Stevie Ray Vaughan – “Couldn’t Stand The Weather” – 9/21/1985 – Capitol Theatre

Há um bom tempo eu de propósito não escutava mais o som do Stevie Ray Vaughan. Nada contra, sou seu fan e o cara é simplesmente um dos maiores guitarristas de blues da história sem dúvida alguma, mas acontece que já escutei demais e que também muita gente depois copiou o seu estilo numa determinada época, chegando num ponto em que coisa toda cansou. Precisava dar um tempo para a sua música, mas caraca, hoje escutando outra vez só para matar um pouco das saudades…. o cara era mesmo incrível, de outro mundo. Tinha a mão certa, a pegada e blues no espírito.

R.I.P. – S.R.V.

Stevie Ray Vaughan & Double Trouble – “Change It!”

Hoje se ainda estivesse vivo Stevie Ray Vaughan estaria completando 64 anos (o músico faleceu em 27/08/90). Sem dúvida um dos maiores talentos da guitarra blues ou então do texas schuffle e que nos deixou cedo demais, nos privando assim de seu vasto conhecimento e dom musical. descanse em paz SRV, na certeza de que seu legado até hoje ainda vive com aqueles que curtem e entendem a boa música.

 

 

Stevie Ray Vaughan – Tic Toc

Resolvi tirar a poeira de minha memória e escutar de boas novamente alguns materiais do incrível Stevie Ray Vaughan. Escutar algumas de seus álbuns me fez abrir a porta para uma viagem de volta no tempo e com isso de carona chamar inúmeras boas lembranças de histórias do passado. A primeira que me vem à cabeça é tipo da época em que fui baixista da banda de blues do Luiz Ruschel, um dos melhores guitarristas de blues da minha cidade ali pelos 80′ e 90’s. Ninguém tocava como ele e nem muito menos chegavam perto de sua técnica e conhecimento musical aqui pela região.

“Abrindo um parêntese – Me recordo de que tive de participar de um teste para entrar nessa, era um power trio de blues/rock bem famoso na cidade naquela época. O baixista anterior havia casado e estava indo de muda para uma outra cidade por causa de seu trabalho e portanto deixando a sua vaga em aberto na banda. Eu que já tocava numa outra banda com uns amigos, era divertida mas eu queria mesmo era o caminho do blues. Mesmo que eu fosse na época um gurizão de merda de cidade do interior, quando pintou essa oportunidade e me convidaram para o teste, nem acreditei. – Ôpa! – Claro que aproveitei a chance e me “puxei” para não fazer feio, tanto que ganhei a vaga numa disputa com outros baixistas veteranos. Cara, isso foi para mim quase como ter ganho na loteria….rsrsrs. Saca só, o Luis era professor de guitarra, tinha em sua casa uma coleção gigante de discos, livros de música, bios, pilhas de revistas importadas da Guitar Player, métodos, fitas k7 e de vídeo VHS (já falei – isso foi à trocentos anos atrás, no final da década de 80), enfim, um baita e interessantíssimo acervo de música, uma verdadeira Dysneilândia do rock. Resumindo, com isso aprendi muita coisa e também por tabela tive acesso a conhecer muitos artistas legais do universo blues, funk e soul music, não ficando portanto, preso naquela vibe hard rock e metal que vingava no meio adolescente rocker da época.”
Bons momentos. Gracias Luiz!

 

Voltando ao assunto do SRV. É claro que quando o assunto é SRV eu meio que num gatilho mental, automaticamente me recordo dessa fase com a banda do Luís (como já mencionei), bem como também de como ficamos intrigando na época do lançamento do álbum irmão Vaughan -“Family Style”. Não era um álbum assim tão impactante como os outros da carreira solo do SRV mas ao mesmo tempo era também cheio de timbres mágicos de guitarras e de uma apurada sutileza de gravação. Gosto desse álbum até hoje, mesmo não sendo o melhor ou então o meu preferido do Stevie Ray Vaughan.

Assim escolhi de propósito postar aqui a música “Tic Toc”, que é estranhamente pop mas eu curto bastante. Ela é exatamente o contrário de tudo que se pensa em termos de música do SRV, logo de cara. Gosto do solo ultra econômico de “meia dúzia de notinhas” mas que para mim – (não sei explicar) culpa da stratinho-clean-chorosa – acho muito bacana!

Imagino aqui que depois de Stevie  já ser um cara mundialmente famoso e ter se tornado uma referência nas seis cordas do blues, ele resolve grava um álbum de estúdio com o seu irmão Jimmie Vaughan, tipo pouco se lixando para o que os outros irão achar. Esse álbum em questão é bem bacana e passa realmente essa coisa de família como o nome sugere, uma forte ligação e respeito entre eles. Tipo os manos se divertindo num estúdio com as suas guitarras, amps e alguns amiguinhos, cada uma trazendo a sua mágia, o seu toque, para no final sair um prato especial. Tipo receita de família. Creio que os coras “Vaughan” devem ter ficado muito orgulhosos dessa reunião de seus garotos.

Aqui a música “Tic Toc” que comentei (baladinha) e + duas faixas bônus.
Aumente o volume e relaxe.

 

Stevie Ray Vaughan – tocando Jimi Hendrix

O mestre Stevie Ray Vaughan, um dos pouquíssimos guitarristas que consegue quase soar como Hendrix e assim faz a sua versão dos fatos. Importante é que aqui não me refiro ao timbre de guitarra ou amp, falo mesmo é na “vibe”, no tal do “feeling” (sentimento), no “mojo” – tive de apelar para estrangeirismo porque não consegui definir isso melhor de outra forma.

*Ô psit! Vem cá, se você não entender mesmo é porque a música de Hendrix não lhe toca a alma e então é melhor mesmo eu nem perder meu tempo “tentando” explicar isso para quem JAMAIS vai entender mesmo. Nem que eu desenhe aqui. Então…

Aliás, não tem coisa mais chata que do esses guitarristas virtuoses fritando músicas do Jimi Hendrix, resumindo a coisa a técnicas modernas usando two-hands, typing e velocidade, como se isso tivesse uma vibe que a música pede. Pura técnica mas zero de sentimento aplicado ao som. Uma lástima!

 

 

Stevie Ray Vaughan

Há 26 anos, o guitarrista americano Stevie Ray Vaughan, um dos caras mais cool do mundo, morreu em um acidente de helicóptero. Stevie era um dos mais promissores músicos de blues de seu tempo. E o bacana é que David Bowie o ajudou muito no começo de sua carreira. Thanks David.
Depois de Hendrix, talvez um dos poucos phoda-thunder-master da guitarra tocada verdadeiramente com alma!!!

Não tem prá ninguém. Muitos o imitaram descaradamente ali na quebrada dos 80’s, mas não chegaram nem perto da sua vibe “natural” do blues.
Sim ele podia se vestir daquele jeito esquisito (a lá Hendrix), sim ele tocava muito e cantava bem prá caralho também e aquela sua Fender Strato classicona toda lanhada, maravilha.

Este cara está na minha listinha daqueles que se foram cedo demais e hoje em dia fazem MUITA falta. Descanse em paz chefe!

 

 

Stevie Ray Vaughan – 25 anos

A nota triste da data de hoje é que completam exatamente 25 anos da morte do cantor e guitarrista  Stevie Ray Vaughan, em um acidente de helicóptero, depois de um show. Um dos poucos que conseguiu fazer a chama do blues e do rock chegarem perto do que Jimi Hendrix, já fez também um dia. Descanse em paz “mestre”. Não imagina a falta que faz…

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O difícil caminho da glória

Como a esta altura do championship já podem supor, meus 2 guitarristas preferidos são Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan (a listinha na real vai bem mais longe e com muitos outros nomes, mas esses dois são os TOPs dela). A resolução desta equação sobra a questão de quem é o cara nas seis cordas é fácil e bem simples. Além do absurdo talento musical de cada um deles, ambos detonaram através da música em terrenos completamente inóspitos a sua realidade social. Jimi Hendrix por sua vez, foi o primeiro negro que adentrou de sola na cultura do rock, que era literalmente coisa de branquela metidinho e apesar de inúmeras barreiras e dificuldades se sagrou o master-fucker da guitarra. Isso levando em conta de que foi para a europa e lá se firmou contra nomes peso-pesados já estabelecidos na cena rock do momento, como o caso de Eric Clapton, Pete Townshend e Jeff Beck que “ruleavam” na época o rock inglês, se mencionarmos aqui a força das bandas: Beatles e Rolling Stones. Patrolou tudo e atodos ali na esquina dos 60’s com os 70’s, através da sua musica visceral de raizes negras causou o maior furor na época, longe da América e do blues. Assim também foi com Stevie Ray Vaughan, só que ao inverso, sendo o branquelo que tocava o “blues” com a pegada, o sentimento e a alma de um negro, tanto que suas habilidades musicais acabaram sendo reverenciadas pelos seus próprios ídolos, como: BB King, Albert King, Albert Colins, John Lee Hoker, Buddy Guy, etc. Dois caminhos longos e difíceis, marcados por batalhas, superação, trabalho duro, glórias, excessos, fama e um final abrupto, muito antes do que se poderia supor. Mas fica o legado desses dois grandes mestras da guitarra – tocar com sentimento e paixão é muito mais do que fritar zilhões de notas por segundo.

Segue abaixo uma bio em 5 capítulos do programa “VH1 – Legends”, sobre a vida e carreira de Stevie Ray Vaughan. Confiram.

20 anos sem Stevie Ray Vaughan

Em minha humilde listinha de melhores guitarristas do mundo é mais do que óbvio de que Jimi Hendrix ruleia, mas ali, fazendo sobra ali na segunda colocação, vem Stevie Ray Vaughan. A tal lista prossegue mas não vem ao caso agora fazer uma chamada das criaturas. SRV  foi um dos poucos que considero além do normal, o cara tocava muito, com sentimento, técnica e acima de tudo – com alma e coração. Talvez esse lance de tocar numa vibe de deixar fluir os sentimentos soa mesmo como quase uma peculiaridade do mundo do blues e seus 3 acordes, mais a obviedade da maldita pentatônica – ou o cara se diferfencia fazendo o básico ou fica no atoleiro da mesmice ad eternun. Jimi e SRV conseguiram não somente transcender o mundo do blues como foram além, misturaram, voaram tão alto que fica até difícil depois rotulá-los. Mas o bom desse papinho furado todo é que eles ( e mais alguns tops das 6 cordas), sabem muito bem que não adfianta o neguinho apenas fazer pose de mau, tocar trocentas notas a velocidade da luz e o seu “recado” ser mais raso do que a profundidades de um pires. E como tem neguinho “otário” no mundo da guitarra – bah! – como tem…
Então fica aqui a minha homenagem e também a lástima pelos 20 anos sem SRV, mas sua música permanece, aliás, tudo o que é bom, bem feito, verdadeiro e sincero fica!

*Textinho chupinhado diretaço da Wikipédia sobre SRV:
Em 27 de agosto de 1990, Stevie Ray Vaughan morreu aos 37 anos em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. SRV seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em conseqüencia do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro a uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes. Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.