Aprenda como fazer horta medicinal em casa

Uma horta medicinal em casa pode trazer muitos benefícios para sua saúde corporal e mental. De acordo com o especialista em Agricultura Orgânica Thiago Tadeu Campos, além de proporcionar hábitos mais saudáveis, ao evitar o uso de fármacos comuns, você ganha tempo com a praticidade de ter tudo ao alcance das mãos, criando ainda um espaço verde em casa, trabalhando a mente por meio do envolvimento com a natureza.

Se os motivos acima descritos ainda não são suficientes para começar a planejar a sua horta, pense no fato de que você ainda pode economizar o dinheiro gasto na farmácia! E sim, é possível cultivar seus próprios remédios de forma simples e fácil, mesmo em espaços reduzidos, trazendo para o seu dia-a-dia hábitos mais saudáveis e mais naturais.

Neste artigo, irei sintetizar a importância e as facilidades de cultivar suas próprias ervas medicinais, além disso, colocarei a disposição gratuitamente meu e-book, no qual ensino práticas de cultivo simples e fáceis para 6 alimentos que podem ser cultivados em sua horta orgânica, de modo a torná-la mais produtiva e sustentável. Essas dicas podem ser muito valiosas também para iniciar sua horta medicinal.

Hortas medicinais: tenha sempre plantas fitoterápicas perto de você

As hortas medicinais sempre foram uma tradição, tanto nos jardins brasileiros quanto ao redor do mundo. Uma horta medicinal consiste em um conjunto de plantas e ervas que trazem benefícios para a saúde.  Cada pessoa pode montar sua horta de acordo com as plantas que lhe são necessárias, utilizando-as de diversas formas e diferentes espécies.

Algumas plantas medicinais têm sua eficácia cientificamente comprovada no combate de inúmeras doenças e também no uso para o controle de dores, podendo ser aplicadas de diferentes maneiras, desde xaropes, chás, sucos, condimentos, óleos, pós à até mesmo pomadas. Basta, então, saber para qual uso a espécie é mais indicada e seu modo de aplicação para extrair o melhor de cada espécie.

As hortas medicinais são uma verdadeira ferramenta para quem busca uma vida mais saudável e livre de toxinas. Além de diminuir exponencialmente a necessidade de remédios controlados, uma horta medicinal garante toda a praticidade de ter as plantas em mãos sempre que preciso. Entre os principais usos das ervas medicinais estão o controle de dores estomacais, insônia, gripes e resfriados, controle intestinal e tratamento de quadros depressivos.

Por serem produtos naturais e orgânicos, não prejudicam o organismo e agem de forma rápida. A arruda e o capim limão são ótimos exemplos da ação fitoterápica no corpo, amenizando dores e reduzindo o estresse.

Escolha as plantas corretas para montar uma horta medicinal

Qualquer pessoa pode possuir uma horta medicinal em sua casa, independentemente do lugar, existindo inclusive, hortas medicinais em apartamentos. As plantas podem ser organizadas em vasos, jardineiras ou em pequenos canteiros, de acordo com a quantidade de ervas medicinais desejadas e do espaço disponível em sua casa.

As principais plantas medicinais são espécies que também estão presentes na gastronomia, como o alecrim, o manjericão, a hortelã e a sálvia, levando assim, propriedades medicinais à sua cozinha. Também é possível plantar espécies como losna, capim limão, arruda e melissa, que apesar de pouco comuns tem importantes propriedades medicinais. Dessa forma, cabe ao produtor escolher quais ervas mais lhe agradam.

Todas essas plantas são facilmente plantadas por meio de sementes ou mudas, mas se você precisa de mais dicas de plantio e manutenção da sua horta, cadastre-se e receba agora mesmo o e-book gratuito sobre as 6 plantas indispensáveis para sua horta orgânica.

Montar uma horta medicinal é uma tarefa divertida e de autoconhecimento, pois exigirá que cada um plante ervas que serão úteis no dia a dia, seja pelo apelo medicinal ou na cozinha. É recomendado plantar dois ou mais tipos de planta num mesmo recipiente, para que elas cresçam em sincronia e não adoeçam com tanta facilidade.

As plantas devem estar localizadas em um espaço bem iluminado e seu solo deve ser fértil. Também é possível associar plantas repelentes como o “cravo de defunto”, para evitar a infestação de pragas ou doenças. Caso seja necessário, é possível realizar o reajuste do solo ou a nutrição através do uso de adubos orgânicos .

Como fazer uma horta em seu jardim

Nem sempre é necessário recorrer à fármacos para melhorar a saúde, ao encontrar maneiras fitoterápicas de cuidar de si mesmo, seu corpo só terá a agradecer!

Possuir uma horta medicinal pode poupar grandes dores de cabeça (literalmente), portanto, vale a pena aprender como montar uma horta orgânica e organizá-la apenas com plantas medicinais que aliviem sintomas de dores e proporcionem bem-estar, de forma sustentável e natural. Para isso, nem sempre é necessário reservar um espaço independente somente para as ervas medicinais, é possível inserir as espécies da sua escolha em espaços já existentes, como jardins, vasos de flores, hortas comuns, etc.

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*Fonte: ciclovivo / Thiago Tadeu Campos

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Você sabe qual rede social mais prejudica a sua saúde mental?

Redes sociais são maneiras divertidas e rápidas de entrar em contato com diversas pessoas, saber sobre suas vidas e rotinas e permitir que elas saibam das suas. O problema é que muitas pessoas ainda não entenderam que o que se posta nas redes é sempre a melhor parte do dia de uma pessoa e não um resumo fiel de sua vida.

Durante uma viagem ao Caribe, é óbvio que a pessoa vai postar fotos com os pezinhos na areia ou segurando um belo e colorido drink com um coqueiro ao fundo. Ela não vai postar fotos da dor de barriga que teve, da ressaca ou da briga com o namorado, obviamente. O problema é que acompanhar os melhores momentos da vida de diversas pessoas nos faz crer que a grama do vizinho é sempre mais verde e que a nossa vida não é tão divertida assim.

Um estudo feito com 1,5 mil adolescentes e jovens adultos revelou que o Instagram é a rede social que mais afeta a saúde mental das pessoas, causando altos níveis de ansiedade, depressão e bullying.

E faz sentido

A pesquisa analisou os efeitos de outras plataformas e a única que teve resultados positivos foi o YouTube – que veio seguido do Twitter, do Facebook e depois do Snapchat.

Os participantes da pesquisa eram jovens com idades entre 14 e 24 anos, residentes na Inglaterra, na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte. Eles tiveram que responder 14 perguntas relacionadas ao uso das redes sociais e à sua saúde física ou mental.

Logicamente, as redes sociais foram relacionadas a alguns benefícios, e todos os sites pesquisados receberam pontuações positivas em termos de autoexpressão e construção de comunidades de apoio emocional, mas quem ganhou mesmo em termos de saúde mental foi o YouTube, citado como de alta ajuda contra depressão, ansiedade e solidão.

Tem que ver isso aí

As outras redes, no entanto, foram associadas ao aumento de casos de depressão e de ansiedade. Estudos anteriores já haviam revelado que passar mais de duas horas por dia em redes sociais é algo que aumenta o sofrimento psicológico, especialmente em pessoas jovens, justamente por essa comparação que se faz com a vida alheia.

Postagens em redes sociais acabam expondo expectativas irrealistas de vida e criando a sensação de inadequação e baixa autoestima: “O Instagram faz facilmente que as meninas e as mulheres se sintam como se seus corpos não fossem bons o suficiente enquanto as pessoas adicionam filtros e editam suas fotos para que pareçam ‘perfeitas’”, ressaltou o estudo.

Por enquanto, existem medidas que pedem para que as plataformas indiquem, por exemplo, imagens que tenham sido editadas e que solicitem ajudas a usuários que pareçam sofrer de algum tipo de doença mental.

Se você se sente para baixo quando acompanha as imagens que seus amigos postam no Instagram, tente dedicar menos tempo à ferramenta e se lembre sempre de que a vida real não condiz com uma série de fotos bonitas, posadas e editadas – ainda bem!

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*Fonte: megacurioso

 

Muito prazer, eu sou o seu sintoma

Já pensou se o seu sintoma tivesse a chance de te escrever uma carta? Garanto que seria alguma coisa assim:

“Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorroidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende, ninguém me compreende.
Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida. Todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês, e não é assim, isso seria um absurdo.

Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?
Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem.
Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.
Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar.
E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.
A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…

Está compreendendo?
Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.
Que absurdo! Não confunda as coisas.
Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.
Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma.
Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?

A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta Terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente.

Deveria perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora?
Que devo mudar em mim?

Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.

Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.

Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios.

Por favor, me deixe sem trabalho.
Ou você acha que eu gosto do que eu faço?

Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça.
Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.
Estou farto que você diga:
“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.
Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.
Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência, reflita e aja.
Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!
Atenciosamente,
O sintoma.”

 

 

 

 

 

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*Fonte: humaniversidade

Meditação regular traz mais benefícios do que férias, afirma estudo

Já não é novidade o quanto a meditação e a ioga fazem bem para a saúde. Pesquisas sérias têm apontado alguns desses benefícios e deixado para trás a ideia de que tais práticas são “coisa de hippie”. A Harvard Health Publications divulgou, por exemplo, um estudo onde ficou claro que meditar pode ser melhor para o corpo e para a mente até do que tirar férias.

Segundo a médica Monique Tello, o estudo foi realizado em um resort no sul da Califórnia (EUA), com 91 mulheres voluntárias que não apresentavam problemas de saúde importantes, não estavam grávidas, nem tomavam hormônios ou antidepressivos. O método mesclou técnicas de meditação, ioga e exercícios ao longo de uma semana.

Os participantes foram divididos em três grupos com cerca de 30 cada um: “meditadores” experientes, mulheres que nunca meditaram, e um grupo que simplesmente “foi de férias”. Os 30 “participantes de férias” ouviram palestras de saúde e depois fizeram coisas divertidas ao ar livre por uma semana.

Ao fim do experimento, os três grupos apresentaram melhorias estatisticamente significativas nos níveis de estresse e depressão, que foram mensurados usando questionários bem estabelecidos e comumente usados. Até este ponto, explica Monique, parece que as férias são tão boas quanto os exercícios para a redução do estresse e melhora de humor.

Mas, ela explica que o que realmente impressiona é que 10 meses depois: os meditadores regulares ainda apresentavam melhorias significativas, os meditadores novatos ainda mais, enquanto os turistas já estavam novamente estressados. A descoberta vai ao encontro de pesquisas anteriores que mostra que as férias têm efeitos benéficos, mas por muito pouco tempo.

Os pesquisadores coletaram também amostras de sangue, antes e depois do experimento. Quem explica os resultados desta fase é o autor de estudo Eric Schadt, diretor do Icahn Institute no Monte Sinai.

“Os meditadores regulares mostraram os mesmos tipos de ‘melhorias’ no nível molecular como os outros, mas, além disso, apresentaram mudanças que também foram associadas a alguns processos de envelhecimento. Penso que há relação com um envelhecimento mais saudável, por isso espero que motive mais estudos nesta direção”, afirma o pesquisador.

O estudo de férias incluiu apenas mulheres e os próprios autores afirmam que são necessárias mais pesquisas na área. Mas as evidências já estão aí, outros estudos já comprovaram que a meditação ajuda a reduzir a ansiedade, depressão, estresse, dor e a saúde geral, além de melhorar a qualidade de vida. Se por um lado, o descanso do trabalho é realmente merecido, por outro tentar incluir a prática da meditação pode amenizar a espera pelas tão sonhadas férias tornando o dia a dia bem mais agradável.

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*Fonte/texto: ciclovivo

Quer viver mais? Talvez o segredo seja tomar café

Boas notícias para quem gosta de café: um estudo realizado recentemente e divulgado pelo New York Daily News revelou que o consumo diário de quatro xícaras de café reduz nossos riscos de morte.

O levantamento, que foi feito pelo Hospital de Navarra em Pamplona, na Espanha, revelou que essa diminuição nos riscos de morte chega a 64% em relação às pessoas que não tomam café ou que o consomem em poucas quantidades.

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam os índices de saúde de 20 mil pessoas ao longo de 10 anos. Os dados revelaram que aquelas com mais de 45 anos de idade tiveram uma chance de morte 30% menor se bebessem duas xícaras de café a mais por dia.

Adela Navarro, cardiologista e uma das autoras do estudo, falou que essa pesquisa nos sugere que quatro xícaras de café por dia pode ser parte de uma dieta saudável.

Mais pesquisas complementares precisam ser feitas ainda sobre tema, para se descobrir mais benefícios da bebida e as relações que seu consumo tem com a diminuição de doenças cardíacas, casos de acidente vascular cerebral, diabetes, doença renal e até alguns tipos de câncer. Até lá, o jeito é não sentir culpa na hora de saborear o seu cafezinho de todo dia e, claro, de repetir a dose.

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*Fonte: megacurioso

10 sinais de que você não está bebendo água suficiente

1 – Sua boca está seca

É meio óbvio que boca seca indica que seu corpo não está muito bem hidratado, mas esse é um sinal que ignoramos facilmente e, às vezes, resolvemos com uma bala ou um chiclete. Quando sua boca estiver seca, não tome refrigerantes ou sucos, mas água mesmo, pois é o necessário.

2 – Sua pele está seca

A pele é o maior órgão do corpo humano, e, quando você não bebe água suficiente para se manter hidratado e garantir que todas as suas células funcionem bem, sua pele acaba demonstrando essa falta de água por meio do ressecamento.

3 – Seus olhos também estão secos

Entenda, de uma vez por todas, que não beber água suficiente faz com que todas as partes do seu corpo ressequem, e isso inclui até mesmo os seus olhos, que ficam irritados e avermelhados.

4 – Sua urina está mais escura

Seu xixi deve ser naturalmente amarelo claro, quase transparente. Se é mais escuro, se tem coloração de chá, isso pode indicar que você está desidratado.

5 – Seu intestino não está funcionando direito

Quando o intestino não trabalha, suas fezes vão ficando cada vez mais duras e ressecadas, e isso pode ser um indicativo de que você tem tomado pouca água também. Se você bebe pelo menos 2 litros de água todos os dias, seu intestino vai funcionar bem melhor.

6 – Você tem dores nas articulações

Suas articulações são feitas 80% de água, então não é de se estranhar que elas sofram também quando você se esquece de tomar água.

7 – Quando você tem dor no estômago de fome

Às vezes, você sente aquela dorzinha ou aquele incômodo no estômago e acha que está com fome, mas, na verdade, você pode estar desidratado mesmo. Isso acontece quando o corpo recebe diversos sinais de que está com pouca água, fazendo com que você acredite que precisa comer quando, na verdade, tomar um copo de água já seria suficiente.

8 – Você fica doente por mais tempo

Quando você reparar que fica doente por mais tempo do que o normal, no caso de um resfriado, por exemplo, isso pode indicar que seu corpo não está devidamente hidratado. Toda a água que você ingere faz com que seu corpo se livre das toxinas mais rapidamente, e é por isso que os médicos sempre recomendam que pessoas doentes tomem bastante líquido.

9 – Você tem tontura

Tonturas podem indicar outros problemas de saúde, especialmente se forem frequentes, mas uma coisa que pode deixar uma pessoa se sentindo tonta, sem dúvida, é a falta de água. Se depois de correr ou de fazer uma caminhada você se sentir tonto, tome água e espere um pouco.

10 – Fadiga em excesso

Quando você se sente cansado demais o tempo todo, isso pode indicar que seu corpo está com pouca água para mantê-lo em pé. Beber 2 litros de água por dia vai fazer com que esse tipo de cansaço não faça parte da sua rotina.

 

 

 

 

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*Fonte: megacurioso

Um Mundo Insano: Capitalismo e a Epidemia de Doenças Mentais

[Nota de Tradução: Apresentamos abaixo dois textos discutindo a relação, cada vez mais escancarada, entre os valores incentivados em uma sociedade capitalista e os diversos tipos de sofrimento mental que se alastram por nossas sociedades modernas, deixando para trás a ideia dessas doenças como meras questões individuais:

I. Um Mundo Insano, de Rod Tweedy, comenta sobre pesquisas recentes nas áreas de psicologia e neurobiologia que vêm trazendo à luz questões coletivas relacionadas às doenças mentais, suas conexões com aspectos fundamentais da sociedade atual e desmontando os pressupostos básicos sobre o ser humano que permeiam os valores sociais sob o capitalismo.

II. Não Prestar Pra Nada, de Mark Fisher (publicado originalmente no medium do parceiro Victor Marques), apresenta a força de seu relato pessoal de luta contra a depressão e seu lento caminho de reflexões até a compreensão desse mal como uma questão política e social, para muito além de seu sofrimento individual. ]


I. Um Mundo Insano

por Rod Tweedy, no site da Red Pepper, Agosto de 2017

As doenças mentais são agora reconhecidas como uma das maiores causas de sofrimento e miséria individual em nossas sociedades e cidades, comparáveis à pobreza e ao desemprego. Um em cada quatro adultos no Reino Unido hoje foi diagnosticado com uma doença mental e quatro milhões de pessoas tomam antidepressivos todos os anos. “Que maior acusação poderia existir contra um sistema do que uma epidemia de doença mental?”, pergunta George Monbiot.

A extensão chocante desta “epidemia” é ainda mais perturbadora pelo conhecimento de que grande parte disso poderia ser evitado. Isso se deve à correlação significativa entre as condições sociais e ambientais e a prevalência de transtornos mentais. Richard Bentall, professor de psicologia clínica na Universidade de Liverpool, e Peter Kinderman, presidente da Sociedade Britânica de Psicologia, têm escrito de forma convincente sobre essa conexão em anos recentes, atraindo uma atenção poderosa para “os determinantes sociais do nosso bem-estar psicológico”. “A evidência é irresistível, ” observa Kinderman, “não é só que existem determinantes sociais, eles são esmagadoramente importantes”.

Uma Sociedade Doente

Experiências de isolamento social, desigualdade, sentimentos de alienação e dissociação, e até mesmo os pressupostos e a ideologia básicos do materialismo e do neoliberalismo [1] em si, são hoje vistos como impulsionadores significativos – se refletindo nos títulos de uma série de artigos e palestras recentes sobre esse assunto, tais como as dos inovadores podcasts ‘Frontier Psychoanalyst’ do consultor em psicoterapia David Morgan, que incluíram discussões sobre se “O neoliberalismo é perigoso para sua saúde mental” e “O neoliberalismo está nos deixando doentes?”

O psicólogo clínico e psicoterapeuta Jay Watts observa no Guardian que:

“fatores psicológicos e sociais são pelo menos tão significativos e, para muitos, a principal causa do sofrimento. Pobreza, desigualdade relativa, estar sujeito ao racismo, ao sexismo, demissão e a uma cultura competitiva aumentam a probabilidade de sofrimento mental. Governos e empresas farmacêuticas não estão tão interessados nesses resultados, lançando financiamento em estudos que analisam genética e biomarcadores físicos em oposição às causas ambientais do sofrimento. Da mesma forma, há pouca vontade política de relacionar o aumento do sofrimento mental com desigualdades estruturais, embora a associação seja robusta e muitos profissionais pensem que esta seria a melhor maneira de enfrentar a atual epidemia de saúde mental”.

Existem, claramente, interesses e agendas muito poderosos e arraigados, que conscientemente ou inconscientemente agem para esconder ou tentar negar esse relacionamento – o que também faz com que a recente disposição entre tantos psicanalistas e terapeutas para abraçar esse contexto mais amplo seja tão excitante e emocionante.

Comentaristas freqüentemente falam sobre sociedade, contexto social, pensamento de grupo e determinantes ambientais em conexão com desordens e distúrbios mentais, mas acredito que podemos ser um pouco mais precisos sobre qual aspecto da sociedade é o principal dirigente disso, o principal responsável. E neste contexto provavelmente é hora de falarmos sobre aquela-palavra-com-c – o capitalismo.

Muitas das formas contemporâneas de doença e angústia individual que tratamos e com as quais nos envolvemos certamente parecem ser correlacionadas e amplificadas pelos processos e subprodutos do capitalismo. Na verdade, você pode dizer que o capitalismo é, em muitos aspectos, um sistema de geração de doenças mentais – e se estivermos falando sério sobre abordar não só os efeitos do sofrimento e da doença mental, mas também suas causas e origens, precisamos olhar mais de perto, com mais precisão, e de forma mais analítica a natureza do útero político e econômico a partir do qual emergem, e como a psicologia está fundamentalmente entrelaçada com cada aspecto dele.

Neurose Ubíqua

Talvez um dos exemplos mais óbvios dessa conexão íntima entre capitalismo e sofrimento mental seja o predomínio de neurose. Como observa Joel Kovel, ex-psiquiatra e professor de ciência política: “Um traço muito marcante da neurose dentro do capitalismo é a sua ubiquidade”. Em seu ensaio clássico “Terapia no capitalismo tardio” (reimpresso no livro ‘The Political Self’ [‘O Eu Político’]), Kovel se refere ao “fardo colossal de miséria neurótica na população, um peso que, de forma contínua e palpável, trai a ideologia capitalista – que sustenta que a civilização da mercadoria promove a felicidade humana“:

“Se, com toda essa racionalização, conforto, diversão e escolhas, as pessoas ainda estão desoladas, incapazes de amar, acreditar ou sentir alguma integridade em suas vidas, elas também podem começar a concluir que algo está seriamente errado com sua ordem social.”

Há também alguns trabalhos fascinantes nesse sentido feitos mais recentemente por Eli Zaretsky (‘Political Freud’, [‘Freud Político’]) e Bruce Cohen (autor da ‘Psychiatric Hegemony’ [‘Hegemonia Psiquiátrica’]), que escreveram sobre as relações entre família, sexualidade e capitalismo na geração de neuroses.

É significativo, por exemplo, que uma das características mais proeminentes do cenário psicológico que Freud encontrou na Viena do final do século XIX foram as neuroses – o que, como Kovel observa, Freud viu como estando inteiramente de acordo com o desenvolvimento “normal” em sociedades modernas – com grande parte disso, ele acrescenta, estando enraizado em nossa experiência moderna de alienação. “A neurose”, diz Kovel, “é a auto-alienação de um sujeito que foi preparado para a liberdade, mas isso entra em conflito com sua história pessoal”.

Marx foi, é claro, o grande analista da alienação, mostrando como a economia capitalista gera alienação como parte de seu próprio tecido ou estrutura – mostrando como, por exemplo, a alienação fica “perdida” ou “presa”, incorporada em produtos, mercadorias – desde exemplos óbvios (como Nikes feitos em sweatshops e sweatshops incorporados em Nikes) – até um sentido mais largo e muito mais generalizado de que todo o sistema de produção e criação é de alguma forma alienante.

Como Pavon Cuellar observa: “Marx foi o primeiro a perceber que essa alienação na verdade fica contida e encarnada nas coisas – nas “mercadorias” (‘Marxism and Psychoanalysis’ [‘marxismo e psicanálise’]). Essas mercadorias “fetichizadas”, acrescenta, parecem manter e prometer devolver, quando consumidas, a parte subjetivo-social perdida por aqueles que foram alienados enquanto as produziam: “os alienados perderam o que eles imaginam [ou esperam] encontrar naquilo que é fetichizado.”

Essa compreensão da alienação é realmente a questão central para Marx. As pessoas provavelmente o conhecem hoje por suas teorias sobre capital – como questões de exploração, lucro e controle caracterizam e ressurgem continuamente no capitalismo – mas para mim a principal preocupação de Marx, e uma que é constantemente negligenciada ou mal interpretada, é sua visão sobre a centralidade e a importância da criatividade e da produtividade humanas – o “poder produtivo colossal” do homem, como ele o chama – exatamente como de fato o era para William Blake, um pouco mais cedo no mesmo século.

Marx se refere a essa energia e capacidade de ação extraordinárias, capazes de  transformar o  mundo, como nossa “vida como espécie ativa”, nosso “ser-da-espécie” [2] – nossas “energias físicas e espirituais”. Mas sob o sistema atual, estas imensas energias criativas e capacidades transformadoras são, ele observa, imediatamente tiradas de nós e convertidas em algo estranho, objetivo, escravizador, fetichizado.

Reestruturando o desejo

A imagem que ele evoca é de mães dando à luz – outra forma de trabalho, talvez – com o bebê imediatamente sendo levado e convertido em algo estranho, algo como uma boneca – uma mercadoria. Ele considera o efeito que isso deve ter sobre o espírito da mãe. Essa, para Marx, é a fonte da alienação e do mal-estar, o tipo de deslocação profunda do espírito humano que caracteriza o capitalismo industrial. E, como mostra Pavon Cuelar, não podemos comprar nossa saída dessa alienação – produzindo mais brinquedos, mais bonecas – porque é aí que a alienação ocorre e é incorporada e gerada.

De fato, o consumismo e o materialismo são hoje amplamente reconhecidos como impulsionadores básicos de uma série de problemas de saúde mental, desde o vício até a depressão. Como observa George Monbiot, “comprar mais coisas está associado à depressão, ansiedade e relacionamentos partidos. É socialmente destrutivo e autodestrutivo”. A psicoterapeuta psicanalítica Sue Gerhardt escreveu de forma muito convincente sobre essa associação, sugerindo que nas sociedades modernas muitas vezes “confundimos o bem-estar material com o bem-estar psicológico”. Em seu livro ‘The Selfish Society’ [‘A Sociedade Egoísta’], ela mostra como o capitalismo de consumo reestrutura nossos cérebros de forma exitosa e implacável, reconstruindo nossos sistemas nervosos à sua própria imagem. Pois “deixamos passar muito do que é o capitalismo”, observa ela, “se ignoramos seu papel na reestruturação e comercialização dos próprios desejos e impulsos”.

Outro aspecto fundamental do capitalismo e seu impacto nas doenças mentais sobre o qual poderíamos falar é a desigualdade. O capitalismo é tanto um sistema gerador de desigualdade quanto um sistema de produção de doenças mentais. Como um relatório do Royal College of Psychiatrists observou: “A desigualdade é um dos principais determinantes da doença mental: quanto maior o nível de desigualdade, piores os resultados de saúde. Crianças das famílias mais pobres têm um risco três vezes maior de doença mental do que as crianças das famílias mais ricas. Adoecimento mental está consistentemente associado à privação, baixa renda, desemprego, educação pobre, menor saúde física e aumento de comportamentos de risco para a saúde”.

Alguns comentaristas até têm sugerido que o próprio capitalismo, como forma de ser ou modo de pensar sobre o mundo, pode ser visto como um sistema “psicopático” ou patológico. Há certamente algumas correspondências notáveis entre sistemas financeiros e corporativos modernos e  indivíduos com diagnóstico de psicopatia clínica, como muitos analistas têm notado.

Robert Hare, por exemplo, uma das principais autoridades mundiais em psicopatia e o criador da amplamente aceita “Lista de verificação de Hare” [‘Hare Checklist’] para testar a psicopatia, comentou com Jon Ronson: “Eu não deveria ter feito minha pesquisa apenas em prisões. Eu deveria ter passado algum tempo dentro da Bolsa de Valores também.” “Mas certamente os psicopatas do mercado de ações não podem ser tão maus quanto os psicopatas do tipo assassino em série?”, pergunta o entrevistador. “Assassinos em série arruinam famílias”, respondeu Bob, encolhendo os ombros. “Psicopatas corporativos e políticos arruinam economias. Eles arruinam sociedades.”

Instituições Patológicas

Esses traços, como Joel Bakan sugeriu brilhantemente em seu livro ‘The Corporation’ [‘A Corporação’], estão criptografados no próprio tecido das corporações modernas – são parte de seu DNA e modo de operação básicos. “O mandato legalmente definido das corporações”, ele observa, “é perseguir, de forma implacável e sem exceções, seu próprio interesse, independentemente das consequências muitas vezes nocivas que podem causar aos outros”. Por sua própria definição legal, portanto, a corporação é “uma instituição patológica”, e Bakan, de maneira muito útil, enumera os diagnósticos característicos de sua patologia padrão (falta de empatia, busca de interesse próprio, ilusão de grandeza, afetos pouco profundos, agressividade e indiferença social) para mostrar de forma confiável que paciente perturbado é uma corporação.

Por que todas estas práticas e processos sociais e econômicos contemporâneos geram tantas doenças, tantos distúrbios? Para responder a isso, penso que precisamos olhar para trás, de volta para o projeto Iluminista mais amplo e os modelos psicológicos de natureza humana [3] que dele emergiram. O capitalismo moderno surgiu dos conceitos de homem do século XVII como uma espécie de eu desconectado, descontínuo e desvinculado – um ser impulsionado pela competição e por um estreito interesse próprio “racional” – o conceito de homo economicus que dirigiu e subscreveu grande parte do todo o projeto Iluminista, incluindo seus modelos econômicos. Como Iain McGilchrist observa: “Capitalismo e consumismo, formas de conceber relações humanas como baseadas em pouco mais do que utilidade, ganância e competição, vieram a suplantar aquelas baseadas em conexão sentida e continuidade cultural”.

Nós agora sabemos quão equivocado e destrutivo é esse modelo do eu. Pesquisas neurocientíficas recentes sobre o “cérebro social“, juntamente de desenvolvimentos emocionantes nas teorias modernas do apego, psicologia do desenvolvimento e neurobiologia interpessoal, estão revisando e atualizando de forma significativa esta visão bastante excêntrica e antiquada do indivíduo isolado e “racional” – e também revelando uma compreensão muito mais rica e sofisticada do desenvolvimento e da identidade humana, através do aumento do conhecimento da intersubjetividade do “hemisfério direito” do cérebro, dos processos inconscientes, de comportamento grupal, do papel da empatia e da mentalização no desenvolvimento cerebral e do significado do contexto e da socialização em desenvolvimento emocional e cognitivo.

Como o neurocientista David Eagleman observa, o próprio cérebro humano depende de outros cérebros para sua própria existência e crescimento – o conceito de “eu”, ele observa, depende da realidade de “nós”:

“Nós somos um único e vasto superorganismo, uma rede neural incorporada em uma rede de redes neurais muito maior. Nossos cérebros estão tão fundamentalmente conectados para interagir que nem sequer é claro onde cada um de nós começa e termina. Quem você é tem tudo a ver com quem nós somos. Não há como evitar a verdade que está gravada em nossos circuitos neurais: precisamos uns dos outros.”

A dependência está, portanto, incorporada ao tecido de quem somos como seres sociais e biológicos, conectada diretamente em nosso “super-computador central”: é “como o amor se torna carne”, na frase marcante de Louis Cozolino. “Não existem cérebros sozinhos”, observa Cozolino, ecoando Winnicott, “cérebros só existem dentro de redes de outros cérebros”. Algumas pessoas têm denominado essa nova compreensão neurológica e científica sobre os padrões profundos de interdependência, cooperação mútua e o cérebro social de “neuro-marxismo”, por causa das implicações envolvidas.

O capitalismo está, aparentemente, enraizado em um modelo fundamentalmente falho, ingênuo e antiquado (do século XVII!) de quem somos – ele tenta nos fazer pensar que somos isolados, autônomos, desvinculados, competitivos, descontextualizados – em última instância, uma entidade bem dissociada e implacável. O mal que essa visão do eu fez a nós e aos nossos filhos é incalculável.

Muitas pessoas acreditam (e são encorajadas a acreditar) que esses problemas e distúrbios – psicose, esquizofrenia, ansiedade, depressão, auto-mutilação -,que esses sintomas de um “mundo doente” (para usar a fantástica descrição de James Hillman) são deles próprios, em vez de serem do mundo. “Mas e se seus problemas emocionais não forem apenas seus?”, pergunta Tom Syverson. ‘E se eles forem nossos problemas? E se o verdadeiro problema é que estamos vivendo em uma sociedade errada?” Talvez Adorno estivesse correto quando disse: “Uma vida errada não pode ser vivida corretamente”.

A raiz deste “viver erroneamente” parece ser porque vivemos em um sistema social e econômico em desacordo com nossa psicologia e nossa neurologia, com quem somos como seres sociais. Como sugiro no meu livro, precisamos perceber que nossos mundos internos e externos interagem constantemente e profundamente e se moldam mutuamente e, portanto, em vez de separar nossa compreensão das práticas econômicas e sociais da nossa compreensão da psicologia e do desenvolvimento humano, precisamos aproximá-los, alinhá-los. E para que isso aconteça, precisamos de um novo diálogo entre os mundos político e pessoal, um novo modelo integrado de saúde mental e uma nova política.

Tradução: Everton Lourenço

Rod Tweedy é um autor e editor da Karnac Books, uma das principais editoras independentes de livros sobre saúde mental e terapia. Sua coleção editada, The Political Self: Understanding the Social Context for Mental Illness [‘O Eu Político: Compreendendo o Contexto Social da Doença Mental’], foi publicada pela Karnac.


II. Não Prestar Pra Nada

por Mark Fisher, no site do Occupied Times

Sofro intermitentemente de depressão desde a adolescência. Alguns desses episódios foram altamente debilitantes — resultando em auto-mutilação, isolamento (onde passava meses confinado em meu próprio quarto, aventurando-me sair apenas para procurar emprego ou para comprar as quantidades mínimas de comida que consumia), e visitas frequentes a enfermarias psiquiátricas. Não diria que me recuperei inteiramente dessa condição, mas tenho satisfação de dizer que tanto a incidência quanto a gravidade dos episódios depressivos diminuíram muito nos últimos anos. Em parte, isso é consequência de mudanças na minha situação de vida, mas também tem a ver com uma distinta compreensão a que cheguei sobre minha depressão e suas causas. Exponho aqui minhas próprias experiências de angústia mental não porque ache que há algo especial ou único sobre elas, mas em apoio à tese de que muitas formas de depressão são melhor compreendidas — e combatidas — por meio de quadros analíticos impessoais e políticos, e não individuais e “psicológicos”.

Escrever sobre sua própria depressão é difícil. Faz parte da depressão uma voz “interior” desdenhosa que nos acusa de auto-indulgência — “você não está deprimido”, “você está apenas sentindo pena de si mesmo”, “dê um jeito nisso” —, passível de se disparada ao tornarmos pública a condição. É claro que não se trata bem de uma voz “interior” , e sim da expressão internalizada de forças sociais reais, algumas das quais têm um interesse escuso em negar qualquer conexão entre depressão e política.

No meu caso, a depressão sempre esteve conectada à convicção de que eu literalmente não prestava para nada. Passei a maior parte de minha vida, até os trinta anos, acreditando que nunca conseguiria ter uma profissão. Aos vinte e poucos, alternava entre a pós-graduação, períodos de desemprego e empregos temporários. Em qualquer um desses casos, o sentimento era de que não me encaixava — na vida acadêmica, porque sentia que não era um pesquisador sério, apenas um diletante que tinha de alguma forma fraudado meu caminho até ali; no desemprego, porque não estava realmente desempregado como aqueles que buscavam trabalho honestamente, mas “vagabundo” se aproveitando do sistema; e em empregos temporários por sentir-me incompetente e que, em todo caso, não pertencia exatamente a trabalhos de escritório ou de fábrica, não porque fosse “bom demais” para eles, mas — muito pelo contrário — em virtude de excessivamente instruído e inútil, tirando o trabalho de alguém que precisava e merecia aquilo mais do que eu. Mesmo na enfermaria psiquiátrica, sentia como se não estivesse realmente deprimido — era como se estivesse apenas simulando a condição para evitar o trabalho, ou, na lógica infernalmente paradoxal da depressão, simulando-o para esconder o fato de que eu era incapaz de trabalhar, e que não havia lugar para mim na sociedade.

Quando finalmente consegui um emprego como professor em uma faculdade de Educação Complementar, fiquei exultante por um tempo — embora esta alegria, por sua própria natureza, mostrasse que ainda eu não havia me livrado do sentimento de inutilidade que logo desencadearia novos episódios depressivos. Como professor, faltava-me a calma confiança de quem nasceu para o papel. Em algum nível não muito profundo, eu evidentemente ainda não acreditava que fosse o tipo de pessoa que poderia fazer um trabalho como aquele.
Mas de onde vinha essa crença? A escola dominante de pensamento em psiquiatria localiza as origens de tais ‘crenças’ no mau funcionamento da química cerebral, que deve ser corrigido por produtos farmacêuticos; a psicanálise e demais formas de terapia por ela influenciadas são famosas por procurar as raízes da angústia mental no contexto familiar, enquanto a Terapia Cognitiva-Comportamental está menos interessada em localizar a fonte de crenças negativas do que simplesmente substituí-las por um conjunto de alternativas positivas. Não é que esses modelos sejam inteiramente falsos, é que eles deixam escapar — e necessariamente têm que deixar escapar — a causa mais provável de tais sentimentos de inferioridade: o poder social. A forma de poder social que mais teve efeito sobre mim foi o poder de classe, embora, naturalmente, o gênero, a raça e outras formas de opressão funcionem produzindo o mesmo sentimento de inferioridade ontológica, melhor expressado justamente no pensamento que articulei acima: que você não é o tipo de pessoa capaz de desempenhar papéis destinados ao grupo dominante.

A pedido de um dos leitores do meu livro “Realismo Capitalista”, comecei a investigar o trabalho de David Smail. Smail — um terapeuta, mas que tomou a questão do poder como central para sua prática — corroborou as hipóteses sobre a depressão nas quais eu havia esbarrado por acaso. Em seu livro crucial, “As Origens da Infelicidade”, Smail descreve como as marcas de classe são projetadas para serem indeléveis. Para aqueles que foram ensinados desde o nascimento a se verem como inferiores, a aquisição de qualificações ou renda raramente será suficiente para apagar — em suas próprias mentes ou na mente dos outros — o sentido primordial de inutilidade que os marca tão cedo na vida. Alguém que sai da esfera social a qual estaria “designado” a ocupar estará sempre sujeito ao perigo de ser dominado por sentimentos de vertigem, pânico e horror: “… isolado, separado, cercado de espaço hostil, você de repente se vê sem conexões, sem estabilidade, sem nada para mantê-lo firme ou no lugar; uma irrealidade vertiginosa e nauseante se apossa de você; você se vê ameaçado por uma completa perda de identidade, um sentimento de completa fraude; você não tem o direito de estar aqui, agora, habitando este corpo, vestido desta maneira; você é um nada, e ‘nada’ é, literalmente, o que você sente que está prestes a se tornar.”

Já há algum tempo, uma das táticas mais bem-sucedidas da classe dominante tem sido a da “responsabilização”. Cada membro individual da classe subordinada é encorajado a sentir que sua pobreza, falta de oportunidades, ou desemprego é culpa sua e somente sua. Os indivíduos culparão a si mesmos antes de culparem as estruturas sociais; estruturas que, em todo caso, eles foram induzidos a acreditar que de fato não existem (são apenas desculpas, invocadas pelos fracos). O que Smail chama de “voluntarismo mágico” — a crença de que está dentro do poder de cada indivíduo se tornar o que quer que seja — é a ideologia dominante e a religião não oficial da sociedade capitalista contemporânea, empurrada goela abaixo tanto pelos “experts” da TV e gurus dos negócios quanto pelos políticos. O voluntarismo mágico é ao mesmo tempo um efeito e uma causa do nível historicamente baixo da consciência de classe. É o outro lado da depressão — cuja convicção subjacente é a de que somos todos exclusivamente responsáveis ​​pela nossa própria miséria e, portanto, a merecemos. Um duplo imperativo particularmente cruel é imposto aos desempregados de longa duração no Reino Unido: uma população que, durante toda a sua vida, foi levada a acreditar que não prestava para nada é simultaneamente bombardeada pela injunção de que pode fazer tudo o que quiser fazer.

Devemos entender a submissão fatalista da população do Reino Unido à austeridade como consequência de uma depressão deliberadamente cultivada. Esta depressão manifesta-se na aceitação de que as coisas vão piorar (para todos, exceto para uma pequena elite), que temos sorte de ter um emprego que for (então não devemos esperar que os salários acompanhem a inflação), que não podemos nos dar o luxo de bancar serviços públicos providos coletivamente. A depressão coletiva é o resultado do projeto da classe dominante de ressubordinação. Há algum tempo, temos cada vez mais nos resignado à ideia de que não somos o tipo de pessoa que pode agir. Esta não é uma falha de vontade individual, da mesma forma que uma pessoa deprimida não pode simplesmente sair da depressão em um “estalar de dedos” ao “arregaçar as mangas”. A reconstrução da consciência de classe é, de fato, uma tarefa formidável, que não será alcançada com soluções prontas e fáceis. Mas, ao contrário do que nossa depressão coletiva nos diz, é uma tarefa que pode ser realizada: inventando novas formas de envolvimento político, revitalizando instituições que se tornaram decadentes, convertendo o descontentamento privatizado em raiva politizada. Tudo isso pode acontecer, e, quando acontecer, quem sabe o que será possível?

Tradução: Victor Marques / Revisão: Jorge Adeodato

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*Fonte: ominhocario

Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em melhora na saúde.
Duas horas de silêncio por dia poderia melhorar a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos.

Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Nos últimos anos, os pesquisadores têm destacado o poder peculiar do silêncio para acalmar nossos corpos, aumentar o volume em nossos pensamentos internos e sintonizar nossa conexão com o mundo. Suas descobertas começam em pesquisas sobre o contrário do silêncio – o barulho.

Muito já se escreveu sobre a “poluição sonora”, uma expressão criada na década de 1960, quando os cientistas descobriram que a exposição diária ao barulho intenso das estradas e aeroportos estava ligada a uma variedade de problemas de saúde: doenças cardíacas, problemas de sono, pressão alta e, menos surpreendentemente, perda auditiva. Os sons podem ser tão intensos que podem até causar danos muito mais imediatos, forte o suficiente para rasgar um buraco em seus tímpanos.

Se a exposição excessiva a sons altos é ruim para nós, a falta de som significa a falta de danos físicos causados pela poluição sonora. O silêncio é neutro. Segundo um artigo de Daniel Gross publicado na revista Nautilus, diversas pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em saúde melhorada, assim como a exposição prolongada e repetida ao ruído pode debilitá-la.

Estudos de fisiologia humana ajudam a explicar: as ondas sonoras vibram os ossos da orelha, que transmitem o movimento para a cóclea em forma de caracol. A cóclea converte as vibrações físicas em sinais elétricos que o cérebro recebe. O corpo reage imediatamente e poderosamente a esses sinais, mesmo no meio do sono profundo. Pesquisas neurofisiológicas sugerem que os ruídos ativam primeiramente a amígdala cerebeloza, aglomerados de neurônios localizados nos lobos temporais do cérebro, associados à formação de memória e à emoção. A ativação solicita uma liberação imediata de hormônios do estresse, como o cortisol. Pessoas que vivem em ambientes barulhentos, muitas vezes experimentam níveis cronicamente elevados de hormônios do estresse.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental – aproximadamente a mesma população dos Estados Unidos – perderam anualmente um milhão de anos de vida saudável por causa do ruído. Eles até argumentaram que três mil mortes por doenças cardíacas eram, em sua raiz, o resultado de ruído excessivo.

Então, a primeira conclusão é que o silêncio é bom pelo o que ele não faz – não acorda, não nos irrita ou não nos mata. Mas quais seriam então seus benefícios pelo que faz?

O artigo de Gross cita algumas pesquisas com interessantes revelações e a maioria delas foi descoberta por acaso, como no caso do pesquisador Luciano Bernardi que realizava um estudo dos efeitos fisiológicos da música em 2006. Bernardi queria mostrar o impacto da música relaxante no cérebro, e, para sua surpresa, descobriu que entre as faixas musicais, em trechos de silêncio inseridos aleatoriamente revelaram-se muito mais relaxantes do que a música “relaxante”. As pausas em branco que Bernardi considerava irrelevantes, em outras palavras, tornou-se o objeto de estudo mais interessante.

Outra pesquisadora citada no artigo que analisou esta questão foi a bióloga regenerativa da Universidade Duke, Imke Kirste. Em 2013, ela estudava os efeitos dos sons no cérebro de ratos adultos. Como Bernardi, ela pensou no silêncio como um controle que não produziria um efeito. Mas para sua grande surpresa, Kirste descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos. Isso era profundamente intrigante: a ausência total de insumos estava tendo um efeito mais pronunciado do que qualquer tipo de entrada testada.

O crescimento de novas células no cérebro nem sempre tem benefícios para a saúde. Mas, neste caso, Kirste diz que as células pareciam se tornar neurônios funcionais. “Vimos que o silêncio está realmente ajudando as novas células geradas a se diferenciar em neurônios, e se integrar no sistema”.

Imagine, por exemplo, que você está ouvindo uma música que gosta muito quando o rádio de repente desliga. Neurologistas descobriram que se você conhece bem a música, o córtex auditivo do seu cérebro permanece ativo, como se a música ainda estivesse tocando. “O que você está ‘ouvindo’ não está sendo gerado pelo mundo exterior”, diz David Kraemer, que conduziu esses tipos de experimentos em seu laboratório de Dartmouth College. “Você está recuperando uma memória”. Os sons nem sempre são responsáveis pelas sensações, às vezes nossas sensações subjetivas são responsáveis pela ilusão do som.

Alguns cientistas esperam que essas descobertas possam conduzir a tratamentos potenciais para pessoas com distúrbios associados ao abrandamento do crescimento celular no hipocampo, como demência ou depressão. Mas até agora, pelo menos, a neurociência do silêncio parece sugerir isso: para o cérebro, o silêncio faz bem.

Uma maneira de aproveitar o silêncio é através da prática do tradicional banho de floresta japônes (shinrin-yoku), que traz divesros benefícios à saúde, veja aqui. Um outro estudo também avaliou que sentir o cheiro da naturza reduz estresse e doenças, veja aqui.

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*Fonte: ciclovivo

Burnout: você pode estar sofrendo da síndrome da exaustão

Gabriela* se levantou, com muito esforço, e preparou um café da manhã dos campeões: suco misturado com vodca. Nem ela acreditou na cena, mas foi a única saída que encontrou para encarar o peso de mais um dia inteiro no escritório. A assistente de marketing promocional não suportava a rotina profissional havia meses. Trabalhava 14 horas, das 8h às 22h, e eventualmente passava sábados e domingos em eventos promovidos pela empresa. Acordava trabalho, respirava trabalho e dormia trabalho. Aos 33 anos, tinha crises de labirintite e não passava um dia sem cair no choro.

Quando terminou de tomar o suco batizado com álcool, enviou uma mensagem para seu psiquiatra. Foi a gota d’água: “Gabriela, você precisa parar agora. Venha para o consultório que vou prescrever uma licença de um mês. Chega”, respondeu o médico.

Em outro canto do país, no começo de 2015, Helloá Regina ouviu o despertador e se preparou para começar mais um dia de trabalho. Juntou todas as forças para levantar da cama, mas não conseguiu. O corpo não respondia. Aprovada em um concurso da prefeitura de uma capital, a jovem de 23 anos passava nove horas diárias trabalhando. Em seguida, emendava outro turno na faculdade para concluir o curso de Administração Pública. Mas nem lá parava de pensar nos abacaxis que precisava descascar no trabalho: nos prazos a serem cumpridos, nas constantes ameaças de ser exonerada, na culpa por não dar conta dos pepinos. Sentia dor de cabeça, perdia o sono, mal conseguia assistir às aulas. Até que o corpo tomou por ela a decisão: era hora de se afastar do trabalho.

Helloá e Gabriela sucumbiram ao cansaço e à pressão do ambiente de trabalho. Viraram parte das estatísticas: 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout (ou síndrome do esgotamento profissional), segundo estimativa da International Stress Management Association (Isma). A proporção é semelhante à do Reino Unido, onde um a cada três habitantes (mais de 20 milhões de pessoas) enfrenta o problema. Mesmo na Alemanha, conhecida por ter carga horária reduzida entre os países desenvolvidos, 2,7 milhões de pessoas — 8% da força de trabalho — apresentam sinais de burnout. É um problema mundial, que, segundo especialistas, aumenta a cada ano e causa danos à saúde e à economia. No Brasil, a falta de produtividade causada pela exaustão gera prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), conforme cálculos feitos pela Isma em 2010.

Esses milhões de pessoas não conseguem relaxar. Não há feriado ou férias que consigam repor todas as energias sugadas pelo expediente. “É o nível mais devastador do estresse, é uma exaustão que não passa nunca, e a pessoa não consegue se adaptar a uma situação nova”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma no Brasil. “Não é um cansaço comum. É uma doença mesmo, como um fogo descontrolado”, completa ela.

Imagine seu pior dia no trabalho: às 19h seu chefe exigiu um relatório extenso e complexo para a manhã do dia seguinte. Com o tempo apertado, o trabalho não saiu tão bom assim. E ele, claro, não gostou do resultado. Você está cansado e sente que seu empenho não valeu a pena. Bate aquela insegurança e você se pergunta quanto tempo levará até que o RH o chame para conversar sobre a sua demissão. Seu corpo entra em alerta, um estágio inicial e natural de estresse — aquela reação biológica que prepara o organismo para correr ou lutar. A maioria das pessoas supera a crítica, sai para reclamar com os amigos e esquece o dia ruim. Ou parte em busca de outro emprego.

Mas nem todo mundo consegue agir assim. “Pessoas que estão de saco cheio do trabalho ficam loucas pelo fim do expediente. Aí saem com os amigos, vão ao cinema. Mas alguns, por mais que odeiem o trabalho, não conseguem se desligar dele, só pensam nisso. Chegam em casa mortos e não fazem mais nada”, explica o psiquiatra Emmanuel Kanter. É como se, para essas pessoas, todos os dias, inclusive os fins de semana, fossem repletos de medo e de uma sensação de incompetência e impotência. O corpo nunca desliga o sinal de alerta. E, uma hora ou outra, mostra os sinais de exaustão, que, se agravados, podem ser até fatais.

“Morrer de tanto trabalhar” não existe só no sentido figurado. Em japonês, karoshi significa literalmente isso. O termo surgiu na segunda metade do século passado, mas ainda hoje o problema está longe de ser superado. Um caso recente é o de Matsuri Takahashi, uma trainee da Dentsu, maior agência de publicidade do Japão, que cometeu suicídio em dezembro de 2015, aos 24 anos. Após investigação, as autoridades concluíram que o excesso de trabalho a levou a se atirar do dormitório da empresa. Pressionada pela cultura corporativa de não negar tarefas, Takahashi costumava fazer mais de cem horas extras por mês. “São 4 da manhã. Meu corpo está tremendo”, tuitou ela meses antes de tirar a própria vida. “Vou morrer. Estou tão cansada!”

Um ano após sua morte, em dezembro de 2016, o presidente da empresa pediu demissão. “O modo de trabalho aprovado em nossa companhia é inaceitável para todas as partes interessadas, entre as quais as autoridades”, justificou.

HUMANOS MODERNOS

Essa tal síndrome de burnout tem uma história ainda recente. Estudada e batizada pelo psicólogo germano-americano Herbert Freudenberger em 1974, a doença já aparece registrada no CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), um dos manuais de diagnósticos da medicina. Ela envolve três sintomas: exaustão emocional (falta de energia e esgotamento emocional); cinismo e ceticismo (falta de empatia pelos colegas de trabalho e descrença na existência da própria crise pessoal); e baixa realização profissional (sentimento de culpa por conta da baixa produtividade). Mas ainda nem chegou a entrar para o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM, na sigla em inglês), uma espécie de bíblia da psiquiatria.

Quem tem espaço especial nesse manual há tempos é outra doença bem mais popular: a depressão. E a similaridade entre as duas, por vezes, confunde os psiquiatras — Gabriela e Helloá, por exemplo, apresentaram sintomas físicos típicos da depressão, mas a raiz do problema era uma só: o trabalho. “É comum diagnosticar pacientes com depressão quando, na verdade, sofrem de burnout, que tem a ver com a pressão do trabalho”, conta Rossi. Ou seja, aqueles 30% talvez sejam só a ponta do iceberg. “Além disso, adolescentes e crianças sentem um cansaço extremo pelo excesso de atividades e pela pressão emocional, mas isso não se classifica como burnout, que é relacionado apenas à população economicamente ativa”, completa Rossi.

 

2 MIL ANOS DE EXAUSTÃO

Os relatos sobre exaustão aparecem há séculos na literatura médica, assim como a depressão. Na Roma Antiga, o médico Aelius Galenus já descrevia a falta de energia como um desequilíbrio do organismo. “Nos últimos 2 mil anos, a exaustão já foi explicada como um produto do desequilíbrio bioquímico, como doença psicológica ou somática, causada por vírus ou por uma disfunção do sistema imunológico, como um problema espiritual ou resultado dos movimentos planetários”, escreve a britânica Anna Katharina Schaffner, pesquisadora da história da psiquiatria que, após sofrer de exaustão, decidiu se debruçar sobre o tema. Seu estudo resultou no livro Exhaustion: A History (Exaustão: Uma História), lançado no ano passado (Columbia University Press, 288 págs., R$ 144, ainda sem versão no Brasil).

A mais recente explicação culpa a sociedade moderna. Com a chegada da industrialização, o mundo mudou bastante. É aquela conhecida história: a vida seguia um ritmo muito mais calmo, acompanhando as idas e vindas do Sol, e se dependia quase que exclusivamente das condições climáticas para trabalhar. Aí vieram as fábricas. Cada hora trabalhada garantia uma grana a mais no bolso. E a vida passou a girar em torno do expediente.

Mas em 1914, Henry Ford, fundador da fabricante de carros Ford, realizou uma pesquisa com seus empregados e descobriu que, após oito horas de labuta, o nível de eficiência caía — e os funcionários corriam mais riscos de cometer erros bobos e caros. Surgiram, então, leis para limitar a carga horária de trabalho. Na década de 1920, diversos países passaram a proibir que o expediente tivesse mais de 48 horas na semana. No Brasil, em 1943, Getulio Vargas criou as primeiras leis trabalhistas — desde então, os contratos são de oito horas por dia, com pagamento de horas extras.

Ainda que por aqui o governo considere flexibilizar essas leis, com chances de ampliar a carga horária, em outros lugares do mundo o expediente diminuiu nos últimos 25 anos. Dessa forma, de acordo com as estatísticas, as pessoas trabalham menos do que seus pais. Por que, então, a síndrome de burnout só começa a ganhar destaque agora? E por que assola tanta gente? Bem, de volta à história: as mulheres entraram de vez no mercado de trabalho depois dos anos 1960. E nem todo mundo consegue bancar uma faxineira ou babá. Ou seja, o segundo turno do expediente começa em casa. Tem roupa para lavar, comida para fazer, filhos para cuidar… mais e mais tarefas. E menos tempo para o lazer.

Para piorar, na última década, a internet e as redes sociais trouxeram uma enxurrada de notícias ao alcance do seu bolso. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, em 2008 os norte-americanos produziram 100 mil palavras e 34 GB de dados a cada 12 horas. É muita coisa. E como você acessa essas informações ao longo do dia! Já parou para contar quantas vezes você checa seu Facebook pelo celular? Umas 30, 40 vezes, chutando alto? Nem perto. Pesquisa da consultoria Deloitte concluiu, em 2015, que os brasileiros conferem seus celulares 78 vezes, em média, por dia. A quantidade é maior entre pessoas de 18 a 24 anos, que desbloqueiam seus aparelhos 101 vezes diariamente, enquanto os mais velhos, de 45 a 55 anos, fazem isso 50 vezes. O problema é que assim você perde o foco. Começa a escrever um relatório e escuta o sinal incessante de novas mensagens no WhatsApp. Você, então, para rapidinho só para ver o que é. E aí, para recuperar a concentração, seu cérebro precisa de uma dose extra de energia.

“Em cada interrupção, você precisa de um tempo de 10 a 25 vezes maior do que o tempo de distração para voltar à tarefa anterior”, conta a jornalista norte-americana Brigid Schulte no livro Overwhelmed: How to Work, Love, and Play When No One Has the Time (em tradução livre, Sobrecarregado: Como Trabalhar, Amar e se Divertir Quando Ninguém Tem Tempo — editora Farrar, Straus and Giroux, 369 págs., R$ 55, sem edição no Brasil).

Conclusão: se você parar por 30 segundos para ler a mensagem do Facebook que acaba de saltar na tela do seu computador, levará mais cinco minutos para conseguir focar outra vez no que estava fazendo. Imagine, então, como seu cérebro vai à loucura com quase 80 interrupções do celular por dia. “Multitarefa não funciona. Estudos mostram que não dá para fazer bem duas coisas ao mesmo tempo. E as distrações atrapalham a capacidade do cérebro de filtrar informações irrelevantes”, conclui Schulte.

Só que essa tecnologia toda não trouxe apenas interrupções. Trouxe também disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana. “Eu não podia sair para beber com os amigos, porque a qualquer momento podia aparecer algum problema para resolver na agência. E eu precisava estar bem para trabalhar”, conta Gabriela. “Mas pelo menos não sofro tanto quanto minha supervisora: ela recebe mensagem dos chefes às 4 da manhã”, afirma.
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NÃO RECLAME, TRABALHE

Porém, não adianta jogar o peso do burnout apenas nos empregadores. Pare e pense: quantas vezes você contou a um amigo que andava trabalhando muito, mesmo quando não era tão verdade assim? Trabalhar, no século 21, virou sinônimo de status e poder. Andar apressado na rua, responder e-mails corporativos durante o almoço… tudo isso só pode ser coisa de um trabalhador exemplar. “A socióloga Marianne Cooper estudou a rotina de homens que trabalham a ponto de quase entrar em colapso, no Vale do Silício, e disse: ‘Existe essa coisa de que ele é o cara de verdade, trabalha 90 horas por semana, ou ele é preguiçoso, passa só 50 horas por semana no escritório’”, conta Schulte. Profissionais de sucesso, premiados, nunca param. E levam uma vida luxuosa: carros, viagens, apartamentos caros — compras e desejos que turbinam o cérebro de dopamina, a substância responsável pela sensação de bem-estar. “Chegar lá”, ao nível deles, depende de você. Quanto do seu tempo livre você está disposto a doar?

Tamanha devoção ao trabalho faz o lazer causar até mal-estar. “Lazer virou coisa vulgar. Algo quase errado”, diz Schulte. “Parece que há uma cultura que diz: ‘O mundo vai acabar se eu não estiver presente’. Meus pacientes trabalham mais do que precisam só para mostrar serviço. E não se dão conta de que vão adoecer, uma hora ou outra”, completa Ana Maria Rossi. E provavelmente sentirão mesmo o peso do excesso de horas trabalhadas: pesquisa do Instituto de Psicologia e Controle do Stress mostrou que o emprego é a terceira maior causa de estresse entre os brasileiros. No topo da lista estão as dificuldades nas relações interpessoais, seguidas de problemas financeiros. Para quem encara esses percalços, aliás, as horas extras nada têm a ver com status. Têm a ver com dinheiro e contas a pagar.

A vida fica mais cara a cada ano que passa — e os salários nem sempre acompanham esse aumento. A saída, então, é trabalhar duro para deixar as contas em dia. Fora isso, com a taxa de desemprego beirando os 14%, as pessoas têm medo de perder o cargo e não encontrar outra vaga. Aí vale tudo para manter o emprego — mesmo se isso custar horas de sono e lazer.

Não à toa, o brasileiro é um dos povos mais insatisfeitos com o tempo de descanso. Em pesquisa realizada pela consultoria GfK, com 27 mil pessoas de 22 países, somente os japoneses e os russos reclamaram menos do que nós sobre a questão: 28% dos brasileiros disseram que não estão felizes com o tempo de lazer disponível.
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RESPIRE FUNDO

Tirar uns dias de folga faz toda a diferença. Em um estudo feito na Nova Zelândia, os pesquisadores comprovaram que a produtividade de funcionários que acabam de voltar de férias melhora até 25% — e eles ainda entram em menos atritos com os colegas. Outra pesquisa, essa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, realizada ao longo de oito anos, mostrou que tirar férias diminui o risco de infarto. Os benefícios não envolvem apenas os funcionários, mas também as empresas.

Se na época de Henry Ford, quando os trabalhos eram mais mecânicos, o desempenho dos funcionários caía depois de oito horas, esse tempo de alta performance é ainda menor hoje em dia. Isso porque muitas funções exigem esforço mental, e não físico como antes. De acordo com estudos, os trabalhadores conseguem desempenhar bem suas atividades por apenas seis horas — depois disso, a produtividade despenca.

E o cansaço se reflete nos cofres das empresas. Além do risco de cometer erros, esses profissionais se sentem menos conectados à companhia. Segundo o Gallup, serviço de pesquisa de opinião, esses funcionários tendem a faltar mais e até a roubar dinheiro — só nos EUA, empregados desmotivados dão prejuízo de US$ 550 bilhões por ano.

Ainda assim, não dá para esperar seu chefe ler esta matéria, se convencer desses benefícios e reduzir sua jornada diária — ou aumentar seu salário para você contratar um ajudante para as tarefas domésticas. Mas dá para se preocupar e se distrair menos. Com o celular desligado e as notificações de redes sociais desativadas do computador, você provavelmente vai conseguir terminar mais rapidamente os afazeres — sem a necessidade de ficar até mais tarde no trabalho. Sobre a sua casa, as dicas de Brigid Schulte são simples: divida as tarefas e deixe de se preocupar tanto. Vale mesmo a pena se importar tanto com aquela sujeirinha no fogão? Só há um porém: para pessoas já tragadas pela síndrome de burnout, essa é uma missão quase impossível. Não há folga que resolva o problema delas.

Gabriela chorava todos os dias antes de ir trabalhar, Helloá perdia o sono ao se lembrar da rotina massacrante e do dia que viria. Ambas odiavam o trabalho. E, ainda assim, não era capazes de se desligar dele. Só conseguiriam encontrar uma solução com acompanhamento psiquiátrico. “Foi um alívio quando descobri que eu não era o problema, e sim que eu sofria de burnout”, conta Helloá, que lançou no Facebook a página Vencendo o Burnout.

As duas tiraram licenças extensas do trabalho e tomaram antidepressivos receitados por seus médicos. “Não existe um remédio só para tratar o burnout, mas há medicamentos que tratam alguns sintomas desse esgotamento. Se estiver com insônia, a gente dá um remédio para melhorar isso”, exemplifica o psiquiatra Emmanuel Kanter. “Aí vem a ajuda psicoterápica, que tenta fazer a pessoa parar de olhar apenas para a árvore e ver a floresta toda. Ou seja, há saídas, dá para mudar de trabalho, por exemplo”, conta.

Helloá trocou mesmo de emprego, depois de ficar um ano afastada — tempo suficiente para terminar a faculdade, descansar e voltar a sair com os amigos. Gabriela segue na mesma agência, mas aposta em um antigo hobby para relaxar: bordado. As duas aprenderam a lidar com a pressão do trabalho — e a respeitar o limite do corpo e as horas de lazer.

*O nome foi trocado para não identificar a entrevistada

Consequências do burnout

49% das pessoas com a síndrome desenvolvem depressão
92% dos afetados se sentem incapazes de trabalhar

O que sente quem tem burnout

97% relatam ter exaustão, sem condições físicas e emocionais para fazer qualquer coisa
91% sofrem com desesperança, solidão, raiva, impaciência

 

QUASE PRIMAS

Conheça os aspectos que diferenciam depressão e burnout

Burnout
É diagnosticado apenas quando o alto grau de estresse envolve o ambiente de trabalho. Pacientes com a síndrome se sentem exaustos, mas não conseguem descansar. Só pensam no trabalho, ainda que se sintam irritados com as suas funções e com os colegas.

Depressão
Não há explicação para a tristeza e o desânimo — podem vir de qualquer área da vida. Pessoas deprimidas, em geral, não têm força para fazer nada (nem trabalhar) e, por isso, tendem a se sentir culpadas.

(Foto: )

NA MIRA
Com que frequência as pessoas se sentem pressionadas no trabalho?

13% todos os dias
28% uma ou duas vezes por semana
26% uma ou duas vezes por mês
22% menos do que uma vez por mês
12% nunca

AUTOCOMBUSTÃO
Os motivos mais comuns para se sentir sob pressão (por ordem)

1. Volume de trabalho
2. Pressão por resultados
3. Mudança (e piora) na gestão
4. Estilo de gestão do chefe
5. Corte de gastos
6. Reestruturação da empresa
7. Insegurança no trabalho
8. Relação com o chefe
9. Dificuldades ou pressão na vida pessoal
10. Relacionamento com os colegas

 

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*Fonte: Chartered Institute of Personnel and Development (Reino Unido) / revistagalileu

Seu tipo de sangue pode aumentar sua chance de ter Alzheimer

O seu tipo de sangue pode influenciar sua saúde de diversas maneiras. Os cientistas já descobriram que, dependendo do tipo sanguíneo, você está mais predisposto a ter certas doenças cardíacas.

Agora, uma nova pesquisa, publicada no Boletim de Pesquisas Cerebrais, revelou que seu tipo sanguíneo pode também influenciar suas chances de desenvolver doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, aponta uma relação entre a quantidade de massa cinzenta (um tecido que forma parte do cérebro) e o tipo sanguíneo.

Os cientistas descobriram que pessoas com sangue tipo O têm mais matéria cinzenta do que aquelas com qualquer um dos outros três tipos (A, B e AB). Segundo os pesquisadores, quanto maior o volume de massa cinzenta, maior é a proteção do corpo contra doenças como o Alzheimer.

 

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*Fonte: superinteressante

Busque um tempo só para você. É uma questão de vida!

É preciso, é essencial na vida. É parte da existência. Sim o tempo nos espera para tê-lo só para nós. O tempo quer nos mostrar algumas coisas, que dar algumas respostas, mesmo que algumas não muito claras. Ele quer fazer perguntas. Ele quer ser amigo.

A vida se torna louca quando corremos contra o tempo. Quando precisamos pensar, agir, ir mais rápido, terminar, recomeçar.
O tempo cobra que a gente pare, que a gente respire um pouco mais devagar, que a gente esqueça todo o resto.

Como às vezes sentimos falta deste tempo. Só nosso, sem ninguém para nos cobrar nada, sem nos cobrarmos nada. Sem nos culparmos por não termos tempo para mais ninguém.

Durante o tempo em que ficamos dentro das nossas quatro paredes, observando nossos quadros mentais, revirando nossas coisas internas conseguimos avaliar a vida, organizar sentimentos, conseguimos aquietar o coração, chorar se for preciso, fazer planos deixados para trás, amar em silêncio.

Sem vozes alheias, sem opiniões, sem o barulho do que há lá fora. O tempo quer que estejamos de corpo e alma para nós. O tempo quer que descansamos, que nos aquietamos, que nenhuma voz além da que carregamos em nosso interior se manifeste.

O tempo quer que possamos assistir um filme qualquer sozinhos, que tomemos um banho de mar ou um drink sem ninguém por perto, que olhemos para o nada por certo período sem nenhuma interrupção.

Um momento para um sono, para uma caminhada, para ouvir uma música ou um CD inteiro. Que façamos algo que gostamos muito, sem que estejamos preocupados com o outro, devendo algo para o outro ou tendo que cumprir um prazo.
O tempo que tanto se fala é a vida, que em muitas situações quer tomar uma nova forma, mas estamos tão preocupados em dar conta, dar satisfações.

A vida está sempre pedindo um tempo. E parece tão difícil. A necessidade de ser para ontem o que poderia ser para amanhã.

É angústia, é indisciplina, é inquietação. É dor, é cansaço é desespero. Somos nós e o tempo, ou melhor, a vida, brigando. É um terminar e já começar de novo que estressa, que consome.

É o tempo pedindo tempo. E somos nós cobrando mais tempo. Sempre com medo de que não dê tempo de viver tudo, mesmo vivendo nada ou muito pouco do que que desejamos ou planejamos nos raros momentos em que tiramos um verdadeiro tempo para nós.

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*Fonte: osegredo/ Kênia Casagrande

Tipos de ansiedade mais comuns

A ansiedade é um dos grandes males do nosso tempo. Tanto é assim que já existem diversos tipos de ansiedade referenciados e continuam aparecendo classificações cada vez mais extensas. Não é pra menos se considerarmos que os tempos em que vivemos são, às vezes, muito exigentes, e o equilíbrio, tanto o próprio quanto o que temos com outras pessoas, é potencialmente dinâmico.

A ansiedade é uma das caras do medo. Mas diferente do medo propriamente dito, aqui não existe um estimulo específico que a provoque. O medo é normal quando se encara uma ameaça específica e percebemos que a nossa integridade pode estar em perigo. Mas a ansiedade é uma forma de medo que muitas vezes não tem uma causa definida, de modo que não é fácil intervir sobre a origem dessa ansiedade ou sobre os fatores que a tornam recorrente.

“O temor aguça os sentidos. A ansiedade os paralisa.”
-Kurt Goldstein-

Você percebe que a ansiedade está ao seu redor porque você se sente inquieto, inseguro ou preocupado com “alguma coisa” imprecisa ou por algo específico que não sabe como enfrentar. Como se você estivesse dentro de um avião em queda livre, mesmo que na verdade você esteja sentado na sala da sua casa assistindo televisão. Você sente uma inquietação interna que não o deixa em paz, que faz você se sentir agitado, irritado, desconfortável, mas não consegue identificar o porquê.

São vários os tipos de ansiedade frequente. Algumas pessoas preferem simplesmente chamá-las de “estresse” ou “preocupação”, mas se examinadas com lupa são formas de ansiedade muito fortes. O bom é que qualquer um desses tipos de ansiedade pode ser superado. Para conseguir isso a primeira coisa a fazer é procurar conhecê-los um pouco mais.

A ansiedade generalizada e a ansiedade social

O transtorno da ansiedade generalizada se define como um estado de preocupação constante, sem que exista uma razão específica para que isto aconteça. Precisa ter uma duração superior a 6 meses e, em geral, vem acompanhado de dificuldades para dormir, irritabilidade, problemas de concentração e fadiga geral.

Quais são os tipos de ansiedade?

A ansiedade social, por sua vez, é uma condição na qual uma pessoa vivencia medo ou angústia em todas aquelas situações onde precise interagir socialmente com os outros. Trocando em miúdos, a pessoa tem medo do contato com os outros. Grande parte desta ansiedade é antecipatória, isto é, acontece antes que o contato social temido aconteça.

Ambas as condições deterioram significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. São estados que não se curam por si só, com o passar do tempo, já que costumam ser retroalimentados com diferentes condutas de evasão. Não são momentos ruins, mas situações que requerem tratamento profissional.

Na maioria dos casos é suficiente uma terapia curta para que as emoções voltem a ficar sob controle. Em outras situações são necessárias intervenções mais longas, mas a probabilidade de superar essas condições, em todo caso, é muito alta.

Os transtornos obsessivos e o estresse pós-traumático

Os transtornos obsessivos são de vários tipos, mas todos têm em comum o fato de que existe uma ideia persistente e intrusiva que provoca temor e angústia. Então, por mais que a pessoa procure tirar essa ideia da cabeça, não consegue. Essas obsessões podem chegar a invadir a personalidade e provocar uma paralisia existencial.

Ajuda para enfrentar a ansiedade

O estresse pós-traumático é aquele estado de angústia que vem depois de viver uma experiência traumática. Manifesta-se como inquietude, dificuldade para dormir e, principalmente, com uma fantasia recorrente de que o acontecido irá se repetir novamente. Faz com que a pessoa se mantenha em estado de alerta e alimente a insegurança e o isolamento.

Em ambos os casos, e dependendo da severidade dos sintomas, existem diferentes formas de superar o problema. A prática de algum método de relaxamento pode contribuir significativamente para diminuir a ansiedade e aumentar a capacidade de concentração. Se estes métodos não forem eficazes, a terapia profissional é uma excelente alternativa, com grandes possibilidades de sucesso.

A agorafobia e hipocondria

A agorafobia se transformou em um dos tipos de ansiedade mais comuns atualmente. É um medo difuso e incerto de todas aquelas situações onde parece não haver escapatória, ou nas quais não existe a possibilidade de receber ajuda, se a pessoa sofrer um ataques de pânico. Em outras palavras, a pessoa pensa que pode vir a ter um ataque de pânico e que, em certas circunstâncias, não poderá escapar ou receber ajuda. De certo modo, é uma forma de medo do medo.

Como lidar com a ansiedade?

A cada dia é maior o número de consultas por agorafobia e quem dela padece sofre muito e sente grandes limitações para levar uma vida normal. Algo semelhante acontece com os hipocondríacos que interpretam de forma catastrófica qualquer sinal do seu corpo. Suspeitam que têm doenças graves e sentem que sua condição pode piorar a qualquer momento, sem que possam fazer qualquer coisa a respeito.

Em ambos casos é recomendável a prática de algum tipo de relaxamento. Estes contribuem para reduzir ou desativar o aumento da ansiedade e identificar melhor os sinais que o corpo manda. Também produzem um maior autocontrole. O exercício físico regular também ajuda neste sentido. Como em outros casos, se isto não for suficiente, a ajuda de um profissional sempre será a alternativa mais confiável.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Alimentos processados: os inimigos errados

No mundo da alimentação e da saúde, a palavra “processado” é praticamente um palavrão.

Publicitários, empresas e até autores costumam alertar sobre os perigos do processamento de alimentos, mas as pessoas sequer sabem o que isso realmente significa, e porque, na maioria das vezes, é uma coisa boa.

Definição

Segundo o Instituto de Tecnólogos de Alimentos dos EUA, o processamento de alimentos é simplesmente “a alteração de alimentos do estado em que são colhidos ou cultivados para melhor preservá-los e alimentar os consumidores”.

Isto pode incluir “lavar, moer, misturar, refrigerar, armazenar, aquecer, congelar, filtrar, fermentar, extrair, centrifugar, fritar, secar, concentrar, pressurizar, irradiar, colocar no micro-ondas e embalar”.

Só a partir desta explicação, já fica claro que os seres humanos começaram a processar alimentos pelo menos 790 mil anos atrás. Cozinhar carne de caça, inclusive, é mencionado pelos cientistas como um avanço inestimável para nossa evolução.

O cozimento queimou bactérias e fez a carne e os músculos mais facilmente mastigáveis e digeríveis, e é provável que graças a essa forma rudimentar de processamento que nosso cérebro cresceu tanto e se tornou tão grande.

Mecânico x químico

É claro, os “críticos” dos alimentos processados diriam que eles não se preocupam com os processados mecanicamente, apenas os processados quimicamente. Alimentos alterados em laboratório não são “alimentos naturais”, eles argumentam.

Essa diferenciação é muito simplificada. Por exemplo, o óleo de coco é tão “natural” quanto qualquer alimento hoje em dia, e é composto 82% de gordura saturada.

“Quão natural é um alimento é completamente irrelevante para o quão saudável ele é”, afirmou o Dr. Steven Novella, presidente da New England Skeptical Society. “Estamos fazendo com que as pessoas se concentrem na coisa errada, e eu acho que isso é altamente problemático”.

Stacey Nelson, gerente de nutrição clínica no Massachusetts General Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, concorda. “Ignore o marketing na frente do pacote, e vá diretamente à lista de ingredientes”.

Lá, juntamente com a leitura dos fatos nutricionais, você pode tomar uma decisão esclarecida sobre o que colocar no seu corpo. Alimentos com alto teor de açúcar, gordura saturada e sódio, mas com baixa fibra, proteína e minerais, você provavelmente deve comer menos.

Vantagens

O processamento pode ser uma força tanto para o bem quanto para o mal da nossa saúde.

Ele nos deu batatas fritas, refrigerantes, biscoitos e toda a porcaria disponível por aí, mas também concedeu a milhões de pessoas acesso a frutas e vegetais, uma vez que a preservação e o congelamento químicos permitem que eles sejam transportados por milhares de quilômetros.

Além disso, a pasteurização significa que as pessoas já não ficam doentes por beber leite. E adicionar vitaminas e minerais a produtos como pães e cereais contribuiu incontestavelmente para a saúde de todos.

“Se o enriquecimento e a fortificação não estivessem presentes, grandes porcentagens da população teriam ingestões inadequadas de vitaminas A, C, D, E, tiamina, folato, cálcio, magnésio e ferro”, a Sociedade Americana de Nutrição declarou recentemente.

Conclusão

O processamento de alimentos não é inerentemente bom ou ruim; é uma ferramenta. Olhando para o futuro, cientistas podem criar amidos que resistem à digestão e, portanto, possuem menos calorias. Também podem alterar a estrutura do sal para dar o mesmo sabor enquanto adiciona menos sódio aos alimentos. E podem utilizar novas tecnologias como radiação ionizante, processamento de alta pressão e processamento de campo elétrico pulsado para esterilizar alimentos, mantendo os nutrientes intactos.

Infelizmente, as grandes empresas de alimentos estão bem conscientes de que os consumidores valorizam o gosto acima de tudo, e podem prontamente projetar alimentos com um sedutor coquetel de sal, gordura e açúcar – os chamados alimentos “ultraprocessados” – que contribuem muito para a obesidade.

Mas isso não significa que devemos demonizar alimentos processados. Precisamos deles; dos certos. [RealClearScience]

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*Fonte: hypescience

 

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

“A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos.
Existem semáforos chamados Amigos.
Luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão.
Um potente motor chamado Amor.
Um bom seguro chamado FÉ.
Abundante combustível chamado Paciência.
Mas há um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS”

Tendo pensamentos negativos criamos em nosso mundo mental uma realidade que se materializa no nosso corpo.
Portanto, aquilo que pensamos, seja um pensamento positivo ou negativo, tem a capacidade de se materializar em nossas vidas. Achar que a causa dos nossos problemas está na crise econômica, na frente fria, no trânsito, na violência, no chefe, no marido ou na esposa pode ser um grande engano.

A principal causa dos nossos problemas e infortúnios está dentro de nós mesmos, nos nossos pensamentos e crenças. Essa é a opinião de Louise Hay, que é uma das maiores pensadoras norte-americanas da Nova Era e autora do livro Você pode curar sua vida. No Brasil, esse livro vendeu mais de um milhão de exemplares e ajudou a modificar a consciência de muita gente. Pessoas que, conduzidas por padrões mentais negativos, deixaram-se levar pelas doenças e sentimentos nocivos.

Louise Hay aponta a crítica, o ressentimento e, principalmente, a falta de amor próprio como os grandes causadores de enfermidades e todo o tipo de problemas em nossa vida. Criamos as doenças em nossa cabeça e o corpo funciona apenas como um reflexo dos pensamentos, crenças e sentimentos. Ou seja, por trás de uma doença existe sempre uma crença incorreta, como o use de frases como não sou bom o bastante, não vou conseguir, sou culpado e, portanto não mereço ser feliz, nada para mim dá certo e todos me perseguem. Se você não acredita na teoria de Louise, saiba que ela curou um câncer fazendo afirmações positivas, tratamentos alternativos e mudando sua forma de encarar a vida.

A seguir você vai conhecer o significado das principais partes do nosso corpo e identificar os padrões mentais causadores de doenças. No entanto, isso não dispensa, de forma alguma, o tratamento médico convencional. O ideal seria escolher um médico de sua confiança e, paralelamente ao tratamento, fazer uma análise profunda da forma como você vê e se comporta diante da vida.

Ao resgatar sua auto-estima e adotar pensamentos positivos e otimistas, você estará criando condições para que seu organismo reaja de forma mais rápida e favorável ao tratamento. Além de ajudar na recuperação mais rápida, você também prevenirá o aparecimento de doenças futuras e construirá uma vida mais alegre e próspera. Cada dor tem uma história.

Confira na lista a seguir o significado de cada enfermidade. Veja se o significado vale para você. Se não, fique em silêncio, concentre-se e pergunte para si mesmo: Que pensamentos criaram isso em mim? Alguns significados são até fáceis de serem detectados, outros estão em níveis tão profundos de nossa psique que se torna necessários uma ajuda externa. Uma vez identificadas às crenças incorretas, começa uma nova etapa: a superação das carências e medos, o fortalecimento do eu e a busca de uma nova filosofia de vida, mais positiva, alegre e confiante.

Acidentes: incapacidade de defender-se, rebelião contra a autoridade e crença na violência.

Alcoolismo: sentimento de futilidade, inadequação, culpa e auto-rejeição.

Alergias: negação de o próprio poder.

Anemia: falta de alegria, não se sentir bom o bastante e hesitante.

Ansiedade: falta de confiança no fluxo e no processo da vida.

Arteriosclerose: resistência, tensão, estreiteza mental e recusa em ver o bem.

Articulações: representam as mudanças de direção na vida e a facilidade desses movimentos.

Artrite: sentimento de falta de amor, crítica e ressentimento.

Asma: amor sufocante; incapacidade de respirar por si; choro reprimido.

Bursite: raiva reprimida e vontade de agredir alguém.

Câncer: mágoa profunda, ressentimento antigo, grande segredo; ódios.

Celulite: prisão a sofrimentos da primeira infância; dificuldade em avançar e medo de escolher a própria direção.

Colesterol: obstrução dos canais da alegria; medo de aceitar a alegria.

Desvios de coluna: incapacidade de fluir com o apoio da vida.

Infarto: abrir mão da alegria do coração em favor do dinheiro, posição, etc.

Dentes: indecisão duradoura; incapacidade de analisar idéias e tomar decisões.

Derrame: desistência; preferência pela morte à mudança; resistência e rejeição da vida.

Diabetes: tristeza profunda, amargura, grande necessidade de controlar.

Doenças crônicas: recusa em mudar, medo do futuro e insegurança.

Enxaqueca: medos sexuais, resistência ao fluxo da vida ou desagrado por ser impelido por alguém.

Gastrite: incerteza prolongada e sensação de condenação.

Garganta: criatividade sufocada, raiva engolida, incapacidade de expressão.

Gordura: proteção e super sensibilidade.

Gripe: abalo forte no sistema imunológico causado por choque emocional.

Insônia: medo; falta de confiança no processo da vida e culpa.

Labirintite: medo de não estar no controle.

Menopausa (problemas): medo de não ser mais desejada, de não ser boa o bastante.

Menstruação (problemas): rejeição da feminilidade e dos órgãos sexuais culpa.

Torcicolo: teimosia inflexível.

Tuberculose: definhamento por causa do egoísmo, possessividade, pensamentos cruéis e vontade de vingança.

Hipertensão: problemas emocionais não resolvidos.

Prisão de ventre: recusa em soltar velhas idéias; prisão no passado.

Reumatismo: sentimento de vítima, ressentimento, amargura crônica, falta de amor.

Sinusite: irritação com alguém próximo.

Úlceras: medo de não ser bom o bastante.

Varizes: excesso de trabalho e desencorajamento.

 

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*Fonte: resilienciamag

 

 

Distimia: o peso constante da tristeza

Todas as pessoas se sentem desanimadas em alguns momentos da vida. É normal que, ocasionalmente, nos sintamos tristes. Vivemos algumas situações, muitas vezes, necessárias para reagirmos e buscarmos novos caminhos na nossa vida ou para superarmos acontecimentos desagradáveis.

Agora imagine que esse desânimo está presente na sua vida por mais de dois anos. Não é difícil perceber o desconforto que pode experimentar alguém que se sente assim. É o que acontece quando a distimia aparece. Continue lendo para saber mais sobre ela!

“Estou muito triste e me sinto mais infeliz do que posso dizer, e não sei até onde cheguei … Não sei o que fazer ou o que pensar, mas desejo sair deste lugar … Eu sinto tanta tristeza!”
– Vincent Van Gogh –

O que é distimia?

A distimia surge quando uma pessoa fica deprimida por pelo menos dois anos. A observação pode ser feita por aqueles que sofrem desse transtorno ou ser percebida pelas pessoas ao seu redor. Mas, embora possam ser semelhantes, distimia não é o mesmo que depressão.

Nestes casos, pelo menos durante os últimos dois anos, não houve um período superior a dois meses no qual a pessoa não tenha tido pelo menos dois dos seguintes sintomas: perda ou aumento do apetite, insônia ou sonolência excessiva, falta de energia ou fadiga, baixa autoestima, dificuldade de concentração ou para tomar decisões, ou sentimentos de angústia e desespero.

Como podemos notar, é possível que as pessoas com distimia não tenham tantos sintomas e talvez não sejam tão intensos como naquelas com depressão. No entanto, existe um outro problema: é muito persistente e dura mais tempo. As pessoas com distimia estão sempre tristes e se não houver um tratamento psicológico adequado, pode se tornar um transtorno depressivo mais grave.

“A melancolia é uma tristeza, um desejo sem qualquer dor, parecido com a tristeza, da mesma forma que a névoa se assemelha à chuva”.
– Henry Wadsworth Longfellow –

Além disso, podem ocorrer outras psicopatologias e a terapia é necessária porque a distimia gera muita angústia no doente. Como resultado de tudo isso, a qualidade de vida dessas pessoas fica prejudicada, influenciando o seu sofrimento psicológico em diversas áreas de forma significativa.

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Com tudo o que dissemos até agora, você deve estar se perguntando… Distimia não é o mesmo que depressão? A resposta é não, embora seja verdade que elas tenham algumas características em comum, o que pode nos deixar confusos.

Na verdade, as pessoas com depressão também têm um humor deprimido na maior parte do dia e quase todos os dias. Isto também acontece na distimia, como o próprio doente ou as pessoas que convivem com ele podem perceber. A diferença é que para caracterizar uma depressão os sintomas devem persistir por pelo menos duas semanas, e na distimia devem estar presentes durante dois anos ou mais.

“E nessa hesitação entre coragem e agonia, cheio de dores que apenas suporto, você não ouve as gotas da minha tristeza caírem?”
– Ruben Dario –

Outros sintomas comuns seriam os problemas do sono, aumento ou perda de apetite (embora na depressão possa haver uma variação significativa de peso sem uma dieta especial para isso), fadiga (na depressão é uma perda persistente de energia) e dificuldade de concentração ou de tomar decisões (acompanhada por uma diminuição persistente na capacidade de pensar).

Como podemos ver, nas semelhanças existem algumas nuances que criam as diferenças. É preciso acrescentar que na depressão é notável a perda ou diminuição de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades da pessoa. Isto acontece todos os dias durante a maior parte do tempo. Mas, ainda há mais.

Também aparecem outros sintomas como a agitação ou retardo psicomotor, sentimentos de inutilidade ou culpa excessivos ou inadequados, pensamentos e ideias recorrentes de morte ou suicídio e, tentativas e planos para realizá-los. Tudo isso não vemos na distimia, somente na depressão. O que é comum em ambos os casos é o desgaste e o desconforto que causam naqueles que sofrem, o que destaca a necessidade de buscar ajuda para sair dessa situação.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

Criança precisa de Micróbios, Não de Antibióticos, para desenvolver a Imunidade, dizem os cientistas.

Sim, é claro que é importante lavar as mãos. O problema é – no ocidente pelo menos – os pais decidiram levar à sério demais esse negócio de manter tudo limpo.

A nova ciência mostra que descartar os minúsculos organismos chamados de micróbios com nossos desinfetantes de mãos, sabonetes antibacterianos e doses exageradas de antibióticos está tendo um impacto profundamente negativo no sistema imunológico de nossos filhos, diz a microbiologista Marie-Claire Arrieta, co-autora de um livro chamado “Deixe-os comer sujeira: salvando nossos filhos de um mundo ultrapassado”.

Os especialistas acreditam que a limpeza exagerada está contribuindo para uma série de condições crônicas que vão desde alergias a obesidade.

Marie-Claire Arrieta explica que quando nascemos, não temos micróbios. Nosso sistema imunológico está subdesenvolvido. Mas assim que os micróbios entram em ação, eles ativam o nosso sistema imunológico para funcionar corretamente. Sem micróbios, nosso sistema imunológico não pode combater bem as infecções.

A hipótese do excesso de higiene pode explicar por que as alergias, bem como a obesidade e a doença inflamatória do intestino e mesmo o autismo, são doenças que estão em ascensão.

A explicação, contudo, não é apenas genética, de acordo com Marie-Claire Arrieta. Ela diz que nossos genes simplesmente não mudam tão rápido. A pesquisa está mostrando consistentemente que a falta de exposição aos micróbios está colaborando com a ascensão destas doenças. Os cientistas consideram que esta exposição no início de nossas vidas é necessária para que nossos sistemas imunológicos sejam treinados adequadamente e, eventualmente, possam evitar o desenvolvimento dessas doenças.

Evidências epidemiológicas mostram que as crianças que estão crescendo em um ambiente rural têm menos chance de desenvolver asma. Claro que você não pode simplesmente pegar suas coisas e ir morar numa fazenda. Mas o que isso sugere é que viver em um ambiente menos limpo é realmente melhor.

A mesma lógica se aplica para o benefīcio de quem tem um animal de estimação, especificamente um cão. Estudos também mostraram que limpar tudo que entra na boca do bebê aumenta suas chances de asma. A incidência de asma diminui se a chupeta é limpa na boca dos pais.

A higiene é crucial para a nossa saúde, claro. Não devemos parar de lavar as mãos. Mas devemos fazer isto na hora que seja eficaz para a prevenção de doenças, ou seja: antes de comer e depois de usar o banheiro.

Qualquer outra vez, não é necessário. Então, se seu filho estiver no quintal brincando com terra, você não precisa remover essa sujeira, avisam os cientistas.

Deve haver um equilíbrio entre prevenir a infecção, que ainda é uma ameaça real na sociedade, mas também promover esta exposição microbiana que, para os estudiosos, é saudável.

Este texto é uma tradução livre da entrevista em inglês feita pelo blogueiro Brandie Weikle (editor do site thenewfamily.com). A íntegra em inglês pode ser lida aqui: “Children need microbes — not antibiotics — to develop immunity, scientists say”

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*Fonte: saudecuriosa

Beber mais café pode diminuir o risco de morte

Dois grandes estudos encontraram uma ligação entre quem bebe mais café vive mais tempo. Como sempre, porém, ainda não há evidências suficientes para apoiar definitivamente essa conclusão.

Os estudos foram publicados nos Annals of Internal Medicine. Um deles fez o teste com 520 mil pessoas, e os outros 185 mil. Ambos são números bastante impressionantes.

Conduzido pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e Imperial College London, o primeiro estudo descobriu que aqueles que bebiam café (incluindo descafeinado) apresentavam menor risco de morte. Este estudo foi feito em 10 países europeus, e foi o maior do gênero.

Três ou mais copos por dia pareciam obter o maior benefício neste estudo. Os diferentes países permitiram aos pesquisadores avaliar as diferenças entre os países onde o consumo de café varia, do café expresso na Itália ao cappuccino no Reino Unido.

“Descobrimos que um maior consumo de café foi associado a um menor risco de morte por qualquer causa, e especificamente para doenças circulatórias e doenças digestivas”, disse o autor principal, Dr. Marc Gunter, do IARC em um comunicado .

“Esses resultados foram semelhantes em todos os 10 países europeus. Nosso estudo também oferece informações importantes sobre os possíveis mecanismos para os efeitos benéficos do café para a saúde”.

Usando os dados obtido na pesquisa, os pesquisadores descobriram que as pessoas que bebiam uma xícara de café por dia eram 12% menos propensas a morrer. Duas a três xícaras aumentaram isso para 18%.

“O café contém muitos antioxidantes e compostos fenólicos que desempenham um papel importante na prevenção do câncer”, afirmou a autora principal Veronica Setiawan em um comunicado .

Agora, compreensivelmente, esses estudos vão causar alguma controvérsia. Os pesquisadores não conseguiram explicar por que o café oferece esses benefícios percebidos, nem uma relação causal pode ser identificada. Pode ser que as pessoas mais saudáveis ​​bebem mais café, por exemplo.

 

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*Fonte: engenhariae

 

Más notícias para quem curte tomar água com gás

Muitas pessoas acham que deixar de lado o hábito de tomar refrigerante é uma boa escolha – e é mesmo. A questão é que tem gente por aí substituindo uma bebida gaseificada por outra, afinal a lógica de que água com gás não faz mal, afinal estamos falando de água, parece bastante sensata, não é mesmo? Bem… Nem tanto.

Infelizmente, tomar água com gás parece não ser uma escolha saudável, ao contrário do que pode parecer. A água gaseificada é feita com dióxido de carbono sob pressão, e isso faz mal aos dentes e, para piorar, pode contribuir para o ganho de peso de algumas pessoas.

De acordo com o dentista Adam Thorne, de Londres, o problema é que a maioria das pessoas não sabe que a água com gás é extremamente ácida, e que as suas bolhas são ótimas em corroer o esmalte dos nossos dentes – em longo prazo, isso deixa nossa dentição fraca e amarelada.
Há controvérsias

Já para Edmond R. Hewlett, da American Dental Association, o que torna uma água ácida é a adição de sabores: “é o sabor e não a carbonatação que diminui o PH (e aumenta a acidez) a um nível que potencialmente pode corroer o esmalte dentário”, disse ele, em declaração publicada no The Sun.

Segundo Hewlett, há estudos que comprovam que águas gaseificadas sem sabor, assim como a água normal, têm um potencial erosivo muito baixo, não representando risco para o esmalte dos dentes.

Ainda assim, já é comprovado que a água com gás pode nos tornar mais gordinhos, mesmo que ela não tenha calorias. Isso acontece porque o dióxido de carbono presente na bebida pode nos causar a sensação de fome, e acabamos comendo mais do que comeríamos se tivéssemos ingerido uma água normal, sem gás.

Nessa mesma pesquisa ficou comprovado que a água gaseificada aumenta os níveis do hormônio grelina, que nos causa fome – e não estamos falando de pouca coisa, não, mas de um aumento que chega a até seis vezes.

 

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*Fonte: megacurioso

9 dicas para sobrecarregar seus níveis de dopamina e nunca se sentir triste, estressado ou deprimido

Nosso cérebro libera um neurotransmissor, a dopamina, que é crucial para inúmeras funções corporais essenciais como:

– Regulação do movimento
– Controle dos sistemas de prazer e recompensa no cérebro
– Funções cognitivas (conhecimento, atenção, memória, tomada de decisão, avaliação, resolução de problemas)
– Regulação da secreção de prolactina

Uma vez que é extremamente importante para o nosso bem-estar e felicidade, os níveis reduzidos de dopamina levam a vários problemas de saúde, tais como depressão, tristeza, negatividade e problemas emocionais.

Felizmente, existem 10 maneiras eficazes de aumentar os níveis de dopamina no corpo, sem usar medicamentos:

 

1. Exercício

O exercício de todos os tipos eleva os níveis de dopamina, serotonina e endorfina. Exercício regular fornece felicidade, fortalece o corpo, reduz o estresse.

 

2. Evite as Dependências

Álcool, drogas, jogos de azar, e até mesmo fazer compras , podem proporcionar um prazer imediato, mas não é uma solução permanente. As adições apenas satisfazem temporariamente nossas necessidades. Além disso, os vícios alteram nosso estilo de vida em favor da fonte do vício, e é um ciclo perverso. Portanto, você deve tentar diminuir o risco de desenvolver vícios, aproveitar a vida e encontrar coisas que proporcionam maior calma e felicidade. Além disso, é de grande importância trabalhar com o que você gosta.

 

3. Desintoxicação

Certifique-se de desintoxicar regularmente o seu sistema, como o acúmulo de toxinas e bactérias no organismo impede a produção de dopamina e enfraquece a imunidade.

A desintoxicação pode ser feita simplesmente através de exercícios e uma alimentação balançeada.

 

4. Aumentar a tirosina

A tirosina é um dos 22 aminoácidos essenciais utilizados para a criação de proteínas. É realmente o químico mais importante para a produção de dopamina.

Além da dopamina, também tem potencial para elevar os níveis de norepinefrina. A fim de aumentar seus níveis no corpo, você deve consumir o chá verde , a melancia, as amêndoas, as bananas, os abacates , e chocolate escuro.

 

5. Música

Níveis de dopamina também são aumentados através de música, embora por curto prazo. Portanto, use a música como uma forma comum de aumentar os níveis de dopamina. Além disso tocar um instrumento torna você mais esperto (a ciência revela).

 

6. Organize sua vida

Os níveis de dopamina são aumentados pela execução organizada de pequenas tarefas diárias, mesmo que sejam difíceis às vezes. Você deve escrever suas tarefas em um pedaço de papel, e verificá-las. Desta forma, você ficará satisfeito ao observar que concluiu cada tarefa.

Os Princípios de Autogestão afirmam que se uma tarefa representa uma mudança de 25% (ou maior) na rotina, você se sentirá incapaz de terminá-la e, muitas vezes, acabará como uma auto-sabotagem ou desistência.

Se a tarefa mudar 10% de sua rotina, você conseguirá completá-la. Portanto, as tarefas podem representar entre 10 e 25% de novos comportamentos, a fim de desafiar você a tentar coisas novas e desafiadoras sem desistir.

 

7. Criatividade

Os níveis de dopamina no cérebro também são elevados por atividade criativa. Isso também irá mantê-lo focado. Você não precisa se tornar um artista mundialmente conhecido, mas tente dançar, cantar, escrever, esculpir, pintar, desenhar, cozinhar, tricô, fazer artesanato e reparação automóvel, e você vai se sentir muito melhor imediatamente.

 

8. Suplementação

Os níveis de dopamina também podem ser aumentados através de suplementação, tais como:

A curcumina, o ingrediente ativo da cúrcuma, aumenta efetivamente a dopamina no cérebro.
Ginkgo Biloba tem um potencial para aumentar os níveis de dopamina também.
Acetil-l-tirosina é um bloco de construção de dopamina, por isso uma dose saudável de que apoia a produção de dopamina no cérebro.
L-teanina aumenta numerosos neurotransmissores no cérebro, incluindo a dopamina. O chá verde é uma fonte rica de l-teanina.

Nota: consulte um médico antes de usar qualquer uma das substâncias acima

 

9. Meditação

A meditação aumenta os níveis de dopamina de uma forma diferente que os exercícios. Melhora o seu humor, cria energia mental e relaxa a mente. Meditação é uma maneira eficiente de reduzir o estresse diariamente. Estudos em Harvard MRI provaram que a meditação literalmente reconstrói sua matéria cinza do cérebro em 8 semanas!

 

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*Fonte: enigmasdouniverso

 

7 hábitos de alimentação que mantêm os japoneses magros e todos deveriam seguir

Além de serem conhecidos pela longevidade, os japoneses estão entre os cidadãos mais magros do mundo. Entre a população adulta, o índice de obesidade é de apenas 3,7%, considerado o mais baixo dos países desenvolvidos. Conheça os hábitos alimentares que mantêm os japoneses magros e que todos deveriam seguir:

 

Hábitos saudáveis dos japoneses

1. Os japoneses prezam pelo equilíbrio na hora de montar seus pratos garantindo refeições de alto valor nutricional. A dieta normalmente é baseada na combinação de vegetais, fontes de fibras e antioxidantes que trazem saciedade, regularização do intestino e proteção celular, arroz, rico em carboidratos que dão energia, além de peixes e soja, proteínas de boa qualidade.

2. O cardápio dos japoneses também é bastante variado, com preparações diversificadas, através de alimentos cozidos, ensopados, refogados, fritos, no vapor e cru, além de quantidades generosas e diferentes de frutas, legumes e verduras.

3. Culturalmente, adotam a moderação com uma técnica chamada hara hachi bunme, que consiste em parar de comer quando estiver 80% satisfeito e não até ficar com a barriga estufada. O hábito ajuda a evitar exageros porque, segundo estudos, o cérebro demora cerca de 20 minutos para registrar saciedade.

4. Os japoneses também comem menos ao servir seus alimentos em pequenas porções, garantindo não somente pratos visualmente mais harmoniosos, como também uma ingestão de comidas em menores quantidades.

5. A hora da refeição é encarada como uma verdadeira experiência alimentar: as refeições devem ser coloridas e agradáveis para proporcionar um momento de prazer e não somente de saciedade plena.

6. O Japão também é conhecido por praticamente banir pães e apostar no arroz cozido no vapor, até mesmo no café da manhã. Então, além das baixas taxas de obesidade, o país também apresenta níveis reduzidos de problemas de saúde relacionados à farinha branca e glúten, como alergias, por exemplo.

7. Apesar de criarem doces visualmente deslumbrantes, os japoneses raramente consomem opções como bolos, sorvetes e tortas como sobremesa. Depois das refeições, normalmente consomem frutas frescas, reservando o açúcar apenas para ocasiões especiais.

 

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*Fonte: vix

Dormir após o almoço faz bem à saúde

Principalmente na Espanha há uma prática comum para muitas pessoas após o almoço: a chamada sesta, que consiste em um cochilo. Na capital, Madri, é corriqueiro encontrar numerosas lojas fechadas no início da tarde em lugares movimentados, teoricamente em um momento de grande proveito comercial para os empresários. Mesmo assim, alguns lojistas preferem fechar seus estabelecimentos por um motivo muito simples: dormir.

O que parece estranho aos nossos olhos é uma prática saudável e que deveria ser seguida por todas as pessoas. Dormir após o almoço não é sinônimo de preguiça ou falta do que fazer, mas sim uma recomendação médica capaz de melhorar o desempenho nas atividades durante os períodos vespertino e noturno e, consequentemente, trazer mais saúde.

O especialista em sono Maurício Bagnato explica que a sesta não é um capricho, mas sim uma necessidade fisiológica. “O cochilo depois do almoço é muito bom para o corpo porque a temperatura abaixa após o sono. Ele precisa ter duração máxima de meia hora e dá uma boa restaurada. Isso faz parte do ser humano. O corpo pede esse descanso”, afirma o especialista.

Algumas empresas já oferecem salas de descanso para que os funcionários possam tirar um cochilo após o almoço. Contudo, essa prática ainda é rara no meio empresarial brasileiro. No setor comercial, há o mesmo problema. Vendedores e balconistas precisariam descansar após a refeição para desempenhar melhor seus papéis, mas isso não acontece nem com os patrões, que, diferentemente de muitos colegas espanhóis, não tiram um momento para adaptar o corpo ao dia corrido e estressante.

Estudos mostram que os profissionais que têm um período de descanso depois do almoço, mesmo que não seja um sono profundo, possuem maior propensão a apresentar produtividade superior do que os demais companheiros que não investem tempo no descanso durante o expediente.

O otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali, compartilha dessa opinião e acrescenta que o cochilo após o almoço faz parte do ciclo normal de sonolência do ser humano. Contudo, os homens, ao longo da história, passaram a dar cada vez menos importância a essa relevante característica fisiológica. “É algo muito positivo pelo ciclo de vigília e sono das pessoas. Após o almoço, a gente tem um pico de sonolência, e uma soneca de meia hora é reparadora”, diz.

Deve-se prestar atenção, contudo, no exagero de sono no período vespertino. Em casos de indivíduos com tendência muito forte a sentir sonolência no trabalho ou em alunos, após a aula matutina, a principal causa é a ausência de sono suficiente durante a noite. Dormir mais de meia hora à tarde é um sintoma de que algo não vai bem no sono noturno.

 

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*Fonte: minhavida

Respiração profunda: uma forma simples de melhorar sua vida

A respiração profunda nos ajuda a acalmar a agitação, o estresse e a ansiedade. Respirar bem para viver melhor é um princípio de bem-estar físico e mental que exige nossa atenção entre a pressa e as pressões com as quais convivemos todos os dias. Por sua vez, e igualmente interessante, esse tipo de respiração permite que nos conectemos muito melhor com nós mesmos, com as nossas necessidades de vida…

São muitas as culturas que veem no processo de respiração algo mais do que esse ato aparentemente involuntário que garante a nossa sobrevivência e no qual não prestamos atenção. Muitos de nós fazemos parte desse mundo hiperventilado e de repente, quando sentimos a necessidade ou a curiosidade de praticar ioga, Mindfulness ou Tai-Chi, tomamos consciência de que respirar é mais do que simplesmente tomar ar para depois expulsá-lo de novo.

 

“A cada momento tenho que lembrar a mim mesma de que tenho que continuar respirando, de que o coração deve continuar palpitando…”
-Emily Brontë-

 

Nesse processo rítmico de expansão e contração, a respiração representa também essa polaridade constante que vemos na natureza, como o dia e a noite, como a vigília e o sono, como a calma e a tormenta, o inverno e a primavera… É um ciclo que tem diretrizes e seus momentos, sua música interior e seus incríveis benefícios se for feito corretamente.

A maioria de nós respira rápido e de modo superficial, não utilizando a plena capacidade dos nossos pulmões. Em um estado normal, respiramos entre 17 ou 18 vezes por minuto. No entanto, quando sofremos ansiedade ou estresse, o número dessa frequência respiratória dispara, podendo alcançar até mesmo as 30 respirações. Isso é um risco. É como viver com uma espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça, gerando um desequilíbrio progressivo que vai afetar a nossa pressão arterial, nosso sistema imunológico, nossos músculos e até mesmo as nossas mentes.

No entanto, algo tão simples como “respirar fundo” e fazer isso com controle gera um benefício sistêmico, equilibrando vários processos e proporcionando uma via de saída a muitas dessas emoções negativas que afligem o nosso dia a dia.

 

E se aprendemos a respirar bem para viver melhor?

 

Respiração profunda, mas pausada

Existe um dado muito importante que merece pelo menos uma reflexão: a respiração é uma das poucas funções corporais que fazemos tanto de forma voluntária quanto involuntária. É uma grande oportunidade de controle sobre o nosso corpo, melhorando a nossa qualidade de vida, se conseguirmos exercer esse controle de forma inteligente.

Pense que uma respiração voluntária e consciente pode influenciar a forma como respiramos quando o fazemos de forma automática. Desta forma, melhoramos a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco, a circulação, a digestão, e muitas outras funções corporais.

É muito possível que algum de nossos leitores se pergunte se existe alguma evidência científica de que a respiração profunda seja realmente tão positiva e benéfica como as culturas orientais nos explicam. Cabe-nos informar que o que nos dizem diversos estudos, como o publicado na revista científica “Harvard Health“, é que o que mais beneficia o nosso corpo é uma respiração lenta.

Quando respiramos fundo, mas acima de tudo com lentidão, conseguimos fazer com que o oxigênio chegue verdadeiramente até às células e que o nível de CO2 no sangue não baixe. Por sua vez, os cientistas também chegaram à conclusão de que o tipo de respiração que mais nos beneficia é a respiração diafragmática: aquela em que pegamos o ar em profundidade, deixando que ele entre pelo nariz e chegue completamente nos pulmões, ao elevar a parte inferior do nosso abdômen.

 

Benefícios da respiração profunda

Todo mundo, em algum momento de sua vida, já ouviu a famosa frase “não é nada, respira fundo”. É como um feitiço, como uma palavra mágica que assim que é colocada em prática, nos gera um bem-estar geral, um alívio quase imediato que acalma o corpo e reorganiza a mente. Essa estratégia teria muito mais benefícios se nos acostumarmos a praticá-la diariamente, de forma que se transforme em um hábito.

Estas seriam algumas mudanças que começaríamos a notar:

Melhoraria o metabolismo celular do nosso corpo.
Controlaríamos melhor o estresse e a ansiedade.
Dormiríamos melhor.
A digestões seriam menos pesadas.
Sentiríamos menos dor muscular, menos dores de cabeça e enxaquecas.
Nos concentraríamos melhor nas nossas tarefas.
Melhoraria a nossa postura e teríamos menos dores nas costas.
Aprenderíamos a estar mais centrados no “aqui e agora”.

 

Aprender a praticar a respiração profunda

Assim como afirmamos no início, as pessoas respiram em média entre 16 e 17 vezes por minuto. O nosso objetivo com a respiração profunda é respirar 10 vezes em um minuto. É claro que não conseguiremos isso com a primeira sessão, mas aos poucos e dia após dia vamos chegar a essa conquista, que sem dúvidas vai transformar o nosso bem-estar.

 

“Viver não consiste apenas em respirar, é muito mais…”
-Mao Zedong-

 

Aprenda como você pode conseguir fazer isso.

Em primeiro lugar, procure um lugar confortável para se sentar e que lhe permita manter as costas retas. Sua roupa deve ser confortável, deixando a região da cintura e do abdômen livre, sem a clássica pressão das calças jeans ou dos cintos.

Coloque seu peito para frente, relaxe os ombros e descanse o olhar.
Agora coloque uma mão sobre seu peito e a outra no abdômen.
Inspire de forma lenta e profunda ao longo de 4 segundos.
Quando fizer isso, você deve perceber como a mão que está no abdômen se eleva muito mais do que a mão que está sobre o peito.
Retenha esse ar durante 5 segundos para depois expirar de forma sonora ao longo de 7 segundos.

Comece com esse ritmo, e à medida que pegar o controle, você pode ir ajustando os tempos para conseguir uma média de 10 respirações em um minuto. Aos poucos você vai perceber benefícios notáveis na sua saúde física e uma calma mental adequada para enfrentar melhor o dia a dia.

Comece a experimentar hoje mesmo.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

O propósito da diarreia é muito mais complicado do que pensávamos

Um dos aspectos mais desordenados da vida humana é a diarreia. Durante séculos, ela confundiu cientistas sobre o motivo exato pelo qual precisamos encará-la.

Embora faça sentido que o seu propósito seja o de livrar nosso organismo das infecções o mais rápido possível, existe uma surpreendente falta de evidências biológicas que respaldem essa suposição. Agora, pesquisadores se aproximam da ciência da diarreia para descobrir que, ao tentar evitá-la, talvez causemos mais mal do que bem ao nosso corpo.

“A hipótese de que a diarreia limpa os agentes patogênicos intestinais tem sido debatida há séculos”, diz um dos cientistas, Jerrold Turner, do hospital Brigham and Women’s, em Boston.

“Seu impacto na progressão das infecções intestinais permanece mal compreendido. Buscamos definir o papel da diarreia e verificar se a prevenção pode atrasar a limpeza de agentes patogênicos e prolongar a doença”.

 

Papel da água

Turner e sua equipe se interessaram por um aspecto-chave na experiência da diarréia: como é que toda aquela água se transporta pela parede do intestino até o produto final?

A partir de modelos de ratos com “diarréia do viajante” – o tipo causado por infecções bacterianas – pesquisadores examinaram o revestimento intestinal desses animais para descobrir como grandes quantidades de água se tornam capazes de passar e facilitar a diarreia.

Os ratos foram infectados com Citrobacter rodentium, equivalente a um infectado por E. coli.

A equipe descobriu que, como resposta à infecção, células imunes começaram a gravitar em direção à parede intestinal, o que desencadeou a produção de um a proteína chamada interleucina-22.

A interleucina-22 se fundiu com células no revestimento intestinal e as levou a produzir uma segunda proteína, chamada claudin-2.

O trabalho desta proteína é coordenar-se com as células para formar grandes aberturas na parede do intestino, de modo que começa a fluir mais água do que o normal.

Tudo isso aconteceu dentro de apenas dois dias de infecção bacteriana – muito antes de inflamação e danos nos tecidos começarem a denunciar a infecção.

A atividade da claudin-2 já foi observada em seres humanos antes, mas estes são os primeiros sinais da interação entre ela e a interleucina-22 no caso de uma infecção bacteriana.

Isso sugere que, apesar de a diarreia possa parecer um pesadelo, não tê-la pode ser um destino ainda pior.

No desenho abaixo é possível verificar a interação entre interleucina-22 (esfera azul) e claudin-2 para combater a bactéria C rodentium:

Não é apenas pelo mecanismo da diarreia a torna mais complexa do que presumimos – temos, também, o costume de julgar mal o fato de que ela interage com as bactérias para que, em conjunto, possam combater a infecção.

A equipe descobriu essas evidências observando três tipos de ratos – um que foi projetado para superproduzir a claudin-2, outro cuja capacidade de produzir claudin-2 foi bloqueada (chamados camundongos de nocaute ao claudin-2) e um grupo controle.

Como esperado, o grupo de controle teve diarreia em resposta à infecção, enquanto superprodutor de claudin-2 teve diarréia o tempo todo.

Nenhum, porém, sofreu tanto quanto os camundongos de nocaute.

Apesar de serem os únicos a evitar um ataque desordenado de fezes, eles experimentaram sintomas da infecção muito mais severos do que os outros, e levaram muito mais tempo para que seus sistemas imunológicos eliminassem a bactéria.

“Seu sistema imunológico quase enlouqueceu tentando limpar essa infecção, mas não conseguia”, disse Turner à Gizmodo.

Nos primeiros estágios da infecção, os ratos de nocaute experimentaram danos nos tecidos muito maiores do que os outros dois grupos e maior proliferação das bactérias nocivas.

E aqui está o ponto: eles acabaram enfrentando uma diarreia terrível mesmo assim.
Procedimento e resultados

No 11º dia de infecção, a diarreia finalmente teve início, e permaneceu “significativamente maior” do que os outros dois grupos até o dia 21.

Os pesquisadores sugerem que, se o corpo não for capaz de produzir diarreia para libertar a infecção – facilitada pela atividade da interleucina-22 e da claudina-2 – começará a quebrar o próprio revestimento intestinal para forçar a água a descer.

É importante notar que o experimento até agora só foi realizado em ratos. Então, até ser verificado em seres humanos, é muito cedo para dizer que o mesmo processo ocorre em nossos corpos.

Mas os humanos produzem proteína interleucina-22, então ela pode ser responsável por desencadear a produção de diarreia em nós também.

E o que esta pesquisa mostra é que qualquer medicamento destinado a bloquear a atividade do organismo ou a claudin-2 poderia causar mais mal do que bem – temos subestimado o quão importante isso poderia ser na prevenção de infecções mais graves e prolongadas.

“As pessoas estão recorrendo a remédios para prevenir a diarreia. Mas essa pesquisa nos diz que é preciso ter cuidado com isso”, disse Turner ao Gizmodo. “No caso desse agente patogênico, se você bloqueá-lo, a infecção pode ficar muito pior”.

A pesquisa foi publicada na Cell Host e Microbe. [ScienceAlert]

 

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*Fonte: hypescience / Carolina Goetten

Reino Unido usa plástico retirado dos oceanos para asfaltar estrada

Depois de algumas pesquisas realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi possível detectar que 80% do lixo encontrado nos oceanos são feitos de plásticos. De acordo com as estimativas, se os números se mantiverem até 2050, os oceanos terão mais plásticos que peixes.

Para reparar os problemas causados pela poluição dos oceanos e acabar com o desperdício de recursos naturais, o engenheiro Toby McCartney teve a ideia de construir estradas feitas de plástico reciclado. O projeto desenvolvido pela sua empresa MacRebur, com sede na Escócia, traz estradas 10 vezes duráveis e 60% mais fortes.

Bem diferente das estradas convencionais que costumam com o tempo formar buracos e crateras, a nova solução encontrada por McRebur acaba com esse terrível problema. Ele criou pequenas pelotas chamadas MR6, feitas a partir de plástico doméstico, resíduos agrícolas e resíduos comerciais, que substituem o betume, além do petróleo bruto – vendido pelas empresas petrolíferas – utilizado para unir as estradas.

O processo de fabricação é feito através da mistura dos pallets de MR6 com a rocha e um pouco de betume, forma sustentável e lucrativa que o engenheiro encontrou para reciclar os resíduos plásticos encontrados nos oceanos.

Sua inspiração veio após a professora de sua filha ter perguntado para a classe o que vive no oceano, e sua filha, ao invés de responder peixes disse: “Plástico”. Para que sua filha não crescesse em um mundo onde isso fosse realidade, ele decidiu tomar uma atitude.

Entretanto, ele percebeu que a ideia de usar plásticos retirados dos oceanos era realmente possível, depois de passar um tempo na Índia e ver moradores tampando os buracos de ruas e estradas com esses resíduos e depois queimando-os.

O primeiro teste realizado por ele foi na calçada de sua casa, no Reino Unido. Agora depois de perceber que o produto funcionava, ele começou a ser colocado em novas ruas do estado de Cumbria, localizado no norte da Inglaterra.

 

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*Fonte: pensamentoverde

Pelo menos no Brasil as pessoas ainda se beijam, se abraçam, se tocam e fazem amor

Eram duas mulheres jovens, de pele de cereja, elegantes. Estavam sendo exibidas, em sua casa em Tóquio, por um japonês de meia-idade. Ele as chamava de “minhas meninas”. Eram, no entanto, apenas duas frias bonecas de silicone. Perguntado se fazia sexo com elas, o japonês, surpreso, respondeu: “Claro que sim”.

A cena apareceu no último sábado, na reportagem Amor e Sexo no Japão, da Globo News. Uma fotografia crua do drama vivido pelos jovens com menos de 30 anos daquele país rico, empreendedor, de vanguarda tecnológica. Os jovens preferem o sexo virtual, solitário, ao contato físico. Relacionar-se com máquinas em vez de fazê-lo com corpos de carne e osso. Já não fazem sexo, ou quase não fazem, entre eles, nem querem mais ter filhos.

A reportagem mais parecia ficção, uma história de algo que aconteceu em outro planeta. Houve aqueles que não suportaram assistir ao programa inteiro, pois dava calafrios. Em 2015, Abigail Hayworth perguntou em um artigo, “por que os jovens japoneses pararam de fazer sexo?”. Desde então, a situação piorou, pois, de acordo com a reportagem da Globo News, hoje os jovens já não sabem se relacionar afetivamente entre eles.

Vão a prostíbulos não para fazer sexo, mas para descansar por três minutos a cabeça no colo de uma mulher e experimentar o que se sente. E para aprender a falar com uma menina de verdade, não virtual, algo de que estão esquecendo.

As moças pagam um jovem para fazer um passeio no parque de mãos dadas, algo inusual para eles. Não sabem beijar ou tocar-se. O pior é que nem o querem. As jovens afirmam que não querem se casar, ou tem um marido, ou filhos, porque para elas a coisa mais importante é ter sucesso no trabalho. Por isso a taxa de natalidade está diminuindo. Fala-se de “síndrome do celibato”.

De acordo com um estudo realizado pela Associação de Planejamento Familiar do Japão em 2014, 45% das mulheres entre 16 e 24 anos daquele país “desprezam o contato sexual”, bem como 25% dos homens. A maioria atinge essa idade sem ter experimentado um relacionamento íntimo.

As meninas, mesmo que muitas considerem o casamento como “o túmulo da mulher”, não perderam, no entanto, o gosto de viver a cerimônia do seu casamento com vestido branco de cauda longa, fotógrafos e banquete, mas sem noivo. Elas gostam disso assim. Dizem que se sentem felizes como noivas sozinhas, sem homem.

O paradoxo é que os japoneses estão entre os maiores exportadores de pornografia do mundo. Eles vivem o sexo intensamente, mas virtual. O que a Igreja Católica antigamente chamava de “vício solitário”.

É apenas uma moda passageira ou algo destinado a crescer e influenciar o mundo além do Japão na forma de fazer sexo e dos seres humanos se relacionarem? Há quem tema que isso possa ser uma tendência mais geral. Que o sexo virtual, mais fácil, com menos compromissos, realizado sozinho, sem julgamento e sem medo de se comprometer, possa se tornar uma moda.

Na Europa, sociólogos e psicólogos advertem, há certo tempo, sobre o aumento da taxa de jovens impotentes, com pouca libido para o sexo, influenciados pelo excesso de pornografia fácil ao alcance da mão.

Talvez o que mais me impressionou na reportagem da Globo News foi a dificuldade dos jovens japoneses em viver e desfrutar do sentido do tato com o corpo real. Via-se entre os jovens casais que apareceram no documentário a aparente incapacidade, nem falo de beijar e abraçar, mas simplesmente de tocar. Imaginava que poderia ser algo parecido com o que sentiríamos ao ter de beijar e abraçar um alienígena.

Fui dormir com um turbilhão de pensamentos. Não tinha dúvida de que algo grave está mudando nas relações humanas depois do tsunami virtual que envolve o mundo. Entre os meus pensamentos, quis trazer um a esta coluna. Reconciliei-me naquela noite com a índole dos brasileiros hoje conturbados e amargurados diante do terremoto da corrupção política que assola o país. Pelo menos eles ainda mantêm o calor humano, não o de silicone. Sabem beijar, homens e mulheres, jovens e velhos. Abraçar-se, tocar-se, andar de mãos dadas. E, claro, eles ainda sabem fazer sexo sem necessidade de bonecas sem vida, por mais macias e perfeitas que sejam. Sabem correr o risco da responsabilidade que implicam o amor e o sexo de verdade.

Vendo o rio de afeto que no domingo correu em abundância na Avenida Paulista na já tradicional e massiva Marcha do Orgulho Gay e lembrando os milhões de preservativos oferecidos pelo Governo no último Carnaval, “os mais carnais do mundo”, como os qualificou o Prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa, disse a mim mesmo que o Brasil ainda está vivo porque não se sente impotente para o afeto, o sexo e o amor. O dia em que também o pesadelo da corrupção política deixar de flagelar o país, os brasileiros terão muito a ensinar ao mundo sobre o jogo eterno do afeto. Acho difícil que o Brasil se entusiasme, por exemplo, com o romance dos anos trinta, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, que parece querer reviver no Japão moderno. Um mundo onde o sexo é proibido e a reprodução humana fica à mercê de máquinas artificiais. Onde o sexo e a morte são vistos como banais e onde a família, a maternidade e os laços emocionais foram varridos da cultura.

Os brasileiros, felizmente, continuam preferindo crianças reais, nascidas do ventre do amor. Eles ficam assustados com muitas coisas, mas não com o sexo ou o afeto, o que não é pouco, se nos refletimos no que o Japão está vivendo. Alguém dirá que no Brasil de hoje não só se ama, mas também se odeia. É que o ódio é a outra face do amor. As máquinas não odeiam, mas tampouco amam.

 

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*Fonte: elpais / texto: Juan Arias

30 coisas que você deve começar a fazer para si mesmo

Não é a primeira vez que publicamos um texto de Marc e Angel.

Há alguns dias lançamos aqui no Awebic o texto “30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo“, autoria do casal.

O texto que você vai ler a seguir também foi escrito por Marc e Angel (traduzido pelo site LifeBuzz.com), sendo uma resposta àqueles que acharam que o primeiro texto é uma versão negativa de se ver as coisas.

Então agora temos uma versão positiva. 30 coisas que você deve começar a fazer para si mesmo.
Vamos?
Bora.

 

1. Comece a passar o tempo com as pessoas certas

Estas são as pessoas que você gosta, que amam e apreciam você, e que o incentivam a melhorar de maneira saudável e estimulante.

São aquelas pessoas que fazem você se sentir mais vivo, e não só aceitam quem você é agora, mas também estão de acordo e aceitam quem você quer ser, incondicionalmente.

 

2. Comece a enfrentar seus problemas de frente

Não são os seus problemas que definem você, mas como você reage e se recupera deles. Os problemas não vão desaparecer se você não agir. Faça o que você puder, quando puder, e reconheça o que você fez.

É uma questão de dar passos de bebê na direção certa, centímetro por centímetro. Estes centímetros contam, eles somam metros e quilômetros a longo prazo.

 

3. Comece a ser honesto com você mesmo sobre tudo

Seja honesto sobre o que está bem, assim como sobre o que precisa ser mudado. Seja honesto sobre o que você quer alcançar e quem você quer se tornar.

Seja honesto com todos os aspectos da sua vida, sempre. Porque você é a única pessoa que você sempre pode contar. Procure a verdade na sua alma, para que você realmente saiba quem você é.

Quando você fizer isso, você terá uma melhor compreensão de onde você está agora e como você chegou aqui, e você estará melhor equipado para identificar onde você quer ir e como chegar lá.

Leia “O Caminho Menos Percorrido”.

 

4. Comece a fazer da sua própria felicidade uma prioridade

Suas necessidades importam. Se você não se valoriza, não se cuida e não se defende, você está se sabotando. Lembre-se, é possível cuidar das suas próprias necessidades e ao mesmo tempo cuidar das pessoas ao seu redor.

E quando as suas necessidades forem atendidas, você provavelmente vai ser muito mais capaz de ajudar aqueles que precisam de você.

 

5. Comece a ser você mesmo, genuinamente e orgulhosamente

Tentar ser qualquer outra pessoa é um desperdício da pessoa que você é. Seja você mesmo. Abrace essa pessoa dentro de você, que tem ideias, força e beleza como ninguém.

Seja a pessoa que você sabe que você é – a melhor versão de você – do seu jeito.

Acima de tudo, seja fiel a VOCÊ, e se seu coração não quiser fazer algo, então não faça.

 

6. Comece a prestar atenção e viver no presente

O agora é um milagre. Agora é o único momento garantido para você.

Agora é a vida.

Então pare de pensar em como as coisas vão ser ótimas no futuro. Pare de ficar pensando sobre o que você fez ou deixou de fazer no passado. Aprenda a ficar no “aqui e agora” e experimentar a vida enquanto ela está acontecendo.

Aprecie o mundo pela beleza que ele possui nesse momento.

 

7. Comece a valorizar as lições que seus erros ensinam

Tudo bem errar.

Os erros são os degraus do progresso. Se você não está falhando de vez em quando, você não está se esforçando o suficiente e você não está aprendendo.

Assuma riscos, tropece, caia, e, em seguida, levante-se e tente novamente. Aprecie que você está se esforçando, aprendendo, crescendo e melhorando.

Conquistas significativas são quase invariavelmente realizadas no final de um longo caminho de fracassos. Um dos “erros” que você teme pode ser apenas o elo para o seu maior feito na vida.

 

8. Comece a ser mais gentil com você mesmo

Se você tivesse um amigo que falasse com você da mesma forma como, às vezes, você fala com você mesmo, quanto tempo você permitiria que essa pessoa fosse sua amiga?

A maneira como você se trata estabelece o padrão para os outros. Você deve amar quem você é ou ninguém mais irá.

 

9. Comece a desfrutar as coisas que você já tem

O problema com muitos de nós é que pensamos que vamos ser feliz quando alcançarmos certo nível na vida – um nível que outros conseguiram – seu chefe com seu escritório de canto, o amigo de um amigo que é dono de uma mansão na praia, etc.

Infelizmente, pode levar algum tempo antes que você chegue lá, e quando você chegar lá, você provavelmente vai ter um novo destino em mente.

Você vai acabar gastando toda a sua vida trabalhando em direção a algo novo, sem nunca parar para apreciar as coisas que você tem agora. Então, fique em silêncio todas as manhãs quando você acordar, e aprecie onde você está e o que você já tem.

 

10. Comece a criar sua própria felicidade

Se você está à espera de alguém para lhe fazer feliz, você está perdendo tempo.

Sorria porque você pode. Escolha a felicidade. Seja a mudança que você quer ver no mundo. Seja feliz com quem você está agora, e deixe a sua positividade inspirar sua jornada para o amanhã. Felicidade é frequentemente encontrada quando e onde você decide procurá-la.

Se você procurar a felicidade dentro das oportunidades que você tem, você acabará por encontrá-la. Mas se você constantemente procurar outra coisa, infelizmente, você vai encontrar isso também.

Leia “Tropeçar na Felicidade”.

 

11. Comece a dar uma chance para as suas ideias e sonhos

Na vida, raramente é sobre ter uma oportunidade, mas sim sobre se arriscar. Você nunca vai estar 100% certo que vai funcionar, mas você sempre pode estar 100% certo que não fazer nada não vai funcionar.

Na maioria das vezes você só precisa ir em frente! E não importa o resultado, sempre acaba do jeito que deveria ser. Ou você tem sucesso ou você aprende alguma coisa.

De qualquer jeito, você ganha.

 

12. Comece a acreditar que você está pronto para a próxima etapa

Você está pronto!

Pense nisso.

Você tem tudo que você precisa agora para dar o próximo passo adiante, pode ser pequeno, mas deve ser realista. Então abrace as oportunidades que surgem em seu caminho, e aceite os desafios – eles são presentes que irão ajudá-lo a crescer.

 

13. Comece novos relacionamentos pelas razões certas

Entre em novas relações com pessoas confiáveis, honestas, que refletem a pessoa que você é e a pessoa que você quer ser.

Escolha amigos que você tem orgulho de conhecer, pessoas que você admira e que demonstram amor e respeito por você – pessoas que retribuem sua bondade e seu compromisso.

E prestam atenção ao que as pessoas fazem, porque as ações de uma pessoa são muito mais importantes do que suas palavras ou como os outros a descrevem.

 

14. Comece a dar uma chance às novas pessoas que você encontra

Parece desagradável, mas você não pode manter cada amigo que você já fez. As pessoas e suas prioridades mudam.

Assim como alguns relacionamentos vão desaparecer, outros vão crescer. Aprecie a possibilidade de novas relações enquanto você naturalmente larga mão das antigas que não funcionam mais. Confie em seu julgamento. Abrace novas relações, sabendo que você está entrando em território desconhecido.

Esteja pronto para aprender, esteja pronto para o desafio e esteja pronto para encontrar alguém que pode mudar sua vida para sempre.

 

15. Comece a competir contra uma versão anterior de você mesmo

Seja inspirado pelos outros, aprecie os outros, aprenda com os outros, mas saiba que competir contra eles é um desperdício de tempo.

Você está em competição com uma pessoa e apenas uma – você mesmo.

Você está competindo para ser o melhor que você pode ser. Vise quebrar seus próprios recordes pessoais.

 

16. Comece a torcer pela vitória das outras pessoas

Comece a perceber o que você gosta nos outros e diga a eles.

Apreciar o quão incrível as pessoas ao seu redor são conduz a lugares, bons, produtivos, gratificantes e pacíficos.

Então, fique feliz por aqueles que estão progredindo. Torça pelas suas vitórias. Seja grato abertamente pelas bênçãos que eles receberam. O que vai, volta, e mais cedo ou mais tarde, as pessoas para quem você está torcendo começarão a torcer por você.

 

17. Comece a olhar para o lado positivo nas situações difíceis

Quando as coisas estão difíceis, e você se sente para baixo, faça algumas respirações profundas e procure o lado positivo – os pequenos sinais de esperança.

Lembre-se que você pode e vai ficar mais forte quando esses tempos difíceis passarem. E permaneça consciente de suas bênçãos e vitórias – todas as coisas em sua vida que estão bem.

Concentre-se no que você tem, não no que você não tem.

 

18. Comece a perdoar a si mesmo e aos outros

Todos nós fomos feridos pelas nossas próprias decisões e pelos outros.

E enquanto a dor dessas experiências é normal, às vezes perdura por muito tempo. Nós revivemos a dor repetidamente e temos dificuldade em deixá-la ir.

O perdão é o remédio.

Isso não significa que você está apagando ou esquecendo o que aconteceu no passado. Isso significa que você está deixando de lado o ressentimento e a dor, e está escolhendo aprender com o incidente e seguir em frente com sua vida.

 

19. Comece a ajudar aqueles que estão a sua volta

Se preocupe com as pessoas.

Oriente-as se você souber um caminho melhor.

Quanto mais você ajudar os outros, mais eles vão querer ajudá-lo. Amor e bondade gera amor e bondade. E assim por diante.

 

20. Comece a ouvir a sua voz interior

Se isso ajuda, discuta suas ideias com as pessoas mais próximas de você, mas dê a você mesmo espaço suficiente para seguir a sua própria intuição. Seja fiel a si mesmo. Diga o que você precisa dizer.

Faça o que o seu coração diz que está certo.

 

21. Comece a ficar atento ao seu nível de estresse e faça pausas curtas

Vá mais devagar.

Respire.

Dê a você mesmo permissão para fazer uma pausa, reagrupar e avançar com clareza e propósito. Quando você estiver muito ocupado, um breve recesso pode rejuvenescer a sua mente e aumentar a sua produtividade.

Estas pausas curtas vão ajudá-lo a recuperar sua sanidade e refletir sobre suas ações recentes, assim você pode ter certeza que elas estão alinhadas com seus objetivos.

 

22. Comece a perceber a beleza dos pequenos momentos

Em vez de esperar que grandes coisas aconteçam – casamento, filhos, grande promoção, ganhar na loteria – encontre a felicidade nas pequenas coisas que acontecem todos os dias.

Pequenas coisas, como tomar tranquilamente uma xícara de café no início da manhã, ou o delicioso cheiro e sabor de uma refeição caseira, ou o prazer de compartilhar algo que você gosta com outra pessoa ou ficar de mãos dadas com o seu parceiro.

Perceber esses pequenos prazeres diariamente faz uma grande diferença na qualidade de sua vida.

 

23. Comece a aceitar as coisas quando elas não são perfeitas

Lembre-se, “perfeito” é o inimigo do “bom”.

Um dos maiores desafios para as pessoas que querem melhorar a si mesmas e melhorar o mundo é aprender a aceitar as coisas como elas são.

Às vezes é melhor aceitar e apreciar o mundo como ele é, e as pessoas como elas são, em vez de tentar fazer com que tudo e todos estejam em conformidade com um ideal impossível.

Não, você não deve aceitar uma vida medíocre, mas deve aprender a amar e valorizar as coisas até mesmo quando elas não são perfeitas.

 

24. Comece a trabalhar na direção dos seus objetivos todos os dias

Lembre-se, a viagem de mil quilômetros começa com um passo.

Seja qual for o seu sonho, todo dia dê um passo pequeno, mas coerente, para que seu sonho aconteça. Vá lá e faça alguma coisa! Quanto mais você trabalhar, mais sorte você terá.

Enquanto muitos de nós dizemos, em algum momento durante o curso de nossas vidas, que queremos seguir a nossa vocação, poucos são aqueles astutos que realmente trabalham para que isso aconteça. Por “trabalhar por isso”, eu quero dizer se dedicar consistentemente ao resultado final.

Leia “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.

 

25. Comece a dizer mais como você se sente

Se você está sofrendo, dê a você mesmo o espaço e o tempo necessário para se sentir a dor, mas esteja aberto sobre isso.

Converse com as pessoas mais próximas a você. Diga-lhes a verdade sobre como se sente. Deixe-os ouvir.

O simples ato de desabafar é o seu primeiro passo para se sentir bem novamente.

 

26. Comece a tomar plena responsabilidade pela sua vida

Seja responsável pelas suas escolhas e pelos seus erros, e esteja disposto a tomar as medidas necessárias para melhorar de acordo com eles.

Ou você assume responsabilidade pela sua vida ou alguém o fará.

E quando alguém o fizer, você vai se tornar um escravo das suas ideias e sonhos em vez de um pioneiro dos seus próprios sonhos. Você é o único que pode controlar diretamente o resultado da sua vida.

E não, não vai ser sempre fácil. Cada pessoa tem uma pilha de obstáculos na frente delas. Mas você tem que assumir a responsabilidade pela sua situação e superar esses obstáculos.

Optar pelo contrário é escolher uma vida de mera existência.

 

27. Comece a nutrir seus relacionamentos mais importantes

Leve para a sua vida, e para as vidas daqueles que você ama, verdadeira e honesta alegria com o ato simples de lhes dizer regularmente o quanto eles significam para você.

Você não pode ser tudo para todos, mas você pode ser tudo para algumas pessoas. Decida quem são essas pessoas em sua vida e trate-as como se fossem da realeza.

Lembre-se, você não precisa de certo número de amigos, apenas um número de amigos que você pode contar.

 

28. Comece a se concentrar nas coisas que você pode controlar

Você não pode mudar tudo, mas você sempre pode mudar alguma coisa. Desperdiçar seu tempo, talento e energia emocional com coisas que estão além do seu controle é uma receita para a frustração, miséria e estagnação.

Invista sua energia nas coisas que você pode controlar e aja sobre elas agora.

 

29. Comece a se concentrar na possibilidade dos resultados positivos

A mente tem que acreditar que pode fazer alguma coisa antes que seja realmente capaz de fazê-la.

O caminho para superar os pensamentos negativos e as emoções destrutivas é desenvolver emoções positivas que são mais fortes e mais poderosas. Ouça a sua voz interior e substitua pensamentos negativos por positivos. Independentemente de como a situação parece, foque sobre o que você quer que aconteça e, em seguida, dê o próximo passo positivo.

Não, você não pode controlar tudo o que acontece com você, mas você pode controlar como você reage às coisas.

A vida de todos tem aspectos positivos e negativos. A longo prazo, você ser ou não ser feliz e bem-sucedido depende muito de quais são os aspectos mais focados na sua vida.

Leia “The How of Happiness”.

 

30. Comece a perceber o quão rico você é agora

Henry David Thoreau disse certa vez: “Riqueza é a capacidade de experimentar a vida plenamente”.

Mesmo quando os tempos estão difíceis, é sempre importante manter as coisas em perspectiva.

Você não foi dormir com fome na noite passada. Você não dormiu na rua. Você pôde escolher que roupa vestir esta manhã. Você não se cansou hoje. Você não gastou um minuto com medo. Você tem acesso à água potável. Você tem acesso a cuidados médicos. Você tem acesso à Internet. Você pode ler.

Alguns poderiam dizer que você é incrivelmente rico, então se lembre de ser grato por todas as coisas que você tem.

 

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Obrigado pela visita.

 

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*Fonte: awebic

O Alzheimer, descrito pelo paciente

Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer.
Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.

Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.

Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.

Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET, que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept, que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite.
Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda. Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.

Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal.
Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.

Hoje sabemos que esse material é o acumulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.

No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.

Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.

Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.

Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.

Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.

A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.

Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.

Arthur Rivin
(Foi Clínico-Geral e é Professor Emérito da Universidade da Califórnia)

 

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*Fonte: osegredo

10 Frases de Freud para refletir sobre si mesmo

Considerado o “pai da psicanálise”, Sigmund Freud é um dos autores mais amados e odiados do século XIX e XX.

Sua obra continua a ser alvo de debates controversos, ao tempo que serve de grande influência para a psicologia contemporânea.

Freud também é conhecido por ser autor de profundas reflexões sobre a condição humana. Selecionamos aqui 10 frases que com certeza te farão refletir sobre como lidar com a vida!

 

10 Frases de Freud para refletir sobre si mesmo

1. A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

2. Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

3. A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.

4. Em última análise, precisamos amar para não adoecer.

5. Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.

6. O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver.

7. Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer.

8. O homem é dono do que cala e escravo do que fala.

9. Ser inteiramente honesto consigo mesmo é um bom exercício.

10. Antes de diagnosticar a sim mesmo com depressão ou baixa autoestima, primeiro tenha certeza de que você não está, de fato, cercado por idiotas.

(Sigmund Freud)

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 técnicas calmantes que podem reduzir a ansiedade em pouco tempo

“Não habite no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no presente.” – Buda
As pessoas que sofrem de ansiedade, muitas vezes, não conseguem entender o que está acontecendo.

Somente aqueles que sentiram o medo da ansiedade constante, podem entender.

 

Abaixo estão 5 técnicas que podem reduzir a ansiedade em pouco tempo:

1. Meditação

“A pesquisa sugere que a meditação diária pode alterar os caminhos neuronais do cérebro, tornando-o mais resiliente ao estresse”, diz Robbie Maller-Hartman, Ph.D.

Contrariando à crença popular, não é preciso ser um sábio para experimentar os tremendos benefícios do alívio de ansiedade da meditação. (É claro que a prática adicional apenas fortalece a capacidade de combate ao estresse/ansiedade).

O método é simples. Para instruí-lo, vamos imaginar que você está no trabalho ou estacionado em algum lugar com seu carro. Aqui está o que fazer: sente-se reto, com os dois pés no chão e feche os olhos. Recite – em silêncio ou em voz alta – um mantra, como “Estou em paz”, ” ou “Eu me amo “. Descarte quaisquer pensamentos de distração sem preconceito ou julgamento.

2. Respiração profunda

Quando se trata de aliviar a ansiedade, concentrar-se na respiração é (de longe) o método mais eficiente. Tudo o que você precisa é de uma pausa de 5 minutos e paciência.

Mais uma vez, a prática é simples. Sente-se corretamente com os olhos fechados. Coloque uma mão na sua barriga enquanto inspira lentamente pelo nariz. Sinta a respiração encher seu abdômen e viaje para cima, como se a respiração estivesse chegando ao topo da cabeça. Mantenha a respiração presa por alguns segundos, então, naturalmente (e lentamente), expire pela boca.

3. Esteja presente

“Estar presente” é notar todas as sensações à medida que elas se estendem – existir neste momento e apenas neste momento.

O bom sobre estar presente é que você pode praticá-lo em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, a qualquer momento. Lavando a louça: observe e sinta como é a superfície dos pratos ao toque de sua mão, enquanto você aplica o detergente. Andando? Sinta o ar à medida que ele flui e toca seu rosto e seu corpo. Digitando? Ouça o som de cada barulho do teclado enquanto trabalha.

Quando você está presente, foca toda a sua consciência em seus sentidos, em vez de no impulso.

 

4. Priorize seu tempo

Nosso tempo nesta Terra é limitado. A verdade (às vezes desconfortável) é que não sabemos quanto desse precioso recurso temos. Infelizmente, muitas pessoas agem como se fossem imunes ao passar do tempo.

O fundador da Apple, Steve Jobs, que acabaria por sucumbir ao câncer, deu sua perspectiva ao tempo: “Se hoje fosse o último dia de sua vida, você gostaria de fazer o que está fazendo hoje?”

Avalie como você gasta seu tempo. Não há caminho “certo” ou “errado” – apenas o seu caminho. Se você tiver a sorte de trabalhar em um trabalho que você ama, invista seu tempo lá. Se você está feliz apenas em “ir com o fluxo” e apreciar cada experiência – ótimo.

Valorizar o tempo é gastá-lo desfrutando de sua vida, descartando quaisquer expectativas externas.

5. Escreva coisas

Documentar seus pensamentos é um poderoso analgésico. Pensamentos estressantes acumulados, inevitavelmente, resultam em ansiedade.

Escrever o que você está pensando e sentindo pode proporcionar um profundo sentimento de alívio, pois você não está mais confiando em suas faculdades cognitivas para armazenar e interpretar cada pequeno impulso.

Escrever seus pensamentos, em essência, é transferindo seus pensamentos para algo tangível. Ao fazê-lo, você libera seus recursos cognitivos e neutraliza a ansiedade. Como resultado, torna-se mais relaxado – e uma mente relaxada é uma mente pacífica.

Uma boa prática: mantenha um bloco de anotações em seu alcance. Sempre que um pensamento estressante e ansioso surgir, escreva-o. No final do dia, reveja as suas anotações – alguma coisa precisa mudar ou suas ansiedades são um subproduto inofensivo de uma mente hiperativa?

 

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*Fonte: osegredo /Power of Positivity

Os 12 produtos mais perigosos criados pela Monsanto

Do Resumen Latino americano

1. Sacarina.
John Francisco Queeny fundou a “Monsanto Chemical Works”, com o objetivo de produzir sacarina para Coca-Cola. Estudos realizados durante a década de 1970 mostraram que este químico produz câncer em ratos e outros mamíferos de testes. Porém, depois descobriu-se que causa o mesmo efeito em humanos, Monsanto subornou médicos e instituições para seguir comercializando-a.

2. PCBs.
Durante a década de 1920, a Monsanto começou a expandir sua produção química mediante bifenilos policlorados (PCB), para produzir fluídos refrigeradores de transformadores elétricos e motores. Cinquenta anos depois, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) publicou um informe citando os PCBs como causa do câncer em animais, e com provas adicionais indicou que estes produzem câncer em seres humanos. Quase 30 anos depois dos PCBs serem proibidos nos EUA, este químico segue aparecendo no sangue das mulheres grávidas, como informou um estudo de 2011. Em muitas áreas da Argentina ainda utilizam os PCBs.

3. Poliestireno.
Em 1941, a Monsanto começou a focar em plásticos e poliestireno sintético, que ainda é amplamente utilizado para embalar alimentos. O poliestireno foi classificado o quinto da lista de 1980 da EPA, onde se enumera os produtos químicos cuja produção gera os resíduos mais perigosos. Ao estar nas embalagens de comida ingerimos poliestireno (efeito de migração), que causa depressão, câncer e danos aos nervos. Os vasos e recipientes feitos deste material sintético são difíceis de reciclar. Devem ser derretidos utilizando um equipamento adequado que a maioria dos centros de reciclagem não possuem. Dentro de 1000 anos, a bandeja de carne que você comprou no Carrefour ou Wall-Mart seguirá existindo em alguma parte do planeta. É fatal para a vida marinha: Flutua na superfície do oceano, se decompõe em pequenas esferas que os animais comem. As tartarugas marinhas, por exemplo, perdem sua capacidade de mergulhar e morrem de fome.

4. Bomba Atômica e armas nucleares.
Pouco depois de ser adquirida por Thomas e Hochwalt Laboratories, a Monsanto tornou-se uma divisão do Departamento de Investigação Central. Entre 1943 e 1945, este departamento coordenou esforços importantes de produção para o Projeto Manhattan. Leia sobre o maior acidente industrial da América do Norte.

5. DDT.
Em 1944, a Monsanto começou a fabricar o insecticida DDT, com a desculpa de combater os mosquitos “transmissores da malária”. Em 1972, o DDT foi proibido nos EUA. – Seus efeitos adversos para a saúde humana incluem infertilidade, problemas no desenvolvimento, destruição do sistema imunológico, morte. O DDT impede que o hormônio una com seu receptor, bloqueando, por sua vez, o hormônio para obter um desenvolvimento sexual normal, dando lugar a anormalidades. Durante um experimento levado a cabo no Mar Caspio (Mediterrâneo), o DDT em uma concentração de 1 ppb reduziu a população de peixes até 50%. O transporte atmosférico desta substância atualmente afeta a todos os seres vivos do planeta. Foi detectado no ar do Ártico, terra, gelo e neve, praticamente todos os níveis da cadeia alimentar global. Os sedimentos do fundo de lagos e os leitos dos rios atuam como reservas para o DDT e seus metabolitos. Todos os bebês humanos nascem com DDT no sangue.

6. Dioxinas.
Em 1945, a Monsanto começou a promover o uso de pesticidas químicos na agricultura com a fabricação do herbicida 2,4,5-T (um dos percursores do agente laranja), que contém dioxina. As dioxinas são um grupo de compostos quimicamente relacionados que se conhece como “Os doze condenados” – São contaminadores ambientais persistentes que se acumulam na cadeia alimentar, principalmente no tecido adiposo dos animais. Durante décadas, desde que foi desenvolvido pela primeira vez, a Monsanto foi acusada de encobrir ou não informar sobre a contaminação por dioxinas em uma ampla gama de seus produtos.

7. Agente Laranja.
Durante a década de 1960, a Monsanto foi a principal fabricante do Agente Laranja, um herbicida/desfolhante utilizado como arma química na guerra do Vietnã. A fórmula da Monsanto tinha níveis de dioxinas muito maiores que o Agente Laranja produzido pela Dow Chemicals, outro fabricante (por que a Monsanto foi a denúncia chave na demanda apresentada por veteranos de guerra nos Estados Unidos). Como resultado da utilização do Agente Laranja, o Vietnã estima que mais de 400.000 pessoas foram assassinadas ou mutiladas, 500.000 crianças nasceram com defeitos de nascimento, e no máximo um 1 milhão de pessoas ficaram deficientes ou sofreram problemas de saúde, sem falar dos efeitos a largo prazo que lesionou mais de 3 milhões de soldados americanos e seus descendentes. Memorandos internos da Monsanto mostram que a corporação conhecia perfeitamente os problemas de contaminação por dioxinas do Agente Laranja quando vendeu o produto ao governo dos EUA (para seu uso no Vietnã). Porém, a “Justiça” norte-americana permitiu a Monsanto e a Dow Chemicals apelar e receber proteção financeira por parte do governo, ignorando os veteranos que buscam uma compensação por haver sido expostos ao Agente Laranja.

Só no ano de 2012, 50 anos mais tarde da pulverização com o Agente Laranja, começaram alguns esforços para limpá-lo. Entretanto, o legado da Monsanto para as gerações futuras se traduz em nascimentos de crianças disforme, que continuarão durante as próximas décadas. Você acha que não pode acontecer aqui? Vários cultivos argentinos são geneticamente modificados para resistir a um herbicida feito com o principal componente do Agente Laranja (2,4-D), com o fim de lutar contra as “super ervas maléficas” desenvolvidas pelo RoundUp. Estes químicos persistem nos alimentos até chegar às prateleiras do supermercado e mais tarde a seu estômago.

8. Fertilizante a base de petróleo.
Em 1955, a Monsanto começou com a fabricação de “fertilizantes” a base de petróleo, depois de comprar uma refinaria de petróleo. Os “fertilizantes” a base de petróleo matam micro-organismos benéficos do solo esterilizando terra e criando dependência, é como uma adição de substitutos artificiais. Dado o crescente preço do petróleo não parece uma opção muito econômica, nem próspera…

9. RoundUp.
Durante la década de 1970 a Monsanto fundou sua divisão de Produtos Químicos Agrícolas, para produzir herbicidas, e um em particular: RoundUp (glifosato). A propaganda da Monsanto é que pode erradicar “as ervas daninhas” de um dia para o outro. Claro, que os agricultores adotaram de imediato. A utilização deste químico aumentou quando a Monsanto introduziu as sementes “RoundUp Ready” (resistentes ao glifosato), o que permite aos agricultores encher o campo com herbicidas sem matar estes cultivos (transgênicos). A Monsanto é uma corporação muito poderosa, como demostrou recentemente fazendo Obama assinar uma Ata de Proteção para seus crimes. E ainda que, o glifosato inicialmente tenha sido aprovado por organismos reguladores de todo o mundo, e seja amplamente utilizado na Argentina y Estados Unidos, mais tarde foi praticamente erradicado da Europa. O RoundUp foi achado em mostras de águas subterrânea, assim como no solo, e no mar, incluindo nas correntes de ar e nas chuvas. Mas sobretudo nos alimentos.

É a causa do desaparecimento das abelhas, produz mal formações, infertilidade, câncer e destruição do sistema imunológico. Os estudos independentes demostraram efeitos sobre a saúde consistentemente negativos que vão desde tumores e função orgânica alterada, até a morte por intoxicação. O RoundUp é o Agente Laranja com nome diferente.

10. O aspartame (NutraSweet/Equal).
Foi descoberto acidentalmente em uma investigação sobre hormônios gastrointestinais. Se trata de um produto químico doce que em primeira instância, matou um macaco bebê e deixou outros 5 gravemente feridos (em um total de 7 macacos), em um ensaio clínico realizado para que a FDA aprovasse o Aspartame. E a FDA o aprovou (1974). Em 1985, a Monsanto adquiriu a empresa que fabricava aspartame (GD Searle) e começou a comercializar o produto rebatizado de NutraSweet. Vinte anos mais tarde, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA publicou um informe que enumera 94 problemas de saúde causados pelo aspartame.

11. Hormônio de Crescimento Bovino (rBGH).
Este hormônio geneticamente modificado foi desenvolvido pela Monsanto para ser injetado nas vacas leiteiras e aumentar a produção de leite quando não há escassez de leite. As vacas sometidas a rBGH sofrem uma dor insuportável devido a inflamação de suas tetas e mastite. O pus da infecção resultante entra no fornecimento de leite que requer o uso de antibióticos adicionais. O leite rBGH produz câncer de mama, câncer de cólon e câncer de próstata nos seres humanos.

12. Cultivos Geneticamente Modificados (OGM/GMO/GM).
No início da década de 1990, a Monsanto começou a “junção” de genes de milho, algodão, soja e canola. Utilizou ADN de fontes estranhas para lograr dos características principalmente: Um pesticida gerado internamente e resistente ao herbicida RoundUp da Monsanto. Em outras palavras, as plantas envenenam e matam aos insetos e mamíferos que as devoram, e resistem ao agroquímico (parente do Agente Laranja) RoundUp que persiste nelas inclusive depois do seu processamento até chegar ao consumidor.

Claro que a transgênese tem se expandido. Batatas, frutas, maçãs, tomates, alface, tabaco, peras, melancia. TUDO tem sua versão OGM.

Apesar das décadas de propaganda dizendo que os cultivos geneticamente modificados poderiam alimentar o mundo, que teriam mais nutrientes, resistência a seca, o maior rendimento, nenhuma dessas promessas se cumpriu. Os cultivos GM não alimentam o mundo, causam câncer. Não tem mais nutrientes, na verdade não alcançam nem 10 % dos nutrientes que tem os cultivos orgânicos. Não resistem a seca. Não fornecem maior rendimento e sim menor, enquanto encarecem a produção. A maioria das ganhos da Monsanto provém das semente desenhadas para tolerar o RoundUp, este desenho transforma aos “alimentos” em armas mortais para a humanidade. As receitas da Monsanto aumentam constantemente desde que os agricultores se veem obrigados a usar mais e mais químicos devido a proliferação de ervas daninhas que evoluem desenvolvendo resistência ao RoundUp.

A Monsanto e os meios de comunicação de massa ocultam que o Amaranto orgânico era o verdadeiro alimento projetado para a humanidade do futuro. Cura o câncer e o previne, é o cereal mais nutritivo do planeta e foi a primeira planta a germinar no espaço. Tanto é que os astronautas da NASA utilizam amaranto para manter-se saudável e não a soja.

Como durante os primeiros dias dos PCB, o DDT, o Agente Laranja, a Monsanto tem enganado e subornada com êxito os organismos públicos e reguladores gerais implantando a crença de que o RoundUp e os cultivos geneticamente modificados são benéficos e “seguros”.

Claro que a Monsanto teve que ordenar a Obama que assinasse uma Lei na salvaguarda da corporação para se defender das denúncias e demandas, produto de 100 anos de novos estudos que demonstram os efeitos negativos e impactos ambientais de los OGM. A Monsanto ataca estes estudos científicos mediante os meios de comunicação de massa controlados, difamando e ignorando as organizações independentes, e científicos honestos. Mas também, a Monsanto conta com associações industriais, blogs, cientistas subornados, “ciência independente” falsa e todo tipo de ferramentas que por sua vez, os mesmos meios de comunicação corruptos patrocinam, somado a centenas de milhões de artigos de relações públicas “privadas” realizados por empresas que com frequência foram fundadas, são financiadas e mantidas pela Monsanto.

Desafortunadamente, poucos de nós tiramos um tempo para localizar os membros fundadores e as relaciones destas fontes ilegítimas com a Monsanto.

A FDA respalda enfaticamente a Monsanto, já que compartilha funcionários com a Monsanto mediante o fenômeno “Portas Giratórias”. No seguinte gráfico elaborado por Milhões contra Monsanto pode ver alguns ex vice presidentes da Monsanto e advogados da firma que mais tarde ocuparão cargos na FDA. E não se esqueça de Clarence Thomas, o ex advogado da Monsanto, que sendo juiz da Corte Suprema de Justiça, falou a favor de Monsanto em cada caso apresentado.

O vento e as abelhas transportam as mutações genéticas da Monsanto para a natureza selvagem, comprometendo o ecossistema global. Em breve todas as plantas serão transgênicas.

13. Um produto extra para este informe: As sementes Terminator.
No final de 1990, a Monsanto desenvolveu uma tecnologia para produzir grãos estéreis incapazes de germinar. Estas “sementes Terminator” obrigariam aos agricultores a cada ano comprar novas sementes da Monsanto, no lugar de guardar e reutilizar as sementes de suas colheitas como fizeram durante séculos. Afortunadamente, esta tecnologia fracassa no mercado. Pelo qual a Monsanto decidiu exigir aos agricultores a assinatura de um contrato de acordo para que não reutilizem nem vendam as sementes, o que os obrigam a comprar novas sementes e coloca a necessidade de um “gene terminator”. O fracasso parcial das sementes terminator é uma sorte para nós… já que também eram suscetíveis a polinização cruzada e podiam ter contaminado cultivos e bosques em todo o mundo. O que não significa que este objetivo siga no planos da Monsanto.

Como se traduz o legado da Monsanto para a humanidade?

Entre 85% e 90% dos alimentos que você consome diariamente tem OGMs, agrotóxicos da Monsanto e resíduos de RoundUp. (Os números desta fonte estão desatualizados).

Como a Monsanto alcança sua impunidade? Segundo a Associação de Consumidores Orgânicos em um documento do ano de 2011, “Há uma correlação direta entre o fornecimento de alimentos geneticamente modificados e os $ 2.000.000.000.000 de dólares que o governo dos EUA gasta anualmente em atenção médica, quer dizer, uma epidemia de enfermidades crônicas relacionadas com a dieta e um vínculo comercial com os laboratórios de medicamentos e vacinas.

No lugar de frutos sadios, verduras, grãos e animais alimentados com erva natural, as granjas industriais dos Estados Unidos e da Argentina produzem um excesso de comida com fragmentos de engenharia genética que causam enfermidades cardíacas, derrame cerebral, diabetes e câncer, com o respaldo de subsídios agrícolas, enquanto que os agricultores orgânicos não recebem estes subsídios.

A historia da Monsanto é reflexo de um quadro persistente de substâncias químicas tóxicas, demandas e manipulação da ciência. É esse o tipo de entidade que queremos para controlar os fornecimento de alimentos do nosso mundo?

A Monsanto não está só. Outras empresas do “Big Six” (Seis grandes) inclui a: Pioneer Hi-Bred International (filial de DuPont), Syngenta AG, Dow Agrosciences (filial de Dow Chemical), BASF (que é uma companhia química que expande rapidamente sua divisão de biotecnologia) e a Bayer CropScience (filial da Bayer).

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*Fonte: contraagrotoxicos/Regeneración

Estudos científicos comprovam que um copo de vinho tinto equivale a uma hora de exercício físico

Se você é um apreciador de vinho, então prepare-se para receber uma excelente notícia. Recentemente, foram lançados os resultados de um estudo científico que comprova que um copo de vinho equivale a uma hora de exercício físico!

Devemos sempre consumir com moderação. Mas se não tomarmos em excesso, essa bebida pode mesmo ser uma mais valia para a nossa saúde. A investigação recente foi conduzida por um grupo de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá.

A pesquisa mostrou que tomar um copo de vinho tinto pode ser tão saudável quanto fazer uma hora de exercício. Quem poderia imaginar? Segundo os resultados dos estudos, a substância resveratrol presente nessa bebida melhora as funções cardíacas. Para além disso, ela fortalece nossos músculos.

Resumidamente, o vinho tem a mesma ação sobre o corpo do que o exercício. Jason Dyke, o diretor e líder da investigação, diz que essa descoberta pode ser essencial para as pessoas que não têm paciência de para ir ao ginásio. De acordo com o cientista, a bebida pode ajudá-las a para manter a forma.

Só existem vantagens: a frequência cardíaca e o resveratrol presente na bebida fortalece o coração, tornando os músculos mais resistentes. Para além de tudo isso, o vinho regula os níveis de açúcar em nosso sangue e abranda o envelhecimento.

Outro resultado interessante da pesquisa é que as pessoas que tomam um copo de vinho por dia têm muito menos chances de vir a desenvolver demência e câncer. O que está esperando para ir comprar essa bebida milagrosa. Depois, pode aproveitar a garrafa para decorar sua casa: é dois em um!

 

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*Fonte: segredosdacura

Saiba Quais Frutas Secas Curam Cada Tipo de Dor

“As frutas secas são como cápsulas cheias de nutrientes concentrados”, diz a título de spoiler o professor Jordi Salas-Salvadó, catedrático de Nutrição e Bromatologia da Universidad Rovira i Virgili (Tarragona) e pesquisador do CIBER de Obesidade e Nutrição do Instituto Carlos III. E acrescenta: “São ricos em gordura de origem vegetal, mais saudável do que muitas das de origem animal. Alguns desses frutos contêm também ácido alfa-linolênico (do tipo ômega 3), benéfico para a prevenção cardiovascular”.

Estamos, portanto, diante de um alimento muito completo, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui entre os recomendáveis “para uma dieta saudável”.

Mas, o consumimos suficientemente? Para Francisco Botella, chefe do serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital de Albacete e membro do comitê gestor da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição (SEEN), o problema não é tanto que o consumimos pouco, mas que o consumimos mal: “Ainda que façam parte da dieta mediterrânea, normalmente comemos como aperitivo, ou seja, fritos e com sal, e isso representa um excesso à alimentação normal. São saudáveis quando os incorporamos no preparo habitual dos alimentos. Por exemplo, acrescentando-os a verduras ou saladas”.

Qual seria a dose apropriada?

A Fundación del Corazón propõe “até cerca de 50 gramas de frutas secas” como quantidade adequada todos os dias. E não convém deixá-las de lado: ainda que não emagreçam, nem curem sozinhas alguma doença, nem tenham, é claro, propriedades milagrosas, as frutas secas podem ser um complemento muito válido para combater uma ampla gama de doenças e suprir certas necessidades físicas.

De fato, estão associados a uma menor mortalidade de qualquer tipo, segundo a Universidade de Maastrich (Holanda).

 

> Então, vamos colocar dessa forma: diga-nos onde dói que lhe diremos qual é a fruta seca que você precisa.

Tenho colesterol alto: nozes, avelãs e amêndoas

Se existe um benefício maior das frutas secas é sua contribuição para a saúde cardiovascular. “As amêndoas e avelãs contêm ácidos graxos monoinsaturados, essenciais porque ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue”, diz Marta María Suárez, presidenta da Associação dos Nutricionistas de Madri (ADDINMA).

“Um consumo de 60 gramas por dia reduz em 7,8% os níveis de colesterol”, afirma o professor Salas-Salvadó. Segundo o especialista, as nozes são o único fruto seco com óleos poli-insaturados do tipo ômega 3, os quais, além de reduzirem o colesterol, diminuem a pressão arterial e previnem outras doenças do coração, como publicou a *Universidade de Maryland *(EUA).

As avelãs diminuem os níveis de homocisteína, um aminoácido que pode danificar o revestimento das artérias (a Universidade Hacettepe, da Turquia, referenda o dado). E um estudo finlandês afirma que os flavonoides (que se encontram na pele das amêndoas) também cuidam do coração.

 

Estou constipado: pistaches, macadâmias e nozes

Possivelmente, você já ouviu falar do efeito quase vulcânico das ameixas secas sobre os intestinos, origem de sua merecida fama de inimiga da constipação. É por seu alto teor de fibra (7,1%). Pois bem, você sabia que os pistaches têm uma porcentagem ainda maior, de 10,6%? Em seguida vêm as nozes (6,5%) e as nozes de macadâmia (5,3%), tudo segundo a base de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. As dietas ricas em fibras vegetais, além disso, podem reduzir o risco de câncer de cólon, como afirmam na Universidade de Toronto (Canadá).

 

Tenho sobrepeso: amêndoas, avelãs e nozes

Ao contrário do que se pensa, as frutas secas, em quantidades razoáveis, não são contraindicadas em casos de sobrepeso. “Percebeu-se que quem as consome com frequência tem menos risco de ganho de peso e de desenvolver a obesidade com o tempo”, afirma Jordi Salas-Salvadó.

Em 2008, pesquisadores norte-americanos de várias universidades revisaram estudos anteriores, avalizando este dado. Deve-se, sobretudo, a seu índice de saciedade.

    “Se ingerimos uma quantidade de calorias na forma de frutas secas voltaremos a ter fome bem mais tarde do que se ingerimos essa mesma quantidade de calorias em outro tipo de alimento”, afirma o doutor Francisco Botella.

“Os frutos secos oleosos, amêndoas, avelãs e nozes, sobretudo, são os mais valorizados dentro de um plano de alimentação, especialmente pela qualidade da gordura que oferecem”, afirma Marta María Suárez.

 

Estou grávida: amendoins e avelãs

Esperando um bebê? Seguramente seu ginecologista lhe terá receitado ácido fólico (segundo a CDC, previne defeitos durante as primeiras semanas de gestação). Nesse caso, fique amiga dos amendoins e das avelãs. Os primeiros contêm 145 µg de folato (a forma natural do ácido fólico) em cada 100 gramas e, os segundos, 113.

Também não despreze as nozes, com 91. As amêndoas, por sua vez, apenas 22. Uma vez que a ingestão diária recomendada em adultos é de cerca de 200 a 400 µg (segundo a Faculdade de Farmácia da Universidade Complutense de Madri), a contribuição destas frutas é considerável. Mas, sem dúvida, não substituem o tratamento prescrito por seu médico.

 

Sou diabético: castanha de caju, amêndoas, pinhões e pistaches

“As frutas secas contribuem com uma quantidade importante de oligoelementos (minerais de que necessitamos em pequenas quantidades): magnésio, manganês, cálcio, fósforo, ferro, potássio, zinco, cobre e selênio”, enumera a nutricionista Marta María Suárez.

Vamos nos concentrar no magnésio, presente mais abundantemente nas castanhas de caju (292 mg / 100 g), amêndoas (270 mg) e pinhões (251 mg): “É bom contra a resistência à insulina, o que evitaria o desenvolvimento do diabetes”, explica Jordi Salas-Salvadó.

Cientistas da Escola Pública de Saúde de Harvard (nos EUA) descobriram uma relação inversa entre a ingestão de magnésio e o risco de diabetes, recomendando que se aumente o consumo de alimentos que os contêm, entre eles as frutas secas.

    Os *pistaches têm o recorde de potássio (1.025 mg), cuja carência é um fator de risco para o diabetes, segundo a *Universidade de Duke.

Quero prevenir a demência: amêndoas e avelãs

O professor Salas-Salvadó destaca a importância das frutas secas na prevenção da perda cognitiva, provavelmente em consequência de tudo o mais: “se protege do diabetes, da hipertensão, não engordam, melhoram a função do endotélio (tecido interno do coração e dos vasos sanguíneos) e a oxidação e inflamação, está favorecendo a função cognitiva”.

Agradeça também à vitamina E, que se associa a uma menor perda cognitiva pela idade, segundo um relatório dos hospitais Rush, Presbyterian e St. Luke, em Chicago (EUA). Amêndoas (25,6 mg) e avelãs (entre 15 e 17,5 mg) são os frutos que mais as contêm.

 

Minha pele está sem vida: amêndoas e avelãs

A qualidade antioxidante das frutas secas influi em todas as células do organismo, incluindo as da pele: neutralizam os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

“A vitamina E é fundamental para a manutenção de uma pele saudável”, afirma a Universidade de Oregon (EUA). É fotoprotetora, anti-inflamatória e contribui para cicatrizar ferimentos, entre outros benefícios. Como já vimos, este micronutriente aparece, principalmente, em amêndoas e avelãs.

 

Sofro com menstruações difíceis: pistaches

Dor, irritabilidade? As frutas secas podem aliviar. As vitaminas do grupo B são benéficas no tratamento dos sintomas da síndrome e da tensão pré-menstrual, segundo um estudo do Hospital North Staffordshire (Reino Unido). E sim: as frutas secas também incorporam importantes quantidade dessas importantes vitaminas. Opte pelo pistache, que, com 1,7 mg / 100 g, é o rei da vitamina B6.

 

Quero render mais no esporte: amêndoas

Em 2014, pesquisadores do Instituto Nacional de Medicina Desportiva da China fizeram um estudo curioso: pediram a um grupo de oito ciclistas bem treinados e a dois triatletas que consumissem 75 gramas de amêndoas por dia. E em seguida conduziram um acompanhamento de suas evoluções em uma pista de ciclismo, em sessões de 20 minutos. Depois de 10 semanas, tinham aumentado a distância percorrida nesse período de tempo em 1,7 quilômetros em média.

    As amêndoas, concluíram, “regulam as reservas de carboidratos, a capacidade antioxidante, o transporte de oxigênio e o metabolismo”. Um doping legal, vamos dizer.

Tenho dor nos ossos: amêndoas e pinhões

Os frutos secos são “uma alternativa para complementar o cálcio da dieta; este interfere na mineralização óssea e na contração muscular. As amêndoas são as frutas secas que mais contribuem com cálcio”, explica Marta María Suárez. Com 269 mg de cálcio em cada 100 gramas, as amêndoas não têm rival.

Enquanto isso, os pinhões são ricos em zinco (6,45 mg) e este mineral pode favorecer a formação dos ossos (importante na idade de crescimento), estimulando a criação de células e a atividade das fosfatases (enzimas com alta presença nos ossos), segundo conclui um estudo da Universidade de Andong (Coreia).

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*Fonte: saudecuriosa

 

Se você bebe para esquecer, está perdendo tempo: O álcool reforça as lembranças ruins

Novo estudo vira de ponta-cabeça a velha ideia: A fuga é possível, mas no médio prazo as experiências negativas são fixadas em nossa memória.

O famoso “beber para esquecer” pode ter se tornado página virada. Embora seja verdade que uma boa bebedeira pode levar a pessoa a não se lembrar de tudo o que fez no dia seguinte, as coisas ruins (exatamente as que queremos apagar da memória) podem se agarrar ao nosso cérebro de modo mais ferrenho do que se não bebêssemos.

É isso que revela um estudo publicado pela revista Translational Psychiatry, elaborado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA). Dividiram ratos de laboratório em dois grupos: um bebeu água durante duas horas, e ao outro foi dada grande quantidade de álcool no mesmo intervalo de tempo. Posteriormente, ambos grupos foram submetidos a um som determinado, seguido por uma descarga elétrica. No dia seguinte, os roedores escutaram o mesmo som, mas dessa vez sem que fosse seguido pelo choque. Os resultados mostraram que os ratos que haviam sido embriagados tinham mais medo (lembravam melhor da descarga) que aqueles que tinham bebido água.

A conclusão do trabalho é que o álcool perpetua a sensação de medo: a extinção dessa recordação exige receptores do neurotransmissor glutamato (substância relacionada à memória), e quando os compostos do álcool se unem a esses receptores, interferem nas sinapses (comunicação neuronal), levando a que os animais que beberam álcool “não se acostumem ao estímulo e não esqueçam a experiência prévia ruim”, explica o neurologista Pablo Irima, diretor da Sociedade Espanhola de Neurologia.

Tal neurotransmissor (envolvido na eliminação da recordação) não se dá bem com a bebida. “O glutamato produz rejeição ao álcool. Costuma-se usá-lo no hospital para que os pacientes parem de beber”, diz o psiquiatra e presidente da Sociedade Espanhola de Psiquiatria, Julio Bobes.

 

Distrai, mas não apaga os traumas

Que o álcool nos faz recordar as coisas mais facilmente é algo que tinha sido evidenciado por um estudo da Universidade do Texas (EUA) em 2011. De acordo com essa pesquisa, tomar uma dose ativa certas regiões do cérebro relacionadas exatamente ao aprendizado e à memória.

Mesmo assim, a ideia de que beber é uma boa forma de afastar as más recordações é tão difundida que até esse estudo afirma que a maioria das pessoas afetadas por diversos traumas (entre 60% e 80%) ingere álcool compulsivamente. “Muitos pacientes com estresse pós-traumático se embebedam com a finalidade de fugir da situação, esquecer ou dormir com mais facilidade”, acrescenta Irima. E os pesquisadores concluem: “Se os efeitos do álcool nas lembranças desagradáveis forem semelhantes nos humanos, nosso trabalho pode ajudar a entender melhor como funcionam essas memórias e como focar melhor as terapias em pessoas que apresentam estresse pós-traumático”.

 

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*Fonte: elpais

Tremor nas pálpebras é sinal de que é preciso desacelerar dizem, os médicos

O tremor aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo; ele é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem e que é preciso relaxar.

Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras?

Algo tão irritante quanto impossível de ser controlado. Pior: pode durar dias, com direito a curtos intervalos. Mas por que isso é tão comum e, ao mesmo tempo, difícil de ser evitado?

A oftalmologista Andrea Lima Barbosa, diretora médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis (RJ), conta que é extremamente comum pessoas chegarem a seu consultório com essa queixa.

“É sempre preocupante para a pessoa e o correto é procurar um especialista, mesmo. Esse tremor palpebral em episódios é uma luz vermelha avisando que algo não vai bem não só no seu corpo, mas em sua vida”, alerta a médica.

Ela conta que o tremor é um sinal de que a pessoa pode estar no auge do estresse. “Pode ser  fadiga, ansiedade, resultado de noites mal dormidas ou problemas pessoais , por exemplo”.

SAIBA AS CAUSAS E COMO TENTAR EVITAR:

Como as causas são diversas, para evitar o tremor involuntário das pálpebras deve-se identificar a mais importante e agir nela:- Fadiga: pode ser causada pelo uso contínuo de computadores ou monitores (síndrome da visão do computador). Nestes casos há necessidade de se intercalar períodos de trabalho com períodos de descanso dos olhos, ou seja, a mudança de foco durante 15 minutos, antes de prosseguir no uso;- Estresse: deve-se tentar evitar ou resolver as condições ou as situações do ambiente de trabalho ou familiar que estejam ligadas ao aumento da ansiedade; pode-se tentar a utilização de medicação relaxante muscular leve, sob indicação médica;- Secura nos olhos: também pode estar relacionada ao uso contínuo de computadores. Usar colírios lubrificantes preventivamente é indicado, assim como aumentar a umidificação do ambiente de trabalho;- Cafeína: se a causa for associada ao consumo excessivo de cafeína, de bebidas energéticas ou de cigarro, deve-se reduzir ou suspender seu consumo;- Não identificadas: sugere-se a consulta oftalmológica completa com objetivo de se avaliar a função muscular das pálpebras, a superfície ocular, erros refracionais ou fundo de olho.Fonte: Norma Allemann, Professora Adjunta do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de Medicina – UNIFESP.

Estresse

Barbosa explica que o tremor, quase sempre unilateral, aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo. Estes hormônios levam estímulos para as pálpebras, que passam a ter contrações involuntárias, ou seja, impossíveis de se controlar.

Com ela concorda o oftalmologista Luiz Carlos Portes, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Ele acrescenta alguns outros fatores que podem desencadear o problema: ingestão excessiva de cafeína, carência de vitaminas, idade avançada, excesso de horas em frente ao computador etc.

Ambos enfatizam que o oftalmologista deve ser consultado para descartar qualquer doença, mas o comum é mesmo que tudo não passe de estresse.  Porém, se for algo além disso, o paciente será encaminhado para um neurologista, por exemplo.

Portes, porém, avisa que algumas doenças como conjuntivite e olho seco também podem provocar os espasmos. Isso sem contar que pessoas com mal de Parkinson e Síndrome de Tourette (desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos  ou vocalizações que ocorrem repetidamente) também sofrem com esses espasmos.

Procurar o médico

“Por isso é importante consultar um oftalmologista”, enfatiza o médico. Porém, como na maioria dos casos o problema advém mesmo do estresse, ele comenta: “Há pessoas que ao ficarem estressadas, sentem azia. Outras têm dor nas costas e algumas têm este tremor. É difícil, mas é preciso achar um caminho para não sentir tudo isso”.

“Você tem de se perguntar: o que vai fazer da sua vida? Como anda o trabalho e os relacionamentos. Eu indico relaxamento, ioga, meditação, algo para acalmar mesmo. E, na medida do possível, evitar se estressar”, alerta Barbosa.

A médica insiste que é preciso tomar cuidado porque, se a pessoa não se cuidar, poderá desenvolver doenças cardíacas, depressão, ansiedade ou hipertensão, por exemplo.

“É preciso mesmo repensar a vida”, ressalta, acrescentando que ela própria já passou por isso: “Quando eu fazia plantão médico, eu mesma tinha isso com frequência. Era uma época bem estressante para mim”. Portes também já teve o mesmo problema, quando se preparava para o vestibular: “Eram menos opções de faculdades e a pressão era ainda maior. Estudava muito!”.

Como fazer parar?

Uma receita caseira dá conta de que compressas de chá de camomila ajudariam a parar o tremor.  “Melhor tomar o chá”, brinca a médica.  Porém, ela ensina que gelo é bom, porque anestesia a musculatura.

Já o médico conta que indica ao paciente um relaxante muscular, mas também aconselha a pessoa a ir ao cinema, praticar exercícios e descansar, pois o comum é que o tremor passe quando ela conseguir relaxar.  “Se notamos que é algo de ordem pessoal ou depressão mesmo, o correto é encaminhar a um psicólogo ou psiquiatra”.

Botox

Se a pessoa tiver o tremor de forma crônica, pode ser algo mais grave. “Existe a doença do espasmo essencial, blefarospasmo, que é rara. É o famoso tique nervoso, a pálpebra fica tremendo o tempo todo. Daí é preciso tratamento com um neuro-oftalmologista que usará injeções de Botox”, conta a médica. A indicação ocorre porque a toxina botulínica paralisa o músculo.

Norma Allemann, professora adjunta do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), conta que, em alguns desses casos, após diagnóstico diferencial adequado com doenças neurológicas que podem estar associadas, a toxina botulínica é aplicada em forma de injeções e tem duração variável de efeito, entre três e seis meses.  “O blefarospasmo é uma condição rara, um tipo de distonia facial, geralmente bilateral e associado a contraturas de outros músculos da face e caracterizado pela impossibilidade de controle voluntário.  Pode ser um sintoma de doenças neurológicas e deve ser acompanhado de consulta especializada para diagnóstico”, encerra.

(Autor: Cármen Guaresemin)

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*Fonte: fasdapsicanalise

Passei um mês sem beber uma gota de álcool, e foi isto que me aconteceu

Não interprete mal o título acima: não se trata de uma declaração tipo “alcoólicos anônimos”. Sou o que a Organização Mundial da Saúde denominaria de “bebedor moderado”, alguém que simplesmente gosta de tomar uma taça de vinho durante as refeições. Não bebo licores nem coquetéis. E quando saio “para tomar uma cerveja” não passo de duas. Quero acreditar, além disso, que esse consumo responsável é bom para a saúde. Confio na Clínica Mayo (EUA) quando sugere que os polifenóis do vinho, quando consumidos com comedimento, protegem o coração. Também acredito nesse estudo que diz que os bebedores moderados vivem mais do que os totalmente abstêmios.

Algum leitor poderá achar que não há nada de mais em passar um mês sem álcool: tem gente que nunca bebe. Entretanto, as cifras demonstram que a maioria não é assim. Segundo o último relatório sobre álcool, tabaco e drogas ilegais na Espanha, do Ministério da Saúde desse país, 64,4 % dos espanhóis beberam álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa. Até o mais rigoroso toma um vinhozinho num jantar.

“Fiz isto por três razões: emagrecer; me sentir mais saudável e ágil; e comprovar, simplesmente, se posso resistir à tentação.”

Eu me privei inclusive disso, durante um mês, por três motivos. Primeiro: emagrecer. Sou o tipo de gente que sempre ouve por aí: “Mas você não está gordo” – embora secretamente saiba que está. Se deixar de tomar duas taças de vinho, estarei fechando a porta a 150 calorias. Como não sou de comer com água, recorrerei à cerveja sem álcool, que tem 26 calorias por cada 100 gramas – metade da convencional –, segundo a Base de Dados Espanhola de Composição de Alimentos (BEDCA).

A segunda razão é verificar se a pessoa se sente mais saudável, ágil, atenta ou inspirada. A terceira é comprovar, simplesmente, se é possível resistir à tentação. Ao longo de um mês ocorrem situações, geralmente de índole social, que convidam a abrir um vinho ou pedir um chope. Assim fui superando-as.

 

Passagem cabisbaixa pelo corredor dos vinhos

Ao contrário das frutas e verduras, comprar vinhos no supermercado sempre me pareceu uma experiência muito agradável. O tempo se detém enquanto seleciono safras, inspeciono variedades e admiro etiquetas. Tanto que uma vez, em pleno processo, recebi um WhatsApp que dizia: “Aconteceu alguma coisa com você? Estou há meia hora te esperando nos caixas”. Era minha mulher, e desconfio que não estava exatamente preocupada com a minha saúde.

Agora, por outro lado, evito, cabisbaixo, o corredor de vinhos e licores e vou parar no das cervejas, onde não há muito que selecionar, inspecionar ou admirar. Mas antes me informei sobre essa nomenclatura no mínimo curiosa: quando dizem “sem” querem dizer “com”, e quando dizem “0,0” querem dizer “sem”. Sim, amigo, a cerveja sem álcool tem álcool (menos de 1%, pela lei espanhola). Como o desafio consiste em não tomar nem uma só gota, passo a mão em dois packs de seis “0,0” que, espero, deem para toda uma semana.
Minhas novas e saudáveis beberagens

Podem me chamar de prático, mas uma coisa boa de beber diretamente da lata é não precisar lavar o copo depois. Esse pensamento cruza minha claríssima mente no primeiro dia de abstinência. Em seguida, enquanto degusto esta beberagem sem um só vestígio de álcool, concluo que o gosto é bastante bom.

“Podem me chamar de prático, mas uma coisa boa de beber diretamente da lata é não precisar lavar o copo depois. Esse pensamento cruza minha claríssima mente no primeiro dia de abstinência.”

Outras considerações de ordem logística incluem que a cerveja, obviamente, precisará ser guardada na geladeira (ao contrário do vinho) o que me obriga a estar pendente de uma coisa a mais na cozinha (ficar sem cerveja gelada poderia ser um drama, mesmo que seja das que não embebedam). Além disso, comprovo extasiado como a pilha de garrafas vazias de vinho, que normalmente cresce com espantosa rapidez, ficou estagnada, e isso é ótimo porque, como é preciso jogá-las num contêiner especial, às vezes não me lembro de descer com elas, que assim terminam tristemente amontoadas, o que passa uma imagem lamentável.

 

O garçom nota que minhas mãos suam

Aproveitando que tenho que ler vários livros para uma matéria, decido me instalar nas mesas externas de um bar, afinal estamos na primavera. Quando vem o garçom, assaltam-me as dúvidas: quero pedir uma “0,0”, não uma “sem”, mas se especificar tanto não ficarei como um desses ranhetas que pedem o café com leite morno, semidesnatado, no copo e com sacarina?

Sempre achei que são uns desalmados, e isso que nunca trabalhei no grêmio da hotelaria. Tolhido, peço uma “sem”. Por sorte, o garçom, que deve ter notado minhas mãos suando, me traz uma “0,0”, que é o que eu queria. Mas a acompanha com três petiscos. “Cara”, tenho vontade de lhe dizer, “quero emagrecer, sacou? Não me entupir de batata frita, azeitona e salada russa”. Dispenso as duas primeiras, mas devoro a salada russa.
Combino com os amigos e…

Combino com três velhos amigos que não via fazia quatro anos; com exceção de um deles, todos somos jornalistas que já conhecemos dias melhores. Marcamos num restaurante que serve hambúrgueres e costeletas (dos que frequentávamos há 15 anos), e a nostalgia parece autorizar o consumo de uma breja.

“Quando peço minha ‘0,0’, um amigo me acompanha, o terceiro pede um refrigerante zero, e o quarto se safa com água. Meu Deus, estamos mal mesmo!”

Aí eu piro, porque, quando peço minha “0,0” (já aprendi), um deles me acompanha pedindo outra, o terceiro pede um refrigerante zero, e o quarto se safa com água. Meu Deus, estamos mal mesmo! Dado o ambiente de camaradagem que se respira, sou dominado por outra dúvida. A long neck de cerveja sem álcool também se pode beber no gargalo, fazendo pose? Não há nada que impeça, né? Então, sem pensar duas vezes, agarro minha garrafa e a levo à boca. E depois passo o dorso da mão pelos lábios, yeah!

 

Almoço com vinho sem álcool (minha nossa!)

Antigamente, quando meu pai era vivo, eu costumava chegar para o almoço carregando garrafas de vinho que entornávamos entre os dois. Agora continuo a levá-las, e costumo deixá-las mais ou menos pela metade (os domingos são um dia especial). Como ando metido nesta experiência, recorro ao vinho sem álcool, do que me falaram muito mal. Também não é para tanto. Se a cerveja sem álcool é decente, por que não o vinho?

Minha relação com esse singular produto começa mal: levo 20 minutos para localizá-lo no supermercado (e com ajuda de um funcionário). Quando o levo à mesa, minha cunhada dispara: “Mas o vinho sem álcool não é suco de uva?”. Todos aqueles a quem falo desta bebida à qual dedico grandes esperanças me dizem a mesma coisa. Saio em sua defesa brandindo a etiqueta: pegam vinho normal e, mediante um processo complicadíssimo, extraem o álcool. Mas na hora de prová-lo… minha nossa! É péssimo. Não é que não tenha gosto de vinho, é que nem sequer tem gosto de suco. Lembra aqueles insípidos e aguados licores sem álcool. Retiro educadamente a garrafa da mesa e pergunto à minha mãe se por acaso não teria uma cerveja “sem” na geladeira. E sim, tem uma solitária lata de “sem”, que aceito de bom grado.

“Como ando metido neste experimento, recorro ao vinho sem álcool, do qual me falaram muito mal. Talvez não seja para tanto. Se a cerveja sem álcool é decente, por que não o vinho?”

 

Uma cervejinha (?) com os pais da escola

É bastante conhecido o potencial do álcool como lubrificante social. Na verdade, os bebedores “sociais” têm mais amigos, segundo um estudo da Universidade de Oxford (Reino Unido) publicado em dezembro passado. Os programas de sexta à tarde no parque parecem confirmá-lo: são uma mera desculpa para que papais e mamães nos entreguemos à cerveja enquanto as crianças se machucam no escorregador. Agora que não bebo, ficarei calado, excluído? Peço uma “0,0”. E não, não fico calado nem excluído, inclusive me noto mais alerta que nas outras sextas-feiras, quando às onze já começo a bocejar.

 

Um acidentado jantar a dois

Ninguém em sã consciência cogita regar um bom jantar (presunto do bom e carnes idem) com outra coisa que não seja vinho. Mas aqui estou eu com minhas cervejas “0,0”, que já compro em caixas de 24, pois me acostumei tanto a elas que tomo uma atrás da outra, sem pestanejar. Já que não engordam… Sim, virei um viciado. Quando na metade do jantar me levanto para pegar a segunda, e depois a terceira, minha mulher não me olha feio, como quando me servia de mais vinho. Mas tanta cerveja tem duas consequências, nenhuma agradável. Uma é que você não sai do banheiro, e depois da quarta vez termina urinando um líquido completamente incolor, mas nem por isso menos premente. A outra é que produz muitíssimos gases. A tal ponto que lhe obriga a buscar a todo custo um momento de solidão antes de ir para a cama.

 

Conclusão de meu mês sem álcool: emagreci?

– Como decidi não me pesar até o final, interpreto o fato de me sentir mais leve como um bom sinal. Sou capaz de subir e descer as escadas do prédio com um alegre trote adolescente (embora também seja verdade que moro no primeiro andar).

– Psicologicamente me sinto reforçado: ter sido capaz de manter o desafio eleva minha autoestima.

“Psicologicamente me sinto reforçado: ter sido capaz de manter o desafio eleva a minha autoestima.”

– Um efeito inesperado é que meu interesse pelo vinho minguou bastante, mas talvez seja porque o calor convida a tomar bebidas geladas.

– Quando subo na balança tenho um tremendo desgosto: peso mais ou menos o mesmo que há 30 dias. No transcurso de cinco minutos atravesso todas as etapas estudadas pela psicologia para as más notícias (negação, ira, aceitação etc.), e então compreendo: sim, erradiquei o álcool, mas minha dieta não mudou em mais nada.

Leio que as calorias da cerveja convencional procedem em sua maioria do álcool, ao passo que as da “sem” vêm em 85 % de carboidratos. Pergunto o significado disso a Roberto Cabo, nutricionista e autor de La Dieta ALEA: “Há dois tipos de carboidratos: os complexos (feijão, arroz, massa…) e os simples, chamados também de açúcares (doces, bolos…). Ao retirar o álcool, as calorias que passamos a consumir procederão de açúcares, mas serão muito poucas se for um consumo pontual”, responde.

Meu consumo foi pontual? Não. Deveria ter substituído a cerveja por água? Ops, melhor não dar a ideia.

 

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*Fonte: elpais/Miguel Angel Bargueño

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

“Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.”

 

 

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

 

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.
De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

 

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.
A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

 

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”
O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.
Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

 

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta.

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

 

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*Fonte: bbc brasil

Estes 10 alimentos provocam câncer

1. Alimentos curados e defumados
Nitritos e nitratos são utilizados para evitar que os alimentos se deteriorem. Mas quando cozidos eles se transformam em compostos N-nitroso que estão associados com um risco aumentado de câncer.

 

2. Peixe cultivado
As fazendas de peixe [piscicultura] geralmente são superlotadas, e os peixes não têm espaço para nadar. Esses tipos de peixes são tratados com antibióticos e com pesticidas para ter uma aparência melhor. A importação de peixes de fazenda é proibida em muitos países.

 

3. Carne grelhada
A queima da madeira ou do carvão produz hidrocarbonetos aromáticos policíclicos [HAP]. A gordura da carne pinga sobre a madeira ou carvão e cria uma chama que faz com que os HAP’s se afixem ao alimento.

 

4. Óleos hidrogenados
Os óleos hidrogenados ou as gorduras-trans são produtos sintéticos. Para armazenar o produto por mais tempo, o fabricante muda a estrutura química dos óleos. A Escola De Saúde Pública de Harvard chegou à conclusão que as gorduras-trans têm um efeito negativo no sistema imunológico humano. Além disso, eles podem provocar diabetes, acidente vascular cerebral ou até mesmo doenças cardíacas.

 

5. Pipoca de microondas
Várias pessoas amam pipoca. Mas somente algumas sabem o quão ruim elas são para a nossa saúde. Os pacotes são revestidos com ácido perfluorooctanoico. Os estudos mostraram que esses químicos podem provocar câncer de próstata.

 

6. Produtos modificados geneticamente
Ainda não existe informação oficial, mas percebeu-se que pessoas que têm câncer costumavam consumir alimentos modificados geneticamente.

 

7. Açúcares refinados
Aspartame – é um substituto artificial do açúcar. Provou-se que o aspartame é tóxico e provoca convulsões. Ele também pode provocar câncer cerebral.

 

8. Refrigerante/Isotônicos
Os refrigerantes/isotônicos não têm valor nutricional. Eles consistem apenas de corantes, xarope de milho rico em frutose, óleo vegetal bromado e aspartame que aumentam o risco de desenvolvimento de câncer.

 

9. Açúcar
As células cancerígenas prosperam no açúcar. Estamos falando sobre massas, pães, carboidratos. É por isso que eliminar o açúcar é tão importante para aquelas pessoas que estão enfrentando o câncer.

 

10. Ketchup e maionese
Molhos como ketchup e maionese contém açúcar, gorduras-trans, vinagre, corantes, conservantes, etc.

 

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*Fonte: perfeitoguru

2O Dores corporais e a sua relação com os sentimentos – Sua dor pode ser emocional

A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina.
Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa. Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

Preparamos esta matéria com muito carinho. Pois temos certeza de que ela vai ajudar muitas pessoas, que poderão se livrar de sua dor física a partir do instante que se curarem da dor interior.

 

Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.
A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.

2. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?
Então se posicione!
A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.

3. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a).
Reflita sobre o amor e a compaixão.

4. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.
A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos! Cuidado!

 5. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional. Não carregue tanto peso sozinho(a), distribua. Além disso, não acumule problemas, resolva-os.

6. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.
Se você não “digeriu” bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.

7. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.
Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.

8. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.
Seja otimista e reaja.

9. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?
Pense bem.

10. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.
Ouse! Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.

11. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.
Veja se é necessário mesmo fazer isso. Reflita sobre o assunto.

12. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.
Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.

13. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris. Está pensando em novas ideias?
Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.

14. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.
Seja como eles: procure novas experiências na vida – com responsabilidade.

15. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho. O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?
Sabemos que não é fácil. No entanto, é necessário. Você é mortal, como todos os outros – não perca tempo e viva em amor.

16. Dor de dente: pense positivo. Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido.
Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.

17. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo(a).
Permita-se ser feliz e não cobre tanto. O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?

18. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.
Livre-se do tédio!

19. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa. Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você “voar”.

20. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.
Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade.
Cuidado!

 

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*Fonte: acurapelanatureza