Prisões em SP ganham canil onde presos podem cuidar de animais que estavam abandonados nas ruas

Redução de estresse, melhoras na autoestima e na saúde, desenvolvimento de habilidades afetivas, aumento da capacidade de se socializar… Já está mais do que provado que o convívio com animais traz uma série de benefícios para os seres humanos. Por isso mesmo, a Justiça de SP está apostando nessa relação para garantir o sucesso do processo de reintegração social de seus presos.

Dois centros de detenção do Estado, localizados nas cidades de Tremembé e Taubaté, já instalaram em suas dependências canil que abriga animais que foram tirados das ruas pelos Centros de Controle de Zoonoses da região. Os bichinhos, até então abandonados, passam a ser cuidados pelos presos do local que se encontram em regime semiaberto.

Entre as atividades, banho e tosa, alimentação dos animais, limpeza das dependências do canil e muito carinho aos bichinhos – que já chegam ao local castrados e vacinados.

A ideia é que sejam cuidados pelos detentos em caráter temporário! Isso porque, aos finais de semana, em parceria com organizações protetoras dos animais, os bichinhos são levados para feiras de adoção responsável para que ganhem lares permanentes. De quebra, os adotantes ainda ganham uma casinha para seus novos bichinhos de estimação, construídas por presos de uma terceira penitenciária paulista, localizada na cidade de Caraguatatuba.

Com a iniciativa, os animais conseguem um novo lar. Os presos avançam em seu processo de reintegração social. E todos saem ganhando! Uma ideia para lá de boa para se aplicar em outras regiões do país, não?

Nos EUA, um centro de detenção na Flórida também mantém com sucesso uma iniciativa parecida!

*Por Debora Spitzcovsky
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*Fonte: thegreenestpost

4 alimentos que ajudam a combater o estresse

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge 90% da população mundial. No Brasil, 70% das pessoas sofrem com esse mal. Apesar de muito comum, é necessário cuidado, pois a condição pode levar a uma série de doenças como câncer, depressão, diabetes, transtornos alimentares e hipertensão.

De acordo com Ione Leandro, nutricionista da ONodera Estética, um grande aliado no combate ao estresse é a alimentação. “Dentre os aminoácidos mais importantes para o bom funcionamento do organismo está o triptofano. Quando alimentos ricos nessa substância entram na corrente sanguínea, são transportados para o cérebro e o trato gastrointestinal se encarrega de produzir a serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar”.

Alimentos para incluir na dieta

Abaixo, a nutricionista separou outros alimentos que, além do triptofano, contêm vitaminas e minerais importantes para combater o estresse.

Banana – A fruta é rica em triptofano, Vitamina B6, Magnésio e Potássio, nutrientes que estimulam a produção de serotonina e ajudam a diminuir ansiedade e irritação.

Folhas verde-escuras – A deficiência de ácido fólico, presente na couve, brócolis e espinafre, pode provocar depressão. Procure consumir de duas a três porções por semana.

Frutas cítricas – A vitamina C presente nas frutas cítricas reduz a secreção de cortisol, hormônio liberado pela em resposta ao estresse e à ansiedade. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumentam a sensação de bem-estar.

Chocolate – O cacau presente no chocolate é rico em antioxidante e aminoácidos percussores de serotonina. “Quanto mais cacau compor a fórmula do alimento, mais saudável ele é. Portanto, opte pelo amargo ou meio amargo e evite os chocolates brancos e ao leite, que são repletos de açúcar, aditivos e gordura hidrogenada. É recomendado de 25 a 30 gr dessa delícia diariamente”, finaliza Ione.

 

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*Fonte: ciclovivo

Saiba como fazer um detox diário da tecnologia

A Apple lançou um recurso permitindo que usuários saibam quantos minutos gastam em seus dispositivos.

Para quem já testou o serviço, a reação não costuma ser das melhores, pois em geral passamos, sem perceber, muito tempo em computadores, tablets e smartphones.

E não é novidade que a tecnologia pode nos tornar menos produtivos. É aí que o detox dela no próprio trabalho pode ajudar – mesmo que por apenas uma hora diária.

Detox

Estudos mostram os efeitos negativos que as obsessões tecnológicas podem ter sobre a saúde, felicidade e produtividade: as telas tensionam nossos olhos; a cultura de mensagens de trabalho 24/7 nos deixa deprimidos e estressados; a internet ataca nossas tendências mais obsessivas e viciantes.

Em 2012, pesquisadores americanos analisaram o impacto do email, talvez a distração tecnológica mais perniciosa e odiada do ambiente de trabalho do século 21. Eles colocaram monitores cardíacos em funcionários de escritório e descobriram que aqueles que acessavam o email constantemente, alternando entre várias janelas e aplicativos do navegador, tiveram níveis cardíacos mais altos e mais estresse.

É claro que não há como sair completamente da rede. Deixar de checar o email no trabalho, desaparecer da mídia social ou jogar seu telefone em um banheiro metafórico é “abdicar da responsabilidade de navegar pelo mundo em que vivemos”, diz Pamela Rutledge, psicóloga especializada em mídia.
Direito de imagem Farknot Architect / Alamy Stock Photo
Image caption A troca constante entre dispositivos, atividades e janelas do navegador gera ansiedade e cria distrações

Em vez disso, trata-se de aprender a pegar atalhos ao longo do dia; ser mais consciente e liberar tempo para que a tecnologia seja tratada apenas como mais uma tarefa.

Multitarefa é uma ilusão

Encontrar uma hora livre da tecnologia no trabalho não é se esconder no armário de vassouras, meditar em uma sala silenciosa ou trancar seu iPhone em uma gaveta. O truque é parar de tentar executar várias tarefas ao mesmo tempo – principalmente entre dispositivos e aplicativos.

“Neurocientistas mostraram claramente que o cérebro humano não é projetado para multitarefas, mas sim uma tarefa em série”, diz Sandra Sgoutas-Emch, professora de psicologia da Universidade de San Diego.

Seu cérebro precisa de tempo para recuperar o atraso e refocar cada nova tarefa. E estudos mostram que o foco em uma tarefa de cada vez permite que sua atenção seja mantida e que a tarefa seja feita com mais eficiência e rapidez. Fazer um curto detox da tecnologia diariamente ajuda seu cérebro a fazer isso, afirma Sgoutas-Emch.

O tempo é engolido pelas pequenas interações tecnológicas que se infiltram em todas as horas de trabalho. E a constante troca entre dispositivos, atividades e janelas do navegador cria ansiedade e distrações.

“O aumento do volume de interações nos leva a alternar as tarefas com mais frequência”, diz Matthias Holweg, professor de gerenciamento de operações da Saïd Business School, da Universidade de Oxford. “Toda vez que trocamos de uma tarefa para outra, perdemos o tempo de configuração, portanto, ficamos menos produtivos no geral”.

Sem um pequeno hiato tecnológico, é difícil quebrar esse ciclo. “Nossos cérebros anseiam por recompensas instantâneas: verificar WhatsApp, Facebook ou email a cada 10 minutos. Mas isso é contrário ao trabalho produtivo, infelizmente”, afirma.

Como fazer isso

Especialistas sugerem uma série de estratégias. Separar uma hora por dia no trabalho que o afaste da rede digital é simplesmente uma questão de planejamento inteligente.

Quase todos os especialistas entrevistados para esta reportagem recomendam verificar seu email apenas em determinados períodos do dia. Isso significa desativar as notificações que aparecem no canto na tela. O ideal é escolher duas ou três vezes por dia em que você abre sua caixa de entrada.

Você pode aplicar a mesma estratégia a outras distrações digitais, como mídias sociais ou o uso de smartphones. E você também pode planejar intervalos curtos onde você não está interagindo com nenhuma tecnologia.

“Agende horários durante o dia para dar um passeio lá fora e deixe seu telefone na mesa”, diz Sgoutas-Emch. “Se o tempo estiver ruim, ande pelo prédio e fale com os colegas. Faça um almoço de verdade”.

A tecnologia não é o problema – per se

Nem todo trabalho envolve sentar-se na frente de um computador ou estar amarrado a um smartphone, e nem todo mundo tem um tipo de personalidade que o grude na rede. Além disso, passar uma hora desconectado não resolve problemas mais graves que causam o mau hábito.

Mas tentar cortar tudo de uma vez – como fazem alguns executivos do Vale do Silício ou gurus da tecnologia – pode trazer mais prejuízos do que benefícios.

“Se uma pessoa tem o hábito de fumar e fica longe do cigarro por um tempo, isso cria tensão”, diz Gloria Mark, professora de informática na Universidade da Califórnia, que liderou o estudo sobre email em 2012.

Dependendo do seu trabalho, eliminar (ou mesmo reduzir significativamente) a tecnologia também pode ser irreal. Mas Mark acha que as organizações têm a responsabilidade de garantir que os funcionários não se tornem escravos tecnológicos.

“Por exemplo, liberando emails em determinados momentos durante o dia”, afirma. “O envio de emails em lote pode ajudar, porque muda as expectativas”.

Em vez de os funcionários serem bombardeados com mensagens distrativas que os tornam mais estressados e menos eficientes, o email se tornaria apenas mais uma tarefa. E os trabalhadores chegariam lá quando fizesse mais sentido, em vez de se sentirem pressionados a responder imediatamente.

Esse é um tópico que já foi explorado: em 2017, a França tornou lei que os funcionários pudessem ignorar o email comercial fora do horário de trabalho, e a cidade de Nova York discutiu um projeto similar no ano passado. A Volkswagen parou de enviar os emails fora do horário comercial para os funcionários em 2012.

Embora não haja escape total da tecnologia para muitos de nós, o poder de uma hora distante da tecnologia não é subestimado. Podemos encontrar esse tempo extra através de um cronograma mais inteligente e usando ferramentas digitais de maneira diferente. Caso contrário, diz Rutledge, essa tecnologia acaba sendo mais problemática do que valendo a pena.

“Ter que redirecionar sua atenção continuamente é mais cognitivamente cansativo do que a coisa que você precisa fazer”, resume.

*Por Bryan Lufkin

 

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*Fonte: bbc brasil

Por que as mulheres se estressam mais que os homens?

O estresse é o mal moderno. Vivemos, ou acreditamos que vivemos, em um mundo sitiado por perigos, perigos potenciais que nos cercam e esperam que baixemos a guarda para nos atacar. Isso gera um estado de alerta constante que nos deixa tensos e irritados. No entanto, nem todos reagem da mesma maneira. O estresse nas mulheres se manifesta de forma diferente e é frequentemente mais intenso do que os sintomas de estresse nos homens. Existem diferenças de gênero no modo de experimentar e enfrentar esse estado de ansiedade.

O nível de estresse nas mulheres duplica o estresse nos homens

Psicólogos da Universidade de Cambridge conduziram um estudo no qual descobriram que as mulheres ocidentais são quase duas vezes mais estressadas do que os homens. Esses pesquisadores analisaram 48 estudos anteriores sobre transtornos de ansiedade para identificar quais grupos experimentam mais estresse, levando em conta fatores como sexo, idade, condições médicas e transtornos mentais.

Foi revelado que 4 em cada 100 pessoas sofrem algum grau de ansiedade, do estresse à ansiedade generalizada. No entanto, para cada homem estressado, há 1,9 mulheres que sofrem de um transtorno de ansiedade, e as mulheres com menos de 35 anos são as mais afetadas.

Curiosamente, as mulheres casadas também relatam níveis mais altos de estresse do que as mulheres solteiras: 33% versus 22%, respectivamente. Além disso, as mulheres solteiras têm uma maior percepção de controle sobre suas vidas e sentem que estão fazendo o que é necessário para gerenciar o estresse. Pelo contrário, as mulheres casadas relatam maior afetação devido ao estresse, sofrendo mais episódios de choro, irritação, raiva, fadiga e dores de cabeça.

Os sintomas do estresse nas mulheres

Homens e mulheres reagem de maneira diferente ao estresse, tanto física quanto mentalmente. Tentam controlar o estresse seguindo estratégias muito diferentes e também percebem sua capacidade de lidar com problemas, bem como as coisas que estão em seu caminho, de maneiras muito diferentes. Essas diferentes formas de perceber e lidar com contratempos determinam os sintomas de estresse nas mulheres.

1. pensamentos negativos recorrentes. As mulheres tendem a girar mais as coisas, o que significa que elas têm pensamentos intrusivos mais recorrentes, como mostrou um estudo realizado na Universidade do Colorado. Essa tendência a ruminar piora o estresse e aumenta as chances de sofrer de depressão.

2. Tristeza e ansiedade. As mulheres tendem a reagir mais emocionalmente ao estresse. Um estudo da Universidade de Yale descobriu que muitas vezes se sentem mais tristes ou mais ansiosas quando estão tensas e estressadas. Essa inundação emocional muitas vezes as sobrecarrega, gerando uma sensação de falta de controle.

3. Somatização. Um dos sintomas mais característicos de estresse nas mulheres é a somatização. As mulheres geralmente relatam mais sintomas somáticos relacionados à tensão e ansiedade, como demonstrado por um estudo realizado na Universidade de La Laguna. Na verdade, eles não são meras experiências subjetivas, descobriu-se que as mulheres respondem com um aumento na freqüência cardíaca ao estresse e relatam dores de cabeça mais emocionais.

Por que as mulheres se estressam mais?

As diferenças hormonais são apenas uma variável na equação que exacerba os sintomas de estresse nas mulheres. As diferenças no modo de viver o estresse e lidar com ele desempenham um papel mais importante em seu impacto no bem-estar feminino.

– Sensibilidade a conflitos interpessoais

As mulheres são mais sensíveis aos conflitos e problemas nos relacionamentos interpessoais, porque tendem a conferir maior importância a elas. 84% das mulheres dizem que manter um bom relacionamento familiar é muito importante, comparado a 74% dos homens. Curiosamente, elas também relatam mais estresse quando precisam se conectar com outras pessoas e passar tempo com a família e os amigos.

Portanto, não é surpreendente que a pesquisa conduzida na Universidade da Califórnia sugere que a maioria dos eventos estressantes que desencadeiam o estresse em mulheres estão relacionados com a sua rede social nas proximidades, como problemas no relacionamento, a criação dos filhos ou a perda de uma pessoa próxima.

– Significado dos sintomas físicos

Em muitos casos, os sintomas de estresse nas mulheres são intensificados devido à importância que elas dão a eles. Na prática, ao focar mais nelas e conferir-lhes um papel mais protagônico, a percepção de desconforto e insatisfação aumenta, fechando assim um círculo vicioso.

Por exemplo, embora a insônia atinja homens e mulheres, 75% delas relatam que o sono é muito importante, uma opinião compartilhada apenas por 58% dos homens. Isso significa que o impacto psicológico e físico da insônia acabará sendo mais pronunciado nas mulheres. Não podemos esquecer que tudo em que focamos nossa atenção é amplificado.

– Estratégias de enfrentamento do estresse

Há muitas razões para serem enfatizadas, por isso é importante ter boas estratégias de enfrentamento. Se não tivermos boas ferramentas psicológicas para lidar com contratempos e adversidades, o estresse aumentará. Mais uma vez, homens e mulheres muitas vezes se comportam de maneira diferente quando chega a hora de lidar com o estresse.

As mulheres tendem a usar estratégias de enfrentamento mais emocionais e evitativas. Também são menos racionais quando avaliam a situação e têm mais dificuldade em praticar o desapego. Não é estranho uma vez que um estudo conduzido na Universidade da Pensilvânia, no qual mais de 1.000 imagens do cérebro foram analisadas, revelou que o cérebro feminino é melhor “conectado” para reter detalhes emocionais, o que permite que eles se conectem melhor com os outros, mas também se converte em uma barreira ao estabelecer uma distância psicológica. Os homens, por outro lado, tendem a inibir emoções e praticar estratégias diretas de enfrentamento.

– Sentimento de falta de controle

Talvez uma das variáveis que mais influenciam a percepção do estresse em mulheres e homens seja o autocontrole. Embora tanto mulheres como homens estressados indiquem que a principal barreira para fazer mudanças positivas em seu estilo de vida que afastam o estresse é a força de vontade, muitas mulheres reconhecem que a falta de autocontrole é o principal obstáculo para lidar com o estresse.

O problema é que quando percebemos que não temos controle sobre a nossa vida, indefesa aprendida logo aparecerá, o que nos faz perder a confiança em nossas habilidades para superar a adversidade. Sentir que somos uma folha movida pelo vento gera ainda mais estresse.

A melhor estratégia para lidar com o estresse: Contextualizar Existe uma maneira de lidar melhor com o estresse do que outra? Tudo depende da situação. Por exemplo, um estilo de enfrentamento direto pode ser útil em algumas circunstâncias e em outras pode ser mais adaptativo assumir um estilo de enfrentamento evitativo. Às vezes é necessário se deixar levar por emoções e outras vezes é melhor ser mais racional.

Além das diferenças nas estratégias de enfrentamento e nos sintomas de estresse em mulheres e homens, o mais importante é conhecer nossos pontos fracos, trabalhar para reforçá-los e analisar cada situação para responder da maneira mais assertiva possível. Afinal, você não precisa se envolver em todas as batalhas e não precisa vencer todas as contendas.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Depressão na universidade: como a pressão acadêmica afeta a saúde mental

Casos recentes de suicídio em faculdades brasileiras levantam importância do debate acerca da saúde mental dos estudantes

Prazos apertados, múltiplas disciplinas, competitividade. Teses, citações, normas ABNT. Pressão em casa, pressão na sala de aula. Esgotamento físico e, principalmente, psicológico. Quadros de estresse e depressão têm sido recorrentes em estudantes brasileiros. A morte de uma aluna na Universidade de Brasília (UnB) na semana passada, e caso semelhante ocorrido na segunda-feira, 11, na Paraíba, lançaram luz sobre a necessidade de discutir a saúde mental de quem está dentro da sala de aula.

Os números se agravam à medida que o nível do diploma também avança. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, 15% dos estudantes de nível superior apresentam algum quadro depressivo. A média geral de quem não passa pelos dissabores da vida acadêmica é de 4%. Outro estudo, desta vez publicado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 41% dos estudantes de medicina brasileiros sofrem do mesmo mal. Mais um levantamento, também feito pela USP, apontou que 1 em cada três alunos de pós-graduação sentem-se deprimidos ou ansiosos.

Conversar é preciso

Para a antropóloga Mirian Goldenberg, que esteve em Brasília recentemente como convidada do projeto Diálogos Contemporâneos, a vida universitária é feita de cobranças inesgotáveis. Mas nem todo suicídio que acontece dentro da faculdade tem completa ligação com o curso em si. Ele até pode servir como gatilho a quadros de ansiedade e depressão, mas esconde questões internas mais profundas.

“É uma combinação de fatores. Escolher determinados mundos que são muito competitivos e exigentes, muito comparativos, é difícil para quem não tem uma estrutura psicológica que aguente pressão. É um universo complicado – mas que não necessariamente leva ao suicídio”, avalia. “É preciso avaliar o conjunto da vida da pessoa”, sentencia.

Antropóloga Mirian Goldenberg: “Temos essa cultura da alegria, da felicidade, e não falamos sobre sentimentos ‘ruins'”

Para a profissional, existe uma bolha cultural que impede a discussão de assuntos como esse no Brasil. “Temos essa cultura da alegria, da felicidade, e não falamos sobre sentimentos ‘ruins’. Isso gera uma solidão enorme. As pessoas não comentam e acham que são as únicas a passarem por situações negativas. É importante conversarmos a respeito”, afirma. É terapêutico e é o que falta. Sinto a ausência de interesse, atenção, carinho pelos outros. Mas não basta exigir, devems dar os mesmos valores em retribuição”, conclui Miriam.

Iniciativa nesse sentido já está acontecendo em Brasília. A Associação de pós-graduandos na UnB realiza encontros mensais com intuito de expurgar a pressão, compartilhar ideias e, principalmente, socializar. O último encontro aconteceu na quarta-feira, 13. Mais informações podem ser adquiridas por meio do contato apg.unb.2017@gmail.com.

 

 

 

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*Fonte: gpslifetime

Perda de qualidade do sêmen ameaça reprodução humana

Quando um casal tem dificuldades para engravidar, é comum que a mulher se torne a principal suspeita de ser infértil. No entanto, estudos estimam que 50% dos casos de infertilidade conjugal – que afetam cerca de 48,5 milhões de pessoas no mundo – tenham como causa algum problema masculino.

E a tendência é que esses números aumentem.

Estudos realizados em diversos países mostram que a qualidade média do sêmen dos homens de todo o mundo vem caindo pelo menos desde a década de 1930. Não há informações conclusivas sobre as causas – as principais suspeitas recaem sobre o álcool, o cigarro e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico.

Um dos poucos estudos no Brasil sobre o assunto foi feito recentemente pela bióloga Anne Ropelle em sua dissertação mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ela conta que o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da universidade realiza exames de espermograma desde 1989. Das 33.944 amostras registradas entre 1989 e 2016, ela analisou 18.902.

Anne dividiu os exames em cinco períodos de tempo e analisou os principais parâmetros que medem a qualidade do sêmen: concentração (quantidade de espermatozoides na amostra), motilidade progressiva (capacidade de movimentação, importante para o encontro com o óvulo e a fertilização) e morfologia (sua forma). “Notamos uma queda significativa em todos eles“, ela afirma.

A concentração seminal, por exemplo, caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Apesar dessas quedas, os dois primeiros parâmetros estão dentro dos padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que são, respectivamente, mínimos de 15 milhões e 32%.

Quanto à morfologia, a porcentagem encontrada por Ropelle está um pouco abaixo do que é considerado normal pela OMS, que é acima de 4%. Esses dados podem ser um alerta. “Se os números continuarem caindo, os casais poderão encontrar maior dificuldade para conseguirem uma gestação“, diz a especialista.

Discussões

No exterior, as pesquisas sobre o tema são mais antigas e numerosas. Todas apontam na mesma direção. O médico urologista Leocácio Barroso, do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC), cita algumas meta-análises (revisão sistemática de várias pesquisas realizadas sobre um mesmo tema).

Uma delas foi feita pela bióloga dinamarquesa Elisabeth Carlsen, que analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991. Os resultados foram divulgados em 1992. “Ela mostrou que nesse período a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml“, informa Barroso.

Para ele, a mensagem essencial do estudo de Carlsen e colaboradores é que a concentração seminal declinou globalmente em cerca de 50% no último século, atraindo uma atenção significativa e sendo foco de diversas discussões. “A partir dessa publicação, diversos laboratórios têm analisado seus próprios dados retrospectivamente e muitos estudos sugerem que, de fato, houve um declínio na qualidade do esperma“, conta.

Um desses trabalhos foi divulgado cinco anos mais tarde, em 1997, pela especialista em reprodução humana Shanna Swan, dos Hospital Mount Sinai, de Nova York. Ela fez uma reanálise de 56 estudos analisados por Carlsen e confirmou uma significativa queda na densidade espermática nos Estados Unidos e na Europa, mas não em outras partes do mundo.

“Mais tarde, em 2000, ela realizou outra extensa meta-análise, dessa vez de 101 estudos, que confirmou o declínio na qualidade seminal no período de 1934 a 1996“, diz Barroso.

A própria OMS reduziu os valores de referência que definem uma amostra seminal como “normal“. “De 1987 até hoje, a organização publicou cinco edições do Manual para o Exame do Sêmen Humano“, diz Barroso.

“A publicação mais recente, de 2010, traz valores de referência mais baixos do que os encontrados na última edição, de 1999.” Os novos parâmetros de concentração mínima foram reduzidos de 20 milhões/ml para 15 milhões/ml, os da motilidade, de 50% para 32%, e os da morfologia, de 14% para 4%.

Para a definição de tais valores, foram avaliadas amostras de 4.500 homens de 14 países de quatro continentes. Barroso tem, no entanto, uma crítica ao manual. De acordo com ele, enquanto algumas áreas foram super-representadas, como o norte da Europa, outras foram subrepresentadas, como a África e a América do Sul.

“De fato, para esse estudo não foi avaliada nenhuma amostra proveniente do Brasil“, diz. “Portanto, a interpretação e aplicação dos valores de referência definidos pela última publicação da OMS para o brasileiro é imprecisa.”

Estilo de vida?

Que a qualidade seminal vem caindo no mundo é praticamente uma certeza. Já as causas não são bem conhecidas. “Nosso banco de dados não possuía informações sobre estilo de vida ou hábitos dos pacientes, desta forma não pudemos correlacionar a queda a uma ou mais causas“, afirma Anne. Mas há suspeitas.

Seu orientador, o ginecologista Luiz Francisco Baccaro, da FCM da Unicamp, aponta alguns. “Vários autores relatam que substâncias com efeitos similares ao estrogênio (hormônio cuja ação está relacionada ao controle da ovulação e ao desenvolvimento de características femininas), conhecidas como ‘desreguladores endócrinos’, poderiam agir no feto do sexo masculino ainda no útero da mãe, levando a problemas na função testicular“, diz.

Entre esses “desreguladores endócrinos” estão substâncias químicas, presentes em pequena quantidade em pesticidas, solventes e recipientes de plástico, por exemplo. Além dos fatores ambientais, aspectos relacionados aos hábitos de vida também devem influenciar a produção de esperma.

“Alguns estudos demonstraram que o tabagismo e o consumo de álcool em excesso podem diminuir a qualidade do sêmen“, acrescenta Baccaro. “Além disso, um fator muito prevalente que influencia nisso é a obesidade, que pode levar a um desequilíbrio hormonal. Um estudo mostrou que homens com excesso de peso têm o esperma pior.”

Barroso cita outros suspeitos. “O uso de telefones celulares têm aumentado as preocupações em relação ao efeito das suas ondas eletromagnéticas na fertilidade“, afirma.

“Estudo observacional recente, in-vivo e in-vitro, mostrou que os aparelhos podem causar uma diminuição da densidade, motilidade, viabilidade e morfologia dos espermatozoides. Hipertermia (alta temperatura) testicular também pode impedir a espermatogênese. Por isso, o uso de laptops próximo à genitália, utilização frequente de saunas e banheiras aquecidas estão entre os fatores considerados como possíveis causas da queda da qualidade do sêmen.”

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*Fonte: pragmatismo

A síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho.

Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a Síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro.

Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:

– Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização

– Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior a decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:

– Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
– Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.

– Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente.

Dicas
O ideal é saber o que incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes (que fazem grandes diferenças):

– Converse com o chefe e colegas;
– Aponte os problemas antes que eles fiquem insuportáveis;
– Procure por tratamento médico e psicológico;
– Dê um tempo do trabalho (ou uma licença ou férias). Quando voltar, volte com calma ou em outra função.

Reação no corpo
Para o corpo, tanto faz se é Burnout ou estresse, ele reage da mesma forma. O organismo está preparado para lidar com o estresse, que é importante porque os “estressados” sobreviveram à seleção natural. Conseguiram fugir do leão porque o estresse deu o gatilho para a fuga.

O problema é o estresse contínuo, em que o sistema de defesa é acionado sempre e desgasta o organismo. Quando estamos em uma situação de estresse, o sistema adrenérgico é acionado. O coração dispara, os vasos sanguíneos se fecham e aumenta a pressão arterial. O coração bate mais rápido para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. Não importa se é uma situação que precisa de fuga ou não, o organismo sempre reage assim quando colocado sob estresse.

O estresse contínuo e intenso pode causar aumento da pressão e problemas cardíacos. A Síndrome de Takotsubo (coração dilata e fica mais fraco) pode ocorrer em uma situação de estresse intenso e agudo. Se a pessoa tiver a coronária entupida, também pode enfartar.

O que ajuda?
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. Por exemplo: uma pessoa que faz atividade tem a frequência em 60, na situação de estresse ela dobra para 120. Quem é sedentário já tem a frequência normal em 90 e no evento de estresse sobe muito mais rápido para 160 batimentos por minuto.

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*Fonte: fasdapsicanalise

5 técnicas calmantes que podem reduzir a ansiedade em pouco tempo

“Não habite no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no presente.” – Buda
As pessoas que sofrem de ansiedade, muitas vezes, não conseguem entender o que está acontecendo.

Somente aqueles que sentiram o medo da ansiedade constante, podem entender.

 

Abaixo estão 5 técnicas que podem reduzir a ansiedade em pouco tempo:

1. Meditação

“A pesquisa sugere que a meditação diária pode alterar os caminhos neuronais do cérebro, tornando-o mais resiliente ao estresse”, diz Robbie Maller-Hartman, Ph.D.

Contrariando à crença popular, não é preciso ser um sábio para experimentar os tremendos benefícios do alívio de ansiedade da meditação. (É claro que a prática adicional apenas fortalece a capacidade de combate ao estresse/ansiedade).

O método é simples. Para instruí-lo, vamos imaginar que você está no trabalho ou estacionado em algum lugar com seu carro. Aqui está o que fazer: sente-se reto, com os dois pés no chão e feche os olhos. Recite – em silêncio ou em voz alta – um mantra, como “Estou em paz”, ” ou “Eu me amo “. Descarte quaisquer pensamentos de distração sem preconceito ou julgamento.

2. Respiração profunda

Quando se trata de aliviar a ansiedade, concentrar-se na respiração é (de longe) o método mais eficiente. Tudo o que você precisa é de uma pausa de 5 minutos e paciência.

Mais uma vez, a prática é simples. Sente-se corretamente com os olhos fechados. Coloque uma mão na sua barriga enquanto inspira lentamente pelo nariz. Sinta a respiração encher seu abdômen e viaje para cima, como se a respiração estivesse chegando ao topo da cabeça. Mantenha a respiração presa por alguns segundos, então, naturalmente (e lentamente), expire pela boca.

3. Esteja presente

“Estar presente” é notar todas as sensações à medida que elas se estendem – existir neste momento e apenas neste momento.

O bom sobre estar presente é que você pode praticá-lo em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, a qualquer momento. Lavando a louça: observe e sinta como é a superfície dos pratos ao toque de sua mão, enquanto você aplica o detergente. Andando? Sinta o ar à medida que ele flui e toca seu rosto e seu corpo. Digitando? Ouça o som de cada barulho do teclado enquanto trabalha.

Quando você está presente, foca toda a sua consciência em seus sentidos, em vez de no impulso.

 

4. Priorize seu tempo

Nosso tempo nesta Terra é limitado. A verdade (às vezes desconfortável) é que não sabemos quanto desse precioso recurso temos. Infelizmente, muitas pessoas agem como se fossem imunes ao passar do tempo.

O fundador da Apple, Steve Jobs, que acabaria por sucumbir ao câncer, deu sua perspectiva ao tempo: “Se hoje fosse o último dia de sua vida, você gostaria de fazer o que está fazendo hoje?”

Avalie como você gasta seu tempo. Não há caminho “certo” ou “errado” – apenas o seu caminho. Se você tiver a sorte de trabalhar em um trabalho que você ama, invista seu tempo lá. Se você está feliz apenas em “ir com o fluxo” e apreciar cada experiência – ótimo.

Valorizar o tempo é gastá-lo desfrutando de sua vida, descartando quaisquer expectativas externas.

5. Escreva coisas

Documentar seus pensamentos é um poderoso analgésico. Pensamentos estressantes acumulados, inevitavelmente, resultam em ansiedade.

Escrever o que você está pensando e sentindo pode proporcionar um profundo sentimento de alívio, pois você não está mais confiando em suas faculdades cognitivas para armazenar e interpretar cada pequeno impulso.

Escrever seus pensamentos, em essência, é transferindo seus pensamentos para algo tangível. Ao fazê-lo, você libera seus recursos cognitivos e neutraliza a ansiedade. Como resultado, torna-se mais relaxado – e uma mente relaxada é uma mente pacífica.

Uma boa prática: mantenha um bloco de anotações em seu alcance. Sempre que um pensamento estressante e ansioso surgir, escreva-o. No final do dia, reveja as suas anotações – alguma coisa precisa mudar ou suas ansiedades são um subproduto inofensivo de uma mente hiperativa?

 

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*Fonte: osegredo /Power of Positivity

Se você bebe para esquecer, está perdendo tempo: O álcool reforça as lembranças ruins

Novo estudo vira de ponta-cabeça a velha ideia: A fuga é possível, mas no médio prazo as experiências negativas são fixadas em nossa memória.

O famoso “beber para esquecer” pode ter se tornado página virada. Embora seja verdade que uma boa bebedeira pode levar a pessoa a não se lembrar de tudo o que fez no dia seguinte, as coisas ruins (exatamente as que queremos apagar da memória) podem se agarrar ao nosso cérebro de modo mais ferrenho do que se não bebêssemos.

É isso que revela um estudo publicado pela revista Translational Psychiatry, elaborado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA). Dividiram ratos de laboratório em dois grupos: um bebeu água durante duas horas, e ao outro foi dada grande quantidade de álcool no mesmo intervalo de tempo. Posteriormente, ambos grupos foram submetidos a um som determinado, seguido por uma descarga elétrica. No dia seguinte, os roedores escutaram o mesmo som, mas dessa vez sem que fosse seguido pelo choque. Os resultados mostraram que os ratos que haviam sido embriagados tinham mais medo (lembravam melhor da descarga) que aqueles que tinham bebido água.

A conclusão do trabalho é que o álcool perpetua a sensação de medo: a extinção dessa recordação exige receptores do neurotransmissor glutamato (substância relacionada à memória), e quando os compostos do álcool se unem a esses receptores, interferem nas sinapses (comunicação neuronal), levando a que os animais que beberam álcool “não se acostumem ao estímulo e não esqueçam a experiência prévia ruim”, explica o neurologista Pablo Irima, diretor da Sociedade Espanhola de Neurologia.

Tal neurotransmissor (envolvido na eliminação da recordação) não se dá bem com a bebida. “O glutamato produz rejeição ao álcool. Costuma-se usá-lo no hospital para que os pacientes parem de beber”, diz o psiquiatra e presidente da Sociedade Espanhola de Psiquiatria, Julio Bobes.

 

Distrai, mas não apaga os traumas

Que o álcool nos faz recordar as coisas mais facilmente é algo que tinha sido evidenciado por um estudo da Universidade do Texas (EUA) em 2011. De acordo com essa pesquisa, tomar uma dose ativa certas regiões do cérebro relacionadas exatamente ao aprendizado e à memória.

Mesmo assim, a ideia de que beber é uma boa forma de afastar as más recordações é tão difundida que até esse estudo afirma que a maioria das pessoas afetadas por diversos traumas (entre 60% e 80%) ingere álcool compulsivamente. “Muitos pacientes com estresse pós-traumático se embebedam com a finalidade de fugir da situação, esquecer ou dormir com mais facilidade”, acrescenta Irima. E os pesquisadores concluem: “Se os efeitos do álcool nas lembranças desagradáveis forem semelhantes nos humanos, nosso trabalho pode ajudar a entender melhor como funcionam essas memórias e como focar melhor as terapias em pessoas que apresentam estresse pós-traumático”.

 

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*Fonte: elpais

Morar perto de árvores reduz casos de depressão, segundo pesquisadores

De acordo com estudo “Paisagem e Urbanismo”, publicado na revista científica Science Direct, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados. Os dados analisados pelos pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010.

Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram no levantamento.

A pesquisa levou em conta apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências, sendo que os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. Dessa forma, a proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Um dado identificado foi que em locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidepressivos foi menor. Assim, 40 árvores por quilômetro quadrado possui uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas.

Avaliando os resultados da pesquisa, os pesquisadores consideram que a saúde e bem-estar são estimulados por locais com paisagem mais verde, que favorecem a prática de atividades físicas e a interação com a comunidade.

 

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*Fonte: pensamentoverde

 

 

Conheça a tradição japonesa do ‘banho de floresta’ (shinrin-yoku)

No Japão, o processo de experimentar profundamente a natureza, tomando-a lentamente através de todos os sentidos, chama-se shinrin-yoku, que se traduz como “banho de floresta”. Que é bom ficar rodeado pela natureza, todo mundo já sabe, mas esta prática também pode ser usada como meditação, com benefícios para a saúde física e psicológica.

Os efeitos da prática no corpo e na mente foram estudados desde que foi desenvolvido no início dos anos 80 e os resultados mostram diminuição de cortisol, principal hormônio causador do estresse, e a redução da pressão arterial. Além disso, a prática promove melhora na concentração, aumento da imunidade e fortalecimento do metabolismo, entre outros efeitos emocionalmente positivos.

Como funciona a imersão

Uma sessão típica envolve caminhar muito lentamente e deliberadamente através da floresta, mas você também pode experimentar esta técnica em outros ambientes naturais na cidade, como em um parque ou jardim botânico. Enquanto você anda, é preciso expandir seu olhar para admirar ainda mais a beleza da natureza, notando coisas que não percebia antes.

Você também pode simplesmente se sentar e observar as diferenças sutis na cor das coisas, tomando um momento para fazer uma pausa e respirar profundamente o oxigênio limpo abundante das árvores. Passe os dedos pela grama, sentindo sua textura. Abra seus ouvidos para sintonizar o ruído de abelhas zumbindo, de pássaros cantando, da água e da folhagem se movimentando. Respire profundamente pelo nariz, inalando os aromas variados.

Para desfrutar melhor da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas. Se estiver acompanhado, combinem antes de não interagirem durante a prática, e quando terminarem, vocês podem se sentar em uma roda e conversar sobre o que observaram.

Você pode praticar shrinrun-yoku quantas vezes quiser. Apenas uma tarde pode trazer sentimentos positivos de bem-estar que duram semanas.

A prática do “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, é também uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

 

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*Fonte: ciclovivo

Reaprenda a comer de acordo com seu estilo de vida

>> ENGRAVATADO das 9h às 18h

Perfil
Se você trabalha em home office ou em horário comercial com copa no escritório, o universo está a seu favor. “É a situação ideal para fazer boas trocas e controlar a qualidade do que come”, diz a nutróloga Ana Luísa Vilela.

Onde comer
Se puder cozinhar, prepare sua comida com temperos naturais, pouco sal e gordura. Troque frituras e empanados por grelhados e cozidos. Se comer fora, prefira restaurantes por quilo ou planeje o menu à la carte antes de sair.

O que comer
Vale para todo mundo o princípio de um prato colorido e dividido em quatro partes iguais: metade é de verduras e legumes, um quarto tem proteína e outro carboidratos. Pegue no
mínimo cinco cores.

Quando comer
Não precisa se alimentar a cada três horas, mas não espere até morrer de fome. Abuse da regularidade dos seus horários e torne sagrada a hora das refeições e snacks. Isso ajuda a comer porções menores e não se render à bolacha recheada no meio da tarde.

Truques
Planejar é a palavra: pense no prato completo antes de começar a se servir, tenha em casa alimentos mais frescos e naturais e evite rechear a despensa e as gavetas do escritório com soluções práticas, mas muito gordurosas, como congelados comuns ou salgadinhos.
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>> NOTÍVAGO

Perfil
Acordar na hora do almoço e ir dormir quase na hora do café não facilita o acesso à comida. Quem troca o dia pela noite pode perder a noção se está comendo muito ou pouco e pular refeições importantes.

Onde comer
O notívago tende a comer sozinho, vendo TV ou trabalhando. Os deliveries e fast-foods costumam ser seus companheiros. O ideal, no entanto, é planejar as refeições para tê-las à mão, em qualquer lugar, a qualquer hora.

O que comer
A refeição da noite deve ter fibras. Quanto mais salada, melhor. “Tudo bem não tomar um café da manhã reforçado, mas quebre o jejum com um suco em vez de esperar o almoço”, recomenda a nutricionista Ana Perdigão.

Quando comer
Não passe períodos longos em jejum. Marque hora para se alimentar e se for preciso anote o que está comendo para ver se seu apetite está desregulado. Às vezes falta fome, mas sobra mau humor, sinal de falta de energia por ficar horas sem comer.

Truques
Os deliveries tarde da noite são péssimas opções. Em vez de comer uma pizza às 23h, leve um lanche saudável ou peça um na padaria mais cedo. Em casa, vá de opções rápidas como saladas ou massa integral com legumes.

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>> WORKAHOLIC

Perfil
Se você praticamente mora no trabalho, é bem possível que as atendentes dos deliveries da região o conheçam pelo nome. Rolou identificação? Faça já adaptações para reduzir os danos, que podem incluir gastrite, cefaleia e ganho de peso.

Onde comer
A mesa de trabalho não é um bom lugar, nem a pressa uma boa companhia. Se tiver que comer na própria mesa, separe pelo menos meia hora para isso. Logo depois de se alimentar, a digestão e o trabalho vão “competir” por energia, e a saúde é quem perde.

O que comer
Se a opção for delivery, escolha comidas com ingredientes frescos, integrais e pouca gordura, como culinária japonesa, saladas, carnes magras e legumes ou congelados saudáveis entregues no escritório. Fique atento às suas emoções: alguém estressado dificilmente vai querer salada no fast food.

Quando comer
Antes de pedir um misto quente na padaria no meio da tarde, veja se é fome mesmo ou se está precisando de uma pausa para descarregar a ansiedade. Quem sempre estica até tarde pode dividir a alimentação do fim do dia entre um lanche no escritório e um jantar leve em casa.

Truques
Prepare-se para os dias corridos. Vale ter congelados saudáveis em casa para quando chegar tarde e cansado ou ter lanches à mão que não dão trabalho para preparar no escritório. Se sabe que não vai sair para comer melhor, programe bem o que vai pedir.

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>> RATO DE AEROPORTO

Perfil
Quem está sempre mudando de rotina, de horários, de cardápios e de país se dá mal. Com comidas diferentes e sem rotina, é preciso ter uma vida ativa para compensar, preferindo hotéis com academia, por exemplo. E ser bastante disciplinado, já que horários ingratos desregulam o apetite de qualquer um.

Onde comer
Antes de contar calorias, é preciso garantir opções com condições sanitárias mínimas – em alguns países isso não é tão simples. Pratos típicos muito condimentados ou diferentes dos que está habituado também podem “incomodar” o organismo. Na dúvida, procure uma culinária internacional no hotel.

O que comer
“Adapte-se às refeições da região, aproveitando bons alimentos locais como peixes ou vegetais”, diz Ana Luísa. “Não deixe de provar a comida local, porque alimentação também é fonte de prazer, mas não se desespere para experimentar tudo, isso pode sabotar sua saúde”, afirma Ana Perdigão.

Quando comer
Jet lag e conexões desregulam o apetite. A dica das nutricionistas é tentar se adaptar ao horário local: se chegou num país na hora do almoço, mas é hora do café para seu relógio biológico, se ajuste ao local. Numa conexão no meio da madrugada, escolha o menos pior: um lanche com salada é melhor que um salgado frito.

Truques
“Compensar é importante. Se comeu um prato típico mais pesado no almoço, tente achar uma sopinha para o jantar”, explica Ana Perdigão. Escolha ingredientes e preparos leves e com os quais está acostumado, como uma versão local de carnes grelhadas ou cozidas com legumes. E abuse dos supermercados sempre que possível.

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>> SR. REUNIÃO

Perfil
Das duas, uma: ou a agenda de reuniões vai bagunçar o horário das suas refeições, ou os coffee breaks vão ser a tentação na forma de pãezinhos, bolos, bolachinhas e refrigerante. Deixar a rédea solta pode ser sinônimo de comer sem consciência e fazer péssimas escolhas.

Onde comer
No trabalho, agenda é tudo – e isso vale para saber onde comer. Planeje uma lista de locais que sejam adequados aos encontros profissionais, mas que também permitam boas escolhas. Dificilmente numa churrascaria ou cantina a salada ou sopa de legumes vai ser a primeira escolha.

O que comer
Em reuniões, não dá para ser o chato que leva a própria comida. Então, escolha o que menos prejudica seu planejamento em uma mesa de coffee break, como frutas frescas e secas, nozes e castanhas. Se houver opções integrais, prefira. Em almoços ou jantares você nunca
vai fazer feio com um peixe e salada.

Quando comer
Nunca sente à mesa morrendo de fome. Primeiro, porque é difícil se concentrar na pauta da reunião. Segundo, porque a prioridade será trabalho, e a chance de comer demais sem nem perceber é alta. Por fim, você pode não ter controle sobre o que será servido, mas pode optar por uma porção menor se não estiver com tanta fome.

Truques
Além dos lanchinhos curinga para os intervalos entre as reuniões, que tal virar a mesa? Sempre que possível, proponha os cardápios, trocando refrigerante por água flavorizada ou sucos, incluindo chás, frutas e castanhas e abolindo opções como balinhas, doces e bolachas.

 

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*Fonte: GQ

Truque de respiração ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade

Vários estudos ligam a meditação no combate aos níveis de estresse e esses truques simples são um bom começo para quem precisa relaxar. O Dr. Andrew Weil recomenda que os exercícios sejam feitos em qualquer situação estressante e também antes de dormir.

Veja como realizar os truques:

1. Coloque a ponta da língua atrás dos dentes superiores da frente e mantenha essa posição durante todo o exercício.

2. Expire completamente pela boca, emitindo um som como um assobio.

3. Feche a boca e inspire calmamente pelo nariz, contando mentalmente até quatro.

4. Prenda a respiração e conte até sete.

5. Expire completamente pela boca, contando até oito.

6. Após essa primeira respiração, repita o ciclo mais três vezes.

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