New York Times: “Solo de guitarra não é instituição ultrapassada e machista”

Prestigiado jornal americano lembrou que recurso é pouco utilizado hoje em dia, mas ainda é ferramenta artística importante para músicos

Uma rápida análise da história da música nas últimas décadas revela que o solo de guitarra sempre foi um elemento presente em sucessos de muitos estilos musicais. Nos últimos tempos, entretanto, a presença desse momento onde o guitarrista brilha está diminuindo se levarmos em consideração os hits que alcançam grande sucesso internacional

Em um artigo que debate a importância do solo de guitarra, o prestigiado jornal americano The New York Times lembrou que embora menos utilizada hoje em dia, esse recurso é extremamente válido e relevante artisticamente falando.

“É fácil descartar o solo de guitarra como uma instituição ultrapassada e machista, mas o poder emocional perdura. Um solo de guitarra não é apenas uma demonstração de carisma musical e maestria técnica. Na melhor das hipóteses, é um momento de vulnerabilidade primorosa, em que o músico se abre inteiramente para os ouvintes”, diz o texto.

O poder do solo de guitarra
Em outro trecho, o artigo explica que os solos de guitarra não morreram, mas estão se adaptando e se envolvendo com outros gêneros musicais. O jornal cita exemplos de artistas que utilizam esse recurso de forma magistral.

“O solo é muito mais do que uma demonstração das habilidades de um músico. A guitarrista Adrianne Lenker, no show do Big Thief, é prova disso. Seu solo tem a capacidade de evocar uma humanidade visceral em nós: reconhecemos alguém que assume um risco, não importa o quão confiante possa parecer”, conclui.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Site usa a ciência para criar “solo perfeito” de guitarra

Por mais que tenhamos anos e anos de Rock and Roll para analisar, é difícil dizer se há um “solo de guitarra perfeito”.

Claro que as opiniões variam bastante e, como tudo da arte, a música é extremamente subjetiva e dificilmente haverá um consenso sobre isso em algum momento. Mas, por enquanto, a revista Total Guitar resolveu usar a ciência (e as opiniões do público) para chegar o mais perto possível disso.

Depois de conduzir uma pesquisa e eleger os 50 melhores solos de guitarra de todos os tempos, os responsáveis buscaram as semelhanças para poder criar, objetivamente, o melhor solo possível.

O primeiro passo foi definir o tempo: entre os escolhidos, estavam canções cujos solos variavam de 64 a 170bpm. Portanto, eles tomaram uma quase-média de 120bpm como o ideal.

Quanto ao tom, o essencial era ser um tom menor. Os músicos então escolheram Mi menor como o tom ideal, com alguns trechos se aventurando em Mi menor harmônico e Mi dórico. Mais ainda, eles encontraram que é necessário ter um mínimo de 2,5 oitavas de alcance e, por isso, espaçaram o solo em 3 oitavas.

O solo em si, segundo a pesquisa, tem que começar nas notas mais graves e ir evoluindo para as mais agudas. Da mesma forma, a frequência de notas começa mais leve e vai aumentando conforme a canção avança, incluindo “uma mistura de conteúdo rápido, de fritação e ganchos melódicos”.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos