corpos são influenciados pelo que comemos – até um nível molecular – então o que a comida que consumimos “come” também pode afetar nosso genoma.

Por exemplo, comparado ao leite de vacas alimentadas com capim, o leite de gado alimentado com grãos tem diferentes quantidades e tipos de ácidos graxos e vitaminas C e A. Então, quando os humanos bebem esses diferentes tipos de leite, suas células também recebem mensagens nutricionais diferentes.

Da mesma forma, a dieta de uma mãe humana altera os níveis de ácidos graxos, bem como vitaminas como B-6, B-12 e folato que são encontrados no leite materno. Isso pode alterar o tipo de mensagens nutricionais que atingem os próprios interruptores genéticos do bebê, embora isso tenha ou não efeito no desenvolvimento da criança seja, no momento, desconhecido.

E, talvez sem que saibamos, também fazemos parte dessa cadeia alimentar. A comida que comemos não mexe apenas com os interruptores genéticos em nossas células, mas também com os dos microorganismos que vivem em nossos intestinos, pele e mucosa .

Um exemplo impressionante: em camundongos, a quebra de ácidos graxos de cadeia curta por bactérias intestinais altera os níveis de serotonina , um mensageiro químico cerebral que regula o humor, a ansiedade e a depressão , entre outros processos.

Aditivos alimentares e embalagens
Ingredientes adicionados nos alimentos também podem alterar o fluxo de informação genética dentro das células. Pães e cereais são enriquecidos com folato para prevenir defeitos congênitos causados ​​por deficiências desse nutriente.

Mas alguns cientistas levantam a hipótese de que altos níveis de folato na ausência de outros micronutrientes naturais , como a vitamina B-12, podem contribuir para a maior incidência de câncer de cólon nos países ocidentais, possivelmente afetando as vias genéticas que controlam o crescimento .

Isso também pode ser verdade com produtos químicos encontrados em embalagens de alimentos. O bisfenol A, ou BPA, um composto encontrado no plástico, aciona marcadores genéticos em mamíferos que são críticos para o desenvolvimento, crescimento e fertilidade .

Por exemplo, alguns pesquisadores suspeitam que, tanto em modelos humanos quanto em animais , o BPA influencia a idade de diferenciação sexual e diminui a fertilidade, tornando os interruptores genéticos mais propensos a serem ativados.

Todos esses exemplos apontam para a possibilidade de que a informação genética nos alimentos possa surgir não apenas de sua composição molecular – os aminoácidos, vitaminas e afins – mas também das políticas agrícolas, ambientais e econômicas de um país, ou da falta de deles.

Os cientistas só recentemente começaram a decodificar essas mensagens genéticas de alimentos e seu papel na saúde e na doença. Nós, pesquisadores, ainda não sabemos exatamente como os nutrientes agem nos interruptores genéticos, quais são suas regras de comunicação e como as dietas das gerações passadas influenciam sua progênie.

Muitos desses estudos até agora foram feitos apenas em modelos animais, e ainda há muito a ser trabalhado sobre o que as interações entre alimentos e genes significam para os seres humanos.

O que está claro, porém, é que desvendar os mistérios da nutrigenômica provavelmente fortalecerá as sociedades e gerações presentes e futuras.A conversa


*Monica Dus
, Professora Assistente de Biologia Molecular, Celular e do Desenvolvimento, Universidade de Michigan . Este artigo é republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original
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*Fonte: saberesaude

Uma dieta anti-inflamatória agora pode proteger seu cérebro da demência mais tarde

Todos os anos, você pode esperar uma série de novos livros de “dieta garantida” para perda de peso, saúde do cérebro, envelhecimento, bem-estar espiritual e estilo de vida geral. Há o vegano, o de carne crua, o de baixo teor de gordura, o de alto teor de gordura, o de suco de frutas colhidas durante a lua cheia, o de tipo sanguíneo e o baseado em sua última leitura de tarô. Torna-se bastante confuso. Os autores confundem um pouco de informação com conhecimento, depois tentam traduzir isso em vendas.

Há muitos fatores a serem levados em consideração para uma dieta adequada. Nutricionistas sérios reconhecem que uma boa saúde requer uma compreensão diferenciada da genética individual, do ambiente e do microbioma intestinal. Depois, há a velocidade com que você consome sua comida, os tipos de açúcar que você come – em sucos ou frutas inteiras, em que a fibra desempenha um papel crítico – depois os tipos de gordura que você digere e os níveis de estresse.

Vamos fazer uma pausa nesse último por um momento, pois o estresse é galopante. Um corpo sobrecarregado é um corpo inflamado. Vale a pena considerar um estudo recente que investiga o papel da inflamação no que diz respeito à saúde do cérebro e à demência . Não é o único fator em uma boa dieta, mas é crucial.

Uma equipe do Centro Médico da Universidade de Columbia, liderada pelo neuropsicólogo e epidemiologista Yian Gu, estudou o desempenho cognitivo de 330 idosos para ver se a dieta mediterrânea – uma das dietas mais duradouras e mais estudadas do mundo – poderia diminuir seu risco de doenças de demência, incluindo Alzheimer. Todos os adultos envolvidos não sofreram de demência durante o estudo.

Gu aponta que vários estudos mostraram que essa dieta, que é rica em peixes e aves, com ênfase em grãos integrais, frutas, azeite, vegetais e ingestão moderada de álcool, oferece proteção contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Gu queria saber se isso se deve a uma diminuição nos biomarcadores inflamatórios no cérebro do sujeito.

O resultado foi sim, a diminuição dos marcadores inflamatórios foi prevalente naqueles que consumiram essa dieta. Eles também tiveram melhor cognição visuoespacial, graças a nutrientes como vitaminas B1, B2, B5, B6, D e E, além de maior ingestão de ácidos graxos ômega 3, cálcio e folato. Notas de Gu :

“Este estudo sugere que certos nutrientes podem contribuir para os benefícios de saúde observados anteriormente de alguns alimentos, e a anti-inflamação pode ser um dos mecanismos. Esperamos confirmar esses resultados em estudos maiores e com uma gama mais ampla de marcadores inflamatórios.”

Para entender por que a diminuição da inflamação ajuda na saúde geral e no envelhecimento, enviei um e-mail para Drew Ramsey, também da Universidade de Columbia. O psiquiatra, especialista em Big Think e autor de vários livros, incluindo Eat Complete , me disse:

“A inflamação é como nosso corpo lida com o estresse e as lesões. Hoje, a maioria das pessoas faz uma dieta e tem um estilo de vida que promove um estresse incrível por meio do excesso de açúcares, comendo as gorduras erradas e perdendo a sensação de alegria que a comida deveria nos dar. Atualmente, a inflamação é considerada um fator importante no desenvolvimento de depressão, demência e outros distúrbios cerebrais. As pessoas devem se preocupar com a inflamação porque está contribuindo para a degradação de sua saúde.!

Isso é especialmente importante à medida que envelhecemos. Como Gu e sua equipe escrevem no estudo, a doença de Alzheimer é a principal causa de demência em todo o mundo e é o distúrbio neurodegenerativo mais comum. Embora as intervenções médicas nos ajudem a viver mais, isso nem sempre se traduz em mais saúde. Podemos superar o câncer e a cirurgia cardíaca e sobreviver por mais tempo com AIDS e diabetes tipo 2, mas a qualidade de vida fica muito comprometida quando sofremos de demência. A pressão sobre a família e os amigos pode ser esmagadora.

É por isso que é importante iniciar as intervenções mais cedo na vida. A maior parte do que é vendido em embalagens não é comida, mas uma combinação de substâncias semelhantes a alimentos preservadas por uma química impronunciável. Açúcares e gorduras insalubres se escondem, disfarçados por inúmeros nomes, retardando a transformação do nosso microbioma de maneiras que degradam a saúde. E não é apenas a gordura visceral, índice de massa corporal e doenças cardíacas que precisamos nos preocupar. Sem cognição saudável, o próprio conceito de “eu” se desintegra. Os chamados anos dourados são efetivamente sem sentido se você não consegue se lembrar deles.

Enquanto estudos como o de Gu nos lembram do quadro geral, Ramsey sugere que você tome refeição por refeição. Quando pergunto a ele como as pessoas podem implementar mudanças em suas dietas agora, ele expressa ceticismo em considerar o jogo longo. A mudança começa na mesa de jantar esta noite, diz ele.

“As pessoas não são motivadas por “benefícios de longo prazo” ou “redução de riscos”. Temos mais sucesso em nossa clínica quando incentivamos os pacientes a fazer melhores escolhas alimentares na próxima refeição. Descobrimos que há efeitos muito rápidos quando as pessoas mudam de comida ocidental moderna para alimentos integrais densos em nutrientes (que também são alimentos para o cérebro). Claro, comer mais abacate pode diminuir o risco de demência, mas incentivar os pacientes a comer mais torradas de abacate e guacamole é mais atraente quando se trata de mudança comportamental.“

Gu sabe que um estudo não muda um discurso. Mas a combinação de uma melhor compreensão do microbioma e os efeitos da diminuição da inflamação é muito prevalente para negar. A dieta mediterrânea oferece uma lição simples aplicável globalmente, para comer alimentos frescos sazonais e desfrutar de quantidades moderadas de álcool. Tal abordagem funcionou para nossa espécie por milhões de anos até o advento da refrigeração e do processamento industrial. E sabemos que agora funciona. Nós apenas temos que implementá-lo, seja através do reconhecimento do envelhecimento cognitivamente forte ou, como Ramsey sugere, indo ao corredor de produtos para o jantar hoje à noite.

*Por bigthink
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*Fonte: saberesaude

Por que não devemos molhar a pasta de dente antes da escovação?

Às vezes simplesmente por hábito equivocados, podemos acabar prejudicando a qualidade de algumas das nossas ações, molhar a pasta de dente antes da escovação um exemplo disso. Esse é um costume que muitas pessoas têm para deixar a boca mais úmida e produzir mais espuma na hora de realizar a higiene bucal, mas a verdade é que isso apenas prejudica a sua limpeza.

Como consequência, você pode acabar desenvolvendo outros tipos de problema na boca com o passar do tempo — tornando-se um hábito nem um pouco recomendável. Pensando nisso, nós nos aprofundaremos sobre o tema e sanaremos todas as suas dúvidas. Olha só!

Recomendações odontológicas
Por mais que molhar a sua escova seja um hábito que você tenha aprendido apenas observando os seus pais ou amigos fazerem o mesmo, isso não significa que seja uma ação acertada. Se você perguntar para um profissional odontológico, provavelmente escutará outras recomendações a respeito dessa prática.

Em geral, os dentistas pedem para que o creme dental não seja umedecido antes de entrar em contato com os dentes, pois poderia colocar a saúde bucal em risco. E isso é ainda pior quando unimos esse problema com o excesso de pasta de dente na escova.

Nesses casos, a quantidade de espuma formada na boca é ainda maior e temos mais dificuldade em visualizar a escovação, podendo deixar algumas áreas esquecidas. No entanto, o maior problema gerado por molhar o creme dental é um só: a diminuição do atrito entre a escova e os dentes.

Perda de atrito
De acordo com especialistas, adicionar água ao creme dental vai fazer com que o produto fique diluído e perca um pouco de sua eficácia. Com isso, podemos ver a formação de mais espuma na boca. Em geral, as pessoas costumam associar esse excesso de espuma com um hábito correto de escovação, mas as coisas não são bem assim.

Isso faz com que a pasta de dente perca suas características iniciais e não realize sua ação total. O mesmo também é válido quando adicionamos um pouco de água no enxaguante bucal para diminuir a sensação de ardência na boca. Portanto, o ideal é usarmos esses produtos de maneira pura.

Quando colocamos o creme dental na boca, a nossa própria saliva fornecerá a umidade necessária para uma boa escovação e, caso você realize os movimentos corretos, seus dentes ficarão mais limpos como nunca. Agora, se você tem umedecido a escova de dente porque tem sentido muito desconforto na hora da escovação, talvez seja o momento de uma mudança.

Caso as cerdas da sua escova estejam machucando, experimente substituí-la por uma de cerdas mais macias. Isso pode trazer mais conforto na hora de realizar a sua higiene bucal e, dessa forma, você não sentirá a necessidade de adicionar água ao seu creme dental para se sentir confortável durante a escovação.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Consumo de laranja ajuda no combate ao diabetes

Estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) sugere que compostos bioativos existentes na laranja ajudam a modular a taxa de açúcar no sangue, o que pode transformar a fruta em um aliado no combate ao diabetes. Os achados foram divulgados na revista Clinical Nutrition Espen.

A investigação foi conduzida por uma equipe do Centro de Pesquisas de Alimentos da Universidade de São Paulo (Forc), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP).

Participaram 12 voluntários saudáveis, de ambos os sexos, que após uma noite em jejum ingeriram uma refeição rica em gordura e carboidratos, com 1.037 kcal. Eles foram divididos em três grupos: um que bebeu apenas água durante a refeição, outro que tomou suco de laranja e um terceiro que recebeu uma bebida à base de glicose com teor de carboidratos equivalente ao do suco de laranja.

O nível de glicose no sangue dos voluntários foi analisado uma, três e cinco horas após o término do desjejum. Logo na primeira medição, como esperado, os três grupos apresentaram um aumento da glicemia. Curiosamente, os valores de glicemia (taxa de glicose no sangue) e insulinemia (taxa de insulina no sangue) do grupo que tomou suco de laranja não diferiram significativamente daqueles observados no grupo da água em todas as avaliações.

“Se a ingestão de suco de laranja não difere da ingestão de água, podemos concluir que os carboidratos do suco não promoveram aumento significativo da glicemia em nosso modelo experimental, diferentemente do que ocorreu com a bebida à base de glicose”, explica Bruna Jardim Quintanilha, doutoranda em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) e primeira autora do artigo.

Segundo Quintanilha, tal resultado sugere que outros componentes presentes no suco, como fibras e compostos bioativos, podem ter contribuído para conter a elevação da taxa glicêmica.

O passo seguinte foi investigar de que forma o suco de laranja teria ajudado a conter o aumento da glicemia. Para isso, os cientistas coletaram amostras de sangue dos voluntários e analisaram a expressão dos chamados microRNAs, um tipo de RNA que tem a função de regular a expressão dos genes por meio de interações com o RNA mensageiro.

“Notamos que o suco de laranja teve ação em especial sobre o microRNA 375 ou miR-375, que é um biomarcador da função das células beta do pâncreas”, explica Franco Lajolo, professor emérito da FCF-USP e integrante do FoRC.

Como explica o pesquisador, as células beta são muito numerosas no órgão e são responsáveis por sintetizar e secretar a insulina – hormônio que permite a entrada da glicose nas células.

Os resultados indicam, portanto, que o suco de laranja pode ter uma ação benéfica sobre a produção de insulina e, por tabela, sobre a modulação da glicemia.

“Nossos resultados apontam o miR-375 como possível responsável por essa ação, mas é algo que ainda precisa ser confirmado. São necessários, por exemplo, estudos com pacientes diabéticos para entender exatamente como esse mecanismo funciona”, afirma Lajolo.

*O artigo Ingestion of orange juice prevents hyperglycemia and increased plasma miR-375 expression pode ser lido AQUI
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*Fonte: saberesaude

Cientistas criam curativo eletrificado que acelera a cicatrização e mata bactérias

Desenvolvido pelo Instituto Terasaki de Inovação Biomédica de Los Angeles, nos EUA, o ePatch é um curativo composto por eletrodos feitos de nanofios de prata misturados em um hidrogel derivado de algas. Essa atadura tem o diferencial de acelerar a cicatrização enquanto mata as bactérias prejudiciais.

Conhecido como alginato, o hidrogel já é usado em curativos cirúrgicos, pois é biocompatível e mantém níveis ótimos de umidade. Ao modificar quimicamente o alginato e adicionar cálcio a ele, os cientistas foram capazes de otimizar a função e estabilidade dos nanofios de prata.

O hidrogel resultante foi impresso em uma folha de silicone flexível, na superfície da qual foi aplicado uma espécie de estêncil. Quando esse estêncil foi posteriormente removido, o alginato que foi deixado para trás formou os dois eletrodos – eles foram então ligados a uma fonte de energia externa.

Variando o tamanho e a forma das folhas de silicone, foi possível criar ePatches capazes de cobrir e se adaptar aos contornos de uma grande variedade de feridas.

Quando a tecnologia foi testada em ratos com feridas externas, a corrente elétrica entregue conseguiu acelerar a velocidade de cicatrização não apenas fazendo com que a pele e outras células de granulação migrassem para o local, mas também induzindo a formação de vasos sanguíneos e reduzindo a inflamação.

Enquanto os ratos tratados com ePatch cicatrizaram em apenas sete dias, as feridas em um grupo de controle não tratado de ratos levaram 20 dias para curar. Além disso, graças às propriedades antibacterianas da prata, a infecção foi mantida ao mínimo.

Quando os ePatches foram removidos no final do processo de cura, os ratos tratados apresentaram menos cicatrizes do que o grupo controle – isso provavelmente foi, pelo menos parcialmente, devido ao fato de que as células da pele não grudam no substrato de silicone, para que não saiam quando o curativo é removido.

“Com a seleção cuidadosa dos materiais e a otimização de nossa formulação de gel, conseguimos desenvolver um e-Patch multifuncional, fácil de fazer e econômico que facilitará e acelerará muito a cicatrização de feridas”, disse Han-Jun Kim, cientista do Instituto Terasaki, um dos autores do artigo científico publicado recentemente na revista Biomaterials que descreve a pesquisa.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

5 benefícios de tomar banho de sol

A vitamina D é considerada o principal estimulador do sistema imunológico

Mesmo quando estamos em momentos de isolamento ou dentro de casa, não podemos esquecer de nos expor aos raios solares. Todos precisam tomar sol pelo menos uns 20 minutinhos todos os dias – crianças, jovens e idosos.

Sol é vida, é fonte de energia, é sinônimo de saúde e bem- estar!

Alguns dos benefícios do banho de sol

1. Fortalece o sistema imunológico
A luz solar ajuda na produção da vitamina D. Hoje a vitamina D é considerada o principal estimulador do sistema imunológico, podendo prevenir várias doenças e fortalecer o organismo. Saiba mais sobre a vitamina D.

2. Melhora o humor
Quando o corpo recebe a luz solar que chega ao cérebro por meio do nervo óptico, os níveis de serotonina aumentam regulando o humor e gerando a sensação de bem-estar.

3. Regula o sono
A melatonina, hormônio que regula os ciclos do sono é ativado pela luz solar produzindo um efeito sedativo e sensação de calma e tranquilidade.

4. Previne a miopia
A iluminação a que estamos expostos a maior parte do tempo é muito fraca. Dentro de casa varia em torno de 50 lux, assistindo TV na sala, e 500 lux, nos escritórios e salas de aula. Para prevenir a miopia, o nível de luminosidade necessária é de 10.000 lux.

5. Auxilia nas funções cognitivas
Há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Sabe-se que a luz solar afeta o fluxo sanguíneo no cérebro e este por sua vez interfere nas funções cognitivas.

  • Dicas de como tomar banho de sol

    Para produzir vitamina D deve-se tomar banho de sol de 15 à 20 minutos por dia, sem usar protetor solar. Para pele morena ou negra, esse tempo deve ser maior, pois quanto mais escura a pele, mais difícil é a produção de vitamina D. Não vale tomar sol através da janela fechada pois a radiação UVB é absorvida pelo vidro.

  • Indica-se uma exposição solar de cerca de 30% da superfície do corpo braços, pernas, costas. É aconselhável a proteção do rosto.
  • É recomendado tomar sol entre 10h da manhã e 15h da tarde. Este é o período de maior incidência dos raios ultra violeta B que auxiliam na absorção da vitamina D pelo organismo.
  • Deve-se evitar a exposição prolongada nos horários mais quentes do dia – das 12h às 15hs. A dica é a seguinte: você deve expor a pele por cerca de metade do tempo necessário para que ela comece a bronzear.
  • Lembre-se de beber água, chás, ou sucos após o banho de sol para a reposição de líquidos. Neste momento de tantas incertezas que atravessamos, nada é mais certo e seguro que o sol que nasce a cada dia, trazendo luz e calor.

*Por Ana Lucia Machado
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*Fonte: ciclovivo

O que acontence se tomarmos 2 ou maios banhos em um dia?

Se você é do tipo de pessoa que adora tomar um banho pela manhã, outro após ir para a academia e mais um antes de dormir, saiba que o consumo excessivo de água não é o único problema que você terá que enfrentar no fim do mês. A verdade é que pessoas que se banham mais do que deveriam estão danificando a pele, cabelo e até mesmo a saúde reprodutiva sem saber.

Portanto, ao longo dos próximos parágrafos, nós te daremos alguns motivos sobre o porquê você deveria estar tomando apenas um banho por dia e quais os maiores riscos que você corre ao entrar debaixo d’água por vários momentos da sua rotina. Veja só!

Problemas no cabelo

Após tomar um banho, os cabelos recém-lavados podem até ficar com um aspecto ótimo. Porém, lavá-los com muita frequência pode fazer com que eles fiquem oleosos. Quando aplicamos o xampu, o couro cabeludo acaba ficando mais ressecado e passa a produzir mais sebo como resposta.

Portanto, se você cria o hábito de lavar seu cabelo toda hora, seu couro cabeludo aprende que precisa estar constantemente produzindo mais óleo para evitar que a pele da cabeça seque demais. Além disso, o uso excessivo de produtos químicos no cabelo como os xampus pode deixar o couro cabeludo irritado e coçando.

Eventualmente, isso pode desencadear um quadro de caspa ou até mesmo de queda capilar. Por fim, secar o cabelo logo após o banho diariamente é algo maléfico para suas madeixas. Caso isso se torne um hábito, seus fios estarão muito mais quebradiços que o normal e será difícil escová-los.

Danos à pele

Ensaboar-se frequentemente tende a fazer mais mal do que bem para os humanos. A união do sabão com a água quente remove bactérias saudáveis e óleos essenciais da pele. Esses óleos ajudam sua pele a permanecer jovem e radiante por mais tempo, e alguns dermatologistas até recomendam tomar banho de 2 a 3 vezes por semana para evitar coceira e pele excessivamente seca.

Isso tudo sem contar que expor seu corpo a alguma sujeira e bactérias fortalece seu sistema imunológico e o ajuda a combater os vírus com mais eficácia. Isso não significa que você deveria ficar sem tomar banho para sempre, mas que perturbar o microbioma do corpo com frequência faz com que a pele fique vermelha, irritada e pareça rachada.

Afetando a saúde reprodutiva

Uma coisa que poucas pessoas sabem é que suas partes íntimas se limpam “sozinhas” apenas com o uso de água e usar sabonetes e géis perfumados para lavá-las pode afetar seus níveis saudáveis de pH — sobretudo se você é uma mulher. Por sua vez, isso pode causar um desequilíbrio bacteriano, irritação e até mesmo afetar sua saúde reprodutiva.

Portanto, é melhor optar por produtos de limpeza suaves e sem perfume para lavar a área ao redor de suas partes íntimas, entendido?

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso